Aérea japonesa faz novo pedido e eleva para 23 encomenda de aeronaves da Embraer

Jatos E-190-E2 da Embraer operam desde 2009 no Japão
Divulgação/Embraer
A companhia japonesa ANA HD confirmou na noite de quinta-feira (3) a compra adicional de oito aeronaves E190-E2 da Embraer. A acordo ampliou o contrato original, de 2025, para a aquisição de 15 jatos comerciais E190-E2, elevando agora o total de pedidos firmes da aérea para 23 aeronaves.
O plano da ANA HD com a compra é que os E2 apoiem a ampliação da malha regional no Japão. A primeira aeronave está programada para ser entregue em 2028. O valor do negócio não foi divulgado pela fabricante brasileira.
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Além da compra confirmada, a ANA ainda tem a opção de complementar a aquisição com mais cinco unidades.
“Estamos honrados com a confiança duradoura da ANA HD nas aeronaves E2 da Embraer e esperamos apoiar os planos de crescimento da companhia aérea no Japão”, disse Arjan Meijer, disse o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer em comunicado divulgado pela empresa brasileira que tem sede em São José dos Campos (SP).
O E190-E2 faz parte da avançada família E-Jets E2 da Embraer e operam desde 2009 no Japão.
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Como será viajar no jato da Embraer que consegue pousar sozinho

Como será viajar no jato da Embraer que consegue pousar sozinho
Mais conforto, mais segurança e voos diretos para todas as capitais do país: essas são as promessas do novo jato leve Phenom 300EV, modelo da Embraer capaz de realizar pousos por conta própria.
Previsto para começar a ser entregue em 2028, ele foi anunciado em julho. Em agosto, recebeu certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de autoridades de aviação nos Estados Unidos e na União Europeia.
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O Phenom 300EV terá espaço para até 10 passageiros, além de um piloto, e poderá ter a configuração dos assentos personalizada pelo proprietário.
O jato foi certificado para fazer voos com dois ou apenas um piloto. E, segundo a Embraer, este é o modelo de piloto único mais rápido e com mais alcance no mercado.
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
As especificações apontam que o Phenom 300EV terá velocidade máxima de 0,8 Mach (ou 0,8 vez a velocidade do som), o que, na altitude de cruzeiro (45 mil pés ou 13,7 mil metros) representa cerca de 859 km/h.
A aeronave terá autonomia de até 3.805 km, que permite voos diretos para as capitais de todos os estados brasileiros, bem como a cidades como La Paz, Santiago e Buenos Aires a partir de São Paulo.
Phenom 300EV por dentro
A Embraer destaca três configurações de assentos que variam de 7 a 10 passageiros.
Com a capacidade máxima, os voos têm apenas um piloto, a poltrona do copiloto é ocupada por um passageiro e um cinto de segurança é colocado até mesmo no assento do lavatório.
A fabricante permitirá personalizar as poltronas, os pisos e as mesas embutidas para os passageiros. A cabine contará ainda com painéis para os próprios passageiros controlarem temperatura, iluminação e áudio.
Ainda segundo a Embraer, o Phenom 300EV tem as maiores janelas de sua categoria, conexão com internet de satélites de órbita baixa e um sistema de ionização de ar.
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Pouso mais seguro
Segundo a Embraer, o Phenom 300EV será o primeiro jato leve com o sistema de pouso automático da empresa americana de tecnologia Garmin, que pode ser ativada manual ou automaticamente caso o piloto não consiga completar o voo.
Batizado de Emergency Autoland, o sistema encontra o aeroporto mais adequado para o pouso considerando fatores como distância e autonomia de combustível e sinaliza a rota para o controle de tráfego aéreo e os passageiros.
A aeronave conta ainda com um sistema de freio automático, que oferece pousos mais suaves, e um sistema de alerta para evitar saídas da pista.
No final de agosto, o Phenom 100, um modelo da Embraer classificado como um jato muito leve, saiu da pista no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro e afetou mais de 80 voos.
A fabricante afirma que os recursos de segurança do Phenom 300EV são possibilitados por um novo computador de bordo que controla funções da aeronave eletronicamente e reduz a carga de trabalho de pilotos.
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Imagem de conceito do Phenom 300EV, jato leve da Embraer
Divulgação/Embraer
Efeito China: preços de carros usados caem até 20% com enxurrada de novos modelos chineses

Carros chineses e descontos em carros novos derrubam preços de usados.
Divulgação / Toyota, Honda, Jeep e Geely
O g1 tem acompanhado a chegada de uma série de novos modelos de carros chineses ao Brasil, com diferentes tecnologias e preços competitivos. Esse movimento tem provocado dois efeitos: a redução dos preços dos carros zero km e a consequente pressão sobre os valores dos seminovos.
Em julho, um estudo da Bright Consulting mostrou que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos subiu menos que a inflação em 2026. Descontada a inflação, os veículos zero km ficaram 1,5% mais baratos neste ano.
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Agora, dados da Auto Avaliar mostram que os preços efetivamente negociados entre lojistas para veículos com até três anos de uso caíram 9,3% entre janeiro e junho de 2026. A queda foi quase quatro vezes maior que a indicada pela tabela Fipe, que recuou 2,4% no mesmo período.
Alguns modelos registram uma desvalorização que passa dos 20%.
'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
Entre os casos mais marcantes estão:
Toyota Corolla 2025, que teve redução de 21,2%;
Volkswagen T-Cross 2025, com queda de 20,9%;
Honda HR-V 2025, que recuou 20%.
Volkswagen Nivus e os Toyota Corolla Cross, Yaris e SW4 também estão entre os modelos que mais perderam valor no primeiro semestre.
As marcas tradicionais também passaram a oferecer reduções de preços e condições comerciais mais agressivas para modelos como Hyundai Creta, Jeep Compass, Volkswagen T-Cross e Nivus.
🔎 A Auto Avaliar é uma plataforma em que mais de 27 mil lojistas compram e vendem automóveis. Existem mais de 6 mil concessionárias cadastradas, o que corresponde a 85% do segmento.
A pressão sobre os seminovos ocorre enquanto as montadoras ampliam as promoções dos carros novos para encarar os chineses. Entre maio e agosto, foram anunciados descontos, bônus e mudanças de preços, como desconto de R$ 55 mil no Mitsubishi Outlander PHEV.
No Suzuki e-Vitara a redução chegou a R$ 50 mil. O Fiat Fastback Hybrid teve desconto de R$ 38,5 mil, enquanto o BYD Song Pro teve redução de R$ 28,5 mil. Este último também motivado pela chegada do sucessor, Song Pro Flex.
BYD Dolphin
Divulgação / BYD
Busca por chineses
E os brasileiros estão cada vez mais procurando por carros da China. Segundo o Data OLX Autos, a busca por carros de marcas chinesas entre janeiro e julho de 2026 subiu 124% se comparada ao mesmo período de 2025.
O levantamento da plataforma de vendas mostra que 27% das buscas de carros chineses estão justamente na faixa de R$ 100 mil a R$ 130 mil.
🔎 O segmento de veículos da OLX no Brasil recebe a visita de 565 mil usuários por dia. Mais de 22 mil veículos novos são ofertados na plataforma todos os dias. Os dados são a média de 2026.
O novo pressiona o usado
Segundo Geraldo Victorazzo, vice-presidente da Auto Avaliar, uma redução expressiva no preço de um carro novo altera imediatamente a referência usada pelo consumidor. Isso aumenta o risco financeiro de quem mantém um seminovo comprado com base nos preços anteriores.
“O carro não precisa sair da garagem para perder valor. Quando uma montadora reduz significativamente o preço do zero km ou lança uma condição agressiva de financiamento, ela cria imediatamente uma nova referência para o consumidor”, afirma Victorazzo.
Seminovo mais caro que 0 km
O efeito das promoções fica evidente quando são comparados os valores efetivamente pagos por um carro novo e por um seminovo recente. A impressão que se tem no preço de tabela não se reflete na negociação. As condições de financiamento vantajosas para carros zero km e os descontos pressionam e distorcem o mercado.
Há casos em que um veículo seminovo, então, pode custar mais caro que um novo. Veja uma simulação feita pela Auto Avaliar em dois cenários em que o carro dado pelo cliente na troca custa R$ 88 mil:
Carro 0 km
Jeep Compass Sport
Divulgação / Stellantis
Jeep Compass Sport
Preço de tabela: R$ 174 mil
Preço na loja (com desconto): R$ 147 mil
Valor a financiar: R$ 59 mil
Condição: 30 parcelas sem juros
Valor da parcela: R$ 1.966,67
Custo Total (sem considerar demais taxas): R$ 147 mil
Carro Usado
Volkswagen Taos
Divulgação
Volkswagen Taos Comfortline 2025
Preço do anúncio: R$ 164 mil
Preço na loja (com desconto): R$ 159 mil
Valor a financiar: R$ 71 mil
Condição: 30 parcelas com 1,6% de juros ao mês
Valor da parcela: R$ 2.997,80
Custo Total (sem considerar demais taxas): R$ 177,9 mil
Conclusão: O carro usado tem preço anunciado mais barato, porém, ao final, fica R$ 30 mil mais caro que zero km pelas condições e descontos.
Na análise da Auto Avaliar, quando o consumidor encontra condições melhores em um carro novo, o preço do seminovo precisa acompanhar a mudança.
“Quando o consumidor percebe que consegue levar um zero quilômetro pagando menos ou com uma condição financeira muito melhor, o preço do seminovo precisa reagir. O problema é que a concessionária pode ter comprado aquele carro semanas antes, usando uma referência de mercado que já deixou de existir”, explica Victorazzo.
Outro ponto destacado pela Auto Avaliar é a velocidade com que os preços efetivamente praticados mudam.
Entre junho de 2025 e junho de 2026, o preço médio nas transações dos carros zero-quilômetro caiu 3,5%. No mesmo período, o preço público recuou 1,5%. Ou seja, o preço praticado nas lojas caiu bem mais do que aparece para o público na tabela.
Os números indicam, segundo a empresa, que os descontos e as condições encontradas nas concessionárias podem antecipar movimentos que demoram mais para aparecer nas referências tradicionais de preços.
Gráfico com os dados dos preços dos carros no Brasil
g1
Enquanto os preços de zero km são pressionados, o mercado de usados mantém grande volume de negócios. Entre janeiro e julho de 2026, foram negociados 7,9 milhões de automóveis e comerciais leves usados no Brasil.
A relação foi de 4,88 veículos usados negociados para cada carro novo vendido no período.
Para os analistas da Auto Avaliar, o cenário não significa que concessionárias e lojistas devam deixar de comprar determinados modelos seminovos.
A avaliação é que a decisão de compra precisa considerar:
Velocidade de desvalorização;
Liquidez;
Prazo estimado para vender o veículo.
A estratégia das lojas gera consequência para o consumidor, que espera um valor na avaliação do seu carro usado, mas vai perceber na loja que o veículo vale bem menos do que os anúncios.
Mudança no mercado de usados
Para a consultora Tereza Fernandez, o movimento de queda dos preços dos seminovos está se consolidando em 2026. A chegada de marcas chinesas e a redução de preços promovida pelas fabricantes tradicionais aumentaram a pressão sobre os veículos usados.
Segundo ela, lojas que mantêm estoques elevados podem ter prejuízos com a desvalorização. O impacto, porém, dependerá da capacidade de cada vendedor de reduzir rapidamente os preços e diminuir as perdas.
Tereza não vê uma crise no segmento lojas de carros usados. Para ela, o impacto dependerá da velocidade da queda dos preços, do tamanho da desvalorização e da quantidade de veículos mantidos no estoque pelas lojas.
“Lojas que têm estoques muito grandes podem enfrentar problemas mais sérios com a desvalorização.”
Na negociação de um carro usado, a queda dos preços também pode afetar quem pretende trocar de veículo. Isso porque o consumidor que vende um seminovo também encontrará preços menores na compra de outro usado.
Por esse motivo, Teresa avalia que não haveria uma mudança significativa nesse tipo de negociação. O principal impacto estaria na compra de um zero km, que passa a depender dos descontos oferecidos pelas montadoras.
A consultora ressalta que não é possível generalizar o comportamento do mercado. Outro fator que dificulta as negociações, segundo ela, é a inadimplência, que levou os bancos a adotar critérios mais rígidos e dificultou o acesso ao crédito.
Para Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, a confiança maior do consumidor também ajuda a explicar a queda dos preços dos seminovos. Com mais confiança, parte dos clientes que antes comprava veículos usados passa a considerar a aquisição de um carro novo.
Nesse movimento, segundo o especialista, os modelos chineses ganham espaço.
“A maioria desses carros chineses já entrega eletrificação, tecnologia e um tempo de garantia que dá segurança ao cliente”, diz o consultor.
Para Pagliarini, essa mudança já altera o cenário para os lojistas. Os problemas podem ser maiores para quem mantém grandes quantidades de seminovos, que antes eram comprados em volume justamente por apresentarem boa liquidez.
Segundo o consultor, o mercado também mudou em relação aos veículos eletrificados. Ele afirma que ficou para trás o período em que esses modelos tinham menor poder de revenda e permaneciam por mais tempo nos estoques.
Pagliarini estima que o mercado de veículos em 2026 possa chegar perto de 3 milhões de unidades. Na avaliação dele, o resultado poderia ser maior se houvesse condições melhores de financiamento.
O principal obstáculo, porém, está na aprovação do crédito. Segundo o consultor, embora exista demanda, a dificuldade de conseguir financiamento limita os negócios neste momento.
Por que Brasil e EUA devem trilhões — e quem empresta esse dinheiro aos governos?
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Quanto custa a dívida de um país?
Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas.
Em junho de 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81% do PIB. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto. Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas.
Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional.
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Vai trabalhar no feriado de 7 de Setembro? Veja se dá para emendar e quais são seus direitos

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado
Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” que chega na próxima segunda-feira (7): o Dia da Independência do Brasil. A data é um feriado nacional e garante, em regra, um dia de descanso aos trabalhadores.
Celebrado em 7 de setembro, o feriado marca a Independência do Brasil, proclamada em 1822, quando o país rompeu seus laços coloniais com Portugal.
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Como a data cai no início da semana, quem não trabalha aos fins de semana terá três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira. Veja como fica o calendário:
5 de setembro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana;
6 de setembro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana;
7 de setembro (segunda-feira): feriado nacional, Dia da Independência do Brasil.
Ao todo, ainda restam cinco feriados nacionais em 2026 — e quatro deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo)
Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nesses dias.
⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria.
O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras.
Abaixo, você vai descobrir:
🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
⚖️ Quais são os meus direitos?
💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
📆 Quais são os próximos feriados de 2026?
Crianças se divertem em fonte no Museu do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, no dia 25 de abril de 2026
Felipe Cordeiro/g1
1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros.
Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos.
2. Quais são os meus direitos?
Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia.
"Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores.
3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato.
Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.
"O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.
4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico.
"Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.
Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento.
Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.
"A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.
5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.
No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato.
6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação.
O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras.
Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli.
7. Quais são os próximos feriados de 2026?
Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças.
O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana.
Quem for escalado para trabalhar terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.
Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem:
12 de outubro — Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)
2 de novembro — Finados (segunda-feira)
15 de novembro — Proclamação da República (domingo)
20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira)
25 de dezembro — Natal (sexta-feira)
Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos:
28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira)
24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira)
31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira)
O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira:
Calendário 2026
g1
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Mega-Sena 3053 acumula e prêmio vai a R$ 48 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena?
O sorteio do concurso 3053 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (3), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarssem as seis dezenas era de R$ 40,1 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 48 milhões.
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Veja os números sorteados: 01 - 13 - 25 - 35 - 39 - 51
5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 36.500,74
4 acertos: 3.297 apostas ganhadoras, R$ 912,43
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Resultado do concurso 3053 da Mega-Sena.
Reprodução/Caixa
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Apple é processada nos EUA por patentes de reconhecimento facial em iPhones

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton
A Apple foi processada nesta quinta-feira (3) pela empresa química alemã BASF sob a acusação de infringir a tecnologia patenteada de autenticação facial usada em vários modelos de iPhone e iPad.
Em sua denúncia, a trinamiX, subsidiária da BASF, afirma ter passado a última década desenvolvendo tecnologia para solucionar falhas em sistemas convencionais de reconhecimento facial que permitem fazer o desbloqueio facial usando fotografias, máscaras impressas em 3D e réplicas de silicone.
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A denúncia diz que a Apple não usou a tecnologia patenteada da BASF quando lançou o Face ID, seu recurso de autenticação facial, em 2017 com o iPhone X. Mas aponta que a fabricante agora a utiliza em vários produtos, incluindo o iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e iPad Pro.
"A Apple sabia, ou deveria saber, da alta probabilidade de que a atualização de seus iPhones e iPads para incorporar o Face ID usando detecção de material e pele" infringisse sete patentes da trinamiX, causando "danos substanciais e prejuízos irreparáveis", diz a queixa.
Agora no g1
O processo será analisado pelo Tribunal Distrital dos EUA em Midland, Texas, e busca indenização por danos não especificados e a suspensão de novas violações.
A Apple não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.
A dona do iPhone vendeu US$ 196,5 bilhões em iPhones (cerca de R$ 1 trilhão) e US$ 21,7 bilhões em iPads (R$ 110 bilhões) entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026.
Segundo a BASF, a origem da trinamiX remonta a 2010, quando cientistas que pesquisavam células solares orgânicas fizeram descobertas inesperadas que levaram à construção dos primeiros protótipos de câmeras tridimensionais.
A BASF criou a subsidiária em 2014 como uma entidade independente para desenvolver tecnologias avançadas de sensoriamento 3D e de materiais.
A trinamiX detém mais de 800 patentes concedidas ou pendentes em todo o mundo, segundo a denúncia.
Nestlé vai abrir fábrica de fórmulas infantis em MG com investimento de R$ 600 milhões

Serão investidos R$ 600 milhões em nova fábrica na cidade de Ituituaba
Nestle/Divulgação
A Nestlé anunciou, nesta quarta-feira (2), a construção de uma fábrica em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, com investimento de R$ 600 milhões. Segundo a empresa, cerca de 700 empregos diretos e indiretos serão gerados durante a construção da unidade, que será voltada à área de Nutrição e Saúde.
Segundo a Nestlé, a fábrica utilizará biometano como parte da transição energética para substituir o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) usado em processos industriais, como câmaras, fornos e caldeiras.
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A fábrica de Ituiutaba faz parte de um plano de investimentos de R$ 2 bilhões da Nestlé na área de Nutrição e Saúde no Brasil até 2028. Segundo a empresa, inicialmente, a unidade deverá ampliar o abastecimento do mercado brasileiro, que atualmente é atendido parcialmente por produtos importados.
"A área de Nutrição e Saúde está entre as quatro prioridades estratégicas de crescimento da Nestlé globalmente e também no Brasil. Ela reúne algumas das categorias de maior valor agregado da companhia, apoiadas por forte investimento em pesquisa, desenvolvimento e tecnologias de produção", afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.
Agora no g1
A fábrica deverá produzir inicialmente as fórmulas infantis Nestogeno, Nestonutri, Ninho 1+ e Ninho 3+. As obras estão previstas para começar em 2027. Durante a construção, a expectativa é de geração de cerca de 700 empregos. Quando entrar em operação, a partir de 2028, a unidade deverá ter 100 postos de trabalho diretos.
A unidade será automatizada para a fabricação das fórmulas infantis.
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Taxa das blusinhas: calculadora do g1 mostra quanto você pagaria com ou sem o imposto

O que é a 'taxa das blusinhas', que Lula cancelou após quase dois anos?
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acabou com a chamada "taxa das blusinhas", aplicada sobre compras internacionais de até US$ 50. A isenção do imposto, que já está em vigor, se tornará permanente após a sanção do presidente Lula (PT).
Acesse a calculadora do g1 para simular o quanto você pode pagar pelos produtos com ou sem o imposto: CLIQUE AQUI
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A MP que zerou a alíquota de importação de 20% sobre esse tipo de compra foi publicada pelo governo em maio e perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada pelo Congresso. Sem o aval de deputados e senadores, o imposto voltaria a ser cobrado.
A isenção tem impacto direto nos preços, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. Na prática, beneficia compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
O especialista em comércio exterior Jackson Campos pondera, no entanto, que isso não significa o fim da tributação sobre as compras internacionais.
O ICMS continua em vigor, enquanto encomendas acima de US$ 50 seguem sujeitas ao imposto de importação de 60%, além da cobrança estadual.
Como funciona o cálculo da calculadora do g1?
Em todas as simulações, o valor final da compra considera o ICMS, imposto estadual cuja alíquota varia conforme o estado de destino. Atualmente, a taxa é de 17% na maior parte do país e de 20% em dez estados.
O cálculo exige um cuidado adicional porque o ICMS é cobrado “por dentro”. Isso significa que o próprio imposto integra a base sobre a qual ele é calculado, fazendo com que o valor final não resulte apenas da soma direta da alíquota ao preço do produto.
“O imposto ‘por dentro’ significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, nesse caso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. É que o imposto também incide sobre ele mesmo. Assim, o total chega a US$ 60,24”, explica Campos.
🔽 Compras até US$ 50
Antes, compras internacionais de até US$ 50 eram tributadas em duas etapas: primeiro, incidia o imposto de importação de 20%; em seguida, era aplicado o ICMS, cuja alíquota varia de acordo com o estado.
No caso de uma compra de US$ 50, o imposto federal elevava o valor para US$ 60. Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o preço final chegava a US$ 72,29, o equivalente a cerca de R$ 374 pela cotação do dólar de segunda-feira (31), a R$ 5,1816.
Em Minas Gerais, onde a alíquota é de 20%, o total alcançava US$ 75, ou aproximadamente R$ 388, considerando a mesma cotação.
Sem o imposto de importação, a cobrança se limita ao ICMS. No mesmo exemplo, o valor final cai para US$ 60,24 (cerca de R$ 312) em estados com alíquota de 17% e para US$ 62,50 (aproximadamente R$ 323) em Minas Gerais.
🔼 Compras acima de US$ 50
Para compras internacionais que ultrapassam US$ 50, continua incidindo o imposto de importação de 60%, além do ICMS cobrado pelos estados.
Nesse caso, o cálculo é feito em duas etapas: primeiro, o valor da mercadoria é multiplicado por 1,60 para incorporar o tributo federal; em seguida, aplica-se o ICMS sobre esse novo montante.
No caso de uma compra de US$ 100, por exemplo, o imposto de importação eleva o valor para US$ 160.
Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o preço final chega a US$ 192,77, o equivalente a cerca de R$ 998.
Em Minas Gerais, onde a alíquota é de 20%, o total alcança US$ 200,00, ou aproximadamente R$ 1.036.
Relembre a criação da taxa e a arrecadação
Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O valor representa alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período.
➡️ A taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sanção pelo presidente Lula. A medida estabeleceu cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme.
➡️ Posteriormente, dez estados elevaram o ICMS sobre essas compras de 17% para 20%. Essas mudanças entraram em vigor em 1º de abril de 2025.
➡️ Em maio de 2026, o governo Lula zerou o imposto de importação de 20% por meio de uma medida provisória (MP).
➡️ A mudança passou a valer imediatamente, mas precisava ser aprovada pelo Congresso para continuar valendo de forma permanente.
Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025.
Reuters
* Com informações da equipe do g1 e da TV Globo em Brasília.
Congresso aprova fim da 'taxa das blusinhas': como ficam as compras internacionais de até US$ 50?

O que é a 'taxa das blusinhas', que Lula cancelou após quase dois anos?
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acabou com a chamada "taxa das blusinhas", aplicada sobre compras internacionais de até US$ 50. A isenção do imposto, que já está em vigor, se tornará permanente após a sanção do presidente Lula (PT).
A MP que zerou a alíquota de importação de 20% sobre esse tipo de compra foi publicada em maio pelo governo e perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada pelo Congresso. Sem o aval de deputados e senadores, o imposto voltaria a ser cobrado.
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A isenção tem impacto direto nos preços, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. Na prática, a medida beneficia compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Como ficam as compras?
O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica como ficaram os cálculos com o fim da cobrança, em vigor desde maio. Veja o detalhamento abaixo.
Como era a cobrança com a taxa das blusinhas
👗 EXEMPLO: uma compra de US$ 50 passava a custar US$ 60 com o imposto de importação de 20%. Depois, com a cobrança de 17% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre esse valor, o total chegava a US$ 72,29 — ou R$ 374,53 pela cotação do dólar de segunda-feira (31).
Como ficou com o fim da taxa das blusinhas
👗EXEMPLO: sem o imposto de importação de 20%, uma compra de US$ 50 tem apenas a cobrança do ICMS de 17% (ou de 20%, em alguns estados). Como o imposto estadual é calculado “por dentro”, o total da compra seria de US$ 60,24 — ou cerca de R$ 312.
🔎 O imposto “por dentro” significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, nesse caso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. É que o imposto também incide sobre ele mesmo. Assim, o total chega a US$ 60,24.
Ou seja, na prática, um mesmo produto pode cair de R$ 374 para R$ 312 sem a taxa das blusinhas.
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Impacto para a indústria nacional
O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, avalia que, embora o fim da “taxa das blusinhas” beneficie os consumidores, a medida tende a prejudicar empresas brasileiras.
Segundo ele, o imposto criado em 2024 funcionava como uma proteção para a indústria nacional, especialmente o setor de moda, ao dificultar a entrada de produtos importados mais baratos e estimular o consumo de itens produzidos no Brasil.
“Do ponto de vista macroeconômico, a medida ajudava a defender empregos nacionais e foi relevante para o país”, afirma.
“Não por acaso, países da União Europeia e os próprios Estados Unidos também passaram a taxar remessas de pequeno valor recentemente, justamente para tentar reduzir essa enxurrada de produtos asiáticos baratos, principalmente eletrônicos, roupas e acessórios”, acrescenta.
Quando o governo publicou a MP, empresas brasileiras criticaram a decisão e classificaram a medida como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque à indústria e ao varejo nacional”. (leia mais abaixo)
Apps da Shopee, Shein e AliExpress
Vivian Souza/g1; Reprodução/Shein e Aline Lamas/g1
Acordo entre os poderes
Depois de ficar perto de perder a validade, a MP da "taxa das blusinhas" foi destravada no Congresso após um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A pauta tem forte apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato. Nesse contexto, o governo decidiu revogar uma taxa que ele próprio havia criado e articulou um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei.
A criação da chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento era que a medida encareceria produtos populares e de baixo valor vendidos por plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Do outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.
Relembre a criação da taxa e a arrecadação
Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O valor representa alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período.
➡️ A taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sanção pelo presidente Lula. A medida estabeleceu cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme.
➡️ Posteriormente, dez estados elevaram o ICMS sobre essas compras de 17% para 20%. Essas mudanças entraram em vigor em 1º de abril de 2025.
➡️ Em maio de 2026, o governo Lula zerou o imposto de importação de 20% por meio de uma medida provisória (MP).
➡️ A mudança passou a valer imediatamente, mas precisava ser aprovada pelo Congresso para continuar valendo de forma permanente.
O que muda com o fim da ‘taxa das blusinhas’
Empresas brasileiras criticam fim da taxa
Após o fim da cobrança, em maio, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou a medida como um “grave retrocesso econômico” e um “ataque direto à indústria e ao varejo nacional”.
Segundo a entidade, o fim da tributação prejudica empresas brasileiras, especialmente micros e pequenas companhias, que "investem e sustentam a arrecadação do país".
"É inadmissível que, enquanto o setor produtivo nacional enfrenta uma das maiores cargas tributárias do mundo, juros elevados, custos operacionais crescentes e um ambiente regulatório extremamente complexo, empresas internacionais continuem recebendo privilégios artificiais para avançar sobre o mercado brasileiro", afirmou a associação.
Na época, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou ser um "retrocesso" e uma decisão que amplia a desigualdade entre empresas nacionais e estrangeiras.
“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ricardo Stuckert/PR
Ajuda para contas públicas
O dinheiro arrecadado pela "taxa das blusinhas" ajudava a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.
Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.
Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.
A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula (PT).
* Com informações da equipe do g1 e da TV Globo em Brasília.
Senado aprova fim da 'taxa das blusinhas'; texto segue para sanção presidencial

Congresso aprova MP do fim da taxa das blusinhas
O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acaba com a taxa das blusinhas.
A aprovação se deu por votação simbólica, da mesma maneira que a votação na Câmara dos Deputados, também nesta quinta-feira. O texto segue para sanção presidencial.
🔎A medida acaba com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
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Avaliação de impacto
Na quarta-feira (2), a Comissão Mista para análise da MP aprovou o texto com alterações.
A principal delas foi a inclusão de um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros, como uma forma de mitigação.
O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A primeira avaliação será após três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista.
Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o fim da taxa das blusinhas a cada ano, a partir de dados que a Fazenda disponibilizar até 30 de abril.
A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores:
Têxteis e vestuário;
Calçados;
Acessórios;
Brinquedos; e
Cosméticos.
Fim da taxa
Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de compras até o valor de US$ 50.
Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador.
A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana. A previsão é de votação no Senado ainda nessa quinta-feira.
A MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Shein, popular loja de 'blusinhas' da internet, abre unidade temporária em Fortaleza
Divulgação
Pauta na campanha
O fim da taxa das blusinhas tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato.
Por isso, a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei.
A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.
Volkswagen aprova plano que pode cortar 50 mil empregos; veja o que está por trás da decisão

Volkswagen faz recall de 150 mil veículos por possível falha em freio
A Volkswagen aprovou nesta quinta-feira (3) um plano de transformação que pode eliminar cerca de 50 mil empregos, incluindo cargos de gestão, em uma ampla reestruturação para aumentar a competitividade da montadora.
A medida ocorre em meio à pressão crescente da concorrência global, mudanças no comportamento dos consumidores e avanço tecnológico no setor automotivo.
O chamado “Future Plan” foi apresentado pela direção da Volkswagen e aprovado por unanimidade pelo conselho de supervisão da empresa. Segundo a companhia, o objetivo é tornar o Grupo Volkswagen e suas marcas mais eficientes, competitivos e preparados para o futuro.
A empresa afirmou que, além dos programas que já estão em andamento, será necessário fazer uma nova redução significativa no quadro de funcionários para alcançar os objetivos do plano e preservar a competitividade do grupo.
A Volkswagen, porém, não informou quando os cortes ocorrerão nem como as reduções de pessoal serão distribuídas entre suas diferentes marcas e regiões.
Plano Futuro 2030
Como estava a Volkswagen em 2025
O anúncio ocorre depois de um 2025 marcado por dificuldades para o Grupo Volkswagen. No ano, a companhia entregou 8.983.900 veículos em todo o mundo, uma queda de 0,5% em relação a 2024.
A receita de vendas ficou praticamente estável, em € 321,9 bilhões, ante € 324,7 bilhões no ano anterior.
Já o resultado operacional caiu de forma mais acentuada. O indicador passou de € 19,1 bilhões em 2024 para € 8,9 bilhões em 2025, uma redução de 53,5%.
Segundo os dados apresentados pela companhia, a queda foi influenciada principalmente por gastos extraordinários. Entre eles estão a readequação estratégica de produtos e a redução do valor registrado para o segmento operacional da Porsche, que tiveram impacto acumulado de € 4,7 bilhões.
Também pesaram € 2,9 bilhões em despesas relacionadas ao aumento de tarifas sobre importações nos Estados Unidos e outros € 1,3 bilhão em custos de reestruturação de pessoal, concentrados nas operações da Audi, Cariad e Volkswagen Sachsen.
O resultado operacional sobre as vendas ficou em 2,8% em 2025, ante 5,9% em 2024. A Volkswagen tem como objetivo recuperar esse indicador para uma faixa de 8% a 10% até 2030.
Apesar da queda no resultado operacional, o fluxo de caixa líquido da divisão automotiva aumentou € 1,3 bilhão, para € 6,4 bilhões. Com isso, a divisão encerrou 2025 com € 34,5 bilhões em recursos disponíveis.
Volkswagen também avança nos carros elétricos
Outro movimento importante em 2025 foi o aumento da participação dos veículos totalmente elétricos nas entregas do grupo.
Os modelos 100% elétricos representaram 10,9% das entregas mundiais da Volkswagen em 2025, ante 8,2% em 2024.
Mesmo com esse avanço, a empresa fechou o ano com uma redução de 2,3% no número médio de funcionários. Considerando as operações e as empresas parceiras na China, o grupo empregou, em média, 667.164 pessoas em 2025.
Sem incluir essas empresas parceiras na China, a Volkswagen tinha 602.659 funcionários ativos em 31 de dezembro de 2025.
Quais marcas fazem parte do grupo
O Grupo Volkswagen reúne diferentes marcas e operações, que tiveram desempenhos distintos em 2025.
O grupo de marcas chamado Core, que reúne Volkswagen, Škoda, SEAT/CUPRA, Volkswagen Commercial Vehicles e Componentes Técnicos, vendeu 5,125 milhões de veículos. A receita foi de € 145,2 bilhões, com resultado operacional de € 6,8 bilhões.
O grupo Progressive, formado por Audi, Bentley, Lamborghini e Ducati, vendeu 1,145 milhão de veículos, com receita de € 65,5 bilhões e resultado operacional de € 3,4 bilhões.
A Porsche, classificada no grupo Sport Luxury, vendeu 266 mil veículos e teve receita de € 32,18 bilhões. O resultado operacional, porém, ficou em apenas € 90 milhões, afetado pelas despesas relacionadas às amortizações mencionadas anteriormente.
Já o grupo de caminhões, que reúne Scania, MAN, International e Volkswagen Truck & Bus, vendeu 306 mil veículos, com receita de € 42,54 bilhões e resultado operacional de € 2,41 bilhões.
E como fica a Volkswagen no Brasil?
Enquanto o grupo reduziu seu quadro de funcionários globalmente em 2025, a Volkswagen registrou crescimento no número de empregados no Brasil.
Em 31 de dezembro de 2025, a empresa tinha 23.297 colaboradores ativos no país, ante 22.810 no fim de 2024.
O Brasil concentra a maior parte dos funcionários da Volkswagen na América do Sul. A região tinha 32.004 empregados, o equivalente a 5% de toda a força de trabalho global do grupo.
A maior parte desses profissionais tinha contratos permanentes. Eram 30.474 trabalhadores com contratos por tempo indeterminado. Além disso, 31.864 atuavam em período integral.
Os funcionários estão distribuídos por importantes unidades industriais no país. Entre elas estão a fábrica de Anchieta, que produz veículos; a fábrica de Curitiba, também voltada à produção de veículos; e a fábrica de São Carlos, que produz motores e componentes.
Há ainda a fábrica de Resende, da Volkswagen Truck & Bus, responsável pela produção de caminhões e ônibus.
Investigação sobre informações de funcionários
A Volkswagen do Brasil também aparece em um processo administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em outubro de 2024.
A investigação apura alegações de troca inadequada e anticompetitiva de informações sobre recursos humanos e dados salariais de funcionários entre montadoras no Brasil.
O caso faz parte dos desafios de conformidade e conduta de negócios enfrentados pela subsidiária brasileira.
*Com informações da Reuters
Golf GTI 2026
divulgação/Volkswagen
Holanda tira toneladas de ouro dos EUA e manda para Londres de olho em 'instabilidade geopolítica'

Barras de ouro na Hatton Garden Metals em Londres, Grã-Bretanha, 10 de junho de 2026
Toby Shepheard/Reuters
O Banco Central da Holanda (DNB) informou na quarta-feira (2) que transferiu uma grande parte de reservas de ouro da América do Norte para Londres ao longo dos últimos seis meses. O objetivo é estar mais bem preparado para uma eventual crise.
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A transferência envolveu aproximadamente 86 toneladas métricas, equivalentes a 27,5% do ouro que o DNB mantinha anteriormente em Nova York, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá, para os cofres do Banco da Inglaterra.
Isso significa que a maior parte das reservas de ouro do país agora está armazenada nos cofres do Banco da Inglaterra, em Londres. A operação não alterou o volume total das reservas de ouro holandesas, que permanecem em 612,4 toneladas.
"Tendo em vista a crescente instabilidade geopolítica, o DNB está reforçando seu plano de contingência para crises", afirmou o banco.
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"O ouro mantido no Banco da Inglaterra é considerado o ouro mais facilmente negociável do mundo e, portanto, será o mais prontamente disponível em uma situação de crise", acrescentou.
Até então, pouco mais de 31% das reservas de ouro da Holanda estavam armazenadas em Nova York. Esse percentual caiu agora para 18,5%. No Canadá, a participação das reservas diminuiu apenas ligeiramente, de 19,7% para 18,5%.
Já o Banco da Inglaterra passou de custodiar 18,1% para 32,1% do ouro holandês, superando os 30,8% que permanecem armazenados nos próprios Países Baixos.
Diversificação de riscos
O DNB argumentou que, com essa transferência, realizada entre março e agosto, será possível mobilizar as reservas com maior rapidez, uma vez que o ouro armazenado no Banco da Inglaterra, em Londres, é considerado o mais negociável do mundo.
Em contrapartida, o ouro mantido em Nova York e Ottawa é menos acessível para uso imediato.
Ao mesmo tempo, acrescentou o banco, "uma distribuição mais equilibrada das reservas de ouro entre a América do Norte, o Reino Unido e os Países Baixos ajuda a diversificar os riscos".
"Ainda que esperemos nunca precisar utilizar esse ouro, é essencial fortalecer nossa resiliência e nossa preparação", afirmou o presidente do DNB, Olaf Sleijpen.
França armazenou barras em Paris
Barras de ouro
Reuters
A iniciativa do DNB ocorre poucos meses após o Banco da França modernizar 129 toneladas de ouro mantidas em Nova York, cerca de 5% das reservas totais de ouro da França.
A medida foi feita por meio da venda de barras antigas e da compra de barras que atendem aos padrões internacionais, entre julho de 2025 e janeiro de 2026.
A França decidiu armazenar essas novas barras em Paris, em vez de mantê-las em Nova York. O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, declarou em março que a decisão não teve motivação política.
A transferência holandesa foi realizada por meio da venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova York e da compra, em Londres, de ouro que atende aos padrões de mercado exigidos pelo Banco da Inglaterra.
Além disso, 27 toneladas de ouro foram fisicamente transportadas da América do Norte para os Países Baixos, enquanto uma quantidade equivalente de ouro compatível com os padrões do Banco da Inglaterra foi transferida do cofre holandês de Zeist para Londres.
Segundo o DNB, essa etapa final evitou a necessidade de fundir e fabricar novas barras de ouro.
Governo critica início do veto à venda de carne brasileira para União Europeia e cita possibilidade de 'medidas de reciprocidade'

Os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura divulgaram uma nota conjunta nesta quinta-feira (3) na qual criticaram a entrada em vigor do veto à venda de carne brasileira para a União Europeia e afirmaram que o país "reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, inclusive às medidas de reciprocidade".
O texto acrescenta ainda que o governo brasileiro espera que "o diálogo técnico em curso permita alcançar solução célere, objetiva, transparente e fundamentada em critérios científicos".
"Durante as reiteradas gestões e encontros realizados no período, as autoridades brasileiras manifestaram sua indignação com a ausência de diálogo prévio à adoção de medida– o que não condiz com a profundidade da parceria estratégica entre Brasil e União Europeia –, e insistiram em solução célere da questão, mediante o aprofundamento do intercâmbio técnico e o fornecimento das informações adicionais solicitadas pela parte europeia", diz o texto.
UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro
Segundo o governo brasileiro, os produtos afetados pelo veto foram incluídos como beneficiários do acordo Mercosul-União Europeia, que passou a valer em maio deste ano. Diante disso, a leitura é de que há perda dos ganhos obtidos pelo instrumento.
“Os produtos afetados pelas novas restrições foram objeto de quotas e reduções tarifárias no âmbito do Acordo MERCOSUL-União Europeia”, diz a nota.
“A exclusão desses produtos do mercado europeu anula uma parte importante dos ganhos obtidos pelo Brasil nas negociações, frustra expectativas de direito e pode, caso não seja prontamente revertida, modificar o equilíbrio de concessões que permitiu a conclusão exitosa das negociações do Acordo”, defende o governo brasileiro.
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Entenda o veto
O veto à carne brasileira pela União Europeia passou a valer nesta quinta. O principal argumento é que produtores do país descumprem as regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso como promotor de crescimento. Além disso, não permite o uso de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos.
Desde que surgiram as primeiras informações acerca do veto, o governo brasileiro passou a dizer que os produtores brasileiros cumprem as regras e que iria insistir nas negociações com o bloco europeu.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) manifestou “preocupação” com a medida, acrescentando que prestou suporte técnico ao governo e que todas as garantias foram apresentadas.
“No que coube à iniciativa privada, foi realizada a construção do protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos […]. O protocolo, que faz parte das garantias oficiais brasileiras, já está em processo de execução junto à cadeia, sendo que 100% das empresas associadas à Abiec e habilitadas ao mercado europeu estão aderidas”, informou o setor.
Imagem ilustrativa de carne bovina.
To Uyen/Unplash
Bloco diz que não vai flexibilizar exigências
A Irlanda comanda o Conselho da União Europeia atualmente. Em entrevista ao g1, o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, disse que o bloco não vai flexibilizar as exigências sanitárias para que a carne brasileira volte a ser exportada para a região.
Segundo ele, a decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender carne para o bloco foi “técnica” e que, diante disso, cabe ao governo brasileiro adotar as medidas necessárias para atender aos padrões exigidos.
“Essas exigências relacionadas aos padrões para uso de antimicrobianos não são novas. Elas já são conhecidas há bastante tempo, e a União Europeia vinha mantendo diálogo com as autoridades brasileiras sobre esses padrões há algum tempo”, disse Gallagher.
Segundo ele, outros países da América do Sul se adequaram às exigências europeias.
O que é 'ativo minerário', negócio citado por Nikolas Ferreira a Vorcaro

Áudios revelam contatos de Nikolas Ferreira com Daniel Vorcaro
Mensagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao banqueiro Daniel Vorcaro foram divulgadas nesta quinta-feira (3). Em áudio, o deputado pede que o banqueiro ajude seu advogado e ex-assessor na liberação de um ativo minerário.
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Mas o que é um ativo minerário?
Ativos minerários são direitos, projetos e investimentos relacionados à exploração de recursos minerais. Eles podem incluir, por exemplo, a autorização para explorar uma jazida ou pesquisar uma área para saber o potencial econômico da região.
Mas os ativos não significam que o titular seja dono da terra, e sim que ele tem determinados direitos de uso e exploração delas.
No Brasil, os recursos minerais pertencem à União e a extração depende de títulos concedidos pelo governo federal e regulados pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
Dependendo do tipo de título e da fase em que o projeto se encontra, esses direitos minerários podem ser transferidos ou negociados entre pessoas e empresas.
As mensagens
A informação foi revelada inicialmente pelo "ICL Notícias". A GloboNews teve acesso ao áudio trocado entre Nikolas e Vorcaro.
Nikolas afirmou à reportagem que o empreendimento acabou não prosperando porque o interessado desistiu do projeto após a repercussão negativa envolvendo o Banco Master.
➡️Relembre o Caso Master: Segundo a PF, o esquema investigado consistia em inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer mais sólida do que realmente era. Isso teria permitido atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações sem garantias reais. Vorcaro está preso no âmbito das investigações sobre o banco. A PF apontou indícios de que ele mantinha uma estrutura de monitoramento e intimidação de adversários, com risco de destruição de provas, continuidade da lavagem e interferência nas investigações.
Ainda de acordo com Nikolas, não houve irregularidade na interlocução nem avanço do negócio.
Na gravação, do dia 30 de março, o deputado afirmou que um amigo próximo tinha interesse em tratar de um ativo ligado ao setor de mineração e disse:
"Meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou aqui do seu nome. (...) Ele falou: 'cara, eu estou com um ativo minerário lá'. (...) Eu falei: 'não, eu posso dar um toque nele'."
Na sequência, Nikolas afirmou que não conhecia detalhes do negócio, mas decidiu intermediar o contato por confiar no ex-assessor.
"Não sei nem do que se trata, mas, enfim, como é uma pessoa que eu confio totalmente, estou passando aí para você, para, se for do teu interesse, eu passar o contato dele aqui para vocês tocarem isso."
Após receber o áudio, Vorcaro respondeu por mensagem de visualização única. Em seguida, Nikolas encaminhou o contato de Thiago Rodrigues de Faria. De acordo com o diálogo divulgado, o ex-banqueiro respondeu: "Amém, irmão. Estamos na guerra juntos".
As conversas prosseguiram nos dias seguintes. Em 1º de abril de 2025, Nikolas informou que Thiago estaria em Brasília e disponível para conversar com Vorcaro.
Nikolas Ferreira
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pedido de desculpas a Vorcaro
No mesmo áudio, Nikolas também faz referência a uma publicação feita em 2024 em que criticava um evento realizado em Londres com patrocínio do Banco Master e participação de integrantes do Judiciário.
O deputado diz que, à época, não sabia da ligação de Vorcaro com a iniciativa.
Na gravação, ele afirma:
"Eu não fazia ideia que era este o banco do Dani. Se não, obviamente eu não teria postado, teria conversado anteriormente."
Segundo Nikolas relatou à GloboNews, ele já havia procurado Vorcaro em 2024 para pedir desculpas pelas críticas ao evento, após ser informado pelo pastor André Valadão de que a iniciativa havia sido patrocinada pelo Banco Master e de que o banqueiro havia ajudado a campanha eleitoral de 2022.
De acordo com o deputado, essa primeira mensagem não foi respondida por Vorcaro.
No áudio enviado em março de 2025, em que trata do pedido de ajuda para o ex-assessor, Nikolas voltou ao assunto, reiterou as desculpas pelas publicações e sugeriu um encontro presencial com o banqueiro.
As mensagens fazem parte de diálogos obtidos pela Polícia Federal entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro. O conteúdo se tornou público em meio à divulgação de conversas envolvendo o banqueiro e suas relações com políticos, empresários e autoridades.
Não há, até o momento, indicação de irregularidade na conversa divulgada entre o deputado e o banqueiro.
Governo anuncia que INSS passou a analisar mais pedidos de benefícios por mês do que número de novos requerimentos

Lula responde a pergunta sobre fila do INSS
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (3) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a analisar mais pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais por mês do que o número de novos requerimentos apresentados.
O governo considera que isso significa um atendimento sem fila. Entretanto, segundo o próprio governo, há mais de 200 mil pedidos sem resposta há mais de 45 dias, critério legal que o INSS adota para considerar um requerimento na fila.
A quantidade de requerimentos de benefícios em análise chegou a 1,252 milhão em agosto. É o menor número desde o início do terceiro mandato de Lula. Zerar as filas do INSS foi uma das promessas de Lula ao tomar posse em 2023.
"A maioria deles já passou pelo prazo de complementação de documentos. O cidadão entra com o pedido, mas esquece de trazer um [dos] documentos. A gente abre um período de 30 dias para que ele complemente. Nesses 200 [mil] que você se refere, a maioria dos processos já passou de 30 dias aguardando que o cidadão trouxesse. Então, não são 45 dias que ficou na mão da autarquia para analisar”, explicou Felipe Cavalcante, secretário-executivo do Ministério da Previdência.
“Existem processos mais complexos, como, por exemplo, o BPC do deficiente. Ele precisa passar por uma avaliação médica, precisa passar por uma avaliação social antes de uma decisão administrativa. Esse processo tanto é mais complexo que o decreto do BPC diz que os 45 dias de referência vão ser contados após o cumprimento das exigências”, complementou.
Segundo o governo, o tempo médio de análise de decisão sobre os pedidos caiu para 34 dias. O tempo média para a realização de perícia médica caiu de 70 dias em agosto de 2023 para 17 dias em agosto de 2026, de acordo com o governo.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), disse que o governo vem acompanhando os gráficos de fila de pedidos iniciais e de novos pedidos de benefícios e que em agosto deste ano as linhas se cruzaram, "mostrando que hoje há menos gente na fila do que entrou no mês passado".
"Quando isso acontece, nós não temos mais uma fila, nós passamos a ter um fluxo", disse o ministro.
Para explicar o cenário atual, o ministro deu dois exemplos, citando o que acontece em restaurantes e em lojas.
"É como um restaurante. Se o restaurante tem 50 mesas e tem 30 pessoas lá fora e essas 30 pessoas estão na fila, quando você põe as 30 pessoas para dentro do restaurante e elas todas estão sendo atendidas, acabou a fila. Uma está no cardápio olhando, uma está se alimentando, outra pagando a conta, elas estão em atendimento, deixou de existir a fila para existir atendimento", disse Wolney Queiroz.
O ministro também afirmou que o tempo médio de decisão passou 45 dias, que é prazo legal, para 34 dias.
"Nós estamos hoje com uma situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram oito clientes. Estamos com folga no atendimento, estamos tranquilos no atendimento por maior que seja a demanda e isso num tempo médio de decisão de 34 dias quando prazo médio estabelecido legal é de 45 dias. Então estamos fazendo tudo isso muito abaixo do prazo legal de 45 dias", disse o ministro.
Nos últimos meses, a fila de espera recuou de forma expressiva, mas os indeferimentos de pedidos também avançaram com rapidez.
A demora para a resposta de requerimentos é uma das principais queixas dos beneficiários do INSS às vésperas das eleições presidenciais de 2026.
🔎O INSS é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social, encarregada de executar as ações de concessão, manutenção e pagamento de benefícios previdenciários.
O anúncio foi feito em um evento no Palácio do Planalto. Em junho, o presidente afirmou que tinha a meta de zerar a fila até setembro deste ano.
Na semana passada, Lula afirmou durante sabatina da TV Globo que iria anunciar o fim da fila do INSS nesta semana e que, a partir do anúncio, "a espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal".
Ao ser questionado sobre a promessa de zerar a fila, o petista disse que, ao assumir o terceiro mandato presidencial, o governo encontrou cerca de 3 milhões de pessoas aguardando atendimento na Previdência.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho – o menor patamar em 21 meses. No ano, a redução da fila foi de 74%.
➡️O número de benefícios negados também mostra forte elevação. Em junho, os indeferimentos se aproximaram da marca de 1 milhão.
➡️No acumulado do ano, o volume de benefícios rejeitados cresceu 70% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os requerimentos mais rejeitados estão os relativos a benefícios de incapacidade, que incluem o antigo auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e aposentadoria por incapacidade permanente.
Lula defende Previdência Social
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o anúncio, mas reconheceu que não é possível acabar com a fila do INSS.
"É importante que as pessoas saibam a gente não quer acabar com a fila porque no dia que a gente acabar a fila significa que não tem mais ninguém reivindicando direitos. O que a gente quer humanizar a fila, é a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício", afirmou.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior (PT), cobrou que a nova curva de atendimentos se torne um novo padrão na Previdência Social.
"A tarefa não acabou aqui. Isso tem que se tornar um novo padrão de atendimento. Todo dia, toda hora entram milhares de atendimento no INSS e o governo tem que continuar de olho para que a fila não volte a crescer. Temos que identificar rapidamente se voltar ultrapassar esse novo padrão. Olhar para um problema concreto da população e não se conformar", disse a ministra.
Lula criticou quem associa o déficit fiscal aos gastos com a Previdência Social e voltou a falar sobre as despesas do país com juros.
"Nunca aceitei jogar a responsabilidade do déficit em cima da Previdência Social. Nunca aceitei nem vou aceitar. Se a gente tiver problema de compatibilidade entre receita e despesa, a gente discute e acerta, mas não dá para jogar [a responsabilidade], disse Lula.
"O déficit é porque temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juros todo ano para resolver os problemas deste país", complementou.
O presidente afirmou, ainda, que a vinculação dos benefícios sociais ao salário mínimo, de modo que os reajustes do salário mínimo também sejam refletidos nos benefícios, não é responsável por eventuais problemas nas contas públicas.
"Não pode dar aumento real para salário mínimo? Por que isso acaba com a Previdência? O que é dar 3% real pro menor salário do país?", disse Lula.
Troca no comando do INSS
O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assumiu o posto a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira. Graduada em direito, Ana está no INSS desde 2003, onde ingressou no cargo de analista do seguro social.
Um dos motivos para a troca foi o desgaste que as filas de pessoas em busca de benefícios estavam causando à imagem da gestão de Lula e que poderiam ser exploradas por adversários na campanha eleitoral, mostrou o blog do jornalista Valdo Cruz.
INSS faz mutirão para tentar diminuir a fila de quem espera por perícia ou BPC
Reprodução
Ana Cristina presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Neste período, segundo o governo, o INSS dobrou a capacidade de análise de recursos.
Após esse resultado, a nova presidente do INSS assumiu o cargo com a missão de zerar as filas no órgão. A troca no comando da autarquia foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT).
Ainda segundo o blog, Lula avaliou que o ex-presidente Gilberto Waller foi importante para colocar a casa em ordem depois da eclosão do escândalo de desvios de aposentadorias e pensões. Mas não conseguiu fazer o serviço de casa em relação às filas, por não ser alguém do setor.
Demissão de Waller
O antecessor de Ana, Gilberto Waller Júnior foi nomeado presidente do instituto em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social.
Ele passou a ocupar a função uma semana após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
🔎As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Na ocasião, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e demitido em abril. Em novembro do ano passado, foi preso. Outros cinco servidores da cúpula do órgão também foram afastados por decisão judicial, e posteriormente, detidos pela polícia.
Câmara aprova fim da taxa das blusinhas; MP segue para o Senado

Depois de um acordo com o presidente Lula (PT), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que acaba com a taxa das blusinhas.
A aprovação se deu por votação simbólica. Agora, a MP segue para análise do plenário do Senado, onde pode ser votada ainda nesta quinta.
Câmara aprova fim da taxa das blusinhas; MP segue para o Senado
🔎A medida acaba com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
Avaliação de impacto
Na quarta-feira (2), a Comissão Mista para análise da MP aprovou o texto com alterações.
A principal delas foi a inclusão de um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros, como uma forma de mitigação.
O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A primeira avaliação será após três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista.
Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o fim da taxa das blusinhas a cada ano, a partir de dados que a Fazenda disponibilizar até 30 de abril.
A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores:
Têxteis e vestuário;
Calçados;
Acessórios;
Brinquedos; e
Cosméticos.
Fim da taxa
Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de compras até o valor de US$ 50.
Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador.
A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana. A previsão é de votação no Senado ainda nessa quinta-feira.
A MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Shein, popular loja de 'blusinhas' da internet, abre unidade temporária em Fortaleza
Divulgação
Pauta na campanha
O fim da taxa das blusinhas tem apelo popular e, por isso, é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato.
Por isso, a decisão do governo de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei.
A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.
PIX: BC altera regras para ampliar proteção contra fraudes; usuário poderá anexar documentos para facilitar identificação de crimes

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (3) uma atualização nas diretrizes do PIX voltada a reforçar a segurança do sistema e aprimorar a experiência de quem é vítima de golpes.
Entre as principais novidades, os aplicativos de bancos e instituições financeiras passarão a permitir que o cliente anexe documentos e comprovantes no momento de contestar uma transferência fraudulenta, facilitando a identificação dos criminosos e a análise dos casos.
As alterações estão na versão 7.4 do Manual de Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário do PIX. Segundo o BC, as novas regras entrarão em vigor no dia 1º de março de 2027, prazo definido para que as instituições adequem os sistemas e interfaces de seus aplicativos.
A reformulação será feita no Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para viabilizar o estorno de valores em casos de fraudes ou falhas operacionais.
Agora no g1
Com a atualização, o fluxo de contestação dentro dos aplicativos passará a:
exibir situações em linguagem cotidiana para facilitar a identificação do tipo de golpe sofrido;
permitir o envio de provas e, com isso, o usuário terá campos para descrever detalhadamente o ocorrido e poderá anexar documentos, prints ou comprovantes. Esses elementos são considerados cruciais para a apuração tanto pelo banco da vítima quanto pelo banco do recebedor.
O sistema também deverá informar com mais clareza quando o caso não é elegível ao MED, como em situações de desacordo comercial que não envolvam fraude, a exemplo de atraso na entrega de um produto ou item com defeito. O objetivo é evitar expectativas indevidas.
Nesses casos, o consumidor será direcionado aos canais corretos de atendimento.
Apesar da mudança na forma como o pedido é feito, as regras gerais do MED não mudaram. O prazo para pedir a devolução segue sendo de até 80 dias após a transferência. A instituição tem até 11 dias para responder se a solicitação foi aceita.
A devolução efetiva continua dependendo da existência de saldo na conta de destino e da validação da fraude pela instituição recebedora.
Fim de propagandas
Para reduzir o risco de novos golpes, o Banco Central também proibiu a inclusão de propagandas, ofertas comerciais, anúncios ou links externos nos comprovantes de pagamento via PIX.
O objetivo do BC é assegurar a finalidade documental do recibo e impedir que criminosos utilizem hiperlinks em comprovantes falsificados ou adulterados como isca para capturar dados das vítimas.
Outras novidades
A atualização do manual traz ainda diretrizes complementares para o dia a dia dos usuários:
contatos favoritos: ao salvar uma chave PIX favorita, o aplicativo passará a armazenar a chave exata utilizada e deverá emitir um alerta obrigatório ao pagador caso haja qualquer alteração nos dados do recebedor vinculado àquele contato.
PIX automático: a informação sobre o "objeto do pagamento" terá posição de destaque nas telas, junto à identificação de quem recebe, permitindo conferir a finalidade exata da cobrança recorrente antes da autorização.
mensagens padronizadas: o BC determinou uma linguagem mais direta e acessível nos avisos de segurança do sistema, inclusive em telas de leitura de QR Code, cadastro de chaves e alertas de fundada suspeita de fraude.
Novidades aprimoram sistema de contestação de transações fraudulentas e entram em vigor em março de 2027.
Jornal Nacional/ Reprodução
Novo leilão da Receita tem PS5 por R$ 577 e Honda Civic por R$ 3,2 mil; veja como participar

Novo leilão da Feceita Federal
Receita Federal
A Receita Federal em São Paulo realizará, em 15 de setembro, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas.
Os lotes reúnem uma variedade de produtos, como smartphones, relógios inteligentes, notebooks, videogames, carros, instrumentos musicais, perfumes, cosméticos, bolsas, calçados e artigos esportivos, entre outros. (Veja como particar)
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Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas.
O período para recebimento das propostas começa as 8h do dia 8 de setembro e vai até as 21h do dia 14 de setembro. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 15 de setembro (horário de Brasília).
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Os destaques do leilão incluem:
PlayStation 5 (1 TB) — lance inicial de R$ 554
iPhone 17 Pro (256 GB) — R$ 1.604
iPhone 17 Pro Max (256 GB) — R$ 1.937
MacBook Air 13" (256 GB) — R$ 1.099
DJI Neo Fly More Combo — R$ 1.902
Nissan Kicks SV CVT 2017 — R$ 2.880
Honda Civic LXS automático 2014/2015 — R$ 3.250
Toyota Corolla SEG 1.8 2003 — R$ 5.760
Chevrolet Onix Plus 1.0T 2024 — R$ 12.960
Citroën C3 Live 1.0 2024 — R$ 13.200
Novo leilão da Receita
Foto: Divulgação/Receita Federal
Iphones no novo leilão da Feceita Federal
Receita Federal
Como participar do leilão?
Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos:
até 15 de setembro, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC);
selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000010/202
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL;
escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta";
aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita;
e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.
Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios:
Ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada;
Ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF);
Ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal.
Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes:
Ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ);
Ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal.
OpenAI lança modelo de IA com 'desligamento automático' após ataque por seus próprios sistemas

GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial da OpenAI
Divulgação/OpenAI
A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial que promete mais cautela para cumprir instruções de usuários. Este é o primeiro lançamento da empresa após a revelação de um ataque virtual "sem precedentes" por um de seus agentes de IA.
A empresa afirma que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais alinhado às ordens e mais preparado para executar tarefas de forma cuidadosa e respeito aos limites estabelecidos. Segundo a companhia, ele ajuda usuários a delegar tarefas sem abrir mão da supervisão.
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O sistema também conta com uma espécie de "desligamento automático", que permite interromper as tarefas ao detectar comportamento potencialmente não autorizado.
Em julho, a OpenAI revelou que o modelo GPT-5.6 Sol e outro que não tinha sido lançado conseguiram invadir o sistema da Hugging Face, uma plataforma de modelos de IA, e acessar dados e credenciais internas.
Agora no g1
IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão por modelos da OpenAI
O incidente aconteceu durante testes em que a OpenAI faz seus modelos buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem as capacidades de cibersegurança. Eles estavam em ambiente controlado, mas conseguiram escapar das barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face.
A OpenAI disse que, a partir do incidente, criou um teste para verificar se um modelo, diante de tarefas difíceis, ultrapassa o que foi pedido. Segundo a empresa, o GPT-5.6 Sol ultrapassou em 48,2% dos casos, e o GPT-6 Astra não teve esse comportamento em nenhum dos casos.
Ainda de acordo com a empresa, o GPT-6 Astra foi treinado para esperar orientações de usuários antes de tomar decisões importantes e fazer perguntas caso as respostas possam alterar o resultado de suas ações.
Em comunicado, a OpenAI afirmou que o novo GPT-6 Astra também consegue identificar falhas em outros sistemas e, por isso, tem limites contra usos indevidos. E afirmou ainda que está reforçando suas proteções por meio de testes com especialistas selecionados.
Eles integram o chamado OpenAI Daybreak, um grupo de profissionais de segurança confiáveis que têm acesso a uma versão com menos restrições do GPT-6 Astra e buscam identificar as melhorias necessárias.
O GPT-6 Astra já começou a ser liberado para clientes da versão empresarial que já fazem parte desse grupo restrito. Ele chegará nos próximos dias para todos os assinantes de planos da OpenAI.
Tesla lança Cybercab, um robotáxi sem volante nem pedais

Tesla Cybercab
Divulgação / Tesla
A Tesla, do bilionário Elon Musk, lança no fim da tarde desta quinta-feira (3), em Austin, no Texas, o Cybercab, veículo sem pedais nem volante projetado especialmente para serviços de táxi sem motorista.
A empresa detalhou como será o lançamento, apenas publicou um anúncio no dia 22 de agosto no X. com uma animação digital com a menção "acesso exclusivo" para anunciar o evento marcado para 3 de setembro.
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"Estamos comemorando o lançamento de nosso robotáxi Cybercab com um evento exclusivo em Austin, e você pode estar lá", destaca o anúncio. A publicação convidava os clientes do serviço de robotáxis a fazer mais viagens para concorrer, por sorteio, à participação no evento.
Desde então, os perfis da empresa e de seus executivos no X publicaram diversas referências ao evento, como emojis de robôs e táxis, as palavras "Cybercab, Cybercab, Cybercab" e animações.
Engenheiro impressiona ao dirigir um Cybertruck da Tesla em Goiás
"Um enxame de Cybercabs", publicou na manhã desta quinta-feira Elon Musk, diretor da Tesla, acompanhado de uma foto de uma dezena de veículos.
Fãs da marca, alguns deles convidados para o evento, divulgaram detalhes nas redes sociais. Eles afirmam que o lançamento começará às 16h45 no Texas (18h45 no horário de Brasília).
Na manhã desta quinta-feira não havia nenhuma indicação sobre uma possível transmissão pela internet, algo que a Tesla costuma fazer.
Há semanas, circulam nas redes sociais registros desses veículos nas ruas e em estacionamentos, especialmente em Dallas. As imagens podem indicar um lançamento em grande escala.
Tesla Cybercab não tem volante nem pedais.
divulgação/Tesla
O Cybercab foi apresentado com grande ostentação em outubro de 2024, em um estúdio de Hollywood. Na ocasião, Elon Musk previa que a produção começaria antes de 2027.
O veículo elétrico dourado não tem volante, pedais nem retrovisores. Projetado para serviços de robotáxi, tem capacidade para apenas duas pessoas.
A Tesla lançou seu serviço de robotáxi em Austin em junho de 2025. Como o Cybercab ainda não estava pronto, a empresa utilizou SUVs Model Y equipados com software de condução autônoma.
O Texas tem regras favoráveis aos veículos autônomos, o que torna o estado um dos campos de testes preferidos para serviços de robotáxis. Entre eles estão o Waymo (Google) e a Zoox (Amazon), já em operação, e a Motional (Hyundai), ainda em fase de testes.
Fileira de Tesla Cybercabs alinhados em San Diego, Califórnia, EUA.
REUTERS/Mike Blake
ChatGPT fora do ar? Usuários relatam instabilidade nesta quinta-feira

Solen Feyissa/Unsplash
O ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI, apresenta instabilidades nesta quinta-feira (3), segundo o Downdetector, plataforma que monitora serviços digitais.
Por volta das 12h, o volume de reclamações atingiu o pico, com mais de 10 mil ocorrências registradas.
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Reclamações no Downdetector
Downdetector
O g1 procurou a OpenAI para obter mais informações sobre o problema, mas ainda não obteve retorno.
Nas redes sociais, usuários comentaram a instabilidade do ChatGPT com humor.
Veja abaixo.
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Agora no g1
Dólar cai e fecha a R$ 5,10 à espera de pesquisa eleitoral e de olho em dados dos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,07% nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,1047. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,01%, aos 185.188 pontos.
▶️ No Brasil, os investidores operaram à espera do resultado de uma nova pesquisa eleitoral do Datafolha para entender quem tem mais chances de vencer a eleição para a presidência da República.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
🔎 Este é o primeiro levantamento do Datafolha após o debate da Band, em agosto, e a estreia do horário eleitoral no rádio e na TV. A pesquisa mede o impacto desses eventos, a ascensão recente de Augusto Cury (Avante), a rejeição dos candidatos e a aprovação do governo Lula.
▶️ No exterior, o mercado acompanhou novos dados da economia americana e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As informações ajudam a medir o ritmo da atividade econômica e podem influenciar decisões sobre juros, com reflexos nos mercados globais.
▶️Os EUA também divulgaram a balança comercial de julho, indicador que mostra a diferença entre exportações e importações. O déficit comercial do país saltou 24,4% no mês, alcançando US$ 88,6 bilhões (R$ 452 bilhões). Ainda foram divulgados números de auxílio-desemprego. (leia abaixo)
▶️ No Brasil, Senado e Câmara analisam a medida provisória que acaba com o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, a chamada "taxa das blusinhas". Os parlamentares também discutem propostas sobre mototáxi, mudanças no INSS e seguro rural.
▶️ O mercado repercutiu ainda a troca no comando da CSN. A companhia anunciou Fabio Schvartsman como novo presidente-executivo, em substituição a Benjamin Steinbruch, que assumirá a presidência do conselho. As ações da empresa subiam 14%, liderando os ganhos do Ibovespa.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,76%;
Acumulado do mês: -1,45%;
Acumulado do ano: -7%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +5,42%;
Acumulado do mês: +4,38%;
Acumulado do ano: +14,93%.
Novos dados da economia americana
O déficit comercial dos EUA saltou 24,4% em julho, alcançando US$ 88,6 bilhões (R$ 452 bilhões), segundo dados divulgados nesta quinta-feira. Isso significa que o país gastou muito mais com compras do exterior (importações) do que arrecadou com vendas para outros países (exportações).
O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de analistas, que projetavam um déficit de US$ 90 bilhões (R$ 459 bilhões), mas acende um sinal de alerta. Isso porque o saldo comercial negativo pode voltar a pressionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre.
O que impulsionou o resultado:
Corrida pela inteligência artificial: a forte demanda de empresas americanas por computadores, chips e outros componentes tecnológicos importados elevou as compras externas;
Queda das commodities: tanto as importações quanto as exportações de insumos industriais e petróleo recuaram, em grande parte devido à queda dos preços dos combustíveis.
🔎 Quando as importações superam as exportações, a demanda é atendida por bens produzidos no exterior, reduzindo a contribuição do setor externo para o PIB. Como as importações entram com sinal negativo no cálculo da atividade econômica, um déficit comercial maior tende a limitar o crescimento da economia.
Já os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram levemente na última semana, mostrando que o mercado de trabalho continua estável.
Segundo o Departamento do Trabalho, foram registrados 206 mil novos pedidos, um pouco acima da semana anterior e muito próximo do esperado pelos analistas.
🔎 Apesar da economia seguir aquecida, muitas empresas continuam cautelosas para contratar novos funcionários por conta das incertezas geradas pelas políticas de comércio e imigração do governo de Donald Trump. Ao mesmo tempo, as demissões seguem em níveis baixos, o que ajuda a sustentar o mercado de trabalho e a atividade econômica.
Sob nova direção
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quarta-feira (2) que Benjamin Steinbruch deixará a presidência-executiva da companhia para assumir a presidência do Conselho de Administração.
A partir desta quinta-feira, o cargo de presidente-executivo será ocupado por Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale.
Steinbruch, de 73 anos, esteve à frente da CSN por 33 anos. Antes disso, teve papel de destaque na privatização da Vale, em 1997, ao liderar o Consórcio Brasil, grupo vencedor do leilão da mineradora.
📈 A troca no comando foi bem recebida pelo mercado financeiro. Investidores avaliam que Schvartsman tem experiência em reestruturar grandes empresas e pode acelerar o plano da CSN de reduzir seu endividamento.
Por volta das 12h49, as ações da companhia subiam 6,62%. Mais cedo, chegaram a avançar cerca de 14%, liderando os ganhos do Ibovespa.
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira, após o diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmar que pode defender a manutenção dos juros neste mês, caso os próximos dados confirmem uma desaceleração da inflação.
A sinalização reduziu as apostas de uma alta imediata dos juros nos EUA, embora o mercado ainda acompanhe com atenção o relatório oficial de emprego (payroll), que será divulgado na sexta-feira (4) e pode influenciar a decisão do banco central americano.
As tensões no Oriente Médio, com os conflitos entre EUA e Irã, também seguem no radar. A alta do petróleo, que acumula quatro dias de ganhos, reforça as preocupações com a inflação e pode pressionar a trajetória dos juros.
Os principais índices de Nova York avançaram:
Dow Jones: +1,18%
S&P 500: +1,06%
Nasdaq: +1,40%
Na Europa, as bolsas fecharam em alta, recuperando parte das perdas dos últimos dias. O índice Stoxx 600 avançou 0,50%. Entre os principais mercados, o DAX (Alemanha) subiu 0,63%, o Ibex (Espanha) ganhou 1,12% e o CAC 40 (França) avançou 0,07%.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Na China, o índice de Xangai subiu 0,02% e o CSI300 avançou 0,10%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,39%.
Entre os destaques, as ações do setor imobiliário chinês avançaram 4,1%, recuperando parte das perdas recentes. Já os papéis da Shein recuaram 8,7% no terceiro dia de negociações em Hong Kong.
Dados divulgados nesta quinta também mostraram aceleração da atividade do setor de serviços da China em agosto, indicando fortalecimento da demanda interna.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
3corações conclui compra da Yoki e da Kitano por R$ 800 milhões e assume operação da General Mills no Brasil

Fábrica da 3corações
Divulgação
O Grupo 3corações concluiu nesta quinta-feira (3) a compra das operações da General Mills no Brasil, em um negócio de R$ 800 milhões.
A operação adiciona ao portfólio da 3corações duas marcas conhecidas dos consumidores brasileiros: a Yoki, reconhecida por produtos como pipoca de micro-ondas, farofa e batata palha; e a Kitano, de temperos, ervas e especiarias.
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Além das marcas, a 3corações passa a incorporar estruturas industriais e administrativas que faziam parte da operação vendida pela General Mills.
Entre elas estão o escritório administrativo em São Bernardo do Campo (SP) e as unidades produtivas de Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). Segundo a empresa, após a conclusão da operação, o grupo passa a contar com 15 unidades fabris no país.
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"Estamos concluindo uma aquisição muito relevante para a nossa história e, ao mesmo tempo, iniciando um novo capítulo. Recebemos esse legado com muito respeito e com a responsabilidade de cuidar dessas marcas, das pessoas que as constroem todos os dias e da relação de confiança construída com os consumidores, criando as condições para que continuem crescendo", disse Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações, em comunicado.
Por que a General Mills vendeu a operação
Segundo a multinacional americana, a venda faz parte de sua estratégia global de reorganização do portfólio. A empresa vem concentrando investimentos em categorias e negócios considerados prioritários.
Ao anunciar a venda, em março, a General Mills informou que a operação contribuiria para melhorar suas margens e permitiria concentrar recursos em áreas consideradas estratégicas, como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para animais de estimação.
A operação brasileira representou cerca de US$ 350 milhões em vendas líquidas da General Mills no ano fiscal de 2025.
Fundada nos Estados Unidos em 1856, a General Mills é dona de marcas globais como Häagen-Dazs, Cheerios, Nature Valley e Betty Crocker.
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Como será a integração
A 3corações informou que a integração terá como prioridade garantir a continuidade das operações e preservar a identidade das marcas Yoki e Kitano.
As equipes e estruturas previstas no acordo passam a fazer parte do grupo, que pretende combinar a estrutura industrial e o portfólio das duas marcas com sua rede de distribuição e presença comercial no país.
Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Carro abastece com gasolina.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU). A ação entra em vigor em 8 de setembro.
A medida foi criada neste ano como parte de um pacote do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores e já arrecadou R$ 7,9 bilhões.
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A prorrogação ocorre dois dias após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubar a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto.
Na semana passada, a Justiça Federal concedeu uma suspenção da cobrança no mesmo dia em que a Camex aprovou a prorrogação do imposto.
Agora no g1
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decisão. Entre os argumentos apresentados, afirmou que manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso.
Segundo a decisão, haveria risco "à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior".
Entenda a suspensão
Em 27 de agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança do Imposto de Exportação de 12% sobre petróleo bruto e minerais betuminosos.
🔎 Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos usadas na produção de combustíveis e outros derivados de petróleo.
A suspensão havia sido determinada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar impedia a Receita Federal de cobrar o imposto das empresas representadas pela associação.
A cobrança havia sido estabelecida por uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias.
🔎 O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações tarifárias. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas.
Divulgação/Foresea
A arrecadação com o imposto já soma R$ 7,9 bilhões, segundo a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução manteve uma cobrança criada por medida provisória. A MP perdeu a validade por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo previsto na Constituição.
Para o juiz, manter a alíquota por meio de uma resolução do Gecex poderia representar uma forma de contornar o fato de o Congresso não ter analisado a medida provisória dentro do prazo.
O juiz também questionou a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto poderia não ser o instrumento mais adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo.
O ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e de seus impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”.
Banco Central decreta liquidação de corretoras ligadas a ex-sócio do Banco Master

Banco Central decreta liquidação de corretoras ligadas a ex-sócio do Banco Master
O Banco Central (BC) determinou nesta quinta-feira (3) a liquidação extrajudicial da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e da Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), duas corretoras com sede em São Paulo.
A Trustee tem histórico de ligação com Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master.
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Após romper com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central no ano passado —, Quadrado assumiu o controle da Trustee, que prestava serviços ao banco.
Vorcaro foi preso no âmbito das investigações sobre supostas fraudes envolvendo a instituição e segue respondendo aos processos.
A Banvox DTVM, também ligada a Quadrado, foi fundada em 1984. A empresa recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para administrar carteiras de investimento em 1991 e, desde 2016, concentra suas atividades na administração e custódia de fundos próprios.
A Banvox também administrava ao menos um fundo citado na Operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e possíveis ligações com o crime organizado.
A operação também teve como alvo a gestora Reag Investimentos, que foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF).
BC cita 'graves violações às normas legais'
Banco Central do Brasil (BC).
Adriano Machado/ Reuters
Segundo o BC, as duas empresas tinham participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Juntas, representavam menos de 0,001% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional e administravam 0,76% dos recursos de terceiros.
🔎 A liquidação extrajudicial é uma medida adotada pelo Banco Central para encerrar as atividades de uma instituição financeira quando são identificadas irregularidades graves, sem necessidade de autorização judicial.
De acordo o BC, a decisão foi motivada pela constatação de graves violações das normas legais que regem o funcionamento das duas instituições.
Levantamento interno da CVM, revelado pela colunista Malu Gaspar, do O Globo, mostrou que, até fevereiro deste ano, Banco Master, Reag e Trustee eram alvos de 126 processos administrativos na autarquia. O mais antigo foi aberto em 2017 e boa parte das apurações ainda não foi concluída.
Do total, 47 processos envolvem o Banco Master, 77 a Reag e dois a Trustee. As investigações apuram suspeitas de irregularidades, entre elas fraude e lavagem de dinheiro.
Na decisão desta quinta-feira, o BC informou que continuará apurando o caso para identificar os responsáveis. Dependendo do resultado das investigações, poderão ser aplicadas sanções administrativas, e o caso poderá ser encaminhado a outras autoridades.
Os bens dos controladores e dos ex-administradores da Trustee e da Banvox também ficaram indisponíveis a partir desta quinta-feira, conforme prevê a legislação.
Apple enfrenta processo de R$ 15 bilhões no Reino Unido por regras de rastreamento de aplicativos

Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões
A Apple enfrenta um processo de £2 bilhões (aproximadamente R$ 14,9 bilhões) em Londres, movido em nome de desenvolvedores de aplicativos. A empresa é acusada de abusar de seu poder de mercado ao impor regras de rastreamento mais rígidas a terceiros.
A ação, apresentada nesta quinta-feira (3) ao Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal), é resultado de anos de escrutínio regulatório sobre o recurso App Tracking Transparency (ATT), lançado pela Apple em 2021.
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A Apple afirma que criou o recurso para permitir que os usuários decidam se desejam conceder aos aplicativos permissão para rastrear suas atividades em aplicativos e sites de outras empresas.
No entanto, os advogados responsáveis pela ação alegam que o recurso impôs exigências mais rígidas aos desenvolvedores de aplicativos de terceiros do que aos próprios serviços da Apple, dando vantagem competitiva ao ecossistema de publicidade da empresa.
Ann Pope, ex-alta funcionária da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e responsável pela ação, afirmou que a política da Apple "causou prejuízos muito significativos às empresas que dependem da Apple como guardiã de acesso ao mercado".
"Esta ação é importante para proteger os direitos das empresas britânicas que dependem da Apple, garantir que as regras aplicadas pela empresa sejam justas e compensar as perdas sofridas pelas companhias britânicas", disse Pope em comunicado.
A Apple, que já afirmou que o App Tracking Transparency oferece "importantes proteções à privacidade", não comentou imediatamente o caso.
O App Tracking Transparency tem sido alvo de investigações em diversos países da Europa, especialmente na Alemanha, onde a Apple concordou, no mês passado, em alterar as regras sobre como desenvolvedores de aplicativos podem usar dados pessoais para publicidade direcionada.
A autoridade alemã de concorrência havia acusado a Apple de abusar de seu poder de mercado após críticas da Meta, controladora do Facebook, além de editoras, anunciantes e desenvolvedores de aplicativos cujos modelos de negócio dependem do rastreamento para publicidade.
Órgãos reguladores da França, Itália, Polônia e de outros países também investigaram o funcionamento do App Tracking Transparency.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton
Governo notifica 115 empresas por irregularidades no vale-alimentação e vale-refeição

vale-refeição e vale-alimentação
Freepik
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) notificou 115 empresas, incluindo as principais operadoras de vale-alimentação e vale-refeição do país, para apresentar documentos e esclarecimentos sobre possíveis descumprimentos das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
🔎 O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é uma política do governo federal criada para facilitar o acesso dos trabalhadores à alimentação durante a jornada de trabalho. As empresas participantes podem oferecer benefícios como vale-refeição e vale-alimentação em troca de incentivos fiscais.
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Ao todo, foram notificadas 74 empresas beneficiárias, 12 operadoras de benefícios e 29 estabelecimentos comerciais credenciados, entre supermercados, restaurantes e outros pontos de venda.
A fiscalização conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho identificou possíveis irregularidades em três áreas principais:
Descontos, rebates e cashback: concessão de vantagens financeiras por operadoras de benefícios a empresas contratantes;
Taxas e prazos de pagamento: cobrança de taxas acima dos limites previstos e atraso no repasse de valores aos estabelecimentos comerciais;
Uso dos cartões: realização de compras de itens não permitidos pelo programa, como bebidas alcoólicas, produtos de limpeza e ração para animais.
Agora no g1
Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), a notificação para apresentação de documentos não significa que todas as empresas tenham cometido irregularidades ou sido autuadas.
Durante a fiscalização, foram encontradas irregularidades em algumas operadoras de benefícios, incluindo as quatro maiores do setor — Alelo, Pluxee, Ticket e VR —, além de empresas regionais de menor porte.
Nesses casos, foram emitidos autos de infração por possíveis descumprimentos das regras do programa. Entre os demais notificados estão restaurantes, supermercados, empresas que concedem benefícios aos trabalhadores e outras operadoras do segmento.
Após a análise das informações enviadas pelas demais empresas, os auditores poderão emitir novos autos de infração caso identifiquem indícios de irregularidades. As empresas autuadas poderão apresentar defesa administrativa.
O auto de infração não resulta em multa automática. O processo passa por análise e, somente se a defesa for rejeitada, a penalidade poderá ser aplicada.
As multas variam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, de acordo com fatores como o porte da empresa e a existência de reincidência.
Segundo a SIT, as quatro maiores empresas do setor, que juntas respondem por cerca de 90% do mercado nacional, apresentaram algum tipo de irregularidade identificado pela fiscalização.
Procuradas pelo g1, Alelo, Pluxee, Ticket e VR confirmaram que foram alvo da fiscalização e afirmaram que apresentarão esclarecimentos e defesa nos prazos previstos. (veja abaixo as notas completas)
As empresas afirmam cumprir a legislação vigente, reforçam o compromisso com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e destacam que os procedimentos têm caráter administrativo e não afetam suas operações.
Taxas chegaram a 10%
A fiscalização identificou cobranças acima dos limites previstos no Decreto nº 12.712/2025. (entenda o que mudou)
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, foram encontrados casos em que as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais chegaram a 8% e, em alguns casos, a 10%, enquanto o limite estabelecido pela regulamentação é de 3,6%.
As empresas facilitadoras, responsáveis pela gestão dos benefícios, atuam como intermediárias entre as empresas que oferecem o auxílio aos trabalhadores e os estabelecimentos que aceitam os cartões.
Segundo o MTE, a complexidade dessas operações pode dificultar que comerciantes acompanhem com clareza os valores que têm a receber e as datas previstas para pagamento.
Os auditores também identificaram indícios da prática conhecida como rebate, quando operadoras oferecem vantagens financeiras a grandes empresas para conquistar ou manter contratos.
De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, embora esses benefícios sejam apresentados como descontos comerciais, eles podem acabar gerando custos maiores para supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos credenciados.
Essas vantagens podem aparecer de diferentes formas, como subsídios para academias, descontos em planos de saúde ou benefícios semelhantes.
Segundo o ministério, cada caso deve ser analisado à luz das regras do programa e das despesas permitidas para promoção da saúde e da segurança alimentar dos trabalhadores.
Cartões usados para comprar produtos não permitidos
Outro foco da fiscalização foi o uso dos cartões de vale-alimentação e vale-refeição para a compra de produtos fora da finalidade do benefício.
Entre os itens identificados em compras consideradas irregulares pelos auditores estão bebidas alcoólicas, produtos de limpeza, artigos de higiene pessoal, ração para animais e até pneus.
As operadoras são responsáveis por monitorar as transações realizadas nos estabelecimentos credenciados. Segundo a SIT, as empresas informaram possuir tecnologia para acompanhar e restringir esse tipo de compra.
Ainda assim, a fiscalização encontrou casos em que os controles não impediram as transações irregulares.
Self-service; quilão; restaurante por quilo; almoço; vale-refeição
Marcos Serra Lima/g1
Quais são as regras para as empresas?
O PAT é regulamentado pelo Decreto nº 12.712/2025, que disciplina dispositivos das Leis nº 14.442/2022 e nº 6.321/1976.
Entre as regras estão os limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais. A cobrança total não pode ultrapassar 3,6% do valor da transação. Dentro desse limite, a tarifa de intercâmbio tem teto de 2%.
Também é proibida a concessão de descontos ou vantagens que resultem em redução indevida dos valores contratados. Além disso, os contratos não podem prever prazos de pagamento incompatíveis com a natureza pré-paga do benefício.
Outra exigência é que os recursos do programa sejam utilizados exclusivamente para a alimentação do trabalhador e para ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional.
Por esse motivo, os valores não podem ser usados para despesas sem relação com alimentação, como combustível, lazer ou compras em farmácias.
As regras também se aplicam a benefícios fora do PAT
A fiscalização ocorre em meio às mudanças nas regras do auxílio-alimentação.
Com a Reforma Trabalhista de 2017, o artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a estabelecer que o auxílio-alimentação não integra a remuneração do trabalhador, desde que não seja pago em dinheiro.
Desde então, as operadoras passaram a atuar tanto em benefícios vinculados ao PAT quanto em benefícios concedidos fora do programa. No caso das empresas enquadradas no lucro real, a participação no PAT pode garantir incentivos fiscais, desde que todas as regras sejam cumpridas.
Segundo o MTE, porém, as restrições relacionadas a rebates, taxas e prazos de pagamento também se aplicam aos benefícios previstos no artigo 457 da CLT, e não apenas aos concedidos dentro do PAT.
O que acontece agora?
Além das multas, empresas que descumprirem as regras do PAT podem responder a processos de cancelamento de sua participação no programa.
As irregularidades também poderão ser comunicadas à Receita Federal, que avaliará a manutenção dos benefícios fiscais vinculados ao PAT.
Segundo o MTE, as notificações fazem parte do processo de fiscalização, e a análise dos documentos apresentados poderá levar à identificação de novas irregularidades e à adoção das medidas previstas em lei.
A SIT afirma que a fiscalização é permanente e continuará sendo realizada para garantir o cumprimento das regras e assegurar que os recursos destinados à alimentação dos trabalhadores sejam utilizados para essa finalidade.
O que dizem as empresas
Alelo
“A Alelo informa que atua em estrita conformidade com a legislação vigente e com as diretrizes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A companhia confirma o recebimento dos autos de infração e esclarece que apresentará suas justificativas técnicas dentro do prazo legal estabelecido pelos órgãos competentes.
A empresa reforça que o procedimento possui caráter estritamente administrativo e que todas as suas operações, serviços e o uso das carteiras de benefícios por seus clientes e trabalhadores seguem funcionando com total regularidade, segurança jurídica e sem qualquer impacto.
A Alelo reafirma seu compromisso com a transparência, a governança e o respeito às normas do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ressalta que mantém processos contínuos de orientação e fiscalização junto à sua rede credenciada e aos seus parceiros”
Pluxee
“A Pluxee foi notificada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre questionamentos relacionados à aplicação de determinadas regras previstas no decreto. A posição da companhia está baseada em uma análise consistente da regulamentação vigente e em uma sólida estrutura de governança e conformidade regulatória. A Pluxee apresentará todos os esclarecimentos e informações necessários sobre os pontos levantados.
Com mais de 40 anos de atuação e apoio ao PAT, a Pluxee conhece profundamente o programa e seu ambiente regulatório e mantém seu compromisso com o cumprimento da legislação vigente”.
Ticket
“A Ticket confirma que recebeu notificação do Ministério do Trabalho e Emprego e apresentará sua defesa e os esclarecimentos cabíveis dentro do prazo previsto, pelos canais adequados.
Há 50 anos no Brasil, a Ticket atua em defesa e no fortalecimento do PAT e de seus princípios, contribuindo para ampliar o acesso dos trabalhadores a uma alimentação adequada e de qualidade”.
VR
“Observamos a legislação e a regulamentação aplicáveis ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), política pública com a qual mantemos um compromisso histórico. Os esclarecimentos relacionados às recentes fiscalizações serão apresentados nos procedimentos próprios, dentro dos prazos e pelos meios previstos na legislação.
Seguimos atuando com responsabilidade e transparência, contribuindo para a integridade e o fortalecimento do Programa e para a evolução do setor, sempre com foco no trabalhador”.
Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou
Sob nova direção, Apple manterá prestígio na era da inteligência artificial?

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO
Em 1º de setembro, começa uma nova era na Apple, com John Ternus se tornando o terceiro homem a ocupar o cargo de CEO da gigante da tecnologia desde 1997.
Ternus foi anunciado como sucessor de Tim Cook em abril, encerrando os 15 anos de Cook à frente de uma das maiores empresas do mundo.
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Desde então, Ternus, um dos principais engenheiros de hardware da empresa, tem trabalhado em estreita colaboração com Cook na preparação para o grande cargo.
Assim como Cook quando assumiu o lugar do icônico Steve Jobs, Ternus tem uma grande responsabilidade. O preço das ações da Apple aumentou mais de 2 mil% desde que Cook assumiu o cargo em 2011, e a empresa vendeu mais de 3,1 bilhões de iPhones nesse período.
Ternus enfrenta uma série de desafios na empresa, mas sua capacidade de mantê-la no topo dependerá de como ele reformulará sua estratégia de inteligência artificial (IA).
A Apple tem lutado para adotar com sucesso a tecnologia até agora, com críticos dizendo que ela ficou muito atrás de seus rivais.
Ternus faz sua estreia pública
Ternus fez seu nome como um dos principais engenheiros da Apple
Reuters via DW
O novo CEO fará sua estreia pública no evento de lançamento de produtos de outono da Apple em 9 de setembro, intitulado "Surpresa e brilho".
Ternus deverá anunciar o primeiro iPhone dobrável da empresa, bem como uma nova versão da Siri, a assistente virtual da Apple, com inteligência artificial.
Francisco Jeronimo, vice-presidente de Dados e Análises do grupo de pesquisa de tecnologia IDC, afirmou que os próximos anúncios da Apple foram planejados durante o período de Cook no comando e que o direcionamento que Ternus deseja dar à empresa se tornará aparente somente em 2027.
"É claro que o 9 de setembro será um marco muito importante para a empresa em relação a dispositivos dobráveis e inovação", afirma. "Mas não acho que tenhamos visto nada que indique que a Apple esteja se comportando de maneira diferente ou adotando uma estratégia diferente pelo fato de Tim Cook não estar mais no cargo – ainda."
O enorme desafio da IA para a Apple
Observadores estarão atentos no discurso de Ternus em 9 de setembro à extensão em que ele focará seus comentários em IA.
Embora já fosse inegável quando ele anunciou em abril que o boom da inteligência artificial seria crucial durante seu tempo à frente da Apple, ficou ainda mais evidente nos cinco meses seguintes que a revolução da IA veio para ficar.
"Está ficando claro que a IA não é uma moda passageira, não é algo que desaparecerá nos próximos dois ou três anos", diz Jeronimo. "É algo que ditará o futuro da maioria das empresas de tecnologia e, de fato, de todas as empresas."
Ele acredita que a IA pode ser "a tecnologia mais importante" para a Apple, porque pode tanto ajudá-la a manter sua posição de destaque quanto criar uma série de desafios assustadores.
Para o especialista, o maior desafio é que a Apple não controla a infraestrutura de IA da mesma forma que antes, em termos de projetar e controlar tanto o hardware quanto o software de seus principais produtos.
"Talvez seja isso que John Ternus fará de diferente de Tim Cook, porque, no momento, mesmo que a Apple desenvolva sua própria tecnologia de IA, a realidade é que ela ainda depende de terceiros", pontua.
Risco de perder relevância
A dependência da Apple em relação a outras empresas no campo da IA a levou a um território desconhecido. Ela fechou um acordo com a OpenAI em 2024 para integrar o ChatGPT ao iPhone, mas isso gerou uma disputa acirrada entre as empresas.
A Apple processou a OpenAI no início deste ano, acusando-a de roubar seus segredos comerciais.
No início deste ano, a Apple anunciou um acordo com o Google, pelo qual os modelos de IA da Gemini seriam usados para os próprios modelos da Apple e para sua nova versão da Siri com inteligência artificial.
"O risco para a Apple é se tornar menos relevante em um mundo onde empresas como a OpenAI e a Anthropic lideram em termos de tecnologia, reconhecimento, serviços e, potencialmente, hardware", afirma Jeronimo.
Por décadas, o sucesso da Apple foi construído sobre seus produtos físicos, do iPad ao iPhone. "Se aparelhos da OpenAI se tornarem disponíveis, isso poderá ser muito, muito arriscado para a Apple.
Eles poderiam revolucionar completamente a experiência e a forma como interagimos com a tecnologia. E se a Apple não estiver na vanguarda dessa inovação, isso representa um grande risco", avalia.
Uma combinação de Jobs e Cook?
O cargo de CEO da Apple é icônico, em grande parte, devido à gestão do fundador da empresa, Steve Jobs
Kristy Macdonald/picture alliance/AP via DW
A experiência de Ternus como engenheiro, tendo trabalhado nos principais produtos da Apple, bem como em inovações como o Apple Watch e os AirPods, significa que se espera que ele lidere o desenvolvimento de novos produtos com inteligência artificial para a empresa.
Ele também desempenhou um papel fundamental na defesa da mudança da Apple para o design de seus próprios chips, em vez de depender de fornecedores externos como a Intel – exatamente o tipo de independência que a Apple gostaria de alcançar em relação à IA.
Jeronimo acredita que a Apple ainda tem grandes vantagens, dado o seu enorme volume de usuários, bem como a cultura da empresa de ter dominado a inovação em tecnologia por décadas.
Ele acha que, se a Apple conseguir dominar a IA sob a liderança de Ternus, isso poderá levar a um enorme sucesso. "O que veremos nos próximos anos ditará se a Apple está no caminho certo ou se está realmente enfrentando dificuldades."
Para Ternus, a primeira tarefa será simplesmente se encaixar de forma suave e convincente em um papel que tanto Jobs quanto Cook inegavelmente tomaram como seu.
"Steve Jobs era o guru da inovação e da disrupção, e Tim Cook era o guru da execução", diz Jeronimo. "Acho que John Ternus pode ser uma combinação dos dois."
John Ternus e Tim Cook no Apple Park
Divulgação/Apple
Mega-Sena pode pagar R$ 41 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.053 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 26 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (3), em São Paulo.
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No concurso do última terça (1º), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
Acompanhe os sorteios no site do g1
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Saque-aniversário FGTS setembro: veja calendário e quem pode sacar

Mais de 11 milhões de trabalhadores estão sem FGTS.
Reprodução/Jornal Nacional
O saque-aniversário do FGTS de setembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026.
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O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão.
Calendário do saque-aniversário FGTS 2026
O calendário do saque-aniversário do FGTS segue o mês de nascimento do trabalhador. O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses.
Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026
Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026
Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026
Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026
Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026
Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026
Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026
Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026
Outubro: de 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026
Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027
Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027
Assim, para quem nasceu em setembro, o saque-aniversário fica disponível durante todo o mês de setembro e pode ser retirado até 30 de novembro de 2026.
Quem tem direito ao saque-aniversário do FGTS em setembro?
Pode receber o saque-aniversário FGTS de setembro o trabalhador que:
nasceu em setembro;
optou pelo saque-aniversário;
possui saldo disponível em uma conta ativa ou inativa do FGTS
Agora no g1
Qual é o valor do saque-aniversário?
O valor que pode ser retirado depende do saldo total disponível nas contas do FGTS. A regra estabelece diferentes faixas de saldo, com um percentual que pode ser sacado e uma parcela adicional fixa em determinadas faixas.
Quanto maior o saldo, menor é o percentual que pode ser retirado. Confira abaixo quanto é permetido retirar do FGTS de acordo com seu montante:
Até R$ 500: alíquota de 50%, sem parcela adicional;
De R$ 500,01 até R$ 1.000: alíquota de 40%, mais R$ 50 de parcela adicional;
De R$ 1.000,01 até R$ 5.000: alíquota de 30%, mais R$ 150 de parcela adicional;
De R$ 5.000,01 até R$ 10.000: alíquota de 20%, mais R$ 650 de parcela adicional;
De R$ 10.000,01 até R$ 15.000: alíquota de 15%, mais R$ 1.150 de parcela adicional;
De R$ 15.000,01 até R$ 20.000: alíquota de 10%, mais R$ 1.900 de parcela adicional;
Acima de R$ 20.000: alíquota de 5%, mais R$ 2.900 de parcela adicional.
Como consultar o saque-aniversário do FGTS 2026?
O trabalhador pode consultar informações sobre o saldo e o saque-aniversário pelos canais oficiais do FGTS, no site da Caixa Econômica Federal. A modalidade também pode ser consultada e solicitada pelo aplicativo FGTS.
É importante verificar se a opção pelo saque-aniversário foi realizada antes de esperar pela liberação do dinheiro.
Qual a diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão?
O saque-aniversário permite retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de nascimento. Já o saque-rescisão é a modalidade padrão do fundo e permite, em caso de demissão sem justa causa, o saque integral da conta, além da multa rescisória quando devida.
Quem escolhe o saque-aniversário e é demitido sem justa causa não pode sacar o saldo integral da conta por causa da demissão. Nesse caso, pode sacar a multa rescisória, quando devida, enquanto o restante do saldo permanece no FGTS, salvo outras hipóteses previstas em lei.
Até quando quem nasceu em setembro pode sacar o FGTS de aniversário?
O trabalhador nascido em setembro que aderiu ao saque-aniversário pode retirar o dinheiro de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026.
Depois desse prazo, caso o valor não seja retirado, ele retorna para a conta do FGTS e poderá ser movimentado conforme as regras do fundo.
Quinto dia útil de setembro de 2026: veja a data do pagamento

Carteira de trabalho
Geraldo Bubniak/AEN
Para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de setembro de 2026 cai no sábado, dia 5. A data é o prazo máximo para o pagamento do salário referente ao mês anterior, agosto, conforme as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
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Na contagem do prazo para o pagamento dos salários, o sábado é considerado dia útil. Já domingos e feriados não entram na contagem.
A regra está prevista no artigo 459 da CLT, que determina que o salário mensal deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.
Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado
Quando é o quinto dia útil de setembro de 2026?
No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem.
Em setembro de 2026, a sequência será:
Primeiro dia útil: 1º de setembro (terça-feira);
Segundo dia útil: 2 de setembro (quarta-feira);
Terceiro dia útil: 3 de setembro (quinta-feira);
Quarto dia útil: 4 de setembro (sexta-feira);
Quinto dia útil: 5 de setembro (sábado).
Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de setembro de 2026 é 5 de setembro.
Como a data cai em um sábado, o empregador deve observar as regras aplicáveis à forma de pagamento para garantir que o salário esteja disponível ao trabalhador dentro do prazo legal.
Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário?
Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil.
A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil.
Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados.
Confira quando cai o quinto dia útil de setembro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário.
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil?
O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados.
Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis.
Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador.
Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa.
O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.
UE compra pouca carne do Brasil, mas paga mais e funciona como ‘vitrine’; saiba por que o veto preocupa

União Europeia suspende importações de produtos de origem animal do Brasil
A partir desta quinta-feira (3), a União Europeia interrompe as compras de produtos de origem animal do Brasil. No caso da carne bovina, a suspensão preocupa menos pelo volume exportado e mais pela importância estratégica do bloco para pecuaristas e frigoríficos brasileiros.
➡️ A UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.
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A UE recebe apenas 3,7% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil e responde por 5,8% do valor das vendas. Ainda assim, compra cortes nobres e é considerada uma espécie de "vitrine" para o mundo: atender às exigências europeias é visto como um selo de qualidade que ajuda a abrir portas em outros mercados, afirmam especialistas ouvidos pelo g1.
"A Europa é uma vitrine seja por causa das exigências em termos de rastreabilidade, seja pela remuneração. Ela compra praticamente só cinco cortes do nosso boi, só que paga bem", ressalta Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do mercado de pecuária do Cepea-USP.
Segundo Carvalho, enquanto a China — destino de cerca de metade das exportações brasileiras de carne bovina — paga, em média, US$ 6,50 pelo quilo do produto, a União Europeia paga cerca de US$ 10.
Além disso, a China, maior compradora da carne bovina brasileira, compra US$ 8,8 bilhões do produto, 5,5 vezes mais que a União Europeia, terceira colocada no ranking, com US$ 1,6 bilhão.
A preferência europeia é por cortes do traseiro do boi, como filé mignon, contrafilé, alcatra e coxão mole, além do filé de costela, retirado do dianteiro. Já os chineses têm preferência pelos cortes dianteiros.
5 maiores compradores de carne bovina do Brasil.
Arte/g1
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'Investimos anos para atender à Europa': pecuaristas buscam novos mercados e correm para exportar antes do veto
Por que a UE é uma 'vitrine' para o mundo?
Como maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, o Brasil segue padrões sanitários para abastecer os mercados em que atua, inclusive o interno. No caso da União Europeia, porém, o processo para autorizar fazendas e frigoríficos a exportar é mais complexo.
Para começar, nem todos os estados brasileiros podem exportar carne para a UE. Atualmente, apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm autorização.
Estar em um desses estados, porém, não garante acesso ao mercado europeu. As fazendas interessadas precisam passar por uma avaliação da UE, que verifica se a propriedade cumpre os requisitos sanitários, veterinários e de bem-estar animal exigidos pelo bloco.
Além disso, cada boi destinado à produção de carne para a União Europeia precisa ser rastreado individualmente.
É justamente essa série de exigências que faz da UE um mercado vitrine. "Se um país recebe o aval para exportar para a Europa, ele está recebendo um certificado de alto padrão regulatório", comenta Fernando Enrique Iglesias, analista do Safras & Mercado.
Cumprir as exigências europeias também pode facilitar o acesso a outros mercados rigorosos, como Japão e Coreia do Sul, com os quais o Brasil negocia a abertura para a carne bovina.
O pecuarista André Bartocci, de Mato Grosso do Sul, trabalha com o mercado europeu há mais de 20 anos e diz estar preparado para atender a esses países caso eles abram seus mercados. Ele teme, porém, que o bloqueio da UE desestimule outros produtores a manter os padrões de rastreabilidade exigidos pelos europeus.
Carvalho, do Cepea-USP, tem a mesma preocupação. Segundo ele, como produzir um boi dentro do padrão europeu custa mais, parte dos pecuaristas pode deixar de seguir esses protocolos. "É natural que isso ocorra porque eles não estarão recebendo a mais por isso", diz.
"Geralmente um boi Europa recebe até 10% de premiação", afirma Carvalho, explicando que o prêmio é o valor extra pago por um boi criado para atender às regras da UE em relação à cotação nacional.
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Busca por novos mercados
A estratégia de pecuaristas entrevistados pelo g1 é buscar em outros mercados o valor extra pago pelo gado que segue o padrão europeu.
Rafael Andrade Asato, também de Mato Grosso do Sul, pretende direcionar esses animais para programas de exportação aos EUA ou para linhas de carnes nobres destinadas ao mercado brasileiro.
Caso não consiga receber um valor adicional pelo rebanho, Asato diz que deixará de seguir os protocolos europeus. "Não faz sentido eu agregar um custo de rastreabilidade, de chip, se eu não tiver um prêmio por isso", afirma.
Carvalho, do Cepea-USP, lembra que, mesmo que a UE volte a liberar as exportações brasileiras, a retomada das vendas de carne bovina deve levar tempo. Isso porque o bloco passará a exigir a comprovação de que o animal não recebeu os antimicrobianos proibidos durante toda a vida.
"Um bezerro que nascer em agosto ou setembro de 2026, por exemplo, só vai estar pronto para o abate por volta de 2028 ou início de 2029", explica.
O pecuarista André Bartocci explica que seu rebanho não recebe esses antimicrobianos há muitos anos porque ele exporta pela Cota Hilton, modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal.
"Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria em que o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias de vida do animal. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", disse Bartocci.
UE excluiu o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Medida começa a valer dia 3 de setembro.
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Calendário de setembro 2026: veja datas de pagamento do INSS, Bolsa Família pé-de-meia e mais

Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador
Governo Federal
O mês de setembro de 2026 já começou, e com ele chegam os pagamentos de programas e benefícios como INSS, Pé-de-Meia e Bolsa Família, entre outros. Alguns dos depósitos começam já nos primeiros dias do mês, enquanto outros ficam para a segunda quinzena.
Confira, abaixo, o calendário de pagamentos dos seguintes benefícios:
INSS
Bolsa Família
Pé-de-meia
BPC/Loas
Saque-aniversário do FGTS
INSS
O pagamento do INSS de setembro de 2026 começa no dia 24 de setembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de outubro, conforme o número final do benefício.
CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Pagamento do INSS de setembro: veja calendário e datas
Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de setembro começam em 1º de outubro e terminam em 7 de outubro. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo:
Final 1: 24/9
Final 2: 25/9
Final 3: 28/9
Final 4: 29/9
Final 5: 30/9
Final 6: 1º/10
Final 7: 2/10
Final 8: 5/10
Final 9: 6/10
Final 0: 7/10
Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo
Finais 1 e 6: 1º/10
Finais 2 e 7: 02/10
Finais 3 e 8: 05/10
Finais 4 e 9: 06/10
Finais 5 e 0: 07/10
Agora no g1
Bolsa Família
A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de setembro do Bolsa Família no dia 17. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1.
CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em setembro
O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.
Confira o calendário do Bolsa Família para setembro de 2026:
Final do NIS 1: pagamento em 17/9
Final do NIS 2: pagamento em 18/9
Final do NIS 3: pagamento em 21/9
Final do NIS 4: pagamento em 22/9
Final do NIS 5: pagamento em 23/9
Final do NIS 6: pagamento em 24/9
Final do NIS 7: pagamento em 25/9
Final do NIS 8: pagamento em 28/9
Final do NIS 9: pagamento em 29/9
Final do NIS 0: pagamento em 30/9
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Outubro: de 19/10 a 30/10;
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Pé-de-meia
O mês de setembro começou e milhares de beneficiários já querem saber quando será realizado o pagamento do programa Pé-de-Meia. Nesta nova rodada, o benefício será destinado aos estudantes da rede pública que cumpriram a exigência mínima de frequência escolar, conforme os critérios do programa.
CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário Pé-de-Meia de setembro: veja quem recebe a próxima parcela e as datas de pagamento
Confira o calendário do Pé-de-Meia de setembro:
Janeiro e fevereiro: 21 de setembro
Março e abril: 22 de setembro
Maio e junho: 23 de setembro
Julho e agosto: 24 de setembro
Setembro e outubro: 25 de setembro
Novembro e dezembro: 28 de setembro
Calendário de benefícios de setembro 2026
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
BPC/Loas
O calendário de pagamento do BPC/Loas de setembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de setembro e 7 de outubro, de acordo com o número final do benefício.
CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário BPC/Loas setembro 2026: veja datas de pagamento
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em setembro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0.
Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de setembro:
Final 1: 24/9
Final 2: 25/9
Final 3: 28/9
Final 4: 29/9
Final 5: 30/9
Final 6: 1º/10
Final 7: 2/10
Final 8: 5/10
Final 9: 6/10
Final 0: 7/10
Saque-aniversário do FGTS
O saque-aniversário do FGTS de setembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026.
CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Saque-aniversário FGTS setembro: veja calendário e quem pode sacar
O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão.
Confira o calendário do saque-aniversário do FGTS:
Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026
Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026
Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026
Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026
Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026
Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026
Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026
Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026
Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026
Outubro: de 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026
Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027
Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027
Após veto da União Europeia, carne vai ficar mais barata no Brasil? Entenda

União Europeia suspende importações de produtos de origem animal do Brasil
A União Europeia suspende, a partir desta quinta-feira (3), as importações de carne bovina e de outros produtos de origem animal do Brasil. Com a perda desse mercado, fica a pergunta: o churrasco pode ficar mais barato para os brasileiros?
"É pouquíssimo provável que isso aconteça", comenta Fernando Enrique Iglesias, analista do Safras & Mercado.
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🔍 A UE anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. (entenda aqui)
Segundo Iglesias, o volume de carne bovina vendido pelo Brasil à União Europeia é pequeno demais para provocar uma queda nos preços. Em 2025, o bloco respondeu por apenas 3,7% do volume exportado e por 5,8% do valor das vendas, segundo dados do Ministério da Agricultura.
Entre os cortes enviados à UE estão filé mignon, contrafilé, alcatra e coxão mole, retirados do traseiro do boi, além do filé de costela, que vem do dianteiro.
Na prévia da inflação de agosto, os preços das carnes, em geral, acumulam alta de 8,53% em 12 meses, mostram dados do IBGE. Filé mignon (15,2%), contrafilé (11,5%), alcatra (9,31%) e coxão mole (10%), por exemplo, também registram alta no período.
Segundo Iglesias, nem mesmo os cortes nobres devem ficar mais baratos. Pelo contrário, ele vê tendência de alta até o fim do ano, impulsionada pelo aumento das exportações e pela menor oferta de bois para abate.
"Houve uma redução significativa dos embarques nos meses de julho e agosto e agora em setembro, mas, a partir de outubro, a indústria frigorífica brasileira vai começar a processar a carne bovina para o mercado chinês", destaca Iglesias.
No início do ano, a China estabeleceu para 2026 uma cota de 1,1 milhão de toneladas para as importações de carne bovina do Brasil. Até esse limite, a tarifa era de 12%. Acima da cota, passou a incidir uma tarifa adicional de 55%.
O cenário provocou uma corrida de exportações até junho. A partir de julho, porém, os embarques perderam ritmo. A desaceleração deve ser temporária, porque os frigoríficos precisam retomar os abates voltados à China para aproveitar a cota de 2027.
"O produto saindo entre novembro e dezembro, só vai chegar nos portos chineses em 2027, já que o tempo de transporte é de 45 a 60 dias. Vamos ter uma boa exportação no final do ano", explica Iglesias.
Com menos carne disponível no mercado, os preços tendem a subir. Ao mesmo tempo, o Brasil atravessa a “baixa do ciclo pecuário”, período em que há menos bovinos disponíveis para abate.
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Entenda o embargo da UE
Além da carne bovina, a suspensão atinge as exportações brasileiras de frango, carne suína, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.
A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. Nesta semana, por exemplo, o bloco realiza no Brasil uma auditoria nas cadeias de produção de frango e mel, que deve ser concluída até sexta-feira. O resultado, porém, ainda será analisado pela UE, processo que deve levar cerca de dois meses.
➡️ A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.
As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. (veja no gráfico abaixo)
Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia.
Arte/g1
Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.
Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.
Na quarta-feira (2), a Confederação Italiana de Agricultores (Cia-Agricoltori Italiani), uma das maiores entidades do setor na Itália, apoiou o bloqueio às carnes do Brasil e disse que a decisão "representa uma possível mudança de rumo na política comercial do bloco", segundo informou a agência de notícias italiana Ansa Brasil.
"É uma decisão importante, que vai ao encontro do que a Cia defende há muito tempo", afirmou o presidente nacional da organização, Cristiano Fini.
Segundo ele, a Europa deve assegurar "regras e condições iguais para todos", para que os acordos comerciais promovam crescimento econômico, e não dificuldades para as empresas europeias.
Como foram as negociações e o que o Brasil propôs
O governo brasileiro negocia com a UE desde o anúncio da decisão. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como avoparcina, virginiamicina e bacitracina. No mês seguinte, o governo brasileiro propôs à UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta.
Em junho, o governo anunciou um novo protocolo de controle sobre uso de antimicrobianos na pecuária. As regras preveem o rastreamento do animal desde o nascimento até o abate para comprovar que essas substâncias não foram utilizadas.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), 100% das empresas associadas e habilitadas para exportar para a União Europeia já adeririam a este protocolo. A UE, contudo, ainda não reverteu a sua decisão.
O novo protocolo foi desenvolvido pela Abiec em parceria com a Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Mesmo que a UE voltasse atrás, o Brasil ainda levaria pelo menos dois anos para retomar as exportações de carne bovina para o bloco. Isso porque um animal que comece hoje a seguir os novos protocolos sobre antimicrobianos levará de 24 a 36 meses para estar pronto para o abate dentro das novas regras.
No caso do frango, o ciclo é mais curto: são cerca de 45 dias entre o nascimento e o abate.
Em julho, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o setor sempre manteve separada a produção de frango destinada à UE daquela enviada a outros mercados.
Segundo ele, a principal mudança é o aumento das fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, já previstas no Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC).
“Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram. Sempre segregamos", destacou Santin.
O que o setor diz
Santin, da ABPA, espera que as exportações de frango para a UE sejam retomadas ainda neste ano. Isso, porém, depende da conclusão da auditoria que o bloco realiza nesta semana no Brasil.
O resultado da inspeção ainda precisa ser analisado pelo SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), órgão da Comissão Europeia que tem reunião marcada apenas para novembro.
Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin afirma que o setor pode redirecionar a produção de frango destinada à Europa para o mercado interno e para os cerca de 150 países que já compram o produto brasileiro.
"Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. [...] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio", destacou.
Já a Abiec vê o novo cenário com “preocupação”. Embora a UE responda por apenas 5,8% das exportações brasileiras de carne bovina, é um “mercado estratégico” por comprar cortes nobres, de “alto valor agregado”.
"A carne bovina brasileira seguirá sendo comercializada nos mercados para os quais estiver habilitada, mas não há substituição automática do mercado europeu, uma vez que diferentes destinos demandam produtos e cortes distintos", disse a entidade, em nota.
"Por isso, a prioridade da Abiec é contribuir para que esse fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível", acrescentou a associação, afirmando que trabalha em conjunto com o governo brasileiro para tentar reverter a medida.
Imagem ilustrativa de carne bovina.
George Piskov/Pexels
UE suspende importações de carnes do Brasil nesta quinta-feira; o que acontece agora?

União Europeia suspende importações de produtos de origem animal do Brasil
Começa nesta quinta-feira (3) o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.
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A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. Nesta semana, por exemplo, o bloco realiza no Brasil uma auditoria nas cadeias de produção de frango e mel, que deve ser concluída até sexta-feira (4). O resultado, porém, ainda será analisado pela UE, processo que deve levar cerca de dois meses.
“O Brasil é um parceiro importante para a União Europeia, e estamos trabalhando de forma próxima [...] com as autoridades brasileiras para garantir o cumprimento dessas exigências. Assim que essa conformidade for comprovada, as exportações para a UE poderão ser retomadas”, afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia à AFP na segunda-feira (31).
🔍 A UE anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. (entenda aqui)
A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.
As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. (veja nos gráficos abaixo)
Por que a UE proíbe promotores de crescimento e antibióticos de uso humano em animais
UE compra pouco da carne bovina do Brasil, mas paga mais e abre portas
Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia.
Arte/g1
Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.
Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.
Na quarta-feira (2), a Confederação Italiana de Agricultores (Cia-Agricoltori Italiani), uma das maiores entidades do setor na Itália, apoiou o bloqueio e disse que a decisão "representa uma possível mudança de rumo na política comercial do bloco", segundo informou a agência de notícias italiana Ansa Brasil.
A Itália é a maior compradora de carne bovina brasileira na UE, em volume, segundo dados de 2025 do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.
"É uma decisão importante, que vai ao encontro do que a Cia defende há muito tempo", afirmou o presidente nacional da organização, Cristiano Fini.
Segundo ele, a Europa deve assegurar "regras e condições iguais para todos", para que os acordos comerciais promovam crescimento econômico, e não dificuldades para as empresas europeias.
A seguir, veja como foram as negociações e o que o setor espera.
Como foram as negociações e o que o Brasil propôs
O governo brasileiro negocia com a UE desde o anúncio da decisão. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como avoparcina, virginiamicina e bacitracina. No mês seguinte, o governo brasileiro propôs à UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta.
Em junho, o governo anunciou um novo protocolo de controle sobre uso de antimicrobianos na pecuária. As regras preveem o rastreamento do animal desde o nascimento até o abate para comprovar que essas substâncias não foram utilizadas.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), 100% das empresas associadas e habilitadas para exportar para a União Europeia já adeririam a este protocolo. A UE, contudo, ainda não reverteu a sua decisão.
O novo protocolo foi desenvolvido pela Abiec em parceria com a Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
5 maiores compradores de carne bovina do Brasil.
Arte/g1
Mesmo que a UE voltasse atrás, o Brasil ainda levaria pelo menos dois anos para retomar as exportações de carne bovina para o bloco. Isso porque um animal que comece hoje a seguir os novos protocolos sobre antimicrobianos levará de 24 a 36 meses para estar pronto para o abate dentro das novas regras.
No caso do frango, o ciclo é mais curto: são cerca de 45 dias entre o nascimento e o abate.
Em julho, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o setor sempre manteve separada a produção de frango destinada à UE daquela enviada a outros mercados.
Segundo ele, a principal mudança é o aumento das fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, já previstas no Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC).
“Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram. Sempre segregamos", destacou Santin.
Principais compradores de frango do Brasil.
Arte/g1
Para os produtores de carne bovina que já exportam para a UE, as mudanças também não devem exigir grandes adaptações.
Em entrevista ao g1 em julho, o pecuarista André Bartocci, de Mato Grosso do Sul, afirmou que não usa antimicrobianos em seu rebanho há anos. Ele exporta pela Cota Hilton, modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal.
"Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria em que o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias de vida do animal. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", disse Bartocci.
O que o setor diz
Santin, da ABPA, espera que as exportações de frango para a UE sejam retomadas ainda neste ano. Isso, porém, depende da conclusão da auditoria que o bloco realiza nesta semana no Brasil.
O resultado da inspeção ainda precisa ser analisado pelo SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), órgão da Comissão Europeia que tem reunião marcada apenas para novembro.
Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin afirma que o setor pode redirecionar a produção de frango destinada à Europa para o mercado interno e para os cerca de 150 países que já compram o produto brasileiro.
"Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. [...] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio", destacou.
Já a Abiec vê o novo cenário com “preocupação”. Embora a UE responda por apenas 5,8% das exportações brasileiras de carne bovina, é um “mercado estratégico” por comprar cortes nobres, de “alto valor agregado”.
"A carne bovina brasileira seguirá sendo comercializada nos mercados para os quais estiver habilitada, mas não há substituição automática do mercado europeu, uma vez que diferentes destinos demandam produtos e cortes distintos", disse a entidade, em nota.
"Por isso, a prioridade da Abiec é contribuir para que esse fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível", acrescentou a associação, afirmando que trabalha em conjunto com o governo brasileiro para tentar reverter a medida.
Exportações de mel cresciam até o veto europeu
Embora o mel represente uma parcela pequena das exportações brasileiras para a União Europeia, as vendas para o bloco vinham crescendo por causa do tarifaço imposto por Donald Trump, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo.
Com a sobretaxa tornando as vendas para os EUA mais caras, os produtores redirecionaram parte das exportações de mel para a Europa. Segundo Azevedo, as vendas ao bloco dobraram no primeiro semestre deste ano, chegando a US$ 6,3 milhões.
"O veto da UE acabou sendo um 'balde de água fria' nos esforços dos exportadores, que já estavam colhendo frutos de um trabalho de ampliação de mercado", afirma Azevedo.
"No caso específico do mel, não enxergamos risco desse controle encontrar problemas de contaminação. O mel brasileiro exportado é, em grande maioria, orgânico, que já conta com uma cadeia de certificação que tem por objetivo garantir um produto livre de resíduos e antibióticos", explica.
Segundo ele, o principal risco para o setor é a chamada "contaminação cruzada". "Se houver uma colmeia próxima a uma área de criação de gado, por exemplo, existe a possibilidade de resíduos chegarem ao mel. Por isso, o controle é importante para evitar esse tipo de contaminação", afirma.
5 maiores compradores de mel do Brasil.
Arte/g1
Imagem ilustrativa de carne bovina.
Wenderson Araujo/CNA
Nova York suspende uso de IA para alunos de escolas públicas

Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, ao lado de Kathy Hochul, governadora de Nova York, em foto de 1º de setembro de 2026
Reuters/Heather Khalifa
O prefeito de Nova York, Zohran Mandani, anunciou nesta quarta-feira (2) a suspensão temporária do uso de inteligência artificial por alunos de escolas públicas entre a pré-escola e a 8ª série, equivalente ao 9º ano do ensino fundamental.
A medida vale durante o próximo ano letivo, que acontece de 10 de setembro a junho de 2027, e proíbe o uso de "todo software que usa IA generativa para alunos". Os chatbots de companhia, que simulam pessoas reais, foram proibidos para alunos de todas as séries.
A cidade criará aulas de alfabetização em IA duas vezes por ano para todos os alunos dos últimos anos do ensino fundamental e programas piloto para alguns estudantes usarem ferramentas de IA com a supervisão de um educador.
"A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada por inteligência artificial não só é inevitável, como também necessária. Nós não vemos as coisas dessa forma", disse Mamdani.
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"Todos os dias, quando os nossos filhos vêm para a escola, nós os ensinamos a fazer perguntas, a questionar pressupostos, a interrogar premissas, a perguntar 'por quê?'. Quando se trata de IA em nossas escolas, temos a obrigação de fazer o mesmo", disse.
Ainda segundo Mamdani, as escolas devem suspender o uso atual de cerca de 40 ferramentas educacionais nas salas de aula da cidade de Nova York.
A política afetará cerca de 600 mil alunos até a 8ª série. Os professores terão permissão para usar IA no planejamento de aulas e em tarefas como a organização de horários.
"As crianças precisam de professores e de conexão humana para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades ao lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores e lidar com problemas complexos por conta própria", afirmou.
Escolas públicas da cidade de Nova York já haviam imposto uma proibição temporária do ChatGPT logo após seu lançamento em 2022.
A restrição foi posteriormente suspensa e substituída por um assistente de ensino personalizado baseado em IA.
Benjamin Steinbruch deixa presidência da CSN e ex-CEO da Vale assume o cargo

Mineradora CSN registra vazamento em tubulação
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quarta-feira (2) que Benjamin Steinbruch deixará a presidência executiva da companhia e passará a comandar o Conselho de Administração.
A partir de quinta-feira (3), Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, assumirá o cargo de presidente executivo da CSN.
Quem é Benjamin Steinbruch, que ficou 33 anos na CSN
Steinbruch, de 73 anos, ficou 33 anos na CSN. Antes disso, o carioca também teve participação importante na privatização da Vale, em maio de 1997, quando liderou a formação do Consórcio Brasil, grupo que venceu o leilão de privatização da companhia.
A participação no processo colocou Steinbruch no centro de um dos principais movimentos de privatização do país na década de 1990 e ampliou sua influência no setor industrial brasileiro. Além da atuação empresarial, ele também ocupou o cargo de 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Além da atuação empresarial, ele também ocupou espaço na representação da indústria. Steinbruch assumiu o cargo de 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Após decisão do STJ, ex-presidente da Vale volta a responder em ações sobre Brumadinho e terá processos separados
Conheça Fabio Schvartsman
Schvartsman é formado e pós-graduado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e também tem pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Antes de chegar à Vale, construiu uma carreira de décadas em grandes empresas. Trabalhou por 10 anos na Duratex e passou outros 22 anos no Grupo Ultra, onde foi sócio-diretor da Ultra S.A. e diretor financeiro da holding Ultrapar. Deixou o grupo em 2007.
Depois, comandou a Telemar Participações e a San Antonio Internacional. Em 2011, assumiu a presidência da Klabin, fabricante de papel e celulose, onde permaneceu até 2017.
Chegada à Vale
Schvartsman assumiu a presidência executiva da Vale em 23 de maio de 2017, aos 63 anos, sucedendo Murilo Ferreira.
Na Vale, chegou com o objetivo de liderar uma reorganização da empresa e direcionar suas ações para uma carteira voltada ao Novo Mercado da bolsa de valores.
Durante sua gestão, a companhia também aumentou os recursos destinados à segurança de barragens e reformulou o controle de riscos em parceria com a consultoria Deloitte.
Outra diretriz adotada durante sua gestão foi a chamada "Mariana nunca mais", em referência ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Entretanto, quatro anos depois, outro desastre ambiental e social marcaria a história da empresa.
Brumadinho interrompe gestão na Vale
O período de Schvartsman à frente da Vale foi interrompido pelo rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. O desastre deixou 270 mortos e provocou graves danos ambientais.
Cerca de um mês depois da tragédia, Schvartsman deixou a presidência da Vale. Eduardo Bartolomeo foi escolhido para sucedê-lo ainda naquele ano.
Em 28 de março de 2019, Schvartsman prestou depoimento à CPI do Senado que investigava o desastre.
Na ocasião, afirmou que a Vale trabalhava com laudos de estabilidade emitidos por auditorias externas e que não tinha informações prévias sobre qualquer risco de perigo iminente. Também afirmou que a empresa estava fazendo pagamentos emergenciais aos atingidos.
Processo criminal
Os desdobramentos de Brumadinho continuaram depois de sua saída da Vale. Em janeiro de 2023, o Ministério Público Federal denunciou Schvartsman e outras 15 pessoas, e a Justiça Federal aceitou a acusação criminal.
Com isso, o executivo se tornou réu por homicídio duplamente qualificado, com dolo eventual, e crimes ambientais.
Em março de 2024, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região concedeu habeas corpus a Schvartsman e determinou o trancamento das ações penais. O Ministério Público Federal recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em abril desse ano, a Sexta Turma do STJ decidiu, por maioria, restabelecer os processos contra o ex-presidente da Vale. A decisão considerou que havia indícios apresentados pelo Ministério Público Federal de forma suficiente.
Em 7 de maio, Schvartsman foi formalmente reincluído nas ações pela Justiça Federal. O processo contra ele foi separado dos demais réus, com uma ação exclusiva para homicídio e outra para crimes ambientais.
Fábio Schvartsman, em imagem de arquivo
Marcelo Camargo/Agência Brasil
PGR encaminha ao STF proposta de delação premiada de fundador da Reag

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex- presidente do conselho de administração do grupo Reag. O documento foi enviado para análise do ministro André Mendonça, que não tem prazo para responder.
O documento tem 17 anexos que explicam como os fundos foram montados para lavagem de dinheiro. Mansur também aponta o caminho para localização de R$ 20 bilhões de recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Quem é João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos que está sendo investigado pela PF
Mansur assinou um termo de confidencialidade há meses com a Polícia Federal e com a PGR, primeiro passo antes da entrega dos documentos e eventuais provas dos crimes. Entretanto, a negociação avançou apenas com a Procuradoria.
Agora no g1
João Carlos Mansur foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, em janeiro deste ano. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação da Reag.
Antes, o grupo já tinha sido alvo da Carbono Oculto, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o crime organizado.
LEIA TAMBÉM: Reag e Banco Master: como a gestora entrou no radar das investigações da PF?
🔎A colaboração premiada é, em resumo, um meio de obtenção de provas nas investigações criminais. Nesse recurso, o investigado se dispõe a cooperar com o processo e a investigação. Em troca, o Estado pode dar benefícios a ele.
O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag
Reprodução/LinkedIn
A possível colaboração deve ser voluntária. Ou seja, o investigado deve tomar a decisão por conta própria.
A negociação é feita pela defesa do investigado e pode ocorrer com o delegado ou o Ministério Público, dependendo do estágio da investigação. Todo o processo deve ocorrer inicialmente sem a participação de um juiz (o juiz aparece depois, na validação da colaboração).
Na proposta de colaboração, a defesa do investigado deve anexar provas e descrever adequadamente todos os fatos. O interessado deverá narrar todos os fatos ilícitos dos quais participou e que tenham relação direta com os fatos investigados.
A partir do recebimento da proposta, todo o processo de colaboração passa a ser confidencial. Além disso, ao entrar na colaboração premiada, o investigado passa a ser obrigado a renunciar ao direito ao silêncio em todos os depoimentos que prestar.
Banco Central (BC) decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos
Reprodução/Instagram
Lago Ontário vira 'Lago América' nos mapas da Apple nos EUA após ordem de Trump

Trump diz estar reavaliando posição dos EUA sobre as Malvinas
A Apple passou a mostrar o nome “Lago América” para o Lago Ontário no aplicativo Mapas para usuários dos Estados Unidos, seguindo uma mudança feita pelo Google dias antes.
O lago fica entre o estado de Nova York, nos EUA, e a província canadense de Ontário.
A mudança ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou um novo nome para o lago, em meio ao aumento das tensões comerciais entre os EUA e o Canadá.
Na manhã desta quarta-feira (2), o Apple Maps mostrava “Lake America” para usuários nos Estados Unidos que consultavam o lago. Fora do país, o nome continuava aparecendo como Lago Ontário.
A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No início desta semana, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, disse à Fox que Trump havia entrado em contato diretamente com a empresa para pedir a mudança.
Trump anunciou o novo nome “Lago América” na semana passada. A decisão faz parte de uma série de medidas que aumentaram as tensões entre os dois países, que agora aplicam tarifas maiores sobre produtos que atravessam a fronteira.
Uma ordem assinada pelo presidente na sexta-feira (31) determinou que o Departamento do Interior dos EUA atualizasse o nome do lago no sistema oficial americano de registro de nomes geográficos.
O Google Maps também passou a usar “Lake America” para usuários nos Estados Unidos durante o fim de semana. A empresa afirmou que segue uma política antiga de usar, em seus mapas, os nomes registrados pelo sistema oficial americano.
Segundo o Google, usuários nos Estados Unidos veem “Lake America”, enquanto no Canadá o nome continua sendo “Lake Ontario”. Em outros países, os dois nomes aparecem.
Canadá rejeita mudança
A decisão de Trump não obriga o Canadá a mudar o nome do lago. Autoridades canadenses rejeitaram rapidamente a ideia.
“É Lago Ontário para os canadenses e para o resto do mundo. Agora e para sempre”, escreveu o primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, nas redes sociais na sexta-feira.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também rejeitou a mudança na semana passada. Ele destacou as origens indígenas do nome e afirmou que ele é anterior tanto à formação do Canadá quanto à Declaração de Independência dos Estados Unidos.
O nome Lago Ontário vem de uma palavra do povo indígena Huron, “oniatarí”, que significa “lago de águas brilhantes”.
Trump já tentou mudar outro nome geográfico
Não é a primeira vez que Trump tenta mudar o nome de uma área de água que se estende para além das fronteiras dos Estados Unidos.
No ano passado, ele determinou que o Golfo do México passasse a ser chamado de Golfo da América. Apple e Google, ambas empresas sediadas na Califórnia, posteriormente atualizaram o nome em seus mapas para usuários nos Estados Unidos.
Mas nem todos os serviços de mapas seguiram a decisão. O MapQuest, por exemplo, afirmou que não mudaria o nome do Lago Ontário e ofereceu aos usuários uma ferramenta separada para escolher como gostariam de chamar o lago.
Mas nem todos os serviços de mapas seguiram a decisão. O MapQuest, por exemplo, afirmou que não mudaria o nome do Lago Ontário e chegou a oferecer aos usuários uma ferramenta separada para escolher como gostariam de chamar o lago.
No MapQuest, “Lago Ontário” e “Golfo do México” continuam sendo os nomes exibidos normalmente.
O MapQuest é controlado pela empresa californiana System1 e registrou recentemente um aumento nos downloads. Na quarta-feira, o aplicativo liderava a lista de aplicativos gratuitos com novos downloads na App Store da Apple nos Estados Unidos e no Canadá.
Lago ontário no aplicativo "Mapas" da Apple
Reprodução
Juíza dos EUA rejeita tentativa de separar negócio de publicidade do Google

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018
CHARLES PLATIAU/Reuters
Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou, nesta quarta-feira (2), um pedido para obrigar o Google a vender uma divisão de seu negócio de publicidade digital, frustrando a tentativa do governo de desmembrar parte do império publicitário da empresa.
Em uma decisão judicial, a juíza Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia, optou por estabelecer regras para regular a atuação da companhia no mercado de publicidade digital.
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Esta é a segunda vez, nos últimos anos, que um juiz federal se recusa a determinar a separação de parte dos negócios do Google. Em 2025, outro magistrado rejeitou um pedido para obrigar a empresa a vender o navegador Chrome, em um processo separado sobre o monopólio do Google no mercado de buscas online.
Em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) propôs que o Google venda as plataformas de publicidade AdX e DFP. A medida ocorreu após Brinkema concluir, em abril, que a empresa domina ilegalmente dois mercados de publicidade digital.
Segundo o DOJ, a venda das plataformas é necessária para acabar com os monopólios da gigante de tecnologia Alphabet, controladora do Google, e restabelecer a concorrência nos mercados de leilões de anúncios e de gerenciamento de espaços publicitários.
Em abril, a juíza distrital Leonie Brinkema, de Alexandria, na Virgínia, concluiu que o Google é responsável por "adquirir e manter intencionalmente o poder de monopólio" nesses dois segmentos.
A decisão foi mais um revés para a empresa. Em 2024, outro juiz também concluiu que o Google mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas online.
Entenda: Por que julgamento do Google por monopólio nas buscas é histórico
Google e Ministério da Justiça assinam acordo contra fraudes em anúncios de produtos financeiro
Google contesta governo dos EUA
Em nota enviada à Reuters em maio, o Google afirmou que apoia medidas para mudar a forma como o mercado funciona, como permitir que concorrentes tenham acesso a lances em tempo real. A empresa, no entanto, disse que os promotores não têm base legal para obrigá-la a vender partes de seu negócio.
"As propostas adicionais do DOJ para forçar a venda de nossas ferramentas de anúncios vão muito além das conclusões da Corte. Elas não têm respaldo legal e prejudicariam editores e anunciantes", disse Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google, no comunicado.
O AdX, ou Ad Exchange, é uma plataforma que permite que editores disponibilizem espaços publicitários para serem comprados por anunciantes em tempo real.
Já os servidores de anúncios são ferramentas usadas por sites para armazenar e gerenciar os espaços destinados à publicidade.
No ano passado, o Google deu um passo importante para encerrar uma investigação antitruste da União Europeia ao propor a venda do AdX. Os editores europeus, no entanto, rejeitaram a proposta por considerá-la insuficiente.
Com informações da France Presse e Reuters
Escala 6x1: o que acontece agora? O que muda para empresas e trabalhadores? Entenda

CCJ do Senado aprova fim da escala 6x1; análise no plenário ainda é incerta
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga).
Os senadores ainda vão analisar um trecho da proposta em separado, o chamado destaque. (entenda como funciona)
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dois turnos e, com a aprovação na CCJ, avançou mais uma etapa no Senado. Agora, a PEC precisa ser votada e aprovada em mais dois turnos pelo Plenário do Senado.
A proposta estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso, sem redução de salário. (veja detalhes abaixo)
O relator da proposta que acaba com a escala 6x1, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as emendas apresentadas ao texto. Ao todo, 36 emendas foram debatidas durante a análise da matéria na CCJ do Senado.
No total, 27 senadores estavam presentes. Desses, quatro votaram contra. Antes da votação, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu o prazo de uma hora para a análise do texto. A medida atendeu a um pedido de parlamentares da oposição, que defendiam um prazo maior para avaliar o relatório.
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Mas o que acontece agora? Tem que ter convenção coletiva? Mudança de contratos de trabalho? Como vai ser essa transição?
Veja as principais perguntas e respostas.
O que muda para o trabalhador? E para a empresa?
Quando começam os dois dias de folga?
Como será a transição de 44 para 40 horas?
A empresa terá que mudar os contratos de trabalho?
Será necessária negociação coletiva?
Como ficam horas extras e banco de horas?
O que acontece com categorias que têm escalas especiais?
Quais são os próximos passos?
O que muda para o trabalhador? E para a empresa?
Se a PEC for aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga.
A jornada máxima também será reduzida. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas.
A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo.
"Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados.
Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos.
Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 precisa ser analisada pelas empresas também sob a perspectiva de planejamento. Uma eventual redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva."
A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto.
Quando começam os dois dias de folga?
O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais.
Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. A proposta, porém, ainda pode ser alterada durante a análise no Senado.
Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas.
Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana.
Como será a transição de 44 para 40 horas?
Se Câmara e Senado chegarem a um mesmo texto, a proposta poderá ser promulgada como Emenda à Constituição. Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação.
Se o texto for mantido como está, a primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos.
Ao fim desse período, de 14 meses após a promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário.
Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente.
Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos.
Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão.
Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis.
"O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho.
Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados.
“A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma.
A empresa terá que mudar os contratos de trabalho?
Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador.
"As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares e Patrick Lobo, sócio da área trabalhista do Demarest e advogado do trabalho também no Demarest, respectivamente.
Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais.
A proposta também estabelece regras para os acordos e convenções coletivas que já estão em vigor. Instrumentos que forem incompatíveis com os novos limites de jornada e descanso terão de ser adequados, conforme as regras previstas na emenda.
Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta.
Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS.
Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece.
Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro.
Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial.
Será necessária negociação coletiva?
Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas.
"A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest.
Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra.
Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição.
Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras.
Como ficam horas extras e banco de horas?
A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas.
Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas.
Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas.
Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis.
Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas.
O que acontece com categorias que têm escalas especiais?
Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada.
A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas.
Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta.
A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor.
Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação.
Quais são os próximos passos?
Caso seja aprovada pela CCJ, a PEC poderá seguir para o Plenário do Senado. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto ainda precisará ser aprovado em dois turnos de votação no Plenário antes de uma eventual promulgação.
O relator, Omar Aziz, afirmou que, caso a proposta avance na CCJ, há intenção de encaminhá-la rapidamente ao Plenário e buscar um calendário especial para a votação.
A proposta ainda está em tramitação e, portanto, não altera, neste momento, as regras vigentes para empresas e trabalhadores.
Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas
Reprodução/EPTV
Dona da Farm, Hering e Schutz, Azzas 2154 anuncia cisão após crise entre sócios e queda nos resultados

Sócios da Azzas 2154 Roberto Luiz Jatahy (à esquerda) e Alexandre Birman (à direita).
Divulgação
A Azzas 2154, conglomerado de moda que reúne marcas como Farm, Hering, Animale e Schutz, entre outras, será dividida menos de dois anos após sua criação. A separação foi anunciada nesta quarta-feira (2).
A companhia surgiu em 2024, a partir da fusão entre a Arezzo&Co e o Grupo Soma. A união criou um dos maiores grupos de moda do país, mas, desde então, a empresa passou por mudanças que culminaram na decisão de separar novamente os negócios.
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A reorganização prevê a separação dos negócios entre a Arezzo&Co, que será liderada pelo bloco de Birman, e a SOMA, sob comando do bloco de Jatahy.
As duas empresas deverão ser listadas no Novo Mercado da B3 e terão estruturas próprias de administração e governança.
A operação também prevê a criação de uma sociedade específica para reunir a Farm e suas extensões, com participação de 57,4% da Arezzo&Co e 42,6% da SOMA.
No comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (2), Birman e Jatahy afirmam que a separação permitirá uma estrutura mais adequada para os diferentes negócios do grupo. Segundo eles:
“A Reorganização tem por propósito permitir que cada companhia resultante opere com administração separada, com foco em seus respectivos modelos de negócios e oportunidades de mercado, além de acesso direto e independente ao mercado de capitais e a outras fontes de financiamento.”
A decisão acontece após um período marcado por divergências entre os dois grupos de acionistas e mudanças na estrutura de comando da companhia.
Ao longo do último ano, a Azzas 2154 passou por alterações no conselho de administração e em sua governança, em meio aos impasses envolvendo os dois principais grupos de acionistas.
Dança das cadeiras
As mudanças no alto escalão da companhia começaram a ganhar força em maio de 2025, apenas nove meses após a conclusão da fusão entre Arezzo e Soma.
A primeira saída foi a do empresário Guilherme Benchimol — fundador da XP e então membro do conselho de administração da Azzas —, que renunciou ao cargo devido a “outros compromissos profissionais”, que demandavam “crescente disponibilidade de tempo e agenda”. André De Vivo assumiu a vaga.
Em junho, a empresa anunciou uma reestruturação no conselho de administração. Na mesma data, nomeou Nicola Calicchio Neto como presidente e Marcel Sapir como vice-presidente do colegiado, em substituição a Pedro Parente e Anna Chaia, que renunciaram aos cargos.A Azzas 2154, criada em 2024 pela fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, será dividida novamente, com o anúncio feito nesta quarta-feira (2).
Nos meses seguintes, outros executivos deixaram seus cargos, como Rony Meisler, fundador da marca Reserva. O último deles foi o próprio Calicchio Neto, que deixou a presidência do conselho um ano após assumir a função.
Resultados mais fracos
Além das mudanças no alto escalão, os resultados da empresa também perderam força nos últimos trimestres.
No segundo trimestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 106,5 milhões, queda de 62,5% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado, porém, foi superior ao do primeiro trimestre, quando o lucro recorrente havia sido de R$ 63,9 milhões. A melhora de um trimestre para o outro ocorreu mesmo com a receita líquida em queda, e foi influenciada principalmente pela melhora da margem bruta e do resultado financeiro.
Os resultados anteriores já mostravam uma piora no desempenho da companhia. De janeiro a março, o lucro líquido havia recuado 45,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, passando de R$ 117,7 milhões para R$ 63,9 milhões.63,9 milhões.
Como fica a divisão por marcas
Arezzo&Co
Arezzo
Schutz
Anacapri
Vans
Alexandre Birman
Carol Bassi
Hering e extensões
57,4% da sociedade que reunirá a FARM Rio
SOMA
Animale
NV
Maria Filó
Cris Barros
Reserva e extensões
Oficina
Foxton
42,6% da sociedade que reunirá a FARM Rio
Os sócios na Justiça
Outro episódio marcante envolvendo a companhia ocorreu em maio, quando Jatahy entrou com um processo judicial contra Birman pedindo que a Justiça barrasse mudanças internas promovidas pelo então presidente da empresa.
A Justiça acatou o pedido e determinou que a empresa não pode fazer alterações em sua estrutura interna neste momento, mantendo Jatahy como responsável pelas unidades de vestuário feminino e masculino. Birman tentou reverter a decisão, mas teve o pedido negado.
Em comunicado divulgado a investidores, a companhia afirmou ter sido “surpreendida” pela existência do pedido judicial protocolado por Jatahy.
Agora no g1
“A companhia buscará acesso às informações pertinentes relacionadas à referida ação e tomará medidas que sejam aplicáveis”, afirmou o diretor financeiro corporativo, Eric Alexandre Alencar, no documento.
O caso evidenciou os desentendimentos entre os sócios e aumentou as expectativas em torno de uma eventual cisão da companhia.
Arezzo&Co e Grupo Soma: negócios complementares na moda
A fusão que deu origem à Azzas 2154 partiu de duas empresas relevantes do setor de moda, com atuações complementares.
Enquanto a Arezzo&Co concentrava seus negócios em calçados, bolsas e acessórios — com marcas como Arezzo, Schutz e Reserva em seu portfólio —, o Grupo Soma tinha força no segmento de vestuário, reunindo grifes como Farm, Animale e Hering.
A união das duas companhias, anunciada em 2024, criou uma gigante do varejo nacional, com mais de 30 marcas de roupas, calçados e acessórios, cerca de 2 mil lojas e faturamento conjunto estimado em R$ 12 bilhões.
À época, como o g1 mostrou, a criação da Azzas foi bem recebida pelo mercado financeiro, que esperava que a empresa se consolidasse como um dos principais grupos de moda do país, com portfólio ampliado e oferta mais completa ao consumidor de renda média e alta.
Fim da 6x1: relator lê parecer; presidente da CCJ concede vista de uma hora após pedido da oposição

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu nesta quarta-feira (2) vista de uma hora para análise do relatório sobre o fim da escala 6x1 pelos integrantes do colegiado.
Otto Alencar atendeu, parcialmente, a um pedido de parlamentares da oposição ao governo Lula, que defendiam um prazo maior para a análise do relatório. O parecer foi lido nesta quarta pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), relator do tema no Senado.
Após o prazo de uma hora de vista, que se encerra às 14h47, a CCJ pode iniciar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses.
A proposta foi pautada na comissão, após ser destravada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas semanas.
🔎A CCJ é a principal comissão do Congresso, e funciona como uma 'luz verde' para qualquer projeto que tramita no Legislativo. O colegiado consegue controlar o ritmo e dar peso de validação a uma matéria para ser analisada pelo plenário. É a comissão mais estratégica, que pode interromper previamente determinados projetos.
No relatório, o senador Omar Aziz não fez alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
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A proposta
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6x1 estipula uma jornada semanal de 40 horas de trabalho – atualmente, são 44 horas. Com a nova escala, seriam mantidos os limites de 8 horas diárias de trabalho.
A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Preferencialmente, um desses dias deve ser o domingo.
Aziz manteve essas regras em seu parecer. O senador também não fez alterações no período de transição. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia:
em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal;
em um ano, redução da jornada semanal para 40 horas.
O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
Em seu relatório, o parlamentar do PSD defendeu a redução da carga de trabalho. O senador chama a atenção para o fato de que as 44 horas semanais estão em vigor há 30 anos.
E, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a 6x1 afeta mais os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade.
"A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", afirmou Aziz.
Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas
Reprodução/EPTV
Companhia que transporta cargas dos Correios tem operações suspensas pela Anac; entenda

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu integralmente as operações da Total Linhas Aéreas, empresa responsável por atender o serviço de transporte de cargas dos Correios.
A medida passou a valer na terça-feira (1º) e foi publicada nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU).
A decisão é administrativa e tem caráter preventivo. Com a suspensão, a companhia fica impedida de realizar suas operações enquanto a medida estiver em vigor.
A Total Linhas Aéreas presta serviço para os Correios no transporte de encomendas e outras cargas. A decisão da Anac, portanto, afeta diretamente a empresa que realiza esse serviço para a estatal.
A suspensão foi determinada pela Anac e formalizada por meio de uma decisão administrativa acautelatória, expressão que, neste caso, indica uma medida adotada pela agência de forma preventiva.
Presidente da Anac diz que agência foi enganada pela Voepass
Reprodução/TV Globo
Risco de incêndio: Jeep do Brasil faz recall dos modelos Wrangler e Gladiator Rubicon

Jeep Wrangler Rubicon 2025
Divulgação / Stellantis
A Stellantis, dona da marca Jeep, anunciou um recall no Brasil dos modelos Gladiator Rubicon (modelo 2022 a 2025) e Wrangler (anos-modelo 2021 a 2025) por risco de incêndio.
O chamado envolve 1.472 unidades dos dois modelos e é motivado por uma falha identificada no circuito elétrico da bomba de direção eletro-hidráulica dos veículos.
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Em situações extremas, segundo a marca, esse defeito de funcionamento pode provocar um princípio de incêndio.
De acordo com o comunicado da Stellantis, isso traz riscos de danos materiais e lesões físicas aos ocupantes e terceiros.
Agora no g1
Para solucionar o problema, a montadora orienta os proprietários dos modelos afetados a agendarem o atendimento na rede de concessionárias da marca.
O procedimento consiste em uma verificação técnica do sistema e no reparo do componente, com um tempo estimado de execução de aproximadamente 30 minutos.
Os números dos chassis envolvidos na campanha são:
Jeep Gladiator Rubincon (2022-2025)
NL127704 a SL502236
Jeep Wrangler (2021-2025)
MW539580 a SW500071
Jeep Gladiator Rubicon 2025
Divulgação / Stellantis
Recall da RAM 1500
A Stellantis, dona da marca RAM e Fiat, também anunciou um recall no Brasil para a RAM 1500 por problemas nos cintos de segurança. O g1 já havia adiantado em julho que o mesmo problema atingiu 1,5 milhão de unidades da picape na América do Norte.
Segundo comunicado da empresa, "foi identificada a possibilidade de falha na fixação dos cintos de segurança do banco traseiro, que pode, eventualmente, ocasionar a falta de retenção dos ocupantes do veículo em caso de frenagem brusca ou acidente, consequentemente, potencializando a ocorrência de danos materiais, físicos ou até mesmo fatais".
A orientação aos proprietários das 5.810 unidades envolvidas no recall é entrar em contato com uma concessionária RAM e agendar a verificação.
Se necessário, será feita a fixação correta dos cintos de segurança para o banco traseiro.
Segundo a Stellantis, os serviços de inspeção e eventual reparo são gratuitos e levam 30 minutos para serem concluídos.
RAM 1500 (modelos 2021 até 2026)
Chassis: MN542089 a T4190489
RAM 1500
Divulgação / Stellantis
Recall de 1,5 milhão de picapes
A agência Reuters noticiou em julho que a Stellantis, dona da marca RAM, faria um recall de mais de 1,5 milhão de unidades da picape 1500 por problemas nos cintos de segurança.
Os modelos envolvidos na campanha foram fabricados entre 2019 e 2026. São 1,27 milhão de picapes nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e cerca de 75 mil fora da América do Norte.
O defeito detectado nos EUA, o mesmo das picapes vendidas no Brasil, está nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança na segunda fileira de assentos, especificamente nas fivelas do cinto do meio e do cinto do passageiro que vai à esquerda, logo atrás do motorista.
De acordo com o informado pela agência Reuters em julho, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortes”.
Bancos traseiros da RAM 1500
Divulgação / Stellantis
Comissão aprova fim da 'taxa das blusinhas'; medida segue para votação no plenário da Câmara

A Comissão Mista para análise da medida provisória do fim da "taxa das blusinhas" aprovou nesta quarta-feira (2) o parecer para acabar com o imposto em compras internacionais de até US$ 50. A votação foi simbólica, sem contagem de votos.
O texto segue agora para o plenário da Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já convocou, para as 14h desta quarta, uma sessão para votação do tema.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) fez mudanças no texto. A relatora incluiu um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros.
“Vamos manter o texto-base da MP e incluir, a partir de uma demanda do setor produtivo, um mecanismo para que o Ministério da Fazenda avalie periodicamente os impactos da medida, dê transparência a esses dados e, caso sejam identificados efeitos relevantes, possa propor futuramente medidas de mitigação”, disse a senadora após reunião com o Palácio do Planalto.
A primeira avaliação será após três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista.
MP das Blusinhas, fim da escala 6x1 e PEC da Segurança avançam
Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o fim da taxa das blusinhas a cada ano, a partir de dados que a Fazenda disponibilizar até 30 de abril.
"É um critério de transparência, de avaliação e de monitoramento. Porque o setor industrial está falando que é muito prejudicial à indústria nacional. Então, criamos esse dispositivo", disse o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da Comissão.
A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores:
Têxteis e vestuário;
Calçados;
Acessórios;
Brinquedos; e
Cosméticos.
Durante os últimos dias, Leila teve reuniões com integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda sobre os detalhes da proposta. Também dialogou com representantes dos setores produtivos.
Um outro pedido, relacionado aos Correios, não foi aciolhido. A ideia era dar exclusividade para realizar a logística das compras internacionais de até US$ 50, do processo de liberação aduaneira até a entrega no domicílio dos compradores.
Até 2024, antes do Remessa Conforme, a estatal tinha uma espécie de monopólio para esse tipo de transação, o que ajudava nas contas da estatal.
A medida, no entanto, seria inconstitucional, segundo avaliação do governo, já que não se pode definir monopólio por lei, somente no texto constitucional.
Fim da taxa das blusinhas
A Medida Provisória (MP) acaba com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50.
Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador.
A expectativa, segundo Lopes, é que o plenário da Câmara vote o texto em seguida, já que a MP ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado no dia 9 deste mês, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana.
Acordo entre Poderes
Depois chegar perto da possibilidade de perder a validade, a MP da taxa das blusinhas foi destravada no Congresso por um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em um almoço na quarta-feira (26), eles anunciaram que o tema seria votado.
Depois disso, dois aliados do presidente Lula foram escolhidos para comandar a comissão sobre o tema: o deputado Reginaldo Lopes e a senadora Leila Barros.
A Comissão Mista que analisou o MP do fim da 'taxa das blusinhas'
Saulo Cruz/Agência Senado
Após acordo, petrolífera dos EUA anuncia US$ 7 bilhões para ampliar produção na Venezuela; expectativa é mais que dobrar extração até 2030

Casa Branca detalha plano para explorar petróleo na Venezuela
A produção de petróleo da Venezuela deve mais que dobrar até 2030 e superar 2 milhões de barris por dia, afirmou nesta quarta-feira (2) o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright. Segundo ele, o país já produz mais de 1,2 milhão de barris por dia.
Wright também disse estar confiante de que o petróleo venezuelano poderá ser usado para recompor a reserva estratégica dos Estados Unidos, um estoque mantido pelo governo americano para situações de emergência no abastecimento.
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“Começamos com um pouco menos de um milhão de barris por dia. Hoje, são mais de 1,2 milhão de barris por dia”, afirmou Wright em entrevista à CNBC. “A produção da Venezuela ultrapassará 2 milhões de barris por dia até o final desta década”, acrescentou.
A previsão ocorre após um acordo entre os Estados Unidos e a Venezuela que amplia a participação americana no setor de petróleo do país. Wright está em Caracas nesta quarta-feira para acompanhar a assinatura de novos acordos com o governo interino de Delcy Rodríguez.
O acordo dá aos Estados Unidos o direito de explorar um quinto das reservas de petróleo da Venezuela, de acordo com os termos divulgados sobre a negociação.
Suspeita e dúvidas diante do acordo petrolífero 'histórico' entre Venezuela e EUA
EUA ampliam presença no petróleo venezuelano
Wright afirmou que a participação do governo americano aumenta a segurança e a confiança nos contratos e pode ajudar a atrair investimentos para o setor de petróleo da Venezuela.
O país passou por anos de queda na produção e dificuldades na indústria petrolífera. No início deste ano, o governo de Delcy Rodríguez promoveu uma reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que facilita a criação de novos negócios no setor.
A expectativa americana é que a mudança nas regras e a entrada de investimentos ajudem a acelerar a recuperação da produção venezuelana.
Chevron anuncia US$ 7 bilhões
A Chevron, uma das maiores petrolíferas americanas, anunciou nesta quarta-feira que pretende investir mais de US$ 7 bilhões na Venezuela nos próximos cinco anos.
A empresa americana prevê mais que dobrar sua produção no país, chegando a cerca de 600 mil barris por dia.
Chevron, Eni, KEO Capital e Primavera estão entre as empresas envolvidas em novos acordos de energia com o governo venezuelano. Os contratos preveem, principalmente, a expansão de projetos negociados com o Ministério do Petróleo e com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo.
Os novos acordos seguem as regras da reforma aprovada em janeiro.
Outros projetos
A KEO Capital, por meio de sua subsidiária nos Estados Unidos, fechou um acordo com a PDVSA para formar a joint venture Petrourdaneta. A empresa ficará responsável pela operação do projeto e terá uma linha de crédito de US$ 350 milhões.
A italiana Eni também pretende ampliar sua atuação na Venezuela com uma nova área na Faixa do Orinoco, uma das principais regiões produtoras de petróleo do país.
Retorno das empresas americanas
O movimento ocorre depois de anos de afastamento de grandes empresas americanas do setor de petróleo venezuelano.
ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram projetos no país após a nacionalização de ativos em 2007. A Chevron permaneceu na Venezuela e agora planeja ampliar sua produção.
A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. A indústria do país, porém, foi enfraquecida por problemas de gestão, corrupção e sanções.
Petróleo para a reserva dos EUA
Além do aumento da produção venezuelana, Wright vê o petróleo do país como uma possível fonte para recompor a reserva estratégica americana.
A reserva estratégica é um estoque de petróleo mantido pelo governo dos Estados Unidos para ser usado em situações de emergência, como interrupções no fornecimento.
Wright disse estar confiante de que o petróleo venezuelano poderá ser trocado por petróleo destinado à reserva americana.
Em outra declaração nesta quarta-feira, o secretário afirmou que espera que a Venezuela produza mais de 1,5 milhão de barris por dia já no primeiro semestre de 2027.
A previsão é de que a produção continue crescendo até superar 2 milhões de barris por dia no fim da década.
*Com informações da AFP, AP e Reuters
Dropbox afirma que cerca de 5 mil contas foram comprometidas em ataque hacker em agosto

Nuvens são vistas em frente ao logo do Dropbox nesta ilustração tirada em 27 de fevereiro de 2022
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
(
O Dropbox afirmou nesta terça-feira (1º) que cerca de 5 mil contas foram comprometidas no mês passado. Segundo a empresa, hackers visualizaram e baixaram conteúdos armazenados na plataforma de armazenamento em nuvem.
Alguns usuários do Dropbox receberam um e-mail da empresa na segunda-feira (31) informando que suas contas haviam sido acessadas sem autorização entre 4 e 21 de agosto. A empresa confirmou o acesso depois que a Bloomberg News noticiou o ataque no início do dia.
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O Dropbox não informou em quais países estão os usuários das contas comprometidas. A empresa também não detalhou quantos clientes foram afetados em cada país.
A empresa afirmou que os hackers acessaram arquivos em menos de um terço das contas comprometidas.
Agora no g1
As ações do Dropbox caíram cerca de 2,4% nas negociações após o fechamento do mercado na terça-feira (1º).
O Dropbox informou à Reuters que identificou acessos não autorizados em contas vinculadas a um ID da Lenovo que não tinham a autenticação em duas etapas ativada. Por isso, a empresa encerrou todas as sessões de acesso feitas por meio de um ID da Lenovo.
A empresa removeu todas as conexões entre os IDs da Lenovo e as contas do Dropbox e alterou seus sistemas. Agora, os usuários precisam informar a senha do Dropbox antes de acessar uma conta por meio da Lenovo.
O Dropbox afirmou ter comunicado o incidente às autoridades responsáveis pela proteção de dados.
A Lenovo identificou uma "integração antiga" entre o Lenovo ID e o Dropbox que "poderia ser usada para autenticar indevidamente certas contas do Dropbox". A empresa afirmou que seus clientes não foram afetados e que uma investigação está em andamento.
OpenAI diz que seu novo modelo de IA é tão avançado que exigirá mais medidas de segurança

Como agentes de IA da OpenAI invadiram sistema e tentaram apagar os próprios rastros
A OpenAI afirmou que seu próximo modelo de inteligência artificial (IA), chamado Astra, é tão avançado que exigirá medidas adicionais de segurança antes de ser lançado.
Segundo a empresa, testes mostraram que o sistema é significativamente mais capaz que o GPT-5.6 Sol, atual modelo mais sofisticado da OpenAI disponível ao público.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O Astra foi classificado pela própria empresa como o primeiro modelo a atingir o nível considerado “crítico” em capacidade de cibersegurança (habilidade de identificar e explorar falhas em sistemas e redes).
Por isso, a OpenAI diz que adotou controles mais rígidos durante o desenvolvimento e pretende limitar inicialmente o acesso às funções mais avançadas do sistema.
A empresa afirmou que pretende disponibilizar o Astra em breve, inicialmente para um grupo limitado de usuários. As ferramentas mais avançadas de cibersegurança terão acesso ainda mais restrito, voltado a testadores e, posteriormente, a usos defensivos.
O que o Astra consegue fazer
Segundo a OpenAI, o Astra consegue encontrar falhas de segurança até então desconhecidas e desenvolver formas de explorá-las sem que uma pessoa precise orientar cada etapa do processo.
Essas falhas podem estar presentes em sistemas considerados protegidos contra ataques. Em testes conduzidos pela empresa, o modelo identificou vulnerabilidades e conseguiu combiná-las para criar formas de invasão.
Humanos podem 'desligar' uma IA se ela fugir do controle?
A OpenAI afirma que o Astra também é mais eficiente que o GPT-5.6 Sol para esse tipo de tarefa, ou seja, consegue realizar trabalhos de cibersegurança usando menos recursos computacionais.
Em uma das avaliações, o modelo identificou duas vulnerabilidades do tipo “zero-day” (falhas de segurança ainda não conhecidas ou corrigidas pelos responsáveis pelo sistema) e as utilizou em uma sequência de exploração.
A empresa diz estar trabalhando para comunicar essas vulnerabilidades aos responsáveis pelos sistemas afetados.
Por que isso preocupa
Uma IA com esse nível de capacidade pode ser usada para ajudar pesquisadores e empresas a encontrar e corrigir problemas de segurança. Mas a mesma tecnologia também pode ser utilizada para realizar ataques.
A preocupação da OpenAI não é apenas com uma pessoa usando deliberadamente o modelo para cometer um ataque. A empresa também considera o risco de o próprio sistema tomar ações não autorizadas (quando a IA ultrapassa os limites definidos para a tarefa que recebeu).
Por isso, os controles precisam atuar em duas frentes: impedir o uso malicioso do modelo e detectar rapidamente caso o próprio sistema tente realizar uma ação considerada indevida.
OpenAI diz que Astra não participou de incidente com agentes de IA
O anúncio sobre o Astra ocorre semanas depois de um incidente envolvendo outros modelos da OpenAI.
Durante testes, agentes de IA (programas capazes de executar tarefas de forma mais autônoma, tomando várias decisões ao longo do processo) conseguiram escapar dos controles do ambiente de testes e acessar a internet.
Eles chegaram à Hugging Face, plataforma usada por pesquisadores e empresas para compartilhar modelos e ferramentas de inteligência artificial, em um episódio que levou a OpenAI a reforçar seus sistemas de segurança.
A empresa afirma que o Astra não participou do incidente. Ainda assim, as lições daquele episódio foram incorporadas aos testes e às medidas de proteção do novo modelo.
Após o episódio, a OpenAI desacelerou parte do desenvolvimento de seus modelos e reforçou o isolamento dos ambientes de treinamento. A empresa também ampliou o monitoramento e adotou controles mais rígidos para impedir que os sistemas tenham acesso não autorizado a redes e outros recursos.
A companhia chegou a suspender por duas semanas parte do treinamento de modelos mais avançados. O treinamento de grande escala foi retomado em 28 de agosto, depois da implementação de novos requisitos de segurança, embora alguns experimentos menores continuassem suspensos.
OpenAI diz que vai limitar recursos do Astra
A estratégia para o Astra será diferente da de modelos anteriores.
A OpenAI afirma que as funções mais avançadas de cibersegurança serão disponibilizadas inicialmente para um grupo pequeno de testadores.
A ideia é permitir que pesquisadores e especialistas usem a capacidade do modelo para fins defensivos, como encontrar vulnerabilidades, sem liberar imediatamente todos os recursos para o público.
A empresa também treinou o Astra para recusar com mais frequência pedidos considerados perigosos e criou sistemas de monitoramento capazes de interromper atividades potencialmente não autorizadas.
Em testes internos, a OpenAI afirma que o Astra recusou 91,5% dos pedidos classificados como tentativas de contornar suas restrições de segurança, contra 59% no GPT-5.6 Sol.
O contraste com a discussão sobre regulação
O anúncio ocorre em um momento em que o debate sobre como controlar a inteligência artificial ganhou força.
Na terça-feira (1º), os Estados Unidos defenderam no G20 uma abordagem de menor intervenção do governo na regulação da IA.
O governo americano pediu aos países que evitem criar novas regras específicas para a tecnologia e apresentou os chamados “Princípios da Carolina”, que defendem limitar novas regulamentações a situações consideradas inéditas e estimular a pesquisa e o desenvolvimento comercial da IA.
O ponto de contraste é que, enquanto Washington defende menos intervenção estatal, a própria OpenAI está ampliando os controles internos sobre seus modelos mais avançados.
Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América
Evan Vucci/Reuters
Isso não significa necessariamente uma oposição entre as duas posições. A discussão envolve quem deve estabelecer os limites e de que forma.
Os Estados Unidos defendem que a inovação não seja travada por uma expansão de regras governamentais, enquanto empresas como a OpenAI vêm aumentando mecanismos próprios de segurança à medida que seus sistemas ganham novas capacidades.
Possível falha nos cintos de segurança provoca recall da RAM 1500 no Brasil

RAM 1500 Laramie
Divulgação / Stellantis
A Stellantis, dona da marca RAM e Fiat, anunciou um recall no Brasil para a RAM 1500 por problemas nos cintos de segurança. O g1 já havia adiantado em julho que o mesmo problema atingiu 1,5 milhão de unidades da picape na América do Norte.
Segundo comunicado da empresa, "foi identificada a possibilidade de falha na fixação dos cintos de segurança do banco traseiro, que pode, eventualmente, ocasionar a falta de retenção dos ocupantes do veículo em caso de frenagem brusca ou acidente, consequentemente, potencializando a ocorrência de danos materiais, físicos ou até mesmo fatais".
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A orientação aos proprietários das 5.810 unidades envolvidas no recall é entrar em contato com uma concessionária RAM e agendar a verificação.
Se necessário, será feita a fixação correta dos cintos de segurança para o banco traseiro.
Segundo a Stellantis, os serviços de inspeção e eventual reparo são gratuitos e levam 30 minutos para serem concluídos.
RAM 1500 (modelos 2021 até 2026)
Chassis: MN542089 a T4190489
Agora no g1
Recall de 1,5 milhão de picapes
A agência Reuters noticiou em julho que a Stellantis, dona da marca RAM, faria um recall de mais de 1,5 milhão de unidades da picape 1500 por problemas nos cintos de segurança.
Os modelos envolvidos na campanha foram fabricados entre 2019 e 2026. São 1,27 milhão de picapes nos Estados Unidos, 156 mil no Canadá, 15 mil no México e cerca de 75 mil fora da América do Norte.
O defeito detectado nos EUA, o mesmo das picapes vendidas no Brasil, está nos pontos de ancoragem dos cintos de segurança na segunda fileira de assentos, especificamente nas fivelas do cinto do meio e do cinto do passageiro que vai à esquerda, logo atrás do motorista.
De acordo com o informado pela agência Reuters em julho, “o problema pode afetar o desempenho do sistema de cintos de segurança da segunda fileira de bancos e aumentar o risco de ferimentos aos ocupantes. A Stellantis tem conhecimento de um caso de lesão possivelmente relacionado ao defeito que motivou o recall, mas não há registro de mortes”.
Bancos traseiros da RAM 1500
Divulgação / Stellantis
Uber anuncia corte de 3,3 mil vagas em reestruturação da empresa

Logo da Uber é visto nesta ilustração tirada em 5 de agosto de 2025.
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
A Uber anunciou nesta quarta-feira (2) que irá cortar cerca de 3,3 mil postos de trabalho, ou aproximadamente 10% de sua força de trabalho, em uma reestruturação que pretende eliminar níveis hierárquicos de gestão, unificar equipes e reduzir custos.
Os cortes acontecem após um ano difícil para as ações da Uber, que caíram quase 8% e tiveram desempenho pior que o índice S&P 500.
Entre as preocupações dos investidores está o avanço de empresas de transporte autônomo, como a Waymo, que pode aumentar a concorrência com a Uber no mercado norte-americano.
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De acordo com seu relatório anual, a empresa contava com cerca de 34 mil funcionários em todo o mundo no fim do ano passado.
Essas seriam as maiores demissões da Uber desde maio de 2020, quando a empresa cortou cerca de 6,7 mil empregos, ou quase um quarto de sua força de trabalho, devido às restrições da pandemia, que afetaram drasticamente a demanda por serviços de transporte por aplicativo.
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Seguindo uma tendência mais ampla do setor de tecnologia de buscar estruturas mais enxutas, o CEO Dara Khosrowshahi afirmou que os cortes reduziriam a complexidade da organização, que vinha tornando a tomada de decisões mais lenta, e criariam funções mais focadas em coordenação.
Ao contrário de vários executivos de tecnologia, porém, Khosrowshahi não atribuiu os cortes à inteligência artificial (IA). Ele também afirmou que a Uber irá unir algumas equipes e concentrar a maior parte de seus funcionários em centros estratégicos como parte da reestruturação.
A Uber afirmou ter reduzido em 20% o número de funcionários que estão sete ou mais níveis hierárquicos abaixo do CEO e cortado quase pela metade o número de equipes muito pequenas, formadas por apenas um ou dois subordinados diretos.
A empresa concentrará suas equipes globais em Nova York e São Francisco, exigirá que a maioria dos funcionários remotos se mude para essas cidades e limitará as funções totalmente remotas a cerca de 1% do quadro de funcionários, mantendo a política de três dias de trabalho no escritório.
As ações da Uber subiram cerca de 2% nas negociações do pré-mercado após o anúncio, divulgado inicialmente pela Bloomberg News.
BC diz que endividamento ainda pressiona empresas e famílias e prepara medidas

O Banco Central (BC) avaliou nesta quarta-feira (2) que, diante da alta taxa de juros no país, o "endividamento continua pressionando a condição financeira de famílias e empresas".
Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 14% ao ano, patamar elevado, com o objetivo de conter a inflação. Analistas e o próprio BC apontam que estímulos do governo pressionam os preços no país.
Na ata de reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), realizada no fim de agosto, a instituição acrescentou que prepara medidas para "mitigar riscos" decorrentes da elevada participação de modalidades de crédito mais caras na composição de dívida das famílias.
"Essas medidas visam promover o reconhecimento tempestivo dos riscos, o acúmulo gradual de capital e condições mais sustentáveis de oferta de crédito aos tomadores", informou o Banco Central.
Agora no g1
Sobre o cenário internacional, caracterizado pelo aumento de tensões decorrente da guerra no Oriente Médio, o BC informou estar atento à evolução dos cenários doméstico e internacional e que "segue preparado para atuar, de forma a minimizar eventual contaminação desproporcional sobre os preços dos ativos locais".
"O Comitê segue entendendo que políticas macroeconômicas que aumentem a previsibilidade fiscal [das contas públicas], que reduzam os prêmios de risco [juros altos] e a volatilidade dos ativos contribuem para a estabilidade financeira e, consequentemente, melhoram a capacidade de pagamento dos agentes", informou a instituição.
Relator da proposta de autonomia financeira do BC entrega projeto à Comissão de Constituição e Justiça do Senado
Jornal Nacional/ Reprodução
Endividamento alto
A instituição observou que o endividamento das famílias permanece em patamar historicamente alto, e que o comprometimento de renda atingiu o maior nível da série histórica. Ao mesmo tempo, a inadimplência bate recordes sucessivos.
"Esse quadro segue sendo influenciado pela participação relevante de modalidades de crédito mais onerosas na composição da dívida das famílias. Na visão do Comitê, o cenário requer cautela e diligência adicionais no mercado de crédito", diz o BC.
Ao analisar o problema das empresas, a autoridade monetária identificou que, embora a maior parte das pessoas jurídicas demonstre resiliência, observou-se redução no número de companhias com aumento do lucro líquido, ao mesmo tempo que aumentou o número daquelas com elevação da despesa financeira.
"Níveis elevados de ativos problemáticos e de probabilidade de 'default 'seguem indicando que a materialização de risco no crédito às empresas e às famílias deve permanecer elevada", informou o Banco Central.
Ibovespa dispara 3% e dólar cai a R$ 5,10 com pesquisa Quaest no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O Ibovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira (2). O principal índice da bolsa brasileira subiu 3,05%, aos 185.205 pontos. Já o dólar recuou 0,91%, cotado a R$ 5,1085.
A nova pesquisa Quaest para a eleição presidencial de 2026 mostrou uma aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, cenário que ajudou a animar os investidores e impulsionou a bolsa brasileira. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira. (entenda mais abaixo)
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▶️ No Congresso, a comissão mista aprovou o fim da "taxa das blusinhas". O texto segue para votação no plenário da Câmara. Já a CCJ do Senado aprovou a proposta sobre o fim da escala 6x1, mas análise no plenário é incerta.
▶️ Ainda por aqui, o mercado repercutiu a decisão da Azzas 2154, grupo que reúne marcas como Farm, Hering, Animale e Schutz, de se dividir menos de dois anos após a fusão que criou a companhia. A reorganização separa os negócios entre Arezzo&Co, sob comando do bloco de Birman, e SOMA, liderada pelo bloco de Jatahy.
▶️ No exterior, os investidores acompanharam os dados do mercado de trabalho dos EUA e a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, documento que ajuda a orientar as expectativas para os próximos passos da política de juros.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,68%;
Acumulado do mês: -1,37%;
Acumulado do ano: -6,93%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +5,43%;
Acumulado do mês: +4,39%;
Acumulado do ano: +14,94%.
Disputa eleitoral mais acirrada influencia mercados
A nova pesquisa Quaest para a eleição presidencial de 2026 mostra Lula (PT) na liderança da corrida ao Palácio do Planalto, com 37% das intenções de voto no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 29%, seguido por Augusto Cury (Avante), que soma 10%. Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico, com 42% e 41%, respectivamente. Contra os demais adversários testados, Lula também lidera: vence Ronaldo Caiado (42% a 37%), Augusto Cury (40% a 34%), Renan Santos (43% a 36%) e Romeu Zema (44% a 33%).
Na avaliação de Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o cenário mais equilibrado entre Lula e Flávio Bolsonaro ajuda a explicar por que a pesquisa teve impacto sobre os mercados.
🔎 A leitura é que uma disputa mais acirrada aumenta a possibilidade de vitória para os dois lados, levando investidores a ajustar suas posições de acordo com suas expectativas para a eleição.
Segundo Praça, a bolsa vinha sofrendo com as incertezas relacionadas à eleição, mas o ambiente mudou com a divulgação da nova pesquisa. Em sua avaliação, até notícias que poderiam pressionar o mercado foram absorvidas de forma positiva nesta quarta-feira.
“O que era fraqueza tem sido força: mesmo com os escândalos e vazamentos que tivemos ontem em relação ao Banco Master, isso tem soado até positivo. E as pesquisas eleitorais mostraram mais uma vez um páreo duro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.”
Para Praça, o resultado da pesquisa ajudou a criar um cenário em que investidores com expectativas diferentes sobre a eleição podem se posicionar no mercado. É o que ele chama de “trade eleitoral”: movimentos de compra e venda de ativos baseados nas apostas sobre o resultado da disputa.
“Isso animou os mercados. Afinal, quando há esperança para os dois lados, acaba agradando ambos: os dois têm esperança de vitória. Então, ambos acabam se posicionando, montando o seu trade eleitoral, digamos assim.”
Quaest, 1º turno: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 29%; Cury, 10%; Renan, 3%; Caiado, 1%; Zema, 1%
Senado começa a analisar PEC que acaba com a escala 6x1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado analisa nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e garante dois dias de descanso por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
A mudança seria gradual. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Após 14 meses, o limite seria reduzido para 40 horas.
Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá para o plenário do Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos. Caso o texto seja alterado, voltará para nova análise da Câmara.
Fim da escala 6x1: quem apoia, quem é contra e o que ainda pode mudar na proposta
6x1, 5x2, 4x3 e 12x36: entenda como funcionam as escalas de trabalho
Se os senadores fizerem alterações, a proposta terá de retornar à Câmara dos Deputados antes de poder ser promulgada.
Comissão aprova fim da "taxa das blusinhas"
Também nesta quarta-feira, a comissão mista do Congresso aprovou o parecer da medida provisória que extingue o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como "taxa das blusinhas".
O texto segue para votação no plenário da Câmara e, depois, ainda precisará ser aprovado pelo Senado antes de 8 de setembro, quando a MP perde a validade.
A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), manteve o fim da cobrança e incluiu um mecanismo para que o Ministério da Fazenda monitore periodicamente os impactos da medida sobre a indústria, o comércio, o emprego, a renda e a arrecadação.
A primeira avaliação ocorrerá após três meses e, depois, a cada seis meses. O Congresso também fará uma revisão anual da política.
Foi rejeitada a proposta que daria aos Correios exclusividade na entrega de encomendas internacionais de até US$ 50. Segundo o governo, a medida seria inconstitucional.
Mesmo com o fim do imposto federal de importação, o ICMS continuará sendo cobrado, já que o tributo é de competência dos estados.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados fecharam em alta, com investidores divididos entre o entusiasmo com as empresas de inteligência artificial e a preocupação com a guerra no Oriente Médio. O conflito mantém o petróleo em alta e aumenta as incertezas sobre a economia.
O Dow Jones subiu 0,56%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,46%.
Já as principais bolsas na Europa também ficaram no vermelho, pressionados pelo avanço dos preços do petróleo e pela alta dos rendimentos dos títulos públicos.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,2%. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,30%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 0,50% e o CAC 40, da França, perdeu 0,26%.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com predominância de quedas.
Na China, a Bolsa de Xangai caiu 0,97%, enquanto o índice CSI300 recuou 1,38%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve baixa de 0,07%.
Em Tóquio, o Nikkei perdeu 2,85%, e, em Seul, o Kospi registrou a maior queda do dia, de 3,99%. Na contramão, apenas a Bolsa de Cingapura fechou em alta, com avanço de 0,59%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
'Bomba atômica' e 'terremoto político': o que imprensa internacional disse sobre mensagens entre Vorcaro e Moraes

‘Acha que 2ª tenho que estar fora?’, pergunta Vorcaro a Moraes
A imprensa internacional repercutiu a notícia sobre as trocas de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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As mensagens revelam possíveis interações entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e com pessoas ligadas à família de Moraes.
Uma troca de mensagens divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo entre Moraes e o dono do Banco Master indica que o ministro discutiu com o banqueiro a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Compliance Zero e a estratégia que ele deveria adotar para frustrar o cumprimento da ordem de prisão preventiva expedida pela 10.ª Vara Federal do Distrito Federal.
Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão, o banqueiro pergunta a Moraes: "Acha que segunda já tenho que estar fora?".
As mensagens obtidas pela investigação também indicam que Vorcaro teria pedido a Moraes que interferisse em seu favor junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O jornal espanhol El País afirmou que "Moraes permanece em silêncio diante dessas revelações, que caíram como uma bomba atômica a menos de cinco semanas das eleições".
O El País afirma que as primeiras suspeitas de uma relação entre Moraes e Vorcaro já haviam surgido há meses, diante da revelação de que o escritório da esposa de Moraes havia sido contratado pelo banqueiro.
Alexandre de Moraes (à esquerda), ministro do Supremo Tribunal, e Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master.
Getty Images/Banco Master via BBC
"Desde que essas revelações envolveram o juiz mais controverso e internacionalmente conhecido do Brasil, ele tem mantido um perfil discreto", afirma o jornal espanhol.
O El País também destaca que o ministro André Mendonça — que liberou o sigilo das mensagens — e Moraes "estão envolvidos numa luta silenciosa pelo poder dentro do tribunal há meses".
"As eleições influenciarão o Supremo Tribunal Federal, pois o vencedor terá a oportunidade de nomear juízes para preencher as três vagas que surgirão durante o seu mandato e poderá alterar a maioria, que atualmente favorece Moraes", diz o jornal espanhol.
"O caso Master é uma trama complexa que também envolve diretamente o candidato presidencial Flávio Bolsonaro, já que o banqueiro preso teria lhe dado US$ 10 milhões, supostamente para financiar uma cinebiografia sobre seu pai."
O caso também repercutiu entre jornais argentinos.
"Um terremoto político e institucional está abalando os alicerces do Supremo Tribunal Federal do Brasil", afirma o jornal La Nacion.
"Alexandre de Moraes, considerado o juiz mais poderoso do país e relator do julgamento da tentativa de golpe de 2023, viu-se no centro de um escândalo sem precedentes na terça-feira, após surgirem evidências de uma relação excessivamente próxima com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso e sendo investigado por fraudes financeiras multimilionárias envolvendo o extinto Banco Master."
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Entenda o caso Master, as acusações e as conversas de Vorcaro com Moraes
O La Nacion afirma que, para a política brasileira, o impacto das revelações "é sísmico devido ao próprio peso de Moraes".
"Com o caso nas mãos do plenário, o homem que personificou a Suprema Corte do Brasil se prepara para enfrentar o teste mais difícil contra o seu próprio gabinete."
O jornal argentino Clarin destacou o impacto que as revelações podem ter nas eleições presidenciais do próximo mês.
"Esses novos indícios são revelados em meio à campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 4 de outubro, que se configuram como uma disputa direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro."
A agência de notícias para o mercado financeiro Bloomberg destacou que novos vazamentos envolveram Moraes ainda mais no escândalo do Banco Master.
Agora no g1
"Os documentos [revelados] colocaram Moraes novamente no centro de um caso que já havia ameaçado a credibilidade da mais alta corte do Brasil — uma instituição poderosa da qual ele frequentemente tem sido um símbolo", afirma reportagem da Bloomberg.
"Eles também levaram os opositores do magistrado — que ganhou destaque durante embates com o bilionário da tecnologia Elon Musk e com o ex-presidente de direita Jair Bolsonaro — a renovar os pedidos por seu afastamento do tribunal."
"Moraes é uma figura que divide opiniões no Brasil, onde despertou a ira de conservadores que o acusaram de censura durante uma cruzada contra as chamadas 'fake news' nas redes sociais. Ele desempenhou um papel central no julgamento que condenou Bolsonaro sob a acusação de tramar um golpe após sua derrota nas eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva."
6x1, 5x2, 4x3 e 12x36: entenda como funcionam as escalas de trabalho

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil?
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga).
Os senadores ainda vão analisar um trecho da proposta em separado, o chamado destaque. (entenda como funciona)
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O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dois turnos e, com a aprovação na CCJ, avançou mais uma etapa no Senado. Agora, a PEC precisa ser votada e aprovada em mais dois turnos pelo Plenário do Senado.
A PEC estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso, sem redução de salário. (veja detalhes abaixo)
A jornada 6x1 não é a única adotada no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme a atividade e o regime de trabalho e devem respeitar as regras previstas na legislação trabalhista.
Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas de trabalho estabelecem a relação entre os dias trabalhados e os períodos de descanso. A jornada e os intervalos podem variar de acordo com a escala, o setor e as regras aplicáveis a cada categoria.
Na prática, o que diferencia uma escala da outra é a distribuição dos dias de trabalho e de descanso ao longo da semana. Entre os modelos de escala estão 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36.
Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Veja abaixo como funciona cada um deles:
6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais.
5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas.
4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva.
12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados.
Abaixo, veja as principais características de cada escala:
Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos.
“A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica.
Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados.
Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo.
A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas.
Mas como fica a remuneração? 💸
A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais.
O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra.
Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas.
Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽♀️
Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia.
Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro.
Outra mudança relevante ocorreu com a nova regulamentação do trabalho no comércio em feriados. A portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determina que, como regra, o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização prevista em convenção coletiva.
Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime.
A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆
A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado.
Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente.
“A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere.
Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Direitos que não podem ser alterados 🚫
A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala.
Entre eles estão:
Salário mínimo;
Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
13º salário;
Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
Proteção do salário;
Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço;
Descanso semanal remunerado;
Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade;
Aviso prévio proporcional;
Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho.
Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles.
Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌
Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão:
Não concessão do descanso semanal
Desrespeito ao intervalo intrajornada
Não pagamento de horas extras
Folgas dominicais irregulares
Compensação de jornada sem acordo válido
Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas
Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime
Pagamento de horas extras a menor
Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista.
Impactos na qualidade de vida ‼️
Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários.
Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas.
Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões.
O peso das urnas na aprovação do fim da escala 6x1
Fim da escala 6x1: quem apoia, quem é contra e o que ainda pode mudar na proposta

MP das Blusinhas, fim da escala 6x1 e PEC da Segurança avançam
A proposta que acaba com a escala 6x1 será votada nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dois turnos e, agora, precisa avançar entre os senadores.
A PEC estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso, sem redução de salário. (veja detalhes abaixo)
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Mas quem apoia a proposta? Quem é contra? E o que ainda pode mudar?
Veja as principais perguntas e respostas.
Quem é a favor da PEC?
A PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), previa originalmente a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais ao longo de 10 anos.
Já a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propunha uma jornada de quatro dias de trabalho por semana, conhecida como escala 4x3.
As duas propostas foram reunidas durante a tramitação na Câmara. O deputado Leo Prates foi escolhido como relator e elaborou o texto aprovado pelos deputados.
Prates defendeu a redução gradual da jornada para permitir que as empresas se adaptem às novas regras. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também apoiou a proposta.
No Senado, o relator da PEC na CCJ, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável ao texto aprovado pela Câmara e defende sua aprovação sem alterações.
Como os deputados votaram?
A proposta recebeu ampla maioria dos votos na Câmara.
No primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.
No segundo turno, foram 461 votos a favor e 19 contra.
Como uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, a votação dos deputados concluiu apenas uma parte da tramitação.
Quem é contra?
Além dos parlamentares que votaram contra, há críticas ao fato de a mudança ser feita por meio da Constituição. Uma das posições contrárias defende que a jornada deveria ser negociada diretamente entre empresas e trabalhadores, em vez de ser definida por uma mudança constitucional.
Também existem preocupações sobre os efeitos da redução da jornada para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.
Por isso, o texto aprovado pela Câmara prevê que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para esses negócios, desde que sejam mantidos os níveis de emprego.
Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 70% das indústrias do país preveem queda na competitividade e 68% na produtividade com o fim da escala 6x1.
Fim da 6x1: Indústria prevê queda à produtividade e à competitividade com redução da jornada de trabalho
Durante a comissão especial da Câmara dos Deputados, realizada em maio deste ano, empresários foram ouvidos e a maioria criticou o debate sobre a redução da jornada de trabalho.
Os representantes do setor empresarial pediram um período de transição maior para a implementação da medida sob a justificativa de que não é possível absorver o impacto econômico da redução de jornada de forma imediata.
“A gente tem que ter um olhar mais amplo, uma discussão mais apurada e mais aprofundada sobre essa questão para não decidir no calor da emoção de um ano eleitoral”, disse Rodrigo Hugueney do Amaral Mello, coordenador Trabalhista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Elizabeth Regina Nunes Guedes, presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) afirmou na comissão que os parlamentares precisam planejar a redução de jornada sob pena de prejudicar o funcionamento das escolas em todo país.
“Falar em reduzir carga de trabalho, mantendo salário e sem fazer um planejamento objetivo, é fazer poesia e não política trabalhista. Nós precisamos deixar nossas escolas funcionando. Votar uma medida como essa em um ano eleitoral, de repente?”, disse.
As confederações defenderam o fortalecimento das negociações coletivas, entre patrões e representantes dos trabalhadores (sindicatos) e empregadores (empresas ou sindicatos patronais), para discutir a jornada de setores específicos.
Segundo os representantes, essa é a melhor forma de preservar as particularidades de cada setor.
Fim escala 6x1: empresários criticam redução de jornada em ano eleitoral e pedem transição
O que muda para o trabalhador? E a empresa?
Se a PEC for aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga.
A jornada máxima também será reduzida. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas.
A redução da jornada deverá ocorrer sem redução do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo.
"Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados.
Segundo o especialista, inicialmente, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada, acordos coletivos e o tamanho das equipes. Para as empresas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos.
A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passam a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição e seguirão o período de adaptação previsto no texto.
Quando o trabalhador começaria a ter dois dias de folga?
O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais.
Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Mas essa proposta ainda pode mudar, a depender da avaliação dos senadores.
Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas.
Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, as regras sobre limite de 40 horas e controle de ponto não serão aplicadas, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana.
O que ainda precisa ser aprovado?
A PEC ainda precisa ser aprovada pelo Senado. O primeiro passo será a votação na CCJ, nesta quarta-feira (2). O parecer apresentado pelo relator Omar Aziz é favorável à proposta.
Os senadores também podem discutir emendas apresentadas ao texto. Até o momento, Omar Aziz rejeitou 12 e ainda precisa analisar outras 13, apresentadas posteriormente.
Se a CCJ aprovar a proposta, ela seguirá para o Plenário do Senado, onde terá de ser votada novamente em dois turnos.
Quantos votos são necessários no Senado?
Agora, a votação será na CCJ do Senado. A comissão é formada por 27 senadores e precisa ter pelo menos 14 integrantes presentes para votar. Com esse quórum, o parecer é aprovado por maioria dos votos dos senadores presentes.
Só depois dessa etapa a PEC poderá ser analisada pelo Plenário do Senado. Aí, a regra é mais rígida: por se tratar de uma mudança na Constituição, são necessários 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores, em cada um dos dois turnos de votação.
A PEC pode mudar no Senado?
Sim. Os senadores podem aprovar o texto exatamente como foi enviado pela Câmara ou alterar seu conteúdo.
Se o Senado aprovar a proposta sem mudanças de mérito, o texto poderá seguir para promulgação pelo Congresso.
Se os senadores alterarem o conteúdo da PEC, a proposta terá de voltar para a Câmara dos Deputados, que precisará analisar novamente as mudanças.
O que acontece depois da aprovação?
Se Câmara e Senado chegarem a um mesmo texto, a proposta poderá ser promulgada como uma Emenda à Constituição. Só depois disso começarão a contar os prazos previstos para a mudança da jornada.
Se não houver alteração:
A primeira mudança ocorreria 60 dias após a promulgação: o trabalhador passaria a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais.
Depois, 14 meses após a promulgação, o limite chegaria às 40 horas semanais.
Para Jorge Soares, advogado, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão.
Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis.
"O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho.
Sessão de Debates - Fim da escala 6x1 no Brasil.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Fim da 6x1: CCJ do Senado pode votar nesta quarta proposta que reduz jornada de trabalho

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode votar nesta quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses.
A proposta será votada pela comissão, após ser destravada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas semanas.
🔎A CCJ é a principal comissão do Congresso, e funciona como uma 'luz verde' para qualquer projeto que tramita no Legislativo. Ela consegue controlar o ritmo e dar peso de validação a uma matéria para ser analisada pelo plenário. É a comissão mais estratégica, que pode interromper previamente determinados projetos.
Nesta terça-feira (1º), o relator da proposta, senador Omar Aziz, afirmou que não vai alterar o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
"Nós vamos votar. Temos número para aprovar na CCJ. Otto [Alencar, presidente da CCJ] pode dar vista por 1 hora, 2 horas. Pelo que eu conversei com Otto, ele quer votar amanhã. Vamos pedir calendário especial. Vamos tentar votar. Tem a oposição que não quer votar, vai usar do regimento".
Agora no g1
A proposta
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6x1 estipula uma jornada semanal de 40 horas de trabalho – atualmente, são 44 horas. Com a nova escala, seriam mantidos os limites de 8 horas diárias de trabalho.
A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Preferencialmente, um desses dias deve ser o domingo.
Aziz manteve essas regras em seu parecer. O senador também não fez alterações no período de transição. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia:
em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal;
em um ano, redução da jornada semanal para 40 horas.
O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
Em seu relatório, o parlamentar do PSD defendeu a redução da carga de trabalho. O senador chama a atenção para o fato de que as 44 horas semanais estão em vigor há 30 anos.
E, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a 6x1 afeta mais os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade.
"A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", afirmou Aziz.
Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas
Reprodução/EPTV
Mega-Sena 3052 acumula e prêmio vai a R$ 41 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena?
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Reprodução/Caixa
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Mesmo após pedido de arquivamento da PGR, Mendonça deve insistir que plenário do STF analise mensagens entre Moraes e Vorcaro

Mesmo com o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivamento, o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, vai insistir que o plenário da corte avalie as informações trazidas em relatório da Polícia Federal que citam o também ministro e vice-presidente da corte, Alexandre de Moraes, em conversas do banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master.
A informação foi apurada pelo blog junto a fontes no STF.
O pedido da PGR é assinado pelo procurador-geral, Paulo Gonet, que também é citado nas conversas.
Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
PGR diz que é nula apuração que apontou relação de Vorcaro e Moraes
Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, o relatório da PF indica troca de mensagens e encontros entre ele e Vorcaro desde 2024. Ha também novas informações sobre contratos do Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Em pedido ao presidente do STF, Édson Fachin, Mendonça havia solicitado que o caso fosse enviado ao plenário do STF, para decidir se os integrantes da corte autorizam ou não abertura de investigação.
Gonet diz que investigação é 'nula'
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da investigação comandada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
Os diálogos estão em um relatório enviado pela PF ao STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da PGR, agora divulgada.
André Mendonça
Rosinei Coutinho/STF
Como PF recuperou mensagens de Vorcaro a Moraes mesmo com visualização única

‘Acha que 2ª tenho que estar fora?’, pergunta Vorcaro a Moraes
Parte das mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram enviadas no modo de visualização única, mas puderam ser recuperadas por conta de outros rastros, informou a Polícia Federal.
Em relatório que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do STF, a PF afirmou que Vorcaro enviou cinco mensagens de visualização única a Moraes em 17 de novembro de 2025, um dia antes de ser preso e ter seu celular apreendido na Operação Compliance Zero.
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Segundo o documento, essas mensagens foram recuperadas por meio de programas usados pela PF (saiba mais abaixo). Mas Vorcaro tinha muitas outras interações pelo aplicativo sem visualização única que também puderam ser analisadas.
Ainda de acordo com a PF, Vorcaro questionou o contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA" sobre a possibilidade de "bloquear" algo.
Como o WhatsApp não permite enviar textos com visualização única, Vorcaro escreveu as mensagens no aplicativo Notas, do iPhone, fez capturas de tela e enviou o conteúdo como imagem.
O relatório aponta que cada captura de tela gerou arquivos temporários. A PF disse que identificou o que foi enviado ao comparar horários em que esses arquivos foram gerados e que as mensagens foram enviadas no WhatsApp.
Entenda o caso Master, as acusações e as conversas de Vorcaro com Moraes
Capturas de tela geram mais rastros
A estratégia de criar capturas de tela para ocultar o conteúdo de conversas pode, na verdade, contribuir para criar mais evidências, explicou o perito em segurança digital Wanderson Castilho, em uma reportagem publicada pelo g1 em março.
"É até mais fácil recuperar imagens do que a conversa propriamente dita", afirmou. "Conseguimos analisar todas essas correlações e chegar à mensagem de visualização única que, em tese, ninguém mais conseguiria ver".
Montagem mostra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF
Reprodução/Rosinei Coutinho/STF
O WhatsApp tem criptografia de ponta a ponta desde 2016 para impedir interceptações no envio de mensagens.
Mas a estrutura do aplicativo, que armazena conversas no próprio aparelho, permite às autoridades recuperarem mensagens quando estão com o dispositivo em mãos.
"A segurança está no caminho que as mensagens percorrem. Quando chegam aos aparelhos, elas são descriptografadas e ficam legíveis para qualquer pessoa", resumiu o perito.
Como funcionam programas usados pela PF
A PF afirmou no relatório que usou o programa israelense Cellebrite para tratar dados encontrados no celular de Vorcaro. O programa tem uso restrito e pode acessar mensagens e arquivos em iPhones e celulares Android mesmo quando estão bloqueados.
O Cellebrite tem um equivalente americano chamado GrayKey, que também costuma ser usado em investigações. Ambos conseguem acessar o histórico de mensagens e recuperar dados apagados pelo dono do aparelho.
Outra ferramenta usada na investigação foi o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), um programa criado em 2012 por peritos da PF. Ele faz varreduras no material extraído de celulares e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos.
O IPED facilita a busca por informações de um celular e extrair até mesmo texto de imagens.
Ele usa um princípio semelhante ao de radares de trânsito que fotografam placas e transformam os números em texto para identificação no sistema, disse o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro, a uma reportagem de março do Fantástico.
"Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. (veja no vídeo abaixo)
O programa permite fazer buscas por padrões, como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações.
Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF
Entenda o caso Master, as acusações e as conversas de Vorcaro com Moraes

‘Segunda devo estar fora?’, perguntou Vorcaro a Moraes
Trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro voltaram a colocar o caso do Banco Master em evidência.
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As conversas indicam, entre outros pontos, que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
O conteúdo foi revelado pelo jornal o Estado de S. Paulo. A TV Globo teve acesso às informações.
Entenda nesta reportagem:
Como funcionou o esquema do Banco Master?
Por que o Banco Master foi liquidado e Vorcaro, preso?
Quais são os principais pontos da investigação?
Por que a delação de Vorcaro foi rejeitada?
O que foi revelado sobre a relação de Vorcaro com Moraes?
Montagem mostra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF
Reprodução/Rosinei Coutinho/STF
Como funcionou o esquema do Banco Master?
Segundo a PF, o coração do esquema era inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer muito mais rica e sólida do que realmente era.
A investigação aponta que isso permitia atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações financeiras mesmo sem garantias reais.
🔎 A PF aponta que o banco mantinha uma espécie de “linha de produção” de documentos artificiais. Funcionários criariam contratos, extratos, planilhas e procurações usados para simular empréstimos e operações financeiras que nunca existiram.
Em diversos casos, pessoas apontadas como clientes afirmaram não reconhecer os empréstimos registrados em seus nomes.
A suspeita é que essas carteiras de crédito falsas eram usadas para registrar patrimônio inexistente dentro do banco. Segundo os investigadores, o grupo criava uma aparência artificial de riqueza. (entenda no infográfico no fim desta reportagem)
Um dos exemplos citados envolve títulos antigos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Segundo a investigação, ativos comprados por cerca de R$ 850 mil chegaram a ser registrados como se valessem mais de R$ 10 bilhões.
O Banco Central do Brasil (BC) também identificou falhas graves em certificados de depósito bancário (CDBs) e inconsistências incompatíveis com operações reais.
🔎 O CDB é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI).
O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.
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Por que o Banco Master foi liquidado e Vorcaro, preso?
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado Banco Master em 18 de novembro do ano passado.
A instituição apontou “grave deterioração financeira, risco de insolvência, descumprimento de regras e de determinações da autoridade monetária”.
A decisão ocorreu poucas horas depois de o BC inviabilizar a venda do banco para a Fictor Holding, que previa uma injeção de R$ 3 bilhões. Segundo o BC, porém, a situação financeira do grupo já indicava insolvência.
Na noite anterior, em 17 de novembro, Daniel Vorcaro havia sido preso pela PF no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jato particular com destino final a Dubai.
Vorcaro foi inicialmente investigado por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa, mas acabou solto por decisão do TRF-1.
Em 4 de março de 2026, voltou a ser preso preventivamente por ordem do ministro do STF André Mendonça.
Segundo as decisões judiciais, a análise dos celulares apreendidos na primeira prisão revelou novos elementos sobre a atuação do grupo.
O material teria indicado risco de destruição de provas, continuidade da lavagem de dinheiro e interferência nas investigações.
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BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Master
Quais são os principais pontos da investigação?
Além das suspeitas de fraude financeira, a investigação sobre Vorcaro passou a apontar para uma estrutura mais ampla, que teria atuado para movimentar recursos, obter informações sigilosas e dificultar a ação das autoridades.
Entre os principais pontos investigados estão:
Lavagem de dinheiro: a PF apura transações simuladas que teriam movimentado recursos de investidores e fundos de pensão e beneficiado o patrimônio pessoal de Vorcaro.
Corrupção: investigadores apuram o pagamento de propina a ex-dirigentes e supervisores do Banco Central para obter informações sobre fiscalizações e processos administrativos.
Vazamento de informações: agentes públicos são investigados por consultas indevidas a sistemas sigilosos e pelo repasse de informações sobre operações policiais.
Ameaças e vigilância: a PF identificou uma estrutura que teria monitorado e intimidado jornalistas, autoridades e adversários comerciais.
Ataques cibernéticos: hackers ligados ao grupo são investigados por invasões de sistemas da PF, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais.
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Por que a delação de Vorcaro foi rejeitada?
A defesa de Daniel Vorcaro procurou a Polícia Federal em março deste ano para manifestar interesse em um acordo de delação premiada. O primeiro material foi entregue às autoridades em maio, mas a PF rejeitou a proposta no final de maio.
Segundo os investigadores, a primeira versão era considerada insuficiente porque apresentava informações que já eram conhecidas pela polícia e não avançava sobre pessoas que, na visão dos investigadores, ocupavam posições relevantes na estrutura investigada.
Mesmo assim, as negociações continuaram, e Vorcaro sinalizou disposição para elevar de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor que pretendia devolver aos cofres públicos.
Uma segunda versão da proposta foi apresentada no início de junho, mas também acabou rejeitada pela PF.
Entre os motivos estavam a falta de informações inéditas, contradições com elementos já obtidos nas perícias e a ausência de um compromisso formal considerado suficiente para a devolução dos R$ 60 bilhões.
Relatórios de agosto também apontaram dúvidas dos investigadores sobre a capacidade de Vorcaro de apresentar documentos para comprovar suas declarações, já que ele havia perdido o acesso aos arquivos internos do Banco Master após a liquidação do banco.
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O que foi revelado sobre a relação de Vorcaro com Moraes?
Trocas de mensagens entre Moraes, do STF, e Vorcaro sinalizam que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a PF deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
No dia 15 de novembro de 2025, sábado, Vorcaro questionou Moraes: "Acha que segunda já tenho que estar fora?"
Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, segunda-feira, o banqueiro foi preso pela PF quando tentava embarcar em um jato particular.
Um dia antes de ser preso no Aeroporto Internacional de São Paulo, no dia 16, domingo, Vorcaro mandou novo questionamento ao ministro pelo WhatsApp.
“Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
Em outra mensagem, também no dia 16, Vorcaro sugere um encontro com Moraes: "às 14h então, na sua casa ou na minha?".
E diz estar "perplexo".
"Muita sacanagem isso. Estou perplexo e indignado. Esses caras vão destruir todo o negócio e sem volta. De repente até melhor eu encarar de frente. Temos que dar um jeito de desarmar isso meu Deus".
Os diálogos estão em um relatório enviado pela PF STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O relatório da PF também aponta que Vorcaro disse a Moraes ter uma "dívida de uma vida" com ele e agradeceu por "tudo" em mensagem enviada no mesmo dia em que os dois trataram de um encontro marcado na casa do empresário.
Segundo o documento, a mensagem foi enviada por Vorcaro às 21h17 de 14 de novembro. Nela, Vorcaro escreveu:
"Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda minha família, funcionários, parceiros amigos que dependem de nós tem uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo. Agora é continuar na pegada pra conseguir concluir, se Deus quiser."
A conversa integra o conjunto de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero.
LEIA MAIS:
‘Pagamento mais importante que temos’: Vorcaro cobrou aliados e alertou para ‘problemas’ com atraso a escritório da esposa de Moraes, diz PF
Vorcaro enviou 5 mensagens de visualização única a contato atribuído a Moraes na véspera de prisão, diz PF
Vorcaro diz que tem contatos dentro do BC e reforça preocupação com atuação de Galípolo contra o Master
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Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master
Arte/g1
Combustível de avião já subiu 53% no ano e aumenta pressão sobre preço das passagens aéreas

g1 em 1 minuto: Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equatorial
O preço do querosene de aviação (QAV) vendido pela Petrobras às distribuidoras vai subir 13,9% em setembro, o equivalente a um aumento de R$ 0,68 por litro em relação ao mês anterior.
O aumento pode pressionar o preço das passagens aéreas nos próximos meses, já que o combustível representa cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Segundo a Petrobras, a alta reflete o aumento dos preços internacionais do combustível de aviação, pressionados pela guerra no Oriente Médio.
Os preços do QAV são reajustados no início de cada mês, conforme previsto nos contratos da estatal com as distribuidoras. Em 2026, o preço do QAV já subiu 53,3%, ou R$ 1,94 por litro, na comparação com dezembro de 2025.
Para Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, a alta aumenta a pressão sobre o preço das passagens, mas não significa que as tarifas aéreas subirão na mesma proporção.
Isso porque o preço final das passagens também depende de outros fatores, como:
A procura por voos;
O número de assentos ocupados;
A concorrência entre as companhias;
A cotação do dólar;
A antecedência da compra do bilhete.
Por isso, o repasse do aumento do combustível para as passagens pode variar conforme a rota e o momento da compra.
“O repasse também não costuma acontecer de uma hora para outra. Ele tende a aparecer gradualmente nas próximas semanas e meses, principalmente nas novas tarifas colocadas à venda”, afirma Murad.
gráfico
Anac
A Petrobras informou ainda que retomará em setembro o programa que permite às distribuidoras parcelar os reajustes do QAV. Com a medida, o aumento poderá ser dividido em três parcelas mensais, para reduzir o impacto financeiro das oscilações do mercado internacional.
Como se planejar diante da alta
Conflitos internacionais podem provocar oscilações no preço do combustível e tornar o valor das passagens mais imprevisível. Para o consumidor, a recomendação é evitar deixar a compra da passagem para a última hora.
Murad sugere pesquisar os preços com antecedência, acompanhar as tarifas durante alguns dias, ter flexibilidade de datas e horários e, quando possível, comparar voos em aeroportos próximos.
Também é importante considerar o custo total da viagem, incluindo bagagem e outros serviços, e não apenas o preço inicial da passagem.
O especialista recomenda ainda cautela ao esperar que as passagens fiquem mais baratas caso o preço do combustível recue no futuro.
“Se as tensões internacionais continuarem e o QAV permanecer pressionado, as empresas terão cada vez mais dificuldade de absorver esse custo sem algum repasse ao consumidor”, diz Fábio Murad.
Gustavo Assis, CEO da Asset, afirma que o principal é tratar a viagem como uma despesa planejada, e não como um gasto inesperado. Segundo ele, o dinheiro deve ser separado com antecedência para que, na medida do possível, a viagem não comprometa o orçamento da família.
* Com informações da Reuters
No Brasil, Petrobras anuncia aumento para o querosene de aviação
Jornal Nacional/ Reprodução
App de envio de dinheiro do exterior ao Brasil anuncia nova fase global

A plataforma é fácil de usar e você paga tarifas baixas para usá-la
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Para milhões de brasileiros que vivem no exterior, enviar dinheiro para o Brasil já faz parte da rotina. Os recursos ajudam nas despesas da família, no pagamento de contas, nos estudos, em investimentos ou simplesmente na formação de uma reserva no país. Mesmo para quem construiu uma vida fora, os vínculos financeiros com o Brasil permanecem.
É um público com necessidades bastante específicas. São pessoas que recebem em uma moeda e precisam transferir valores em outra, muitas vezes várias vezes ao longo do mês ou do ano. Nesse mercado, plataformas digitais de transferência internacional vêm disputando espaço com os modelos tradicionais de remessas
Fundada em 2018, a Taptap Send tem ampliado sua presença entre comunidades de imigrantes. Atualmente, conecta usuários em mais de 35 países a destinatários em mais de 80 mercados. De acordo com a empresa, a América Latina está entre as regiões em que a plataforma mais cresce. No Brasil, a operação praticamente dobrou no acumulado de 2026.
Nova campanha
A expansão internacional da Taptap Send também está sendo acompanhada por uma nova campanha estrelada por Ronaldinho Gaúcho. Com a participação do ex-jogador e pentacampeão mundial, a marca busca aumentar sua conexão com brasileiros que vivem fora do país e ampliar sua presença no mercado global de remessas.
"Você merece uma plataforma financeira construída em torno da sua realidade. Uma que enxergue sua vida no exterior não como uma complicação, mas como exatamente a comunidade para a qual ela existe", declara o porta-voz da marca, que destaca as taxas de câmbio competitivas, as tarifas baixas e a rapidez para receber o dinheiro.
O uso da plataforma por brasileiros
O uso do app só no Brasil praticamente dobrou no acumulado de 2026
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Segundo Guillermo Campos, Country Manager da Taptap Send no Brasil, boa parte dos usuários brasileiros é formada por pessoas que moram no exterior, mas continuam mantendo uma relação financeira frequente com o país.
"Nossos usuários brasileiros são pessoas cuja vida financeira já atravessa fronteiras todos os dias: ganham em outro país e sustentam a família ou poupam no Brasil. Enquanto o sistema financeiro tradicional trata isso como exceção, nós tratamos como padrão", afirma.
Entre os principais países de origem das remessas estão Estados Unidos e Portugal. Segundo Campos, as transferências não acontecem apenas diante de emergências, mas fazem parte do dia a dia desses brasileiros. "O que eles mais valorizam é a simplicidade: literalmente, tap, tap, send", acrescenta.
A ideia é simplificar uma operação recorrente para quem vive longe do Brasil. Pelo celular, o usuário faz a transferência e o dinheiro pode ser recebido por diferentes meios, dependendo das opções disponíveis em cada mercado.
A expansão na América Latina vem ganhando peso nos negócios da Taptap Send. Segundo a empresa, a plataforma registra crescimento anual superior a três vezes na região. No Brasil, a operação praticamente dobrou no acumulado deste ano.
"Isso reflete a velocidade com que a confiança se constrói quando o cliente experimenta o produto. Já somos uma das plataformas de transferência internacional de dinheiro mais utilizadas do mundo", afirma.
Hoje, a Taptap Send conecta clientes em mais de 35 países a famílias e outros destinatários em mais de 80 mercados. De acordo com Campos, os brasileiros estão entre os usuários mais ativos da plataforma. Globalmente, a companhia movimenta bilhões de dólares por ano e afirma que as remessas destinadas ao Brasil respondem por uma parcela relevante e crescente desse volume.
Transferências pelo PIX
Noventa por cento das transações são concluídas em menos de 60 segundos
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No caso do Brasil, uma das facilidades oferecidas pela plataforma é a integração com o PIX. Para fazer a transferência, o usuário informa os dados necessários do beneficiário, como nome completo, CPF e chave PIX cadastrada.
Segundo a Taptap Send, mais de 90% das transações são concluídas em menos de um minuto. O prazo, no entanto, pode variar conforme o destino, o método de pagamento e outras condições da operação. A rapidez permite que o serviço seja usado também para necessidades corriqueiras, como pagar uma conta ou ajudar nas despesas de familiares.
"Nem sempre as pessoas enviam grandes quantias. Muitas vezes são valores destinados ao pagamento de contas, ajuda à família ou pequenas despesas. Queremos que qualquer remessa faça sentido financeiramente para quem envia e para quem recebe", afirma Campos.
A diferença com bancos tradicionais
Na avaliação de Campos, a diferença começa na maneira como o serviço foi pensado. "Os bancos tradicionais nunca foram construídos para o brasileiro que vive no exterior. A Taptap Send foi", afirma.
A plataforma foi criada com foco em velocidade, custo e facilidade de uso e opera a partir de uma rede de sistemas de pagamento em diferentes mercados. Além das transferências para contas bancárias, a companhia oferece, dependendo do país e da disponibilidade local, opções como cartão, mobile money e retirada em dinheiro.
Os planos da empresa incluem ainda aumentar a oferta de serviços financeiros disponíveis diretamente no aplicativo. "Também vamos lançar novos serviços financeiros, para que mais brasileiros no exterior tenham acesso a um ecossistema financeiro dentro do nosso app", diz o executivo
Cadastro pelo celular
O processo de cadastro também varia de acordo com o país. Nos Estados Unidos, por exemplo, é possível utilizar documentos brasileiros, sem a necessidade de possuir um Social Security Number (SSN), desde que o usuário tenha um cartão de débito emitido no país onde reside.
Já o destinatário no Brasil não precisa, necessariamente, ter uma conta na Taptap Send. Para receber o dinheiro via PIX, basta possuir uma chave válida. Com isso, a empresa busca diminuir o número de etapas envolvidas em uma transferência internacional.
Cuidados com golpes
A facilidade de enviar dinheiro pelo celular não elimina a necessidade de cuidados com a segurança. Guillermo Campos recomenda que, antes de qualquer transferência, o consumidor verifique se a plataforma escolhida é devidamente regulamentada e licenciada.
"A escolha de uma plataforma regulada e licenciada é o primeiro passo. Além disso, desconfie de qualquer pedido não solicitado para enviar dinheiro com urgência, que é o padrão de golpe mais comum", orienta.
Também é importante revisar os dados do destinatário antes de confirmar o envio. Diante de qualquer situação suspeita, a recomendação é procurar diretamente os canais oficiais de atendimento da empresa. "Rápido, acessível e barato nunca deve significar abrir mão da segurança", afirma.
A Taptap Send opera sob supervisão regulatória em diferentes regiões e mantém programas de prevenção à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e identificação de clientes. A companhia informa ainda que concluiu auditorias financeiras em 2025 e possui certificação SOC 2 Type II.
Como usar a Taptap Send
Experimente a Taptap Send
Divulgação
Novos usuários podem baixar o aplicativo por este link. Após a instalação, é preciso fazer o cadastro, incluir as informações do beneficiário e vincular um cartão de débito, seguindo as condições estabelecidas para o país de onde o dinheiro será enviado.
A Taptap Send informa que é regulamentada e autorizada a realizar transmissão de dinheiro em diferentes países. Nos Estados Unidos, a Taptap Send Payments Co é licenciada como transmissora de dinheiro pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (NMLS ID #2108069).
Esfaqueamento na Times Square: mulher que morreu após facada era vice-presidente do Bank of America

Policiais atiram contra mulher que esfaqueou 2 na Times Square, em NY
A vítima do esfaqueamento na segunda-feira (31) na Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, foi identificada como a vice-presidente do Bank of America Erin Piacenti. A vítima, de 32 anos, foi uma das duas pessoas esfaqueadas por uma mulher, que depois foi morta a tiros por policiais.
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➡️ Portando duas facas, a criminosa matou a vice-presidente do Bank of América e também esfaqueou um homem de 68 anos, que ficou ferido. Após o crime, ela foi cercada por policiais, mas ameaçou atacá-los e acabou morta com um tiro. A abordagem foi registrada por pessoas que passavam pela Times Square (assista acima).
O Bank of America emitiu uma nota lamentando a morte de Erin Piacenti:
"Estamos chocados e profundamente entristecidos com a trágica perda de nossa colega. Ela era uma integrante valiosa da equipe e deixará muitas saudades. Nossos sentimentos estão com sua família e todos os seus entes queridos", afirmou o comunicado.
Piacenti, que era vice-presidente de seleção de negócios e conflitos de interesse do banco, morreu no hospital em decorrência dos ferimentos causados pelas facadas, segundo a agência de notícias Bloomberg News.
A vice-presidente do Banf of América Erin Piacenti.
Reprodução/ Redes sociais
Como foi a abordagem policial
Imagens capturadas por pessoas que passavam pela Times Square, em Nova York, registraram o momento em que policiais atiraram contra a mulher que esfaqueou Piacenti.
Após cerca de quatro minutos cercada pela polícia, a mulher levanta e roda os braços com as facas na mão. Em seguida, ela avança rapidamente em direção aos agentes.
Os policiais usam armas de choque contra a mulher, mas ela continua avançando. Um deles então saca um revólver e dispara. Na sequência, a mulher cai no chão e é algemada. Segundo a polícia, ela morreu após ser baleada.
Mulher avança em direção a policiais na Times Square de Nova York com facas após esfaquear outras duas pessoas, em 31 de agosto de 2026.
Reprodução/ g1
O ataque aconteceu perto de uma unidade do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), ao lado do One Times Square, prédio onde ocorre a tradicional descida da bola na festa de Ano Novo da cidade.
A polícia afirmou que a mulher retirou duas facas de uma sacola de compras e atacou primeiro um homem de 68 anos, atingido no abdômen. Em seguida, Piacenti também foi ferida no abdômen.
Por causa da ocorrência, a polícia interditou parte da 7ª Avenida e orientou moradores e turistas a evitar a região. A área foi isolada enquanto agentes trabalhavam no local.
👉 A Times Square é uma das áreas mais visitadas de Nova York e um dos principais pontos turísticos da cidade. A região é conhecida pelos grandes painéis luminosos, teatros da Broadway e lojas.
Erin Piacenti foi esfaqueada pela mulher na Times Square nesta terça-feira (1°)
Reprodução: Redes Sociais
Polícia de Nova York interditou área da Times Square após mulher esfaquear duas pessoas e ser baleada
Angela Weiss/AFP
VÍDEOS: agora no g1
Agora no g1
Acidente na Flórida: entender os direitos pode ser essencial para vítimas de lesão corporal

Todos os anos, milhares de brasileiros visitam, trabalham ou vivem na Flórida. Entre as situações inesperadas que podem acontecer estão acidentes de carro, moto, caminhão, atropelamentos, quedas em estabelecimentos comerciais e outros eventos que podem causar lesões físicas e impactos financeiros para as vítimas e suas famílias.
Nos Estados Unidos, pessoas que sofrem acidentes causados pela negligência de terceiros podem ter direito a buscar uma indenização para ajudar a cobrir despesas médicas, perda de renda, tratamentos futuros e outros impactos decorrentes da lesão.
A advogada brasileira Caroline Fischer Espi, sócia cofundadora da First Choice Law, em Orlando, atua exclusivamente na área de lesões corporais (personal injury) e representa vítimas de acidentes em diferentes regiões da Flórida.
Caroline Fischer Espi da First Choice Law
Divulgação
Atuação especializada
A First Choice Law concentra sua atuação em casos de danos pessoais, incluindo acidentes envolvendo carro, motocicleta, caminhão, bicicleta e pedestre, além de situações como queda em estabelecimento comercial, acidente em obra, ataque de cachorro, acidente em parque temático, erro médico. Esses acidentes podem gerar desde lesões leves até graves, como paraplegia ou mesmo falecimento.
Segundo Caroline Fischer Espi, muitas vítimas não sabem quais direitos possuem após um acidente ou acabam aceitando propostas iniciais das seguradoras sem entender o impacto futuro da lesão.
“Quando uma pessoa sofre um acidente, muitas vezes ela está preocupada com as despesas médicas, com o trabalho e com a recuperação. O papel do advogado é orientar sobre os direitos existentes e buscar uma solução justa de acordo com as consequências daquele acidente”, explica a advogada.
Caroline Fischer Espi e Jason Recksiedler da First Choice Law
Divulgação
A indenização em caso de lesão corporal pode envolver despesas médicas, tratamentos, perda de capacidade de trabalho, dor e sofrimento, além de outros prejuízos relacionados ao acidente.
Brasileiros também possuem direitos
Uma dúvida comum entre brasileiros que sofrem acidentes nos Estados Unidos é se a situação migratória interfere no direito de buscar uma compensação.
De acordo com Caroline, vítimas de acidentes podem buscar orientação jurídica independentemente de serem cidadãos americanos, residentes permanentes, turistas ou pessoas em diferentes situações migratórias, inclusive com processo imigratório pendente ou aqueles sem status.
“Muitas pessoas deixam de procurar ajuda porque acreditam que não possuem direitos ou porque têm medo de enfrentar o sistema jurídico americano. Cada caso precisa ser analisado individualmente, mas a vítima de uma lesão causada por outra pessoa deve buscar informação”, afirma.
A First Choice Law atende clientes em Português, facilitando a comunicação para brasileiros que precisam compreender as etapas do processo e suas opções legais.
O que fazer após um acidente na Flórida?
Após um acidente, algumas medidas podem ajudar a preservar informações importantes para o caso:
Acionar a polícia e solicitar o registro oficial do acidente;
Tirar fotos e vídeos do local, dos veículos e das lesões;
Buscar informações de testemunhas;
Procurar atendimento médico;
Conversar com um advogado antes de falar com as seguradoras.
Segundo a equipe da First Choice Law, as seguradoras fazem propostas iniciais antes que a vítima tenha conhecimento completo sobre seus direitos e sobre possíveis impactos futuros do acidente. Importante a vítima não assinar nenhum documento antes de falar com o advogado.
Experiência jurídica e atendimento direto aos clientes
Fundada em 2019 pelos advogados Caroline Fischer Espi e Jason Recksiedler, a First Choice Law atua exclusivamente em casos de danos pessoais na Flórida.
Caroline Fischer Espi e Jason Recksiedler da First Choice Law
Divulgação
Caroline iniciou sua carreira jurídica no Brasil e, após se mudar para os Estados Unidos, realizou sua formação em direito americano para também obter licença profissional no país. Ela possui LL.M. pela Boston University School of Law e formação jurídica pela Emory University School of Law.
Jason Recksiedler atua há mais de três décadas na área de danos pessoais e, junto com Caroline, desenvolve uma abordagem voltada ao acompanhamento próximo dos clientes durante todo o processo.
Um dos diferenciais do escritório é que os clientes têm contato direto com seus advogados, permitindo que recebam informações sobre o andamento do caso e compreendam melhor cada etapa da representação jurídica.
Uma atuação próxima da comunidade brasileira na Flórida
Além da atuação jurídica, Caroline Fischer Espi participa de iniciativas voltadas à comunidade brasileira da Flórida Central.
A advogada também integra a liderança da Central Florida Brazilian American Chamber of Commerce (CFBACC), organização que tem como objetivo fortalecer conexões entre empresários, comunidade brasileira e instituições locais.
Para muitos brasileiros que enfrentam um acidente longe do país de origem, compreender seus direitos e contar com orientação adequada pode ser um passo importante durante um momento de dificuldade.
A First Choice Law atende casos de acidentes e lesões corporais em Orlando, Miami, Jacksonville, Tampa, Deerfield Beach e em outras regiões da Flórida.
Para saber mais:
Acesse o site oficial: firstchoicelaw.com
Telefone: (321) 999-1111.
Brasil fica em 5º em ranking de crescimento do PIB e pode superar Rússia em 2027

PIB desacelera, mas cresce 0,5% no 2º trimestre, puxado pela agropecuária, diz IBGE
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, mas perdeu força em relação aos três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da desaceleração, o Brasil ficou na 5ª posição no ranking mundial de crescimento trimestral, segundo levantamento da Austin Rating.
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O resultado ocorreu em um cenário de desaceleração de várias economias emergentes, afetadas pelos efeitos do conflito no Oriente Médio. O país ficou à frente de grandes economias e de outros integrantes do Brics, como a China, que apareceu na 19ª posição.
Veja o ranking de crescimento real do PIB no 2º trimestre de 2026:
Apesar da desaceleração, o país alcançou a quinta posição no ranking mundial de crescimento trimestral elaborado pela Austin Rating
Arte g1
Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a quinta posição representa um desempenho positivo para o Brasil no trimestre. Segundo ele, o resultado coloca o país entre os destaques de um ranking formado principalmente por países emergentes, especialmente da Ásia.
O economista ressalta, no entanto, que o segundo trimestre foi marcado também por uma desaceleração do crescimento em diversas economias.
"É possível observar uma desaceleração generalizada em relação ao primeiro trimestre, quando as taxas de crescimento eram mais elevadas. Grande parte das economias emergentes foi afetada pelos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio", afirma.
Nesse cenário, Agostini avalia que o Brasil teve desempenho melhor que o de outros países emergentes.
Ele ressalta, porém, que o resultado também reflete fatores internos. "O crescimento tem sido impulsionado pela expansão dos gastos públicos, o que contribui para a manutenção de juros elevados e de uma inflação ainda pressionada", diz.
Para economistas ouvidos pelo g1, os dados do PIB também mostram sinais de enfraquecimento do consumo das famílias e de setores ligados ao mercado interno. (leia aqui a análise completa)
Brasil pode subir para a 9ª maior economia do mundo em 2027
PIB - Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, na tarde deste sábado, 26 de novembro de 2022.
WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO
No ranking das maiores economias do mundo, elaborado com base nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano, o Brasil aparece na 10ª posição, com PIB nominal estimado em US$ 2,64 trilhões.
À frente do Brasil estão Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia.
Segundo a Austin Rating, o Brasil deve reduzir a diferença para a Rússia ainda neste ano e poderá assumir a 9ª posição no ranking mundial em 2027, caso as projeções se confirmem.
Projeções de crescimento até 2027
Arte g1
🔎 O PIB nominal mede o valor de tudo o que um país produz usando os preços do período, sem descontar a inflação. É esse indicador que costuma ser usado para comparar o tamanho das economias.
A consultoria estima que o PIB nominal brasileiro alcance US$ 2,77 trilhões (R$ 14,2 trilhões) no próximo ano, superando o da Rússia, projetado em US$ 2,53 trilhões (R$ 13 trilhões).
Com isso, o Brasil passaria a ocupar a 9ª posição, logo atrás da Itália, cuja economia é estimada em US$ 2,81 trilhões (R$ 14,4 trilhões).
As projeções do FMI indicam ainda que o PIB nominal mundial deve somar US$ 126,3 trilhões em 2026.
Desse total, cerca de US$ 93,9 trilhões estarão concentrados nas 15 maiores economias do mundo.
MP do fim da taxa das blusinhas: comissão estuda incluir exclusividade de entrega pelos Correios

A comissão mista que analisa a medida provisória (MP) do fim da taxa das blusinhas analisa incluir uma regra para que os Correios tenham exclusividade na entrega das compras internacionais isentas. Segundo parlamentares ouvidos pela GloboNews, essa é uma demanda da cúpula do Congresso Nacional. Em nota, os Correios negam terem pedido a inclusão do dispositivo na MP.
A votação da MP que acaba com o imposto de compras internacionais de até US$ 50 seria votado na manhã desta terça-feira (1º). Contudo, o presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), adiou a análise para esta quarta-feira (2) para que discutam os últimos detalhes do texto.
A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), e Reginaldo devem ter uma reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula antes da votação.
“A gente tem que ser pragmático. Tenho que ter muita responsabilidade. Então não é que eu vejo com bons olhos ou não [o pedido dos Correios], estamos vendo o que pode avançar ou não”, disse Leila. "A estrutura do texto [do governo] será mantida, mas teremos ajustes para apaziguar o cenário e os diversos interesses”.A medida que beneficiaria os Correios faria com que a empresa tivesse a exclusividade para a logística das compras internacionais de até US$ 50, do processo de liberação aduaneira até a entrega no domicílio dos compradores.
Agora no g1
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), diz que uma dificuldade é que um monopólio não poderia ser criado por lei. Isso precisaria ser adicionado na Constituição.
A medida faria com que os Correios tivessem a exclusividade para a logística das compras internacionais de até US$ 50, do processo de liberação aduaneira até a entrega no domicílio dos compradores.
Até 2024, antes do Programa Remessa Conforme, a estatal tinha uma espécie de monopólio para esse tipo de transação.
Com a implementação do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. E isso teve impacto econômico para a empresa brasileira (entenda mais abaixo).
🔎O Remessa Conforme é um programa da Receita Federal que reúne empresas de comércio eletrônico internacional. Pelo sistema, as plataformas informam os dados da compra antecipadamente ao Fisco, o que permite a cobrança e a fiscalização dos tributos sobre as encomendas.
Compras internacionais.
Thaisa Figueiredo/g1
Impacto
Um estudo produzido pela empresa no começo do ano apontou que a estatal teve uma frustração de receita de R$ 2,2 bilhões após o implemento do programa
No primeiro semestre de 2026, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Com isso, a empresa completa o 16º trimestre seguido apresentando déficit nas contas.
Achar uma solução para a empresa é um desejo do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, disse em entrevista à TV Globo.
O que dizem os Correios
Os Correios informaram, em nota, que não tiveram participação nem apresentaram proposta relacionada à medida provisória atualmente em análise pelo Congresso.
Segundo a empresa, as ações da estatal continuam concentradas na execução de seu plano de reestruturação, que prevê aumento de receitas, ganhos de eficiência e fortalecimento da competitividade para garantir sustentabilidade em diferentes cenários de mercado e regulatórios.
BNDES amplia crédito para empresas afetadas por tarifaço e guerras; pacote chega a R$ 22,6 bilhões

Prédio do BNDES no Centro do Rio
Reprodução/TV Globo
O BNDES informou nesta terça-feira (1º) que vai aumentar sua participação no Plano Brasil Soberano 3. Com isso, o orçamento do programa, voltado a apoiar empresas afetadas pelas tarifas de importação dos Estados Unidos e por conflitos internacionais, subirá para R$ 22,6 bilhões.
O banco vai destinar R$ 9,1 bilhões ao plano, ante os R$ 5 bilhões previstos inicialmente. Nesta terceira edição, o programa também terá uma linha específica para minerais críticos.
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A previsão é que, em 15 dias, as empresas já possam solicitar empréstimos ao BNDES ou às instituições financeiras parceiras do programa.
Haverá linhas de crédito para:
Capital de giro;
Capital de giro para exportação;
Compra de máquinas e equipamentos ou investimentos para adaptar a produção;
Investimentos para ampliar a capacidade produtiva ou fortalecer a cadeia de produção;
Inovação tecnológica ou adaptação de produtos.
Agora no g1
"O Plano Brasil Soberano se mostrou fundamental para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um momento de maior instabilidade no comércio internacional", afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
"Essa nova etapa fortalece setores importantes da indústria, como fertilizantes e minerais críticos, fundamentais para o novo caminho de desenvolvimento do país", acrescentou.
O programa prevê R$ 8,8 bilhões para exportadores atingidos pelo aumento das tarifas de importação dos EUA.
Outros R$ 6,8 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores que vendem para países do Golfo Pérsico, região afetada pela guerra entre EUA e Irã.
Dos R$ 7 bilhões restantes, R$ 4 bilhões serão destinados a empresas de adubos e fertilizantes e R$ 2 bilhões a companhias que atuam na cadeia de minerais críticos e estratégicos.
Segundo o BNDES, as taxas e demais custos do empréstimo variam conforme o tipo e a finalidade do financiamento.
Brasil Soberano 3
Para reduzir os efeitos da nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo criou medidas que incluem linhas de crédito, garantias para exportadores, benefícios tributários e ações para buscar novos mercados.
No dia 22 de julho, o governo anunciou a liberação de mais R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas. Esta é a terceira etapa do Plano Brasil Soberano e, por isso, recebe o nome de Brasil Soberano 3.
Lula assina Brasil Soberano III
Reprodução
Mesmo com uma ampla lista de exceções, o governo calcula que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras foram afetadas pelo tarifaço.
Elas respondem por aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os EUA e movimentaram, juntas, US$ 7,4 bilhões (R$ 37,5 bilhões) em vendas ao mercado americano em 2024.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 74% dessas empresas já exportam para outros países, o que pode facilitar o redirecionamento das vendas para novos mercados.
Entre os setores mais afetados estão:
Madeira;
Máquinas e equipamentos elétricos;
Móveis;
Produtos cerâmicos;
Calçados;
Açúcar.
Principal pacote de apoio
A principal iniciativa é o Plano Brasil Soberano, criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. O plano prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações para ajudar empresas brasileiras a encontrar novos mercados.
O auxílio foi estruturado em três etapas. A primeira foi lançada em agosto de 2025, quando o governo criou o programa e autorizou o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para apoiar empresas afetadas pelo primeiro tarifaço dos Estados Unidos.
A segunda etapa começou em março deste ano, com a abertura de uma nova rodada de financiamentos. O programa tinha um limite de R$ 21 bilhões em crédito até então.
* Colaborou Isabela Ortiz, do g1
Simples Nacional muda em 2027: empresas devem escolher como pagar novos impostos

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI)
Divulgação/Sebrae
Micro e pequenas empresas do Simples Nacional precisam tomar, a partir desta terça-feira (1º), uma decisão que poderá afetar a forma como vão pagar impostos no próximo ano.
Até 30 de setembro, elas deverão escolher como irão recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no primeiro semestre de 2027. Os dois tributos foram criados pela reforma tributária.
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As novas regras foram aprovadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) e fazem parte da adaptação do regime ao novo sistema tributário, que começa a ser implementado em 2027.
Pela nova regulamentação, as empresas poderão continuar recolhendo IBS e CBS dentro da guia única do Simples Nacional ou optar pelo chamado regime regular, no qual os dois tributos serão calculados e pagos separadamente.
Agora no g1
A escolha pelo regime regular não significa sair do Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para os demais tributos, mas seguirá regras próprias para calcular e recolher o IBS e a CBS.
O calendário para entrar no Simples Nacional também mudou. Empresas que quiserem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido entre 1º e 30 de setembro de 2026, e não mais em janeiro. Se a solicitação for aceita, a entrada valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano.
Já as empresas que fazem parte do Simples Nacional continuarão enquadradas automaticamente, desde que não tenham sido excluídas do regime. Nesse caso, não será necessário fazer uma nova adesão.
Abaixo, entenda o que muda:
A opção terá validade por quanto tempo?
O que muda na prática?
Qual opção é mais vantajosa?
O prazo para entrar no Simples também muda?
Quais regras para novas empresas?
O que são IBS e CBS?
E o MEI?
Outras mudanças no Simples Nacional
A opção terá validade por quanto tempo?
A decisão sobre a forma de recolhimento de IBS e CBS feita em setembro valerá de janeiro a junho de 2027, ou seja: seis meses.
As empresas terão uma nova oportunidade entre 1º e 31 de março de 2027 para escolher como recolherão os tributos no segundo semestre. Nesse caso, a decisão valerá de julho a dezembro.
Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio.
Segundo o Comitê Gestor do Simples, a antecipação dos prazos busca dar mais previsibilidade às empresas e evitar que elas comecem o ano sem saber se poderão permanecer ou ingressar no regime.
O que muda na prática?
Para as empresas que mantiverem IBS e CBS dentro do Simples Nacional, a lógica continuará mais próxima da atual: os tributos serão incluídos no pagamento unificado feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), dentro de um percentual sobre a receita.
Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Em contrapartida, poderá aproveitar créditos gerados nas compras para reduzir os valores a pagar e também gerar mais créditos para seus clientes.
Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, essa diferença na geração de créditos é um dos principais pontos que as empresas devem considerar antes de tomar uma decisão.
No regime regular, a empresa poderá gerar crédito integral de IBS e CBS para quem comprar seus produtos ou contratar seus serviços.
No Simples, o crédito repassado ao comprador tende a ser menor.
Por isso, a diferença pode ser mais relevante para pequenos negócios que vendem produtos ou serviços para outras empresas.
"Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano.
Qual opção é mais vantajosa?
Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a escolha dependerá do perfil de cada negócio, e um dos principais fatores a considerar é quem são seus clientes.
Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais motivos para avaliar o regime regular. Isso porque a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode tornar esses fornecedores mais atrativos para seus clientes.
Para negócios voltados principalmente ao consumidor final, esse benefício tende a ter menos impacto.
Por outro lado, o regime regular exige que IBS e CBS sejam calculados separadamente e demanda mais controles fiscais, o que pode aumentar os gastos com contabilidade e tornar a rotina tributária mais complexa.
Por isso, a recomendação é que os empresários simulem os dois cenários antes do prazo de setembro, considerando os possíveis benefícios e os custos envolvidos em cada opção.
"O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano.
“Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon.
Prazo para entrar no Simples também muda?
Sim. Outra mudança importante é no calendário para empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e pretendem ingressar no regime em 2027.
Até agora, a opção era feita em janeiro. Para 2027, o pedido deverá ser apresentado entre 1º e 30 de setembro de 2026. Se aceito, valerá a partir de 1º de janeiro.
A empresa poderá desistir do pedido até o último dia de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, haverá prazo de 30 dias para regularizar a situação e tentar garantir o ingresso no regime.
Quem já está no Simples e não tiver sido excluído continuará automaticamente no regime e não precisará solicitar uma nova adesão.
Quais regras para novas empresas?
Há uma regra específica para empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026.
Nesses casos, a opção pelo Simples feita no momento da abertura valerá tanto para o restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.
Se a empresa também escolher recolher IBS e CBS pelo regime regular durante a abertura, essa opção começará a valer em janeiro de 2027.
O que são IBS e CBS?
IBS e CBS são dois dos principais tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo.
A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é federal e substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal.
Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência dos municípios. A administração ficará a cargo de um comitê formado por representantes dos estados e municípios.
E o MEI?
O Microempreendedor Individual (MEI) não participa da escolha entre recolher IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular.
Os microempreendedores continuarão sujeitos às regras específicas do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), com pagamento mensal em valor fixo.
As mudanças no calendário de adesão ao Simples também não se aplicam ao MEI. A opção pelo Simei continuará sendo realizada em janeiro, até o último dia útil do mês.
A regulamentação, porém, traz mudanças relacionadas à emissão de documentos fiscais. Na prestação de serviços, permanece a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional.
Já nas vendas de mercadorias e em determinadas atividades de transporte, a regulamentação prevê o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF).
Outras mudanças no Simples Nacional
As novas regras também alteram alguns critérios usados para calcular os tributos do Simples Nacional, incluindo os aplicados a empresas em início de atividade, à receita acumulada e à folha de salários.
A definição de receita bruta também foi atualizada e passa a mencionar expressamente operações com bens materiais, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores de IBS e CBS pagos pelo regime regular não entrarão no cálculo da receita bruta considerada para fins do Simples Nacional.
Outra mudança envolve o momento em que a receita é reconhecida para o cálculo dos tributos. Pela nova regra, o faturamento passa a estar ligado à emissão do documento fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço.
O sublimite — teto de faturamento usado para definir o recolhimento de determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Isso significa que, ao ultrapassar esse valor de receita, a empresa pode ter de recolher esses tributos separadamente.
Também permanece o limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação, enquanto a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão deixa de existir.
Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada separadamente.
As informações passarão a ser incluídas diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) e deverão ser informadas uma vez por ano, entre janeiro e março.
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Shein tem estreia discreta na bolsa de valores de Hong Kong e arrecada US$ 1,7 bilhão

Shein
REUTERS/Sarah Meyssonnier
A gigante do fast-fashion Shein teve uma estreia discreta na Bolsa de Hong Kong nesta terça-feira (1º), arrecadando US$ 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões) em sua oferta pública inicial de ações (IPO).
Os planos da empresa de listar suas ações em Nova York e Londres foram frustrados por questões regulatórias. Em julho, porém, a Shein recebeu autorização das autoridades chinesas para realizar a oferta em Hong Kong.
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As ações chegaram a despencar 10% na abertura do pregão nesta terça-feira. Depois, recuperaram parte das perdas e fecharam o dia com queda de apenas 0,1%, a US$ 6,18 (R$ 32,01).
A aguardada estreia na bolsa avaliou a empresa em aproximadamente US$ 26,3 bilhões (R$ 136 bilhões), com preço inicial de US$ 6,19 (R$ 32,07) por ação.
Agora no g1
O valor é significativamente menor que os quase US$ 100 bilhões (R$ 518 bilhões, na cotação atual) que a empresa chegou a valer em uma rodada de investimentos privados em 2022.
A Shein, conhecida pelos preços baixos e pela produção rápida de roupas, afirma que os recursos arrecadados serão usados para investir em tecnologia e fortalecer sua presença internacional.
Entre 2021 e 2022, a empresa transferiu sua sede para Singapura, em um movimento que, segundo analistas, buscava aumentar seu distanciamento político da China.
No fim de 2025, a Shein tinha uma média de 156 milhões de usuários ativos por mês na Europa, colocando-se entre as maiores plataformas de comércio eletrônico do continente, ao lado do AliExpress (193 milhões) e da Amazon (cerca de 180 milhões).
A empresa tem sido alvo de críticas por seu impacto ambiental e por denúncias de violações de direitos humanos. Também enfrenta a crescente concorrência de plataformas de comércio eletrônico de baixo custo, como Temu e AliExpress.
O presidente executivo, Donald Tang, declarou à AFP no ano passado que a empresa tem "tolerância zero" com o trabalho forçado.
O fundador e presidente do conselho da varejista online Shein, Xu Yangtian (ao centro), participa da cerimônia de abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores de Hong Kong, em Hong Kong.
REUTERS/Tyrone Siu
Raízes chinesas
A oferta pública inicial desta terça-feira "não representa um prejuízo", apesar da recepção morna do mercado, afirmou Han Lin, diretor para a China da consultoria The Asia Group.
"Os mercados de ações veem a Shein mais como uma varejista em processo de amadurecimento, que enfrenta tarifas, regulamentações e concorrência", disse à AFP, acrescentando que "a fraqueza inicial da cotação sugere que os investidores querem provas, não apenas promessas".
A Shein obteve US$ 2,06 bilhões (R$ 10,6 bilhões, na cotação atual) em 2025, mas registrou prejuízo de US$ 99 milhões (R$ 512 milhões) nos primeiros três meses deste ano, após os Estados Unidos acabarem com as isenções de tarifas para pequenos pacotes.
No mês passado, a União Europeia impôs uma medida semelhante, com uma tarifa de três euros (R$ 18,05) por item para pacotes avaliados em menos de 150 euros (R$ 902,60).
A França também começou a aplicar, nesta terça-feira (1º), um imposto sobre itens de moda ultrarrápida que pode chegar a quase 20 euros (R$ 120,30) por peça. A medida mira grandes plataformas asiáticas de comércio eletrônico.
O CEO da Shein, Sky Xu, fez uma rara aparição pública neste ano na província de Guangdong, no sul da China, onde prometeu destinar mais recursos ao país. Analistas interpretaram o movimento como uma tentativa de reaproximar a empresa de suas raízes chinesas.
Segundo Lawrence Loh, professor especializado em questões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) na Universidade Nacional de Singapura, a estreia em Hong Kong representa "uma nova história asiática para a empresa", à medida que ela se redefine institucionalmente com "raízes na China".
"Mas isso tem o preço de um nível ainda maior de escrutínio público", afirma.
John Ternus assume oficialmente como CEO da Apple; conheça o executivo

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO
John Ternus, de 50 anos, assumiu oficialmente o comando da Apple nesta terça-feira (1º). Seu nome já aparece na página de executivos da empresa. (veja na imagem abaixo)
Depois de 15 anos à frente da Apple, Tim Cook deixou o cargo de CEO na segunda-feira (31), mas continua no conselho de administração da empresa.
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Em mensagem enviada aos funcionários e obtida pela Bloomberg, Cook agradeceu à equipe pelos anos de trabalho. "Hoje é meu último dia como CEO da Apple. É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou", escreveu.
Quem é John Ternus
John Ternus será novo CEO da Apple
Divulgação/Apple
Ternus entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva como vice-presidente sênior da área.
Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diferentes categorias e teve papel central no lançamento de produtos como iPad e AirPods, além de novas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch.
Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar os computadores da marca mais potentes e populares ao longo dos 40 anos da categoria. Entre os projetos recentes está o MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso aos computadores da Apple.
Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17.
John Ternus assume oficialmente como CEO da Apple; conheça o novo comandante da empresa
Reprodução/Apple
Sob sua liderança, a Apple também desenvolveu melhorias nos AirPods, como avanços no cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva.
Ternus também liderou iniciativas para aumentar a durabilidade e a confiabilidade dos produtos, além de mudanças em materiais e no design dos equipamentos para reduzir a pegada de carbono.
Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e mudanças para facilitar o reparo dos dispositivos.
Antes de entrar na Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia.
Cook ocupava o cargo desde 2011
Em comunicado divulgado em abril deste ano, a empresa informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de sucessão planejado ao longo de vários anos.
“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.
Cook entrou na Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou o cargo. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, permaneceu mais tempo na função do que o próprio Jobs.
À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias de produtos, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music.
Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — uma alta superior a 1.000%.
A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025.
CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16
JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
50 anos de história
Neste ano, a Apple completou 50 anos em meio a uma nova onda de transformações na indústria de tecnologia, impulsionada pela inteligência artificial (IA).
O avanço dessa tecnologia aumenta a pressão sobre a Apple para mostrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que a própria empresa ajudou a promover ao longo de sua história.
A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia.
Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar os computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões.
Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que mudaram a forma como as pessoas usam a tecnologia no dia a dia.
🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse.
📱 Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital.
Desde o lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research.
Outros produtos, como Mac, iPad e Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base de usuários da marca ao redor do mundo.
Justiça derruba suspensão e libera cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Carro abastece com gasolina.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou nesta terça-feira (1º) a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A decisão foi tomada após recurso do governo. As informações são da Reuters.
Na semana passada, a Justiça Federal concedeu uma liminar suspendendo a cobrança no mesmo dia em que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a prorrogação do imposto.
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A cobrança foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu para derrubar a liminar. Entre os argumentos, afirmou que manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso.
Segundo a decisão, haveria risco "à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior".
Agora no g1
Entenda a suspensão
No dia 27 de agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto e minerais betuminosos.
🔎 Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, usadas na produção de combustíveis e outros derivados de petróleo.
A suspensão foi determinada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP).
A liminar impedia a Receita Federal de cobrar o imposto das empresas representadas pela associação.
A cobrança havia sido estabelecida por uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias.
🔎 O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por tomar decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações de tarifas. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas.
Divulgação/Foresea
A arrecadação com o imposto já chega a R$ 7,9 bilhões, segundo a Receita Federal.
Na decisão, o juiz considerou que a resolução manteve uma cobrança que havia sido criada por uma medida provisória. A MP perdeu a validade por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo previsto na Constituição.
Para o juiz, manter a alíquota por meio de uma resolução do Gecex poderia representar uma forma de contornar a decisão do Congresso de não analisar a medida provisória dentro do prazo.
"Inexistindo dúvida, na espécie, de que era vedada a reedição de Medida Provisória que restabelecesse a alíquota de Imposto de Exportação tacitamente rejeitada pelo Congresso no corrente ano, reputo descabida, com ainda mais razão, a renovação de tal majoração mediante ato normativo infralegal, sob pena de burla ao devido processo legislativo", disse.
O juiz também questionou a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto poderia não ser adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo.
Mais cedo, o ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e dos impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”.
* Com Rafaela Rosa e Mariana Assis, TV Globo e g1
PIB tem 'desaceleração importante' e consumo das famílias liga novo alerta, dizem economistas

PIB mostra 'desaceleração importante' e acende alerta sobre consumo das famílias, dizem economistas
A economia brasileira continua crescendo, mas perdeu força no segundo trimestre. Para especialistas ouvidos pelo g1, o resultado mostra sinais de enfraquecimento do consumo das famílias e de setores ligados ao mercado interno.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% entre abril e junho, abaixo da alta de 1,1% registrada no primeiro trimestre do ano. O principal destaque negativo foi a queda de 0,4% no consumo das famílias, principal termômetro da economia pelo lado da demanda.
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🔍 O PIB mede tudo o que é produzido no país em determinado período. Pelo lado da produção, reúne agropecuária, indústria e serviços. Pelo lado da demanda, considera consumo das famílias e do governo, investimentos, exportações e importações.
Variação trimestral do PIB brasileiro
Arte/g1
De um lado, setores ligados à produção de commodities ajudam a sustentar a economia. De outro, o consumo perde força e segmentos mais dependentes do mercado interno enfrentam dificuldades.
Para os especialistas, o resultado mostra que o crescimento está menos espalhado pela economia e mais concentrado em alguns setores. Esse cenário também levanta dúvidas sobre a capacidade de o país manter um ritmo mais forte nos próximos trimestres.
Veja abaixo a visão dos especialistas:
Juliana Inhasz, professora de economia do Insper
Para Juliana Inhasz, o principal ponto de atenção no resultado do PIB está na composição do crescimento. O avanço de 0,5% ficou um pouco acima da expectativa do mercado, de 0,4%. Mas o desempenho dos setores mostra que o crescimento está concentrado em poucas áreas.
"O número cheio é razoável, mas a composição é ruim. Mostra que temos vários problemas e que estamos perpetuando um cenário de crescimento baixo, bastante moderado, se é que vamos conseguir sustentar esse crescimento ao longo de algum tempo", afirma.
Fiscais encontraram produtos impróprios para o consumo sendo comercializados nas unidades da rede.
Divulgação/MPAM
Para Inhasz, os números também mostram um desempenho desigual dentro da indústria.
"A composição da indústria está mostrando que a atividade econômica no setor é muito desigual. A indústria extrativa está crescendo 3,4%, enquanto a indústria de transformação está recuando. Isso mostra a incerteza do setor industrial e o impacto das taxas de juros altas, além de eventuais impactos tributários", diz.
Segundo a economista, a fraqueza da indústria de transformação merece atenção porque o setor envolve cadeias produtivas mais longas e tem maior capacidade de gerar empregos e agregar valor no país.
"A indústria manufatureira, que possui a cadeia produtiva mais longa, emprega mais gente aqui dentro e agrega mais valor ao mercado, de fato está enfraquecida e muito enfraquecida, porque depende das condições do mercado interno."
O consumo das famílias também preocupa. Para Inhasz, a queda no segundo trimestre mostra que as famílias estão mais cautelosas, mesmo com o mercado de trabalho ainda aquecido.
"Quando as famílias reduzem seu consumo, como aconteceu, com queda de 0,4%, estamos falando que as pessoas estão consumindo menos, estão segurando os recursos. Isso é um reflexo, primeiro, de incerteza dentro da economia."
Enquanto o consumo das famílias caiu, os gastos do governo cresceram 0,4% em relação ao primeiro trimestre. "O governo continua tentando dar suporte ou aquecer a economia, com uma alta de 0,4%. Então, ele nada contra a corrente."
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 1,2% no trimestre. Ainda assim, a taxa de investimento — que mostra quanto do PIB é destinado a investimentos em máquinas, equipamentos, construção e outras formas de ampliar a capacidade de produção — ficou em 16,1%.
"Com essa taxa de investimento frente ao PIB, vamos ter dificuldade de crescer de forma persistente. Provavelmente, com essa taxa rodando na casa de 16% a 17% do PIB, não conseguimos crescer nem 2% ao ano sem gerar pressão inflacionária."
Na avaliação da economista, uma taxa de investimento baixa limita a capacidade do país de produzir mais bens e serviços. Assim, se o consumo crescer mais rapidamente do que a produção consegue acompanhar, os preços podem voltar a subir.
Carla Beni, economista e professora da FGV
Para Carla Beni, a perda de força do consumo está relacionada aos efeitos dos juros altos, que demoram a aparecer por completo na economia.
"A política monetária contracionista que se iniciou no começo de 2022, quando a Selic passou para dois dígitos, está começando a fazer efeito agora, porque nos anos anteriores o nosso PIB cresceu, em média, 3% ao ano."
Na avaliação da economista, o elevado nível de inadimplência também ajuda a explicar por que as famílias estão consumindo menos.
"Se pegarmos o mapa da inadimplência do Serasa, estamos aí com mais de 48% da população adulta negativada. Então, você vê isso no reflexo da queda do consumo das famílias."
A professora ressalta ainda que o bom desempenho da agropecuária não significa que a economia como um todo esteja crescendo no mesmo ritmo.
"A agropecuária sempre apresenta sinais robustos de crescimento, mas a representação dela dentro do PIB é muito pequena. A agropecuária representa mais ou menos 7% a 8% do PIB. Os serviços são 70% e a indústria, 20% a 22%."
Para ela, o desempenho do agro ajuda a sustentar o PIB, mas não é suficiente para compensar a perda de força de setores que têm peso maior na economia.
André Caruso, CEO da Pilar Capital
Para André Caruso, o resultado do segundo trimestre confirma que a economia brasileira entrou em uma fase de desaceleração.
"O crescimento de 0,5% do PIB no segundo trimestre confirma uma desaceleração importante da economia brasileira. Ainda é crescimento, mas já mostra com mais clareza os efeitos de uma política monetária restritiva sobre consumo, crédito e investimentos."
Para o terceiro trimestre, Caruso vê risco de queda do PIB, mas ainda não considera uma recessão o cenário mais provável.
"O IBC-Br terminou junho em queda de 0,6% no mês e deixou um carregamento estatístico de aproximadamente -0,4% para o terceiro trimestre. Indústria e serviços também perderam força no fim do segundo trimestre."
Se há ponto positivo, é que a perda de força da economia também pode aumentar o espaço para o Banco Central reduzir a Selic. Segundo o economista, o próprio Banco Central já reconhece que a economia está perdendo força gradualmente.
Se a economia perder ainda mais força nos próximos meses e a inflação continuar cedendo, Caruso vê espaço para cortes de juros.
"Se os próximos indicadores mostrarem um terceiro trimestre muito fraco, especialmente com desaceleração dos serviços e do mercado de trabalho, e a inflação corrente continuar cedendo, acredito que o Banco Central poderá discutir não apenas o corte esperado para setembro, mas também a possibilidade de novos movimentos nas reuniões de novembro e dezembro."
O principal obstáculo, porém, está nas expectativas de inflação. "O mercado financeiro ainda projeta IPCA de 5,01% em 2026 e de 4,28% em 2027. Portanto, o PIB mais fraco ajuda bastante, mas sozinho não autoriza uma aceleração dos cortes."
Fazenda mantém previsão de alta de 2,3% no PIB de 2026
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a previsão de crescimento do PIB em 2026.
A projeção indica um crescimento igual ao registrado no ano passado. Em 2025, o PIB brasileiro avançou 2,3%, após alta de 3,4% em 2024.
Segundo a pasta, a economia deve continuar perdendo força no terceiro trimestre, mas tende a retomar gradualmente o crescimento no fim do ano, à medida que a redução dos juros beneficie os setores mais dependentes de crédito.
PIB perde força no 2º tri: os 3 desafios para o próximo presidente na economia

PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026
A economia brasileira perdeu força no segundo trimestre, com uma alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, abaixo do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre.
O resultado veio ligeiramente acima das expectativas dos economistas, que era de uma alta de 0,4% no trimestre, segundo a mediana das projeções colhidas pelo jornal Valor Econômico.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi de 2%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1/9).
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Segundo economistas, a desaceleração registrada neste segundo trimestre é um prenúncio do que vem por aí. Para 2027, os analistas esperam um desempenho da economia ainda mais fraco do que neste ano.
A trajetória do PIB vem em desaceleração: após uma alta de 3,4% em 2024, a economia avançou 2,3% em 2025. Para este ano, os economistas projetam um crescimento em torno de 1,9%, e de 1,5% em 2027, segundo a mediana das projeções colhidas pelo boletim Focus, do Banco Central.
Mas já há quem veja um desempenho ainda mais fraco no primeiro ano do novo governo, com uma alta do PIB mais próxima de 1%.
Entre os três principais desafios no caminho do novo presidente no ano que vem, economistas citam o endividamento das famílias e das empresas; o desarranjo das contas públicas; e os efeitos do El Niño, que pode levar o setor agropecuário a registrar PIB negativo em 2027.
Como foi o desempenho do PIB no 2 º trimestre
Pela ótica da produção, o destaque no segundo trimestre ficou por conta da agropecuária (2,8%), com serviços (0,2%) e indústria (0,1%) também mostrando variação positiva.
A indústria geral só escapou da estabilidade devido ao bom desempenho da indústria extrativa (3,4%), enquanto eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (-1,1%), indústrias de transformação (-0,4%) e construção (-0,4%) tiveram desempenho negativo.
"O bom desempenho da indústria extrativa reflete o preço do petróleo", observa Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg.
"O petróleo subiu [devido à guerra no Irã], beneficiando a extração, e também houve um benefício para o setor de minerais, com o preço do minério [de ferro] subindo, o que estimulou a produção."
Com alta de 0,2%, o setor de serviços desacelerou em relação ao avanço de 0,4% registrado no primeiro trimestre, sempre na comparação com o trimestre anterior.
Segundo Serrano, a desaceleração se deve à perda de força de fatores que impulsionam a renda no começo do ano, com destaque para o reajuste do salário mínimo — que passou de R$ 1.518 em 2025, para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, alta de 6,8%.
"Esse impulso começa a diminuir [no segundo trimestre], o que se reflete no desempenho do setor de serviços, mais ligado à renda", observa o economista.
Alex Agostini, economista-chefe da agência de avaliação de risco Austin Rating, observa que a desaceleração de setores como a indústria de transformação e serviços já era esperada, devido ao efeito acumulado dos juros, que se mantiveram em patamar muito alto durante muito tempo — e que vêm sendo cortados lentamente pelo Banco Central, em meio à resiliência da inflação.
A Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, chegou a 15% em junho de 2025 e se manteve nesse patamar até janeiro deste ano. Desde então, foram realizados quatro cortes na taxa, que está atualmente em 14%.
Na prévia da inflação de agosto, medida pelo IPCA-15, a inflação acumulava alta de 4,24% em 12 meses, ainda próximo do teto da meta, que é de uma inflação de 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual a mais ou a menos.
Outro efeito dos juros elevados, o endividamento das famílias também tem pesado sobre o consumo, afetando serviços e indústria, destaca Agostini.
Com alta de 2,8%, após avanço de 2,3% no primeiro trimestre, o agro foi uma surpresa positiva, mesmo após a safra recorde de soja no começo do ano. À frente, porém, o setor enfrenta os desafios climáticos de um ano de El Niño.
Na ponta da demanda, o consumo das famílias registrou queda de 0,4%, os investimentos subiram 1,2% e o consumo do governo teve alta de 0,4% em relação ao trimestre anterior.
O setor externo teve contribuição negativa para o PIB do trimestre, com as exportações em queda de 0,8% e as importações em alta de 1,8% — a queda das exportações significa que houve uma redução na produção destinada ao mercado externo, enquanto o aumento das importações indica que parte da demanda interna foi atendida por produtos de outros países, e não pela produção doméstica.
Os desafios para o PIB em 2027
A perda de ritmo registrada no segundo trimestre deve se intensificar na segunda metade do ano, preveem os economistas, com a perda de força dos estímulos fiscais feitos por governo federal e governos estaduais no primeiro semestre, em meio à corrida eleitoral.
Ao mesmo tempo, os investimentos devem seguir reduzidos, diante do cenários de juros altos, que também têm se refletido nos diversos pedidos de recuperação judicial no setor de varejo.
Esse cenário de restrições à atividade econômica deve continuar no próximo ano, contribuindo para o menor crescimento do PIB, preveem os analistas.
Serrano, do Bmg, tem atualmente projeção de 1,5% para o avanço do PIB em 2027, mas acredita que esse número possa, na verdade, ser mais próximo de 1%.
O economista cita como fatores para esse pessimismo a redução da taxa básica de juros mais lenta do que era esperado no início do ano, o aumento do endividamento e a redução do impulso fiscal pelo governo, passado o ciclo eleitoral.
Pesam também condições financeiras mais desfavoráveis, com juros mais altos no mundo e petróleo em alta, pressionando a inflação local.
"Ano que vem provavelmente também tem PIB negativo do agro, por causa do efeito do El Niño", diz Serrano.
"O fenômeno implica em preços dos alimentos mais altos, o que reduz a renda disponível e pesa mais para a população de renda mais baixa, e afeta a agricultura, que cresce menos e pode até entrar em contração, em várias safras e também na pecuária."
Agostini, da Austin Ratings, acredita que o cenário fiscal conturbado deve ser a maior pedra no sapato do novo governo.
Ele acredita que, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vitorioso — considerando os dois cenários mais prováveis atualmente —, algum ajuste fiscal será inevitável, o que teria efeito contracionista sobre a atividade econômica.
Segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, Lula tem atualmente 38% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de Flávio Bolsonaro (31%), Augusto Cury (10%), Ronaldo Caiado (5%) e Renan Santos (4%).
A estimativa de intenção de voto no petista no segundo turno está em torno de 45%, enquanto Flávio tem 43%, conforme os resultados das pesquisas nacionais divulgadas até esta segunda-feira (31/8).
"O país chegou numa sinuca de bico, porque nós estamos com um aumento muito forte das despesas obrigatórias, sobrando muito pouco para as despesas discricionárias, que estão sendo consumidas por emendas parlamentares", observa Agostini.
"Então, quando inicia o próximo ciclo político, tem quatro anos para poder colocar a casa em ordem. Em geral, o eleito ou reeleito faz um choque de ajustes no primeiro ano, porque aí ele tem mais três anos para absorver aquele choque, e tentar recompor a economia para fazer o seu sucessor na eleição seguinte. Então, todo mundo inicia 2027 olhando para 2030."
Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), avalia, porém, que Lula poderá ter maior dificuldade para fazer um ajuste, se eventualmente for reeleito.
"Lula tem muito mais dificuldade, porque ele já perdeu a credibilidade de ajuste, porque já tentou fazer e não segurou as pontas", considera a economista.
Matos observa que, para que um ajuste fiscal seja feito, é preciso uma convergência entre sociedade, Congresso e Executivo, o que é muito difícil numa sociedade polarizada.
"E quanto mais você posterga isso, mais o juro fica alto, porque o mercado rola a dívida num patamar muito mais alto e a dívida [pública] torna-se muito mais inviável de ser financiada."
Na segunda-feira (31/8), o Banco Central informou que a dívida bruta do governo geral — que compreende governo federal, INSS, governos estaduais e municipais — avançou para 82,5% do PIB em julho, maior patamar desde a pandemia.
Diante deste cenário, Matos vê o PIB em alta de cerca de 1% no ano que vem, mas avalia que há mais riscos negativos do que positivos nessa projeção.
"Isso por conta de El Niño — eu já tenho uma projeção de PIB negativo para o agro, mas pode ser pior", pondera. "E você tem todo o processo de desalavancagem das famílias: depois do alto endividamento, elas vão ter que desacelerar [os gastos], e o mercado de trabalho vai junto, com a economia e a renda crescendo menos."
Matos observa que esse efeito poderá ser mascarado no início do próximo ano pelo novo reajuste do salário mínimo (com valor previsto pelo governo federal de R$ 1.741), mas se tornará mais evidente ao longo dos trimestres.
PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, puxado pela agropecuária, diz IBGE

PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,4 trilhões no período.
🤔 O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período.
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O resultado representa uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB cresceu 1,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, porém, a economia avançou 2%.
Variação trimestral do PIB brasileiro
Arte/g1
O crescimento entre abril e junho foi puxado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Os serviços cresceram 0,2% e a indústria, 0,1%.
"O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado", afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Já o consumo das famílias caiu 0,4%. As exportações recuaram 0,8%, enquanto as importações subiram 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026:
Serviços: 0,2%;
Indústria: 0,1%;
Agropecuária: 2,8%;
Consumo das famílias: -0,4%;
Consumo do governo: 0,4%;
Investimentos: 1,2%;
Exportações: -0,8%;
Importações: 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025:
Serviços: 1,5%;
Indústria: 1,5%;
Agropecuária: 6,8%;
Consumo das famílias: 0,5%;
Consumo do governo: 3,1%;
Investimentos: 1,4%;
Exportações: 3,8%;
Importações: 5,5%.
Agropecuária é destaque
A agropecuária foi o setor que mais cresceu no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor cresceu 6,8%, favorecido pelo desempenho da pecuária e de culturas agrícolas que registraram aumento na produção estimada e ganhos de produtividade.
Entre os destaques das lavouras estão:
🌱 Soja: +5,3%;
☕ Café: +15,1%;
🍚 Arroz: -11,3%;
🧵 Algodão: -7%;
🌽 Milho: estabilidade na produção.
🔎 Esses números comparam a produção de cada cultura com o mesmo período do ano passado. Isso acontece porque o IBGE não possui, para cada lavoura, dados ajustados para eliminar efeitos típicos de cada época do ano. Por isso, esses percentuais não mostram quanto cada cultura contribuiu para a alta de 2,8% da Agropecuária em relação ao primeiro trimestre.
PIB no segundo trimestre de cada ano
Arte/g1
Consumo das famílias cai no trimestre
O consumo das famílias caiu 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, porém, houve crescimento de 0,5%.
A queda chama atenção porque ocorreu em um período de aumento da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas. Segundo Moraes, porém, os dados do PIB não permitem estabelecer uma relação direta entre esses fatores e o comportamento do consumo.
“A gente não deve fazer uma associação direta entre o aumento da massa de salários e o aumento do consumo na mesma medida. Não quero especular sobre os motivos. Com as informações que temos, não dá para saber se isso é efeito dos juros, do câmbio ou de outros fatores”, afirmou.
🤔 Juros elevados tendem a encarecer o crédito e podem reduzir o consumo. Segundo Moraes, no entanto, os dados do PIB não permitem medir isoladamente o peso dos juros em relação aos demais fatores que influenciam as decisões das famílias.
Análise do PIB por demanda
Arte/g1
Indústria é puxada pela extração de petróleo e gás
A indústria cresceu 0,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores.
O resultado foi sustentado pelas Indústrias extrativas, que avançaram 3,4% no trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o segmento cresceu 12%, impulsionado principalmente pelo aumento da extração de petróleo e gás.
Veja os resultados dos segmentos da Indústria na comparação com o trimestre anterior:
🛢️ Indústrias Extrativas: +3,4%;
⚡ Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos: -1,1%;
🏭 Indústrias de Transformação: -0,4%;
🏗️ Construção: -0,4%.
Apesar da queda em relação ao primeiro trimestre, a Construção cresceu 1% na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Já a Indústria de transformação recuou 0,9% na comparação anual, enquanto o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,5%.
Informação e comunicação se destaca entre os Serviços
O setor de serviços cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano.
O maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 2,1%. Também houve avanço em Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%).
O Comércio e as Outras atividades de serviços ficaram estáveis no período.
Já Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, os serviços cresceram 1,5%. Todas as atividades tiveram resultado positivo, com destaque para Informação e comunicação, que avançou 8,4%.
Veja a variação das atividades na comparação anual:
💻 Informação e comunicação: 8,4%;
🏠 Atividades imobiliárias: 2,2%;
🚚 Transporte, armazenagem e correio: 1,2%;
🧑💼 Outras atividades de serviços: 1,1%;
💰 Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: 1,0%;
🛍️ Comércio: 0,9%;
🏛️ Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: 0,9%.
Análise do PIB por setor
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No semestre, PIB cresce 1,9%
No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os grandes setores, a agropecuária avançou 3,6%, os serviços cresceram 1,8% e a indústria, 1,6%.
Entre os destaques, as Indústrias extrativas cresceram 12,5%, enquanto Informação e comunicação avançou 8%.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias aumentou 1,1% e o consumo do governo, 2,9%. Os investimentos ficaram estáveis.
No setor externo, as exportações cresceram 5,5%, enquanto as importações avançaram 3,4%.
Transportadora subcontratou motorista para entregar carga de soja, porém veículo foi furtado
Divulgação
Ibovespa sobe mais de 1% e tem 10ª alta seguida, puxado pela Petrobras; dólar cai a R$ 5,15

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,47% nesta terça-feira (1º), cotado a R$ 5,1556. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,30%, aos 179.722 pontos, na 10ª alta seguida.
O bom desempenho do Ibovespa foi puxado pela Petrobras, que tem grande peso no índice e disparou mais de 4% no pregão, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional.
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▶️ A escalada do conflito no Oriente Médio fez o petróleo disparar nesta terça-feira. Os Estados Unidos realizaram novo bombardeio contra o Irã, informou o Exército americano, após supostas tentativas de ataques a navios no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump também fez novas ameaças a Teerã.
🛢️ Diante do cenário, o petróleo Brent, referência internacional, disparava 5,07% por volta das 17h, a US$ 95,08. Já o WTI, referência nos EUA, subia 5,59%, a US$ 90,55.
▶️ Na agenda econômica, o IBGE divulgou o PIB do segundo trimestre, que cresceu 0,5% entre abril e junho, após alta de 1,1% no primeiro trimestre. A atividade econômica perdeu ritmo, e o PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no período. A agropecuária avançou 2,8%, mas o consumo das famílias recuou 0,4%.
▶️ Os investidores também repercutiram a proposta do Orçamento de 2027, enviada pelo governo ao Congresso. O texto prevê superávit de R$ 18,6 bilhões, o primeiro saldo positivo das contas públicas em quatro anos, embora o arcabouço fiscal ainda permita resultado negativo sem descumprimento da meta.
▶️ No Congresso, ainda devem ser votadas medidas provisórias sobre o fim da "taxa das blusinhas", mudanças nas regras de trânsito, crédito para motoristas e motociclistas, além de propostas relacionadas ao INSS e ao adicional de fronteira.
▶️ O mercado também acompanhou os desdobramentos políticos da troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas indicam, entre outros pontos, que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria Vorcaro como alvo.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,78%;
Acumulado do mês: -0,47%;
Acumulado do ano: -6,07%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,31%;
Acumulado do mês: +1,30%;
Acumulado do ano: +11,54%.
PIB desacelera, mas sobe 0,5% no 2ºtrimestre
O PIB do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o IBGE nesta terça-feira (1º). O resultado representa uma desaceleração em relação aos três primeiros meses do ano, quando a economia havia avançado 1,1%. Em valores correntes, o PIB somou R$ 3,4 trilhões no período.
Entre os grandes setores, a Agropecuária foi o principal destaque, com alta de 2,8% na comparação com o primeiro trimestre. Serviços cresceram 0,2% e Indústria, 0,1%.
"O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado", afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo, 0,4%. Já o consumo das famílias recuou 0,4%, enquanto as exportações caíram 0,8% e as importações subiram 1,8%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB cresceu 2%, com alta de 6,8% na Agropecuária e de 1,5% tanto na Indústria quanto nos Serviços. Nessa base de comparação, o consumo das famílias avançou 0,5%, o consumo do governo, 3,1%, e os investimentos, 1,4%.
Bolsas globais
Os principais índices de ações de Wall Street fecharam em queda nesta terça-feira. Os investidores mantiveram cautela diante dos juros dos títulos de renda fixa em níveis elevados e da alta do petróleo.
O Dow Jones recuou 0,79%, o S&P 500 caiu 0,71% e o Nasdaq teve baixa de 1,03%.
Na Europa, as bolsas também fecharam em queda. O STOXX 600, que reúne empresas de diferentes países europeus, recuou 0,6%.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,10%; em Paris, o CAC 40 teve baixa de 0,39%; e, em Londres, o FTSE 100 recuou 0,32%.
Na Ásia, o cenário também foi negativo. A queda das ações de tecnologia pesou sobre os mercados, enquanto empresas consideradas mais defensivas, como as de setores menos sensíveis às oscilações da economia, ajudaram a limitar as perdas.
Em Xangai, o SSEC caiu 0,16% e o CSI 300 recuou 0,35%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,93%. Em Tóquio, o Nikkei perdeu 0,15%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Como é a nova regra do PIX que pode ajudar a inibir golpes

Como é a nova regra do PIX que pode ajudar a inibir golpes
Bruno Peres/Agência Brasil via BBC
Se você usa PIX no dia a dia, vale ficar de olho: a partir desta terça-feira, 1º de setembro, uma das regras de segurança do sistema muda, e a mudança tem tudo a ver com um tipo de golpe que vem crescendo contra comerciantes e pequenos negócios.
Vamos explicar de um jeito simples o que muda e como as novidades podem ajudar a recuperar dinheiro roubado em fraudes.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Hoje, quando alguém é enganado em uma fraude e usou o pix para enviar dinheiro para criminosos, existe uma ferramenta chamada MED — Mecanismo Especial de Devolução — que ajuda a reaver esse valor em casos de fraude, golpe ou erro.
Só que existe também uma brecha: golpistas descobriram uma forma de usar essa mesma ferramenta de proteção a favor deles, para roubar dinheiro de comerciantes.
Agora no g1
Para combater esse problema, o Banco Central aumentou de 30 para 80 dias o prazo que uma pessoa tem para contestar uma devolução feita pelo MED, quando ela desconfia que essa devolução foi pedida de forma fraudulenta.
Ou seja: se alguém devolveu dinheiro pelo MED e depois percebe que aquilo foi armado por um golpista, agora tem quase três vezes mais tempo para correr atrás do problema junto ao banco.
Por que existem dois prazos de 80 dias (e eles não se confundem)
O PIX já tinha um prazo de 80 dias para uma situação parecida, mas diferente.
O prazo que já existia é para quem manda um PIX e é vítima de golpe: essa pessoa tem até 80 dias, contados a partir do momento em que enviou o dinheiro, para acionar o MED e tentar recuperá-lo.
O prazo novo é o espelho dessa situação: é para quem recebeu um PIX de forma legítima e teve esse dinheiro devolvido depois, por conta de uma contestação fraudulenta feita pela outra pessoa. Antes, quem estava nessa posição só tinha 30 dias para reagir; agora, também são 80. E aqui a contagem começa a partir da devolução, não do pagamento original.
Na prática: um conta a partir do PIX enviado, o outro conta a partir do dinheiro devolvido.
O golpe que motivou essa mudança
Esse ajuste tem um alvo bem específico: um golpe que tem prejudicado principalmente lojistas, prestadores de serviço e pequenos empresários.
Funciona mais ou menos assim: alguém entra em contato dizendo que fez um PIX errado, de valor mais alto do que deveria, e pede para o comerciante devolver a diferença ou o valor todo, muitas vezes pedindo que a devolução seja feita como uma nova transferência para uma chave ou conta indicada por essa pessoa.
O comerciante, achando que está apenas corrigindo um erro de boa-fé, faz o PIX de volta.
O problema é que, ao mesmo tempo, esse suposto cliente também aciona o MED junto ao próprio banco dele, alegando ter sido vítima de fraude no pagamento original que fez ao comerciante.
Se essa contestação for analisada e considerada procedente — e se ainda houver dinheiro disponível para devolução —, o golpista pode acabar recebendo o valor de volta pela segunda vez: uma vez diretamente do comerciante, e outra pelo próprio mecanismo de proteção do PIX.
Por isso os especialistas recomendam cautela quando alguém pede a devolução de um PIX "por engano": o caminho mais seguro é usar a própria função de devolução vinculada àquela transação dentro do aplicativo do banco, e não fazer uma transferência nova para uma chave indicada pela outra pessoa. É justamente essa segunda via — a transferência nova — que abre espaço para o golpe se repetir.
Com o prazo de contestação esticado para 80 dias, quem foi vítima desse esquema ganha bem mais tempo para perceber o que aconteceu e correr atrás da devolução indevida junto ao próprio banco.
Isso ajuda bastante porque nem todo mundo confere o extrato todos os dias, e muitas vezes é outra pessoa — um contador, um funcionário, o próprio banco — quem percebe primeiro que algo estranho aconteceu.
Como o PIX tenta seguir o rastro do dinheiro roubado
Como o PIX tenta seguir o rastro do dinheiro roubado
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi via BBC
Além da mudança de prazo, existe outra frente de combate a fraudes que já vinha sendo construída, de forma menos visível para quem usa o aplicativo no dia a dia: a tentativa de seguir o dinheiro mesmo depois que ele passa por várias contas diferentes.
Esse tipo de rastreamento existe graças a uma versão mais robusta do MED, conhecida como MED 2.0, que está em produção desde maio de 2026. Com ela, o sistema passou a permitir o rastreamento dos recursos em diferentes camadas de transferências.
Antes, a recuperação ficava limitada à conta originalmente usada na fraude; se o dinheiro já tivesse sido transferido dali, aumentavam as chances de não haver saldo disponível para devolver à vítima.
Com o MED 2.0, o sistema pode identificar possíveis caminhos percorridos pelos recursos mesmo depois que eles são transferidos para outras contas, o que amplia as chances de bloqueio e recuperação.
Isso não significa, porém, que o dinheiro será necessariamente localizado ou devolvido: os recursos podem já ter sido sacados, transferidos novamente ou não estar mais disponíveis nas contas identificadas.
Vale um adendo importante: uma camada adicional de detalhamento operacional — a informação, dentro da notificação enviada entre as instituições, sobre em qual nível do grafo de rastreamento está a transação analisada — estava inicialmente prevista para agosto, mas foi adiada para 26 de outubro de 2026.
Segundo o Banco Central, esse ajuste diz respeito à comunicação entre as instituições participantes e não altera o funcionamento do rastreamento em camadas já disponível no MED 2.0.
De qualquer forma, mesmo esse rastreamento tem limite: se o golpista já tiver sacado o dinheiro em espécie antes de a fraude ser percebida, não há mais "trilha eletrônica" para seguir, e a recuperação fica bem mais difícil.
O que é o MED
O MED não é um botão de "desfazer" um PIX. Ele serve especificamente para casos de fraude, golpe ou falha operacional do sistema — não pode ser usado se você simplesmente se arrependeu de uma compra, errou o valor ou a chave por conta própria, ou está tendo um desentendimento comercial sem indício real de fraude.
Também é importante saber que acionar o MED não garante a devolução automática do dinheiro. Cada caso passa por análise da instituição financeira, e o resultado depende de haver recursos ainda disponíveis nas contas por onde o dinheiro passou.
No fluxo padrão de fraude, os bancos que receberam os valores têm até sete dias para analisar a notificação; se o caso for considerado procedente e houver saldo disponível, o processo segue para a devolução, que pode ser total ou parcial, dependendo do que for encontrado ao longo do caminho.
A nova regra já vale automaticamente para todas as instituições que participam do PIX.
E essa mudança também não abre brecha para cancelar um PIX comum por arrependimento: o prazo de 80 dias vale só dentro dos procedimentos de segurança do MED.
O que fazer se você cair em um golpe pelo PIX
Se você perceber que fez um PIX por causa de um golpe, fraude ou crime, o ideal é procurar seu banco o quanto antes e pedir a abertura do MED.
Mesmo tendo até 80 dias para isso, agir rápido aumenta bastante as chances de ainda haver dinheiro disponível para ser bloqueado ao longo do caminho.
O pedido pode ser feito direto pelo aplicativo: os bancos que oferecem conta para pessoas físicas são obrigados a disponibilizar uma opção de autoatendimento para contestar transações dentro do próprio ambiente do PIX, sem precisar falar com um atendente para começar o processo.
Também vale guardar comprovantes da transação, prints de conversas, anúncios, dados de quem recebeu o dinheiro e qualquer outro registro relacionado ao golpe — esse material pode ajudar bastante na análise do seu caso. Dependendo da situação, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.
Depois do pedido, cabe ao banco verificar se o seu caso se encaixa nas regras do MED e dar continuidade ao procedimento.
Governo Trump conclui que PIX é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora?
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Golpes do Free Flow: quase 500 sites falsos cobram falso pedágio por PIX; veja como se proteger

Pórtico do Free Flow no Rio Grande do Sul
Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Em um ano, o número de sites falsos que prometem regularizar passagens pelo sistema "free flow" chegou a 480, segundo levantamento da Kaspersky.
🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade.
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Em apenas uma semana, foram criados 80 sites que supostamente identificam a passagem por pórticos do free flow e geram uma falsa cobrança por PIX.
Segundo o estudo, os sites falsos vão direto ao assunto:
Há pouco texto que permita perceber que a página não pertence à concessionária responsável pelo trecho onde o motorista passou;
Em destaque, uma caixa de texto pede a placa do veículo;
Em seguida, o valor é exibido junto com o PIX para pagamento.
Agora no g1
O estudo identificou casos em que a cobrança era de cerca de R$ 25.
O valor baixo ajuda a reduzir a desconfiança dos motoristas e a imitar tarifas reais de pedágio. Na BR-101, por exemplo, a passagem de carros de passeio pelo trecho entre Paraty (RJ) e Rio de Janeiro (RJ) pode custar R$ 4,80.
“Ao acreditar na legitimidade da cobrança, o usuário paga via PIX, e o dinheiro é transferido para contas de ‘laranjas’”, diz o estudo.
Aplicativo da CNH resolve parte do problema
Na semana passada, o Ministério dos Transportes atualizou o aplicativo CNH do Brasil. Com a mudança, os motoristas passaram a consultar na plataforma as passagens registradas em pedágios do sistema free flow.
No aplicativo, que já reunia informações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sobre multas, o motorista pode consultar as passagens por pedágios eletrônicos em rodovias municipais, estaduais e federais, independentemente da concessionária.
Além de informar quando o veículo passou pelo pórtico, o app CNH do Brasil mostra onde e como pagar a tarifa.
Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava acessar os canais de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos.
O estudo da Kaspersky destaca os benefícios de concentrar as informações em um só lugar.
Porém, mesmo com a novidade, ainda são identificados "novos sites falsos que simulam cobranças do free flow. Os cibercriminosos acompanham os assuntos em destaque no noticiário e nas redes sociais para adaptar rapidamente suas estratégias, e fica o alerta para possíveis novas iscas relacionadas ao tema nos próximos meses”, diz Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky.
O estudo não identificou um número expressivo de aplicativos que se passam pelo CNH do Brasil, mas apontou que já existem apps para Android e iPhone com nomes muito parecidos com o oficial.
Como evitar o golpe
Consulte o free flow apenas pelo aplicativo oficial CNH Digital, disponível para Android e iPhone;
Se você utiliza uma tag de pagamento, a cobrança é feita pelo sistema já adotado pela operadora, como fatura mensal ou pagamento antecipado;
Não clique em alertas de passagens enviados por mensagem nem em anúncios exibidos em buscadores;
Fique atento ao destinatário do PIX: o valor do pedágio não deve ser pago a pessoas físicas nem a fintechs.
Droga Raia é condenada a pagar R$ 4 milhões por casos de assédio moral, sexual e materno; entenda

Droga Raia
Divulgação/Droga Raia
A Droga Raia foi condenada a pagar R$ 4 milhões por dano moral coletivo após a Justiça do Trabalho reconhecer a ocorrência de casos de assédio moral, sexual e materno, além de práticas discriminatórias em unidades da rede.
A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), que acolheu, por unanimidade, recurso do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ).
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O processo reúne relatos de trabalhadores que afirmaram ter sido vítimas de diferentes formas de violência e discriminação no ambiente profissional. Entre os casos analisados, estão episódios envolvendo assédio sexual, comentários relacionados à gravidez, homofobia e gordofobia.
Em nota enviada ao g1, a Raia afirmou que entende que a decisão não considerou integralmente as provas apresentadas pela empresa e suas políticas internas, que, segundo a companhia, contribuíram para a improcedência da ação em primeira instância. (veja nota completa abaixo)
A empresa informou que vai recorrer da decisão. Segundo a Raia, a empresa seguirá aprimorando suas práticas de gestão de pessoas, saúde e segurança.
Agora no g1
De acordo com os relatos apresentados no processo pelo MPT, uma trabalhadora afirmou ter sido vítima de assédio sexual por um superior hierárquico, que teria deslizado as mãos em direção ao seio dela.
Em outro caso, uma gerente teria dito a uma funcionária grávida que ela deveria “comprar todos os anticoncepcionais e fazer um estoque de camisinhas para parar de engravidar”.
O processo também analisou o caso de um empregado que relatou ter sido vítima de homofobia. Segundo o relato apresentado à Justiça, ele teria ouvido de um superior: “se o seu pai não te ensinou a virar homem, eu vou te ensinar”.
Uma vigilante, por sua vez, relatou ter sido chamada de gorda e ouvido que não poderia exercer a função por causa do peso.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, os episódios de violência e discriminação apresentaram recorte de gênero, com mulheres entre as principais vítimas.
O valor de R$ 4 milhões será acrescido de juros e correção monetária. A indenização deverá ser destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou a projetos indicados pelo MPT.
Medidas contra riscos psicossociais
Além da indenização, a decisão determinou que a Droga Raia adote medidas para combater assédio e discriminação em todas as filiais da rede. A empresa terá 90 dias para adequar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
Os documentos deverão incluir ações para identificar, avaliar, acompanhar e prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho, além de protocolos de escuta qualificada e medidas relacionadas às questões de gênero.
O tribunal também apontou falhas nos programas de saúde e segurança apresentados pela empresa. Segundo a decisão, os documentos tinham caráter predominantemente formal e não demonstravam um monitoramento efetivo dos riscos psicossociais.
Canal de denúncias
A decisão também considerou que o canal interno de denúncias da empresa não funcionava de maneira efetiva para apurar e combater casos de assédio e discriminação.
O canal é uma das medidas previstas na Lei 14.457/2022, que estabelece regras para prevenção e combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no ambiente de trabalho. O TRT-RJ também rejeitou o argumento de que a empresa estaria em período de adaptação às novas regras relacionadas aos riscos psicossociais na NR-1.
Segundo o tribunal, a obrigação de reduzir os riscos relacionados ao trabalho, inclusive os psicossociais, já decorre da Constituição Federal e não depende exclusivamente da regulamentação administrativa.
“A omissão da ré em gerenciar os riscos psicossociais contribui diretamente para a perpetuação de um ambiente de trabalho hostil e adoecedor”, afirmou o tribunal na decisão.
O que diz a Droga Raia
"A Raia entende que a decisão não considera integralmente as provas apresentadas e suas políticas internas, aspectos que resultaram na improcedência da ação em primeira instância. E, por isso, vai recorrer.
A Raia reafirma seu compromisso com um ambiente de trabalho ético, seguro e respeitoso, respaldado por políticas internas, canal de denúncias, treinamentos contínuos e programas de diversidade e integridade. A companhia seguirá aprimorando suas práticas de gestão de pessoas, saúde e segurança."
Petrolífera americana assumirá controle de campos de petróleo na Venezuela

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela.
Reuters
A petrolífera americana North American Blue Energy Partners (NABEP) assumirá o controle de alguns campos de petróleo anteriormente detidos por diversas empresas chinesas e uma empresa russa, disseram dois funcionários americanos à Reuters nesta segunda-feira (31).
A aquisição fará parte de um amplo acordo de produção de petróleo que o presidente Donald Trump anunciou com a Venezuela, disseram eles.
De acordo com as autoridades, os projetos estavam entre os 14 contratos recentemente concedidos à North American Blue Energy Partners (NABEP), empresa apoiada pelos EUA. A NABEP pertencia anteriormente ao magnata do petróleo americano Harry Sargeant e agora é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt.
"A Venezuela é abençoada com abundância de recursos naturais, pessoas trabalhadoras e um potencial inexplorado", disse Betancourt em um comunicado, confirmando o acordo. "Esta transação liberará esse potencial para o grande benefício tanto dos venezuelanos quanto dos americanos."
Suspeita e dúvidas diante do acordo petrolífero 'histórico' entre Venezuela e EUA
Perfil de Nicolás Maduro publica fotos do ex-presidente da Venezuela na prisão
A NABEP afirmou que terá o controle operacional do negócio e que o governo dos EUA terá direito a uma participação de 35% na empresa, além de "acesso preferencial" a 20% da produção da empresa a preço de custo.
A Casa Branca afirmou que a NABEP também concedeu ao Departamento de Estado dos EUA o direito de preferência na compra dos 80% restantes de sua produção.
Agora no g1
Na semana passada, Trump anunciou que os EUA garantiram acesso a cerca de 64 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela por meio de uma parceria com empresas privadas.
O acordo concede às empresas americanas uma posição estratégica em alguns dos ativos petrolíferos mais importantes da Venezuela, ao mesmo tempo que desloca os interesses chineses e russos que há muito desempenham um papel preponderante no setor energético do país. Além disso, confere a Washington um papel direto na determinação de quem produz e vende o petróleo venezuelano, numa altura em que a administração Trump procura reformular a indústria petrolífera do país e aproximar as suas vastas reservas dos interesses económicos e geopolíticos dos EUA.
Os EUA também terão poder de veto sobre o conselho e os diretores da NABEP e estipularam que a maioria dos membros do conselho deve ser composta por cidadãos americanos, acrescentou a Casa Branca.
A NABEP deverá controlar um total de 17 projetos na Venezuela, que planeja desenvolver e, em última instância, usar para fornecer petróleo aos EUA. Quatorze desses projetos serão concedidos recentemente pelo governo venezuelano, disseram as autoridades.
Donald Trump prometeu explorar as reservas de petróleo da Venezuela
NICOLE COMBEAU/POOL/EPA/Shutterstock
Cinco dos 14 campos eram operados por empresas chinesas, segundo um modelo promovido pelo então presidente Nicolás Maduro, enquanto um era anteriormente operado por uma empresa russa, disseram as autoridades.
Dois dos projetos eram operados pela China Concord Resources, que foi sancionada pelos EUA em 2019 por atividades relacionadas ao Irã. Outro projeto era operado pela Sinopec e outro pela China National Petroleum Corp, disseram as autoridades.
"Não estamos apenas abrindo novas oportunidades para o governo dos EUA e para as empresas petrolíferas americanas, mas também estamos abrindo os Estados Unidos como mercado para esse petróleo que antes era enviado para a China", disse o funcionário.
Outros dois projetos eram operados por afiliados de Alex Saab, um antigo colaborador próximo do ex -presidente venezuelano Nicolás Maduro, que atualmente está sob custódia dos EUA, disseram as autoridades.
Outro campo petrolífero foi ligado a um sobrinho da esposa de Maduro, Cilia Flores, disseram as autoridades.
Trump disse a repórteres na manhã de segunda-feira que os EUA estavam retirando "milhões e milhões de barris de petróleo" que estão sendo enviados para refinarias no Texas e na Louisiana, entre outros locais. Ele se reunirá com varejistas e representantes de refinarias de petróleo e gás na terça-feira.
As autoridades disseram que as conversas entre as autoridades interinas da Venezuela e representantes da Assembleia Nacional de 2015 visam restaurar um mínimo de ordem constitucional e abordar questões legais relacionadas à transição do país.
O governo Trump considera a assembleia de 2015 como o último órgão legislativo venezuelano eleito e em funcionamento sob a constituição do país, embora não possua poder governamental formal.
Um funcionário afirmou que chegar a um acordo com a assembleia de 2015 poderia fornecer uma base constitucional e legal para uma transição mais ampla, incluindo decisões econômicas como a revitalização da indústria petrolífera da Venezuela.
Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.052 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 26 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (1º), em São Paulo.
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No concurso do último domingo (30), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou.
O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
Acompanhe os sorteios no site do g1
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A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.
A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em setembro

Bolsa Família 2026: confira o calendário completo deste ano.
A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de setembro do Bolsa Família no dia 17. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)
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O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.
🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.
Calendário do Bolsa Família para setembro de 2026
Final do NIS: 1 - pagamento em 17/9
Final do NIS: 2 - pagamento em 18/9
Final do NIS: 3 - pagamento em 21/9
Final do NIS: 4 - pagamento em 22/9
Final do NIS: 5 - pagamento em 23/9
Final do NIS: 6 - pagamento em 24/9
Final do NIS: 7 - pagamento em 25/9
Final do NIS: 8 - pagamento em 28/9
Final do NIS: 9 - pagamento em 29/9
Final do NIS: 0 - pagamento em 30/9
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Outubro: de 19/10 a 30/10;
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Calendário de setembro do Bolsa Família 2026.
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família.
Quem pode receber o Bolsa Família 2026?
A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.
Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:
manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Quais são os valores do benefício?
O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
R$ 50 por bebê de até seis meses.
Onde se cadastrar?
Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.
Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.
VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.
Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.
Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
7 de setembro é feriado? Quem trabalhar na Independência ganha em dobro? Saiba o que diz a lei

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado
Agosto mal terminou e muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” que chega na próxima segunda-feira (7): o Dia da Independência do Brasil.
A data, considerada feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso.
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Celebrado em 7 de setembro, o feriado marca a Independência do Brasil, proclamada em 1822, quando o país rompeu seus laços coloniais com Portugal.
Como a data cai em uma segunda-feira, quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sábado a segunda-feira.
Enquanto alguns trabalhadores terão a oportunidade de aproveitar o feriado, outros seguirão trabalhando normalmente. A legislação permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. (veja quais abaixo)
⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras.
Abaixo, você vai descobrir:
🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
⚖️ Quais são os meus direitos?
💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
📆 Quais são os próximos feriados de 2026?
Praia de Copacabana no feriado de 7 de Setembro
Marcos Serra Lima/g1
1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros.
Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos.
2. Quais são os meus direitos?
Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia.
" Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores.
3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo feito entre empregador e sindicato.
Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.
"O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.
4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
Depende. A falta pode ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior.
"Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.
Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento.
Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.
"A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa, é necessário que outros fatores sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.
5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.
No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas.
6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão.
O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras.
Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli.
7. Quais são os próximos feriados de 2026?
Depois de setembro, a próxima oportunidade de emenda será no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A data também marca o Dia das Crianças.
O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana.
Quem for escalado para trabalhar terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.
Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem:
12 de outubro — Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)
2 de novembro — Finados (segunda-feira)
15 de novembro — Proclamação da República (domingo)
20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira)
25 de dezembro — Natal (sexta-feira)
Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos:
28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira)
24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira)
31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira)
O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira:
Calendário 2026
g1
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Pagamento do INSS de setembro: veja calendário e datas

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados
O pagamento do INSS de setembro de 2026 começa no dia 24 de setembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de outubro, conforme o número final do benefício.
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Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de setembro começam em 1º de outubro e terminam em 7 de outubro. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Calendário de pagamento do INSS de setembro
Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo:
Final 1: 24/9
Final 2: 25/9
Final 3: 28/9
Final 4: 29/9
Final 5: 30/9
Final 6: 1º/10
Final 7: 2/10
Final 8: 5/10
Final 9: 6/10
Final 0: 7/10
Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo
Finais 1 e 6: 1º/10
Finais 2 e 7: 02/10
Finais 3 e 8: 05/10
Finais 4 e 9: 06/10
Finais 5 e 0: 07/10
Como saber quando o INSS vai pagar o meu benefício?
O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.
Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1.
Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.
LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano
Quem recebe o pagamento do INSS?
O calendário contempla os pagamentos de benefícios e auxílios administrados pelo INSS. Entre os beneficiários estão aposentados, pensionistas e pessoas que recebem outros benefícios previdenciários ou assistenciais.
O calendário é organizado de acordo com o valor recebido e o número final do benefício. Por isso, dois beneficiários podem receber valores semelhantes, mas ter datas diferentes de pagamento dependendo do número final do benefício.
Como consultar o benefício
Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br.
Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br.
Pagamento do INSS de setembro: veja calendário e datas
Arquivo/Agência Brasil
Calendário BPC/Loas setembro 2026: veja datas de pagamento

Calendário BPC/Loas setembro 2026.
Divulgação
O calendário de pagamento do BPC/Loas de setembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de setembro e 7 de outubro, de acordo com o número final do benefício.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em setembro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0.
Calendário do BPC/Loas de setembro de 2026
Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de setembro:
Final 1: 24/9
Final 2: 25/9
Final 3: 28/9
Final 4: 29/9
Final 5: 30/9
Final 6: 1º/10
Final 7: 2/10
Final 8: 5/10
Final 9: 6/10
Final 0: 7/10
As cinco primeiras datas ficam em setembro. Já os beneficiários com finais de 6 a 0 recebem o pagamento da competência de setembro em outubro.
Agora no g1
Como saber a data do pagamento do BPC
Para descobrir quando o benefício será pago, é necessário consultar o número final do benefício, desconsiderando o dígito que aparece depois do hífen.
Por exemplo, se o número do benefício for 0104-7, o número considerado para definir a data de pagamento é o 4.
A consulta também pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, no serviço de “Extrato de pagamento”. Outra opção é entrar em contato com a Central de Atendimento do INSS pelo telefone 135.
O que é o BPC/Loas?
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Ele é destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos para a concessão do benefício.
Diferentemente da aposentadoria, o BPC é um benefício assistencial e não exige contribuições ao INSS para ser concedido. O pagamento corresponde a um salário mínimo por mês.
O próprio INSS informa que idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência enquadradas na Loas também seguem o calendário de pagamentos dos benefícios de até um salário mínimo.
Orçamento 2027: salário mínimo, previsão de contas no azul, reajuste limitado a servidores e 'imposto do pecado'; veja destaques do projeto

Governo federal apresenta proposta de orçamento para o ano que vem
A equipe econômica do governo federal apresentou nesta segunda-feira (31) os principais pontos da proposta de Orçamento para 2027, enviada ao Congresso Nacional.
Esse também será o primeiro ano de uA equipe econômica do governo federal apresentou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento de 2027, primeiro ano de um novo mandato presidencial, com metas fiscais e sociais.m novo mandato para presidente da República, governadores e parlamentares.
O documento define temas importantes do orçamento público para o próximo ano como:
Valor do salário mínimo;
Projeção de superávit nas contas do governo;
Reajuste salarial limitado a servidores públicos;
Recursos para emendas parlamentares;
Bolsa Família sem reajuste;
Novos impostos da reforma tributária, a CBS e o "imposto do pecado".
A votação do Orçamento do ano seguinte geralmente ocorre no encerramento do ano parlamentar. Se o orçamento não for aprovado, como aconteceu em 2025, o governo começa o ano com restrições.
Salário mínimo
Proposta do governo para o Orçamento de 2027 prevê um salário mínimo de R$ 1.741
Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
▶️A proposta do governo para o Orçamento de 2027 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano – R$ 120 a mais que os atuais R$ 1.621.
Se confirmado, o reajuste será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro. Os R$ 120 a mais representam uma alta de 7,4% em relação ao patamar atual.
O valor definitivo, porém, será conhecido somente em dezembro deste ano — quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro (que serve de base para a correção).
De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil.
Por seu elevado impacto na Previdência e assistência social, analistas observam que a política de aumento real do salário mínimo, acima da inflação, nos últimos anos, contribui para o aumento das despesas públicas.
A recomendação de alguns analistas é de que o governo volte a adotar o formato anterior, sem alta acima da inflação, ou seja, "desindexe" a correção do salário mínimo do PIB, o que significa um aumento menor do salário mínimo. Esse modelo foi adotado na gestão Jair Bolsonaro, por exemplo.
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Promessa de contas no azul
Ana Volpe/Agência Senado
▶️O governo federal fixou uma meta fiscal de saldo positivo em 2027, primeiro ano de um novo mandato do presidente da República — a ser eleito em outubro. O objetivo é de um superávit de R$ 73,2 bilhões.
Pelas regras das contas públicas e abatimentos aprovados pelo Congresso Nacional, entretanto, as contas podem continuar no vermelho sem descumprimento de normas.
▶️Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, ou 0,13% do PIB, porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.
▶️Se a estimativa de saldo positivo em 2027 for cumprida, ou seja, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro.
Analistas consideram, porém, que o saldo positivo das contas do governo em 2022 foi pontual, sendo determinado pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e pelo maior pagamento de dividendos pelas estatais.
▶️De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer.
▶️A contenção do crescimento da dívida pública, que já subiu mais de 10 pontos percentuais no atual governo do presidente Lula, o maior patamar desde a pandemia, é considerada importante por analistas para promover uma queda sustentável da taxa de juros, elevada para padrões internacionais.
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Reajustes limitados a servidores
Roneymar Alves/INSS
▶️A proposta de orçamento de 2027 do governo federal limita os recursos disponíveis para reajustes de servidores públicos no próximo ano.
Isso está relacionado com um gatilho proposto pelo governo federal, e aprovado pelo Congresso Nacional, ou seja, uma regra que contém os gastos públicos no caso de déficit fiscal.
Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que, por conta dessa limitação de despesas com pessoal existente, relacionada com o gatilho, o governo não poderá conceder reajuste aos servidores públicos acima da inflação em 2027.
"Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse, na ocasião.
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Emendas parlamentares
Jornal Nacional/ Reprodução
▶️O governo federal propôs destinar R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares em 2027. O valor está no projeto de lei de orçamento para o próximo ano.
O valor não contempla, entretanto, as emendas de comissão, cuja decisão o governo delegou ao Congresso Nacional. Para alocar recursos para essas emendas, o Legislativo terá de fazer cortes em outras áreas.
🔎 Emendas parlamentares são recursos do Orçamento que deputados e senadores podem determinar onde serão aplicados. Geralmente, a verba é repassada para obras e projetos nos estados de origem dos parlamentares.
O valor para as emendas parlamentares é maior do que o proposto pelo governo em 2024 (R$ 37,6 bilhões), em 2025, quando somou R$ 38,9 bilhões, e em 2026 (R$ 40,8 bilhões).
Nos últimos anos, apesar das propostas do governo, os parlamentares inflaram o valor durante a tramitação do orçamento no Congresso, que atingiram R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026.
O aumento dos recursos para as emendas parlamentares consome espaço no valor total dos gastos livres do governo — que são limitados.
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Bolsa Família sem reajuste
Lyon Santos/MDS
▶️A equipe econômica informou que não está sendo proposto reajuste no valor pago nos benefícios do Bolsa Família no próximo ano. Desde que foi relançado em março de 2023 pelo governo petista, o programa não teve reajuste.
Para o próximo ano, o governo federal estimou gastos de R$ 157,1 bilhões com o Bolsa Família. O valor é menor do que a proposta para 2026 — que contemplava R$ 158,6 bilhões em recursos, e também de 2025 (R$ 167,2 bilhões).
Para ter direito ao benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, e o Cadastro Único para todos os membros familiares deve estar atualizado. Também é necessário o cumprimento de compromissos em saúde e educação.
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CBS e 'imposto do pecado'
Lula sanciona texto que regulamenta a reforma tributária
Jornal Nacional/ Reprodução
▶️O governo também incluiu, na proposta de orçamento de 2027, os futuros impostos sobre o consumo previstos na reforma tributária: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o imposto seletivo, conhecido como "imposto do pecado".
A CBS, com seu início programado para 2027, substituirá o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).
O governo prevê arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS em 2027. O governo não trouxe, na peça orçamentária, uma estimativa para a alíquota da futura contribuição. Essa definição será feita pelo Senado Federal até dezembro.
Já o imposto do pecado vai taxar o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.
O governo buscará manter, com esses dois novos tributos, a arrecadação estável sobre o consumo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
A lógica é que eles arrecadem a mesma carga dos tributos que estão sendo extintos. Com o imposto do pecado, o governo prevê arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027.
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Joesley Batista se reuniu com Trump e articulou redução de tarifa sobre carne do Brasil, diz jornal

Joesley Batista dono da JBS
Divulgação
Joesley Batista, bilionário brasileiro e um dos controladores da JBS, fez lobby junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela redução das tarifas sobre as importações de carne bovina do Brasil, segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal.
A atuação do empresário teria como pano de fundo a alta dos preços da carne nos EUA. A JBS, maior processadora de carnes do mundo, tem forte presença no mercado americano e é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
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Segundo a publicação, Joesley se reuniu com Trump no Salão Oval da Casa Branca em 20 de agosto. Na ocasião, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo jornal, os dois discutiram como um aumento no fornecimento de carne bovina do Brasil poderia ajudar a reduzir os preços caso Trump eliminasse a tarifa de importação de 26%.
No dia seguinte, Trump anunciou nas redes sociais um plano para permitir temporariamente a entrada de mais carne bovina estrangeira nos EUA. Segundo o presidente americano, os produtos importados seriam vendidos com desconto de 25% em relação aos preços de mercado.
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Em comunicado divulgado no mesmo dia (21 de agosto), o governo brasileiro informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa de 80 minutos por telefone com Trump.
Na conversa, foram discutidos temas como tarifas, combate ao crime organizado e as visões dos dois líderes sobre os conflitos atuais no mundo.
O Wall Street Journal afirmou não ter sido possível determinar quem organizou a reunião entre Joesley Batista e Donald Trump. O Brasil é o maior produtor de carne bovina do mundo.
Alta da carne e impacto político
A alta dos preços da carne bovina tem sido um desafio para o governo Trump, que busca reduzir o custo de produtos do dia a dia nos EUA.
O plano de reduzir temporariamente as tarifas sobre a carne importada, com o objetivo de aumentar a oferta e baixar os preços para os consumidores, enfureceu os pecuaristas e provocou fortes críticas de parlamentares republicanos e de grupos do setor.
A National Cattlemen’s Beef Association, maior entidade comercial de pecuaristas dos EUA, afirmou que a intervenção do governo só prejudicará os produtores e dificultará a estabilidade de longo prazo da indústria de carne bovina.
Segundo o Wall Street Journal, a decisão também enfrentou resistência de republicanos que disputam eleições acirradas nas eleições de meio de mandato em áreas rurais.
A relação da JBS com o governo Trump
O jornal afirma que a JBS desempenhou um papel importante na formação das posições do governo Trump, antes mesmo da ordem que ampliou temporariamente as importações de carne bovina.
A publicação também destaca que a Pilgrim’s Pride, segunda maior processadora de frango dos EUA e controlada majoritariamente pela JBS, contribuiu com US$ 5 milhões para a posse de Trump, tornando-se a maior doadora.
A relação da JBS com o governo Trump ocorre enquanto o Departamento de Justiça investiga as quatro maiores processadoras de carne dos EUA, incluindo a empresa, para determinar se elas estão envolvidas em práticas anticompetitivas.
As companhias negam qualquer irregularidade e enfrentam dificuldades financeiras à medida que o gado fica mais caro para ser processado nos EUA. Segundo o jornal, Tyson Foods e JBS fecharam unidades depois de perder centenas de milhões de dólares no processamento de carne bovina.
A expansão da JBS
Para a JBS, importar mais produtos brasileiros para os EUA permitiria à empresa ampliar sua participação no mercado americano, segundo o Wall Street Journal.
O Brasil enviou cerca de US$ 1,5 bilhão em carne bovina para os EUA nos primeiros seis meses deste ano, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA.
A JBS começou como um frigorífico familiar no Brasil. Desde então, expandiu-se e se tornou uma das maiores processadoras de carne bovina dos EUA e do Brasil, empregando cerca de 280 mil pessoas em mais de 20 países, destacou o jornal.
Em 2025, a empresa listou suas ações na Bolsa de Nova York. Segundo o Wall Street Journal, a expectativa era atrair um grupo maior de investidores e consolidar a imagem da companhia como uma gigante americana do setor de carnes.
De olho em outros mercados
Além da JBS, os irmãos Batista controlam a J&F, holding com negócios nos setores de celulose, mineração, energia, higiene e limpeza, serviços financeiros, petróleo e gás e comunicação.
Neste mês, Joesley e Wesley também compraram 100% da Avibras, uma das principais empresas da indústria de defesa do Brasil. A operação foi realizada por meio da Globe Investimentos, empresa de investimentos dos irmãos.
A operação envolve a Nova AVB, estrutura criada durante o processo de reestruturação da Avibras. O negócio foi notificado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o valor da transação não foi divulgado.
A Avibras enfrentava uma grave crise financeira e estava em recuperação judicial desde 2022. A empresa também passou por um longo período de paralisação e por uma greve que durou mais de três anos.
Como parte da reestruturação, os ativos industriais e tecnológicos foram concentrados em uma nova estrutura empresarial, enquanto a companhia original permaneceu com os passivos submetidos ao processo de recuperação judicial.
Leandro Vilain será novo presidente da Febraban

O Conselho diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicou o advogado Leandro Vilain para assumir a presidência executiva da entidade a partir do fim de outubro.
Leandro Vilain foi indicado para ser o próximo presidente da Febraban
Reprodução/TV Globo
O processo de transição do atual presidente, a Isaac Sidney, para Vilain, começa nesta semana. Isaac Sidney deixará o comando da Febraban depois de 7 anos.
"A indicação do novo executivo ocorre no âmbito de uma transição institucional harmoniosa e planejada", diz a nota publicada pela entidade.
Leandro Vilain era o CEO da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC) desde abril de 2025. Ele integrou a diretoria da Febraban por nove anos, entre 2015 e 2024.
Bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros: governo inclui 'imposto do pecado' no orçamento de 2027

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Pexels
O governo incluiu o imposto seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", no projeto da lei de orçamento para o ano de 2027 — documento que está sendo encaminhado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
A expectativa da equipe econômica é de arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo no próximo ano.
A lista de produtos taxados inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.
➡️Segundo o Ministério da Fazenda, a ideia é manter a carga tributária que incide sobre os produtos em um período de transição, cujo prazo não foi especificado.
Em um segundo momento, porém, a estratégia é aumentar mais a taxação "pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente".
Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano
Junto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo da reforma tributária sobre o consumo que terá início em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada.
➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária.
➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB.
"Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz.
➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano.
➡️Produtores nacionais dizem que os produtos afetados já têm taxação alta no Brasil, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal.
Orçamento: governo estima arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS em 2027, novo tributo da reforma tributária

A equipe econômica estima que a futura Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária, arrecadará R$ 636 bilhões em 2027.
A informação constam na proposta de orçamento de 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
🔎A CBS, com seu início programado para 2027, substituirá o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).
Os dois primeiros tributos, que estão entre aqueles que mais geram disputas judiciais no país, serão extintos no fim deste ano, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país.
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Alíquota sai até dezembro
➡️O governo não estimou, porém, na proposta de orçamento do próximo ano, a alíquota da futura CBS. Informou apenas os valores que buscará arrecadar.
Pelas regras da reforma tributária, a Receita Federal tem até 14 de setembro para enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma proposta de cálculo da alíquota de referência.
🔎 O TCU é responsável por analisar e homologar os cálculos das alíquotas de referência da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), etapas previstas na transição para o novo sistema tributário brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 e que começa a valer em 2027.
🗓️Após o recebimento da proposta, o TCU terá até 30 de outubro para aprovar os cálculos da alíquota de referência da CBS e do redutor das compras governamentais.
Na sequência, o Senado Federal terá até 15 de dezembro para fixar a alíquota de referência da CBS para 2027 — momento no qual ela será de fato oficializada.
Entenda
A reforma tributária sobre o consumo determinou a extinção, nos próximos anos, do PIS, a Cofins e o IPI (para a maior parte dos produtos) federais, além do ICMS estadual e do ISS municipal.
Em seu lugar, serão criados três novos impostos:
a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal, que começa com cobrança cheia em 2027, com valor ainda a ser definido; e o imposto sobre o pecado;
o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) dos estados e municípios — com alíquota marginal de 0,1% no próximo ano e em 2028. Até 2032, haverá transição, com essa alíquota aumentando e, a partir de 2033, será feita cobrança integral do IBS.
➡️A CBS e o IBS funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, de maneira não cumulativa. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente.
Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização.
Outra mudança é que os tributos sobre o consumo (IVA) serão cobrados no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas.
Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.
Governos federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária
Jornal Nacional/ Reprodução
Tributação alta
Em agosto, o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) estimou que a alíquota dos futuros impostos sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, será maior do que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — fórum que 38 países com economias desenvolvidas.
A estimativa do Comitê é que o imposto total sobre o consumo brasileiro, assim que o IBS estiver totalmente implementado em 2033, juntamente com a CBS do governo federal e o imposto do pecado, somará cerca de 28% em 2033, o primeiro ano com tributação cheia.
"A alíquota média de imposto geral sobre o consumo na OCDE é de 19,4%. A Hungria apresenta a alíquota mais alta, de 27%, enquanto os Estados Unidos têm a mais baixa, de 7,5%", diz levantamento da Tax Foundation, de 2025. A Tax Foundation é uma organização sem fins lucrativos que atua há mais de 80 anos fazendo avaliações sobre impostos e coletando dados sobre tributos ao redor do mundo.
➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são maiores ainda, com tributação média de cerca de 34% – há dificuldade em calcular o peso dos impostos, pois o sistema é muito complexo, há exceções, e os tributos incidem sobre si mesmos. Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço)
➡️Tributos altos sobre o consumo, por sua vez, penalizam a população de baixa renda — uma vez que uma parte maior de sua renda é destinada aos impostos.
Orçamento 2027: governo prevê Bolsa Família sem reajuste no próximo ano

A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou que não está sendo proposto reajuste no valor pago nos benefícios do Bolsa Família no projeto de orçamento para 2027, encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).
Desde que foi relançado em março de 2023 pelo governo petista, o Bolsa Família não teve reajuste.
Para o próximo ano, o governo federal estimou gastos de R$ 157,1 bilhões com o Bolsa Família.
O valor é menor do que a proposta para 2026 — que contemplava R$ 158,6 bilhões em recursos, e também de 2025 (R$ 167,2 bilhões).
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Regras
Para ter direito ao benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, e o Cadastro Único para todos os membros familiares deve estar atualizado. Também é necessário o cumprimento de compromissos em saúde e educação.
Em agosto, o governo realizou o pagamento do benefício para cerca de 19,3 milhões de famílias no Brasil.
No ano passado, quando foi divulgada a proposta de orçamento deste ano, o benefício englobava 19,2 milhões de famílias em situação de pobreza.
O valor mínimo pago por família é de R$ 600,00. Além disso, há benefícios adicionais cumulativos. São eles:
R$ 150,00 por criança de até 6 anos;
R$ 50,00 por gestante;
R$ 50,00 por jovem entre 7 e 18 anos incompletos.
R$ 50,00 por bebê de até 6 meses.
Bolsa Familia
Reprodução
Marca social de Lula
Principal vitrine na área social do presidente Lula, o Bolsa Família foi relançado pelo petista em março de 2023, primeiro ano de seu novo mandato.
Na época, o governo estabeleceu um modelo de cálculo dos benefícios proporcional ao tamanho da família – o que é apontado por especialistas como um formato mais justo e que melhora a qualidade do gasto público.
Além disso, Lula cumpriu a promessa de campanha de manter o benefício mínimo em R$ 600 por família.
A lei do novo Bolsa Família prevê que esses valores poderão ser corrigidos em, no máximo, dois anos. Na visão do governo, a lei autoriza o reajuste, mas não o torna obrigatório.
Comissão adia votação do fim da taxa das blusinhas para terça-feira

A votação da medida provisória que acaba com a chamada taxa das blusinhas foi adiada nesta segunda-feira (31) depois de o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da comissão mista que analisa o texto, suspender a sessão.
🔎Em análise em uma comissão mista do Congresso, o texto precisa ser votado pelo colegiado antes de ir para os plenários da Câmara e do Senado.
Segundo Lopres, antes de ser votado, o parecer sobre o tema precisa ser alinhado com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Em análise em uma comissão mista do Congresso, o texto precisa ser votado pelo colegiado antes de ir para os plenários da Câmara e do Senado. O presidente da comissão convocou uma nova sessão para terça-feira (1°) àss 10h da manhã para a votação do parecer da relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF).
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Após reuniões com integrantes do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda, a relatora incluiu um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros.
“Vamos manter o texto-base da MP e incluir, a partir de uma demanda do setor produtivo, um mecanismo para que o Ministério da Fazenda avalie periodicamente os impactos da medida, dê transparência a esses dados e, caso sejam identificados efeitos relevantes, possa propor futuramente medidas de mitigação”, disse a senadora após reunião com o Palácio do Planalto.
A avaliação ocorrerá inicialmente a cada três meses. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, a Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro.
"É um critério de transparência, de avaliação e de monitoramento. Porque o setor industrial está falando que é muito prejudicial à indústria nacional. "Então, criamos esse dispositivo", disse Lopes.
MP não afeta impostos estaduais
A Medida Provisória (MP) acaba com a chamada taxa das blusinhas, como ficou conhecido o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
Com as novas regras, o ministro da Fazenda passou a ter a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50.
Já o ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços, continua a ser cobrado normalmente. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador.
A expectativa, segundo Reginaldo Lopes, é que o plenário da Câmara vote ainda na terça-feira (1°) a MP para que o Senado analise o texto em seguida. No entanto, em caso de pedido de vista, Lopes disse que poderá conceder de 1 hora a até 24 horas.
O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A MP vence, ou seja, deixa de valer em 8 de setembro. Para que o imposto não seja retomado, o texto precisa ser analisado pelo Congresso antes disso. O objetivo é finalizar a votação ainda nesta semana.
Pauta na campanha
O fim da taxa das blusinhas tem apelo popular e se tornou um tema central para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Shein, popular loja de 'blusinhas' da internet, abre unidade temporária em Fortaleza
Divulgação
Por isso, o governo tomou a decisão de revogar uma taxa que ele mesmo criou e a iniciativa de fazer um acordo com o Congresso para aprovar a MP e transformar o fim do imposto em lei.
A decisão do governo pela criação chamada "taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento é que a medida resultaria num encarecimento de produtos populares e de baixo valor por plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Por outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.
Orçamento 2027: proposta do governo limita reajustes de servidores públicos seguindo 'gatilho' da regra fiscal

A proposta de Orçamento de 2027 do governo federal limita os recursos disponíveis para reajustes de servidores públicos no próximo ano, o primeiro de um novo mandato presidencial.
Isso está relacionado com um gatilho proposto pelo governo federal, e aprovado pelo Congresso Nacional, ou seja, uma regra que contém os gastos públicos no caso de déficit fiscal.
A regra diz que a medida será adotada no ano seguinte ao que for registrado rombo nas contas do governo. E só poderá ser interrompida quando houver superávit primário.
Como foi registrado déficit fiscal em 2025 e está projetado novo rombo em 2026, os gastos serão contidos por esse "gatilho" em 2027.
🔎 O déficit primário ocorre quando receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo, sem considerar os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário ocorre quando as receitas com impostos ficam acima das despesas – também desconsiderando juros da dívida.
Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano
➡️O resultado negativo nas contas, projetado para 2026, é um estopim para acionar limites ao aumento de gastos do governo com pessoal, salários e encargos sociais, por exemplo, de servidores ativos, inativos e pensionistas.
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📈 Segundo a regra, até 2030, as despesas com servidores não poderão ter crescimento superior ao piso de reajuste das despesas permitido pelo arcabouço fiscal — 0,6% ao ano acima da inflação — caso as contas permaneçam no vermelho.
Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que, por conta dessa limitação de despesas com pessoal existente, relacionada com o gatilho, o governo não poderá conceder reajuste aos servidores públicos acima da inflação em 2027.
"Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse.
A regra fiscal
O arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas, foi aprovada em 2023, no primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita a despesa 70% da alta da receita, ou a 2,5% ao ano acima da inflação.
No fim de 2024, porém, o Congresso Nacional aprovou um reforço à regra, definindo que, em caso de déficit primário, ficará proibida a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos e/ou benefícios tributários. E também fixou um limite para os reajustes de servidores.
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INSS
Acordo com servidores
Em 2024, o governo fechou um acordo com servidores do Executivo contemplando reajustes salariais aprovadas ou em discussões no âmbito das Mesas Específicas e Temporárias de Negociação, além das reestruturações de carreiras, o acordo abrangeu, à época, 98,2% dos servidores do governo federal.
Os acordos contemplam aumentos salariais para os servidores em 2025 e 2026, com diferentes índices de correção. Algumas categorias fecharam negociações posteriormente, contemplando também reajustes escalonados.
Naquele ano, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que os acordos não só garantiriam a reposição inflacionária para todo o mandato do presidente Lula, como haveria, ainda, um ganho real (acima da inflação esperada para os quatro anos).
Orçamento 2027: governo propõe R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares

O governo federal propôs destinar R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares em 2027. O valor está no projeto de lei de orçamento para o próximo ano, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
O que representa um aumento de R$ 4 bilhões em relação ao proposto para 2026. (Veja mais detalhes)
O valor não contempla, entretanto, as emendas de comissão, que o governo delegou decisão ao Congresso Nacional. Para alocar recursos para essas emendas, o Legislativo terá de fazer cortes em outras áreas.
🔎 Emendas parlamentares são recursos do Orçamento que deputados e senadores podem determinar onde serão aplicados. Geralmente, a verba é repassada para obras e projetos nos estados de origem dos parlamentares.
🔎 O governo controla o ritmo de liberação das emendas e, em geral, tende a autorizar o seu pagamento em momentos que precisa fortalecer o apoio no Congresso Nacional. O dinheiro é importante em negociações entre Executivo e Legislativo.
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O valor para as emendas parlamentares é maior do que o proposto pelo governo em 2024 (R$ 37,6 bilhões), em 2025, quando somou R$ 38,9 bilhões, e em 2026 (R$ 40,8 bilhões).
Nos últimos anos ano, apesar das propostas do governo, os parlamentares inflaram o valor durante a tramitação do orçamento no Congresso, que atingiram R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026.
O aumento dos recursos para as emendas parlamentares consome espaço no valor total dos gastos livres do governo — que são limitados.
➡️Com isso, sobra menos dinheiro para políticas importantes, como: bolsas do CNPq e da Capes; investimentos em infraestrutura; Pronatec; emissão de passaportes; programa Farmácia Popular; bolsas para atletas; fiscalização ambiental e do trabalho, entre outros.
Tipos de emendas
As emendas parlamentares são separadas por tipo, que define como elas devem ser pagas pelo governo. Atualmente, são três tipos:
Bancada: quando os parlamentares de um mesmo estado se juntam para definir onde aplicar recursos; o governo é obrigado a pagá-las.
Comissão: quando os membros de comissões permanentes temáticas do Congresso se reúnem para definir a aplicação; o governo não é obrigado a pagá-las.
Individual: definidas individualmente por cada um dos 594 parlamentares (deputados e senadores) do Congresso; o governo é obrigado a pagá-las.
Além dessas, entre 2020 e 2022, as emendas de relator – apelidadas de "orçamento secreto" – eram definidas pelo relator do orçamento da União e não traziam as identificações de quais parlamentares tinham feito as indicações. A categoria foi considerada inconstitucional pelo STF em 2022.
Palácio do Congresso Nacional, em Brasília
Leonardo Sá/Agência Senado
Emendas PIX e rastreabilidade
No lugar do orçamento secreto, surgiram as chamadas "emendas PIX" — que estão dentro das emendas individuais.
Segundo determinação do Supremo Tribunal Federal, ficou definido, no encontro, que as emendas PIX serão mantidas, mas deverão "respeitar critérios de transparência, rastreabilidade e correção".
Ao mesmo tempo, também contarão com o critério da impositividade (dever de execução obrigatória), mas será necessária a identificação prévia do objetivo da destinação do recurso, com prioridade para obras inacabadas e com prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Orçamento: governo projeta superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas em 2027

Após quatro anos com as contas no vermelho, o governo federal fixou uma meta fiscal com saldo positivo em 2027, de R$ 18,6 bilhões, primeiro ano de mandato do próximo presidente da República — a ser eleito em outubro.
O objetivo de superávit para as contas do governo federal consta da proposta de Orçamento para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
▶️Pelas regras do arcabouço fiscal, entretanto, as contas poderão continuar no vermelho sem descumprimento da lei.
Mas o governo, até o momento, projeta saldo positivo em 2027, de R$ 18,6 bilhões.
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“Temos toda confiança que somos capazes de entregar esse resultado cheio [superávit de R$ 18,6 bilhões]. Há um peso menor das despesas obrigatórias. Não estamos prevendo receitas que dependam de aprovação do Congresso, porque, em outros exercícios, encaminhamos o PLOA e outras medidas de arrecadação. Aqui não contamos com nenhuma medida nova”, disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
▶️Se a meta fiscal e a estimativa de saldo positivo em 2027 for cumprida, ou seja, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro.
Analistas consideram, porém, que o saldo positivo das contas do governo em 2022 foi pontual, sendo determinado pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e maior pagamento de dividendos pelas estatais.
Meta é positiva, mas contas podem seguir no vermelho
▶️A meta proposta pelo governo no orçamento de 2027 é de um resultado positivo de R$ 73,2 bilhões em 2027, o equivalente a 0,5% do PIB.
Entretanto, há uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo; ou seja, o piso da banda é de um saldo positivo de R$ 36,6 bilhões.
Além disso, R$ 64,7 bilhões de gastos governo com precatórios — sentenças judiciais — e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra — exceções ao limite de gastos aprovados pelo Congresso nos últimos anos.
▶️Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 28,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
▶️Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, ou 0,13% do PIB, porque não prevê o uso do intervalo de tolerância.
▶️De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer.
Promessas de contas equilibradas
Ao aprovar o chamado arcabouço fiscal em 2023, ou seja, a regra para as contas públicas, a equipe econômica fixou objetivos (sem bandas de tolerância) de ter as contas equilibradas de 2024 em diante. Entretanto, isso não aconteceu.
O objetivo inicial era de ter um saldo zero para as contas do governo em 2024, um superávit de 0,5% do PIB em 2025 e um saldo positivo de 1% do PIB em 2026.
Em abril de 2024, porém, o governo propôs e aprovou a alteração das metas, que passaram a ser de um saldo zero em 2025, e de um superávit de 0,25% do PIB em 2026.
Pelo arcabouço fiscal, porém, há um intervalo de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo sem que a meta seja formalmente descumprida.
Além disso, o Congresso também aprovou abatimento de precatórios das metas, o que foi feito em articulação com a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com esses fatores, as contas continuaram no vermelho e a projeção oficial é de novo rombo em 2026.
🔎O primeiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pelo aumento de impostos, com a carga tributária batendo recordes históricos, e crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição em 2022, que incorporou cerca de R$ 170 bilhões em despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano.
A regra do arcabouço fiscal, por sua vez, buscou limitar o crescimento das despesas, mas gastos por fora da regra fiscal têm ampliado as despesas, pressionado a taxa de juros e, também, a dívida pública, que já avançou mais de 10 pontos percentuais no segundo mandato do presidente Lula, atingindo o maior nível desde a pandemia.
🔎 A dívida pública é considerada um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.
Propostas dos candidatos à Presidência
Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro identificam em seus planos de governo, na área de economia, a alta taxa de juros como um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável do país.
Eles defendem ajuste das contas públicas, com o retorno de superávits. Esse é o mesmo diagnóstico traçado de analistas do setor privado para conter o crescimento da dívida pública brasileira — que atingiu o maior patamar desde a pandemia.
Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro, Lula, Renan Santos e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República
Divulgação
▶️ Em seu plano de governo, o candidato Lula diz que, entre 2023 e 2026, foi feito um "enorme esforço fiscal" (melhora de arrecadação e contenção de gastos), de aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), R$ 240 bilhões. E acena um ajuste da mesma intensidade, com gradualismo, em um novo mandato.
▶️ A coligação do candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, prometeu um ajuste fiscal de maior intensidade, classificado como um "grande tesouraço" por meio de um "corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina". O objetivo é, 'com as contas em ordem", conquistar "juros menores".
▶️ A coligação de Ronaldo Caiado (PSD) avalia, em seu plano de governo, que a responsabilidade fiscal será "princípio moral e condição de crescimento". A promessa é de reduzir desperdícios, rever privilégios e subsídios sem resultado, qualificar o gasto e recuperar a capacidade de investir.
▶️ A coligação de Renan Santos, candidato do Missão, defende um ajuste fiscal mais vigoroso, classificado como um "remédio amargo", por meio da implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Equilíbrio Fiscal. Contempla a desindexação e desvinculação de despesas e, também, uma nova reforma da Previdência Social.
▶️ A coligação do Novo, do candidato à Presidência Romeu Zema, avalia, em seu plano de governo, que, em virtude do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública, a taxa básica de juros está próxima de 15% ao ano — impulsionando as despesas com juros (que consomem cerca de R$ 1 trilhão por ano). Por isso, defende realizar um "choque fiscal nos gastos do governo".
Orçamento de 2027: texto prevê resultado positivo para contas públicas
Jornal Nacional/ Reprodução
Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano

Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano
A proposta do governo para o Orçamento de 2026 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano – R$ 120 a mais que os atuais R$ 1.621.
O valor consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que o governo envia ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). O valor final ainda deve ser atualizado até o fim do ano.
Se confirmado, o reajuste será aplicado a partir de janeiro – ou seja, no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.
Os R$ 120 a mais representam uma alta de 7,4% em relação ao patamar atual.
A nova estimativa também ficou acima do que foi projetado em abril deste ano. Naquele momento, a previsão era de R$ 1.717 para o salário mínimo.
Valor pode mudar até dezembro
O valor definitivo, porém, será conhecido somente em dezembro deste ano — quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro (que serve de base para a correção).
Isso porque foi instituída por lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma fórmula de valorização real do salário mínimo – ou seja, de aumento do valor acima da inflação.
Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices:
a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição;
o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2027, vale o PIB de 2025 – que cresceu 2,3%.
No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a correção do salário mínimo se dava apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real.
No início do terceiro mandato do governo Lula, o salário mínimo passou a ser corrigido pela soma da inflação do ano anterior com a variação do PIB de dois anos antes, modelo do governo petista de Dilma Rousseff (PT).
Em 2024, porém, o governo propôs, e o Congresso aprovou, uma limitação do aumento real, acima da inflação, a um teto 2,5%, o mesmo do arcabouço fiscal para as demais despesas.
A medida tem como objetivo adequar o crescimento do piso salarial do país aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. O teto valerá até 2030.
Carteira de trabalho
Jorge Júnior/Rede Amazônica
Referência para 61,9 milhões de pessoas
De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil.
"O salário mínimo tem enorme alcance social, servindo de referência direta para trabalhadores assalariados, servidores públicos, beneficiários da Previdência Social, do BPC e do abono salarial, além de influenciar a remuneração de trabalhadores sem carteira assinada. Ao elevar o piso nacional, a política contribuiu para a redução das desigualdades salariais, inclusive entre homens e mulheres, negros e não negros e entre diferentes regiões do país", disse o Dieese, em dezembro de 2025.
Por seu elevado impacto na Previdência e assistência social, analistas observam que a política de aumento real do salário mínimo, acima da inflação, nos últimos anos, contribui para o aumento das contas públicas.
Segundo eles, isso gera um impacto no endividamento público, que já é o maior em cinco anos, e pressiona a taxa básica de juros da economia, a Selic – atualmente em 14% ao ano – o que diminui o crescimento sustentado da economia.
A recomendação de alguns analistas é de que o governo volte a adotar o formato anterior, do governo Bolsonaro, sem alta acima da inflação, ou seja, "desindexe" a correção do salário mínimo do PIB, o que significa um aumento menor do salário mínimo.
Somente a limitação do aumento real do salário mínimo a 2,5%, proposta da equipe econômica do governo Lula no fim de 2024, por exemplo, gerou uma redução de gastos com pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais de R$ 110 bilhões entre 2025 e 2030.
Estudo do consultor de Orçamento da Câmara, Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento Federal do governo federal, estima uma redução de gastos acima de R$ 1 trilhão em dez anos com a correção do salário mínimo apenas pela inflação do ano anterior.
90 anos de história
Instituído em janeiro de 1936 no governo Getúlio Vargas por meio da lei 185, o salário mínimo completou 90 anos de existência no começo deste ano.
"Embora definido em 1936 com base nas necessidades alimentares do trabalhador e da trabalhadora, logo se percebeu que a legislação precisava especificar que o salário mínimo deveria ser aplicado a homens e a mulheres, e mais tarde que deveria considerar as necessidades das famílias trabalhadoras. Ao longo dos anos, porém, seu valor veio sendo corroído, atendendo cada vez menos às necessidades básicas do trabalhador e da trabalhadora", avaliou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em publicação do Dieese sobre o tema.
O próprio Dieese calcula que o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.687,01 em julho, ou 4,7 vezes o mínimo atual de R$ 1.621.
🔎O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Após ampliar cota para importação, EUA anunciam plano para pecuaristas com prioridade à carne americana

Trump assina medida para aumentar importação de carne moída e baratear hambúrguer
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (31) um pacote de medidas para ajudar pecuaristas e aumentar o rebanho bovino do país, que está no menor nível em 75 anos.
A estratégia inclui crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo.
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O pacote, batizado de Ranchers First Initiative, foi anunciado pela secretária de Agricultura, Brooke Rollins. A iniciativa ocorre em meio à alta dos preços da carne bovina no país e à pressão do governo Donald Trump para reduzir o custo do alimento para os consumidores.
Menos gado, carne mais cara
🐂 O rebanho bovino americano encolheu nos últimos anos, principalmente em razão de períodos de seca e da redução das áreas disponíveis para criação.
Com menos animais para o abate, a oferta de carne diminuiu e os preços subiram. O governo americano tenta agora estimular os pecuaristas a aumentar os rebanhos.
Uma das medidas anunciadas é a ampliação do acesso a crédito para pequenos frigoríficos. A ideia é aumentar a capacidade de processamento e reduzir a concentração existente no setor.
Governo quer dar preferência à carne americana
O pacote também prevê medidas para ampliar a utilização de carne produzida nos Estados Unidos em instituições públicas, como escolas, hospitais e presídios.
A estratégia faz parte do esforço do governo Trump para fortalecer os produtores americanos e aumentar a demanda pela produção doméstica.
Preço da carne bovina em um supermercado dos EUA.
AP Photo/Nam Y. Huh
O governo também pretende facilitar o acesso de pecuaristas a determinadas áreas de conservação afetadas por desastres naturais e incêndios, que poderão ser utilizadas para pastagem.
Medidas acontecem enquanto Trump amplia importações
O anúncio ocorre em um momento em que o governo americano enfrenta um dilema: ao mesmo tempo em que tenta aumentar a produção doméstica, também busca ampliar a oferta de carne importada para reduzir os preços pagos pelos consumidores.
Trump anunciou recentemente medidas para facilitar a entrada de carne bovina estrangeira no mercado americano.
Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA
A lógica é aumentar a oferta no curto prazo para ajudar a conter os preços. O problema é que uma maior concorrência com carne importada pode reduzir a remuneração dos pecuaristas americanos justamente quando o governo tenta convencê-los a aumentar seus rebanhos.
Brasil está no meio dessa disputa
O Brasil é um dos principais fornecedores de carne bovina para os Estados Unidos e, por isso, as mudanças na política americana podem afetar diretamente os exportadores brasileiros.
De um lado, a necessidade de abastecer o mercado americano favorece a compra de carne estrangeira. De outro, o plano de reconstrução do rebanho mostra que o governo Trump quer aumentar a produção doméstica e reduzir, no futuro, a dependência das importações.
Além disso, o governo americano vem pressionando grandes frigoríficos e defendendo maior concorrência no processamento de carne. Entre as maiores empresas que atuam no mercado americano estão as brasileiras JBS e MBRF.
O desafio de Trump
O governo americano tenta, portanto, enfrentar dois problemas diferentes: reduzir o preço da carne para o consumidor no curto prazo e aumentar a produção doméstica nos próximos anos.
Para baixar os preços agora, a estratégia é ampliar a oferta de carne no mercado, inclusive por meio de importações.
Já o aumento da produção americana depende de medidas de mais longo prazo, como incentivar os pecuaristas a ampliar os rebanhos e aumentar a capacidade de processamento de carne nos Estados Unidos.
O pacote anunciado nesta segunda-feira faz parte justamente dessa segunda frente: a tentativa de aumentar a produção de carne dentro do país.
Tarifaço: em reunião, ministros dizem que não concordam com 'tratamento discriminatório' e 'injusto' dos EUA contra o Brasil
Tarifaço: Brasil diz estar aberto ao diálogo; nova reunião com os EUA será marcada
Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (31) na qual informaram que os ministros das pastas afirmaram a representantes do governo americano que não concordam com "o tratamento discriminatório" e "injusto" dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
Segundo as pastas, o governo brasileiro disse também que o Brasil está "aberto" ao diálogo para conduzir novas negociações.
A nota conjunta foi divulgada após os ministros Mauro Vieira (Itamaraty) e Márcio Elias Rosa (MDIC) terem participado de uma conversa virtual com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, além de outros integrantes dos governos brasileiro e norte-americano, para discutir o tema.
"Os ministros reiteraram, ademais, que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio", afirma a nota.
"Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo governo dos EUA nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil", acrescenta o comunicado.
Os ministros Márcio Rosa (MDIC) e Mauro Vieira (Itamaraty) durante reunião virtual com representantes do governo dos EUA
Divulgação/MRE
Após a reunião, durante entrevista, o ministro Márcio Elias Rosa disse estar otimista com a possibilidade de um acordo tarifário.
"Eu continuo muito otimista, como estava na semana passada, porque, sobretudo agora, depois do telefonema do presidente Lula com o presidente trump, parece haver, de fato, uma orientação clara do governo americano para que haja um acordo com o Brasil. Um acordo que reequilibre a relação e a política tarifária".
De acordo com o governo brasileiro, os países concordaram em voltar a se reunir para "revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas". "Admitiu-se, ainda, que as próximas reuniões sejam virtuais ou presenciais", diz o documento.
Retomada das negociações
A reunião desta segunda-feira marca a retomada das negociações entre Brasil e EUA sobre o tarifaço dos EUA contra exportações brasileiras.
A conversa desta segunda-feira foi acertada após os presidentes Lula e Donald Trump terem se falado no dia 21 de agosto, por telefone.
Na ocasião, os dois chefes de Estado falaram sobre o tarifaço, e Lula disse a Trump que as justificativas do USTR para recomendar o tarifaço eram "infundadas".
Recentemente, os Estados Unidos anunciaram duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano:
25%: diante do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais contra empresários americanos em seis setores da economia (como PIX, desmatamento, propriedade intelectual e etanol);
12,5%: diante do entendimento da Casa Branca de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas onde há trabalho forçado.
Em reação às medidas, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que os Estados Unidos agiram de maneira discriminatória e feriram compromissos do próprio país na entidade.
O governo americano já respondeu que está “à disposição” para conversar sobre o tema, mas não indicou se haverá reversão ou não.
Diplomatas brasileiros dizem, nos bastidores, que não esperam uma reversão do tarifaço a partir de uma eventual decisão da OMC, mas que a medida marca, diante da comunidade internacional, a posição do Brasil sobre o tema.
“O governo brasileiro reitera que seguirá perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional”, conclui a nota.
Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, que participou de reunião com ministros de Lula nesta segunda-feira
REUTERS/Evan Vucci
Em último dia como CEO da Apple, Tim Cook se despede em carta aos funcionários: 'É difícil acreditar que este dia chegou'

Tim Cook em evento da Apple
AFP
Depois de 15 anos à frente da Apple, Tim Cook deixa o cargo de CEO nesta segunda-feira (31), encerrando um dos ciclos mais longos da história da companhia.
Ele assumiu o comando da empresa em agosto de 2011, sucedendo Steve Jobs, que morreu de câncer em outubro daquele ano, aos 56 anos.
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A partir de 1º de setembro, a liderança da Apple será assumida pelo atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, John Ternus, poucos dias antes da apresentação da nova geração do iPhone 18.
Em mensagem enviada aos funcionários obtida pela Bloomberg, Cook confirmou sua saída do cargo, agradeceu à equipe pelos anos de trabalho e afirmou que permanecerá na empresa como presidente do conselho de administração. (leia o memorando completo ao final da matéria)
"Hoje é meu último dia como CEO da Apple. É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou", escreveu.
No comunicado, o executivo disse que deixa a função "completamente em paz" e demonstrou confiança na sucessão. Segundo Cook, John Ternus é a pessoa certa para liderar a empresa.
"Não estou deixando a Apple. Mas estou me afastando de uma função que amei profundamente. Não poderia estar mais entusiasmado com a liderança do John."
Cook também atribuiu o sucesso de sua gestão aos funcionários e destacou a cultura da empresa como o principal diferencial da Apple.
"A verdade é que, independentemente do que se diga sobre o meu sucesso, sei que tudo se deve a vocês. Vocês fizeram com que eu desse o meu melhor”, afirma o executivo. "Este lugar é a prova de que a cultura triunfa sobre tudo."
Na mensagem, ele afirmou que o propósito compartilhado de desenvolver produtos capazes de melhorar a vida das pessoas foi o que permitiu à empresa alcançar resultados históricos.
"Juntos, criamos algo muito maior do que qualquer um de nós poderia ter imaginado ou conquistado sozinho. Esse é o segredo do nosso sucesso."
No encerramento da carta, Cook agradeceu aos funcionários e afirmou que continuará acompanhando a empresa em sua nova função. "Com tudo que tenho e tudo que sou, estou sempre com vocês."
O legado de Tim Cook
Tim Cook, presidente-executivo da Apple, durante a WWDC 2023
Divulgação/Apple
Cook ingressou na Apple em 1998, após passagens pela IBM, onde trabalhou por 12 anos, e pela Compaq.
Inicialmente vice-presidente de operações, tornou-se diretor de operações (COO) em 2005 e foi escolhido por Steve Jobs para assumir a liderança da empresa em 2011.
"Pedi a Tim Cook para ser responsável pelo dia a dia das operações da Apple. Tenho grande confiança de que Tim e o resto da equipe de gerenciamento executivo vão fazer um ótimo trabalho de execução dos planos emocionantes que temos em vigor para 2011", disse Jobs no e-mail em que anunciou licença médica em janeiro naquele ano.
Durante sua gestão, a Apple consolidou sua posição como a empresa mais valiosa do mundo.
Sob seu comando, foram lançados produtos como o Apple Watch, os AirPods e o Apple Vision Pro, além da expansão dos ecossistemas de iPhone, iPad e Mac e do fortalecimento de serviços como iCloud, Apple Music, Apple TV+ e Apple Pay.
No período, o valor de mercado da companhia passou de cerca de US$ 350 bilhões para aproximadamente US$ 4 trilhões, enquanto a receita anual cresceu de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025.
Para especialistas ouvidos pelo g1, apesar das incertezas no início, Tim Cook deixa saldos positivos à frente da Apple, e os números indicam mais acertos do que erros (leia a matéria completa aqui).
Quem é John Ternus
John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em setembro
Getty Images
John Ternus está na Apple desde 2001, quando ingressou na equipe de design de produtos. Ao longo da carreira, assumiu posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva da companhia como vice-presidente sênior da divisão.
Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia, Ternus trabalhou anteriormente na Virtual Research Systems.
Ao anunciar o sucessor, Cook elogiou o executivo: "John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra. Ele é um visionário cujas contribuições para a Apple ao longo de 25 anos já são numerosas demais para serem contadas e é, sem dúvida, a pessoa certa para liderar a Apple rumo ao futuro."
Leia a mensagem de Tim Cook na íntegra:
"Equipe,
Hoje é meu último dia como CEO da Apple. É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e, ainda assim, é difícil acreditar que ele chegou e que estou escrevendo estas palavras. Amo esta empresa e a equipe por trás dela, e não poderia deixar este dia passar sem enviar uma mensagem para dizer o quanto sou grato pela demonstração de carinho que vocês me deram, pela forma como estiveram presentes todos os dias e, acima de tudo, pelo privilégio de uma vida inteira servindo como líder de vocês.
A verdade é que, independentemente do que se diga sobre o meu sucesso, sei que tudo isso se deve a vocês. Vocês fizeram com que eu desse o meu melhor. Em toda a minha vida, nunca conheci ou trabalhei com uma equipe de pessoas tão extraordinária, e, a cada dia, vejo novos exemplos disso.
Há algo verdadeiramente especial na Apple. O que mais me orgulha é justamente aquilo que um relatório anual jamais conseguiria retratar. Este lugar é a prova de que a cultura supera tudo. Compartilhamos a convicção de que o que construímos importa e de que temos tanto a oportunidade quanto a responsabilidade de deixar o mundo melhor do que o encontramos. Esse propósito é parte do que torna este lugar extraordinário. A Apple ajuda a cultivá-lo, mas acredito que ele já existia dentro de cada um de vocês muito antes de chegarem aqui. Foi isso que os trouxe para esta empresa e é isso que continua impulsionando o trabalho que realizam todos os dias.
Juntos, criamos algo muito maior do que qualquer um de nós poderia ter imaginado ou conquistado sozinho. E esse é o segredo do nosso sucesso. Extraímos o melhor uns dos outros. Nos apoiamos mutuamente. Tornamos possível deixar nossa "marca no universo", como Steve certa vez descreveu, por causa de quem somos, do que acreditamos, do que valorizamos e da forma como enxergamos o mundo. Como somos afortunados. Como eu sou afortunado.
Como vocês sabem, eu não estou deixando a Apple. Mas estou me afastando de uma função que amei profundamente. Sentirei falta deste trabalho de maneiras que mal consigo imaginar, mesmo estando completamente em paz com a minha decisão. Sentirei falta de liderar vocês e de estar ao lado de vocês em cada etapa da jornada, ao mesmo tempo em que encontro enorme tranquilidade em passar o comando para alguém tão brilhante, extraordinário e competente quanto John. Poucas pessoas entendem o que é preciso para criar produtos capazes de mudar o mundo da maneira como John entende, e eu não poderia estar mais entusiasmado com a liderança dele.
Espero que vocês saibam o quanto os admiro e o quanto foi uma honra ser o CEO de vocês. Acima de tudo, espero que continuem orgulhosos de fazer parte deste lugar extraordinário que chamamos de Apple e que continuem dando sempre o melhor de si. Quando nos dedicamos plenamente a este trabalho, cuidando uns dos outros e das pessoas que atendemos, não há limites para o impacto transformador que podemos causar.
Espero encontrá-los em minha nova função no Apple Park e ao redor do mundo.
Com tudo o que tenho e tudo o que sou, estarei sempre com vocês.
Com carinho,
Tim."