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Presidente interina da Venezuela nomeia novo chefe da área econômica


07/01/2026 10:43 - g1.globo.com


A presidente interina da Venezuela nomeou nesta terça-feira (6) o novo responsável pela equipe econômica, cargo que ela própria ocupava até a queda de Nicolás Maduro e que é considerado prioridade de sua gestão. Este é o primeiro anúncio de mudança feito por Delcy Rodríguez à frente do governo. Calixto Ortega Sánchez foi nomeado vice-presidente da área econômica. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Delcy era vice-presidente do país e a primeira na linha de sucessão, além de acumular o cargo de ministra de Hidrocarbonetos e a coordenação da política econômica. O novo indicado presidiu o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025. Antes disso, Ortega Sánchez atuou na indústria do petróleo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Até o fim de 2026, esperamos consolidar os resultados de 2025 e avançar ainda mais”, disse Delcy Rodríguez à TV estatal, ao citar a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025. O cenário econômico da Venezuela é considerado complexo, com uma desvalorização da moeda local próxima de 500%, o que reacende os temores de uma nova hiperinflação. Ainda assim, especialistas revisaram para cima suas expectativas para 2026 com Delcy Rodríguez à frente do governo. Delcy passou a conduzir a política econômica durante o período mais agudo da crise, quando promoveu a flexibilização de controles e liberou o uso do dólar. A presidente interina assume o governo sob forte atenção de Donald Trump, que ordenou o bombardeio a Caracas que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico nos Estados Unidos. O republicano já demonstrou interesse nas reservas de petróleo da Venezuela, enquanto Delcy defende uma relação baseada no equilíbrio e no respeito. Especialistas avaliam que a nova administração pode abrir espaço para uma flexibilização do embargo em vigor desde 2019. Vice-presidente e ministra do Petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala à imprensa em Caracas, na Venezuela, em 10 de março de 2025. Reuters



PDVSA sob pressão: como fica a petroleira estatal com a ofensiva dos EUA na Venezuela?


07/01/2026 08:03 - g1.globo.com


Como ficará o setor petrolífero na Venezuela? As declarações do presidente Donald Trump sobre a intenção de “assumir” o setor petrolífero da Venezuela, após a operação que retirou Nicolás Maduro do poder, colocaram no centro do debate o futuro da estatal PDVSA. A Venezuela concentra cerca de 17% das reservas comprovadas do planeta — mais de 300 bilhões de barris, segundo entidades internacionais do setor energético — e manteve por anos um quase monopólio do setor após a reestatização promovida pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao prender Maduro, Trump prometeu reestruturar a indústria petrolífera, com investimentos de bilhões de dólares de empresas americanas, e o destino dessas reservas passou a ser acompanhado de perto por governos, empresas e investidores. A empolgação inicial levou as ações de petrolíferas americanas a dispararem. A Chevron, que mantém operações no país e é vista como uma das mais bem posicionadas, subiu 5,1% na segunda-feira. Conforme se percebeu que qualquer mudança levaria tempo, o movimento se inverteu: os papéis recuavam mais de 4% na terça. Além dos impactos econômicos e geopolíticos, surge o debate sobre como a ofensiva de Trump pode redesenhar o papel da PDVSA e da Venezuela no mercado internacional de petróleo. Segundo analistas ouvidos pelo g1, o movimento reflete menos uma mudança imediata na oferta global e mais a leitura do mercado diante de um novo cenário geopolítico. O que acontece com a PDVSA? Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters Apesar da ofensiva militar, a estatal venezuelana segue operando. Segundo informações da Reuters, as atividades de produção e refino continuam normalmente, sem danos às principais instalações, embora o porto de La Guaira tenha sido severamente afetado pelos ataques. O principal desafio da empresa, no entanto, não é operacional de curto prazo, mas estrutural. Welber Barral, sócio da BMJ Consultores Associados e ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), afirma que a estatal foi enfraquecida ao longo dos anos. “A PDVSA acabou sendo desmontada por falta de investimento. Hoje, exporta apenas um terço do volume registrado há 20 anos. É uma empresa sucateada por má administração, mas que ainda tem enorme potencial, porque detém grandes reservas”, diz. ➡️ Responsável pela exploração, produção, refino e exportação de petróleo, a Petróleos de Venezuela S.A. é o eixo de um setor que sustenta a economia do país há décadas. O petróleo e seus derivados respondem por cerca de 90% das receitas de exportação da Venezuela, o que torna a estatal central para as contas públicas. ➡️ Apesar de administrar as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a PDVSA atravessa um longo processo de deterioração. Durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a empresa sofreu forte interferência política, enfrentou casos recorrentes de corrupção, perdeu quadros técnicos e viu investidores estrangeiros deixarem o país. ➡️ O impacto foi direto na produção, que caiu mais de 70% desde o fim dos anos 1990. Problemas operacionais, como acidentes em oleodutos e refinarias, agravaram o quadro, enquanto sanções impostas pelos EUA — especialmente a partir de 2017 — restringiram o acesso da empresa a financiamento, tecnologia e mercados internacionais. Ainda assim, a PDVSA conseguiu estabilizar a produção em torno de 1 milhão de barris por dia, em parte graças a licenças especiais concedidas a algumas empresas estrangeiras, como a americana Chevron. Diante da intervenção americana, Rafael Chaves, ex-diretor da Petrobras e professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que a estatal venezuelana não deve perder relevância, mas deve mudar seu modelo de atuação, hoje marcado pelo isolamento. “O cenário mais provável é a construção de um novo arranjo de regras, no qual a estatal passe a operar em parceria com empresas internacionais. Isso não representa um enfraquecimento. Pelo contrário, pode significar um fortalecimento, já que o isolamento e o monopólio tendem a fragilizar as empresas”, afirma. O que Trump pretende e o papel das empresas americanas Em coletiva de imprensa no sábado (3), Trump afirmou que os EUA pretendem “consertar” a indústria petrolífera venezuelana ao abrir o setor para grandes empresas americanas, o que permitiria recuperar a infraestrutura do país e recolocar o petróleo venezuelano no mercado internacional. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura e começar a gerar lucro para o país”, disse o presidente americano, ao defender uma participação direta do capital privado na reestruturação do setor. Em relatório, analistas do UBS BB pontuam que Trump defende que os EUA “administrem” a Venezuela durante um período de transição, com a produção de petróleo liderada por empresas americanas. A proposta, segundo o documento, seria usar esse modelo para “recuperar prejuízos” acumulados ao longo das últimas décadas. Mesmo assim, isso não significaria uma estatização do setor. Para Rafael Chaves, a lógica é de mercado. “Os EUA costumam operar com mercados, não com estatização. Quando Trump fala em ‘assumir’, ele se refere, provavelmente, à abertura para empresas privadas, como Exxon e Chevron”, explica. Nesse contexto, Barral destaca o interesse das empresas americanas no petróleo venezuelano. Ele lembra que, durante o governo de Joe Biden, foram criadas exceções que permitiram a atuação limitada de algumas companhias dos Estados Unidos no país. “Essa presença, no entanto, foi tímida, porque ninguém faz grandes investimentos sem segurança jurídica no país.” Com o governo Trump, essas autorizações foram revogadas, levando muitas empresas a suspender suas operações na Venezuela. Ainda assim, Barral afirma que o interesse em retomar investimentos permanece. Para isso, o caminho mais provável seria a celebração de acordos com a PDVSA. “Essas parcerias poderiam envolver a cessão de blocos ou outros formatos de parceria, para viabilizar a produção e a exportação de petróleo. O objetivo principal é exportar para o sul dos EUA, onde há muitas refinarias”, explica. Por isso, a expectativa de abertura do mercado venezuelano impulsionou as ações das principais petrolíferas americanas desde segunda-feira (5). Efeitos no mercado de petróleo Analistas e especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que os desdobramentos na indústria petrolífera venezuelana tendem a ter impacto limitado sobre os preços internacionais do petróleo no curto prazo. A principal razão é que a produção do país permanece em torno de 1 milhão de barris por dia, um volume bem abaixo de seu potencial histórico. Para que a oferta aumente de forma relevante, seria necessário um processo longo de investimentos, reconstrução da infraestrutura e mudanças profundas na governança da PDVSA. Além disso, o mercado global de petróleo já opera sob a expectativa de excesso de oferta e de uma demanda mais fraca em 2026, o que reduz a probabilidade de um impacto rápido ou significativo nos preços. Na avaliação de Helder Queiroz, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mesmo um cenário otimista apontaria para uma recuperação gradual. “Não há possibilidade de aumento rápido. Um retorno ao patamar de 3 milhões de barris por dia não ocorreria em menos de cinco anos”, afirma. Ainda assim, uma eventual recuperação da produção venezuelana tornaria o mercado mais competitivo, pressionando o Brasil e a Petrobras a acelerar a exploração de suas reservas, de acordo com Rafael Chaves. Para ele, a Petrobras segue relevante, mas precisa ganhar velocidade para transformar potencial energético em crescimento econômico. O fator China e o redesenho geopolítico A atuação dos EUA na Venezuela também envolve uma dimensão estratégica no cenário geopolítico. Segundo Gustavo Vasquez, gerente de petróleo e GLP da Argus, a China é hoje o principal destino do petróleo venezuelano, com compras em torno de 430 mil barris por dia, além de ser credora de cerca de US$ 12 bilhões em empréstimos garantidos por petróleo. Nesse contexto, a leitura de especialistas é que Washington busca reduzir a influência de Pequim e de Moscou sobre o país sul-americano — o que pode levar outros países da região a reavaliar sua dependência desse financiamento. Apesar disso, Barral, da BMJ, avalia que ainda não há uma estratégia americana claramente definida para o futuro da Venezuela. “Havia o objetivo de derrubar Maduro, mas não existe uma diretriz clara sobre o que fazer com o país depois disso.” “Do ponto de vista geoestratégico, o principal interesse é afastar a Venezuela de alianças com Rússia, China e Irã. O país estava muito alinhado a esses atores, e há um interesse evidente em reduzir essa proximidade”, explica. Na avaliação de analistas, a reação inicial dos mercados reflete mais uma leitura sobre o novo cenário político do que mudanças concretas na oferta de petróleo ou na estrutura da indústria venezuelana. “O mercado ficou mais tenso no primeiro momento, mas os preços voltaram ao patamar das últimas semanas”, afirma Helder Queiroz, indicando que, por ora, o impacto é mais simbólico do que prático, à espera de definições sobre os próximos passos no tabuleiro geopolítico e energético. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 Andres Martinez Casares/Reuters



Vendas de elétricos e híbridos sobem 26% em 2025, e crescem 10 vezes mais que o mercado


07/01/2026 08:00 - g1.globo.com


João Pantoja/Rede Amazônica A venda de carros elétricos e híbridos cresceu 26% em relação ao número de emplacamentos registrados em 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Segundo a entidade, foram vendidos 223.192 veículos eletrificados em 2025, ante 177.538 em 2024 e 93.927 em 2023. Na comparação com 2023, o avanço chega a 138%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O ano também foi marcado pela inauguração das fábricas da BYD e da GWM, além do início da fabricação nacional de modelos elétricos da Chevrolet, que prometem ampliar ainda mais as vendas em 2026. (veja mais abaixo) O crescimento entre 2024 e 2025 já é expressivo por si só, mas ganha ainda mais destaque quando comparado à previsão de alta de apenas 2,5% para todo o mercado de automóveis da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, o segmento de veículos elétricos e híbridos deve crescer cerca de 10 vezes mais do que o mercado total, que inclui também os modelos movidos a combustão. A ABVE não inclui na contagem os veículos com sistema híbrido leve, já que esse tipo de tecnologia não utiliza o motor elétrico para movimentar as rodas. Alguns modelos com esse sistema são: Fiat Pulse; Fiat Fastback; Peugeot 208; Peugeot 2008; Caoa Chery Tiggo 7 Pro; Kia Sportage; Land Rover Defender 110 e 130. Ao incluir esse tipo de eletrificação no total, foram emplacados 282.252 veículos em 2025. Os híbridos leves responderam por 34% de todas as vendas. A diferença de 59.060 unidades é superior ao volume registrado por todos os modelos com conjunto híbrido pleno (42.354 unidades). Entre eles, estão: Honda Civic; Honda CR-V; Toyota Corrolla; Toyota Corolla Cross; Toyota Rav4; Ford Maverick; Hyundai Kona; GWM Haval H6; GAC GS4. “Ultrapassamos o marco simbólico dos 200 mil veículos eletrificados vendidos num único ano. Em 2016, tínhamos ficado felizes quando atingimos 1.091 unidades e agora, em 2025, chegamos a 223.912. O mercado aumentou 20.423% em apenas 10 anos!”, apontou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. Segundo a ABVE, os veículos eletrificados responderam por 13% das vendas de carros zero km em 2025. Híbrido plug-in é o preferido do brasileiro Mesmo com grande parte das vendas concentrada nos híbridos leves, os híbridos plug-in que registraram os maiores volumes. Neles, o motor elétrico move as rodas e garante menor consumo de combustível. Veja quantos emplacamentos foram feitos por cada tecnologia: Híbrido plug-in: 101.394 unidades emplacadas; 100% elétrico: 80.178 unidades emplacadas; Híbrido leve 12V: 44.459 unidades emplacadas; Híbrido pleno flex: 21.323 unidades emplacadas; Híbrido pleno: 21.047 unidades emplacadas; Híbrido leve 48V: 16.881 unidades emplacadas. Brasil expandiu a fabricação local em 2025 Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD Em 2025, começaram a operar fábricas de três grandes marcas no Brasil, que devem ampliar a oferta e os emplacamentos de eletrificados no Brasil. A primeira foi a BYD, que inaugurou sua planta em Camaçari (BA), onde a Ford produzia veículos como o EcoSport. Na unidade do Nordeste são produzidos: BYD Dolphin Mini; BYD Song Pro; BYD King. A GWM também assumiu e adaptou a unidade fabril que antes pertencia à Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP) — onde a marca alemã produzia modelos como o sedã Classe C e o SUV GLA. A partir da planta no interior paulista, a fabricante chinesa produz: GWM Haval H6; GWM Haval H9; GWM Poer P30. Já a GM adotou uma estratégia diferente ao terceirizar a produção de seus modelos elétricos para a Comexport, em Horizonte (CE). A partir dessa unidade saem modelos como: Chevrolet Spark; Chevrolet Captiva EV. “Em resumo, os eletrificados são o setor mais inovador e dinâmico do mercado automotivo brasileiro, e o que mais investe em geração de emprego", disse o presidente da ABVE. Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) divulgação/GWM



Consignado CLT: sem garantia do FGTS regulamentada, empréstimos somam R$ 52 bilhões; abaixo do esperado pelo governo


07/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Consignado CLT: para quem funciona melhor e como negociar com o banco Aposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para baratear e estimular empréstimos ao setor privado, o crédito consignado ao trabalhador com carteira assinada começou em março de 2025 com a estimativa de movimentar R$ 100 bilhões em três meses. No entanto, a expectativa não se confirmou. Segundo o próprio governo, foram emprestados R$ 52 bilhões por meio da modalidade até esta semana. No lançamento, o Ministério do Trabalho disse que a regulamentação do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, um diferencial da modalidade, seria feita até 15 de junho de 2025. Quase dez meses depois do início da linha de crédito, porém, o governo ainda não regulamentou o uso do FGTS nessa modalidade de empréstimos. A nova previsão do governo é que saia até junho de 2026. Pegatroco/Divulgação 🔎 Os empréstimos são descontados da remuneração mensal do trabalhador, respeitado o limite legal da margem consignável (de até 35% da renda líquida para empréstimos e financiamentos). 🔎 Quando a garantia do FGTS estiver em vigor, todos os trabalhadores poderão usar até 10% do saldo do FGTS como garantia e, também, 100% da multa rescisória na demissão sem justa causa (que equivale a 40% do valor do saldo) — algo que contribuirá para baratear os juros e para estimular os bancos a emprestarem mais recursos. "Importa destacar que a regulamentação do FGTS não interfere, neste momento, no fluxo de pagamento dos empréstimos da Plataforma Crédito do Trabalhador. Atualmente, quando o vínculo empregatício é encerrado, o contrato de crédito permanece ativo e pode ser retomado em um novo vínculo formal, mediante anuência do trabalhador. Até essa retomada, o trabalhador fica impedido de contratar novos empréstimos enquanto o contrato estiver pendente", informou o Ministério do Trabalho. No crédito ao trabalhador, a busca pelos empréstimos pode ser feita por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) ou, também, diretamente nas instituições financeiras. Como funciona sem garantia do FGTS? Sem a regulamentação do FGTS como garantia nas operações de crédito, o Ministério do Trabalho explicou que, em caso de demissão, acaba automaticamente o desconto em folha, pois não há mais remuneração vinculada ao contrato de trabalho. E, na ausência de norma que autorize o uso do FGTS para quitação ou amortização automática, não há desconto do saldo de FGTS. "O empregador pode descontar até 35% sobre o valor das verbas rescisórias, para pagamento do empréstimo existente do trabalhador desligado, recolhendo esse valor via FGTS Digital ou DAE. Se o valor da rescisão não for suficiente para quitar todo o empréstimo, a responsabilidade pelo restante é exclusiva do trabalhador junto ao banco", explicou o governo. Além disso, segundo o governo: o empréstimo fica vinculado ao CPF do trabalhador e na CTPS Digital. A CTPS Digital funciona como repositório de informação do vínculo e do contrato, e não como garantia. O empréstimo não se extingue com o fim do vínculo, apenas perde temporariamente o mecanismo de desconto automático. caso o trabalhador seja contratado novamente com carteira assinada, ocorre o chamado "carregamento operacional". O novo empregador passa a ser informado, via sistemas oficiais (Dataprev/eSocial), da existência do contrato consignado. Nesse caso, o desconto em folha pode ser retomado, desde que haja margem consignável disponível; e o contrato esteja dentro das regras legais e operacionais vigentes. No caso de o trabalhador não conseguir novo emprego formal, segundo o governo, o contrato continua existindo como obrigação financeira comum. "O pagamento das parcelas passa a depender de negociação direta com a instituição financeira; ou mecanismos de cobrança previstos em contrato (sem desconto em folha). Não há, no modelo atual, execução automática via CTPS ou sistemas públicos, nem desconto compulsório fora da folha", acrescentou o Ministério do Trabalho. Impacto no mercado de trabalho Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe Nogueira, há casos de trabalhadores que pedem demissão para quitar parte do empréstimo, ou até mesmo para parar de pagar o saldo remanescente, e exemplos que eles também deixam de procurar emprego formal para não ter o empréstimo debitado em seu salário. "Eles estão optando por ficar no mercado informal de trabalho, onde o empréstimo não os impacta, não restringe a sua renda, e eles podem entrar nos benefícios sociais do governo e trabalhar informalmente. Isso está gerando mais o impacto no mercado de trabalho. Eles têm preferido ficar nos auxílios governamentais e no mercado informal de trabalho", disse. Para o Ministério do Trabalho, o risco de o trabalhador evitar novo emprego formal para postergar a cobrança "não é considerado uma ameaça ao sistema, pois ele permanece impedido de acessar novos créditos e sofre impacto negativo em seu histórico financeiro, o que torna essa conduta pouco vantajosa". Taxa de juros De acordo com dados do Banco Central, a taxa média de juros do crédito consignado ao setor privado somou de 3,83% ao mês em novembro deste ano. Essa é a taxa média dos bancos, mas há casos, segundo o ranking do Banco Central, que os juros chegam a mais de 7% ao mês (posição de dezembro). A taxa média registrada em novembro ainda foi o dobro dos juros registrados no crédito com desconto em folha para aposentados (1,8% ao mês) e servidores públicos (1,78% ao mês) no mesmo período. Veja as taxas médias de juros de outras linhas de crédito em novembro: ➡️ Crédito pessoal não consignado: 6,23% ao mês; ➡️ Cheque especial das pessoas físicas: 7,63% ao mês; ➡️ Cartão de crédito rotativo: 15,1% ao mês. Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, avaliou que as taxas de juros são muito altas e pediu que a regulamentação do FGTS como garantia aos empréstimos, que reduziria em tese o valor cobrado pelas instituições financeiras, "deve ser feita o mais rápido possível". "Nós mesmos já mandamos sugestões para o Ministério do Trabalho para ter um limite ao percentual de taxa de juros, em conjunto com várias centrais sindicais que também corroboraram a nossa tese", disse Roscoe, da Fiemg. Em março do ano passado, o governo publicou um decreto do presidente Lula que deixou a porta aberta para eventualmente, se julgar necessário, fixar um teto de juros ao consignado. Em junho de 2025, o Ministério do Trabalho informou que estaria "monitorando" os bancos e que, em caso de abuso, poderia descredenciá-los de ofertar os empréstimos. Desde então, nenhuma instituição financeira foi descredenciada e também não foi instituído um teto para as taxas de juros na modalidade de crédito.



Com tarifaço, Brasil amplia exportações para mais de metade de seus parceiros comerciais


07/01/2026 07:01 - g1.globo.com


O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve diferentes efeitos sobre a balança comercial brasileira em 2025. Por um lado, as tarifas encareceram as vendas e reduziram as exportações brasileiras para os EUA ao longo do ano. Por outro, favoreceram a aproximação do Brasil com outros parceiros, ampliando o leque de destinos comerciais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo dados da balança comercial brasileira, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira (6), o Brasil ampliou as vendas para mais da metade de seus parceiros comerciais em 2025 (53,3%). Além disso, mais de 40 países registraram recordes de compras de produtos brasileiros ao longo do ano. Entre os destaques estão Canadá, com crescimento de 14,8%, Índia (30,2%), Noruega (8,8%), Paquistão (132,6%), Paraguai (6,9%), Suíça (53,7%), Turquia (7,9%) e Uruguai (29,5). Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo a comparação do volume de vendas brasileiras entre 2024 e 2025 para cada país: “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.”, disse o vice-presidente e ministro de desenvolvimento, Geraldo Alckmin, em nota oficial. Em 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 68,3 bilhões (R$ 367,4 bilhões), resultado da diferença entre exportações e importações. Segundo o MDIC, as exportações somaram US$ 349 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão) em 2025, um novo recorde mesmo com o tarifaço. Já as exportações brasileiras para os EUA recuaram, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões no ano passado — uma queda de 6,6%. Com isso, o déficit comercial do Brasil com os americanos cresceu de forma expressiva, somando US$ 7,53 bilhões no ano passado. Quais setores se destacaram? Segundo o ministério, parte do resultado positivo das exportações brasileiras se deve ao volume recorde de vendas da indústria de transformação — setor que reúne atividades que transformam matérias-primas em produtos de maior valor agregado. As exportações desse segmento totalizaram US$ 189 bilhões (cerca de R$ 1,02 trilhão). Entre os principais destaques do setor estão as vendas recordes de: carne bovina (US$ 16,6 bilhões); carne suína (US$ 3,4 bilhões); alumina (US$ 3,4 bilhões); veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões); caminhões (US$ 1,8 bilhões); café torrado (US$ 1,2 bilhões); máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bilhões); máquinas e ferramentas mecânicas (US$ 729 milhões); produtos de perfumaria (US$ 721 milhões); cacau em pó (US$ 598 milhões); instrumentos e aparelhos de medição (US$ 593 milhões); e defensivos agrícolas (US$ 495 milhões). Já na indústria extrativa, alguns produtos bateram recordes de embarque para outros países, como o minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas), enquanto os bens agropecuários registraram um avanço de 3,4% em volume e 7,1% em valor. O que esperar à frente? Apesar de o Brasil ter negociado a retirada das tarifas de Trump para a maioria dos produtos, a medida só passou a valer em novembro. Com isso, muitos setores ainda sentem os efeitos negativos das tarifas, e o governo Lula (PT) ainda tem um caminho a percorrer nas negociações comerciais. "[Agora] é vital que o governo brasileiro intensifique suas estratégias comerciais e desenvolva uma política de estado que promova a expansão das exportações, especialmente em produtos com maior valor agregado", afirma o economista e presidente da Capital Corano, Bruno Corano. Segundo ele, as tarifas incentivaram muitos empresários brasileiros a buscar novos mercados, e esse movimento deve continuar nos próximos meses, à medida que cresce a necessidade de o governo brasileiro “aumentar a frequência das missões comerciais para fortalecer laços e explorar novas oportunidades”. “A criação de uma política de Estado voltada à expansão das exportações é fundamental”, completa o economista, ao reiterar que o país pode precisar ajustar sua estratégia para ampliar a participação de produtos de maior valor agregado nas vendas externas. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage durante a foto de família com ministros durante uma reunião ministerial na residência oficial Granja do Torto, em Brasília Adriano Machado/Reuters



Ano novo, emprego novo: saiba fazer um bom currículo usando IA — e o que dizem os especialistas


07/01/2026 06:01 - g1.globo.com


Emprego novo: Como fazer um bom currículo usando IA Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, uma pesquisa da Robert Half diz que 61% dos profissionais planejam procurar um novo emprego em 2026. E quem se habituou a usar a Inteligência Artificial (IA) para trabalhar, pode também usar a tecnologia para criar ou revisar o currículo de forma mais simples e estratégica. Especialistas afirmam que mesmo as ferramentas gratuitas conseguem organizar bem as habilidades e experiências do profissional, mas também exigem atenção para evitar a inserção de erros e informações falsas. Recrutadores reforçam que honestidade e revisão dos dados continuam sendo indispensáveis. A tecnologia pode ajudar a "turbinar" o currículo, mas o candidato precisa usá-la bem e de forma ética. Veja as seguintes dicas abaixo. Uso de IA x falta de informações 👩🏽‍💻 Tentar 'driblar robôs' tem riscos 🤖 Falta preparo das empresas ✍🏽 Como fazer um bom currículo usando IA 📝 Uso de IA x falta de informações 👩🏽‍💻 Ferramentas gratuitas como ChatGPT, Gemini, NotebookLM e Perplexity são boas alternativas na hora de preparar currículos, organizar informações, revisar textos ou tentar se destacar nos sistemas de triagem das empresas. No entanto, é preciso cuidado para não levar recrutadores ou algoritmos ao engano. Nos últimos anos, cresceu no mercado de Recursos Humanos o uso de IA nos processos seletivos, tanto por candidatos quanto por empresas. Hoje, a maioria das plataformas de recrutamento utilizam sistemas que comparam o currículo com a descrição da vaga para ranquear e encontrar, de forma automática, candidatos que se encaixem nas oportunidades divulgadas. A Gupy, por exemplo, usa IA para cruzar requisitos como formação, experiência, habilidades, idiomas, competências técnicas, localização e aderência à vaga. Na prática, antes de o gestor analisar o currículo, o candidato passa por uma triagem automatizada. Segundo Jhenyffer Coutinho, sócia e líder em Experiência das Pessoas Candidatas da Gupy, a melhor forma de ir bem nesse processo é preencher completamente todas as informações solicitadas. “O erro mais comum é não colocar as informações básicas. Isso derruba muito o ranqueamento”, afirma a especialista da Gupy. Dados da plataforma mostram que 35% dos currículos enviados não têm nenhuma habilidade cadastrada. Além disso, 64% trazem descrições de experiência com menos de 200 caracteres, o que também prejudica o desempenho nos sistemas de IA. “Em uma plataforma em que não há limites para descrever sua jornada, quanto mais detalhes você coloca, mais elementos a tecnologia tem para encontrar no seu perfil”, explica Coutinho. “Há muito mais chances de um texto de 1.500 caracteres trazer informações relevantes do que um de 500. A tecnologia não está contando caracteres, é apenas uma recomendação nossa”, conclui. Isso significa que o currículo precisa ser estratégico, além de completo e objetivo, por isso usar a Inteligência Artificial pode ajudar a organizar melhor as informações e adequar para um melhor resultado nessa triagem. Mas quem faz o currículo continua sendo a pessoa candidata. O currículo precisa refletir a sua história. A tecnologia é uma aliada, mas não substitui a autenticidade. Tentar 'driblar robôs' tem riscos 🤖 Alguns candidatos têm tentado driblar os sistemas de seleção que utilizam Inteligência Artificial por meio do uso de palavras-chave invisíveis. Ou seja, inserem textos ocultos dentro do currículo com o objetivo de “fisgar” os algoritmos. Segundo Juliana Maria, especialista em recrutamento e seleção, tentar burlar o sistema — como inserir iscas para enganar filtros — pode até gerar um avanço inicial, mas costuma resultar em desclassificação e prejuízo à reputação do candidato. “Esses ‘truques’ para enganar a IA até podem fazer o candidato avançar na triagem inicial, mas não se sustentam. Quando a informação não é verdadeira, a inconsistência aparece na entrevista e pode levar à desclassificação e até ao bloqueio em processos futuros”, explica Juliana Maria. Para a especialista, usar a IA de forma ética para organizar e enriquecer o currículo é válido, desde que as informações sejam verdadeiras, já que, no fim, o candidato precisará comprovar conhecimento e competências reais na prática. “O candidato deve revisar tudo. O uso de IA não dispensa o senso crítico”, afirma. Joaquim Santini, pesquisador e palestrante sobre a vida organizacional, é ainda mais direto: “Se o candidato tenta enganar o sistema, ele deve ser desqualificado imediatamente. Esse comportamento coloca em risco a credibilidade dele e pode afetar futuras oportunidades.” Segundo ele, mesmo que o candidato avance na triagem automatizada e nas entrevistas, a inconsistência aparece logo após a contratação. “Não dá para sustentar uma mentira por muito tempo. Em três ou seis meses, ele será desligado”, diz. Falta preparo das empresas ✍🏽 Para Santini, o problema não está apenas nos candidatos, mas também na falta de preparo de muitas empresas e líderes. Parte dos recrutadores ainda não tem conhecimento suficiente sobre IA para conduzir entrevistas capazes de identificar inconsistências entre o currículo e a experiência real. Ele defende que processos seletivos robustos precisam ir além da triagem automatizada, e investir em entrevistas técnicas e comportamentais bem estruturadas, conduzidas por gestores capacitados. Existe um desequilíbrio claro entre o candidato que conhece minimamente a IA e recrutadores que não têm esse letramento básico. Sem entender como a IA funciona, o risco de erro na contratação aumenta. O futuro do recrutamento, afirma o especialista, passa pela união entre tecnologia, ética, verificação rigorosa e aprendizado contínuo, tanto de candidatos quanto das empresas. Como fazer um bom currículo usando IA 📝 Para Marcos Santos, especialista em Inteligência Artificial e análise preditiva de sistemas, as plataformas mais populares e acessíveis para criar um bom currículo são ChatGPT, Gemini e NotebookLM. A principal recomendação é que o candidato carregue o currículo real e a descrição da vaga, pedindo apenas ajustes e melhorias — sempre revisando cuidadosamente o resultado para evitar “alucinações” da IA, como a inclusão de habilidades ou idiomas que a pessoa não domina. “O currículo não é da IA. É da pessoa. A IA ajuda a tornar a história mais clara e direta”, afirma Santos. Segundo ele, todas as tecnologias podem ajudar, desde que o candidato siga algumas diretrizes: Sempre carregar o currículo real e pedir apenas sugestões de melhoria; Informar à IA para não criar informações novas; Conferir tudo com cuidado, já que a tecnologia pode inserir dados incorretos. “Eu pedi ao ChatGPT que criasse um currículo com informações disponíveis na internet. O sistema afirmou que eu falava finlandês só porque já viajei algumas vezes à Finlândia e fiz posts sobre isso. A IA presumiu essa habilidade”, explica. Marcos também recomenda o uso de IA para traduzir currículos para outros idiomas, como inglês ou espanhol, o que pode ajudar a economizar tempo e dinheiro. No entanto, ele alerta que o candidato nunca deve exagerar no nível de domínio do idioma. Caso o texto fique muito fluente, ele sugere incluir um rodapé informando que a tradução foi feita com ajuda de IA, como gesto de transparência. “No final, os recrutadores querem um candidato autêntico, uma pessoa que seja exatamente o que diz ser”, afirma. O especialista destaca que saber usar IA de forma consciente e responsável tende a se tornar um diferencial no mercado de trabalho. Entre os principais cuidados estão: Ser totalmente transparente com o recrutador; Não listar tecnologias ou habilidades que não domina; Evitar currículos genéricos demais; Adaptar o texto à vaga, sem exageros ou falsidades; Lembrar que o currículo deve refletir a trajetória real do candidato. Para Juliana Maria, uma das principais recomendações é pedir primeiro que a IA gere um prompt completo, de acordo com o contexto do candidato — como transição de carreira, mudança de cidade ou foco em determinada área — antes de solicitar o currículo final. Depois, o candidato deve preencher esse “prompt-modelo” com seus dados reais e só então pedir que a Inteligência Artificial execute a tarefa. “O nível de entrega fica muito mais robusto”, afirma. Ela também sugere: Criar modelos diferentes (mais descritivo, mais objetivo, mais simples, mais detalhado); Testar os currículos em diferentes plataformas, já que cada sistema lê as informações de forma distinta; Avaliar qual versão gera mais retorno. “Cada IA de recrutamento lê de um jeito”, explica. Juliana ainda alerta para não deixar campos em branco nos portais de candidatura, como cidade, escolaridade e pretensão salarial, já que a ausência dessas informações pode levar o candidato para o fim da fila ou até à eliminação automática. Para ela, recrutadores valorizam candidatos com vontade de aprender: “Coloque no currículo interesse por tecnologia e aprendizado contínuo, mas somente se isso for verdade.” “Se o seu perfil está completo e bem estruturado, a Inteligência Artificial encontra exatamente o que procura”, conclui. Veja abaixo o passo a passo prático das recomendações dos especialistas: Defina seu objetivo (vaga, área, senioridade); Peça à IA um prompt-modelo para o seu contexto e preencha com dados reais; Carregue o currículo atual e a descrição da vaga, depois peça sugestões de ajuste; Crie duas ou três versões do currículo e teste em plataformas diferentes; Preencha todos os campos nos portais de candidatura; Revise linha por linha, buscando exageros ou inconsistências; Declare níveis reais de idiomas e tecnologias; Evite truques como texto invisível ou códigos ocultos; Inclua evidências de aprendizado contínuo; Prepare-se para a entrevista com exemplos práticos que sustentem o currículo. Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato Foto: Drazen Zigic/Freepik



Governo Lula aposta que EUA precisarão do Brasil nos planos de estabilização da Venezuela


07/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Governo Lula faz a aposta de que o Brasil será necessário nos planos de estabilização da Venezuela O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta de que o Brasil será um agente necessário nos planos de estabilização da Venezuela. A medida é essencial para que os Estados Unidos consigam atrair empresas petrolíferas para o país da América do Sul, após o ataque norte-americano que capturou Nicolás Maduro e deixou um cenário de incerteza no governo venezuelano. Assessores próximos do presidente brasileiro afirmaram ao blog que a estratégia do governo é manter uma boa relação entre Lula e Trump, além de um contato próximo com o novo comando do regime venezuelano, para atuar de forma mais intensa para ajudar na estabilização do país. Trump e Lula mantiveram um encontro bilateral na Malásia, no domingo (26/10). O Brasil aguarda a redução das tarifas de importação sobre seus produtos. Getty Images via BBC As mesmas fontes afirmam que a relação com Trump é tão importante que a visita de Lula aos EUA no primeiro semestre deste ano segue nos planos do Planalto, mesmo depois da ação do governo Trump no último sábado (3), para retirar Nicolas Maduro do poder. O convite foi feito por Donald Trump na última conversa telefônica dos dois presidentes, no final do ano passado. A estratégia corre em paralelo, mas também cria arestas com o movimento da diplomacia brasileira de criticar o sequestro de Maduro como uma interferência inaceitável dos EUA na Venezuela. Assessores próximos do presidente Lula reconhecem, no entanto, que manter boas relações com Donald Trump faz sentido na estratégia eleitoral do governo Lula, já que o presidente dos EUA tem escolhido candidatos e tentando interferir em eleições na América Latina – o que poderá ocorrer em outubro, nas eleições brasileiras.



China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil?


07/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Carne: o que as cotas da China e do México significam para o BR? A China e o México decidiram recentemente limitar a importação de carne bovina com a criação de cotas. A medida pode afetar o Brasil, que é o maior exportador do mundo e tem os dois países entre seus principais clientes. As mudanças foram as seguintes: China — neste ano, o Brasil poderá vender até 1,1 milhão de toneladas com a taxa atual de importação, de 12%, paga pelas empresas chinesas que comprarem a carne. O que exceder terá uma sobretaxa de 55%. A China é o principal cliente da carne brasileira e comprou cerca de 1,6 milhão de toneladas em 2025. México — empresas do país poderão comprar até 70 mil toneladas de carne bovina do exterior sem imposto. O que ultrapassar esse limite será taxado em 20%. Até o anúncio, feito na última segunda-feira (5), não havia tarifa. O México foi destino de 113 mil toneladas da carne do Brasil em 2025. Carne bovina Tiago Morheto via Pexels ➡️ Afinal, quais podem ser os efeitos dessas limitações para o agro e para os consumidores brasileiros? Vai aumentar a oferta de carne no país? A inflação das carnes no Brasil acumulava 5% de alta em 12 meses, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro. Para economistas ouvidos pelo g1, a tendência para este ano é de que os preços se mantenham elevados, pelos seguintes motivos: o Brasil vai abater menos gado em 2026, por causa do ciclo pecuário (saiba mais ao fim da reportagem); eleições e Copa do Mundo podem manter a demanda pela carne em alta no mercado brasileiro; mesmo com as novas limitações, as vendas para a China devem seguir com volumes altos porque o país não tem como suprir o consumo só com a produção local e o Brasil tem um preço muito competitivo; ainda que haja redução das exportações, o que deixar de ir para China e México poderá ser realocado para outros países, como os EUA, que suspenderam recentemente o tarifaço. Veja os maiores compradores da carne brasileira em 2025 Kayan Albertin/g1 Queda nas exportações não é certa Entre as duas medidas restritivas, a cota definida pela China é a que mais preocupa analistas ouvidos pelo g1. "A cota foi bem dura, mais ou menos umas 600 mil toneladas menor do que exportamos no ano passado", analisa Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA. No entanto, essa cota vai aumentar gradualmente ao longo dos três anos de validade da medida, lembra Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador da área de pecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Ele entende que não existe garantia de que outros países consigam suprir o mesmo volume que o Brasil destina para o país asiático. Nem a própria China. "A China pode estar dando um tiro no pé, porque a nossa carne é a carne mais barata", diz Carvalho. O governo chinês implementou as cotas depois de iniciar uma investigação para entender se as importações estavam prejudicando o mercado doméstico de carne bovina. "A produção [chinesa] cresceu, mas a importação cresceu mais. O consumo, a proporção da importação aumentou. Isso obviamente incomoda quem produz lá na China. Então, até para acenar para o produtor local, eles fizeram essa investigação e tomaram essa decisão", explica Castro. Mas ele destaca que a produção bovina leva tempo para crescer e atingir uma produtividade competitiva. Por isso, neste primeiro momento, os chineses podem não dar conta da demanda. E, assim, as cotas poderão causar inflação no país asiático. "(Haverá) Uma grande escassez de carne lá, porque os outros países não conseguiriam competir (com o Brasil)", diz Castro. Já o México, que é um mercado ligado aos EUA, tem uma menor dependência de importação. Contudo, os rebanhos mexicanos diminuíram por causa da contaminação da bicheira do Novo Mundo, que se alimenta da carne viva dos bois. A doença mortal é disseminada por moscas. "[A doença] tem sido preocupante até para os EUA, porque eles são grandes vendedores de gado vivo também para o México", afirma Castro. Por esta razão, o analista acredita que faria sentido os mexicanos diversificarem seus fornecedores. Para onde a carne brasileira pode ir Sem o tarifaço, os EUA são um dos principais destinos em potencial para a carne brasileira que deixaria de ser comprado pela China, aponta Castro, do Itaú BBA. O primeiro motivo é que a carne continua cara nos supermercados americanos e a produção do país segue em queda. Os EUA têm atualmente o menor rebanho desde a década de 60, relata Carvalho, da Esalq. O gerente do Itaú BBA lembra ainda que outros países que são grandes exportadores de carne, como o Uruguai, podem precisar do produto para seu mercado interno e, portanto, comprar mais do Brasil. Isso já vem acontecendo com a Argentina, que importou 20 vezes mais carne brasileira entre janeiro e outubro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, como mostrou o g1. Existe ainda a expectativa de abertura de novos mercados, como o Japão. Porém, Castro acredita que, se o país asiático se abrir para a carne brasileira, não comprará grandes volumes imediatamente. "Há 20 anos o Brasil negocia e, sempre que inicia o comércio, os japoneses são bem cautelosos. Não deve chegar muito forte, se chegar", afirma Castro. Para ele, o melhor caminho é ampliar os mercados que já são consumidores, como as Filipinas. Já Carvalho, da Esalq, entende que é importante ampliar a cartela de clientes, para diminuir a dependência de grandes compradores, como a China. Castro, do Itaú BBA aponta que o Brasil deveria negociar com os outros países que vendem para a China para pegar parte de suas cotas. O governo já sinalizou que deverá tentar esta estratégia. Isso porque a China criou um limite específico para cada um dos seus principais fornecedores. O Brasil ficou com o maior volume, mas ainda abaixo do que vendeu para a China em 2025. Os demais têm cotas ligeiramente acima do que venderam para aquele mercado. Veja as cotas anuais por país (por mil toneladas) Produção menor no Brasil Além de não ser certo que as exportações de carne vão diminuir por conta das limitações da China e do México, os preços devem continuar elevados no Brasil em 2026 principalmente por causa da queda esperada na produção. A explicação está no momento atual ciclo pecuário, que é de alta. Ele funciona assim: alta do ciclo — quando há uma expectativa de alta nos preços do bezerro, os pecuaristas, em vez de abater as vacas, preferem mantê-las nas fazendas, para reprodução. Isso provoca um aumento nas cotações dos bovinos (boi gordo, bezerro, novilhas, boi magro, vaca gorda, etc.); baixa do ciclo — quando as projeções do preço do bezerro começam a cair, um volume maior de fêmeas é encaminhado para os abates. Isso amplia a quantidade de carne no mercado, gerando uma queda nas cotações dos bovinos. Castro, do Itaú BBA, afirma que, apesar de a previsão ser de mais oferta de bovinos no primeiro semestre deste ano, é provável que haja mais exportações nesse período, para preencher as cotas. Já no segundo semestre, ainda que as vendas para o exterior percam ritmo, a oferta de bovinos deve ser menor. "Então, a gente continua trabalhando aqui com preços, na média, um pouco mais elevados", conclui. Carvalho concorda que os preços da carne bovina deverão se manter no patamar de 2025. E pontua que o próprio mercado interno terá demandas mais altas, motivadas por eventos como as eleições e a Copa do Mundo. Carne bovina Foto de David Foodphototasty na Unsplash Carne bovina Emerson Vieira/Unplash Carne Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Apreciadores de carne bovina têm à disposição uma variedade de cortes especiais de carne Divulgação Como vai ficar o preço da carne bovina em 2026



Mega-Sena, concurso 2.956: prêmio acumula e vai a R$ 10 milhões


07/01/2026 00:17 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2956 O sorteio do concurso 2.956 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (6), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 10 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 10 - 18 - 21 - 24 - 43 - 47 5 acertos - 23 apostas ganhadoras: R$ 63.485,37 4 acertos - 2.703 apostas ganhadoras: R$ 890,44 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (8). Mega-Sena, concurso 2.956 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1



Sob críticas por imagens sexualizadas não consentidas, empresa de IA de Musk arrecada US$ 20 bi


07/01/2026 00:12 - g1.globo.com


Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, anunciou nesta terça-feira (6) que arrecadou US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bilhões) em sua mais recente rodada de financiamento. O valor supera a meta inicial de US$ 15 bilhões e ocorre em meio a críticas direcionadas ao Grok, IA desenvolvida pela companhia. A ferramenta tem sido alvo de pressão internacional por permitir a geração de imagens falsas sexualizadas não autorizadas de mulheres e de menores de idade por meio de uma configuração chamada “Modo Picante” (“Spicy Mode”). Fundada por Musk, a xAI compete em um mercado de IA generativa cada vez mais saturado, no qual também se destacam nomes como OpenAI, Google e Anthropic. Grok já exaltou Hitler em postagens e apagou conteúdo após denúncias Musk lança Grok 3, inteligência artificial com 'capacidade de raciocínio potente' Interesse de investidores segue alto A volumosa rodada de financiamento evidencia o apetite contínuo dos investidores por IA, apesar das dúvidas sobre como obter retornos após os enormes investimentos que vêm sendo realizados. Por que cada vez mais analistas falam em 'bolha' da inteligência artificial prestes a estourar A rodada de investimento, que contou com um amplo número de interessados, atraiu capital da Valor Equity Partners, Stepstone Group, Fidelity Management & Research Company, Qatar Investment Authority, MGX e Baron Capital Group, entre outros, informou a empresa. A gigante Nvidia também participou e apoiará a expansão da infraestrutura de computação da xAI, fornecendo seus cobiçados chips e software de IA. Ao anunciar essa capitalização, a xAI destacou avanços significativos em 2025, incluindo a ativação do que afirma serem os maiores supercomputadores de IA do mundo. Os data centers Colossus I e II da empresa, em Memphis, agora abrigam mais de um milhão de GPUs de alto desempenho. As GPUs, ou unidades de processamento gráfico, são os semicondutores da Nvidia que impulsionam o desenvolvimento da indústria de IA. A empresa também lançou seus modelos de linguagem Grok 4 e Grok Voice, um agente de voz em tempo real que já está disponível nos veículos da Tesla. Segundo a xAI, seus serviços alcançam aproximadamente 600 milhões de usuários ativos mensais por meio da plataforma X e dos aplicativos do Grok. A empresa afirmou que atualmente está treinando o Grok 5. Veja mais: Crise dos chips: impacto no preço de celulares e produtos é inevitável, diz Samsung Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil



Venezuela enviou US$ 5,2 bilhões em ouro para a Suíça durante o governo de Maduro


06/01/2026 23:56 - g1.globo.com


A Venezuela transportou ouro avaliado em quase 4,14 bilhões de francos suíços (US$ 5,20 bilhões) para a Suíça durante os primeiros anos do governo do presidente deposto Nicolás Maduro, mostram dados alfandegários. O país sul-americano enviou 113 toneladas métricas do metal precioso para a Suíça entre 2013 — quando Maduro assumiu o cargo — e 2016, segundo dados analisados pela Reuters. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O ouro teve origem no Banco Central da Venezuela, informou a emissora suíça SRF, em um período em que o governo reduzia suas reservas de ouro para sustentar a economia. Não houve exportações de ouro venezuelano para a Suíça de 2017, quando foram impostas sanções da União Europeia, até 2025, segundo os dados alfandegários. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Maduro foi preso por forças especiais dos Estados Unidos em uma operação em Caracas em 3 de janeiro e enfrenta acusações em um tribunal de Nova York, incluindo tráfico de drogas e narco-terrorismo. Na segunda-feira (5), a Suíça ordenou o congelamento de ativos mantidos no país por Maduro e 36 associados, mas não forneceu informações sobre o possível valor ou a origem desses recursos. Não se sabe se há alguma ligação entre esses ativos e o ouro transferido do banco central. O ouro, proveniente das reservas da Venezuela, provavelmente foi transferido para a Suíça para processamento, certificação e posterior transporte, informou a SRF. A Suíça é um dos maiores centros mundiais de refino de ouro, abrigando cinco grandes refinarias. Trump recua sobre acusação de que Maduro chefiava cartel Redução das reservas O Banco Central da Venezuela reduziu suas reservas de ouro para apoiar a economia do país e obter moeda forte diante das sanções dos EUA. “Houve uma grande venda forçada por parte do Banco Central da Venezuela entre 2012 e 2016. Grande parte disso deve ter chegado à Suíça”, disse Rhona O’Connell, analista de mercados da StoneX. “Depois disso, o ouro pode ter permanecido com contrapartes do setor financeiro ou sido vendido em pequenas barras para a Ásia ou para qualquer outra parte do mundo.” As exportações de ouro para a Suíça caíram a zero em 2017, quando a União Europeia sancionou vários indivíduos venezuelanos acusados de violações de direitos humanos ou de minar a democracia. A Suíça adotou as sanções da UE no início de 2018. As sanções não incluíam um embargo geral suíço às importações de ouro da Venezuela. “Provavelmente houve uma queda acentuada nas exportações depois disso porque o Banco Central da Venezuela simplesmente ficou sem ouro”, afirmou O’Connell, da StoneX. Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela Stringer/AFP



Venezuela concorda em entregar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA, diz Trump


06/01/2026 23:51 - g1.globo.com


Trump diz que Venezuela entregará milhões de barris de petróleo aos EUA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” ao país. O anúncio foi feito em uma rede social. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A declaração ocorre três dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação. Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. Mais cedo, a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. Segundo fontes ouvidas pela agência, um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria embarques que antes seguiriam para a China. Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro. LEIA TAMBÉM Governo Trump alerta ministro do Interior da Venezuela para cooperar ou se tornar alvo em potencial, diz agência Trump discute opções para adquirir a Groenlândia e não descarta uso das Forças Armadas Governo de Maduro enviou ouro no valor de US$ 5,2 bilhões para a Suíça Interesse dos EUA Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters No sábado, logo após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela para a atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”, declarou. As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente — cerca de 1 milhão de barris por dia — devido às sanções e a problemas de infraestrutura. Segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela. Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como a Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e o Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesado, o que exige tecnologia e investimentos elevados para a extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais, que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1



Nestlé faz recall de lotes de fórmulas infantis em mais de 30 países por risco de toxina


06/01/2026 22:10 - g1.globo.com


Logo da Nestlé na sede da empresa em Vevey, na Suíça, em 25 de novembro de 2024. REUTERS/Denis Balibouse A Nestlé anunciou nesta terça-feira (6) um recall de alguns lotes de produtos de nutrição infantil, incluindo as fórmulas SMA, BEBA e NAN, principalmente na Europa, devido à possível contaminação por uma toxina que pode causar náuseas e vômitos. A multinacional suíça informou que o recall abrange lotes vendidos em mais de 30 países, incluindo Europa, Ásia e Américas, devido à possível contaminação por cereulida, uma toxina produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Confira lista de países abaixo: Áustria Bélgica Bulgária República Tcheca Dinamarca Finlândia França Alemanha Grécia Hungria Irlanda Itália Macedônia Holanda Noruega Polônia Portugal Romênia Sérvia Eslováquia Eslovênia Espanha Suécia Suíça Turquia Reino Unido Ucrânia Argentina México Peru “É improvável que a toxina seja desativada ou destruída pelo cozimento, pelo uso de água fervente ou durante a fabricação do leite infantil”, informou a agência de padrões alimentícios do Reino Unido (FSA). “A cereulida pode causar sintomas de intoxicação alimentar que se desenvolvem rapidamente e incluem vômitos e cólicas estomacais”, disse Jane Rawling, chefe de incidentes da FSA. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O recall, iniciado em menor escala em dezembro, aumenta a pressão sobre o novo presidente-executivo, Philipp Navratil, que tenta retomar o crescimento do grupo por meio de uma revisão do portfólio. A Nestlé afirmou, no fim da segunda-feira, que nenhuma doença havia sido confirmada em relação aos produtos recolhidos. Após a identificação de um problema de qualidade em um ingrediente fornecido por um dos principais parceiros, a Nestlé realizou “testes em todos os óleos de ácido araquidônico e nas misturas correspondentes usadas na produção de produtos de nutrição infantil potencialmente afetados”, segundo um porta-voz da empresa. Com a conclusão dos testes, a Nestlé realizou o recall dos produtos afetados e passou a acionar fornecedores alternativos de óleo de ácido araquidônico, além de aumentar a produção em várias fábricas e acelerar a liberação de itens não afetados dos centros de distribuição para manter o abastecimento. Maior recall da Nestlé, diz Áustria O Ministério da Saúde da Áustria informou que o recall afeta mais de 800 produtos de mais de 10 fábricas da Nestlé e seria o maior da história da empresa. Um porta-voz da companhia disse não ser possível confirmar esses números. A Nestlé divulgou os números dos lotes vendidos em vários países que não devem ser consumidos e afirmou que trabalha para minimizar impactos no fornecimento. A empresa informou que identificou o risco potencial em uma fábrica na Holanda. Já a autoridade holandesa de segurança alimentar (NVWA) afirmou que a investigação mostrou que a matéria-prima contaminada foi usada em vários locais de produção, inclusive fora do país. Problemas envolvendo fórmulas infantis podem causar impactos relevantes às empresas. A Reckitt, por exemplo, avalia opções — incluindo uma possível venda — para seus negócios com a Mead Johnson, que enfrenta centenas de ações judiciais nos Estados Unidos por alegações, negadas pela empresa, de que sua fórmula pode causar uma doença intestinal fatal em bebês prematuros. A Nestlé, cujas ações caíram mais de 3% nas duas últimas sessões, controla quase um quarto do mercado global de nutrição infantil, estimado em US$ 92,2 bilhões, segundo o SkyQuest Technology Group. A Nestlé não divulga dados específicos de vendas, mas as fórmulas infantis integram a divisão de Nutrição e Ciências da Saúde, responsável por 16,6% das vendas totais de 91,4 bilhões de francos suíços (US$ 115,4 bilhões) em 2024.



As suspeitas em torno de aposta que ganhou quase meio milhão de dólares com prisão de Maduro


06/01/2026 21:37 - g1.globo.com


Um usuário fez uma aposta de mais de US$ 32 mil (R$ 175 mil) pouco antes de Trump anunciar que o líder venezuelano estava sob custódia dos EUA Getty Images via BBC Um apostador ganhou quase meio milhão de dólares com a captura do presidente da Venezuela pouco antes de o fato ser anunciado oficialmente, levantando questionamentos sobre se alguém lucrou com informações privilegiadas sobre a operação dos EUA. Apostas na Polymarket, uma plataforma movida a criptomoedas, de que Nicolás Maduro deixaria o poder até o fim de janeiro aumentaram nas horas que antecederam o anúncio feito no sábado (3/1) pelo presidente americano Donald Trump de que o líder venezuelano havia sido detido. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma conta, que entrou na plataforma no mês passado e fez quatro apostas, todas relacionadas à Venezuela, lucrou mais de US$ 436 mil (R$ 2,3 milhões) a partir de uma aposta de US$ 32.537 (R$ 175 mil). Ainda não está claro quem fez a aposta. A conta anônima tinha um identificador de blockchain, tecnologia de registro digital descentralizado, composto por letras e números. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dados da Polymarket mostram que, na tarde de sexta-feira (2/1), os operadores estimavam as chances de saída de Maduro em apenas 6,5%. Mas elas haviam saltado para 11% pouco antes da meia-noite e dispararam nas primeiras horas de 3 de janeiro, indicando uma mudança repentina de posições pouco antes de Trump publicar na rede social Truth Social que Maduro estava sob custódia dos EUA. A Polymarket não respondeu a um pedido de comentário. "Essa aposta em particular tem todas as características de uma negociação baseada em informação privilegiada", disse Dennis Kelleher, diretor-executivo da Better Markets, grupo apartidário que defende a reforma financeira, à CBS, parceira da BBC nos EUA. Um pequeno número de outros usuários da Polymarket também ganhou dezenas de milhares de dólares com apostas na captura de Maduro. Maduro passa pela 1ª audiência em tribunal dos EUA e se diz inocente Como é a regulamentação de apostas nos EUA Alguns parlamentares começam a prestar atenção ao tema. O congressista Ritchie Torres, democrata de Nova York, apresentou na segunda-feira um projeto de lei que busca proibir funcionários do governo de fazer negociações em mercados de previsão se tiverem "informações relevantes não públicas" relacionadas a uma aposta. Os mercados de apostas ganharam popularidade nos EUA nos últimos anos, com empresas como Polymarket e Kalshi permitindo que usuários apostem em tudo, de esportes a política. As principais empresas do setor atraíram centenas de milhões de dólares em apostas sobre o resultado da eleição presidencial dos EUA de 2024. O setor foi alvo de fiscalização e questionamentos por parte de reguladores durante o governo Biden. Mas recebeu uma acolhida mais favorável durante a presidência de Trump. Donald Trump Jr., filho do presidente, atua em funções de consultoria na Kalshi e na Polymarket. A negociação com informação privilegiada é ilegal no mercado de ações, mas há menos regulamentações nos mercados de apostas. Um porta-voz da Kalshi afirmou que o site "proíbe explicitamente qualquer forma de negociação com informação privilegiada, incluindo funcionários do governo negociando em mercados de previsão relacionados a atividades governamentais".



Último vencedor do bolão da Mega da Virada 2025 em Franco da Rocha se apresenta e saca prêmio milionário


06/01/2026 20:13 - g1.globo.com


Seis apostas vão dividir o maior prêmio da história da Mega da virada O último dos vencedores da Mega da Virada 2025 de um bolão registrado em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, se apresentou nesta terça-feira (6) à Caixa Econômica Federal para sacar o prêmio de mais de R$ 10 milhões referente à sua cota no jogo que acertou as seis dezenas. Com isso, todas as 18 cotas deste bolão vencedor já tiveram o valor retirado. Segundo a Caixa, o bolão de Franco da Rocha foi uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025. O jogo tinha 14 números e foi montado pelo próprio dono da lotérica. Ao todo, eram 18 cotas, cada uma no valor de R$ 1.351,34 (leia mais abaixo). O prêmio total do bolão foi de R$ 181.892.881,09, o que garantiu a cada cota um valor superior a R$ 10 milhões. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1 Em nota, a Caixa informou que os apostadores das apostas individuais contempladas com o prêmio principal (seis acertos), registradas em Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), todas feitas por canal eletrônico, já haviam se apresentado anteriormente para o recebimento do prêmio. Em relação ao bolão de 10 cotas registrado na cidade de Ponta Porã (MS), todos os apostadores também já se apresentaram para o recebimento do prêmio. O único que ainda não retirou o prêmio foi o ganhador da aposta simples realizada em João Pessoa (Paraíba). O prazo para resgate do prêmio é de 90 dias após o sorteio. Como ele foi realizado em 1º de janeiro de 2026, é possível retirar a premiação até 1º de abril. Bolão com 18 cotas foi um dos acertadores da Mega da Virada 2025 Reprodução Como foi feita a aposta de Franco da Rocha Valdeir da Silva Pereira, de 61 anos, proprietário da Lotérica Estrela de Bertioga, que fica no Centro da cidade, conta que fez o bolão no dia 1º de novembro. O jogo com 14 números custa R$ 18.018,00 - por isso, ele separou a aposta em 18 cotas — cada uma sai R$ 1.001 mais a tarifa de serviço de R$ 350,34. Ele mandou, então, o bilhete num grupo de Whatsapp que tem com cerca de 50 clientes, mas apenas alguns compraram cotas. As demais foram vendidas diretamente no balcão da lotérica ao longo das semanas seguintes - sendo que a última só saiu dias antes do sorteio. Na segunda-feira (29), ainda tinha essa última cota disponível. Eu ia viajar à tarde e pensei: 'Se ninguém comprar até lá, vou ficar com ela para mim', mas aí apareceu um cliente, viu os números e falou: 'Esse jogo é meu'. Os números escolhidos são os que Valdeir costuma usar em jogos particulares dele e se referem a informações pessoais dele e da família, como datas de nascimento e de casamento. "Desta vez, pensei: vou jogar num bolão. E deu certo!", diz. Depois do sorteio, o grupo de clientes no Whatsapp ficou alvoroçado e teve muita gente lamentando não ter comprado nenhuma cota. O dia foi mais movimentado na lotérica em 2 de janeiro, com pessoas querendo fazer uma fezinha. Proprietário do local há 13 anos, Valdeir garante ser pé quente: "Aqui já tinham saído algumas quinas da Mega e o prêmio principal da Lotofácil. E espero continuar com essa sorte". Dono da lotérica de Franco da Rocha com funcionários e bilhete premiado na Mega da Virada Arquivo pessoal Números sorteados Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã de quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Números sorteados da Mega da Virada 2025 reprodução/Caixa Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades: João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora; Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora, com 10 cotas de um bolão; Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora, com 18 cotas de um bolão. As outras três apostas vencedoras foram registradas de forma eletrônica, sem a necessidade de uma casa lotérica física. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Venezuela e EUA já conversam sobre retomada da exportação de petróleo, diz agência


06/01/2026 19:40 - g1.globo.com


Autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. A informação é da agência Reuters, citando cinco fontes dos governos, da indústria e do setor de transporte marítimo. A Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los por causa de um bloqueio imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em vigor desde dezembro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O embargo faz parte da crescente pressão americana sobre o governo de Nicolás Maduro — que resultou na prisão do líder venezuelano no último sábado (3). Segundo fontes ouvidas pela Reuters, um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria os embarques que antes seguiriam para a China. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O país asiático é o maior comprador da Venezuela na última década, especialmente desde que os americanos impuseram sanções a empresas envolvidas no comércio de petróleo venezuelano em 2020. O fornecimento aumentaria o volume de petróleo venezuelano exportado para os EUA, um fluxo atualmente controlado pela petroleira americana Chevron — que opera na Venezuela por meio de joint ventures com a estatal PDVSA — sob autorização do governo dos EUA. A Chevron exporta, atualmente, entre 100 mil e 150 mil barris de petróleo venezuelano por dia para os EUA. Nas últimas semanas, a empresa passou a ser vista como a única capaz de carregar e enviar o combustível do país sul-americano de forma contínua, em meio ao bloqueio. A PDVSA já precisou reduzir a produção devido ao embargo dos EUA, pois está ficando sem espaço para armazenar o petróleo. Se não encontrar uma forma de exportar em breve, terá que cortar ainda mais a produção, disse uma das fontes da Reuters. Interesse dos EUA No sábado (3), logo após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, o presidente Donald Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", declarou. As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente, cerca de 1 milhão de barris por dia, devido às sanções e a problemas de infraestrutura. De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. Imagem mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (E), em Washington, DC, em 9 de julho de 2025, e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), em Caracas, em 31 de julho de 2024. AFP/Jim Watson Dependência histórica do petróleo O petróleo moldou a economia venezuelana ao longo do século XX. Após grandes descobertas nas décadas de 1920 e 1930, o país rapidamente se tornou um dos maiores produtores do mundo e, em 1960, ajudou a fundar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em 1976, o governo nacionalizou a indústria petrolífera e criou a PDVSA, transformando o setor em um monopólio estatal. Nas décadas seguintes, durante os governos de Hugo Chávez, grande parte da renda do petróleo foi destinada a programas sociais, reduzindo outros investimentos na economia. Como resultado, entre 1998 e 2019, mais de 90% das exportações venezuelanas vieram do petróleo. Quando a produção caiu, o país passou a enfrentar sanções internacionais, agravando a crise econômica. A queda acentuada nas receitas do petróleo também contribuiu para a explosão inflacionária na Venezuela. Segundo o Banco Central, em 2019 os preços subiram 344.510% — o que significa que produtos que custavam 1 unidade monetária passaram a custar cerca de 3.400 vezes mais.



União Europeia avança para assinar acordo com Mercosul após Itália sinalizar apoio


06/01/2026 18:49 - g1.globo.com


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se reúnem antes do encontro do G7++ durante a cúpula do G20 em Joanesburgo, na África do Sul, em 22 de novembro de 2025. HENRY NICHOLLS/Pool via REUTERS A Comissão Europeia parece ter conquistado o apoio crucial da Itália nesta terça-feira (6) para o fechamento do acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para que a União Europeia assine o tratado já na próxima semana. Itália e França frustraram as expectativas de um acordo em dezembro, ao afirmar que não estavam prontas para apoiá-lo até que fossem resolvidos os temores dos agricultores sobre um possível influxo de commodities mais baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No entanto, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recebeu com satisfação uma carta enviada pela Comissão nesta terça-feira que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores, descrevendo a iniciativa como um “passo positivo e significativo”. O ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia agora propõe aumentar os gastos com a agricultura italiana no período de 2028 a 2034, em vez de reduzi-los. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma fonte da União Europeia disse posteriormente que a Itália votaria a favor do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião marcada para sexta-feira. A Comissão Executiva, apoiada por países como Alemanha e Espanha, tenta obter a ampla maioria de 15 Estados-membros, que representem 65% da população da União Europeia, necessária para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente já em 12 de janeiro. Acordo seria o maior da UE em termos de cortes tarifários Eles afirmam que o acordo, negociado ao longo de 25 anos e que seria o maior da União Europeia em termos de redução de tarifas, é essencial para impulsionar exportações afetadas por impostos de importação dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, ao garantir acesso a minerais estratégicos. Como Polônia e Hungria se opõem ao acordo e a França mantém uma posição crítica, o apoio da Itália torna-se um fator decisivo para que o tratado seja assinado. A Comissão manteve discussões com os Estados-membros nas últimas duas semanas e o bloco está no caminho certo para assinar o acordo em breve, afirmou um porta-voz do Executivo. O Executivo da União Europeia convidou os 27 ministros da Agricultura do bloco para uma reunião em Bruxelas na quarta-feira. Os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde devem apresentar garantias sobre o futuro financiamento aos agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC), incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da União Europeia. A iniciativa da Comissão de fundir os fundos de coesão regional com os recursos da PAC no próximo orçamento de sete anos gerou preocupação entre países com forte setor agrícola. A Comissão também analisará os controles de importação, incluindo os níveis máximos permitidos de resíduos de pesticidas, segundo relataram dois diplomatas da União Europeia. “É um momento crítico para discutir as demandas dos agricultores”, afirmou um dos diplomatas.



Com tarifaço dos EUA, balança comercial tem superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, pior resultado em três anos


06/01/2026 18:00 - g1.globo.com


Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou Impactada pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a balança comercial brasileira registrou em 2025 um superávit de US$ 68,3 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 🔎 O resultado é de superávit quando as exportações superam as importações. No sentido oposto, o saldo é de déficit. Apesar de positivo, o saldo brasileiro com o exterior caiu 7,9% na comparação com o ano anterior, quando somou US$ 74,2 bilhões. Esse foi também o menor superávit da balança comercial brasileira em três anos. 👉🏽 Além do impacto do tarifaço norte-americano sobre as exportações brasileiras, outro fator que contribuiu para a redução do superávit no ano passado foi o aumento das importações — movimento que, segundo analistas, está ligado à continuidade do crescimento da economia. No total, em 2025: As exportações somaram US$ 348,7 bilhões, com alta de 3,9% pela média diária, na comparação com 2024; Apesar dos efeitos do tarifaço, as vendas externas atingiram um recorde histórico anual em 2025; As importações totalizaram US$ 280,4 bilhões, com alta de 7,1% pela média diária, em relação ao ano anterior; As compras no exterior, segundo o governo, também alcançaram o maior patamar da série histórica. Tarifaço dos Estados Unidos Sob o impacto do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA recuaram, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões no ano passado — uma queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões. Com isso, o déficit comercial do Brasil com os americanos cresceu de forma expressiva, somando US$ 7,53 bilhões no ano passado. O avanço foi de quase 2.900% na comparação com 2024, quando o déficit foi de US$ 253 milhões. Dados da série histórica do Ministério do Desenvolvimento mostram que o Brasil registra déficits comerciais consecutivos com os EUA desde 2009, há 17 anos. O resultado negativo de 2025 foi o pior desde 2022, em um intervalo de três anos. Linha do tempo O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio. Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes. Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte da pauta segue tarifada. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. Ricardo Stuckert/Presidência da República Outros mercados A situação da balança comercial brasileira no ano passado só não foi pior porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, Europa e Mercosul — especialmente a Argentina. Esse movimento ajudou a compensar os efeitos do tarifaço dos EUA. Exportações para outros blocos e regiões em 2025: China: +6%; Mercosul: +26,6%; Europa: +6,2%. "Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos. O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior", afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.



Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento de fluido


06/01/2026 17:38 - g1.globo.com


Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento A Petrobras informou nesta terça-feira (6) que interrompeu a perfuração na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a estatal, o vazamento, identificado no domingo (4), foi imediatamente contido e isolado. A operação foi interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas. O Ibama informou que já foi comunicado sobre o caso e que não houve vazamento de petróleo. (leia abaixo) 🔎 O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”. Ele é usado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. Trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, comum em perfurações no mar. "Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", informou a Petrobras. Exploração da Foz do Amazonas: o que se sabe e o que falta saber sobre a operação Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas. Arte/g1 Em nota, a companhia afirmou ainda que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que houve um problema de despressurização, que provocou o vazamento de um líquido conhecido como fluido hidráulico, de caráter biodegradável. “Não há petróleo no vazamento. A sonda ainda não alcançou o petróleo. Isso só ocorrerá em fevereiro”, declarou Agostinho. Segundo ele, a estatal mantém contato com o Ibama desde a segunda-feira (5), e o plano de emergência está funcionando conforme o previsto. “Nos próximos dias, a Petrobras fará os reparos e retomará os trabalhos.” Em nota emitida na tarde desta terça, o Ibama informou que foi notificado pela Petrobras por meio do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema). Segundo o instituto, a estatal declarou que as operações foram interrompidas, as linhas afetadas foram isoladas na superfície e a válvula de fundo foi mantida fechada. (leia a íntegra do comunicado abaixo) Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 Exploração da Foz do Amazonas Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial — que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval é exclusivo para pesquisa exploratória. A atividade na região é duramente criticada por ambientalistas, enquanto especialistas em petróleo ressaltam sua importância para a produção. A perfuração pela estatal começou imediatamente após o aval do Ibama. A previsão é que a exploração dure cerca de cinco meses. Os efeitos concretos da iniciativa, portanto, só poderão ser observados após esse período. 🔎 Nesta fase, não há produção de petróleo: trata-se exclusivamente de pesquisa exploratória. Apesar disso, a etapa é vista como uma derrota para aqueles que são contra a exploração na região. Segundo a Petrobras, o processo prevê a coleta de dados geológicos para verificar a presença de petróleo e gás em escala comercial. A perfuração é realizada no bloco FZA-M-059, localizado em mar aberto, a cerca de 175 km da costa do Amapá e 500 km da foz do Rio Amazonas, em uma área de águas profundas. A área está localizada no extremo oeste da Margem Equatorial brasileira e tem cerca de 268 mil km², de acordo com a petroleira. A extensão abrange a plataforma continental, o talude e a região de águas profundas, até o limite entre as crostas continental e oceânica. A Margem Equatorial é vista como uma das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás no Brasil, com potencial para se tornar um novo “pré-sal”, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Potencial exploratório O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil. Segundo o MME, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris — o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras. Bruno Carazza fala sobre exploração da Bacia da Foz do Amazonas Veja a íntegra da nota da Petrobras: A Petrobras informa que, neste domingo (04/01), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá. A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração. A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas. Veja a íntegra da nota do Ibama: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu, no último domingo (04/01), Comunicação Inicial de Incidente da Petrobras sobre a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá. Consta na Comunicação, enviada via Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), canal oficial de comunicação de acidentes, que durante a circulação de fluido de perfuração do poço (fluido de perfuração de base não aquosa) foi observado o indício de perda e, após inspeção, foi constatada descarga do fluido para o mar. De acordo com a Petrobras, as operações foram interrompidas, as linhas afetadas foram isoladas em superfície e a válvula de fundo foi mantida fechada. Consequentemente, a descarga foi paralisada. As causas estão em apuração na área competente do Ibama, que acompanha o caso.



União Europeia concede benefícios a agricultores pelo acordo com o Mercosul


06/01/2026 17:29 - g1.globo.com


Lixo deixado por agricultores franceses em frente à casa de praia de Emmanuel Macron em Le Toquet, na França, em 19 de dezembro de 2025 BERNARD BARRON / AFP A União Europeia (UE) ofereceu, nesta terça-feira (6), um incentivo aos agricultores insatisfeitos com o acordo comercial que o bloco planeja assinar com o Mercosul e com os planos de reformar os subsídios agrícolas ao setor. A Comissão Europeia, braço Executivo do bloco, prevê modificar sua proposta orçamentária para 2028-2034 com o objetivo de permitir que os agricultores tenham acesso antecipado a cerca de 45 bilhões de euros (R$ 286 bilhões, na cotação atual). A informação consta em uma carta assinada por sua presidente, Ursula von der Leyen. O anúncio da Comissão ocorreu às vésperas de uma reunião especial de ministros da Agricultura em Bruxelas, destinada a responder às "preocupações" do setor. Os agricultores de França e Itália, entre outros, temem o impacto da entrada maciça na Europa de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, vistos como mais competitivos por suas normas de produção, em troca da exportação de veículos e maquinaria europeia ao Mercosul. Juntamente com o Mercosul, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) 2028-2034 é um dos motivos de descontentamento dos agricultores. A UE mencionou na segunda-feira que esperava assinar "em breve" o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A assinatura do acordo de livre comércio está prevista para 12 de janeiro. No entanto, Von der Leyen precisa primeiro do aval dos Estados-membros, que será votado na sexta-feira. Agricultores franceses despejaram esterco e lixo em frente à casa de praia de Macron em protesto contra o Mercosul Agricultores protestam contra acordo entre União Europeia e Mercosul Uma reunião estava prevista em dezembro para assinar o pacto, mas as relutâncias da França e da Itália o impediram no último momento. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aplaudiu a iniciativa. "É um passo à frente positivo e importante nas negociações que conduzirão ao novo orçamento da UE", afirmou. Ainda nesta terça, uma fonte da UE consultada pela agência de notícias Reuters disse que a Itália votará a favor do acordo comercial.



Vitória tem o metro quadrado mais caro do país entre as capitais


06/01/2026 14:40 - g1.globo.com


Jardim da Penha e Praia do Canto Proeng/ Divulgação Comprar um imóvel ficou mais caro no Brasil em 2025, e Vitória registrou uma das maiores altas entre as capitais. Hoje, a capital do Espírito Santo tem o metro quadrado mais caro do país entre elas. Segundo o Índice FipeZAP, os imóveis residenciais subiram, em média, 6,52% em 2025, acima da inflação estimada em pouco mais de 4%. Em Vitória, a valorização foi ainda maior: 15,13% no ano, colocando a cidade entre as cinco capitais com maior alta. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Além disso, Vitória lidera o ranking de preços entre as capitais brasileiras, com o metro quadrado custando, em média, R$ 14.108. Isso significa que um apartamento de 50 metros quadrados pode chegar a mais de R$ 700 mil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O aumento dos preços reflete o bom desempenho da economia e o mercado de trabalho aquecido, com a menor taxa de desemprego da série histórica, segundo o IBGE. O levantamento do FipeZAP acompanha preços de imóveis em 56 cidades brasileiras e mostra que a alta foi generalizada em 2025. Entre as capitais, além de Vitória, os maiores aumentos foram registrados em Salvador, com alta de mais de 16%, João Pessoa, Fortaleza e São Luís, todas com valorização acima de dois dígitos no ano. Vitória tem o metro quadrado mais caro do país entre as capitais Vitor Nogueira/Arquivo/PMV LEIA TAMBÉM: ATÉ 2029: ES vai receber R$ 106 bi em investimentos; veja obras e valores por cidade CONDOMÍNIOS LOGÍSTICOS: Com investimento de R$ 2,5 bi, ES terá maior complexo de galpões logísticos do país 'PAU GIGANTE': Conheça a capital do pastel e do 2º maior Buda do mundo Já em algumas capitais, o avanço foi mais tímido. Brasília, Goiânia e Aracaju tiveram reajustes abaixo da inflação, o que representa, na prática, queda real nos preços dos imóveis. No ranking de valores, depois de Vitória, aparecem Florianópolis, com o metro quadrado em torno de R$ 12.700, e São Paulo, perto de R$ 11.900 . Rio de Janeiro e Curitiba também figuram entre as capitais com os imóveis mais caros do país. Na outra ponta, Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem o metro quadrado mais barato entre as cidades pesquisadas, pouco acima de R$ 4.300. De acordo com economistas, o cenário de valorização está ligado ao bom desempenho da economia e ao mercado de trabalho aquecido, que impulsionam a demanda por imóveis em todo o país. Veja a variação das capitais na arte abaixo Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP. Arte/g1 O levantamento do FipeZAP acompanha preços de imóveis em 56 cidades brasileiras e mostra que a alta foi generalizada em 2025. Entre as capitais, além de Vitória, os maiores aumentos foram registrados em Salvador, com alta de mais de 16%, João Pessoa, Fortaleza e São Luís, todas com valorização acima de dois dígitos no ano. Ranking de valores Já em algumas capitais, o avanço foi mais tímido. Brasília, Goiânia e Aracaju tiveram reajustes abaixo da inflação, o que representa, na prática, queda real nos preços dos imóveis. No ranking de valores, depois de Vitória, aparecem Florianópolis, com o metro quadrado em torno de R$ 12.700, e São Paulo, perto de R$ 11.900. Rio de Janeiro e Curitiba também figuram entre as capitais com os imóveis mais caros do país. Na outra ponta, Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem o metro quadrado mais barato entre as cidades pesquisadas, pouco acima de R$ 4.300. De acordo com economistas, o cenário de valorização está ligado ao bom desempenho da economia e ao mercado de trabalho aquecido, que impulsionam a demanda por imóveis em todo o país. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



México limita importação de carne bovina e suína com taxa zero, e Brasil deve ser impactado


06/01/2026 13:38 - g1.globo.com


México suspende isenção total de taxa de importação para carnes bovina e suína e Brasil deve ser impactado. Foto de David Foodphototasty na Unsplash O governo do México publicou na segunda-feira (5) duas resoluções que limitam a quantidade de importação de carnes bovina e suína sem imposto. Até então, empresas mexicanas tinham direito a tarifa zero para compra desses alimentos do exterior independente de quantidade. Agora, foram estabelecidas cotas, e os volumes que excederem esses limites vão passar a pagar taxa, o que deve impactar as exportações de países que vendem carne para o México, como o Brasil. ➡️De janeiro a novembro de 2025, a carne bovina foi o segundo maior produto exportado pelo Brasil para o México, enquanto a carne de porco foi o décimo, mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A medida foi divulgada dias depois de a China, maior compradora de carne bovina brasileira, também limitar as importações do produto. No México, a isenção de imposto de importação para carne bovina e suína estava prevista no Pacote contra a Inflação e a Carestia (Pacic), uma iniciativa do governo criada em 2022 para combater o aumento dos preços dos alimentos. Essa política foi prorrogada este ano, mas diversos produtos passaram a ter cotas e tarifas. Como fica agora ➡️Com a mudança, os mexicanos vão poder importar 70 mil toneladas de carne bovina sem pagar tarifa, mas o que exceder esse volume será taxado em 20%. ➡️No caso da carne suína, a cota livre de imposto será de 51 mil toneladas, enquanto o excedente pagará uma taxa de 16%. A medida valerá até 31 dezembro deste ano. Nas resoluções, o governo mexicano afirma que as cotas foram criadas para manter o "equilíbrio entre a oferta externa e a produção nacional". A cota é voltada para os países de fora da América do Norte e com os quais o México ainda não tem acordo de comércio, esclareceu a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). "A cota basicamente deverá ser utilizada por Brasil, Chile e União Europeia", complementou a entidade, que representa os produtores de carne suína. Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), do setor de bovinos, disse que está aguardando orientações do governo mexicano sobre como vai ser feita a distribuição das cotas. O frango, no entanto, que é o principal produto exportado pelo Brasil para o México, continua com tarifa zerada, informou a ABPA. Veja os maiores compradores da carne bovina brasileira em 2025 Kayan Albertin/g1 Veja os maiores compradores da carne suína brasileira em 2025 g1/Kayan Albertin A importância do México para o Brasil De janeiro a novembro de 2025, o México foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras de carne suína, depois de Filipinas, Japão, China, Chile, Hong Kong e Singapura, segundo o Agrostat, do Ministério da Agricultura, considerando o valor das compras. No setor de carne bovina, o México é o quinto maior cliente do Brasil, depois da China, EUA, União Europeia e Chile. China também limitou importações A decisão do México acontece quase uma semana depois de a China anunciar limites para a importação de carne bovina com o objetivo de proteger os produtores locais. O país, que é o maior comprador do Brasil, anunciou a criação de cotas anuais para empresas comprarem o alimento de países estrangeiros, como o Brasil — o maior fornecedor. Atualmente, importações de carne para a China têm taxa de 12%. Agora, o que exceder as cotas terá sobretaxa de 55%. As medidas começaram a valer no dia 1º de janeiro de 2026, e têm duração de três anos. Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota total de importação para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. Esse limite vai aumentar ano a ano. É um número próximo ao recorde de 2,87 milhões de toneladas compradas pela China em 2024, mas abaixo do volume importado nos primeiros 11 meses de 2025.



Dólar cai pela quarta vez, abaixo dos R$ 5,40, com atenção à crise na Venezuela; Ibovespa tem alta


06/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,48% nesta terça-feira (6), cotado a R$ 5,3794. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,11%, aos 163.664 pontos. Os mercados continuam reagindo às tensões políticas na Venezuela, e à divulgação de dados econômicos e discursos no Brasil e nos Estados Unidos, que podem influenciar as projeções econômicas para 2026. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Venezuela não deve realizar eleições nos próximos 30 dias e sugeriu que o governo americano pode subsidiar esforços de empresas americanas de energia para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana. ▶️ No Brasil, o resultado da balança comercial de 2025 teve pior resultado em três anos. Houve um um superávit de US$ 68,3 bilhões, queda de 7,9% na comparação com o ano anterior. Sob impacto do tarifaço dos EUA, as exportações brasileiras aos americanos recuaram 6,6%, passando de US$ 40,37 bilhões para US$ 37,72 bilhões. ▶️ No cenário externo, além da divulgação do PMI de dezembro dos EUA — indicador que ajuda a medir o ritmo da atividade econômica —, investidores acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, que pode dar pistas sobre o futuro dos juros americanos. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,82%; Acumulado do mês: -1,99%; Acumulado do ano: -1,99%. 📈Ibovespa C Acumulado da semana: +1,95%; Acumulado do mês: +1,58%; Acumulado do ano: +1,58%. EUA x Maduro A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos EUA trouxe forte volatilidade aos mercados ontem (5) e deve seguir influenciando o humor dos investidores por alguns dias. Além das incertezas geopolíticas com os ataques e ameaças dos americanos ao país latino-americano, há uma série de suposições sobre os possíveis impactos no petróleo. Uma das primeiras afirmações feitas por Trump após a prisão de Maduro foi que os EUA controlariam o petróleo venezuelano e mandariam as petrolíferas americanas de volta ao país para "consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado". 🔎 A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, afetada pela má gestão e pela escassez de investimentos estrangeiros após a nacionalização do setor nos anos 2000. Com a ação dos EUA, parte do mercado avalia que o petróleo do país possa voltar a circular, ampliando a oferta da commodity no mercado internacional. O republicano afirmou que os EUA estão em conflito com traficantes, e não diretamente com a Venezuela. Ele voltou a alegar que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para o território norte-americano. Questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente disse que o país precisará ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Segundo ele, não há condições de organizar um pleito neste momento. Autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. A informação é da agência Reuters, citando cinco fontes dos governos, da indústria e do setor de transporte marítimo. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, um acordo para vender o petróleo parado às refinarias dos EUA redirecionaria os embarques que antes iam para a China. Bolsas globais Wall Street subiu nesta terça-feira, com os investidores deixando de lado os temores de um impacto geopolítico mais amplo após forças dos EUA prenderem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no fim de semana. O S&P 500 subiu 0,62%, aos 6.944,55 pontos. O Nasdaq avançou 0,61%, para 23.537,96 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average ganhou 1,02%, aos 49.476,54 pontos, aproximando-se da marca histórica de 50 mil. As ações do setor de petróleo recuaram após os fortes ganhos da sessão anterior, com gigantes como ExxonMobil e Chevron caindo 2,3% e 4,5%, respectivamente. Em contrapartida, os papéis de chips avançaram com força, impulsionados por um novo otimismo em torno da inteligência artificial. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, discursou na Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, e afirmou que futuros processadores de inteligência artificial incluirão uma nova camada de tecnologia de armazenamento. A SanDisk saltou 23%, a Western Digital avançou 16%, a Seagate Technology ganhou 13% e a Micron Technology subiu quase 8%, com as quatro ações atingindo máximas históricas. Já a Moderna disparou 10% após o BofA Global Research elevar o preço-alvo da farmacêutica. As bolsas europeias encerraram a terça-feira em alta, mantendo o ritmo positivo da sessão anterior e renovando recordes. O movimento foi sustentado pelo otimismo com a economia da região e pela continuidade do apetite por risco. No fechamento, o Stoxx 600 subiu 0,63%, aos 605,56 pontos, após superar 600 pontos pela primeira vez na sessão anterior. O FTSE 100 ganhou 1,18%, aos 10.122,73 pontos; o DAX avançou 0,09%, aos 24.892,20 pontos; e o CAC 40 teve alta de 0,32%, aos 8.237,43 pontos. Os principais índices da Ásia também fecharam em alta, impulsionados pelo desempenho das ações chinesas, que atingiram os maiores níveis em mais de uma década. O movimento contou com o apoio da valorização dos metais não ferrosos, do setor financeiro e do otimismo antes do Ano Novo Lunar. Em Xangai, o índice SSEC subiu 1,50%, a 4.083 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,55%, a 4.790 pontos. O Hang Seng, em Hong Kong, ganhou 1,38%, a 26.710 pontos. Em outros mercados, o Nikkei, em Tóquio, subiu 1,32%, a 52.518 pontos; o Kospi, em Seul, avançou 1,52%, a 4.525 pontos; o Taiex, em Taiwan, teve alta de 1,57%, a 30.576 pontos; e o Straits Times, em Cingapura, ganhou 1,27%, a 4.739 pontos. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters



Caso Master: Banco Central questiona decisão do TCU que determinou inspeção no órgão


06/01/2026 10:43 - g1.globo.com


TCU confirma autorização de inspeção sobre Banco Master no BC O Banco Central (BC) entrou com um recurso para contestar a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou uma inspeção no órgão para investigar os procedimentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, formalizou na segunda (5) uma autorização para que seja feita a inspeção no BC. A medida atende à decisão do relator, Jhonatan de Jesus, que pediu mais informações sobre as provas que levaram à decisão do BC de liquidar o Master (entenda mais abaixo). Leia também: Veja quem é quem no caso do Banco Master e o papel de cada instituição No recurso, chamado de embargos de declaração, o BC argumenta que o regimento interno do TCU estabelece que decisões sobre a realização de inspeções devem ser tomadas de forma colegiada, no âmbito das Câmaras do tribunal, e não de maneira individual por um ministro. Caso Master: quase 1500 instituições financeiras divulgam carta em defesa do Banco Central Reprodução/TV Globo Segundo o órgão, cabe às Câmaras da Corte deliberar sobre esse tipo de diligência. "Tendo em vista que não há, na decisão monocrática proferida por Vossa Excelência, indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU determinando a realização de inspeção no BC, serve-se desta autarquia dos presentes embargos de declaração para solicitar que tal omissão seja sanada, mediante a indicação da decisão do referido colegiado acerca da diligência mencionada", diz trecho do documento ao qual a TV Globo teve acesso. Com isso, o Banco Central pede que o ministro relator submeta a proposta de inspeção nas instalações da autoridade monetária à Primeira Câmara do TCU, órgão que considera competente para analisar e decidir sobre o pedido. Inspeção no BC O presidente do TCU formalizou a decisão que permitiu uma inspeção no órgão na segunda-feira (5). No despacho, ao qual o g1 teve acesso, o ministro destacou que a nota técnica encaminhada pelo Banco Central limitou-se a uma exposição simples da cronologia e dos fundamentos do caso, com remissões a processos e registros internos, sem o envio do conjunto de documentos necessário para a comprovação do que foi relatado. Ou seja, sem apresentar provas de eventuais fraudes e desvios que embasaram a decisão do BC que resultou na liquidação do banco Master. 🔎A decisão do BC ocorreu após a Polícia Federal deflagrar, em novembro do ano passado, a operação Compliance Zero, que resultou na prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro. Ele é investigado por fraude financeira e a venda de títulos de crédito falsos. A inspeção deverá analisar, entre outros pontos, a evolução dos alertas e das medidas de supervisão adotadas diante de sinais de deterioração da instituição, bem como o tratamento dado a alternativas de mercado e à hipótese de uma “saída organizada”. ➡️Segundo informações do blog do Valdo Cruz, no g1, a inspeção foi feita a pedido de técnicos do TCU que querem ter acesso aos documentos usados para elaborar o relatório encaminhado sobre o histórico do banco, como a fiscalização dos problemas econômicos, a descoberta de fraudes, negociações de eventual venda até a liquidação. ➡️Como os documentos não foram anexados ao relatório, os técnicos querem analisá-los. Só que esses documentos não podem sair do Banco Central, por uma questão de sigilo. Por isso, os técnicos do TCU querem ir ao BC para analisar toda a documentação dentro da própria autoridade monetária. Para o presidente da Corte de Contas, ministro Vital do Rêgo, não "paira dúvida sobre a competência do TCU para fiscalizar o Banco Central". "Nos arts. 70 e 71 da Constituição, o TCU é investido do controle externo da administração pública federal direta e indireta, abrangendo a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades, inclusive autarquias como o Banco Central", afirma o ministro. "A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade dos atos de gestão pública, sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central", acrescentou. No mesmo despacho, o ministro relator não afasta a possibilidade de adoção de medida cautelar, conforme já havia indicado na decisão que determinou a prestação de esclarecimentos pelo Banco Central sobre o processo de liquidação do Master. Em outro trecho, o ministro relator comunica o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo em trâmite naquela Corte envolvendo o Master, para fins de ciência e de eventual prevenção em feitos futuros.



