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Dívida pública federal cresce 18%, mais do que na pandemia, e registra maior alta desde 2015


28/01/2026 19:24 - g1.globo.com

A dívida pública federal cresceu 18% no ano passado, subindo para R$ 8,635 trilhões. Essa foi a maior alta desde 2015. O avanço do endividamento superou inclusive o de 2020, ano da pandemia da Covid-19, quando o avanço foi de 17,9%. 🔎A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. O estoque da dívida cresce também por causa dos juros. Ela surge e aumenta quando o governo gasta mais do que arrecada. Ou seja, quando os impostos e demais receitas não são suficientes para cobrir todas as despesas, o governo é financiado por seus credores — por exemplo, pessoas físicas, empresas e bancos que compram títulos da dívida. O endividamento estava em R$ 7,316 trilhões em dezembro de 2024, mas avançou mais de R$ 1,3 trilhão no ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No relatório, o Tesouro Nacional informou que o crescimento de 18% “foi impulsionado principalmente pela apropriação de juros, refletindo, em grande medida, o patamar da taxa de juros da economia”. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que não são os gastos primários (sem considerar os juros da dívida) do governo que estão impactando. “Não é o quadro primário que está impulsionando a dívida", disse. Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros da economia, a Selic, definida pelo Banco Central. Com a alta da Selic, chegando a 15% no ano passado, a dívida pública também tende a aumentar. Além disso, outros 26% da dívida do Tesouro estão relacionados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), ou seja, acompanham a inflação. Previsão para 2026 O Tesouro também divulgou o Plano Anual de Financiamento de 2016, que traz as previsões e metas para a dívida pública federal. De acordo com o Plano, o limite máximo da dívida é de R$ 10,3 trilhões. O limite mínimo é de R$ 9,7 trilhões. Portanto, poderá crescer até cerca de 19% neste ano.



Fed interrompe ciclo de cortes e mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano


28/01/2026 19:00 - g1.globo.com


Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. O movimento interrompe um ciclo de três cortes consecutivos promovidos pelo banco central americano. Na reunião anterior, em 10 de dezembro, o Fed havia reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A primeira decisão sobre os juros em 2026 ocorre em meio à pressão crescente do presidente Donald Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) informou, em comunicado, que a geração de empregos permaneceu baixa no país, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco alta". "A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o texto. Em entrevista a jornalistas, Jerome Powell reforçou o tom mais duro do comunicado e indicou que um novo corte de juros é improvável no curto prazo. (leia mais abaixo) ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas ainda elevadas, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão desta quarta-feira foi a nona desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico mais adverso, diante da guerra tarifária promovida pelo republicano. Economistas, agentes do mercado e o próprio Fed têm destacado os impactos, nos EUA, das sobretaxas aplicadas por Trump. Um dos principais receios é a alta da inflação ao consumidor, o que levou o banco central do país a adiar sucessivas vezes a redução dos juros. No segundo semestre do ano passado, dados de um mercado de trabalho mais fraco passaram a indicar desaceleração da economia americana, abrindo espaço para cortes de juros. Ao mesmo tempo, a inflação seguiu sob controle, embora ainda acima da meta de 2% — o que dividiu o Fed. No comunicado desta quarta, o Fomc afirmou que "continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas" e que está "preparado para ajustar a política monetária, se necessário, caso surjam riscos que possam comprometer o alcance de seus objetivos". "As avaliações do Comitê levarão em consideração uma ampla gama de informações, incluindo dados sobre condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, além de desenvolvimentos financeiros e internacionais", acrescentou. Analistas avaliam que o comunicado teve um tom mais duro que o divulgado em dezembro, indicando que a taxa de juros deve permanecer estável por algumas reuniões. A decisão desta quarta não foi unânime. Além do presidente do Fed, Jerome Powell, e do vice, John C. Williams, oito diretores votaram para manter a taxa inalterada. Dois se posicionaram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual: Stephen I. Miran, nomeado por Trump, e Christopher J. Waller, cotado à presidência da instituição. O que disse Powell Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. Reuters Em entrevista a jornalistas após a divulgação do comunicado, Powell indicou que um novo corte de juros é improvável no curto prazo. “Se você observar os dados que chegaram desde a última reunião, há uma clara melhora nas perspectivas de crescimento. Tudo indica que este ano começa com uma base sólida para as taxas de juros", disse. Para o chefe do Fed, a inflação americana teve um desempenho “basicamente dentro do esperado”, enquanto os dados do mercado de trabalho sugerem “evidências de estabilização”, em linha com o comunicado do Fomc. “Muitos dos meus colegas consideram difícil olhar para os dados recentes e dizer que a política monetária está significativamente restritiva neste momento”, afirmou. Ataques ao Fed Crítico das decisões do Federal Reserve, Trump disse que anunciará em breve o substituto para Powell — alvo frequente das críticas do republicano. O mandato de Powell termina em maio. Trump chegou a afirmar sua pretensão de indicar o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent — que recusou o convite. Com isso, o nome de Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, passou a ser apontado como um dos favoritos para o cargo. Em entrevista ao site Politico, em dezembro, o presidente dos EUA foi questionado se apoiar a redução dos juros seria um requisito para o próximo indicado a comandar o Fed. Ele respondeu: “Sim”. Os diretores do Fed Christopher Waller e Michelle Bowman também figuram entre os cotados para assumir a presidência da instituição. A escolha deve ocorrer em um momento marcado pela intensificação da pressão de Trump, que quer juros abaixo de 1%. No episódio mais recente, Trump ameaçou apresentar uma acusação criminal contra Powell em relação a uma reforma de US$ 2,5 bilhões (R$ 15,6 bilhões) na sede da instituição, em Washington. O caso levou à abertura de uma investigação criminal por procuradores federais. Powell é acusado de minimizar, em depoimento ao Senado, gastos elevados e considerados luxuosos na reforma da sede do Fed, o que levou parlamentares a comparar o projeto ao Palácio de Versalhes. Powell, por sua vez, afirmou que as acusações são imprecisas e enganosas, negou a compra de itens de luxo e disse que a reforma, financiada pelo próprio Fed, visa modernização e redução de custos no longo prazo. O interesse de Trump No segundo semestre de 2025, Trump passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria do Federal Reserve. O republicano já nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída do cargo, em agosto. Enquanto isso, a Suprema Corte analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed, em uma decisão que pode ser anunciada nas próximas semanas. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed. O cargo de presidente da instituição também está no horizonte, já que o mandato de Powell se encerra em maio. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil. Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters



Ministério do Trabalho anuncia pagamento de R$ 3,9 bilhões a trabalhadores com saque-aniversário


28/01/2026 18:07 - g1.globo.com


Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que vai iniciar nesta segunda-feira (2) o pagamento de R$ 3,9 bilhões relativos à segunda parcela dos recursos retidos de trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, que optaram pelo saque-aniversário. Ainda segundo a pasta, a liberação segue até 12 de fevereiro e vai beneficiar 822.559 trabalhadores. A maioria dos trabalhadores, segundo o MTE, receberá os valores automaticamente nas contas bancárias previamente cadastradas no aplicativo FGTS. Já aqueles que não possuem conta informada poderão realizar o saque nos terminais de autoatendimento da Caixa, nas casas lotéricas ou nas unidades do "Caixa Aqui". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pelos cálculos do Ministério do Trabalho, das 14,1 milhões de pessoas com saldo disponível para saque, 9,9 milhões possuem parte dos recursos parcialmente comprometidos com empréstimos bancários, o que impede o recebimento do valor integral. Além desse grupo, informou a pasta, outras 2,1 milhões de pessoas têm o saldo totalmente comprometido, não havendo, portanto, valores disponíveis para saque. 🔎 Como funciona o saque-aniversário: ao aderir a essa modalidade, o trabalhador demitido sem justa causa pode sacar apenas o valor referente à multa rescisória de 40%, e não o saldo integral da conta vinculada, salvo em situações específicas previstas em lei, como aposentadoria, doenças graves ou aquisição de moradia. O trabalhador também pode pedir para voltar à modalidade anterior, mas a mudança só tem efeito dois anos depois da solicitação. App FGTS, aplicativo FGTS, saque aniversário, saque calamidade Stephanie Fonseca/g1



Brasil tem mais de 2,7 mil pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão em 2025


28/01/2026 17:00 - g1.globo.com


Governo resgata mais de 2,7 mil pessoas do trabalho escravo em 2025 O governo federal resgatou 2.772 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão no Brasil em 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número representa uma alta de 26,8% em relação a 2024, quando 2.186 trabalhadores foram encontrados nessas condições. O recorde, no entanto, segue sendo o de 6.025 resgates em 2007, o maior volume registrado nos 30 anos da série histórica. (veja o histórico abaixo) 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao longo de 2025, a Secretaria realizou 1.594 ações fiscais específicas de combate ao trabalho escravo contemporâneo em todo o país. Essas operações garantiram o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias aos trabalhadores resgatados. Ao todo, as fiscalizações alcançaram mais de 48 mil trabalhadores. Embora nem todos estivessem em condição irregular grave, eles tiveram outros direitos trabalhistas assegurados pela atuação dos auditores-fiscais em campo. No período, foram lavrados 4.924 autos de infração, que resultaram em um valor estimado de R$ 41,8 milhões em multas aplicadas aos empregadores autuados. As ações ocorreram em todo o território nacional, conduzidas tanto pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) quanto pelas unidades regionais do Ministério do Trabalho. Um dos principais destaques do ano foi a mudança no perfil das ocorrências. Pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados no meio urbano superou o do meio rural. Em 2025, 68% dos trabalhadores identificados em condição análoga à escravidão estavam em áreas urbanas. Em 2024, esse percentual era de 30%, evidenciando uma mudança relevante no padrão. De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores com o maior número de trabalhadores resgatados em 2025 foram: 🏗️ Obras de alvenaria (601 resgatados); 👩🏽‍💻 Administração pública em geral (304); 🚜 Construção de edifícios (186); ☕ Cultivo de café (184); 🚧Extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para construção (126). Segundo a SIT, o trabalho escravo contemporâneo não se restringe a um setor específico da economia e pode ser encontrado em atividades como agricultura, mineração ilegal, indústria têxtil, desmatamento e trabalho doméstico. No âmbito do trabalho doméstico, as ações de fiscalização tiveram crescimento expressivo em 2025. Ao todo, foram realizadas 122 ações fiscais, que resultaram no resgate de 34 trabalhadores, frente a 22 ações e 19 resgates registrados em 2024. Em nota, a secretaria informou que pretende ampliar a atuação nesse setor e construir uma agenda específica voltada às trabalhadoras domésticas, especialmente mulheres, que estão mais expostas a situações de vulnerabilidade. Segundo o órgão, esses grupos frequentemente enfrentam condições específicas de vulnerabilidade, que exigem políticas públicas direcionadas. Entre os estados com maior número de fiscalizações estão São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102). Já em número de trabalhadores resgatados, Mato Grosso lidera o ranking, com 607 pessoas, seguido por Bahia (482), Minas Gerais (393), São Paulo (276) e Paraíba (253). Veja abaixo o número de resgatados por estado: Em relação ao perfil social das pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025, dados do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado mostram que a maioria era composta por homens (86%). A faixa etária mais frequente foi a de 30 a 39 anos, que concentrou 26% dos casos. Do total, 65% residiam na região Nordeste. No recorte racial, 83% se autodeclararam pretos ou pardos, 12% brancos e 5% indígenas. Em relação à escolaridade, 24% informaram ter concluído o ensino médio. Os dados também indicam um histórico de baixa escolarização entre as vítimas: 8% dos trabalhadores resgatados eram analfabetos. Perfil dos trabalhadores resgatados em 2025 Arte g1 Entre as principais irregularidades encontradas, destacam-se práticas graves que violam a legislação trabalhista e as normas de proteção ao trabalhador. As infrações mais recorrentes são: Trabalho em condições degradantes: a irregularidade mais frequente foi a manutenção de empregados em condições contrárias às normas de proteção do trabalho, incluindo situações de trabalho forçado ou análogo à escravidão, com 274 registros; Falta de registro formal: foram identificadas 149 ocorrências de trabalhadores admitidos ou mantidos sem anotação em livro, ficha ou sistema eletrônico competente; Ambiente de trabalho inseguro: a fiscalização apontou 141 infrações relacionadas à ausência de condições adequadas de segurança, higiene e salubridade para trabalhadores de empresas prestadoras de serviços; Descumprimento de exames médicos: em 118 casos, empregadores deixaram de realizar exames médicos ocupacionais ou os fizeram em desacordo com a Norma Regulamentadora nº 31; Ausência de EPIs: foram lavrados 107 autos de infração pela não entrega gratuita de Equipamentos de Proteção Individual a trabalhadores rurais, conforme determina a NR-6; Omissão de comunicação ao governo: outras 94 ocorrências envolvem o descumprimento do prazo para informar ao Ministério do Trabalho e Emprego a admissão de empregados, conforme exigido em ações de fiscalização. 📈 Série histórica O ano de 2025 marcou os 30 anos do reconhecimento oficial, pelo governo brasileiro, da existência de trabalho escravo contemporâneo no país. Desde então, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados, e R$ 157 milhões foram pagos em verbas rescisórias desde 2003. Não é possível contabilizar os valores de anos anteriores, pois o seguro-desemprego do trabalhador resgatado foi implementado somente naquele ano. A atuação da Inspeção do Trabalho envolve: Coordenação de ações de fiscalização; Resgate e garantia de direitos às vítimas; Cobrança administrativa dos empregadores; Emissão do seguro-desemprego especial para trabalhadores resgatados; Aplicação de autos de infração e inserção de nomes no Cadastro de Empregadores – a "lista suja". Veja abaixo o número de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão ano a ano: Em 2025, o Brasil registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão da série histórica. Ao todo, foram registradas 4.515 denúncias ao longo do ano, segundo dados inéditos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), obtidos com exclusividade pelo g1. Entre os registros de 2025 estão denúncias de trabalho escravo infantil, além de casos envolvendo adultos submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho, servidão por dívida e restrição de liberdade — práticas que caracterizam o crime segundo a legislação brasileira. ➡️ Assistência aos trabalhadores resgatados A secretaria também destacou que todo trabalhador resgatado tem direito, por lei, ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo. O benefício tem como objetivo auxiliar na reconstrução da vida após a violação de direitos. Além disso, os trabalhadores são encaminhados à rede de assistência social e a outras políticas públicas, de acordo com seu perfil e necessidades específicas. Segundo a SIT, a erradicação do trabalho escravo no Brasil depende de uma ação ampla e articulada do Estado, em parceria com a sociedade civil, envolvendo políticas sociais, educacionais, de saúde e de geração de emprego. Por fim, o órgão destacou que as ações de 2025 contaram com a participação de diversos órgãos, como o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é “caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto”. Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do Trabalho tem, por lei, direito ao benefício chamado Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo cada. Esse benefício, somado à garantia dos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições básicas para que o trabalhador ou a trabalhadora possa recomeçar a vida após sofrer uma grave violação de direitos. Além disso, a pessoa resgatada é encaminhada à rede de assistência social, onde recebe acolhimento e é direcionada às políticas públicas mais adequadas ao seu perfil e às suas necessidades específicas. ⚠️ COMO DENUNCIAR? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar — basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que, a partir das informações fornecidas pelo denunciante, a fiscalização possa analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. 36 bolivianos em situação análoga à escravidão em oficinas de costura em São Paulo Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 'Lista suja' do trabalho escravo é atualizada com 159 novos nomes



Programa para viabilizar shoppings e hotéis em aeroportos será ampliado para beneficiar terminais menores, diz governo


28/01/2026 16:37 - g1.globo.com


O Ministério dos Portos e Aeroportos (Mpor) vai ampliar o alcance do programa Investe Mais Aeroportos, que visa estimular a geração de receitas nos aeroportos concedidos à iniciativa privada, com a transformação dos terminais aéreos em plataformas para diferentes empreendimentos comerciais, como shopping e hotéis. Além dos aeroportos da União, o Investe Mais será expandido para os concedidos a estados e municípios, afirmou o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo ao g1. O lançamento da nova fase do programa deve ocorrer até o final de fevereiro. O programa prevê flexibilizar as normas dos contratos de cessão de uso de área em aeroportos permitindo que as concessionárias celebrem contratos com terceiros e com prazos maiores para amortizar o investimento realizado. Levantamento da pasta mapeou 46 aeroportos que serão beneficiados pela medida, dentre eles os de Porto Seguro (BA) e São José do Rio Preto (SP). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Longo defende que o programa propicia que os aeroportos possam explorar outros tipos de receita para além das tarifarias, o que pode ajudar na sustentabilidade econômica do negócio. "A restrição de contratos atrelados ao prazo de atuação da concessionária limitava investimentos. Estamos vendo agora uma movimentação que pode aproximar ainda mais o aeroporto dos moradores da cidade, com casas de espetáculo, escolas, hotéis, shoppings, clubes", diz o secretário. "O programa dá segurança jurídica para que empresas possam se instalar e investir no sítio aeroportuário com a garantia de que terão retorno no tempo necessário", completa. Entre os empreendimentos que podem ser instalados estão: Shoppings centers Hotéis Hospitais Galpões logísticos Escolas Centros de convenções Casas de espetáculo Unidades de energia Aeroporto de Porto Seguro, na Bahia Reprodução/TV Bahia



Dólar em queda frente ao real: o que explica o movimento e quais são os limites


28/01/2026 16:26 - g1.globo.com


Dólar comercial fecha no menor valor desde 28/05/2024 Depois de ter alcançado R$ 6,20 no fim de 2024, o dólar iniciou 2026 em trajetória de queda e voltou a operar em níveis semelhantes aos registrados em maio daquele ano (veja mais no gráfico abaixo). O movimento é resultado de uma combinação de fatores, com reflexos que começam a aparecer no consumo, na inflação e nas decisões de investimento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No cenário internacional, a moeda americana perdeu força diante da expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos e do aumento das incertezas políticas no país. Isso reduziu a atratividade do dólar e estimulou investidores a buscar outras oportunidades fora do mercado americano. Segundo Otávio Araújo, consultor-sênior da Zero Markets Brasil, essa mudança está ligada à perda de protagonismo do dólar como “porto seguro” — o ativo mais procurado em momentos de incerteza. Ao mesmo tempo, cresceu a disposição global para assumir mais riscos em busca de retornos mais elevados. “Esse ambiente favorece países emergentes, especialmente quando há entrada de recursos direcionados ao mercado acionário, o que amplia a oferta de dólares e pressiona as cotações para baixo.” É nesse contexto que o Brasil voltou a se destacar como destino de capital estrangeiro. O principal motivo é o elevado diferencial de juros, com a taxa básica no maior patamar em quase duas décadas — o que torna o país especialmente “atrativo” para investidores em busca de retornos mais altos. 💱 Trata-se da chamada estratégia de “carry trade”, na qual investidores captam recursos em países de juros baixos e aplicam em mercados com retornos mais elevados, como o brasileiro. 📈 Parte desses recursos tem sido direcionada à Bolsa brasileira, que passou a renovar recordes e superou, pela primeira vez, os 180 mil pontos. Esse movimento aumenta a entrada de dólares no país e ajuda a explicar a pressão de queda sobre a cotação da moeda americana. LEIA TAMBÉM Dólar opera abaixo de R$ 5,20, à espera de decisões de juros; Ibovespa sobe aos 185 mil pontos O Ibovespa vai bombar em 2026? Entenda o otimismo da Faria Lima — e o que pode frustrar os planos Trump diz que valor do dólar é 'ótimo', mas moeda atinge menor nível em quatro anos O que muda no bolso do brasileiro? Só que a movimentação do dólar vai além do campo dos investimentos. Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, destaca que a valorização do real começa a aliviar despesas diretamente ligadas à moeda americana. Segundo ele, eletrônicos, eletrodomésticos e medicamentos, que estão entre os principais produtos importados pelo Brasil, tendem a sofrer menos reajustes — ou até a ficar mais baratos — à medida que o custo de importação diminui. “Os impactos para o bolso dos brasileiros tem reflexo rápido no dia a dia, com os produtos importados com tendência de ficar mais baratos, e isso traz uma menor pressão inflacionária”, explica Riauba. Araújo acrescenta que o alívio também se estende aos gastos com viagens internacionais, como passagens aéreas e pacotes turísticos. Serviços atrelados ao dólar, a exemplo de assinaturas de streaming e compras em sites estrangeiros, também tendem a pesar menos no orçamento. “Isso não significa uma queda automática de preços na prateleira, mas reduz uma fonte importante de pressão inflacionária para os próximos períodos, contribuindo para um ambiente econômico mais equilibrado.” 📉 Esse movimento contribui para a melhora das expectativas inflacionárias e diminui o risco de repasses futuros, abrindo espaço para que o Banco Central avalie o início do corte na taxa básica de juros (Selic). 🔄 A trajetória recente da inflação acumulada em 12 meses reflete esse vai-e-vem (veja no gráfico acima): após acelerar ao longo de 2024 e atingir picos em meados de 2025, o indicador passou a desacelerar nos meses finais do ano, sinalizando um cenário gradualmente menos pressionado do ponto de vista inflacionário. E para quem faz investimentos? No mercado financeiro, a valorização do real tende a favorecer a Bolsa brasileira. Com a moeda local mais forte, aumenta o interesse de investidores estrangeiros pelo mercado acionário, o que beneficia especialmente empresas que têm parte dos custos atrelados ao dólar, mas faturam em reais. Segundo Riauba, para quem investe em ações, esse ambiente abre espaço para setores mais ligados ao consumo interno, como varejo, construção civil, educação, saúde, transporte e serviços em geral. Por outro lado, o especialista ressalta que empresas exportadoras — caso de setores como agronegócio, proteína animal e mineração — costumam ser prejudicadas. Como essas companhias recebem em dólar, a valorização do real reduz a receita quando convertida para a moeda local, ao mesmo tempo em que pressiona custos e preços de venda. “Com o real mais forte, esses setores enfrentam pressão sobre margens, reduzindo a lucratividade e a competitividade dessas empresas no curto prazo”, afirma o especialista da StoneX. Além disso, quando a moeda americana passa a operar de forma mais estável, diminui o risco de novas pressões inflacionárias vindas do câmbio. Isso traz mais previsibilidade para a economia e tende a favorecer investimentos de renda fixa com regras de rendimento definidas, como os títulos prefixados e os atrelados à inflação (IPCA+). Por outro lado, a perspectiva de cortes futuros na taxa Selic pode limitar o potencial de retorno desses papéis no médio prazo. Afinal, juros mais baixos reduzem a rentabilidade oferecida pelos novos títulos emitidos, o que exige maior atenção ao momento de entrada e à estratégia adotada pelo investidor. Com isso, especialistas avaliam que o atual movimento também pode abrir espaço para “colocar o lucro no bolso”. Segundo Araújo, parte dos ganhos com o dólar já foi capturada quando a moeda superou os R$ 6 no fim de 2024. Com a mudança de trajetória, o cenário passa a favorecer revisões na alocação dos investimentos. “Investidores que buscaram proteção cambial ou exposição a ativos no exterior, por sua vez, tendem a ver uma redução desses ganhos com a valorização do real”, afirma. Para ele, o momento pede ajustes estratégicos nas carteiras, alinhando riscos e objetivos ao novo patamar do câmbio. Riscos no horizonte eleitoral Apesar do cenário mais favorável para o real, a trajetória de queda do dólar não está livre de riscos. O principal deles é de natureza política. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, alerta que, a partir de abril de 2026, o debate eleitoral tende a ganhar espaço na formação de preços dos ativos brasileiros, reduzindo o peso dos fundamentos macroeconômicos nas decisões do mercado. “É esperado que, a partir de meados de abril e ao longo do segundo semestre, a pauta eleitoral passe a dominar a precificação dos ativos no Brasil. Nesse ambiente, os fundamentos perdem espaço, e o mercado passa a operar com maior sensibilidade ao noticiário político”, afirma. Segundo Shahini, a questão fiscal segue como um ponto especialmente sensível nesse contexto. A ausência de sinais claros de compromisso com o equilíbrio das contas públicas pode afetar a confiança dos investidores e ter reflexos diretos no câmbio. “Uma falha em endereçar esse problema com um discurso sério e crível tem potencial para reverter a tendência de queda do dólar”, diz. Em um cenário de maior incerteza, o chamado “prêmio de risco do Brasil” — a remuneração adicional exigida pelos investidores para aplicar no país — tende a aumentar. Isso pode interromper a valorização do real e voltar a pressionar o dólar. Esse movimento, ressalta Shahini, funciona como um “canal de transmissão negativa” para a economia, com impactos que podem voltar a se refletir na inflação e nas expectativas para a taxa básica de juros. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo



Azul anuncia novo empréstimo para reorganizar dívidas, mirando saída do plano de recuperação judicial nos EUA


28/01/2026 15:57 - g1.globo.com


Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ricardo Moraes/ Reuters A Azul anunciou, nesta terça-feira (28), o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031 como parte do plano de reestruturação financeira da companhia após o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (conhecido como Chapter 11). A operação tem como objetivo pagar dívidas emergenciais e dar mais fôlego ao caixa da empresa. 📉O anúncio foi feito vinte dias depois de ações da empresa despencaram mais de 70% na bolsa de valores. No início de janeiro, a desvalorização chegou a 90%. Segundo comunicado ao mercado, os títulos serão emitidos por uma subsidiária da Azul sediada nos Estados Unidos (Azul Secured Finance LLP), mas contam com garantia da companhia e de outras empresas do grupo. O dinheiro captado será usado principalmente para quitar um financiamento feito durante a recuperação judicial — um tipo de empréstimo emergencial — e, caso haja recursos adicionais, para apoiar a reorganização financeira de longo prazo. Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas do negócio, como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas, propriedades intelectuais e participações em subsidiárias. A empresa informou que a conclusão da oferta depende das condições de mercado e que não há garantia de que a operação será finalizada. Ainda segundo a companhia, os títulos não serão vendidos ao público no Brasil, nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em nota, a Azul afirmou que segue cumprindo as etapas previstas no plano de recuperação, mantendo as operações regulares e o compromisso com a transparência junto a investidores, funcionários e passageiros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Classificação de risco Junto com o anúncio da operação, agências internacionais de classificação de risco atualizaram suas avaliações sobre a Azul. A Moody’s atribuiu nota B2 à companhia e aos novos títulos, enquanto a Fitch Ratings deu rating esperado B-, ambos são considerados de alto risco especulativo, porém com perspectiva estável. De acordo com a companhia, as notas refletem o andamento do plano de reestruturação aprovado no Capítulo 11 de Falências, nos Estados Unidos, e indicam que, apesar de ainda haver riscos financeiros, a situação da empresa é considerada estável no momento. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.



Rubio diz EUA dividiram com a Venezuela dinheiro da 1ª venda de petróleo venezuelano


28/01/2026 15:43 - g1.globo.com


Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, presta depoimento sobre operação militar na Venezuela em audiência no Senado dos EUA, em Washington D.C., em 28 de janeiro de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que os EUA dividiram com a Venezuela o dinheiro da primeira venda de petróleo venezuelano desde a deposição do ditador Nicolás Maduro. Rubio disse em depoimento ao Senado norte-americano que dos US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) levantados da venda, US$ 300 milhões (R$ 1,56 tri) foram enviados para o governo da Venezuela e outros US$ 200 milhões (R$ 1,04 tri) "estão parados em uma conta". A venda ocorreu há duas semanas, em 14 de janeiro, e o dinheiro havia sido colocado em uma conta no Catar, segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O secretário de Estado o governo Trump fez "diversas tentativas" para fazer o ditador Nicolás Maduro deixar a Venezuela voluntariamente antes de fazer operação militar para sua captura. "Ele não é alguém com quem se possa fazer um acordo”, afirmou Rubio em depoimento ao Senado dos EUA sobre a operação do Exército norte-americano no início do mês que resultou na deposição de Maduro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ Tropas do Exército dos EUA entraram na capital venezuelana em 3 de janeiro e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado a uma prisão em Nova York e é julgado por acusações de tráfico de drogas, crimes pelos quais eles se declararam inocentes. Desde então, eles estão em uma prisão de segurança máxima na cidade norte-americana. O aspecto legal da operação em Caracas ainda é obscuro: enquanto o governo Trump defende a legalidade, a ONU e a comunidade denunciaram violações do direito internacional. Desde a deposição de Maduro, a Casa Branca colocou o governo e o petróleo venezuelanos sob tutela. Sobre isso, Rubio disse ao Senado norte-americano que os EUA estabeleceram um diálogo “muito respeitoso e produtivo” com os líderes interinos da Venezuela. Ele afirmou também que o governo Trump quer estabelecer "bem rapidamente" uma presença diplomática em território venezuelano. Em um trecho antecipado pelo Departamento de Estado norte-americano mais cedo nesta quarta, Rubio falará ao Senado que o governo Trump pode depor a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, da mesma maneira que fizeram com Maduro, caso ela não coopere da maneira que Washington espera. Leia mais abaixo. Após sua audiência no Congresso, Marco Rubio terá uma reunião com María Corina Machado, opositora ao chavismo e vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025. Preterida por Trump para suceder Maduro, Corina Machado busca chegar ao poder na Venezuela e tenta manter aberto o diálogo com o governo norte-americano. Recado a Delcy: 'Pode ter mesmo destino de Maduro' Presidente interina da Venezuela anuncia liberação de fundos congelados por sanções dos EUA O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vai avisar o Senado norte-americano nesta quarta-feira (28) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá ser deposta assim como ocorreu com o ditador Nicolás Maduro, segundo um trecho do discurso que pronunciará para os congressistas. O chefe da diplomacia dos EUA comparecerá nesta quarta perante uma comissão do Senado para explicar a operação em Caracas que levou à captura de Maduro, em 3 de janeiro, e os próximos passos do governo Trump no país sul-americano. Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças, "conhece muito bem o destino de Maduro", afirmará Rubio, segundo o trecho de seu depoimento, que foi divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano. "Acreditamos que seu próprio interesse se alinha com o avanço de nossos objetivos-chave (...) Não se enganem: como afirmou o presidente, estamos preparados para usar a força para assegurar a máxima cooperação se outros métodos fracassarem", afirmará o secretário ao Congresso, segundo o trecho divulgado. A nova advertência ao Miraflores ocorre dias após Delcy ter dito que estaria "farta" da pressão dos EUA contra seu governo: "Chega de ordens de Washington". O governo e o petróleo venezuelanos estão sob tutela da Casa Branca desde a captura de Maduro, e Trump já disse que ela pagará um "preço muito alto" caso ela não coopere. Relatórios de inteligência dos EUA também levantaram dúvidas, nos últimos dias, se Delcy de fato cooperará com o governo de Donald Trump da forma que a Casa Branca deseja: com subserviência no Executivo e no petróleo, e também cortando laços com China, Rússia e Irã —aliados históricos do chavismo e oponentes dos EUA. Os documentos foram vistos pela agência de notícias Reuters. Ex-senador republicano, o secretário Rubio aceitou testemunhar perante seus antigos colegas após semanas nas quais os democratas acusaram o governo Trump de enganar os legisladores e de exceder sua autoridade ao usar a força. "Não estamos em guerra contra a Venezuela", garantirá Rubio. "Tudo isso foi conseguido sem a perda de uma única vida norte-americana, nem uma ocupação militar contínua". "A história oferece poucos exemplos nos quais se tenha conquistado tanto a um custo tão baixo", frisará o secretário. As autoridades venezuelanas dizem que mais de 100 pessoas morreram, tanto venezuelanos quanto cubanos, que tentaram proteger Maduro, sem sucesso. Trump exigiu que Delcy Rodríguez trabalhe para beneficiar as empresas petrolíferas norte-americanas. O republicano afirmou, horas após a derrubada de Maduro, que preferia pressionar a presidente interina em vez de tentar fortalecer a oposição venezuelana e afastou sua líder, María Corina Machado, a quem chamou de "mulher muito agradável", mas que não inspira "respeito".



Fachin tenta evitar 'fulanização' para avançar em debate sobre Código de Conduta


28/01/2026 15:11 - g1.globo.com


Há uma tendência de que caso Master não fique no STF, diz Fachin Em entrevista ao blog, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a discussão de um padrão ético para a Corte, a partir da criação de um Código de Conduta, não pode servir para "fulanizar o debate" ou para "antecipar juízos sobre situações individuais". Na prática, a propulsão que ganhou a discussão do debate sobre a criação de uma série de normas e procedimentos para magistrados está exatamente nas dúvidas sobre ações de ministros da Corte. O debate proposto por Fachin é mais antigo que o caso do Banco Master. Antes mesmo de assumir a presidência do STF, ele foi procurado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, que já levava a sugestão do Código de Conduta. Nesta segunda (29) o Ministro Edson Fachin toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal e Ministro Alexandre de Moraes será o vice presidente. TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Nos últimos dias, a OAB-SP fez uma sugestão chancelada por juristas, inclusive ex-ministros do STF. O barulho que envolve os inquéritos do caso Master se dá exatamente pela possibilidade de nomes importantes da República estarem citados em conversas e documentos nos celulares do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, e outros investigados. A clareza com que Fachin fala da necessidade de um aval dos seus pares a um código de conduta antes do processo eleitoral tem uma razão política. Fachin diz que "seria desejável concluir a deliberação antes do processo eleitoral, evitando que a discussão seja capturada por agendas externas". "Aliás, é precisamente quando surgem questionamentos concretos que a necessidade de parâmetros claros se evidencia com maior nitidez", afirma o presidente do STF. Pré-candidatos para as eleições de outubro já fizeram do ataque ao Supremo sua plataforma de campanha. Isso preocupa parte dos integrantes da Corte, mas também todos os defensores das instituições democráticas.



Trump diz que valor do dólar está ‘ótimo’, mas moeda cai ao menor nível em 4 anos


28/01/2026 12:21 - g1.globo.com


Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (27) que o valor do dólar é “ótimo” ao ser questionado se achava que a cotação havia caído demais. A declaração aumentou a pressão sobre a moeda americana, que atingiu o menor nível em quatro anos. “Não, eu acho ótimo, o valor do dólar… o dólar está indo muito bem”, disse Trump ao ser perguntado por um repórter em Iowa, enquanto tenta mobilizar seus apoiadores rurais em um estado que terá disputas importantes para o Congresso em novembro. A recente fraqueza do dólar é atribuída a vários fatores: Expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve; Incertezas em torno da política de tarifas; Instabilidade na condução de políticas, incluindo ameaças à independência do Fed; e O aumento dos déficits fiscais, que tem enfraquecido a confiança dos investidores na estabilidade econômica dos EUA. Um dólar mais fraco também pode beneficiar exportadores americanos, embora Trump tenha afirmado que não busca uma nova desvalorização da moeda. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As perdas no DXY, índice do dólar que mede a força da moeda frente a uma cesta de seis divisas principais, se intensificaram após os comentários de Trump, levando o indicador à mínima da sessão, em 95,566 — o menor nível desde fevereiro de 2022. 🔎 O DXY compara o dólar com o euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço. Quando o índice sobe, significa que o dólar se valoriza, em média, frente a esse conjunto e vice-versa. A moeda americana tem permanecido sob pressão nas últimas sessões, à medida que operadores se preparavam para uma possível intervenção cambial coordenada entre EUA e Japão para sustentar o iene, que vem se mostrando fraco. O iene se valorizou até 4% nas duas últimas sessões após comentários sobre a realização de verificações de taxas pelos EUA e pelo Japão — frequentemente interpretadas como um sinal preliminar de intervenção oficial. “Os participantes do mercado cambial estão sempre à procura de uma tendência para seguir”, disse Steven Englander, chefe de pesquisa global de moedas do G10 e estratégia macro para a América do Norte do Standard Chartered, em Nova York. “Com frequência, autoridades reagem a movimentos abruptos nas moedas, mas quando o presidente demonstra indiferença ou até endossa esse movimento, isso incentiva vendedores de dólares a continuar pressionando.” Trump conversa com a imprensa durante viagem à cidade de Urbandale, Iowa Kevin Lamarque/Reuters Fraqueza do dólar tem alguns benefícios Embora a queda do dólar reflita preocupações dos investidores com a força da economia dos EUA e possa gerar pressões inflacionárias devido ao encarecimento das importações, ela pode beneficiar alguns setores. 🔎 Um dólar mais fraco reduz o custo da conversão de lucros obtidos no exterior por empresas multinacionais e aumenta a competitividade dos produtos exportados pelos EUA. Também reduz o peso para países estrangeiros e empresas com dívidas em dólar, já que eles precisam de menos moeda local para quitá-las. “O governo quer um dólar mais fraco”, disse Eugene Epstein, chefe de operações e produtos estruturados da Moneycorp, em Nova Jersey, acrescentando que isso também ajuda a reduzir o déficit comercial. “A questão é que ele deixa claro que é um presidente preocupado com o déficit comercial”, afirmou Epstein. Steve Sosnick, estrategista de mercado da Interactive Brokers, em Greenwich, Connecticut, afirmou que um dólar mais fraco é “uma faca de dois gumes”. “Por um lado, é positivo para multinacionais… Se você tem operações ao redor do mundo e receitas em moedas estrangeiras, há uma vantagem na conversão para dólares americanos. Por outro, isso torna os bens importados mais caros e pode gerar impacto inflacionário.”



Ibovespa caminha para 8º recorde do ano, após Fed e à espera do Copom; dólar fecha em R$ 5,20


28/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou estável nesta quarta-feira (28), cotado a R$ 5,2055. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta e caminhava para o oitavo recorde do ano. Na máxima do dia, o índice alcançou 185.065 pontos. ▶️A primeira Superquarta de 2026 concentrou as atenções do mercado financeiro. Investidores avaliaram a decisão de juros nos Estados Unidos e seguem à espera do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve anunciar sua decisão sobre juros após o fechamento dos mercados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, a decisão ocorre em meio à pressão política do presidente Donald Trump por maiores reduções nos juros. Nesta quarta-feira (28), no entanto, o Fed decidiu interromper o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75%. As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, também ficam no radar, já que esta será sua primeira entrevista coletiva desde a revelação de uma investigação criminal movida pelo governo Trump contra o banqueiro central. ▶️ No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, embora o mercado acompanhe o comunicado em busca de pistas sobre o início do ciclo de cortes. Parte dos analistas já vê espaço para sinalizações mais claras visando março. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,54%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%. 📈Ibovespa x Acumulado da semana: +1,71%; Acumulado do mês: +12,91%; Acumulado do ano: +12,91%. De olho nos juros As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta. No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026. LEIA TAMBÉM: Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos Já nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na aixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022. Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco elevada". "A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o comunicado. A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed. Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central. O mandato de Powell termina em maio. Bolsas globais Em Wall Street, os índices operavam sem direção única nesta quarta-feira, conforme investidores aguardavam pela nova decisão de política monetária do Fed. Perto das 11h, o Dow Jones tinha queda de 0,83%, enquanto o S&P 500 avançava 0,41% e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,91%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, pressionados pelo recuo nas ações de luxo e em meio à cautela antes de uma série de resultados do setor de tecnologia. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,75%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuou 0,52%. Na França, o CAC 40 registrou queda de 1,06% e, na Alemanha, o DAX caiu 0,29%. A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta nesta quarta-feira. A forte valorização do ouro impulsionou as ações de setores de energia e materiais. Na China, o índice de Xangai subiu 0,27%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, avançou 0,26%. Em Hong Kong, o Hang Seng disparou 2,10%, no maior fechamento desde julho de 2021. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,05%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,69%. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 1,50%. Já em Cingapura, o Straits Times caiu 0,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,09%. Cédulas de dólar Pexels *Com informações da agência de notícias Reuters



Banqueiro, pastor e empresários: quem são os principais alvos da PF no caso do Banco Master?


28/01/2026 11:33 - g1.globo.com


Polícia Federal vai remarcar depoimentos do caso Banco Master A Polícia Federal ampliou, nas últimas semanas, o cerco a empresários e executivos ligados ao Banco Master, do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro. A investigação tem se desdobrado em diferentes frentes e alcançado diferentes personagens do mercado financeiro e empresarial em meio à expectativa sobre se ela atingirá figuras do universo político. No epicentro do caso está Daniel Vorcaro, controlador do Master e que é apontado como o líder de uma organização criminosa que teria agido contra o Sistema Financeiro Nacional. Em novembro, ele foi preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura se o grupo liderado por ele teria articulado a venda de carteiras de crédito falsas ao Banco de Brasília (BRB) em 2025, numa transação envolvendo R$ 12,2 bilhões. A defesa de Vorcaro nega irregularidades, afirma que ele é inocente e diz que as tratativas com o BRB não passaram de um estágio preliminar, sem transferência definitiva de carteiras. Mas a partir de janeiro, começaram a aparecer os indícios de que o caso poderia atingir outros empresários. A segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, mirou nomes próximos ao banqueiro e ao entorno do conglomerado, entre eles o seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Campos Zettel e o empresário Nelson Tanure. Ambos foram alvos da operação. Outro personagem alcançado pela segunda fase foi João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, alvo de buscas, mas não preso. Em meio à escalada do caso, a investigação também passou a atrair atenção pelo seu potencial de revelar relações e estruturas complexas que, segundo investigadores, teriam permitido o crescimento acelerado do conglomerado e ampliado o alcance das suspeitas para além do banco. Enquanto isso, cálculos preliminares apontam que a quebra do Banco Master e do Will Bank, vinculados ao conglomerado controlado por Vorcaro, pode ter impacto de R$ 47 bilhões no mercado financeiro brasileiro. Mas em meio a novas diligências, prisões pontuais e decisões judiciais, a pergunta que muita gente ainda se faz é: quem são os principais alvos do caso Master? Daniel Bueno Vorcaro Nascido em Belo Horizonte, Daniel Bueno Vorcaro, 42 anos, é o personagem principal do caso envolvendo o Banco Master. Em 18 de novembro, ele foi preso pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Sua prisão aconteceu no dia em que ele tentava embarcar em um jatinho privado para Dubai. No dia 28 de novembro, porém, ele foi solto após uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, atendendo a um pedido de sua defesa. Segundo a Polícia Federal, ele seria o líder de uma organização criminosa responsável pela venda de carteiras de crédito falsas para o Banco de Brasília (BRB), em 2025. A transação teria deixado um prejuízo de R$ 12,2 bilhões ao banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. Sua defesa alega, em nota enviada a BBC News Brasil, que ele é inocente. "Daniel Vorcaro reafirma sua inocência, segue colaborando integralmente com as autoridades e acredita que a análise completa dos fatos afastará interpretações que não refletem a realidade", diz. Daniel Vorcaro é filho do empresário Henrique Vorcaro, e cresceu em Belo Horizonte, onde o pai criou um conglomerado imobiliário e onde Daniel deu os primeiros passos profissionais. A partir de 2004, Daniel passou a atuar, assim como o pai, no setor imobiliário e acumulou um patrimônio milionário. Em 2017, porém, ele deu uma guinada em sua carreira empresarial e assumiu o controle do Banco Máxima, então sob o comando do banqueiro Saul Sabbá. À época, o banco enfrentava dificuldades financeiras e estava inabilitado a operar pelo Banco Central. Com a chegada do mineiro, o banco mudou de nome para o atual Master e a partir de então Vorcaro deu início a uma estratégia agressiva de expansão dos seus negócios. Por um lado, a empresa investiu na compra de empresas em dificuldades financeiras para obter lucro vendendo as operações posteriormente. Por outro, o Master passou a aumentar sua captação de recursos por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), um ativo financeiro que pode ser adquirido por empresas e por pessoas físicas. No mercado financeiro, a estratégia de Vorcaro era considerada agressiva porque o Master pagava, na média, juros sobre os CDBs entre 130% e 140% do CDI (índice atrelado à taxa básica de juros), enquanto seus concorrentes pagavam aproximadamente 110%. A estratégia de crescimento do Master no período, segundo depoimento de Vorcaro, era baseada na segurança oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma associação privada formada por bancos brasileiros que garante, em caso de liquidação de um banco, o ressarcimento de até R$ 250 mil por pessoa física ou jurídica em relação aos investimentos feitos na instituição liquidada. "O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo. E após a gente começar a crescer, muda-se a regra do jogo", disse Vorcaro à PF em depoimento. A expansão do Banco Master permitiu que Vorcaro e sua família mantivessem um estilo de vida luxuoso. Em 2023, o banqueiro contratou o DJ Alok para a festa de 15 anos de sua família. Segundo relatos divulgados à época pela imprensa mineira, a festa teria custado um total de R$ 15 milhões. Quando vinha a Brasília, Vorcaro ficava em uma mansão avaliada em R$ 36 milhões. Durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, a PF chegou a apreender um patrimônio avaliado em R$ 230 milhões em obras de arte, joias, dinheiro em espécie e obras de arte. Ao longo dos anos, Vorcaro também passou a ser conhecido pelo trânsito junto ao ambiente político e jurídico de Brasília. Seu banco firmou contratos milionários com escritórios vinculados a ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como o da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o do ex-ministro Ricardo Lewandowski. No mundo político, Vorcaro é apontado como próximo de políticos como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, mas também já manteve ao menos uma reunião privada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo informação divulgada pelo jornal O Globo. Em seu depoimento, Vorcaro minimizou o impacto de suas conexões políticas em seus negócios e negou favorecimento em suas transações envolvendo o Banco Master e o BRB. "Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo", disse Vorcaro que, desde sua soltura, usa tornozeleira eletrônica. Procurada pela BBC News Brasil, a defesa de Vorcaro enviou uma nota dizendo que "as tratativas envolvendo a eventual cessão de ativos ao Banco de Brasília (BRB) permaneceram em estágio preliminar e não resultaram em qualquer transferência definitiva de carteiras". A nota criticou ainda supostos "vazamentos sem identificação de fonte" que estariam antecipando "julgamentos que cabem exclusivamente às instâncias competentes". Ainda de acordo com a nota, o Banco Master enfrentava uma crise de liquidez no momento de sua liquidação extrajudicial, em novembro do ano passado, "mas mantinha situação de solvência, com ativos superiores aos passivos". A nota ainda defendeu as operações do Master baseadas no FGC. "A estratégia de negócios baseada em captação por instrumentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos era conhecida do mercado e operava dentro das regras vigentes", disse a nota. Fabiano Zettel Zettel foi preso em janeiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos prestes a embarcar para os Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto no mesmo dia Reprodução/Facebook Fabiano Campos Zettel tem 50 anos e é empresário, fundador e CEO da Moriah Asset, um fundo de investimento com participação em empresas ligadas à saúde e ao bem-estar. Ele é cunhado de Vorcaro, casado com a irmã do banqueiro, Natália. Zettel foi preso no dia 14 de janeiro, durante a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero. Ele foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos prestes a embarcar para os Emirados Árabes Unidos. Ele foi solto no mesmo dia e foi alvo de mandado de busca pessoal expedido pelo STF a pedido da PF. A decisão pela prisão de Zettel, assinada pelo ministro do STF Dias Toffoli, não detalhou quais os crimes são atribuídos a ele pela PF. Segundo o documento, o pedido foi motivado porque "a prática criminosa do investigado envolve diversos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional". Os empreendimentos ligados ao ramo de saúde e bem-estar de Zettel não estão vinculados diretamente a Vorcaro, mas ele já atuou como diretor da Super Empreendimentos, uma das empresas ligadas ao cunhado e que foi responsável pela compra da mansão que Vorcaro usava em Brasília, avaliada em R$ 36 milhões. Antes de entrar no radar da PF, Zettel ganhou notoriedade em 2022 ao se tornar o maior doador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Somadas, as doações de Zettel a ambos chegaram a R$ 5 milhões. Além de atuar no ramo empresarial, Zettel é pastor evangélico atualmente vinculado à Igreja Batista da Lagoinha. A igreja é liderada pelo pastor André Valadão, que assim como Zettel, é apoiador de candidatos de direita como Jair Bolsonaro. Em nota enviada à BBC News Brasil, a assessoria de imprensa de Zettel disse que não teve acesso ao teor das investigações, mas que está "à inteira disposição das autoridades responsáveis". Ainda de acordo com a nota, Zettel "tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master". João Carlos Mansur O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Reprodução/LinkedIn João Carlos Mansur é fundador e ex-executivo da Reag Investimentos. No dia 14 de janeiro, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão da segunda fase da Operação Compliance Zero. Ele não foi preso. No dia 15 de janeiro, a Reag, que agora se chama CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, foi liquidada pelo Banco Central em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal que apuram as suspeitas de que a empresa teria cometido fraudes financeiras junto com o Banco Master. Segundo as investigações, a gestora é suspeita de usar seus fundos para praticar fraudes financeiras em benefício do grupo Master, como movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e minimizar riscos com indícios de lavagem de dinheiro. A BBC News Brasil enviou questionamentos à assessoria de imprensa da Reag e de João Carlos Mansur, mas não obteve resposta. Em seu site, no entanto, a empresa mantém uma nota na qual afirma que "vem a público repudiar alegações publicadas na imprensa que buscam indevidamente associar a companhia e a atuação de seus executivos a práticas irregulares e organizações criminosas, sem apresentar quaisquer provas de envolvimento em atos ilícitos". Mansur é bacharel em ciências contábeis e fundou a Reag em 2012. Antes disso, atuou em empresas do setor de auditoria e do mercado financeiro. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Reag possui cerca de R$ 299 bilhões em fundos administrados por ela, o que a coloca como uma das principais gestoras de fundos de investimento do Brasil. Mansur também criou vínculos com o mundo do futebol. Ele atuou como executivo da incorporadora WTorre, responsável pela construção do Allianz Parque, a arena esportiva do Palmeiras, em São Paulo. Além de ser investigado pelos supostos crimes investigados pela Operação Compliance Zero, Mansur também foi alvo, em 2025, da Operação Quasar, que investiga as ramificações da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado clandestino de combustíveis. De acordo com as investigações, integrantes da facção usavam fundos geridos pela Reag para lavar dinheiro do tráfico de drogas e da venda de combustíveis adulterados e fazer investimentos. Em setembro de 2025, Mansur renunciou ao cargo de executivo da Reag. Nelson Tanure Nelson Tanure foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF durante a segunda fase da Operação Compliance Zero Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados via BBC Nelson Tanure tem 74 anos e é um dos operadores do setor financeiro mais conhecidos do Brasil. Nascido na Bahia, ele é formado em administração de empresas e sua trajetória profissional ficou conhecida, em parte, por conseguir comprar empresas em dificuldades financeiras a preços baixos e vendê-las com lucro posteriormente. Atualmente, ele tem participações em empresas como a concessionária de energia elétrica Light, do Rio de Janeiro, a petrolífera Prio e a construtora Gafisa. No dia 14 de janeiro, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF durante a segunda fase da Operação Compliance Zero. De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Tanure foi apontado pela PF como "sócio-oculto" dos negócios de Daniel Vorcaro com o Banco Master. Citando um documento enviado ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria afirmado que Tanure atuaria "exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas". Ainda segundo o jornal, Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio de Tanure. A BBC News Brasil não conseguiu localizar a defesa de Tanure, mas, após a deflagração da operação, no dia 14 de janeiro, seus advogados publicaram uma carta escrita pelo empresário negando o envolvimento de Tanure com supostas irregularidades do caso Master. "Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes", diz um trecho da carta. Banqueiro, pastor e empresários: quem são os principais alvos da PF no caso do Banco Master? Getty Images via BBC



PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial?


