Mega da Virada 2025: aposta que custou 'apenas' R$ 504 levou prêmio de R$ 181 milhões na cidade de SP

Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada
Uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025, feita de forma online, custou "apenas" R$ 504 e levou a "bolada" de R$ 181.892.881,09. Isso porque a pessoa sortuda fez um jogo simples com 9 números. A aposta tem origem na cidade de São Paulo.
Uma outra aposta ganhadora também saiu da Grande São Paulo: um bolão com 18 cotas feito em Franco da Rocha.
Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, o resultado foi dado pela Caixa na manhã de quinta-feira (1º). O prêmio foi o maior da história da loteria: R$ 1,09 bilhão.
👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59
Apostas vencedoras na Grande SP
Reprodução
Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão
Tomaz Silva/ Agência Brasil
Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.
Saiu o resultado da Mega da Virada 2025
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada:
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
Quais as chances de levar a bolada?
Existem bolinhas mais leves que outras?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada
Como resgatar o prêmio?
Como foi o sorteio de 2024?
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026.
O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais.
O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.
Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde.
Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira.
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Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo:
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Existem bolinhas mais leves que outras?
Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente.
"Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco.
A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa.
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Como o valor do prêmio é estipulado?
Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio.
O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano.
Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa.
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Os maiores prêmios já pagos
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
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Como resgatar o prêmio?
O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência.
É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF.
A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa.
Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio.
O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
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Como foi o sorteio de 2024?
O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38.
Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57
8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada;
2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada.
190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada.
Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo:
Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras
Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora
Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras
Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora
Osasco (SP), com 1 aposta vencedora
Tupã (SP), com 1 aposta vencedora
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Mega da Virada 2025: aposta simples com 9 números feita na cidade de SP é uma das vencedoras e leva R$ 181,8 milhões

Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada
Uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025 foi feita de forma online, com origem da cidade de São Paulo: foi um jogo simples, com apenas 9 números escolhidos. A pessoa sortuda gastou "apenas" R$ 504 com o jogo e vai embolsar R$ 181.892.881,09.
Uma outra aposta ganhadora também saiu da Grande São Paulo: um bolão com 18 cotas feito em Franco da Rocha.
Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, o resultado foi dado pela Caixa na manhã de quinta-feira (1º). O prêmio foi o maior da história da loteria: R$ 1,09 bilhão.
👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59
Apostas vencedoras na Grande SP
Reprodução
Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão
Tomaz Silva/ Agência Brasil
Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.
Saiu o resultado da Mega da Virada 2025
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada:
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
Quais as chances de levar a bolada?
Existem bolinhas mais leves que outras?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada
Como resgatar o prêmio?
Como foi o sorteio de 2024?
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026.
O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais.
O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.
Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde.
Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira.
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Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo:
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Existem bolinhas mais leves que outras?
Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente.
"Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco.
A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa.
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Como o valor do prêmio é estipulado?
Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio.
O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano.
Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa.
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Os maiores prêmios já pagos
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
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Como resgatar o prêmio?
O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência.
É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF.
A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa.
Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio.
O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
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Como foi o sorteio de 2024?
O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38.
Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57
8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada;
2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada.
190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada.
Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo:
Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras
Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora
Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras
Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora
Osasco (SP), com 1 aposta vencedora
Tupã (SP), com 1 aposta vencedora
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Aumento de imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha começa a valer a partir de hoje (1º)

Reprodução/TV Globo
O aumento no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre gasolina, diesel e gás de cozinha já está valendo a partir desta quinta-feira (1º).
A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro do ano passado. O órgão reúne representantes governo federal e os estados.
Para a gasolina, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57.
Para o diesel, o aumento será de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17.
No caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão.
A força-tarefa que investiga a atuação do PCC descobriu mais um elo do crime com a lavagem de dinheiro em postos de gasolina
Esse é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, também houve elevação do imposto.
De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.
Por ser considerado um preço chave, aumentos de impostos sobre combustíveis tendem a se alastrar por toda economia.
A Petrobras abandonou, no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a política de paridade de preços, por meio dos quais os combustíveis eram reajustados com base no preço do petróleo e da variação do dólar.
Mega da Virada 2025: uma das apostas vencedoras é de bolão com 18 cotas em Franco da Rocha, Grande SP

Seis apostas dividirão prêmio da Mega da Virada
Uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada 2025 foi feita em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Cada aposta vai levar R$ 181.892.881,09.
Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã desta quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão.
👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59
Números sorteados da Mega da Virada 2025
reprodução/Caixa
Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.
As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades:
João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora;
Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora, com 10 cotas de um bolão;
Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora, com 18 costas de um bolão.
As outras três apostas vencedoras foram registradas de forma eletrônica, sem a necessidade de uma casa lotérica física.
Saiu o resultado da Mega da Virada 2025
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada:
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
Quais as chances de levar a bolada?
Existem bolinhas mais leves que outras?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada
Como resgatar o prêmio?
Como foi o sorteio de 2024?
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026.
O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais.
O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.
Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde.
Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira.
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Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo:
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Existem bolinhas mais leves que outras?
Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente.
"Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco.
A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa.
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Como o valor do prêmio é estipulado?
Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio.
O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano.
Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa.
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Os maiores prêmios já pagos
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
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Como resgatar o prêmio?
O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência.
É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF.
A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa.
Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio.
O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
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Como foi o sorteio de 2024?
O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38.
Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57
8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada;
2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada.
190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada.
Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo:
Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras
Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora
Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras
Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora
Osasco (SP), com 1 aposta vencedora
Tupã (SP), com 1 aposta vencedora
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Conta de luz: desconto social para famílias de baixa renda passa a valer nesta quinta

Começa a valer novo desconto na conta de luz para famílias de baixa renda
Começa a valer nesta quinta-feira (1º) um novo desconto na conta de luz para famílias de baixa renda. O chamado "desconto social" vale para beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal entre meio e um salário-mínimo por pessoa e que tenham consumo mensal de até 120 kWh.
A estimativa do governo é que quatro milhões de famílias sejam beneficiadas com a medida.
O valor do desconto varia entre 9% e 18% da conta, a depender da região do país. O benefício deve aparecer automaticamente na conta de luz para quem está com o CadÚnico atualizado.
Segundo o governo, as distribuidoras tiveram até a última quarta-feira (31) para identificar as famílias que têm direito e a expectativa é de que as próximas faturas já venham com o valor ajustado.
Tarifa social
O desconto social foi criado para atender famílias que não se encaixaram na nova tarifa social de energia elétrica, que entrou em vigor em julho do ano passado.
Quem tem renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo de no máximo 80 kWh segue com isenção na conta de luz.
Estimativas do governo federal apontam que 17 milhões de famílias estão sendo beneficiadas com a tarifa social, o que significa, na prática, cerca de 60 milhões de pessoas contempladas.
Tem direito a tarifa social:
Famílias do CadÚnico com renda mensal até meio salário mínimo per capita;
Pessoas com deficiência ou idosos (65+) no Benefício de Prestação Continuada (BPC) — que também são inscritos no CadÚnico;
Famílias indígenas e quilombolas do CadÚnico;
Famílias do CadÚnico atendidas em sistemas isolados por módulo de geração offgrid, isto é, módulos particulares, fora da rede elétrica pública.
Mega da Virada 2025: seis apostas dividem prêmio de R$ 1,09 bilhão, o maior da história

Saiu o resultado da Mega da Virada 2025
Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã desta quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão.
Cada uma delas vai levar R$ 181.892.881,09.
👉 Veja os números sorteados: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59
Números sorteados da Mega da Virada 2025
reprodução/Caixa
Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.
As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades:
João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora
Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora
Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora
As outras três apostas vencedoras foram feitas pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Nesses casos, não é possível identificar a localização do registro.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada:
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
Quais as chances de levar a bolada?
Existem bolinhas mais leves que outras?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada
Como resgatar o prêmio?
Como foi o sorteio de 2024?
O que causou o atraso da Mega da Virada 2025?
A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 seria realizado somente no dia 1° de janeiro de 2026.
O sorteio estava previsto para as 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição nas redes sociais.
O prêmio, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.
Antes do sorteio da Mega da Virada 2025, outros jogos também sofreram atrasos. Às 17h11 do dia 31, o apresentador Pereira Júnior informou que Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete teriam seus resultados divulgados mais tarde.
Às 23h25, durante a divulgação dos números da Mega da Virada, a apresentadora Nadiara Pereira informou que todos os sorteios serão realizados nesta quinta-feira.
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Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A chance de acertar depende da quantidade de números escolhidos e do valor da aposta. Em uma aposta simples, com seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio principal é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Ao apostar com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. Veja a tabela abaixo:
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Existem bolinhas mais leves que outras?
Segundo a Caixa, todas as bolinhas utilizadas nos sorteios das Loterias são fabricadas em borracha maciça e possuem o mesmo peso e diâmetro, de 66 gramas e 50 milímetros, respectivamente.
"Essas características são verificadas regularmente para garantir a imparcialidade do processo", informou o banco.
A análise técnica das bolas utilizadas é realizada periodicamente, por um instituto de metrologia especializado, "para atestar a integridade e aleatoriedade dos sorteios, garantindo que cada bola possui a mesma condição física e a mesma probabilidade de ser sorteada", disse a Caixa.
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Como o valor do prêmio é estipulado?
Segundo a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio é formada pela arrecadação das apostas do próprio sorteio.
O valor da Mega da Virada também é reforçado pelos prêmios regulares acumulados ao longo do ano.
Na edição de 2025, estima-se que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a programas sociais. Ao apostar, o brasileiro ajuda a financiar áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
Pela legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias Caixa é destinada a esses repasses. Mais detalhes podem ser consultados no site oficial das Loterias Caixa.
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Os maiores prêmios já pagos
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
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Como resgatar o prêmio?
O ganhador poderá retirar o prêmio em uma agência da Caixa. Para valores iguais ou superiores a R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis após a apresentação do vencedor na agência.
É necessário apresentar o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, junto com um documento de identificação com foto e CPF.
A Caixa orienta que, caso o bilhete tenha sido emitido em uma lotérica, o ganhador deve preencher seus dados no verso antes de sair de casa.
Os dados exigidos são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Assim, segundo a instituição, o apostador assegura que ninguém mais retire o prêmio.
O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias corridos após a data do sorteio. Depois disso, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
Para prêmios de até R$ 2.112,00, como nos demais concursos, o pagamento pode ser feito diretamente nas casas lotéricas.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
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Como foi o sorteio de 2024?
O sorteio foi realizado na noite de 31 de dezembro, com prêmio de R$ 635.486.165,38.
Os números sorteados foram: 01 - 17 - 19 - 29 - 50 - 57
8 apostas acertaram os seis números. O prêmio foi de R$ 79.435.770,67 para cada;
2.201 apostas acertaram cinco números. O prêmio foi de R$ 65.895,79 para cada.
190.779 apostas acertaram quatro números. O prêmio foi de R$ 1.086,04 para cada.
Veja de onde são os ganhadores do prêmio máximo:
Brasília (DF), com 2 apostas vencedoras
Nova Lima (MG), com 1 aposta vencedora
Curitiba (PR), com 2 apostas vencedoras
Pinhais (PR), com 1 aposta vencedora
Osasco (SP), com 1 aposta vencedora
Tupã (SP), com 1 aposta vencedora
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Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta quinta; veja o que muda e como o valor foi calculado

Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026
Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
O novo valor do salário mínimo nacional, de R$ 1.621, começa a valer a partir desta quinta-feira (1º).
O reajuste é de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e reflete a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal.
Com o cálculo, que foi antecipado pelo g1, o salário mínimo ficou:
abaixo do previsto no Orçamento de 2026 (R$ 1.631);
menor do que a estimativa do governo do fim de novembro (R$ 1.627).
▶️A explicação é que a inflação, um dos indicadores usados no cálculo, ficou menor do que o esperado.
Quem recebe o salário mínimo (ou múltiplos dele) ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já recebe o total reajustado no início de fevereiro.
Entenda abaixo como funciona o salário mínimo, qual a regra de reajuste e como essa mudança impacta a economia brasileira.
Como funciona o salário mínimo?
Como o nome já indica, o salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no país.
Salário mínimo 2026
🔎A Constituição diz que trabalhadores urbanos e rurais têm direito a um "salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim".
Para o Dieese, o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 em novembro desse ano, ou 4,66 vezes o piso mínimo nacional de R$ 1.518.
Além disso, pela Constituição, o salário mínimo tem que ser reajustado ao menos pela inflação, para garantir a manutenção do chamado "poder de compra". Se a inflação é de 10%, o salário tem de subir pelo menos 10% para garantir que seja possível comprar, na média, os mesmos produtos.
Nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, o reajuste do salário mínimo seguiu exatamente essa regra. Foi reajustado apenas pela inflação, sem ganho real. No mandato de Lula, o salário mínimo voltou a subir acima da inflação (veja detalhes sobre a nova regra mais abaixo nessa reportagem).
Para impedir um crescimento maior da dívida pública, e consequentemente dos juros cobrados do setor produtivo, alguns economistas defendem, porém, que o piso dos benefícios previdenciários deixe de ser vinculado ao salário mínimo, e que volte a ter correção apenas pela inflação.
Referência para 59,9 milhões de pessoas
De acordo com nota técnica divulgada em janeiro deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.
Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor.
O salário mínimo também gera impactos indiretos na economia, como o aumento do "salário médio" dos brasileiros e a elevação do poder de compra do trabalhador.
Como o governo chegou aos R$ 1.621?
Se cumprisse apenas a regra da Constituição, de corrigir o valor pela inflação, o governo poderia reajustar o salário mínimo dos atuais R$ 1.518 para algo em torno de R$ 1.582.
O cálculo leva em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%.
O governo Lula, no entanto, prometeu ainda durante a campanha que retomaria a chamada "política de valorização do salário mínimo", o que significa aumentos para além da inflação.
Em 2023, o Congresso aprovou uma medida provisória editada por Lula incluiu esse mecanismo na lei. Pela nova regra, o reajuste do salário mínimo levava em conta dois fatores:
a inflação medida pelo INPC até novembro, como prevê a Constituição;
o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
Por essa regra, o salário mínimo desse ano subiria com base na inflação do ano passado, de 4,18%, e no crescimento do PIB de 2024 (3,4%). E avançaria para R$ 1.636.
Entretanto, em dezembro do ano passado, o governo aprovou uma lei que restringe o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo a 2,5% (o teto de gastos do arcabouço fiscal).
▶️Ao ser aplicada, então, considera a inflação em doze meses até novembro deste ano (4,18%) mais 2,5% de alta real (PIB de 2024, limitado a 2,5%), elevando o salário mínimo para R$ 1.621 em 2026.
Impacto nas contas públicas
Ao conceder um reajuste para o salário mínimo, o governo federal também gasta mais. Isso porque os benefícios previdenciários, assim como o valor do abono salarial e do seguro-desemprego, entre outros, não podem ser menores que o valor do mínimo.
💰De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2026 de aproximadamente R$ 420 milhões.
Um aumento de R$ 103 ao salário mínimo no próximo ano, portanto, corresponde a um crescimento de cerca de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias.
O aumento maior do salário mínimo é um dos principais itens que eleva as gastos obrigatórias. Com isso, sobrarão menos recursos para os gastos "livres" do governo, chamados de "discricionários" – o que pode afetar políticas do governo federal.
Pelo menos cinco capitais começam 2026 com reajustes nas tarifas de ônibus, metrô ou trem; veja lista

Passagens nos ônibus, trens e metrô terão reajuste em SP no início de janeiro de 2026
O Ano Novo começou com reajustes em tarifas de transporte coletivo público pelo Brasil. Pelo menos cinco capitais começam 2026 com passagem de ônibus, trem urbano ou metrô mais cara do que em 2025.
São Paulo (SP) , Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis(SC) e Fortaleza (CE) já anunciaram reajustes com validade no fim de dezembro ou neste início de janeiro.
Veja abaixo:
São Paulo
O valor das tarifas de ônibus na cidade de São Paulo terá um reajuste de R$ 0,30, passando de R$ 5,00 para R$ 5,30, a partir do dia 6 de janeiro de 2026
No mesmo dia haverá aumento da tarifa básica do sistema metroferroviário da Região Metropolitana de São Paulo, que inclui metrô, trens da CPTM e Viamobilidade, que será reajustada de R$ 5,20 para R$ 5,40.
Rio de Janeiro
As tarifas dos transportes municipais da cidade do Rio de Janeiro - ônibus, VLTs, BRTs, "cabritinhos" e vans - serão reajustadas em R$ 0,30 a partir de 4 de janeiro.
As passagens, atualmente no valor de R$ 4,70, passarão a custar R$ 5.
Reajuste na tarifa passa a valer no dia 6 de janeiro em São Paulo.
Fernando Frazão/Agência Brasil
Belo Horizonte
O reajuste das passagens do transporte coletivo municipal atinge todas as linhas. Confira, abaixo, os novos valores:
O valor da tarifa principal (linhas diametrais, radiais, troncais, perimetrais e semi-expressas) passa de R$ 5,75 para R$ 6,25 (aumento de 8,6%) a partir desta quinta (1º).
Nas linhas circulares e alimentadoras, o valor sobe de R$ 5,50 para R$ 6,00.
Já as linhas do serviço social, que atendem vilas e favelas, seguem com tarifa zero.
O reajuste também vale para o serviço suplementar. No grupo 1, a passagem sobe de R$ 5,50 para R$ 6,00; no grupo 2, de R$ 5,75 para R$ 6,25; e no grupo 3, de R$ 2,75 para R$ 3,00.
Florianópolis
Em Florianópolis , além de ter aumento de preço, o sistema deixará de aceitar pagamento em dinheiro a partir do dia 5.
A passagem de ônibus paga por QR Code passa de R$ 6,90 para R$ 7,70, uma alta de 11,5%, neste 1º de janeiro. Para quem utiliza o Cartão Cidadão, o valor sobe para R$ 6,20. O bilhete nas linhas executivas passa a custar R$ 20 (até 2025, o valor era de R$ 18).
A prefeitura afirma que o reajuste é necessário para garantir o equilíbrio financeiro do sistema e manter a operação do transporte coletivo.
Fortaleza
Na capital cearense, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) anunciou que a tarifa de ônibus vai passar de R$ 4,50 para R$ 5,40 a partir de 1º de janeiro (inteira). Já a tarifa estudantil não sofreu alterações e seguirá custando R$ 1,50.
* Colaboraram com esta reportagem: Joelma Gonçalves, Taymã Carneiro, Rodrigo Salgado, Luiza de Paula, José Câmara, Fernanda Deamo, Douglas Maia, John Pacheco, Samuel Pinusa, Gilmara Roberto, Luana Silva, Rafael Aleixo, Rebecca Moura, Juan Gabriel, Igor Jácome, Leonardo Erys, Patrício Reis, Raphael Pontes, Jaíne Quele Cruz, Iris Costa, Aline Nascimento, Raoni Alves, Jade Coelho, Liliane Cutrim, Rodrigo Rodrigues, Marina Sérvio e Ana Elisa Bassi.
MEIs: contribuição mensal sobe em 2026; veja os novos valores

Contribuição para MEI sobe em 2026
A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621.
A contribuição do MEI em geral sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05;
O MEI caminhoneiro, cuja alíquota é maior, passa a recolher R$ 194,52 por mês.
Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5.
Com isso, em 2026:
O MEI em geral vai pagar entre R$ 81,05 e R$ 87,05 por mês, a depender da atividade exercida.
O MEI Caminhoneiro pode pagar entre R$ 194,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino.
O valor é recolhido por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne a contribuição ao INSS e os tributos cobrados conforme a atividade exercida pelo microempreendedor.
O pagamento mensal da contribuição garante ao MEI acesso aos principais benefícios da Previdência Social. Entre eles, estão:
Aposentadoria por idade;
Auxílio-doença;
Aposentadoria por invalidez;
Salário-maternidade;
Pensão por morte; e
Auxílio-reclusão.
O vencimento do DAS é sempre no dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI, disponível para celulares com sistemas Android e iOS.
O pagamento pode ser realizado por boleto, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras.
MEIs pagam impostos por meio do DAS
pressfoto/Freepik
Registro, placa e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor; veja o que mudou

Registro, placa e CNH: novas regras para ciclomotores entram em vigor; veja o que mudou
A partir desta quinta-feira (1º), passam a valer as novas regras de registro para ciclomotores. Rodar sem documentação é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo. (veja as infrações abaixo)
As normas fazem parte de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), aprovada em junho de 2023, que estabelece o regras para os ciclomotores e equipamentos de segurança.
A exigência de registro vale para todo o Brasil, mas o procedimento é realizado pelos Detrans estaduais e o processo pode variar conforme o local.
É considerado um ciclomotor o veículo de duas ou três rodas que tenha:
Motor a combustão interna de até 50 cilindradas (as chamadas “cinquentinhas”);
Ou motor elétrico com potência máxima de 4 kW;
Velocidade final limitada a 50 km/h.
Se o veículo excede esses limites, passa automaticamente a ser classificado como motocicleta ou motoneta, categorias que possuem outras regras.
Entre as mudanças, as novas regras passam a exigir:
CNH nas categorias A (motos) ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor);
Uso de capacete; e
Emplacamento.
Cada estado pode regular de acordo com suas necessidades. Em alguns estados, como o Mato Grosso, existe até mesmo a previsão de pagamento do IPVA para estes veículos — com alíquota de 1% para os ciclomotores.
Bicicletas elétricas e veículos autopropelidos também ganharam novas regras a partir deste ano. (veja no infográfico abaixo)
Novas regras para ciclomotores entram em vigor em 2026
arte/g1
O que são bicicleta, bicicleta elétrica, ciclomotor e autopropelido?
Segundo as novas regras, estes são os aspectos que definem uma bicicleta:
Veículo de propulsão humana;
Dotado de duas rodas.
Estas são as definições para um veículo autopropelido:
Equipamento com uma ou mais rodas;
Pode ter, ou não, sistema automático de equilíbrio;
Tem motor de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
Velocidade máxima de fabricação em 32 km/h;
Largura não superior a 70 cm;
Distância entre eixos de até 130 cm.
Já para bicicleta elétrica, estas são as definições que caracterizam o veículo:
Veículos de propulsão humana;
Com duas rodas;
Motor auxiliar de propulsão de, no máximo, 1 kW (1.000 watts);
Motor só pode funcionar quando o usuário pedala;
Não pode ter acelerador;
Velocidade máxima de propulsão em 32 km/h.
Existem exceções às novas regras?
Sim, segundo a resolução do Contran, estão isentos das novas regras os veículos:
Veículos de uso exclusivo fora de estrada;
Veículos de competição;
Equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou com comprometimento de mobilidade;
Ciclomotor pode levar multa?
A resolução prevê que o ciclomotor pode ser multado se:
Transitar em local não permitido: infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH;
Transitar em calçadas, passeios, ciclovias, exceto nos casos autorizados pela autoridade de trânsito: infração gravíssima, multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH;
Veículo for conduzido sem placa de identificação: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
Conduzir veículo que não esteja registrado e licenciado: infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH;
Quando conduzir ciclomotor sem o uso de capacete ou transportar passageiro sem o uso do capacete: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e suspensão da CNH;
Quando transitar com ciclomotores nas vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias: infração gravíssima, multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH.
Patinetes, monociclos, bicicletas elétricas, pequenas motos e ciclomotores são veículos de micromobilidade.
Raoni Alves / g1 Rio
Como funciona o registro dos ciclomotores
Na maior parte do país, o processo de registro dos ciclomotores inicia de forma online pelo site do Detran. Porém, a etapa final é presencial e o proprietário deve apresentar:
Nota fiscal do veículo ou declaração de procedência, constando a informação sobre a potência do motor;
Documento de identificação do proprietário com Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Física (CNPJ) e documentos do representante legal;
Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT);
Código específico de marca, modelo e versão;
Laudo de vistoria, com número de motor.
⚠️ IMPORTANTE: Para veículos fabricados ou importados após 3 de julho de 2023, o fabricante é o responsável pela emissão do CAT e pelo código específico de marca, modelo e versão. Nos modelos fabricados ou importados antes, pode haver ausência desse código.
Caso o código não esteja disponível, é preciso consultar o Detran do seu estado para regularizar o veículo.
Caixa tem problemas operacionais e atrasa sorteio da Mega da Virada; apostadores reclamam nas redes

A Caixa Econômica Federal atrasou o sorteio da Mega da Virada 2025 nesta quarta-feira (31). Com isso, vários apostadores reclamavam nas redes sociais.
O sorteio estava previsto para às 22h, com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição no YouTube e no Facebook, mas não aconteceu e já marcava mais de 37 minutos de atraso.
Procurada, a Caixa informou que o sorteio da Mega da Virada 2025 atrasou "em razão da necessidade de ajustes operacionais".
"O grande número de apostas decorrente do prêmio recorde estimado em R$ 1 bilhão gerou o adiamento", disse o banco em nota.
Mais cedo, em transmissão veiculada em seu perfil no YouTube, o banco já havia relatado problemas operacionais para outros sorteios que estavam programados para a tarde desta quarta-feira (31).
Com um prêmio estimado em R$ 1 bilhão, a Mega da Virada 2025 terá a maior bonificação da história do concurso especial.
Veja os vídeos em alta no g1:
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Nas redes sociais, internautas reclamavam da demora para o início do sorteio. Veja abaixo algumas das publicações:
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Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão
Tomaz Silva/ Agência Brasil
Governo diz que vai conversar com a China para mitigar efeitos da taxação da carne

China cria nova taxa para importação de carne bovina
O governo brasileiro informou nesta quarta-feira (31) que vai dialogar com a China para tentar mitigar os efeitos das novas medidas adotadas por Pequim sobre a importação de carne bovina. A China anunciou a aplicação de salvaguardas, com criação de cotas e cobrança de sobretaxas, a partir de 1º de janeiro de 2026.
Em nota, o governo afirmou que acompanha o tema “com atenção” e que tem atuado de forma coordenada com o setor privado. Segundo o comunicado, o Brasil seguirá tratando do assunto com o governo chinês tanto no plano bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
De acordo com o governo, a medida chinesa terá duração prevista de três anos e estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem esse volume estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%.
“As medidas de salvaguarda são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos da OMC e aplicados às importações de todas as origens”, diz a nota. Segundo o governo brasileiro, o objetivo é reduzir o impacto da decisão e defender os interesses de trabalhadores e produtores do setor.
A China iniciou em 2024 uma investigação sobre os impactos do aumento das importações de carne bovina. Segundo o Ministério do Comércio chinês, o crescimento das compras externas teria prejudicado a indústria local.
A China é o maior importador e o segundo maior consumidor de carne bovina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos meses, Pequim intensificou o apoio político ao setor pecuário doméstico, em meio a um cenário de escassez global de carne bovina, que tem pressionado os preços internacionais.
Decisão da China
A China anunciou nesta quarta-feira a criação de cotas anuais para a importação de carne bovina, com o objetivo de proteger produtores locais. Além da limitação de volume, haverá cobrança de uma taxa de 12% sobre as importações dentro da cota e de uma sobretaxa de 55% sobre o que exceder o limite, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
As medidas entram em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terão validade de três anos. Para 2026, a cota global de importação definida pela China é de 2,7 milhões de toneladas, com aumento gradual nos anos seguintes.
Na divisão por países, o Brasil terá a maior cota no próximo ano, com 1,1 milhão de toneladas. O volume é inferior ao exportado pelo país para a China em 2025: até novembro, foram 1,52 milhão de toneladas.
Impacto para o Brasil
A China respondeu por cerca de metade das exportações brasileiras de carne bovina em 2025. Até novembro, o país asiático foi destino de 48% do volume exportado e respondeu por 49,9% do faturamento do setor, o equivalente a US$ 8,08 bilhões, segundo dados da Abiec.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, de forma geral, a decisão chinesa “não é algo tão preocupante”, porque o Brasil exporta um volume próximo ao da cota definida e tem buscado abrir novos mercados. Entre as expectativas, está a ampliação das vendas ao Japão a partir de 2026.
Ainda assim, o ministro disse que o governo pretende negociar com a China, incluindo a possibilidade de transferência de cotas não utilizadas por outros países.
Entidades do setor avaliam que as medidas exigirão ajustes ao longo de toda a cadeia produtiva. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que a decisão pode resultar em perda de até US$ 3 bilhões em receita para o Brasil em 2026.
Ministro diz que taxação sobre carne bovina anunciada pela China 'não é algo tão preocupante'

China cria tarifa de 55% sobre carne bovina que exceder cota anual
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, minimizou nesta quarta-feira (31) o anúncio de que a China vai aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas de países fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos (leia mais aqui).
Em entrevista à TV Globo, Fávaro disse que a decisão chinesa, de um modo geral, "não é algo tão preocupante". Isso porque, segundo o ministro, o Brasil trabalhou, nos últimos anos, pela ampliação dos mercados internacionais para o produto.
"Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para carne bovina por todo o mundo, mais ampliações de mercados que já eram abertos. Portanto, o Brasil está relativamente preparado para intempéries comerciais", afirmou Fávaro.
No primeiro semestre deste ano, por exemplo, o presidente Lula fez uma viagem à Ásia, onde negociou a reabertura do mercado do Vietnã para carne bovina brasileira após quase 10 anos.
🔎A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disseram, em nota, que a medida anunciada pela China "altera as condições de acesso ao seu mercado e impõe uma reorganização dos fluxos de produção e de exportação".
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Segundo Fávaro, o governo chinês já preparava uma "salvaguarda" para a carne bovina há pelo menos um ano, com o objetivo de "proteger a produção local" estabelecendo tarifas para diversos países.
"Portanto, não há discriminação com nenhum país do mundo, em especial ao Brasil, mas com o intuito de proteger a produção local", declarou o ministro.
De acordo com o titular da Agricultura e Pecuária, atualmente o Brasil está exportando um montante próximo ao da cota de carne bovina estabelecida pela China ao país, que é de 1.106.000 toneladas.
Fávaro disse ainda que, embora a taxação adicional não gere muita preocupação para o governo, vai negociar os termos da medida com as autoridades chinesas nos próximos dias.
Ele também afirmou que o governo vai buscar a transferência das cotas de outros países para o Brasil.
"Por exemplo, os Estados Unidos não exportaram para a China no ano passado. [Vamos ver] se a gente pode cumprir a cota de outro país. São negociações que vão ocorrendo. Lembrando que não precisa ser imediato, a gente vai gradativamente durante o ano fazendo as negociações e fazendo os ajustes", declarou.
Segundo o ministro, a relação do Brasil com os chineses "nunca esteve tão boa e assim vai continuar".
Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ao lado do ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Han Jun, em imagem de maio de 2025
Lucas Costa/Mapa
Não é uma notícia catastrófica, diz secretário
Em entrevista à GloboNews, o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, afirmou que o anúncio chinês "não é uma notícia catastrófica".
"Não é algo contra o Brasil, mas, sim, contra todo o mundo, para favorecer o produtor local chinês. É natural que houvesse uma determinação de redução dos valores importados pela China. O governo chinês adiou a divulgação dessa definição duas vezes. O ministério já esperava isso", disse Luís Rua.
"Pra definir a cota, o governo chinês analisou as importações entre meados de 2021 e meados de 2024. Nesse período, o Brasil teve 44% de share (participação) no mercado chinês. O que for acima disso será sobretaxado", acrescentou o secretário do Ministério da Agricultura.
Medida deve valer por três anos
O Ministério do Comércio da China afirmou que a cota total de importação para 2026, referente aos países incluídos nas novas “medidas de salvaguarda”, será de 2,7 milhões de toneladas, número próximo ao recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024. A cota total irá aumentar ano a ano.
O Brasil tem a maior cota de importação entre os principais fornecedores: mais de um milhão de toneladas por ano.
➡️A tarifa adicional de 55% sobre as exportações que ultrapassarem as cotas começa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, e tem duração de três anos.
O anúncio da taxação foi feito após duas prorrogações da investigação chinesa sobre as importações de carne bovina, que, segundo autoridades, não teve como alvo nenhum país específico.
De acordo com Zengyong Zhu, pesquisador do Instituto de Ciência Animal da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, as tarifas devem ajudar a conter a redução do rebanho bovino no país e dar tempo para que as empresas nacionais do setor façam ajustes e promovam melhorias.
Neste ano, Pequim intensificou o apoio político à cadeia da carne bovina e informou, no fim de novembro, que a atividade pecuária vinha registrando lucro por sete meses consecutivos.
O analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, Hongzhi Xu, acredita que com essas medidas as importações chinesas de carne bovina diminuirão em 2026.
China taxa importação de carne bovina, que será limitada a cotas; Brasil é maior fornecedor

China cria nova taxa para importação de carne bovina
A China decidiu taxar e limitar a importação de carne bovina para proteger os produtores locais.
O país anunciou nesta quarta-feira (31) a criação de cotas anuais para empresas comprarem o alimento de países estrangeiros, como o Brasil — o maior fornecedor.
Essas importações também receberão uma taxa de 12%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Haverá ainda uma sobretaxa de 55% sobre as compras que excederem as cotas.
➡️As medidas começam a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, e têm duração de três anos.
Segundo o Ministério do Comércio da China, a cota total de importação para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. Esse limite vai aumentar ano a ano.
É um número próximo ao recorde de 2,87 milhões de toneladas compradas pela China em 2024, mas abaixo do volume importado nos primeiros 11 meses de 2025.
Impacto para o Brasil
Na divisão por países, o Brasil terá a maior cota em 2026: 1,1 milhão de toneladas (veja tabela abaixo).
É um volume um pouco abaixo do que o país vendeu para a China neste ano: até novembro, foram exportadas 1,52 milhão de toneladas.
A China foi destino de 48% do volume total de carne bovina exportado pelo Brasil neste ano e respondeu por 49,9% do faturamento (US$ 8,08 bilhões).
O segundo maior cliente ainda são os EUA, com 244,5 mil toneladas e US$ 1,46 bilhão. Os dados são da Abiec.
O governo brasileiro minimizou o impacto das medidas chinesas. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que a decisão, de um modo geral, "não é algo tão preocupante" porque o Brasil está exportando um montante próximo ao da cota e tem aberto novo mercados para a carne.
Há a expectativa, por exemplo, de que o Japão passe a comprar o produto do Brasil em 2026.
No entanto, o ministro afirmou que o governo vai buscar negociar com a China, pedindo, por exemplo, a transferência das cotas de outros países para o Brasil.
Veja as cotas anuais por país (por mil toneladas)
Em nota conjunta com a CNA. a Abiec afirmou que, nesse cenário, passam a ser necessários ajustes ao longo de toda a cadeia, da produção à exportação, para evitar impactos mais amplos.
A medida pode significar uma perda de até US$ 3 bilhões em receita para o Brasil em 2026, estima a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que se diz ter "profunda preocupação" com o anúncio do governo chinês.
“É uma medida que pode funcionar como fator de desestímulo para o pecuarista investir mais na atividade, ampliando a produção”, afirma a associação. "Os efeitos podem se estender por toda a cadeia produtiva, com reflexos sobre geração de renda, emprego e investimentos no campo."
Veja os maiores compradores da cerne brasileira em 2025
Kayan Albertin/g1
Investigação iniciada em 2024
Maior importador de carne bovina do mundo e segundo maior consumidor, atrás dos EUA, a China começou a investigar os impactos das compras do alimento de países estrangeiros ainda em 2024.
As cotas e a sobretaxa são frutos dessa apuração, que foi prorrogada duas vezes.
"O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria nacional da China", afirmou o ministério ao divulgar as medidas de salvaguardas.
Neste ano, Pequim intensificou o apoio político à cadeia da carne bovina e informou, no fim de novembro, que a atividade pecuária vinha registrando lucro por sete meses consecutivos.
"A pecuária bovina na China não é competitiva em comparação com países como o Brasil e a Argentina. Isso não pode ser revertido a curto prazo por meio de avanços tecnológicos ou reformas institucionais", disse o analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, Hongzhi Xu, à Reuters.
De acordo com Zengyong Zhu, pesquisador do Instituto de Ciência Animal da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, as tarifas devem ajudar a conter a redução do rebanho bovino no país e dar tempo para que as empresas nacionais do setor façam ajustes e promovam melhorias.
Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil exportou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, de acordo com dados da alfândega chinesa - acima dos limites de cota previstos nas novas medidas anunciadas por Pequim.
Em 2025, as exportações australianas para a China cresceram de forma expressiva, ganhando participação de mercado em detrimento da carne bovina dos Estados Unidos.
O movimento ocorreu após Pequim permitir, em março, o vencimento das licenças de centenas de frigoríficos americanos e em meio à escalada de uma guerra tarifária de retaliação iniciada pelo presidente Donald Trump. As exportações dos EUA somaram apenas 55.172 toneladas até novembro.
No mesmo período, as exportações australianas de carne bovina para a China alcançaram 294.957 toneladas.
A decisão da China ocorre em um momento de escassez global de carne bovina, que tem pressionado os preços em diversas regiões do mundo — inclusive a patamares recordes nos EUA.
Pacotes de rolinhos de costela bovina congelada importados dos Estados Unidos em supermercado em Pequim, na China
Reuters//Tingshu Wang
Mega da Virada 2025: horários, como apostar online, chances de ganhar e tudo sobre o prêmio de R$ 1 bilhão

A Mega da Virada 2025 deve pagar R$ 1 bilhão, o maior prêmio da história das loterias brasileiras, segundo a Caixa Econômica Federal.
As apostas estão abertas desde 1º de novembro e podem ser feitas até as 20h de hoje. O prêmio não acumula e será dividido entre as faixas seguintes caso ninguém acerte as seis dezenas.
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O sorteio da Mega da Virada será realizado às 22h e a aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada 2025:
Como jogar?
Como fazer bolão?
Quais são as faixas de premiação?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Quais as chances de levar a bolada?
Onde conferir o resultado?
Como resgatar o prêmio?
Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora?
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência, e tudo mais que você precisa saber
Como jogar?
Quer fazer uma aposta na loteria? Saiba que não é preciso ir até uma casa lotérica. As apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura, sem enfrentar filas ou preencher volantes à mão.
Qualquer pessoa maior de 18 anos, com CPF válido, pode se cadastrar no portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, disponível para download em celulares com sistema iOS e Android. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking.
No caso do aplicativo, há uma exigência extra: o apostador precisa estar em território nacional. Isso porque o sistema verifica a geolocalização do usuário, e a autorização para jogos é válida apenas no Brasil.
A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet:
Portal Loterias Caixa
Acesse o site da Loterias Caixa e faça login.
Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais.
Após entrar, escolha a opção Mega da Virada.
Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta.
Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão.
Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos.
Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix.
Aplicativo Loterias Caixa
Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS).
Abra o aplicativo e faça login.
Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais.
Escolha a opção Mega da Virada.
Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você.
Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela.
Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix.
Como fazer um bolão?
Para fazer um bolão, o apostador pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas — nesse caso, pode ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota.
Além disso, as cotas também podem ser compradas no portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa, também com tarifa de serviço adicional de 35% do valor da cota.
Para fazer o jogo, basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica.
Segundo a Caixa, na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 18. As cotas, no entanto, não podem ser inferior a R$ 7. O banco ainda explica que é possível realizar um bolão de no mínimo dois e no máximo 100 cotas, e que é permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão.
"Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos", diz a Caixa, em nota.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
Quais são as faixas de premiação?
Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas.
Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta:
Primeira faixa – seis acertos (sena)
Segunda faixa – cinco acertos (quina)
Terceira faixa – quatro acertos (quadra)
Quarta faixa – três acertos
Quinta faixa – dois acertos
Sexta faixa – um acerto
Desde este domingo (21), todas as apostas da Mega-Sena passaram a ser exclusivas para a Mega da Virada.
Como o valor do prêmio é estipulado?
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio.
Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano.
Com a Mega da Virada de 2025, a estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a repasses sociais. Ao apostar, os brasileiros contribuem com áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
De acordo com a legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias CAIXA é direcionada a esses repasses. Mais informações estão disponíveis no site oficial das Loterias CAIXA.
Bar em Ribeirão Preto, SP, organiza bolão da Mega Sena da Virada com funcionários e clientes
Reprodução/EPTV
Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas com o acerto das seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A probabilidade de acerto varia conforme a quantidade de números apostados e o valor da aposta. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292. Confira na tabela abaixo:
Onde conferir o resultado?
Os sorteios das Loterias Caixa são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pela página da instituição no YouTube.
Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponibilizados no site da Caixa após a realização do concurso.
Como resgatar o prêmio?
O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência.
Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF.
A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa.
As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio.
O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora?
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
Mega da Virada pagará prêmio histórico de R$ 1 bilhão
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência
Correios preveem queda de receitas e aumento de despesas em 2026, mostra orçamento

Correios apresentam plano de reestruturação e anunciam eventual necessidade de mais R$ 8 bi em 2026
A previsão orçamentária dos Correios para 2026, publicada no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (30), apresenta previsão de aumento de 21% nas despesas correntes da empresa e redução de 26% nas receitas.
O documento integra o decreto com as estimativas orçamentárias das empresas estatais federais para 2026, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (29).
O aumento das despesas e redução das receitas faz parte de um cenário de dificuldades financeiras que os Correios já vêm passando nos últimos anos (veja mais abaixo).
🔎 O orçamento é um documento que norteia as ações para um período e não necessariamente precisam ser seguidos a risca, podendo inclusive sofrerem alterações.
Receitas
Para 2026, os Correios estimam R$ 17,7 bilhões em receitas correntes — que incluem encomendas, mensagens, correspondências internacionais e outros serviços. O valor é R$ 6,3 bilhões inferior ao previsto para 2025, quando a expectativa era de R$ 24 bilhões. Em 2024, a projeção era de R$ 20,6 bilhões.
Até setembro de 2025, a empresa havia registrado R$ 12,3 bilhões em receitas, o equivalente a 60% do total previsto para o ano. Para alcançar a estimativa anual, seria necessário arrecadar R$ 8,3 bilhões no último trimestre — cerca do dobro da média registrada nos trimestres anteriores.
Despesas
Na direção oposta, os Correios projetam aumento de R$ 5 bilhões (21%) nas despesas correntes, que reúnem gastos com prestação de serviços, salários, publicidade e despesas administrativas.
Em 2025, a empresa estimou despesas de R$ 24 bilhões. Para 2026, a projeção é de R$ 29 bilhões. Entre os fatores que ajudam a explicar o aumento está o programa de demissão voluntária (PDV), que prevê o desligamento de até 10 mil funcionários.
A despesa com pessoal também cresce: sobe R$ 1,5 bilhão (10,5%), passando de R$ 14,2 bilhões para R$ 15,7 bilhões. Em sentido contrário, os gastos com dirigentes tiveram a maior redução proporcional, de 33,48% — caindo de R$ 13,9 milhões em 2025 para R$ 8,8 milhões em 2026.
O demonstrativo orçamentário também prevê receitas de capital, relacionadas à contratação de empréstimos.
Empréstimo de R$ 12 bilhões
Nesta terça-feira (30), os Correios receberam R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões contratados junto a um consórcio de bancos privados. A assinatura do contrato foi publicada no Diário Oficial da União no sábado (27).
O consórcio é formado por Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O contrato tem validade até 2040 e conta com garantia da União, autorizada pelo Tesouro Nacional em 18 de dezembro. Na prática, a garantia significa que o governo federal cobre a dívida caso a estatal não consiga honrar os pagamentos.
Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, Banco do Brasil, Caixa e Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander emprestam R$ 1,5 bilhão cada.
O contrato prevê carência de três anos e início dos pagamentos mensais em dezembro de 2029. A taxa de juros foi fixada em 115% do CDI, abaixo do teto de 120% estabelecido pelo Tesouro.
Durante coletiva, Rondon não descartou a possibilidade de novos empréstimos, no valor de até R$ 8 bilhões. Segundo ele, a captação pode ocorrer por meio de recursos do Tesouro Nacional ou de novas operações de crédito, alternativas que ainda estão em análise.
A proposta inicial da empresa era contratar R$ 20 bilhões em empréstimos, mas o Tesouro não autorizou a operação devido às taxas de juros apresentadas.
Plano de reestruturação
O plano de reestruturação dos Correios prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades.
A estatal planeja implementar um PDV e reduzir em até 15 mil o número de funcionários em dois anos, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos.
🔎 Programa de demissão voluntária (PDV) é um conjunto de incentivos oferecidos para que funcionários deixem a empresa por iniciativa própria, como forma de reduzir custos sem demissões compulsórias.
Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos.
A expectativa é equilibrar as contas em 2026 e voltar a registrar lucro a partir de 2027. Para isso, a empresa prevê:
redução de R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal;
venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais;
fechamento de mil pontos de atendimento deficitários;
reformulação do plano de saúde, com economia estimada em R$ 500 milhões por ano.
Em setembro, os Correios divulgaram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025. No mesmo período de 2024, o resultado negativo foi de R$ 1,3 bilhão.
Rondon afirmou que, sem ajustes, a empresa pode registrar prejuízo de até R$ 23 bilhões em 2026. Segundo ele, não há expectativa de melhora significativa ainda em 2025.
Receitas futuras
A empresa também pretende adotar novas estratégias para ampliar receitas. A meta é alcançar R$ 21 bilhões em 2027.
Em 2024, os Correios fecharam o ano com receita total de R$ 18,9 bilhões — abaixo dos R$ 19,2 bilhões de 2023 e dos R$ 19,8 bilhões de 2022.
Até setembro de 2025, a receita caiu quase R$ 2 bilhões em comparação com o mesmo período de 2024. Parte da redução está associada ao programa Remessa Conforme, criado pelo Ministério da Fazenda em 2023.
A medida instituiu imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecidas como “taxa das blusinhas”, e permitiu que empresas privadas de logística passassem a distribuir encomendas internacionais no Brasil, reduzindo a exclusividade dos Correios.
Segundo levantamento apresentado pela empresa, a participação dos Correios no mercado de encomendas caiu de 51% em 2019 para 22% em 2025.
A estatal também planeja investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com recursos de um empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff. Os recursos devem ser usados para automação de centros de tratamento, renovação da frota, modernização da infraestrutura de tecnologia da informação e redesenho da logística.
TST atende a pedido dos Correios e adia pagamento de R$ 702 milhões em dívidas trabalhistas

Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas
Jornal Nacional/ Reprodução
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, concede um pedido dos Correios para adiar e fatiar o pagamento de R$ 702 milhões em precatórios trabalhistas que deveriam ser quitados até esta quarta-feira (31).
A decisão foi tomada às 23h da segunda-feira (29), horas antes de o tribunal concluir sobre o dissídio coletivo entre Correios e trabalhadores, na tarde desta terça-feira (30).
🔎 Esses precatórios se referem as causas trabalhistas que os Correios perderam ao longo dos anos.
O pedido, acatado de forma integral pelo TST, previa:
a suspensão por 90 dias da cobrança do pagamento dos precatórios inscritos até 2 de abril de 2024 e cujo pagamento deveria ocorrer até o dia 31 de dezembro de 2025;
parcelamento dos pagamentos em nove parcelas mensais, que deverão ser quitadas entre abril e dezembro de 2026.
A solicitação faz parte do plano de ação da empresa para conseguir lidar com a crise econômico-financeira que se instalou nos últimos meses, após 12 trimestres seguidos de prejuízo.
"Há risco iminente de prejuízos irreparáveis e, em situações como essa, cabe a adoção de medidas específicas e urgentes, de modo a diminuir e evitar o agravamento dos efeitos da calamidade financeira. A atividade empresarial deverá ser preservada sempre que possível, em razão de sua função social", afirmou Vieira de Mello Filho.
Além disso, o presidente TST proibiu que qualquer tribunal regional do Trabalho bloqueie bens dos Correios nos valores proporcionais a essas causas que deverão ser pagas no ano que vem. E determinou que os credores dos Correios nesses precatórios não terão direito de discordar da decisão proferida.
A decisão ainda determina que os pagamentos deverão ser por ordem cronológica da sentenças, ou seja, das mais antigas para as mais recentes.
Desistência de recursos
Em seu voto, o presidente Vieria de Mello Filho ainda indica que o acordo de cooperação técnica assinado entre os Correios e o TST para desistir de buscar recursos em 3.781 processos, com o objetivo de reduzir a litigiosidade e a racionalização de processos em trâmite no tribunal foram os responsáveis por essa elevação no valor a pagar em causas judiciais.
"A desistência de recursos e de renúncia a prazos recursais em 3.781 processos, o que acarretou o aumento quantitativo significativo de precatórios inscritos até 2/4/2024 para pagamento no exercício seguinte, ou seja, até 31/12/2025", justificou o presidente do Tribunal.
De acordo com dados apresentados nas Demonstrações Financeiras, as despesas com precatórios dispararam entre 2023 e 2025, atingindo R$ 2 bilhões em setembro de 2025, mais de quatro vezes o que foi registrado em 2022.
Com a decisão desta semana, a previsão de R$ 1,2 bilhão para pagamentos de precatórios em 2026, agora vai subir para R$ 1,9 bilhão em função dos adiamentos.
Dissídio coletivo
Na terça-feira (30), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) resolveu o impasse entre funcionários e os Correios sobre o acordo coletivo de trabalho vigente para 2025 e 2026.
A proposta feita pela relatora e acatada pela maioria dos ministros decidiu que os Correios terão que pagar:
5,1% de reajuste salarial, retroativo a 1º de agosto;
70% de gratificação sobre o valor das férias;
200% no valor do salário para cada hora extra feita.
A proposta inicial dos trabalhadores era para que a empresa pagasse um reajuste salarial de 14%, conforme a gestão anterior fez com os salários da presidência e direção. Entretanto, esse foi um dos impasses que levaram a discussão para o julgamento do TST e ficou garantido apenas a recomposição salarial em função da inflação.
A empresa também questionava a retroatividade do reajuste. Na semana passada, a proposta era para que o reajuste só começasse a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e não fosse retroativo a 1º de agosto de 2025, mas acabou sendo vencida.
Outra proposta mantida foi a gratificação de férias de 70%, que contrasta com o previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que é de um terço do valor do salário médio anual do trabalhador. Os ministros argumentaram que o a cláusula seria uma das mantidas pois já estava presente em ACTs de anos anteriores.
Além disso, ficou decidido que o ponto eletrônico só será exigido para aqueles funcionários que fizerem hora extra. Assim, fica garantido que todos os trabalhadores sejam pagos por 8h trabalhadas, mesmo que venham a sair mais cedo.
Presidente dos Correios detalha plano de reestruturação da empresa
Plano de reestruturação
O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades.
A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos.
🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.
Emmanoel Rondon, que afirmou que o modelo econômico-financeiro dos Correios deixou de ser "viável". O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos.
A proposta detalhada nesta segunda visa recuperar as contas da empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam:
redução em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal
vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais
redução de mil pontos de venda deficitários
reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais
📉Em setembro, a empresa anunciou o resultado do primeiro semestre de 2025 e apresentou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 1,3 bilhão.
O presidente dos Correios afirmou que "a rota precisa ser ajustada rapidamente" para evitar um possível prejuízo de R$ 23 bilhões para o ano de 2026.
"Não tem mudança substancial em 2025 que vá afetar este ano. A expectativa é que ainda exista uma leve piora para 2026", afirmou Rondon.
Aumento de receitas
A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas.
A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões, contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022.
Até setembro deste ano, os Correios viram sua receita diminuir em quase R$ 2 bilhões, no comparativo com o mesmo período de 2024. As receitas foram impactadas pela implementação do programa "Remessa Conforme", criado pelo Ministério da Fazenda em 2023.
O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas".
Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então.
De acordo com um levantamento da empresa apresentado durante a coletiva, os Correios perderam espaço no mercado de encomendas entre 2019 e 2025. Saindo de 51% no primeiro ano do governo Bolsonaro para 22% atualmente.
"O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários", afirmou Rondon.
A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff.
A captação terá como destinação obrigatória a “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”.
Empréstimo de R$ 12 bilhões
Nesta terça-feira (30), os Correios receberam R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões tomados junto a um consórcio de bancos privados.
A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, após autorização do Tesouro Nacional, em 18 de dezembro, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
De acordo com presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander vão emprestar outros R$ 1,5 bilhão, cada um.
O contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029. A taxa de juros ficou em 115% do CDI – abaixo do teto de 120% do CDI, estabelecido pelo Tesouro.
Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.
Durante a coletiva de ontem, o presidente dos Correios também não descartou o plano da empresa de tomar mais R$ 8 bilhões emprestados de instituições financeiras.
Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Mas que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida.
A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta.
"O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon.
Correios recebem R$ 10 bilhões em empréstimos nesta terça; União é avalista do crédito
Presidente dos Correios detalha plano de reestruturação da empresa Após a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicar nesta terça-feira (30) o contrato de garantia entre a União e o consórcio de bancos que foi formado para emprestar R$ 12 bilhões para socorrer a situação financeira dos Correios, a empresa recebeu o repasse de R$ 10 bilhões que eram previstos para este mês. A confirmação foi obtida com exclusividade pelo g1. Durante a coletiva de imprensa dos Correios de segunda-feira (29), a empresa afirmou que a expectativa era de que o recebimento do crédito de R$ 10 bilhões acontecesse até o último dia do ano (31), em função da necessidade de publicação do contrato que coloca o governo federal como avalizador do contrato de empréstimo. Os R$ 2 bilhões restantes devem ser pagos em janeiro. Com isso, a empresa realizou o pagamento do salário de dezembro de todos os funcionários, estimado em R$ 300 milhões. A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, após autorização do Tesouro Nacional, em 18 de dezembro, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. De acordo com presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander vão emprestar outros R$ 1,5 bilhão, cada um. O contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029. A taxa de juros ficou em 115% do CDI – abaixo do teto de 120% do CDI, estabelecido pelo Tesouro. Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. Durante a coletiva de ontem, o presidente dos Correios também não descartou o plano da empresa de tomar mais R$ 8 bilhões emprestados de instituições financeiras. Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Mas que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida. A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta. "O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon. Plano de reestruturação O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades. A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos. 🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa. Emmanoel Rondon, que afirmou que o modelo econômico-financeiro dos Correios deixou de ser "viável". O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos. A proposta detalhada nesta segunda visa recuperar as contas da empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam: redução em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais redução de mil pontos de venda deficitários reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais 📉Em setembro, a empresa anunciou o resultado do primeiro semestre de 2025 e apresentou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 1,3 bilhão. O presidente dos Correios afirmou que "a rota precisa ser ajustada rapidamente" para evitar um possível prejuízo de R$ 23 bilhões para o ano de 2026. "Não tem mudança substancial em 2025 que vá afetar este ano. A expectativa é que ainda exista uma leve piora para 2026", afirmou Rondon. Aumento de receitas A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas. A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões, contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022. Até setembro deste ano, os Correios viram sua receita diminuir em quase R$ 2 bilhões, no comparativo com o mesmo período de 2024. As receitas foram impactadas pela implementação do programa "Remessa Conforme", criado pelo Ministério da Fazenda em 2023. O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas". Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. De acordo com um levantamento da empresa apresentado durante a coletiva, os Correios perderam espaço no mercado de encomendas entre 2019 e 2025. Saindo de 51% no primeiro ano do governo Bolsonaro para 22% atualmente. "O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários", afirmou Rondon. A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff. A captação terá como destinação obrigatória a “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”.
Concurso da Câmara dos Deputados tem salários de até R$ 30 mil; veja como participar

Concurso da Câmara dos Deputados terá 70 vagas e salários de até R$ 30 mil
A Câmara dos Deputados divulgou um edital para um novo concurso público, que vai selecionar candidatos para preencher 70 vagas de nível superior na Casa, em Brasília (DF).
As oportunidades são para cargos de Analista e Técnico Legislativo, com salários de até R$ 30.852,99. As inscrições começam em 5 de janeiro de 2026 e vão até o dia 26 do mesmo mês. As provas objetivas e discursivas estão previstas para 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país.
Segundo o edital, a taxa de inscrição para o concurso varia entre R$ 100 e R$ 130, e deve ser paga até 28 de janeiro.
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As vagas compõem as seguintes atribuições:
Analista Legislativo, com salário de R$ 30.853,99:
Planejamento, orientação e execução de tarefas administrativas e legislativas ligadas à atuação da Câmara e do Poder Legislativo;
Apoio técnico e administrativo em diversas áreas, como gestão de pessoas, processos, materiais, patrimônio, licitações, contratos, orçamento, finanças, tecnologia da informação e comunicação social;
Assistência à Mesa, às Comissões, às Lideranças e à Administração em temas constitucionais, regimentais, de técnica legislativa e procedimentos administrativos;
Fornecimento de subsídios para a elaboração de documentos de natureza legislativa e administrativa
Coleta, organização e atualização de dados e informações relativas a matérias legislativas, administrativas, financeiras e orçamentárias
Para este cargo, a jornada de trabalho é de 40 horas semanais. A taxa de inscrição é de R$ 130.
Técnico Legislativo, com salário de R$ 21.008,19:
Atividades de nível técnico relacionadas ao planejamento, controle e execução de trabalhos legislativos e administrativos;
Provisão de condições técnicas, operacionais e materiais necessárias para o desempenho das atividades institucionais da Câmara dos Deputados;
Assistência a unidades administrativas, incluindo a Mesa, Comissões e Lideranças;
Elaboração e análise de documentos e relatórios que servem de suporte aos trabalhos legislativos ou administrativos;
Desenvolvimento de planos e projetos voltados à administração de recursos materiais, humanos, orçamentários, financeiros e de informação.
Para este cargo, a jornada de trabalho é de 40 horas semanais. A taxa de inscrição é de R$ 100.
➡️ VEJA O EDITAL
Vista do plenário da Câmara dos Deputados antes do início da votação do texto da reforma tributária, em Brasília, na noite desta quinta-feira, 6 de julho de 2023.
CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
De acordo com o edital, serão 35 vagas imediatas para cada cargo, distribuídas igualmente da seguinte maneira:
22 vagas destinadas à ampla concorrência;
2 vagas para pessoas com deficiência;
9 vagas para candidatos pretos e pardos;
1 vaga para candidato indígena;
1 vaga para candidato quilombola.
Além disso, o concurso também conta com a seleção de 70 vagas para cadastro de reserva com a mesma distribuição.
Veja o cronograma do concurso:
Período de Inscrições: de 05/01/2026 a 26/01/2026
Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 05/01/2026 a 12/01/2026
Data final para pagamento da taxa de inscrição: 28/01/2026
Aplicação das provas objetivas e discursivas: 08/03/2026
Divulgação do padrão preliminar de respostas da prova discursiva: 10/03/2026
Divulgação dos gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas: 13/03/2026
Brasil cria 85,9 mil empregos formais em novembro; com queda de 19,1% frente ao mesmo mês de 2024

A economia brasileira gerou 85,9 mil empregos formais em novembro deste ano, informou nesta terça-feira (30) o Ministério do Trabalho e do Emprego.
Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em novembro:
➡️1,980 milhão de contratações;
➡️1,894 milhão de demissões.
📈 O resultado representa um recuo de 19,1% em relação a novembro do ano passado, quando foram criados cerca de 106,1 mil empregos com carteira assinada.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
👉🏽 Esse foi o pior resultado para meses de novembro desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020. Veja os resultados para os meses de novembro:
2020: 376,4 mil vagas abertas;
2021: 314,1 mil empregos criados;
2022: 127,9 mil vagas abertas;
2023: 121,4 mil vagas abertas;
2024: 106,1 mil novas vagas;
2025: 85,9 mil postos de trabalho formais criados.
A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.
Parcial do ano
De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,9 milhão de empregos formais foram criados no país de janeiro a novembro deste ano.
📈 O número representa queda de 10,9% na comparação com o mesmo período de 2024, quando foram abertas 2,12 milhões de vagas com carteira assinada.
➡️Essa foi a menor geração de empregos para os onze primeiros meses de um ano desde 2023, quando foram abertas 1,78 milhão de vagas formais.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o saldo de novembro não surpreende, apesar da queda em relação a anos anteriores. Mas ele destacou que a indústria é um setor que não costuma demitir em novembro, mas houve fechamento de vagas no mês passado.
Segundo ele, a desaceleração do mercado de trabalho é reflexo do desaquecimento da economia, inclusive pela alta taxas de juros. E, de acordo com o ministro, o impacto do tarifaço está concentrado em alguns ramos de atividade industrial, como calçados e madeira.
“Mas acredito que ano que vem é cenário para redução de juros. (O Banco Central) ter mantido os juros já é uma certa agressão no cenário econômico. Espero redução de juros para ajudar na continuidade de crescimento”, disse o ministro.
Empregos por setor
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro de 2025 mostram que foram criados empregos formais somente em dois dos cinco setores da economia.
A indústria teve a maior queda, enquanto o comércio apresentou o crescimento mais expressivo.
Comércio: 78,2 mil novas vagas
Serviços: 75,1 mil empregos criados
Agropecuária: 16,6 mil vagas fechadas
Construção: 23,8 mil desligamentos
Indústria: 27,1 mil postos fechados
Regiões do país
Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro regiões do país no mês passado. Houve queda apenas no Centro Oeste.
Sudeste: 43,3 mil
Nordeste: 35,6 mil
Sul: 11,6 mil
Norte: 6 mil
Centro Oeste: 10,8 mil postos fechados
Salário médio de admissão
O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.310,78 em novembro deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a novembro do ano passado (R$ 2.242,83).
Carteira de trabalho
Divulgação / PMMC
Caged x Pnad
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.
Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ContÍnua (Pnad).
LEIA TAMBÉM: Desemprego cai a 5,2% em novembro, menor taxa da série histórica do IBGE
Daniel Vorcaro chega a Brasília e começa a prestar depoimento

Daniel Vorcaro chega a Brasília para depoimento
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a Brasília na manhã desta terça-feira (30). O carro onde Vorcaro estava entrou na garagem do Supremo Tribunal Federal (STF). Vorcaro chegou em um voo de carreira no Aeroporto de Brasília por volta das 11h.
A Polícia Federal começou a colher, por volta das 14h, os depoimentos de Vorcaro, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Ailton de Aquino Santos.
Após as oitivas, a delegada responsável pelo caso vai avaliar se há divergências relevantes entre as versões apresentadas. Se ela entender necessário, poderá determinar a realização de uma acareação entre os envolvidos.
Todo o procedimento será acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF, e por um representante do Ministério Público.
As investigações começaram em 2024 na Justiça Federal. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025 (entenda mais abaixo).
Negociações e possíveis divergências
Vorcaro e Paulo Henrique Costa participaram conjuntamente das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, banco público do governo do Distrito Federal.
Antes de ser demitido do comando do BRB, após investigações da Polícia Federal sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília como solução para a crise da instituição.
Segundo investigadores, há uma chance de divergência no depoimento de Ailton de Aquino Santos.
Embora não seja investigado — ao contrário de Vorcaro e Costa —, o diretor do BC, por obrigação técnica, analisou diferentes alternativas para a crise do Master, que incluíam aporte de recursos, troca de diretoria, venda e, por fim, a liquidação.
Segundo apuração da PF, como as etapas anteriores não avançaram, a Diretoria de Fiscalização, em conjunto com sua equipe, recomendou a liquidação.
A venda do Master ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC, comandada por Renato Gomes. A decisão final foi tomada pela diretoria colegiada do Banco Central, que aprovou a liquidação por unanimidade.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Banco Master
Decisão de Toffoli e reação do setor financeiro
A acareação foi determinada por Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB. O caso tramita em sigilo no STF desde o início de dezembro.
No dia 24 de dezembro, Toffoli marcou a acareação de ofício, sem pedido da Polícia Federal ou do Ministério Público. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a suspensão da medida, por considerá-la prematura, mas o pedido foi negado.
Na sexta-feira (26), o Banco Central recorreu ao STF pedindo esclarecimentos sobre a acareação, questionando, entre outros pontos, a urgência do procedimento durante o recesso do Judiciário e a condição em que seu diretor foi convocado.
No sábado (27), Toffoli rejeitou o recurso, afirmou que nem o BC nem Ailton de Aquino são investigados e manteve a data do procedimento, alegando impacto relevante dos fatos apurados sobre o sistema financeiro.
Também no sábado, entidades que representam bancos, fintechs e o mercado financeiro divulgaram notas em defesa da autonomia e da atuação técnica do Banco Central. As associações alertaram que a revisão de decisões como a liquidação de uma instituição financeira pode fragilizar a autoridade do regulador e gerar instabilidade no sistema financeiro.
Investigação
A apuração aponta que o banco adquiriu créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar pagamento e, em seguida, vendeu esses ativos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.
O Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB e decretou a liquidação da instituição em novembro, entre outros motivos, pela falta de dinheiro em caixa para cumprir compromissos financeiros.
Meta compra IA chinesa Manus, que ganhou fama de 'novo Deepseek'

Manus foi comprada pela Meta
Reprodução
A Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, anunciou nesta segunda-feira (29) que vai comprar a startup de inteligência artificial Manus, acelerando os esforços para integrar IA avançada em todas as suas plataformas.
A Manus foi fundada na China mas possui sede em Singapura.
Ela viralizou no início deste ano no X, após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma com muito menos instruções necessárias do que os chatbots de IA como o ChatGPT e o DeepSeek. Isso levou os comentaristas a chamá-la de a próxima DeepSeek da China, e ela foi aclamada pela televisão estatal chinesa.
Que fim levou o DeepSeek? Fenômeno do começo de 2025 perde fôlego
Agentes de IA são aposta de empresas, e quem domina pode ganhar até R$ 20 mil
Meses depois, a empresa mudou sua sede para Cingapura, juntando-se a uma onda de outras empresas chinesas que fizeram o mesmo para reduzir os riscos decorrentes das tensões entre os Estados Unidos e a China.
Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20
A Manus, cujos produtos não estão disponíveis na China, afirma que o desempenho de seu agente de IA supera o do DeepResearch da OpenAI. Ela também tem uma parceria estratégica com a Alibaba para colaborar em seus modelos de IA.
A Meta operará e venderá o serviço Manus e o integrará em seus produtos para consumidores e empresas, inclusive no Meta AI, informou a empresa.
Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas uma fonte com conhecimento direto do assunto disse que o negócio avalia a empresa entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.
A Manus não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Gigantes da tecnologia, como a Meta, têm aumentado os investimentos em IA por meio de aquisições estratégicas e contratações de talentos, à medida que enfrentam a acirrada concorrência do setor.
Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023
REUTERS/Francis Mascarenhas
Estatais federais têm rombo recorde de R$ 6,3 bilhões no acumulado do ano

As estatais federais acumularam um déficit de R$ 6,3 bilhões de janeiro a novembro deste ano, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (30). Esse rombo é um recorde para o período.
A comparação começou em 2009, quando o cálculo mudou para desconsiderar grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras.
Elas saíram do indicador porque têm regras diferenciadas e se assemelham a empresas privadas de capital aberto.
🔎O governo tem afirmado que o aumento desse déficit é explicado, em parte, pelo aumento dos investimentos feitos pelas empresas estatais federais.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
No entanto, empresas como Correios, que está em crise, fizeram com que esse resultado das estatais no ano piorasse (leia mais abaixo).
No acumulado até novembro do ano passado, as estatais federais haviam registrado déficit de R$ 6 bilhões. No mesmo período de 2023, o saldo negativo foi de R$ 343 milhões.
Já em 2022 e 2021, por exemplo, o saldo foi superavitário em R$ 4,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, respectivamente.
correios, crise, entregas, encomendas
Reprodução/TV Globo
Crise dos Correios
Nesta segunda-feira (29), o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a companhia precisará de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira.
Durante entrevista em que detalhou o plano de reestruturação dos Correios para os próximos anos, Rondon afirmou que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida.
Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.
Na semana passada, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias, para quitar dívidas e aliviar o caixa.
A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta.
Dólar recua mais de 11% no ano e fecha abaixo dos R$ 5,50; Ibovespa sobe mais de 30% no período

Dólar cai no último pregão do ano e deve acumular recuo de mais de 10% em 2025
O último pregão de 2025 aconteceu em um ritmo mais lento, típico do fim de ano. O dólar fechou em queda de 1,47% nesta terça-feira (30), cotado a R$ 5,4887. O movimento consolida a expectativa de uma queda superior a 10% da moeda americana em 2025, como mostrou o g1.
▶️ Este foi o pior desempenho anual em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump. SAIBA MAIS AQUI.
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O Ibovespa, por sua vez, fechou o último pregão do ano em alta de 0,40%, aos 161.125 pontos. Como mostrou o g1, a bolsa encerrou 2025 com valorização superior a 30%, no maior ganho anual desde 2016 — mesmo com os juros no nível mais alto dos últimos 20 anos.
▶️ No caso da bolsa, o desempenho reflete a expectativa de cortes de juros nos EUA e no Brasil, a realocação de investimentos em favor de ativos brasileiros, a maior resiliência do país nas tensões comerciais com os EUA e a avaliação de que as ações brasileiras ainda são negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia. SAIBA MAIS AQUI.
Nesta terça-feira, em específico, os investidores acompanham com atenção a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve e de indicadores do mercado de trabalho no Brasil.
▶️ A ata do Fed indicou que os dirigentes do BC dos EUA só concordaram em cortar a taxa básica na última reunião após um debate com muitas nuances sobre os riscos enfrentados pela economia norte-americana. Segundo o documento, a "maioria dos participantes" acabou apoiando a redução dos juros por acreditar que a medida ajudaria a "estabilizar o mercado de trabalho", mas muitos ainda "expressaram preocupação" com a demora de a inflação rumar em direção à meta de 2% do comitê.
As projeções mostram que o mercado financeiro espera apenas mais um corte em 2026, enquanto o novo comunicado indica que o Fed provavelmente deve esperar a divulgação de novos dados que mostrem que a inflação voltou a cair ou que o desemprego está aumentando mais do que o previsto.
▶️ No cenário político e comercial, o mercado ainda repercute o acordo entre EUA e Israel envolvendo produtos agrícolas e outros setores. Também chamam atenção as críticas de Trump ao presidente do Fed, Jerome Powell, que classificou como "extremamente incompetente".
▶️ No Brasil, o foco está nos dados do mercado de trabalho. O IBGE mostrou que a taxa de desemprego caiu para 5,2% em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Também houve recorde no número de pessoas ocupadas e de trabalhadores com carteira assinada.
▶️ O Ministério do Trabalho divulgou o Caged de novembro, com criação de 85,9 mil empregos formais em novembro. O resultado representa um recuo de 19,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados cerca de 106,1 mil vagas.
▶️ Entre os indicadores econômicos, os investidores seguem atentos às contas públicas, após o governo central registrar déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro, acima das expectativas do mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,99%;
Acumulado do mês: +2,88%;
Acumulado do ano: -11,18%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +0,14%;
Acumulado do mês: +1,29%;
Acumulado do ano: +33,95%.
Bolsas globais
Fora do Brasil, os mercados de ações tiveram um desempenho misto durante o dia.
Nos EUA, as bolsas tiveram a terceira sessão seguida de queda em Wall Street. O momento foi marcado por vendas no setor de tecnologia, que vinha acumulando ganhos expressivos ao longo do ano.
Ações como Nvidia, Palantir, Oracle e Tesla recuaram com as preocupações de um possível excesso de investimentos ligados à inteligência artificial. O setor de materiais também pressionou os índices.
Ao final da sessão, Dow Jones caiu 0,20%, aos 48.367,06 pontos, enquanto S&P 500 recuou 0,14%, aos 6.896,23 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, fechou em queda de 0,245, aos 23.419,08 pontos.
Já na Europa, as bolsas atingiram mais um recorde de fechamento, com o principal índice, STOXX 600, encerrando em alta de 0,6%. O ano foi positivo para os mercados europeus por conta de juros mais baixos, sinais de estímulo fiscal e maior diversificação dos investimentos globais.
Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão com desempenho misto. Na China, o mercado interrompeu uma sequência de nove dias de alta, com investidores embolsando lucros. Mesmo com a pausa, o mercado chinês segue acumulando ganhos expressivos em 2025.
O dia foi marcado por mudanças entre setores. Ações de tecnologia, inteligência artificial e defesa avançaram, enquanto papéis do setor imobiliário, além de saúde e seguros, recuaram. O segmento de defesa ganhou força após exercícios militares chineses ao redor de Taiwan.
Em Hong Kong, o tom foi mais positivo, impulsionado pelas ações de tecnologia, que atingiram máximas recentes. A estreia de novas empresas chinesas na bolsa local, com boa recepção dos investidores, reforçou o momento mais favorável do mercado de capitais na cidade.
No Japão, a bolsa fechou em queda, pressionada por perdas em empresas de tecnologia e de data centers. Ações do SoftBank recuaram após o anúncio da aquisição da DigitalBridge, movimento que pesou sobre o humor dos investidores.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
Desemprego cai a 5,2% em novembro, menor taxa da série histórica do IBGE

Desemprego fica em 5,2% em novembro e renova menor taxa da série histórica, diz IBGE
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa é a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em agosto, a taxa caiu 0,4 ponto percentual, de 5,6%. No mesmo período de 2024, o índice era de 6,1%.
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Com esses resultados, 5,6 milhões de pessoas estão sem emprego no país. O número de desocupados caiu 7,2% em relação ao trimestre anterior, e de 14,9% comparado ao ano anterior, o que representa 988 mil pessoas a menos nessa condição.
Já a população ocupada foi estimada em 103 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica. Houve crescimento de 0,6% no trimestre encerrado em novembro. Na comparação anual, o aumento foi de 1,1%, o equivalente a mais 1,1 milhão de trabalhadores.
O número de pessoas na força de trabalho, que inclui ocupados e desempregados, somou 108,7 milhões. Já a população fora da força foi estimada em 66 milhões. Ambos sem variação significativa em relação ao período anterior.
Com isso, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 59%, o maior da série histórica. O avanço foi de 0,2 p.p. em relação ao trimestre anterior e estatisticamente estável contra 2024 (58,8%).
Por fim, a taxa de subutilização — que reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que desistiram de procurar trabalho — ficou em 13,5%, também o menor nível da série. Atualmente, 15,4 milhões de pessoas fazem parte da força de trabalho "desperdiçada" no país.
Veja os destaques da pesquisa
Taxa de desocupação: 5,2%
População desocupada: 5,6 milhões de pessoas
População ocupada: 103 milhões
População fora da força de trabalho: 66 milhões
População desalentada: 2,6 milhões
Empregados no setor privado: 53 milhões
Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões
Empregados no setor público: 13,1 milhões
Trabalhadores por conta própria: 26 milhões
Trabalhadores informais: 38,8 milhões
Taxa de informalidade: 37,7%
Carteira assinada bate recorde
Com o total de ocupados em níveis históricos, o IBGE registrou novo recorde no número de empregados com carteira assinada. O total chegou a 39,4 milhões, o maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
Na comparação com o trimestre anterior, o número permaneceu estável. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 2,6%, com a inclusão de cerca de 1 milhão de pessoas.
Já o número de empregados sem carteira assinada foi de 13,6 milhões. Na comparação com o trimestre anterior, o total ficou estável. Em relação a 2024, houve queda de 3,4%, o equivalente a 486 mil pessoas a menos.
Outros dois recordes da série do IBGE foram registrados entre os empregados no setor público, que somaram 13,1 milhões, e entre os trabalhadores por conta própria, que chegaram a 26 milhões.
A população ocupada no grupo Administração pública, saúde e educação apresentou crescimento na comparação trimestral. Foi o conjunto de atividades que mais gerou oportunidades de trabalho.
"A principal característica desse grupo é a educação. Do ponto de vista educacional, há um movimento mais sazonal no fim do ano, principalmente na educação pública dos ensinos fundamental e superior. É nesse período que ocorrem as renovações contratuais", diz Adriana Beringuy, do IBGE.
Com isso, o setor privado registrou 52,7 milhões de empregados, o maior número da série histórica.
A taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. Por fim, a população desalentada recuou para 2,6 milhões, o menor nível desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, com queda de 12,9% em relação ao mesmo período de 2024.
Rendimento recorde
O rendimento real habitual teve alta de 1,8% frente ao trimestre anterior, e passou a R$ 3.574. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,5%.
Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 363,7 bilhões, também um novo recorde. O resultado teve ganho de 2,5% frente ao trimestre anterior, e cresceu 5,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
"Hoje, temos um mercado de trabalho crescente, sem queda de rendimento. Havia a expectativa de de crescimento acelerado da inflação, o que não ocorreu. Isso permitiu um mercado de trabalho satisfatório, com aumento da massa de rendimentos e sem registros de picos inflacionários", diz Adriana Beringuy, do IBGE.
Carteira de trabalho
Divulgação / PMMC
Entenda como o desemprego é calculado no Brasil
Contas públicas têm déficit de R$ R$ 14,4 bilhões em novembro; rombo das estatais é de R$ 2,9 bilhões no mês

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$14,4 bilhões em novembro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (30).
🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário
🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
Segundo o Banco Central (BC), houve piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi registrado um rombo de R$ 6,6 bilhões.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em outubro deste ano:
governo federal registrou saldo negativo de R$ 16,9 bilhões;
estados e municípios tiveram saldo positivo de R$ 5,3 bilhões;
empresas estatais apresentaram déficit de R$ 2,9 bilhões.
Parcial do ano
No acumulado dos onze primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 61,3 bilhões. Desse total, o rombo das estatais representa R$ 10,3 bilhões.
No mesmo período do ano passado, o resultado do setor público foi pior, com déficit de R$ 63,3 bilhões. De janeiro a novembro de 2023, o saldo também foi negativo e da ordem de R$ 119,5 bilhões.
Portanto, o resultado de 2025 mostrar uma melhora em relação a anos anteriores, apesar de ainda ser deficitário.
Em relação às estatais, o rombo de R$ 10,3 bilhões é puxado pelo desempenho negativo das empresas federais, que tiveram déficit de R$ 6,3 bilhões no acumulado do ano.
As estatais estaduais e municipais tiveram resultado negativo de R$ 3,7 bilhões e R$ 365 milhões respectivamente.
Dívida pública
A dívida do setor público consolidado subiu 0,6 ponto percentual em novembro deste ano, avançando para 79,0% do PIB — o equivalente a R$ 10 trilhões.
A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações.
No acumulado do ano, a dívida pública do país subiu 2,8 pontos percentuais do PIB.
Contas públicas
Jornal Nacional/ Reprodução
Mesmo com constantes prejuízos, Correios registram aumento de receitas com encomendas e mensagens

Correios apresentam plano de reestruturação e anunciam eventual necessidade de mais R$ 8 bi em 2026
Apesar da crise financeira vivida nos últimos 12 trimestres, os Correios voltaram a registrar aumento, mesmo que tímido, nas receitas com encomendas e mensagens. O valor é o maior desde 2022.
De acordo com as demonstrações financeiras do 3º trimestre, que trazem a posição da empresa em 30 de setembro, os Correios registraram receita de R$ 7,2 bilhões com encomendas e R$ 3,6 bilhões com mensagens.
📉Em novembro, a empresa anunciou o resultado do 3º trimestre de 2025 onde apresentou um prejuízo de R$ 6 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 2,1 bilhões.
As postagens internacionais — que eram responsáveis por mais de 20% das receitas dos Correios — registraram uma queda de quase R$ 2 bilhões em relação a 2024, alcançando R$ 1,1 bilhão.
Correios
Analisando os produtos comercializados pelos Correios, o maior aumento entre 2023 e 2025 ficou com aqueles em que a empresa classifica como "outros", que incluem serviços de logística, marketing, malote, conveniência, venda de chip para celulares, entre outros.
Juntos, esses produtos tiveram um aumento de 13,8%, R$ 117 milhões. Entretanto, sua receita representa apenas 7,5% do total e o impacto é pouco sentido na conta final.
Já as encomendas, que são o principal produto comercializado pela empresa, também tiveram um aumento, R$ 107 milhões, mas seu impacto foi de apenas 1,5% no comparativo com 2023.
Por fim, os serviços de mensagens tiveram um aumento de 1,7% (R$ 58 milhões).
Redução do total da receita
Mesmo com o crescimento tímido registrado nos principais produtos comercializados, a receita total da empresa sofreu uma forte redução em função do programa "Remessa Conforme", criado pelo Ministério da Fazenda em 2023.
O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas".
Com a criação do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então.
E isso gerou um impacto significativo nas receitas dos Correios. De acordo com os dados apresentados nas demonstrações financeiras, houve uma redução de R$ 2,2 bilhões entre o acumulado até setembro de 2023 e 2025. O que representa 66% do que havia sido arrecadado no ano da implantação do programa.
De acordo com um levantamento dos Correios apresentado durante coletiva de imprensa desta segunda-feira (29), os Correios perderam espaço no mercado de encomendas entre 2019 e 2025. Saindo de 51% no primeiro ano do governo Bolsonaro para 22% atualmente.
"O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários", afirmou o presidente da empresa, Emmanoel Rondon.
JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios foi alertada há dois anos de que corria risco de ficar sem dinheiro
Jornal Nacional/ Reprodução
Busca por recursos
Também durante a coletiva desta segunda, o presidente dos Correios afirmou que a empresa ainda vai buscar mais R$ 8 bilhões para manutenção das operações, como parte do plano de reestruturação para os próximos anos.
Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Rondon afirmou que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida.
Na semana passada, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias, para quitar dívidas e aliviar o caixa.
A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta.
"O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon.
Plano de reestruturação
O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades.
A companhia vai implementar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos.
🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.
Emmanoel Rondon, que afirmou que o modelo econômico-financeiro dos Correios deixou de ser "viável". O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos.
A proposta detalhada nesta segunda visa recuperar as contas da empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam:
redução em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal;
vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais;
redução de mil pontos de venda deficitários;
reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais.
Aumento de receitas
A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas.
A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões, contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022.
A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff.
A captação terá como destinação obrigatória a “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”.
Espumante, moscatel e frisante: diferença entre eles está no teor de açúcar, tipo de uva e formação das bolhas

Espumante, moscatel e frisante: entenda a diferença
O mundo da bebida borbulhante do Ano Novo não é todo igual. Espumante, moscatel e frisante têm características bem diferentes em relação à fermentação, aos tipos de uva e até à forma como as bolhas são formadas.
É o que explica o enólogo Ricardo Morari, da Associação Brasileira de Enologia (ABE).
Em busca de um espumante para as festas de fim de ano? Sommelier traz sugestões
O moscatel é a única bebida para a qual não há um limite de teor de açúcar previsto em legislação. No entanto, as empresas costumam produzi-lo com, no máximo, 80 gramas de açúcar por litro.
Arte/g1
A seguir confira como cada bebida é feita e, mais abaixo, o teor de açúcar de cada uma.
O espumante tem duas fermentações: uma que transforma o açúcar em álcool, dando origem ao vinho base. E outra que gera as borbulhas (veja aqui como a mágica das bolhas acontece);
Já o moscatel não tem um vinho base. Ele é feito a partir de uma única fermentação em tanques que não deixam o gás carbônico escapar. Essa fermentação é interrompida na metade quando o líquido atinge um teor alcoólico entre 7% e 10%, deixando, assim, mais açúcares residuais na bebida;
As borbulhas do frisante são formadas, no geral, por gás carbônico injetado artificialmente no vinho, assim como nos refrigerantes e água com gás. No entanto, há frisantes que têm gás natural, formado a partir do mesmo processo que o espumante. De todo modo, o frisante tem menos gás que o espumante e o moscatel.
Brut, seco ou doce?
Espumante tem duas fermentações; moscatel tem só uma; enquanto o frisante tem bolhas artificiais.
Marcos Serra Lima/g1
O enólogo Ricardo Morari explica que essas variações nada mais são do que os diferentes níveis de açúcar de cada bebida que, inclusive, estão previstos em lei.
⚠️O moscatel é a única bebida, porém, para a qual não há um limite de teor de açúcar previsto em legislação. No entanto, as empresas costumam produzi-lo com, no máximo, 80 gramas de açúcar por litro.
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Mega da Virada 2025 tem prêmio estimado em R$ 1 bilhão; confira até quando apostar

Mega da Virada: como os brasileiros sonham, apostam e desafiam a matemática por um bilhão
A Mega da Virada 2025 pagará o maior prêmio da história e, pela primeira vez, ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão, segundo a Caixa Econômica Federal.
As apostas estão abertas desde 1º de novembro e podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) da desta quarta-feira, 31 de dezembro.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
O prêmio não acumula: se não houver ganhadores na faixa principal, com o acerto das seis dezenas, o valor será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com cinco números, e assim sucessivamente.
O sorteio da Mega da Virada será realizado em 31 de dezembro, às 22h, e a aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada 2025:
Como jogar?
Quais são as faixas de premiação?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Quais as chances de levar a bolada?
Onde conferir o resultado?
Como resgatar o prêmio?
Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora?
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência, e tudo mais que você precisa saber
Como jogar?
As apostas podem ser feitas com volante específico da Mega da Virada em qualquer lotérica do país. Os jogos também podem ser feitos pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking.
➡️ Como fazer um bolão?
Para fazer um bolão, o apostador pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas — nesse caso, pode ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota.
Além disso, as cotas também podem ser compradas no portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa, também com tarifa de serviço adicional de 35% do valor da cota.
Para fazer o jogo, basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica.
Segundo a Caixa, na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 18. As cotas, no entanto, não podem ser inferior a R$ 7. O banco ainda explica que é possível realizar um bolão de no mínimo dois e no máximo 100 cotas, e que é permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão.
"Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos", diz a Caixa, em nota.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
Quais são as faixas de premiação?
Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas.
Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta:
Primeira faixa – seis acertos (sena)
Segunda faixa – cinco acertos (quina)
Terceira faixa – quatro acertos (quadra)
Quarta faixa – três acertos
Quinta faixa – dois acertos
Sexta faixa – um acerto
Desde este domingo (21), todas as apostas da Mega-Sena passaram a ser exclusivas para a Mega da Virada.
Como o valor do prêmio é estipulado?
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio.
Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano.
Com a Mega da Virada de 2025, a estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a repasses sociais. Ao apostar, os brasileiros contribuem com áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
De acordo com a legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias CAIXA é direcionada a esses repasses.
Bar em Ribeirão Preto, SP, organiza bolão da Mega Sena da Virada com funcionários e clientes
Reprodução/EPTV
Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas com o acerto das seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A probabilidade de acerto varia conforme a quantidade de números apostados e o valor da aposta. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292. Confira na tabela abaixo:
Onde conferir o resultado?
Os sorteios das Loterias CAIXA são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pelas páginas das Loterias CAIXA no Facebook e pelo canal da CAIXA no YouTube.
Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponíveis no site da Caixa após a realização do concurso. O sorteio será realizado às 22h e terá transmissão para todo o país.
Como resgatar o prêmio?
O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência.
Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF.
A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa.
As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio.
O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora?
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
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Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência
Mega da Virada 2025 pode fazer um novo bilionário brasileiro; saiba quanto custa apostar

Mega da Virada: como os brasileiros sonham, apostam e desafiam a matemática por um bilhão
A Mega da Virada 2025 pagará o maior prêmio da história e, pela primeira vez, ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão, segundo a Caixa Econômica Federal.
O sorteio está marcado para o dia 31 de dezembro, às 22h (horário de Brasília), e a aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
As apostas estão abertas desde 1º de novembro e podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira, 31 de dezembro.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
O prêmio não acumula: se não houver ganhadores na faixa principal, com o acerto das seis dezenas, o valor será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com cinco números, e assim sucessivamente.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada 2025:
Como jogar?
Quais são as faixas de premiação?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Quais as chances de levar a bolada?
Onde conferir o resultado?
Como resgatar o prêmio?
Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora?
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência, e tudo mais que você precisa saber
Como jogar?
As apostas podem ser feitas com volante específico da Mega da Virada em qualquer lotérica do país. Os jogos também podem ser feitos pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking.
➡️ Como fazer um bolão?
Para fazer um bolão, o apostador pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas — nesse caso, pode ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota.
Além disso, as cotas também podem ser compradas no portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa, também com tarifa de serviço adicional de 35% do valor da cota.
Para fazer o jogo, basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica.
Segundo a Caixa, na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 18. As cotas, no entanto, não podem ser inferior a R$ 7. O banco ainda explica que é possível realizar um bolão de no mínimo dois e no máximo 100 cotas, e que é permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão.
"Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos", diz a Caixa, em nota.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
Quais são as faixas de premiação?
Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas.
Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta:
Primeira faixa – seis acertos (sena)
Segunda faixa – cinco acertos (quina)
Terceira faixa – quatro acertos (quadra)
Quarta faixa – três acertos
Quinta faixa – dois acertos
Sexta faixa – um acerto
Desde este domingo (21), todas as apostas da Mega-Sena passaram a ser exclusivas para a Mega da Virada.
Como o valor do prêmio é estipulado?
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio.
Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano.
Com a Mega da Virada de 2025, a estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a repasses sociais. Ao apostar, os brasileiros contribuem com áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
De acordo com a legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias CAIXA é direcionada a esses repasses.
Bar em Ribeirão Preto, SP, organiza bolão da Mega Sena da Virada com funcionários e clientes
Reprodução/EPTV
Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas com o acerto das seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A probabilidade de acerto varia conforme a quantidade de números apostados e o valor da aposta. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292. Confira na tabela abaixo:
Onde conferir o resultado?
Os sorteios das Loterias CAIXA são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pelas páginas das Loterias CAIXA no Facebook e pelo canal da CAIXA no YouTube.
Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponíveis no site da Caixa após a realização do concurso. O sorteio será realizado às 22h e terá transmissão para todo o país.
Como resgatar o prêmio?
O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência.
Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF.
A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa.
As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio.
O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
Quais os maiores prêmios da Mega da Virada até agora?
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
Mega da Virada pagará prêmio histórico de R$ 1 bilhão
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência
Dólar tem queda de 11% em 2025; veja como Trump, Fed e o Brasil afetaram o câmbio

Dólar em queda: como Trump, Fed e cenário brasileiro afetaram o câmbio em 2025
O ano de 2025 foi marcado por uma forte desvalorização do dólar no mundo. No Brasil, a moeda norte-americana caiu 11,18% frente ao real no acumulado de 2025. Trata-se do maior recuo em quase 10 anos: em 2016, a queda foi de 17,8%.
Neste ano, o Brasil não foi o único beneficiado. Moedas de outros países emergentes e também de economias avançadas — como euro, franco suíço, iene japonês e libra esterlina — também se valorizaram frente ao dólar.
A seguir, veja os principais fatores que explicam a queda do dólar ao longo de 2025.
DÓLAR MAIS FRACO: por que Trump parece agir para desvalorizar a moeda — e qual sua estratégia
Políticas de Trump
Segundo especialistas consultados pelo g1, a desvalorização global do dólar reflete, em grande parte, as políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Após a eleição nos EUA, o mercado financeiro esperava uma agenda conservadora e protecionista logo no início do mandato. A aposta era de que o republicano adotaria medidas como aumento de tarifas e corte de impostos já em janeiro, o que acabou não se confirmando.
Assim, a moeda norte-americana — que iniciou 2025 cotada a R$ 6,16 — perdeu força ao longo dos meses e acumulou desvalorização de 7,4% ao fim do primeiro trimestre, na comparação com o início de janeiro.
Em abril, após Trump anunciar uma série de tarifas de importação sobre parceiros comerciais, o dólar chegou a se valorizar por um curto período, mas o movimento não se sustentou.
“Trump começou o ano com mais cautela, promovendo mudanças graduais até o choque tarifário de abril. Isso acabou prejudicando a moeda norte-americana”, afirmou o analista de inteligência de mercado da StoneX, Leonel Mattos.
Na prática, além de prejudicar diretamente a balança comercial dos EUA, o aumento das tarifas ampliou a incerteza sobre os rumos da economia do país. Investidores passaram a rever suas posições em dólar, o que aumentou a pressão de venda da moeda e contribuiu para sua desvalorização.
Segundo Mattos, o aumento das operações de proteção contra a variação do câmbio (hedge cambial), impulsionado pelas incertezas, também contribuiu para aprofundar a desvalorização global do dólar.
🔎 O hedge cambial funciona como uma proteção contra a variação do dólar. Empresas e investidores firmam contratos para fixar a taxa de câmbio em uma operação, o que garante que o valor a pagar ou a receber corresponda a esse combinado, independentemente da cotação do dia do vencimento.
“A volatilidade que o dólar teve incentivou muitos investidores a fazerem hedge. Isso acabou aumentando a perda do dólar”, completa Mattos.
Todos de olho no Fed
A possibilidade de queda da taxa de juros nos Estados Unidos também se tornou um tema central no mercado financeiro em 2025.
No início do ano, a expectativa era que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) promovesse cortes em ritmo e intensidade maiores. A primeira redução das taxas em 2025, de 0,25 ponto percentual, ocorreu apenas em setembro.
De acordo com o especialista em investimentos da Nomad Bruno Shahini, vários fatores influenciaram essa decisão do Fed.
“Tivemos muita incerteza em relação às políticas do Executivo, além de uma pressão econômica vinda principalmente do mercado de trabalho”, diz.
Com um mercado de trabalho mais aquecido, há mais dinheiro em circulação e maior risco de pressão nos preços. Segundo o especialista, esse receio — de que uma inflação elevada manteria os juros altos nos EUA por mais tempo — foi se dissipando ao longo do segundo semestre.
Até o momento, o Fed cortou os juros americanos três vezes, reduzindo a taxa da faixa de 4,25% a 4,50% ao ano para 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022.
“Os Estados Unidos já cortaram parte da taxa neste ano e podem promover novos cortes”, afirma o analista.
🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real.
Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou
Real x dólar
No Brasil, a valorização do real frente ao dólar também foi impulsionada por fatores internos, como a taxa básica de juros em nível elevado e uma percepção menos alarmista sobre as contas públicas do país.
Os juros brasileiros estão no maior patamar em 20 anos, o que atrai investidores estrangeiros em busca de ativos com melhores retornos. “O Brasil tem uma das maiores taxas de juros reais [descontada a inflação] do mundo. E isso atrai recursos, ou não deixa sair”, explica o diretor de tesouraria do Banco Travelex, Marcos Weigt.
Os especialistas também destacam o compromisso do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o objetivo de trazer a inflação para o centro da meta de 3%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Galípolo assumiu a presidência da instituição neste ano, e havia receio de que o novo chefe do BC pudesse ceder às pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir os juros antes do momento adequado.
“O Galípolo está seguindo bem as metas de inflação e está até sendo mais duro do que o mercado imaginava”, diz Weigt.
Quanto às contas públicas, especialistas consultados pelo g1 explicam que os investidores iniciaram 2025 bastante preocupados com a situação. “Embora não se possa falar que houve uma grande mudança em 2025, o governo pelo menos tentou ser um pouco mais consistente”, explica Mattos.
O Prisma Fiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda em novembro deste ano, por exemplo, apontou uma melhora da previsão de arrecadação e das receitas, e uma redução das estimativas para a despesa total e a inflação.
“A percepção de risco, que foi muito intensa no ano passado, ficou um pouco mais estável este ano e ajudou a manter o real nessa trajetória de valorização”, completa o analista.
O que podemos esperar à frente?
A expectativa geral dos analistas é de que fatores internos e externos continuem a influenciar a taxa de câmbio em 2026.
Em relação ao cenário internacional, eles alertam que ainda há muita incerteza sobre o ritmo da economia americana e seus efeitos sobre os juros, mesmo após Trump ter suavizado seu ímpeto com o tarifaço, com acordos firmados com a maioria dos parceiros dos EUA.
“Já faz bastante tempo que vemos uma desaceleração gradativa da atividade, mas ainda não sabemos o quão resiliente está a inflação e o quão fraco está o mercado de trabalho para impulsionar um pouco mais o corte de juros por lá”, diz Mattos.
Outro ponto relevante é o fim do mandato do atual presidente do Fed, Jerome Powell, previsto para maio de 2026. A expectativa é de que Trump anuncie um novo nome até o início do próximo ano.
“Acredito que o banco central norte-americano continuará independente, mas é fato que a escolha de um novo nome para o Fed traz uma pressão adicional”, diz Weigt, do Banco Travelex.
No Brasil, além da perspectiva de início do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central, os especialistas alertam que o ano eleitoral volta a concentrar a atenção dos investidores.
“O mercado está ignorando a situação fiscal por enquanto, mas no ano que vem isso deve pesar mais nos preços, porque os investidores vão querer saber se o governo eleito estará alinhado com a agenda de superávit e estabilização da dívida pública”, alerta Shahini.
Weigt, do Travelex, acredita que a discussão sobre os juros nos EUA seja mais relevante até março do ano que vem. “A partir de abril, o que deve dar o tom para o dólar e o real será a eleição e a expectativa de gastos do governo em 2026 e 2027.”
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Ibovespa dispara 33,95% em 2025 e tem maior alta em nove anos, apesar dos juros elevados