Com lucro em alta, PicPay entra com pedido de IPO na Nasdaq pela segunda vez


06/01/2026 10:39 - g1.globo.com


O banco digital PicPay apresentou nesta segunda-feira (5) um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, bolsa de valores dos Estados Unidos. A empresa, com sede em São Paulo, registrou lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A receita total somou R$ 7,26 bilhões no período, ante R$ 3,78 bilhões registrados um ano antes. O número de clientes ativos subiu de 37,5 milhões para 42,1 milhões no fim de setembro do ano passado. A receita média trimestral por cliente aumentou de R$ 38,10 para R$ 65,40, enquanto o custo de atendimento passou de R$ 16,80 para R$ 17,80. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A companhia informou ainda que o volume total de pagamentos atingiu R$ 392,46 bilhões nos nove meses encerrados em setembro do ano passado, cerca de 32% acima do registrado no mesmo período de 2024. Controlada pela holding J&F — também proprietária da processadora de carnes JBS —, a PicPay faz sua segunda tentativa de abrir capital nos EUA, após desistir de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado. O mercado de ofertas iniciais de ações nos Estados Unidos ganhou impulso em 2025, após quase três anos de atividade reduzida. No entanto, a expectativa de uma recuperação mais sólida foi limitada pela volatilidade causada pelas tarifas de importação do governo Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos Estados Unidos e pela queda das ações de empresas ligadas à inteligência artificial no fim do ano passado. Analistas projetam que o mercado de ofertas iniciais volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital sinalizando planos de abertura de capital. Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay. A PicPay pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código “PICS” e usar os recursos do IPO para finalidades corporativas gerais, como capital de giro, despesas operacionais, cumprimento de exigências regulatórias e investimentos. Citigroup, BofA Securities e RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais da oferta. PicPay Divulgação



O valor da mão de obra acima dos 65 anos


06/01/2026 07:01 - g1.globo.com


No fim do ano passado, a Society for Human Resource Management (SHRM), a maior associação profissional de recursos humanos do mundo, divulgou um relatório sobre a força de trabalho das pessoas acima dos 65 anos. Em um momento em que as empresas estão ávidas por empregados qualificados, colaboradores mais velhos representam um valor imenso e pouco explorado. Mão de obra sênior: relatório da maior associação profissional de recursos humanos do mundo mostra como o talento dos mais velhos é importante para o mercado Age without limits: Mark Epstein Quase todos os profissionais de RH (98%) que têm experiência com pessoas de 65 anos ou mais reconhecem sua lealdade, habilidades especializadas e contribuição para a diversidade etária. No entanto, apenas 7% das organizações implementam estratégias direcionadas de recrutamento, engajamento ou retenção desses funcionários. Existe uma desconexão significativa entre o que as companhias oferecem e o que os trabalhadores mais velhos dizem precisar. Eles destacam, por exemplo, a importância de oportunidades de requalificação personalizadas, horários flexíveis e culturas corporativas inclusivas – ações raramente utilizadas pelos empregadores. A SHRM realizou pesquisas com trabalhadores dos Estados Unidos de três grupos: profissionais de RH, pessoas com 65 anos ou mais e com menos de 65 anos. As principais conclusões do levantamento foram: Fora do radar: a maioria das organizações falha em implementar programas de recrutamento adaptados ao banco de talentos dessa faixa etária – 93% dos profissionais de RH afirmam que sua companhia não tem nenhum programa formal ou informal de recrutamento para contratar esse grupo. Desafiando estereótipos: a maioria demonstra uma forte disposição para aprender (81%), uma abordagem positiva diante de desafios (79%) e entusiasmo pelo crescimento (60%), incluindo a adoção de novas tecnologias, como a inteligência artificial. Atitudes positivas para o ambiente profissional: a grande maioria (91%) está satisfeita com seus empregos. Além disso, 87% afirmam se sentir engajados no trabalho. Contexto e conhecimento críticos: 83% dos profissionais de RH documentam as políticas corporativas, mas apenas cerca de um terço mapeia outras áreas críticas, como normas culturais (32%) e relações com clientes (36%), que são difíceis de reconstruir se os funcionários com longo tempo de casa saírem. Soluções de aprendizagem e desenvolvimento: essa mão de obra relata que métodos de treinamento como treinamento no local de trabalho ou aprendizagem prática (49%), tutoriais em vídeo (39%) e materiais de apoio visual e/ou escrito (35%) são eficazes para desenvolver suas habilidades. Entre os participantes acima dos 65 anos, 17% estão atualmente empregados e 83% não, refletindo uma proporção semelhante à de idosos que participam da força de trabalho dos EUA em geral. Daqueles que estão empregados, a maioria (60%) não se aposentou e planeja continuar na ativa. Por fim, 29% dos trabalhadores mais velhos já tinham se aposentado anteriormente, mas reingressaram no mercado. Quando perguntados sobre o motivo, as principais razões citadas foram: Para se manter mentalmente ativo e engajado: 70%. Para manter a estabilidade financeira: 59%. Para evitar o tédio ou a falta de propósito na aposentadoria: 50%. Para continuar usando suas habilidades e experiências atuais: 42%. As respostas ressaltam as motivações que impulsionam os idosos a permanecer na força de trabalho, mesclando necessidades financeiras práticas com um forte desejo de realização pessoal e engajamento. Na quinta-feira, na coluna “O que a próxima geração de trabalhadores mais velhos quer?”, a continuação da pesquisa “A idade da oportunidade: redefinindo o talento com a força de trabalho de 65 anos ou mais” (“Age of opportunity: redefining talent with the 65-and-over workforce”). Especialista em RH fala da importância da terceira idade no mercado de trabalho



Inspeção do TCU pode atrasar pagamento de credores e do FGC para quem tem CDBs do Master


06/01/2026 07:00 - g1.globo.com


Caso Master: quase 1500 instituições financeiras divulgam carta em defesa do Banco Central Reprodução/TV Globo A decisão do TCU de realizar uma inspeção no Banco Central a respeito da liquidação do Banco Master pode atrasar o pagamento a credores do banco, incluindo os cerca de 1,6 milhões de investidores que tinham CDBs do Banco Master de até R$ 250 mil, segundo avaliação de integrantes do sistema financeiro com experiência em processos de liquidação que analisaram o despacho do ministro Jhonatan de Jesus publicada nesta segunda-feira (5). A principal preocupação é o item na decisão do ministro que cita a possibilidade de medidas cautelares do banco para evitar “atos potencialmente irreversíveis” e a necessidade de manter preservada a “massa liquidanda” do banco, o que na prática impede o andamento da liquidação, com uso de ativos para cobrir dívidas. No mercado financeiro, a decisão é vista como uma trava nas ações que visam ressarcir investidores lesados, além de trazer um nível de insegurança jurídica que paralisa o trabalho do liquidante. Nesta segunda, 11 entidades que representam quase a totalidade do sistema financeiro divulgaram nota de preocupação e de apoio ao Banco Central como órgão técnico e com autoridade para decretar liquidação de instituições financeiras. Segundo entidades que assinaram a carta, a inspeção e os termos do despacho demonstram um questionamento sobre a capacidade técnica do BC prejudica todo o sistema financeiro do país. Caso Master: quase 1.500 instituições financeiras saem em defesa do Banco Central



Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra


06/01/2026 06:01 - g1.globo.com


Fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura Divulgação O Ministério da Agricultura atualizou as regras que definem quais alimentos podem entrar no Brasil na bagagem de viajantes e como funciona a autorização para produtos com restrições. A portaria foi publicada nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial da União. O ovo, por exemplo, não estava na lista de proibições de 2025, mas passa a integrar ela em 2026, informou o Ministério da Agricultura ao g1. A regra vale mesmo quando o produto está na embalagem original, rotulada e lacrada, segundo o ministério. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Ministério da Agricultura afirma que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana. A carne de porco, por exemplo, só entra no Brasil com autorização porque pode trazer a peste suína africana. A doença é causada por um vírus, é fatal para os porcos e não tem vacina nem tratamento. Hoje, essa doença não existe no Brasil, mas está presente em mais de 50 países da África, Europa, Ásia e das Américas. A Espanha, por exemplo, tem casos confirmados. O país é o terceiro maior produtor de carne de porco do mundo. Alimentos proibidos Arte / g1 Além destes produtos, o Ministério avisa que podem haver bloqueios relacionados a produtos oriundos de países específicos, com incidência de doenças. Por exemplo, em casos da gripe aviária, da peste suína africana e a dermatose nodular contagiosa. A instituição pontua também que não somente os vegetais frescos, mas parte deles que possam conter doenças podem ser confiscados. É o caso de folhas secas para chá, em que o processo de secagem não é conhecido. Como obter a autorização? Para entrar no país com esses alimentos, é preciso fazer um registro na Declaração Eletrônica e Bens do Viajante (e-DBV). Depois, é necessário ir até a unidade do Vigiagro, no controle aduaneiro, para finalizar o processo. Além disso, quando o Ministério da Agricultura entender que é o caso de um controle mais rigoroso, pode ser solicitada adicionalmente uma Autorização Prévia de Importação. Nessa categoria, é preciso informar: a descrição dos bens agropecuários que serão importados, incluindo a quantidade, a forma de acondicionamento e o país de origem e de procedência; o modal de transporte, podendo ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre (por lago), rodoviário e ferroviário; a via de transporte autorizada, especificada como bagagem acompanhada; o local de ingresso no território nacional; a identificação do viajante que transportará os bens agropecuários, contendo nome completo, CPF e número do passaporte; o prazo de validade da autorização de importação. Neste caso, a autorização deverá ser encaminhada eletronicamente pelo Serviço Técnico emissor às Unidades do Vigiagro nos locais de ingresso. Se um produto irregular é apreendido, ele deve ser destruído. Segundo o Ministério, dois procedimentos são feitos para a destruição: a autoclavagem (o produto é submetido a temperatura de 133° C e pressão de 3 bar por 20 minutos) e a incineração. Os procedimentos são responsabilidade do administrador do aeroporto. A norma que regula o tema prevê outras medidas, mas não detalha quais. O g1 questionou o Ministério da Agricultura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Leia também: Após pressão do agro, governo suspende temporariamente lista que considerava tilápia espécie invasora Produtos autorizados Mesmo quando não há exigência de documentação, o produto deve estar na embalagem original, com rótulo, lacre e sem sinais de violação. Alguns exemplos são: extratos ou concentrados de carnes e pescados, de todas as espécies. carnes e pescados defumados, dessecados, salgados ou desidratados; derivados de suínos enlatados; gelatinas; leite pasteurizado ou esterilizado, incluindo o creme de leite; doce de leite; leite em pó ou soro; manteiga, manteiga clarificada (ghee) e pasta de espalhar de produtos provenientes do leite; iogurtes, quefir, coalhadas e outras bebidas láctea fermentadas; hidrolisado de proteína do leite e lactose; queijos e requeijão, excluindo os produtos lácteos feitos com leite de bovinos e bubalinos dos países com notificação de dermatose nodular contagiosa (caso da Argélia, Camboja, França, Itália, Tunísia, Espanha); bolos, biscoitos, bolachas, petit fours, tortas doces e salgadas, waffles, doces em massa folhadas, pastéis de confeitaria, doces e quitutes; amêndoas torradas e salgadas; bebidas destiladas e fermentadas; vinagres; sucos; óleos vegetais; geleias, conservas; demais produtos industrialmente esterilizados, pasteurizados, fermentados, sulfitados, liofilizados, cozidos, carbonizados, parboilizados, moídos, polidos, tostados ou secos ao forno. Veja também: Vacas uruguaias à beira da morte em navio desembarcam na Líbia, e ONG pede investigação sobre saúde dos animais Tarifaço de Trump: veja a nova lista de produtos brasileiros que ficam de fora das tarifas de 40% Espanha convoca exército para impedir que porcos se infectem com a peste suína africana Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras



Câmara dos Deputados abre inscrições para concurso com salário de R$ 30 mil e sem graduação específica


06/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Concurso da Câmara dos Deputados terá 70 vagas e salários de até R$ 30 mil As inscrições para o novo concurso da Câmara dos Deputados estão abertas. O edital prevê a contratação de 70 servidores, além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades são para os cargos de Analista Legislativo e Técnico Legislativo, ambos com lotação em Brasília (DF). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL 🗓️ Os interessados têm até o dia 26 deste mês para realizar a inscrição. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país. Um dos cargos ofertados no concurso chama atenção pela remuneração elevada e pelos requisitos mais amplos de formação. Trata-se do posto de Analista Legislativo – especialidade Processo Legislativo e Gestão, que oferece salário de R$ 30.853,99. O edital também não exige formação em uma área específica para essa função, sendo necessário apenas diploma de graduação em qualquer curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. O profissional deverá permanecer na unidade de sua primeira lotação por, no mínimo, três anos. 📝 Entre as atribuições do cargo estão: Planejamento, orientação e execução de atividades administrativas e legislativas; Apoio técnico em áreas como gestão de pessoas, orçamento, finanças, tecnologia da informação, licitações, contratos e comunicação social; Assistência à Mesa Diretora, às comissões, às lideranças e à administração em temas constitucionais, regimentais e de técnica legislativa; Elaboração de documentos legislativos e administrativos; Organização e atualização de dados relacionados a matérias legislativas, administrativas, financeiras e orçamentárias. Já o cargo de Técnico Legislativo tem remuneração inicial de R$ 21.008,19. As atribuições desse profissional envolvem atividades técnicas relacionadas ao planejamento, ao controle e à execução de trabalhos legislativos e administrativos. Entre as funções desempenhadas estão o suporte técnico, operacional e material às atividades institucionais da Câmara dos Deputados, além da assistência às unidades administrativas, às comissões, à Mesa Diretora e às lideranças. O servidor também será responsável pela elaboração e análise de documentos e relatórios, além do desenvolvimento de planos e projetos ligados à gestão de recursos humanos, materiais, orçamentários, financeiros e de informação. ➡️ Para tomar posse, o candidato aprovado deverá ter: Nacionalidade brasileira ou portuguesa (com direitos políticos reconhecidos); Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, quando aplicável; Ter idade mínima de 18 anos na data da posse; Possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; Apresentar o diploma de graduação 22 vagas para ampla concorrência; 2 vagas para pessoas com deficiência; 9 vagas para candidatos pretos e pardos; 1 vaga para candidato indígena; 1 vaga para candidato quilombola. Distribuição de vagas Do total de vagas imediatas, 35 são destinadas ao cargo de Analista Legislativo e 35 ao de Técnico Legislativo. Além das vagas imediatas, o concurso também prevê a formação de cadastro de reserva com outras 70 vagas, mantendo a mesma proporção de distribuição. Inscrições e taxas As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo site do Cebraspe. A taxa de inscrição deve ser paga até 28 de janeiro e varia entre R$ 100 e R$ 130. Candidatos que se enquadram nos critérios do edital, porém, podem solicitar isenção da taxa entre os dias 5 e 12 de janeiro. Veja o cronograma do concurso: Período de Inscrições: de 05/01/2026 a 26/01/2026 Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 05/01/2026 a 12/01/2026 Data final para pagamento da taxa de inscrição: 28/01/2026 Aplicação das provas objetivas e discursivas: 08/03/2026 Divulgação do padrão preliminar de respostas da prova discursiva: 10/03/2026 Divulgação dos gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas: 13/03/2026 Vista do plenário da Câmara dos Deputados antes do início da votação do texto da reforma tributária, em Brasília, na noite desta quinta-feira, 6 de julho de 2023. CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO



'Descer pra BC?': Balneário Camboriú é a cidade mais cara do Brasil para comprar um imóvel


06/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Praia Central de Balneário Camboriú Arquivo PMBC/Divulgação Balneário Camboriú (SC) é, em média, o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial, segundo dados do Índice FipeZAP 2025 divulgados nesta terça-feira (6). 🔎 O indicador acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios publicados na internet. O município catarinense — que já foi chamado de “Dubai brasileira” e inspirou o hit “Descer pra BC” — é conhecido pelos prédios altos e pela megaobra de alargamento da faixa de areia, que gerou debate entre especialistas sobre impactos ambientais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025. Com esse valor, um imóvel de 50 m², por exemplo, custaria cerca de R$ 745,3 mil. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A segunda cidade mais cara também fica em Santa Catarina, mostra a pesquisa. No município litorâneo de Itapema, o valor médio é de R$ 14.843/m². Veja as dez cidades com preço médio mais caro no Brasil, segundo o FipeZAP: Balneário Camboriú (SC): R$ 14.906 Itapema (SC): R$ 14.843 Vitória (ES): R$ 14.108 Itajaí (SC): R$ 12.848 Florianópolis (SC): R$ 12.773 São Paulo (SP): R$ 11.900 Barueri (SP): R$ 11.696 Curitiba (PR): R$ 11.686 Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.830 Belo Horizonte (MG): R$ 10.642 Alta nas capitais Entre as capitais, Salvador registrou o maior aumento no preço médio de imóveis residenciais em 2025, ao registrar valorização de 16,25% ao longo do ano, segundo o Índice FipeZAP. João Pessoa (PB) aparece logo atrás, com alta de 15,15%. Na sequência estão Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%). Na outra ponta, os menores avanços ocorreram em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades registraram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada em 4,18% para o período. (veja a lista completa no final desta reportagem) Veja a variação das capitais: Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP. Arte/g1 Dados nacionais Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o levantamento. O resultado representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os valores avançaram 7,73%. O aumento superou a inflação ao consumidor em 2025, estimada em 4,18% pelo FipeZAP com base no IPCA acumulado até novembro e no IPCA-15 de dezembro. Os cálculos apontam uma alta real (descontada a inflação) de 2,24% nos imóveis. Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho. "O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias", diz. A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012. Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%. LEIA TAMBÉM Minha Casa, Minha Vida: compra de usados dispara e preocupa setor de construção; entenda Programa impulsiona mercado imobiliário no 1º trimestre, apesar de Selic alta Caixa volta a permitir mais de um financiamento ao mesmo tempo; entenda Preço de venda O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil. Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m². Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Vitória (ES) lidera: R$ 14.108/m². Em seguida, estão Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²). A cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 4.353, em média. Com isso, um imóvel de 50m² custaria em torno de R$ 217,6 mil. Veja o preço médio de venda nas capitais (m²), em dados de dezembro. Vitória: R$ 14.108 Florianópolis: R$ 12.773 São Paulo: R$ 11.900 Curitiba: R$ 11.686 Rio de Janeiro: R$ 10.830 Belo Horizonte: R$ 10.642 Maceió: R$ 9.836 Brasília: R$ 9.754 Fortaleza: R$ 8.963 São Luís: R$ 8.617 Recife: R$ 8.446 Belém: R$ 8.341 Goiânia: R$ 8.139 Salvador: R$ 7.972 João Pessoa: R$ 7.970 Porto Alegre: R$ 7.505 Manaus: R$ 7.189 Cuiabá: R$ 6.801 Campo Grande: R$ 6.330 Natal: R$ 6.146 Teresina: R$ 5.789 Aracaju: R$ 5.282 Preço médio entre as 56 cidades monitoradas: R$ 9.611



Preços de imóveis residenciais disparam 6,52% em 2025; veja as capitais mais caras


06/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Imóveis na região central de São Paulo. Fábio Tito/G1 Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (6). O resultado representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os valores avançaram 7,73%. O aumento superou a inflação ao consumidor em 2025, estimada em 4,18% pelo FipeZAP com base no IPCA acumulado até novembro e no IPCA-15 de dezembro. Os cálculos apontam uma alta real (descontada a inflação) de 2,24% nos imóveis. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho. "O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias", diz. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012. Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%. LEIA TAMBÉM: Minha Casa, Minha Vida: compra de usados dispara e preocupa setor de construção; entenda Programa impulsiona mercado imobiliário no 1º trimestre, apesar de Selic alta Caixa volta a permitir mais de um financiamento ao mesmo tempo; entenda Alta nas capitais O FipeZAP acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet. Segundo o levantamento, nenhum entre os municípios monitorados registrou queda nos preços em 2025. No ano anterior, Santa Maria (RS) havia sido o único, com recuo de 1,5%. Entre as capitais, os maiores avanços no ano foram observados em Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%). As menores altas foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades tiveram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada para o período. Veja a variação das capitais na arte abaixo. Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP. Arte/g1 Preço de venda O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil. Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m². A cidade mais cara da lista é Balneário Camboriú (SC), onde o metro quadrado do imóvel custa, em média, R$ 14.906. No caso de uma residência de 50 metros, por exemplo, o valor no município é de R$ 745,3 mil. Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Vitória (ES) lidera: R$ 14.108/m². Em seguida, estão Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²). A cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 4.353, em média. Com isso, um imóvel de 50m² custaria em torno de R$ 217,6 mil. Veja o preço médio de venda nas capitais (m²), em dados de dezembro. Vitória: R$ 14.108 Florianópolis: R$ 12.773 São Paulo: R$ 11.900 Curitiba: R$ 11.686 Rio de Janeiro: R$ 10.830 Belo Horizonte: R$ 10.642 Maceió: R$ 9.836 Brasília: R$ 9.754 Fortaleza: R$ 8.963 São Luís: R$ 8.617 Recife: R$ 8.446 Belém: R$ 8.341 Goiânia: R$ 8.139 Salvador: R$ 7.972 João Pessoa: R$ 7.970 Porto Alegre: R$ 7.505 Manaus: R$ 7.189 Cuiabá: R$ 6.801 Campo Grande: R$ 6.330 Natal: R$ 6.146 Teresina: R$ 5.789 Aracaju: R$ 5.282 Preço médio entre as 56 cidades monitoradas: R$ 9.611



Salvador lidera a alta dos preços de imóveis residenciais entre as capitais em 2025; veja a lista


06/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Farol da Barra, em Salvador TV Bahia Salvador foi a capital com a maior alta no preço médio de imóveis residenciais no Brasil em 2025, ao registrar valorização de 16,25% ao longo do ano, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (6). 🔎 O indicador acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios publicados na internet. De acordo com o levantamento, nenhum dos municípios monitorados registrou queda nos preços. Entre as capitais monitoradas, João Pessoa (PB) aparece logo atrás de Salvador, com alta de 15,15%. Na sequência estão Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%). (veja a lista completa no final desta reportagem) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na outra ponta, os menores avanços ocorreram em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades registraram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada em 4,18% para o período. (entenda mais abaixo) Veja a variação das capitais: Avanço nos preços dos imóveis residenciais em 2025, segundo o FipeZAP. Arte/g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dados nacionais Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o FipeZAP. O resultado representa a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os valores avançaram 7,73%. O aumento superou a inflação ao consumidor em 2025, estimada em 4,18% pelo FipeZAP com base no IPCA acumulado até novembro e no IPCA-15 de dezembro. Os cálculos apontam uma alta real (descontada a inflação) de 2,24% nos imóveis. Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho. "O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias", diz. A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012. Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%. LEIA TAMBÉM Minha Casa, Minha Vida: compra de usados dispara e preocupa setor de construção; entenda Programa impulsiona mercado imobiliário no 1º trimestre, apesar de Selic alta Caixa volta a permitir mais de um financiamento ao mesmo tempo; entenda Preço de venda O preço médio de venda de imóveis residenciais, calculado para as 56 cidades, foi de R$ 9.611/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, um apartamento de 50 metros quadrados custou, em média, R$ 480,5 mil. Os imóveis de um dormitório registraram preço médio de venda superior aos de dois dormitórios. Eles foram negociados a R$ 11.669/m², contra R$ 8.622/m². A cidade mais cara da lista é Balneário Camboriú (SC), onde o metro quadrado do imóvel custa, em média, R$ 14.906. No caso de uma residência de 50 metros, por exemplo, o valor no município é de R$ 745,3 mil. Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Vitória (ES) lidera: R$ 14.108/m². Em seguida, estão Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²). A cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 4.353, em média. Com isso, um imóvel de 50m² custaria em torno de R$ 217,6 mil. Veja o preço médio de venda nas capitais (m²), em dados de dezembro. Vitória: R$ 14.108 Florianópolis: R$ 12.773 São Paulo: R$ 11.900 Curitiba: R$ 11.686 Rio de Janeiro: R$ 10.830 Belo Horizonte: R$ 10.642 Maceió: R$ 9.836 Brasília: R$ 9.754 Fortaleza: R$ 8.963 São Luís: R$ 8.617 Recife: R$ 8.446 Belém: R$ 8.341 Goiânia: R$ 8.139 Salvador: R$ 7.972 João Pessoa: R$ 7.970 Porto Alegre: R$ 7.505 Manaus: R$ 7.189 Cuiabá: R$ 6.801 Campo Grande: R$ 6.330 Natal: R$ 6.146 Teresina: R$ 5.789 Aracaju: R$ 5.282 Preço médio entre as 56 cidades monitoradas: R$ 9.611



Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta terça-feira


06/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.956 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (6), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso especial realizado em 1º de janeiro, a Mega da Virada pagou R$ 1,09 bilhão. Seis apostas vencedoras levaram R$ 181.892.881,09 cada. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Investidor anônimo lucra cerca de R$ 2 milhões ao prever derrubada de Maduro


05/01/2026 23:04 - g1.globo.com


Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um investidor anônimo lucrou cerca de US$ 410 mil, o equivalente a R$ 2,22 milhões, ao apostar na derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma plataforma de mercado de previsão. ➡️ O ganho ocorreu porque ele comprou os contratos quando eles ainda estavam muito baratos, antes da divulgação da operação militar dos Estados Unidos que levou à prisão do líder venezuelano. O investidor operou na plataforma Polymarket, que permite apostas sobre eventos do mundo real. Ele comprou contratos ligados à destituição de Maduro ainda na sexta-feira (2), quando o mercado atribuía baixa probabilidade a esse desfecho, conforme divulgado a agência de notícias Reuters. Antes do fim de semana, o conjunto dessas apostas valia cerca de US$ 34 mil. Após a divulgação da operação militar dos Estados Unidos e da prisão de Maduro, o preço dos contratos subiu rapidamente. Com isso, o valor da posição do investidor aumentou de forma expressiva, gerando um lucro estimado em US$ 410 mil, segundo dados da Polymarket. AGU pede investigação sobre investidores com informação privilegiada do tarifaço de Trump A valorização ocorreu porque esses contratos pagam US$ 1 quando o evento previsto se confirma. Quem compra quando o preço está baixo e acerta o resultado obtém um retorno elevado em pouco tempo. Foi o que aconteceu neste caso, já que o investidor entrou antes da notícia se tornar pública. A prisão de Maduro também impactou os mercados financeiros. Na manhã de segunda-feira (5), os principais índices de ações subiram. Os preços do petróleo avançaram, e ações de empresas do setor de energia registraram ganhos após o fim de semana. Os títulos da dívida da Venezuela também subiram. Esses papéis vinham sendo negociados a preços baixos por causa do calote do país. Com a mudança no cenário político, investidores passaram a considerar a possibilidade de uma reestruturação da dívida. Títulos emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal Petróleos de Venezuela, a PDVSA, tiveram alta de até 10 centavos de dólar, o que representa quase 30% em alguns casos. A operação financeira deve ser analisada por autoridades nos Estados Unidos. Parlamentares discutem medidas para restringir o uso de informações privilegiadas em mercados financeiros e plataformas de apostas. Após a divulgação das informações sobre a prisão de Maduro, o deputado democrata Ritchie Torres afirmou que pretende apresentar um projeto de lei ainda nesta semana. A proposta deve proibir autoridades eleitas, parlamentares e funcionários federais de fazer apostas em plataformas de mercado de previsão, devido ao risco de acesso antecipado a informações sensíveis. Os registros da Polymarket mostram que a conta anônima foi criada no mês passado. Em 27 de dezembro, o investidor comprou contratos no valor de US$ 96 que renderiam lucro caso os EUA realizassem uma operação militar na Venezuela até 31 de janeiro. Nos dias seguintes, ele fez novas apostas do mesmo tipo, sempre quando os preços ainda estavam baixos. Mercados de previsão como a Polymarket funcionam com contratos simples de “sim” ou “não”. Os usuários apostam em eventos ligados a esportes, entretenimento, política e economia. Quando o evento acontece, o contrato paga US$ 1. Caso contrário, perde o valor. Em setembro, a Polymarket recebeu autorização da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA, a CFTC, para retomar operações no país. A liberação ocorreu após a compra da QCEX, uma bolsa de derivativos e câmara de compensação licenciada pela CFTC, por US$ 112 milhões. A CFTC não informou se abriu investigação sobre negociações ligadas à prisão de Maduro. A Polymarket já foi alvo de questionamentos sobre possível uso de informações privilegiadas. Embora americanos não tenham acesso oficial à plataforma principal, alguns investidores utilizam redes privadas virtuais, as VPNs, para acessar o serviço. Até a publicação desta reportagem, a Polymarket não se manifestou sobre o caso. Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump. REUTERS



Morre o pesquisador que é considerado 'pai' do feijão Carioquinha


05/01/2026 22:14 - g1.globo.com


Feijão Carioquinha Foto de Arina Krasnikova O pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, considerado o "pai" do feijão Carioquinha, morreu na última sexta-feira (2) em Campinas, informou o Instituto Agrônomo (IAC) do estado de São Paulo. Ele foi o responsável por dar o aval para essa variedade de feijão, em 1969. Por isso, ganhou o apelido de "pai do Carioquinha", que acabou se tornando o tipo mais consumido no país. Esse feijão é resultado do cruzamento natural de outras variedades do grão. Segundo o IAC, o novo tipo foi apresentado ao instituto em 1966, pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes. A partir daí, D’Artagnan chefiou os testes para avaliar o potencial agronômico e culinário da variedade, o que culminou no seu lançamento, três anos depois. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Foram feitos testes e foi observado que a variedade era mais resistente a doenças e mais produtiva", contou pesquisador do IAC, Alisson Fernando Chiorato, ao Globo Rural, em 2016. O feijão carioca é o tipo preferido pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional, segundo o IAC. Luiz D’Artagnan de Almeida, pai do feijão Carioquinha Divulgação Leia também: Áreas de arroz e feijão param de cair, após perderem espaço para soja e milho por 16 anos Por que 'Carioca'? O nome da variedade mais popular de feijão do Brasil surgiu devido a sua semelhança com uma raça de porco, há quase 50 anos, em uma fazenda no interior de São Paulo. A característica marrom-rajada do grão foi associado a coloração de uma raça de porco criada na região conhecida como “Carioca” — que também tem uma pelagem marrom clara e manchas escuras. Desde a descoberta do feijão carioca, já foram desenvolvidas 42 variações de feijão do mesmo tipo, segundo o Instituto. As sementes do sertão que resistem a secas



Mega da Virada 2025: um vencedor do bolão de Franco da Rocha ainda não buscou prêmio


05/01/2026 21:00 - g1.globo.com


Seis apostas vão dividir o maior prêmio da história da Mega da virada Um dos vencedores da Mega da Virada 2025 que participou de um bolão registrado em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, ainda não procurou a Caixa Econômica Federal para receber o prêmio de mais de R$ 10 milhões, referente à sua cota no jogo que acertou as seis dezenas. Segundo a Caixa, o bolão tinha 18 cotas e 17 ganhadores já compareceram para sacar o dinheiro. Apenas uma pessoa (ou grupo responsável pela cota) ainda não se apresentou. O prazo para resgate do prêmio é de 90 dias após o sorteio, realizado em 1º de janeiro de 2026, e termina em 1º de abril. Caso o valor não seja retirado até essa data, o dinheiro será repassado ao Tesouro Nacional e destinado ao Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior). O bolão de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, que foi uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025 tinha 14 números e foi montado pelo próprio dono da lotérica. Eram 18 cotas, no valor individual de R$ 1.351,34. Elas vão dividir R$ 181.892.881,09, e cada uma levará pouco mais de R$ 10 milhões. Segundo a Caixa, os apostadores das apostas individuais contempladas com o prêmio principal (6 acertos) da Mega da Virada 2025, registradas nas cidades de Belo Horizonte (MG) (canal eletrônico), Rio de Janeiro (RJ) (canal eletrônico), São Paulo (SP) (canal eletrônico), já se apresentaram para o recebimento do prêmio. O ganhador da aposta simples realizada em João Pessoa (Paraíba) ainda não compareceu para o recebimento do prêmio. Em relação ao bolão de 10 cotas registrado na cidade de Ponta Porã (MS): todos os apostadores já se apresentaram para o recebimento do prêmio. Bolão com 18 cotas foi um dos acertadores da Mega da Virada 2025 Reprodução Como foi feita a aposta de Franco da Rocha Valdeir da Silva Pereira, de 61 anos, proprietário da Lotéria Estrela de Bertioga, que fica no centro da cidade, conta que fez o bolão no dia 1º de novembro. O jogo com 14 números custa R$ 18.018,00 - por isso, ele separou a aposta em 18 cotas — cada uma sai R$ 1.001 mais a tarifa de serviço de R$ 350,34. Ele mandou, então, o bilhete num grupo de Whatsapp que tem com cerca de 50 clientes, mas apenas alguns compraram cotas. As demais foram vendidas diretamente no balcão da lotérica ao longo das semanas seguintes - sendo que a última só saiu dias antes do sorteio. Na segunda-feira (29), ainda tinha essa última cota disponível. Eu ia viajar à tarde e pensei: 'Se ninguém comprar até lá, vou ficar com ela para mim', mas aí apareceu um cliente, viu os números e falou: 'Esse jogo é meu'. Os números escolhidos são os que Valdeir costuma usar em jogos particulares dele e se referem a informações pessoais dele e da família, como datas de nascimento e dia de casamento. "Desta vez, pensei: vou jogar num bolão. E deu certo!", diz. Depois do sorteio, o grupo de clientes no Whatsapp ficou alvoroçado e teve muita gente lamentando não ter comprado nenhuma cota. O dia também amanheceu mais movimentado nesta sexta (2) na lotérica com pessoas querendo fazer uma fézinha. Proprietário do local há 13 anos, Valdeir garante ser pé quente: "Aqui já tinham saído algumas quinas da Mega e o prêmio principal da Lotofácil. E espero continuar com essa sorte". Dono da lotérica de Franco da Rocha com funcionários e bilhete premiado na Mega da Virada Arquivo pessoal Números sorteados Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã de quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Números sorteados da Mega da Virada 2025 reprodução/Caixa Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades: João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora; Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora, com 10 cotas de um bolão; Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora, com 18 cotas de um bolão. As outras três apostas vencedoras foram registradas de forma eletrônica, sem a necessidade de uma casa lotérica física. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Volvo convoca recall do EX30 por risco de incêndio na bateria; veja se seu carro está na lista


05/01/2026 20:35 - g1.globo.com


Volvo convoca recall do EX30 por risco de incêndio na bateria A Volvo anunciou um programa de recall para o seu carro mais barato à venda no Brasil: o Volvo EX30. Em nota, a Volvo informou que uma falha na produção das células da bateria do veículo pode provocar curto-circuito, causando “superaquecimento do componente, o que, em situações extremas, pode acarretar risco de combustão da bateria de alta tensão”. A solução adotada neste momento é a limitação da recarga da bateria, que não poderá ultrapassar 70%. Com isso, a autonomia informada pela Volvo, de 338 km com carga completa, será reduzida em 30%, chegando a 236,6 km. Além da medida provisória, que reduz a autonomia do Volvo EX30, a marca informou que está desenvolvendo uma correção permanente. “Paralelamente, a solução técnica definitiva para o defeito identificado encontra-se em desenvolvimento e será oportunamente implementada”, disse a marca em nota. Quais veículos estão na lista? O recall abrange unidades do Volvo EX30 nas versões Single Motor Extended Range e Twin Motor, dos anos-modelo 2024 a 2026. São elas: Volvo EX30 divulgação/Volvo Data de fabricação: de 06/09/2024 à 25/10/2025; Chassis não sequenciais envolvidos: YV12ZEL82RS000462 à YV12ZELA9TS178122. O procedimento pode ser realizado em uma concessionária da Volvo, com agendamento prévio pelo telefone 0800-878-1176 ou pelo site oficial de recalls da marca. O tempo estimado para aplicar a limitação de recarga é de uma hora. Também é possível realizar a limitação diretamente no veículo, sem a necessidade de visita à concessionária. Nesse caso, o proprietário deve seguir as orientações do suporte da Volvo.



Exportadoras de grãos deixam a Moratória da Soja


05/01/2026 19:58 - g1.globo.com


Plantio de soja TV Morena A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) comunicou nesta segunda-feira (5) que as principais empresas de comercialização estão deixando o acordo da Moratória da Soja. ➡️O que é a Moratória da Soja? É um pacto de adesão voluntária entre as empresas compradoras da oleaginosa, que está em vigor há quase 20 anos e proíbe a aquisição do grão cultivado de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, visando preservar a floresta. A agência Reuters já havia reportado, no fim de dezembro, que algumas das maiores "tradings" de soja do mundo estavam se preparando para romper o acordo, numa tentativa de preservar benefícios fiscais no Mato Grosso. Isso porque, a partir deste ano, o estado passará a retirar incentivos fiscais de empresas que participam do programa de conservação. Lei do Mato Groso pode enfranquecer moratória da soja na Amazônia O Mato Grosso é o maior produtor de soja no Brasil, respondendo por cerca de 30% da colheita na safra 2024/25, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estado faz parte da chamada Amazônia legal, que abrange oito estados (todos os da Região Norte e o Mato Grosso), além de parte do Maranhão. Integrantes da Abiove, a norte-americana ADM, a Bunge e a Cargill, além da chinesa Cofco e da brasileira Amaggi, eram signatárias do pacto e possuem unidades em Mato Grosso que se beneficiam de incentivos fiscais estaduais. Ainda em dezembro, a Reuters reportou que a ADM e Bunge foram as maiores beneficiárias, recebendo cerca de R$ 1,5 bilhão cada uma, segundo Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. A lei que retira incentivos das empresas que aderirem a acordos como a Moratória é alvo de uma ação de inconstitucionalidade que ainda será analisada pelo Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF o adiamento da entrada da lei estadual em vigor, atendendo a uma solicitação do Ministério do Meio Ambiente. Repercussão Além da Abiove, fazem parte da Moratória da Soja a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e organizações ambientais como o Greenpeace, WWF e Imaflora. A Abiove afirmou nesta segunda que a Moratória, criada em 2006, "cumpriu seu papel histórico ao longo de quase duas décadas, deixando um legado incontestável que consolidou o Brasil como referência global em produção sustentável". "O legado de monitoramento e a expertise adquirida ao longo de quase 20 anos não serão perdidos. Haverá, individualmente, o atendimento às rigorosas demandas dos mercados globais", completou a associação. O g1 procurou a Anec e aguarda retorno. Greenpeace, WWF e Imaflora destacaram que a decisão das empresas não extingue ou invalida a Moratória da Soja, cuja legitimidade é reconhecida pelo STF. "A decisão dessas empresas enfraquece um dos instrumentos mais eficazes de combate ao desmatamento no país e expõe o próprio agronegócio a riscos crescentes, ao comprometer a integridade das florestas das quais dependem a estabilidade climática e os regimes de chuva essenciais à produção agrícola", disse o WWF. Segundo o Greenpeace, entre 2009 e 2022, municípios monitorados pela Moratória reduziram o desmatamento em 69%, enquanto a área plantada de soja na Amazônia cresceu 344%. "Apenas 3,4% da soja produzida hoje no bioma está fora das regras do acordo, um dado-chave para acesso a mercados exigentes como a União Europeia", afirmou a organização. A soja brasileira tem sido alvo de polêmicas na UE nos últimos anos (saiba mais). A Abiove disse confiar nas autoridades brasileiras para a plena implementação de um novo marco regulatório, de modo que sejam preservados os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, bem como a segurança e credibilidade ao produto brasileiro perante os seus mercados consumidores. Disputa na esfera federal Em 2025, a Moratória também foi alvo de disputa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em processos que discutiam a validade do pacto. Em setembro, o órgão havia decidido que a moratória seria encerrada em janeiro de 2026. Mas, em novembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu todas as ações e processos, judiciais e administrativos, que discutem a legalidade da Moratória. A medida vale até o julgamento definitivo do tema pelo STF. Polêmicas na Europa O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. A China é o maior cliente no exterior, mas o mercado europeu tem um peso grande na exportação de farelo de soja, usado para ração. E o grão brasileiro já foi alvo de críticas de países da UE, como a França. Em 2021, o presidente francês, Emanuel Macron, postou em suas redes sociais que "continuar dependendo da soja brasileira é endossar o desmatamento da Amazônia". Ele não apresentou dados que sustentassem a afirmação. Em 2024, um executivo da Danone dizer que a multinacional francesa não compraria mais a soja nacional. Depois, empresa negou. Na ocasião, produtores, indústria e ambientalistas brasileiros destacaram que a produção nacional segue regras de sustentabilidade, sobretudo na Amazônia, citando inclusive a Moratória. Naquela época estava para entrar em vigor uma lei da União Europeia que proíbe a importação de produtos vindos de áreas que foram desmatadas depois de dezembro de 2020. Conhecida como European Union Deforestation Regulation (EUDR), essa lei acabou passando por diversos adiamentos e ainda não está valendo. Em setembro passado, grandes supermercados e varejistas europeus publicaram uma carta pedindo que as empresas globais de comercialização de grãos (tradings) não comprassem soja de área desmatada no Brasil. O comunicado foi feito após a decisão do Cade de suspender o acordo a partir de janeiro — o que acabou sendo indeferido pelo STF. O tema também é levantado nas discussões sobre o acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que poderia ter sido assinado no fim do ano e foi adiado. Opositores do acordo, liderados pela França, argumentam que a produção de alimentos no Mercosul não segue os mesmos padrões ambientais, sociais e sanitários exigidos na Europa. Isso tem sido rebatido pelo bloco sul-americano.



