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Reveja os projetos de preservação do lobo-guará em Minas Gerais


24/01/2021 12:23 - g1.globo.com

Tema de reportagem especial do Globo Rural em 2016, o animal ainda sofre com a caça, que diminuiu bastante na Serra da Canastra graças a iniciativas de proteção. Lobo-Guará, animal nativo do cerrado, já sofreu muita perseguição ao longo da história Considerado o grande semeador do cerrado mineiro, o lobo-guará ainda sofre com a redução das áreas onde vive e com a perseguição do homem. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Em reportagem exibida pelo Globo Rural em 2016, o jornalista Nelson Araújo visitou projetos de preservação do animal na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Os lobos-guarás foram monitorados durante 11 anos na região. E, graças a esse trabalho, a caça a eles diminuiu bastante. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Entenda o que muda no agronegócio com a posse de Joe Biden nos EUA


24/01/2021 12:10 - g1.globo.com

Novo presidente dos Estados Unidos assumiu o cargo se mostrou mais comprometido com agenda ambiental e climática. Brasil deve ser pressionado a fortalecer políticas nessas áreas. Entenda o impacto da posse de Biden no agronegócio brasileiro O novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assumiu o cargo nesta semana, anunciando medidas opostas as de seu antecessor, Donald Trump. Mais comprometido com a agenda ambiental e e climática, o democrata deve pressionar para que o Brasil fortaleça políticas nessas áreas. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Para o agronegócio brasileiro, especialistas avaliam que pode haver uma redistribuição das exportações de soja, com uma possível reaproximação entre EUA e China. Em seu discurso de posse, Joe Biden demonstrou que pretende fazer um governo mais voltado ao diálogo com outros países e órgãos internacionais. De acordo com o economista José Roberto Mendonça de Barros, isso pode ser bom para o brasil. “Trocar a força bruta, que é como o ex-presidente Trump lidava com o comércio internacional, unilateral, pelo multilateralismo e por mais educação nas relações internacionais, é um ganho enorme para todos e em particular para o Brasil, especialmente no que tange aos produtos agrícolas”, afirma Mendonça. Desde 2017, quando Donald Trump assumiu a presidência, a relação comercial entre Estados Unidos e China ficou abalada. Neste cenário, o agronegócio brasileiro se beneficiou e alguns produtos, como a soja, bateram recordes de exportação para o país asiático. E, mesmo com a perspectiva de uma reaproximação entre as duas potências, as exportações brasileiras não devem ser prejudicadas. "Os chineses pararam de importar a soja americana e importaram muito mais soja brasileira", diz Mendonça. Enquanto isso, os EUA aumentaram suas exportações para a Europa e outros lugares. "Houve uma redistribuição do mercado, e a exportação brasileira eu tenho certeza que não será prejudicada. Pode haver alguma reorientação na participação dos diversos mercados”, afirma. Nova postura em relação ao meio ambiente Entre as prioridades de Biden a que mais deve impactar o Brasil é a nova postura com relação ao meio ambiente. O presidente democrata anunciou o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris, que tem como objetivo diminuir o aquecimento global. Com isso, os norte-americanos voltam a colocar o tema no centro da política externa. O professor de agronegócio global do Insper, Marcos Jank, acredita que essa mudança de postura dos Estados Unidos vai pressionar o Brasil. “A gente tem um ponto negativo que é a questão do desmatamento ilegal aqui no Brasil que ainda é muito elevado, e que a gente vai ter que estar consertando agora nesses próximos anos de qualquer jeito. Agora, todos os outros temas ligados a clima, eu vejo muito mais como uma oportunidade para o nosso país”, afirma Jank. O país pode ser exemplo de boas práticas no campo, diz o professor. Para ele, isso pode acontecer graças ao desenvolvimento técnico da agricultura brasileira com sistemas como plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta. “A gente hoje consegue produzir 3.400 kg de soja por hectare que é 25% a mais do que produz a França, por exemplo, e ainda a mesma área sem irrigação a gente faz mais de 5.300 kg de milho. Qual o país no mundo que consegue ter essa produtividade de grãos por hectare? Eu acho que nenhum”, diz. Para José Mendonça de Barros, o Brasil deve se tornar mais relevante a longo prazo no agronegócio. "Nós estamos prontinhos para uma acordada muito maior e mais sofisticada de crescimento, e aí não tenho dúvida, ao contrário de outros segmentos no Brasil, onde o futuro é totalmente incerto, o futuro do agronegócio, no meu ponto de vista, é brilhante”, afirma. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Pequenos agricultores do Ceará recebem sementes para a próxima safra


24/01/2021 12:10 - g1.globo.com

150 mil agricultores são beneficiados por programa de distribuição do governo. Famílias esperam crescimento da produtividade em 2021. Com a chegada da chuva no sertão cearense, agricultores vão em busca de sementes para começar o plantio Pequenos agricultores do Ceará estão se preparando para o plantio da próxima safra. No estado, as sementes são distribuídas de graça por meio de um programa do governo que beneficia mais de 150 mil agricultores. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Cariri é sempre a primeira região do Ceará a ser contemplada com distribuição dos grãos, onde a chuva costuma começar mais cedo. As sementes que chegaram para as famílias de um assentamento foram suficientes para semear uma área de aproximadamente 6 hectares, que é compartilhada entre 8 famílias. Para 2021 a expectativa é positiva, se as chuvas forem acima da média, eles esperam um crescimento de 10% na produtividade. Milho vai além da pipoca e alimenta a economia do país: entenda A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no entanto, estima uma colheita de milho trinta por cento menor no Ceará nesta safra. Alimento para os moradores e os animais O que é semeado vai servir de alimento para os animais, e também estará presente na mesa. Uma das principais receitas é do cuscuz, alimento muito apreciado pelo sertanejo. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Redução das chuvas prejudica pastagem em MT e criadores de gado adotam medidas para se adaptar


24/01/2021 12:02 - g1.globo.com

Em uma fazenda em Araputanga, por exemplo, o pecuarista Carlos Roberto de Paulo está abatendo alguns animais para sobrar mais pasto para outros. Com a seca, todo o rebanho da fazenda está recebendo a complementação alimentar no cocho. Em Mato Grosso, as chuvas estão abaixo da média e as pastagens ficam ralas, sem qualidade Em Mato Grosso, as chuvas estão abaixo da média, o que faz com que as pastagens fiquem ralas e sem qualidade. Por isso, os criadores de gados estão adotando medidas para de adaptar a este momento. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Em uma fazenda em Araputanga, por exemplo, que fica no oeste do estado, estão sendo embarcados 20 animais, com peso médio de 490 quilos cada um, um pouco abaixo do ideal para o abate. "A gente precisa fazer o que pode. E o que pode hoje é abater uns animais para sobrar mais pasto para os outros que vão ficar na fazenda e, em 40 dias, esses animais estão com acabamento para o frigorífico", diz o pecuarista Carlos Roberto de Paulo. Com a seca, todo o rebanho da fazenda está recebendo a complementação alimentar no cocho. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Escola no sertão do Ceará é referência em qualidade de ensino


24/01/2021 11:49 - g1.globo.com

Reportagem especial exibida em 2018 mostra que problemas educacionais típicos de regiões pobres foram superados com o envolvimento da comunidade. Os alunos são filhos de agricultores e criadores da região. Conheça a escola pública que se tornou exemplo de qualidade no sertão do Ceará Uma escola rural do sertão do Ceará se transformou em referência de qualidade. Em 2018, o repórter César Dassie foi até a zona rural de Brejo Santo visitar a Escola Municipal Maria Leite de Araújo para contar essa história. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A instituição fica em uma região pobre e sempre enfrentou problemas típicos das escolas públicas do Brasil, mas em poucos anos conseguiu uma virada. Durante a pandemia, a escola conseguiu manter o ensino à distância e, segundo a última nota do Ideb, está entre as 100 melhores do país. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Excesso de chuva prejudica plantações de hortaliças em Mogi das Cruzes


24/01/2021 11:45 - g1.globo.com

Agricultores da região do Cinturão Verde de São Paulo perderam cerca de 40% da produção. Excesso de chuva que prejudica os produtores de hortaliças em São Paulo O excesso de chuva e o sol forte espalham prejuízos nas plantações de Mogi das Cruzes, Cinturão Verde de São Paulo. As valetas e tanques estão cheios. Com o solo encharcado, muitos produtores não conseguem nem plantar. Com isso, as perdas na região podem chegar a 40% das hortaliças, segundo a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) do governo paulista. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O sítio do agricultor Valmir Barbosa de Morais tem 14 hectares. Nos canteiros de espinafre, 70% da produção está perdida. As folhas estão amarelas e cheias de furinhos. Com a queda na produção e a menor oferta, os preços sobem. A dúzia do espinafre é vendida agora por R$ 26. "O preço tem subido 40%, 50%, até 60%, dependendo da mercadoria", conta o agricultor. A região é a que mais produz hortaliças no estado, são mais de cinco mil agricultores. Cerca de 25 mil toneladas de produtos saem das propriedades todos os dias. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Produção de arroz no RS é comprometida pela seca


24/01/2021 11:44 - g1.globo.com

Estado é o principal produtor do grão no país e falta de chuva prejudicou colheita da atual temporada. Produtores de arroz do Rio Grande do Sul estão sofrendo com a estiagem Produtores de arroz do Rio Grande do Sul devem ter a colheita prejudicada nesta safra por causa da seca. O estado, que é o principal produtor de arroz do país, ficou sem chuvas em algumas regiões. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Foi o caso do agricultor Elton Machado, que tem uma lavoura de arroz em Arroio Grande que ficou 10 dias sem água. O cultivo foi prejudicado e a colheita atrasou cerca de 20 dias. "A gente estima uma quebra de 5% a 7% em relação ao que se colheu ano passado", conta Elton. Os produtores costumam dizer que a lavoura de arroz precisa de sol na cabeça e água no pé para uma boa safra. A seca em diversas regiões do Rio Grande do Sul afetou o estado no momento em que a água é essencial para a irrigação. Em Pelotas, o agricultor Eduardo Almeida não sabe o que esperar da atual temporada. Na última safra, ele colheu 8,5 toneladas de arroz. "É bem difícil e angustiante. A gente trabalha, tem investimento, tudo tá aqui, né? A nossa vida é isso aqui", conta Eduardo. Na última safra, os produtores do Rio Grande do Sul colheram 7,8 milhões de toneladas de arroz. Mesmo mantendo a área da temporada anterior, a expectativa é de quebra na produção. Os preços, por outro lado, se elevaram, conforme explica Alexandre Velho, presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul). "Este ano temos a expectativa de um patamar de preço melhor já na colheita. Isso se deve a um ajuste grande no mercado, aliado a um câmbio acima de R$ 5 que nos traz uma expectativa de uma exportação bastante grande no ano de 2021", afirmou. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 24/01/2021


24/01/2021 11:32 - g1.globo.com

Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Restaurantes investem em delivery próprio, mas continuam com aplicativos de entrega Lig Lig Rua Estela, 515 - Bloco A - Conjunto 151 – Vila Mariana São Paulo / SP – CEP: 04011-002 www.liglig.com.br Amelie Creperie Shopping da Gávea Botafogo Praia Shopping Barra Shopping Rio de Janeiro / RJ www.ameliecreperie.com.br Veja a reportagem: E-commerce de joias adota selo de carbono neutro no setor de logística iTrack Brasil Avenida Sagitário, 138 - Torre City, Sala 914 - Alphaville Conde II Barueri / SP - CEP: 06473-073 Telefone: (11) 98464-2285 E-mail: daniel.drapac@itrackbrasil.com.br https://itrackbrasil.com.br LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/itrackbrasil Facebook: https://www.facebook.com/itrackbrasil/ Instagram: http://instagram.com/itrackbrasil Eccaplan Consultoria em Desenvolvimento Sustentável Av. Prof. Lineu Prestes, 2242 - Cidade Universitária São Paulo / SP - CEP: 05508-000 Telefone: (11) 98214-4404 E-mail: freteneutro@eccaplan.com.br http://eccaplan.com.br/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/eccaplan-consultoria-em-sustentabilidade/ Facebook: https://www.facebook.com/eccaplan Instragram: https://www.instagram.com/eccaplan_sustentabilidade/ Stephanie Stein Telefone: (11) 97543-3120 E-mail: stephanie@stephaniestein.com.br www.stephaniestein.com.br Redes sociais: @stephaniestein Veja a reportagem: Startup muda foco durante a pandemia e passa a ajudar pequenos negócios da periferia a vender online Repagina.me Endereço: Polo Digital de Mogi das Cruzes Telefone: (11) 954426762 www.repagina.me Instagram @repagina.me Youtube: Repagina com Grazi Silva E-mail repagina.me@gmail.com Floricultura Florart'S Telefone e Whatsapp: (11) 2541 0011/ (11) 99754 7153 Email: floriculturaflorarts@hotmail.com Av. Olavo Egídio de Souza Aranha, 916 Bairro: Parque Cisper São Paulo/ SP - CEP: 03822-000 https://floriculturaflorar.wixsite.com/florartsfloricultura Redes sociais:@floriculturaflorarts Veja a reportagem: Casinha para pets em mercados permite que consumidor faça compras e monitore os animais PetParker Alameda Vicente Pinzon, 54 - Vila Olímpia São Paulo/SP - CEP 04547-130 E-mail: contato@petparker.com.br petparker.com.br Facebook: petparkerbr Instagram: @petparker TikTok: petparkeroficial Veja a reportagem: Empresário conta sua história de superação fazendo pães artesanais orgânicos Pão Garimpeiro Padaria Artesanal Rua José de Morães Ferraz, 25 - Butantã São Paulo/SP - CEP: 05539-050 Telefone: (11) 98292-3947 E-mail: paogarimpeiro@gmail.com www.paogarimpeiro.com Instagram @paogarimpeiro



Empresário conta sua história de superação fazendo pães artesanais orgânicos


24/01/2021 11:30 - g1.globo.com

Após muitas dificuldades, Angelo Borim comemora o aumento do faturamento durante a pandemia e a mudança de categoria de MEI para microempresa. Empresário conta sua história de superação fazendo pães artesanais orgânicos Superação define a história do empreendedor Angelo Borim. Em meio a desafios que deixariam muita gente pelo caminho, ele levantou a cabeça, seguiu a receita da família para prosperar e virou padeiro. Veja todos os vídeos do PEGN “É uma ironia do destino, amputado de braço virar padeiro. É quase uma piada. Eu nunca imaginei que fosse seguir esse caminho”, conta Angelo. Fazer pães está na raiz da família Borim. O avô de Angelo tinha uma padaria, no interior de São Paulo, e o pai dele sustentou a casa vendendo pãezinhos na porta de escolas. Angelo foi cursar psicologia em São Paulo e em 2006 sofreu um acidente de carro e perdeu parte do braço. Ele se apoiou no esporte para seguir em frente. Fez natação e triatlo, onde chegou a ser vice-campeão mundial de para-triatlo. Mas por um problema de saúde, teve que abandonar as competições. Em 2016, ao se tornar pai, Angelo voltou a sonhar. O filho Muká, hoje com quatro anos, foi o inspirador do pai em mais uma guinada. Quando ele nasceu, Angelo buscou na memória o que o avô fazia e encontrou forças para montar seu próprio negócio: uma fábrica de pães artesanais. “Antes dele eu começava um projeto e não me empenhava. Quando ele chegou, eu falei: ‘agora tem que ser’. Pensei: ‘o que vou fazer para dar um pouco mais de renda para minha família? Pão, lógico'. Minha família, quando precisa, faz pão”, conta. Angelo começou em casa e investiu R$ 7 mil em um forno e em uma masseira. Os pães artesanais orgânicos fizeram sucesso. Em outubro deste ano, ele alugou um espaço e ampliou a fábrica. “Hoje tá explodindo de padarias artesanais, de fermentação natural, e eu tive a alegria de começar um pouco antes, quatro anos atrás”, diz Angelo. O pão 100% integral de 600 gramas é o mais procurado e custa R$ 18. O faturamento da fábrica de pães cresceu 20% durante a pandemia. Angelo, que começou como MEI, já está mudando a categoria para microempresa. “A vida é uma loucura, ela dá cambalhotas e cambalhotas. A gente cai, e acho que isso é da vida, não tem como fugir. Você vai levar tombos e vai se levantar. Tem que tentar de novo, se apoiar em quem você tem perto, que pode te dar uma acolhida, um colo, até você ter energia para levantar. Tem que ter paciência. Uma hora a gente consegue subir de novo”, afirma o empresário. Pão Garimpeiro Padaria Artesanal Rua José de Morães Ferraz, 25 - Butantã São Paulo/SP - CEP: 05539-050 Telefone: (11) 98292-3947 E-mail: paogarimpeiro@gmail.com www.paogarimpeiro.com Instagram @paogarimpeiro Veja os vídeos mais assistidos do PEGN Veja dicas para montar sua empresa