28/01/2026 08:03 - g1.globo.com


Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja datas de pagamento e novas regras O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa dia 16 de fevereiro. O início estava previsto para o dia 15, mas a data cai em um domingo. Pelas regras do programa, o repasse deve ser feito no primeiro dia útil seguinte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados neste ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. Veja abaixo o calendário com todas as datas de 2026: Entenda nesta reportagem: O que é o abono salarial? Como ficam as regras em 2026? Por que as regras mudaram? Como funciona o calendário unificado? Quem tem direito ao abono salarial? Quem não tem direito ao abono salarial? Qual é o valor? Como consultar? Como são os pagamentos? Canal de dúvidas O que é o abono salarial? O abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base (dois anos antes). Assim como no ano passado, o calendário de pagamentos de 2026 também será unificado: todos receberão o abono de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. Como ficam as regras em 2026? A partir de 2026, o critério para definir quem terá direito ao benefício será diferente. Até o ano passado, tinham direito ao benefício os trabalhadores que atuaram por pelo menos 30 dias no ano-base (dois anos antes) e receberam até dois salários mínimos por mês. Agora, após a aprovação de um pacote de corte de gastos pelo governo, foi criada uma regra de transição que, na prática, deve restringir gradualmente quem tem direito ao benefício. Na prática, funciona assim: A partir de 2026, o critério de renda para ter direito ao abono deixa de acompanhar o salário mínimo; O limite de renda para ter acesso ao benefício passa a ser corrigido apenas pela inflação (INPC); Porém, o salário mínimo continuará tendo ganho real, acima da inflação; Isso significa que todo ano, o trabalhador ganha reajuste maior no salário mínimo, mas o teto para receber o PIS/Pasep vai diminuindo e não acompanha esse crescimento. Ou seja: menos trabalhadores terão direito ao benefício a cada ano que passa. Em resumo, em vez de acompanhar o aumento do salário mínimo, o novo limite de renda passará a ser ajustado anualmente pela inflação. Com isso, a tendência é que, a cada ano, menos pessoas se enquadrem nos critérios para receber o benefício. A previsão do governo é que, até 2035, apenas os trabalhadores que ganharam, no máximo, um salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao abono. Para ter direito ao benefício em 2026, o trabalhador deve ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. Por que as regras mudaram? A nova regra de reajuste do salário mínimo leva em conta o aumento da inflação e o crescimento do PIB. Assim, o aumento do piso salarial tende a ser maior que a variação dos preços. Se o limite do PIS/Pasep continuasse vinculado ao salário mínimo, o número de pessoas com direito ao benefício cresceria a cada reajuste, ampliando os gastos do governo. A decisão de adotar a inflação como nova referência de corte mantém o benefício corrigido pelo custo de vida, mas evita a ampliação do número de pessoas com acesso ao pagamento. Segundo o governo, a intenção é preservar o abono para quem realmente ganha menos, garantindo a sustentabilidade do programa no longo prazo. Como funciona o calendário unificado? A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, que será a data-limite para o saque do abono. Com a adoção do calendário fixo, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) deixa de precisar se reunir no fim de cada ano para aprovar o cronograma de pagamentos do ano seguinte. O banco de recebimento, a data e os valores — inclusive de anos anteriores — estarão disponíveis para consulta a partir de 5 de fevereiro, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no gov.br. Quem tem direito ao abono salarial? Apesar das mudanças, os requisitos para receber o abono continuam os mesmos. Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa: Estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos; Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base (2024); Ter recebido até o limite de renda estipulado para o ano (neste caso, R$ 2.765,93); E ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial. O benefício é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que cumpram essas condições. Quem não tem direito ao abono salarial? Empregado doméstico; Trabalhadores rurais empregados por pessoa física; Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física; Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica. Qual é o valor? O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. 🔎 O cálculo corresponde ao valor do salário mínimo vigente dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, apenas quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral de um salário mínimo. Com o aumento do salário mínimo, o valor do abono salarial passa a variar de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Veja histórico no gráfico abaixo: Como consultar? Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br; Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. Como são os pagamentos? O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber: As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco. Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui. Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho. Ainda tem dúvidas? Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador). PIS-Pasep José Cruz/Agência Brasil



O Ibovespa vai bombar em 2026? Entenda o otimismo da Faria Lima — e o que pode frustrar os planos


28/01/2026 07:01 - g1.globo.com


B3, bolsa de valores brasileira. Divulgação/ B3 Após disparar quase 34% em 2025, o Ibovespa continua a brilhar aos olhos dos investidores. O principal índice da bolsa brasileira iniciou o ano em forte aceleração, renovou máximas históricas e animou a Faria Lima. Só em janeiro, já registrou sete recordes de fechamento. Nesta terça-feira (27), alcançou os 181.919 pontos pela primeira vez, acumulando valorização de quase 13% no ano. Em 12 meses, a alta é de 45%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido, apoiado em fatores econômicos relevantes ao longo dos próximos meses. Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que, se confirmados, tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, as ofensivas geopolíticas do presidente americano, Donald Trump, têm gerado instabilidade e receio nas economias desenvolvidas, levando investidores a buscar mercados emergentes, como o brasileiro. Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta. Nesse contexto, pesam especialmente a imprevisibilidade de Trump e o cenário eleitoral no Brasil. Entenda abaixo como cada um desses pontos impacta os mercados e o que esperar para o Ibovespa em 2026. Juros no radar e o Brasil como 'porto seguro' O Banco Central do Brasil (BC) deve começar a reduzir a Selic no primeiro trimestre. A projeção do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, atualmente no maior nível em quase 20 anos, caia 2,75 pontos percentuais até o fim de 2026, passando de 15% para 12,25% ao ano. Nos EUA, também há expectativa de que os juros continuem em queda neste ano. Em 2025, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, cortou a taxa três vezes, reduzindo o referencial à faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2022. 🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real. “Juros mais baixos tornam outros ativos mais atrativos, como as ações. Esse é um lado importante da balança”, explica André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica. O especialista reforça que os riscos geopolíticos intensificados por Trump — como a ofensiva na Venezuela, que resultou na prisão do líder Nicolás Maduro, e as ameaças de anexação da Groenlândia — têm tornado o Brasil um “porto seguro”, com potencial de boa rentabilidade para investidores. O g1 já mostrou que a bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retorno. Com investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores têm antecipado compras de ações de empresas brasileiras, em busca de valorização. Entrada de estrangeiros Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora, destaca que o investimento internacional tem desempenhado papel preponderante no mercado interno. Em 2025, investidores não residentes no Brasil aplicaram R$ 25,4 bilhões em compras líquidas na bolsa de valores brasileira, lembra o economista. “Em 2026, até 20 de janeiro, esses investidores já somam R$ 8,7 bilhões líquidos em compras de ações brasileiras." “Ou seja, o investidor estrangeiro segue sendo o principal responsável pela valorização do mercado local nos últimos meses. Se a rotação de recursos globais para mercados emergentes continuar, a probabilidade de o índice local renovar máximas é grande”, acrescenta. Mas o que pode azedar os ânimos? Para economistas, a palavra que deve resumir o Ibovespa em 2026 é volatilidade. Embora as projeções ainda apontem para um saldo positivo, o sobe e desce da bolsa deve ganhar protagonismo diante do fator Trump e do calendário eleitoral brasileiro, em outubro. André Galhardo, da Análise Econômica, destaca que investidores não avaliam apenas o potencial de valorização das empresas listadas, mas também os riscos no radar. “Tudo isso pode afetar o ambiente de negócios e trazer problemas para algumas companhias. Esse é o outro lado da balança, com potencial de impacto negativo”, analisa. Dyego Galdino, CEO da Global 360 Invest, segue a mesma linha. Ele reforça que a política comercial do republicano, por meio de ameaças e aplicação de tarifas, pode gerar pressão inflacionária global e afetar os preços das commodities. “Os resultados das grandes empresas podem desacelerar, deixando o mercado dependente das expectativas em relação às empresas de tecnologia”, diz. Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que a alta de 34% do Ibovespa em 2025 foi puxada exclusivamente por fatores externos e que o Brasil, apesar do bom desempenho da bolsa, segue enfrentando problemas fiscais — ou seja, dificuldades nas contas públicas. 🔎 A preocupação com os cofres públicos brasileiros ganhou destaque nos últimos anos, mas acabou ficando temporariamente “na gaveta”, enquanto o mercado passou a acompanhar com mais otimismo a redução dos juros nos EUA e os preços ainda baixos das ações brasileiras. Por isso, "alguns países tiveram resultados muito melhores do que o Brasil, como Polônia, Coreia do Sul e a própria Colômbia”, diz Costa, ao indicar os riscos fiscais do país como um desafio. O peso das eleições As eleições devem ter papel central na volatilidade da bolsa e do dólar. Para especialistas, a oscilação do Ibovespa em dezembro funcionou como um termômetro do que o mercado deve acompanhar neste ano. Naquele mês, o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia. 🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula (PT) — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes. Em janeiro, porém, novas pesquisas eleitorais colocaram Flávio Bolsonaro em segundo lugar na disputa e mostraram que a vantagem de Lula em um eventual segundo turno diminuiu. O movimento contribuiu para a queda do dólar e a alta do Ibovespa. Rafael Costa, da Cash Wise Investimentos, avalia que a Faria Lima não está preocupada necessariamente com o nome do vencedor, mas com os rumos da economia no próximo governo. "Porém, é difícil esperar mudanças econômicas do atual presidente. Então, a reeleição de Lula pode causar uma quebra de expectativa no mercado", diz. Já André Galhardo, da Análise Econômica, acredita que um ajuste nas contas públicas é necessário — e, por isso, deverá ser anunciado no início de 2027, independentemente do presidente eleito. "A Faria Lima tende a acreditar que uma reforma nas despesas é mais provável em governos de direita. Mas qualquer vencedor terá de adotar uma política de contenção de gastos, o que pode impactar positivamente o dólar e o mercado de ações no Brasil", diz. Até onde o Ibovespa pode ir? Caso o cenário positivo prevaleça, há espaço para que o principal índice da B3 ultrapasse, pela primeira vez, os 200 mil pontos, segundo as projeções mais animadoras. Analistas do Itaú BBA, por exemplo, avaliam que o Ibovespa pode encerrar o ano aos 185 mil pontos. Em uma leitura mais otimista, o índice poderia superar os 252 mil pontos. A Santander Corretora, por sua vez, projeta que o índice alcance 195 mil pontos ao fim de 2026, com sucessivas renovações de recordes ao longo do ano. Rafael Costa, da Cash Wise, destaca que o índice não deve avançar de forma linear, em razão da volatilidade do mercado. “Onde o Ibovespa vai parar? Aos 180 mil, 200 mil, 250 mil pontos? Ninguém sabe. Mas, sim, há uma grande possibilidade de o mercado continuar avançando neste ano”, afirma. Relembre o que fez a bolsa disparar em 2025 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores: Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026; Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros; Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026; Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras; Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores; Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.



Centenas de cervejas por R$ 16 mil: o que diz a lei quando estabelecimentos erram o preço


28/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Cliente paga R$ 16 mil de cerveja em promoção e gerente de mercado se recusa a entregar O preço aparecia no cartaz promocional, no leitor eletrônico e no caixa. O pagamento foi autorizado. Mesmo assim, a compra não foi entregue. O supermercado de Boa Vista (RR) alegou que o valor estava errado e, por isso, se recusou a liberar mais de R$ 16 mil em cervejas compradas por um cliente. A discussão terminou com a gerente detida e conduzida à delegacia. O episódio, registrado nesta segunda-feira (26), rapidamente viralizou e reacendeu um debate que costuma surgir em tempos de promoções e liquidações: o que acontece quando o comércio erra o preço de um produto? De um lado, está o direito do consumidor de exigir o cumprimento da oferta. De outro, o argumento do comerciante de que houve falha no sistema e, portanto, a venda não deveria ser concluída. Para entender até onde vai a obrigação dos estabelecimentos e em que situações a lei abre exceções, o g1 ouviu especialistas sobre o tema. Abaixo, eles respondem: Oferta anunciada é obrigação? Quando há exceção? Erro ou propaganda enganosa? E quando o pagamento é concluído? Levar muito pode barrar a venda? O que fazer ao identificar um erro? Como ficam os envolvidos? DIEESE divulgou a variação de preços de itens da cesta básica Reprodução Obrigação ou não? Advogados especializados em direito do consumidor apontam que o ponto de partida é o artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que trata do princípio da vinculação da oferta. Em termos práticos, a lei determina que toda informação ou publicidade suficientemente precisa obriga o fornecedor que a veicula e passa a integrar o contrato firmado com o consumidor. Isso significa que, quando um produto é anunciado com preço, descrição e condições claras, o comércio assume a responsabilidade por aquela informação. Se o consumidor aceita a oferta e conclui a compra, a relação de consumo está formalmente constituída. “Via de regra, o fornecedor é obrigado a cumprir o valor que anunciou. A oferta não é apenas uma promessa, ela tem força contratual”, explica Maria Eduarda Costa, especialista em relações de consumo do escritório Lopes Muniz Advogados. No caso de Boa Vista, o preço promocional da cerveja aparecia em diferentes pontos do supermercado — cartazes, leitores eletrônicos e sistema de caixa — e o pagamento foi autorizado, inclusive com aval da gerência. Esse conjunto de fatores reforça a caracterização de uma oferta válida, pontua a advogada. Há exceções? Apesar de a regra geral ser o cumprimento da oferta, a legislação e a jurisprudência reconhecem exceções. A principal delas é o chamado "erro grosseiro", também conhecido como erro crasso ou erro sistêmico evidente. Nesses casos, o preço anunciado é tão desproporcional que qualquer pessoa, em tese, conseguiria identificar o equívoco. Um exemplo clássico citado por advogados é o de um produto que custa milhares de reais ser anunciado por valor baixo. "O CDC não pode ser usado para justificar enriquecimento ilícito do consumidor. Quando o erro é flagrante, a Justiça entende que o comércio não é obrigado a cumprir a oferta", afirma Maria Eduarda. A diferença central está na verossimilhança do preço. Se o valor anunciado é compatível com uma promoção, uma liquidação ou uma ação comercial comum no varejo, o argumento de erro perde força. Já quando o preço é manifestamente irreal, o fornecedor pode se recusar a vender pelo valor anunciado. Erro ou propaganda enganosa? Outro ponto importante destacado pelos especialistas é a distinção entre erro justificável e propaganda enganosa — conceitos que, na prática, podem definir se o caso ficará na esfera administrativa ou avançará para a criminal. O erro justificável ocorre quando há uma falha técnica ou humana evidente, sem intenção de atrair o consumidor pelo preço incorreto, como um erro de digitação ou problema pontual no sistema. Já a propaganda enganosa, prevista no artigo 37 do CDC, ocorre quando o fornecedor divulga informação falsa ou omite dados relevantes com o objetivo de induzir o consumidor ao erro — prática conhecida no mercado como “preço chamariz”. "A discussão girou justamente em torno da existência ou não de dolo, ou seja, da intenção de enganar", explica a advogada. E quando o pagamento é concluído? No episódio de Roraima, um dos aspectos centrais do caso foi o fato de o pagamento ter sido aceito e processado. Para os especialistas, esse ponto muda significativamente a análise jurídica. Uma vez concluída a transação, o cancelamento unilateral da venda passa a ser considerado prática abusiva, conforme o artigo 39 do CDC. A recusa em entregar o produto já pago pode configurar infração administrativa e, dependendo da conduta, crime contra as relações de consumo. "Se o pagamento foi autorizado e a venda finalizada, a relação de consumo se consolidou. A partir daí, o fornecedor não pode simplesmente voltar atrás", afirma Maria Eduarda. O argumento da quantidade comprada No caso de Boa Vista, o consumidor adquiriu 140 caixas de cerveja, o que levou o supermercado a alegar má-fé e tentativa de revenda. A legislação, de fato, prevê que o fornecedor pode recusar demandas manifestamente excessivas, especialmente quando descaracterizam o consumo final. No entanto, os especialistas explicam que esse argumento perde validade quando a própria empresa autoriza a venda, recebe o pagamento e só depois tenta barrar a entrega. “O comércio até pode limitar a quantidade por cliente, mas isso precisa estar claro antes da venda. Depois que a transação é concluída, essa justificativa não se sustenta”, diz a advogada. O que fazer ao identificar um erro? Para evitar situações como essa, especialistas recomendam que o comércio adote procedimentos claros e imediatos ao identificar um erro de preço. Entre as medidas estão a retirada rápida do anúncio incorreto, a correção do sistema e a comunicação transparente com os clientes. "Se o erro não for absurdo, muitas vezes a solução mais segura é honrar o preço para quem já está no caixa e corrigir a partir dali", orienta Maria Eduarda. Treinamento de equipes, auditoria frequente de preços e definição prévia de limites de compra também são apontados como estratégias essenciais para reduzir riscos jurídicos. Para os especialistas, o caso serve como alerta em um cenário de promoções frequentes, sistemas automatizados e consumidores cada vez mais atentos aos seus direitos. "O Código de Defesa do Consumidor busca equilíbrio e boa-fé. Quando esse equilíbrio se rompe, o conflito deixa de ser comercial e passa a ser jurídico — e, em alguns casos, policial", conclui a advogada. Promoções e comprovantes de venda de cervejas em supermercado na zona Oeste de Boa Vista Arquivo Pessoal Como ficaram os envolvidos? No episódio registrado em Boa Vista, a Polícia Militar foi acionada após a recusa do supermercado em entregar as cervejas, mesmo com a apresentação de provas pelo consumidor. Os agentes informaram à gerência sobre os artigos do CDC que garantem o cumprimento da oferta. Ainda assim, a entrega foi negada, e a gerente acabou conduzida à delegacia. Posteriormente, a Polícia Civil entendeu que não havia indícios suficientes de intenção de enganar, e ela foi liberada. O caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa do Consumidor para apuração mais detalhada. No dia seguinte, conforme a apuração do g1, o supermercado entrou em contato com o cliente e informou que ele poderia retirar a mercadoria. O consumidor, no entanto, relatou constrangimento e prejuízos financeiros, já que precisou recorrer a empréstimos e ao limite do cartão para realizar a compra. Grupo DB celebra sucesso dos açougues em julho com muitas ofertas Arquivo



Corrida do ouro: o sintoma de uma economia global em ebulição – O Assunto #1648


28/01/2026 03:30 - g1.globo.com


Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 - em janeiro do ano passado, a cotação era de US$ 2.730 por onça, medida que equivale a 31 gramas. A disparada reflete o aumento das incertezas globais, especialmente provocadas pela política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde a volta de Trump à Casa Branca, uma combinação de fatores valorizou o preço do ouro: a disputa comercial com a China, a política tarifária, as crises geopolíticas e militares e o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa por causa da Groenlândia. Para explicar a disparada do ouro e por que o preço do metal sobe quando há instabilidade econômica, Natuza Nery conversa com Sérgio Vale, pesquisador da área de economia e política internacional do Instituto de Estudos Avançados da USP. Economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale também responde como as políticas fiscal e monetária dos EUA agitam os mercados. O economista compara a escalada do preço do metal precioso a uma “febre”, um sinal de que a economia global passa por um período de grave instabilidade. Convidado: Sérgio Vale, economista, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e economista-chefe da consultoria MB Associados. O que você precisa saber: Preço do ouro volta a bater recorde no mercado internacional Ouro supera US$ 5.100 e atinge o maior valor da história com investidores em busca de proteção O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery. ‘Febre do ouro’: as causas do valor recorde O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem de barra de ouro em foto de arquivo REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo



Na primeira reunião de 2026, Copom deve manter juro estável em 15% ao ano, maior nível em quase 20 anos


28/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Copom se reúne nesta quarta-feira e anuncia decisão sobre taxa de juros após as 18h Jornal Nacional/ Reprodução O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (28) e deve manter a taxa básica de juros da economia inalterada em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos. Essa é a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. Se confirmada, esta será a quinta manutenção seguida da taxa Selic. O anúncio da decisão do BC acontecerá após as 18h. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. ▶️A projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação, comece a recuar somente em março deste ano - quando cairia para 14,5% ao ano. Economistas avaliam que Banco Central foi bem-sucedido ao subir os juros para conter a inflação Como o Banco Central atua? Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027. Desaceleração da economia O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. A explicação é que, com um ritmo menor de crescimento, há menos pressões inflacionárias, principalmente no setor de serviços. ➡️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em dezembro do ano passado, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. ➡️Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. O que dizem analistas De acordo com Sérgio Samuel dos Santos, economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, o Copom deve ser conservador e cauteloso em janeiro, mantendo a Selic em 15% ao ano. "O comitê tem atuado de uma forma muito técnica, o que é positivo, e a manutenção vem em linha com os dados de atividade econômica divulgados na semana passada, do índice de atividade econômica vindo acima do esperado. Temos uma economia ainda crescendo, o mercado de trabalho bastante aquecido, com desemprego nas mínimas", declarou Sérgio dos Santos, do Sistema Ailos. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também prevê manutenção do juro em 15% ao ano nesta quarta-feira. Segundo ele, o BC deve aguardar uma confirmação dos sinais já observados nos indicadores da economia antes de iniciar o processo de corte da taxa Selic. "Apesar da melhora gradual do quadro inflacionário, entendemos que o Comitê deve privilegiar uma condução prudente, assegurando que o início do ciclo de cortes ocorra em um ambiente mais consolidado, com maior conforto em relação à dinâmica prospectiva da inflação [projeções para o futuro] e à ancoragem das expectativas [em relação às metas]", afirmou Gustavo Sung, Suno Research.



Fraude no INSS: prazo para contestar descontos indevidos é prorrogado para 20 de março; veja como fazer


28/01/2026 03:01 - g1.globo.com


INSS prorroga prazo para ressarcimento de descontos Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 20 de março para contestar as cobranças. A adesão ao acordo de ressarcimento, por sua vez, seguirá disponível após essa data. 🔎 Na prática, o prazo marca a reta final para garantir o direito de ingressar no acordo do governo federal. A iniciativa prevê a devolução, com correção monetária, dos valores descontados de forma indevida de beneficiários do INSS por entidades associativas. O prazo original era 14 de fevereiro, mas o instituto decidiu prorrogá-lo por causa de instabilidades no aplicativo Meu INSS. Além disso, a Dataprev, responsável pela operação da plataforma, fará uma manutenção que deixará os sistemas indisponíveis entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro. Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis. (veja abaixo os detalhes de quem pode aderir) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Até esta terça-feira (27), 6,4 milhões de pessoas haviam contestado as cobranças. Desse total, 4,2 milhões já aderiram ao acordo e receberam a devolução dos valores corrigidos. Segundo o INSS, o montante ressarcido soma R$ 2,9 bilhões até o momento. Dados do instituto indicam que mais de 827 mil pessoas estão aptas a aderir, mas ainda não ingressaram no acordo. Após a adesão, o valor é depositado em até três dias úteis na conta em que o segurado recebe o benefício. Todo o processo é realizado por via administrativa, sem necessidade de ação judicial, informou o INSS. Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento pela via administrativa e abre mão do direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, continua sendo possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos. 🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios. Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa. Relembre a fraude do INSS: Como contestar e aceitar o acordo de ressarcimento? A adesão, que é gratuita, pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente, nas agências dos Correios. A contestação, por sua vez, também pode ser realizada pela Central 135. Veja o passo a passo: Contestar o desconto indevido por meio dos canais oficiais. Aguardar a resposta da entidade, com prazo de 15 dias úteis. Se a entidade não responder, o sistema libera automaticamente a opção de adesão. Em caso de resposta irregular, o INSS também irá liberar a adesão. Aderir ao acordo por meio do app Meu INSS ou nas agências dos Correios. A Central 135 não está habilitada para essa opção. Veja como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS: Acesse o aplicativo Meu INSS com seu CPF e senha. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (caso haja mais de um). Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”. Clique em “Enviar” e pronto. Depois, é só aguardar o pagamento. Pedido de adesão é feito pelo aplicativo do INSS INSS/Divulgação E se a entidade respondeu? Nesse caso, os documentos estarão em análise. Segundo o INSS, o beneficiário será notificado e poderá: Aceitar a justificativa. Contestar por suspeita de falsidade ideológica. Ou declarar que não reconhece a assinatura. O instituto informa que, se houver nova contestação, a entidade terá até cinco dias úteis para devolver os valores. Se não devolver, o caso vai passar por uma auditoria e o beneficiário poderá contar com apoio jurídico das Defensorias Públicas Estaduais para buscar as medidas judiciais cabíveis. Grupos especiais O INSS informou que realizará automaticamente a contestação dos descontos indevidos para beneficiários em situações específicas que ainda não solicitaram o reembolso. Esse procedimento, chamado de contestação de ofício, segundo o INSS, contempla: Idosos com 80 anos ou mais; Indígenas; Quilombolas. Segundo estimativas divulgadas pelo instituto, a medida beneficia diretamente cerca de 209 mil pessoas idosas, 17 mil indígenas e 38 mil quilombolas.



Risco-país da Argentina cai para o menor nível em quase 8 anos


28/01/2026 00:56 - g1.globo.com


Javier Milei vota nas eleições legislativas da Argentina REUTERS/Cristina Sille O risco-país da Argentina caiu abaixo dos 500 pontos-base nesta terça-feira (27) e atingiu o menor nível em quase oito anos — um patamar que abre espaço para o governo avaliar um possível retorno aos mercados internacionais de crédito. Segundo analistas, a compra diária de dólares pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), a valorização dos títulos da dívida pública e o apoio político ao presidente ultraliberal Javier Milei contribuíram para o bom desempenho dos mercados financeiros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por volta das 14h (horário de Brasília), o indicador marcava 499 pontos-base, abaixo dos 510 pontos da véspera. O avanço superou um patamar que vinha segurando a queda nas sessões anteriores e reforçou a tendência de recuo em direção aos 450 pontos-base — nível próximo ao registrado pelo Equador. "Embora a taxa dos títulos dos Estados Unidos de 10 anos seja maior do que a registrada na última emissão internacional da Argentina, em 2018, o fato de o Equador ter recorrido recentemente ao mercado internacional faz com que investidores passem a se perguntar quando poderá ser a vez da Argentina", comentou Juan Manuel Franco, economista-chefe do Grupo SBS. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "As taxas pelas quais o Equador conseguiu captar recursos — um país que enfrenta diversos fatores de risco nos últimos anos — foram de 8,75% e 9,25% para títulos com prazos de 8 e 13 anos, respectivamente. Por isso, não parece exagero pensar que a Argentina possa seguir esse caminho, embora acompanhemos de perto as condições do mercado", acrescentou. A acumulação de reservas pelo BCRA será essencial para que os juros cobrados em uma eventual volta ao mercado internacional sejam os menores possíveis, avaliam analistas. Em janeiro, a autoridade monetária já acumula compras de US$ 1,019 bilhão. Com a aquisição de US$ 39 milhões na véspera, as reservas internacionais alcançaram US$ 45,740 bilhões, segundo dados oficiais provisórios. Esse cenário é sustentado pela emissão de títulos corporativos, pelos juros elevados em pesos e pela menor procura do setor privado por dólares. Para a corretora Cohen, é "fundamental manter o risco-país próximo dos 500 pontos-base".



Mega-Sena, concurso 2.965: prêmio acumula e vai a R$ 102 milhões


28/01/2026 00:02 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2965 O sorteio do concurso 2.965 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (27), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 102 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 20 - 22 - 23 - 35 - 57 5 acertos - 65 apostas ganhadoras: R$ 47.303,48 4 acertos - 4.783 apostas ganhadoras: R$ 1.059,63 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (29). Mega-Sena, concurso 2.965 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



Fachin: permanência do caso Master no STF será avaliada


27/01/2026 22:10 - g1.globo.com

Há uma tendência de que caso Master não fique no STF, diz Fachin O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, passou os últimos dias em conversas com os colegas para lidar com a crise de imagem que a Corte atravessa por causa do inquérito do Banco Master. Em entrevista exclusiva ao blog, Fachin afirmou que a a tendência é o inquérito, hoje nas mãos do relator Dias Toffoli, não ficar no STF. Fachin disse ainda que gostaria de aprovar um código de conduta do STF antes das eleições de outubro. “Seria desejável concluir a deliberação antes do processo eleitoral”, afirmou Fachin. Medidas tomadas por Toffoli no inquérito, consideradas pouco usuais, geraram críticas à condução do caso, e levaram Fachin a fazer manifestações públicas nos últimos dias em defesa do papel do STF. Veja a entrevista do presidente do tribunal para o blog: Blog: O senhor tem trabalhado para vencer as resistências para um código de conduta na corte. Imagina obter a aprovação de todos os ministros? Fachin: A discussão sobre a adoção de um Código de Conduta pelo Supremo Tribunal Federal representa uma etapa natural do aprimoramento institucional da Corte. O Tribunal ocupa hoje posição central no desenho constitucional brasileiro, o que torna legítimo e necessário que sejam estabelecidos parâmetros claros de transparência, integridade e autocontenção, compreendidos tanto internamente quanto pela sociedade a quem o Tribunal, em última instância, deve sua legitimidade. O processo de construção de um Código dessa natureza exige diálogo e formação gradual de consensos. A experiência demonstra que transformações institucionais profundas não se realizam de forma instantânea. Em recente interlocução com o ex-Presidente do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, Professor Andreas Voßkuhle, soube que o debate equivalente naquele Tribunal demandou cerca de um ano e meio até sua aprovação final. A informação ilustra que resistências e dúvidas são elementos naturais desse tipo de deliberação, e não obstáculos intransponíveis. Blog: Quais os entraves no momento atual? Fachin: No âmbito do que me chega, duas objeções têm sido apresentadas: a de que o momento seria politicamente inadequado e a de que já existiriam normas suficientes no ordenamento. A ambas é possível responder com serenidade. Quanto ao momento, não há "tempo ideal" para discutir autocontenção institucional. Temas dessa natureza sempre coexistem com o ambiente político mais amplo. Aliás, é precisamente quando surgem questionamentos concretos que a necessidade de parâmetros claros se evidencia com maior nitidez. Ainda assim, reconhece-se que seria desejável concluir a deliberação antes do processo eleitoral, evitando que a discussão seja capturada por agendas externas. Quanto à suficiência normativa, um Código de Conduta não se limita a reiterar regras esparsas: ele organiza práticas, fortalece a previsibilidade e oferece aos próprios ministros referência segura para situações em que a aparência de imparcialidade — tão relevante quanto a imparcialidade em si — possa ser questionada. A transparência é componente essencial da legitimidade de qualquer Corte constitucional. A confiança pública não se sustenta apenas na coerência técnica dos julgamentos, mas também na percepção de que seus membros observam padrões elevados de conduta institucional. O tribunal que exerce controle sobre os demais poderes fortalece sua autoridade quando demonstra submeter-se, ele próprio, a padrões exigentes de transparência. Por isso, a reputação da Corte constitui ativo institucional que merece ser cultivado e protegido. Blog: As pressões sobre a atuação do ministro Toffoli no inquérito do banco Master se avolumam. Ajudam no debate do código de conduta? Fachin: É compreensível que pressões externas, sobretudo em contexto de casos de grande repercussão, influenciem o ambiente público de debate. Essas pressões podem estimular reflexão legítima, mas também podem dificultar o amadurecimento interno. Cabe à presidência administrar essas dimensões com equilíbrio, preservando o foco no objetivo principal: construir um instrumento normativo estável, e não reagir a circunstâncias episódicas. Ao mesmo tempo, não se pode ignorar que circunstâncias concretas podem revelar lacunas que merecem atenção institucional. Reconhece-se, igualmente, a importância da imprensa e das contribuições críticas para o amadurecimento desse debate. É importante manter separadas duas esferas distintas: o debate sobre parâmetros gerais de conduta e a apreciação de casos judiciais concretos. O Código de Conduta representa compromisso institucional com padrões de comportamento, não se confunde com o exame de hipóteses de impedimento ou suspeição, que seguem as regras próprias do devido processo legal e do Regimento Interno. A discussão sobre standards éticos não deve servir para fulanizar o debate nem para antecipar juízos sobre situações individuais. Se mecanismos de controle devem ser acionados em casos específicos, que o sejam pelas vias competentes, assegurando-se que o Tribunal possa examiná-los com isenção e dentro da institucionalidade. Reconhece-se, contudo, que a efetividade de qualquer arcabouço normativo depende de práticas institucionais consolidadas. Normas escritas orientam condutas, mas é a sua aplicação cotidiana que constrói a confiança pública no Tribunal. Leia também: Blog da Andreia Sadi: investigadores veem situação de Toffoli como insustentável e alertam ministros do STF sobre agravamento das investigações do Caso Master Blog: Há resistências quanto à transparência de agendas e eventos? Fachin: A autorregulação não é gesto de concessão, mas de maturidade institucional. O Tribunal que avança em direção à transparência fortalece sua legitimidade perante a sociedade. O que posterga indefinidamente essa discussão abre espaço para que agentes externos proponham soluções que talvez desconsiderem as especificidades do Poder Judiciário, mas também sinaliza dificuldade em aplicar a si mesmo os standards que legitimamente cobra dos demais. A experiência constitucional recomenda prudência, mas também iniciativa. Com serenidade no processo deliberativo e clareza de propósito, o Supremo Tribunal Federal pode demonstrar que sua independência não se confunde com insulamento. O aperfeiçoamento institucional não é imposição externa, mas escolha consciente de uma Corte que reconhece seu papel central na democracia brasileira — e que compreende que a legitimidade desse papel se renova, cotidianamente, pela disposição de prestar contas à sociedade que serve. Estamos a caminho, com serenidade e firmeza. Blog: O senhor voltou antes a Brasília para debater os dois temas, mas precisou lidar com uma crise que envolve o inquérito do banco Master. Como este tema foi encaminhado? Eu voltei a Brasília porque queria entender a percepção dentro do tribunal. Há uma suscitação de que não há razão desse processo estar no STF. Eu creio que numa direção ou outra, isso ficará claro, provavelmente quando o básico da instrução, os depoimentos tiverem sido tomados, as extrações de documentos tiverem sido feitas, se aquela questão justifica ou não. Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, que não se justifique ficar aqui.



Número 2 de Haddad, Dario Durigan deve assumir a Fazenda; Rogério Ceron será secretário-executivo


27/01/2026 18:28 - g1.globo.com


Número 2 de Haddad, Dario Durigan deve assumir a Fazenda O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já tem desenhada a sucessão da pasta para quando deixar o cargo. O martelo está batido pela continuidade: Dario Durigan, atual secretário-executivo, deve assumir o comando do ministério. Haddad quer colaborar com a campanha do presidente Lula (PT) e não pretende disputar a eleição, mas o presidente já teve duas conversas com o ministro e vai insistir para que ele concorra ao governo de SP. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Para o posto de "número 2" (secretário-executivo), o escolhido é Rogério Ceron, hoje secretário do Tesouro Nacional e um dos pais do arcabouço fiscal. Quem são os cotados para o Ministério da Fazenda Nessa mudança, Regis Dudena, assume a Secretaria de Reformas Econômicas. O nome para a vaga de Ceron também deve ser uma escolha interna. A chapa "puro sangue" da equipe econômica é uma sinalização de Lula e Haddad ao mercado de que não haverá guinada na política de consolidação fiscal. Dario Durigan e Fernando Haddad falam em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20 Diogo Zacarias/MF LEIA MAIS PT vai insistir na candidatura de Fernando Haddad em SP Haddad diz tratar com Lula sobre candidatura; Camilo fala em deixar MEC para reforçar campanhas no Ceará e à Presidência O perfil do sucessor Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Durigan, que está no posto de secretário-executivo desde junho de 2023, consolidou-se como o "CEO do ministério". Advogado e ex-diretor de políticas públicas do WhatsApp, ele é visto em Brasília e pelo mercado financeiro como um perfil técnico e, acima de tudo, conciliador. A escolha de Durigan visa blindar a Fazenda de pressões políticas em ano eleitoral, mantendo um interlocutor que transita bem tanto no Palácio do Planalto quanto na Faria Lima. Durigan é advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UNB). Ele teve uma carreira de mais de 13 anos em órgãos públicos, antes de trabalhar como diretor de Políticas Públicas para o WhatsApp, empresa que pertence à Meta, no Brasil, entre 2020 e 2023. O cargo foi criado em 2020 e o advogado logo assumiu o posto. O objetivo da empresa, com tal área, era investir no combate às fake news, principalmente durante 2022, ano eleitoral. Trabalhou com Haddad, como assessor especial da Prefeitura de São Paulo, na época em que o atual ministro era prefeito. Também é membro Conselheiro do Conselho Fiscal da Vale e é presidente do conselho de administração do Banco do Brasil. Dança das cadeiras A promoção de Ceron para a Secretaria Executiva preenche a vaga deixada por Durigan com alguém que domina a máquina pública e o cofre do governo. Há ainda a expectativa de mudanças na Secretaria de Reformas Econômicas, atualmente comandada por Marcos Pinto, que pode passar por alterações nesse novo desenho da Esplanada. Fernando Haddad durante coletiva sobre megaoperação contra o PCC Jorge Silva/Reuters



Dívidas com garantia da União alcançaram R$ 336 bilhões nos últimos quatro meses de 2025, diz Tesouro


27/01/2026 14:57 - g1.globo.com


Relatório do Tesouro Nacional referente aos quatro últimos meses de 2025 aponta que o saldo devedor de garantias concedidas pela União em operações de crédito alcançou R$ 336,65 bilhões ao final do período. 🔎Conforme a legislação, a União pode garantir empréstimos dos Estados, do Distrito Federal e de Municípios, desde que cumpridas contrapartidas e limites de endividamento. A garantia também pode ser estendida a entidades controladas, direta ou indiretamente, pelos entes, caso das estatais. Desse total, R$ 153,33 bilhões correspondem a operações de crédito internas, representando 45,5%, enquanto R$ 183,32 bilhões referem-se a operações de crédito externas, equivalentes a 54,5% do montante. 🔎🔎 Operações de crédito internas são aquelas realizadas com instituições financeiras nacionais, como bancos federais, bancos estaduais e credores privados. Já as operações de crédito externas envolvem recursos provenientes de organismos multilaterais e agências governamentais internacionais, entre outros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os credores, os bancos federais (BB, BNDES, Caixa e BNB) concentram 93,5% (R$ 143,33 bilhões) das operações de crédito internas; e os organismos multilaterais (BIRD, BID, CAF, NDB, entre outros) respondem por 95,4% (R$ 174,94 bilhões) das operações de crédito externas. Quanto às partes, os estados detêm a maior participação no saldo devedor total, com 68,8%, o que corresponde a R$ 230,99 bilhões. Na sequência, os municípios, responsáveis por 17,5% do total (R$ 59,02 bilhões), e os bancos federais, com 7,2% (R$ 24,34 bilhões). Entre os entes federativos, o estado de São Paulo apresenta o maior saldo devedor de operações de crédito com garantia da União, representando 11,3% do total (R$ 38,05 bilhões), seguido pelo estado do Rio de Janeiro, com 8,3% (R$ 28,04 bilhões). Estatais Federais Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução As estatais federais representam 3,8% do saldo total das garantias. Nesse grupo, os Correios concentram a maior fatia, com 3% do total, o equivalente a R$ 10 bilhões. Em seguida aparecem a Eletronuclear, com 0,8% (R$ 2,68 bilhões), e a Eletrobrás, com 0,1% (R$ 197,39 milhões). Em dezembro de 2025, diante do risco de colapso dos Correios, o Tesouro assinou um contrato de garantia da União para uma operação de crédito de R$ 12 bilhões para a estatal. O financiamento foi firmado com um consórcio de bancos formado pelo Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal. Desse valor, R$ 10 bilhões foram pagos em 2025 pelos bancos e, por isso, passaram a integrar o saldo devedor das operações de crédito garantidas pela União do período. Honra de garantias O Tesouro informou, ainda, que honrou R$ 11,08 bilhões em dívidas garantidas dos estados do Rio de Janeiro, Minas gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e do Rio Grande do Norte em 2025. Os municípios de Taubaté, em São Paulo, São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, Sobral, no Ceará, Parauapebas, no Pará, Iguatu, no Ceará, Santanópolis, na Bahia, Porto Nacional e Paranã, ambos no Tocantins, também foram contemplados. No total, desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 86,52 bilhões.