Crise dos chips: impacto no preço de celulares e produtos é inevitável, diz Samsung


05/01/2026 19:27 - g1.globo.com


Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Celulares, TVs e outros produtos eletrônicos podem ficar mais caros por causa da crise global de chips de memória RAM, afirmou TM Roh, CEO da Samsung. Essencial para o funcionamento desses dispositivos, a memória RAM está em falta no mercado, o que tem elevado os custos de produção. Especialistas ouvidos pelo g1 já haviam alertado, em dezembro, que celulares e outros eletrônicos podem ficar mais caros em 2026 por causa desse cenário. "Como esta situação é sem precedentes, nenhuma empresa está imune ao seu impacto", disse Roh em entrevista à agência Reuters. Na entrevista, o executivo não descartou o aumento dos preços de produtos como telefones celulares, TVs e eletrodomésticos e afirmou ser "inevitável" que eles sofram algum impacto. Ao mesmo tempo, Roh afirmou que a Samsung, maior fabricante de TVs do mundo, trabalha em estratégias de longo prazo com parceiros para reduzir os efeitos da crise. Samsung Galaxy S25 FE, lançado em 2025 Darlan Helder/g1 LEIA MAIS FAFO: Entenda a gíria usada por Trump em post após captura de Maduro Ligações indesejadas e robocalls: veja o que mudou nas regras sobre telemarketing 🤔 O que é a memória RAM A memória RAM, sigla para Random Access Memory, armazena temporariamente os dados que o dispositivo está usando naquele momento. Ao abrir um aplicativo ou jogo, as informações necessárias para seu funcionamento ficam na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados, o que faz da RAM uma memória de curto prazo. 💾 Entenda a diferença entre memória RAM e armazenamento A memória RAM é medida em Megabytes (MB) ou em Gigabytes (GB). Quanto maior a quantidade, melhor tende a ser o desempenho. Um celular com 12 GB de RAM, por exemplo, consegue executar mais tarefas ao mesmo tempo do que um com 3 GB. Embora seja mais associada a celulares e computadores, a memória RAM também está presente em outros dispositivos do dia a dia, como: 🤳 smart TVs; 📱 tablets; 🎮 consoles de videogames; ⌚ relógios inteligentes; 🧹 aspiradores robô; 🚗 carros; 🖨️ impressoras. Mercado concentrado em IA O avanço da inteligência artificial está no centro dessa crise. Fabricantes passaram a direcionar investimentos e produção para chips mais avançados,usados em data centers de IA, reduzindo a oferta de memórias tradicionais. Segundo Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, os investimentos pesados em chips de inteligência artificial e grandes data centers reduziram a disponibilidade de componentes para a fabricação de memória RAM. Vizaco afirma que as fabricantes passaram a priorizar memórias mais avançadas, usadas em data centers de IA, por serem mais lucrativas. Como resultado, a produção de modelos mais antigos caiu e os estoques diminuíram. Preço maior ou memória menor Com menos unidades disponíveis, a escassez dos chips pode gerar dois efeitos principais, segundo especialistas: 👎levar empresas a vender produtos com menos memória do que o ideal; 💰 encarecer dispositivos, como citado no início da reportagem. O g1 pesquisou o preço de uma memória RAM DDR4 de 16 GB da linha Corsair Vengeance RGB Pro. Na plataforma de comparação de preços Zoom, o produto custava R$ 650 em 10 de novembro. A partir de 2 de dezembro, o valor passou a R$ 1.599, uma alta de cerca de 146%. Valor de memória RAM passou de R$ 650 para R$ 1.590 em poucas semanas. Reprodução/Zoom No Brasil, o impacto pode ser ainda maior por causa de fatores como câmbio, impostos e custos logísticos, segundo Márcio Andrey Teixeira, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). Vizaco afirma ainda que consumidores podem começar a ver celulares com configurações mais simples sendo vendidos pelo mesmo preço de antes. Em evento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), no início de dezembro, Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil e que faz parte da entidade, afirmou que "setores como o de tecnologia e o automotivo correm o risco de sentir esses impactos, especialmente a partir de 2026". "No passado, a escassez era pontual e ligada a problemas de produção em fábricas, agora temos um novo cenário devido à IA", completa Mauricio. Cenário incerto Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a crise pode se estender por alguns anos. Paulo Vizaco, da Kingston, afirma que o cenário ainda é incerto. "Tudo é muito novo [o crescimento rápido da IA e o aumento da demanda]. Será preciso acompanhar o mercado com atenção", diz. "Os preços já subiram nas últimas semanas. No médio prazo, precisaremos acompanhar o comportamento do mercado para entender o que irá acontecer. Na Kingston, nosso planejamento de longo prazo atua justamente para minimizar esses problemas e manter o abastecimento no Brasil o mais estável possível durante esse período", diz Vizaco. A SK Hynix, fabricante sul-coreana de chips, afirmou a analistas que a escassez de memória pode durar até o fim de 2027, segundo a Reuters. Ainda de acordo com a agência, um executivo do setor disse que o problema deve atrasar futuros projetos de data centers. Memória RAM é uma características responsáveis por aumentar a velocidade do computador. Michal A. Valasek/FreeImages Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas



Por que o petróleo da Venezuela é tão importante para os EUA


05/01/2026 16:59 - g1.globo.com


Os ataques dos Estados Unidos a Caracas e a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro deixaram a nação sul-americana num estado de incerteza. O presidente Donald Trump anunciou, logo após a ação militar, que os EUA "governarão" a Venezuela até o país ter uma "transição segura", uma decisão que parece ter como motivo central a principal riqueza venezuelana: o petróleo. "Vamos fazer com que nossas grandes empresas petrolíferas americanas, as maiores do mundo, entrem no país, gastem bilhões de dólares, consertem a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar receita para o país", afirmou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Qual é a importância do petróleo para a Venezuela? A economia da Venezuela é extremamente dependente do petróleo. O governo Maduro contava quase que exclusivamente com a commodity como fonte de receita para o Estado. O petróleo bruto e produtos derivados representam cerca de 90% das receitas de exportação da Venezuela e ajudaram o governo Maduro a se manter no poder mesmo fortemente sancionado e isolado e em meio a uma grave crise econômica. A Venezuela tem as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, com mais de 300 bilhões de barris – mais até do que a Arábia Saudita. No entanto, responde por menos de 1% da produção global de petróleo. Para se ter uma ideia da derrocada da indústria venezuelana, essa parcela era superior a 10% da produção global na década de 1960. A produção de petróleo bruto caiu mais de 70% desde o final da década de 1990, e a Venezuela ocupa hoje o 21º lugar na lista de produtores globais. O colapso remonta ao governo do ex-presidente Hugo Chávez. A revolução socialista dele, nas décadas de 1990 e 2000, deixou um legado de ampla corrupção na empresa estatal de petróleo, a PDVSA, e levou à saída dos investimentos estrangeiros do país devido à interferência do governo no setor petrolífero. Vários acidentes em oleodutos e refinarias de petróleo ampliaram as dificuldades, enquanto as sanções dos EUA – intensificadas a partir de 2017 – limitaram ainda mais a capacidade de produção de petróleo da Venezuela. A PDVSA estabilizou a produção em cerca de 1 milhão de barris por dia, em parte devido às licenças dos EUA que permitem a um número limitado de empresas estrangeiras operar na Venezuela e exportar petróleo. Operação em Caracas, petróleo e julgamento em NY: 5 pontos-chave da captura de Maduro pelos EUA e dos próximos passos Investimentos das petrolíferas dos EUA Ao longo do século 20, os EUA foram um parceiro fundamental para o setor petrolífero venezuelano, com as principais empresas petrolíferas americanas investindo pesadamente no país sul-americano. Todas, exceto a Chevron, deixaram o país após a revolução de Chávez. Apesar de as sanções terem afetado suas operações, a Chevron recebeu licenças especiais do governo do ex-presidente Joe Biden em 2022 para retomar as exportações de petróleo venezuelano sob condições estritas. A ideia era que o abrandamento das sanções à Venezuela aliviaria as pressões no mercado internacional de petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Em outubro deste ano, o governo Trump concedeu à Chevron uma nova autorização para produzir petróleo na Venezuela, argumentando que a empresa americana era um parceiro vital para Caracas. Assim, a Chevron é a beneficiária mais óbvia e imediata de qualquer medida de Trump para permitir mais investimentos americanos na Venezuela, onde ela já emprega cerca de 3 mil pessoas. Após a captura de Maduro, a empresa comunicou que operaria em "total conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes" e não fez comentários sobre possíveis planos de expansão. Trump afirmou que grandes empresas petrolíferas americanas retornarão à Venezuela, o que poderia incluir a ExxonMobil e a ConocoPhillips. A ExxonMobil, a maior empresa petrolífera dos EUA, teve seus ativos expropriados por Chávez em 2007. Os projetos da ConocoPhillips em Hamaca, Petrozuata e Corocoro também foram expropriados. Ambas as empresas ganharam o direito a indenizações multimilionárias em arbitragem internacional, mas a Venezuela jamais as pagou. Essa é a base da reiterada alegação de Trump de "petróleo roubado". "Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, motivação e habilidade americanos, e o regime socialista roubou isso de nós durante esses governos anteriores, e eles roubaram isso à força", disse Trump. "Isso constituiu um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país." A ConocoPhillips disse que está "monitorando os acontecimentos na Venezuela e suas possíveis implicações para o abastecimento e a estabilidade energética globais" e que seria prematuro especular sobre quaisquer atividades comerciais ou investimentos futuros. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 22 de dezembro de 2025 REUTERS/Jessica Koscielniak EUA precisam mesmo do petróleo venezuelano? Os Estados Unidos são de longe o maior produtor mundial de petróleo, então, à primeira vista, pode não parecer claro por que Trump está tão interessado no petróleo da Venezuela. No entanto, a questão é o tipo de petróleo que os EUA produzem. Seu principal produto é o petróleo bruto leve, não o tipo mais pesado e viscoso que muitas de suas refinarias, especialmente na costa do Golfo do México, estão equipadas para refinar. As refinarias transformam o petróleo bruto em gasolina, diesel e outros produtos cruciais para a economia. Embora os EUA sejam um grande produtor de petróleo bruto, eles ainda importam petróleo bruto pesado de países como Canadá e México para abastecer refinarias otimizadas para esse tipo de petróleo. Isso significa que grande parte do petróleo bruto produzido pelos EUA acaba sendo exportado. "Usar os tipos certos de petróleo bruto mantém nossas refinarias eficientes, reduz os custos e mantém a segurança energética", explica a associação comercial American Fuel and Petrochemical Manufacturers (AFPM). "Reequipar as refinarias para processar exclusivamente petróleo bruto dos EUA custaria bilhões – um investimento arriscado que levaria décadas para ser aprovado e construído e eventualmente valer a pena." Embora a produção da Venezuela tenha caído drasticamente, o país abriga as maiores reservas globais de petróleo bruto pesado. Na verdade, por muitas décadas foi o petróleo bruto pesado venezuelano que abasteceu a indústria americana. Isso torna um novo acesso ao petróleo venezuelano algo extremamente atraente para as empresas americanas. Tudo vai se dar como Trump quer? Existem enormes questões legais e logísticas sobre se o petróleo voltará ou não a fluir da Venezuela para os Estados Unidos. Apesar de a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ter nesta segunda-feira (05/01) estendido a mão para o governo dos EUA para "trabalharem conjuntamente numa agenda de cooperação orientada ao desenvolvimento compartilhado", não está claro se o novo governo venezuelano vai de fato cooperar com os EUA na questão petrolífera. Há ainda a situação da infraestrutura petrolífera da Venezuela. Dan Brouillette, ex-secretário de Energia dos EUA do primeiro governo Trump, afirma que, embora os primeiros relatórios sugiram que as instalações petrolíferas do país permaneçam intactas, não há garantia de que as enormes reservas da Venezuela possam ser exploradas rapidamente. "A restrição nunca foi geológica, mas a governança, as sanções, o acesso a capital e a execução", afirmou. "Se a mudança política trouxer uma estabilização rápida e um poder credível sobre a PDVSA, a vantagem será um aumento gradual da oferta ao longo do tempo, e não um aumento repentino." Apesar de algumas empresas petrolíferas estrangeiras terem permanecido na Venezuela, as sanções fizeram com que as instalações petrolíferas do país não recebessem os investimentos necessários para se manterem atualizadas. O volume necessário de novos investimentos poderá ficar mais claro nos próximos meses. Outra questão importante é a demanda mundial por mais petróleo. Os preços caíram no último ano e devem cair ainda mais em 2026, em meio a um excesso de produção. Se a expectativa de Trump em relação ao petróleo da Venezuela se concretizar, isso levaria ainda mais petróleo a um mercado global já saturado. E a China? A China tem sido um importante parceiro político e econômico da Venezuela nas últimas duas décadas. No setor petrolífero, a empresa chinesa CNPC tem uma joint venture com a PDVSA. A maior parte do petróleo produzido na Venezuela é enviado para a China. No entanto, a China não expandiu significativamente suas operações petrolíferas na Venezuela, mesmo com a quase ausência dos EUA. Pequim criticou duramente a captura de Maduro pelos EUA como uma violação da soberania da Venezuela.



Sem citar caso Master, entidades do setor financeiro divulgam nota em defesa do BC: 'Plena confiança'


05/01/2026 15:39 - g1.globo.com


Onze entidades do setor financeiro, bancário, de meios de pagamento e do mercado capitais divulgaram nesta segunda-feira (5) nota de apoio aos processos de supervisão conduzidos pelo Banco Central, assim como à independência da autoridade monetária. Neste início de ano, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, determinou uma inspeção técnica em documentos referentes ao banco Master em poder do Banco Central. Veja quem é quem no caso do Banco Master A determinação do presidente do tribunal já vai ser cumprida logo, apesar de o tribunal ainda em recesso. Sem citar o caso do banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, as entidades signatárias do manifesto, que representam 757 Instituições Financeiras, 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas, reiteraram que depositam plena confiança nas decisões técnicas do BC nos seus âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também defenderam que: É imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro; O Banco Central brasileiro exerce esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante. Entre as entidades que assinaram o manifesto, estão a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), a Associação Brasileira de Câmbio (Abracam) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Antes de ser liquidado no ano passado pelo BC, o banco Master já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. Sede do Banco Central em Brasília Jornal Nacional/ Reprodução



BNDES aprova R$ 500 milhões para a Toyota recuperar fábrica em SP e ampliar linha de híbridos flex


05/01/2026 15:34 - g1.globo.com


BNDES aprova R$ 500 milhões para a Toyota recuperar fábrica em SP O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (5), uma linha de crédito de R$ 500 milhões para a Toyota utilizar em sua planta no interior paulista. Segundo nota divulgada pelo BNDES, o montante será destinado à aquisição bens feitos com ajuda do maquinário da indústria 4.0, que utiliza tecnologias digitais avançadas, como automação inteligente, robôs conectados e análise de dados em tempo real. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Ao apoiar investimentos como o da Toyota, estamos contribuindo para viabilizar o desenvolvimento de novos projetos e fortalecer a base nacional de fornecedores, ampliando o acesso de outras empresas a tecnologias inovadoras e impulsionando a modernização da indústria brasileira com mais competitividade, inovação e conteúdo nacional”, apontou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Atualmente já existe a promessa de lançamento de duas versões eletrificadas do Yaris Cross, com preços entre R$ 172.390 e R$ 189.990 — ambas em pré-venda. Nelas, o Yaris Cross é equipado com motorização inédita no segmento: um sistema híbrido flex que combina um motor 1.5 a combustão com dois motores elétricos — um que atua como gerador de energia para a bateria e outro que auxilia na tração. Esse conjunto é diferente do usado no Corolla e no Corolla Cross, que contam com um motor 1.8 flex nas versões híbridas, ambos com 122 cv. Toyota ainda se recupera de vendaval que destruiu fábrica Parte do crédito liberado nesta semana está focado na reconstrução da fábrica da Toyota na região de Sorocaba (SP). A planta foi danificada em 22 de setembro e 30 funcionários tiveram ferimentos leves e foram socorridos. Segundo a Defesa Civil, a cidade registrou rajadas de vento de até 90 km/h em diferentes pontos. O telhado da empresa foi arrancado. A estrutura do telhado foi parar do lado de fora da empresa e em áreas que ficam a até seis quilômetros de distância. Após a tempestade, a Toyota suspendeu a produção de motores em Porto Feliz (SP) no dia seguinte. A unidade fica entre as fábricas de Indaiatuba e Sorocaba e é fundamental para o funcionamento das demais fábricas, já que fornece os motores. Fábrica de motores da Toyota é destelhada e carro é encontrado capotado após temporal Redes Sociais O incidente ocorreu em um momento de forte desempenho do Corolla Cross, que foi o SUV mais vendido no Brasil pelo segundo mês consecutivo em setembro, à frente de Honda HR-V e Volkswagen T-Cross. Apesar dos danos estruturais no prédio, os equipamentos foram preservados. “As máquinas tiveram apenas danos superficiais. Vamos transferi-las para outro local, na mesma área da fábrica de Porto Feliz, para evitar novos riscos”, explicou Evandro Maggio, presidente da companhia. Maggio destacou que, apesar do impacto da tempestade, não houve fatalidades. A retomada das fábricas da Toyota ocorre em meio aos planos de expansão e investimento da companhia. Como já foi divulgado pelo g1, a expectativa é que a fábrica de Indaiatuba seja desativada até julho de 2026. Os carros que atualmente são produzidos em Indaiatuba passarão para uma nova unidade da marca, também localizada em Sorocaba. A fábrica, chamada de "Sorocaba 2", está em construção e será concluída no segundo semestre do ano que vem. Na fábrica de Sorocaba 1, são produzidos o Corolla Cross e o Yaris para exportação. O Yaris Cross, que ainda terá o lançamento anunciado pela Toyota (veja abaixo), também será fabricado lá. Fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) divulgação/Toyota



TCU confirma autorização de inspeção no Banco Central sobre liquidação do banco Master


05/01/2026 15:28 - g1.globo.com


TCU determina análise de documentos do Banco Central sobre Banco Master O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, formalizou nesta segunda-feira (5) a autorização para que seja feita uma inspeção no Banco Central (BC), com objetivo de investigar os procedimentos que envolveram a liquidação extrajudicial do Banco Master. Nesta manhã, o ministro relator do caso, Jhonathan de Jesus, determinou que a área técnica da Corte realize, "com máxima urgência", uma inspeção no BC. Como adiantou o blog Valdo Cruz, do g1, a medida pretende verificar as provas documentais relacionadas aos fatos apresentados pela autoridade monetária, em resposta aos questionamentos sobre a liquidação do banco Master. No despacho, ao qual o g1 teve acesso, o ministro destacou que a nota técnica encaminhada pelo Banco Central limitou-se a uma exposição simples da cronologia e dos fundamentos do caso, com remissões a processos e registros internos, sem o envio do conjunto de documentos necessário para a comprovação dos fatos relatados. Entidades do setor bancário reagem à decisão do TCU que ameaça independência do BC no caso Banco Master Jornal Nacional/ Reprodução A inspeção deverá analisar, entre outros pontos, a evolução dos alertas e das medidas de supervisão adotadas diante de sinais de deterioração da instituição, bem como o tratamento dado a alternativas de mercado e à hipótese de uma “saída organizada”. Segundo Vital do Rêgo, não "paira dúvida sobre a competência do TCU para fiscalizar o Banco Central". "Nos arts. 70 e 71 da Constituição, o TCU é investido do controle externo da administração pública federal direta e indireta, abrangendo a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades, inclusive autarquias como o Banco Central", afirma o ministro. "A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade dos atos de gestão pública, sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central", acrescentou. No mesmo despacho, o ministro relator não afasta a possibilidade de adoção de medida cautelar, conforme já havia indicado na decisão que determinou a prestação de esclarecimentos pelo Banco Central sobre o processo de liquidação do Master. Em outro trecho, o ministro relator comunica o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo em trâmite naquela Corte envolvendo o Master, para fins de ciência e de eventual prevenção em feitos futuros. Análise no próprio BC A inspeção foi determinada a pedido dos próprios técnicos, que querem ter acesso aos documentos que foram usados para elaborar o relatório encaminhado ao TCU sobre todo o histórico relacionado ao Master, desde o início da fiscalização dos problemas econômicos, descoberta de fraudes, negociações de eventual venda até a liquidação. Como os documentos não foram anexados ao relatório, os técnicos querem analisá-los. Só que esses documentos não podem sair do Banco Central, por uma questão de sigilo. Dessa forma, os técnicos do TCU irão ao BC para analisar toda a documentação dentro da própria autoridade monetária. Ministro entendeu que liquidação foi 'precipitada' Em meados de dezembro, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público. No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória. No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master. Ele vislumbra a possibilidade de, após as diligências, aplicar medida cautelar para que o Banco Central se abstenha de autorizar ou praticar atos que importem alienação, oneração, transferência ou desmobilização de bens de capital essenciais à preservação do valor da massa liquidanda e de outros ativos relevantes.



Instabilidade na Venezuela impulsiona cotações do ouro e da prata


05/01/2026 13:35 - g1.globo.com


Os preços do ouro e da prata avançaram nos mercados internacionais nesta segunda-feira (5), impulsionados pelo aumento da instabilidade política após a retirada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com o aumento das incertezas, o ouro voltou a ser procurado por investidores como ativo de proteção. O metal subiu 3%, cotado a US$ 4.459,50 por onça-troy (pouco mais de 31,1 gramas). Já a prata registrou uma valorização ainda mais intensa: o preço subiu 7,63%, chegando a US$ 76,42. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ativos de segurança para os investidores Em momentos de crise geopolítica, investidores costumam direcionar recursos para ativos considerados reserva de valor, vistos como uma forma de proteção em períodos de maior incerteza. “Os investidores gostam de assumir riscos, mas querem ter uma proteção garantida. Trata-se de confiança com uma garantia, não de euforia”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, à Associated Press. Nesses momentos, ouro e prata tendem a ganhar destaque, sobretudo em ambientes de juros mais baixos. Outros metais, como o cobre, também reagem ao cenário, influenciados tanto pela maior percepção de risco quanto pelo papel estratégico dos recursos naturais para a segurança energética e industrial. Imagem de barra de ouro em foto de arquivo REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo Petróleo volátil Enquanto isso, os preços do petróleo fecharam em alta após o anúncio de Trump de que pretende abrir o setor de petróleo da Venezuela para grandes empresas americanas. A commodity começou o dia em queda, mas passou a subir ao longo da sessão. Este foi o primeiro dia útil após os ataques em larga escala contra o país, realizados na madrugada de sábado (3). No fim do dia, o petróleo tipo Brent avançou 1,63%, cotado a US$ 61,82 o barril. Já o petróleo americano, conhecido como WTI, subiu 1,80%, vendido por US$ 58,35 o barril. A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou neste domingo (4) uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma "agenda de colaboração", menos de 24 horas após a captura de Nicolás Maduro por uma operação militar norte-americana. (veja a íntegra) Segundo analistas ouvidos pela agência France Presse, a situação reduz o risco de que o petróleo da Venezuela fique impedido de ser exportado por um longo período. “Isso reduz a probabilidade de um bloqueio prolongado às exportações de petróleo do país, que podem voltar a fluir sem restrições em breve”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, à AFP. Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, o país produz pouco atualmente, cerca de um milhão de barris por dia. Trump e Maduro AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez



França vai suspender importação de frutas do América do Sul com agrotóxicos proibidos na Europa


05/01/2026 12:36 - g1.globo.com


O primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu, que apresentou sua renúncia ao presidente francês esta manhã, faz uma declaração no Hotel Matignon em Paris, em 6 de outubro de 2025. Reuters/Stephane Mahe/Pool A França vai proibir a importação de frutas da América do Sul que contenham resíduos de cinco agrotóxicos proibidos na Europa: mancozeb, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. O anúncio foi feito no domingo (4) pela ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, e pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em postagens das redes sociais. "Tomei a decisão de suspender a entrada em nosso território de gêneros alimentícios que contenham resíduos de várias substâncias proibidas na Europa", disse Genevard, na manhã de domingo (4). "Não podemos aceitar que substâncias banidas aqui reapareçam indiretamente por meio das importações. É uma questão de bom senso", complementou. O primeiro-ministro francês disse que uma ordem sobre o tema será emitida nos próximos dias pela ministra da Agricultura. Além disso, detalhou quais frutas podem ser banidas. "Abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs da América do Sul ou de outros lugares não serão mais permitidos no território nacional", disse o primeiro-ministro francês. "Uma brigada especializada realizará verificações reforçadas para garantir o cumprimento das nossas normas sanitárias", acrescentou. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Um primeiro passo para proteger nossas cadeias de suprimentos e nossos consumidores, e para combater a concorrência desleal, uma verdadeira questão de justiça e equidade para nossos agricultores". Os quatro agrotóxicos citados pelo primeiro-ministro francês são liberados no Brasil, mas o g1 perguntou ao Ministério da Agricultura se o país utiliza essas substâncias na produção das frutas que devem ser atingidas. Não houve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 fez os mesmos questionamentos à Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e aguarda posicionamento. LEIA MAIS UE espera assinar acordo com o Mercosul 'em breve' Agricultores despejam esterco e lixo em frente à casa de praia de Macron Protesto contra acordo UE-Mercosul tem pneus queimados e confronto com a polícia Participação da França nas vendas de frutas do Brasil A União Europeia é o principal destino das exportações de frutas do Brasil, mas a França, individualmente, tem baixa representatividade nesse mercado. De janeiro a novembro de 2025, a UE comprou 58,7% do volume de frutas exportado pelo Brasil. No mesmo período, a França foi responsável por apenas 0,6% do total das exportações, mostram dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura. Na UE, os maiores compradores de frutas brasileiras são os Países Baixos e a Espanha, que concentram 42% e 10,6% das vendas, respectivamente. Entre as frutas citadas pelo primeiro-ministro francês, a goiaba, a manga e o abacate são as mais vendidas pelo Brasil para os franceses. Ainda, assim, o país europeu representa pouco no total das exportações desses produtos. De janeiro a novembro de 2025, a França respondeu por 12% do volume de goiaba exportado pelo Brasil, ocupando a posição de terceira maior compradora. No mesmo período, o país europeu absorveu 5,7% das exportações brasileiras de abacate, figurando como o sexto principal destino do produto. Já em outros mercados citados pelo primeiro-ministro — como manga, laranja, limão, uva e maçã — a participação francesa é inferior a 1%. Pressão de agricultores franceses contra Mercosul O anúncio do primeiro-ministro francês ocorre em meio ao adiamento do acordo entre União Europeia e Mercosul, que estava programado para o último mês de dezembro. A França, pressionada pelos agricultores do país, se opõe ao pacto nas condições atuais. ENTENDA: Por que o acordo é alvo de tanta disputa no agro O acordo comercial busca reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação entre os dois blocos (UE e Mercosul). Ele havia sido fechado em dezembro de 2024 entre a Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Agricultores protestam contra acordo entre União Europeia e Mercosul No entanto, a pressão da França, apoiada nos últimos dias pela Itália, forçou o adiamento da assinatura para janeiro deste ano. Mesmo assim, os produtores franceses continuaram protestando contra o governo e a União Europeia. Eles afirmam que o tratado prejudica setores agrícolas da Europa, principalmente os de carne bovina, aves, açúcar e soja. No dia 19 de dezembro, dezenas de agricultores franceses despejaram esterco e outros resíduos em frente à casa de praia do presidente Emmanuel Macron, em uma manifestação que incluiu a oposição ao acordo e outras reivindicações. Na ocasião, um caixão com a frase “Não ao Mercosul” foi colocado em frente à mansão de tijolos vermelhos do presidente e de sua esposa, Brigitte Macron, na cidade litorânea de Le Touquet, no norte da França. Um dia antes, agricultores franceses e de outros países protestaram em frente ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica, enquanto os líderes dos 27 países realizavam a última cúpula de 2025. Manifestantes queimaram pneus e atiraram batatas e objetos na polícia, que reprimiu o protesto.



UE espera assinar 'em breve' o acordo comercial com o Mercosul


05/01/2026 12:28 - g1.globo.com


A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que os países europeus avançaram nas negociações para aprovar o acordo comercial com o Mercosul e que a assinatura deve acontecer em breve, segundo informações da agência France Presse. A porta-voz da União Europeia, Paula Pinho, não confirmou a data de 12 de janeiro, que vinha sendo citada como possível para a assinatura do acordo. No entanto, afirmou que as conversas estão bem encaminhadas e que o bloco europeu segue confiante na conclusão do acordo em breve. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Comissão Europeia planejava selar o pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo em dezembro de 2025. O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola. 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após a notícia do adiamento no mês passado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que um número suficiente de Estados-membros da União Europeia apoiará o acordo comercial entre o bloco e o Mercosul para viabilizar sua aprovação. “Entramos em contato com nossos parceiros do Mercosul e concordamos em adiar ligeiramente a assinatura”, afirmou von der Leyen, acrescentando que estava “confiante” de que há uma maioria suficiente para concluir o acordo, segundo a Reuters. Oposição da França O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses. A França é hoje o principal foco de resistência ao tratado dentro do bloco europeu. “Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”, declarou Macron. Ele antecipou que a França se oporá a qualquer “tentativa de forçar” a adoção do pacto comercial com o bloco sul-americano. 👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus. Itália mantém incerteza A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país pode apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, desde que sejam atendidas as preocupações levantadas pelos agricultores italianos. “O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser resolvido rapidamente”, declarou. Segundo reportagem da Bloomberg, com base em fontes da diplomacia italiana, o país decidiu apoiar o acordo. Nada ainda foi anunciado formalmente. Alemanha e Espanha apoiam acordo Enquanto a França mantém resistência, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado politicamente no ano passado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Alemanha, Espanha e países nórdicos avaliam que o tratado pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China, ao ampliar o acesso a minerais e novos mercados. “Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, declarou o chanceler alemão. A aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia depende do aval do Conselho Europeu, que exige apoio da maioria dos países do bloco e da maior parte da população europeia, o que torna essa fase a mais sensível politicamente. Embora a resistência se concentre no agronegócio, o acordo vai além da área agrícola e envolve também indústria, serviços, investimentos e propriedade intelectual, o que garante apoio de outros setores. O Brasil segue otimista: Lula disse que a Itália não é contra o tratado e que a resistência vem da pressão de agricultores, mas acredita que o país deve aderir ao acordo. Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Antoine Schibler/Unsplash



Ações da Chevron e de refinarias dos EUA sobem com expectativa de acesso ao petróleo da Venezuela


05/01/2026 12:21 - g1.globo.com


Empresa de petróleo dos EUA irá consertar a Venezuela, diz Trump As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos subiam nas negociações pré-mercado nesta segunda-feira (5), diante da avaliação de investidores de que a ofensiva do presidente Donald Trump contra a liderança da Venezuela pode abrir espaço para maior acesso das companhias americanas às maiores reservas de petróleo do mundo. Os papéis da Chevron — hoje a única grande empresa dos EUA com operações diretas em campos petrolíferos venezuelanos — avançavam 7,3%. Já as ações de refinarias como Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy registravam altas que variavam de 5% a 16%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O movimento ocorreu após Trump afirmar que os EUA precisam ter “acesso total” às reservas de petróleo da Venezuela, após a prisão do presidente Nicolás Maduro. A declaração reforçou a expectativa de que Washington possa aliviar sanções e outras restrições que hoje limitam as exportações de petróleo bruto da Venezuela. No sábado, Trump afirmou que pretende permitir a entrada de grandes petroleiras americanas no país sul-americano para investir bilhões de dólares, recuperar a infraestrutura deteriorada do setor e ampliar a produção. Segundo ele, isso ajudaria as empresas a gerar retorno financeiro e, ao mesmo tempo, beneficiaria a economia dos EUA. Petróleo venezuelano A Venezuela chegou a produzir cerca de 3,5 milhões de barris de petróleo por dia na década de 1970, o equivalente a mais de 7% da produção mundial. Com o passar das décadas, no entanto, a produção caiu de forma acentuada. Na década de 2010, o volume já havia recuado para menos de 2 milhões de barris por dia. No ano passado, a média ficou em torno de 1,1 milhão de barris diários, como resultado de anos de falta de investimentos, deterioração da infraestrutura e sanções econômicas impostas ao país. 🔎 O petróleo venezuelano é classificado como heavy sour, ou seja, um óleo mais pesado e com alto teor de enxofre. Esse tipo de petróleo é mais adequado para a produção de diesel e outros combustíveis pesados, embora gere margens menores de lucro em comparação com óleos mais leves, como os extraídos no Oriente Médio. Segundo Ahmad Assiri, estrategista de pesquisa da Pepperstone, esse perfil do petróleo venezuelano se encaixa bem nas refinarias da Costa do Golfo dos EUA, que historicamente foram projetadas para processar esse tipo de matéria-prima. A atuação da Chevron na Venezuela, autorizada por meio de uma isenção concedida pelo governo americano, coloca a empresa em posição privilegiada caso haja uma mudança na política do país. As refinarias dos Estados Unidos também podem se beneficiar de uma maior oferta de petróleo pesado mais próxima geograficamente. Ainda assim, analistas alertam que uma recuperação relevante da produção venezuelana deve levar tempo. A instabilidade política, a infraestrutura deteriorada e anos de subinvestimento seguem como obstáculos para uma retomada mais rápida do setor. Maduro afirma que vai continuar exportando petróleo, mesmo com ameaças de Donald Trump Jornal Nacional/ Reprodução



Títulos da dívida da Venezuela disparam após prisão de Maduro pelos EUA


05/01/2026 12:15 - g1.globo.com


Os títulos da dívida da Venezuela — papéis emitidos pelo governo para captar recursos no mercado, com promessa de pagamento futuro acrescido de juros — dispararam nesta segunda-feira (5), após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana. O episódio levou investidores a apostar em uma possível mudança política no país, o que reacendeu a expectativa de que a Venezuela possa, no futuro, renegociar suas dívidas com credores internacionais. 👉 Na prática, os investidores passaram a comprar títulos venezuelanos na expectativa de que um eventual novo governo busque um acordo para reestruturar essas dívidas. Esse tipo de renegociação costuma ocorrer quando países deixam de pagar seus compromissos e tentam reorganizar prazos e valores com os credores. Os papéis emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar no início do pregão europeu, o que representa uma valorização de cerca de 20% em um único dia. Analistas avaliam que ainda pode haver espaço para novas altas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em relatório a clientes, o JPMorgan destacou que os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025 e que poderiam registrar novos ganhos já na abertura dos mercados nesta segunda. País em 'default' A Venezuela está em situação de “default” desde 2017 — termo usado quando um país deixa de pagar suas dívidas dentro do prazo acordado. Desde então, seus títulos são negociados a preços muito baixos, refletindo o elevado risco de calote. Mesmo assim, esses papéis tiveram o melhor desempenho global no ano passado, quase dobrando de valor, em meio ao aumento da pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro. 👉 Com a alta desta segunda-feira, o título venezuelano com vencimento em 2031 passou a ser negociado perto de 40 centavos de dólar, segundo dados da plataforma Tradeweb. 👉 Outros papéis do país operavam entre 35 e 38 centavos de dólar, enquanto a dívida da PDVSA subia mais de 6 centavos, alcançando quase 30 centavos. No total, os títulos do governo venezuelano e da PDVSA que entraram em default somam cerca de US$ 60 bilhões em valor original. Porém, quando se incluem outras obrigações externas — como dívidas adicionais da PDVSA, empréstimos feitos diretamente com outros países e indenizações determinadas por tribunais internacionais —, o passivo total da Venezuela pode chegar a algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 Andres Martinez Casares/Reuters



Dólar cai e fecha em R$ 5,40, após prisão de Maduro pelos EUA; Ibovespa sobe


05/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,34% nesta segunda-feira (5), cotado em R$ 5,4054. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 0,83%, aos 161.870 pontos. Os desdobramentos da crise na Venezuela e as projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central deram o tom da primeira sessão desta semana, com investidores atentos a possíveis impactos nos mercados financeiros e de commodities. Mudanças na composição do Ibovespa também ficaram no radar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro, dominou as atenções dos mercados nesta segunda-feira. Durante audiência em Nova York, Maduro se declarou inocente de todas as acusações diante da Justiça dos EUA, alegando ser um "prisioneiro de guerra" do governo de Donald Trump. O venezuelano é acusado pelos EUA de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a possa de armas e explosivos. ▶️ Diante desse cenário, os preços do petróleo fecharam em alta, assim como os preços do ouro e dos títulos de dívida venezuelanos, refletindo expectativas de reestruturação da dívida do país sul-americano. ▶️ No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções do ano: economistas estimam queda nos juros, crescimento mais lento do PIB, inflação dentro da meta e câmbio estável. A previsão para 2025 recuou para 4,31%, enquanto para 2026 subiu levemente para 4,06%. ▶️No mercado acionário, o foco ficou com a nova composição do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. A nova carteira do índice passa a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e retira os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,34%; Acumulado do mês: -1,52%; Acumulado do ano: -1,52%. 📈Ibovespa C Acumulado da semana: +0,83%; Acumulado do mês: +0,46%; Acumulado do ano: +0,46%. EUA x Maduro A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos EUA trouxe bastante volatilidade nesta segunda-feira (5). Além das incertezas geopolíticas com os ataques e ameaças dos americanos ao país latino-americano, há uma série de suposições entre investidores sobre os possíveis impactos no petróleo. Isso porque uma das primeiras afirmações feitas por Trump após a prisão de Maduro foi que os EUA controlariam o petróleo venezuelano e mandariam as petrolíferas americanas de volta ao país para "consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado". Trump também acusou governos venezuelanos de terem se apropriado à força da indústria de petróleo construída, segundo ele, com capital e expertise americanos. “Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós durante as administrações anteriores”, afirmou. Para o presidente dos EUA, o episódio representou “um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país”. Segundo analistas disseram à Reuters, a principal preocupação do mercado é de como os fluxos de petróleo da Venezuela vão mudar por conta das ações dos EUA. 🔎A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimentos estrangeiros após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000. Com a ação dos EUA, a expectativa de alguns agentes do mercado é a de que o petróleo venezuelano seja liberado e disponibilizado, aumentando a oferta da commodity no mercado internacional. Diante desse cenário, os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, assim como o ouro e a prata. Os títulos de dívida venezuelanos também subiram, refletindo as expectativas de reestruturação da dívida do país sul-americano. Agenda econômica Boletim Focus Economistas do mercado financeiro passaram a projetar queda dos juros, desaceleração no crescimento da economia, inflação dentro das metas oficiais e um câmbio relativamente estável. As estimativas refletem a primeira rodada de projeções do ano. Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). O relatório reúne expectativas de mais de 100 instituições financeiras, com base em pesquisa realizada na última semana. No caso da inflação, a previsão para 2025 — cujo resultado oficial ainda será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — segue dentro do intervalo permitido pelo sistema de metas do governo, assim como as projeções para os anos seguintes. ➡️ Para 2025, a estimativa caiu de 4,32% para 4,31%, na oitava redução consecutiva; ➡️ Para 2026, houve leve alta, de 4,05% para 4,06%; ➡️ Para 2027, a projeção permaneceu estável em 3,80%. Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 em 2,26%. Para 2026, ano de eleições presidenciais, a expectativa também não mudou e segue em 1,80%. No câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% em 2025 — movimento influenciado pelos juros elevados no Brasil — e encerrado o ano cotado a R$ 5,4887, os economistas projetam que a moeda norte-americana termine 2026 em R$ 5,50. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta segunda-feira, com a recuperação das ações de tecnologia e os ganhos dos papéis de empresas petrolíferas após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em um ataque militar. As ações de companhias como Exxon Mobil e Chevron subiam com força, assim como empresas de serviços petrolíferos, mesmo com os preços do petróleo recuando diante de temores de excesso de oferta. O Dow Jones subia 0,19% na abertura, para 48.475,81 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,49%, para 6.892,19 pontos, enquanto a Nasdaq Composite avançava 0,92%, para 23.449.669 pontos. Os mercados da Europa encerraram o pregão em alta, impulsionados pelo desempenho do setor de defesa, em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A perspectiva de elevação nos orçamentos militares sustentou a valorização das ações do segmento, que atingiram o maior nível em quase três meses. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,94%, aos 601,76 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 600 pontos. Entre as principais bolsas, Londres teve alta de 0,54%, com o FTSE 100 aos 10.004,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,34%, para 24.868,69 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 avançou 0,20%, aos 8.211,50 pontos. Já as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de defesa. Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo, apoiado também por papéis de tecnologia. No fechamento, o Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos; o Kospi avançou 3,43%, a 4.457,52 pontos; e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%, a 30.105,04 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente estável, com alta de 0,03%, a 26.347,24 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos. Notas de dólar. Reuters



Boletim Focus: mercado projeta queda do juro, inflação no topo da meta e desaceleração do PIB em ano eleitoral


05/01/2026 11:30 - g1.globo.com


Os economistas do mercado financeiro projetaram, na primeira rodada de pesquisas deste ano, queda dos juros, desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), inflação dentro dos limites do sistema de metas e taxa de câmbio estável. As estimativas fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A expectativa de inflação dos economistas dos bancos para 2025 — cujo resultado oficial ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — segue dentro do intervalo do sistema de metas, assim como as projeções para os próximos anos. ➡️ Para 2025, a projeção recuou de 4,32% para 4,31% na última semana (oitava queda consecutiva); ➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,05% para 4,06%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Isso significa que, se a expectativa se confirmar, não haverá descumprimento da meta de inflação no fechamento deste ano. No fechamento de 2024 e no acumulado de 12 meses até junho deste ano, a inflação ficou acima do teto do sistema de metas. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter fechado 2025 em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos — na tentativa de conter a inflação, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas permaneceu em 9,75% ao ano. Desaceleração da atividade Para o crescimento do PIB de 2025 — cujo resultado também ainda não foi divulgado pelo IBGE — a estimativa do mercado foi mantida em alta de 2,26% na semana passada. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2026, ano marcado por eleições presidenciais, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,80%. ➡️ Se confirmado, o resultado indica uma desaceleração da economia em um cenário de juros elevados para conter a inflação. A projeção do PIB para 2026 representa a menor expansão em cinco anos. Taxa de câmbio estável Mercado acredita em estabilidade na moeda norte-americana em 2026 Murad Sezer/ Reuters O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.



Preço do petróleo fecha em alta após intervenção americana na Venezuela


05/01/2026 11:18 - g1.globo.com


Trump diz que EUA vão se envolver fortemente no petróleo da Venezuela Após o anúncio de Donald Trump de que pretende abrir o setor de petróleo da Venezuela para grandes empresas americanas — e em meio à prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos — os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (5). A commodity começou o dia em queda, mas passou a subir ao longo da sessão. Este foi o primeiro dia útil após os ataques em larga escala contra o país, realizados na madrugada de sábado (3). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No fim do dia, o petróleo tipo Brent avançou 1,63%, cotado a US$ 61,82 o barril. Já o petróleo americano, conhecido como WTI, subiu 1,80%, vendido por US$ 58,35 o barril. A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou neste domingo (4) uma carta aberta a Trump pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma "agenda de colaboração", menos de 24 horas após a detenção de Nicolás Maduro por uma operação militar norte-americana. (veja a íntegra) No documento, Delcy — cuja autoridade foi reconhecida pelo alto comando militar venezuelano após a retirada forçada de Maduro do país — afirma que a Venezuela “aspira viver sem ameaças externas” e faz um apelo direto à Casa Branca para evitar um conflito armado. Segundo analistas ouvidos pela agência France Presse, o cenário reduz o risco de que o petróleo da Venezuela permaneça por muito tempo impedido de ser exportado. “Isso diminui a chance de um bloqueio prolongado às vendas de petróleo do país, que em breve pode voltar a circular livremente”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente, cerca de 1 milhão de barris por dia. De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. Ações de petrolíferas americanas disparam Com o controle dos EUA sobre a Venezuela, as ações de empresas americanas de petróleo também subiram antes da abertura do mercado nesta segunda-feira. O maior destaque foi a Chevron, cujas ações chegaram a subir cerca de 10% pela manhã, mas fecharam a 5,13%. A empresa é vista como a mais bem posicionada para se beneficiar no curto prazo, já que mantém operações no país. Outras grandes empresas do setor, como ConocoPhillips e ExxonMobil, também registraram alta. O movimento ocorreu porque o mercado passou a considerar a possibilidade de que essas empresas tenham maior acesso ao petróleo venezuelano, um dos maiores do mundo. Após a prisão de Maduro, Trump afirmou que os EUA pretendem “consertar” a indústria do petróleo da Venezuela, abrindo o setor a grandes empresas americanas. Segundo ele, essas companhias devem investir “bilhões de dólares” para recuperar a infraestrutura, hoje deteriorada, e voltar a gerar lucro no país. O presidente dos EUA também acusou governos venezuelanos anteriores de terem tomado à força a indústria petrolífera, que, segundo Trump, teria sido construída com capital e conhecimento dos americanos. Para ele, essa ação representou um dos maiores prejuízos já sofridos por empresas americanas no exterior. A Venezuela possui cerca de 17% das reservas conhecidas de petróleo do mundo, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris — volume quase quatro vezes maior que o dos Estados Unidos, segundo órgãos internacionais do setor energético. JN



Trump quer o petróleo da Venezuela. O plano vai funcionar?