Casinha para pets em mercados permite que consumidor faça compras e monitore os animais


24/01/2021 11:28 - g1.globo.com

Serviço é gratuito para os clientes, que podem deixar os bichinhos em segurança. Casinha para pets em mercados permite que consumidor faça compras e monitore os animais Uma casinha inteligente para pets em supermercados permite que o cliente monitore como está o seu bichinho de estimação pelo aplicativo, durante as compras. Veja todos os vídeos do PEGN Alguns negócios nascem no susto. E foi assim que aconteceu com o empresário Georges Ebel. “Eu ainda não tinha consciência do perigo que era deixar o pet amarrado na porta do estabelecimento. Precisei entrar em um para fazer compras, estava com eles, amarrei rapidinho. Depois de 10 minutos estavam anunciando que tinham fugido dois cachorros. Eu fiquei desesperado, mas consegui recuperá-los”, conta. Tanto estresse despertou o espírito criativo de quem nunca tinha trabalhado no setor pet. A casinha inteligente foi criada para evitar exatamente essa situação com cachorros presos fora dos estabelecimentos comerciais e sem nenhuma segurança. O serviço funciona de graça. É só baixar o aplicativo que mostra no mapa os estabelecimentos onde elas estão. Depois, tem que ler o QR Code na porta de cada estação para abrir a portinha. “Ela fecha e tranca automaticamente e aciona um ventilador para garantir o conforto do pet ali dentro. A partir daí, você entra na loja e está monitorando o que está acontecendo dentro da estação”, explica Georges. O tempo máximo recomendado para o animal ficar lá dentro é de uma hora. Foram 18 meses de pesquisa para desenvolver a casinha, inclusive com ajuda de treinadores e veterinários. O piso é preparado para qualquer tipo de sujeira e os equipamentos são higienizados pela empresa do Georges. “A gente tem parcerias com grandes redes varejistas, que pagam uma mensalidade para oferecer esse benefício aos clientes. Além disso, temos parceria com grandes marcas que veiculam a marca deles tanto no nosso aplicativo, quanto nas estações”, conta o empresário. O investimento foi de R$ 1 milhão. As redes varejistas pagam uma mensalidade R$ 1.5 mil para oferecer esse benefício aos clientes. A empresa está hoje em 60 estabelecimentos, tem 15 mil usuários e cresce 15% ao mês. “Tem usuário que chega a utilizar as estações mais de 17 vezes por mês, então a gente vê que de fato ele está incorporando esse passeio, essa presença do pet na vida dele”, diz Georges. PetParker Alameda Vicente Pinzon, 54 - Vila Olímpia São Paulo/SP - CEP 04547-130 E-mail: contato@petparker.com.br petparker.com.br Facebook: petparkerbr Instagram: @petparker TikTok: petparkeroficial Veja os vídeos mais assistidos do PEGN Veja dicas para montar sua empresa



Startup muda o foco durante a pandemia e passa a ajudar pequenos negócios da periferia a vender online


24/01/2021 11:10 - g1.globo.com

Antes da quarentena, a empresa fazia reformas em comércios locais. Agora oferece consultoria digital. Startup muda foco na pandemia e ajuda pequenos negócios da periferia a vender online Uma startup que reformava pequenos negócios na periferia de São Paulo se reinventou durante a pandemia do coronavírus. O foco agora é a transformação digital. Veja todos os vídeos do PEGN A proposta da Grazielly Silva quando criou a startup em 2016 era oferecer reparos para mudar o visual de pequenos negócios na periferia e atrair mais clientes. “Era 100% voltado para o mundo físico. A proposta era que esses negócios melhorassem a fachada e outros detalhes para vender mais”, explica a empresária. Durante o período em que o comércio ficou fechado, a startup percebeu que as pequenas empresas precisavam vender pela internet para sobreviver, e começou a oferecer assessoria para elas migrarem para o digital. “Verificamos que era uma demanda reprimida, principalmente falando de negócios pequenos que não conheciam agência de marketing. Foi a mudança do modelo de negócio de nossa empresa”, conta Grazielly. A floricultura do casal Juliana Nunes e Marcelo Araújo, na Zona Leste de São Paulo, fazia postagens tímidas em redes sociais. Para conquistar mais clientes e alavancar as vendas durante a quarentena, eles contrataram o serviço da startup. “Quando veio a pandemia, foi um estalo. Eu tive que aprender a mexer na internet, a postar nas redes sociais com mais constância pra poder ter mais visualizações e, assim, a gente conseguir vender mais pela internet”, conta Juliana. Depois que o casal passou a cuidar das mídias sociais, o faturamento da floricultura cresceu 40%. A startup cuida das postagens, cria conteúdo, mantém contato com os clientes e dá dicas práticas e preciosas para quem nunca mexeu com mídia social. A startup já atende 15 clientes e contratou dois colaboradores: um arquiteto e um especialista em mídias sociais. O custo do serviço de execução e postagens varia de R$ 99 a R$ 330 por mês. A empresa ampliou a área de atuação, mas o público alvo continua o mesmo. “A nossa missão desde o inicio é que as lojas físicas consigam conversar com o online de uma maneira bonita, inteligente e, principalmente, que elas vendam. Esse é foco do pequeno empreendedor”, afirma Grazielly. Repagina.me Endereço: Polo Digital de Mogi das Cruzes Telefone: (11) 954426762 www.repagina.me Instagram @repagina.me Youtube: Repagina com Grazi Silva E-mail repagina.me@gmail.com Conheça empreendedores que estão superando a crise Veja dicas para montar sua empresa



E-commerce de joias adota selo de carbono neutro no setor de logística


24/01/2021 11:05 - g1.globo.com

Certificação compensa a emissão de gás poluente durante entregas das compras com ações ambientais. E-commerce de joias adota selo de carbono neutro no setor de logística O setor de logística de e-commerce está usando uma nova estratégia para se aproximar dos clientes: o selo de carbono neutro, que compensa a emissão de gás poluente com uma ação ambiental. Veja todos os vídeos do PEGN Pouca gente se dá conta, mas fazer uma compra pela internet sem sair de casa também gera poluição. A maioria dos veículos usados na entrega emite gases do efeito estufa. A empresária Stephanie Stein, dona de um e-commerce de joias, investiu no marketing verde. Uma das certificações que ela exibe no site é o selo de carbono neutro. “Adquiri o selo de reciclagem e encontrei o selo de neutralização para compensar frete da produção de minhas peça”, conta Stephanie. O selo foi lançado pela startup do Daniel Drapac, que comercializa softwares de gestão para e-commerces. “O selo significa que naquela compra, o que foi gerado de emissão de CO2 eu tive a contra partida de comprar a quantidade de crédito para compensar isso”, explica Daniel. Diferencial verde O selo é bom para o meio ambiente, bom para as vendas e virou um diferencial na hora de conquistar clientes para um e-commerce. Com a certificação, a empresa mostra que investe em entrega consciente e num futuro mais verde. Todo CO2 emitido pela empresa ou pela sua logística é quantificado e compensado, na mesma proporção, em uma ação ambiental, como preservação florestal ou reflorestamento. A emissão de uma tonelada de CO2, por exemplo, equivale ao plantio e crescimento de seis árvores por 15 a 20 anos. Durante a pandemia, a procura pela certificação de carbono neutro subiu 40%. O faturamento da startup este ano pode chegar a R$ 3 milhões. “É impressionante como é um produto que tem apelo, independente do tamanho do negócio. Temos clientes como pequenos artesãos, que pensam nessa cadeia limpa, e grandes empresas nacionais com volume de entrega. É bom para o pequeno e para empresa grande”, afirma Daniel. O selo foi criado em parceria com uma consultoria de sustentabilidade. Ela recebe os créditos e repassa para algum projeto ambiental certificado pelo Protocolo de Kyoto. O crédito de carbono é cobrado no frete, gira em torno de R$1,60 e pode ser pago pelo cliente ou pela empresa, como o e-commerce de joias da Stephanie faz. Com o transporte consciente, a empresa quer diminuir a emissão de carbono em até 20%. “Empresas que se preocupam com isso a médio e longo prazo vão ter mais valor agregado. É cuidar da nossa pedra mais preciosa que é o planeta. Não tem planeta reserva, temos que cuidar agora”, diz Stephanie. iTrack Brasil Avenida Sagitário, 138 - Torre City, Sala 914 - Alphaville Conde II Barueri / SP - CEP: 06473-073 Telefone: (11) 98464-2285 E-mail: daniel.drapac@itrackbrasil.com.br https://itrackbrasil.com.br LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/itrackbrasil Facebook: https://www.facebook.com/itrackbrasil/ Instagram: http://instagram.com/itrackbrasil Eccaplan Consultoria em Desenvolvimento Sustentável Av. Prof. Lineu Prestes, 2242 - Cidade Universitária São Paulo / SP - CEP: 05508-000 Telefone: (11) 98214-4404 E-mail: freteneutro@eccaplan.com.br http://eccaplan.com.br/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/eccaplan-consultoria-em-sustentabilidade/ Facebook: https://www.facebook.com/eccaplan Instragram: https://www.instagram.com/eccaplan_sustentabilidade/ Stephanie Stein Telefone: (11) 97543-3120 E-mail: stephanie@stephaniestein.com.br www.stephaniestein.com.br Redes sociais: @stephaniestein Veja os vídeos mais assistidos do PEGN Veja dicas para montar sua empresa



Restaurantes investem em delivery próprio, mas continuam com aplicativos de entrega


24/01/2021 10:56 - g1.globo.com

Especialistas dizem que o ideal é usar a visibilidade dos apps terceirizados, mas também criar um sistema exclusivo, para aproximar os clientes. Restaurantes investem em delivery próprio, mas continuam com aplicativos de entrega O delivery se tornou uma das principais armas do setor de alimentação para compensar a falta de clientes nos restaurantes durante a pandemia do coronavírus. Mas fica uma dúvida: é melhor usar um aplicativo de entrega terceirizado ou criar um sistema próprio? Veja todos os vídeos do PEGN Uma rede de comida chinesa nasceu em 1992 já com o DNA de delivery. Antes da pandemia, as entregas representavam 60% das vendas. Agora são 91%. “A coisa mais difícil é a pessoa comprar de você. Não adianta ter um bom app se não atender bem o cliente. Atendendo bem, ele vai voltar”, diz o empresário Thomas Liu. A empresária Sálua Bueno está no ramo de alimentação há sete anos. Ela e um sócio montaram três creperias, no Rio de Janeiro. Com a pandemia, começou a fazer delivery. “A gente teve que ir com muita força pro delivery, porque naquele momento foi nossa única possibilidade de ganho financeiro”, conta Sálua. Para os especialistas, o ideal é manter um sistema híbrido: usar a visibilidade e alta demanda dos aplicativos de entrega de comida e também criar um sistema próprio. Para isso, é preciso investir em tecnologia, treinamento e logística. A rede de comida chinesa faz isso. Começou recebendo pedidos por telefone. Depois, contratou aplicativos terceirizados e este ano lançou o delivery próprio. Demorou cinco anos para ajustar cada detalhe e hoje a margem de erro da operação é quase zero. E não se trata só de tecnologia. Ter equipe própria de motoboys facilita a logística, agiliza a entrega e fideliza cliente. “Trabalhei, tentei, troquei, tive coragem de pegar investimento, jogar no lixo e começar de novo até fazer funcionar. Hoje está funcionando perfeitamente, valeu a pena”, conta Thomas. Para Thomas, o sistema próprio aproxima mais o cliente porque dá para conhecer melhor o perfil do consumidor. Ele diz que atualmente a rede trabalha com 50% em delivery próprio e 50% com entrega pelos apps. Na creperia, 80% dos pedidos chegam por aplicativos terceirados. Os outros 20% chegam por telefone, redes sociais e aplicativos de mensagem. Agora, a empresa desenvolve um app de entrega próprio. “No processo da pandemia atingimos a maturidade para entender o negócio e trabalhar com equipe com treinamento bacana, achar embalagem adequada”, explica Sálua. Agora, a empresa desenvolve um aplicativo de entrega próprio, com base no que já tinha, para fidelizar clientes. A meta é que esse canal entregue até 40% dos pedidos. Lig Lig Rua Estela, 515 - Bloco A - Conjunto 151 – Vila Mariana São Paulo / SP – CEP: 04011-002 www.liglig.com.br Amelie Creperie Shopping da Gávea Botafogo Praia Shopping Barra Shopping Rio de Janeiro / RJ www.ameliecreperie.com.br Veja os vídeos mais assistidos do PEGN Veja dicas para montar sua empresa



Governo quer retomar agenda de reformas após eleições no Congresso; veja o que está em jogo


24/01/2021 08:00 - g1.globo.com

Reformas administrativa e tributária, PEC do pacto federativo, PEC emergencial e novo programa social envolvem valores elevados. Medidas podem alterar forma como governo gasta e arrecada. Com o fim do recesso e as eleições de novos presidentes para a Câmara e o Senado, no início de fevereiro, a área econômica do governo Jair Bolsonaro pretende retomar a discussão de reformas estruturais. Boa parte das medidas tenta frear o gasto público, mas o debate de um novo programa social também deve se manter no radar em 2021. A agenda do governo é encabeçada pelas propostas de emenda à Constituição (PECs) da emergência fiscal e do pacto federativo, além das reformas administrativa e tributária (veja detalhes de cada uma abaixo). O novo programa social, para sair do papel, precisa do "espaço orçamentário" que essas medidas pretendem abrir. Retrospectiva 2020: economia brasileira entra em recessão, mas recupera parte do prejuízo no fim do ano Se levadas adiante, as reformas representarão mudanças profundas tanto na forma de arrecadar recursos, quanto nas despesas de União, estados e municípios. Dentro desse pacote de medidas, há discussões como: o retorno da CMPF, antigo "imposto do cheque" e com potencial impacto sobre transações digitais; a redução de jornada e salário dos servidores públicos, que hoje não é prevista pela legislação; novas regras para gastos mínimos em saúde e educação; redução de benefícios para servidores públicos, e revisão de programas sociais que já existem. Na equipe econômica, a prioridade é evitar o aumento de gastos e conter o avanço da dívida pública, enquanto os estados e municípios querem abocanhar uma parcela da arrecadação federal para manter benefícios fiscais a empresas. A sociedade civil, enquanto isso, luta para evitar uma deterioração ainda maior dos serviços públicos. Governo, estados e sociedade No começo do ano, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, declarou que 2021 seria "definido" por um processo de "consolidação fiscal", ou seja, de ajuste nas contas públicas. "A grande tarefa do governo em 2021 vai ser de manter o lado fiscal sob controle", disse. O objetivo é impedir uma alta ainda maior da dívida bruta, que deve bater recorde ao ultrapassar 90% do PIB em 2020 por conta dos gastos com a Covid-19 – bem acima da média dos países emergentes (cerca de 60% do PIB). Dívida pública brasileira ultrapassou 90% do PIB em outubro No governo, há também resistência em prorrogar o auxílio emergencial, apesar do aumento da pressão no Congresso Nacional, e uma tentativa de encontrar caminhos para acelerar a privatização de estatais. Já os estados querem abocanhar uma parcela maior da arrecadação da União, como forma de manter os benefícios fiscais para empresas. Eles pedem cerca de R$ 480 bilhões ao longo de dez anos para abastecer o fundo de desenvolvimento regional e o fundo de exportações. Espremida na disputa por recursos, a sociedade civil tenta garantir que os direitos atuais sejam preservados. Formada por mais de 200 associações e consórcios de gestores públicos, fóruns e conselhos, a Coalizão Direitos Valem Mais pediu melhora nos serviços ofertados à população se posicionou pelo aumento de recursos no orçamento de 2021 para as áreas saúde, educação e assistência social. Mudanças na arrecadação Do lado da arrecadação, segundo analistas, o cenário atual da economia é marcado por um sistema tributário confuso, ineficiente e que dificulta o aumento da produtividade e do emprego. Para melhorar esse quadro, está sendo discutida uma reforma tributária. Segundo o diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI, órgão ligado ao Senado), Josué Pellegrini, falta simplicidade e transparência ao atual sistema tributário brasileiro. Em 2020, reforma tributária esbarrou em falta de acordo no Congresso Para ele, porém, os principais problemas são a falta de neutralidade (ou seja, excesso de interferência no sistema econômico) e a regressividade — peso maior da tributação sobre os mais pobres. "Nosso sistema realmente é muito ruim. É muito difícil piorar em caso de mudanças, de tão ruim que ele é", disse Pellegrini. O diretor do IFI sugere: a instituição de um imposto agregado (IVA) nacional sobre o consumo, para buscar a neutralidade, e a redução do peso dos impostos sobre consumo e folha de pagamentos, com aumento da tributação sobre a renda e diminuição de benefícios fiscais. Tributação sobre o consumo A proposta do governo envolve mudanças somente em impostos federais, mas os estados querem uma reforma mais abrangente dos tributos sobre o consumo, englobando também tributos estaduais e municipais. Os governos estaduais pedem um alto volume de recursos para manter benefícios fiscais e estimular as exportações, o que foi já foi rechaçado pelo governo. Com a reforma em tramitação, a palavra final caberá ao Legislativo. Até o momento, somente a tributação sobre o consumo está em debate. Nesse caso, nenhuma das esferas de governo admite perder recursos. Se PIS, Cofins, ICMS e ISS forem apenas unificados, sem revisão das alíquotas que hoje são endereçadas a União, estados e municípios, a alíquota do IVA nacional deve se tornar uma das maiores do mundo, ao redor de 30%. CPMF, folha de pagamentos e tabela do IR Em fases futuras da reforma tributária, que sequer começaram a ser discutidas, o governo: avalia a possibilidade de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da extinta CPMF, quer desonerar a folha de pagamentos das empresas e reduzir o Imposto de Renda das pessoas jurídicas. Em consonância com as principais economias do mundo, o governo também estuda voltar a tributar lucros e dividendos (algo que foi abandonado na década de 90). A área econômica estuda, ainda, propor a correção da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, uma promessa de campanha do presidente Bolsonaro, medida que beneficiaria a parcela mais rica da população. Em declarações recentes, Bolsonaro já demonstrou que vê dificuldades em cumprir a promessa. ‘Deveríamos ter avançado no programa de reformas’, diz economista sobre saída da Ford Alterações nos gastos públicos Na outra ponta, do lado das despesas públicas, os analistas avaliam que há espaço para melhorar a forma de gastar os recursos arrecadados. Estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgado em 2019 mostra que o Brasil gasta muito e gasta mal. "Há amplo espaço para melhorar os serviços oferecidos à população sem implicar em aumento dos gastos públicos", diz o documento. Teto de gastos Oficialmente, o governo prega a manutenção do teto de gastos — mecanismo que limita a maior parte das despesas à variação da inflação do ano anterior. Com isso, os gastos não obrigatórios devem ser os menores em 14 anos em 2021, o que impactará despesas em saúde, educação e serviços públicos, como fiscalização do meio ambiente, do trabalho escravo e bolsas de estudo. OCDE sugere reformas ao Brasil para manter teto de gastos e ampliar Bolsa Família Brasil terá retomada 'lenta' e 'risco elevado' de romper teto de gastos em 2021, diz IFI A Coalizão Direitos Valem Mais pediu o fim do teto de gastos, com a criação de uma nova regra fiscal e realização de uma reforma tributária — com a tributação emergencial dos setores mais ricos. A organização também avaliou que a "realidade exige condições orçamentárias adequadas para proteger a população do crescimento vertiginoso do desemprego, da fome e da miséria" no contexto de enfrentamento da pandemia do coronavírus. PECs emergencial e do pacto federativo O Ministério da Economia defende, na PEC da emergência fiscal, o fim de reajustes aos servidores enquanto as contas não estiverem equilibradas, além da possibilidade de redução de jornada e salário funcionários públicos. O governo também propôs a unificação do piso de gastos em saúde e educação, enquanto o relator da PEC, senador Marcio Bittar (MDB-AC) defendeu o fim desse gasto mínimo. A proposta do relator ainda não foi apresentada. Relator, Márcio Bittar decidiu não apresentar o relatório da PEC Emergencial em 2020 No ano passado, o Ministério da Economia chegou a apoiar uma proposta para congelar os benefícios de aposentados por até dois anos. Essa alternativa, porém, já foi afastada pelo presidente Jair Bolsonaro, que ameaçou dar um cartão vermelho a quem defendesse a medida. Reforma administrativa O governo divulgou no ano passado uma proposta de reforma administrativa, com fim da estabilidade para parte dos novos servidores públicos, além de vedar promoções ou progressões na carreira exclusivamente por tempo de serviço e de acabar com outros benefícios. A ideia é diminuir os gastos com o funcionalismo e economizar R$ 300 bilhões em dez anos. Dados do Instituto Millenium mostram que o Brasil gastou 13,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, cerca de R$ 930 bilhões, com servidores públicos federais, estaduais e municipais. É o dobro das despesas com educação e 3,5 vezes as despesas com saúde (3,9% do PIB). Frente parlamentar propõe incluir atuais servidores públicos na reforma administrativa; tema será debatido Em manifesto divulgado no fim de 2020, porém, 29 entidades ligadas aos servidores, entre elas Fenafisco e Sindjufe, avaliaram que a proposta do governo ignora aspectos de gestão e foca exclusivamente no ajuste das contas públicas. As entidades argumentaram que ela também cria um modelo de avaliação de desempenho que permite o assédio e a demissão de servidores "que não certifiquem medidas de interesse estritamente político". Novo programa social Segundo analistas, o governo também deve retomar a discussão sobre a reformulação do Bolsa Família neste ano. Após o aumento da popularidade do presidente Bolsonaro em 2020 com o pagamento do auxílio emergencial, o objetivo seria aumentar o número de beneficiários e o valor pago no Bolsa Família - que teria o nome alterado para "Renda Brasil" ou "Renda Cidadã". Modelagem de novo programa social repercutiu mal no Congresso em 2020; relembre A área econômica defende, porém, que essa reformulação seja feita dentro do teto de gastos, o que limitaria o alcance do novo programa. De acordo com Leonardo Ribeiro, analista do Senado Federal e especialista em finanças públicas, o teto de gastos reduz bastante o grau de liberdade que o governo tem para desenhar esse novo programa social, pois precisará cortar gastos correntes. "A pandemia aumentou no mundo inteiro, não só no Brasil, a desigualdade social. É inevitável que o Congresso, e o governo, atuem nesse sentido [de reforçar programa sociais]. Já existem projetos de lei tramitando no Congresso. Acho que o próprio Poder Executivo já deve ter alguma proposta, algum desenho esboçado. Acho que, assim que forem definidas as lideranças na Câmara e no Senado, tem probabilidade alta de se discutir uma agenda social", concluiu.



Google investiga pesquisadora de ética em inteligência artificial


23/01/2021 12:00 - g1.globo.com


Empresa encerrou acesso de funcionária ao e-mail corporativo e disse estar investigando suposto download de arquivos compartilhados com pessoas de fora da companhia. Sindicato afirma estar 'preocupado'. Google investiga REUTERS/Dado Ruvic/Illustration O Google investiga uma pesquisadora sobre ética em inteligência artificial (IA) semanas após encerrar o contrato de outra integrante da equipe, anunciou o sindicato recém formado na empresa. Em um comunicado enviado ao site "Axios", o Google afirmou que a conta de e-mail da pesquisadora Margaret Mitchell na empresa foi encerrada enquanto uma investigação interna é realizada. A companhia disse que ela supostamente baixou um grande número de arquivos e compartilhou com terceiros. O Sindicato dos Trabalhadores da Alphabet, criado por funcionários da empresa matriz do Google, afirmou nesta semana em um comunicado que estava "preocupado com a suspensão do acesso corporativo de Margaret Mitchell", membro do sindicato e uma das principais pesquisadoras de IA. "Essa suspensão acontece pouco depois da demissão realizada pelo Google da antiga líder Timnit Gebru; ambas representam um ataque às pessoas que estão tentando tornar a tecnologia do Google mais ética", afirmou o sindicato. Funcionários da Alphabet, dona do Google, formam sindicato nos EUA Demissão de Timnit Gebru Google enfrentou fortes críticas em dezembro passado após a demissão de Gebru, que denunciou que foi ordenada a se retratar de um trabalho de pesquisa. Gebru enviou um e-mail interno acusando a companhia de "silenciar vozes marginalizadas", após superiores terem solicitado que ela não publicasse um artigo científico ou retirasse seu nome e de colegas. Ela foi desligada da companhia pouco depois. No mês passado, mais de 1.400 funcionários da Google faziam parte dos quase 3.300 signatários de uma carta online que exigia da empresa uma explicação sobre a demissão de Gebru junto com o motivo para ordenar que sua pesquisa fosse retirada. Saiba mais: Após demitir cientista negra, profissionais do Google assinam petição contra empresa A carta também pedia à Google que cumprisse com um compromisso "inequívoco" com a integridade da pesquisa e da liberdade acadêmica. Veja vídeos sobre tecnologia no G1 G



Auxílio emergencial: ‘Sem doações, meus filhos passariam fome’: o fim do benefício na cidade brasileira com mais dependentes do recurso


23/01/2021 10:39 - g1.globo.com


Governo federal decidiu não prorrogar o repasse de dinheiro para quase 68 milhões de pessoas, e muitos moradores de cidades como Amapá (AP) agora veem aumentar o sofrimento com a fome, o desemprego e a inflação. Auxílio emergencial foi encerrado no fim de 2020 Reuters “Só adulto aguenta porrada. É muito complicado pra criança. Não sou só eu que estou sofrendo. Tenho três filhos. A gente recebe um pouco de feijão daqui, farinha dali, um frango pra comer na semana. Familiares vão ajudando. Mas, ontem, eu jantei queijo. O queijo que eu peguei fiado para vender e sobreviver”, relata o vendedor ambulante Josielson Cardoso, de 33 anos. Na semana passada, ele não conseguia parar de chorar na frente dos filhos quando lhe pediram dinheiro para comprar merenda. “É uma dor muito doída quando nossos filhos pedem e não temos o que dar. Antes a gente tinha o auxílio emergencial, mas agora acabou. E, sem as doações que a gente consegue, eles estariam passando fome.” Antes da pandemia, ele conseguia lucrar em torno de R$ 1.000 por fim de semana como vendedor ambulante de bebidas na porta de festas e boates. Mas a renda caiu a zero quando a Prefeitura de Amapá (a 300km de Macapá, capital do Estado de mesmo nome), onde mora com a família, proibiu eventos com aglomerações para evitar o espalhamento do coronavírus. A doença infectou 1 em cada 9 habitantes da cidade de Amapá, segundo dados oficiais. O auxílio de R$ 600, única renda da casa de Josielson em grande parte de 2020, chegou a ajudar a comprar comida, mas não bastava. As dívidas cresceram. A mulher dele passou um mês doente com covid-19. E ele precisou vender a moto e um freezer que usava para gelar as bebidas que comercializava. E o que era ruim ficou pior. O governo federal decidiu não prorrogar o repasse de dinheiro para quase 68 milhões de pessoas a fim de aliviar o impacto da pandemia. Então, muitas pessoas agora enfrentam fome, desemprego e inflação. No ano passado, Amapá liderou o ranking de cidades brasileiras que mais receberam o auxílio. Das 10 cidades com mais beneficiários, 8 estão na região Norte do país e 2, no Nordeste. Ao todo, 82% da população amaparina recebeu auxílio no ano passado. Para a prefeitura, o número surpreende e sugere três coisas: fraudes, erro de cadastro ou um contingente de necessitados fora do radar. Amapá tem um território cinco vezes maior que a cidade de São Paulo e uma população que não chega a um milésimo da paulistana. A geração de emprego se resume ao serviço público, à pesca, à agricultura familiar e ao comércio, na maioria informal. A dependência local de programas sociais não é novidade por lá. Segundo a secretária de Assistência Social, Liliane Dias, 40% da população já dependia de benefícios sociais antes mesmo da pandemia. Mas Josielson faz parte de um grupo social hoje dentro de num limbo assistencial, porque não recebia benefícios antes da pandemia e acabou dependendo completamente do auxílio emergencial porque sua atividade profissional ficou inviável. Wendell Silva, 38, se apresentava como DJ e promovia festas em Amapá antes da pandemia Acervo pessoal Não há sinal de melhora: o auxílio emergencial não foi renovado, os preços de alimentos e habitação estão aumentando e a pandemia de covid-19 continua se espalhando. Muitos agora dependem basicamente de doações, como as cestas básicas distribuídas pela prefeitura. É o caso de Wendell Silva, de 38 anos, que não consegue trabalhar desde março de 2020 porque a Prefeitura de Amapá proibiu eventos públicos com aglomeração, incluindo festas fechadas ou nas praças da cidade, como o aniversário do município. Ele atua há 13 anos produzindo e tocando como DJ em festas e eventos que costumam reunir de 400 a 1000 pessoas em torno de música eletrônica, funk, baile da saudade ou tudo misturado. Obeso e fumante, ele perdeu a avó e amigos para a doença em 2020. “Meu organismo não é mais de moleque, mas não tinha opção, precisei ir trabalhar em outras cidades, mesmo com o risco de ficar doente. E a gente vai se virando, grava um CD aqui e ali, vende camisa do time de futebol da cidade.” Mas a conta não fecha. O dinheiro do auxílio emergencial servia para comprar comida para a casa de sua mãe, onde mora com a mulher há anos depois de a própria casa para sua filha conseguir fazer faculdade na capital Macapá. “Sem a ajuda de minha família eu não conseguiria comer e minha filha não conseguiria mais estudar.” Ele costumava defender a decisão municipal de proibir aglomerações para evitar que o contágio por covid-19, mas diz não compreender mais o porquê da medida ao ver tanta gente se aglomerando nas ruas e no comércio sem máscara. “Tem fila em todo canto e ninguém se protege ou se importa. Desse jeito era pra voltar as festas de vez, então. Tem um monte de família que depende delas para ganhar dinheiro e sobreviver.” Onde se recebia mais auxílio emergencial O pagamento do auxílio emergencial começou em abril de 2020, sendo R$ 600 ou R$ 1.200 para mães chefes de família. Depois de cinco parcelas, o valor caiu pela metade. O último dos repasses, de R$ 300 ou R$ 600, ocorreu em dezembro. Estima-se que o custo dos pagamentos para 68 milhões de pessoas tenha chegado a R$ 300 bilhões, quase dez vezes o valor do Bolsa Família, que beneficia cerca de 14 milhões de famílias com repasse médio de quase R$ 200. Segundo tabulação feita pela BBC News Brasil, com base em dados do Portal da Transparência federal, do IBGE e da Justiça Eleitoral, Amapá era a cidade com mais taxa de beneficiários por população estimada, cerca de 82% — a secretária de Assistência Social disse ter analisado a lista de nomes de pessoas que receberam o auxílio e detectado que havia “vários ali que nem moram na cidade”. Nas outras nove cidades mais dependentes do auxílio emergencial, na razão entre beneficiários por habitantes ou eleitores, o benefício foi pago para uma parcela que variou de 61% a 79% da população: Pacaraima (RR), Assis Brasil (AC), Iranduba (AM), Beruri (AM), Caroebe (RR), Campo Largo do Piauí (PI), Gurupá (PA), Prainha (PA) e Extremoz (RN). Mas, por questões orçamentárias, o presidente Jair Bolsonaro decidiu encerrar os pagamentos. O governo federal diz estudar alternativas ao programa, que teve um impacto positivo direto na popularidade do presidente, mas não há qualquer medida concreta no horizonte. Inflação e letargia O auxílio emergencial conseguiu conter o avanço da pobreza por um tempo, atenuar o impacto do desemprego crescente e da perda de renda de trabalhadores informais e até ampliar o poder de compra de algumas famílias. A injeção desse volume de dinheiro, no entanto, teve algumas consequências negativas. A principal delas é a inflação, que teve a maior alta em cinco anos (4,52%). Alimentos e bebidas subiram 14%, o pior aumento desde 2002. O óleo de soja, por exemplo, dobrou de preço. Por outro lado, a pobreza extrema deve atingir, em janeiro, uma taxa entre 10% e 15% da população brasileira, de acordo com projeção calculada pelo economista Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a pedido da BBC News Brasil. Isso significa que a proporção de brasileiros vivendo na extrema pobreza (ou seja, com menos de US$ 1,90 por dia) pode dobrar em relação a 2019, quando a taxa foi de 6,5% da população — ou 13,7 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a pobreza (quem vive com menos de US$ 5,50), Duque projeta que a taxa ficará entre 25% e 30% no começo do ano que vem. Em 2019, ela foi de 24,7%, ou mais de 51 milhões de brasileiros. A situação nos pequenos municípios se agrava ainda mais porque a arrecadação municipal tem caído junto com a redução da atividade econômica, o que levou a corte de custos e investimentos. “Vou precisar renovar o decreto de situação de emergência por mais seis meses. É no mínimo dois anos dessa letargia por causa da pandemia. E nem vai voltar ao normal com a vacinação dos grupos prioritários, ainda mais com a ameaça dessa mutação do vírus”, afirmou o prefeito de Amapá, Carlos Sampaio (DEM), reeleito em 2020. Pandemia do coronavírus levou o governo a criar o auxílio emergencial para proteger a população mais vulnerável Getty Images Sobre os moradores que não têm mais auxílio e não conseguem trabalhar, Sampaio afirmou que “morrer elas não vão, e precisarão se reinventar.” A prefeitura diz dialogar com o governo do Estado e congressistas para tentar reverter o fim do auxílio emergencial ou ampliar os recursos para a assistência social dos mais necessitados. “Só sobrevivo porque amigos ajudam com comida”, conta com dificuldade Robson Cambraia, que já não se lembra mais da idade. “Pode colocar que eu sou bem idoso.” Ele chegou a receber cesta básica da prefeitura, mas “depois do tempo de política, de eleição, os políticos somem tudo”. Hoje, com um quadro de hanseníase, não consegue executar nenhum serviço, pescar ou plantar para comer. “Não sei o que vai ser de mim.” Em entrevista à BBC News Brasil em dezembro de 2020, o presidente da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, disse que um dos principais problemas era a falta de perspectiva. "Até aqui, você não teve saque, quebra-quebra, nem nada, mas a situação se agravando, meu Deus do céu, não gosto nem de pensar nesse cenário. Aí tem uma questão séria. O mundo político, as elites econômicas do país, ou elas compartilham as riquezas nesse momento ou nós vamos todos compartilhar as tragédias que a concentração dessa riqueza gera." Assista a mais notícias de Economia:



Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (24/01/2021)


23/01/2021 10:00 - g1.globo.com

Programa reexibe reportagens especiais sobre projetos de preservação do lobo-guará em MG, e escola no sertão do Ceará que virou referência em qualidade de ensino. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (24/01/2021) A edição do Globo Rural deste domingo (24) vai reexibir reportagens especiais sobre projetos de preservação do lobo-guará em Minas Gerais, e uma escola no sertão do Ceará que virou referência em qualidade de ensino. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda a redução de chuvas que prejudicou as pastagens em MT e a seca no RS que impactou a produção de arroz. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h30. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



MiniLED, microLED, OLED, QLED e LED: entenda as tecnologias das telas de TVs


23/01/2021 10:00 - g1.globo.com


Mercado possui televisores com diferentes siglas. Veja como funcionam e as particularidades de cada uma. Tecnologias das telas de TVs O mercado de televisores é cheio de siglas, muitas delas parecidas entre si: miniLED, microLED, OLED, entre outras. Durante a Consumer Electronic Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, fabricantes apresentaram avanços nessas tecnologias. A expectativa é que TVs com novas nomenclaturas, como miniLED, apareçam no mercado brasileiro a partir deste ano. Mas qual é a diferença entre cada uma dessas siglas? Existe uma tecnologia melhor do que a outra? Tela transparente, painel 'dobrável' e microLED: as novidades de TVs na CES 2021 Entenda a sopa de letrinhas: Entendendo brilho e contraste Cada uma dessas tecnologias oferece níveis diferentes de brilho e contraste. João Rezende, especialista da SEMP TCL, explica a importância desses itens nas TVs: "Pense em uma cena com um céu estrelado: em uma TV de brilho baixo, você vê 50 estrelas, enquanto em outra com mais brilho é possível visualizar muito mais estrelas. É a capacidade de iluminar um ponto específico. Já o contraste é a capacidade da TV controlar o brilho e mostrar diferentes tons de uma mesma cor", disse. O que é LED? Infográfico mostra como é a tecnologia LED em TVs. Anderson Cattai/Arte G1 Para começar a entender cada nome, é preciso iniciar pelo LED. É a tecnologia mais comum do mercado, presente em TVs de diversos tamanhos e resoluções (como Full HD e 4K). Modelos que levam nomes como QLED e miniLED são evoluções dela (saiba mais abaixo). A tecnologia de LED em TVs se refere à iluminação da tela: são as luzes que iluminam filtros e chegam no cristal líquido (LCD) para mostrar as imagens. Na maioria dos modelos convencionais, os LEDs estão posicionados na parte de baixo da tela, na horizontal, jogando luz em uma camada refletora branca, que faz a iluminação ficar uniforme. Em modelos mais baratos, há menos LEDs espalhados pela tela, o que não permite um controle preciso de iluminação de pontos específicos. Na prática, isso pode gerar uma "áurea" em torno de objetos luminosos, como a cena de uma lua, por exemplo. PRÓS: Modelos mais comuns e baratos. CONTRAS: Menos pontos de luz, menor controle do contraste de cores. O que é QLED? Infográfico mostra como é a tecnologia QLED em TVs. Anderson Cattai/Arte G1 O QLED é a primeira evolução do LED. Essa tecnologia não muda o princípio de iluminação do LCD, mas adiciona um filtro que mostra cores mais precisas. O QLED ainda precisa de uma fonte de iluminação. Essa opção é utilizada por marcas como Samsung, TCL e até mesmo a LG – e estão disponíveis em tamanhos a partir de 50 polegadas. Uma das diferenças em relação ao LED convencional é que os televisores QLED contam com mais pontos de luz, permitindo melhor controle da iluminação de fundo e de quais regiões da tela ficam acesas. Os LEDs ficam espalhados na traseira, que também iluminam uma camada refletora para dar uniformidade para o painel. Esses televisores utilizam um filtro de ponto quântico que ajuda a aumentar a gama de cores e de contraste. "A QLED faz uma separação de cores por um cristal muito pequeno: o tamanho dele é 100 mil vezes do que um fio de cabelo. Pense em um prisma, que separa as cores do arco-íris. Esse cristal separa uma única cor, como o vermelho, e é muito preciso", diz João Rezende, chefe de marketing de produto da SEMP TCL. A camada de pontos quânticos filtram as cores vermelho, verde e azul, que formam o "RGB" – sistema de cores aditivas que geram um grande espectro de cores. Os televisores possuem ainda uma camada que bloqueia a iluminação de uma determinada área, regulando quanto dessa iluminação pode atravessá-la, gerando mais contraste – mas que ainda é menor do que o de televisores OLED. A tecnologia QLED, inclusive, pode ser combinada com a miniLED (saiba mais abaixo). PRÓS: Mais pontos de luz do que televisores LED tradicionais, é um filtro que deixa as cores mais precisas, mais brilho que OLED. CONTRAS: Nível de contraste e ângulo de visão menor do que OLED. O que é OLED? Entenda a tecnologia OLED das telas de TV Anderson Cattai/G1 A tecnologia OLED é diferente: ela dispensa o LCD (cristal líquido) e a luz de fundo, já que seus pixels emitem luzes nas cores primárias por contra própria. Quando ele precisa mostrar a cor preta, o pixel desliga. A vantagem dessa tecnologia é produzir TVs mais finas e com o melhor nível de contraste (com o chamado "preto real"). "Cada pixel funciona como uma persiana, liberando um pouco de cada cor. Como o OLED não precisa de um painel de retroiluminação, cada pixel da TV é um ponto de luz", explica Pedro Valery, gerente de produtos e especialista em TV da LG. A diferença fundamental é que o OLED não precisa de uma luz de fundo, ao contrário dos modelos LED. Com o controle individual, o televisor evita que a luz "escape" para a região ao lado – e, assim, não há um efeito de "áurea" em torno de objetos luminosos, como a cena de uma lua ou de um farol. A desvantagem, segundo as fabricantes que optam por não usar a tecnologia em televisores, é que o OLED tem vida útil mais curta, oferece menos brilho e pode gerar marcações na tela se uma mesma imagem é mostrada por muito tempo (o chamado "burn-in" ou retenção de imagem). Os modelos com essa tecnologia são dominados pela LG, embora não seja a única fabricante a usar esse tipo de painel – Sony, Philips e outras companhias adotam a opção. As TVs costumam ser vendidas em tamanhos a partir de 55 polegadas, por causa do custo de fabricação dos painéis. O porta-voz da LG afirma que qualquer televisor está suscetível à retenção de imagem e que existem tecnologias embutidas para evitar o problema – como limpeza automática e desvio imperceptível da imagem para que ela não fique parada no mesmo ponto. PRÓS: Cada pixel é um ponto de luz, melhor contraste disponível, ótimo ângulo de visão. CONTRAS: Menos brilho do que concorrentes, vida útil pode ser mais curta. O que é miniLED? Infográfico mostra como é a tecnologia miniLED em TVs. Anderson Cattai/Arte G1 O miniLED é outra evolução do LED convencional, e começará a aparecer no mercado em meados 2021 – como as marcas ainda não trouxeram os modelos, não se sabe em quais tamanhos estarão disponíveis. Segundo os representantes das fabricantes de televisores, o miniLED vai oferecer mais brilho do que o OLED e um contraste parecido. São lâmpadas ainda menores, em miniatura, que ficam atrás do LCD. Os LEDs menores permitem um controle maior da emissão de luz. Cada pixel gera cores mais precisas (porque o ponto de iluminação não "invade" o pixel vizinho) e mais contraste (pois é possível escurecer locais com mais precisão). "Um miniLED é sair de uma luz que é do tamanho de um dedo para outro que é do tamanho de um glitter", disse Guilherme Campos, especialista da Samsung. "Com a redução de tamanho, consigo colocar muito mais LEDs, não preciso da camada refletora. Preciso somente do miniLED, e a parte de trás da televisão conseguiu ficar mais próxima da tela em si.", completa. Isso vai permitir a chegada de televisores mais finos, com espessuras mais parecidas com as que estão disponíveis atualmente nos modelos OLED. "Antes, uma TV LED de 75 polegadas tinha cerca de 600 zonas de iluminação, mas com miniLED vamos cobrir mais de 2000 zonas", disse João Campos, da SEMP TCL. Diversas fabricantes anunciaram na CES 2021 que irão produzir modelos com essa tecnologia, cada uma adotando um nome específico. Entre elas estão a LG (com a linha QNED), a Samsung (Neo QLED) e a Semp TCL (miniLED). Como os nomes das linhas indicam, o miniLED vai ser combinado com os filtros QLED. Por ser novidade, a tendência é que esses modelos sejam mais caros do que aqueles que utilizam outras tecnologias. "Hoje, a TV de miniLED consegue desligar em regiões muito pequenas, mas não consegue desligar o LED individualmente no tamanho de um pixel, que é o que faz o OLED e o que vai fazer o microLED", afirmou João Rezende, da SEMP TCL. PRÓS: Muito mais pontos de luz do que televisores LED tradicionais, pode ser combinado com tecnologia de cores QLED, alto nível de brilho. CONTRAS: Só estará à venda a partir do meio de 2021 e contraste ainda não é idêntico ao do OLED. O que é microLED? Infográfico mostra como é a tecnologia microLED em TVs. Anderson Cattai/Arte G1 Por fim, temos o microLED, tecnologia que é grande aposta da Samsung para esse ano. A novidade junta características do LED e do OLED e é considerada o "cenário ideal" em televisores. O microLED emite suas próprias cores vermelha, verde e azul, sem precisar de uma iluminação de fundo (igual ao OLED). Porém, ele não possui compostos orgânicos como o OLED, o que aumenta a sua vida útil. Além disso, como o nome sugere, ele é minúsculo: tem apenas 0,1 milímetro, mais fino que um fio de cabelo, e tem cerca de 1% do tamanho de um LED convencional. Com isso, cada Micro LED consegue iluminar uma estrutura de pixel. "Um painel é repleto de micro LEDs, oferecendo máximo do brilho, pois há controle individual, e o máximo de constraste", diz Guilherme Campos, da Samsung. Essa tecnologia ainda é nova e, até agora, estava disponível em telas muito grandes como uma TV modular de 146 polegadas que foi mostrada pela Samsung em 2018. A promessa da empresa sul-coreana é começar a produzir modelos menores, começando com 99 polegadas e 110 polegadas, ainda neste ano. E por ser a tecnologia de ponta, os preços devem ser bastante altos. PRÓS: Cada ponto de luz é um pixel, melhor nível de contraste e melhor nível de brilho disponível. CONTRAS: Estará à venda somente depois do meio de 2021 e será mais cara. Veja vídeos sobre tecnologia no G1



Comércio entre Brasil e EUA cai acima da média durante a pandemia


23/01/2021 08:00 - g1.globo.com


Em meio à crise, boa relação entre Jair Bolsonaro e Donald Trump não impediu efeitos de barreiras tarifárias e redução de vendas de produtos brasileiros, enquanto dólar alto prejudicou as compras; repactuação com Joe Biden será fundamental para retorno aos níveis pré-pandemia. Donald Trump e Jair Bolsonaro: americano deixou o cargo sem cumprir promessa de apoiar o Brasil para entrada na OCDE. REUTERS/Tom Brenner o Nem aproximação do governo de Jair Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump impediu uma queda expressiva do comércio entre Brasil e Estados Unidos em 2020, em meio à pandemia do coronavírus. Levantamento da Amcham Brasil com base nos dados do Ministério da Economia dá conta de que o intercâmbio comercial entre os países teve o pior resultado em 11 anos, desde o desenrolar da crise do subprime. Além de uma pauta comercial baseada em produtos mais trabalhados, as barreiras tarifárias impostas por Trump, que não puderam ser revertidas, prejudicaram a indústria brasileira, segundo a entidade. Especialistas dizem como o novo governo Biden pode impactar o agronegócio brasileiro De acordo com dados oficiais, a corrente de comércio em 2020 — soma entre exportações e importações — foi de US$ 45,6 bilhões, redução de 23,8% em relação a 2019. Foram vendidos US$ 21,5 bilhões (-27,8%), enquanto as compras somaram US$ 24,1 bilhões (-19,8%). Houve, portanto, déficit de US$ 2,6 bilhões. O resultado destoa da média da balança comercial brasileira. A somatória das movimentações foi de US$ 368,847 bilhões em 2020 contra US$ 401,4 bilhões em 2019, uma redução de 9%. O Brasil exportou US$ 209,9 bilhões e importou US$ 158,9 bilhões, quedas de 6,1% e 9,7%, respectivamente. No agregado, houve superávit de US$ 50,9 bilhões. "O setor siderúrgico foi muito afetado. Há restrições em vigor desde 2018, que tiveram efeito nos dois anos passados, mas foram ainda mais negativas em 2020", afirma Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham Brasil. Neto afirma ainda que produtos importantes da pauta, como petróleo e derivados, sofreram com quedas de preço durante a pandemia. São produtos de "maior valor agregado", que tiveram curso diferente da aceleração de comércio de insumos básicos, como alimentos exportados para a China. "Acreditamos que os níveis voltarão ao patamar pré-crise em 2021", diz Neto. O Brasil registrou aumento de exportações para os asiáticos, principais parceiros comerciais. Foram US$ 67,6 bilhões, contra US$ 63,3 bilhões em 2019. Dentre os 10 principais parceiros, as exportações caíram em sete. Apenas a Holanda (-31%) reduziu mais as compras do Brasil que os EUA. Chile e Japão tiveram reduções semelhantes. Exportações: 10 principais parceiros comerciais do Brasil G1 Economia Natuza sobre carta de Bolsonaro a Biden: 'Não sei por quanto tempo o juízo vai continuar' Governo Biden A projeção da Amcham sobre a retomada passa por um realinhamento de agenda depois do desgaste entre Bolsonaro e o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Entusiasta de Donald Trump, o presidente brasileiro enviou nesta quarta-feira (20) uma carta ao americano, colocando panos quentes na relação. Em novembro, pegou mal a declaração de que "quando acaba a saliva, tem que ter pólvora" para lidar com eventuais barreiras comerciais contra o Brasil por conta de incêndios na Amazônia, como Biden indicou que faria. No novo contato, o presidente brasileiro disse ser “grande admirador dos Estados Unidos” e que, desde de que assumiu o poder no Brasil, passou a “corrigir” o que chamou de “equívocos de governos brasileiros anteriores”, que, segundo o presidente, “afastaram o Brasil dos EUA”. "Com o novo governo, a relação passa por uma reconstrução. É uma agenda diferente, com novas prioridades e novos interlocutores. Mas há espaço para buscar entendimentos. Depende de engajamento e boa vontade dos dois lados", diz Neto, da Amcham. Como mostrou o G1 nesta semana, o fortalecimento da agenda climática e ambiental americana pode significar uma pressão maior para que o agronegócio brasileiro, um dos maiores exportadores do mundo, reforce medidas de combate ao desmatamento. O mesmo vale para os demais setores. "A nova administração já afirmou com clareza que a área de preservação ambiental e sustentabilidade é prioridade doméstica e internacional. Tínhamos a área como um dos assuntos do diálogo bilateral, mas, neste ano, deve ter impacto transversal na pauta comercial", afirma Neto. Bolsonaro diz que o Brasil tem interesse em fechar acordo de livre comércio com EUA Prioridades O Brasil é apenas o 19º maior importador dos Estados Unidos, mas os americanos são os vice-líderes em compras daqui, atrás apenas da China. A aproximação de Bolsonaro e Trump não trouxe, até o momento, grandes louros ao Brasil. Mas especialistas alertam que parte dos acordos fechados terão algum efeito de médio a longo prazo. "A facilitação de comércio e boas práticas são avanços positivos, significam que as agências reguladoras vão conversar mais, as barreiras não tarifárias e burocracias podem ser menores, mas não há resultados imediatos", afirma Verônica Prates, gerente de relações institucionais da consultoria BMJ. De fato, o primeiro ano de mandato do presidente brasileiro não registrou melhora expressiva no comércio entre os países. A corrente de comércio em 2019 foi de US$ 59,8 bilhões, um aumento de apenas 3,6% em relação a 2018. Na balança comercial Brasil-EUA, houve déficit de cerca de US$ 360 milhões. Para Neto, da Amcham, iniciativas como o acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) para permitir o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão, podem render frutos. O acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense. Ana Flor sobre carta de Bolsonaro a Biden: ‘Mudança de tom chama atenção’ Ao mesmo tempo, Trump exigiu que Bolsonaro abandonasse o tratamento especial que o Brasil recebia na Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca de apoio à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o "clube dos países ricos". Trump deixou o cargo e não alterou a recomendação. "A relação com os EUA é desigual. Não somos parceiros prioritários, do ponto de vista comercial ou político. Somos como irmãos menores que têm que fazer mais concessões para se manter na agenda", diz Verônica, da BMJ. Para ela, a sensação de negociação fracassada se atenua porque o status de economia em desenvolvimento que o Brasil detinha na OMC seria contestado em algum momento. Mas, neste caso, houve erro de cálculo de quando (e para quem) entregar essa regalia. "A questão é que, com o governo Biden, tudo recomeça. Muito provavelmente serão exigidas novas concessões, desta vez sobre preservação do meio ambiente", afirma a analista. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia o



UE convida presidentes de Amazon, Apple, Facebook e Google para audiência


22/01/2021 22:42 - g1.globo.com


Comissão Europeia tem discutido regras para diminuir o poder das 'big techs' e determinar como devem agir diante de notícias falsas e conteúdo prejudicial, sob pena de enfrentarem multas pesadas. Mark Zuckerberg, do Facebook, em audiência virtual no Senado dos EUA, em 2020 Bill Clark/AFP Parlamentares da União Europeia convidaram os presidentes de Amazon, Apple, Facebook e Alphabet - dona do Google - para uma audiência no próximo dia 1º, em Bruxelas, na Bélgica. Nos próximos meses, o Parlamento Europeu dará informações sobre propostas da Comissão Europeia para fazer essas empresas agirem de forma justa com rivais e lidarem com notícias falsas e conteúdo prejudicial, sob pena de enfrentarem multas pesadas. UE quer restringir poder das gigantes da tecnologia "O objetivo da audiência é fazer um intercâmbio com os diretores executivos das quatro empresas para aprender sobre seus modelos de negócios atuais e conceitos futuros enquanto enfrentam os desafios de alterar as condições de mercado", diz um convite. "O evento contribuirá para preparar os membros do Parlamento Europeu para as próximas discussões sobre uma potencial nova regulamentação para o setor digital. Por todas estas razões, queremos esclarecer que este convite é apenas para presidentes." O texto diz ainda que os legisladores estão dispostos a mudar a data para outro dia até março, mas pessoas familiarizadas com as empresas duvidam que elas aceitem o convite. Gigantes participaram de audiência no Congresso dos EUA O presidente-executivo da Alphabet, Sundar Pichai, terá uma videoconferência com a chefe antitruste da UE, Margrethe Vestager, na próxima segunda (25), de acordo com a programação da Comissão Europeia. Vestager, que está pressionando por novas regras mais rígidas contra as gigantes da internet, discutirá questões digitais e de concorrência com Pichai, disse uma porta-voz da Comissão. Veja VÍDEOS de tecnologia:



Em NY, Nasdaq anota terceiro recorde seguido; Dow Jones e S&P 500 recuam


22/01/2021 22:37 - g1.globo.com


O Nasdaq fechou em alta de 0,09%, a 13.543,06 pontos, acumulando ganhos de 4,19% na semana. O Nasdaq renovou a sua máxima histórica pela terceira sessão consecutiva, revertendo as perdas vistas mais cedo e virando para terreno positivo nos minutos finais da sessão. O Dow Jones e o S&P 500, por outro lado, fecharam em queda, com os investidores realizando lucros após os recordes nos últimos dias. O Nasdaq fechou em alta de 0,09%, a 13.543,06 pontos, acumulando ganhos de 4,19% na semana. O S&P 500 interrompeu uma sequência de duas sessões de ganhos, recuando 0,30% na sessão, mas subindo 1,94% na semana, a 3.841,47 pontos, enquanto o Dow Jones cedeu 0,57% na sessão, a 30.996,98 pontos, mas avançou 0,59% na semana. As ações em Nova York anotaram fortes ganhos nesta semana, impulsionadas em grande parte pelos balanços trimestrais, que têm, na sua maioria, superado as expectativas dos investidores. De acordo com dados da FactSet, 13% das companhias que compõem o S&P 500 divulgaram seus balanços até o momento, e 86% delas superaram as expectativas de consenso. Parte do motivo por trás da quantidade de surpresas positivas é o fato de que as expectativas para o quarto trimestre do ano passado estão bastante reduzidas. Considerando os resultados que já foram divulgados, a expectativa de consenso levantada pela FactSet é de uma queda de 4,7% nos lucros trimestrais, o que, se confirmado, representaria o quarto trimestre consecutivo de queda, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Placa de Wall Street perto da bolsa de Nova York REUTERS/Shannon Stapleton Todos os grandes bancos americanos já divulgaram os seus resultados trimestrais, e todos eles superaram a expectativa de consenso. De acordo com os dados, os balanços do setor superaram as expectativas em 30%, enquanto os resultados do resto das companhias ficaram 15% acima das expectativas. Destaques Entre as companhias que divulgaram seus balanços mais recentemente, a ação da IBM fechou em queda de 9,91%, depois que a companhia reportou uma queda de 4,6% nas receitas em 2020, enquanto a ação da Intel caiu 9,29%, depois que a empresa reportou um lucro de US$ 20,9 bilhões em 2020, abaixo da expectativa de US$ 21,1 bilhões. Os impactos econômicos das medidas restritivas para conter a pandemia também voltam a preocupar os investidores, após a divulgação de dados fracos na Europa. O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu em janeiro para uma baixa de dois meses de 47,5, de 49,1 em dezembro. O Banco Central Europeu alertou que a zona do euro pode estar caminhando para uma recessão dupla, caso os lockdowns se tornem mais duradouros. Além dos dados fracos, pressionaram os ativos de risco também os temores em torno do avanço da pandemia na China. Pequim pediu aos trabalhadores urbanos que não viajem às suas províncias no longo feriado do Ano Novo Lunar em fevereiro, para evitar a propagação veloz das infecções, ao mesmo tempo em que Xangai testará milhões de pessoas novamente. O gigante asiático é o maior importador de petróleo do mundo. Vídeos: Últimas notícias de economia



Coronavírus: moradores lançam 'banco da favela' para enfrentar queda em doações e fome na pandemia


22/01/2021 22:24 - g1.globo.com


Em Paraisópolis, distribuição de marmitas caiu de 10 mil para 500 por dia e filas são maiores que oferta de refeições. 'Nossa vontade é criar o primeiro 'unicórnio' da favela', diz Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis Divulgação G10 Favelas via BBC Ao longo dos dez meses de pandemia, a favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, contou com doações de cerca de 8 mil pessoas para manter um sistema de distribuição de marmitas, cestas básicas, kits de higiene e acompanhamento comunitário de saúde para sua população de mais de 100 mil habitantes — maior que 94% dos municípios brasileiros. Nos últimos meses, no entanto, as doações praticamente pararam. "Em dezembro, mês de Natal, tivemos 24 pessoas que doaram pequenos valores, enquanto temos um custo de R$ 59 mil por mês somente para manter ambulância e equipe médica", conta Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis. "Fazíamos 10 mil marmitas por dia. Depois tivemos que diminuir para manter. Até dezembro, fazíamos 5 mil por dia. Agora, começamos o ano entregando 500 marmitas por dia. Tem dia que a comida acaba, e a fila continua. E eu sei que essa fila vai aumentar, porque o desemprego está crescendo e a fome, aumentando", diz o líder comunitário. Diante desse cenário, que se repete em outras comunidades do país, o G10 Favelas — grupo formado por Rocinha (RJ), Rio das Pedras (RJ), Heliópolis (SP), Paraisópolis (SP), Cidade de Deus (AM), Baixadas da Condor (PA), Baixadas da Estrada Nova Jurunas (PA), Casa Amarela (PE), Coroadinho (MA) e Sol Nascente (DF) — decidiu retomar um projeto antigo. O grupo das dez maiores favelas do Brasil planeja lançar no próximo mês o G10 Bank, um banco comunitário que terá entre suas funções oferecer microcrédito aos empreendedores de favela, com parte de sua captação de recursos e geração de lucro revertida para a manutenção financeira da estrutura de assistência social criada nas comunidades em resposta à pandemia. Paraisópolis começou a pandemia distribuindo 10 mil marmitas por dia, com queda nas doações, agora em janeiro a distribuição foi reduzida a 500 refeições prontas por dia DIVULGAÇÃO G10 FAVELAS via BBC 'O primeiro unicórnio da favela' "Nossa vontade é criar o primeiro 'unicórnio' da favela", diz Rodrigues, mencionando a expressão usada no mercado financeiro para se referir a startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,26 bilhões). "Já há algum tempo, nós temos percebido que a favela tem crescido pelas mãos dos seus próprios moradores, principalmente aqueles que sonharam empreender", afirma o líder comunitário, citando pesquisa realizada em 2015 que mostrou de 40% dos moradores de comunidades têm o desejo de ter o próprio negócio. Desde o início da pandemia, mais de 700 mil cestas básicas já foram distribuídas em 300 comunidades de 14 estados brasileiros DIVULGAÇÃO G10 FAVELAS via BBC Um estudo realizado pela empresa Outdoor Social, divulgado em 2019, apontou que, somente em Paraisópolis, o consumo movimenta R$ 706 milhões, valor que chega a R$ 7 bilhões considerando os montantes movimentados nas dez maiores favelas do país. "As pessoas estão acostumadas a ver uma favela carente, violenta, cheia de problemas. Nós queremos mostrar com o G10 uma favela potente, organizada, mobilizada, agente da sua própria transformação." Mas aí veio a pandemia Com a chegada da pandemia do coronavírus no ano passado, alguns dos planos do grupo tiveram que ser deixados de lado. Mas as lideranças das dez favelas conseguiram elaborar um modelo de ação, replicado em 300 comunidades de 14 Estados, diz o presidente da união de moradores. Com o nome de "Comitês das Favelas — Presidentes de Rua", o plano envolve um morador voluntário responsável por acompanhar cada 50 casas de uma comunidade. "Com essa rede, conseguimos distribuir em todo o Brasil mais de 700 mil cestas básicas, quase 1,5 milhão de máscaras produzidas por mulheres costureiras dentro das favelas, mais de 1 milhão de marmitas e criamos casas de acolhimento, transformando escolas em espaços para isolar pessoas testadas positivas", conta Rodrigues. Formação de 'presidentes de rua' e brigadistas em Paraisópolis: plano é que os presidentes de rua acompanhem também os empreendedores que tomarem crédito no novo banco DIVULGAÇÃO G10 FAVELAS via BBC A partir de setembro, no entanto, com o discurso de retomada da economia e de um "novo normal", as doações para manter essa estrutura começaram a minguar. "Começamos então a pensar em iniciativas que possam ser sustentáveis, para manter essa estrutura em uma segunda fase da crise, já que a perspectiva é de que a emergência sanitária vá se estender por mais tempo, até que efetivamente chegue a vacina, o que nós acreditamos que deve demorar mais para o nosso público, já que tradicionalmente somos excluídos e marginalizados", afirma. Retomando um projeto antigo Diante desse cenário, o presidente da associação de moradores decidiu retomar um projeto antigo, de criar um banco comunitário. Em 2018, a BBC News Brasil já havia noticiado que Paraisópolis tinha planos de criar um banco e uma moeda própria administrados por seus moradores. "Tentativas anteriores não foram para frente porque nos conectamos com parceiros da área financeira que não queriam que tivéssemos um banco próprio. Queriam apenas explorar o mercado, oferecendo muito pouco retorno para a comunidade e sem um propósito social", avalia Rodrigues. "Nossa ideia então é tirar os 'atravessadores', porque as grandes transformações que vão acontecer na favela vão partir dos próprios favelados. Por isso decidimos criar o G10 Bank, que não será um banco só de Paraisópolis, mas um banco da favela." Segundo o líder comunitário, já foi aberta uma empresa de crédito e a ideia é oferecer aos empreendedores, além de financiamento, mentoria e apoio na formação, com acompanhamento desses pequenos empresários pela rede de "presidentes de rua". Parceiros investidores e conselho de notáveis O presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, durante formatura da primeira brigada de Paraisópolis: já foram formadas 248 pessoas aptas a prestar primeiros socorros na favela DIVULGAÇÃO G10 FAVELAS via BBC O plano é oferecer ainda serviço de maquininha de cartão, cartão de débito e serviços como seguros, através de parcerias com outras empresas. A associação de moradores também está conversando com companhias de cartão-benefício para que doações de cestas básicas possam ser feitas através de cartões, numa divisão que deve se chamar G10 Bank Benefícios. "Isso dá autonomia para que as pessoas possam comprar direto no mercado local, fazendo girar a economia", diz Rodrigues. A captação de recursos para a oferta de crédito deverá vir de parceiros investidores, que, segundo o líder comunitário, preferem manter o anonimato. O banco também contará com um conselho de "notáveis" formado por empresários, economistas e profissionais do mercado financeiro. Pelo desenho do projeto, 33% dos lucros da nova instituição financeira serão devolvidos para programas sociais das favelas. E os investidores que se comprometerem a apoiar a iniciativa também doarão 33% dos recursos aportados para os trabalhos do Instituto G10 Favelas. Segundo o líder comunitário, uma rodada inicial de captação já garantiu R$ 1,8 milhão para dar o pontapé inicial ao projeto e, quando o banco for oficialmente lançado, a ideia é abrir para que novos investidores possam participar. Garantia solidária Antes executivo da área de microcrédito do banco Santander e atualmente consultor da Avante Microfinanças, Jerônimo Ramos está assessorando o G10 na criação do novo banco. Conforme o especialista em microcrédito, a iniciativa mira os cerca de 45 milhões de brasileiros hoje desbancarizados. "Sem acesso a crédito, milhões de empreendedores brasileiros vivem atualmente à margem, sendo explorados por um sistema financeiro informal, que são os agiotas", diz Ramos. Segundo ele, a ideia é que os empréstimos tenham um teto de cerca de R$ 10 mil a R$ 15 mil, para que os recursos possam chegar a uma base ampla de pessoas. A expectativa é oferecer a taxa de juros mais baixa possível, mas que permita à operação ser sustentável. Quase 1,5 milhão de máscaras costuradas nas próprias favelas já foram distribuídas DIVULGAÇÃO G10 FAVELAS via BBC "O projeto não é dar dinheiro, é investir com algum retorno, para que essa operação do G10 Bank seja sustentável", afirma o executivo. Quanto ao sistema de garantias, Ramos explica que haverá uma linha de crédito individual, voltada para empreendedores com alguma robustez na sua atividade econômica, e outra linha direcionada para grupos de empreendedores que prestarão uns aos outros um "aval solidário". "Num grupo de três ou quatro pessoas, se uma delas se tornar inadimplente, os demais membros do grupo garantem esse aval", explica Ramos, acrescentando que o sistema é inspirado no modelo criado pelo economista e vencedor do prêmio Nobel Muhammad Yunus, considerado o "pai do microcrédito", pelo projeto desenvolvido por ele em Bangladesh. Inspiração do G10 Bank, Banco Palmas completa 23 anos Segundo Joaquim Melo, fundador do Banco Palmas e presidente da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, o país conta atualmente com 118 bancos comunitários, com 140 mil usuários cadastrados e 8,5 mil comércios credenciados. Iniciativa pioneira no Brasil e fonte de inspiração para o novo G10 Bank, o Banco Palmas foi criado em janeiro de 1998 no Conjunto Palmeiras, bairro da periferia de Fortaleza, no Ceará. "O bairro surge em 1973, a partir de vítimas de despejo na época da ditadura militar. A prefeitura foi urbanizar a praia de Iracema, na beira-mar de Fortaleza, nós éramos pescadores e fomos trazidos todos para cá, um espaço em que não tinha nada, só mato e lama." Melo conta que, ao longo de 20 anos, o bairro foi sendo urbanizado através de mutirões comunitários. Com isso, em meados da década de 1990, as pessoas mais pobres começaram a vender suas casas e partir para outras favelas mais distantes. "Avaliamos então que, se começássemos a produzir e consumir de nós mesmos, conseguiríamos gerar trabalho e renda. Aí surgiu a ideia de criar o banco e um dinheiro próprio, para estimular as pessoas a comprarem localmente. Assim surgiu a moeda Palmas e formamos um fundo de crédito a partir de doações, que emprestava para quem quisesse produzir e consumir na própria comunidade. Com isso, foram surgindo diversas empresas locais." Conforme Melo, a pandemia tem sido muito difícil para esses pequenos negócios, com muitos deles indo à falência. "Hoje estamos digitalizados e nosso desafio é aumentar a oferta de crédito, temos R$ 3 milhões em carteira, o que é muito pouco. No passado, já chegamos a operar R$ 15 milhões ao ano", lembra. O fundador do Banco Palmas vê com entusiasmo a criação do G10 Bank. "Acho maravilho, quanto mais modalidades surgirem, melhor. É isso que chamamos de 'ecologia monetária'", diz Melo. "Precisamos democratizar o sistema financeiro brasileiro. Quanto mais bancos comunitários, quanto mais fintechs locais existirem, melhor será." Vídeos: Últimas notícias de economia



Secretários de Fazenda pedem que Congresso prorrogue orçamento de guerra e auxílio emergencial


22/01/2021 21:49 - g1.globo.com

Grupo com gestores de 18 estados afirma em carta que medidas são importantes para enfrentar 'segunda onda' da Covid-19. Secretários sugerem prorrogação pelos próximos seis meses. Secretários de Fazenda de 18 estados pediram ao Congresso Nacional, em carta divulgada nesta sexta-feira (22), que sejam prorrogadas medidas econômicas para o enfrentamento da segunda onda da pandemia de Covid-19. No documento, os membros do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do DF (Comsefaz) pedem a renovação do auxílio emergencial, do estado de calamidade pública e do "orçamento de guerra" por seis meses. A emenda constitucional do "orçamento de guerra" foi aprovada em maio e separou do Orçamento-Geral da União os gastos emergenciais para conter os danos causados pela Covid-19 no Brasil. Desta forma, o orçamento de guerra não precisou respeitar exigências aplicadas ao orçamento regular, como a "regra de ouro" – que impede o governo de contrair dívidas para pagar despesas correntes, como salários. O orçamento paralelo também não precisou cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na carta enviada ao Legislativo, os secretários também pedem a suspensão do pagamento de precatórios e a possibilidade de suspensão do pagamento de amortização e juros de dívidas com a União, bancos públicos e de operações de crédito feitas com instituições financeiras e multilaterais com aval da União por um ano. Em dezembro, Guedes afirmou que retomada da economia depende da vacinação em massa contra a Covid Segundo o documento, os auxílios pagos ao longo de 2020 foram fundamentais para preservar vidas, empregos e renda e para garantir a continuidade dos serviços públicos, principalmente na área de saúde. Sobre o auxílio emergencial para trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, que se encerrou em dezembro de 2020, os secretários afiram que o pagamento foi “fundamental para, além de garantir o sustento básico das famílias, impulsionar o consumo e a atividade econômica". Para os secretários, a continuidade da medida é essencial para não colocar milhares de famílias em situação de fome, além de manter o nível de consumo, evitando a paralisia da atividade econômica. Os gestores estaduais também alertam para a falta de um calendário nacional de vacinação do país e afirmam que os dados de mortes e da taxa de contágio “estão em níveis alarmantes”. Desde o fim do ano, fontes do governo vêm se dizendo contrárias à prorrogação das medidas econômicas contra a pandemia em 2021. Íntegra Confira abaixo a íntegra da carta enviada pelos secretários de Fazenda ao Congresso: Carta ao Poder Legislativo dos secretários de Estado da Fazenda sobre medidas urgentes para enfrentamento da segunda onda do Covid-19 22 de janeiro de 2020 Os secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos estados e do Distrito Federal do Brasil, em face da atual crise que motivou a decretação de pandemia do Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde, em 11 de março de 2020, manifestam às egrégias Casas do Congresso Nacional sua preocupação com a urgência de se garantir a manutenção de medidas que possibilitem aos entes federados fazerem frente a este estado de calamidade, com iniciativas voltadas para mitigar a gravidade dessa crise. A pandemia de COVID-19 fez cerca de 2 milhões de vítimas pelo mundo ao longo do ano de 2020, um momento sem precedentes na história. No Brasil, até a presente data, perdemos mais de 210 mil vidas para a doença. Além das vítimas fatais e dos impactos causados tanto na saúde pública quanto na saúde física e mental dos infectados e de seus círculos de relacionamentos, milhões de brasileiros estão sofrendo com os outros efeitos socioeconômicos da pandemia como o desemprego e a recessão. O distanciamento social é a principal forma de reduzir a taxa de contágio da doença e salvar vidas, segundo os principais expoentes da área de infectologia, microbiologia, medicina preventiva e cuidados sanitários. Ao longo desses meses, a população de praticamente o mundo todo readaptou suas relações sociais e a sociedade como um todo precisou desenvolver novas formas de interação. Como consequência da pandemia e da nova dinâmica social por ela trazida, a atividade econômica foi significativamente impactada, de modo que uma grave crise econômica assola o mundo todo. Países como EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul implementaram pacotes econômicos expressivos, com programas e ações em apoio a empresas, cidadãos e entes subnacionais durante esse período de exceção, além das medidas específicas para os setores de saúde. Acompanhando o movimento global e a urgência de ações econômicas, sociais e de saúde pública que a pandemia requer, o Brasil também adotou medidas significativas em apoio a sociedade como um todo. Em nosso país, vimos o aumento explosivo do desemprego e da pobreza, de modo que o auxílio renda emergencial foi essencial para garantir que milhões de brasileiros não passassem fome e tivessem condições básicas de sobrevivência. A transferência direta de renda às famílias mais pobres, com maior propensão a consumir, impulsionou o comércio, possibilitando uma gradual retomada da atividade econômica e mitigando os impactos na arrecadação de impostos. Em paralelo ao auxílio direto à população, mostrou-se necessário também o apoio às empresas, principalmente às pequenas e médias, via linhas de crédito para financiar capital de giro com juros baixos, e auxílio para o pagamento de salários. As medidas para a manutenção da atividade empresarial e a garantia do emprego à população, evidencia que o apoio às empresas é estratégico para a recuperação presente e futura da economia e para evitar um colapso social. O Sistema de Saúde precisou receber uma robusta quantidade de recursos, até agora cerca de R$ 40 bilhões, que permitiram ampliar leitos, construir hospitais de campanha, contratar profissionais de saúde de forma emergencial, desenvolver pesquisas, etc. Tais medidas precisam de continuidade para permanecer salvando vidas, principalmente em um momento em que o número de infectados pela COVID-19 voltou a crescer exponencialmente e vários Estados e inúmeros Municípios estão com ocupação máxima de leitos. De acordo com especialistas, e como a realidade de algumas cidades da Região Norte do país infelizmente nos mostra, o cenário que se desenha para as próximas semanas é de colapso do sistema de saúde, podendo superar as semanas mais críticas de julho. Neste aspecto, o auxílio federativo foi essencial para que Estados e Municípios dessem continuidade aos serviços públicos, mantivessem o pagamento dos servidores e continuassem atendendo toda a população. Além do vultoso esforço na área da saúde, prioritária deste momento, os demais serviços públicos necessitaram passar por readaptações e não podiam ser paralisados. Todos os auxílios realizados ao longo do ano de 2020 foram primordiais para preservar vidas, garantir renda e emprego aos brasileiros e evitar o colapso dos serviços públicos estaduais e municipais. Não há dúvidas que o esforço foi grande, mas foi fundamental para atender a sociedade brasileira nesse triste período. Lamentavelmente, ao contrário do que esperávamos, a pandemia ainda não chegou ao fim. Ainda não está definido o calendário nacional de vacinação do país e os dados de evolução de mortes e da taxa de contágio estão em níveis alarmantes e, com a volta da lotação de leitos hospitalares e dos recordes de casos, esse início de ano está sendo similar às piores semanas de julho, agosto e setembro, segundo os especialistas têm ressaltado e conforme é possível acompanhar pelas diversas mídias. Entidades de crédito internacionais recomendam ao país, um dos mais prejudicados do mundo pela pandemia, a prorrogação de auxílios e estímulos à economia. O protagonismo dos Estados e Municípios nessa conjuntura, é fato, depende de sustentabilidade fiscal para promover as ações que os governadores se articulam para realizar em sintonia com as postulações consensuais da comunidade científica. Dessa Egrégia Casa do Congresso Nacional, esperamos cooperação para continuar respondendo aos impactos econômicos, sociais e sanitários da atual crise, sublinhando dois aspectos preliminares, que dependem de iniciativa legislativa conjunta, sem prejuízo da edição de outras medidas necessárias ao atendimento das necessidades fiscais dos Estados e Municípios – no caso de agravamento da crise, os quais se seguem: 1ª Prorrogação do Estado de Calamidade Pública por 6 meses e, consequentemente, a continuidade da EC 106, permitindo a suspensão temporária de bloqueios fiscais como o “teto de gastos” e da “regra de ouro”. Os auxílios realizados ao longo do ano de 2020 mostraram-se fundamentais para preservar a vida, o emprego e a renda, garantiram a continuidade dos serviços públicos e aumento de oferta em áreas prioritárias, principalmente saúde e assistência social. 2ª Prorrogação do Auxílio Renda Emergencial, que garantiu renda à população mais necessitada e foi fundamental para, além de garantir o sustento básico das famílias, impulsionar o consumo e a atividade econômica. A continuidade de tal medida é essencial para não colocar milhares de famílias em situação de fome e desamparo social, manter o nível do consumo, evitando a paralisia da atividade econômica e, consequentemente, a arrecadação dos tributos, principalmente do ICMS, principal imposto estadual 3ª Suspensão do pagamento de precatórios e possibilidade de manutenção das suspensões dos pagamentos de amortização e juros de dívidas com União, bancos públicos e instituições financeiras internacionais e multilaterais, assim como das operações de crédito com aval da União, por 12 (doze) meses, a contar a partir de 01/01/2021, postergando por igual período os prazos de respectivas amortizações e pagamentos suspensos, para os estados que manifestem esse interesse.



Petróleo fecha em queda com aumento dos estoques nos EUA


22/01/2021 21:28 - g1.globo.com


Preços do petróleo foram pressionados também pelos temores em torno do avanço da pandemia na China. Fábrica de refino de petróleo no Texas, EUA Mark Felix/AFP Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (22), após a divulgação dos dados oficiais de estoques da commodity nos Estados Unidos, que indicaram uma alta maior do que o esperado na semana passada. O contrato do petróleo Brent para março fechou em queda de 1,22%, a US$ 55,41 por barril, na ICE, em Londres. O petróleo WTI, por sua vez, recuou 1,61%, a US$ 52,27 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York, apagando os ganhos no cumulado da semana e encerrando o período em leve queda de 0,17%. De acordo com os dados divulgados mais cedo pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês), os estoques de petróleo nos EUA subiram o equivalente a 4,352 milhões de barris na semana passada, contrariando a expectativa de consenso, em levantamento do "Wall Street Journal", de queda de 1,3 milhão de barris na semana passada. Também de acordo com os dados oficiais do DoE, os estoques de gasolina recuaram o correspondente a 259 mil barris na semana passada, a 245,217 milhões de barris, ante expectativa de alta de 2,1 milhões de barris no período. Além dos dados de estoques, os preços do petróleo foram pressionados também pelos temores em torno do avanço da pandemia na China. Pequim pediu aos trabalhadores urbanos que não viajem às suas províncias no longo feriado do Ano Novo Lunar em fevereiro para evitar a propagação veloz das infecções, ao mesmo tempo em que Xangai testará milhões de pessoas novamente. O gigante asiático é o maior importador de petróleo do mundo. Vídeos: Últimas notícias de Economia



Para onde o dólar vai em 2021? Entenda os fatores que pesam no câmbio


22/01/2021 20:36 - g1.globo.com


O G1 consultou economistas para analisar os motivos que fazem o dólar oscilar tanto, entre eles o risco fiscal, o fluxo cambial e a transição política nos EUA. Por que o dólar continua acima de R$ 5 mesmo enquanto se enfraquece no mundo? GETTY IMAGES via BBC O dólar começou 2021 como uma verdadeira montanha-russa: em 11 de janeiro, a moeda norte-americana foi cotada a R$ 5,5031, maior nível desde 5 de novembro. Sete dias depois, no dia 18, ela caiu para R$ 5,3042. Nesta sexta-feira (22), o dólar fechou em alta de 2,17%, a R$ 5,4795, maior variação percentual diária em quatro meses. Entre altas e baixas, até 19 de janeiro, o real acumula desvalorização anual de 1,8% em relação ao dólar. A moeda ocupa a 17ª posição entre outras 62 também com desempenho negativo, como o bolivar, da Venezuela, e o peso argentino. Vale lembrar que no ano passado, a moeda norte-americana avançou 29%. Em 2019, havia subido 3,5% O G1 consultou economistas para analisar os fatores que justificam uma oscilação tão grande do dólar, entre eles o risco fiscal, o fluxo cambial e a transição política nos EUA. Na avaliação deles, ainda há espaço para o dólar cair este ano — principalmente se a pandemia for controlada. A expectativa é que a moeda se firme entre R$ 4,70 e R$ 4,90. Risco fiscal O mercado está acompanhando de perto o posicionamento político e econômico dos candidatos para presidência da Câmara e do Senado. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa e pode atrapalhar a retomada da economia Na quinta-feira (21), por exemplo, declarações sobre uma possível volta do auxílio emergencial de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e de Arthur Lira (PP-AL), dois candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro, causaram mal estar entre os investidores por conta do risco fiscal. Com o temor do mercado por novas despesas, o dólar fechou em alta de 0,95% na quinta-feira (21), cotado a R$ 5,3631. "Os dois disseram também que o teto de gastos não deve ser levado ao pé da letra, deve ser flexibilizado. E isso caiu como uma bomba para o mercado", avaliou Fernando Bergallo, sócio da FB Capital. Incertezas da pandemia A possibilidade de um novo lockdown no Brasil também está provocando uma intensa fuga de capital, quando investidores retiram recursos do país, explicou Vírgina Prestes, professora de finanças da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). "Isso acontece quando as pessoas têm aversão a risco e fogem para uma moeda mais forte, como o dólar", disse. Para Fernando Bergallo, o mercado teme também a necessidade de novos estímulos financeiros no caso de medidas mais rígidas de isolamento social , o que poderia agravar ainda mais a situação fiscal do país. "A gente já viu o peso disso para as contas públicas. Com uma nova onda, fica a dúvida sobre como o governo vai agir. Não estamos lidando com especulação. É o mercado reagindo ao contexto político e econômico", analisou Bergallo. Fluxo cambial Em 2020, a retirada de dólares da economia brasileira superou o ingresso em US$ 27,923 bilhões, segundo o Banco Central. Foi a segunda maior retirada de recursos da economia brasileira, atrás apenas do resultado registrado em 2019, quando US$ 44,768 bilhões deixaram o país. Segundo analistas, resultado se deve ao movimento de investidores de procura por aplicações mais seguras em meio à pandemia, além de declarações de autoridades da área econômica, que estimularam a alta do dólar, e à remessas de recursos por brasileiros ao exterior para pagamento de dívidas. Posse de Biden Parte da instabilidade do dólar se deve à tensão nos EUA por conta da saída de Donald Trump do governo e posse de Joe Biden como 46º presidente do país, em 20 de janeiro. Duas semanas antes da posse, em 6 de janeiro, apoiadores de Trump invadiram o Congresso. Com a reação do mercado, no dia seguinte (7 de janeiro), o dólar fechou em alta de 1,77% (R$ 5,3984). Naquela semana, o avanço acumulado foi de 4,07%. Segundo Virgínia, logo após o ataque, houve muita aversão a risco e fuga de capital. Após transição, contudo, a moeda norte-americana deve cair. "O mercado enxerga que a vitória de Biden deve gerar uma queda do dólar contra as principais moedas. O presidente democrata é mais maleável com políticas internacionais", explicou. Barreiras diplomáticas Após a divulgação dos calendários de vacinação pelas prefeituras de todo país, problemas diplomáticos com Índia e China atrapalharam o envio de imunizantes e insumos para o Brasil. Na quinta-feira (20), o governo da Índia autorizou as exportações comerciais das vacinas de Oxford produzidas no Instituto Serum, e o Brasil deve receber 2 milhões de doses ainda nesta sexta (22). O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse na quinta-feira (21) que o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, vai ajudar a "destravar" a burocracia para envio de insumos de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil. Com o risco de o programa de imunização não ser cumprido, o mercado volta a temer o agravamento da Covid-19 e, consequentemente, a necessidade de novos lockdowns e estímulos financeiros. Moedas que mais perderam valor ante o dólar G1 Vídeos: Últimas notícias de Economia



TÜV SÜD enfrenta ação coletiva na Alemanha por tragédia que matou 270 pessoas em Brumadinho


22/01/2021 20:35 - g1.globo.com


A Barragem do Córrego do Feijão, da Vale, se rompeu em janeiro de 2019. Auditora havia atestado estabilidade da estrutura. Rompimento de barragem matou 270 pessoas há dois anos, em Brumadinho Fabiana Almeida/TV Globo A auditora industrial TÜV SÜD enfrenta uma ação judicial por "danos significativos" na primeira ação civil em solo alemão por seu suposto papel no colapso da Barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, há dois anos. Um grupo de atingidos pela tragédia alega que a TÜV SÜD foi responsável pela certificação da estrutura quando ela era insegura, por medo de perder a Vale como cliente, maior produtora mundial de minério de ferro. A auditora disse em um comunicado que continua convencida de que não tem responsabilidade legal pelo rompimento da barragem. A estrutura se rompeu em janeiro de 2019, quatro meses depois de ser certificada, desencadeando uma avalanche de resíduos que matou cerca de 270 pessoas no desastre de mineração mais mortal do país. A ação coletiva, movida em nome do município brasileiro de Brumadinho e da família de uma das vítimas pelo escritório de advocacia PGMBM, alega que a TÜV SÜD fez "ajustes de mercado" aos padrões de segurança que os rebaixaram abaixo dos padrões internacionais. "Nossas evidências mostram que a TÜV SÜD certificou esta barragem como segura quando com certeza não era --um fato que eles sabiam então", disse Tom Goodhead, sócio-gerente da PGMBM. A TÜV SÜD disse que continua pensando nas vítimas, que está empenhada em esclarecer a causa do acidente e continua cooperando com as autoridades brasileiras. A empresa disse ainda que iria se defender contra as últimas alegações. "A TÜV SÜD está convencida de que não tem responsabilidade legal pelo rompimento da barragem de Brumadinho", disse a empresa em um comunicado, acrescentando que acreditava que sua divisão brasileira e a Vale cumpriam as leis e normas locais na época. Os reclamantes dizem que estão entrando com a ação na Alemanha porque o acesso à justiça no Brasil é lento e ineficiente. Eles inicialmente buscarão uma indicação no tribunal distrital de Munique, sul da Alemanha, de que a TÜV SÜD é responsável, em princípio, antes de quantificar adequadamente os danos. A TÜV SÜD, que não oferece mais inspeções de segurança de barragens, enfrentou investigações criminais na Alemanha e no Brasil, onde a empresa foi acusada no ano passado por crimes ambientais e homicídio de cinco trabalhadores. Vídeos mais vistos do G1 MG:



Biden assina medidas para combater efeitos da pandemia na economia dos Estados Unidos


22/01/2021 20:27 - g1.globo.com


Ordens executivas assinadas nesta sexta-feira (22) determinam a emissão mais acelerada dos cheques enviados para as famílias afetas pela crise e a expansão da assistência alimentar oferecida para crianças que dependem da merenda escolar. Joe Biden assina ordens executivas para a economia Reuters O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta sexta-feira (22) novas ordens executivas para combater os impactos da pandemia de coronavírus na economia do país. As medidas envolvem a ampliação da ajuda federal para os norte-americanos afetados pela crise e medidas de proteção da força de trabalho. As medidas assinadas por Biden determinam: Emissão mais acelerada dos cheques enviados para as famílias afetadas pela crise; Expansão do valor da assistência alimentar oferecida para crianças que dependem da merenda escolar; Orientação para que as agências do governo federal garantam que trabalhadores que recusem empregos com condições inseguras possam se qualificar para receber o seguro-desemprego. "As famílias estão passando fome. As pessoas correm o risco de ser despejadas. A perda de empregos está aumentando novamente. Precisamos agir. Não importa como você olhe para isso, precisamos para agir ", disse Biden. Comitê do Senado dos EUA aprova por unanimidade indicação de Yellen como secretária do Tesouro Biden assina ordens executivas para enfrentar crise causada pela pandemia Biden voltou a pedir que o Congresso aprove o pacote de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão, que foi apresentado na semana passada. Segundo o presidente dos EUA, o plano de alívio do governo tem o apoio de empresas, trabalhadores e Wall Street. "Se agirmos agora, nossa economia ficará mais forte no curto e no longo prazo." O presidente dos EUA disse que os cheques de US$ 600 que estão sendo enviados aos norte-americanos não são suficientes para que muitas famílias possam sobreviver à crise. O pacote proposto por Biden prevê o envio de uma nova rodada de cheques de estímulos, de US$ 1,4 mil. Segundo ele, o dinheiro é uma garantia para que muitas famílias não tenham que "escolher entre pagar o aluguel e botar comida em suas mesas." Nos Estados Unidos, cerca de 16 milhões de pessoas recebem algum tipo de auxílio de seguro-desemprego e quase 29 milhões que não têm o suficiente para comer. Vídeos: Últimas notícias de economia



Mercados europeus fecham em queda por dados econômicos fracos e restrições a viagens


22/01/2021 17:54 - g1.globo.com


Ações do segmento de viagens e lazer caíram 2,5%, liderando as perdas entre os setores em meio a preocupações com novas restrições na Europa. Pandemia de coronavírus e Brexit impedirão turistas britânicos de viajarem à Europa Getty Images/BBC Os mercados acionários europeus encerraram em queda nesta sexta-feira (22), uma vez que a atividade empresarial na zona do euro encolheu em janeiro com rígidos lockdowns para controlar a pandemia do coronavírus fechando muitas empresas. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,6%, mas registrou um pequeno avanço de 0,2% na semana, que foi dominada pela esperança de um estímulo forte nos Estados Unidos sob o governo do novo presidente do país, Joe Biden. Europa pede testes e quarentena para viagens em zonas de alto contágio As ações do segmento de viagens e lazer caíram 2,5%, liderando as perdas entre os setores em meio a preocupações com novas restrições de viagens na Europa, enquanto outros setores economicamente sensíveis, como bancos, petróleo e gás e mineração recuaram mais de 1%. O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto preliminar para a zona do euro caiu mais ainda abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, chegando a 47,5 em janeiro de 49,1 em dezembro. O setor de serviços, predominante no bloco, foi duramente atingido, com a área de hotelaria e entretenimento forçada a permanecer fechada, mas a manufatura continuou forte, já que as fábricas permaneceram abertas. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,30%, a 6.695 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,24%, a 13.873 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,56%, a 5.559 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,52%, a 22.088 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,06%, a 8.036 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,30%, a 5.040 pontos. Vídeo: Últimas notícias de Economia



Cadastros falsos para vacinação da Covid roubam dados e senhas de vítimas


22/01/2021 17:45 - g1.globo.com


Golpes ocorrem por e-mail, ligações e SMS para roubar credenciais de e-mail e contas do WhatsApp. Quem faz parte do grupo prioritário deve procurar a secretária de saúde estadual. E-mail promete cadastrar vítima em programa de vacinação para a Covid-19. Reprodução/Kaspersky A empresa de segurança Kaspersky e o Ministério da Saúde emitiram alertas sobre fraudes que prometem cadastrar as vítimas para a vacinação contra a Covid-19. Quem cair no golpe e fornecer suas informações pode ter a conta de WhatsApp roubada ou o e-mail acessado pelos golpistas. De acordo com o Ministério da Saúde, as vítimas são contadas com o pretexto de realizar o cadastro para a vacinação. Em seguida, os golpistas tentam cadastrar o telefone em um aplicativo de mensagens e então solicitam o código que chega por SMS para supostamente confirmar o cadastro de vacinação. Caso o código seja fornecido, os criminosos poderão ativar um app de mensagem (como o WhatsApp) em outro telefone, roubando a conta da vítima. Saiba como aumentar a segurança do celular e dos aplicativos de mensagens Já na fraude detectada pela Kaspersky, as senhas de acesso aos e-mails corporativos é que estão na mira dos criminosos. A mensagem orienta a vítima a utilizar a mesma senha da conta de e-mail para o suposto cadastro. Quem seguir essa instrução permitirá a entrada de invasores em sua caixa de mensagens, comprometendo informações e até a rede da empresa. Site falso solicita senha do e-mail da vítima. Reprodução/Kaspersky Estados têm cadastro limitado O cadastramento para a vacinação realmente está ocorrendo em alguns estados. Quem faz parte do grupo prioritário estabelecido – profissionais da saúde e grupos indígenas, por exemplo – pode se informar sobre o processo com a secretaria de saúde estadual. No entanto, os órgãos de saúde não realizam contato direto para oferecer a inclusão no cadastro, como os criminosos estão fazendo. Também não é solicitada qualquer senha de acesso como condição para o cadastramento. Governo de SP cria site para pré-cadastro na campanha de imunização contra Covid-19 entre grupos prioritários do estado Por esse motivo, recomenda-se ignorar qualquer contato que supostamente ligado ao cadastro para a vacinação. O Ministério da Saúde também frisou que, nesta etapa inicial de distribuição do imunizante, a população geral ainda não deve procurar os postos de saúde para ser vacinada. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja 5 dicas para sua segurança digital 5 dicas de segurança para sua vida digital Assista mais vídeos para se manter seguro na internet



Prêmios de loterias não resgatados somam R$ 312 milhões em 2020


22/01/2021 17:36 - g1.globo.com


Valor 'esquecido' é o menor em 5 anos. Pela lei, o dinheiro é repassado integralmente ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Cartelas de jogos de loterias. Mega-Sena, Dupla Sena, Quina, Lotomania, Loteca. Caio Kenji/G1 Pode parecer improvável que alguém ganhe na loteria e não retire o prêmio. Porém, casos assim são tão comuns que, só em 2020, R$ 311,9 milhões em prêmios deixaram de ser resgatados, segundo dados da Caixa Econômica Federal. O valor, porém, é 6% menor que o acumulado em 2019. O valor esquecido de prêmios da Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Federal foi o menor dos últimos 5 anos em termos nominais (sem considerar a inflação), conforme mostra o gráfico abaixo. Mesmo assim, os prêmios não resgatados nesse período somam R$ 1,62 bilhão. Para onde vai o dinheiro? Quando os ganhadores não retirem o prêmio em até 90 dias, os valores são repassados integralmente ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo a Caixa, as regras valem para todas as modalidades da loteria. "Em 2020 foram repassados ao FIES R$ 311,9 milhões, considerando todas as modalidades e faixas de premiação cujo prêmio não foi reclamado no prazo legal. Na maioria das vezes, esse montante decorre da soma de prêmios de pequeno valor", informou a Caixa em nota ao G1. O Fies é o programa federal de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Neste ano, as inscrições poderão ser feitas entre os dias 26 e 29 de janeiro. A Caixa acrescentou que informa "constantemente" sobre os prazos e formas de recebimento dos prêmios. "Para divulgação das informações de recebimento de prêmios são utilizados cartazes nas lotéricas, mensagens nos volantes de aposta, no bilhete original de aposta e no site da Caixa na Internet", afirmou. Repasses das arrecadações Assim como os prêmios não resgatados, a Caixa também é responsável pelo repasse das arrecadações geradas pelas apostas. Os valores são distribuídos para áreas como Cultura, Saúde, Educação, Segurança, Esportes, Seguridade e outros. "Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil", diz a instituição. Segundo a Caixa, o montante total de recursos repassados pelas Loterias aos beneficiários legais (saúde, educação, segurança, esporte, etc) somou R$ 8,05 bilhões e foi o maior da história, 1,6% acima do repassado em 2019 (recorde anterior). A Caixa ainda não divulgou o balanço final da arrecadação das loterias federais em 2020. No acumulado nos 9 primeiros meses do ano passado, a venda de bilhetes de apostas somou uma receita de R$ 11,8 bilhões, o que representa uma queda de 2% na comparação do mesmo período de 2019, quando as loterias arrecadaram R$ 12,1 bilhões. Como exemplo, veja abaixo como é distribuída a arrecadação da Mega-Sena: Prêmio Bruto: 43,35% Seguridade Social: 17,32% Fundo Nacional da Cultura: 2,92% Fundo Penitenciário Nacional: 1% Fundo Nacional de Segurança Pública: 9,26% Ministério do Esporte (Ministério da Cidadania): 2,46% Fenaclubes: 0,04% Secretarias de esporte, ou órgãos equivalentes, dos Estados e do Distrito Federal: 1% Comitê Brasileiro de Clubes: 0,50% Confederação Brasileira do Desporto Escolar: 0,22% Confederação Brasileira do Desporto Universitário: 0,11% Comitê Olímpico do Brasil: 1,73% Comitê Paralímpico Brasileiro: 0,96% Despesas de custeio e manutenção: 19,13% VÍDEOS: as últimas notícias de economia



Indústria e serviços dos EUA mostram aceleração da atividade


22/01/2021 17:29 - g1.globo.com


Apesar do país enfrentar uma segunda onda de contaminações da Covid-19, os produtores de bens registraram, no início de 2021, um aumento mais acentuado na produção desde agosto de 2014. Indústria Reprodução/RPC O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da IHS Markit indica que a atividade privada nos Estados Unidos teve um início de ano forte, com aceleração tanto na indústria como no setor de serviços, apesar do país enfrentar uma segunda onda de contaminações da Covid-19, com produtores de bens registrando um aumento mais acentuado na produção desde agosto de 2014. De acordo com dados preliminares da IHS Markit, o PMI de serviços subiu para 57,5 pontos em janeiro, de 54,8 em dezembro, surpreendendo economistas consultados pelo “Wall Street Journal” que esperavam uma queda para 53,5 pontos. O PMI industrial também acelerou para 59,1 pontos, de 57,1 em dezembro, superando a expectativa de que ficasse estável em 57,0. Com os resultados, o PMI composto, que inclui os dois setores, avançou para 58,0 em janeiro, segundo dados preliminares, de 55,3 em dezembro, atingindo a máxima de dois meses. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade, enquanto abaixo de 50 apontam contração. “As empresas dos EUA relataram um forte início de 2021 impulsionado pela esperança de que o desenvolvimento de vacinas significa que o pior da pandemia ficou para trás, e que a nova administração proporcionará um ambiente estável e favorável para uma economia mais forte. O crescimento da produção acelerou em janeiro para o segundo mais rápido em quase seis anos”, destacou o economista-chefe da IHS Markit, Chris Williamson. “No entanto, as restrições de capacidade estão afetando o surto de crescimento. Não só os últimos dois meses viram a escassez de oferta se desenvolver em um ritmo inédito na série da pesquisa, mas os preços também aumentaram devido ao desequilíbrio da oferta e da demanda. A inflação de custos de insumos consequentemente também bateu um ponto alto na pesquisa e exerceu ainda mais pressão para cima nos preços médios de venda de bens e serviços”, pontuou. Vídeo: Últimas notícias de Economia



Comitê do Senado dos EUA aprova por unanimidade indicação de Yellen como secretária do Tesouro


22/01/2021 16:03 - g1.globo.com


Indicada por Joen Biden será a primeira mulher a comandar o Departamento do Tesouro da maior economia do mundo. Ela já havia presidido o Federal Reserve (conhecido como Fed), órgão responsável pela política monetária do país. Janet Yellen foi indicada pelo presidente eleito Joe Biden para comandar o Tesouro dos Estados Unidos Reuters O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos votou nesta sexta-feira (22), por unanimidade, para aprovar Janet Yellen como a primeira mulher no comando do Departamento do Tesouro, enviando sua nomeação para votação no plenário do Senado e indicando que ela obterá aprovação facilmente. Quem é quem no governo Biden: Janet Yellen, chefe do Tesouro Yellen, que atuou como chair do Federal Reserve de 2014 a 2018, foi aprovada em uma votação de 26-0 no comitê, dividido igualmente entre democratas e republicanos. Assista às últimas notícias de Economia:



IPO da Eletromidia pode movimentar cerca de R$ 870 milhões


22/01/2021 15:56 - g1.globo.com

Precificação da oferta está prevista para acontecer em 10 de fevereiro, com as ações estreando na Bovespa dois dias depois sob o ticker 'ELMD3'. A empresa de painéis de publicidade Eletromidia pode movimentar cerca de R$ 870 milhões em sua oferta inicial de ações (IPO), segundo cálculos da Reuters com base em dados publicados pela companhia nesta sexta-feira (22). O cálculo tem como parâmetro R$ 20,405 por ação, o centro da faixa indicativa definida pelos coordenadores da oferta, de R$ 17,81 a R$ 23,00 para cada um dos 42.557.232 papéis do lote base. A operação ainda pode ser ampliada em até 35%, ou 14,9 milhões de ações, para atender eventual excesso de demanda, o que elevaria o montante total para R$ 1,17 bilhão, assumindo o mesmo preço de venda. A precificação da oferta está prevista para acontecer em 10 de fevereiro, com as ações estreando na Bovespa dois dias depois sob o ticker 'ELMD3'. Fundada em 1993 e com sede em São Paulo, a Eletromidia se apresenta como líder do setor no país, com 54 mil painéis tanto digitais como estáticos expostos em locais como elevadores, metrô, shopping centers e aeroportos. Quando revelou seus planos para um IPO no mês passado, a empresa afirmara que pretendia usar os recursos da venda de ações novas (92%) da oferta para expansão orgânica e aquisições. Os fundos Vesuvius LBO e Olonk também venderão uma fatia na operação que é coordenada por Morgan Stanley, Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander e UBS-BB. Assista às últimas notícias de Economia:



Exportações da América Latina caem 13% em 2020 pela pandemia


22/01/2021 15:52 - g1.globo.com

Balanço divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) aponta, ainda, que as importações foram reduzidas em 20%. O valor das exportações da América Latina e Caribe em 2020, diminuiu 13% em relação ao ano anterior, na influência da crise econômica gerada pela covid-19, informou a Cepal nesta sexta-feira (22). Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), as importações foram reduzidas em 20%. Embora a contração seja menor que a projetada no início de agosto do ano passado (-23%), é a pior queda das exportações desde a crise financeira mundial de 2008-2009. "A região se 'desintegra' comercial e produtivamente desde meados da década passada, coincidindo com seu menor crescimento em sete décadas", disse Alicia Bárcena, secretária-geral da Cepal, ao entregar o relatório de Perspectivas do Comércio Internacional da América Latina e Caribe 2020, na sede regional desta instituição da ONU, em Santiago. Cepal prevê queda de 50% do investimento estrangeiro na América Latina em 2020 devido à pandemia "Isso é muito preocupante, porque o comércio intrarregional é o mais propício à diversificação de produtos, internacionalização de empresas (especialmente PMEs) e igualdade de gênero", continuou Bárcena. Com mais de 17 milhões de infectados e mais de 550.000 mortos, o coronavírus atingiu duramente a América Latina, provocando uma crise econômica que levou a uma contração do crescimento de 7,7% em 2020. A pandemia obrigou os governos da região ao fechamento de fronteiras e a estabelecer restrições à mobilidade que impactaram fortemente o comércio externo, segundo a Cepal. Para 2021, a Cepal estima que as exportações crescerão entre 10% e 15% sobre 2020. No entanto, Bárcena considera que a onda de surtos da doença na região criou uma "incerteza" sobre o que realmente acontecerá no comércio externo em 2021. Assista às últimas notícias de Economia:



Atividade fabril nos EUA tem máxima em mais de 13 anos e meio no começo de janeiro, mostra PMI


22/01/2021 15:41 - g1.globo.com

A manufatura do paí está sendo sustentada pelo reabastecimento dos estoques e por uma mudança da demanda de serviços para bens diante da pandemia. Setor responde por 11,9% da economia americana. A atividade manufatureira dos Estados Unidos saltou para o nível mais alto em mais de 13 anos e meio em janeiro, com forte crescimento das novas encomendas, mas gargalos na cadeia de oferta provocados pela pandemia de Covid-19 estão elevando os preços e sinalizando alta da inflação nos próximos meses. A IHS Markit informou nesta sexta-feira (22) que a leitura preliminar de seu Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor manufatureiro dos EUA acelerou a 59,1 na primeira metade deste ano, nível mais alto desde maio de 2007, de 57,1 em dezembro. Economistas projetavam queda do índice a 56,5. Leitura acima de 50 indica crescimento da atividade no setor de manufatura, que responde por 11,9% da economia dos EUA. A manufatura está sendo sustentada pelo reabastecimento dos estoques e por uma mudança da demanda de serviços para bens devido à crise do coronavírus. Os setores fabril e imobiliário estão ancorando a economia diante do ressurgimento do vírus. O subíndice de novas encomendas saltou para o patamar mais elevado desde setembro de 2014. Mas os empresários também estão elevando os preços de seus produtos, com o subíndice de preços recebidos pelas fábricas saltando para o maior nível desde julho de 2008. A força do setor manufatureiro ajudou a impulsionar a atividade empresarial. O PMI Composto preliminar chegou a 58,0, de 55,3 em dezembro, com o dado preliminar do índice de serviços subindo a 57,5, de 54,8 em dezembro. Assista às últimas notícias de Economia:



Volkswagen tem queda menor que a esperada no lucro de 2020


22/01/2021 15:13 - g1.globo.com


Demanda chinesa e aumento das entregas no final do ano ajudaram no balanço positivo do ano. Com o anúncio dos resultados financeiros, as ações do grupo atingiram o nível mais alto em 11 meses nesta sexta-feira (22). Um funcionário trabalha na linha de montagem da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha, em 27 de abril Swen Pfoertner/Pool via Reuters/Arquivo A Volkswagen divulgou nesta sexta-feira (22) que o lucro de 2020 caiu quase pela metade devido ao impacto da pandemia, mas uma recuperação nas vendas de carros premium na China e entregas mais fortes no quarto trimestre ajudaram a manter a maior montadora de veículos do mundo no azul. O grupo disse que o lucro operacional para o ano inteiro, excluindo os custos relacionados ao escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes por motores diesel, foi de 10 bilhões de euros, em comparação com 19,3 bilhões em 2019. Volkswagen abre Plano de Demissão Voluntária na fábrica de Taubaté, SP Os analistas esperavam um lucro operacional de 4,8 bilhões de euros para o ano inteiro de 2020, segundo dados da Refinitiv. O fluxo de caixa líquido da divisão automotiva foi de cerca de 6 bilhões de euros e as entregas de carros aumentaram no final do ano, disse o grupo alemão em comunicado. "As entregas aos clientes do Grupo Volkswagen continuaram a se recuperar fortemente no quarto trimestre e até excederam as entregas do terceiro trimestre de 2020", disse. O desempenho do ano limitou as turbulências vistas em 2020 pela Volkswagen e a indústria automotiva. Uma queda nas vendas causada pela pandemia levou a um prejuízo no segundo trimestre, antes que a Volkswagen voltasse à lucratividade no trimestre seguinte devido à demanda crescente por veículos de luxo na China, o maior mercado de automóveis do mundo. As ações da Volkswagen atingiram o nível mais alto em 11 meses após a divulgação de resultados nesta sexta-feira. Elas subiam 2,7% a 166,4 euros durante a manhã. A principal acionista da companhia, Porsche Automobil Holding, que detém 31,4% da Volkswagen e 53,1% dos direitos de voto do grupo, disse que provavelmente teria um lucro significativamente positivo em 2020 após os impostos. As vendas da Volkswagen aumentaram 1,7% em dezembro, em um momento em que os licenciamentos de carros novos na Europa caíram quase 4%, mostraram dados da Associação de Fabricantes de Automóveis Europeus. A Volkswagen e suas rivais ainda enfrentam desafios causados pela pandemia, incluindo uma escassez global de chips necessários para a produção de veículos e paralisações em vários mercados para combater a doença, o que significa que 2021 será outro ano difícil. A montadora também enfrenta forte concorrência no desenvolvimento de carros elétricos e autônomos. A fusão da Fiat Chrysler com a PSA, que criou a quarta maior montadora do mundo, a Stellantis, aumenta a pressão.A Volkswagen deverá divulgar dados detalhados de 2020 em 16 de março. Assista às últimas notícias de Economia:



Dez grupos manifestaram interesse em concessões da Cedae, diz secretário


22/01/2021 14:35 - g1.globo.com


Pelos cálculos da Casa Civil, concessões teriam impacto de R$ 107,7 bilhões ao longo de 35 anos Maior estação de tratamento de água do mundo, a ETA Guandu está entre os ativos da Cedae Divulgação/Cedae O secretário da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Nicola Miccione, informou nesta sexta-feira (22) que “cerca de dez grupos” manifestaram interesse em participar da licitação das concessões de serviços da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), prevista para 30 de abril, na B3. Miccione não divulgou nome de possíveis interessados, mas disse que entre eles há “grandes grupos brasileiros” e empresas do ramo financeiro. Governo do RJ lança edital de privatização da Cedae Em seminário on-line promovido pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), o secretário informou que a versão em inglês do edital da licitação será divulgada nesta sexta-feira. O edital foi publicada nos últimos dias de 2020. Pelos cálculos da Casa Civil, os serviços de distribuição de água e de captação e tratamento de esgoto em 35 municípios fluminenses, hoje atendidos pela Cedae, teria um impacto financeiro de R$ 107,7 bilhões ao longo do período de concessão de 35 anos. Nesse cálculo entram R$ 10,6 bilhões a serem pagos como outorga mínima fixa e mais R$ 10,4 milhões em outorga variável mínima. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 30 bilhões, e os custos operacionais, de R$ 56,7 bilhões. Assista às reportagens mais vistas no G1 Rio na última semana:



China registra surto de Covid-19 em importante empresa de processamento de frango


22/01/2021 14:23 - g1.globo.com


Dez casos foram confirmados em fábrica que abate 50 milhões de frangos por ano. Uma vendedora usando uma máscara facial pesa um frango dentro de um mercado em Pequim, China, em 15 de janeiro de 2021. Tingshu Wang/Reuters A China relatou seu primeiro surto de casos de coronavírus entre trabalhadores em uma unidade de processamento de carne. Dez casos foram confirmados em uma fábrica que abate 50 milhões de frangos por ano na cidade de Harbin, no nordeste do país, e é propriedade do conglomerado tailandês Charoen Pokphand, um dos maiores produtores mundiais de aves. Entenda como o novo governo Biden pode impactar o agronegócio brasileiro Outros 28 trabalhadores da planta e três parentes estavam assintomáticos, disseram autoridades em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (22). A fábrica não foi encontrada para comentar o assunto. Funcionários da sede da empresa em Bangcoc não fizeram comentários imediatos. Funcionários procurados por telefone em três supermercados na cidade de Harbin disseram que o frango da empresa foi retirado das prateleiras. Vírus em carnes importadas Frigoríficos dos Estados Unidos, Brasil e Europa foram alguns dos grupos mais atingidos pela Covid-19 em 2020, com milhares de frigoríficos infectados. Em alguns casos, o vírus foi detectado na China de carnes originárias do Brasil. A China vinha apontando repetidamente a importação de carne e peixe congelados como a fonte de casos de coronavírus no ano passado, e o país não tinha relatado ainda surtos significativos em seu próprio setor de processamento de alimentos. Apesar das preocupações, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que as pessoas não devem temer alimentos ou embalagens de alimentos durante a pandemia. Veja vídeos sobre agronegócios



Bovespa tem nova queda e termina semana no vermelho com atraso nas vacinas


22/01/2021 13:06 - g1.globo.com


Nesta sexta-feira, o principal índice da bolsa caiu 0,80%, a 117.380 pontos. Na semana, houve queda de mais de 2%. Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira Amanda Perobelli/Reuters ooo O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou mais uma vez em queda nesta sexta-feira (22), com as atenções voltadas para o agravamento da pandemia e aumento das medidas restritivas no país, além de preocupações com o quadro fiscal do país. O Ibovespa caiu 0,80%, a 117.380 pontos. A semana termina com queda de 2,47%. Veja mais cotações. O dólar fechou em alta, acima de R$ 5,45. Na quinta-feira, a bolsa fechou em queda de 1,10%, a 118.329 pontos. Na parcial do mês e do ano, a bolsa acumula queda de 1,38%. SP estuda fechar comércio à noite e nos fins de semana pra evitar novos casos de Covid Cenário global e local O dia começou tenso com um ressurgimento de infecções por coronavírus na China e um aumento nos casos no sudeste do continente às véspera do Ano Novo Lunar, período em que chineses costumam viajar. A bolsa de Xangai terminou o dia em queda de 0,44%. O tom da negociação também é negativo na Europa, após números apontarem para uma contração da economia no primeiro trimestre do ano. Os índices de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) apontaram desaceleração da recuperação no continente mais grave do que esperado pelo mercado. Na zona do euro, o PMI composto, que inclui os setores de indústria e serviços, caiu para 47,5 pontos em janeiro. A expectativa era de recuo para 48,0. Em dezembro, o índice foi de 49,1. Resultados abaixo de 50 representam contração da atividade. SP deve anunciar quarentena aos finais de semana e a partir das 20h nos dias úteis Os preços do petróleo também caíam nesta sexta-feira, recuando ainda mais em relação às altas de 11 meses atingidas na semana passada, pressionados por temores de que novas medidas para enfrentar a pandemia na China reduzirão a demanda por combustível no maior importador de petróleo do mundo. Nos EUA, os senadores decidem nesta sexta acerca da indicação de Janet Yellen para presidir o Departamento do Tesouro do país. Yellen participou de audiência na terça, na qual defendeu o emprego de estímulos fiscais para recuperar a economia americana mais rapidamente dos efeitos recessivos da pandemia. Na cena doméstica, as atenções seguem voltadas ainda para os percalços para o avanço da vacinação contra o coronavírus no Brasil e a perspectiva de novas medidas restritivas para conter o aumento do número de contaminações. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a situação das contas públicas preocupa A percepção de que a imunização contra a Covid-19 no Brasil será lenta e sujeita a reveses tem elevado receios quanto à força da recuperação da economia e alimentado temor de criação de novas despesas para fazer frente à pandemia. O pessimismo se atenuou por volta das 16h30, quando saiu a aprovação do segundo lote de 4,8 milhõesde doses da CoronaVac pela Anvisa. Além disso, o avião que transportava os 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas no Instituto Serum, na Índia, chegou a São Paulo na tarde desta sexta-feira, após o governo indiano autorizar as exportações comerciais do imunizante. O pouso ocorreu por volta das 17h20. O mercado tem monitorado com atenção também a campanha por eleição na Câmara e no Senado para calcular riscos de nova pressão por mais gastos, que também podem vir de dentro do próprio governo. Candidatos à presidência da Câmara e Senado já falam em estender o auxílio emergencial. Na véspera, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que lidera as preferências para a eleição na Casa, sair em defesa do benefício mesmo que isso prejudique o cumprimento do teto. "O quadro sanitário não dá sinais claros de melhora enquanto o governo segue encontrando diversas barreiras para dar andamento à campanha de vacinação contra o coronavírus. Desta forma, o investidor deverá seguir avaliando de maneira cautelosa os desenvolvimentos em torno da campanha de imunização enquanto avalia os riscos de um novo atraso tanto na esfera social como na fiscal", disse Victor Beyruti, economista da Guide. Histórico de variação do Ibovespa G1 Economia 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x VÍDEOS: Últimas notícias de Economia



Alphabet, dona do Google, encerra projeto que usava balões para levar internet a áreas remotas


22/01/2021 12:39 - g1.globo.com


Projeto Loon começou em 2013, mas empresa disse que modelo de negócios não é sustentável. Balão satélite Loon, da Alphabet. Loon/Divulgação A Alphabet, dona do Google, anunciou na última quinta-feira (21) que irá encerrar o Projeto Loon, que usava balões para levar internet a áreas remotas. A empresa disse que não conseguiu encontrar uma maneira de manter os custos baixos o suficiente e que o modelo de negócios se tornou insustentável para o longo prazo. O Projeto Loon começou no laboratório Google X em 2013 e fazia parte de projetos experimentais da companhia – assim como os carros autônomos da Waymo. Os balões são feitos de polietileno, usam hélio e têm o tamanho de uma quadra de tênis. Eles recebem energia de painéis solares e são controlados por um programa que usa inteligência artificial. Enquanto estão no ar, funcionam como uma torre de celular e se movem com correntes de vento a 20 quilômetros de altura para levar internet via rede 4G para as pessoas. A Alphabet testava o Loon no Brasil e alguns dos balões chegaram a cair em propriedades rurais – último caso aconteceu em janeiro, em uma propriedade rural de Paraíso das Águas, no Mato Grosso do Sul. Os balões Loon foram usados em algumas situações de emergência, como em Porto Rico, após o furacão Maria passar pela ilha em 2017, e no Peru, após um terremoto em 2019. Antes do encerramento, o Loon tentou um lançamento comercial no Quênia. Um projeto piloto começou no país em julho passado, mas também será encerrado. A Alphabet disse que irá destinar US$ 10 milhões para apoiar organizações sem fins lucrativos e empresas focadas em conectividade, internet, empreendedorismo e educação no Quênia. Veja vídeos sobre tecnologia no G1