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TVs de 98 polegadas, cadeiras de alto padrão e mais: veja itens do Banco Master que vão a leilão


30/10/2026 14:46 - g1.globo.com


vVja itens do Banco Master que vão a leilão. Divulgação/Kwara Televisores de 98 polegadas, cadeiras de escritório e sofás de marcas de alto padrão e uma série de computadores, notebooks e artigos de decoração, estão entre os itens do Banco Master e do Will Bank que serão leiloados em novembro. Com lances iniciais que vão de R$ 21, por um lote com equipamentos de informática, até R$ 98 mil, por outro com aproximadamente 20 cadeiras da marca de alto padrão Herman Miller, o certame será feito pela Kwara, plataforma digital de leilões online, em 9 de novembro, a partir das 9h30. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre outros destaques do leilão, estão: Lote 005: televisão LG de 98 polegadas, com lance inicial de R$ 10.990 Lote 002: caixa bar da marca Artefacto, com lance inicial de R$ 12.600 Lote 292: aproximadamente 30 itens para decoração, com lance inicial de R$ 6.230 Lotes variados: sofás com chaise da marca Fernando Jaeger, com lance inicial de R$ 2.800 Lotes variados: notebooks, com lance inicial de R$ 672 Lote 283: um sofá em linho, com lance inicial de R$ 700 Agora no g1 A leiloeira oficial indicada para o certame é Alessandra Cavalcanti Antunes. Segundo a Kwara, os itens serão vendidos no estado de conservação em que se encontram, sem garantia de funcionamento e sem direito a troca. O edital também alerta que os itens podem apresentar sinais de uso, avarias, ausência de peças e componentes, além de senhas e códigos de bloqueio. Os interessados poderão examinar os bens presencialmente nas datas, horários e locais indicados ao lado de cada lote no portal da Kwara. Dependendo do lote, pode ser necessário agendamento prévio, e não será permitido testar ou manipular os itens. Como participar do leilão? Para participar, os interessados precisarão se cadastrar no portal da Kwara e solicitar habilitação na página do leilão com pelo menos uma hora de antecedência do início do evento. É possível fazer lances manuais ou programar lances automáticos. O edital destaca que o valor do lance inicial não corresponde, necessariamente, ao preço mínimo de venda. As empresas vendedoras analisarão as ofertas em até cinco dias úteis após o término do leilão e poderão aprovar ou rejeitar a venda. Além do lance vencedor, o comprador terá de pagar comissão de 5% ao leiloeiro e uma despesa administrativa por lote, cujo valor varia conforme a faixa de arrematação. Mobiliário milionário A quantidade de móveis de alto padrão levados a leilão dá uma dimensão dos valores envolvidos no mobiliário do Banco Master e do Will Bank. Alguns dos lotes, por exemplo, reúnem pelo menos 28 cadeiras Cosm Média, da Herman Miller. No site oficial da marca, o modelo é anunciado por R$ 17.046, sem desconto. Outra cadeira da marca, o modelo Verus Interweave, é anunciada por R$ 6.455 a unidade. No leilão, dois lotes reúnem cerca de 35 cadeiras desse modelo. Somados, os preços atuais de tabela das 63 cadeiras desses dois modelos passam de R$ 700 mil. O valor, porém, não corresponde necessariamente ao que os bancos pagaram pelos móveis. O mobiliário também inclui peças de marcas e designers de alto padrão, como Mackey e Haworth, além de Sérgio Rodrigues, Ludwig Mies van der Rohe e Fernando Jaeger. Veja alguns dos itens que estão no leilão Lote com cadeiras Herman Miller é o mais caro do leilão, com preços a partir de R$ 98 mil. Divulgação/Kwara Televisor de 98 polegadas está entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Lote com itens de decoração pode ser adquirido por um valor inicial de R$ 6.230. Divulgação/Kwara Poltrona Tetê, criada pelo designer Sérgio Rodrigues, está entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Poltronas Macley estão entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Sofás com chaise Fernando Jaeger estão entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara Poltrona Fernando Jaeger está entre os itens leiloados. Divulgação/Kwara



Desemprego cai no Brasil e atinge menor taxa para o terceiro trimestre em 14 anos


30/10/2026 12:00 - g1.globo.com


Agora no g1 A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível para o período desde 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre encerrado em junho, quando a taxa era de 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 0,4 p.p., já que o desemprego estava em 5,6%. (veja principais pontos da pesquisa) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o IBGE, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em setembro, uma redução de 4% (menos 234 mil pessoas) em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número caiu 6,9%, o equivalente a 417 mil pessoas. Taxa de desemprego no Brasil g1 ➡️ A população ocupada, por sua vez, chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série histórica, iniciada em 2012. 🔍 O que significa estar "ocupado" segundo o IBGE? Para os critérios da PNAD Contínua, é considerada ocupada a pessoa que trabalhou pelo menos uma hora completa na semana de referência em atividade remunerada (em dinheiro, mercadorias ou benefícios), em ajuda a negócio familiar, ou que estava temporariamente afastada de seu trabalho O contingente cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de mais 581 mil pessoas no mercado de trabalho. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, a alta foi de 1,2%, ou 1,2 milhão de pessoas. 🏠 Entre os setores que mais contribuíram para o avanço da ocupação está a construção, que registrou alta de 2,8% no trimestre. Ao todo, foram mais 210 mil pessoas trabalhando na atividade. 💼 O número de empregadores também bateu recorde e chegou a 4,5 milhões. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior, com 184 mil pessoas a mais, e avançou 6,4% na comparação anual. 🏛️ O setor público também registrou recorde no número de trabalhadores, com 13,2 milhões de pessoas ocupadas. O resultado ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 2,5% na comparação com o mesmo período de 2025, o equivalente a mais 317 mil trabalhadores. O ritmo mais contido das contratações pode ter relação com as incertezas em torno das eleições, segundo o analista do IBGE William Kratochwill. ➡️ Tradicionalmente, o terceiro trimestre marca o início de um período de aquecimento do mercado de trabalho, com a proximidade das festas de fim de ano. Em 2026, porém, o movimento foi mais moderado. "Alguns tomadores de decisão podem ter esperado um pouco mais, e por isso o crescimento não aconteceu em todos os grupamentos de atividade. Ele foi mais contido", explicou o analista. Emprego formal se mantém em nível recorde O número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo os trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões no trimestre encerrado em setembro. O contingente é o maior já registrado pela série histórica da pesquisa. Apesar do recorde, o indicador ficou estável tanto em relação ao trimestre anterior, de abril a junho, quanto na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado mostra que o emprego formal se mantém em um patamar elevado, mas não apresentou crescimento significativo nos últimos meses. Ao contrário do setor privado, os trabalhadores com carteira assinada no setor público registraram avanço estatisticamente significativo no trimestre. IBGE divulga PNAD de desemprego g1



Ibovespa opera em queda e chega aos 167 mil pontos; dólar opera em alta, de olho em novos dados econômicos


30/10/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda nesta sexta-feira (30), com um recuo de 0,73% perto das 10h40, aos 167.965 pontos. Já o dólar tinha alta de 0,84% no mesmo ho´rario, cotado a R$ 5,4329. Investidores avaliam novos dados de emprego no Brasil, em meio aos sinais de desaceleração na economia brasileira. Além disso, o mercado também segue à espera de uma definição para a nova equipe econômica de Lula (PT). Novos indicadores de atividade nos Estados Unidos também ficam no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre deste ano. O indicador, divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra um mercado de trabalho ainda resiliente, mesmo em meio aos sinais de desaceleração da economia no país. ▶️ No cenário político, a busca pela definição da nova equipe econômica de Lula (PT) segue no radar. Isso porque os nomes escolhidos devem ajudar a dar o tom sobre o futuro das contas públicas, em meio à pressão de investidores e empresários por um reajuste fiscal por parte do governo. Possíveis nomes para as vagas abertas na diretoria do Banco Central também ficam no centro das atenções. ▶️ A agenda econômica ainda conta com uma série de indicadores americanos. Na véspera, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro, em meio à alta da gasolina e de outros bens, enquanto a economia americana cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. Os dados reforçam a expectativa de uma nova alta de juros na próxima reunião do Fed. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +7,90%; Acumulado do mês: +4,12%; Acumulado do ano: -1,85%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -17,50% Acumulado do mês: -9,20%; Acumulado do ano: +5%. Os próximos passos da reforma tributária O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027. ICMS sobre combustíveis vai aumentar Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Bolsas globais Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta sexta-feira, registrando a maior perda mensal desde o início de 2016, à medida que uma onda global de venda de ações do setor de inteligência artificial pesou sobre os ânimos do mercado. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caíram 1,4%. No Japão, o Nikkei recuou 2,12% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,48%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,5%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters



Após roubo bilionário na Binance, entenda o que são criptomoedas e os riscos de investir


30/10/2026 11:59 - g1.globo.com


O que são as criptomoedas? A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, foi o maior roubo de moedas digitais já registrado. Criptomoedas são ativos digitais, e não moedas oficiais como o real ou o dólar. Elas não são emitidas por governos e utilizam tecnologias como o blockchain para registrar e validar transações. (Entenda mais no vídeo acima). Notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo na Binance O bitcoin foi a primeira criptomoeda e continua sendo a mais conhecida. Esses ativos atraem investidores pelo potencial de valorização, mas também estão sujeitos a fortes oscilações de preço, o que faz deles investimentos de alto risco. No Brasil, a compra e a venda de criptoativos são permitidas, e o setor vem sendo regulamentado pelo Banco Central. A regulamentação, porém, não garante rentabilidade nem protege o investidor de prejuízos. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara



Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo de US$ 6,3 bilhões


30/10/2026 11:33 - g1.globo.com


Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo. Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente", afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão. Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. Sediada em Tóquio, a Mt Gox encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin. Notebook sendo usado no escuro Danny Meneses/Pexels “A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda”, afirmou Karpeles. Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou na quinta-feira ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”. “Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte”, afirmou a TRM. O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália a “A Entrevista”, filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un. Ainda segundo analistas, o ataque na Binance pode ter consequências mais amplas para o setor de criptomoedas, que já enfrentava a pressão dos juros mais altos nos Estados Unidos e da queda na demanda de compradores de fundos negociados em bolsa. Com informações da agência Reuters. Por que Trump quer mudar o nome da IA? Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo



Hackers roubam R$ 34 bilhões em criptomoedas da Binance; veja os maiores ataques já registrados


30/10/2026 11:32 - g1.globo.com


Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas O ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e estabeleceu um novo recorde de perdas no setor. O episódio, registrado nesta quinta-feira (29), superou invasões anteriores, como a da Bybit, que teve US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em ativos digitais roubados em fevereiro de 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso se soma a uma série de ataques contra plataformas de criptomoedas. Somente em 2025, criminosos desviaram US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões) em quase 150 operações, segundo levantamento da empresa de análise TRM Labs. Veja abaixo alguns dos maiores roubos de criptomoedas da história, desde o surgimento do Bitcoin, em 2008. Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum Reuters Binance A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), considerado o maior da história do setor. Os criminosos conseguiram transferir a maior parte dos recursos em aproximadamente 20 minutos. Segundo empresas do setor, o ataque teria sido realizado por hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance informou que está investigando o caso, prometeu cobrir os prejuízos e afirmou que os recursos dos clientes estão protegidos. Até o momento, a corretora informou ter localizado aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões), enquanto a situação dos outros US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões) ainda não foi totalmente esclarecida. Segundo a TRM Labs, os invasores conseguiram comprometer o sistema que autoriza as transferências da Binance. A investigação inicial também identificou um possível acesso por meio do computador de um funcionário, mas a empresa informou ter encontrado outras falhas de segurança. Bybit Um valor recorde de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers foi roubado da corretora Bybit em fevereiro de 2025, no que pesquisadores consideraram o maior roubo de moedas digitais até o momento. O FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque e que os recursos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e, em seguida, distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains. A Coreia do Norte negou envolvimento em roubos de criptomoedas. Poly Network Hackers roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) da Poly Network, plataforma que facilita transações de tokens entre usuários, em agosto de 2021. Posteriormente, devolveram quase todos os recursos roubados. Ronin Network Em março de 2022, hackers roubaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 540 milhões (cerca de R$ 2,86 bilhões) de um projeto de blockchain ligado ao popular jogo online Axie Infinity. A Ronin, rede que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, informou que os hackers roubaram cerca de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin. Coincheck Em janeiro de 2018, hackers roubaram cerca de US$ 530 milhões (aproximadamente R$ 2,81 bilhões) em criptomoedas da corretora Coincheck, com sede em Tóquio, segundo os valores da época. Os invasores atacaram uma das "hot wallets" da empresa, uma carteira digital armazenada online, para drenar os recursos. Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul afirmou que um grupo de hackers norte-coreano poderia estar por trás do roubo. Mt.Gox Em um dos primeiros e mais notórios ataques envolvendo criptomoedas, bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,65 bilhões) foram roubados da corretora Mt. Gox, em Tóquio, então a maior do mundo, entre 2011 e 2014. A Mt. Gox, que já havia respondido por 80% das negociações mundiais de bitcoin, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque. Cerca de 24 mil clientes perderam acesso aos seus recursos. *Com informações da agência Reuters



Faturamento das 10 maiores empresas do agro cresce 11% e chega a R$ 1,24 trilhão; veja ranking


30/10/2026 11:29 - g1.globo.com


Série especial do JN mostra como o agronegócio brasileiro está enfrentando as mudanças climáticas Jornal Nacional/ Reprodução As 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro somaram R$ 1,24 trilhão em receita líquida em 2025, um crescimento de 11,08% em relação ao levantamento anterior. A lista é liderada pela JBS, gigante do setor de carnes, que faturou R$ 480,58 bilhões no período. O ranking faz parte do levantamento Agro100, publicado pela revista Forbes Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na segunda posição aparece a MBRF, com receita de R$ 163,96 bilhões, seguida pela Cargill Alimentos, que somou R$ 115,29 bilhões. Juntas, as dez primeiras colocadas representam uma parcela expressiva do agronegócio brasileiro. Considerando as 100 maiores companhias, o faturamento conjunto chegou a R$ 2,1 trilhões em 2025, alta de 13,45% na comparação com o ano anterior. Veja lista: Maiores empresas do agronegócio g1 Comércio de grãos e carnes têm os maiores avanços O crescimento do agronegócio foi puxado principalmente pelas empresas que comercializam produtos agrícolas e pelas ligadas à produção de carnes. Dos sete segmentos acompanhados pelo levantamento, seis tiveram aumento de receita superior à inflação em 2025. O destaque foi o grupo de comércio e tradings, que registrou expansão de 23,51%. São empresas que compram, vendem e exportam produtos como soja e milho, conectando produtores brasileiros a compradores de outros países. Na sequência aparece o setor de proteína animal, com alta de 16,37%. O grupo inclui frigoríficos e companhias de processamento de carnes, como JBS, MBRF e Minerva. A agroenergia também teve desempenho positivo, com crescimento de 13,37%, impulsionada por atividades como a produção de etanol e outros biocombustíveis. Já as empresas de alimentos e bebidas registraram aumento de 7,2% na receita. Celulose teve desempenho mais fraco entre os setores A indústria de celulose foi o único dos sete segmentos que não conseguiu registrar crescimento acima da inflação em 2025. O resultado foi afetado pela desvalorização da matéria-prima no mercado internacional. No começo do ano, o preço da celulose chegou a ficar abaixo de US$ 500 por tonelada, nível que pressiona a rentabilidade das empresas do setor. Entre as companhias desse segmento está a Suzano, que ocupa a décima posição no ranking das maiores empresas do agronegócio brasileiro.



Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável


30/10/2026 08:00 - g1.globo.com


Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões que não conseguem pagar por alimentação saudável. Getty Images O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o terceiro mandato com o “compromisso número 1” de tirar o Brasil do Mapa da Fome, pela segunda vez. A promessa foi cumprida em julho do ano passado, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o país havia deixado o indicador. Mas o desafio que fica para o seu quarto mandato, não é pequeno: 44,8 milhões de brasileiros — cerca de um quinto da população — ainda não têm renda suficiente para manter uma alimentação saudável, composta por cereais, frutas, verduras, leguminosas e fontes de proteína, nas quantidades recomendadas pela ONU. (veja detalhes abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O dado consta do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi)", da agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado em julho deste ano, com dados até 2025. Pessoas que não conseguem pagar por uma alimentação saudável. Arte/g1 A pesquisa também aponta que 20,3 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave entre 2023 e 2025, ou seja, não tiveram acesso regular a alimentos nutritivos em quantidade suficiente para uma vida saudável. Entre 2021 e 2023, esse número era maior: 39,7 milhões. Onde estão essas pessoas? Nos domicílios chefiados por mulheres. No recorte racial, nos chefiados por mulheres negras. No regional, no Norte e no Nordeste. Silvia Aparecida Zimmermann, coordenadora da Rede Penssan, relaciona esse cenário às condições precárias de trabalho enfrentadas por essas populações, como baixos salários, informalidade e instabilidade de renda. “A trabalhadora doméstica, por exemplo, tem muita descontinuidade na renda. Por isso, sua família fica mais sujeita à insegurança alimentar”, exemplifica. 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil Elisabetta Recine, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo da Presidência da República, acrescenta que as políticas públicas ainda têm dificuldade para alcançar e atender de forma contínua pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Segundo ela, o problema nem sempre é a completa ausência de contato com o Estado, mas a falta de continuidade no atendimento e de integração entre os serviços públicos. “Uma pessoa em situação de rua, por exemplo, chega a um abrigo, a um centro de saúde. Em algum lugar, ela chega. O problema é que ela chega e vai embora. Ninguém a acolhe no sentido de dizer: ‘Fique aqui, você não precisa só de um curativo'.” LEIA TAMBÉM Por que o Brasil tem fome se é um grande produtor de alimentos? Qual é a diferença entre fome e insegurança alimentar Políticas para não voltar atrás Questionados sobre o que o próximo governo deve fazer para reduzir a vulnerabilidade alimentar, os especialistas são unânimes: o Brasil não pode retroceder nas políticas de combate à fome. Isso porque o país entrou e saiu do Mapa em um intervalo relativamente curto de tempo. A primeira saída aconteceu em 2014, mas o Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em um contexto de avanço da pobreza, agravado pela pandemia de Covid-19 e por um enfraquecimento de políticas de apoio à produção e distribuição de alimentos. Naquele ano, o relatório da ONU mostrou que 61,3 milhões de brasileiros enfrentavam insegurança alimentar. Além disso, 4,1% da população vivia em situação de subnutrição, o equivalente a 8,6 milhões de pessoas. 🔎 O indicador de subnutrição é conhecido como "Mapa da Fome" e mede a parcela de pessoas cujo consumo habitual de calorias é insuficiente para viver. Três anos depois, em julho de 2025, o relatório mostrou que a parcela de brasileiros em situação de subnutrição ficou abaixo de 2,5%, confirmando a saída do Mapa da Fome. Segundo especialistas, a melhora dos indicadores foi impulsionada por políticas de recuperação da renda e ampliação do acesso a alimentos. Entre elas, destacam-se a retomada dos reajustes do salário mínimo acima da inflação e a recuperação de programas de segurança alimentar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). ➡️ O PAA atua em duas frentes: o poder público compra alimentos de agricultores familiares, o que gera renda no campo, e os destina a pessoas em situação de vulnerabilidade social, escolas e hospitais. Execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Arte/g1 Avançar no combate à insegurança alimentar exige garantir que as políticas públicas alcancem as populações mais vulneráveis e ampliar o acesso a alimentos saudáveis. Para isso, é preciso elevar a renda, apoiar a produção agrícola e assegurar recursos contínuos aos programas de segurança alimentar. "Embora a Constituição brasileira garanta o direito à alimentação, as políticas de segurança alimentar no Brasil não são políticas de Estado, como são as de saúde e educação, em que uma percentagem do orçamento é garantida", destaca Graziano. O que explica o desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome O que é alimentação saudável para a ONU? Para estimar quantas pessoas não conseguem pagar por uma alimentação saudável, a ONU compara o custo de uma cesta variada de alimentos com a renda que sobra após o pagamento de despesas básicas, como moradia, vestuário e transporte. Essa cesta reúne 11 alimentos capazes de fornecer, juntos, cerca de 2.330 calorias diárias por pessoa. A ONU seleciona os produtos mais baratos disponíveis em cada país que atendam às recomendações de uma alimentação equilibrada. Os alimentos são divididos em seis grupos: cereais, raízes e tubérculos; carnes, peixes, ovos e laticínios; leguminosas, castanhas e sementes; óleos e gorduras; frutas; e verduras e legumes. O g1 perguntou à FAO quais alimentos foram usados no cálculo do custo de uma dieta saudável no Brasil, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. E qual é a situação do Brasil? O relatório da ONU aponta que o custo de uma alimentação saudável no país vem subindo ano a ano. Em 2025, chegou a 4,89 dólares internacionais por pessoa, por dia, ante 3,97 dólares internacionais em 2021. Custo diário de uma alimentação saudável por pessoa. Arte/g1 💵 O dólar internacional não é uma moeda que pode ser comprada ou trocada, mas uma medida usada para comparar o poder de compra entre países. O cálculo considera quantos reais são necessários para comprar, no Brasil, o equivalente ao que um dólar compra nos EUA. Como essa comparação leva em conta os preços dos produtos, e não a taxa de câmbio, não é possível converter o valor em reais pela cotação do dólar. Já o número de pessoas que não consegue pagar por uma alimentação saudável atingiu o pico em 2021, no auge da pandemia, e vem recuando desde então. Apesar da queda, especialistas avaliam que o número ainda é elevado, pois representa cerca de um quinto da população. Para Graziano, a valorização do salário mínimo nos últimos anos ainda não foi suficiente para garantir que as famílias tenham acesso a uma alimentação saudável. “O custo de uma cesta básica saudável no Brasil hoje seria de R$ 240 a R$ 250 por mês por pessoa. Para uma família de quatro pessoas, isso representa cerca de R$ 1 mil, quase todo o salário mínimo (de R$ 1.621). Só pode pagar quem ganha mais que o mínimo”, diz Graziano. Um agravante é que os reajustes salariais não conseguiram acompanhar a alta dos preços dos alimentos, o que reduziu o poder de compra da população. Segundo Graziano, é preciso considerar ainda que os preços dos alimentos frescos sobem mais rápido que dos ultraprocessados. "A salsicha sobe menos do que o preço da alcatra, da picanha. Varia menos. Alimentos frescos e carnes dependem de transporte refrigerado e armazenagem especial, o que encarece o produto final", diz. Segundo Zimmermann, da Rede Penssan, os ultraprocessados custam menos porque utilizam matérias-primas mais baratas e amplamente produzidas no Brasil, como açúcar, gorduras e derivados de soja. “Se a gente pensar nos produtos pré-prontos, nas massas, nos biscoitos, chocolates, muitos têm soja na composição. Isso acontece porque a gente produz muita soja, então o custo fica muito mais barato que outros componentes", diz. Variação da inflação dos alimentos consumidos em casa, em janeiro de cada ano, e reajustes reais do salário mínimo. Arte/g1 Os desafios para reduzir preços Zimmermann destaca que os preços das hortaliças oscilam mais, sobretudo quando comparados aos dos alimentos ultraprocessados. Como esses cultivos têm ciclo curto de plantio e colheita, eventos climáticos, como secas e enchentes, podem destruir lavouras inteiras, reduzindo a oferta e encarecendo os produtos em poucos dias. Segundo ela, esse problema se agravou nos últimos anos com o aumento dos eventos climáticos extremos. A especialista destaca que as oscilações do mercado internacional e as tensões geopolíticas também afetam a produção de hortaliças. Combustíveis e fertilizantes importados, por exemplo, estão sujeitos às variações de preços no exterior. Nos últimos anos, conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia encareceram esses insumos, elevando os custos de produção e transporte, que acabam repercutindo no preço dos alimentos. Para Graziano, outro entrave é a distribuição desigual dos investimentos em pesquisa agropecuária no Brasil. Segundo ele, os recursos são “fortemente enviesados” para produtos de exportação, como soja, milho e carne bovina, enquanto frutas, verduras, legumes e alimentos básicos, como arroz e feijão, recebem menos atenção. “A Embrapa Hortaliças, por exemplo, tem desenvolvido novas variedades, assim como a Embrapa Feijão. Mas esses avanços ainda são pequenos quando comparados ao progresso de outros segmentos, como o da soja", diz Graziano. 🌱 Na prática, a pesquisa pode ajudar a aumentar a produção de hortaliças com o desenvolvimento de variedades mais resistentes à seca e ao calor, além de técnicas de cultivo que reduzam as perdas provocadas por eventos climáticos extremos. Diversidade e produção local Elisabetta Recine, presidente do Consea, destaca que até mesmo polos de produção de frutas no Brasil são voltados ao mercado externo. É o caso do Vale do São Francisco (PE), que produz manga e uva principalmente para exportar à Europa e aos EUA. "Esses polos dão preferência para a produção de frutas que os outros países estão querendo ao invés de olhar para a região e pensar: 'bom, quais são as frutas tradicionais daqui? As frutas nativas ou que têm uma relação histórica ou social com o local?'", diz. "Não faz sentido, por exemplo, você produzir maçã em Santa Catarina, e levá-la para Manaus. Não quer dizer que as pessoas não têm direito de comer maçã. Quer dizer que a gente reduziu tanto a nossa diversidade que depende de circuitos longos. E isso impacta qualidade e preço do produto. Porque tem custo de transporte, de armazenagem e refrigeração." Uma das saídas seria estimular a produção local e a venda direta ao consumidor, com medidas como a criação de feiras livres e outros pontos de venda, além da isenção de taxas para feirantes. Outra ação importante é reforçar os investimentos na agricultura familiar, responsável por 60% da produção de hortaliças. Isso pode ser feito por meio da ampliação de programas já existentes, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Desertos e pântanos alimentares Encurtar o caminho entre a produção e o consumo também é importante para ampliar a oferta de alimentos frescos em desertos e pântanos alimentares no Brasil. Segundo Recine, essas barreiras de acesso ajudam a explicar a dificuldade de pagar por uma alimentação saudável. Desertos alimentares são regiões onde há pouca ou nenhuma oferta de alimentos frescos e saudáveis, o que obriga moradores a percorrer longas distâncias para comprá-los. Já nos pântanos alimentares, há mais estabelecimentos que vendem ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos, do que locais que oferecem alimentos saudáveis. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social mostram que cerca de 25 milhões de brasileiros viviam em desertos alimentares entre 2023 e 2024. Desse total, 6,7 milhões eram de baixa renda ou viviam em situação de pobreza. Já os pântanos alimentares abrigavam cerca de 15 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 104 mil viviam em favelas e comunidades urbanas. "As periferias urbanas são extremamente desabastecidas. Se você entra num mercadinho, você vai encontrar os produtos básicos secos — como arroz e feijão — porque eles têm um tempo de prateleira grande. De fresco, encontra uma banana, uma batata, uma cebola", ressalta. Graziano afirma que, nas periferias das grandes cidades brasileiras, é fácil encontrar barracas de cachorro-quente, mas difícil comprar uma maçã. "Somado a isso, a rotina de trabalho e a falta de tempo reduziram o preparo doméstico de alimentos frescos de cozimento longo — como feijão e mandioca —, empurrando as famílias para o consumo de ultraprocessado." Zimmermann conta que, em maio de 2026, o Brasil propôs à Organização Mundial da Saúde (OMS) a criação de regras globais para a venda e a publicidade de ultraprocessados, com foco na proteção de crianças e adolescentes. Na ocasião, o governo anunciou que buscaria apoio de outros países para levar a proposta à votação em 2027. Integrar serviços para combater a fome Para alcançar os 20,3 milhões de brasileiros que ainda enfrentam insegurança alimentar, Elisabetta Recine afirma que o principal desafio é fazer com que as políticas públicas cheguem, de fato, a essas pessoas. Segundo ela, parte dessa população vive em situação de extrema vulnerabilidade e enfrenta dificuldades para acessar até mesmo o Bolsa Família. Uma forma de alcançar esse grupo é aproveitar o contato que essas pessoas já têm com os serviços públicos. Recine explica que mesmo quem vive nas ruas passa, em algum momento, por uma unidade de saúde, uma cozinha solidária ou uma equipe de assistência social. O desafio é fazer com que esse atendimento pontual seja o início de um acompanhamento contínuo. É para enfrentar esse problema que foi criado, por exemplo, o Protocolo Brasil Sem Fome, que está sendo implantado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Enquanto o Plano Brasil Sem Fome reuniu políticas e estratégias que ajudaram a tirar o Brasil do Mapa da Fome, o protocolo representa uma segunda etapa, voltada a alcançar as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Para isso, o governo identificou municípios com os piores indicadores de insegurança alimentar e nutricional e busca integrar, nesses territórios, três redes de atendimento: saúde, assistência social e segurança alimentar. A ideia é evitar que o atendimento termine no primeiro serviço procurado. Se uma pessoa chega a uma unidade de saúde, por exemplo, ela pode ter outras necessidades identificadas e ser encaminhada para serviços de assistência social ou de segurança alimentar. O mesmo deve ocorrer quando a porta de entrada é uma cozinha solidária ou um serviço da assistência social. Na prática, o objetivo é criar uma rede de proteção para que a pessoa não receba apenas um atendimento pontual, mas continue sendo acompanhada pelos serviços públicos e tenha acesso aos programas de que precisa. Silvia Zimmermann acrescenta que essa integração deve incluir a busca ativa — ou seja, as equipes públicas precisam ir atrás das famílias, em vez de esperar que elas procurem ajuda. Segundo ela, cruzar dados dos serviços de saúde, assistência social e segurança alimentar com os do Cadastro Único — base do governo que reúne informações sobre famílias de baixa renda e é usada para acessar diversos programas sociais — ajuda a localizar essas pessoas e entender o que dificulta seu acesso às políticas públicas. O trabalho inclui orientar as famílias e, quando necessário, ajudá-las a se inscrever ou atualizar seus dados no cadastro. Assim, o contato com um serviço pode abrir caminho para uma rede de apoio capaz de enfrentar as diferentes causas da insegurança alimentar.



Financiamento imobiliário mais caro? Bradesco, Itaú e Santander elevam taxas; Caixa não se manifesta


30/10/2026 08:00 - g1.globo.com


Bradesco, Itaú e Santander Montagem com imagens de divulgação e da Reuters Quem planeja financiar a compra de um imóvel vai encontrar juros mais altos em alguns dos maiores bancos privados do país. Nos últimos dias, Bradesco, Itaú e Santander anunciaram aumentos nas taxas de financiamento imobiliário. Juntos, os três bancos responderam por cerca de 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em notas enviadas ao g1, as instituições atribuem o movimento, de forma geral, à alta dos juros futuros (leia abaixo). O rendimento dos títulos brasileiros de cinco anos, por exemplo, passou de 12,87% para 15,39% após as eleições, alta superior a 2,5 pontos percentuais. 🔎 Os juros futuros refletem as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses ou anos. Eles oscilam conforme mudam as projeções para a inflação, as contas públicas e a atividade econômica. Por isso, podem subir mesmo quando a Selic está em queda. Agora no g1 A Caixa Econômica Federal, que lidera com folga as contratações para compra de imóveis, não informou se também pretende reajustar suas taxas. Procurado pelo g1, o banco afirmou que está em período de silêncio antes da divulgação do balanço e, por isso, não se manifestará sobre o tema. Veja abaixo como ficaram as taxas em cada banco, o que está por trás dos reajustes e os cuidados antes de fechar um financiamento: Bradesco Itaú Unibanco Santander O que explica o movimento Cuidados antes de fechar o financiamento Bradesco Ilustração de logo do Bradesco. Reuters O Bradesco não informou a variação das taxas. No entanto, o g1 teve acesso a um comunicado enviado a parceiros que detalha os novos percentuais. A taxa principal passou de 11,99% + TR (Taxa Referencial) para 15% + TR ao ano. Para clientes Private, subiu de 11,70% + TR para 13,60% + TR. A nova tabela entrou em vigor na segunda-feira (26). Em nota, o banco afirmou que atualizou as taxas máximas de suas linhas de crédito imobiliário "em função do aumento verificado nas taxas de juros do mercado". "As condições finais de financiamento imobiliário são negociadas com análise individualizada das propostas, considerando o perfil do cliente e as características da operação", acrescentou. O Bradesco também afirmou que "segue valorizando o setor e oferecendo condições competitivas para seus clientes". Voltar ao índice. Itaú Unibanco Fachada de unidade do Itaú em São Paulo Reuters/Amanda Perobelli Em nota ao g1, o Itaú informou que reajustou para 12,95% ao ano a taxa mínima do financiamento imobiliário a partir desta quinta-feira (29). Um comunicado enviado pelo banco a parceiros detalha que as novas condições variam conforme o perfil do cliente. No segmento Private, a taxa parte de 12,89% + TR. Para não correntistas, chega a 14,85% + TR. O Itaú atribuiu o reajuste às recentes oscilações dos juros futuros. Segundo o banco, como o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado, essas variações afetam o custo das operações. “O ajuste busca refletir as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações”, afirmou. A instituição acrescentou que as condições dependem do perfil e do relacionamento de cada cliente e reafirmou seu “compromisso com a oferta de taxas competitivas e condições de financiamento atrativas e adequadas às necessidades dos clientes”. Voltar ao índice. Santander Fachada de agência do Santander Divulgação No Santander, era possível encontrar financiamento com taxa de 11,69% ao ano + TR. A partir desta sexta-feira (30), as operações passam a ser ofertadas com taxas a partir de 12,49% + TR, segundo o banco. Em nota, o Santander afirmou que "acompanha regularmente os indicadores econômicos" e as condições do mercado imobiliário, além de avaliar "continuamente as condições de seus produtos de crédito". Voltar ao índice. O que explica o movimento A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário, afirma que os aumentos “surpreendem”. A Selic, taxa básica de juros do país, está em trajetória de queda e teve, em setembro, sua quinta redução consecutiva. “Mas faz sentido do ponto de vista do banco. O financiamento imobiliário é um crédito de longo prazo, e a instituição se protege com base nos juros futuros, que subiram após a eleição”, diz. Para Akamine, o que mais chama atenção é o tamanho do reajuste, que, segundo ela, ficou acima de 3% ao ano para a maioria dos clientes. “Isso pode encarecer bastante a parcela, reduzir o valor que a família consegue financiar e diminuir o poder de compra”, afirma. Voltar ao índice. Cuidados antes de fechar o financiamento Diante da mudança nas taxas, a especialista recomenda comparar as condições oferecidas pelos bancos antes de fechar o financiamento. Ela lembra que a Caixa, por exemplo, não anunciou aumento nas taxas. “Neste momento, o principal é comparar simulações entre bancos. Outro ponto essencial é olhar o Custo Efetivo Total [CET], e não apenas a taxa de juros. Duas propostas com juros parecidos podem ter custos finais muito diferentes”, explica. 🔎 O CET representa o custo total do financiamento. Ele reúne os juros, a correção pela TR, os seguros obrigatórios, as tarifas e os demais encargos da operação. Segundo a especialista, também é preciso verificar qual índice será usado para atualizar o contrato durante o financiamento. “A maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil é corrigida pela TR. Existem linhas atreladas ao IPCA, que costumam ter uma taxa de juros menor e, aparentemente, são uma opção mais atraente”, diz. Akamine acrescenta que outro ponto de comparação é o sistema de amortização — ou seja, a forma como o saldo devedor será reduzido ao longo do contrato. “No SAC [Sistema de Amortização Constante], a primeira parcela é maior e diminui ao longo do tempo. No Price, a parcela é fixa, mas o total pago ao final costuma ser maior, quando as duas opções são comparadas no mesmo prazo”, conclui. Voltar ao índice.



'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe


30/10/2026 07:00 - g1.globo.com


'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe A seca levou 11 municípios de Sergipe à situação de emergência. Sem pasto e água, muitos animais estão morrendo. Para os produtores de leite, o prejuízo ocorre em cadeia. O animal perde o peso, produz menos leite e, em muitos casos, não resiste. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em Poço Redondo, a estiagem secou riachos e açudes. O produtor Cleiton Feitosa perdeu a lavoura de milho, e os animais ficaram sem ter o que comer. Ao mesmo tempo, os custos da ração aumentaram. Sem condições de alimentar os animais, o criador decidiu vender 16 das 20 vacas para não ver o rebanho morrer. A situação se repetiu com Genildo dos Santos, que precisou vender todo o rebanho. As 26 vacas de leite garantiam o sustento da família, que agora sobrevive apenas com o dinheiro de um benefício social. "Não tinha como a gente sobreviver. [Não tinha dinheiro] nem pra a gente, nem pra elas. Aí tivemos que vender. A gente ficou com o coração magoado. Ainda hoje estamos", disse. José Valmir Gomes perdeu quatro animais. Os que restam estão magros e enfraquecem pouco a pouco. "Daqui ela ia para casa. Aí aqui ela não aguentou, se deitou e não levantou mais. Porque além de fraca, ela tava prenha. Aqui o restinho da cria. Não dá nem pra saber se era macho ou era fêmea", diz o criador ao mexer nos ossos do feto largados no chão. A palma é o único alimento que restou para o rebanho. Mas a quantidade disponível só dá para alimentar as vacas por mais um mês. "É pedir sorte a Deus que chova e as coisas voltem ao normal como era", afirma Gomes. Leia também: 'Orelha-de-elefante': moradora encontra planta misteriosa no quintal, e especialista alerta que espécie é tóxica Oliveiras destruídas e lavouras bloqueadas por tropas israelenses: a luta para produzir azeite em Gaza Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição



Governo questionou Meta sobre perfis derrubados no Instagram antes das eleições


30/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Facebook e Instagram AP Photo/Richard Drew A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança, notificou a Meta em busca de informações sobre contas e publicações derrubadas no Instagram e no Facebook durante o período eleitoral. O pedido foi feito após uma denúncia apontar que a empresa suspende, remove ou restringe contas de forma indevida. A Meta também é acusada de adotar as medidas sem comunicação prévia, indicação de regra supostamente violada ou espaço para defesa dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A denúncia foi feita pela CTRL+Z, entidade sem fins lucrativos que tem como uma de suas fundadoras Daniela da Silva, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp, outra plataforma da Meta. A Senacon enviou a notificação na última sexta-feira (23), antes do 2º turno das eleições, e definiu um prazo de dois dias corridos para receber a resposta, que não foi apresentada até quinta-feira (28). Procurada pelo g1, a Meta disse que não comentaria sobre o caso. Agora no g1 Na denúncia, a CTRL+Z argumentou que a Meta impôs "um padrão reiterado de falha na prestação do serviço" com remoção unilateral de conteúdos, aplicação errática de regras eleitorais e aprovação de anúncios políticos com informações falsas. O documento lista episódios em que a companhia derrubou perfis e postagens no período eleitoral e, em alguns casos, reverteu a decisão sem maiores explicações. Um deles aconteceu em 23 de setembro, quando a Meta derrubou o perfil do portal Revelando dois dias depois da publicação de um vídeo sobre as relações entre o Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha. Horas depois, a empresa disse que fez uma "revisão interna" e restaurou a conta. O requerimento à Senacon também cita o estudo da organização britânica Eko, que conseguiu veicular anúncios sobre as eleições brasileiras que continham informações falsas, incluindo a data da votação e uma imagem gerada por IA de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A CTRL+Z afirma que a Meta falha ao realizar moderação sem revisão humana, ao deixar de justificar a derrubada de perfis, ao reverter medidas por pressão externa e ao aprovar anúncios falsos. Para Luã Cruz, diretor de Litigância da CTRL+Z, a decisão da Senacon de questionar a Meta é positiva porque a maior parte dos problemas com plataformas digitais no Brasil é resolvido pela via do direito do consumidor. "Agora, ao invés de deixar cada usuário resolver seu problema por conta própria, a Senacon está olhando para o problema de maneira coletiva", afirmou. O que diz a Senacon Em sua notificação, a Senacon determinou que a Meta apresente quantas contas e publicações foram suspensas ou restringidas a partir de 16 de agosto de 2026, início do período de propaganda eleitoral. O órgão pediu ainda a quantidade de contestações enviadas pelos usuários afetados, bem como o tempo médio de resposta e o percentual de decisões revertidas após a contestação. A secretaria também questionou os critérios para as decisões e solicitou detalhes sobre a estrutura das equipes de moderação no Brasil. Procurada pelo g1, a Senacon afirmou que, caso encontre indícios de infração, pode instaurar processo administrativo contra a Meta. E adiantou que, se a empresa não atender a notificação, poderá sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. "O usuário de plataformas digitais é consumidor, inclusive quando o serviço é gratuito. Por isso, tem direito a informação clara sobre decisões que afetem sua conta ou seus conteúdos e a meios efetivos para contestá-las", disse o órgão.