05/01/2026 11:14 - g1.globo.com


Trump diz que uma nova operação militar, contra a Colômbia, 'soa bem' Donald Trump prometeu tirar proveito das reservas de petróleo da Venezuela após prender o presidente Nicolás Maduro e afirmar que os Estados Unidos vão "administrar" o país até uma transição "segura". O presidente dos EUA quer que empresas petrolíferas norte-americanas invistam bilhões de dólares no país sul-americano, que possui as maiores reservas de petróleo bruto do planeta, para mobilizar um recurso em grande parte inexplorado. 🔴AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ele afirmou que empresas dos EUA recuperariam a infraestrutura petrolífera "gravemente deteriorada" da Venezuela e começariam "a gerar dinheiro para o país". Mas especialistas alertam para enormes desafios no plano de Trump, dizendo que ele custaria bilhões de dólares e poderia levar até uma década para resultar em um aumento significativo na produção de petróleo. Então, os EUA realmente podem assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela? E o plano de Trump vai funcionar? Com uma estimativa de 303 bilhões de barris, a Venezuela abriga as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. Trump quer o petróleo da Venezuela. O plano vai funcionar? Reuters Mas a quantidade de petróleo que o país efetivamente produz hoje é ínfima em comparação com a de outros países. A produção despencou desde o início dos anos 2000, quando o ex-presidente Hugo Chávez e, depois, o governo Maduro, apertaram o controle sobre a estatal petrolífera PDVSA, provocando a saída de funcionários mais experientes. Embora algumas empresas petrolíferas ocidentais, incluindo a norte-americana Chevron, ainda atuem no país, suas operações encolheram significativamente à medida que os EUA ampliaram sanções e passaram a mirar as exportações de petróleo da Venezuela com o objetivo de restringir o acesso de Maduro a uma fonte econômica vital. As sanções — impostas inicialmente pelos EUA em 2015, durante o governo do presidente Barack Obama, por supostas violações de direitos humanos — também deixaram o país amplamente isolado dos investimentos e das peças de que necessita. "O verdadeiro desafio deles é a infraestrutura", afirma Callum Macpherson, chefe de commodities do banco Investec. Em novembro, a Venezuela produziu cerca de 860 mil barris por dia, segundo o relatório mais recente sobre o mercado de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE). Isso representa pouco mais de um terço do volume de dez anos atrás e equivale a menos de 1% do consumo mundial de petróleo. As reservas venezuelanas são compostas pelo chamado petróleo "pesado e ácido". Ele é mais difícil de refinar, mas é útil para a produção de diesel e asfalto. Já os EUA produzem, em geral, petróleo "leve e doce", usado para fabricar gasolina. Na véspera dos ataques e da captura de Maduro, os EUA também apreenderam dois petroleiros na costa da Venezuela, além de ordenar um bloqueio a embarcações sancionadas que entram e saem do país. Mapa mostra oleodutos principais e campos petrolíferos da Venezuela. BBC Homayoun Falakshahi, analista sênior de commodities da plataforma de dados Kpler, afirma que os principais obstáculos para empresas petrolíferas interessadas em explorar as reservas venezuelanas são de natureza legal e política. Em entrevista à BBC, ele disse que quem quiser perfurar poços na Venezuela precisará de um acordo com o governo — algo que não será possível até que o sucessor de Maduro esteja definido. As empresas, acrescentou Falakshahi, teriam então de apostar bilhões de dólares em investimentos na estabilidade de um futuro governo venezuelano. "Mesmo que a situação política seja estável, é um processo que leva meses", disse. As companhias interessadas em se beneficiar do plano de Trump precisariam assinar contratos com o novo governo assim que ele estivesse empossado, antes de iniciar o processo de ampliação dos investimentos em infraestrutura na Venezuela. Analistas também alertam que seriam necessários dezenas de bilhões de dólares — e possivelmente até uma década — para restaurar os antigos níveis de produção do país. Donald Trump prometeu explorar as reservas de petróleo da Venezuela NICOLE COMBEAU/POOL/EPA/Shutterstock Neil Shearing, economista-chefe do grupo Capital Economics, afirmou que os planos de Trump teriam impacto limitado sobre a oferta global de petróleo e, portanto, sobre os preços. Ele disse à BBC que há "um número enorme de obstáculos a superar e o prazo do que pode acontecer é tão longo" que os preços do petróleo em 2026 provavelmente sofreriam pouca alteração. Segundo Shearing, as empresas não investirão enquanto não houver um governo estável na Venezuela, e os projetos não trariam resultados por "muitos e muitos anos". "O problema sempre foi décadas de subinvestimento, má gestão e o fato de a extração ser muito cara", afirmou. Ele acrescentou que, mesmo que o país conseguisse retornar a níveis anteriores de produção, de em torno de três milhões de barris por dia, ainda ficaria fora do grupo dos dez maiores produtores do mundo. Shearing também apontou para a elevada produção entre os países da Opep+, dizendo que o mundo atualmente "não sofre de escassez de petróleo". Homem segura cartaz com a placa "Não à guerra por petróleo na Venezuela" REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria A Chevron é a única produtora de petróleo norte-americana ainda ativa na Venezuela, após receber, em 2022, durante o governo do ex-presidente Joe Biden, uma licença para operar apesar das sanções dos EUA. A empresa, atualmente responsável por cerca de um quinto da extração de petróleo venezuelana, afirmou que está focada na segurança de seus funcionários e que cumpre "todas as leis e regulamentações pertinentes". Outras grandes empresas petrolíferas permaneceram em silêncio até agora sobre os planos, com apenas a Chevron se manifestando. Falakshahi disse, no entanto, que executivos do setor devem estar discutindo internamente se vale a pena aproveitar a oportunidade. Ele acrescentou: "O apetite para ir a um determinado lugar está ligado a dois fatores principais: a situação política e os recursos existentes no território". Apesar da enorme incerteza política, Falakshahi afirmou que "o prêmio potencial pode ser considerado grande demais para ser ignorado". Maduro caminha pela pista logo após chegar a Nova York Nicolás Maduro desembarca nos EUA após captura pelo governo Trump Delcy Rodríguez, vice de Maduro, diz que Venezuela vai se defender dos EUA



Inflação dentro da meta? Veja os preços que mais caíram e os que mais subiram em 2025


05/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Inflação dentro da meta? Veja os preços que mais caíram e os que mais subiram em 2025 Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o número fechado da inflação oficial do Brasil. Mas já se sabe que a trajetória do IPCA ao longo de 2025 contrariou a maior parte das projeções feitas pelo mercado desde o início do ano. No fim de 2024, após um período marcado pela valorização do dólar, impactos climáticos e forte ritmo da atividade econômica, as estimativas dos economistas eram pouco otimistas. Na época, o mercado receava que o Banco Central (BC) não conseguisse conter o embalo da inflação e temia pelas novas políticas do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçava constantemente mudar a dinâmica do comércio global. “No final do ano passado estávamos em um clima bem pessimista para os indicadores econômicos. Tudo isso aumentou o pessimismo no mercado”, afirma o coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz. Esse pessimismo também se refletiu nas projeções: o primeiro Boletim Focus de 2025, por exemplo, estimava inflação próxima de 4,99% e taxa de câmbio em R$ 6 no fim de dezembro. “Mas, aí, coisas boas aconteceram”, diz Braz. Um levantamento feito pelo economista sênior da 4Intelligence, Fabio Romão, mostra a variação das projeções de inflação ao longo do ano. Entre os nove grupos avaliados, pelo menos quatro registraram queda nas expectativas para 2025 e um se manteve inalterado. Veja abaixo: “Entre os principais vetores de redução da projeção de inflação está o subgrupo alimentação no domicílio”, diz Romão. Esse subgrupo começou o ano com uma projeção de alta de 5,8%, chegando à previsão de um avanço de 7% no meio do ano. Agora, no entanto, a estimativa é que esses preços fiquem em 2,3% em 2025. “Esse movimento tem forte ligação com a moderação pela qual passou o conjunto de preços agropecuários esperado para este ano”, completa o economista. Do lado do agronegócio, safras vieram melhor do que o esperado e eventos climáticos que poderiam afetar as plantações não se concretizaram – o que acabou ajudando a conter a inflação de alimentos, que vinha em trajetória de alta desde 2024. “Tivemos boas safras e a gripe aviária, ainda que temporariamente, aumentou a oferta doméstica de proteínas. Com a maior oferta, os preços ficaram mais baratos”, explica Romão. Além disso, a valorização do real frente ao dólar, as políticas comerciais dos EUA e o nível de juros no Brasil também contribuíram para segurar a inflação ao longo do ano. Os preços que mais caíram em 2025 Um levantamento feito pelo FGV Ibre a pedido do g1, mostra que metade dos 10 itens que mais ajudaram a conter a inflação pertence ao grupo de alimentos, com destaque para laranja-pera (-27,21%), batata-inglesa (-26,57%) e arroz (-24,24%). “Esses produtos tiveram uma queda média de 16,9% no período, ajudando a reduzir o custo da cesta básica e a aliviar a pressão sobre famílias de menor renda, cuja despesa com alimentação é proporcionalmente maior”, explica o economista André Braz. O levantamento considera a variação acumulada entre janeiro e novembro, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Veja abaixo: Outro destaque é o grupo de bens duráveis, que inclui itens de valor agregado maior como eletrodomésticos, móveis, equipamentos eletrônicos, entre outros. Esse segmento costuma reagir mais rapidamente ao aumento dos juros e, segundo Braz, registrou recuo médio de 3,5% no período. “Juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a demanda por bens de maior valor e maior prazo de financiamento e pressionam as empresas a concederem descontos para girar os estoques”, explica o coordenador do FGV Ibre. Os preços que mais subiram em 2025 Segundo levantamento da FGV, os serviços livres e os preços monitorados foram os principais responsáveis pela inflação acumulada até novembro. Veja abaixo: Os especialistas afirmam que o comportamento do mercado de trabalho ao longo do ano explica o movimento. Dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego fechou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. “Com a taxa de desemprego ainda em patamar historicamente baixo, a demanda por serviços continua firme, o que dificulta uma desaceleração mais rápida dos preços”, explica Braz. Dessa forma, seis dos 10 itens que tiveram contribuição positiva na inflação são de serviços livres: Aluguel residencial; Refeição; Lanche; Ensino fundamental; Empregado doméstico; e Condomínio. “Juntos, eles representam 15,8% do orçamento doméstico e registraram uma inflação média de 6,2% entre janeiro e novembro de 2025, acima da meta de 3% estabelecida pelo BC”, diz o coordenador do FGV Ibre. Um caso à parte é o café, que subiu 43,27% no ano até novembro. “Esse aumento é resultado de um choque de oferta, ligado à safra, clima e câmbio, e não às condições de crédito domésticas”, completa Braz. Inflação desacelera, mas brasileiro ainda não sente alívio A expectativa é que a inflação brasileira encerre o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, de 4,50%. Caso se concretize, o número representará uma desaceleração em comparação ao observado em 2024, de 4,83%. Mesmo com a desaceleração nos preços, os brasileiros ainda sentem os preços pesarem no orçamento. Segundo os especialistas, essa percepção está ligada ao forte aumento nos preços dos alimentos nos últimos anos. Veja abaixo: Segundo Braz, o preço da alimentação em domicílio de 2020 até agora já acumula uma variação muito maior do que a da inflação média. Como os salários são corrigidos pelo IPCA, isso reduziu significativamente o poder de compra das famílias. “Muitas famílias tiveram que abrir mão de outros consumos para garantir comida em casa. E, mesmo com alguma melhora nos preços, os salários ainda não compensaram o aumento dos alimentos nos últimos cinco anos”, explica o economista. O que podemos esperar à frente? Em 2026, o Brasil passa por um ano eleitoral, que pode trazer medidas de transferência de renda ou injeção de recursos na economia, aumentando a pressão sobre os preços. Mas outros fatores também devem influenciar a inflação, tais como: o clima; o desempenho das safras; o câmbio; os juros; e a evolução do mercado de trabalho. “Por enquanto, as expectativas são positivas, pois os agentes acreditam que o Banco Central está comprometido com a meta de inflação. Mas há desafios, como o cenário político e as condições climáticas”, afirma Braz. Os especialistas também reforçam que é preciso atenção ao mercado de trabalho ainda aquecido e ao câmbio, mas indicam que, a depender do clima, há perspectiva de uma possível melhora nos preços administrados e na inflação de alimentos. “A curva do petróleo indica espaço confortável para reajustes no próximo ano. Além disso, IGP-M e IPCA mais baixos podem ajudar a mitigar um eventual aumento na conta de energia”, diz Romão, que reforça perspectivas de boas safras e algum alívio nos preços do café. “Esperamos um IPCA semelhante ao de 2025, mas é preciso acompanhar os desdobramentos ao longo do ano”, completa o economista. Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas Marcello Casal Jr./Agência Brasil



ES vai receber R$ 106 bi em investimentos até 2029; veja obras e valores por cidade


05/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Economia capixaba cresce 2,2% em nove meses puxada pela agropecuária e indústria O Espírito Santo vai receber até 2029 R$ 106 bilhões em investimentos variados, como extração de petróleo e gás, e em infraestrutura como rodovias, saneamento e portos. Do total, R$ 65,4 bilhões (61,6%) serão investidos pelo setor industrial. Onze dos 78 municípios do estado vão receber mais de R$ 2 bilhões em investimentos. Dentre as cidades que aparecem na lista, estão Serra, na Grande Vitória, com quase R$ 12 bilhões; Presidente Kennedy, no Sul do estado, com R$ 9,7 bilhões; e Aracruz, no Norte capixaba, com R$ 6,2 bilhões em investimentos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Juntos, a lista com os 11 municípios do estado representam 50% do total de investimentos que serão injetados em todo o estado. Nesta reportagem, você vai conferir ainda os investimentos feitos por setor, investimentos em infraestrutura, os municípios com maior valor em investimento, maiores investidores no estado e os investimentos que mais se destacam. As informações foram divulgadas pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). LEIA TAMBÉM: CONDOMÍNIOS LOGÍSTICOS: Com investimento de R$ 2,5 bi, ES terá maior complexo de galpões logísticos do país 'PAU GIGANTE': Conheça a capital do pastel e do 2º maior Buda do mundo Espírito Santo vai receber R$ 106 bilhões em investimentos até 2030 Reprodução Confira os valores dos investimentos: Investimentos por setor: Extração de petróleo e gás natural: R$ 43,7 bilhões Metalurgia: R$ 7,4 bilhões Extração de minerais metálicos: R$ 5,3 bilhões Fabricação de produtos alimentícios: R$ 1,9 bilhão Fabricação máquinas, aparelhos e materiais elétricos: R$ 1,0 bilhão Investimentos em infraestrutura: Rodovias: R$ 16,9 bilhões Saneamento: R$ 8,1 bilhões Energia e gás: R$ 7,3 bilhões Portos: R$ 6,5 bilhões Aeroportos: R$ 76,5 milhões Os municípios com o maior valor em investimentos: Serra: R$ 11,9 bilhões Presidente Kennedy: R$ 9,7 bilhões Anchieta: R$ 6,2 bilhões Aracruz: R$ 5,7 bilhões Vitória: R$ 3,4 bilhões Cariacica: R$ 3,1 bilhões Vila Velha: R$ 2,8 bilhões Itapemirim: R$ 2,7 bilhões Piúma: R$ 2,7 bilhões Marataízes: R$ 2,4 bilhões Linhares: R$ 2,0 bilhões Maiores investidores: Petrobras: R$ 35 bilhões Ecovias Capixaba: R$ 10,3 bilhões DER-ES: R$ 6,3 bilhões ArcelorMittal: R$ 5,7 bilhão GS Inima: R$ 5,2 bilhões EDP: R$ 5,0 bilhões Prio: R$ 4,6 bilhões BW Energy: R$ 4,0 bilhões Samarco: R$ 3,5 bilhões Imetame Logística: R$ 3,0 bilhões Porto Central: R$ 2,6 bilhões Private Construtora: R$ 2,5 bilhões Vale: R$ 1,9 bilhões Acciona: R$ 1,8 bilhão Grupo Simec: R$ 1,5 bilhão Nestlé (Garoto): R$ 1,08 bilhão ES Gás: R$ 1,0 bilhão Entre os investimentos da indústria no Espírito Santo, destacam-se: Petrobras: Plano de Investimento da Petrobras no ES. O Plano conta com o Projeto Integrado do Parque das Baleias (IPB), incluindo a instalação da plataforma FPSO Maria Quitéria - R$ 35,0 bilhões; Prio: Desenvolvimento do projeto Wahoo - R$ 4,9 bilhões; BW Offshore: Exploração de petróleo dos campos Camarupim e Golfinho – R$ 4 bilhões; ArcellorMital: Implantação de laminador de tiras a frio e uma linha de revestimento contínuo – R$ 3,8 bilhões; Sarmarco: Retomada operacional – R$ 3,5 bilhões; Imetame: Construção do Imetame Porto Aracruz - R$ 3,0 bilhões; Porto Central: Construção da FASE 1 do Porto Central – R$ 2,6 bilhões; ArcelorMittal: Termo de Compromisso Ambiental – R$ 1,9 bilhão; Vale: Implantação de duas usinas de briquetes verdes – R$ 1,9 bilhão; Grupo Simec: Ampliação e modernização do parque fabril – R$ 1,5 bilhão; Nestlé: Modernização da Chocolates Garoto em Vila Velha - R$ 1,08 bilhão; ES Gás: Plano de expansão da rede de gás – R$ 1,0 bilhão; Consórcio Navegantes: Implantação de Terminal de Granéis Líquidos no Porto de Vitória – R$ 550 milhões; Marcopolo: Ampliação da capacidade produtiva em São Mateus: R$ 260 milhões; Biomasstrust: Construção de fábrica de pellets – R$ 250 milhões; Maratá: Construção de fábrica de beneficiamento de café em Linhares – R$ 180 milhões; WEG: Modernização e ampliação da capacidade produtiva: R$ 178 milhões. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



IPVA 2026: veja calendário de pagamento nos estados e no DF


05/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Calendário do IPVA que pode ser pago em até 10 parcelas em 2026 em Roraima Secom-RR/Divulgação/Arquivo Os estados brasileiros e o Distrito Federal divulgaram como será a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026. Já estão disponíveis a agenda de pagamentos e as regras para que o motorista saiba se está na cota de isenção ou se recebe algum desconto no tributo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 O g1 preparou uma lista com os calendários, alíquotas, descontos e formas de pagamento do tributo, obrigatório para a maioria dos veículos em circulação no país. Consulte abaixo o calendário do IPVA 2026 no seu estado. Para saber todos os detalhes do IPVA no seu estado, clique abaixo nas reportagens publicadas pelo g1 sobre o tema. IPVA no Acre IPVA de Alagoas IPVA de Amapá IPVA do Amazonas IPVA da Bahia IPVA do Ceará IPVA em Brasília (DF) IPVA no Espírito Santo IPVA de Goiás IPVA no Maranhão IPVA do Mato Grosso IPVA no Mato Grosso do Sul IPVA de Minas Gerais IPVA no Pará IPVA da Paraíba IPVA do Paraná IPVA de Pernambuco IPVA do Piauí IPVA do Rio de Janeiro IPVA do Rio Grande do Norte IPVA no Rio Grande do Sul IPVA de Rondônia IPVA de Roraima IPVA de Santa Catarina IPVA em São Paulo IPVA de Sergipe IPVA de Tocantins Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tem dúvidas sobre o IPVA? Saiba mais nos tópicos abaixo. 📜 Como surgiu o IPVA? 📝 Como o IPVA é calculado? 💸 Para onde vai o dinheiro do IPVA? 🚨 Sou obrigado a pagar o IPVA? Como surgiu o IPVA? O imposto foi criado em 1985 para substituir outro semelhante, chamado de Taxa Rodoviária Única (TRU). Mesmo com o IPVA sendo um tributo cobrado de todos os brasileiros com algum automóvel como ônibus, caminhão, moto ou carro, a forma como é recolhido e seu valor depende do estado de registro do bem. Quando lançado, o IPVA foi destinado para a manutenção e construção de rodovias e estradas espalhadas por todo Brasil. Volte ao índice. Como o IPVA é calculado? O cálculo do IPVA varia de estado para estado, com alíquotas de até 4%. Com ela em mãos, você precisa multiplicar pelo valor venal do automóvel, disponível em uma tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Vamos supor que a alíquota seja de 4% e será cobrada de um Volkswagen Polo 1.0 200 TSI Comfortline, que, segundo a tabela da Fipe, custa R$ 69.574 no modelo 2018. O IPVA para o carro será de R$ 2.782,96. Como o IPVA é calculado sobre o valor do automóvel, ele tende a ser maior para modelos novos, e diminui com o passar dos anos. O Polo do nosso exemplo, se for de 2022, já tem o tributo calculado para R$ 3.468,60. Uma picape Fiat Strada mais antiga, modelo Trekking 1.6 Flex CD, lançada em 2013, tem o IPVA de R$ 2.169,80. Volte ao índice. Para onde vai o dinheiro do IPVA? Todo imposto tem um objetivo ou é fatiado entre entidades do governo. Do total pago pelo contribuinte, o IPVA é distribuído da seguinte forma: Governo estadual: 40%; Governo municipal: 40%; Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb): 20%. Com esta divisão, já é possível entender que um quinto do valor do IPVA é utilizado com fonte importante para financiar projetos de educação pública. Atualmente, o uso estadual e municipal não está mais necessariamente ligado às rodovias. Cada um aponta o destino da verba como bem entender, como saúde, infraestrutura ou segurança. Em 2025, por exemplo, o estado de São Paulo destinou boa parte do IPVA para compensar obras de infraestrutura e melhoria na prestação de serviços públicos como os de saúde e educação. Volte ao índice. Sou obrigado a pagar o IPVA? Depende. Em quase todos os estados, veículos mais antigos passam a não pagar mais o IPVA, mas o período considerado varia. Porém, em dezembro de 2025, o Congresso Nacional promulgou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta veículos fabricados a mais de 20 anos de pagar IPVA. A medida — que pode beneficiar até 7,7 milhões de veículos — tem como objetivo padronizar a possibilidade de isenção no pagamento do imposto entre todas as unidades federativas do país. Antes desta PEC, Santa Catarina apenas isentava veículos com 30 anos de fabricação. O caso mais extremo é de Pernambuco, que não isenta os automóveis com base na idade deles. Alguns estados isentam o IPVA de taxistas, ônibus, motocicletas, pessoas com deficiência e também automóveis elétricos ou híbridos. Em São Paulo, por exemplo, a frota de veículos ao final de 2025 era de 30,1 milhões de automóveis. Do total, 19,2 milhões estão sujeitos ao recolhimento do IPVA e 9,9 milhões são isentos por terem mais de 20 anos de fabricação. Além destes, no estado são isentos de pagamento do IPVA 1 milhão de veículos, como os de taxistas e pessoas com deficiência. As regras de isenção em SP incluem: Automóveis com ao menos 20 anos de fabricação; Motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas; Pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental; Veículos híbridos movidos a etanol ou flex, além dos que utilizam hidrogênio como combustível, custando até R$ 250 mil; Automóveis registrados em igrejas e entidades sem fins lucrativos; Veículos oficiais; Taxistas; Ônibus e micro-ônibus urbanos. Volte ao índice.



Pensando em se demitir? Você não está sozinho: saiba por que tantos brasileiros querem sair do emprego


05/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Quer mudar de emprego? Você não é o único: o que explica insatisfação 💼 Pensar em mudar de emprego tem passado pela sua cabeça? Se a resposta for sim, você está longe de ser exceção. Uma pesquisa da Robert Half divulgada nesta segunda-feira (5) mostra que 61% dos profissionais planejam procurar um novo emprego em 2026. Os dados ajudam a explicar por que a rotatividade no mercado formal vem aumentando e por que os pedidos de demissão continuam em níveis elevados no país. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com um mercado de trabalho mais aquecido e a queda do desemprego, cada vez mais profissionais se sentem confiantes para considerar uma troca de empresa, seja em busca de salários mais altos, maior flexibilidade ou perspectivas reais de crescimento na carreira. Esse cenário favorável também já aparece nos dados oficiais: a taxa de desemprego caiu para 5,2%, o menor nível da série histórica do IBGE. A população desocupada somou 5,6 milhões de pessoas, também o menor número já registrado. Segundo o economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, a confiança dos trabalhadores também está ligada à expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026, com expansão próxima de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). "Quando a atividade econômica cresce, o mercado de trabalho tende a responder de forma positiva, ainda que com alguma defasagem", afirma. Esse contexto também favorece um fenômeno conhecido no país: a alta rotatividade. A taxa de rotatividade no Brasil atingiu 52,6% em outubro, o maior nível de toda a série histórica, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) analisados por Imaizumi. 🧮 O levantamento considera o menor valor entre o total de admissões e desligamentos registrados em um período de 12 meses e divide esse resultado pelo número médio de trabalhadores formais no último ano. Segundo Imaizumi, o nível elevado reflete tanto um mercado aquecido quanto características estruturais da economia brasileira. Entre elas, o peso de ocupações que exigem menor qualificação, com salários baixos e poucas perspectivas de crescimento no longo prazo. Outro dado que ajuda a entender esse movimento está nos desligamentos a pedido do trabalhador. As estatísticas do MTE mostram que a proporção de demissões voluntárias no mercado formal continua alta. Após uma forte queda em 2020, as demissões voluntárias voltaram a crescer. Em outubro de 2025, cerca de 37,5% dos desligamentos registrados foram voluntários, um nível elevado dentro da série histórica. Entre os profissionais que pretendem buscar novas oportunidades, 72% planejam permanecer na mesma área, enquanto outros 28% consideram uma transição de carreira. "Muitas ocupações oferecem pouca estabilidade, salários baixos e poucas perspectivas. Quando surge uma oportunidade um pouco melhor, a tendência é migrar", explica Imaizumi. Por que tanta gente quer sair? Entre os profissionais que desejam mudar de empresa, mas permanecer na mesma área, os principais motivos apontados pela pesquisa são: Melhores oportunidades de crescimento (45%); Maior remuneração (42%); Novos desafios (31%); Possibilidade de trabalho remoto ou híbrido (31%); Pacote de benefícios mais atrativo (29%). Para Imaizumi, o peso do salário e das promoções nesse ranking é esperado. "Salário é reflexo de produtividade. Quem ganha menos tende a se sentir mais insatisfeito e a buscar alternativas", afirma. Ainda assim, a decisão de sair nem sempre é motivada apenas por questões financeiras. Dados do MTE mostram que, entre os jovens, as demissões voluntárias estão ligadas principalmente à busca por novas oportunidades, à falta de reconhecimento e a questões éticas. Também pesam fatores como estresse, problemas de saúde mental e pouca flexibilidade no trabalho. A idade é um fator determinante nesse cenário. "Os jovens estão no começo da carreira e ainda testando caminhos. Isso aumenta a disposição para trocar de emprego", afirma Imaizumi. Trabalhadores de 18 a 24 anos permanecem, em média, apenas 12 meses no mesmo emprego, segundo dados do MTE. Em 2024, a rotatividade nessa faixa etária chegou a 96,2%, o que evidencia um mercado marcado pela experimentação e por menor apego à estabilidade no início da vida profissional. Apesar disso, o economista chama atenção para um paradoxo. Embora trabalhadores com menor grau de instrução relatem maior insatisfação, quem mais pede demissão são os profissionais mais qualificados. “Eles têm mais capacidade de encontrar novas ofertas e negociar melhores condições”, explica. Entre os profissionais dispostos a mudar de profissão, o fator financeiro aparece de forma ainda mais intensa. Os principais motivos são: Busca por maior remuneração (63%); Mais qualidade de vida (39%); Realização pessoal (29%); Vontade de aprender algo novo (27%); Mais flexibilidade (24%). Além disso, 18% dos entrevistados disseram querer migrar para uma carreira considerada em alta no mercado. Como reter talentos? A pesquisa da Robert Half também investigou o que leva o profissional a permanecer na empresa atual. Os principais fatores citados foram: Benefícios e remuneração (52%); Flexibilidade no modelo de trabalho (46%); Equilíbrio entre vida pessoal e profissional (33%); Ambiente e cultura organizacional (31%); Oportunidades de crescimento (25%); Estabilidade (17%). Para Fernando Mantovani, diretor-geral da empresa na América do Sul, os dados reforçam o papel das empresas na retenção de talentos. “Mesmo com salário e benefícios relevantes, quatro dos cinco fatores mais citados estão ligados a bem-estar, desenvolvimento e flexibilidade”, afirma. Do ponto de vista econômico, Imaizumi diz que esses outros benefícios podem ser alternativas aos reajustes salariais, que nem sempre são possíveis para os empregadores. "Se a empresa quer atrair e manter bons profissionais, salário e benefícios continuam sendo o principal instrumento (...), mas o custo da folha de pagamento é um dos principais pesos para as empresas, ainda mais com o salário mínimo crescendo acima da inflação". "Melhorar benefícios, qualidade de vida e ambiente de trabalho ajuda, mas o que vemos é um descasamento claro entre o que o trabalhador deseja e o que o empregador oferece", afirma. Quer mudar de emprego? Planejamento é essencial ⚠️ Para quem pensa em pedir demissão ou fazer uma transição de carreira, a recomendação é cautela. "A situação financeira da maioria dos brasileiros ainda é apertada. Antes de qualquer decisão, é fundamental fazer um diagnóstico das próprias finanças e entender por quanto tempo é possível se manter enquanto busca uma nova vaga”, diz Imaizumi. O economista sugere tratar a recolocação como um projeto. Isso inclui organizar o currículo, usar ferramentas digitais, ampliar a rede de contatos e avaliar oportunidades fora da região onde se mora. "Às vezes existem vagas em outros estados ou cidades, mas isso envolve mudanças significativas e precisa ser bem planejado", orienta. Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato Foto: Drazen Zigic/Freepik



Saque-aniversário do FGTS: saiba como funciona e veja o calendário para 2026


05/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Os trabalhadores que escolhem o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) podem retirar, uma vez por ano, parte do saldo das contas ativas e inativas do fundo. Essa modalidade é uma alternativa ao modelo tradicional, o saque-rescisão, que garante ao trabalhador o direito de sacar todo o saldo do FGTS em caso de demissão sem justa causa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nesta reportagem, entenda o que é o saque-aniversário, veja como aderir e confira o calendário de pagamentos para 2026. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que é o saque-aniversário do FGTS? Criada em 2020, a modalidade é uma das opções de saque do FGTS. Ela permite que o trabalhador retire parte do saldo da conta anualmente, no mês de aniversário. A adesão a essa modalidade é opcional e pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site do FGTS. Segundo a Caixa Econômica Federal, quem não aderir ao saque-aniversário continua no modelo padrão, o saque-rescisão. Veja a diferença entre as duas modalidades: ➡️ Saque-rescisão: modalidade padrão do FGTS, permite ao trabalhador demitido sem justa causa sacar todo o saldo da conta, incluindo a multa rescisória, quando aplicável. ➡️ Saque-aniversário: essa modalidade opcional autoriza o saque de parte do saldo do FGTS uma vez por ano, no mês de aniversário. Se optar por essa modalidade e for demitido, o trabalhador poderá retirar apenas a multa rescisória (40% paga pela empresa), e não poderá sacar o valor integral da conta. Aplicativo FGTS para celular Rodrigo Marinho/g1 Qual será o calendário para o saque-aniversário em 2026? Segundo a Caixa, todos os trabalhadores que aderem ao saque-aniversário têm o valor disponível a partir do 1º dia útil do mês de aniversário. Caso não haja conta bancária cadastrada no aplicativo do FGTS para receber os recursos, os valores podem ser sacados até dois meses após o mês de aniversário. Em nota, a Caixa explicou, com alguns exemplos, como funcionam as regras para o saque. Veja: EXEMPLO 1: Se o trabalhador nasceu em 10 de setembro e aderiu ao saque-aniversário antes do mês de aniversário, o valor estará disponível a partir do primeiro dia útil de setembro e poderá ser sacado até 30 de novembro. 🚨 Se o trabalhador não estava na modalidade e decidir aderir no mês do aniversário, o valor será liberado em até cinco dias úteis. EXEMPLO 2: Neste caso, se um trabalhador faz aniversário em 10 de setembro e aderir ao saque-aniversário no dia 30, o valor será liberado em até cinco dias úteis após a adesão. 🚨 No entanto, se o trabalhador optar pela modalidade depois do último dia do mês de seu aniversário, ele terá o valor disponibilizado somente no ano seguinte. EXEMPLO 3: Um trabalhador faz aniversário em 10 de setembro e adere ao saque-aniversário no dia 2 de outubro. Nesse caso, o valor ficará disponível apenas no ano seguinte. Veja o calendário do saque-aniversário do FGTS para 2026: FGTS: Entenda como funciona Saiba quem pode sacar e como consultar o saldo Como aderir ao saque-aniversário? A Caixa disponibiliza canais de atendimento para que o trabalhador com conta do FGTS, ativa ou inativa, realize a opção. Eles são os seguintes: Site do FGTS; Aplicativo do FGTS; Página do site da Caixa. Quanto posso receber anualmente no saque-aniversário? Segundo a Caixa, o valor do saque anual nessa modalidade é determinado pela aplicação de uma alíquota que varia de 5% a 50% sobre a soma de todos os saldos das contas do trabalhador no FGTS. A esse valor, é acrescido uma parcela adicional, conforme tabela abaixo: Quanto o trabalhador pode receber anualmente no saque-aniversário 🔎 EXEMPLO: Se o trabalhador tem R$ 1 mil em suas contas no FGTS, ele pode receber um saque aniversário de R$ 400 (alíquota de 40%), acrescido de uma parcela adicional de R$ 50, totalizando R$ 450. Fui demitido. Como fica a minha rescisão contratual? O valor disponível para saque no FGTS da rescisão contratual varia da modalidade escolhida pelo trabalhador. Assim: Caso o trabalhador tenha optado pelo saque-aniversário, ele poderá sacar apenas o valor referente à multa rescisória. O saldo remanescente na conta do FGTS poderá ser sacado nos saques-aniversários futuros. Já se o trabalhador esteja na modalidade saque-rescisão, ele poderá sacar o valor integral da conta do FGTS caso tenha sido demitido sem justa causa. O valor inclui a multa rescisória, quando devida. A Caixa informa que, mesmo que o trabalhador peça para voltar ao saque-rescisão, se a demissão ocorrer enquanto estiver vigente a opção pelo saque-aniversário, prevalece a regra dessa modalidade. Nesse caso, ele poderá sacar apenas a multa rescisória, e não o saldo total da conta.



Bloqueio dos EUA faz Venezuela reduzir produção de petróleo por falta de armazenamento


04/01/2026 20:55 - g1.globo.com


A importância e o tamanho das reservas de petróleo na Venezuela A estatal petrolífera venezuelana PDVSA começou a reduzir a produção de petróleo bruto após ficar sem capacidade de armazenamento, segundo a agência de notícias Reuters. A medida é consequência de um bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que zerou as exportações e aumentou a pressão sobre o governo interino. Caracas vive uma crise política após o presidente Nicolás Maduro e sua esposa terem sido capturados por forças norte-americanas no sábado (3). Com a deposição do líder venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo em meio a ameaças americanas de novas ações militares. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As exportações de petróleo do país — membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e cuja principal fonte de receita é o petróleo — estão paralisadas após os EUA imporem um bloqueio a navios-tanque sob sanções e apreenderem dois carregamentos no mês passado. As cargas da petrolífera americana Chevron destinadas aos EUA eram uma exceção e continuavam a ser embarcadas, já que a empresa possui licença de Washington para operar. No entanto, até essas operações estão interrompidas desde quinta-feira, segundo dados divulgados neste domingo (4). Ao anunciar a detenção de Maduro e uma transição de governo supervisionada pelos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou no sábado que um “embargo ao petróleo” contra o país estava plenamente em vigor. O republicano também declarou que os EUA passariam a “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura de Nicolás Maduro. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, no entanto, adotou um tom diferente neste domingo. Segundo ele, os EUA não terão um papel direto no governo cotidiano da Venezuela e se limitarão a impor uma “quarentena do petróleo” já existente sobre o país. Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Rubio afirmou que a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças de política na Venezuela. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere quando diz isso”, disse. “Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas", acrescentou. LEIA TAMBÉM: Petróleo, China, Doutrina Monroe: o que está por trás da ofensiva de Trump na Venezuela Trump divulga foto de Maduro vendado e aparentemente algemado Maduro capturado: quem é quem agora no núcleo de poder na Venezuela Um petroleiro venezuelano da estatal PDVSA participa do enchimento de um petroleiro no terminal de embarque e armazenamento de José, 320 quilômetros a leste de Caracas, 12 de fevereiro de 2003 Reuters Campos petrolíferos fechados A medida da PDVSA inclui o fechamento de campos petrolíferos ou de conjuntos de poços, à medida que os estoques em terra aumentam e a empresa fica sem diluentes para misturar o petróleo pesado venezuelano e viabilizar o transporte. Segundo a agência Reuters, a companhia pediu cortes de produção em joint ventures como a Petrolera Sinovensa, da CNPC, a Petropiar, da Chevron, além da Petroboscan e da Petromonagas. A Petromangas, antes operada em parceria com a estatal russa Roszarubezhneft, passou a ser administrada apenas pela PDVSA. Trabalhadores da Sinovensa se preparavam neste domingo para desligar até dez conjuntos de poços, a pedido da PDVSA, devido ao excesso de petróleo extrapesado e à falta de diluentes. De acordo com a Reuters, os poços poderão ser religados rapidamente no futuro. Parte da produção da Sinovensa é tradicionalmente destinada à China como pagamento de dívidas, mas dois superpetroleiros de bandeira chinesa que se aproximavam da Venezuela para carregar petróleo interromperam a navegação no fim de dezembro, de acordo com dados da LSEG. Na Petromonagas, trabalhadores começaram a reduzir a produção no fim da semana passada, até que o fornecimento de diluentes por oleodutos seja retomado, diz a Reuters. Já a Chevron ainda não reduziu a produção, porque conta com alguma margem de armazenamento — especialmente na Petropiar — e os navios-tanque continuam carregando. Ainda assim, suas embarcações não deixaram as águas do país desde quinta-feira, e a capacidade de armazenamento é limitada na Petroboscan, o que pode levar a cortes, segundo a agência. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. Empresa de petróleo dos EUA irá consertar a Venezuela, diz Trump Dependência histórica do petróleo O petróleo moldou a economia venezuelana ao longo do século 20. Após grandes descobertas nas décadas de 1920 e 1930, o país rapidamente se tornou um dos maiores produtores do mundo e, em 1960, ajudou a fundar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em 1976, o governo nacionalizou a indústria petrolífera e criou a PDVSA, transformando o setor em um monopólio estatal. Nas décadas seguintes, durante os governos de Hugo Chávez, grande parte da renda do petróleo foi destinada a programas sociais, reduzindo outros investimentos na economia. Como resultado, entre 1998 e 2019, mais de 90% das exportações venezuelanas vieram do petróleo. Quando a produção caiu, o país passou a enfrentar sanções internacionais, agravando a crise econômica. A queda acentuada nas receitas do petróleo também contribuiu para a explosão inflacionária na Venezuela. Segundo o Banco Central, em 2019 os preços subiram 344.510% — o que significa que produtos que custavam 1 unidade monetária passaram a custar cerca de 3.400 vezes mais.



Liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos bate novo recorde em 2025, apontam dados do governo


04/01/2026 19:48 - g1.globo.com


Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil O Brasil bateu um novo recorde de liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025, apontam dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados neste domingo (4). Foram aprovados 912 registros, uma alta de mais de 37% na comparação com 2024, ano em que o país já havia atingido o maior patamar da história, com 663 liberações. O ministério faz esse levantamento desde 2000. Em 2023, houve a primeira queda na série histórica em 7 anos. Como agrotóxicos são aprovados para uso no Brasil? Entre os produtos, 162 são defensivos biológicos, representando um crescimento de mais de 50% na comparação com 2024 (106). Esses produtos são considerados de baixo risco. Eles podem ser feitos a partir de componentes como hormônios, insetos, vírus, entre outros. Também foram liberados 25 produtos químicos novos. A maior parte dos itens liberados (589) é para uso dos agricultores, ou seja, são aqueles que já estão nas lojas – são também os chamados "produtos formulados". Essa categoria soma os formulados químicos, que são os agrotóxicos, e os biológicos. Além disso, foram autorizados 323 produtos de uso exclusivo para a indústria, conhecidos como "produtos técnicos". Eles são usados como matérias-primas na fabricação dos pesticidas, incluindo a chamada "pré-mistura", usada para agilizar os processos industriais. Apesar do grande número de defensivos aprovados, isso não significa que todos eles passaram a ser aplicados na agricultura brasileira. Segundo o Ministério da Agricultura, em 2024, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas e 13,6% dos ingredientes ativos não chegaram a ser comercializados. Quem aprova os registros? Para que um produto seja liberado para uso no Brasil, ele precisa passar por uma avaliação rigorosa feita por três órgãos federais diferentes: o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O produto apenas é registrado com o aval dos três órgãos. Cada um deles têm uma responsabilidade específica na análise dos pedidos de registro: 🌾 Ministério da Agricultura: avalia se o agrotóxico realmente funciona para combater a praga ou doença a que se destina. A avaliação é feita a partir de estudos enviados pelas empresas que querem o registro e não são refeitas, explica o Coordenador-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA) do ministério, José Victor Torres. O mesmo vale para os outros dois órgãos. Para ser aprovado, o produto deve apresentar um mínimo de 70% de eficácia. Também é o órgão que formaliza e divulga o registro do agrotóxico. ⚕️ Anvisa: verifica o risco que o pesticida traz para a saúde humana. A partir dos estudos enviados, os especialistas avaliam se o agrotóxico pode causar problemas imediatos ou a longo prazo para quem aplica, quem manipula ou quem consome alimentos com resíduos. Além disso, a Anvisa define os limites máximos de resíduos permitidos nos alimentos. 🐝 Ibama: investiga o risco que o agrotóxico representa para o meio ambiente. Isso inclui como o produto se comporta no solo, na água e no ar, quanto tempo dura e se ele afeta animais, explica Rosângela Maria Ribeiro, Diretora da Diretoria de Qualidade Ambiental (Diqua). O Ibama classifica o potencial de periculosidade ambiental do produto, sendo da categoria “altamente perigoso” até “pouco perigoso” Veja também: Presunto, queijo: o que pode (e como pode) trazer do exterior para o Brasil e o que deve acabar destruído Tipos de produtos Existem diferentes tipos de produtos que precisam do registro. Confira abaixo. Produto técnico: matérias-primas utilizadas na fabricação dos pesticidas; Pré-mistura: um produto, usado para agilizar processos industriais; Produto formulado: é aquele que é comprado pelo agricultor. Ele é dividido em dois grupos: agrotóxicos e biológicos. Produtos equivalentes: são "cópias" de princípios ativos inéditos — que podem ser feitas quando caem as patentes — ou produtos finais baseados em ingredientes já existentes no mercado. O tempo médio para a análise de um produto novo é de 24 meses, segundo a lei. Mas, na prática, os órgãos levam mais tempo para fazer a verificação, por causa do tamanho da fila — que é formada, principalmente, pelos produtos equivalentes. Já a análise de produtos biológicos é mais rápida, dura 12 meses. Uma das razões para isso é que, por terem menos riscos, precisam de menos análises. Como funciona uma fábrica de insetos



Quanto o governo deixa de arrecadar com benefícios concedidos aos mais ricos?


04/01/2026 08:00 - g1.globo.com


Quanto o governo deixa de arrecadar com renúncias fiscais que beneficiam principalmente a fatia mais rica da população? Nas contas da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), em estudo inédito, esses valores devem chegar a R$ 618,4 bilhões em 2026 — ou quase quatro vezes o orçamento previsto para o Bolsa Família no próximo ano (R$ 158 bilhões). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🔎 As renúncias fiscais — também chamadas de gasto tributário na linguagem mais técnica — são valores que o governo deixa de arrecadar em impostos, ao conceder isenções, anistias, subsídios e benefícios tributários para setores econômicos, atividades ou grupos sociais específicos. "Alguns benefícios são importantes", pondera Mauro Silva, presidente da Unafisco. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Agora, nem todos. Se os benefícios fiscais concedidos não atingem certos objetivos — como a busca do pleno emprego, o desenvolvimento sustentável e a redução de desigualdades —, temos aí um problema. É justamente aí que surge a figura dos 'privilégios tributários'." Em seu levantamento, a Unafisco considera como "privilégios tributários" os benefícios fiscais que não teriam uma contrapartida social comprovada por estudos técnicos, na visão da entidade sindical. Porém, para além dos gastos tributários apontados anualmente pela Receita Federal em seu Demonstrativo dos Gastos Tributários (DGT), que acompanha o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a Unafisco adota um conceito mais amplo, incluindo na sua conta outras três renúncias que considera relevantes: a isenção de lucros e dividendos distribuídos por pessoa jurídica — imposto que o Brasil é um dos poucos países do mundo a não cobrar; a não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) — previsto na Constituição e até hoje não regulamentado pelo Congresso, cuja omissão legislativa foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro deste ano; e os programas de parcelamentos de débitos tributários, como o Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis) e o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) — já encerrados pelo governo, mas que ainda têm efeitos negativos para a arrecadação, por gerarem um comportamento deletério nos contribuintes, que deixam de pagar impostos no prazo, esperando por esses programas. Assim, a Unafisco estima que os gastos tributários chegarão a um total de R$ 903,3 bilhões em 2026. Desse montante, a entidade considera que R$ 618,4 bilhões — ou 68% do gasto tributário total — seriam "privilégios tributários", ou seja, renúncias sem contrapartida comprovada para a sociedade. Os dez maiores somam R$ 479,6 bilhões, ou 78% dos privilégios totais. Os maiores 'privilégios' fiscais No topo da lista, a isenção de lucros e dividendos deixa de gerar R$ 146,1 bilhões ao cofres públicos, nas contas da entidade, já descontando R$ 32 bilhões que deverão passar a ser arrecadados quando a reforma do Imposto de Renda entrar em vigor, com a taxação dos dividendos em 10%. Apesar de a reforma trazer o fim da isenção total, ela ainda taxa os dividendos abaixo de outras rendas, taxadas atualmente a um alíquota nominal entre 15% e 27,5%. Assim, na avaliação da Unafisco, lucros e dividendos seguem tendo benefício fiscal no Brasil e, por isso, entram na conta. "Quando a União não inclui no gasto tributário a isenção para lucros e dividendos, isso retira do Legislativo uma oportunidade de debate", argumenta Silva. "Eles não são informados o quanto essa isenção traz de prejuízo ao país. Sabemos que temos R$ 1 trilhão de dividendos distribuídos [anualmente no Brasil], e é preciso que isso faça parte desse debate entre Executivo e Legislativo na elaboração do Orçamento." O segundo item de maior peso, nas contas da Unafisco, é a não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com uma arrecadação potencial estimada em R$ 100,5 bilhões. "Se trata de uma omissão do Legislativo", argumenta o presidente da Unafisco, lembrando da decisão recente do STF reconhecendo essa omissão — o Supremo, no entanto, não estabeleceu um prazo para que isso seja resolvido. A taxação dos super-ricos foi uma das principais bandeiras do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato. Com esse objetivo, o governo propôs a reforma do Imposto de Renda (IR), aprovada em outubro pelo Congresso e sancionada por Lula em novembro. A lei aprovada prevê a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e descontos para aqueles com renda de até R$ 7.350 mensais. Para compensar a perda de arrecadação, serão taxados em até 10% os contribuintes com renda acima de R$ 600 mil por ano, com a taxação de lucros e dividendos na fonte a 10%, para montantes acima de R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma pessoa jurídica. A reforma aprovada incide sobre a renda dos mais ricos, diferentemente do IGF, um imposto sobre o patrimônio, cuja eficiência é questionada por alguns economistas. O ministro Marco Aurélio (já aposentado) foi relator no julgamento que reconheceu a omissão do Congresso em regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) Carlos Moura/SCO/STF Brasil deve taxar grandes fortunas? Lorreine Messias, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Tributação do Insper, concorda que a isenção de lucros e dividendos e a não instituição do IGF podem ser consideradas como gastos tributários, como faz a Unafisco. "Se eu entender que o conceito de gasto tributário é tudo aquilo que eu abro mão, que eu deixo de arrecadar, sim, me parece fazer sentido", diz a pesquisadora. No entanto, ela avalia que não é porque o IGF está previsto na Constituição que ele seja necessariamente um bom imposto e que deva ser criado. A pesquisadora fez uma revisão bibliográfica sobre países que adotaram o IGF. Ela constatou que a grande maioria dos países que adotaram essa forma de taxação sobre o patrimônio descontinuaram o tributo no início dos anos 1990. Atualmente, apenas três países na Europa ainda taxam grandes fortunas: Noruega, Suíça e Espanha (mais especificamente a região da Catalunha). Na América Latina, a Colômbia é um exemplo de país que adota esse tipo de tributação. Zona Franca de Manaus é um exemplo de política que está aí há 60 anos e não se faz uma avaliação séria dos benefícios', diz pesquisadora do Insper Divulgação/Suframa Analisando essas experiências, a partir dos estudos publicados, a pesquisadora do Insper constatou que a arrecadação com esse tipo de imposto é baixa. Um dos motivos para isso, diz ela, é a alta elasticidade desse tipo imposto. "Quando aumento um ponto percentual de alíquota desse tributo, eu perco muito em termos de arrecadação. Então, ele é um tributo muito sensível", diz Messias. "Para cada ponto percentual que eu aumento, o contribuinte vai reagir, de maneiras lícitas e ilícitas. Ele vai esconder patrimônio, vai mandar [recursos] para fora [do país]. Licitamente, ele vai redirecionar esses recursos para ativos que não são tributados. Isso tudo foi visto [na literatura acadêmica]." Além disso, diz a pesquisadora, a experiência mostra que a manutenção do imposto demanda um esforço muito grande por parte da administração tributária. E que não há evidências de que, nos países que adotaram o IGF, o tributo tenha reduzido a desigualdade. "Nossa Constituição foi elaborada há 37 anos. A literatura naquele período não tinha nem os recursos metodológicos, nem experiências suficientes para avaliar isso [os efeitos do IGF]", diz Messias. "Então, era uma hipótese teórica que a adoção de tributos patrimoniais melhoraria a redistribuição de renda. Felizmente, a literatura econômica avançou. E o debate público precisa avançar. Não podemos continuar amarrados a uma mera previsão constitucional." Mauro Silva, da Unafisco, reconhece que a adoção do IGF é polêmica e que há evidências contrárias à adoção do imposto. Ele defende, porém, que adotá-lo seria uma questão de justiça tributária, mesmo que o tributo arrecade pouco. E diz que esse é um debate que precisa ser feito. "O IGF está lá na Constituição, tem uma previsão constitucional. Então, esse debate precisa ser feito", defende o representante dos auditores fiscais. Outros 'privilégios' Completam a lista da Unafisco de maiores "privilégios tributários" os efeitos indiretos dos programas de parcelamentos especiais de débitos tributários, como o Refis e o Pert. Através desses programas, contribuintes com dívidas tributárias podiam regularizar suas obrigações sob condições especiais, como prazos longos, redução ou cancelamento de juros, anistia de crimes e até quitação dos débitos. O governo realizou mais de 40 desses programas desde sua criação em 2000, com uma renúncia fiscal estimada pela Unafisco em R$ 176 bilhões somente até 2018 (60% da dívida original). O problema é que a repetição desses programas fez com que os contribuintes passassem a contar com eles em seu planejamento tributário, deixando de pagar os impostos em dia, para pagar com atraso, com descontos vantajosos. Embora desde 2020 o governo tenha mudado o critério para adesão a esses programas, passando a considerar o histórico fiscal do contribuinte, a Unafisco considera que os efeitos negativos continuam, com empresas ainda adiando o pagamento de impostos na expectativa da renegociação. Assim, a entidade calcula um impacto de R$ 43,9 bilhões dos programas de parcelamentos especiais em valores não arrecadados em 2026. Os programas de parcelamento especiais sempre foram criticados pela Receita devido à perda de arrecadação e estímulo negativo aos contribuintes Marcelo Camargo/Agência Brasil Ainda na lista, a Unafisco inclui a parcela do Simples Nacional que beneficia empresas com faturamento acima de R$ 1,8 milhão, por avaliar que essas empresas não contribuem significativamente para a geração de empregos no país, como contribuem as empresas menores — que geram 75% dos empregos entre as empresas do Simples. Esse benefício tributário deve consumir R$ 35,7 bilhões em 2026, estima a associação. Atualmente, o Simples — um regime tributário simplificado idealizado para beneficiar micro e pequenas empresas — pode ser adotado por negócios com receita bruta de até R$ 4,8 milhões, um valor considerado muito alto por críticos ao modelo e que, segundo eles, desestimularia as empresas a saírem do regime especial. Criada há quase 60 anos (em 1967), a Zona Franca de Manaus — parque industrial localizado na capital amazônica, beneficiado com incentivos fiscais e tarifas alfandegárias especiais — também está na lista e deve representar uma perda de arrecadação de R$ 35 bilhões para o governo em 2026. "Políticas públicas devem ser transitórias por definição, sejam elas bem ou mal sucedidas, uma hora elas deveriam ser descontinuadas", diz Lorreine Messias, do Insper. "A Zona Franca é um exemplo de política que está aí há 60 anos e não se faz uma avaliação séria dos benefícios." A Unafisco ainda considera como um "privilégio fiscal" toda a parcela da desoneração da cesta básica que beneficia pessoas com capacidade contributiva, que a entidade considera que são todas aquelas que não são beneficiárias do Bolsa Família. O impacto disso no Orçamento é estimado em R$ 30,1 bilhões em 2026. Descontos de saúde e educação no IRPF são 'justos'? Do gasto tributário total de R$ 903,3 bilhões estimado para o próximo ano, a entidade considera que R$ 284,8 bilhões seriam gastos com "notória contrapartida social ou econômica". No entanto, dentro desta conta estão, por exemplo, as deduções de gastos com saúde e educação no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A Unafisco argumenta que esses gastos não seriam "privilégios", "em virtude de sua relevância notória para a sociedade" e diante da falta de investimento público suficiente nessas áreas. No entanto, essas são renúncias fiscais que notoriamente beneficiam a parcela mais rica da população, que é aquela que declara Imposto de Renda. "Essa é uma das políticas que fazem com que a nossa tributação da renda seja mais regressiva, porque quem mais gasta com educação e saúde privadas são as famílias mais ricas", observa Lorraine Messias, do Insper. "Então, isso é, sem dúvida, algo mal desenhado dentro do Imposto de Renda e que precisa ser revisto, e não é porque existem grupos que resistem, com capacidade de influência no nosso Parlamento." Mauro Silva, da Unafisco, reconhece a crítica, mas novamente defende o debate. "Se a política de saúde do país não atende como deveria a população, eu não posso dizer que essa dedução é privilégio. Agora, existe alguma parte disso que pode ser considerada privilégio? Esse é um debate que precisa ser feito." O sindicalista, porém, concorda com a pesquisadora do Insper que os grupos de interesse com poder de pressão sobre o Congresso são hoje a maior barreira para rediscutir o gasto tributário. Ele lembra que, em 2021, uma emenda constitucional foi aprovada instituindo regras transitórias para a redução dos benefícios tributários, determinado um limite de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para esses benefícios. No entanto, alguns dos subsídios que mais oneram o Orçamento foram excluídos da conta para essa redução, entre eles, a dedução da cesta básica, os benefícios para entidades sem fins lucrativos, a Zona Franca de Manaus, o Simples e o Microempreendedor Individual (MEI). "Há uma captura do Orçamento por alguns setores", diz Silva. "No momento da discussão do Orçamento e na elaboração das leis, eles exercem grande pressão e protegem esses setores de qualquer redução [de benefícios]. Então é muito difícil [mudar isso], pela representatividade que esses grupos de interesse conseguem ter dentro do Congresso Nacional." Governo deixará de arrecadar o equivalente a quatro vezes o orçamento do Bolsa Família em 2026 em renúncias fiscais que beneficiam poucos, diz estudo Divulgação ACSP