O Ibovespa, principal índice da bolsa, disparou em 2025, e encerrou o ano com uma alta de 33,95%, no maior avanço anual desde 2016, quando registrou valorização de 38,9%, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.
O desempenho positivo responde a uma série de fatores, mesmo em um cenário de juros elevados no país, em que a Selic encerra 2025 em 15% ao ano — maior patamar em 20 anos.
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Segundo dados da B3, o Ibovespa acumulou 32 recordes de fechamento ao longo deste ano. É o maior número desde 2019, quando atingiu 40 recordes, em um período de valorização do mercado.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano se deve, principalmente, aos seguintes fatores:
Cortes de juros nos Estados Unidos, com expectativa de novas reduções no ano que vem;
Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros;
Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado já olhando para 2026;
Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras;
Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores;
Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.
Veja abaixo, ponto a ponto, os principais aspectos que influenciaram o desempenho do Ibovespa em 2025.
O peso de fatores externos
O cenário internacional teve influência decisiva sobre a alta do Ibovespa neste ano, segundo analistas do mercado financeiro. Um dos principais vetores foi a mudança de postura do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
O Fed cortou os juros americanos três vezes em 2025, reduzindo a taxa da faixa de 4,25% a 4,50% ao ano para 3,50% a 3,75% ao ano — o menor patamar desde setembro de 2022. A expectativa também é de redução em 2026.
🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real.
Lauro Sawamura Kubo, gestor de fundos de investimento da Patagônia Capital, ressalta também que cresceu o receio em relação às contas públicas dos EUA. Neste ano, ocorreu a paralisação do governo (shutdown) mais longa da história, o que piorou as incertezas de investidores com os rumos do país.
“Com esse conjunto de fatores, perde força a ideia de os EUA serem uma reserva de valor, e investidores passam a buscar alternativas”, analisa, citando o Brasil como destino importante.
A esse cenário se somam a pressão e as tentativas de interferência de Donald Trump no BC americano — o que deixou os mercados mais tensos — e a política comercial do republicano, marcada pelo tarifaço, que também levou investidores globais a reorganizar seus portfólios.
“Não se trata de uma perda de protagonismo dos EUA, mas de uma redistribuição. A alocação em Treasuries estava muito acima do nível neutro, e isso beneficia mercados como o brasileiro”, diz Harrison Gonçalves, CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil.
Ações brasileiras vistas como 'pechincha'
Na avaliação de analistas ouvidos pelo g1, empresas brasileiras sólidas estavam sendo negociadas a valores baixos — ou seja, com ações aquém de seu potencial.
"A bolsa brasileira ainda não havia retomado, de forma consistente, os níveis anteriores à pandemia, enquanto outros mercados já tinham avançado mais”, aponta Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Segundo ele, o “pessimismo mal dimensionado” ficou para trás, e grandes empresas brasileiras se mostraram sólidas, atraindo investidores que passaram a enxergar suas ações como “pechinchas”.
🔎 A bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retorno. Com investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores anteciparam compras de ações brasileiras apostando em uma recuperação.
Outro fator determinante foi a capacidade de adaptação do mercado brasileiro diante das tensões comerciais provocadas pelo tarifaço de Trump, mesmo depois da elevação das taxas para 50% com uma longa lista de exceções.
"Mesmo com esse cenário ruim, o país mostrou resiliência, remanejou as exportações, apresentou números ainda maiores e ainda anulou as tarifas", afirma Marcos Praça, acrescentando que o movimento ajudou a manter o Ibovespa no campo positivo.
Mais tarde, em novembro, mais 200 produtos alimentícios — incluindo café, carne, açaí e manga — também foram retirados da sobretaxa. Mesmo com a melhora de cenário, o governo brasileiro ainda trabalha para derrubar todas as tarifas a produtos brasileiros.
B3, bolsa de valores brasileira.
Divulgação/ B3
Crescimento apesar dos juros altos
A taxa básica de juros brasileira está no maior patamar em quase 20 anos — o que tende a atrair investidores para aplicações de renda fixa. Ainda assim, as expectativas para 2026 contribuíram para impulsionar o Ibovespa.
Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, explica que diversos aspectos estão interligados e que a perspectiva de corte de juros é um elemento importante para a atração de capitais para a bolsa. Até o fim de 2026, o mercado financeiro projeta uma redução da Selic para 12,25% ao ano.
“Eu destacaria o corte dos juros americanos, a manutenção da Selic em 15%, o fluxo de capitais resultante e a bolsa com preços atrativos, o que cria oportunidades”, afirma.
O mercado financeiro é, por natureza, voltado à antecipação de cenários, acrescenta Harrison Gonçalves, do CFA Society Brazil. Assim, o principal foco está na alocação de capital com base na valorização futura esperada dos ativos.
"O fato de a bolsa se valorizar mesmo em um ambiente de juros ainda elevados indica que o mercado está olhando para o médio e longo prazo — algo em torno dos próximos cinco anos — e não apenas para as condições atuais", diz.
Contas públicas em segundo plano?
A preocupação com os cofres públicos do Brasil ganhou destaque ao longo dos últimos anos. O tema, entretanto, ficou temporariamente "na gaveta", enquanto o mercado acompanha com otimismo a redução dos juros americanos e os preços baixos das ações brasileiras.
Isso, porém, não significa que o tema tenha sido completamente esquecido. Para os analistas, o problema fiscal ainda limita o pleno crescimento da economia brasileira e deve voltar a ganhar peso no debate.
"Os temores fiscais ficaram em segundo plano por fatores temporários. O risco continua muito elevado. Ninguém acredita que houve melhora nesse aspecto", diz Lauro Sawamura Kubo, da Patagônia Capital.
"No próximo ano, teremos um período eleitoral e, historicamente, independentemente de quem esteja no governo — seja à direita ou à esquerda — esse é um momento marcado por mais gastos e medidas populistas. Portanto, é provável que isso volte a ocorrer", acrescenta.
Além disso, a desconfiança com as contas públicas tem pressionado o Banco Central a manter os juros brasileiros elevados, mesmo com a inflação caminhando para encerrar 2025 dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), apontam os especialistas.
200 mil pontos? O que esperar para 2026 com eleições
A volatilidade registrada no Ibovespa no início de dezembro indica como o índice pode se comportar ao longo de 2026, ano eleitoral. O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia.
Analistas avaliam que a entrada do filho de Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral fragmenta a oposição e reforça as chances de reeleição de Lula (PT).
🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes.
Para Felipe Tavares, da BGC Liquidez, esse é justamente um termômetro do que pode ocorrer no ano que vem. “A polarização traz volatilidade adicional ao mercado, o que gera mais tensão no dia a dia”, diz.
“Apesar da tensão gerada pelo cenário político interno, a volatilidade externa tende a ser menor em 2026, o que pode suavizar parte do impacto sobre o mercado”, pondera.
Para o economista, a possível combinação de cortes na taxa Selic e de alternância no ciclo político pode levar a bolsa a atingir os 200 mil pontos no próximo ano. Ele avalia, no entanto, que cenários adversos podem frustrar essa perspectiva positiva.
Marcos Praça, da ZERO Markets Brasil, destaca que diversos fatores complexos devem orientar o fluxo de recursos em 2026. “É difícil atribuir uma pontuação precisa ao Ibovespa ao fim do ano, mas eu diria algo entre 170 mil e 200 mil pontos”, diz.
Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta, lembra que, com base no histórico, o índice reflete uma sucessão de ciclos econômicos e políticos, mais do que uma trajetória contínua, em que "períodos de forte valorização frequentemente sucedem anos de ajustes profundos, e vice-versa".
“A leitura dos últimos 26 anos mostra que o comportamento do índice está diretamente associado à combinação entre cenário macroeconômico, ambiente político e percepção de risco, fatores que moldam, ano a ano, o humor do mercado brasileiro”, conclui.
WePink é multada em R$ 1,5 milhão pelo Procon-SP; entenda o que motivou a punição

Virginia Fonseca, a sócia, Samara Pink, e seu marido, Thiago Stabile, nos bastidores de live shopping da marca WePink
Reprodução/Instagram
O Procon-SP anunciou nesta segunda-feira (29) a aplicação de uma multa de R$ 1.566.416,66 à empresa WePink, da influenciadora Virginia Fonseca, por “diversas infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC)”.
Segundo o órgão, a penalidade foi aplicada após sucessivas reclamações de consumidores da marca de cosméticos.
Entre os problemas apontados estão:
Descumprimento de prazos de entrega;
Envio de pedidos incompletos;
Demora excessiva para estorno de valores;
Atraso na entrega de itens substituídos por defeito.
A investigação também considerou queixas sobre falhas no atendimento a consumidores que exerceram o “direito de arrependimento”, que permite ao cliente devolver o produto e receber o reembolso em até sete dias após o recebimento de compras feitas pela internet ou por telefone.
De acordo com nota do Procon-SP, a “WePink deixou de informar dados obrigatórios para o comércio eletrônico como o endereço físico e e-mail para contato”.
O valor da multa foi definido com base na gravidade das infrações, na condição financeira da empresa e nos benefícios obtidos.
O g1 tentou contato com a WePink, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
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Nvidia conclui compra de US$ 5 bilhões em ações da Intel

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
A Nvidia concluiu a compra de ações da Intel no valor de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões), consumando a transação anunciada em setembro entre as duas fabricantes de chips.
O acordo é visto como um importante alívio financeiro para a Intel após anos de erros e expansões de capacidade de produção que drenaram suas finanças.
ENTENDA: com compra, Nvidia se torna uma das maiores acionistas da rival
Governo Trump também virou sócio da Intel
De acordo com um comunicado divulgado pela Comissão Federal de Comércio dos EUA no início de dezembro, as agências antitruste dos EUA aprovaram o investimento da Nvidia na concorrente.
O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
Empresas de exportação de soja devem abandonar pacto de proteção da Amazônia, diz agência

Empresas de comercialização de soja devem abandonar pacto de proteção da Amazônia, diz agência
Divulgação.
Algumas das maiores tradings de soja do mundo estão se preparando para romper o acordo que limita o desmatamento da floresta amazônica, numa tentativa de preservar benefícios fiscais no Mato Grosso, disseram à Reuters duas pessoas com conhecimento direto do assunto.
As empresas que devem deixar a chamada Moratória da Soja — que salvou milhões de hectares de floresta tropical ao longo de quase duas décadas — buscam se proteger de uma nova lei estadual em Mato Grosso, disseram as fontes, sob condição de anonimato.
➡️A partir de janeiro, o estado passará a retirar incentivos fiscais de empresas que participam do programa de conservação. Mato Grosso produziu cerca de 51 milhões de toneladas métricas de soja em 2025, mais do que a Argentina.
Um relatório preliminar de auditores estaduais, divulgado em abril, apontou que as tradings de grãos se beneficiaram de incentivos fiscais de aproximadamente R$ 4,7 bilhões entre 2019 e 2024.
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ADM e Bunge foram as maiores beneficiárias dos incentivos fiscais, recebendo cerca de R$ 1,5 bilhão cada uma, segundo Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
A norte-americana ADM, a Bunge e a Cargill, além da chinesa Cofco e da brasileira Amaggi, são signatárias do pacto e possuem unidades em Mato Grosso que se beneficiaram de incentivos fiscais estaduais. Não estava claro quais dessas empresas romperiam imediatamente com a moratória.
A Cargill encaminhou os questionamentos à entidade setorial Abiove, que não respondeu aos pedidos de comentário. ADM, Bunge, Cofco, Amaggi e a associação de exportadores de grãos Anec também não responderam.
“A maioria das empresas vai preferir não perder os incentivos fiscais e se retirar do acordo”, disse uma das fontes, acrescentando que as saídas, na prática, encerrariam um pacto firmado em 2006 com o governo federal e organizações ambientalistas.
O que é a Moratória da Soja
➡️A moratória é considerada uma das forças mais importantes para desacelerar as taxas de desmatamento na Amazônia brasileira nos últimos 20 anos, pois impede as empresas signatárias de comprar soja de produtores que plantam em áreas desmatadas após julho de 2008.
Pesquisadores estimam que, sem a moratória e iniciativas de conservação relacionadas, uma área da floresta do tamanho da Irlanda teria sido convertida em lavouras de soja no Brasil, em comparação com o ritmo de expansão observado em países vizinhos, como a Bolívia.
A lei de Mato Grosso, aprovada pelos deputados estaduais em 2023, é o exemplo mais recente de um recuo global em relação a acordos e políticas para conter as mudanças climáticas, mesmo com temperaturas batendo recordes, impulsionadas pelo aumento do uso de combustíveis fósseis e do desmatamento.
Críticos da moratória da soja afirmam que o pacto restringe o mercado e prejudica os produtores rurais. Entidades do setor agropecuário em Mato Grosso dizem que o protocolo reduz a renda e o desenvolvimento econômico do estado.
“As empresas poderiam optar por manter seus compromissos de desmatamento zero”, afirmou Cristiane Mazzetti, responsável pela moratória no Greenpeace. “É um precedente perigoso e não é o que precisamos em um momento de emergência climática”, acrescentou.
O governo federal brasileiro tem argumentado na Justiça contra a nova lei de Mato Grosso que retira benefícios fiscais de tradings em razão de seus compromissos ambientais.
“Se o governo de Mato Grosso realmente retirar esses incentivos, ouvimos dizer que algumas, ou muitas, empresas de fato vão abandonar a moratória por razões econômicas”, disse André Lima, secretário extraordinário do Ministério do Meio Ambiente responsável pelo combate ao desmatamento.
Ele acrescentou que as empresas ainda não informaram oficialmente o ministério sobre seus planos.
Consequências
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu uma “transformação ecológica” da economia brasileira, coroada pela cúpula do clima das Nações Unidas realizada na Amazônia no mês passado.
Mas, na política interna, seu governo de esquerda frequentemente trava uma batalha defensiva para proteger a maior floresta tropical do mundo diante de um lobby ruralista fortalecido no Congresso.
O desmonte da Moratória da Soja na Amazônia tende a fortalecer esses grupos de poder rural e seus aliados. Neste ano, o lobby do agronegócio conseguiu enfraquecer leis de licenciamento ambiental e retirar parte das proteções a terras indígenas.
A tendência chamou a atenção de entidades de agricultores na Europa, que defendem barrar um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul devido ao impacto do agronegócio brasileiro sobre ecossistemas vitais.
O Supremo Tribunal Federal barrou parte — mas não toda — da agenda do lobby rural no Congresso, com base em proteções constitucionais ao meio ambiente e aos povos indígenas.
Ambientalistas alertam que o fim da moratória da soja pode abrir caminho para o desmonte de outras salvaguardas ambientais no maior produtor mundial de soja, incluindo dispositivos do Código Florestal que impedem agricultores de derrubar árvores em 80% de suas propriedades na Amazônia.
Nos últimos anos, produtores de soja pressionaram parlamentares estaduais em Mato Grosso, Rondônia e Maranhão a retirar benefícios fiscais de empresas que participam de pactos ambientais mais restritivos do que a legislação brasileira.
Ainda não está claro quais compromissos ambientais, fora da moratória da soja, serão atingidos por essas novas leis estaduais, o que pode ameaçar uma série de outras empresas, incluindo produtoras de celulose e frigoríficos.
Separadamente, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu uma investigação sobre a moratória da soja por possível violação das regras de concorrência.
Há quase duas décadas, as tradings dividem os custos de monitoramento das lavouras de soja na Amazônia para evitar a compra de grãos produzidos em áreas recém-desmatadas.
A partir de janeiro, o Cade determinou que as empresas “se abstenham de coletar, armazenar, compartilhar ou divulgar informações comerciais relacionadas à venda, produção ou aquisição de soja”.
Produtores de soja em Mato Grosso também entraram com ações contra as tradings, cobrando cerca de US$ 180 milhões por conta de sua participação no pacto.
Em decisões liminares, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino suspendeu a investigação antitruste, mas permitiu que a lei de Mato Grosso entrasse em vigor. Organizações ambientalistas ainda tentam barrar a norma estadual antes de uma decisão final da Justiça sobre o tema.
Contas do governo acumulam rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro
Contas do governo central têm pior setembro desde 2020 As contas do governo registraram rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro, segundo dados divullados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos são maiores que as despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo das despesas, o resultado é um déficit primário (rombo). Essa contabilidade não engloba os juros da dívida pública. Só no mês de novemnbro, as contas registraram um déficit de R$ 20,2 bilhões. Mesmo assim, o governo prevê terminar o ano cumprindo a meta fiscal, com base nos números de dezembro, que ainda serão fechados (entenda mais abaixo). O rombo acumulado até novembro de 2025 é o pior o período desde 2023, quando o saldo foi negativo em R$ 122,8 bilhões. O rombo de novembro de 2025 é o pior para o mês desde 2023, quando o saldo foi negativo em R$ 41,7 bilhões O resultado representa uma piora em comparação com novembro do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 4,5 bilhões (corrigido pela inflação). O rombo de novembro de 2025 é o pior para o mês desde 2023, quando o saldo foi negativo em R$ 41,7 bilhões. 📈 Os números mostram que a receita líquida (após transferências aos estados e municípios) caiu 4,8% em termos reais em novembro, atingindo R$ 166,9 bilhões. 📈 Ao mesmo tempo, foi registrado aumento de gastos no mês passado, na comparação com o mesmo período de 2024. As despesas totais somaram R$ 187,1 bilhões em novembro, com uma alta real de 4,0%. Congresso aprova orçamento de 2026 com receita estimada em R$ 6,5 tri Meta fiscal O resultado até novembro deste ano está distante da promessa de zerar o déficit nas contas do governo. ➡️Pelas regras do arcabouço fiscal, o governo pode ter um déficit de até 0,25% do PIB sem que o objetivo seja formalmente descumprido, o equivalente a cerca de R$ 31,3 bilhões. Essa é uma banda existente em relação ao objetivo central (déficit zero). ➡️Para fins de cumprimento da meta fiscal, também poderão ser excluídos outros R$ 44,5 bilhões em precatórios, ou seja, decisões judiciais. ➡️Na prática, portanto, o governo poderá registrar um resultado negativo de até R$ 75,8 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. ➡️A autorização para realização de gastos fora da meta fiscal, por conta de exceções, é uma crítica constante de analistas ao regramento adotado para as contas públicas. A percepção é que isso dificulta o equilíbrio fiscal. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado de dezembro deve ser um superávit da ordem de R$ 20 bilhões, o que vai reduzir o déficit no ano e permitirá o cumprimento da meta. “Caminhamos firme para o cumprimento da meta fiscal”, disse Ceron. A meta permite um rombo de até R$ 31,3 bilhões, após retirar da conta gastos como precatórios. Portanto, segundo a estimativa do secretário, o governo deverá fechar o ano com déficit de aproximadamente R$ 20,6 bilhões –após o desconto de despesas permitido em lei. Esse resultado de dezembro será puxado pela receita de dividendos de estatais, como BNDES, Petrobras e Caixa. Parcial do ano 📈 Nos onze primeiros meses deste ano, houve um aumento real de 2,9% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 2,08 trilhões 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 2,16 trilhões de janeiro a novembro deste ano, com uma alta real de 3,4% no período.
Aeronautas aprovam acordo com TST e cancelam assembleia para votar greve

Aeronautas associados ao Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) aprovaram a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2025 e 2026.
Compõem a categoria profissionais que trabalham a bordo de aeronaves, como pilotos, copilotos e comissários de bordo.
Com a aprovação do acordo, foi cancelada a assembleia que discutiria a possibilidade de greve.
A proposta estabelece reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,5%, resultando em um aumento total de 4,68%. Além disso, foi aprovado um reajuste de 8% no vale-alimentação.
A negociação foi mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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Em nota, o Sindicato afirmou que foram registrados 65,93% de votos a favor do acordo e 32,77% de votos contra, além de 1,29% de abstenção.
O ministério de Portos e Aeroportos comemorou a aprovação e ressaltou que o acordo "estabelece ajustes em pontos relevantes das reivindicações trabalhistas, garantindo segurança jurídica e estabilidade para o setor".
"O Ministério parabeniza o compromisso de todas as partes envolvidas em construir uma solução equilibrada, compatível com o atual momento de forte crescimento da aviação brasileira".
Aeronautas realizam paralisação no Aeroporto Internacional de Viracopos, na cidade de Campinas, em São Paulo, em 2022.
DENNY CESARE/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
Boletim Focus: mercado reduz, pela sétima vez, projeção de inflação para 2025

Os analistas do mercado financeiro reduziram novamente suas estimativas de inflação para 2025 e 2026, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC). A pesquisa é realizada semanalmente, com mais de 100 instituições financeiras.
➡️ Para 2025, a projeção recuou de 4,33% para 4,32%, na sétima queda consecutiva;
➡️ Para 2026, a projeção caiu de 4,06% para 4,05%, no sexto recuo consecutivo;
➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%;
➡️ Para 2028, a previsão seguiu em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo do BC é manter a inflação em 3%, sendo considerado dentro da meta o resultado que variar entre 1,50% e 4,50%.
🔎 Isso significa que, se a expectativa se confirmar, não haverá “estouro” da meta de inflação no ano fechado. Em 2024 e nos 12 meses até junho deste ano, a inflação ficou acima do teto do sistema de metas.
⚠️ Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, mas os salários não acompanham esse movimento.
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Inflação x vida real: por que os preços do dia a dia podem subir muito mais do que o IPCA
Produto Interno Bruto
A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi mantida em 2,26%. Para 2026, a estimativa de crescimento do PIB seguiu em 1,80%.
➡️ O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é usado para medir o desempenho da economia. Com a taxa de juros mais elevada, a tendência é de desaceleração da atividade econômica e de revisões para baixo nas projeções.
Taxa de juros
Economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa básica de juros em 2025.
Para o fechamento de 2025, a taxa básica de juros está definida em 15% ao ano, já que não há mais reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para o fim de 2026, a projeção dos analistas foi mantida em 12,25% ao ano nesta semana.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado também permaneceu inalterada, em 10,50% ao ano.
Outras estimativas
Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:
Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2025 subiu de R$ 5,43 para R$ 5,44. Para o encerramento de 2026, a estimativa permaneceu em R$ 5,50.
Balança comercial: a projeção de superávit em 2025 foi ajustada de US$ 63,01 bilhões para US$ 63 bilhões. Para 2026, a estimativa de saldo positivo recuou de US$ 66,1 bilhões para US$ 66 bilhões.
Investimento estrangeiro: a previsão para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2025 avançou de US$ 79,25 bilhões para US$ 79,70 bilhões. Para 2026, a estimativa subiu de US$ 72,4 bilhões para US$ 74 bilhões.
Após empréstimo de R$ 12 bilhões, Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026, diz presidente

Presidente dos Correios detalha plano de reestruturação da empresa
Os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa, afirmou nesta segunda-feira (29) o presidente da estatal, Emmanoel Rondon.
Durante entrevista em que detalhou o plano de reestruturação dos Correios para os próximos anos, Rondon afirmou que a melhor forma de obtenção desses recursos está em análise e ainda será definida.
Segundo o presidente da companhia, a captação dos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.
Na semana passada, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias, para quitar dívidas e aliviar o caixa.
A ideia inicial da estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em função da alta taxa de juros que havia sido proposta.
"O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. Então, a gente fez uma primeira rodada com bancos, recebemos oferta dos R$ 20 bilhões, mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada", afirmou Rondon.
Plano de reestruturação
O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de mil agências – atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades.
A companhia vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) e espera, em até 2 anos, reduzir em 15 mil o número total de funcionários, o que representaria um corte de 18% na folha de pagamentos.
🔎O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria. Diferente de uma demissão comum, o PDV funciona como um acordo. Para a empresa, é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa.
Emmanoel Rondon, que afirmou que o modelo econômico-financeiro dos Correios deixou de ser "viável". O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos.
A proposta detalhada nesta segunda visa recuperar as contas da empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027. Para isso, os Correios esperam:
redução em R$ 2,1 bilhões nos custos com pessoal
vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais
redução de mil pontos de venda deficitários
reformulação do plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais
📉Em setembro, a empresa anunciou o resultado do primeiro semestre de 2025 e apresentou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões. Em 2024, o prejuízo no mesmo período tinha sido de R$ 1,3 bilhão.
O presidente dos Correios afirmou que "a rota precisa ser ajustada rapidamente" para evitar um possível prejuízo de R$ 23 bilhões para o ano de 2026.
"Não tem mudança substancial em 2025 que vá afetar este ano. A expectativa é que ainda exista uma leve piora para 2026", afirmou Rondon.
Aumento de receitas
A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas.
A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027. Em 2024, os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões, contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022.
Até setembro deste ano, os Correios viram sua receita diminuir em quase R$ 2 bilhões, no comparativo com o mesmo período de 2024. As receitas foram impactadas pela implementação do programa "Remessa Conforme", criado pelo Ministério da Fazenda em 2023.
O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas".
Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então.
De acordo com um levantamento da empresa apresentado durante a coletiva, os Correios perderam espaço no mercado de encomendas entre 2019 e 2025. Saindo de 51% no primeiro ano do governo Bolsonaro para 22% atualmente.
"O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização do serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários", afirmou Rondon.
A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com um empréstimo junto ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, presidido por Dilma Rousseff.
A captação terá como destinação obrigatória a “automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística”.
Empréstimo de R$ 12 bilhões
Presidente dos Correios apresenta hoje (29) o plano de reestruturação
Um dos principais pontos do plano é a tomada de empréstimo de R$ 12 bilhões para quitar dívidas e aliviar o caixa da empresa.
De acordo com Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco vão aportar R$ 3 bilhões cada. Itaú e Santander vão emprestar outros R$ 1,5 bilhão, cada um.
Segundo os Correios, R$ 10 bilhões do crédito contratado entrarão no caixa da empresa até quarta-feira (31). A empresa espera receber o restante em janeiro de 2026.
A assinatura do contrato foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
O contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029.
O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional na semana passada e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento.
Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.
Durante a coletiva, o presidente dos Correios não descartou o plano da empresa de tomar mais R$ 8 bilhões emprestados de instituições financeiras.
Postal Saúde
O presidente dos Correios ainda afirmou que o plano de saúde para os funcionários dos Correios, o Postal Saúde, precisa "ser completamente revisto" em função do alto custo para a empresa.
Ao longo deste ano, a empresa deixou de pagar sua cota de participação no plano de saúde, o que acarretou em interrupção no atendimento em algumas redes hospitalares.
"Acho que o plano precisa ser completamente revisto, porque ele é bom pro empregado, mas onera a empresa", afirmou Rondon.
A Postal Saúde também está passando por graves dificuldades financeiras. Segundo as Demonstrações Financeiras de 2024, divulgadas pela própria empresa, há risco para “continuidade operacional”. Até o ano passado, a empresa contava com 202 mil beneficiários.
Essa situação ocorre porque a Postal Saúde opera sob um regime de mantenedor — ou seja, sua sustentabilidade financeira depende diretamente dos Correios. Dessa forma, os problemas econômicos da estatal impactam diretamente a operadora.
“Observando o atual cenário econômico do mantenedor [Correios], é salutar analisar em contextos gerais a possibilidade de os riscos não serem integralmente garantidos”, apontou a Postal Saúde em uma nota explicativa.
Essa vulnerabilidade financeira da Postal Saúde é consequência de uma perda de liquidez, ocorrida após a devolução de R$ 221 milhões aos Correios, decorrente de uma transação frustrada.
“No caso em questão, a devolução dos valores aportados e dos rendimentos nos moldes estabelecidos traz para a operadora riscos normativos e de continuidade”, diz o relatório da empresa.
Atualmente, a Postal Saúde se mantém financeiramente com os repasses feitos pelos Correios e pelas coparticipações dos funcionários que utilizam o serviço. Em 2024, a operadora destinou cerca de R$ 2 bilhões para procedimentos médicos.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, durante entrevista em Brasília
Reprodução/GloboNews
Dólar sobe e fecha em R$ 5,57, de olho em cenário internacional; bolsa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (29) em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,5706. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,25%, aos 160.490 pontos.
A semana começa mais lenta por conta do calendário de fim de ano, período em que os mercados operam com menor volume de negócios.
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"O mercado está com a liquidez comprometida. O ambiente nestes três dias vai ser favorável a volatilidade por conta disso", disse à agência Reuters o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.
▶️ Na política externa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que está muito perto de fechar um plano de paz para a Ucrânia, mas admitiu que as negociações seguem travadas em pontos sensíveis.
Entre os pontos em discussão, o americano ofereceu garantias de segurança à Ucrânia por um período de 15 anos, mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu um prazo mais longo, de até 50 anos.
A Rússia disse concordar com a afirmação de Trump de que o fim “está mais próximo do que nunca”, mas o governo de Vladimir Putin exige a retirada de tropas ucranianas do Donbass, região atualmente controlada em sua maior parte pelo Exército russo.
▶️ Ainda nesta semana, o mercado acompanha a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O banco central dos EUA reduziu a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022.
Agentes do mercado buscam pistas sobre quando poderão contar com novas reduções de juros nos EUA para orientar suas decisões de investimento.
▶️ No Brasil, foi divulgada mais uma edição do boletim Focus, do Banco Central. A projeção de inflação para 2025 foi reduzida pela sétima semana consecutiva, para 4,32%. Para 2026, também houve leve recuo, para 4,05%.
▶️ Nesta semana, o mercado monitora a divulgação de dados de emprego no Brasil. O IBGE divulga a taxa de desemprego de novembro nesta terça-feira (30). No mesmo dia, o Ministério do Trabalho publica o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede o emprego formal.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,27%;
Acumulado do mês: +3,91%;
Acumulado do ano: -10,29%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +1,53%;
Acumulado do mês: +1,15%;
Acumulado do ano: +33,76%.
Bolsas globais
As bolsas internacionais iniciaram a última semana do ano sem direção única nesta segunda-feira, com queda em Wall Street puxada para baixo por ações de tecnologia, enquanto os mercados da Europa e da Ásia fecharam com desempenho misto.
Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em baixa, refletindo a perda de fôlego das ações de tecnologia após os ganhos recentes que levaram o S&P 500 e o Dow Jones a máximas históricas.
O movimento frustrou parte dos investidores que esperavam o chamado “rali de Papai Noel”, período em que o S&P costuma avançar nos últimos pregões do ano e nos primeiros de janeiro.
Ao final do pregão, o índice Dow Jones caiu 0,51%, aos 48.462 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,35%, aos 6.906 pontos. O Nasdaq, por sua vez, teve queda de 0,50%, aos 23.474 pontos.
Na Europa, as bolsas alcançaram níveis recordes, apesar de oscilações leves após o feriado de Natal. O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,02% no meio da manhã, depois de tocar uma máxima histórica mais cedo.
O avanço foi liderado por ações de recursos básicos, que subiram 0,7%, acompanhando a alta dos preços dos metais preciosos. Os setores de tecnologia e saúde também sustentaram o mercado.
Por outro lado, o setor de defesa e aeroespacial caiu 1,3%, após Trump afirmar que está próximo de um acordo com a Ucrânia para encerrar a guerra.
Na Ásia, o índice de referência de Xangai fechou em leve alta de 0,04% e registrou o nono pregão consecutivo de ganhos, a sequência positiva mais longa em mais de um ano.
O avanço foi impulsionado por um yuan mais forte e por novos compromissos do governo chinês de estimular o consumo doméstico.
Entre os setores, defesa avançou 1,1%, próximo de uma máxima de três anos, após a China iniciar manobras militares ao redor de Taiwan. Já o índice CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,38%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,71%.
Outros mercados asiáticos fecharam em direções distintas: o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,44%; o Kospi, de Seul, subiu 2,2%; Taiwan avançou 0,89%; Sydney recuou 0,42%; e Singapura terminou estável.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
IGP-M fecha 2025 em queda de 1,05%; valor do aluguel vai cair ou não?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como a inflação do aluguel, encerrou 2025 em queda, após um ano marcado por oscilações nos preços.
Em dezembro, o indicador recuou 0,01%, depois de ter registrado alta em novembro, e acumulou deflação de 1,05% no ano, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado indica que, na média, os preços acompanhados pelo índice ficaram mais baixos ao longo de 2025.
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A queda acumulada do IGP-M em 2025 reflete um ano marcado pela desaceleração da atividade econômica global e por um ambiente de elevada incerteza, fatores que limitaram o repasse de custos ao longo da cadeia produtiva, com impacto mais direto sobre os preços ao produtor.
A melhora das safras agrícolas ao longo do ano também contribuiu para a redução dos preços de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação do índice.
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O resultado foi influenciado principalmente pelo comportamento dos preços no atacado, que têm maior peso na composição do IGP-M.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por 60% do cálculo do indicador, caiu 0,12% em dezembro, revertendo o movimento observado em novembro, quando havia subido 0,27%. No acumulado de 2025, os preços ao produtor registraram queda de 3,35%.
Dentro do IPA, os preços das matérias-primas brutas recuaram 0,30% no último mês do ano, após terem subido em novembro. Os bens intermediários também registraram queda, enquanto os bens finais apresentaram alta de 0,07% em dezembro, abaixo da variação do mês anterior.
➡️ O IGP-M é composto por três indicadores:
O Índice de Preços ao Produtor (IPA), que responde por 60% da composição e teve queda de 2,73% no período citado;
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% e caiu 0,25% no período;
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10%, que subiu 0,85% no período, sendo a única alta.
Os preços ao consumidor tiveram comportamento distinto do atacado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o custo de vida das famílias, subiu 0,24% em dezembro, levemente abaixo da taxa registrada em novembro, de 0,25%.
Apesar da deflação do IGP-M no acumulado do ano, os preços ao consumidor seguiram em alta moderada ao longo de 2025, com pressões concentradas principalmente em serviços e habitação.
Entre as classes de despesa que compõem o IPC, cinco apresentaram desaceleração ou queda em dezembro: saúde e cuidados pessoais, despesas diversas, vestuário, alimentação e comunicação.
Em sentido oposto, os grupos habitação, educação, leitura e recreação, e transportes registraram aceleração no mês, contribuindo para a manutenção da inflação ao consumidor.
Outro componente do IGP-M é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do cálculo. Em dezembro, o INCC subiu 0,21%, desacelerando em relação a novembro, quando havia avançado 0,28%.
No acumulado de 12 meses, o índice registrou alta de 6,01%, refletindo pressões persistentes no setor da construção civil.
No detalhamento do INCC, os custos com materiais e equipamentos desaceleraram, enquanto os grupos de serviços e mão de obra apresentaram aceleração em dezembro, movimento associado a reajustes salariais e custos operacionais do setor.
O IGP-M é calculado mensalmente pela FGV e acompanha a variação de preços em diferentes etapas da economia. O índice é amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas — como energia elétrica e telefonia — e contratos de prestação de serviços.
O aluguel vai cair com a queda do IGP-M?
Embora o IGP-M tenha encerrado 2025 em deflação, isso não significa, necessariamente, queda nos preços dos aluguéis.
📎 Nos contratos que utilizam o índice como indexador, o reajuste costuma ocorrer uma vez por ano, com base na variação acumulada dos 12 meses anteriores. Quando o IGP-M fica negativo, o reajuste pode ser menor ou até resultar em redução do valor, desde que essa possibilidade esteja prevista em contrato.
Na prática, porém, muitos contratos de aluguel firmados nos últimos anos deixaram de usar o IGP-M como referência e passaram a adotar o IPCA, que segue em trajetória de alta.
Além disso, fatores como oferta e demanda por imóveis, renegociação de contratos vencidos e os valores praticados no mercado também influenciam o preço final do aluguel, o que ajuda a explicar por que os aluguéis podem continuar subindo mesmo em um cenário de queda do IGP-M.
Inflação do aluguel recuou
PhotoMIX Company
Abono Salarial PIS/Pasep 2025: prazo para saque termina hoje; veja como receber

Lote extra do abono salarial PIS/Pasep: quem tem direito? Como consultar o valor liberado?
O prazo para sacar o abono salarial PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023, termina nesta segunda-feira (29).
Conforme o último levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho, cerca de 141 mil trabalhadores ainda não receberam o benefício, totalizando mais de R$ 145,7 milhões disponíveis para saque.
➡️ O abono salarial é um benefício anual concedido a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep), com valor de até um salário-mínimo.
De forma geral, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias no ano-base e receberam até dois salários-mínimos por mês. (veja os requisitos abaixo)
O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. (veja como consultar abaixo)
Assim como em 2024, o calendário de pagamento de 2025 foi unificado: tanto os trabalhadores da iniciativa privada como os servidores públicos vão receber de acordo com o mês de nascimento de cada beneficiário.
Por enquanto, o benefício está disponível para saque na Caixa e no Banco do Brasil. A última leva de pagamentos deste ano foi liberada pelo governo federal em agosto para os nascidos em novembro e dezembro.
Até o momento, já foram pagos R$ 30,7 milhões a 26,5 mil trabalhadores, o que representa uma taxa de cobertura de 99,47% do público previsto.
Após o prazo de pagamento, as parcelas não pagas serão devolvidas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), seguindo as regras do programa.
Nesse caso, ainda é possível recuperar os valores, mas o processo passa a ser feito pelos canais do Ministério do Trabalho.
Veja abaixo perguntas e respostas:
Como consultar? (passo a passo)
Quem tem direito ao abono salarial?
Quem não tem direito ao abono salarial?
Qual é o valor?
Como são os pagamentos?
Canal de dúvidas
1. Como consultar? (passo a passo)
Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo:
Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado;
Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br;
Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício.
Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2025 já está liberada
2. Quem tem direito ao abono salarial?
Os trabalhadores devem atender aos seguintes critérios para ter direito ao benefício:
estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no CNIS (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos;
ter trabalhado para empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
ter recebido até 2 salários-mínimos médios (no valor em vigor no ano-base) de remuneração mensal no período trabalhado;
ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base da apuração (2023);
ter os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração (2023).
Veja se você tem direito a receber os valores do PIS/Pasep
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
3. Quem não tem direito ao abono salarial?
empregado(a) doméstico(a);
trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.
4. Qual é o valor?
O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão.
O cálculo corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário-mínimo.
O valor do abono salarial varia de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Veja no gráfico abaixo:
Volte ao índice.
5. Como são os pagamentos?
O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber:
As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco.
Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem.
Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui.
Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação.
Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil.
Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho.
PIS/Pasep, FGTS - Saque
José Cruz/Agência Brasil
6. Ainda tem dúvidas?
Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador).
Saiba mais sobre o PIS/Pasep:
G1 em 1 minuto: veja as novas regras do abono salarial do PIS/Pasep para 2026
Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2024 é liberada
Por que algumas pessoas trabalham e outras folgam no dia 31 de dezembro?

Por que algumas pessoas trabalham e outras folgam no dia 31 de dezembro
Com a chegada do fim de 2025, muitos trabalhadores começam a se perguntar como fica o expediente nos últimos dias do ano. A principal dúvida é sobre a véspera do Ano Novo.
Afinal, o dia 31 de dezembro é feriado? A resposta é não. A data, no entanto, é considerada ponto facultativo a partir das 14h.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
O ponto facultativo ocorre quando o governo autoriza a dispensa do trabalho, mas não impõe essa medida. Por isso, não existe obrigação legal de suspender o expediente.
Na prática, a legislação trabalhista não garante folga automática nesse dia.
No setor privado, cada empresa define como irá funcionar. Algumas optam por liberar os funcionários ou reduzir o horário, mas essa decisão não é obrigatória, justamente porque o dia 31 não é feriado.
Para os servidores públicos, a regra costuma ser diferente. O ponto facultativo normalmente resulta em dispensa do expediente, independentemente do cargo.
Por esse motivo, parte dos trabalhadores da iniciativa privada pode ser chamada a trabalhar normalmente no último dia útil do ano.
Isso é comum em atividades que não interrompem o funcionamento, mesmo durante as festas.
Entenda o que é o ponto facultativo
Brinde de Ano Novo
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Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Busca por maior produtividade aquece mercado de sêmen bovino

Bezerros de nelore nascidos por inseminação artificial têm peso e padrão mais uniforme, aumentando a eficiência da pecuária
TV TEM/Reprodução
A inseminação artificial, técnica que permite fecundar vacas com sêmen de touros selecionados sem a necessidade de monta natural, tem se consolidado como ferramenta estratégica na pecuária de nelore no interior de São Paulo.
Em Glicério (SP), toda a criação da fazenda passa pelo método, adotado há 25 anos, com 300 matrizes recebendo cerca de 500 doses de sêmen por ano, gerando aproximadamente 150 bezerros.
Segundo os produtores, os animais nascem mais pesados e padronizados, com ganho de peso mais rápido do que na reprodução natural.
O gerente de pecuária Valdir Honório da Silva afirma que isso torna a atividade mais eficiente e lucrativa, já que os bezerros de inseminação atingem maior valor de mercado.
Em outra propriedade da região, a aspiração folicular também tem sido utilizada para coletar óvulos das vacas.
O sêmen dos touros é comercializado e, até o momento, foram vendidas 45 mil doses, cada uma custando cerca de R$ 30.
Os produtores destacam que o investimento em melhoramento genético garante retorno ao longo de cinco a oito anos, conforme a produção dos descendentes.
De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), a procura pelo sêmen cresceu pouco mais de 14% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo a confiança dos pecuaristas no método e na valorização futura da produção.
Veja a reportagem exibida no programa em 28/12/2025:
Pecuaristas do interior de SP apostam na inseminação artificial para aumentar produção
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Produtor colhe hortaliças em ‘piscina’ gigante

Hortaliças cultivadas em piscinas flutuantes crescem de forma uniforme e são colhidas para consumo direto
TV TEM/Reprodução
A técnica de cultivo de hortaliças conhecida como floating, ou flutuante, tem permitido aumentar a produtividade e a qualidade da produção em estufas no interior de São Paulo. No sistema, as plantas crescem em piscinas gigantes cheias de água, com nutrientes dissolvidos, o que se assemelha à hidroponia tradicional.
Vítor Marin, responsável pela produção, explica que são 18 tanques, medindo entre 50 e 65 metros de comprimento por 8 metros de largura, onde são cultivados cerca de 50 mil pés de diferentes variedades de alface e outras hortaliças.
A oxigenação da água é feita com nano-bolhas, que favorecem o crescimento das plantas, e um sistema automatizado controla irrigação e cobertura das estufas.
A produção mensal chega a 47 toneladas somente pelo floating, que corresponde a 70% do cultivo local. Somando-se à produção das estufas hidropônicas tradicionais, o total atinge 75 toneladas.
Segundo Vítor, a técnica é eficiente e gera economia, embora o formato tradicional continue sendo adotado em parte da propriedade, por se adequar melhor às condições de investimento.
Veja a reportagem exibida no programa em 28/12/2025:
Sistema floating aumenta produtividade de hortaliças em estufas
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Arte do bonsai exige técnica e paciência

Pés de café com mais de 20 anos são reaproveitados para produção de bonsais, ganhando “segunda vida” em vasos
TV TEM/Reprodução
O bonsai é uma técnica que transforma árvores adultas em miniaturas artísticas, preservando características naturais e criando peças que podem durar décadas. No interior de São Paulo, pés de café com mais de 20 anos são reaproveitados nesse processo.
Chamado yamadori, os pés ganham uma “segunda vida” em vasos, combinando estética, cuidado e mercado em crescimento. Um dos passos mais importantes na produção do bonsai é justamente o yamadori, que consiste na colheita das árvores que serão transformadas.
Para isso, os cultivadores escolhem plantas saudáveis, com sistema radicular superficial e troncos adequados para escultura. Após a retirada do torrão, a árvore é colocada em vaso provisório, onde permanece cerca de um ano, permitindo adaptação e desenvolvimento inicial.
A escolha do vaso é fundamental para o crescimento e a estética do bonsai, enquanto a poda deve ser feita de forma cuidadosa, mantendo a harmonia da planta. Ferramentas simples, como tesouras de poda ou até alicates, podem ser utilizadas, desde que respeitem os princípios de modelagem.
O mercado de bonsais, além de valorizar a arte e a técnica, também oferece oportunidades de negócio. Plantas mais simples podem ser adquiridas por valores acessíveis, enquanto espécies mais artísticas podem chegar a milhares de reais.
O segmento ainda envolve produção de mudas, cursos de formação e consultorias especializadas. Cada corte e cada escolha na criação de um bonsai contam uma história: é uma forma de esculpir o tempo e transformar a natureza em arte.
Veja a reportagem exibida no programa em 28/12/2025:
Bonsai de café chama atenção no interior de SP
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ES lidera ranking de recuperação de áreas degradadas com mais 2 milhões de mudas nativas plantadas

ES é destaque na recuperação de matas
Mais de 2 milhões de mudas nativas da mata atlântica foram plantadas no Espírito Santo entre 2023 e agosto de 2025. Em abril deste ano o estado alcançou o ranking nacional de recuperação de áreas degradadas, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
A iniciativa faz parte do Programa Reflorestar, fruto da integração entre ações estaduais, municipais e do setor privado.
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De agosto do ano passado até agora já foram recuperados mais de 12 mil hectares de florestas em todo o estado, com o plantio de aproximadamente 11,5 milhões de árvores, entre espécies nativas e exóticas.
O programa é a principal iniciativa do estado com esse intuito. São mais de 12 anos de atuação, com ações que vão além do plantio de mudas, mas com ações de construção de barriguinhas, caixas secas, terraços e biodigestores, responsáveis por fortalecer e conservar o solo e a água.
O programa
Propriedade de Anchieta, Sul do ES, recuperou mais 12 hectares de reserva
Reprodução/TV Gazeta
O proprietário da área rural passa a ser um “guardião”, quando decide destinar parte das terras para preservação do meio ambiente ou inicia práticas rurais sustentáveis. É o caso do Antônio Salvador, produtor rural de Anchieta, Sul do estado, que está envolvido com a iniciativa há mais de 15 anos.
Atualmente, dos 49 hectares totais da área, cerca de 25% já foram reflorestados, o equivalente a 12 hectares de reserva. Após essa recuperação da área, diversas espécies da Mata Atlântica cresceram, a nascente passou a ter mais vida e a fauna aumentou, com o surgimento de pássaros e abelhas.
"Eu me sentia triste, olhava e era pasto puro e não tinha mais alegria. Eu vim de outra propriedade que era formada por matas. Procurei ajuda para isso. Já vivia de frutas por onde passei e a agora propriedade virou o meu armazém", lembra o proprietário.
Antônio Salvador, proprietário "guardião" que recuperou 12 hectares de mata em Anchieta, Sul do ES.
Reprodução/TV Gazeta
Todo participante recebe o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que é um reconhecimento pelos benefícios gerados pela floresta nativa conservada ou em recuperação, além do apoio financeiro para auxiliar na aquisição de insumos para o plantio de novas áreas com florestas.
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Conseguir emprego na Alemanha nunca foi tão difícil, diz agência

Pessoas com suas bagagens em uma plataforma da principal estação ferroviária, enquanto se aproximam as festividades anuais do Natal, em Berlim, na Alemanha, em 19 de dezembro de 2025.
Reuters
As chances de desempregados na Alemanha encontrarem trabalho nunca foram tão baixas, segundo a chefe da Agência Federal de Emprego do país, Andrea Nahles.
"Temos um indicador que mostra qual é a probabilidade de pessoas desempregadas conseguirem um emprego novamente", disse ela ao portal de notícias alemão web.de. "O valor normalmente é em torno de 7, mas agora está em 5,7 — mais baixo do que nunca."
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"O mercado de trabalho se encontra estagnado há meses”, prosseguiu, com "nenhum impulso chegando". Segundo ela, trabalhadores bem qualificados têm as melhores chances, e as dificuldades são maiores para os jovens que buscam ingressar no mercado.
Integrante da cúpula do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), ela é crítica de uma proposta reforma dos benefícios de assistência social que incluiria priorizar a colocação de quem está desempregado.
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"Do meu ponto de vista, essa regra pode realmente se tornar problemática se não houver atenção ao perfil de qualificação de cada pessoa desempregada." O debate sobre benefícios sociais não deve ignorar o mercado de trabalho, na sua opinião.
Desemprego recorde
Em agosto, o desemprego na Alemanha ultrapassou 3 milhões de pessoas pela primeira vez em mais de dez anos. No mesmo mês, 631 mil vagas de emprego foram abertas, 68 mil a menos do que no período do ano anterior.
O desemprego pressiona a coalizão governista a encontrar soluções rápidas num momento em que a economia alemã se vê numa corda bamba. O chanceler federal, Friedrich Merz, diz que o tema está no foco da sua gestão.
Ao mesmo tempo, a Alemanha tem hoje um déficit de mão de obra qualificada para setores específicos, como o de cuidadores em hospitais ou lares de idosos, levando o governo a recrutar imigrantes, incluindo no Brasil.
Como Colômbia se tornou uma das melhores economias de 2025 e quais desafios enfrenta?

O crescimento econômico da Colômbia superou as previsões
BBC/Getty Images
A economia da Colômbia superou as previsões mais otimistas.
O Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos pelo país) colombiano cresceu 3,6% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com igual trimestre do ano anterior, sua maior expansão desde o fim da pandemia e bem acima das projeções da maioria dos economistas.
Os analistas ouvidos pela agência Bloomberg esperavam um crescimento de, no máximo, 3,2%.
Segundo a revista britânica The Economist, a economia da Colômbia apresentou, em 2025, o melhor desempenho da América Latina e o quarto melhor do mundo.
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A lista inclui 36 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, organização conhecida como "clube dos países ricos"), do qual o Brasil ainda não se tornou membro.
A título de comparação, o PIB do Brasil cresceu 1,8% no terceiro trimestre, em relação a igual trimestre de 2024, metade do avanço colombiano em igual período.
Segundo José Antonio Ocampo, ex-ministro da Agricultura e da Fazenda da Colômbia e professor da Universidade Columbia (EUA), "a economia vai crescer mais do que o esperado, mesmo pelos mais otimistas, devido ao aumento do consumo público, mas também do consumo privado."
Juan Carlos Mora, presidente do Bancolombia, um dos principais bancos do país, explicou como sua instituição percebe a situação atual.
"A economia está muito melhor do que as pessoas pensam. Os empréstimos inadimplentes melhoraram substancialmente. As pessoas estão pagando mais, tanto as empresas quanto as pessoas físicas. O consumo está crescendo", resumiu.
O que está acontecendo? As coisas estão realmente indo tão bem na Colômbia? E por quanto tempo esse crescimento pode durar?
O que está funcionando na economia colombiana
A retomada do crescimento após o fim da pandemia se acelerou no último ano.
"Se olharmos os números de crescimento, tudo parece estar indo bem, já que a Colômbia cresce muito perto de seu potencial, de 3%", afirmou Nicolás Barone, analista da Deloitte para a Região Andina, à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC.
"O consumo privado registrou uma reação positiva após um desempenho um pouco mais fraco nos anos anteriores", diz Ocampo.
O emprego também apresenta números positivos.
A taxa de desemprego está em 8,2%, o menor nível histórico. "É um número mais do que bom para a Colômbia", avalia Barone.
Ocampo destaca que "a informalidade continua muito elevada, mas, quando se observa o crescimento do emprego neste ano, vê-se que três quartos dessa expansão foram de empregos formais".
Embora o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos e suas divergências com o presidente colombiano, Gustavo Petro, tenham gerado temor de que a Colômbia fosse um dos países mais afetados por tarifas, isso não se confirmou.
O país ficou sujeito à tarifa geral de 10% estabelecida para as exportações destinadas aos EUA, aplicada à maioria dos países da América Latina, e também se beneficiou da alta dos preços do café.
Apesar das divergências com Petro, a Colômbia não figurou os países mais afetados pelas tarifas de Trump
BBC/Getty Images
"O setor agropecuário tem ido bem e é um dos que empregam um número significativo de pessoas", afirma Barone.
Cultivos ilícitos, como a coca, podem ter exercido um efeito dinamizador sobre a economia, embora isso seja mais difícil de mensurar pela ausência de dados oficiais.
Os últimos meses também foram marcados pela valorização do peso frente ao dólar.
A desvalorização do dólar — decorrente, entre outros fatores, das dúvidas relacionadas ao aumento da dívida pública dos EUA e à redução das taxas de juros pelo Fed (o Banco Central dos EUA) — elevou o valor relativo de várias moedas latino-americanas, entre elas o peso colombiano.
Para a Colômbia, os efeitos são ambivalentes.
"O setor agropecuário está passando por dificuldades, pois recebe menos dinheiro por suas exportações, mas também pode haver um efeito dinamizador em setores importadores", explica Barone.
O consumo privado tem sido um dos principais motores do crescimento recente da economia colombiana
BBC/Getty Images
Os problemas da economia colombiana
Mas nem tudo são boas notícias.
"Quando se detalha um pouco o que está por trás desse crescimento da atividade, surgem sinais de alerta, porque um dos fatores que o impulsionam é um gasto público insustentável", afirma Marc Hoffstetter, da Universidade dos Andes (Colômbia).
"Os números do investimento estrangeiro estão totalmente deprimidos há vários anos, o que levanta sérias dúvidas sobre se podemos manter esse ritmo de crescimento."
Hoffstetter e outros economistas avaliam que o aumento do consumo privado pode estar ligado, em grande medida, ao elevado volume de emprego público.
Esse quadro, segundo eles, pode ser afetado quando avançar o processo de ajuste das contas públicas, considerado inadiável por muitos analistas.
As estimativas mais recentes indicam que as contas públicas da Colômbia devem fechar 2025 com um déficit em torno de 6,2% do PIB, um patamar que preocupa especialistas e autoridades.
A título de comparação, a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado brasileiro estima que o Brasil encerre este ano com um déficit de 0,6% do PIB.
Para corrigir o déficit por meio do aumento da arrecadação, o governo de Gustavo Petro apresentou uma proposta de aumento de impostos que foi rejeitada pelo Congresso. Antes disso, ele já havia acionado a cláusula constitucional que lhe permite suspender a regra fiscal de controle do gasto público.
Ocampo alerta que "o déficit fiscal gerado pelo aumento do gasto público é o problema mais grave e, de fato, não foi enfrentado pelo governo".
O Banco da República, banco central da Colômbia, advertiu que o elevado déficit acumulado nos últimos dois anos pode contribuir para a alta dos preços e comprometer os objetivos de redução da dívida pública.
Outro ponto negativo da economia colombiana tem sido a retração da atividade e a queda dos investimentos nos setores de mineração e petróleo. Este último foi afetado tanto pela queda dos preços internacionais do petróleo quanto pelo aumento dos impostos sobre hidrocarbonetos promovido por Petro.
A inflação, cuja redução dá sinais de ter perdido fôlego, é outro dos desafios ainda pendentes da economia colombiana.
Qual é a responsabilidade do governo Petro
As previsões de colapso da economia da Colômbia com Petro no poder não se confirmaram
BBC/Getty Images
Algumas vozes alertaram para um possível efeito catastrófico sobre a economia com a chegada ao poder de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história recente da Colômbia.
Mas os números não indicam um colapso da economia colombiana desde que Petro assumiu a Presidência, em 2022.
Nos últimos dois anos, seguiu uma trajetória "moderadamente positiva", segundo a consultoria Deloitte.
Petro lançou projetos de grande alcance, como a reforma trabalhista, que prevê melhorias salariais para trabalhadores formais e maiores encargos para as empresas.
Aprovada em junho de 2025, após uma tramitação tortuosa no Congresso, durante a qual o texto original foi substancialmente reduzido, a nova lei está em vigor há pouco tempo, o que dificulta a avaliação de seus efeitos.
Críticos afirmam que a medida pode prejudicar a economia ao elevar o custo do trabalho para os empregadores e destacam que ela não beneficia os trabalhadores informais do país, que formam a maioria da força de trabalho.
Para o governo, no entanto, "trata-se de uma reforma que não só protege o trabalhador, como também contribui para a consolidação do aparato produtivo do país", segundo afirmou o ministro do Trabalho, Antonio Sanguino.
Petro não conseguiu que o Congresso aprovasse várias de suas reformas tributárias, propostas com as quais pretendia ampliar a arrecadação e os recursos do Estado e que poderiam ter tido um impacto significativo sobre a economia.
Na prática, embora a economia não tenha sofrido o colapso previsto por alguns com a chegada de Petro ao poder, os economistas não atribuem ao presidente o mérito pelo bom momento.
Barone afirmou que "as bases foram lançadas muito antes, e a economia colombiana já vinha apresentando bom desempenho antes da pandemia. Embora precisasse de alguns estímulos, o investimento estava se comportando bem".
O especialista avalia que a chegada de Petro "gerou temor no empresariado e, nos últimos dois anos, o investimento diminuiu de forma considerável".
O que pode acontecer a partir de agora
O futuro da Colômbia será decidido, em grande medida, nas urnas, para as quais os colombianos estão convocados em maio de 2026.
Quem quer que seja escolhido para suceder Petro, o novo presidente terá pela frente o desafio de reduzir o déficit fiscal e equilibrar as contas.
"O governo que sair eleito terá uma tarefa complexa, porque precisará fazer ajustes", afirma Ocampo.
A dimensão do corte de gastos e seu impacto potencial sobre os funcionários públicos será uma das primeiras questões incômodas que o próximo presidente colombiano terá que enfrentar.
Barone avalia que os ajustes podem ser "graduais" e que, por ora, não são necessárias "medidas drásticas".
"Estamos em um momento de alerta inicial", resume o especialista.
Se corrigir o déficit fiscal e mantiver a confiança dos mercados, a Colômbia poderá seguir na trajetória de crescimento dos últimos anos, que lhe permitiu reduzir a informalidade e a desigualdade, dois de seus principais problemas estruturais.
Ocampo acredita que o país se beneficiou do fato de que, nos últimos anos, ficou claro que "na Colômbia, as instituições funcionam. Há uma separação de Poderes e, nesse sentido, estamos nos tornando mais parecidos com o Peru".
"A perspectiva para a Colômbia em 2026 é de otimismo cauteloso", conclui Barone.
Com informações de José Carlos Cueto. Gráficos por Laís Alegretti, da Equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil
Changan CS75 Plus é flagrado em testes em São Paulo

Changan CS75 Plus é flagrado em testes em São Paulo
Depois do flagra de um Changan Uni-T camuflado em Santos (SP), outro SUV da marca chinesa foi visto, agora em São Paulo (SP): o CS75 Plus.
O utilitário é um crossover espaçoso, com 4,7 metros de comprimento e 2,8 metros de entre-eixos. As dimensões colocam o modelo próximo de outros SUVs de sete lugares já vendidos no Brasil, como Chery Tiggo 8 e Jeep Commander.
Changan CS75 Plus em testes em São Paulo (SP)
Raphael Martins/g1
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Mesmo competindo com SUVs de sete lugares, o Changan CS75 Plus acomoda cinco ocupantes, o que favorece o espaço para as pernas e aumenta a capacidade do porta-malas.
Por fora, é possível identificar elementos que indicam forte semelhança deste camuflado com o Changan CS75 Plus:
Changan CS75 Plus
Raphael Martins/g1
Grade frontal com entrada de ar em formato de “V”;
Luz de rodagem diurna (DRL) horizontal, com leve recorte vertical próximo à caixa de roda;
Faróis posicionados entre as DRLs;
Rodas com desenho que parte de aros mais espessos e afina em direção aos parafusos centrais;
Aerofólio traseiro com vinco central em “V”;
Lanternas traseiras com assinatura própria.
Sob o capô, o CS75 Plus se diferencia dos modelos exibidos pela Caoa Changan no Salão do Automóvel de São Paulo. A razão está no conjunto mecânico: um motor a combustão, sem qualquer eletrificação.
O modelo utiliza um motor 1.5 turbo a gasolina de quatro cilindros, que entrega 192 cv e 31,6 kgfm de torque, ligado a um câmbio automático de oito marchas.
Por dentro, o CS75 Plus segue a linha aplicada por outras marcas chinesas em modelos eletrificados, com uso de materiais macios ao toque e visual minimalista, que esconde comandos do ar-condicionado, seletor de câmbio e até as portas USB.
Changan CS75 Plus
divulgação/Changan
Se por um lado parte dos comandos fica oculta, por outro o conforto recebe destaque em recursos bastante visíveis como:
Ventilação e aquecimento nos bancos dianteiros;
Apoio para os pés do passageiro da primeira fileira;
Encostos de cabeça anatômicos para todos os ocupantes;
Ajustes elétricos e função de massagem nos bancos frontais;
Central multimídia de 10,25 polegadas e tela secundária para o passageiro, de 12,3 polegadas;
Sistema de estacionamento autônomo, capaz de operar mesmo com o motorista fora do carro.
Changan CS75 Plus
divulgação/Changan
Quem é Changan?
A Changan não é nova no Brasil. A marca vendeu veículos comerciais leves entre 2006 e 2016, então sob o nome Chana Motors. Em 2011, adotou o nome Changan, antes de encerrar suas atividades no país.
O retorno da marca já vinha sendo especulado no mercado, e modelos da empresa foram flagrados em testes antes da confirmação, feita durante o Salão do Automóvel de São Paulo.
Apesar de compartilhar o prefixo Caoa, a nova marca atuará no Brasil junto da Caoa Chery. As duas dividirão o pavilhão de exposições do Salão do Automóvel, cada uma com seu próprio espaço, separados pelo estande da Honda.
Ainda não foram divulgados muitos detalhes sobre os primeiros carros, mas dois modelos subiram ao palco do Salão: Avatr 11 e 12. O primeiro é um SUV cupê urbano e luxuoso, enquanto o segundo é um sedã cupê com apelo mais esportivo, mas sem abandonar o requinte.
Para o Brasil, o único modelo com dados divulgados pela Changan foi o Avatr 11. Ele utiliza um conjunto elétrico com tração traseira que entrega 308 cv de potência e alcança até 730 km de autonomia com uma carga — segundo o ciclo chinês, sempre mais generoso que o Inmetro com os números.
Changan Avatr 11
Vinicius Montoia | g1
A marca também confirmou que o modelo oferece diversos assistentes de condução, como:
Piloto automático adaptativo;
Frenagem automática de emergência;
Assistente de permanência em faixa.
A Caoa Changan ainda não divulgou planos concretos para o lançamento dos veículos, nem informou se eles serão produzidos no Brasil ou se chegarão ao país apenas por importação.
Na China e em outros mercados, a Changan oferece não só carros elétricos, mas também modelos a combustão, híbridos e veículos alimentados apenas por bateria para mover as rodas.
Para além da parceria com a Changan, a Caoa possui uma fábrica no Brasil. A planta fica em Anápolis (GO) e foi inaugurada em 2007. De lá saem os modelos produzidos para com a também chinesa Chery, como os SUVs das linhas Tiggo 5, 7 e 8.
Lula sanciona lei que prevê corte de isenções, mas veta trecho que 'ressuscitava' emendas não pagas pelo governo

Lula sanciona lei que prevê corte de isenções e veta trecho que 'ressuscitava' emendas não pagas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (26) a lei, aprovada pelo Congresso Nacional, que corta isenções tributárias federais e aumenta a taxação de casas de apostas e de fintechs.
A sanção foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União". No mesmo despacho, Lula vetou trecho da lei que abria a possibilidade de ressuscitar emendas parlamentares não pagas pelo governo entre 2019 e 2023. O montante que seria liberado para essas emendas seria de cerca de R$ 3 bilhões, segundo deputados.
O trecho sobre emendas foi incluído pelos congressistas durante a análise do projeto que corta isenções tributárias. Dispositivos como esse, que não têm relação com o objetivo original de um projeto, são comumente chamados em Brasília de "jabutis".
Na justificativa do veto ao trecho sobre emendas parlamentares, Lula mencionou recente decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu eventuais efeitos do "jabuti" que queria ressuscitar os pagamentos.
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"Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa contraria o interesse público, ao gerar insegurança jurídica quanto à possibilidade de execução dos restos a pagar de que trata o dispositivo, em razão de decisão proferida em sede de Medida Cautelar em Mandado de Segurança nº 40.684/DF, pelo Supremo Tribunal Federal", diz a mensagem de veto enviada ao Congresso.
O veto de Lula ao trecho ainda será analisado por deputados e senadores em sessão conjunta do Congresso, o que só deve ocorrer depois do recesso parlamentar, que vai até fevereiro de 2026. Os congressistas podem manter ou derrubar a decisão do presidente.
Isenções
A lei sancionada estabelece um limite para a concessão de incentivos ao estabelecer uma trava quando os benefícios tributários ultrapassarem a 2% do Produto Interno Bruno (PIB).
💰 Segundo a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, o total de benefícios e incentivos tributários federais gira em torno de R$ 612 bilhões, o que corresponde a 4,43% do PIB. A Receita Federal estima que a renúncia pode ser ainda maior, da ordem de R$ 800 bilhões.
🖊️ Além disso, as propostas para conceder, ampliar ou prorrogar incentivos deverão conter estimativa de beneficiários, metas de desempenho e mecanismos de transparência e de monitoramento.
A redução dos incentivos se refere a benefícios que incidem sobre os impostos PIS-Pasep, Cofins, Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, Imposto de Importação, IPI e contribuição previdenciária.
Defensores da medida afirmam que a sanção do texto libera bilhões de reais no Orçamento da União em 2026.
Taxação das bets
A lei determina um aumento progressivo da tributação das casas de apostas para financiar a seguridade social.
Em 2026, 1% do arrecadado pelas empresas deverá ser destinado à seguridade social. Este percentual sobe para 2% em 2027, até o limite de 3% depois. O impacto orçamentário, segundo o relator, será de R$ 850 milhões no próximo ano.
A lei também estabelece regras que responsabilizam pessoas que divulguem casas de apostas que operam de forma irregular no país.
Aumento de imposto para fintechs
A lei também estabelece o aumento das alíquotas de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as fintechs.
Pelo texto, a alíquota que hoje é de 9% será de 12% até 31 de dezembro de 2027 e de 15% a partir de 1º de janeiro de 2028. O impacto, segundo o relator, é de R$ 1,6 bilhão no próximo ano.
Empresas de capitalização terão alíquotas de contribuição de 17,5% até 31 de dezembro de 2027 e de 20% a partir de 2028.
A lei ainda aumenta os juros sobre capital próprio das empresas de 15% para 17,5%. O impacto da medida no orçamento do ano que vem é de R$ 2,5 bilhões, segundo o relator.
Hugo Motta, Lula e Davi Alcolumbre em encontro em Brasília
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Banco Central questiona ao STF motivo de acareação 'urgente', durante recesso judicial
O Banco Central apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso em que pergunta ao ministro Dias Toffoli o motivo de a acareação entre dono do Master, Daniel Vorcaro, e diretor do BC Ailton de Aquino Santos ser "tão urgente" para ser agendada durante o recesso judicial. A informação sobre o recurso do Banco Central foi antecipada pela colunista do g1 Andréia Sadi. Causou estranheza entre juristas o fato de a acareação, da qual também pode participar o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, ter sido marcada para a próxima terça-feira (30), antes mesmo da tomada de depoimentos dos envolvidos no caso que levou à liquidação do Banco Master. No recurso encaminhado pelo Banco Central nesta sexta-feira (26), a instituição entende que a acareação não faria sentido porque a investigação mal começou a correr e antes de qualquer depoimento ter sido prestado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre especialistas, a pergunta que se faz é se o ministro Dias Toffoli vai querer esclarecer eventuais divergências de versões publicadas na imprensa. O que seria algo totalmente inusitado. O embargo de declaração, nome técnico do recurso apresentado, faz quatro questionamentos básicos ao STF, pedindo que eles sejam esclarecidos antes da acareação prevista para a próxima semana: Quais são os pontos controversos que o ministro quer esclarecer durante a acareação O diretor Ailton de Aquino Santos está sendo intimado na condição de acusado ou testemunha, como representante legal do Banco Central ou em caráter pessoal Se estiver sendo intimado em caráter institucional na condição de testemunha, ele pode ser acompanhado por colega da área técnica que ajudem a relatar as decisões que levaram à liquidação do Master Por que a acareação seria tão urgente para ser marcada para o período do recesso judicial, mesmo antes do depoimento dos três chamados para o evento convocado pelo ministro O banco Master foi liquidado depois da descoberta de fraudes bancárias que totalizaram cerca de R$ 12 bilhões e por apresentar dificuldades de cobrir seus compromissos bancários com seus clientes. O caso está envolto por polêmicas desde que foram revelados alguns fatos. Entre eles, de que o ministro Dias Toffoli viajou num jatinho, na companhia de um advogado de diretor do banco Master, para assistir à final da Libertadores. Toffoli é o relator do caso no STF. Depois, a existência de um contrato mensal de R$ 3,6 milhões entre o escritório da mulher de Alexandre de Moraes com o banco Master. Posteriormente, a colunista Malu Gaspar revelou ainda que Moraes falou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o Master. Em nota divulgada no dia 23 de dezembro, Moraes afirmou que se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar sobre as implicações da lei Magnistky, que havia sido aplicada pelos Estados Unidos contra ele e a esposa. No comunicado, o ministro não mencionou o Master.
Entidades do setor financeiro divulgam nota em defesa do BC no caso Master

Ana Flor: Entidades financeiras divulga nota de apoio ao Banco Central
Quatro entidades que representam instituições financeiras divulgaram uma nota conjunta em defesa da atuação do Banco Central (BC) no caso do banco Master, e da preservação de sua independência técnica e operacional.
Essas entidades representam mais de 100 instituições, algo em torno de 90% do setor financeiro e 98% dos ativos.
Segundo o documento, a presença de um regulador autônomo é considerada um dos pilares para manter um sistema financeiro sólido e resiliente.
LEIA MAIS: Master: BC alega risco de 'armadilhas processuais' em acareação e pede esclarecimentos ou mudanças e até revogação do procedimento
As associações afirmam que o Banco Central tem exercido esse papel com “supervisão bancária atenta e independente, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante”.
A nota ressalta que essa supervisão atua de forma preventiva, garantindo que bancos e demais instituições mantenham níveis adequados de capital e liquidez, além de políticas de risco compatíveis com seus negócios.
Como exemplo, as entidades citam o baixo número de instituições com problemas de solvência nos últimos anos, mesmo diante da crise de 2008 e da pandemia de Covid-19.
O texto também alerta para os riscos de instabilidade regulatória caso decisões técnicas do Banco Central sejam revistas por outros órgãos.
“Com a simples hipótese de revisão ou eventual reversão das decisões técnicas do BCB, entra-se num terreno sensível de instabilidade regulatória e operacional, gerando insegurança jurídica e comprometendo a previsibilidade das decisões”, diz a nota.
As entidades afirmam que o Poder Judiciário deve analisar aspectos legais das ações do regulador, mas pedem que seja preservada a autoridade técnica do Banco Central para evitar impactos negativos sobre a economia e a confiança no sistema financeiro.
Assinam a nota:
Associação Brasileira de Bancos (ABBC)
Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi )
Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamento (Zetta)
Banco Central aumenta combate ao uso do sistema financeiro pelo crime organizado
Reprodução/TV Globo
Confira a nota na íntegra:
"Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil
A presença de um regulador técnico e, sobretudo, independente do ponto de vista institucional e operacional, é um dos pilares mais importantes na construção de um sistema financeiro sólido e resiliente.
As entidades signatárias reconhecem que o Banco Central do Brasil (BCB) vem exercendo esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante.
A supervisão bancária atua de forma preventiva, assegurando que as instituições financeiras fiscalizadas trabalhem com níveis adequados de capital, liquidez e com políticas de risco compatíveis com o seu perfil de negócios. O número ínfimo de instituições com problemas de solvência e liquidez que observamos ao longo dos últimos anos, incluindo a crise financeira de 2008/2009 e a pandemia da Covid-19, mostra que o regulador tem sido muito bem-sucedido nesta tarefa.
A atividade financeira é um negócio de elevado risco e, mesmo sob supervisão, em determinadas situações e por diversas razões, algumas instituições financeiras podem enfrentar problemas de solvência que, a depender da sua gravidade, as impedem de seguir com sua atuação. Nessas situações, o regulador tem o mandato legal e o dever inafastável de agir em prol da resiliência, estruturando regimes de resolução para proteger o sistema financeiro e minimizar o risco de contágio sistêmico.
Adicionalmente, garantir a credibilidade das instituições financeiras e dos reguladores é vital para um bom funcionamento do sistema financeiro. Sem essa credibilidade, não há como uma instituição financeira perpetuar seu funcionamento.
Essa atuação inclui a intervenção e, em casos extremos, a necessidade de liquidação na IF problemática e sem condições de seguir em suas atividades. Essa atuação é um pilar da regulação e da estabilidade financeira, isso em todas as jurisdições relevantes, reclamando que o regulador tenha independência técnica, autonomia e que suas decisões não sejam revisadas sob a ótica prudencial, da solvência e da disciplina de mercado.
Do contrário, seria permitir que outros atores institucionais tenham a possibilidade de invalidar o mérito técnico dessas decisões, rompendo um dos alicerces fundamentais do funcionamento do nosso sistema financeiro, com graves impactos para o próprio funcionamento da economia brasileira e enfraquecimento da autoridade financeira.
Com a simples hipótese de revisão ou eventual reversão das decisões técnicas do BCB, em especial daquelas que tocam o olhar do regulador para preservar a estabilidade financeira, entra-se num terreno sensível de instabilidade regulatória e operacional, gerando insegurança jurídica e comprometendo a previsibilidade das decisões e a confiança no funcionamento do mercado, além de impactos adversos em depositantes e investidores, especialmente em pessoas físicas, que possuem menor capacidade de absorver riscos de incertezas advindas de mudanças bruscas.
Nesse sentido, há uma premissa que permeia a atuação do regulador bancário em todos os países com um sistema financeiro regulado, que é conferir, com exclusividade, a atribuição de o regulador fazer o escrutínio prudencial e discricionário voltado para a solvência e a disciplina de mercado. É assim, desde sua criação, que tem agido com extremo zelo o Banco Central do Brasil.
Também se reconhece que o Poder Judiciário pode e deve analisar e sindicar os aspectos jurídico-legais da atuação dos reguladores, e o apelo das entidades abaixo, que representam o setor bancário, é que se preserve a autoridade técnica das decisões do Banco Central, para evitar um cenário gravoso de instabilidade."
Correios fecham empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos para reforçar caixa

Correios fecham empréstimo de R$ 12 bilhões com 5 bancos
Os Correios fecharam, na sexta-feira (26), um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa.
A assinatura do contrato foi publicada neste sábado (27) no Diário Oficial da União (DOU) e envolve os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
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O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional na semana passada e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento.
Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.
No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta de R$ 20 bilhões que os Correios negociavam com um consórcio de bancos. O comitê aceitava uma taxa de juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa juros de 20% ao ano.
Após a aprovação do valor de R$ 12 bilhões, o Tesouro Nacional destacou que a operação respeitou o limite de juros previsto para empréstimos com garantia da União e atendeu aos critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.
A crise dos Correios
Os Correios enfrentam uma crise econômico-financeira que já se estende por 12 trimestres consecutivos, com prejuízos acumulados desde 2022.
Apenas no primeiro semestre de 2025, o prejuízo chegou a R$ 4,36 bilhões, o maior da história da estatal.
Diante da falta de recursos, a empresa e o governo federal passaram, a partir de janeiro deste ano, a discutir medidas para reequilibrar as contas. Entre os principais fatores da crise, estão:
forte aumento dos gastos com pessoal;
mudanças no programa Remessa Conforme — que reduziram receitas com encomendas internacionais;
queda acentuada no fluxo de caixa (quando entra menos dinheiro do que o necessário para pagar as contas);
crescimento das despesas com precatórios (crescimento das dívidas que a empresa é obrigada a pagar por decisões da Justiça);
85% das agências operam no prejuízo.
Para tentar reverter o cenário, a nova gestão aprovou um plano de reestruturação que inclui corte de custos, Programa de Demissão Voluntária (PDV), venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, redução da jornada de trabalho, mudanças nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e lançamento de um marketplace próprio.
Nos bastidores, o debate sobre a privatização dos Correios voltou a ganhar força como alternativa ao modelo atual.
Em meio às negociações para socorrer a estatal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou qualquer possibilidade de privatização dos Correios, apesar da crise enfrentada pela empresa.
O petista avaliou que as dificuldades financeiras podem ser resultado de uma "gestão equivocada".
"Enquanto eu for presidente não vai ter privatização. Pode ter construção junto com empresas. Enquanto eu estiver na presidência não vai ter privatização dessas empresas, pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter", destacou.
Lula lamentou a crise financeira da empresa, considerando a importância dos Correios para o país.
"Uma empresa pública não pode ser a rainha do prejuízo. Trocamos o presidente dos Correios, chamamos a ministra Esther e Rui, colocamos alguém com muita expertise e responsabilidade e vamos tomar medidas que tivermos que tomar, mudar todos os cargos que tivermos que mudar e colocar pessoa com competência", disse o petista.
Jornal Nacional/ Reprodução
Eletronuclear tem caixa para três meses e quer renegociar empréstimos com bancos públicos, diz presidente

O diretor-presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal, afirmou em entrevista ao g1 que a empresa está em um "nível de caixa totalmente baixo". Por conta disso, explicou que a empresa só vai conseguir honrar seus compromissos por um período relativamente curto de prazo, de dois a três meses.
"Acho que a gente não passa muito mais que isso", declarou Alexandre Caporal.
Segundo o presidente, a estatal não deve pedir aporte de recursos ao Tesouro Nacional para honrar seus compromissos financeiros, mas que será necessário que bancos públicos que emprestaram quase R$ 7 bilhões à estatal suspendam temporariamente a cobrança da dívida.
Sem essa interrupção, explicou ele, a empresa vai "sangrar até morrer". Caporal define a situação da Eletronuclear como "crítica".
Veja os vídeos que estão em alta no g1
🔎 O Tesouro Nacional é um órgão do Ministério da Fazenda responsável por gerenciar as finanças públicas, a dívida federal e os recursos arrecadados, atuando para garantir o equilíbrio fiscal do país e administrar o dinheiro de impostos e os gastos do governo.
🔎 Aporte é uma injeção de dinheiro. Nas estatais, o governo pode aportar recursos para cobrir déficits, financiar investimentos, capitalizar a empresa ou manter os serviços funcionando, especialmente aquelas que não geram receita suficiente para cobrir suas despesas.
A suspensão dos pagamentos, que já foi concedido por seis meses em 2024, daria fôlego financeiro para a Eletronuclear até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o destino da usina nuclear de Angra 3 – cujas obras estão paradas há cerca de 10 anos.
O serviço da dívida deve somar R$ 800 milhões neste ano, afirmou Caporal. Com os gastos em manutenção da usina, os valores totais com Angra 3 superam R$ 1 bilhão por ano.
"Não tem sentido fazer a Eletronuclear sangrar até potencialmente ter um colapso, porque R$ 1 bilhão de reais nenhuma empresa no mundo segura sem ter fonte de recurso para isso, por uma indefinição do governo [falta de definição do CNPE]. Ou vai vir a definição, ou vai vir o 'stand still'. [suspensão da dívida] Porque chegou-se num patamar que não tem como suportar mais", disse Caporal.
Usina de Angra 3
Eletronuclear
Negociações
Segundo Caporal, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) resiste à interrupção dos pagamentos diante da indefinição sobre Angra 3. Em 2024, a medida foi autorizada em função da expectativa de uma resolução para o projeto.
Caporal diz que sem uma sinalização clara sobre quando o impasse sobre Angra 3 poderá ser resolvido, o BNDES avalia que, do ponto de vista regulatório, a usina não existe.
Ele explicou que, quando tiveram início as obras da usina de Angra 3, a Eletronuclear teve de pedir empréstimos à Caixa Econômica Federal e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"A única coisa que a gente precisa é exatamente Angra 3, que é o único ponto e o principal que a gente não tem, completamente exógeno na empresa e que não tem uma solução hoje. A gente está sendo cobrado pelo próprio governo. Então, bastaria o governo, que é também responsável pelo BNDES, pela Caixa, dar um 'stand still' para gente", afirmou o presidente da Eletronuclear.
O g1 questionou o Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a avaliação do CNPE sobre a situação de Angra 3, quando será a próxima reunião do colegiado e quando será pautada a decisão sobre Angra 3. Mas não obteve resposta até a última atualização dessa reportagem.
O ministro Alexandre Silveira, do MME, sinalizou em outubro que deveria haver uma definição até o final de 2025.
Comparação com os Correios
Apesar de admitir a necessidade de suspender o pagamento de empréstimos, o diretor-presidente da estatal afirmou que não há "nenhuma comparação" com a situação dos Correios – que enfrenta forte crise financeira e pediu um empréstimos junto a bancos (com aval do Tesouro Nacional).
"A gente está numa situação muito distinta dos Correios porque a gente não precisa de uma injeção de recursos direta", disse Caporal.
Independente do rombo causado pela paralisação das obras de Angra 3, os números da Eletronuclear também mostram dificuldades de caixa com as usinas já em operação, Angra 1 e 2.
Os custos de com pessoal, materiais, serviços e outros, ou seja, as despesas administrativas e operacionais da empresa, historicamente sempre estiveram acima do estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na composição das tarifas de Angra 1 e 2.
"Esse desequilíbrio era parcialmente coberto pela antiga controladora (União), que aportou cerca de R$ 5 bilhões entre 2015 e 2021. Após a privatização e a indisponibilidade orçamentária para aportes pela União, a Eletronuclear perdeu essa compensação, ampliando sua vulnerabilidade", informou a estatal.
A empresa informou que vem implementando corte de despesas, ajustes em pessoal e terceirização a fim de reduzir gradualmente esse déficit.
"Além da maior eficiência em custos, está sendo buscado um reequilíbrio tarifário junto a Aneel para recebimento de tarifa mais adequada a realidade dos custos eficientes da Eletronuclear", acrescentou.
➡️ Apesar de o dirigente da estatal negar a necessidade de um aporte de recursos por parte do Tesouro Nacional neste momento, essa possibilidade não foi totalmente afastada pelo governo federal.
➡️ O Relatório de Riscos Fiscais da União de 2025 do Tesouro Nacional, divulgado em novembro deste ano, aponta que não está descartada a possibilidade de que algumas empresas estatais não financeiras enfrentem dificuldades de caixa, citando a Eletronuclear entre elas.
"A ENBPar [controladora da estatal] está exposta ao risco de aporte por conta da situação da Eletronuclear, que demanda altos investimentos para Angra 1 e conclusão incerta de Angra 3", diz o Tesouro Nacional, no relatório.
Outras fontes de receita
Caporal afirmou que espera receber, ainda no primeiro trimestre de 2026, cerca de R$ 1 bilhão do Fundo de Descomissionamento, um instrumento financeiro criado para garantir recursos destinados à desativação segura das usinas nucleares ao final de sua vida útil.
Embora nenhuma usina nuclear esteja sendo desativada neste momento, ele informou que o Tribunal de Contas da União (TCU) já reconheceu o direito da Eletronuclear ao ressarcimento, mas que a Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) vem resistindo a efetuar o pagamento.
Diante disso, o presidente da Eletronuclear informou que pretende ingressar, em janeiro, com um pedido de medida cautelar para viabilizar a liberação dos recursos.
“É muito óbvio que a gente vai receber esse valor, a questão é apenas o tempo. Deve levar um, dois ou três meses”, afirmou.
Os recursos que compõem o Fundo são arrecadados por meio das tarifas de Angra 1 e Angra 2, embutidos na conta de luz dos consumidores na forma de encargos setoriais.
Caporal defende que a retirada de parte desses recursos não compromete a segurança nuclear nem provoca desequilíbrio financeiro, uma vez que o Fundo é superavitário.
Segundo ele, o custo estimado para desativar Angra 1 e Angra 2 é de aproximadamente R$ 7,5 bilhões e o fundo já acumula cerca de R$ 3,2 bilhões destinados a um processo que deverá ocorrer daqui a 40 ou 60 anos.
“Esses R$ 3 bilhões, com a própria remuneração ao longo do tempo, farão com que, daqui a 60 anos, quando o descomissionamento for necessário, o montante disponível seja muito superior aos R$ 7,5 bilhões estimados hoje”, concluiu.
O acordo recentemente homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre a União e a Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) deve trazer algum alívio à empresa, mas não resolve sua situação fiscal. Isso porque o acordo prevê a emissão de R$ 2,4 bilhões em debêntures, que será feita de forma faseada.
Mega da Virada: Veja os números mais sorteados na história do concurso especial

Mega da Virada vai pagar o maior prêmio da história
A Mega da Virada 2025 deve pagar um prêmio estimado em R$ 1 bilhão, o maior valor já oferecido na história do concurso especial. As apostas estão abertas desde 1º de novembro e podem ser feitas até as 20h do dia 31 de dezembro. O sorteio também será realizado no último dia do ano, às 22h.
Para participar, o apostador pode escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante ou optar pela Surpresinha, modalidade em que o próprio sistema seleciona as dezenas automaticamente. (leia mais abaixo)
Além de apostar de forma aleatória, há quem prefira se guiar por padrões e estatísticas da loteria. Nesse contexto, surge uma pergunta comum entre os jogadores: quais são os números que mais vezes já apareceram nos sorteios da Mega da Virada?
Segundo a Caixa Econômica Federal, o número 10 é o mais recorrente na história do concurso, tendo sido sorteado em cinco edições até agora.
Em seguida aparece as dezenas 5 e 33, que já saíram quatro vezes. Outros números também se destacam, como mostra a tabela abaixo:
Ainda tem dúvidas sobre a Mega da Virada? Veja abaixo perguntas e respostas:
Como jogar?
Qual o valor das apostas?
Quais as chances de levar a bolada?
Quais são as faixas de premiação?
Como o valor do prêmio é estipulado?
Onde conferir o resultado?
Como resgatar o prêmio?
Quais as maiores cifras já pagas pela Mega da Virada?
mega da virada bilhete volante loteria megasena mega sena
Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Como jogar?
Os jogos podem ser feitos pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou usando volante específico da Mega da Virada em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking.
Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha.
Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante.
Além disso, o jogador pode adquirir cotas de bolões organizados pelas unidades lotéricas. Nesse caso, poderá ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota.
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Qual o valor das apostas?
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6 — e é a mais barata do concurso. Já os jogadores que querem aumentar as chances de ganhar podem marcar mais números no volante do concurso.
Quanto mais dezenas escolhidas, entretanto, mais cara a aposta. O jogo com 20 números marcados, por exemplo, custa R$ 232.560,00 (veja tabela mais abaixo).
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Quais as chances de levar a bolada?
Depende da quantidade de números jogados. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292.
Confira na tabela abaixo:
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Quais são as faixas de premiação?
Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas.
Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta:
Primeira faixa – seis acertos (sena)
Segunda faixa – cinco acertos (quina)
Terceira faixa – quatro acertos (quadra)
Quarta faixa – três acertos
Quinta faixa – dois acertos
Sexta faixa – um acerto
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Como o valor do prêmio é estipulado?
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio.
Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano.
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Onde conferir o resultado?
Os sorteios das Loterias Caixa são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pelas páginas da instituição no YouTube e no Facebook.
Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponibilizados no site da Caixa após a realização do concurso.
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Como resgatar o prêmio?
O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência.
Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF.
A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa.
As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio.
O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
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Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada até agora
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
2012: R$ 244,7 milhões
2013: R$ 224,6 milhões
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Governo Trump condena sanções da China contra empresas dos EUA por venda de armas a Taiwan

China mobiliza quantidade recorde de navios de guerra e deixa Japão e Taiwan em alerta
O governo de Donald Trump pediu que a China cesse com a pressão militar, diplomática e econômica sobre Taiwan e se abra ao diálogo nesta sexta-feira (26).
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As declarações foram dadas pelo Departamento de Estado dos EUA, que se opôs "veementemente" a uma decisão anunciada pelo governo chinês mais cedo, impondo sanções contra empresas americanas.
Pequim sancionou 10 indivíduos e 20 empresas de Defesa devido à venda de armas para Taiwan, que reivindica como seu território.
As medidas congelam qualquer ativo que eles possuam na China e impedem que organizações e indivíduos nacionais façam negócios com eles, disse o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado oficial.
O anúncio da aprovação da venda de US$ 11,1 bilhões em armas dos Estados Unidos para Taiwan aconteceu há uma semana.
Após o governo da ilha comemorar a decisão, o Ministério da Defesa chinês respondeu que iria "tomar medidas enérgicas para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial" e que as Forças Armadas do país iriam intensificar seu treinamento.
Taiwan testa sistema de lançamento de mísseis fornecido pelos EUA
REUTERS / AGÊNCIA DE NOTÍCIAS MILITAR DE TAIWAN
O ministério ainda instou os EUA a "cessarem imediatamente a venda de armas a Taiwan" e a "cumprirem concretamente o seu compromisso de não apoiar forças 'independentistas da ilha.
"As forças separatistas de Taiwan estão usando o dinheiro suado das pessoas comuns para enriquecer os traficantes de armas dos EUA", acrescentou o comunicado.
O anúncio da venda de armas para Taiwan foi o segundo sob a atual administração do presidente dos EUA, Donald Trump, e ocorre no momento em que Pequim aumenta sua pressão militar e diplomática contra a ilha, cujo governo rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.
A proposta abrange oito itens, incluindo sistemas de foguetes Himars, obuseiros, mísseis antitanque Javelin, drones de munição vagante Altius e peças para outros equipamentos, informou o Ministério da Defesa de Taiwan em um comunicado.
"Os EUA continuam a ajudar Taiwan a manter capacidades suficientes de autodefesa e a construir rapidamente um forte poder de dissuasão e alavancar vantagens de guerra assimétrica, que formam a base para manter a paz e a estabilidade na região", afirma o texto.
EUA criticou recente treinamento chinês em Taiwan
Porta-aviões da China nas águas de Taiwan
Taiwan Ministry of National Defense via AP
No começo de dezembro, a China voltou a fazer exercícios militares ao redor de Taiwan. O Departamento de Estado dos Estados Unidos chamou a ação de "agressiva".
À agência Reuters, um alto funcionário da segurança de Taiwan afirmou que mais de 10 navios de guerra chineses foram avistados. Além disso, segundo ele, a Guarda Costeira da China estava participando de exercícios de "assédio".
Durante o primeiro dia de exercícios, a China afirmou que estava fazendo manobras militares como forma de "aviso" aos separatistas.
Para a China, Taiwan é uma província rebelde que ainda faz parte de seu território. Já para o governo taiwanês, a ilha é um Estado independente, com sua própria Constituição e, por décadas, se considerou o legítimo governo da China no exílio.
Os Estados Unidos declararam apoio a Taiwan e afirmaram que estavam monitorando a atividade militar na região. Durante a noite desta terça, o Departamento de Estado divulgou um comunicado afirmando que "as atividades militares agressivas e a retórica da China em relação a Taiwan apenas servem para exacerbar as tensões".
"Diante das táticas de intimidação e do comportamento desestabilizador da China, o compromisso duradouro dos Estados Unidos com nossos aliados e parceiros, incluindo Taiwan, continua", afirmou o governo americano.
Histórico
A disputa entre China e Taiwan tem raízes na queda da dinastia imperial chinesa e na fundação da República da China, em 1912. O país mergulhou em guerra civil entre nacionalistas do Kuomintang (KMT) e comunistas liderados por Mao Tsé-Tung.
Após a Segunda Guerra Mundial, os conflitos entre os dois grupos se intensificaram, culminando na vitória comunista em 1949 e na fundação da República Popular da China. Os derrotados do KMT fugiram para Taiwan fundando sua "própria China".
A partir de então, passaram a existir duas Chinas: a República Popular da China, governada pelos comunistas em Pequim, e a República da China, sob liderança nacionalista em Taipé, onde o KMT estabeleceu seu governo provisório.
Durante décadas, Taiwan foi governada pelo KMT sob lei marcial, até a transição para a democracia nos anos 1980. Hoje, a ilha tem governo próprio, eleições livres e forças armadas, mas não é reconhecida como Estado soberano pela maioria dos países.
O "Consenso de 1992" estabelece que há apenas uma China, mas cada lado interpreta esse conceito de forma diferente. Enquanto o KTM acredita que Taiwan é esse único território, o governo chinês acredita que a ilha precisa ser reintegrada ao continente.
A crescente pressão militar e diplomática da China sobre Taiwan aumentou os temores de um conflito. Pequim não descarta uma ação militar, especialmente se o status político da ilha mudar.
Nos últimos anos, a tensão entre China e Taiwan aumentou. A aproximação da ilha com os Estados Unidos durante o governo de Joe Biden fez com que o Exército Chinês fizesse vários exercícios militares como forma de alerta.
VÍDEOS: mais assistidos do g1
Como fazer geleia e doce artesanal de cupuaçu

Cupuaçu
Vinicius Braga/Embrapa
O Globo Rural deste domingo (28) traz duas dicas de receitas feitas com cupuaçu, sugeridas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Uma é um doce cristalizado que parece uma bala de goma, tipo jujuba, e a outra é a geleia da fruta.
📲 Confira neste link como fazer o doce cristalizado de cupuaçu tipo jujuba.
📲 Confira neste link como fazer a geleia artesanal de cupuaçu.
Mega da Virada: por que você pode ganhar R$ 1 bilhão e ainda assim ir à falência?
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O que pode acontecer com o prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada, segundo estudos?
Tomaz Silva/Agência Brasil
O prêmio recorde de até R$ 1 bilhão que pode chegar para a Mega da Virada pode levar milhares de apostadores às loterias neste fim de ano.
Mas, uma vez que o ganhador é anunciado e retira o prêmio, surge outra questão mais interessante: o que acontece com todo aquele dinheiro?
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Estudos feitos por Jay L. Zagorsky, da Universidade de Boston, e outros pesquisadores, e publicados no site The Conversation, mostram que muitas vezes esse dinheiro não é tudo o que se imagina.
Em 2018, o prêmio acumulado de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,3 bilhões, na conversão atual) da Mega Millions, nos Estados Unidos, saiu para um único apostador.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A probabilidade de ganhar é muito pequena — aproximadamente uma em 303 milhões. Ou seja, você tem cerca de 400 vezes mais chances de ser atingido por um raio.
Se cada adulto nos EUA comprasse apenas um bilhete, com combinações de números diferentes, ainda haveria uma probabilidade razoável — cerca de 7% — de não haver vencedor e de o montante crescer ainda mais.
Um prêmio menor do que parece
A primeira coisa a ter em mente, segundo Zagorsky, é que, embora o valor do prêmio seja muito alto, o pagamento real será muito menor.
O vencedor não receberá um cheque de US$ 1,5 bilhão no dia seguinte. Como único ganhador, ele, ou ela, pode escolher entre um pagamento único de cerca de US$ 878 milhões (R$ 4,8 bilhões) ou receber US$ 1,5 bilhãoem parcelas anuais que aumentam progressivamente em 30 anos.
Depois disso, vem a mordida do imposto. Se o vencedor for de um Estado americano que não cobre imposto sobre loteria, como a Flórida ou o Texas, e optar por um montante único, o governo federal vai abocanhar US$ 211 milhões (R$ 1,1 bilhão), restando US$ 667 milhões (R$ 3,6 bilhões).
No caso, o bilhete premiado teria sido comprado na Carolina do Sul, que morderia mais 7%, deixando o vencedor com cerca de US$ 606 milhões (R$ 3,3 bilhões)
O prêmio está começando a diminuir, embora ainda reste uma porção generosa.
As pessoas tendem a gastar mais aquilo que elas ganham inesperadamente, apontam estudos
Getty Images via BBC
Para onde vai o dinheiro
No imaginário popular, ganhar na loteria é sinônimo de mudar de vida. Em artigo de 2001, os economistas Guido Imbens e Bruce Sacerdote, em parceria com o estatístico Donald Rubin, mostraram que isso provavelmente acontece, mas que as pessoas tendem a gastar mais aquilo que elas ganham inesperadamente.
Uma análise financeira de ganhadores de loteria, realizada cerca de dez anos após eles conquistarem o prêmio, revelou que essas pessoas economizaram apenas 16 centavos de cada dólar recebido.
Na pesquisa realizada por Zagorsky, ele mostra que indivíduos que receberam uma herança ou uma grande doação financeira aos 20, 30 e 40 anos perderam rapidamente metade do dinheiro devido a gastos ou investimentos mal feitos.
E outros estudos mostraram que ganhar na loteria em geral não ajuda quem tem dificuldade financeira a resolver seus problemas — apenas adia a inevitável falência. Um desses estudos revelou que um terço dos ganhadores perde tudo.
Não é fácil 'torrar' tudo
Como um ganhador de loteria consegue gastar centenas de milhões de dólares tão depressa? Não é fácil.
Uma pesquisa demográfica sobre as características dos apostadores sugere que o auge das apostas em loteria acontece quando as pessoas estão na faixa dos 30 a 39 anos e diminui à medida que elas envelhecem. Nos EUA, a expectativa de vida é de 79 anos.
Supondo que o vencedor esteja na casa dos 30 anos, significa que ele teria cerca de 45 anos para gastar, digamos, US$ 900 milhões, já descontado os impostos (R$ 4,8 bilhões).
Isso quer dizer que ele precisaria desembolsar pouco menos de US$ 20 milhões (R$ 110 milhões) por ano ou aproximadamente US$ 55 mil (R$ 304 mil) por dia para acabar com o dinheiro — ainda considerando os juros acumulados no banco em 2018, quando o estudo foi feito.
Além disso, gastar tudo significa que o ganhador não tem bens. Se ele usasse o dinheiro para comprar casas de luxo, quadros do Banksy, Ferraris e Aston Martins, seu patrimônio líquido não mudaria e ele seria capaz de se aposentar com sua riqueza intacta — pressupondo que o valor dos investimentos se mantivesse ou aumentasse.
"Torrar" todo o dinheiro, o que leva à falência e pouca poupança, significa que o vencedor não tem nada palpável para comprovar seus gastos, além do fato de ter se divertido.
Da riqueza à sarjeta
E foi basicamente isso que um homem chamado Huntington Hartford fez.
Uma lição da vida real: 70 anos depois de herdar o equivalente a US$ 1,3 bilhão, Huntington Hartford declarou falência
Getty Images via BBC
O americano, que viveu de 1911 a 2008, herdou a fortuna da Great Atlantic & Pacific Tea Company. A empresa, aberta pouco antes da Guerra Civil, é mais conhecida como a rede de supermercados A&P.
Foi a primeira loja de alimentos de costa a costa dos EUA e, da Primeira Guerra Mundial até a década de 1960, era o que o Walmart representa para os consumidores americanos de hoje.
Hartford herdou aproximadamente US$ 90 milhões (R$ 498 milhões) quando tinha 12 anos. Se corrigirmos o valor pela inflação, significa que ele ganhou mais de US$ 1,3 bilhão (R$ 7,1 bilhões), descontada a taxação , quando criança. Mas declarou falência em 1992, aproximadamente 70 anos após receber uma das maiores fortunas do mundo.
Ele teve o efeito contrário do toque de Midas (expressão da mitologia grega que descreve a habilidade de transformar tudo em ouro ao toque).
Perdeu milhões comprando imóveis, criando um museu de arte, patrocinando peças teatrais e espetáculos. Combinou a falta de aptidão para os negócios com um estilo de vida excepcionalmente luxuoso.
Depois de declarar falência, viveu recluso nas Bahamas com uma das filhas até morrer.
Que a sorte esteja ao seu lado
A história de vida de Hartford, associada às pesquisas acadêmicas, mostram que dinheiro que cai do céu nem sempre traz felicidade. Esbanjar é mais fácil do que parece.
Se você jogou na loteria e não ganhou, te desejo mais sorte da próxima vez. Se apostou e ganhou, te desejo ainda mais sorte.
Todavia, uma das lições mais importantes, independentemente de jogar ou não na loteria, é que, ao receber um dinheiro inesperado, você deve pensar no futuro e resistir à tentação tão humana de gastar tudo.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Negócios.
Mega da Virada pagará prêmio histórico de R$ 1 bilhão
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Mega da Virada 2025 pagará R$ 1 bi: até quando posso jogar?

Mega da Virada: Como o prêmio é calculado e quais chances de ganhar?
A Mega da Virada 2025 deve pagar R$ 1 bilhão, o maior prêmio da história do concurso especial segundo a Caixa Econômica Federal, para quem acertar as seis dezenas.
As apostas estão abertas desde o dia 1º de novembro, e poderão ser feitas até as 20h do dia 31 de dezembro. O sorteio será realizado também no dia 31, às 22h.
Segundo a instituição, o prêmio não acumula. Caso não haja ganhadores na faixa principal, com o acerto das seis dezenas, o prêmio será dividido entre os acertadores da segunda faixa (cinco números), e assim sucessivamente, conforme as regras do concurso especial.
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O valor deste ano é 57% maior que o prêmio de R$ 635 milhões pago na Mega da Virada de 2024. O crescimento é resultado do forte volume de vendas e de duas mudanças na mecânica de cálculo do prêmio.
A primeira foi o aumento da porcentagem da arrecadação destinada ao valor acumulado da Mega-Sena, que passou de 5% para 10% nos concursos regulares. A segunda alteração elevou para 90% a parcela do prêmio destinada à faixa principal, para quem acerta seis dezenas.
Uma portaria do Ministério da Fazenda elevou de 62% para 90% a parcela da premiação destinada à faixa principal da Mega da Virada. A medida amplia as chances de um prêmio bilionário, afirmou a Caixa.
O sorteio da Mega da Virada será realizado em 31 de dezembro e a aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência, e tudo mais que você precisa saber
Como jogar?
As apostas podem ser feitas com volante específico da Mega da Virada em qualquer lotérica do país. Os jogos também podem ser feitos pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking.
➡️ Como fazer um bolão?
Para fazer um bolão, o apostador pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas — nesse caso, pode ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota.
Além disso, as cotas também podem ser compradas no portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa, também com tarifa de serviço adicional de 35% do valor da cota.
Para fazer o jogo, basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica.
Segundo a Caixa, na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 18. As cotas, no entanto, não podem ser inferior a R$ 7. O banco ainda explica que é possível realizar um bolão de no mínimo dois e no máximo 100 cotas, e que é permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão.
"Em caso de bolão com mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos", diz a Caixa, em nota.
Mega da Virada paga o maior prêmio da história em 2023
Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Mega da Virada:
Quais são as faixas de premiação?
Diferentemente da Mega-Sena e de outros concursos, a Mega da Virada não acumula. Isso significa que o prêmio é pago mesmo que nenhum apostador acerte as seis dezenas.
Na prática, portanto, caso não haja um ganhador na primeira faixa (seis dezenas), o valor passa para os ganhadores da segunda faixa — e assim por diante. A divisão é esta:
Primeira faixa – seis acertos (sena)
Segunda faixa – cinco acertos (quina)
Terceira faixa – quatro acertos (quadra)
Quarta faixa – três acertos
Quinta faixa – dois acertos
Sexta faixa – um acerto
Desde este domingo (21), todas as apostas da Mega-Sena passaram a ser exclusivas para a Mega da Virada.
Como o valor do prêmio é estipulado?
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a maior parte do prêmio vem da arrecadação com as vendas de bilhetes do próprio sorteio.
Também incrementam a cifra da Mega da Virada os valores acumulados dos prêmios regulares da Caixa ao longo do ano.
Com a Mega da Virada de 2025, a estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão seja destinado a repasses sociais. Ao apostar, os brasileiros contribuem com áreas essenciais como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
De acordo com a legislação vigente, quase metade da arrecadação das Loterias CAIXA é direcionada a esses repasses. Mais informações estão disponíveis no site oficial das Loterias CAIXA.
Bar em Ribeirão Preto, SP, organiza bolão da Mega Sena da Virada com funcionários e clientes
Reprodução/EPTV
Quais as chances de levar a bolada?
Desde a primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas com o acerto das seis dezenas. Os números mais sorteados ao longo da história são:
10 → 5 vezes
5, 33 e 36 → 4 vezes cada
3, 17, 20, 29, 34, 41, 56 e 58 → 3 vezes cada
A probabilidade de acerto varia conforme a quantidade de números apostados e o valor da aposta. Com uma aposta de seis números, por exemplo, a probabilidade de ganhar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.
Com 20 números, as chances saltam para uma em cada 1.292. Confira na tabela abaixo:
Onde conferir o resultado?
Os sorteios das Loterias Caixa são realizados em São Paulo. Os apostadores da Mega da Virada podem acompanhar a transmissão ao vivo pela página da instituição no YouTube.
Os números sorteados e o rateio do prêmio também ficam disponibilizados no site da Caixa após a realização do concurso.
Como resgatar o prêmio?
O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência.
Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF.
A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa.
As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio.
O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
Veja os dez maiores prêmios da Mega da Virada até agora
2024: R$ 635,4 milhões
2023: R$ 588,8 milhões
2022: R$ 541,9 milhões
2021: R$ 378,1 milhões
2020: R$ 325,2 milhões
2017: R$ 306,7 milhões
2019: R$ 304,2 milhões
2018: R$ 302,5 milhões
2014: R$ 263,2 milhões
2015: R$ 246,5 milhões
Mega da Virada pagará prêmio histórico de R$ 1 bilhão
Mega da Virada chega a R$ 1 bi: as chances de ganhar, segundo a ciência
Dólar sobe e fecha a R$ 5,54 com cenário eleitoral no Brasil e cautela no exterior; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,16% nesta sexta-feira (26), cotado a R$ 5,5438. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,27%, aos 160.897 pontos.
A reabertura dos mercados após o feriado de Natal trouxe uma agenda mais enxuta no Brasil e no exterior. Mesmo assim, dados econômicos, eventos políticos e questões geopolíticas influenciaram o humor dos investidores.
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▶️ No Brasil, o Banco Central informou que as concessões de crédito recuaram 6,6% em novembro em relação a outubro. Além disso, a instituição informou que o país registrou fluxo cambial negativo de US$ 3,363 bilhões em dezembro, até o dia 19.
▶️ No cenário político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou, em carta, que seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será seu indicado para disputar a Presidência em 2026.
🔎 Analistas avaliam que a sinalização reduz o espaço para Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) — nome visto como mais bem aceito pelo mercado — e reforça a percepção de continuidade do atual governo, o que tende a pressionar o câmbio e a bolsa.
▶️ Ainda por aqui, causou estranhamento a decisão do ministro do STF Dias Toffoli de marcar, em pleno recesso, uma acareação envolvendo o dono do Banco Master, um ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central. A audiência deve tratar da atuação do BC na liquidação da instituição financeira.
▶️ No exterior, o cenário foi marcado pela cautela, com o dólar registrando leve avanço frente a uma cesta de moedas consideradas fortes.
▶️ A China revisou para baixo o PIB de 2024, estimado agora em 134,8 trilhões de iuanes (US$ 19,23 trilhões), abaixo do número preliminar. Pequim também anunciou sanções contra dez pessoas e 20 empresas do setor de defesa dos Estados Unidos — entre elas a unidade da Boeing em St. Louis — em resposta à venda de armas americanas para Taiwan.
▶️ No tabuleiro geopolítico, a Rússia acusou os EUA de “pirataria” no Caribe após bloqueio à Venezuela, elevando tensões. Em meio à crise política no país vizinho, pelo menos 60 pessoas presas após as eleições de 2024 foram libertadas neste Natal.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,27%;
Acumulado do mês: +3,91%;
Acumulado do ano: -10,29%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +1,53%;
Acumulado do mês: +1,15%;
Acumulado do ano: +33,76%.
Bolsonaro confirma Flávio como sucessor
Em carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na quinta-feira (25), o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação do filho como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
No texto, atribuído a Bolsonaro, o ex-presidente afirma que a decisão foi tomada “diante de um cenário de injustiça” e com o objetivo de não permitir que, segundo ele, a vontade popular seja silenciada.
“Tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da República em 2026”, diz um trecho da carta.
Flávio afirmou que o documento foi escrito pelo pai na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no dia 23 de dezembro, e assinado nesta quinta-feira.
👉 Jair Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado e impedido de disputar eleições, após condenações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele cumpre pena de 27 anos de prisão em regime fechado.
A impossibilidade de Bolsonaro concorrer novamente abriu, nos últimos meses, uma disputa entre aliados pelo espólio político do ex-presidente.
A divulgação da carta ocorre após sucessivas sinalizações de que Flávio seria o escolhido para suceder o pai. A decisão contraria a expectativa de parte do mercado e de setores da direita, que viam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), como um nome com maior capacidade de unificar o campo conservador.
Isso porque o governador de São Paulo é visto como uma alternativa mais competitiva diante de uma possível nova candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que avalia disputar um quarto mandato.
Estoque de crédito no Brasil
As concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,6% em novembro na comparação com outubro, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira.
Apesar da retração nas novas operações, o estoque total de crédito — que representa o volume total de financiamentos ainda em aberto no sistema financeiro — cresceu 0,9% no mês, alcançando R$ 6,972 trilhões.
A queda foi puxada principalmente pelos financiamentos com recursos livres, modalidade em que bancos e clientes negociam livremente taxas de juros e prazos. Nesse segmento, as concessões recuaram 5,6% em relação ao mês anterior.
Já nas operações com recursos direcionados — linhas de crédito que seguem regras definidas pelo governo, como financiamentos habitacionais e rurais — a retração foi mais intensa, de 14,3% no período.
A inadimplência nos empréstimos com recursos livres, indicador que mede o percentual de clientes com pagamentos em atraso há mais de 90 dias, ficou em 5,0% em novembro, levemente abaixo dos 5,1% registrados em outubro.
Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre subiram para 46,7% ao ano, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, a taxa média teve movimento oposto, com queda de 0,5 ponto percentual, para 11,1% ao ano.
O spread bancário — diferença entre o custo que os bancos têm para captar recursos e a taxa final cobrada dos clientes — aumentou no crédito livre, passando de 32,4 para 33,2 pontos percentuais de um mês para o outro.
China impõe sanções a empresas dos EUA
O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou nesta sexta-feira a imposição de sanções contra 10 pessoas e 20 empresas do setor de defesa dos Estados Unidos, entre elas uma unidade da Boeing localizada em St. Louis.
A decisão foi tomada em resposta à venda de armas norte-americanas para Taiwan, território que a China considera parte de seu país.
Segundo o governo chinês, as sanções determinam o congelamento de todos os ativos que esses indivíduos e empresas possuam na China. Além disso, fica proibido que cidadãos e empresas chinesas mantenham qualquer tipo de relação comercial com os alvos das medidas.
As pessoas incluídas na lista também estão impedidas de entrar no território chinês, informou o ministério.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, em dia de pouca movimentação após o Natal. O S&P 500 recuou 0,03%, aos 6.929,94 pontos, o Dow Jones caiu 0,04%, aos 48.710,97 pontos, e o Nasdaq registrou perda de 0,09%, aos 23.593,10 pontos.
Já os mercados europeus permanecem fechados nesta sexta-feira devido ao feriado de Natal — o que reduz a liquidez global e deixa os investidores sem novos sinais vindos da região.
Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com destaque para a China — onde o índice de Xangai registrou sua oitava sessão consecutiva de ganhos, a mais longa sequência desde abril.
O movimento foi impulsionado pelo fortalecimento do iuan e pela expectativa de recuperação gradual da economia, levando os índices chineses à melhor semana em dois meses.
No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,10%, a 3.963 pontos, e o CSI300 avançou 0,32%, a 4.657 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei ganhou 0,68%, a 50.750 pontos; em Seul, o Kospi subiu 0,51%, a 4.129 pontos; em Taiwan, o Taiex avançou 0,65%, a 28.556 pontos; enquanto em Cingapura, o Straits Times ficou estável, a 4.636 pontos.
Em Hong Kong, não houve pregão devido ao feriado de Natal.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters
Com taxa Selic elevada, juro bancário tem novo aumento em novembro e atinge maior patamar em 8 anos

Em meio ao juro bancário elevado, inadimplência e endividamento das famílias seguem altos
Reprodução/EPTV
A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 0,6 ponto percentual em novembro deste ano – e fechou o mês em 46,7% ao ano.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC).
➡️Esse é o maior patamar desde abril de 2017, quando estava em 48,3% ao ano, ou seja, em pouco mais de oito anos.
➡️Na parcial de 2025, a taxa média de juros dos bancos já avançou seis pontos percentuais.
Copom mantém a taxa de juros em 15% ao ano
O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com o BC, a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas recuou de 25,1% ao ano, em outubro, para 24,5% ao ano em novembro.
Já nas operações com pessoas físicas, os juros subiram de 58,5% ao ano, em outubro, para 59,4% ao ano em novembro. Esse é o maior patamar desde agosto de 2017 (62,3% ao ano).
➡️O aumento do juro bancário acontece em meio ao alto nível da taxa básica da economia, a Selic, fixada pelo Banco Central para tentar conter a inflação. Em dezembro, a taxa foi mantida em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.
Cheque especial e cartão de crédito
🔎No cheque especial das pessoas físicas, a taxa de juros subiu de 139,1% ao ano, em outubro, para 141,7% ao ano em novembro. A variação foi de 2,6 pontos percentuais.
🔎Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo, por sua vez, avançou de 439,8% ao ano, em outubro, para 440,5% ao ano em novembro deste ano. A alta foi de 0,7 ponto percentual.
Com isso, a taxa do cartão de crédito rotativo permanece em patamar proibitivo. Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro.
O aumento aconteceu apesar de o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter limitado, desde janeiro de 2024, o valor total da dívida dos clientes no cartão de crédito rotativo. O valor do débito não pode mais exceder 100% da dívida original.
Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.
O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. Isso vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa linha de crédito deve ser evitada.
A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Crédito bancário
O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, subiu 0,9% em novembro, para R$ 7 trilhões.
Houve aumento de 0,3% no crédito às pessoas jurídicas, para R$ 2,6 trilhões de saldo total, e de 1,2% no crédito às pessoas físicas, para R$ 4,4 trilhões.
Segundo a instituição, os destaques no crédito livre às famílias em novembro foram:
cartão de crédito total (+1,1%);
financiamento para aquisição de veículos (+2,3%).
cartão de crédito à vista (1,7%).
Inadimplência e endividamento altos
➡️De acordo com dados do Banco Central, a taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 3,8% em outubro.
➡️Esse valor, que considera as operações com recursos livres e direcionados (habitação, rural e BNDES), está em um patamar próximo ao recorde da série histórica (4%), que tem início em março de 2011.
A taxa de inadimplência considera atrasos superiores a 90 dias.
Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 4,7%, enquanto a inadimplência das empresas recuou de 2,4%, em outubro, para 2,3% em novembro.
➡️Já o endividamento das famílias com os bancos, segundo o BC, atingiu 49,3% da renda acumulada nos doze meses até outubro — o maior valor desde novembro de 2022 (ainda na pandemia da Covid-19). Todas as dívidas com os bancos entram no cálculo.
Como nasceu o direito às férias no Brasil há 100 anos (e os empresários que diziam que isso 'quebraria' o país)

Manifestação de trabalhadores no Rio de Janeiro em 1961
Arquivo Nacional via BBC
Depois de 14 meses de debates no Congresso Nacional, no dia 24 de dezembro de 1925, há 100 anos, na véspera do Natal, o presidente Arthur Bernardes (1875-1955) assinou o decreto que permitia ao trabalhador brasileiro ter um descanso anual remunerado.
Era a chamada Lei de Férias, primeiro dispositivo legal da história do país a reconhecer ao trabalhador brasileiro esse direito — mas por apenas 15 dias, diga-se.
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Embora a regulamentação ainda levasse outros dez meses para ocorrer, a notícia foi publicada na época acompanhada de expressões que diziam ser aquele um "presente de Natal" do governo ao trabalhador.
De acordo com o texto da lei, o direito se aplicava "aos empregados e operários de estabelecimentos comerciais, industriais e bancários, sem prejuízo de ordenado".
Em nota publicada cinco dias depois no jornal Correio da Manhã, a Associação dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro comemorou a lei, definindo-a como resultado de uma "bela e pacífica vitória" e "o presente de festas da operosa classe".
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Presidente Artur Bernardes e seus ministros, em foto de 1922
Arquivo Nacional via BBC
Luta antiga
No texto, a entidade reivindicava o reconhecimento de que o benefício era resultante de luta antiga, "mais de 15 anos", dos seus membros.
Segundo a associação, a pausa significava "o gozo de uma regalia tão necessária à saúde dos que mourejam numa lida afanosa de um ano inteiro de labor".
Era uma época de quase inexistentes direitos dos trabalhadores. Além de não terem férias, as jornadas costumavam ser longas — 10 ou 12 horas por dia eram consideradas normais — e não havia medidas que os protegessem socialmente em caso de necessidade ou mesmo desemprego. Descanso, só aos domingos.
Não à toa, a imprensa vinha encampando naqueles anos 1920 a necessidade de um dispositivo que garantisse férias — benefício que, vale ressaltar, algumas empresas já concediam informalmente a seus trabalhadores.
Além disso, embora não houvesse um dispositivo legal que obrigasse férias para todos, algumas categorias profissionais já contavam com esse direito graças a acordos sindicais, como professores, militares, funcionários do Judiciário e servidores públicos em geral.
O Jornal do Brasil afirmou que o trabalho ininterrupto "de ano a ano e de sol a sol" podia prejudicar a saúde dos empregados. "O repouso redunda em benefício dos próprios patrões", argumentou a publicação.
"Tão certo é que um auxiliar bem disposto, com o organismo reconfortado pelo descanso, se torna muito mais capaz e eficiente".
Já o jornal O País escreveu que a lei vinha em boa hora, uma vez que "afora o descanso universal do domingo, nenhuma outra pausa existe para os empregados no comércio, que levam assim uma vida das menos invejáveis que se conhecem do ponto de vista do conforto".
O clamor popular por férias para todos fazia parte das pautas sindicais pelo menos desde o início da década de 1910. Em 1917, por exemplo, uma greve geral em São Paulo levou quase 50 mil operários para as ruas — e este era um dos pedidos da categoria.
O contexto brasileiro espelhava o cenário internacional. Em 1919, o Tratado de Versalhes, documento internacional que botou no papel dos termos de paz pós-Primeira Guerra, definiu também a criação da Organização Internacional do Trabalho, visando à definição de um aparato legal de proteção ao trabalhador.
Cenário político
A proposta foi apresentada pelo deputado federal Henrique de Toledo Dodsworth Filho (1895-1975), do Rio de Janeiro. O texto original, contudo, beneficiaria apenas os trabalhadores do comércio — durante as discussões, a medida acabaria sendo expandida para todo trabalhador urbano.
Na época, Dodsworth chegou a afirmar que seu projeto de lei apenas generalizava e obrigava uma prática que "muitas casas […] já concediam" a seus empregados.
Relator da proposta na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara, o deputado federal Aníbal Benício de Toledo (1881-1962) justificou que a medida "se funda na necessidade fisiológica do repouso anual".
A cientista política Mayra Goulart lembra que aquele era um momento de transformação do capitalismo brasileiro, um período marcado por urbanização, expansão do trabalho assalariado e aumento dos conflitos sociais nas cidades.
"Nos anos 1920, o Brasil começa a enfrentar de forma mais explícita as tensões geradas pela incorporação de setores populares ao mercado de trabalho urbano, em um cenário internacional atravessado pelo impacto da Revolução Russa, pela reorganização do movimento operário e pela emergência de respostas autoritárias e corporativas ao conflito de classes", comenta Goulart, coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (Lappcom) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"Nesse contexto, o trabalhismo começa a se desenhar como uma alternativa intermediária às saídas consideradas radicais ao questionamento do capitalismo. De um lado, o comunismo; de outro, o fascismo", prossegue Goulart.
"A incorporação seletiva de direitos sociais passa a funcionar como estratégia de contenção do conflito, de reconhecimento limitado das demandas populares e de preservação da ordem."
Assim, Goulart explica que a lei de férias "se insere nesse movimento: não rompe com a lógica capitalista, mas reconhece o descanso como um direito legítimo, ainda que de forma incipiente e pouco efetiva."
"Do ponto de vista socioeconômico, portanto, a lei atende a múltiplos interesses: sinaliza modernização institucional, responde parcialmente às pressões do mundo do trabalho urbano e contribui para enquadrar politicamente as demandas populares dentro dos limites definidos pelo Estado", pontua a professora.
Pautas como a das férias passaram a ganhar a adesão dos políticos, se não por simpatia, pelo medo.
O deputado federal Agamenon de Godoy Magalhães (1893-1952), por exemplo, chegou a fazer um pronunciamento dizendo que "evoluir", no sentido de aprovação a legislação das férias, era a maneira de "evitar que a questão social no Brasil se resolva pela revolução". Magalhães era o relator do projeto na Comissão de Legislação Social da Câmara.
Deputado Henrique Dodsworth, autor do projeto de lei
Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro/ Domínio Público
Empresários diziam que lei significava a falência
Entre os patrões, contudo, a repercussão foi negativa.
Segundo registros da imprensa da época, os empresários alegavam que iriam à falência se tivesse de pagar salário mesmo no mês sem o serviço do trabalhador.
Como a lei falava que o direito vinha apenas após o décimo-segundo mês de emprego, também se tornou comum a demissão antes do fim deste período.
"A forte oposição dos industriais à legislação trabalhista também permite compreender como pensam e se organizam os industriais brasileiros", diz a historiadora Bruna Gomes dos Reis, professora no Serviço Social da Indústria (Sesi) e pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
"Embora seja um marco na história da legislação trabalhista brasileira, sua efeméride é oportuna para nos alertar sobre não naturalizar os direitos trabalhistas. Sempre que possível, haverá resistência e articulação por parte da classe patronal para garantir artifícios de negociação que resultem no enfraquecimento dos direitos conquistados e no enfraquecimento da organização dos trabalhadores."
Reis destaca que, desde a assinatura da nova lei, houve resistência dos patrões de reconhecer esse direito.
"Os argumentos são impressionantes, desde argumentos sobre produtividade, do custo e do impacto na produção das férias de 15 dias, argumento moral, como que os trabalhadores braçais não teriam nada para fazer em 15 dias, que o trabalho industrial no Brasil já era repleto de folgas e que esses trabalhadores não teriam condições intelectuais de se disciplinarem longe do ambiente de trabalho."
De acordo com os pesquisadores, a grande maioria acabou ignorando a existência da lei. O governo a aprovou, mas não criou um órgão fiscalizador.
"Formalmente, a lei beneficiava trabalhadores urbanos do setor privado, especialmente dos ramos comercial, industrial e bancário. Na prática, o alcance foi limitado, tanto pela fragilidade da fiscalização quanto pelo perfil restrito da população abrangida", ressalta Goulart.
Aquela década foi marcada pelas dificuldades políticas enfrentadas durante a conturbada presidência de Bernardes, um mandato pontuado por conflitos entre oligarquias, revoltas militares, questionamentos e crises.
"Nesse cenário, ainda que o sistema fosse excludente, o apoio popular não era irrelevante. Em momentos de disputa entre elites, a mobilização, ou neutralização, das classes populares podia ser decisiva",analisa Goulart.
"Bernardes governou sob estado de sítio por longos períodos, combinando repressão com iniciativas pontuais de caráter social. A lei de férias deve ser lida nesse registro: uma tentativa de ampliar a base de sustentação política e reduzir tensões sociais sem alterar estruturalmente o regime."
O historiador Paulo Henrique Martinez, professor da Unesp, tem visão semelhante.
"O governo Bernardes transcorreu quase na totalidade sob o estado de sítio, com rebeliões, denúncias, acusações e, logo, crescente e violenta repressão governamental", afirma Martinez.
O historiador pontua que o pânico se disseminava "entre as elites econômicas e governamentais" e um clima de "terror policial" se direcionava a sindicatos e movimentos grevistas.
Reis ressalta que este momento ficou marcado "pelo crescimento das cidades" e "por um ciclo de greves de grande proporção". Além disso, em 1922 foi criado o Partido Comunista Brasileiro, um ingrediente a mais na causa trabalhista.
"Arthur Bernardes enfrentou forte insatisfação militar, sendo seu governo marcado pelo movimento tenentista, que tinha a derrubada do governo de Bernardes como um de seus objetivos", explica Reis.
"Foi um presidente impopular não apenas entre os tenentes, mas nas áreas urbanas como um todo, por causa da crítica situação econômica nacional e por sua postura autoritária, marcada pelos decretos de estado de sítio e fortalecimento do poder executivo."
Nasce a CLT, bandeira e símbolo de Vargas
Para o proletariado, a garantia dos direitos só viria a partir dos anos 1930.
Em 1932, o governo Getúlio Vargas (1882-1954) criou o Ministério do Trabalho. Com a pasta, veio todo o aparato para regular e fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista.
A Justiça do Trabalho seria instituída em 1941. Dois anos mais tarde seria publicada a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT — que se tornaria uma bandeira e um símbolo da gestão Vargas.
"A principal mudança está no grau de institucionalização. A lei de 1925 inaugura o reconhecimento legal do descanso remunerado, mas, sem mecanismos eficazes de execução", analisa Goulart.
"Nos anos 1930 e, posteriormente, com a CLT, ocorre a construção de um sistema mais amplo de regulação do trabalho, com burocracias estatais, registros formais, mediação de conflitos e maior capacidade de aplicação da lei", prossegue.
"Ao mesmo tempo, mantém-se o perfil urbano da proteção social. A CLT não universaliza os direitos trabalhistas para todo o mundo do trabalho, mas aprofunda um modelo que combina ampliação de direitos, controle estatal e integração política dos trabalhadores urbanos. A lei de 1925, nesse sentido, funciona como ponto de partida desse processo."
Gradualmente, o benefício das férias não só se tornou inquestionável como também foi ampliado.
Em 1949, o período de descanso saltou de 15 para 20 dias. Em 1977, a lei passou a garantir os atuais 30 dias.
Com a Constituição de 1988, os trabalhadores com carteira assinada passaram a ter direito a um adicional de um terço do salário, à guisa de bonificação, junto ao período de férias.
Mesmo com as limitações, a legislação de 100 anos atrás deve ser compreendida como um marco fundador, defende Goulart, lembrando que o dispositivo abriu o espaço para uma série de conquistas posteriores.
"A reação empresarial da época, com o argumento de que a lei 'quebraria o país', é particularmente reveladora. Esse discurso não é exclusivo daquela época. Ele reaparece recorrentemente sempre que há tentativa de ampliar os direitos trabalhistas."
Para Reis, a lei de 1925 se tornou importante pelas lacunas no âmbito prático, afinal "é a memória de que, no Brasil, os direitos trabalhistas não são nunca uma garantia e que a legislação não foi e não será suficiente para garanti-los".
Getúlio Vargas em SP em 1954
Arquivo Nacional via BBC
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Tender, presunto cru ou cozido: entenda as diferenças

Tender, presunto cru ou cozido: entenda as diferenças
Para quem não gosta de frango ou peru, o tender pode ser uma alternativa para o almoço de Natal. Apesar do nome diferente, ele é um tipo de presunto, mas passa por etapas específicas no processo de produção.
O tender é um produto originário dos Estados Unidos. No país, ele é conhecido como "glazed ham", que traduzido ao português significa "presunto glaceado".
Já no Brasil, ele ficou conhecido como "tender" depois de uma marca que comercializava o produto divulgar o slogan "tender made", que em português significa "feito com carinho", aponta o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuário (Anffa).
SAIBA TAMBÉM: Flor do Natal não é realmente flor e é venenosa
Entenda abaixo quais requisitos são exigidos para cada tipo de produto.
Tender
Tender é um tipo de presunto, mas passa por etapas diferenciadas em sua produção.
Divulgação
🐖É feito apenas do pernil do porco, ou seja, das pernas traseiras, que são mais musculosas e uniformes. Isso permite que o corte já se aproxime do formato redondo do tender, explica Elsio Figueiredo, pesquisador da unidade Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
🐖 Para o seu preparo, o tender é marinado, recebe injeção de temperos, sais dissolvidos em água. Ele fica em ambiente refrigerado para curar por cerca de 3 dias. Depois, ele é cozido e defumado.
Presunto cru
Presunto parma
Anthony Rahayel
🐖 Se trata de todo presunto que não é cozido.
🐖 Existem diversas formas de preparar presuntos crus. Alguns exemplos dos mais famosos são o parma e o jamon espanhol.
🐖 É feito a partir das peças inteiras do pernil e, em alguns casos, das paletas (os braços) do porco, diz Figueiredo.
🐖 Normalmente, o único tempero usado é sal.
🐖Este tipo de presunto costuma passar por um período maior de maturação, entre 9 meses e 3 anos. Durante o processo, o produtor precisa passar uma pasta de banha para evitar a proliferação de bactérias, além de escovar a peça para evitar fungos, explica o pesquisador da Embrapa.
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Presunto cozido
Presunto cozido
Divulgação / Ministério da Agricultura
🐖São os presuntos mais comuns nos supermercados.
🐖Nesta categoria, estão os produtos obtidos de cortes íntegros de pernil de porco, curado, cozido, defumado ou não, desossado ou não, com adição de ingredientes.
🐖Existem três formas de preparar o presunto:
cozido: é possível usar carne moída, para preencher o alimento, já que, após ser fatiado, ficam buracos em sua forma. Mas não pode ter pele;
cozido superior: não pode ter carne moída, mas pode ter pele;
cozido tenro: é obrigatoriamente defumado;
Em 2023, as regras para produção de presunto mudam pela primeira vez em 20 anos. Confira aqui as novas exigências.
Regras para produção de presunto mudam pela 1° vez em 20 anos; confira
Apresuntado
🐖É feito da paleta e do acém.
🐖Tem um maior percentual de gordura.
🐖Após a seleção das peças, a carne é transformada em uma massa, que é temperada e submetida a um processo térmico.
Presunto, apresuntado, margarina e manteiga: descubra diferenças entre alimentos 'primos'
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Acareação com Vorcaro e diretor do Banco Central é nova pressão sobre autoridade monetária
A convocação do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, para uma acareação a respeito de possíveis fraudes na transação do Banco Master com o BRB chamou a atenção de ex-diretores da autoridade monetária e do mundo financeiro. O diretor responsável pela negativa da operação Master-BRB foi outro, o responsável à época pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes. A partir daquele processo, dados da operação com o BRB foram enviadas à PF, que iniciou a investigação que levou à prisão de Vorcaro. A diretoria de Fiscalização foi responsável pelo parecer que levou à liquidação do Master. Nos últimos dias, foi ampliada a pressão sobre o BC questionando se a liquidação foi precipitada. Até mesmo um parecer do ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, pedindo explicações ao BC, foi visto com estranheza dentro do tribunal de Contas. Como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, é responsável pela investigação que a PF iniciou, chamou a atenção de ex-mandatários do BC a convocação do dirigente da área responsável pela liquidação.
Número de bilionários com menos de 30 anos que enriqueceram sem herança bate recorde, diz Forbes

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança
O ano de 2025 marcou uma mudança no perfil dos super-ricos globais. De acordo com a revista Forbes, foi registrado o maior número já observado de bilionários com menos de 30 anos que construíram suas fortunas sem herança familiar.
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A lista reúne 13 jovens empreendedores que alcançaram patrimônios superiores a US$ 1 bilhão ainda na casa dos 20 anos — quase o dobro do recorde anterior, registrado em 2022, quando sete pessoas se enquadravam nesse perfil.
🔎 Entre os nomes deste ano está a brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, que aparece como a mulher mais jovem do mundo a atingir o status de bilionária sem herança, segundo o levantamento da revista.
A empresária Luana Lopes Lara
Fantástico/Reprodução
👉 O dado chama atenção não apenas pela quantidade de jovens bilionários, mas também pela rapidez com que essas fortunas foram formadas: entre novembro e dezembro de 2025, sete novos nomes passaram a integrar esse grupo.
Esse avanço está ligado ao crescimento de setores que, há uma década, ainda eram inexistentes ou pouco desenvolvidos. Áreas como inteligência artificial, mercados de previsão e apostas online passaram a gerar empresas avaliadas em bilhões de dólares em poucos anos (e às vezes em poucos meses).
A seguir, confira quem são os bilionários com menos de 30 anos que construíram fortunas próprias, com estimativas atualizadas até dezembro de 2025.
1. Alexandr Wang (28 anos)
Fortuna: US$ 3,2 bilhões
Origem da riqueza: Inteligência artificial
Cofundador da Scale AI, empresa de rotulagem de dados usada no treinamento de modelos de IA. A Meta comprou 49% da companhia por cerca de US$ 14 bilhões.
2. Ed Craven (29 anos)
Fortuna: US$ 2,8 bilhões
Origem da riqueza: Apostas online
Cofundador do cassino digital Stake.com, que ganhou escala durante a pandemia.
3. Surya Midha (22 anos)
Fortuna: US$ 2,2 bilhões
Origem da riqueza: Inteligência artificial
Cofundador da Mercor, startup de recrutamento com uso de IA avaliada em US$ 10 bilhões.
4. Brendan Foody (22 anos)
Fortuna: US$ 2,2 bilhões
Origem da riqueza: Inteligência artificial
Cofundador e CEO da Mercor.
5. Adarsh Hiremath (22 anos)
Fortuna: US$ 2,2 bilhões
Origem da riqueza: Inteligência artificial
Cofundador e diretor de tecnologia da Mercor.
6. Fabian Hedin (26 anos)
Fortuna: US$ 1,6 bilhão
Origem da riqueza: Codificação com IA
Cofundador da startup sueca Lovable, que permite criar sites e aplicativos com auxílio de inteligência artificial.
7. Michael Truell (25 anos)
Fortuna: US$ 1,3 bilhão
Origem da riqueza: Software de IA
Cofundador da Cursor, empresa de edição de código com inteligência artificial.
8. Aman Sanger (25 anos)
Fortuna: US$ 1,3 bilhão
Origem da riqueza: Software de IA
Cofundador da Cursor.
9. Sualeh Asif (25 anos)
Fortuna: US$ 1,3 bilhão
Origem da riqueza: Software de IA
Cofundador da Cursor.
10. Arvid Lunnemark (26 anos)
Fortuna: US$ 1,3 bilhão
Origem da riqueza: Software de IA
Cofundador da Cursor.
11. Luana Lopes Lara (29 anos)
Fortuna: US$ 1,3 bilhão
Origem da riqueza: Mercados de previsão
Cofundadora da Kalshi, plataforma que permite apostas sobre eventos futuros, como eleições e indicadores econômicos.
12. Tarek Mansour (29 anos)
Fortuna: US$ 1,3 bilhão
Origem da riqueza: Mercados de previsão
Cofundador da Kalshi.
13. Shayne Coplan (27 anos)
Fortuna: US$ 1 bilhão
Origem da riqueza: Mercados de previsão
Fundador da Polymarket, plataforma que ganhou projeção após receber um investimento de US$ 2 bilhões da Intercontinental Exchange.
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Toffoli marca para dia 30 acareação sobre o Banco Master com ex-BRB, Vorcaro e diretor do BC

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli marcou para a próxima terça-feira, dia 30 de dezembro, uma acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BrB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, informou a assessoria de imprensa do STF nesta quarta-feira (24).
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Toffoli é o relator no STF do caso do banco Master, que teve a liquidação extrajudicial determinada pelo BC em 18 de novembro.
No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou uma operação por suspeita de fraude bilionária no banco, que levou à prisão de Vorcaro e ao afastamento de Costa do BrB. Vorcaro obteve um habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 28 de novembro.
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Ao justificar a liquidação do Master, o BC citou "graves violações" às normas e problemas de liquidez da instituição.
Decisão do BC e STF
A decisão do BC, no entanto, está no centro de uma controvérsia que envolve inclusive outros órgãos em Brasília. Na sexta-feira passada, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jonathan de Jesus pediu esclarecimentos do BC sobre a fundamentação e motivação da decretação da liquidação.
Na última segunda-feira, a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, noticiou que o ministro do STF Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do BC, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Master. A esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços advocatícios com o Master.
Na terça-feira, o Banco Central e Moraes informaram, em notas separadas, que as reuniões ocorreram para discutir efeitos da aplicação da Lei Magnitsky sobre o magistrado.
Em nova nota divulgada na noite de terça-feira, Moraes deu mais detalhes sobre as reuniões.
"Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master", disse.
De acordo com o BC, o grupo Master representava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema financeiro nacional. Com a liquidação decretada, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estimou que pagará R$41 bilhões aos credores da instituição.
Ministro do STF Dias Toffoli
Divulgação/STF
Caso Master
Fundado em 1974 como Máxima Corretora de Valores, o Banco Master passou por diversas reorganizações societárias ao longo de quase cinco décadas. O movimento ganhou novo impulso em 2019, quando Daniel Vorcaro assumiu o controle da instituição e implementou uma estratégia de crescimento acelerado.
A partir de 2022, no entanto, esse ritmo mais intenso começou a levantar questionamentos no mercado, e analistas e investidores passaram a identificar sinais de fragilidade no modelo adotado.
Isso porque a instituição passou a captar dinheiro a custos cada vez mais altos e a direcionar esses recursos para investimentos considerados mais arriscados — uma combinação que levantou dúvidas sobre a capacidade do banco de manter suas finanças equilibradas no longo prazo.
👉 Em termos simples, o banco pagava juros elevados para captar dinheiro e precisava assumir riscos ainda maiores para tentar sustentar esses pagamentos.
⚠️ Esse tipo de estratégia costuma funcionar apenas no curto prazo e aumenta o risco de desequilíbrio financeiro.
O sinal de alerta ficou ainda mais evidente com os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) oferecidos pelo Banco Master.
🔎 O que são os CDBs? São títulos de renda fixa nos quais o investidor “empresta dinheiro” ao banco e recebe juros em troca. No caso do Master, esses papéis passaram a oferecer remunerações de até 140% do CDI — um nível muito acima do normalmente praticado por instituições com situação financeira considerada sólida.
Para especialistas, ofertas tão elevadas funcionavam como um sinal de alerta. A leitura é que, sem conseguir captar dinheiro a custos menores no mercado financeiro tradicional ou junto a grandes bancos, o Master passou a recorrer de forma crescente ao investidor pessoa física para reforçar seu caixa.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Banco Master
E as preocupações não eram infundadas: segundo investigações da Polícia Federal, parte do dinheiro captado teria sido usada para tapar déficits operacionais e honrar compromissos antigos — um modelo que só se sustenta enquanto há entrada constante de recursos novos e mais robustos.
Paralelamente, o banco passou a buscar uma saída por meio da venda de participação societária. A principal investida ocorreu em março deste ano, quando avançaram as negociações para a venda de 58% do capital ao Banco de Brasília (BRB), em uma operação estimada em cerca de R$ 2 bilhões.
O acordo, porém, rapidamente entrou no radar de órgãos de controle: o Ministério Público do Distrito Federal e o Ministério Público de Contas levantaram questionamentos sobre a falta de transparência da operação e os potenciais riscos para os acionistas do banco público.
Mas foi antes mesmo dessa tentativa de venda que a Polícia Federal deu início às investigações sobre o banco. Desde 2024, a PF passou a acompanhar de perto a instituição e identificou indícios de que o Master teria criado artificialmente carteiras de crédito e registrado ativos de baixa — ou até inexistente — qualidade como se fossem sólidos, o que acabaria distorcendo a real situação financeira do banco.
Nesse contexto, parte das irregularidades envolvia a emissão de cerca de R$ 50 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem que houvesse recursos líquidos suficientes para garantir o pagamento desses títulos no futuro.
As apurações também indicam operações suspeitas com créditos supostamente adquiridos da empresa Tirreno. Esses ativos teriam sido revendidos ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões, sem a documentação necessária, justamente no período em que se negociava a compra do próprio Banco Master.
Diante disso, o Banco Central decidiu decretar a liquidação extrajudicial do Master em novembro. Com a medida, as atividades foram interrompidas de forma imediata, a diretoria foi afastada e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para indenizar correntistas e investidores, respeitando o limite legal de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio dos bens dos controladores e de ex-executivos da instituição. As investigações continuam em andamento para apurar eventuais responsabilidades nas esferas civil e criminal.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Governo publica decreto que oficializa reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026

Governo publica decreto que oficializa reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026
O Diário Oficial publicou nesta quarta-feira (24) o Decreto nº 12.797, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que oficializa o reajuste do salário mínimo nacional a partir de 1º de janeiro de 2026.
▶️ Com a mudança, o valor passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao piso atualmente em vigor.
Quem recebe o salário mínimo (ou múltiplos dele) ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já receberá o total reajustado no início de fevereiro.
Entenda abaixo como funciona o salário mínimo, qual a regra de reajuste e como essa mudança impacta a economia brasileira.
Como funciona o salário mínimo?
Como o nome já indica, o salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no país.
🔎A Constituição diz que trabalhadores urbanos e rurais têm direito a um "salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim".
Para o Dieese, o salário mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 em novembro desse ano, ou 4,66 vezes o piso mínimo nacional de R$ 1.518.
Além disso, pela Constituição, o salário mínimo tem que ser reajustado ao menos pela inflação, para garantir a manutenção do chamado "poder de compra". Se a inflação é de 10%, o salário tem de subir pelo menos 10% para garantir que seja possível comprar, na média, os mesmos produtos.
Salário mínimo 2026
Nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, o reajuste do salário mínimo seguiu exatamente essa regra. Foi reajustado apenas pela inflação, sem ganho real. No mandato de Lula, o salário mínimo voltou a subir acima da inflação (veja detalhes sobre a nova regra mais abaixo nessa reportagem).
Para impedir um crescimento maior da dívida pública, e consequentemente dos juros cobrados do setor produtivo, alguns economistas defendem, porém, que o piso dos benefícios previdenciários deixe de ser vinculado ao salário mínimo, e que volte a ter correção apenas pela inflação.
Referência para 59,9 milhões de pessoas
De acordo com nota técnica divulgada em janeiro deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.
Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor.
O salário mínimo também gera impactos indiretos na economia, como o aumento do "salário médio" dos brasileiros e a elevação do poder de compra do trabalhador.
Como o governo chegou aos R$ 1.621?
Se cumprisse apenas a regra da Constituição, de corrigir o valor pela inflação, o governo poderia reajustar o salário mínimo dos atuais R$ 1.518 para algo em torno de R$ 1.582.
O cálculo leva em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%.
O governo Lula, no entanto, prometeu ainda durante a campanha que retomaria a chamada "política de valorização do salário mínimo", o que significa aumentos para além da inflação.
Em 2023, o Congresso aprovou uma medida provisória editada por Lula incluiu esse mecanismo na lei. Pela nova regra, o reajuste do salário mínimo levava em conta dois fatores:
a inflação medida pelo INPC até novembro, como prevê a Constituição;
o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
Por essa regra, o salário mínimo desse ano subiria com base na inflação do ano passado, de 4,18%, e no crescimento do PIB de 2024 (3,4%). E avançaria para R$ 1.636.
Entretanto, em dezembro do ano passado, o governo aprovou uma lei que restringe o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo a 2,5% (o teto de gastos do arcabouço fiscal).
▶️Ao ser aplicada, então, considera a inflação em doze meses até novembro deste ano (4,18%) mais 2,5% de alta real (PIB de 2024, limitado a 2,5%), elevando o salário mínimo para R$ 1.621 em 2026.
Impacto nas contas públicas
Ao conceder um reajuste para o salário mínimo, o governo federal também gasta mais. Isso porque os benefícios previdenciários, assim como o valor do abono salarial e do seguro-desemprego, entre outros, não podem ser menores que o valor do mínimo.
💰De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2026 de aproximadamente R$ 420 milhões.
Um aumento de R$ 103 ao salário mínimo no próximo ano, portanto, corresponde a um crescimento de cerca de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias.
O aumento maior do salário mínimo é um dos principais itens que eleva as gastos obrigatórias. Com isso, sobrarão menos recursos para os gastos "livres" do governo, chamados de "discricionários" – o que pode afetar políticas do governo federal.
Cotação do ouro supera US$ 4.500 com expectativa de corte de juros nos EUA e tensão geopolítica

A cotação do ouro superou a marca de 4.500 dólares por onça (31,1 gramas) nas negociações asiáticas desta quarta-feira (24), impulsionada pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) continue reduzindo as taxas de juros no próximo ano, além das tensões entre Estados Unidos e Venezuela.
O metal, considerado um “ativo refúgio” — ou seja, um investimento procurado em períodos de incerteza econômica ou política — era negociado a US$ 4.519,78 (R$ 24.940) por onça, mantendo uma sequência de alta que já acumula valorização de 70% desde o início de 2025.
Outros metais seguiram a tendência: a prata e o cobre também registraram máximas na terça-feira, enquanto a platina atingiu o maior valor desde maio de 2008.
Segundo analistas, o movimento é parcialmente explicado pelo aumento dos riscos geopolíticos entre Washington e Caracas, após o presidente Donald Trump declarar na segunda-feira que seria “inteligente” que seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, deixasse o poder.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em 16 de dezembro, Trump anunciou um bloqueio a “navios petroleiros sancionados” que navegam de ou para a Venezuela. Desde setembro, a presença de navios de guerra americanos no Caribe em uma operação contra o narcotráfico resultou em mais de 100 mortes. A Venezuela denuncia a campanha como uma tentativa de derrubar Maduro e controlar as riquezas do país.
Ao mesmo tempo, os mercados mostravam disposição para fechar o ano em tom positivo, impulsionados pelo otimismo em relação a 2026, especialmente sobre a economia dos Estados Unidos, o que compensou as preocupações recentes com a avaliação do setor de tecnologia.
👉 Na terça-feira, os operadores de Wall Street levaram o índice S&P 500 a um nível recorde, após a divulgação de dados que mostraram que a maior economia do mundo cresceu 4,3% no terceiro trimestre, a taxa anualizada mais rápida em dois anos e acima das expectativas de 3,3%.
O crescimento foi impulsionado pelo desempenho dos gastos de consumidores e empresas, oferecendo um alívio aos investidores diante de dados recentes mais fracos sobre emprego.
Com a economia apresentando resultados melhores do que o previsto, os investidores reduziram as apostas em um novo corte das taxas de juros pelo Fed no próximo mês.
Embora a expectativa de redução dos juros tenha sido um fator-chave na alta recente dos mercados, analistas afirmam que o forte crescimento econômico compensou qualquer decepção com a manutenção das taxas neste momento.
Jazida de ouro de 7,1 mil toneladas não foi descoberta no Brasil
g1
Por que Chester e Fiesta são maiores que o frango do dia a dia

Chester de Natal: entenda como é a produção
Para quem não vai conseguir comprar um peru para a ceia de Natal deste ano, o Chester e o Fiesta surgem como opções mais baratas. Mas por que esses frangos são maiores do que os vendidos no restante do ano?
Os produtos, que são das marcas Perdigão e Seara, respectivamente, são, na verdade, frangos que passaram por uma seleção genética para se tornarem maiores do que os demais.
Diferentemente dos seus antecedentes, o frango de Natal não é usado para reprodução, mas apenas para o abate; por isso, todos os anos, os criadores devem começar o processo de linhagem novamente.
Ao contrário do que acontece com os perus — em que, na realidade, a perua é a protagonista da ceia —, apenas machos se tornam um Chester ou um Fiesta. A razão é que eles crescem mais, então a fêmea acaba sendo vendida como um produto para o dia a dia.
SAIBA TAMBÉM: Flor do Natal não é realmente flor e é venenosa
Entenda abaixo o processo de seleção genética do produto.
🍗Como o frango fica gigante
Os frangos de Natal são maiores do que aqueles que compramos para o dia a dia.
Para obter esse resultado, os produtores levam cerca de um ano organizando a reprodução entre linhagens genéticas específicas, explica Elsio Figueiredo, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Suínos e Aves.
O Chester, um dos produtos mais famosos dessa linha, por exemplo, tem a característica do peito grande. A seleção desse atributo começa na geração de bisavós.
Ao todo, 4 variedades são escolhidas para a reprodução, cada uma denominada com uma letra (A, B, C e D). Cada linha tem um traço de interesse, como o peito maior, melhor rendimento de peso em relação à ração, capacidade de colocar mais ovos, entre outros.
Com base nessa seleção, as linhas são cruzadas entre si até nascer a geração ABCD, que é o frango vendido para as festas. Confira abaixo:
Entenda como é a produção do frango de Natal
Elcio Horiuchi / Arte g1
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Conta de luz: Aneel rebaixa bandeira tarifária para verde em janeiro de 2026

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta terça-feira (23), que rebaixou a bandeira tarifária para o patamar verde para janeiro de 2026.
Isso significa que a conta de energia elétrica não terá custo extra no primeiro mês do próximo ano.
Em dezembro, a Aneel havia definido a categoria amarela para a bandeira, o que significou um custo extra de R$ 1,88 a cada 100kWh, menor do que no mês anterior. Em novembro, a bandeira tarifária foi a vermelha patamar 1, um custo extra de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.
"Nesse período chuvoso estamos com chuvas abaixo da média histórica. Contudo, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, uma manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas, e em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor", disse a Aneel.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em novembro, a Aneel determinou a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 – a bandeira já havia sido aplicada em outubro.
"A Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica, mesmo em períodos favoráveis. A economia de energia contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo", disse a agência.
A Aneel informou ao g1 que esta é a primeira vez, desde 2019, que a bandeira amarela é acionada para o mês de dezembro. Entre setembro de 2021 e abril de 2022, vigorou a bandeira de escassez hídrica devido às condições hidrológicas daquele período.
Como funciona o sistema de cores
💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.
💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.
Usina Hidroelétrica Engenheiro Sérgio Motta, em Rosana (SP)
Cesp
Saiba quanto custa cada bandeira
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Qualidade da Essential Nutrition atravessa fronteiras e chega aos EUA

A qualidade que fez a Essential Nutrition conquistar milhões de consumidores no Brasil agora ultrapassa fronteiras. A marca brasileira de nutrição funcional acaba de expandir sua presença para os Estados Unidos, levando ao mercado mais competitivo do mundo um portfólio selecionado de suplementos desenvolvidos com rigor científico, ingredientes premium e certificações internacionais de pureza e segurança.
A qualidade da Essential Nutrition
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A chegada aos EUA representa um marco para a Essential, que nasceu com o propósito de unir ciência, sabor e alto valor nutricional em fórmulas inteligentes. “A qualidade sempre foi nosso princípio, não um diferencial”, destaca o site oficial da empresa. Essa filosofia, sustentada por mais de 20 anos de atuação do Essentia Group, orienta desde a pesquisa e o desenvolvimento até a experiência de quem consome os produtos.
Padrão internacional de excelência
Cada suplemento da Essential Nutrition é produzido com matérias-primas de pureza comprovada, rastreabilidade completa e processos certificados por órgãos internacionais. Entre os principais selos que acompanham as fórmulas estão:
NSF GMP (Good Manufacturing Practices): certificação que atesta rigor, segurança e rastreabilidade na fabricação;
IFOS™ (International Fish Oil Standards): valida a pureza dos ômegas;
FODMAP, no Collagen Gut;
Kosher, Vegan e Carbon Neutral: reforçam responsabilidade ética, ambiental e nutricional.
Esse conjunto de certificações é parte essencial da estratégia da marca e ajuda a explicar por que seus produtos se destacam em um mercado tão competitivo quanto o norte-americano.
Portfólio de suplementos
Nos Estados Unidos, a Essential Nutrition disponibiliza inicialmente 10 produtos desenvolvidos com o conceito de Enhanced Performance: fórmulas que combinam diferentes nutrientes, que atuam em sinergia para potencializar resultados clínicos de forma segura.
Produtos com a assinatura Essential Nutrition
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Entre os destaques:
Immuno Whey e Immuno Vegan Protein
Desenvolvidas para fortalecer o sistema imunológico e promover o ganho de massa muscular, as fórmulas trazem ingredientes selecionados, sabor marcante e digestibilidade otimizada.
Linha de Colágenos
Inclui o Collagen Skin, voltado à beleza da pele; o Collagen Resilience, para suporte a cabelos, pele e unhas; e o Collagen Gut, focado no equilíbrio intestinal.
Hydrolift Electrolytes
Hidratação inteligente com eletrólitos e micronutrientes essenciais, sem excesso de açúcar e com rápida absorção.
Brainstorm Coffee & Spices
Uma das experiências sensoriais mais características da marca: bebida funcional que combina café e especiarias como canela, cardamomo e gengibre. Sem adoçantes e com foco em energia e concentração naturais.
Expansão da empresa
A entrada no mercado americano não foi um movimento repentino. Segundo a empresa, trata-se de uma expansão estruturada, conduzida com maturidade e sustentada pelos padrões implementados pelo Essential Group ao longo de mais de duas décadas.
Essential Nutrition Brainstorm
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“A qualidade é nossa identidade. É ela que orienta cada decisão, cada fórmula, cada etapa da produção”, reforça a marca. O compromisso com ciência, transparência e rigor técnico faz parte da cultura do grupo e está presente em toda a cadeia de desenvolvimento.
Estilo de vida e nutrição funcional
A Essential Nutrition apresenta aos consumidores um conceito de nutrição funcional que alia tecnologia, sabor e pureza. A proposta é entregar produtos que contribuam para saúde, performance e bem-estar, tanto para quem pratica atividades físicas quanto para quem busca equilíbrio e longevidade no dia a dia.
A busca por uma vida equilibrada começa no que consumimos, no que pensamos e em como cuidamos do nosso corpo. Cada vez mais pessoas entendem que alimentação saudável, mente saudável e corpo saudável caminham juntas, formando uma base sólida para bem-estar, longevidade e desempenho no cotidiano. É uma escolha consciente de nutrir o organismo com ingredientes de qualidade, cultivar hábitos que fortalecem a saúde mental e adotar práticas que respeitam o ritmo e as necessidades do corpo. Quando essas três dimensões se alinham, a vida flui com mais energia, clareza e propósito.
Para saber mais
Nos EUA, os produtos estão disponíveis para compra 24 horas por dia na loja da marca na Amazon. Mais informações sobre a marca e a origem dos produtos estão disponíveis no site oficial: essentialnutritionusa.com.
Reforma tributária: penalidade por não preencher nota fiscal com impostos sobre consumo deve começar até junho, indica Receita
A Secretaria da Receita Federal e o Comitê Gestor dos estados e municípios publicaram, nesta terça-feira (23), ato que dispõe sobre o funcionamento dos futuros impostos sobre o consumo no âmbito da reforma tributária: a CBS federal e o IBS estadual e municipal. Pelas regras, os contribuintes terão três meses, contados somente a partir da publicação dos regulamentos, para se adaptar, sem precisar recolher o IBS e a CBS e nem sofrer penalidades. ➡️A expectativa da Receita Federal é de que os regulamentos sejam publicados no início do próximo ano, ainda sem data certa. "Assim, por exemplo, se a publicação dos regulamentos do IBS e CBS ocorrerem em janeiro de 2026, a obrigatoriedade do registro dos campos da CBS e do IBS se dará a partir de primeiro de maio. Caso a publicação ocorra em fevereiro, a obrigatoriedade ocorrerá a partir de primeiro de junho de 2026", informou a Receita Federal. Durante esse período de transição, não haverá aplicação de penalidades pelo não preenchimento dos campos específicos da CBS e do IBS nos documentos fiscais eletrônicos, ou seja, as notas fiscais que não trouxerem preenchidos os campos dos futuros impostos sobre o consumo, a CBS federal e o IBS estadual, não serão automaticamente rejeitadas. "A orientação consolida o caráter educativo que marcará 2026, ano inicial de implementação da Reforma Tributária. O período foi concebido como um tempo de aprendizado, testes e calibragem, tanto para contribuintes quanto para administrações tributárias. Além disso, a diretriz confere maior segurança jurídica, permitindo que os contribuintes ajustem gradualmente seus sistemas e rotinas fiscais ao novo modelo", informaram a Receita Federal e o Comitê Gestor dos estados e municípios. Nova plataforma tecnológica Uma nova plataforma tecnológica que será inédita no mundo, 150 vezes maior do que o PIB, entra em funcionamento no próximo ano para operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços. 🔎 O novo sistema vai viabilizar e estruturar o pagamento dos futuros impostos sobre valor agregado (IVA), previstos na reforma tributária sobre o consumo – aprovada em 2024 pelo Congresso Nacional e sancionada no início deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já em fase de testes, o objetivo da Receita Federal é de que a plataforma esteja funcionando em 2026 sem gerar cobrança efetiva (alíquota pequena de 1%, que será "destacada", ou seja, abatida em outros tributos). A partir de 2027, quando haverá extinção do PIS e da Cofins federais, o sistema do "split payment" começará a operar em toda a economia para a CBS (tributo federal), focado nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo. De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios). Desafio para empresas Reportagem do g1 mostrou, em novembro, que a reforma tributária sobre o consumo está exigindo ações na área de processos de gestão e de sistemas de emissão da nota fiscal por parte das empresas como forma de evitar problemas a partir de 2026. ➡️Especialistas ouvidos relataram que as empresas despreparadas poderiam ter desde mercadorias paradas e incapacidade do contas a pagar, liquidar a fatura, até a possibilidade de a empresa não aproveitar os créditos tributários, gerando um impacto direto no fluxo de caixa. ➡️Já a Receita Federal negou, no mês passado, que haverá um aumento de complexidade na emissão das notas fiscais, e também afastou interpretações de que poderá haver um cenário caótico para as empresas a partir de 2026. Segundo o órgão, os campos das notas fiscais serão praticamente os mesmos de hoje, como: CNPJ ou CPF, de compradores ou vendedores, além da quantidade de produtos, valor da venda e códigos tributários, por exemplo.
Zema sanciona lei que autoriza privatização da Copasa e anuncia troca no comando da empresa

Zema sanciona lei que autoriza privatização da Copasa e troca comando da empresa
EPTV/Reprodução
O governador Romeu Zema (Novo) sancionou nesta terça-feira (23) a lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). No mesmo dia, ele anunciou a troca do comando da estatal, que será gerida por Marília Melo, até então secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
A promulgação do PL que permite o avanço da desestatização da empresa foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Já o desligamento do atual presidente da companhia, Fernando Passalio, foi divulgado em uma nota à imprensa.
"[...] agora, o processo de desestatização da Copasa será conduzido por Marília Carvalho de Melo, uma das maiores autoridades sobre água no Estado e que já responde paralelamente pelo tema do saneamento desde 2020", informou o Executivo estadual.
No comunicado, o governo de Minas ressaltou os feitos de Passalio à frente da Copasa, dizendo que o servidor de carreira foi fundamental para garantir os ajustes necessários para viabilizar o processo de desestatização no contexto do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
O Executivo também destacou que Marília Melo foi a primeira mulher a comandar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a liderar o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), órgão do qual é servidora de carreira desde 2006.
"Ocupou, antes de ser nomeada secretária, o cargo de diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em duas ocasiões", completou.
Ainda conforme a nota, "outros detalhes sobre as mudanças anunciadas serão repassados em momento oportuno".
Privatização da Copasa
Com a aprovação da lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a empresa que cuida do abastecimento de água de 75% dos municípios mineiros não será mais controlada pelo estado. A ideia é que a estatal seja transformada em uma corporation, modelo em que a empresa deixa de ter um único "dono".
O governo de MG ainda não informou de que forma a desestatização será colocada em prática. A proposta foi aprovada pelos deputados na última quarta-feira (17) e prevê a adoção de uma das seguintes modalidades:
alienação total ou parcial de participação societária que resulte em perda ou transferência do controle acionário do Estado: venda das ações do estado para um comprador privado, geralmente por meio de leilão.
aumento de capital, mediante a subscrição de novas ações, com renúncia ou cessão, total ou parcial, dos direitos de subscrição, de forma a acarretar a perda do controle acionário do Estado: novas ações da empresa são emitidas no mercado e compradas por investidores privados, de forma que a participação do estado "encolhe".
A lei estabelece que, embora deixe de controlar a Copasa, o estado — que, atualmente, detém 50,03% das ações da companhia — mantenha uma ação preferencial de classe especial, conhecida como golden share, com direito a veto nas deliberações sobre:
alteração de denominação e sede da companhia;
alteração nos limites ao exercício do direito de voto atribuído a acionistas ou grupo de acionistas.
Além disso, o texto determina que, independentemente da quantidade de ações, todos os acionistas terão poder de voto limitado a um teto.
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O que mais diz a lei
O PL, de autoria de Romeu Zema, foi aprovado na forma do substitutivo proposto pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária durante a tramitação em 2º turno. Na votação da semana passada, 53 deputados foram favoráveis à proposta e 19 votaram contra.
O texto prevê que, após a privatização, a Copasa garanta o atendimento a metas de universalização de água e esgoto nos municípios onde atua e a melhoria da qualidade da água tratada.
A proposta assegura a manutenção do contrato de trabalho dos empregados do quadro permanente da Copasa por 18 meses. Após esse período, o estado pode lotar os servidores em outras empresas públicas estaduais, mas não há garantia.
O substitutivo afirma também que os recursos provenientes da desestatização podem ser usados para amortização da dívida do estado com a União e cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O texto autoriza, ainda, que parte do dinheiro seja depositada em um fundo estadual de saneamento básico.
Entenda
A privatização da Copasa é uma das bandeiras de Romeu Zema e sempre esteve nos planos do governador.
Para facilitar o processo, ele enviou à ALMG, em 2023, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a exigência de consulta popular sobre a venda da empresa.
Antes, a Constituição de Minas Gerais determinava que a população deveria ser ouvida, por meio de referendo, para a aprovação da desestatização. No entanto, com a aprovação da PEC, no início de novembro, essa obrigatoriedade não existe mais.
O governador diz que a privatização é necessária para a modernização da empresa, a atração de investimentos e o pagamento da dívida do estado com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.
A oposição argumenta que a desestatização deve gerar aumento de tarifa, precarização do serviço e demissões. Além disso, defende que o estado consegue pagar a dívida sem precisar abrir mão da Copasa.
A empresa cuida do abastecimento de água em 637 municípios mineiros e, em 308 deles, também fornece serviços de esgoto — os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG.
Governo revoga proibição de cafés da Vibe Coffee

Cafés da marca Vibe Coffee
Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou na segunda-feira (22) a proibição dos cafés da marca Vibe Coffee, do Espírito Santo, que havia sido determinada em novembro.
Os produtos foram apreendidos pela Anvisa no mês passado devido a falhas na fabricação, como ausência de rastreabilidade, falta de procedimentos operacionais padrão e condições inadequadas de higienização, além de ausência de licença sanitária da empresa.
Segundo a agência, uma nova inspeção da Vigilância Sanitária estadual verificou que as irregularidades foram corrigidas. A empresa também teve a licença sanitária regularizada.
Com isso, todos os cafés produzidos pela Vibe Coffee a partir de 15 de dezembro de 2025 estão liberados para consumo.
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Em seu site, a Vibe Coffee comercializa vários cafés nas versões moído ou em grão.
Em nota, a Vibe Coffee informou que retomou as atividades de torra e comercialização de cafés especiais no dia 22 de dezembro, após a obtenção da licença sanitária.
“Conforme já informado em nossa Nota de Defesa, emitida durante o período de interdição, esclarecemos que não se tratava de uma denúncia. A vistoria foi solicitada pela própria empresa, com o objetivo de obtenção do Alvará Sanitário”, diz a Vibe Coffee.
“Agradecemos profundamente aos nossos clientes, parceiros, fornecedores e fãs do nosso trabalho, que sempre nos apoiaram e permaneceram ao nosso lado durante todo esse período de paralisação.”
Governo libera saque do FGTS para 14,1 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário

Governo libera saque do FGTS para 14,1 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniv
O governo federal publicou nesta terça-feira (23) a Medida Provisória nº 1.331, que autoriza a liberação de valores do FGTS para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e tiveram o contrato de trabalho encerrado ou suspenso entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.
🔎 Como funciona o saque-aniversário: ao aderir a essa modalidade, o trabalhador demitido sem justa causa pode sacar apenas o valor referente à multa rescisória de 40%, e não o saldo integral da conta vinculada, salvo em situações específicas previstas em lei, como aposentadoria, doenças graves ou aquisição de moradia. O trabalhador também pode pedir para voltar à modalidade anterior, mas a mudança só tem efeito dois anos depois da solicitação.
Com a nova medida, trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos no período indicado passam a ter direito ao saque do valor total disponível no FGTS referente ao contrato encerrado ou suspenso.
A autorização para o saque integral já havia sido concedida em fevereiro, por meio de uma medida provisória, mas perdeu a validade em 7 de julho por não ter sido votada pelo Congresso.
Com isso, voltou a valer a regra que limita o saque, na demissão sem justa causa, apenas à multa de 40%. Agora, o governo reedita a autorização, restabelecendo o direito ao saque total. Se a nova medida não for votada pelo Congresso em até 120 dias, perde a validade.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mais de 14,1 milhões de trabalhadores serão beneficiados, com a liberação de cerca de R$ 7,8 bilhões. A medida se aplica aos casos previstos no artigo 20 da Lei nº 8.036, como demissão sem justa causa e outras hipóteses legais (veja regras).
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Como será o pagamento
De acordo com o texto da Medida Provisória, o pagamento será feito de forma automática pela Caixa Econômica Federal, agente operador do FGTS, e ocorrerá em duas etapas:
Até 30 de dezembro de 2025: liberação de até R$ 1.800, limitada ao saldo disponível na conta vinculada;
Até 12 de fevereiro de 2026: pagamento do valor restante para trabalhadores que tinham direito a quantias superiores a R$ 1.800, conforme calendário a ser divulgado pela Caixa.
Os recursos serão depositados automaticamente na conta bancária cadastrada no aplicativo do FGTS para cerca de 87% dos trabalhadores. Os outros 13%, que não possuem conta informada, poderão sacar os valores nos caixas eletrônicos da CAIXA, nas casas lotéricas ou nos pontos de atendimento CAIXA Aqui.
A Medida Provisória também estabelece que, nos casos em que o trabalhador tenha utilizado o FGTS como garantia em operações de crédito — como alienação ou cessão fiduciária —, as garantias firmadas permanecem válidas.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a iniciativa faz parte dos esforços do Governo Brasileiro para reduzir os impactos negativos da Lei do Saque-Aniversário sobre trabalhadores demitidos.
“Estamos corrigindo injustiças criadas pela lei do Saque-Aniversário, que penaliza o trabalhador no momento da demissão. Fazemos isso enquanto não há condições políticas para a revogação dessa lei”, afirmou.
Entre os 14,1 milhões de trabalhadores aptos a sacar os recursos, parte terá o valor reduzido em razão de empréstimos bancários contratados com o FGTS como garantia.
Há ainda casos em que todo o saldo está comprometido, sem valores disponíveis para saque. A consulta pode ser feita diretamente pelo aplicativo do FGTS (veja passo a passo de como fazer).
Aplicativo FGTS para celular
Rodrigo Marinho/g1
Histórico e limitações da medida
Desde 2020, o saque-aniversário já liberou cerca de R$ 192 bilhões do FGTS. Desse total, aproximadamente 40% foram pagos diretamente aos trabalhadores, enquanto 60% ficaram com os bancos, em razão da antecipação dos valores por meio de empréstimos.
Atualmente, cerca de 40 milhões de trabalhadores aderiram à modalidade, dos quais 28,4 milhões possuem empréstimos ativos. Ao todo, o FGTS atende cerca de 130 milhões de trabalhadores.
Uma medida semelhante foi adotada no início deste ano, quando o governo liberou o saldo do fundo para trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2025. Na ocasião, 12,1 milhões de pessoas foram beneficiadas, com a liberação de R$ 12 bilhões.
Quem tem direito?
Têm direito ao saque integral do FGTS os trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e tiveram o contrato de trabalho encerrado ou suspenso entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, nas hipóteses previstas em lei, como demissão sem justa causa ou suspensão temporária do contrato — situação adotada, por exemplo, durante a pandemia de Covid-19, nesses casos, o contrato permanece ativo, mas o empregado deixa de prestar serviços por um período determinado.
A medida não vale para quem pediu demissão: nesses casos, continuam em vigor as regras tradicionais do FGTS, que não permitem o saque do saldo nem o recebimento da multa rescisória.
O governo ressalta que a mudança é temporária. Também ficam fora da nova autorização os trabalhadores demitidos após a publicação da Medida Provisória. Para eles, segue valendo a regra do saque-aniversário, que limita o saque, na demissão sem justa causa, apenas à multa de 40%, sem acesso ao saldo integral da conta.
Restrição à linha de crédito do saque-aniversário
Em outubro deste ano, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS), formado por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, aprovou mudanças que restringem a linha de crédito utilizada para antecipar recursos do saque-aniversário do FGTS.
Com as novas regras, a antecipação dos valores ficará limitada a até cinco parcelas durante os primeiros 12 meses, em caráter de transição. Após esse período, o limite passará a ser de três parcelas, o equivalente a três anos de saques.
💵 Além disso, foi estabelecido um teto de R$ 500 por parcela antecipada. Antes da mudança, não havia limite de valor para a antecipação.
"Antes, o trabalhador podia antecipar o valor integral da conta. Agora, o limite mínimo é de R$ 100 e o máximo de R$ 500 por saque-aniversário. Dessa forma, o trabalhador poderá antecipar até cinco parcelas de R$ 500, totalizando R$ 2.500", explicou o governo na ocasião.
Outra alteração foi a limitação da contratação do crédito a apenas uma operação por ano para antecipação das parcelas do saque-aniversário. Antes, não havia restrição, permitindo a realização de várias operações simultâneas ao longo do ano.
Por fim, os bancos passaram a ter um prazo mínimo de 90 dias, contado a partir da adesão do trabalhador ao saque-aniversário, para autorizar a concessão do crédito. Até então, não havia exigência de prazo mínimo. De acordo com o governo, 26% das operações de crédito eram concedidas no mesmo dia da adesão à modalidade.
Caixa libera saque calamidade do FGTS aos moradores de Teodoro Sampaio (SP)
Beatriz Jarins/g1
g1 em 1 Minuto: Novas regras para saque-aniversário do FGTS entram em vigor no sábado (1º)
Como consultar o saldo do FGTS
Dólar cai a R$ 5,53 com prévia da inflação no Brasil e PIB nos EUA; Ibovespa retoma os 160 mil pontos

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,95% nesta terça-feira (23), cotado a R$ 5,5307. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,46%, aos 160.456 pontos.
Apesar do calendário enxuto às vésperas do Natal, o dia trouxe dados relevantes para os mercados e foi marcado por maior apetite por risco. A prévia da inflação no Brasil e os indicadores de atividade econômica nos Estados Unidos ajudaram a direcionar o humor dos investidores.
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▶️ No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,25% em dezembro e acumulou alta de 4,41% em 12 meses, permanecendo dentro do teto de tolerância da meta de inflação do Banco Central. O resultado veio levemente abaixo das projeções do mercado, de 0,27% no mês e 4,43% no ano.
▶️ Nos EUA, destaque para o PIB do terceiro trimestre, que registrou alta anualizada de 4,3%, acima da projeção de 3,3%. Também foram divulgados os dados de produção industrial de novembro e os indicadores de confiança do consumidor, utilizados para medir o ritmo da economia.
▶️ No mercado internacional, o ouro superou a marca de US$ 4.500 por onça, após registrar recorde de US$ 4.497,55. A valorização no ano já supera 70%, sustentada pela busca por proteção, expectativa de cortes nos juros americanos, compras de bancos centrais e movimento de desdolarização.
▶️ A bolsa brasileira, não terá pregão amanhã (24) nem na quinta-feira (25), o que encurta a semana e tende a reduzir a participação dos investidores. Com isso, a expectativa é de menor liquidez ao longo dos próximos dias, um ambiente que costuma intensificar as oscilações dos preços.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,03%;
Acumulado do mês: +3,67%;
Acumulado do ano: -10,50%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +1,25%;
Acumulado do mês: +0,87%;
Acumulado do ano: +33,40%.
Prévia da inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, avançou 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Em dezembro de 2024, o índice havia registrado alta de 0,34%.
Com esse resultado, o IPCA-15 encerra o ano com inflação acumulada de 4,41%, permanecendo dentro do intervalo da meta perseguida pelo Banco Central.
A variação de dezembro ficou 0,05 ponto percentual acima do resultado de novembro, quando o IPCA-15 avançou 0,20%. Ainda assim, o número veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,27% no mês e inflação de 4,43% no acumulado de 12 meses.
Dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o indicador, sete apresentaram aumento de preços em dezembro. O maior avanço e também o principal impacto sobre o índice vieram do grupo Transportes, que subiu 0,69% no mês e respondeu por 0,14 ponto percentual do resultado total.
Em sentido oposto, o grupo Artigos de Residência registrou queda de 0,64%, retirando 0,02 ponto percentual do índice. Esse foi o quarto recuo consecutivo nos preços médios do grupo, o que ajudou a conter uma alta ainda maior da inflação no período.
Veja abaixo a variação dos grupos em dezembro:
Alimentação e bebidas: 0,13%
Habitação: 0,17%
Artigos de residência: -0,64%
Vestuário: 0,69%
Transportes: 0,69%
Saúde e cuidados pessoais: -0,01%
Despesas pessoais: 0,46%
Educação: 0,00%
Comunicação: 0,01%
Agenda econômica
PIB dos EUA
A economia dos Estados Unidos cresceu em ritmo mais forte do que o previsto no terceiro trimestre, sustentada principalmente pelo aumento dos gastos dos consumidores.
Ainda assim, os dados indicam uma perda de fôlego mais recente, em meio ao encarecimento do custo de vida e aos efeitos da paralisação do governo federal ocorrida no período.
Segundo a estimativa inicial divulgada nesta terça-feira pelo Departamento de Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou a uma taxa anualizada de 4,3% no terceiro trimestre.
No segundo trimestre, o crescimento havia sido de 3,8%. O resultado superou as projeções de economistas consultados pela Reuters, que esperavam uma alta de 3,3%.
🔎 A divulgação do relatório foi adiada em razão da paralisação do governo norte-americano, que durou 43 dias, o que torna os números menos atuais. Mesmo assim, o levantamento mostra que os gastos dos consumidores — principal motor da economia dos EUA — cresceram a uma taxa anualizada de 3,5% no terceiro trimestre, acima dos 2,5% registrados no trimestre anterior.
Parte dessa aceleração está ligada à antecipação da compra de veículos elétricos. Muitos consumidores correram às concessionárias antes do fim de créditos fiscais que expiraram em 30 de setembro, benefícios que reduzem o valor pago na compra desses automóveis.
Após esse período, as vendas de veículos caíram em outubro e novembro, enquanto os gastos em outros segmentos da economia apresentaram comportamento irregular.
Os efeitos da paralisação do governo tendem a aparecer com mais força nos dados seguintes. De acordo com estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), a interrupção das atividades públicas pode reduzir entre 1,0 e 2,0 pontos percentuais do PIB no quarto trimestre.
Embora o órgão avalie que a maior parte dessa perda será compensada ao longo do tempo, entre US$ 7 bilhões e US$ 14 bilhões não devem ser recuperados.
Pesquisas também indicam que o consumo vem sendo sustentado principalmente pelas famílias de renda mais alta, beneficiadas pela valorização do mercado de ações, que aumentou o patrimônio desses grupos.
Já consumidores de renda média e baixa enfrentam maior pressão financeira, em razão do aumento do custo de vida associado às tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump.
Esse descompasso tem levado economistas a classificar o cenário como uma “economia em forma de K” — expressão usada para descrever situações em que diferentes grupos da economia seguem trajetórias opostas, alguns se fortalecendo enquanto outros perdem fôlego.
Confiança do consumidor dos EUA
A confiança do consumidor nos EUA caiu em dezembro, refletindo uma preocupação maior das famílias com emprego e renda. O movimento está em linha com a avaliação de economistas de que os gastos dos consumidores devem perder força após o crescimento observado no terceiro trimestre.
Segundo o Conference Board — entidade que acompanha a percepção dos consumidores sobre a economia — o índice de confiança recuou 3,8 pontos no mês, para 89,1. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava uma leitura de 91,0.
🔎 O índice de confiança do consumidor mede como as famílias avaliam sua situação financeira atual e as perspectivas para os próximos meses. Níveis mais baixos costumam indicar maior cautela nas decisões de consumo, como compras de bens duráveis e contratação de serviços.
De acordo com Dana Peterson, economista-chefe do Conference Board, as respostas abertas dos entrevistados continuaram sendo dominadas por preocupações com preços e inflação, além de temas ligados a tarifas, comércio exterior e política econômica.
"No entanto, em dezembro, houve aumentos nas menções à imigração, guerra e tópicos relacionados a finanças pessoais, incluindo taxas de juros, impostos e renda, bancos e seguros."
Produção manufatureira dos EUA
A produção manufatureira dos EUA ficou estável em novembro, após ter recuado em outubro. O desempenho foi influenciado principalmente pela queda na produção de veículos automotores, que perdeu força depois do encerramento dos créditos fiscais concedidos à compra de veículos elétricos.
De acordo com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a produção do setor havia caído 0,4% em outubro. Economistas ouvidos pela Reuters já esperavam que a atividade industrial permanecesse praticamente inalterada em novembro. A manufatura responde por cerca de 10,1% da economia norte-americana.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção das fábricas avançou 1,9%. A divulgação desses dados foi adiada em razão da paralisação de 43 dias do governo federal.
O recuo na indústria automobilística foi um dos principais fatores para a estagnação do setor. Em novembro, a produção de veículos caiu 1,0%, após uma retração mais acentuada, de 5,1%, em outubro.
No terceiro trimestre, as vendas haviam crescido porque consumidores anteciparam compras de veículos elétricos antes do fim dos créditos fiscais, em 30 de setembro.
🔎 Créditos fiscais são incentivos concedidos pelo governo, que reduzem impostos a pagar e tornam determinados produtos mais baratos para o consumidor.
Quando se exclui a produção de veículos automotores, a atividade das fábricas teve leve alta de 0,1% em novembro, após queda de 0,1% no mês anterior, indicando estabilidade no restante do setor.
A indústria manufatureira também tem sido impactada pelas tarifas comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump. As tarifas — impostos sobre produtos importados — elevam os custos para fábricas que dependem de insumos estrangeiros, ao mesmo tempo em que favorecem setores como o de metais primários, que enfrentavam forte concorrência internacional.
Trump defende as tarifas como uma forma de estimular a reindustrialização dos Estados Unidos, mas, até o momento, os dados não mostram uma recuperação ampla e consistente do setor.
Fora da manufatura, a produção de mineração cresceu 1,7% em novembro, após queda de 0,8% em outubro.
Já a produção industrial total — que inclui manufatura, mineração e serviços públicos — avançou 0,2% no mês, revertendo a retração de 0,1% registrada anteriormente.
Na comparação anual, a produção industrial acumulou alta de 2,5%.
Bolsas globais
Os índices em Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira. O Dow Jones Industrial Average avançou 0,16%, aos 48.442,41 pontos, o S&P 500 subiu 0,45%, aos 6.909,78 pontos, e o Nasdaq Composite teve ganho de 0,57%, aos 23.561,84 pontos.
Já os mercados europeus encerraram o dia em alta, com o índice regional atingindo um novo recorde impulsionado pelo setor de saúde.
O destaque foi a forte valorização da Novo Nordisk, que disparou após obter aprovação nos EUA para seu medicamento oral para perda de peso, reforçando sua posição na disputa global por tratamentos contra obesidade.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,4%, para 588,81 pontos. Em Londres, o Financial Times subiu 0,24%, a 9.889,22 pontos; em Frankfurt, o DAX ganhou 0,22%, a 24.337,08 pontos; enquanto em Paris o CAC 40 recuou 0,21%, a 8.103,85 pontos.
Em Milão, o FTSE/MIB teve alta de 0,03%, a 44.606,58 pontos; em Madri, o Ibex 35 avançou 0,14%, a 17.182,80 pontos; e em Lisboa, o PSI20 caiu 0,27%, para 8.169,20 pontos.
As bolsas asiáticas encerraram o dia com resultados variados. Na China, os índices subiram levemente, apoiados pelo avanço das ações de metais não ferrosos, em meio à disparada do preço do ouro para níveis recordes.
Também houve ganhos no setor de semicondutores, após notícias de que a Nvidia planeja enviar chips mais potentes para clientes chineses antes do Ano Novo Lunar.
Por outro lado, Hong Kong registrou queda, pressionada por perdas em empresas de tecnologia, como a Kuaishou, que sofreu um ataque cibernético.
No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,07%, a 3.919 pontos, e o CSI300 avançou 0,20%, a 4.620 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,11%, a 25.774 pontos.
Outros mercados tiveram desempenho positivo: Nikkei, no Japão, ficou estável em 50.412 pontos; Kospi, na Coreia do Sul, ganhou 0,28%, a 4.117 pontos; Taiex, em Taiwan, subiu 0,57%, a 28.310 pontos; e Straits Times, em Cingapura, avançou 0,62%, a 4.638 pontos.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP
IPCA-15: preços sobem 0,25% em dezembro e fecham o ano com alta de 4,41%

IPCA-15 fecha 2025 em 4,41%, dentro da meta da inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, foi de 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a alta registrada em dezembro, o IPCA-15 fecha o ano com inflação acumulada de 4,41%, ainda dentro do intervalo da meta definida pelo Banco Central. No mesmo mês de 2024, o índice havia subido 0,34%.
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O resultado vem 0,05 ponto percentual (p.p.) acima do registrado em novembro, quando o índice avançou 0,20%. Além disso, a variação ficou levemente abaixo das projeções do mercado, que apontavam avanço de 0,27% no mês e inflação de 4,43% no acumulado de 12 meses.
Dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA-15, sete registraram aumento de preços em dezembro. O maior avanço e também o maior impacto sobre o índice vieram do grupo Transportes, que subiu 0,69% no mês e respondeu por 0,14 ponto percentual do resultado total.
Em sentido oposto, o grupo Artigos de Residência apresentou queda de 0,64%, retirando 0,02 ponto percentual do índice, e acumulou a quarta redução consecutiva nos preços médios.
Entre os demais grupos, as variações foram mais moderadas: Saúde e Cuidados Pessoais teve leve recuo de 0,01%, enquanto Vestuário registrou alta de 0,69%, a maior depois de Transportes.
Veja abaixo a variação dos grupos em dezembro:
Alimentação e bebidas: 0,13%
Habitação: 0,17%
Artigos de residência: -0,64%
Vestuário: 0,69%
Transportes: 0,69%
Saúde e cuidados pessoais: -0,01%
Despesas pessoais: 0,46%
Educação: 0,00%
Comunicação: 0,01%
O que influenciou a prévia da inflação em dezembro?
No grupo Transportes, o principal impacto individual sobre o índice veio das passagens aéreas. Os preços subiram 12,71% no mês, o que respondeu por 0,09 ponto percentual do resultado total da inflação — ou seja, quase dois terços da contribuição do grupo.
O transporte por aplicativo também pesou no índice, com aumento de 9,00% e impacto de 0,02 ponto percentual.
Os combustíveis, por sua vez, tiveram alta média de 0,26%, após terem recuado 0,46% em novembro. Dentro do grupo, o etanol subiu 1,70% e a gasolina avançou 0,11%. Em sentido contrário, o gás veicular apresentou queda de 0,26% e o óleo diesel recuou 0,38%, o que ajudou a conter uma alta ainda maior no grupo de Transportes.
Ainda no grupo Transportes, os preços do transporte público urbano registraram queda, influenciados por medidas pontuais adotadas em algumas capitais. Entre os principais destaques:
🚌 Ônibus urbano: recuo de 0,69%, refletindo a gratuidade aos domingos e feriados em Belém (-5,93%) e Brasília (-7,43%), além da redução tarifária em Curitiba (-3,41%).
🚇 Metrô: queda de 0,62%, puxada principalmente por Brasília (-7,43%); em São Paulo, a redução foi de 0,20%.
🚆Trem: baixa de 0,11%.
🔁 Integração do transporte público: recuo de 0,16%, em razão da liberação do pagamento da passagem nos dias de aplicação das provas do Enem, em 9 e 16 de novembro.
No grupo Vestuário, os preços subiram 0,69% em dezembro, com aumentos espalhados por diferentes tipos de roupas. As maiores altas foram observadas nas roupas infantis, que ficaram 1,05% mais caras, seguidas pelas roupas femininas (0,98%) e masculinas (0,70%).
Já o grupo Despesas pessoais apresentou desaceleração da inflação no fim do ano. Após subir 0,85% em novembro, o avanço foi menor em dezembro, de 0,46%. Dentro desse grupo, a hospedagem teve queda de 1,18%, revertendo a forte alta de 4,18% registrada no mês anterior.
Em sentido oposto, alguns serviços continuaram pressionando os preços, como cabeleireiro e barbeiro (1,25%), empregado doméstico (0,48%) e pacotes turísticos (2,47%), contribuindo para manter o grupo em alta.
Avanço modesto em outros grupos
O grupo Habitação registrou alta de 0,17% em dezembro. Esse resultado foi influenciado principalmente pelo aluguel residencial, que subiu 0,33%, e pela taxa de água e esgoto, com aumento de 0,66% — refletindo reajustes tarifários adotados em algumas capitais, que pressionaram os preços no mês.
Ainda dentro de Habitação, a energia elétrica residencial apresentou queda de 0,22% em dezembro. Um dos fatores por trás desse recuo foi a mudança no sistema de bandeiras tarifárias, que define cobranças extras na conta de luz conforme as condições de geração de energia.
🔴 Em novembro, vigorava a bandeira vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
🟡 Já em dezembro, passou a valer a bandeira amarela, com um adicional menor, de R$ 1,885 para o mesmo nível de consumo.
O grupo Alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice de inflação, registrou alta de 0,13% em dezembro. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio — ou seja, os alimentos comprados para consumo em casa — caiu 0,08%, marcando a sétima queda consecutiva na média de preços.
Alimentos que ficaram mais baratos em dezembro:
🍅 Tomate: queda de 14,53%
🥛 Leite longa vida: recuo de 5,37%
🍚 Arroz: baixa de 2,37%
Alimentos que ficaram mais caros no mês:
🥩 Carnes: alta de 1,54%
🍎 Frutas: aumento de 1,46%
Já a alimentação fora do domicílio, que inclui gastos em bares, restaurantes e lanchonetes, apresentou alta de 0,65% em dezembro. O avanço foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços do lanche (0,99%) e da refeição (0,62%), refletindo custos maiores nesse tipo de serviço.
O grupo Artigos de residência registrou queda de 0,64%, resultado da redução de preços em itens como eletrodomésticos e equipamentos (-1,41%) e produtos de TV, som e informática (-0,93%), que ajudaram a aliviar a inflação no mês.
Serviços no radar dos economistas
Na avaliação dos economistas, o IPCA-15 de dezembro veio em linha com as expectativas do mercado, mas a composição do resultado acendeu um sinal de alerta, especialmente por causa do comportamento dos preços de serviços — segmento considerado mais sensível ao nível de atividade econômica e ao mercado de trabalho.
Carlos Thadeu, economista de inflação e commodities da BGC Liquidez, explica que, embora o índice cheio tenha batido com as projeções, a abertura do indicador surpreendeu.
Segundo ele, os serviços subjacentes, que excluem itens mais voláteis e ajudam a medir a tendência estrutural da inflação, ficaram mais pressionados do que o esperado, enquanto os preços de bens industriais avançaram acima das estimativas.
De acordo com Thadeu, a aceleração dos serviços subjacentes para 0,52% refletiu pressões já identificadas nas coletas da instituição, como transporte por aplicativo, cinema e refeições fora do domicílio. Além disso, as passagens aéreas contribuíram para a maior volatilidade recente do grupo.
“O número é ruim pois veio com um delta expressivo de Serviços Subjacentes em relação ao que o mercado esperava”, afirma. Para ele, a atenção agora se volta ao primeiro trimestre de 2026 e ao risco de estímulos econômicos continuarem interferindo nas decisões de política monetária.
Avaliação semelhante é feita por Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, que define o resultado como em linha no headline — expressão usada para se referir ao índice cheio —, mas com piora na qualidade da inflação.
Na leitura da economista, a principal surpresa negativa foi a inflação de serviços subjacentes acima do previsto, o que reforça o cenário de reaceleração desses preços no fim do ano, mesmo com a inflação total ainda abaixo do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
“Ao mesmo tempo, a reversão da deflação em bens industriais ocorreu mais rapidamente do que o previsto, enquanto, em alimentação no domicílio, a queda de preços perdeu força com a aceleração das carnes, influenciada por fatores sazonais típicos de dezembro.”
Para Pablo Spyer, conselheiro da Ancord e economista, os dados confirmam que o processo de desinflação segue em andamento, mas de forma irregular.
Ele destaca que há sinais relevantes de alívio nos preços dos alimentos consumidos em casa e dos bens industriais, ainda influenciados por descontos e por uma demanda mais fraca.
Por outro lado, alerta que os serviços continuam sendo o principal desafio, refletindo um mercado de trabalho aquecido e pressões típicas do fim do ano.
“O resultado não altera de forma relevante o cenário-base para a política monetária, reforçando uma postura prudente do Banco Central. O IPCA-15 confirma um cenário de inflação sob controle, mas ainda longe de confortável”, diz.
Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, também chama atenção para a deflação observada em grupos importantes, como alimentação no domicílio, artigos de residência e educação.
Esse movimento ajudou a trazer o índice de difusão — indicador que mede a proporção de itens com aumento de preços — de volta a um patamar mais compatível com a meta de inflação de 3%.
Ainda assim, ela ressalta que a inflação de serviços, tanto a cheia quanto a subjacente, segue acima de 6% no acumulado de 12 meses, o que mantém o Banco Central em uma posição desconfortável para iniciar cortes na taxa de juros.
“Será necessária uma desaceleração mais clara da inflação de serviços para que o ciclo de corte se consolide”, afirma.
Passageiros no terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Rovena Rosa/Agência Brasil
Preço freou eletrificação da Volkswagen no Brasil, afirma presidente: 'Se eu começar a eletrificar, quanto fica a mais?'

Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país
Em entrevista exclusiva ao g1, Ciro Possobom, presidente da Volkswagen, apontou o custo elevado como principal motivo para o atraso da eletrificação da marca.
“O Tera, que hoje tem preço médio de R$ 120 mil, hoje ele não é eletrificado. Se eu começar a eletrificar ele, quanto fica a mais? Um híbrido leve vai custar R$ 10 mil a mais, se eu colocar um híbrido, vai para R$ 30 mil ou R$ 40 mil a mais”, disse o executivo.
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“Um cliente de R$ 120 mil não é o mesmo de R$ 160 mil. Então eu tenho que ter muito cuidado quando você adota algumas tecnologias, para talvez não desposicionar e o brasileiro não conseguir pagar”, complementou.
Concorrentes como a Fiat já lançaram sistemas híbridos leves em modelos mais simples, como Pulse e Fastback, enquanto Toyota, Ford e Honda adotam soluções de eletrificação mais avançadas no Brasil — a Toyota, inclusive, oferece um híbrido flex desde 2019, com o sedã Corolla.
Isso sem contar as marcas chinesas, que chegaram com força, já focadas em modelos eletrificados. A presença é tão grande que a participação de veículos importados emplacados neste ano se aproxima de 20%. Três anos atrás, era de apenas 13%, segundo dados da Anfavea.
Quem procura carros elétricos ou híbridos não encontra hoje uma opção da Volkswagen para compra no Brasil. Os únicos modelos eletrificados da marca são dois 100% elétricos — ID.4 e ID.Buzz — oferecidos apenas por assinatura.
Em relação à eletrificação nos próximos anos, a Volkswagen prometeu que todos os lançamentos de 2026 terão ao menos uma versão eletrificada.
"A gente anunciou algumas semanas atrás a entrada realmente da Volkswagen na eletrificação, com mais força. Então, todos os carros produzidos que nós vamos lançar a partir de 2026 vão ter algum tipo de eletrificação", diz Possobom, mencionando um empréstimo de R$ 2,3 bilhões contratado no BNDES justamente para acelerar o processo.
Possobom destacou sobretudo os híbridos flex e justificou a escolha pelo tamanho do país e pelo modo como o brasileiro utiliza o carro.
“O brasileiro anda muito de carro, são 13 mil ou 15 mil km por ano. Ele pega o carro, vai para a praia, coloca a família. (...) Então, um híbrido leve, um HEV (híbrido pleno) e um plug-in hybrid estão dentro das soluções, também como carros elétricos. A gente tem vários carros sensacionais elétricos lá fora que também poderia fazer aqui”, diz.
O presidente da Volkswagen também mencionou que, a exemplo de Chevrolet e Stellantis, poderia trazer ao Brasil carros elétricos produzidos na China, mas prefere fabricar aqui, com tecnologias voltadas ao mercado nacional.
“O brasileiro, ele tem um comportamento. Ele precisa ficar anos com o carro. Tem que cuidar muito com o valor residual desse carro. Como é que vai estar essa tecnologia daqui a 3, 4 anos? Então, a gente acredita que a solução de híbridos é a melhor solução aqui para o brasileiro”, comentou Possobom.
Veja abaixo a íntegra da entrevista de Ciro Possobom ao g1.
g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil
A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques.
Volkswagen celebra Tera e terá eletrificação de peso em 2026
Quando se percebe o potencial de um sucesso
Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante
O que faria o mercado automotivo deslanchar
O que a Volkswagen precisaria para voltar ao Salão do Automóvel
Volkswagen celebra Tera
A Volkswagen voltou a viver um bom momento. Em apresentação recente a jornalistas, a montadora alemã comemorou um crescimento de 18% nas vendas na América Latina. É verdade que o avanço ocorre após dois anos de queda, mas a empresa aposta em seu principal acerto de 2025 para manter uma boa trajetória no próximo ano.
O Volkswagen Tera, desenvolvido pela unidade brasileira da empresa, foi lançado em meados deste ano e já lidera entre os SUVs mais emplacados do país. Segundo a marca, foram 60 mil unidades vendidas, somando mercado interno e exportações para países vizinhos.
O presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, evita afirmar que o Tera é o grande marco de sua gestão, iniciada há seis anos. Ainda assim, não perde a oportunidade de destacar que, no dia do lançamento, o SUV que acompanhou desde a concepção esgotou três meses de produção em menos de uma hora.
"Comentei ano passado para a turma: 'Pessoal, eu quero esse carro realmente que seja um ícone'. (...) Acertamos a campanha, acertamos a comunicação dele, acertamos no marketing, na maneira de vender", diz Possobom.
O Tera é certamente o ponto mais positivo dos R$ 20 bilhões em investimentos anunciados pela marca para a América Latina.
Quando se percebe o potencial de um sucesso
Presidente da Volkswagen conta como percebeu que o Tera seria um sucesso
Constatar o sucesso de um novo modelo não acontece da noite para o dia. O desenvolvimento de um carro começa muito antes. Possobom explica que, em geral, são necessários cerca de cinco anos de planejamento, testes e ajustes até que o veículo ganhe forma.
O potencial de sucesso — ou de fracasso — do carro só surge mais adiante, quando o projeto está concluído e decisões como design, estofamento, motor e formato dos bancos já foram tomadas. Segundo ele, essa percepção costuma aparecer entre três e seis meses antes do lançamento.
“Quando realmente ele aparece para o grande público e começa a ver a percepção que a gente tem, do tamanho do potencial do carro”, disse o executivo.
Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil
Kaique Mattos/g1
No caso do Tera, o modelo “apareceu” pela primeira vez em setembro de 2024, em um teaser no Rock in Rio, nove meses antes do lançamento. Em março, a três meses da estreia, o carro foi apresentado integralmente no Rio de Janeiro, durante o carnaval.
Foi nesse intervalo que o Tera despertou o interesse do público e resultou na venda de 12.200 unidades em menos de uma hora, quando as encomendas foram abertas. Os pedidos precisaram ser encerrados devido ao limite de produção da fábrica de Taubaté (SP).
O modelo divide a linha de montagem com o Polo. A planta já produziu outros veículos bastante conhecidos da Volks, como Gol, Voyage, Passat, Saveiro, Parati e Up.
Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante
Presidente da Volkswagen diz que brasileiro prefere SUV, mas hatch ainda é importante
Os brasileiros compram mais SUVs zero quilômetro do que hatches desde 2020. Hoje, os utilitários respondem por 54% dos veículos emplacados, enquanto os hatches representam 24,6% das vendas.
O movimento aparece dentro da própria Volkswagen, que oferece:
Seis SUVs: Tera, Nivus, T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4 (para aluguel)
Dois hatches: Polo e Golf GTI
Duas picapes: Saveiro e Amarok
Uma minivan: ID.Buzz (também para aluguel)
Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil
Kaique Mattos/g1
Em outras palavras, há três vezes mais opções de SUVs do que de hatches. E entre estes está o Golf GTI, que parte de R$ 430 mil e não é um veículo de grande volume.
Mesmo assim, o presidente da Volkswagen não acredita que o mercado de hatches esteja em declínio. “O SUV, ele [o público brasileiro] realmente prefere mais, mas não quer dizer que o hatch não é importante”, afirma o executivo.
Mas é preciso reconhecer que a troca já está em curso. À medida que o Tera ganhou espaço entre os emplacamentos, o Polo perdeu ritmo. O SUV já vende mais que o hatch, em um ano em que se esperava até que o Polo pudesse se tornar o veículo mais vendido do Brasil, superando a Fiat Strada.
O que faria o mercado automotivo deslanchar
Presidente da Volkswagen comenta sobre o que faria o mercado automotivo deslanchar
O mercado de automóveis deve encerrar 2025 com 2,55 milhões de veículos zero quilômetro emplacados, um avanço de 3% em relação ao ano anterior, segundo a Fenabrave.
O número é expressivo, mas a estimativa já foi maior. A projeção inicial era de 2,6 milhões de emplacamentos, o que representaria alta de 5%. A revisão ocorreu em outubro, quando a entidade atualizou suas expectativas.
Ciro Possobom aponta três fatores que poderiam ter levado o índice além do resultado modesto, de um dígito: juros mais baixos, maior produção nacional e regulamentação mais flexível.
“Um ponto é a parte de juros. Eu acho que é importante. É o primeiro ponto que poderia realmente ajudar bastante ali”, disse o executivo. Atualmente a taxa de juros Selic está em 15% e permanece assim desde junho deste ano.
Há, porém, previsão de queda. A edição mais recente do Boletim Focus indica que o Brasil deve encerrar 2026 com a taxa próxima de 12%.
Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil
Kaique Mattos/g1
Além dos juros, ele acredita que ampliar a produção nacional de veículos também seria decisivo para impulsionar o crescimento do mercado.
“Se a gente produz na região, sei lá, 600 mil carros, por exemplo, se eu pudesse produzir 700 mil ou 800 mil carros, com certeza, o meu custo barataria. A indústria precisa se fortalecer, precisa de mais massa de produção. Isso ajudaria a ter o carro mais competitivo”, afirma.
Possobom também afirma que a legislação de emissão de poluentes no Brasil é mais “pesada do que a própria Europa, os próprios Estados Unidos”. “Quando você faz um PL 7, um PL 8, você coloca mais custo naquele carro. Então, são investimentos de centenas de milhões e um custo por unidade também ali”, explica.
O PL 8 é a fase mais recente do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde o início de 2025, com etapas que serão implementadas gradualmente até 2029.
Entre as exigências estão limites menores de emissões e a adoção de tecnologias para capturar vapores de combustível durante o abastecimento, evitando que esses gases sejam liberados na atmosfera.
O que a Volkswagen precisaria para voltar ao Salão do Automóvel
Presidente da Volkswagen explica por que ficou de fora do Salão do Automóvel
O Salão do Automóvel de São Paulo voltou a ser realizado após sete anos de hiato, mas marcas de peso como Volkswagen, Chevrolet, Ford, Audi, BMW e Mercedes decidiram não participar, desfalcando o retorno do evento.
Quem dominou os estandes foram as fabricantes chinesas, em um salão de proporções mais modestas.
Ciro Possobom não se mostrou arrependido de ficar de fora. Ele menciona as inúmeras ativações de marketing da Volkswagen no ano e afirma que a empresa pode considerar voltar ao evento em 2027 caso ele seja mais “forte”.
“Salão forte para mim é com presença de todas as marcas, né? Então, acho que é isso que é importante, né? Tiveram marcas importantes lá, mas muita gente ficou de fora. Vamos torcer que a gente consiga fazer um salão bacana, bem melhor em 2027”, revelou o executivo.
O formato pouco inovador também não agradou. “Acho que pode ser maior. A gente participou de alguns eventos na Europa que são diferentes, diferentes formatos de salão, aberto ao público, em praças”, disse.
“Acho que ficar naquele modelo do salão de galpão fechado, com cada um num canto, talvez não seja o que o público queira”, avalia.
Recesso x férias coletivas: entenda diferenças e regras de cada um

G1 em 1 Minuto: Diferenças e regras de recesso e férias coletivas
Com a redução do ritmo nas empresas no fim do ano, muitas organizações optam por conceder um período de descanso aos funcionários.
➡️ Essa pausa, chamada de recesso de fim de ano, permite que os trabalhadores aproveitem alguns dias para estar com a família e amigos. Embora não seja obrigatória, a prática é bastante adotada pelo mercado.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Diferentemente das férias coletivas, que seguem regras definidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o recesso depende exclusivamente de um acordo interno entre empresa e empregados.
Por não existir uma regulamentação específica na lei, surgem diversas dúvidas — entre elas, se os dias de recesso podem ser descontados do salário ou das férias do trabalhador.
Para esclarecer essa e outras dúvidas, o g1 conversou com advogados trabalhistas. Abaixo, eles explicam:
💸 O tempo de recesso pode ser descontado do salário ou das férias?
🗓️ A empresa pode exigir a compensação dos dias de recesso?
⏳ Existe um limite de dias?
🏖️ Quais são as diferenças entre férias coletivas e recesso?
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O tempo de recesso pode ser descontado do salário ou das férias?
Não. É proibido descontar os dias de recesso do salário ou das férias dos trabalhadores.
Se você tiver um período de recesso, deverá ser pago normalmente, sem afetar suas férias ou sua remuneração.
No entanto, existe a possibilidade de um acordo entre empregado e empregador para a utilização do banco de horas, permitindo que o recesso seja compensado dessa forma.
Sair de férias e viajar por pelo menos uma semana traz benefícios à saúde física e mental, mas o excesso de viagens a trabalho faz mal
Mariza Tavares
A empresa pode exigir a compensação dos dias de recesso?
Sim, mas isso só é possível se empregado e empregador estabelecerem um acordo. Se ambos concordarem, o recesso pode ser compensado com horas trabalhadas em outro momento.
"Esse acordo pode ser formalizado por meio de um banco de horas, conforme estabelecido pela CLT, onde as horas de recesso podem ser repostas", explica a advogada trabalhista Paula Borges.
É importante ressaltar que, se não houver esse acordo, o empregador não pode exigir que o funcionário compense o recesso.
Existe um limite de dias?
O recesso de fim de ano não tem previsão legal, mas pode ser concedido espontaneamente pela empresa ou por meio de norma coletiva.
"Não há determinação de período mínimo ou máximo de dias. Nesse caso, deve ficar claro aos empregados que não se trata de férias", explica Cíntia Fernandes, advogada trabalhista.
Sendo assim, é preciso apenas informar aos funcionários a data de início e de término das folgas.
"É uma paralisação voluntária da empresa. Por ser mais flexível que as férias coletivas, a empresa pode colocar todos de folga e não há limite para os dias de recesso”, completa o advogado José Eduardo Gibello Pastore.
Quais são as diferenças entre férias coletivas e recesso?
As férias coletivas são concedidas simultaneamente a todos os colaboradores ou de um determinado setor da empresa, em até dois períodos anuais, desde que não sejam inferiores a 10 dias, nem ultrapassem 30 dias.
Essa modalidade não é obrigatória, mas está prevista no artigo 139 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com regras específicas e diferentes das férias individuais.
A empresa pode conceder as férias coletivas em um determinado período, e o saldo restante pode ser concedido através de férias individuais ao longo do ano. Porém, a empresa deve comunicar a adesão ao Ministério do Trabalho e ao sindicato da categoria com pelo menos 15 dias de antecedência.
Além disso, o patrão deve comunicar os empregados com até 15 dias de antecedência. A comunicação deve ser feita por escrito, através de comunicados internos, e-mails ou avisos em quadros de comunicação da empresa.
É importante a empresa destacar as datas de início e término das férias e quais os setores ou departamentos da empresa serão atingidos. As regras também podem ser estabelecidas por meio de convenções ou acordos coletivos.
Caso isso não aconteça, o empregador pode determinar seguindo o que está na CLT. “O funcionário recebe o salário referente aos dias de férias, mais um terço adicional, assim como ocorre nas férias individuais”, explica a advogada trabalhista Renata Azi.
Os trabalhadores, por sua vez, não podem se recusar a participar das férias coletivas. Caso já tenha agendado férias individuais em outras datas, pode, inclusive, ter suas férias alteradas para coincidir com as férias coletivas.
Empregados com menos de 12 meses de contrato também podem participar das férias coletivas, recebendo férias proporcionais. Para eles, um novo período aquisitivo começa após as férias.
Abaixo, há um resumo comparativo entre as férias coletivas e o recesso.
Recesso x Férias coletivas
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Uva-passa: como a fruta mais polêmica do Natal é produzida

Uva-passa: como a fruta mais polêmica do Natal é produzida
Para felicidade de alguns e tristeza de outros, a uva-passa está presente em pratos tradicionais do Natal, como arroz, panetone, farofa e salpicão. Como a sua presença divide opiniões, a fruta é conhecida por causar polêmicas na hora da ceia.
Mas, afinal, de onde ela vem?
A uva-passa consumida no Brasil é praticamente toda importada, já que a produção nacional é pequena. Isso acontece porque o clima e os custos elevados para desidratar a uva dificultam a produção nacional.
“Temos apenas pequenas produções feitas por poucas pessoas”, comenta o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Reginaldo Teodoro de Souza.
O clima ideal para secar a uva é o desértico, que tem um calor muito forte e uma umidade muito baixa. O Nordeste brasileiro é seco, mas tem mais umidade que o clima desértico;
A secagem em fornos demanda altos custos com energia elétrica.
Uva-passa
Unsplash/Neva Kuruyemiş
Maioria vem da Argentina
De janeiro a novembro de 2024, o Brasil comprou mais de 20,7 mil toneladas de uva-passa, no valor de US$ 48 milhões, segundo o Ministério da Agricultura. O órgão não tem dados da produção interna.
Da quantidade total importada, mais de 73% veio da Argentina, o que, segundo a Embrapa, se justifica mais pela facilidade de transporte e isenções de tarifas estabelecidas pelo Mercosul (os dois países fazem parte deste bloco).
O país vizinho é o 10º principal produtor mundial de uva-passa, atrás de Turquia, Estados Unidos, Irã, Grécia, Chile, África do Sul, Uzbequistão, Afeganistão e Austrália.
Colher no ponto certo
Uvas precisam ser colhidas maduras para que a uva-passa tenha qualidade.
Pablo Luan / TV Grande Rio
Um dos segredos para que a uva-passa chegue com qualidade à mesa do consumidor é o seu ponto de colheita.
"Você precisar colher a uva madura, como se você fosse consumi-la para a mesa. Isso garante a qualidade, a doçura, o sabor. Se você colher antes, por exemplo, ela fica ácida", afirma Souza.
Ele explica que a uva-passa tem as mesmas propriedades e benefícios nutricionais que os de uma uva fresca. "A única diferença é que ela é desidratada, perde água", explica. Após a secagem, a uva-passa fica apenas com 33% do seu peso inicial, detalha o pesquisador.
Como as uvas são secas
Há, basicamente, duas maneiras de secar as uvas. Uma delas é deixá-las expostas ao sol, assim como acontece com a secagem do café em terreiro. A outra opção é a secagem em fornos.
Segundo Souza, da Embrapa, o Brasil possui desvantagens para produzir em larga escala por meio dessas duas formas, na comparação com os principais países produtores.
Secagem das uvas em uma propriedade no Vale do Aconcágua, no Chile.
Reprodução/Globo Rural
Quanto à secagem natural, ele afirma que a condição climática ideal é a desértica, que tem uma temperatura bastante alta e umidade muito baixa, o que garante uma boa e rápida secagem das uvas. É esse clima, inclusive, que faz a Turquia ser um dos maiores produtores do mundo.
"Embora exista um clima seco no Nordeste do Brasil, não é desértico. Aqui temos mais umidade", afirma.
Para fazer a secagem, as uvas são colocadas em esteiras ou em plataformas e é preciso revirá-las de tempos em tempos para que elas sequem por todos os lados.
Secagem em fornos
Outra alternativa é a secagem das uvas em fornos, porém o elevado custo de energia elétrica no Brasil torna essa opção praticamente inviável, pelo menos por enquanto, na avaliação de Souza.
"O que acontece é que a uva-passa importada chega bem mais barata aqui. Se a gente for colocar o custo com a secagem no preço [da uva-passa], ela fica muito mais cara do que comprar de fora. A Turquia, por exemplo, consegue produzir em grande quantidade e com custo baixo ", diz o pesquisador.
Fornos utilizados para a secagem das uvas.
Reprodução/Embrapa
Uma das vantagens é que, nesse modelo, as uvas não escurecem, como as que são expostas ao sol.
Antes de entrar nos equipamentos, as uvas são lavadas e recebem um produto que retira a oleosidade da casca. O objetivo é fazer com que a fruta desidrate mais rápido. Depois disso, as uvas são colocadas em bandejas e seguem para os fornos.
Em algumas fábricas, as frutas recebem, antes de irem para as máquinas, uma substância chamada anidrido sulfuroso para que a cor seja fixada. Durante o aquecimento, o químico evapora.
O processo de secagem no forno leva cerca de 90 dias. Após esse processo, tanto as uvas-passas secadas ao sol, quanto as desidratadas nos fornos, são lavadas, centrifugadas e selecionadas.
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10 marcas de café ou ‘bebida sabor café’ foram proibidas ou tiveram lotes recolhidos em 2025; veja

'Café fake': saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira
Dez marcas de café, ou "bebida sabor café", foram proibidas ou tiveram lotes recolhidos pelo governo federal em 2025 por irregularidades na composição ou problemas sanitários.
Na segunda-feira (22),o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de 23 lotes de quatro marcas, considerados impróprios para consumo (veja os lotes mais abaixo).
Além disso, outras seis marcas tiveram a venda proibida ao longo de 2025 em ações do governo federal, conduzidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com apoio do Ministério da Agricultura e de autoridades estaduais.
Entre elas está a Vibe Coffee, que conseguiu reverter a proibição após corrigir irregularidades (veja mais abaixo).
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Marcas com lotes recolhidos
As quatro marcas que tiveram lotes recolhidos pelo Ministério da Agricultura nesta segunda foram:
Terra da Gente (18 lotes)
Jalapão (2 lotes)
Made in Brazil (2 lotes)
Q-Delícia (1 lote)
Segundo o ministério, a desclassificação dos produtos ocorreu após análises laboratoriais identificarem matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido por lei, que é de 1%.
Matérias estranhas são pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, como de erva daninhas;
E impurezas são galhos, folhas e cascas.
O ministério orienta que os consumidores que tenham adquirido os produtos listados deixem de consumi-los imediatamente. É possível solicitar a substituição com base nas disposições do Código de Defesa do Consumidor.
Em nota ao g1, a empresa Solveig, responsável pelo Terra da Gente, disse que os lotes informados pelo Ministério "são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado" (veja mais no final da reportagem).
Veja abaixo os lotes recolhidos:
Marcas proibidas
Entre as seis marcas proibidas em 2025, algumas foram classificadas como “café fake”, por utilizarem ingredientes diferentes do café. Outras foram vetadas por problemas sanitários ou irregularidades nas empresas responsáveis.
As marcas proibidas foram:
Melissa (“pó para preparo de bebida sabor café”) – junho
Pingo Preto (“pó para preparo de bebida sabor café”) – junho
Oficial do Brasil (“bebida sabor café”) – junho
Café Câmara – setembro
Fellow Criativo, da Cafellow (“pó para preparo de café") – outubro
Vibe Coffee (produtos fabricados até 14 de dezembro de 2025) – novembro
No caso da Vibe Coffee, todos os produtos foram apreendidos pela Anvisa em novembro devido a falhas na fabricação, como ausência de rastreabilidade, falta de procedimentos operacionais padrão e condições inadequadas de higienização.
Nesta segunda-feira, a agência revogou a proibição após afirmar que as irregularidades foram corrigidas. Com isso,todos os cafés produzidos pela Vibe Coffee a partir de 15 de dezembro de 2025 estão liberados para consumo.
Veja abaixo por que as outras cinco marcas foram proibidas pelo governo.
Melissa, Pingo Preto e Oficial
Café fake apreendido
Reprodução
Segundo a Anvisa, os três produtos, conhecidos como “cafés fake”, foram banidos porque:
continham a toxina ocratoxina A (OTA), substância imprópria para o consumo humano;
as embalagens informavam conter “polpa de café” e “café torrado e moído”, mas usavam ingredientes de baixa qualidade, como grãos crus ou resíduos;
⛔ Além disso, as três marcas já haviam sido desclassificadas pelo Ministério da Agricultura por serem impróprias para consumo. O ministério chegou a afirmar que os produtos eram feitos de “lixo da lavoura”.
LEIA MAIS:
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'Café fake': saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira
'Café fake' apreendido é feito de 'lixo' da lavoura e não tem café, diz ministério
Café Fake: Anvisa proíbe 3 marcas
Café Câmara (setembro)
Café Câmara, proibido pela Anvisa, falsificou selo de pureza da Abic
Reprodução
De acordo com a Anvisa, a proibição do produto ocorreu por duas irregularidades:
o café tinha origem desconhecida e, em análise laboratorial, foram encontrados “fragmentos de corpo estranho, semelhantes a vidro” no lote 160229;
a embalagem indicava fabricação por duas empresas em situação irregular: Sociedade Abastecedora do Comércio e da Indústria de Panificação Sacipan S/A e Lam Fonseca Produtos Alimentos Ltda.
🚫A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) também disse que o selo de pureza da entidade, mostrado na embalagem do Café Câmara, era falsificado.
Fellow Criativo, da Cafellow (outubro)
Pó para preparo da café em sachê Fellow Criativo, da marca Cafellow
Divulgação
A Anvisa informou que baniu o produto, identificado como pó para preparo de café em sachê, por três motivos:
ele contém extrato de cogumelo Agaricus Bisporus, “ingrediente não avaliado quanto à segurança de uso em alimentos”;
a embalagem e a propaganda dizem que ele serve para 'controle de insulina' e ‘diminui o colesterol’. A Anvisa diz que essas alegações não foram aprovadas pela agência;
o produto, apontado como pó para preparo de café, contém no rótulo “informações que podem causar erro e confusão em relação à natureza do produto, podendo levar o consumidor a entender que se trata de café”.
Governo federal proíbe pó para café em sachê da marca Cafellow
O que disseram as empresas
O g1 procurou as empresas que tiveram produtos banidos ou recolhidos após as decisões dos órgãos do governo federal.
As marcas Jalapão, Made in Brazil, Q-Delícia, Pingo Preto e Oficial não responderam aos questionamentos. A marca Câmara não foi localizada.
A empresa Solveig, responsável pelo Terra da Gente, disse que os lotes informados pelo Ministério "são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado, não representando qualquer risco ao consumidor".
"Tão logo a empresa tomou conhecimento das supostas irregularidades, adotou medidas imediatas, como a segregação dos lotes e o reforço nos controles de qualidade", acrescentou.
A empresa também diz cumprir integralmente todas as normas e exigências do Ministério da Agricultura. "Todos os lotes atualmente produzidos passam por rigorosos controles de qualidade, com laudos laboratoriais que confirmam sua plena conformidade com os padrões legais e de segurança alimentar."
"A Solveig reafirma seu compromisso com a qualidade, segurança e transparência, garantindo que os produtos atualmente disponíveis são seguros e confiáveis", conclui a nota da fabricante do Terra da Gente.
A Cafellow, responsável pelo Fellow Criativo, informou, na época, que suspendeu a comercialização, distribuição e propaganda do produto. A empresa também comunicou os consumidores sobre o recall, com devolução e reembolso.
"A TMP Comércio de Bebidas Ltda reafirma seu compromisso com a qualidade, segurança e transparência junto aos consumidores e às autoridades sanitárias", informou a empresa.
Em novembro, quando teve seus cafés proibidos, a Vibe Coffee disse a própria empresa havia solicitado uma inspeção da Vigilância Sanitária estadual "com o objetivo de obter orientações técnicas para a emissão do alvará sanitário".
Após terem sido identificadas "algumas irregularidades estruturais e ausência de determinados Procedimentos Operacionais Padrão", a empresa disse que suspendeu suas atividades para realizar as obras e adequações necessárias.
Segundo a Anvisa, uma nova inspeção da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, realizada em dezembro, constatou que as irregularidades sanitárias haviam sido corrigidas. Assim, os produtos fabricados a partir de 15 de dezembro foram liberados para consumo.
A Duas Marias, empresa responsável pelo Melissa, se posicionou após a ação do Ministério da Agricultura, em maio. Segundo a empresa, o "produto não é comercializado nem rotulado como 'café torrado e moído'" e "não utiliza exclusivamente grãos de café, mas sim uma formulação alternativa legalmente permitida".
Afinal, café bom vai todo pra fora do Brasil?
Pureza do café
Segundo a legislação brasileira, para ser considerado café, o produto precisa conter apenas o grão.
A lei permite que ele possua até 1% de impurezas naturais do café (galhos, folhas e cascas) e matérias estranhas (como pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, como de ervas daninhas).
Mas ela proíbe completamente os chamados elementos estranhos, que são grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo, cevada), corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.
Saiba como diferenciar café do 'fake café' pela embalagem
Bruna Azevedo / arte g1
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamento

Ministro Luiz Fux determina adoção de medidas para impedir apostas com recursos do Bolsa Família
O governo divulgou o calendário de pagamento do Bolsa Família em 2026. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o pagamento começa em 19 de janeiro de 2026.
O dinheiro vai ser disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos começam no dia 10 e terminam antes do Natal. (veja o calendário completo)
Confira o calendário do Bolsa Família para janeiro de 2026:
Final do NIS: 1 - pagamento em 19/1
Final do NIS: 2 - pagamento em 20/1
Final do NIS: 3 - pagamento em 21/1
Final do NIS: 4 - pagamento em 22/1
Final do NIS: 5 - pagamento em 23/1
Final do NIS: 6 - pagamento em 26/1
Final do NIS: 7 - pagamento em 27/1
Final do NIS: 8 - pagamento em 28/1
Final do NIS: 9 - pagamento em 29/1
Final do NIS: 0 - pagamento em 30/1
Bolsa Família
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é:
Fevereiro: de 12/2 a 27/2;
Março: de 18/3 a 31/3;
Abril: de 16/4 a 30/4;
Maio: de 18/5 a 29/5;
Junho: de 17/6 a 30/6;
Julho: de 20/7 a 31/7;
Agosto: de 18/8 a 31/8;
Setembro: de 17/9 a 30/9;
Outubro: de 19/10 a 30/10;
Novembro: de 16/11 a 30/11;
Dezembro: de 10/12 a 23/12.
Veja o calendário completo:
Calendário de pagamento do Bolsa Família em 2026
Divulgação/MDS
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa.
Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como:
manter crianças e adolescentes na escola;
fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
manter as carteiras de vacinação atualizadas.
Onde se cadastrar?
Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.
Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.
VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.
Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.
Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
Alphabet anuncia compra de desenvolvedora de energia limpa por US$ 4,75 bilhões

A Alphabet, controladora do Google, anunciou nesta segunda-feira (22) a compra da desenvolvedora de energia limpa Intersect por US$ 4,75 bilhões em dinheiro — assumindo também suas dívidas.
A transação ocorre em um momento em que grandes empresas de tecnologia destinam bilhões para ampliar a capacidade de computação e energia necessárias ao avanço da inteligência artificial.
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As grandes companhias de tecnologia vêm ampliando os aportes em projetos de energia, enquanto as redes elétricas dos Estados Unidos enfrentam dificuldades para acompanhar a crescente demanda por eletricidade impulsionada pela IA generativa, em meio a uma corrida para explorar o potencial dessa tecnologia em rápida expansão.
Pelo acordo, a controladora do Google assumirá os projetos de energia e data centers da Intersect que estão em fase de desenvolvimento ou construção.
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A empresa possui US$ 15 bilhões em ativos, somando projetos já em operação e outros em construção. Até 2028, a expectativa é que os empreendimentos da Intersect, com capacidade de cerca de 10,8 gigawatts, estejam ativos ou em desenvolvimento. Esse volume equivale a mais de 20 vezes a energia gerada pela Usina Hidrelétrica Hoover, no sudoeste dos EUA.
A aquisição reforça a estratégia da Alphabet de ampliar investimentos e parcerias no setor de energia. No início deste mês, a companhia de serviços públicos NextEra anunciou a expansão de sua parceria com o Google Cloud para desenvolver novas fontes de energia voltadas às operações nos EUA.
Os termos do negócio
O Google, em parceria com a TPG Rise Climate, apoiou a Intersect em uma rodada de financiamento de mais de US$ 800 milhões realizada em dezembro passado.
O anúncio também trouxe planos para criar parques industriais destinados a abrigar gigawatts de capacidade de data centers, instalados próximos a novas usinas de energia limpa.
As operações da Intersect continuarão independentes da Alphabet. Os ativos já em funcionamento no Texas e os projetos em operação ou desenvolvimento na Califórnia ficarão fora da aquisição e seguirão como uma empresa autônoma, com o suporte dos investidores atuais, informou a Alphabet.
Entre os projetos no Texas está o Quantum, um sistema de armazenamento de energia limpa em construção ao lado de um complexo de data centers do Google.
A Intersect também pretende adotar novas tecnologias para ampliar e diversificar o fornecimento de energia, enquanto apoia os investimentos do Google em data centers nos Estados Unidos, informou a Alphabet.
Logotipo do Google em uma instalação de pesquisa da empresa em Mountain View, Califórnia.
Reuters
Motta procura Dino para explicar emendas após ministro suspender manobra que 'ressuscita' valores

Dino suspende trecho de PL que libera emendas
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), procurou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) para explicar a retomadas de emendas que foram alvo de decisão de Dino.
Dino suspendeu no domingo (21) os efeitos de uma proposta aprovada pelo Congresso para ressuscitar emendas parlamentares não pagas pelo governo entre 2019 e 2023.
Na Câmara, líderes relatam que o trecho do projeto que trata da liberação dos restos a pagar foi elaborado pela Casa Civil da Presidência da República e que ministros do governo foram ao presidente da Câmara e ao relator para pedir a inclusão, porque os valores iriam para obras inacabadas e projetos de mais de 10 ministérios.
👉🏽 O artigo incluído no projeto que reduz em 10% os benefícios tributários foi debatido na Residência Oficial da Câmara, entre ministros do Planalto, representantes da Fazenda e líderes de partidos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em encontro com jornalistas
Douglas Gomes/Câmara dos Deputados
Decisão de Dino
A decisão de Dino impede a entrada em vigor do texto, aprovado pelo Congresso na última quarta-feira (17), que aguarda a sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O dispositivo, que abre caminho para o pagamento dessas emendas, havia sido incluído em um projeto que tratava do corte de benefícios fiscais — no jargão legislativo, é chamado de "jabuti".
Na última sexta-feira (19), o Congresso aprovou o orçamento de 2026 com R$ 61 bilhões em emendas parlamentares.
🔎 Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento que são executados conforme indicações de deputados e senadores. Já a meta fiscal é uma estimativa de despesas e receitas que o governo estabelece com objetivo de tentar equilibrar as contas públicas.
Ligação com orçamento secreto
O magistrado atendeu a um pedido de parlamentares do PSOL e da Rede. Em sua decisão, Flávio Dino afirmou que, em ações anteriores sobre o chamado "orçamento secreto", a Corte não permitiu a "possibilidade de 'ressuscitação' de restos a pagar".
"Evidencia que a disciplina ora impugnada extrapola os parâmetros institucionais e as balizas fixadas em conjunto, pelos Três Poderes, para a superação das inconstitucionalidades então reconhecidas", disse.
O "jabuti" das emendas foi incluído pelo Congresso em um acordo com lideranças do governo do presidente Lula. O texto permite ao Executivo pagar as emendas parlamentares que ficaram pendentes de pagamentos nos anos posteriores e foram canceladas.
A medida beneficia valores indicados por parlamentares nas extintas emendas de relator, que ficaram conhecidas como "orçamento secreto" pois não seguiam critérios de transparência. Além dessas, também seriam beneficiadas emendas de comissão.
Estimativas de técnicos da Câmara dos Deputados apontam que o valor total a ser liberado seria de cerca de R$ 3 bilhões.
Na decisão que suspendeu o trecho aprovado pelos parlamentares, Flávio Dino afirmou que a revalidação das emendas de relator, declaradas inconstitucionais pelo STF, "parece ser incompatível com o regime jurídico".
"Cuida-se de ressuscitar modalidade de emenda cuja própria existência foi reputada inconstitucional. [...] Não é demais lembrar que o contexto em que se insere a proposição legislativa é marcado por graves dificuldades fiscais, que impõem a todos os Poderes da República o dever constitucional de colaborar ativamente para a preservação do equilíbrio fiscal", escreveu o magistrado.
Governo nega acordo
A Secretaria de Relações Institucionais, comandada pela ministra Gleisi Hoffmann (PT), afirmou ao blog que não participou de acordo para inclusão do artigo no projeto.
Depois e passar pela Câmara, o texto foi aprovado pelo Senado Federal, onde foi relatado pelo líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AC), que manteve o trecho.
Abono salarial PIS/Pasep 2025: prazo para saque acaba dia 29; saldo parado é de R$ 145,7 milhões

Abono PIS/Pasep 2025: 141 mil têm até 29 de dezembro para sacar
Mais de 141 mil trabalhadores que têm direito ao abono salarial PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023, ainda não sacaram o benefício, informou o Ministério do Trabalho. No total, R$ 145.788.353,00 ainda estão disponíveis.
➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa.
No geral, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias no ano-base e receberam até dois salários-mínimos por mês. (veja os requisitos abaixo)
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O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. (veja como consultar abaixo)
Assim como em 2024, o calendário de pagamento de 2025 foi unificado: tanto os trabalhadores da iniciativa privada como os servidores públicos vão receber de acordo com o mês de nascimento de cada beneficiário.
O prazo para sacar o dinheiro termina no dia 29 de dezembro. Após essa data, as parcelas não pagas serão devolvidas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), seguindo as regras do programa.
Nesse caso, ainda é possível recuperar os valores, mas o processo passa a ser feito pelos canais do Ministério do Trabalho.
Por enquanto, o benefício está disponível para saque na Caixa e no Banco do Brasil. A última leva de pagamentos deste ano foi liberada pelo governo federal em agosto para os nascidos em novembro e dezembro.
Em novembro, foi liberado um lote extra do Abono Salarial PIS/Pasep, beneficiando 1.640.201 trabalhadores que tiveram seus dados enviados com atraso pelos empregadores. Na ocasião, foram liberados R$ 1,5 bilhão.
Ao todo, em 2025, serão disponibilizados R$ 30,7 bilhões para o pagamento do benefício a cerca de 26,5 milhões de trabalhadores. A taxa de cobertura já atingiu 99,47% do público previsto, segundo o Ministério do Trabalho.
Veja abaixo perguntas e respostas:
Como consultar? (passo a passo)
Quem tem direito ao abono salarial?
Quem não tem direito ao abono salarial?
Qual é o valor?
Como são os pagamentos?
Canal de dúvidas
1. Como consultar? (passo a passo)
Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo:
Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado;
Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br;
Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício.
Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2025 já está liberada
2. Quem tem direito ao abono salarial?
Os trabalhadores devem atender aos seguintes critérios para ter direito ao benefício:
estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no CNIS (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos;
ter trabalhado para empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
ter recebido até 2 salários-mínimos médios (no valor em vigor no ano-base) de remuneração mensal no período trabalhado;
ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base da apuração (2023);
ter os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração (2023).
Veja se você tem direito a receber os valores do PIS/Pasep
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
3. Quem não tem direito ao abono salarial?
empregado(a) doméstico(a);
trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.
4. Qual é o valor?
O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão.
O cálculo corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário-mínimo.
O valor do abono salarial varia de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Veja no gráfico abaixo:
Volte ao índice.
5. Como são os pagamentos?
O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber:
As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco.
Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem.
Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui.
Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação.
Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil.
Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho.
PIS/Pasep, FGTS - Saque
José Cruz/Agência Brasil
6. Ainda tem dúvidas?
Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador).
Saiba mais sobre o PIS/Pasep:
G1 em 1 minuto: veja as novas regras do abono salarial do PIS/Pasep para 2026
Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2024 é liberada
Dinheiro, real, notas de real, salário, pagamento
Natalia Filippin/G1
Caixa Econômica Federal, PIS/Pasep
Marcelo Camargo/Agência Brasil
PIS/Pasep - Saques do abono salarial em agência da Caixa Econômica Federal
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Dinheiro, real, notas de R$ 100, contagem de cédulas
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Petróleo sobe à medida que EUA intensificam ações contra navios-tanque da Venezuela

Os preços do petróleo sobem nesta segunda-feira (22), após os Estados Unidos interceptarem um navio petroleiro em águas internacionais próximo à costa da Venezuela. Ao mesmo tempo, as tensões na guerra entre Rússia e Ucrânia continuaram elevadas.
Esses dois fatores aumentaram o temor de que o fornecimento global de petróleo possa ser interrompido, o que costuma pressionar os preços para cima.
🔎 Os contratos futuros do petróleo Brent — referência internacional usada como base para os preços no mercado global — subiram US$ 1,55, alta de 2,56%, negociados a US$ 62,02 por barril por volta das 19h desta segunda.
Segundo Giovanni Staunovo, analista do banco UBS, os agentes do mercado passaram a enxergar um risco maior de interrupção nas exportações de petróleo da Venezuela devido ao embargo imposto pelos EUA.
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Até recentemente, segundo ele, havia uma postura mais complacente em relação a esse risco.
O petróleo bruto venezuelano responde por cerca de 1% da oferta global, uma fatia relativamente pequena, mas que ganha importância em momentos de instabilidade geopolítica ou de restrições ao comércio internacional.
No segundo semestre de 2025, o aumento da produção EUA e do grupo Opep+ — aliança que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados — compensou, em grande parte, as preocupações com possíveis interrupções de oferta em outras regiões.
👉 Esse equilíbrio ajudou a manter os contratos futuros do Brent próximos de US$ 65 por barril, embora os preços tenham recuado no mês passado diante do temor de excesso de petróleo disponível no mercado.
Para June Goh, analista da consultoria Sparta Commodities, os preços do petróleo vêm sendo sustentados principalmente pelos acontecimentos na Venezuela.
Já as tensões entre Rússia e Ucrânia têm ficado em segundo plano em um mercado que, sem esses fatores de risco, tenderia a um cenário mais “baixista”, ou seja, de queda nos preços.
Apreensão de petroleiro venezuelano pelos EUA
Autoridades disseram à Reuters, no domingo, que a Guarda Costeira dos Estados Unidos está perseguindo um navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela. Se a operação for concluída com sucesso, será a segunda ação desse tipo no fim de semana e a terceira em menos de duas semanas.
De acordo com Tony Sycamore, analista do IG, a recuperação recente dos preços do petróleo foi impulsionada pelo anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de um bloqueio “total e completo” aos petroleiros venezuelanos que estão sob sanções.
O movimento foi reforçado pelos desdobramentos dessa decisão e por relatos de um ataque com drones ucranianos a um navio da chamada “frota sombra” russa no Mediterrâneo — termo usado para embarcações que operam à margem das sanções internacionais.
Preço do petróleo dispara após Opep anunciar corte de mais de 1 milhão de barris por dia
JN
Lotes de 4 marcas de café são considerados impróprios para consumo pelo governo; veja quais

café
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O Ministério da Agricultura divulgou nesta segunda-feira (22) que 23 lotes de quatro marcas de café foram recolhidos e considerados impróprios para consumo.
São elas: Terra da Gente, Jalapão, Made in Brazil e Q-Delícia (veja os lotes abaixo).
Segundo o Ministério, a desclassificação desses produtos ocorreu após análises laboratoriais detectarem a presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido, que é de 1%, segundo a legislação.
Matérias estranhas são pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, como de erva daninhas;
E impurezas são galhos, folhas e cascas.
Outro lado: em nota, a Solveig, responsável pelo Terra da Gente, disse que os lotes informados pelo Ministério "são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado" (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).
As demais fabricantes não retornaram ao contato do g1.
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LEIA MAIS:
Governo já proibiu 6 marcas de café ou ‘bebida sabor café’ em 2025
Anvisa proíbe três marcas de 'café fake' após detectar toxina em produtos
O ministério também orienta que consumidores que tenham adquirido os produtos listados deixem de consumi-los imediatamente. É possível solicitar a substituição do produto com base nas disposições do Código de Defesa do Consumidor.
Além disso, caso os produtos ainda estejam sendo comercializados, o ministério solicita que a ocorrência seja comunicada por meio do canal oficial Fala.BR, com o nome e endereço do estabelecimento onde foi realizada a compra.
Lotes recolhidos
Dos 23 lotes recolhidos, 18 são referentes à marca Terra da Gente, 2 à Jalapão, 2 à Made in Brazil e 1 à Q-Delícia.
Veja os lotes abaixo:
Outras marcas
Além das três desclassificadas nesta segunda, outras seis marcas de café (ou 'pó saber café') já haviam sido alvo de alguma restrição do governo em 2025: Melissa, Pinto Preto, Oficial do Brasil, Café Câmara, Fellow Criativo (da Cafellow) e Vibe Coffee.
No caso da Vibe Coffee, a marca teve todos seus produtos apreendidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro por questões sanitárias.
A agência, no entanto, revogou a proibição nesta segunda, alegando que as irregularidades foram sanadas, e todos os cafés produzidos pela Vibe Coffee a partir de 15 de dezembro de 2025 estão liberados para consumo.
Veja mais:
Saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira, para não errar nas compras
'Café fake': saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira
Pureza do café
Segundo a legislação brasileira, para ser considerado café, o produto precisa conter apenas o grão.
A lei permite que ele possua até 1% de impurezas naturais do café (galhos, folhas e cascas) e matérias estranhas (como pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, como de ervas daninhas).
Mas ela proíbe completamente os chamados elementos estranhos, que são grãos ou sementes de outros gêneros (como milho, trigo, cevada), corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.
O que diz o Terra da Gente
"A Solveig Indústria e Comércio de Café Ltda., responsável pelo café Terra da Gente, esclarece que os lotes mencionados na notícia do MAPA são antigos, já foram integralmente segregados e não estão em circulação no mercado, não representando qualquer risco ao consumidor.
Tão logo a empresa tomou conhecimento das supostas irregularidades, adotou medidas imediatas, como a segregação dos lotes e o reforço nos controles de qualidade. Desde agosto de 2025, a empresa também vem implementando um plano de modernização industrial, com equipamentos atualizados, processos aprimorados e rastreabilidade completa de toda a produção.
A empresa cumpre integralmente todas as normas e exigências da Portaria do MAPA.
Todos os lotes atualmente produzidos passam por rigorosos controles de qualidade, com laudos laboratoriais que confirmam sua plena conformidade com os padrões legais e de segurança alimentar.
A Solveig reafirma seu compromisso com a qualidade, segurança e transparência, garantindo que os produtos atualmente disponíveis são seguros e confiáveis."
Como uma campanha publicitária de chinelos para o Ano Novo virou motivo de discussão política no Brasil

Comercial das Havaianas com Fernanda Torres gera reação da direita e pedidos de boicote
Reprodução/Instagram
A propaganda de fim de ano da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres, virou motivo para discussão política nas redes sociais.
Na campanha, a atriz afirma que “não quer que você comece 2026 com o pé direito”, uma expressão popular comumente associada à sorte. Mas a fala da atriz foi interpretada por políticos e influenciadores alinhados à direita como uma mensagem de cunho político implícito, vista por eles como provocativa e direcionada, em tom de indireta, a esse grupo.
“Desculpas, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar que sorte não depende de você. Depende da sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada. Os dois pés na jaca. Os dois pés onde você quiser — vai com tudo. De corpo e alma, da cabeça aos pés. Havaianas, todo mundo usa", disse a atriz no comercial.
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Nas redes sociais, apoiadores de direita acusaram a marca de misturar publicidade com ideologia política e de adotar um suposto viés de esquerda. Alguns usuários passaram a defender a substituição das Havaianas por marcas concorrentes.
O vídeo da campanha foi publicado na quinta-feira (18) na conta de Instagram da Havaianas e, até esta segunda, já havia registrado mais de 6 milhões de visualizações. Ele está apenas na aba Reels e não aparece no feed principal do perfil oficial da Havaianas no Instagram, o que gerou questionamentos entre usuários sobre uma eventual retirada do conteúdo.
Procurada pelo g1, a Alpargatas, dona da Havaianas, afirmou que não irá se manifestar sobre o tema. A assessoria de Fernanda Torres não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, publicou no X (antigo Twitter): “Havaianas, nem todo mundo agora vai usar” — fazendo uma alusão ao slogan da marca de sandálias.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também se manifestou: “Se as Havaianas não nos querem, nós também não queremos as Havaianas”.
O deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) também criticou a campanha. “Que vergonha! Em pleno Natal, tempo de união, respeito e reconciliação, a Havaianas escolhe usar o marketing para provocar e dividir, sugerindo ‘não começar o ano com o pé direito’. Isso não é criatividade. É um desserviço à sociedade”, escreveu.
Virou meme
Como costuma acontecer no Brasil, a repercussão rapidamente ganhou tom de humor. Nas redes sociais, a situação virou meme, e usuários passaram a compartilhar montagens, piadas e comentários irônicos sobre o episódio. Confira alguns exemplos abaixo.
Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme
Reprodução/X
Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme
Reprodução/X
Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme
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Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme
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Usuária se queixa da propaganda da Havaianas e aponta que vídeo "sumiu" das redes sociais da marca
Reprodução/X
Militantes conservadores da direita passaram a convocar um boicote à Havaianas nas redes sociais
Reprodução/X
Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner

O cofundador da Oracle, Larry Ellison, decidiu entrar pessoalmente na disputa pela Warner Bros. Discovery.
Ele vai oferecer uma garantia individual de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra de US$ 108,4 bilhões, integralmente em dinheiro, apresentada pela Paramount Skydance.
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A informação consta em um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira (22). E, na prática, a garantia funciona como um compromisso formal de Ellison de cobrir eventuais falhas no financiamento do negócio.
Isso porque, ao usar seu próprio patrimônio como respaldo, o empresário busca dar mais segurança à operação e afastar o risco de que a compra fique sem recursos suficientes para ser concluída.
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👉 O movimento mira diretamente uma das principais preocupações do conselho da Warner: a solidez financeira da proposta da Paramount e a ausência, até então, de um envolvimento mais amplo da família Ellison no negócio.
👉 Larry Ellison, cofundador da Oracle, é peça-chave na disputa pela Warner porque financia a Skydance, ligada à Paramount. Embora não participe da gestão da Paramount, o seu respaldo pessoal fortalece a posição frente à Netflix.
Esses pontos vinham pesando contra a oferta e ajudaram a fortalecer a preferência da empresa por uma alternativa apresentada pela Netflix.
Larry Ellison, fundador da Oracle.
Oracle PR via Hartmann Studios
Apesar do reforço no financiamento, a Paramount afirmou que os termos oferecidos aos acionistas da Warner permanecem inalterados.
A proposta segue prevendo o pagamento de US$ 30 por ação, integralmente em dinheiro — valor superior ao oferecido pela Netflix por ação, embora sustentado por uma estrutura financeira mais complexa.
Procuradas pela Reuters, a Warner Bros e a Netflix não comentaram o novo movimento.
Conselho da Warner resiste à Paramount
Dias antes da divulgação da garantia de Ellison, o conselho da Warner Bros. Discovery havia recomendado formalmente que seus acionistas rejeitassem a proposta da Paramount.
A diretoria classificou a oferta como inferior à fusão já acordada com a Netflix, reforçando sua preferência pelo acordo com a gigante do streaming.
Na avaliação do conselho, a proposta da Netflix apresenta menos incertezas. O acordo, considerado vinculante, combina pagamento majoritariamente em dinheiro com compromissos de dívida já definidos, sem necessidade de levantar novos recursos no mercado.
Isso reduz o risco de que a transação enfrente obstáculos financeiros ao longo do caminho.
Além disso, a diretoria da Warner destacou que a parceria com a Netflix ampliaria o alcance global de seus conteúdos e traria ganhos de longo prazo, tanto para consumidores quanto para a comunidade criativa ligada aos estúdios.
Netflix e Warner Bros.
Reuters
Netflix anuncia acordo
O acordo anunciado pela Netflix avalia a Warner Bros. Discovery em cerca de US$ 82,7 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 72 bilhões seriam pagos diretamente aos acionistas, enquanto o restante corresponde à assunção das dívidas da empresa.
Se concluída, a operação permitiria à Netflix reduzir sua dependência de estúdios externos, fortalecer sua produção própria e acelerar sua expansão para novas frentes de negócio, como games, eventos ao vivo e serviços adicionais ao consumidor.
Outro ponto que chamou atenção no mercado foi o compromisso, incluído na proposta, de manter os lançamentos de filmes da Warner nos cinemas — uma mudança relevante para uma empresa que historicamente prioriza o streaming em detrimento das salas de exibição.
Ofensiva da Paramount
A entrada da Paramount na disputa ocorreu poucos dias após o anúncio do acordo entre Warner e Netflix. A empresa apresentou uma oferta considerada hostil, ao tentar assumir o controle da Warner mesmo diante da recomendação contrária do conselho.
Embora o valor por ação oferecido pela Paramount seja mais alto, o pacote total da transação — que inclui a compra e a assunção das dívidas — chega a US$ 108,4 bilhões, exigindo uma estrutura de financiamento mais robusta.
Foi justamente nesse ponto que surgiram as dúvidas do mercado e da própria diretoria da Warner.
A garantia pessoal de Larry Ellison surge como uma tentativa de responder a essas preocupações. Pelos termos revisados, o empresário também se comprometeu a não retirar recursos do fundo da família nem transferir seus ativos enquanto a transação estiver em análise, o que busca evitar qualquer fragilidade adicional durante o processo.
“Guerra do streaming”
A batalha pela Warner Bros. Discovery vai além do valor financeiro. Quem vencer a disputa passará a controlar um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, que inclui clássicos do cinema, franquias de sucesso e produções da HBO, além do serviço HBO Max.
Em um mercado cada vez mais competitivo, no qual o conteúdo é o principal diferencial para atrair e reter assinantes, esse acervo representa uma vantagem estratégica relevante na chamada “guerra do streaming”.
Analistas de mercado avaliam que a Paramount ainda enfrenta fragilidades financeiras e tenta, com o reforço no financiamento, evitar ficar fora dessa consolidação do setor.
Embora a garantia de Ellison seja vista como um avanço importante, persistem dúvidas sobre se ela será suficiente para convencer o conselho da Warner a mudar de posição.
Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes
REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo
*Com informações da agência de notícias Reuters
Discussão 'complexa' sobre desconto a aposentados da Petrobras paira sobre greve dos petroleiros

Uma disputa que envolve cerca de 50 mil aposentados e pensionistas da Petrobras sobre descontos de até 20% na folha de pagamento paira sobre a greve dos petroleiros da estatal que completa uma semana nesta segunda-feira (22), sinalizando riscos de alongamento do movimento grevista diante de uma questão "complexa" na pauta de negociações, disseram sindicalistas e executivos da companhia.
Sindicatos de trabalhadores da Petrobras querem há anos reduzir ou eliminar descontos extras nas folhas e colocaram o tema como central no movimento.
Mas a tentativa de resolver de uma vez por todas a situação, mesmo às vésperas do final do ano por meio da greve, deve-se a temores relacionados ao processo eleitoral em 2026, que poderia atrapalhar os avanços obtidos até agora nas negociações do tema.
Os valores totais envolvidos não são divulgados oficialmente pelos sindicalistas ou pela empresa, mas há indicações de que podem ser bilionários.
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"Não é uma solução simples, não é uma solução barata... estamos falando de alguns bilhões de reais", afirmou uma fonte da empresa, na condição de anonimato para falar livremente sobre o assunto.
A administração da Petrobras está buscando alternativas, juntamente com sindicatos e o fundo de pensão Petros, mas as discussões se arrastam considerando as dezenas de milhares de pessoas que sofrem descontos na folha desde 2018.
A fonte acrescentou que não seria possível para a Petrobras apresentar uma solução efetiva para os descontos, neste momento, embora tenha admitido que a empresa pode dar aos petroleiros "um sinal do esforço" que vem sendo realizado para resolver a questão.
"O negócio é bem complexo mesmo", disse outra pessoa da empresa.
Paulo César Martin, diretor de seguridade da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 13 sindicatos, concordou que o tema tem potencial de prolongar a greve.
"É a nossa principal reivindicação", afirmou ele à Reuters.
O temor dos petroleiros, segundo ele, é de que o processo das eleições presidenciais em 2026 jogue por terra os avanços alcançados em negociações com a estatal sobre o tema nos últimos dois anos e meio.
"Quando entrar no período eleitoral, quem está na cadeira não sabe se vai continuar... Começa a ter dificuldade de interlocução com a diretoria, com o governo, se for o caso, então tudo fica mais difícil", afirmou Martin, que também é diretor do Sindipetro Bahia.
Greve dos petroleiros provoca paralisação parcial na Revap, em São José
Pedro Melo/TV Vanguarda
👉 A greve teve a adesão de todas as plataformas de petróleo próprias da Petrobras em operação nas bacias de Santos e Campos, além de alcançar refinarias, termelétricas, usinas de biodiesel, campos de produção terrestre, unidades de tratamento e compressão de gás, dentre outros pontos, segundo sindicatos.
A Petrobras afirma que tem evitado impacto nas operações e no abastecimento com a atuação de equipes de contingência.
Além da questão do desconto em folha, os sindicatos também pressionam por melhorias na proposta de acordo coletivo de trabalho feita pela Petrobras, que ofereceu 0,5% de ganho real, contra os 3% defendidos pelos petroleiros, além de outras demandas da categoria.
Equacionamentos
Dentre os principais pontos, os sindicatos demandam que a Petrobras ofereça garantia de que será possível reduzir substancialmente descontos extras nas folhas de pagamentos de aposentados e pensionistas envolvidos nos Planos de Equacionamento do Déficit (PEDs), que ocorrem desde 2018, decorrentes de problemas de gestão dos fundos de décadas atrás.
Atualmente, participantes de dois dos maiores planos da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) pagam em torno de 15% a 20% de contribuição extraordinária para os equacionamentos, que contam também com contribuição da Petrobras, seguindo a paridade contributiva.
Ambos os planos reúnem juntos cerca de 52,3 mil participantes, dos quais 49,7 mil são assistidos (aposentados e pensionistas) e 2,5 mil são ativos.
O coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e diretor da FUP, Sérgio Borges, afirmou que os descontos provocados pelos PEDs impactam principalmente os aposentados e pensionistas da Petrobras "gerando um prejuízo para essas pessoas que dedicaram a vida de trabalho à Petrobras".
Greve dos trabalhadores da Petrobras em Cubatão (SP).
Fernando Skillo/AT
Procurada, a Petrobras disse que mantém diálogo aberto com as entidades sindicais sobre os PEDs e que a busca de uma solução para o tema está sendo conduzida por uma comissão multidisciplinar, que inclui entidades representativas dos participantes.
A empresa, porém, não informou se haveria um cálculo de quanto teria de ser desembolsado para resolver o problema.
Já a Petros afirmou que "é sensível ao impacto do equacionamento dos planos PPSP-R e PPSP-NR na vida dos participantes, e trata o assunto com prioridade". Também mencionou que fornece suporte técnico, com assessoramento e apresentação de estudos necessários à comissão que endereça o tema.
No foco da paralisação, os sindicalistas querem que a Petrobras apresente uma carta de compromisso que trará a possibilidade desses funcionários passarem a receber pelo menos 95% do benefício líquido que eles recebiam antes de passarem a valer os descontos.
"A gente queria uma garantia da empresa com relação a esse compromisso porque a gente não sabe o que vai acontecer no ano que vem", disse Martin, da FUP, que também foi conselheiro eleito da Petros por quatro mandatos.
Martin explicou que, para solucionar o problema, a Constituição impede que a Petrobras simplesmente cubra o déficit, cujo valor não foi divulgado pela empresa, sindicatos e Petros.
Dessa forma, a solução encontrada seria a criação de um novo plano, para que os integrantes possam migrar, e a aprovação de um acordo judicial, que encerraria ações dos sindicatos contra a Petrobras relacionadas ao tema e que custearia a migração dos beneficiários.
A proposta de acordo a ser feita pela Petrobras, além de precisar ser aceita pelos sindicalistas, ainda teria de ser aprovada em órgãos de controle.
Plataforma da Petrobras no Rio de Janeiro (P71)
Raoni Alves / g1 Rio
Arrecadação federal alcança R$ 226,7 bilhões em novembro e registra recorde histórico

Arrecadação bateu recorde em novembro e no acumulado do ano
Jornal Nacional/ Reprodução
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 226,7 bilhões em novembro deste ano, informou nesta segunda-feira (22) a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 3,75% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 218,5 bilhões (valor corrigido pela inflação).
Também foi a maior arrecadação já registrada para meses de novembro desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 31 anos.
O recorde na arrecadação foi obtido com ajuda do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo em meados de maio.
💸 Além do aumento do IOF, a taxação das bets (incluindo a arrecadação de loterias) também contribuiu para o aumento da arrecadação, fator que rendeu R$ 850 milhões em novembro deste ano.
A alta na arrecadação foi fruto, ainda, do crescimento do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras – decorrente da elevada taxa de juros – e também dos juros sobre capital próprio.
Parcial do ano
Arrecadação federal bate recorde nos oito primeiros meses do ano
Nos onze primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,59 trilhões — sem a correção pela inflação.
Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,62 trilhões de janeiro a novembro, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 3,25% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 2,54 trilhões.
O montante também é o recorde histórico para a arrecadação federal no período.
📈 Além da alta do IOF, o governo também contou com o aumento de outros tributos, efetuados nos últimos anos, para melhorar a arrecadação em 2025. São eles:
tributação de fundos exclusivos, os "offshores";
mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
retomada da tributação de combustíveis;
tributação das bets;
imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
teoneração gradual da folha de pagamentos;
e fim de benefícios para o setor de eventos (Perse).
Meta fiscal de 2025
Congresso aprova LDO e determina pagamento de 65% das emendas parlamentares no 1° semestre
A alta da arrecadação está na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.
Há, no entanto, um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas).
O governo pode ter um déficit de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) sem que o objetivo seja formalmente descumprido, o equivalente a cerca de R$ 31 bilhões.
Para fins de cumprimento da meta fiscal, também são excluídos outros R$ 44,1 bilhões em precatórios, ou seja, decisões judiciais.
Em 2026, o governo terá uma meta ainda mais ousada: superávit primário (saldo positivo nas contas) equivalente a cerca de R$ 34 bilhões.
Dólar sobe e fecha a R$ 5,58, maior valor em quase 5 meses; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,99% nesta segunda-feira (22), cotado a R$ 5,5836 — maior valor desde 30 de julho, quando encerrou a R$ 5,5900. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,21%, aos 158.142 pontos.
Os resultados foram afetados pelo movimento típico de fim de ano, quando empresas enviam recursos às matrizes, pressionando o real. Além disso, o cenário eleitoral, com a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro, trouxe mais volatilidade aos ativos.
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▶️ A B3, a bolsa brasileira, não funcionará nos dias 24 e 25, resultando em uma semana com menos dias úteis. Com isso, a sessão de hoje teve liquidez reduzida. "Nessas condições, a volatilidade aumenta", explica Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.
▶️ Investidores acompanharam ainda divulgações que ajudam a ajustar expectativas sobre a economia. O boletim Focus apontou nova redução nas projeções de inflação para 2025 e 2026, mantendo a tendência de revisões para baixo.
▶️ O Banco Central divulgou também a Pesquisa Firmus, que mostrou maior otimismo das empresas em relação à economia. O levantamento indica queda nas expectativas de inflação para 2025 e 2026, além de prever valorização do real frente ao dólar. As companhias estimam crescimento de 2,10% do PIB neste ano e 1,80% em 2026.
▶️ No campo político, novas notícias sobre a possível candidatura de Flávio Bolsonaro impactaram o ânimo dos investidores. Analistas avaliam que sua entrada na corrida eleitoral enfraquece a oposição e pode aumentar as chances de reeleição de Lula (PT). Para agentes do mercado, a continuidade do atual governo dificultaria a implementação de ajustes mais consistentes nas contas públicas.
🔎 Há ainda a percepção de que Tarcísio de Freitas seria um candidato mais competitivo, capaz de unificar a direita e aumentar as chances de vitória.
▶️ Ainda no cenário político, os poderes Legislativo e Judiciário iniciaram o recesso após semanas de tensão. Na sexta-feira, o Congresso aprovou o Orçamento de 2026, que projeta superávit de R$ 34,5 bilhões e reserva de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares.
▶️ Nos Estados Unidos, com a agenda mais enxuta devido ao feriado de Natal, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou o Índice de Atividade Nacional de Chicago referente a novembro, que apontou expansão ainda abaixo da média histórica.
▶️ No mercado internacional, o ouro renovou máximas, cotado a US$ 4.469,00 por onça, com alta de 1,85% nesta segunda-feira. O movimento reflete a busca por proteção diante da expectativa de cortes de juros nos EUA.
▶️ Diante desse contexto, o Ibovespa recuou, mesmo com a valorização de 2,92% da Vale (VALE3), após o anúncio da aquisição de um complexo eólico da Pontal Energy, e de 0,49% da Petrobras (PETR3), impulsionada pela alta do preço do petróleo no mercado internacional.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,99%;
Acumulado do mês: +4,66%;
Acumulado do ano: -9,65%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: -0,21%;
Acumulado do mês: -0,58%;
Acumulado do ano: +31,47%.
Orçamento de 2026 é aprovado no Congresso
O Congresso Nacional aprovou na sexta-feira (19), em votação simbólica, o Orçamento de 2026. O texto prevê uma reserva de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares — recursos indicados por deputados e senadores — e projeta um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas do governo no próximo ano.
O Orçamento também incorpora cortes em gastos previdenciários e em programas sociais, como o Pé-de-Meia e o Auxílio Gás. Além disso, estabelece um piso mínimo de R$ 83 bilhões para investimentos públicos, como obras de infraestrutura e projetos do governo federal.
Segundo o arcabouço fiscal aprovado em 2023 — o conjunto de regras que limita o crescimento das despesas —, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Na prática, isso significa que a meta será considerada cumprida mesmo que o resultado seja neutro (saldo zero) ou chegue a um superávit de até R$ 68,6 bilhões.
A proposta foi analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) ainda pela manhã e, horas depois, recebeu aval de deputados e senadores em sessão conjunta do Congresso.
Do total reservado para emendas:
cerca de R$ 61 bilhões foram destinados a indicações parlamentares;
R$ 49,9 bilhões ficam sob controle direto do Congresso, incluindo emendas individuais, de bancada e de comissão.
As chamadas emendas impositivas — aquelas de pagamento obrigatório pelo governo — se dividem em:
emendas individuais, indicadas por cada deputado e senador: R$ 26,6 bilhões;
emendas de bancada, destinadas aos estados: R$ 11,2 bilhões.
Dino barra retomada de emendas antigas
Antes mesmo da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste domingo (21) um trecho aprovado pelo Congresso que autorizava o pagamento de emendas parlamentares não quitadas entre 2019 e 2023.
👉 A decisão impede que o dispositivo entre em vigor enquanto o caso é analisado pelo Supremo. O texto havia sido aprovado pelo Congresso na última quarta-feira (17) e ainda aguardava sanção ou veto presidencial.
Dino atendeu a um pedido apresentado por parlamentares do PSOL e da Rede. Na decisão, o ministro afirmou que o STF já havia barrado, em julgamentos anteriores sobre o chamado “orçamento secreto”, qualquer tentativa de reativar esses pagamentos, conhecidos tecnicamente como “restos a pagar”.
Segundo o ministro, a medida extrapola os limites definidos institucionalmente para corrigir as inconstitucionalidades reconhecidas pela Corte. Em sua avaliação, permitir a retomada dessas emendas desrespeita os parâmetros acordados entre os Três Poderes.
O dispositivo suspenso foi incluído em um projeto que tratava originalmente do corte de benefícios fiscais. No jargão do Congresso, esse tipo de inserção é chamado de “jabuti” — quando um tema sem relação direta é incluído em uma proposta legislativa.
Agenda econômica
Boletim Focus
Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir as projeções de inflação para 2025 e 2026, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo BC.
👉 O relatório reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras e funciona como um termômetro das expectativas do mercado para a economia brasileira.
Para 2025, a previsão de inflação caiu de 4,36% para 4,33%, marcando a sexta redução consecutiva. Já para 2026, a estimativa recuou de 4,10% para 4,06%, no quinto corte seguido. Nos anos seguintes, as projeções permaneceram estáveis: 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028.
Em relação ao crescimento da economia, o mercado elevou levemente a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, de 2,25% para 2,26%. Para 2026, a expectativa de crescimento permaneceu em 1,80%.
Os economistas também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros em 2025. A estimativa para o fim do ano continua em 15% ao ano, nível atual da Selic, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Para o encerramento de 2026, a previsão subiu de 12,13% para 12,25% ao ano.
No câmbio, a expectativa para o valor do dólar ao fim de 2025 foi revisada para cima, de R$ 5,40 para R$ 5,43. Para o término de 2026, a projeção permaneceu em R$ 5,50.
Pesquisa Firmus
Empresas consultadas pelo Banco Central passaram a demonstrar uma visão mais otimista em relação à inflação neste ano e no próximo, além de esperarem uma valorização do real frente ao dólar, informou a autoridade monetária nesta segunda-feira.
Os dados constam da nova edição da pesquisa Firmus, que reúne a percepção de empresas fora do setor financeiro sobre seus negócios e sobre o cenário econômico.
Segundo o levantamento, a mediana das expectativas de inflação para 2025 caiu de 5,0%, em setembro, para 4,5%. Para 2026, a projeção recuou de 4,5% para 4,2%.
No câmbio, as empresas também passaram a esperar um real mais forte. A mediana das estimativas indica que, em seis meses, o dólar deve estar em R$ 5,50, abaixo da previsão de R$ 5,60 registrada na rodada anterior da pesquisa.
👉 A pesquisa Firmus é realizada a cada três meses. Esta edição reflete as respostas de 240 empresas, coletadas entre 10 e 28 de novembro.
Em relação à atividade econômica, as empresas estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — cresça 2,10% neste ano.
O número é ligeiramente superior à projeção de 2,05% feita em setembro, mas ainda abaixo da estimativa de 2,26% indicada no boletim Focus desta semana e da previsão do próprio Banco Central, de alta de 2,3%.
Para 2026, a expectativa é de crescimento de 1,80% do PIB, abaixo dos 1,90% projetados anteriormente. Ainda assim, o resultado é mais otimista do que a estimativa do Banco Central, de 1,6%, e em linha com a projeção do Focus.
O BC destacou que a percepção das empresas sobre a situação econômica atual melhorou em relação às três pesquisas anteriores, embora ainda permaneça em um patamar negativo. Já a avaliação sobre o desempenho do próprio setor de atuação das empresas ficou praticamente estável.
Arrecadação Federal
A arrecadação do governo federal registrou crescimento real de 3,75% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 226,753 bilhões, informou a Receita Federal nesta segunda-feira.
👉 O resultado representa o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, e interrompe uma sequência de desaceleração no ritmo de crescimento.
Após alcançar um pico de alta real acumulada de 4,41% em julho, o avanço da arrecadação vinha perdendo força nos meses seguintes.
Esse movimento foi atribuído ao efeito dos juros elevados, que tendem a esfriar a atividade econômica e, consequentemente, a reduzir a arrecadação de impostos.
Com isso, o crescimento caiu para 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro.
Mesmo com essa oscilação mensal, o resultado acumulado de janeiro a novembro mostra uma retomada de fôlego.
No período, a arrecadação somou R$ 2,594 trilhões, um aumento real de 3,25% em relação aos primeiros onze meses de 2024 — também um recorde para esse intervalo.
Em novembro, os tributos administrados diretamente pela Receita Federal, que incluem os principais impostos federais, cresceram 1,06% em termos reais na comparação anual, alcançando R$ 214,398 bilhões.
Já a arrecadação administrada por outros órgãos, fortemente influenciada por receitas como royalties do petróleo, teve um salto expressivo de 93,10%, somando R$ 12,355 bilhões.
Bolsas globais
Os índices acionários em Wall Street subiram nesta segunda-feira, iniciando a semana encurtada por feriado com tom positivo já que as ações de tecnologia continuaram a se recuperar da liquidação da semana passada.
Além disso, os investidores aguardavam dados econômicos ainda esta semana, após sinais recentes de desaceleração da inflação nos EUA, que reforçam a possibilidade de cortes nos juros pelo Federal Reserve.
O Dow Jones Industrial Average avançou 0,47%, aos 48.362,68 pontos, o S&P 500 teve ganhos de 0,56%, aos 6.872,78 pontos, e o Nasdaq Composite registrou alta de 0,52%, aos 23.428,83 pontos.
Na Europa, os mercados encerram o dia em queda, devolvendo parte dos ganhos expressivos da semana passada.
O recuo ocorre em meio à liquidez reduzida por causa do período de festas e após um rali impulsionado pela expectativa de cortes nos juros americanos e pela postura mais otimista do Banco Central Europeu sobre a economia da zona do euro.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,09%, a 586,99 pontos. Em Londres, o Financial Times avançou 0,32%, para 9.865,97 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,02%, a 24.283,97 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 perdeu 0,37%, a 8.121,07 pontos.
Em Milão, o FTSE/MIB desvalorizou-se 0,37%, para 44.593,60 pontos; em Madri, o Ibex 35 teve baixa de 0,07%, a 17.158,00 pontos; e em Lisboa, o PSI20 recuou 0,25%, para 8.191,21 pontos.
Já os mercados asiáticos fecharam em alta, com destaque para China e Hong Kong, impulsionados por sinais de forte entrada de recursos e pela inauguração do Porto de Livre Comércio de Hainan
Empresas ligadas ao projeto, como China Tourism Group e Hainan Airlines, dispararam 10%, limite diário permitido. Além disso, fundos chineses recém-criados voltados para Hong Kong concluíram captação antes do prazo, indicando apetite por compra.
No fechamento, Xangai subiu 0,69%, a 3.917 pontos, e o CSI300 avançou 0,95%, a 4.611 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,43%, a 25.801 pontos.
Outros mercados também tiveram alta: Nikkei, no Japão, +1,8% (50.402 pontos); Kospi, na Coreia do Sul, +2,12% (4.105 pontos); Taiex, em Taiwan, +1,64% (28.149 pontos); e Straits Times, em Cingapura, +0,89% (4.610 pontos).
Notas de dólar.
Reuters
Boletim Focus: mercado financeiro baixa de novo projeções de inflação para 2025 e 2026

Os analistas do mercado financeiro baixaram outra vez suas estimativas de inflação para os anos de 2025 e de 2026.
As projeções fazem parte do boletim "Focus", divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerado dentro da meta se variar entre 1,5% e 4,5%.
Isso quer dizer que, se confirmada a expectativa, não haverá "estouro" da meta de inflação neste ano fechado.
No ano de 2024 fechado, e em 12 meses até junho deste ano, a inflação ficou acima do teto do sistema de metas.
Veja a expectativa de inflação do mercado para os próximos anos:
➡️ Para 2025, a projeção recuou de 4,36% para 4,33% (sexta queda seguida) ;
➡️ Para 2026, a projeção caiu de 4,10% para 4,06% (quinto recuo consecutivo);
➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 3,80%;
➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,50%.
🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, mas os salários não acompanham esse aumento.
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Inflação x vida real: por que os preços do dia a dia podem subir muito mais do que o IPCA
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Produto Interno Bruto
A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 subiu de 2,25% para 2,26%.
Para 2026, a projeção de crescimento do PIB continuou em 1,80%.
➡️ O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é utilizado para medir o desempenho da economia.
Banco Central revisa projeções para inflação e PIB do Brasil
Taxa de juros
Economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa básica de juros em 2025.
Para o fechamento de 2025, a projeção permanece em 15% ao ano — atual nível da taxa básica de juros.
Para o fim de 2026, a projeção subiu de 12,13% para 12,25% ao ano.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 10,50% ao ano.
Outras estimativas
Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:
Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2025 subiu de R$ 5,40 para R$ 5,43. Para o encerramento de 2026, a estimativa continuou R$ 5,50.
Balança comercial: a projeção de superávit da balança comercial em 2025 subiu de US$ 62,9 bilhões para US$ 63 bilhões. Para 2026, a estimativa de saldo positivo recuou de US$ 66,2 bilhões para US$ 66,1 bilhões.
Investimento estrangeiro: a previsão para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2025 avançou de US$ 75 bilhões para US$ 79,3 bilhões. Para 2026, a estimativa subiu de US$ 72 bilhões para US$ 72,4 bilhões.
Escalado para o Natal ou Réveillon? Veja direitos, folgas e tudo que o trabalhador precisa saber

Escalado para o Natal ou Réveillon? Veja direitos, folgas e tudo que o trabalhador precisa
O último feriado nacional do ano, o Natal, será celebrado na próxima quinta-feira (25). Uma semana depois, o calendário já inicia 2026 com outro descanso oficial: o Dia da Confraternização Universal, em 1º de janeiro.
Essas datas garantem um dia a mais de folga para os trabalhadores e — para quem não trabalha nas vésperas — podem resultar em uma emenda prolongada.
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Segundo a lista divulgada pelo governo federal, os dias 24 e 31 de dezembro não são feriados nacionais, mas pontos facultativos após as 13h.
Veja como fica o calendário:
24 de dezembro, véspera de Natal (ponto facultativo após as 13h);
25 de dezembro, Natal (feriado nacional);
31 de dezembro, véspera de Ano Novo (ponto facultativo após as 13h);
1º de janeiro, Confraternização Universal (feriado nacional).
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Mesmo com dois feriados oficiais, muitos profissionais ainda precisam trabalhar nessas datas. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. (veja abaixo como funciona)
⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direitos garantidos, como receber o pagamento em dobro ou ter direito a uma folga compensatória.
O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para explicar como funciona o trabalho nesses períodos e quais cuidados o trabalhador deve observar.
🤨 O que é ponto facultativo?
➡️ É obrigatório trabalhar no Natal e Ano Novo?
🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
⚖️ Quais são os meus direitos?
💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
1. O que é ponto facultativo?
Em dias de ponto facultativo, funcionários públicos são dispensados do serviço sem prejuízo da remuneração. A medida é decretada em dias úteis, geralmente entre feriados e fins de semana.
No ponto facultativo, benefícios como folga e pagamento em dobro se aplicam apenas aos servidores públicos.
Já no setor privado, ao contrário do que ocorre nos feriados, os empregadores não são obrigados a pagar salário em dobro nem a conceder folga compensatória.
Entenda o que é o ponto facultativo
2. É obrigatório trabalhar no Natal e Ano Novo?
Depende. Os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro são feriados nacionais, mas alguns serviços continuam funcionando normalmente. Caso o trabalhador seja convocado para trabalhar nessas datas, terá direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.
“O empregador está obrigado a remunerar o empregado em dobro, conforme prevê a Súmula 146 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Essa remuneração adicional não exclui a compensação relativa ao repouso semanal”, explica Carolina Cabral, advogada trabalhista do escritório Ferraz dos Passos Advocacia.
As regras também podem variar conforme a função exercida, destaca Bruno Minoru Okajima, pós-graduando em Direito do Trabalho na FGV, já que normas coletivas de cada categoria preveem condições e benefícios específicos para o trabalho em feriados.
Decoração de Natal no Barra Shopping.
Reprodução
3. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?
Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação prevê exceções para serviços considerados essenciais, como indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros.
Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe no feriado quando houver Convenção Coletiva de Trabalho, acordo firmado entre empregadores e sindicatos.
4. Quais são os meus direitos?
Para quem é convocado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia.
“Havendo banco de horas, essas horas de trabalho também podem ser lançadas, conforme previsto em acordo individual ou coletivo”, explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C. Burlamaqui Consultores.
5. Remuneração em dobro ou folga? Quem define?
A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga — costuma ser estabelecida em acordo firmado entre empregador e sindicato.
Na ausência de Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e empregado, desde que haja concordância entre as partes e respeito à legislação.
“O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver acordo ou convenção coletiva prevendo compensação por folga, essa regra prevalece; caso contrário, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório”, afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.
6. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?
Depende. A falta pode ser interpretada como insubordinação, caracterizada pela desobediência a uma ordem superior.
“Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, e sim de comportamento faltoso reiterado”, afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.
A demissão por justa causa costuma seguir um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção do comportamento.
Em caso de expediente normal, o empregado pode sofrer outras penalidades administrativas, como o desconto do dia não trabalhado, considerado falta injustificada.
“A falta injustificada deve ser repreendida, mas, para fins de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado”, completa Elisa Alonso.
7. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?
As regras básicas sobre trabalho em feriados se aplicam tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou à folga compensatória.
No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato ou acordo coletivo.
8. Como funciona no caso do trabalhador intermitente?
Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — modalidade inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento em feriados deve ser definido no momento da admissão.
O contrato precisa especificar o valor da hora de trabalho, já considerando os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras.
Assim, o trabalhador intermitente receberá o valor previamente acordado para os dias trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli.
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Cris Faga/Estadão Conteúdo
Preço do café pode continuar caindo em 2026, mas não vai ficar barato

Preço do café pode continuar caindo em 2026, mas não vai ficar barato
O ano de 2025 começou com o preço do café nas alturas. Em fevereiro, ele teve a maior inflação acumulada em 12 meses desde a introdução do real. O preço motivou até mesmo a venda de um café fake, feito de lixo de lavoura.
Para 2026, no entanto, a tendência é de queda dos valores — mas isso não significa que ficará barato.
Apesar de o clima ajudar a safra atual, os últimos anos foram marcados por colheitas ruins, causadas pelo calor e pela seca. Com isso, os cafezais ainda não se recuperaram o suficiente para atender toda a demanda, afirma o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Renato Garcia Ribeiro.
Por isso, a queda dos preços deve ser pequena, como já vem acontecendo. Em agosto, o café registrou um declínio de 0,23%, o primeiro desde dezembro de 2023.
Cafezinho em risco: como sombra de árvores ajuda planta a lidar com o planeta mais quente
Melhores condições climáticas
As perspectivas climáticas para a segunda quinzena de dezembro e início de 2026 são positivas: as lavouras estão na fase de florada e a previsão é de chuva, condição ideal para essa etapa da produção, aponta Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro no Itaú BBA.
Se o volume de chuvas for adequado no primeiro trimestre do ano que vem, os grãos devem se desenvolver bem. Isso pode aumentar a produção brasileira de café arábica e ajudar a recompor os estoques globais. Até lá, porém, a oferta seguirá limitada.
O café arábica é a variedade mais produzida no Brasil, que aguenta uma temperatura entre 18°C e 22°C. Ele é mais popular, por ser considerado mais saboroso.
Apesar das perspectivas melhores, 2025 também trouxe desafios aos produtores. No Cerrado Mineiro, houve geadas e atraso no início das chuvas, aponta Ribeiro, do Cepea.
Segundo o pesquisador, não é possível confiar totalmente no clima. Após boas chuvas no fim de 2024, fevereiro e março deste ano tiveram 45 dias de calor e seca, o que prejudicou o fim da safra.
Ribeiro explica ainda que o café é um cultivo bienal. Isso significa que, após um ano de colheita, a produção do ano seguinte costuma ser menor, porque as plantas precisam se recuperar. Em 2026, muitos galhos ainda estarão em desenvolvimento e só ficarão prontos no verão.
"Por mais que o clima responda de um período pra cá, nós estamos vindo há 5 anos com o clima não tão bom assim. [...] Grande parte dos talhões ainda está se recuperando", diz.
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Estoques em baixa
A demanda por café está maior, enquanto os estoques seguem baixos no Brasil, aponta Alves, do Itaú BBA.
Para a safra 2026/2027, o Itaú BBA prevê que a produção mundial supere o consumo em 7 milhões de sacas. Antes disso, a disponibilidade de arábicas seguirá apertada e as exportações possivelmente limitadas.
Isso acontece porque a colheita começa em abril e o café só chega pronto ao mercado a partir de setembro.
Com isso, os estoques devem continuar pressionados. Pesam a demanda interna e o aumento das compras dos Estados Unidos, após o fim da tarifa de 50% sobre o café brasileiro, imposta por Donald Trump.
A safra de 2025, por exemplo, já está negociada, sem margem para novos clientes, afirma Ribeiro.
"Não tem um alívio tão grande de estoques assim. O consumo vem crescendo, o mundo precisa de mais café, então a gente não espera preços muito menores", afirma Alves, do Itaú.
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Mais robusta
Em meio à seca e às altas temperaturas, produtores passaram a investir mais no café robusta. Apesar de menos popular, ele é mais resistente que o arábica.
Esses investimentos já refletem nas margens dos produtores, mas vão demorar para aparecer para os consumidores. Isso porque uma lavoura de café leva 2 anos para começar a dar frutos, diz o consultor do Itaú BBA.
Mesmo assim, já é mais comum o uso de maior proporção de robusta nos cafés que misturam os dois grãos, os chamados blends.
"Isso já ajudou a aliviar um pouco do preço para o consumidor", afirma o economista.
"Ele ajuda nesse momento a atravessar esses próximos meses de pouco arábica no mundo e quem sabe, na próxima safra, o arábica tem uma produção melhor", completa.
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INSS inicia pagamento de benefícios de dezembro nesta segunda; veja calendário

O Ministério da Previdência Social inicia nesta segunda-feira (22) o pagamento para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em novembro de 2025.
Para quem recebe o piso nacional (até um salário mínimo), os depósitos vão do dia 22 de dezembro até 8 de janeiro. Segurados com renda mensal acima do salário mínimo terão seus pagamentos creditados a partir de 2 de janeiro.
Confira o calendário do INSS de dezembro para quem recebe até um salário mínimo:
Cartão final 1: pagamento em 22/12
Cartão final 2: pagamento em 23/12
Cartão final 3: pagamento em 26/12
Cartão final 4: pagamento em 29/12
Cartão final 5: pagamento em 30/12
Cartão final 6: pagamento em 2/1
Cartão final 7: pagamento em 5/1
Cartão final 8: pagamento em 6/1
Cartão final 9: pagamento em 7/1
Cartão final 0: pagamento em 8/1
Confira o calendário do INSS de dezembro para quem recebe acima de um salário mínimo:
Cartão final 1 e 6: pagamento em 2/1
Cartão final 2 e 7: pagamento em 5/1
Cartão final 3 e 8: pagamento em 6/1
Cartão final 4 e 9: pagamento em 7/1
Cartão final 5 e 0: pagamento em 8/1
Como conferir o dígito verificador
O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.
Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1.
Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.
Como consultar os valores a receber?
Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Outra opção é pelo telefone, ligando na central 135.
Neste caso, o atendimento é feito de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h; o beneficiário precisa o informar o número de CPF e confirmar dados cadastrais.
Com o reajuste do salário mínimo previsto para 1º de janeiro, o valor corrigido só será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.
Resumão do g1: julgamento das redes; aposentadoria em 2025 e Mega da Virada
Segundo petroleiro apreendido pelos EUA perto da Venezuela ia para a China, diz agência

Governo Trump mostra ação que apreendeu segundo petroleiro vindo da Venezuela
O navio petroleiro apreendido pelos Estados Unidos no sábado (20) perto da costa da Venezuela tinha como destino a China, segundo a agência de notícias Reuters.
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A embarcação é a segunda a ser apreendida pelos EUA desde o início da campanha de pressão do governo Trump contra o regime Maduro, que inclui uma ampla mobilização militar no mar do Caribe, sobrevoos de jatos e bombardeios a embarcações. A primeira apreensão ocorreu no dia 10 de dezembro e adicionou um novo capítulo à escalada de tensões entre os dois países. (Leia mais abaixo)
LEIA TAMBÉM: EUA interceptam terceiro navio próximo da Venezuela
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na terça-feira (16) um bloqueio total de petroleiros sancionados saindo da Venezuela e disse que o país está totalmente cercado militarmente. O anúncio foi interpretado por analistas como uma elevação do tom das ameaças americanas. Em resposta, o regime Maduro chamou a fala de Trump de uma "ameaça grotesca" e "absolutamente irracional".
O navio apreendido no sábado chama VLCC Centuries e carregava cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo cru venezuelano Merey com destino à China, segundo documentos internos da petroleira estatal PDVSA, vendedora do petróleo. A embarcação estava sob bandeira do Panamá e utilizava o nome falso "Crag".
Segundo a Reuters, o Centuries integrava a "frota fantasma" venezuelana: um conjunto de petroleiros que, por meio de diferentes artifícios —como bandeiras estrangeiras ou nomes falsos—, tentam ocultar que estão transportando petróleo venezuelano para evitar sanções internacionais. Outros países sancionados também utilizam a tática, como a Rússia e o Irã.
Segundo dados da organização Transparência Venezuela, 40% das embarcações que transportam petróleo bruto venezuelano operam em situação irregular.
O Centuries deixou as águas venezuelanas na quarta-feira após ser brevemente escoltado pela marinha venezuelana, segundo fontes da Reuters na PDVSA e imagens de satélite obtidas pelo TankerTrackers.com. Depois, ela foi apreendida em águas internacionais a oeste da ilha de Barbados.
Segundo os documentos vistos pela Reuters, o petróleo foi comprado pela Satau Tijana Oil Trading, uma das muitas intermediárias envolvidas nas vendas da PDVSA para refinarias independentes chinesas.
Autoridades dos EUA alegaram a apreensão de petróleo sob sanções internacionais para a apreensão do Centuries. O advogado e ex-investigador da OFAC (Agência de Controle de Ativos Estrangeiros do governo dos EUA) Jeremy Paner disse à Reuters que a embarcação, em si, não havia sido sancionada pelos EUA, o que "representa um novo aumento na pressão de Trump sobre a Venezuela" e representa uma contradição do bloqueio imposto por Trump. O petróleo venezuelano, no entanto, está sancionado.
Em desafio ao anúncio do bloqueio de Trump, o governo Maduro afirmou na quarta-feira que a exportação do petróleo e a navegação de navios petroleiros continuam normais, e que as embarcações passariam a ter escolta da Marinha venezuelana.
Fontes da Reuters afirmaram que o regime Maduro autorizou na quinta-feira a saída de dois petroleiros em direção à China, e que cada um estaria carregando cerca de 1,9 milhão de barris de petróleo cru.
Apreensão de 2º navio petroleiro
Trump e Maduro
AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez
A apreensão da embarcação por forças dos Estados Unidos aconteceu no fim da madrugada deste sábado e um vídeo da ação foi divulgado pela secretária da Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem.
“Os Estados Unidos continuarão a combater a movimentação ilícita de petróleo sob sanções, usada para financiar o narcoterrorismo na região”, escreveu Noem na rede social X.
A Venezuela condenou a apreensão do segundo petroleiro pelos EUA, que descreveu como um "grave ato de pirataria internacional", e disse que esses atos do governo Trump "não passarão impunes".
O regime Maduro afirmou neste sábado que o Irã ofereceu sua cooperação "em todos os âmbitos" para enfrentar "a pirataria e o terrorismo internacional" dos EUA.
A primeira apreensão ocorreu no último dia 10. Uma semana depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio total a petroleiros da Venezuela e disse que país estava completamente cercado.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que o ato foi uma "interferência brutal" de Washington.
Um dia depois da primeira apreensão, a Rússia, que já havia declarado seu apoio a Maduro, voltou a se pronunciar sobre a pressão americana contra o país latino. Afirmou que as "tensões na Venezuela podem ter consequências imprevisíveis para o Ocidente".
O Conselho de Segurança da ONU irá se reunir na próxima terça-feira para discutir a escalada de tensões e militar entre os EUA e a Venezuela.
Por que os navios estão sendo apreendidos?
EUA interceptam 2º petroleiro e aumentam pressão sobre Maduro
Reprodução
A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA.
Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração.
🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital.
Há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo".
Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro.
Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos.
Desde que os Estados Unidos impuseram sanções ao setor de energia da Venezuela, em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano passaram a recorrer a uma “frota fantasma” de navios-tanque, que ocultam sua localização, e a embarcações sancionadas por transportar petróleo do Irã ou da Rússia.
A China é a maior compradora do petróleo bruto venezuelano, que responde por cerca de 4% de suas importações. Em dezembro, os embarques devem alcançar uma média de mais de 600 mil barris por dia, segundo analistas consultados pela Reuters.
Por enquanto, o mercado de petróleo está bem abastecido, e há milhões de barris em navios-tanque ao largo da costa da China aguardando para serem descarregados.
Se o embargo permanecer em vigor por algum tempo, a perda de quase um milhão de barris por dia na oferta de petróleo bruto tende a pressionar os preços do petróleo para cima.
O ataque a petroleiros ocorre enquanto Trump ordenou ao Departamento de Defesa que realizasse uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico que sua administração alega estarem contrabandeando fentanil e outras drogas ilegais para os Estados Unidos e além.
Pelo menos 104 pessoas foram mortas em 28 ataques conhecidos desde o início de setembro.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em uma entrevista à Vanity Fair publicada esta semana que Trump "quer continuar explodindo barcos até Maduro gritar 'tio'."
Aprenda a fazer biscoito de gengibre

Aprenda a fazer biscoito de gengibre
Quer aprender uma receita deliciosa de biscoito de gengibre? A sobremesa foi exibida no Globo Rural deste domingo (21).
A receita rende 1 kg de biscoito e é fonte de renda em Santa Leopoldina, região serrana do Espírito Santo.
Ingredientes
Seis colheres de sopa de gengibre ralado;
Dois ovos;
Duas colheres de chá de canela em pó;
Duas colheres de café de fermento químico;
Duas xícaras de amido de milho
Duas xícaras de açúcar cristal;
Três xícaras de margarina ou manteiga;
Seis xícaras de farinha de trigo;
Sal a gosto.
Modo de preparo
O primeiro passo é ralar o gengibre. Em uma tigela, coloque o gengibre e os ovos, o sal, a canela em pó, a margarina, o açúcar e o fermento. Mexa até ficar bem homogêneo. O amido é colocado aos poucos, pra dar liga à massa. No final, acrescente a farinha de trigo e misture bem.
Depois, sove a massa até o ponto em que ela não estiver grudando.
Corte a massa no formato da sua preferência. Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus. Deixe assar entre 15 e 20 minutos.
➡️Veja mais receitas do Globo Rural
Imagem de biscoito de gengibre.
Globo Rural
Cuteleiros reciclam materiais e criam facas únicas

Facas artesanais produzidas em oficinas da região reaproveitam aço de ferramentas antigas e unem tradição, técnica e sustentabilidade
TV TEM/Reprodução
A tradição de carregar um canivete no bolso atravessa gerações no campo e segue presente na rotina de muitos produtores rurais. Para quem trabalha na lida diária, a faca é ferramenta indispensável, usada tanto no serviço quanto nos momentos de descanso, como no corte de frutas.
Essa relação antiga com as lâminas ajuda a manter viva a cutelaria, arte de fabricar facas e outros instrumentos de corte. Em Mirassol (SP), Edmilson Carlos da Silva se dedica ao ofício há 11 anos. Ele montou uma oficina onde produz peças artesanais vendidas para diferentes regiões do Brasil e do exterior.
O aprendizado foi gradual. Sem equipamentos no início, Edmilson buscou conhecimento em estudos e vídeos até dominar as técnicas. Hoje, a cutelaria virou atividade familiar: o filho também produz facas, enquanto a esposa cuida das vendas e da divulgação do trabalho.
Um dos diferenciais da produção está no reaproveitamento de materiais. Discos de arado e ferramentas antigas, que iriam para o lixo, ganham nova função nas mãos do cuteleiro. Além de reduzir custos, a prática torna o processo mais sustentável. Peças como grosas usadas para casqueamento de cavalos são transformadas em facas exclusivas, preservando marcas e detalhes originais.
O tratamento do material é feito na forja, que atinge temperaturas entre 700 e 1.000 graus Celsius. Segundo os profissionais, o domínio do tratamento térmico é essencial para garantir resistência e durabilidade às lâminas. Embora seja possível usar aço carbono ou inox novos, o reaproveitamento segue como alternativa mais viável.
Em outra oficina, Gilsimar também adotou a cutelaria como profissão. Há seis anos, ele transformou um antigo barracão de ferramentas agrícolas em espaço de produção. As facas passam por lixamento, polimento e recebem fio de corte. Em muitos casos, elas mantêm o estilo conhecido como "brut forge", que preserva a aparência original do aço.
Os cabos seguem a mesma proposta rústica. Alguns são feitos de madeira, outros de chifre ou ossos de animais, com uso autorizado pelos órgãos ambientais. Do canivete ao cutelo mais pesado, as peças são pensadas para diferentes finalidades.
Para os cuteleiros, ver uma faca pronta, cheia de detalhes, e saber que ela nasceu de um material reaproveitado é motivo de orgulho e estímulo para seguir aperfeiçoando o trabalho.
Veja a reportagem exibida no programa em 21/12/2025:
Cuteleiros reciclam materiais e criam facas únicas
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