Free flow: prazo para pagar pedágios atrasados sem multa está acabando; veja como regularizar


30/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Pórtico do Free Flow no Rio Grande do Sul Gustavo Mansur/Palácio Piratini Os motoristas que passaram por pedágios eletrônicos, conhecidos como "free flow", até 17 de outubro têm até 16 de novembro para pagar as tarifas em atraso sem receber multa. Quem já pagou a multa e regularizou o pagamento do pedágio também pode solicitar o reembolso. (veja como mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que cobra a tarifa automaticamente, sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. No fim de abril, o Ministério dos Transportes suspendeu as multas por falta de pagamento do free flow, para assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas. Havia uma fragmentação dos canais de pagamento entre as concessionárias. Agora no g1 A suspensão das multas durou 200 dias. Como o prazo regular para pagar o pedágio é de 30 dias, os motoristas que passaram pelos pórticos após 17 de outubro ainda estão dentro do prazo para quitar a tarifa antes de serem multados. 🚦 O não pagamento do pedágio é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Os motoristas que quitarem as tarifas até 16 de novembro também poderão ter retirados da CNH os pontos referentes às infrações abrangidas pela suspensão. Como pagar o free flow Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, é possível consultar as passagens registradas pelo free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e verificar se a tarifa foi paga. Para quem utiliza tag, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela empresa contratada pelo motorista. Também é possível usar o aplicativo para contestar uma cobrança caso identifique uma passagem que não foi realizada por seu veículo. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após receber a notificação da passagem pelo pórtico para quitar o pedágio. Apenas o proprietário do veículo pode consultar as notificações, os registros das passagens e os valores cobrados pelo pedágio eletrônico. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança do pedágio não pode ser transferida para outro motorista. Como pedir o reembolso de uma multa já paga Motoristas que pagaram multas antes ou durante o período de suspensão podem solicitar o reembolso pelo portal gov.br. Veja o passo a passo: Acesse o site da ANTT: Clique ou toque nas três linhas que ficam no canto superior esquerdo; Selecione “Multas e Serviços” e depois clique ou toque em “Serviços"; Clique ou toque em “Requerimento para restituição de Multas e Taxas”; Preencha o requerimento; Acesse o site gov.br para protocolar o pedido de reembolso preenchido; Clique ou toque em “Iniciar” e faça o login com a conta gov.br; Preencha os campos solicitados; No campo “Tipo de solicitação”, selecione “Protocolar Documentos junto à ANTT”; Siga as orientações na tela para anexar o documento e enviar o pedido. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança que dispensa cabines, cancelas e o uso obrigatório de tags pelos motoristas. Câmeras e sensores identificam os veículos durante a passagem, sem que os motoristas precisem parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite calcular a tarifa conforme a distância percorrida. O pedágio eletrônico já é utilizado em mais de 20 países, entre eles Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — que está entre os pioneiros na adoção da tecnologia na América Latina. O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow apenas identifica o veículo e registra a cobrança da tarifa. O motorista não é multado por passar pelo pórtico, mas pode ser penalizado se não pagar o pedágio dentro do prazo. A falta de pagamento é considerada evasão de pedágio, uma infração grave que prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow utiliza tanto as tags já conhecidas pelos motoristas brasileiros quanto câmeras e sensores que permitem identificar veículos sem esse dispositivo. As câmeras e os sensores ficam instalados em pórticos sobre as rodovias. Eles identificam os veículos por meio das tags ou da leitura das placas, permitindo registrar a cobrança do pedágio. Algumas câmeras registram imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, a quantidade de eixos e quais estão suspensos, ou seja, sem contato com o asfalto. Essas informações ajudam a calcular o valor correto do pedágio, especialmente para caminhões. O sistema também utiliza luzes infravermelhas para identificar os veículos mesmo em condições de baixa visibilidade, como neblina ou fumaça.



Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo


30/10/2026 03:41 - g1.globo.com


Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, essa foi a maior ação criminosa já registrada na história do setor. A ação aconteceu na quinta-feira (29) e levou aproximadamente 20 minutos. Fundada em 2017 em Xangai, na China, a Binance é uma plataforma que permite comprar, vender e guardar criptomoedas, como o Bitcoin. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo seu relatório anual de 2025, a empresa tem 335 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo e mantinha sob sua responsabilidade cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 879 bilhões) em ativos digitais. O ataque levantou preocupações sobre a segurança dessas plataformas e provocou uma queda no preço das principais criptomoedas nesta sexta-feira (30). (veja mais abaixo) Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, os responsáveis pelo roubo seriam hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance, porém, afirmou que sua investigação ainda não identificou os criminosos. A corretora suspendeu temporariamente os saques, mas garantiu que o dinheiro dos clientes está protegido e prometeu cobrir todas as perdas. Segundo a Reuters, a Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). A expectativa é que o serviço seja retomado nas próximas 45 horas, segundo a atualização divulgada pela empresa. Até agora, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas roubadas foram localizados. Parte desses recursos já foi bloqueada com a ajuda de outras empresas do setor, mas isso não significa que o dinheiro tenha sido recuperado. Como os hackers conseguiram roubar tanto dinheiro? As investigações ainda estão em andamento, mas as primeiras informações ajudam a entender como os criminosos conseguiram desviar uma quantia tão elevada em poucos minutos. (veja mais aqui) Inicialmente, a Binance suspeitou que o ataque tivesse começado pelo computador de um de seus engenheiros. O equipamento teria sido invadido, permitindo que os hackers entrassem nos sistemas da empresa. Posteriormente, a corretora informou que encontrou outras falhas de segurança que também podem ter sido exploradas. Segundo a TRM Labs, os criminosos conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências de criptomoedas. A maior parte do roubo aconteceu em aproximadamente 20 minutos, por volta das 17h (horário de Brasília), segundo registros das transações analisados por especialistas. Após o desvio, os criminosos começaram a movimentar rapidamente os recursos para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro. O que aconteceu com os R$ 34 bilhões roubados? Uma das principais dúvidas é se a Binance conseguirá recuperar o dinheiro. Até o momento, a corretora informou ter localizado cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões), enquanto a situação dos outros US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões) ainda não foi totalmente esclarecida. Parte dos valores roubados estava em stablecoins, um tipo de criptomoeda criado para manter um preço estável, geralmente equivalente ao dólar. 🔍 Diferentemente do Bitcoin, algumas dessas moedas digitais podem ser bloqueadas pelas empresas responsáveis por sua emissão. Isso significa que, mesmo depois de roubadas, elas podem ficar impedidas de ser transferidas ou utilizadas pelos criminosos. Foi o que aconteceu com parte dos recursos desviados da Binance. A Tether, uma das maiores empresas desse mercado, informou ter congelado quase US$ 1,57 bilhão (R$ 8,5 bilhões). A Circle bloqueou mais de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões), enquanto a Ripple congelou aproximadamente US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão). A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à sua família, também participou das ações para bloquear recursos, segundo a Reuters. 💰 Embora parte dos recursos roubados tenha sido bloqueada, ainda não há garantia de que o dinheiro será recuperado. Isso porque o congelamento impede que os hackers movimentem as criptomoedas, mas não significa que os valores tenham sido devolvidos à Binance. Além disso, criptomoedas como Bitcoin e Ether não possuem uma empresa central capaz de bloquear diretamente as transferências. Segundo a TRM Labs, cerca de US$ 2,4 bilhões (R$ 13 bilhões) em Bitcoin e Ether podem estar fora do alcance imediato das medidas de bloqueio. Os especialistas explicam que esses recursos só poderiam ser interceptados em determinadas situações, como quando os criminosos tentassem transferi-los para uma corretora disposta a bloquear as operações. Quem está por trás do ataque? As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis apontam que o roubo apresenta características semelhantes às de ataques realizados anteriormente por hackers ligados à Coreia do Norte. Uma das principais semelhanças é com a invasão à corretora Bybit, em 2025, atribuída pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, a criminosos norte-coreanos. Segundo a TRM Labs, é possível que o mesmo grupo esteja envolvido no ataque à Binance A Coreia do Norte é acusada há anos por autoridades americanas e sul-coreanas de utilizar grupos de hackers para roubar recursos e financiar atividades do governo. O país nega as acusações. Apesar das suspeitas, a Binance ressaltou que ainda não conseguiu identificar oficialmente os responsáveis pela invasão. O que diz a Binance A Binance afirmou que os recursos dos clientes estão seguros e que vai cobrir todos os prejuízos provocados pelo ataque hacker. Segundo a corretora, os depósitos não foram afetados e a previsão é que os serviços de saque sejam retomados em até 45 horas, conforme a atualização divulgada pela empresa. Para compensar as perdas, a Binance informou que utilizará recursos próprios e um fundo de emergência criado para proteger os clientes em casos de falhas de segurança. Conhecido como SAFU, esse fundo possui uma reserva de aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em Bitcoin. O valor, porém, é muito inferior aos US$ 6,3 bilhões (R$ 34 bilhões) desviados pelos criminosos. Em publicação na rede social X, a corretora informou que a investigação inicial apontava para a invasão do computador de um funcionário, mas que novas apurações identificaram outras possíveis falhas de segurança. A empresa também afirmou que está trabalhando com autoridades e parceiros para investigar o ataque e impedir que os criminosos movimentem os recursos desviados. "Este foi um ataque complexo e estamos fazendo tudo o que podemos, em coordenação com as autoridades, para resolvê-lo", afirmou a corretora. Bitcoin cai após notícia do ataque A notícia do roubo provocou uma reação negativa no mercado de criptomoedas nesta sexta-feira (30). Por volta das 12h, o Bitcoin, a moeda digital mais conhecida do mundo, caiu mais de 5% e chegou a US$ 77.212,6 (cerca de R$ 416,9 mil), seu menor valor em seis semanas. No mesmo horário, o Ether, segunda maior criptomoeda do mercado, também recuou mais de 5%, atingindo US$ 2.245,39 (cerca de R$ 12,1 mil), o menor patamar em dois meses. Já o BNB, criptomoeda ligada à Binance e utilizada para pagar taxas na plataforma, caiu 6% em 24 horas, para US$ 700,80 (cerca de R$ 3,8 mil). O impacto também chegou ao mercado de ações dos Estados Unidos. Os papéis da Coinbase, outra grande corretora de criptomoedas, recuaram 4,8%. As ações da Strategy, empresa conhecida por manter grandes investimentos em Bitcoin, caíram quase 6% nas negociações após o fechamento regular das bolsas americanas. A Coinbase afirmou que não foi afetada pela invasão e que continua acompanhando o caso. Outros roubos bilionários já atingiram o setor O ataque à Binance é o mais recente de uma série de grandes invasões contra empresas de criptomoedas. Somente em 2025, criminosos roubaram aproximadamente US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em quase 150 ataques, segundo levantamento da TRM Labs (veja os maiores ataques já registrados). Em setembro deste ano, a corretora Bitget informou ter sofrido um roubo de aproximadamente US$ 350 milhões (R$ 1,9 bilhão). *Com informações da agência Reuters O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP



Simples Nacional 2027: prazo para regularizar pendências termina nesta sexta; veja quem precisa agir


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Simples Nacional: empresas do PI têm até 30 de setembro para escolher novo modelo de tributação Divulgação Microempresas e empresas de pequeno porte que pediram para ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 têm até esta sexta-feira (30) para regularizar pendências que impedem sua entrada no regime tributário. 🔎 O prazo vale para as empresas que apresentaram o pedido até 15 de outubro, data-limite estabelecida pelo calendário, mas tiveram a solicitação negada por alguma irregularidade. Para continuar o processo de ingresso no Simples Nacional, essas empresas precisam corrigir as irregularidades identificadas. Entre os problemas que podem impedir a adesão estão dívidas tributárias e pendências cadastrais. As mudanças no calendário foram estabelecidas pela Resolução CGSN nº 194/2026, que antecipou os prazos para adesão ao Simples Nacional em 2027. O objetivo é permitir que as empresas regularizem sua situação antes do início do próximo ano e saibam com antecedência se poderão fazer parte do regime tributário. Agora no g1 O dia 30 de outubro também é o prazo final para que empresas que já fazem parte do Simples Nacional optem por pagar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criados pela reforma tributária, pelo regime regular de tributação. Essa opção, porém, é um procedimento diferente da regularização de pendências para entrar no Simples Nacional. (saiba mais aqui) Quem precisa regularizar as pendências? O prazo vale para as empresas que pediram para ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 até 15 de outubro, mas tiveram a solicitação negada por não cumprir algum dos requisitos exigidos. 🔎 A empresa deve consultar a situação do pedido para descobrir o motivo da negativa e saber o que precisa fazer para regularizar sua situação. Dependendo do caso, o problema pode envolver dívidas ou irregularidades junto à Receita Federal, aos estados ou aos municípios. É importante identificar qual órgão é responsável pela pendência, pois a regularização deve ser feita diretamente com ele. Resolver uma irregularidade, porém, não significa que a empresa já tenha cumprido todos os requisitos para entrar no Simples Nacional. O que acontece com quem não regularizar? As empresas que não regularizarem sua situação até 30 de outubro podem ficar impedidas de ingressar no Simples Nacional em 1º de janeiro de 2027. O prazo de regularização não permite apresentar um novo pedido de adesão. Ele vale apenas para as empresas que fizeram a solicitação dentro do prazo e precisam corrigir as irregularidades identificadas na análise. Por isso, quem não solicitou a adesão até 15 de outubro não poderá fazer um novo pedido para 2027 durante o período de regularização, que termina no dia 30. Como consultar a situação do pedido? As empresas podem consultar as informações sobre a opção pelo Simples Nacional no Portal do Simples Nacional. Após identificar o motivo da negativa, o responsável pela empresa deve procurar o órgão indicado para resolver a pendência. Como o problema pode envolver a Receita Federal, estados ou municípios, é importante verificar a origem da irregularidade antes de iniciar a regularização. A recomendação é consultar a situação do pedido o quanto antes, já que a regularização pode exigir procedimentos junto a diferentes órgãos públicos.



Finados: dia 2 de novembro é feriado? Dá para emendar? Entenda os direitos de quem trabalha


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Dia de Finados em cemitério de Estância Leonardo Barreto/TV Sergipe Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão”, que começa na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados. A data é feriado nacional e, em regra, garante um dia de descanso aos trabalhadores. Embora não haja uma explicação oficial para a escolha da data como feriado nacional, Finados não é o único feriado relacionado à tradição católica no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar de o Estado ser laico, referências ao catolicismo ainda estão presentes em datas do calendário oficial. No Dia de Finados, é comum que as pessoas visitem cemitérios e prestem homenagens aos mortos. Como o feriado cai no início da semana, a data permite três dias consecutivos de descanso para quem não trabalha aos sábados e domingos. Veja como fica o calendário: 31 de outubro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 01 de novembro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 02 de novembro (segunda-feira): feriado nacional de Finados. Além dele, ainda restam três feriados nacionais em 2026, dois deles em novembro. Duas datas podem permitir períodos prolongados de descanso para quem folga aos fins de semana. (veja o calendário abaixo) Vale lembrar que nem todos os trabalhadores têm direito à folga nos feriados nacionais. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Agora no g1 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, dos quais nove cairão em dias úteis. Algumas datas permitem planejar períodos prolongados de descanso, especialmente para quem já folga aos fins de semana. Depois de Finados, em 2 de novembro, o próximo feriado será em 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. A data cairá em um domingo e, por isso, não permitirá uma emenda para quem já folga nesse dia. Já o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro — Finados (segunda-feira) 15 de novembro — Proclamação da República (domingo) 20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro — Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira) 31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada



Honda NSX usado por Ayrton Senna vai a leilão e pode passar de R$ 5 milhões


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Um Honda NSX de 1991, usado por Ayrton Senna, será leiloado neste sábado (31), em Londres, na Inglaterra. O esportivo, que ficou conhecido por aparecer em uma fotografia do tricampeão lavando o carro, pode ser arrematado por mais de R$ 5 milhões. O veículo será oferecido pela RM Sotheby's e trata-se de um dos exemplares disponibilizados pela Honda para uso pessoal de Senna na sua residência em Portugal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O NSX tem carroceria vermelha, na cor chamada "Formula Red", teto preto e interior revestido de couro preto. Honda NSX 1991 de Ayrton Senna vai a leilão na Inglaterra. Divulgação / RM Sotheby's Na época, a Honda mantinha um acordo com Senna para disponibilizar um NSX ao piloto. Além do exemplar vermelho que será leiloado, havia outros dois carros pretos. O esportivo ficava guardado em Lisboa e era entregue ao brasileiro sempre que ele chegava ao país. Senna tinha uma propriedade no complexo de Quinta do Lago, em Portugal, e utilizou o NSX durante a temporada europeia de Fórmula 1 de 1991, ano em que conquistou seu terceiro campeonato mundial. Foi com esse carro que o piloto se deslocou até o circuito de Estoril para disputar o Grande Prêmio de Portugal daquele ano. Na corrida, Senna largou da terceira posição e terminou em segundo lugar. O mesmo exemplar apareceu no documentário "Ayrton Senna: Racing Is In My Blood", lançado em 1992. Nas imagens, o brasileiro acelera o Honda NSX e faz as rodas traseiras perderem aderência ao arrancar. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? Mas uma das imagens mais conhecidas do veículo foi registrada fora das pistas. Senna aparece de calça jeans e camisa social, agachado ao lado do esportivo vermelho, enquanto lava a carroceria com uma mangueira. A ligação entre o piloto e a Honda começou antes do lançamento do NSX. Ayrton Senna lavando seu Honda NSX Norio Koike/Divulgação Em 1987, a fabricante japonesa passou a fornecer motores para a equipe Lotus, pela qual Senna competia. Naquele campeonato, o brasileiro conquistou duas vitórias e terminou a temporada na terceira posição. No ano seguinte, Senna se transferiu para a McLaren, que também passou a utilizar motores Honda. Foi pela equipe britânica que o piloto conquistou seu primeiro título mundial, em 1988, ao superar seu companheiro Alain Prost. A parceria também levou Senna a participar dos testes de desenvolvimento do NSX, antes de o esportivo chegar às lojas. Galerias Relacionadas NSX teve outros donos O histórico do esportivo permite acompanhar boa parte de sua trajetória após a morte do piloto, em Imola, em 1994. Em fevereiro de 1995, o NSX foi registrado em Lisboa pela empresa Laboa Etablissement, conforme os registros do órgão português responsável pelo cadastro de automóveis. A origem do carro e sua ligação com Senna foram confirmadas por um fax da Honda, posteriormente ratificado pela Honda Motor Europe. Galerias Relacionadas Em setembro de 1997, o esportivo estava sob os cuidados da Nipomotor, uma concessionária da fabricante japonesa. O próximo registro de compra apresentado no histórico é de novembro de 2009, quando o veículo foi adquirido pelo proprietário da MSCAR Comércio de Automóveis SA, empresa localizada em Faro, na região portuguesa do Algarve. Em 2013, o NSX foi comprado por Robert McFagan, que providenciou o transporte do carro para o Reino Unido. O veículo recebeu autorização para circular nas ruas britânicas em maio de 2016. Três anos depois, em 2019, o esportivo voltou a Imola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Ayrton Senna. Na ocasião, o carro foi conduzido por Giancarlo Minardi, fundador da equipe de Fórmula 1 que levava seu sobrenome e dirigente do circuito italiano. Galerias Relacionadas Em 2024, o NSX retornou ao Japão, depois de ser adquirido pelo atual proprietário, localizado em Nagoya. Agora, o veículo voltou ao Reino Unido para participar do leilão. Além do carro, o comprador receberá o livro de garantia, os registros de propriedade em Portugal e uma cópia da comunicação da Honda que confirma a ligação do exemplar com Senna. Como nasceu o Honda NSX? A história do Honda NSX começou em 1984, quando a fabricante japonesa passou a estudar uma configuração mecânica diferente daquela utilizada na maioria de seus carros. A ideia era desenvolver um modelo com motor central e tração traseira, capaz de oferecer desempenho esportivo sem comprometer o conforto. Para avaliar o conceito, os engenheiros modificaram um Honda City de primeira geração. Os testes mostraram vantagens no comportamento do carro, especialmente nas curvas, mas a tecnologia disponível na época ainda não permitia transformar o projeto em um modelo de produção. A experiência levou a Honda a desenvolver um esportivo que pudesse se aproximar do desempenho de um carro de Fórmula 1, mas que também fosse confortável e fácil de dirigir no dia a dia. Um dos desenhos dos anos 1980 que deu origem ao Honda NSX. Divulgação / Honda O desenvolvimento começou efetivamente em 1985, sob a liderança de uma equipe que incluía o engenheiro Shigeru Uehara. O desenho do esportivo também recebeu influência do avião de combate F-16. Uma das principais decisões foi utilizar uma carroceria monobloco inteiramente construída em alumínio. A solução permitiu reduzir o peso da estrutura em 140 kg e o peso total do veículo em quase 200 kg, em comparação com um carro equivalente fabricado em aço. A escolha exigiu novos processos de fabricação, incluindo técnicas específicas de moldagem e soldagem do alumínio. O NSX se tornou o primeiro carro produzido em série no mundo com esse tipo de carroceria em alumínio. Desenho conceitual dos anos 1980 mostra como seria a cabine do futuro Honda NSX. Divulgação / Honda Ayrton Senna ajudou Em fevereiro de 1989, Ayrton Senna estava no Japão para testar um carro de Fórmula 1 da McLaren quando recebeu um convite da Honda para dirigir o protótipo do NSX. Depois de experimentar o esportivo, o piloto brasileiro apontou uma deficiência na rigidez da estrutura, que considerou um pouco frágil. A avaliação chamou a atenção dos engenheiros, já que o carro havia sido projetado para apresentar rigidez comparável à de esportivos da Ferrari e da Porsche. Honda NSX sendo apresentado no Salão De Chicago, Estados Unidos , em 1989. Divulgação / Honda A Honda decidiu então aumentar a resistência da carroceria e intensificou os testes no circuito de Nürburgring, na Alemanha, conhecido pelas curvas difíceis e pelas grandes variações de altitude. Depois de oito meses de desenvolvimento, os engenheiros conseguiram aumentar a rigidez estrutural do NSX em 50%, além de aperfeiçoar o comportamento da suspensão. O lançamento O primeiro protótipo foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de Chicago, em fevereiro de 1989, com o nome NS-X e a marca Acura, divisão de luxo da Honda nos Estados Unidos. Os testes continuaram ao longo daquele ano em circuitos e estradas do Japão, dos Estados Unidos e da Europa. Apresentação do primeiro Honda NSX em Laguna Seca, Califórnia, em 1990. Divulgação / Honda Para fabricar o esportivo, a Honda construiu uma unidade específica em Tochigi, no Japão, inaugurada em 1990. A produção era limitada a 25 carros por dia e envolvia processos de montagem e acabamento realizados diretamente pelos trabalhadores. O modelo definitivo chegou ao mercado japonês em setembro de 1990, já com o nome NSX. A procura foi tão grande que alguns compradores precisavam esperar até três anos para receber o veículo. O desenvolvimento continuou após o lançamento. Em 1991, a Honda passou a reunir proprietários do NSX para avaliar suas experiências com o esportivo. Parte das sugestões foi incorporada à versão Type R, apresentada em 1992. Honda NSX Type R, também chamado de NSX-R, era mais leve e tinha acerto mais esportivo na suspensão e direção. Divulgação / Honda



Simples Nacional: empresas têm até esta sexta para escolher como pagar IBS e CBS; entenda


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para decidir como vão pagar dois tributos criados pela reforma tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A escolha valerá para o primeiro semestre de 2027. Pelas novas regras aprovadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), as empresas poderão escolher entre pagar os dois tributos na guia única do Simples Nacional ou pelo chamado regime regular, em que o cálculo e o pagamento são feitos separadamente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Optar pelo regime regular para IBS e CBS não significa deixar o Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para o pagamento dos demais tributos. O calendário de adesão ao Simples Nacional também passou por mudanças. As empresas que pretendem entrar no regime em 2027 tiveram até 15 de outubro para apresentar o pedido. Se a solicitação for aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. (saiba mais aqui) Agora no g1 As empresas que já fazem parte do Simples Nacional continuarão no regime automaticamente, desde que não tenham sido excluídas. Nesse caso, não será necessário apresentar um novo pedido de adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A escolha sobre como pagar IBS e CBS feita em outubro valerá por seis meses, de janeiro a junho de 2027. Entre 1º e 31 de março de 2027, as empresas poderão fazer uma nova escolha para o segundo semestre do ano. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Quem optar pelo regime regular em outubro poderá cancelar a escolha até 30 de novembro de 2026. Já quem fizer a opção em março de 2027 terá até 31 de maio para desistir. O que muda na prática? Para as empresas que optarem por manter IBS e CBS dentro do Simples Nacional, o pagamento continuará semelhante ao modelo atual. Os tributos serão incluídos na guia única do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), calculados como parte de um percentual sobre o faturamento. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Por outro lado, poderá usar créditos tributários das compras para reduzir o imposto devido e permitir que seus clientes aproveitem créditos maiores. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, a diferença na geração de créditos tributários é um dos principais fatores que as empresas devem avaliar antes de escolher o regime de pagamento. No regime regular, a empresa poderá permitir que seus clientes aproveitem créditos integrais de IBS e CBS sobre os produtos ou serviços adquiridos, conforme as regras aplicáveis. Já no Simples Nacional, o crédito tributário que o comprador poderá aproveitar tende a ser menor. Por isso, essa escolha pode ter um impacto maior para pequenos negócios que vendem produtos ou prestam serviços a outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a melhor opção depende das características de cada empresa, especialmente do perfil de seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais vantagens em avaliar o regime regular, já que a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode torná-las mais atraentes para seus clientes. Já para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, a geração de créditos tributários tende a ter menos importância. Por outro lado, o regime regular exige o cálculo separado de IBS e CBS e um controle fiscal mais detalhado. Isso pode aumentar os custos com contabilidade e tornar o pagamento dos tributos mais complexo. Por isso, a recomendação é que os empresários comparem os dois modelos antes do fim do prazo, considerando tanto os possíveis benefícios quanto os custos de cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. O calendário também mudou para as empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e querem aderir ao regime em 2027. Antes, o pedido de adesão era feito em janeiro. Para ingressar no Simples Nacional em 2027, porém, as empresas tiveram de apresentar a solicitação até 15 de outubro de 2026. Se aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até 30 de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, terá um prazo de 30 dias para corrigir as irregularidades e tentar garantir sua entrada no regime. As empresas que já fazem parte do Simples Nacional e não tiverem sido excluídas permanecerão automaticamente no regime, sem precisar apresentar um novo pedido. Quais regras para novas empresas? Empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão regras específicas para a adesão ao Simples Nacional. Nesses casos, a escolha pelo Simples Nacional feita na abertura da empresa valerá para o restante de 2026 e também para todo o ano de 2027. Se a empresa também optar por pagar IBS e CBS pelo regime regular no momento da abertura, essa escolha terá efeito a partir de janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? O IBS e a CBS são dois dos principais impostos criados pela reforma tributária sobre o consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é um tributo federal que substituirá as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Sua administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. O novo tributo será administrado por um comitê formado por representantes estaduais e municipais. E o MEI? Os microempreendedores individuais (MEIs) não poderão escolher entre pagar IBS e CBS pelo Simples Nacional ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão seguindo as regras do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), que prevê o pagamento de tributos em valores fixos mensais. As mudanças no calendário de adesão ao Simples Nacional também não se aplicam aos MEIs. A opção pelo Simei continuará sendo feita em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, estabelece mudanças na emissão de notas fiscais. Para a prestação de serviços, continuará sendo utilizada a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já para a venda de mercadorias e algumas atividades de transporte, as novas regras preveem o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também mudam alguns critérios de cálculo dos tributos do Simples Nacional, incluindo os que consideram o tempo de funcionamento da empresa, a receita acumulada e os gastos com salários. O conceito de receita bruta também foi atualizado para incluir expressamente operações com bens físicos, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores pagos de IBS e CBS pelo regime regular não serão considerados no cálculo da receita bruta para fins do Simples Nacional. Outra mudança diz respeito ao momento em que o faturamento é contabilizado para calcular os tributos. Pela nova regra, o reconhecimento da receita passa a estar vinculado à emissão da nota fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — valor máximo de faturamento que permite recolher determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Se a empresa ultrapassar esse valor, poderá ter de pagar esses tributos separadamente, fora da guia única do Simples. O limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação será mantido. Já a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão será eliminada. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) não precisará mais ser enviada separadamente. Os dados passarão a ser preenchidos diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D), uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar



Mega-Sena pode pagar R$ 6 milhões nesta sexta-feira; g1 transmite ao vivo


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.079 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 9 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta sexta-feira (30), em São Paulo. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso da última quinta (26), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Banco Master: entenda como funcionou a fraude bilionária; PF indiciou 15 nesta semana


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Como o Banco Master chegou a movimentar bilhões de reais O Banco Master está no centro de uma investigação sobre operações bilionárias. Entenda no vídeo acima como o esquema funcionava. Nesta quarta (28), a Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro, ex-presidente do BRB e mais 13 suspeitos de participação nas condutas ilegais relacionadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). O esquema O banco levantava dinheiro por meio da venda de CDBs com juros altos. Os investimentos também atraíam clientes por contarem com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitados os limites da garantia. Segundo a Polícia Federal, o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, pagou cerca de R$ 17 bilhões ao Master pela compra de carteiras de crédito. Desse total, R$ 12,2 bilhões estão sob investigação porque, segundo as apurações, os créditos não existiam. Regimes de previdência de servidores de estados e municípios também tinham cerca de R$ 1,8 bilhão aplicado no banco. Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação do Master, citando uma grave crise de liquidez, o comprometimento da situação financeira e violações às regras do sistema financeiro. O caso ainda pode ter novos desdobramentos na Justiça. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



O que a inteligência artificial tem a ver com o valor da sua conta de luz?


30/10/2026 03:00 - g1.globo.com


A IA pode deixar sua conta de luz mais cara? A inteligência artificial depende de grandes centros de dados, que reúnem milhares de chips e consomem muita eletricidade. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo dos data centers no mundo possa mais que dobrar até 2030. O Brasil pode ganhar espaço nessa corrida por ter uma matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, como hidrelétrica, solar e eólica. Mas há um gargalo: nem toda a energia disponível consegue chegar a quem precisa dela. Google vai pagar a quem usar menos energia elétrica para aproveitar as sobras em seus data centers Se a demanda dos data centers crescer mais rápido que a infraestrutura elétrica, será preciso investir para produzir mais energia e ampliar a rede que leva essa eletricidade até os consumidores. A discussão é sobre quem vai pagar essa conta: as empresas responsáveis pelo aumento do consumo ou, dependendo de como os custos forem divididos, também os demais consumidores na conta de luz. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



Justiça do Trabalho manda Meta remover publicações que incentivam demissão por causa do voto


30/10/2026 01:42 - g1.globo.com


Justiça do Trabalho manda Meta remover publicações que incentivam demissão por causa do voto A Justiça do Trabalho determinou nesta quinta-feira (29) que a Meta retire do ar, em até 24 horas, publicações no Instagram que incentivam empresários a vigiar, expor e demitir funcionários por causa do voto. Segundo a decisão, a empresa também terá de exibir, em até 72 horas e por cinco dias seguidos, um aviso a todos os usuários do Instagram, do Facebook e do Threads no Brasil informando que a discriminação por convicção política e o assédio eleitoral no emprego são proibidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A liminar foi concedida em uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que também pediu R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. A Justiça afirmou que esse pedido específico será analisado no julgamento da ação. Após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, começaram a circular nas plataformas publicações que incentivam empregadores a perseguir funcionários por causa do voto. Nelas, empresários, influenciadores e até parlamentares orientam patrões a vasculhar as redes sociais dos trabalhadores para descobrir em quem votaram e demitir aqueles que tenham escolhido um candidato diferente do apoiado pelo empregador. Outras publicações expõem trabalhadores à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões. Segundo o MPT, apenas quatro publicações de um único perfil, que tem selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas. Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h desta quinta-feira (29), o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. Ao todo, foram registradas 3.396 denúncias nas eleições deste ano. O que diz a decisão da Justiça Para o juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, as publicações ultrapassam a livre manifestação de pensamento e incentivam condutas discriminatórias baseadas exclusivamente na opção política dos empregados. “Uma coisa é externar opinião política ou crítica partidária; outra, inteiramente distinta e ilícita, é utilizar as plataformas digitais para instigar a punição de trabalhadores por suas escolhas ideológicas”, diz trecho da decisão. O magistrado lembrou que o empregador pode demitir sem informar o motivo, mas não por questões exclusivamente políticas, o que a Constituição proíbe. Além de retirar as publicações do ar, a Meta deverá excluí-las imediatamente dos sistemas de recomendação, como a aba Explorar e os Reels sugeridos, e avisar os responsáveis pelos perfis, em até 48 horas, de que a remoção ocorreu por ordem da Justiça do Trabalho. A empresa também terá de preservar os conteúdos e seus dados técnicos até o fim do processo. O descumprimento da liminar pode resultar em multa de R$ 200 mil. MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e supera eleições de 2022; veja como denunciar Ministério Público Eleitoral afirma que Meta não cumpriu medidas para tratamento igualitário às campanhas presidenciais Jornal Nacional/ Reprodução Entenda a ação do MPT Na ação, o MPT afirma que a Meta tem responsabilidade pela circulação desse conteúdo. Segundo o órgão, além de permitir que publicações consideradas ilegais permanecessem no ar por dias, os sistemas de recomendação da empresa, como a aba “Explorar” e os Reels sugeridos, ampliam o alcance de conteúdos que geram mais engajamento. As postagens continuavam disponíveis dois dias após a publicação, embora as próprias regras da Meta prevejam a remoção de conteúdos que violem a lei. Para o MPT, a empresa já dispõe de sistemas automatizados, combinados com revisão humana, capazes de identificar e remover outros tipos de conteúdo em larga escala. “Se não os emprega para identificar a incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica”, afirmam os procuradores que assinam a ação. Em caráter de urgência, o MPT pediu que a Meta: Remova, em até 24 horas, publicações de assédio eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar; exiba a todos os usuários brasileiros um aviso de que não compactua com manifestações que incentivem discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política; notifique os perfis responsáveis por conteúdos ilegais; suspenda por 30 dias os perfis que voltarem a publicar esse tipo de conteúdo; desative as contas em caso de nova reincidência. O órgão também pediu que a Meta crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, altere suas regras de uso para proibir expressamente esse tipo de conteúdo, reforce a moderação durante períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça. A ação foi assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, e pelos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim. O g1 procurou a Meta, que informou, em nota, que não comentará o assunto. Relatos de assédio eleitoral crescem após 2º turno



Mega-Sena 3078 acumula e prêmio vai a R$ 6 milhões; confira os números sorteados


30/10/2026 00:04 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.078 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2,575 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 6 milhões. O sorteio fez parte da Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 05 - 07 - 12 - 29 - 34 - 36 5 acertos: 31 apostas ganhadoras, R$ 20.770,47 4 acertos: 2.333 apostas ganhadoras, R$ 394,27 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3078 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1



Petrobras encontra petróleo pela 3ª vez no mesmo poço na costa do Amapá


29/10/2026 21:27 - g1.globo.com


Petrobras anuncia descoberta de petróleo em águas ultra profundas na Costa do Amapá A Petrobras encontrou petróleo em uma terceira área do poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, em uma região de mar muito profundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O poço fica no bloco FZA-M-59, a 2.886 metros de profundidade, da superfície do mar até o fundo do oceano. Essa é a terceira descoberta de petróleo no mesmo poço. As duas anteriores foram anunciadas em agosto e no início de outubro desse ano. Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá “Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Segundo ela, as três descobertas aumentam o otimismo da empresa sobre o potencial de encontrar petróleo na Margem Equatorial, região da costa brasileira próxima à linha do Equador. Chambriard também destacou os resultados operacionais da companhia no terceiro trimestre, divulgados na quarta-feira (29). Quais os próximos passos? A Petrobras já terminou de perfurar o poço e de coletar informações sobre as rochas da região, que ajudam a avaliar a presença de petróleo. Agora, a empresa vai concluir os trabalhos e fechar o poço, procedimento chamado de abandono. Depois disso, a sonda usada na perfuração será levada para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte. Lá, a Petrobras começará a perfurar outro poço, na área chamada Mãe de Ouro. A exploração no bloco FZA-M-59 faz parte da estratégia da Petrobras para repor suas reservas de petróleo e gás. Para isso, a empresa busca novas áreas onde possa encontrar esses recursos e, assim, ajudar a atender à demanda de energia do país. Ibama na cola da Petrobras Em fevereiro desse ano, o Ibama aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após a descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro, apenas 75 dias após a liberação do Ibama para explorar a região. O problema aconteceu na instalação Navio Sonda 42 (NS-42), que operava no mesmo local que agora encontrou petróleo. Na época, a Petrobras informou que interrompeu a perfuração após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho — para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas, e que o vazamento foi contido imediatamente. A substância vazada continha componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático. Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea



Google vai colocar anúncios nas respostas da inteligência artificial no Brasil ainda em 2026


29/10/2026 21:25 - g1.globo.com


Alphabet, dona do Google, vai liberar uso de inteligência artificial para pesquisas que tenham fins militares Reprodução/TV Globo O Google planeja expandir a exibição de anúncios em seu Modo IA para o Brasil, o México e o Reino Unido nos próximos dois meses. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para adaptar sua publicidade às buscas feitas com inteligência artificial (IA), que permitem aos usuários fazer perguntas mais longas e em formato de conversa. O anúncio foi feito por Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads, em uma publicação no blog oficial da companhia. A expansão já começou em dez países: Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Cingapura. Segundo Thakur, a empresa pretende levar o formato a outros mercados até o fim do ano, incluindo o brasileiro. No Modo IA, as pesquisas são, em média, três vezes mais longas do que as buscas tradicionais, de acordo com o executivo. A tecnologia permite que o Google interprete melhor a intenção do usuário e apresente anúncios de empresas e serviços relacionados ao que ele procura. "Nossas pesquisas mostram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA e os acham altamente relevantes", afirmou Thakur. Segundo ele, as taxas de cliques — proporção de vezes em que um anúncio é clicado em relação ao número de vezes que aparece — já são semelhantes entre os anúncios pagos e os resultados orgânicos de produtos, que são exibidos sem pagamento para aparecer naquela posição. A companhia também está lançando, nos Estados Unidos, os chamados anúncios multiturno, que poderão aparecer em perguntas complementares feitas durante uma mesma interação com a IA. A proposta é acompanhar a conversa do usuário e apresentar publicidade relacionada às dúvidas que surgirem ao longo da pesquisa. De acordo com o Google, os anúncios serão identificados com o rótulo "Patrocinado". A empresa afirma que continuará testando novos formatos para garantir que a publicidade seja útil e relevante. Agora no g1 O Brasil surge nos planos do Google depois de pressão sobre os resultados O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre a Alphabet, controladora do Google, em meio às preocupações dos investidores com os resultados financeiros da publicidade nas buscas e com o aumento dos gastos relacionados à inteligência artificial. As ações da empresa recuaram 11,7% na quinta-feira (29), após a divulgação do balanço trimestral considerado decepcionante pelo mercado. Os papéis chegaram a cair 12,6% durante o pregão, segundo os dados fornecidos. A queda ocorreu após a companhia apresentar resultados de publicidade nas buscas abaixo das expectativas e registrar uma aceleração no consumo de caixa, em meio ao aumento dos investimentos em IA. O movimento também pressionou o mercado de ações dos Estados Unidos. O índice Nasdaq, que reúne muitas empresas de tecnologia, caiu mais de 1% na quinta-feira, enquanto investidores reavaliavam os custos dos projetos de inteligência artificial e os resultados das grandes empresas do setor. A preocupação está relacionada à capacidade de as companhias transformarem os investimentos em IA em receitas suficientes para compensar os gastos. No caso da Alphabet, o desempenho da publicidade nas buscas ganhou importância adicional diante da aceleração das despesas com a tecnologia. * Com informações da Reuters.