Aposentadoria em 2026: veja o que mudou e como calcular a sua


04/01/2026 07:01 - g1.globo.com


O que muda nas regras da aposentadoria em 2026 O ano de 2026 chegou e, com ele, mudanças significativas nas regras de aposentadoria para quem está prestes a se aposentar. A reforma da Previdência, que segue alterando as normas anualmente, traz ajustes importantes, e se você já contribui com o INSS desde antes de 2019, é fundamental entender o que muda agora. ➡️ A regra geral exige que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos, e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, são 65 anos de idade e 20 de contribuição. Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma, em novembro de 2019, o governo criou um regime de transição que prevê alterações todos os anos, até 2031, nas regras para aposentadoria. Veja o que muda para essas pessoas em 2026: A idade mínima para solicitar a aposentadoria sobe seis meses em relação ao regime anterior. As mulheres precisam ter, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima passa a ser de 64 anos e seis meses. O tempo mínimo de contribuição é de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens. Também há mudanças na regra dos pontos, que soma o tempo de contribuição com a idade do trabalhador. A pontuação mínima exigida será de 93 para mulheres e de 103 pontos para homens. Ao longo desta reportagem, entenda as regras de transição da reforma da Previdência e, em seguida, veja como calcular sua aposentadoria. ⚠️ Regras de transição As regras de transição são voltadas para quem já contribuía antes da aprovação da reforma da Previdência, e foram criadas para estabelecer uma passagem entre as exigências antigas e as atuais do benefício. Cada uma delas pode alterar o momento em que o benefício será concedido e o valor que o trabalhador receberá. Assim, o contribuinte pode se aposentar a partir da regra que for mais benéfica para ele. Veja detalhes de cada uma a partir dos tópicos abaixo: Tempo de contribuição + idade mínima; Por idade; Pedágio de 50%; Pedágio de 100%; Regra dos pontos; Calculadora do INSS. Tempo de contribuição + idade mínima Nesta categoria, a idade mínima para se aposentar é progressiva e sobe seis meses anualmente. Além disso, é exigido um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens. Por idade A regra considera a idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para as mulheres, e um tempo de contribuição de 15 anos para ambos. Pedágio de 50% Direcionada para os trabalhadores que estavam prestes a se aposentar em 2019, a regra estabelece um "pedágio" equivalente a 50% do tempo de contribuição que faltava. 💬 EXEMPLO: Um trabalhador que já havia contribuído por 33 anos e que, antes da reforma da Previdência, tinha apenas mais 24 meses de contribuição pendentes, terá de trabalhar por mais 12 meses. Nessa modalidade, a idade mínima exigida é de 57 anos para mulher e de 60 anos para o homem. Pedágio 100% A modalidade exige que o trabalhador cumpra integralmente o tempo de contribuição pendente para se aposentar. Neste método, a vantagem está no valor do benefício, que pode ser maior do que o pedágio de 50%. Regra dos pontos São os pontos obtidos a partir da soma entre idade e tempo de contribuição. Em 2025, a pontuação mínima será de 92 para mulheres e de 102 pontos para homens. 🧮 Calcule sua aposentadoria O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) liberou um recurso que ajuda a saber quanto tempo falta para se aposentar (por idade ou tempo de contribuição). A simulação é feita com as informações que estão na base de dados do INSS. Também é possível incluir vínculos e alterar sua data de nascimento no momento da simulação. O resultado gerado pela calculadora vale somente para consulta e não garante direito à aposentadoria. Este pedido é realizado pela internet — não é necessário ir ao INSS. Veja como acessar o simulador: Entre no Meu INSS; Informe seu CPF e senha; Clique em “Do que você precisa?” e escreva “Simular Aposentadoria”; Serão exibidas as simulações para todas as regras, antes e depois da reforma da previdência; Clique em “Baixar PDF” para mais detalhes. Vai ficar mais difícil se aposentar em 2026? Veja o que muda nas exigências Divulgação



Banana que iria para o lixo vira amido que pode abastecer indústria


04/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Produção de banana que é desperdiçada pode virar amido para indústria e virar renda extra Uma pesquisa do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) quer transformar a forma como a banana é aproveitada no estado. O estudo utiliza a fruta que seria descartada para produzir amido. O objetivo é evitar o desperdício, gerar renda e abastecer a indústria alimentícia. Atualmente, os produtores de banana perdem cerca de 10% da colheita. Aquelas frutas que estão fora do padrão de venda, ou seja, pequenas, machucadas ou danificadas durante o manuseio, costumam virar adubo ou alimento para animais. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Apesar desse reaproveitamento, grande parte ainda vai para o lixo. A pesquisa - desenvolvida em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) - pretende mudar essa situação, criando uma nova cadeia produtiva a partir do fruto descartado. "O impacto seria enorme porque essas bananas que hoje viram adubo, poderiam ser aproveitadas na produção de farinha ou amido, reduzindo o desperdício", explicou o extensionista do Incaper, Alciro Lazzarini. Banana que iria para o lixo vira amido que pode abastecer indústria no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta LEIA TAMBÉM: PRODUÇÃO AUMENTA: Banco de material genético de banana ajuda agricultores a selecionar as melhores variedades COLOCA EM TUDO? Do soteco à moqueca, banana é protagonista na mesa e economia Segundo o extensionista, o amido produzido pode abrir portas para o setor industrial e trazer benefícios diretos aos agricultores. "Com essa produção, poderíamos ter empresas gerando empregos e renda extra para os produtores. Considerando uma perda média de 10%, isso poderia significar até mil reais a mais por mês para cada produtor. Além disso, a indústria ajudaria a regular os preços do mercado", completou. Produção de banana no ES A fruta é plantada em 75 das 78 cidades do Espírito Santo. O município campeão em produção é Alfredo Chaves, na Região Serrana, com uma produção que ultrapassa 44 toneladas por ano, em uma área de 3.200 hectares, segundo o Incaper. Boa parte da produção de bananas em Alfredo Chaves vem da agricultura familiar. Seu Antônio Carlos Petri cultiva banana-prata há muitos anos, junto com o irmão, e diz que a atividade garante renda para diversas famílias. “A cultura da banana é tradicional aqui no município. A gente tem um carinho especial porque ela distribui renda o ano todo. Banana é muito importante para nós”, contou o produtor. Banana que iria para o lixo vira amido que pode abastecer indústria no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Otimista, ele explica que a produtividade da propriedade deve aumentar. "O meu bananal ainda é novo, mas a gente produz cerca de 40 toneladas por ano em dois hectares. A partir do segundo ciclo, a produção deve aumentar", afirmou. O Espírito Santo está entre os maiores produtores de banana do Brasil, com colheita o ano inteiro. Segundo o Incaper, são 28.600 hectares plantados e uma produção média anual de 400 mil toneladas. O fruto abastece principalmente os mercados de Santa Catarina, Goiás, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. "O Espírito Santo tem cerca de 28.600 hectares plantados, com uma produção anual de 400 mil toneladas. A maior parte é consumida in natura, entre as variedades prata e outros tipos", explicou Lazzarini. Com a nova pesquisa, os frutos descartados no campo podem ganhar mais um destino e os produtores mais uma opção de renda. Banana que iria para o lixo vira amido que pode abastecer indústria no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



Do laboratório ao viveiro: como uma tecnologia criada no RN fez produtores de camarão ganharem mais


04/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Empreendedores criam laboratório que transforma a produção de camarão no RN Às margens da Lagoa de Guaraíras, em Tibau do Sul (RN), tradição e inovação caminham lado a lado. A região, conhecida pela forte produção de camarão, agora também se destaca pelo uso de tecnologia genética que está transformando a vida de pequenos produtores. O Hailton Alves Marinho é um dos 28 produtores familiares que cultivam camarões na região. Ele viu a produção evoluir com a chegada de uma tecnologia desenvolvida por três empreendedores potiguares: Roseli Pimentel, Luciana Menollilanza e Daniel Lanza. 👩🏽‍🔬 Da ciência ao campo Roseli, que já coordenou o programa de melhoramento genético da maior produtora de camarão do Brasil, percebeu que os testes genéticos só eram feitos no exterior – e com alto custo. Junto com Daniel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Luciana, ela criou uma tecnologia 100% nacional para identificar as melhores famílias de camarões para cultivo. “Com essa tecnologia, conseguimos selecionar os animais mais resistentes e produtivos, o que representa mais lucro para o produtor”, explica Daniel. O investimento inicial foi de R$ 700 mil. Com apoio da empresa onde trabalhavam e recursos públicos, o trio abriu seu próprio laboratório, com aporte total de R$ 2 milhões. Hoje, a empresa atende produtores do Brasil, México e Arábia Saudita, com faturamento anual de R$ 390 mil. Do laboratório ao viveiro: startup nordestina leva ciência ao agronegócio e fatura com camarão no RN Reprodução/Tv Globo 🤑 Mais qualidade, menos custo A tecnologia permite que produtores como Hailton cultivem camarões maiores e mais saudáveis. Em sua propriedade, ele produz 3 mil quilos por mês, com custo de R$ 30 mil e lucro líquido de R$ 6 mil mensais. “Hoje eu produzo menos e ganho mais. O camarão maior tem mais valor no mercado”, afirma o produtor, que também investe em energia solar e controle rigoroso da qualidade da água. 📍 Impacto na economia local O Rio Grande do Norte é responsável por 80% da produção nacional de camarão em viveiros familiares, movimentando cerca de R$ 450 milhões por ano. A biotecnologia desenvolvida no estado fortalece esse setor e contribui para uma produção mais sustentável e eficiente. “A tecnologia só agrega. Ela direciona o conhecimento para decisões mais assertivas”, diz Roseli. Para o professor Daniel, o futuro da aquicultura está na informação: “É assim que vamos melhorar a produtividade e a vida de quem vive do campo.” Do laboratório ao viveiro: startup nordestina leva ciência ao agronegócio e fatura com camarão no RN Reprodução/Tv Globo Associação brasileira de criadores de camarão - ABCC 📍 Rua Alfredo Pegado Cortez, 1858, Candelaria, Natal/RN 🌐 Site: abccam.com.br 📞 Telefone: (84)99612-7575 ✉️ E-mail: abccam@abccam.com.br 📱 Instagram: https://www.instagram.com/abccamarao/ Genaptus Serviços Laboratoriais e Treinamentos em Análises Genéticas LTDA 📍 Mandacaru Mall loja 35, Rua Ayrton Senna, 389, Capim Macio - Natal/ RN - CEP 59080-100 📞 Telefone/whatsapp: (84) 99426-5995 🌐 Site: genaptus.com.br ✉️ E-mail: genaptus@gmail.com 📘 Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61560033215500&locale=pt_BR 📱 Instagram: https://www.instagram.com/genaptus/ Hailton Alves Marinho 📍 Rodovia RN 003, 755 – Umari 📞 Telefone: (84) 98605-5210 ✉️ E-mail: hailtonalvesmarinho60@gmail.com 📱 Instagram: https://www.instagram.com/paraiso_fazenda/



Reservas recordes, infraestrutura em queda: o estado da indústria petrolífera da Venezuela


04/01/2026 03:00 - g1.globo.com


A importância e o tamanho das reservas de petróleo na Venezuela Após a captura de Nicolás Maduro neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias norte-americanas. A declaração amplia o alcance político e econômico da ofensiva anunciada por Washington. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Até então, o governo norte-americano vinha justificando as operações militares no Caribe e o endurecimento das sanções contra Caracas com o argumento de combater o narcotráfico e desarticular rotas de drogas supostamente ligadas a grupos criminosos associados ao regime venezuelano. A sinalização de Trump, no entanto, reforça que a estratégia americana envolve também interesses energéticos. A Venezuela possui cerca de 17% das reservas conhecidas de petróleo do mundo, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris — volume quase quatro vezes maior que o dos EUA, segundo órgãos internacionais do setor energético. Com a captura de Maduro e a promessa de reorganização do setor, o controle sobre essas reservas passa a integrar o debate sobre os desdobramentos da ação americana e seus impactos econômicos e geopolíticos na região. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulga foto de Nicolás Maduro após captura do líder venezuelano no dia 4 de janeiro de 2026 Reprodução A seguir, o g1 detalha os principais pontos do mercado de petróleo venezuelano e como eles afetam a economia do país: A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. Dependência histórica do petróleo O petróleo moldou a economia venezuelana ao longo do século XX. Após grandes descobertas nas décadas de 1920 e 1930, o país rapidamente se tornou um dos maiores produtores do mundo e, em 1960, ajudou a fundar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em 1976, o governo nacionalizou a indústria petrolífera e criou a PDVSA, transformando o setor em um monopólio estatal. Nas décadas seguintes, durante os governos de Hugo Chávez, grande parte da renda do petróleo foi destinada a programas sociais, reduzindo outros investimentos na economia. Como resultado, entre 1998 e 2019, mais de 90% das exportações venezuelanas vieram do petróleo. Quando a produção caiu, o país passou a enfrentar sanções internacionais, agravando a crise econômica. A queda acentuada nas receitas do petróleo também contribuiu para a explosão inflacionária na Venezuela. Segundo o Banco Central, em 2019 os preços subiram 344.510% — o que significa que produtos que custavam 1 unidade monetária passaram a custar cerca de 3.400 vezes mais. Sanções, PDVSA e relações com os EUA Os Estados Unidos mantêm uma relação histórica com o petróleo venezuelano desde os anos 1920. Na década de 1930, o país já atraía grandes companhias estrangeiras, sobretudo dos EUA e da Europa. Com o avanço das sanções, essa presença diminuiu drasticamente. Hoje, a Chevron é a única empresa americana que ainda opera na Venezuela, graças a uma autorização especial concedida por Washington, apesar das restrições ao país. A PDVSA, que no passado assegurava a entrada de dólares na economia venezuelana, passou a sofrer cortes no próprio orçamento, interrompendo ciclos de manutenção e investimentos, o que agravou ainda mais a queda da produção. Em 2002, a nomeação do economista Gastón Parra para a presidência da empresa gerou forte reação interna, que culminou em uma greve que paralisou a companhia por cerca de dois meses e resultou na demissão de aproximadamente 20 mil funcionários. Petróleo e geopolítica internacional Apesar das dificuldades, o petróleo continua sendo o pilar econômico da Venezuela. Segundo a Reuters, em 2024 a PDVSA faturou cerca de US$ 17,5 bilhões com exportações, com produção média ligeiramente acima de 800 mil barris por dia. 🔎 O petróleo venezuelano é considerado estrategicamente relevante para os EUA por ser compatível com refinarias americanas. Especialistas afirmam que o interesse de Washington vai além do discurso de combate ao narcotráfico e inclui objetivos econômicos, como a tentativa de reduzir preços de combustíveis no mercado interno. Antes do endurecimento das sanções em 2019, os EUA eram os principais compradores do petróleo venezuelano. Após as restrições, a Venezuela passou a direcionar exportações para a China, em acordos de petróleo em troca de empréstimos, intensificando a disputa geopolítica na região. 👉 Segundo informações da Reuters, a Venezuela vinha quitando empréstimos por meio do envio de petróleo bruto transportado em três superpetroleiros de grande porte que, até recentemente, eram de propriedade compartilhada entre Caracas e Pequim. Dois desses navios se aproximavam da costa venezuelana em dezembro, quando Trump anunciou um bloqueio a todas as embarcações que entrassem ou saíssem do país. Desde então, as embarcações aguardam novas instruções, segundo documentos da estatal PDVSA e dados de monitoramento marítimo, em meio à paralisação da maior parte das exportações venezuelanas. Em entrevista à "Fox News" neste sábado, Trump afirmou que a China receberia o petróleo, sem detalhar como isso ocorreria. Impacto do petróleo na economia venezuelana A produção e exportação de petróleo continuam sendo fundamentais para o desempenho econômico do país. Estimativas baseadas em dados da PDVSA e da Reuters indicam que as exportações de petróleo responderam por cerca de 58% da receita da estatal em 2024. No mesmo ano, a estatal faturou US$ 17,52 bilhões com exportações de hidrocarbonetos — área que envolve a produção e venda de petróleo e gás —, dos quais US$ 10,41 bilhões foram destinados ao Tesouro venezuelano em impostos e royalties, segundo a Reuters. A economia venezuelana cresceu 7,71% no primeiro semestre de 2025, segundo boletim especial do Banco Central da Venezuela (BCV), impulsionada sobretudo pelo setor de hidrocarbonetos, que avançou quase 15% no período. O boletim mais recente da instituição aponta que o PIB venezuelano cresceu 8,71% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. No período, a atividade petrolífera avançou 16,12%, enquanto a atividade não petrolífera teve alta de 6,12%. Essa dependência, porém, gera vulnerabilidade. Um estudo do Instituto Tricontinental, com base em dados da Global South Insights, estima que as sanções lideradas pelos EUA causaram perdas de cerca de US$ 226 bilhões em receitas petrolíferas para a Venezuela entre 2017 e 2024 — valor superior ao próprio PIB venezuelano, hoje estimado em US$ 108,5 bilhões. Apesar de deter uma das maiores riquezas naturais do mundo, a Venezuela permanece entre as menores economias da América Latina, com sua trajetória condicionada ao petróleo e às tensões geopolíticas. Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela. Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo *Com informações da agência de notícias Reuters



Após captura de Maduro, Trump diz que EUA vão 'consertar' a indústria do petróleo da Venezuela


03/01/2026 17:07 - g1.globo.com


Empresa de petróleo dos EUA irá consertar a Venezuela, diz Trump Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump afirmou neste sábado (3) que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA. 🔴 AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país.” Trump também acusou governos venezuelanos de terem se apropriado à força da indústria de petróleo construída, segundo ele, com capital e expertise americanos. “Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós durante as administrações anteriores”, afirmou. Para o presidente dos EUA, o episódio representou “um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país”. LEIA TAMBÉM Lançadores de mísseis, navios para desembarque terrestre e submarino: o arsenal militar dos EUA na Venezuela; INFOGRÁFICO INFOGRÁFICO: como os EUA cercaram a Venezuela em operação que ameaça Maduro Venezuela declara emergência após ataque dos EUA O presidente norte-americano afirmou ainda que a operação de captura de Maduro foi a maior ação militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial: "(...) Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou Trump. Mais cedo, em entrevista à rede de TV Fox News que ainda está decidindo sobre o futuro da Venezuela, após forças dos EUA capturarem o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na última madrugada. De acordo com Washington, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados da Venezuela por via aérea e estão sob custódia americana, onde devem responder à Justiça em Nova York. O governo venezuelano declarou estado de emergência, disse desconhecer o paradeiro do presidente e cobrou uma prova de vida. Até a última atualização, não havia balanço oficial de mortos ou feridos. Trump fala sobre ataque à Venezuela Reuters/Jonathan Ernst



Petróleo, China, Doutrina Monroe: o que está por trás da ofensiva de Trump na Venezuela


03/01/2026 13:04 - g1.globo.com


Explosões são reportadas em Caracas, Venezuela Após meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela, os Estados Unidos atacaram neste sábado (3) diversos pontos de Caracas e capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa. Para justificar as ações militares que vinha fazendo no Caribe e a pressão econômica sobre Caracas, o governo americano alegava combater o narcotráfico e rotas de drogas associadas a grupos criminosos ligados à Venezuela. Além disso, descreve Maduro como líder de um regime corrupto e diz agir por questões de segurança regional. Autoridades dos EUA aplicaram medidas diretamente a familiares de Maduro, ampliaram sanções e promoveram um bloqueio total a navios petroleiros ligados ao país sul-americano — escalando a pressão política e econômica sobre Caracas. Também houve apreensão de embarcações. Em resposta, o presidente venezuelano classificou as ações como tentativa de golpe e ameaça à soberania, chamando as interceptações de “roubo descarado” e “pirataria naval criminosa”. Ele ainda acusa Washington de usar o combate às drogas como pretexto para forçar sua saída do poder. Mas o que está, de fato, por trás da ofensiva dos EUA? Para especialistas ouvidos pelo g1, os interesses vão muito além do combate ao tráfico e incluem fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo e a relação da Venezuela com a China — principal rival de Trump. Veja, abaixo, alguns pontos de interesse do presidente dos EUA na Venezuela: De olho no petróleo A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital. Nesse contexto, há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo". O jornal americano "The New York Times", por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo a publicação, Washington tem feito negociações secretas com Caracas, justamente com foco no petróleo. Para Marcos Sorrilha, professor de história dos EUA na Unesp Franca, o presidente norte-americano tem interesse na produção venezuelana por um motivo principal: reduzir preços internos e, assim, aliviar o custo de vida no país. "O petróleo venezuelano seria uma estratégia de barateamento do preço do combustível para os americanos. É algo que está nas expectativas de Donald Trump", diz. Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro. Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos. Proximidade com a China Antes das amplas sanções econômicas impostas pelos EUA à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto do país. O restante das exportações tinha como principais destinos a Índia, a China e a Europa. Após as sanções, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, usados para quitar dívidas. Nesse arranjo, a China disparou sua participação e desempenha papel central. "A Venezuela mantém uma relação cooperativa com a China em áreas muito críticas, como petróleo e mineração", destaca Carolina Moehlecke, coordenadora do mestrado profissional em Relações Internacionais da FGV. A especialista reforça que o gigante asiático, principal adversário comercial dos EUA, tem emprestado dinheiro para a Venezuela utilizando embarques de petróleo como garantia. 🔎 Com isso, grande parte das exportações venezuelanas foi destinada à China. Por meio dos acordos, o país asiático já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto. Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023. O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, destaca que Donald Trump demonstra uma intenção clara de "manter os laços muito bem atados" na América Latina, diante do avanço da presença da potência asiática na região. "A China tem exercido uma influência muito grande nos países latino-americanos, e os EUA não têm interesse nessa aproximação geopolítica chinesa. Então, existem questões estratégicas de toda ordem: geopolíticas, econômicas, geográficas", diz Galhardo, sobre a postura de Trump. Para o economista, esse movimento também explica a redução das tensões de Donald Trump com o Brasil e a aproximação do republicano com a Argentina, em um gesto de expansão da influência norte-americana na América do Sul. "De repente, Trump passou a achar Lula um homem bom, né? Isso também acontece porque o Brasil se tornou um dos maiores produtores de petróleo do mundo, está prospectando volumes na margem equatorial, além do Sul do país, e planeja investir na extração de petróleo na África", acrescenta. Embora o Brasil não esteja entre os 10 países com maiores reservas, é o sétimo maior produtor de petróleo, com cerca de 4,3 milhões de barris por dia, segundo o órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. "O mesmo acontece na Argentina: a aproximação dos EUA tem muito mais relação com as reservas de petróleo — especialmente após descobertas em Vaca Muerta — do que com um alinhamento ideológico com Javier Milei", acrescenta Galhardo. Abertura para empresas dos EUA Por trás da tentativa de Trump de derrubar o governo de Nicolás Maduro também está a intenção do governo dos EUA de expandir o mercado da América do Sul para companhias norte-americanas, explica Marcos Sorrilha, da Unesp. O professor lembra de conversas públicas de María Corina Machado, principal líder da oposição a Maduro, com Donald Trump Jr., nas quais ela defendia a abertura do mercado venezuelano a empresas dos EUA. "Então, há também interesse em expandir parcerias de empresas norte-americanas no mercado venezuelano, não apenas para a extração de commodities e produtos primários, mas também para a exploração de processos e produtos industriais dentro do país", afirma. Em seu segundo mandato, Donald Trump tem adotado políticas e firmado acordos comerciais para incentivar exportações americanas e ampliar o acesso a mercados internacionais, inclusive com iniciativas para aumentar as vendas de tecnologia a países aliados. Doutrina Monroe: a estratégia por trás da agenda de Trump Conforme mostrou o g1, o governo de Donald Trump pretende ampliar o foco na América Latina e reduzir o peso de outros compromissos globais, transferindo parte das responsabilidades a aliados, segundo a nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca no início deste mês. O plano prevê um ajuste da presença militar global dos EUA “para enfrentar ameaças urgentes” no Hemisfério, além de recalibrar a atuação em áreas cuja relevância diminuiu para o país nas últimas décadas. Nesse sentido, o documento menciona explicitamente a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve “retomar” seus princípios na relação com a América Latina. 🔎 Criada em 1823, a Doutrina Monroe estabelecia que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental seria considerada uma ameaça à segurança dos EUA. Ao mesmo tempo, definia a região como uma área de interesse estratégico prioritário para Washington. Carolina Moehlecke, da FGV, ressalta que a nova estratégia de política externa dos EUA resgata a doutrina de forma mais ofensiva, "ao estabelecer a América Latina como a região prioritária para sua segurança e prosperidade". "Além disso, amarra essa prioridade a evitar que a China, principalmente, tenha acesso a recursos estratégicos na região, alguns dos quais a Venezuela consegue fornecer", diz. Marcos Sorrilha, da Unesp, avalia que a estratégia retoma uma visão voltada à consolidação da hegemonia continental, com o objetivo de afastar concorrentes da região — especialmente a China — e assegurar a expansão dos interesses econômicos dos EUA na América Latina. Segundo ele, há um paralelo com a política adotada na virada do século XIX para o XX, que buscava a expansão das empresas americanas na região por meio da Open Door Policy (Política da Porta Aberta). No contexto mais amplo da política externa dos EUA, "esse objetivo era sustentado, quando necessário, pelo uso da força”, conclui. Infográfico mostra cerco dos EUA contra a Venezuela Arte/g1 Governo Trump vai aumentar presença militar na América Latina em nova política externa Trump e Maduro AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez



Mega da Virada: R$ 18,5 mil em apostas renderam R$ 363 milhões a apostadores de SP


03/01/2026 09:00 - g1.globo.com


Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada Dois municípios da Grande São Paulo foram berço de duas das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025: Franco da Rocha e a capital paulista. Somados, os dois jogos custaram R$ 18.522,00 e renderam R$ 363.785.762,18 aos sortudos, ou seja, mais de 19 mil vezes o valor do investimento. A aposta feita em Franco da Rocha tinha 14 números e foi montado pelo próprio dono da lotérica. Eram 18 cotas no valor individual de R$ 1.351,34 — elas vão dividir R$ 181.892.881,09 (cada uma levará pouco mais de R$ 10 milhões). Valdeir da Silva Pereira, de 61 anos, proprietário da Lotérica Estrela de Bertioga contou ao g1 que fez o bolão no dia 1º de novembro. "Na segunda (29), ainda tinha essa última cota disponível. Eu ia viajar à tarde e pensei: 'Se ninguém comprar até lá, vou ficar com ela para mim', mas aí apareceu um cliente, viu os números e falou: 'Esse jogo é meu'. Já a aposta feita em São Paulo custou "apenas" R$ 504 e também levou uma "bolada" de R$ 181,8 milhões. 👉 Os números sorteados foram: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, o resultado foi dado pela Caixa na manhã de quinta-feira (1º). O prêmio foi o maior da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. Apostas vencedoras na Grande SP Reprodução Sorteio da Mega da Virada 2025 pagou o maior prêmio da história Tomaz Silva/Agência Brasil Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2025 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Como organizar as finanças no início do ano e começar 2026 no azul


03/01/2026 08:00 - g1.globo.com


Como organizar as finanças no início do ano e começar 2026 no azul O início do ano costuma ser um dos momentos mais delicados para as finanças pessoais. Isso porque após o clima de festas, 13º salário, viagens e presentes, muitas pessoas se esquecem de que várias contas chegam logo nos primeiros dias de janeiro. Além de tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), esse período concentra outros gastos, como matrícula escolar e seguros, que elevam ainda mais as despesas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Não por acaso, o período que inclui dezembro, janeiro e fevereiro é conhecido pelos especialistas como “trimestre crítico” para as finanças pessoas. O g1 consultou especialistas e reuniu dicas práticas para organizar o orçamento e iniciar 2026 com as contas em dia. Confira: 1. Use o dinheiro de forma inteligente Quem ainda tem parte do 13º salário ou espera receber algum valor nos primeiros meses de 2026 — como Participação nos Lucros e Resultados (PLR) ou abono salarial, por exemplo —, deve usar esses recursos com inteligência, orientam os especialistas. “Costumo sugerir uma divisão do valor em três partes: metade para quitar dívidas ou reservar para impostos, uma parte para consumo e outra para lazer ou poupança”, diz o economista e doutor em direito Caio Bartine. O planejador financeiro Carlos Castro, CFP® pela Planejar, reforça que o primeiro passo para usar bem esse dinheiro é conhecer o custo do próprio padrão de vida. “Muita gente ainda se perde porque não sabe quanto realmente gasta. Hoje o dinheiro ficou invisível: cartão, Pix e carteiras digitais tornam o consumo algo quase automático. Se você não sabe o custo da sua rotina, não tem como planejar”, explica. 2. IPVA e IPTU: pague com planejamento e atenção Com a virada do ano, chegam novas despesas: IPTU, IPVA, fatura do cartão de crédito de janeiro, taxas escolares e gastos com material. Quem possui uma reserva financeira pode aproveitar os descontos para pagamento à vista, que geralmente ficam entre 3% e 10%, dependendo do estado ou município. Mas, se o orçamento estiver apertado, parcelar pode ser uma alternativa — desde que não haja atraso. O não pagamento gera juros, multas e pode até resultar no bloqueio do veículo ou inscrição em dívida ativa. Segundo Bartine, planejar esses pagamentos ajuda a evitar juros, reduzir o estresse e garantir um início de ano mais tranquilo. “Organizar as finanças também é um ato de cidadania fiscal”, afirma. “Quem paga tributos em dia pode até destinar parte do imposto a projetos sociais. É uma forma de transformar obrigação em impacto positivo.” 3. Quais dívidas pagar primeiro? Para quem está endividado, a recomendação é seguir uma ordem de prioridade. O economista Caio Bartine divide as pendências financeiras em três categorias principais: 🏠 Essenciais: aluguel, condomínio, financiamento imobiliário, contas de energia, água, gás, internet e impostos sobre propriedade; 🚘Com garantia real: financiamento de veículos, empréstimos com garantia e dívidas tributárias; 💳 Sem garantia: cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. No caso das dívidas sem garantia, o ideal, segundo o especialista, é buscar a renegociação, em vez de quitá-las imediatamente. Isso porque os juros desse tipo de crédito costumam ser mais altos e podem comprometer o orçamento. Além disso, Castro também recomenda aproveitar os feirões de negociação que muitas vezes acontecem no início do ano. “Dá para conseguir reduções de até 90% no valor dos juros", afirma, reiterando que quanto mais cedo o consumidor começar a planejar suas finanças, mais fácil será de conseguir espaço no orçamento e "destinar parte da renda aos projetos de vida”. O economista também destaca a Lei do Superendividamento, que entrou em vigor em 2021, como uma alternativa. A norma foi criada para proteger os consumidores com muitas dívidas que perderam o controle financeiro e não conseguem mais honrar seus compromissos sem comprometer o básico necessário para sobrevivência — como moradia, comida e saúde. “Essa lei garante que as despesas essenciais sejam preservadas e que o restante da renda vá para o pagamento das dívidas, em parcelas possíveis de cumprir”, explica. 4. Evite se endividar Os especialistas ainda destacam que é necessário cuidado com os gastos — que muitas vezes envolvem emoção e compras por impulso. O planejador financeiro Carlos Castro recomenda dividir o orçamento em três grandes grupos, inspirados em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): “Despesas essenciais devem representar cerca de 50% da renda; as sociais, como lazer e presentes, 30%; e os projetos de vida, como reserva e investimentos, 20%. Essa divisão da renda ajuda a mostrar se você está apenas sobrevivendo ou também construindo patrimônio”, afirma. 5. Controle emocional e metas realistas Mais do que planilhas e aplicativos, o desafio é lidar com o comportamento, alertam os especialistas. “Noventa por cento das nossas decisões financeiras são emocionais”, destaca Castro. “Não adianta saber quanto você gasta se não entende o porquê. Quando for anotar seus gastos, escreva o motivo. Isso ajuda a identificar gatilhos emocionais e criar autocontrole”, acrescenta. O economista lembra que, para definir metas realistas para 2026, é preciso quantificar os objetivos. Por exemplo: Se quiser viajar, responda: quanto custa? Quando quero ir? Se quiser comprar um imóvel, responda: qual o valor da entrada? Quanto ficam as parcelas? Qual o prazo que conseguirei pagar? "Enquanto não transformar desejo em número e prazo, continua sendo só sonho”, diz o planejador. O planejador financeiro Caio Bartine também reforça que o parcelamento deve ser uma medida de transição, não uma solução definitiva. "O endividamento não é só financeiro — é emocional e social, pode causar ansiedade e até depressão”, diz. Por isso, especialistas recomendam encerrar cartões desnecessários, reduzir limites e construir uma reserva de emergência de três a seis meses do seu custo de vida. E, claro, investir em conhecimento. “Educação financeira é a base de tudo. O Banco Central tem cursos gratuitos e rápidos que ajudam muito a colocar as contas em ordem e começar o ano com o pé direito”, afirma o economista. Primeiro passo para a organização financeira é entender quanto custa o seu padrão de vida, segundo especialistas. Divulgação 'Natal dos presentes brilhantes' é o tema da decoração de Natal do Shopping Tacaruna em 2024 Danilo Catão/Divulgação Trânsito em São Luís, IPVA, carros Adriano Soares/Grupo Mirante Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas Marcello Casal Jr./Agência Brasil Renegociação de dívidas Geraldo Bubniak/AEN



LISTA: veja os 10 carros que mais econômicos do Brasil em 2025, segundo o Inmetro


03/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Veja os carros que menos consomem combustível no Brasil g1 O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, mostra quais são os carros mais econômicos do Brasil no consumo de combustível. A última lista reúne 895 veículos homologados por 41 marcas, avaliados em testes de laboratório que analisam diversos critérios. Os testes seguem a norma ABNT NBR 7024, em vigor desde 1989 e atualizada periodicamente. A regra define que o consumo de combustível seja medido por ciclos de condução em dinamômetro de chassi, que simulam a circulação em trechos urbanos e rodoviários. 🚗 Nesta reportagem, o g1 lista os 10 carros mais econômicos do Brasil. ⚠️ Na lista, foram considerados apenas veículos com motores a combustão, sem incluir híbridos ou elétricos. Além disso, nem todas as versões de um mesmo modelo apresentam o melhor desempenho em consumo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 10. Peugeot 208 Peugeot 208 divulgação/Peugeot O Peugeot 208 não pode ser considerado um carro “beberrão”, mas é o que apresenta o maior consumo de combustível desta lista. O hatch compacto se sai bem em trajetos urbanos, porém tem desempenho mais modesto na estrada. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,6 km/l (cidade) e 15,3 km/l (estrada); Etanol: 9,5 km/l (cidade) e 10,8 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 105.990. 9. Hyundai HB20 Hyundai HB20 divulgação/Hyundai O hatch da Hyundai costuma disputar as primeiras posições entre os carros mais vendidos do Brasil, mas não apresenta o mesmo desempenho quando o assunto é economia de combustível: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,3 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 9,9 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 95.190. 8. Hyundai HB20S Hyundai HB20S divulgação/Hyundai O HB20S é o modelo mais econômico da Hyundai, mas fica muito próximo da versão hatch, com a qual compartilha diversos componentes, como o motor: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,4 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 9,7 km/l (cidade) e 10,9 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 104.290. 7. Honda City Honda City Hatch 2026 Fabio Tito/g1 O compacto City é o único representante da Honda neste ranking. Conhecido pelos bons índices de consumo, é o único modelo da lista com motor 1.5 e também o único equipado com câmbio CVT: Motor: 1.5 flex; Câmbio: automático do tipo CVT; Gasolina: 12,8 km/l (cidade) e 15,5 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 117.500. 6. Renault Kwid Renault Kwid Outsider 2025 divulgação/Renault O Renault Kwid disputa com o Fiat Mobi o posto de carro mais barato do Brasil, mas, quando o assunto é economia de combustível, o modelo francês é o que consome menos: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,6 km/l (cidade) e 15,5 km/l (estrada); Etanol: 10,4 km/l (cidade) e 10,8 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 78.690. 5. Volkswagen Virtus Volkswagen Virtus divulgação/Volkswagen O Volkswagen Virtus ocupa a quinta colocação no ranking dos veículos considerados “inimigos do frentista”: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,2 km/l (cidade) e 15,8 km/l (estrada); Etanol: 9,2 km/l (cidade) e 11,2 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 110.990. 4. Fiat Cronos Fiat Cronos divulgação/Fiat O quarto carro com menor consumo de combustível do Brasil em 2025 é o Fiat Cronos. O modelo é a versão sedã do Argo e também o sedã mais econômico da lista: Motor: 1.0 aspirado flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,4 km/l (cidade) e 15,9 km/l (estrada); Etanol: 9,7 km/l (cidade) e 11,2 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 107.990. 3. Volkswagen Polo Volkswagen Polo divulgação/Volkswagen O terceiro carro mais econômico do Brasil é da Volkswagen e também o veículo de passeio mais vendido do país, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Entre janeiro e novembro de 2025, foram 112.238 emplacamentos, e o hatch da marca tem: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,9 km/l (cidade) e 16,3 km/l (estrada); Etanol: 9,6 km/l (cidade) e 11,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 110.790. ⚠️ Vale uma ressalva: o Volkswagen Polo, na versão Sense TSI, é o veículo automático mais econômico do Brasil. O câmbio, acoplado ao mesmo motor do modelo acima, apresenta o seguinte consumo: Gasolina: 13,1 km/l (cidade) e 16,1 km/l (estrada); Etanol: 9 km/l (cidade) e 11,1 km/l (estrada); 2. Chevrolet Onix Plus Chevrolet Onix Plus 2026 divulgação/Chevrolet O primeiro e o segundo lugar são praticamente o mesmo modelo: o Onix. Como utilizam o mesmo motor e câmbio, os números de consumo são muito semelhantes nas versões de entrada: Motor: 1.0 aspirado flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,9 km/l (cidade) e 17,4 km/l (estrada); Etanol: 9,7 km/l (cidade) e 12,2 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 106.990. 1. Chevrolet Onix Chevrolet Onix 2026 divulgação/GM Segundo o Inmetro, estes são os dados de consumo de combustível divulgados: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,7 km/l (cidade) e 17,7 km/l (estrada); Etanol: 9,8 km/l (cidade) e 12,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 99.990.



