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Quem é João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos que está sendo investigado pela PF


14/01/2026 14:15 - g1.globo.com


João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, é um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ação, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (14), também envolve buscas em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e seus parentes. Além de Mansur, o empresário Nelson Tanure também é alvo da operação. Segundo a investigação, havia captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares. O celular do proprietário do Banco Master foi apreendido. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Essa não foi a primeira vez que o empresário se envolveu em polêmicas. Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido algo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ocasião, as investigações da Polícia Federal apontaram irregularidades em várias etapas de produção e distribuição de combustíveis no país, além de um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro que teria envolvido fintechs, fundos de investimentos e outras empresas do setor financeiro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bacharel em ciências contábeis, Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012, possui 35 anos de experiência no mercado financeiro e atua como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para gerir carteiras de investimentos. O empresário tem experiência em auditoria, controladoria, gestão financeira, planejamento estratégico, análise de investimentos e desenvolvimento de negócios. Em seu perfil no LinkedIn, afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento — incluindo Fundos de Investimento Imobiliário (FII), Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) —, além de conduzir outras operações no mercado de capitais. Mansur atuou como executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers (PwC), Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, participando ainda da criação do estádio Allianz Parque. Além de sua ligação com times de futebol por meio da Reag, Mansur trabalhou na Trump Realty Brazil, empresa que levava o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A joint venture foi criada em 2003, mas o contrato com o Republicano durou apenas até 2006, uma vez que o projeto fracassou antes de concluir qualquer empreendimento imobiliário. O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Reprodução/LinkedIn PF bloqueou mais de R$ 5 bilhões em operação Na ação deflagrada nesta quarta-feira, a Polícia Federal apreendeu bens como carros, relógios de luxo e outros itens de valor em endereços ligados a suspeitos de fraudes financeiras no Banco Master. A decisão expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais também encontraram dinheiro em espécie. Até a última atualização desta reportagem, haviam sido contabilizados R$ 97,3 mil em dinheiro vivo. Os mandados foram cumpridos em São Paulo — incluindo endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país — e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos



Do Banco Central ao STF: entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos


14/01/2026 13:11 - g1.globo.com


PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da operação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, recolocando o caso no centro do noticiário. A investigação foi ampliada e passou a alcançar familiares do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, além de outros nomes ligados ao mercado financeiro. Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), aumentando a complexidade do caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A crise teve início a partir de suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco. A medida, no entanto, passou a ser alvo de contestações, abrindo espaço para novas análises sobre sua condução e fundamentos. 🔎 O avanço das apurações ocorre em um momento em que o episódio deixou de se restringir ao campo policial. O caso passou a envolver discussões sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado. Desde então, as investigações avançaram para apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos passou a tramitar no STF, sob sigilo. Nessa etapa da operação Compliance Zero, havia 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. É nesse contexto que o g1 reúne os principais pontos desse processo, detalhando como o Banco Master se tornou um dos casos mais acompanhados do sistema financeiro brasileiro, quais são as suspeitas em análise e de que forma os acontecimentos recentes se conectam. A origem da crise e tentativas de venda Prisão de Vorcaro BC determina liquidação extrajudicial Os principais pontos da investigação TCU questiona operação Sigilo no STF e envolvimento com ministros Impactos políticos Quem são os alvos da operação e o que dizem Celular de Nelson Tanure é apreendido no Galeão em nova fase da operação contra o Banco Master LEIA MAIS BANCO MASTER: PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele VEJA IMAGENS: PF bloqueou R$ 5,7 bilhões e apreendeu R$ 97 mil em espécie em operação VALDO CRUZ: Nova operação da PF vai reforçar decisão de liquidar o Master e mostrar que fraudes podem ser mais graves A origem da crise e tentativas de venda O Banco Master teve forte crescimento nos últimos anos, mas com uma estratégia de captação de recursos considerada arriscada por analistas do mercado. O banco oferecia CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com taxas muito acima das praticadas por outras instituições, atraindo investidores com base na proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). 🔎 O FGC, que protege até R$ 250 mil por investidor, oferece garantia em caso de falência de um banco associado. O fundo é formado pelas próprias instituições financeiras — ou seja, trata-se de um fundo privado que assegura os recursos dos investidores. Com esse tipo de operação, o Master acumulou um passivo bilionário, sustentado por ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldades. Essa prática elevou os custos e gerou desconfiança sobre a saúde financeira do banco. Para tentar contornar a crise, Vorcaro iniciou a busca por um comprador para a instituição. O Banco de Brasília (BRB) chegou a anunciar a aquisição, mas, em setembro, o Banco Central vetou a operação. A instituição continuou procurando outro comprador no mercado. Em 17 de novembro, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master. O acordo previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforçar a estrutura de capital da instituição. SAIBA MAIS ABAIXO. Voltar ao índice. Prisão de Vorcaro Poucas horas após o anúncio da compra, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos. De acordo com os investigadores, ele tentava deixar o país em um avião particular com destino a Malta. A defesa de Vorcaro, por sua vez, “nega veementemente que ele estivesse fugindo do país”. Segundo os advogados, “o destino final do voo era Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde Vorcaro pretendia se encontrar com parte dos compradores Banco Master". 🔎 O consórcio responsável pela aquisição do Banco Master, liderado pela Fictor, inclui investidores dos Emirados Árabes Unidos, conforme comunicado divulgado pelo banco na véspera. SAIBA MAIS ABAIXO. Voltar ao índice. BC determina liquidação extrajudicial Paralelamente, o Banco Central decidiu instaurar administração especial temporária por 120 dias no Banco Master e decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado. Na prática, o BC encerra as atividades do banco e nomeia um liquidante, responsável por assumir o controle, encerrar operações, vender ativos e quitar credores conforme a ordem legal, até extinguir a instituição. Com isso, o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional. A decisão ocorreu poucas horas após a Fictor Holding anunciar a proposta de compra da instituição de Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC ter rejeitado a aquisição pelo BRB. No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master é justificada pela “situação econômico-financeira da instituição” e pela “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária”. SAIBA MAIS ABAIXO. Como funciona a liquidação de um banco? Voltar ao índice. Os principais pontos da investigação Durante a primeira fase das investigações, a PF apurou as seguintes informações: O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro. Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte do dinheiro dos CDBs em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno. O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB – que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master. Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master – e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF. Já a segunda fase da operação apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares dele, como o pai, a irmã e o cunhado. O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também figuram entre os alvos. Segundo a investigação, o esquema envolveria a captação de recursos, a aplicação desses valores em fundos e o posterior desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de seus familiares. Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu o celular do controlador do banco. Procurada, a defesa de Vorcaro afirmou que ele tem colaborado com as autoridades e reiterou o interesse no esclarecimento completo dos fatos. Voltar ao índice. TCU questiona operação A decisão do BC de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master passou a ser questionada em outras instâncias, ampliando o alcance do caso. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação. O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada (TCU). Contudo, a decisão do relator provocou reação imediata de entidades do setor financeiro e associações de bancos, que saíram em defesa da autonomia do Banco Central. O próprio BC apresentou recurso ao TCU, pedindo que a determinação fosse analisada pelo plenário da Corte. Diante da repercussão, Jhonatan de Jesus recuou e suspendeu a inspeção até que o colegiado do tribunal se manifeste. Na última semana, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do tema. Na segunda-feira (12), o Banco Central retirou os embargos de declaração apresentados contra a decisão do relator. Segundo o BC, a retirada do recurso faz parte de uma saída negociada para encerrar o impasse institucional entre as duas entidades. Como resultado do acordo, BC e TCU definiram que as próximas etapas envolverão diligências técnicas na documentação, e não uma inspeção formal. Ao blog do Valdo Cruz, integrantes do BC afirmaram que os embargos cumpriram seu papel ao deixar claro que o TCU reconhece a prerrogativa exclusiva do BC para decretar a liquidação do banco, sem invasão de competência. Segundo técnicos da autoridade monetária, o sigilo do processo será preservado, e o tribunal terá acesso apenas aos documentos autorizados. SAIBA MAIS ABAIXO. Voltar ao índice. Sigilo no STF e envolvimento com ministros A apuração criminal chegou à Corte por decisão do ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria e determinou a concentração das medidas judiciais no STF, suspendendo procedimentos em instâncias inferiores. A justificativa apresentada foi a existência de informações econômicas sensíveis, com potencial de gerar impactos sobre o sistema financeiro. Desde então, Toffoli passou a centralizar as decisões relacionadas ao caso. Entre as medidas adotadas estão a decretação de sigilo sobre partes do inquérito e a autorização de atos como acareações. O ministro também citou urgência na condução do processo, argumentando que a exposição dos fatos poderia afetar o mercado. A transferência do inquérito para o STF ocorreu após a menção a um deputado federal nas investigações, o que fundamentou a alegação de prerrogativa de foro. Paralelamente, a condução do caso no Supremo passou a ser acompanhada de episódios que levantaram questionamentos. Um deles envolve uma viagem de Toffoli, no fim de novembro, em um voo particular que também transportava um advogado ligado à defesa de um dos diretores do Banco Master. A viagem ocorreu logo após o ministro ter sido sorteado relator de um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. Toffoli confirmou que esteve no avião, mas afirmou que não houve discussão sobre o processo durante o trajeto. Poucos dias depois, o ministro determinou o sigilo do caso e acolheu o pedido para que a investigação fosse formalmente transferida ao STF, sob sua relatoria. A decisão atendeu a solicitações feitas tanto por um diretor do banco quanto, anteriormente, pelos advogados de Vorcaro. O episódio também trouxe à tona vínculos do banco com integrantes do Supremo Tribunal Federal. Um deles foi a existência de um contrato firmado entre o Banco Master e a esposa do ministro Alexandre de Moraes, conforme revelou a colunista Malu Gaspar, do O Globo. SAIBA MAIS ABAIXO. Malu Gaspar: Moraes buscou Galípolo para falar sobre Banco Master Voltar ao índice. Impactos políticos Segundo a PF, grande parte das operações do Banco Master envolveu bancos e fundos de pensão, escapando ao controle dessas instituições devido à pressão de políticos com influência sobre elas. O blog do Valdo Cruz informou que governadores e parlamentares ligados a Daniel Vorcaro, com influência sobre esses bancos e fundos de pensão, estão na mira das investigações. De acordo os investigadores, diz o blog, a venda anunciada nesta segunda-feira do Banco Master para a Fictor foi uma “bomba de fumaça” lançada no mercado diante do avanço das investigações. O objetivo seria dar uma última cartada para evitar a exposição dos negócios fraudulentos da instituição de Daniel Vorcaro. SAIBA MAIS ABAIXO. Voltar ao índice. Quem são os alvos da operação e o que dizem Durante a segunda fase da operação Compliance Zero, a PF apreendeu carros, relógios de luxo, dinheiro em espécie e outros bens. Ao todo, foram apreendidos R$ 97,3 mil em dinheiro, além do bloqueio e sequestro de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões. A ação cumpre 42 mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli, incluindo buscas em endereços ligados ao controlador do banco, Daniel Vorcaro, e a familiares em São Paulo. Os mandados tinham alvos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista, e os estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. ➡️ A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Ressaltatou, ainda, seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. (veja mais abaixo) Procuradas, as defesas do empresário Nelson Tanure e do investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, não se manifestaram até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos dos demais alvos da operação. O que diz a defesa Veja a nota da defesa de Daniel Vorcaro na íntegra: "A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais." SAIBA MAIS ABAIXO. Voltar ao índice. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1 Fachada do Banco Master na cidade de Ssão Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. Werther Santana/Estadão Conteúdo



Dólar recua com dados dos EUA no radar e operação da PF no Banco Master; Ibovespa sobe


14/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quarta-feira (14), recuando 0,12% às 11h50, aos R$ 5,3691. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,71% no mesmo horário, aos 163.117 pontos. Os mercados iniciaram o dia entre a agenda americana e acontecimentos no Brasil. Enquanto dados e sinais do Fed pautam as atenções no exterior, por aqui, uma nova fase de operação da Polícia Federal movimenta o noticiário. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Por aqui, a Polícia Federal deflagrou hoje a segunda fase de uma operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Há buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares dele. ▶️ Além de Vorcaro e parentes, a operação também tem como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, segundo informações divulgadas pela PF. ▶️ Nos EUA, saem hoje as vendas no varejo e o índice de preços ao produtor (PPI), acompanhados de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Economistas consultados pela Reuters projetam alta de 2,70% para o PPI em 12 meses. ▶️ Mais tarde, o Fed divulga o Livro Bege, com avaliações dos 12 distritos sobre a atividade econômica. O mercado também monitora possível decisão da Suprema Corte sobre as tarifas globais impostas por Donald Trump. Em paralelo, seguem as tensões entre a Casa Branca e o Fed. No domingo, Jerome Powell reagiu às pressões do governo; ontem, dirigentes de bancos centrais divulgaram nota conjunta em apoio ao chair do Federal Reserve. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,19%; Acumulado do mês: -2,07%; Acumulado do ano: -2,07%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,84%; Acumulado do mês: +0,54%; Acumulado do ano: +0,54%. Agenda econômica Vendas no varejo dos EUA Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA, por meio do Census Bureau, as vendas do varejo americano subiram 0,6% em novembro. Em outubro, houve uma leve queda de 0,1%, após revisão dos números. O resultado superou a expectativa de economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam alta de 0,4%. Esses dados medem o valor gasto com mercadorias, como roupas, eletrônicos e carros, e não consideram o efeito da inflação. O aumento dos gastos, no entanto, não foi uniforme entre a população. As compras continuam sendo puxadas, em grande parte, por famílias de renda mais alta, enquanto consumidores de menor renda enfrentam dificuldades para lidar com o custo de vida mais elevado. Quando se excluem itens mais voláteis, como automóveis, gasolina, materiais de construção e restaurantes, as vendas cresceram 0,4% em novembro, após alta de 0,6% em outubro. No terceiro trimestre, o consumo acelerou e respondeu por boa parte do crescimento anualizado de 4,3% da economia americana. Preços ao produtor dos EUA Já o Departamento do Trabalho dos EUA, por meio do Escritório de Estatísticas do Trabalho, mostrou que o índice de preços ao produtor avançou 0,2% em novembro, após alta de 0,1% em outubro. O resultado ficou em linha com a expectativa de economistas consultados pela Reuters. Esse indicador mede a variação dos preços antes de os produtos chegarem ao consumidor final e costuma ser acompanhado como um sinal de pressão futura sobre a inflação. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os preços ao produtor acumularam alta de 3,0% até novembro, acima dos 2,8% registrados em outubro. A divulgação desses dados sofreu atrasos por causa da paralisação de 43 dias do governo norte-americano. Apesar disso, as informações sobre os preços ao produtor de outubro chegaram a ser coletadas, ainda que com atraso. Bolsas globais Os futuros de Wall Street apontavam queda antes da abertura, enquanto investidores avaliavam balanços de grandes bancos e dados econômicos. Antes da abertura, os contratos futuros indicavam queda: Dow Jones -0,4%, S&P 500 -0,5% e Nasdaq -0,6%. Já os mercados europeus operaram em alta, com atenção voltada para uma reunião entre autoridades dos EUA, Groenlândia e Dinamarca sobre o futuro da ilha ártica. As discussões giram em torno das tentativas do presidente Donald Trump de adquirir o território, apesar das negativas da Dinamarca e da Groenlândia e da menção do uso de força militar. Durante a manhã no Brasil, os índices europeus operavam com ganhos: STOXX 600 +0,11%, DAX -0,43%, FTSE 100 +0,29%, CAC 40 +0,13% e FTSE MIB +0,27%. Já as bolsas asiáticas fecharam mistas. Hong Kong avançou, enquanto os índices chineses recuaram após reguladores aumentarem exigências de margem para conter excesso especulativo, mesmo com volume recorde de negociações. O dia também foi marcado por otimismo com inteligência artificial, impulsionando ações japonesas e levando o índice MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão a um novo pico. No fechamento, os índices registraram: Nikkei +1,48% (54.341 pontos), Hang Seng +0,56% (26.999 pontos), Xangai SSEC -0,31% (4.126 pontos), CSI300 -0,40% (4.741 pontos), Kospi +0,65% (4.723 pontos), Taiex +0,76% (30.941 pontos) e Straits Times +0,11% (4.812 pontos). Dólar opera em baixa Freepik



Quem é Nelson Tanure, empresário alvo de operação da PF sobre o Banco Master


14/01/2026 11:27 - g1.globo.com


Celular de Nelson Tanure é apreendido no Galeão em nova fase da operação contra o Banco Master A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase de uma operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ação inclui buscas em endereços ligados ao dono da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado. O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, também estão entre os investigados. Tanure foi abordado quando se preparava para embarcar em um voo para Curitiba, no Paraná, e teve o celular apreendido. A TV Globo apurou que o investidor faria um “bate e volta” à capital paranaense e estava sem bagagem. Ele entregou o celular e documentos sem resistência e foi liberado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Conhecido pelo perfil polêmico e pela participação em disputas entre sócios e renegociações de dívidas de empresas em crise, Tanure construiu uma trajetória marcada pela compra e reestruturação de companhias nos setores de energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia. Entre as empresas nas quais possui participação estão a Light, Alliança Saúde, Gafisa, PRIO, TIM Brasil e Docas Investimentos. Também integram seu portfólio a Sequip e a Ligga, grupo de telecomunicações formado a partir da união de antigas operadoras regionais, e o fundo Saint German, acionista do Grupo Pão de Açúcar. Saiba quem é o empresário alvo da nova operação da Polícia Federal no caso Master. Nascido em Salvador, em 1951, Tanure é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Iniciou a carreira ainda jovem, trabalhando na empresa imobiliária fundada pelo pai. A partir da década de 1980, passou a investir em companhias com dificuldades financeiras, estratégia que se tornaria a principal marca de sua atuação empresarial. Um dos primeiros negócios de destaque foi a aquisição de uma participação na Sequip, empresa de engenharia ligada ao setor de petróleo. Pouco depois, assumiu o controle de estaleiros em situação falimentar, como a Emaq, no Rio de Janeiro, que foi reestruturada e posteriormente vendida. Ao longo dos anos, Tanure repetiu essa estratégia em diferentes setores, apostando na recuperação de ativos desvalorizados. Nos anos 2000, assumiu o controle e a gestão de empresas tradicionais da imprensa brasileira, como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil, em um período de forte crise do setor. No setor de petróleo, tornou-se um dos principais nomes ao assumir o controle da então HRT, que mais tarde deu origem à PetroRio — hoje PRIO, uma das maiores produtoras independentes de petróleo do país. No setor de telecomunicações, passou a ter presença relevante com investimentos que levaram à criação da Ligga Telecom, a partir da aquisição de ativos como a Copel Telecom e a Sercomtel. Na área da saúde, Tanure ampliou sua atuação ao assumir o controle da Alliança Saúde, grupo de medicina diagnóstica com presença nacional, que cresce por meio de aquisições regionais. No setor elétrico, também é acionista da Light, distribuidora de energia que atende parte do estado do Rio de Janeiro, além de manter investimentos recentes em ativos de infraestrutura. No último ano, um fundo ligado ao empresário participou de negociações para assumir o controle da gigante petroquímica Braskem. Tanure, no entanto, teria desistido do projeto. Filho de pai espanhol e mãe brasileira, o empresário tem quatro filhos e, além dos negócios, mantém uma forte ligação com a música clássica e a ópera. Ele também já ocupou o cargo de vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira. Disputas societárias e polêmicas Apesar do perfil discreto, Tanure aparece com frequência no noticiário econômico por envolvimento em disputas societárias, processos de recuperação judicial e debates sobre governança corporativa. Sua estratégia, baseada no uso intenso de empréstimos e em reestruturações profundas, costuma gerar resultados expressivos, mas também provoca controvérsias. Nesta quarta-feira (14), Tanure foi um dos alvos de busca e apreensão na segunda fase da operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Os policiais foram até a casa de Tanure, mas não o encontraram no local. Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional. O celular foi apreendido. Ao todo, os agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que também determinou o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões. Segundo a corporação, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro envolvendo a concessão de supostos créditos fictícios pelo Master. A 1ª fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões. No ano passado, Tanure foi alvo de uma investigação da Polícia Federal, aberta a pedido do Ministério Público Federal, para apurar se ele seria o verdadeiro controlador do Banco Master, mesmo sem aparecer oficialmente como dono. Segundo os investigadores, ele teria usado uma rede de empresas, fundos e estruturas financeiras para influenciar o banco sem a autorização do Banco Central. À época, o empresário negou qualquer vínculo societário ou poder de controle sobre a instituição. Em agosto de 2025, a Receita Federal deflagrou a maior operação já realizada contra esquemas de lavagem de dinheiro no mercado financeiro, envolvendo centenas de fintechs, fundos e gestoras. Embora Tanure não tenha sido acusado formalmente nessa operação, o episódio reacendeu questionamentos sobre a estrutura dos fundos ligados ao seu nome e sua proximidade com instituições sob investigação. No fim do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reabriu a investigação sobre a OPA — proposta pública para comprar as ações de uma companhia que já está na Bolsa — da Alliança Saúde (antiga Alliar), que consolidou o controle da empresa nas mãos de Tanure. O foco não está na compra em si, mas no tempo que ele levou para lançar a oferta obrigatória aos acionistas minoritários, prazo que, segundo a CVM, teria sido extrapolado. Tanure afirmou que seguiu a legislação e diz desconhecer irregularidades. Outra polêmica recente envolve uma denúncia criminal do Ministério Público Federal, que acusa Tanure de suposto uso de informação privilegiada no processo de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020. Segundo o MPF, ele teria participado de manobras financeiras para inflar artificialmente o valor da empresa, aumentando sua influência dentro da construtora. A defesa diz que não houve crime, que a operação foi aprovada pelos acionistas e que a CVM nunca apontou irregularidades. Mais recentemente, os advogados de Tanure pediram que o processo da Gafisa fosse transferido ao Supremo Tribunal Federal, alegando ligação indireta com as investigações do Banco Master, hoje concentradas no STF por decisão do ministro Dias Toffoli. O g1 procurou a defesa de Nelson Tanure, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. O empresário Nelson Tanure Alerj/Divulgação



Varejista de luxo Saks Global entra com pedido de falência nos EUA


14/01/2026 10:43 - g1.globo.com


O grupo de lojas de luxo Saks Global entrou com um pedido de falência na noite de terça-feira (13), em um dos maiores colapsos do varejo desde a pandemia, segundo informações da Reuters. A solicitação acontece pouco mais de um ano depois de um acordo que reuniu três grandes redes de lojas de alto padrão nos Estados Unidos: Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus. O anúncio gerou dúvidas sobre o futuro das lojas de luxo nos Estados Unidos. Mesmo assim, a empresa informou na manhã de quarta-feira (14) que as lojas permaneceriam abertas por enquanto, depois de conseguir um financiamento de US$ 1,75 bilhão e nomear um novo diretor executivo. O ex-CEO da rede Neiman Marcus, Geoffroy van Raemdonck, vai substituir Richard Baker, que havia liderado a estratégia de compras que deixou a empresa com dívidas elevadas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Saks Global também escolheu dois ex-executivos da Neiman Marcus, Darcy Penick e Lana Todorovich, para cuidar, respectivamente, da área comercial e das parcerias com outras marcas. Em documentos apresentados à Justiça dos EUA, a empresa estimou que seus ativos e dívidas variam entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. Com o processo de falência, a empresa agora ganha tempo para reetruturação ou um novo controlador. Se isso não acontecer, a empresa pode ter que fechar, segundo as agências de notícias. A Saks sempre foi conhecida por atrair clientes ricos e famosos, de Gary Cooper a Grace Kelly, mas enfrentou dificuldades após a pandemia de Covid-19. A concorrência de lojas online cresceu, e muitas marcas passaram a vender seus produtos diretamente em suas próprias lojas. A primeira Saks Fifth Avenue, famosa por marcas como Chanel, Cucinelli e Burberry, além dos shows de luzes de Natal, foi inaugurada em 1867 por Andrew Saks, um pioneiro do varejo americano. Financiamento A Saks Global foi criada em 2024 como resultado de uma reorganização dos ativos de luxo nos Estados Unidos. O novo grupo reuniu sob a mesma estrutura redes tradicionais do varejo de alto padrão, como Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, após a compra da Neiman Marcus e a separação desses negócios da canadense Hudson’s Bay Company, que controlava a Saks desde 2013. A proposta era formar um grande conglomerado para ganhar escala e eficiência em um mercado mais competitivo, movimento que acabou elevando o endividamento da empresa. Segundo a Reuters, a Saks Global fechou um acordo de financiamento que garante US$ 1 bilhão imediato e prevê mais US$ 240 milhões com garantia em ativos, além de outros US$ 500 milhões após a saída do processo de falência. Entre os credores estão grandes marcas de luxo, como Chanel, Kering e LVMH, em um universo que pode chegar a 25 mil credores. A crise se agravou após a compra da Neiman Marcus, em 2024, operação financiada majoritariamente com dívidas. Com a desaceleração do mercado global de luxo, a empresa passou a enfrentar dificuldades para pagar fornecedores, perdeu clientes para concorrentes e precisou vender ativos. No fim de dezembro, deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros. Fachada da loja principal da Saks na cidade de Nova York Reuters



Promessa de petróleo no Oiapoque atrai brasileiros do exterior e transforma região: 'É um bairro atrás do outro'


14/01/2026 09:03 - g1.globo.com


Sebrae e Transpetro avaliam inserção do Amapá na cadeia produtiva de petróleo e gás Há 35 anos, a paraense Sheila Cals decidiu cruzar o rio Oiapoque, no extremo norte do Brasil, para poder oferecer uma vida melhor aos filhos, na Guiana Francesa, o território francês que faz fronteira com o Estado do Amapá. Mas em Caiena, a capital franco-guianense, a costureira de 69 anos começou a ouvir de amigos há cerca de dois anos que era a hora de voltar ao Brasil - mais especificamente à cidade de Oiapoque (AP). Ela achou que era mesmo a hora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp "Sempre foi meu sonho voltar ao Brasil. E agora ficamos na expectativa de acontecer aqui o que aconteceu na Guiana, no Suriname", diz Sheila, já em sua nova casa, em Oiapoque. Ela se refere ao boom econômico com a exploração de petróleo nos países vizinhos - uma esperança presente nos novos e velhos moradores dessa cidade do Amapá de 30 mil habitantes, ligada à capital, Macapá, por quase 600 km de estrada, 100 deles sem asfalto. Na ponta mais ao norte do Brasil, Oiapoque é o município mais próximo da chamada bacia da foz do rio Amazonas, na Margem Equatorial, onde a Petrobras iniciou a prospecção para exploração de petróleo em águas profundas. Área desmatada recebeu novas ocupações no Oiapoque; moradores chegam na esperança dos recursos do petróleo Uesclei Costa Autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em outubro após anos de expectativa e de embates dentro do próprio governo Lula sobre o impacto ambiental do projeto, a Petrobras deve seguir as pesquisas até março de 2026, para saber se a exploração de petróleo ali, a 150 quilômetros da costa, é economicamente viável. Em 6 de janeiro, a Petrobras interrompeu a perfuração do poço após identificar vazamento de um fluido usado para limpar e lubrificar a broca que auxiliava na perfuração. A empresa não informou quando retomará os trabalhos. Caso a exploração de petróleo se concretize, cidades litorâneas do Pará e Amapá, especialmente Oiapoque, devem receber os royalties, num fluxo de dinheiro inédito ali. Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento de fluido ‘O petróleo para nós significa desenvolvimento’, diz governador do Amapá 'Mais perto do que podemos imaginar', diz ministro sobre pesquisa de petróleo no AP Bacia da Foz do Amazonas: área está no centro da discussão sobre a exploração de petróleo Área desmatada recebeu novas ocupações no Oiapoque; moradores chegam na esperança dos recursos do petróleo Uesclei Costa Os recursos são uma compensação financeira paga pelas empresas produtoras, no caso a Petrobras, como remuneração pela exploração de recursos não renováveis. A cidade que mais recebe royalties no Brasil, Maricá (RJ), arrecadou R$ 2,6 bilhões em 2025. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a exploração da Margem Equatorial pode elevar o PIB do Amapá em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos. O Amapá é hoje o Estado com o terceiro menor PIB do Brasil, à frente apenas de Acre e Roraima. Em Oiapoque, pouco se cogita a possibilidade desses royalties não se concretizarem - e só a especulação já tem mudado a dinâmica da cidade e trazido migrantes de outros municípios, outros Estados e até outros países, como a própria Sheila. "Eu vim também pela melhoria que eu tenho certeza que o petróleo vai trazer para o município. É a expectativa de todos os moradores", diz a moradora do Belo Monte, bairro que está na zona de expansão da cidade movida pelos migrantes. Essa região, nos arredores do aeródromo de Oiapoque, sofreu uma transformação drástica nos últimos anos, com desmatamento e construção de centenas de casas em ocupações sem nenhuma estrutura. Nas contas de Zione de Paiva, conhecida como a Loira do Belo Monte, presidente da associação do bairro, mais de 100 casas foram construídas só ali no último ano, chegando a 450. "São pessoas que estão vindo para Oiapoque atrás de um emprego, atrás de uma oportunidade", diz Loira. Além do Belo Monte, ocupações ainda mais recentes, como Areia Branca, Nova Conquista e Independência, tem visto, dia após o outro, novas construções subindo e novos moradores chegando. Sheila Cals voltou da Guiana Francesa para morar em nova ocupação no Oiapoque Acervo pessoal A prefeitura de Oiapoque - cujo comando está nas mãos do presidente da Câmara dos Vereadores, Pedro Guido (PP), após o prefeito Breno Almeida (PP) ser cassado por compra de votos - não contabiliza os novos moradores que estão chegando. Mas alguns dados dão algumas pistas. Para 2026, já há 807 novos estudantes interessados em vagas nas escolas municipais, informou em ofício à BBC News Brasil a Secretaria de Educação do Oiapoque. O número representaria um acréscimo de 16% de alunos na rede municipal, hoje com cerca de 5 mil alunos. Segundo a secretaria, aberturas de anexos e utilização de estruturas estão sendo feitas para atender "a chegada massiva de moradores em busca de emprego, impulsionada pela expectativa de extração de petróleo na margem equatorial". Já a secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação informou verificar "um índice de crescimento considerável nos últimos anos", apesar de não ter uma contagem. Somente em 2025, foram emitidos cerca de 800 alvarás de construções e transferências, "reflexo direto do investimento em obras comerciais e residenciais" nos últimos anos. Nos últimos meses, o geógrafo Edenilson Moura, professor na Universidade Federal do Amapá (Unifap), no campus Binacional de Oiapoque, tem fotografado as novas construções pelas ruas justamente para documentar as transformações na cidade. "A cidade está cheia de edificações sendo construídas. Não são prédios muito altos, como em outros padrões de verticalização de distintas realidades urbanas brasileiras, mas hoje já percebo edifícios de quatro, cinco pavimentos sendo erguidos. Isso por si só já demonstra um novo modelo de organização do espaço urbano de Oiapoque", diz Moura. Novas construções se espalham também na área central da cidade Edenilson Moura/Acervo Pessoal Com a prospecção de petróleo em andamento, Oiapoque tem sido base de da Petrobras. A empresa reformou o aeroporto para receber voos fretados da Azul levando funcionários que chegam de Macapá e partem dali em helicópteros para plataformas em alto mar. Com a chegada de funcionários e de migrantes, também crescem os aluguéis. Uma moradora relatou que o valor pago subiu de R$ 1200 para R$ 1900 de um mês para o outro. Uma empresária que aluga um estacionamento diz que o valor cobrado dobrou no último ano. Mas, além do aumento da demanda, a cidade tem vivido um cenário de especulação, avalia a corretora de imóveis Ivete Sarmento. Segundo ela, no mercado está havendo um desequilíbrio entre os que cobram valores realistas e os que reajustam sem controle. "Você olha o valor e pensa: de onde a pessoa tirou isso, sabe?" "Tem pessoas que estão usando do oportunismo desses boatos de que vai ganhar muito dinheiro muito rapidamente. Enfim, uma ilusão", diz Sarmento. Para a corretora, a disparada de preços de aluguéis na cidade pode ter efeito cascata até em alimentos, algo tradicionalmente caro na cidade fronteiriça. "A partir do momento que você aluga um imóvel caro, o empresário que alugou vai ter que colocar esse valor dentro do produto dele para poder vender", diz. O município de Oiapoque, onde novas eleições estão marcadas para abril de 2026, está elaborando seu primeiro plano diretor, o que pode balizar o preço do metro quadrado. Mesma região registrada em 2021 e em setembro de 2025; foto mostra avanço de desmatamento e aumento da ocupação Uesclei Costa Novos bairros A região que simboliza a nova fase do Oiapoque é uma área que vai das margens da BR-156, antes da chegada ao centro da cidade, até perto da comunidade Vila Vitória. É um terreno com mais de três quilômetros de comprimento. O início dessa ocupação começa ainda nos anos 2000, numa área que foi invadida perto do aeroporto da cidade, hoje chamado de bairro Infraero, o único em que algumas famílias possuem o título das suas propriedades. Em 2017, diante dessa primeira ocupação, a Aeronáutica, dona original da área, doou 213 hectares para a prefeitura, no intuito de regularização fundiária das famílias. "A prefeitura não se mobilizou para fazer um projeto, uma cidade planejada. Então, ela permitiu que as pessoas fossem invadindo de qualquer jeito", lembra a corretora Ivete Sarmento, há 23 anos na cidade. A expansão sobre o terreno de mata continuou especialmente a partir de 2020, sempre junto à expectativa de tempos melhores para Oiapoque. Surgiram ali na sequência as ocupações dos bairros de Belo Monte e Nova Conquista. Nos últimos três anos, vieram o Areia Branca, a Matinha e o Independência. Diante da expansão sem controle, a prefeitura entrou em 2025 com um processo de reintegração de posse de toda a área, mas o Tribunal de Justiça do Amapá determinou uma mediação, visto que há "traços típicos de um conflito fundiário coletivo de grande escala, envolvendo extensa área urbana ocupada há mais de uma década". A ideia é que sejam impedidas novas construções e uma organização da área ocupada. A prefeitura de Oiapoque informou à BBC News Brasil que o planejamento urbano desses novos bairros está atualmente na etapa de regularização fundiária, com levantamentos técnicos sendo realizados, para definir áreas para equipamentos públicos, infraestrutura urbana, ruas e pontos comerciais. A previsão da Prefeitura é de que em 2026 a área esteja regularizada. Para o professor Edenilson Moura, a história do Oiapoque e desses novos bairros revela uma cidade que vive de expectativas por ciclos econômicos, como a arrastada construção da Ponte Binacional que liga o Amapá à Guiana Francesa e promessa de facilidade de visto para transitar entre os dois territórios. "E aí às vezes o desenvolvimento social não chega da forma que as pessoas imaginam", diz Moura. A ponte ligando Oiapoque a Saint-Georges foi inaugurada em 2017, mas a cobrança dos franceses de mais de 60 euros (R$ 376) em visto e taxas de seguro por carro nunca fez o tráfego deslanchar. A travessia em pequenos barcos, que escapam da fiscalização, segue sendo a mais utilizada. Ainda sem o petróleo, economia da cidade é baseada no comércio fronteiriço (especialmente franceses que vêm comprar produtos mais baratos), além da pesca e agricultura. Os bairros mais novos, em geral, estão sendo ocupados com casas muito simples, de madeira, em ruas de terra e até sem acesso a água. Segundo relatos feitos à reportagem, além dos que chegaram pela necessidade de moradia, outro grupo ocupou vários lotes, na expectativa de revenderem mais na frente, se a fartura do petróleo chegar. "Os órgãos fizeram vista grossa e foram deixando", diz a bióloga Joessy de Cássia, que começou a construir sua casa em 2024 na recém-criada ocupação do Independência e virou a presidente da associação dos moradores. Segundo ela, inicialmente a ocupação surgiu porque a cidade inchada não tinha mais para onde crescer. Oiapoque fica às margens de um rio, cercada por áreas militares e de preservação. Mas que agora, com o início da prospecção da Petrobras, toda a ocupação acelerou. "Bastou as pessoas fazerem a primeira derrubada de árvores para o povo se proliferar", diz Joessy. Ocupação Independência foi uma das últimas a surgir Joessy de Cássia/Arquivo pessoal Mesmo com a falta de estrutura urbana, novos moradores seguem construindo suas casas para um futuro que consideram promissor. Elis Pereira, de 47 anos, vive há 25 na Guiana Francesa, onde trabalha no ramo alimentício junto ao marido. Ela começou a construir uma casa no Oiapoque para uma nova fase na vida. "Decidi voltar às minhas raízes. A França vem sofrendo uma crise há anos e, com isso, os impostos são altíssimos, o custo de vida é alto, tudo é caro", diz Elis. "Oiapoque é um dos melhores lugares para se viver no momento. Com a entrada da Petrobras, valorizou demais. Com qualquer empreendimento, você ganha dinheiro." Como funcionários da Petrobras têm se instalado na cidade, o comércio tem se aquecido com os novos consumidores. Além da subida nos aluguéis, hotéis também estão com alta procura. Em nota à BBC News Brasil, a Petrobras disse que gera "impactos positivos" com sua presença na região, como geração de emprego e aumento de arrecadação, diante da maior demanda por serviços na cidade. Mas a empresa disse que não é sua função realizar obras de urbanização e infraestrutura no município. A Petrobras disse que mantém projetos sociais e ambientais ativos na Margem Equatorial, área que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá. Não foi especificado quantos atendem especificamente a população de Oiapoque. Novos bairros de Oiapoque não contam com nenhuma infraestrutura urbana. Joessy de Cássia/Arquivo pessoal Enquanto as promessas de regularização e urbanização não se concretizam e os royalties ainda não chegam, as presidentes das associações de moradores dizem que já não há mais espaço para novos residentes, pois todos os terrenos, mesmo sem casas, já foram ocupados. Elas esperam agora que a região passe para uma nova etapa, com mais organização e infraestrutura, diante dos recursos prometidos que chegarão ao município. "Mas olha, vou te dizer, Oiapoque está crescendo em população, mas não em desenvolvimento", define Sheila Cals, recém-chegada à cidade. Os moradores, novos e velhos, também acompanham atentos o que está acontecendo em alto mar, no poço da Petrobras. Será que vai ter petróleo viável para ser explorado ali? Quando esses recursos chegarão? E o que acontece se o petróleo vazar - motivo de preocupação entre os ambientalistas críticos ao projeto? Para Sheila, que apostou suas fichas na mudança a Oiapoque, o projeto precisa andar. "Até a data de hoje, eu não soube de nenhum acidente com a Petrobras na exploração de petróleo. Essa conversa para não liberar petróleo aqui é coisa política", avalia. Já para Loira, presidente da associação de moradores do Belo Monte, há uma preocupação generalizada, mesmo entre os que estão torcendo pelo projeto. "A gente tem receio, sim, porque se houver vazamento de petróleo, vai afetar muitas famílias que vivem da pesca e dependem desse rio", avalia. "Mas, para muita gente que depende (da geração) de emprego, a expectativa é maior do que o receio." Mapa feito por Caroline Souza, da equipe de jornalismo visual da BBC News Brasil



Não é só glamour: estudo explica por que metade dos influenciadores já cogitou abandonar carreira


14/01/2026 08:03 - g1.globo.com


Mais da metade dos criadores já cogitou abandonar carreira, aponta estudo A imagem do criador de conteúdo como alguém que vive de publicidade, recebe produtos em casa e trabalha de qualquer lugar do mundo já não convence quem está dentro do jogo. Para muitos profissionais do ramo, a carreira deixou de ser sinônimo de liberdade e passou a representar exaustão, sobrecarga e pressão constante por presença online. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Um estudo global da ManyChat mostra que 51% dos criadores consideraram abandonar a carreira nos últimos 12 meses. O dado chama atenção não por falta de público ou de interesse nas redes, mas pelo desgaste provocado por uma rotina intensa, pouco previsível e, muitas vezes, mal remunerada. É que por trás de vídeos curtos e posts que duram poucos segundos no feed, existe uma carga de trabalho que se aproxima, e em alguns casos ultrapassa, a de empregos tradicionais. Ainda assim, o reconhecimento profissional não acompanha esse esforço. O resultado é uma carreira marcada por paradoxos. O criador precisa estar sempre disponível, mas não pode falhar. Precisa crescer, mas sem perder autenticidade. Precisa monetizar, mas sem parecer comercial demais. Precisa descansar, mas sente que não pode desaparecer. 🚫 Qualquer passo em falso também pode ser motivo para cancelamento — forma de boicote social na qual pessoas ou organizações são excluídas de determinados círculos sociais ou plataformas. 'Isso não é um trabalho de verdade' Apesar do crescimento da economia dos criadores, o estigma persiste. Cerca de 31% dos criadores afirmam que as pessoas ainda não veem a criação de conteúdo como um trabalho de verdade. Outros acreditam que o público acha que tudo se resume a filmar e postar, que não leva tanto tempo ou que todos são ricos. Quando perguntados sobre a parte mais incompreendida da profissão, as respostas reforçam esse distanciamento entre percepção e realidade. Para 26%, as pessoas acham que é fácil. Para 19%, acreditam que não toma tanto tempo. Já 12% ainda ouvem que “criadores são ricos”. “Ser um criador de conteúdo é muito mais do que gravar um vídeo ou tirar uma foto para postar nas redes sociais. É necessário desenvolver habilidades técnicas e, acima de tudo, ter um desejo genuíno de servir e impactar positivamente um público específico”, afirma Monty Lans, citado no relatório. Mesmo assim, o mito continua. E ele tem consequências diretas na forma como esses profissionais se veem e estruturam suas carreiras. Ainda de acordo com a pesquisa, os criadores usam quase 20 horas por semana apenas com planejamento, gravação e edição de conteúdo. Isso antes mesmo de considerar tarefas administrativas, negociações com marcas, controle financeiro ou outros trabalhos paralelos. Além disso, responder comentários e mensagens diretas consome de 2 a 3 horas por semana, dependendo do tamanho da audiência. Para 5% dos criadores, a gestão da caixa de entrada já equivale a um trabalho em tempo integral. O contraste é claro. Enquanto 83% dos usuários dizem não esperar respostas de criadores, muitos profissionais assumem essa carga como uma obrigação, com medo de perder engajamento, oportunidades ou relevância. Mesmo com uma rotina intensa, poucos criadores se veem como empresas. Apenas 14% afirmam se considerar um negócio. Outros 36% se enxergam como uma marca, enquanto 50% dizem ser apenas uma pessoa que posta conteúdo. Quanto ganham? Essa falta de estrutura profissional impacta diretamente a renda. Quase três em cada quatro criadores ganham menos de US$ 10 mil por ano (o equivalente a R$ 53 mil) com conteúdo. Apenas um em cada 10 ultrapassa os US$ 30 mil anuais. Os pagamentos das plataformas são a principal fonte de receita, representando 39% dos ganhos. Em seguida vêm parcerias com marcas e patrocínios, com 28%. Marketing de afiliados, produtos físicos, assinaturas e cursos digitais aparecem com percentuais bem menores. O relatório é direto na conclusão: para muitos, o conteúdo ainda funciona como um trabalho paralelo. Para outros, só passa a gerar resultados consistentes quando é tratado como um negócio de verdade, com estratégia, processos e limites claros. Vontade de desistir Entre os criadores que pensaram em abandonar a carreira, os motivos apontam para uma combinação de desgaste emocional e frustração profissional: 25% disseram que não estavam crescendo 23% afirmaram que não ganhavam dinheiro suficiente 17% relataram perda de motivação ou interesse 16% disseram que a rotina era demorada demais 11% apontaram esgotamento criativo A situação é ainda mais crítica entre a Geração Z. 55% dos criadores dessa faixa etária cogitaram parar no último ano. Para muitos, a promessa de autonomia deu lugar a uma sensação constante de cobrança e vigilância. O peso de estar sempre online O estudo apontou que uma em cada quatro pessoas relatou sentir-se esgotada, sobrecarregada ou apática após passar tempo nas redes. Mesmo assim, uma em cada 10 gostaria de fazer uma pausa, mas sente que não pode — seja por trabalho ou pela dificuldade de se desconectar. Esse ambiente ajuda a explicar por que a pressão por disponibilidade constante pesa tanto sobre quem vive da criação de conteúdo. A carreira depende da presença online, mas essa mesma presença exige tempo. estudo global da ManyChat aponta que 51% dos criadores de conteúdo consideraram abandonar a carreira Freepik IA, competição e o futuro da profissão Quando perguntados sobre os desafios para 2026, os criadores apontaram a competição com conteúdo gerado por inteligência artificial como a principal preocupação. Em seguida aparecem a dificuldade de se destacar em feeds saturados, construir comunidades autênticas e garantir parcerias com marcas. Ao mesmo tempo, a maioria já planeja usar IA para brainstorm de ideias, escrita de legendas, pesquisa e edição. O público, no entanto, demonstra resistência. 41% dizem que não apoiariam um criador que se tornasse 100% IA. Metodologia da pesquisa Para explorar a relação entre criadores de conteúdo e suas audiências, a ManyChat entrevistou 2.028 pessoas em nível global, sendo 1 mil criadores autodeclarados e 1.028 consumidores diários de redes sociais. Os criadores foram classificados em quatro grupos conforme o número de seguidores: iniciantes, nano, micro e estabelecidos. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de cerca de 2%, com base em respostas autodeclaradas. A responsabilidade dos influenciadores digitais contribui para um ambiente digital mais saudável e confiável freepick



Balança comercial da China encerra 2025 com um superávit recorde de US$ 1,2 trilhão, apesar do impacto das tarifas de Trump


14/01/2026 06:37 - g1.globo.com


Bandeira da China. Maxim Shemetov/Reuters A China anunciou nesta quarta-feira um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão em 2025, impulsionado pelo aumento das exportações para mercados fora dos EUA, à medida que os produtores buscam ampliar sua escala global para se proteger da pressão constante do governo Trump. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A pressão exercida pelos legisladores para que as empresas chinesas diversifiquem suas atividades para além do maior mercado consumidor mundial, focando-se no Sudeste Asiático, África e América Latina, tem protegido a economia contra as tarifas americanas e a intensificação das fricções comerciais, tecnológicas e geopolíticas desde que o presidente Donald Trump retornou à Casa Branca no ano passado. "A economia da China continua extraordinariamente competitiva", disse Fred Neumann, economista-chefe para a Ásia do HSBC. "Embora isso reflita ganhos de produtividade e a crescente sofisticação tecnológica dos fabricantes chineses, também se deve à fraca demanda interna e à consequente capacidade ociosa." Rumo a 2026, os desafios para Pequim são muitos, incluindo a necessidade de dissipar as preocupações de um número crescente de capitais globais sobre as práticas comerciais e a capacidade ociosa da China, bem como sua dependência excessiva de produtos chineses essenciais. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma das principais questões que os formuladores de políticas enfrentam é por quanto tempo a economia de US$ 19 trilhões continuará a contrabalançar a queda do mercado imobiliário e a fraca demanda interna, exportando produtos cada vez mais baratos para outros mercados. "O aumento dos superávits comerciais chineses pode elevar as tensões com os parceiros comerciais, especialmente aqueles que dependem das exportações de produtos manufaturados", disse Neumann. O superávit comercial anual da potência industrial atingiu US$ 1,189 trilhão – um valor equivalente ao PIB de uma das 20 maiores economias do mundo, como a Arábia Saudita –, segundo dados alfandegários divulgados na quarta-feira, após ter ultrapassado a marca de um trilhão de dólares pela primeira vez em novembro. "Com parceiros comerciais mais diversificados, a capacidade da China de resistir a riscos foi significativamente aprimorada", disse Wang Jun, vice-ministro da administração aduaneira chinesa, em uma coletiva de imprensa após a divulgação dos dados. As exportações da segunda maior economia do mundo cresceram 6,6% em valor em dezembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior, contra um aumento de 5,9% em novembro. Economistas consultados pela Reuters previam um aumento de 3,0%. As importações aumentaram 5,7%, após um aumento de 1,9% no mês anterior, e também superaram a previsão de um aumento de 0,9%. "O forte crescimento das exportações ajuda a mitigar a fraca demanda interna", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management. "Em conjunto com o mercado de ações em alta e as relações estáveis ​​entre os EUA e a China , é provável que o governo mantenha a política macroeconômica inalterada, pelo menos no primeiro trimestre." LEIA MAIS Suprema Corte dos EUA pode decidir nesta quarta sobre legalidade do tarifaço de Trump Qual a origem e os riscos da briga entre Trump e o presidente do Banco Central dos EUA Exportações aumentam com a China se preparando para ganhar mais participação global O yuan chinês ( CNY=CFXS , CNH=D3) manteve-se estável após os dados positivos, mesmo com os investidores em ações reagindo positivamente aos números que superaram as previsões. O índice de referência Shanghai Composite (.SSEC) e o índice CSI300 ( .CSI300) subiram mais de 1% nas negociações da manhã. Os superávits comerciais mensais da potência econômica asiática ultrapassaram US$ 100 bilhões sete vezes no ano passado, parcialmente sustentados por um yuan enfraquecido, um aumento em relação a apenas uma vez em 2024, o que demonstra que as ações de Trump mal afetaram o comércio da China com o resto do mundo, mesmo que ele tenha restringido as remessas destinadas aos EUA. As exportações para os EUA caíram 20% em dólares em 2025, enquanto as importações da maior economia do mundo recuaram 14,6%. As fábricas chinesas conseguiram conquistar espaço em outros mercados, com as exportações para a África saltando 25,8% e as para o bloco ASEAN de países do Sudeste Asiático subindo 13,4%. Os embarques destinados à UE cresceram 8,4%. As exportações chinesas de terras raras em 2025 atingiram seu nível mais alto desde pelo menos 2014, mesmo com Pequim começando a restringir os embarques de vários elementos de peso médio a pesado a partir de abril - uma medida que analistas interpretaram como uma tentativa de demonstrar sua influência sobre Washington enquanto negociadores discutiam sobre compras de soja, um possível acordo com a Boeing para aeronaves e o futuro das operações do TikTok nos EUA. O maior importador agrícola do mundo adquiriu um volume recorde de soja em 2025, impulsionado por um forte aumento nas remessas da América do Sul, já que os compradores chineses evitaram as safras americanas durante grande parte do ano devido às tensões comerciais persistentes. Fator Trump ainda tem grande impacto Economistas preveem que a China continuará ganhando participação no mercado global este ano, impulsionada pela criação de centros de produção no exterior por empresas chinesas, que proporcionam acesso a tarifas mais baixas nos Estados Unidos e na União Europeia, bem como pela forte demanda por chips de menor qualidade e outros componentes eletrônicos. Pequim, no entanto, tem demonstrado reconhecer que precisa moderar suas exportações industriais para manter seu sucesso e lidar com o problema de imagem causado pelas exportações excessivas. Na semana passada, o governo britânico eliminou os incentivos fiscais para exportação, semelhantes a subsídios, para o setor de energia solar, um ponto de atrito antigo com os países da UE. O desafio de Trump à China também não vai desaparecer tão cedo, observam os analistas, mesmo com a possibilidade de a Suprema Corte dos EUA se pronunciar contra os aumentos tarifários do presidente ainda nesta quarta-feira. Na terça-feira, Trump disse acreditar que a China pode abrir seus mercados para produtos americanos, depois de ter ameaçado, um dia antes, impor uma tarifa de 25% sobre os países que comercializam com o Irã, arriscando reabrir antigas feridas com Pequim, o maior parceiro comercial de Teerã. "A ameaça de Trump de impor uma tarifa de 25% aos países que fazem negócios com o Irã ressalta o potencial para o aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China ", disse Zichun Huang, economista para a China da Capital Economics.



Plataforma do governo vai permitir consulta ao cashback da reforma tributária; entenda


14/01/2026 05:30 - g1.globo.com

Lula cria comitê gestor da reforma tributária e lança plataforma para novo sistema O governo federal lançou nesta terça-feira (13) a plataforma digital da reforma tributária, que vai permitir a contribuintes e empresas acompanhar, simular e testar as novas regras do sistema de impostos sobre o consumo. Entre as funcionalidades está a possibilidade de consultar e simular o chamado cashback — mecanismo que prevê a devolução de parte dos tributos pagos por famílias de baixa renda. O sistema, ainda não completamente em operação, poderá ser acessado pelo portal gov.br e faz parte da estratégia de transição para o novo modelo tributário, que começa a valer efetivamente em 2027. Comitê gestor do IBS O lançamento ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar, com vetos, a lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O novo imposto vai substituir tributos estaduais e municipais, como ICMS e ISS. O comitê será responsável por administrar, fiscalizar e coordenar a operacionalização do IBS. Segundo o governo, União, estados e municípios atuarão de forma integrada na gestão do imposto. Plataforma em fase de testes A plataforma foi lançada oficialmente nesta semana e funcionará, ao longo de 2026, como um ambiente de testes e simulações. Nesse período, não haverá cobrança efetiva dos novos tributos. Por meio do sistema, será possível: simular o pagamento de tributos; simular pedidos de ressarcimento; acompanhar, em tempo real, valores a pagar e créditos a receber; simular o funcionamento do cashback, para quem tiver direito. A simulação cobre todo o processo: desde a emissão do documento fiscal, com uso de um software da Receita Federal, até o cálculo do imposto. Quem pode usar Neste primeiro momento, a plataforma é voltada principalmente a empresas, contribuintes com CNPJ e profissionais da área contábil que emitem nota fiscal. O acesso é feito pelo gov.br. Pessoas físicas também poderão se cadastrar para consultar notas fiscais emitidas em seus CPFs, o que será relevante para o acompanhamento futuro do cashback. Segundo a Receita Federal, o sistema já está em operação. “A plataforma está disponível a partir de hoje. Ela está funcional e já está processando os dados dos documentos fiscais recebidos na última semana. Este é um ano de testes, sem efeito tributário”, afirmou o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Juliano Neves. Dois novos impostos A reforma tributária cria dois impostos que substituem cinco tributos atuais: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — de competência federal; IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — de competência estadual e municipal. Além disso, a reforma institui o Imposto Seletivo, que incide sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Como vai funcionar o cashback O cashback prevê a devolução de parte dos impostos pagos por famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). O benefício entra em vigor em janeiro de 2027. Há dois formatos previstos: Cashback desconto Aplicado diretamente em contas de serviços essenciais, como água, gás encanado e energia elétrica. Nesse caso, o desconto já vem embutido na fatura. “Não é exatamente uma devolução. O imposto é calculado, mas o valor correspondente ao cashback é abatido automaticamente”, explica Rodrigo Orair, assessor da Secretaria Executiva da Reforma Tributária. Cashback devolução Nesse modelo, a família se identifica pelo CPF na compra — por exemplo, em supermercados ou farmácias — e recebe posteriormente a devolução de parte do imposto pago. Segundo a lei, a devolução mínima será de 20% do valor da CBS paga, percentual que pode ser ampliado por decisão do governo. O crédito será feito em conta na Caixa Econômica Federal. Transição longa A reforma tributária começa a funcionar de forma plena em 2027, mas a transição do sistema antigo para o novo deve durar cinco anos, até 2032. De acordo com o Serpro, responsável pelo desenvolvimento da plataforma, a expectativa é que o sistema monitore cerca de 500 bilhões de eventos fiscais e financeiros já no primeiro ano de operação, em 2027.



Suprema Corte dos EUA pode decidir nesta quarta sobre legalidade do tarifaço de Trump


14/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Trump anuncia tarifas recíprocas REUTERS/Carlos Barria A Suprema Corte dos Estados Unidos pode anunciar nesta quarta-feira (14) sua decisão sobre a legalidade do amplo aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump à importação de produtos de diversos países, entre eles o Brasil. A instância máxima da Justiça americana indicou na última semana que pode divulgar hoje, em plenário, decisões de casos já julgados pelos juízes — o que pode incluir o tarifaço. A Corte, no entanto, não informa com antecedência quais temas serão apreciados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A análise das tarifas de Trump envolve um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que concluiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte das taxas globais com base em uma lei federal destinada a situações de emergência. (leia mais abaixo) Na prática, a esperada decisão sobre o tarifaço deve definir os limites do poder do republicano para agir sem o aval do Congresso americano — e pode afetar medidas aplicadas contra o Brasil. O processo judicial se arrasta desde o meio de 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, nesta quarta, a Suprema Corte pode estabelecer parâmetros para outros casos relevantes, definindo o alcance da autoridade de Trump. O republicano tem testado os poderes do poder Executivo ao adotar políticas de forma unilateral e interferir na dinâmica do comércio global. A briga judicial A Suprema Corte dos EUA decidiu em setembro passado analisar a legalidade do tarifaço imposto por Donald Trump, após o governo recorrer da decisão de um tribunal de apelações, que concluiu que a maioria das tarifas não tem respaldo legal. As ações contra as taxas foram apresentadas por empresas impactadas pelo tarifaço e por 12 estados americanos, a maioria administrada por democratas. Além dos limites do poder de decisão de Trump, estão em jogo trilhões de dólares em tarifas alfandegárias ao longo da próxima década. O presidente americano já defendeu que as cobranças são um "remédio" necessário para a economia americana. Em 5 de novembro, durante as sustentações orais do caso, os juízes da Suprema Corte levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump. O debate durou mais de 2h30. O principal ponto das discussões foi avaliar se o presidente havia ultrapassado a competência do Congresso americano ao impor tarifas com base em uma lei de 1977, originalmente prevista para ser aplicada em situações de emergência nacional. Segundo a agência Reuters, alguns juízes conservadores afirmaram que a Corte estava debatendo o poder "inerente" dos presidentes ao lidar com outros países — na prática, isso indica uma possível divisão sobre o resultado do caso. O tribunal possui maioria conservadora de 6 a 3. Críticas de Trump Em agosto de 2025, Donald Trump criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegais a maior parte das tarifas impostas por ele. Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, o tarifaço permaneceu em vigor. O republicano afirmou que o tribunal de apelações — que classificou como “altamente partidário” — errou ao determinar a suspensão das tarifas. Ele acrescentou que, “com a ajuda da Suprema Corte dos EUA”, pretende manter a taxação. “Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (...) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social. Na prática, Trump fez das tarifas um eixo de sua política externa no segundo mandato, usando-as para pressionar e renegociar acordos com países exportadores aos EUA. A estratégia permitiu obter concessões econômicas, mas aumentou a instabilidade nos mercados financeiros. Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou O que acontece se as tarifas forem suspensas? Se a Suprema Corte declarar as tarifas ilegais, a estratégia comercial de Trump pode ser completamente alterada, incluindo o tarifaço anunciado em abril de 2025. Além de derrubar as taxas, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões de dólares arrecadados com as tarifas, que funcionam como impostos sobre importações. Segundo apuração da BBC, poucas empresas, no entanto, esperam uma vitória na Suprema Corte. "Esperamos que isso seja considerado ilegal, mas também estamos nos preparando para o caso de se elas se consolidarem", disse Bill Harris, cofundador da Cooperative Coffees, cooperativa sediada na Geórgia (EUA), à BBC. A empresa, que importa café de mais de uma dezena de países, pagou cerca de US$ 1,3 milhão (R$ 7,4 milhões) em tarifas entre abril e novembro do ano passado. Tarifas sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. Enquanto as discussões sobre o tarifaço perderam espaço no noticiário diante da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por agentes americanos — e de outros fatores geopolíticos —, os rumos da política tarifária voltaram ao radar à espera da decisão da Suprema Corte dos EUA.



O tarifaço de Trump vai cair? Como a decisão da Suprema Corte pode afetar o dólar e o mercado global


14/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Suprema Corte dos Estados Unidos. AP Photo/J. Scott Applewhite, File A Suprema Corte dos Estados Unidos deve se manifestar nesta quarta-feira (14) sobre a legalidade do chamado tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a diversos países. O julgamento vai decidir se Trump podia impor tarifas de forma unilateral, sem aval do Congresso. A decisão é vista por analistas como um divisor de águas, com potencial para afetar o dólar, os juros, o comércio global e também a economia brasileira. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pela Constituição dos EUA, cabe ao Congresso criar impostos e tarifas. Trump, no entanto, sustenta que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. Embora a lei já tenha sido usada para embasar sanções e restrições comerciais, nunca havia servido de base para tarifas de alcance tão amplo. Esse é justamente o ponto questionado por empresas e governos estaduais americanos. Até agora, três instâncias inferiores da Justiça rejeitaram os argumentos da defesa do governo dos EUA. A palavra final ficará com a Suprema Corte. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que acontece se Trump ganhar? Se a Corte decidir a favor de Trump, as tarifas impostas desde abril de 2025 — que variam de 10% a 50% — continuam em vigor e passam a ser consideradas legais. Na avaliação de Jackson Campos, especialista em comércio exterior, uma decisão favorável consolida as tarifas como instrumento legítimo de política econômica. “Isso reforça o uso de medidas unilaterais e aumenta o risco de novos aumentos tarifários, mantendo o ambiente comercial instável”, afirma. Do ponto de vista financeiro, o cenário tende a fortalecer o dólar. “Tarifas geram inflação, que exige juros altos, que fortalecem o dólar”, explica Sérgio Brotto, CEO da Dascam Corretora de Câmbio. Tarifas mais altas também tornam os produtos importados mais caros, o que aumenta os preços dentro do país e faz a inflação subir. Para controlar isso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) costuma manter os juros altos por mais tempo. ▶️ Juros altos tornam os investimentos nos EUA mais atraentes, atraindo capital estrangeiro e aumentando a demanda por dólares e dando mais força à moeda americana. “Isso transforma os EUA em um verdadeiro ‘aspirador de capital’, atraindo investimentos globais para a renda fixa americana”, diz Brotto. Os preços ao consumidor nos EUA subiram 0,3% em dezembro, após uma queda artificial em novembro influenciada por efeitos temporários da paralisação do governo. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,7%, acima da meta de 2%. Esse cenário aumenta a expectativa de que o Fed mantenha os juros inalterados na próxima reunião, nos dias 27 e 28 de janeiro, contrariando mais uma vez a pressão de Trump para reduzir as taxas. O que acontece se Trump perder? Se a Suprema Corte considerar as tarifas ilegais, a cobrança tende a ser suspensa, mas isso não significa devolução automática do dinheiro já arrecadado, segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior. “Parte das tarifas já recolhidas pode ser reembolsada, mas isso depende de ações administrativas e judiciais individuais das empresas”, afirma. 🔎 Ou seja, companhias que pagaram as tarifas terão de entrar com pedidos específicos para tentar recuperar os valores. Trump já alertou para o impacto financeiro de uma eventual derrota. Em postagem na rede Truth Social na segunda-feira, ele afirmou que uma decisão contrária poderia obrigar os EUA a devolver centenas de bilhões de dólares e gerar um cenário de “completo caos”. Para o mercado financeiro, a derrota de Trump tende a enfraquecer o dólar. “Sem a pressão inflacionária das tarifas, o Fed ganha espaço para cortar juros, o que torna o dólar menos atrativo”, diz Campos. Nesse cenário, os investidores ficam mais dispostos a correr riscos e aplicar recursos em mercados emergentes, incluindo o Brasil. Na prática, isso significa: O dólar perde força no mercado internacional; Aumenta a entrada de capital em países emergentes; O real tende a se valorizar frente ao dólar; As expectativas de juros no Brasil podem cair. As tarifas acabam de vez? Mesmo em caso de derrota, o governo Trump já sinalizou que pode buscar outras bases legais para impor tarifas, como regras de segurança nacional ou alegar práticas comerciais desleais. Isso significa que o julgamento não elimina totalmente a incerteza, mas reduz o poder do presidente de agir de forma repentina e unilateral. “O principal efeito no curto prazo não é financeiro, mas a redução da insegurança jurídica”, avalia Campos. Independentemente do desfecho, a decisão deve afetar pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 483 bilhões) em tributos de importação já recolhidos. Isso é o equivalente a aproximadamente metade da receita tarifária arrecadada pelos EUA em 2025 até setembro, segundo analistas do banco Wells Fargo. "Para a economia dos EUA, a derrubada das tarifas tende a reduzir custos de importação, aliviar pressões inflacionárias e melhorar a competitividade da indústria. Por outro lado, há perda de arrecadação e impacto político interno", afirma Jackson Campos. No Brasil, os efeitos para o Brasil variam conforme o desfecho do julgamento, de acordo com o especialista. Se Trump vencer, exportadores brasileiros tendem a continuar enfrentando custos elevados, perda de competitividade, e um ambiente comercial marcado por instabilidade e mudanças frequentes nas regras. Já em caso de derrota do presidente americano, abre-se espaço para a retomada das exportações, com preços mais previsíveis e menor pressão sobre o câmbio. Atualmente, as exportações do Brasil para os EUA se distribuem, de forma geral, em dois grupos: produtos que entram no país sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a uma sobretaxa de 40%. Em 2025, Donald Trump aplicou tarifas sobre produtos brasileiros em três momentos-chave: Começou com 10% em abril, de taxa ampla para todos os produtos; A tarifa subiu para até 50% em julho, com entrada em vigor em agosto e uma lista de 700 itens excluídos do tarifaço; Em novembro, a tarifa de 10% foi retirada, mantendo apenas a taxa maior sobre determinados produtos e foram retiradas as tarifas de 40% para uma nova lista de produtos, incluindo café, carnes e frutas.



Prazo para Lula sancionar ou vetar Orçamento de 2026 com R$ 61 bilhões em emendas se encerra nesta quarta


14/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Lula tem até esta quarta (14) para sancionar ou vetar o orçamento de 2026 aprovado pelo Congresso O prazo para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifeste a respeito da proposta que prevê o Orçamento para 2026, que reserva de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, se encerra nesta quarta-feira (14). O projeto foi aprovado no fim do ano passado por votação simbólica no Congresso Nacional. O texto também prevê um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas do governo para este ano. Em paralelo, a proposta incluiu cortes em despesas previdenciárias e programas como o Pé de Meia e Auxílio Gás. 🔎 Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento que são executados conforme indicações de deputados e senadores. Já a meta fiscal é uma estimativa de despesas e receitas que o governo estabelece com objetivo de tentar equilibrar as contas públicas. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central – a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. A proposta ainda estabelece o piso mínimo de R$ 83 bilhões para investimentos públicos (leia mais abaixo). Lula pode sancionar de forma integral ou parcial, vetar ou não se manifestar a respeito do projeto aprovado pelo Congresso Nacional. Se o presidente não se manifestar, a Constituição Federal prevê que o projeto é considerado sancionado. Nesse caso, o presidente Lula terá 48 horas para promulgar o projeto. Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o presidente Lula deve cortar cerca de R$ 11 bilhões em emendas aprovadas pelo Congresso. O governo, no entanto, estava estudando se seria por veto, bloqueio do recurso ou remanejamento. Segundo Rui Costa, há uma regra, definida por julgamento do Supremo Tribunal Federal, que define o volume de emendas e como elas podem crescer. O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto em dezembro de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República Emendas parlamentares 💰 O relatório prevê uma reserva de cerca de R$ 61 bilhões em emendas. 💰 Desse valor, R$ 49,9 bilhões são emendas que ficam sob controle dos parlamentares, incluindo emendas individuais, de bancada e de comissão. A maior parte é destinada às emendas com execução obrigatória pelo governo (individuais e estaduais). Neste ano, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas (de pagamento obrigatório). As emendas impositivas são de dois tipos: individuais (dirigidas a cada senador e deputado): R$ 26,6 bilhões; e de bancada (destinadas às bancadas estaduais): R$ 11,2 bilhões. Há ainda reserva para o pagamento das emendas de comissão, que não têm execução obrigatória e dependem de liberação do Planalto. O montante destinado a essa categoria ficará em R$ 12,1 bilhões. Além disso, o texto prevê R$ 11,1 bilhões como parcelas adicionais, para despesas discricionárias e para projetos selecionados no Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC). Cortes em programas sociais O Orçamento aprovado prevê cortes em gastos obrigatórios como despesas previdenciárias e programas, como o Pé de Meia, uma espécie de bolsa para estudantes do Ensino Médio. O relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), também previu um corte de R$ 6,2 bilhões em despesas com o Regime Geral da Previdência Social. As previsões de despesas saíram de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão. Já os investimentos no Pé de Meia caíram R$ 436 milhões em relação à peça Orçamentária de 2025, saindo de R$ 12 bilhões para R$ 11,46 bilhões. O relator também previu corte de R$ 300.742.335 para o Auxílio Gás, saindo de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,73 bilhões, o equivalente a cortar o benefício mensal para 2,7 milhões de pessoas se considerado o valor médio de R$ 110 do benefício. Investimentos A proposta determina ainda um piso mínimo de R$ 83 bilhões para investimentos públicos. O valor se refere ao piso de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que precisa ser destinado a investimentos, segundo a regra do arcabouço fiscal. O PIB estimado para 2026 corresponde a R$ 13.826,2 bilhões. 🔎 Os investimentos são uma parcela das chamadas "despesas discricionárias" — que o governo não é obrigado a gastar. Ou seja, precisam estar previstos no Orçamento, mas, em caso de aperto financeiro, costumam ser contingenciados. O governo deve priorizar as obras públicas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que sofrem com restrições de recursos e paralisações.



Mega-Sena, concurso 2.959: prêmio acumula e vai a R$ 35 milhões


14/01/2026 00:03 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2959 O sorteio do concurso 2.959 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (13), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 35 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 18 - 26 - 35 - 41 - 44 - 45 5 acertos - 27 apostas ganhadoras: R$ 58.801,80 4 acertos - 1.883 apostas ganhadoras: R$ 1.389,80 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (15). Mega-Sena, concurso 2.959 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena A Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1



Banco Master: relator da inspeção do TCU no Banco Central afirma que 'não há conclusão formada'


13/01/2026 21:25 - g1.globo.com


TCU anuncia que o Banco Central concordou com uma inspeção sobre Banco Master O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta terça-feira e conversa com o blog que a inspeção a ser conduzida pela área técnica do TCU no Banco Central do Brasil (BC), a respeito da liquidação do Banco Master, será avaliada pelo seu gabinete, como relator do caso, e votada pelo plenário do tribunal. “Não há conclusão formada antes da verificação técnica dos fatos”, disse o ministro. O ministro afirmou que foi sorteado para ser relator depois de o Ministério Público de Contas enviar, em dezembro de 2025, dois pedidos de diligências sobre o negócio entre o BRB com o Master e sobre as tratativas finais de liquidação. Técnicos do TCU devem iniciar nesta semana a inspeção no BC. O guia das averiguações será a resposta do Banco Central ao Tribunal de Contas da União, em que explicou o histórico do processo que terminou com a liquidação do banco. Há, entretanto, dois focos centrais: os indícios já em 2024 de que o Banco Master estava com problemas de liquidez; e como se deu a decisão de liquidação, mesmo com uma proposta de aquisição pela Fictor, com ajuda de um fundo áreabe. A inspeção ficará a cargo da área do TCU que responde pela fiscalização de bancos, a AudBancos. Exdeputado federal, Jhonatan de Jesus, atual ministro do Tribunal de Contas da União Reprodução/Instagram/jhonatandejesus Reunião com BC O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro do Vital do Rêgo Filho, além de Jhonatan de Jesus e outros integrantes de TCU se reuniram na segunda-feira (12) com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC. O BC, no entanto, ainda não se manifestou sobre as declarações do presidente do TCU. Após o encontro, Vital afirmou que a inspeção no processo de liquidação do banco Master traz "segurança jurídica" para o processo. Segundo o ministro, o processo todo deve durar menos de um mês. O objetivo, segundo Vital do Rêgo, era encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questionava a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências. O pano de fundo do encontro é a liquidação do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo Banco Central e analisada pelo TCU. Entenda o caso Na última semana, a relação entre as duas instituições degringolou após Jhonatan de Jesus determinar uma inspeção nos documentos do BC. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. Jesus acolheu o pedido, ou seja, decidiu levar a discussão sobre a inspeção ao plenário, mas deixou clara a sua insatisfação com o questionamento do BC. O BC desisitiu do pedido após a reunião da segunda. Em um dos trechos do despacho, o ministro disse que "sob o ângulo regimental, não procede à premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado". Além disso, Jhonatan de Jesus afirmou que o recuo se deu diante da "dimensão pública" que o caso ganhou. "Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do Plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria", afirmou o relator. Antes mesmo da determinação da inspeção, as explicações solicitadas por Jhonatan de Jesus já haviam sido alvo de críticas. No mesmo dia em que mandou o BC responder, em até 72 horas, sobre o que fundamentou a liquidação do banco de Vorcaro, instituições do setor bancário reagiram. Em nota, a Federação Brasileira de Bancos manifestou plena confiança na decisão do BC. Afirmou que "a solidez e a resiliência do setor bancário e a independência do regulador do sistema financeiro são um ativo e um patrimônio nacional". "A força do setor bancário se alicerça na força do regulador, que somente se sustenta com respeito, credibilidade e dignidade institucional, pilares que sempre forjaram a atuação do Banco Central brasileiro", disse a entidade.



Petróleo sobe mais de US$ 1 por barril com possível redução de oferta do Irã


13/01/2026 20:55 - g1.globo.com


Os preços do petróleo no mercado internacional subiram mais de 2% nesta terça-feira (13), com a perspectiva de interrupções nas exportações da commodity do Irã ofuscando o possível aumento da oferta por parte da Venezuela. Os contratos futuros do Brent (referência internacional) saltaram US$ 1,60 (+2,5%), para fechar a US$ 65,47 (R$ 351,99). Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, fechou a US$ 61,15 (R$ 328,77) por barril, com alta de US$ 1,65 (+2,8%). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "O mercado de petróleo está criando alguma proteção de preço contra fatores geopolíticos", disse John Evans, analista da PVM Oil Associates, destacando a possível exclusão das exportações do Irã, problemas na Venezuela, negociações sobre a guerra da Rússia na Ucrânia e o interesse dos Estados Unidos em assumir o controle da Groenlândia. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Irã, um dos principais produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), está enfrentando suas maiores manifestações contra o governo em anos. A repressão do governo contra os manifestantes, que, segundo uma autoridade iraniana, já matou cerca de 2.000 pessoas e levou à prisão de milhares de outras, provocou um alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma possível ação militar. Na véspera, Trump disse que qualquer país que fizer negócios com o Irã estará sujeito a uma tarifa de 25% sobre qualquer negócio realizado com os Estados Unidos. A China é o maior cliente do petróleo iraniano. "Não acho que a China, por exemplo, vá se afastar dos barris iranianos, mas se o fizesse, e se todos o fizessem, isso reduziria os suprimentos globais em 3,3 milhões de barris por dia que atualmente são fornecidos ao mercado pelo Irã", disse Bob Yawger, da Mizuho Securities em Nova York. LEIA MAIS O que muda para o Brasil com a possível tarifa de Trump sobre comércio com o Irã? Governo diz ver com 'preocupação' manifestações no Irã; não há registros de brasileiros entre vítimas Na terça-feira, Trump postou em seu site de mídia social que os manifestantes no Irã deveriam "assumir suas instituições" e que "a ajuda está a caminho". Trump disse que havia cancelado reuniões com autoridades iranianas até que as mortes dos manifestantes parassem. Os preços do petróleo subiram brevemente mais de 3%, atingindo uma alta de três meses após a declaração. Também sinalizando um abastecimento mais restrito à frente, quatro petroleiros gerenciados pela Grécia foram atingidos por drones não identificados nesta terça-feira. Os petroleiros estavam no Mar Negro a caminho do carregamento de petróleo no terminal do Caspian Pipeline Consortium, na costa russa, disseram oito fontes à Reuters. . Divulgação/ BP



Família do RS perde 48 vacas leiteiras em três dias e prejuízo chega a R$ 600 mil; suspeita é de intoxicação


13/01/2026 20:37 - g1.globo.com


Suspeita é de intoxicação por excesso de nitrito Divulgação/Secretaria de Agricultura Novo Xingu Uma família de agricultores perdeu 48 vacas leiteiras em um intervalo de três dias em Novo Xingu, município com 1,6 mil habitantes no Norte do Rio Grande do Sul. O caso começou no dia 2 de janeiro, em uma propriedade na Linha Cotia, área rural do município. A principal suspeita é de intoxicação dos animais por excesso de nitrito. A família trabalha há cerca de 30 anos com vacas leiteiras, além de suínos e soja. O prejuízo com a perda dos bovinos é estimado em R$ 600 mil, afetando a renda bruta mensal, que varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo Ana Paula Witter, filha do proprietário, o pai, Vanderlei Witter, 44 anos, encontrou quatro vacas mortas ao conferir o rebanho por volta das 5h30, antes da ordenha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Quando o pai chegou com o rebanho pra ordenhar, ele disse pra gente que encontrou os animais mortos e quando fomos ordenhar as vacas, a gente notou que elas babavam, ficaram ofegantes, deitavam e não conseguiam mais levantar", relatou Ana. A família acionou veterinários e o Poder Público ainda pela manhã. De acordo com o secretário de Agricultura e Pecuária do município, Sérgio Celso Tasso, até o fim da tarde do dia 2, 15 animais já haviam sido enterrados. A Inspetoria Veterinária de Constantina, responsável pela região, coletou amostras de vísceras de dois animais, além de água, ração e silagem. Também foram recolhidas amostras de pastagens de Capim Sudão, Gramas Tifton e Papua. O problema continuou na propriedade. Na manhã do sábado (3), o proprietário encontrou mais 16 vacas mortas. Outras 10 coletas de amostras sorológicas foram feitas nos animais vivos. No domingo, o número total de mortes chegou a 48. "A principal suspeita é de intoxicação nas plantas, em função dos dias de chuva e falta de luminosidade que afetou o processo de fotossíntese", explicou Sérgio. Ainda não há prazo para o resultado das análises. O secretário teme que o laudo seja inconclusivo, como já ocorreu em casos semelhantes no estado. Uma campanha de apoio foi criada por pessoas ligadas à família e moradores de Novo Xingu. A iniciativa arrecada doações de animais e dinheiro. Mais de oito vacas já foram doadas por pessoas da região. VÍDEOS: Tudo sobre o RS



Trump diz para manifestantes iranianos 'guardarem nomes dos abusadores'


13/01/2026 20:05 - g1.globo.com


Trump diz para manifestantes iranianos 'guardarem nomes dos abusadores' Antes de embarcar para o evento, o presidente americano já havia mandado uma mensagem direta aos manifestantes iranianos. Pediu que os protestos continuem e afirmou que 'ajuda está a caminho'. Em mensagem direta a manifestantes do Irã, antes de deixar a Casa Branca, Trump pediu que eles sigam protestando e afirmou que a "ajuda" dos EUA "está a caminho".. Um dia antes, nesta segunda-feira (12), o presidente americano anunciou que irá impor uma tarifa de 25% a todos os países que fizerem negócios com o Irã.. Também nesta segunda, Trump intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) ao ameaçar indiciar o presidente da instituição, Jerome Powell, que reagiu expondo a "pressão política inédita".. A repressão aos protestos no Irã deixaram 2 mil mortos, e o governo iraniano marcou para amanhã a primeira execução de um manifestante.



Lula cria comitê gestor da reforma tributária e lança plataforma para novo sistema


13/01/2026 19:48 - g1.globo.com


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou com vetos a lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que vai substituir o ICMS e o ISS e será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios nesta terça-feira (13). O Palácio do Planalto não informou os trechos da lei vetados. O comitê será responsável por administração, fiscalização e coordenação a operacionalização do novo imposto. Segundo o governo, a União, os estados e os municípios vão atuar de forma integrada na gestão do novo imposto. 💻 O governo também lança a Plataforma Digital da Reforma Tributária, que deve dar suporte à nova estrutura tecnológica do sistema tributário brasileiro. O evento contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A partir de agora, ficam estabelecidas as regras de fiscalização do imposto, de devolução de créditos e do cashback tributário, mecanismo de compensação voltado a famílias de baixa renda. Outro ponto previsto na lei é a obrigatoriedade de progressividade do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados. As alíquotas continuarão sendo definidas por cada unidade da federação. Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução Plataforma da Reforma Tributária do Consumo (RTC) A plataforma digital da reforma tributária poderá ser acessada por meio do portal "gov.br" e vai concentrar serviços como por exemplo, a calculadora de tributos e o acompanhamento, em tempo real, de valores a pagar e créditos a receber. Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que desenvolveu a plataforma, a expectativa é que o sistema monitore cerca de 500 bilhões de eventos fiscais e financeiros já no primeiro ano de operação. Todo o processamento é feito sob a gestão do Estado, para garantir a autonomia tecnológica, proteção de dados e continuidade operacional. Segundo o secretário Robinson Barreirinhas, da Receita Federal, as pessoas de baixa renda também vão poder, por meio da plataforma, acompanhar a devolução dos tributos. Ano sem cobrança de IBS 🔎Durante todo o ano de 2026, não haverá cobrança do IBS nem da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). As alíquotas de 0,1% para o IBS e de 0,9% para a CBS terão caráter apenas informativo e constarão nas notas fiscais sem gerar recolhimento. ➡️As empresas terão prazo para adaptação sem aplicação de penalidades. ➡️Já os microempreendedores individuais (MEI) e empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensados da obrigação de informar as alíquotas neste primeiro momento. ➡️Segundo a Receita Federal, não há impacto nos preços para os consumidores nem mudanças nas regras para trabalhadores autônomos ou motoristas de aplicativos. Reforma tributária O Congresso Nacional concluiu em dezembro do ano passado a regulamentação da reforma tributária, quando estabeleceu o comitê gestor do IBS.



Argentina encerra 2025 com inflação de 31,5%, a mais baixa desde 2017


13/01/2026 19:01 - g1.globo.com


Entenda por que, na Argentina, jornal e DVD contam mais que streaming na inflação A Argentina encerrou 2025 com inflação de 31,5%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado ficou bem abaixo dos 117,8% registrados em 2024 e é o menor valor desde 2017. Em dezembro, o indicador acelerou pelo quarto mês consecutivo, a 2,8% no mês, acima dos 2,5% registrados em novembro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os dados do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão do presidente Javier Milei. Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação. O país passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo) Ajuste econômico e impacto nos preços A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados. Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor. O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. Já no primeiro semestre de 2025, o percentual caiu para 31%. Por outro lado, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores. Crise política No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente. Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui. Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional. Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito. Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação. Apoio de Trump e vitória nas eleições de meio de mandato O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina. A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo) A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões. Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores. Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo. Trump condiciona ajuda de US$ 20 bilhões para Argentina à vitória de Javier Milei Acordo com o FMI No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em abril de 2025, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois. O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões. Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês. Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado. Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo) O presidente da Argentina, Javier Milei, faz um discurso especial durante a 55ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, em 23 de janeiro de 2025. Reuters Medidas econômicas Nos últimos meses, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica. Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos. Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC. Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio. O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas. O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.



Lei Rouanet gerou R$ 3,9 bilhões em arrecadação de impostos em 2024, diz estudo


13/01/2026 19:00 - g1.globo.com


Os projetos executados com recursos da Lei Rouanet geraram R$ 3,9 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais em todo o país em 2024. É o que mostra a Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O estudo inédito, encomendado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), foi divulgado nesta terça-feira (13), durante evento realizado em São Paulo. O levantamento mostra ainda que, a cada R$ 1 investido pelo programa, R$ 7,59 são movimentados na economia brasileira. 🔎 O valor considera os recursos aplicados em projetos da Lei Rouanet em 2024. Também leva em conta o impacto econômico total gerado, tanto pelos gastos dos próprios projetos quanto pelas despesas do público que participou das atividades. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a pesquisa, os projetos da Lei Rouanet movimentaram, ao todo, cerca de R$ 25,7 bilhões no país em 2024. Desse total, R$ 12,6 bilhões foram gerados de forma direta (ou seja, a partir dos próprios projetos financiados) e R$ 13,1 bilhões de forma indireta (a partir dos efeitos desses projetos). 💡 A Lei Rouanet é um dos pilares do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O mecanismo prevê incentivo fiscal, sem repasse direto de recursos públicos: o governo federal abre mão de parte da arrecadação para financiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. (leia mais abaixo) Durante o evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que os dados reforçam a convicção de que a pasta está no caminho certo na condução das políticas públicas. "Investir em cultura é investir em gente. Para defender a Lei Rouanet, era preciso termos dados robustos e atualizados", disse. "O que temos é um estudo com rigor tecnológico e baseado em dados oficiais, com impacto positivo na cultura, na economia e na sociedade brasileira", disse. Segundo os organizadores da pesquisa, foram utilizadas metodologias internacionais para a mensuração da economia criativa, incluindo uma ampla análise do Pronac. Ministra da Cultura, Margareth Menezes Marcelo Camargo/Agência Brasil Destino dos recursos Os novos dados também detalham as operações realizadas com recursos do programa. Ao todo, quase 90% dos gastos registrados em projetos da Lei Rouanet foram inferiores a R$ 9.999,99. Enquanto isso, os gastos abaixo de R$ 4.999,99 representaram 78,5% do total. Para a coordenação do estudo, os números indicam que os recursos chegam na ponta — ou seja, a pequenos fornecedores e prestadores de serviços — e não se concentram em grupos específicos. O valor médio recebido pelos prestadores ficou abaixo de R$ 5 mil. "Isso significa que você não está pagando a grandes empresas e grandes projetos. Está pagando efetivamente ao responsável pela montagem de um palco, a quem vai carregar uma caixa de som. Então, há um efeito distributivo desse recurso muito poderoso", diz Luiz Gustavo Barbosa, gerente executivo da FGV Projetos e coordenador da pesquisa. Considerando todos os projetos da Lei Rouanet com uso de recursos em 2024, foram criados mais de 228 mil postos de trabalho, segundo o estudo. Destes, 152.701 são empregos diretos e 75.368, indiretos. Os dados se referem a vagas geradas no ano, em tempo integral, a partir dos gastos na execução dos projetos e das despesas do público participante. Na prática, trata-se da quantidade de empregos sustentada por esses gastos. "O Agente Secreto", que é um longa-metragem, não recebeu recursos via Lei Rouanet O que é a Lei Rouanet? A Lei Rouanet é um dos pilares do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). Trata-se de um mecanismo de incentivo fiscal, que não prevê o repasse direto de verbas do governo. Pela legislação, o governo federal renuncia a uma parte da arrecadação de impostos para que o valor seja investido em projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura Criada em 1991, a lei do Pronac ficou popularmente conhecida como Lei Rouanet, em referência a Sérgio Paulo Rouanet, secretário de Cultura da Presidência entre 1991 e 1992, que apresentou a proposta durante o governo Fernando Collor. Como funciona? O processo de fomento não prevê repasses diretos dos cofres públicos para o artista, mas, sim, a autorização para captação de recursos no mercado, dividida em fases. 📄O produtor submete o projeto ao sistema Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). O Ministério da Cultura analisa se o projeto cumpre os requisitos legais. 💰Com o projeto aprovado, o produtor recebe autorização para buscar patrocinadores (empresas) ou doadores (pessoas físicas que fazem a declaração completa do Imposto de Renda); 🧾A empresa pode abater até 4% do imposto de renda devido, e a pessoa física, até 6%. 🏦 O dinheiro captado vai para uma conta vinculada ao projeto no Banco do Brasil, monitorada pelo governo. Que projetos podem ser beneficiados? A Lei Rouanet pode contemplar filmes de curta e média metragens, mas não se aplica a longa-metragens, caso de "O Agente Secreto". Conforme as regras, podem captar recursos via Lei Rouanet projetos de: Artes cênicas: teatro, dança, circo, ópera e mímica. Música: concertos sinfônicos, música instrumental, erudita, canto coral e música popular. Artes visuais: exposições de pintura, escultura, fotografia, design, artes gráficas e grafite. Humanidades: literatura, edição de livros, feiras literárias e incentivo à leitura. Audiovisual: festivais de cinema, documentários e curta/média metragem. Como é a fiscalização? 💳 Cada gasto deve ser realizado via transferência eletrônica ou cartão de débito, o que gera um rastro digital automático. 🔍 O Ministério da Cultura utiliza o sistema Salic para acompanhar a execução financeira. Notas fiscais e comprovantes de pagamento devem ser inseridos na plataforma conforme os gastos ocorrem. Ao final do projeto, o beneficiário deve apresentar um relatório detalhado da produção e da execução financeira, com extratos, notas fiscais e recibos. Além do Ministério da Cultura, a aplicação dos recursos fica sob o radar de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União e a Receita Federal. 💻 Cidadãos também podem consultar o valor captado, quem doou e como o dinheiro está sendo gasto através do portal Versalic.



Strada, Polo, Argo, T-Cross e HB20: veja o ranking, mês a mês, dos 5 carros mais vendidos de 2025


13/01/2026 18:30 - g1.globo.com


Fiat Argo e Strada, Volkswagen Polo e Hyundai HB20 arte g1 O Volkswagen Polo ultrapassou as vendas da Fiat Strada por cinco meses e caminhava para se tornar o veículo zero km mais vendido do Brasil em 2025, mas a chegada do Volkswagen Tera mudou o cenário no terceiro trimestre, superando o pequeno hatch até dezembro. Com isso, mais uma vez, a Fiat Strada foi o veículo novo mais vendido do Brasil, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em 2025, foram emplacadas 142.891 unidades da picape em todo o país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Strada lidera o ranking de carros e comerciais leves mais vendidos do país desde 2021, quando ultrapassou o Chevrolet Onix. O hatch da GM foi o mais vendido por seis anos, entre 2015 e 2020. Em 2024, o Onix terminou em terceiro lugar e foram 97.508 unidades. Em 2025 ele foi ultrapassado pelo Fiat Argo logo em fevereiro e ficou atrás até novembro, quando recuperou emplacamentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No final, o Fiat Argo terminou em terceiro lugar, com 102.630 unidades vendidas. As vendas do hatch da Fiat foram 28,4% superiores ao que o Onix conseguiu em 2025 (79.886 unidades). Veja a evolução de cada um dos cinco carros mais vendidos de 2025, junto do Volkswagen Tera: O balanço final de emplacamentos foi divulgado oficialmente nesta terça-feira (13) pela Fenabrave. Ao todo, foram mais de 2,6 milhões de veículos novos vendidos no ano passado, melhor resultado desde 2019. (saiba mais abaixo) Veja a lista de mais vendidos de 2025. Fiat Strada: 142.891 emplacamentos (1,24% menos que em 2024, quando foram 144.684 unidades); Volkswagen Polo: 122.622 emplacamentos (12,5% menos que em 2024, quando foram 140.177 unidades); Fiat Argo: 102.630 emplacamentos (12,6% mais que em 2024, quando foram 91.139 unidades); Volkswagen T-Cross: 92.837 emplacamentos (10,5% mais que em 2024, quando foram 83.990 unidades); Hyundai HB20: 85.029 unidades (12.1% menos que em 2024, quando foram 97.079 unidades); Chevrolet Onix: 79.886 emplacamentos (18% menos que em 2024, quando foram 97.503 unidades); Hyundai Creta: 76.156 unidades (10,1% mais que em 2024, quando foram 69.116 unidades); Fiat Mobi: 73.011 unidades (8,3% mais que em 2024, quando foram 67.382 unidades); Volkswagen Saveiro: 67.752 unidades (18.9% mais que em 2024, quando foram 56.984 emplacamentos). Algumas movimentações no ranking chamam atenção. A principal é a queda de três posições do Chevrolet Onix, mesmo em um ano em que o modelo ganhou uma nova versão. A mesma situação atinge o Nissan Kicks e o Chevrolet Tracker, SUVs que ficaram fora do top 10. Volkswagen Tera vendeu mais que Renegade e Corolla Em agosto, quando os emplacamentos do Tera aceleraram, o Volkswagen Polo perdeu o bom momento e as vendas caíram. A queda continuou e puxou o hatch para baixo até dezembro, quando recuperou parte do volume, mas ainda ficou atrás do SUV de entrada. O Volkswagen Tera não teve os 12 meses do ano para competir em igualdade e marcar território, mas, ainda assim, o SUV de entrada da marca não fez feio. Em 2025, somou 48.139 emplacamentos, número superior ao total de: Jeep Renegade: 44.793 emplacamentos; Fiat Pulse: 44.426 emplacamentos; BYD Song: 42.181 emplacamentos; Caoa Chery Tiggo 7: 38.438 emplacamentos; Volkswagen Virtus: 36.977 emplacamentos; Hyundai HB20S: 36.947 emplacamentos; Ford Ranger: 34.047 emplacamentos; Toyota Corolla: 33.170 emplacamentos; BYD Dolphin Mini: 32.459 emplacamentos; GWM Haval H6: 31.964 emplacamentos. Os 10 veículos mais vendidos do Brasil em 2024 Vendas de dezembro Em dezembro, a Fiat Strada também liderou o ranking, com mais de 14,5 mil emplacamentos. O Volkswagen T-Cross veio na cola, com 10,7 mil unidades. Em dezembro, o país emplacou 267.117 veículos novos. Trata-se de uma alta expressiva de 17,5% em relação ao mês de novembro, quando foram registradas 227.153 unidades. Veja abaixo a lista mensal. Fiat Strada: 14.536 unidades; Volkswagen T-Cross: 10.721 unidades; Volkswagen Tera: 10.448 unidades; Volkswagen Polo: 10.434 unidades; Fiat Argo: 10.256 unidades; Hyundai HB20: 8.928 unidades; Volkswagen Saveiro: 8.165 unidades. Hyundai Creta: 8.160 unidades; Chevrolet Onix: 7.995 unidades; BYD Song: 7.475 unidades. Os emplacamentos em 2025 Em 2024, os brasileiros compraram 2.689.179 veículos novos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O g1 contabiliza motos à parte, e desconsidera implementos rodoviários. Esse foi o melhor resultado em seis anos, quando o país registrou 2,7 milhões de veículos zero km. O número também representa uma alta de 16,59% em relação a 2023, quando foram emplacados 2,3 milhões de veículos novos. Veja abaixo o histórico dos últimos anos. "Tivemos o impacto da fábrica da Toyota por causa do vendaval, o que prejudicou os números e impediu o alcance da projeção inicial de 3%. Por outro lado, o programa Carro Sustentável foi muito positivo para o segmento", afirmou Marcelo Ciardi Franciulli, diretor executivo da Fenabrave. A projeção da Fenabrave aponta para um crescimento menor em 2026, estimado em 3%. Com isso, o total de veículos vendidos chegaria a 2.625.912 unidades. Automóveis e comerciais leves: alta de 3% (de 2.549.462 para 2.625.912); Caminhões: alta de 3,5% (de 110.873 para 114.752); Ônibus: alta de 3% (de 28.844 para 29.709). A entidade avalia que o programa Carro Sustentável, responsável pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos populares, será fundamental para sustentar o crescimento em 2026, caso seja ampliado para comerciais leves e modelos de maior valor. "O programa Carro Sustentável, que reduziu IPI para modelos específicos de entrada, mostrou o positivo impacto nas vendas e poderia favorecer os demais segmentos de automóveis, de maior volume, se ampliado em 2026, para todos os modelos", diz Sérgio Dante Zonta, vice-presidente da Fenabrave. A economista Tereza Fernandez, consultora da federação, também aposta no programa Carro Sustentável, mas com uma abordagem diferente. "Se a Fenabrave e os demais participantes conseguirem ampliar o programa Carro Sustentável para veículos híbridos e elétricos, isso deve incentivar as pessoas a comprar mais automóveis", afirmou. Fatores externos influenciaram a projeção da Fenabrave, elaborada por Tereza. Em sua análise, conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e medidas tributárias adotadas por países como Estados Unidos e México foram levados em consideração. A consultora também cita fatores internos do Brasil na projeção. "Há três variáveis básicas para as projeções: o crédito, que está restrito; a inadimplência, que segue em alta; e a relação entre dívida e PIB, que cresceu de forma mais intensa no último trimestre", disse Tereza.



Qual a origem e os riscos da briga entre Trump e o presidente do Banco Central dos EUA


13/01/2026 18:07 - g1.globo.com


Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, Reuters/Kevin Lamarque O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, confirmou neste domingo (11) ter se tornado alvo de uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ), em meio a uma disputa com o presidente dos EUA, Donald Trump. Em mensagem de vídeo publicada na rede social X, Powell atribuiu a abertura do inquérito à pressão exercida pelo governo Trump sobre a política de juros do Banco Central americano. O depoimento de Powell ao Congresso em junho, a respeito da reforma de US$ 2,5 bilhões (R$ 15,6 bilhões) da sede do Fed em Washington, levou à abertura de uma investigação criminal por procuradores federais. Durante o primeiro mandato de Trump e desde o retorno do republicano à Casa Branca, há um ano, ambos entraram repetidamente em confronto devido a decisões sobre taxa de juros. Departamento de Justiça dos EUA processa presidente do Banco Central O presidente do Fed tem defendido que a instituição deve definir sua política monetária de maneira independente, guiada por dados econômicos, e não sob pressão política. O que gerou a disputa entre Trump e Powell? Trump tem se tornado cada vez mais explícito em suas críticas às decisões do Fed. Em março passado, quando o Fed manteve as taxas de juros estáveis, o presidente afirmou que o Fed estaria "muito melhor se cortasse as taxas". Em abril, no chamado anúncio do Dia da Libertação — quando anunciou a primeira leva de tarifas de importação —, Trump disse que taxas de juros mais baixas ajudariam a economia dos EUA a lidar com suas novas e abrangentes tarifas sobre bens adquiridos de importantes parceiros comerciais. Depois de chamar Powell de "estúpido" e "cabeça oca", Trump foi além nas suas críticas à política monetária em julho, após o Fed ainda não ter cortado as taxas, dizendo que ela estava "prejudicando as pessoas". Sede do Federal Reserv (Fed), Banco Central dos EUA. REUTERS/Joshua Roberts Trump também tomou medidas contra outras figuras importantes do Fed, incluindo a integrante do conselho de administração Lisa Cook, a quem tentou destituir sob a acusação de fraude hipotecária. O litígio ainda aguarda uma audiência na Suprema Corte dos EUA. Em meados de 2025, a imprensa dos EUA noticiou que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, seria o principal nome para substituir Powell quando seu mandato terminasse, em maio. Em dezembro, Trump disse em reunião com o seu governo que havia oferecido o cargo a Bessent, mas que ele não o aceitou. No mesmo dia, Trump deu a entender que o seu conselheiro econômico, Kevin Hassett, seria o favorito. Outros relatos na imprensa americana sugerem que o governo Trump estava sondando uma lista mais ampla de possíveis sucessores, que inclui ainda o ex-diretor do Fed Kevin Warsh, o atual diretor Christopher Waller e Rick Rieder, executivo da gestora de investimentos BlackRock. No final do ano passado, Trump disse que anunciaria o sucessor de Powell em janeiro. A crescente especulação em torno do sucessor evidencia a enorme pressão que o presidente do Fed já vinha enfrentando muito antes de a investigação criminal se tornar pública, no fim de semana. Por que Powell está sendo investigado? A investigação decorre do depoimento de Powell perante o Comitê Bancário do Senado dos EUA em junho, quando ele minimizou os custos excessivos relacionados à reforma da sede do Fed e a recursos de luxo desnecessários, incluindo terraços e jardins na cobertura, pisos de mármore de alta qualidade e coleções de arte particulares. Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell Reuters O presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, havia expressado preocupação após um artigo do jornal New York Post comparar o projeto ao Palácio de Versalhes, na França – a antiga residência real perto de Paris, encomendada pelo rei Luís 15. Powell rebateu o que chamou de alegações "imprecisas" e "enganosas" e negou a aquisição de itens de luxo, afirmando que o projeto, autofinanciado pelo Fed e não com o dinheiro dos contribuintes, era voltado à modernização e redução de custos a longo prazo. Um mês depois, a congressista republicana Anna Paulina Luna anunciou que encaminharia ao Departamento de Justiça uma acusação contra Powell de perjúrio e de fazer declarações falsas. O DOJ raramente comenta investigações em andamento. Neste domingo, um porta-voz da agência se recusou a reagir à declaração de Powell, afirmando apenas que "a Procuradoria-Geral instruiu os procuradores federais a priorizar a investigação de qualquer abuso do dinheiro dos contribuintes." Powell chama investigação de ameaça Em sua mensagem de vídeo, Powell classificou a investigação como uma "ação sem precedentes" que, segundo ele, estaria ligada à pressão do governo Trump sobre a política de taxas de juros. "Esta nova ameaça não tem que ver com meu depoimento em junho passado ou com a reforma dos prédios do Federal Reserve. Esses são pretextos", afirmou. "Trata-se de saber se o Fed será capaz de continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e condições econômicas ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação." "O serviço público às vezes exige firmeza diante de ameaças", sublinhou Powell, acrescentando que continuaria a exercer o cargo "com integridade e o compromisso de servir ao povo americano". A investigação fez o dólar cair nesta segunda-feira, enquanto o ouro atingia o recorde de 4.600,33 dólares por onça (o equivalente a 31,1 gramas). A Casa Branca negou que Trump esteja por trás da investigação lançada pelo Departmento de Justiça. O próprio Trump negou qualquer conhecimento ou envolvimento, mas reiterou sua crença de que Powell "certamente não é muito bom no Fed e não é muito bom em construir prédios". "O que deveria pressioná-lo [Powell] é o fato de que as taxas estão muito altas. Essa é a única pressão sobre ele", disse Trump neste domingo em entrevista à emissora NBC News. O que faz o Fed e por que sua independência é crucial? Como Banco Central da maior economia do mundo, a missão principal do Fed é a execução de uma política monetária, o que inclui definir as taxas de juros, manter a inflação próxima à meta de 2%, apoiar o nível máximo de emprego e manter o sistema financeiro estável. A instituição também supervisiona os bancos, atua como credor de última instância durante crises financeiras e ajuda a manter o fluxo de crédito na economia dos EUA, que por décadas também tem sido o mercado de investimentos mais atraente do mundo. Como o dólar americano é a chamada moeda de reserva mundial, com a qual grande parte do comércio global é realizado, as decisões do Fed sobre as taxas de juros têm efeitos globais em cascata, influenciando custos de empréstimo, fluxos de capital e crescimento econômico muito além dos Estados Unidos. Presidente dos EUA, Donald Trump Julia Demaree Nikhinson/AP O Fed não é financiado pelo governo dos EUA. Ele obtém rendimentos de empréstimos a bancos corporativos e de seus investimentos em títulos do governo americano, moedas e outros valores mobiliários. A independência do Fed é amplamente vista como crucial para evitar pressão política, que muitas vezes se baseia em objetivos de curto prazo devido ao ciclo eleitoral presidencial de quatro anos dos EUA. As decisões de cortar ou aumentar as taxas de juros são vitais para evitar alta inflação e estabilizar a economia americana durante recessões. Embora essas medidas possam ser impopulares entre os eleitores, os defensores da independência do Fed dizem que entregar o controle das taxas de juros a políticos eleitos coloca em risco a estabilidade da economia. Nesta terça-feira, um grupo de presidentes de bancos centrais de todo o mundo manifestou seu apoio a Powell. "A independência dos bancos centrais é um pilar fundamental da estabilidade de preços, financeira e econômica, no interesse dos cidadãos a quem servimos", afirmam os signatários, entre eles o brasileiro Gabriel Galípolo e Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu. Muito além das decisões do Fed, economistas e líderes empresariais alertaram que as tarifas comerciais sem precedentes de Trump prejudicaram a confiança dos investidores na dívida soberana dos EUA e no futuro da economia em longo prazo.



Tesouro vê rombo nas contas até 2027, alta maior da dívida e cita 'medidas adicionais' para atingir metas


13/01/2026 18:06 - g1.globo.com


A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta semana o Relatório de Projeções Fiscais do segundo semestre do ano passado, documento que aponta para uma piora das contas públicas. Segundo as estimativas oficiais do Ministério da Fazenda, as contas do governo deverão permanecer em campo negativo até o ano de 2027 — o primeiro do presidente da República que será eleito no fim deste ano. O documento anterior, divulgado em julho, projetava as contas no azul em 2027. O Tesouro aponta piora nas contas do governo apesar da vigência do chamado "arcabouço fiscal", a nova regra para a s contas públicas aprovada em 2023. Por essas regras, há o entendimento: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca conter o crescimento da dívida pública no futuro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️A autorização para realização de gastos fora da meta fiscal, por conta de exceções, é uma crítica constante de analistas ao regramento adotado para as contas públicas. A percepção é que isso dificulta o equilíbrio fiscal. Medidas adicionais de arrecadação O governo também avalia que "medidas adicionais de arrecadação devem ser propostas para compatibilizar a receita com a trajetória contratada para as despesas primárias, garantindo o alcance das metas fiscais". "O exercício estima, assim, o esforço adicional de arrecadação que pode ser necessário para concretizar o alcance das metas de resultado primário definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 a saber: 0,25% do PIB em 2026, 0,5% do PIB em 2027, 1,0% do PIB em 2028 e 1,25% do PIB em 2029, supondo-se que esse nível será mantido também de 2030 em diante", diz o Tesouro Nacional. Nos últimos anos, a gestão petista elevou uma série de tributos para atingir as metas fiscais. Relembre: Aumento da tributação sobre combustíveis; Tributação de fundos exclusivos, os "offshores"; Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; Tributação das bets; Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Reoneração gradual da folha de pagamentos; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); Aumento do IOF sobre crédito e câmbio; Aumento de tributos para fintechs; Elevação da taxação dos juros sobre capital próprio. Por conta dos aumentos de impostos, segundo a Receita Federal, a carga tributária brasileira (patamar de impostos pagos em relação à riqueza do país, englobando União, estados e municípios), cresceu em 2024 e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas. Tesouro vê rombo nas contas até 2027, cita 'medidas adicionais' de arrecadação para atingir metas e vê alta maior da dívida Jornal Nacional/ Reprodução Dívida pública com alta maior Ao mesmo tempo, o documento também prevê um crescimento maior da dívida pública, que deve atingir 83,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 — fim do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso representa um crescimento na comparação com a estimativa anterior, divulgada em julho de 2025, quando o Tesouro estimava que a dívida terminaria esse mandato em 82,3% do PIB para o fim deste ano. Se confirmada a nova projeção, esse será o maior patamar desde março de 2021, quando estava em 85,1% do PIB, ou seja, em quase seis anos. Também significa que o endividamento brasileiro avançará 12,5 pontos percentuais no atual mandato de Lula, pois estava em 71,7% do PIB no fim de 2022. 🔎 A dívida do setor público consolidado é um conceito fiscal que representa o montante total das obrigações financeiras assumidas por um ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), apurado sem duplicidade. 🔎 O indicador é considerado um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. 💵 Em termos práticos, com uma dívida mais alta há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. ➡️No documento, o Tesouro Nacional também indica que o endividamento continuará avançando até 2032, quando atingirá 88,6% do PIB (pelo critério do BC e do Ministério da Fazenda). Veja gráfico abaixo: ➡️Comparação internacional A metodologia utilizada no cálculo do indicador pelo Tesouro Nacional, e também pelo Banco Central, entretanto, não observa as normas internacionais. Em nota, o Banco Central informou que seu método, utilizado desde 2008, "reflete as características institucionais brasileiras". ➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui todos títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 92,4% do PIB (patamar de novembro). 🌎Na comparação internacional, o endividamento brasileiro já estava muito próximo do padrão de países da Zona do Euro em 2024; bem acima de países da América Latina e de nações emergentes. Mas segue abaixo endividamento de países desenvolvidos. ➡️Dívida pública por mandatos pelo critério do FMI Pelo critério utilizado pelo FMI, a dívida pública brasileira fica, em média, cerca de 12 pontos acima do padrão registrado pelo Banco Central. Considerando a projeção do Tesouro Nacional de um endividamento de 83,6% do PIB em 2026, ela somaria cerca de 95,6% do PIB no final do atual mandato de Lula — no critério do FMI. Lula (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB; Lula (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB; Dilma Rousseff (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB; Dilma Rousseff (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB; Michel Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB; Jair Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB; Lula (considerando a projeção do Tesouro Nacional): alta de 11,6 pontos percentuais.



Contra biopirataria, açaí é reconhecido em lei como fruta nacional do Brasil


13/01/2026 17:56 - g1.globo.com


Açaí é melhor doce ou salgado? O açaí passou a ser oficialmente reconhecido como uma fruta nacional do Brasil. A medida está prevista na lei nº 15.330 de 2026, publicada no último dia 8, no Diário Oficial da União. A expectativa é que a legislação ajude a coibir casos de biopirataria (veja mais abaixo). Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em 2003, quando uma empresa japonesa chegou a patentear o açaí. O registro foi cancelado em 2007, após atuação do governo brasileiro. Típico da região amazônica, o açaí é o fruto do açaizeiro e tem diferentes usos. A polpa é amplamente consumida como alimento e também utilizada pela indústria de cosméticos. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 As sementes são aproveitadas no artesanato e como fonte de energia, em substituição à madeira. Do caule, é extraído o palmito, enquanto as raízes têm uso tradicional como vermífugo. A nova norma teve origem em um projeto de lei aprovado pelo Senado em 2011 e que passou na Câmara dos Deputados 14 anos depois, no fim de 2025. O texto alterou a Lei 11.675, de 2008, que reconhecia o cupuaçu como fruta nacional. LEIA MAIS: Biopirataria é ameaça na Amazônia; veja como ela ocorre História da borracha envolve Brasil vítima de pirataria g1 explora a rota do açaí desde floresta na Amazônia até fábrica em SP O que é biopirataria A biopirataria refere-se à exploração não autorizada, coleta, transporte, uso ou comercialização de recursos biológicos da natureza, como plantas e frutos, animais, micro-organismos e conhecimentos tradicionais associados a esses recursos, sem a devida permissão dos detentores legítimos desses recursos ou sem a compensação justa . O tráfico de animais para fins científicos, por exemplo, é comum nessa “cadeia de ilegalidades”, onde substâncias químicas de serpentes, sapos, aranhas e besouros são aproveitadas para pesquisas ilegais e produção de medicamentos. A prática muitas vezes envolve uma apropriação não ética de recursos genéticos e conhecimentos tradicionais, muitas vezes de regiões geográficas específicas. Como 'Malhação' e surfista lançaram a moda do açaí na década de 90 Açaí antes da seleção de frutos bons para a comercialização Rafael Leal / g1



Crescimento do Brasil deve desacelerar em 2026, diz Banco Mundial


13/01/2026 15:37 - g1.globo.com


O crescimento dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento deve desacelerar para 4% em 2026, em comparação ao crescimento de 4,2% registrado em 2025. Para o Brasil, a estimativa é de uma expansão de 2% neste ano, após a alta de 2,3% em 2025. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (13), no relatório semestral Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial. Excluindo a China, no entanto, a instituição estima que a taxa de crescimento de 2026 para os mercados emergentes e das economias em desenvolvimento será de 3,7%, sem alterações ante 2025. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o Banco Mundial, o crescimento da China vai diminuir de 4,9% em 2025 para 4,4% neste ano. Ambas as previsões representam um aumento de 0,4 ponto percentual (p.p.) em comparação à estimativa de junho — reflexo do estímulo fiscal e do aumento das exportações para mercados fora dos Estados Unidos. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A instituição alertou, ainda, que apesar de o relatório apontar que a economia global tem se mostrado mais resiliente do que o esperado, o crescimento ainda está muito concentrado em países mais avançados e bastante fraco para reduzir a pobreza extrema. De acordo com o relatório, o avanço da produção global deve desacelerar ligeiramente este ano, para 2,6% — ante o crescimento de 2,7% registrado em 2025. O número representa um aumento de 0,2 p.p. em relação às últimas previsões divulgadas em junho. Segundo o Banco Mundial, cerca de dois terços da revisão para cima refletem o crescimento melhor do que o esperado nos EUA, apesar dos problemas no comércio causados pelas tarifas. Ele prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano atingirá 2,2% em 2026, em comparação com 2,1% em 2025. Depois que um aumento nas importações para superar as tarifas no início de 2025 afetou o crescimento dos EUA naquele ano, incentivos fiscais maiores ajudarão o crescimento em 2026, compensados pelo peso das tarifas sobre o investimento e o consumo, disse o Banco Mundial. Porém, se as previsões atuais se mantiverem, a década de 2020 está a caminho de ser a mais fraca para o crescimento global desde os anos 1960 e será muito baixa para evitar a estagnação e o desemprego nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento, afirmou o credor global. "A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar crescimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas", disse Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, em um comunicado. "Mas o dinamismo econômico e a resiliência não podem divergir por muito tempo sem fraturar as finanças públicas e os mercados de crédito." Sede do Banco Mundial, em Washington, nos EUA. Raphael Satter/Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters



Master: Haddad defende atuação do BC e diz que país pode estar diante da 'maior fraude bancária' do país


13/01/2026 14:59 - g1.globo.com


Haddad defende atuação do BC sobre fraude no Master O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do banco Master, que ele classificou como o que pode ser a "maior fraude bancária" do país. Ele afirmou que tem conversado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que determinou liquidação da instituição financeira. A liquidação ocorreu após investigadores descobrirem negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o Banco de Brasília (BRB) num valor de R$ 12,2 bilhões (leia mais abaixo). "Tenho falado com o presidente do BC quase que diariamente, dando todo respaldo institucional da Fazenda. Penso que temos feito um trabalho conjunto muito importante, porque envolve a Fazenda também, o caso Reag [fundos envolvidos com a operação Carbono Oculto]. Tem uma conexão que está sendo apurada entre os dois casos", disse o ministro a jornalistas. 🔎 A operação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 pela Polícia Federal, envolvendo 1.400 agentes em dez estados, com o objetivo de desarticular um amplo esquema de fraude tributária, lavagem de dinheiro, e atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis RELEMBRE: Veja quem é quem no caso do Banco Master e o papel de cada instituição Haddad informou que tem conversado, também, com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo. Vital do Rêgo se reuniu com o presidente do Banco Central nesta segunda (12) para "encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC", que questionava a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências (entenda a seguir). A reunião foi marcada depois de entendimentos diferentes entre as duas instituições. Após o encontro, o presidente do TCU afirmou que o BC concordou com uma inspeção sobre o Banco Master. "Falei com o presidente do TCU algumas vezes ao telefone na semana passada. Eu penso que houve uma convergência como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados. Penso que as coisas vão caminhar para o lado certo. ", acrescentou o ministro da Fazenda. "O caso inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária do país. Temos que tomar todas cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo bastante firmes em relação àquilo que tem de ser defendido pelo interesse público", declarou o ministro da Fazenda. Fernando Haddad durante coletiva sobre megaoperação contra o PCC Jorge Silva/Reuters Inspeção no BC No mesmo dia da reunião entre Galípolo, do BC, e Vital do Rêgo, do TCU, como adiantou o blog do Valdo Cruz, a instituição retirou o recurso que havia apresentado contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, que determinou a inspeção. Ao blog, integrantes do Banco Central disseram considerar que os embargos cumpriram sua função. Eles afirmam que, após a apresentação do recurso, ficou claro que o TCU respeita a prerrogativa exclusiva do BC de fazer a liquidação do Master. E que não haverá invasão de competência pela Corte de Contas. Defesa do BC Essa não é a primeira vez que Haddad sai em defesa do BC. Em novembro, quando a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central, o ministro afirmou que, para ter chegado à essa situação, o processo levando adiante pela autoridade monetária deveria estar muito "robusto". No entanto, integrantes do governo não têm se manifestado publicamente sobre o assunto nas últimas semanas. "Toda transparência [com a atuação do TCU] pode ajudar. Se a intenção for boa, a transparência vai ajudar. Estou absolutamente seguro do trabalho que o Galípolo e equipe fizeram", ponderou Haddad. Atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda. Tivemos conversas com o procurador-geral da República. Tivemos o melhor aconselhamento possível pra chegar até aqui. Eu acredito realmente que o trabalho que foi feito pelo BC é tecnicamente muito robusto", concluiu o ministro. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Liquidação O BC apontou irregularidades em operações do Master com BRB e declarou que a liquidação era indispensável para proteger o sistema financeiro e a poupança popular. A liquidação foi decretada em novembro do ano passado. Com a liquidação, as atividades do banco foram interrompidas, a diretoria foi afastada e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir investidores dentro do limite legal. Contas do governo em 2025 O ministro Fernando Haddad também afirmou que números preliminares do Tesouro Nacional indicam que a meta das contas do governo em 2025 será cumprida pelo terceiro ano seguido. O resultado será divulgado no fim deste mês. "O numero é preliminar, mas devemos ter terminado o ano com 0,1% de déficit. Se considerarmos o que o Congresso ou a Justiça excepcionalizou, estamos falando de alguma coisa como 0,17% de déficit. E considerados os precatórios, vamos fechar o ano em 0,48% de déficit. Isso significa que os precatórios estão sendo incorporados no cálculo para dar mais segurança que o resultado não é maquiado", afirmou, a jornalistas. ➡️Pelas regras do arcabouço fiscal, entretanto, o governo pode ter um déficit de até 0,25% do PIB sem que o objetivo seja formalmente descumprido, o equivalente a cerca de R$ 31,3 bilhões. Essa é uma banda existente em relação ao objetivo central. ➡️Para fins de cumprimento da meta fiscal, também poderão ser excluídos outros R$ 44,5 bilhões em precatórios, ou seja, decisões judiciais. ➡️Na prática, portanto, o governo poderá registrar um resultado negativo de até R$ 75,8 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. ➡️A autorização para realização de gastos fora da meta fiscal, por conta de exceções, é uma crítica constante de analistas ao regramento adotado para as contas públicas. A percepção é que isso dificulta o equilíbrio fiscal.



Venda de veículos novos no Brasil tem alta de 2% em 2025, mas fica abaixo da projeção do setor


13/01/2026 14:17 - g1.globo.com


Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo Roosevelt Cassio/Reuters Em 2025, os brasileiros compraram 2.689.179 veículos novos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Esse foi o melhor resultado desde 2019, quando o país registrou 2,78 milhões de veículos zero quilômetro. O volume também representa uma alta de 16,59% em relação a 2023, quando foram emplacados 2,3 milhões de veículos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 contabiliza as motocicletas separadamente e desconsidera os implementos rodoviários. "Tivemos o impacto da fábrica da Toyota por causa do vendaval, o que prejudicou os números e impediu o alcance da projeção inicial de 3%. Por outro lado, o programa Carro Sustentável foi muito positivo para o segmento", afirmou Marcelo Ciardi Franciulli, diretor executivo da Fenabrave. "Infelizmente, a taxa de juros elevada e a lei do marco legal das garantias ainda não estão funcionando." Veja os vídeos que estão em alta no g1 O setor de motocicletas registrou a maior alta em 2025. Foram 2.197.308 unidades emplacadas, um aumento de 17,13% em relação a 2024, quando foram vendidas 1.875.890 motos. "O setor de motocicletas é bastante relevante e tem mostrado, ao longo dos últimos dois anos, que essa expansão é estrutural. Esse movimento é influenciado principalmente pelo uso profissional em entregas e no transporte individual. A motocicleta tem se consolidado como o segundo veículo das famílias", afirmou Franciulli. Veja abaixo os resultados por segmento AUTOMÓVEIS 1.996.531 emplacamentos em 2025, aumento de 2,49% contra 2024. 210.732 emplacamentos em dezembro, queda de 15,77% contra novembro; Comparado a dezembro de 2024, houve alta de 11,02% (189.822 unidades) COMERCIAIS LEVES 552.931 emplacamentos em 2025, aumento de 2,91% contra 2024. 56.385 emplacamentos em dezembro, alta de 24,96% contra novembro; Comparado a dezembro de 2024, houve alta de 4,61% (53.902 unidades) CAMINHÕES E ÔNIBUS 139.717 emplacamentos em 2025, queda de 6,26% contra 2024. 12.308 emplacamentos em dezembro, alta de 7,64% contra novembro; Comparado a dezembro de 2024 houve queda de 9,96% (13.670 unidades) Projeções para 2026 A projeção da Fenabrave aponta para um crescimento menor em 2026, estimado em 3%. Com isso, o total de veículos vendidos chegaria a 2.625.912 unidades. Automóveis e comerciais leves: alta de 3% (de 2.549.462 para 2.625.912); Caminhões: alta de 3,5% (de 110.873 para 114.752); Ônibus: alta de 3% (de 28.844 para 29.709). A entidade avalia que o programa Carro Sustentável, responsável pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos populares, será fundamental para sustentar o crescimento em 2026, caso seja ampliado para comerciais leves e modelos de maior valor. "O programa Carro Sustentável, que reduziu IPI para modelos específicos de entrada, mostrou o positivo impacto nas vendas e poderia favorecer os demais segmentos de automóveis, de maior volume, se ampliado em 2026, para todos os modelos", diz Sérgio Dante Zonta, vice-presidente da Fenabrave. A economista Tereza Fernandez, consultora da federação, também aposta no programa Carro Sustentável, mas com uma abordagem diferente. "Se a Fenabrave e os demais participantes conseguirem ampliar o programa Carro Sustentável para veículos híbridos e elétricos, isso deve incentivar as pessoas a comprar mais automóveis", afirmou. Fatores externos influenciaram a projeção da Fenabrave, elaborada por Tereza. Em sua análise, conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e medidas tributárias adotadas por países como Estados Unidos e México foram levados em consideração. A consultora também cita fatores internos do Brasil na projeção. "Há três variáveis básicas para as projeções: o crédito, que está restrito; a inadimplência, que segue em alta; e a relação entre dívida e PIB, que cresceu de forma mais intensa no último trimestre", disse Tereza.



Venezuela começa a reabrir poços para recuperar a produção de petróleo bruto, diz agência


13/01/2026 13:53 - g1.globo.com


A estatal petrolífera venezuelana PDVSA começou a reabrir alguns dos poços que ela e seus parceiros em joint ventures haviam fechado durante o período de embargo imposto pelos Estados Unidos. A retomada ocorre ao mesmo tempo em que as exportações de petróleo bruto voltam a avançar, com a saída de dois carregamentos na segunda-feira (12), segundo três fontes próximas às operações ouvidas pela Reuters. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As exportações de petróleo da Venezuela, integrante da OPEP, estavam praticamente paralisadas desde dezembro. Nesse período, apenas a americana Chevron exportou petróleo bruto produzido em suas joint ventures no país, amparada por uma autorização específica concedida pelo governo dos EUA. Como resultado das restrições, milhões de barris permaneceram armazenados em tanques e navios em terra. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 Andres Martinez Casares/Reuters



O que muda para o Brasil com a possível tarifa de Trump sobre comércio com o Irã?


13/01/2026 13:46 - g1.globo.com


EUA anunciam tarifa de 25% para países que comercializam com Irã; Brasil está na lista O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última segunda-feira (12) que pretende impor uma tarifa adicional de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã. A medida pode atingir o Brasil, que mantém fluxo de comércio bilateral com o país persa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas. No sentido oposto, as exportações brasileiras ao país somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para produtos agrícolas como milho, soja e açúcar. Trump não detalhou se a nova tarifa de 25% valeria para contratos já em vigor ou apenas para novas operações, nem se a cobrança seria aplicada automaticamente a todos os parceiros comerciais do Irã. Até o momento, não há decreto ou norma oficial que regulamente a medida. Mesmo sem definição, a possível taxação ocorre em um contexto no qual produtos brasileiros já estão sujeitos a diferentes níveis de tarifa no mercado americano. Atualmente, as exportações do Brasil para os EUA se distribuem, de forma geral, em dois grupos: produtos que entram no país sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a uma sobretaxa de 40%. 🔎 Essa configuração decorre de uma ordem executiva assinada por Trump em novembro, que eliminou a tarifa recíproca de 10% e manteve apenas a alíquota punitiva mais elevada sobre itens específicos. Tarifas aplicadas pelos EUA. Arte/g1 Produtos isentos Nesse contexto, alguns alimentos brasileiros passaram a integrar a lista de exceções. Incluídos nos anexos da ordem executiva americana, esses produtos foram retirados da incidência da sobretaxa de 40% e, atualmente, acessam o mercado dos EUA sem cobrança adicional. São eles: 🥩 Carne bovina em conserva (como o corned beef); 🍊 Suco de laranja congelado. Esses itens entram hoje no mercado americano sem a incidência da sobretaxa. Mas, caso a medida contra parceiros comerciais do Irã comece a valer, eles receberão a tarifa de 25%. Produtos com tarifa de 40% No entanto, caso a tarifa de 25% associada ao comércio com o Irã seja efetivamente aplicada, esses produtos poderiam deixar de ser isentos e passar a enfrentar um custo adicional para acessar o mercado dos EUA. Alguns setores industriais brasileiros continuam sujeitos à sobretaxa de 40% aplicada pelos EUA. Entre os principais exemplos estão: 👟 Calçados; 🏭 Máquinas e equipamentos industriais. Esses produtos já enfrentam uma carga tarifária elevada para acessar o mercado americano. Uma eventual aplicação da nova tarifa de 25% associada ao comércio com o Irã poderia se somar às barreiras existentes, elevando a incidência total para até 65%. Quais produtos o Brasil comercializa com o Irã? O comércio entre Brasil e Irã é caracterizado por uma pauta concentrada em poucos produtos. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras ao país são dominadas pelo agronegócio, enquanto as importações se concentram em insumos industriais. Embora o país persa não esteja entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil em termos globais, o país ocupa uma posição relevante no comércio brasileiro com o Oriente Médio, sobretudo pela demanda por produtos agrícolas. Em 2025, as vendas do Brasil ao mercado iraniano foram formadas, em sua maioria, por itens agropecuários, que responderam pela maior parcela do valor exportado. Os principais produtos embarcados foram: 🌽 Milho não moído (exceto milho doce): US$ 1,98 bilhão, equivalente a 67,9% do total exportado; 🌱 Soja: US$ 563,6 milhões, com participação de 19,3% nas exportações. 🍬 Açúcares e melaços: US$ 189,1 milhões (6,5% do total exportado); 🐄 Farelos de soja e outros alimentos para animais, como farinhas de carnes: US$ 182,2 milhões (6,2%). Entre os embarques, a pauta de exportações do Brasil ao Irã inclui itens da indústria de transformação, com destaque para produtos utilizados na cadeia produtiva do agronegócio e da indústria. 🧪 Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos: US$ 66,8 milhões, respondendo por 79% de tudo o que foi importado do país; 🌰 Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas: US$ 9,6 milhões (11,4%). 💊 Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários: US$ 2,6 milhões (3%). 🥫 Frutas preservadas e preparações, vidro e vidraria: aproximadamente 6% das importações somadas. As exportações de produtos hortícolas frescos ou refrigerados tiveram peso residual, com valor próximo de US$ 1 mil no período analisado. O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA Kevin Lamarque/Reuters O que está por trás do anúncio? Nos últimos dias, Donald Trump tem dado sinais de que os EUA podem interferir na onda de protestos que se espalha pelo Irã. Desde o fim de dezembro, milhares de pessoas têm ido às ruas nas principais cidades do país contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o republicano estaria disposto a autorizar um ataque ao país, enquanto integrantes do alto escalão da Casa Branca tentam convencê-lo a priorizar uma saída diplomática. No sábado (10), o presidente norte-americano afirmou que o Irã está “buscando a liberdade” e disse que os EUA “estão prontos para ajudar”. No dia seguinte, declarou que considera “opções muito fortes” em relação ao país. Segundo o WSJ, a Casa Branca avalia uma proposta de última hora para conter o programa nuclear iraniano. O tema esteve no centro da guerra entre Israel e Irã, em junho de 2024, encerrada após um ataque americano. Trump deve se reunir com auxiliares nesta terça-feira (13) para discutir opções em relação ao Irã. O presidente ainda não teria tomado uma decisão final e, embora esteja inclinado a uma ação militar, pode mudar de posição, reportou o Wall Street Journal. Os protestos no Irã já deixaram mais de 600 mortos, segundo organizações de direitos humanos. Mais de 10 mil pessoas foram presas até esta segunda-feira. Em meio às manifestações, o governo iraniano ordenou o corte da internet, isolando o país. Entenda a crise no Irã O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, afetado principalmente pela reimposição de sanções pelos EUA. A medida foi adotada em 2018, quando Trump, em seu primeiro mandato, deixou o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. Ao retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, o republicano retomou a política de pressão máxima contra o Irã. Em setembro, sanções também foram impostas pelas Nações Unidas, o que levou o governo iraniano a realizar reuniões para tentar evitar um colapso econômico. A situação também foi agravada pelo conflito entre Irã e Israel, em junho. À época, forças israelenses e dos EUA realizaram ataques contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano. Em meio a esse cenário, a população passou a enfrentar inflação elevada, superior a 40% ao ano. O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de corrupção no governo. No fim de dezembro, o presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo. A mídia iraniana afirmou que políticas recentes de liberalização econômica pressionaram a moeda local, o que levou a uma rápida desvalorização. Somente em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade de seu valor em relação ao dólar e atingiu a mínima histórica neste mês. O contexto econômico se soma a tensões políticas internas. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática, na qual a autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos. O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que lideraram diversos protestos nos últimos anos. Tarifas de Trump sobre produtos brasileiros Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula.



Miriam Leitão: Brasil tem enorme superávit com Irã e pode levar um tiro na guerra tarifária com sanção de Trump


13/01/2026 13:05 - g1.globo.com


Miriam Leitão: Brasil tem superávit com Irã e pode sofrer com novas sanções de Trump A possibilidade de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a países que mantêm comércio com o Irã pode trazer impactos relevantes para o Brasil, que hoje é altamente superavitário na relação comercial com o país do Oriente Médio. A avaliação é da jornalista Miriam Leitão, em comentário no Bom Dia Brasil desta terça-feira (13). Segundo Miriam, o Irã é um parceiro importante para o Brasil, especialmente nas exportações do agronegócio. Enquanto as importações brasileiras vindas do país somam menos de US$ 100 milhões, as exportações chegam a cerca de US$ 2,9 bilhões, o que torna a balança comercial amplamente favorável ao lado brasileiro. LEIA TAMBÉM: Trump quer punir quem fizer comércio com o Irã: quais produtos do agro o Brasil compra e vende para lá? “É quase US$ 3 bilhões de comércio global, sendo que US$ 2,9 bilhões são de exportações brasileiras. O Brasil é altamente superavitário”, afirmou. O risco surge diante de declarações recentes do ex-presidente Donald Trump, que voltou a ameaçar a aplicação de tarifas adicionais de 25% a todos os países que mantiverem relações comerciais com o Irã. Segundo Míriam, não há detalhes claros sobre como a medida seria aplicada nem quais países seriam atingidos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa para os republicanos da Câmara durante a conferência anual sobre questões do partido, no Kennedy Center, renomeado como Trump-Kennedy Center pelo conselho de diretores indicado por Trump, em Washington, D.C., EUA, em 6 de janeiro de 2026 Kevin Lamarque/Reuters “Ele não explicou nada. Só colocou isso na rede social. Está todo mundo esperando para saber se serão os maiores parceiros ou se será todo mundo”, disse. Se a medida for ampla, o Brasil pode acabar sendo afetado mesmo sem estar no centro do conflito geopolítico. “Se for todo mundo, o Brasil acaba levando mais um tiro nessa guerra. Como disse a China, ninguém ganha”, afirmou. O Irã tem ganhado relevância diplomática para o Brasil, inclusive com a recente aproximação no âmbito do Brics, grupo do qual o país passou a fazer parte com apoio brasileiro. Esse contexto, segundo Miriam, aumenta a complexidade do cenário para o comércio exterior brasileiro. “O que está acontecendo no Irã é terrível, e a comunidade internacional tem que se mobilizar, mas não dessa forma”, avaliou a jornalista, ao criticar o uso de tarifas como instrumento de pressão. Na análise de Miriam Leitão, o ambiente de incerteza no comércio internacional funciona como um “fogo cruzado”, no qual países como o Brasil podem ser atingidos economicamente mesmo tentando apenas manter mercados e preservar relações comerciais estratégicas.



Caso Master: após acordo, BC retira recurso, e TCU fará procedimento técnico sobre liquidação


13/01/2026 12:22 - g1.globo.com


O Banco Central (BC) retirou nesta segunda-feira (12) o recurso que havia apresentado contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou uma inspeção em documentos relativos à liquidação do Banco Master. A retirada dos chamados "embargos de declaração" faz parte de uma saída negociada para superar a crise entre BC e TCU. Além disso, TCU e BC acertaram a forma jurídica das próximas etapas, determinando que serão feitas diligências técnicas na documentação, em vez da inspeção defendida por Jhonatan. Os procedimentos vão começar ainda nesta terça-feira. Ao blog, o integrantes do Banco Central disseram considerar que os embargos cumpriram sua função. Eles afirmam que, após a apresentação do recurso, ficou claro que o TCU respeita a prerrogativa exclusiva do BC de fazer a liquidação do Master. E que não haverá invasão de competência pela Corte de Contas. Os técnicos do Banco Central afirmam que o sigilo da liquidação do Master permanecerá resguardado com as diligências do TCU, que só vai ter acesso ao que a autoridade monetária autorizar. No entendimento dos dois lados, depois dessa análise prévia da área técnica do tribunal, o TCU vai confirmar a necessidade da liquidação do Master. Segundo representantes de BC e do TCU, as informações disponíveis até o momento trazem evidências claras de que o banco tinha de ser liquidado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 RELEMBRE: Caso Master: presidente do TCU admite que Banco Central acertou ao determinar a liquidação Conforme ministros do TCU, se o caso fosse levado ao plenário, a posição da maioria dos integrantes da Corte seria contra a decisão de Jhonatan de Jesus. Para evitar uma derrota dentro do tribunal, BC e TCU fizeram os ajustes para que a diligência, um procedimento mais simples que a inspeção, não fosse submetida ao plenário da Corte de Contas. A avaliação dentro do tribunal é que o ministro Jhonatan de Jesus avançou o sinal, e foi necessário pensar em uma forma de recuo sem causar grandes constrangimentos. O Banco Central ficou satisfeito com a postura da equipe do TCU, que garantiu que não irá adotar nenhuma medida cautelar contra a liquidação e que não haverá mais questionamentos sobre o ritmo da liquidação. O ministro Jhonatan de Jesus chegou a indicar que poderia adotar alguma medida cautelar suspendendo, por exemplo, venda de bens do Master e de seu dono, Daniel Vorcaro, além de ter lançado suspeitas sobre o que havia classificado de “precipitação” na liquidação do banco. Master: TCU anuncia que Banco Central concordou com inspeção sobre o caso Reprodução/TV Globo



Meta é alvo de inquérito no Brasil por impedir uso de ChatGPT e Copilot no WhatsApp


13/01/2026 12:22 - g1.globo.com


Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos AP Photo/Patrick Sison O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu, na segunda-feira (12), um inquérito administrativo contra a Meta para apurar suspeitas de abuso de posição dominante. A investigação ocorre após mudanças na política do WhatsApp que passaram a restringir o uso de ferramentas de IA de terceiros na plataforma. Com os novos termos, serviços como ChatGPT e Copilot deixaram de funcionar no aplicativo. A Meta mantém sua própria ferramenta, a Meta AI, integrada ao WhatsApp, além de Instagram e Facebook. Segundo comunicado do Cade, as investigações identificaram indícios de práticas anticoncorrenciais com efeito excludente, relacionadas à aplicação dos novos termos do WhatsApp Business Solution Terms. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As regras foram impostas pela Meta para regular o acesso e a oferta, por provedores de IA, de suas tecnologias aos usuários do aplicativo. Diante disso, a Superintendência-Geral do Cade determinou uma medida preventiva para suspender a aplicação dos novos termos "até que o Cade possa avaliar corretamente todos os indícios de infração à ordem econômica identificados", informou o órgão. Após o anúncio, um porta-voz do WhatsApp afirmou que as acusações "são fundamentalmente equivocadas". Segundo ele, a presença de chatbots de IA no WhatsApp Business pode sobrecarregar os sistemas da plataforma, que não teriam sido projetados para esse tipo de uso, de acordo com informações da agência Reuters. "Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias na indústria, e não a plataforma do WhatsApp Business", disse o porta-voz. LEIA TAMBÉM: 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok Apple fecha parceria com Google para levar o Gemini aos iPhones 'Você está morto?': O aplicativo chinês para jovens solitários que viralizou Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Meninas expõem rotina de casadas no TikTok



Em meio à liquidação do Master, Galípolo assina manifesto internacional de apoio à independência dos BCs


13/01/2026 12:20 - g1.globo.com


O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, assinou declaração conjunta, com outros presidentes de autoridades monetárias, em apoio ao presidente do Federal Reserve (FED), Jerome H. Powell, que tem sofrido ataques do presidente norte-americano Donald Trump. O mandatário dos EUA pressiona por uma queda mais rápida dos juros no país. De acordo com o Banco Central brasileiro, o manifesto, que é divulgado em um momento de tensão também no Brasil, por conta da liquidação do banco Master, "reafirma a autonomia técnica das instituições como pilar central da estabilidade econômica global" (leia mais abaixo). LEIA MAIS: Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve No texto, os governadores dos bancos centrais enfatizam que a independência institucional é "fundamental para assegurar a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos, sempre sob a égide do Estado de Direito e da transparência democrática". 🔎Ao assinar o documento, Gabriel Galípolo posiciona o Brasil ao lado de instituições como: Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), entre outros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embate nos EUA Nesta segunda-feira (12), o presidente do FED, Jerome Powell, confirmou que o Departamento de Justiça notificou a instituição com intimações de um grande júri e ameaçou apresentar uma acusação criminal relacionada a seu depoimento ao Senado — prestado no ano passado, sobre a reforma de prédios históricos da autoridade monetária. “Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilização em nossa democracia. Ninguém — certamente nem o presidente do FED— está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, disse Powell, que deixa o cargo em maio, ao fim de seu mandato. Gabriel Galipolo, atual presidente do Banco Central do Brasil. TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Banco Master No Brasil, o Banco Central autônomo foi questionado pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jonathan de Jesus, que pediu que a autoridade monetária apresente esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. Em novembro do ano passado, o BC decidiu decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado após a Fictor Holding apresentar uma proposta de compra da instituição de Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC rejeitar a aquisição pelo BRB (Banco de Brasília). Os investigadores do BC e da PF descobriram negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o BRB num valor de R$ 12,2 bilhões. Nesta semana, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC, para "encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questiona a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências". Segundo ele, o BC concordou com uma inspeção sobre o Banco Master. Jerome H. Powell, em imagem de arquivo. REUTERS/Carlos Barria/File Photo



Dólar tem leve alta com dados de inflação dos EUA e tensões no Fed; Ibovespa recua


13/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,06% nesta terça-feira (13), cotado a R$ 5,3753. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,72%, aos 161.973 pontos. Sem grandes destaques na agenda doméstica, os mercados direcionam as atenções para o exterior, com foco em novos dados dos Estados Unidos, notícias geopolíticas e eventuais desdobramentos sobre o atrito entre o presidente Donald Trump e o banco central dos EUA. (Veja mais detalhes abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, o destaque fica com as novas tarifas de 25% anunciadas pelo presidente Donald Trump sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã. A medida, divulgada na véspera, tem efeito imediato e pode afetar o Brasil — em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões (R$ 454,3 milhões) do país. ▶️Além disso, novos dados de inflação nos EUA também ficaram no radar. O índice de preços ao consumidor (CPI) americano subiu 0,3% em dezembro e acumulou alta de 2,7% em 12 meses, repetindo a taxa anual de novembro. Já as vendas de casas unifamiliares recuaram 0,1% em outubro, para 737 mil unidades. Na comparação anual, houve crescimento de 18,7%. Esses dados mostram o ritmo da economia americana e aumentam a expectativa de que o Fed deve mantenha as taxas de juros inalteradas em sua próxima reunião, prevista para o final deste mês. ▶️ No campo institucional, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Jerome Powell, após ameaças de acusação criminal por parte do governo Trump. O documento foi assinado por líderes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, está entre os signatários. ▶️ Já no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei que cria o Comitê Gestor do IBS, no lançamento oficial da plataforma digital da Reforma Tributária. O evento marca o início da fase de implementação da nova ferramenta que dará sustentação à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,19%; Acumulado do mês: -2,07%; Acumulado do ano: -2,07%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,84%; Acumulado do mês: +0,54%; Acumulado do ano: +0,54%. Tarifas sobre parceiros comerciais do Irã O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na véspera que vai impor uma tarifa de 25% a países que fizerem negócios com o Irã. Segundo o republicano, a medida passa a valer imediatamente. "Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações realizadas com os Estados Unidos. Esta ordem é final e conclusiva. Agradeço a atenção a este assunto", escreveu Trump na Truth Social. O Brasil pode ser impactado pela decisão devido à relação comercial com o Irã. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. 🔎 Com os números, o Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio. Em sua publicação, Trump não especificou se a medida afetaria países que já negociam com o Irã ou apenas futuras transações. O que muda para o Brasil com a possível tarifa de Trump sobre comércio com o Irã? Trump x Powell O governo Trump também intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao mencionar a possibilidade de indiciar criminalmente o presidente da instituição. 👉 A ameaça está relacionada a declarações feitas por Powell ao Congresso sobre os custos de um projeto de reforma de um prédio do Fed. 👉 Segundo o dirigente, o episódio está sendo usado como pretexto para ampliar a influência do governo sobre a política monetária, em especial para forçar cortes mais agressivos nos juros. As movimentações elevaram as preocupações do mercado quanto à independência do banco central. Nesta terça-feira, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Fed. “Estamos em total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair, Jerome H. Powell”, afirmaram os presidentes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, é um dos signatários. LEIA TAMBÉM Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve Trump intensifica ataque a presidente do Fed com ameaça de acusação criminal O grupo reiterou que a independência dos bancos centrais é um elemento fundamental para garantir a estabilidade econômica, financeira e de preços em benefício da população, destacando que Powell "tem exercido sua função com integridade, foco em seu mandato e compromisso inabalável com o interesse público." "Para nós, ele é um colega respeitado e amplamente reconhecido por todos que trabalharam com ele", afirma o comunicado. Agenda econômica Preços ao consumidor dos EUA Os preços ao consumidor nos EUA voltaram a subir em dezembro, após efeitos pontuais que haviam reduzido artificialmente a inflação no mês anterior. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, ligado ao Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% no mês passado. Em 12 meses até dezembro, a alta foi de 2,7%, repetindo a variação registrada em novembro. O resultado confirmou a expectativa de economistas consultados pela Reuters, que já projetavam um aumento mensal de 0,3%. Entre setembro e novembro, o próprio Escritório de Estatísticas estimou uma variação de 0,2%. Parte da distorção observada nos dados de novembro está relacionada à paralisação de 43 dias do governo federal, que impediu a coleta regular de preços em outubro. Ao excluir os preços mais voláteis de alimentos e energia, o índice — conhecido como núcleo da inflação — registrou alta de 0,2% em dezembro. Na comparação anual, o núcleo do CPI avançou 2,6%, mesma taxa observada em novembro. Venda de casas nos EUA As vendas de casas unifamiliares novas nos EUA recuaram levemente em outubro, depois de dois meses seguidos de alta. De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, as vendas de casas novas caíram 0,1% em outubro, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 737 mil unidades. Esse tipo de taxa projeta, para um ano inteiro, o ritmo de vendas observado no mês, descontando efeitos sazonais. Em setembro, as vendas haviam alcançado 738 mil unidades, após 711 mil em agosto. A divulgação dos dados ocorreu com atraso devido à paralisação do governo federal, que durou 43 dias. As vendas de casas novas representam apenas uma parcela do mercado imobiliário americano e costumam variar bastante de um mês para outro. Diferentemente das casas usadas, elas são contabilizadas no momento da assinatura do contrato, e não na entrega do imóvel. Na comparação com outubro do ano anterior, as vendas de casas novas cresceram 18,7%. Esse avanço ocorre em um contexto de queda das taxas de juros dos financiamentos imobiliários em 2025. Bolsas globais Nos EUA, os principais índices de Wall Street inverteram o sinal positivo visto pela manhã e passaram a operar em baixa, após o banco JP Morgan alertar que o teto para taxas de cartão de crédito prejudicam o setor financeiro. Perto das 15h, o Dow Jones Industrial Average tinha queda de 0,71%, para 49.238,10 pontos. O S&P 500 caía 0,23%, a 6.960,81 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuava 0,16%, para 23.696,83 pontos. Do outro lado do Atlântico, as bolsas europeias fecharam mistas nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam uma série de resultados corporativos e novos dados de inflação. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, recuando da máxima histórica atingida no início da sessão. Entre os demais índices, o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,03%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,14% e o DAX, da Alemanha, subiu 0,06%. Na Ásia, as ações de Hong Kong atingiram a máxima em dois meses nesta terça-feira, com alta de 0,9% no índice Hang Seng. Na China, no entanto, as bolsas fecharam em queda. O sentimento foi moderado pela expectativa de que o ritmo recorde de exportações da China, impulsionado pela diversificação dos destinos de embarque, tenha desacelerado no último mês de 2025, e a perspectiva para o próximo ano depende da capacidade dos fabricantes de se expandirem ainda mais para novos mercados. Dólar opera em alta nesta quarta-feira Alexander Mils/Pexels



Valores a receber: BC diz que ainda há R$ 10 bilhões esquecidos nos bancos; veja como consultar e sacar valores


13/01/2026 11:38 - g1.globo.com


O Banco Central informou nesta terça-feira (13) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,02 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até novembro do ano passado. Deste total: R$ 7,8 bilhões são recursos de 49,31 milhões de pessoas físicas; R$ 2,22 bilhões são valores de 4,96 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 12,92 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. Quase 50 milhões de pessoas ainda têm dinheiro esquecido em bancos O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativada. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.



Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump


13/01/2026 10:31 - g1.globo.com


Presidente do Fed diz que governo Trump ameaçou acusá-lo criminalmente Dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram nesta terça-feira (13) uma nota conjunta em apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após o governo dos Estados Unidos ameaçá-lo com uma acusação criminal. “Estamos em total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair, Jerome H. Powell”, afirmaram os presidentes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, é um dos signatários. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Para o grupo, a independência dos bancos centrais é um elemento fundamental para garantir a estabilidade econômica, financeira e de preços, em benefício da população. "O chair Powell tem exercido sua função com integridade, foco em seu mandato e compromisso inabalável com o interesse público. Para nós, ele é um colega respeitado e amplamente reconhecido por todos que trabalharam com ele", afirma o comunicado. A investigação criminal aberta pelo governo Trump tem como justificativa oficial a reforma da sede do Fed, mas Powell afirma que o episódio está sendo usado como um “pretexto” para ampliar a influência da Casa Branca sobre a política de juros. Powell reage à Casa Branca e expõe pressão política inédita sobre o Federal Reserve Reformas no prédio do Fed O episódio envolvendo a reforma dos prédios do Fed tornou-se, nesse contexto, um novo ponto de atrito. O projeto, que prevê a modernização de infraestrutura antiga, passou a ser questionado por integrantes do governo Trump, que o classificaram como excessivamente caro. Powell explicou reiteradamente ao Congresso que se tratava de atualizações necessárias e afirmou que o Fed manteve os parlamentares informados por meio de depoimentos e comunicações oficiais. Ainda assim, segundo o próprio presidente do Fed, o tema foi instrumentalizado como justificativa para ampliar a pressão política sobre a instituição. “Essas acusações não têm relação com supervisão do Congresso”, disse, ao reforçar que a ameaça de denúncia criminal deve ser interpretada dentro de um contexto mais amplo de tentativas de influência sobre a política de juros. Até então, Powell havia se limitado a reafirmar, de forma genérica, a importância da independência do banco central, evitando responder diretamente aos ataques do Executivo. Há meses, Trump pressiona o banco central americano por cortes rápidos nas taxas de juros para estimular a economia, enquanto o Fed adota uma postura mais cautelosa. Por isso, Powell tem sido alvo de críticas do presidente, que o acusa de não agir com a rapidez desejada. Em junho, o presidente chegou a chamar o chefe do Fed de “burro” e “teimoso”, pouco antes de uma audiência no Congresso. Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que os juros deveriam estar “de dois a três pontos percentuais mais baixos” e disse esperar que o Congresso “acabasse com essa pessoa”. A pressão do presidente não se limitou a declarações públicas. No ano passado, Trump tentou demitir Lisa Cook, diretora do Fed, em um movimento inédito na história da instituição. Leia o comunicado na íntegra "13 de janeiro de 2026 Manifestamos total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair, Jerome H. Powell. A independência dos bancos centrais é um pilar da estabilidade de preços, financeira e econômica, no interesse dos cidadãos que servimos. Por isso, é fundamental preservar essa independência, com pleno respeito ao Estado de Direito e à responsabilidade democrática. O chair Powell tem exercido sua função com integridade, foco em seu mandato e compromisso inabalável com o interesse público. Para nós, ele é um colega respeitado e amplamente reconhecido por todos que trabalharam com ele. Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, em nome do Conselho do BCE Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra Erik Thedéen, presidente do Sveriges Riksbank Christian Kettel Thomsen, presidente do Conselho de Governadores do Danmarks Nationalbank Martin Schlegel, presidente do Conselho de Governadores do Banco Nacional da Suíça Ida Wolden Bache, presidente do Norges Bank Michele Bullock, presidente do Reserve Bank of Australia Tiff Macklem, presidente do Banco do Canadá Chang Yong Rhee, presidente do Banco da Coreia Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil François Villeroy de Galhau, presidente do Conselho de Diretores do Banco de Compensações Internacionais Pablo Hernández de Cos, diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais." Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. Reuters



O mutirão para abater um porco de mais de 300 kg que mobilizou vizinhos em MG; reveja reportagem


13/01/2026 09:01 - g1.globo.com


Relembre um dos clássicos do programa: o mutirão do porco em Minas Gerais Um mutirão para abater um porco de mais de 300 quilos em Minas Gerais foi o tema do "Baú do Globo Rural", no último domingo (11). Exibida pela primeira vez em 2003, a reportagem mostra vizinhos e parentes da matriarca Dona Tide, na Serra da Canastra, reunidos para preparar um porco que garantiu comida para o ano todo. Nada era desperdiçado: da gordura extraía-se a banha; das carnes vinham linguiças, torresmos e a chamada “carne de lata”, conservada para durar meses. Dona Tide faleceu há seis meses, mas seus filhos mantêm a tradição e seguem realizando o mutirão de tempos em tempos. O último foi há dois anos. Reveja a reportagem completa no vídeo acima. Mutirão do porco capado Reprodução/Globo Rural



Agricultores franceses fazem novo protesto em Paris para tentar impedir acordo com o Mercosul


13/01/2026 06:31 - g1.globo.com


Protesto contra a gestão do governo em relação ao acordo de livre comércio UE-Mercosul em Paris REUTERS/Benoit Tessier Agricultores franceses levaram tratores até Paris na terça-feira, pela segunda vez em uma semana, para protestar contra um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul que, segundo eles, ameaça a agricultura local ao criar uma concorrência desleal com as importações sul-americanas mais baratas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agricultores na França, o maior produtor agrícola da União Europeia, e em outros Estados-membros, vêm protestando há meses contra o acordo UE-Mercosul e diversas queixas locais. A manifestação de terça-feira foi organizada pela FNSEA, uma das maiores centrais sindicais rurais da França. "O acordo com o Mercosul foi aprovado mesmo sem a manifestação do Parlamento Europeu. Isso levará à importação de produtos estrangeiros que somos perfeitamente capazes de produzir na França e que não respeitam os padrões impostos à agricultura francesa", afirmou Damien Greffin, vice-presidente da FNSEA e agricultor da região de Paris. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Greffin afirmou que os agricultores protestariam em frente ao parlamento francês na terça-feira e também planejavam se manifestar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no dia 20 de janeiro. LEIA MAIS ENTENDA: O que está em jogo para o agro brasileiro com o acordo UE-Mercosul De vinho a medicamentos: como o acordo deve afetar o bolso dos brasileiros O que a UE fez para tentar agradar o agro europeu e conseguir a aprovação do acordo com o Mercosul A aprovação do acordo Mercosul pela maioria dos Estados-membros da UE na sexta-feira, apesar da rejeição da França, intensificou a pressão sobre o governo por parte de agricultores e partidos da oposição, alguns dos quais apresentaram moções de censura . Na quinta-feira passada, um sindicato rural independente, a Coordination Rurale, já havia levado tratores para debaixo da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo em uma manifestação surpresa. O Brasil e o acordo 'ganha-ganha' entre UE e Mercosul



Governo brasileiro aguarda publicação de decreto de Trump para avaliar impacto de tarifa para quem faz negócios com Irã


13/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Trump anuncia tarifa de 25% aos países que fizerem negócios com o Irã O governo aguarda a publicação da ordem executiva do presidente dos Donald Trump, dos Estados Unidos, para avaliar o impacto, no Brasil, da decisão de impor uma tarifa de 25% a países que mantiverem negócios com o Irã. O Brasil pode ser afetado pela medida em razão da relação comercial com o país do Oriente Médio. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (12), Trump afirmou que a nova tarifa entra em vigor de forma imediata. “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações realizadas com os Estados Unidos. Esta ordem é final e conclusiva”, escreveu o presidente na Truth Social. 🔎 Apesar dos valores envolvidos, o Irã não está entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na mensagem, Trump não detalhou se a medida vale para países que já mantêm relações comerciais com o Irã ou apenas para novas transações. Procurados pelo g1, o Itamaraty e a Presidência da República não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. Tarifas de Trump sobre produtos brasileiros Tarifas aplicadas pelos EUA. Arte/g1 Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, houve um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para até 50%, com a medida entrando em vigor em 6 de agosto. Apesar disso, uma ampla lista de exceções deixou de fora da sobretaxa itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. Desde então, parte dos produtos brasileiros passou a pagar apenas o imposto extra de 40%, enquanto outros acumulam essa sobretaxa com a taxa de 10%. Mesmo após a retirada, em novembro, da tarifa adicional de 40% sobre alguns itens, 22% das exportações brasileiras para os EUA ainda estão sujeitas a tarifas elevadas, e apenas 36% das vendas entram no mercado americano sem encargos extras.



Trump quer punir quem fizer comércio com o Irã: quais produtos do agro o Brasil compra e vende para lá?


13/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Miriam Leitão: Brasil tem superávit com Irã e pode sofrer com novas sanções de Trump O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (12) que vai impor uma punição a países que fizerem negócios com o Irã. Segundo a medida, os Estados Unidos cobrarão uma sobretaxa desses países quando os mesmos fizerem transações com o mercado americano (saiba mais sobre a tensão entre EUA e Irã ao fim da reportagem). ➡️ Mas qual é o peso do Irã para o agro brasileiro? Nas exportações, o Irã ocupou a 11ª posição entre os países para os quais o agro brasileiro mais vendeu em 2025, conforme o Agrostat, banco de dados do Ministério da Agricultura. O país respondeu por 1,73% das exportações do agro no ano passado, somando US$ 2,9 bilhões, e se colocou próximo de clientes como Japão, Egito, Turquia, Indonésia, Índia e México. Já nas importações, o Irã é apenas o 42º maior fornecedor de produtos ligados ao agro para o Brasil, segundo o Agrostat. Mas é um importante exportador mundial de ureia, um componente de fertilizantes. Esses produtos são essenciais para o cultivo e o Brasil depende de importações, tendo Rússia, China e Canadá como principais fornecedores, com volumes bem acima do Irã. Exportações Os principais produtos que o Irã comprou do agro brasileiro em 2025 foram milho e soja, de acordo com o Comexstat, que reúne estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O país foi o principal comprador de milho brasileiro em 2025, correspondendo a 23% das vendas brasileiras do produto, aponta o Comexstat. Importações Em 2025, foram comprados US$ 11,9 milhões de produtos ligados ao agro vindos do Irã, grande parte em adubos e fertilizantes químicos. Mesmo assim, menos de 0,5% dessas importações de 2025 vieram do Irã, apontam dados do Comexstat. Rússia, China e Canadá são os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil. O segundo maior percentual de importações do Irã foi de frutas secas. Tensão EUA x Irã Nos últimos dias, Trump tem dado sinais de que os EUA podem interferir na onda de protestos que se espalha pelo Irã. Desde o fim de dezembro, milhares de pessoas têm ido às ruas nas principais cidades do país contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Segundo o WSJ, a Casa Branca avalia uma proposta de última hora para conter o programa nuclear iraniano. O tema esteve no centro da guerra entre Israel e Irã, em junho de 2024, encerrada após um ataque americano. Os protestos no Irã já deixaram mais de 600 mortos, segundo organizações de direitos humanos. Mais de 10 mil pessoas foram presas até esta segunda-feira. Em meio às manifestações, o governo iraniano ordenou o corte da internet, isolando o país. Imagens mostram corpos enfileirados em frente a necrotério do Irã após repressão Tarifaço para o Brasil foi retirado Em 2025, o Brasil sofreu com o tarifaço imposto por Trump para empresas americanas que comprassem produtos de outros países. Em abril, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, houve um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para até 50%, com a medida entrando em vigor em 6 de agosto. Apesar disso, uma ampla lista de exceções deixou de fora da sobretaxa itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. Desde então, parte dos produtos brasileiros passou a pagar apenas o imposto extra de 40%, enquanto outros acumulam essa sobretaxa com a taxa de 10%. No entanto, ambas as tarifas foram retiradas em novembro para os principais produtos do agro. Alguns ainda estão pagando sobretaxa. Mesmo após a retirada, 22% das exportações brasileiras para os EUA ainda estão sujeitas a tarifas elevadas, e apenas 36% das vendas entram no mercado americano sem encargos extras. Tarifas aplicadas pelos EUA. Arte/g1



Mega-Sena pode pagar R$ 20 milhões nesta terça-feira


13/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.959 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 20 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (13), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado (10), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater maior praga da citricultura mundial


13/01/2026 00:08 - g1.globo.com


Piracicaba recebe novo centro de pesquisa para combater maior praga da citricultura O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação. 🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo. O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo. Pé de laranja com greening Fundecitrus/Divulgação O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual. O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália. Greening muda mapa da citricultura no país A cerimônia da assinatura do convênio teve participação de representantes da universidade, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), de produtores do setor e demais órgãos. 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Assinatura de convênio para estratégias do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura - CPA Citros na Esalq em Piracicaba Yasmin Moscoski/g1 Interior de São Paulo Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor. LEIA MAIS 📝 Calor e greening impactam safra da laranja e preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos Entenda por que importação de laranja tem recorde em pico de safra e exportações de suco seguem em ritmo lento Greening Reprodução / Globo Rural Impacto no bolso Na fazenda da família do Lucas Eduardo Boschiero, a plantação de laranjas está na terceira geração. Boa parte da safra é prejudicada pelo greening. Essa situação se repete em muitas outras propriedades rurais da região, uma das principais produtoras da fruta do Brasil. "Hoje a gente está na região aqui, plantadas mais ou menos 100 mil plantas. Na faixa mais ou menos de 80% [tiveram] infestação pelo greening. Tivemos que percorrer outros estados, como Bahia, Minas, Sergipe e Goiás, para a gente fazer o suco e vender a laranja in natura", contou o produtor em entrevista a EPTV em 2024. O produtor usava dois preços diferentes para vender a laranja: uma parte vai para a indústria, para a produção de sucos, por exemplo. O que era vendido a R$ 0,80 passou a custar R$ 2 na época. Ao vender para mercados, que distribuem nas gôndulas as frutas maiores e mais bonitas, é ainda mais caro. O que antes custava R$ 1 por quilo passa a custar R$ 3. O impacto, é claro, chega ao consumidor final. O restaurante do Elias Staiguer funciona onde antes havia uma plantação de laranjas que foi destruída pelo greening. Hoje, o comerciante compra a fruta de outro produtor da região de comanda a própria fábrica de sucos. "A laranja vem de mais longe, ela está mais cara e tem o frete ainda para impactar mais no valor", destaca Staiguer. Greening mata as plantas e causa prejuízos nos pomares Reginaldo dos Santos/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba



Trump anuncia tarifa de 25% aos países que fizerem negócios com o Irã; Brasil pode ser afetado


12/01/2026 22:07 - g1.globo.com


Trump anuncia tarifa de 25% aos países que fizerem negócios com o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (12) que irá impor tarifa de 25% a países que fizerem negócios com o Irã. Segundo o republicano, a medida passa a valer imediatamente. "Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações realizadas com os Estados Unidos. Esta ordem é final e conclusiva. Agradeço a atenção a este assunto", escreveu Trump na Truth Social. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Brasil pode ser impactado pela decisão devido à relação comercial com o Irã. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. 🔎 Com os números, o Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio. Em sua publicação, Trump não especificou se a medida afetaria países que já negociam com o Irã ou apenas futuras transações. Procurados pelo g1, o Itamaraty e a Presidência da República não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. O que está por trás do anúncio Nos últimos dias, Donald Trump tem dado sinais de que os EUA podem interferir na onda de protestos que se espalha pelo Irã. Desde o fim de dezembro, milhares de pessoas têm ido às ruas nas principais cidades do país contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o republicano estaria disposto a autorizar um ataque ao país, enquanto integrantes do alto escalão da Casa Branca tentam convencê-lo a priorizar uma saída diplomática. No sábado (10), o presidente norte-americano afirmou que o Irã está “buscando a liberdade” e disse que os EUA “estão prontos para ajudar”. No dia seguinte, declarou que considera “opções muito fortes” em relação ao país. Segundo o WSJ, a Casa Branca avalia uma proposta de última hora para conter o programa nuclear iraniano. O tema esteve no centro da guerra entre Israel e Irã, em junho de 2024, encerrada após um ataque americano. Trump deve se reunir com auxiliares nesta terça-feira (13) para discutir opções em relação ao Irã. O presidente ainda não teria tomado uma decisão final e, embora esteja inclinado a uma ação militar, pode mudar de posição, reportou o Wall Street Journal. Os protestos no Irã já deixaram mais de 600 mortos, segundo organizações de direitos humanos. Mais de 10 mil pessoas foram presas até esta segunda-feira. Em meio às manifestações, o governo iraniano ordenou o corte da internet, isolando o país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro na Casa Branca em 9 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque Entenda a crise no Irã O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, afetado principalmente pela reimposição de sanções pelos EUA. A medida foi adotada em 2018, quando Trump, em seu primeiro mandato, deixou o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. Ao retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, o republicano retomou a política de pressão máxima contra o Irã. Em setembro, sanções também foram impostas pelas Nações Unidas, o que levou o governo iraniano a realizar reuniões para tentar evitar um colapso econômico. A situação também foi agravada pelo conflito entre Irã e Israel, em junho. À época, forças israelenses e dos EUA realizaram ataques contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano. Em meio a esse cenário, a população passou a enfrentar inflação elevada, superior a 40% ao ano. O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de corrupção no governo. No fim de dezembro, o presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo. A mídia iraniana afirmou que políticas recentes de liberalização econômica pressionaram a moeda local, o que levou a uma rápida desvalorização. Somente em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade de seu valor em relação ao dólar e atingiu a mínima histórica neste mês. O contexto econômico se soma a tensões políticas internas. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática, na qual a autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos. O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que lideraram diversos protestos nos últimos anos. Tarifas de Trump sobre produtos brasileiros Atualmente, as exportações do Brasil para os EUA se distribuem, de forma geral, em dois grupos: produtos que entram no país sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a uma sobretaxa de 40%. Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, houve um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para até 50%, com a medida entrando em vigor em 6 de agosto. Apesar disso, uma ampla lista de exceções deixou de fora da sobretaxa itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. Já em novembro, uma nova executiva assinada por Trump eliminou a tarifa recíproca de 10% e manteve apenas a alíquota punitiva mais elevada sobre itens específicos. No mesmo mês, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Meses antes da decisão, em discurso na ONU, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula. LEIA TAMBÉM: O que muda para o Brasil com a possível tarifa de Trump sobre comércio com o Irã? Tarifas aplicadas pelos EUA. Arte/g1



Master: TCU e BC chegam a acordo sobre procedimento técnico, e inspeção sequer deve ir a plenário


12/01/2026 20:06 - g1.globo.com


A reunião entre o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ajudou a baixar a fervura nas especulações sobre ataques à autoridade monetária. O encontro também serviu para que o BC reforçasse a preocupação com o sigilo dos dados da instituição, como informações fiscais referentes a tratativas entre o banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Ficou acertado que, nos próximos dias, técnicos do TCU farão um procedimento relacionado ao caso do banco de Daniel Vorcaro. O embargo do Banco Central, que pedia para que o colegiado do TCU avaliasse a necessidade de uma inspeção, sequer deve ir ao plenário para ser votado. O blog apurou que o BC dispôs na reunião a retirar o recurso que levava o caso para o plenário do TCU. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mais de 20 pessoas participaram da reunião: presidente e diretores do BC, técnicos e dois ministros do TCU: Vital do Rêgo e o relator do caso Master na Corte de Contas, Jhonatan de Jesus. Na prática, a reunião teve como objetivo principal anunciar que ambos os lados chegaram a um acordo sobre os próximos passos das apurações sobre o Master. Em entrevista após a reunião, Vital chegou a dizer que o procedimento não deveria se chamar “inspeção”, mas “diligência”, um procedimento muito mais leve do que o inicialmente determinado pelo relator Jhonatan de Jesus. O TCU, que usou a reunião para reforçar seu direito de determinar fiscalizações no Banco Central, foi elogiado no encontro. Na prática, a audiência enterrou qualquer chance de uma medida mais dura do TCU, de exame do processo de liquidação do Master. Caso Master: quase 1500 instituições financeiras divulgam carta em defesa do Banco Central Reprodução/TV Globo



Agricultores franceses inspecionam caminhões com alimentos importados em protesto contra acordo UE-Mercosul


12/01/2026 20:05 - g1.globo.com


Agricultor francês do sindicato Coordination Rurale em frente a caminhão com carne durante protesto contra acordo UE-Mercosul FRANCOIS LO PRESTI / AFP Agricultores pararam caminhões no maior porto de contêineres da França e na principal rodovia ao norte de Paris nesta segunda-feira (12), realizando inspeções simbólicas de alimentos importados em protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Os manifestantes alegam que o acordo, aprovado na sexta-feira (9), levará a um cenário de concorrência desleal. Na França, maior produtor agrícola da União Europeia, os agricultores vêm protestando há semanas contra o acordo comercial proposto com o bloco sul-americano. ENTENDA: O que está em jogo para o agro brasileiro com o acordo UE-Mercosul O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul LEIA MAIS SOBRE O ACORDO UE-MERCOSUL: De vinho a medicamentos: como o acordo deve afetar o bolso dos brasileiros O que a UE fez para tentar agradar o agro europeu e aprovar o pacto INFOGRÁFICO: veja os principais momentos dos 25 anos de negociações A aprovação do acordo pela maioria dos Estados-membros da UE na última sexta-feira, apesar da rejeição da França, intensificou a pressão sobre o governo francês por parte dos agricultores e dos partidos da oposição, alguns dos quais apresentaram moções de censura. No porto de Le Havre, no norte da França, dezenas de membros do sindicato dos Jovens Agricultores, que se reuniram com tratores durante o fim de semana, inspecionavam caminhões de alimentos que saíam do porto. Agricultor inspeciona caminhão com alimentos no porto de Le Havre, na França, em protesto contra acordo UE-Mercosul LOU BENOIST / AFP 'Concorrência desleal' "O objetivo principal é soar o alarme novamente e manter a pressão sobre o acordo do Mercosul", disse Justin Lemaitre, secretário-geral de uma seção local do sindicato. "É difícil aceitar uma concorrência tão desleal, com produtos que produzimos na Europa sendo importados do outro lado do mundo", disse ele, acrescentando que os manifestantes em Le Havre observaram a chegada de cogumelos e vísceras de ovelha da China. Agricultores inspecionam caminhão com alimentos importados em uma rodovia no norte da França em protesto contra o acordo entre União Europeia e Mercosul FRANCOIS LO PRESTI / AFP Em um posto de pedágio da autoestrada A1, perto da cidade de Lille, no norte da França, agricultores do sindicato Coordination Rurale realizavam verificações semelhantes em caminhões que seguiam em direção a Paris, disse Patrick Legras, porta-voz do sindicato. Os agricultores também bloquearam depósitos de combustível no porto atlântico de La Rochelle e na região de Savoie, nos Alpes franceses, bem como um porto de cereais em Bayonne, no sudoeste, segundo relatos de sindicatos e da mídia francesa. Os agricultores planejam levar tratores a Paris para um protesto na terça-feira (13), após uma manifestação surpresa na última quinta-feira e antes de uma reunião proposta em Estrasburgo, no dia 20 de janeiro, no Parlamento Europeu. Os agricultores franceses esperam que o Parlamento bloqueie o pacto com o Mercosul. Agricultores inspecionam caminhão com alimentos importados em acesso ao porto de Le Havre, no noroeste da França, em protesto contra o acordo entre União Europeia e Mercosul LOU BENOIST / AFP



Powell reage à Casa Branca e expõe pressão política inédita sobre o Federal Reserve


12/01/2026 19:25 - g1.globo.com


Presidente do Fed diz que governo Trump ameaçou acusá-lo criminalmente Após anos de embates entre o governo de Donald Trump e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), período em que Jerome Powell manteve uma postura cautelosa e evitou confrontos públicos, o presidente da instituição decidiu reagir no último domingo (11). Powell afirmou que o Departamento de Justiça notificou o Fed com intimações de "um grande júri" e ameaçou apresentar uma acusação criminal relacionada a seu depoimento ao Senado — prestado no ano passado, sobre a reforma de prédios históricos da autoridade monetária. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Para o dirigente, que sofreu pressões desde o retorno de Trump ao poder, a medida não se sustenta nem pelo conteúdo do projeto nem pelo papel de fiscalização do Congresso. Segundo ele, trata-se de uma escalada de pressões políticas com o objetivo de constranger o banco central e influenciar a condução da política monetária dos EUA, em especial no sentido de acelerar cortes na taxa de juros. “Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilização em nossa democracia. Ninguém — certamente nem o presidente do Fed— está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, disse Powell, que deixa o cargo em maio, ao fim de seu mandato. Nesta segunda-feira, a Casa Branca informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ordenou qualquer investigação contra o dirigente do BC americano. Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Fed Reação de Powell As declarações de Jerome Powell sinalizam uma mudança na relação entre o Federal Reserve e a Casa Branca. Pela primeira vez desde que assumiu o comando do banco central, em 2018, o dirigente atribuiu publicamente à administração presidencial uma tentativa de interferência na condução da política monetária por meio de mecanismos legais. Ao fazê-lo, Powell foi além de uma simples resposta a uma investigação e enquadrou o episódio como um embate institucional sobre quem deve definir os rumos da economia americana. Segundo ele, a conduta do governo Trump é “sem precedentes” e acende um alerta sobre o risco de que decisões relativas à taxa de juros passem a ser tomadas sob pressão política, em vez de se basearem em critérios e evidências econômicas. “Isso é sobre saber se o Fed poderá continuar a definir as taxas de juros com base em dados e nas condições econômicas — ou se a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação”, afirmou. A declaração ocorre em meio a uma relação já deteriorada entre Powell e Trump, que desde o retorno à Casa Branca vem intensificando críticas à condução da política monetária. Trump tem cobrado cortes mais intensos nos juros, responsabilizando o Fed por, em sua visão, restringir o crescimento econômico. Ao longo dos últimos meses, o republicano chegou a cogitar publicamente a remoção de Powell do cargo, apesar das proteções legais que cercam o mandato do chefe do banco central. Donald Trump e chefe do FED, Jerome Powell, em 24 de julho de 2025 REUTERS Reformas nos prédios do Fed O episódio envolvendo a reforma dos prédios do Fed se tornou, nesse contexto, um novo ponto de atrito. O projeto, que envolve a modernização de infraestrutura antiga, foi questionado por integrantes do governo Trump, que passaram a descrevê-lo como "excessivamente caro". Em depoimento, Powell explicou ao Congresso que se tratava de atualizações necessárias e afirmou que o Fed manteve parlamentares informados por meio de comunicações oficiais. Ainda assim, segundo o próprio presidente do Fed, o tema foi instrumentalizado como justificativa para ampliar a pressão política sobre a instituição. “Essas acusações não têm relação com supervisão do Congresso”, disse, ao reforçar que a ameaça de denúncia criminal deve ser interpretada dentro de um contexto mais amplo de tentativas de influência sobre a política de juros. Até então, Powell havia se limitado a reafirmar, de forma genérica, a importância da independência do banco central, evitando responder diretamente a ataques do Executivo. Initial plugin text Ameaça ao Fed gera reações A repercussão foi sentida em Wall Street. Nesta segunda-feira, o Dow Jones recuava 0,12%, enquanto o S&P 500 avançava 0,07% e o Nasdaq subia 0,33%. No câmbio, o dólar global perdia força: o índice que mede a moeda frente a uma cesta de divisas caía 0,37%, para 98,87. Já o ouro — tradicional ativo de proteção — avançava 2,38%, para US$ 4.617 por onça. Segundo a Reuters, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, afirmou hoje que a ameaça de uma acusação criminal contra Powell reforça as preocupações em torno da independência do banco central americano. Em um evento do banco em Londres, ele avaliou que as notícias intensificam o debate institucional. Hatzius, que integra o comitê de administração do Goldman Sachs, fez as primeiras declarações públicas de um executivo sênior de Wall Street desde que surgiram informações sobre a possível investigação do presidente do Fed. “Não tenho dúvidas de que ele (Powell), em seu mandato remanescente como presidente, tomará decisões com base nos dados econômicos e não será influenciado de uma forma ou de outra, cortando mais ou recusando-se a cortar com base em dados que poderiam levar a essa direção", disse Hatzius. A tensão também provocou uma reação pública de ex-integrantes do alto escalão econômico dos EUA. Em uma declaração conjunta, ex-presidentes do Fed e ex-secretários do Tesouro classificaram a investigação como uma tentativa inédita de "minar a autonomia do banco central". O grupo alertou que o uso de ataques de natureza criminal contra autoridades monetárias é característico de países com instituições frágeis, e tende a produzir consequências negativas para a inflação e para o funcionamento da economia. "A independência do Federal Reserve e a percepção pública dessa independência são fundamentais para o desempenho econômico, inclusive para alcançar as metas estabelecidas pelo Congresso para o Federal Reserve de preços estáveis, pleno emprego e taxas de juros de longo prazo moderadas", dizem os signatários. Casa Branca nega investigação Em meio à repercussão do episódio, a Casa Branca negou que o governo Trump tenha orientado o Departamento de Justiça a investigar o presidente do Federal Reserve. Questionada por repórteres, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que o presidente não determinou qualquer apuração sobre um "suposto engano ao Congresso" em depoimento relacionado à reforma do complexo da sede do Fed, em Washington. Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo



Banco Master: presidente do TCU diz que inspeção na liquidação pelo BC traz 'segurança jurídica'


12/01/2026 19:07 - g1.globo.com


Caso Master: presidente do TCU admite que Banco Central acertou ao determinar a liquidação O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro do Vital do Rêgo Filho, afirmou nesta segunda-feira (12) que a inspeção no processo de liquidação do banco Master traz "segurança jurídica" para o processo. Segundo o ministro, o processo todo deve durar menos de um mês. Segundo ele, há um acordo entre o órgão e o Banco Central (BC) para que a análise dos documentos seja realizada. A expectativa é que o plenário do TCU vote a proposta de inspeção na decisão do BC no caso Master em 21 de janeiro.  Vital do Rêgo Filho, acompanhado do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, e outros integrantes do TCU se reuniram nesta segunda com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC. O BC, no entanto, ainda não se manifestou sobre as declarações do presidente do TCU. O objetivo, segundo Vital do Rêgo, era encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questionava a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências. O pano de fundo do encontro é a liquidação do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo Banco Central e analisada pelo TCU. Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo TCU/Divulgação Vital do Rêgo disse, ainda, que acredita que a reunião desta segunda afasta as chances de aplicação de medida cautelar. Isso porque o ministro relator escreveu, mais de uma vez em despachos, que poderia determinar a suspensão da venda de ativos do Master. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Vital do Rêgo negou que tenha sido um erro a entrada do TCU no processo sobre a liquidação do Banco Master e afirmou que não haverá reversão da decisão do Banco Central. "O que nós veremos é que o BC teve toda razão em liquidar o Banco Master, como faz qualquer agência reguladora", disse o ministro do TCU. Relator diz que inspeção terá caminho normal Após a conversa, o ministro Jhonatan de Jesus soltou uma nota afirmando que a conversa entre o TCU e o BC "ocorreu em tom amistoso e cooperativo". "Na ocasião, houve alinhamento quanto à competência do TCU para fiscalizar atos do Banco, respeitados o sigilo documental e a discricionariedade técnica da autoridade monetária. A inspeção seguirá os trâmites regimentais normais, respeitado o devido processo legal. O diálogo fortalece a segurança jurídica e a estabilidade das decisões públicas", disse. Entenda o caso Na última semana, a relação entre as duas instituições degringolou após Jhonatan de Jesus determinar uma inspeção nos documentos do BC. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. Jesus acolheu o pedido, ou seja, decidiu levar a discussão sobre a inspeção ao plenário, mas deixou clara a sua insatisfação com o questionamento do BC. Em um dos trechos do despacho, o ministro disse que "sob o ângulo regimental, não procede à premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado". Além disso, Jhonatan de Jesus afirmou que o recuo se deu diante da "dimensão pública" que o caso ganhou. "Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do Plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria", afirmou o relator. Antes mesmo da determinação da inspeção, as explicações solicitadas por Jhonatan de Jesus já haviam sido alvo de críticas. No mesmo dia em que mandou o BC responder, em até 72 horas, sobre o que fundamentou a liquidação do banco de Vorcaro, instituições do setor bancário reagiram. Em nota, a Federação Brasileira de Bancos manifestou plena confiança na decisão do BC. Afirmou que "a solidez e a resiliência do setor bancário e a independência do regulador do sistema financeiro são um ativo e um patrimônio nacional". "A força do setor bancário se alicerça na força do regulador, que somente se sustenta com respeito, credibilidade e dignidade institucional, pilares que sempre forjaram a atuação do Banco Central brasileiro", disse a entidade.



Ex-assessora de Trump é nova presidente da Meta


12/01/2026 17:48 - g1.globo.com


Dina Powell McCormick Divulgação/Meta A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) que nomeou Dina Powell McCormick como presidente e vice-líder do conselho administrativo da empresa. McCormick é ex-assessora do presidente americano Donald Trump e sua escolha é apontada como um novo sinal de aproximação entre a gigante da tecnologia e o governo republicano. Em sua nova posição, ela estará focada na busca de financiamento para o desenvolvimento da Meta no setor de inteligência artificial (IA), em particular a construção de data centers, informou a empresa em comunicado. "A experiência da Dina no mais alto nível das finanças globais e sua rede de relações em todo o mundo lhe conferem uma legitimidade única para ajudar a Meta a conduzir essa próxima fase de crescimento", disse o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, citado no comunicado. Como integrante do conselho administrativo da Meta, McCormick atuará ao lado de nomes como Dana White, chefão do UFC e apoiador de Trump que foi nomeado para o grupo no início do atual governo dos EUA. LEIA TAMBÉM: Apple fecha parceria com Google para levar o Gemini aos iPhones por meio da Siri 'Sentimento horrível', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk FAFO: Entenda o que significa gíria usada por Trump em post após captura de Maduro Veja os vídeos que estão em alta no g1 McCormick, que já integrou o conselho administrativo da Meta, foi vice-assessora de Segurança Nacional de Trump durante o primeiro mandato do republicano, sendo responsável pela região do Oriente Médio. Trump disse que Zuckerberg fez uma "grande escolha" ao nomear McCormick. "Ela é uma pessoa fantástica e muito talentosa, que serviu à administração Trump com firmeza e distinção", disse o presidente dos EUA em sua rede Truth Social. Dina Powell McCormick trabalhou com vários legisladores republicanos e para o próprio partido, antes de ocupar diversos cargos no governo de George W. Bush entre 2001 e 2007. Também trabalhou no banco Goldman Sachs por 16 anos. Como os outros gigantes da IA generativa, a Meta está imersa em um ciclo de investimentos enormes para garantir as capacidades necessárias ao desenvolvimento dessa tecnologia. No fim de outubro, o grupo anunciou investimentos de até US$ 72 bilhões (R$ 386,24 bilhões) em infraestrutura em 2025 e prevê um orçamento "sensivelmente maior" para 2026.



Paramount processa Warner Bros para obter detalhes sobre acordo com Netflix


12/01/2026 17:06 - g1.globo.com


Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo A Paramount Skydance entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira (12) contra a Warner Bros Discovery para obter mais informações sobre o acordo de US$ 82,7 bilhões (R$ 444, 6 bilhões) da empresa com a Netflix, intensificando a disputa pelo controle de um dos estúdios mais emblemáticos de Hollywood. A Paramount, liderada por David Ellison, afirmou ainda que pretende indicar diretores para o conselho da Warner Bros Discovery, em uma das iniciativas mais agressivas para convencer os acionistas de que sua oferta hostil de US$ 30 (R$ 161,28) por ação em dinheiro é superior à proposta concorrente de US$ 27,75 (R$ 149,18) por ação, composta por dinheiro e ações da Netflix. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Paramount e Netflix disputam o controle da Warner Bros, que reúne valiosos estúdios de cinema e televisão e uma extensa biblioteca de conteúdo, incluindo a franquia Harry Potter e o universo de personagens da DC Comics, como Superman e Batman. Em carta aos investidores, a Paramount informou que pretende propor uma emenda ao estatuto da Warner Bros que passará a exigir aprovação dos acionistas para qualquer separação dos negócios de TV a cabo da empresa — ponto considerado central no acordo com a Netflix. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na semana passada, a Paramount afirmou que a cisão da divisão de TV a cabo praticamente não tem valor econômico e reiterou sua oferta melhorada de US$ 108,4 bilhões (R$ 582,8 bilhões), após rejeição anterior pelo conselho de administração da Warner Bros. A oferta revisada inclui US$ 40 bilhões (R$ 215 bilhões) em ações garantidas pessoalmente pelo cofundador da Oracle, Larry Ellison — pai do presidente-executivo da Paramount, David Ellison —, além de US$ 54 bilhões em dívidas. “A WBD tem apresentado razões cada vez mais criativas para evitar uma transação com a Paramount, mas o que nunca disse — porque não pode — é que o acordo com a Netflix é financeiramente superior à nossa oferta atual”, escreveu a Paramount em carta aos acionistas da Warner Bros. “A menos que o conselho de administração da WBD decida se engajar conosco nos termos do acordo de fusão da Netflix, a decisão provavelmente será levada ao voto na assembleia de acionistas.” Procuradas, Netflix e Warner Bros Discovery não comentaram o assunto. O principal argumento da Paramount — usado para influenciar os investidores — é que sua oferta em dinheiro por todo o grupo Warner Bros oferece maior previsibilidade do que o acordo com a Netflix, que envolve apenas os estúdios e ativos de streaming e, segundo a empresa, enfrenta riscos regulatórios mais elevados. O desempenho fraco da Versant, rede de TV a cabo desmembrada da Comcast, também fortaleceu a campanha da Paramount ao reforçar o argumento de que sua proposta é superior por envolver todo o grupo Warner Bros, e não apenas parte dos ativos. A oferta da Paramount expira em 21 de janeiro, mas a empresa indicou que pode prorrogá-la. Warner e Netflix: veja o que se sabe e próximos passos



Seguro-desemprego tem novos valores em 2026; veja tabela


12/01/2026 16:59 - g1.globo.com


Seguro-desemprego tem novos valores em 2026 A tabela anual com as regras para o cálculo do seguro-desemprego foi atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2026, os trabalhadores que têm direito ao benefício vão receber, no mínimo, R$ 1.621. Os novos valores foram definidos com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no último reajuste do salário mínimo. ➡️ Veja, na tabela abaixo, como calcular o valor do seguro-desemprego em 2026 a partir do salário médio do trabalhador. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🔎 O salário médio corresponde à soma da remuneração dos três meses anteriores à demissão, dividida por três. ❌ Além disso, conforme determina a lei, o seguro-desemprego não pode ser inferior ao salário mínimo vigente. Então, se, no cálculo, o valor for menor, o beneficiário recebe R$ 1.621. Já os trabalhadores que tenham recebido salários médios acima de R$ 3.564,96 têm direito ao benefício no valor máximo, de R$ 3.703,99. Abaixo, veja ainda: 👤 Quem pode receber? ⏳ Quanto tempo dura? 📝 Como solicitar? Quem pode receber? Têm direito ao seguro-desemprego os trabalhadores, incluindo os domésticos, que atuaram em regime CLT e foram dispensados sem justa causa. O benefício também se aplica aos casos de dispensa indireta, quando há falta grave do empregador que justifique o rompimento do vínculo por iniciativa do trabalhador. Além disso, o seguro-desemprego é concedido a: Quem teve o contrato suspenso em razão da participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador; Pescador profissional durante o período de defeso; Trabalhador resgatado de condição análoga à de escravo. Não é permitido receber outro benefício trabalhista simultaneamente ao seguro-desemprego nem possuir participação societária em empresas. Também não tem direito ao seguro-desemprego quem estiver recebendo benefício de prestação continuada da Previdência, com exceção do auxílio-acidente e da pensão por morte. Se o trabalhador conseguir um emprego com carteira assinada logo após a demissão ou durante o recebimento do seguro-desemprego, perde o direito ao benefício. Quanto tempo dura? O número de parcelas do benefício depende do tempo de trabalho. Quem comprovar pelo menos seis meses de atividade receberá três parcelas. Quem comprovar pelo menos 12 meses de trabalho recebe quatro parcelas. Já o trabalhador com mais de 24 meses tem direito a cinco parcelas. Como solicitar? O seguro-desemprego pode ser solicitado pelos seguintes canais: Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital; Portal gov.br; Presencialmente, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, após agendamento pelo telefone 158. Quais documentos apresentar: Documento do requerimento do seguro-desemprego, entregue pelo empregador no momento da dispensa sem justa causa; Número do CPF. Carteira de trabalho Gilson Abreu/AEN



BNDES aprova R$ 950 milhões para empresa construir usina de etanol de milho na Bahia


12/01/2026 15:43 - g1.globo.com


BNDES aprova R$ 950 milhões para Inpasa construir usina de etanol de milho na Bahia Inpasa Brasil O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 950 milhões para a empresa Inpasa Agroindustrial construir a sua 6ª biorrefinaria no Brasil, destinada à produção de etanol anidro e hidratado a partir da moagem de milho, sorgo e de outros grãos, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (12), pela empresa pública federal. Com R$ 350 milhões do Fundo Clima e R$ 600 milhões da linha Finem, a unidade terá capacidade para processar, anualmente: Até 1 milhão de toneladas de milho; 498 milhões de litros de etanol 248,9 mil toneladas de Dried Distillers Grains (DDG) - coproduto da produção de etanol a partir do milho, rico em proteína); 24.862 toneladas de óleo vegetal; 185 GWh de energia elétrica. 💡ENTENDA: Criado em 2009, o Fundo Clima está vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e é administrado pelo BNDES, que atua como gestor na aplicação dos recursos reembolsáveis. Já o BNDES Finem é uma linha de crédito destinada a financiar projetos de investimento em diversos setores da economia. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o BNDES, a produção atingirá a capacidade máxima a partir de 2027. A planta de etanol será construída na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, ocupando uma área total de 125.280,50 m². Ainda de acordo com a empresa pública federal, a cidade foi escolhida por sua importância no agronegócio brasileiro e por possuir um alto potencial de crescimento na produção de grãos. Durante a obra, serão gerados cerca de 300 empregos diretos e mais de 3 mil indiretos. Conforme o BNDES, após a implantação, estima-se que cerca de 450 a 500 empregos diretos sejam abertos para a planta industrial, sendo grande parte voltados para o processo industrial e operações. LEIA TAMBÉM: Tecnologia permite que cliente faça 'raio-x' de roupas e descubra em quais peças o algodão da Bahia foi transformado; entenda Uso da Inteligência Artificial melhora produtividade e sustentabilidade na cotonicultura baiana, defendem especialistas Diretor-superintendente da Abit destaca potência da Bahia na indústria têxtil e qualidade do algodão Plantação de milho em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia Inpasa Brasil Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻



Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano


12/01/2026 13:48 - g1.globo.com


O que muda nas regras da aposentadoria em 2026 O ano de 2026 chegou e, com ele, mudanças significativas nas regras de aposentadoria para quem está prestes a se aposentar. A reforma da Previdência, que segue alterando as normas anualmente, traz ajustes importantes, e se você já contribui com o INSS desde antes de 2019, é fundamental entender o que muda agora. ➡️ A regra geral exige que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos, e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, são 65 anos de idade e 20 de contribuição. Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma, em novembro de 2019, o governo criou um regime de transição que prevê alterações todos os anos, até 2031, nas regras para aposentadoria. Veja o que muda para essas pessoas em 2026: A idade mínima para solicitar a aposentadoria sobe seis meses em relação ao regime anterior. As mulheres precisam ter, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima passa a ser de 64 anos e seis meses. O tempo mínimo de contribuição é de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens. Também há mudanças na regra dos pontos, que soma o tempo de contribuição com a idade do trabalhador. A pontuação mínima exigida será de 93 para mulheres e de 103 pontos para homens. Ao longo desta reportagem, entenda as regras de transição da reforma da Previdência e, em seguida, veja como calcular sua aposentadoria. ⚠️ Regras de transição As regras de transição são voltadas para quem já contribuía antes da aprovação da reforma da Previdência, e foram criadas para estabelecer uma passagem entre as exigências antigas e as atuais do benefício. Cada uma delas pode alterar o momento em que o benefício será concedido e o valor que o trabalhador receberá. Assim, o contribuinte pode se aposentar a partir da regra que for mais benéfica para ele. Veja detalhes de cada uma a partir dos tópicos abaixo: Tempo de contribuição + idade mínima; Por idade; Pedágio de 50%; Pedágio de 100%; Regra dos pontos; Calculadora do INSS. Tempo de contribuição + idade mínima Nesta categoria, a idade mínima para se aposentar é progressiva e sobe seis meses anualmente. Além disso, é exigido um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens. Por idade A regra considera a idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para as mulheres, e um tempo de contribuição de 15 anos para ambos. Pedágio de 50% Direcionada para os trabalhadores que estavam prestes a se aposentar em 2019, a regra estabelece um "pedágio" equivalente a 50% do tempo de contribuição que faltava. 💬 EXEMPLO: Um trabalhador que já havia contribuído por 33 anos e que, antes da reforma da Previdência, tinha apenas mais 24 meses de contribuição pendentes, terá de trabalhar por mais 12 meses. Nessa modalidade, a idade mínima exigida é de 57 anos para mulher e de 60 anos para o homem. Pedágio 100% A modalidade exige que o trabalhador cumpra integralmente o tempo de contribuição pendente para se aposentar. Neste método, a vantagem está no valor do benefício, que pode ser maior do que o pedágio de 50%. Regra dos pontos São os pontos obtidos a partir da soma entre idade e tempo de contribuição. Em 2025, a pontuação mínima será de 92 para mulheres e de 102 pontos para homens. 🧮 Calcule sua aposentadoria O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) liberou um recurso que ajuda a saber quanto tempo falta para se aposentar (por idade ou tempo de contribuição). A simulação é feita com as informações que estão na base de dados do INSS. Também é possível incluir vínculos e alterar sua data de nascimento no momento da simulação. O resultado gerado pela calculadora vale somente para consulta e não garante direito à aposentadoria. Este pedido é realizado pela internet — não é necessário ir ao INSS. Veja como acessar o simulador: Entre no Meu INSS; Informe seu CPF e senha; Clique em “Do que você precisa?” e escreva “Simular Aposentadoria”; Serão exibidas as simulações para todas as regras, antes e depois da reforma da previdência; Clique em “Baixar PDF” para mais detalhes. Vai ficar mais difícil se aposentar em 2026? Veja o que muda nas exigências Divulgação



Governo federal manda apurar falhas da Enel no fornecimento de energia em SP e eventual responsabilidade da Aneel


12/01/2026 12:54 - g1.globo.com


Funcionário da Enel trabalha para restabelecer energia no Centro de SP. Algumas regiões ficaram 3 dias sem luz Allison Sales/Fotorua/Estadão Conteúdo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que órgãos do governo federal apurem falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica pela Enel, concessionária responsável pelo abastecimento na capital paulista e em 23 municípios da Grande São Paulo. O despacho, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (12), também determina a investigação de eventual responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), após reiterados pedidos do Ministério de Minas e Energia para abrir processos administrativos. Em nota, a Enel informou que "vem cumprindo suas obrigações contratuais e regulatórias, assim como o Plano de Recuperação apresentado em 2024 à Aneel, que registrou avanços consistentes em todos os indicadores de qualidade do serviço. Esses resultados foram comprovados pelas fiscalizações recentemente realizadas pela agência reguladora. Ao longo de 2025, a companhia manteve uma trajetória contínua de melhoria, demonstrando que as ações implementadas e acompanhadas mensalmente pelo regulador são estruturais e permanentes" (confira a íntegra mais abaixo). O g1 procurou a Aneel e aguarda posicionamentos. No despacho, o presidente cita “episódios relevantes de falha na prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica” e determina a atuação do Ministério de Minas e Energia, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) junto à Aneel. A decisão ocorre após os governos federal, estadual e municipal anunciarem, em dezembro do ano passado, o início do processo de extinção do contrato com a Enel. Enel: entenda quem tem poder de encerrar contrato de concessão da empresa de energia na Grande SP Veja os vídeos que estão em alta no g1 Às escuras Nos últimos três anos, a concessionária tem recebido críticas de diversos agentes da sociedade após falhas recorrentes na prestação do serviço. Em dezembro passado, mais de 2,2 milhões de imóveis ficaram no escuro depois de uma ventania histórica na Grande São Paulo. Outro episódio emblemático foi registrado em novembro de 2023, quando mais de 2,5 milhões de pessoas ficaram sem luz após fortes chuvas. A empresa demorou até seis dias em algumas regiões para restabelecer a energia. Segundo o texto, o Ministério de Minas e Energia deverá articular, com apoio da AGU e da CGU, medidas junto à Aneel para garantir a prestação adequada, contínua e eficiente do serviço de distribuição de energia à população. A Advocacia-Geral da União foi encarregada de elaborar um relatório detalhado sobre as providências adotadas pela concessionária responsável pela distribuição de energia desde a primeira interrupção considerada relevante. Para isso, a AGU poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais e requisitar informações diretamente à Aneel. Já a Controladoria-Geral da União deverá apurar eventuais responsabilidades dos entes federativos envolvidos e da própria agência reguladora. O órgão também investigará os motivos da falta de atuação rápida das autoridades competentes. O despacho não prevê punições imediatas, mas abre caminho para investigações administrativas e possíveis medidas legais contra a concessionária e órgãos responsáveis pela fiscalização do fornecimento de energia. Em ofício enviado à Aneel, o ministro de Estado de Minas e Energia substituto, Arthur Cerqueira Valério, também solicitou o encaminhamento das seguintes informações no prazo de cinco dias: Relação de todas as medidas efetivamente implementadas pela Aneel em resposta aos ofícios e recomendações expedidos pelo ministério entre 2023 e 2025; Indicação da existência de eventuais processos, estudos ou medidas em andamento para avaliar o descumprimento de obrigações pela concessionária e as possíveis consequências disso, incluindo a eventual perda da concessão, caso as análises técnicas da Aneel apontem essa necessidade. O que diz a Enel "A Enel Distribuição São Paulo vem cumprindo suas obrigações contratuais e regulatórias, assim como o Plano de Recuperação apresentado em 2024 à Aneel, que registrou avanços consistentes em todos os indicadores de qualidade do serviço. Esses resultados foram comprovados pelas fiscalizações recentemente realizadas pela agência reguladora. Ao longo de 2025, a companhia manteve uma trajetória contínua de melhoria, demonstrando que as ações implementadas e acompanhadas mensalmente pelo regulador são estruturais e permanentes. A distribuidora esclarece que, nos dias 10 e 11 de dezembro, enfrentou um ciclone extratropical atípico, com efeitos inéditos: rajadas sucessivas de vento que se estenderam por até 12 horas, causando severos danos à rede de distribuição. Este foi o vendaval mais prolongado já registrado na região. Desde que assumiu a concessão, em 2018, até 2024, a Enel investiu mais de R$ 10 bilhões em São Paulo. Para o período de 2025 a 2027, a distribuidora aprovou um plano de investimentos recorde, atualmente em execução, no valor de R$ 10,4 bilhões. De março de 2024 até o final de 2025, a empresa contratou 1600 novos profissionais de campo para reforçar o atendimento aos clientes. As iniciativas priorizam a modernização, a digitalização e o fortalecimento da rede elétrica. A companhia também reforçou de forma estrutural seu plano operacional e seguirá atuando para mitigar os impactos aos clientes diante do avanço dos eventos climáticos na área de concessão. As ações em andamento já resultaram em redução significativa do tempo médio de atendimento aos clientes e seguem em trajetória contínua de melhoria. Nos últimos dois anos, a Enel SP realizou cerca de 1,3 milhões de podas preventivas em toda sua área de concessão. A Enel reafirma sua confiança no sistema jurídico e regulatório brasileiro como garantidor de segurança e estabilidade aos investidores com compromissos de longo prazo no país. A companhia reforça seu compromisso com a melhoria contínua do serviço prestado aos seus 8 milhões de clientes e seguirá trabalhando para aprimorá-lo."



Teto do INSS sobe para R$ 8.475; veja como ficam os valores dos benefícios acima do salário mínimo


12/01/2026 12:43 - g1.globo.com


Regras de aposentadoria mudam para quem contribuía para o INSS antes da reforma da previdência Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% na remuneração, após divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na sexta-feira (9), usado como referência para o reajuste. Com o reajuste, o teto dos benefícios do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A atualização foi oficializada por meio de portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU), que definiu os novos valores pagos pela Previdência. Apesar do aumento, a correção ficará abaixo da inflação oficial do país, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta de 4,26%. Como o INPC é o indicador usado como base para reajustar os benefícios acima do piso nacional, a diferença entre os dois índices aponta perda de poder de compra para esse grupo de segurados. Além disso, a correção de 3,9% será aplicada integralmente apenas aos segurados que já recebiam aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro do ano passado. 🔎 Para quem passou a receber o benefício a partir de fevereiro de 2025, o aumento será proporcional ao número de meses pagos, já que não houve a incidência de 12 meses completos de reajuste. Quanto mais recente for a data de concessão do benefício, menor será o índice aplicado no reajuste. Veja abaixo os percentuais: Janeiro: 3,90% Fevereiro: 3,90% Março: 2,38% Abril: 1,86% Maio: 1,38% Junho: 1,02% Julho: 0,79% Agosto: 0,58% Setembro: 0,79% Outubro: 0,27% Novembro: 0,24% Dezembro: 0,21% 👉 Para os segurados que recebem um salário mínimo de benefício, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional. O novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, passou a valer a partir do dia 1º de janeiro. Resultados do INPC em 2025 O INPC teve alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,48%. No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior. Entre as regiões pesquisadas em dezembro: Porto Alegre: registrou a maior variação, de 0,57%, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%); Curitiba: apresentou a menor variação, com queda de 0,22%, associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%). No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente. Considerando os índices regionais do acumulado do ano, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada sobretudo pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%). Veja o resumo dos resultados por grupo: 🍎 Alimentação e bebidas: 2,63% 🏠 Habitação: 6,78% 🪑 Artigos de residência: -0,20% 👕 Vestuário: 4,58% 🚌 Transportes: 2,64% 💊 Saúde e cuidados pessoais: 5,20% 💳 Despesas pessoais: 5,63% 🎓 Educação: 5,99% 💻 Comunicação: 0,48% Entenda o reajuste pelo INPC O INPC é usado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um índice oficial. Antes disso, foram usados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. Já o IPCA, considerado a inflação oficial do país, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. O que muda nas aposentadorias em 2026? Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, o governo estabeleceu regras de transição. Esse regime prevê mudanças graduais nas condições de aposentadoria, com ajustes anuais até 2031. Em 2026, as regras para esse grupo passam por novas alterações. Veja o que muda: 🎂 Idade mínima: sobe seis meses em relação ao ano anterior. As mulheres passam a precisar de, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima será de 64 anos e seis meses. ⏳ Tempo de contribuição: permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. 🧮 Regra dos pontos: que soma idade e tempo de contribuição, também é ajustada. A pontuação mínima exigida será de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. Previdência Social, INSS, aposentadoria Marcelo Casal Jr/Agência Brasil



Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve


12/01/2026 12:29 - g1.globo.com


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Federal Reserve ao ameaçar recorrer à Justiça contra o presidente da instituição, Jerome Powell. Segundo Trump, a iniciativa estaria ligada ao que ele chama de má gestão das obras de reforma da sede do banco central, em Washington. Em resposta, Powell afirmou que trata-se de uma escalada de pressões políticas com o objetivo de constranger o banco central e influenciar a condução da política monetária dos EUA, em especial para acelerar cortes na taxa de juros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A nova ofensiva, no entanto, aprofunda um conflito que já se arrasta há anos entre a Casa Branca e o Fed. No centro da disputa está a política de juros. Trump pressiona por cortes rápidos e profundos para estimular a economia, enquanto o banco central adota uma postura mais cautelosa, priorizando o controle da inflação e a estabilidade econômica. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 ▶️Apesar das críticas, o Fed vem reduzindo os juros. Na última reunião do ano, em 10 de dezembro, a instituição cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022. Foi o terceiro corte consecutivo em 2025. Na reunião anterior, em 29 de outubro, a taxa já havia sido reduzida na mesma proporção, para o intervalo de 3,75% a 4% ao ano. Ainda assim, Powell tem sido alvo de críticas recorrentes de Trump, que o acusa de não agir com a rapidez desejada. Em junho, o presidente chegou a chamar o chefe do Fed de “burro” e “teimoso”, pouco antes de uma audiência no Congresso. Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que os juros deveriam estar “de dois a três pontos percentuais mais baixos” e disse esperar que o Congresso “acabasse com essa pessoa”. A pressão do presidente não se limitou a declarações públicas. No ano passado, Trump tentou demitir Lisa Cook, diretora do Fed, em um movimento inédito na história da instituição. A Justiça dos EUA, porém, suspendeu a decisão e manteve Cook no cargo, o que foi interpretado pelo mercado como uma defesa da independência do banco central. O governo também tentou impedir sua participação em reuniões do Fed, sem sucesso. O caso, que envolve acusações de suposta fraude hipotecária, foi levado à Suprema Corte e deve ser analisado este mês. Por que Trump quer processar Powell Nesta semana, a disputa ganhou um novo capítulo. O governo passou a mencionar a possibilidade de uma investigação criminal contra Powell, alegando que ele teria prestado informações incorretas ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, que superaram o orçamento inicial. Powell nega as acusações e afirma que o episódio está sendo usado como instrumento de pressão política. Em comunicado divulgado no domingo, ele informou que o Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça relacionada a seu depoimento ao Congresso em junho do ano passado. A investigação, conduzida pela Procuradoria dos EUA no Distrito de Colúmbia, busca apurar se houve inconsistências nas informações sobre o alcance das obras. A apuração foi autorizada pela procuradora Jeanine Pirro, nomeada para o cargo pelo próprio Trump. O que diz o Federal Reserve Em comunicado divulgado no último domingo (11), por meio do banco central americano, Jerome Powell afirmou que a investigação do governo Trump faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o Federal Reserve a promover cortes mais agressivos nos juros, mesmo com a inflação ainda acima da meta oficial de 2%. Segundo Powell, a medida é “sem precedentes” e deve ser analisada dentro de um contexto de pressão contínua do governo sobre o Fed. Ele disse ter “profundo respeito pelo Estado de Direito”, mas afirmou que as acusações são “pretextos”. “Essa ameaça não está relacionada ao meu depoimento nem às obras”, declarou. Para o presidente do Fed, a ameaça de um processo criminal decorre do fato de a instituição definir a taxa de juros “com base no que considera melhor para o interesse público, e não de acordo com as preferências do presidente”. Powell acrescentou que o episódio levanta a questão sobre se o Fed conseguirá continuar a conduzir a política monetária “com base em evidências e nas condições econômicas, ou se passará a ser dirigida por pressão política ou intimidação”. Jerome Powell assumiu a presidência do Federal Reserve em fevereiro de 2018, indicado por Donald Trump, e foi reconduzido ao cargo em 2022 pelo então presidente Joe Biden. Advogado de formação, ele se tornou o primeiro não economista a liderar o Fed em 40 anos. Seu mandato atual termina em maio de 2026, e ao menos cinco nomes já são apontados como possíveis sucessores. Trump cumprimenta Jerome Powell, escolhido para assumir a presidência do Fed Reuters



Dólar sobe e fecha a R$ 5,37 em meio à tensão entre Trump e Fed; Ibovespa recua


12/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,12% nesta segunda-feira (12), cotado a R$ 5,3719. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve uma queda de 0,13%, aos 163.150 pontos. As tensões entre a Casa Branca e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) voltaram ao centro das atenções após o presidente Donald Trump elevar novamente o tom contra o chefe da instituição, Jerome Powell. Dados econômicos do Brasil e declarações de dirigentes do Fed também estiveram no radar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, Trump intensificou a pressão sobre o Fed ao ameaçar indiciar Powell por declarações feitas ao Congresso sobre um projeto de reforma de um edifício. O dirigente classificou a iniciativa como um “pretexto” para ampliar a influência política sobre a definição das taxas de juros no país e afirmou que não cederá à pressão. (entenda mais abaixo) ▶️ Com a tensão entre a Casa Branca e o Fed, o futuro das taxas de juros e a independência do banco central dos EUA voltaram ao foco. Dessa forma, declarações de dirigentes da instituição passaram a atrair a atenção dos investidores. ▶️ No Brasil, a semana começou com a divulgação do Boletim Focus. A projeção para a inflação de 2026 foi reduzida de 4,06% para 4,05%, enquanto as estimativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. ▶️ Também na agenda doméstica, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e diretores da autoridade monetária para tratar do impasse envolvendo o Banco Master. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: -2,13%; Acumulado do ano: -2,13%. 📈Ibovespa C Acumulado da semana: -0,13%; Acumulado do mês: +1,26%; Acumulado do ano: +1,26%. Trump x Powell O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao mencionar a possibilidade de indiciar criminalmente o presidente da instituição, Jerome Powell. 👉 A ameaça está relacionada a declarações feitas por Powell ao Congresso sobre os custos de um projeto de reforma de um prédio do Fed. 👉 Segundo o dirigente, o episódio está sendo usado como pretexto para ampliar a influência do governo sobre a política monetária, em especial para forçar cortes mais agressivos nos juros. As movimentações elevaram as preocupações do mercado quanto à independência do banco central: nesta segunda-feira, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, afirmou que a ameaça de uma acusação criminal contra Powell reforça esses receios, embora espere que o Fed continue tomando decisões com base em dados econômicos. “Obviamente, há mais preocupações de que a independência do Fed esteja em xeque, com as últimas notícias sobre a investigação criminal contra o presidente Powell realmente reforçando essas preocupações”, afirmou Hatzius. LEIA TAMBÉM Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve Trump intensifica ataque a presidente do Fed com ameaça de acusação criminal As declarações foram feitas durante a conferência anual de estratégia global do banco, em Londres. Ainda assim, segundo ele, Powell deve seguir conduzindo a política monetária com base nas condições econômicas, sem se deixar influenciar por pressões políticas. 🔎 Hatzius, que integra o comitê de administração do Goldman Sachs, foi o primeiro executivo sênior de Wall Street a se manifestar publicamente desde que surgiram as informações sobre a possível investigação contra o chefe do Fed. “Não tenho dúvidas de que ele, no mandato remanescente como presidente, tomará decisões baseadas nos dados, seja para cortar juros ou para manter a taxa, conforme os indicadores apontarem”, disse. A disputa ganhou um novo capítulo nesta semana, quando o governo passou a citar formalmente a possibilidade de uma investigação criminal. A alegação é a de que Powell teria prestado informações incorretas ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, que teriam superado o orçamento inicialmente previsto. Powell nega as acusações e sustenta que o caso está sendo instrumentalizado politicamente. Em comunicado divulgado no domingo (11), por meio do banco central americano, ele informou que o Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça relacionada a seu depoimento ao Congresso em junho do ano passado. A investigação está sendo conduzida pela Procuradoria dos EUA, no Distrito de Colúmbia, e busca apurar se houve inconsistências nas informações apresentadas sobre o alcance das obras. A apuração foi autorizada pela procuradora Jeanine Pirro, nomeada para o cargo pelo próprio Trump. No mesmo comunicado, Powell afirmou que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o Fed a promover cortes mais intensos na taxa de juros, mesmo com a inflação ainda acima da meta oficial de 2%. Segundo ele, a medida é “sem precedentes” e deve ser entendida dentro de um contexto de pressão contínua do governo sobre a autoridade monetária. “Essa ameaça não está relacionada ao meu depoimento nem às obras”, afirmou. Para Powell, o risco de um processo criminal decorre do fato de o Fed definir a taxa de juros “com base no que considera melhor para o interesse público, e não de acordo com as preferências do presidente”. Agenda econômica Boletim Focus Os economistas consultados pelo Banco Central promoveram apenas ajustes marginais em suas projeções na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira. Segundo o levantamento — que reúne as previsões de analistas para os principais indicadores do país —, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, em 2026 recuou 0,01 ponto percentual, passando para 4,05%. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,80% ao fim do ano. 🔎 A meta oficial de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite variações entre 1,5% e 4,5% sem descumprimento formal do objetivo. No campo da política monetária, os analistas mantiveram a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, em março. A projeção segue indicando uma redução inicial de 0,5 ponto percentual, a partir do patamar atual de 15%. Também não houve mudanças nas estimativas para o nível da Selic ao fim dos próximos anos: 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027. Para a atividade econômica, as previsões permaneceram estáveis. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,8% tanto para este ano quanto para o próximo. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados pelas ações de tecnologia. Na outra ponta, os papéis de instituições financeiras e empresas de cartão de crédito sofreram pressão para baixo depois que Trump propôs um limite de um ano para as taxas de juros de cartões de crédito, fixado em 10% a partir de 20 de janeiro. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,16%, para 49.584,57 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,15%, para 6.977,29 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve alta de 0,26%, para 23.733,90 pontos. As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira com alta recorde — apesar de os ganhos terem sido modestos, em meio à cautela diante das tensões entre o Fed e a Casa Branca. O índice STOXX 600 encerrou com alta de 0,20%, impulsionado por empresas de metais preciosos. Entre os principais índices europeus, o destaque ficou com o DAX, da Alemanha, que avançou 0,60% e marcou um novo recorde. Essa foi a 10ª alta consecutiva da bolsa alemã. Na Ásia, fecharam em alta, com destaque para os mercados chineses, que atingiram os maiores níveis da última década. O avanço foi impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial e ao setor aeroespacial, apoiadas por volume recorde de negociações e perspectivas positivas para 2026. Em Hong Kong, as ações também subiram, acompanhando o otimismo regional. No fechamento, os índices ficaram assim: Hang Seng +1,44% (26.608 pontos), Xangai SSEC +1,09% (4.165 pontos), CSI300 +0,65% (4.789 pontos), Kospi +0,84% (4.624 pontos), Taiex +0,92% (30.567 pontos) e Straits Times +0,47% (4.766 pontos). O Nikkei não abriu. Cédulas de dólar Pexels



Trump intensifica ataque a presidente do Fed com ameaça de acusação criminal


12/01/2026 10:22 - g1.globo.com


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) ao ameaçar indiciar o presidente da instituição, Jerome Powell, por declarações feitas ao Congresso sobre o projeto de reforma de um edifício. Powell classificou a iniciativa como um “pretexto” para ampliar a influência política sobre a definição da taxa de juros — que Trump defende que seja reduzida de forma significativa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O episódio mais recente de uma ofensiva de longa data do presidente para aumentar seu controle sobre o Fed teve efeito imediato. O senador republicano Thom Tillis, integrante do Comitê Bancário do Senado — responsável por avaliar indicados presidenciais para o banco central — afirmou que a ameaça de indiciamento coloca em xeque a “independência e a credibilidade” do Departamento de Justiça. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Tillis, ele se oporá a qualquer nome indicado por Trump para o Fed, inclusive ao futuro sucessor de Powell na presidência da instituição, “até que essa questão legal seja totalmente esclarecida”. Em jogo está a autonomia do Fed para conduzir a política de juros dos Estados Unidos sem interferência indevida de autoridades eleitas, como Trump, que tendem a preferir juros mais baixos por razões políticas. Powell — nomeado para o comando do Fed pelo próprio Trump em 2018 — encerra seu mandato em maio, mas não é obrigado a deixar o cargo. Analistas avaliam que a mais recente investida do governo aumenta as chances de ele permanecer na função como forma de resistência. A ação ocorre cerca de duas semanas antes de a Suprema Corte analisar o esforço de Trump para demitir outra dirigente do Fed, a diretora Lisa Cook. Em Wall Street, a reação foi cautelosa. Desde a eleição de Trump para um segundo mandato, em novembro de 2024, investidores acompanham de perto o embate entre a Casa Branca e o banco central, em meio à promessa do presidente de melhorar o poder de compra dos norte-americanos após um período de inflação elevada. “As revelações desta noite representam uma escalada dramática nos esforços do governo para enfraquecer o Fed e podem desencadear uma série de consequências não intencionais, que vão diretamente contra os objetivos declarados do presidente Trump”, afirmou Karl Schamotta, estrategista-chefe de mercado da Corpay. Ameaças e pressão A mais recente ofensiva do governo foi revelada por Powell no fim da noite de domingo. Ele disse que o Fed recebeu, na semana passada, intimações do Departamento de Justiça relacionadas a comentários feitos ao Congresso sobre os custos excedentes de um projeto de reforma avaliado em US$ 2,5 bilhões no complexo da sede do banco central, em Washington. “Na sexta-feira, o Departamento de Justiça notificou o Federal Reserve com intimações de um grande júri, ameaçando uma acusação criminal ligada ao meu depoimento ao Comitê Bancário do Senado em junho do ano passado”, afirmou Powell. “Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilidade em nossa democracia. Ninguém — certamente não o chair do Federal Reserve — está acima da lei.” Ele acrescentou, no entanto, que a iniciativa deve ser analisada dentro de um contexto mais amplo de ameaças e pressão contínua do governo por juros mais baixos e, de forma geral, por maior influência sobre o Fed. “Essa nova ameaça não tem relação com meu depoimento em junho nem com a reforma dos prédios do Federal Reserve. Tampouco se trata do papel fiscalizador do Congresso. Esses são pretextos”, disse Powell. “A ameaça de acusações criminais decorre do fato de o Federal Reserve definir a taxa de juros com base no que considera melhor para o interesse público, e não de acordo com as preferências do presidente.” Trump afirmou à NBC News, no domingo, que desconhecia as ações do Departamento de Justiça. “Não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é muito bom no Fed e não é muito bom na construção de edifícios”, disse o presidente. Um porta-voz do Departamento de Justiça se recusou a comentar o caso, mas afirmou que “o procurador-geral instruiu os procuradores dos EUA a priorizar investigações sobre qualquer possível uso indevido de recursos do contribuinte”. Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo



Concurso do IBGE vai contratar mais de 39 mil temporários; veja o que se sabe sobre cargos e salários


12/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Governo autoriza IBGE a contratar mais de 39 mil temporários para novos censos Muita gente se animou ao ver a autorização para mais de 39 mil vagas temporárias no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aval já foi publicado no Diário Oficial, mas ainda há dúvidas sobre cargos, salários, inscrições e prazos do processo seletivo. Nesta reportagem, o g1 mostra o que já foi definido e o que ainda depende do edital. A autorização, publicada no Diário Oficial da União em 17 de dezembro, permite que o IBGE contrate profissionais por tempo determinado para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público, conforme previsto em lei. ➡️ Veja abaixo: Por que o governo autorizou tantas vagas? Em quais censos os contratados vão trabalhar? Quais cargos serão oferecidos? Quais são os salários? Quando sai o edital? Últimos concursos do IBGE Por que o governo autorizou tantas vagas? O número elevado de vagas está diretamente ligado à dimensão dos censos que o IBGE pretende realizar. São pesquisas que exigem grande estrutura operacional, com equipes espalhadas por todo o país para coletar dados diretamente com a população. Esse tipo de trabalho é intenso, mas temporário. Ele ocorre em períodos específicos e, por isso, o instituto costuma reforçar o quadro com contratações por tempo determinado sempre que precisa executar levantamentos dessa magnitude. Em quais censos os contratados vão trabalhar? Segundo a portaria, os profissionais selecionados vão atuar na operacionalização de dois censos. Um deles é o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, voltado à coleta de informações sobre a produção no campo. O outro é o Censo da População em Situação de Rua, que busca mapear um grupo que exige metodologia própria e abordagem diferenciada. Quais cargos serão oferecidos? A maior parte das vagas será destinada ao cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados. Apenas para essa função, estão previstas 27.330 oportunidades. As demais vagas serão distribuídas entre funções operacionais e de apoio. O número de vagas por função já foi estabelecido, mas as atribuições detalhadas de cada cargo devem constar apenas no edital, que ainda não foi publicado. Para ser contratado, será necessário passar por um processo seletivo simplificado. Quais são os salários? As remunerações ainda não foram definidas. Os valores serão estabelecidos pelo próprio IBGE, com despesas custeadas pelo orçamento do próprio instituto, classificadas como “Outras Despesas Correntes”. A autorização está condicionada à declaração de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Quando sai o edital? O IBGE tem até seis meses, contados a partir da publicação da portaria, para divulgar o edital de abertura das inscrições — ou seja, até o mês de maio. Até lá, não há datas definidas para o início das inscrições, aplicação de provas ou divulgação de resultados. Últimos concursos do IBGE O último concurso do IBGE ocorreu em 2023, quando o governo federal autorizou o instituto a contratar 8.141 funcionários temporários para a realização de pesquisas. Além disso, no ano passado o IBGE também ofertou 895 oportunidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Atualmente, o IBGE mantém outro processo seletivo temporário em andamento, com 9.580 vagas para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade. IBGE Tânia Rêgo/Agência Brasil



Presidente do TCU se reúne com Galípolo para discutir inspeção no BC relacionada ao Banco Master


12/01/2026 03:01 - g1.globo.com

Presidentes do TCU e do Banco Central se reúnem nesta segunda-feira (12) O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, se reúne nesta segunda-feira (12), às 14h, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC. O objetivo, segundo Vital do Rêgo, é encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questiona a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências. O pano de fundo do encontro é a liquidação do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo Banco Central e analisada pelo TCU. O relator do caso Master no Tribunal de Contas, ministro Jhonatan de Jesus, também deve participar da reunião, conforme apurou o g1. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Vital do Rêgo negou que tenha sido um erro a entrada do TCU no processo sobre a liquidação do Banco Master e afirmou que não haverá reversão da decisão do Banco Central. "O que nós veremos é que o BC teve toda razão em liquidar o Banco Master, como faz qualquer agência reguladora", disse o ministro do TCU. Entenda o caso Na última semana, a relação entre as duas instituições degringolou após Jhonatan de Jesus determinar uma inspeção nos documentos do BC. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. Jesus acolheu o pedido, ou seja, decidiu levar a discussão sobre a inspeção ao plenário, mas deixou clara a sua insatisfação com o questionamento do BC. Em um dos trechos do despacho, o ministro disse que "sob o ângulo regimental, não procede a premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado". Além disso, Jhonatan de Jesus afirmou que o recuo se deu diante da "dimensão pública" que o caso ganhou. "Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do Plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria", afirmou o relator. Antes mesmo da determinação da inspeção, as explicações solicitadas por Jhonatan de Jesus já haviam sido alvo de críticas. No mesmo dia em que mandou o BC responder, em até 72 horas, sobre o que fundamentou a liquidação do banco de Vorcaro, instituições do setor bancário reagiram. Em nota, a Federação Brasileira de Bancos manifestou plena confiança na decisão do BC. Afirmou que "a solidez e a resiliência do setor bancário e a independência do regulador do sistema financeiro são um ativo e um patrimônio nacional" e que "a força do setor bancário se alicerça na força do regulador, que somente se sustenta com respeito, credibilidade e dignidade institucional, pilares que sempre forjaram a atuação do Banco Central brasileiro".



Vai pagar IPVA em 2026? Confira calendário e possíveis descontos


11/01/2026 08:00 - g1.globo.com


Calendário do IPVA que pode ser pago em até 10 parcelas em 2026 em Roraima Secom-RR/Divulgação/Arquivo Os estados brasileiros e o Distrito Federal divulgaram como será a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026. Já estão disponíveis a agenda de pagamentos e as regras para que o motorista saiba se está na cota de isenção ou se recebe algum desconto no tributo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 O g1 preparou uma lista com os calendários, alíquotas, descontos e formas de pagamento do tributo, obrigatório para a maioria dos veículos em circulação no país. Consulte abaixo o calendário do IPVA 2026 no seu estado. Para saber todos os detalhes do IPVA no seu estado, clique abaixo nas reportagens publicadas pelo g1 sobre o tema. IPVA no Acre IPVA de Alagoas IPVA de Amapá IPVA do Amazonas IPVA da Bahia IPVA do Ceará IPVA em Brasília (DF) IPVA no Espírito Santo IPVA de Goiás IPVA no Maranhão IPVA do Mato Grosso IPVA no Mato Grosso do Sul IPVA de Minas Gerais IPVA no Pará IPVA da Paraíba IPVA do Paraná IPVA de Pernambuco IPVA do Piauí IPVA do Rio de Janeiro IPVA do Rio Grande do Norte IPVA no Rio Grande do Sul IPVA de Rondônia IPVA de Roraima IPVA de Santa Catarina IPVA em São Paulo IPVA de Sergipe IPVA de Tocantins Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tem dúvidas sobre o IPVA? Saiba mais nos tópicos abaixo. 📜 Como surgiu o IPVA? 📝 Como o IPVA é calculado? 💸 Para onde vai o dinheiro do IPVA? 🚨 Sou obrigado a pagar o IPVA? Como surgiu o IPVA? O imposto foi criado em 1985 para substituir outro semelhante, chamado de Taxa Rodoviária Única (TRU). Mesmo com o IPVA sendo um tributo cobrado de todos os brasileiros com algum automóvel como ônibus, caminhão, moto ou carro, a forma como é recolhido e seu valor depende do estado de registro do bem. Quando lançado, o IPVA foi destinado para a manutenção e construção de rodovias e estradas espalhadas por todo Brasil. Volte ao índice. Como o IPVA é calculado? O cálculo do IPVA varia de estado para estado, com alíquotas de até 4%. Com ela em mãos, você precisa multiplicar pelo valor venal do automóvel, disponível em uma tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Vamos supor que a alíquota seja de 4% e será cobrada de um Volkswagen Polo 1.0 200 TSI Comfortline, que, segundo a tabela da Fipe, custa R$ 69.574 no modelo 2018. O IPVA para o carro será de R$ 2.782,96. Como o IPVA é calculado sobre o valor do automóvel, ele tende a ser maior para modelos novos, e diminui com o passar dos anos. O Polo do nosso exemplo, se for de 2022, já tem o tributo calculado para R$ 3.468,60. Uma picape Fiat Strada mais antiga, modelo Trekking 1.6 Flex CD, lançada em 2013, tem o IPVA de R$ 2.169,80. Volte ao índice. Para onde vai o dinheiro do IPVA? Todo imposto tem um objetivo ou é fatiado entre entidades do governo. Do total pago pelo contribuinte, o IPVA é distribuído da seguinte forma: Governo estadual: 40%; Governo municipal: 40%; Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb): 20%. Com esta divisão, já é possível entender que um quinto do valor do IPVA é utilizado com fonte importante para financiar projetos de educação pública. Atualmente, o uso estadual e municipal não está mais necessariamente ligado às rodovias. Cada um aponta o destino da verba como bem entender, como saúde, infraestrutura ou segurança. Em 2025, por exemplo, o estado de São Paulo destinou boa parte do IPVA para compensar obras de infraestrutura e melhoria na prestação de serviços públicos como os de saúde e educação. Volte ao índice. Sou obrigado a pagar o IPVA? Depende. Em quase todos os estados, veículos mais antigos passam a não pagar mais o IPVA, mas o período considerado varia. Porém, em dezembro de 2025, o Congresso Nacional promulgou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta veículos fabricados a mais de 20 anos de pagar IPVA. A medida — que pode beneficiar até 7,7 milhões de veículos — tem como objetivo padronizar a possibilidade de isenção no pagamento do imposto entre todas as unidades federativas do país. Antes desta PEC, Santa Catarina apenas isentava veículos com 30 anos de fabricação. O caso mais extremo é de Pernambuco, que não isenta os automóveis com base na idade deles. Alguns estados isentam o IPVA de taxistas, ônibus, motocicletas, pessoas com deficiência e também automóveis elétricos ou híbridos. Em São Paulo, por exemplo, a frota de veículos ao final de 2025 era de 30,1 milhões de automóveis. Do total, 19,2 milhões estão sujeitos ao recolhimento do IPVA e 9,9 milhões são isentos por terem mais de 20 anos de fabricação. Além destes, no estado são isentos de pagamento do IPVA 1 milhão de veículos, como os de taxistas e pessoas com deficiência. As regras de isenção em SP incluem: Automóveis com ao menos 20 anos de fabricação; Motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas; Pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental; Veículos híbridos movidos a etanol ou flex, além dos que utilizam hidrogênio como combustível, custando até R$ 250 mil; Automóveis registrados em igrejas e entidades sem fins lucrativos; Veículos oficiais; Taxistas; Ônibus e micro-ônibus urbanos. Volte ao índice.



Warner rejeita Paramount e fica mais perto de acordo com a Netflix; veja o que se sabe e próximos passos


11/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Conselho da Warner Bros. recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount A Warner Bros. Discovery rejeitou, na última quarta-feira (7), por unanimidade, a oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance para comprar o estúdio, por considerar o negócio arriscado e menos vantajoso do que a fusão já acertada com a Netflix no mês passado. Segundo o conselho, a proposta da Paramount dependeria de alto endividamento, aumentaria a incerteza sobre a conclusão da transação e ofereceria pouca proteção aos acionistas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com isso, a empresa recomendou novamente que os investidores rejeitem a investida e reafirmou o apoio ao acordo com a Netflix, avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões. Veja abaixo as perguntas e respostas sobre a disputa bilionária pelo controle de um dos catálogos mais valiosos de Hollywood e os próximos passos. O que está em jogo na disputa entre Paramount e Netflix? A Warner está sendo vendida inteira? Por que a Warner rejeitou a proposta da Paramount? Qual a principal diferença entre as propostas da Paramount e da Netflix? Quem decide se o negócio vai acontecer? Há risco de que os reguladores barrem o acordo? Como essa disputa afeta o mercado de streaming? Os assinantes podem sentir impacto nos preços? Quando pode sair uma decisão final? 1. O que está em jogo na disputa entre Paramount e Netflix? A disputa envolvia duas grandes empresas do entretenimento — Paramount e Netflix — que competiam para assumir o controle de partes importantes da Warner Bros. Discovery, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo. A Warner é dona de estúdios de cinema e TV, marcas como a HBO e um vasto catálogo que inclui clássicos e franquias de sucesso como Friends, Harry Potter, Batman, Super-Homem, Looney Tunes e séries de prestígio como The Sopranos, Sex and the City e Succession, além de outros conteúdos de alcance global. A Netflix já anunciou um acordo para comprar os estúdios de produção e o serviço de streaming da Warner por mais de US$ 70 bilhões, com o objetivo de fortalecer seu catálogo e sua posição no mercado de streaming. Em resposta, a Paramount lançou uma oferta hostil para comprar toda a empresa, o que apimentou a disputa e colocou o futuro da Warner no centro de um impasse entre gigantes do setor. Ao menos, até meados desta semana. Voltar ao índice. 2. A Warner está sendo vendida inteira? A proposta da Netflix não prevê a compra de toda a Warner. O acordo discutido inicialmente com a Netflix inclui principalmente os estúdios de produção de filmes e séries e o negócio de streaming. Já os canais a cabo da WBD, incluindo a CNN, serão separados em uma nova empresa de capital aberto chamada Discovery Global. A plataforma também aceitou condições como o pagamento de uma multa bilionária se o negócio for barrado por órgãos reguladores. Voltar ao índice. 3. Por que a Warner rejeitou a proposta da Paramount? O conselho de administração da Warner analisou a oferta da Paramount e considerou que ela não era superior à proposta já fechada com a Netflix. A empresa afirmou que a proposta concorrente era arriscada e pouco clara, principalmente por depender de financiamento e por não deixar bem definido como os negócios da Warner seriam administrados. Por isso, a Warner defendeu aos acionistas que a proposta da Netflix seria mais vantajosa, estável e segura, pedindo que rejeitassem a oferta da Paramount. Voltar ao índice. 4. Qual a principal diferença entre as propostas da Paramount e da Netflix? A Paramount ofereceu US$ 108 bilhões (cerca de R$ 582 bilhões) para adquirir todas as divisões da Warner. A oferta é maior que a da Netflix, que ofertou US$ 72 bilhões (R$ 388 bilhões). A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 30 por cada ação da Warner, em comparação com a Netflix, que apresentou uma oferta de US$ 28 por ação. O cofundador da Oracle, Larry Ellison, cuja família detém o controle da Paramount, também ofereceu uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra — um compromisso formal para cobrir eventuais lacunas no financiamento da operação. Já a Netflix focou em adquirir os principais negócios de conteúdo, especialmente estúdios e streaming. A empresa por trás da plataforma de filmes e séries também concordou com cláusulas que a obrigam a pagar uma alta multa se o acordo for impedido por reguladores ou não for concluído. Caso a Paramount saísse vencedora do acordo, a Warner teria que pagar à Netflix uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões. Se seguir com a Netflix, a empresa de streaming pagará US$ 5,8 bilhões à WBD caso o acordo sofra reprovação regulatória.​ Voltar ao índice. 5. Quem decide se o negócio vai acontecer? Para que o negócio seja concluído, existem duas etapas principais: ▶️ Primeiro, os acionistas da Warner precisam votar e aprovar qualquer acordo final, o que ainda não tem data para acontecer, já que as negociações com a Netflix ainda estão em andamento. ▶️ Por fim, os órgãos reguladores de concorrência precisam aprovar, especialmente nos Estados Unidos, que revisam operações desse porte para evitar monopólios ou desequilíbrios no mercado. ⚠️ Mesmo que os acionistas aprovem, reguladores podem impor condições ou até bloquear o negócio se entenderem que ele prejudica a competição no setor audiovisual e de streaming. Voltar ao índice. 6. Há risco de que os reguladores barrem o acordo? Sim. Os órgãos antitruste nos Estados Unidos e em outros países analisam se a fusão ou aquisição pode prejudicar a concorrência. A Netflix já ocupa uma posição dominante no mercado de streaming, e a compra da HBO Max, prevista no acordo, poderia provocar a redução do número de grandes concorrentes e da diversidade na produção de conteúdo global, o que poderia levar a preços mais altos ou a menos opções para os consumidores. No mês passado, a Paramount afirmou, em carta enviada ao departamento jurídico da Warner, que o acordo com a Netflix corre o risco de não avançar por causa de entraves regulatórios e acusou a empresa de dar preferência à plataforma de streaming durante as negociações, segundo a CNBC. Por isso, existe a possibilidade real de os reguladores imporem restrições, exigirem desinvestimentos ou até impedirem a operação. A própria Netflix já reconheceu essa questão e se colocou disposta a pagar a multa contratual se o negócio for travado por essas instâncias. Voltar ao índice. 7. Como essa disputa afeta o mercado de streaming? A Warner Bros reúne um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, com filmes e séries clássicos e marcas fortes como a HBO, mas enfrenta pressão com as mudanças provocadas pelo avanço do streaming. Para a Netflix, a compra reforçaria ainda mais seu catálogo e ajudaria a barrar o avanço de concorrentes sobre esses conteúdos. Já a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney, somando a operação à recente incorporação do estúdio Skydance e ampliando sua base de assinantes. Analistas apontam que uma fusão desse porte também poderia fortalecer emissoras tradicionais de TV paga, ao aumentar o poder de negociação e abrir espaço para redução de custos. Voltar ao índice. 8. Os assinantes podem sentir impacto nos preços? Especialistas já levantaram a possibilidade de que, com o aumento de poder de mercado e os custos elevados de uma aquisição dessa magnitude, empresas como a Netflix possam ajustar preços para compensar investimentos, fortalecer sua infraestrutura e catálogo. Mesmo que nada mude agora, essa concentração de mercado e os altos custos do negócio podem, com o tempo, resultar em assinaturas mais caras ou mudanças nos planos oferecidos aos usuários. Voltar ao índice. 9. Quando pode sair uma decisão final? As negociações estão acontecendo só entre as duas empresas por um tempo limitado e podem resultar num anúncio oficial se elas acertarem os detalhes finais. Depois disso, o negócio ainda precisa ser avaliado por órgãos reguladores, um processo que pode levar boa parte de 2026. Voltar ao índice. Netflix e Warner Bros. Reuters



Comissário de bordo: veja salário inicial e como funciona carreira no Brasil


11/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe Recentemente, a comissária de bordo argentina Victoria Capano, de 28 anos, viralizou nas redes sociais ao falar sobre salários, benefícios e requisitos de trabalho na Emirates, uma das maiores companhias aéreas do mundo. A carreira se destaca pelos salários atrativos e pelos benefícios oferecidos, como moradia e transporte. No Brasil, porém, quem deseja atuar como comissário de bordo precisa atender a uma série de requisitos. (veja abaixo) Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esses profissionais têm como “missão principal cuidar da segurança, tranquilidade e conforto dos passageiros do transporte aéreo, bem como do restante da tripulação”. O g1 procurou as principais companhias aéreas do Brasil (Azul, Gol e Latam), além do sindicato da categoria e da Anac, para responder às seguintes perguntas: Quais são os requisitos para se tornar comissário de bordo? É preciso fazer curso específico? Qual duração e valor? Qual o salário inicial e benefícios? Como é a rotina de trabalho? Quais são os principais desafios da profissão? Quais as oportunidades de crescimento dentro da carreira? Conselhos para quem quer seguir na carreira 1. Quais são os requisitos para se tornar comissário de bordo? Ter no mínimo 18 anos de idade; Ter ensino médio completo (ou equivalente); Estar em dia com as obrigações militares (para homens entre 18 e 45 anos); Estar quite com a Justiça Eleitoral; Ser capaz de ler, escrever, falar e compreender a língua portuguesa; Possuir Certificado Médico Aeronáutico (CMA) de segunda classe, comprovando aptidão física e psicológica para o exercício da função; Ter concluído o treinamento inicial de comissário de voo, em programa aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC); Cumprir pelo menos 5 horas de voo supervisionadas, desempenhando as funções de comissário sob orientação de um instrutor; Ser aprovado em uma avaliação prática, demonstrando conhecimento, habilidades e atitudes necessárias para garantir a segurança e o bom desempenho das atividades a bordo. Desde janeiro de 2024, as regras para a concessão da licença de comissário de voo foram atualizadas. Agora, não é mais obrigatório concluir o curso em uma escola de aviação nem realizar o exame teórico da Anac. Apesar disso, os exames continuam disponíveis para quem quiser realizá-los. A maioria das companhias aéreas ainda considera a formação indispensável nos processos seletivos. De acordo com Salmeron Cardoso, CEO do Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB), as empresas não contratam candidatos que não tenham passado pelo treinamento teórico e prático. Segundo ele, essa preparação é um requisito básico para quem vai atuar diretamente com a segurança e o atendimento dos passageiros a bordo. Algumas habilidades adicionais podem representar um diferencial importante, segundo o especialista: Inglês ou espanhol: pode ser exigido em alguns processos seletivos, especialmente quando há atendimento a passageiros estrangeiros; Libras (Língua Brasileira de Sinais): tem ganhado destaque e, em alguns recrutamentos, aparece como diferencial valorizado, refletindo um movimento de inclusão e acessibilidade no setor aéreo. “Em algumas seleções, o inglês é eliminatório. Já o domínio de Libras é visto como uma habilidade complementar, que demonstra sensibilidade e preparo para atender todo tipo de passageiro”, explica Salmeron Cardoso. No caso da Latam, por exemplo, é exigida experiência de trabalho em áreas de serviços, especialmente em cargos de atendimento ao cliente ou vendas. Na Gol, o conhecimento intermediário de inglês ou espanhol é requisito para o cargo. Já na Azul, falar outros idiomas é considerado um diferencial, mas não é obrigatório para participar do processo seletivo. 2. É preciso fazer curso específico? Qual é a duração e valor? Apesar de a Anac não exigir mais a conclusão do curso nem a aprovação no exame teórico para a obtenção da licença, muitas companhias aéreas continuam exigindo a formação completa em escola de aviação. Os cursos têm duração de três a cinco meses, e os custos variam entre R$ 2 mil e R$ 7 mil, dependendo da escola e do formato escolhido. A formação prepara o aluno para situações de emergência, com simulações de evacuação, combate a incêndio, sobrevivência na selva e no mar, além de disciplinas como primeiros socorros, meteorologia, regulamentos da aviação civil e atendimento a bordo. Comissário de bordo: veja salário inicial e como funciona carreira no Brasil Divulgação LATAM 3. Qual o salário inicial e benefícios? O salário inicial de um comissário é de R$ 2.694,79, segundo a Convenção Coletiva de Trabalho 2024/2025 do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Esse valor corresponde ao piso da categoria no início da carreira. Algumas companhias, porém, pagam acima desse patamar: na Latam, o piso é de R$ 2.874,52; na Gol, de R$ 2.806,39; já a Azul não possui acordo específico com valor mínimo definido. Além do salário-base, os comissários recebem adicionais previstos em convenção coletiva, como horas de voo (diurnas e noturnas), compensação orgânica, vale-alimentação, pagamento por sobreaviso e remuneração pelo tempo em solo. As diárias — que cobrem hospedagem e alimentação fora da cidade de residência — não são classificadas como benefício. Trata-se de um item obrigatório no Brasil, com valores definidos em convenções coletivas de trabalho. Segundo o CEO do Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB), a remuneração total costuma variar entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, a depender da empresa, da escala e do tempo de serviço. Entre os benefícios mais comuns estão: Passagens com desconto para o colaborador e familiares; Plano de saúde e odontológico; Seguro de vida; Vale-transporte; Auxílio-creche; Treinamentos periódicos e oportunidades de progressão na carreira. No exterior, companhias como Emirates, Qatar Airways e Etihad Airways oferecem remunerações mais altas, entre US$ 2.500 e US$ 3.500 (cerca de R$ 15 mil a R$ 21 mil), geralmente com moradia, transporte e outros benefícios incluídos. Os processos seletivos, no entanto, costumam ser mais rigorosos e exigem inglês fluente, postura profissional e alta capacidade de comunicação intercultural. 4. Como é a rotina de trabalho? A rotina de trabalho dos comissários de bordo é regulamentada pela Lei nº 13.475/2017 (Lei do Aeronauta) e pelo RBAC-117 da Anac, que estabelecem limites de jornada, descanso e horas de voo para garantir segurança e bem-estar. A legislação define limites mensais de horas de voo, períodos mínimos de descanso e intervalos obrigatórios entre jornadas, que variam conforme o tipo de operação (doméstica ou internacional) e o tempo total de voo. As empresas devem divulgar a escala com, no mínimo, cinco dias de antecedência em relação ao início de cada mês, incluindo voos, treinamentos, deslocamentos e folgas. A lei assegura ao menos 10 folgas mensais de 24 horas consecutivas, das quais pelo menos duas devem ocorrer em um sábado e domingo consecutivos. Pelas normas, o comissário pode cumprir jornadas diárias que variam entre 9 e 18 horas, conforme o tipo de operação (doméstica, internacional ou de revezamento). Os limites de horas de voo variam de acordo com o tipo de aeronave. Por mês e por ano, respectivamente, são: Aviões a jato: até 80 horas mensais e 800 anuais; Aviões turboélices: até 85 horas mensais e 850 anuais; Aviões convencionais: até 100 horas mensais e 960 anuais; Helicópteros: até 90 horas mensais e 930 anuais; Quando o comissário atua em mais de um tipo de aeronave, prevalece sempre o limite mais baixo. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, as restrições previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da aviação regular garantem que os profissionais mantenham condições físicas e mentais adequadas para operar com segurança. O regulamento também permite que empresas solicitem ajustes nesses limites, desde que previstos no manual do operador, aprovados previamente pela ANAC e considerados seguros para a operação. A legislação reforça que alterações só podem ser aplicadas mediante acordo ou convenção coletiva, por se tratar de questões internas entre operadores e tripulantes. Na prática, o comissário costuma trabalhar em seis ciclos de voo ao longo do mês, retornando à base operacional ao fim de cada período e respeitando as 10 folgas mensais previstas em lei. “Esses parâmetros são baseados em estudos de fadiga humana, garantindo que o profissional mantenha condições físicas e mentais adequadas para o exercício seguro de suas funções a bordo”, explica o CEO do Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB). 5. Quais são os principais desafios da profissão? Ser comissário de bordo vai muito além do atendimento aos passageiros e do glamour das viagens. A profissão exige preparo técnico, responsabilidade e capacidade para lidar com situações complexas. Entre os principais desafios estão a rotina intensa de voos, os horários irregulares, o afastamento da família e a necessidade de manter a cordialidade mesmo sob pressão. Além do atendimento, os comissários são responsáveis pela segurança a bordo e precisam estar preparados para agir rapidamente em casos de emergência médica, turbulência, princípio de incêndio ou comportamentos indisciplinados. “Os comissários passam por treinamentos constantes de segurança e primeiros socorros e precisam estar prontos para tomar decisões em segundos”, explica Elisabete Antunes, diretora dos comissários de bordo da Azul. Segundo ela, o trabalho exige equilíbrio emocional, empatia e compromisso com a segurança e o bem-estar dos passageiros. Por outro lado, Elisabete destaca que a profissão também oferece recompensas únicas. “Conhecer novas culturas, desenvolver habilidades interpessoais e representar a companhia diante dos clientes são aspectos que tornam essa carreira especial, sobretudo para quem tem vocação para servir e gosta de lidar com pessoas em um ambiente dinâmico e multicultural”, afirma. “É muito importante ser atencioso, ter foco na segurança e disponibilidade para trabalhar em horários altamente rotativos”, completa Diogo Lotito de Carvalho, gerente-sênior de Serviço a Bordo da LATAM Brasil. 6. Quais as oportunidades de crescimento dentro da carreira? As oportunidades de crescimento na carreira de comissário vão muito além das funções dentro da aeronave. A progressão profissional depende de qualificação constante, desenvolvimento de liderança e busca por novas oportunidades dentro das companhias aéreas. Após o início como comissário auxiliar, o profissional pode progredir para funções como Chefe de Cabine, Instrutor e Examinador Credenciado – neste último caso, é necessário ter formação específica e aprovação da ANAC. Essa evolução pode ocorrer tanto de forma vertical, assumindo posições de liderança dentro da cabine, quanto horizontal, com a possibilidade de atuar em áreas correlatas da aviação, como operações em solo ou segurança. O crescimento pode ser impulsionado pelo treinamento contínuo, pelo desenvolvimento de habilidades de gestão de equipes e pela experiência adquirida em diferentes tipos de operação, incluindo rotas internacionais. Ao investir no aprimoramento técnico e comportamental, o comissário fortalece seu papel estratégico na segurança e na qualidade do serviço a bordo, sendo peça-chave para o padrão de excelência operacional das companhias aéreas. 7. Conselhos para quem quer seguir na carreira Para quem sonha em seguir a carreira, o segredo está em investir na formação técnica, manter-se aberto ao aprendizado e ter vocação para servir. “O atendimento verdadeiramente marcante vem do coração, e é isso que torna nossos comissários únicos”, afirma Elisabete Antunes, diretora dos comissários de bordo da Azul. A função de comissário de voo vai muito além do atendimento aos passageiros. Trata-se de uma carreira sólida, com oportunidades de crescimento baseadas em experiência e formação contínua. Segundo Diogo Lotito de Carvalho, gerente-sênior de Serviço a Bordo da LATAM Brasil, a profissão oferece experiências únicas, em equipes multiculturais e diversas, permitindo que cada comissário deixe sua marca ao garantir a segurança e um de voo de qualidade. A GOL informou, em nota, que para ingressar na carreira de comissário de voo é necessário apresentar toda a documentação exigida e ter domínio de inglês e espanhol — competências consideradas indispensáveis atualmente. A companhia destaca ainda que dedicação e constante atualização são fundamentais para garantir a segurança e a excelência no atendimento, além de reforçar que seus valores servem como referência no perfil buscado para novos colaboradores.



Mega-Sena, concurso 2.958: prêmio acumula e vai a R$ 20 milhões


11/01/2026 00:03 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2958 O sorteio do concurso 2.958 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 20 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja as dezenas sorteadas: 07 - 09 - 14 - 35 - 42 - 49. O prêmio total era de R$ 13.651.961,67. 5 acertos - 186 apostas ganhadoras: R$ 8.982,02. 4 acertos - 6.825 apostas ganhadoras: R$ 403,49. O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (13). Mega-Sena, concurso 2.958, números sorteados Caixa Como funciona a Mega-sena A Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1



EUA cogitam retirar mais sanções econômicas contra a Venezuela na próxima semana, diz agência


10/01/2026 21:42 - g1.globo.com


Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, participa de negociações comerciais com a China Nathan Howard/File Photo/Reuters O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou neste sábado (10) que o país avalia retirar novas sanções econômicas impostas à Venezuela já na próxima semana, com o objetivo de facilitar as vendas de petróleo. A informação é da agência Reuters. Na semana passada, os EUA promoveram uma operação militar para prender e retirar Nicolás Maduro do poder na Venezuela. Desde então, os americanos retomaram o comércio de petróleo venezuelano, interrompido após a ruptura das relações entre os dois países. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As sanções dos EUA à Venezuela proibiram, por exemplo, bancos internacionais e outros credores de negociar com o governo venezuelano sem licença. As instituições apontam essa restrição como um obstáculo à reestruturação da dívida de US$ 150 bilhões, vista como essencial para o retorno do capital privado à Venezuela. Bessent afirmou, em entrevista à Reuters, que quase US$ 5 bilhões em ativos monetários da Venezuela, atualmente congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI) sob a forma de Direitos Especiais de Saque (SDRs), poderiam ser usados para ajudar na reconstrução da economia do país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O secretário disse ainda que o Tesouro analisa mudanças para facilitar a repatriação das receitas das vendas de petróleo — atualmente armazenado principalmente em navios — de volta à Venezuela. “Como podemos ajudar isso a voltar para a Venezuela, para manter o governo, os serviços de segurança e chegar ao povo venezuelano?”, afirmou, em entrevista à Reuters, sem especificar quais medidas seriam tomadas. Por esse motivo, o secretário também deve se reunir com autoridades do FMI e do Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais com o país sul-americano. Ele também afirma que acredita que empresas menores e privadas se moverão rapidamente para retornar ao setor de petróleo da Venezuela. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que as gigantes do setor invistam pelo menos US$ 100 bilhões na Venezuela, como parte de uma estratégia para ampliar a influência dos EUA na região. Os executivos, no entanto, deixaram claro que não estão prontos para isso. Darren Woods, CEO da ExxonMobil — maior petrolífera americana — afirmou que a Venezuela hoje é “ininvestível”. “Já tivemos nossos ativos confiscados lá duas vezes, então você pode imaginar que reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastante significativas”, afirmou. “Estamos confiantes de que, com esta administração e o presidente Trump, trabalhando lado a lado com o governo venezuelano, essas mudanças podem ser implementadas”, acrescentou. Já o vice-presidente da Chevron, Mark Nelson, afirmou que a empresa está comprometida com investimentos na Venezuela. A companhia é a única grande petroleira dos EUA que ainda opera no país. Controle sobre as receitas Após a retirada de Maduro, o comércio entre EUA e Venezuela foi retomado. Toda a receita da venda será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente. "Contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados" , informou o Departamento de Energia dos EUA. Segundo o órgão, os recursos serão depositados em contras controladas pelos EUA para "garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos", que serão feitos "em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA". Na terça-feira (6), o presidente Donald Trump, afirmou que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano. As vendas, de acordo com o Departamento de Energia, começam "imediatamente", e continuarão por tempo indeterminado. Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro. Nesta quarta-feira, os EUA apreenderam um petroleiro vazio, de bandeira russa e com ligações à Venezuela, no Oceano Atlântico. A apreensão é parte da estratégia de Trump para controlar o fluxo de petróleo nas Américas e forçar o governo socialista da Venezuela a tornar-se um aliado. Por que o petróleo da Venezuela é tão importante para os EUA Interesse dos EUA No sábado, logo após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretendia abrir o setor petrolífero da Venezuela para a atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”, declarou. As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente — cerca de 1 milhão de barris por dia — devido às sanções e a problemas de infraestrutura. O presidente dos EUA, Donald Trump. REUTERS/Evelyn Hockstein



Decisão de deixar custódia de embaixada em Caracas tem motivos, mas também é recado a governo Milei


10/01/2026 19:25 - g1.globo.com

Itamaraty deixa de administrar embaixada argentina em Caracas A decisão do Brasil de deixar a custódia da embaixada argentina em Caracas pode ser lida também como um recado à Casa Rosada. A interpretação de interlocutores do governo brasileiro é de que a tarefa no comando da embaixada da Argentina foi cumprida. Diplomatas lembram que uma das principais demandas da operação era garantir a segurança de assessores de Maria Corina Machado, opositora do ex-presidente Nicolás Maduro, e que, desde maio, eles já não estavam mais no prédio da embaixada argentina. O Brasil argumenta que agora, com a captura de Nicolas Maduro e o governo interino de Delcy Rodriguez, há uma necessidade de a diplomacia brasileira rever seus planos e ações em Caracas. Para além desses motivos, há também um recado dado pelo Brasil ao governo de Javier Milei. O presidente argentino, que é um aliado de Donald Trump, celebrou recentemente a captura de Maduro postando em uma rede social uma provocação a Lula, com uma imagem do brasileiro e Maduro se cumprimentando. "A Argentina pediu nosso socorro para garantir a proteção de sua embaixada [em Caracas]. Nós garantimos a inviolabilidade da residência e o atendimento à equipe de Maria Corina Machado durante mais de nove meses. A oposição venezuelana reconheceu nosso compromisso e nosso esforço. É incoerente e injusto, depois disso tudo, o governo Milei vir provocar o Brasil com recados infantis", desabafou uma fonte ouvida pelo blog. Outra fonte da diplomacia lembrou outro episódio, de maio de 2024, quando a Petrobras destravou o fornecimento de gás natural à Argentina em meio ao risco de colapso energético no país vizinho. "Socorrer e ajudar para depois ter de ler ataques diretos à nossa presidência. Já fizemos nossa parte na embaixada deles. O resto é de responsabilidade deles. Vale o recado a Milei", disse esse profissional. Mesmo assim, diplomatas reforçam que as relações entre Brasil e Argentina seguem inabaladas, com diálogo direto e constante, no contexto de Estado, apesar da falta de proximidade entre os presidentes Lula e Milei.



Trump assina decreto para proteger receita do petróleo venezuelano mantida em contas nos EUA


10/01/2026 18:38 - g1.globo.com


Trump assina ordem para proteger receita de petróleo venezuelano O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para impedir que tribunais ou credores confisquem receitas da venda de petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro norte-americano, informou a Casa Branca neste sábado (10). A medida estabelece que a receita, mantida em fundos de depósito de governos estrangeiros, deve ser usada na Venezuela para criar “paz, prosperidade e estabilidade”. Ela foi assinada na sexta-feira (9), menos de uma semana após os EUA capturarem o líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas. Várias empresas têm reivindicações antigas contra a Venezuela. A Exxon Mobil e a ConocoPhillips, por exemplo, deixaram a Venezuela há quase 20 anos depois que seus ativos foram nacionalizados. Ambas ainda têm a receber bilhões de dólares. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Trump pressiona petrolíferas americanas a investir US$ 100 bilhões na Venezuela Trump diz que EUA vão negociar petróleo da Venezuela e libera venda para China A ordem não menciona nenhuma empresa específica. Ela declara que o dinheiro é propriedade soberana da Venezuela, mantida sob custódia dos EUA para fins governamentais e diplomáticos, e não está sujeito a reivindicações privadas. “O presidente Trump está impedindo a apreensão de receitas do petróleo venezuelano que poderiam minar esforços críticos dos EUA para garantir estabilidade econômica e política na Venezuela”, afirmou a Casa Branca. Um acordo dos EUA com líderes interinos da Venezuela prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo bruto aos Estados Unidos, onde diversas refinarias são especialmente equipadas para processá-lo. Trump citou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, e a Lei de Emergências Nacionais, de 1976, como base legal para o decreto. O presidente americano assinou a medida no mesmo dia em que se reuniu em Washington com executivos da Exxon, Conoco, Chevron e outras companhias de petróleo, como parte de uma iniciativa para incentivá-las a investir US$ 100 bilhões na indústria petrolífera da Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de dezembro de 2025 REUTERS/Jonathan Ernst



Trump pressiona petrolíferas americanas a investir US$ 100 bilhões na Venezuela


10/01/2026 16:35 - g1.globo.com


Empresas americanas dizem a Trump que é difícil começar exploração de petróleo na Venezuela rapidamente O plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para controlar a produção de petróleo na Venezuela foi recebido com cautela pelas empresas americanas. Em reunião na Casa Branca com altos executivos da ExxonMobil, ConocoPhillips, Chevron e outras companhias, Trump pediu que as gigantes do setor invistam pelo menos US$ 100 bilhões no país sul-americano, como parte de uma estratégia para ampliar a influência dos EUA na região. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os executivos, no entanto, deixaram claro que não estão prontos para isso. “As empresas americanas terão a oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética deteriorada da Venezuela e, eventualmente, aumentar a produção de petróleo a níveis nunca antes vistos”, afirmou Trump. Trump também afirmou a executivos do setor petroleiro que os EUA irão refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, sob um novo acordo com o país, após forças americanas prenderem Nicolás Maduro em território venezuelano no último sábado (3). Darren Woods, CEO da ExxonMobil — maior petrolífera americana — afirmou que a Venezuela hoje é “ininvestível”. “Já tivemos nossos ativos confiscados lá duas vezes, então você pode imaginar que reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastante significativas”, afirmou. “Estamos confiantes de que, com esta administração e o presidente Trump, trabalhando lado a lado com o governo venezuelano, essas mudanças podem ser implementadas”, acrescentou. Já o vice-presidente da Chevron, Mark Nelson, afirmou que a empresa está comprometida com investimentos na Venezuela. A companhia é a única grande petroleira dos EUA que ainda opera no país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 'China pode comprara o quanto quiser' Na sexta, Trump afirmou ainda que empresas interessadas no petróleo venezuelano terão de negociar diretamente com os Estados Unidos. A declaração foi feita durante uma reunião com altos funcionários do governo e executivos de algumas das maiores petroleiras do mundo. Segundo o republicano, os EUA estão abertos a negociações com a China. "A China pode comprar todo o petróleo que quiser dos EUA, nos Estados Unidos ou na Venezuela", afirmou. O gigante asiático é o principal comprador do petróleo venezuelano. Após as amplas sanções impostas pelos EUA ao país sul-americano em 2019, a participação da China subiu para 68% das exportações venezuelanas nos últimos anos. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou nesta semana que o país está aberto a relações energéticas em que todas as partes se beneficiem. A declaração ocorreu após a Casa Branca dizer que estava trabalhando em um acordo de petróleo com o país sul-americano. "A Venezuela parece ser uma aliada", afirmou o Trump durante a reunião. De olho no petróleo O republicano já vinha sinalizando as intenções dos EUA em relação ao petróleo venezuelano. Segundo ele, a Venezuela concordou em destinar a receita obtida com a venda do petróleo à compra exclusiva de produtos fabricados nos EUA. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que as compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos, além de itens para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia do país sul-americano. "Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos", acrescentou Trump. Trump diz que Venezuela comprará produtos americanos com receita do petróleo. Reprodução/Truth Social O Departamento de Energia americano informou que os EUA já começaram a comercializar petróleo venezuelano. De acordo com o órgão, toda a receita da venda será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente. "Contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados" , informou o departamento. O órgão declarou ainda que os recursos serão depositados em contras controladas pelos EUA para "garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos", que serão feitos "em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA". Na quarta-feira, a petroleira estatal venezuelana PDVSA citou avanço nas negociações com os EUA para a venda de petróleo. Segundo a empresa, as partes vêm discutindo termos semelhantes aos que estão em vigor com parceiros estrangeiros, como a petroleira americana Chevron. As vendas, de acordo com o Departamento de Energia, começam "imediatamente", e continuarão por tempo indeterminado. Um dia antes, Donald Trump havia afirmado que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano. Ele também disse ter fechado um acordo com Caracas para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os EUA — movimento que desviaria fornecimentos da China e ajudaria a Venezuela a evitar cortes mais profundos na produção. O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA Kevin Lamarque/Reuters Petróleo a preço de mercado As declarações do republicano ocorreram apenas alguns dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação. Nesta semana, Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. Na última terça-feira (6), a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos EUA já estavam discutindo a exportação de petróleo bruto para os americanos. Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro. Por que o petróleo da Venezuela é tão importante para os EUA



O que a UE fez para tentar agradar o agro europeu e conseguir a aprovação do acordo com o Mercosul


10/01/2026 13:00 - g1.globo.com


O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul Na esperança de acalmar os agricultores locais em relação ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, o primeiro bloco tomou uma série de medidas que favorecem os produtores ao longo dos últimos meses. Nos últimos anos, a população rural de diversos países europeus têm feito protestos para tentar impedir a assinatura. As manifestações aconteceram, inclusive, após a confirmação da aprovação do acordo comercial, nesta sexta-feira (9). Além disso, a ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas "unilaterais" caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo tratado. Saiba mais: O que está em jogo para o agro brasileiro Os produtores contrários ao acordo alegam, entre outros pontos, que: perderiam espaço com o livre comércio dos alimentos do Mercosul, principalmente dos brasileiros, que são mais competitivos em preços; a produção de alimentos no Mercosul não segue os mesmos padrões ambientais, sociais e sanitários exigidos na Europa; o acordo comercial aceleraria o desmatamento na Amazônia; e abriria caminho para a entrada de agrotóxicos atualmente proibidos na Europa. Esses argumentos têm sido rebatidos pelo Brasil. O país é um dos poucos com um Código Florestal que exige que as lavouras tenham uma área extensa de reserva. Mesmo assim, altos índices de desmatamento ilegal continuam sendo um desafio. Veja abaixo quais concessões a União Europeia fez para viabilizar a aprovação do acordo. Agro blindado Para impedir que os produtores locais fiquem em desvantagem, os parlamentares europeus aprovaram em dezembro as chamadas salvaguardas. Elas preveem que os benefícios tarifários do Mercosul no acordo podem ser suspensos temporariamente, caso a UE entenda que isso esteja prejudicando algum setor do agro local. Na prática, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de três anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a possível suspensão dos benefícios. Na proposta original da comissão, divulgada em outubro, esse limite era maior, de 10%. Os integrantes da comissão também reduziram o tempo de duração dessas investigações: de 6 para 3 meses, em geral, e de 4 para 2 meses, para produtos sensíveis. A comissão também propôs uma nova regra que obriga os países do Mercosul a adotar as mesmas normas de produção exigidas na União Europeia. Saiba também: Acordo UE-Mercosul pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil Fertilizantes mais baratos A Comissão Europeia anunciou nesta semana que vai reduzir tarifas de importação de certos fertilizantes. O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou que a UE pretende zerar as tarifas padrão de 6,5% sobre a ureia e de 5,5% sobre a amônia. Segundo ele, a Comissão também vai incentivar os parlamentares a aprovar uma lei que permita isenções temporárias da taxa de carbono aplicada às importações. Mais dinheiro para os agricultores A Comissão Europeia modificou sua proposta orçamentária para 2028-2034, para permitir que os agricultores tenham acesso antecipado a cerca de 45 bilhões de euros (R$ 286 bilhões). A informação foi dada em uma carta assinada pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, divulgada na terça-feira (6). A reforma da Política Agrícola Comum (PAC) 2028-2034 é um dos motivos de descontentamento dos agricultores europeus, além da assinatura do acordo com o Mercosul. Pesticidas proibidos Uma das principais queixas dos agricultores europeus é a presença de agrotóxicos proibidos na UE em produtos importados. Por isso, a Comissão Europeia se comprometeu a legislar sobre o tema e anunciou, na quarta-feira (7), a proibição total de três substâncias: tiofanato-metilo, carbendazim e benomil, sobretudo em cítricos, mangas e mamões. EsSa decisão foi tomada depois de uma proibição decretada pelo governo francês um dia antes. O país proibiu a importação de frutas da América do Sul que contenham resíduos de cinco agrotóxicos proibidos na Europa: mancozeb, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. A UE também prometeu reforçar seus controles para assegurar que as importações agrícolas respeitem as normas europeias. Como acordo Mercosul-UE pode trazer mais chocolates e baratear vinhos europeus no Brasil Disputa por votos Desde 2019, quando uma versão mais avançada do texto foi apresentada, a França e outros países do grupo europeu se posicionaram contra ou fizeram restrições parciais aos seus termos. Nesta sexta, votaram contra o acordo a França, a Áustria, a Hungria, a Irlanda e a Polônia, segundo a Reuters. O grupo, entretanto, não conseguiu o apoio mínimo para barrar o tema, com outros 21 países votando a favor, também de acordo com a agência. A Bélgica se absteve. Entre os defensores da assinatura, se destacam a Alemanha e a Espanha. Ambos desejam apoiar os exportadores europeus em um momento em que a UE enfrenta dificuldades econômicas. Os dois países consideram indispensável diversificar as alianças comerciais desde a imposição do tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Atualmente, produtos europeus pagam tarifa de 15% para entrar no mercado americano. Leia também: Entenda o acordo que gera tensão entre a Europa e o agro brasileiro Agricultores europeus protestam após aval da UE para acordo com Mercosul Raio X dados 2025 Arte g1



INFOGRÁFICO: veja os principais momentos dos 25 anos de negociações do acordo UE-Mercosul


10/01/2026 08:00 - g1.globo.com


União Europeia aprova acordo histórico com o Mercosul Os países da União Europeia aprovaram o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9). A decisão abre caminho para a assinatura formal do tratado, prevista para o dia 17 de janeiro. Para entrar em vigor, o tratado ainda precisará ser aprovado pelo Congresso Europeu e pelos legislativos dos países sul-americanos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O pacto entre os dois blocos é resultado de mais de 25 anos de negociações, marcadas por mudanças políticas, econômicas e estratégicas tanto na América do Sul quanto na Europa. Para relembrar os principais momentos desse processo, g1 preparou um infográfico que resume a linha do tempo das negociações. Tudo começou em 1991, quando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul. A União Europeia passou a enxergar rapidamente o bloco como um parceiro estratégico, com peso político e econômico na região. Em 1994, a ideia de um acordo formal ganhou força. Naquele momento, a proposta da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), liderada pelos Estados Unidos, atraía atenção internacional. A UE buscava ampliar sua presença na América do Sul e contrabalançar a influência dos Estados Unidos. Em 1995, os dois blocos assinaram o Acordo-Quadro de Cooperação Inter-regional, que definiu bases políticas, institucionais e econômicas, além de mecanismos de diálogo, cooperação técnica e incentivo a investimentos. Esse foi o primeiro passo formal que daria origem a décadas de negociações. As tratativas comerciais começaram oficialmente em 1999, organizadas em três frentes: diálogo político, cooperação e livre comércio.S Desde o começo, surgiram impasses, sobretudo em torno dos subsídios agrícolas europeus e da abertura do setor industrial do Mercosul. Em 2004, as negociações chegaram a um momento crítico. O Mercosul criticava o acesso limitado ao mercado agrícola europeu, enquanto a UE apontava resistência dos países sul-americanos à abertura de suas indústrias. Entre 2004 e 2010, o processo ficou praticamente paralisado, em razão de divergências internas, políticas protecionistas na Europa e mudanças no cenário político da América do Sul. Em 2016, o diálogo foi retomado com mais intensidade. O interesse europeu em acordos comerciais e as transformações no comércio global deram novo impulso às negociações. Nessa fase, foram definidos capítulos sobre tarifas, serviços, compras públicas, regras de origem e propriedade intelectual. Foi apenas em 2019 que Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão técnica do acordo político. O texto previa a eliminação gradual de tarifas sobre cerca de 90% do comércio bilateral e regras comuns para serviços e compras públicas. No entanto, críticas ambientais e resistências políticas em alguns países europeus impediram a ratificação. Entre 2020 e 2022, a UE passou a exigir compromissos ambientais mais rigorosos, relacionados ao combate ao desmatamento e à aplicação do Acordo de Paris. Em 2023, foi apresentado um instrumento ambiental adicional. O Mercosul aceitou parte das propostas, mas criticou a previsão de sanções unilaterais. Os blocos consolidaram o texto final em 2024, após revisão jurídica e articulação política. Em 2025, porém, a aprovação enfrentou resistência de países europeus com setores agrícolas fortes, como França, Polônia e Irlanda. Por fim, em 2026, a União Europeia aprovou provisoriamente o acordo, abrindo caminho para a assinatura formal e para a criação da maior área de livre comércio do mundo. Veja os detalhes do acordo aprovado nesta sexta-feira UE aprova acordo com o Mercosul e forma maior zona de livre comércio do mundo Veja abaixo os grandes números do acordo Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul Arte/g1 INFOGRÁFICO – Próximos passos do acordo entre União Europeia e Mercosul Arte/g1



Do vinho aos medicamentos: como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros?


10/01/2026 07:00 - g1.globo.com


Estimativa do Ipea é de que o Brasil seja o país mais beneficiado no acordo entre Mercosul e UE Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra na reta final, e já é possível antever como ele deve alterar o fluxo de mercadorias entre os dois blocos. No Brasil, os efeitos tendem a alcançar tanto o consumo cotidiano quanto setores produtivos, como a indústria e o agronegócio. Ao g1, a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Regiane Bressan, avalia que uma das mudanças mais perceptíveis deve atingir diretamente o consumidor: a maior presença de produtos tradicionais da UE no mercado brasileiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “A integração em um acordo como esse tende a favorecer sobretudo os consumidores finais, que passam a ter acesso a produtos mais baratos. Isso ocorre dos dois lados”, afirma Bressan. 🤝 O objetivo do tratado é facilitar as trocas comerciais entre os 27 países da União Europeia e os quatro países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai —, reduzindo tarifas alfandegárias tanto sobre produtos europeus vendidos no Brasil quanto sobre produtos do Mercosul exportados para a Europa. 📊 O acordo abrange um mercado de 720 milhões de consumidores — 450 milhões na Europa e 270 milhões na América do Sul —, o equivalente a cerca de 25% do PIB global. 💰 Estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o Brasil deve ser o principal beneficiado pelo acordo. Até 2040, a assinatura poderia elevar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 0,46%, crescimento superior ao projetado para a União Europeia e para os demais países do Mercosul. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Quem sai ganhando? Entre os itens que podem ganhar espaço estão vinhos, queijos e lácteos, que passam a contar com acesso diferenciado ao país, abrindo caminho para uma redução gradual de preços ao longo do tempo. Rodrigo Provazzi, CEO da Provazzi Consultoria e executivo em gestão de risco, destaca que outros itens de supermercado, como azeite, chocolate e algumas bebidas destiladas, também devem registrar queda de preços nos próximos anos. “Do ponto de vista do mercado interno, é importante destacar que já somos grandes compradores, principalmente de produtos com maior valor agregado da UE. A expectativa é de redução de preços no médio e no longo prazo”, afirma Provazzi. Essa redução ocorre, em grande parte, pela eliminação gradual das tarifas alfandegárias. Carros importados da Europa, por exemplo, hoje enfrentam taxação de 35%, que deverá ser zerada em até 15 anos, contribuindo para o barateamento desses produtos. No entanto, a queda de preços tende a ser gradual, especialmente em itens complexos como automóveis, por conta da dependência de uma cadeia global de componentes — incluindo insumos vindos da China. “Esse processo pode levar de dois a três anos”, explica o consultor. Enquanto alimentos e veículos chamam mais a atenção do consumidor, medicamentos e produtos farmacêuticos — inclusive de uso veterinário — seguem como os principais itens importados da UE, representando mais de 8% do total, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul Arte/g1 Efeitos nos custos da produção interna Os efeitos do acordo, porém, não se limitam aos bens finais importados e alcançam também insumos utilizados na produção. Embora o impacto imediato seja percebido no consumo, a medida tende a influenciar a estrutura produtiva brasileira. O acesso a tecnologias europeias mais baratas pode reduzir custos para empresas nacionais e estimular investimentos em modernização. Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que a eliminação de tarifas deve baratear tecnologias usadas no campo. “Máquinas, equipamentos e tratores, assim como produtos químicos, fertilizantes e implementos agrícolas, além de drones e sistemas de agricultura de precisão — como sensores e telemetria — são importados da Europa e devem ter custos menores para os produtores”, afirma Munhoz. O impacto não se restringe ao agronegócio. O acordo também deve ampliar a importação de bens manufaturados e tecnologias para a indústria brasileira, reduzindo custos e tornando mais viáveis os investimentos em modernização. Segundo a professora da Unifesp, exportar produtos com maior valor agregado para a UE pode gerar mais empregos do que a venda de commodities para outros mercados. “O maior valor agregado envolvido nessas trocas muda a dinâmica da indústria local”, completa Bressan. Produtos exportados vão ficar mais caros? O acordo UE-Mercosul também abre caminho para a ampliação das exportações brasileiras de calçados, frutas e outros produtos agrícolas. No ano passado, essas vendas já vinham crescendo: as exportações do Brasil para a UE alcançaram US$ 49,8 bilhões. Apesar disso, a balança comercial segue mais favorável ao bloco europeu, que exportou US$ 50,3 bilhões para o Brasil. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o acordo cria uma rede de comércio avaliada em US$ 22 trilhões, com potencial de ampliar as exportações brasileiras em R$ 7 bilhões adicionais. Calçados produzidos no Mercosul, hoje sujeitos a tarifas de 3% a 7% na UE, devem ter essas taxas zeradas em até quatro anos. Em alguns casos, como o da uva, a taxação de 14% será eliminada assim que o acordo entrar em vigor. Rodrigo Provazzi alerta que produtos do agronegócio exportados em maior volume poderiam ter aumento de preços no mercado interno devido à redução da oferta. Ainda assim, considera improvável que isso afete de forma significativa o bolso dos brasileiros. “Os efeitos macroeconômicos sobre a inflação são pequenos e não devem ser relevantes no curto prazo”, afirma. “Para o consumidor, o impacto tende a ser positivo e, mesmo com o aumento das exportações para a Europa, não há risco de elevação de preços, pois os setores encontram rapidamente mercados substitutos.” Leonardo Munhoz ressalta que o acordo gera benefícios, como menor risco comercial e acesso facilitado ao mercado europeu de cerca de 500 milhões de consumidores. “Mas não vejo esses ganhos de forma automática e homogênea para todos. Isso vai variar de setor para setor, dependendo da eliminação de tarifas.” Para o pesquisador da FGV-Agro, os ganhos do acordo para o agronegócio tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva, beneficiando grandes produtores e também pequenos e médios que exportam por meio de tradings — empresas intermediárias responsáveis pela logística, documentação e comercialização no exterior. “Esse efeito será em cascata: o grande exporta diretamente, mas o pequeno depende de uma trader para vender. Assim, todos os elos da cadeia acabam sentindo os benefícios do acordo”, explica Munhoz. INFOGRÁFICO – Próximos passos do acordo entre União Europeia e Mercosul Arte/g1 Acordo UE-MERCOSUL REUTERS



Valores, ambiente e salário: estudo mostra o que o brasileiro mais valoriza no emprego


10/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Cerca de 92% dos trabalhadores brasileiros querem mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional, segundo o mais recente estudo o Workmonitor 2025, da Randstad. A pesquisa ouviu mais de 26 mil trabalhadores em 35 mercados da Europa, Ásia-Pacífico e Américas. Em âmbito global, 83% das pessoas afirmam que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é considerado mais importante do que o salário na hora de escolher um emprego. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Foram ouvidos cerca de 755 empregados brasileiros de diferentes setores e formatos de trabalho. Entre as prioridades do trabalhadores levantados pela pesquisa, estão: ➡️ 92% considera a remuneração (vs. 82% global); ➡️ 83% aponta a flexibilidade de horário de trabalho (73% global); ➡️ 80% tem a flexibilidade de local de trabalho como prioridade (67% global); ➡️ e 58% consideram importante o alinhamento de valores com a empresa (48% global). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O levantamento também mostra que os empregados brasileiros estão mais sensíveis a cultura tóxica, mais exigente com coerência de valores e mais ansioso por oportunidades concretas de desenvolvimento. O tal 'propósito' Por aqui, cresce a percepção de que o trabalho precisa fazer sentido. Os brasileiros demonstram forte preocupação com o alinhamento entre seus valores pessoais e os valores da empresa, sobretudo no que envolve responsabilidade social, impacto ambiental, inclusão e práticas trabalhistas justas. O levantamento aponta que 76% dos trabalhadores brasileiros dizem que os valores e propósitos sociais e ambientais de seus empregadores estão alinhados aos seus. Ao mesmo tempo, 58% afirmam que rejeitariam uma vaga em uma empresa cujos valores não fossem compatíveis com os deles. Esse alinhamento passa a ser decisivo não apenas para aceitar uma vaga, mas principalmente para permanecer nela. Isso porque, cerca de 28% dos trabalhadores ouvidos pela pesquisa pediram demissão por não concordarem com os pontos de vista ou posicionamento da liderança. Além disso, 37% dos brasileiros já deixaram um emprego por falta de oportunidades de crescimento, e 53% afirmam que sairiam caso percebessem que não há possibilidade de progressão na carreira. Relações são importantes O estudo também mostra que o trabalhador brasileiro está entre os que menos toleram ambientes tóxicos: 53% já pediram demissão por conta de um ambiente prejudicial e 54% deixariam o emprego se não sentissem senso de pertencimento. Outro ponto que se destaca no Brasil é a expectativa por ambientes de trabalho mais saudáveis, transparentes e coerentes com o que pregam. A busca por líderes acessíveis, respeito à saúde mental, relações menos hierarquizadas também é apontada na pesquisa. Isso porque, os trabalhadores brasileiros ouvidos dizem que: 88% se sentem confiáveis pelo seu empregador (83% global); 80% afirmam que podem confiar na liderança (77% global); 61% dizem que escondem aspectos de si mesmos no trabalho (62% global); 59% acreditam que sua organização não está fazendo o suficiente para melhorar a equidade (59% global); 56% confiam que seu empregador criará uma cultura inclusiva no trabalho (49% global); 42% estariam dispostos a ganhar menos se o seu trabalho contribuísse para a sociedade (39% global). O levantamento indica que o trabalhador brasileiro está mais exigente. Com isso, as empresas que não investirem em cultura organizacional, transparência e qualidade de vida terão cada vez mais dificuldade para atrair e reter talentos, No país, há sinais de que parte dos empregadores já começou a responder a essas novas expectativas. Entre os entrevistados, 63% afirmam ter flexibilidade de horário no trabalho (ante 65% no recorte global) e 60% contam com flexibilidade de local para exercer suas atividades (mesmo índice global). Nos últimos seis meses, 35% perceberam um aumento na flexibilidade de jornada em suas funções (31% global), enquanto 31% notaram avanços na flexibilidade de localização (29% global). Essas mudanças sugerem um movimento gradual das empresas brasileiras para se ajustar às demandas por maior autonomia e bem-estar. Oportunidades por meio de qualificação Com a rápida evolução tecnológica, os trabalhadores brasileiros estão mais atentos à necessidade de atualizar suas competências, especialmente em inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. A busca por desenvolvimento profissional se tornou central nas decisões de carreira. Segundo o levantamento, 87% dos trabalhadores consideram treinamento e desenvolvimento importantes para permanecer no emprego atual ou aceitar uma nova oportunidade — valor bem acima da média global, de 72%. A falta de preparo para o futuro também é um fator de ruptura: 44% dizem que pediriam demissão caso o empregador não oferecesse meios para atualizar suas habilidades, e 48% rejeitariam uma vaga que não proporcionasse oportunidades de aprendizado. Apesar disso, a maioria percebe algum avanço: 63% afirmam que a empresa já oferece formas de desenvolver competências “à prova do futuro”, como IA — índice superior ao global (55%). A pesquisa também revela uma diferença relevante na percepção de responsabilidade pelo próprio desenvolvimento. Para 49% dos brasileiros, cabe principalmente ao trabalhador garantir que suas habilidades acompanhem o avanço tecnológico (contra 35% global). Já 19% entendem que essa responsabilidade deveria ser da empresa, proporção menor que a média mundial (27%). Nos últimos seis meses, 41% dos profissionais perceberam um aumento nas oportunidades de capacitação oferecidas por seus empregadores, acima dos 34% observados globalmente. Quando perguntados sobre os temas de aprendizagem que mais despertam interesse, os trabalhadores destacam: Inteligência artificial: 27% (23% global) Alfabetização tecnológica e TI: 17% (11% global) Gestão e liderança: 8% (7% global) Diversidade e inclusão: 7% (3% global) Bem-estar e mindfulness: 5% (6% global) Os dados reforçam que o trabalhador brasileiro está não apenas atento às transformações tecnológicas, mas também mais proativo e exigente quanto ao próprio desenvolvimento. As empresas que não acompanharem esse movimento podem perder competitividade na atração de talentos. 🧮 Metodologia da pesquisa A amostra brasileira do Workmonitor 2025 reúne 755 trabalhadores, distribuídos em diferentes formas de vínculo profissional, incluindo empregados registrados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), contratos temporários, prestadores de serviço, profissionais por conta própria, trabalhadores em modelos flexíveis (como zero-hour e assignments), além de pessoas atualmente desempregadas. Os entrevistados se distribuem entre: Open-ended contract (emprego fixo / CLT): 539 pessoas (71,4%) Contrato por tempo determinado (6 ou 12 meses): 51 pessoas (6,75%) Contrato temporário / sazonal: 11 pessoas (1,45%) On call / zero hour: 42 pessoas (5,56%) Interim assignment (trabalho por demanda/temporário): 17 pessoas (2,25%) Sole trader / trabalhador por conta própria: 75 pessoas (9,93%) Desempregados no momento da pesquisa: 6 pessoas (0,8%) O estudo também contempla diversos setores da economia como saúde, hospitalidade, agricultura, bens de consumo e energia, além de incluir perfis white collar, grey collar e blue collar, abrangendo funções administrativas, técnicas e operacionais. Ou seja: a diversidade de setores e de classificação ocupacional confirma que a amostra não se limita a trabalhadores de escritório ou cargos corporativos. Há uma categorização por tipo de ocupação: White collar: 421 pessoas (56,2%) Grey collar: 143 pessoas (19,1%) Blue collar: 185 pessoas (24,7%) Embora o relatório público traga análises globais, o recorte brasileiro possui dados detalhados por gênero, idade, geração, tipo de contrato, setor e ocupação, garantindo um panorama representativo e alinhado à diversidade do mercado de trabalho no país. Novas iniciativas ampliam as oportunidades de emprego e renda Foto: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Morro Agudo



CNH 2026: veja como renovar a habilitação automaticamente e de graça


10/01/2026 06:00 - g1.globo.com


CNH 2026: veja como renovar a habilitação automaticamente e de graça Desde o início de 2026, novas regras passaram a valer para a CNH, incluindo uma que permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 122,17. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Acre, a taxa é de R$ 89,75. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde. Novas regras para a CNH A medida provisória criou a CNH do Brasil, com novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A iniciativa tem como objetivo modernizar e baratear o processo de obtenção da carteira de motorista. A expectativa do Ministério dos Transportes é que o novo modelo reduza em até 80% o custo para tirar o documento, além de diminuir os entraves e a demora no processo de renovação da carteira. Veja as principais mudanças: Aulas em autoescola deixam de ser obrigatórias; O conteúdo teórico estará disponível no aplicativo do governo, de graça, e não será mais exigida carga horária mínima; O aluno poderá usar carro particular e optar por aulas com um instrutor autônomo, credenciado pelo Detran; As aulas práticas caem de 20 para 2 horas no mínimo (com um instrutor ou em autoescola); As provas práticas continuam sendo presenciais, assim como o exame médico e a coleta biométrica; Quem reprovar na primeira avaliação poderá fazer o segundo teste de graça; Não haverá mais prazo para a conclusão do processo de habilitação, que hoje é de um ano; A CNH poderá ser renovada automaticamente e de graça, caso o condutor não cometa infrações nos últimos 12 meses e esteja no Registro Nacional Positivo de Condutores. Veja abaixo reportagem completa, com perguntas e respostas sobre a nova CNH: CNH sem autoescola: o que muda para tirar a carteira? Como serão as aulas? Veja perguntas e respostas Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Crystofher Andrade/g1



Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026


10/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Depois de subir 7% em 2024, a inflação de alimentos perdeu força em 2025 e fechou o ano com alta de 2,9%. Reprodução Após um aumento de 7% em 2024, a inflação de alimentos perdeu força em 2025, mas fechou o ano com alta de 2,9%, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira (9). Muitos alimentos básicos do prato brasileiro, como o arroz e o feijão, tiveram quedas expressivas de preços, após um aumento das colheitas beneficiado por um clima mais estável no campo. O preço da carne, no entanto, continuou em patamares altos, mas menos acelerado do que em 2024. Porém, a tendência é que ele suba novamente em 2026. Veja abaixo mais detalhes. Como ficou o prato feito em 2025 Arte/g1 Carne bovina O preço da carne bovina desacelerou em 2025, diante de uma produção recorde no Brasil. A inflação do contrafilé, por exemplo, fechou 2025 com alta de 1,3%, após um salto de 20% registrado em 2024. Movimento semelhante aconteceu com a picanha, cujo preço desacelerou de 8,7% para 2,8% entre um ano e outro. Mas a expectativa é de que ela fique mais cara neste ano, afirma o CEO da Scot Consultoria, Alcides Torres. "O consumidor não vai ter refresco. Nós não vamos ter tanta produção como tivemos nos últimos três anos", afirma. Em 2025, o Brasil teve um recorde inédito de abate de fêmeas, superando, inclusive, o de machos pela primeira vez desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. Esse movimento tem feito o preço do bezerro subir no país, o que incentiva a mudança de estratégia dos pecuaristas: em vez de mandar vacas para o abate, a prioridade nos próximos meses será mantê-las nas fazendas para reprodução. Segundo Torres, esse movimento começou por volta de outubro e vai se intensificar ao longo de 2026, principalmente no segundo semestre. A segunda metade do ano também é marcada por períodos mais secos, com baixa umidade e dias mais curtos, o que reduz a disponibilidade de capim e, consequentemente, a quantidade de animais disponíveis para o abate. Torres pontua ainda que os limites que a China colocou às exportações de carne do Brasil não vão provocar um excesso de carne no Brasil a ponto de baratear a carne. Segundo ele, isso não vai acontecer justamente pela esperada queda na produção. Os preços também vão subir porque o brasileiro tende a consumir mais carne neste ano. "Três fatores principais devem aquecer a procura interna em 2026: as eleições, a Copa do Mundo e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Isso vai se traduzir em maior consumo de proteína animal", diz Torres. Ele explica que, historicamente, em épocas de eleição, há mais dinheiro circulando na economia por causa dos recursos liberados para financiamentos de campanhas. O analista Fernando Iglesias, do Safras & Mercados, detalha que é comum, nessas ocasiões, os políticos fazerem "churrascadas" em dias de comícios, com parte dos recursos de campanha, principalmente no interior dos estados. Ovos e frango O início de 2025 foi marcado por uma disparada dos preços dos ovos após um aumento do custo do milho, calor intenso, além de uma maior procura pelo alimento. Em fevereiro, por exemplo, o preço do ovo chegou a subir 40% no atacado. Após o pico de alta, os preços ao consumidor foram perdendo força, mas acabaram encerrando 2025 com aumento de 4%, após uma queda de 4,5% em 2024. A inflação do frango também continuou pressionada, apesar de ter desacelerado entre 2024 e 2025, de 10,3% para 6%, mostra o IBGE. Segundo Iglesias, isso tem acontecido porque a população brasileira tem priorizado proteínas mais baratas, como frango e ovos, tendência que vai se manter em 2026, diz ele. "O brasileiro está com baixo poder de compra e isso se acentua em 2026 com juros elevados e nível alto de endividamento das famílias", afirma. Por causa da alta demanda, é bem difícil que os preços do frango e dos ovos caiam neste ano, diz Iglesias. Arroz O arroz ficou mais barato para o consumidor em 2025, impulsionado por um aumento significativo da produção, que foi favorecida pelo clima e pelo crescimento da área plantada, diz Lucilio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea). Na safra 2024/25, a colheita de arroz cresceu 20,6% em relação à temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Isso aconteceu porque os preços do arroz no campo subiram muito na safra anterior, o que resultou numa melhor rentabilidade para o produtor. Esse aumento foi o que motivou os agricultores a expandirem a área de cultivo e a investirem mais na safra seguinte", diz Alves. Como os preços da última safra caíram bem mais ao produtor (-46%) do que ao consumidor, o pesquisador avalia que ainda existe "espaço para novas quedas" nos supermercados, no curto prazo. Para este ano, a expectativa é de que a colheita seja menor, o que pode gerar uma "ligeira recuperação" dos preços no campo "para garantir que a cultura continue atrativa para o agricultor". Mas isso não deve se traduzir em grandes aumentos de preço para o consumidor. Feijão preto e carioca O feijão preto registrou uma queda de preço muito mais expressiva do que o carioca, especialmente no primeiro semestre do ano passado, afirma o pesquisador do Cepea. "A produção de feijão preto cresceu 14% [na safra 2024/25], impulsionada por boas colheitas no Paraná e em Mato Grosso. Mas esse excesso de oferta não teve contrapartida [na demanda dos consumidores] e isso derrubou os preços", detalha Alves. Diferente do feijão preto, a safra de feijão carioca diminuiu 10%, mas os preços ficaram mais equilibrados, pois a queda na oferta foi compensada por um consumo estável, diz Alves. Ele diz que ainda é cedo para traçar uma tendência para o feijão carioca, mas avalia que os preços não devem oscilar muito. "No caso do feijão preto, diante da forte queda das cotações e da redução área plantada no Paraná e em outras regiões, é possível esperar uma ligeira recuperação (aumento) dos preços", diz Alves. Morre o pesquisador que é considerado 'pai' do feijão Carioquinha Áreas de arroz e feijão param de cair, após perderem espaço para soja e milho por 16 anos



Mega-Sena pode pagar R$ 13,5 milhões neste sábado


10/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.958 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 13,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (10), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Quatro fundos investigados por ligação com o crime organizado aparecem em suspeita de fraude do Banco Master


09/01/2026 22:46 - g1.globo.com


Vorcaro diz ao STF que não tem participação em ataques ao BC e pede investigação de influenciadores digitais Uma denúncia encaminhada pelo Banco Central ao Ministério Público Federal aponta que ao menos quatro fundos investigados por ligação com o crime organizado fizeram parte de um esquema de fraude envolvendo o Banco Master. Segundo a apuração, esses fundos integram uma cadeia de transações estruturadas para inflar artificialmente ativos e permitir que recursos voltassem ao controle do dono do banco, Daniel Vorcaro, e de diretores da instituição. De acordo com o Banco Central, as operações suspeitas envolvem fundos administrados pela Reag DTVM, empresa do setor financeiro que foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada para investigar lavagem de dinheiro ligada à máfia dos combustíveis e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O material enviado pelo BC ao MPF, em 17 de novembro, estima que as transações sob suspeita possam chegar a R$ 11,5 bilhões. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Banco Master Como funcionaria o esquema Segundo técnicos do Banco Central, os fundos teriam sido usados para simular aportes de capital no Banco Master, criando a aparência de que o banco tinha recursos suficientes para continuar operando nos últimos meses antes da liquidação. Na prática, porém, os valores estariam lastreados em ativos de baixa liquidez e sobrevalorizados, que valiam muito menos do que o registrado nas operações. O modelo descrito pelo BC segue um padrão: ▶️o Banco Master concedia empréstimos a empresas; ▶️essas empresas aplicavam os recursos em fundos; ▶️os fundos compravam ativos de baixíssima liquidez por valores inflados; ▶️esses ativos acabavam retornando, direta ou indiretamente, a fundos ligados a Vorcaro e a pessoas de sua confiança. Em um exemplo citado pelos investigadores, um título avaliado em R$ 100 poderia ser negociado internamente por R$ 1.000, elevando artificialmente o valor do patrimônio envolvido na operação. Leia também: Vorcaro diz ao STF que não tem participação em ataques ao BC e pede investigação de influenciadores digitais Blog do Valdo Cruz: nova suspeita de fraude do Banco Master envolve fundos da Reag, alvo da operação Carbono Oculto Indícios de crime e falhas de gestão Trechos da chamada “Notícia de Fatos”, enviada pelo Banco Central ao MPF e obtida pelo blog do Valdo Cruz, afirmam que há indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional cometidos por administradores do Banco Master e da Reag. O documento também aponta falhas graves no gerenciamento de riscos. Segundo o BC, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Master realizou operações estruturadas de crédito corporate que somaram R$ 11,5 bilhões, com elevada concentração em poucos clientes e em desacordo com princípios básicos de seletividade, liquidez e diversificação de riscos. Parte dessas operações tinha como garantia fundos de investimento que, em tese, deveriam funcionar como fundos de liquidez. Técnicos afirmam que o gerenciamento inadequado desses riscos teria sido deliberado, para evitar a reavaliação dos ativos a valores mais próximos da realidade. O valor inflado foi usado, segundo a apuração, para justificar aportes de capital exigidos pelo próprio Banco Central. Liquidação e questionamentos no TCU Todo esse histórico de transações foi reunido pelo Banco Central no processo que resultou na liquidação extrajudicial do conglomerado Master, decretada em novembro. A decisão foi justificada pelo BC com base no “esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado”, na situação econômico-financeira crítica do banco e na identificação de irregularidades graves que comprometiam a solvência da instituição. O caso também foi levado ao Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no tribunal, chegou a determinar uma inspeção técnica em documentos do Banco Central, mas a medida acabou sendo suspensa após reações contrárias e a abertura de um processo de mediação.



'Avanço relevante': entidades do agro comemoram aprovação da União Europeia sobre acordo com Mercosul


09/01/2026 22:45 - g1.globo.com


Brasil deve ser um dos países mais beneficiados pelo acordo Mercosul-União Europeia O agronegócio brasileiro comemorou a aprovação da União Europeia para a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, nesta sexta-feira (9). O tratado deve ser assinado no próximo dia 17 e dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa produtores de ovos e das carnes de frango e de porco, disse que o anúncio representa "um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais". A entidade afirmou ainda que a concretização do acordo reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, "com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva". Saiba mais: carne, café, frutas - que está em jogo para o agro brasileiro O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) concordou que a aprovação é um avanço importante, "após mais de duas décadas de discussões e ajustes". O presidente da entidade, Tirso Meirelles, declarou que o tarifaço, imposto por Trump no ano passado, reforçou a importância de acordos bilaterais que ampliem o alcance do comércio internacional brasileiro. Apesar de as exportações brasileiras de soja em grão, farelo de soja e milho não enfrentarem barreiras tarifárias na UE, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o setor também será beneficiado. "O acordo poderá proporcionar maior previsibilidade aos exportadores, reduzir custos e ampliar a priorização dos produtos brasileiros, reforçando a competitividade do país nesses mercados", disse em nota. Em relação ao café, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, disse ao Jornal Nacional que o acordo pode tornar o café solúvel mais competitivo na Europa. Isso porque, atualmente, o país é prejudicado pela concorrência vietnamita, que já tem acordo comercial com o bloco para tarifa zero neste produto. O acordo UE-Mercosul prevê que as tarifas do café solúvel e torrado e moído zerem em 4 anos. "As previsões iniciais são de que a gente pode crescer até 35% nos próximos anos", afirmou. Acordo UE-Mercosul pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a relação com a agropecuária criará oportunidades para o Mercosul, ampliando os negócios. Além disso, ele pontuou que as salvaguardas ainda podem ser debatidas durante processos de negociação e que elas são recíprocas. 🔍As salvaguardas são proteções para agricultores europeus aprovadas pelos parlamentares europeus em dezembro. Elas preveem que os benefícios tarifários do Mercosul no acordo podem ser suspensos temporariamente, caso a UE entenda que isso esteja prejudicando algum setor do agro local. Na época, a medida gerou insatisfação no agro brasileiro. A diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Sueme Mori, explicou que elas podem limitar as exportações brasileiras para o mercado europeu, o que é contraditório, em um momento em que se espera assinar um acordo de livre comércio. O g1 procurou a CNA e também a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) nesta sexta-feira, mas não teve um retorno até a última atualização dessa reportagem. Em dezembro, quando a acordo já estava em próximo de ser aprovado na UE, Mori, da CNA, disse que o acordo em si eleva o nível da relação entre os parceiros comerciais e faz com que o Mercosul passe a ser um parceiro preferencial da UE. O comentário foi feito em relação à criação de cotas com impostos reduzidos para a carne bovina que, apesar de ser considerada pequena pela diretora, traz vantagens. Pelo tratado, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai poderão exportar, juntos, até 99 mil toneladas por ano, com uma tarifa inicial de 7,5%. O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul Leia também: Como acordo Mercosul-UE pode trazer mais chocolates e baratear vinhos europeus no Brasil Raio X dados 2025 Arte g1



Trump diz que EUA vão negociar petróleo da Venezuela: 'China pode comprar quanto quiser'


09/01/2026 20:18 - g1.globo.com


O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (9) que empresas interessadas no petróleo venezuelano terão de negociar diretamente com os Estados Unidos. A declaração foi feita durante uma reunião com altos funcionários do governo e executivos de algumas das maiores petroleiras do mundo. Segundo o republicano, os EUA estão abertos a negociações com a China. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A China pode comprar todo o petróleo que quiser dos EUA, nos Estados Unidos ou na Venezuela", afirmou. O gigante asiático é o principal comprador do petróleo venezuelano. Após as amplas sanções impostas pelos EUA ao país sul-americano em 2019, a participação da China subiu para 68% das exportações venezuelanas nos últimos anos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump também afirmou a executivos do setor petroleiro que os EUA irão refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, sob um novo acordo com o país, após forças americanas prenderem Nicolás Maduro em território venezuelano no último sábado (3). "A Venezuela parece ser uma aliada", afirmou o republicano durante a reunião. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou nesta semana que o país está aberto a relações energéticas em que todas as partes se beneficiem. A declaração ocorreu após a Casa Branca dizer que estava trabalhando em um acordo de petróleo com o país sul-americano. De olho no petróleo O republicano já vinha sinalizando as intenções dos EUA em relação ao petróleo venezuelano. Segundo ele, a Venezuela concordou em destinar a receita obtida com a venda do petróleo à compra exclusiva de produtos fabricados nos EUA. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que as compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos, além de itens para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia do país sul-americano. "Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos", acrescentou Trump. Trump diz que Venezuela comprará produtos americanos com receita do petróleo. Reprodução/Truth Social O Departamento de Energia americano informou que os EUA já começaram a comercializar petróleo venezuelano. De acordo com o órgão, toda a receita da venda será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente. "Contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados" , informou o departamento. O órgão declarou ainda que os recursos serão depositados em contras controladas pelos EUA para "garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos", que serão feitos "em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA". Na quarta-feira, a petroleira estatal venezuelana PDVSA citou avanço nas negociações com os EUA para a venda de petróleo. Segundo a empresa, as partes vêm discutindo termos semelhantes aos que estão em vigor com parceiros estrangeiros, como a petroleira americana Chevron. As vendas, de acordo com o Departamento de Energia, começam "imediatamente", e continuarão por tempo indeterminado. Um dia antes, Donald Trump havia afirmado que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano. Ele também disse ter fechado um acordo com Caracas para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os EUA — movimento que desviaria fornecimentos da China e ajudaria a Venezuela a evitar cortes mais profundos na produção. O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA Kevin Lamarque/Reuters Petróleo a preço de mercado As declarações do republicano ocorreram apenas alguns dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação. Nesta semana, Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. Na última terça-feira (6), a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos EUA já estavam discutindo a exportação de petróleo bruto para os americanos. Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro. Por que o petróleo da Venezuela é tão importante para os EUA



Vorcaro diz ao STF que não tem participação em ataques ao BC e pede investigação de influenciadores digitais


09/01/2026 20:02 - g1.globo.com

Tenho tudo registrado, diz vereador que recusou proposta milionária para defender o Master e atacar o BC A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento em que nega qualquer participação em práticas de disseminação de desinformação contra o Banco Central após a liquidação da instituição financeira. No pedido, os advogados solicitam a abertura de uma investigação para apurar a propagação do que classificam como fake news e crimes contra a honra. Segundo a defesa, a apuração é necessária para demonstrar que Vorcaro não tem relação com ataques virtuais direcionados ao Banco Central, que se intensificaram nas redes sociais em dezembro, depois da decisão da autoridade monetária de decretar a liquidação do Master. Influenciadores relatam propostas para criticar o BC Um criador de conteúdo digital de São Paulo afirmou ao g1, sob condição de anonimato, que recebeu R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central, publicada em dezembro. Segundo ele, após essa publicação, recusou uma proposta de contrato de três meses para continuar divulgando conteúdos semelhantes. De acordo com o influenciador, o pagamento foi feito no mesmo dia do post, em 19 de dezembro, e teria partido da conta de Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Ele diz que apagou o conteúdo dois dias depois por considerar que o material “ultrapassava limites éticos” e afirma ter devolvido o valor recebido. “Num primeiro momento, agi de boa-fé. Não tinha entendido que vinha de Vorcaro. Achei interessante, diferente do que eu estava pensando”, relatou. “Depois, fui entender que minha opinião estava sendo comprada.” Contratos previam série de vídeos e ausência de checagem O contrato ao qual o g1 teve acesso previa a produção de oito vídeos por mês, no formato reels, durante três meses. Ao fim do período, com desconto de comissão, o influenciador receberia R$ 188 mil. O documento também estabelecia que o criador de conteúdo não teria obrigação de fazer apuração própria ou checagem adicional, devendo se limitar a comentários informativos em tom neutro. Procurado, Thiago Miranda não respondeu. A Olivetto Comunicação, citada no contrato como intermediária, informou em nota que apenas indicou influenciadores para eventual produção de vídeos sobre temas em alta, mas que nenhum deles aceitou a proposta e que não houve contratação nem veiculação de conteúdo. Leia também: Caso Master: influencer revela contrato de três meses e cachê de R$ 7,8 mil por post inicial com críticas ao BC Blog do Valdo Cruz: Banco Master pode ter gerado prejuízo superior a R$ 4 bilhões ao BRB Vereador diz ter sido convidado para campanha contra o BC Na terça-feira (6), o blog da colunista Andréia Sadi revelou o relato do vereador Rony Gabriel (PL-RS), que expôs nas redes sociais um contrato preliminar para participar de uma campanha contra o Banco Central. Nesta sexta-feira (9), em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, ele afirmou ter ouvido, durante as negociações, que o contratante da campanha seria Daniel Vorcaro — e disse que recusou o trabalho. O contrato mencionava um “Projeto DV”, em referência às iniciais do banqueiro, previa cláusula de confidencialidade por cinco anos e estabelecia multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. Rony afirmou que o cachê oferecido era “de milhões, no plural”. PF vai apurar possível ação coordenada A Federação Brasileira de Bancos identificou, no mesmo período, uma enxurrada de ataques ao Banco Central nas redes sociais. A Polícia Federal deve investigar se houve uma ação coordenada para difundir críticas à autoridade monetária após a liquidação do Banco Master. Outros influenciadores relataram ao g1 propostas semelhantes, também com contratos de três meses e oito postagens mensais. Alguns afirmam ter recusado o trabalho ao perceberem o objetivo da campanha.



Alckmin diz que 30% dos exportadores brasileiros vendem para UE e que acordo entre blocos é o maior do mundo


09/01/2026 19:29 - g1.globo.com


O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, celebrou nesta sexta-feira (9) o aval dos países europeus para o acordo Mercosul-União Europeia. 🔎A sinalização favorável dos países da União Europeia abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações. O acordo segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França. Segundo Alckmin, 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da União Europeia, cerca de 9 mil empresas. "Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade", disse Alckmin. Conforme o vice-presidente, acordo deve ser assinado nos próximos dias no Paraguai e começar a valer em 2026. União Europeia confirma acordo com Mercosul "Tem que aprovar lei no Congresso brasileiro. Há a necessidade de internalizar. Primeiro, assina. Depois de assinado, a Europa internaliza pelo parlamento europeu. No Mercosul, cada país faz sua lei. Nossa expectativa é fazer nesse semestre", projetou Alckmin. Questionado sobre a oposição ao acordo de alguns países, como a França, Alckmin disse que é "difícil ter a unanimidade". Ele afirmou também que, embora a aprovação não tenha relação direta com o tarifaço promovido pelos Estados Unidos, o acordo pode ajudar na revisão de tarifas pelos norte-americanos. Mais cedo, nesta sexta, os países da União Europeia a confirmaram aprovação do acordo comercial com o Mercosul, maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco. Segundo o governo brasileiro, trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais. O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares. 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diferentes segmentos da indústria brasileira. Vice-presidente Geraldo Alckmin em imagem de arquivo Raphael Fernandes



França ameaça adotar medidas 'unilaterais' se agro correr risco por acordo UE-Mercosul


09/01/2026 19:02 - g1.globo.com


O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, afirmou nesta sexta-feira (9) que adotará medidas "unilaterais" caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, cuja adoção a França tentou barrar, sem sucesso. Genevard fez essas declarações durante uma coletiva de imprensa para responder ao descontentamento dos agricultores, que nos últimos dias protestaram contra a adoção do acordo e contra a gestão da dermatose nodular bovina, uma doença animal. Questionada sobre se a adoção do acordo representa um revés para a França no âmbito europeu, Genevard defendeu as concessões feitas por Bruxelas aos agricultores europeus desde a conclusão do acordo em Montevidéu, em dezembro de 2024. "A França fez-se ouvir", assegurou a ministra conservadora, que advertiu: "Não hesitaremos em adotar unilateralmente uma série de medidas assim que considerarmos que nossos setores estão em perigo". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 'Vai matar a agricultura': produtores europeus protestam após aval da UE para acordo com Mercosul Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana. Agricultores franceses protestam em frente à Assembleia Nacional contra o acordo UE-Mercosul Benoit Tessier/Reuters Os países da União Europeia deram nesta sexta-feira sinal verde ao acordo com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai por maioria qualificada, durante uma reunião de seus embaixadores em Bruxelas, apesar da oposição de países como França, Polônia, Irlanda e Hungria. Isso permitirá que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, possa assinar o acordo no Paraguai em 17 de janeiro, conforme a data anunciada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno. No entanto, o Parlamento Europeu também precisa dar seu aval ao tratado comercial. O resultado nesse âmbito é incerto, já que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir sua aplicação. "Não é o fim da história. Há um ator-chave que vai entrar em cena: o Parlamento Europeu", advertiu a ministra francesa. A Comissão Europeia negocia desde 1999 esse amplo acordo com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores. O setor agropecuário europeu teme o impacto da chegada maciça de carne, arroz, mel ou soja sul-americanos, em troca da exportação de veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus para o Mercosul. Acordo UE-Mercosul pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil



'Tenho tudo registrado', diz vereador que recusou proposta milionária para defender o Master e atacar o BC


09/01/2026 18:25 - g1.globo.com


Tenho tudo registrado, diz vereador que recusou proposta milionária para defender o Master e atacar o BC O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim, no Rio Grande do Sul, afirmou em entrevista exclusiva ao Estúdio I, da GloboNews, que tem provas sobre a denúncia em que diz ter sido procurado por uma empresa para, segundo ele, gravar conteúdos em que deveria defender o Banco Master e difamar o Banco Central -- responsável por decretar a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim do ano passado. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp "Eu tenho, inclusive, as conversas em ata notarial em cartório e o contrato, assinado digitalmente. Eu registrei absolutamente tudo porque tudo que eu falei eu posso comprovar", disse. O parlamentar afirma que chegou a receber modelo de vídeos feitos por outros influenciadores com o roteiro que deveria ser adotado na publicação. Vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS). Reprodução "Eles queriam que fizessem vídeo no sentido de descredibilizar o Banco Central para dar a entender que foi feita a liquidação do Banco Master com certa celeridade. Me mandaram, inclusive, alguns modelos de vídeos que já tinham sido feitos por outros influenciadores no sentido de que era aquele o discurso, aquele o roteiro", afirmou. Questionado se o responsável pela negociação havia informado que Daniel Vorcaro era o contratante, ele respondeu que “sim, claramente”. “Tratava-se do caso do Banco Master, de interesse de Daniel Vorcaro”, afirmou, dizendo ter provas da denúncia. Vereador diz que pedido para influenciadores atacarem BC veio de Vorcaro Segundo Rony, a procura foi feita pelas redes sociais e depois pelo WhatsApp através de um assessor. A proposta previa um contrato com cláusula de confidencialidade de R$ 800 mil em caso de quebra do acordo. "Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e, nessa reunião, ele [representante da empresa] trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master", disse. Caso Master: vereador procurado para atacar o BC detalha negociações para contrato milioná Vereador do PL em Erechim (RS), ele tem 1,7 milhão de seguidores na rede social e se apresenta como pré-candidato a deputado federal. A gravação (veja abaixo), obtida pelo blog, mostra uma troca de mensagens entre um assessor do vereador e o representante da agência de comunicação. Influencers foram contratados para difamar o Banco Central no caso Master No vídeo que postou no Instagram, Rony conta que, no dia 20 de dezembro de 2025, uma agência de marketing digital entrou em contato com seu assessor dizendo que fazia "gerenciamento de reputação para um grande executivo" e que estava contratando influenciadores para ajudar nesse trabalho. Após a denúncia, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para investigar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o BC e a favor do Master. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que nega qualquer participação em práticas de disseminação de desinformação contra o Banco Central. No documento, os advogados solicitam a abertura de uma investigação para apurar a propagação do que classificam como fake news e crimes contra a honra.



Caso Master: Vereador procurado para atacar o BC diz que empresa apontou Vorcaro como contratante


09/01/2026 18:09 - g1.globo.com


Vereador diz que pedido para influenciadores atacarem BC veio de Vorcaro O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS) detalhou em entrevista exclusiva ao Estúdio i, da GloboNews, a denúncia em que diz ter sido procurado por uma empresa para, segundo ele, gravar conteúdos em que deveria defender o Banco Master e difamar o Banco Central -- responsável por decretar a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim do ano passado. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp Questionado se o responsável pela negociação havia informado que Daniel Vorcaro era o contratante, ele respondeu que “sim, claramente”. “Tratava-se do caso do Banco Master, de interesse de Daniel Vorcaro”, afirmou, dizendo ter provas da denúncia. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que nega qualquer participação em práticas de disseminação de desinformação contra o Banco Central. No documento, os advogados solicitam a abertura de uma investigação para apurar a propagação do que classificam como fake news e crimes contra a honra. Caso Master: vereador procurado para atacar o BC detalha negociações para contrato milioná Caso Master: influencer revela que recebeu R$ 7,8 mil por post com críticas ao BC "Eu tenho, inclusive, as conversas em ata notarial em cartório e o contrato, assinado digitalmente. Eu registrei absolutamente tudo porque tudo que eu falei eu posso comprovar", disse. "Tentaram comprar a opinião de um parlamentar". Tenho tudo registrado, diz vereador que recusou proposta milionária para defender o Master e atacar o BC O parlamentar afirma que chegou a receber modelo de vídeos feitos por outros influenciadores com o roteiro que deveria ser adotado na publicação. "Eles queriam que fizessem vídeo no sentido de descredibilizar o Banco Central para dar a entender que foi feita a liquidação do Banco Master com certa celeridade. Me mandaram, inclusive, alguns modelos de vídeos que já tinham sido feitos por outros influenciadores no sentido de que era aquele o discurso, aquele o roteiro", afirmou. Segundo Rony, a procura foi feita pelas redes sociais e depois pelo WhatsApp por meio de um assessor. A proposta previa um contrato com cláusula de confidencialidade de R$ 800 mil em caso de quebra do acordo. "Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e, nessa reunião, ele [representante da empresa] trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master", disse. Vereador do PL em Erechim (RS), ele tem 1,7 milhão de seguidores na rede social e se apresenta como pré-candidato a deputado federal. A gravação (veja abaixo), obtida pelo blog, mostra uma troca de mensagens entre um assessor do vereador e o representante da agência de comunicação. Influencers foram contratados para difamar o Banco Central no caso Master No vídeo que postou no Instagram, Rony conta que, no dia 20 de dezembro de 2025, uma agência de marketing digital entrou em contato com seu assessor dizendo que fazia "gerenciamento de reputação para um grande executivo" e que estava contratando influenciadores para ajudar nesse trabalho. Após a denúncia, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para investigar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o BC e a favor do Master. Vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS). Reprodução



Acordo entre União Europeia e Mercosul será assinado em 17 de janeiro


09/01/2026 16:57 - g1.globo.com


Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul O Ministério da Relações Exteriores da Argentina informou nesta sexta-feira (9) que acordo entre União Europeia e Mercosul será assinado no próximo dia 17 de janeiro. A união entre os blocos dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. “Depois de mais de 30 anos de negociações, assinaremos em 17 de janeiro, no Paraguai, um acordo histórico e o mais ambicioso entre ambos os blocos”, disse o chanceler argentino Pablo Quirno em comunicado do Ministério das Relações Exteriores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mais cedo, representantes da UE aprovaram o acordo por uma ampla maioria dos Estados-membros. Os países tinham até as 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília), para confirmar seus votos por escrito. Antes, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE já haviam sinalizado apoio provisório ao acordo. O tratado ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor, mas a decisão já abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Apesar do apoio de setores empresariais e industriais, o texto segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus, sobretudo na França. (veja mais abaixo) Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira. O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, celebrou a aprovação do acordo. Segundo ele, cerca de 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da UE, o que corresponde a aproximadamente 9 mil empresas. "Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque o Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade", disse Alckmin. LEIA TAMBÉM Acordo pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil Entenda os próximos passos até a assinatura e entrada em vigor Aprovação provoca comemoração entre governos e protestos; veja repercussão Mais de 25 anos de negociações O acordo comercial acumula mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos. A expectativa é que, mesmo diante da oposição declarada de países como a França, o Parlamento Europeu aprove o tratado. A Comissão Europeia afirma que o acordo de livre comércio é o maior já firmado pelo bloco em termos de redução de tarifas, eliminando mais de 4 bilhões de euros (US$ 4,7 bilhões ou R$ 25,3 bilhões) por ano em impostos sobre as exportações da UE. A estimativa é que o Mercosul elimine tarifas sobre cerca de 91% das exportações da UE ao longo de 15 anos; Enquanto isso, o bloco europeu deve retirar progressivamente as taxas sobre 92% das exportações do Mercosul. Os blocos também concordaram em ampliar as cotas de produtos isentos no setor agrícola. Segundo a Comissão Europeia e apoiadores do tratado, como Alemanha e Espanha, o acordo deve oferecer uma alternativa à dependência da China, especialmente no fornecimento de minerais críticos como o lítio, essencial para a produção de baterias. Os defensores também afirmam que o acordo ajuda a mitigar os efeitos de medidas protecionistas, como as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Acordo sofre resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Um diplomata da UE e o ministro da Agricultura da Polônia afirmaram que 21 países apoiaram o acordo, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra. A Bélgica se absteve. Para a aprovação, era necessário o apoio de pelo menos 15 países, que representassem 65% da população total do bloco. Nesta sexta-feira (9), o governo francês foi duramente criticado por rivais políticos internos e por agricultores, por não conseguir barrar a aprovação do tratado. O partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI) apresentou uma moção nesta manhã, enquanto o partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, afirmou que também apresentaria uma moção contra o presidente da Comissão Europeia, em Bruxelas. É improvável, porém, que RN e LFI consigam votos suficientes no Parlamento para derrubar o governo, liderado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Initial plugin text Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou que Paris votaria contra o acordo. “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu em comunicado. 🔎 Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia. A Irlanda também se posicionou contra o tratado. Na véspera da votação, o primeiro-ministro Simon Harris anunciou que o país se juntaria à França, à Hungria e à Polônia na oposição ao acordo. "A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado", afirmou Harris em comunicado. Tanto a França quanto a Irlanda enfrentam protestos nesta sexta-feira em razão do acordo. Itália teve papel decisivo Nesta semana, a Itália — que até dezembro se mostrava contrária — sinalizou apoio ao tratado. A mudança teve peso decisivo e deu novo rumo às negociações, já que o desenho institucional da UE confere ao voto italiano caráter estratégico: a ratificação exige maioria qualificada no Conselho Europeu, com apoio de ao menos 65% da população do bloco. Em dezembro, durante debates no Conselho Europeu, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o apoio da Itália estaria condicionado à consideração das preocupações do país, especialmente em relação aos impactos sobre o setor agrícola. 👉 Nos últimos dias, esse posicionamento foi reforçado por uma comunicação da Comissão Europeia, que propõe acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores. Meloni avaliou a iniciativa como um “passo positivo e significativo”. Na mesma linha, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia passou a discutir o aumento — e não a redução — dos recursos destinados à agricultura italiana no período de 2028 a 2034. Veja a linha do tempo do acordo UE-Mercosul Lula na cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 20 de dezembro de 2025. EVARISTO SA / AFP



Lula comemora aprovação de acordo Mercosul-União Europeia: 'Dia histórico para o multilateralismo'


09/01/2026 16:54 - g1.globo.com


Acordo UE–Mercosul: negociação começou antes do pen-drive O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta sexta-feira (9) a aprovação provisória pelos países da União Europeia do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu. Para o petista, trata-se de um "dia histórico" para o multilateralismo. A sinalização favorável dos países da União Europeia abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França. Veja o que está em jogo para o agro brasileiro Acordo criará maior zona de livre comércio do mundo; entenda Vinhos mais baratos e maior oferta de chocolates premium Os próximos passos após o aval dos europeus "Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões", afirmou Lula em uma rede social. O presidente destacou ainda que a aprovação provisória acontece em um "cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo", que é alvo de críticas frequentes de Lula. "O acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos", declarou. Na avaliação do petista, o texto amplia as oportunidades para as exportações brasileiras, estimula investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais entre os dois blocos. O presidente disse ainda que o acordo é resultado do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países. O lado Europeu também se manifestou celebrando o acordo, Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, disse que o tratado é considerado positivo para o bloco europeu por trazer benefícios para consumidores e empresas, além de contribuir para a soberania e a autonomia estratégica da União Europeia. O posicionamento destaca ainda que o acordo reforça direitos trabalhistas, amplia a proteção ambiental e prevê salvaguardas para agricultores europeus. “Hoje é um bom dia para a Europa e para os nossos parceiros do Mercosul”, afirmou a autoridade europeia em nota. Comunicado oficial Após a publicação de Lula, o governo divulgou um comunicado oficial. A mensagem conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços saúda o acordo, e menciona que a data assinatura ainda será definida. "A aprovação pelas instâncias comunitárias europeias permitirá que o Acordo de Parceria seja assinado após mais de 26 anos do início das negociações", diz a nota. "O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares. Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo MERCOSUL e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais", prossegue. Quando o acordo entra em vigor? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, durante reunião na Cúpula do G20 em 2024 Ricardo Stuckert/Presidência da República O acordo entre o Mercosul e a União Europeia só passa a valer após a conclusão dos processos formais de aprovação nos dois lados. Após a oficialização do resultado pelo Conselho Europeu, está prevista a assinatura do tratado entre as partes, o que deve ocorrer na próxima semana. A partir daí, começa a etapa de internalização do acordo, que é feita individualmente por cada país do Mercosul. No Brasil, o texto é enviado para aprovação do Congresso Nacional. Em seguida, o acordo é sancionado pelo presidente da República. Do lado europeu, o Parlamento Europeu também deve validar o tratado. Somente depois de concluída a internalização tanto no Brasil quanto na União Europeia é que o acordo entra em vigor. Como cada país do Mercosul tem seu próprio processo, a entrada em vigor pode ocorrer em datas diferentes entre os membros do bloco.



UE aprova acordo com o Mercosul, que formará maior zona de livre comércio do mundo


09/01/2026 16:43 - g1.globo.com


Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul Os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, país que exerce a presidência rotativa do bloco. Segundo representantes da UE, uma ampla maioria dos Estados-membros apoiou o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano. Os países tinham até as 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília), para confirmar seus votos por escrito. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mais cedo, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE já haviam sinalizado apoio provisório ao acordo. O tratado ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor, mas a decisão já abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Apesar do apoio de setores empresariais e industriais, o texto segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus, sobretudo na França. (veja mais abaixo) Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira. O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, celebrou a aprovação do acordo. Segundo ele, cerca de 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da UE, o que corresponde a aproximadamente 9 mil empresas. "Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque o Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade", disse Alckmin. LEIA TAMBÉM Acordo pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil Entenda os próximos passos até a assinatura e entrada em vigor Aprovação provoca comemoração entre governos e protestos; veja repercussão Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Mais de 25 anos de negociações O acordo comercial acumula mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos. A expectativa é que, mesmo diante da oposição declarada de países como a França, o Parlamento Europeu aprove o tratado. A Comissão Europeia afirma que o acordo de livre comércio é o maior já firmado pelo bloco em termos de redução de tarifas, eliminando mais de 4 bilhões de euros (US$ 4,7 bilhões ou R$ 25,3 bilhões) por ano em impostos sobre as exportações da UE. A estimativa é que o Mercosul elimine tarifas sobre cerca de 91% das exportações da UE ao longo de 15 anos; Enquanto isso, o bloco europeu deve retirar progressivamente as taxas sobre 92% das exportações do Mercosul. Os blocos também concordaram em ampliar as cotas de produtos isentos no setor agrícola. Segundo a Comissão Europeia e apoiadores do tratado, como Alemanha e Espanha, o acordo deve oferecer uma alternativa à dependência da China, especialmente no fornecimento de minerais críticos como o lítio, essencial para a produção de baterias. Os defensores também afirmam que o acordo ajuda a mitigar os efeitos de medidas protecionistas, como as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Acordo sofre resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Um diplomata da UE e o ministro da Agricultura da Polônia afirmaram que 21 países apoiaram o acordo, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra. A Bélgica se absteve. Para a aprovação, era necessário o apoio de pelo menos 15 países, que representassem 65% da população total do bloco. Nesta sexta-feira (9), o governo francês foi duramente criticado por rivais políticos internos e por agricultores, por não conseguir barrar a aprovação do tratado. O partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI) apresentou uma moção nesta manhã, enquanto o partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, afirmou que também apresentaria uma moção contra o presidente da Comissão Europeia, em Bruxelas. É improvável, porém, que RN e LFI consigam votos suficientes no Parlamento para derrubar o governo, liderado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Initial plugin text Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou que Paris votaria contra o acordo. “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu em comunicado. 🔎 Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia. A Irlanda também se posicionou contra o tratado. Na véspera da votação, o primeiro-ministro Simon Harris anunciou que o país se juntaria à França, à Hungria e à Polônia na oposição ao acordo. "A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado", afirmou Harris em comunicado. Tanto a França quanto a Irlanda enfrentam protestos nesta sexta-feira em razão do acordo. Itália teve papel decisivo Nesta semana, a Itália — que até dezembro se mostrava contrária — sinalizou apoio ao tratado. A mudança teve peso decisivo e deu novo rumo às negociações, já que o desenho institucional da UE confere ao voto italiano caráter estratégico: a ratificação exige maioria qualificada no Conselho Europeu, com apoio de ao menos 65% da população do bloco. Em dezembro, durante debates no Conselho Europeu, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o apoio da Itália estaria condicionado à consideração das preocupações do país, especialmente em relação aos impactos sobre o setor agrícola. 👉 Nos últimos dias, esse posicionamento foi reforçado por uma comunicação da Comissão Europeia, que propõe acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores. Meloni avaliou a iniciativa como um “passo positivo e significativo”. Na mesma linha, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia passou a discutir o aumento — e não a redução — dos recursos destinados à agricultura italiana no período de 2028 a 2034. Veja a linha do tempo do acordo UE-Mercosul Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman



Oposição busca derrubar governo da França após aprovação do acordo UE-Mercosul


09/01/2026 15:32 - g1.globo.com


O primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu, em foto de 6 de outubro de 2025. Reuters/Stephane Mahe/Pool O governo francês foi duramente criticado nesta sexta-feira (9) por rivais políticos e agricultores após não conseguir bloquear a aprovação do acordo comercial UE-Mercosul, com partidos de oposição de extrema direita e extrema esquerda apresentando moções de censura. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O partido de extrema esquerda França Insubmissa (LFI) apresentou uma moção na manhã de sexta-feira, enquanto o partido de extrema direita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, afirmou que também apresentaria uma contra o presidente da Comissão Europeia em Bruxelas. É improvável, porém, que a RN e a LFI consigam votos suficientes no parlamento para derrubar o governo, liderado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. As moções de censura sublinham a reação política interna negativa que o governo do presidente Emmanuel Macron enfrenta devido ao acordo comercial com as nações sul-americanas, enquanto luta para aprovar um orçamento de 2026 já atrasado em um Parlamento sem maioria governista, algo sem precedentes na Quinta República francesa. Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul Ainda assim, suas ameaças sublinham a perigosa corda bamba política em que o governo Macron continua a caminhar pouco mais de um ano antes da eleição presidencial de 2027, com analistas dizendo que o acordo poderia aumentar as chances da RN no próximo ano. "As moções têm pouca chance de serem aprovadas", disse Stewart Chau, analista do Verian Group, à Reuters. "Mas essa assinatura pode dar um impulso à RN. A França rural vota maciçamente na RN, e isso poderia apoiar uma narrativa anti-UE mais explicitamente", disse ele. Lecornu critica acordo A França votou contra o acordo do Mercosul. No entanto, o tratado exige apenas o apoio de maioria qualificada entre os Estados-membros da UE para que o acordo seja assinado pela Comissão Europeia e pelo bloco sul-americano. O Parlamento Europeu precisaria então ratificar o acordo. O presidente do partido RN, Jordan Bardella, disse que o voto de Macron contra o acordo foi mera postura, equivalendo a "uma traição aos agricultores franceses". Sua chefe, Marine Le Pen, pediu a Macron que ameaçasse suspender a contribuição da França para o orçamento da União Europeia. Mathilde Panot, do partido de extrema esquerda LFI, disse que a França foi "humilhada" por Bruxelas e no cenário mundial. "Lecornu e Macron devem sair", escreveu ela no X. Lecornu disse que as moções de desconfiança enviaram um sinal negativo ao exterior em um momento em que a França deveria estar tentando convencer outras nações europeias e também estava atrasando as negociações orçamentárias. "Apresentar uma moção de censura neste contexto... é optar por enfraquecer a voz da França em vez de demonstrar unidade nacional em defesa da nossa agricultura", publicou Lecornu no X. Aprovação Os Estados-membros da UE deram sinal verde provisório na sexta-feira para um acordo, que seria o maior acordo de livre comércio de sempre e que levou mais de 25 anos a ser elaborado. A França juntou-se à Polónia, Hungria, Irlanda e Áustria na votação contra o acordo, mas sem conseguir atingir o apoio mínimo para o bloqueio. Com Donald Trump determinado a abalar o comércio global, a Comissão Europeia e países como a Alemanha e a Espanha argumentam que o acordo ajudará a compensar as perdas comerciais decorrentes das tarifas dos EUA e a reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais críticos. Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman Os opositores, liderados pela França, o maior produtor agrícola da UE, afirmam que o acordo aumentará as importações de alimentos baratos, incluindo carne de vaca, aves e açúcar, prejudicando os agricultores nacionais. A França obteve concessões significativas de Bruxelas para proteger os agricultores do impacto total do acordo. Mas, embora as principais indústrias francesas se beneficiassem do acordo, incluindo produtores de vinho, queijo e leite e os pecuaristas, que representam um terço dos agricultores franceses, mobilizaram com sucesso a opinião pública contra ele.



'Vai matar a agricultura': produtores europeus protestam após aval da UE para acordo com Mercosul


09/01/2026 15:30 - g1.globo.com


Agricultores europeus protestam após aval da UE para acordo com Mercosul Agricultores da França, Polônia e Bélgica realizam protestos nesta sexta-feira (9) após a União Europeia aprovar o acordo comercial com o Mercosul. Os três países votaram contra o acordo nesta sexta, afirma a Reuters, mas não conseguiram impedir a maioria necessária para aprová-lo. A aprovação ainda não foi formalizada, mas o sinal verde do bloco abriu caminho para a assinatura do tratado. Veja os próximos passos. Em Paris, vários tratores se posicionaram na entrada da cidade. Os protestos também ocorreram em cidades como Bordeaux e Le Mans, segundo a agência AFP. ENTENDA: o que está em jogo para o agro brasileiro com o acordo UE-Mercosul Acordo provoca comemoração entre governos e protestos; veja repercussão Agricultores franceses bloqueiam estrada em Bordeaux em protesto contra acordo entre União Europeia e Mercosul Christophe ARCHAMBAULT / AFP Agricultores utilizam trator para bloquear rodovia na França em protesto contra acordo entre União Europeia e Mercosul GAIZKA IROZ / AFP 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na Polônia, cerca de mil agricultores iniciaram uma marcha pelo centro de Varsóvia pouco depois da aprovação do acordo. "Isso vai matar a agricultura na Polônia", disse Janusz Sampolski à AFP. "Vamos depender das cadeias de abastecimento de outros países", afirmou. Os manifestantes se reuniram em frente ao Palácio da Cultura, na capital polonesa, antes de marchar em direção ao Parlamento, com ruas bloqueadas e a polícia escoltando os protestos nas proximidades de prédios do governo, segundo a Reuters. O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul No protesto, os produtores também disseram temer queda na qualidade dos alimentos e danos à agricultura local. “Eles vão nos envenenar. A mim, a você, aos meus filhos, aos meus netos”, afirmou à Reuters Marek, agricultor de 65 anos, dizendo que há diferenças nos padrões de uso de agrotóxicos entre a Polônia e os países do Mercosul. Agricultores da Polônia protestam contra acordo entre União Europeia e Mercosul em 9 de janeiro de 2026 REUTERS/Aleksandra Szmigiel Agricultores da Polônia protestam contra acordo entre União Europeia e Mercosul em 9 de janeiro de 2026 REUTERS/Aleksandra Szmigiel Segundo a agência Reuters, produtores da Bélgica também realizaram protestos em estradas do país. A manifestação incluiu fogueiras e a colocação de barris na estrada, causando grande impacto no tráfego. Os participantes também despejaram pneus velhos na pista e usaram tonéis com fogo como parte do bloqueio. Houve protestos também na Itália, que foi decisiva para que o acordo fosse finalmente aprovado. Contrária ao pacto até dezembro, o país passou a apoiar o tratado depois que a UE aprovou novos benefícios aos agricultores europeus. Em Milão, os manifestantes levaram tratores às ruas e chegaram a despejar leite no chão para mostrar sua desaprovação ao acordo. Agricultores da Itália despejam leite no chão durante protesto em Milão contra acordo entre União Europeia e Mercosul Marco BERTORELLO / AFP LEIA MAIS: Acordo Mercosul-UE pode baratear vinhos e ampliar oferta de chocolates no Brasil Agricultores despejaram esterco em frente à casa de Macron em protesto em dezembro Semanas de protestos Os protestos desta sexta dão continuidade a uma série de manifestações dos produtores nas últimas semanas. Na quinta (8), ruas de Paris foram bloqueadas em um ato contra o acordo. Em 19 de dezembro, dezenas de agricultores franceses despejaram esterco e outros resíduos em frente à casa de praia do presidente Emmanuel Macron durante um ato que incluiu a oposição ao pacto. Um dia antes, produtores europeus protestaram em larga escala em Bruxelas, na Bélgica, queimando uma pilha de pneus. Alguns entraram em confronto com a polícia. Agricultores franceses ateiam fogo em protesto na cidade de Le Mans, em 9 de janeiro de 2026, em protesto que inclui oposição ao acordo entre UE e Mercosul JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP Oposição antiga ao acordo Os agricultores europeus são historicamente contrários ao tratado porque temem o impacto da chegada, em larga escala, de alimentos como carne, arroz, mel e soja da América do Sul. Segundo eles, os produtos do Mercosul seguem regras de produção menos rígidas e, consequentemente, são mais competitivos. A França, maior produtora de carne bovina da União Europeia, segue como a principal voz contrária ao acordo. Antes da aprovação, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o tratado é “de outra época”, negociado com base em um mandato de 1999 e com ganhos econômicos limitados. União Europeia confirma acordo com Mercosul



Lula veta na íntegra projeto que regularizava imóveis rurais em faixa de fronteira


09/01/2026 15:26 - g1.globo.com


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente nesta sexta-feira (9) o projeto de lei que previa a regularização de imóveis rurais localizados em áreas de fronteira do país. 🔎A decisão do presidente, no entanto, pode ser revista no Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial. Para a derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores. Segundo o governo federal, a proposta apresentava riscos à soberania nacional e à segurança do território brasileiro, além de fragilizar os mecanismos de controle fundiário em regiões consideradas estratégicas. Em mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, o Palácio do Planalto afirma que o texto “fragilizaria o controle" e "comprometeria a soberania e a defesa nacional”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo argumenta ainda que a medida poderia abrir brechas para a ocupação irregular por estrangeiros e dificultar a fiscalização do Estado em áreas sensíveis para a segurança pública. Na época da aprovação, a proposta foi elogiada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que classificou o texto como um “novo marco". De acordo com o Executivo, o veto foi decidido após consultas a diferentes órgãos do governo. Foram ouvidos: Ministério da Justiça e Segurança Pública Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar Ministério das Relações Exteriores Ministério dos Povos Indígenas Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima Ministério do Planejamento e Orçamento Advocacia-Geral da União Na justificativa, o governo sustenta que a proposta é inconstitucional e contraria o interesse público, ao alterar os procedimentos para validação de registros imobiliários em faixa de fronteira. O texto vetado também restringiria a obrigatoriedade do georreferenciamento de imóveis rurais em todo o território nacional. No entendimento do governo federal, a mudança atrasaria a digitalização da malha fundiária e comprometeria a segurança dos registros imobiliários. O que previa o projeto O projeto, aprovado pelo Congresso em dezembro, reformulava o processo de regularização de imóveis rurais localizados na faixa de fronteira, área de até 150 quilômetros de largura ao longo das fronteiras terrestres do Brasil. A proposta criava um novo marco para a regularização dominial em áreas estratégicas do território nacional e alterava o procedimento de ratificação de registros imobiliários nessas regiões. Entre as principais mudanças estava a fixação de um prazo de 15 anos para que os proprietários solicitassem a averbação da ratificação. No caso de imóveis com área superior a 2,5 mil hectares, a regularização dependeria de manifestação do Congresso Nacional, considerada tácita se não houvesse deliberação em até dois anos. O texto também atualizava as regras de georreferenciamento. A exigência passaria a ser obrigatória apenas a partir de 31 de dezembro de 2028. Para imóveis de até quatro módulos fiscais, o prazo só começaria a valer após regulamentação do Poder Executivo. Além disso, o projeto dispensava o georreferenciamento em casos como sucessões, divórcios, partilhas, atualizações cadastrais e garantias reais, mantendo a exigência apenas para transferências definitivas, como leilões e arrematações. Bandeira do Brasil com a Venezuela na fronteira Caíque Rodrigues/g1 RR



Acordo UE-Mercosul: o que está em jogo para o agro brasileiro


09/01/2026 14:42 - g1.globo.com


O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul Os países da União Europeia deram aval nesta sexta-feira (9) ao acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O próximo passo é a assinatura pelo dois blocos, o que deve acontecer no próximo dia 17, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Para valer, o tratado ainda terá que ser aprovado nos congressos dos países sul-americanos. O acordo não envolve só o agro, mas este foi o ponto mais sensível ao longo das décadas de negociação do livre comércio. Uma parte ruidosa dos produtores europeus protagonizou diversos protestos, alegando que seria prejudicada com a entrada de produtos sul-americanos mais competitivos. O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Acordo pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil O acordo assume um peso ainda mais estratégico para o Brasil depois que as vendas do agro para os EUA despencaram em 2025, diante do tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump. A sobretaxa acabou sendo retirada em novembro — mas quase metade das exportações do agro brasileiro ainda está submetida a ela. Além disso, recentemente, China e México, outros grandes compradores do Brasil, adotaram limitações para as importações de carne. Veja nesta reportagem o potencial do acordo para: carnes café soja E como as proteções aprovadas pela UE para o agro europeu incomodaram os produtores brasileiros. Agricultores europeus protestam após aval da UE para acordo com Mercosul REPERCUSSÃO NO BRASIL: 'Dia histórico para o multilateralismo', diz Lula Entidades do agro comemoram aprovação REPECUSSÃO NA UE: governos celebram e falam em 'marco histórico' 'Vai matar a agricultura': produtores europeus protestam ➡️ O que o acordo prevê para o agro? O acordo prevê eliminar as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul. Com isso, o setor poderá aumentar as vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa. Confira os principais clientes do agro brasileiro em 2025 Arte g1 As tarifas serão reduzidas em prazos que podem variar de 4 a 10 anos, a depender do produto. Itens como as carnes bovina e de frango terão cotas de exportação. São alimentos considerados "sensíveis" pelos europeus, pois competem diretamente com a produção local. Quanto dos principais produtos do agro brasileiro foi para a UE em 2025 Arte/g1 ➡️Potencial para carnes Uma das principais tensões do acordo está no setor de carnes. Pecuaristas europeus, sobretudo da França e da Polônia, resistem ao tratado por temerem perder espaço para os sul-americanos, que podem ganhar competitividade no continente. Atualmente, a França lidera a produção de carne bovina na Europa, enquanto a Polônia ocupa a dianteira na produção de frango. O Brasil é o maior exportador global desses dois tipos de carnes e, há anos, consegue ofertá-los a preços mais baixos do que seus concorrentes. Atualmente, a carne bovina brasileira tem dois tipos de tarifação para ser comprada por países da UE, explica a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Uma delas é a cota Hilton, destinada a cortes nobres, que permite ao Brasil exportar 10 mil toneladas por ano com uma taxa de 20%. Esse percentual será zerado, caso o acordo seja aprovado. Outros tipos de carne bovina têm uma taxa menor, de 12,8%, mais 221,1 euros por 100 kg. Segundo a Abiec, se o acordo UE-Mercosul entrar em vigor, o Brasil deve deixar de pagar essa tarifa, já que passará a ter uma nova cota de exportação em conjunto com os demais países do Mercosul. Pelo tratado, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai poderão exportar, juntos, até 99 mil toneladas por ano, com uma tarifa inicial de 7,5%. O volume é bem menor do que as 128 mil toneladas que o Brasil exportou, sozinho, para a UE no ano passado. Sueme Mori, da CNA, avalia que essa cota é pequena, mas que o acordo em si eleva o nível da relação entre os parceiros comerciais e faz com que o Mercosul passe a ser um parceiro preferencial da União Europeia. Uma lógica semelhante vai funcionar para as carnes de aves, explica a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Hoje, o setor conta com diferentes cotas de acesso à União Europeia: no caso do frango in natura, por exemplo, o país pode exportar 15.050 toneladas com tarifa zero, enquanto os volumes excedentes pagam 1.024 euros por tonelada. Com o acordo, o Brasil terá, junto com os outros países do Mercosul, uma cota anual de exportação de 180 mil toneladas com tarifa zero. Ela vai começar em um nível menor no primeiro ano e vai sendo aumentada em parcelas anuais iguais até chegar ao total, no sexto ano, detalhou a ABPA. No entendimento da associação, as exportações brasileiras de frango que ocorrerem fora da cota do tratado continuarão sujeitas às regras tarifárias atualmente em vigor. "O que teremos com o Mercosul é outra cota, será adicional", disse a associação. "Se o acordo for implementado com previsibilidade e respeito às regras, há espaço concreto para aumento das exportações brasileiras de carne de frango", concluiu a ABPA. Nesta sexta-feira, a associação afirmou que o acordo representa "um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais". Em 2024, a UE foi apenas o oitavo maior comprador de carnes brasileiras. França ameaça adotar medidas 'unilaterais' se agro correr risco por acordo ➡️ Potencial para o café solúvel O café é o segundo produto brasileiro mais vendido para a UE em valor exportado, depois da soja. O café em grão — que representa 97% das vendas do setor à UE — já entra na Europa sem tarifa. Mas, atualmente, o bloco aplica uma taxa de 9% sobre o café solúvel e de 7,5% sobre o torrado e moído, afirma o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos. "O nosso maior concorrente em café solúvel, o Vietnã, já tem tarifa zero. Então, o acordo pode tornar nosso solúvel mais competitivo na Europa", destaca Matos. O acordo UE-Mercosul prevê que as tarifas do café solúvel e torrado e moído zerem em 4 anos. Matos reforça que um acordo comercial é "muito mais do que exportação". Segundo ele, se o tratado for para a frente, há possibilidades de grupos empresariais europeus investirem ainda mais na indústria de café do Brasil. As donas do café: marcas populares no Brasil pertencem a empresas estrangeiras; saiba quem são ➡️ Nada muda para a soja O acordo, no entanto, não deverá ter impacto para a soja, que é o produto do agro brasileiro mais exportado para a União Europeia. Isso porque ela já conta com tarifa zero tanto para o grão, como para o farelo, explica o diretor de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan Amaral. "Esse tratamento se mantém há muitos anos. Por essa razão, o acordo Mercosul-União Europeia não altera o cenário tarifário da soja", afirma Amaral. Ainda assim, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) considerou nesta sexta que "o acordo poderá proporcionar maior previsibilidade aos exportadores, reduzir custos e ampliar a priorização dos produtos brasileiros, reforçando a competitividade do país nesses mercados". Blindagem do agro europeu incomodou As chamadas salvaguardas, uma série de regras aprovadas pela UE no início de dezembro para proteger o agro europeu, incomodaram produtores brasileiros. Em resumo, elas preveem que os benefícios tarifários do Mercosul no acordo podem ser suspensos temporariamente, caso a UE entenda que isso esteja prejudicando algum setor do agro local. Ainda em dezembro, a diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Sueme Mori, disse que as salvaguardas são preocupantes. Isso porque elas podem limitar as exportações brasileiras para o mercado europeu, o que é contraditório, em um momento em que se espera assinar um acordo de livre comércio. Ela esclareceu que as salvaguardas não serão acrescentadas ao acordo que foi negociado entre as partes e deverá ser assinado em breve, mas que farão parte de um regulamento interno da UE. Na prática, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de 3 anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a possível suspensão dos benefícios. Na proposta original da comissão, divulgada em outubro, esse limite era maior, de 10%. Os integrantes da comissão também reduziram o tempo de duração dessas investigações: de 6 para 3 meses, em geral, e de 4 para 2 meses, para produtos sensíveis. "Isso permite à União Europeia aplicar penalidades de forma muito mais rápida, dando menos tempo aos países do Mercosul para se explicarem e se defenderem", diz Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A comissão também propôs uma nova regra que obriga os países do Mercosul a adotar as mesmas normas de produção exigidas na União Europeia. Segundo Munhoz, essa cláusula não estava prevista no acordo original e pode gerar insegurança jurídica. "A UE pode questionar, por exemplo, se o Brasil usar defensivos agrícolas ou fertilizantes que não são utilizados na Europa", exemplificou. Para a ABPA, essas proteções não eliminam o potencial de exportação, mas podem ter algum efeito sobre a previsibilidade, dependendo de como forem aplicadas. "Do ponto de vista do Brasil, o que defendemos é que qualquer salvaguarda seja estritamente técnica, transparente e baseada em critérios objetivos, de forma a não transformar um mecanismo excepcional em barreira disfarçada", disse a ABPA, ao g1. UE também ganha O tarifaço de Trump também atingiu a UE e este foi um ponto crucial para que o acordo tenha sido defendido também por países europeus, sobretudo Alemanha e a Espanha, apesar da oposição liderada pela França. Lula agradece à Espanha por apoio a acordo Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia também foram contrários ao acordo nesta sexta, segundo a Reuters. O grupo, entretanto, não conseguiu o apoio mínimo para barrar o tema, com outros 21 países votando a favor, também de acordo com a agência. A Bélgica se absteve. A decisão provavelmente ficou com a Itália, cujo posicionamento sobre o acordo oscilou nos últimos meses. Como acordo Mercosul-UE pode trazer mais chocolates e baratear vinhos europeus no Brasil Para destravar a negociação, além de aprovar as salvaguardas para proteger o agro europeu, a UE prometeu reduzir tarifas de fertilizantes, o que reduziria custos de produção. Com o livre comércio com o Mercosul, a UE poderá aumentar exportações de carros, máquinas e produtos químicos, além de itens agrícolas, como queijos e vinhos, para o Mercosul. E também reduzir a dependência da China na área de minerais. Mesmo derrotada, a França ameaçou adotar medidas 'unilaterais' se o seu agro correr risco. Acordo que se arrasta desde os anos 90 O acordo de livre comércio UE-Mercosul não vale apenas para produtos agrícolas, mas este setor tem protagonizado boa parte dos embates. As discussões começaram em 1999 e foram paralisadas depois de um acordo inicial alcançado em 2019. As conversas só foram retomadas em 2024, a pedido da Comissão Europeia. O acordo foi, então, anunciado no fim de 2024, o que encerrou o período de negociações e inaugurou o de aprovações pelos países. “É um acordo que envolve praticamente 722 milhões de habitantes e US$ 22 trilhões de Produto Interno Bruto (PIB). É uma coisa extremamente importante, possivelmente seja o maior acordo comercial do mundo", disse o presidente Lula, em novembro, durante o G20 – grupos das maiores economias do mundo.



Governo começa a renovar CNH para 'bons condutores' de forma automática e gratuita


09/01/2026 14:33 - g1.globo.com


Selo de 'bom condutor' que chegará para motoristas. Reprodução/ Governo Federal O ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou nesta sexta-feira (9) uma medida administrativa que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas considerados "bons condutores". De acordo com a medida, para ser classificado como “bom condutor”, o motorista precisa atender aos seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). O governo começa a emitir já a partir desta sexta a renovação automática de forma gratuita para condutores com essa classificação. Renan Filho explicou que esses condutores vão receber uma notificação por meio do aplicativo CNH Digital. A mensagem é a seguinte: "O governo do Brasil, por meio do Ministério dos Transportes e do programa CNH do Brasil, renovou automaticamente sua CNH, sem taxas e sem novos exames. Obrigado por dirigir com responsabilidade e ajudar a salvar vidas." 🔍 A medida tem efeito retroativo, a partir da data de assinatura da medida provisória (MP) que instituiu a renovação, 10 de dezembro. Dessa forma, condutores com carteiras vencidas a partir dessa data e classificados como tal já estão contemplado com a renovação automática. Nova CNH: como vai funcionar a renovação automática e de graça Segundo o ministro Renan Filho, 70% dos condutores que precisariam renovar a carteira entre 10 de dezembro de 2025  a 7 de janeiro de 2026 estão classificados como bons condutores. Ou seja, eles terão a renovação automática. A renovação será diária. O ministro afirmou que 371 mil pessoas vão receber a mensagem ainda nesta sexta. A economia a esses condutores, com os custos relativos a renovação, é estimado em R$ 122 milhões. Regras A norma prevê que condutores responsáveis no trânsito ficarão dispensados de realizar exames presenciais, comparecer aos departamentos estaduais de trânsito, os Detrans, ou pagar taxas adicionais para a renovação do documento. Todo o procedimento será automático e digital, realizado por meio do sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), com a atualização disponível no aplicativo CNH Digital. Para os bons condutores, a CNH será renovada automaticamente no sistema assim que atingir a data de vencimento. O ministro dos Transportes destacou ainda que a renovação automática contempla todas as categorias de motoristas, inclusive os profissionais. Os condutores que desejarem a carteira física deverão se dirigir a uma unidade do Detran — o serviço, no entanto, terá de ser remunerado. Não poderão receber o benefício: condutores com 70 anos ou mais; motoristas com idade entre 50 e 69 anos, que poderão utilizar a renovação automática apenas uma única vez; motoristas cuja CNH tenha prazo de validade reduzido por recomendação médica, em situações que envolvam doenças progressivas ou condições de saúde que exijam acompanhamento periódico. Carteira de Motorista, CNH Divulgação



Banco Master pode ter gerado prejuízo superior a R$ 4 bilhões ao BRB


09/01/2026 14:24 - g1.globo.com


As negociações de carteiras de crédito suspeitas de fraudes realizadas pelo banco Master com o Banco de Brasília (BRB) podem ter gerado um prejuízo para o banco público do Distrito Federal acima de R$ 4 bilhões. A estimativa é de investigadores da Polícia Federal e fiscais do Banco Central sobre os negócios suspeitos realizados entre as duas instituições. Os investigadores do BC e da PF descobriram negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o BRB num valor de R$ 12,2 bilhões. Assim que a fiscalização do Banco Central detectou as operações irregulares, ela determinou aos dois bancos que elas fossem desfeitas. Justiça americana reconhece liquidação do Banco Master Mas nem todas foram desfeitas. As avaliações preliminares indicam que ficou ainda um prejuízo para o BRB de mais de R$ 4 bilhões, dinheiro que pode gerar um rombo no caixa do banco do governo do Distrito Federal. Em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), o dono do Master, Daniel Vorcaro, disse, em sua defesa, que não gerou nenhum prejuízo para o BRB com a venda das carteiras de crédito. Algumas já foram apontadas com certeza como fraudulentas. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa deu outra versão em depoimento no STF. Segundo ele, o banco público teria conseguido reverter a maior parte das operações suspeitas, mas que ainda teria ficado um saldo de R$ 2 bilhões que não foram recuperados pelo BRB com o Master. Os investigadores da PF e do BC têm outro cálculo e já chegaram a uma avaliação de que o prejuízo causado pelo banco de Daniel Vorcaro ao BRB de mais de R$ 4 bilhões. O inquérito atualmente no STF, e que está sendo tocando pela PF, investiga as negociações de carteiras de crédito falsas. Outras irregularidades que surgirem serão investigadas em outro inquérito, que seria aberto. É o caso da contratação de influencers para divulgar nas redes sociais mensagens atacando o Banco Central e defendendo o banco Master. Por enquanto, há uma investigação preliminar para descobrir quem estava contratando de fato e pagando valores que poderiam chegar, por influencer, cerca de R$ 2 milhões. Caso Master: TCU suspende inspeção no Banco Central Reprodução/TV Globo



INPC fecha em 3,9%, e reajuste das aposentadorias acima do mínimo ficará abaixo da inflação oficial


09/01/2026 13:13 - g1.globo.com


IPCA fica em 0,33% em dezembro e fecha em 4,26% em 2025 O fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 3,90% em 2025 indica que o reajuste das aposentadorias e pensões do INSS pagas acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do país. No ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referencial médio no Brasil, encerrou 2025 com alta de 4,26%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como o INPC é o índice que serve de base para corrigir os benefícios pagos acima do piso nacional, a diferença entre os dois indicadores sinaliza perda de poder de compra. Assim, o teto da Previdência Social deve subir de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026. A aplicação desse reajuste, no entanto, ainda depende da publicação de uma portaria do governo federal no Diário Oficial da União (DOU), que oficializa os novos valores. 👉 Para os segurados que recebem um salário mínimo de benefício, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional. O novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, passou a valer a partir da última quinta-feira (1º). Resultados do INPC em 2025 O INPC teve alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,48%. No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior. Entre as regiões pesquisadas em dezembro: Porto Alegre: registrou a maior variação, de 0,57%, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%); Curitiba: apresentou a menor variação, com queda de 0,22%, associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%). No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente. Considerando os índices regionais do acumulado do ano, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada sobretudo pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%). Veja o resumo dos resultados por grupo: Alimentação e bebidas: 2,63% Habitação: 6,78% Artigos de residência: -0,20% Vestuário: 4,58% Transportes: 2,64% Saúde e cuidados pessoais: 5,20% Despesas pessoais: 5,63% Educação: 5,99% Comunicação: 0,48% Entenda o reajuste pelo INPC O INPC é usado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um índice oficial. Antes disso, foram usados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. Já o IPCA, considerado a inflação oficial do país, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. O que muda nas aposentadorias em 2026? Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, o governo estabeleceu regras de transição. Esse regime prevê mudanças graduais nas condições de aposentadoria, com ajustes anuais até 2031. Em 2026, as regras para esse grupo passam por novas alterações. Veja o que muda: 🎂 Idade mínima: sobe seis meses em relação ao ano anterior. As mulheres passam a precisar de, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima será de 64 anos e seis meses. ⏳ Tempo de contribuição: permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. 🧮 Regra dos pontos: que soma idade e tempo de contribuição, também é ajustada. A pontuação mínima exigida será de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. Previdência privada pode garantir sua segurança financeira na aposentadoria divulgação Freepik



Acordo UE-Mercosul provoca comemoração entre governos e protestos; veja repercussão


09/01/2026 12:48 - g1.globo.com


Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul Os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, país que exerce a presidência rotativa do bloco. Enquanto governos e setores empresariais celebraram o avanço de um tratado negociado há mais de 25 anos, agricultores foram às ruas em diferentes países para protestar contra o que consideram uma ameaça ao setor rural europeu. Veja abaixo as principais repercussões da aprovação do acordo. Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a aprovação e disse que se trata de um “dia histórico” para o multilateralismo.cO petista destacou ainda que a decisão ocorre em um "cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo", que é alvo de suas críticas frequentes. "Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões", afirmou Lula em uma rede social. Para Lula, trata-se de um "dia histórico" para o multilateralismo. Reprodução Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen também comemorou a decisão, que classificou como “histórica”. "A Europa está enviando um sinal forte. Levamos a sério a criação de crescimento, empregos e a garantia dos interesses dos consumidores e das empresas europeias", afirmou em comunicado. "Após 25 anos de negociações, concretizamos um acordo substancial e mutuamente benéfico, que impulsionará a prosperidade e criará oportunidades incríveis. Este acordo marca uma nova era de comércio e cooperação com nossos parceiros do Mercosul. Mas também é uma prova da resiliência e da força de nossa relação com a América Latina, e um passo que nos aproximará ainda mais." Initial plugin text Von der Leyen afirmou ainda que o bloco está atento às preocupações dos agricultores e do setor agrícola, contrários ao acordo. “Este acordo traz salvaguardas robustas para proteger os meios de subsistência. Além disso, estamos reforçando as ações de controle sobre as importações, porque as regras precisam ser cumpridas — inclusive pelos importadores”, disse. Friedrich Merz, chanceler da Alemanha Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz classificou o acordo como um “marco histórico” para a política comercial da União Europeia. Segundo ele, o tratado representa um sinal de força em um cenário global cada vez mais instável. “O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação. Isso é bom para a Alemanha e para a Europa”, afirmou. chanceler Friedrich Merz classificou o acordo como um “marco histórico” X/ Reprodução Federico Pinedo, presidente do Senado argentino Do lado do Mercosul, a reação também foi positiva. O presidente do Senado argentino, Federico Pinedo, afirmou que a aprovação provisória do acordo representa um avanço decisivo após décadas de negociações. A publicação foi compartilhada pelo presidente argentino, Javier Milei. “É um novo e decisivo passo rumo à aprovação do acordo Mercosul–União Europeia. Um passo importante para o futuro. A Argentina prosperará”, declarou. presidente do Senado argentino, Federico Pinedo, afirmou que a aprovação provisória do acordo representa um avanço X/ Reprodução Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados No Congresso brasileiro, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o tratado representa um avanço histórico em um momento de tensões comerciais globais e defendeu o fortalecimento da cooperação entre países. Hugo Motta vê acordo como histórico em um momento de tensões comerciais globais X/ Reprodução Beate Meinl-Reisinger, ministra das Relações Exteriores da Áustria Outro governo que comemorou o avanço do acordo foi o da Áustria. A ministra das Relações Exteriores, Beate Meinl-Reisinger, celebrou publicamente a formação de uma maioria favorável dentro da União Europeia. “Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE a favor do acordo do Mercosul. Precisamente porque a ordem mundial está mudando drasticamente, a Europa precisa de novos parceiros”, afirmou. Segundo ela, o tratado deve trazer benefícios diretos para a economia e para as empresas austríacas. A ministra também defendeu que a UE avance em novos acordos comerciais, como o que está em negociação com a Índia. Protestos na Europa Nas ruas de alguns países europeus, o clima foi de insatisfação. Agricultores da França, Polônia e Bélgica realizam protestos. Em Paris, vários tratores se posicionaram na entrada da cidade. Os protestos também ocorreram em cidades como Bordeaux e Le Mans, segundo a agência AFP. Na Polônia, fazendeiros protestaram em Varsóvia contra a abertura do mercado europeu a produtos agrícolas sul-americanos. Na Bélgica, agricultores bloquearam rodovias com tratores e fogueiras, repetindo cenas de outros momentos de tensão entre o campo e as instituições europeias. 🔎 O principal temor é a entrada de alimentos mais baratos, especialmente carne bovina, produzidos sob regras ambientais diferentes das exigidas na União Europeia. Protesto contra acordo de livre comércio UE-Mercosul, em Paris Sarah Meyssonnier/Reuters Governo europeus defendem acordo como estratégico A Comissão Europeia e países favoráveis ao acordo, como Alemanha e Espanha, argumentam que o tratado vai além do comércio agrícola. Para o bloco, o pacto com o Mercosul é visto como uma forma de reduzir a dependência econômica da China e fortalecer o acesso a matérias-primas estratégicas, como o lítio — essencial para a produção de baterias e para a transição energética. Segundo a Comissão, o acordo garante isenção de impostos para a exportação da maioria desses minerais e contribui para diversificar as cadeias globais de suprimento. Defensores do tratado também afirmam que a medida pode amenizar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump, que afetaram produtos europeus. Em termos numéricos, o acordo é apresentado como o maior já firmado pela União Europeia em redução tarifária. A expectativa é eliminar mais de 4 bilhões de euros por ano em impostos sobre exportações do bloco. Além disso, empresas europeias poderão disputar contratos públicos nos países do Mercosul nas mesmas condições que fornecedores locais — algo inédito nos acordos comerciais do grupo sul-americano. Saiba mais sobre o acordo na reportagem abaixo. UE confirma aprovação do acordo com o Mercosul, maior zona de livre comércio do mundo Agricultores franceses protestam em frente à Assembleia Nacional contra o acordo UE-Mercosul Benoit Tessier/Reuters



Acordo UE-Mercosul: entenda os próximos passos, da assinatura à entrada em vigor


09/01/2026 12:19 - g1.globo.com


Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul A União Europeia deu aval nesta sexta-feira (9) ao acordo comercial com o Mercosul. Essa será a maior zona de livre comércio do mundo, que vem sendo negociada há mais de 25 anos. O tratado ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para ser ratificado para entrar em vigor, mas a aprovação abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. A expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. Entenda o que falta para o acordo comercial ser aprovado de forma definitiva e os próximos passos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 1. Formalização dos votos Após a aprovação provisória pelo Comitê de Representantes Permanentes (Coreper), órgão composto pelos embaixadores dos Estados-membros da UE, houve a formalização dos votos. As capitais do bloco tinham até às 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito. Nesta tarde, o Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco, confirmou a adesão dos países europeus por "ampla maioria". 2. Assinatura formal Com a maioria qualificada confirmada, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ficará autorizada a assinar o acordo em nome da União Europeia. A assinatura formal era esperada para segunda-feira (12), no Paraguai, que exerce a presidência rotativa do Mercosul, mas deve acontecer no sábado (17), segundo o Ministério das Relações Exteriores. A assinatura, no entanto, não significa que o acordo passe a valer imediatamente. Após essa etapa, o tratado seguirá para os processos de ratificação internos. 3. Quando entra em vigor No caso da União Europeia, o texto precisará ser analisado pelo Parlamento Europeu. Dependendo da interpretação jurídica, partes do acordo também poderão ter de ser aprovadas pelos parlamentos nacionais dos países-membros. Do lado do Mercosul, o acordo também terá de passar pelos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. 🔎 O acordo cria obrigações legais dentro de cada país do Mercosul, como redução de tarifas, mudanças nas regras comerciais e compromissos regulatórios. Enquanto isso, a União Europeia e os países do Mercosul poderão discutir a aplicação provisória de partes do tratado, especialmente as relacionadas à redução de taxas, o que permitiria antecipar alguns efeitos econômicos antes da ratificação completa. O acordo só passa a valer por completo depois de todas as aprovações internas serem concluídas nos dois blocos. O acordo UE-Mercosul Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. Entretanto, as negociações dividiram a União Europeia. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo. O texto final tenta equilibrar esses interesses, com salvaguardas para a agricultura europeia e exigências ambientais mais rígidas. Para o Mercosul, o Brasil tem papel central: precisa comprovar avanços em sustentabilidade e controle ambiental para facilitar a ratificação e ampliar o acesso ao mercado europeu. Veja abaixo a linha do tempo do acordo. Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Antoine Schibler/Unsplash



Banco Central: caderneta de poupança tem saída de R$ 85,6 bilhões em 2025


09/01/2026 12:07 - g1.globo.com


Caderneta de poupança teve saída de recursos pelo quinto ano seguido em 2025 Foto/Sicoob As retiradas de recursos das cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 85,6 bilhões em todo ano de 2025, informou nesta sexta-feira (9) o Banco Central (BC). De acordo com a instituição, em 2025: os depósitos somaram R$ 4,27 trilhões; as retiradas totalizaram R$ 4,36 trilhões. Esse foi o quinto ano seguido de saída de recursos da poupança. A evasão no último ano foi a maior desde 2023, ou seja, em dois anos. A série histórica começa em 1995. Com a retirada de recursos da poupança no último ano, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda para R$ 1,02 trilhão no fechamento de 2025. Em dezembro de 2024, o volume total estava em R$ 1,03 trilhão. Além dos depósitos e retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também influenciaram o saldo total. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Impacto no crédito imobiliário A saída de recursos da poupança nos últimos anos afetou o crédito imobiliário. Isso porque, pelas regras, 65% dos recursos captados pelos bancos por meio da caderneta de poupança têm que ser direcionados obrigatoriamente ao crédito para compra da casa própria. Com o volume total de recursos na poupança estagnado e a demanda por crédito aquecida, o governo anunciou, em outubro, mudanças nas regras. Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também. A ideia é liberar gradualmente recursos captados pelas instituições financeiras que hoje ficam retidos no BC, nos chamados depósitos compulsórios e, com isso, possibilitar o aumento do crédito imobiliário. Governo lança novo modelo de crédito imobiliário Cenário da economia A maior retirada de recursos da caderneta de poupança aconteceu em um cenário de juros elevados, resultado da taxa básica da economia no maior nível em quase 20 anos; de inflação persistente e de aumento da inadimplência e do endividamento das famílias. De acordo com dados do Banco Central, a taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 3,8% em novembro. Esse valor está em um patamar próximo ao recorde da série histórica (4%), que tem início em março de 2011. Já o endividamento das famílias com os bancos, segundo o BC, atingiu 49,3% da renda acumulada nos doze meses até outubro — o maior valor desde novembro de 2022 (ainda na pandemia da Covid-19). Todas as dívidas com os bancos entram no cálculo. Baixa atratividade da poupança Ao mesmo tempo, a poupança tem mostrado pouca competitividade na comparação com outras aplicações financeiras. Investimentos em renda fixa, como títulos públicos, papeis de empresas e aplicações financeiras em CDI, por exemplo, têm performado melhor. Investimentos mais arriscados, como a renda variável por exemplo, também mostraram recuperação em 2025. No ano passado, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo teve uma disparada de 34% — o maior avanço anual desde 2016. ➡️Com as regras vigentes, a poupança tem rendimento limitado. Quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da taxa referencial (TR, que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados). A Selic está atualmente em 15% ao ano. De acordo com o consultor de Investimentos Unicred Porto Alegre, Francisco Weliton Barroso, a regra atual da poupança, que limita seu rendimento, em um cenário de juros elevados e inflação resiliente, explicam a baixa atratividade da modalidade de investimentos. "Por isso, no balanço de 2025, a poupança acabou perdendo espaço como investimento. Ela segue sendo uma opção simples para liquidez imediata e curto prazo, mas, diante dos resultados do último ano, outras alternativas de renda fixa se mostraram mais eficientes para proteger e fazer o dinheiro render", disse Francisco Weliton Barroso, da Unicred Porto Alegre. Perspectivas para 2026 Marcelo Boragini, head de renda variável na Davos Investimentos, avaliou que a caderneta de poupança, tendo em vista sua limitação de rendimento, pode ser utilizada apenas para uma "reserva imediata, para o dia a dia". Para construção de patrimônio, porém, ele afirmou que é crucial "diversificar, entender os riscos e tomar decisões mais conscientes". "O Tesouro Selic [título Tesouro Direto], por exemplo, tende a ser o substituto natural da poupança. Tem liquidez diária, o risco é bem baixo e acompanha a taxa básica de juros de forma mais eficiente. Tem os CDBs também de liquidez diária, de bancos médios, que podem ganhar espaço neste ano. Muitos pagam entre 100% e até 110% do CDI, lógico com proteção do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito", afirmou Marcelo Boragini, da Davos Investimentos. Para investimentos de médio e longo prazo, segundo ele, os títulos do Tesouro IPCA+ e os prefixados (juros fixados no momento do leilão) devem ser os "protagonistas" do mercado financeiro. Acrescentou que, em um ambiente de juros mais baixos, com a expectativa de queda da Selic no decorrer de 2026, a renda variável voltar a ganha mais força. Mas tem de ser entendida como um investimento mais arriscado, pois pode haver perda de recursos. "Bolsa, ETFs e Fundos Imobiliários tendem a atrair mais fluxo neste ano, principalmente os fundos imobiliários, que são isentos de Imposto de Renda e proporcionam renda mensal", disse. Por fim, ele lembrou o episódio recente do banco Master e afirmou que a busca por rentabilidade "não significa ignorar riscos". "Nem todo produto que oferece retorno maior é adequado a todos perfis", declarou. Por fim, concluiu que 2026 deve ser um ano marcado por mais volatilidade (sobe e desce de cotações) por conta das eleições presidenciais. "Vale lembrar que 2026 é um ano de eleição no Brasil, e historicamente, traz volatilidade muito grande. A cada pesquisa eleitoral, a bolsa vai subir ou cair de forma brusca. Só essa ressalva para quem está olhando a bolsa, viu que teve uma excelente performance em 2025 e a tendência é que tenha também uma boa performance em 2026. Porém, com um nível de volatilidade maior por conta das eleições no Brasil", concluiu.



Dólar cai e fecha a R$ 5,36 com emprego nos EUA e acordo UE-Mercosul; Ibovespa sobe


09/01/2026 12:03 - g1.globo.com


Inflação fecha o ano com 4,26% O dólar fechou em queda de 0,44% nesta sexta-feira (9), cotado a R$ 5,3652. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,27%, aos 163.370 pontos. Ao longo do dia, os investidores avaliaram uma série de dados econômicos do Brasil e dos Estados Unidos, além da aguardada aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul, após 25 anos de negociação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, o número de empregos não agrícolas cresceu menos do que o esperado em dezembro: foram abertas 50 mil vagas no mês, ante a previsão de 60 mil postos. O payroll é um dos principais relatórios de emprego dos EUA e uma das referências consideradas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na definição da política de juros. A próxima reunião do comitê ocorre no fim deste mês. ▶️ Além disso, o mercado segue atento à decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas aplicadas por Donald Trump sobre produtos importados. Novos posicionamentos da Corte devem ser divulgados na quarta-feira (14). ▶️ Nesta sexta, os países da União Europeia aprovaram o acordo comercial com o Mercosul, após 25 anos de negociações. O tratado ainda precisa do aval do Parlamento Europeu e dos americanos para entrar em vigor, mas a aprovação abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. A expectativa, agora, é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. ▶️ No Brasil, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país. O indicador mostra que os preços subiram 0,33% em dezembro. Com isso, o indicador fechou 2025 em 4,26%, dentro do intervalo permitido da meta de inflação para o ano. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,08%; Acumulado do mês: -2,25%; Acumulado do ano: -2,25%. 📈Ibovespa C Acumulado da semana: +1,76%; Acumulado do mês: +1,39%; Acumulado do ano: +1,39%. Acordo UE-Mercosul Os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9), abrindo caminho para criar a maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco. De acordo com a presidência do Chipre, uma ampla maioria dos Estados-membro da UE apoiam o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano. Os países tinham até às 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito. O acordo facilita o comércio entre os dois blocos, reduzindo impostos de importação e exportação. Para o Brasil, isso significa mais acesso ao mercado europeu, que tem cerca de 450 milhões de consumidores, beneficiando não só o agronegócio, mas também a indústria. O tratado ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para ser entrar em vigor, mas a aprovação abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. Apesar da aprovação, o tratado enfrenta resistência de alguns países, como França e Irlanda. Agricultores europeus temem que produtos do Mercosul, mais baratos, aumentem a concorrência e prejudiquem o setor agrícola local. 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto é negociado há mais de 25 anos. Agenda econômica Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) A inflação oficial do país (IPCA) subiu 0,33% em dezembro e fechou 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta do Banco Central. O resultado ficou ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado. Em dezembro, os maiores aumentos vieram de transportes, saúde e artigos de residência, enquanto habitação teve queda. No ano, a alta foi puxada principalmente por habitação, educação e saúde, com destaque para o aumento da energia elétrica. Payroll nos EUA O mercado de trabalho dos EUA perdeu força em dezembro. Foram criadas 50 mil vagas no mês passado, abaixo da previsão do mercado, de 60 mil novos postos. O recuo reflete a maior cautela das empresas diante das tarifas e do aumento dos investimentos em inteligência artificial. Ainda assim, a taxa de desemprego caiu para 4,4%. A queda pode aliviar as preocupações do Fed sobre a fragilidade do mercado de trabalho americano, com investidores apostando que o atual presidente da instituição, Jerome Powell, já realizou o seu último corte na taxa de juros antes do fim do seu mandato, em maio. Assim, qualquer outra redução prevista para 2026 deve ficar nas mãos de seu sucessor — o presidente americano, Donald Trump, deve escolher um nome ainda neste mês. Para economistas, no entanto, o relatório indica que há um risco de demissões no futuro. "A fraca notícia sobre o crescimento do emprego não pode ser ignorada. As contratações ainda estão estagnadas e o crescimento do emprego nos setores cíclicos da economia não envia um sinal animador", disse Olu Sonola, chefe de pesquisa econômica dos EUA na Fitch Ratings à Reuters. Os empregadores norte-americanos criaram apenas 548 mil vagas em 2025, em comparação com cerca de 2 milhões em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira. O número de desempregados que ainda buscam trabalho há mais de seis meses representa agora mais de um quarto do total. Já o número de pessoas com empregos de meio período por não conseguirem encontrar um emprego em tempo integral aumentou consideravelmente em comparação com alguns meses atrás. Os dados sugerem que deve haver uma pressão contínua por mais cortes de juros por parte do Fed, mesmo enquanto Powell ainda estiver à frente do banco. Ainda assim, apenas 30% do mercado veem a probabilidade de uma nova redução das taxas até março. "O Fed permanecerá bastante aberto à possibilidade de que uma desaceleração subjacente ainda possa elevar a taxa de desemprego e outras medidas de folga nos próximos dois meses, o suficiente para justificar um corte em março", escreveu Krishna Guha, vice-presidente do Evercore ISI. "Mas, no geral, vemos algum respaldo para nossa visão de que, muito provavelmente, o Fed manterá as taxas inalteradas até junho, quando fará seu primeiro corte sob a nova presidência." Bolsas globais Em Wall Street, o foco está nos números de emprego dos Estados Unidos — que podem influenciar a decisão do banco central americano sobre os juros — e no avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. As tensões geopolíticas na Venezuela também seguem no radar. Perto das 15h30, as bolsas americanas operavam com ganhos. Dow Jones subia 0,41%, enquanto S&P 500 tinha alta de 0,59% e o Nasdaq de 0,75%. Já na Europa, a alta foi generalizada entre os principais índices da região. O avanço foi impulsionado pelo salto da Glencore, que ajudou a colocar o principal índice europeu, o STOXX 600 (+1%), em sua maior sequência de ganhos semanais desde maio do ano passado. Entre os principais índices, o Financial Times, de Londres, subiu 0,80%, enquanto o DAX, em Frankfurt, avançou 0,53% e o CAC-40, de Paris, ganhou 1,44%. Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta após sinais de melhora na economia chinesa. Isso porque os preços para os consumidores na China voltaram a subir, reduzindo o medo de deflação e aumentando a expectativa de que o governo adote novos estímulos para aquecer a economia. Com esse clima mais positivo, o principal índice da Bolsa de Xangai passou dos 4.100 pontos, o maior nível em cerca de 10 anos. As ações de empresas dos setores de materiais, indústria e tecnologia foram as que mais se valorizaram. Outras Bolsas da Ásia também tiveram desempenho misto: Tóquio, Seul e Hong Kong subiram, enquanto Taiwan e Sydney fecharam em leve queda. Dólar freepik



IPCA: preços sobem 0,33% em dezembro e inflação acumulada em 2025 chega a 4,26%


09/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Inflação fecha o ano com 4,26% O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do mês representa uma leve aceleração, já que o IPCA havia fechado novembro com alta de 0,18%. E em dezembro de 2024, teve alta de 0,52%. Com esse resultado, a inflação acumulada em 2025 ficou em 4,26%. (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a meta de inflação foi batida pela primeira vez desde 2019. Em 2020 e 2023, o IPCA também ficou dentro do intervalo permitido, como mostra o infográfico da reportagem. A informação foi corrigida às 11h05 de 9 de janeiro de 2026.) ▶️ O resultado da inflação de dezembro ficou levemente abaixo das projeções do mercado, que estimavam alta de 0,4% no mês e de 4,30% no acumulado em 12 meses. ▶️ Com esse desempenho, a inflação permaneceu dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e admite variação até o teto de 4,50%. ▶️ Esse foi o quinto menor resultado anual da inflação registrado pelo IBGE desde 1995. Os quatro menores índices ocorreram em 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%). Com exceção do grupo Habitação, que apresentou queda de 0,33%, todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados registraram aumento de preços em dezembro. O maior avanço ocorreu em Transportes, com alta de 0,74%, grupo que também exerceu o maior impacto sobre o índice, de 0,15 ponto percentual. Em seguida, aparecem os gastos com Saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,52% e contribuíram com 0,07 ponto percentual. Já os preços de Artigos de residência avançaram 0,64%, a segunda maior variação do mês, após a queda de 1% registrada em novembro. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebidas: 0,27%; Habitação: -0,33%; Artigos de residência: 0,64%; Vestuário: 0,45%; Transportes: 0,74%; Saúde e cuidados pessoais: 0,52%; Despesas pessoais: 0,36%; Educação: 0,08%; Comunicação: 0,37%. No grupo Transportes, que registrou alta de 0,74%, o resultado foi puxado principalmente pelos aumentos do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%). Este último foi o subitem com maior impacto individual no índice do mês, contribuindo com 0,08 ponto percentual. Já os combustíveis, que haviam recuado 0,32% em novembro, voltaram a subir em dezembro, com alta de 0,45%. Nesse grupo, o etanol teve a maior elevação (2,83%), seguido pelo gás veicular (0,22%) e pela gasolina (0,18%), enquanto o óleo diesel caiu 0,27%. Destaques do ano O IPCA encerrou o ano com alta de 4,26%, resultado 0,57 ponto percentual inferior aos 4,83% registrados em 2024. Em 2025, a inflação foi puxada principalmente pelos seguintes grupos: 🏠 Habitação: alta de 6,79%, com o maior impacto no índice no período (1,02 ponto percentual); 🎓 Educação: variação de 6,22%; 🛍️ Despesas pessoais: avanço de 5,87%; 🏥 Saúde e cuidados pessoais: alta de 5,59%. Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano. A energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no ano, foi o subitem com maior impacto no resultado anual do IPCA. Esse item integra o grupo Habitação, que acumulou alta de 6,79% em 2025. 👉 O resultado refletiu reajustes tarifários que variaram de uma redução de 2,16% a aumentos de até 21,95%, além da incorporação do Bônus de Itaipu nos meses de janeiro e agosto. Ao longo do ano, estiveram em vigor todas as bandeiras tarifárias, conforme o período: 🟢 Bandeira verde (sem cobrança adicional): de janeiro a abril; 🟡 Bandeira amarela (adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh): em maio e dezembro; 🔴 Bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh): em junho, julho, outubro e novembro; 🚨 Bandeira vermelha patamar 2 (adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh): em agosto e setembro. Ainda no grupo Habitação, destacaram-se as contribuições do aluguel residencial, que subiu 6,06%, do condomínio, com alta de 5,14%, e da taxa de água e esgoto, que avançou 4,50%. O grupo Educação, que acumulou alta de 6,22%, apresentou a segunda maior variação entre os grupos pesquisados em 2025. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos dos cursos regulares, que subiram 6,54%, e dos cursos diversos, com alta de 5,67%. O grupo Alimentação e bebidas desacelerou em 2025 na comparação com 2024, ao passar de alta de 7,69% para 2,95%. Esse movimento foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que havia subido 8,23% em 2024 e, em 2025, registrou alta bem mais moderada, de 1,43%. 🔎 Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa caíram por seis meses consecutivos, acumulando recuo de 2,69%. Nos demais meses do ano, a alta acumulada foi de 4,23%. Entre os itens que mais subiram, destacam-se: ☕ Café moído: alta de 35,65%; 🍫 Chocolate em barra e bombom: avanço de 27,12%; 🥖 Pão francês: alta de 5,86%. Já entre os itens que mais caíram, os destaques foram: 🍚 Arroz: queda de 26,56%; 🥛 Leite longa vida: recuo de 12,87%. O histórico das metas de inflação Arte/g1 INPC vai a 0,21% em dezembro e a 3,9% em 2025 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,48%. No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Com isso, o reajuste das aposentadorias ficará abaixo da inflação oficial acumulada no período. Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior. Entre as regiões pesquisadas em dezembro, a maior variação foi registrada em Porto Alegre (0,57%), influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). A menor variação ocorreu em Curitiba (-0,22%), associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%). No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente. Considerando os índices regionais do acumulado do ano, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada sobretudo pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%). Na outra ponta, Campo Grande registrou a menor variação, de 2,78%, influenciada pelas quedas nos preços do arroz (-31,01%), das frutas (-9,56%) e das carnes (-3%). Motorista de aplicativo Uber Dan Gold/ Unsplash



Acordo UE-Mercosul pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil


09/01/2026 11:36 - g1.globo.com


Como acordo Mercosul-UE pode trazer mais chocolates e baratear vinhos europeus no Brasil O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado provisoriamente pelos países europeus nesta sexta-feira (9), pode baratear o preço dos vinhos europeus e ampliar a variedade de rótulos disponíveis no Brasil no longo prazo, avaliam especialistas. No caso dos chocolates, a redução do imposto de importação pode ampliar a presença de marcas premium que hoje não estão no mercado brasileiro. Mas isso não significa que elas chegarão ao país com preços acessíveis, diz Roberto Kanter, professor de MBAs da FGV. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O acordo entre os dois blocos ainda não está em vigor. A formalização dos votos da UE ainda depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil). Só depois desse processo, o acordo deve ser assinado. Atualmente, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – países que fazem parte do Mercosul – pagam uma taxa de 27% para importar vinhos da Europa. Caso o acordo entre em vigor, essa taxa será zerada entre 8 a 12 anos, a depender do produto, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) ao g1. Já as importações de chocolate, hoje taxadas em 20%, terão dois prazos: uma parte dos produtos terá tarifa zero em 10 anos e a outra, em 15 anos. Acordo UE-Mercosul: o que está em jogo para o agro brasileiro O acordo também prevê tarifa zero para a importação de azeite de oliva da União Europeia. No entanto, desde março deste ano, o governo brasileiro já isentou o produto do imposto de importação. Veja a seguir: Como o acordo vai impactar o preço do vinho Como ficam os preços do chocolate Por que o vinho europeu pode baratear? Diferentemente do Brasil, onde a produção de vinho é pequena, a Europa concentra os maiores produtores globais, como Itália, França, Espanha, respectivamente, segundo a International Organisation of Vine and Wine (OIV). É por isso que, no continente, é possível encontrar "vinhos muito bons por dois, três, quatro euros", diz Kanter, da FGV. No entanto, o que desestimula a compra pelo Brasil atualmente é justamente a alta taxa de importação. "Com as tarifas atuais, é melhor você importar um vinho de 15 euros do que de cinco. Por quê? Porque a tarifa do imposto acaba igualando todos eles em uma faixa semelhante de preço e o cliente brasileiro que compra vinho da Europa já está disposto a pagar mais caro por ele", diz Kanter. Ele afirma, no entanto, que a redução gradual da taxa vai estimular as empresas brasileiras a diversificarem as suas compras e a apostar em vinhos europeus de menor preço. "Eu acredito que o consumidor brasileiro vai ser beneficiado. Ele vai passar a ter acesso a uma oferta muito maior de vinhos de qualidade média, a preços extremamente competitivos, muito mais do que você encontra hoje no mercado", ressalta. Consumidor brasileiro pode ter acesso a vinhos europeus mais baratos e a mais rótulos, caso acordo entre em vigor. Lefteris Kallergis/Unplahs "Hoje, para você ter um preço competitivo, você compra do Chile ou da Argentina – principalmente do Chile porque o peso argentino subiu de novo", comenta o professor. Esses dois países sul-americanos têm um volume de produção de vinho bem maior que o do Brasil. E é por isso que os rótulos chilenos e argentinos são, em geral, mais em conta que os nacionais no mercado brasileiro, diz Kanter. Com o tempo, ele acredita que os vinhos europeus sigam a mesma tendência, no Brasil, observada hoje nos rótulos chilenos e argentinos. O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, concorda com a avaliação de Kanter e aposta que o brasileiro "vai tomar vinho mais barato", principalmente pelo aumento da concorrência entre mais países pelo mercado nacional. Os dois especialistas destacam que essa diminuição de preço não será imediata e deve acontecer gradualmente, após o acordo entrar em vigor. O economista Marcos Troyjo, que liderou as negociações do acordo entre 2019 e 2020, afirma que, como a tarifa levará anos para ser zerada, os produtores de vinho do Brasil — hoje concentrados no Rio Grande do Sul — terão tempo para se adaptar. "Alguém pode dizer: 'poxa, mas vai ter muita competição do vinho europeu'. Mas, na realidade, quando você tem uma um acordo desse, os consumidores passam a tomar mais vinho, você aumenta o número de fornecedores de garrafas, de rótulos, de rolhas", diz Troyjo. "Aumenta também o número de vagas de emprego para garçons, para somelliers, ou seja, você dá um choque de expansão setorial", completou. Acordo UE-Mercosul: entenda os próximos passos até a assinatura e a entrada em vigor O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul Mais chocolates premium, mas não a preços baixos No caso dos chocolates, a redução do imposto de importação pode ampliar a presença de marcas premium que hoje não estão no mercado brasileiro. Tetiana Bykovets/Unplash Diferentemente do setor de vinhos, o Brasil já conta com uma forte produção de chocolate. O país tem uma indústria já bastante diversificada, formada por empresas nacionais e estrangeiras, que conseguem atender o consumidor em diferentes faixas de preço. No Brasil, o consumidor pode encontrar desde "uma Lacta, um Garoto" até "uma Nugali ou Dengo", exemplifica Kanter, da FGV. Ele cita a Nestlé, uma marca suíça que está há anos no Brasil e que já produz chocolates a preços populares. "Neste caso, o acordo não traz benefício algum. [Porque] O cacau é produzido aqui, os impostos são daqui". Para ele, os principais beneficiados serão os importadores. "Eles vão ganhar mais dinheiro. Com a tarifa menor, terão mais margem de lucro e isso vai permitir aumentar os canais de distribuição", diz Kanter. "Ou seja, marcas que hoje se concentram nas grandes capitais, como a Lindt [que tem lojas, mas não fábricas no Brasil], poderão expandir suas operações, abrindo lojas e quiosques em cidades menores", diz Kanter. Na avaliação do professor, pode haver algum barateamento pontual na categoria de chocolates semipremium, mas o preço não será o principal impacto para o consumidor. “A grande diferença é o acesso. O consumidor pode passar a encontrar marcas premium de chocolates europeus que hoje não estão no Brasil”, afirma. "A Godiva, por exemplo, já veio para o Brasil e depois saiu porque as condições econômicas não eram favoráveis. Trata-se de um produto premium, vendido em euro. Quando se faz a conversão para o real e ainda se soma um imposto de importação elevado, a operação deixa de ser viável”, diz. Mas a chegada de novos produtos de alto padrão "não beneficia as classes B e C", ressalta o professor. "Marcas de primeira linha de chocolates não são vendidas por um preço baixo exclusivamente porque têm tarifas de importação reduzidas. Para elas, o preço é uma consequência do posicionamento de mercado", diz. "Quem vai se beneficiar é a classe A, que em vez de comprar chocolate na Fauchon [loja de gastronomia de luxo que fica na França], vai poder comprar no Iguatemi, em São Paulo", diz Kanter. "O preço de produtos importados de primeira linha nunca chegará ao nível de chocolates populares nacionais. Você não vai conseguir comprar uma uma caixinha de Godiva por R$ 7,90 nas Lojas Americanas. Isso não vai acontecer", conclui o professor. Confira os principais clientes do agro brasileiro em 2025 Arte g1 Acordo Mercosul-UE pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil Tetiana Bykovets/Max Tutak/Unplash



Embaixadores da União Europeia aprovam acordo com o Mercosul, dizem agências


09/01/2026 11:07 - g1.globo.com


Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente nesta sexta-feira (9) o acordo comercial com o Mercosul, segundo diplomatas ouvidos pelas agências France Presse e Reuters. A formalização dos votos ainda depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil), segundo as fontes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A aprovação abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações. Apesar do apoio de setores empresariais e industriais, o texto segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus, sobretudo na França. (veja mais abaixo) 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo. O tratado deve criar a maior área de livre comércio do mundo. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira. LEIA TAMBÉM Acordo pode baratear vinhos europeus e ampliar oferta de chocolates premium no Brasil Entenda os próximos passos até a assinatura e entrada em vigor Aprovação provoca comemoração entre governos e protestos; veja repercussão Mais de 25 anos de negociações O acordo comercial acumula mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos. A expectativa é que, mesmo diante da oposição declarada de países como a França, o Parlamento Europeu aprove o tratado. A Comissão Europeia afirma que o acordo de livre comércio é o maior já firmado pelo bloco em termos de redução de tarifas, eliminando mais de 4 bilhões de euros (US$ 4,7 bilhões ou R$ 25,3 bilhões) por ano em impostos sobre as exportações da UE. A estimativa é que o Mercosul elimine tarifas sobre cerca de 91% das exportações da UE ao longo de 15 anos; Enquanto isso, o bloco europeu deve retirar progressivamente as taxas sobre 92% das exportações do Mercosul. Os blocos também concordaram em ampliar as cotas de produtos isentos no setor agrícola. Segundo a Comissão Europeia e apoiadores do tratado, como Alemanha e Espanha, o acordo deve oferecer uma alternativa à dependência da China, especialmente no fornecimento de minerais críticos como o lítio, essencial para a produção de baterias. Os defensores também afirmam que o acordo ajuda a mitigar os efeitos de medidas protecionistas, como as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Acordo sofre resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Um diplomata da UE e o ministro da Agricultura da Polônia afirmaram que 21 países apoiaram o acordo, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra. A Bélgica se absteve. Para a aprovação, era necessário o apoio de pelo menos 15 países, que representassem 65% da população total do bloco. Initial plugin text Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou que Paris votaria contra o acordo. “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu em comunicado. 🔎 Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia. A Irlanda também se posicionou contra o tratado. Na véspera da votação, o primeiro-ministro Simon Harris anunciou que o país se juntaria à França, à Hungria e à Polônia na oposição ao acordo. "A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado", afirmou Harris em comunicado. Tanto a França quanto a Irlanda enfrentam protestos nesta sexta-feira em razão do acordo. Itália tem papel decisivo Nesta semana, a Itália — que até dezembro se mostrava contrária — sinalizou apoio ao tratado. A mudança teve peso decisivo e deu novo rumo às negociações, já que o desenho institucional da UE confere ao voto italiano caráter estratégico: a ratificação exige maioria qualificada no Conselho Europeu, com apoio de ao menos 65% da população do bloco. Em dezembro, durante debates no Conselho Europeu, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o apoio da Itália estaria condicionado à consideração das preocupações do país, especialmente em relação aos impactos sobre o setor agrícola. 👉 Nos últimos dias, esse posicionamento foi reforçado por uma comunicação da Comissão Europeia, que propõe acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores. Meloni avaliou a iniciativa como um “passo positivo e significativo”. Na mesma linha, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia passou a discutir o aumento — e não a redução — dos recursos destinados à agricultura italiana no período de 2028 a 2034. Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Hassan Anayi/Unsplash



EXCLUSIVO: Denúncias de trabalho escravo atingem novo recorde no Brasil


09/01/2026 07:02 - g1.globo.com


Denúncias de trabalho escravo atingem novo recorde no Brasil O Brasil registrou, em 2025, o maior número de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão da série histórica. Ao todo, foram registradas 4.515 denúncias ao longo do ano, segundo dados inéditos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), obtidos com exclusividade pelo g1. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O número representa um aumento de 14% em relação a 2024, quando já havia sido registrado um recorde histórico, com 3.959 denúncias. O crescimento reforça uma tendência de alta observada nos últimos anos e evidencia a persistência do trabalho escravo contemporâneo no país. Entre os registros de 2025 estão denúncias de trabalho escravo infantil, além de casos envolvendo adultos submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho, servidão por dívida e restrição de liberdade — práticas que caracterizam o crime segundo a legislação brasileira. Janeiro de 2025 foi o mês com o maior número de denúncias já registrado desde a criação do Disque 100, em 2011. Apenas no primeiro mês do ano, foram 477 registros. Desde que o canal passou a receber registros sobre trabalho escravo, mais de 26 mil denúncias relacionadas a trabalho escravo e condições análogas à escravidão foram feitas em todo o Brasil, segundo o ministério. Os números mostram que o país vem registrando recordes sucessivos de denúncias nos últimos anos. Em 2021, foram 1.918 registros. Em 2022, o total subiu para 2.084. Em 2023, chegou a 3.430 denúncias. Em 2024, o volume saltou para 3.959 — até então, o maior da série histórica. Antes dessa sequência, o maior número anual havia sido registrado em 2013, com 1.743 denúncias. Em pouco mais de uma década, portanto, o volume anual mais que dobrou. Resgates também seguem em patamar elevado Os dados de denúncias dialogam com o número de resgates realizados pelo poder público. Em 2024, 2.186 pessoas foram resgatadas de situações de trabalho análogo à escravidão no Brasil, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o último levantamento do MTE, cerca de 65,6 mil pessoas já foram resgatadas de condições análogas à escravidão no país desde 1995 — ano em que o Estado brasileiro reconheceu oficialmente a existência de formas contemporâneas de escravidão. Esse total é resultado de mais de 8,4 mil ações fiscais realizadas em todo o território nacional até dezembro de 2024. As operações são conduzidas principalmente pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, coordenado pelo Ministério do Trabalho, com apoio das unidades regionais do órgão nos estados. Construção civil e agronegócio concentram resgates Em 2024, os setores econômicos com maior número de trabalhadores resgatados, segundo a Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE), foram: 🏗️ Construção de edifícios (293 resgatados); ☕ Cultivo de café (214); 🧅 Cultivo de cebola (194); 🚜 Serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita (120); 🥬 Horticultura, exceto morango (84) Os dados também revelam uma mudança importante no perfil do problema: 30% dos trabalhadores resgatados em 2024 estavam em áreas urbanas, indicando um avanço do trabalho escravo fora do meio rural — historicamente associado a grandes propriedades agrícolas. Especialistas e autoridades destacam que o aumento das denúncias não significa, necessariamente, crescimento isolado do crime, mas pode refletir maior conscientização da população, ampliação dos canais de denúncia e confiança nos mecanismos de proteção. Ainda assim, os números elevados indicam que o trabalho escravo segue como um problema estrutural no país. Homens são resgatados em situação semelhante a trabalho escravo em plantação de milho em Santa Bárbara de Goiás Ministério do Trabalho/Divulgação ⚠️ Como denunciar? O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil, de forma gratuita, a partir de qualquer telefone fixo ou móvel. Qualquer pessoa pode registrar denúncia sobre violações de direitos humanos das quais seja vítima ou tenha conhecimento. A partir disso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebe, analisa e encaminha as denúncias aos órgãos de proteção e responsabilização. O governo também mantém um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível na internet. O denunciante não precisa se identificar e deve inserir o maior número possível de informações. Auditores fiscais do trabalho ENIT