Vai precisar do INSS? Veja quais serviços ficarão fora do ar a partir desta terça-feira


27/01/2026 14:30 - g1.globo.com


Serviços do INSS ficarão indisponíveis a partir desta terça-feira (27) INSS/Divulgação Os principais canais de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficarão temporariamente fora do ar a partir das 19h desta terça-feira (27). 🔎 A interrupção atinge o site e o aplicativo Meu INSS, além da Central Telefônica 135, e deve durar até o dia 31 de janeiro. Segundo o governo federal, a paralisação ocorre por causa de uma manutenção programada nos sistemas previdenciários, conduzida pela Dataprev, empresa responsável pela tecnologia do órgão. O objetivo é realizar a modernização das plataformas digitais, com migração de dados para uma estrutura mais atual, considerada necessária para garantir mais estabilidade, segurança e capacidade de atendimento no futuro. Durante o período, também não haverá atendimento presencial nas agências da Previdência Social nos dias 28, 29 e 30 de janeiro. Falhas no Meu INSS A manutenção ocorre após uma sequência de instabilidades registrada nos últimos dias. Desde segunda-feira (19), usuários relataram dificuldades para acessar o aplicativo e o site do Meu INSS, com erros de login e páginas que não carregavam. De acordo com a Dataprev, o sistema enfrentou um aumento considerado atípico no número de acessos. Enquanto a média diária costuma ser de cerca de 3,5 milhões de usuários, os acessos ultrapassaram 10 milhões em dois dias consecutivos. O pico foi atribuído a fatores como: Aumento do salário mínimo, que elevou a busca por informações sobre empréstimo consignado; Maior número de desbloqueios de crédito, que passaram a exigir biometria; Concentração de acessos após o anúncio da indisponibilidade programada. A instabilidade gerou reclamações nas redes sociais e levou muitos segurados a relatar dificuldades para emitir extratos e consultar benefícios. Medidas para reduzir impactos Para minimizar os prejuízos aos segurados, o INSS realizou mutirões de atendimento nos fins de semana anteriores, nos dias 17, 18, 24 e 25 de janeiro, com o objetivo de antecipar agendamentos que estavam marcados para o período da manutenção. Quem tinha atendimento previsto para os dias 28, 29 ou 30 poderá consultar uma nova data pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135 após a parada programada. O órgão informou que também garantirá o reencaixe em dias úteis para quem preferir. Em nota, o INSS afirmou que a suspensão temporária dos serviços é necessária para a modernização tecnológica e pediu compreensão à população, reforçando que a atualização busca evitar novos episódios de instabilidade como os registrados recentemente. Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados



Aneel aumenta peso da satisfação dos consumidores no cálculo da tarifa de energia


27/01/2026 13:37 - g1.globo.com


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (27) uma regra que aumenta o peso da métrica de satisfação dos consumidores no cálculo das tarifas de energia elétrica. A medida busca incentivar as distribuidoras a melhorar a qualidade dos serviços, sob o risco de redução da remuneração. A mudança, aprovada por unanimidade pela diretoria, ocorre diante da crescente cobrança da sociedade por maior qualidade no serviço prestado pelas distribuidoras, especialmente após falhas na recomposição do fornecimento de energia aos clientes nos últimos anos, muitas vezes associadas a eventos climáticos extremos. 💡 No setor elétrico, há consenso de que os indicadores tradicionais — duração e frequência das interrupções de energia (DEC e FEC) — não são suficientes para medir a qualidade percebida pelos consumidores. Segundo a Aneel, os níveis de satisfação dos consumidores brasileiros com a distribuição de energia são inferiores aos registrados em pesquisas semelhantes em outros países, como os Estados Unidos, e também ficam abaixo do índice nacional de satisfação com a telefonia móvel pós-paga. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mudança no "Fator X" da energia A regra aprovada, que entra em vigor em janeiro de 2027, altera o chamado “Fator X”, indicador usado no cálculo tarifário que mede a produtividade das distribuidoras e define como eventuais ganhos são repassados aos consumidores. O Fator X passará a dar maior peso ao Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC) e também incluirá dois outros indicadores: o Índice de Satisfação na plataforma “consumidor.gov.br” e o Índice de Contatos no Sistema de Gestão de Ouvidoria da Aneel. Distribuidoras com desempenho negativo nesses quesitos poderão ter a remuneração reduzida, enquanto aquelas bem avaliadas receberão incentivos financeiros. "Trata-se de um passo importante na evolução do modelo de regulação, com foco na eficiência, transparência e qualidade do atendimento ao consumidor", disse o relator do processo, diretor Fernando Mosna, em seu voto. Conta de luz seguirá sem taxa extra em fevereiro, decide Aneel Divulgação/Agência Nacional de Energia Elétrica



IPCA-15: preços sobem 0,20% em janeiro, ligeiramente abaixo das projeções


27/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Míriam: IPCA-15 trouxe uma boa e uma má notícia O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, foi de 0,20% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro resultado de 2026, o IPCA-15 acumulou alta de 4,50% na janela de 12 meses. O indicador permanece acima da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, mas dentro do intervalo de tolerância, que vai de 1,50% a 4,50%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O resultado ficou 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em dezembro, quando o índice avançou 0,25%. Em janeiro de 2025, o indicador havia subido apenas 0,11%, o menor avanço para o primeiro mês do ano desde o início do Plano Real. A expectativa dos economistas era de que o IPCA-15 subisse 0,22% em janeiro e acumulasse alta de 4,52% nos últimos 12 meses. O resultado, portanto, ficou ligeiramente abaixo do esperado. Veja abaixo a variação dos grupos em janeiro: Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) registraram queda em janeiro. Por outro lado, Saúde e cuidados pessoais puxaram as altas do mês, variando 0,81%. Alimentação e bebidas: 0,31% Habitação: -0,26% Artigos de residência: 0,43% Vestuário: 0,28% Transportes: -0,13% Saúde e cuidados pessoais: 0,81% Despesas pessoais: 0,28% Educação: 0,05% Comunicação: 0,73% Saúde puxa os preços em janeiro O grupo Saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto no índice em janeiro, de 0,11 p.p., e também a maior variação, de 0,81%, após o recuo de 0,01% em dezembro. Os principais destaques foram: 🧴 Produtos de higiene pessoal: alta de 1,38%, após recuo de 0,78% em dezembro (impacto de 0,05 p.p.) 🏥 Plano de saúde: alta de 0,49% no mês, com impacto de 0,02 p.p. Com aumento de 0,73%, o grupo Comunicação registrou a segunda maior variação, puxada pelo subitem aparelhos telefônicos, que subiu 2,57% em janeiro. Após a queda de 0,64% em dezembro, os artigos de residência avançaram 0,43%, influenciados pelo aumento de 1,79% em itens de TV, som e informática. O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio interrompeu sete meses consecutivos de queda e subiu 0,21%, com as maiores altas observadas em: 🍅 Tomate (16,28%) 🥔 Batata‑inglesa (12,74%) 🍎 Frutas (1,65%) 🥩 Carnes (1,32%) Entre os que tiveram queda, destacaram-se: 🥛 Leite longa vida (‑7,93%) 🍚 Arroz (‑2,02%) ☕ Café moído (‑1,22%) Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,56%, com aumentos de 0,77% nos lanches e 0,44% nas refeições. Ainda entre as, os combustíveis avançaram 1,25%, puxados pelo etanol (3,59%), pela gasolina (1,01%), pelo gás veicular (0,11%) e pelo óleo diesel (0,03%). O que mais influenciou a prévia da inflação em janeiro? O grupo Transportes recuou 0,13% em janeiro, pressionado principalmente pela queda das passagens aéreas (-8,92%) e do ônibus urbano (-2,79%). A redução no transporte coletivo foi influenciada pela implementação da tarifa zero aos domingos e feriados em Belo Horizonte, que provocou queda de 18,26%. Nos ônibus urbanos, foram aplicados reajustes tarifários em várias cidades: Fortaleza: alta de 5,90% (impacto de 20,00%). Rio de Janeiro: alta de 2,13% (impacto de 6,38%). Salvador: alta de 1,15% (impacto de 5,36%). São Paulo: alta de 4,58% (impacto de 6,00%), considerando gratuidades aos domingos e feriados. Belo Horizonte: alta de 4,58% (impacto de 8,70%), também com tarifa zero nos finais de semana. Curitiba: queda de 0,37% devido às gratuidades. Brasília: queda de 0,69% devido às gratuidades. Belém: aumento de 3,73%. No metrô, a variação foi de 2,52%, puxada pelo reajuste de 3,85% em São Paulo (4,58%) a partir de 6 de janeiro e pela queda de 0,69% em Brasília devido às gratuidades. O mesmo reajuste do metrô se aplicou aos trens em São Paulo (2,43%). A integração do transporte público em São Paulo caiu 0,94%, refletindo tanto as gratuidades quanto os ajustes tarifários. O subitem táxi avançou 0,42%, puxado pelo reajuste de 4,92% no Rio de Janeiro (1,94%), aplicado desde 2 de janeiro. Já o grupo Habitação recuou 0,26% em janeiro, puxado principalmente pela queda de 2,91% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto negativo do mês (-0,12 p.p.). 🟡 Em dezembro, a bandeira tarifária era amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. 🟢 Em janeiro, passou a vigorar a bandeira verde, sem custo extra para os consumidores. Além disso, o resultado também refletiu o reajuste tarifário de 21,95% aplicado em uma concessionária de Porto Alegre (-0,47%) a partir de 22 de novembro. Inflação desacelerando Na avaliação do economista Maykon Douglas, de modo geral, a inflação continua arrefecendo e apresenta um perfil mais favorável. “A média dos núcleos de inflação subiu 4,3% na comparação anual, voltando ao intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central.” O economista observa, no entanto, que a inflação de serviços intensivos em trabalho, mais sensível às condições de emprego, segue acelerando. 🔎 A média anualizada dos últimos três meses, sem ajuste sazonal, subiu de 7,6% para 8%, o maior patamar desde outubro de 2022, refletindo um mercado de trabalho ainda apertado. Para Douglas, os resultados indicam que a política monetária permanece no caminho certo, mas reforçam sua avaliação de que o Banco Central “não cortará os juros na reunião desta semana, mas, sim, em março”. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, destaca que, quando observadas as variações em 12 meses, essas mesmas métricas mostram desaceleração, indicando que, apesar da piora marginal no curto prazo, a tendência anual ainda é favorável. Ainda assim, ele chama atenção para os serviços intensivos em mão de obra. “Eles seguem refletindo o dinamismo persistente do mercado de trabalho e constituem um dos principais focos de atenção para a condução da política monetária.” Sung ressalta que, apesar de o IPCA-15 ter apresentado uma leve piora qualitativa, o quadro inflacionário brasileiro continua em processo de desinflação. “Esse movimento é sustentado pela valorização recente do câmbio, pela maior estabilidade das commodities, pela queda nos preços dos alimentos e pela desaceleração dos custos de produção — tanto no setor agrícola quanto no industrial.” Renda cresce, mas inflação reduz o poder de compra dos brasileiros Reprodução/TV Globo



Dólar cai a R$ 5,20 e tem menor patamar desde maio de 2024; Ibovespa bate novo recorde


27/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta terça-feira (27) em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,2056 — no menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,79% e registrou um novo recorde de fechamento, aos 181.919 pontos. ▶️ No Brasil, o principal destaque ficou com a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mostrou alta de 0,20%, levemente abaixo das projeções, de 0,22%. ▶️ O dado de inflação foi divulgado em meio às expectativas pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para amanhã, na chamada Superquarta. A previsão do mercado é que tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quanto o Federal Reserve (banco central americano) anunciem a manutenção de suas respectivas taxas de juros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Investidores também monitoram com cautela as sinalizações do presidente Donald Trump sobre o novo nome escolhido para liderar o Fed. Há temores de que o indicado sofra pressão política para cortar juros mais rápido, o que poderia enfraquecer a independência do banco central. ▶️ Nos EUA também voltou ao radar o risco de paralisação do governo americano (shutdown), devido ao impasse no Congresso sobre o Orçamento e a área de segurança. As preocupações voltaram a pesar nos mercados após Trump mudar de postura em relação ao estado de Minnesota, onde uma onda de protestos ganhou tração após a morte de um homem pela Patrulha das Fronteiras — o que reacendeu debates sobre a atuação do departamento de segurança interna dos EUA. ▶️ Ainda no cenário internacional, a União Europeia (UE) e a Índia fecharam um grande acordo comercial após 20 anos de negociações, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado de cerca de 2 bilhões de pessoas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,41%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%. 📈Ibovespa x Acumulado da semana: +1,71%; Acumulado do mês: +12,91%; Acumulado do ano: +12,91%. Inflação menor do que o esperado A prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo do esperado pelo mercado, de alta de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%. Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais (como plano de saúde e produtos de higiene) e de comunicação (especialmente celulares). A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto leite, arroz e café ficaram mais baratos. Por outro lado, os preços de transportes caíram, principalmente por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas como tarifa zero em algumas cidades. De olho nos juros A prévia da inflação de janeiro foi divulgada em meio às expectativas pela primeira decisão de juros deste ano. A estimativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha as taxas inalteradas nesta semana, mas dê início ao ciclo de cortes ainda no primeiro trimestre de 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), os economistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica (Selic) encerre 2026 em 12,25% ao ano — uma queda de 2,75 pontos percentuais (p.p.) em comparação ao atual patamar, de 15% ao ano. A pesquisa do Focus é realizada semanalmente com mais de 100 instituições financeiras. LEIA TAMBÉM: Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos A decisão do Copom acontece no mesmo dia em que os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também se reúnem para definir as taxas de juros por lá, na chamada Superquarta. No caso americano, a expectativa também é de manutenção das taxas. A principal preocupação, no entanto, fica por conta da sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed. Em afirmações recentes, o presidente americano voltou a atacar o presidente da instituição, Jerome Powell, ao ameaçar indiciá-lo por declarações feitas ao Congresso sobre o projeto de reforma de um edifício. Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central. O mandato de Powell termina em maio. Tensões geopolíticas e novos acordos comerciais Enquanto isso, as tensões geopolíticas continuam. Nesta segunda, Trump decidiu aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, como carros, madeira e remédios. O presidente dos EUA disse que tomou essa decisão porque o Parlamento sul-coreano não cumpriu um acordo comercial feito no ano passado. A Coreia do Sul afirmou que vai tentar negociar. Ao mesmo tempo, a China anunciou que vai se aproximar ainda mais da Rússia, aumentando a cooperação entre os dois países para enfrentar riscos externos, principalmente depois que os EUA divulgaram uma nova estratégia de defesa. Além disso, também ficou no radar dos investidores o novo pacto comercial entre a Europa e a Índia, firmado nesta terça-feira (27). O tratado reduz tarifas em vários setores e deve ampliar o comércio entre as duas regiões. A UE espera economizar até 4 bilhões de euros por ano com a queda das taxas indianas, enquanto a Índia quer aumentar exportações de têxteis, joias e produtos de couro. Entre os principais cortes estão os impostos sobre carros europeus (de 110% para 10%), vinho (de 150% para 20%) e produtos como massas e chocolate, que terão tarifas zeradas. O acordo também prevê cooperação em áreas como tecnologia, investimentos, circulação de trabalhadores, educação, segurança e defesa. Em um cenário global instável, UE e Índia buscam se fortalecer economicamente e reduzir a dependência de grandes potências como China, Rússia e Estados Unidos. Bolsas globais Em Wall Street, os índices fecharam sem direção única nesta terça-feira, conforme investidores aguardam pela decisão de juros do Fed. O S&P 500 subiu 0,42%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,91%. O Dow Jones, por sua vez, caiu 0,83%. Do outro lado do Atlântico, a maioria dos índices europeus fechou em alta nesta terça-feira, impulsionadas pelo noticiário corporativo positivo na região. Entre os destaques, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,6% e atingiu seu nível mais alto em uma semana. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,58%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,27%. Na Alemanha, por sua vez, o índice DAX caiu 0,15% na sessão. As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, puxadas por sinais de melhora nos lucros das empresas chinesas e pelo bom desempenho recente das bolsas americanas Na China, o índice de Xangai subiu 0,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, ficou praticamente estável, com leve queda de 0,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,35%, refletindo principalmente a alta das ações de tecnologia. Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento positivo. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,85%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte alta de 2,73%. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,79%. Já em Cingapura, o Straits Times ganhou 1,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,92%. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik *Com informações da agência de notícias Reuters



Vendas de elétricos na UE ultrapassam pela primeira vez as de veículos a gasolina


27/01/2026 11:51 - g1.globo.com


BYD SUPERA TESLA E VENDE MAIS CARROS ELÉTRICOS NO MUNDO As vendas de carros totalmente elétricos superaram as de veículos a gasolina na União Europeia pela primeira vez em dezembro, mesmo diante da proposta de parlamentares de flexibilizar as regras de emissões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA, na sigla em francês). Os emplacamentos de veículos elétricos a bateria — indicador de vendas — também superaram os de carros a gasolina no mercado europeu ampliado, que inclui Reino Unido e Noruega, enquanto as vendas de automóveis no continente registraram o sexto mês consecutivo de crescimento anual. A concorrência de marcas chinesas como BYD, Changan e Geely intensificou a disputa pelo mercado europeu, mesmo com montadoras tradicionais como Volkswagen e BMW lançando novos modelos de veículos elétricos. A União Europeia revelou em dezembro um plano para abandonar a proibição efetiva de carros com motor a combustão a partir de 2035, cedendo à pressão dos fabricantes de automóveis, que enfrentam desafios como a concorrência de rivais chineses, tarifas de importação dos EUA e a dificuldade de vender veículos elétricos de forma lucrativa. BYD apresenta seu primeiro carro 100% elétrico brasileiro. Divulgação Números ainda devem aumentar Ainda assim, especialistas esperam que os veículos elétricos continuem ampliando sua participação no mercado europeu. O secretário-geral da E-Mobility Europe, Chris Heron, afirmou que as marcas europeias começaram a se adaptar com a introdução de veículos elétricos novos e mais acessíveis, enquanto os países passam a oferecer novos esquemas de incentivo. “Estamos vendo a adesão dos consumidores”, disse Heron. “Estamos confiantes de que as vendas em toda a Europa continuarão a crescer em 2026.” Os emplacamentos na Europa, no Reino Unido e na Associação Europeia de Livre Comércio para Volkswagen e Stellantis aumentaram 10,2% e 4,5%, respectivamente, em dezembro, enquanto caíram 2,2% na Renault. Os registros da Tesla caíram 20,2% no mês, enquanto os da BYD aumentaram 229,7%. Vendas totais aumentaram As vendas na UE, no Reino Unido e na Associação Europeia de Livre Comércio aumentaram 7,6%, para 1,2 milhão de carros em dezembro, e 2,4%, para 13,3 milhões no total de 2025, atingindo os maiores volumes em cinco anos, embora ainda abaixo dos níveis anteriores à pandemia, segundo dados da ACEA. As vendas totais de carros na UE aumentaram 5,8%, chegando a quase um milhão de unidades em dezembro, e 1,8%, alcançando 10,8 milhões no acumulado do ano. Os registros de dezembro de carros elétricos a bateria, híbridos plug-in e híbridos elétricos aumentaram 51%, 36,7% e 5,8%, respectivamente, representando, em conjunto, 67% dos registros do bloco.



Embraer anuncia acordo com grupo de bilonário indiano Adani para fabricar aviões na Índia


27/01/2026 10:31 - g1.globo.com


O Legacy 600 é uma das aeronaves da empresa brasileira usado na Índia. Liam McBurney/Pool via REUTERS O grupo indiano Adani e a empresa brasileira Embraer assinaram nesta terça-feira (27) um acordo para a construção de aviões na Índia, país que almeja se tornar uma referência mundial no setor da aviação. As duas empresas estabelecerão uma “linha de montagem” e vão colaborar na produção de aviões e na formação de pilotos, entre outras iniciativas, segundo comunicado conjunto. “O ecossistema proposto está destinado a apoiar a demanda interna e, simultaneamente, gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos”, acrescenta o comunicado, sem divulgar detalhes financeiros. A Adani, presidida pelo bilionário Gautam Adani, é um grande conglomerado que atua nos setores portuário e de energia. Com o acordo, o grupo busca impulsionar seus negócios no setor aeroespacial. LEIA TAMBÉM : UE e Índia fecham acordo que cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Força Aérea da Índia, país mais populoso do mundo, utiliza aviões da Embraer, incluindo o Legacy 600 e o “Netra” AEW&C, baseado no modelo ERJ145. “A Índia é um mercado fundamental para a Embraer”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Commercial Aviation, no comunicado. A Embraer anunciou em outubro que fechou o terceiro trimestre de 2025 com uma carteira de pedidos de 490 aeronaves. 🔎 Atualmente, a fabricante de aviões concentra sua produção principal no Brasil — em São José dos Campos (SP), Gavião Peixoto (SP), Botucatu (SP) e Taubaté (SP) —, mantém fábrica de jatos executivos nos Estados Unidos (Flórida) e possui instalações industriais e parcerias em Portugal e outras regiões. Em 2025, as ações da Embraer, negociadas sob o ticker EMBJ3 na B3, acumularam alta de 57,84% no ano e de 68,12% nos últimos 12 meses, impulsionadas pela venda de aviões e por novas encomendas. Bilionário indiano Gautam Adani durante evento em 2022. Rupak De Chowdhuri/Reuters



UE e Índia fecham acordo que cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo


27/01/2026 10:15 - g1.globo.com


O presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi Reuters A União Europeia (UE) e a Índia formalizaram nesta terça-feira (27) um amplo acordo que, após duas décadas de negociações, criará uma zona de livre comércio envolvendo cerca de 2 bilhões de pessoas. Em um cenário geopolítico instável, o pacto busca proteger ambas as partes da concorrência chinesa e dos impactos da guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos. “O acordo trará muitas oportunidades”, afirmou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, antes de se reunir com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Ele representa quase 25% do PIB mundial e um terço do comércio internacional”, acrescentou. “Europa e Índia fizeram história hoje”, escreveu Von der Leyen na rede social X. “Concluímos o maior acordo de todos. Criamos uma zona de livre comércio de 2 bilhões de pessoas que beneficiará ambos os lados”, afirmou. Os últimos entraves para a conclusão do texto foram superados na segunda-feira, durante as negociações finais. A UE e a Índia esperam que o acordo estimule o comércio ao reduzir tarifas em diversos setores. Segundo Bruxelas, a diminuição das taxas indianas sobre produtos europeus deve permitir que a UE economize até 4 bilhões de euros por ano (US$ 4,75 bilhões ou R$ 25,1 bilhões). A Alemanha classificou o pacto como um motor de “crescimento e geração de empregos”. O anúncio ocorre após a UE ter firmado, em 17 de janeiro, um acordo com o Mercosul, depois de mais de 25 anos de negociações, criando outra das maiores zonas de livre comércio do mundo. No entanto, o Parlamento Europeu enviou o tratado à Justiça do bloco para avaliar sua legalidade, o que suspendeu a ratificação por um ano e meio. Automóveis, vinho e chocolate Com o acordo entre a UE e a Índia, as tarifas indianas sobre veículos “made in Europe” cairão de 110% para 10%. As taxas sobre o vinho passarão de 150% para 20%, enquanto as aplicadas à massa e ao chocolate, hoje em 50%, serão totalmente eliminadas, segundo autoridades europeias. “A UE espera se beneficiar do maior nível de acesso já concedido a um parceiro comercial ao mercado indiano, tradicionalmente protegido”, disse Von der Leyen ao desembarcar na Índia no domingo. A presidente da Comissão Europeia avalia que o bloco poderá dobrar suas exportações. A Índia, por sua vez, espera ampliar as vendas externas de têxteis, joias, pedras preciosas e produtos de couro, segundo Modi. Em 2024, as partes negociaram mercadorias no valor de 120 bilhões de euros (US$ 142 bilhões ou R$ 751 bilhões, alta de quase 90% em dez anos) e serviços que somaram 60 bilhões de euros (US$ 71 bilhões ou R$ 375 bilhões), de acordo com dados da UE. Bruxelas demonstra interesse no vasto mercado do país mais populoso do mundo, com 1,5 bilhão de habitantes, e em seu forte crescimento econômico, de 8,2% em ritmo anual no último trimestre. Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Índia deve superar neste ano o Japão e se tornar a quarta maior economia do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Alemanha. O país poderá alcançar o terceiro lugar antes de 2030, segundo o governo indiano. Nova Délhi considera a Europa uma fonte essencial de tecnologia e investimentos, necessários para acelerar a modernização do país e criar milhões de empregos. A UE e a Índia também pretendem firmar acordos sobre a circulação de trabalhadores temporários, intercâmbio de estudantes, pesquisadores e profissionais altamente qualificados, além de um pacto nas áreas de segurança e defesa. “Índia e Europa fizeram uma escolha clara: a da parceria estratégica, do diálogo e da abertura”, escreveu Von der Leyen no X. “Mostramos a um mundo dividido que existe outro caminho possível. Na área militar, Nova Délhi vem diversificando suas compras de equipamentos, reduzindo a dependência de seu fornecedor histórico, a Rússia, enquanto a Europa tenta adotar estratégia semelhante em relação aos Estados Unidos. Veja os vídeos que estão em alta no g1



Frigoríficos lucram com venda de pênis bovino: órgão vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia


27/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Pênis do boi vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia Já pensou em comer um ensopado de pênis bovino? Para muitos brasileiros, isso pode parecer estranho. Na Ásia, porém, o produto é bastante consumido, principalmente na China. Na medicina tradicional chinesa, o pênis dos animais é considerado afrodisíaco para homens, incluindo o do boi. Isso porque, nesse conceito, alimentos feitos de determinados órgãos podem tratar essa mesma parte no organismo de quem o consome, explica Jiang Pu, consultora gastronômica do Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina). Nessa cultura, o consumo do pênis prolonga o tempo da ereção e aumenta o desejo sexual. No país, é mais comum o uso de cabrito e de porco. O órgão de tigre também pode ser preparado com esse propósito e é considerado mais poderoso, afirma Pu. O pênis bovino também é valorizado por absorver bem temperos e caldos. O consumo pode acontecer de várias formas: in natura, cozido, ensopados, desidratado ou até mesmo em pó, sendo que o desidratado é o mais comum. Já no Brasil, o produto, que também é conhecido como vergalho, é voltado para o mercado pet, comercializado como petisco. Segundo as marcas que vendem o alimento, ele ajuda a reduzir o tédio do animal, ao estimular o cachorro a roer, e contribui para a limpeza dos dentes. Cadeia especializada em pratos com pênis faz sucesso na China Wang Zhao/AFP Leia também: China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil? Produzido em todo o Brasil A extração do pênis bovino é simples, informa Marcos de Paula, especialista em exportação da Sul Beef. Diferente do ser humano, o pênis do boi é interno e pode chegar até um metro de comprimento. Após a retirada, o vergalho é higienizado e tem suas membranas retiradas. Depois, cada peça é embalada individualmente. Para a venda, o pênis é desidratado. Com isso, o peso cai de cerca de 500 gramas para 200 gramas por unidade. "Do boi a gente só não aproveita o berro. E se bobear, o patrão manda fazer um CD com ele", brinca de Paula. Ele explica que todas as partes do boi são aproveitadas e comercializadas. A crina das orelhas, por exemplo, é usada para fazer pincéis. Os chifres viram berrantes, cuias de chimarrão ou são moídos para uso em extintores de incêndio. Já o sangue e as glândulas vão para a indústria farmacêutica, onde podem virar remédios ou vacinas. Outros miúdos também são usados na culinária, como os testículos e o cérebro do boi. Todos os frigoríficos do Brasil comercializam o pênis bovino, diz o especialista em exportação da Sul Beef. Deste modo, o número de bois abatidos é o mesmo de vergalhos produzidos, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Por exemplo, no 3° trimestre de 2025, o Brasil abateu mais de 5 milhões de bovinos machos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, produziu mais de 5 milhões de vergalhos. Vergalho bovino cru Divulgação / Sul Beef Saiba também: Parmesão e gorgonzola: quais alimentos feitos no Brasil poderão seguir com os mesmos nomes após o acordo UE-Mercosul Para onde vai o vergalho Atualmente, não há dados específicos sobre o volume exportado de pênis bovino. Isso ocorre porque, nos dados oficiais, o produto aparece na categoria de “miudezas comestíveis de bovinos frescas ou refrigeradas”, junto com outros órgãos, como o rim. Quando é processado, também pode entrar na categoria de “preparações alimentícias”, diz Andrade. Ao todo, o Brasil faturou US$ 231.752 com a venda de miudezas comestíveis de bovinos frescas ou refrigeradas para o exterior, segundo a Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura que reúne dados de exportação. Em Hong Kong, o valor da tonelada do produto pode chegar a US$ 6 mil, segundo o Imac. Segundo De Paula, o valor é superior a outros miúdos vendidos para a China. Por exemplo, o omaso, que é uma parte do estômago do boi, tem a sua tonelada comercializada por até US$ 5,5 mil e o bucho por até US$ 4 mil. O frigorífico Sul Beef, do Mato Grosso, divulgou que mais de 90% de suas vendas de vergalho vão para o mercado asiático. O restante vai para o setor pet, com foco no Brasil, no Paraguai e nos Estados Unidos. Mas o vergalho já foi mais popular entre os chineses. Isso porque o principal público é a população idosa, que hoje representa uma parcela menor. "É o mesmo caso, por exemplo, quando a gente pensa aqui no mercado nacional, alguns pratos mais tradicionais, como o caldo de mocotó e a buchada de bode, que usam muitos miúdos, já não são muito consumidos pelos jovens. Então o mesmo acontece na China. [...] Os jovens ocidentalizaram o hábito de consumo", explica Andrade. Para o diretor, o grande volume da produção brasileira é para petiscos para cachorros. Segundo ele, houve um crescimento dos cuidados com pets nos últimos anos. "Ele é um produto natural, rico em nutrientes para o animal e acabou sendo industrializado de uma maneira muito prática", afirma. No mercado interno, o preço médio do quilo chega a R$ 21, informa o Imac. O preço do produto pronto para o consumo do pet varia conforme o peso. Em uma pesquisa online realizada pelo g1 na quinta-feira (22), foram encontrados vergalhos de R$ 12 até R$ 80. Veja também: Trump quer punir quem fizer comércio com o Irã: quais produtos do agro o Brasil compra e vende para lá? Cachorro comendo petisco de vergalho bovino Divulgação / Natuka Segundo o chef Xiao Shan, comida preparada com pênis de animais aumenta a libido Wang Zhao/AFP



Mega-Sena pode pagar R$ 92 milhões nesta terça-feira


27/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.965 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 92 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (27), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado (24), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Trump eleva para 25% tarifas sobre produtos da Coreia do Sul


26/01/2026 22:44 - g1.globo.com


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que irá elevar de 15% para 25% as tarifas sobre importações da Coreia do Sul, incluindo as ligadas aos setores automotivo, madeireiro e farmacêutico. Ao justificar a medida, o republicano acusou o Legislativo do país aliado de “não cumprir” o acordo comercial firmado com os EUA. O anúncio foi feito pelas redes sociais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Como o Legislativo coreano não aprovou nosso histórico acordo comercial — o que é prerrogativa deles —, estou, por meio deste, aumentando as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todas as demais tarifas recíprocas de 15% para 25%", escreveu Trump. Poucas horas após a publicação, o gabinete presidencial da Coreia do Sul afirmou que ainda não havia sido notificado oficialmente sobre o aumento de tarifas. Informou ainda que um assessor presidencial sul-coreano se reunirá com os ministérios envolvidos para discutir medidas. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o governo sul-coreano, o ministro da Indústria, Kim Jung-kwan, que está em viagem no Canadá, deverá visitar os EUA entre 28 e 31 de janeiro e se reunir com o secretário de Comércio, Howard Lutnick. A Coreia do Sul vinha trabalhando para implementar um acordo anunciado com Washington no ano passado, que reduziu para 15% as tarifas dos EUA sobre grande parte de suas exportações. No início deste mês, porém, o ministro das Finanças da Coreia do Sul afirmou que o investimento planejado de US$ 350 bilhões do país em setores estratégicos dos EUA, previsto no acordo comercial, dificilmente começará no primeiro semestre de 2026. Entre as justificativas, o ministro citou a fraqueza do won, a moeda local. A perspectiva de grandes saídas de capital tem preocupado as autoridades em Seul, em um momento em que o won recuou para níveis não vistos desde a crise financeira global de 2007 a 2009. Trump tem usado as tarifas como instrumento de pressão ao longo de seu segundo mandato na política externa. Economistas levantaram preocupações sobre essa abordagem, que também enfrenta um teste em um processo em andamento na Suprema Corte dos EUA. O acordo entre EUA e Coreia do Sul No acordo firmado entre os aliados no ano passado, Washington e Seul concordaram em fixar em 15% as tarifas sobre importações americanas de automóveis e autopeças da Coreia do Sul, ante 25% anteriormente, alinhando-as às praticadas por concorrentes japoneses. Os dois países afirmaram no ano passado que, como parte do investimento sul-coreano de US$ 350 bilhões em setores estratégicos dos EU, Seul pagaria US$ 200 bilhões em dinheiro, em parcelas escalonadas limitadas a US$ 20 bilhões por ano, com o objetivo de preservar a estabilidade do won. Josh Lipsky, diretor de economia internacional do Atlantic Council, afirmou que a ação de Trump em relação à Coreia do Sul reflete impaciência com o ritmo de implementação, por parte de Seul, do acordo-quadro de comércio. “É apenas mais um lembrete de que os mercados estavam errados ao acreditar que entraríamos em um período de estabilidade tarifária em 2026”, afirmou Lipsky. “As pessoas dizem: ‘Ah, mas ele não leva adiante’, e às vezes isso é verdade, mas às vezes não. E a volatilidade por si só — há um custo associado a isso", acrescentou. O presidente Donald Trump durante evento com jornalistas em 20 de janeiro de 2026 REUTERS/Jessica Koscielniak * Com informações da agência de notícias Reuters



Brasil tem 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, maior número em cinco anos


26/01/2026 18:00 - g1.globo.com


Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos, segundo dados exclusivos obtidos pelo g1 junto ao Ministério da Previdência Social. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde pela segunda vez em 10 anos O volume reforça uma tendência de alta nos pedidos de benefício por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença — e ajuda a traçar um retrato dos principais problemas de saúde que têm tirado trabalhadores de suas atividades. 🔎 O benefício é concedido pelo INSS quando o segurado precisa se afastar do trabalho por mais de 15 dias e passa por perícia médica. Em 2025, as dores e lesões físicas seguiram como o principal motivo para a concessão. As dores nas costas e os problemas na coluna lideraram as concessões de benefícios no país. Em 2025, a dorsalgia (a dor nas costas) foi a principal causa de afastamento de licença, com 237.113 pedidos concedidos. Ela se mantém no topo do ranking desde 2023. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na sequência aparecem os outros transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos. O raio-x dos afastamentos, no entanto, mostra que outro tipo de doença ganhou peso e passou a disputar espaço com essas causas tradicionais: o emocional. No ano passado, o g1 já havia revelado que o país enfrentava uma crise de saúde mental, com o maior número de licenças causadas por transtornos mentais em 10 anos. Agora, os dados mostram que o país bateu um novo recorde. Os casos de ansiedade e depressão cresceram em relação ao ano anterior e, se somados, já formam o segundo maior motivo de afastamento do trabalho no Brasil, atrás apenas das doenças da coluna. Veja abaixo o top 10 das doenças que mais geraram benefícios entre 2021 e 2025. 🤔 Quando um trabalhador pode ser afastado do trabalho por doença? O afastamento do trabalho por motivo de saúde ocorre quando o trabalhador fica temporariamente incapaz de exercer suas atividades. Nos casos em que a licença ultrapassa 15 dias consecutivos, é necessário passar por uma perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que avalia se a doença justifica o afastamento. E o pagamento funciona assim: Durante os primeiros 15 dias, o salário é pago pela empresa. A partir do 16º dia, caso a perícia reconheça a incapacidade temporária, o trabalhador passa a receber o valor pago pelo INSS. O benefício é concedido enquanto durar a incapacidade, podendo ser prorrogado ou encerrado conforme nova avaliação médica. Para ter direito à licença, o trabalhador precisa apresentar laudos, atestados e exames médicos que comprovem a condição de saúde. Uma mesma pessoa pode ser afastada mais de uma vez ao longo do ano, em licenças distintas, e cada afastamento é contabilizado separadamente nas estatísticas oficiais. 📝 Quem tem direito ao auxílio-doença do INSS? Qualquer pessoa segurada pelo INSS tem direito ao auxílio-doença, incluindo empregados CLT, autônomos, empreendedores, facultativos ou contribuintes individuais. Caso a pessoa esteja desempregada, ela tem uma carência de 12 meses, no caso de acidente de trabalho, para pleitear o benefício ainda na qualidade de segurado. Veja os vídeos que estão em alta no g1



Lula conversa com Trump por telefone sobre situação na Venezuela e combina visita a Washington


26/01/2026 16:42 - g1.globo.com


Lula conversa com Trump por telefone; petista marca visita a Washington O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (26). Durante a ligação, os dois trataram sobre a situação na Venezuela e combinaram uma visita do petista a Washington, nos próximos meses. "No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz a nota divulgada pelo governo brasileiro. Esta foi a primeira conversa entre Lula e Trump desde que os Estados Unidos invadiram a Venezuela e retiraram do poder o dirigente Nicolás Maduro, no início deste mês. O ditador venezuelano está detido em território americano desde o ataque. Lula, no entanto, já deu declarações públicas condenando a ação militar no país vizinho. Na última sexta-feira (23), o petista chamou o episódio de "falta de respeito" e disse que a América Latina não vai abaixar a cabeça para ninguém. Ele também afirmou que o mundo vive um momento “muito crítico” do ponto de vista político e disse que a Carta das Nações Unidas (ONU) está sendo “rasgada”, com a prevalência da chamada “lei do mais forte” nas relações internacionais. A expectativa é que Lula aproveite a instabilidade no cenário internacional para reiterar o pedido de reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, um pleito do petista desde o primeiro mandato, em 2002 (entenda mais abaixo). 🔎Lula tem viagens previstas para Índia e Coreia do Sul em fevereiro. Só após essas agendas, os governos brasileiro e americano devem bater o martelo sobre a visita de Lula a Washington. Conselho da Paz A conversa durou 50 minutos, de acordo com o Planalto. Entre outros temas, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump, também entrou em pauta. No entanto, Lula não confirmou se vai integrar a iniciativa. Ao comentar a proposta, o presidente brasileiro propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão humanitária e a situação da Faixa de Gaza, e preveja um assento para a Palestina nos debates. De acordo com fontes da diplomacia ouvidas pela TV Globo, o Brasil não tem pressa para responder o convite de Trump. A expectativa é que, em vez de uma resposta direta, o governo envie pedidos de esclarecimentos técnicos sobre as brechas jurídicas do estatuto de Trump. A avaliação da diplomacia é de que o Brasil não deve aceitar um convite no qual países apenas aderem a um estatuto pronto e unilateral escrito por Washington. Para o governo brasileiro, um conselho que já nasce sob a presidência fixa dos EUA e com apoio explícito de apenas um dos lados do conflito é visto com preocupação. Durante a conversa com Trump, Lula aproveitou a ocasião para defender, novamente, uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Outros temas Lula e Trump também trocaram informações sobre a situação econômica dos dois países e avaliaram que há boas perspectivas para as economias brasileira e norte-americana. Trump afirmou que o crescimento de Brasil e Estados Unidos é positivo para a região das Américas como um todo. Os presidentes também destacaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou na retirada de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros, também segundo relato do Planalto. O presidente brasileiro manifestou interesse em ampliar a parceria nas áreas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do congelamento de ativos de grupos criminosos e do intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A iniciativa, segundo o Planalto, foi bem recebida por Trump. Lula e Trump se encontram na Malásia. Ricardo Stuckert/PR - Esta reportagem está em atualização.



Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras


26/01/2026 15:10 - g1.globo.com


Petrobras vai reduzir preço da gasolina em 5,2% A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano. Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro. A última alteração no preço da gasolina havia ocorrido em outubro de 2025. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%", diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo) A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022. Preços na bomba Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos. A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal. São eles: Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores; Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C; Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins; Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação. Veja a nota da Petrobras A partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%. Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%. Fachada da Petrobras Reprodução Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1



Como foi 'inventado' o feijão que está no prato de 60% dos brasileiros


26/01/2026 13:47 - g1.globo.com


Como foi 'inventado' o feijão que está no prato de 60% dos brasileiros Adobe Stock O feijão sempre esteve na base da alimentação do brasileiro — antes mesmo de o território se tornar Brasil. Já era consumido pelos nativos antes mesmo da chegada dos colonizadores europeus, lembra a gastrônoma e historiadora Camila Landi. Os povos originários costumavam comer feijão combinando-o com farinha de mandioca, aponta ela, que é professora e coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Até os anos 1960, eram muitas as variedades que coexistiam e dividiam as preferências, tanto dos produtores quanto dos consumidores. No Estado de São Paulo, por exemplo, eram comuns os feijões bico-de-ouro, rosinha, jalo, chumbinho, manteiga, mulatinho e roxinho. Desde os anos 1970, contudo, há um tipo que é preponderante no prato do brasileiro: o feijão-carioca, ou o feijão-carioquinha. Trata-se de um grão marrom claro, rajado com manchas mais escuras. Hoje ele é consumidor por 60% dos brasileiros, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O sucesso do feijão carioquinha é produto do trabalho da ciência brasileira, desenvolvido a partir de uma mutação que surgiu espontaneamente em uma plantação no interior de São Paulo. Menos feijão, mais doenças Menos feijão, mais doenças: queda no consumo do alimento coincide com avanço de doenças crônicas no país De uma bem-vinda mutação ao trabalho da ciência Um dos protagonistas dessa história é o engenheiro agrônomo Luiz D'Artagnan de Almeida, considerado o "pai do carioquinha", que morreu no último dia 2 de janeiro. Em um artigo publicado na revista da Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos em 2017, em coautoria com a engenheira agrônoma Elaine Bahia Wutke, pesquisadora no Instituto Agronômico, em Campinas, ele contou como o carioca acabou se tornando "a mais bem sucedida cultivar na história brasileira do feijão". "Cultivar" é o termo que designa as plantas desenvolvidas a partir de técnicas de melhoramento genético, geralmente com o objetivo de atingir características agronômicas superiores, como maior produtividade e maior resistência a pragas. É diferente, por exemplo, da "variedade", que designa um grupo com diferenças que se desenvolveram naturalmente dentro de uma mesma espécie. Assim, o feijão-carioca é uma cultivar, não uma variedade. Crise do açaí: o que está roubando o 'arroz com feijão' dos mais pobres em Belém? O relato do agrônomo conta que tudo começou em 1963, no município paulista de Ibirarema, quando o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes percebeu uma novidade em sua lavoura de feijão. Antunes, que depois enveredaria por carreira política, chegando a ser prefeito da cidade, era então chefe da Casa da Agricultura local. Na fazenda Bom Retiro, de sua propriedade, ele havia semeado um feijoeiro do cultivar chumbinho — que apresenta casca marrom-escura. "Passado um tempo, ele e um tio constataram algumas plantas cujos grãos possuíam textura listrada, manchados de preto e marrom, nessa mesma lavoura", escreveu Almeida. Segundo o agrônomo relata em seu artigo, Antunes era dado a uma "curiosidade profissional" pelas "coisas do campo" e então decidiu, por si só, fazer "uma experiência prática". "Percebendo que essas novas plantas eram mais robustas, cresciam com muita facilidade, eram menos suscetíveis às doenças e mais produtivas, fez seleção massal, acreditando se tratar de uma mutação genética natural", aponta. O engenheiro químico Luiz Gustavo Lacerda, professor de engenharia de alimentos na Universidade Estadual de Ponta Grossa, ressalta que esse é um capítulo importante da história, o fato de que ela começa a partir de "uma mutação natural". Deixar o feijão de molho ajuda na digestão? Entenda como tornar o preparo mais saudável "Muitas pessoas acreditam que surgiu por meio de modificações genéticas, em laboratório. Isso não é verdade", pontua ele à BBC News Brasil. A seleção massal realizada por Antunes é um método de melhoramento genético mais simples, feito a partir da colheita e mistura das sementes de plantas diferentes. Em sua casa, o feijão foi preparado e a família aprovou. O caldo parecia consistente e o aroma, atrativo. Três anos depois, Antunes resolveu separar um saco de 30 quilos desse feijão para análise. O material foi encaminhado ao Instituto Agronômico, em Campinas, órgão de pesquisa e desenvolvimento do governo estadual paulista. Foi quando, como pontua o artigo, a amostra foi "oficialmente catalogada" sob a denominação carioca — e o número I-38700. Luiz D'Artagnan de Almeida foi então designado como "responsável direto pelas avaliações", "pela multiplicação dessa cultivar" e para "seu futuro lançamento". Havia, porém, um receio: o preconceito dos consumidores. Naquela época, era estranho um feijão que não tivesse coloração homogênea. Poderia parecer algo ruim, estragado. Era preciso ressaltar os prós, para que os contras — de fundo meramente estético ou mesmo de hábito — fossem abafados. D'Artagnan de Almeida e sua equipe não só fizeram pesquisas. Dedicaram-se a divulgar os resultados. Viraram embaixadores do novo feijão. A primeira apresentação pública da variedade ocorreu em agosto de 1968, em encontro técnico realizado em Serra Negra. "Os pesquisadores divulgaram os animadores resultados que comprovavam a produtividade superior, a resistência às doenças prevalentes na época e as qualidades culinárias desse feijão", pontua o texto de Almeida. Em estudo publicado em 1971, foi constatado que o carioquinha rendia muito mais do que as outras variedades. Em média, produzia 1.670 quilos por hectare, enquanto bico-de-ouro e rosinha ficavam na casa dos 1.280 quilos. Mas se as vantagens para o produto pareciam inquestionáveis, ainda havia a barreira da preferência do consumidor. Em ata de reunião ocorrida na Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo em outubro daquele ano, ficou registrado que era preciso implementar um plano de multiplicação das novas sementes — mas havia o problema: "a premissa de sua não aceitação". No artigo, o agrônomo conta que "era bastante difícil a introdução e oferta de cultivares com sementes cujo tegumento fosse de coloração pintada ou rajada, como no caso do carioca". D'Artagnan de Almeida era um dos que advogavam para o fato de que era preciso também ressaltar as qualidades alimentícias do produto — e não só suas vantagens produtivas. No caso, suas referências vieram de casa. Afinal, se ainda quando a seleção da cultivar estava sendo feita, ele levou amostras para que sua mulher cozinhasse e o resultado havia sido aprovado pela família, ele também podia contar com o veredito profissional materno. A mãe do agrônomo talvez tenha sido a primeira a fazer o carioquinha de forma não caseira. Então proprietária de um restaurante em Monte Mor, no interior paulista, ela passou a usar o carioca em vez do feijão-preto em sua receita de feijoada. O engenheiro agrônomo Sérgio Aguusto Morais Carbonell, pesquisador do Instituto Agronômico, ressalta à BBC News Brasil este ponto. Além de a nova variedade produzir mais e ser mais resistente a pragas, "o feijão fazia um bom caldo e era muito saboroso". De forma massiva, a investida popular veio por campanha de marketing do governo paulista, que chegou a distribuir para as pessoas pacotinhos de meio quilo do novo feijão, acompanhados de encartes com receitas. Em parceria com a Associação dos Supermercados de São Paulo, o governo também montou barracas de degustação do novo feijão nos pontos de venda. Lançamento A cultivar foi oficialmente lançada em 1969, sob a responsabilidade de D'Artagnan de Almeida. Cinco sacas do feijão foram destinadas à multiplicação e amostras de semestres passaram a ser distribuídas a produtores, sobretudo na região sudoeste do estado, que concentrava a maior produção. Um folheto de quatro páginas acompanhava as amostras. Ali, além das vantagens produtivas, havia também a preocupação em apresentar as qualidades culinárias da nova versão — inclusive com receitas destinadas, àquela época, às donas de casa. Os agrônomos do Instituto de Campinas passaram a rodar o Estado dando palestras para agricultores e divulgando o novo feijão. Nessa campanha, eles acabaram ganhando um cabo eleitoral de peso: o agrônomo José Norival Augusti (1940-2017). Agrônomo da Casa da Agricultura de Taquarituba, ele sempre foi um sujeito obcecado por fazer com que os produtores rurais implementassem técnicas modernas, sustentáveis e de vanguarda, não se resignando a manter o conforto do que parecia óbvio. Ele era entusiasmado, afeito à incorporação de novidades. D'Artagnan de Almeida reconhece que os esforços de Augusti foram fundamentais para a disseminação das novas sementes. Não à toa, Taquarituba se autodenominaria a "capital do feijão" nos anos 1970. De acordo com o artigo de Almeida, Augusti "colaborou destacadamente para a difusão dessa cultivar, distribuindo amostras de sementes e realizando as primeiras vendas de sementes para a região". "Ele curiosamente relatou que, em conversas com o agricultor, incentivava aquele interessado na aquisição de 20 sacos de feijão bico-de-ouro que acabasse adquirindo pelo menos um do carioca", conta. Em livro sobre o tema publicado em 1992, Cultura do Feijão em Taquarituba, Augusti admite que havia uma desconfiança inicial dos agricultores porque o feijão era "manchadinho". Mas isso foi superado safra após safra — tanto pela maior produtividade e maior resistência a pragas como pela aceitação popular ao produto em si. No blog Fios da Memória, que Augusti manteve até seus últimos dias de vida, ele afirma que foi em Taquarituba ocorreram "as primeiras vendas comerciais" da nova variedade. "[Em 1972/1973] foi também iniciado o plantio do feijão-carioquinha e o município foi o primeiro a plantar comercialmente a variedade que depois foi adotada no país […]", crava. O agrônomo de Taquarituba também relata que fez experiências práticas, em cultivos de campo, comprovando que o feijão-carioquinha era mais resistente às pragas do que outras variedades. Como ressalta o professor Lacerda, eram plantas que "produziam mais e eram mais resistentes do que as demais". "O sucesso foi rápido. O feijão carioca se destacou por produzir mais do que as variedades tradicionais, além de apresentar maior resistência a doenças comuns da época", diz Lacerda. "Também conquistou os consumidores por formar um caldo mais claro e encorpado e por cozinhar mais rápido, o que facilitava o preparo no dia a dia." "Outro ponto importante foi sua capacidade de se adaptar bem a diferentes solos e climas em várias regiões do Brasil", acrescenta o engenheiro. "Esse desenvolvimento teve grande impacto na alimentação do país. Antes da década de 1970, o feijão preto era o mais consumido em muitas regiões. Com o aumento da produção do feijão carioca, o preço caiu e ele passou a fazer parte da mesa da maioria dos brasileiros." A cultivar acabou se espalhando por outras regiões do Brasil nos anos 1980, com boa aceitação. "A descoberta de uma mutação de feijão-chumbinho em uma lavoura […] foi origem de um novo tipo de feijão […]. O tipo carioca apresentava potencial altamente produtivo, resistência às doenças que acometiam a cultura, sabor agradável e rápido cozimento", pontua a publicação Arroz e Feijão: Tradição e Segurança Alimentar, da Embrapa. Está no prato da maioria da população, mas não é hegemônico considerando os paladares regionais, vale ressaltar. "O feijão-comum possui vários tipos comerciais, e os preferidos, dependendo da região, são o preto, o mulatinho, o carioca, o roxo-rosinha e o jalinho. O consumo do feijão-preto prevalece nos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e leste do Paraná, sudeste de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, já o mulatinho é bastante consumido no Nordeste e o carioca em todo o Brasil, representando cerca de 60% da produção do País", esclarece a publicação da Embrapa. "O tipo roxo-rosinha é o preferido em Minas Gerais e Goiás. A pluralidade de tipos dá ao povo brasileiro, também diverso, mais uma experiência gratificante", conclui. "Por mais que seja produzido em outras regiões, o feijão carioquinha é mais consumido em São Paulo devido à própria divulgação na época aos agricultores paulistas da região e também, por resistências culturais diversas", analisa Landi. Carbonell lembra que houve um intenso empenho de D'Artagnan de Almeida e sua equipe em divulgar a novidade para os paulistas -- e isto impactou na adoção maciça. "O consumo do feijão carioca foi maior em São Paulo porque ele surgiu no próprio Estado, onde a produção se expandiu rapidamente, tornando o grão mais disponível e mais barato para a população local", analisa Lacerda. "Além disso, São Paulo já contava com forte estrutura agrícola, mercados consumidores urbanos e apoio da pesquisa, o que facilitou sua difusão." "Em outras regiões do país, o feijão carioca precisou competir com hábitos alimentares já consolidados e variedades tradicionais, como o feijão comum no Sul e Sudeste e o feijão-de-corda no Nordeste. Assim, a adoção fora de São Paulo foi mais lenta, não por falta de qualidade, mas pela força da cultura alimentar regional, embora com o tempo o feijão carioca tenha se espalhado e se tornado o mais consumido no Brasil", comenta Lacerda. Revolução carioca "Os resultados obtidos da pesquisa com melhoramento genético de feijão, a partir desse ponto, promoveram uma revolução no comércio de feijão no Brasil, marcando uma mudança na preferência dos consumidores para o tipo carioca", salienta o texto da Embrapa. Em artigo publicado pelo Instituto Agronômico no ano 2000, Almeida colocou o lançamento do carioquinha como "um divisor de águas na evolução dessa lavoura". "Esse fato promoveu uma reversão da tendência declinante da produtividade da terra, ao mesmo tempo em que formou o alicerce da modernização dessa atividade", escreveu o agrônomo. "Com isso, contrariando a perspectiva de que teria havido prioridade absoluta para produtos de exportação, a pesquisa publica paulista sustentou o desenvolvimento de uma cadeia de produção tipicamente de mercado interno." O Instituto Agronômico divulgou nota de pesar pela morte do agrônomo D'Artagnan de Almeida, ressaltando que sua pesquisa "revolucionou a mesa dos brasileiros". "Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o 'pai do carioquinha' e recebeu diversas homenagens", pontua o texto. O engenheiro agrônomo Carbonell ressalta ainda que o feijão é um ingrediente indispensável à nutrição do brasileiro. "É um dos produtos do agro mais importantes para a segurança alimentar porque tem uma excelente quantidade de proteína e fibra em seus grãos, podendo ser consumido seco ou em subprodutos de outros alimentos como enriquecimento", pontua. "É um alimento com grande diversidade de tipos, portanto pode oferecer a lima população crescente de vegetarianos e veganos, opções de sabores e odores para novas culinárias e alimentação", acrescenta ele. Segundo o artigo coassinado por Almeida, o nome do novo feijão acabou ficando carioca por ideia de um dos empregados de Waldimir Antunes, que "percebeu a semelhança entre a aparência dos grãos e a dos porcos criados na fazenda, conhecidos por tal nome". "O curioso é que o nome carioquinha foi atribuído por sua similaridade com um porco caipira da região que possui a pelagem rajada, da raça carioca", comenta a historiadora Landi. "Portanto, foi uma associação pela similaridade da pelagem, não tendo relação com o Rio de Janeiro, como muitos pensam." Almeida ressalta que não passa de lenda urbana a versão de que o nome feijão-carioca seria em alusão ao padrão gráfico das famosas calçadas de Copacabana, no Rio.



Dólar cai e fecha em R$ 5,27, à espera da Superquarta e com tensões geopolíticas no radar; Ibovespa recua


26/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar emplacou a 4ª queda consecutiva nesta segunda-feira (26). A moeda fechou com um recuo de 0,13%, cotada em R$ 5,2798, renovando o menor patamar em dois meses. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, interrompeu uma sequência de cinco ganhos consecutivos e encerrou a sessão com perdas de 0,08%, aos 178.721 pontos. ▶️ Na economia, o destaque da semana é a Superquarta, com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil. A expectativa é de manutenção das taxas tanto nos EUA (faixa de 3,50% a 3,75%) quanto no Brasil (15% ao ano). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Já na geopolítica, o mercado monitora ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de empregar ação militar contra países que não cooperarem em sua ofensiva contra rivais como Rússia e China. 🔎 A Nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA foi publicada pelo Departamento de Guerra na sexta-feira. O objetivo é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial “do Ártico à América do Sul”. ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China. 🔎 O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país não busca fechar esse tipo de acordo, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que os acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país. (Saiba mais abaixo) ▶️ Ainda nos EUA, cresce a expectativa em torno da escolha do novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Rumores de mercado indicam que Trump pode anunciar o nome do sucessor do atual presidente da instituição, Jerome Powell, ainda nesta semana. 🔎 Investidores têm receios sobre a indicação de Trump porque há desconfiança sobre o quanto o novo nome se deixará influenciar pela pressão do republicano por uma queda de juros, o que pode colocar em risco a autonomia do banco central. ▶️ Por fim, a possibilidade de uma nova paralisação (shutdown) do governo americano também gera tensão no mercado, em meio à resistência de democratas em votar o Orçamento. Eles exigem mudanças na área de segurança, após o assassinato de Alex Pretti por agentes federais. ▶️ No Brasil, a nova edição do Boletim Focus mostra que economistas reduziram a projeção da inflação para 2026 de 4,02% para 4%. A expectativa é para a Selic é de queda para 12,25% ao final do ano. Para o PIB, a estimativa é de alta de 1,8%. Já o dólar deve fechar 2026 em R$ 5,51. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,13%; Acumulado do mês: -3,81%; Acumulado do ano: -3,81%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +8,53%; Acumulado do mês: +11,01%; Acumulado do ano: +11,01%. Tensões geopolíticas Acordo entre China e Canadá O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou no sábado (24) aplicar tarifas de 100% sobre produtos importados do Canadá caso o país feche um acordo comercial com a China. Na semana passada, os dois países haviam anunciado uma nova parceria estratégica, durante a visita do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a Pequim. Foi a primeira viagem de um líder canadense à China em oito anos. O acordo prevê que a China reduza tarifas sobre a canola canadense e que o Canadá permita a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses com tarifa de 6,1%, bem abaixo dos 100% atualmente aplicados. Carney está tentando reconstruir os laços com o segundo maior parceiro comercial de seu país, depois dos EUA, após meses de esforços diplomáticos. Em resposta, o presidente americano, Donald Trump afirmou que se o Canadá fechar um acordo com a China, estará "imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos". "[Se Carney] pensa que vai transformar o Canadá em um 'porto de descarga' para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado", escreveu o republicano em seu perfil no Truth Social. Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país, em resposta à ameaça tarifária dos EUA. “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa regular. Ameaças com força militar Outro ponto de atenção nos mercados nesta segunda-feira foi a nova ameaça de Trump aos países do Hemisfério Ocidental que não cooperarem ou ainda obstruíram seus objetivos de combate ao narcotráfico. A medida faz parte da nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA. No documento, ao mesmo tempo em que fala em cooperação na base da "boa-fé" com os vizinhos, o governo Trump deixou a porta aberta para ações militares onde e quando julgar que seus interesses não estão sendo atendidos. O republicano ainda utilizou a operação militar em Caracas, que prendeu o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, como exemplo de ações que o Exército americano pode empregar no futuro. "Garantiremos, de forma ativa e destemida os interesses dos Estados Unidos em todo o Hemisfério Ocidental", diz o documento. Lula, Trump e a Venezuela Ainda nessa toada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com o presidente Trump por telefone nesta segunda-feira. Os dois trataram sobre a situação na Venezuela e combinaram uma visita do petista a Washington nos próximos meses. "O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", informou a nota divulgada pelo governo brasileiro à imprensa. Essa foi a primeira conversa entre Lula e Trump desde que os Estados Unidos invadiram a Venezuela e retiraram do poder o dirigente Nicolás Maduro, no início deste mês. Lula, no entanto, já deu declarações públicas condenando a ação militar no país vizinho. Na última sexta-feira (23), o petista chamou o episódio de "falta de respeito" e disse que a América Latina não vai abaixar a cabeça para ninguém. Ele também afirmou que o mundo vive um momento “muito crítico” do ponto de vista político e disse que a Carta das Nações Unidas (ONU) está sendo “rasgada”, com a prevalência da chamada “lei do mais forte” nas relações internacionais. A expectativa é que Lula aproveite a instabilidade no cenário internacional para reiterar o pedido de reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, um pleito do petista desde o primeiro mandato, em 2002. Agenda econômica Boletim Focus Os economistas do mercado financeiro reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. O levantamento foi feito na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado em 2025, quando fechou em 4,26%. Para os anos seguintes, as expectativas permanecem estáveis: 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029. O mercado financeiro também projeta que a Selic, taxa básica de juros, continuará em trajetória de queda. Após fechar 2025 em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, a estimativa é de redução para 12,25% ao final de 2026, e para 10,50% em 2027. Para o crescimento da economia, a previsão do PIB em 2026 se mantém em 1,8%, abaixo dos 2,25% projetados para 2025. Já a cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,51, de acordo com o mesmo levantamento. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street encerraram em alta nesta segunda-feira (26), conforme investidores aguardavam resultados corporativos de grandes empresas e em meio à expectativa pela decisão de juros do banco central americano prevista para os próximos dias. O Dow Jones avançou 0,64%, enquanto o S&P 500 ganhou 0,50% e o Nasdaq subiu 0,43%. O setor de mineração teve destaque na sessão, impulsionado pela disparada do ouro. Entre os destaques, os papéis da Gold Fields e da Harmony Gold subiram mais de 1%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em alta, impulsionadas por ganhos no setor financeiro conforme investidores aguardam a divulgação de resultados corporativos grandes bancos nesta semana. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,2%, no maior nível em mais de uma semana. Entre as bolsas locais, o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,05%, enquanto o DAX, da Alemanha, encerrou com um avanço de 0,13%. Na contramão, o CAC40, da França, caiu 0,15%. Na Ásia, as bolsas fecharam praticamente estáveis, resultado do equilíbrio entre ganhos em setores de metais e finanças e perdas nas empresas de tecnologia. No encerramento do pregão, os índices mostraram movimentos leves. Em Xangai, o SSEC caiu 0,09%, enquanto o CSI300 subiu 0,10%. O Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,06%. Em outras regiões, o Nikkei recuou 1,8% em Tóquio; o KOSPI caiu 0,81% em Seul; o TAIEX subiu 0,32% em Taiwan; e o Straits Times, em Cingapura, teve queda de 0,62%. *Com informações da agência de notícias Reuters Dólar freepik



Gastos de brasileiros no exterior atingem maior índice em 11 anos; dólar recuou e IOF subiu em 2025


26/01/2026 11:55 - g1.globo.com


Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 21,7 bilhões no ano de 2025, o que representa crescimento na comparação com o ano anterior — quando essas despesas somaram US$ 19,7 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26). ▶️De acordo com a série histórica revisada do Banco Central, que tem início em 1995, este é o maior patamar desde 2014, ou seja, em 11 anos. O crescimento nos gastos de brasileiros lá fora em 2025 aconteceu em um cenário de aumento do nível de atividade econômica do país, com alta do Produto Interno Bruto (PIB), da renda e, também, de queda da cotação do dólar. ▶️No ano de 2025, houve uma forte desvalorização do dólar no mundo. No Brasil, a moeda norte-americana caiu 11,18% frente ao real. Trata-se do maior recuo em quase 10 anos: em 2016, a queda foi de 17,8%. Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam gastando menos com esses itens. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A piora das contas externas está relacionada principalmente com o desempenho da balança comercial, que teve superávit de US$59,9 bilhões em 2025 (metodologia de cálculo do BC). Em 2024, o saldo positivo foi maior: US$ 65,9 bilhões. A conta de serviços, entretanto, que registra receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e viagens internacionais, entre outros, mostrou déficit de US$52,9 bilhões em 2025. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 55,2 bilhões. Já a conta de renda (primária), que considera remessas de como lucros, dividendos e juros, também mostrou resultado negativo, que totalizou US$ 81,3 bilhões em 2025. No ano anterior, o saldo negativo totalizou US$ 81,3 bilhões. Alta do IOF Os gastos também subiram no ano passado apesar do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre câmbio, anunciado pelo governo em meados de maio — que encareceu a compra de moeda estrangeira. ▶️O IOF subiu para compra de moeda estrangeira em espécie, de 1,1% para 3,5%, assim como para remessas de recurso para conta de brasileiros no exterior. 💰A compra de moeda em espécie e as remessas para contas no exterior eram utilizadas por viajantes para pagarem menos IOF do que no cartão de crédito, que, até era de 3,38%. Essa alíquota também avançou para 3,5%. Governo eleva IOF de saques em moeda estrangeira e cartões pré-pagos Estrangeiros no Brasil ▶️Ao mesmo tempo, os números do BC também mostram um aumento nos gastos de estrangeiros com viagens no Brasil, que somaram US$7,8 bilhões no ano passado — batendo novo recorde. A série histórica da instituição tem início em 1995. O recorde anterior havia sido registrado em 2024, quando as despesas de estrangeiros no país somaram US$ 7,34 bilhões. De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil país registrou 9,29 milhões de chegadas de turistas estrangeiros, o maior volume já observado na série histórica. Esse fluxo equivale a quase três mil voos internacionais desembarcando em território brasileiro no período. "Alcançar esse recorde só foi possível graças a uma parceria sólida e consistente entre Ministério do Turismo, Embratur e o trade turístico. Trabalhamos de forma estratégica para mostrar ao mundo a diversidade, a hospitalidade e o potencial do Brasil como um dos grandes destinos turísticos globais", afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. dolar Karina Trevizan/G1



Boletim Focus: mercado reduz para 4% estimativa de inflação em 2026


26/01/2026 11:54 - g1.globo.com


Os economistas do mercado financeiro reduziram de 4,02% para 4% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas Marcello Casal Jr./Agência Brasil Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter fechado 2025 em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos — na tentativa de conter a inflação, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,75 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas se mantém em 10% ao ano. Desaceleração da atividade Para o crescimento do PIB de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,80%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,51. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.



Rombo das contas externas sobe para US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior em 11 anos; investimento estrangeiro avança


26/01/2026 11:44 - g1.globo.com


O déficit das contas externas brasileiras avançou para US$ 68,8 bilhões no ano de 2025, ao mesmo tempo em que o investimento estrangeiro direto no país também subiu, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). 🔎 Um déficit nas contas externas significa que o Brasil enviou mais dinheiro pra fora – importando bens e serviços e transferindo lucros, por exemplo – do que recebeu dinheiro do exterior. ➡️Em 2024, o déficit das contas externas somou US$ 66,2 bilhões em 2024. ➡️O rombo de 2025 foi o pior resultado para um ano fechado desde 2014, ou seja, em 11 anos. A série histórica do BC tem início em 1995. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda: o saldo em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior. 🔎O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país importa mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Por isso, o déficit também sobe. A piora das contas externas está relacionada principalmente com o desempenho da balança comercial, que teve superávit de US$ 59,9 bilhões em 2025 (metodologia de cálculo do BC). Em 2024, o saldo positivo foi maior: US$ 65,9 bilhões. A conta de serviços, entretanto, que registra receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e viagens internacionais, entre outros, mostrou déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 55,2 bilhões. Já a conta de renda (primária), que considera remessas de como lucros, dividendos e juros, também mostrou resultado negativo, que totalizou US$ 81,3 bilhões em 2025. No ano anterior, o saldo negativo totalizou US$ 81,3 bilhões. ➡️Para 2026, o Banco Central estima um rombo menor nas contas externas, de US$ 60 bilhões. A projeção consta no Relatório de Política Monetária, divulgado em dezembro do ano passado. "O déficit nas transações correntes deve mostrar algum alívio em 2026 (...) Espera-se aumento do saldo comercial em relação a 2025 – com expansão das exportações e estabilidade nas importações –, acrescido de pequenos recuos dos déficits nas contas de serviços e de renda primária – resultantes do menor dinamismo da atividade econômica doméstica.", informou o BC, em dezembro. Para a instituição, parte do crescimento esperado para o valor exportado em 2026 ante 2025 deve vir de maior volume, especialmente petróleo. Já nas importações, sua tendência estrutural de aumento – especialmente nas compras de bens intermediários – deve ser compensada pela moderação da demanda doméstica e pela redução no valor importado de plataformas de petróleo, diz o BC. Terminal de contêineres de Rio Grande (RS) Divulgação/Portos RS Investimentos estrangeiros diretos O BC informou, ainda, que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira aumentaram na comparação de 2025 com 2024. Os estrangeiros trouxeram US$ 77,6 bilhões em investimentos no ano de 2025, contra US$ 74,1 bilhões no ano anterior. ➡️Para 2026, o Banco Central estima uma queda dos investimentos estrangeiros diretos no país para US$ 70 bilhões.



Orçamento secreto: STF deve votar caso das emendas de relator antes das eleições


26/01/2026 11:26 - g1.globo.com


O principal caso no Supremo Tribunal Federal (STF) relativo a emendas parlamentares, que tem o ministro Flávio Dino como relator, foi tema de conversas de ministros da Corte e deve entrar em votação ainda no primeiro semestre, antes das eleições gerais deste ano. Ministros da Corte defenderam pautar o caso ainda em março, antes do fim do prazo de desincompatibilização para quem irá concorrer a cargos na eleição de outubro, previsto para começar em abril. A presidência do tribunal, entretanto, avaliou que atrasar alguns meses evitaria pedidos de vista e a paralisação da votação. 🔎O prazo para desincompatibilização é o período em que ocupantes de cargos públicos precisam deixar seus cargos antes de disputar uma eleição. Ele tem como objetivo evitar que a pessoa use o cargo público para ter vantagem eleitoral, como influência política, estrutura do governo ou exposição indevida. LEIA TAMBÉM: Eleições 2026: ministros devem sair do governo para disputar eleições; veja as pretensões Entenda por que as emendas de relator são chamadas de 'orçamento secreto' Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proximidade do calendário eleitoral é vista por ministros como um fator sensível, já que uma decisão sobre o tema pode atingir diretamente parlamentares que pretendem disputar cargos nas eleições de outubro, argumento que pesa na discussão sobre o momento do julgamento. Chamado de “inquérito-mãe”, o primeiro de uma série de ações sobre desvios em emendas, o caso trata das chamadas emendas de relator, em que recursos públicos destinados ao parlamento foram utilizados sem transparência e grande parte sem comprovação de destino. O inquérito tem como alvo nomes fortes do Congresso Nacional e perpassa quase todos os partidos. O processo é considerado central porque reúne questionamentos que se repetem em outras investigações em curso no STF e pode estabelecer parâmetros para o julgamento de ações semelhantes que tratam do uso de emendas parlamentares. As investigações também envolvem a intermediação de despachantes que cobravam percentuais para liberar emendas a prefeituras e entidades. Orçamento secreto é inconstitucional Em dezembro de 2022, o STF julgou o Orçamento Secreto inconstitucional. O Congresso prometeu dar mais transparência às emendas, mas os mecanismos de destinação e prestação de contas dos recursos, que em 2026 chegarão a R$ 50 bilhões, seguem insatisfatórios. Após a decisão, o Congresso editou resoluções e regras internas com a promessa de ampliar a transparência das emendas, mas ministros do Supremo e técnicos do tribunal avaliam que as mudanças não foram suficientes para eliminar falhas no controle e na fiscalização dos recursos. Há pelo menos uma dezena de investigações sobre desvios de emendas parlamentares no STF, distribuídas entre ministros. Essas apurações caminham em paralelo e envolvem suspeitas de desvios em estados e municípios, reforçando a avaliação no Supremo de que o julgamento do chamado “inquérito-mãe” pode ter impacto direto sobre o rumo das demais investigações. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino Getty Images via BBC



Ouro supera US$ 5.100 e atinge o maior valor da história com investidores em busca de proteção


26/01/2026 10:39 - g1.globo.com


REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo O ouro alcançava um novo recorde, acima de US$ 5.100 ( cerca de R$ 27,2 mil) por onça, nesta segunda-feira (26), ampliando uma valorização histórica à medida que investidores buscavam proteção diante do aumento das incertezas geopolíticas. O ouro à vista avançava 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, após ter atingido mais cedo o pico histórico de US$ 5.110,50. Já os contratos futuros do metal nos Estados Unidos, com vencimento em fevereiro, registravam alta semelhante, para US$ 5.086,30 por onça. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O metal acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979. O movimento é impulsionado pela busca por ativos considerados seguros, pela política monetária mais flexível nos Estados Unidos, pelas compras consistentes dos bancos centrais — com destaque para o décimo quarto mês seguido de aquisições pela China em dezembro — e pelos aportes recordes em fundos negociados em bolsa. Na semana passada, os preços atingiram máximas consecutivas e já acumulam alta superior a 18% neste ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, o principal fator recente por trás da disparada é “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada”. Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou das ameaças de impor tarifas a aliados europeus como forma de pressioná-los a apoiar a tomada da Groenlândia. No fim de semana, Trump afirmou que aplicaria uma tarifa de 100% sobre o Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China. Ele também ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, em uma tentativa de pressionar o presidente da França, Emmanuel Macron, a aderir à sua proposta do Conselho da Paz. Analistas temem que a iniciativa enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) como principal fórum global de mediação de conflitos, embora Trump tenha afirmado que trabalhará em conjunto com a entidade. “Esse governo provocou uma mudança permanente na forma como as coisas funcionam e, por isso, todos estão correndo para o ouro como única alternativa”, acrescentou Rodda. Especialistas projetam que o preço do ouro pode se aproximar de US$ 6.000 ainda este ano, diante do agravamento das tensões globais e da forte demanda de bancos centrais e investidores individuais. A prata à vista subia 4,8%, para US$ 107,903, após atingir o recorde de US$ 109,44. A platina avançava 3,4%, para US$ 2.861,91 por onça, depois de alcançar US$ 2.891,6 no início da sessão. Já o paládio se valorizava 2,5%, para US$ 2.060,70, após atingir o maior nível em mais de três anos. Na sexta-feira (23), a prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado. O movimento foi impulsionado por compras de investidores individuais e por operações de curto prazo, em um cenário de escassez prolongada no mercado físico do metal.



Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos


26/01/2026 08:02 - g1.globo.com


Entenda como se antecipar aos cortes de juros e preparar sua carteira de investimentos A expectativa de que o Banco Central do Brasil (BC) deve começar a cortar juros ainda no primeiro trimestre deste ano abre uma nova janela de oportunidade para que os investidores revisem suas carteiras de renda fixa. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a principal projeção do mercado é de que a reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) ainda mantenha os juros inalterados, com sete em cada 10 bancos estimando uma redução apenas em março. Entenda nesta reportagem o que esperar dos juros e como montar sua carteira de investimentos. Corte à vista Segundo especialistas consultados pelo g1, parte do que explica a postura mais cautelosa do BC na condução dos juros são as incertezas geopolíticas e os riscos da condução do governo brasileiro com as contas públicas. “O cenário global desse ano começou um pouco conturbado, e algumas dessas questões podem afetar a avaliação de risco por parte do BC”, explica a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá. É o caso, por exemplo, das tensões no Oriente Médio, que podem acabar afetando os preços do petróleo no mercado internacional. Sempre que o petróleo sobe, há impactos na inflação global e brasileira. Outra questão é da sequência de embates entre o governo americano e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O mercado segue cauteloso em relação a quem será o nome indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a liderança do Fed ao fim do mandato do atual presidente, Jerome Powell. Já por aqui, o possível aumento de gastos ante o ano eleitoral e as dúvidas sobre quem poderá ser o novo presidente do Brasil também ficam no radar dos investidores. “Por um lado, temos a perspectiva de enfraquecimento do dólar, por exemplo, o que pode ajudar a inflação. Mas também temos dúvidas sobre quais devem ser as reformas fiscais propostas pela nova gestão do Brasil”, acrescenta a estrategista da XP. Mesmo diante de todas as incertezas, o mercado financeiro estima que o ciclo de cortes de juros por parte do BC comece neste ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado semanalmente pela instituição, a estimativa é que a Selic encerre o ano em 12,25% ao ano — ou seja, com uma redução de 2,75 pontos percentuais em relação ao atual patamar. Como antecipar o corte de juros na carteira de investimentos? Esse cenário, segundo especialistas, abre espaço para que investidores montem uma estratégia voltada para a diversificação em ativos de renda fixa. Segundo um estudo elaborado pela XP Investimentos e compartilhado em primeira mão com o g1, períodos de queda de juros costumam ser favoráveis principalmente para títulos prefixados e indexados à inflação (IPCA+). Títulos prefixados têm uma taxa de rendimento definida no momento da aplicação, o que permite ao investidor saber quanto receberá no vencimento do título. Títulos indexados à inflação são aqueles que rendem a inflação do período acrescida de uma taxa fixa. De acordo com o documento, esses ativos tendem a apresentar um desempenho superior ao CDI (taxa que serve como referência para boa parte dos investimentos de renda fixa no Brasil) não apenas em períodos de queda de juros, mas também nos meses que antecedem o início do ciclo. Segundo o estudo, que analisou ciclos de queda desde 2005, o retorno médio do índice de prefixados (conhecido como IRF-M) foi de 13,3% no primeiro ano após o início do ciclo de cortes, enquanto o do CDI (IMA-S) foi de 10,7% no mesmo período. O relatório também mostra que, para cada 1 ponto percentual de queda na Selic, a estimativa é que os títulos atrelados à inflação de curto prazo tenham uma valorização adicional média de 0,40%, enquanto prefixados podem subir 0,50% no mesmo mês. Nesse último caso, foram considerados o índice IMA-B 5 — que mostra o desempenho de títulos públicos atrelados à inflação com vencimento de até 5 anos — e o IRF-M, que acompanha o desempenho de títulos prefixados. Segundo Sá, da XP, esse é o momento ideal para o investidor “rebalancear o mix de indexadores” da carteira, combinando ativos prefixados, atrelados à inflação e pós-fixados. “Isso não significa que o investidor precisa sair do CDI, que é um investimento que também tem o seu papel caso o ciclo de cortes seja menor e traz um pouco menos de volatilidade. O importante é entender que a diversificação de indexadores vai trazer um equilíbrio maior para a carteira”, comenta a estrategista. Como preparar minha carteira de investimentos? Segundo o planejador financeiro certificado pela Planejar, Carlos Castro, é importante que o investidor aloque seus recursos de forma estratégica, independentemente do ciclo econômico do país. Castro afirma que uma boa estratégia de investimentos deve seguir três passos: Defina um horizonte de tempo e separe os objetivos de curto, médio e longo prazo. Dessa forma, o investidor consegue entender se deve montar uma carteira com perfil de risco mais conservador, moderado ou agressivo. Com base no perfil de risco, defina como a carteira será dividida entre ativos de renda fixa, renda variável, multimercados e alternativos. Depois de dividir a carteira, escolha quais produtos financeiros irão compor cada classe de ativos. Os especialistas alertam, ainda, que é preciso atenção ao horizonte de investimentos. De acordo com o especialista de renda fixa do Inter Rafael Winalda, essa definição de prazo pode impedir prejuízos por conta da marcação a mercado. 🔎 Marcação a mercado é o preço calculado do investimento como se ele fosse vendido naquele dia. Esse valor é atualizado diariamente. “O erro mais comum é não alinhar o horizonte do investimento à necessidade de liquidez. Investidores que aplicam em títulos longos (como IPCA+ 2035 ou 2045) sem ter a certeza de que podem manter o dinheiro investido até o vencimento podem ser obrigados a vender com prejuízo em momentos de necessidade”, explica Winalda. O especialista destaca ainda que é necessário separar os investimentos estratégicos da carteira daqueles destinados à reserva de emergência, voltada para imprevistos. Veja dicas de como separar os investimentos da carteira daqueles que formam a reserva de emergência: Separe a reserva de emergência em ativos líquidos e conservadores; Investa em títulos longos apenas com recursos que comprovadamente não serão necessários no curto/médio prazo; e Diversifique os vencimentos, evitando concentração excessiva em um único prazo ou estratégia. Como montar uma carteira de investimentos diversificada Divulgação



Após ameaça de Trump, China diz que acordos com Canadá 'não têm terceiros como alvo'


26/01/2026 07:59 - g1.globo.com


Canadá e China estreitam relação comercial O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta segunda-feira que os acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país, em resposta à ameaça tarifária dos Estados Unidos. “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa regular. Neste sábado (24), o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor "tarifas de 100%" sobre as importações canadenses para os EUA caso um acordo comercial entre o Canadá e a China seja finalizado. Na última semana, os dois países anunciaram nova parceria estratégica, após visita do primeiro-ministro canadense Mark Carney a Pequim. Foi a primeira viagem de um líder canadense à China em oito anos. A expectativa é que a China reduza as tarifas sobre a canola canadense. Em paralelo, o Canadá planeja permitir a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses em seu mercado, com tarifa de 6,1% – bem abaixo da alíquota atual de 100%. Se Carney "pensa que vai transformar o Canadá em um 'porto de descarga' para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. "Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos", alertou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento do 'Conselho da Paz', em 22 de janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse Reconstrução de laços Carney está tentando reconstruir os laços com o segundo maior parceiro comercial de seu país, depois dos Estados Unidos, após meses de esforços diplomáticos. Inicialmente, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação-mais-favorecida, disse Carney após conversas com líderes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping. Isso se compara à tarifa de 100% sobre os veículos elétricos chineses imposta pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau em 2024, após penalidades semelhantes dos EUA. Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá. "Esse é um retorno aos níveis anteriores aos recentes atritos comerciais, mas sob um acordo que promete muito mais para os canadenses", disse Carney aos repórteres durante a viagem à China. Mais tarde, ele disse que a cota aumentaria gradualmente, chegando a cerca de 70.000 veículos em cinco anos. "Para que o Canadá construa seu próprio setor competitivo de veículos elétricos, precisaremos aprender com parceiros inovadores, acessar suas cadeias de suprimentos e aumentar a demanda local", disse Carney, afastando-se da justificativa de Trudeau de que as tarifas eram necessárias para proteger os produtores nacionais contra os fabricantes chineses subsidiados. O relaxamento das tarifas de carros elétricos divergiu da política dos EUA, e alguns membros do gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, criticaram a decisão antes de uma esperada revisão do acordo comercial entre os EUA, Canadá e México. Mas, na semana passada, o próprio Trump havia expressado seu apoio a Carney. "É isso que ele deveria estar fazendo. É bom que ele assine um acordo comercial. Se você conseguir um acordo com a China, deve fazer isso", disse Trump aos repórteres na Casa Branca. O primeiro-ministro Doug Ford, de Ontário, a principal província produtora de automóveis do Canadá, criticou o acordo. "O governo federal está convidando uma enxurrada de veículos elétricos baratos fabricados na China sem nenhuma garantia real de investimentos iguais ou imediatos na economia, no setor automotivo ou na cadeia de suprimentos do Canadá", disse ele em um post no X. Em retaliação às tarifas de Trudeau, em março, a China impôs tarifas sobre mais de US$ 2,6 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios canadenses, como óleo e farinha de canola, seguidas de tarifas sobre sementes de canola em agosto. Isso levou a uma queda de 10,4% nas importações de produtos canadenses pela China em 2025. De acordo com o novo acordo, disse Carney, o Canadá espera que a China reduza as tarifas sobre suas sementes de canola até 1º de março, para uma taxa combinada de cerca de 15% dos atuais 84%. O Canadá também espera que suas farinhas de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas tenham as tarifas antidiscriminatórias removidas a partir de 1º de março até pelo menos o final do ano, acrescentou. Os acordos destravarão cerca de US$ 3 bilhões em pedidos de exportação para agricultores, pescadores e processadores canadenses, disse Carney. O Ministério do Comércio da China disse em um comunicado que a China estava ajustando as medidas antidumping sobre a canola, bem como as medidas antidiscriminatórias sobre alguns produtos agrícolas e aquáticos canadenses, em resposta à redução das tarifas do Canadá para veículos elétricos. primeiro-ministro canadense, Mark Carney, se reúne com o presidente da China, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, em Pequim, China Sean Kilpatrick/Pool via REUTERS/Foto de Arquivo



Empreendedores têm até 31 de janeiro para aderir ao Simples Nacional; veja como fazer


26/01/2026 07:01 - g1.globo.com


MEIs pagam impostos por meio do DAS pressfoto/Freepik Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 31 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar. Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos. Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual. Em seguida, realizar o passo a passo: Acesse o Portal do Simples Nacional; O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso; Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional; Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”; É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente. Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas. (leia mais abaixo) Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, o excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício pela empresa de atividades não incluídas nesse regime de tributação. A divulgação do resultado da opção está prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Regularização de dívidas Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitar a adesão é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham decorridos 60 dias da data de abertura do CNPJ. Empresas que foram excluídas do Simples Nacional por causa de dívidas, mas regularizaram todas as pendências, precisam solicitar novamente a adesão se quiserem voltar ao regime. O prazo para o pedido também termina no dia 31 de janeiro. Os MEIs nessa situação, além de solicitarem a adesão ao Simples, devem, em seguida, pedir o enquadramento no Simei, por meio de outro serviço disponível no Portal do Simples Nacional. ➡️ A verificação da situação fiscal e os pedidos de renegociação podem ser feitos de forma totalmente digital pelo Portal de Serviços da Receita Federal, acessando a seção do Simples Nacional no menu principal e na sequência a opção "Minhas Dívidas e Pendências", ou pelo Portal do Simples Nacional. A Receita Federal avisou empreendedores endividados de que eles poderiam ser excluídos do Simples Nacional entre novembro e dezembro do ano passado. O empreendedor que foi excluído do regime ainda pode fazer os pagamentos e, se não tiver outros impedimentos legais, solicitar novamente a adesão ao Simples até o fim do mês. Segundo o Sebrae, para regularizar a situação é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro. O valor restante pode ser parcelado, de acordo com as regras do órgão responsável pela cobrança. Quando o débito for com a Receita Federal, a regularização deve ser feita pelo Portal do Simples Nacional. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo Portal do Regularize. No caso de débitos estaduais ou municipais, o acerto precisa ser feito diretamente com o órgão local. A empresa que perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027. O CNPJ permanece ativo, mas passa a enquadrar-se em outro regime de tributação — Lucro Real ou Lucro Presumido —, no qual os impostos são recolhidos de forma individual.



INSS inicia pagamento de benefícios de janeiro nesta segunda; veja calendário


26/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Doze milhões de aposentados e pensionistas do INSS vão ter reajuste na remuneração O Ministério da Previdência Social inicia nesta segunda-feira (26) o pagamento para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em janeiro de 2026. Para quem recebe o piso nacional (até um salário mínimo), os depósitos vão do dia 26 de janeiro até 6 de fevereiro. Segurados com renda mensal acima do salário mínimo terão seus pagamentos creditados entre 2 e 6 de fevereiro. Confira o calendário do INSS de janeiro para quem recebe até um salário mínimo: Cartão final 1: pagamento em 26/01 Cartão final 2: pagamento em 27/01 Cartão final 3: pagamento em 28/01 Cartão final 4: pagamento em 29/01 Cartão final 5: pagamento em 30/01 Cartão final 6: pagamento em 2/2 Cartão final 7: pagamento em 3/2 Cartão final 8: pagamento em 4/2 Cartão final 9: pagamento em 5/2 Cartão final 0: pagamento em 6/2 Confira o calendário do INSS de janeiro para quem recebe acima de um salário mínimo: Cartão final 1 e 6: pagamento em 2/2 Cartão final 2 e 7: pagamento em 3/2 Cartão final 3 e 8: pagamento em 4/2 Cartão final 4 e 9: pagamento em 5/2 Cartão final 5 e 0: pagamento em 6/2 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar os valores a receber? Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Outra opção é pelo telefone, ligando na central 135. Neste caso, o atendimento é feito de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h; o beneficiário precisa o informar o número de CPF e confirmar dados cadastrais. Pedido de adesão é feito pelo aplicativo do INSS INSS/Divulgação



Concurso da Câmara dos Deputados: inscrições terminam nesta segunda; salários chegam a R$ 30 mil


26/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Concurso da Câmara dos Deputados terá 70 vagas e salários de até R$ 30 mil As inscrições para o novo concurso público da Câmara dos Deputados terminam nesta segunda-feira (26), às 18h. O edital prevê a contratação de 70 servidores, além da formação de cadastro de reserva, com remuneração que pode chegar a R$ 30,8 mil. As oportunidades são para os cargos de Analista Legislativo e Técnico Legislativo, ambos com lotação em Brasília (DF). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo. 🗓️ As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país. Um dos cargos ofertados no concurso chama atenção pela remuneração elevada e pelos requisitos mais amplos de formação. Trata-se do cargo de Analista Legislativo — especialidade Processo Legislativo e Gestão, que oferece salário de R$ 30.853,99. O edital também não exige formação em área específica para essa função, sendo necessário apenas diploma de graduação em qualquer curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. O profissional deverá permanecer na unidade de sua primeira lotação por, no mínimo, três anos. 📝 Entre as atribuições do cargo estão: Planejamento, orientação e execução de atividades administrativas e legislativas; Apoio técnico em áreas como gestão de pessoas, orçamento, finanças, tecnologia da informação, licitações, contratos e comunicação social; Assistência à Mesa Diretora, às comissões, às lideranças e à administração em temas constitucionais, regimentais e de técnica legislativa; Elaboração de documentos legislativos e administrativos; Organização e atualização de dados relacionados a matérias legislativas, administrativas, financeiras e orçamentárias. Já o cargo de Técnico Legislativo tem remuneração inicial de R$ 21.008,19. As atribuições desse profissional envolvem atividades técnicas relacionadas ao planejamento, ao controle e à execução de trabalhos legislativos e administrativos. Entre as funções desempenhadas estão o suporte técnico, operacional e material às atividades institucionais da Câmara dos Deputados, além da assistência às unidades administrativas, às comissões, à Mesa Diretora e às lideranças. O servidor também será responsável pela elaboração e análise de documentos e relatórios, além do desenvolvimento de planos e projetos ligados à gestão de recursos humanos, materiais, orçamentários, financeiros e de informação. ➡️ Para tomar posse, o candidato aprovado deverá ter: Nacionalidade brasileira ou portuguesa (com direitos políticos reconhecidos); Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, quando aplicável; Ter idade mínima de 18 anos na data da posse; Possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; Apresentar o diploma de graduação 22 vagas para ampla concorrência; 2 vagas para pessoas com deficiência; 9 vagas para candidatos pretos e pardos; 1 vaga para candidato indígena; 1 vaga para candidato quilombola. Distribuição de vagas Do total de vagas imediatas, 35 são destinadas ao cargo de Analista Legislativo e 35 ao de Técnico Legislativo. Além das vagas imediatas, o concurso também prevê a formação de cadastro de reserva com outras 70 vagas, mantendo a mesma proporção de distribuição. Para participar, os candidatos devem pagar a taxa de inscrição até o dia 28 de janeiro. O valor varia entre R$ 100 e R$ 130, a depender do cargo escolhido. Veja o cronograma do concurso: Período de Inscrições: de 05/01/2026 a 26/01/2026 Data final para pagamento da taxa de inscrição: 28/01/2026 Aplicação das provas objetivas e discursivas: 08/03/2026 Divulgação do padrão preliminar de respostas da prova discursiva: 10/03/2026 Divulgação dos gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas: 13/03/2026 Vista do plenário da Câmara dos Deputados antes do início da votação do texto da reforma tributária, em Brasília, na noite desta quinta-feira, 6 de julho de 2023. CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO



Por que México foi maior beneficiado pelas tarifas de Trump (e o teste decisivo que tem pela frente)


25/01/2026 20:16 - g1.globo.com


Donald Trump olha para Claudia Sheinbaum durante um discurso da presidente mexicana no sorteio da Copa do Mundo de 2026 Getty Images via BBC O dia 2 de abril do ano passado recebeu do presidente americano o nome de "Dia da Libertação". Naquela data, Donald Trump anunciou na Casa Branca as novas tarifas de importação que os Estados Unidos passariam a cobrar de cada país que exportasse produtos para o seu território. A lista publicada por Trump incluía dezenas de nações, mas ficaram de fora dois parceiros comerciais importantes dos Estados Unidos: o México e o Canadá. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Casa Branca anunciou posteriormente tarifas para alguns produtos canadenses e mexicanos, como o aço, alumínio e peças automotivas não fabricadas nos Estados Unidos. Mas os dois vizinhos pareciam ter evitado o pior. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A medida foi fundamental para que as empresas e investidores internacionais continuassem apostando no México como país competitivo para exportar para os Estados Unidos, além da sua localização geográfica e sua indústria desenvolvida ao longo dos anos. Desde o anúncio de Donald Trump em abril, os números indicam que o México não apenas manteve seu ritmo de exportações para os Estados Unidos, como verificou um aumento de quase 6%. Com isso, o país passou a ser um dos "ganhadores inesperados" da política tarifária americana, como descreveu, há algumas semanas, o jornal The Wall Street Journal. A lista de países divulgada por Donald Trump em 2 de abril de 2025 não incluía o México e o Canadá AFP via BBC Especialistas indicam que o mercado mundial está se reconfigurando para se adaptar às contínuas alterações da política tarifária de Trump. "Uma das maiores isenções às tarifas do 'Dia da Libertação' do presidente americano foi para os produtos que atendem às exigências do T-MEC", o Tratado de Livre Comércio entre o México, os Estados Unidos e o Canadá, afirmou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Erica York, analista do Centro de Política Federal de Impostos do centro de estudos Tax Foundation. "Observamos que as transações realizadas no âmbito do T-MEC dispararam em 2025, devido a essa isenção", segundo York. O especialista mexicano em política econômica e finanças internacionais Mario Campa, da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, concorda que o T-MEC foi fundamental para os bons números do comércio na América do Norte. "Quando você, como comprador nos Estados Unidos, seja consumidor ou empresa, começa a observar que as tarifas estão subindo por todos os lados, irá se dirigir ao país que conseguiu a menor alíquota", explica Campa. Crescem as exportações mexicanas para os EUA Os produtos mexicanos acabaram sendo os menos afetados pelas tarifas de Trump. O Modelo de Orçamento Penn Wharton (PWBM) é uma avaliação da competitividade comercial elaborada pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele indica que os produtos mexicanos pagaram uma tarifa de importação efetiva de 4,6%, em outubro de 2025. 🔎 Esta tarifa é explicada por uma combinação de fatores, que incluem os benefícios do T-MEC e as intensas negociações para obter condições mais favoráveis para os produtos mexicanos. O Canadá, com tarifa de importação de 3,9%, é outro país com ampla vantagem em relação aos demais parceiros comerciais dos EUA. Ainda assim, o volume de exportações canadenses para os Estados Unidos foi menor que o mexicano no ano passado, caindo em 6,19% em relação a 2024, segundo números do Departamento de Comércio americano. Já o México registrou um crescimento geral da ordem de 5,66% em suas exportações para os Estados Unidos. Os números oficiais mexicanos, atualizados até novembro de 2025, também indicam seis meses de crescimento contínuo, após o anúncio de Trump no início de abril. Diferentemente do verificado com estes dois países, a classificação PWBM da Universidade da Pensilvânia indica que a tarifa de importação efetiva para os produtos chineses atingiu 37,1% no ano passado. O gigante asiático era o maior exportador para os Estados Unidos até 2003, quando foi superado pelo México. E, com o retorno de Trump à Casa Branca, em 2025, a situação piorou para os produtos chineses destinados ao mercado americano. Para o restante do mundo, a tarifa efetiva média de importação foi de 10,91% em outubro, segundo o PWBM, contra 2,2% registrados em janeiro de 2025, antes do início do segundo mandato de Donald Trump. Quem paga o custo das tarifas mais altas são os importadores americanos e, em muitos casos, os consumidores do país. Embora as exportações mexicanas para os Estados Unidos tenham aumentado no ano passado, o setor automotivo não se saiu tão bem, com um aumento de apenas 0,9% em 2025, muito menor que o esperado. Este resultado foi atingido mesmo após intensas negociações, que fizeram com que as tarifas afetassem apenas os componentes automotivos "não fabricados nos Estados Unidos", ou seja, os que estão fora do T-MEC. Outros setores importantes, como aço e alumínio, foram objeto de tarifas de 25% e registraram queda das exportações para os Estados Unidos. A proteção do T-MEC O T-MEC foi assinado em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump. No caso do México, apenas uma parte das suas exportações para os Estados Unidos ocorria no âmbito do tratado. Alguns fabricantes preferiam se manter à margem do acordo para evitar os trâmites e a burocracia. Quase a metade dos exportadores preferia pagar as tarifas, que costumavam ser baixas, a atender todas as normas do T-MEC. Mas, quando Trump anunciou o aumento das tarifas de importação em abril, tudo mudou. Erica York destaca que uma das maiores isenções do "Dia da Libertação" foi concedida para os produtos que atendem às exigências do T-MEC. Esta medida fez com que muitos exportadores que preferiam pagar as tarifas para evitar os trâmites burocráticos mudassem sua estratégia comercial. Com o novo cenário, ficou mais conveniente exportar com base nas condições do T-MEC. Em 2024, cerca de 38% das importações americanas procedentes do Canadá e 49% das procedentes do México foram realizadas no âmbito do acordo, segundo York. Nos últimos meses, estes percentuais aumentaram para 86% a 87% dos produtos, segundo a analista. Por isso, exportar do México segundo o T-MEC foi fundamental para que os produtores pudessem evitar as tarifas no primeiro ano do novo governo Donald Trump. Outro ponto fundamental, segundo Campa, é que, em 2025, os exportadores de outras regiões do mundo continuaram vendendo para os Estados Unidos produtos não perecíveis, como eletrônicos, cuja exportação já estava contratada antes da aplicação das novas tarifas. Mas, à medida que o estoque foi se esgotando, os fabricantes que já produziam no México começaram a conquistar essa parcela de mercado. "Quando esses fluxos de compras antecipadas começaram a se normalizar, pelo término dos estoques, começaram a se destacar os produtos fabricados no México, que provavelmente está se tornando um parceiro comercial [americano] mais importante do que a China ou o Canadá", explica Campa "Ou seja, o México está se consolidando no primeiro lugar entre as importações americanas", segundo Mario Campa. Para York, falar do México como "ganhador" em meio às tarifas de Trump talvez seja uma fotografia momentânea, que pode se confirmar no futuro. Durante a guerra comercial com a China, no primeiro mandato de Trump (2017-2021), a analista recorda que houve "um padrão similar de ganhadores e perdedores", à medida que o comércio se afastava da China e se deslocava para outros países. Naquela época, surgiu um impulso para a relocação de empresas (nearshoring), que mudaram suas fábricas para países com vantagens competitivas, como o México. Dali, elas passaram a exportar para os Estados Unidos sem conflitos de tarifas, com proximidade geográfica e mão de obra qualificada para seus negócios. "As tarifas de importação deste mandato de Trump são muito mais amplas e erráticas", analisa York, "mas podemos esperar o surgimento de desvios comerciais e os consequentes padrões de ganhadores e perdedores sob o novo regime tarifário." "Considerando a vantagem relativa do México nos diferentes tipos tarifários, especialmente a isenção para os produtos que atendem às exigências do T-MEC, teria sentido observar este padrão de desvio comercial." Tempo de renegociação: a prova de fogo Com seu estilo imprevisível, Trump declarou, no dia 13 de janeiro, que, para ele, o T-MEC parece "irrelevante". Esta declaração gerou novas expectativas sobre uma possível recusa à continuidade do tratado de livre comércio, que tem renegociação marcada para este ano. "Nem mesmo penso no T-MEC. Quero o bem do Canadá e do México. Mas o problema é que não precisamos dos seus produtos", disse Trump, em visita a uma fábrica de automóveis da Ford no Estado americano de Michigan. "Não precisamos de carros fabricados no Canadá. Não precisamos de carros fabricados no México. Queremos fabricá-los aqui." "E é isso o que está acontecendo, todos estão se mudando para cá, do Canadá, México, Japão, Alemanha, de todo o mundo", afirmou ele. No dia seguinte, veio a reação da presidente do México, Claudia Sheinbaum. Ela declarou estar "certa de que nossa relação comercial com os Estados Unidos irá continuar". "Os que mais defendem o tratado são os empresários americanos; e, é claro, também o México. Por quê?", questiona ela. "Porque existe uma integração muito grande. Eles têm muitíssimas indústrias, não só de carros, mas de muitíssimos produtos." Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, visitou a China. Ele assinou novos acordos comerciais com o presidente chinês, Xi Jinping, após anos de deterioração das relações entre os dois países, durante o governo do ex-primeiro-ministro Justin Trudeau (2015-2025). "Imaginávamos que este bloco comercial [o T-MEC] iria se proteger da China, das importações da Ásia, que iria blindar a indústria automotora norte-americana", segundo Campa. "Imaginava-se que eles fossem atuar mais como um ente coordenado. Mas o acordo entre o Canadá e a China rompe um pouco esta narrativa." "Definitivamente, não é um bom sinal para a sobrevivência do T-MEC, embora eu insista que isso pode mudar. Faltam muitos meses, faltam negociações", destaca o economista. Para Campa, podem ocorrer diversos cenários durante as negociações do T-MEC este ano. Eles podem variar do mais favorável até uma catástrofe para o México. Uma possibilidade é a renovação do acordo atual como está, ou até com alguma proteção para as exportações dos Estados Unidos para os outros dois países. Outra é que não haja nenhum tipo de acordo e o bloco se desintegre. "E poderia ocorrer algum cenário intermediário", explica ele. "Mas não sabemos como isso irá evoluir em termos de conteúdo regional, nem quais setores seriam premiados ou prejudicados." Em meio a essas incertezas, as negociações entre o Canadá e a China são um "mau sinal", alerta o economista. "Parece uma espécie de cobertura ou antecipação de Carney" frente à renegociação do T-MEC, defende Campa. 🔎 O Canadá estaria em posição de negociar com outros mercados importantes, por possuir mais matérias-primas para comercializar do que o México. Mas Campa alerta que, caso sobrevenha o pior cenário, o México precisaria continuar desenvolvendo planos alternativos para diversificar seu comércio sem depender tanto dos Estados Unidos, como o "Plano México" anunciado pela presidente Sheinbaum, no início de 2025. "O México precisaria começar a considerar mais seriamente esse plano B ou C que foi comentado anteriormente. Sem necessariamente mantê-lo guardado, mas sim dando a ele mais visibilidade, como está fazendo o Canadá." "É uma aposta ousada e o México não é o Canadá, mas se trata de um caminho que, sem dúvida, precisa ser explorado", conclui Mario Campa.



Pix errado ou golpe? Saiba como identificar antes de devolver dinheiro


25/01/2026 17:08 - g1.globo.com


G1 em 1 Minuto - Goiás: Jovem que devolveu Pix feito por engano ganha recompensa Receber um Pix inesperado pode ser apenas o caso de um envio por engano, como o que aconteceu com um estudante de Goiás que recebeu R$ 200 mil de um empresário e devolveu todo o valor. Mas situações como essa também são exploradas por criminosos, que se aproveitam da pressa e da boa-fé das vítimas para aplicar golpes e causar prejuízos. Um exemplo foi o caso do professor Luiz Cezar Lustosa Garbini, do Paraná. Ele devolveu um PIX de R$ 700 que havia caído por engano na sua conta bancária, mas o banco também retirou mais R$ 700 para estornar o dinheiro supostamente enviado por engano. No fim das contas, a pessoa recebeu R$ 1.400. O que aconteceu é que o autor do Pix entrou em contato e solicitou um MED Pix – mecanismo especial de devolução em caso de fraude, criado pelo Banco Central, mas que tem sido usado para aplicar golpes. O Pix é um meio de pagamento rápido e seguro, mas justamente por ser instantâneo acabou se tornando alvo de golpes cada vez mais sofisticados. Por isso, antes de devolver qualquer valor, é fundamental identificar se o Pix recebido foi um engano legítimo ou se faz parte de uma fraude. Nos casos reais de erro, o envio costuma acontecer por confusão de chave ou digitação equivocada. O remetente normalmente aceita resolver a situação pelos canais oficiais do banco e não pressiona para que a devolução seja feita com urgência fora do aplicativo. Já no golpe do Pix errado, o criminoso envia um valor e entra em contato pedindo a devolução com urgência. Em geral, tenta convencer a vítima a devolver o dinheiro por fora dos mecanismos próprios para devolução segura, como a função “Devolver Pix” e o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Fique atento a esses sinais: Pressa excessiva para devolver o dinheiro Pedido para fazer a devolução para outra conta, diferente da que enviou o Pix Orientação para resolver tudo por WhatsApp ou ligação, fora do aplicativo do banco Envio de prints ou comprovantes como única prova Ameaças ou apelos emocionais para acelerar a decisão O jeito correto e seguro de devolver um Pix A forma mais segura de devolver um Pix recebido por engano é usando a função “Devolver Pix”, disponível no aplicativo do banco. Esse recurso permite que o valor retorne diretamente para a conta de origem, mantendo o vínculo com a transação original e garantindo registro no sistema do Banco Central. Na prática, basta acessar o extrato ou histórico de Pix, selecionar a transação recebida e escolher a opção “Devolver”. É possível devolver o valor total ou parcial, e a operação acontece dentro do próprio app, sem risco de golpe. Jovem mostra comprovante de devolução de Pix depositado por engano em sua conta, em Goiás Arquivo pessoal/Leandro Pinheiro Quando há suspeita de fraude ou quando a devolução simples não é possível, entra em cena o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central. O MED funciona como um protocolo para apurar golpes, erros ou transações suspeitas. A pessoa que fez o pix por engano deve entrar em contato com o banco, informar o ocorrido e solicitar a abertura do mecanismo. A instituição avalia o caso e tenta bloquear os valores para eventual devolução. Quanto mais rápido o acionamento, maiores as chances de recuperação. Posso ficar com o Pix enviado por engano? O que diz a lei Ficar com um dinheiro recebido por engano pode trazer consequências legais. O caso pode ser enquadrado como apropriação indébita, já que o valor não pertence a quem recebeu. Por outro lado, devolver o Pix de forma inadequada, fora dos canais oficiais, pode gerar prejuízo financeiro irreversível. A recomendação é agir com boa-fé, mas sempre com cautela, utilizando apenas os mecanismos oferecidos pelos bancos. É importante procurar o banco imediatamente sempre que houver dúvida sobre a origem do Pix ou suspeita de golpe. Em casos de tentativa ou confirmação de fraude, também é importante registrar boletim de ocorrência, o que ajuda nas investigações e pode facilitar a atuação do banco por meio do MED.



Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres


25/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Veja os vídeos que estão em alta no g1 Há um ano, quando a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa, na Paraíba, ela acreditava que Londres seria o ponto de virada da sua vida. Graduada e mestre pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela chegou à capital britânica com visto de turista para estudar inglês e, depois, planejava buscar trabalho em sua área. "Aprender inglês era meu principal objetivo. Sempre fui apaixonada pela cidade, pela arquitetura e pela cultura. Queria mudar de vida, já que não via nenhuma perspectiva na minha área no Brasil, ainda mais no meu Estado", conta Lívia. 🔎 Como todos os imigrantes brasileiros entrevistados nesta reportagem, ela pediu para não ser identificada por seu nome verdadeiro. O recomeço de Lívia veio acompanhado de dificuldades para validar seu diploma brasileiro — um processo que, segundo ela, é "caro e demorado". Desde que chegou, passou então a trabalhar de forma irregular, sem visto apropriado e nem contratos formais. Ela diz que está tentando obter permissão para morar e trabalhar em algum país da União Europeia, bloco do qual o Reino Unido não faz mais parte desde 2020, onde ela acredita que pode conseguir a aprovação com mais facilidade. A brasileira começou trabalhando como faxineira (ou cleaner, em inglês, termo usado para designar profissionais da limpeza no Reino Unido). Segundo entrevistados pela reportagem, é um tipo de trabalho comum para brasileiros morando no país. "Nunca tinha feito nada manual antes. Foi difícil, mas precisava trabalhar. No começo, senti vergonha. Hoje, só quero estabilidade", diz Lívia. Ela também trabalhou na limpeza da área de uma piscina de escola, cuidando de banheiros e áreas comuns, secando pisos e mantendo o local em ordem. Para isso, recebia 12,20 libras (R$ 88) por hora. "Era muito cansativo, muitas horas de serviço, mas fisicamente mais tranquilo do que a limpeza de casas", conta a brasileira. engenheira brasileira que trabalha limpando casas em Londres Getty Images O oceanógrafo Wagner, de 28 anos, que deixou Porto Alegre há três anos, vive frustrações parecidas. No Brasil, ele fez várias atividades acadêmicas em sua área, mas diz que a carreira não é valorizada no país. "Vim para Londres para conseguir trabalhar, mesmo sem documentação, e pela qualidade de vida", diz Wagner. "Terminei minha graduação durante o intercâmbio, mas nunca consegui exercer a profissão — mais por falta de oportunidade do que por vontade própria." Mas, diferente de Lívia, Wagner já contava que poderia acabar trabalhando com limpeza. Atualmente, ele trabalha em um hotel londrino, por meio de uma agência, e recebe cerca de 2 mil libras (R$ 14,4 mil) por mês. "Considero o salário baixo para o que é exigido. É um trabalho pesado. Tenho dores na lombar e nas mãos, uma rotina intensa, escala 6x1 e cansaço constante", diz Wagner. Antes de conseguir o trabalho atual, ele trabalhava como cleaner independente, recebendo entre 10 libras (R$ 72) e 13 libras (R$ 94) por hora — o suficiente apenas para pagar aluguel e suprir suas necessidades básicas. Seus trabalhos também sempre foram irregulares. O oceanógrafo diz que nenhum tipo de visto se aplica a seu caso, por não ter vínculos familiares no Reino Unido, especialização ou um salário suficiente para atender aos requisitos exigidos. "Além disso, são poucas as empresas dispostas a custear um visto de trabalho, ainda mais para mim, que sou recém-formado. Então, continuo trabalhando assim e juntando dinheiro, enquanto espero que apareça alguma oportunidade no futuro", afirma Wagner. "Fico triste de ver tantos brasileiros qualificados trabalhando com limpeza ou em funções abaixo do nível de formação que têm. O Brasil perde muita gente boa por não valorizar o que tem." No caso de Lívia, trocar o capacete de engenheira por vassouras e produtos de limpeza representa um recomeço indesejado — algo que ela jamais imaginou enfrentar, embora reconheça a dignidade do trabalho. "Não é fácil ser chamada de faxineira após tanto tempo de estudo, mas aprendi na marra que todo trabalho é digno, e é isso que importa nesse momento", conta a brasileira. Oceanógrafo brasileiro que trabalha fazendo limpezas em um hotel Getty Images Imigrantes qualificados sujeitos ao 'rebaixamento' As trajetórias de Lívia e Wagner ilustram o que a pesquisadora Claire Marcel, da SOAS University of London, chama de "paradoxo da sobrequalificação migrante". Em sua tese de doutorado "Navigating Precarity: The Lives of London's Migrant Cleaners" (Navegando a precariedade: as vidas dos faxineiros imigrantes de Londres, em tradução livre do inglês), Marcel afirma que mesmo aqueles com diplomas universitários enfrentam os mesmos baixos salários, longas jornadas e insegurança que os demais. Marcel explica que as qualificações obtidas em outros países muitas vezes não são reconhecidas e que o status migratório limita as possibilidades de emprego. A barreira linguística agrava a situação, acrescenta a pesquisadora. Tânia Tonhati, professora e pesquisadora do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, explica que casos como os dos dois brasileiros entrevistados pela BBC News Brasil refletem um fenômeno estrutural da imigração brasileira contemporânea. "Desde os anos 1990, o Reino Unido sempre recebeu imigrantes brasileiros com ensino superior e alta qualificação. O que mudou agora é o contexto", diz Tonhati, que já realizou pesquisas sobre imigração e a atuação de cidadãos do Brasil no exterior. "Depois do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] e da pandemia, o processo migratório ficou mais restrito e caro. Muitos brasileiros que antes circulavam com passaporte europeu perderam essa facilidade, tornando o recomeço mais precário e, em muitos casos, mais solitário." A pesquisadora afirma que um perfil de imigrante comum no Reino Unido é justamente o do jovem com "capital econômico, social e cultural" que aceita empregos temporários — e, muitas vezes, em condições precárias de trabalho — com a esperança de mudar depois. E acrescenta: "Quase todos os imigrantes, não só brasileiros" passam por essa espécie de "rebaixamento", em que uma pessoa altamente qualificada ocupa funções abaixo da sua formação. "Não se trata de falta de mérito individual, mas de estruturas que desvalorizam o trabalho migrante", conclui Tonhati. 'Vivo com medo, em um estado de vigilância permanente' Para quem deixa o Brasil sem diploma universitário e sem visto, os obstáculos se multiplicam. É o caso da goiana Fabiana, de 24 anos, que chegou a Londres em 2020, durante a pandemia, com a esperança de juntar dinheiro para voltar e estudar. Cinco anos depois, ela encontrou estabilidade como funcionária em uma casa de família, onde trabalha de segunda a sexta, das 8h30 às 19h. Antes disso, passou por diferentes funções — de entregadora de comida a babá. "Faço tudo: limpeza, comida, passo roupa, cuido do cachorro. Sou quase uma governanta — nem sei se essa função ainda existe", brinca Fabiana. Ela trabalha por meio de uma agência terceirizada. Ela conta que o cliente paga 16,50 libras (R$ 119) por hora, Fabiana fica com 11 libras (R$ 79), e as 5,50 restantes (R$ 40) vão para a empresa. Com essa carga horária, o salário semanal chega a cerca de 550 libras (R$ 3.963), aproximadamente 2,2 mil (R$ 15,9) por mês. ➡️ Apesar desse rendimento, alto para os padrões brasileiros, o custo de vida em Londres — incluindo aluguel, transporte e alimentação — consome mais da metade, deixando pouco espaço para poupança ou imprevistos. Brasileiros relatam viver sob constante medo de deportação Getty Images Segundo Fabiana, é muito comum encontrar brasileiros no ramo da faxina — e muitos deles contam como é sua rotina, quanto ganham e compartilham dicas em redes sociais como o TikTok. "Foi assim que consegui meu primeiro emprego: por meio de grupos nas redes sociais de brasileiros", conta a goiana. "Até hoje, consigo meus trabalhos por indicação de outros brasileiros ou em grupos de WhatsApp da comunidade. Eu estou em pelo menos uns dez grupos, cheios de pessoas que trabalham com isso." A brasileira, que concluiu o ensino médio, diz que sua falta de diploma universitário impede a regularização do seu status migratório. "Vim durante a pandemia, quando as regras e leis de imigração ficaram ainda mais complicadas. Além disso, assistência jurídica é cara, e priorizo ajudar minha família no Brasil com o dinheiro que ganho", afirma Fabiana. Mesmo com algum equilíbrio financeiro, ela relata viver sob constante tensão. "A imigração já bateu na minha porta quando eu não estava. Já fui parada pela polícia e precisei fugir. Vivo com medo, em uma ansiedade constante, em um estado de vigilância permanente". Essa situação afeta diretamente sua vida profissional. "Não é que alguém diga que vai te deportar, mas você sente que chamar atenção pode virar problema", diz a brasileira. "Por isso, muita gente — inclusive eu — evita reclamar de salário, horário, qualquer coisa. A gente engole muita coisa porque tem medo de alguém te denunciar." Wagner também diz que sente o peso da informalidade e do medo. "Vivo em alerta o tempo todo, com dinheiro de emergência na conta e um contato para arrumar minhas malas caso eu seja deportado", diz o oceanógrafo. "Parece que estou acabando com minha saúde física e mental a troco de 'qualidade de vida'. Mas, no Brasil, também seria impossível conseguir estabilidade." O Home Office, órgão do governo britânico responsável pela imigração, segurança e aplicação da lei no Reino Unido, diz em nota à BBC News Brasil que o tempo de processamento para um visto de trabalho padrão e não complexo é de "apenas 15 dias úteis". Uma publicação no site do governo britânico mostra que esse é o prazo para vários tipos de visto de trabalho, como de curta duração para trabalhadores criativos e trabalhadores sazonais; e de longa duração para profissionais de saúde e trabalhadores qualificados (skilled worker). O órgão explica ainda que o visto do tipo skilled worker é o mais adequado para empregadores que estejam contratando estrangeiros para trabalhar no Reino Unido. Segundo o Home Office, o candidato a esse visto deve ter uma oferta de um empregador aprovado pelo Ministério do Interior, além da previsão de um salário anual de pelo menos 41,7 mil libras (R$ 339,4 mil) ou o salário-padrão para sua ocupação — o que for maior. "Os requisitos salariais podem ser reduzidos por meio de pontos negociáveis ​​para um mínimo de 30.960 libras [R$ 223,1 mil) por ano", explica o órgão, acrescentando que os candidatos a esse visto podem solicitar também a entrada de familiares e, após cinco anos, podem pedir residência permanente no Reino Unido. O Home Office pede ainda que qualquer pessoa que "acredite ter testemunhado um crime relacionado à imigração" faça uma denúncia às autoridades. "Optar por não denunciar o trabalho ilegal prejudica os empregadores honestos, reduz os salários locais e alimenta o crime organizado relacionado à imigração", diz o órgão britânico, acrescentando que a fiscalização contra o trabalho ilegal aumentará ainda mais em 2026. O peso do setor de limpeza na economia britânica Apesar das realidades enfrentadas pelos jovens brasileiros entrevistados, o setor em que eles trabalham tem grande peso econômico. Segundo dados divulgados esse ano pelo British Cleaning Council (BCC), associação nacional da indústria de limpeza, o faturamento do mercado de limpeza, higiene e resíduos do Reino Unido atingiu 66,9 bilhões de libras (cerca de R$ 482 bilhões) em 2022 — um crescimento de 10,2% em 12 meses, tornando-se uma das dez maiores indústrias do país. O setor emprega 1,49 milhão de pessoas, cerca de 5% da força de trabalho britânica. Os trabalhadores da área são na maioria mulheres (58%) e em muitos casos, imigrantes, especialmente em Londres. Na capital, 60% dos trabalhadores da limpeza nasceram fora do Reino Unido e 40% são britânicos. O BCC não esclarece, no entanto, se esses dados dizem respeito apenas ao trabalho formal. Marcel aponta que o crescimento do setor se apoia na precarização e na terceirização extrema, deixando os diretos dos trabalhadores à margem. "Muitos cleaners recebem em dinheiro, sem contrato formal, e podem ser dispensados sem aviso prévio, o que os torna vulneráveis ao roubo de salários e à exploração", explica a pesquisadora. Fabiana conta ter vivido isso na pele com um trabalho que encontrou no Facebook. "Ganhava 9,50 libras [R$ 68] por hora, valor abaixo do comum, com pagamento a cada 15 dias. Trabalhava muitas horas, às vezes, sem tempo para comer, e chegava exausta em casa, porque morava longe", lembra a brasileira. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office aumentou em 48% operações de fiscalização em relação ao ano anterior Getty Images Deportações e retornos voluntários O governo britânico tem intensificado a fiscalização do trabalho irregular. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office realizou 10.031 operações de fiscalização, um aumento de 48% em relação ao ano anterior. As operações miram situações de trabalho ilegal, mas os dados divulgados não especificam se envolvem trabalhadores britânicos, imigrantes regulares ou irregulares. No mesmo período, foram registradas 7.130 prisões de imigrantes suspeitos de trabalho ilegal, 51% a mais que no ano anterior. Londres concentrou 1.786 prisões, seguida por País de Gales e Oeste da Inglaterra (1.196) e Midlands (1.151). O governo britânico também aplicou 2.105 multas a empregadores de pessoas em situação irregular, com punições chegando a 60 mil libras (R$ 432,4 mil) por trabalhador em situação irregular. Além disso, dados oficiais mostram que 4.810 brasileiros retornaram voluntariamente ao país no período de um ano — um aumento de 49% em relação a 2024. O programa de retorno voluntário do Home Office oferece até 3 mil libras (R$ 21,6 mil) para pessoas em situação migratória irregular que aceitem deixar o Reino Unido. Os brasileiros representaram 18% dos 26.761 retornos voluntários realizados entre julho de 2024 e junho de 2025. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, vivem atualmente no Reino Unido 230 mil brasileiros, sendo 190 mil na área do Consulado-Geral de Londres — a quarta maior comunidade brasileira no mundo, atrás dos Estados Unidos (2,08 milhões), Portugal (513 mil) e Paraguai (263 mil). Questionado pela BBC News Brasil se estes números incluem pessoas em situação regular e irregular, o ministério afirmou apenas que "os serviços consulares do Estado brasileiro (com base nos quais são feitas as estimativas a que faz menção) são prestados aos cidadãos brasileiros no exterior nos termos da lei do Brasil, independentemente do status do nacional perante qualquer Estado estrangeiro".



Governo anuncia que todas as capitais serão incluídas no Gás do Povo nesta segunda


25/01/2026 07:01 - g1.globo.com


g1 em 1 Minuto: Veja detalhes do programa 'Gás do Povo', lançado pelo governo federal A partir da próxima segunda-feira (26) todas as capitais do país serão incluídas no programa Gás do Povo, informou o ministério do Desenvolvimento Social nesta sexta-feira (23). Segundo a pasta, o auxílio será ampliado para 950 mil novas famílias. 🔎 Batizado de “Gás do Povo”, o programa oferece gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) e pretende ampliar o atual Auxílio Gás, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. Dessa forma, serão incluídas 17 capitais no programa: Aracaju (SE); Boa Vista (RR); Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); João Pessoa (PB); Macapá (AP); Maceió (AL); Manaus (AM); Palmas (TO); Porto Velho (RO); Rio Branco (AC); Rio de Janeiro (RJ); São Luís (MA); e Vitória (ES). O governo federal planeja concluir a implementação do programa em março deste ano, quando 15 milhões de famílias, o que significa cerca de 50 milhões de pessoas, em todos os 5.571 municípios estarão contemplados. Botijões de gás Reprodução / RBS TV Entenda como funciona o programa Quem tem direito ao Vale Gás? Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que tenham renda de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família (renda per capita de até R$ 218). Também é preciso que o registro no CadÚnico tenha sido atualizado nos últimos 24 meses. Como vão ser as retiradas? A recarga gratuita do botijão de gás poderá ser realizada diretamente nas revendedoras que aderiram voluntariamente ao programa, sem intermediários, por meio de validação eletrônica na solução tecnológica utilizada pela revenda e fornecida pela Caixa. O responsável familiar poderá retirar o gás utilizando: Cartão com chip do Bolsa Família e senha; Cartão de débito de conta CAIXA e senha; CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado. Quantos botijões posso retirar? A quantidade de auxílios anuais para botijões gratuitos será definida conforme o número de integrantes por família: família de duas ou três pessoas - quatro auxílios por ano; família de quatro ou mais pessoas - seis auxílios por ano. ➡️ Os auxílios não serão cumulativos. Como identificar se uma revenda participa do programa? O programa prevê que a revenda que desejar participar do programa deverá obedecer às regras de identidade visual, como: Portarias de revenda; Botijões de GLP; Veículos de transporte; Materiais de comunicação. Além disso, o aplicativo do beneficiário mostrará os pontos de revenda mais credenciadas mais próximas de sua residência.



Por que o imposto pesa tanto no bolso do brasileiro — e o que o governo pode fazer para aliviar


25/01/2026 07:01 - g1.globo.com

Miriam Leitão: Corte de 10% nas isenções de impostos vai ajudar nas contas Você paga imposto quando recebe salário, quando compra comida e até quando liga a luz de casa. A sensação de muitos brasileiros é de que o dinheiro some e não volta em serviços públicos na mesma proporção. Em 2026, ano eleitoral, o tema ganha ainda mais espaço no debate. O g1 ouviu especialistas para explicar por que o imposto pesa tanto no bolso — e que medidas os governos podem adotar para aliviar esse impacto, além de simplesmente reduzir tributos. Entenda abaixo: Primeiro, o brasileiro paga muito imposto? Os dados oficiais mais recentes do Brasil são de 2024. Naquele ano, a carga tributária total do Brasil (tudo que foi pago em impostos por indivíduos e empresas) foi de 32,2% do PIB, um recorde na série histórica. Ou seja, nunca se pagou tanto imposto no país em relação ao PIB. Na comparação com os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — espécie de "clube" com países ricos e alguns em desenvolvimento — o Brasil paga menos imposto na média. Porém, paga mais que a média na comparação com os países da América Latina e do Caribe. Veja (em dados de 2023, os mais recentes disponíveis para esse conjunto de países): Países da OCDE: 34,1% do PIB Países da América Latina e Caribe: 21,3% Brasil: 30,2% Baixo retorno em serviços A carga tributária no Brasil — quase a média dos países ricos da OCDE — não retorna em serviços na mesma qualidade das nações mais desenvolvidas. O Brasil tem, por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS), um caso de destaque na saúde pública do mundo, o que custa caro. Mesmo assim, o serviço poderia ser de maior qualidade. O mesmo se dá na Educação, na Infraestrutura, na Segurança. “Na realidade há também essa ideia de parte de algumas pessoas, de uma parte da população, que os serviços que são prestados não são satisfatórios ou não são de boa qualidade. Então fica aquela discussão entre o que se paga, ou entre a carga tributária, e os serviços que a gente tem fornecidos pelo Estado”, afirmou o professor de Finanças Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli. Isso gera um efeito de aversão aos impostos, que não necessariamente ocorre nas sociedades onde os serviços atendem aos anseios da população. “Você vai para outros países, que as pessoas têm retorno, as pessoas não são tão críticas ao tributo. Aqui no Brasil, o tributo é uma norma de rejeição social porque, infelizmente, a gente paga muito e vê pouco, e aí acaba que a população tem esse distanciamento, essa rejeição à tributação”, explica Bianca Xavier, professora de Direito Tributário da FGV e diretora da Sociedade Brasileira de Direito Tributário (SBDT). Juros ajudaram a controlar a inflação em 2025; entenda a ferramenta do Banco Central Peso desigual nos bolsos Além da percepção de pouco retorno em serviços públicos, os impostos pesam tanto no bolso do brasileiro porque são cobrados de forma desigual. Segundo especialistas, proporcionalmente, quem ganha menos paga mais imposto no país. Isso ocorre porque os tributos sobre consumo — embutidos nos preços de produtos e serviços — são altos, enquanto os que incidem sobre renda e patrimônio têm peso menor. Como todos pagam a mesma alíquota ao consumir, esses impostos comprometem uma parcela maior da renda das famílias mais pobres. Em 2024, os impostos sobre bens e serviços foram a principal fonte de arrecadação, somando R$ 1,64 trilhão, o equivalente a 14% do PIB e a 43,5% da carga tributária total, segundo dados da Receita Federal. Na outra ponta, os mais ricos pagam proporcionalmente menos. Um estudo de 2025 mostra que pessoas com renda anual acima de R$ 5,5 milhões têm uma alíquota efetiva média de 20,6%, enquanto o brasileiro médio paga cerca de 42,5% da renda em impostos. Já os tributos sobre lucro, renda e ganho de capital somaram R$ 1,07 trilhão em 2024, o equivalente a 9,1% do PIB — valor abaixo da média dos países da OCDE, que foi de 12,1% do PIB em 2023. O que fazer então? Segundo especialistas, uma das chaves para reduzir o peso dos impostos no bolso dos brasileiros passa pela forma como o governo gasta os recursos públicos. A avaliação é que o Estado brasileiro gasta muito e nem sempre gasta bem. Com despesas mais eficientes e melhor direcionadas, a carga tributária poderia pesar menos, mesmo sem cortes diretos de impostos. Um dos principais exemplos citados é o volume de subsídios e benefícios fiscais concedidos pelo governo. Esses incentivos reduzem ou isentam determinados setores do pagamento de tributos e representam uma perda significativa de arrecadação — nem sempre acompanhada de retorno social ou econômico direto para a população. Dados do Ministério da Fazenda mostram que os chamados gastos tributários, que incluem isenções, deduções e regimes especiais, somaram mais de R$ 540 bilhões no último ano. Para especialistas, parte desses benefícios poderia ser reavaliada ou extinta, abrindo espaço para uma distribuição mais eficiente dos recursos públicos. O principal problema, segundo eles, é a dificuldade de comprovar a efetividade desses incentivos. “O beneficiário deveria demonstrar, por critérios objetivos, que está devolvendo à sociedade um benefício que justifique essa renúncia”, afirma o professor de Finanças Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli. A diretora da Sociedade Brasileira de Direito Tributário (SBDT), Bianca Xavier, avalia que os subsídios tendem a ser mais eficientes quando estão ligados a políticas públicas que impactam diretamente a vida das pessoas. Quando a renúncia fiscal beneficia apenas setores econômicos específicos, o efeito costuma ser pouco perceptível para a população. “Política pública a gente consegue ver. Mas quando o governo concede um benefício a um setor econômico, a população se pergunta: ‘Por que aquela indústria ou o agronegócio não estão pagando tributos?’”, afirma. Leia também: Com aumento de impostos e expansão da economia, arrecadação federal sobe em 2025 e atinge maior valor em 31 anos Com aumento de impostos, carga tributária bate recorde histórico em 2024 e alcança maior nível em mais de duas décadas Plataforma do governo vai permitir consulta ao cashback da reforma tributária; entenda Cashback Outra alternativa apontada por especialistas para aliviar o peso dos impostos no bolso da população é o cashback tributário. O mecanismo prevê a devolução de parte dos tributos pagos no consumo às famílias de baixa renda, dando ao cidadão a sensação de que está sendo, ao menos em parte, retribuído pelo que paga, explica o professor da UnB Roberto Piscitelli. Previsto na reforma tributária e com data para início em 2027, o cashback funciona por meio da devolução direta de uma parcela do imposto pago, geralmente vinculada ao CPF do consumidor e integrada a programas sociais já existentes. Segundo especialistas, é uma forma direta de reduzir o impacto dos impostos nas contas de quem mais precisa. “Eu entendo que o cashback é uma forma justa de desonerar quem precisa. O benefício não tem a ver com o produto que você está comprando, mas com quem está comprando”, afirma a professora Bianca Xavier. Além disso, ao unificar impostos sobre consumo, a reforma tributária busca simplificar o modelo de cobrança no Brasil, o que, segundo o governo, deverá baratear os custos das empresas. Os dispositivos da reforma, já aprovados pelo Congresso, vão ser implementados gradualmente nos próximos anos. Reforma do Imposto de Renda A redução do Imposto de Renda também é apontada como uma forma de aliviar o impacto dos tributos sobre a renda dos brasileiros que ganham menos. Desde o início do ano, passou a valer a isenção total do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350. Segundo projeções do Ministério da Fazenda, mais de 10 milhões de brasileiros ficam totalmente isentos com a nova regra. Para compensar a perda de arrecadação, o governo instituiu um imposto mínimo de até 10% para pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil e passou a tributar dividendos acima de R$ 50 mil por mês. Ao todo, cerca de 141 mil contribuintes devem ser impactados por essas medidas. Dividendos são a parcela do lucro das empresas distribuída aos acionistas. A expectativa do governo é que a mudança estimule a movimentação da economia. Com parte da renda livre do Imposto de Renda, os contribuintes tendem a direcionar esses recursos para consumo, investimentos ou outros gastos, impulsionando diferentes setores da atividade econômica.



De 'periferia' do Rio a maior PIB do Brasil: como São Paulo virou o Estado mais rico do país


25/01/2026 07:01 - g1.globo.com


De 'periferia' do Rio a maior PIB do Brasil: como São Paulo virou o Estado mais rico do país Alex Robinson/Getty Images via BBC A cidade de São Paulo completa 472 anos neste domingo (25/1). Com mais de 11 milhões de habitantes, a maior metrópole do Brasil se tornou um centro cultural e financeiro, sendo também o principal motor do Estado mais rico do país, que leva o mesmo nome. Se fosse um país, o estado de São Paulo teria uma economia maior que a da Argentina. Em 2024, ele registrou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,5 trilhões — quase o triplo do segundo colocado no ranking nacional, o Estado do Rio de Janeiro, com R$ 1,3 trilhão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mas nem sempre foi assim. Até meados do século 19, São Paulo era uma província sem grande relevância econômica, política ou demográfica. O Censo de 1872, o primeiro levantamento populacional do país, estimou cerca de 30 mil habitantes na capital paulista. No mesmo ano, a cidade do Rio de Janeiro tinha aproximadamente 270 mil moradores. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A transformação que viria nas décadas seguintes é, nas palavras do jornalista e historiador Rafael Cariello, "o tipo de coisa que acontece pouco na história econômica mundial". "São Paulo era uma província que importava pouco e era uma espécie de periferia do Rio", afirma. Cinco décadas depois, o Censo de 1920 mostrava uma população 19 vezes maior na capital paulista: cerca de 580 mil habitantes. Ainda não havia o cálculo do PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos, para medir a riqueza no Brasil Imperial. Mas era possível ter uma ideia de quais províncias eram mais ricas. Um dos indícios era o volume de impostos arrecadados pelo governo central. Outro, o que entrava e saía pelos portos. "Sabemos que São Paulo era relativamente pobre ou, pelo menos, não tão rica quanto outras províncias pelos impostos arrecadados pelo governo central. E, grosso modo, eram essas as que importavam ou exportavam em maior volume", explica o pesquisador. As províncias mais ricas do país se concentravam nas regiões produtoras de commodities como a cana-de-açúcar para exportação, nas Minas Gerais do ouro e na capital do país, o Rio de Janeiro (de 1763 a 1960). Mesmo com solo fértil e terras propícias para a agricultura, São Paulo tinha produção agrícola menor do que outras regiões do país. Como, então, uma província periférica e relativamente pobre se transformou no Estado mais rico do Brasil? A BBC News Brasil conversou com especialistas para entender os caminhos que levaram São Paulo concentrar poder econômico no país. Rua do Rosário, atual Rua 15 de Novembro, em 1880: capital paulista registrou 30 mil habitantes no Censo de 1872 Arquivo Nacional via BBC O desafio de transporte Para produzir e exportar mais, São Paulo tinha que resolver um problema: a Serra do Mar. A ligação entre o interior e o litoral, por onde escoavam os produtos para exportação, exigia a travessia de uma região montanhosa tão íngreme que recebeu dos colonizadores portugueses o apelido de "a muralha". Por séculos, esse percurso foi feito por trilhas, muitas delas foram abertas e usadas por povos indígenas, como o antigo Caminho do Peabiru — uma rota indígena criada antes da colonização, que ligava o oceano Atlântico ao Pacífico. A primeira estrada pavimentada veio só no fim do século 18. Concluída em 1792, a Calçada no Lorena era estreita e sinuosa: 50 km com 133 curvas do alto da serra até Santos. "O planalto paulista era um dos terrenos mais férteis e bons para cultivo no Brasil, desde sempre. Mas era muito caro levar qualquer coisa de lá para o litoral ou trazer algo do litoral para o planalto pelo custo de transporte", diz Cariello. A chegada da ferrovia no Estado foi a grande revolução para a economia paulista. Arquivo Nacional via BBC Na mesma época, o café começava a ganhar espaço na agricultura brasileira. Mas, em São Paulo, só compensava plantar em áreas próximas ao litoral, como o Vale do Paraíba, na divisa com o Rio de Janeiro. Até então, a produção era escoada em tropas de mulas. "Quando eram muitos dias, você tinha que alimentar a mula e tinha que dar muito milho para as mulas, e milho era muito caro. Era a gasolina da época", descreve o pesquisador. O estudo de Cariello mostra que o avanço do café rumo ao interior paulista se deu, inicialmente, por uma mudança política. Foi a descentralização do poder no Império e a criação de um sistema de pedágios que permitiram investimentos nas estradas e, com isso, baratearam o transporte. Cariello analisou registros de um antigo posto de fiscalização em Cubatão, próximo a Santos. "Os tropeiros que desciam a serra com mulas carregadas de café, açúcar e outros produtos tinham que declarar o que traziam e de onde vinham. Esses registros eram anotados, dia a dia, entre 1835 e 1867", explica. Ao sistematizar os números, ele identificou a origem das cargas que chegavam ao porto. "Entre 1835 e 1850, o volume de café exportado do Vale do Paraíba e do interior paulista era equivalente. Mas, a partir de 1850, há um salto vertiginoso na produção do interior, especialmente de Campinas, Limeira, Rio Claro, Piracicaba e Itu." Rafael Cariello pesquisou como o avanço do café rumo ao interior paulista se deu, inicialmente, por uma mudança política Fernando Otto/BBC Como o café chegou a regiões tão distantes se o transporte seguia lento e caro? A resposta, segundo pesquisador, está em uma transformação institucional. Em 1831, o então imperador Dom Pedro 1º abdica do trono. A partir de 1834, uma reforma constitucional descentralizou parte do poder no Império e permitiu que as províncias criassem suas próprias assembleias legislativas. São Paulo toma uma decisão que, mais tarde, vai ter grande impacto em seu desenvolvimento econômico. O Estado decide pagar mais impostos para melhorar as estradas e diminuir a duração, e consequentemente o custo, das viagens. E isso é feito através da criação de dezenas de pedágios. O dinheiro arrecadado então é usado para construir estradas melhores, e é isso que permite que o café comece a ser plantado mais longe do litoral. Em 1846, foi inaugurada a Estrada da Maioridade, uma via com nove metros de largura, menos curvas e muito mais eficiente que a anterior para vencer a Serra do Mar. "Esse pedágio passou a representar quase metade da arrecadação da província", diz o pesquisador. "Ou seja, mudança política permitiu que a elite paulista resolvesse um problema de coordenação e arrecadação de impostos — um problema que o centro, o Rio de Janeiro, não conseguia resolver. A minha explicação é essa: uma descentralização do poder político permitiu que São Paulo enriquecesse." A grande revolução, no entanto, viria duas décadas depois: a chegada da ferrovia no Estado, em 1867. A São Paulo Railway Company ligava a capital paulista a Jundiaí. Construída com capital inglês, a ferrovia também recebeu investimentos dos produtores de café paulistas porque seria por ela que a produção seria transportada até o Porto de Santos. Na mesma época, países como os Estados Unidos passavam a consumir grandes volumes de café. Com um mercado externo em expansão e infraestrutura mais eficiente, as plantações do grão se espalharam para outras partes do Estado. Fim da escravidão e migrações Em 1850, o Brasil proibiu o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A decisão foi tomada, em grande parte, por pressão política da Inglaterra, que via no país um potencial mercado consumidor para seus produtos industrializados. São Paulo passou a incentivar a imigração, principalmente de europeus, para suprir as demandas da produção de café. "Existe uma razão econômica evidente, mas por trás também havia um projeto racial. Buscava-se o embranquecimento da população brasileira. A preferência por imigrantes europeus estava alinhada às teorias raciais e higienistas da época", afirma o historiador Pietro Amorim, pesquisador do Museu do Café, em Santos. Entre meados do século 19 e o final dos anos 1970, a antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, na capital paulista, recebeu cerca de 3 milhões de pessoas. Em 1891, o edifício abrigou aproximadamente 90 mil imigrantes — o triplo da população que São Paulo tinha apenas duas décadas antes, em 1872. A antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás recebeu cerca de 3 milhões de pessoas em menos de um século. Hoje, funciona no prédio o Museu da Imigração. Fernando Otto/BBC Esses imigrantes não apenas trabalharam nas lavouras de café, mas também ajudaram a tornar mais dinâmica a economia local, criando um mercado consumidor e empreendendo em pequenos negócios. A demanda por roupas, sapatos, chapéus e outros bens impulsionou o surgimento das primeiras indústrias no Estado. "A transformação que São Paulo vivencia entre 1872 e a década de 1950, quando se torna a maior cidade do Brasil, é resultado direto desse fluxo migratório", explica o historiador Henrique Trindade, coordenador do setor Educativo e de Formação do Museu da Imigração. "Essa mudança começa demograficamente, mas logo se expande para o campo econômico, social e cultural." A migração, no entanto, não se restringiu a imigrantes estrangeiros. A partir do século 20, São Paulo passou a receber também fluxos de migrantes vindos de outras regiões do país, especialmente do Nordeste. Em 1929, pela primeira vez, o número de brasileiros que chegavam ao Estado superou o de estrangeiros. Industrialização Embora esse primeiro impulsionamento da indústria, o Estado ainda dependia muito do café. A virada mais forte para a indústria veio a partir da crise de 1929. O mundo entrou em colapso econômico, e o Brasil teve dificuldade de importar produtos, principalmente os industrializados. São Paulo já tinha aqui uma base industrial que podia responder a essa impossibilidade de que o país tinha de importar produtos, explica Elizabeth Balbachevsky, professora associada ao departamento de Ciência Política da USP. "Essa herança que São Paulo traz para o século 20 acaba dando para São Paulo uma dianteira que se preserva até hoje", diz. Com Getúlio Vargas, o Brasil passa a adotar, a partir de 1930, uma política de proteção à indústria nacional. "A indústria paulista se beneficia mais uma vez dessa dinâmica", afirma a professora. Nas décadas seguintes, o café começa a perder espaço como motor da economia paulista, enquanto o Estado incentiva outras atividades econômicas. "A partir dos anos 1970, há um movimento de diversificação maior na economia e na própria agricultura. Começa um plano de erradicação dos cafezais e o incentivo a outros produtos e outras atividades, como a industrialização, o petróleo. E o café vai declinando na sua posição de motriz da economia paulista", afirma Amorim, do Museu do Café. A construção da 'superioridade paulista' Desenvolvimento de São Paulo está ligado também à chegada de imigrantes. Getty Images via BBC Elizabeth Balbachevsky argumenta que parte do sucesso econômico de São Paulo se deve ao fato de a província não ter sido importante no projeto colonial português. Para ela, isso teria protegido a formação institucional do Estado de uma caraterística fundamental de outras regiões, o patrimonialismo. "Não é porque São Paulo era mais rico, maior, ou tinha terras melhores. Isso você encontra no Brasil todo", afirma. "Mas, de alguma forma, a colonização paulista se preservou de uma característica marcante do projeto ibérico nas Américas, essa mescla entre Estado e interesses privados." Segundo ela, essa relativa ausência de uma lógica patrimonialista teria aberto espaço para uma iniciativa capitalista mais autônoma e menos dependente. "Criou-se uma institucionalidade menos parasitária da atividade econômica", defende. Mas essa explicação é contestada pelo sociólogo e pesquisador Jessé Souza, autor de mais de 20 livros, entre eles A Elite do Atraso (Editora Leya) e Classe Média no Espelho (Sextante). Para ele, o diferencial paulista não foi institucional, mas simbólico. Após a derrota de São Paulo no levante de 9 de julho de 1932 (revolta contra o governo de Getúlio Vargas), a elite local percebeu que precisava estabelecer domínio para consolidar poder político, econômico e racial. "O que São Paulo fez foi usar o poder simbólico para se legitimar como se fosse uma espécie de Estados Unidos no Brasil, com resgate dos Bandeirantes como desbravadores, seguindo uma lógica protestante", afirma. "A elite paulista entendeu que não bastava ter as fazendas de café ou as indústrias. Era preciso bombardear a população com uma mentira que fizesse com que o restante do país, especialmente quem não é branco, se sentisse inferior." O resgate dos bandeirantes na historiografia paulista foi, para Jessé Souza, parte de um projeto de dominação ideológica Getty Images via BBC Para Souza, esse processo começa com a criação do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 1894, mas se consolida com a fundação da USP, nas décadas seguintes. "Não estou dizendo que a USP é ruim. É a melhor universidade do país. Mas ela também foi uma usina ideológica a serviço desse projeto de poder." Para ele, a elite paulista foi capaz de repaginar o escravismo sob a linguagem da moralidade, da modernidade e da meritocracia. "Enquanto o Nordeste teve quase 400 anos de escravidão, São Paulo teve quase 100, mas assumiu o comando ideológico do país com um pensamento profundamente racista. A elite trouxe imigrantes brancos para cá e criou a ideia de que São Paulo era uma Europa no meio da África." Esse imaginário, diz Souza, foi fundamental para a exclusão política e econômica da maior parte da população brasileira. "São Paulo conseguiu usar o racismo para impedir o acesso popular ao Estado. Porque a elite precisa do Estado para se apropriar de recursos públicos. E fez isso dizendo que o nordestino era preguiçoso, que os pobres não sabiam votar, que só ela tinha competência para liderar o país." Segundo ele, o investimento nessa narrativa, por meio de institutos, universidades, jornais, rádios e televisões, foi central para manter São Paulo no centro do poder. "Se você escuta a mesma ideia por 100 anos, acaba acreditando", afirma. "E a ideia é essa: São Paulo é mais virtuoso, trabalhador e moderno. Quando, na verdade, foi só mais eficiente em naturalizar um projeto de dominação."



Mega-Sena, concurso 2.964: prêmio acumula e vai a R$ 92 milhões


25/01/2026 00:02 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2964 O sorteio do concurso 2.964 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (24), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 92 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 09 - 15 - 17 - 30 - 60 5 acertos - 121 apostas ganhadoras, R$ 22.818,11 4 acertos - 7.163 apostas ganhadoras, R$ 635,36 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (27). Como funciona a Mega-sena Mega-Sena, concurso 2.964 Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



Caso Master: criminosos se aproveitam da procura por recursos do FGC para aplicar golpes; saiba como se proteger


24/01/2026 22:23 - g1.globo.com


FGC começa pagamento para credores do Banco Master Entidades do setor financeiro emitiram neste sábado (24) um alerta sobre golpes e fraudes envolvendo o processo de pagamento de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O comunicado foi divulgado em meio à alta procura pelos recursos do fundo, após as liquidações extrajudiciais do Banco Master e de seu braço digital, o Will Bank, pelo Banco Central do Brasil (BC) nos últimos meses. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o FGC e entidades como a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), golpistas têm usado indevidamente o nome do fundo e de instituições do sistema financeiro para enganar pessoas com direito aos recursos. O fundo começou a receber na última segunda (19) os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Master. Ao todo, cerca de 800 mil credores têm direito ao ressarcimento. 🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. ⚠️ As principais tentativas de golpes e fraudes apontadas pelas entidades são: 📩 Envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que simulam contatos institucionais. 🗒️ Divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos, criados para induzir vítimas a fornecer dados pessoais, bancários ou cadastrais. 💳 Solicitação de pagamentos indevidos ou antecipados, sob falsas promessas de benefícios, liberações de valores ou agilização de processos. 🤖 Uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e disparo de mensagens com links maliciosos. 📱 Circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, que comprometem a segurança das informações. 💡 Diante das fraudes, o FGC e outras seis entidades financeiras orientam aos usuários a: ⚠️ Aumentar o nível de cautela frente a ofertas de facilidades por alegados prestadores de serviços. 📝 Desconsiderar qualquer solicitação de dados pessoais por canais não oficiais e não realizar pagamentos de qualquer tipo de taxa para o recebimento da garantia. 🚫 Não clicar em links desconhecidos ou baixar aplicativos fora das lojas oficiais. A orientação é sempre buscar informações e confirmações através dos canais institucionais. Golpe usa falso aplicativo de ressarcimento do FGC para atingir investidores do Master Como funciona o FGC? Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master? FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master. Reprodução/g1 Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store. "No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo. Veja o passo a passo: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. "O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. ⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores. O que acontece para quem tinha dinheiro no Master? o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil. o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. Com as informações recebidas, o FGC liberou em 17 de janeiro a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos. Para solicitar o ressarcimento: Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia; Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição. Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos. Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes. Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil



Trump ameaça Canadá com 'tarifas de 100%' caso faça um acordo comercial com a China


24/01/2026 14:48 - g1.globo.com


Canadá e China estreitam relação comercial O presidente americano, Donald Trump, ameaçou neste sábado (24) impor "tarifas de 100%" sobre as importações canadenses para os Estados Unidos caso um acordo comercial entre o Canadá e a China seja finalizado. Na última semana, os dois países anunciaram nova parceria estratégica, após visita do primeiro-ministro canadense Mark Carney a Pequim. Foi a primeira viagem de um líder canadense à China em oito anos. A expectativa é que a China reduza as tarifas sobre a canola canadense. Em paralelo, o Canadá planeja permitir a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses em seu mercado, com tarifa de 6,1% – bem abaixo da alíquota atual de 100%. Se Carney "pensa que vai transformar o Canadá em um 'porto de descarga' para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. "Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos", alertou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento do 'Conselho da Paz', em 22 de janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse Reconstrução de laços Carney está tentando reconstruir os laços com o segundo maior parceiro comercial de seu país, depois dos Estados Unidos, após meses de esforços diplomáticos. Inicialmente, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação-mais-favorecida, disse Carney após conversas com líderes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping. Isso se compara à tarifa de 100% sobre os veículos elétricos chineses imposta pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau em 2024, após penalidades semelhantes dos EUA. Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá. "Esse é um retorno aos níveis anteriores aos recentes atritos comerciais, mas sob um acordo que promete muito mais para os canadenses", disse Carney aos repórteres durante a viagem à China. Mais tarde, ele disse que a cota aumentaria gradualmente, chegando a cerca de 70.000 veículos em cinco anos. "Para que o Canadá construa seu próprio setor competitivo de veículos elétricos, precisaremos aprender com parceiros inovadores, acessar suas cadeias de suprimentos e aumentar a demanda local", disse Carney, afastando-se da justificativa de Trudeau de que as tarifas eram necessárias para proteger os produtores nacionais contra os fabricantes chineses subsidiados. O relaxamento das tarifas de carros elétricos divergiu da política dos EUA, e alguns membros do gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, criticaram a decisão antes de uma esperada revisão do acordo comercial entre os EUA, Canadá e México. Mas, na semana passada, o próprio Trump havia expressado seu apoio a Carney. "É isso que ele deveria estar fazendo. É bom que ele assine um acordo comercial. Se você conseguir um acordo com a China, deve fazer isso", disse Trump aos repórteres na Casa Branca. O primeiro-ministro Doug Ford, de Ontário, a principal província produtora de automóveis do Canadá, criticou o acordo. "O governo federal está convidando uma enxurrada de veículos elétricos baratos fabricados na China sem nenhuma garantia real de investimentos iguais ou imediatos na economia, no setor automotivo ou na cadeia de suprimentos do Canadá", disse ele em um post no X. Em retaliação às tarifas de Trudeau, em março, a China impôs tarifas sobre mais de US$ 2,6 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios canadenses, como óleo e farinha de canola, seguidas de tarifas sobre sementes de canola em agosto. Isso levou a uma queda de 10,4% nas importações de produtos canadenses pela China em 2025. De acordo com o novo acordo, disse Carney, o Canadá espera que a China reduza as tarifas sobre suas sementes de canola até 1º de março, para uma taxa combinada de cerca de 15% dos atuais 84%. O Canadá também espera que suas farinhas de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas tenham as tarifas antidiscriminatórias removidas a partir de 1º de março até pelo menos o final do ano, acrescentou. Os acordos destravarão cerca de US$ 3 bilhões em pedidos de exportação para agricultores, pescadores e processadores canadenses, disse Carney. O Ministério do Comércio da China disse em um comunicado que a China estava ajustando as medidas antidumping sobre a canola, bem como as medidas antidiscriminatórias sobre alguns produtos agrícolas e aquáticos canadenses, em resposta à redução das tarifas do Canadá para veículos elétricos.



O norueguês que inventou o sushi com salmão e conseguiu emplacá-lo no Japão


24/01/2026 13:54 - g1.globo.com


Japoneses começaram a consumir sushi com salmão cru na década de 1990 Getty Images Em 1986, um homem do Ártico norueguês, profundamente apaixonado pelo Japão, teve uma ideia que transformaria a forma como o mundo come sushi. Naquela época, a indústria norueguesa do salmão estava no auge, mas precisava abrir novos mercados. Por isso, o governo lançou o Projeto Japão, esperando aumentar as exportações de peixe para o país asiático, famoso pela sua predileção por alimentos vindos do mar. Mas havia um problema: os japoneses não comiam salmão cru. O jovem norueguês em questão era Bjørn-Eirik Olsen. Profundamente fascinado pelo Japão, ele começou a trabalhar como analista de mercado. Sua paixão pela cultura japonesa começou aos 12 anos, quando viu o clássico filme de Akira Kurosawa (1910-1998) "Os Sete Samurais" (Shichinin no samurai), de 1954. Em 2018, uma enquete realizada pela BBC elegeu "Os Sete Samurais" como o melhor filme em língua não inglesa de todos os tempos. "Os Sete Samurais", de Akira Kurosawa, é um filme épico japonês sobre aldeões desesperados que contratam mercenários para se defender dos bandidos Getty Images/ via BBC "O filme me cativou completamente e, naquele momento, decidi que queria ser como eles", contou Bjørn-Eirik ao programa de rádio "Witness History", do Serviço Mundial da BBC. Seu interesse o levou a Osaka, uma importante cidade do Japão localizada a sudoeste da capital do país, Tóquio. Lá, ele aprendeu o idioma e seguiu para a Universidade de Kyushu em Fukuoka, no sul do Japão, para estudar a produção e o uso das algas. A ideia inicial do Projeto Japão era encontrar um novo mercado para peixes como o capelim, cantarilho e o arenque, além do camarão. Mas, no final da década de 1980, a indústria norueguesa do salmão estava em rápido crescimento. E Bjørn-Eirik Olsen percebeu o imenso potencial desta espécie de peixe. "Pude observar que o segmento mais interessante do mercado japonês era o do sushi e sashimi, dominado por peixes muito valiosos como o atum vermelho e a dourada, além de vários tipos de frutos do mar", explica ele. Bjørn-Eirik Olsen (esq.) ficou fascinado pela cultura japonesa ainda jovem. Ele aprendeu o idioma e estudou no país Bjørn-Eirik Olsen O peixe servido cru no sushi e sashimi era vendido a preços até 10 vezes mais altos que para cozinhar. Se o salmão norueguês conseguisse entrar naquele segmento, seria algo transformador, mas havia um grande obstáculo. "Quando apresentamos pela primeira vez o salmão para sushi ou sashimi a profissionais do setor, como atacadistas ou importadores, eles disseram: 'Não, nós, japoneses, não comemos salmão cru", relembra Olsen. "Eles achavam que tinha cheiro de rio, que a textura não era adequada, que a cor não era suficientemente vermelha." Além disso, acreditava-se no Japão que o salmão selvagem do Pacífico apresentava risco de parasitas, enquanto o salmão do Atlântico, criado em cativeiro, era considerado inferior. Os japoneses acreditavam que o salmão selvagem do Pacífico apresentava risco de parasitas, enquanto o salmão do Atlântico, criado em cativeiro, era descartado por ser considerado inferior Getty Images/ via BBC Para mudar esta percepção, Olsen e sua equipe criaram um novo nome para o produto. Eles eliminaram a palavra japonesa para salmão, shake, e a substituíram pelo nome Noruee saamon, uma versão adaptada para o japonês de "salmão norueguês". Aprenda a preparar um bom sushi caseiro Seguiram-se campanhas de marketing e colaborações com chefs renomados, como Yutaka Ishinabe, astro de um programa de cozinha de sucesso na televisão japonesa. Mesmo com estes esforços, o progresso foi lento, até que sobreveio a crise. No início da década de 1990, a produção de salmão em cativeiro na Noruega crescia muito mais rápido que os compradores da Europa e dos Estados Unidos podiam consumir. Com isso, toneladas de salmão ficaram encalhadas nos congeladores. No início da década de 1990, a produção de salmão em cativeiro da Noruega crescia muito mais rápido que os consumidores da Europa e dos Estados Unidos conseguiam comprar o produto Getty Images/ via BBC Os preços despencaram, levando à falência metade dos piscicultores do país. "Toda a indústria do salmão corria o risco de entrar em colapso", explica Olsen. Desesperados para vender seus estoques, os exportadores noruegueses consideraram a venda de 12 mil toneladas de salmão para uma das maiores empresas pesqueiras do Japão, para uso na sua cozinha tradicional, não no sushi, segundo ele. "Se isso for permitido, eles destruirão todo o nosso trabalho para criar a nova reputação do salmão norueguês para sushi e sashimi", declarou Olsen aos seus funcionários. Em vez disso, ele chegou a um acordo com a empresa japonesa Nichirei para a venda de 5 mil toneladas, a serem comercializadas como salmão para sushi. Em 1994, com o fim do seu trabalho na comercialização do salmão norueguês para sushi, Olsen deixou Tóquio e voltou para a Noruega. Ele estava otimista sobre a consolidação do salmão no menu japonês. No ano seguinte, quando voltou ao Japão em visita, ele observou réplicas de niguiri de salmão, feitas de plástico, na vitrine de uma loja de sushi. Havia réplicas de plástico de todos os alimentos que o estabelecimento servia, sinal de que a tendência havia se estabelecido. "Foi ali que percebi um verdadeiro avanço, pois até as fábricas que produziam essas imitações de plástico já fabricavam niguiri de salmão", afirma Olsen. Mas outro evento acabaria influenciando ainda mais o consumo de salmão cru entre os japoneses. Depois de uma década de rápido crescimento, a bolha econômica do Japão estourou no início dos anos 1990, aumentando a popularidade dos restaurantes de sushi mais acessíveis, com correias transportadoras. "Na correia transportadora, enquanto o peixe circula, as crianças podem agarrá-lo facilmente", conta Olsen. "Elas não tinham postura negativa contra o salmão e, quando viam passar um peixe laranja ou dourado, elas pegavam. E gostavam muito." "O salmão norueguês praticamente se popularizou em poucos anos, graças a esta nova forma de comer", explica ele. Atualmente, o salmão é um dos ingredientes de sushi mais populares em todo o mundo. E a Noruega continua sendo o maior produtor de salmão por piscicultura, apesar das preocupações ambientais sobre sua indústria e do impacto para os peixes selvagens. Bjørn-Eirik Olsen continua viajando regularmente para o seu amado Japão e está escrevendo um livro sobre sua experiência com o salmão e o sushi, em um relato pessoal e profissional. "Observar a cultura japonesa se unindo com parte da norueguesa me enche de alegria."



Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol


24/01/2026 12:30 - g1.globo.com


Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos. Segundo apuração do g1, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e tratava um câncer há anos. Júnior fundou a Gol em 2001, assumindo a posição de primeiro CEO da companhia aérea que ajudou a introduzir o modelo de "baixo custo, baixa tarifa" no país. Antes de criar a Gol, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo controlador de empresas de transporte terrestre de passageiros. Constantino Júnior Eduardo Viana/Divulgação GOL Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração, acumulando a função com o cargo de CEO até 2012, quando deixou a gestão executiva e assumiu a presidência do conselho, posição que ocupava até o seu falecimento. Além da atuação na Gol, era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, uma holding de aviação criada em 2022 que controla as companhias aéreas Gol (Brasil) e Avianca (Colômbia). Além da aviação, Júnior era entusiasta do automobilismo e chegou a competir na Porsche Cup. Veja na íntegra a nota da Gol: A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos. Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil. Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado. Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil. Constantino de Oliveira Júnior era um empresário brasileiro, fundador e primeiro CEO da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, companhia que ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país. Antes de fundar a GOL, atuou entre 1994 e 2000 como Diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da GOL, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional. Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da GOL, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na GOL, Constantino era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA. Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.



Independência em xeque? Como o Fed e outros 4 bancos centrais enfrentam a pressão política


24/01/2026 08:01 - g1.globo.com


Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump A independência dos bancos centrais — ou seja, a capacidade de definir os juros sem interferência política — é considerada essencial para o bem-estar econômico de um país. Esse é um dos motivos pelos quais a tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, tem chamado tanta atenção. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em países onde os bancos centrais se alinham às preferências de políticos, os resultados costumam ser piores, com inflação mais elevada e crescimento econômico mais lento, como indicam décadas de estudos acadêmicos. Por outro lado, a experiência histórica mostra que bancos centrais independentes têm mais sucesso na manutenção da estabilidade de preços. Há diversos exemplos de bancos centrais submetidos à pressão política. Veja abaixo cinco casos notáveis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Estados Unidos Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo Embora nenhum dirigente do Fed tenha sido demitido por não atender às exigências de um presidente americano sobre juros, isso não significa que líderes dos EUA não tenham tentado — e às vezes conseguido — exercer influência de outras formas. 🔎 No caso de Cook, apesar de os votos dela nas decisões de juros estarem no pano de fundo da ofensiva de Trump, a iniciativa se apoia em acusações não comprovadas de fraude hipotecária. O ex-presidente Richard Nixon pressionou o então presidente do Fed, Arthur Burns, a manter os custos de empréstimos baixos, apesar da rápida alta dos preços, para ajudá-lo a vencer a reeleição em 1972. O episódio é amplamente visto como o ponto de partida de um surto inflacionário que só foi contido pelas ações politicamente impopulares de um sucessor no comando do Fed, Paul Volcker, que elevou os juros para dois dígitos. A estratégia levou o país à recessão, mas controlou a inflação por quase quatro décadas, em grande parte por restabelecer a credibilidade do banco central americano como uma instituição independente. Nixon, porém, não foi o primeiro presidente a tentar impor sua vontade ao Fed. Em 1965, Lyndon Johnson convocou o então presidente da instituição, William McChesney Martin Jr., para seu rancho no Texas e exigiu o fim da alta dos juros — chegando a empurrá-lo e repreendê-lo fisicamente. Martin recusou, temendo que o estímulo fiscal de Johnson alimentasse a inflação. Anos depois, porém, afrouxou a política monetária em troca da promessa do presidente de elevar impostos — acordo que mais tarde avaliou ter contribuído para a aceleração da inflação. Turquia Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante discurso em Istambul Murad Sezer/REUTERS O presidente turco, Tayyip Erdogan — que se autodeclara um “inimigo dos juros” — demitiu quatro dirigentes do banco central entre 2019 e 2023 por elevarem os custos de empréstimos ou resistirem aos cortes que ele exigia e que, segundo sua avaliação, reduziriam a inflação. O efeito foi o oposto: a inflação disparou, a lira entrou em colapso e famílias passaram a ter dificuldade para arcar com itens básicos, como aluguel e alimentação. Em 2023, Erdogan mudou de rumo e nomeou a executiva financeira americana Hafize Gaye Erkan, que elevou rapidamente a taxa básica de juros de 8,5% para 45%. Seu sucessor e atual presidente do banco central, Fatih Karahan, apertou ainda mais a política monetária antes de iniciar, recentemente, um alívio. A inflação recuou do pico de 85% no fim de 2022, mas segue em dois dígitos. Argentina Casa Rosada, na Argentina Rafael Leal/g1 A nacionalização do banco central pelo ex-presidente argentino Juan Perón, em 1946, colocou o país sul-americano em uma trajetória de crises recorrentes nas décadas seguintes. Nesse período, o governo passou a imprimir dinheiro para financiar gastos, o que provocou sucessivas ondas de inflação elevada e hiperinflação. Dos 14 presidentes do BC desde 2000, vários foram afastados por divergências com o governo, entre eles Martín Redrado, demitido em 2010 por se recusar a executar o plano da então presidente Cristina Fernández de Kirchner de usar bilhões de dólares em reservas cambiais para pagar dívidas. Venezuela Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela Stringer/AFP A Constituição do país garante certo grau de independência ao banco central e proíbe o financiamento direto de déficits do governo. Ainda assim, o líder venezuelano Nicolás Maduro — que será julgado em Nova York por acusações de tráfico de drogas, após ter sido preso por forças especiais dos EUA — aprovou leis que colocaram a instituição sob controle total do Executivo, com a direção indicada exclusivamente pelo presidente. Após a queda dos preços globais do petróleo em 2014, o banco central passou a emitir moeda para financiar déficits elevados, alimentando uma hiperinflação que atingiu o pico em 2018, estimada por alguns cálculos em mais de 1.000.000%. Zimbábue O ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, em foto de 3 de outubro de 2017 AP Photo/Themba Hadebe O BC do Zimbábue também emitiu moeda para financiar gastos do governo do então presidente Robert Mugabe — incluindo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), despesas eleitorais, transferências para entidades controladas pelo Estado e a compra de equipamentos subsidiados para agricultores. A hiperinflação atingiu níveis extremos e, em janeiro de 2009, levou o então presidente do banco central, Gideon Gono, a emitir uma cédula de 100 trilhões de dólares.



Orçamento 2026: economistas veem espaço apertado para investimentos em ano eleitoral; veja áreas afetadas


24/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Lula sanciona Orçamento de 2026 com vetos em R$ 393 milhões que o Congresso havia reservado para inflar emendas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará restrições para investimentos e gastos livres dos ministérios em 2026 — ano de Eleições. A análise foi feita por especialistas em contas públicas ouvidos pelo g1. 💵 A explicação é que há um limite para despesas totais fixado pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. As despesas não podem ter aumento real, corrigidas pela inflação, acima de 2,5% ao ano. 💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor. Entre os gastos livres, cujo espaço cai ano a ano, estão: investimentos em infraestrutura; verbas para a defesa agropecuária; bolsas do CNPq e da Capes; emissão de passaportes; fiscalização ambiental e do trabalho escravo; Farmácia Popular; despesas administrativas; recursos para universidades federais; e recursos para agências reguladoras, entre outros. Analistas avaliam que os valores alocados para gastos dos ministérios já são baixos atualmente, resultando em restrições orçamentárias. Procurado, o governo não se manifestou. Especialistas também julgam que a projeção de despesas está subestimada, o que significa que o governo deve gastar mais que calculou, e que a arrecadação deve ser menor do que os valores que constam no orçamento, o que significa que o governo deverá ter menos dinheiro que o previsto — resultando em dificuldades adicionais (veja mais abaixo nessa reportagem). Abatidas as emendas parlamentares, os gastos para completar os pisos em saúde e educação e as despesas administrativas, o limite para investimentos e gastos dos ministérios, incluindo universidades federais e agências reguladoras, cai para cerca de R$ 65 bilhões em 2026 — valor considerado baixo por analistas. 🔎 O primeiro ajuste nas despesas pode ocorrer em março, no primeiro relatório do orçamento deste ano. Se o governo julgar que os valores aprovados pelo Legislativo para as receitas e despesas não estão realistas, efetuará bloqueio de gastos. 🔎 Sem um ajuste pragmático das projeções em março, as dificuldades orçamentárias tendem a se agravar com o passar dos meses, à medida que as projeções de receita e despesa deixem de se confirmar — levando a bloqueios de despesas. Governo terá ano difícil na execução orçamentária, segundo especialistas Banco de imagens canva Analistas opinam Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA, lembra que o governo conseguiu um espaço extra de R$ 13 bilhões em 2026 por conta da emenda constitucional que retirou do limite de gastos a totalidade dos gastos com sentenças judiciais. Mesmo assim, ele prevê um ano difícil. "Será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral", afirmou. Para Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, a situação da máquina pública será "muito apertada", mas "nenhum estrangulamento dramático" do orçamento de 2026. Com a retirada do limite de gastos a totalidade dos gastos com sentenças judiciais, ele diz que o governo "ganhou um espaço para respirar". Mesmo assim, o analista prevê a necessidade de uma nova reforma das regras das contas públicas em 2027. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já admite ajustes no arcabouço fiscal. "Com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece", disse Pestana. Números e explicações do governo 📈 De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios. Esse é o valor que sobra para o governo após o abatimento do valor destinado às emendas parlamentares, impositivas e de comissão, estimado pelo governo em cerca de R$ 50 bilhões neste ano, e dos recursos destinados ao cumprimento dos pisos de saúde, que somam R$ 38,7 bilhões, e educação, montante de R$ 22,8 bilhões. Questionado se esse valor será suficiente para passar 2026 sem maiores restrições, ou se será um ano difícil, o Ministério do Planejamento não respondeu até a última atualização dessa reportagem. O problema é que o governo usará boa parte dos R$ 129 bilhões que sobram para passar o ano com os chamados gastos administrativos. Entre eles: água; energia elétrica; telefone; serviços de limpeza; combustíveis; tecnologia da informação; aluguel de imóveis e veículos; diárias e passagens; e serviços bancários, entre outros. Em 2023 e 2024, respectivamente, essas despesas administrativas, corrigidas pela inflação, somaram R$ 63 bilhões e R$ 65 bilhões. De janeiro a novembro do ano passado, totalizaram R$ 63 bilhões. Os números são da Secretaria do Tesouro Nacional. Após os gastos administrativos, o espaço para gastos dos ministérios cairá para cerca de R$ 65 bilhões em 2026 — valor considerado baixo por analistas. Outros problemas Para completar o quadro, os economistas apontam que há despesas obrigatórias, por exemplo, previdenciárias, que devem estar subestimadas no orçamento de 2026. Assim que os valores forem atualizados, o espaço para os gastos livres do governo será menor ainda. "A questão da subestimação da despesa existe, como também existiu nos orçamentos passados. A despesa previdenciária em 2025, por exemplo, foi elevada em quase R$ 13,5 bilhões, em apenas oito meses, entre a aprovação do orçamento e o 5º relatório bimestral, indicando mais subestimação da estimativa original do que fatores imprevistos que afetaram a rubrica", avaliou Jeferson Bittencourt, do ASA. O economista estima que o espaço para gastos livres do governo será de R$ 117 bilhões, e não de R$ 129 bilhões, após o pagamento das emendas de comissão e mínimos da saúde e educação. ➡️Os analistas também apontam que há receitas superestimadas no orçamento de 2026, valores que são considerados para o atingimento da meta fiscal de zerar o déficit das contas neste ano (com abatimentos de precatórios). 🔎Se não for confirmado o patamar de arrecadação previsto no orçamento, e se o governo não arrumar outras receitas para compensá-lo, será obrigado a fazer bloqueios de gastos no decorrer do ano para tentar atingir a meta fiscal. "Tem uma receita de R$ 14 bilhões em imposto de importação, que ninguém falou o que é isso, de onde vai ser (...) E sempre tem frustração nos programas de renegociação de dívida [cujos valores estão considerados na arrecadação total]. O quadro, que é muito apertado, pode ficar mais apertado ainda", concluiu Marcus Pestana, da IFI.



Nissan Kait é a aposta da marca para peitar Tera, Kardian e Pulse; veja como ele se sai nessa briga


24/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian Com uma briga cada vez mais acirrada entre os SUVs compactos, a Nissan precisava urgentemente de uma renovação de seu modelo de entrada. O antigo Kicks vendia bem, mas o projeto pedia uma atualização para enfrentar os recém-lançados Volkswagen Tera e Renault Kardian, além do já conhecido Fiat Pulse. De início, a Nissan confundiu o mercado. O novo Kicks chegou bem maior, para competir em outra prateleira de SUVs. Mas logo ficou claro que a solução viria de um projeto totalmente novo: o Nissan Kait, que aposenta o antigo Kicks e foi desenvolvido sob medida para acirrar a disputa entre os SUVs compactos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 acompanhou a revelação do Kait, apresentado mundialmente no Brasil e que será produzido no Complexo Industrial de Resende, no Rio de Janeiro, tanto para o mercado brasileiro quanto para exportação a mais de 20 países da América Latina. Agora, a reportagem passou uma semana com o SUV, enfrentando trânsito pesado na cidade e trechos mais livres na estrada, para avaliar se ele tem chances na disputa mais acirrada do mercado automotivo hoje. A primeira impressão é positiva. O Kait não chama atenção como uma Ferrari, mas desperta curiosidade com o visual moderno e o nome diferente. Chamar a atenção é um bom primeiro passo. O comentário mais comum é que o carro é bonito, mas passa a sensação de que “já foi visto antes”. Nissan Kait De fato, as linhas lembram bastante as de um carro eletrificado chinês. Essa era uma conclusão quase imediata de quem via o Kait pela primeira vez. A entrada de ar é bem menor que a do antigo Kicks, e os faróis superiores são separados do conjunto inferior por uma barra fechada. Na traseira, os faróis mais afilados e o nome em destaque na tampa do porta-malas — solução adotada por marcas como GWM e BYD — reforçam essa impressão. Embora mude bastante na dianteira e na traseira, os mais entendidos logo percebem que a lateral mantém praticamente tudo do antigo Kicks. O desenho das portas, retrovisores, maçanetas, o formato dos vidros e a coluna C — que sobe em linha reta após a porta traseira — são idênticos. Nissan Kait e Kicks Play são quase idênticos na lateral Initial plugin text Por dentro, vários itens são idênticos aos do antigo Kicks: Volante; Capacidade do tanque de combustível; Câmbio; Freio de mão; Botões do vidro elétrico; Tamanho e formato do apoio de braço; Porta-copos; Tamanho do para-sol; Retrovisor; Lâmpada de leitura. Embora isso possa parecer um ponto negativo, é importante lembrar que o reaproveitamento de peças costuma ser fundamental para evitar aumentos expressivos de preço. O Hyundai Creta adotou estratégia semelhante, mantendo a lateral praticamente igual, mas alterando o visual em pontos-chave. E, nesse ponto, o Kait conseguiu manter o preço de um projeto ultrapassado e parte dos mesmos R$ 117.990 cobrados pelo Kicks Play. A versão topo de linha custa R$ 152.990. (veja abaixo os preços, comparados aos concorrentes) Volante do Nissan Kait é o mesmo do Kicks Play Rafael Peixoto/g1 O Kait traz, desde a versão de entrada, itens que no Kicks Play aparecem apenas nas versões mais caras, como: Central multimídia de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay; Chave presencial; Faróis e lanternas de LED; Rodas de 17 polegadas; Câmera de ré; Sensor de estacionamento traseiro; Partida por botão. Mas também houve um corte claro para reduzir custos: antes eram duas portas USB na frente do carro, e agora o novo modelo oferece apenas uma. Há duas USB-C na segunda fileira, mas não é exatamente a mesma coisa. Como o espelhamento do Android Auto e do Apple CarPlay pode ser feito sem fio, e há um carregador de celular por indução no console — disponível apenas na versão mais cara do Kait —, a única porta USB pode servir para recarregar o smartphone do carona. Outros dois pontos seguem inalterados e, nesses casos, não há o que reclamar. O primeiro são as dimensões do Kait, que continuam praticamente iguais às do Kicks, com apenas um centímetro a mais no comprimento, devido ao desenho do novo para-choque traseiro. O segundo ponto é o porta-malas de 432 litros, ponto alto do carro e o maior entre os SUVs de entrada. Como o bagageiro foi priorizado, o espaço interno não impressiona, mas também não decepciona. Acomoda quatro adultos com algum conforto, especialmente se nenhum deles for muito alto. Porta-malas do Nissan Kait Rafael Peixoto/g1 Um terceiro item entra na lista, agora pelo lado negativo: o motor é o mesmo 1.6 aspirado do Kicks Play. Se, por um lado, isso mantém o Kait como uma opção robusta, com um motor já conhecido por muitos mecânicos, por outro ele fica para trás por ser o único SUV do segmento sem opção turbo. No uso urbano, o motor entregou o necessário em baixas velocidades. As ultrapassagens na cidade ocorreram sem dificuldades, mas o problema apareceu na estrada: a ausência de turbo pesou nas retomadas e no nível de ruído. O motor só entrega o torque máximo aos 4.000 giros e, ao passar dos 3.000, o ruído já começa a incomodar. Acelerar para ultrapassar com quatro adultos a bordo, sem exceder o limite da via, era um processo lento e ruidoso. Motor do Nissan Kicks Kait Rafael Peixoto/g1 Quando a velocidade se estabiliza, o motor volta a ficar mais silencioso, e o câmbio CVT, sem marchas definidas, garante transições suaves. E, para quem teve um Kicks mais antigo e reclamava da baixa autonomia, o Kait não traz mudanças nesse ponto. Um tanque cheio não garantiu 300 quilômetros, o que significa que, em viagens longas, será preciso parar mais vezes para abastecer. Fechando a avaliação de dirigibilidade, a suspensão agradou, assim como já acontecia no Kicks Play. Ela é bem equilibrada para cumprir o que se espera de um carro: absorver os impactos do asfalto brasileiro e controlar a carroceria em curvas fechadas. Em resumo, o Kait foi bem na cidade. Na estrada, com o carro cheio, passou a sensação de falta de fôlego. É uma contradição com o porta-malas grande, que convida a encarar viagens longas e com mais pessoas a bordo. Tecnologia Outra contradição aparece na tecnologia embarcada do Kait. O carro tem um dos conjuntos mais avançados de segurança e assistência ao motorista entre os concorrentes. Por outro lado, a central multimídia decepciona. A versão testada trazia um sistema que não é fabricado pela Nissan, mas pela Pioneer, empresa conhecida por vender esse tipo de equipamento separadamente. É natural que desenvolver um sistema próprio seja mais caro do que terceirizar, mas as telas da central e do painel do Kait não seguem uma identidade visual única. As interfaces não se integram, as cores do display são diferentes e os botões físicos também adotam padrões próprios. Central multimídia e volante do Nissan Kait Rafael Peixoto/g1 A desconexão é tamanha que havia cerca de 30 segundos de diferença entre os relógios dos dois displays. Assim, a central multimídia cumpre apenas o básico: espelhar o celular sem fio. Até o acabamento decepciona, por refletir excessivamente o que está à frente. A situação até poderia ser resolvida com o aumento do brilho, mas esse ajuste não existe. Olhando para a concorrência, praticamente qualquer solução é melhor. O Volkswagen Tera, por exemplo, traz até inteligência artificial em seu sistema multimídia, capaz de responder a perguntas dos ocupantes. Quem valoriza tecnologia vai sentir a diferença. Nissan Kait: vale a pena? O Kait é uma evolução importante em relação ao Kicks Play. Ficou mais equipado e mais moderno, mas ainda fica atrás de motores mais potentes e mais eficientes no consumo de combustível. O modelo resolve bem a confusão de dois carros diferentes com o mesmo nome e preserva pontos essenciais, especialmente o espaço do porta-malas. Mas quem pode abrir mão de alguns litros e busca um conjunto mais moderno encontra mais no Volkswagen Tera e no Fiat Pulse. Veja os preços de cada concorrente do Nissan Kait. Nissan Kait: de R$ 117.990 a R$ 152.990; Volkswagen Tera: de R$ 108.390 a R$ 144.390; Renault Kardian: de R$ 113.690 a R$ 149.990; Fiat Pulse: de R$ 114.990 a R$ 160.990.



IBGE, Câmara e mais: veja os concursos abertos e previstos para 2026, com salários de até R$ 30 mil


24/01/2026 06:00 - g1.globo.com


O ano de 2026 deve ser desafiador para quem busca uma vaga no serviço público. A ministra da Gestão, Esther Dweck, já informou que não haverá uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), o que altera o cenário para os candidatos. Sem o “Enem dos Concursos”, as oportunidades tendem a se concentrar em disputas mais tradicionais. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que essa redistribuição pode tornar as provas mais concorridas, sobretudo em carreiras e órgãos historicamente consolidados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. “Muitos candidatos que estavam concentrados em uma única preparação agora tendem a migrar para seleções específicas. Além disso, concursos que antes tinham menos visibilidade podem atrair novos perfis”, explica a professora Letícia Bastos, do Gran Concursos. Apesar do cenário mais competitivo, 2026 deve ser um dos anos mais movimentados da última década para o setor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) aponta a previsão de mais de 230 mil vagas em concursos públicos em todo o país, incluindo seleções federais, estaduais e municipais. Segundo a entidade, o número elevado de oportunidades é impulsionado pelo déficit de servidores, pelas aposentadorias acumuladas nos últimos anos e pela necessidade de recompor equipes em áreas estratégicas da administração pública. Entre os concursos mais aguardados de 2026 estão as seleções de órgãos federais, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU), que solicitou diversas vagas para cargos da área administrativa. Também estão no radar concursos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Banco Central, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Câmara dos Deputados, que já teve edital publicado e está com inscrições abertas. (veja como participar) Na esfera estadual e municipal, a associação afirma que a maior parte das vagas deve se concentrar nas áreas de educação, saúde, segurança pública e administração, com oportunidades em tribunais, secretarias estaduais e prefeituras de diferentes regiões do país. Milhares de candidatos fazem prova do Concurso Público Nacional Unificado em Fortaleza neste domingo (5) Isaac Macedo/SVM Ano eleitoral Embora 2026 seja ano de eleições, a legislação não proíbe a publicação de editais, a aplicação de provas ou a homologação de resultados. As restrições se aplicam apenas à nomeação e à posse dos aprovados nos três meses que antecedem o pleito. Na prática, os órgãos públicos podem avançar com todas as etapas do concurso, desde que a nomeação não ocorra no período proibido. Em 2026, como o primeiro turno será em 4 de outubro, a restrição passa a valer de 4 de julho de 2026 até 5 de janeiro de 2027. Há exceções previstas em lei, como contratações emergenciais em áreas essenciais. Por isso, especialistas apontam que muitos órgãos tendem a acelerar a publicação de editais e a homologação de resultados no primeiro semestre, para permitir nomeações antes do período de restrição. Ao mesmo tempo, a expectativa do setor é que 2026 seja um ano de “plantio”, especialmente para quem mira concursos de médio e grande porte. “O ano eleitoral é visto como um período de ‘plantar para colher’. Por causa das restrições, é comum que os anos seguintes concentrem mais concursos, e quem se prepara em 2026 sai na frente para aproveitar as oportunidades de 2027”, explica Eduardo Cambuy, professor do Gran Concursos. Segundo ele, como a preparação para concursos de médio e grande porte leva de seis meses a um ano, o período favorece estudos mais focados e com menos pressão. Diante desse cenário, a recomendação é que os candidatos comecem a se preparar desde já. Abaixo, o g1 preparou uma lista com 15 concursos públicos federais que já estão em andamento ou que foram autorizados pelo Ministério da Gestão, mas ainda não tiveram seus editais divulgados. Concursos de 2026 Câmara dos Deputados As inscrições para o novo concurso da Câmara dos Deputados estão abertas. O edital prevê a contratação de 70 servidores, além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades são para os cargos de Analista Legislativo e Técnico Legislativo, ambos com lotação em Brasília (DF). Os interessados têm até o dia 26 deste mês para realizar a inscrição. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país. Um dos cargos ofertados no concurso chama atenção pela remuneração elevada e pelos requisitos mais amplos de formação. Trata-se do posto de Analista Legislativo – especialidade Processo Legislativo e Gestão, que oferece salário de R$ 30.853,99. O edital também não exige formação em uma área específica para essa função, sendo necessário apenas diploma de graduação em qualquer curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. O profissional deverá permanecer na unidade de sua primeira lotação por, no mínimo, três anos. Vista do plenário da Câmara dos Deputados antes do início da votação do texto da reforma tributária, em Brasília, na noite desta quinta-feira, 6 de julho de 2023. CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Ebserh Estão abertas as inscrições para o concurso público da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na área médica. Ao todo, são 152 vagas distribuídas em 96 especialidades. A remuneração varia de R$ 11.464,35, para jornada de 24 horas semanais, a R$ 19.107,31, para carga horária de 40 horas. As inscrições podem ser feitas até as 23h59 do dia 30 de janeiro, por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), a banca organizadora do concurso. A seleção será realizada em duas etapas: prova objetiva, marcada para 29 de março, das 14h às 18h, e avaliação de títulos. Ambas as fases têm caráter eliminatório e classificatório. Infra S.A. As inscrições para o novo concurso público da INFRA S.A., antiga VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., começam nesta sexta-feira (16), às 10h. O processo seletivo oferece 65 vagas para início imediato, além da formação de cadastro de reserva para cargos de nível superior. A remuneração inicial é de R$ 10.800,82. Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo. As inscrições poderão ser feitas até as 18h do dia 4 de fevereiro. As oportunidades são para o cargo de analista, em diversas especialidades, como engenheiro civil, administrador, economista, contador, biólogo, geógrafo, entre outras áreas. Marinha Outro destaque é o concurso dos Distritos Navais da Marinha para o Serviço Militar Voluntário de Praças Temporários. Ao todo, são 794 vagas para os cargos de marinheiro-especializado, de nível fundamental, e cabo, de nível médio. Os candidatos aprovados em todas as etapas serão incorporados à Marinha como grumetes, com bolsa-auxílio de cerca de R$ 1.398,30. As inscrições devem ser feitas até 27 de janeiro, por meio da página oficial de um dos nove Distritos Navais. A seleção inclui prova objetiva com 40 questões de Língua Portuguesa, marcada para 15 de março, com duração de três horas. O processo seletivo também prevê avaliação de títulos, checagem de dados biográficos, verificação documental, inspeção de saúde e teste de aptidão física. Fuzileiros Navais Seguem abertas, até 6 de fevereiro, as inscrições para o Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais por meio do site oficial. O concurso oferece 40 vagas, distribuídas entre 15 tipos diferentes de instrumentos da banda. O processo seletivo contará com prova específica de Música, composta por 25 questões objetivas, além de prova discursiva de Língua Portuguesa. Os candidatos também passarão por exame prático de música e por etapas complementares, como o teste de aptidão física. Os aprovados realizarão a formação no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Aeronáutica A Aeronáutica abriu concurso para o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS), com admissão prevista para 2027. Ao todo, são 188 vagas para a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. As inscrições seguem até 23 de janeiro, exclusivamente pelo site oficial da EEAR. O curso será realizado em regime de internato, com duração aproximada de um ano. Durante a formação, os alunos receberão remuneração de R$ 1.300, além de alimentação, alojamento, fardamento e assistência médico-hospitalar e odontológica. Após a formatura, já no posto de terceiro-sargento, o salário inicial será de R$ 4.100, acrescido de adicionais. IBGE abre concurso para dois cargos. Há vagas para Manaus e outros municípios do Amazonas divulgação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) O governo federal autorizou a contratação temporária de 39,1 mil pessoas para atuar em dois levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e o Censo da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e permite contratações por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. A maior parte das vagas é para recenseador, com 27.330 oportunidades. Ao todo, são 39.108 vagas, distribuídas da seguinte forma: A seleção será feita por processo seletivo simplificado, com ampla divulgação. O IBGE tem até seis meses para publicar o edital, e os valores de remuneração ainda serão definidos pelo instituto, conforme a legislação. Controladoria-Geral da União (CGU) Em nota enviada ao g1, a Controladoria-Geral da União informou que encaminhou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) um pedido de autorização para a realização de um novo concurso público. Segundo o órgão, as tratativas sobre o tema seguem em andamento. O pedido protocolado junto ao MGI prevê vagas para os cargos de Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC) e Técnico Federal de Finanças e Controle (TFFC). Por ora, porém, não há mais detalhes sobre o certame, já que a abertura do concurso depende da autorização formal do ministério. Advocacia-Geral da União (AGU) Em nota enviada ao g1, a Advocacia-Geral da União (AGU) também informou que solicitou ao Ministério da Gestão uma autorização para a realização de concurso público voltado ao provimento de cargos nas carreiras jurídicas e administrativas. Para as carreiras jurídicas, o pedido prevê a abertura de 265 vagas. Já no caso das carreiras administrativas, foram solicitadas 403 vagas, distribuídas entre os cargos de Analista Técnico Administrativo (141), Administrador (133), Contador (55), Economista (34), Estatístico (21), Arquiteto (6), Engenheiro (8), Técnico em Comunicação Social – Jornalista (3) e Médico (2). Segundo a AGU, os ofícios com os pedidos de autorização foram encaminhados ao MGI em maio de 2025, no caso das carreiras administrativas, e em agosto de 2025, para as carreiras jurídicas. Até o momento, o órgão ainda não recebeu resposta do ministério. Banco Central do Brasil (BCB) O Banco Central do Brasil informou que, em maio de 2025, encaminhou ao Ministério da Gestão um ofício solicitando autorização para a realização de concurso público. O pedido prevê o provimento de 560 vagas, sendo 110 para o cargo de Técnico, 410 para Auditor e 40 para Procurador do Banco Central do Brasil. Segundo o BC, a solicitação se justifica pela redução significativa da força de trabalho nos últimos anos, principalmente em decorrência de aposentadorias, além de outras modalidades de vacância. O órgão destacou que aguarda retorno do ministério responsável pela autorização. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) disse que encaminha anualmente ao Ministério da Gestão pedidos de autorização para o provimento de cargos efetivos vagos. A solicitação mais recente foi formalizada por meio do Ofício nº 161/2025-GDG/ANEEL, de 28 de maio de 2025. No documento, a agência pediu autorização para o preenchimento de 173 vagas, sendo 89 para Técnicos Administrativos, 49 para Analistas Administrativos e 35 para Especialistas em Regulação de Serviços Públicos de Energia. Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que encaminhou ao Ministério da Gestão em maio de 2025, um pedido formal de autorização para a realização de concurso público. Até o momento, porém, não há confirmação de que o certame será realizado em 2026. No pedido, a agência solicitou 228 vagas para Especialista em Regulação de Aviação Civil, 104 para Analista Administrativo, 103 para Técnico em Regulação de Aviação Civil e 60 para Técnico Administrativo, além de formação de cadastro de reserva. Segundo a Anac, o órgão segue aguardando a manifestação do MGI para dar início aos trâmites administrativos necessários à realização do concurso público. Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) informou que, por meio da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGGP), encaminhou em 2024 um pedido de autorização para o provimento de 751 vagas, sendo 283 para o cargo de Especialista em Indigenismo, de nível superior, e 468 para Técnico em Indigenismo, de nível médio. Segundo a autarquia, a solicitação tem como objetivo atender unidades que não foram contempladas pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) e ainda está sob análise do órgão central. A Funai destacou que o edital do CPNU permanece vigente e pode ser prorrogado por mais um ano, a critério do Ministério da Gestão. Conforme a legislação, não é possível abrir novo concurso enquanto houver candidatos aprovados em certame anterior com prazo de validade em vigor. Diante desse cenário, a Funai informou que não apresentou novo pedido de autorização para concurso em 2026 e tem concentrado esforços na obtenção de autorizações para provimento adicional, com a nomeação de candidatos excedentes aprovados e ainda não convocados. Segundo a autarquia, essa estratégia já resultou na autorização para ampliação de 50% das vagas de nível superior, por meio de portaria publicada em abril de 2025, e de 25% das vagas de nível intermediário, autorizadas em novembro de 2025. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disse que, em 2025, foi contemplada com 66 vagas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). Segundo a agência, não há novo concurso confirmado para 2026. A agência ainda informou ter protocolado solicitação de concurso em maio de 2025. Caso não haja resposta ao pedido, a ANP pretende reenviar nova solicitação em 2026, também dentro do prazo legal. De acordo com a agência, atualmente existem 155 cargos efetivos vagos, considerando o quantitativo previsto em lei, que não foi ampliado desde 2004, apesar do aumento significativo das atribuições institucionais ao longo dos últimos anos. Esse crescimento, segundo a ANP, está relacionado sobretudo à transição energética, aos biocombustíveis, ao gás natural e ao hidrogênio de baixa emissão de carbono. Nesse contexto, a agência avalia que as 66 vagas autorizadas no CPNU 2 representam apenas uma recomposição parcial do quadro, insuficiente para atender integralmente às necessidades atuais da instituição. Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) informou que há um pedido de autorização para a realização de concurso público destinado ao provimento de cargos nas carreiras de Inteligência, atualmente em análise no Ministério da Gestão. Segundo a Abin, ainda não há confirmação se o pedido será autorizado, quantas vagas poderão ser ofertadas ou mesmo se o concurso ocorrerá em 2026, uma vez que o pleito segue em avaliação pelo ministério. Prova de concurso público. Reprodução/Freepik



Mega-Sena pode pagar R$ 63 milhões neste sábado


24/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.964 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 63 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (24), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Plano para cobrir prejuízo bilionário do BRB com o Master pode incluir empréstimo e até aporte de acionistas


23/01/2026 23:30 - g1.globo.com


BRB tem até março pra apresentar solução financeira em meio à crise do Master O Banco de Brasília (BRB) afirmou em nota nesta sexta-feira (23) que avalia tomar empréstimo ou pedir aportes de seus acionistas e controladores como forma de cobrir o possível rombo gerado pelas negociações com o Banco Master. O plano de capitalização ainda está sendo elaborado e, segundo o BRB, será encaminhado ao Banco Central para aprovação. O valor total do aporte que será necessário para cobrir as perdas ainda está sendo apurado – a TV Globo apurou que as estimativas superam os R$ 3 bilhões. Em nota, o BRB afirmou que as alternativas em estudo incluem: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal; a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC); aporte dos controladores. O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Dono do Banco Master diz à PF que conversou com Ibaneis Rocha sobre venda ao BRB Em declarações desde novembro, quando a operação Compliance Zero foi deflagrada, o governador Ibaneis Rocha reafirmou que o governo do DF tem patrimônio suficiente para "socorrer" o BRB, caso necessário. Se forem incluídas no plano de capitalização do BRB e chanceladas pelo Banco Central, as três medidas citadas pelo banco precisariam também da aprovação da Câmara Legislativa do DF. "Por fim, o Banco reforça que permanece sólido, seguro e operando normalmente", finaliza o comunicado do BRB. Na semana anterior, o BRB também informou em nota que o governo do DF já tinha "sinalizado" com a possibilidade de um aporte para cobrir o rombo deixado pelo Master. Veja abaixo: GDF já sinalizou que pode fazer um "aporte direto" para cobrir os possíveis prejuízos gerados por transações com o banco Master De onde vem esse prejuízo? O BRB aportou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 – e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. ➡️Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master – uma operação que contou com grande apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. ➡️Em novembro, uma operação da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa – demitido em definitivo em seguida. Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, na primeira fase da operação Compliance Zero em novembro Reuters/Mateus Bonomi Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



É #FAKE que norma da Receita Federal prevê monitoramento de todo PIX acima de R$ 5 mil


23/01/2026 22:16 - g1.globo.com


Peça de desinformação diz que governo monitorará transações individuais acima de R$ 5 mil no PIX g1 Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a Receita Federal vai monitorar transações acima de R$ 5 mil via Pix. É #FAKE. selo fake g1 🛑 O que dizem as publicações? Mensagens com esse teor viralizaram no início deste ano em redes sociais como X, TikTok e Instagram, onde um post de 15 de janeiro acumulou mais de 10 mil curtidas. Ele diz: "O governo Lula retomou o monitoramento do PIX, obrigando as fintechs a informar movimentações globais acima de R$ 5 mil de seus clientes. O valor considera tanto as movimentações de débito quanto de crédito". O termo "fintech" vem da abreviação de "financial technology" (tecnologia financeira, em inglês) e se refere a empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos. Elas usam a tecnologia fazer isso de modo mais simples e rápido que bancos tradicionais. Mas a alegação dos posts virais é enganosa. A Instrução Normativa (IN) da Receita Federal Nº 2.278, à qual a publicação se refere, não determina o detalhamento ou a identificação individual de nenhuma transferência financeira acima de R$ 5 mil. O que ela impõe é a necessidade de fintechs reportarem os volumes financeiros semestrais de seus clientes a um sistema conhecido como e-Financeira. E ele somente compila, a cada seis meses, saldos em contas, aplicações e outras transações. Essa obrigação já era válida para bancos convencionais (leia mais abaixo). A IN 2.278 seria editada originalmente em janeiro de 2025, mas o Ministério da Fazenda recuou da medida após uma onda de posts associar o texto a uma suposta tributação do PIX. A norma acabou sendo publicada no Diário Oficial da União mais de oito meses depois, em 29 de agosto. ⚠️ Por que isso é mentira? Em14 de janeiro, o site da Receita Federal publicou um texto com este título: "Receita Federal orienta a população sobre fake news envolvendo PIX e tributação". O comunicado diz: "São completamente falsas as informações sobre monitoramento de movimentações financeiras via PIX para fins de tributação". E prossegue: "A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. A Instrução Normativa da Receita Federal n.º 2.278 de 2025, que é atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de Pix, na verdade, estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram aplicadas às instituições financeiras, sem qualquer detalhamento ou identificação de movimentações financeiras". Ao Fato ou Fake, Maristela Ferreira de Souza Miglioli, advogada tributarista no Ciari Moreira Advogados, reforça que a e-Financeira restringe-se ao montante (ou volume dos saldos acumulados em contas ou aplicações) a cada 6 meses: "A e-financeira não informa transações detalhadas, nem PIX, de cada cliente; apenas saldos em contas correntes, poupança e aplicações financeiras, operações de câmbio, seguros e previdência privada, e dados cadastrais, em periodicidade semestral (em regra). Essas informações serão utilizadas em cruzamento de dados com as declarações de imposto de renda". A especialista também explica que a normativa não cria nenhuma nova regra de fiscalização: "A denominação “instituições de pagamento e os participantes de arranjos de pagamentos” não foi criada agora; já constava na Lei Nº 12.865 e na Instrução Normativa SRF Nº 1.571, ambas de 2015. A única diferença é que, naquela época, as fintechs não tinham a obrigação de apresentar aquele documento, mas agora têm, sob o discurso de evitar o uso dessas estruturas para financiar crimes, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio [...]. Nada além disso. Nada novo. Nada fora do comum, num cenário global de combate ao crime organizado, ao qual o Brasil vem se alinhando". Peça de desinformação diz que governo monitorará transações individuais acima de R$ 5 mil no PIX g1 Veja também: EUA não foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra Mundial É #FAKE que EUA foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra e 'devolveram' a ilha VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)



Clientes do Itaú reclamam de falhas no PIX: 'Dinheiro não chegou'


23/01/2026 19:30 - g1.globo.com


Agência do Itaú em Poços de Caldas que foi a primeira agência do Unibanco Fabiana Assis/g1 Clientes do Itaú relataram problemas ao realizar operações via PIX pelo aplicativo do banco nesta sexta-feira (23). Segundo o site DownDetector, que monitora falhas em serviços online, o banco registrou 539 reclamações por volta das 15h50. As notificações sobre o PIX chegaram a 238 no mesmo horário. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nas redes sociais, usuários afirmaram que, embora o PIX seja processado, os valores não chegam à conta de destino. Procurado pelo g1, o banco informou que identificou uma instabilidade pontual na tarde desta sexta-feira e que o problema já foi resolvido. "O Itaú Unibanco informa que identificou uma instabilidade pontual no início da tarde desta sexta-feira (23), que impactou uma parcela de clientes para transações via Pix. O banco ressalta que as operações já foram totalmente restabelecidas e pede desculpas aos clientes pelo inconveniente" afirmou, em nota, a instituição. Veja algumas das reclamações: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text



Caso Master deve voltar para primeira instância depois do Carnaval


23/01/2026 18:08 - g1.globo.com


Entenda o que se sabe sobre o elo entre família de Toffoli e resort A solução em negociação no Supremo Tribunal Federal (STF) para afastar da Corte o desgaste do caso Master é o retorno dos inquéritos para a primeira instância, onde as investigações corriam em separado nas justiças de Brasília e de São Paulo. A decisão caberá ao próprio relator do caso no STF, Dias Toffoli, e deve ocorrer depois do Carnaval. O ministro está sob pressão por decisões – consideradas, até por colegas, "atípicas" – na condução do inquérito. O presidente da Corte, Edson Fachin, voltou antecipadamente das férias na última segunda-feira (19) para manter conversas com todos os colegas. Conversou com Toffoli quase que diariamente, voou ao Maranhão para falar com Flávio Dino e, nesta quinta-feira (22), foi a São Paulo encontrar o ex-decano do Supremo, o ministro aposentado Celso de Mello. Também conversou por telefone com a ministra aposentada Rosa Weber. A devolução para a Justiça Federal ganhou espaço com a afirmação de Fachin, a pessoas próximas, que, em uma democracia, não caberia ao presidente do STF retirar de um ministro uma relatoria. Os dois inquéritos subiram para o STF a partir da apreensão pela Polícia Federal, durante a operação Compliance Zero, de um documento citando o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). Como deputados têm foro privilegiado, as defesas pediram que o caso fosse para o STF. Desde então, não há documentos ou provas que envolvam o deputado, que sequer é investigado. Com a conclusão das investigações da Polícia Federal e a provável inexistência de novos fatos envolvendo Bacelar, não haveria mais razões para manter o caso no STF. Atuação de Toffoli é criticada Medidas tomadas por Toffoli no caso Master, consideradas incomuns, geraram críticas nos meios político e jurídico. Além disso, nos últimos dias, foi revelado que fundos ligados ao Master compraram a participação de irmãos do ministro do STF em um resort na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná. A transação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo. Entre decisões de Toffoli que geraram polêmica no caso Master estão: restringir acesso da PF a celulares apreendidos nas operações policiais ordem para acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro. Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master AFP via BBC



Vorcaro diz à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio


23/01/2026 16:00 - g1.globo.com


Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que a instituição tinha problemas de liquidez e usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio. O blog teve acesso à transcrição do depoimento dado em dezembro à delegada da PF responsável pelo caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No depoimento, segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, o dono do Master afirmou que o banco atravessava uma crise de liquidez. Isso acontece quando uma pessoa, empresa ou banco não consegue honrar compromissos ou pagar dívidas por falta de dinheiro em caixa. Vorcaro afirmou à PF que isso era uma situação momentânea, e não estrutural, e que o Master cumpriu com todos os compromissos até 17 de novembro. A liquidação ocorreu um dia depois. Segundo Vorcaro, os problemas de liquidez do banco foram provocados por mudanças em regras sobre o FGC. O dono do Master sugeriu que houve pressão de outros bancos. Ele não detalhou que mudanças seriam essas. ❗FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Créditos. É uma espécie de "SOS" mantido com os recursos dos próprios bancos, que protege clientes em casos de intervenção ou quebra de uma instituição financeira. Em 30 anos, já foram 40 casos. O pagamento aos investidores do Banco Master deverá ser o maior da história do FGC: R$ 41 bilhões, divididos entre quem tinha aplicações de até R$ 250 mil. Quando decretou a liquidação do Master, o BC apontou exatamente a falta de liquidez do banco, além de graves violações às normas do sistema financeiro. Segundo Vorcaro, o plano de negócio do Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado, porque essa era a regra do jogo. Ele disse que essas mudanças forçaram o Master a buscar outros meios de captar dinheiro no mercado, e que aí o banco foi alvo de uma campanha para destruir sua reputação. Crise do Master O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, mas os sinais mais claros de que havia algo errado surgiram em março, quando houve uma tentativa de venda para o Banco de Brasília (BRB). Em agosto, o Conselho Monetário Nacional convocou uma reunião extraordinária e aprovou novas regras para aumentar a segurança do sistema. No mercado financeiro, essas mudanças foram entendidas como uma reação às práticas agressivas do Master para captar recursos e uma espécie de "freio" para evitar casos similares. As regras: Contribuição extra dobrada: bancos considerados mais arriscados vão pagar uma taxa maior para o Fundo Garantidor de Créditos. A taxa passa de 0,01% para 0,02% sobre o total dos depósitos que podem ser protegidos pelo fundo; Gatilho antecipado: as instituições financeiras pagavam essa taxa extra quando os depósitos cobertos pelo FGC chegam a 75% do permitido para a instituição. Com as novas regras, essa cobrança começa mais cedo, quando atingirem 60%; Mais títulos públicos, menos risco: quando os recursos da instituição ultrapassarem mais de dez vezes o seu patrimônio líquido, o excedente vai ter que ser investido em títulos públicos federais - que são mais seguros. O Master era conhecido por atrair investidores com oferta de rendimentos muito acima da média do mercado. O banco vendia Certificados de Depósito Bancário (CDBs), um investimento de renda fixa em que o cliente empresta dinheiro a um banco e, em troca, recebe juros sobre o valor aplicado. A rentabilidade pode ser pré-fixada (taxa definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a um indicador como o CDI). As taxas oferecidas pelo Master em seus CDBs chamavam a atenção por oferecerem rentabilidade muito acima da média do mercado. A estratégia do banco era vender muitos CDBs prometendo altos retornos. Bancos médios considerados saudáveis costumam remunerar seus CDBs na faixa de 110% a 120% do CDI. No entanto, as ofertas do Master avançaram muito além desse padrão. O mercado foi desconfiando cada vez mais da capacidade do banco de pagar todos os investidores. Especialistas afirmam que esse tipo de "supertaxa" costuma indicar que o banco perdeu acesso às formas mais baratas de financiamento. Além disso, o Master tinha grande parte dos seus recursos aplicada em ativos considerados ilíquidos — que não podem ser transformados rapidamente em dinheiro —, como carteiras de crédito “fabricadas” e precatórios. Isso limitava a capacidade de gerar caixa no curto prazo. Daí o problema de liquidez para remunerar os investidores. Leia também: Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Vorcaro diz à PF que venda do Master ao BRB foi construída tecnicamente dentro do BC No depoimento, Vorcaro afirmou que o Master chegou a originar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por mês, mas que o tamanho foi reduzido para garantir liquidez. Um dos motivos foi uma comunicação feita pelo Banco Central em novembro de 2024, o que fez com que o Master montasse um plano de ação. Para chegar nesses valores, Vorcaro disse à PF que o modelo de negócios do Master evoluiu para uma dependência agressiva da cessão de ativos e suporte do FGC e passou pelo foco em crédito consignado, a emissão de cédulas de crédito bancário (CCBs) e o uso de originadores terceirizados para aumentar o volume de negócios. O dono do Master disse ter aportado quase R$ 6 bilhões de seu patrimônio pessoal para sustentar o modelo do Master durante a crise. Ressarcimento do FGC a investidores do Master O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Desde o dia 19, o FGC ressarce em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ os correntistas e investidores que tinham recursos no Master. Cerca de 600 mil credores do Master já fizeram o pedido até a noite de segunda-feira (19). Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Reprodução Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1



Arábia Saudita descarta ideia de que nova situação na Venezuela terá 'impacto significativo' no mercado de petróleo


23/01/2026 14:29 - g1.globo.com


O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, gesticula durante uma sessão no último dia da reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos. Fabrice Coffrini/AFP A Arábia Saudita descartou, nesta sexta-feira (23), a possibilidade de que a nova situação na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro e a intenção dos Estados Unidos de aumentar a produção de petróleo, tenha um "impacto significativo" no mercado. "Não acredito que veremos um impacto significativo no mercado de petróleo", disse o ministro das Finanças, Mohammed Al-Jadaan, no debate de encerramento do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Qualquer aumento na produção levará tempo e exigirá investimentos consideráveis", acrescentou. Desde a captura e deposição de Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar em Caracas, os Estados Unidos controlam as vendas do petróleo venezuelano. Apesar das ambições de Donald Trump em relação ao petróleo venezuelano, as empresas multinacionais do setor permanecem cautelosas e evitam fazer grandes investimentos na infraestrutura do país. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com produção de cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), à frente da Arábia Saudita (267,2 bilhões) e do Irã. No entanto, décadas de corrupção e má gestão fizeram com que a produção despencasse de um pico de mais de três milhões de barris por dia para os atuais 1,2 milhão de barris, segundo as autoridades venezuelanas. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a Venezuela produziu uma média de 950 mil barris por dia em 2025, dos quais 780 mil foram exportados.



UE suspenderá pacote de retaliação comercial de 93 bilhões de euros contra os EUA por 6 meses


23/01/2026 13:50 - g1.globo.com


Donald Trump anuncia acordo sobre a Groenlândia em Davos A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (23) que pretende prorrogar por mais seis meses a suspensão de um pacote de medidas de retaliação comercial contra os Estados Unidos, avaliado em 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 577 bilhões, na cotação atual). As punições estavam previstas para entrar em vigor em 7 de fevereiro, mas devem continuar congeladas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O pacote foi elaborado no ano passado, durante as negociações de um acordo comercial entre a União Europeia e os EUA. Em agosto de 2025, porém, as duas partes chegaram a uma declaração conjunta sobre comércio, o que levou à suspensão temporária das medidas. A discussão voltou ao centro do debate recentemente após um novo embate entre EUA e Europa envolvendo a Groenlândia. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas a países europeus, reacendendo a possibilidade de a UE usar o pacote de retaliação como forma de pressão. Na quarta-feira (21), no entanto, Trump afirmou ter chegado a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e recuou da imposição de tarifas extras. Com a retirada da ameaça, segundo a Comissão Europeia, o bloco optou por manter o clima de diálogo. De acordo com o porta-voz da Comissão, Olof Gill, a UE deve apresentar em breve uma proposta formal para estender a suspensão das medidas por mais seis meses. Ele destacou que as retaliações permanecem apenas “em espera” e podem ser reativadas no futuro, caso as tensões voltem a escalar. Em Davos, Trump insiste em compra da Groenlândia Donald Trump voltou a defender, em discurso em Davos, que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. Ele disse que não pretende usar força militar, mas fez ameaças indiretas à Europa e à Otan, sugerindo retaliações comerciais e políticas. Segundo Trump, apenas os EUA seriam capazes de garantir a segurança da Groenlândia, que ele considera estratégica por sua localização no Ártico. A proposta foi rejeitada novamente pela Dinamarca, pela Groenlândia e pela União Europeia, que afirmam que o território não está à venda. As declarações aumentaram a tensão diplomática entre EUA e países europeus, levando líderes da UE a reforçar discursos de defesa, soberania e possíveis respostas conjuntas caso as ameaças avancem. Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters



Governo prorroga prazo de validade do Auxílio Gás; veja novas datas


23/01/2026 13:26 - g1.globo.com


Governo prorroga prazo de validade do Auxílio Gás Divulgação O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social publicou nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial da União (DOU), uma portaria que altera, em caráter excepcional, as datas de validade do Auxílio Gás do Povo para famílias incluídas na fase inicial de implementação do benefício. A medida vale apenas para quem entrou no programa entre novembro de 2025 e março de 2026, período em que o Auxílio Gás está sendo implantado de forma escalonada. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Cada parcela do Auxílio Gás tem prazo de validade e precisa ser usada dentro do período após a liberação. Caso não seja utilizada, o benefício expira. Em situações específicas, como a implementação escalonada, o governo pode alterar ou prorrogar os prazos. Quem será afetado pela mudança Segundo a portaria, a prorrogação se aplica apenas às famílias que começaram a receber o Auxílio Gás em datas específicas. Os novos prazos variam conforme o número de pessoas no núcleo familiar. Para famílias que começaram a receber o auxílio em 24 de novembro de 2025, a validade passa a ser: 22 de fevereiro de 2026, no caso de famílias com quatro pessoas ou mais; 22 de março de 2026, para famílias com duas ou três pessoas. Quem entrou no programa em 26 de janeiro de 2026 terá o auxílio válido até: 31 de março de 2026, se a família tiver quatro pessoas ou mais; 30 de abril de 2026, para famílias com duas ou três pessoas. Para os beneficiários com início em 23 de fevereiro de 2026, os novos prazos são: 30 de abril de 2026, para famílias maiores; 31 de maio de 2026, para famílias com até três pessoas. Já as famílias que começaram a receber o Auxílio Gás em 23 de março de 2026 terão validade até: 31 de maio de 2026, no caso de quatro pessoas ou mais; 30 de junho de 2026, para famílias com duas ou três pessoas. O ministério reforça que a mudança não cria direito a prorrogações futuras. A decisão vale apenas para esse grupo específico, que participa da fase inicial de implementação do programa. Entenda como funciona o programa O programa Gás do Povo começou a oferecer recarga gratuita de botijões de gás a partir de novembro , com implementação gradual. Nesta primeira etapa, 1 milhão de famílias serão atendidas em dez capitais das cinco regiões do país, com expectativa de alcançar mais de 15 milhões de famílias até março de 2026. Quem tem direito ao Vale Gás? Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que tenham renda de até meio salário mínimo, com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família. Também é preciso que o registro no CadÚnico tenha sido atualizado nos últimos 24 meses. Como vão ser as retiradas? A recarga gratuita do botijão de gás poderá ser realizada diretamente nas revendedoras que aderiram voluntariamente ao programa, sem intermediários, por meio de validação eletrônica na solução tecnológica utilizada pela revenda e fornecida pela Caixa. O responsável familiar poderá retirar o gás utilizando: Cartão com chip do Bolsa Família e senha; Cartão de débito de conta CAIXA e senha; CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado. Quantos botijões posso retirar? A quantidade de auxílios anuais para botijões gratuitos será definida conforme o número de integrantes por família: família de duas ou três pessoas - quatro auxílios por ano; família de quatro ou mais pessoas - seis auxílios por ano. ➡️ Os auxílios não serão cumulativos. Como identificar se uma revenda participa do programa? O programa prevê que a revenda que desejar participar do programa deverá obedecer as regras de identidade visual, como: Portarias de revenda; Botijões de GLP; Veículos de transporte; Materiais de comunicação. Além disso, o aplicativo do beneficiário mostrará os pontos de revenda mais credenciadas mais próximas de sua residência. Veja os vídeos que estão em alta no g1



Fortuna de Elon Musk bate recorde e alcança US$ 788 bilhões com alta das ações da Tesla


23/01/2026 12:45 - g1.globo.com


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 FABRICE COFFRINI / AFP A riqueza de Elon Musk voltou a atingir um patamar histórico nesta quinta-feira (22), impulsionada pela valorização das ações da Tesla e por novas apostas do empresário no mercado de tecnologia. Segundo estimativas da Forbes, o patrimônio líquido do CEO chegou a US$ 788,1 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões), o maior já registrado, colocando Musk a poucos passos de romper a marca inédita de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões). 🔎O avanço ocorreu após uma forte alta dos papéis da Tesla, que subiram mais de 4% no mercado de ações dos Estados Unidos, refletindo o otimismo do mercado com as declarações do empresário sobre o futuro do serviço de robotáxis da montadora. Durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Musk afirmou que a frota de veículos autônomos da empresa deve estar “muito difundida” nos Estados Unidos até o fim deste ano, após o lançamento inicial em Austin, no Texas, previsto para junho de 2025. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele afirmou também que a Tesla deve começar a vender seus robôs para o público até o final de 2027 e avaliou que, no futuro, todas as pessoas terão um humanoide como assistente. "Provavelmente em algum momento do próximo ano, até o final do próximo ano, acho que estaremos vendendo robôs humanoides ao público", disse o bilionário. Com a valorização das ações, a fortuna de Musk cresceu cerca de US$ 13 bilhões em um único dia, consolidando sua liderança isolada no ranking das pessoas mais ricas do mundo, segundo a Forbes. Ele mantém ampla vantagem sobre os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, que ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente. Na sequência aparecem nomes como Jeff Bezos, Larry Ellison e Mark Zuckerberg. Escalada acelerada da fortuna Nos últimos meses, Musk acumulou uma sequência de recordes pessoais. Em outubro, tornou-se a primeira pessoa a alcançar um patrimônio de US$ 500 bilhões. Em dezembro, ultrapassou os US$ 600 bilhões e, poucos dias depois, rompeu a barreira dos US$ 700 bilhões. Esse salto foi impulsionado, principalmente, pela valorização da SpaceX, reavaliada em cerca de US$ 800 bilhões, e por decisões judiciais que restauraram pacotes de opções de ações da Tesla, hoje estimados em US$ 126 bilhões. Mais recentemente, a captação de recursos da xAI Holdings, que alcançou uma avaliação de US$ 250 bilhões, adicionou dezenas de bilhões de dólares à fortuna do empresário. Com novos planos de remuneração atrelados a metas financeiras e de produção da Tesla, analistas avaliam que Musk pode se tornar, em um futuro próximo, o primeiro trilionário da história.



Caso Master: diretor do BC nega que tenha recomendado compra de carteiras fraudadas e abre sigilo bancário


23/01/2026 12:06 - g1.globo.com


Caso Master: diretor do BC nega recomendação de compra de carteiras fraudadas O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira (23) um comunicado no qual defende o diretor de Fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino, no episódio envolvendo a liquidação do banco Master e a possibilidade de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB) — barrada pela autoridade monetária. ▶️O diretor Ailton de Aquino afirmou, por meio de nota divulgada na página oficial da instituição, que "jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas" e abriu seu sigilo bancário, fiscal e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O Banco Central informou que, sob o comando do diretor Ailton de Aquino, a área de supervisão do BC foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, "tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras". "Foi igualmente da área chefiada pelo diretor Ailton de Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal, acompanhada de documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas", acrescentou o Banco Central. LEIA TAMBÉM: PF mira aplicações de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master; presidente e diretores são alvo de buscas Com o objetivo de prevenir a prática de novas operações com impactos sobre a liquidez do BRB, acrescentou o Banco Central, a área de supervisão aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio diretor a iniciativa de submeter à diretoria do BC a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados. O Banco Central informou, ainda, que tem a obrigação legal de acompanhar permanentemente as condições de liquidez, inclusive aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando a assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os interesses dos depositantes, investidores e demais credores. "No exercício desse mandato, a área de supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira", acrescentou a instituição. A autoridade monetária lembrou, ainda, que compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a "exclusiva e integral responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios". "Por fim, imbuído de seu compromisso com a transparência e cioso de suas responsabilidades como servidor público e como cidadão, o Diretor Ailton de Aquino coloca à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, renunciando, para essa finalidade, ao sigilo sobre elas incidente", concluiu o BC. Ailton de Aquino Santos, indicado para a diretoria de Fiscalização do BC, em sabatina na CAE Pedro França/Agência Senado



Ibovespa renova máxima histórica, encosta nos 179 mil pontos e avança mais de 8% na semana


23/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa registrou uma nova máxima histórica nesta sexta-feira (23). O principal índice da bolsa brasileira disparou 1,86% e fechou aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos. Na semana, o índice teve valorização de mais de 8%. O dólar, por sua vez, encerrou a sessão em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,2867. Os investidores voltaram a direcionar a atenção para dados dos Estados Unidos e para o comportamento recente dos ativos globais. Indicadores de atividade, sinais de menor tensão geopolítica e o maior fluxo de estrangeiros ajudaram a compor o cenário dos mercados brasileiros nesta sexta-feira. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Entre os dados americanos, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) registrou uma alta em janeiro, para 52,8. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado (53), mas ainda representa uma expansão da atividade empresarial dos EUA. Já o índice de confiança do consumidor, divulgado pela Universidade de Michigan, subiu para 56,4, acima da leitura preliminar de 54. "Esses indicadores ajudam a calibrar as expectativas do mercado em relação ao crescimento econômico e ao cenário de juros americanos, com potencial impacto direto sobre o dólar global e os fluxos para mercados emergentes", explica Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio. ▶️ Na véspera, a redução das tensões entre os EUA e a União Europeia diminuíram as preocupações no mercado. O presidente Donald Trump descartou o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspendeu as tarifas que estavam previstas para oito países europeus, afirmando que discutia uma ampliação da presença americana na ilha om aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). ▶️ Já nesta sexta-feira, a primeira rodada de negociações trilaterais entre EUA, Ucrânia e Rússia sobre o conflito ucraniano, que se aproxima de quatro anos, ficaram no radar. As tratativas ocorrem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e estão previstas para seguir até sábado. ▶️ No Brasil, o Ibovespa voltou a renovar sua máxima histórica nesta sexta-feira, impulsionado principalmente pelas blue chips — ações de empresas grandes, consolidadas e financeiramente mais estáveis. Entre os destaques, os papéis da Petrobras subiram mais de 4% na sessão, puxados pelo forte avanço nos preços do petróleo no mercado internacional. Só nesta semana, o índice já acumula valorização de mais de 8%. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,60%; Acumulado do mês: -3,68%; Acumulado do ano: -3,68%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +8,53%; Acumulado do mês: +11,01%; Acumulado do ano: +11,01%. Redução nas tensões geopolíticas "Acordo" sobre a Groenlândia Os embates entre os EUA e a União Europeia a respeito dos planos americanos de anexação da Groenlândia ganharam um novo capítulo nesta semana. Na véspera, o presidente Donald Trump afirmou que obteve garantias de "acesso total e permanente” dos EUA à Groenlândia a partir de um acordo ainda em negociação. A declaração veio após o republicano recuar das ameaças de impor tarifas à Europa e descartar o uso da força para assumir o controle da ilha, o que trouxe alívio aos mercados e reduziu, momentaneamente, a tensão entre Washington e seus aliados. 👉 A mudança de tom foi bem recebida pelas bolsas europeias e ajudou os principais índices de Wall Street a retornar a níveis recordes. Ainda assim, autoridades europeias avaliam que os danos à confiança política e econômica podem ser duradouros. Para a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, as relações com os EUA “sofreram um grande golpe” nos últimos dias. Os líderes europeus acreditam que Trump recuou em parte porque — ao contrário da sua postura mais conciliadora nas negociações tarifárias do ano passado — desta vez deixaram claro que ele estava ultrapassando um limite ao desafiar a soberania da Groenlândia. "Tudo isso demonstra que não podemos deixar os americanos pisotearem os europeus ", disse um funcionário da União Europeia à Reuters. LEIA TAMBÉM: Premiê da Groenlândia diz que aceita parceria com EUA, mas nega ceder soberania Os termos do acordo seguem indefinidos. Em entrevista à Fox Business, no entanto, Trump afirmou que o acordo garantiria “acesso total” aos EUA e seria “muito mais generoso” para o país. De acordo com a Reuters, Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, concordaram em iniciar novas negociações entre EUA, Dinamarca e Groenlândia para atualizar o acordo de 1951, que regula a presença militar americana na ilha. A proposta incluiria restrições a investimentos chineses e russos na região. Segundo uma das fontes, trata-se apenas de “uma estrutura sobre a qual construir”, sem detalhes fechados. Negociações trilaterais O início da primeira parte das negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia também ajudaram a reduzir os riscos geopolíticos no mercado. Esta é a primeira vez desde o início da guerra que os três países se sentam juntos para negociar a paz. Com Trump, os EUA assumiram o papel de único país capaz de buscar o fim do conflito. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta a jornalistas que os negociadores discutirão o controle territorial da região de Donbas, no leste da Ucrânia. Ainda não se sabe todos os detalhes das negociações em Abu Dhabi, apenas que ela não envolve, em um primeiro momento, os líderes dos três países. O líder da delegação russa será o almirante Igor Kostyukov —e não o assessor do Kremlin Yuri Ushakov principal negociador russo; A Ucrânia enviou seus principais negociadores —uma combinação de civis, diplomatas e autoridades de segurança; A delegação dos EUA é liderada pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner. Um novo elemento é o assessor da Casa Branca Josh Gruenbaum. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados fecharam a sessão desta sexta-feira sem direção única. Ao final da sessão, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,58%, enquanto o S&P 500 avançou 0,02%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,28%. Na Europa, os mercados caíram enquanto investidores avaliavam acontecimentos do Fórum Econômico Mundial em Davos. Além disso, nesta sexta-feira EUA, Ucrânia e Rússia iniciram a primeira rodada de negociações trilaterais sobre o conflito ucraniano. No fechamento, o índice europeu STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana e interrompendo uma sequência de cinco semanas de altas. Entre as bolsas nacionais, Londres recuou 0,07%, Paris perdeu 0,07%, Milão caiu 0,58%, Madri registrou baixa de 0,67% e Lisboa teve queda de 0,54%. Frankfurt foi a única exceção do dia, com avanço de 0,18%. Na Ásia, as bolsas encerraram o dia com resultados variados, após uma semana marcada pelo aumento das ações regulatórias na China. As autoridades chinesas intensificaram medidas contra práticas consideradas irregulares, como manipulação de preços e informações enganosas, com o objetivo de conter negociações especulativas. Os principais índices do continente terminaram o pregão com movimentos mistos. Em Xangai, o SSEC subiu 0,33%, enquanto o CSI300 caiu 0,45%. O Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,45%. Em outros mercados, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,4%; o KOSPI, de Seul, aumentou 0,76%; o TAIEX, de Taiwan, ganhou 0,68%; e o Straits Times, de Cingapura, avançou 1,26%. *Com informações da agência de notícias Reuters Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 Reprodução/TV Globo



Casal de influenciadores conta como descobriu ‘rombo’ de R$ 500 mil em acordo com agência


23/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Influenciadores acusam agência de calote Nada de falar com marcas, nada de comparar preços com outros influenciadores, nada de manter qualquer contato que não passasse pelo conhecimento da agência. Essas eram as orientações, sempre apresentadas como um “cuidado com a imagem”, dadas aos influenciadores Gustavo Catunda e Robert Rosselló pela empresa que os representava, a Hello Group. Responsáveis pelo perfil 2depais, que soma mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que, enquanto eram orientados a se manter isolados, pagamentos feitos pelas empresas que os contrataram para campanhas publicitárias não estavam sendo repassados. “Era sempre assim: ‘nunca conte qual é o seu trabalho, quanto você está ganhando, nunca fale com as pessoas, porque isso vai te derrubar’”. Tudo, segundo ele, era feito com uma espécie de terrorismo psicológico. “Deixa que eu tomo conta de tudo, eu resolvo tudo”, afirma Robert, em entrevista ao g1. O casal decidiu procurar as marcas diretamente e cruzar os comprovantes de pagamento enviados com os valores que a agência dizia não ter recebido. Foi então que descobriram que os pagamentos à Hello Group estavam em dia. O contrato assinado com a agência estabelece que 70% do valor das campanhas publicitárias vão para os influenciadores, enquanto a agência fica com os 30% restantes. Gustavo e Robert afirmam que o rombo ultrapassa os R$ 500 mil. 📎 Ao g1 , a agência Hello Digital LTDA informou que tem conhecimento das alegações feitas pelos influenciadores e que os fatos citados estão sendo apurados internamente. (Abaixo, confira o posicionamento na íntegra) Com a documentação reunida, eles procuraram um advogado, que apresentou o caso ao Ministério Público, apontando que a situação pode caracterizar apropriação indébita majorada — quando alguém recebe dinheiro em nome de outra pessoa e não o repassa. O bloqueio de bens da agência e a prestação de contas também foram solicitados. Em decisão desta segunda-feira (19), porém, o juiz Caio Hunnicutt Fleury Moraes considerou que não havia provas suficientes e negou o depósito judicial e o bloqueio de valores da empresa, mas determinou que uma patrocinadora com contrato de R$ 42 mil com a agência pague a parte dos influenciadores diretamente a eles. Atrasos pareciam pontuais Ao g1, o casal contou que os atrasos pareciam pontuais e vinham acompanhados de explicações prontas no início. A agência teria alegado que o mercado estava difícil, que as marcas estavam confusas e que havia muita burocracia. Como toda a comunicação com as empresas era feita exclusivamente pela agência, eles não tinham como checar nada por conta própria, relatam. “A gente via briefing, valor, prazo. Mas, quando chegava a parte do pagamento, sempre tinha um porém”, lembra Robert. Influenciadores denunciam calote de R$ 500 mil de agência Instagram/ Reprodução A parceria entre os influenciadores e a Hello Group começou em 2021, quando o perfil ainda era pequeno e mostrava a rotina dos dois rumo à paternidade. Foi nesse contexto que o dono da agência os procurou com a promessa de profissionalizar o conteúdo. O contrato que assinaram dava à agência exclusividade para cuidar de tudo: fechar campanhas, conversar com marcas, assinar contratos, emitir notas fiscais, receber pagamentos e repassar ao 2depais os valores devidos, com desconto de 30% de comissão. Segundo o casal, nos primeiros meses, a fórmula parecia funcionar. As campanhas começaram a chegar, o perfil cresceu e eles se mudaram para São Paulo. “Ele entregou tudo o que prometeu no começo.” Aos poucos, diz a dupla, os atrasos se tornaram frequentes. E, junto com eles, cresceu a orientação de que os influenciadores não deveriam falar com mais ninguém: nem marcas, nem colegas de profissão, nem outras agências. Tudo para “evitar ruídos”. Os influenciadores afirmam que não tinham acesso aos contratos e não recebiam comprovantes de pagamento. Quando conseguiam acompanhar alguma conversa, era apenas a parte inicial. A etapa financeira ficava sempre escondida. “Era sempre: ‘deixa que eu resolvo’”, conta Gustavo. Sem relatórios ou qualquer prestação de contas oficial, o casal decidiu criar sua própria planilha para registrar campanhas e valores. Foi aí que perceberam que muita coisa não batia. “Quando alguém se coloca como amigo, como protetor, você não quer acreditar”, conta Robert. A situação piorou no fim de 2024. De acordo com Robert, campanhas fechadas em novembro ainda não tinham sido pagas no início de 2025. Eles passaram meses sem receber nada, o que começou a comprometer a vida financeira da família. O casal decidiu então dar um passo que até então evitava: entrou em contato direto com algumas empresas e, ao perguntar sobre os pagamentos, ouviu respostas que se repetiam. As campanhas já haviam sido quitadas havia meses. “Nossa filha estava com meningite (…) ela estava passando mal. A gente levou ela para o hospital. No caminho para o hospital, recebemos o primeiro comprovante de que não existia nenhum pagamento em atraso em relação àquela marca”, diz Robert. O comprovante, enviado por e-mail pela primeira empresa, mostrava que a campanha havia sido paga cinco ou seis meses antes — justamente a campanha que a agência dizia ainda não ter recebido. “Ali, a ficha caiu”, lembra Gustavo. Depois disso, o casal decidiu falar com outras marcas. As respostas, segundo eles, foram as mesmas: todos os pagamentos já tinham sido feitos, alguns há muitos meses. Gustavo e Robert reuniram os comprovantes, cruzaram datas e valores e, com todos esses documentos, procuraram um advogado. Apesar disso, os danos financeiros já teriam se acumulado. Sem receber os valores devidos, o casal diz que precisou emitir notas fiscais sem ter o dinheiro correspondente. Com isso, ficaram devendo impostos e tiveram de parcelar mais de R$ 40 mil. “Era para estarmos vivendo uma fase boa (…) e estávamos vivendo apertados”, desabafou Robert. Além disso, Robert afirma ter desenvolvido uma doença autoimune ligada ao estresse. Ele relatou ainda sentimentos de insegurança e desconfiança em relação às pessoas. “Você passa a achar que qualquer um pode te enganar”, diz. Depois que o caso começou a circular, o casal afirma que outros influenciadores os procuraram relatando ter sofrido problemas semelhantes com a agência. Para eles, isso indica que não se trata de um episódio isolado. “É um assunto de que ninguém fala (…) é importante levar informação às pessoas para que mais ninguém caia em uma situação como essa.” O que diz a agência? Em nota enviada ao g1, a Hello Group afirmou que: Diante das recentes menções e reportagens envolvendo o Hello Group, a empresa vem esclarecer que tem conhecimento das alegações divulgadas e informa que todas estão sendo devidamente apuradas com responsabilidade, cautela e rigor técnico. A Hello Group sempre pautou sua atuação empresarial pela legalidade, transparência e boa-fé nas relações contratuais e comerciais que estabelece. Ainda assim, por dever de diligência e compromisso com as melhores práticas, está sendo realizada uma análise interna detalhada acerca dos fatos noticiados. Caso seja identificada qualquer irregularidade, a empresa adotará de forma imediata as medidas cabíveis, observando a legislação aplicável e os princípios que regem sua atuação. Por fim, a Hello Digital reforça seu respeito às instituições, aos parceiros comerciais e ao público em geral, e reafirma que eventuais controvérsias devem ser tratadas pelos canais adequados, evitando-se conclusões precipitadas. Cuidados contratuais O caso de Robert e Gustavo evidencia a importância de contratos claros entre influenciadores e agências. Ouvida pelo g1, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em direito digital que não está ligada ao caso, afirma que cláusulas claras de transparência financeira são essenciais para reduzir riscos e evitar retenções indevidas de valores. Ela explica que os contratos podem variar, mas alguns pontos são básicos: Limitar o poder da agência; Exigir autorização prévia e por escrito do influenciador para qualquer acordo; e Garantir que o criador tenha acesso a todos os contratos feitos em seu nome — valores, prazos e obrigações. Mesmo quando a agência negocia sozinha, deve apresentar, sempre que solicitados, os contratos com empresas, comprovantes de pagamento e prestações de contas detalhadas. Sem isso, o risco para o influenciador aumenta. “São contratos específicos, que podem gerar prejuízos e afetar a reputação do criador”, diz. Itaborahy afirma que o atraso no repasse de valores caracteriza inadimplência e pode gerar juros e multa. Em situações mais graves, pode configurar crime de apropriação indébita (art. 168 do Código Penal). A advogada também alerta para cláusulas que proíbem totalmente o contato direto entre influenciador e marcas, algo que pode ser questionado juridicamente por ferir princípios de razoabilidade e boa-fé. Por isso, ela recomenda cláusulas claras sobre prazos, forma de pagamento, multas e rescisão. Exclusividade excessiva, falta de relatórios e resistência em fornecer documentos são sinais de alerta. Modelos mais seguros incluem repasses diretos ao influenciador, pagamentos separados ou uso de contas de garantia. Em qualquer caso, manter boa organização dos documentos é fundamental. “Contratos, comprovantes e registros escritos são provas essenciais em disputas”, afirma.



CNU 2025: notas preliminares da prova discursiva serão divulgadas hoje


23/01/2026 03:00 - g1.globo.com


CNU 2025: tudo sobre o concurso As notas preliminares da prova discursiva, junto com o espelho de correção, serão divulgadas nesta sexta-feira (23). Os candidatos poderão consultar o resultado individualmente na página oficial do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a banca organizadora do certame. O resultado preliminar da prova discursiva dos blocos 1 a 7 e da redação dos blocos 8 e 9 será publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira. A divulgação trará a lista de candidatos com o número de inscrição e a nota total obtida. A partir das 18h, os candidatos poderão acessar, no site da FGV, a cópia da prova discursiva ou da redação, além do detalhamento da correção e do resultado preliminar, disponíveis na área do candidato. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Com a divulgação das notas preliminares, será aberto o prazo para interposição de recursos contra o resultado da prova discursiva. De acordo com o cronograma, os pedidos de revisão poderão ser feitos entre os dias 26 e 27 de janeiro, apenas por meio do sistema da FGV. (veja cronograma completo abaixo) Depois disso, os participantes terão um prazo para apresentar pedidos de revisão das notas, marcado entre 26 e 27 de janeiro. O resultado dos recursos e o resultado definitivo da prova discursiva serão publicados somente em 18 de fevereiro de 2026. Antes da divulgação do resultado final, os participantes ainda passarão pela avaliação de títulos — como pós-graduação, mestrado e doutorado — que pode aumentar a pontuação na nota final. Além disso, os candidatos que concorrem às vagas reservadas (para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência) ainda vão passar pelos procedimentos de verificação. Todos esses resultados também serão divulgados em 18 de fevereiro de 2026. Já no dia 20 de fevereiro, os candidatos terão acesso as listas de classificação (das vagas imediatas e lista de espera). Neste mesmo dia, será feita a primeira convocação para os classificados confirmar interesse em seguir no processo seletivo. Apenas aqueles que responderem "SIM" à convocação terão sua vaga garantida. "A medida em que candidatos não confirmem sua participação nos cursos de formação, outros candidatos serão convocados, provocando uma alteração nas listas nos demais cargos", explicou o MGI. Para os candidatos que ainda não sabem quais são os próximos passos, o g1 reuniu abaixo os principais pontos de atenção. 📆 Confira o cronograma oficial 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão das notas de títulos + resultado definitivo da verificação documental da autodeclaração e caracterização da deficiência 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da prova discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) + 1ª convocação para confirmação de interesse dos classificados Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação



Mega-Sena, concurso 2.963: prêmio acumula e vai a R$ 63 milhões


23/01/2026 00:45 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2963 O sorteio do concurso 2.963 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (20), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 63 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 20 - 34 - 44 - 53 - 57 5 acertos - 31 apostas ganhadoras, R$ 70.338,73 4 acertos - 2.684 apostas ganhadoras, R$ 1.339,13 O próximo sorteio da Mega será no sábado (24). Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



CMN aprova mudanças no estatuto do FGC para reforçar proteção a bancos


23/01/2026 00:27 - g1.globo.com


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (22) mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo iniciou nesta semana o ressarcimento de investidores com recursos segurados aplicados no Banco Master, liquidado em novembro. Segundo norma publicada pelo Banco Central (BC), a medida busca aprimorar a governança do FGC e reforçar a proteção das instituições que contribuem para o fundo. (entenda abaixo como o mecanismo funciona) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A publicação ocorre em meio à liquidação extrajudicial de instituições financeiras conduzidas pelo BC nos últimos meses — incluindo o Banco Master e seu banco digital, Will Bank. Entre os principais pontos, a nova norma amplia o apoio a operações que permitem a transferência do controle ou de ativos e dívidas — como créditos, investimentos e obrigações — de instituições em “situação conjuntural adversa”, segundo o FGC. Além disso, a regra fixa um prazo máximo de três dias para o início do pagamento das garantias aos investidores, contado a partir do recebimento formal das informações enviadas pelos liquidantes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso do Banco Master, a liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro. O ressarcimento começou na última segunda-feira (19), dois meses depois. "A celebração desses acordos visa assegurar a continuidade na oferta de serviços financeiros e a redução de custos para o Fundo e riscos para o sistema financeiro", afirmou, em nota, o FGC. A normativa também prevê a cobertura de despesas com reclamações, inquéritos, investigações e processos judiciais ligados à atuação do FGC, desde que resultem de atos “regulares de gestão praticados de boa-fé” pela administração do fundo. De acordo com o FGC, as mudanças “contribuem para maior estabilidade e solidez do Sistema Financeiro Nacional, mantendo convergência com padrões de referência adotados internacionalmente, sem afetar as liquidações recentes de instituições financeiras”. A medida também amplia a transparência, ao prever a divulgação ao público de informações sobre o saldo dos instrumentos cobertos por cada instituição financeira. O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e composto também pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O que é e como funciona o FGC? O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais ao fundo. Em 2024, o FGC encerrou o ano com patrimônio de R$ 140,4 bilhões, um aumento de 12% em relação aos R$ 125,4 bilhões registrados no ano anterior. Até setembro, o montante já havia alcançado R$ 153,5 bilhões, dos quais R$122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade. Mas é preciso cumprir algumas regras e limitações para garantir a devolução dos recursos. Veja abaixo quais são. Liquidação do Banco Master: como ficam correntistas e investidores? Quem está protegido pelo FGC? Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1 * Com informações da agência de notícias Reuters. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil



Em recado a Trump, dinamarqueses boicotam produtos dos EUA


22/01/2026 19:17 - g1.globo.com


Mulher traja boné com dizeres "Faça a América ir embora", durante protesto em Copenhague, em 17 de janeiro de 2026. Tom Little/ Reuters A indignação na Dinamarca com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia chegou às prateleiras dos supermercados, com alguns consumidores optando por boicotar produtos americanos. O boicote tem sido promovido com a ajuda de novos aplicativos que permitem que os consumidores escaneiem itens alimentícios usando o smartphone para verificar sua origem. Um desses aplicativos, o UdenUSA ("Sem EUA", em tradução literal), foi desenvolvido pelo dinamarquês Jonas Pipper, de 21 anos, e seu amigo Malthe Hensberg. A ideia surgiu no ano passado, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a sério pela primeira vez assumir o controle da Groenlândia, um território semiautônomo pertencente à Dinamarca. As tensões geraram uma onda de protestos na Dinamarca e resultaram na criação de um grupo no Facebook dedicado ao boicote de produtos americanos. O grupo tem atualmente mais de 100 mil membros em um país de cerca de 6 milhões de habitantes. Conheça as belezas naturais da Groenlândia Pipper afirmou que muitos consumidores estavam ansiosos para parar de comprar alimentos dos EUA, mas com frequência achavam difícil identificar a origem dos produtos nos supermercados. O aplicativo visa resolver esse problema, sinalizando o país de origem e sugerindo alternativas de produtores europeus. Nesta quarta-feira (21/01), o UdenUSA ficou em primeiro lugar entre os aplicativos gratuitos na App Store da Dinamarca. Impacto econômico ainda incerto Iniciativas semelhantes surgiram no ano passado, tornando-se para muitos dinamarqueses uma forma de manifestar sua oposição às políticas comerciais dos EUA. Algumas redes de supermercados marcaram produtos de origem europeia com uma estrela na etiqueta de preço para facilitar a identificação. Contudo, o impacto geral do boicote permanece incerto. A economia da Dinamarca é relativamente pequena e apenas um número limitado de produtos alimentícios é importado diretamente dos EUA. Mesmo que um número significativo de consumidores evite produtos americanos, é improvável que isso resulte em consequências econômicas ou políticas significativas, disse Sascha Raithel, professor de marketing da Universidade Livre de Berlim.



Óculos de R$ 4 mil usados por Macron em Davos fazem ações de fabricante subir 28%


22/01/2026 17:29 - g1.globo.com


Presidente da França, Emmanuel Macron, aparece vestindo óculos escuros em discurso no Fórum Econômico de Davos em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Os óculos de sol estilo aviador usados por Emmanuel Macron fizeram as ações de sua fabricante, a iVision Tech, dispararem quase 28% nesta quinta-feira (22), depois que o visual do presidente francês durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, viralizou na internet. O grupo, que detém a marca francesa de óculos de alto padrão Henry Jullien, informou na quarta-feira que o modelo usado por Macron era o Pacific S 01, vendido por 659 euros (R$ 4 mil) em seu site. “Isso certamente criou um efeito ‘uau’ sobre as ações”, disse à Reuters o CEO da iVision Tech, Stefano Fulchir. A valorização dos papéis acrescentou cerca de 3,5 milhões de euros (US$ 4,1 milhões) à capitalização de mercado da empresa italiana. Memes, comentários e especulações sobre a aparência de Macron se espalharam pelas redes sociais, com referências frequentes ao filme “Top Gun – Ases Indomáveis”, de 1986, estrelado por Tom Cruise. Até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o assunto. Meme sobre óculos do Macron Reprodução/X O gabinete de Macron afirmou que a escolha de usar óculos escuros durante o discurso — realizado em ambiente fechado — ocorreu para proteger os olhos do presidente, por causa do rompimento de um vaso sanguíneo. O governo não confirmou a marca dos óculos. Ainda assim, Fulchir disse que conseguiu reconhecer claramente os óculos da Henry Jullien, que, segundo ele, foram enviados a Macron em 2024. As ações listadas em Milão subiram quase 6% na quarta-feira (21), antes de serem automaticamente suspensas da negociação durante a maior parte do dia. Os papéis voltaram a ser negociados brevemente por volta das 8h (horário de Brasília) desta quinta-feira, antes de nova suspensão, e caminhavam para registrar o maior salto diário de sua história.



Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor de forma provisória em março, diz diplomata


22/01/2026 16:31 - g1.globo.com


O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve ser aplicado de forma provisória já em março, afirmou um diplomata da UE à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (22). A declaração ocorre em meio a tensões entre os líderes europeus sobre o futuro do tratado. Na quarta‑feira, legisladores da UE impuseram um revés ao acordo comercial com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar sua implementação em dois anos. "O acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar", disse um diplomata da UE à Reuters. "Provavelmente será o Paraguai em março", acrescentou o diplomata. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Empreendedores alemães e o chanceler Friedrich Merz criticaram o atraso. A União Europeia assinou no sábado (17) o seu maior acordo comercial já firmado com os países do Mercosul, após 25 anos de negociações. O atraso provocou preocupação no governo alemão e entre diversas empresas. Os defensores do acordo argumentam que o pacto é essencial para compensar perdas causadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da União Europeia em relação à China. Eles temem que um atraso prejudique a economia europeia. "O revés prejudica a competitividade da Europa e põe em risco os empregos e a prosperidade europeus", disse Tobias Meyer, CEO do grupo de logística DHL, à Reuters. Ele afirmou que seria bom se o pacto pudesse ser implementado enquanto o tribunal investiga o caso. "A Europa não pode se dar ao luxo de ficar ainda mais para trás", acrescentou. O chanceler Friedrich Merz disse a delegados no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na quinta‑feira, que lamentava a decisão do Parlamento Europeu. "Mas fiquem tranquilos: não seremos impedidos. O acordo com o Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa a ele se quisermos um crescimento maior na Europa", disse Merz. Mercosul-UE: Alckmin diz que Brasil 'não vai parar' processo interno e busca garantir aplicação provisória do acordo Críticos do acordo, liderados pela França, afirmam que ele aumentará as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando os agricultores nacionais. Os agricultores franceses realizaram grandes manifestações em Paris contra o acordo, com centenas de tratores bloqueando ruas e pontos turísticos, como a Torre Eiffel. A França afirma que a implementação provisória do tratado seria antidemocrática. O presidente da CGB, associação francesa de produtores de beterraba sacarina, rejeitou qualquer possibilidade de o acordo entrar em vigor provisoriamente. "Isso seria uma negação da democracia. Inaceitável!", disse Franck Sander à Reuters. Um porta-voz do ministro da Agricultura da França se recusou a comentar. Aplicar o pacto provisoriamente, enquanto se aguarda a decisão judicial e a aprovação parlamentar, pode se revelar politicamente difícil diante da provável reação negativa. Além disso, o Parlamento Europeu manteria o poder de anular a medida posteriormente. "Se a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ou a União Europeia, impusesse um pedido provisório, tendo em conta a votação que ocorreu em Estrasburgo, isso constituiria uma forma de violação democrática", declarou a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, à CNews TV, antes dos comentários do diplomata da UE. A Comissão Europeia afirmou que dialogará com governos e legisladores da UE antes de definir os próximos passos. Os líderes da UE se reúnem ainda nesta quinta‑feira, em Bruxelas, para discutir as tensas relações transatlânticas diante das recentes exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à Groenlândia. Lula se encontra com president da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Bélgica em 17 de julho de 2023 Yves Herman/Reuters



Venezuela quer liberar produção e venda de petróleo por empresas estrangeiras com direito a lucros, diz agência


22/01/2026 16:21 - g1.globo.com


A nova reforma para a lei de hidrocarbonetos da Venezuela, proposta pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez, deve permitir que empresas estrangeiras e locais operem campos de petróleo venezuelanos por meio de um novo modelo de contrato. A medida também permite que essas companhias comercializem a produção e recebam os lucros das vendas, mesmo como sócias minoritárias da estatal PDVSA. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (22) pela agência de notícias Reuters, que teve acesso a documentos preliminares. A proposta foi apresentada por Rodríguez na semana passada à Assembleia Nacional. Se aprovada, a reforma deve alterar profundamente a estrutura da indústria petrolífera do país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), modificando a histórica lei do petróleo criada no governo do falecido presidente Hugo Chávez. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A expectativa é que os parlamentares venezuelanos iniciem a discussão sobre a reforma ainda nesta quinta-feira. A proposta ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Nacional para entrar em vigor. A proposta foi apresentada após um acordo considerado emblemático entre a Venezuela e os Estados Unidos neste mês, que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo entre Caracas e Washington. O tratado teria sido firmado após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA. Segundo a agência, executivos do setor petrolífero e potenciais investidores têm pedido autonomia para produzir, exportar e receber os lucros da venda de petróleo no país, após as nacionalizações e expropriações de bens promovidas por Chávez duas décadas atrás. Essas demandas fazem parte do ambicioso plano de reconstrução proposto por Washington para a indústria energética venezuelana, estimado em US$ 100 bilhões (R$ 531,2 bilhões). A proposta permitiria ao governo reduzir os royalties para 15%, em comparação à taxa atual de 33%, em projetos especiais ou que exijam investimentos robustos. O texto também prevê a possibilidade de recorrer à arbitragem independente para resolver disputas. A combinação rara que deu à Venezuela as reservas de petróleo consideradas as maiores do mundo A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, discursa em 8 de janeiro de 2026 durante a cerimônia em homenagem a militares e seguranças venezuelanos e cubanos que morreram durante a operação dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores Leonardo Fernandez Viloria/Reuters



Trump lança 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU


22/01/2026 16:06 - g1.globo.com


Trump lança 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU Órgão pretende discutir governança, relações regionais, reconstrução e investimentos em Gaza. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta (21) o 'Conselho da Paz' com críticas à ONU. Leia mais na reportagem.. O órgão é uma estrutura criada pelos EUA para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.. Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões).. Há, no entanto, receio na comunidade internacional de que o grupo enfraqueça o papel da ONU.. Lideranças de diversos países foram convidadas a participar do conselho. Entre eles, está o presidente Lula, que ainda não respondeu.



Com foco no acordo Mercosul-UE, Apex reforçará promoção do Brasil na Europa: 'Vamos mostrar que país não é bicho-papão'


22/01/2026 15:31 - g1.globo.com


Alckmin diz que vai acelerar aprovação aqui no Brasil do acordo do Mercosul com a UE O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira (22) que dará início a uma campanha para promoção da imagem do Brasil na Europa, com o objetivo de mostrar que o país não é um “bicho-papão”. Na prática, Viana afirmou que fará viagens de sensibilização com o objetivo de alcançar empresários europeus. A iniciativa ocorre em meio à decisão do Parlamento Europeu de encaminhar o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia à Justiça, que ficará responsável por analisar a legalidade do documento. Nesse contexto, Jorge Viana afirmou também ter conversado nesta quarta-feira (21) com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a possibilidade de uma visita ao Parlamento Europeu. Segundo Viana, Alcolumbre concordou com a proposta, que deve se estender também às casas legislativas dos países que integram o Mercosul. No âmbito interno, Alcolumbre teria sinalizado que a aprovação do acordo será tratada como prioridade na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional. 'Manobra política' Viana classificou a decisão dos parlamentares europeus como uma “manobra política”, embora tenha ressaltado que se trata de um movimento legítimo dentro do processo democrático. “Lá no Parlamento Europeu foi, no fundo, uma manobra política dos que eram contra. Tentaram uma vez, tentaram outra e agora conseguiram, com números muito pequenos de diferença, em uma operação que faz parte do jogo da política”, afirmou durante entrevista coletiva a jornalistas em Brasília. “Tem que respeitar isso. Mas nós vamos fazer a nossa parte”, completou Viana, destacando que a estratégia será apostar no diálogo, nos moldes do que foi feito durante o episódio do “tarifaço”. Questionado sobre a possibilidade de o acordo entrar em vigor ainda em 2026, mesmo que de forma provisória, Viana disse estar “otimista”. “Essa pergunta é difícil de responder. Eu sou otimista. Acho que vamos encontrar uma solução ainda neste ano. Mas se ele vai entrar em vigor de maneira precária, não podemos afirmar. Há quem defenda isso, mas também existe o argumento de que poderia gerar insegurança jurídica e ações judiciais”, explicou. Agricultores europeus comemoram em Estrasburgo, na França, a decisão do Parlamento Europeu de levar acordo comercial UE-Mercosul à Justiça, no dia 21 de janeiro de 2026 Yves Herman/Reuters Acordo entre Mercosul e União Europeia Um levantamento da Apex identificou oportunidades de redução tarifária em 25 dos 27 países da União Europeia. De acordo com o estudo, o Brasil poderá ampliar sua presença em 543 produtos que terão redução ou eliminação das tarifas de importação com a entrada em vigor do acordo. Esses produtos representam, em média, US$ 43,9 bilhões em importações anuais realizadas pela União Europeia. Ainda segundo o documento, entre as oportunidades mapeadas, 244 produtos são classificados como de abertura — casos em que o Brasil ainda não possui participação significativa no mercado europeu, mas apresenta elevada competitividade nas exportações em nível global. O estudo identificou oportunidades para: Máquinas e equipamentos de transporte (motores para geração de energia, motores de pistão para veículos, bombas para combustíveis, autopeças, avião, compressores para equipamentos frigoríficos); Obras diversas (parte para calçados, óculos de sol, tacômetros (indicadores de velocidade), joias de ouro ou prata); Artigos manufaturados (couros e peles; embalagens de madeira; facas e lâminas cortantes, para máquinas ou para aparelhos mecânicos; ardósia; mármore, granito, artefatos de amianto usado em freios de automóveis); Produtos químicos (óleos essenciais cítricos; amálgamas de metais preciosos); Materiais em bruto (sementes para semeadura, farinha de soja); Óleos animais e vegetais (óleo de milho em bruto). Já para o setor agropecuário, as principais oportunidades são para cotas negociadas para carnes bovinas, de aves e suína, açúcar, etanol, arroz, milho, mel, queijos e cachaça, além da eliminação total de tarifas para frutas como abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã. Há também outros produtos na lista da Apex, como aviões, motores de pistão, motores e geradores elétricos, calçados.



Jeep convoca recall por falha no freio ABS; veja se seu carro está na lista


22/01/2026 13:54 - g1.globo.com


Jeep Grand Cherokee 2019 divulgação/Jeep A Jeep anunciou um recall para três modelos de SUVs, com problemas distintos em dois deles. O caso mais grave envolve os Jeep Grand Cherokee e Dodge Durango que, apesar de serem de marcas diferentes, pertencem ao grupo Stellantis e compartilham alguns componentes. Segundo a nota, foi identificada a possibilidade de falha no transdutor de pressão integrado (IPT), o que pode desativar o sistema de freios ABS e o controle eletrônico de estabilidade nos dois veículos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Com os sistemas desativados, a marca aponta que aumenta "a ocorrência de acidentes, com danos materiais, físicos ou até mesmo fatais aos ocupantes do veículo e/ou terceiros". Veja os vídeos que estão em alta no g1 O freio ABS é um sistema de segurança automotiva que evita o travamento das rodas em frenagens bruscas. No Brasil, todos os carros zero km são obrigados a trazer esse item desde 2014. A Jeep também convocou os proprietários do Jeep Wrangler após identificar uma falha no painel de alertas. Segundo a marca, alguns veículos podem não exibir a luz de avaria do sistema OBD e da injeção. "O eventual não acendimento da luz de avaria do sistema OBD/injeção quando necessário, resultando em uma situação de não conformidade por ausência de alerta visual ao cliente", diz a nota. Apesar de ter menor potencial de acidentes, o recall do Wrangler envolve um número maior de unidades. Quais veículos estão na lista? O recall para verificação do sistema ABS atinge unidades do Jeep Grand Cherokee e do Dodge Durango ano-modelo 2018. Para confirmar se o veículo faz parte da campanha, o proprietário deve conferir se os oito últimos dígitos do chassi estão entre os listados abaixo: Jeep Grand Cherokee: JC410863 até JC492281 Dodge Durango: JC490348 Já o recall do Jeep Wrangler exige o retorno de unidades dos anos-modelo 2018 a 2021, com os seguintes chassis: JW251736 até MW700626 O serviço para os recalls leva cerca de uma hora e requer agendamento prévio. O atendimento pode ser feito em uma concessionária Jeep, pelo telefone 0800-703-7150 ou no site oficial da marca.



Com aumento de impostos e expansão da economia, arrecadação federal sobe em 2025 e atinge maior valor em 31 anos


22/01/2026 13:32 - g1.globo.com


Arrecadação federal bate novo recorde histórico no ano de 2025 Reprodução/Pixabay A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 2,88 trilhões em todo ano de 2025, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. Em valores corrigidos pela inflação, a arrecadação totalizou R$ 2,93 trilhões no ano passado, contra R$ 2,82 trilhões em 2024. Com isso, houve um aumento real de 3,65%. ▶️Essa também foi a maior arrecadação já registrada um ano fechado desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 31 anos. ▶️O resultado ocorre após o governo e o Congresso terem adotado uma série de medidas para elevar a arrecadação. Entre as ações tomadas, estão: a tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; retomada do voto de confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais); Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Reoneração gradual da folha de pagamentos; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); Aumento do IOF sobre crédito e câmbio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “São números bonitos que vamos apresentar, um crescimento importante, considerando inclusive o patamar alto do ano anterior. Considerando receitas não recorrentes do ano anterior”, declarou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. No fim do ano passado, o governo e o Congresso Nacional elevaram a tributação dos juros sobre capital próprio das empresas, das "fintechs" e das "bets", mas esses aumentos não impactaram na arrecadação de 2025. ▶️Além das medidas de aumento de impostos, o Fisco argumenta que o crescimento da economia também contribuiu para a arrecadação recorde de 2025, como mostram números da produção industrial, da venda de bens e serviços, da massa salarial e das importações. Dados da atividade econômica em 2025 Receita Federal IOF bate recorde ▶️A arrecadação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) bateu recorde e atingiu o maior valor da história no ano de 2025 — ou seja, também foi o maior valor em 31 anos. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o crescimento da arrecadação do IOF foi de R$ 12 bilhões em 2025 principalmente por conta do aumento de impostos. Esse valor ficou acima dos R$ 10 bilhões de alta estimados anteriormente pelo órgão. Em todo ano passado, foram arrecadados R$ 86,5 bilhões no tributo (valores corrigidos pela inflação), com aumento real de 20,5% na comparação com o ano anterior (R$ 71,7 bilhões). O aumento ocorreu após a batalha judicial, com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que terminou com o aumento do imposto em diversas operações. "Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas [aumento do tributo]", informou o Fisco. Crise do IOF: Em perda para o Congresso, STF restaura aumento da alíquota Taxação de bets ▶️Outra medida do governo que ajudou na arrecadação recorde do ano passado foi a taxação das apostas esportivas, conhecidas como "bets". Segundo o Fisco, a tributação de bets e loterias rendeu aos cofres públicos R$ 9,95 bilhões em 2025, contra R$ 91 milhões no ano anterior. Aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2023, a tributação das bets foi uma das medidas defendidas pela equipe econômica do governo para elevar a arrecadação federal. Lula insiste em taxar bets e fintechs, Motta prioriza corte de isenções Equilíbrio das contas A alta da arrecadação esteve na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas em 2025. O resultado das contas públicas do ano passado ainda não foi divulgado. Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas), de cerca de R$ 31 bilhões. Além disso, há outros abatimentos da meta fiscal do ano passado aprovados pelo Legislativo: estimativa de R$ 500 milhões para projetos estratégicos; R$ 40,64 bilhões em precatórios); R$ 3,31 bilhões para o ressarcimento de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos. Com isso, as contas do governo podem apresentar um rombo, estimado inicialmente, de até R$ 75,4 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. Esse valor pode ser alterado considerando o valor efetivo pago em precatórios fora da meta, além de exceções do fundo social e do valor de projetos estratégicos em defesa — que embora previsto em R$ 500 milhões no relatório de orçamento, podem atingir até R$ 3 bilhões. O elevado valor para despesas fora da meta fiscal é criticado por analistas como um fator que dificulta o equilíbrio das contas do governo. O Tesouro Nacional, por exemplo, prevê as contas no vermelho até 2027, mesmo com a necessidade de novos aumentos de impostos, e crescimento da dívida pública - indicador de capacidade de pagamento acompanhado com atenção pelo mercado financeiro.



Mercosul-UE: Alckmin diz que Brasil 'não vai parar' processo interno e busca garantir aplicação provisória do acordo


22/01/2026 12:47 - g1.globo.com


Alckmin concede entrevista a jornalistas sobre acordo Mercosul-UE Erick Rianelli/GloboNews O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo brasileiro continuará o processo interno para garantir a aplicação provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia — assinado no fim de semana (leia mais abaixo). Alckmin participou nesta manhã de uma reunião com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, para tratar sobre o assunto — já que o texto do acordo precisa passar pelo Congresso. Nesta quarta, o Parlamento Europeu enviou o acordo para análise do Tribunal de Justiça da UE, o que, na prática, atrasa a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses. A Corte avaliará se o texto está alinhado às normas europeias e às bases jurídicas do acordo. Enquanto isso, a Comissão Europeia mantém a opção de aplicar o tratado de forma provisória, se assim desejar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O presidente deve encaminhar ao Congresso, à Câmara Federal, a proposta para adesão, a internalização do acordo Mercosul-União Europeia. E o senador Nelsinho Trad dará toda a celeridade, que quanto mais rápido a gente agir, melhor", afirmou Alckmin. "E aí isso ajudará, entendo que ajudará na Comissão Europeia para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial", completou o vice-presidente. O vice-presidente ainda frisou que o processo interno não vai ser paralisado diante da decisão do Parlamento Europeu. "O Brasil vai continuar com o processo encaminhando o pedido ao Congresso Nacional para a internalização do acordo", prosseguiu. Nelsinho Trad, por sua vez, se posicionou com otimismo sobre o encaminhamento no Congresso e afirmou que fará sua parte para acelerar o processo. "O presidente da Câmara [Hugo Motta] já deu declarações nesse sentido, que vai colocar como item prioritário na próxima reunião de líderes [...]. As conversas que tive com Davi Alcolumbre também são no mesmo sentido", disse. Vigência provisória Nesta quarta, o Itamaraty esclareceu que a decisão do Parlamento Europeu de submeter o acordo entre os dois blocos ao Tribunal de Justiça da União Europeia não alteraria o planejamento interno. Como adiantou o blog do Valdo Cruz, o governo quer aprovar ainda neste semestre o acordo no Congresso brasileiro, para estar pronto para que ele entre em vigor assim que a União Europeia contornar seus obstáculos internos. Segundo assessores presidenciais ouvidos pelo blog, é possível obter autorização para uma entrada em vigor temporária. Contudo, a dúvida é se a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, estará disposta a confrontar os parlamentares que aprovaram a proposta de submeter o acordo ao Tribunal de Justiça da UE. Ursula tem enfrentado resistências dentro do Parlamento Europeu e precisa buscar estar bem com os dois lados. Assinatura do acordo O acordo foi assinado pelos dois blocos no último sábado (17). Anfitrião do evento e presidente temporário do Mercosul, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, classificou o tratado como um “feito histórico” e afirmou que ele envia uma mensagem clara em favor do comércio internacional, do diálogo e da cooperação entre os países. "Apostemos em um futuro com mais coragem, audácia e aprofundemos nossa União. Em um mundo complexo, UE e América do Sul devem se unir para mostrar um caminho diferente", destacou o presidente paraguaio. Com mais de 700 milhões de consumidores, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo os 27 Estados-membros da UE, além de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo também elimina tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral. 🔎 O tratado permitirá que a UE exporte mais veículos, máquinas, vinhos e licores para a América Latina, ao mesmo tempo em que facilita a entrada de carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa. Críticos do acordo afirmam que ele pode prejudicar a agricultura europeia ao permitir a entrada de produtos importados mais baratos que, segundo eles, podem não atender aos padrões fitossanitários do continente. O agronegócio brasileiro deve ser um dos principais beneficiários do tratado, por ser um dos maiores produtores do mundo e já ter o bloco europeu como seu segundo maior mercado.



Brasil conta com defensores do acordo Mercosul-UE para entrada em vigor temporária


22/01/2026 12:01 - g1.globo.com


O governo brasileiro conta com articulações de países europeus defensores do acordo União Europeia e Mercosul para que ele entre em vigor pelo menos temporariamente. Não se descarta a possibilidade de aprovação por países, que poderiam colocar o acordo em vigor assim que cada um dos integrantes do Mercosul venha a aprovar em seus parlamentos o entendimento entre as duas partes. A Alemanha, por exemplo, defende a adoção imediata do acordo e pode fazer articulações dentro da Comissão Europeia nesse sentido. A bola, porém, está do outro lado do oceano atlântico. Tudo vai depender dos países que realmente querem a entrada em vigor imediata para que sejam feitas negociações a fim de contornar a decisão do Parlamento Europeu de submeter o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo assessores presidenciais, é possível obter autorização para uma entrada em vigor temporária. A dúvida é se a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, estará disposta a confrontar os parlamentares que aprovaram a proposta de submeter o acordo ao Tribunal de Justiça da UE. Ursula tem enfrentado resistências dentro do Parlamento Europeu e precisa buscar estar bem com os dois lados. Do ponto de vista do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores esclareceu que a decisão do Parlamento Europeu de submeter o acordo entre os dois blocos ao Tribunal de Justiça da União Europeia não altera o planejamento interno. O governo quer aprovar ainda neste semestre o acordo no Congresso brasileiro, para estar pronto para que ele entre em vigor assim que a União Europeia contornar seus obstáculos internos. Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE Reprodução/YouTube



Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 175 mil pontos pela 1ª vez; dólar cai a R$ 5,28


22/01/2026 12:00 - g1.globo.com

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 2,20% nesta quinta-feira (22) e encerrou aos 175.589 pontos, alcançando o quinto recorde de fechamento em 2026. Na máxima do dia, chegou a superar os 177 mil pontos. Já o dólar recuou 0,67%, cotado a R$ 5,2840, no menor valor desde 11 de novembro. O avanço dos mercados foi impulsionado, mais uma vez, pela entrada de recursos estrangeiros no Brasil. O tom mais moderado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviou as tensões externas e continuou favorecendo mercados emergentes, como o brasileiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As bolsas globais registraram ganhos após Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas previstas para oito países europeus, reduzindo a percepção de risco nos mercados. ▶️ Ações de peso no Ibovespa fecharam em alta e puxaram o bom desempenho do índice. A Petrobras (PETR3) avançou 0,69%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 0,58%. Já o Itaú (ITUB4) disparou 3,38%. ▶️ Nos EUA, dados revisados do PCE, indicador de inflação, mostraram alta de 2,8% no terceiro trimestre. O núcleo do índice, que exclui energia e alimentos, avançou 2,9%. Ambos os números vieram em linha com as leituras anteriores. ▶️ Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, divulgados hoje, subiram apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, abaixo do esperado por economistas. 🔎 Esses números, acompanhados pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, dão pistas sobre as decisões de juros no país e impactam os mercados. A maioria dos analistas espera que a taxa siga inalterada na próxima reunião do Fed, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. 💲Dólar a Acumulado da semana: 1,65%; Acumulado do mês: -3,73%; Acumulado do ano: -3,73%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +6,55%; Acumulado do mês: +8,98%; Acumulado do ano: +8,98%. Tensão EUA-Europa Na quarta-feira, após falas bastante críticas à Europa durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente americano, Donald Trump, disse ter alcançado um acordo sobre o futuro da Groenlândia junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico", afirmou o republicano em uma publicação no seu perfil no Truth Social. Ele também destacou que, caso essa solução seja concretizada, "será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan". Com base nesse entendimento, Trump também decidiu recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus no último sábado, em retaliação à contrariedade dessas nações sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA. Apesar disso, nesta quinta Rutte disse que o acordo não prevê cessão da soberania e prevê apenas que os membros da Otan poderão intervir no Ártico — onde fica a Groenlândia — em ameaças à segurança da região. Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania". A porta-voz da organização, Allison Hart, também negou que a soberania tenha sido discutida. “O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”, disse Hart. Rutte e Trump se reuniram após o discurso do republicano no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Depois do encontro, o republicano afirmou que foi estabelecida uma estrutura de um futuro acordo que atende os interesses dos EUA e de todos os países membros da Otan. Agenda econômica PIB e preços dos EUA no 3T25 O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. O dado faz parte da segunda estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA. Essa atualização substitui a terceira estimativa do período, que estava prevista para 19 de dezembro de 2025, mas acabou não sendo publicada por causa da recente paralisação do governo americano, conhecida como shutdown. Segundo o próprio departamento, a interrupção das atividades afetou o calendário oficial de divulgação dos dados econômicos. Na primeira leitura do PIB, divulgada em dezembro, após o fim do shutdown, o crescimento da economia americana havia sido estimado em 4,3% no terceiro trimestre. Já o índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE (na sigla em inglês), avançou 2,8% no terceiro trimestre, segundo dados revisados, repetindo o resultado divulgado anteriormente. O núcleo do PCE — que desconsidera itens mais voláteis, como energia e alimentos — teve alta de 2,9%, também em linha com a leitura prévia. Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, chegando a 200 mil solicitações após ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters esperavam um número maior, de cerca de 210 mil pedidos. Nas últimas semanas, esses dados têm apresentado oscilações por causa das dificuldades de ajustar os números ao período de festas de fim de ano e à virada do calendário. Mesmo assim, os economistas avaliam que o mercado de trabalho permanece em um cenário de “baixa contratação e baixa demissão” — ou seja, as empresas não estão contratando muito, mas também não estão promovendo demissões em massa. Esse comportamento, segundo analistas, está ligado às políticas mais duras de comércio e imigração adotadas por Trump, que reduziram tanto a oferta quanto a procura por trabalhadores. Além disso, muitas empresas ainda hesitam em ampliar suas equipes, já que estão investindo fortemente em inteligência artificial. Bolsas globais O mercado em Wall Street fechou em alta, aproximando-se de suas máximas históricas, depois que Trump reduziu sua ameaça de tarifas sobre os países europeus, enquanto novos dados apontaram para uma economia resiliente. O Dow Jones Industrial Average avançou 0,63%, aos 49.384,01 pontos, o S&P 500 subiu 0,55%, aos 6.913,35 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,91%, aos 23.436,02 pontos. Na Europa, os mercados também reagiram de forma positiva ao alivio no cenário internacional. Os principais índices europeus também fecharam em alta, com o STOXX 600 subindo 1,03%. Entre os mercados nacionais, o DAX da Alemanha avançou 1,20%, o CAC 40 da França teve alta de 0,99%, o FTSE MIB da Itália ganhou 1,36% e o FTSE 100 de Londres subiu 0,12%. Na Ásia, os mercados encerraram o dia com leves ganhos. Em algumas praças, as altas foram impulsionadas por setores ligados à indústria aeroespacial e à energia, que compensaram perdas em empresas de metais, afetadas pela queda do ouro. No fechamento, os resultados foram mistos, mas positivos. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,14%, enquanto o CSI300 avançou 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,17%. Já em outros mercados asiáticos, o Nikkei de Tóquio avançou 1,7%, o KOSPI de Seul ganhou 0,87%, o índice de Taiwan subiu 1,60% e o Straits Times de Singapura teve valorização de 0,33%.



Governo proíbe a venda de azeite da marca Terra das Oliveiras


22/01/2026 11:07 - g1.globo.com


Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil O governo federal apreendeu e proibiu a venda de todos os lotes de azeite da marca Terra das Oliveiras. A decisão foi publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (22). Com a medida, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto. Na decisão, a Anvisa afirma que o azeite anunciado tem origem desconhecida e que a comercialização do produto foi identificada na plataforma Shopee. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🫒LISTA: 25 marcas de azeite foram proibidas em 2025 Após a proibição, o g1 encontrou na Shopee ao menos dois anúncios de venda do produto, nas versões de 500 ml e 1 litro. Posteriormente, a plataforma informou que eles foram excluídos (veja nota da Shopee na íntegra mais abaixo). Azeite terra das oliveiras Reprodução A Anvisa informou ainda que a empresa responsável pela importação é a JJ - Comercial de Alimentos Limitada que, segundo a agência, foi "extinto por encerramento liquidação voluntária, desde o dia 8 de janeiro de 2025", junto à Receita Federal. O g1 entrou em contato com a Terra das Oliveiras sobre a proibição. Não houve resposta até a última atualização desta reportagem. A Shopee, por sua vez, disse ter o compromisso de "oferecer uma experiência de compra segura para todos os usuários". "Cumprimos com todas as leis locais e exigimos que os lojistas as cumpram, assim como nossa Política de Produtos Proibidos e Restritos", afirmou a plataforma, em nota enviada ao g1. "Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Reforçamos que os itens comercializados na plataforma passam por monitoramento contínuo e, sempre que são identificados produtos que violam os padrões regulatórios ou nossos termos de uso, as medidas cabíveis são adotadas, incluindo a remoção dos anúncios", concluiu a Shopee. Governo proibiu 25 marcas em 2025 No ano passado, outras 25 marcas de azeite foram banidas ou tiveram lotes proibidos pelo governo federal em ações da Anvisa e do Ministério da Agricultura. Tanto o ministério quanto a agência, que podem atuar em conjunto, mantêm uma lista com marcas e lotes vetados para consumo. Algumas marcas aparecem em ambas as relações. As amostras coletadas apontaram a presença de óleos vegetais de outras espécies na composição, o que caracteriza fraude. Por isso, elas são consideradas impróprias para consumo. Quais os principais motivos para proibir uma marca? Segundo o governo federal, os principais motivos para proibição de marcas são: importação e distribuição por empresas sem CNPJ no Brasil; adulteração/falsificação; presença de óleos vegetais no produto; não atendimento às exigências sanitárias para suas instalações; não atendimento a padrões de rotulagem; falta de licenciamento junto à autoridade sanitária competente; incerteza sobre origem ou composição do produto. O que fazer se encontrar essas marcas no supermercado? Comercializar os azeites fraudados constitui infração grave e os estabelecimentos que fazem a venda podem ser responsabilizados, informa o Ministério da Agricultura. Caso a compra já tenha sido realizada, o governo orienta que o consumo seja interrompido imediatamente e que seja solicitada uma substituição, prevista pelo Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda desses produtos podem ser registradas no canal oficial Fala.BR. Ministério da Agricultura dá algumas pistas para encontrar um azeite de qualidade Arte/g1 🔎Dicas para comprar um bom azeite ➡️Como checar se a marca de azeite já teve a venda proibida pelo Ministério da Agricultura Veja as marcas de azeite que foram proibidas em 2025 Veja as marcas de azeite que foram proibidas em 2024 ➡️Como saber se a empresa tem registro no Ministério da Agricultura O Cadastro Geral de Classificação (CGC) permite verificar se distribuidora, importadora ou produtora de azeite está registrada no Ministério da Agricultura. A ferramenta está disponível neste link, onde é possível pesquisar pela empresa no campo "Estabelecimento". Segundo o Ministério, o registro no CGC é obrigatório para empresas que processam, industrializam, beneficiam ou embalam azeites e outros produtos vegetais. Ao serem registradas, elas ficam sujeitas à fiscalização. Imagem do Sipeagro, onde é possível consultar se uma empresa tem registro no Ministério da Agricultura. Reprodução ➡️Como saber se o produto está na lista da Anvisa de produtos falsificados O órgão oferece neste link uma ferramenta em que o consumidor pode verificar se um produto está irregular ou é falsificado. Para usá-la, basta inserir o nome da marca no campo "Produto". Ferramenta de pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber se um produto é falsificado. Reprodução De onde vem o azeite G1 em 1 minuto: 21 marcas de azeite já foram alvo de proibição total ou parcial do governo



França critica possível aplicação provisória do acordo UE–Mercosul em meio a disputa jurídica na Europa


22/01/2026 10:51 - g1.globo.com


Parlamento Europeu leva acordo entre Mercosul e União Europeia à Justiça O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no último sábado (17), passou a enfrentar resistências dentro do próprio bloco europeu. França e Alemanha adotaram posições opostas, enquanto o Parlamento Europeu decidiu levar o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), o que deve atrasar sua entrada em vigor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O governo francês reagiu duramente à possibilidade de o acordo começar a valer antes da análise da Justiça europeia. Para Paris, aplicar o tratado de forma provisória, mesmo após o Parlamento pedir a revisão do texto pelo tribunal, seria um desrespeito às regras democráticas do bloco. A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, afirmou que uma decisão desse tipo por parte da Comissão Europeia seria inaceitável no atual contexto político. Segundo ela, após a votação ocorrida no Parlamento, não faria sentido ignorar a posição dos eurodeputados. Apesar disso, a Comissão Europeia ainda mantém, ao menos em teoria, a opção de colocar o acordo em prática de forma temporária. Bruxelas, no entanto, diz que nenhuma decisão foi tomada até agora. Na direção oposta, a Alemanha defendeu que a União Europeia siga adiante com o acordo para preservar sua credibilidade internacional. O Ministério da Economia alemão afirmou que a assinatura do tratado foi um sinal importante para o resto do mundo. Em publicação nas redes sociais, a ministra da Economia, Katherina Reiche, destacou que a UE precisa honrar o compromisso assumido e se manter como um parceiro confiável no comércio global. Parlamento leva acordo à Justiça europeia Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Hassan Anayi/Unsplash Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu aprovou o envio do texto do acordo ao Tribunal de Justiça da UE, que irá analisar se o tratado respeita as normas e os fundamentos jurídicos do bloco. A decisão foi apertada: 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Na prática, esse passo impede que o acordo entre em vigor de forma definitiva por vários meses. Enquanto o tribunal analisa o caso, a Comissão Europeia ainda pode optar por uma aplicação provisória, mas essa possibilidade é justamente o ponto de maior conflito político. Se o Tribunal de Justiça identificar problemas no texto, o acordo precisará passar por ajustes, o que pode atrasar sua aprovação final em pelo menos seis meses. Sem correções, o tratado não pode entrar em vigor oficialmente, segundo informações da agência France Presse. Caso a Corte conclua que não há incompatibilidades, o processo volta ao Parlamento Europeu para nova votação. O tratado foi assinado no último sábado (17) pelos dois blocos. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, que ocupa a presidência temporária do Mercosul, classificou o acordo como um marco histórico. Segundo ele, o pacto reforça o compromisso com o comércio internacional, o diálogo e a cooperação entre países. Para Peña, em um cenário global marcado por tensões, a aproximação entre Europa e América do Sul aponta um caminho alternativo. Com mais de 700 milhões de consumidores, o acordo cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo os 27 países da União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O texto prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% das trocas comerciais entre os blocos. Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo



Empresa do ES recebe autorização da Anac para fabricar e comercializar aviões; veja o modelo


22/01/2026 07:02 - g1.globo.com


Anac autoriza empresa do ES a fabricar aviões Uma fabricante de aviões leves do Espírito Santo recebeu uma autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para produzir e comercializar mais um tipo de aeronave. O modelo Sling TSi é produzido pela Sling Brasil, empresa instalada em Jaguaré, no Norte do estado, que atua no setor desde 2017. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo a empresa, a certificação foi concedida no fim de dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial da União na semana passada. O processo é considerado longo e rigoroso, como é comum na indústria aeronáutica. “Embora o produto já estivesse desenvolvido e a gente já trabalhasse na linha de montagem há bastante tempo, ele precisava ser certificado. A Anac apurou que a aeronave cumpre todos os requisitos de qualidade de fabricação e segurança para ir ao mercado”, explicou Lucas Mota, sócio-investidor da Sling Brasil. LEIA TAMBÉM: TRAGÉDIA: Vídeo mostra desabamento de casa que matou criança de 10 anos soterrada durante chuva forte TIROS NA SERRA: Ataque em ponto de ônibus deixa um morto e dois feridos após homens passarem atirando Avião leve, modelo Sling TSi, tem autorização para ser produzido em Jaguaré no Espírito Santo Divulgação/ Sling Brasil Produção no ES e parceria internacional A Sling Brasil é uma parceria com a empresa sul-africana Sling Aircraft, detentora do projeto original da aeronave. A fabricação, no entanto, é feita integralmente no Espírito Santo. Antes da certificação do Sling TSi, a empresa já havia obtido autorização para produzir outro modelo, o Sling 2, uma aeronave de dois lugares. O Sling TSi, de quatro assentos, é mais robusto. O avião já havia sido produzido e utilizado em voos de teste no estado, inclusive em demonstrações divulgadas nas redes sociais da empresa. Fábrica de aviões leves em Jaguaré, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Mercado de aviação leve As aeronaves fabricadas em Jaguaré são voltadas ao mercado de aviação leve. O público inclui pilotos não comerciais que utilizam aviões para lazer ou para atividades profissionais específicas. “Normalmente quem compra esse tipo de aeronave é o próprio piloto. Existe uma comunidade grande de aviação geral, com aviões particulares espalhados pelo estado, como em aeroclubes da Grande Vitória”, explicou Lucas. Expansão e novos modelos Com a certificação, a expectativa da empresa é ampliar a produção e avançar na aprovação de outros modelos. Um novo avião, maior e também com quatro lugares, já está em fase de análise pela Anac. A previsão é concluir essa próxima certificação até junho de 2027. A capacidade produtiva atual da empresa é de até 39 aeronaves por ano. Fábrica de aviões leves em Jaguaré, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Indústria aeronáutica fora do eixo tradicional Para a empresa, a certificação representa também um marco para o Espírito Santo, que não faz parte do principal eixo da indústria aeronáutica brasileira, concentrado no interior de São Paulo. “Existe uma surpresa por estarmos fora desse eixo tradicional, mas o Espírito Santo reúne condições para receber projetos de alta tecnologia. Há mão de obra qualificada e estrutura para indústrias de alta complexidade”, afirmou o sócio-investidor. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



Mega-Sena pode pagar R$ 55 milhões nesta quinta-feira


22/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.963 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 55 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (22), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Falhas em modelo de licitação para COP 30 aumentam os riscos de sobrepreços, diz TCU


22/01/2026 00:12 - g1.globo.com


COP30: países enfrentam impasses na agenda do clima Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas em licitações para a contratação de empresas responsáveis pelo planejamento, organização e fornecimento de bens e serviços da COP 30, realizada em novembro de 2025, no Pará. Segundo a Corte, em um contexto excepcional, marcado pela proximidade do entendo e pela inexistência, à época, de diretrizes logísticas e de segurança da ONU, os riscos de sobrepreços ou de subsídios cruzados aumentaram. Isso ocorreu, segundo o TCU, porque a o governo não dispunha, no momento da licitação, de todas as informações necessárias para a adequada precificação dos serviços e para a comparação da economicidade e da vantajosidade das propostas. Mas, na prática, o risco do sobrepreço não foi concretizado, o que fez o TCU aplicar apenas uma recomendação à área técnica. O que aconteceu? Os técnicos observaram um “padrão de descontos agressivos” na fase licitatória — em torno de 50% — que, posteriormente, seriam compensados por preços elevados na venda de bens e serviços aos participantes do evento, em um contexto de exclusividade contratual. “As evidências apresentadas, com sobrepreços que alcançam 1.000% em itens como mobiliário, configuram fortes indícios de abuso de posição dominante e violação aos princípios da economicidade e da moralidade administrativa”, afirma o relatório. A licitação foi conduzida pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), que contestou as conclusões do TCU. Em resposta, a entidade sustentou que os descontos ofertados durante a disputa configuram “estratégia comercial legítima” e que os preços finais incorporam custos logísticos específicos do evento. Quanto aos sobrepreços, a OEI alegou que os custos logísticos deveriam ser considerados na formação dos valores. A área técnica do TCU reconheceu que esse fator merece ponderação, mas avaliou que ele não é suficiente para justificar os preços praticados. Para o relator do processo, Bruno Dantas, o caso acende um alerta sobre governança contratual em grandes eventos. “Quando a administração estrutura um arranjo que concede exclusividade de exploração econômica em ambiente organizado por contratação pública, a ausência de controles mínimos potencializa distorções”, afirmou em voto apresentado nesta quarta-feira (21). Com isso, o ministro acolheu a recomendação da área técnica para que a Secretaria Extraordinária da COP 30 (Secop) seja formalmente comunicada sobre as falhas identificadas, a fim de adotar medidas internas de governança e evitar a repetição de problemas semelhantes em futuras contratações, especialmente em acordos de cooperação internacional. Ministra do Meio Ambiente faz avaliação dos principais resultados da COP30, em Belém



Trump recua de tarifas contra países europeus após avanço em acordo sobre a Groenlândia


21/01/2026 19:31 - g1.globo.com


Em Davos, Trump diz que 'ninguém pode defender Groenlândia como os EUA' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que chegou a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e, com isso, recuou da imposição de tarifas extras anunciadas contra países europeus que se opunham ao seu plano de adquirir o território no Ártico. Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou ter tido uma reunião “muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, da qual teria surgido a “estrutura de um futuro acordo” envolvendo a Groenlândia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia", escreveu Trump. 🔎 O Domo de Ouro é uma estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano. O republicano havia anunciado no último sábado (17) que os EUA imporiam tarifas extras de 10%, a partir de 1º de fevereiro de 2026, a países europeus contrários à sua tentativa de adquirir a Groenlândia. Os países impactados seriam: 🇩🇰 Dinamarca 🇳🇴 Noruega 🇸🇪 Suécia 🇫🇷 França 🇩🇪 Alemanha 🇬🇧 Reino Unido 🇳🇱 Holanda 🇫🇮 Finlândia As ameaças de Trump de anexar a Groenlândia aos EUA se repetem desde que ele tomou posse para o segundo mandato, há um ano. Para o republicano, o território é “vital” para o Domo de Ouro, que ele deseja construir sob o argumento de proteger o país. Uso de força Mais cedo, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump disse que não faria “uso da força” para tomar a Groenlândia, embora tenha voltado a defender a proposta de adquirir o território e elevado o tom contra a Europa e a Otan. “Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, disse. Ainda no discurso, o presidente americano chamou a Dinamarca de “ingrata” e afirmou que “a Europa não está indo na direção correta”. Ele também se referiu à Groenlândia várias vezes como “um pedaço de gelo”. Trump afirmou ainda que a ilha deveria ter passado ao controle americano ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando tropas dos EUA ocuparam o território para protegê-lo de forças alemãs. Após o discurso, o governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda do território. LEIA TAMBÉM Armas de caça e suprimentos: Groenlândia publica orientações de 'sobrevivência' em caso de 'crise' 'Bazuca comercial', bullying e Groenlândia: embate entre Trump e Macron expõe racha na aliança entre EUA e Europa Trump confunde Groenlândia com Islândia durante discurso em Davos Importância estratégica Situada entre os EUA e a Rússia, a Groenlândia é vista há muito tempo como uma área de grande importância estratégica, especialmente no que diz respeito à segurança do Ártico. Os EUA já possuem uma base militar na ilha, mas reduziram drasticamente sua presença no território. Diante das recentes ameaças de Trump, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas militares para a Groenlândia na última quinta-feira (15). Veja a íntegra da publicação de Trump nesta quarta-feira: Trump anuncia acordo futuro com a Groenlândia e Otan Truth Social "Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico. Essa solução, se for concretizada, será muito positiva para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan. Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Golden Dome no que se refere à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem. O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — e se reportarão diretamente a mim. Obrigado pela atenção a este assunto!" O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque



Novo leilão da Receita tem iPhone 15 por R$ 1,3 mil e Volkswagen Taos por R$ 80 mil; veja como participar


21/01/2026 18:09 - g1.globo.com


Novo leilão da Receita tem iPhone 15 por R$ 1,3 mil e Volkswagen Taos por R$ 80 mil A Receita Federal em São Paulo realizará, em 3 de fevereiro, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Ao todo, são 289 lotes, que incluem smartphones, relógios, notebooks, tablets, pedras preciosas, consoles de videogame, câmeras, obras de arte, instrumentos musicais e artigos esportivos, entre outros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas vai das 8h do dia 29 de janeiro até as 21h do dia 2 de fevereiro. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 3 de fevereiro (horário de Brasília). Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Os lotes mais baratos têm lance inicial de R$ 20. Um deles contém um suporte para câmera de celular, e o outro, peças para máquina de bebidas. Já o lote mais caro tem lance inicial de R$ 256 mil e reúne milhares de refletores de LED. Outros destaques do leilão incluem: Nos lotes 244 e 246, é possível adquirir iPhones 15 a partir de R$ 1,3 mil. No lote 284, é possível adquirir um veículo Volkswagen Taos CL TSI, usado, a partir de R$ 80 mil. Nos lotes 1 e 2, é possível adquirir uma guitarra Gibson Les Paul e um contrabaixo Fender a partir de R$ 1 mil. Do lote 15 ao 23, é possível adquirir pedras preciosas, como esmeraldas e rubis, a partir de R$ 9 mil. No lote 70, é possível adquirir câmeras fotográficas e acessórios a partir de R$ 7 mil. Nos lotes 182 e 224, é possível adquirir notebooks de diversas marcas a partir de R$ 3,6 mil. No lote 284, é possível adquirir um veículo Volkswagen Taos CL TSI, usado, a partir de R$ 80 mil. Divulgação/ Receita Federal De acordo com o Fisco, os lotes estarão disponíveis para visitação entre 26 e 30 de janeiro, nas cidades de Guarulhos, Santos, Guarujá, Campinas, São Paulo, Sorocaba, Jacareí, São Bernardo do Campo, Santo André e Taubaté. Os lotes poderão ser examinados de forma presencial, mediante agendamento, em dias de expediente normal. Os endereços e horários para visitação, assim como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. A Receita destacou ainda que os bens arrematados por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes específicos adquiridos por pessoas jurídicas. Além disso, os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados. O pagamento das mercadorias é feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000001/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. Superintendência da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil



Will Bank: clientes que já receberam R$ 250 mil do FGC no Master não terão novo ressarcimento


21/01/2026 16:50 - g1.globo.com


Will Bank foi liquidado. E agora? Os clientes do Will Bank que já foram ressarcidos pelo Fundo Garantido de Crédito (FGC) na liquidação do Banco Master e que tenham atingido o limite de garantia do fundo, de R$ 250 mil, podem não ter nenhum valor adicional a receber. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Isso porque o Will Bank, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central na manhã desta quarta-feira (21), faz parte do conglomerado do Master — instituição que também foi liquidada em novembro. 🔎 A liquidação extrajudicial significa o encerramento das atividades de uma instituição que não tem mais condições de continuar funcionando, realizado sem processo judicial e que prevê o pagamento organizado dos credores. Assim, segundo o FGC, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do fundo antes da aquisição do Will Bank pelo Master, em 30 de agosto de 2024, terão os pagamentos preservados. Depois desta data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. (CORREÇÃO: Ao ser publicada, esta reportagem informava que os clientes do Will Bank que haviam adquirido produtos elegíveis ao fundo até 21 de agosto de 2024 teriam a garantia preservada, conforme informação divulgada pelo FGC. O fundo, depois, corrigiu a informação, indicando que a data correta é até 30 de agosto de 2024. A reportagem foi corrigida às 21h49 de 21 de janeiro de 2026.) "Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro", diz o FGC em nota. LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, que integra conglomerado do banco Master Por que o BC liquidou o Will Bank só agora, dois meses após o Master? Entenda a decisão Veja o que fazer se for cliente Entenda o que é o FGC O FGC informou nesta quarta-feira que estima pagar R$ 6,3 bilhões aos clientes lesados pela liquidação do Will Bank. Os valores têm como base dados de novembro de 2025. Os pagamentos serão feitos conforme o regulamento do FGC e terão como base os dados e valores apurados pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central. "A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações", afirma o FGC. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Will Bank: liquidado pelo BC, banco digital cresceu com foco em clientes de baixa renda Divulgação Veja as etapas para o pagamento da garantia pelo FGC Após o decreto de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante responsável pelo caso, com o apoio do FGC. Após a nomeação, o liquidante envia ao fundo a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer um prazo que varia por instituição. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. É importante destacar que o credor precisa manifestar interesse — o pagamento não é automático e constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC, ou seja, o cliente recebe o dinheiro garantido e, em troca, o fundo passa a ter o direito de cobrar esse valor do banco liquidado. Assim, quem não manifestar o interesse, não receberá o dinheiro. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o processo por meio do site do fundo. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. No caso das pessoas jurídicas, o termo é enviado por email após análise documental. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. O valor que exceder o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank. Nesse caso, o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento dos valores excedentes. Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store. "No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo. Veja o passo a passo: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Clientes do Will Bank não conseguem realizar operações financeiras após liquidação Reprodução Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. "O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. ⚠️ATENÇÃO: valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação da instituição. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores. Aplicativo e cartão do Will Bank Will Bank/Divulgação



Will Bank: FGC deve gastar R$ 6,3 bilhões para restituir clientes e investidores


21/01/2026 16:44 - g1.globo.com


BC decreta liquidação da Will Financeira O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou nesta quarta-feira (21) que deve gastar cerca de R$ 6,3 bilhões em pagamentos para clientes lesados pela liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank. Os valores têm como base dados de novembro de 2025. Os pagamentos serão feitos conforme o regulamento do FGC e terão como base os dados e valores apurados pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações", afirma o FGC. O fundo destaca, ainda, que a instituição faz parte do conglomerado do Banco Master. "Isso pode afetar o valor estimado de desembolsos a serem realizados pelo FGC, por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia", diz. De acordo com o fundo, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC antes da aquisição do Will Bank pelo Master, em 30 de agosto de 2024, terão a garantia preservada. Depois dessa data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. (CORREÇÃO: Ao ser publicada, esta reportagem informava que os clientes do Will Bank que haviam adquirido produtos elegíveis ao fundo até 21 de agosto de 2024 teriam a garantia preservada, conforme informação divulgada pelo FGC. O fundo, depois, corrigiu a informação, indicando que a data correta é até 30 de agosto de 2024. A reportagem foi corrigida às 21h49 de 21 de janeiro de 2026.) "Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro", completa o fundo. Ainda de acordo com o FGC, não existe prazo legal para o início dos pagamentos. Nas últimas liquidações, o prazo para o início dos pagamentos ficou entre 30 e 60 dias. Veja as etapas para o pagamento da garantia pelo FGC Após o decreto de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante responsável pelo caso, com o apoio do FGC. Após a nomeação, o liquidante envia ao fundo a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer um prazo que varia por instituição. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. É importante destacar que o credor precisa manifestar interesse — o pagamento não é automático e constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC, ou seja, o cliente recebe o dinheiro garantido e, em troca, o fundo passa a ter o direito de cobrar esse valor do banco liquidado. Assim, quem não manifestar o interesse, não receberá o dinheiro. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o processo por meio do site do fundo. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. No caso das pessoas jurídicas, o termo é enviado por email após análise documental. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. O valor que exceder o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank. Nesse caso, o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento dos valores excedentes. O FGC destaca que, nesse período inicial, é importante que depositantes e investidores do Will Bank realizem o cadastro básico no aplicativo e aguardem as notificações sobre as próximas etapas. "Assim que o liquidante enviar ao FGC a base consolidada de credores, o Fundo divulgará, em seus canais oficiais e em seu site, todas as instruções sobre o início dos pagamentos, incluindo o período para solicitação da garantia", informou o fundo. Todo o processo será realizado de forma digital. Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store. "No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo. Veja o passo a passo: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. "O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. Pagamento por PIX no aplicativo do Will Bank Will Bank/Divulgação



App do Will Bank congela operações, mas ainda mostra cobrança de cartão; veja o que fazer se for cliente


21/01/2026 16:10 - g1.globo.com


Will Bank liquidado nesta quarta (21) já estava sob intervenção Além da dificuldade para movimentar o dinheiro, correntistas afetados pela liquidação do Will Bank, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), enfrentam outro problema: a cobrança de faturas do cartão de crédito mesmo com as contas bloqueadas. O aplicativo ainda permite a visualização de saldos, limites e faturas, mas operações como transferências, PIX e pagamentos não estão sendo concluídas. 🔎 Na prática, o sistema permanece ativo, mas “congelado”: os valores aparecem na tela, porém não podem ser utilizados, já que só serão liberados pelo liquidante do banco ao longo do processo. (saiba mais abaixo) Cassandra Mendes, de 29 anos, foi pega de surpresa. Cliente do banco há dois anos, ela afirma que tem dinheiro disponível na conta, mas não consegue usá-lo para pagar a fatura do cartão. “Hoje de manhã consegui pagar a fatura de dezembro. Agora, a de janeiro segue em aberto.” Ao acessar o aplicativo, Cassandra se deparou com o seguinte aviso: “Devido à liquidação determinada pelo Banco Central, as operações estão suspensas. Caso você possua saldo, em breve traremos mais informações sobre como terá acesso aos seus recursos.” Cassandra Mendes, de 29 anos, afirma que tem dinheiro disponível na conta, mas não consegue usá-lo Reprodução LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial de banco digital ligado ao conglomerado Master Will Bank cresceu com foco em clientes de baixa renda; conheça a instituição Liquidação atinge banco digital: o que acontece com contas, cartões e CDBs Por que a liquidação do Will Bank veio só dois meses após o caso Master Clientes relatam falhas para realizar movimentações após intervenção do BC Falhas para realizar movimentações financeiras Já na noite de terça-feira (20), usuários passaram a relatar instabilidades no aplicativo do Will Bank nas redes sociais. Segundo o Downdetector, cerca de 500 notificações de erro foram registradas por volta das 20h, com novo pico de reclamações na manhã desta quarta, após a liquidação. Entre os principais problemas estão a recusa de compras no cartão de crédito, a impossibilidade de realizar transferências via PIX e falhas no internet banking. Relatos indicam que, apesar de o aplicativo exibir limite disponível, nenhuma operação é efetivada. As instabilidades começaram após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pela Will Financeira, do grupo Banco Master. Com a medida, as atividades da instituição são interrompidas, afetando diretamente os serviços digitais para todos os clientes. Mesmo com a fatura baixa e limite disponível, Rayssa Santos, de 26 anos, relata frustração. Desde terça-feira, antes mesmo do anúncio oficial, ela diz que não consegue usar o cartão de crédito. “Tem limite, por isso a fatura até está baixa, porque não consigo usar. Tentei fazer compras ontem na Shein, mas não aprovou. Tive que cadastrar outro cartão que eu deixava só para compras online. Cheguei a parcelar, mas não adiantou”, relata. Segundo o Banco Central, os problemas do Will Bank com a Mastercard estão ligados à paralisação do processamento dos cartões de crédito, fator decisivo para o agravamento da situação financeira da instituição e para a decisão de decretar a liquidação extrajudicial. O banco digital acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e mantinha aproximadamente R$ 8 bilhões em transações correntes vinculadas à bandeira Mastercard. Quando os clientes terão acesso ao dinheiro? Com a liquidação, os valores mantidos pelos clientes passam a integrar o processo conduzido por um liquidante nomeado pelo Banco Central, responsável por apurar os saldos e organizar os pagamentos conforme a legislação. Quem tinha dinheiro em conta ou aplicações elegíveis conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF, considerando o conjunto de depósitos e produtos garantidos na instituição. O pagamento, no entanto, não é imediato e depende dos trâmites formais da liquidação. O BC não informou um prazo para a liberação dos recursos. O g1 procurou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Banco Central (BC), o Fundo Garantidor de Créditos e o Will Bank para comentar as cobranças e os prazos para acesso ao dinheiro. Em nota, a Febrabran informou que não comenta assuntos de instituições específicas e que o Will Bank não faz parte do quadro de associados da instituição. Já o FGC informou que os ressarcimentos aos clientes do banco digital serão feitos conforme o regulamento do fundo, com base nos dados e valores apurados pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. O fundo destaca que, nesse período inicial, é importante que depositantes e investidores do Will Bank realizem o cadastro básico no aplicativo do FGC e aguardem as notificações sobre as próximas etapas. (veja aqui o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC) O Will Bank e o Banco Central não se manifestaram até a atualização desta reportagem. O que muda para quem tinha conta e cartão de crédito Com a liquidação extrajudicial, contas, cartões e demais serviços deixam de operar normalmente. A instituição é retirada do sistema financeiro, e os clientes passam a figurar como credores no processo, respeitada a ordem legal de pagamento e as garantias existentes. A liquidação, porém, não extingue automaticamente as dívidas dos clientes. Valores já lançados na fatura do cartão de crédito continuam sendo devidos e podem ser cobrados, inclusive com aplicação de juros e eventual negativação em caso de inadimplência. Sou cliente, e agora? Segundo advogados consultados pelo g1, os clientes que tinham recursos no banco terão os montantes garantidos pelo FGC até o teto de R$ 250 mil por CPF, mas precisarão esperar a disponibilização dos recursos por parte do fundo. "Mesmo sendo uma conta salário ou alguém que tivesse dinheiro em conta, o acesso a esses recursos vai depender do liquidante [a ser nomeado pelo BC]. Ele é quem vai avaliar a lógica de prioridade para esses pagamentos, mas não é algo que acontece de forma automática, infelizmente", diz Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados. Os especialistas destacam, ainda, que aqueles consumidores que destinavam grande parte dos recursos para o Will Bank precisarão ter outro banco como instituição financeira principal, além de adotar providências essenciais. "É necessário guardar extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações existentes na data da decretação da liquidação, pois esses documentos servem como prova de crédito", afirma a sócia da Poli Advogados Associados, Daniela Poli Vlavianos. "Também é importante acompanhar as comunicações oficiais do Banco Central, do liquidante e do Fundo Garantidor de Créditos, que informará quando e como será feito o pagamento dos valores garantidos", completa a advogada. Ela destaca ainda que não é recomendável tentar movimentações ou transferências após o decreto, pois os atos podem ser bloqueados ou invalidados. Aplicativo do Will Bank Will Bank/Divulgação