Veja quem é quem no caso do Banco Master e o papel de cada instituição


03/01/2026 07:00 - g1.globo.com

Caso Master: Banco Central identifica indícios de crimes em negociações com fundos da Reag O caso do Banco Master envolve investigações criminais, decisões do Banco Central, análises do Tribunal de Contas da União (TCU) e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração se concentra em suspeitas de fraudes financeiras, possíveis prejuízos a um banco público e falhas na gestão de riscos. A seguir, veja quem são os principais personagens e instituições e o que está sendo investigado. Banco Master O Banco Master é a instituição no centro do caso. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros e que haviam sido esgotadas todas as alternativas de solução de mercado. A decisão do BC se baseou em um conjunto de fatores, como dificuldades recorrentes de caixa, captação de recursos a custos elevados, exposição a ativos de baixa liquidez e indícios de irregularidades contábeis e operacionais. Com a liquidação, as atividades do banco foram interrompidas, a diretoria foi afastada e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir investidores dentro do limite legal. As investigações sobre o Banco Master se concentram em duas frentes principais: operações com o BRB e transações envolvendo fundos ligados à Reag, gestora de fundos. Mesmo que parte dessas operações não resulte em prejuízo financeiro comprovado, investigadores destacam que práticas como inflar ativos ou registrar valores incompatíveis com a realidade já configuram irregularidades graves no sistema financeiro. Daniel Vorcaro (dono do Banco Master) Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e figura central das investigações. Ele assumiu o controle da instituição em 2019 e liderou uma estratégia de crescimento acelerado, baseada principalmente na captação de recursos junto a investidores pessoas físicas. Segundo a apuração, Vorcaro foi responsável por decisões estratégicas relacionadas à emissão de CDBs com taxas muito acima da média de mercado e à estruturação de operações que hoje são alvo de investigação. Para órgãos de controle, esse modelo elevou o risco da instituição e contribuiu para o desequilíbrio financeiro. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro afirmou que não houve prejuízo ao BRB nas operações investigadas. As autoridades seguem analisando documentos, fluxos financeiros e responsabilidades individuais para verificar se a versão apresentada se sustenta à luz das provas reunidas. Reag A Reag é uma gestora de recursos citada em informações encaminhadas pelo Banco Central ao Ministério Público Federal. Segundo o BC, fundos administrados pela Reag teriam sido usados em operações que simulavam aportes de capital no Banco Master, envolvendo ativos de baixa liquidez e valores sobrevalorizados. Em nota, a empresa afirmou que não há qualquer documento oficial que estabeleça ligação com o PCC, disse que colabora com as autoridades e que permanece à disposição para prestar esclarecimentos. BRB O Banco de Brasília é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso por ter sido o principal interessado na compra do Banco Master e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação. A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público. Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Banco Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita. Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Banco Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público. Em depoimento ao STF, afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A Polícia Federal ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa. Banco Central (BC) O Banco Central é o órgão regulador do sistema financeiro nacional e desempenha papel central no caso. Coube ao BC supervisionar o Banco Master, acompanhar sua situação financeira e, por fim, decretar a liquidação extrajudicial. Ao longo da supervisão, o BC identificou alertas relevantes, como captação agressiva de recursos por meio de CDBs com taxas muito superiores às praticadas no mercado e exposição elevada a ativos de baixa liquidez. Além da liquidação, o Banco Central encaminhou relatórios e “notícias de fato” a órgãos como TCU e MPF, detalhando suspeitas de irregularidades, possíveis crimes contra o sistema financeiro e falhas graves na gestão de riscos. Ailton de Aquino Santos (diretor de Fiscalização do BC) Ailton de Aquino Santos é diretor de Fiscalização do Banco Central. Sua área é responsável por acompanhar instituições financeiras sob supervisão e avaliar riscos de crédito, liquidez e solvência. No caso Master, a diretoria analisou diferentes alternativas técnicas para tentar preservar a instituição, como aportes de capital, mudanças de controle e venda para outro banco. Ailton foi ouvido pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos técnicos, mas não figura como investigado. Investigadores consideraram seu depoimento relevante para explicar o funcionamento das decisões internas do BC. Renato Gomes (diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC) Renato Gomes comanda a diretoria responsável por autorizar reorganizações societárias e operações estruturais no sistema financeiro. Segundo a apuração, foi essa área que vetou a venda do Banco Master ao BRB, ao concluir que o negócio não apresentava viabilidade econômico-financeira. A decisão final de liquidar o banco, no entanto, foi tomada pela diretoria colegiada do Banco Central, composta por todos os diretores, de forma unânime. Polícia Federal A Polícia Federal conduz a investigação criminal sobre o caso. A PF apura suspeitas de fraude contra o sistema financeiro, falsidade documental e eventuais prejuízos a instituições públicas. No curso da investigação, a PF colheu depoimentos, analisou documentos financeiros e promoveu uma acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa após identificar divergências relevantes nas versões apresentadas. A delegada responsável pelo inquérito é Janaína Palazzo, que coordena os trabalhos sob acompanhamento do STF e do Ministério Público. Dias Toffoli (STF) Caso Master: Toffoli muda decisão e PF vai determinar amanhã se haverá ou não acareação Dias Toffoli é ministro do Supremo Tribunal Federal e relator de procedimentos relacionados ao caso Master. Ele determinou que decisões judiciais relevantes passassem a tramitar no STF, centralizando o controle das medidas e suspendendo ações em instâncias inferiores. Toffoli também autorizou acareações, decretou sigilo sobre partes do processo e justificou urgência em razão dos possíveis impactos das investigações sobre o sistema financeiro. Alexandre de Moraes (STF) O nome de Alexandre de Moraes apareceu no caso após uma representação apresentada à Procuradoria-Geral da República. A representação foi apresentada pelo advogado Enio Martins Murad, com base em reportagens do blog da Malu Gastpar, no jornal "O Globo". O advogado alegou que Moraes teria mantido interlocução com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em favor de interesses privados do banco Master. O texto também cita que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, teria contrato de prestação de serviços advocatícios com a instituição financeira. A PGR analisou o material e concluiu que não havia elementos para abertura de investigação criminal. A representação foi arquivada, e Moraes negou ter tratado do caso Master em contatos com o Banco Central. Paulo Gonet (PGR) Paulo Gonet é o procurador-geral da República. Coube a ele analisar a representação apresentada contra Alexandre de Moraes. Na decisão, Gonet afirmou que os fatos narrados não demonstravam indícios concretos de crime nem justificavam a abertura de investigação no âmbito do STF. Com isso, determinou o arquivamento do pedido. Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central) Gabriel Galípolo é o presidente do Banco Central e, nessa condição, responde institucionalmente pelos atos formais da autarquia, incluindo a liquidação do Banco Master. O nome de Galípolo apareceu em representações e reportagens que mencionaram contatos relacionados ao caso. Essas menções deram origem a pedidos de apuração, que acabaram arquivados pela Procuradoria-Geral da República. O Banco Central informou que as decisões tomadas no caso seguiram critérios técnicos e colegiados, sem interferência externa, conforme os procedimentos previstos na legislação. TCU Banco Central entrega ao TCU explicações sobre liquidação do banco Master O Tribunal de Contas da União atua na fiscalização da legalidade e regularidade de atos da administração pública federal. No caso Master, o TCU passou a analisar a atuação do Banco Central, especialmente os fundamentos e a condução do processo de liquidação. O tribunal apura se os procedimentos adotados pelo regulador observaram as normas legais e os princípios da administração pública. Vital do Rêgo Filho (presidente do TCU) Vital do Rêgo Filho é o presidente do TCU e autorizou a realização de uma inspeção técnica no Banco Central. A medida permite que técnicos do tribunal tenham acesso, dentro do próprio BC, a documentos que não puderam ser anexados aos autos por causa do sigilo. A inspeção ocorre mesmo durante o recesso do Judiciário. Jonathan de Jesus (TCU) Jonathan de Jesus é o ministro relator do caso no TCU. Ele pediu esclarecimentos ao Banco Central sobre os motivos da liquidação do Banco Master e acompanha a análise técnica produzida pelos auditores. O procedimento tramita sob sigilo no tribunal.



Presunto, queijo: o que pode (e como pode) trazer do exterior para o Brasil e o que deve acabar destruído


03/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura Divulgação Todo mundo gosta de trazer lembrancinhas das viagens, principalmente as gastronômicas. Mas alguns produtos só podem entrar no Brasil com autorização sanitária. É o caso de mel, queijos de alguns países, frutas frescas e derivados de carne suína (exceto os enlatados). A regra vale mesmo quando o produto está na embalagem original, rotulada e lacrada, segundo o Ministério da Agricultura. O Ministério afirma que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana. A carne de porco, por exemplo, só entra no Brasil com autorização porque pode trazer a peste suína africana. A doença é causada por um vírus, é fatal para os porcos e não tem vacina nem tratamento. Hoje, essa doença não existe no Brasil, mas está presente em mais de 50 países da África, Europa, Ásia e das Américas. A Espanha, por exemplo, tem casos confirmados. O país é o terceiro maior produtor de carne de porco do mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A certificação sanitária internacional deve ser emitida pelos Serviços Oficiais do país de origem. Além disso, em casos que o Ministério da Agricultura entenda ser necessário um controle mais rigoroso, pode ser solicitada adicionalmente uma Autorização Prévia de Importação. Também é preciso confirmar que o produto não será usado para fins comerciais. Se um produto irregular é apreendido, ele deve ser destruído. Segundo o Ministério, dois procedimentos são feitos para a destruição: a autoclavagem (o produto é submetido a temperatura de 133° C e pressão de 3 bar por 20 minutos) e a incineração. Os procedimentos são responsabilidade do administrador do aeroporto. A norma que regula o tema prevê outras medidas, mas não detalha quais. O g1 questionou o Ministério da Agricultura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Leia também: Após pressão do agro, governo suspende temporariamente lista que considerava tilápia espécie invasora Veja quais alimentos não podem entrar no Brasil Arte / g1 Além destes produtos, o Ministério avisa que podem haver bloqueios relacionados a produtos oriundos de países específicos, com incidência de doenças. Por exemplo, em casos da gripe aviária, da peste suína africana e a dermatose nodular contagiosa. A instituição pontua também que não somente os vegetais frescos, mas parte deles que possam conter doenças podem ser confiscados. É o caso de folhas secas para chá, em que o processo de secagem não é conhecido. Produtos autorizados Mesmo quando não há exigência de documentação, o produto deve estar na embalagem original, com rótulo, lacre e sem sinais de violação. Alguns exemplos são: extratos ou concentrados de carnes e pescados, de todas as espécies. carnes e pescados defumados, dessecados, salgados ou desidratados; derivados de suínos enlatados; gelatinas; leite pasteurizado ou esterilizado, incluindo o creme de leite; doce de leite; leite em pó ou soro; manteiga, manteiga clarificada (ghee) e pasta de espalhar de produtos provenientes do leite; iogurtes, quefir, coalhadas e outras bebidas láctea fermentadas; hidrolisado de proteína do leite e lactose; queijos e requeijão, excluindo os produtos lácteos feitos com leite de bovinos e bubalinos dos países com notificação de dermatose nodular contagiosa (caso da Argélia, Camboja, França, Itália, Tunísia, Espanha); bolos, biscoitos, bolachas, petit fours, tortas doces e salgadas, waffles, doces em massa folhadas, pastéis de confeitaria, doces e quitutes; amêndoas torradas e salgadas; bebidas destiladas e fermentadas; vinagres; sucos; óleos vegetais; geleias, conservas; demais produtos industrialmente esterilizados, pasteurizados, fermentados, sulfitados, liofilizados, cozidos, carbonizados, parboilizados, moídos, polidos, tostados ou secos ao forno. Veja também: Vacas uruguaias à beira da morte em navio desembarcam na Líbia, e ONG pede investigação sobre saúde dos animais Tarifaço de Trump: veja a nova lista de produtos brasileiros que ficam de fora das tarifas de 40% Espanha convoca exército para impedir que porcos se infectem com a peste suína africana Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras



Tesla deixa de ser maior fabricante de veículos elétricos do mundo, e BYD passa a ser líder


02/01/2026 14:58 - g1.globo.com


BYD supera Tesla em vendas no mundo A Tesla perdeu na sexta-feira (2) o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo, com a redução nas vendas pelo segundo ano consecutivo. A marca sofre com a reação negativa de consumidores e forte concorrência internacional. A montadora do bilionário Elon Musk informou que entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, uma queda de 9% em relação ao ano anterior. A chinesa BYD, que vendeu 2,26 milhões de veículos no ano passado, passou a liderar o ranking global de fabricantes de veículos elétricos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No quarto trimestre, as vendas da Tesla somaram 418.227 unidades, abaixo das 440 mil projetadas por analistas ouvidos pela FactSet. O resultado foi prejudicado pelo fim do crédito tributário de US$ 7.500, encerrado pelo governo Trump no fim de setembro. Ainda assim, as ações da Tesla operavam praticamente estáveis, a US$ 450,27, no início do pregão desta sexta-feira. Os acionistas ainda apostam que Musk conseguirá avançar em seus planos de posicionar a companhia como líder em inteligência artificial e estimular a adoção de robôs humanoides para tarefas básicas em casas e escritórios. Refletindo esse otimismo, a ação encerrou 2025 com alta de cerca de 11%. O trimestre mais recente marcou o início das vendas das versões mais baratas do Model Y e do Model 3, apresentadas por Musk no começo de outubro como parte de um esforço para impulsionar a demanda. O novo Model Y custa pouco menos de US$ 40 mil, enquanto o Model 3 mais acessível sai por menos de US$ 37 mil. Essas versões devem ajudar a Tesla a competir com modelos chineses na Europa e na Ásia. Em grande parte, os investidores minimizaram os números mais fracos e passaram a focar a estratégia de Musk em outras áreas do negócio. Musk tem afirmado que a queda nas vendas de veículos é menos relevante neste momento, já que o futuro da empresa estaria mais ligado ao serviço de robotáxis sem motorista, ao negócio de armazenamento de energia e ao desenvolvimento de robôs para uso doméstico e industrial. Para os resultados do quarto trimestre, que serão divulgados no fim de janeiro, analistas esperam queda de 3% nas vendas e recuo de quase 40% no lucro por ação, segundo a FactSet. A expectativa é que a tendência negativa comece a se reverter ao longo de 2026. Nesse contexto, os diretores da Tesla aprovaram para Musk um bônus potencialmente elevado na assembleia anual realizada em novembro. Musk, já o homem mais rico do mundo, obteve outro ganho relevante há duas semanas, quando a Suprema Corte de Delaware reverteu uma decisão que o havia privado de um pacote de remuneração de US$ 55 bilhões concedido pela Tesla em 2018. Modelo do Tesla Cybertruck elétrico Divulgação/Tesla



Mega da Virada 2025: bolão vencedor de Franco da Rocha foi montado por dono de lotérica com 14 números


02/01/2026 14:31 - g1.globo.com


Seis apostas vão dividir o maior prêmio da história da Mega da virada O bolão de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, que foi uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025 tinha 14 números e foi montado pelo próprio dono da lotérica. Eram 18 cotas, no valor individual de R$ 1.351,34. Elas vão dividir R$ 181.892.881,09, e cada uma levará pouco mais de R$ 10 milhões. Valdeir da Silva Pereira, de 61 anos, proprietário da Lotéria Estrela de Bertioga, que fica no centro da cidade, conta que fez o bolão no dia 1º de novembro. O jogo com 14 números custa R$ 18.018,00 - por isso, ele separou a aposta em 18 cotas - cada uma sai R$ 1.001 mais a tarifa de serviço de R$ 350,34. Ele mandou, então, o bilhete num grupo de Whatsapp que tem com cerca de 50 clientes, mas apenas alguns compraram cotas. As demais foram vendidas diretamente no balcão da lotérica ao longo das semanas seguintes - sendo que a última só saiu dias antes do sorteio. Na segunda-feira (29), ainda tinha essa última cota disponível. Eu ia viajar à tarde e pensei: 'Se ninguém comprar até lá, vou ficar com ela para mim', mas aí apareceu um cliente, viu os números e falou: 'Esse jogo é meu'. Bolão com 18 cotas foi um dos acertadores da Mega da Virada 2025 Reprodução Os números escolhidos são os que Valdeir costuma usar em jogos particulares dele e se referem a informações pessoais dele e da família, como datas de nascimento e dia de casamento. "Desta vez, pensei: vou jogar num bolão. E deu certo!", diz. Depois do sorteio, o grupo de clientes no Whatsapp ficou alvoroçado e teve muita gente lamentando não ter comprado nenhuma cota. O dia também amanheceu mais movimentado nesta sexta (2) na lotérica com pessoas querendo fazer uma fézinha. Proprietário do local há 13 anos, Valdeir garante ser pé quente: "Aqui já tinham saído algumas quinas da Mega e o prêmio principal da Lotofácil. E espero continuar com essa sorte". Dono da lotérica de Franco da Rocha com funcionários e bilhete premiado na Mega da Virada Arquivo pessoal Números sorteados Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã de quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Números sorteados da Mega da Virada 2025 reprodução/Caixa Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades: João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora; Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora, com 10 cotas de um bolão; Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora, com 18 cotas de um bolão. As outras três apostas vencedoras foram registradas de forma eletrônica, sem a necessidade de uma casa lotérica física. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Petrobras inicia produção na plataforma P-78 do Campo de Búzios


02/01/2026 13:46 - g1.globo.com


Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Divulgação/Petrobras A Petrobras informou nesta sexta-feira que iniciou a produção no navio-plataforma (FPSO) P-78, localizado no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, na última quarta-feira (31). A unidade integra o projeto Búzios 6, que corresponde ao sétimo sistema em operação no campo — o maior do país em reservas. A plataforma tem capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo por dia e para comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com a entrada em operação da plataforma P-78, a capacidade instalada do campo será ampliada para cerca de 1,15 milhão de barris por dia, além de permitir a exportação de gás para o continente. Segundo a Petrobras, a P-78 inaugura uma nova geração de unidades próprias, desenvolvida a partir de um projeto de referência que reuniu lições aprendidas com as primeiras plataformas em operação no pré-sal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O projeto Búzios 6 conta com 13 poços, sendo seis produtores e sete injetores, equipados com sistemas que ampliam o controle e o gerenciamento da produção. A unidade será interligada por dutos rígidos para produção, injeção e exportação de gás, além de dutos flexíveis para as linhas de serviço, com uso de novas tecnologias para a fixação dessas estruturas no FPSO.



Mega da Virada 2025: veja de onde são as apostas online vencedoras


02/01/2026 13:00 - g1.globo.com


Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Foram divulgados detalhes das três apostas online que acertaram as seis dezenas da Mega da Virada 2025, sorteada após um adiamento por problemas técnicos. Segundo a Caixa Econômica Federal, os bilhetes vencedores feitos pela internet foram registrados em Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Cada uma delas vai levar R$ 181.892.881,09. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Números sorteados da Mega da Virada 2025 reprodução/Caixa Leia ainda: Grupo que apostou R$ 13 milhões vai receber R$ 1,2 milhão Aposta que custou R$ 504 levou prêmio de R$ 181 milhões Aposta vencedora de João Pessoa custou R$ 6 De acordo com a Caixa, a aposta de Belo Horizonte foi feita com nove números, a do Rio de Janeiro, com dez números, e a de São Paulo, também com nove números. Todas foram apostas simples, registradas pelo portal ou pelo aplicativo Loterias Caixa. O sorteio da Mega da Virada, realizado na manhã desta quinta-feira (1º), distribuiu o maior prêmio da história da loteria, que somou R$ 1,09 bilhão. Ao todo, seis apostas acertaram as seis dezenas e vão dividir o valor. Além das três apostas feitas pela internet, outras três apostas vencedoras foram registradas presencialmente em casas lotéricas. Elas estão localizadas em: João Pessoa (PB) Ponta Porã (MS) Franco da Rocha (SP) A Caixa também detalhou os prêmios das demais faixas. 3.921 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Dólar recua e fecha primeiro pregão do ano em R$ 5,42; bolsa cai


02/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou o primeiro pregão de 2026 em queda de 1,18%, cotado em R$ 5,4238. Assim, a moeda mantém a tendência de desvalorização vista nos últimos dias do ano passado, quando encerrou 2025 com uma desvalorização superior a 10%, como mostrou o g1. Este foi o pior desempenho anual do dólar em quase uma década. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um recuo de 0,36%, aos 160.539 pontos. No ano passado, o índice acumulou uma valorização superior a 33% em 2025, no maior ganho anual desde 2016. O g1 também explicou o bom momento do Ibovespa, que registrou ganhos mesmo com os juros no nível mais alto dos últimos 20 anos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dia, marcado por um volume de negócios bastante reduzido em razão da emenda do feriado do Ano Novo, foi de altos e baixos no mercado. Investidores repercutiram o início das tarifas de importação sobre a carne anunciadas pela China (entenda mais abaixo) e já começam a direcionar a atenção para a agenda da próxima semana. ▶️No exterior, a China decidiu limitar a importação de carne bovina para proteger produtores locais. A medida, que passou a valer em 1º de janeiro, deve afetar diretamente o Brasil, o maior fornecedor do alimento para o país asiático. Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota total de importação para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. A taxa, para o que for importado dentro desse montante, continua em 12%. Já o que exceder desse valor terá uma sobretaxa de 55%. ▶️ Por outro lado, o país asiático reafirmou a meta de crescer 5% em 2025. A meta ousada demanda investimentos elevados, especialmente em infraestrutura e indústria, o que amplia a demanda por matérias-primas. Nesse caso, o Brasil, que também é um dos principais fornecedores desses insumos, deve ser beneficiado, uma vez que a manutenção da meta chinesa reforça a expectativa de demanda firme por produtos como o minério de ferro, o que favorece empresas do setor e dá suporte ao Ibovespa neste início de ano. ▶️ Nos Estados Unidos, a previsão é que a nova edição do payroll, o principal relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos seja divulgada na próxima sexta-feira. O nível de emprego passou a ser um dos principais fatores avaliados pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, na decisão sobre novos cortes de juros. O mercado espera dois cortes de juros neste ano. No entanto, a força do mercado de trabalho pode pressionar a inflação americana e levar os dirigentes do Fed a manter os juros em patamar mais alto para promover uma desaceleração mais gradual da economia. ▶️ Os investidores também acompanham a escolha do próximo presidente do Fed. O mandato de Jerome Powell termina em maio, e o presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar o novo nome ainda neste mês. O favorito é Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca. ▶️ No mais, a situação das contas públicas no Brasil segue no radar. Os avanços do déficit e da dívida pressionam os juros e limitam o apetite dos investidores por ativos de risco. 💲Dólar a Acumulado da semana: -2,16%; Acumulado do mês: +1,18%; Acumulado do ano: -1,18%. 📈Ibovespa C Acumulado da semana: -0,22%; Acumulado do mês: -0,36%; Acumulado do ano: -0,36%. Bolsas globais Em 2025, o índice MSCI World, que reúne ações de grandes mercados, subiu mais de 20%, no melhor desempenho desde 2019. Para 2026, analistas projetam crescimento dos lucros das empresas em torno de 12%. Com vários mercados ainda operando em ritmo lento por causa dos feriados — Japão e China, por exemplo, permaneceram fechados —, o volume de negociações foi baixo. Ainda assim, as bolsas globais começaram 2026 em alta. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de quatro dias de perdas e fechou em alta de 0,67% nesta sexta-feira (2), aos 48.383,22 pontos. O S&P 500 também registrou um avanço de 0,18%, aos 6.858,02 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,02%, aos 23.236,69 pontos. O mercado norte-americano encerrou 2025 com perda de fôlego, especialmente no setor de tecnologia, que passa por revisões de projeções dos analistas. Para este ano, o foco segue claro: juros, política monetária e o impacto das decisões do governo Trump. Na Europa, o clima foi mais animado. O índice STOXX 600 subiu 0,7%, para 596,14 pontos, ficando a apenas quatro pontos da marca simbólica de 600, com o retorno dos investidores após as celebrações de Ano Novo. O indicador também registrou a terceira semana consecutiva de ganhos. O índice encerrou 2025 com o melhor desempenho desde 2021, apoiado pela queda das taxas de juros, por estímulos fiscais na Alemanha e por uma rotação de investimentos, com a migração de recursos das ações de tecnologia dos EUA — consideradas caras — para outros mercados. Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram os ganhos. Já o setor imobiliário ficou para trás. Mesmo com sinais de enfraquecimento da indústria na zona do euro, investidores seguem apostando que o continente pode atravessar 2026 em situação mais estável. Na Ásia, o destaque ficou com Hong Kong. O índice Hang Seng subiu forte e atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio, embalado pelo otimismo renovado com o setor de inteligência artificial da China. A divulgação de novas tecnologias mais baratas para o desenvolvimento de IA reacendeu o interesse dos investidores. Além disso, a estreia forte de uma empresa chinesa de chips de IA na bolsa reforçou a percepção de que o setor pode ser um dos principais motores do mercado em 2026. Outros mercados asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, também alcançaram recordes. Já Japão e China continental permaneceram fechados e só voltam a operar nos próximos dias. 🪙 Ouro segue como porto seguro Os metais preciosos continuam em alta. O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal registrou a maior valorização em 46 anos. Prata e platina também tiveram os maiores ganhos de sua história. Esse movimento reflete a busca por proteção diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos EUA. Bancos centrais e grandes investidores seguem ampliando suas posições em ouro. Já o petróleo iniciou 2026 tentando se recuperar após um ano difícil. Em 2025, os preços registraram a maior queda anual desde 2020. No primeiro dia útil do ano, o Brent e o petróleo americano oscilaram pouco, com leves altas ou quedas, em meio a dúvidas sobre o crescimento global e a demanda por energia. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters



Mega da Virada 2025: aposta que custou 'apenas' R$ 504 levou prêmio de R$ 181 milhões na cidade de SP


02/01/2026 07:00 - g1.globo.com


Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada Uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025, feita de forma online, custou "apenas" R$ 504 e levou a "bolada" de R$ 181.892.881,09. Isso porque a pessoa sortuda fez um jogo simples com 9 números. A aposta tem origem na cidade de São Paulo. Uma outra aposta ganhadora também saiu da Grande São Paulo: um bolão com 18 cotas feito em Franco da Rocha. Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, o resultado foi dado pela Caixa na manhã de quinta-feira (1º). O prêmio foi o maior da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Apostas vencedoras na Grande SP Reprodução Sorteio da Mega da Virada 2025 pagou o maior prêmio da história Tomaz Silva/Agência Brasil Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2025 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Governo Lula paga R$ 31,5 bilhões em emendas em 2025, maior valor da história


02/01/2026 05:00 - g1.globo.com


Governo Lula paga R$ 31,5 bilhões em emendas em 2025, maior valor da história O governo Lula fechou o ano de 2025 com a maior quantia paga em emendas parlamentares em um único ano, na história do Brasil. Ao todo, foram pagos R$ 31,5 bilhões em emendas impositivas ou discricionárias — quando não há obrigatoriedade de pagamento por parte do governo. Os dados, compreendidos até o dia 31 de dezembro de 2025, foram extraídos pelo g1 do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento e Orçamento. 🔎Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento que são executados conforme indicações de deputados e senadores. Elas representam uma parte cada vez mais significativa do Orçamento da União. São recursos que os parlamentares destinam a seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos. 🔎Nos últimos anos, as emendas viraram alvo de confronto do Legislativo com o Executivo e o Judiciário. ➡️ Do Legislativo com o Executivo, porque o Congresso tem buscado englobar fatias cada vez maiores do Orçamento nas emendas. ➡️ Com o Judiciário, porque o Supremo Tribunal Federal vem suspendendo o pagamento de emendas sob a avaliação de que os gastos são pouco transparentes. Ao todo, foram pagos 67% das emendas empenhadas, R$ 47 bilhões, que por sua vez, foram empenhados quase na totalidade do que foi autorizado, R$ 48,5 bilhões. Inicialmente o orçamento da União para 2025 previa R$ 50 bilhões, mas o valor foi reduzido ao longo do ano. 🔎No orçamento público, a etapa do empenho é quando o ente público se compromete com uma despesa que será executada. Ela não necessariamente precisa ser paga no mesmo ano. 🔎Já a etapa da liquidação é quando a despesa é executada, ou seja, quando o governo recebe a obra ou a contrapartida pelo serviço prestado. 🔎Por fim, o pagamento é o ato de desembolso financeiro pelo serviço prestado ou bem adquirido. 🔎E os restos a pagar são tudo aquilo não processados são recursos que foram reservados (empenhados) dentro do orçamento anual para uma finalidade específica, mas não foram pagas naquele ano. Entre as emendas pagas, a maior parte delas foram impositivas (83,1%). Foram R$ 19,9 bilhões para emendas individuais, que levam o selo de classificação de cada um dos parlamentares que fizeram as indicações e outros R$ 6,3 bilhões em emendas das bancadas estaduais. Outros R$ 5,3 bilhões foram pagos em emendas não obrigatórias, de poder das comissões temáticas do Congresso. Elas também foram as emendas com o menor percentual de pagamento neste ano, 47,4%. Entretanto, apesar da baixa execução de pagamentos, o governo empenhou quase a totalidade das emendas de comissão previstas no orçamento, R$ 11,2 bilhões (98%). Assim, tudo que foi empenhado e não foi pago devem ser reclassificadas como "restos a pagar" e poderão ser pagas nos próximos anos. Emendas empenhadas, mas não pagas Emendas individuais (RP 6): R$ 5,9 bilhões Emendas de bancada (RP 7): R$ 5,3 bilhões Emendas de comissão (RP 8): R$ 4,3 bilhões Aumento exponencial Nos últimos anos, o Congresso Nacional tem avançado sob o orçamento da União e aumentado cada vez mais o poder sob as receitas do governo com a desculpa de entender melhor as necessidades regionais da população, estados e municípios. Em uma década, o valor total destinado a emendas parlamentares do Congresso Nacional aumentou 5x, saltando de R$ 9 bilhões em 2016 para R$ 48,5 bilhões em 2025. O momento chave da mudança aconteceu em 2020, quando o Congresso começou a operacionalizar as emendas parlamentares do relator do orçamento, que posteriormente ficaram conhecidos como "orçamento secreto", extinto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022. Essas emendas eram criticadas por não terem critérios claros ou transparência e passaram a ser questionadas no STF. Foi neste momento que o Congresso aproveitou-se para mudar as regras e tornar o pagamento das emendas individuais e de bancada obrigatórias, o que antes era opcionais do governo, assim como são as emenda de comissão atualmente. 🔎 As emendas individuais de cada parlamentar e as emendas de bancada (definidas em conjunto pelos parlamentares de cada estado e do DF) são impositivas. Isso significa que o governo é obrigado a executar os recursos naquele ano. 🔎 Já as emendas de comissão não são impositivas. Ou seja: o governo pode bloquear ou até cancelar esses repasses se avaliar que não vai conseguir fechar as contas no fim do ano. Nos três primeiros anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Congresso teve direito a R$ 83,7 bilhões em emendas, nos quais R$ 81,8 bilhões (98%) foram empenhadas. Já nos três primeiros anos do terceiro governo do presidente Lula, foram R$ 132 bilhões autorizados para o Congresso indicar e R$ 127 bilhões empenhados (96%), ou seja, confirmados pelo governo que seria pagos. No comparativo, o principal aumento vem das emendas de comissões, que eram pouco utilizadas durante o governo Bolsonaro e após o encerramento das emendas do orçamento secreto passaram a ser mais utilizadas, em função da dificuldade em se identificar os verdadeiros autores das emendas. Em 2020 o governo do ex-presidente empenhou R$ 497 milhões. Já em 2025 foram R$ 11,2 bilhões. Em seguida, aparecem as emendas individuais, que cresceram 2,5 vezes entre os dois governos. Nos primeiros três anos do governo Bolsonaro, em média a destinação de emendas individuais era de R$ 9,1 bilhões, totalizando R$ 27,3 bilhões. Já durante o governo Lula, o valor médio saltou para R$ 23,3 bilhões e totalizaram R$ 69,8 bilhões empenhados. Ritmo de pagamento acelerado Na semana do Natal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagou R$ 1,53 bilhão em emendas parlamentares. Desse valor, 55% foram para emendas das bancadas estaduais, que são impositivas. O montante somou R$ 831 milhões. Em seguida, aparecem R$ 416 milhões (27%) em emendas de comissão, cujo governo não precisa obrigatoriamente pagar. Por fim, o governo federal pagou R$ 270 milhões em emendas individuais (18%). O ritmo acelerado de liberação e pagamento de emendas na reta final de 2025 atende a um acordo entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso. Um dos negociadores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, está "se esforçando nisso". Segundo ele, há um compromisso do governo de pagar emendas parlamentares que ficaram represadas ao longo deste ano por causa do atraso na aprovação do Orçamento. "Atrasou a execução orçamentária. Não foi tão boa como tivemos em anos anteriores. Mas e importante registrar que, até o dia 31 de dezembro, o governo tem o compromisso de executar as emendas individuais, de bancadas, de comissões. Está andando bem", disse Motta em conversa com jornalistas na semana anterior ao Natal. "Ministra Gleisi está se esforçando nisso [pagar as emendas]. Acho que a gente vai conseguir terminar o ano correr atrás desse tempo perdido e com execução orçamentária favorável", acrescentou. Câmara e Senado: fachada do prédio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de julho de 2017 Edilson Rodrigues/Agência Senado



Mega da Virada 2025: aposta simples com 9 números feita na cidade de SP é uma das vencedoras e leva R$ 181,8 milhões


02/01/2026 03:40 - g1.globo.com


Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada Uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025 foi feita de forma online, com origem da cidade de São Paulo: foi um jogo simples, com apenas 9 números escolhidos. A pessoa sortuda gastou "apenas" R$ 504 com o jogo e vai embolsar R$ 181.892.881,09. Uma outra aposta ganhadora também saiu da Grande São Paulo: um bolão com 18 cotas feito em Franco da Rocha. Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, o resultado foi dado pela Caixa na manhã de quinta-feira (1º). O prêmio foi o maior da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Apostas vencedoras na Grande SP Reprodução Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão Tomaz Silva/ Agência Brasil Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Aumento de imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha começa a valer a partir de hoje (1º)


01/01/2026 19:53 - g1.globo.com


Reprodução/TV Globo O aumento no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre gasolina, diesel e gás de cozinha já está valendo a partir desta quinta-feira (1º). A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro do ano passado. O órgão reúne representantes governo federal e os estados. Para a gasolina, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57. Para o diesel, o aumento será de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17. No caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão. A força-tarefa que investiga a atuação do PCC descobriu mais um elo do crime com a lavagem de dinheiro em postos de gasolina Esse é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, também houve elevação do imposto. De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Por ser considerado um preço chave, aumentos de impostos sobre combustíveis tendem a se alastrar por toda economia. A Petrobras abandonou, no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a política de paridade de preços, por meio dos quais os combustíveis eram reajustados com base no preço do petróleo e da variação do dólar.



Mega da Virada 2025: uma das apostas vencedoras é de bolão com 18 cotas em Franco da Rocha, Grande SP


01/01/2026 15:31 - g1.globo.com


Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada Uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025 foi feita em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Cada aposta vai levar R$ 181.892.881,09. Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã desta quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Números sorteados da Mega da Virada 2025 reprodução/Caixa Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades: João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora; Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora, com 10 cotas de um bolão; Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora, com 18 cotas de um bolão. As outras três apostas vencedoras foram registradas de forma eletrônica, sem a necessidade de uma casa lotérica física. Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Conta de luz: desconto social para famílias de baixa renda passa a valer nesta quinta


01/01/2026 14:52 - g1.globo.com


Começa a valer novo desconto na conta de luz para famílias de baixa renda Começa a valer nesta quinta-feira (1º) um novo desconto na conta de luz para famílias de baixa renda. O chamado "desconto social" vale para beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal entre meio e um salário-mínimo por pessoa e que tenham consumo mensal de até 120 kWh. A estimativa do governo é que quatro milhões de famílias sejam beneficiadas com a medida. O valor do desconto varia entre 9% e 18% da conta, a depender da região do país. O benefício deve aparecer automaticamente na conta de luz para quem está com o CadÚnico atualizado. Segundo o governo, as distribuidoras tiveram até a última quarta-feira (31) para identificar as famílias que têm direito e a expectativa é de que as próximas faturas já venham com o valor ajustado. Tarifa social O desconto social foi criado para atender famílias que não se encaixaram na nova tarifa social de energia elétrica, que entrou em vigor em julho do ano passado. Quem tem renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo de no máximo 80 kWh segue com isenção na conta de luz. Estimativas do governo federal apontam que 17 milhões de famílias estão sendo beneficiadas com a tarifa social, o que significa, na prática, cerca de 60 milhões de pessoas contempladas. Tem direito a tarifa social: Famílias do CadÚnico com renda mensal até meio salário mínimo per capita; Pessoas com deficiência ou idosos (65+) no Benefício de Prestação Continuada (BPC) — que também são inscritos no CadÚnico; Famílias indígenas e quilombolas do CadÚnico; Famílias do CadÚnico atendidas em sistemas isolados por módulo de geração offgrid, isto é, módulos particulares, fora da rede elétrica pública.



Mega da Virada 2025: seis apostas dividem prêmio de R$ 1,09 bilhão, o maior da história


01/01/2026 14:00 - g1.globo.com


Saiu o resultado da Mega da Virada 2025 Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã desta quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão. Cada uma delas vai levar R$ 181.892.881,09. 👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59 Números sorteados da Mega da Virada 2025 reprodução/Caixa Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um. As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades: João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora As outras três apostas vencedoras foram feitas pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Nesses casos, não é possível identificar a localização do registro. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada: O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? Quais as chances de levar a bolada? Existem bolinhas mais leves que outras? Como o valor do prêmio é estipulado? Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada Como resgatar o prêmio? Como foi o sorteio de 2024? O que causou o atraso da Mega da Virada 2025? A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026. O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais. O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas. Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde. Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira. Voltar ao início. Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo: Voltar ao início. Existem bolinhas mais leves que outras? Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente. "Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco. A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa. Voltar ao início. Como o valor do prêmio é estipulado? Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio. O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano. Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa. Voltar ao início. Os maiores prêmios já pagos 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Voltar ao início. Como resgatar o prêmio? O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência. É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF. A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa. Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Voltar ao início. Como foi o sorteio de 2024? O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38. Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57 8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada; 2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada. 190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada. Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo: Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora Osasco (SP), com 1 aposta vencedora Tupã (SP), com 1 aposta vencedora Voltar ao início.



Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta quinta; veja o que muda e como o valor foi calculado


01/01/2026 12:20 - g1.globo.com


Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo O novo valor do salário mínimo nacional, de R$ 1.621, começa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste é de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e reflete a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal. Com o cálculo, que foi antecipado pelo g1, o salário mínimo ficou: abaixo do previsto no Orçamento de 2026 (R$ 1.631); menor do que a estimativa do governo do fim de novembro (R$ 1.627). ▶️A explicação é que a inflação, um dos indicadores usados no cálculo, ficou menor do que o esperado. Quem recebe o salário mínimo (ou múltiplos dele) ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já recebe o total reajustado no início de fevereiro. Entenda abaixo como funciona o salário mínimo, qual a regra de reajuste e como essa mudança impacta a economia brasileira. Como funciona o salário mínimo? Como o nome já indica, o salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no país. Salário mínimo 2026 🔎A Constituição diz que trabalhadores urbanos e rurais têm direito a um "salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim". Para o Dieese, o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 em novembro desse ano, ou 4,66 vezes o piso mínimo nacional de R$ 1.518. Além disso, pela Constituição, o salário mínimo tem que ser reajustado ao menos pela inflação, para garantir a manutenção do chamado "poder de compra". Se a inflação é de 10%, o salário tem de subir pelo menos 10% para garantir que seja possível comprar, na média, os mesmos produtos. Nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, o reajuste do salário mínimo seguiu exatamente essa regra. Foi reajustado apenas pela inflação, sem ganho real. No mandato de Lula, o salário mínimo voltou a subir acima da inflação (veja detalhes sobre a nova regra mais abaixo nessa reportagem). Para impedir um crescimento maior da dívida pública, e consequentemente dos juros cobrados do setor produtivo, alguns economistas defendem, porém, que o piso dos benefícios previdenciários deixe de ser vinculado ao salário mínimo, e que volte a ter correção apenas pela inflação. Referência para 59,9 milhões de pessoas De acordo com nota técnica divulgada em janeiro deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor. O salário mínimo também gera impactos indiretos na economia, como o aumento do "salário médio" dos brasileiros e a elevação do poder de compra do trabalhador. Como o governo chegou aos R$ 1.621? Se cumprisse apenas a regra da Constituição, de corrigir o valor pela inflação, o governo poderia reajustar o salário mínimo dos atuais R$ 1.518 para algo em torno de R$ 1.582. O cálculo leva em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%. O governo Lula, no entanto, prometeu ainda durante a campanha que retomaria a chamada "política de valorização do salário mínimo", o que significa aumentos para além da inflação. Em 2023, o Congresso aprovou uma medida provisória editada por Lula incluiu esse mecanismo na lei. Pela nova regra, o reajuste do salário mínimo levava em conta dois fatores: a inflação medida pelo INPC até novembro, como prevê a Constituição; o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Por essa regra, o salário mínimo desse ano subiria com base na inflação do ano passado, de 4,18%, e no crescimento do PIB de 2024 (3,4%). E avançaria para R$ 1.636. Entretanto, em dezembro do ano passado, o governo aprovou uma lei que restringe o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo a 2,5% (o teto de gastos do arcabouço fiscal). ▶️Ao ser aplicada, então, considera a inflação em doze meses até novembro deste ano (4,18%) mais 2,5% de alta real (PIB de 2024, limitado a 2,5%), elevando o salário mínimo para R$ 1.621 em 2026. Impacto nas contas públicas Ao conceder um reajuste para o salário mínimo, o governo federal também gasta mais. Isso porque os benefícios previdenciários, assim como o valor do abono salarial e do seguro-desemprego, entre outros, não podem ser menores que o valor do mínimo. 💰De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2026 de aproximadamente R$ 420 milhões. Um aumento de R$ 103 ao salário mínimo no próximo ano, portanto, corresponde a um crescimento de cerca de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias. O aumento maior do salário mínimo é um dos principais itens que eleva as gastos obrigatórias. Com isso, sobrarão menos recursos para os gastos "livres" do governo, chamados de "discricionários" – o que pode afetar políticas do governo federal.



Pelo menos cinco capitais começam 2026 com reajustes nas tarifas de ônibus, metrô ou trem; veja lista


01/01/2026 11:44 - g1.globo.com


Passagens nos ônibus, trens e metrô terão reajuste em SP no início de janeiro de 2026 O Ano Novo começou com reajustes em tarifas de transporte coletivo público pelo Brasil. Pelo menos cinco capitais começam 2026 com passagem de ônibus, trem urbano ou metrô mais cara do que em 2025. São Paulo (SP) , Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis(SC) e Fortaleza (CE) já anunciaram reajustes com validade no fim de dezembro ou neste início de janeiro. Veja abaixo: São Paulo O valor das tarifas de ônibus na cidade de São Paulo terá um reajuste de R$ 0,30, passando de R$ 5,00 para R$ 5,30, a partir do dia 6 de janeiro de 2026 No mesmo dia haverá aumento da tarifa básica do sistema metroferroviário da Região Metropolitana de São Paulo, que inclui metrô, trens da CPTM e Viamobilidade, que será reajustada de R$ 5,20 para R$ 5,40. Rio de Janeiro As tarifas dos transportes municipais da cidade do Rio de Janeiro - ônibus, VLTs, BRTs, "cabritinhos" e vans - serão reajustadas em R$ 0,30 a partir de 4 de janeiro. As passagens, atualmente no valor de R$ 4,70, passarão a custar R$ 5. Reajuste na tarifa passa a valer no dia 6 de janeiro em São Paulo. Fernando Frazão/Agência Brasil Belo Horizonte O reajuste das passagens do transporte coletivo municipal atinge todas as linhas. Confira, abaixo, os novos valores: O valor da tarifa principal (linhas diametrais, radiais, troncais, perimetrais e semi-expressas) passa de R$ 5,75 para R$ 6,25 (aumento de 8,6%) a partir desta quinta (1º). Nas linhas circulares e alimentadoras, o valor sobe de R$ 5,50 para R$ 6,00. Já as linhas do serviço social, que atendem vilas e favelas, seguem com tarifa zero. O reajuste também vale para o serviço suplementar. No grupo 1, a passagem sobe de R$ 5,50 para R$ 6,00; no grupo 2, de R$ 5,75 para R$ 6,25; e no grupo 3, de R$ 2,75 para R$ 3,00. Florianópolis Em Florianópolis , além de ter aumento de preço, o sistema deixará de aceitar pagamento em dinheiro a partir do dia 5. A passagem de ônibus paga por QR Code passa de R$ 6,90 para R$ 7,70, uma alta de 11,5%, neste 1º de janeiro. Para quem utiliza o Cartão Cidadão, o valor sobe para R$ 6,20. O bilhete nas linhas executivas passa a custar R$ 20 (até 2025, o valor era de R$ 18). A prefeitura afirma que o reajuste é necessário para garantir o equilíbrio financeiro do sistema e manter a operação do transporte coletivo. Fortaleza Na capital cearense, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) anunciou que a tarifa de ônibus vai passar de R$ 4,50 para R$ 5,40 a partir de 1º de janeiro (inteira). Já a tarifa estudantil não sofreu alterações e seguirá custando R$ 1,50. * Colaboraram com esta reportagem: Joelma Gonçalves, Taymã Carneiro, Rodrigo Salgado, Luiza de Paula, José Câmara, Fernanda Deamo, Douglas Maia, John Pacheco, Samuel Pinusa, Gilmara Roberto, Luana Silva, Rafael Aleixo, Rebecca Moura, Juan Gabriel, Igor Jácome, Leonardo Erys, Patrício Reis, Raphael Pontes, Jaíne Quele Cruz, Iris Costa, Aline Nascimento, Raoni Alves, Jade Coelho, Liliane Cutrim, Rodrigo Rodrigues, Marina Sérvio e Ana Elisa Bassi.



MEIs: contribuição mensal sobe em 2026; veja os novos valores


01/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Contribuição para MEI sobe em 2026 A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621. A contribuição do MEI em geral sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05; O MEI caminhoneiro, cuja alíquota é maior, passa a recolher R$ 194,52 por mês. Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5. Com isso, em 2026: O MEI em geral vai pagar entre R$ 81,05 e R$ 87,05 por mês, a depender da atividade exercida. O MEI Caminhoneiro pode pagar entre R$ 194,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino. O valor é recolhido por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne a contribuição ao INSS e os tributos cobrados conforme a atividade exercida pelo microempreendedor. O pagamento mensal da contribuição garante ao MEI acesso aos principais benefícios da Previdência Social. Entre eles, estão: Aposentadoria por idade; Auxílio-doença; Aposentadoria por invalidez; Salário-maternidade; Pensão por morte; e Auxílio-reclusão. O vencimento do DAS é sempre no dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI, disponível para celulares com sistemas Android e iOS. O pagamento pode ser realizado por boleto, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras. MEIs pagam impostos por meio do DAS pressfoto/Freepik



Registro, placa e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor; veja o que mudou


01/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Registro, placa e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor; veja o que mudou A partir desta quinta-feira (1º), passam a valer as novas regras de registro para ciclomotores. Rodar sem documentação é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo. (veja as infrações abaixo) As normas fazem parte de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), aprovada em junho de 2023, que estabelece o regras para os ciclomotores e equipamentos de segurança. A exigência de registro vale para todo o Brasil, mas o procedimento é realizado pelos Detrans estaduais e o processo pode variar conforme o local. É considerado um ciclomotor o veículo de duas ou três rodas que tenha: Motor a combustão interna de até 50 cilindradas (as chamadas “cinquentinhas”); Ou motor elétrico com potência máxima de 4 kW; Velocidade final limitada a 50 km/h. Se o veículo excede esses limites, passa automaticamente a ser classificado como motocicleta ou motoneta, categorias que possuem outras regras. Entre as mudanças, as novas regras passam a exigir: CNH nas categorias A (motos) ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor); Uso de capacete; e Emplacamento. Cada estado pode regular de acordo com suas necessidades. Em alguns estados, como o Mato Grosso, existe até mesmo a previsão de pagamento do IPVA para estes veículos — com alíquota de 1% para os ciclomotores. Bicicletas elétricas e veículos autopropelidos também ganharam novas regras a partir deste ano. (veja no infográfico abaixo) Novas regras para ciclomotores entram em vigor em 2026 arte/g1 O que são bicicleta, bicicleta elétrica, ciclomotor e autopropelido? Segundo as novas regras, estes são os aspectos que definem uma bicicleta: Veículo de propulsão humana; Dotado de duas rodas. Estas são as definições para um veículo autopropelido: Equipamento com uma ou mais rodas; Pode ter, ou não, sistema automático de equilíbrio; Tem motor de, no máximo, 1 kW (1.000 watts); Velocidade máxima de fabricação em 32 km/h; Largura não superior a 70 cm; Distância entre eixos de até 130 cm. Já para bicicleta elétrica, estas são as definições que caracterizam o veículo: Veículos de propulsão humana; Com duas rodas; Motor auxiliar de propulsão de, no máximo, 1 kW (1.000 watts); Motor só pode funcionar quando o usuário pedala; Não pode ter acelerador; Velocidade máxima de propulsão em 32 km/h. Existem exceções às novas regras? Sim, segundo a resolução do Contran, estão isentos das novas regras os veículos: Veículos de uso exclusivo fora de estrada; Veículos de competição; Equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou com comprometimento de mobilidade; Ciclomotor pode levar multa? A resolução prevê que o ciclomotor pode ser multado se: Transitar em local não permitido: infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH; Transitar em calçadas, passeios, ciclovias, exceto nos casos autorizados pela autoridade de trânsito: infração gravíssima, multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH; Veículo for conduzido sem placa de identificação: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH; Conduzir veículo que não esteja registrado e licenciado: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH; Quando conduzir ciclomotor sem o uso de capacete ou transportar passageiro sem o uso do capacete: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão da CNH; Quando transitar com ciclomotores nas vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH. Patinetes, monociclos, bicicletas elétricas, pequenas motos e ciclomotores são veículos de micromobilidade. Raoni Alves / g1 Rio Como funciona o registro dos ciclomotores Na maior parte do país, o processo de registro dos ciclomotores inicia de forma online pelo site do Detran. Porém, a etapa final é presencial e o proprietário deve apresentar: Nota fiscal do veículo ou declaração de procedência, constando a informação sobre a potência do motor; Documento de identificação do proprietário com Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Física (CNPJ) e documentos do representante legal; Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT); Código específico de marca, modelo e versão; Laudo de vistoria, com número de motor. ⚠️ IMPORTANTE: Para veículos fabricados ou importados após 3 de julho de 2023, o fabricante é o responsável pela emissão do CAT e pelo código específico de marca, modelo e versão. Nos modelos fabricados ou importados antes, pode haver ausência desse código. Caso o código não esteja disponível, é preciso consultar o Detran do seu estado para regularizar o veículo.