Bunge fecha fábrica de amônia usada na produção de fertilizantes na Argentina


29/10/2026 19:31 - g1.globo.com


fabrica da bunge na argentina Reprodução redes A multinacional agroindustrial Bunge decidiu encerrar as operações industriais de uma fábrica em Campana, na província de Buenos Aires, na Argentina. A unidade produzia amônia e tiossulfato de amônio, substâncias utilizadas na fabricação de fertilizantes. 🔍 A amônia é uma matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, aplicada em culturas como milho, trigo, cevada e arroz. Já o tiossulfato de amônio é usado na formulação de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre, nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após uma análise de alternativas operacionais e comerciais. A Bunge também atribui o fechamento a uma combinação de fatores que "comprometem a viabilidade econômica da operação", entre eles limitações de infraestrutura e tecnologia de uma planta com mais de 50 anos e mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de insumos. ➡️ A unidade contava com a participação da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), responsável por uma parcela equivalente a 17,5% da produção, segundo informações do jornal argentino La Nación. A Bunge é uma multinacional do agronegócio que atua desde a compra e o processamento de grãos até a fabricação de alimentos e ingredientes industriais. 🌾 No Brasil, a empresa comercializa produtos como os óleos Soya, as farinhas Rosa Branca. Também processa soja para produzir farelo usado na alimentação animal e matérias-primas destinadas à indústria de alimentos e de biocombustíveis. Em nota enviada ao g1, a Bunge afirmou que o encerramento se restringe à fábrica de Campana e não altera suas demais atividades na Argentina. A empresa também disse que continuará investindo em infraestrutura e ativos produtivos ligados ao processamento de matérias-primas agrícolas no país. A companhia afirmou ainda que pretende conduzir o processo com respeito aos funcionários afetados, oferecendo informações e apoio e cumprindo as obrigações correspondentes. Agora no g1



Ganhar bem não é só questão de salário: entenda o que define seu padrão de vida


29/10/2026 18:12 - g1.globo.com

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques


29/10/2026 17:51 - g1.globo.com


Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques. Freepik As exportações brasileiras de produtos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia cresceram 21% nos cinco primeiros meses de aplicação provisória do tratado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O levantamento compara as vendas realizadas entre maio e setembro de 2026 com as do mesmo período do ano passado. O acordo começou a vigorar provisoriamente em 1º de maio. Entre os produtos que registraram as maiores altas estão: abacates frescos: + 421%; mel: + 367%; óleo de milho: + 266%; ferrossilício-manganês: +173%; alumínio em bruto: +107%; óleos combustíveis: +102%; etanol: +95,2%; óleo essencial de laranja: +75,8%; maçãs frescas: + 29%. Agora no g1 Outro destaque foram os transformadores elétricos. As exportações do produto para a União Europeia passaram de zero, entre maio e setembro de 2025, para US$ 39 milhões no mesmo período de 2026. Segundo o Mdic, os resultados abrangem diferentes setores da pauta exportadora brasileira, de produtos agropecuários a bens industriais. O governo atribui o crescimento, entre outros fatores, ao início da redução ou eliminação de tarifas prevista no acordo. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que os primeiros resultados mostram a abertura de oportunidades para produtos brasileiros no mercado europeu. Segundo ela, o governo trabalha para divulgar as novas condições comerciais e apoiar empresas interessadas em exportar. “Há um potencial importante a ser explorado, tanto para ampliar as vendas de quem já exporta quanto para permitir que novas empresas conquistem espaço no comércio internacional”, afirmou. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que o acordo cria condições para o Brasil agregar valor à produção e ampliar sua participação no comércio mundial. Acordo começou a ser negociado em 1999 As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro de 2026, e a aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas e estabelece regras para ampliar o comércio entre os dois blocos. Para ter acesso às condições previstas, as empresas brasileiras precisam cumprir as exigências estabelecidas para cada produto. Mercosul e União Europeia reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões. A União Europeia está entre os principais parceiros comerciais do Brasil. O governo avalia que a ampliação do acesso ao mercado europeu pode aumentar as exportações, diversificar os destinos dos produtos brasileiros e abrir espaço para novas empresas no comércio internacional.



Déficit das estatais federais sobe para R$ 8,5 bilhões até setembro e bate novo recorde


29/10/2026 17:40 - g1.globo.com


O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 8,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ➡️Esse é o pior resultado para o período da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -6,3 bilhões, sem correção pela inflação). ➡️O resultado, na parcial deste ano, também já supera o resultado negativo recorde para um ano fechado, de 2024, quando foi registrado um déficit de R$ 6,73 bilhões. Agora no g1 O que o BC considera A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). Sede dos Correios em Palmas, Tocantins Djavan Barbosa/TV Anhanguera Orçamento ➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030. ➡️ Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais — o que eleva o risco para o Tesouro Nacional. "Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho. Correios ➡️O resultado ruim das estatais federais tem sido agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal, com piora do seu resultado financeiro. A estatal está há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços. De acordo com o Ministério da Gestão, os Correios executam um plano de reequilíbrio financeiro e reestruturação.



Eleições nos EUA: grupo de produtores rurais financia campanha contra republicanos


29/10/2026 17:24 - g1.globo.com


EUA se preparam para as eleições de meio de mandato Um grupo de produtores rurais está ajudando a financiar US$ 3 milhões em anúncios contra republicanos em algumas das disputas mais acirradas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Os anúncios criticam os candidatos do partido em questões relacionadas ao custo de vida e ao bem-estar animal. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O valor representa uma pequena parcela dos bilhões de dólares investidos nas eleições de meio de mandato, que acontecem no dia 3 de novembro. Mas o Partido Republicano do presidente Donald Trump já enfrenta dificuldades entre eleitores do agro que costumam ser apoiadores fiéis da legenda, devido às preocupações com as tarifas e com os altos custos dos combustíveis, pressionados pela guerra no Irã. Os anúncios veiculados em Wisconsin, Pensilvânia, Colorado e Iowa são pagos pelo braço de ação política da Associação Americana de Produtores de Carne (AMPA, na sigla em inglês), organização fundada em 2025 que representa produtores rurais favoráveis a padrões elevados de bem-estar animal. 🗳️ Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos são realizadas na metade do mandato presidencial e renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. O grupo informa em seu site ter apenas uma funcionária: a presidente Holly Bice. A organização não divulga seus doadores nem a lista de associados. Produtores rurais, no entanto, são uma das fontes dos recursos destinados aos anúncios das eleições de meio de mandato, segundo entrevistas da Reuters com produtores ligados à AMPA. Agora no g1 Os anúncios criticam quatro republicanos que atualmente ocupam cargos eletivos por apoiarem no Congresso o projeto de lei Save Our Bacon Act (“Salve Nosso Bacon”). A proposta derrubaria leis da Califórnia e de Massachusetts que exigem padrões mais elevados de bem-estar para os animais de criação e que há anos dividem a indústria de carne suína. O projeto recebeu o apoio de quase 400 entidades agropecuárias estaduais e nacionais. A AMPA representa produtores rurais contrários à proposta. Os anúncios, porém, também atacam os candidatos por outros temas, como o apoio às tarifas impostas por Trump sobre produtos canadenses. Um anúncio contra o deputado federal Gabe Evans, republicano do Colorado, afirma que ele “votou a favor das tarifas de Trump e da guerra no Irã, fazendo os preços dispararem”. Evans não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Bice, presidente da AMPA, afirmou que a organização veicula anúncios sobre temas que vão além de sua área de atuação principal, o bem-estar animal, porque “produtores rurais e pecuaristas não sentem os efeitos das políticas públicas um projeto de lei por vez”. “Esses anúncios mostram que determinados parlamentares têm históricos de votação que prejudicaram os produtores rurais”, disse Bice, em resposta a perguntas enviadas por e-mail. Ela não quis revelar os principais doadores do comitê de ação política responsável pelos anúncios. Bice afirmou que a AMPA e seu comitê de ação política recebem apoio de produtores rurais, empresas do setor de carnes e “pessoas que se importam com a agricultura familiar”, mas não forneceu mais detalhes. Os produtores rurais foram duramente afetados neste ano pelos preços recordes do diesel, pelo aumento dos custos dos fertilizantes e pela redução das exportações para a China. Trump pretende destinar US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores para compensar os custos do diesel. Com isso, os pagamentos do governo aos produtores rurais alcançarão o recorde de US$ 55,4 bilhões neste ano, embora os recursos só sejam liberados depois das eleições. Muitas entidades do setor agropecuário mantiveram a aliança com os republicanos neste ciclo eleitoral. Em setembro, por exemplo, o braço de ação política da Federação dos Escritórios Agrícolas de Iowa, uma unidade da Federação Americana de Escritórios Agrícolas, apoiou todos os candidatos republicanos à Câmara dos Deputados, ao Senado e ao cargo de secretário estadual da Agricultura. Foco em Iowa A AMPA gastou até agora US$ 2,9 milhões em anúncios digitais e de rádio, segundo registros eleitorais federais. Desse total, cerca de US$ 2,5 milhões financiaram anúncios contra a deputada federal Ashley Hinson, republicana de Iowa, na disputa por uma vaga no Senado, mostram os documentos. Os anúncios têm como alvo o apoio de Hinson ao Save Our Bacon Act, que, segundo ela, beneficiaria os criadores de suínos de Iowa. “Ela não dá a mínima para os produtores rurais de Iowa. Ela jamais sentirá a dor que seus votos causaram a pessoas como eu”, diz um homem em um dos anúncios. Billy Fuerst, diretor de comunicação da campanha de Hinson, afirmou: “Os produtores rurais de Iowa apoiam fortemente Ashley Hinson porque ela apresenta resultados para o setor agropecuário”. Hinson recebeu o apoio da Associação dos Produtores de Milho de Iowa e da seção estadual da Federação dos Escritórios Agrícolas. Trump venceu em Iowa por uma diferença de dois dígitos na eleição presidencial de 2024, mas pesquisas mostram democratas empatados com republicanos ou à frente deles em muitas das disputas eleitorais de meio de mandato do estado. Os gastos republicanos nessas eleições e a agenda de comícios de Trump em áreas profundamente conservadoras destacam a crescente preocupação do partido com a possibilidade de perder disputas apertadas em estados agrícolas como Iowa e Kansas. A aprovação de Trump nas áreas rurais atingiu um novo piso em outubro, de 45%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Russ Kremer, criador de suínos do Missouri e integrante do conselho de liderança da AMPA, afirmou que muitos dos cerca de 5 mil produtores rurais envolvidos com a organização contribuíram para seu comitê de ação política, mas não informou detalhes nem um número específico. Os gastos da AMPA não representam uma iniciativa direta para eleger democratas. O grupo também apoiou alguns republicanos que compartilham sua posição sobre os padrões de bem-estar animal. A AMPA gastou US$ 100 mil em anúncios favoráveis aos deputados republicanos Brian Fitzpatrick, da Pensilvânia, e Andrew Garbarino, de Nova York, que são contrários ao Save Our Bacon Act. Segundo as pesquisas mais recentes, ambos são favoritos à reeleição nas eleições de meio de mandato. Eleições nos EUA: grupo de produtores rurais financia campanha contra republicanos nos EUA. Preston Keres/USDA



Contas públicas têm déficit de R$ 5,5 bilhões em setembro; dívida soma 82,9% do PIB, maior nível em cinco anos e meio


29/10/2026 17:11 - g1.globo.com


As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎 O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com setembro do ano passado, houve melhora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 17,5 bilhões naquele mês. Agora no g1 ➡️ O endividamento do setor público, por sua vez, ficou estável continuou em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês passado — veja mais abaixo nessa reportagem. Veja abaixo o desempenho das contas em setembro deste ano: governo federal registrou saldo positivo de R$ 3,5 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 5,6 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 3,4 bilhões. Dinheiro, real, economia, salário mínimo, pagamento, PIB, reais, auxílio, notas, dívidas, contas, endividamento Natalia Filippin/G1 Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas públicas registraram um déficit primário de R$ 94,3 bilhões — o equivalente a 0,93% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 79,2 bilhões (0,84% do PIB). No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 93,6 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$ 99,6 bilhões nos nove primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 113 bilhões nas contas do setor público em setembro. ➡️ No acumulado em 12 meses até setembro, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,28 trilhão, ou 9,51% do PIB. 🔎 Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,2 trilhão (8,99% do PIB) em doze meses até setembro deste ano. Dívida pública Em setembro, segundo números do Banco Central, a dívida do setor público consolidado ficou estável em 82,9% do PIB em setembro — o equivalente a R$ 11,11 trilhões. ➡️ Este é o maior nível para a dívida pública desde março de 2021, quando somava 85,1% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de cinco anos. ➡️ No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 11,2 pontos percentuais. 🔎 A alta na dívida no governo Lula está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, que gera mais despesas com juros — um ciclo vicioso que se retroalimenta. ➡️ Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), que utiliza de um conceito internacional — englobando os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em setembro: 95,2% do PIB. 🔎 A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️ Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. A norma prevê crescimento das despesas abaixo das receitas, e um limite para gastos. Entretanto, despesas excluídas desse limite continuam pressionando para cima o endividamento. Analistas pedem um corte robusto de gastos para conter a dívida e proporcionar queda do juro básico. Diante do crescimento da dívida pública no atual mandato do presidente Lula, a equipe econômica vem acenando com novas medidas para conter sua expansão na próxima gestão, que tem início em 2027.



Inadimplência e endividamento das famílias são recorde em setembro, informa Banco Central


29/10/2026 17:02 - g1.globo.com


A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 5% em setembro, informou nesta quinta-feira (29) o Banco Central (BC). Com isso, o valor continuou sendo o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado. Agora no g1 Endividamento em alta Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 50,1% da renda anual em agosto de 2026, segundo dados da autoridade monetária. É a primeira vez que o indicador supera a marca dos 50% da renda anual. A série histórica tem início em março de 2011, quando somavam 34,9%. Programas de renegociação de dívidas O novo aumento na taxa de inadimplência acontece em meio à corrida eleitoral e apesar de o governo ter lançado, em maio deste ano, o "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, outro programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo. Mais recentemente, na última semana, o governo anunciou uma rodada do Desenrola, com a previsão de renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. A iniciativa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso de 2 a 4,5 anos. A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas. O programa será voltado para dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil. Preocupação do BC No início de setembro, o BC avaliou que, diante da alta taxa de juros no país, o "endividamento continua pressionando a condição financeira de famílias e empresas". Na ata de reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), realizada no fim de agosto, a instituição acrescentou que prepara medidas para "mitigar riscos" decorrentes da elevada participação de modalidades de crédito mais caras na composição de dívida das famílias. "Essas medidas visam promover o reconhecimento tempestivo dos riscos, o acúmulo gradual de capital e condições mais sustentáveis de oferta de crédito aos tomadores", informou o Banco Central. Na semana passada, a instituição definiu que as ofertas de empréstimos dos bancos no ambiente do PIX, sistema de transferência em tempo real, dependerão de consentimento prévio e específico do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. Também definiu, por meio de resolução, que as instituições deverão oferecer mecanismo claro para o bloqueio de propagandas e ofertas ativas. A norma entra em vigor em 31 de março de 2027. A nova regulamentação, explicou a autoridade monetária, reforça as regras e amplia o controle dos clientes sobre propagandas e ofertas ativas de crédito que recebem. No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica. JN



'Em dois anos, toda a indústria será robôs': marcas de roupa querem substituir modelos por imagens de IA


29/10/2026 16:17 - g1.globo.com


Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Modelos de moda criados por inteligência artificial (IA) permitem que marcas produzam imagens realistas para suas lojas on-line e reduzam os custos em 90% ou mais em comparação com sessões de fotos com modelos humanos. Para a indústria da moda, porém, a tecnologia representa uma ameaça à própria sobrevivência da profissão. Há poucas regras sobre quem pode ser dono de uma réplica digital de uma pessoa e como ela pode ser usada. Com isso, modelos correm o risco de ter suas imagens reproduzidas sem remuneração adicional ou de ser substituídos por versões inteiramente artificiais. Para entender como a inteligência artificial está mudando a economia do trabalho de modelo, a Reuters entrevistou 15 diretores de agências e analisou mais de uma dúzia de contratos confidenciais de sessões fotográficas. Nos documentos, marcas como Diesel, Calvin Klein e L'Oréal apresentaram condições propostas para alterar imagens com IA e definir como elas poderiam ser usadas futuramente. Entre as exigências previstas nos contratos estavam o direito de trocar o rosto de um modelo pelo de outra pessoa com inteligência artificial, criar uma cópia digital do profissional sem pagar a mais e usar imagens de seu corpo para treinar sistemas de IA. Os documentos, ainda não assinados, também continham cláusulas amplas que poderiam dar às marcas liberdade para usar a tecnologia de diferentes maneiras. Enquanto algumas empresas querem reaproveitar ou modificar imagens de modelos reais, outras recorrem a modelos inteiramente gerados por inteligência artificial, sem reproduzir a aparência de pessoas reais. Com a expansão da tecnologia, as agências registram queda no número de trabalhos contratados, estúdios fotográficos estão fechando e modelos correm o risco de perder uma fonte importante de renda: as sessões de fotos para lojas de moda rápida, que adicionam constantemente novas coleções a seus sites. "Em um ano, ou até nos próximos seis meses, haverá menos trabalhos para modelos, especialmente na nossa principal fonte de renda, que é o comércio eletrônico", disse Adot Gak à Reuters, modelo que vive em Londres e já estampou a capa da revista Harper's Bazaar e participou de campanhas de marcas como Balmain e H&M. "Se não nos manifestarmos sobre isso, em dois anos toda a indústria será apenas robôs", afirmou. Enquanto empresas de moda rápida, como a espanhola Mango, já adotam modelos gerados por IA em larga escala, marcas de luxo avançam com mais cautela. A Moncler testou uma campanha criada com inteligência artificial em 2023. Neste ano, a Gucci provocou controvérsia no setor da moda ao publicar imagens geradas por IA no Instagram. A Moncler afirmou que atualmente não utiliza modelos gerados por inteligência artificial em seu site nem em suas campanhas. A Gucci não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters. "A parte mais assustadora é que agora as pessoas não conseguem diferenciar um modelo real de um modelo criado por IA", disse Gak. EUA: impacto de datacenters de IA na rotina de americanos entra no debate para eleições do Congresso Troca de rostos e 'gêmeos digitais' A inteligência artificial permite que varejistas modifiquem repetidamente imagens de modelos usando roupas diferentes e voltem a utilizá-las por uma fração do custo de novas sessões fotográficas. "Algumas marcas pedem para modificar rostos, corpos, pele, idade ou expressões depois das sessões de fotos usando IA. Outras estão perguntando sobre a criação de 'gêmeos digitais' dos modelos, que poderiam ser reutilizados posteriormente sem a necessidade de uma nova produção", disse Patrick Staal, proprietário da agência de modelos Uniko Models, em Barcelona. Em uma ficha de seleção para uma sessão fotográfica, a marca italiana Diesel pediu que os modelos autorizassem a "alteração ou reconstrução de características faciais e proporções corporais", além da "troca de rostos entre os modelos participantes" e da "sobreposição do rosto do participante ao corpo de outra pessoa". A OTB, controladora da Diesel, disse à Reuters que o documento foi elaborado para uma campanha específica e não representa os contratos habituais da empresa. A companhia afirmou que não modifica modelos sistematicamente com inteligência artificial. A Reale Actives, marca de cuidados com a pele lançada neste ano pela personalidade das redes sociais Alix Earle, usa o slogan "Você de verdade é você perfeita". No entanto, em um contrato analisado pela Reuters, a marca pediu o direito de criar réplicas de modelos geradas por IA e de "possuir" e utilizar essas versões durante um ano, sem pagar remuneração adicional. Em nota, a Reale Actives afirmou que trabalha com modelos reais e nunca reproduziu nenhum deles com inteligência artificial. A empresa disse que o contrato foi redigido por uma produtora parceira, cujo nome não quis divulgar. Modelos podem estar treinando seus substitutos Em alguns casos, os próprios modelos podem estar ajudando a treinar os sistemas que futuramente os substituirão. Cláusulas de alguns contratos permitem que suas imagens sejam usadas para treinar ferramentas de inteligência artificial. Uma versão preliminar de um contrato da Calvin Klein analisada pela Reuters previa que o modelo autorizasse, sem pagamento adicional, o uso de "imagens razoavelmente irreconhecíveis do modelo (sem características que permitam identificá-lo, como rosto, cicatrizes, tatuagens ou outras)" para treinar e aperfeiçoar ferramentas de IA capazes de aprender características gerais de modelos. Em nota, um porta-voz da Calvin Klein afirmou: "Como muitos outros, estamos testando e aprendendo nesse ambiente em rápida evolução". Ele acrescentou que o uso de inteligência artificial pela marca segue a regulamentação, os padrões do setor e o respeito aos direitos dos modelos. Em muitos casos, os contratos incluem expressões como "incluindo" ou "não se limitando a". Advogados usam essas expressões para ampliar o alcance dos direitos concedidos e abranger situações que não estão descritas explicitamente. Melanie Howard, sócia e responsável pela área de marcas de luxo do escritório de advocacia Loeb & Loeb, em Los Angeles, representa marcas e profissionais em negociações contratuais. Segundo ela, esse tipo de redação abrangente "é perigoso por causa de sua ambiguidade". Em um contrato de sessão fotográfica analisado pela Reuters, a francesa L'Oréal pediu "o direito de usar tecnologias de inteligência artificial (IA) [...] inclusive para modificar, aprimorar ou adaptar a aparência de produtos cosméticos, embalagens ou tonalidades, bem como para fins de retoque". Sem comentar especificamente a cláusula, a L'Oréal afirmou que utiliza ferramentas convencionais de inteligência artificial na pós-produção e na edição, sem alterar a imagem do modelo. 'Estamos economizando muito dinheiro' Algumas empresas estão adotando abertamente a inteligência artificial para substituir modelos e economizar. A Zalando, maior varejista de moda on-line da Europa, adotou rapidamente imagens geradas por IA em seus materiais de marketing e fechou seus dois estúdios fotográficos em Berlim no ano passado. A About You, varejista de moda rápida adquirida pela Zalando em julho do ano passado, também fechou seu estúdio. Ao todo, a Zalando eliminou mais de 340 postos de trabalho, mas afirmou que manteve alguns desses funcionários em outras funções. Agora, a About You está lançando a Scayle Studios, uma empresa que produz imagens digitais para outros varejistas usando modelos gerados por inteligência artificial. A companhia promete reduzir os custos de produção em mais de 90%. Segundo um porta-voz, a Scayle tem 130 marcas como clientes e gerou 190 mil imagens de looks no último mês. "Estamos economizando muito dinheiro", disse Julian Jansen, vice-presidente de marketing da About You. "Sempre existiram dois mundos: o do comércio eletrônico, que é extremamente rápido, e o das sessões fotográficas tradicionais, que são muito lentas. Eles não combinavam de forma alguma. Agora, com a inteligência artificial, tudo funciona em uma escala completamente diferente", afirmou. Pouca regulamentação As leis em diferentes partes do mundo não acompanharam o avanço das ameaças que a inteligência artificial representa para a renda dos modelos. Uma exceção é a Lei dos Trabalhadores da Moda do estado de Nova York, que, desde junho de 2025, proíbe as marcas de criar ou modificar réplicas de modelos sem o consentimento explícito dos profissionais. "O uso indevido de imagens de modelos não é novidade, mas a inteligência artificial acelera esse problema dez vezes", disse Sara Ziff, fundadora e diretora-executiva da Model Alliance, organização sem fins lucrativos sediada em Nova York que apoiou a aprovação da lei. Ziff, que também trabalhou como modelo durante anos, defende leis semelhantes em outros estados americanos e em âmbito federal. A Associação Britânica de Agentes de Modelos elaborou um código de conduta para o uso de inteligência artificial. O documento exige o consentimento do modelo para o uso da tecnologia e prevê que o profissional seja dono de seu eventual gêmeo digital. John Horner, dirigente da associação, afirmou que, sem regras obrigatórias no Reino Unido e na Europa, os modelos ainda correm o risco de ser explorados por agentes menos escrupulosos. "Muitos jovens talentos ainda não compreendem totalmente as consequências a longo prazo", disse Staal, diretor da agência de modelos em Barcelona. "Abrir mão dos direitos sobre o uso de sua imagem por inteligência artificial aos 20 anos ainda pode afetar alguém dez anos depois."



Governo Trump aponta plano de espionagem chinês contra CEO da Nvidia, diz jornal


29/10/2026 15:49 - g1.globo.com


Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O governo dos Estados Unidos suspeita que uma executiva chinesa do setor de tecnologia tenha atuado como agente de inteligência de Pequim, enquanto mantinha contato próximo com Jensen Huang, CEO da Nvidia. Segundo o The New York Times, Alice Huang, também identificada como Huang Le, era uma das principais executivas da Megaspeed, empresa de data centers sediada em Singapura. Autoridades americanas concluíram que ela repassava informações à China. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A investigação também apura se equipamentos da Nvidia comprados por empresas ligadas à executiva chegaram ilegalmente à China. Donald Trump teria sido informado sobre as suspeitas há cerca de um ano, mas não tomou medidas. Segundo o jornal, integrantes do governo temiam que uma reação pudesse prejudicar os negócios da Nvidia e complicar as relações entre os dois países. O caso também envolve a relação entre Huang e Trump. O executivo da Nvidia defendeu mudanças nas regras americanas para permitir a venda de mais chips à China. No segundo mandato de Trump, o governo autorizou a comercialização de uma geração anterior de processadores em troca de uma participação na receita dessas vendas. "As interações de Jensen com a sra. Huang não são incomuns nem inesperadas. Reunir-se com clientes faz parte do trabalho de um CEO; Jensen conversa com milhares de executivos de empresas clientes todos os anos", disse John Rizzo, representante da Nvidia, ao jornal. A Casa Branca, a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) se recusaram a comentar o caso ao jornal. A Megaspeed informou que sua atual liderança leva o assunto a sério e contratou advogados externos para conduzir uma investigação interna. A empresa também afirmou que pretende cooperar com o governo americano. Alice Huang não respondeu aos pedidos de comentário. A embaixada chinesa em Washington rejeitou as acusações e classificou a posição americana como infundada.



MPT processa Meta em R$ 50 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral


29/10/2026 15:43 - g1.globo.com


Ministério Público Eleitoral afirma que Meta não cumpriu medidas para tratamento igualitário às campanhas presidenciais Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou nesta quinta-feira (29) com uma ação na Justiça contra a Meta, dona do Instagram, Facebook e Threads. O órgão pede que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que incentivem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa do voto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ O MPT também pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. Após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, perfis nas plataformas passaram a publicar mensagens dirigidas a empregadores. Empresários, influenciadores e até parlamentares orientam patrões a vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem eles votaram e, caso a escolha seja diferente da sua, demiti-los. Outras publicações expõem trabalhadores à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões. Segundo o MPT, apenas quatro publicações de um único perfil, que tem selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas. Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h desta quinta-feira (29), o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. Ao todo, foram registradas 3.396 denúncias nas eleições deste ano. MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e supera eleições de 2022; veja como denunciar Responsabilidade da plataforma Na ação, o MPT afirma que a Meta tem responsabilidade pela circulação desse conteúdo. Segundo o órgão, além de permitir que publicações consideradas ilegais permanecessem no ar por dias, os sistemas de recomendação da empresa, como a aba “Explorar” e os Reels sugeridos, ampliam o alcance de conteúdos que geram mais engajamento. As postagens continuavam disponíveis dois dias após a publicação, embora as próprias regras da Meta prevejam a remoção de conteúdos que violem a lei. Para o MPT, a empresa já dispõe de sistemas automatizados, combinados com revisão humana, capazes de identificar e remover outros tipos de conteúdo em larga escala. “Se não os emprega para identificar a incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica”, afirmam os procuradores que assinam a ação. Em caráter de urgência, o MPT pede que a Meta: Remova, em até 24 horas, publicações de assédio eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar; exiba a todos os usuários brasileiros um aviso de que não compactua com manifestações que incentivem discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política; notifique os perfis responsáveis por conteúdos ilegais; suspenda por 30 dias os perfis que voltarem a publicar esse tipo de conteúdo; desative as contas em caso de nova reincidência. O órgão também quer que a Meta crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, altere suas regras de uso para proibir expressamente esse tipo de conteúdo, reforce a moderação durante períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça. A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, e pelos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim. O g1 procurou a Meta, que informou, em nota, que não comentará o assunto. Relatos de assédio eleitoral crescem após 2º turno



Órgão do Senado diz que medidas da campanha pioraram contas públicas e exigirão ajuste maior para reequilibrar economia


29/10/2026 14:00 - g1.globo.com


A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, avaliou nesta quinta-feira (29) que as medidas anunciadas pelo governo eleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha presidencial agravaram a situação considerada já delicada das contas públicas. Por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, o órgão avaliou que, por isso, será necessário um ajuste fiscal maior, do que o necessário anteriormente, para evitar uma piora da situação econômica do país. “Desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento. Romper esse nó górdio deve ser a tarefa número um dentre as ações do futuro governo. Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais", avaliaram os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade. ➡️Levantamento da IFI aponta que apenas o reajuste do Bolsa Família, a perda da arrecadação das Bets e o pacote dos MEIs representam R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional no orçamento de 2027. Agora no g1 Além disso, a campanha do presidente Lula propôs, ainda, a extensão do programa Pé de Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana (a ser implementada por meio de Proposta de Emenda Constitucional). O órgão do Senado Federal projeta, para este ano, um déficit nas contas do governo da ordem de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Avalia que, com os novos compromissos assumidos, "é possível imaginar" um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB, em 2027. A IFI também estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública /PIB Por conta disso, a IFI estima que a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 pontos do PIB. ➡️O órgão lembra das turbulências no mercado financeiro após a eleição de Lula e avalia que o anúncio, "o mais rápido possível, de um plano de voo consistente e crível para os próximos quatro anos e de quem estará à frente do Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos e investidores, ancorando as expectativas em novo ponto de equilíbrio". "A IFI tem alertado, nos últimos anos, que é inevitável um verdadeiro ajuste fiscal, se quisermos desencadear um novo ciclo de desenvolvimento vigoroso e sustentado no país. Isso passa por produzir os superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, criando o ambiente adequado para a queda das taxas de juros; desengessar o orçamento; rever o perfil dos gastos; aumentar a eficiência; e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica", diz o órgão.



Tesouro diz que governo prepara pacote de medidas para Lula 4, mas nega definição sobre taxação de títulos isentos com IOF 


29/10/2026 13:51 - g1.globo.com


O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou nesta quinta-feira (29) que a equipe econômica já está trabalhando em um pacote de medidas para a quarta gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o período de 2027 a 2030, envolvendo também ações para tentar reequilibrar as contas públicas. Ele declarou que o pacote de medidas econômicas que está sendo gestado deve ser apresentado pelo ministro da Fazenda e pelo presidente da República oportunamente, e não quis antecipar propostas. "A gente está discutindo vários temas, e vamos continuar falando sobre eles e buscando medidas importantes para sustentabilidade fiscal", disse o secretário do Tesouro. Leal negou, entretanto, que o governo já tenha uma decisão tomada sobre taxar os chamados "títulos isentos", como LCI e LCA, com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). "Até hoje, discussão de fato, para endereçar com alguma medida, não. Debater sobre o tema, sempre. Discussões com esferas superiores vem acontecendo, elas sempre acontecem sobre temas recorrentes, sendo mensurados os impactos. Discussão sempre vai ter sobre esse tema e outros. Mas a conotação de que o governo estuda tributar esses instrumentos com IOF, não há uma medida pronta para ser feita", declarou. Agora no g1 Analistas avaliam que os déficits fiscais recorrentes registrados nos últimos anos pressionam os juros e, consequentemente, aumentam o custo da dívida pública. Para reduzir essa pressão e conter o avanço do endividamento, defendem um ajuste mais forte nas contas do governo. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado, estão o aumento dos gastos do governo e o reconhecimento de dívidas de gestões anteriores, como os precatórios. Tesouro diz que governo prepara pacote de medidas para Lula 4. Jornal Nacional



ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha vai subir em 2027; veja valores


29/10/2026 12:39 - g1.globo.com


Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil Os estados e o Distrito Federal aprovaram, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), um novo aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. 🔎 O ICMS é um imposto estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias e a prestação de alguns serviços, como transporte e comunicação. Ele incide sobre uma série de produtos consumidos no dia a dia, incluindo combustíveis, energia elétrica e alimentos. O valor arrecadado fica com os estados e o Distrito Federal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Foram publicados dois convênios que atualizam o valor do tributo sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Veja abaixo como ficam as alíquotas: gasolina: alta de 4,5%, de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro; diesel: alta de 11,1%, de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro; gás de cozinha (GLP): alta de 4,8%, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Agora no g1 Esse foi o terceiro ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em janeiro deste ano também houve elevação do imposto. A atualização dos valores é feita anualmente e considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para esse reajuste, foram comparados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025. Ainda segundo o comunicado, os estados também avaliam a possibilidade de antecipar uma eventual nova atualização do ICMS sobre o diesel, diante da volatilidade dos preços internacionais dos derivados de petróleo.



INSS alerta para golpes com falsas inscrições em concurso público; entenda


29/10/2026 12:37 - g1.globo.com


INSS Arquivo/Agência Brasil O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alertou para golpes envolvendo falsas inscrições em concursos públicos do órgão. Segundo o instituto, candidatos têm enviado mensagens solicitando o reembolso de valores pagos por supostas inscrições, embora não haja nenhum período de inscrição aberto. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp O INSS também informou que não há autorização para a realização de um novo concurso público. O órgão reforça que não recebe inscrições nem cobra taxas de inscrição ou de exames admissionais. Eventuais dúvidas sobre inscrições e pedidos de devolução de valores devem ser tratados diretamente com a banca organizadora responsável pelo edital. Agora no g1 O último período de inscrições para o cargo de Analista do Seguro Social, que exige formação de nível superior, ocorreu em julho de 2025. Já as inscrições para Técnico do Seguro Social, de nível médio, foram realizadas em 2023, para o concurso cujo edital havia sido publicado no fim de 2022. Em relatos enviados ao instituto por e-mail, candidatos afirmaram ter realizado inscrições por meio da plataforma Gov.br. Alguns também teriam recebido informações sobre supostos locais de aplicação das provas. Como evitar golpes O INSS recomenda que os candidatos consultem informações sobre concursos exclusivamente nos canais oficiais do governo, como o portal do INSS e as páginas oficiais do órgão nas redes sociais. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Caso identifiquem indícios de fraude, os candidatos devem registrar a ocorrência junto aos órgãos competentes.



Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, melhor saldo para o mês em três anos


29/10/2026 12:33 - g1.globo.com

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 4,83 bilhões em setembro, informou Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 15,04 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2023, quando foi registrado um superávit primário de R$ 13,44 bilhões (com a correção). Agora no g1 ➡️O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou que houve um cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercício anteriores pelo Poder Judiciário, valor que retornou aos cofres públicos como receitas não administradas em setembro. Numericamente, esse foi o fator decisivo para o superávit do mês passado. Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das receitas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento dos gastos no mês passado. Segundo o governo, as receitas líquidas, ou seja, após as transferências, registraram alta real de 13,6% em setembro deste ano, para R$ 205 bilhões. O crescimento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com receitas decorrentes da alta do petróleo. ➡️Já as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 2,4% em setembro, para R$ 200,1 bilhões. As principais variações foram: Créditos Extraordinários (+R$ 9,9 bilhões), reflexo das medidas de mitigação dos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio; Benefícios Previdenciários (+R$ 2,1 bilhões), Redução nas despesas discricionárias (-R$ 8,4 bilhões) e obrigatórias com controle de fluxo (-R$ 1,5 bilhão) do Poder Executivo. Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 90,2 bilhões. ➡️Isso representa melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 103,2 bilhões (corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado, para esse período, desde 2022 (superávit de R$ 39,4 bilhões em valores atualizados). 📈 Nos nove primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 6,5% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,87 trilhão (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,97 trilhão entre janeiro e setembro deste ano (valor nominal), com uma alta real de 5,% no período. Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 67,3 bilhões em despesas e use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit no limite da banda, de R$ 67,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



Cultivo de ópio aumenta no Afeganistão apesar da proibição do governo Talibã


29/10/2026 12:14 - g1.globo.com


Esta fotografia, tirada em 11 de outubro de 2026, mostra um agricultor afegão segurando ópio bruto em sua casa, na província de Badakhshan. Fayzabad, Afghanistan O cultivo de ópio quadruplicou este ano no Afeganistão, apesar da proibição imposta pelo governo talibã, informou nesta quinta-feira (29) a ONU, que ressaltou a necessidade de apresentar alternativas produtivas aos agricultores pobres. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As áreas plantadas alcançaram 43 mil hectares, acima das 10 mil de 2025, enquanto a produção estimada de ópio passou de 300 para 1.500 toneladas, informa um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O Afeganistão foi o maior produtor mundial de papoula, mas foi superado por Mianmar depois que os talibãs anunciaram, em 2022, uma proibição ao comércio no país. Porém, a pobreza obrigou alguns agricultores a voltar a produzir a papoula. "Sem ópio, não conseguimos nem comprar a comida básica", declarou à AFP Mohamad, um agricultor de 22 anos, no nordeste do Afeganistão. A proibição de 2022 fez com que as áreas cultivadas com papoula caíssem de 200 mil para 10 mil hectares em 2025. Em Mianmar, foram cultivados 53 mil hectares em 2025, mas não há dados disponíveis para 2026. As autoridades talibãs afirmam que destruíram mais de 22.000 hectares de papoula, mas, segundo o UNODC, muitas plantações ficam escondidas e são difíceis de detectar. Agora no g1



Volkswagen tem prejuízo de US$ 6,5 bilhões, o maior em mais de 10 anos, em meio à crise no setor e à concorrência chinesa


29/10/2026 12:09 - g1.globo.com


Divulgação Volks Divulgação Volks A Volkswagen registrou prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em mais de uma década. A montadora enfrenta dificuldades em mercados importantes, como a China, e iniciou uma ampla reestruturação dos negócios. O resultado foi afetado por itens extraordinários que somaram cerca de US$ 8,9 bilhões, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor da participação da Volkswagen na Porsche. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A receita de vendas da montadora também caiu 6% no terceiro trimestre, para US$ 87,1 bilhões. Após a divulgação dos resultados, as ações da Volkswagen caíam 2%. A empresa enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada na China, onde disputa espaço com fabricantes locais, além de custos bilionários com tarifas comerciais. Na Europa, a montadora também enfrenta gastos elevados para ampliar sua atuação no mercado de veículos elétricos, enquanto fabricantes chineses avançam na região. ➡️ Diante das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, planeja cortar 100 mil empregos em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche. Até quatro fábricas na Alemanha correm risco de fechamento. O plano enfrenta forte oposição dos sindicatos, que consideram possíveis greves a partir do início de 2027. Em declaração em vídeo, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que os resultados dos nove primeiros meses do ano mostram a necessidade de acelerar as mudanças na empresa. “Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, disse. Antlitz também destacou que a margem operacional da Volkswagen nos nove primeiros meses do ano foi de apenas 3,8%, mesmo antes de considerar os itens extraordinários. “Isso não é suficiente a longo prazo”, afirmou. Em setembro, a Volkswagen já havia sinalizado custos extraordinários de cerca de US$ 11,2 bilhões e reduzido sua previsão de margem de lucro para 2026. A empresa passou a projetar um percentual máximo de 1%. *Com informações da agência Reuters Agora no g1



MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho e supera eleições de 2022; veja como denunciar


29/10/2026 12:04 - g1.globo.com


Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 3.396 em 2026, até as 10h desta quinta-feira (29), superando o total registrado nas eleições de 2022. (saiba como denunciar) Somente em outubro, foram registradas cerca de 2,6 mil denúncias, alta de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 77% de todas as denúncias registradas no ano até o momento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos 29 dias do mês, a média foi de aproximadamente 90 denúncias por dia. São Paulo lidera o número de registros, com 620 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 351, e Rio de Janeiro, com 252. (veja o levantamento completo abaixo) O total registrado em 2026 já supera o das eleições de 2022, quando o MPT recebeu mais de 3.373 denúncias. Na comparação com 2018, o aumento foi de 1.600%. O aumento ocorre em meio a uma nova onda de publicações nas redes sociais que incentivam a demissão e a recusa de contratação de trabalhadores por preferência política, além de promover listas de boicote a empresas supostamente apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25). Em resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (28) uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores. Segundo o MPT, 991 denúncias foram registradas antes do primeiro turno e 946 entre o primeiro e o segundo turnos. Após o segundo turno, o número chegou a 1.459 denúncias até as 10h de 29 de outubro. O órgão ressalta que o painel de dados é dinâmico: os números são atualizados à medida que as denúncias chegam e são cadastradas, podendo variar conforme o horário da consulta. ➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho. Denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 Arte g1 Denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 por estado Arte g1 Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 233 somente em 2026. Os processos são cadastrados de acordo com o assunto e, por isso, o registro não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado pela Justiça em todos os casos. Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para identificar e acompanhar esses casos na Justiça do Trabalho. O número de processos também aumentou entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Segundo dados parciais do Centro de Pesquisas Judiciárias da Justiça do Trabalho, foram registrados 135 processos entre janeiro e 4 de outubro, data do primeiro turno. Entre 4 e 24 de outubro, o total chegou a 185, com 50 novas ações trabalhistas no período — um aumento de 37%. Para que mais casos cheguem às autoridades, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está enviando mensagens pela Carteira de Trabalho Digital para incentivar trabalhadores a denunciar situações de assédio eleitoral no ambiente profissional. A mensagem alerta para ameaças de demissão e discriminação política relacionadas ao voto. O texto diz: “Você sofreu ameaça de demissão ou discriminação política no trabalho? O Ministério do Trabalho e Emprego existe para te proteger. Denuncie o assédio aqui: https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/”. Print de mensagem do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre assédio eleitoral Reprodução/Redes Sociais O que é assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica. Por exemplo, a prática pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, rebaixamento de cargo ou redução salarial caso o empregado vote em determinado candidato. Também pode envolver a distribuição de material de campanha ou a realização de eventos políticos no ambiente de trabalho, especialmente quando há pressão ou constrangimento dos trabalhadores. A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto. Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019. A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas. Em agosto, o TSE, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral. Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão: Ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato; Prometer aumento salarial, benefício ou outra vantagem em troca de voto; Exigir participação em campanha eleitoral; Distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo; Cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará; Constranger funcionários em reuniões; Retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador; Impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha. Pressão também acontece pelas redes O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em uma pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O levantamento examinou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025 e mostrou que a pressão política no ambiente de trabalho ultrapassa os limites físicos das empresas e também ocorre por meio de mensagens, grupos e redes sociais. O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política. A pesquisa também contemplou uma amostra quantitativa ampliada, com 688 processos ajuizados até junho de 2026. Nesse grupo, 32,1% dos casos tinham dois ou mais réus. Em um dos processos, chegaram a ser apontadas 19 pessoas como praticantes de assédio eleitoral. Além dos empregadores, apareceram como réus tomadores de serviços, sócios, administradores e gestores. Na amostra qualitativa, 88% das ações foram movidas por trabalhadores, sendo 57% homens e 43% mulheres. O MPT foi responsável por 12% dos processos. Consequências para as empresas O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve na Justiça do Trabalho 52 decisões liminares para combater o assédio eleitoral e garantir aos trabalhadores o direito ao voto livre. As liminares foram concedidas em 59 ações civis públicas ajuizadas pela instituição, o que corresponde a cerca de 88% do total de ações. A atuação do MPT também resultou na celebração de 53 termos de ajuste de conduta (TACs). Segundo o coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT, Igor Sousa Gonçalves, os resultados demonstram a importância de uma atuação rápida para impedir práticas de assédio eleitoral. “O elevado número de decisões liminares favoráveis demonstra a atuação do MPT na proteção da liberdade política dos trabalhadores. Muitas decisões foram obtidas em plantões eleitorais para impedir constrangimentos e ameaças, reafirmando que o ambiente de trabalho não pode ser usado como instrumento de pressão política”, destacou. As consequências para as empresas dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, os trabalhadores podem buscar indenização pelos danos sofridos. Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou provoca impactos coletivos, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo. A empresa também pode ser investigada e responsabilizada na esfera eleitoral. Se a conduta configurar um crime previsto na legislação, poderá haver consequências criminais. Além disso, o caso pode resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ajuizamento de uma ação civil pública e na adoção de outras medidas para impedir a continuidade da prática. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, afirma que o assédio eleitoral no ambiente profissional representa um risco à democracia. “Se nós não frearmos essas condutas, ditadas pelo poder econômico ou pelo domínio na administração pública, isso representa um grave risco à nossa democracia, porque é uma das formas de interferência na vontade popular que se manifesta na hora do voto, nas urnas”, afirmou. Como provar o assédio eleitoral? A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu. Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra. É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito. Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso. O trabalhador pode denunciar? Como fazer? Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como o nome da empresa, as pessoas envolvidas, o local, a data e a descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.



Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China


29/10/2026 12:04 - g1.globo.com


Mbappe e Hello kitty Reprodução/ Divulgação A empresa japonesa Sanrio, responsável pela personagem Hello Kitty, pediu desculpas à China nesta quinta-feira (29) e anunciou o fim de uma parceria com uma série de televisão japonesa após críticas de veículos estatais chineses. A polêmica envolve a série Vivant, exibida no Japão, que retrata uma organização ligada à China torturando um integrante de uma unidade japonesa de espionagem militar. A cena foi considerada ofensiva pela imprensa estatal chinesa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A parceria entre a Sanrio e a produção previa o lançamento de produtos inspirados nos personagens da série, incluindo versões da Hello Kitty e de outras figuras criadas pela empresa japonesa. Em comunicado, a Sanrio afirmou ter recebido manifestações de diferentes setores sobre os produtos da colaboração e pediu desculpas por eventuais transtornos. A empresa também declarou que o projeto continha elementos incompatíveis com sua filosofia corporativa e que, por esse motivo, decidiu encerrar a parceria. Antes do anúncio, o jornal estatal chinês Global Times acusou a série de “caluniar a China” e afirmou que a produção havia provocado forte reação negativa nas redes sociais. O veículo também relacionou a trama à postura conservadora do atual governo japonês e ao avanço de posições de direita no país. Mbappé ditador O caso ocorre poucos dias depois de o jogador francês Kylian Mbappé e o Real Madrid pedirem desculpas à China após uma declaração do atleta sobre Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China. Em um vídeo de entrevista, Mbappé disse ter achado graça de um meme que o retratava como Mao, a quem se referiu como um possível “ditador chinês”. A gravação viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de críticas no país. A repercussão teve consequências comerciais. Três empresas chinesas, entre elas a fabricante de bebidas Dongpeng e as empresas de laticínios Mengniu e Milkground, encerraram parcerias com o jogador. A emissora estatal China Media Group, que controla a rede CCTV, também suspendeu a transmissão de partidas do Campeonato Espanhol, a La Liga, e retirou anúncios que envolviam o atleta. A emissora exigiu pedidos de desculpas de Mbappé, do Real Madrid e da liga espanhola. O jogador publicou um pedido de desculpas em francês, chinês e inglês, afirmando que seu comentário foi imprudente e que entendia ter magoado pessoas na China e comunidades chinesas pelo mundo. O Real Madrid e a La Liga também se desculparam. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que levava a manifestação do jogador a sério. *Contém informações da AFP Mbappé "ataca" de Tartaruga Ninja no Entendeu? Ou quer que desenhe?



Ibovespa cai pelo 4º dia, e queda na semana passa de 17%; dólar sobe e fecha a R$ 5,38


29/10/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,89% nesta quinta-feira (29), cotado a R$ 5,3874. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4285. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,06%, aos 169.186 pontos, no quarto dia seguido de perdas. Após o Fed manter os juros dos Estados Unidos inalterados, investidores voltaram as atenções para novos dados de inflação e atividade americana. No Brasil, o foco ficou nos desdobramentos das eleições presidenciais e na definição da alíquota da CBS, no âmbito da reforma tributária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O PCE e o PIB dos EUA foram os principais destaques da sessão. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro, em meio à alta da gasolina e de outros bens, enquanto a economia americana cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. Os dados reforçam a expectativa de uma nova alta de juros na próxima reunião do Fed. ▶️ Os estados e o Distrito Federal aprovaram um novo aumento do ICMS sobre combustíveis. Na véspera, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) definiu os novos valores para gasolina, diesel e gás de cozinha, que entram em vigor em fevereiro de 2027. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU). ▶️ Outro destaque foi a alíquota proposta para a CBS, novo tributo sobre o consumo criado pela reforma tributária. Na quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo de uma alíquota de referência de 11,3% para 2027. O valor final será definido pelo Senado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +7,90%; Acumulado do mês: +4,12%; Acumulado do ano: -1,85%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -17,50% Acumulado do mês: -9,20%; Acumulado do ano: +5%. Os próximos passos da reforma tributária O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027. ICMS sobre combustíveis vai aumentar Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, conforme investidores repercutiam balanços corporativos e novos dados de inflação e atividade. O Dow Jones caiu 0,25%, enquanto o S&P 500 recuou 0,30% e o Nasdaq Composite teve perda de 1,38%. Já na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, conforme investidores avaliavam a renuncia de Christine Lagarde à presidência do Banco Central Europeu (BCE) e repercutiam a decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de manter os juros inalterados nos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,7%, para 644,14 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, avançou 0,37%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 0,02% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,04%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quinta-feira, em meio a mais uma onda de vendas de ações ligadas ao setor de tecnologia. O SSEC, Índice de Xangai, caiu 0,8%, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuou 1%. No Japão, o Nikkei avançou 1,10% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,24%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,59%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels



Vazamento expõe dados de mais de 40 mil funcionários da segurança dos EUA


29/10/2026 11:58 - g1.globo.com


Oficial do ICE, o Serviço de Imigração e Algândega dos EUA AP Photo/Julia Demaree Nikhinson Dados de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) foram divulgados na quarta-feira (28) por um grupo que publica informações vazadas. O material inclui detalhes sobre agentes que trabalham em áreas sensíveis, como vigilância, coleta de informações com pessoas e operações disfarçadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o grupo que revelou o vazamento, os dados foram obtidos inicialmente por um outro grupo que se identifica como “Department of Peace” (“Departamento da Paz”, em tradução livre). Em nota, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou estar "ciente de um possível vazamento" e trabalhar para resolver a situação de forma rápida e eficaz. O órgão disse ainda que busca garantir a proteção de seus funcionários e que divulgará atualizações quando houver mais informações. Agora no g1 Os arquivos incluem nomes, telefones e endereços de e-mail de funcionários de diferentes órgãos vinculados ao DHS, entre eles: Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE); Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP); Investigações de Segurança Interna (HSI); Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA). Também há cargos e grupos de e-mail que permitem identificar agentes designados para operações especiais, vigilância, perícia em computadores e atuação disfarçada. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade de todo o material. No entanto, a agência cruzou informações pessoais de seis funcionários citados no vazamento com registros de empresas de análise de crédito e dados de vazamentos disponíveis na plataforma de inteligência sobre a dark web District 4 Labs. A Reuters também telefonou para três funcionários do departamento e confirmou seus números e outros detalhes. Um deles disse que ainda não sabia do possível vazamento. Em vários casos, os arquivos continham informações disponíveis nos perfis dos funcionários no LinkedIn. Em outros, porém, revelavam dados não públicos sobre a estrutura interna do departamento e sobre programas ou operações que não haviam sido divulgados. Por que Trump quer mudar o nome da IA?



Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, renuncia e deixará cargo em fevereiro


29/10/2026 11:07 - g1.globo.com


Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, renuncia e deixa cargo em fevereiro. REUTERS/Heiko Becker A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, renunciou ao cargo e deixará a instituição em 7 de fevereiro de 2027, informou o BCE nesta quinta-feira (29). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O mandato de Lagarde estava previsto para terminar no fim de outubro de 2027, mas as especulações sobre uma saída antecipada vinham se intensificando havia meses. A decisão dá aos atuais líderes da União Europeia tempo para escolher seu sucessor antes da eleição presidencial francesa, marcada para o próximo ano.A candidata de extrema direita Marine Le Pen aparece como favorita nas pesquisas. Lagarde já afirmou que não pretende disputar a Presidência da França, mas disse que deseja defender valores pró-europeus em seu país “na função que considerar mais eficiente”. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, Lagarde renunciou porque deseja ter mais liberdade para se manifestar sobre questões políticas na França e no cenário internacional. Como presidente do BCE, ela precisava manter a neutralidade para preservar a independência da instituição. Agora no g1 Em vídeo publicado nas redes sociais, Lagarde afirmou que deixa a instituição com a sensação de "trabalho bem realizado" e um BCE "preparado para o futuro". A saída antecipada provocou avaliações divergentes na Europa. Markus Ferber, eurodeputado alemão do Partido Popular Europeu e integrante da comissão parlamentar que participará da confirmação do próximo presidente do BCE, afirmou que a renúncia transmite “o sinal errado” em um momento de inflação elevada, mercados de títulos sob pressão e eleições próximas. Segundo Ferber, a percepção de que a saída teria sido programada em função do calendário eleitoral francês poderia prejudicar a confiança em uma instituição que deve permanecer acima dos interesses políticos nacionais. Marcel Fratzscher, presidente do instituto econômico alemão DIW, avaliou, por outro lado, que Lagarde demonstrou “forte senso de responsabilidade em relação à Europa”. Para ele, a saída antecipada permite que governos e instituições europeias escolham um sucessor comprometido com os valores europeus e com a independência do BCE. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a sucessão no comando do BCE deverá ser preparada de forma “organizada e equilibrada”, em conjunto com os demais países europeus. Macron também agradeceu a Lagarde por sua atuação à frente da instituição. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, informou que o processo para escolher o sucessor de Lagarde começará imediatamente. Os ex-presidentes dos bancos centrais da Holanda e da Espanha, Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos, são apontados como os principais candidatos. A sucessão de Lagarde poderá integrar uma negociação mais ampla envolvendo cargos importantes do BCE. Isabel Schnabel deverá deixar sua cadeira na diretoria executiva no início de janeiro, enquanto o economista-chefe da instituição, Philip Lane, tem saída prevista para maio. Analistas consideram Knot e Hernández de Cos banqueiros centrais experientes e reconhecidos, o que reduz os riscos de turbulência durante a transição. Os mercados financeiros reagiram pouco ao anúncio da renúncia, refletindo a avaliação de que o BCE construiu uma reputação institucional capaz de sobreviver à troca de seus dirigentes. Simon Dangoor, chefe de investimentos macro em renda fixa do Goldman Sachs, afirmou que o mercado já conhece bem a forma de atuação do BCE e que o comportamento institucional tende a permanecer semelhante, independentemente de quem assumir a presidência. O Fórum Econômico Mundial vinha sendo apontado como um possível destino de Lagarde após sua saída do BCE. Procurada pela Reuters, a entidade não comentou o assunto. Juros e turbulência A renúncia ocorre em um período de forte incerteza econômica na Europa. O BCE está no meio de um ciclo de alta dos juros destinado a impedir que o choque nos preços do petróleo, associado à guerra no Irã, se espalhe para outros produtos e serviços, contamine os salários e mantenha a inflação elevada. Ao mesmo tempo, a instituição precisa lidar com a disparada dos rendimentos dos títulos públicos, especialmente na França. O movimento elevou os custos de financiamento para famílias, empresas e governos e pode reduzir tanto o crescimento econômico quanto a inflação. Diante da combinação de custos de energia persistentemente elevados e deterioração das condições de financiamento, o BCE deverá manter sua taxa de depósito em 2,5% nesta quinta-feira, mas poderá sinalizar um novo aumento, possivelmente já em dezembro. Oliver Rakau, economista da Oxford Economics, avaliou que haverá pouca resistência a uma nova alta em dezembro, especialmente se o encarecimento da energia levar o BCE a revisar novamente para cima suas projeções de inflação. A decisão do BCE sobre os juros será anunciada às 10h15 desta quinta-feira, no horário de Brasília. A entrevista coletiva de Lagarde está marcada para as 10h45. LEIA TAMBÉM: Eleições nos EUA: carne bovina vira símbolo de inflação e guerra cultural na disputa pelo Congresso Economia melhora, mas população empobrece: por que reformas geram insatisfação em países emergentes?



Eleições nos EUA: carne bovina vira símbolo de inflação e guerra cultural na disputa pelo Congresso


29/10/2026 08:00 - g1.globo.com


Eleições legislativas nos EUA podem redefinir o raio de ação da presidência de Donald Trump “Escolher outra proteína? Eu prefiro escolher outro senador.” A frase, dita por um homem enquanto preparava hambúrgueres em uma churrasqueira, faz parte de um vídeo da campanha de Scott Colom, candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos pelo Mississippi. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração responde à republicana Cindy Hyde-Smith, que sugeriu, em entrevista à emissora Wlox, que os consumidores insatisfeitos com o preço da carne bovina buscassem outras fontes de proteína. Initial plugin text A poucos dias das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro, o episódio revela como uma preocupação cotidiana chegou ao centro da disputa pelo controle do Congresso. Com a alta do preço da carne bovina e do diesel e a perda de poder de compra, candidatos dos dois partidos passaram a explorar o custo da alimentação na campanha. Em diferentes estados, porém, a carne assumiu um papel que vai além da economia: tornou-se, ao mesmo tempo, um símbolo da pressão da inflação e um marcador cultural usado para medir a sintonia dos candidatos com os valores das comunidades rurais e do setor pecuário. 🗳️ Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos são realizadas na metade do mandato presidencial e renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. No Texas, por exemplo, o democrata James Talarico tem aparecido em vídeos comendo churrasco depois de ser criticado por uma antiga decisão de sua campanha de comprar apenas alimentos veganos. Imagem mostra James Talarico visitando uma churrascaria no Texas, em 30 de setembro de 2026. Reprodução/Instagram Já no Colorado, republicanos tm explorado o histórico de ativismo do democrata Manny Rutinel pela redução do consumo de carne, enquanto o candidato procura levar o debate para o encarecimento dos alimentos. Em estados rurais e distritos eleitorais apertados, os democratas tentam transformar a alta dos alimentos em votos contra o governo do presidente Donald Trump. Os republicanos, por sua vez, procuram associar os adversários ao veganismo e a ameaças à indústria pecuária. LEIA TAMBÉM Frango pode ficar mais barato, principalmente no Sul, após caso de Newcastle em SC, diz Itaú Abóbora de quase 1.500 kg bate recorde mundial e entra para o Guinness; fruto renderia mais de 3 mil tortas No Texas, churrasco vira demonstração de identidade O candidato democrata ao Senado James Talarico discursa durante um comício em 13 de julho de 2026, em Eagle Pass, no Texas, Estados Unidos. (Foto: AP/Brenda Bazán, Arquivo) No estado do Texas, os republicanos recuperaram uma declaração de 2022 na qual James Talarico, candidato democrata ao Senado, comemorava a decisão de sua campanha de não comprar alimentos com carne e passar a adquirir apenas produtos veganos de comércios locais. Desde então, Talarico tem aparecido publicamente comendo churrasco. A estratégia busca rebater as acusações de que suas escolhas alimentares o afastariam da identidade cultural do estado. Já os adversários usam a antiga decisão da campanha para questionar a posição de Talarico sobre a pecuária, setor de grande importância econômica e cultural no Texas. Ao aparecer comendo carne, o democrata tenta rebater as críticas e mostrar proximidade com as tradições locais. No Colorado, ativismo vira alvo de republicanos Já no Colorado, o confronto entre economia e identidade aparece de maneira ainda mais clara. O republicano Gabe Evans, que representa o 8º Distrito Congressional do estado, explorou o histórico de Manny Rutinel, seu adversário democrata, em defesa da redução do consumo de carne. Na época da faculdade, Rutinel foi fotografado sem camisa, usando no peito uma faixa da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, a Peta. Em 2021, ele fundou a Climate Refarm, entidade favorável à diminuição do consumo de carne. Manny Rutinel, representante da Câmara do Colorado - 24 de março de 2025. Looktothewesternsky/Domínio público O democrata também assinou cartas em defesa do aumento de impostos sobre carne e laticínios e apoiou uma proposta para proibir o funcionamento de um abatedouro de cordeiros em Denver. A medida foi rejeitada em votação realizada em 2024, segundo a agência de notícias Associated Press. O histórico se tornou um ponto vulnerável em um distrito que abrange uma extensa região de fazendas, propriedades leiteiras e unidades de processamento de carne. A sede da JBS Swift, uma das maiores empresas do setor, também está localizada na região. Grupos conservadores passaram a explorar intensamente o assunto. O Daily Wire, por exemplo, divulgou um vídeo gravado de forma oculta no qual um integrante da campanha afirma que Rutinel come carne “o mínimo possível”. Para responder às críticas, o democrata passou a aparecer em público comendo tacos de carne. Ele também recebeu o apoio do sindicato dos trabalhadores da indústria frigorífica. “Não acho que os moradores do Colorado se importem com o que está no meu prato”, afirmou Rutinel. “Acho que eles se importam mais em conseguir pagar pelo que está no prato deles.” Evans argumentou que o problema não está nos hábitos pessoais do adversário, mas na possibilidade de que suas posições sejam transformadas em políticas públicas. “Não me importo com o que ele come pessoalmente”, afirmou o republicano. “Me Importa que ele queira usar o poder do governo para fazer todo mundo comer dessa forma.” No Mississippi, troca de proteína vira troca de senador No Mississippi, o episódio ganhou uma configuração diferente da observada em outros estados. Foi um democrata que usou a carne para atacar uma republicana, apresentando a sugestão de Cindy Hyde-Smith como uma demonstração de insensibilidade diante da dificuldade das famílias para comprar alimentos. A campanha de Scott Colom não questiona a posição da senadora sobre a indústria pecuária. Procura mostrar, em vez disso, que ela transferiu aos consumidores a responsabilidade por se adaptar aos preços elevados. A imagem do homem preparando hambúrgueres transforma a crítica econômica em uma mensagem eleitoral simples: se a alternativa oferecida é trocar de proteína, o eleitor também pode trocar de senador. Por que a carne ficou mais cara nos EUA Por trás da disputa política, existe um problema concreto. O preço médio da carne moída nos EUA atingiu em agosto o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1984. O produto custava US$ 6,92 por libra naquele mês, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. ➡️ 1 libra equivale a 454 gramas. Em setembro, o valor recuou para US$ 6,79, mas ainda estava 7,4% acima do registrado um ano antes. A alta é impulsionada por uma combinação entre oferta restrita e demanda elevada. Após uma sequência de secas que atingiu as principais regiões produtoras, o rebanho bovino dos Estados Unidos caiu ao menor nível em 75 anos. A redução limita a quantidade de carne disponível e mantém os preços pressionados nos supermercados. Como a recomposição do rebanho leva anos, esse desequilíbrio não pode ser resolvido rapidamente. O cenário colocou o governo Trump diante de um impasse: tentar reduzir os preços para os consumidores sem prejudicar os pecuaristas. Em agosto, o governo do republicano suspendeu temporariamente tarifas sobre a importação de até 300 mil toneladas de carne bovina. A medida foi direcionada para cortes magros usados pela indústria para a produção de carna moída e estabelece que o produto seja vendido por valores 25% inferiores aos praticados no mercado. O impacto para os consumidores, porém, foi limitado, segundo uma reportagem da rádio americana NPR. Em setembro, o preço da carne moída recuou apenas US$ 0,13 por libra em relação ao mês anterior. Entre os pecuaristas, a iniciativa provocou reação. Produtores dizem que a entrada de carne mais barata pressiona o preço do gado americano em um momento no qual as margens do setor já estão reduzidas. A insatisfação alcançou candidatos do próprio Partido Republicano. Ashley Hinson, que disputa uma vaga no Senado por Iowa, criticou publicamente a redução das tarifas para a carne importada. Segundo ela, a solução para conter os preços passa por apoiar os pecuaristas americanos para que possam expandir seus rebanhos. Donald Trump alivia restrições à importação de carne bovina para baixar preço do hambúrguer para os americanos Jornal Nacional/ Reprodução



Economia melhora, mas população empobrece: por que reformas geram insatisfação em países emergentes?


29/10/2026 08:00 - g1.globo.com


Manifestantes protestam em apoio à comunidade universitária argentina, exigindo mais verbas e uma remuneração digna para o setor, além de se manifestarem contra o governo do presidente Javier Milei, em Buenos Aires, Argentina. Pedro Lazaro Fernandez/Reuters Gustavo Raul Perez franze a testa enquanto faz anotações em um caderno na loja de materiais de construção que administra há seis anos nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. Desde que Javier Milei assumiu a Presidência do país, em 2023, com o voto de Perez, as reformas econômicas aceleradas de seu governo conquistaram investidores e elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o comerciante, porém, os efeitos mais sentidos são os custos mais altos e a perda de poder de compra dos clientes. “Este plano econômico é para poucos”, afirma Perez. A inflação argentina caiu de quase 300% para cerca de 33%, as importações foram ampliadas e os subsídios diminuíram. Apesar disso, o custo para Perez recompor os estoques da loja triplicou, enquanto seus clientes têm menos dinheiro para gastar. “Havia uma classe média três anos atrás. Ela não existe mais”, diz. A experiência do comerciante reflete uma contradição que se espalha por economias emergentes: as reformas que recuperaram a confiança dos investidores e ajudaram a estabilizar as contas públicas ainda não melhoraram as condições de vida de uma parcela significativa da população. No Marrocos, novos e imponentes edifícios comerciais contrastam com a insatisfação nos arredores das cidades. No Sri Lanka, a crise econômica e o calote da dívida ficaram para trás, mas a pobreza continua acima dos níveis anteriores à crise. Da retirada de subsídios aos combustíveis na Nigéria à privatização de empresas no Egito e à abertura do mercado no Uzbequistão, anos de reformas ajudaram países emergentes a enfrentar choques econômicos. Ao mesmo tempo, as medidas frequentemente provocam insatisfação entre cidadãos que ouvem falar de recuperação econômica, mas não percebem melhorias em suas próprias vidas. O ministro das Finanças da Nigéria alertou que não enfrentar a desigualdade é como “sentar sobre pólvora”. Já o banco central do Marrocos afirma que o desemprego persistente ampliou a distância entre o desempenho da economia e a percepção da população sobre a situação do país. “Quando as pessoas nos mercados emergentes enfrentam aumentos nos preços dos alimentos, dos combustíveis e da energia, é isso que elas sentem imediatamente”, afirma Torbjorn Soltvedt, da Verisk Maplecroft, empresa de análise de riscos. Ele alerta que a insatisfação pode levar a protestos e à instabilidade. Segundo a companhia, o risco médio de agitação social no mundo atingiu neste ano o nível mais alto em quase uma década. 'Não havia outra escolha' Há anos, o FMI e investidores pressionam as economias emergentes a reduzir subsídios e controles cambiais — medidas que interferem nos preços e nas condições de compra e venda de moedas estrangeiras. A pandemia de Covid-19 e, depois, a disparada dos preços dos alimentos e dos combustíveis após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia levaram muitos governos a acelerar mudanças. Entre elas estão cortes de gastos públicos, maior liberdade para a cotação das moedas e aumentos das taxas de juros. A retirada de subsídios e a desvalorização das moedas encarecem produtos, enquanto os cortes de gastos podem reduzir a renda disponível da população. Ainda assim, os governos “absolutamente não tinham outra escolha”, afirma Simon Quijano-Evans, da Macro Hive, empresa de análise econômica. Segundo ele, sem essas medidas, os países corriam o risco de cair em um “abismo” de perda de investimentos. As mudanças atraíram investidores de volta. Atualmente, as economias emergentes crescem cerca de 4% ao ano, aproximadamente o dobro do ritmo das economias avançadas. Mas, se a insatisfação popular comprometer as reformas, esses países poderão perder mais do que a confiança dos investidores. O retrocesso nas mudanças pode interromper os investimentos e a criação de empregos necessários para diminuir a distância em relação às nações mais ricas. Um mundo a duas velocidades No Marrocos, o fluxo de investimento estrangeiro direto — recursos aplicados por empresas e investidores de outros países em negócios e atividades produtivas — quase dobrou no ano passado. Mesmo assim, o país foi abalado por protestos liderados por jovens, que deixaram mortos. Em julho, centenas de pessoas que tentavam migrar também se dirigiram a um enclave espanhol vizinho, território cercado pelo Marrocos. “O Marrocos está se desenvolvendo em duas velocidades diferentes”, afirma o engenheiro civil Anass Sayad, enquanto caminha com a família pela Casablanca Finance City, região que concentra empresas e edifícios comerciais na cidade. Ao apontar para estádios e arranha-céus, ele diz que a educação e a saúde deveriam receber mais atenção. O governo aumentou os gastos com as duas áreas no orçamento de 2026, mas os efeitos das medidas ainda levarão tempo para chegar à população. O Banco Mundial estima que 1,2 bilhão de pessoas em países em desenvolvimento chegarão à idade de trabalhar na próxima década. A projeção levanta dúvidas sobre a capacidade dos investimentos de gerar empregos suficientes para absorver essa população. Preocupação mundial A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos, somada à redução da ajuda internacional ao desenvolvimento, aumenta a pressão sobre os países, apesar de anos de “trabalho árduo”. O Fundo também pediu mais apoio às nações de baixa renda. A insatisfação e os protestos, porém, não se restringem às economias emergentes. O aumento do custo de vida também levou manifestantes às ruas da França, da Itália e da Espanha. Os países ricos, no entanto, têm maior capacidade de usar recursos públicos para amenizar o impacto dos aumentos de preços sobre as famílias. Nas economias em desenvolvimento, a inflação também pode pesar mais porque os alimentos representam de 30% a 50% dos produtos e serviços considerados no cálculo dos índices de preços ao consumidor. Nos Estados Unidos, essa parcela varia de 13% a 14%. Em Colombo, capital do Sri Lanka, a vendedora de alimentos Sirimodara Wadaramge Sriyakanthi acorda antes das 5h para preparar mingau de ervas e marmitas de arroz para o almoço. Mesmo com os custos mais altos, ela tenta manter os preços próximos de US$ 2. “Vendo as marmitas por um preço razoável para que as pessoas possam pagar”, afirma. Ela se preocupa com as despesas escolares do filho e com as aulas de dança da filha. O Sri Lanka pode ter superado a crise econômica, mas, para ela, pouca coisa parece ter mudado. g1 ao vivo: Transmissão ao vivo



34 cidades do ES têm mais bois e vacas do que habitantes; veja os números por município


29/10/2026 07:00 - g1.globo.com


Fazenda de gado de corte em Vila Velha, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Trinta e quatro cidades do Espírito Santo possuem mais cabeças de boi e vaca do que moradores. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número total de bovinos no estado chega a 2.164.541 animais. Em 2023, eram 38 cidades nessa mesma realidade. (veja números da sua cidade abaixo) Os dados são referentes a 2025 (os mais recentes divulgados pelo governo) e mostram também que Mucurici, no Norte do estado, é o município com maior proporção de bois por habitantes: são 14 bovinos para cada morador. A cidade, ao todo, possui 78.096 cabeças de gado para uma população de apenas 5.667 pessoas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em seguida, a aparece Ecoporanga, no Noroeste capixaba, que possui dez bois e vacas para cada habitante. Por lá, são 222.707 cabeças de gado para um total de 22.554 habitantes. A cidade também lidera o ranking de maior número de animais no estado. Fechando o top 3, aparece a cidade de Ponto Belo, no extremo Norte, que tem cerca de sete bovinos para cada residente: são 48.252 bois e vacas para uma população de 6.640. 34 cidades com mais bovinos do que moradores LEIA TAMBÉM: Gado 'zero dentes': padrão buscado por compradores mundiais ganhou os pastos do ES Curral eclético: vacas escutam de forró a música clássica e produzem mais leite em fazenda no ES; veja VÍDEO Dos 78 municípios do Espírito Santo, 44 têm menos bois e vacas do que habitantes, o equivalente a cerca de 56% das cidades capixabas. As duas cidades com menos bovinos são Marechal Floriano (619 cabeças) e Vitória (119 cabeças). No total, o estado tem proporção de uma cabeça de gado para cada dois habitantes: são 2.164.541 animais para uma população de 4.150.692 habitantes, segundo o IBGE de 2026. Quase 1 bovino para cada morador Entre os municípios que têm mais habitantes do que bovinos, alguns se destacam pela proximidade entre o número de morador e de animais. São Domingos do Norte, no Noroeste do estado, por exemplo, tem 9.089 habitantes e 9.544 cabeças de gado, uma proporção de 1,05 bovino para cada morador. Em Pedro Canário, na Região Norte, a população é de 21.803 pessoas e 22.961 bovinos, com proporção também de 1,05 vaca e boi para cada residente. Mais ao Sul do estado, a cidade de Ibitirama tem quase a mesma quantidade de habitantes e de bovinos: são 10.119 moradores e 10.560 cabeças de gado, equivalente a 1,04 vaca e boi para cada habitante. Fazenda de gado de corte em Vila Velha, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta E na Grande Vitória tem bois e vacas? O número de gado na Região Metropolitana de Vitória também surpreende, principalmente por se tratar de uma área mais urbanizada e concentrar a maior parcela da população capixaba. São aproximadamente 24 habitantes para cada bovino. A proporção considera uma população total de 2.053.916 moradores e um rebanho de 85.079 bois e vacas. Em Vitória, a diferença é ainda maior: é um bovino para cada 2.890 habitantes. A capital tem apenas 119 animais para uma população de 343.935 pessoas. É a cidade com o menor número de gado no estado. Em 2023, a capital tinha 98 bois ou vacas. Em Vila Velha, por exemplo, que tem 510.512 habitantes, possui 7.936 cabeças de gados, o equivalente a 64 moradores para cada bovino. Cariacica aparece logo depois, com uma proporção de 56 habitantes para cada cabeça de gado: são 376.914 moradores e 6.672 bois e vacas. Na Serra, com uma população de 586.901 pessoas e 18.764 animais, a proporção é de 31 habitantes para cada gado. Em Guarapari, há aproximadamente seis habitantes para cada bovino, com 137.659 moradores e 22.202 bois e vacas. Em Viana, a proporção é de cinco pessoas por animal: são 79.611 habitantes e 17.126 bovinos. Em menor número, aparece Fundão: são cerca de 1,5 morador para cada animal. A cidade tem 18.941 residentes e 12.260 cabeças de gado. Bois/vacas X habitantes *Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação de Vitor Ferri. Gado Nelore Reprodução/ TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



Pizzaria pede que clientes de esquerda não frequentem o local; veja o que diz a lei sobre recusar atendimento


29/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Intolerância política gera restrições a clientes e artistas O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um procedimento para investigar uma pizzaria de João Pessoa que, em uma publicação nas redes sociais, pediu que pessoas de esquerda e “eleitores de larápios” não frequentassem o estabelecimento. A mensagem foi publicada na terça-feira (27) e apagada horas depois. Em uma nova publicação, a pizzaria afirmou que havia sido notificada pelo Ministério Público para retirar o conteúdo. O órgão, porém, negou ter determinado a retirada da postagem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante outubro, a pizzaria também divulgou ofertas de rodízio para os dias 4 e 25, datas do primeiro e do segundo turno das Eleições 2026. O preço anunciado foi de R$ 22, valor que coincide com o número do candidato Flávio Bolsonaro. 🤔 Mas um estabelecimento comercial pode se recusar a atender clientes por causa de seu posicionamento político ou voto? Segundo especialistas em direito do consumidor ouvidos pelo g1, a preferência política, por si só, não justifica a recusa de atendimento. Pizzaria de João Pessoa pede que clientes de esquerda não frequentem local Foto: Reprodução/Redes Sociais Veja nesta reportagem: O que diz a legislação? Quando o comerciante pode recusar atendimento? Quais são as possíveis consequências? Como denunciar? O que dizem os envolvidos O que diz a legislação? Segundo Igor Britto, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe que estabelecimentos recusem, sem justificativa legal, a venda de produtos ou a prestação de serviços a quem esteja disposto a pagar, desde que haja disponibilidade. “No Brasil, um empresário que abre as portas não pode mais escolher quem entra”, explica. Britto ressalta que a liberdade de expressão protege as manifestações políticas dos comerciantes, mas não autoriza práticas discriminatórias contra consumidores. “Uma coisa é se manifestar. Outra coisa é vender produtos e prestar serviço. A liberdade de expressão não pode ser uma liberdade de expressão discriminatória, que ofenda outras pessoas ou outros direitos”, afirma. A advogada Kamilla Barizon, especialista em direito do consumidor do escritório Tilkian Marinelli Marrey Advogados, explica que a autonomia dos comerciantes para definir as regras de funcionamento de seus negócios não permite selecionar arbitrariamente os clientes. “Ao abrir um estabelecimento comercial para atendimento indistinto de consumidores, o fornecedor passa a se sujeitar aos princípios constitucionais da igualdade, da dignidade da pessoa humana, vedação à discriminação e às normas de proteção ao consumidor”, afirma. De acordo com Adriana Faria, advogada especializada em direito do consumidor do escritório Rodrigues Faria Advogados, é necessário diferenciar a manifestação de uma opinião política da restrição efetiva ao acesso a produtos e serviços. Uma publicação criticando determinado partido ou candidato não configura automaticamente uma ilegalidade. No entanto, impedir a entrada de clientes, negar pedidos ou estabelecer regras para excluir consumidores por suas convicções políticas pode caracterizar prática abusiva. O comerciante pode ter sua posição política, mas isso não lhe dá liberdade irrestrita para selecionar clientes com base nas convicções deles. Voltar ao índice. Quando o comerciante pode recusar atendimento? A recusa pode ser justificável quando há motivos objetivos, como ameaças, situações de risco à segurança de funcionários e clientes ou descumprimento de regras legítimas de funcionamento do estabelecimento. A preferência política do consumidor, isoladamente, não é considerada justificativa para negar atendimento. "Uma coisa é organizar o funcionamento do estabelecimento; outra é impedir alguém de consumir porque pensa diferente do proprietário”, afirma Faria. Os especialistas também diferenciam a manifestação de uma opinião política nas redes sociais da efetiva recusa de atendimento. Uma publicação dizendo que eleitores de determinado candidato ou grupo político não são bem-vindos pode ser analisada pelos órgãos competentes conforme seu conteúdo e contexto. Já a negativa concreta de atendimento motivada pela preferência política do cliente pode configurar prática abusiva. Voltar ao índice. Quais são as possíveis consequências? A depender das circunstâncias, a recusa discriminatória pode levar à aplicação de sanções administrativas, como multas por órgãos de defesa do consumidor. Também pode haver responsabilização civil e indenização por danos materiais ou morais, desde que sejam comprovados os requisitos legais. A divulgação de mensagens discriminatórias nas redes sociais também pode ser analisada pelos órgãos de defesa do consumidor sob a perspectiva de eventual publicidade abusiva. Segundo Britto, em situações mais graves, a identificação de riscos à integridade física ou moral dos consumidores pode levar à suspensão temporária das atividades do estabelecimento. “Um Procon tem autoridade de, verificando esse risco, fazer uma interdição temporária, determinar que aquela empresa baixe as portas até que demonstre que é um local seguro para todas as pessoas frequentarem”, afirma. Barizon ressalta que, quando há apenas uma publicação nas redes sociais, sem uma negativa concreta de atendimento, pode ser mais difícil comprovar a recusa e sua motivação em uma ação individual por danos morais. Voltar ao índice. Como denunciar? O consumidor que se sentir discriminado pode reunir provas, como capturas de tela de publicações, mensagens, vídeos, testemunhos e registros da recusa de atendimento. O material pode ser apresentado ao Procon, ao Ministério Público ou a outros órgãos de defesa do consumidor. Dependendo das circunstâncias e dos prejuízos demonstrados, também é possível recorrer à Justiça para pedir reparação. Voltar ao índice. O que dizem as partes O g1 procurou a Mangiare Pizzaria & Restaurante, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), também foi acionada. Em nota, o Ministério Público da Paraíba informou que o procedimento vai apurar uma possível prática de discriminação de público por convicção política atribuída ao estabelecimento. Os promotores responsáveis pelo caso, Fabiana Lobo, da área de Defesa da Cidadania, e Adrio Nobre Leite, da área de Defesa do Consumidor, afirmaram que a Constituição Federal assegura a liberdade de convicção política como direito fundamental. O órgão informou que notificará o estabelecimento para apresentar esclarecimentos no prazo de 10 dias úteis. Também determinou o encaminhamento de cópias do procedimento ao Procon Estadual da Paraíba, para ciência e adoção das medidas cabíveis, e à Delegacia-Geral da Polícia Civil da Paraíba, para apuração de possível prática penalmente típica relacionada à publicação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou ser contrária a qualquer forma de discriminação e defendeu o respeito à diversidade, à convivência democrática e ao atendimento sem distinções. Segundo a entidade, eventuais casos e suas implicações legais devem ser analisados pelas autoridades competentes. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) repudiou listas que circulam nas redes sociais pedindo boicote a estabelecimentos comerciais por causa do posicionamento político de seus proprietários. A entidade afirmou não ter relação com as listas e disse que não as apoia. A Abrasel também condenou possíveis constrangimentos a trabalhadores do setor em razão de suas escolhas eleitorais. Segundo a associação, a divulgação dessas listas pode configurar ato ilícito e levar a ações judiciais. A entidade ressaltou que os consumidores têm liberdade para escolher onde consumir, mas que os estabelecimentos não podem se recusar a atender clientes por causa de seu posicionamento político ou ideológico. Voltar ao índice.



Novembro terá três feriados; veja datas e possíveis emendas em 2026


29/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Feriado, férias Pexels Depois do segundo turno das eleições, muitos trabalhadores já estão de olho na chegada de novembro, que terá três feriados nacionais. Duas das datas podem permitir períodos prolongados de descanso, dependendo da possibilidade de emenda. O próximo feriado nacional será em 2 de novembro, Dia de Finados. A data cairá em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para quem já folga aos fins de semana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026. Além de Finados, o calendário inclui a Proclamação da República, em 15 de novembro, e o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que nem todos os trabalhadores têm direito à folga nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme a legislação aplicável e as regras previstas em acordos ou convenções coletivas. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, dos quais nove cairão em dias úteis. Algumas datas permitem planejar períodos prolongados de descanso, especialmente para quem já folga aos fins de semana. Depois de Finados, em 2 de novembro, o próximo feriado será em 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. A data cairá em um domingo e, por isso, não permitirá uma emenda para quem já folga nesse dia. Já o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem permitir folgas em alguns casos: 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada



LISTA: veja quais dos 10 carros mais vendidos do Brasil gastam menos combustível


29/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Lista com 10 carros mais vendidos do Brasil arte/g1 O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, mostra o consumo de todos os carros zero km a venda no Brasil neste momento. A última lista reúne 976 veículos homologados por 43 marcas, avaliados em testes de laboratório que analisam diversos critérios. Os testes seguem a norma ABNT NBR 7024, em vigor desde 1989 e atualizada periodicamente. A regra define que o consumo de combustível seja medido por ciclos de condução em dinamômetro de chassi, que simulam a circulação em trechos urbanos e rodoviários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 Nesta reportagem, o g1 cruza esses dados com a lista dos modelos zero km mais vendidos do Brasil entre janeiro e setembro deste ano, pela Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (Fenanbrave), para mostrar quais gastam menos combustível na cidade. Em alguns casos, também traz uma análise mais ampla do consumo. ⚠️ Na lista, foram considerados apenas veículos com motores a combustão, sem incluir híbridos ou elétricos. Neste caso, o elétrico BYD Dolphin Mini está no ranking da Fenabrave e foi desconsiderado para a reportagem. Além disso, nem todas as versões de um mesmo modelo apresentam o melhor desempenho em consumo. Agora no g1 Veja a lista dos 11 mais vendidos do Brasil (com o BYD Dolphin Mini) Fiat Strada: 127.733 emplacamentos; Volkswagen Polo: 85.998 emplacamentos; Fiat Argo: 72.053 emplacamentos; Volkswagen T-Cross: 71.269 emplacamentos; Volkswagen Tera: 70.645 emplacamentos; Chevrolet Onix: 69.188 emplacamentos; BYD Dolphin Mini: 60.606 emplacamentos; Hyundai Creta: 54.250 emplacamentos; Hyundai HB20: 53.589 emplacamentos; Fiat Mobi: 50.667 emplacamentos; Renault Kwid: 45.513 emplacamentos. Abaixo, veja quais dos carros mais vendidos gastam menos combustível 10. Hyundai Creta Hyundai Creta divulgação/Hyundai O "SUV do HB20" é o carro mais "beberrão" desta lista. Mesmo equipado com o mesmo motor do hatch, o peso extra e o formato da carroceria, que oferece mais resistência ao ar, estão entre os motivos para o consumo maior. Em compensação, o modelo oferece mais tecnologia e itens de conforto. A versão mais econômica do Creta é a equipada com motor 1.0 turbo: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: automático de seis marchas; Gasolina: 12,0 km/l (cidade) e 12,7 km/l (estrada); Etanol: 8,4 km/l (cidade) e 9,0 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 119.990. 9. Volkswagen T-Cross Volkswagen T-Cross divulgação/Volkswagen Outro utilitário aparece na parte de maior consumo da lista. Ele é o Volkswagen T-Cross, que repete o que acontece com o Creta e tem consumo superior ao que apresenta o Polo que trabalha com o mesmo motor. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do T-Cross é a 200 TSI Sense. Este é o modelo de entrada do SUV, mas já oferece câmbio automático de oito velocidades: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: automático de oito marchas; Gasolina: 12,9 km/l (cidade) e 14,9 km/l (estrada); Etanol: 8,9 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 119.990. 8. Fiat Strada Fiat Strada 2025 divulgação/Fiat A única picape desta lista é a Fiat Strada. Um dos segredos do modelo é a oferta em diferentes faixas de preço, opções de motor e até configurações de cabine. O Inmetro apontou as versões Endurance e Freedom como as mais econômicas, mas não especificou se os números de consumo são os mesmos nas configurações de cabine simples e dupla. Motor: 1.3 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,0 km/l (cidade) e 14,7 km/l (estrada); Etanol: 9,1 km/l (cidade) e 10,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 116.990. 7. Volkswagen Tera Volkswagen Tera: erros e acertos O Volkswagen Tera é o SUV mais econômico entre os carros mais vendidos, segundo a Fenabrave. Ainda assim, por ter uma carroceria maior, consome mais que o Polo, modelo no qual se inspira e com o qual compartilha a mesma base. Segundo o Inmetro, entre todas as versões do Tera, a mais econômica é a equipada com motor aspirado - que não é turbo. Para identificá-la, basta procurar a versão que não traz a sigla "TSI" no nome do modelo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,4 km/l (cidade) e 15,0 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 108.490. 6. Volkswagen Polo Volkswagen Polo divulgação/Volkswagen Entre os modelos mais vendidos do Brasil, o Polo é o carro mais econômico da Volkswagen. O hatch gasta menos combustível que o Argo na estrada, mas supera o rival da Fiat na cidade. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Polo é a MPI, equipada com motor aspirado e câmbio manual. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,5 km/l (cidade) e 15,7 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,9 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 97.990. 5. Fiat Argo Fiat Argo Divulgação / Stellantis O Fiat Argo é o segundo na lista dos hatches com maior consumo de combustível. Porém, mesmo com números pouco favoráveis, o compacto tem a seu favor o preço inicial mais agressivo. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Argo é a Drive, equipada com motor 1.0 aspirado, ou seja, sem turbo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,6 km/l (cidade) e 14,5 km/l (estrada); Etanol: 9,4 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 98.990. 4. Hyundai HB20 Hyundai HB20 Divulgação / Hyundai Mesmo com o lançamento do Hyundai i20, o HB20 aparece bem acima na lista dos carros mais vendidos da Fenabrave e tem um detalhe curioso no ranking de economia: embora o Argo seja melhor com gasolina na cidade, o modelo coreano vence em todos os outros quesitos. Por isso, o HB20 fica à frente. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica é a equipada com motor aspirado e câmbio manual. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,3 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 9,9 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 96.140. 3. Chevrolet Onix Chevrolet Onix divulgação/Chevrolet Embora o Chevrolet Onix seja o carro mais econômico do Brasil na estrada, chegando a consumir menos que alguns veículos híbridos, na cidade o hatch não alcança o mesmo desempenho dos outros dois ocupantes do pódio. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Onix é a MT, com motor turbo e câmbio manual. Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,7 km/l (cidade) e 17,7 km/l (estrada); Etanol: 9,8 km/l (cidade) e 12,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 87.790. 2. Renault Kwid Renault Kwid divulgação/Renault O Renault Kwid disputa com o Fiat Mobi o posto de carro mais barato do Brasil, mas perde a batalha entre os compactos quando o assunto é economia de combustível. Vale destacar que o Kwid é o melhor com etanol na cidade e o segundo melhor com gasolina na cidade: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,4 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 10,4 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 82.790. 1. Fiat Mobi Fiat Mobi divulgação/Fiat Em primeiro lugar no pódio aparece o rival do Kwid: o Fiat Mobi. O modelo bebe mais na cidade quando abastecido com etanol, mas a economia aparece quando a gasolina é a escolhida no posto: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,5 km/l (cidade) e 15,8 km/l (estrada); Etanol: 10,1 km/l (cidade) e 11,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 85.490.



Brasil deve R$ 11 trilhões e EUA, US$ 40 trilhões: por que as dívidas preocupam de formas diferentes?


29/10/2026 05:00 - g1.globo.com

Quanto custa a dívida de um país? Governos recorrem à dívida quando gastam mais do que arrecadam. Para cobrir essa diferença, emitem títulos públicos e tomam dinheiro emprestado de bancos, fundos, empresas, outros países e também de pessoas físicas. Em 2026, a dívida bruta do Brasil chegou a R$ 11 trilhões. Já a dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto (R$ 753 trilhões). Apesar dos valores elevados, os dois países enfrentam cenários diferentes para financiar essas dívidas. Mais do que o tamanho da dívida, é importante observar quanto custa financiá-la. No Brasil, juros mais altos pressionam o orçamento público. Nos EUA, o aumento desse custo pode ter impactos globais, já que os títulos americanos servem de referência para o custo do dinheiro internacional. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



Como o PIX mudou o caminho do dinheiro no Brasil e por que isso incomoda Donald Trump?


29/10/2026 03:00 - g1.globo.com


A história por trás da implicância de Trump contra o PIX A tecnologia brasileira PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários. Como o PIX desafiou empresas americanas de pagamento A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas. Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia



‘Todo mundo está ganhando': por que copiar os investimentos de outras pessoas pode sair caro


29/10/2026 03:00 - g1.globo.com

Efeito manada: o perigo de investir como todo mundo Seguir as decisões da maioria é um comportamento comum e, na economia, recebe o nome de comportamento de manada. A tendência faz com que muitas pessoas invistam em determinado ativo apenas porque ele está atraindo cada vez mais investidores. Nestes momentos, é melhor lembrar aquele conselho de mãe: você não é todo mundo. Esse movimento costuma ganhar força em momentos de alta dos mercados. Com mais compradores, os preços sobem, reforçando a percepção de que o investimento é uma aposta segura, mesmo quando a valorização não reflete o valor real do ativo. Episódios como a bolha das tulipas na Holanda, a crise das empresas de tecnologia e a crise financeira de 2008 mostram os riscos desse comportamento. Especialistas alertam que consenso não é garantia de acerto e que o entusiasmo coletivo pode aumentar a exposição a perdas. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia



Quando é o quinto dia útil de novembro de 2026? Veja data para pagamentos dos salários


29/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Confira quando cai o quinto dia útil de novembro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Para trabalhadores com carteira assinada, o quinto dia útil de novembro de 2026 será sexta-feira, dia 6. Para o cálculo do prazo de pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil, enquanto domingos e feriados não entram na contagem. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Quando é o quinto dia útil de novembro de 2026? No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem. Em novembro de 2026, a sequência será: Primeiro dia útil: 2 de novembro (segunda-feira); Segundo dia útil: 3 de novembro (terça-feira); Terceiro dia útil: 4 de novembro (quarta-feira); Quarto dia útil: 5 de novembro (quinta-feira); Quinto dia útil: 6 de novembro (sexta-feira). Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de novembro de 2026 é a sexta-feira (6). Agora no g1 Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário? Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil. A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil. Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados. O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil? O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados. Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis. Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador. Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa. O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.



Mega-Sena 3077: aposta em Mato Grosso leva maior prêmio da história de um concurso regular; confira os números


29/10/2026 00:04 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.077 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (28), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 324,8 milhões. Uma aposta simples de Rondonópolis, no Mato Grosso, levou a faixa principal. O sorteio fez parte da Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 02 - 14 - 18 - 31 - 35 - 40. 6 acertos: 1 aposta ganhadora, R$ 324.898.791,61 5 acertos: 116 apostas ganhadoras, R$ 32.185,33 4 acertos: 7.598 apostas ganhadoras, R$ 701,97 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Resultado do concurso 3077 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1



MPT pede multa de R$ 3 milhões à Azul por assédio moral; veja as denúncias


28/10/2026 22:21 - g1.globo.com


Embraer E1 Azul Linhas Aéreas Azul/Divulgação O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas e pede que a companhia pague R$ 3 milhões por danos morais coletivos, em razão de denúncias de assédio moral no setor Fiscal/Tributário da empresa, em Barueri (SP). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão também solicita que a companhia adote medidas permanentes para prevenir e combater o assédio e proteger a saúde mental dos trabalhadores. A ação é resultado de um inquérito civil aberto em 2024 para investigar denúncias de cobranças excessivas, pressão psicológica, jornadas prolongadas e contatos frequentes com funcionários fora do horário de expediente. A Azul foi procurada pela equipe do g1, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto. Segundo o MPT, os relatos sobre a gestão do setor remontam a 2021. Entre dezembro daquele ano e setembro de 2022, a empresa recebeu denúncias internas de excesso de trabalho, extrapolação habitual da jornada, tratamento desrespeitoso e assédio moral. Novas denúncias foram registradas em 2023 e 2024. Durante a investigação, o órgão analisou documentos, registros internos e comunicações corporativas, além de ouvir trabalhadores e ex-funcionários. Os primeiros depoimentos foram colhidos em fevereiro de 2025, e a apuração foi complementada com novas oitivas em abril de 2026. Agora no g1 O que o MPT descobriu? De acordo com a ação, os elementos reunidos indicam que funcionários eram cobrados durante períodos de descanso, férias e afastamentos médicos. Para o MPT, as práticas de gestão investigadas contribuíram para o adoecimento mental de empregados. O procurador do Trabalho Gustavo Tenório Accioly afirmou que, entre as condutas identificadas, estavam cobranças de trabalho à noite, de madrugada e nos fins de semana, com exigência de respostas imediatas, além de metas consideradas inalcançáveis e prazos impossíveis. A investigação também aponta relatos de humilhações diante de colegas, gritos, exclusão de reuniões como forma de punição e gestos de desprezo, como ignorar funcionários ou deixar de falar com eles por dias. Segundo o procurador, também houve cobranças durante internações hospitalares e aulas, demissões de pessoas que denunciavam irregularidades, questionavam a gestão ou adoeciam, além de ordens para trabalhar sem conexão aos sistemas da empresa nos fins de semana, para evitar o registro das horas trabalhadas. A ação menciona ainda dados sobre afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais entre trabalhadores da unidade de Barueri. Na avaliação do MPT, os indicadores reforçam a necessidade de medidas para prevenir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho. Além da indenização de R$ 3 milhões, o órgão pede o fortalecimento dos canais de denúncia, a criação de mecanismos de proteção contra retaliações, a capacitação periódica de gestores e o monitoramento dos riscos relacionados à saúde mental dos funcionários.



Lula quer criar Ministério do Idoso


28/10/2026 21:34 - g1.globo.com


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu criar o Ministério do Idoso para seu quarto mandato. O blog apurou que auxiliares próximos de Lula procuraram especialistas do setor para montar um ministério que inclua atenção social, em saúde e proteção desta faixa da população. Auxiliares de Lula querem aproveitar a experiência da Universidade Aberta da Terceira Idade, integrada ao Núcleo do Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Agora no g1 Um dos nomes cotados para comandar o ministério é o do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso, que foi secretário de Ciência e Tecnologia do governo do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral e trabalha em projetos para terceira idade, entre eles o de inclusão digital e social. No discurso de vitória de Lula, na noite de domingo (25), o presidente reeleito agradeceu o voto de idosos, muitos dos quais foram às urnas mesmo sem a obrigatoriedade de votar por terem mais de 70 anos. Ao celebrar seus 81 anos, nesta terça-feira (27), Lula recebeu idosos e voltou a falar da importância do voto deles. “Eu estava vendo o vídeo dos velhinhos votarem. Eu, sinceramente, acho que foi a imagem mais forte e humana que já vi em uma eleição”, disse. A Secretaria de Comunicação da Presidência não confirma as conversas para criação de um novo ministério. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, em 17 de julho de 2026. Reprodução/Ricardo Stuckert



Raízen fecha acordo de R$ 22,4 bilhões com a União e abate R$ 8,5 bilhões em multas e juros


28/10/2026 21:06 - g1.globo.com


Logo da Raízen Divulgação A Raízen anunciou nesta quarta-feira (28) um acordo com a União para renegociar R$ 22,4 bilhões em dívidas com o governo federal relativas a tributos de empresas do grupo. O acordo, negociado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal, prevê um desconto de R$ 8,5 bilhões em multas e juros sobre a parte da dívida que cabe à companhia pagar. Do total negociado, cabe à Raízen arcar com R$ 16,7 bilhões. Os outros R$ 5,7 bilhões ficam, em última instância, sob a responsabilidade dos acionistas que controlam a companhia, conforme as regras aplicáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com os descontos, a parte da dívida que cabe à Raízen cai de R$ 16,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões. Para quitar esse valor, a empresa utilizará R$ 5,7 bilhões em créditos fiscais ligados a prejuízos acumulados e pagará os R$ 2,5 bilhões restantes à vista. 🔎 Prejuízos fiscais são perdas apuradas no cálculo dos tributos. Dentro das regras previstas em lei, essas perdas podem ser usadas para reduzir o valor dos impostos a pagar. Nesse caso, a Raízen usará créditos ligados a esses prejuízos para quitar parte da dívida negociada, em vez de pagar todo o valor em dinheiro. Agora no g1 O comunicado não detalha como será paga a parte da dívida que cabe aos acionistas controladores, também de R$ 5,7 bilhões. Apesar de os valores serem iguais, essa parcela é diferente dos créditos fiscais que a Raízen utilizará para pagar parte de sua própria dívida. Acordo faz parte da reorganização das finanças da Raízen O acordo com a União faz parte da reorganização das finanças da Raízen, que enfrenta dificuldades para administrar suas dívidas. Segundo a empresa - assessorada pela Alvarez e Marsal, Bichara Advogados e Demarest Advogados - concluir essa negociação é uma das condições para colocar o plano de reestruturação em prática. Em março, a companhia pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. Em julho, a Justiça de São Paulo aprovou o plano, que prevê a renegociação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões com bancos e investidores. 🔎 A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie diretamente com seus credores os prazos e as formas de pagamento das dívidas. Quando o plano obtém o apoio mínimo exigido por lei e é aprovado pela Justiça, suas condições passam a valer também para os credores incluídos na negociação que não aceitaram o acordo individualmente. No caso da Raízen, o plano também prevê a possibilidade de trocar parte das dívidas por participação na empresa, obter novos recursos com um aumento de capital e vender bens e negócios. O acordo sobre tributos inclui nesse processo a negociação de dívidas com o governo federal. 👉 São negociações diferentes: a recuperação extrajudicial trata das dívidas financeiras com credores; o acordo com a União define as condições para pagar as dívidas relativas a tributos incluídas na negociação. Dívida elevada e prejuízo pressionam as contas A situação financeira da Raízen piorou nos últimos anos com a combinação de investimentos elevados, problemas climáticos que prejudicaram as safras de cana-de-açúcar e variações nos preços do açúcar. Os juros altos também aumentaram o custo das dívidas. No fim de dezembro de 2025, a dívida líquida da companhia chegou a R$ 55,3 bilhões. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado no mesmo mês, a empresa registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Do prejuízo total, R$ 11,1 bilhões vieram de uma redução no valor de parte dos bens e direitos da companhia registrada no balanço. Sem esse ajuste contábil, o prejuízo teria sido de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.



Marabraz tem recuperação judicial aceita pela Justiça e diz que buscará 'solução sustentável' para os negócios


28/10/2026 19:31 - g1.globo.com


Lojas Marabraz. Divulgação/Lojas Marabrez A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, rede de móveis que busca renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão foi assinada na terça-feira (27) pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital. "A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a atransparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros", afirma a empresa em nota enviada ao g1. O processo abrange seis empresas do grupo, incluindo a Marabraz Comercial Ltda., responsável pelo registro da marca, e outras cinco companhias ligadas às operações da rede. 🔎 O objetivo da recuperação judicial é permitir que as empresas reorganizem suas finanças e negociem suas dívidas com os credores, sob supervisão da Justiça, para tentar manter as atividades e evitar a falência. Na decisão, a juíza determinou a suspensão, por 180 dias, das execuções de dívidas sujeitas à recuperação judicial. A medida impede temporariamente que os credores cobrem esses débitos por meio de determinadas ações judiciais e tomem bens das empresas para receber os valores, respeitadas as exceções previstas em lei. A decisão também determina que as empresas apresentem um plano de recuperação judicial em até 60 dias. O documento deverá detalhar como pretendem reorganizar as finanças e pagar os credores. O plano será submetido às etapas previstas na legislação, e o descumprimento do prazo pode levar à decretação da falência. A juíza, no entanto, não autorizou, neste momento, que o patrimônio e as dívidas das seis empresas sejam tratados como se pertencessem a uma única companhia. Embora façam parte do mesmo grupo econômico, a perícia judicial não encontrou documentação suficiente para comprovar uma mistura generalizada dos bens e das obrigações das empresas. Com isso, o processo seguirá pelo regime de consolidação processual, no qual as empresas podem conduzir a recuperação judicial em conjunto, mas precisam manter separadas as informações financeiras e as relações com seus credores. Cada uma deverá apresentar sua própria relação de credores e seu plano de recuperação. A Deloitte Touche Tohmatsu Consultores foi nomeada administradora judicial. A empresa ficará responsável por acompanhar as atividades e as finanças das devedoras, além de apresentar relatórios periódicos à Justiça. A decisão também concedeu às empresas um prazo adicional, improrrogável, de 15 dias para apresentar documentos que ainda estavam pendentes, como extratos bancários específicos e certidões de protesto de filiais desativadas. Se as exigências não forem cumpridas, o processamento da recuperação judicial poderá ser revogado. Agora no g1 Lojas e serviços A Justiça determinou que as concessionárias Enel e CPFL não interrompam o fornecimento de energia elétrica nas unidades com contratos ativos por causa de dívidas anteriores ao pedido de recuperação judicial. A decisão não obriga, porém, a reativação de instalações cujos contratos já haviam sido encerrados regularmente, salvo se as empresas comprovarem que o desligamento ocorreu exclusivamente por causa de débitos anteriores sujeitos à recuperação. A juíza também autorizou que as empresas retirem mercadorias, mostruários, equipamentos e outros bens de sua propriedade de imóveis comerciais que ocupavam anteriormente. Os locadores deverão permitir a entrada das equipes autorizadas em até dez dias após receberem uma notificação prévia com data e horário. A medida não impede o andamento de ações de despejo. Motivos do pedido Ao anunciar o pedido de recuperação judicial, a Marabraz afirmou que a decisão foi motivada por dificuldades enfrentadas pelo varejo, conflitos na estrutura familiar que dava suporte às operações e restrições de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões



Anatel vai exigir prova de vida para validar linhas de celular; veja como vai funcionar


28/10/2026 18:50 - g1.globo.com


Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quarta-feira (28) que os clientes terão que passar por reconhecimento facial para cadastrar ou manter suas linhas de celular ativas. Em comunicado, a Anatel afirmou que o objetivo é criar um mecanismo de prova de vida para reforçar a segurança dos consumidores e dificultar a criação de linhas com dados falsos ou de terceiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As operadoras terão até dezembro de 2028 para recadastrar todos os usuários. A partir de 2029, as linhas não regularizadas estarão sujeitas à suspensão e, posteriormente, ao cancelamento. O cronograma prevê a implementação gradual da nova verificação, de acordo com a situação de cada usuário. (veja calendário abaixo) Agora no g1 Este é o calendário definido pela Anatel: 30 de setembro de 2027: prazo para adoção da validação em novas linhas pré-pagas; 31 de dezembro de 2027: prazo para adoção da validação em novas linhas pós-pagas e em casos de portabilidade, troca de chip e mudanças cadastrais ou contratuais solicitadas pelo cliente; 31 de dezembro de 2028: prazo para recadastramento dos demais usuários ainda não validados. Com o reconhecimento facial, exigido para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), as imagens dos clientes serão comparadas com registros de bases de dados públicas ou privadas. A validação poderá ser feita nos sites, aplicativos e pontos de atendimento presenciais das operadoras. Quando o reconhecimento facial não estiver disponível, as empresas poderão usar métodos alternativos de validação.



Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,75% a 4% ao ano a poucos dias das eleições para o Congresso


28/10/2026 18:00 - g1.globo.com


Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,75% a 4% ao ano — maior nível desde outubro de 2025. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28), veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Na reunião anterior, em setembro, o Fed havia elevado os juros em 0,25 ponto percentual, na primeira alta em mais de três anos. Desde então, a disparada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio tem mantido as preocupações com a inflação no radar do BC americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão desta quarta ocorre a poucos dias das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso dos EUA. O pleito acontece em meio à insatisfação dos americanos com a economia e o alto custo de vida, que têm pressionado o governo de Donald Trump. (leia abaixo) Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a atividade econômica dos EUA segue se expandindo em ritmo forte e que “os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”, embora a incerteza permaneça elevada, "em parte, devido a acontecimentos geopolíticos". Segundo o comitê, a decisão de manter a taxa básica de juros dos EUA inalterada — e em nível historicamente elevado — considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. O colegiado destacou ainda que novos dados econômicos ajudarão a orientar as próximas decisões. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas americanas ainda em níveis altos, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Taxa básica de juros dos EUA - outubro de 2026. Arte/g1 Essa foi a 15ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde então, os juros foram reduzidos quatro vezes, mas voltaram a subir na reunião de setembro, em meio a um cenário de incerteza marcado por conflitos geopolíticos, como a guerra entre EUA e Irã, e pela guerra tarifária promovida pelo republicano. Foi também a quarta reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos em uma cerimônia na Casa Branca. A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o ex-presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano critica os juros elevados e defende cortes nas taxas para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia. Agora no g1 Presidente do Fed prega cautela Em entrevista coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso do banco central de levar a inflação de volta à meta de 2% e disse que ainda é preciso avaliar os próximos dados antes de definir novos passos. Questionado sobre por que o Fed não elevou os juros agora, diante da possibilidade de uma nova alta em dezembro, Warsh afirmou que o combate à inflação não depende de uma data específica nem de um único indicador. “Controlar a inflação não é uma questão de escolher uma data específica no calendário. Da mesma forma, não se trata de um dado isolado”, afirmou. Warsh disse que vê sinais positivos nas expectativas de inflação e que os próximos dados ajudarão o Fed a definir o rumo da política monetária. “Há muita coisa acontecendo no mundo, e meus colegas e eu estamos atentos a isso.” O presidente do Fed reconheceu, porém, que o objetivo ainda não foi alcançado. “Ainda não alcançamos a estabilidade dos preços, mas estamos trabalhando para isso”, disse. Warsh também afirmou que a economia americana deve ter crescido a um ritmo anualizado superior a 3% no terceiro trimestre, após avanço de 2,4% no segundo trimestre, revisado de 1,8%. Os dados oficiais serão divulgados na quinta-feira (29). “O terceiro trimestre parece ter registrado uma expansão ainda mais rápida, impulsionada por um consumo saudável, que provavelmente cresceu a uma taxa superior a 3%, e pelos investimentos empresariais, que provavelmente aumentaram a uma taxa de dois dígitos”, afirmou. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. REUTERS/Evelyn Hockstein Cenário econômico pesa sobre Trump Donald Trump costuma pressionar o Fed por juros mais baixos, mas a inflação continua limitando o espaço para cortes. O índice de preços ao consumidor (CPI) acelerou para 3,7% em 12 meses até setembro, acima da meta de 2% perseguida pelo BC americano. A alta dos preços também entra no cálculo político às vésperas das eleições de meio de mandato, as chamadas “midterms”, marcadas para a próxima terça-feira (3). O pleito vai renovar todas as cadeiras da Câmara e cerca de um terço do Senado. Os republicanos tentam manter o controle das duas Casas, e perder a maioria em qualquer uma delas pode dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de mandato. Levantamentos recentes ajudam a dimensionar o desgaste de Trump relacionado ao tema. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (26), 32% aprovam seu governo, enquanto 73% dizem que o custo de vida está caminhando na direção errada. O que disse o Fomc Ao justificar a decisão desta quarta-feira, o comitê do Fed destacou que a produtividade da economia americana segue crescendo em ritmo forte. "Os ganhos de empregos têm acompanhado o ritmo de crescimento da força de trabalho, e a taxa de desemprego pouco mudou", afirmou o colegiado. Em setembro, os EUA criaram 29 mil vagas, bem abaixo das 133 mil registradas em agosto, enquanto a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, segundo o Departamento do Trabalho. O Fomc destacou que a inflação continua elevada e afirmou que os próximos dados da economia ajudarão a definir os rumos da política de juros, com o objetivo de levar a inflação à meta de 2%. A decisão desta quarta-feira não foi unânime. A diretora do Fed Lisa Cook e a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, votaram contra a manutenção dos juros e defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros em níveis elevados nos EUA mantêm os títulos públicos americanos, conhecidos como Treasuries, mais atrativos para investidores por oferecerem retornos maiores. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. 🔎 Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.



Amazon corta até 250 empregos após lançar novos produtos, diz agência; veja quais áreas foram afetadas


28/10/2026 18:00 - g1.globo.com


Funcionários da Amazon denunciam à Justiça receber menos que um salário mínimo A Amazon cortou até 250 postos de trabalho em sua divisão de dispositivos e serviços nesta quarta-feira (28). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As demissões atingiram principalmente a área de desenvolvimento de software. A empresa afirmou que a medida busca aumentar a eficiência e alinhar as equipes ao plano de desenvolvimento de produtos. “Tomamos a difícil decisão de eliminar um pequeno número de cargos”, disse o porta-voz da empresa à Reuters, sem dar mais detalhes. Em uma mensagem enviada aos funcionários e vista pela Reuters, Cherie Robinson, vice-presidente de recursos humanos da divisão de dispositivos e serviços, afirmou que a empresa havia feito “uma revisão completa de nossa estrutura”, que levou à decisão de reduzir o quadro de funcionários. As demissões ocorrem após semanas de lançamentos de produtos, incluindo novos leitores digitais Kindle e tablets. Nesta quarta-feira, a Amazon também anunciou um novo despertador e uma moldura digital equipados com a Alexa, assistente virtual da empresa. Como é habitual na companhia, os funcionários foram informados dos cortes por mensagens de texto e e-mails enviados durante a madrugada. No início deste mês, a Amazon já havia cortado cerca de 1.000 postos de trabalho em sua principal divisão de varejo, responsável pelas operações de venda de produtos. A empresa divulgará os resultados financeiros do terceiro trimestre após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (29). Caixas são transportadas em uma esteira durante a Cyber Monday no centro de distribuição da Amazon em Robbinsville, Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 2 de dezembro de 2024. REUTERS/Eduardo Munoz/Arquivo



'PixMEI' de até R$ 5 mil: o que é, como funciona e quem pode receber


28/10/2026 17:22 - g1.globo.com


O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Na última quarta-feira (21), foi sancionada a lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), amplia o limite de faturamento da categoria e permite a contratação de mais funcionários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre o pacote de benefícios para MEIs e pequenos negócios lançado pelo governo federal, está o PixMEI, uma proposta de incentivo financeiro de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs) investirem em seus negócios. O dinheiro será concedido a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de devolução e sem cobrança de juros. O recurso deverá ser usado na compra de máquinas, equipamentos e ferramentas profissionais, além de melhorias na estrutura do negócio. A proposta prevê prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. A iniciativa integra o pacote ProsperaMEI e ainda está em fase de elaboração. A previsão é que o programa seja executado entre 2027 e 2030, mas as regras definitivas e o cronograma de inscrições ainda precisam ser divulgados. Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras O que é o PixMEI? O PixMEI é uma proposta de apoio financeiro direto a microempreendedores individuais. A ideia é oferecer um capital inicial de até R$ 5 mil para que os trabalhadores possam investir em seus pequenos negócios sem precisar recorrer a empréstimos bancários. Diferentemente das linhas de crédito tradicionais, o benefício será não reembolsável. Isso significa que, conforme a proposta, o beneficiário não precisará devolver o dinheiro ao governo nem pagar juros pelo valor recebido. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade produtiva dos pequenos negócios, permitindo que os empreendedores adquiram equipamentos e melhorem a estrutura de trabalho. Como o PixMEI vai funcionar? A proposta prevê que o dinheiro seja destinado a investimentos que contribuam para o desenvolvimento da atividade econômica. Entre as possibilidades estão: Compra de máquinas e equipamentos; Aquisição de ferramentas profissionais; Compra de bancadas e outros itens necessários ao trabalho; Melhorias na estrutura do negócio; Reforma e adaptação de veículos utilitários e de entrega, conforme as regras que serão definidas. A seleção dos participantes e o acompanhamento dos projetos deverão contar com a participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que poderá oferecer orientação técnica aos empreendedores. O governo ainda precisa detalhar como será feita a inscrição, quais documentos serão exigidos, como os projetos serão avaliados e de que maneira o dinheiro será liberado. Quem poderá receber os R$ 5 mil do PixMEI? A proposta prevê atendimento a microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. O planejamento inicial menciona o atendimento de cerca de 1 milhão de microempreendedores. No entanto, os critérios definitivos de participação, as regras de seleção e a quantidade de beneficiários ainda precisam ser confirmados oficialmente pelo governo federal. Por enquanto, não é possível afirmar que todos os MEIs terão direito ao benefício. A concessão dependerá das condições que serão estabelecidas pelo governo. Quando começam as inscrições do PixMEI? Ainda não há data confirmada para o lançamento do PixMEI nem para a abertura das inscrições. A expectativa inicial era de que o edital fosse apresentado até o fim de 2026, mas o cronograma oficial ainda precisa ser confirmado. A previsão é que a execução da iniciativa ocorra entre 2027 e 2030, de acordo com o Ministério do Empreendedorismo. Até a divulgação das regras oficiais, não há inscrições abertas nem prazo para solicitar os recursos. Os interessados devem acompanhar os comunicados do Ministério do Empreendedorismo e as orientações sobre a participação no programa. Qual será o orçamento do programa? O planejamento divulgado prevê alcançar aproximadamente 1 milhão de microempreendedores, com investimentos produtivos que podem chegar a R$ 5 bilhões, segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A execução dependerá da regulamentação e da divulgação das condições oficiais do programa. O PixMEI é a única medida do pacote ProsperaMEI que ainda está em fase de elaboração, segundo as informações apresentadas sobre a proposta.



Apple lança seu primeiro notebook com tela sensível ao toque; versão mais cara custa R$ 180 mil


28/10/2026 17:13 - g1.globo.com


Apple apresenta seu primeiro notebook com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple A Apple apresentou nesta quarta-feira (28) seu primeiro notebook com tela sensível ao toque (touch screen), o MacBook Pro. No Brasil, os preços vão de R$ 35 mil, na versão mais barata, a R$ 180.098,80, na configuração mais completa. O aparelho estreia em versões com telas de 14 e 16 polegadas e duas opções de processador (chips): M5 Pro e M5 Max. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A tela sensível ao toque, chamada de PROLED XDR, é o principal destaque do notebook. Segundo a empresa, o sensor está integrado ao painel, o que reduz o tempo de resposta e dá ao usuário a sensação de tocar diretamente no conteúdo. “Criamos uma forma totalmente nova para os profissionais interagirem com seu conteúdo, levando seus fluxos de trabalho a um nível completamente novo. O novo MacBook Pro é resultado da profunda integração entre o Apple silicon, hardware e software, e simplesmente não há nada igual”, afirmou Johny Srouji, diretor de hardware da Apple. Agora no g1 A Apple também afirma que seus aplicativos já estão adaptados ao touch screen e que o macOS, sistema operacional do notebook, consegue converter automaticamente toques em cliques. Segundo a fabricante, aplicativos de outras empresas também já estão adaptados ao novo MacBook Pro. A lista inclui Notion, Canva, Zoom, Microsoft Word, Excel, PowerPoint e Outlook, Adobe Lightroom, DaVinci Resolve, Blender, Maxon Cinema 4D, Maxon ZBrush, Shapr3D e Algoriddim Djay Pro. MacBook Pro com tela touch Divulgação/Apple Segundo a Apple, o novo MacBook Pro está mais fino e leve, com bordas de tela mais estreitas. "Ele é mais fino e notavelmente mais leve para oferecer ainda mais portabilidade. O MacBook Pro de 14 polegadas agora pesa 1,38 kg, e o MacBook Pro de 16 polegadas pesa apenas 1,82 kg", disse a empresa. A Apple afirma que a bateria dura até 24 horas e classifica os processadores M5 Pro e M5 Max como "os mais potentes já fabricados pela Apple para um laptop profissional". MacBook Pro com tela touch Divulgação/Apple O preço dos novos dispositivos varia conforme as especificações do aparelho, como o tamanho e a qualidade da tela, a capacidade de processamento e o espaço de armazenamento. As opções de memória RAM são de 48 GB, 64 GB e 128 GB. Já o armazenamento pode ser de 2 TB, 4 TB, 8 TB ou 16 TB. Os clientes ainda podem gastar mais de R$ 6 mil adicionais com licenças de programas de edição de vídeo e áudio e a garantia estendida da Apple. O aparelho começa a ser vendido nesta quarta-feira (28) no Brasil, com as primeiras entregas previstas para 6 de novembro. Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável



Reforma tributária: TCU propôs alíquota de 11,3% para o imposto federal sobre consumo; veja o que muda para empresas em 2027


28/10/2026 17:12 - g1.globo.com


O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. ▶️Para calcular o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que serão extintos no fim de 2026. Isso porque uma das premissas da reforma sobre o consumo é manter o atual patamar da carga tributária. 🔎A CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎PIS e Cofins serão extintos em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Sistema não cumulativo g1 em 1 Minuto: Entenda o que são o IBS e a CBS Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Esse sistema não cumulativo será obrigatório nas empresas que realizam vendas de produtos e serviços para outras empresas (o business to business) do lucro real e presumido. O modelo não cumulativo, porém, não será obrigatório para as empresas do Simples Nacional, que poderão optar por permanecer no regime tradicional ("Simples puro") ou migrar para o modelo híbrido, aproveitando créditos dos tributos recolhidos nas etapas anteriores da cadeia. Os microempreendedores individuais (MEIs) e os nanoempreendedores, por sua vez, não terão essa opção. Eles permanecerão obrigatoriamente no Simples puro, pois atuam predominantemente em operações destinadas ao consumidor final. Notas fiscais eletrônicas ➡️A Receita Federal lembrou que, em 2026, as empresas já estão preenchendo nas notas fiscais eletrônicas os campos referentes aos novos tributos sobre o consumo, em uma fase de testes com alíquotas simbólicas, sem cobrança efetiva. ➡️A partir de 2027, todas as empresas deverão preencher obrigatoriamente os campos relativos aos novos tributos sobre o consumo nas notas fiscais eletrônicas, com exceção dos MEIs nas vendas para pessoas físicas e dos nanoempreendedores. Split payment De acordo com a Receita Federal, o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo deverá se tornar obrigatório somente a partir de 2028 nas operações entre empresas. 💵O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal que foi criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎Esse sistema também permitirá o ressarcimento quase automático de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. ➡️Na ausência do "split payment" obrigatório a partir do início de 2027, a Receita Federal explicou que as empresas continuarão emitindo, normalmente, as notas fiscais por cada compra e venda. Ao fim do mês, as empresas emitirão um documento de arrecadação (Darf) para pagar os tributos devidos, como é feito atualmente. Depois de pagar os tributos, o ressarcimento relativo ao imposto de outras partes da cadeia de produção será creditado em, no máximo dois meses. Isso porque o tributo vence no último dia útil do mês seguinte. ➡️O Fisco informou, porém, que há um modelo alternativo para receber mais rapidamente os créditos tributários, chamado de "Recolhimento pelo Adquirente (RAD)". Nesse formato, a empresa compradora de um produto ou serviço recolhe diretamente o valor dos tributos da operação e, por isso, consegue obter o crédito tributário de forma mais rápida. A companhia vendedora, por sua vez, recebe o valor da venda já descontado o imposto. Veja as opções das empresas por meio do recolhimento normal, no fim do mês, e abatimento posterior pelo ressarcimento de tributos em outras fases da cadeia; pelo sistema do recolhimento pelo adquirente, com ressarcimento mais ágil; pelo "split payment", assim que for gradualmente implementado ao longo de 2027, com ressarcimento imediato de créditos. Simples Nacional Mudanças no Simples Nacional com a reforma tributária As empresas optantes pelo Simples Nacional, exceto os MEIs e os nanoempreendedores, têm até 30 de outubro para escolher o modelo híbrido de recolhimento dos novos tributos sobre o consumo. Essa opção poderá ser cancelada até 20 de dezembro. Ao optar por esse modelo, a empresa permanece no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), os novos tributos sobre o consumo criados pela reforma tributária. Com isso, a empresa pode aproveitar créditos desses tributos sobre suas compras e também transferir créditos para empresas que adquirirem seus produtos ou serviços. As empresas do Simples Nacional, sem contar micro e nanoempreendedores, também podem optar por permanecer no regime tradicional do Simples, no qual, geralmente, não se aproveita créditos dos tributos incidentes nas etapas anteriores da cadeia produtiva nem se transfere créditos tributários a seus clientes na venda de bens ou serviços. "A empresa do Simples ele vai ter que ver qual é o modelo de negócio dela. É uma empresa que quase só vende direto para o consumidor final? Mantém o Simples puro que vai ser mil vezes mais fácil para ela. Ela é uma empresa do Simples meio de cadeia? Ou seja, ela compra de alguém e vende pra uma outra empresa que vai fazer para frente" afirmou Juliano Neves, da Receita Federal. "Aí talvez ela faça sentido pra ela sair do Simples puro e ir para essa situação híbrida, porque aí ela consegue transferir crédito para quem quer estar comprando", acrescentou. ➡️Dados da Receita Federal indicam que o Simples Nacional concentrava 7,35 milhões de empresas, sem contar MEIs e nanoempreendedores, no fim de 2025, o equivalente a 28,6% do total de empresas ativas no país. Juliano Neves, que é subsecretário da Receita Federal, observou que a maior parte das empresas do Simples Nacional faz justamente vendas direto ao consumidor final, não sendo necessário, nesse caso, optar pelo sistema híbrido (que permite transferência de créditos). Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução



INSS desmente bloqueio de benefício por falta de biometria; entenda


28/10/2026 16:53 - g1.globo.com


Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu que é falsa a informação de que beneficiários precisam apresentar um documento com biometria até 20 de novembro para evitar o bloqueio de pagamentos. Segundo o órgão, a exigência se aplica somente a novos pedidos de benefícios feitos a partir de 21 de novembro de 2025. O instituto também reforçou que não é necessário comparecer a uma agência para realizar o cadastro biométrico. O registro é feito quando o cidadão solicita documentos oficiais que utilizam esse tipo de identificação, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o título de eleitor. A biometria consiste no registro de características físicas, como impressões digitais e imagem do rosto, para confirmar a identidade de uma pessoa e auxiliar na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O cadastro biométrico para a Carteira de Identidade Nacional consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados oficial do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores indevidamente. Leia nesta reportagem: Como funciona a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Biometria não substitui prova de vida INSS alerta para golpes Como funciona a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Quem está dispensado da biometria Mesmo entre os novos pedidos, há situações em que a apresentação de documento com biometria é dispensada. De acordo com as regras informadas pelo INSS, estão entre as exceções: São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Além disso, a exigência não se aplica aos pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Biometria não substitui prova de vida O INSS esclarece que o cadastro biométrico e a prova de vida são procedimentos diferentes. Atualmente, a comprovação de vida dos beneficiários é realizada automaticamente pelo instituto, por meio do cruzamento de dados. Caso seja necessária alguma providência por parte do cidadão, ele será comunicado pelos canais oficiais do INSS ou do governo federal. Por isso, não é necessário comparecer a uma agência para fazer a prova de vida ou apresentar biometria apenas por causa de mensagens que circulam na internet. Quem tiver dúvidas sobre a situação do benefício pode consultar o aplicativo ou site Meu INSS ou entrar em contato com a Central Telefônica 135. INSS alerta para golpes O instituto também alerta para tentativas de fraude que utilizam informações falsas sobre biometria e bloqueio de benefícios para obter dados pessoais dos cidadãos. Segundo o órgão, servidores não são enviados às casas dos beneficiários para realizar a comprovação de vida. O INSS também não solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro para esse procedimento. A orientação é não clicar em links desconhecidos nem fornecer informações pessoais em páginas suspeitas. Criminosos podem utilizar sites falsos para capturar dados e aplicá-los em outras fraudes. Em caso de dúvida, o cidadão deve consultar os canais oficiais do instituto, como o Meu INSS, a Central Telefônica 135 e o portal gov.br/inss.



MEIs recebem mensagem sobre perdão de dívidas; veja como saber se o aviso é verdadeiro e evitar golpes


28/10/2026 15:51 - g1.globo.com


Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras O governo federal enviou notificações nos dias 22 e 26 de outubro à microempreendedores individuais (MEIs) beneficiados pelo perdão de dívidas tributárias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas atenção aos golpes. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Emrpesa de Pequeno Porte (MEMP), os avisos estão sendo enviados somente por mensagens de WhatsApp, pelo número oficial e verificado do Gov.br, (61) 3207-3332. Veja a mensagem que foi enviada aos MEIs elegíveis e obtida pelo g1: Mensagem recebida por MEI. Divulgação/MEMP Além disso, o ministério reforça que não há previsão de resarcimento de valores eventualmente pagos. A medida faz parte de uma lei sancionada na última quarta-feira (21), que prevê o perdão de débitos tributários de microempreendedores individuais com a União. A lei prevê o perdão de débitos contraídos até 13 de outubro desse ano, incluindo o valor principal da dívida, juros, multas e outros encargos. A estimativa é que cerca de 3,6 milhões de empreendedores sejam beneficiados diretamente pela anistia, que abrange aproximadamente R$ 12,6 bilhões em dívidas. A medida contempla tanto débitos inscritos na Dívida Ativa da União — quando o governo formaliza a cobrança de uma dívida não paga — quanto aqueles que ainda estão em fase de cobrança administrativa. Lula sanciona lei que perdoa dívidas de MEIs, amplia limite de faturamento e funcionários; veja como vai funcionar Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, os comunicados enviados aos MEIs fazem parte de um serviço oficial do governo federal voltado aos empreendedores que atendem aos critérios para receber o benefício. Entre eles, está a obrigação de manter em dia as contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da nova legislação. O descumprimento das regras pode levar ao cancelamento do perdão. Presidente Lula (PT) durante a sanção dos novos limites do MEI e envio de PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana e feriados, no Palácio do Planalto Ricardo Stuckert



Empresário é preso em operação que investiga fraude fiscal de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro do ES


28/10/2026 15:06 - g1.globo.com


Empresário é preso em operação que investiga fraude fiscal de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro do Espírito Santo Divulgação/MPES Um empresário foi preso em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, nesta quarta-feira (28), durante a Operação Rebrota, que investiga um esquema de fraude tributária no setor cafeeiro do Espírito Santo. Segundo o Ministério Público do Estado (MPES), as irregularidades investigadas envolvem cerca de R$ 36,6 milhões em créditos tributários relacionados a processos anteriores e denúncias recentes. O nome do empresário não foi divulgado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp LEIA TAMBÉM: PORTARIA: Governo restabelece regras e libera pesca na foz do Rio Doce após 10 anos do desastre de Mariana AJUDA ANIMAL: Gavião é usado para afastar pombos em hospital de Vitória; ave também 'trabalha' no aeroporto As investigações apuram indícios de um esquema de fraude tributária envolvendo a comercialização de café conilon em grão cru, com a utilização de notas fiscais emitidas por empresas consideradas inidôneas, conhecidas como “empresas noteiras”. Esses documentos seriam usados para conferir aparência de legalidade a operações comerciais fraudulentas e permitir a supressão do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Fraudes De acordo com os elementos reunidos na investigação, o empresário, responsável pela administração de uma empresa do setor cafeeiro situada no distrito de Primavera, na zona rural de Rio Bananal, teria utilizado documentos fiscais inidôneos para registrar aquisições de café provenientes de empresas de fachada. A fiscalização identificou, ainda, indícios da prática conhecida como “venda casada”, em que documentos fiscais circulam sem a correspondente movimentação física das mercadorias pelos estabelecimentos indicados nas notas. O procedimento simularia operações comerciais para fins tributários. Mesmo diante dos mecanismos eletrônicos de emissão e controle de notas fiscais e da existência de ações penais em andamento, o investigado teria persistido no uso de documentos fiscais inidôneos, conforme os elementos apurados. Grãos de café conilon, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Valores Um dos pontos de destaque da Operação “Rebrota” é a suspeita de reiteração das condutas atribuídas ao empresário, que já respondia a ações penais por crimes tributários envolvendo valores expressivos. Em três ações penais anteriores, relacionadas à apuração de crimes contra a ordem tributária, os créditos tributários consolidados somavam aproximadamente R$ 14,7 milhões. Mais recentemente, o investigado foi denunciado em outras 12 ações penais por fraudes fiscais de natureza semelhante. Nesses casos, os créditos tributários definitivamente constituídos e inscritos em dívida ativa totalizam R$ 21.975.201,60. Considerados os valores relacionados aos processos anteriores e às denúncias mais recentes, o montante chega a aproximadamente R$ 36,6 milhões, evidenciando a dimensão econômica das irregularidades investigadas. Histórico As suspeitas de continuidade das práticas fraudulentas surgem em um contexto de sucessivas investigações e operações conduzidas pelo Ministério Público para combater a sonegação fiscal na cadeia produtiva do café. Mesmo diante de ações recentes do MPES, como a Operação “Recepa”, voltada ao enfrentamento de esquemas de fraude tributária no setor cafeeiro, o investigado teria mantido mecanismos semelhantes para a supressão de tributos. O empresário também já havia sido alvo de apuração no âmbito da Operação “Torrefação”, anteriormente conduzida pelo GAECO e igualmente relacionada a fraudes fiscais no setor. Para o Ministério Público, o histórico de investigações e ações penais, associado aos elevados valores tributários envolvidos, reforça a necessidade de atuação contínua para coibir práticas que prejudicam a arrecadação pública e comprometem a concorrência regular entre as empresas. A Operação “Rebrota” integra os esforços permanentes do MPES no combate à sonegação fiscal, ao uso de empresas de fachada e às fraudes na comercialização de produtos agrícolas. A atuação busca proteger a arrecadação tributária, promover condições justas de concorrência e responsabilizar os envolvidos em práticas criminosas que causam prejuízos à coletividade. A ação é coordenada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Norte) e da Promotoria de Justiça de Rio Bananal. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



SC confirma 3° foco da doença de Newcastle em aves e área de monitoramento é ampliada


28/10/2026 15:04 - g1.globo.com


Cidasc confirmou terceiro caso da doença de Newcastle em Nova Erechim Santa Catarina confirmou na terça-feira (28) um terceiro foco da doença de Newcastle em criação de aves no Oeste do estado. A nova detecção aconteceu em uma granja com 9.600 animais na cidade de Nova Erechim. O local está dentro da área de emergência zoosanitária declarada após o primeiro registro, em 19 de outubro. Assim como nos dois registros anteriores, nas cidades vizinhas de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, as aves não apresentam sintomas, informou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), órgão do estado que atua na contenção em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Governo Federal decreta emergência zoosanitária em SC A confirmação da doença resultou na restrição de países à importação da carne de aves brasileiras. Somente México e Uruguai suspenderam totalmente o produto do país, enquanto outras nações colocaram embargo somente na carne de Santa Catarina ou da região do foco. O novo registro foi detectado durante as ações de controle sanitário, que incluem vistoria em propriedades e monitoramento das criações. Com a confirmação em Nova Erechim, raio de vigilância das equipes foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. "Entre os dias 20 e 26 de outubro, foram vistoriadas 133 propriedades comerciais e 551 propriedades de subsistência. A operação mantém quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização e desinfecção de veículos", informou a Cidasc. O Ministério da Agricultura ressaltou para a população que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações. 🔍 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC



Dropbox anuncia demissões em todo o mundo; diretor de tecnologia também deixará a empresa


28/10/2026 14:55 - g1.globo.com


Nuvens são vistas em frente ao logo do Dropbox nesta ilustração tirada em 27 de fevereiro de 2022 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo O Dropbox anunciou nesta quarta-feira (28) que vai demitir cerca de 9% de seus funcionários no mundo. O diretor de tecnologia, Ali Dasdan, também deixará o cargo em 18 de novembro, segundo a empresa. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A companhia de armazenamento de arquivos na nuvem tinha 2.113 funcionários em 31 de dezembro. Segundo o Dropbox, os cortes buscam alinhar os investimentos às suas principais prioridades de produtos e crescimento. A empresa estima que as demissões vão custar entre US$ 27 milhões e US$ 33 milhões, principalmente com indenizações e outras despesas relacionadas aos cortes. A maior parte desses gastos deve ser registrada no quarto trimestre, e o restante, em 2027. Agora no g1 A saída de Dasdan ocorre após outra mudança na liderança: em maio, o cofundador Andrew Houston deixou o comando da empresa. Ashraf Alkarmi, que já trabalhava no Dropbox, foi promovido para substituí-lo. O Dropbox também informou que espera que a receita e a margem de lucro operacional ajustada do terceiro trimestre fiquem em linha ou acima das projeções divulgadas anteriormente. Por que Trump quer mudar o nome da IA? Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes



Endividamento de risco cresce 75% em 5 anos e atinge 20,3 milhões de brasileiros, diz BC


28/10/2026 14:42 - g1.globo.com


13º salário: aprenda a quitar dívidas e planejar as despesas de fim de ano Cerca de 20,3 milhões de brasileiros estavam em situação de endividamento de risco em junho de 2026, o equivalente a 17% das pessoas que têm dívidas no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O número representa um crescimento de 75% em cinco anos, segundo relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC) divulgado na terça-feira (27). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔍Comprar um produto parcelado, financiar um imóvel ou pagar uma compra no cartão de crédito são exemplos de situações que geram dívidas, onde entra a classificação de endividado. Isso não significa, por si só, que a pessoa esteja com pagamentos atrasados ou tenha dificuldades financeiras, aí entraria a inadimplência. Para classificar alguém como endividado de risco, o BC considera a combinação de pelo menos dois de quatro critérios, que incluem: Inadimplência superior a 90 dias. Comprometimento de mais da metade da renda mensal com dívidas. Renda restante abaixo da linha da pobreza após o pagamento dos débitos. Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo. Endividamento de risco segundo o BC g1 Famílias mais pobres comprometem maior parte da renda com dívidas ➡️ O peso das dívidas no orçamento é maior entre os brasileiros de baixa renda. Para quem ganha até dois salários mínimos, o pagamento das dívidas compromete 42% da renda mensal. Desse total, 15% da renda é destinada ao pagamento de dívidas do cartão de crédito. Essa faixa reúne 61,2 milhões de tomadores de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e concentra um perfil de endividamento mais associado a modalidades de crédito de alto custo, como cartão de crédito e empréstimos pessoais sem consignação. Segundo o relatório do Banco Central (BC), a participação dessas modalidades cresceu de forma mais intensa entre os consumidores de menor renda. Já entre as pessoas que ganham mais de dez salários mínimos, o comprometimento da renda com dívidas é de 18,6%. Nesse grupo, que reúne 4,4 milhões de tomadores de crédito, uma parcela maior dos pagamentos está associada a financiamentos imobiliários e de veículos, geralmente ligados à aquisição de bens e com prazos mais longos. O relatório também identifica outros dois grupos de renda: 22,3 milhões de tomadores ganham entre dois e cinco salários mínimos, enquanto 7,5 milhões recebem entre cinco e dez salários mínimos. Endividamento de risco cresce desde 2021 Em junho de 2021, 9,7% dos tomadores de crédito estavam em situação de endividamento de risco. A proporção subiu para 13,1% em junho de 2022 e chegou a 13,8% em junho de 2023. Depois de recuar para 13,4% em junho de 2024, voltou a subir e alcançou 17% em junho de 2026. Endividamento de risco segundo o BC g1 Banco Central vê riscos na oferta de crédito digital O relatório aponta que a oferta frequente de crédito em canais digitais pode estimular a contratação de empréstimos sem planejamento, especialmente entre consumidores de menor renda. ➡️ Segundo pesquisa citada pelo BC, esse público recebe, em média, nove ofertas digitais de crédito por mês. A instituição também estuda medidas para reduzir riscos associados à concessão de crédito e à forma como os produtos são oferecidos. Crédito consignado também preocupa O relatório também aponta problemas na modalidade Crédito do Trabalhador, criada para oferecer empréstimos consignados a trabalhadores do setor privado. Em junho de 2026, o saldo de operações inadimplentes nessa linha chegou a R$ 6,1 bilhões. Segundo o BC, parte desse valor estava associada a trabalhadores que perderam o emprego, enquanto outra parcela correspondia a pessoas que foram demitidas e conseguiram uma nova colocação formal.



TCU propõe alíquota de 11,3% para o futuro imposto sobre consumo do governo federal em 2027; Senado tem que aprovar valor


28/10/2026 14:39 - g1.globo.com


O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado na reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O cálculo foi feito por técnicos do tribunal com base em dados da Receita Federal. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027. Se o Senado não aprovar uma alíquota até 15 de dezembro, terá validade o valor calculado pelo TCU. ▶️Para calcular o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que estão sendo extintos no fim de 2026 (PIS, Cofins e grande parte do IPI). Isso porque, uma das premissas da reforma sobre o consumo, é manter o atual patamar da carga tributária. O governo informou, na proposta de orçamento de 2027, que espera arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS no ano que vem. A proposta do TCU também engloba um "redutor" de 44,2% na alíquota de referência da CBS, e alíquotas reduzidas para alguns produtos e serviços, nas compras públicas. Agora no g1 🔎 O TCU é responsável por analisar e homologar os cálculos das alíquotas de referência da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), etapas previstas na transição para o novo sistema tributário brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023. 🔎A CBS substituirá o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎 PIS e Cofins serão extintas em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Moedas, trocado, dinheiro, troco, real Freepik Estimativas anteriores 🔎 Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Entretanto, nos meses seguintes foram feitas novas exceções à cobrança do imposto cheio que elevaram a alíquota. 🔎 A área econômica não fez nova projeção, mas cálculo da consultoria Roit aponta para uma alíquota de 9,43% em 2027. 🔎 Estimativas divulgadas em julho pelo Comitê Gestor do IBS, dos estados, apontam que a CBS teria uma taxa de cerca de 9,2% no próximo ano. Imposto dos estados e municípios Além da CBS do governo federal, a reforma tributária também contempla a cobrança do IBS estadual e municipal, que terá uma alíquota marginal, de 0,1% em 2027 e em 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS, até 2032. A cobrança integral começa em 2033. Assim que a alíquota cheia estiver sendo cobrada, estimativas apontam que o imposto sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, somará cerca de 28% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia — uma das maiores alíquotas do mundo. O valor, que supera o teto existente de 26,5%, ficaria acima do registrado nos países ricos. Esse será o nível necessário para manter a atual carga tributária sobre o consumo, ou seja, o peso dos impostos sobre essa base de tributação. Tributos altos sobre o consumo, por sua vez, penalizam a população de baixa renda — uma vez que uma parte maior de sua renda é destinada aos impostos. ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são ainda maiores, com tributação média de cerca de 34% – há dificuldade em calcular o peso dos impostos pois o sistema é muito complexo, há exceções, e os tributos incidem sobre si mesmos. Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço). Benefícios elevam alíquota para todos A aprovação de exceções à alíquota cheia dos futuros impostos sobre o consumo durante a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional, ou seja, de benefícios para setores e produtos, é uma das responsáveis pelo elevado nível da tributação estimada para os futuros impostos — algo que foi apontado, à época, por exemplo, pela indústria nacional. A explicação é que, quanto maior é o número de exceções, ou regimes diferenciados — com tratamento favorecido —, mais alta é a chamada "alíquota padrão", ou seja, que os demais setores da economia, não englobados por benefícios, têm de pagar. Isso por conta da determinação da reforma de manter o atual patamar da carga tributária — valor que se arrecada em proporção ao PIB. Com setores e produtos beneficiados por exceções aprovadas pelo Legislativo, com tributação menor, todo os consumidores pagam a mais na alíquota normal (chamada de padrão). Entre os benefícios aprovados na tramitação da reforma tributária, estão alíquota zero para a cesta básica, incluindo as proteínas (o que, segundo especialistas, beneficia a população mais rica), para uma lista de medicamentos e dispositivos médicos. O Congresso aprovou ainda alíquotas reduzidas para serviços de educação e saúde; medicamentos e dispositivos médicos; produções artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais; atividades desportivas; e profissões regulamentadas e fiscalizadas por conselhos profissionais. Fim da cumulatividade Esses dois novos impostos que serão implementados gradualmente até 2032 funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, de maneira não cumulativa. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre as diferentes empresas da produção e comercialização. Outra mudança é que os tributos sobre o consumo (IVA) serão cobrados no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas. Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais. Imposto do pecado Além dos tributos não cumulativos do governo, estados e municípios, a reforma tributária prevê, ainda, a cobrança do chamado "imposto seletivo", também chamado de imposto do pecado. Para que tenha validade, esse novo tributo ainda tem de ser regulamentado. Nesta terça-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta para o imposto seletivo será enviada ao Congresso Nacional em breve, provavelmente ainda nesta semana. O imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Em junho, o Ministério da Fazenda informou que a ideia é manter, pelo menos em um primeiro momento, a carga tributária atual, sem aumento dos impostos durante a transição. Nesse período, o governo pretende discutir as mudanças com os setores afetados. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. O TCU informou que essa projeção do governo federal foi considerada para manter a atual carga tributária sobre o consumo. No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo.



Projeto de lei quer deixar que candidato leve instrutor de sua escolha para exame da CNH


28/10/2026 14:08 - g1.globo.com


Carro de autoescola Lia de Paula/Agência Senado Projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (28) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados quer permitir que o candidato leve um instrutor de sua própria escolha para acompanhar o exame prático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto prevê que o profissional seja credenciado junto ao órgão de trânsito estadual, do Distrito Federal ou à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Para virar lei, o projeto ainda precisa ser votado no Congresso e ser sancionado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A proposta tem autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP). O relator na comissão, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), recomendou a aprovação do texto com mudanças. O substitutivo apresentado pelo relator restringe o acompanhamento a instrutores credenciados, que poderão ou não pertencer à entidade responsável pela formação do candidato. A lotação do veículo também deverá ser respeitada. Agora no g1 Na proposta, o profissional não poderá fazer comentários, gestos ou qualquer intervenção que interfira na realização da prova. Caso descumpra essa regra, o exame poderá ser invalidado. A versão original do projeto, apresentada pela deputada, permitia que o candidato escolhesse qualquer pessoa para acompanhá-lo e previa a gravação de áudio e vídeo durante toda a avaliação. O relator retirou essa possibilidade do texto. Suspeita de fraude Na justificativa, a parlamentar relatou um caso de suspeita de fraude no processo de concessão da habilitação e manifestou preocupação com possíveis irregularidades envolvendo examinadores dos departamentos estaduais de trânsito (Detrans) e autoescolas. A autora descreveu o problema como “a associação entre servidores/examinadores do DETRAN e autoescolas que apostam na reprovação a fim de vender carteiras em troca de pagamento de propinas”. Flávio Nogueira considera que a presença de uma pessoa de confiança pode ajudar a acompanhar a regularidade do exame, que é um procedimento da administração pública e deve observar princípios como transparência e eficiência. "Dessa forma, o indivíduo avaliado terá mais segurança durante o seu exame de direção, visto que um terceiro poderá acompanhar e fiscalizar, evitando assim que haja coação para pagamento de propinas", diz o texto do projeto. Por outro lado, o deputado apontou no voto que a prova prática exige atenção especial porque o candidato ainda não tem habilitação para dirigir. Fim da baliza e carro automático liberado: entenda as mudanças do Detran de SP no teste de prova prática para tirar CNH Reprodução/TV Globo Na avaliação dele, a presença de alguém sem conhecimento técnico pode prejudicar a concentração do examinador e do candidato, com possíveis consequências para a segurança dos ocupantes do veículo e dos demais usuários da via. Por isso, o relator defende que apenas instrutores credenciados possam acompanhar o exame. Segundo ele, esses profissionais têm treinamento específico e experiência no atendimento a candidatos à habilitação. Nogueira também rejeitou a gravação de áudio e vídeo. Para o deputado, eventuais irregularidades devem ser investigadas pelos meios adequados, sem que pessoas sem conhecimento técnico façam avaliações que possam resultar em acusações infundadas contra examinadores. O relator argumenta ainda que a exposição desses profissionais deve respeitar o direito ao contraditório e à ampla defesa. A proposta deve avançar para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável pela análise de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.



Snapchat é julgado nos EUA pela primeira vez em caso de dependência em redes sociais


28/10/2026 13:47 - g1.globo.com


Snapchat é julgado nos EUA pela primeira vez Richard Drew/AP Foto A plataforma de mensagens Snapchat terá que se defender, pela primeira vez, diante de um júri contra acusações de vício em redes sociais entre os jovens, ao lado do Instagram (Meta), em um novo julgamento que começa nesta quarta-feira (28) em Los Angeles. Nos últimos anos, foram apresentados milhares de processos em tribunais locais, estaduais e federais por todos os Estados Unidos, contendo diversas acusações sobre supostos danos a crianças e adolescentes causados por essas plataformas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A seleção dos jurados começa nesta quarta-feira (28), e as audiências, que devem prosseguir até 4 de novembro, estão previstas para durar até meados de dezembro. A Snap, empresa matriz do Snapchat, e a Meta ainda podem optar por um acordo antes do veredicto. Agora no g1 Espera-se que os responsáveis pela Meta e pela Snap, Mark Zuckerberg e Evan Spiegel, prestem depoimento em meados de novembro, assim como o chefe do Instagram, Adam Mosseri, segundo os advogados das partes demandantes. Elas acusam as plataformas de terem sido projetadas para gerar dependência, resultando em quadros de depressão, ansiedade, transtornos alimentares e automutilação. Júri vai analisar acusações de que as plataformas foram projetadas para gerar dependência e causar danos à saúde mental de crianças e adolescentes; Mark Zuckerberg e Evan Spiegel devem depor em novembro.



Ibovespa cai mais uma vez e acumula perda de 16% na semana; dólar recua


28/10/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 2,68% nesta quarta-feira (28), aos 171.006 pontos. Com o resultado, o índice acumula perdas de 16,62% na semana. Já o dólar oscilou ao longo do pregão e encerrou o dia em baixa de 0,19%, cotado a R$ 5,3401. O principal destaque da sessão ficou com a nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). No Brasil, investidores voltaram as atenções para o quadro fiscal, após a reeleição do presidente Lula (PT) no último domingo e em meio a promessas do governo sobre o resultado primário e a reforma tributária. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O foco do mercado esteve com a nova decisão de juros do Fed. A instituição manteve as taxas de juros inalteradas nos EUA, na faixa de 3,75% a 4%. A decisão veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Em comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica americana segue se expandindo em ritmo forte e os gastos domésticos têm se mostrado resilientes. 🔎 A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. ▶️ No Brasil, o cenário fiscal seguiu na mira dos investidores. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. O ministro também prometeu a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". As medidas vêm em meio à pressão de investidores e empresários por um reajuste fiscal por parte do governo, após a reeleição de Lula (PT). ▶️ No mercado de commodities, os preços do petróleo continuaram elevados, após os EUA orientarem países do Golfo a se prepararem para uma possível campanha militar contra o Irã após as eleições legislativas, em 3 de novembro. As informações são do Wall Street Journal. No final do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 1,44%, cotado a US$ 115,32. Já o WTI, referência nos EUA, avançou 2,88%, a US$ 102,78 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +6,95%; Acumulado do mês: +3,20%; Acumulado do ano: -2,71%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -16,62% Acumulado do mês: -8,23%; Acumulado do ano: +6,13%. Pressão fiscal aumenta Investidores e empresários intensificaram a pressão fiscal sobre o governo nesta semana, após a reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato no último domingo (25). A preocupação é que o descontrole piore a situação da dívida pública e traga uma deterioração nas condições financeiras do país, com crédito mais caro e a possibilidade de uma nova alta da Selic caso a valorização do dólar pressione a inflação. Com isso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, na véspera, que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. Ao mirar o centro da meta, em tese, o governo poderá precisar bloquear mais recursos ao longo de 2027, limitando os gastos dos ministérios. "Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o compromisso nosso, o compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal", disse o ministro. Sem dar detalhes, Durigan também afirmou que a equipe econômica prepara outras medidas para reforçar a confiança na trajetória das contas públicas. "Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta [fiscal]. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa", declarou a jornalistas. Reforma tributária O ministro também afirmou que a equipe econômica se prepara para enviar ao Congresso a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". A expectativa é que o texto seja enviado ainda nesta semana. Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam com alta nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam a decisão do Fed. O Dow Jones teve alta de 0,24%, enquanto o S&P 500 avançou 0,33% e o Nasdaq Composite registrou perdas de 0,32%. Já as bolsas europeias fecharam mistas nesta quarta-feira, em meio à alta do petróleo e em compasso de espera pela decisão de juros americanos. O DAX, da Alemanha, subiu 0,44%, enquanto o CAC-40, da França, fechou estável e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,07%. Na Ásia, as ações chinesas voltaram a subir nesta quarta-feira, acompanhando a recuperação dos papéis de inteligência artificial após os resultados financeiros mais otimistas da fabricante de chips SK Hynix. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiram 0,9% na sessão. No Japão, o Nikkei avançou 1,08% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 6,63%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,23%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Pixabay



Passadas as eleições, governo concede garantia para empréstimo de R$ 7 bilhões de consórcio de bancos aos Correios


28/10/2026 11:22 - g1.globo.com


O governo federal concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo de um consórcio de bancos aos Correios, dentro do processo de reestruturação previsto para o período de 2025 a 2027. O ato foi formalizado após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), que terminou com a vitória do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. A medida consta em despacho do ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicado no Diário Oficial da União. O consórcio de bancos, formado por pelo ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e pelo JP Morgan, com isso, tem a garantia de que vai receber as parcelas do empréstimo do Tesouro Nacional — no caso de os Correios não honrarem o compromisso. Agora no g1 O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. Em setembro, os Correios informaram ao g1 que o empréstimo saísse ainda naquele mês, algo que não aconteceu, sendo formalizado apenas após o segundo turno da eleições para presidente da República. Na ocasião, a estatal também confirmou o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026. O resultado dos Correios tem contribuído para o rombo das estatais federais, que somou R$ 6,51 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, segundo dados do Banco Central. O resultado, que é recorde na parcial deste ano, fica próximo do maior rombo já contabilizado para um ano fechado (-R$ 6,73 bilhões em 2024). Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços. De acordo com o Ministério da Gestão, os Correios executam um plano de reequilíbrio financeiro e reestruturação.



Número de super-ricos na China atinge maior nível com ascensão de empresários de tecnologia


28/10/2026 10:47 - g1.globo.com


Número de super-ricos na China atinge maior nível com ascensão de empresários de tecnologia Getty Images O número de super-ricos na China atingiu o maior nível já registrado neste ano, impulsionado pela entrada de empresários do setor de tecnologia na lista, entre eles o fundador da DeepSeek. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a Hurun China Rich List, divulgada nesta terça-feira (28), o país tem agora o recorde de 1.529 pessoas com patrimônio superior a 5 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 750 milhões ou R$ 4 bilhões. O total supera o recorde anterior, de 1.460 pessoas, registrado em 2021. Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Liang Wenfeng, fundador da startup de inteligência artificial DeepSeek, estreou na sétima posição do ranking, com uma fortuna estimada em US$ 41,7 bilhões, cerca de R$ 223 bilhões. Ele está entre os 263 novos integrantes da lista, provenientes, em sua maioria, dos setores de semicondutores, inteligência artificial e robótica. A fortuna de Wenfeng aumentou após o lançamento do modelo de inteligência artificial R1, no ano passado. Segundo Rupert Hoogewerf, principal pesquisador do Hurun Research Institute, responsável pela elaboração do ranking, a lista de 2026 reflete uma China com uma “economia em duas velocidades”: enquanto as fortunas ligadas à tecnologia disparam, as de setores tradicionais encolhem. Entre os 100 primeiros colocados, 60% construíram suas fortunas em setores considerados estratégicos pela China. Essas áreas fazem parte de um plano lançado pelo país em 2015 para alcançar a liderança tecnológica em dez anos. Fundador da ByteDance, Zhang Yiming voltou ao topo do ranking depois de ter ocupado a primeira posição em 2024. Sua fortuna é estimada em US$ 99,7 bilhões, cerca de R$ 533 bilhões, o maior valor já registrado na lista. Ele superou Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring e conhecido como “Rei da Água Engarrafada”. A ByteDance, dona do TikTok e do Douyin, enfrenta pressões regulatórias crescentes em diferentes países. Apesar disso, seu chatbot de inteligência artificial, o Doubao, tem quase 420 milhões de usuários ativos por mês, número muito superior ao de seus concorrentes chineses. Também aparecem entre os dez primeiros colocados Robin Zeng, fundador da CATL; Pony Ma, da Tencent; William Ding, da NetEase; e Chen Tianshi, da Cambricon. A DeepSeek estaria perto de concluir uma nova rodada de investimentos de 100 bilhões de yuans, o maior valor já registrado na indústria chinesa de inteligência artificial. A operação elevaria o valor de mercado da empresa para quase 500 bilhões de yuans. Na lista das mulheres mais ricas da China, elaborada pela Hurun, a primeira posição é ocupada por Zhou Qunfang, fundadora da Lens Technology, fabricante de telas sensíveis ao toque. Sua fortuna é estimada em US$ 18,9 bilhões, aproximadamente R$ 101 bilhões.



Governo renova subsídio ao diesel; por que o agro é tão vulnerável à alta do combustível?


28/10/2026 08:00 - g1.globo.com


Governo prorroga subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel O governo federal prorrogou nesta terça-feira (27), por mais 30 dias, o subsídio ao diesel, mantendo o benefício em R$ 2,12 por litro. A medida busca conter os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo, principal matéria-prima do combustível, pressionados pelos conflitos no Oriente Médio e pela guerra entre Rússia e Ucrânia. O barril do petróleo Brent, referência internacional, foi negociado entre US$ 100 e US$ 106 na primeira quinzena de outubro e chegou a US$ 113,17 no dia 22. Para o governo, qualquer valor acima dos US$ 70 gera pressão forte nos preços para o mercado interno. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Além da alta da commodity, a desvalorização do real também pode encarecer a produção e a importação de diesel. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, o Brasil importa cerca de um quinto do diesel que consome, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em agosto, o diesel importado correspondeu a 23,14% das vendas nacionais de diesel A, combustível ainda sem a mistura obrigatória de biodiesel. A junção desses fatores dá no seguinte resultado: O preço do diesel comum subiu 6,67% na primeira quinzena de outubro, chegando à média de R$ 7,20 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Já o diesel S-10 ficou 5,07% mais caro no período, chegando a R$ 7,46 por litro. Em relação a janeiro, o diesel comum acumulou aumento de 15,2%. Os preços também variam entre as regiões do país. No Norte, o litro do diesel comum custava, em média, R$ 7,75, enquanto o S-10 tinha preço médio de R$ 7,80. Em Roraima, o diesel comum chegou a R$ 8,19; no Acre, o S-10 atingiu R$ 8,30. No Sul e no Sudeste, a média do diesel comum era de R$ 6,97 por litro. Esse aumento que se reflete no transporte de cargas, feito principalmente por caminhões no Brasil. No agronegócio, o combustível mais caro eleva o custo do frete e da produção, e esse aumento pode ser repassado aos preços dos alimentos. Como mostrou o Globo Rural, agricultores do Rio Grande do Sul já demonstram preocupação com a possível falta de diesel às vésperas do plantio da safra de verão. Por que o Brasil precisa importar diesel? Entre janeiro e agosto, a produção de diesel pela Petrobras chegou a crescer 18,5%, passando de 32,7 milhões para 38,7 milhões de barris. Ainda assim, a produção nacional não foi suficiente para atender a toda a demanda pelo combustível. No primeiro semestre de 2026, o Brasil consumiu 213,2 milhões de barris de diesel. Segundo a ANP, a produção nacional foi de 154,8 milhões de barris, enquanto as importações somaram 43,5 milhões de barris, o equivalente a 20,4% do consumo no período. A dependência de importações está relacionada à capacidade de refino do país. Isso porque extrair petróleo não é o mesmo que produzir combustíveis: o petróleo precisa ser processado em refinarias para se transformar em diesel e outros derivados usados por caminhões, máquinas agrícolas e veículos. Nos últimos anos, a Petrobras vendeu refinarias para empresas privadas como parte de um programa de venda de ativos. Esse movimento ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), quando a estatal negociou unidades do setor de refino. O professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), questiona os custos de produção do diesel nessas refinarias e afirma que, em algumas situações, o combustível produzido no Brasil chega a ser mais caro que o importado. Já Francismar Ferreira, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), afirma que diminuir a dependência das importações exige ampliar e modernizar as refinarias brasileiras, além de rever os investimentos da Petrobras no setor. Cadeia do diesel g1 Por que a alta do diesel pesa tanto no Brasil? 🕰️ A partir da segunda metade do século XX, o Brasil passou a priorizar o transporte de cargas por rodovias, enquanto as ferrovias perderam espaço. Essa mudança acompanhou o crescimento da indústria automobilística e a expansão da malha rodoviária. Hoje, a dependência das estradas faz com que a alta do diesel aumente os custos do frete e, consequentemente, do transporte de mercadorias. “Os combustíveis em geral, sobretudo gasolina e diesel, têm um impacto muito grande sobre o transporte de mercadorias. O Brasil é um país grande e precisa transportar cargas por longas distâncias, isso afeta muito a produtividade do Brasil”, afirma Paulo Feldmann, da FEA-USP. ➡️ Países como Argentina e Estados Unidos também sofrem com a alta dos combustíveis, mas contam com redes ferroviárias que permitem escoar parte da produção agrícola e industrial por trens, diminuindo a dependência das rodovias em determinados trajetos. Há também riscos para o abastecimento, como alertam os agricultores do RS. Murilo Viana, mestre em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que os subsídios concedidos recentemente pelo governo, ao manter os preços internos artificialmente abaixo dos internacionais, podem desestimular empresas privadas a importar diesel. Nesse cenário, a Petrobras poderia ser pressionada a assumir uma parcela maior das importações, eventualmente vendendo o combustível com prejuízo por litro. Caso isso não ocorra, o país poderia enfrentar dificuldades de abastecimento por falta de importação pela iniciativa privada. Como isso afeta os preços dos alimentos? O agronegócio está entre os setores mais afetados pela alta do diesel, já que o combustível é utilizado tanto nas máquinas agrícolas, durante o preparo do solo, o plantio e a colheita, quanto no transporte da produção até armazéns, indústrias, portos e centros consumidores. “O aumento dos custos pode reduzir a competitividade das exportações e encarecer os alimentos no mercado interno”, afirma Paulo Feldmann, da FEA-USP. “Todos falam que 'da porteira para dentro' a agricultura brasileira é a mais competitiva do mundo. O Brasil perde muito no transporte, que é o que mais afeta o custo.” Com o frete mais caro, produtores e empresas podem ter seus lucros reduzidos ou repassar parte dos custos adicionais aos compradores. O repasse, porém, não acontece necessariamente de forma integral ou imediata. Parte do aumento pode ser absorvida ao longo da cadeia de produção e distribuição, dependendo dos contratos, da concorrência e das margens de lucro das empresas. Nesse contexto, o governo Lula tem apostado em subsídios temporários para conter os efeitos de altas de preços que considera passageiras. Subsídio alivia a alta, mas tem limites A prorrogação do subsídio anunciada pelo governo busca reduzir os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo no Brasil. Para Feldmann, a medida pode ajudar a conter o repasse dos custos, mas tem limites porque depende de recursos públicos, em um momento de dificuldades nas contas do governo. Para Murilo Viana, o subsídio pode ser justificado pelo fato de que a alta dos preços internacionais do petróleo também pode elevar a arrecadação do governo brasileiro. Isso porque o país exporta petróleo bruto e recebe receitas de royalties, dividendos da Petrobras e tributos. O subsídio, portanto, representa um gasto imediato para o governo, mas pode ajudar a evitar custos e impactos maiores sobre a economia. O resultado dessa estratégia, porém, depende de quanto o governo arrecada a mais com o petróleo, de quanto gasta com o subsídio e de quanto do aumento do diesel chegaria aos preços de outros produtos. Para Viana, medidas para estabilizar os preços podem ser válidas, desde que sejam temporárias e tenham regras claras para seu encerramento, evitando que o subsídio se transforme em uma forma permanente de manter os preços artificialmente baixos. O que reduziria a dependência brasileira? Ampliar a capacidade de refino, investir em alternativas de transporte e reduzir a dependência de insumos importados são medidas que podem, na visão dos analistas, tornar o Brasil menos vulnerável. Para Francismar Ferreira, do Ineep, uma solução de longo prazo exige ampliar e modernizar as refinarias brasileiras, além de aumentar os investimentos no setor. A discussão também envolve o papel da Petrobras na produção de combustíveis derivados do petróleo, assim como na distribuição e revenda desses produtos. O economista Murilo Viana também defende ampliar a produção nacional de fertilizantes, outro insumo essencial para o agronegócio. Essa medida não resolve diretamente a dependência do diesel, mas faz parte de uma estratégia mais ampla para reduzir a vulnerabilidade do setor às oscilações do dólar e dos insumos no mercado internacional. PEC Brasil movimenta o agronegócio em todo o país. adobe stock



LISTA: veja os 6 carros de até R$ 100 mil que consomem menos combustível


28/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Carros abaixo de R$ 100 mil e que consomem menos combustível arte/g1 O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, mostra quais são os carros mais econômicos do Brasil no consumo de combustível. A última lista reúne 976 veículos homologados por 43 marcas, avaliados em testes de laboratório que analisam diversos critérios. Os testes seguem a norma ABNT NBR 7024, em vigor desde 1989 e atualizada periodicamente. A regra define que o consumo de combustível seja medido por ciclos de condução em dinamômetro de chassi, que simulam a circulação em trechos urbanos e rodoviários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 Nesta reportagem, o g1 lista os carros que custam menos de R$ 100 mil e aponta quais deles são os que gastam menos combustível na cidade, além de trazer, em alguns casos, uma análise mais ampla do consumo. ⚠️ Na lista, foram considerados apenas veículos com motores a combustão, sem incluir híbridos ou elétricos. Além disso, nem todas as versões de um mesmo modelo apresentam o melhor desempenho em consumo. 6. Citroën C3 Citroën C3 divulgação/Citroën O carro menos econômico da lista é um dos mais baratos do Brasil. Isso não significa que ele seja beberrão. Pelo contrário: o hatch da marca francesa é capaz de consumir menos combustível que o conjunto híbrido do Toyota Yaris Cross, por exemplo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,9 km/l (cidade) e 14,6 km/l (estrada); Etanol: 9,5 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 88.990. 5. Peugeot 208 Peugeot 208 divulgação/Peugeot O Peugeot 208 não pode ser considerado um carro “beberrão”, mas é o carro mais caro dessa lista. O hatch compacto se sai bem em trajetos urbanos, porém tem desempenho mais modesto na estrada. Ele perde para o Hyundai i20 na cidade, mas apresenta números melhores na estrada: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,6 km/l (cidade) e 15,3 km/l (estrada); Etanol: 9,5 km/l (cidade) e 10,8 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 93.990. 4. Hyundai i20 Hyundai i20 chega como HB20 moderno e maior Lançado no Brasil em junho deste ano, o Hyundai i20 também não encabeça a lista dos carros mais econômicos do país. Galerias Relacionadas p O baixo consumo do modelo se destaca, superando o C3 até quando abastecido com etanol: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,9 km/l (cidade) e 14,6 km/l (estrada); Etanol: 9,7 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 94.990. 3. Renault Kwid Renault Kwid divulgação/Renault O Renault Kwid disputa com o Fiat Mobi o posto de carro mais barato do Brasil, mas perde a batalha entre os compactos quando o assunto é economia de combustível. Vale destacar que ele é o melhor com etanol na cidade e o segundo melhor com gasolina na cidade: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,4 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 10,4 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 82.790. 2. Chevrolet Onix Chevrolet Onix divulgação/Chevrolet Embora fique em quinto lugar no consumo com gasolina na cidade, o Chevrolet Onix é o mais econômico na estrada, tanto com etanol quanto com gasolina. O câmbio de seis marchas, manual ou automático, contribui para esse bom desempenho e ajuda o modelo a subir no ranking. O hatch testado pelo Inmetro é a versão flex, e não o modelo movido 100% a etanol. Este último, por sua vez, consome mais etanol do que a versão que também pode ser abastecida com gasolina: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,7 km/l (cidade) e 17,7 km/l (estrada); Etanol: 9,8 km/l (cidade) e 12,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 87.790. Para comparação, estes são os dados do Onix movido somente a etanol e vendido apenas com câmbio automático: Motor: 1.0; Câmbio: automático de seis marchas; Etanol: 9,1 km/l (cidade) e 11,0 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 99.990. 1. Fiat Mobi Fiat Mobi divulgação/Fiat Em primeiro lugar no pódio aparece o rival do Kwid: o Fiat Mobi. O modelo bebe mais na cidade quando abastecido com etanol, mas a economia aparece quando a gasolina é a escolhida no posto: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,5 km/l (cidade) e 15,8 km/l (estrada); Etanol: 10,1 km/l (cidade) e 11,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 85.490.



Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula; MPT aponta violações


28/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Agora no g1 Publicações feitas por políticos e influenciadores digitais após o resultado das eleições de 2026 passaram a defender a demissão de trabalhadores, a recusa de contratação de profissionais e o boicote a estabelecimentos que ajudaram a reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os conteúdos circulam em diferentes redes sociais e coincidem com uma nova onda de denúncias recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Das 2.177 denúncias de assédio eleitoral registradas pelo órgão em 2026, mais de 530 foram apresentadas após o resultado da eleição presidencial, cerca de 24,3% do total. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em algumas publicações, o pedido para que empresários rompam relações profissionais com apoiadores do PT aparece de forma explícita. "Você tem uma empregada que é petista? Demita! Tem um funcionário que é petista? Demita!", escreveu a vereadora de Londrina Jessica Ramos Moreno, conhecida como Jessicão (PL). Outros conteúdos ampliam esse tipo de orientação para além das relações de trabalho. "Não ajude petista: na fila da regulação, em pedido de emprego, em nenhum tipo de favor", escreveu a influenciadora Josiflora, que tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Em outro vídeo, ela orienta os seguidores a não oferecer água a petistas e afirma que essas pessoas não deveriam receber ajuda. Já o empresário e influenciador Rapha Hanzol relatou, em um vídeo, que iria demitir sua melhor funcionária e associou a decisão a questões de comportamento e alinhamento com a "cultura" da empresa. "Hoje eu vou demitir a minha melhor funcionária. E essa será a decisão mais acertada do ano. Quando a pessoa não entende sobre a cultura, não respeita os nossos procedimentos, quando ela não se adequa ao nosso jeito de trabalhar, é importante que ela não trabalhe, que ela não contamine e que ela não esteja presente para que a gente comece a voltar a se orgulhar do que produzimos", afirmou. A deputada estadual do Rio de Janeiro Índia Armelau (PL), por sua vez, compartilhou uma mensagem direcionada a empresários. "Não contrate quem odeia empresários. Quem gera empregos merece respeito", escreveu. A publicação foi acompanhada da frase: "Eu não tenho dúvida de que fomos roubados. Ponto". ⚠️ Nesta terça-feira (27), o MPT-RJ pediu R$ 500 mil em indenização contra a deputada por incentivar demissões por motivação política. Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula Reprodução Em outro caso, a influenciadora Livian Weber Asmar publicou conteúdos com a expressão "Boicote aos petistas" e divulgou uma lista de restaurantes e estabelecimentos de São Paulo que, segundo ela, deveriam ser evitados por consumidores conservadores. A influenciadora Natássia Chamelete também anunciou uma campanha de boicote a pessoas identificadas com o PT. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que deixaria de consumir serviços de profissionais petistas, incluindo médicos e cabeleireiros, e convidou seguidores a fazer o mesmo. Ao g1, Natássia afirmou que não é investigada nem alvo de denúncia ou procedimento relacionado aos fatos. Segundo ela, o vídeo não defende demissões ou perseguição, mas a escolha de consumidores de apoiar economicamente pessoas com valores semelhantes. 📎 As citações acima são apenas alguns dos casos rastreados pela reportagem do g1. Embora tenham formatos diferentes, as publicações seguem uma linha comum: associam oportunidades de trabalho, relações comerciais e até ajuda em situações cotidianas ao posicionamento político de trabalhadores, prestadores de serviços e consumidores. O movimento passou a ser acompanhado de perto pelo Ministério Público do Trabalho, que investiga denúncias envolvendo esse tipo de conduta. O MPT recebeu mais de 427 denúncias após a eleição, somando 2.177 em 2026. g1 Ao g1, o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), afirmou que o órgão recebeu um grande volume de denúncias após a divulgação do resultado das eleições e vê com preocupação tentativas de transformar divergências políticas em critérios para contratação, demissão ou manutenção do emprego. "Nesses casos, o Ministério Público do Trabalho tem todo um regramento que impede esse tipo de discriminação do trabalhador pelo voto, pela opção política dele", afirmou. Segundo o procurador, o assédio eleitoral não termina quando a votação acaba. A prática também pode ocorrer após o pleito, quando trabalhadores passam a sofrer ameaças, perseguições ou retaliações em razão da posição política que o empregador acredita que eles adotem. "Há uma violação que não atinge somente o direito daqueles trabalhadores e trabalhadoras atingidos, mas atinge toda a democracia, toda a sociedade." A preocupação com o movimento levou o MPT a intensificar alertas sobre assédio eleitoral nas redes sociais. "O voto é livre e secreto. Ninguém é obrigado a revelar em quem votou, e ninguém pode ser punido pela escolha que fez. Quem sofreu ou presenciou esse tipo de pressão pode denunciar pelo site do MPT, de forma remota e sigilosa. Guardar provas como prints, áudios, mensagens e nomes de testemunhas ajuda na apuração", reforçava um post publicado nesta segunda-feira (26). A seguir, entenda por que posições políticas não podem ser usadas como critério para contratação ou demissão, quais são as punições previstas, como denunciar casos de discriminação e mais. Divergência política não é critério para contratação e demissão Demitido por discriminação política. E agora? Influenciadores e políticos também podem ser responsabilizados Ameaça também é conduta ilícita Empregador não pode cobrar posição política do funcionário Boicote a empresas Como a Justiça identifica a discriminação O que fazer em caso de discriminação política Leia também Após vitória de Lula, empresas anunciam fim de doações em diferentes regiões do país Divergência política não é critério para contratação e demissão Segundo o Ministério Público do Trabalho e especialistas ouvidos pelo g1, divergências políticas não podem ser usadas como critério para contratar, demitir ou restringir oportunidades profissionais. A principal base legal utilizada pelo MPT nesses casos é a Lei nº 9.029, de 1995, que proíbe práticas discriminatórias para acesso e manutenção da relação de emprego. De acordo com o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, o entendimento do órgão é que trabalhadores não podem sofrer qualquer tipo de retaliação em razão de suas escolhas políticas ou eleitorais. A advogada trabalhista Thaluana Aves afirma que essa proteção também decorre de garantias previstas na Constituição Federal. "É muito grave imaginar que uma pessoa possa perder o emprego ou deixar de conseguir uma oportunidade de trabalho simplesmente porque pensa politicamente de maneira diferente do empregador." Segundo ela, a Constituição protege a liberdade de consciência, de expressão e de convicção política. Além disso, a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) também protege trabalhadores contra discriminação motivada por opinião política. "Não estamos falando de direita ou esquerda. Estamos falando de direitos que precisam ser respeitados, independentemente de quem tenha vencido as eleições (...) O voto é livre, é secreto e é individual. E a liberdade política não termina quando o trabalhador entra na empresa". Voltar ao índice. Mensagens de políticos e influenciadores estimulam retaliações contra eleitores do PT; especialistas explicam os direitos dos trabalhadores e como denunciar. Reprodução Demitido por discriminação política. E agora? Se ficar comprovado que uma demissão ocorreu por discriminação política, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a ilegalidade da conduta. Nesses casos, o trabalhador poderá ter direito à reintegração ao emprego, com pagamento das remunerações referentes ao período de afastamento. Caso não queira retornar à empresa, também poderá optar pela indenização prevista em lei, correspondente ao dobro da remuneração do período. Além disso, podem ser fixadas indenizações por danos morais e outras reparações decorrentes da prática discriminatória. "As consequências podem ser muito sérias. E é importante que os empregadores tenham consciência disso (...) A liberdade de contratar e demitir não autoriza práticas discriminatórias", afirma Thaluana. ➡️ Ela acrescenta que a mesma lógica pode ser aplicada a situações em que um profissional deixa de ser contratado por suas convicções políticas, desde que existam elementos que demonstrem que a posição ideológica foi determinante para a decisão. Voltar ao índice. Influenciadores e políticos também podem ser responsabilizados Uma das principais questões levantadas pelas publicações é se a responsabilização alcança apenas quem pratica a discriminação ou também quem incentiva terceiros a fazê-lo. O entendimento do Ministério Público do Trabalho é que a atuação pode ir além do empregador. "Os terceiros que utilizam as redes sociais para incentivar as empresas a demitir, a perseguir e retaliar os trabalhadores por suas escolhas políticas também podem ser responsabilizados", afirmou Igor Sousa Gonçalves. Segundo ele, a atuação do órgão busca proteger trabalhadores contra qualquer forma de violência ou discriminação nas relações de trabalho. Questionado sobre a possibilidade de responsabilização de agentes políticos que estimulem esse tipo de prática, o procurador afirmou que as denúncias ainda estão sendo analisadas. Mesmo assim, reforçou que o entendimento jurídico do órgão admite essa possibilidade. "O MPT entende que é possível, sim, a responsabilização de terceiros que, de algum modo, incitem e estimulem esse tipo de prática." Voltar ao índice. Ameaça também é conduta ilícita Segundo Thaluana Aves, uma ameaça de demissão já pode configurar uma conduta ilícita quando é utilizada para pressionar ou punir um trabalhador em razão de suas convicções políticas. "Uma ameaça de demissão utilizada para pressionar ou punir politicamente um trabalhador já pode representar uma conduta ilícita, mesmo que a demissão nunca aconteça." A especialista explica que, quando se trata de publicações em redes sociais, é necessário analisar o conteúdo, o contexto e as circunstâncias de cada caso. "Uma publicação não configura automaticamente um crime ou assédio eleitoral. É necessário verificar o conteúdo, o contexto e as circunstâncias daquela manifestação." Ainda assim, ela ressalta que o Direito não precisa esperar que todo o dano se concretize para permitir a adoção de medidas de proteção. Voltar ao índice. Empregador não pode cobrar posição política do funcionário Thaluana Aves afirma que a preferência política integra a esfera privada do trabalhador e não pode ser exigida como condição para conseguir ou manter um emprego. "Ninguém é obrigado a revelar em quem votou ou qual partido apoia para conseguir ou manter um emprego." A advogada lembra ainda que a opinião política é considerada um dado pessoal sensível pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que exige proteção especial. "O empregador não pode utilizar as redes sociais dos funcionários como instrumento de perseguição política. Uma coisa é visualizar uma publicação pública. Outra é coletar informações para criar listas, identificar eleitores e prejudicar profissionalmente essas pessoas." Segundo ela, esse tipo de conduta pode representar violação a direitos fundamentais e também à legislação de proteção de dados. Voltar ao índice. Boicote a empresas Além da incitação à demissão e à não contratação de eleitores de Lula, o movimento também passou a defender o boicote a empresas associadas a apoiadores do PT. Em alguns casos, influenciadores divulgaram listas de restaurantes, salões de beleza e outros estabelecimentos que deveriam ser evitados por consumidores. Durante entrevista ao g1, o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves fez uma distinção importante entre campanhas de boicote e discriminação nas relações de trabalho. Segundo ele, consumidores têm liberdade para decidir onde comprar e quais empresas desejam prestigiar ou evitar. Por isso, o simples boicote a produtos, marcas ou estabelecimentos não é, em regra, objeto de atuação do Ministério Público do Trabalho. "O Ministério Público do Trabalho não atua nesses casos de boicote quando não tem uma interferência ilegítima no âmbito das relações de trabalho." O cenário muda, porém, quando trabalhadores passam a ser alvo das campanhas. Segundo o procurador, a preocupação do órgão surge quando posições políticas passam a ser usadas como critério para contratação, demissão ou acesso a oportunidades profissionais. Voltar ao índice. Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula; MPT aponta violações Reprodução Como a Justiça identifica a discriminação Segundo especialistas, raramente um empregador admite que demitiu alguém por sua posição política. Por isso, a Justiça do Trabalho costuma analisar o conjunto das provas disponíveis. 🗃️ Mensagens, e-mails, vídeos, áudios, publicações em redes sociais, documentos internos e depoimentos de testemunhas podem ajudar a demonstrar a motivação real de uma dispensa ou de uma recusa de contratação. "A Justiça do Trabalho pode analisar o conjunto das provas, inclusive mensagens eletrônicas, depoimentos de testemunhas e a sequência dos acontecimentos", afirma Thaluana. A especialista destaca ainda que listas organizadas para excluir pessoas do mercado de trabalho por razões políticas podem ser analisadas pelas autoridades. "Uma lista organizada para excluir pessoas do mercado de trabalho por suas convicções políticas pode indicar uma prática discriminatória coletiva." Voltar ao índice. O que fazer em caso de discriminação política Quem se sentir ameaçado, perseguido ou discriminado por motivos políticos deve guardar provas, como prints, mensagens, vídeos, áudios e nomes de testemunhas. As denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo site do Ministério Público do Trabalho (www.mpt.mp.br) ou presencialmente em qualquer unidade do órgão. "O trabalhador precisa saber dos seus direitos e saber que o Ministério Público do Trabalho garante o sigilo da identidade, caso ele assim deseje", afirmou o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves. Voltar ao índice. Posicionamentos



Anthropic se prepara para um dos maiores IPOs da história; veja ranking


28/10/2026 06:00 - g1.globo.com


Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026. Dado Ruvic/Reuters A Anthropic, empresa de inteligência artificial responsável pelo chatbot Claude, divulgou na segunda-feira (26) um pedido para abrir seu capital nos Estados Unidos. A operação pode colocar a companhia entre as protagonistas de uma das maiores estreias já registradas no mercado de ações. 🔎 IPO é a sigla em inglês para oferta pública inicial de ações. Na prática, é o processo pelo qual uma empresa passa a ter seus papéis negociados na bolsa, permitindo que investidores comprem uma participação no negócio. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A expectativa é que o IPO da Anthropic esteja entre os maiores já realizados e tenha impacto relevante no mercado americano, influenciando desde a composição de índices das bolsas até o movimento de grandes investidores. “Uma oferta pública inicial bem-sucedida da Anthropic poderá abrir ou fechar de vez o mercado de IPOs, mesmo já em 2027”, disse Matt Kennedy, estrategista sênior da Renaissance Capital, uma empresa especializada em pesquisas focadas em IPOs e ETFs. Entre os maiores IPOs da história estão o da SpaceX, atual recordista, e o da Saudi Aramco, que ocupava o posto desde 2019. A OpenAI também planeja uma oferta que pode ficar entre as maiores já realizadas. (veja o ranking abaixo) Anthropic Alguns investidores atuais e potenciais avaliam a Anthropic em cerca de US$ 1,5 trilhão, abaixo dos cerca de US$ 2 trilhões estimados anteriormente. A revisão ocorreu após a empresa divulgar alguns de seus dados financeiros em um evento recente para investidores. Segundo a Reuters, a empresa de inteligência artificial busca levantar até US$ 100 bilhões com o IPO, em novembro. No fim de maio, a Anthropic captou US$ 65 bilhões com investidores, em uma operação que avaliou a empresa em US$ 965 bilhões. OpenAI OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images A OpenAI, criadora do ChatGPT, revelou em junho que havia apresentado de forma confidencial um pedido para abrir seu capital nos EUA. A empresa, no entanto, não abrirá o capital em 2026. A afirmação foi feita em setembro pelo presidente-executivo, Sam Altman. Na ocasião, ele citou preocupações com a segurança da inteligência artificial. Segundo Altman, essas questões tornam “inaceitável” até mesmo um risco de 10% de que a IA possa causar a extinção da humanidade até o final da década. A OpenAI busca garantir o compromisso de investidores antes da esperada estreia da rival Anthropic na bolsa. A captação, considerada excepcionalmente rápida, pode avaliar a criadora do ChatGPT em mais de US$ 1,4 trilhão, segundo a Reuters. “Ainda não decidimos o momento; pode demorar um pouco, pois há coisas que queremos fazer e que provavelmente são mais fáceis como empresa privada. Mas é um conjunto complicado de 'trade-offs', e isso nos dá a opção de abrir o capital mais cedo, se essa acabar sendo a melhor opção”, afirmou a OpenAI em junho. SpaceX Musk, Spacex e Tesla REUTERS/Evan Vucci e REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A SpaceX, fabricante de foguetes e satélites de Elon Musk, estreou na Nasdaq em junho e quebrou o recorde de maior IPO da história. A operação superou com folga a da petrolífera Saudi Aramco, que detinha o posto desde 2019. A empresa levantou US$ 75 bilhões com a oferta, mais que o dobro do arrecadado pela Saudi Aramco. A companhia de Musk também fugiu do modelo tradicional ao definir o preço das ações antes das reuniões com investidores que normalmente antecedem a estreia na bolsa, processo conhecido como “roadshow”. As ações encerraram o primeiro dia de negociação a US$ 160,95, levando o valor de mercado da SpaceX a US$ 2,1 trilhões. Desde então, os papéis perderam parte da força. Em 23 de outubro, fecharam a US$ 147,49, ainda 9,3% acima dos US$ 135 cobrados no IPO. Relembre abaixo os maiores IPOs até a SpaceX. IPO da SpaceX pode colocar empresa no top 10 global Arte/g1 * Com informações da agência Reuters



Terras raras: o que o Brasil tem a ganhar ou perder na disputa bilionária entre China e EUA?


28/10/2026 05:00 - g1.globo.com


Terras raras: a disputa global por uma riqueza brasileira O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Esse grupo reúne 17 elementos químicos utilizados na fabricação de carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares. Em 2025, a China concentrava cerca de 85% do refino mundial, enquanto os Estados Unidos buscavam alternativas para diminuir a dependência da produção chinesa. Uma agência do governo americano firmou um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com a Serra Verde, empresa que produz terras raras em Goiás. O preço desses materiais varia conforme o elemento e seu grau de processamento. Em 2025, por exemplo, o quilo do óxido de neodímio processado, utilizado na fabricação de ímãs de alta potência, custou, em média, US$ 73. A disputa internacional pelas terras raras pode atrair investimentos, tecnologia e empregos qualificados para o Brasil. O desafio é fazer com que o país não se limite à extração e exportação de matéria-prima, mas também aproveite esses recursos para desenvolver sua indústria. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro


28/10/2026 04:00 - g1.globo.com


Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro Se você recebe vale-refeição ou vale-alimentação por cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash ou Swile, uma mudança importante está prestes a entrar em vigor. A partir de novembro, esses cartões deverão ser aceitos em qualquer maquininha habilitada para esse tipo de pagamento, concluindo uma transição iniciada em maio e ampliando as opções para usar o benefício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida faz parte do conjunto de novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), anunciadas pelo governo em fevereiro deste ano. Em novembro, termina o período de adaptação e passa a valer integralmente a regra que determina que qualquer cartão do programa funcione em qualquer maquininha habilitada para receber o benefício. 🔎 A chamada interoperabilidade é uma das principais mudanças nas regras do setor. Na prática, ela elimina a necessidade de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos manterem contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira de vale-refeição e vale-alimentação. ➡️ Para explicar os impactos das novas regras, o g1 reuniu informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e de especialistas. Veja a seguir: O que muda a partir de novembro? O valor do benefício vai mudar? O que já mudou desde fevereiro? O que dizem as operadoras? O que acontece se as regras não forem cumpridas? vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que muda a partir de novembro? Embora a integração entre os sistemas tenha começado em maio, o prazo de adaptação terminou neste sábado. Até então, algumas empresas ainda estavam em processo de transição. No início de setembro, o g1 mostrou que mais de 100 empresas foram notificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para apresentar documentos e esclarecimentos sobre possíveis descumprimentos das regras do PAT. Com a interoperabilidade plena, o trabalhador poderá usar seu cartão em qualquer estabelecimento que aceite esse tipo de benefício, independentemente da empresa responsável pela emissão. Voltar ao índice. O valor do benefício vai mudar? Não. As novas regras não alteram o valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos trabalhadores. Também continua proibido usar os recursos para outras finalidades que não a alimentação. Ou seja, os valores continuam restritos à compra de refeições prontas ou alimentos, conforme a modalidade do benefício. A mudança não aumenta o valor recebido pelo trabalhador, mas amplia as opções para usar o benefício e busca estimular a concorrência no setor. Voltar ao índice. O que já mudou desde fevereiro? Embora a interoperabilidade plena tenha começado a valer apenas em novembro, outras medidas já estavam em vigor desde fevereiro. Entre as principais mudanças estão: limite máximo de 3,6% para a taxa cobrada sobre as vendas realizadas com vale-refeição e vale-alimentação; teto de 2% para a tarifa de intercâmbio; prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse do dinheiro das vendas aos estabelecimentos. Antes das mudanças, comerciantes reclamavam das taxas elevadas e dos longos prazos para receber os pagamentos, que podiam passar de 30 dias. Segundo o governo, as regras buscam reduzir esses custos e tornar a aceitação dos benefícios mais atraente para estabelecimentos de todos os portes. Voltar ao índice. O que dizem as operadoras? Desde a publicação das novas regras, parte das operadoras tem questionado o decreto na Justiça. As empresas alegam que o governo extrapolou sua competência ao impor limites às tarifas e promover mudanças estruturais por meio de decreto. Algumas operadoras obtiveram decisões judiciais provisórias que suspenderam parte das exigências. As liminares, porém, foram derrubadas. Voltar ao índice. O que acontece se as regras não forem cumpridas? Os contratos e as operações vinculados ao PAT precisam respeitar as regras previstas no decreto. O descumprimento pode resultar em: multas; autuações; descredenciamento do programa; cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados. As sanções podem atingir operadoras, empresas participantes do PAT e estabelecimentos comerciais, dependendo da infração identificada. Voltar ao índice.



Mega-Sena pode pagar R$ 320 milhões, o maior prêmio da história de um concurso regular; g1 transmite ao vivo


28/10/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.077 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 320 milhões, o maior da história de um concurso regular. O sorteio ocorre às 21h desta quarta-feira (28), em São Paulo. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso da última terça (27), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Câmara aprova projeto que prevê incentivos para a produção de cana no Nordeste


28/10/2026 00:30 - g1.globo.com


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27) um projeto de lei com incentivos fiscais para a produção de cana-de-açúcar no Nordeste como forma de mitigar os efeitos da taxação aplicada pelos Estados Unidos à exportação do produto. O projeto segue agora para análise do Senado. Em julho deste ano, os EUA anunciaram a aplicação de tarifas sobre o etanol e sobre o açúcar orgânico. A aprovação do projeto aconteceu na véspera de uma medida provisória, editada pelo governo federal em julho, sobre o mesmo assunto perder validade. "Nós pautamos esse projeto porque nós temos uma medida provisória em vigor, cujo prazo de validade se findará no dia de amanhã, e nós temos diversos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste que não conseguiram ainda receber essa subvenção", disse o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora no g1 O projeto autoriza o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana produzida e comprovadamente entregue a usinas, destilarias ou cooperativas localizadas no Nordeste durante a safra 2025/2026. O apoio financeiro poderá ser feito diretamente aos produtores ou por meio de cooperativas e associações. O apoio financeiro não poderá ser dado aos produtores que forem sócios, direta ou indiretamente, de destilarias ou cooperativas que receberem a cana-de-açúcar. O projeto também mantém a previsão da medida provisória destinar até R$ 10 bilhões do superávit financeiro da União para uma linha de financiamento para projetos de disseminação tecnológica para a produção agrícola. Colheita da cana de açúcar Cachaça Caipira/Divulgação



Mega-Sena 3076 acumula e prêmio vai a R$ 320 milhões; confira os números sorteados


28/10/2026 00:04 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.076 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 309,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 320 milhões. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 06 - 30 - 32 - 38 - 49 - 57 5 acertos: 68 apostas ganhadoras, R$ 58.086,17 4 acertos: 6.491 apostas ganhadoras, R$ 869,30 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3076 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1



FMI fecha acordo com a Argentina e pode liberar mais US$ 900 milhões ao país


27/10/2026 21:29 - g1.globo.com


O presidente da Argentina, Javier Milei, em 2 de abril de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina chegaram nesta terça-feira (27) a um acordo que pode liberar cerca de US$ 900 milhões ao país (R$ 4,8 bilhões). O repasse, no entanto, ainda depende da aprovação do conselho executivo da instituição. O valor faz parte do programa de financiamento de US$ 20 bilhões firmado entre a Argentina e o FMI em 2025. A liberação dos US$ 900 milhões está ligada à terceira revisão do programa, em que o fundo verifica o cumprimento das metas acertadas com o país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na avaliação do FMI, a economia argentina apresentou avanços desde a última análise. A instituição destacou a continuidade da desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que ficaram acima do previsto no programa. 🔎 Na prática, os recursos ajudam a reforçar as reservas internacionais da Argentina. Esse estoque de dólares é importante para o país pagar compromissos no exterior e dá mais fôlego ao governo de Javier Milei para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana. Agora no g1 Desde o início do programa de US$ 20 bilhões, o FMI já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões à Argentina. Se a nova parcela for aprovada, outros US$ 900 milhões ficarão disponíveis ao país. Relembre os repasses: Abril de 2025: US$ 12 bilhões, liberados na aprovação do programa. Julho de 2025: cerca de US$ 2 bilhões, após a primeira revisão. Maio de 2026: cerca de US$ 1 bilhão, após a aprovação da segunda revisão. À época, o FMI informou que, com o desembolso, o total acumulado chegou a cerca de US$ 15,8 bilhões. Outubro de 2026: cerca de US$ 900 milhões, ainda sujeitos à aprovação. O que o FMI diz sobre a economia argentina Um dos principais avanços apontados pelo FMI está nas reservas internacionais da Argentina, uma espécie de colchão de dólares do país. No comunicado divulgado nesta terça-feira, a instituição destacou que as reservas líquidas superaram a meta estabelecida no programa. “Como resultado, as reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano", afirmou o FMI. A recomposição das reservas é uma das frentes acompanhadas pela instituição dentro do programa de financiamento. O ajuste também passa pelas contas públicas. Na área fiscal, o governo argentino deverá buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter esforço semelhante em 2027, destacou o FMI. Na prática, significa arrecadar mais do que gastar, sem considerar os juros da dívida. Para os próximos meses, a instituição afirma que a Argentina deverá continuar reforçando suas reservas e buscando fontes de financiamento. O FMI acrescentou ainda que as autoridades se comprometeram a preparar o país para voltar ao mercado internacional.



El Niño pode provocar perdas de R$ 33 bilhões na safra de soja do Brasil; entenda os riscos


27/10/2026 15:57 - g1.globo.com


Produção de soja é marcada por expectativas e desafios em 2026 Divulgação/Aprosoja A safra brasileira de soja 2026/27 pode ter uma queda de cerca de 10% caso o El Niño seja forte, reduzindo a produção de 181,2 milhões para 163,6 milhões de toneladas. A estimativa faz parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (27) pela Serasa Experian, que analisou os possíveis impactos do fenômeno climático nas principais regiões produtoras do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja. Segundo o estudo, a projeção considera uma expansão de 900 mil hectares na área plantada, alta de 1,8% em relação à safra anterior, chegando a 49,9 milhões de hectares. Mesmo com a expansão da área plantada, porém, a falta de chuva e as temperaturas elevadas poderiam reduzir a produtividade das lavouras. Agora no g1 As maiores perdas se concentrariam no Centro-Oeste. Segundo a Serasa, Mato Grosso poderia perder 9,7 milhões de toneladas de soja, enquanto Goiás teria uma redução de 4 milhões de toneladas na produção. O levantamento foi divulgado enquanto o plantio da safra avança rapidamente em várias regiões do país. No Sul, porém, o excesso de chuva tem dificultado os trabalhos no campo. Dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela AgRural mostram que 40% da área prevista para o cultivo de soja no Brasil já havia sido plantada até quinta-feira (22). Risco climático vai do plantio ao desenvolvimento da lavoura Segundo Daniel de Oliveira, gerente de geoprocessamento agro da Serasa Experian, os riscos associados ao El Niño entram em uma nova fase. A preocupação deixa de se concentrar apenas nas condições para o plantio e passa a envolver também a distribuição das chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. "Quando começa a olhar para regiões relevantes, o risco deixa de ser para a implantação, mas como as chuvas vão ser distribuídas... para que o produtor não enfrente redução da produtividade tal como vimos na 2023/24", disse ele. Oliveira afirmou que os produtores aproveitaram a segunda quinzena de outubro para acelerar o plantio, fazendo com que o ritmo dos trabalhos voltasse à "normalidade" em Mato Grosso. "Mas o risco ainda não desapareceu, ainda não conseguimos dizer que a safra 26/27 está livre dos impactos que a gente está discutindo nesse estudo", afirmou. Segundo ele, as condições climáticas ainda precisarão ser favoráveis ao florescimento das plantas e à formação dos grãos, etapas que ocorrerão em novembro e dezembro em importantes estados produtores. Na última ocorrência de El Niño forte, em 2024, a produtividade média da soja brasileira caiu mais de 8%, para 3.282 quilos por hectare, na comparação com 2023, quando houve um episódio fraco de La Niña. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Perdas podem chegar a R$ 33 bilhões Se a produtividade cair conforme o cenário projetado, as perdas para o setor podem chegar a R$ 33 bilhões, segundo a Serasa. A estimativa considera os preços de agosto. A empresa ressalta, porém, que a redução da oferta de soja tende a elevar os preços do grão, o que pode mudar as condições de venda e o impacto financeiro para os produtores. Os efeitos do El Niño seriam diferentes entre as regiões do país. No Rio Grande do Sul, a produção poderia crescer 5,5 milhões de toneladas, já que o estado costuma registrar mais chuvas durante episódios do fenômeno. No pior cenário projetado pela Serasa, 13 estados brasileiros registrariam queda de produtividade, enquanto outros quatro poderiam ter pequenos ganhos. Além de Mato Grosso e Goiás, a projeção aponta queda de produtividade no Paraná, em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e Maranhão, entre outros estados.



Esportivo usado por Tony Stark no filme 'Os Vingadores' vai a leilão; lances já passam de R$ 520 mil


27/10/2026 14:18 - g1.globo.com


Acura NSX do filme Vingadores de 2012 foi construído a partir de um NSX de 1991. Divulgação Um esportivo usado no filme "Os Vingadores" vai a leilão. O modelo exclusivo, um Acura NSX Roadster customizado para o personagem Tony Stark no longa da Marvel de 2012, está sendo oferecido em um site de leilões nos Estados Unidos. Os lances já passam de R$ 520 mil até o momento. O arremate online será encerrado no dia 31 de outubro, durante um evento em Las Vegas, Nevada, onde o veículo fará sua próxima aparição pública. A venda faz parte das comemorações do 35º aniversário da linha NSX. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Todo o valor arrecadado com o lance vencedor será doado para uma instituição de caridade definida em comum acordo entre o comprador e o vendedor. O protótipo foi projetado pelo estúdio avançado de design da Acura em Los Angeles e construído pela empresa Trans FX. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? O visual da carroceria foi desenvolvido sob a direção de Dave Marek, ex-diretor criativo da marca, para antecipar o conceito da segunda geração do esportivo. A base do carro de cinema é um Acura NSX de 1991. O modelo é equipado com um motor V6 de 3.0 litros, que entrega cerca de 270 cavalos de potência. A transmissão é manual de cinco marchas, com tração traseira, assim como o modelo do começo dos anos 1990. Entre os itens e equipamentos de destaque do veículo estão: Carroceria construída à mão em resina e fibra de vidro; Pintura vermelha feita para combinar com a armadura do Homem de Ferro; Placa original usada nas filmagens com a inscrição "STARK 33"; Rodas de 18 polegadas na dianteira e 20 polegadas na traseira; Bancos esportivos customizados e interior com acabamento preto. Acura NSX do filme Vingadores de 2012 foi construído a partir de um NSX de 1991. Divulgação O carro é classificado como um protótipo de fabricante e adereço de cinema. O anúncio alerta que o veículo não pode ser registrado, documentado ou conduzido em vias públicas, sendo a transação final sujeita a um acordo de uso. A venda ocorre no estado de conservação em que o carro se encontra e não possui garantias. A listagem aponta falhas conhecidas de conservação, incluindo a fragilidade da carroceria, pequenos arranhões nos para-choques, trincas na pintura e marcas de atrito nos painéis internos. O lote inclui um certificado de autenticidade, uma chave, dois controles de acesso e uma foto autografada do ex-diretor criativo da Acura ao lado do veículo. Interior do Acura NSX usado no filme Vingadores em 2012 é antigo, pois o carro é feiot na base de um Acura NSX de 1991. Divulgação



'Imposto do pecado': governo deve enviar regras ao Congresso nesta semana, diz Durigan


27/10/2026 13:29 - g1.globo.com


Ministro da Fazenda fala sobre reação do mercado Passadas as eleições, a equipe econômica se prepara para enviar ao Congresso Nacional a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". Nesta terça-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta será enviada ao Congresso Nacional em breve, provavelmente ainda nesta semana. Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. (leia mais abaixo) Em junho, o Ministério da Fazenda informou que a ideia é manter, pelo menos em um primeiro momento, a carga tributária atual, sem aumento dos impostos durante a transição. Nesse período, o governo pretende discutir as mudanças com os setores afetados. No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Veja alguns dos principais produtos afetados ➡️ Um levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, aponta que o consumo de álcool gerou custos de R$ 18,8 bilhões em 2019. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a gastos federais diretos com internações e atendimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Outros R$ 17,7 bilhões foram associados à perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e licenças médicas relacionadas a doenças provocadas pelo consumo de álcool. ➡️ No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram custos indiretos de R$ 86,3 bilhões por ano. Considerando também os custos diretos, o impacto econômico anual chega a R$ 153,5 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️ Em um estudo para embasar a cobrança do Imposto Seletivo, o governo estimou que o tratamento de doenças associadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, custa quase R$ 3 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). ➡️ Produtores nacionais afirmam que as bebidas alcoólicas já são muito tributadas no Brasil, com impostos que representam de 40% a mais de 80% do preço dos produtos. Segundo o setor, um eventual aumento da tributação pode reduzir as margens de lucro, elevar os preços ao consumidor, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Dario Durigan Washington Costa/MF



Durigan anuncia projeto para cumprir centro da meta fiscal e pede 'racionalidade' do mercado


27/10/2026 13:03 - g1.globo.com


Ministro da Fazenda fala sobre reação do mercado O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira (27) que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. Ao mirar o centro da meta, em tese, o governo poderá precisar bloquear mais recursos ao longo de 2027, limitando os gastos dos ministérios. A medida busca recuperar a confiança do mercado financeiro, que enfrentou fortes turbulências nesta segunda-feira (26), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de semana. "Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o compromisso nosso, o compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal", disse o ministro. Sem dar detalhes, Durigan também afirmou que a equipe econômica prepara outras medidas para reforçar a confiança na trajetória das contas públicas. "Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta [fiscal]. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa", declarou a jornalistas. Turbulências nos mercados Dario Durigan afirmou a jornalistas que a forte tensão registrada no mercado financeiro nesta segunda-feira, após a reeleição do presidente Lula para mais quatro anos, reflete uma mudança nas posições dos investidores. "Ontem a gente teve uma troca de posição, o mercado estava apostando em um determinado candidato, teve outro candidato que foi o presidente Lula, que conseguiu uma vitória histórica no domingo. É natural que uma troca de posição cause esse desarranjo no mercado", declarou. Ele também afirmou que espera que o mercado financeiro mantenha um "nível de racionalidade", sem grandes oscilações nos preços das ações, na cotação do dólar e nos juros futuros. Durigan avaliou que os mercados já operavam com mais tranquilidade nesta terça-feira. "E hoje a gente já está vendo o câmbio cedendo pela manhã, o que mostra que nós estamos já entrando num momento de racionalidade, sem querer estipular o limite de preço, o padrão de preço, mas já estamos vendo uma atuação com racionalidade", disse o ministro. Dario Durigan, Ministro da Fazenda do Brasil, fala durante uma entrevista à Reuters em Pequim, China. Maxim Shemetov / Reuters Meta fiscal ▶️ A meta central proposta pelo governo para 2027 prevê um superávit primário de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O número desconsidera os juros da dívida pública. Pelas regras atuais, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o governo pode cumprir formalmente a meta mesmo com um superávit menor que o valor central, desde que alcance pelo menos R$ 36,6 bilhões. Além disso, R$ 64,7 bilhões em despesas com precatórios — dívidas que o governo é obrigado a pagar por decisão judicial — e projetos nas áreas de defesa, saúde e educação podem ficar fora dos limites fiscais. Essas exceções foram aprovadas pelo Congresso nos últimos anos. ▶️ Se o governo conseguir registrar o superávit previsto para 2027, será o primeiro resultado positivo das contas públicas desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro. Em agosto, ao enviar a proposta de Orçamento de 2027 ao Congresso Nacional, o governo projetou um superávit de R$ 18,6 bilhões para o próximo ano.



Bilionários brasileiros perdem R$ 75 bilhões em um dia após tombo da bolsa; veja os mais afetados


27/10/2026 12:12 - g1.globo.com


O que explica o ‘circuit breaker’ na bolsa de valores? A forte turbulência nos mercados financeiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma queda expressiva na bolsa brasileira nesta segunda-feira (26). O Ibovespa, principal índice da B3, recuou mais de 10% nos primeiros minutos de negociação, o que levou ao acionamento do "circuit breaker", mecanismo que suspende temporariamente as negociações na bolsa em momentos de queda acentuada. Ao fim do dia, a queda foi de 13,88%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A onda de perdas também afetou a fortuna de alguns dos brasileiros mais ricos do mundo, especialmente aqueles ligados ao setor bancário. Juntos, os 10 brasileiros que aparecem entre as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam US$ 14 bilhões (cerca de R$ 75,6 bilhões) em um único dia, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. Foi a maior perda diária conjunta desse grupo desde a criação do levantamento, em 2012. A Magazine Luiza registrou a maior queda do dia, de 58,23%, seguida pela Vamos (-56,79%) e pela Hapvida (-54,93%). Empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário também sofreram perdas, assim como os bancos. (veja as 10 maiores quedas abaixo) A onda de vendas também atingiu algumas das maiores empresas negociadas na bolsa brasileira, cujas ações têm grande peso no cálculo do Ibovespa. Essas ações são conhecidas como blue chips e incluem papéis de grandes bancos, da Petrobras e da Vale, que tiveram desempenhos diferentes ao longo do pregão. No setor bancário, as ações do Banco do Brasil tiveram a maior queda, de 27,31%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 21,70%, enquanto as ordinárias caíram 20,65%. Os papéis do BTG Pactual recuaram 24,83%, e o Itaú Unibanco encerrou o dia em baixa de 13,66%. Bilionários do setor bancário estão entre os mais afetados André Esteves, presidente do conselho de administração e sócio sênior do BTG Pactual. Divulgação/Reprodução/LinkedIn A queda das ações dos bancos afetou diretamente o patrimônio de alguns de seus maiores acionistas. André Esteves, fundador do BTG Pactual, perdeu US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) de seu patrimônio, segundo a Bloomberg. A queda representa cerca de 24% de sua fortuna, que passou a ser estimada em US$ 12 bilhões (R$ 64,8 bilhões). David Vélez, fundador e controlador da Nu Holdings, empresa que controla o Nubank, perdeu aproximadamente US$ 2,3 bilhões (R$ 12,4 bilhões). O empresário é colombiano, mas o Brasil é o principal mercado de atuação do banco digital. Já os irmãos Pedro e Fernando Moreira Salles, acionistas do Itaú Unibanco, perderam, juntos, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões). Juntos, os quatro bilionários do setor bancário perderam aproximadamente 16% de seu patrimônio em um único dia. Segundo a Bloomberg, a fortuna conjunta dos quatro passou a ser estimada em US$ 45,6 bilhões (R$ 246,38 bilhões) após as perdas. Além da queda das ações, a forte desvalorização do real em relação ao dólar também contribuiu para diminuir o valor das fortunas dos bilionários quando calculadas em moeda americana. O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, com um avanço de 8,21%, cotado a R$ 5,4027. Família Moreira Salles também registra perdas Considerada a mais rica do Brasil, a família Moreira Salles tem quatro irmãos com investimentos em diferentes setores da economia. Pedro, de 67 anos, e Fernando, de 80, mantêm participações no Itaú Unibanco. Já João e Walter venderam suas ações do banco em 2022 e são conhecidos por apoiar o presidente Lula. Os investimentos de João e Walter se concentram principalmente em uma empresa privada de mineração e na Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas. Mesmo sem participação direta no Itaú, os dois também sofreram perdas com a turbulência nos mercados. Juntos, tiveram uma redução de cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,48 bilhões) em suas fortunas, segundo a Bloomberg.



Ibovespa fecha em queda após eleições e à espera do Fed; dólar recua a R$ 5,35


27/10/2026 12:00 - g1.globo.com


Bolsa cai e dólar sobe após vitória de Lula; economista explica reação do mercado O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, oscilou ao longo desta terça-feira (27) e fechou em queda de 0,51%, aos 175.705 pontos. Já o dólar recuou 0,97%, cotado a R$ 5,3502. Durante o pregão, a moeda chegou à mínima de R$ 5,3080. Na véspera, a moeda americana registrou a maior alta diária desde 1999, com avanço de 8,21%, fechando a R$ 5,4027. Já o Ibovespa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, sua maior queda desde março de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Veja as maiores quedas desta segunda. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O resultado das eleições presidenciais no Brasil continuou influenciando os mercados nesta terça-feira, enquanto investidores e empresários cobraram do governo novos sinais de ajuste fiscal. No exterior, o foco esteve na decisão sobre os juros nos Estados Unidos, prevista para esta quarta-feira (28). As eleições em Israel e os preços do petróleo também ficaram no radar. ▶️ A reeleição de Lula (PT) levou investidores a rever suas expectativas para os juros, o dólar, a bolsa e as contas públicas. Em meio às preocupações com a dívida pública, investidores e empresários cobram medidas mais fortes de ajuste fiscal. O temor é que as condições financeiras piorem, com crédito mais caro e a possibilidade de uma nova alta da Selic, caso a valorização do dólar pressione a inflação. Entenda por que as eleições mexem tanto com o dólar e a bolsa É hora de comprar ações? Veja o que avaliar após o tombo do Ibovespa ▶️ No exterior, as atenções seguiram voltadas para a próxima decisão sobre os juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), prevista para esta quarta-feira (28). Segundo dados do CME Group, a maioria dos investidores espera que a instituição mantenha as taxas inalteradas. O mercado também acompanha possíveis novas declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh. ▶️ No Oriente Médio, as eleições em Israel estiveram no centro das atenções. É a primeira vez que o país vai às urnas desde a guerra em Gaza. A disputa pode definir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tenta se manter no poder e dar continuidade à sua política militar. Saiba mais. ▶️ No mercado de commodities, os preços do petróleo continuaram elevados, em meio às preocupações com novos ataques dos houthis ao território da Arábia Saudita. No final do dia, o barril do Brent, referência internacional, caiu 1,38%, cotado a US$ 113,81. Já o WTI, referência nos EUA, recuou 1,62%, a US$ 100,11 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +7,15%; Acumulado do mês: +3,40%; Acumulado do ano: -2,52%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -14,33% Acumulado do mês: -5,71%; Acumulado do ano: +9,05%. Vitória de Lula muda projeções do mercado A reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato pressiona os preços dos ativos brasileiros no mercado financeiro. Lula venceu a disputa pelo Planalto com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL), com quase 100% das urnas apuradas. Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontava vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno, a reeleição de Lula surpreendeu parte dos investidores, que agora avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre os juros, o dólar, a bolsa e as contas públicas. "O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos", disse Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora. Apesar da reação negativa, especialistas avaliam que o governo ainda pode adotar medidas para recuperar a confiança dos investidores. "Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM. Risco de disputa na Justiça Alguns analistas avaliam que o resultado eleitoral não será o único fator a provocar oscilações nos mercados financeiros. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação das 17h às 19h, devido a problemas no deslocamento de eleitores em várias cidades, também pode gerar questionamentos na Justiça. Em pronunciamento após a derrota, Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado da eleição e afirmou que pedirá a anulação do pleito. “Não dá para descartar discussões sobre uma eventual judicialização do resultado ou outros desdobramentos políticos. Esse ambiente de incerteza tende a impactar os preços dos ativos”, avaliou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, à Reuters. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta nesta terça-feira, em meio à expectativa pela decisão de juros do Fed e conforme investidores avaliavam uma série de resultados corporativos importantes. O Dow Jones subiu 0,05%, enquanto o S&P 500 avançou 0,60% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 1,18%. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em alta, em meio à queda nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,49%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,71%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,51%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão do mercado e caiu 0,75%. Na Ásia, as ações chinesas perderam os ganhos registrados no início do pregão e fecharam na menor cotação em 14 meses, acompanhando a queda dos papéis do setor de tecnologia. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuaram 1,3% na sessão. No Japão, o Nikkei subiu 1,73% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,09%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,73%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair



Meme 'Mbappé ditador' faz empresas chinesas romperem contratos com o jogador francês; entenda


27/10/2026 11:50 - g1.globo.com


Meme Mbappe ditador reprodução redes sociais O jogador francês Kylian Mbappé pediu desculpas nesta terça-feira (27) após a repercussão de um comentário sobre um meme que o retrata como um ditador chinês. A polêmica começou após a circulação de um trecho de entrevista em que Mbappé foi questionado sobre seu meme favorito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O jogador mencionou um vídeo de um homem que, segundo ele, seria um ditador chinês. Na sequência, aparece uma montagem que coloca o rosto do atacante no corpo de Mao Tsé-Tung, líder da revolução comunista chinesa e fundador da República Popular da China. Em resposta à repercussão, Mbappé afirmou que suas palavras não tinham a intenção de ofender o povo chinês e manifestou respeito pela população e pela história do país. A crise levou ao menos três empresas chinesas a anunciarem o encerramento de acordos comerciais com o atacante do Real Madrid. Marcas que romperam com o craque A fabricante de bebidas Dongpeng, uma das principais marcas de bebida da China, a empresa de laticínios Mengniu e a produtora de queijos Milkground anunciaram o fim de acordos com o jogador. As empresas afirmaram que se opõem a declarações e atitudes que ferem o sentimento nacional chinês, mas não detalharam diretamente o que motivou suas decisões. A repercussão do caso também chegou à rede social chinesa RedNote, que informou que retiraria materiais promocionais relacionados ao jogador. Segundo a plataforma, a parceria de conteúdo com Mbappé havia terminado em dezembro de 2024. A repercussão também ganhou força nas redes sociais chinesas. Na plataforma Weibo, assuntos relacionados ao encerramento das parcerias e a pedidos de boicote ao jogador apareceram entre os temas mais comentados. ➡️ A televisão estatal chinesa suspendeu as transmissões de todas as partidas e eventos envolvendo a LaLiga e Mbappé, e todos os anúncios publicitários com o jogador foram retirados, informou na terça-feira o veículo de comunicação The Paper, apoiado pelo Estado. Com gols de Mbappé e Dembélé, França elimina Marrocos e se garante nas semis da Copa



Principais preocupações dos bancos são com as contas públicas e inadimplência, diz Banco Central


27/10/2026 11:41 - g1.globo.com


Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB As principais preocupações das instituições financeiras envolvem o chamado "risco fiscal" — relacionado aos déficits sucessivos nas contas públicas e à trajetória da dívida do governo — e a alta da inadimplência, que bateu recorde, em um cenário de juros elevados. As informações constam do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, referente ao primeiro semestre deste ano. Segundo o BC, os riscos identificados refletem a expectativa de desaceleração da atividade econômica, as incertezas sobre a sustentabilidade da dívida pública e o elevado endividamento de famílias e empresas. Em pesquisa realizada pelo Banco Central com as instituições financeiras, “inadimplência”, “juros” e “inflação” estão entre os termos mais citados pelas instituições ao apontar os principais riscos à estabilidade financeira. As respostas também mencionam a volatilidade dos mercados e a situação das contas públicas. Agora no g1 O relatório do BC foi divulgado após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25) e vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para governar o país até 2030. O resultado foi seguido por uma forte turbulência nos mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu mais de 10% nos primeiros minutos de negociação, o que levou ao acionamento do circuit breaker. 🔎 O circuit breaker é um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações quando o mercado de ações registra quedas muito bruscas. O objetivo é dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda. Após a interrupção, os negócios são retomados. Ao mesmo tempo, o dólar disparou, com alta de 8,21% nesta segunda-feira, encerrando o dia cotado a R$ 5,40. Na sexta-feira (23), a moeda americana havia fechado a R$ 4,99. ▶️ Uma das principais preocupações dos investidores é a situação das contas públicas, que vêm registrando déficits sucessivos nos últimos anos. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão o aumento dos gastos do governo e o reconhecimento de dívidas de gestões anteriores, como os precatórios. ▶️ Analistas avaliam que os déficits fiscais recorrentes pressionam os juros e, consequentemente, aumentam o custo da dívida pública. Para reduzir essa pressão e conter o avanço do endividamento, defendem um ajuste mais forte nas contas do governo. Apesar dos desafios econômicos e das incertezas externas, como a guerra no Oriente Médio, que pressiona os preços do petróleo e a inflação, o BC avaliou que não há "risco relevante" para a estabilidade financeira do país. "O sistema financeiro nacional permanece com capitalização e liquidez confortáveis e com provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. Os testes de estresse de capital e de liquidez corroboram a robustez do sistema bancário", informou o BC.



Governo prorroga subvenção ao diesel por mais 30 dias, em meio à alta do petróleo


27/10/2026 11:13 - g1.globo.com


Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento Edilson Rodrigues/Agência Senado O Ministério do Planejamento informou nesta terça-feira (27) que a subvenção ao diesel, um subsídio concedido pelo governo para reduzir o preço do combustível, foi prorrogada por mais 30 dias. Com isso, será mantido o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel proposto anteriormente. (entenda a composição abaixo) Sem a renovação, o benefício terminaria nesta semana. Segundo o governo, a portaria que oficializa a prorrogação será publicada ainda nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o governo, a manutenção do subsídio foi motivada pelas oscilações nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. Agora no g1 Atualmente, a subvenção ao diesel é formada por duas parcelas: Uma delas, de R$ 1,12, foi criada por uma medida provisória de maio deste ano. A outra, de R$ 1, foi acrescentada em setembro, diante da piora do cenário externo. Segundo o governo, a prorrogação não aumenta o valor do subsídio. A intenção é manter o benefício em R$ 2,12 por litro, evitando que ele caia para R$ 1 com o fim da primeira medida provisória. O petróleo do tipo Brent, referência global, continua sendo negociado acima de US$ 100 por barril, pressionado pelos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. O governo também adotou outras medidas para conter os preços dos combustíveis, entre elas o subsídio à gasolina, anunciado no início do mês. Essas iniciativas foram anunciadas antes das eleições presidenciais, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



Denúncias de assédio eleitoral no trabalho mais que dobram em outubro; veja como denunciar


27/10/2026 06:30 - g1.globo.com


Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 2.009 em 2026, até as 17h desta segunda-feira (26). Somente em outubro, foram registradas 1.190 denúncias, alta de 115,6% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 59,2% de todas as denúncias recebidas pelo MPT no ano até o momento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos 26 primeiros dias de outubro, até as 17h desta segunda-feira (26), a média foi de aproximadamente 46 denúncias por dia. (veja o levantamento completo abaixo) São Paulo lidera o número de registros, com 350 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. Somente entre o primeiro e o segundo turnos, o MPT recebeu 946 queixas. O número ainda está abaixo do registrado nas eleições de 2022, quando houve mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018. ➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho. Assédio eleitoral no trabalho em 2026 Arte g1 Assédio eleitoral no trabalho em 2026 (por estado) Arte g1 Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 233 somente em 2026. Os processos são cadastrados de acordo com o assunto e, por isso, o registro não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado pela Justiça em todos os casos. Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para identificar e acompanhar esses casos na Justiça do Trabalho. O número de processos também aumentou entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Segundo dados parciais do Centro de Pesquisas Judiciárias da Justiça do Trabalho, foram registrados 135 processos entre janeiro e 4 de outubro, data do primeiro turno. Entre 4 e 24 de outubro, o total chegou a 185, com 50 novas ações trabalhistas no período — um aumento de 37%. O que é assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica. Por exemplo, a prática pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, rebaixamento de cargo ou redução salarial caso o empregado vote em determinado candidato. Também pode envolver a distribuição de material de campanha ou a realização de eventos políticos no ambiente de trabalho, especialmente quando há pressão ou constrangimento dos trabalhadores. A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto. Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019. A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas. Em agosto, o TSE, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral. Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão: Ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato; Prometer aumento salarial, benefício ou outra vantagem em troca de voto; Exigir participação em campanha eleitoral; Distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo; Cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará; Constranger funcionários em reuniões; Retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador; Impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha. Pressão também acontece pelas redes O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em uma pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O levantamento examinou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025 e mostrou que a pressão política no ambiente de trabalho ultrapassa os limites físicos das empresas e também ocorre por meio de mensagens, grupos e redes sociais. O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política. A pesquisa também contemplou uma amostra quantitativa ampliada, com 688 processos ajuizados até junho de 2026. Nesse grupo, 32,1% dos casos tinham dois ou mais réus. Em um dos processos, chegaram a ser apontadas 19 pessoas como praticantes de assédio eleitoral. Além dos empregadores, apareceram como réus tomadores de serviços, sócios, administradores e gestores. Na amostra qualitativa, 88% das ações foram movidas por trabalhadores, sendo 57% homens e 43% mulheres. O MPT foi responsável por 12% dos processos. Consequências para as empresas O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve na Justiça do Trabalho 52 decisões liminares para combater o assédio eleitoral e garantir aos trabalhadores o direito ao voto livre. As liminares foram concedidas em 59 ações civis públicas ajuizadas pela instituição, o que corresponde a cerca de 88% do total de ações. A atuação do MPT também resultou na celebração de 53 termos de ajuste de conduta (TACs). Segundo o coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT, Igor Sousa Gonçalves, os resultados demonstram a importância de uma atuação rápida para impedir práticas de assédio eleitoral. “O elevado número de decisões liminares favoráveis demonstra a atuação do MPT na proteção da liberdade política dos trabalhadores. Muitas decisões foram obtidas em plantões eleitorais para impedir constrangimentos e ameaças, reafirmando que o ambiente de trabalho não pode ser usado como instrumento de pressão política”, destacou. As consequências para as empresas dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, os trabalhadores podem buscar indenização pelos danos sofridos. Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou provoca impactos coletivos, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo. A empresa também pode ser investigada e responsabilizada na esfera eleitoral. Se a conduta configurar um crime previsto na legislação, poderá haver consequências criminais. Além disso, o caso pode resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ajuizamento de uma ação civil pública e na adoção de outras medidas para impedir a continuidade da prática. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, afirma que o assédio eleitoral no ambiente profissional representa um risco à democracia. “Se nós não frearmos essas condutas, ditadas pelo poder econômico ou pelo domínio na administração pública, isso representa um grave risco à nossa democracia, porque é uma das formas de interferência na vontade popular que se manifesta na hora do voto, nas urnas”, afirmou. Como provar o assédio eleitoral? A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu. Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra. É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito. Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso. O trabalhador pode denunciar? Como fazer? Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como o nome da empresa, as pessoas envolvidas, o local, a data e a descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.



Empresas recorrem à religião para ensinar ética à IA


27/10/2026 06:30 - g1.globo.com


Sigla em inglês para inteligência artificial. Aly Song/Reuters Enquanto empresas de tecnologia competem para desenvolver a inteligência artificial mais poderosa, algumas também se perguntam como ensinar um chatbot a distinguir o certo do errado. A resposta? A religião. “Essas não são perguntas que um laboratório possa responder”, disse Chris Olah, cofundador da Anthropic, no início deste ano, durante a apresentação, no Vaticano, da encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial. “São perguntas com as quais tradições como a sua lidam há milênios.” Em meio a essa tão discutida aproximação com a fé, houve pouca atenção pública ao que exatamente essas empresas de tecnologia entendem por religião — e, talvez mais importante, ao que esperam obter com essa aproximação. Enquanto executivos alertam para o potencial destrutivo da IA e debatem a necessidade de desenvolver modelos capazes de tomar decisões alinhadas a determinados princípios morais, recorrem cada vez mais a filósofos e líderes religiosos. Agora no g1 A ideia pode ser resumida assim: a religião ajudaria a orientar o desenvolvimento da IA em um ambiente no qual os temores em torno da tecnologia — fundamentados ou não — se espalham pela sociedade. Como essas empresas não estão vinculadas a uma religião específica, o objetivo costuma ser bastante amplo: encontrar um conjunto de princípios morais capaz de orientar seus modelos. “O que eu acho que o ChatGPT deveria fazer é refletir essa média ponderada, ou algo assim, da visão moral da humanidade”, disse Sam Altman, CEO da OpenAI, no ano passado. Mas especialistas e praticantes de diferentes religiões alertam que essa ideia não leva em conta o fato de que tradições e visões de mundo podem se contradizer. Em resumo, dizem eles, não é exatamente assim que a religião funciona. Religião é mais do que um conjunto de regras Há décadas, estudiosos contestam a visão amplamente difundida da religião como um conjunto de regras ou princípios que podem ser separados das maneiras “complicadas, práticas e improvisadas” pelas quais os fiéis vivem sua fé, afirma Webb Keane, antropólogo da Universidade de Michigan. A ideia de que a religião pode ser separada de áreas como a cultura e a política permanece arraigada, embora, na prática, esteja profundamente ligada a ambas. Alguns temem que as empresas de IA, ao recorrerem a líderes religiosos para responder a questões éticas, reforcem uma concepção de religião que não reconhece plenamente a importância da doutrina, dos rituais e das relações entre seus praticantes. Eis a questão, argumenta Keane: se partirmos do pressuposto de que a religião pode oferecer um conjunto isolável de princípios morais, usá-la para treinar sistemas de IA pode acabar priorizando certas tradições e distorcendo outras — especialmente aquelas que não se definem primordialmente como sistemas éticos. “Existe uma maneira muito convencional de pensar na religião como um livro de regras”, disse ele. “Certamente, isso está muito ligado à religião bíblica e, no fim das contas, às religiões abraâmicas.” Empresas buscam ampliar o diálogo com religiosos Isso não significa que essas reuniões tenham faltado diversidade. Tampouco quer dizer que o envolvimento das empresas com a religião tenha sido pouco cuidadoso, na avaliação de participantes como Meghan Sullivan, filósofa da religião que lidera uma iniciativa sobre ética e IA na Universidade de Notre Dame. Embora não enumere as tradições consultadas, a Anthropic afirmou, em uma publicação de maio em seu blog, que se reuniu com “acadêmicos, clérigos, filósofos e especialistas em ética de mais de 15 grupos religiosos e interculturais” — grupo que pretende ampliar no futuro. No início deste ano, Sullivan participou de uma reunião da Anthropic que contou com cristãos de diferentes denominações. Em comparação com conversas que teve com outras empresas de tecnologia, ela disse ter ficado impressionada com a profundidade com que a Anthropic abordou questões religiosas. A empresa é amplamente reconhecida por dar especial atenção à ética e à segurança da IA. “A cultura dentro da empresa é semelhante à de um bom campus universitário, no sentido de que há um grupo de pessoas muito curiosas intelectualmente”, disse ela. “Essas reuniões são bem nerds — não sei se essa é a melhor maneira de descrever —, no bom sentido.” A reunião foi dividida em duas partes. Primeiro, a empresa explicou seus modelos “em termos simples” aos participantes. Em seguida, os líderes religiosos fizeram comentários e debateram as questões apresentadas, segundo Sullivan. “Discutimos todo tipo de questão moral que essa tecnologia levanta — desde ‘Será que os humanos têm alma?’ até ‘Alunos do terceiro ano deveriam ter acesso a um chatbot para ajudar na alfabetização?’” Representantes da Meta, do Google e da Amazon também se reuniram com representantes do Vaticano, enquanto a Microsoft tem ampliado sua atuação junto a comunidades religiosas. A religião é antiga. O estudo dela, não A religião é geralmente considerada antiga e universal. Embora estudiosos como o falecido e influente Jonathan Z. Smith reconheçam que isso é verdade em alguns aspectos, eles argumentam que essa visão não conta toda a história. “O homem teve toda a sua história para imaginar divindades e modos de interação com elas. Mas o homem, mais precisamente o homem ocidental, teve apenas os últimos séculos para imaginar a religião”, escreveu Smith em 1982. Muitos estudiosos da religião hoje compartilham a visão de Smith. Eles questionam a ideia de que as religiões formam um conjunto de sistemas distintos e comparáveis e argumentam que essa é uma concepção moderna, que remonta ao século XIX. O budismo e o hinduísmo, por exemplo, não eram reconhecidos como tradições claramente delimitadas pelas populações que os praticavam antes da chegada de estudiosos europeus, afirma Tomoko Masuzawa, estudiosa da religião e autora de “A Invenção das Religiões Mundiais”. “Todas essas categorias não eram nativas”, acrescenta. Acadêmicos ocidentais consolidaram essas categorias ao longo dos anos e só começaram a reexaminá-las de forma mais sistemática na segunda metade do século XX. Essas ideias arraigadas sobre religião — entre elas, a noção de que tradições religiosas podem ser facilmente comparadas entre diferentes culturas — ajudam a explicar por que o Vale do Silício pode não sentir necessidade de definir o que entende por religião. Na tentativa de representar diferentes pontos de vista, recorrer à religião acaba se tornando uma maneira aparentemente simples de incorporar diversidade de pensamento. “De alguma forma, a religião se torna uma maneira de mapear o mundo”, disse Masuzawa. “É como se o mundo inteiro tivesse aderido a ela.” Ao reunir diferentes visões, IA pode apagar particularidades Alguns especialistas defendem que as empresas definam com mais clareza seus termos e objetivos, para que seja possível entender exatamente o que esperam obter desse diálogo com a religião. “Este trabalho não busca alinhar nossos modelos à visão de mundo de uma tradição específica. Queremos que Claude se inspire em uma ampla gama de pontos de vista — religiosos, seculares e políticos — com igual profundidade e rigor”, afirmou a Anthropic na publicação. “O que buscamos nessas conversas é uma reflexão cuidadosa e acumulada sobre como o bom caráter realmente se forma.” Os grandes modelos de linguagem geram textos prevendo, sucessivamente, quais elementos têm maior probabilidade de aparecer em seguida, a partir de padrões identificados durante seu treinamento em grandes volumes de conteúdo produzido por humanos, incluindo textos religiosos. Paolo Carozza, membro do Conselho de Supervisão independente da Meta e especialista jurídico em pensamento social católico e tecnologia, teme que, ao combinar diferentes perspectivas, as características que definem determinada tradição acabem se perdendo. Na prática, diz ele, elas poderiam ser homogeneizadas, produzindo uma visão mais genérica ou que privilegie tradições religiosas ocidentais. “Qualquer tradição viva e sofisticada é capaz, ao longo do tempo, de interagir com outras tradições, absorver novos conhecimentos e evoluir. Mas faz isso de forma orgânica”, disse ele. “O que a IA, acredito, muitas vezes faz — ou pode fazer — não ocorre de forma orgânica. Ela simplesmente mistura tudo, desorganiza tudo e, assim, acaba não dando sentido a nada.”