Caixa tem problemas operacionais e atrasa sorteio da Mega da Virada; apostadores reclamam nas redes


01/01/2026 01:11 - g1.globo.com


A Caixa Econômica Federal atrasou o sorteio da Mega da Virada 2025 nesta quarta-feira (31). Com isso, vários apostadores reclamavam nas redes sociais. O sorteio estava previsto para às 22h, com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição no YouTube e no Facebook, mas não aconteceu e já marcava mais de 37 minutos de atraso. Procurada, a Caixa informou que o sorteio da Mega da Virada 2025 atrasou "em razão da necessidade de ajustes operacionais". "O grande número de apostas decorrente do prêmio recorde estimado em R$ 1 bilhão gerou o adiamento", disse o banco em nota. Mais cedo, em transmissão veiculada em seu perfil no YouTube, o banco já havia relatado problemas operacionais para outros sorteios que estavam programados para a tarde desta quarta-feira (31). Com um prêmio estimado em R$ 1 bilhão, a Mega da Virada 2025 terá a maior bonificação da história do concurso especial. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas redes sociais, internautas reclamavam da demora para o início do sorteio. Veja abaixo algumas das publicações: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão Tomaz Silva/ Agência Brasil



Governo diz que vai conversar com a China para mitigar efeitos da taxação da carne


31/12/2025 19:35 - g1.globo.com


China cria nova taxa para importação de carne bovina O governo brasileiro informou nesta quarta-feira (31) que vai dialogar com a China para tentar mitigar os efeitos das novas medidas adotadas por Pequim sobre a importação de carne bovina. A China anunciou a aplicação de salvaguardas, com criação de cotas e cobrança de sobretaxas, a partir de 1º de janeiro de 2026. Em nota, o governo afirmou que acompanha o tema “com atenção” e que tem atuado de forma coordenada com o setor privado. Segundo o comunicado, o Brasil seguirá tratando do assunto com o governo chinês tanto no plano bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o governo, a medida chinesa terá duração prevista de três anos e estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem esse volume estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%. “As medidas de salvaguarda são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos da OMC e aplicados às importações de todas as origens”, diz a nota. Segundo o governo brasileiro, o objetivo é reduzir o impacto da decisão e defender os interesses de trabalhadores e produtores do setor. A China iniciou em 2024 uma investigação sobre os impactos do aumento das importações de carne bovina. Segundo o Ministério do Comércio chinês, o crescimento das compras externas teria prejudicado a indústria local. A China é o maior importador e o segundo maior consumidor de carne bovina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos meses, Pequim intensificou o apoio político ao setor pecuário doméstico, em meio a um cenário de escassez global de carne bovina, que tem pressionado os preços internacionais. Decisão da China A China anunciou nesta quarta-feira a criação de cotas anuais para a importação de carne bovina, com o objetivo de proteger produtores locais. Além da limitação de volume, haverá cobrança de uma taxa de 12% sobre as importações dentro da cota e de uma sobretaxa de 55% sobre o que exceder o limite, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As medidas entram em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terão validade de três anos. Para 2026, a cota global de importação definida pela China é de 2,7 milhões de toneladas, com aumento gradual nos anos seguintes. Na divisão por países, o Brasil terá a maior cota no próximo ano, com 1,1 milhão de toneladas. O volume é inferior ao exportado pelo país para a China em 2025: até novembro, foram 1,52 milhão de toneladas. Impacto para o Brasil A China respondeu por cerca de metade das exportações brasileiras de carne bovina em 2025. Até novembro, o país asiático foi destino de 48% do volume exportado e respondeu por 49,9% do faturamento do setor, o equivalente a US$ 8,08 bilhões, segundo dados da Abiec. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, de forma geral, a decisão chinesa “não é algo tão preocupante”, porque o Brasil exporta um volume próximo ao da cota definida e tem buscado abrir novos mercados. Entre as expectativas, está a ampliação das vendas ao Japão a partir de 2026. Ainda assim, o ministro disse que o governo pretende negociar com a China, incluindo a possibilidade de transferência de cotas não utilizadas por outros países. Entidades do setor avaliam que as medidas exigirão ajustes ao longo de toda a cadeia produtiva. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que a decisão pode resultar em perda de até US$ 3 bilhões em receita para o Brasil em 2026.



Ministro diz que taxação sobre carne bovina anunciada pela China 'não é algo tão preocupante'


31/12/2025 13:19 - g1.globo.com


China cria tarifa de 55% sobre carne bovina que exceder cota anual O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, minimizou nesta quarta-feira (31) o anúncio de que a China vai aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas de países fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos (leia mais aqui). Em entrevista à TV Globo, Fávaro disse que a decisão chinesa, de um modo geral, "não é algo tão preocupante". Isso porque, segundo o ministro, o Brasil trabalhou, nos últimos anos, pela ampliação dos mercados internacionais para o produto. "Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para carne bovina por todo o mundo, mais ampliações de mercados que já eram abertos. Portanto, o Brasil está relativamente preparado para intempéries comerciais", afirmou Fávaro. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, o presidente Lula fez uma viagem à Ásia, onde negociou a reabertura do mercado do Vietnã para carne bovina brasileira após quase 10 anos. 🔎A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disseram, em nota, que a medida anunciada pela China "altera as condições de acesso ao seu mercado e impõe uma reorganização dos fluxos de produção e de exportação". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Fávaro, o governo chinês já preparava uma "salvaguarda" para a carne bovina há pelo menos um ano, com o objetivo de "proteger a produção local" estabelecendo tarifas para diversos países. "Portanto, não há discriminação com nenhum país do mundo, em especial ao Brasil, mas com o intuito de proteger a produção local", declarou o ministro. De acordo com o titular da Agricultura e Pecuária, atualmente o Brasil está exportando um montante próximo ao da cota de carne bovina estabelecida pela China ao país, que é de 1.106.000 toneladas. Fávaro disse ainda que, embora a taxação adicional não gere muita preocupação para o governo, vai negociar os termos da medida com as autoridades chinesas nos próximos dias. Ele também afirmou que o governo vai buscar a transferência das cotas de outros países para o Brasil. "Por exemplo, os Estados Unidos não exportaram para a China no ano passado. [Vamos ver] se a gente pode cumprir a cota de outro país. São negociações que vão ocorrendo. Lembrando que não precisa ser imediato, a gente vai gradativamente durante o ano fazendo as negociações e fazendo os ajustes", declarou. Segundo o ministro, a relação do Brasil com os chineses "nunca esteve tão boa e assim vai continuar". Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ao lado do ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Han Jun, em imagem de maio de 2025 Lucas Costa/Mapa Não é uma notícia catastrófica, diz secretário Em entrevista à GloboNews, o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, afirmou que o anúncio chinês "não é uma notícia catastrófica". "Não é algo contra o Brasil, mas, sim, contra todo o mundo, para favorecer o produtor local chinês. É natural que houvesse uma determinação de redução dos valores importados pela China. O governo chinês adiou a divulgação dessa definição duas vezes. O ministério já esperava isso", disse Luís Rua. "Pra definir a cota, o governo chinês analisou as importações entre meados de 2021 e meados de 2024. Nesse período, o Brasil teve 44% de share (participação) no mercado chinês. O que for acima disso será sobretaxado", acrescentou o secretário do Ministério da Agricultura. Medida deve valer por três anos O Ministério do Comércio da China afirmou que a cota total de importação para 2026, referente aos países incluídos nas novas “medidas de salvaguarda”, será de 2,7 milhões de toneladas, número próximo ao recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024. A cota total irá aumentar ano a ano. O Brasil tem a maior cota de importação entre os principais fornecedores: mais de um milhão de toneladas por ano. ➡️A tarifa adicional de 55% sobre as exportações que ultrapassarem as cotas começa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, e tem duração de três anos. O anúncio da taxação foi feito após duas prorrogações da investigação chinesa sobre as importações de carne bovina, que, segundo autoridades, não teve como alvo nenhum país específico. De acordo com Zengyong Zhu, pesquisador do Instituto de Ciência Animal da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, as tarifas devem ajudar a conter a redução do rebanho bovino no país e dar tempo para que as empresas nacionais do setor façam ajustes e promovam melhorias. Neste ano, Pequim intensificou o apoio político à cadeia da carne bovina e informou, no fim de novembro, que a atividade pecuária vinha registrando lucro por sete meses consecutivos. O analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, Hongzhi Xu, acredita que com essas medidas as importações chinesas de carne bovina diminuirão em 2026.



China limita importação de carne bovina por meio de cotas; Brasil é maior fornecedor


31/12/2025 12:54 - g1.globo.com


China cria nova taxa para importação de carne bovina A China decidiu limitar a importação de carne bovina para proteger os produtores locais. O país anunciou nesta quarta-feira (31) a criação de cotas anuais para empresas comprarem o alimento de países estrangeiros, como o Brasil — o maior fornecedor. Atualmente, importações de carne para a China têm taxa de 12%. Agora, o que exceder as cotas terá sobretaxa de 55%. ➡️As medidas começam a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, e têm duração de três anos. Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota total de importação para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. Esse limite vai aumentar ano a ano. É um número próximo ao recorde de 2,87 milhões de toneladas compradas pela China em 2024, mas abaixo do volume importado nos primeiros 11 meses de 2025. Impacto para o Brasil Na divisão por países, o Brasil terá a maior cota em 2026: 1,1 milhão de toneladas (veja tabela abaixo). É um volume um pouco abaixo do que o país vendeu para a China neste ano: até novembro, foram exportadas 1,52 milhão de toneladas. A China foi destino de 48% do volume total de carne bovina exportado pelo Brasil neste ano e respondeu por 49,9% do faturamento (US$ 8,08 bilhões). O segundo maior cliente ainda são os EUA, com 244,5 mil toneladas e US$ 1,46 bilhão. Os dados são da Abiec. O governo brasileiro minimizou o impacto das medidas chinesas. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que a decisão, de um modo geral, "não é algo tão preocupante" porque o Brasil está exportando um montante próximo ao da cota e tem aberto novo mercados para a carne. Há a expectativa, por exemplo, de que o Japão passe a comprar o produto do Brasil em 2026. No entanto, o ministro afirmou que o governo vai buscar negociar com a China, pedindo, por exemplo, a transferência das cotas de outros países para o Brasil. Veja as cotas anuais por país (por mil toneladas) Em nota conjunta com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que, nesse cenário, passam a ser necessários ajustes ao longo de toda a cadeia, da produção à exportação, para evitar impactos mais amplos. A medida pode significar uma perda de até US$ 3 bilhões em receita para o Brasil em 2026, estima a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que se diz ter "profunda preocupação" com o anúncio do governo chinês. “É uma medida que pode funcionar como fator de desestímulo para o pecuarista investir mais na atividade, ampliando a produção”, afirma a associação. "Os efeitos podem se estender por toda a cadeia produtiva, com reflexos sobre geração de renda, emprego e investimentos no campo." Veja os maiores compradores da carne brasileira em 2025 Kayan Albertin/g1 Investigação iniciada em 2024 Maior importador de carne bovina do mundo e segundo maior consumidor, atrás dos EUA, a China começou a investigar os impactos das compras do alimento de países estrangeiros ainda em 2024. As cotas e a sobretaxa são frutos dessa apuração, que foi prorrogada duas vezes. "O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria nacional da China", afirmou o ministério ao divulgar as medidas de salvaguardas. Neste ano, Pequim intensificou o apoio político à cadeia da carne bovina e informou, no fim de novembro, que a atividade pecuária vinha registrando lucro por sete meses consecutivos. "A pecuária bovina na China não é competitiva em comparação com países como o Brasil e a Argentina. Isso não pode ser revertido a curto prazo por meio de avanços tecnológicos ou reformas institucionais", disse o analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, Hongzhi Xu, à Reuters. De acordo com Zengyong Zhu, pesquisador do Instituto de Ciência Animal da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, as tarifas devem ajudar a conter a redução do rebanho bovino no país e dar tempo para que as empresas nacionais do setor façam ajustes e promovam melhorias. Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil exportou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, de acordo com dados da alfândega chinesa - acima dos limites de cota previstos nas novas medidas anunciadas por Pequim. Em 2025, as exportações australianas para a China cresceram de forma expressiva, ganhando participação de mercado em detrimento da carne bovina dos Estados Unidos. O movimento ocorreu após Pequim permitir, em março, o vencimento das licenças de centenas de frigoríficos americanos e em meio à escalada de uma guerra tarifária de retaliação iniciada pelo presidente Donald Trump. As exportações dos EUA somaram apenas 55.172 toneladas até novembro. No mesmo período, as exportações australianas de carne bovina para a China alcançaram 294.957 toneladas. A decisão da China ocorre em um momento de escassez global de carne bovina, que tem pressionado os preços em diversas regiões do mundo — inclusive a patamares recordes nos EUA. Pacotes de rolinhos de costela bovina congelada importados dos Estados Unidos em supermercado em Pequim, na China Reuters//Tingshu Wang



Mega da Virada 2025: horários, como apostar online, chances de ganhar e tudo sobre o prêmio de R$ 1 bilhão


31/12/2025 10:47 - g1.globo.com


A Mega da Virada 2025 deve pagar R$ 1 bilhão, o maior prêmio da história das loterias brasileiras, segundo a Caixa Econômica Federal. As apostas estão abertas desde 1º de novembro e podem ser feitas até as 20h de hoje. O prêmio não acumula e será dividido entre as faixas seguintes caso ninguém acerte as seis dezenas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O sorteio da Mega da Virada será realizado às 22h e a aposta simples, com seis números, custa R$ 6. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada 2025: Como jogar? Como fazer bolão? Quais são as faixas de premiação? Como o valor do prêmio é estipulado? Quais as chances de levar a bolada? Onde conferir o resultado? Como resgatar o prêmio? Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora? Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência, e tudo mais que você precisa saber Como jogar? Quer fazer uma aposta na loteria? Saiba que não é preciso ir até uma casa lotérica. As apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura, sem enfrentar filas ou preencher volantes à mão. Qualquer pessoa maior de 18 anos, com CPF válido, pode se cadastrar no portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, disponível para download em celulares com sistema iOS e Android. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking. No caso do aplicativo, há uma exigência extra: o apostador precisa estar em território nacional. Isso porque o sistema verifica a geolocalização do usuário, e a autorização para jogos é válida apenas no Brasil. A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet: Portal Loterias Caixa Acesse o site da Loterias Caixa e faça login. Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais. Após entrar, escolha a opção Mega da Virada. Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta. Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão. Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos. Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Aplicativo Loterias Caixa Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS). Abra o aplicativo e faça login. Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais. Escolha a opção Mega da Virada. Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você. Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela. Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Como fazer um bolão? Para fazer um bolão, o apostador pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas — nesse caso, pode ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota. Além disso, as cotas também podem ser compradas no portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa, também com tarifa de serviço adicional de 35% do valor da cota. Para fazer o jogo, basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Segundo a Caixa, na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 18. As cotas, no entanto, não podem ser inferior a R$ 7. O banco ainda explica que é possível realizar um bolão de no mínimo dois e no máximo 100 cotas, e que é permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão. "Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos", diz a Caixa, em nota. Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023 Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Quais são as faixas de premiação? Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas. Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta: Primeira faixa – seis acertos (sena) Segunda faixa – cinco acertos (quina) Terceira faixa – quatro acertos (quadra) Quarta faixa – três acertos Quinta faixa – dois acertos Sexta faixa – um acerto Desde este domingo (21), todas as apostas da Mega-Sena passaram a ser exclusivas para a Mega da Virada. Como o valor do prêmio é estipulado? De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio. Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano. Com a Mega da Virada de 2025, a estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a repasses sociais. Ao apostar, os brasileiros contribuem com áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social. De acordo com a legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias CAIXA é direcionada a esses repasses. Mais informações estão disponíveis no site oficial das Loterias CAIXA. Bar em Ribeirão Preto, SP, organiza bolão da Mega Sena da Virada com funcionários e clientes Reprodução/EPTV Quais as chances de levar a bolada? Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas com o acerto das seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são: 10 → 5 vezes 5, 33 e 36 → 4 vezes cada 3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada A probabilidade de acerto varia conforme a quantidade de números apostados e o valor da aposta. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292. Confira na tabela abaixo: Onde conferir o resultado? Os sorteios das Loterias Caixa são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pela página da instituição no YouTube. Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponibilizados no site da Caixa após a realização do concurso. Como resgatar o prêmio? O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência. Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF. A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa. As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio. O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas. Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora? 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões 2015: R$ 246,5 milhões Mega da Virada pagará prêmio histórico de R$ 1 bilhão Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência



Correios preveem queda de receitas e aumento de despesas em 2026, mostra orçamento


31/12/2025 05:00 - g1.globo.com


Correios apresentam plano de reestruturação e anunciam eventual necessidade de mais R$ 8 bi em 2026 A previsão orçamentária dos Correios para 2026, publicada no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (30), apresenta previsão de aumento de 21% nas despesas correntes da empresa e redução de 26% nas receitas. O documento integra o decreto com as estimativas orçamentárias das empresas estatais federais para 2026, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (29). O aumento das despesas e redução das receitas faz parte de um cenário de dificuldades financeiras que os Correios já vêm passando nos últimos anos (veja mais abaixo). 🔎 O orçamento é um documento que norteia as ações para um período e não necessariamente precisam ser seguidos a risca, podendo inclusive sofrerem alterações. Receitas Para 2026, os Correios estimam R$ 17,7 bilhões em receitas correntes — que incluem encomendas, mensagens, correspondências internacionais e outros serviços. O valor é R$ 6,3 bilhões inferior ao previsto para 2025, quando a expectativa era de R$ 24 bilhões. Em 2024, a projeção era de R$ 20,6 bilhões. Até setembro de 2025, a empresa havia registrado R$ 12,3 bilhões em receitas, o equivalente a 60% do total previsto para o ano. Para alcançar a estimativa anual, seria necessário arrecadar R$ 8,3 bilhões no último trimestre — cerca do dobro da média registrada nos trimestres anteriores. Despesas Na direção oposta, os Correios projetam aumento de R$ 5 bilhões (21%) nas despesas correntes, que reúnem gastos com prestação de serviços, salários, publicidade e despesas administrativas. Em 2025, a empresa estimou despesas de R$ 24 bilhões. Para 2026, a projeção é de R$ 29 bilhões. Entre os fatores que ajudam a explicar o aumento está o programa de demissão voluntária (PDV), que prevê o desligamento de até 10 mil funcionários. A despesa com pessoal também cresce: sobe R$ 1,5 bilhão (10,5%), passando de R$ 14,2 bilhões para R$ 15,7 bilhões. Em sentido contrário, os gastos com dirigentes tiveram a maior redução proporcional, de 33,48% — caindo de R$ 13,9 milhões em 2025 para R$ 8,8 milhões em 2026. O demonstrativo orçamentário também prevê receitas de capital, relacionadas à contratação de empréstimos. Empréstimo de R$ 12 bilhões Nesta terça-feira (30), os Correios receberam R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões contratados junto a um consórcio de bancos privados. A assinatura do contrato foi publicada no Diário Oficial da União no sábado (27). O consórcio é formado por Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O contrato tem validade até 2040 e conta com garantia da União, autorizada pelo Tesouro Nacional em 18 de dezembro. Na prática, a garantia significa que o governo federal cobre a dívida caso a estatal não consiga honrar os pagamentos. Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, Banco do Brasil, Caixa e Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander emprestam R$ 1,5 bilhão cada. O contrato prevê carência de três anos e início dos pagamentos mensais em dezembro de 2029. A taxa de juros foi fixada em 115% do CDI, abaixo do teto de 120% estabelecido pelo Tesouro. Durante coletiva, Rondon não descartou a possibilidade de novos empréstimos, no valor de até R$ 8 bilhões. Segundo ele, a captação pode ocorrer por meio de recursos do Tesouro Nacional ou de novas operações de crédito, alternativas que ainda estão em análise. A proposta inicial da empresa era contratar R$ 20 bilhões em empréstimos, mas o Tesouro não autorizou a operação devido às taxas de juros apresentadas. Plano de reestruturação O plano de reestruturação dos Correios prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades. A estatal planeja implementar um PDV e reduzir em até 15 mil o número de funcionários em dois anos, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎 Programa de demissão voluntária (PDV) é um conjunto de incentivos oferecidos para que funcionários deixem a empresa por iniciativa própria, como forma de reduzir custos sem demissões compulsórias. Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos. A expectativa é equilibrar as contas em 2026 e voltar a registrar lucro a partir de 2027. Para isso, a empresa prevê: redução de R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal; venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais; fechamento de mil pontos de atendimento deficitários; reformulação do plano de saúde, com economia estimada em R$ 500 milhões por ano. Em setembro, os Correios divulgaram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025. No mesmo período de 2024, o resultado negativo foi de R$ 1,3 bilhão. Rondon afirmou que, sem ajustes, a empresa pode registrar prejuízo de até R$ 23 bilhões em 2026. Segundo ele, não há expectativa de melhora significativa ainda em 2025. Receitas futuras A empresa também pretende adotar novas estratégias para ampliar receitas. A meta é alcançar R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com receita total de R$ 18,9 bilhões — abaixo dos R$ 19,2 bilhões de 2023 e dos R$ 19,8 bilhões de 2022. Até setembro de 2025, a receita caiu quase R$ 2 bilhões em comparação com o mesmo período de 2024. Parte da redução está associada ao programa Remessa Conforme, criado pelo Ministério da Fazenda em 2023. A medida instituiu imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecidas como “taxa das blusinhas”, e permitiu que empresas privadas de logística passassem a distribuir encomendas internacionais no Brasil, reduzindo a exclusividade dos Correios. Segundo levantamento apresentado pela empresa, a participação dos Correios no mercado de encomendas caiu de 51% em 2019 para 22% em 2025. A estatal também planeja investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com recursos de um empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff. Os recursos devem ser usados para automação de centros de tratamento, renovação da frota, modernização da infraestrutura de tecnologia da informação e redesenho da logística.



TST atende a pedido dos Correios e adia pagamento de R$ 702 milhões em dívidas trabalhistas


31/12/2025 05:00 - g1.globo.com


Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas Jornal Nacional/ Reprodução O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, concede um pedido dos Correios para adiar e fatiar o pagamento de R$ 702 milhões em precatórios trabalhistas que deveriam ser quitados até esta quarta-feira (31). A decisão foi tomada às 23h da segunda-feira (29), horas antes de o tribunal concluir sobre o dissídio coletivo entre Correios e trabalhadores, na tarde desta terça-feira (30). 🔎 Esses precatórios se referem as causas trabalhistas que os Correios perderam ao longo dos anos. O pedido, acatado de forma integral pelo TST, previa: a suspensão por 90 dias da cobrança do pagamento dos precatórios inscritos até 2 de abril de 2024 e cujo pagamento deveria ocorrer até o dia 31 de dezembro de 2025; parcelamento dos pagamentos em nove parcelas mensais, que deverão ser quitadas entre abril e dezembro de 2026. A solicitação faz parte do plano de ação da empresa para conseguir lidar com a crise econômico-financeira que se instalou nos últimos meses, após 12 trimestres seguidos de prejuízo. "Há risco iminente de prejuízos irreparáveis e, em situações como essa, cabe a adoção de medidas específicas e urgentes, de modo a diminuir e evitar o agravamento dos efeitos da calamidade financeira. A atividade empresarial deverá ser preservada sempre que possível, em razão de sua função social", afirmou Vieira de Mello Filho. Além disso, o presidente TST proibiu que qualquer tribunal regional do Trabalho bloqueie bens dos Correios nos valores proporcionais a essas causas que deverão ser pagas no ano que vem. E determinou que os credores dos Correios nesses precatórios não terão direito de discordar da decisão proferida. A decisão ainda determina que os pagamentos deverão ser por ordem cronológica da sentenças, ou seja, das mais antigas para as mais recentes. Desistência de recursos Em seu voto, o presidente Vieria de Mello Filho ainda indica que o acordo de cooperação técnica assinado entre os Correios e o TST para desistir de buscar recursos em 3.781 processos, com o objetivo de reduzir a litigiosidade e a racionalização de processos em trâmite no tribunal foram os responsáveis por essa elevação no valor a pagar em causas judiciais. "A desistência de recursos e de renúncia a prazos recursais em 3.781 processos, o que acarretou o aumento quantitativo significativo de precatórios inscritos até 2/4/2024 para pagamento no exercício seguinte, ou seja, até 31/12/2025", justificou o presidente do Tribunal. De acordo com dados apresentados nas Demonstrações Financeiras, as despesas com precatórios dispararam entre 2023 e 2025, atingindo R$ 2 bilhões em setembro de 2025, mais de quatro vezes o que foi registrado em 2022. Com a decisão desta semana, a previsão de R$ 1,2 bilhão para pagamentos de precatórios em 2026, agora vai subir para R$ 1,9 bilhão em função dos adiamentos. Dissídio coletivo Na terça-feira (30), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) resolveu o impasse entre funcionários e os Correios sobre o acordo coletivo de trabalho vigente para 2025 e 2026. A proposta feita pela relatora e acatada pela maioria dos ministros decidiu que os Correios terão que pagar: 5,1% de reajuste salarial, retroativo a 1º de agosto; 70% de gratificação sobre o valor das férias; 200% no valor do salário para cada hora extra feita. A proposta inicial dos trabalhadores era para que a empresa pagasse um reajuste salarial de 14%, conforme a gestão anterior fez com os salários da presidência e direção. Entretanto, esse foi um dos impasses que levaram a discussão para o julgamento do TST e ficou garantido apenas a recomposição salarial em função da inflação. A empresa também questionava a retroatividade do reajuste. Na semana passada, a proposta era para que o reajuste só começasse a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e não fosse retroativo a 1º de agosto de 2025, mas acabou sendo vencida. Outra proposta mantida foi a gratificação de férias de 70%, que contrasta com o previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que é de um terço do valor do salário médio anual do trabalhador. Os ministros argumentaram que o a cláusula seria uma das mantidas pois já estava presente em ACTs de anos anteriores. Além disso, ficou decidido que o ponto eletrônico só será exigido para aqueles funcionários que fizerem hora extra. Assim, fica garantido que todos os trabalhadores sejam pagos por 8h trabalhadas, mesmo que venham a sair mais cedo. Presidente dos Correios detalha plano de reestruturação da empresa Plano de reestruturação O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades. A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa. Emmanoel Rondon, que afirmou que o modelo econômico-financeiro dos Correios deixou de ser "viável". O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos. A proposta detalhada nesta segunda visa recuperar as contas da empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam: redução em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais redução de mil pontos de venda deficitários reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais 📉Em setembro, a empresa anunciou o resultado do primeiro semestre de 2025 e apresentou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 1,3 bilhão. O presidente dos Correios afirmou que "a rota precisa ser ajustada rapidamente" para evitar um possível prejuízo de R$ 23 bilhões para o ano de 2026. "Não tem mudança substancial em 2025 que vá afetar este ano. A expectativa é que ainda exista uma leve piora para 2026", afirmou Rondon. Aumento de receitas A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas. A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões, contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022. Até setembro deste ano, os Correios viram sua receita diminuir em quase R$ 2 bilhões, no comparativo com o mesmo período de 2024. As receitas foram impactadas pela implementação do programa "Remessa Conforme", criado pelo Ministério da Fazenda em 2023. O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas". Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. De acordo com um levantamento da empresa apresentado durante a coletiva, os Correios perderam espaço no mercado de encomendas entre 2019 e 2025. Saindo de 51% no primeiro ano do governo Bolsonaro para 22% atualmente. "O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários", afirmou Rondon. A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff. A captação terá como destinação obrigatória a “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”. Empréstimo de R$ 12 bilhões Nesta terça-feira (30), os Correios receberam R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões tomados junto a um consórcio de bancos privados. A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, após autorização do Tesouro Nacional, em 18 de dezembro, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. De acordo com presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander vão emprestar outros R$ 1,5 bilhão, cada um. O contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029. A taxa de juros ficou em 115% do CDI – abaixo do teto de 120% do CDI, estabelecido pelo Tesouro. Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. Durante a coletiva de ontem, o presidente dos Correios também não descartou o plano da empresa de tomar mais R$ 8 bilhões emprestados de instituições financeiras. Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Mas que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta. "O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon.



Correios recebem R$ 10 bilhões em empréstimos nesta terça; União é avalista do crédito


30/12/2025 23:01 - g1.globo.com

Presidente dos Correios detalha plano de reestruturação da empresa Após a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicar nesta terça-feira (30) o contrato de garantia entre a União e o consórcio de bancos que foi formado para emprestar R$ 12 bilhões para socorrer a situação financeira dos Correios, a empresa recebeu o repasse de R$ 10 bilhões que eram previstos para este mês. A confirmação foi obtida com exclusividade pelo g1. Durante a coletiva de imprensa dos Correios de segunda-feira (29), a empresa afirmou que a expectativa era de que o recebimento do crédito de R$ 10 bilhões acontecesse até o último dia do ano (31), em função da necessidade de publicação do contrato que coloca o governo federal como avalizador do contrato de empréstimo. Os R$ 2 bilhões restantes devem ser pagos em janeiro. Com isso, a empresa realizou o pagamento do salário de dezembro de todos os funcionários, estimado em R$ 300 milhões. A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, após autorização do Tesouro Nacional, em 18 de dezembro, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. De acordo com presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander vão emprestar outros R$ 1,5 bilhão, cada um. O contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029. A taxa de juros ficou em 115% do CDI – abaixo do teto de 120% do CDI, estabelecido pelo Tesouro. Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. Durante a coletiva de ontem, o presidente dos Correios também não descartou o plano da empresa de tomar mais R$ 8 bilhões emprestados de instituições financeiras. Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Mas que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta. "O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon. Plano de reestruturação O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades. A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa. Emmanoel Rondon, que afirmou que o modelo econômico-financeiro dos Correios deixou de ser "viável". O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos. A proposta detalhada nesta segunda visa recuperar as contas da empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam: redução em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais redução de mil pontos de venda deficitários reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais 📉Em setembro, a empresa anunciou o resultado do primeiro semestre de 2025 e apresentou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 1,3 bilhão. O presidente dos Correios afirmou que "a rota precisa ser ajustada rapidamente" para evitar um possível prejuízo de R$ 23 bilhões para o ano de 2026. "Não tem mudança substancial em 2025 que vá afetar este ano. A expectativa é que ainda exista uma leve piora para 2026", afirmou Rondon. Aumento de receitas A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas. A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões, contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022. Até setembro deste ano, os Correios viram sua receita diminuir em quase R$ 2 bilhões, no comparativo com o mesmo período de 2024. As receitas foram impactadas pela implementação do programa "Remessa Conforme", criado pelo Ministério da Fazenda em 2023. O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas". Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. De acordo com um levantamento da empresa apresentado durante a coletiva, os Correios perderam espaço no mercado de encomendas entre 2019 e 2025. Saindo de 51% no primeiro ano do governo Bolsonaro para 22% atualmente. "O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários", afirmou Rondon. A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff. A captação terá como destinação obrigatória a “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”.



Concurso da Câmara dos Deputados tem salários de até R$ 30 mil; veja como participar


30/12/2025 22:00 - g1.globo.com


Concurso da Câmara dos Deputados terá 70 vagas e salários de até R$ 30 mil A Câmara dos Deputados divulgou um edital para um novo concurso público, que vai selecionar candidatos para preencher 70 vagas de nível superior na Casa, em Brasília (DF). As oportunidades são para cargos de Analista e Técnico Legislativo, com salários de até R$ 30.852,99. As inscrições começam em 5 de janeiro de 2026 e vão até o dia 26 do mesmo mês. As provas objetivas e discursivas estão previstas para 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país. Segundo o edital, a taxa de inscrição para o concurso varia entre R$ 100 e R$ 130, e deve ser paga até 28 de janeiro. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp As vagas compõem as seguintes atribuições: Analista Legislativo, com salário de R$ 30.853,99: Planejamento, orientação e execução de tarefas administrativas e legislativas ligadas à atuação da Câmara e do Poder Legislativo; Apoio técnico e administrativo em diversas áreas, como gestão de pessoas, processos, materiais, patrimônio, licitações, contratos, orçamento, finanças, tecnologia da informação e comunicação social; Assistência à Mesa, às Comissões, às Lideranças e à Administração em temas constitucionais, regimentais, de técnica legislativa e procedimentos administrativos; Fornecimento de subsídios para a elaboração de documentos de natureza legislativa e administrativa Coleta, organização e atualização de dados e informações relativas a matérias legislativas, administrativas, financeiras e orçamentárias Para este cargo, a jornada de trabalho é de 40 horas semanais. A taxa de inscrição é de R$ 130. Técnico Legislativo, com salário de R$ 21.008,19: Atividades de nível técnico relacionadas ao planejamento, controle e execução de trabalhos legislativos e administrativos; Provisão de condições técnicas, operacionais e materiais necessárias para o desempenho das atividades institucionais da Câmara dos Deputados; Assistência a unidades administrativas, incluindo a Mesa, Comissões e Lideranças; Elaboração e análise de documentos e relatórios que servem de suporte aos trabalhos legislativos ou administrativos; Desenvolvimento de planos e projetos voltados à administração de recursos materiais, humanos, orçamentários, financeiros e de informação. Para este cargo, a jornada de trabalho é de 40 horas semanais. A taxa de inscrição é de R$ 100. ➡️ VEJA O EDITAL Vista do plenário da Câmara dos Deputados antes do início da votação do texto da reforma tributária, em Brasília, na noite desta quinta-feira, 6 de julho de 2023. CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO De acordo com o edital, serão 35 vagas imediatas para cada cargo, distribuídas igualmente da seguinte maneira: 22 vagas destinadas à ampla concorrência; 2 vagas para pessoas com deficiência; 9 vagas para candidatos pretos e pardos; 1 vaga para candidato indígena; 1 vaga para candidato quilombola. Além disso, o concurso também conta com a seleção de 70 vagas para cadastro de reserva com a mesma distribuição. Veja o cronograma do concurso: Período de Inscrições: de 05/01/2026 a 26/01/2026 Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 05/01/2026 a 12/01/2026 Data final para pagamento da taxa de inscrição: 28/01/2026 Aplicação das provas objetivas e discursivas: 08/03/2026 Divulgação do padrão preliminar de respostas da prova discursiva: 10/03/2026 Divulgação dos gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas: 13/03/2026



Brasil cria 85,9 mil empregos formais em novembro; com queda de 19,1% frente ao mesmo mês de 2024


30/12/2025 17:21 - g1.globo.com


A economia brasileira gerou 85,9 mil empregos formais em novembro deste ano, informou nesta terça-feira (30) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em novembro: ➡️1,980 milhão de contratações; ➡️1,894 milhão de demissões. 📈 O resultado representa um recuo de 19,1% em relação a novembro do ano passado, quando foram criados cerca de 106,1 mil empregos com carteira assinada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 👉🏽 Esse foi o pior resultado para meses de novembro desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020. Veja os resultados para os meses de novembro: 2020: 376,4 mil vagas abertas; 2021: 314,1 mil empregos criados; 2022: 127,9 mil vagas abertas; 2023: 121,4 mil vagas abertas; 2024: 106,1 mil novas vagas; 2025: 85,9 mil postos de trabalho formais criados. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,9 milhão de empregos formais foram criados no país de janeiro a novembro deste ano. 📈 O número representa queda de 10,9% na comparação com o mesmo período de 2024, quando foram abertas 2,12 milhões de vagas com carteira assinada. ➡️Essa foi a menor geração de empregos para os onze primeiros meses de um ano desde 2023, quando foram abertas 1,78 milhão de vagas formais. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o saldo de novembro não surpreende, apesar da queda em relação a anos anteriores. Mas ele destacou que a indústria é um setor que não costuma demitir em novembro, mas houve fechamento de vagas no mês passado. Segundo ele, a desaceleração do mercado de trabalho é reflexo do desaquecimento da economia, inclusive pela alta taxas de juros. E, de acordo com o ministro, o impacto do tarifaço está concentrado em alguns ramos de atividade industrial, como calçados e madeira. “Mas acredito que ano que vem é cenário para redução de juros. (O Banco Central) ter mantido os juros já é uma certa agressão no cenário econômico. Espero redução de juros para ajudar na continuidade de crescimento”, disse o ministro. Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro de 2025 mostram que foram criados empregos formais somente em dois dos cinco setores da economia. A indústria teve a maior queda, enquanto o comércio apresentou o crescimento mais expressivo. Comércio: 78,2 mil novas vagas Serviços: 75,1 mil empregos criados Agropecuária: 16,6 mil vagas fechadas Construção: 23,8 mil desligamentos Indústria: 27,1 mil postos fechados Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro regiões do país no mês passado. Houve queda apenas no Centro Oeste. Sudeste: 43,3 mil Nordeste: 35,6 mil Sul: 11,6 mil Norte: 6 mil Centro Oeste: 10,8 mil postos fechados Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.310,78 em novembro deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a novembro do ano passado (R$ 2.242,83). Carteira de trabalho Divulgação / PMMC Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ContÍnua (Pnad). LEIA TAMBÉM: Desemprego cai a 5,2% em novembro, menor taxa da série histórica do IBGE



Daniel Vorcaro chega a Brasília e começa a prestar depoimento


30/12/2025 14:29 - g1.globo.com


Daniel Vorcaro chega a Brasília para depoimento O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a Brasília na manhã desta terça-feira (30). O carro onde Vorcaro estava entrou na garagem do Supremo Tribunal Federal (STF). Vorcaro chegou em um voo de carreira no Aeroporto de Brasília por volta das 11h. A Polícia Federal começou a colher, por volta das 14h, os depoimentos de Vorcaro, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Ailton de Aquino Santos. Após as oitivas, a delegada responsável pelo caso vai avaliar se há divergências relevantes entre as versões apresentadas. Se ela entender necessário, poderá determinar a realização de uma acareação entre os envolvidos. Todo o procedimento será acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF, e por um representante do Ministério Público. As investigações começaram em 2024 na Justiça Federal. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025 (entenda mais abaixo). Negociações e possíveis divergências Vorcaro e Paulo Henrique Costa participaram conjuntamente das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, banco público do governo do Distrito Federal. Antes de ser demitido do comando do BRB, após investigações da Polícia Federal sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília como solução para a crise da instituição. Segundo investigadores, há uma chance de divergência no depoimento de Ailton de Aquino Santos. Embora não seja investigado — ao contrário de Vorcaro e Costa —, o diretor do BC, por obrigação técnica, analisou diferentes alternativas para a crise do Master, que incluíam aporte de recursos, troca de diretoria, venda e, por fim, a liquidação. Segundo apuração da PF, como as etapas anteriores não avançaram, a Diretoria de Fiscalização, em conjunto com sua equipe, recomendou a liquidação. A venda do Master ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC, comandada por Renato Gomes. A decisão final foi tomada pela diretoria colegiada do Banco Central, que aprovou a liquidação por unanimidade. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Banco Master Decisão de Toffoli e reação do setor financeiro A acareação foi determinada por Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB. O caso tramita em sigilo no STF desde o início de dezembro. No dia 24 de dezembro, Toffoli marcou a acareação de ofício, sem pedido da Polícia Federal ou do Ministério Público. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a suspensão da medida, por considerá-la prematura, mas o pedido foi negado. Na sexta-feira (26), o Banco Central recorreu ao STF pedindo esclarecimentos sobre a acareação, questionando, entre outros pontos, a urgência do procedimento durante o recesso do Judiciário e a condição em que seu diretor foi convocado. No sábado (27), Toffoli rejeitou o recurso, afirmou que nem o BC nem Ailton de Aquino são investigados e manteve a data do procedimento, alegando impacto relevante dos fatos apurados sobre o sistema financeiro. Também no sábado, entidades que representam bancos, fintechs e o mercado financeiro divulgaram notas em defesa da autonomia e da atuação técnica do Banco Central. As associações alertaram que a revisão de decisões como a liquidação de uma instituição financeira pode fragilizar a autoridade do regulador e gerar instabilidade no sistema financeiro. Investigação A apuração aponta que o banco adquiriu créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar pagamento e, em seguida, vendeu esses ativos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões. O Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB e decretou a liquidação da instituição em novembro, entre outros motivos, pela falta de dinheiro em caixa para cumprir compromissos financeiros.



Meta compra IA chinesa Manus, que ganhou fama de 'novo Deepseek'


30/12/2025 14:26 - g1.globo.com


Manus foi comprada pela Meta Reprodução A Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, anunciou nesta segunda-feira (29) que vai comprar a startup de inteligência artificial Manus, acelerando os esforços para integrar IA avançada em todas as suas plataformas. A Manus foi fundada na China mas possui sede em Singapura. Ela viralizou no início deste ano no X, após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma com muito menos instruções necessárias do que os chatbots de IA como o ChatGPT e o DeepSeek. Isso levou os comentaristas a chamá-la de a próxima DeepSeek da China, e ela foi aclamada pela televisão estatal chinesa. Que fim levou o DeepSeek? Fenômeno do começo de 2025 perde fôlego Agentes de IA são aposta de empresas, e quem domina pode ganhar até R$ 20 mil Meses depois, a empresa mudou sua sede para Cingapura, juntando-se a uma onda de outras empresas chinesas que fizeram o mesmo para reduzir os riscos decorrentes das tensões entre os Estados Unidos e a China. Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 A Manus, cujos produtos não estão disponíveis na China, afirma que o desempenho de seu agente de IA supera o do DeepResearch da OpenAI. Ela também tem uma parceria estratégica com a Alibaba para colaborar em seus modelos de IA. A Meta operará e venderá o serviço Manus e o integrará em seus produtos para consumidores e empresas, inclusive no Meta AI, informou a empresa. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas uma fonte com conhecimento direto do assunto disse que o negócio avalia a empresa entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. A Manus não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Gigantes da tecnologia, como a Meta, têm aumentado os investimentos em IA por meio de aquisições estratégicas e contratações de talentos, à medida que enfrentam a acirrada concorrência do setor. Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas



Estatais federais têm rombo recorde de R$ 6,3 bilhões no acumulado do ano


30/12/2025 12:11 - g1.globo.com


As estatais federais acumularam um déficit de R$ 6,3 bilhões de janeiro a novembro deste ano, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (30). Esse rombo é um recorde para o período. A comparação começou em 2009, quando o cálculo mudou para desconsiderar grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras. Elas saíram do indicador porque têm regras diferenciadas e se assemelham a empresas privadas de capital aberto. 🔎O governo tem afirmado que o aumento desse déficit é explicado, em parte, pelo aumento dos investimentos feitos pelas empresas estatais federais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No entanto, empresas como Correios, que está em crise, fizeram com que esse resultado das estatais no ano piorasse (leia mais abaixo). No acumulado até novembro do ano passado, as estatais federais haviam registrado déficit de R$ 6 bilhões. No mesmo período de 2023, o saldo negativo foi de R$ 343 milhões. Já em 2022 e 2021, por exemplo, o saldo foi superavitário em R$ 4,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, respectivamente. correios, crise, entregas, encomendas Reprodução/TV Globo Crise dos Correios Nesta segunda-feira (29), o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a companhia precisará de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira. Durante entrevista em que detalhou o plano de reestruturação dos Correios para os próximos anos, Rondon afirmou que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida. Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Na semana passada, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias, para quitar dívidas e aliviar o caixa. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta.