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Trump ameaça Canadá com 'tarifas de 100%' caso faça um acordo comercial com a China


24/01/2026 14:48 - g1.globo.com


Canadá e China estreitam relação comercial O presidente americano, Donald Trump, ameaçou neste sábado (24) impor "tarifas de 100%" sobre as importações canadenses para os Estados Unidos caso um acordo comercial entre o Canadá e a China seja finalizado. Na última semana, os dois países anunciaram nova parceria estratégica, após visita do primeiro-ministro canadense Mark Carney a Pequim. Foi a primeira viagem de um líder canadense à China em oito anos. A expectativa é que a China reduza as tarifas sobre a canola canadense. Em paralelo, o Canadá planeja permitir a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses em seu mercado, com tarifa de 6,1% – bem abaixo da alíquota atual de 100%. Se Carney "pensa que vai transformar o Canadá em um 'porto de descarga' para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. "Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos", alertou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento do 'Conselho da Paz', em 22 de janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse Reconstrução de laços Carney está tentando reconstruir os laços com o segundo maior parceiro comercial de seu país, depois dos Estados Unidos, após meses de esforços diplomáticos. Inicialmente, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação-mais-favorecida, disse Carney após conversas com líderes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping. Isso se compara à tarifa de 100% sobre os veículos elétricos chineses imposta pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau em 2024, após penalidades semelhantes dos EUA. Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá. "Esse é um retorno aos níveis anteriores aos recentes atritos comerciais, mas sob um acordo que promete muito mais para os canadenses", disse Carney aos repórteres durante a viagem à China. Mais tarde, ele disse que a cota aumentaria gradualmente, chegando a cerca de 70.000 veículos em cinco anos. "Para que o Canadá construa seu próprio setor competitivo de veículos elétricos, precisaremos aprender com parceiros inovadores, acessar suas cadeias de suprimentos e aumentar a demanda local", disse Carney, afastando-se da justificativa de Trudeau de que as tarifas eram necessárias para proteger os produtores nacionais contra os fabricantes chineses subsidiados. O relaxamento das tarifas de carros elétricos divergiu da política dos EUA, e alguns membros do gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, criticaram a decisão antes de uma esperada revisão do acordo comercial entre os EUA, Canadá e México. Mas, na semana passada, o próprio Trump havia expressado seu apoio a Carney. "É isso que ele deveria estar fazendo. É bom que ele assine um acordo comercial. Se você conseguir um acordo com a China, deve fazer isso", disse Trump aos repórteres na Casa Branca. O primeiro-ministro Doug Ford, de Ontário, a principal província produtora de automóveis do Canadá, criticou o acordo. "O governo federal está convidando uma enxurrada de veículos elétricos baratos fabricados na China sem nenhuma garantia real de investimentos iguais ou imediatos na economia, no setor automotivo ou na cadeia de suprimentos do Canadá", disse ele em um post no X. Em retaliação às tarifas de Trudeau, em março, a China impôs tarifas sobre mais de US$ 2,6 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios canadenses, como óleo e farinha de canola, seguidas de tarifas sobre sementes de canola em agosto. Isso levou a uma queda de 10,4% nas importações de produtos canadenses pela China em 2025. De acordo com o novo acordo, disse Carney, o Canadá espera que a China reduza as tarifas sobre suas sementes de canola até 1º de março, para uma taxa combinada de cerca de 15% dos atuais 84%. O Canadá também espera que suas farinhas de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas tenham as tarifas antidiscriminatórias removidas a partir de 1º de março até pelo menos o final do ano, acrescentou. Os acordos destravarão cerca de US$ 3 bilhões em pedidos de exportação para agricultores, pescadores e processadores canadenses, disse Carney. O Ministério do Comércio da China disse em um comunicado que a China estava ajustando as medidas antidumping sobre a canola, bem como as medidas antidiscriminatórias sobre alguns produtos agrícolas e aquáticos canadenses, em resposta à redução das tarifas do Canadá para veículos elétricos.



O norueguês que inventou o sushi com salmão e conseguiu emplacá-lo no Japão


24/01/2026 13:54 - g1.globo.com


Japoneses começaram a consumir sushi com salmão cru na década de 1990 Getty Images Em 1986, um homem do Ártico norueguês, profundamente apaixonado pelo Japão, teve uma ideia que transformaria a forma como o mundo come sushi. Naquela época, a indústria norueguesa do salmão estava no auge, mas precisava abrir novos mercados. Por isso, o governo lançou o Projeto Japão, esperando aumentar as exportações de peixe para o país asiático, famoso pela sua predileção por alimentos vindos do mar. Mas havia um problema: os japoneses não comiam salmão cru. O jovem norueguês em questão era Bjørn-Eirik Olsen. Profundamente fascinado pelo Japão, ele começou a trabalhar como analista de mercado. Sua paixão pela cultura japonesa começou aos 12 anos, quando viu o clássico filme de Akira Kurosawa (1910-1998) "Os Sete Samurais" (Shichinin no samurai), de 1954. Em 2018, uma enquete realizada pela BBC elegeu "Os Sete Samurais" como o melhor filme em língua não inglesa de todos os tempos. "Os Sete Samurais", de Akira Kurosawa, é um filme épico japonês sobre aldeões desesperados que contratam mercenários para se defender dos bandidos Getty Images/ via BBC "O filme me cativou completamente e, naquele momento, decidi que queria ser como eles", contou Bjørn-Eirik ao programa de rádio "Witness History", do Serviço Mundial da BBC. Seu interesse o levou a Osaka, uma importante cidade do Japão localizada a sudoeste da capital do país, Tóquio. Lá, ele aprendeu o idioma e seguiu para a Universidade de Kyushu em Fukuoka, no sul do Japão, para estudar a produção e o uso das algas. A ideia inicial do Projeto Japão era encontrar um novo mercado para peixes como o capelim, cantarilho e o arenque, além do camarão. Mas, no final da década de 1980, a indústria norueguesa do salmão estava em rápido crescimento. E Bjørn-Eirik Olsen percebeu o imenso potencial desta espécie de peixe. "Pude observar que o segmento mais interessante do mercado japonês era o do sushi e sashimi, dominado por peixes muito valiosos como o atum vermelho e a dourada, além de vários tipos de frutos do mar", explica ele. Bjørn-Eirik Olsen (esq.) ficou fascinado pela cultura japonesa ainda jovem. Ele aprendeu o idioma e estudou no país Bjørn-Eirik Olsen O peixe servido cru no sushi e sashimi era vendido a preços até 10 vezes mais altos que para cozinhar. Se o salmão norueguês conseguisse entrar naquele segmento, seria algo transformador, mas havia um grande obstáculo. "Quando apresentamos pela primeira vez o salmão para sushi ou sashimi a profissionais do setor, como atacadistas ou importadores, eles disseram: 'Não, nós, japoneses, não comemos salmão cru", relembra Olsen. "Eles achavam que tinha cheiro de rio, que a textura não era adequada, que a cor não era suficientemente vermelha." Além disso, acreditava-se no Japão que o salmão selvagem do Pacífico apresentava risco de parasitas, enquanto o salmão do Atlântico, criado em cativeiro, era considerado inferior. Os japoneses acreditavam que o salmão selvagem do Pacífico apresentava risco de parasitas, enquanto o salmão do Atlântico, criado em cativeiro, era descartado por ser considerado inferior Getty Images/ via BBC Para mudar esta percepção, Olsen e sua equipe criaram um novo nome para o produto. Eles eliminaram a palavra japonesa para salmão, shake, e a substituíram pelo nome Noruee saamon, uma versão adaptada para o japonês de "salmão norueguês". Aprenda a preparar um bom sushi caseiro Seguiram-se campanhas de marketing e colaborações com chefs renomados, como Yutaka Ishinabe, astro de um programa de cozinha de sucesso na televisão japonesa. Mesmo com estes esforços, o progresso foi lento, até que sobreveio a crise. No início da década de 1990, a produção de salmão em cativeiro na Noruega crescia muito mais rápido que os compradores da Europa e dos Estados Unidos podiam consumir. Com isso, toneladas de salmão ficaram encalhadas nos congeladores. No início da década de 1990, a produção de salmão em cativeiro da Noruega crescia muito mais rápido que os consumidores da Europa e dos Estados Unidos conseguiam comprar o produto Getty Images/ via BBC Os preços despencaram, levando à falência metade dos piscicultores do país. "Toda a indústria do salmão corria o risco de entrar em colapso", explica Olsen. Desesperados para vender seus estoques, os exportadores noruegueses consideraram a venda de 12 mil toneladas de salmão para uma das maiores empresas pesqueiras do Japão, para uso na sua cozinha tradicional, não no sushi, segundo ele. "Se isso for permitido, eles destruirão todo o nosso trabalho para criar a nova reputação do salmão norueguês para sushi e sashimi", declarou Olsen aos seus funcionários. Em vez disso, ele chegou a um acordo com a empresa japonesa Nichirei para a venda de 5 mil toneladas, a serem comercializadas como salmão para sushi. Em 1994, com o fim do seu trabalho na comercialização do salmão norueguês para sushi, Olsen deixou Tóquio e voltou para a Noruega. Ele estava otimista sobre a consolidação do salmão no menu japonês. No ano seguinte, quando voltou ao Japão em visita, ele observou réplicas de niguiri de salmão, feitas de plástico, na vitrine de uma loja de sushi. Havia réplicas de plástico de todos os alimentos que o estabelecimento servia, sinal de que a tendência havia se estabelecido. "Foi ali que percebi um verdadeiro avanço, pois até as fábricas que produziam essas imitações de plástico já fabricavam niguiri de salmão", afirma Olsen. Mas outro evento acabaria influenciando ainda mais o consumo de salmão cru entre os japoneses. Depois de uma década de rápido crescimento, a bolha econômica do Japão estourou no início dos anos 1990, aumentando a popularidade dos restaurantes de sushi mais acessíveis, com correias transportadoras. "Na correia transportadora, enquanto o peixe circula, as crianças podem agarrá-lo facilmente", conta Olsen. "Elas não tinham postura negativa contra o salmão e, quando viam passar um peixe laranja ou dourado, elas pegavam. E gostavam muito." "O salmão norueguês praticamente se popularizou em poucos anos, graças a esta nova forma de comer", explica ele. Atualmente, o salmão é um dos ingredientes de sushi mais populares em todo o mundo. E a Noruega continua sendo o maior produtor de salmão por piscicultura, apesar das preocupações ambientais sobre sua indústria e do impacto para os peixes selvagens. Bjørn-Eirik Olsen continua viajando regularmente para o seu amado Japão e está escrevendo um livro sobre sua experiência com o salmão e o sushi, em um relato pessoal e profissional. "Observar a cultura japonesa se unindo com parte da norueguesa me enche de alegria."



Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol


24/01/2026 12:30 - g1.globo.com


Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos. Segundo apuração do g1, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e tratava um câncer há anos. Júnior fundou a Gol em 2001, assumindo a posição de primeiro CEO da companhia aérea que ajudou a introduzir o modelo de "baixo custo, baixa tarifa" no país. Antes de criar a Gol, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo controlador de empresas de transporte terrestre de passageiros. Constantino Júnior Eduardo Viana/Divulgação GOL Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração, acumulando a função com o cargo de CEO até 2012, quando deixou a gestão executiva e assumiu a presidência do conselho, posição que ocupava até o seu falecimento. Além da atuação na Gol, era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, uma holding de aviação criada em 2022 que controla as companhias aéreas Gol (Brasil) e Avianca (Colômbia). Além da aviação, Júnior era entusiasta do automobilismo e chegou a competir na Porsche Cup. Veja na íntegra a nota da Gol: A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos. Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil. Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado. Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil. Constantino de Oliveira Júnior era um empresário brasileiro, fundador e primeiro CEO da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, companhia que ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país. Antes de fundar a GOL, atuou entre 1994 e 2000 como Diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da GOL, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional. Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da GOL, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na GOL, Constantino era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA. Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.



Independência em xeque? Como o Fed e outros 4 bancos centrais enfrentam a pressão política


24/01/2026 08:01 - g1.globo.com


Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump A independência dos bancos centrais — ou seja, a capacidade de definir os juros sem interferência política — é considerada essencial para o bem-estar econômico de um país. Esse é um dos motivos pelos quais a tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, tem chamado tanta atenção. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em países onde os bancos centrais se alinham às preferências de políticos, os resultados costumam ser piores, com inflação mais elevada e crescimento econômico mais lento, como indicam décadas de estudos acadêmicos. Por outro lado, a experiência histórica mostra que bancos centrais independentes têm mais sucesso na manutenção da estabilidade de preços. Há diversos exemplos de bancos centrais submetidos à pressão política. Veja abaixo cinco casos notáveis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Estados Unidos Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo Embora nenhum dirigente do Fed tenha sido demitido por não atender às exigências de um presidente americano sobre juros, isso não significa que líderes dos EUA não tenham tentado — e às vezes conseguido — exercer influência de outras formas. 🔎 No caso de Cook, apesar de os votos dela nas decisões de juros estarem no pano de fundo da ofensiva de Trump, a iniciativa se apoia em acusações não comprovadas de fraude hipotecária. O ex-presidente Richard Nixon pressionou o então presidente do Fed, Arthur Burns, a manter os custos de empréstimos baixos, apesar da rápida alta dos preços, para ajudá-lo a vencer a reeleição em 1972. O episódio é amplamente visto como o ponto de partida de um surto inflacionário que só foi contido pelas ações politicamente impopulares de um sucessor no comando do Fed, Paul Volcker, que elevou os juros para dois dígitos. A estratégia levou o país à recessão, mas controlou a inflação por quase quatro décadas, em grande parte por restabelecer a credibilidade do banco central americano como uma instituição independente. Nixon, porém, não foi o primeiro presidente a tentar impor sua vontade ao Fed. Em 1965, Lyndon Johnson convocou o então presidente da instituição, William McChesney Martin Jr., para seu rancho no Texas e exigiu o fim da alta dos juros — chegando a empurrá-lo e repreendê-lo fisicamente. Martin recusou, temendo que o estímulo fiscal de Johnson alimentasse a inflação. Anos depois, porém, afrouxou a política monetária em troca da promessa do presidente de elevar impostos — acordo que mais tarde avaliou ter contribuído para a aceleração da inflação. Turquia Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante discurso em Istambul Murad Sezer/REUTERS O presidente turco, Tayyip Erdogan — que se autodeclara um “inimigo dos juros” — demitiu quatro dirigentes do banco central entre 2019 e 2023 por elevarem os custos de empréstimos ou resistirem aos cortes que ele exigia e que, segundo sua avaliação, reduziriam a inflação. O efeito foi o oposto: a inflação disparou, a lira entrou em colapso e famílias passaram a ter dificuldade para arcar com itens básicos, como aluguel e alimentação. Em 2023, Erdogan mudou de rumo e nomeou a executiva financeira americana Hafize Gaye Erkan, que elevou rapidamente a taxa básica de juros de 8,5% para 45%. Seu sucessor e atual presidente do banco central, Fatih Karahan, apertou ainda mais a política monetária antes de iniciar, recentemente, um alívio. A inflação recuou do pico de 85% no fim de 2022, mas segue em dois dígitos. Argentina Casa Rosada, na Argentina Rafael Leal/g1 A nacionalização do banco central pelo ex-presidente argentino Juan Perón, em 1946, colocou o país sul-americano em uma trajetória de crises recorrentes nas décadas seguintes. Nesse período, o governo passou a imprimir dinheiro para financiar gastos, o que provocou sucessivas ondas de inflação elevada e hiperinflação. Dos 14 presidentes do BC desde 2000, vários foram afastados por divergências com o governo, entre eles Martín Redrado, demitido em 2010 por se recusar a executar o plano da então presidente Cristina Fernández de Kirchner de usar bilhões de dólares em reservas cambiais para pagar dívidas. Venezuela Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela Stringer/AFP A Constituição do país garante certo grau de independência ao banco central e proíbe o financiamento direto de déficits do governo. Ainda assim, o líder venezuelano Nicolás Maduro — que será julgado em Nova York por acusações de tráfico de drogas, após ter sido preso por forças especiais dos EUA — aprovou leis que colocaram a instituição sob controle total do Executivo, com a direção indicada exclusivamente pelo presidente. Após a queda dos preços globais do petróleo em 2014, o banco central passou a emitir moeda para financiar déficits elevados, alimentando uma hiperinflação que atingiu o pico em 2018, estimada por alguns cálculos em mais de 1.000.000%. Zimbábue O ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, em foto de 3 de outubro de 2017 AP Photo/Themba Hadebe O BC do Zimbábue também emitiu moeda para financiar gastos do governo do então presidente Robert Mugabe — incluindo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), despesas eleitorais, transferências para entidades controladas pelo Estado e a compra de equipamentos subsidiados para agricultores. A hiperinflação atingiu níveis extremos e, em janeiro de 2009, levou o então presidente do banco central, Gideon Gono, a emitir uma cédula de 100 trilhões de dólares.



Orçamento 2026: economistas veem espaço apertado para investimentos em ano eleitoral; veja áreas afetadas


24/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Lula sanciona Orçamento de 2026 com vetos em R$ 393 milhões que o Congresso havia reservado para inflar emendas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará restrições para investimentos e gastos livres dos ministérios em 2026 — ano de Eleições. A análise foi feita por especialistas em contas públicas ouvidos pelo g1. 💵 A explicação é que há um limite para despesas totais fixado pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. As despesas não podem ter aumento real, corrigidas pela inflação, acima de 2,5% ao ano. 💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor. Entre os gastos livres, cujo espaço cai ano a ano, estão: investimentos em infraestrutura; verbas para a defesa agropecuária; bolsas do CNPq e da Capes; emissão de passaportes; fiscalização ambiental e do trabalho escravo; Farmácia Popular; despesas administrativas; recursos para universidades federais; e recursos para agências reguladoras, entre outros. Analistas avaliam que os valores alocados para gastos dos ministérios já são baixos atualmente, resultando em restrições orçamentárias. Procurado, o governo não se manifestou. Especialistas também julgam que a projeção de despesas está subestimada, o que significa que o governo deve gastar mais que calculou, e que a arrecadação deve ser menor do que os valores que constam no orçamento, o que significa que o governo deverá ter menos dinheiro que o previsto — resultando em dificuldades adicionais (veja mais abaixo nessa reportagem). Abatidas as emendas parlamentares, os gastos para completar os pisos em saúde e educação e as despesas administrativas, o limite para investimentos e gastos dos ministérios, incluindo universidades federais e agências reguladoras, cai para cerca de R$ 65 bilhões em 2026 — valor considerado baixo por analistas. 🔎 O primeiro ajuste nas despesas pode ocorrer em março, no primeiro relatório do orçamento deste ano. Se o governo julgar que os valores aprovados pelo Legislativo para as receitas e despesas não estão realistas, efetuará bloqueio de gastos. 🔎 Sem um ajuste pragmático das projeções em março, as dificuldades orçamentárias tendem a se agravar com o passar dos meses, à medida que as projeções de receita e despesa deixem de se confirmar — levando a bloqueios de despesas. Governo terá ano difícil na execução orçamentária, segundo especialistas Banco de imagens canva Analistas opinam Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA, lembra que o governo conseguiu um espaço extra de R$ 13 bilhões em 2026 por conta da emenda constitucional que retirou do limite de gastos a totalidade dos gastos com sentenças judiciais. Mesmo assim, ele prevê um ano difícil. "Será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral", afirmou. Para Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, a situação da máquina pública será "muito apertada", mas "nenhum estrangulamento dramático" do orçamento de 2026. Com a retirada do limite de gastos a totalidade dos gastos com sentenças judiciais, ele diz que o governo "ganhou um espaço para respirar". Mesmo assim, o analista prevê a necessidade de uma nova reforma das regras das contas públicas em 2027. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já admite ajustes no arcabouço fiscal. "Com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece", disse Pestana. Números e explicações do governo 📈 De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios. Esse é o valor que sobra para o governo após o abatimento do valor destinado às emendas parlamentares, impositivas e de comissão, estimado pelo governo em cerca de R$ 50 bilhões neste ano, e dos recursos destinados ao cumprimento dos pisos de saúde, que somam R$ 38,7 bilhões, e educação, montante de R$ 22,8 bilhões. Questionado se esse valor será suficiente para passar 2026 sem maiores restrições, ou se será um ano difícil, o Ministério do Planejamento não respondeu até a última atualização dessa reportagem. O problema é que o governo usará boa parte dos R$ 129 bilhões que sobram para passar o ano com os chamados gastos administrativos. Entre eles: água; energia elétrica; telefone; serviços de limpeza; combustíveis; tecnologia da informação; aluguel de imóveis e veículos; diárias e passagens; e serviços bancários, entre outros. Em 2023 e 2024, respectivamente, essas despesas administrativas, corrigidas pela inflação, somaram R$ 63 bilhões e R$ 65 bilhões. De janeiro a novembro do ano passado, totalizaram R$ 63 bilhões. Os números são da Secretaria do Tesouro Nacional. Após os gastos administrativos, o espaço para gastos dos ministérios cairá para cerca de R$ 65 bilhões em 2026 — valor considerado baixo por analistas. Outros problemas Para completar o quadro, os economistas apontam que há despesas obrigatórias, por exemplo, previdenciárias, que devem estar subestimadas no orçamento de 2026. Assim que os valores forem atualizados, o espaço para os gastos livres do governo será menor ainda. "A questão da subestimação da despesa existe, como também existiu nos orçamentos passados. A despesa previdenciária em 2025, por exemplo, foi elevada em quase R$ 13,5 bilhões, em apenas oito meses, entre a aprovação do orçamento e o 5º relatório bimestral, indicando mais subestimação da estimativa original do que fatores imprevistos que afetaram a rubrica", avaliou Jeferson Bittencourt, do ASA. O economista estima que o espaço para gastos livres do governo será de R$ 117 bilhões, e não de R$ 129 bilhões, após o pagamento das emendas de comissão e mínimos da saúde e educação. ➡️Os analistas também apontam que há receitas superestimadas no orçamento de 2026, valores que são considerados para o atingimento da meta fiscal de zerar o déficit das contas neste ano (com abatimentos de precatórios). 🔎Se não for confirmado o patamar de arrecadação previsto no orçamento, e se o governo não arrumar outras receitas para compensá-lo, será obrigado a fazer bloqueios de gastos no decorrer do ano para tentar atingir a meta fiscal. "Tem uma receita de R$ 14 bilhões em imposto de importação, que ninguém falou o que é isso, de onde vai ser (...) E sempre tem frustração nos programas de renegociação de dívida [cujos valores estão considerados na arrecadação total]. O quadro, que é muito apertado, pode ficar mais apertado ainda", concluiu Marcus Pestana, da IFI.



Nissan Kait é a aposta da marca para peitar Tera, Kardian e Pulse; veja como ele se sai nessa briga


24/01/2026 07:01 - g1.globo.com


Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian Com uma briga cada vez mais acirrada entre os SUVs compactos, a Nissan precisava urgentemente de uma renovação de seu modelo de entrada. O antigo Kicks vendia bem, mas o projeto pedia uma atualização para enfrentar os recém-lançados Volkswagen Tera e Renault Kardian, além do já conhecido Fiat Pulse. De início, a Nissan confundiu o mercado. O novo Kicks chegou bem maior, para competir em outra prateleira de SUVs. Mas logo ficou claro que a solução viria de um projeto totalmente novo: o Nissan Kait, que aposenta o antigo Kicks e foi desenvolvido sob medida para acirrar a disputa entre os SUVs compactos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 acompanhou a revelação do Kait, apresentado mundialmente no Brasil e que será produzido no Complexo Industrial de Resende, no Rio de Janeiro, tanto para o mercado brasileiro quanto para exportação a mais de 20 países da América Latina. Agora, a reportagem passou uma semana com o SUV, enfrentando trânsito pesado na cidade e trechos mais livres na estrada, para avaliar se ele tem chances na disputa mais acirrada do mercado automotivo hoje. A primeira impressão é positiva. O Kait não chama atenção como uma Ferrari, mas desperta curiosidade com o visual moderno e o nome diferente. Chamar a atenção é um bom primeiro passo. O comentário mais comum é que o carro é bonito, mas passa a sensação de que “já foi visto antes”. Nissan Kait De fato, as linhas lembram bastante as de um carro eletrificado chinês. Essa era uma conclusão quase imediata de quem via o Kait pela primeira vez. A entrada de ar é bem menor que a do antigo Kicks, e os faróis superiores são separados do conjunto inferior por uma barra fechada. Na traseira, os faróis mais afilados e o nome em destaque na tampa do porta-malas — solução adotada por marcas como GWM e BYD — reforçam essa impressão. Embora mude bastante na dianteira e na traseira, os mais entendidos logo percebem que a lateral mantém praticamente tudo do antigo Kicks. O desenho das portas, retrovisores, maçanetas, o formato dos vidros e a coluna C — que sobe em linha reta após a porta traseira — são idênticos. Nissan Kait e Kicks Play são quase idênticos na lateral Initial plugin text Por dentro, vários itens são idênticos aos do antigo Kicks: Volante; Capacidade do tanque de combustível; Câmbio; Freio de mão; Botões do vidro elétrico; Tamanho e formato do apoio de braço; Porta-copos; Tamanho do para-sol; Retrovisor; Lâmpada de leitura. Embora isso possa parecer um ponto negativo, é importante lembrar que o reaproveitamento de peças costuma ser fundamental para evitar aumentos expressivos de preço. O Hyundai Creta adotou estratégia semelhante, mantendo a lateral praticamente igual, mas alterando o visual em pontos-chave. E, nesse ponto, o Kait conseguiu manter o preço de um projeto ultrapassado e parte dos mesmos R$ 117.990 cobrados pelo Kicks Play. A versão topo de linha custa R$ 152.990. (veja abaixo os preços, comparados aos concorrentes) Volante do Nissan Kait é o mesmo do Kicks Play Rafael Peixoto/g1 O Kait traz, desde a versão de entrada, itens que no Kicks Play aparecem apenas nas versões mais caras, como: Central multimídia de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay; Chave presencial; Faróis e lanternas de LED; Rodas de 17 polegadas; Câmera de ré; Sensor de estacionamento traseiro; Partida por botão. Mas também houve um corte claro para reduzir custos: antes eram duas portas USB na frente do carro, e agora o novo modelo oferece apenas uma. Há duas USB-C na segunda fileira, mas não é exatamente a mesma coisa. Como o espelhamento do Android Auto e do Apple CarPlay pode ser feito sem fio, e há um carregador de celular por indução no console — disponível apenas na versão mais cara do Kait —, a única porta USB pode servir para recarregar o smartphone do carona. Outros dois pontos seguem inalterados e, nesses casos, não há o que reclamar. O primeiro são as dimensões do Kait, que continuam praticamente iguais às do Kicks, com apenas um centímetro a mais no comprimento, devido ao desenho do novo para-choque traseiro. O segundo ponto é o porta-malas de 432 litros, ponto alto do carro e o maior entre os SUVs de entrada. Como o bagageiro foi priorizado, o espaço interno não impressiona, mas também não decepciona. Acomoda quatro adultos com algum conforto, especialmente se nenhum deles for muito alto. Porta-malas do Nissan Kait Rafael Peixoto/g1 Um terceiro item entra na lista, agora pelo lado negativo: o motor é o mesmo 1.6 aspirado do Kicks Play. Se, por um lado, isso mantém o Kait como uma opção robusta, com um motor já conhecido por muitos mecânicos, por outro ele fica para trás por ser o único SUV do segmento sem opção turbo. No uso urbano, o motor entregou o necessário em baixas velocidades. As ultrapassagens na cidade ocorreram sem dificuldades, mas o problema apareceu na estrada: a ausência de turbo pesou nas retomadas e no nível de ruído. O motor só entrega o torque máximo aos 4.000 giros e, ao passar dos 3.000, o ruído já começa a incomodar. Acelerar para ultrapassar com quatro adultos a bordo, sem exceder o limite da via, era um processo lento e ruidoso. Motor do Nissan Kicks Kait Rafael Peixoto/g1 Quando a velocidade se estabiliza, o motor volta a ficar mais silencioso, e o câmbio CVT, sem marchas definidas, garante transições suaves. E, para quem teve um Kicks mais antigo e reclamava da baixa autonomia, o Kait não traz mudanças nesse ponto. Um tanque cheio não garantiu 300 quilômetros, o que significa que, em viagens longas, será preciso parar mais vezes para abastecer. Fechando a avaliação de dirigibilidade, a suspensão agradou, assim como já acontecia no Kicks Play. Ela é bem equilibrada para cumprir o que se espera de um carro: absorver os impactos do asfalto brasileiro e controlar a carroceria em curvas fechadas. Em resumo, o Kait foi bem na cidade. Na estrada, com o carro cheio, passou a sensação de falta de fôlego. É uma contradição com o porta-malas grande, que convida a encarar viagens longas e com mais pessoas a bordo. Tecnologia Outra contradição aparece na tecnologia embarcada do Kait. O carro tem um dos conjuntos mais avançados de segurança e assistência ao motorista entre os concorrentes. Por outro lado, a central multimídia decepciona. A versão testada trazia um sistema que não é fabricado pela Nissan, mas pela Pioneer, empresa conhecida por vender esse tipo de equipamento separadamente. É natural que desenvolver um sistema próprio seja mais caro do que terceirizar, mas as telas da central e do painel do Kait não seguem uma identidade visual única. As interfaces não se integram, as cores do display são diferentes e os botões físicos também adotam padrões próprios. Central multimídia e volante do Nissan Kait Rafael Peixoto/g1 A desconexão é tamanha que havia cerca de 30 segundos de diferença entre os relógios dos dois displays. Assim, a central multimídia cumpre apenas o básico: espelhar o celular sem fio. Até o acabamento decepciona, por refletir excessivamente o que está à frente. A situação até poderia ser resolvida com o aumento do brilho, mas esse ajuste não existe. Olhando para a concorrência, praticamente qualquer solução é melhor. O Volkswagen Tera, por exemplo, traz até inteligência artificial em seu sistema multimídia, capaz de responder a perguntas dos ocupantes. Quem valoriza tecnologia vai sentir a diferença. Nissan Kait: vale a pena? O Kait é uma evolução importante em relação ao Kicks Play. Ficou mais equipado e mais moderno, mas ainda fica atrás de motores mais potentes e mais eficientes no consumo de combustível. O modelo resolve bem a confusão de dois carros diferentes com o mesmo nome e preserva pontos essenciais, especialmente o espaço do porta-malas. Mas quem pode abrir mão de alguns litros e busca um conjunto mais moderno encontra mais no Volkswagen Tera e no Fiat Pulse. Veja os preços de cada concorrente do Nissan Kait. Nissan Kait: de R$ 117.990 a R$ 152.990; Volkswagen Tera: de R$ 108.390 a R$ 144.390; Renault Kardian: de R$ 113.690 a R$ 149.990; Fiat Pulse: de R$ 114.990 a R$ 160.990.



IBGE, Câmara e mais: veja os concursos abertos e previstos para 2026, com salários de até R$ 30 mil


24/01/2026 06:00 - g1.globo.com


O ano de 2026 deve ser desafiador para quem busca uma vaga no serviço público. A ministra da Gestão, Esther Dweck, já informou que não haverá uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), o que altera o cenário para os candidatos. Sem o “Enem dos Concursos”, as oportunidades tendem a se concentrar em disputas mais tradicionais. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que essa redistribuição pode tornar as provas mais concorridas, sobretudo em carreiras e órgãos historicamente consolidados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. “Muitos candidatos que estavam concentrados em uma única preparação agora tendem a migrar para seleções específicas. Além disso, concursos que antes tinham menos visibilidade podem atrair novos perfis”, explica a professora Letícia Bastos, do Gran Concursos. Apesar do cenário mais competitivo, 2026 deve ser um dos anos mais movimentados da última década para o setor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) aponta a previsão de mais de 230 mil vagas em concursos públicos em todo o país, incluindo seleções federais, estaduais e municipais. Segundo a entidade, o número elevado de oportunidades é impulsionado pelo déficit de servidores, pelas aposentadorias acumuladas nos últimos anos e pela necessidade de recompor equipes em áreas estratégicas da administração pública. Entre os concursos mais aguardados de 2026 estão as seleções de órgãos federais, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU), que solicitou diversas vagas para cargos da área administrativa. Também estão no radar concursos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Banco Central, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Câmara dos Deputados, que já teve edital publicado e está com inscrições abertas. (veja como participar) Na esfera estadual e municipal, a associação afirma que a maior parte das vagas deve se concentrar nas áreas de educação, saúde, segurança pública e administração, com oportunidades em tribunais, secretarias estaduais e prefeituras de diferentes regiões do país. Milhares de candidatos fazem prova do Concurso Público Nacional Unificado em Fortaleza neste domingo (5) Isaac Macedo/SVM Ano eleitoral Embora 2026 seja ano de eleições, a legislação não proíbe a publicação de editais, a aplicação de provas ou a homologação de resultados. As restrições se aplicam apenas à nomeação e à posse dos aprovados nos três meses que antecedem o pleito. Na prática, os órgãos públicos podem avançar com todas as etapas do concurso, desde que a nomeação não ocorra no período proibido. Em 2026, como o primeiro turno será em 4 de outubro, a restrição passa a valer de 4 de julho de 2026 até 5 de janeiro de 2027. Há exceções previstas em lei, como contratações emergenciais em áreas essenciais. Por isso, especialistas apontam que muitos órgãos tendem a acelerar a publicação de editais e a homologação de resultados no primeiro semestre, para permitir nomeações antes do período de restrição. Ao mesmo tempo, a expectativa do setor é que 2026 seja um ano de “plantio”, especialmente para quem mira concursos de médio e grande porte. “O ano eleitoral é visto como um período de ‘plantar para colher’. Por causa das restrições, é comum que os anos seguintes concentrem mais concursos, e quem se prepara em 2026 sai na frente para aproveitar as oportunidades de 2027”, explica Eduardo Cambuy, professor do Gran Concursos. Segundo ele, como a preparação para concursos de médio e grande porte leva de seis meses a um ano, o período favorece estudos mais focados e com menos pressão. Diante desse cenário, a recomendação é que os candidatos comecem a se preparar desde já. Abaixo, o g1 preparou uma lista com 15 concursos públicos federais que já estão em andamento ou que foram autorizados pelo Ministério da Gestão, mas ainda não tiveram seus editais divulgados. Concursos de 2026 Câmara dos Deputados As inscrições para o novo concurso da Câmara dos Deputados estão abertas. O edital prevê a contratação de 70 servidores, além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades são para os cargos de Analista Legislativo e Técnico Legislativo, ambos com lotação em Brasília (DF). Os interessados têm até o dia 26 deste mês para realizar a inscrição. As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 8 de março e serão aplicadas em todas as capitais do país. Um dos cargos ofertados no concurso chama atenção pela remuneração elevada e pelos requisitos mais amplos de formação. Trata-se do posto de Analista Legislativo – especialidade Processo Legislativo e Gestão, que oferece salário de R$ 30.853,99. O edital também não exige formação em uma área específica para essa função, sendo necessário apenas diploma de graduação em qualquer curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. O profissional deverá permanecer na unidade de sua primeira lotação por, no mínimo, três anos. Vista do plenário da Câmara dos Deputados antes do início da votação do texto da reforma tributária, em Brasília, na noite desta quinta-feira, 6 de julho de 2023. CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Ebserh Estão abertas as inscrições para o concurso público da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) na área médica. Ao todo, são 152 vagas distribuídas em 96 especialidades. A remuneração varia de R$ 11.464,35, para jornada de 24 horas semanais, a R$ 19.107,31, para carga horária de 40 horas. As inscrições podem ser feitas até as 23h59 do dia 30 de janeiro, por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), a banca organizadora do concurso. A seleção será realizada em duas etapas: prova objetiva, marcada para 29 de março, das 14h às 18h, e avaliação de títulos. Ambas as fases têm caráter eliminatório e classificatório. Infra S.A. As inscrições para o novo concurso público da INFRA S.A., antiga VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., começam nesta sexta-feira (16), às 10h. O processo seletivo oferece 65 vagas para início imediato, além da formação de cadastro de reserva para cargos de nível superior. A remuneração inicial é de R$ 10.800,82. Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo. As inscrições poderão ser feitas até as 18h do dia 4 de fevereiro. As oportunidades são para o cargo de analista, em diversas especialidades, como engenheiro civil, administrador, economista, contador, biólogo, geógrafo, entre outras áreas. Marinha Outro destaque é o concurso dos Distritos Navais da Marinha para o Serviço Militar Voluntário de Praças Temporários. Ao todo, são 794 vagas para os cargos de marinheiro-especializado, de nível fundamental, e cabo, de nível médio. Os candidatos aprovados em todas as etapas serão incorporados à Marinha como grumetes, com bolsa-auxílio de cerca de R$ 1.398,30. As inscrições devem ser feitas até 27 de janeiro, por meio da página oficial de um dos nove Distritos Navais. A seleção inclui prova objetiva com 40 questões de Língua Portuguesa, marcada para 15 de março, com duração de três horas. O processo seletivo também prevê avaliação de títulos, checagem de dados biográficos, verificação documental, inspeção de saúde e teste de aptidão física. Fuzileiros Navais Seguem abertas, até 6 de fevereiro, as inscrições para o Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais por meio do site oficial. O concurso oferece 40 vagas, distribuídas entre 15 tipos diferentes de instrumentos da banda. O processo seletivo contará com prova específica de Música, composta por 25 questões objetivas, além de prova discursiva de Língua Portuguesa. Os candidatos também passarão por exame prático de música e por etapas complementares, como o teste de aptidão física. Os aprovados realizarão a formação no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Aeronáutica A Aeronáutica abriu concurso para o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS), com admissão prevista para 2027. Ao todo, são 188 vagas para a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. As inscrições seguem até 23 de janeiro, exclusivamente pelo site oficial da EEAR. O curso será realizado em regime de internato, com duração aproximada de um ano. Durante a formação, os alunos receberão remuneração de R$ 1.300, além de alimentação, alojamento, fardamento e assistência médico-hospitalar e odontológica. Após a formatura, já no posto de terceiro-sargento, o salário inicial será de R$ 4.100, acrescido de adicionais. IBGE abre concurso para dois cargos. Há vagas para Manaus e outros municípios do Amazonas divulgação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) O governo federal autorizou a contratação temporária de 39,1 mil pessoas para atuar em dois levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e o Censo da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e permite contratações por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. A maior parte das vagas é para recenseador, com 27.330 oportunidades. Ao todo, são 39.108 vagas, distribuídas da seguinte forma: A seleção será feita por processo seletivo simplificado, com ampla divulgação. O IBGE tem até seis meses para publicar o edital, e os valores de remuneração ainda serão definidos pelo instituto, conforme a legislação. Controladoria-Geral da União (CGU) Em nota enviada ao g1, a Controladoria-Geral da União informou que encaminhou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) um pedido de autorização para a realização de um novo concurso público. Segundo o órgão, as tratativas sobre o tema seguem em andamento. O pedido protocolado junto ao MGI prevê vagas para os cargos de Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC) e Técnico Federal de Finanças e Controle (TFFC). Por ora, porém, não há mais detalhes sobre o certame, já que a abertura do concurso depende da autorização formal do ministério. Advocacia-Geral da União (AGU) Em nota enviada ao g1, a Advocacia-Geral da União (AGU) também informou que solicitou ao Ministério da Gestão uma autorização para a realização de concurso público voltado ao provimento de cargos nas carreiras jurídicas e administrativas. Para as carreiras jurídicas, o pedido prevê a abertura de 265 vagas. Já no caso das carreiras administrativas, foram solicitadas 403 vagas, distribuídas entre os cargos de Analista Técnico Administrativo (141), Administrador (133), Contador (55), Economista (34), Estatístico (21), Arquiteto (6), Engenheiro (8), Técnico em Comunicação Social – Jornalista (3) e Médico (2). Segundo a AGU, os ofícios com os pedidos de autorização foram encaminhados ao MGI em maio de 2025, no caso das carreiras administrativas, e em agosto de 2025, para as carreiras jurídicas. Até o momento, o órgão ainda não recebeu resposta do ministério. Banco Central do Brasil (BCB) O Banco Central do Brasil informou que, em maio de 2025, encaminhou ao Ministério da Gestão um ofício solicitando autorização para a realização de concurso público. O pedido prevê o provimento de 560 vagas, sendo 110 para o cargo de Técnico, 410 para Auditor e 40 para Procurador do Banco Central do Brasil. Segundo o BC, a solicitação se justifica pela redução significativa da força de trabalho nos últimos anos, principalmente em decorrência de aposentadorias, além de outras modalidades de vacância. O órgão destacou que aguarda retorno do ministério responsável pela autorização. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) disse que encaminha anualmente ao Ministério da Gestão pedidos de autorização para o provimento de cargos efetivos vagos. A solicitação mais recente foi formalizada por meio do Ofício nº 161/2025-GDG/ANEEL, de 28 de maio de 2025. No documento, a agência pediu autorização para o preenchimento de 173 vagas, sendo 89 para Técnicos Administrativos, 49 para Analistas Administrativos e 35 para Especialistas em Regulação de Serviços Públicos de Energia. Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que encaminhou ao Ministério da Gestão em maio de 2025, um pedido formal de autorização para a realização de concurso público. Até o momento, porém, não há confirmação de que o certame será realizado em 2026. No pedido, a agência solicitou 228 vagas para Especialista em Regulação de Aviação Civil, 104 para Analista Administrativo, 103 para Técnico em Regulação de Aviação Civil e 60 para Técnico Administrativo, além de formação de cadastro de reserva. Segundo a Anac, o órgão segue aguardando a manifestação do MGI para dar início aos trâmites administrativos necessários à realização do concurso público. Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) informou que, por meio da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGGP), encaminhou em 2024 um pedido de autorização para o provimento de 751 vagas, sendo 283 para o cargo de Especialista em Indigenismo, de nível superior, e 468 para Técnico em Indigenismo, de nível médio. Segundo a autarquia, a solicitação tem como objetivo atender unidades que não foram contempladas pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) e ainda está sob análise do órgão central. A Funai destacou que o edital do CPNU permanece vigente e pode ser prorrogado por mais um ano, a critério do Ministério da Gestão. Conforme a legislação, não é possível abrir novo concurso enquanto houver candidatos aprovados em certame anterior com prazo de validade em vigor. Diante desse cenário, a Funai informou que não apresentou novo pedido de autorização para concurso em 2026 e tem concentrado esforços na obtenção de autorizações para provimento adicional, com a nomeação de candidatos excedentes aprovados e ainda não convocados. Segundo a autarquia, essa estratégia já resultou na autorização para ampliação de 50% das vagas de nível superior, por meio de portaria publicada em abril de 2025, e de 25% das vagas de nível intermediário, autorizadas em novembro de 2025. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disse que, em 2025, foi contemplada com 66 vagas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). Segundo a agência, não há novo concurso confirmado para 2026. A agência ainda informou ter protocolado solicitação de concurso em maio de 2025. Caso não haja resposta ao pedido, a ANP pretende reenviar nova solicitação em 2026, também dentro do prazo legal. De acordo com a agência, atualmente existem 155 cargos efetivos vagos, considerando o quantitativo previsto em lei, que não foi ampliado desde 2004, apesar do aumento significativo das atribuições institucionais ao longo dos últimos anos. Esse crescimento, segundo a ANP, está relacionado sobretudo à transição energética, aos biocombustíveis, ao gás natural e ao hidrogênio de baixa emissão de carbono. Nesse contexto, a agência avalia que as 66 vagas autorizadas no CPNU 2 representam apenas uma recomposição parcial do quadro, insuficiente para atender integralmente às necessidades atuais da instituição. Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) informou que há um pedido de autorização para a realização de concurso público destinado ao provimento de cargos nas carreiras de Inteligência, atualmente em análise no Ministério da Gestão. Segundo a Abin, ainda não há confirmação se o pedido será autorizado, quantas vagas poderão ser ofertadas ou mesmo se o concurso ocorrerá em 2026, uma vez que o pleito segue em avaliação pelo ministério. Prova de concurso público. Reprodução/Freepik



Mega-Sena pode pagar R$ 63 milhões neste sábado


24/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.964 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 63 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (24), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Plano para cobrir prejuízo bilionário do BRB com o Master pode incluir empréstimo e até aporte de acionistas


23/01/2026 23:30 - g1.globo.com


BRB tem até março pra apresentar solução financeira em meio à crise do Master O Banco de Brasília (BRB) afirmou em nota nesta sexta-feira (23) que avalia tomar empréstimo ou pedir aportes de seus acionistas e controladores como forma de cobrir o possível rombo gerado pelas negociações com o Banco Master. O plano de capitalização ainda está sendo elaborado e, segundo o BRB, será encaminhado ao Banco Central para aprovação. O valor total do aporte que será necessário para cobrir as perdas ainda está sendo apurado – a TV Globo apurou que as estimativas superam os R$ 3 bilhões. Em nota, o BRB afirmou que as alternativas em estudo incluem: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal; a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC); aporte dos controladores. O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Dono do Banco Master diz à PF que conversou com Ibaneis Rocha sobre venda ao BRB Em declarações desde novembro, quando a operação Compliance Zero foi deflagrada, o governador Ibaneis Rocha reafirmou que o governo do DF tem patrimônio suficiente para "socorrer" o BRB, caso necessário. Se forem incluídas no plano de capitalização do BRB e chanceladas pelo Banco Central, as três medidas citadas pelo banco precisariam também da aprovação da Câmara Legislativa do DF. "Por fim, o Banco reforça que permanece sólido, seguro e operando normalmente", finaliza o comunicado do BRB. Na semana anterior, o BRB também informou em nota que o governo do DF já tinha "sinalizado" com a possibilidade de um aporte para cobrir o rombo deixado pelo Master. Veja abaixo: GDF já sinalizou que pode fazer um "aporte direto" para cobrir os possíveis prejuízos gerados por transações com o banco Master De onde vem esse prejuízo? O BRB aportou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 – e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. ➡️Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master – uma operação que contou com grande apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. ➡️Em novembro, uma operação da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa – demitido em definitivo em seguida. Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, na primeira fase da operação Compliance Zero em novembro Reuters/Mateus Bonomi Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



É #FAKE que norma da Receita Federal prevê monitoramento de todo PIX acima de R$ 5 mil


23/01/2026 22:16 - g1.globo.com


Peça de desinformação diz que governo monitorará transações individuais acima de R$ 5 mil no PIX g1 Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a Receita Federal vai monitorar transações acima de R$ 5 mil via Pix. É #FAKE. selo fake g1 🛑 O que dizem as publicações? Mensagens com esse teor viralizaram no início deste ano em redes sociais como X, TikTok e Instagram, onde um post de 15 de janeiro acumulou mais de 10 mil curtidas. Ele diz: "O governo Lula retomou o monitoramento do PIX, obrigando as fintechs a informar movimentações globais acima de R$ 5 mil de seus clientes. O valor considera tanto as movimentações de débito quanto de crédito". O termo "fintech" vem da abreviação de "financial technology" (tecnologia financeira, em inglês) e se refere a empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos. Elas usam a tecnologia fazer isso de modo mais simples e rápido que bancos tradicionais. Mas a alegação dos posts virais é enganosa. A Instrução Normativa (IN) da Receita Federal Nº 2.278, à qual a publicação se refere, não determina o detalhamento ou a identificação individual de nenhuma transferência financeira acima de R$ 5 mil. O que ela impõe é a necessidade de fintechs reportarem os volumes financeiros semestrais de seus clientes a um sistema conhecido como e-Financeira. E ele somente compila, a cada seis meses, saldos em contas, aplicações e outras transações. Essa obrigação já era válida para bancos convencionais (leia mais abaixo). A IN 2.278 seria editada originalmente em janeiro de 2025, mas o Ministério da Fazenda recuou da medida após uma onda de posts associar o texto a uma suposta tributação do PIX. A norma acabou sendo publicada no Diário Oficial da União mais de oito meses depois, em 29 de agosto. ⚠️ Por que isso é mentira? Em14 de janeiro, o site da Receita Federal publicou um texto com este título: "Receita Federal orienta a população sobre fake news envolvendo PIX e tributação". O comunicado diz: "São completamente falsas as informações sobre monitoramento de movimentações financeiras via PIX para fins de tributação". E prossegue: "A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. A Instrução Normativa da Receita Federal n.º 2.278 de 2025, que é atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de Pix, na verdade, estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram aplicadas às instituições financeiras, sem qualquer detalhamento ou identificação de movimentações financeiras". Ao Fato ou Fake, Maristela Ferreira de Souza Miglioli, advogada tributarista no Ciari Moreira Advogados, reforça que a e-Financeira restringe-se ao montante (ou volume dos saldos acumulados em contas ou aplicações) a cada 6 meses: "A e-financeira não informa transações detalhadas, nem PIX, de cada cliente; apenas saldos em contas correntes, poupança e aplicações financeiras, operações de câmbio, seguros e previdência privada, e dados cadastrais, em periodicidade semestral (em regra). Essas informações serão utilizadas em cruzamento de dados com as declarações de imposto de renda". A especialista também explica que a normativa não cria nenhuma nova regra de fiscalização: "A denominação “instituições de pagamento e os participantes de arranjos de pagamentos” não foi criada agora; já constava na Lei Nº 12.865 e na Instrução Normativa SRF Nº 1.571, ambas de 2015. A única diferença é que, naquela época, as fintechs não tinham a obrigação de apresentar aquele documento, mas agora têm, sob o discurso de evitar o uso dessas estruturas para financiar crimes, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio [...]. Nada além disso. Nada novo. Nada fora do comum, num cenário global de combate ao crime organizado, ao qual o Brasil vem se alinhando". Peça de desinformação diz que governo monitorará transações individuais acima de R$ 5 mil no PIX g1 Veja também: EUA não foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra Mundial É #FAKE que EUA foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra e 'devolveram' a ilha VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)



Clientes do Itaú reclamam de falhas no PIX: 'Dinheiro não chegou'


23/01/2026 19:30 - g1.globo.com


Agência do Itaú em Poços de Caldas que foi a primeira agência do Unibanco Fabiana Assis/g1 Clientes do Itaú relataram problemas ao realizar operações via PIX pelo aplicativo do banco nesta sexta-feira (23). Segundo o site DownDetector, que monitora falhas em serviços online, o banco registrou 539 reclamações por volta das 15h50. As notificações sobre o PIX chegaram a 238 no mesmo horário. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nas redes sociais, usuários afirmaram que, embora o PIX seja processado, os valores não chegam à conta de destino. Procurado pelo g1, o banco informou que identificou uma instabilidade pontual na tarde desta sexta-feira e que o problema já foi resolvido. "O Itaú Unibanco informa que identificou uma instabilidade pontual no início da tarde desta sexta-feira (23), que impactou uma parcela de clientes para transações via Pix. O banco ressalta que as operações já foram totalmente restabelecidas e pede desculpas aos clientes pelo inconveniente" afirmou, em nota, a instituição. Veja algumas das reclamações: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text



Caso Master deve voltar para primeira instância depois do Carnaval


23/01/2026 18:08 - g1.globo.com


Entenda o que se sabe sobre o elo entre família de Toffoli e resort A solução em negociação no Supremo Tribunal Federal (STF) para afastar da Corte o desgaste do caso Master é o retorno dos inquéritos para a primeira instância, onde as investigações corriam em separado nas justiças de Brasília e de São Paulo. A decisão caberá ao próprio relator do caso no STF, Dias Toffoli, e deve ocorrer depois do Carnaval. O ministro está sob pressão por decisões – consideradas, até por colegas, "atípicas" – na condução do inquérito. O presidente da Corte, Edson Fachin, voltou antecipadamente das férias na última segunda-feira (19) para manter conversas com todos os colegas. Conversou com Toffoli quase que diariamente, voou ao Maranhão para falar com Flávio Dino e, nesta quinta-feira (22), foi a São Paulo encontrar o ex-decano do Supremo, o ministro aposentado Celso de Mello. Também conversou por telefone com a ministra aposentada Rosa Weber. A devolução para a Justiça Federal ganhou espaço com a afirmação de Fachin, a pessoas próximas, que, em uma democracia, não caberia ao presidente do STF retirar de um ministro uma relatoria. Os dois inquéritos subiram para o STF a partir da apreensão pela Polícia Federal, durante a operação Compliance Zero, de um documento citando o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). Como deputados têm foro privilegiado, as defesas pediram que o caso fosse para o STF. Desde então, não há documentos ou provas que envolvam o deputado, que sequer é investigado. Com a conclusão das investigações da Polícia Federal e a provável inexistência de novos fatos envolvendo Bacelar, não haveria mais razões para manter o caso no STF. Atuação de Toffoli é criticada Medidas tomadas por Toffoli no caso Master, consideradas incomuns, geraram críticas nos meios político e jurídico. Além disso, nos últimos dias, foi revelado que fundos ligados ao Master compraram a participação de irmãos do ministro do STF em um resort na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná. A transação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pela TV Globo. Entre decisões de Toffoli que geraram polêmica no caso Master estão: restringir acesso da PF a celulares apreendidos nas operações policiais ordem para acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro. Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master AFP via BBC



Vorcaro diz à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio


23/01/2026 16:00 - g1.globo.com


Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que a instituição tinha problemas de liquidez e usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio. O blog teve acesso à transcrição do depoimento dado em dezembro à delegada da PF responsável pelo caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No depoimento, segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, o dono do Master afirmou que o banco atravessava uma crise de liquidez. Isso acontece quando uma pessoa, empresa ou banco não consegue honrar compromissos ou pagar dívidas por falta de dinheiro em caixa. Vorcaro afirmou à PF que isso era uma situação momentânea, e não estrutural, e que o Master cumpriu com todos os compromissos até 17 de novembro. A liquidação ocorreu um dia depois. Segundo Vorcaro, os problemas de liquidez do banco foram provocados por mudanças em regras sobre o FGC. O dono do Master sugeriu que houve pressão de outros bancos. Ele não detalhou que mudanças seriam essas. ❗FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Créditos. É uma espécie de "SOS" mantido com os recursos dos próprios bancos, que protege clientes em casos de intervenção ou quebra de uma instituição financeira. Em 30 anos, já foram 40 casos. O pagamento aos investidores do Banco Master deverá ser o maior da história do FGC: R$ 41 bilhões, divididos entre quem tinha aplicações de até R$ 250 mil. Quando decretou a liquidação do Master, o BC apontou exatamente a falta de liquidez do banco, além de graves violações às normas do sistema financeiro. Segundo Vorcaro, o plano de negócio do Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado, porque essa era a regra do jogo. Ele disse que essas mudanças forçaram o Master a buscar outros meios de captar dinheiro no mercado, e que aí o banco foi alvo de uma campanha para destruir sua reputação. Crise do Master O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, mas os sinais mais claros de que havia algo errado surgiram em março, quando houve uma tentativa de venda para o Banco de Brasília (BRB). Em agosto, o Conselho Monetário Nacional convocou uma reunião extraordinária e aprovou novas regras para aumentar a segurança do sistema. No mercado financeiro, essas mudanças foram entendidas como uma reação às práticas agressivas do Master para captar recursos e uma espécie de "freio" para evitar casos similares. As regras: Contribuição extra dobrada: bancos considerados mais arriscados vão pagar uma taxa maior para o Fundo Garantidor de Créditos. A taxa passa de 0,01% para 0,02% sobre o total dos depósitos que podem ser protegidos pelo fundo; Gatilho antecipado: as instituições financeiras pagavam essa taxa extra quando os depósitos cobertos pelo FGC chegam a 75% do permitido para a instituição. Com as novas regras, essa cobrança começa mais cedo, quando atingirem 60%; Mais títulos públicos, menos risco: quando os recursos da instituição ultrapassarem mais de dez vezes o seu patrimônio líquido, o excedente vai ter que ser investido em títulos públicos federais - que são mais seguros. O Master era conhecido por atrair investidores com oferta de rendimentos muito acima da média do mercado. O banco vendia Certificados de Depósito Bancário (CDBs), um investimento de renda fixa em que o cliente empresta dinheiro a um banco e, em troca, recebe juros sobre o valor aplicado. A rentabilidade pode ser pré-fixada (taxa definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a um indicador como o CDI). As taxas oferecidas pelo Master em seus CDBs chamavam a atenção por oferecerem rentabilidade muito acima da média do mercado. A estratégia do banco era vender muitos CDBs prometendo altos retornos. Bancos médios considerados saudáveis costumam remunerar seus CDBs na faixa de 110% a 120% do CDI. No entanto, as ofertas do Master avançaram muito além desse padrão. O mercado foi desconfiando cada vez mais da capacidade do banco de pagar todos os investidores. Especialistas afirmam que esse tipo de "supertaxa" costuma indicar que o banco perdeu acesso às formas mais baratas de financiamento. Além disso, o Master tinha grande parte dos seus recursos aplicada em ativos considerados ilíquidos — que não podem ser transformados rapidamente em dinheiro —, como carteiras de crédito “fabricadas” e precatórios. Isso limitava a capacidade de gerar caixa no curto prazo. Daí o problema de liquidez para remunerar os investidores. Leia também: Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Vorcaro diz à PF que venda do Master ao BRB foi construída tecnicamente dentro do BC No depoimento, Vorcaro afirmou que o Master chegou a originar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por mês, mas que o tamanho foi reduzido para garantir liquidez. Um dos motivos foi uma comunicação feita pelo Banco Central em novembro de 2024, o que fez com que o Master montasse um plano de ação. Para chegar nesses valores, Vorcaro disse à PF que o modelo de negócios do Master evoluiu para uma dependência agressiva da cessão de ativos e suporte do FGC e passou pelo foco em crédito consignado, a emissão de cédulas de crédito bancário (CCBs) e o uso de originadores terceirizados para aumentar o volume de negócios. O dono do Master disse ter aportado quase R$ 6 bilhões de seu patrimônio pessoal para sustentar o modelo do Master durante a crise. Ressarcimento do FGC a investidores do Master O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Desde o dia 19, o FGC ressarce em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ os correntistas e investidores que tinham recursos no Master. Cerca de 600 mil credores do Master já fizeram o pedido até a noite de segunda-feira (19). Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Reprodução



Arábia Saudita descarta ideia de que nova situação na Venezuela terá 'impacto significativo' no mercado de petróleo


23/01/2026 14:29 - g1.globo.com


O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, gesticula durante uma sessão no último dia da reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos. Fabrice Coffrini/AFP A Arábia Saudita descartou, nesta sexta-feira (23), a possibilidade de que a nova situação na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro e a intenção dos Estados Unidos de aumentar a produção de petróleo, tenha um "impacto significativo" no mercado. "Não acredito que veremos um impacto significativo no mercado de petróleo", disse o ministro das Finanças, Mohammed Al-Jadaan, no debate de encerramento do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Qualquer aumento na produção levará tempo e exigirá investimentos consideráveis", acrescentou. Desde a captura e deposição de Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar em Caracas, os Estados Unidos controlam as vendas do petróleo venezuelano. Apesar das ambições de Donald Trump em relação ao petróleo venezuelano, as empresas multinacionais do setor permanecem cautelosas e evitam fazer grandes investimentos na infraestrutura do país. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com produção de cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), à frente da Arábia Saudita (267,2 bilhões) e do Irã. No entanto, décadas de corrupção e má gestão fizeram com que a produção despencasse de um pico de mais de três milhões de barris por dia para os atuais 1,2 milhão de barris, segundo as autoridades venezuelanas. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a Venezuela produziu uma média de 950 mil barris por dia em 2025, dos quais 780 mil foram exportados.



UE suspenderá pacote de retaliação comercial de 93 bilhões de euros contra os EUA por 6 meses


23/01/2026 13:50 - g1.globo.com


Donald Trump anuncia acordo sobre a Groenlândia em Davos A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (23) que pretende prorrogar por mais seis meses a suspensão de um pacote de medidas de retaliação comercial contra os Estados Unidos, avaliado em 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 577 bilhões, na cotação atual). As punições estavam previstas para entrar em vigor em 7 de fevereiro, mas devem continuar congeladas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O pacote foi elaborado no ano passado, durante as negociações de um acordo comercial entre a União Europeia e os EUA. Em agosto de 2025, porém, as duas partes chegaram a uma declaração conjunta sobre comércio, o que levou à suspensão temporária das medidas. A discussão voltou ao centro do debate recentemente após um novo embate entre EUA e Europa envolvendo a Groenlândia. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas a países europeus, reacendendo a possibilidade de a UE usar o pacote de retaliação como forma de pressão. Na quarta-feira (21), no entanto, Trump afirmou ter chegado a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e recuou da imposição de tarifas extras. Com a retirada da ameaça, segundo a Comissão Europeia, o bloco optou por manter o clima de diálogo. De acordo com o porta-voz da Comissão, Olof Gill, a UE deve apresentar em breve uma proposta formal para estender a suspensão das medidas por mais seis meses. Ele destacou que as retaliações permanecem apenas “em espera” e podem ser reativadas no futuro, caso as tensões voltem a escalar. Em Davos, Trump insiste em compra da Groenlândia Donald Trump voltou a defender, em discurso em Davos, que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. Ele disse que não pretende usar força militar, mas fez ameaças indiretas à Europa e à Otan, sugerindo retaliações comerciais e políticas. Segundo Trump, apenas os EUA seriam capazes de garantir a segurança da Groenlândia, que ele considera estratégica por sua localização no Ártico. A proposta foi rejeitada novamente pela Dinamarca, pela Groenlândia e pela União Europeia, que afirmam que o território não está à venda. As declarações aumentaram a tensão diplomática entre EUA e países europeus, levando líderes da UE a reforçar discursos de defesa, soberania e possíveis respostas conjuntas caso as ameaças avancem. Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters



Governo prorroga prazo de validade do Auxílio Gás; veja novas datas


23/01/2026 13:26 - g1.globo.com


Governo prorroga prazo de validade do Auxílio Gás Divulgação O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social publicou nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial da União (DOU), uma portaria que altera, em caráter excepcional, as datas de validade do Auxílio Gás do Povo para famílias incluídas na fase inicial de implementação do benefício. A medida vale apenas para quem entrou no programa entre novembro de 2025 e março de 2026, período em que o Auxílio Gás está sendo implantado de forma escalonada. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Cada parcela do Auxílio Gás tem prazo de validade e precisa ser usada dentro do período após a liberação. Caso não seja utilizada, o benefício expira. Em situações específicas, como a implementação escalonada, o governo pode alterar ou prorrogar os prazos. Quem será afetado pela mudança Segundo a portaria, a prorrogação se aplica apenas às famílias que começaram a receber o Auxílio Gás em datas específicas. Os novos prazos variam conforme o número de pessoas no núcleo familiar. Para famílias que começaram a receber o auxílio em 24 de novembro de 2025, a validade passa a ser: 22 de fevereiro de 2026, no caso de famílias com quatro pessoas ou mais; 22 de março de 2026, para famílias com duas ou três pessoas. Quem entrou no programa em 26 de janeiro de 2026 terá o auxílio válido até: 31 de março de 2026, se a família tiver quatro pessoas ou mais; 30 de abril de 2026, para famílias com duas ou três pessoas. Para os beneficiários com início em 23 de fevereiro de 2026, os novos prazos são: 30 de abril de 2026, para famílias maiores; 31 de maio de 2026, para famílias com até três pessoas. Já as famílias que começaram a receber o Auxílio Gás em 23 de março de 2026 terão validade até: 31 de maio de 2026, no caso de quatro pessoas ou mais; 30 de junho de 2026, para famílias com duas ou três pessoas. O ministério reforça que a mudança não cria direito a prorrogações futuras. A decisão vale apenas para esse grupo específico, que participa da fase inicial de implementação do programa. Entenda como funciona o programa O programa Gás do Povo começou a oferecer recarga gratuita de botijões de gás a partir de novembro , com implementação gradual. Nesta primeira etapa, 1 milhão de famílias serão atendidas em dez capitais das cinco regiões do país, com expectativa de alcançar mais de 15 milhões de famílias até março de 2026. Quem tem direito ao Vale Gás? Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que tenham renda de até meio salário mínimo, com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família. Também é preciso que o registro no CadÚnico tenha sido atualizado nos últimos 24 meses. Como vão ser as retiradas? A recarga gratuita do botijão de gás poderá ser realizada diretamente nas revendedoras que aderiram voluntariamente ao programa, sem intermediários, por meio de validação eletrônica na solução tecnológica utilizada pela revenda e fornecida pela Caixa. O responsável familiar poderá retirar o gás utilizando: Cartão com chip do Bolsa Família e senha; Cartão de débito de conta CAIXA e senha; CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado. Quantos botijões posso retirar? A quantidade de auxílios anuais para botijões gratuitos será definida conforme o número de integrantes por família: família de duas ou três pessoas - quatro auxílios por ano; família de quatro ou mais pessoas - seis auxílios por ano. ➡️ Os auxílios não serão cumulativos. Como identificar se uma revenda participa do programa? O programa prevê que a revenda que desejar participar do programa deverá obedecer as regras de identidade visual, como: Portarias de revenda; Botijões de GLP; Veículos de transporte; Materiais de comunicação. Além disso, o aplicativo do beneficiário mostrará os pontos de revenda mais credenciadas mais próximas de sua residência. Veja os vídeos que estão em alta no g1



Fortuna de Elon Musk bate recorde e alcança US$ 788 bilhões com alta das ações da Tesla


23/01/2026 12:45 - g1.globo.com


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 FABRICE COFFRINI / AFP A riqueza de Elon Musk voltou a atingir um patamar histórico nesta quinta-feira (22), impulsionada pela valorização das ações da Tesla e por novas apostas do empresário no mercado de tecnologia. Segundo estimativas da Forbes, o patrimônio líquido do CEO chegou a US$ 788,1 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões), o maior já registrado, colocando Musk a poucos passos de romper a marca inédita de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões). 🔎O avanço ocorreu após uma forte alta dos papéis da Tesla, que subiram mais de 4% no mercado de ações dos Estados Unidos, refletindo o otimismo do mercado com as declarações do empresário sobre o futuro do serviço de robotáxis da montadora. Durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Musk afirmou que a frota de veículos autônomos da empresa deve estar “muito difundida” nos Estados Unidos até o fim deste ano, após o lançamento inicial em Austin, no Texas, previsto para junho de 2025. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele afirmou também que a Tesla deve começar a vender seus robôs para o público até o final de 2027 e avaliou que, no futuro, todas as pessoas terão um humanoide como assistente. "Provavelmente em algum momento do próximo ano, até o final do próximo ano, acho que estaremos vendendo robôs humanoides ao público", disse o bilionário. Com a valorização das ações, a fortuna de Musk cresceu cerca de US$ 13 bilhões em um único dia, consolidando sua liderança isolada no ranking das pessoas mais ricas do mundo, segundo a Forbes. Ele mantém ampla vantagem sobre os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, que ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente. Na sequência aparecem nomes como Jeff Bezos, Larry Ellison e Mark Zuckerberg. Escalada acelerada da fortuna Nos últimos meses, Musk acumulou uma sequência de recordes pessoais. Em outubro, tornou-se a primeira pessoa a alcançar um patrimônio de US$ 500 bilhões. Em dezembro, ultrapassou os US$ 600 bilhões e, poucos dias depois, rompeu a barreira dos US$ 700 bilhões. Esse salto foi impulsionado, principalmente, pela valorização da SpaceX, reavaliada em cerca de US$ 800 bilhões, e por decisões judiciais que restauraram pacotes de opções de ações da Tesla, hoje estimados em US$ 126 bilhões. Mais recentemente, a captação de recursos da xAI Holdings, que alcançou uma avaliação de US$ 250 bilhões, adicionou dezenas de bilhões de dólares à fortuna do empresário. Com novos planos de remuneração atrelados a metas financeiras e de produção da Tesla, analistas avaliam que Musk pode se tornar, em um futuro próximo, o primeiro trilionário da história.



Caso Master: diretor do BC nega que tenha recomendado compra de carteiras fraudadas e abre sigilo bancário


23/01/2026 12:06 - g1.globo.com


Caso Master: diretor do BC nega recomendação de compra de carteiras fraudadas O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira (23) um comunicado no qual defende o diretor de Fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino, no episódio envolvendo a liquidação do banco Master e a possibilidade de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB) — barrada pela autoridade monetária. ▶️O diretor Ailton de Aquino afirmou, por meio de nota divulgada na página oficial da instituição, que "jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas" e abriu seu sigilo bancário, fiscal e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O Banco Central informou que, sob o comando do diretor Ailton de Aquino, a área de supervisão do BC foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, "tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras". "Foi igualmente da área chefiada pelo diretor Ailton de Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal, acompanhada de documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas", acrescentou o Banco Central. LEIA TAMBÉM: PF mira aplicações de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master; presidente e diretores são alvo de buscas Com o objetivo de prevenir a prática de novas operações com impactos sobre a liquidez do BRB, acrescentou o Banco Central, a área de supervisão aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio diretor a iniciativa de submeter à diretoria do BC a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados. O Banco Central informou, ainda, que tem a obrigação legal de acompanhar permanentemente as condições de liquidez, inclusive aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando a assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os interesses dos depositantes, investidores e demais credores. "No exercício desse mandato, a área de supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira", acrescentou a instituição. A autoridade monetária lembrou, ainda, que compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a "exclusiva e integral responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios". "Por fim, imbuído de seu compromisso com a transparência e cioso de suas responsabilidades como servidor público e como cidadão, o Diretor Ailton de Aquino coloca à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, renunciando, para essa finalidade, ao sigilo sobre elas incidente", concluiu o BC. Ailton de Aquino Santos, indicado para a diretoria de Fiscalização do BC, em sabatina na CAE Pedro França/Agência Senado



Ibovespa renova máxima histórica, encosta nos 179 mil pontos e avança mais de 8% na semana


23/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa registrou uma nova máxima histórica nesta sexta-feira (23). O principal índice da bolsa brasileira disparou 1,86% e fechou aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos. Na semana, o índice teve valorização de mais de 8%. O dólar, por sua vez, encerrou a sessão em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,2867. Os investidores voltaram a direcionar a atenção para dados dos Estados Unidos e para o comportamento recente dos ativos globais. Indicadores de atividade, sinais de menor tensão geopolítica e o maior fluxo de estrangeiros ajudaram a compor o cenário dos mercados brasileiros nesta sexta-feira. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Entre os dados americanos, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) registrou uma alta em janeiro, para 52,8. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado (53), mas ainda representa uma expansão da atividade empresarial dos EUA. Já o índice de confiança do consumidor, divulgado pela Universidade de Michigan, subiu para 56,4, acima da leitura preliminar de 54. "Esses indicadores ajudam a calibrar as expectativas do mercado em relação ao crescimento econômico e ao cenário de juros americanos, com potencial impacto direto sobre o dólar global e os fluxos para mercados emergentes", explica Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio. ▶️ Na véspera, a redução das tensões entre os EUA e a União Europeia diminuíram as preocupações no mercado. O presidente Donald Trump descartou o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspendeu as tarifas que estavam previstas para oito países europeus, afirmando que discutia uma ampliação da presença americana na ilha om aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). ▶️ Já nesta sexta-feira, a primeira rodada de negociações trilaterais entre EUA, Ucrânia e Rússia sobre o conflito ucraniano, que se aproxima de quatro anos, ficaram no radar. As tratativas ocorrem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e estão previstas para seguir até sábado. ▶️ No Brasil, o Ibovespa voltou a renovar sua máxima histórica nesta sexta-feira, impulsionado principalmente pelas blue chips — ações de empresas grandes, consolidadas e financeiramente mais estáveis. Entre os destaques, os papéis da Petrobras subiram mais de 4% na sessão, puxados pelo forte avanço nos preços do petróleo no mercado internacional. Só nesta semana, o índice já acumula valorização de mais de 8%. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,60%; Acumulado do mês: -3,68%; Acumulado do ano: -3,68%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +8,53%; Acumulado do mês: +11,01%; Acumulado do ano: +11,01%. Redução nas tensões geopolíticas "Acordo" sobre a Groenlândia Os embates entre os EUA e a União Europeia a respeito dos planos americanos de anexação da Groenlândia ganharam um novo capítulo nesta semana. Na véspera, o presidente Donald Trump afirmou que obteve garantias de "acesso total e permanente” dos EUA à Groenlândia a partir de um acordo ainda em negociação. A declaração veio após o republicano recuar das ameaças de impor tarifas à Europa e descartar o uso da força para assumir o controle da ilha, o que trouxe alívio aos mercados e reduziu, momentaneamente, a tensão entre Washington e seus aliados. 👉 A mudança de tom foi bem recebida pelas bolsas europeias e ajudou os principais índices de Wall Street a retornar a níveis recordes. Ainda assim, autoridades europeias avaliam que os danos à confiança política e econômica podem ser duradouros. Para a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, as relações com os EUA “sofreram um grande golpe” nos últimos dias. Os líderes europeus acreditam que Trump recuou em parte porque — ao contrário da sua postura mais conciliadora nas negociações tarifárias do ano passado — desta vez deixaram claro que ele estava ultrapassando um limite ao desafiar a soberania da Groenlândia. "Tudo isso demonstra que não podemos deixar os americanos pisotearem os europeus ", disse um funcionário da União Europeia à Reuters. LEIA TAMBÉM: Premiê da Groenlândia diz que aceita parceria com EUA, mas nega ceder soberania Os termos do acordo seguem indefinidos. Em entrevista à Fox Business, no entanto, Trump afirmou que o acordo garantiria “acesso total” aos EUA e seria “muito mais generoso” para o país. De acordo com a Reuters, Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, concordaram em iniciar novas negociações entre EUA, Dinamarca e Groenlândia para atualizar o acordo de 1951, que regula a presença militar americana na ilha. A proposta incluiria restrições a investimentos chineses e russos na região. Segundo uma das fontes, trata-se apenas de “uma estrutura sobre a qual construir”, sem detalhes fechados. Negociações trilaterais O início da primeira parte das negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia também ajudaram a reduzir os riscos geopolíticos no mercado. Esta é a primeira vez desde o início da guerra que os três países se sentam juntos para negociar a paz. Com Trump, os EUA assumiram o papel de único país capaz de buscar o fim do conflito. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta a jornalistas que os negociadores discutirão o controle territorial da região de Donbas, no leste da Ucrânia. Ainda não se sabe todos os detalhes das negociações em Abu Dhabi, apenas que ela não envolve, em um primeiro momento, os líderes dos três países. O líder da delegação russa será o almirante Igor Kostyukov —e não o assessor do Kremlin Yuri Ushakov principal negociador russo; A Ucrânia enviou seus principais negociadores —uma combinação de civis, diplomatas e autoridades de segurança; A delegação dos EUA é liderada pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner. Um novo elemento é o assessor da Casa Branca Josh Gruenbaum. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados fecharam a sessão desta sexta-feira sem direção única. Ao final da sessão, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,58%, enquanto o S&P 500 avançou 0,02%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,28%. Na Europa, os mercados caíram enquanto investidores avaliavam acontecimentos do Fórum Econômico Mundial em Davos. Além disso, nesta sexta-feira EUA, Ucrânia e Rússia iniciram a primeira rodada de negociações trilaterais sobre o conflito ucraniano. No fechamento, o índice europeu STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana e interrompendo uma sequência de cinco semanas de altas. Entre as bolsas nacionais, Londres recuou 0,07%, Paris perdeu 0,07%, Milão caiu 0,58%, Madri registrou baixa de 0,67% e Lisboa teve queda de 0,54%. Frankfurt foi a única exceção do dia, com avanço de 0,18%. Na Ásia, as bolsas encerraram o dia com resultados variados, após uma semana marcada pelo aumento das ações regulatórias na China. As autoridades chinesas intensificaram medidas contra práticas consideradas irregulares, como manipulação de preços e informações enganosas, com o objetivo de conter negociações especulativas. Os principais índices do continente terminaram o pregão com movimentos mistos. Em Xangai, o SSEC subiu 0,33%, enquanto o CSI300 caiu 0,45%. O Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,45%. Em outros mercados, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,4%; o KOSPI, de Seul, aumentou 0,76%; o TAIEX, de Taiwan, ganhou 0,68%; e o Straits Times, de Cingapura, avançou 1,26%. *Com informações da agência de notícias Reuters Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 Reprodução/TV Globo



Casal de influenciadores conta como descobriu ‘rombo’ de R$ 500 mil em acordo com agência


23/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Influenciadores acusam agência de calote Nada de falar com marcas, nada de comparar preços com outros influenciadores, nada de manter qualquer contato que não passasse pelo conhecimento da agência. Essas eram as orientações, sempre apresentadas como um “cuidado com a imagem”, dadas aos influenciadores Gustavo Catunda e Robert Rosselló pela empresa que os representava, a Hello Group. Responsáveis pelo perfil 2depais, que soma mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que, enquanto eram orientados a se manter isolados, pagamentos feitos pelas empresas que os contrataram para campanhas publicitárias não estavam sendo repassados. “Era sempre assim: ‘nunca conte qual é o seu trabalho, quanto você está ganhando, nunca fale com as pessoas, porque isso vai te derrubar’”. Tudo, segundo ele, era feito com uma espécie de terrorismo psicológico. “Deixa que eu tomo conta de tudo, eu resolvo tudo”, afirma Robert, em entrevista ao g1. O casal decidiu procurar as marcas diretamente e cruzar os comprovantes de pagamento enviados com os valores que a agência dizia não ter recebido. Foi então que descobriram que os pagamentos à Hello Group estavam em dia. O contrato assinado com a agência estabelece que 70% do valor das campanhas publicitárias vão para os influenciadores, enquanto a agência fica com os 30% restantes. Gustavo e Robert afirmam que o rombo ultrapassa os R$ 500 mil. 📎 Ao g1 , a agência Hello Digital LTDA informou que tem conhecimento das alegações feitas pelos influenciadores e que os fatos citados estão sendo apurados internamente. (Abaixo, confira o posicionamento na íntegra) Com a documentação reunida, eles procuraram um advogado, que apresentou o caso ao Ministério Público, apontando que a situação pode caracterizar apropriação indébita majorada — quando alguém recebe dinheiro em nome de outra pessoa e não o repassa. O bloqueio de bens da agência e a prestação de contas também foram solicitados. Em decisão desta segunda-feira (19), porém, o juiz Caio Hunnicutt Fleury Moraes considerou que não havia provas suficientes e negou o depósito judicial e o bloqueio de valores da empresa, mas determinou que uma patrocinadora com contrato de R$ 42 mil com a agência pague a parte dos influenciadores diretamente a eles. Atrasos pareciam pontuais Ao g1, o casal contou que os atrasos pareciam pontuais e vinham acompanhados de explicações prontas no início. A agência teria alegado que o mercado estava difícil, que as marcas estavam confusas e que havia muita burocracia. Como toda a comunicação com as empresas era feita exclusivamente pela agência, eles não tinham como checar nada por conta própria, relatam. “A gente via briefing, valor, prazo. Mas, quando chegava a parte do pagamento, sempre tinha um porém”, lembra Robert. Influenciadores denunciam calote de R$ 500 mil de agência Instagram/ Reprodução A parceria entre os influenciadores e a Hello Group começou em 2021, quando o perfil ainda era pequeno e mostrava a rotina dos dois rumo à paternidade. Foi nesse contexto que o dono da agência os procurou com a promessa de profissionalizar o conteúdo. O contrato que assinaram dava à agência exclusividade para cuidar de tudo: fechar campanhas, conversar com marcas, assinar contratos, emitir notas fiscais, receber pagamentos e repassar ao 2depais os valores devidos, com desconto de 30% de comissão. Segundo o casal, nos primeiros meses, a fórmula parecia funcionar. As campanhas começaram a chegar, o perfil cresceu e eles se mudaram para São Paulo. “Ele entregou tudo o que prometeu no começo.” Aos poucos, diz a dupla, os atrasos se tornaram frequentes. E, junto com eles, cresceu a orientação de que os influenciadores não deveriam falar com mais ninguém: nem marcas, nem colegas de profissão, nem outras agências. Tudo para “evitar ruídos”. Os influenciadores afirmam que não tinham acesso aos contratos e não recebiam comprovantes de pagamento. Quando conseguiam acompanhar alguma conversa, era apenas a parte inicial. A etapa financeira ficava sempre escondida. “Era sempre: ‘deixa que eu resolvo’”, conta Gustavo. Sem relatórios ou qualquer prestação de contas oficial, o casal decidiu criar sua própria planilha para registrar campanhas e valores. Foi aí que perceberam que muita coisa não batia. “Quando alguém se coloca como amigo, como protetor, você não quer acreditar”, conta Robert. A situação piorou no fim de 2024. De acordo com Robert, campanhas fechadas em novembro ainda não tinham sido pagas no início de 2025. Eles passaram meses sem receber nada, o que começou a comprometer a vida financeira da família. O casal decidiu então dar um passo que até então evitava: entrou em contato direto com algumas empresas e, ao perguntar sobre os pagamentos, ouviu respostas que se repetiam. As campanhas já haviam sido quitadas havia meses. “Nossa filha estava com meningite (…) ela estava passando mal. A gente levou ela para o hospital. No caminho para o hospital, recebemos o primeiro comprovante de que não existia nenhum pagamento em atraso em relação àquela marca”, diz Robert. O comprovante, enviado por e-mail pela primeira empresa, mostrava que a campanha havia sido paga cinco ou seis meses antes — justamente a campanha que a agência dizia ainda não ter recebido. “Ali, a ficha caiu”, lembra Gustavo. Depois disso, o casal decidiu falar com outras marcas. As respostas, segundo eles, foram as mesmas: todos os pagamentos já tinham sido feitos, alguns há muitos meses. Gustavo e Robert reuniram os comprovantes, cruzaram datas e valores e, com todos esses documentos, procuraram um advogado. Apesar disso, os danos financeiros já teriam se acumulado. Sem receber os valores devidos, o casal diz que precisou emitir notas fiscais sem ter o dinheiro correspondente. Com isso, ficaram devendo impostos e tiveram de parcelar mais de R$ 40 mil. “Era para estarmos vivendo uma fase boa (…) e estávamos vivendo apertados”, desabafou Robert. Além disso, Robert afirma ter desenvolvido uma doença autoimune ligada ao estresse. Ele relatou ainda sentimentos de insegurança e desconfiança em relação às pessoas. “Você passa a achar que qualquer um pode te enganar”, diz. Depois que o caso começou a circular, o casal afirma que outros influenciadores os procuraram relatando ter sofrido problemas semelhantes com a agência. Para eles, isso indica que não se trata de um episódio isolado. “É um assunto de que ninguém fala (…) é importante levar informação às pessoas para que mais ninguém caia em uma situação como essa.” O que diz a agência? Em nota enviada ao g1, a Hello Group afirmou que: Diante das recentes menções e reportagens envolvendo o Hello Group, a empresa vem esclarecer que tem conhecimento das alegações divulgadas e informa que todas estão sendo devidamente apuradas com responsabilidade, cautela e rigor técnico. A Hello Group sempre pautou sua atuação empresarial pela legalidade, transparência e boa-fé nas relações contratuais e comerciais que estabelece. Ainda assim, por dever de diligência e compromisso com as melhores práticas, está sendo realizada uma análise interna detalhada acerca dos fatos noticiados. Caso seja identificada qualquer irregularidade, a empresa adotará de forma imediata as medidas cabíveis, observando a legislação aplicável e os princípios que regem sua atuação. Por fim, a Hello Digital reforça seu respeito às instituições, aos parceiros comerciais e ao público em geral, e reafirma que eventuais controvérsias devem ser tratadas pelos canais adequados, evitando-se conclusões precipitadas. Cuidados contratuais O caso de Robert e Gustavo evidencia a importância de contratos claros entre influenciadores e agências. Ouvida pelo g1, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em direito digital que não está ligada ao caso, afirma que cláusulas claras de transparência financeira são essenciais para reduzir riscos e evitar retenções indevidas de valores. Ela explica que os contratos podem variar, mas alguns pontos são básicos: Limitar o poder da agência; Exigir autorização prévia e por escrito do influenciador para qualquer acordo; e Garantir que o criador tenha acesso a todos os contratos feitos em seu nome — valores, prazos e obrigações. Mesmo quando a agência negocia sozinha, deve apresentar, sempre que solicitados, os contratos com empresas, comprovantes de pagamento e prestações de contas detalhadas. Sem isso, o risco para o influenciador aumenta. “São contratos específicos, que podem gerar prejuízos e afetar a reputação do criador”, diz. Itaborahy afirma que o atraso no repasse de valores caracteriza inadimplência e pode gerar juros e multa. Em situações mais graves, pode configurar crime de apropriação indébita (art. 168 do Código Penal). A advogada também alerta para cláusulas que proíbem totalmente o contato direto entre influenciador e marcas, algo que pode ser questionado juridicamente por ferir princípios de razoabilidade e boa-fé. Por isso, ela recomenda cláusulas claras sobre prazos, forma de pagamento, multas e rescisão. Exclusividade excessiva, falta de relatórios e resistência em fornecer documentos são sinais de alerta. Modelos mais seguros incluem repasses diretos ao influenciador, pagamentos separados ou uso de contas de garantia. Em qualquer caso, manter boa organização dos documentos é fundamental. “Contratos, comprovantes e registros escritos são provas essenciais em disputas”, afirma.



CNU 2025: notas preliminares da prova discursiva serão divulgadas hoje


23/01/2026 03:00 - g1.globo.com


CNU 2025: tudo sobre o concurso As notas preliminares da prova discursiva, junto com o espelho de correção, serão divulgadas nesta sexta-feira (23). Os candidatos poderão consultar o resultado individualmente na página oficial do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a banca organizadora do certame. O resultado preliminar da prova discursiva dos blocos 1 a 7 e da redação dos blocos 8 e 9 será publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira. A divulgação trará a lista de candidatos com o número de inscrição e a nota total obtida. A partir das 18h, os candidatos poderão acessar, no site da FGV, a cópia da prova discursiva ou da redação, além do detalhamento da correção e do resultado preliminar, disponíveis na área do candidato. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Com a divulgação das notas preliminares, será aberto o prazo para interposição de recursos contra o resultado da prova discursiva. De acordo com o cronograma, os pedidos de revisão poderão ser feitos entre os dias 26 e 27 de janeiro, apenas por meio do sistema da FGV. (veja cronograma completo abaixo) Depois disso, os participantes terão um prazo para apresentar pedidos de revisão das notas, marcado entre 26 e 27 de janeiro. O resultado dos recursos e o resultado definitivo da prova discursiva serão publicados somente em 18 de fevereiro de 2026. Antes da divulgação do resultado final, os participantes ainda passarão pela avaliação de títulos — como pós-graduação, mestrado e doutorado — que pode aumentar a pontuação na nota final. Além disso, os candidatos que concorrem às vagas reservadas (para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência) ainda vão passar pelos procedimentos de verificação. Todos esses resultados também serão divulgados em 18 de fevereiro de 2026. Já no dia 20 de fevereiro, os candidatos terão acesso as listas de classificação (das vagas imediatas e lista de espera). Neste mesmo dia, será feita a primeira convocação para os classificados confirmar interesse em seguir no processo seletivo. Apenas aqueles que responderem "SIM" à convocação terão sua vaga garantida. "A medida em que candidatos não confirmem sua participação nos cursos de formação, outros candidatos serão convocados, provocando uma alteração nas listas nos demais cargos", explicou o MGI. Para os candidatos que ainda não sabem quais são os próximos passos, o g1 reuniu abaixo os principais pontos de atenção. 📆 Confira o cronograma oficial 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão das notas de títulos + resultado definitivo da verificação documental da autodeclaração e caracterização da deficiência 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da prova discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) + 1ª convocação para confirmação de interesse dos classificados Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação



Mega-Sena, concurso 2.963: prêmio acumula e vai a R$ 63 milhões


23/01/2026 00:45 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2963 O sorteio do concurso 2.963 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (20), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 63 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 20 - 34 - 44 - 53 - 57 5 acertos - 31 apostas ganhadoras, R$ 70.338,73 4 acertos - 2.684 apostas ganhadoras, R$ 1.339,13 O próximo sorteio da Mega será no sábado (24). Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



CMN aprova mudanças no estatuto do FGC para reforçar proteção a bancos


23/01/2026 00:27 - g1.globo.com


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (22) mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo iniciou nesta semana o ressarcimento de investidores com recursos segurados aplicados no Banco Master, liquidado em novembro. Segundo norma publicada pelo Banco Central (BC), a medida busca aprimorar a governança do FGC e reforçar a proteção das instituições que contribuem para o fundo. (entenda abaixo como o mecanismo funciona) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A publicação ocorre em meio à liquidação extrajudicial de instituições financeiras conduzidas pelo BC nos últimos meses — incluindo o Banco Master e seu banco digital, Will Bank. Entre os principais pontos, a nova norma amplia o apoio a operações que permitem a transferência do controle ou de ativos e dívidas — como créditos, investimentos e obrigações — de instituições em “situação conjuntural adversa”, segundo o FGC. Além disso, a regra fixa um prazo máximo de três dias para o início do pagamento das garantias aos investidores, contado a partir do recebimento formal das informações enviadas pelos liquidantes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso do Banco Master, a liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro. O ressarcimento começou na última segunda-feira (19), dois meses depois. "A celebração desses acordos visa assegurar a continuidade na oferta de serviços financeiros e a redução de custos para o Fundo e riscos para o sistema financeiro", afirmou, em nota, o FGC. A normativa também prevê a cobertura de despesas com reclamações, inquéritos, investigações e processos judiciais ligados à atuação do FGC, desde que resultem de atos “regulares de gestão praticados de boa-fé” pela administração do fundo. De acordo com o FGC, as mudanças “contribuem para maior estabilidade e solidez do Sistema Financeiro Nacional, mantendo convergência com padrões de referência adotados internacionalmente, sem afetar as liquidações recentes de instituições financeiras”. A medida também amplia a transparência, ao prever a divulgação ao público de informações sobre o saldo dos instrumentos cobertos por cada instituição financeira. O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e composto também pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O que é e como funciona o FGC? O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais ao fundo. Em 2024, o FGC encerrou o ano com patrimônio de R$ 140,4 bilhões, um aumento de 12% em relação aos R$ 125,4 bilhões registrados no ano anterior. Até setembro, o montante já havia alcançado R$ 153,5 bilhões, dos quais R$122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade. Mas é preciso cumprir algumas regras e limitações para garantir a devolução dos recursos. Veja abaixo quais são. Liquidação do Banco Master: como ficam correntistas e investidores? Quem está protegido pelo FGC? Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1 * Com informações da agência de notícias Reuters. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil



Em recado a Trump, dinamarqueses boicotam produtos dos EUA


22/01/2026 19:17 - g1.globo.com


Mulher traja boné com dizeres "Faça a América ir embora", durante protesto em Copenhague, em 17 de janeiro de 2026. Tom Little/ Reuters A indignação na Dinamarca com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia chegou às prateleiras dos supermercados, com alguns consumidores optando por boicotar produtos americanos. O boicote tem sido promovido com a ajuda de novos aplicativos que permitem que os consumidores escaneiem itens alimentícios usando o smartphone para verificar sua origem. Um desses aplicativos, o UdenUSA ("Sem EUA", em tradução literal), foi desenvolvido pelo dinamarquês Jonas Pipper, de 21 anos, e seu amigo Malthe Hensberg. A ideia surgiu no ano passado, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a sério pela primeira vez assumir o controle da Groenlândia, um território semiautônomo pertencente à Dinamarca. As tensões geraram uma onda de protestos na Dinamarca e resultaram na criação de um grupo no Facebook dedicado ao boicote de produtos americanos. O grupo tem atualmente mais de 100 mil membros em um país de cerca de 6 milhões de habitantes. Conheça as belezas naturais da Groenlândia Pipper afirmou que muitos consumidores estavam ansiosos para parar de comprar alimentos dos EUA, mas com frequência achavam difícil identificar a origem dos produtos nos supermercados. O aplicativo visa resolver esse problema, sinalizando o país de origem e sugerindo alternativas de produtores europeus. Nesta quarta-feira (21/01), o UdenUSA ficou em primeiro lugar entre os aplicativos gratuitos na App Store da Dinamarca. Impacto econômico ainda incerto Iniciativas semelhantes surgiram no ano passado, tornando-se para muitos dinamarqueses uma forma de manifestar sua oposição às políticas comerciais dos EUA. Algumas redes de supermercados marcaram produtos de origem europeia com uma estrela na etiqueta de preço para facilitar a identificação. Contudo, o impacto geral do boicote permanece incerto. A economia da Dinamarca é relativamente pequena e apenas um número limitado de produtos alimentícios é importado diretamente dos EUA. Mesmo que um número significativo de consumidores evite produtos americanos, é improvável que isso resulte em consequências econômicas ou políticas significativas, disse Sascha Raithel, professor de marketing da Universidade Livre de Berlim.



Óculos de R$ 4 mil usados por Macron em Davos fazem ações de fabricante subir 28%


22/01/2026 17:29 - g1.globo.com


Presidente da França, Emmanuel Macron, aparece vestindo óculos escuros em discurso no Fórum Econômico de Davos em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Denis Balibouse Os óculos de sol estilo aviador usados por Emmanuel Macron fizeram as ações de sua fabricante, a iVision Tech, dispararem quase 28% nesta quinta-feira (22), depois que o visual do presidente francês durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, viralizou na internet. O grupo, que detém a marca francesa de óculos de alto padrão Henry Jullien, informou na quarta-feira que o modelo usado por Macron era o Pacific S 01, vendido por 659 euros (R$ 4 mil) em seu site. “Isso certamente criou um efeito ‘uau’ sobre as ações”, disse à Reuters o CEO da iVision Tech, Stefano Fulchir. A valorização dos papéis acrescentou cerca de 3,5 milhões de euros (US$ 4,1 milhões) à capitalização de mercado da empresa italiana. Memes, comentários e especulações sobre a aparência de Macron se espalharam pelas redes sociais, com referências frequentes ao filme “Top Gun – Ases Indomáveis”, de 1986, estrelado por Tom Cruise. Até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o assunto. Meme sobre óculos do Macron Reprodução/X O gabinete de Macron afirmou que a escolha de usar óculos escuros durante o discurso — realizado em ambiente fechado — ocorreu para proteger os olhos do presidente, por causa do rompimento de um vaso sanguíneo. O governo não confirmou a marca dos óculos. Ainda assim, Fulchir disse que conseguiu reconhecer claramente os óculos da Henry Jullien, que, segundo ele, foram enviados a Macron em 2024. As ações listadas em Milão subiram quase 6% na quarta-feira (21), antes de serem automaticamente suspensas da negociação durante a maior parte do dia. Os papéis voltaram a ser negociados brevemente por volta das 8h (horário de Brasília) desta quinta-feira, antes de nova suspensão, e caminhavam para registrar o maior salto diário de sua história.



Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor de forma provisória em março, diz diplomata


22/01/2026 16:31 - g1.globo.com


O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve ser aplicado de forma provisória já em março, afirmou um diplomata da UE à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (22). A declaração ocorre em meio a tensões entre os líderes europeus sobre o futuro do tratado. Na quarta‑feira, legisladores da UE impuseram um revés ao acordo comercial com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar sua implementação em dois anos. "O acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar", disse um diplomata da UE à Reuters. "Provavelmente será o Paraguai em março", acrescentou o diplomata. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Empreendedores alemães e o chanceler Friedrich Merz criticaram o atraso. A União Europeia assinou no sábado (17) o seu maior acordo comercial já firmado com os países do Mercosul, após 25 anos de negociações. O atraso provocou preocupação no governo alemão e entre diversas empresas. Os defensores do acordo argumentam que o pacto é essencial para compensar perdas causadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da União Europeia em relação à China. Eles temem que um atraso prejudique a economia europeia. "O revés prejudica a competitividade da Europa e põe em risco os empregos e a prosperidade europeus", disse Tobias Meyer, CEO do grupo de logística DHL, à Reuters. Ele afirmou que seria bom se o pacto pudesse ser implementado enquanto o tribunal investiga o caso. "A Europa não pode se dar ao luxo de ficar ainda mais para trás", acrescentou. O chanceler Friedrich Merz disse a delegados no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na quinta‑feira, que lamentava a decisão do Parlamento Europeu. "Mas fiquem tranquilos: não seremos impedidos. O acordo com o Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa a ele se quisermos um crescimento maior na Europa", disse Merz. Mercosul-UE: Alckmin diz que Brasil 'não vai parar' processo interno e busca garantir aplicação provisória do acordo Críticos do acordo, liderados pela França, afirmam que ele aumentará as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando os agricultores nacionais. Os agricultores franceses realizaram grandes manifestações em Paris contra o acordo, com centenas de tratores bloqueando ruas e pontos turísticos, como a Torre Eiffel. A França afirma que a implementação provisória do tratado seria antidemocrática. O presidente da CGB, associação francesa de produtores de beterraba sacarina, rejeitou qualquer possibilidade de o acordo entrar em vigor provisoriamente. "Isso seria uma negação da democracia. Inaceitável!", disse Franck Sander à Reuters. Um porta-voz do ministro da Agricultura da França se recusou a comentar. Aplicar o pacto provisoriamente, enquanto se aguarda a decisão judicial e a aprovação parlamentar, pode se revelar politicamente difícil diante da provável reação negativa. Além disso, o Parlamento Europeu manteria o poder de anular a medida posteriormente. "Se a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ou a União Europeia, impusesse um pedido provisório, tendo em conta a votação que ocorreu em Estrasburgo, isso constituiria uma forma de violação democrática", declarou a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, à CNews TV, antes dos comentários do diplomata da UE. A Comissão Europeia afirmou que dialogará com governos e legisladores da UE antes de definir os próximos passos. Os líderes da UE se reúnem ainda nesta quinta‑feira, em Bruxelas, para discutir as tensas relações transatlânticas diante das recentes exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à Groenlândia. Lula se encontra com president da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Bélgica em 17 de julho de 2023 Yves Herman/Reuters



Venezuela quer liberar produção e venda de petróleo por empresas estrangeiras com direito a lucros, diz agência


22/01/2026 16:21 - g1.globo.com


A nova reforma para a lei de hidrocarbonetos da Venezuela, proposta pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez, deve permitir que empresas estrangeiras e locais operem campos de petróleo venezuelanos por meio de um novo modelo de contrato. A medida também permite que essas companhias comercializem a produção e recebam os lucros das vendas, mesmo como sócias minoritárias da estatal PDVSA. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (22) pela agência de notícias Reuters, que teve acesso a documentos preliminares. A proposta foi apresentada por Rodríguez na semana passada à Assembleia Nacional. Se aprovada, a reforma deve alterar profundamente a estrutura da indústria petrolífera do país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), modificando a histórica lei do petróleo criada no governo do falecido presidente Hugo Chávez. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A expectativa é que os parlamentares venezuelanos iniciem a discussão sobre a reforma ainda nesta quinta-feira. A proposta ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Nacional para entrar em vigor. A proposta foi apresentada após um acordo considerado emblemático entre a Venezuela e os Estados Unidos neste mês, que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo entre Caracas e Washington. O tratado teria sido firmado após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA. Segundo a agência, executivos do setor petrolífero e potenciais investidores têm pedido autonomia para produzir, exportar e receber os lucros da venda de petróleo no país, após as nacionalizações e expropriações de bens promovidas por Chávez duas décadas atrás. Essas demandas fazem parte do ambicioso plano de reconstrução proposto por Washington para a indústria energética venezuelana, estimado em US$ 100 bilhões (R$ 531,2 bilhões). A proposta permitiria ao governo reduzir os royalties para 15%, em comparação à taxa atual de 33%, em projetos especiais ou que exijam investimentos robustos. O texto também prevê a possibilidade de recorrer à arbitragem independente para resolver disputas. A combinação rara que deu à Venezuela as reservas de petróleo consideradas as maiores do mundo A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, discursa em 8 de janeiro de 2026 durante a cerimônia em homenagem a militares e seguranças venezuelanos e cubanos que morreram durante a operação dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores Leonardo Fernandez Viloria/Reuters



Trump lança 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU


22/01/2026 16:06 - g1.globo.com


Trump lança 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU Órgão pretende discutir governança, relações regionais, reconstrução e investimentos em Gaza. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta (21) o 'Conselho da Paz' com críticas à ONU. Leia mais na reportagem.. O órgão é uma estrutura criada pelos EUA para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.. Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões).. Há, no entanto, receio na comunidade internacional de que o grupo enfraqueça o papel da ONU.. Lideranças de diversos países foram convidadas a participar do conselho. Entre eles, está o presidente Lula, que ainda não respondeu.



Com foco no acordo Mercosul-UE, Apex reforçará promoção do Brasil na Europa: 'Vamos mostrar que país não é bicho-papão'


22/01/2026 15:31 - g1.globo.com


Alckmin diz que vai acelerar aprovação aqui no Brasil do acordo do Mercosul com a UE O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira (22) que dará início a uma campanha para promoção da imagem do Brasil na Europa, com o objetivo de mostrar que o país não é um “bicho-papão”. Na prática, Viana afirmou que fará viagens de sensibilização com o objetivo de alcançar empresários europeus. A iniciativa ocorre em meio à decisão do Parlamento Europeu de encaminhar o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia à Justiça, que ficará responsável por analisar a legalidade do documento. Nesse contexto, Jorge Viana afirmou também ter conversado nesta quarta-feira (21) com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a possibilidade de uma visita ao Parlamento Europeu. Segundo Viana, Alcolumbre concordou com a proposta, que deve se estender também às casas legislativas dos países que integram o Mercosul. No âmbito interno, Alcolumbre teria sinalizado que a aprovação do acordo será tratada como prioridade na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional. 'Manobra política' Viana classificou a decisão dos parlamentares europeus como uma “manobra política”, embora tenha ressaltado que se trata de um movimento legítimo dentro do processo democrático. “Lá no Parlamento Europeu foi, no fundo, uma manobra política dos que eram contra. Tentaram uma vez, tentaram outra e agora conseguiram, com números muito pequenos de diferença, em uma operação que faz parte do jogo da política”, afirmou durante entrevista coletiva a jornalistas em Brasília. “Tem que respeitar isso. Mas nós vamos fazer a nossa parte”, completou Viana, destacando que a estratégia será apostar no diálogo, nos moldes do que foi feito durante o episódio do “tarifaço”. Questionado sobre a possibilidade de o acordo entrar em vigor ainda em 2026, mesmo que de forma provisória, Viana disse estar “otimista”. “Essa pergunta é difícil de responder. Eu sou otimista. Acho que vamos encontrar uma solução ainda neste ano. Mas se ele vai entrar em vigor de maneira precária, não podemos afirmar. Há quem defenda isso, mas também existe o argumento de que poderia gerar insegurança jurídica e ações judiciais”, explicou. Agricultores europeus comemoram em Estrasburgo, na França, a decisão do Parlamento Europeu de levar acordo comercial UE-Mercosul à Justiça, no dia 21 de janeiro de 2026 Yves Herman/Reuters Acordo entre Mercosul e União Europeia Um levantamento da Apex identificou oportunidades de redução tarifária em 25 dos 27 países da União Europeia. De acordo com o estudo, o Brasil poderá ampliar sua presença em 543 produtos que terão redução ou eliminação das tarifas de importação com a entrada em vigor do acordo. Esses produtos representam, em média, US$ 43,9 bilhões em importações anuais realizadas pela União Europeia. Ainda segundo o documento, entre as oportunidades mapeadas, 244 produtos são classificados como de abertura — casos em que o Brasil ainda não possui participação significativa no mercado europeu, mas apresenta elevada competitividade nas exportações em nível global. O estudo identificou oportunidades para: Máquinas e equipamentos de transporte (motores para geração de energia, motores de pistão para veículos, bombas para combustíveis, autopeças, avião, compressores para equipamentos frigoríficos); Obras diversas (parte para calçados, óculos de sol, tacômetros (indicadores de velocidade), joias de ouro ou prata); Artigos manufaturados (couros e peles; embalagens de madeira; facas e lâminas cortantes, para máquinas ou para aparelhos mecânicos; ardósia; mármore, granito, artefatos de amianto usado em freios de automóveis); Produtos químicos (óleos essenciais cítricos; amálgamas de metais preciosos); Materiais em bruto (sementes para semeadura, farinha de soja); Óleos animais e vegetais (óleo de milho em bruto). Já para o setor agropecuário, as principais oportunidades são para cotas negociadas para carnes bovinas, de aves e suína, açúcar, etanol, arroz, milho, mel, queijos e cachaça, além da eliminação total de tarifas para frutas como abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã. Há também outros produtos na lista da Apex, como aviões, motores de pistão, motores e geradores elétricos, calçados.



Jeep convoca recall por falha no freio ABS; veja se seu carro está na lista


22/01/2026 13:54 - g1.globo.com


Jeep Grand Cherokee 2019 divulgação/Jeep A Jeep anunciou um recall para três modelos de SUVs, com problemas distintos em dois deles. O caso mais grave envolve os Jeep Grand Cherokee e Dodge Durango que, apesar de serem de marcas diferentes, pertencem ao grupo Stellantis e compartilham alguns componentes. Segundo a nota, foi identificada a possibilidade de falha no transdutor de pressão integrado (IPT), o que pode desativar o sistema de freios ABS e o controle eletrônico de estabilidade nos dois veículos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Com os sistemas desativados, a marca aponta que aumenta "a ocorrência de acidentes, com danos materiais, físicos ou até mesmo fatais aos ocupantes do veículo e/ou terceiros". Veja os vídeos que estão em alta no g1 O freio ABS é um sistema de segurança automotiva que evita o travamento das rodas em frenagens bruscas. No Brasil, todos os carros zero km são obrigados a trazer esse item desde 2014. A Jeep também convocou os proprietários do Jeep Wrangler após identificar uma falha no painel de alertas. Segundo a marca, alguns veículos podem não exibir a luz de avaria do sistema OBD e da injeção. "O eventual não acendimento da luz de avaria do sistema OBD/injeção quando necessário, resultando em uma situação de não conformidade por ausência de alerta visual ao cliente", diz a nota. Apesar de ter menor potencial de acidentes, o recall do Wrangler envolve um número maior de unidades. Quais veículos estão na lista? O recall para verificação do sistema ABS atinge unidades do Jeep Grand Cherokee e do Dodge Durango ano-modelo 2018. Para confirmar se o veículo faz parte da campanha, o proprietário deve conferir se os oito últimos dígitos do chassi estão entre os listados abaixo: Jeep Grand Cherokee: JC410863 até JC492281 Dodge Durango: JC490348 Já o recall do Jeep Wrangler exige o retorno de unidades dos anos-modelo 2018 a 2021, com os seguintes chassis: JW251736 até MW700626 O serviço para os recalls leva cerca de uma hora e requer agendamento prévio. O atendimento pode ser feito em uma concessionária Jeep, pelo telefone 0800-703-7150 ou no site oficial da marca.



Com aumento de impostos e expansão da economia, arrecadação federal sobe em 2025 e atinge maior valor em 31 anos


22/01/2026 13:32 - g1.globo.com


Arrecadação federal bate novo recorde histórico no ano de 2025 Reprodução/Pixabay A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 2,88 trilhões em todo ano de 2025, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. Em valores corrigidos pela inflação, a arrecadação totalizou R$ 2,93 trilhões no ano passado, contra R$ 2,82 trilhões em 2024. Com isso, houve um aumento real de 3,65%. ▶️Essa também foi a maior arrecadação já registrada um ano fechado desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 31 anos. ▶️O resultado ocorre após o governo e o Congresso terem adotado uma série de medidas para elevar a arrecadação. Entre as ações tomadas, estão: a tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; retomada do voto de confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais); Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Reoneração gradual da folha de pagamentos; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); Aumento do IOF sobre crédito e câmbio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “São números bonitos que vamos apresentar, um crescimento importante, considerando inclusive o patamar alto do ano anterior. Considerando receitas não recorrentes do ano anterior”, declarou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. No fim do ano passado, o governo e o Congresso Nacional elevaram a tributação dos juros sobre capital próprio das empresas, das "fintechs" e das "bets", mas esses aumentos não impactaram na arrecadação de 2025. ▶️Além das medidas de aumento de impostos, o Fisco argumenta que o crescimento da economia também contribuiu para a arrecadação recorde de 2025, como mostram números da produção industrial, da venda de bens e serviços, da massa salarial e das importações. Dados da atividade econômica em 2025 Receita Federal IOF bate recorde ▶️A arrecadação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) bateu recorde e atingiu o maior valor da história no ano de 2025 — ou seja, também foi o maior valor em 31 anos. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o crescimento da arrecadação do IOF foi de R$ 12 bilhões em 2025 principalmente por conta do aumento de impostos. Esse valor ficou acima dos R$ 10 bilhões de alta estimados anteriormente pelo órgão. Em todo ano passado, foram arrecadados R$ 86,5 bilhões no tributo (valores corrigidos pela inflação), com aumento real de 20,5% na comparação com o ano anterior (R$ 71,7 bilhões). O aumento ocorreu após a batalha judicial, com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que terminou com o aumento do imposto em diversas operações. "Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas [aumento do tributo]", informou o Fisco. Crise do IOF: Em perda para o Congresso, STF restaura aumento da alíquota Taxação de bets ▶️Outra medida do governo que ajudou na arrecadação recorde do ano passado foi a taxação das apostas esportivas, conhecidas como "bets". Segundo o Fisco, a tributação de bets e loterias rendeu aos cofres públicos R$ 9,95 bilhões em 2025, contra R$ 91 milhões no ano anterior. Aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2023, a tributação das bets foi uma das medidas defendidas pela equipe econômica do governo para elevar a arrecadação federal. Lula insiste em taxar bets e fintechs, Motta prioriza corte de isenções Equilíbrio das contas A alta da arrecadação esteve na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas em 2025. O resultado das contas públicas do ano passado ainda não foi divulgado. Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas), de cerca de R$ 31 bilhões. Além disso, há outros abatimentos da meta fiscal do ano passado aprovados pelo Legislativo: estimativa de R$ 500 milhões para projetos estratégicos; R$ 40,64 bilhões em precatórios); R$ 3,31 bilhões para o ressarcimento de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos. Com isso, as contas do governo podem apresentar um rombo, estimado inicialmente, de até R$ 75,4 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. Esse valor pode ser alterado considerando o valor efetivo pago em precatórios fora da meta, além de exceções do fundo social e do valor de projetos estratégicos em defesa — que embora previsto em R$ 500 milhões no relatório de orçamento, podem atingir até R$ 3 bilhões. O elevado valor para despesas fora da meta fiscal é criticado por analistas como um fator que dificulta o equilíbrio das contas do governo. O Tesouro Nacional, por exemplo, prevê as contas no vermelho até 2027, mesmo com a necessidade de novos aumentos de impostos, e crescimento da dívida pública - indicador de capacidade de pagamento acompanhado com atenção pelo mercado financeiro.



Mercosul-UE: Alckmin diz que Brasil 'não vai parar' processo interno e busca garantir aplicação provisória do acordo


22/01/2026 12:47 - g1.globo.com


Alckmin concede entrevista a jornalistas sobre acordo Mercosul-UE Erick Rianelli/GloboNews O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo brasileiro continuará o processo interno para garantir a aplicação provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia — assinado no fim de semana (leia mais abaixo). Alckmin participou nesta manhã de uma reunião com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, para tratar sobre o assunto — já que o texto do acordo precisa passar pelo Congresso. Nesta quarta, o Parlamento Europeu enviou o acordo para análise do Tribunal de Justiça da UE, o que, na prática, atrasa a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses. A Corte avaliará se o texto está alinhado às normas europeias e às bases jurídicas do acordo. Enquanto isso, a Comissão Europeia mantém a opção de aplicar o tratado de forma provisória, se assim desejar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O presidente deve encaminhar ao Congresso, à Câmara Federal, a proposta para adesão, a internalização do acordo Mercosul-União Europeia. E o senador Nelsinho Trad dará toda a celeridade, que quanto mais rápido a gente agir, melhor", afirmou Alckmin. "E aí isso ajudará, entendo que ajudará na Comissão Europeia para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial", completou o vice-presidente. O vice-presidente ainda frisou que o processo interno não vai ser paralisado diante da decisão do Parlamento Europeu. "O Brasil vai continuar com o processo encaminhando o pedido ao Congresso Nacional para a internalização do acordo", prosseguiu. Nelsinho Trad, por sua vez, se posicionou com otimismo sobre o encaminhamento no Congresso e afirmou que fará sua parte para acelerar o processo. "O presidente da Câmara [Hugo Motta] já deu declarações nesse sentido, que vai colocar como item prioritário na próxima reunião de líderes [...]. As conversas que tive com Davi Alcolumbre também são no mesmo sentido", disse. Vigência provisória Nesta quarta, o Itamaraty esclareceu que a decisão do Parlamento Europeu de submeter o acordo entre os dois blocos ao Tribunal de Justiça da União Europeia não alteraria o planejamento interno. Como adiantou o blog do Valdo Cruz, o governo quer aprovar ainda neste semestre o acordo no Congresso brasileiro, para estar pronto para que ele entre em vigor assim que a União Europeia contornar seus obstáculos internos. Segundo assessores presidenciais ouvidos pelo blog, é possível obter autorização para uma entrada em vigor temporária. Contudo, a dúvida é se a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, estará disposta a confrontar os parlamentares que aprovaram a proposta de submeter o acordo ao Tribunal de Justiça da UE. Ursula tem enfrentado resistências dentro do Parlamento Europeu e precisa buscar estar bem com os dois lados. Assinatura do acordo O acordo foi assinado pelos dois blocos no último sábado (17). Anfitrião do evento e presidente temporário do Mercosul, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, classificou o tratado como um “feito histórico” e afirmou que ele envia uma mensagem clara em favor do comércio internacional, do diálogo e da cooperação entre os países. "Apostemos em um futuro com mais coragem, audácia e aprofundemos nossa União. Em um mundo complexo, UE e América do Sul devem se unir para mostrar um caminho diferente", destacou o presidente paraguaio. Com mais de 700 milhões de consumidores, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo os 27 Estados-membros da UE, além de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo também elimina tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral. 🔎 O tratado permitirá que a UE exporte mais veículos, máquinas, vinhos e licores para a América Latina, ao mesmo tempo em que facilita a entrada de carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa. Críticos do acordo afirmam que ele pode prejudicar a agricultura europeia ao permitir a entrada de produtos importados mais baratos que, segundo eles, podem não atender aos padrões fitossanitários do continente. O agronegócio brasileiro deve ser um dos principais beneficiários do tratado, por ser um dos maiores produtores do mundo e já ter o bloco europeu como seu segundo maior mercado.



Brasil conta com defensores do acordo Mercosul-UE para entrada em vigor temporária


22/01/2026 12:01 - g1.globo.com


O governo brasileiro conta com articulações de países europeus defensores do acordo União Europeia e Mercosul para que ele entre em vigor pelo menos temporariamente. Não se descarta a possibilidade de aprovação por países, que poderiam colocar o acordo em vigor assim que cada um dos integrantes do Mercosul venha a aprovar em seus parlamentos o entendimento entre as duas partes. A Alemanha, por exemplo, defende a adoção imediata do acordo e pode fazer articulações dentro da Comissão Europeia nesse sentido. A bola, porém, está do outro lado do oceano atlântico. Tudo vai depender dos países que realmente querem a entrada em vigor imediata para que sejam feitas negociações a fim de contornar a decisão do Parlamento Europeu de submeter o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo assessores presidenciais, é possível obter autorização para uma entrada em vigor temporária. A dúvida é se a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, estará disposta a confrontar os parlamentares que aprovaram a proposta de submeter o acordo ao Tribunal de Justiça da UE. Ursula tem enfrentado resistências dentro do Parlamento Europeu e precisa buscar estar bem com os dois lados. Do ponto de vista do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores esclareceu que a decisão do Parlamento Europeu de submeter o acordo entre os dois blocos ao Tribunal de Justiça da União Europeia não altera o planejamento interno. O governo quer aprovar ainda neste semestre o acordo no Congresso brasileiro, para estar pronto para que ele entre em vigor assim que a União Europeia contornar seus obstáculos internos. Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE Reprodução/YouTube



Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 175 mil pontos pela 1ª vez; dólar cai a R$ 5,28


22/01/2026 12:00 - g1.globo.com

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 2,20% nesta quinta-feira (22) e encerrou aos 175.589 pontos, alcançando o quinto recorde de fechamento em 2026. Na máxima do dia, chegou a superar os 177 mil pontos. Já o dólar recuou 0,67%, cotado a R$ 5,2840, no menor valor desde 11 de novembro. O avanço dos mercados foi impulsionado, mais uma vez, pela entrada de recursos estrangeiros no Brasil. O tom mais moderado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviou as tensões externas e continuou favorecendo mercados emergentes, como o brasileiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As bolsas globais registraram ganhos após Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas previstas para oito países europeus, reduzindo a percepção de risco nos mercados. ▶️ Ações de peso no Ibovespa fecharam em alta e puxaram o bom desempenho do índice. A Petrobras (PETR3) avançou 0,69%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 0,58%. Já o Itaú (ITUB4) disparou 3,38%. ▶️ Nos EUA, dados revisados do PCE, indicador de inflação, mostraram alta de 2,8% no terceiro trimestre. O núcleo do índice, que exclui energia e alimentos, avançou 2,9%. Ambos os números vieram em linha com as leituras anteriores. ▶️ Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, divulgados hoje, subiram apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, abaixo do esperado por economistas. 🔎 Esses números, acompanhados pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, dão pistas sobre as decisões de juros no país e impactam os mercados. A maioria dos analistas espera que a taxa siga inalterada na próxima reunião do Fed, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. 💲Dólar a Acumulado da semana: 1,65%; Acumulado do mês: -3,73%; Acumulado do ano: -3,73%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +6,55%; Acumulado do mês: +8,98%; Acumulado do ano: +8,98%. Tensão EUA-Europa Na quarta-feira, após falas bastante críticas à Europa durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente americano, Donald Trump, disse ter alcançado um acordo sobre o futuro da Groenlândia junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico", afirmou o republicano em uma publicação no seu perfil no Truth Social. Ele também destacou que, caso essa solução seja concretizada, "será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan". Com base nesse entendimento, Trump também decidiu recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus no último sábado, em retaliação à contrariedade dessas nações sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA. Apesar disso, nesta quinta Rutte disse que o acordo não prevê cessão da soberania e prevê apenas que os membros da Otan poderão intervir no Ártico — onde fica a Groenlândia — em ameaças à segurança da região. Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania". A porta-voz da organização, Allison Hart, também negou que a soberania tenha sido discutida. “O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”, disse Hart. Rutte e Trump se reuniram após o discurso do republicano no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Depois do encontro, o republicano afirmou que foi estabelecida uma estrutura de um futuro acordo que atende os interesses dos EUA e de todos os países membros da Otan. Agenda econômica PIB e preços dos EUA no 3T25 O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. O dado faz parte da segunda estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA. Essa atualização substitui a terceira estimativa do período, que estava prevista para 19 de dezembro de 2025, mas acabou não sendo publicada por causa da recente paralisação do governo americano, conhecida como shutdown. Segundo o próprio departamento, a interrupção das atividades afetou o calendário oficial de divulgação dos dados econômicos. Na primeira leitura do PIB, divulgada em dezembro, após o fim do shutdown, o crescimento da economia americana havia sido estimado em 4,3% no terceiro trimestre. Já o índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE (na sigla em inglês), avançou 2,8% no terceiro trimestre, segundo dados revisados, repetindo o resultado divulgado anteriormente. O núcleo do PCE — que desconsidera itens mais voláteis, como energia e alimentos — teve alta de 2,9%, também em linha com a leitura prévia. Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, chegando a 200 mil solicitações após ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters esperavam um número maior, de cerca de 210 mil pedidos. Nas últimas semanas, esses dados têm apresentado oscilações por causa das dificuldades de ajustar os números ao período de festas de fim de ano e à virada do calendário. Mesmo assim, os economistas avaliam que o mercado de trabalho permanece em um cenário de “baixa contratação e baixa demissão” — ou seja, as empresas não estão contratando muito, mas também não estão promovendo demissões em massa. Esse comportamento, segundo analistas, está ligado às políticas mais duras de comércio e imigração adotadas por Trump, que reduziram tanto a oferta quanto a procura por trabalhadores. Além disso, muitas empresas ainda hesitam em ampliar suas equipes, já que estão investindo fortemente em inteligência artificial. Bolsas globais O mercado em Wall Street fechou em alta, aproximando-se de suas máximas históricas, depois que Trump reduziu sua ameaça de tarifas sobre os países europeus, enquanto novos dados apontaram para uma economia resiliente. O Dow Jones Industrial Average avançou 0,63%, aos 49.384,01 pontos, o S&P 500 subiu 0,55%, aos 6.913,35 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,91%, aos 23.436,02 pontos. Na Europa, os mercados também reagiram de forma positiva ao alivio no cenário internacional. Os principais índices europeus também fecharam em alta, com o STOXX 600 subindo 1,03%. Entre os mercados nacionais, o DAX da Alemanha avançou 1,20%, o CAC 40 da França teve alta de 0,99%, o FTSE MIB da Itália ganhou 1,36% e o FTSE 100 de Londres subiu 0,12%. Na Ásia, os mercados encerraram o dia com leves ganhos. Em algumas praças, as altas foram impulsionadas por setores ligados à indústria aeroespacial e à energia, que compensaram perdas em empresas de metais, afetadas pela queda do ouro. No fechamento, os resultados foram mistos, mas positivos. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,14%, enquanto o CSI300 avançou 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,17%. Já em outros mercados asiáticos, o Nikkei de Tóquio avançou 1,7%, o KOSPI de Seul ganhou 0,87%, o índice de Taiwan subiu 1,60% e o Straits Times de Singapura teve valorização de 0,33%.



Governo proíbe a venda de azeite da marca Terra das Oliveiras


22/01/2026 11:07 - g1.globo.com


Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil O governo federal apreendeu e proibiu a venda de todos os lotes de azeite da marca Terra das Oliveiras. A decisão foi publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (22). Com a medida, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto. Na decisão, a Anvisa afirma que o azeite anunciado tem origem desconhecida e que a comercialização do produto foi identificada na plataforma Shopee. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🫒LISTA: 25 marcas de azeite foram proibidas em 2025 Após a proibição, o g1 encontrou na Shopee ao menos dois anúncios de venda do produto, nas versões de 500 ml e 1 litro. Posteriormente, a plataforma informou que eles foram excluídos (veja nota da Shopee na íntegra mais abaixo). Azeite terra das oliveiras Reprodução A Anvisa informou ainda que a empresa responsável pela importação é a JJ - Comercial de Alimentos Limitada que, segundo a agência, foi "extinto por encerramento liquidação voluntária, desde o dia 8 de janeiro de 2025", junto à Receita Federal. O g1 entrou em contato com a Terra das Oliveiras sobre a proibição. Não houve resposta até a última atualização desta reportagem. A Shopee, por sua vez, disse ter o compromisso de "oferecer uma experiência de compra segura para todos os usuários". "Cumprimos com todas as leis locais e exigimos que os lojistas as cumpram, assim como nossa Política de Produtos Proibidos e Restritos", afirmou a plataforma, em nota enviada ao g1. "Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Reforçamos que os itens comercializados na plataforma passam por monitoramento contínuo e, sempre que são identificados produtos que violam os padrões regulatórios ou nossos termos de uso, as medidas cabíveis são adotadas, incluindo a remoção dos anúncios", concluiu a Shopee. Governo proibiu 25 marcas em 2025 No ano passado, outras 25 marcas de azeite foram banidas ou tiveram lotes proibidos pelo governo federal em ações da Anvisa e do Ministério da Agricultura. Tanto o ministério quanto a agência, que podem atuar em conjunto, mantêm uma lista com marcas e lotes vetados para consumo. Algumas marcas aparecem em ambas as relações. As amostras coletadas apontaram a presença de óleos vegetais de outras espécies na composição, o que caracteriza fraude. Por isso, elas são consideradas impróprias para consumo. Quais os principais motivos para proibir uma marca? Segundo o governo federal, os principais motivos para proibição de marcas são: importação e distribuição por empresas sem CNPJ no Brasil; adulteração/falsificação; presença de óleos vegetais no produto; não atendimento às exigências sanitárias para suas instalações; não atendimento a padrões de rotulagem; falta de licenciamento junto à autoridade sanitária competente; incerteza sobre origem ou composição do produto. O que fazer se encontrar essas marcas no supermercado? Comercializar os azeites fraudados constitui infração grave e os estabelecimentos que fazem a venda podem ser responsabilizados, informa o Ministério da Agricultura. Caso a compra já tenha sido realizada, o governo orienta que o consumo seja interrompido imediatamente e que seja solicitada uma substituição, prevista pelo Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda desses produtos podem ser registradas no canal oficial Fala.BR. Ministério da Agricultura dá algumas pistas para encontrar um azeite de qualidade Arte/g1 🔎Dicas para comprar um bom azeite ➡️Como checar se a marca de azeite já teve a venda proibida pelo Ministério da Agricultura Veja as marcas de azeite que foram proibidas em 2025 Veja as marcas de azeite que foram proibidas em 2024 ➡️Como saber se a empresa tem registro no Ministério da Agricultura O Cadastro Geral de Classificação (CGC) permite verificar se distribuidora, importadora ou produtora de azeite está registrada no Ministério da Agricultura. A ferramenta está disponível neste link, onde é possível pesquisar pela empresa no campo "Estabelecimento". Segundo o Ministério, o registro no CGC é obrigatório para empresas que processam, industrializam, beneficiam ou embalam azeites e outros produtos vegetais. Ao serem registradas, elas ficam sujeitas à fiscalização. Imagem do Sipeagro, onde é possível consultar se uma empresa tem registro no Ministério da Agricultura. Reprodução ➡️Como saber se o produto está na lista da Anvisa de produtos falsificados O órgão oferece neste link uma ferramenta em que o consumidor pode verificar se um produto está irregular ou é falsificado. Para usá-la, basta inserir o nome da marca no campo "Produto". Ferramenta de pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber se um produto é falsificado. Reprodução De onde vem o azeite G1 em 1 minuto: 21 marcas de azeite já foram alvo de proibição total ou parcial do governo



França critica possível aplicação provisória do acordo UE–Mercosul em meio a disputa jurídica na Europa


22/01/2026 10:51 - g1.globo.com


Parlamento Europeu leva acordo entre Mercosul e União Europeia à Justiça O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no último sábado (17), passou a enfrentar resistências dentro do próprio bloco europeu. França e Alemanha adotaram posições opostas, enquanto o Parlamento Europeu decidiu levar o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), o que deve atrasar sua entrada em vigor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O governo francês reagiu duramente à possibilidade de o acordo começar a valer antes da análise da Justiça europeia. Para Paris, aplicar o tratado de forma provisória, mesmo após o Parlamento pedir a revisão do texto pelo tribunal, seria um desrespeito às regras democráticas do bloco. A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, afirmou que uma decisão desse tipo por parte da Comissão Europeia seria inaceitável no atual contexto político. Segundo ela, após a votação ocorrida no Parlamento, não faria sentido ignorar a posição dos eurodeputados. Apesar disso, a Comissão Europeia ainda mantém, ao menos em teoria, a opção de colocar o acordo em prática de forma temporária. Bruxelas, no entanto, diz que nenhuma decisão foi tomada até agora. Na direção oposta, a Alemanha defendeu que a União Europeia siga adiante com o acordo para preservar sua credibilidade internacional. O Ministério da Economia alemão afirmou que a assinatura do tratado foi um sinal importante para o resto do mundo. Em publicação nas redes sociais, a ministra da Economia, Katherina Reiche, destacou que a UE precisa honrar o compromisso assumido e se manter como um parceiro confiável no comércio global. Parlamento leva acordo à Justiça europeia Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Hassan Anayi/Unsplash Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu aprovou o envio do texto do acordo ao Tribunal de Justiça da UE, que irá analisar se o tratado respeita as normas e os fundamentos jurídicos do bloco. A decisão foi apertada: 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Na prática, esse passo impede que o acordo entre em vigor de forma definitiva por vários meses. Enquanto o tribunal analisa o caso, a Comissão Europeia ainda pode optar por uma aplicação provisória, mas essa possibilidade é justamente o ponto de maior conflito político. Se o Tribunal de Justiça identificar problemas no texto, o acordo precisará passar por ajustes, o que pode atrasar sua aprovação final em pelo menos seis meses. Sem correções, o tratado não pode entrar em vigor oficialmente, segundo informações da agência France Presse. Caso a Corte conclua que não há incompatibilidades, o processo volta ao Parlamento Europeu para nova votação. O tratado foi assinado no último sábado (17) pelos dois blocos. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, que ocupa a presidência temporária do Mercosul, classificou o acordo como um marco histórico. Segundo ele, o pacto reforça o compromisso com o comércio internacional, o diálogo e a cooperação entre países. Para Peña, em um cenário global marcado por tensões, a aproximação entre Europa e América do Sul aponta um caminho alternativo. Com mais de 700 milhões de consumidores, o acordo cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo os 27 países da União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O texto prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% das trocas comerciais entre os blocos. Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo



Empresa do ES recebe autorização da Anac para fabricar e comercializar aviões; veja o modelo


22/01/2026 07:02 - g1.globo.com


Anac autoriza empresa do ES a fabricar aviões Uma fabricante de aviões leves do Espírito Santo recebeu uma autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para produzir e comercializar mais um tipo de aeronave. O modelo Sling TSi é produzido pela Sling Brasil, empresa instalada em Jaguaré, no Norte do estado, que atua no setor desde 2017. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo a empresa, a certificação foi concedida no fim de dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial da União na semana passada. O processo é considerado longo e rigoroso, como é comum na indústria aeronáutica. “Embora o produto já estivesse desenvolvido e a gente já trabalhasse na linha de montagem há bastante tempo, ele precisava ser certificado. A Anac apurou que a aeronave cumpre todos os requisitos de qualidade de fabricação e segurança para ir ao mercado”, explicou Lucas Mota, sócio-investidor da Sling Brasil. LEIA TAMBÉM: TRAGÉDIA: Vídeo mostra desabamento de casa que matou criança de 10 anos soterrada durante chuva forte TIROS NA SERRA: Ataque em ponto de ônibus deixa um morto e dois feridos após homens passarem atirando Avião leve, modelo Sling TSi, tem autorização para ser produzido em Jaguaré no Espírito Santo Divulgação/ Sling Brasil Produção no ES e parceria internacional A Sling Brasil é uma parceria com a empresa sul-africana Sling Aircraft, detentora do projeto original da aeronave. A fabricação, no entanto, é feita integralmente no Espírito Santo. Antes da certificação do Sling TSi, a empresa já havia obtido autorização para produzir outro modelo, o Sling 2, uma aeronave de dois lugares. O Sling TSi, de quatro assentos, é mais robusto. O avião já havia sido produzido e utilizado em voos de teste no estado, inclusive em demonstrações divulgadas nas redes sociais da empresa. Fábrica de aviões leves em Jaguaré, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Mercado de aviação leve As aeronaves fabricadas em Jaguaré são voltadas ao mercado de aviação leve. O público inclui pilotos não comerciais que utilizam aviões para lazer ou para atividades profissionais específicas. “Normalmente quem compra esse tipo de aeronave é o próprio piloto. Existe uma comunidade grande de aviação geral, com aviões particulares espalhados pelo estado, como em aeroclubes da Grande Vitória”, explicou Lucas. Expansão e novos modelos Com a certificação, a expectativa da empresa é ampliar a produção e avançar na aprovação de outros modelos. Um novo avião, maior e também com quatro lugares, já está em fase de análise pela Anac. A previsão é concluir essa próxima certificação até junho de 2027. A capacidade produtiva atual da empresa é de até 39 aeronaves por ano. Fábrica de aviões leves em Jaguaré, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Indústria aeronáutica fora do eixo tradicional Para a empresa, a certificação representa também um marco para o Espírito Santo, que não faz parte do principal eixo da indústria aeronáutica brasileira, concentrado no interior de São Paulo. “Existe uma surpresa por estarmos fora desse eixo tradicional, mas o Espírito Santo reúne condições para receber projetos de alta tecnologia. Há mão de obra qualificada e estrutura para indústrias de alta complexidade”, afirmou o sócio-investidor. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



Mega-Sena pode pagar R$ 55 milhões nesta quinta-feira


22/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.963 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 55 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (22), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Falhas em modelo de licitação para COP 30 aumentam os riscos de sobrepreços, diz TCU


22/01/2026 00:12 - g1.globo.com


COP30: países enfrentam impasses na agenda do clima Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas em licitações para a contratação de empresas responsáveis pelo planejamento, organização e fornecimento de bens e serviços da COP 30, realizada em novembro de 2025, no Pará. Segundo a Corte, em um contexto excepcional, marcado pela proximidade do entendo e pela inexistência, à época, de diretrizes logísticas e de segurança da ONU, os riscos de sobrepreços ou de subsídios cruzados aumentaram. Isso ocorreu, segundo o TCU, porque a o governo não dispunha, no momento da licitação, de todas as informações necessárias para a adequada precificação dos serviços e para a comparação da economicidade e da vantajosidade das propostas. Mas, na prática, o risco do sobrepreço não foi concretizado, o que fez o TCU aplicar apenas uma recomendação à área técnica. O que aconteceu? Os técnicos observaram um “padrão de descontos agressivos” na fase licitatória — em torno de 50% — que, posteriormente, seriam compensados por preços elevados na venda de bens e serviços aos participantes do evento, em um contexto de exclusividade contratual. “As evidências apresentadas, com sobrepreços que alcançam 1.000% em itens como mobiliário, configuram fortes indícios de abuso de posição dominante e violação aos princípios da economicidade e da moralidade administrativa”, afirma o relatório. A licitação foi conduzida pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), que contestou as conclusões do TCU. Em resposta, a entidade sustentou que os descontos ofertados durante a disputa configuram “estratégia comercial legítima” e que os preços finais incorporam custos logísticos específicos do evento. Quanto aos sobrepreços, a OEI alegou que os custos logísticos deveriam ser considerados na formação dos valores. A área técnica do TCU reconheceu que esse fator merece ponderação, mas avaliou que ele não é suficiente para justificar os preços praticados. Para o relator do processo, Bruno Dantas, o caso acende um alerta sobre governança contratual em grandes eventos. “Quando a administração estrutura um arranjo que concede exclusividade de exploração econômica em ambiente organizado por contratação pública, a ausência de controles mínimos potencializa distorções”, afirmou em voto apresentado nesta quarta-feira (21). Com isso, o ministro acolheu a recomendação da área técnica para que a Secretaria Extraordinária da COP 30 (Secop) seja formalmente comunicada sobre as falhas identificadas, a fim de adotar medidas internas de governança e evitar a repetição de problemas semelhantes em futuras contratações, especialmente em acordos de cooperação internacional. Ministra do Meio Ambiente faz avaliação dos principais resultados da COP30, em Belém



Trump recua de tarifas contra países europeus após avanço em acordo sobre a Groenlândia


21/01/2026 19:31 - g1.globo.com


Em Davos, Trump diz que 'ninguém pode defender Groenlândia como os EUA' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que chegou a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e, com isso, recuou da imposição de tarifas extras anunciadas contra países europeus que se opunham ao seu plano de adquirir o território no Ártico. Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou ter tido uma reunião “muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, da qual teria surgido a “estrutura de um futuro acordo” envolvendo a Groenlândia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia", escreveu Trump. 🔎 O Domo de Ouro é uma estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano. O republicano havia anunciado no último sábado (17) que os EUA imporiam tarifas extras de 10%, a partir de 1º de fevereiro de 2026, a países europeus contrários à sua tentativa de adquirir a Groenlândia. Os países impactados seriam: 🇩🇰 Dinamarca 🇳🇴 Noruega 🇸🇪 Suécia 🇫🇷 França 🇩🇪 Alemanha 🇬🇧 Reino Unido 🇳🇱 Holanda 🇫🇮 Finlândia As ameaças de Trump de anexar a Groenlândia aos EUA se repetem desde que ele tomou posse para o segundo mandato, há um ano. Para o republicano, o território é “vital” para o Domo de Ouro, que ele deseja construir sob o argumento de proteger o país. Uso de força Mais cedo, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump disse que não faria “uso da força” para tomar a Groenlândia, embora tenha voltado a defender a proposta de adquirir o território e elevado o tom contra a Europa e a Otan. “Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, disse. Ainda no discurso, o presidente americano chamou a Dinamarca de “ingrata” e afirmou que “a Europa não está indo na direção correta”. Ele também se referiu à Groenlândia várias vezes como “um pedaço de gelo”. Trump afirmou ainda que a ilha deveria ter passado ao controle americano ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando tropas dos EUA ocuparam o território para protegê-lo de forças alemãs. Após o discurso, o governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda do território. LEIA TAMBÉM Armas de caça e suprimentos: Groenlândia publica orientações de 'sobrevivência' em caso de 'crise' 'Bazuca comercial', bullying e Groenlândia: embate entre Trump e Macron expõe racha na aliança entre EUA e Europa Trump confunde Groenlândia com Islândia durante discurso em Davos Importância estratégica Situada entre os EUA e a Rússia, a Groenlândia é vista há muito tempo como uma área de grande importância estratégica, especialmente no que diz respeito à segurança do Ártico. Os EUA já possuem uma base militar na ilha, mas reduziram drasticamente sua presença no território. Diante das recentes ameaças de Trump, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas militares para a Groenlândia na última quinta-feira (15). Veja a íntegra da publicação de Trump nesta quarta-feira: Trump anuncia acordo futuro com a Groenlândia e Otan Truth Social "Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico. Essa solução, se for concretizada, será muito positiva para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan. Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Golden Dome no que se refere à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem. O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — e se reportarão diretamente a mim. Obrigado pela atenção a este assunto!" O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque



Novo leilão da Receita tem iPhone 15 por R$ 1,3 mil e Volkswagen Taos por R$ 80 mil; veja como participar


21/01/2026 18:09 - g1.globo.com


Novo leilão da Receita tem iPhone 15 por R$ 1,3 mil e Volkswagen Taos por R$ 80 mil A Receita Federal em São Paulo realizará, em 3 de fevereiro, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Ao todo, são 289 lotes, que incluem smartphones, relógios, notebooks, tablets, pedras preciosas, consoles de videogame, câmeras, obras de arte, instrumentos musicais e artigos esportivos, entre outros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas vai das 8h do dia 29 de janeiro até as 21h do dia 2 de fevereiro. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 3 de fevereiro (horário de Brasília). Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Os lotes mais baratos têm lance inicial de R$ 20. Um deles contém um suporte para câmera de celular, e o outro, peças para máquina de bebidas. Já o lote mais caro tem lance inicial de R$ 256 mil e reúne milhares de refletores de LED. Outros destaques do leilão incluem: Nos lotes 244 e 246, é possível adquirir iPhones 15 a partir de R$ 1,3 mil. No lote 284, é possível adquirir um veículo Volkswagen Taos CL TSI, usado, a partir de R$ 80 mil. Nos lotes 1 e 2, é possível adquirir uma guitarra Gibson Les Paul e um contrabaixo Fender a partir de R$ 1 mil. Do lote 15 ao 23, é possível adquirir pedras preciosas, como esmeraldas e rubis, a partir de R$ 9 mil. No lote 70, é possível adquirir câmeras fotográficas e acessórios a partir de R$ 7 mil. Nos lotes 182 e 224, é possível adquirir notebooks de diversas marcas a partir de R$ 3,6 mil. No lote 284, é possível adquirir um veículo Volkswagen Taos CL TSI, usado, a partir de R$ 80 mil. Divulgação/ Receita Federal De acordo com o Fisco, os lotes estarão disponíveis para visitação entre 26 e 30 de janeiro, nas cidades de Guarulhos, Santos, Guarujá, Campinas, São Paulo, Sorocaba, Jacareí, São Bernardo do Campo, Santo André e Taubaté. Os lotes poderão ser examinados de forma presencial, mediante agendamento, em dias de expediente normal. Os endereços e horários para visitação, assim como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. A Receita destacou ainda que os bens arrematados por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes específicos adquiridos por pessoas jurídicas. Além disso, os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados. O pagamento das mercadorias é feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000001/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. Superintendência da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil



Will Bank: clientes que já receberam R$ 250 mil do FGC no Master não terão novo ressarcimento


21/01/2026 16:50 - g1.globo.com


Will Bank foi liquidado. E agora? Os clientes do Will Bank que já foram ressarcidos pelo Fundo Garantido de Crédito (FGC) na liquidação do Banco Master e que tenham atingido o limite de garantia do fundo, de R$ 250 mil, podem não ter nenhum valor adicional a receber. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Isso porque o Will Bank, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central na manhã desta quarta-feira (21), faz parte do conglomerado do Master — instituição que também foi liquidada em novembro. 🔎 A liquidação extrajudicial significa o encerramento das atividades de uma instituição que não tem mais condições de continuar funcionando, realizado sem processo judicial e que prevê o pagamento organizado dos credores. Assim, segundo o FGC, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do fundo antes da aquisição do Will Bank pelo Master, em 30 de agosto de 2024, terão os pagamentos preservados. Depois desta data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. (CORREÇÃO: Ao ser publicada, esta reportagem informava que os clientes do Will Bank que haviam adquirido produtos elegíveis ao fundo até 21 de agosto de 2024 teriam a garantia preservada, conforme informação divulgada pelo FGC. O fundo, depois, corrigiu a informação, indicando que a data correta é até 30 de agosto de 2024. A reportagem foi corrigida às 21h49 de 21 de janeiro de 2026.) "Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro", diz o FGC em nota. LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, que integra conglomerado do banco Master Por que o BC liquidou o Will Bank só agora, dois meses após o Master? Entenda a decisão Veja o que fazer se for cliente Entenda o que é o FGC O FGC informou nesta quarta-feira que estima pagar R$ 6,3 bilhões aos clientes lesados pela liquidação do Will Bank. Os valores têm como base dados de novembro de 2025. Os pagamentos serão feitos conforme o regulamento do FGC e terão como base os dados e valores apurados pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central. "A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações", afirma o FGC. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Will Bank: liquidado pelo BC, banco digital cresceu com foco em clientes de baixa renda Divulgação Veja as etapas para o pagamento da garantia pelo FGC Após o decreto de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante responsável pelo caso, com o apoio do FGC. Após a nomeação, o liquidante envia ao fundo a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer um prazo que varia por instituição. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. É importante destacar que o credor precisa manifestar interesse — o pagamento não é automático e constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC, ou seja, o cliente recebe o dinheiro garantido e, em troca, o fundo passa a ter o direito de cobrar esse valor do banco liquidado. Assim, quem não manifestar o interesse, não receberá o dinheiro. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o processo por meio do site do fundo. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. No caso das pessoas jurídicas, o termo é enviado por email após análise documental. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. O valor que exceder o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank. Nesse caso, o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento dos valores excedentes. Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store. "No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo. Veja o passo a passo: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Clientes do Will Bank não conseguem realizar operações financeiras após liquidação Reprodução Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. "O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. ⚠️ATENÇÃO: valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação da instituição. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores. Aplicativo e cartão do Will Bank Will Bank/Divulgação



Will Bank: FGC deve gastar R$ 6,3 bilhões para restituir clientes e investidores


21/01/2026 16:44 - g1.globo.com


BC decreta liquidação da Will Financeira O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou nesta quarta-feira (21) que deve gastar cerca de R$ 6,3 bilhões em pagamentos para clientes lesados pela liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank. Os valores têm como base dados de novembro de 2025. Os pagamentos serão feitos conforme o regulamento do FGC e terão como base os dados e valores apurados pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações", afirma o FGC. O fundo destaca, ainda, que a instituição faz parte do conglomerado do Banco Master. "Isso pode afetar o valor estimado de desembolsos a serem realizados pelo FGC, por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia", diz. De acordo com o fundo, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC antes da aquisição do Will Bank pelo Master, em 30 de agosto de 2024, terão a garantia preservada. Depois dessa data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. (CORREÇÃO: Ao ser publicada, esta reportagem informava que os clientes do Will Bank que haviam adquirido produtos elegíveis ao fundo até 21 de agosto de 2024 teriam a garantia preservada, conforme informação divulgada pelo FGC. O fundo, depois, corrigiu a informação, indicando que a data correta é até 30 de agosto de 2024. A reportagem foi corrigida às 21h49 de 21 de janeiro de 2026.) "Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro", completa o fundo. Ainda de acordo com o FGC, não existe prazo legal para o início dos pagamentos. Nas últimas liquidações, o prazo para o início dos pagamentos ficou entre 30 e 60 dias. Veja as etapas para o pagamento da garantia pelo FGC Após o decreto de liquidação extrajudicial, o Banco Central nomeia um liquidante responsável pelo caso, com o apoio do FGC. Após a nomeação, o liquidante envia ao fundo a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer um prazo que varia por instituição. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. É importante destacar que o credor precisa manifestar interesse — o pagamento não é automático e constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC, ou seja, o cliente recebe o dinheiro garantido e, em troca, o fundo passa a ter o direito de cobrar esse valor do banco liquidado. Assim, quem não manifestar o interesse, não receberá o dinheiro. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o processo por meio do site do fundo. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. No caso das pessoas jurídicas, o termo é enviado por email após análise documental. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. O valor que exceder o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank. Nesse caso, o credor passa a ser quirografário na massa falida e não tem garantia de recebimento dos valores excedentes. O FGC destaca que, nesse período inicial, é importante que depositantes e investidores do Will Bank realizem o cadastro básico no aplicativo e aguardem as notificações sobre as próximas etapas. "Assim que o liquidante enviar ao FGC a base consolidada de credores, o Fundo divulgará, em seus canais oficiais e em seu site, todas as instruções sobre o início dos pagamentos, incluindo o período para solicitação da garantia", informou o fundo. Todo o processo será realizado de forma digital. Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store. "No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo. Veja o passo a passo: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. "O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. Pagamento por PIX no aplicativo do Will Bank Will Bank/Divulgação



App do Will Bank congela operações, mas ainda mostra cobrança de cartão; veja o que fazer se for cliente


21/01/2026 16:10 - g1.globo.com


Will Bank liquidado nesta quarta (21) já estava sob intervenção Além da dificuldade para movimentar o dinheiro, correntistas afetados pela liquidação do Will Bank, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), enfrentam outro problema: a cobrança de faturas do cartão de crédito mesmo com as contas bloqueadas. O aplicativo ainda permite a visualização de saldos, limites e faturas, mas operações como transferências, PIX e pagamentos não estão sendo concluídas. 🔎 Na prática, o sistema permanece ativo, mas “congelado”: os valores aparecem na tela, porém não podem ser utilizados, já que só serão liberados pelo liquidante do banco ao longo do processo. (saiba mais abaixo) Cassandra Mendes, de 29 anos, foi pega de surpresa. Cliente do banco há dois anos, ela afirma que tem dinheiro disponível na conta, mas não consegue usá-lo para pagar a fatura do cartão. “Hoje de manhã consegui pagar a fatura de dezembro. Agora, a de janeiro segue em aberto.” Ao acessar o aplicativo, Cassandra se deparou com o seguinte aviso: “Devido à liquidação determinada pelo Banco Central, as operações estão suspensas. Caso você possua saldo, em breve traremos mais informações sobre como terá acesso aos seus recursos.” Cassandra Mendes, de 29 anos, afirma que tem dinheiro disponível na conta, mas não consegue usá-lo Reprodução LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial de banco digital ligado ao conglomerado Master Will Bank cresceu com foco em clientes de baixa renda; conheça a instituição Liquidação atinge banco digital: o que acontece com contas, cartões e CDBs Por que a liquidação do Will Bank veio só dois meses após o caso Master Clientes relatam falhas para realizar movimentações após intervenção do BC Falhas para realizar movimentações financeiras Já na noite de terça-feira (20), usuários passaram a relatar instabilidades no aplicativo do Will Bank nas redes sociais. Segundo o Downdetector, cerca de 500 notificações de erro foram registradas por volta das 20h, com novo pico de reclamações na manhã desta quarta, após a liquidação. Entre os principais problemas estão a recusa de compras no cartão de crédito, a impossibilidade de realizar transferências via PIX e falhas no internet banking. Relatos indicam que, apesar de o aplicativo exibir limite disponível, nenhuma operação é efetivada. As instabilidades começaram após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pela Will Financeira, do grupo Banco Master. Com a medida, as atividades da instituição são interrompidas, afetando diretamente os serviços digitais para todos os clientes. Mesmo com a fatura baixa e limite disponível, Rayssa Santos, de 26 anos, relata frustração. Desde terça-feira, antes mesmo do anúncio oficial, ela diz que não consegue usar o cartão de crédito. “Tem limite, por isso a fatura até está baixa, porque não consigo usar. Tentei fazer compras ontem na Shein, mas não aprovou. Tive que cadastrar outro cartão que eu deixava só para compras online. Cheguei a parcelar, mas não adiantou”, relata. Segundo o Banco Central, os problemas do Will Bank com a Mastercard estão ligados à paralisação do processamento dos cartões de crédito, fator decisivo para o agravamento da situação financeira da instituição e para a decisão de decretar a liquidação extrajudicial. O banco digital acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e mantinha aproximadamente R$ 8 bilhões em transações correntes vinculadas à bandeira Mastercard. Quando os clientes terão acesso ao dinheiro? Com a liquidação, os valores mantidos pelos clientes passam a integrar o processo conduzido por um liquidante nomeado pelo Banco Central, responsável por apurar os saldos e organizar os pagamentos conforme a legislação. Quem tinha dinheiro em conta ou aplicações elegíveis conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF, considerando o conjunto de depósitos e produtos garantidos na instituição. O pagamento, no entanto, não é imediato e depende dos trâmites formais da liquidação. O BC não informou um prazo para a liberação dos recursos. O g1 procurou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Banco Central (BC), o Fundo Garantidor de Créditos e o Will Bank para comentar as cobranças e os prazos para acesso ao dinheiro. Em nota, a Febrabran informou que não comenta assuntos de instituições específicas e que o Will Bank não faz parte do quadro de associados da instituição. Já o FGC informou que os ressarcimentos aos clientes do banco digital serão feitos conforme o regulamento do fundo, com base nos dados e valores apurados pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. O fundo destaca que, nesse período inicial, é importante que depositantes e investidores do Will Bank realizem o cadastro básico no aplicativo do FGC e aguardem as notificações sobre as próximas etapas. (veja aqui o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC) O Will Bank e o Banco Central não se manifestaram até a atualização desta reportagem. O que muda para quem tinha conta e cartão de crédito Com a liquidação extrajudicial, contas, cartões e demais serviços deixam de operar normalmente. A instituição é retirada do sistema financeiro, e os clientes passam a figurar como credores no processo, respeitada a ordem legal de pagamento e as garantias existentes. A liquidação, porém, não extingue automaticamente as dívidas dos clientes. Valores já lançados na fatura do cartão de crédito continuam sendo devidos e podem ser cobrados, inclusive com aplicação de juros e eventual negativação em caso de inadimplência. Sou cliente, e agora? Segundo advogados consultados pelo g1, os clientes que tinham recursos no banco terão os montantes garantidos pelo FGC até o teto de R$ 250 mil por CPF, mas precisarão esperar a disponibilização dos recursos por parte do fundo. "Mesmo sendo uma conta salário ou alguém que tivesse dinheiro em conta, o acesso a esses recursos vai depender do liquidante [a ser nomeado pelo BC]. Ele é quem vai avaliar a lógica de prioridade para esses pagamentos, mas não é algo que acontece de forma automática, infelizmente", diz Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados. Os especialistas destacam, ainda, que aqueles consumidores que destinavam grande parte dos recursos para o Will Bank precisarão ter outro banco como instituição financeira principal, além de adotar providências essenciais. "É necessário guardar extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações existentes na data da decretação da liquidação, pois esses documentos servem como prova de crédito", afirma a sócia da Poli Advogados Associados, Daniela Poli Vlavianos. "Também é importante acompanhar as comunicações oficiais do Banco Central, do liquidante e do Fundo Garantidor de Créditos, que informará quando e como será feito o pagamento dos valores garantidos", completa a advogada. Ela destaca ainda que não é recomendável tentar movimentações ou transferências após o decreto, pois os atos podem ser bloqueados ou invalidados. Aplicativo do Will Bank Will Bank/Divulgação



Parlamento Europeu decide suspender acordo comercial com os EUA


21/01/2026 15:25 - g1.globo.com


Em Davos, Trump diz que 'ninguém pode defender Groenlândia como os EUA' O Parlamento Europeu decidiu nesta quarta-feira (21) suspender a análise do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, e confirma um movimento que já havia sido sinalizado na véspera. A decisão ocorre após declarações reiteradas do presidente americano, Donald Trump, defendendo que os EUA assumam o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Lange, o Parlamento vinha avançando na definição de sua posição sobre duas propostas legislativas de Turnberry, com o objetivo de iniciar negociações com o Conselho Europeu e viabilizar os compromissos previstos no acordo entre a UE e os EUA. 🔎 O Acordo de Turnberry previa a suspensão de tarifas sobre todos os produtos industriais dos EUA exportados para a UE, além da criação de um sistema de cotas tarifárias para diversos produtos agroalimentares americanos. Esse mecanismo permitiria a entrada de determinados volumes desses itens no mercado europeu com tarifas reduzidas ou zeradas. Esse processo, porém, foi interrompido após o que Lange classificou como uma “quebra do acordo”. Trump anunciou que pretende impor uma tarifa de 10% sobre produtos europeus a partir de fevereiro caso a Groenlândia não passe ao controle americano até junho. “Ao ouvir o discurso dele [Trump] em Davos, não houve qualquer recuo de posição. Ele quer que a Groenlândia faça parte dos EUA, quer sentar à mesa para discutir um preço. O único compromisso assumido foi o de não usar força militar sobre a Groenlândia.” LEIA TAMBÉM Em Davos, Trump insiste em compra da Groenlândia e diz que não fará uso da força, mas ameaça Europa e Otan Lange afirmou que está totalmente claro que, com esse tipo de pressão, Trump “inaugura um novo tipo de relação”, ao passar a usar tarifas como instrumento de coerção. Segundo ele, essa avaliação é compartilhada por seus colegas, diante da pressão exercida sobre a UE para que o território semiautônomo da Dinamarca seja vendido aos EUA. “Vamos manter o andamento de dois processos suspenso até que haja clareza sobre a Groenlândia e sobre essas ameaças”, acrescentou o presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu. De acordo com Lange, enquanto esse cenário persistir, “não há possibilidade de compromisso”. 'Chantagem' americana O governo francês já havia elevado o tom contra a postura dos EUA nas negociações com a UE. Ontem, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que Washington tem recorrido a ameaças tarifárias como forma de pressão política, classificando a estratégia como uma tentativa de impor concessões que considerou injustificáveis. Para ele, o uso de tarifas caracteriza uma "chantagem". Barrot também declarou apoio à decisão de suspender o acordo comercial entre a UE e os EUA e ressaltou que a Comissão Europeia dispõe de mecanismos para reagir a eventuais medidas adotadas pelo governo americano. 🔎 O tratado, firmado em julho do ano passado, previa a aplicação de tarifas de 15% pelos EUA sobre a maior parte dos produtos europeus, enquanto a União Europeia se comprometeria a reduzir parte das taxas cobradas sobre importações americanas. Apesar do acerto político, o acordo ainda dependia de aval formal do Parlamento Europeu e dos governos nacionais, com início de vigência previsto entre março e abril deste ano. Com a suspensão do processo, o bloco europeu voltou a considerar a adoção de tarifas retaliatórias, que poderiam alcançar 93 bilhões de euros, além da possibilidade de limitar o acesso de empresas americanas ao mercado europeu. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que a soberania da Groenlândia não está em negociação e alertou que a escalada de pressões tarifárias representa um erro estratégico para ambos os lados. Por que Trump quer adquirir a Groenlândia? Nas últimas semanas, o presidente americano intensificou as iniciativas para anexar a Groenlândia. Isso porque, além de a ilha do Ártico ser considerada uma rota marítima estratégica para o comércio global e a exploração de matérias-primas críticas, Trump também a considera crucial para a construção do chamado Domo de Ouro — escudo antimísseis que ele deseja erguer para proteger os EUA. "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!", escreveu o republicano em uma publicação nas suas redes sociais na semana passada. Em resposta às declarações de Trump, países europeus anunciaram o reforço da segurança na região, incluindo o envio de pequenos contingentes militares à ilha, a pedido do governo da Dinamarca. Em comunicado conjunto, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda afirmaram estar comprometidos com a defesa da Groenlândia e com o fortalecimento da segurança do Ártico no âmbito da Otan. O governo da Groenlândia agradeceu publicamente o apoio europeu. A crise também provocou protestos populares. Milhares de pessoas foram às ruas da Groenlândia e de Copenhague no sábado para criticar a intenção de Trump de anexar o território. Pessoas participam do protesto "Tirem as mãos da Groenlândia", realizado após a Casa Branca afirmar que os EUA estavam considerando uma série de opções para adquirir a ilha. Ritzau Scanpix/Emil Helms via Reuters



Trump diz que não usará força para tomar Groenlândia, mas exige negociação


21/01/2026 15:14 - g1.globo.com

Trump diz que não usará força para tomar Groenlândia, mas exige negociação Presidente afirmou também que EUA gastaram 'trilhões de dólares' para defesa de países da Otan e da Europa, e quer retribuição. Trump insiste em compra da Groenlândia, ataca Europa e diz que 'ninguém pode defender o território como os EUA'.. Republicando diz que anexação seria uma retribuição da Otan e da Europa pelo investimento na defesa dessas nações.. Ontem, secretário do Tesouro disse que Trump 'transmitirá sua mensagem' sobre as tarifas e sobre a Groenlândia.. Já Ursula von der Leyen usou o Fórum para dizer que as tarifas dos EUA são um ‘erro’ e para defender a soberania da ilha.



Meu INSS fica fora do ar pelo terceiro dia consecutivo e gera reclamações nas redes


21/01/2026 14:02 - g1.globo.com


Aplicativo "Meu INSS" Reprodução/TV Globo Uma falha no aplicativo Meu INSS na manhã desta quarta-feira (21) gerou uma onda de reclamações de usuários nas redes sociais. Segundo o site Downdetector, que monitora a instabilidade de serviços digitais, ao menos 100 notificações de erro haviam sido registradas até as 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Entre as principais reclamações dos usuários estão erros no aplicativo móvel, no site e no login, com relatos de que as plataformas não abrem. Os serviços do Meu INSS (site e aplicativo) e da Central 135 ficarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27 até 31 de janeiro. (entenda o motivo abaixo) Meu INSS fica fora do ar pelo terceiro dia consecutivo e gera reclamações nas redes Captura de tela/MEU INSS Este é o terceiro dia de instabilidade no sistema do governo federal. Em nota, a Dataprev, empresa responsável pelo suporte tecnológico do INSS, informou que os problemas no Meu INSS foram causados por um aumento atípico no volume de acessos. "Enquanto a média diária costuma ser de, aproximadamente, 3,5 milhões, os registros consolidados apontam: alta de 202,9% na segunda-feira (19), chegando a 10,6 milhões; alta de 208,6% na terça-feira (20), chegando a 10,8 milhões; e até as 13h desta quarta-feira (21), alta de 68,6%, chegando a 5,9 milhões", disse, em nota, a empresa. Segundo a Dataprev, a alta demanda é consequência de um conjunto de fatores: O aumento do salário mínimo, em vigor desde este mês, elevou a procura pela consulta da margem disponível para empréstimos consignados, uma das funcionalidades do sistema. Maior volume de desbloqueios de empréstimos após a virada da folha de pagamento, processo que agora exige cadastro de biometria, conforme regras do INSS em vigor desde novembro. Concentração de acessos após o anúncio de uma indisponibilidade programada dos sistemas entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro. Ainda segundo a empresa, as equipes técnicas têm adotado medidas de mitigação, entre elas a redistribuição do tráfego, que permitiu a emissão de mais de 864 mil extratos de benefícios na segunda-feira e de mais de 1 milhão nesta terça-feira. (veja nota completa abaixo) Veja as reclamações dos clientes nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text INSS antecipa atendimentos antes de manutenção O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realiza neste fim de semana, entre os dias 24 e 25 de janeiro, uma nova rodada de mutirões em diversas cidades do país. A iniciativa tem como objetivo antecipar atendimentos agendados entre 28 e 30 de janeiro, período em que as agências estarão fechadas para manutenção dos sistemas. Segundo o INSS, a suspensão temporária do atendimento presencial e dos canais digitais é necessária para a modernização tecnológica da Dataprev. O órgão afirma que os mutirões têm sido adotados para reduzir o tempo de espera na análise de benefícios, garantir a continuidade dos serviços e evitar prejuízos aos segurados durante o período de atualização dos sistemas. É importante lembrar que os serviços do Meu INSS (site e app) e da Central 135 ficarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro. Quem tem atendimento marcado para os dias 28, 29 ou 30 de janeiro deve consultar a nova data pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135 até a próxima terça-feira (20). O órgão garante o reencaixe para quem preferir ser atendido em dias úteis. Initial plugin text O que diz a Dataprev Desde a segunda-feira (19), o sistema Meu INSS registra aumento atípico no volume de acessos, com impacto no tempo de resposta do sistema. Enquanto a média diária costuma ser de, aproximadamente, 3,5 milhões, os registros consolidados apontam: alta de 202,9% na segunda-feira (19), chegando a 10,6 milhões; alta de 208,6% na terçafeira (20), chegando a 10,8 milhões; e até as 13h desta quarta-feira (21), alta de 68,6%, chegando a 5,9 milhões. A alta demanda é influenciada pelo conjunto de fatores que detalharemos nos tópicos a seguir. Maior busca pela consulta da margem disponível para empréstimo consignado – que é uma das funcionalidades do sistema –, em decorrência do aumento do Salário Mínimo a partir deste mês. Maior fluxo de desbloqueio de empréstimos após a virada da folha de pagamento, procedimento que passa a depender do cadastramento da biometria, conforme as regras do INSS em vigor desde novembro, em cumprimento do Decreto Nº 12.561/2025. A concentração ocorre também após a divulgação da ocorrência de uma indisponibilidade programada dos sistemas, entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro. A manutenção será realizada para implementação de melhorias que integram uma etapa essencial do processo de modernização dos sistemas previdenciários. As ações envolvem a migração de dados para uma plataforma tecnológica mais atual, que amplia a capacidade de evolução e sustentabilidade das soluções. Desde o início da instabilidade, a Dataprev acompanha o caso com prioridade. Medidas de mitigação, como a redistribuição do tráfego, garantiram a emissão de mais de 864 mil extratos de benefícios na segunda-feira (19) e de mais de 1 milhão nesta terça-feira (20). Dados parciais desta quarta-feira (21) apontam que mais de 310 mil usuários conseguiram realizar o serviço. A empresa segue monitorando o desempenho do sistema e atua para estabilizar o acesso à plataforma. Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados



Trump diz que EUA gastaram 'trilhões de dólares' para defesa da Otan e da Europa, e fala em retribuição


21/01/2026 13:39 - g1.globo.com


Em Davos, Trump diz que 'ninguém pode defender Groenlândia como os EUA' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que países europeus e integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderiam aceitar a anexação da Groenlândia como retribuição ao investimento americano na defesa dessas nações. Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o republicano disse que os EUA gastaram “trilhões e trilhões de dólares” para garantir a defesa desses países e que, agora, eles “não estão preparados para defender” o lado americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Eu só estou pedindo um pedaço de terra. Então, eles têm uma escolha. Podem dizer ‘sim’ e nós vamos realmente ficar muito felizes com isso, ou podem dizer ‘não’, e nós vamos nos lembrar”, afirmou Trump. O momento é de tensão diplomática entre os EUA e líderes europeus, em meio aos planos de Trump para a incorporação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, aos EUA. O presidente americano anunciou no fim de semana a imposição de uma tarifa de 10% à Dinamarca e a outros sete países da Europa, caso continuem contrários aos seus planos de adquirir a ilha do Ártico. Em resposta, o Parlamento Europeu congelou nesta quarta-feira o acordo comercial firmado com os EUA no fim do ano passado. Com a suspensão do acordo, a União Europeia volta a colocar na mesa a possibilidade de impor tarifas retaliatórias aos EUA — que poderiam chegar a 93 bilhões de euros (cerca de R$ 580 bilhões) — e de restringir o acesso de empresas americanas ao bloco. Na véspera, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que também participou do Fórum Econômico Mundial, em Davos, afirmou que a soberania da Groenlândia é “inegociável” e alertou que eventuais tarifas ou pressões entre EUA e UE seriam um erro estratégico. Já o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu que os países europeus evitem qualquer tipo de retaliação diante da intenção de Trump de assumir o controle da Groenlândia e solicitou que os aliados “mantenham a mente aberta” sobre o tema. “Digo a todos: acalmem-se. Respirem fundo. Não revidem. O presidente estará aqui amanhã e transmitirá sua mensagem”, afirmou Bessent em coletiva durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça. Veja mais sobre a participação de Trump em Davos: Trump insiste em compra da Groenlândia e diz que não fará uso da força, mas ameaça Europa e Otan Trump discursa no Fórum Econômico Mundial Fabrice Coffrini/AFP



Acordo comercial entre UE e Mercosul na Justiça: veja repercussão entre líderes europeus


21/01/2026 13:39 - g1.globo.com


Líderes da União Europeia e do Mercosul celebraram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo Líderes europeus se posicionaram no X sobre a votação do Parlamento Europeu para paralisar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão, desta quarta-feira (21), em teoria, impede a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses. Além disso, manda os termos do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão de sua legalidade. Saiba mais sobre a votação. Friedrich Merz, chefe de governo da Alemanha, por exemplo, escreveu: "A decisão do Parlamento Europeu sobre o acordo Mercosul é lamentável. Ela avalia mal a situação geopolítica. Estamos convencidos da legalidade do acordo. Chega de atrasos. O acordo deve agora ser aplicado provisoriamente". Veja a publicação mais abaixo. Já Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, escreveu que "ao submeter o acordo com o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o Parlamento Europeu agiu em consonância" com a posição que tem defendido. "A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso. A luta continua para proteger a nossa agricultura e garantir a nossa soberania alimentar", acrescentou. O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, por sua vez, respondeu à publicação de Barrot que essa foi uma votação importante e que deve ser respeitada. Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, compartilhou um post no X da página @patriotaspelaeuropa sobre a decisão. A publicação afirma que, enquanto partidos do “establishment” se curvam a lobistas globalistas, o movimento diz defender agricultores e trabalhadores europeus. O texto também sustenta que os votos do grupo “mudaram o jogo” e que agora a decisão caberá à Justiça. Os eurodeputados aprovaram a moção com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Saiba todos os detalhes da votação. Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França Reprodução/X Publicação de Frierich Merz Reprodução/X



Will Bank: clientes relatam falhas para fazer movimentações financeiras


21/01/2026 13:14 - g1.globo.com


Will Bank: liquidado pelo BC, banco digital cresceu com foco em clientes de baixa renda Divulgação Após o Banco Central (BC) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, diversos clientes da instituição relataram nas redes sociais dificuldades para realizar pagamentos e movimentações financeiras nesta quarta-feira (21). De acordo com o Downdetector, plataforma que monitora instabilidades em serviços digitais, ao menos 500 notificações de erro foram registradas por clientes já na noite desta terça-feira (20). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As reclamações se intensificaram na manhã desta quarta, por volta das 7h. Entre os principais problemas apontados estão falhas no cartão de crédito, no internet banking e em transferências. Os clientes já relatam dificuldades operacionais: embora ainda seja possível acessar o aplicativo e visualizar limites disponíveis, as transações não estão sendo concluídas. Compras, pagamentos e transferências via PIX estão indisponíveis. Veja nesta reportagem as principais informações aos clientes e investidores do Will Bank. Abaixo, veja as reclamações dos clientes nas redes sociais. Usuários do Will Bank reclamam de problemas em compras e movimentações Reprodução/Downdetector Clientes do Will Bank ainda conseguem acessar o aplicativo, mas não realizam operações financeiras após a liquidação. Reprodução Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Com a liquidação extrajudicial, as atividades do Will Bank são interrompidas. Isso significa que contas correntes, contas de pagamento e demais serviços deixam de operar normalmente. De acordo com as regras do Banco Central, os valores mantidos por clientes passam a integrar o processo de liquidação e serão pagos conforme as garantias existentes e a ordem legal de preferência entre credores. O liquidante nomeado será o responsável por apurar os valores devidos e conduzir os pagamentos possíveis. Vale lembrar que quem tem dinheiro em conta corrente ou aplicações simples está protegido, mas dentro dos limites previstos. O Banco Central informa que, em casos de intervenção ou liquidação de bancos, os depositantes contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por pessoa, considerando o conjunto de depósitos e produtos elegíveis mantidos na instituição. Essa garantia se aplica aos clientes do Will Bank que se enquadram nas regras do fundo, respeitado o limite estabelecido. Veja mais sobre na reportagem abaixo: Liquidação do Will Bank: o que acontece com quem tem conta e CDB? Will Bank liquidado nesta quarta (21) já estava sob intervenção



Com juros altos, confiança do empresário tem o pior mês de janeiro em dez anos


21/01/2026 13:00 - g1.globo.com


O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu 0,5 ponto em janeiro de 2026, chegando aos 48,5 pontos, informou nesta quarta-feira (21) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI vai de 0 a 100 pontos e que valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários industriais. Mesmo com o aumento, o indicador registrou o pior resultado para o mês em de janeiro em 10 anos, ou seja, desde o mesmo mês de 2016 (durante a recessão econômica). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O indicador é fruto de levantamento com 1.058 empresas, sendo 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes, entre os dias 5 e 9 de janeiro deste ano. "A confiança do empresário vem baixa desde o início do ano passado, respondendo à elevação da taxa Selic, que aconteceu a partir do fim de 2024. À medida em que a taxa de juros aumentou e os efeitos foram mais sentidos na atividade econômica, a falta de confiança se consolidou”, avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. Atualmente, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. A Selic serve de referência para o mercado financeiro nos empréstimos a pessoas físicas e empresas. Copom mantém selic em 15% ano ano pela quarta vez seguida Perspectivas Ao decompor o ICEI de janeiro, o índice de condições atuais da economia subiu 0,2 ponto, para 44 pontos. Por estar abaixo de 50 pontos, o resultado mostra que os empresários ainda avaliam que a economia e os próprios negócios seguem piores do que há seis meses. Já o Índice de Expectativas, outro componente do ICEI, subiu 0,7 ponto, de 50 pontos para 50,7 pontos. "O movimento indica que os empresários deixaram a neutralidade e voltaram a demonstrar expectativas positivas para os próximos seis meses. O otimismo, no entanto, é puxado pela expectativa positiva para o desempenho das empresas, uma vez que as perspectivas para a economia ficaram mais negativas", avaliou a entidade. Calculadora; empresa; gastos; dinheiro Freepik/cookie_studio



UE-Mercosul: Parlamento Europeu decide levar texto final do acordo à Justiça


21/01/2026 12:37 - g1.globo.com


Parlamento Europeu Yves Herman/Reuters O Parlamento Europeu votou, nesta quarta-feira (21), pelo envio dos termos do tratado entre União Europeia e Mercosul ao Tribunal de Justiça da UE, que analisará sua legalidade. O envio do texto ao Tribunal, em tese, impede a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses. Os eurodeputados aprovaram a moção com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Corte avaliará se o texto está alinhado às normas europeias e às bases jurídicas do acordo. Enquanto isso, a Comissão Europeia mantém a opção de aplicar o tratado de forma provisória, se assim desejar. Caso identifique a corte encontre incompatibilidades, será necessária a revisão do documento final, assinado no dia 17. Sem essa etapa, o tratado não pode entrar em vigor de fato e eventuais ajustes podem atrasar a aprovação final por pelo menos seis meses. Se a Corte não apontar incompatibilidades, o processo segue para votação no Parlamento. Assinatura do acordo O acordo foi assinado pelos dois blocos no último sábado (17). Anfitrião do evento e presidente temporário do Mercosul, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, classificou o tratado como um “feito histórico” e afirmou que ele envia uma mensagem clara em favor do comércio internacional, do diálogo e da cooperação entre os países. "Apostemos em um futuro com mais coragem, audácia e aprofundemos nossa União. Em um mundo complexo, UE e América do Sul devem se unir para mostrar um caminho diferente", destacou o presidente paraguaio. Com mais de 700 milhões de consumidores, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo os 27 Estados-membros da UE, além de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo também elimina tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral. 🔎 O tratado permitirá que a UE exporte mais veículos, máquinas, vinhos e licores para a América Latina, ao mesmo tempo em que facilita a entrada de carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa. Críticos do acordo afirmam que ele pode prejudicar a agricultura europeia ao permitir a entrada de produtos importados mais baratos que, segundo eles, podem não atender aos padrões fitossanitários do continente. O agronegócio brasileiro deve ser um dos principais beneficiários do tratado, por ser um dos maiores produtores do mundo e já ter o bloco europeu como seu segundo maior mercado. Veja abaixo a participação do setor nas exportações para a Europa. Veja dados das exportação do Brasil para a UE em 2025 Arte g1



Por que o BC liquidou o Will Bank só agora, dois meses após o Master? Entenda a decisão


21/01/2026 12:23 - g1.globo.com


Will Bank liquidado nesta quarta (21) já estava sob intervenção O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank — dois meses após a liquidação do Banco Master, controlador do conglomerado. A decisão levantou a seguinte dúvida: por que o desfecho veio apenas agora, se o Master havia sido liquidado em novembro? A resposta está em uma combinação de fatores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após a liquidação do Master, o Will Bank passou a operar sob gestão do Banco Central, que assumiu temporariamente o controle da instituição para evitar o agravamento da situação e prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Segundo o BC, houve uma tentativa de preservar a operação da instituição, visando ao interesse público. (veja a nota abaixo) De acordo com apurações do blog do Valdo Cruz, o Will Bank ainda não havia sido liquidado para permitir a venda a um novo investidor de origem árabe, que demonstrava interesse na compra. O negócio, porém, não foi concluído. Somado a isso, a instituição descumpriu a grade de pagamentos com a Mastercard, o que agravou a situação. No dia seguinte, a empresa anunciou a suspensão da aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank em razão das dívidas. Em nota, o BC citou o impasse para justificar a liquidação. No comunicado, o órgão afirma que o cenário comprometeu a “situação econômico-financeira” da instituição e caracterizou sua insolvência. LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, ligado ao Banco Master O que acontece com contas, cartões e CDBs dos clientes do Will Bank Liquidado pelo BC, Will Bank cresceu com foco em clientes de baixa renda Clientes relatam falhas para realizar movimentações após intervenção do BC Will Bank Divulgação Situação financeira comprometida O BC destacou ainda que a insolvência do Will estava associada ao “vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A.”. Ou seja: embora o Will não tenha sido liquidado junto com o Master, a deterioração do conglomerado e a impossibilidade de separar completamente a gestão e os riscos entre as empresas produziram um efeito retardado, mas inevitável. Segundo o BC, o quadro financeiro da instituição se deteriorou após a liquidação do Master, há dois meses. O Will acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e aproximadamente R$ 8 bilhões em transações correntes com a bandeira Mastercard. A hipótese de venda, que poderia permitir a continuidade da instituição, também não se concretizou. Com isso, as possibilidades de manter seu funcionamento foram definitivamente afastadas. Com o controlador Master já liquidado e sem alternativas viáveis, o BC concluiu que a liquidação do Will era inevitável. Nota do BC Veja a nota do Banco Central sobre a liquidação na íntegra: "​O Banco Central decretou hoje, 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A, o qual vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, decretada em 18 de novembro de 2025. O Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A. O conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira. Tal solução, contudo, não se mostrou viável, verificando-se no dia 19 de janeiro de 2026 o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard (Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda.) e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo. Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial. O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição objeto da liquidação decretada." Caso Banco Master Segundo a TV Globo apurou, Maurício Antônio Quadrado, ligado ao Will Bank, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (14). De acordo com fontes da PF, ele é sócio oculto de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição enfrentava dificuldades financeiras, com alto custo de captação e forte exposição a investimentos considerados arriscados. Tentativas de venda, como a proposta do BRB, não avançaram diante de questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções ao banco em investigações. O alerta no mercado se intensificou quando o Master passou a oferecer CDBs com rentabilidades muito acima do padrão.



Will Bank: entenda a ligação do banco digital com o Banco Master


21/01/2026 12:18 - g1.globo.com


Banco Central determina liquidação do Will Financeira O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, nome fantasia do Will Bank. A instituição integra o conglomerado do Banco Master, e a medida também interrompe suas atividades. A instituição faz parte do conglomerado do Banco Master, liquidado pelo BC em 18 de novembro. Desde então, o Will Bank vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC. 🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. A fintech surgiu em 2017, no Espírito Santo, a partir do pag!, emissor de cartões de crédito fundado por Felipe Felix — atual CEO — ao lado dos irmãos Giovanni e Walter Piana. Em 2020, a empresa passou por uma reformulação e adotou a marca Will Bank, ampliando sua atuação para além do cartão de crédito e se consolidando como banco digital. Ao longo dos anos, a fintech expandiu seu portfólio de produtos, incluindo conta digital remunerada, pagamentos via PIX e boletos, empréstimo pessoal, antecipação do saque-aniversário do FGTS e um marketplace com sistema de cashback. A comunicação da marca sempre destacou uma linguagem simples e acessível, reforçando o discurso de democratização do crédito. Em 2021, a instituição recebeu um aporte de R$ 250 milhões do fundo de private equity da XP e da Atmos Capital, que passaram a deter uma participação minoritária de 24,9%. No ano seguinte, o banco incorporou a equipe e as parcerias da startup de cashback Getmore, acelerando a estratégia de vendas online e de marketplace. Em 2024, o grupo passou por uma reestruturação societária relevante. Após aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central, o controle da Will Instituição de Pagamentos foi transferido ao Grupo Reag, enquanto a Will Financeira passou para o controle do Grupo Master. Como parte do processo, ativos e passivos ligados ao arranjo de pagamentos começaram a ser transferidos da instituição de pagamentos para a financeira. O Will Bank havia registrado melhora em seus resultados recentes. No primeiro semestre de 2024, a companhia reverteu prejuízos acumulados e apurou lucro líquido de R$ 47,4 milhões, segundo dados divulgados pela própria instituição. LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, ligado ao Banco Master O que acontece com contas, cartões e CDBs dos clientes do Will Bank Por que a liquidação do Will Bank veio só dois meses após o caso Master Clientes relatam falhas para realizar movimentações após intervenção do BC Por que a liquidação foi decretada agora? A decisão do BC levantou a seguinte dúvida: por que o desfecho veio apenas agora, se o Master havia sido liquidado em novembro? A resposta está em uma combinação de fatores. Após a liquidação do Master, o Will Bank passou a operar sob gestão do Banco Central, que assumiu temporariamente o controle da instituição para evitar o agravamento da situação e prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Segundo o BC, houve uma tentativa de preservar a operação da instituição, visando ao interesse público. De acordo com apurações do blog do Valdo Cruz, o Will Bank ainda não havia sido liquidado para permitir a venda a um novo investidor de origem árabe, que demonstrava interesse na compra. O negócio, porém, não foi concluído. Somado a isso, a instituição descumpriu a grade de pagamentos com a Mastercard, o que agravou a situação. No dia seguinte, a empresa anunciou a suspensão da aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank em razão das dívidas. Em nota, o BC citou o impasse para justificar a liquidação. No comunicado, o órgão afirma que o cenário comprometeu a “situação econômico-financeira” da instituição e caracterizou sua insolvência. Caso Banco Master Segundo a TV Globo apurou, Maurício Antônio Quadrado, ligado ao Will Bank, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (14). De acordo com fontes da PF, ele é sócio oculto de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição enfrentava dificuldades financeiras, com alto custo de captação e forte exposição a investimentos considerados arriscados. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram diante de questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções ao banco em investigações. O alerta no mercado se intensificou quando o Master passou a oferecer CDBs com rentabilidades muito acima do padrão. Aplicativo e cartão do Will Bank Will Bank/Divulgação



Liquidação do Will Bank: o que acontece com quem tem conta, cartão e CDB?


21/01/2026 12:01 - g1.globo.com


Will Bank foi liquidado. E agora? A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), interrompe o funcionamento da instituição financeira e e gera dúvidas entre correntistas e investidores sobre o destino de seus recursos. A medida marca o desfecho de um processo iniciado após a liquidação do Banco Master, controlador do banco digital, e segue os procedimentos previstos para a retirada organizada de uma instituição do Sistema Financeiro Nacional. Os clientes já relatam dificuldades operacionais: embora ainda seja possível acessar o aplicativo e visualizar limites disponíveis, as transações não estão sendo concluídas. Compras, pagamentos e transferências via PIX estão indisponíveis. A seguir, o g1 explica o que acontece com quem mantinha conta ou aplicações no Will Bank. O que muda para quem tinha conta no Will Bank? Quem tinha dinheiro em conta corrente ou aplicações simples está protegido? É possível movimentar o saldo em conta depois da liquidação? E quem investiu em CDBs emitidos pelo Will Bank? Existe diferença entre ser correntista e ser investidor no processo de liquidação? O que acontece com os cartões de crédito após a liquidação? E a fatura do cartão que já foi gerada, precisa ser paga? Posso ser cobrado ou negativado por não pagar a fatura? O Will Bank já estava sob algum tipo de intervenção antes da liquidação? O que levou à decisão final pela liquidação? Initial plugin text O que muda para quem tinha conta no Will Bank? Com a liquidação extrajudicial, as atividades do Will Bank são interrompidas. Isso significa que contas correntes, contas de pagamento e demais serviços deixam de operar normalmente. De acordo com as regras do BC, os valores mantidos por clientes passam a integrar o processo de liquidação e serão pagos conforme as garantias existentes e a ordem legal de preferência entre credores. O liquidante nomeado será o responsável por apurar os valores devidos e conduzir os pagamentos possíveis. Voltar ao índice. Quem tinha dinheiro em conta corrente ou aplicações simples está protegido? Sim, dentro dos limites previstos. O BC informa que, em casos de intervenção ou liquidação de bancos, os depositantes contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por pessoa, considerando o conjunto de depósitos e produtos elegíveis mantidos na instituição. Essa garantia se aplica aos clientes do Will Bank que se enquadram nas regras do fundo, respeitado o limite estabelecido. Voltar ao índice. É possível movimentar o saldo em conta depois da liquidação? Não. Se o cliente mantinha saldo em conta no banco, esse valor fica bloqueado a partir da decretação da liquidação. Nesse período, não é possível movimentar os recursos livremente. Segundo Lucas Girão, economista e especialista em investimentos com MBA em Finanças pela Faculdade Brasileira de Negócios e Finanças (FBNF), a possibilidade de recuperar esse dinheiro depende do tipo de saldo e das garantias associadas à aplicação. Ele reforça que depósitos e produtos cobertos pelo FGC têm proteção de até R$ 250 mil por CPF, por instituição. “Nesses casos, o cliente deve solicitar o ressarcimento diretamente ao FGC, normalmente por meio do aplicativo do fundo. Valores acima do limite garantido entram no processo de liquidação e só poderão ser recuperados, parcial ou totalmente, ao longo do tempo, conforme o rateio entre credores”, afirma Girão. Voltar ao índice. Initial plugin text E quem investiu em CDBs emitidos pelo Will Bank? Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos por bancos também estão entre os produtos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos, dentro do limite de até R$ 250 mil por pessoa. Assim, investidores do Will Bank que possuíam CDBs elegíveis devem ter seus recursos protegidos até esse teto, conforme as regras gerais do FGC, aplicadas ao caso da instituição liquidada. Voltar ao índice. Existe diferença entre ser correntista e ser investidor no processo de liquidação? Do ponto de vista da proteção oferecida, a principal diferença está no tipo de produto contratado. O Banco Central destaca que a garantia dos recursos depende do tipo de instituição e do produto financeiro. No caso do Will Bank, por se tratar de uma instituição financeira, tanto depósitos em conta quanto investimentos como CDBs podem contar com a cobertura do FGC, desde que respeitadas as condições. Valores que excedam o limite garantido entram no processo de liquidação como créditos a serem pagos se houver a disponibilidade de recursos. Voltar ao índice. O que acontece com os cartões de crédito após a liquidação? Quando um banco entra em liquidação extrajudicial, suas atividades são interrompidas e a instituição é retirada do Sistema Financeiro Nacional de forma organizada pelo BC. Isso inclui a suspensão de serviços operacionais, como a emissão e processamento de cartões de crédito. Na prática, o cartão deixa de funcionar normalmente após a decretação da liquidação, pois a instituição que o emitia não está mais em operação. Voltar ao índice. Initial plugin text E a fatura do cartão que já foi gerada, precisa ser paga? Embora não haja orientação específica do BC para o caso de cartões de crédito em liquidação, a regra geral no sistema financeiro brasileiro é que as obrigações contratuais existentes continuam válidas até que sejam quitadas ou resolvidas por vias legais. Em situações de liquidação de bancos, não existe qualquer norma que isente automaticamente o cliente do pagamento de sua dívida de cartão de crédito apenas porque o banco foi liquidado. Segundo Lucas Girão, bandeiras — como Mastercard, Visa e Elo — tendem a suspender a aceitação imediatamente, impedindo novas compras. No entanto, as faturas já geradas e os gastos realizados antes da liquidação continuam válidos e devem ser pagos pelo cliente. "A liquidação não extingue a dívida.” Ou seja, se havia saldo devedor na fatura do cartão emitido pela instituição que foi liquidada, a dívida não deixa de existir por causa da liquidação. Voltar ao índice. Posso ser cobrado ou negativado por não pagar a fatura? Mesmo com a liquidação da instituição financeira, as dívidas já assumidas pelos clientes não são automaticamente anuladas. Isso significa que valores em aberto no cartão de crédito continuam existindo e podem ser cobrados normalmente. "As faturas continuam existindo como obrigação financeira do cliente. O que pode ocorrer é uma dificuldade operacional temporária para acessar boletos, faturas ou o aplicativo", explica Girão. Por isso, se a fatura não for paga, o cliente pode enfrentar as mesmas consequências de qualquer atraso, como a incidência de juros e a inclusão do nome em cadastros de inadimplentes. Isso ocorre porque o cartão de crédito funciona como um empréstimo de curto prazo: o banco paga a compra no momento da transação e o cliente se compromete a quitar esse valor depois. Até o momento, não há regra do Banco Central que determine o cancelamento dessas dívidas apenas porque a instituição foi liquidada. A medida atinge o funcionamento do banco, mas não extingue, por si só, os compromissos financeiros assumidos pelos clientes. Voltar ao índice. Clientes do Will Bank ainda conseguem acessar o aplicativo, mas não realizam operações financeiras após a liquidação. Reprodução O Will Bank já estava sob algum tipo de intervenção antes da liquidação? Sim. Antes da liquidação extrajudicial, o Will Bank operava sob o Regime Especial de Administração Temporária (Raet). Nesse modelo, o Banco Central substitui os dirigentes da instituição por um conselho diretor ou gestor indicado, mas permite a continuidade das atividades normais. Segundo o próprio BC, o objetivo do Raet é evitar que a situação financeira se deteriore ainda mais e preservar os interesses dos clientes. No caso do Will Bank, o regime foi adotado após a liquidação do Banco Master e tinha como uma das possibilidades a venda da instituição a um novo investidor, o que acabou não se concretizando. Voltar ao índice. O que levou à decisão final pela liquidação? Segundo o BC, a liquidação foi decretada após a constatação de que a situação econômica do Will Bank estava comprometida e de que a instituição não conseguia mais honrar suas dívidas. O banco vinha sob administração temporária, mas a tentativa de venda para um novo investidor não avançou. Além disso, houve acúmulo de obrigações não pagas, o que inviabilizou a continuidade das operações e levou à adoção da medida mais severa prevista nos regimes de resolução. Voltar ao índice. Will Bank Divulgação



Ibovespa dispara e fecha acima dos 171 mil pontos pela 1ª vez na história; dólar cai


21/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa disparou 3,33% nesta quarta-feira (21) e fechou, pela primeira vez na história, aos 171.817 pontos. Foi a maior alta diária desde abril de 2023. O dólar caiu 1,13%, cotado a R$ 5,3196, no menor patamar em mais de um mês. O desempenho do mercado reflete uma combinação de fatores internos e externos. A escalada das tensões geopolíticas envolvendo o governo Trump provocou saída de recursos dos EUA em direção a mercados emergentes, como o Brasil. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após discursar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump voltou a insistir na tese de aquisição da Groenlândia. Mais tarde, porém, afirmou ter chegado a um acordo com europeus membros da Otan e decidiu recuar da imposição de tarifas a oito países do continente. O recuo de Trump reduziu a desconfiança dos investidores e deu novo impulso aos ativos de risco. A entrada de capital estrangeiro ajudou a valorizar as ações de grandes empresas brasileiras negociadas na bolsa. “Parte desse fluxo veio para o Brasil, onde as maiores empresas — as chamadas blue chips, como Itaú, Vale, Bradesco, Eneva e Petrobras — são vistas como mais resilientes”, afirma Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez ▶️ Ainda nos EUA, a Suprema Corte realizou audiência sobre a tentativa de demissão de Lisa Cook da diretoria do Federal Reserve (Fed). O caso pode abrir precedente jurídico e colocar à prova a independência do BC americano, mas jornais dos EUA indicam que os juízes estão inclinados a rejeitar a tentativa de interferência de Trump. ▶️ No Brasil, novas pesquisas eleitorais colocaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em segundo lugar, atrás do presidente Lula (PT), mas indicaram redução da vantagem do petista em um eventual segundo turno. Um cenário político mais aberto para 2026 reforçou a expectativa de mudança no ciclo político e na condução das contas públicas, elevando o otimismo do mercado. ▶️ Por fim, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank. Segundo o BC, havia um comprometimento da situação econômica da instituição e da incapacidade de honrar dívidas. O banco digital era controlado pelo Banco Master, liquidado em novembro. Segundo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a estimativa é de que os pagamentos aos clientes da instituição alcancem R$ 6,3 bilhões. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,98%; Acumulado do mês: -3,08%; Acumulado do ano: -3,08%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +4,26%; Acumulado do mês: +6,64%; Acumulado do ano: +6,64%. Tensão EUA-Europa Nesta quarta-feira, após falas bastante críticas à Europa durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente americano, Donald Trump, disse ter alcançado um acordo sobre o futuro da Groenlândia junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico", afirmou o republicano em uma publicação no seu perfil no Truth Social, destacando que, caso essa solução seja concretizada, "será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan". Com base nesse entendimento, Trump também decidiu recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus no último sábado, em retaliação à contrariedade dessas nações sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA. "Discussões adicionais estão em andamento sobre Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem", completou, sem dar detalhes do acordo ou de quando ele começaria a valer. A decisão marca o mais novo capítulo do embate entre Washington e a União Europeia sobre a anexação da ilha do Ártico pelos EUA. A UE, que já havia começado a discutir respostas para as tarifas anunciadas por Trump, ainda não havia divulgado um novo posicionamento sobre a nova decisão do republicano até a última atualização desta reportagem. Mais uma liquidação extrajudicial Nesta quarta-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank. A medida interrompe as atividades da instituição, que faz parte do conglomerado do Banco Master. Em nota, o BC informa que a decisão ocorre em razão do "comprometimento da situação econômica" da instituição financeira, e de sua incapacidade de pagar as próprias dívidas por conta do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício de poder do banco Master, liquidado em novembro. Segundo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional –a estimativa é que o fundo gaste R$ 6,3 bilhões para restituir clientes e investidores do Will Bank. Os pagamentos serão feitos conforme o regulamento do FGC e terão como base os dados e valores apurados pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central. "A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações", afirma o FGC. O fundo destaca, ainda, que a instituição faz parte do conglomerado do Banco Master. "Isso pode afetar o valor estimado de desembolsos a serem realizados pelo FGC, por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia", diz. De acordo com o fundo, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC antes da aquisição do Will Bank pelo Master, em 21 de agosto de 2024, terão a garantia preservada. A partir dessa data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. "Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro", completa o fundo. Bolsas globais Em Wall Street, as bolsas dos EUA fecharam em alta nesta quarta-feira, depois de um forte dia de queda, o pior dos últimos três meses, segundo informações da Reuters. Os mercados permaneceram atentos às sinalizações de Trump sobre o novo acordo com a Otan sobre a anexação da Groenlândia. Com os desdobramentos do dia, o S&P 500 subiu 1,16%, aos 6.875,62 pontos, o Nasdaq avançou 1,18%, aos 23.224,83 pontos, e o Dow Jones teve ganhos de 1,21%, aos 49.076,98 pontos. No setor corporativo, algumas grandes empresas, como Nvidia e Tesla, se recuperaram após as perdas do dia anterior. Já ações de companhias aéreas subiram com previsões mais otimistas, enquanto papéis de outras empresas caíram por decisões estratégicas ou resultados financeiros. Além da política, o mercado acompanha a divulgação de dados importantes da economia americana e balanços de grandes empresas, que ajudam a indicar o ritmo do crescimento e da inflação nos EUA. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters



Liquidado pelo BC, Will Bank cresceu com foco em clientes de baixa renda; conheça o banco digital


21/01/2026 11:27 - g1.globo.com


Banco Central determina liquidação do Will Financeira O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, nome fantasia do Will Bank. A instituição integra o conglomerado do Banco Master, e a medida também interrompe suas atividades. Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A instituição construiu uma base concentrada no Nordeste, região que abriga cerca de 60% de seus usuários, muitos deles residentes de cidades de pequeno porte. A empresa afirmava, em seu material promocional, ter alcançado a marca de 12 milhões de clientes. Segundo o BC, o quadro financeiro da instituição se deteriorou após a liquidação do Banco Master, há dois meses. O Will acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e aproximadamente R$ 8 bilhões em transações correntes com a bandeira Mastercard. Segundo apurou o blog do Valdo Cruz, o Will Bank estava sob regime de administração temporária do Banco Central e ainda não havia sido liquidado para permitir a venda a um novo investidor de origem árabe, que demonstrava interesse na compra. O negócio, porém, não foi fechado. Na última segunda-feira (19), a Mastercard informou que a Will Financeira não honrou os pagamentos devidos. No dia seguinte, a empresa anunciou a suspensão da aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank em razão das dívidas. O BC, então, constatou que não restaram alternativas viáveis para a reestruturação, tornando inevitável a liquidação do Will Bank. LEIA MAIS BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, ligado ao Banco Master O que acontece com contas, cartões e CDBs dos clientes do Will Bank Por que a liquidação do Will Bank veio só dois meses após o caso Master Clientes relatam falhas para realizar movimentações após intervenção do BC História do Will Bank A fintech surgiu em 2017, no Espírito Santo, a partir do pag!, emissor de cartões de crédito fundado por Felipe Felix — atual CEO — ao lado dos irmãos Giovanni e Walter Piana. Em 2020, a empresa passou por uma reformulação e adotou a marca Will Bank, ampliando sua atuação para além do cartão de crédito e se consolidando como banco digital. Ao longo dos anos, a fintech expandiu seu portfólio de produtos, incluindo conta digital remunerada, pagamentos via PIX e boletos, empréstimo pessoal, antecipação do saque-aniversário do FGTS e um marketplace com sistema de cashback. A comunicação da marca sempre destacou uma linguagem simples e acessível, reforçando o discurso de democratização do crédito. Em 2021, a instituição recebeu um aporte de R$ 250 milhões do fundo de private equity da XP e da Atmos Capital, que passaram a deter uma participação minoritária de 24,9%. No ano seguinte, o banco incorporou a equipe e as parcerias da startup de cashback Getmore, acelerando a estratégia de vendas online e de marketplace. Em 2024, o grupo passou por uma reestruturação societária relevante. Após aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central, o controle da Will Instituição de Pagamentos foi transferido ao Grupo Reag, enquanto a Will Financeira passou para o controle do Grupo Master. Como parte do processo, ativos e passivos ligados ao arranjo de pagamentos começaram a ser transferidos da instituição de pagamentos para a financeira. O Will Bank havia registrado melhora em seus resultados recentes. No primeiro semestre de 2024, a companhia reverteu prejuízos acumulados e apurou lucro líquido de R$ 47,4 milhões, segundo dados divulgados pela própria instituição. Aposta em celebridades O Will Bank apostou em campanhas publicitárias com famosos e influenciadores para ampliar sua visibilidade e reforçar o posicionamento voltado à inclusão financeira. A estratégia do banco incluiu campanhas nas redes sociais com a participação de nomes conhecidos do grande público, como Whindersson Nunes, Maísa, Pabllo Vittar, Simone, Thelminha e o jogador de futebol Vinícius Jr., com ações voltadas principalmente ao público jovem no TikTok. O banco também realizou ações de marketing com influenciadores digitais e clientes, usando humor e linguagem acessível para ampliar o alcance da marca nas redes sociais. Uma das iniciativas mais comentadas foi uma campanha com Whindersson no Dia do Nordestino, em sintonia com o fato de que boa parte dos clientes do banco vive na região. Também houve ações com foco em diversidade, como a campanha estrelada pela cantora Danny Bond. Situação financeira comprometida 🔎 A liquidação extrajudicial significa o encerramento das atividades de uma instituição que não tem mais condições de continuar funcionando, realizado sem processo judicial e que prevê o pagamento organizado dos credores. Na intervenção no Will Bank, o BC ressaltou que a insolvência do banco digital estava ligada ao vínculo com o Banco Master S.A., controlador do conglomerado financeiro. Após a liquidação do Master, em novembro, o Will Bank passou a operar sob gestão do BC, que assumiu temporariamente o controle da instituição para evitar o agravamento da situação e prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Como a venda a um novo investidor não se concretizou e diante do acúmulo de dívidas, o funcionamento da instituição financeira tornou-se inviável, o que levou à decisão pela liquidação extrajudicial. Veja a nota do Banco Central sobre a liquidação na íntegra: "​O Banco Central decretou hoje, 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A, o qual vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, decretada em 18 de novembro de 2025. O Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A. O conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira. Tal solução, contudo, não se mostrou viável, verificando-se no dia 19 de janeiro de 2026 o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard (Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda.) e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo. Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial. O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição objeto da liquidação decretada." Aplicativo e cartão do Will Bank Will Bank/Divulgação



CEO da Amazon diz que tarifas de Trump começaram a impactar preços para consumidores


21/01/2026 11:02 - g1.globo.com


Andy Jassy em anúncio do Amazon Web Services em 2016. Divulgação/Amazon O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou nesta terça-feira (20) que as tarifas abrangentes impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já começam a se refletir no preço de alguns produtos vendidos na plataforma. Segundo ele, o impacto aparece à medida que vendedores avaliam como lidar com o aumento de custos. “Você começa a ver algumas tarifas se infiltrando em alguns preços, em alguns itens”, disse em entrevista ao canal de TV "CNBC", durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. De acordo com o executivo, parte dos vendedores decidiu repassar os custos adicionais aos consumidores, enquanto outros optaram por absorvê-los para manter a demanda. Há ainda quem adote uma solução intermediária. Jassy explicou que, embora a Amazon tente manter os preços “mais baixos possíveis”, aumentos podem ser inevitáveis em alguns casos. “O varejo opera com margens pequenas. Se os custos sobem 10%, não há muitos lugares para absorver esse impacto. As opções não são infinitas”, afirmou. Segundo o CEO, a Amazon e muitos vendedores independentes anteciparam compras e formaram estoques antes da entrada em vigor das tarifas, numa tentativa de segurar os preços. No entanto, esse estoque extra começou a se esgotar no segundo semestre do ano passado no Hemisfério Norte. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Amazon funciona majoritariamente como uma plataforma de comércio eletrônico para vendedores terceiros, o que limita o controle da empresa sobre reajustes de preços. No ano passado, Jassy havia dito que, meses após o anúncio das tarifas, a companhia ainda não via aumentos significativos nos valores cobrados ao consumidor, cenário que agora começa a mudar. As tarifas impostas por Trump incluem uma taxa mínima de 10% sobre quase todas as importações e foram adotadas com base em poderes de emergência presidencial. A legalidade dessas medidas está sendo analisada pela Suprema Corte dos EUA, após ações movidas por pequenas empresas. Estudos indicam que o custo tem recaído majoritariamente sobre os próprios americanos. Segundo o Instituto Kiel para a Economia Mundial, 96% da nova arrecadação gerada pelas tarifas é paga por consumidores dos EUA, enquanto exportadores estrangeiros arcam com apenas 4% do impacto.



BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, que integra conglomerado do Banco Master


21/01/2026 10:28 - g1.globo.com


Banco Central determina liquidação do Will Financeira O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, que faz parte do conglomerado do Banco Master. A medida interrompe as atividades da empresa. Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. Desde a liquidação do Master, o Will Bank vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC. 🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Em nota, o BC informa que a decisão ocorre em razão do "comprometimento da situação econômica" da instituição financeira, e de sua incapacidade de pagar as próprias dívidas por conta do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício de poder do banco Master, liquidado em novembro. O g1 entrou em contato com o Will Bank, que não se manifestou até a última atualização desta reportagem. A instituição construiu uma base concentrada no Nordeste, região que abriga cerca de 60% de seus usuários, muitos deles residentes de cidades de pequeno porte. A empresa afirmava, em seu material promocional, ter alcançado a marca de 12 milhões de clientes. Agora, caberá ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional – ressarcir os credores lesados. A previsão é que a nova liquidação custe em torno de R$ 5 bilhões ao fundo. 🔎 O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil por credor. Will Bank liquidado nesta quarta (21) já estava sob intervenção Por que a liquidação foi decretada agora? Na intervenção no Will Bank, o BC ressaltou que a insolvência do banco digital estava ligada ao vínculo com o Banco Master S.A., controlador do conglomerado financeiro. Após a liquidação do Master, em novembro, o Will Bank passou a operar sob gestão do BC, que assumiu temporariamente o controle da instituição para evitar o agravamento da situação e prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Segundo apurou o blog, o Will Bank ainda não havia sido liquidado para permitir a venda a um novo investidor de origem árabe, que demonstrava interesse na compra. O negócio, porém, não foi fechado. Na última segunda-feira (19), a Mastercard informou que a Will Financeira não honrou os pagamentos devidos. No dia seguinte, a empresa anunciou a suspensão da aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank em razão das dívidas. Como a venda a um novo investidor não se concretizou e diante do acúmulo de dívidas, o BC constatou que não restaram alternativas viáveis para a reestruturação, tornando inevitável a liquidação do Will Bank. 🔎 A liquidação extrajudicial significa o encerramento das atividades de uma instituição que não tem mais condições de continuar funcionando, realizado sem processo judicial e que prevê o pagamento organizado dos credores. Caso Banco Master Segundo a TV Globo apurou, Maurício Antônio Quadrado, ligado ao Will Bank, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (14). De acordo com fontes da PF, ele é sócio oculto de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição enfrentava dificuldades financeiras, com alto custo de captação e forte exposição a investimentos considerados arriscados. Tentativas de venda, como a proposta do BRB, não avançaram diante de questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções ao banco em investigações. O alerta no mercado se intensificou quando o Master passou a oferecer CDBs com rentabilidades muito acima do padrão. Aplicativo do Will Bank Will Bank/Divulgação O que diz o BC? Veja a nota do Banco Central sobre a liquidação na íntegra: "​O Banco Central decretou hoje, 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A, o qual vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, decretada em 18 de novembro de 2025. O Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A. O conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira. Tal solução, contudo, não se mostrou viável, verificando-se no dia 19 de janeiro de 2026 o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard (Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda.) e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo. Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial. O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição objeto da liquidação decretada." O que diz a Mastercard Veja a nota: “Como parte de suas atividades de gestão de risco enquanto arranjo de pagamentos regulado, a Mastercard mantém diferentes tipos de garantias de seus participantes, que podem incluir ativos como ações. Essas garantias têm como finalidade exclusiva assegurar o cumprimento de obrigações de pagamento por parte dos emissores em caso de inadimplemento."



União Europeia votará proposta de contestação judicial sobre acordo com Mercosul


21/01/2026 10:16 - g1.globo.com


Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo Os parlamentares da União Europeia votarão nesta quarta-feira (21) uma proposta para contestar, no tribunal superior do bloco, o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A medida pode atrasar a implementação do pacto em até dois anos e até mesmo inviabilizá-lo. A UE assinou no sábado o maior acordo comercial de sua história com um bloco da América do Sul. O texto ainda precisa ser aprovado para que possa entrar em vigor. Os opositores do acordo, liderados pela França — maior produtor agrícola da UE — afirmam que o pacto elevará de forma significativa as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando os agricultores locais, que já realizaram uma série de protestos. LEIA TAMBÉM Acordo UE-Mercosul: raio X das exportações do agro brasileiro para o bloco europeu Veja por que acordo UE-Mercosul não é a única causa de protestos de produtores Cinco mil produtos brasileiros terão imposto zero na União Europeia com acordo com Mercosul Contestação Judicial Um grupo de 144 legisladores apresentou uma ação judicial pedindo que o Tribunal de Justiça da UE avalie se o acordo pode ser aplicado antes da ratificação por todos os Estados-membros e se suas cláusulas limitam a capacidade do bloco de definir políticas ambientais e de proteção ao consumidor. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Normalmente, o tribunal leva cerca de dois anos para emitir esse tipo de parecer. Caso o processo seja levado ao tribunal, a UE ainda poderá aplicar o acordo de forma provisória, enquanto aguarda a decisão judicial e a aprovação do Parlamento. No entanto, essa alternativa pode ser politicamente sensível, diante da provável reação negativa, e o Parlamento Europeu continuaria com o poder de anulá-lo posteriormente. Os defensores do acordo, entre eles Alemanha e Espanha, citam a instabilidade no comércio global provocada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo eles, o acordo é fundamental para compensar as perdas provocadas pelas tarifas impostas pelos EUA e para reduzir a dependência da China, ao garantir acesso a minerais considerados estratégicos. Eles também alertam que os governos do Mercosul demonstram crescente impaciência com a UE após anos de negociações.



ET de Varginha completa 30 anos: o que uma revelação alienígena faria com a economia global?


21/01/2026 08:03 - g1.globo.com


30 anos do ET de Varginha: veja a linha do tempo do caso A cidade de Varginha (MG) entrou para a história como cenário de um dos episódios ufológicos mais conhecidos do mundo. 👽 No dia 20 de janeiro de 1996, a rotina da cidade foi interrompida por relatos de uma criatura estranha, operações militares incomuns e um silêncio oficial que jamais foi totalmente esclarecido. O chamado “ET de Varginha” atravessou gerações como um símbolo do mistério — e da desconfiança em relação às versões oficiais. Nas últimas semanas, o tema ganhou visibilidade a partir do documentário “A Era da Revelação”, que reúne entrevistas com mais de 30 pessoas ligadas ao governo dos Estados Unidos, incluindo militares e integrantes da comunidade de inteligência. 🛸 O filme apresenta depoimentos de autoridades como o secretário de Estado Marco Rubio, a senadora Kirsten Gillibrand e o ex-diretor de Inteligência Nacional James Clapper, que tratam da atuação do governo americano em relação aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP) ao longo das últimas décadas. O Globoplay também tem série documental “O Mistério de Varginha”, coproduzida pelos Estúdios Globo e pela EPTV, com tem três episódios dedicados ao caso. Passados 30 anos, o tema da vida extraterrestre ganha novos contornos e sai do imaginário popular para o debate econômico. Um relatório elaborado por Helen McCaw, ex-analista sênior de segurança financeira do Banco da Inglaterra, passou a circular nas redes sociais, ampliando a discussão para os possíveis impactos econômicos associados ao tema. Afinal, o que aconteceria com os mercados, os governos e o sistema financeiro global se uma presença alienígena fosse confirmada na Terra? Segundo ela, a confirmação de uma presença alienígena teria implicações que vão além da curiosidade científica, exigindo atenção das autoridades para possíveis efeitos sobre a economia. LEIA TAMBÉM ET de Varginha, 30 anos: o que se sabe e o que nunca foi explicado sobre o caso ET de Varginha: teste seu conhecimento sobre o caso ‘Eu sei o que eu vi': Médico diz que escondeu relato sobre suposta criatura em hospital de Varginha até da família ET de Varginha (MG) Júlia Reis/g1 Choque na confiança Segundo McCaw, a constatação de que os chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês) não têm origem humana poderia provocar o que ela define como um “choque ontológico” — uma mudança na forma como pessoas, governos e mercados passam a interpretar a realidade. “A confirmação de tecnologias além do conhecimento humano atual, como sistemas avançados de propulsão ou novas formas de energia, poderia desestabilizar setores inteiros da economia ao alterar paradigmas hoje consolidados”, diz a economista em relatório. Ela acrescenta que a possibilidade de uma inteligência não humana tecnologicamente avançada tenderia a elevar a incerteza, levando investidores a rever estratégias, com impactos como fuga de capitais, reavaliação de ativos e maior volatilidade global. Junto a isso, setores como energia, defesa, transporte e tecnologia estariam entre os primeiros a sentir esses efeitos, diante do risco de que modelos produtivos hoje dominantes se tornem rapidamente ultrapassados. O papel dos bancos centrais Nesse contexto, o papel dos bancos centrais iria além do controle da inflação. Considerando o cenário britânico, McCaw defende que o Banco da Inglaterra passe a avaliar formalmente os riscos à estabilidade financeira associados aos UAP e articule respostas em coordenação com organismos internacionais. A preocupação é que, diante de uma revelação desse tipo, o sistema financeiro global enfrente uma crise de confiança semelhante — ou até superior — às observadas em momentos como a crise de 2008 ou a pandemia de Covid-19. A diferença é que, desta vez, não haveria precedente histórico para orientar as decisões econômicas. “A política atual de silêncio precisa ser substituída por planejamento proativo e transparência”, destaca o relatório. Para McCaw, ignorar o tema não reduz o risco — apenas transfere o problema para um momento em que a reação precisará ser imediata e improvisada. Ilustração mostra suposta captura do ET de Varginha por militares dos bombeiros Reprodução TV Globo Impactos sociais Além dos efeitos imediatos sobre os mercados, o relatório aponta riscos econômicos e geopolíticos de longo prazo. Países que demorarem a tratar o tema de forma institucional podem perder espaço em uma eventual corrida científica e tecnológica, com reflexos sobre competitividade e crescimento. Segundo o documento, o incentivo à pesquisa acadêmica sobre o fenômeno poderia resultar em “avanços extraordinários em física, ciência de materiais e exploração espacial”. Esses progressos teriam potencial para impulsionar a inovação, aumentar a produtividade e fortalecer o crescimento econômico ao longo do tempo. Os impactos, no entanto, não se limitariam ao campo financeiro: a confirmação de uma inteligência não humana também influenciaria o comportamento das pessoas, com efeitos indiretos sobre a economia. “Mudanças nas decisões de consumo, nas relações de trabalho e nas crenças sociais tenderiam a afetar a dinâmica da atividade econômica”, diz o relatório. McCaw aponta ainda para uma possível demanda inédita por serviços de saúde mental. Nesse cenário, governos seriam pressionados a ampliar gastos com assistência psicológica, comunicação institucional e gestão de crises — o que poderia alterar orçamentos públicos e prioridades fiscais. Infográfico 30 anos do Caso ET de Varginha Arte/g1



Conheça a LaFerrari, carro com IPVA mais caro do Brasil e que foi o 1º híbrido da marca italiana


21/01/2026 06:00 - g1.globo.com


O IPVA mais caro do Brasil passa de R$ 1 milhão O carro com o IPVA mais caro do Brasil é uma LaFerrari do DF, avaliada em R$ 35,6 milhões, com imposto de R$ 1.067.933,76. Para quem pensa em comprar uma unidade zero km, vale saber: todas as 499 unidades fabricadas já foram vendidas. O superesportivo italiano também impressiona por outros números (além do IPVA milionário). Lançada em 2013, ela marcou história por ser o primeiro carro híbrido da Ferrari. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Graças ao sistema eletrificado, conseguiu ser ao mesmo tempo o modelo mais potente da marca e reduzir o consumo de combustível em 40%. O motor a combustão é um V12 6.3 aspirado, montado na posição central. Ele entrega até 789 cv, com auxílio do sistema eletrificado, que eleva a potência total para 963 cv. Ferrari LaFerrari divulgação/Ferrari Com esse conjunto, a LaFerrari vai de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos e atinge 350 km/h de velocidade máxima. Para conseguir lidar com tanto poder, os freios são de carbono cerâmica, combinação que garante maior capacidade de lidar com o calor gerado pelas fortes reduções de velocidade. Ao todo, as 499 unidades da LaFerrari foram fabricadas entre 2013 e 2018. A última delas foi enviada da Itália para o Brasil por uma importadora e registrada em Santa Catarina. Mesmo sendo um carro praticamente feito à mão, a LaFerrari já teve problemas de fabricação, todos corrigidos por meio de recalls: Algumas unidades apresentaram problemas no tanque de combustível, com risco de incêndio. A Ferrari substituiu o componente; Algumas unidades tiveram os assentos substituídos em recall por falha na capacidade do material de absorver energia; Algumas unidades exibiam informações incorretas nos sensores de pressão dos pneus; Algumas unidades também tiveram o airbag do passageiro substituído. Veja abaixo a ficha técnica do superesportivo. Ferrari LaFerrari divulgação/Ferrari



Anac quer regras mais específicas para diminuir judicialização no setor aéreo


21/01/2026 05:00 - g1.globo.com


Passageiro é tirado de voo em Brasília após conflito sobre 'modo avião' de celular A Agência Nacional de Aviação Civil quer tornar mais específicas as regras sobre os direitos dos passageiros em casos de atraso ou cancelamento de voos provocados por imprevistos fora do controle das companhias aéreas, como mau tempo. A proposta, que ainda será submetida a consulta pública, busca reduzir a judicialização no setor aéreo. Hoje, o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) já prevê que, em situações de caso fortuito ou força maior, não há responsabilidade civil das empresas aéreas pelos atrasos ou cancelamentos. A Anac pretende atualizar a Resolução nº 400, que trata dos direitos e deveres de passageiros e companhias, para dar mais uniformidade e clareza à aplicação dessas regras. 🔎 Pelo CBA, são considerados eventos fortuitos ou de força maior, entre outros: restrições a voo, pouso ou decolagem por condições meteorológicas adversas; indisponibilidade da infraestrutura aeroportuária; determinações da autoridade de aviação civil ou de outros órgãos da administração pública; decretação de pandemia ou atos governamentais que restrinjam o transporte aéreo. Mesmo nessas hipóteses, as companhias continuam obrigadas a oferecer assistência material aos passageiros, de forma gratuita, conforme o tempo de espera no aeroporto: a partir de 1 hora: direito à comunicação (internet, telefone etc.); a partir de 2 horas: direito à alimentação (voucher, refeição ou lanche); a partir de 4 horas: direito à hospedagem (em caso de pernoite) e transporte de ida e volta. No texto em discussão, a Anac propõe retirar a previsão do direito à comunicação, por considerar a medida defasada, mantendo as demais formas de assistência material. A agência ressalta que a mudança não impede que passageiros recorram à Justiça quando considerarem necessário, mas busca deixar mais claros os direitos e deveres de cada parte. ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil do Aeroporto Internacional São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos Celso Tavares/G1 Maioria das ações é no Brasil Segundo a Anac, o Brasil concentra mais de 90% das ações judiciais contra companhias aéreas no mundo, apesar de responder por cerca de 3% do tráfego aéreo global. “A modernização das regras é uma das medidas para reduzir a judicialização no setor. Nunca vamos retirar direitos do passageiro”, afirmou o diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein. A proposta também prevê que os passageiros recebam informações claras e objetivas sobre os motivos do atraso, o novo horário estimado do voo, as opções de reacomodação e as orientações para acesso à assistência material, com comunicação concentrada em canais acessíveis.



Regulação do trabalho por apps: governo avança com proposta e marca reunião com Motta


21/01/2026 05:00 - g1.globo.com


Lula sanciona Orçamento de 2026 com vetos em R$ 393 milhões que o Congresso havia reservado para inflar emendas O grupo de trabalho criado pelo governo para discutir a regulamentação de aplicativos de transporte e entrega deve apresentar, em até 10 dias, um relatório com propostas sobre o tema. O GT é coordenado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e se reuniu nesta terça-feira (20), no Palácio do Planalto. Além da Secretaria-Geral e de representantes de entregadores e motoristas de aplicativo, o grupo reúne integrantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O objetivo é consolidar diretrizes que orientem a atuação do Executivo e contribuam para a tramitação de um projeto de lei no Congresso. Uma das tarefas atribuídas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Boulos, ainda antes de sua posse na pasta, foi intensificar o diálogo com a chamada “nova classe trabalhadora” dos aplicativos e construir alternativas para garantir direitos a esses profissionais. O tema também deve ganhar espaço no debate político com vistas à eleição de 2026. O relatório do GT deve servir de subsídio ao projeto que tramita na Câmara dos Deputados e é relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), além de indicar iniciativas que poderão ser adotadas diretamente pelo governo federal. O Executivo tem defendido três eixos centrais na regulamentação: a fixação de uma remuneração mínima por entrega ou corrida, com limite para o percentual apropriado pelas plataformas; a transparência dos algoritmos que definem valores pagos aos trabalhadores; e a garantia de acesso à Previdência Social, com contribuição majoritariamente patronal. Após a divulgação do relatório, Boulos e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pretendem se reunir, na primeira semana de fevereiro, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alinhar o conteúdo da proposta. O documento do GT será uma das bases levadas pelo governo para a negociação do texto final do projeto. 8 de setembro - Entregadores de aplicativos fazem protesto em frente à Câmara Municipal de São Paulo Celso Tavares/G1



Acordo UE-Mercosul: raio X das exportações do agro brasileiro para o bloco europeu


21/01/2026 03:01 - g1.globo.com


O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul O Mercosul e a União Europeia assinaram no sábado (17) um acordo comercial que cria uma zona de livre comércio entre os dois blocos. O agro do Brasil deve ser um dos grandes beneficiários desse tratado, porque é um dos maiores produtores do mundo e já tem o bloco europeu como o seu segundo maior cliente. Parmesão e gorgonzola: quais alimentos feitos no Brasil poderão seguir com os mesmos nomes após o acordo UE-Mercosul Veja dados das exportação do Brasil para a UE em 2025 Arte g1 Leia também: União Europeia recolhe lotes de carne brasileira com hormônio proibido no bloco Em meio a guerra comercial, Brasil bate recorde em exportações de soja e amendoim para a China Veja também: Espanha convoca exército para impedir que porcos se infectem com a peste suína africana



Parmesão e gorgonzola: quais alimentos feitos no Brasil poderão seguir com os mesmos nomes após o acordo UE-Mercosul


21/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Entenda a regra pode mudar nomes de alimentos no Brasil O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia prevê uma proteção contra imitações de alguns alimentos que são considerados tradicionais dos países membros dos dois blocos. Essa proteção é a chamada indicação geográfica (IG). Isso significa que nenhum outro país poderá fabricar e comercializar produtos com o mesmo nome. Mas existem exceções, caso dos queijos parmesão, gorgonzola e do champagne. Elas valem para casos específicos em que o nome do produto é amplamente usado, sem relação direta com o local de origem do alimento protegido. O acordo foi assinado no dia 17 de janeiro. Entretanto, o Parlamento Europeu votou, nesta quarta-feira (21), para paralisar o tratado. A decisão manda os termos do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão de sua legalidade. Acordo UE-Mercosul: raio X das exportações do agro brasileiro para o bloco europeu Permissão para empresas específicas O nome de alguns alimentos, como os queijos parmesão e gorgonzola, pode continuar a ser usado na embalagem por empresas que já têm a marca registrada e foram listadas no acordo. Essa lista é formada basicamente por queijos e duas bebidas destiladas: genebra e steinhaeger. Mas há condições: a embalagem não pode dar a entender que o produto foi feito no país que tornou ele famoso. Por exemplo, as empresas brasileiras não podem colocar a bandeira da Itália, se o produto não foi feito lá. De mesmo modo, elas não podem colocar fotos ou mencionar a região. As marcas terão um prazo de 12 meses, após a entrada em vigor do acordo, para se adaptar às novas regras. O que é permitido com prazo determinado Outros produtos vão poder continuar tendo seu nome usados no país por um tempo determinado. Para isso, a embalagem precisa indicar a localização geográfica da fabricação, por exemplo, dizendo que o produto foi feito no Brasil. Veja quais produtos entram neste caso e os prazos para a adaptação: 5 anos: cerveja Münchener Bier; queijos Pont-l'Évêque, Reblochon ou Rebleusson, Asiago, Taleggio; vinhosTokaj, tokaji ou Tocai e Margot. 7 anos: queijos Feta, Roquefort, Saint-Marcellin; vinho Bordô; Conhaque; Presunto tipo Parma; destilado Grappa ou Grapa. 10 anos: Champagne; Mortadela Bologna ou Mortadela tipo Bologna; vinho Prosecco ou Proseco. O que vale para o restante? Para os demais produtos da União Europeia, fica proibida a produção e o nome na embalagem fora do local da indicação geográfica. Alguns exemplos são a bebida destilada Irish Cream, ao queijo fontina, ao azeite de Moura e ao mel dos Açoures. Cada país membro do acordo precisa fazer a fiscalização para prevenir fraudes. São considerados produtos enganosos aqueles que não vêm do local de origem, mas usam o mesmo nome e aqueles os fabricados na região que é permitida, mas fora das regras de produção. Também será proibido usar termos como “tipo”, “estilo”, “imitação” ou “semelhante” nas embalagens. Quais são os alimentos protegidos? Cada país que faz parte do acordo tem sua lista de alimentos protegidos. O Brasil, por exemplo, tem 37 itens com indicação geográfica. Entre eles estão a cachaça e o queijo Canastra. Já os outros países do Mercosul têm diversos vinhos na lista, como o 25 de Mayo da Argentina e o Bella Únion, do Uruguai. Na relação da União Europeia, entram o champagne e o conhaque, da França, e o prosecco e a mortadela Bologna, da Itália. O registro é dado por cada país, conforme suas próprias leis, a produtos ou serviços que são característicos de seu local de origem. Para entrar no acordo, a Estado precisa solicitar o acréscimo do item na lista de proteção. Esses itens constam na versão final do acordo divulgada pelo governo em dezembro de 2024. SAIBA MAIS: Por que o acordo União Europeia-Mercosul é alvo de tanta disputa no agro? VEJA TAMBÉM: O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul? Como funciona a indicação geográfica no Brasil? Essas proteções são comuns entre países. O Brasil já tem previsto em lei, independente do acordo entre os dois blocos, as suas próprias regras de indicação geográfica. Na legislação, se trata dos alimentos que apresentam uma qualidade "única" por causa de recursos naturais (como solo, vegetação e clima) e modo de fazer, informa o Ministério da Agricultura. As indicações geográficas existem de duas formas no Brasil. Veja abaixo. ➡️Indicação de procedência: é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço. ➡️Denominação de origem: é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que determine o produto ou serviço que as características sejam exclusivas ou essencialmente por causa do local, incluídos fatores naturais e humanos. O Ministério da Agricultura é uma das instâncias para determinar indicação geográfica. Leia também: Acordo UE-Mercosul: apenas parte do agro França é contra, diz brasileiro que negociou tratado Dono da 4ª maior rede de supermercados da França ameaça boicotar produtos do Mercosul: 'Shein da concorrência desleal' Veja dados das exportação do Brasil para a UE em 2025 Arte g1



Suprema Corte ouve nesta quarta argumentos sobre tentativa de Trump de demitir Lisa Cook do Fed


21/01/2026 03:00 - g1.globo.com


Montagem mostra Lisa Cook e Donald Trump SAUL LOEB and ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP A Suprema Corte dos Estados Unidos realiza nesta quarta-feira (21) uma sessão para ouvir argumentos favoráveis e contrários à tentativa do presidente Donald Trump de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Federal Reserve, o banco central dos EUA. 🔎 Na prática, a Suprema Corte analisa se Trump tem poder para remover Lisa Cook do cargo. Embora o republicano tenha anunciado, em agosto de 2025, a demissão da diretora, a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu à Suprema Corte, que agora avalia o caso. Especialistas alertam que a independência do Fed está em jogo. Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem buscado formas de pressionar o banco central a cortar os juros para estimular a atividade econômica. O Fed, no entanto, tem adotado cautela em suas decisões. Segundo o jornal “The New York Times”, o presidente da instituição, Jerome Powell, deve comparecer à audiência em defesa da autonomia do BC americano. Além de tentar de demitir Cook, Trump vinha insultando e pressionando Powell. Recentemente, ampliou a ofensiva contra o Fed e abriu uma investigação contra o economista por causa das reformas em prédios da instituição. O banqueiro central nega irregularidades e condenou a atitude da Casa Branca, afirmando que o episódio reforça uma sequência de pressões políticas sem precedentes sobre o Fed para forçar a queda dos juros nos EUA. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 As justificativas de Trump Lisa Cook, que também estará presente nas sustentações orais nesta quarta-feira, é acusada pela gestão Trump de fraude hipotecária — o que, segundo a Casa Branca, configuraria “justa causa” para sua demissão. (leia mais abaixo) A gestão Trump afirma que a diretora do Fed cometeu fraude ao declarar duas residências como principais, supostamente para obter melhores condições de financiamento imobiliário. O caso foi encaminhado ao Departamento de Justiça. A diretora do Fed nega as acusações, baseadas em documentos de empréstimo assinados antes de seu ingresso no Federal Reserve. Em outubro, a Suprema Corte determinou provisoriamente que ela poderia permanecer no cargo enquanto o processo judicial segue em tramitação. A leitura é de especialistas e do mercado financeira é de que, caso a instância máxima da Justiça americana autorize a demissão de Cook, Trump e futuros presidentes terão brecha para destituir dirigentes do Fed e interferir na independência da instituição. (saiba mais abaixo) Após a medida do republicano, inédita na história dos EUA, um grupo de 18 ex-diretores do Federal Reserve, ex-secretários do Tesouro e outros altos funcionários que atuaram em diferentes governos pediu que a Suprema Corte rejeite a petição do presidente americano. Lei busca proteger o Fed de interferência política Ao criar o Fed, em 1913, o Congresso dos EUA aprovou o Federal Reserve Act, que incluiu medidas para proteger o banco central de interferências políticas. A lei estabelece que os diretores só podem ser removidos pelo presidente “por justa causa”, embora não defina o termo nem indique o procedimento para a remoção. Até hoje, esse dispositivo nunca havia sido testado em tribunal. Em 9 de setembro, uma juíza distrital em Washington decidiu que as alegações de Trump de que Cook teria cometido fraude hipotecária não constituíam motivos suficientes para sua destituição. A diretora do Fed processou Trump em agosto, após o presidente anunciar sua destituição. Ela argumentou que as alegações não lhe conferiam autoridade legal para removê-la e serviam apenas como pretexto em razão de seu posicionamento nas decisões sobre a taxa de juros nos EUA. O que esperar da decisão Mesmo que o resultado favoreça Lisa Cook, a decisão poderá servir como um roteiro sobre como um presidente pode remover um membro da direção do banco central, segundo analistas jurídicos consultados pela agência Reuters. Isso porque, embora a manutenção de Cook no cargo seja considerada o desfecho mais provável, uma decisão contrária poderia evidenciar as falhas na tentativa de demissão. Dessa forma, o processo indicaria o caminho necessário para caracterizar a "justa causa" exigida para remover um diretor da autoridade monetária, alimentando possíveis futuras estratégias. "A porta está aberta", disse à Reuters ex-presidente do Fed de Cleveland Loretta Mester, atualmente professora adjunta da Wharton School of Business da Universidade da Pensilvânia. "A questão é como isso será resolvido de uma forma que não permita que quem quer que esteja no gabinete do presidente simplesmente possa decidir não querer uma pessoa, acusá-la de algo e isso ser o suficiente", acrescentou. Cadeiras no Fed No segundo semestre de 2025, Trump passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria do Federal Reserve. O republicano já nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída do cargo, em agosto. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed. O cargo de presidente da instituição também está no horizonte, já que o mandato de Powell se encerra em maio. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. Quem é Lisa Cook Quem é Lisa Cook, diretora do Fed que decidiu enfrentar Trump Lisa Cook fez história em 2022 ao se tornar a primeira mulher negra indicada para a diretoria do Fed, com mandato até 2038. Ela foi professora de economia e relações internacionais na Universidade Estadual de Michigan, economista na Universidade de Oxford e doutora pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Como pesquisadora, investigou os impactos da discriminação na economia americana e como as recessões afetam mais os pobres. Fala cinco idiomas, incluindo russo, e é especialista em desenvolvimento internacional, tendo participado da recuperação de Ruanda após o genocídio de 1994. Cook foi indicada para o cargo pelo presidente democrata Joe Biden. Ao longo de sua carreira, integrou o Conselho de Assessores Econômicos de Barack Obama e atuou no Departamento do Tesouro dos EUA. Como uma das sete integrantes da diretoria do Fed, Cook participa diretamente das decisões sobre a taxa de juros nos EUA — o principal instrumento para conter a inflação e estimular a economia. Nos últimos meses, ela defendeu a manutenção das taxas, adotando postura cautelosa diante das pressões inflacionárias e da busca por estabilidade econômica. * Com informações da agência de notícias Reuters



Mega-Sena, concurso 2.962: prêmio acumula e vai a R$ 55 milhões


21/01/2026 00:02 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2962 O sorteio do concurso 2.962 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (20), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 55 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 29 - 33 - 38 - 53 - 56 5 acertos - 72 apostas ganhadoras: R$ 30.333,06 4 acertos - 3.954 apostas ganhadoras: R$ 910,46 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (22). Mega-Sena, concurso 2.962 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



Argentina de Milei registra superávit comercial de US$ 11,3 bilhões em 2025


20/01/2026 21:24 - g1.globo.com


Javier Milei reage a 'presente' de Trump: um post feito pelo presidente dos EUA na Truth Social, elogiando o líder argentino. Reuters A balança comercial da Argentina registrou superávit de US$ 11,286 bilhões em 2025, marcando o segundo ano consecutivo de saldo positivo, informou nesta terça-feira (20) o Instituto Nacional de Estatísticas (Indec). O dado foi divulgado após o governo anunciar, na sexta-feira (16), que registrou superávit fiscal em 2025, também pelo segundo ano seguido. (leia mais abaixo) 🔎 O superávit da balança comercial ocorre quando um país exporta mais do que importa. Já o superávit fiscal acontece quando as receitas do governo superam os gastos no mesmo período. Ambos indicam maior equilíbrio nas contas externas e públicas. "Em 2025, a Argentina exportou bens no valor de US$ 87,077 bilhões e importou US$ 75,791 bilhões", aponta o relatório publicado pelo Indec. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de ser o segundo superávit comercial consecutivo, o resultado ficou abaixo do registrado em 2024, que foi o maior da história argentina. Com saldo positivo de US$ 18,899 bilhões, o recorde foi explicado pela queda das importações e pelo aumento das exportações agropecuárias após um ano de seca. Em 2025, as exportações cresceram 9,3% na comparação anual, puxadas por produtos primários (+21,2%), manufaturas de origem agropecuária (+2,7%) e manufaturas de origem industrial (+6%). O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, com US$ 12,771 bilhões em exportações argentinas e US$ 18,424 bilhões em importações. Contas públicas A Argentina encerrou 2025 com superávit nas contas públicas pelo segundo ano consecutivo. O resultado é atribuído à política de “déficit zero”, adotada pelo presidente ultraliberal Javier Milei, informou o governo na última sexta-feira. Em 2025, o superávit primário alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal ficou em 0,2% do PIB, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo. 🔎 O superávit primário exclui os juros da dívida e mostra o resultado das receitas e despesas do governo. Já o superávit fiscal inclui os juros e reflete o saldo final das contas públicas. A Argentina não registrava dois anos consecutivos de resultado positivo em suas contas públicas desde 2008. O resultado representa um leve recuo em relação a 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% e o superávit fiscal alcançou 0,3%. "A âncora fiscal (déficit zero) é e será uma política de Estado", comemorou Milei em sua conta no X. O resultado fiscal de 2025 foi sustentado por um forte ajuste nos gastos públicos, que incluiu a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos em áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas. "A ordem nas contas públicas e o crescimento econômico permitirão continuar devolvendo recursos ao setor privado na forma de redução de impostos", prometeu o ministro da Economia. Apesar da melhora fiscal, a Argentina observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. Já no primeiro semestre de 2025, o percentual caiu para 31%. Os dados do segundo semestre ainda serão divulgados. * Com informações da agência de notícias AFP



É #FAKE que FGC envia mensagem a investidores do banco Master prometendo devolução de dinheiro; trata-se de golpe


20/01/2026 21:07 - g1.globo.com


Imagem de aplicativo que imita a aparência do FGC g1 Circulam nas redes sociais mensagens atribuídas ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) prometendo a devolução do dinheiro de investidores do banco Master – além de um aplicativo que mostraria o "ressarcimento em tempo real" dos valores aplicados. É #FAKE. selo fake g1 Leia, abaixo, respostas a estas 3 perguntas: Como são os conteúdos falsos? Por que se trata de golpe? Como se proteger? 🛑 Como são os conteúdos falsos? Desde 12 de janeiro, links para um aplicativo falso e mensagens fraudulentas de golpistas se passando pelo FGC viralizaram redes como o Facebook, Instagram e X. ▶️ O FGC funciona como um fundo privado, mantido por bancos conveniados, que atua como um seguro. Ele garante que os recursos depositados ou investidos permaneçam protegidos, caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade, como ocorreu ao Master. A garantia oferecida é para investimentos de até R$ 250 mil feitos por pessoa física ou CNPJ. Em um dos exemplos de fraude, um aplicativo falso chegou a ser disponibilizado na Google Play com o nome "Ressarcimento". As imagens do anúncio, com tons de azul-escuro e texto em branco, procuram imitar a identidade visual do FGC e têm os seguintes dizeres: "Acompanhe seu ressarcimento em tempo real"; e "Não perca nenhuma atualização". Paralelamente, há também mensagens (SMS) fraudulentas que convidam o credor a ligar para uma central telefônica falsamente integrada ao FGC. Uma delas alega: "FGC: Boa notícia. Os valores investidos no CDB do Banco Master estão liberados para devolução. Ligue agora: [número de telefone]". Procurada, a assessoria de imprensa do FGC reforçou que as informações sobre o processo de pagamento da garantia referente ao banco Master estão concentradas no site, no aplicativo e nos perfis oficiais da entidade nas redes sociais (leia mais abaixo). Ao Fato ou Fake, Thiago Bordini, diretor de Cyber Threat Intelligence e Prevenção a Fraudes na Cyber Horizon Group, explica que, ao instalar o aplicativo falso, o usuário baixa um trojan bancário (tipo de vírus desenhado para atacar aplicativos financeiros): "O malware coleta os dados de acesso ao aplicativo da vítima, além de ter a possibilidade de coletar dados do celular da vítima e controlá-lo remotamente. Ele poderia, por exemplo, interferir nas telas de um aplicativo, inserindo dados no lugar da vítima, dentre outros efeitos". Em meio à instabilidade do aplicativo (verdadeiro), o FGC iniciou, nesta segunda-feira (19), o ressarcimento de 337 mil credores que investiram em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do banco Master. O valor total a ser pago será de R$ 40,6 bilhões. Voltar ao índice. ⚠️ Por que se trata de golpe? A nota enviada pelo FGC por e-mail ao Fato ou Fake diz: "O FGC identificou um aplicativo falso na plataforma Android para recebimento da garantia e solicitamos a sua remoção. Os golpistas e fraudadores também estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento. O FGC reforça que não realiza contato com credores por WhatsApp, SMS ou outros aplicativos de mensagens, não cobra qualquer tipo de taxa para o pagamento da garantia, não utiliza intermediários para a realização de pagamentos e não oferece atendimento presencial". Segundo o órgão, as ações dos golpistas visam a obtenção de informações pessoais e cobranças: "O objetivo dessas ações é induzir credores a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos antecipados sob a falsa promessa de recebimento da garantia de forma mais rápida. Cabe ressaltar que o processo de pagamentos de garantias não será de qualquer forma facilitado ou agilizado pela intervenção de terceiros". Voltar ao índice. 📌 Como se proteger? O FGC compartilhou ainda dicas de segurança: Não clique em links suspeitos e não forneça informações pessoais em resposta a comunicações não oficiais, nem se você não buscou o suporte do FGC. Todas as informações sobre o processo de pagamento da garantia devem ser acompanhadas exclusivamente pelos canais oficiais do FGC: o aplicativo, o site www.fgc.org.br e os perfis institucionais da entidade nas redes sociais. Voltar ao índice. Imagem de aplicativo que imita a aparência do FGC g1 Veja também É #FAKE vídeo de idosos em asilo explicando fantasias de Halloween nos EUA É fake vídeo de idosos explicando fantasias cômicas para Halloween; tudo foi feito com IA VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)



Trump diz que EUA podem ter que devolver bilhões se perderem processo judicial sobre tarifas


20/01/2026 19:36 - g1.globo.com


Trump exibe foto de pessoa que ele diz ser imigrante preso durante balanço do primeiro ano do segundo mandato, realizada nesta terça (20) na Casa Branca. Nathan Howard/Reuters O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (20) que não sabe como a Suprema Corte dos Estados Unidos vai decidir sobre a legalidade de suas tarifas globais. O republicano alertou, no entanto, que Washington pode ter que devolver centenas de bilhões de dólares em tarifas caso perca a ação. O tema está em discussão na Suprema Corte, e uma decisão pode ser anunciada nos próximos dias. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Não sei o que a Suprema Corte vai fazer”, disse Trump, acrescentando que acredita que as tarifas foram impostas legalmente e que seria difícil devolver os valores já arrecadados “sem prejudicar muita gente”. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa na Casa Branca, quando Trump fez um balanço de seu governo. Ele completa, nesta terça-feira, um ano desde seu retorno à Presidência dos EUA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em sua fala, o republicano também criticou sua equipe de comunicação, afirmando que seus feitos na economia não estão “chegando ao público” como ele esperava. A inflação foi citada como um dos temas. “Os números que herdamos estavam muito altos. Agora reduzimos quase todos significativamente”, afirmou. "Talvez eu tenha uma equipe de relações públicas ruim, mas não estamos conseguindo transmitir a mensagem", acrescentou. Dados oficiais, no entanto, mostram que a inflação americana tem oscilado em torno de 3% neste segundo mandato de Trump e permanece acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Tarifaço na Justiça A Suprema Corte dos EUA pode anunciar nos próximos dias sua decisão sobre a legalidade do amplo aumento de tarifas imposto por Donald Trump à importação de produtos de diversos países, entre eles o Brasil. A análise das tarifas de Trump envolve um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que concluiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte das taxas globais com base em uma lei federal destinada a situações de emergência. (leia mais abaixo) Na prática, a esperada decisão sobre o tarifaço deve definir os limites do poder do republicano para agir sem o aval do Congresso americano — e pode afetar medidas aplicadas contra o Brasil. O processo judicial se arrasta desde o meio de 2025. O caminho da briga judicial A Suprema Corte dos EUA decidiu em setembro passado analisar a legalidade do tarifaço imposto por Donald Trump, após o governo recorrer da decisão de um tribunal de apelações, que concluiu que a maioria das tarifas não tem respaldo legal. As ações contra as taxas foram apresentadas por empresas impactadas pelo tarifaço e por 12 estados americanos, a maioria administrada por democratas. Além dos limites do poder de decisão de Trump, estão em jogo trilhões de dólares em tarifas alfandegárias ao longo da próxima década. O presidente americano já defendeu que as cobranças são um "remédio" necessário para a economia americana. Em 5 de novembro, durante as sustentações orais do caso, os juízes da Suprema Corte levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump. O debate durou mais de 2h30. O principal ponto das discussões foi avaliar se o presidente havia ultrapassado a competência do Congresso americano ao impor tarifas com base em uma lei de 1977, originalmente prevista para ser aplicada em situações de emergência nacional. Segundo a agência Reuters, alguns juízes conservadores afirmaram que a Corte estava debatendo o poder "inerente" dos presidentes ao lidar com outros países — na prática, isso indica uma possível divisão sobre o resultado do caso. O tribunal possui maioria conservadora de 6 a 3. Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou Críticas de Trump Em agosto de 2025, Donald Trump criticou a decisão do tribunal de apelações, que declarou ilegais a maior parte das tarifas impostas por ele. Na ocasião, o tribunal determinou que as tarifas continuassem em vigor até 14 de outubro, concedendo ao governo Trump a oportunidade de recorrer à Suprema Corte. Ao levar o caso à instância superior, o tarifaço permaneceu em vigor. O republicano afirmou que o tribunal de apelações — que classificou como “altamente partidário” — errou ao determinar a suspensão das tarifas. Ele acrescentou que, “com a ajuda da Suprema Corte dos EUA”, pretende manter a taxação. “Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (...) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social. Na prática, Trump fez das tarifas um eixo de sua política externa no segundo mandato, usando-as para pressionar e renegociar acordos com países exportadores aos EUA. A estratégia permitiu obter concessões econômicas, mas aumentou a instabilidade nos mercados financeiros. O que acontece se as tarifas forem suspensas? Se a Suprema Corte declarar as tarifas ilegais, a estratégia comercial de Trump pode ser completamente alterada, incluindo o tarifaço anunciado em abril de 2025. Além de derrubar as taxas, o governo americano também pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões de dólares arrecadados com as tarifas, que funcionam como impostos sobre importações.



PicPay marca data e será a primeira empresa do Brasil a fazer IPO desde 2021


20/01/2026 17:39 - g1.globo.com


Escritório do PicPay em São Paulo Rogério Cassimiro/PicPay O banco digital PicPay será a primeira empresa brasileira a se lançar na bolsa de valores desde 2021. A empresa afirmou nesta terça-feira (20) que fará sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos no próximo dia 29 de janeiro. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. O banco digital será listado na Nasdaq com o código “PICS”. O PicPay pretende levantar até US$ 434,3 milhões, com a oferta de cerca de 22,9 milhões de ações, a preços entre US$ 16 e US$ 19 cada. A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, realiza sua listagem nos EUA após ter planejado a operação originalmente para 2021. Em comunicado, o PicPay informou que o Citigroup, o BofA Securities e o RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais da oferta pública inicial. A gestora de capital de crescimento voltada para a América Latina, Bicycle Capital, lidera a oferta pública inicial e pretende adquirir US$ 75 milhões em ações do PicPay. 💵 Como essas intenções não representam compromissos de compra, os investidores podem acabar adquirindo mais, menos ou até nenhuma ação. Da mesma forma, o PicPay e os coordenadores da oferta podem ajustar a quantidade de ações vendidas a esses investidores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo pedido de IPO e lucro em alta O PicPay apresentou, em 5 de janeiro, o pedido para realizar um IPO na Nasdaq. A iniciativa veio após a empresa registrar lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita total atingiu R$ 7,26 bilhões no período, ante R$ 3,78 bilhões no ano anterior. O número de clientes ativos também cresceu, passando de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025. Com o lançamento da oferta pública inicial, o PicPay tenta pela segunda vez abrir capital nos EUA, após ter desistido de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado. O mercado de IPOs nos EUA ganhou impulso em 2025, após quase três anos de atividade reduzida. No entanto, a expectativa de uma recuperação mais consistente foi limitada pela volatilidade provocada pelo tarifaço do governo de Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos EUA (shutdown) e pela queda das ações de empresas de inteligência artificial no fim do ano passado. Analistas projetam que o mercado de IPOs volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital anunciando planos de abertura de capital. Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay.



China encerra embargo e libera importação de carne de frango do RS após mais de um ano


20/01/2026 16:28 - g1.globo.com


Granja, frangos, gripe aviária Arquivo/Agência Brasil O governo da China anunciou o fim do embargo à carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A decisão foi publicada em um comunicado na sexta-feira (16) e revoga a proibição que estava em vigor por conta de um surto da Doença de Newcastle. O Brasil já havia se declarado livre de gripe aviária bem antes, no dia 18 de junho de 2025, após ficar 28 dias sem registrar novos casos em granjas. Em novembro, a China já havia retirado o embargo para o restante do Brasil, mas o Rio Grande do Sul permaneceu com a restrição. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A medida foi oficializada pela Administração Geral das Alfândegas e pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais da China. O texto anula um comunicado anterior, de 2024, que impedia as vendas gaúchas para o país asiático com base nos resultados de uma análise de risco. China suspende proibição de importações relacionada à gripe aviária no Brasil O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, informou que o setor recebeu a notícia por meio de importadores e exportadores. Ele destacou que ainda aguarda um comunicado oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A ausência do mercado chinês impactou o volume de carne de frango exportado pelo estado no ano passado, resultando em uma queda de 1%. Em 2024, a China foi o destino de quase 6% das exportações de frango do RS. Raio X da produção e venda de carne de frango do Brasil arte g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS



Parlamento Europeu deve congelar acordo comercial com EUA em retaliação às ameaças de Trump


20/01/2026 16:22 - g1.globo.com


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 14 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O Parlamento Europeu deve congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos no ano passado, indicaram líderes parlamentares europeus nesta terça-feira (20). Segundo a presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (Grupo S&D), Iratxe García Pérez, os grupos políticos da Casa estão em “consenso” sobre a medida, que seria uma resposta às recentes ameaças do presidente americano, Donald Trump, relacionadas à anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. A expectativa é que a suspensão do tratado seja formalizada na quarta-feira (21). (CORREÇÃO: O g1 errou ao informar que o Parlamento Europeu congelou o acordo comercial com os EUA. Na verdade, legisladores informaram que houve um acordo na Casa para a realização da votação formal, prevista para esta quarta-feira (21). A informação foi corrigida às 15h20 de 20 de janeiro de 2026.) Nesta semana, Trump anunciou que pretende aplicar uma tarifa de 10% contra oito países europeus caso se oponham ao plano dos EUA de comprar a ilha. "A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%", disse o presidente em uma publicação no Truth Social. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou a estratégia americana como “chantagem” e afirmou que ameaças tarifárias estão sendo usadas para forçar “concessões injustificáveis”. Barrot declarou apoio à suspensão do acordo e disse, ainda, que a Comissão Europeia dispõe de “instrumentos muito poderosos” para responder às ações de Washington. Pelo tratado firmado em julho do ano passado, os EUA impuseram tarifas de 15% à maioria dos produtos europeus, enquanto a União Europeia concordou em retirar parte de suas taxas sobre importações americanas. O acordo, no entanto, só começaria a vigorar entre março e abril deste ano, após a aprovação formal do Parlamento Europeu e dos governos do bloco. Com a suspensão do acordo, a UE volta a colocar na mesa uma possível imposição de tarifas retaliatórias aos EUA — que chegariam ao montante de 93 bilhões de euros (cerca de R$ 580 bilhões) — e uma possível restrição do acesso de empresas americanas ao bloco europeu. Nesta terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a soberania da Groenlândia é “inegociável” e alertou que eventuais tarifas ou pressões entre EUA e UE seriam um erro estratégico. Por que Trump quer adquirir a Groenlândia? Nas últimas semanas, o presidente americano intensificou as iniciativas para anexar a Groenlândia. Isso porque, além de a ilha do Ártico ser considerada uma rota marítima estratégica para o comércio global e a exploração de matérias-primas críticas, Trump também a considera crucial para a construção do chamado Domo de Ouro — escudo antimísseis que ele deseja erguer para proteger os EUA. "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!", escreveu o republicano em uma publicação nas suas redes sociais na semana passada. Em resposta às declarações de Trump, países europeus anunciaram o reforço da segurança na região, incluindo o envio de pequenos contingentes militares à ilha, a pedido do governo da Dinamarca. Em comunicado conjunto, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda afirmaram estar comprometidos com a defesa da Groenlândia e com o fortalecimento da segurança do Ártico no âmbito da Otan. O governo da Groenlândia agradeceu publicamente o apoio europeu. A crise também provocou protestos populares. Milhares de pessoas foram às ruas da Groenlândia e de Copenhague no sábado para criticar a intenção de Trump de anexar o território. Pessoas participam do protesto "Tirem as mãos da Groenlândia", realizado após a Casa Branca afirmar que os EUA estavam considerando uma série de opções para adquirir a ilha. Ritzau Scanpix/Emil Helms via Reuters



Em Davos, secretário do Tesouro dos EUA pede calma à Europa diante de ameaças sobre a Groenlândia


20/01/2026 15:03 - g1.globo.com


O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participa da 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, Suíça Reuters O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu nesta terça-feira (20) que os países europeus evitem qualquer tipo de retaliação diante da intenção do presidente Donald Trump de assumir o controle da Groenlândia e solicitou que os aliados “mantenham a mente aberta” sobre o tema. “Digo a todos: acalmem-se. Respirem fundo. Não revidem. O presidente estará aqui amanhã e transmitirá sua mensagem”, afirmou Bessent em coletiva durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça. As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e a União Europeia, depois de Trump reiterar que considera a Groenlândia estratégica para a segurança dos EUA e anunciar a aplicação de uma tarifa de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026. Apesar da reação imediata de líderes europeus, que reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa sobre a ilha, Bessent minimizou o risco de rompimento entre aliados e afirmou que o governo americano permanece comprometido com o diálogo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo ele, as tarifas devem ser entendidas como um instrumento de negociação, e não como um ataque direto à Europa. “O uso de tarifas tem sido uma forma eficaz de levar países à mesa de negociação em temas estratégicos”, afirmou o secretário. Questionado sobre o impacto das tensões na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Bessent afirmou que a aliança segue sólida, mas voltou a criticar os baixos gastos europeus com defesa. Segundo ele, os EUA vêm arcando, há décadas, com uma parte desproporcional dos custos militares do bloco. “Desde 1980, os EUA gastaram cerca de US$ 22 trilhões (aproximadamente R$ 118 trilhões) a mais em defesa do que todos os demais países da Otan somados. Chegou o momento de os europeus contribuírem mais.” O secretário também procurou afastar preocupações sobre possíveis impactos financeiros imediatos da disputa em torno da Groenlândia. Segundo ele, os movimentos recentes nos mercados globais refletem fatores locais e não estão diretamente ligados ao discurso do governo americano sobre o território ártico. Mais cedo, também em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a soberania da Groenlândia é inegociável e classificou como equivocada a ameaça de tarifas dos EUA. Trump e os líderes da França, da Alemanha, da Holanda e da Finlândia participarão ainda nesta semana do Fórum Econômico Mundial em Davos. Caso Lisa Cook e a Suprema Corte Também nesta terça-feira, Bessent afirmou que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, não deveria comparecer às audiências da Suprema Corte que tratam da tentativa do presidente Donald Trump de demitir Lisa Cook, uma das diretoras do banco central americano. “Eu realmente acho que isso é um erro”, disse Bessent à CNBC. “Se a intenção é evitar a politização do Fed, a presença do presidente do banco central ali, tentando influenciar o processo, é um erro grave.” A Suprema Corte deve analisar amanhã (21) os argumentos sobre a tentativa de Trump de destituir Lisa Cook. Até que a Justiça americana tome uma decisão definitiva, ela permanecerá no cargo. Em agosto de 2025, Trump determinou a retirada do cargo da diretora do Fed, nomeada pelo ex-presidente Joe Biden. O governo acusou Cook de mentir para obter um financiamento a juros baixos para a compra de uma casa. Ela negou a acusação e recorreu à Justiça para impedir a demissão. Powell planeja acompanhar pessoalmente os argumentos orais, em um gesto simbólico de suporte ao Fed em meio aos embates recentes com Donald Trump. Neste mês, Trump voltou a endurecer o discurso contra o Federal Reserve ao ameaçar recorrer à Justiça contra o presidente da instituição. Ele atribui à “má gestão” de Powell nas obras de reforma da sede do banco central, em Washington, o motivo para abertura do processo. Em resposta, Powell afirmou que a ofensiva representa um aumento das pressões políticas com o objetivo de influenciar a condução da política monetária dos EUA e acelerar cortes na taxa de juros. A tentativa de afastar Lisa Cook, baseada em supostas inconsistências em documentos de financiamento imobiliário anteriores à sua atuação no Fed, também tem sido criticada como uma estratégia para abrir espaço no conselho de diretores para novas indicações de Trump.



Netflix oferece US$ 82,7 bilhões em dinheiro pela Warner Bros. e recebe aval do conselho


20/01/2026 12:34 - g1.globo.com


Netflix fecha acordo para compra da Warner; entenda A Netflix alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A nova estrutura da oferta recebeu apoio unânime do conselho da controladora da HBO. A mudança busca dificultar a entrada de concorrentes no negócio, especialmente da Paramount. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro. Na proposta anterior, a empresa previa o desembolso de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, avaliadas em US$ 4,50 (R$ 24,28) por papel. 👉 Com a nova estrutura, os acionistas da Warner deixam de receber participação acionária na Netflix e passam a receber um valor fixo por ação. Isso elimina a exposição às oscilações das ações da compradora, já que o pagamento não dependerá do desempenho desses papéis no mercado. David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou que “o acordo de fusão aproxima ainda mais a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”. “Ao nos unirmos à Netflix, combinaremos as histórias que a Warner Bros. contou e que cativaram a atenção do mundo por mais de um século, garantindo que o público continue a apreciá-las por muitas gerações.” A Warner Bros. Discovery vai separar suas operações em duas empresas com ações negociadas em bolsa: Warner Bros. e Discovery Global. No entanto, a conclusão dessa reorganização depende da efetivação da cisão da Discovery Global, da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, do aval dos acionistas da WBD e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de operação. A expectativa é que o processo seja finalizado em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a conclusão da transação proposta entre a Netflix e a Warner Bros. “O Conselho da WBD continua a apoiar e a recomendar unanimemente a nossa transação, e estamos confiantes de que ela trará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento”, disse Ted Sarandos, co-CEO da Netflix. Disputa pela Warner Tanto a Netflix quanto a Paramount cobiçam a Warner Bros. por seus estúdios de cinema e televisão, além de seu extenso catálogo de conteúdo e franquias como “Game of Thrones”, “Harry Potter” e os super-heróis da DC Comics. A Paramount mantém a “oferta hostil” de US$ 77,9 bilhões pela Warner Bros. como um todo, incluindo os canais a cabo. Além disso, no início deste mês, a empresa anunciou a intenção de iniciar uma disputa por procuração com o objetivo de eleger representantes para o conselho da companhia. A Warner Bros., no entanto, rejeitou a proposta apresentada pela Paramount, liderada por David Ellison, que revisou os termos da oferta e intensificou sua estratégia para convencer os acionistas de que a transação seria mais vantajosa. Segundo a Warner, um dos fatores que favoreceram o acordo com a Netflix foi a possibilidade de os acionistas manterem participação na parte da empresa que não seria adquirida pelo serviço de streaming, preservando assim o acesso a eventuais resultados futuros desse negócio. 👉 Agora, a nova estrutura do acordo elimina o chamado “collar knock-in”, mecanismo usado em operações com pagamento em ações para limitar o impacto de variações no preço dos papéis da empresa compradora entre o anúncio do negócio e sua conclusão. Com o pagamento integral em dinheiro, esse tipo de proteção deixa de ser necessário. Desde o anúncio do acordo com a Warner, as ações da Netflix acumulam queda de aproximadamente 15%. Os papéis, porém, reagiram após a divulgação de que a empresa passou a considerar uma proposta com pagamento integral em dinheiro, com alta de 1,53% no pré-mercado desta terça-feira. Netflix e Warner Bros. Reuters



Ibovespa bate recorde e fecha acima de 166 mil pontos pela 1ª vez; dólar sobe


20/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa subiu 0,87% nesta terça-feira (20) e fechou acima dos 166 mil pontos pela primeira vez na história, aos 166.277 pontos. O dólar encerrou a sessão em alta de 0,30%, cotado a R$ 5,3802. O aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Europa voltou a ficar no centro das atenções. Embora declarações recentes do presidente Donald Trump tenham reforçado a cautela nos mercados por receio de novas retaliações comerciais, analistas avaliam que o atual cenário abre espaço para mercados emergentes — parte do que explica o forte avanço da bolsa nesta terça. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As tensões comerciais entre EUA e Europa seguem no radar. No final de semana, Trump anunciou uma tarifa de 10% contra países europeus que são contrários aos planos americanos de anexação da Groenlândia. Líderes da União Europeia, por sua vez, classificaram as taxas como "inaceitáveis" e indicaram que o bloco já avalia possíveis contramedidas. A França pressiona a União Europeia a acionar seu mecanismo mais duro de retaliação econômica, conhecido como Instrumento Anticoerção. ▶️Em meio à cautela sobre a resposta europeia contra as tarifas de Trump, falas da presidente da UE, Ursula von der Leyen, também ficaram no radar. Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ela afirmou que a soberania da Groenlândia é “inegociável” e alertou que eventuais tarifas ou pressões entre os EUA e o bloco europeu seriam um erro estratégico. ▶️ O cenário acabou aumentando a aversão ao risco nos mercados globais, fazendo com que investidores reduzissem suas posições em Wall Street e redirecionassem recursos para os mercados emergentes — entre eles o Brasil, o que acabou impulsionando o Ibovespa acima dos 166 mil pontos. ▶️ Sem grandes destaques previsos na agenda doméstica para os próximos dias, investidores continuam atentos ao noticiário internacional. Entre os destaques, o mercado acompanha os painéis do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Trump deve discursar no fórum amanhã, e afirmou que pretende se reunir com “diversas partes” para defender sua posição sobre a importância estratégica da Groenlândia para os EUA. ▶️ Ainda na agenda, também está prevista a audiência da diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA, após uma tentativa de demissão por parte de Trump. O caso é visto como um teste para a independência do banco central americano. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: -1,98%; Acumulado do ano: -1,98%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,90%; Acumulado do mês: +3,20%; Acumulado do ano: +3,20%. Tensão EUA-Europa A tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de incorporar a Groenlândia ao território americano abriu uma frente inédita de tensão entre Washington e a União Europeia. A ilha, localizada no Ártico e pertencente à Dinamarca, tornou-se o centro de um embate político. Países europeus já planejam reações coordenadas, preocupados com possíveis desdobramentos diplomáticos e econômicos. As tensões chegaram ao ápice após o presidente americano anunciar, no último sábado (17), uma tarifa de 10% sobre oito países europeus contrários ao plano de anexação da ilha pelos EUA. 👉 Com as ameaças feitas por Trump, a União Europeia passou a discutir respostas para diferentes cenários, incluindo medidas de retaliação. Autoridades do bloco classificaram a postura americana como inadequada, sobretudo pelo uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão entre aliados. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que esse tipo de estratégia não contribui para resolver disputas dentro de uma aliança e ressaltou que uma guerra tarifária não atende aos interesses de nenhuma das partes. As críticas se estenderam a outros governos europeus. Ministros das Finanças que participaram de reuniões em Bruxelas falaram em decisões “irresponsáveis” e defenderam uma reação firme e coordenada do bloco. “A soberania e a integridade territorial da Groenlândia e do Reino da Dinamarca são inegociáveis”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante discurso no Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira. "As tarifas propostas são um erro, especialmente entre parceiros de longa data", completou. A Alemanha, por sua vez, indicou que não aceitará chantagens e lembrou que a União Europeia dispõe de diferentes instrumentos de resposta. Além disso, o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem direta a Trump demonstrando perplexidade com a ofensiva contra a Groenlândia. "Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia", escreveu Macron. A conversa, tornada pública pelo próprio presidente americano, antecedeu a convocação de uma reunião de emergência dos líderes europeus, marcada para quinta-feira (22), em Bruxelas. Macron também sugeriu um encontro do G7 em Paris, sinalizando a busca por uma saída diplomática para a crise. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street caíram para uma mínima de quase três semanas nesta terça-feira. O movimento acontece depois de Donald Trump renovar as ameaças de novas tarifas contra oito países europeus, vinculando o fim das medidas à compra da Groenlândia — proposta rejeitada pelas autoridades da ilha e da Dinamarca. A aversão ao risco aumentou, levando investidores a buscar proteção no ouro, que avançou 1,88%, cotado a US$ 4.758,93 por onça-troy. O Dow Jones Industrial Average caiu 1,76%, para 48.488,96 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 2,06%, aos 6.796,94 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 2,39%, para 22.954,32 pontos. Na Europa, os mercados acompanharam o tom negativo vindo do exterior, com as novas ameaças tarifárias dos EUA afetando diretamente o humor dos investidores. No fechamento, o índice Stoxx 600 recuou 0,72%, aos 602,68 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,67%, para 10.126,78 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, teve baixa de 1,08%, aos 24.689,67 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, cedeu 0,61%, para 8.062,58 pontos. Na Ásia, os mercados encerraram o dia pressionados por medidas mais firmes das autoridades reguladoras chinesas contra práticas consideradas abusivas. No fechamento, os principais índices tiveram desempenho variado. Em Xangai, o SSEC caiu 0,01% para 4.113 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,33% para 4.718 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,29% para 26.487 pontos. No Japão, o Nikkei perdeu 1,1% para 52.988 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,39% para 4.885 pontos. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,38% para 31.759 pontos, e em Cingapura, o Straits Times recuou 0,23% para 4.823 pontos. Dólar freepik



Em Davos, von der Leyen afirma que tarifas dos EUA são um ‘erro’ e defende a soberania da Groenlândia


20/01/2026 10:41 - g1.globo.com


Von der Leyen: Soberania da Groenlândia é inegociável A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (20), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a soberania da Groenlândia é “inegociável” e alertou que eventuais tarifas ou pressões entre Estados Unidos e União Europeia seriam um erro estratégico. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões no Ártico. No último sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que aplicará uma tarifa de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026, caso se oponham ao seu plano de comprar a Groenlândia — território que pertence à Dinamarca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo von der Leyen, a estabilidade da região depende da cooperação entre aliados históricos, e não de ações unilaterais. “A soberania e a integridade territorial da Groenlândia e do Reino da Dinamarca são inegociáveis”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, ao defender solidariedade total da União Europeia com o território autônomo dinamarquês. Para ela, a segurança do Ártico “só pode ser alcançada em conjunto”, em referência à atuação coordenada entre Europa, EUA e países da Otan. Sem citar diretamente o governo americano, von der Leyen criticou a possibilidade de imposição de novas tarifas entre aliados. “As tarifas propostas são um erro, especialmente entre parceiros de longa data”, disse. “Em política, assim como nos negócios, um acordo é um acordo. E quando amigos apertam as mãos, isso precisa significar algo”, acrescentou. A presidente ressaltou que a União Europeia e os EUA firmaram um acordo comercial em julho do ano passado e alertou que uma escalada de disputas comerciais só beneficiaria adversários estratégicos comuns. “Entrar em uma espiral descendente apenas ajudaria aqueles que ambos estamos determinados a manter fora do cenário estratégico”, afirmou. No último domingo (18), líderes da União Europeia se reuniram para discutir uma resposta conjunta ao agravamento das tensões diplomáticas e militares no Ártico com os EUA. Convocado em caráter de emergência, o encontro contou com representantes dos 27 países do bloco, em Bruxelas, sob a presidência rotativa da UE exercida pelo Chipre. Trump afirmou que a Groenlândia é estratégica para a segurança dos EUA, por sua localização e por suas reservas minerais, e não descartou o uso da força, o que aumentou o alerta entre aliados europeus. Em resposta às declarações do presidente americano, países europeus anunciaram o reforço militar da segurança na região, incluindo o envio de pequenos contingentes militares à ilha, a pedido do governo da Dinamarca. Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda disseram, em comunicado conjunto, estar comprometidos com a defesa da Groenlândia e com o fortalecimento da segurança do Ártico no âmbito da Otan. O governo da Groenlândia agradeceu publicamente o apoio europeu. Acordo UE-Mercosul Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo Durante discurso, von der Leyen afirmou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no último sábado (17), no Paraguai, representa uma mudança estratégica na política comercial do bloco em um cenário global marcado por tensões e disputas tarifárias. Segundo ela, o tratado, concluído após 25 anos de negociações, cria “a maior zona de livre comércio do mundo”, ao reunir 31 países, mais de 700 milhões de consumidores e cerca de 20% do PIB global. “Com este acordo, a União Europeia e a América Latina estão escolhendo o comércio justo em vez de tarifas, a parceria em vez do isolamento e a sustentabilidade em vez da exploração”, afirmou. Von der Leyen destacou que o acordo envia um recado político claro ao mercado internacional ao reforçar a diversificação das cadeias produtivas e reduzir dependências externas. “Estamos falando sério sobre reduzir riscos nas nossas economias e diversificar nossas cadeias de suprimentos”, disse. A presidente da Comissão Europeia ressaltou ainda que o tratado está alinhado aos compromissos climáticos do bloco. “Este acordo está alinhado ao Acordo de Paris”, afirmou, ao defender que crescimento econômico e sustentabilidade precisam avançar juntos. Para von der Leyen, o Mercosul ocupa um papel central na estratégia europeia de aproximação com os polos de crescimento do século XXI. “A Europa quer fazer negócios com os centros de crescimento de hoje e com as potências econômicas deste século, da América Latina ao Indo-Pacífico”, disse. “A Europa sempre escolherá o mundo, e o mundo está pronto para escolher a Europa”, concluiu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Layen, discursa durante a 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça Reuters



Fachin antecipa volta a Brasília e quer conversar com ministros sobre Toffoli no caso Master


20/01/2026 10:33 - g1.globo.com


Caso Master: Toffoli determina que depoimentos ocorram no STF, e não na PF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou a volta a Brasília para o início desta semana, na tentativa de gerenciar os impactos da crise do banco Master na imagem do tribunal. O blog apurou que, desde segunda-feira (19), Fachin tem procurado os demais ministros para conversar sobre o caso. Ele retornou à capital federal das férias na noite desta segunda, onde teve reuniões e fez ligações telefônicas. Nesta terça-feira (20), ele segue para São Luís (MA), onde vai se reunir com o ministro Flávio Dino. O ponto central das discussões é a manutenção do ministro Dias Toffoli à frente do inquérito do Caso Master. Decisões atípicas do ministro Toffoli causaram reações na Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e até entre as defesas dos investigados. A volta de Fachin antes da data prevista foi decidida após conversas com colegas da Corte. Ele havia passado a presidência ao vice, ministro Alexandre de Moraes, e a previsão inicial era de retorno apenas no final de semana, já que a abertura do ano Judiciário será em 2 de fevereiro. Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin e do Senhor Ministro Alexandre de Moraes como Presidente e Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. Luiz Silveira/STF Toffoli e banco Master A atuação de Toffoli no caso do Banco Master começou quando o ministro decidiu levar para o STF todas as decisões relacionadas à investigação. Com isso, qualquer diligência da PF que dependa de autorização judicial passou a ter de ser submetida diretamente a ele, mesmo em investigações que inicialmente tramitavam na primeira instância. A decisão foi tomada após pedido das defesas de diretores do banco, que alegaram a existência de possíveis pessoas com foro privilegiado citadas nos autos. A determinação atingiu, inclusive, apurações que não envolviam autoridades com foro especial. Em seguida, Toffoli decretou sigilo sobre o conteúdo e a tramitação do caso no STF. Com isso, atos processuais, despachos e decisões passaram a não ser acessíveis ao público e, em alguns momentos, nem mesmo visíveis nos sistemas de consulta processual. Ele também tomou uma decisão incomum a respeito do material apreendido. Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal em novas fases da investigação fosse encaminhado diretamente ao STF. Após pedido da própria PF e parecer da Procuradoria-Geral da República, o ministro reviu a decisão e determinou que o material ficasse sob guarda da PGR. A Polícia Federal alertou para o risco de prejuízo à análise das provas caso não tivesse acesso direto ao material apreendido. Decisões 'atípicas' No último sábado (17), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota pública informando que as decisões de Toffoli sobre o caso do Banco Master mostram um cenário "atípico" e implicam "afronta às prerrogativas". "No caso em referência, contudo, há notícias de que decisões judiciais vêm determinando a realização de acareações, prazos exíguos para buscas e apreensões, bem como para inquirições, à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial", afirmou a entidade. "Ademais, registra-se a existência de determinações judiciais relativas à lacração de objetos apreendidos, ao encaminhamento de materiais para outros órgãos e, ainda, à escolha nominal de peritos para a realização de exames periciais, providências que destoam dos protocolos institucionais da Polícia Federal", continua a ADPF. A associação afirma que, ao longo de décadas, a cooperação entre as duas instituições resultou em investigações com desfechos considerados relevantes, sempre a partir da observância das atribuições constitucionais e legais de cada órgão.



Nova CNH: motoristas deixaram de gastar R$ 226 milhões com renovação automática e gratuita, diz ministério


20/01/2026 08:03 - g1.globo.com


Desde o início de 2026, com as novas regras para a CNH, 340 mil motoristas conseguiram renovar a habilitação de forma automática e gratuita, segundo o Ministério dos Transportes. A economia com taxas chega a R$ 226 milhões. Esse valor deixou de ser arrecadado com taxas, exames e procedimentos administrativos. Entre os motoristas beneficiados, a maioria tem habilitação para dirigir carro: 52% das renovações foram para a categoria B, que permite dirigir apenas carro; 45% das renovações foram para a categoria AB, que permite dirigir carro e moto; 3% das renovações foram para a categoria A, que permite dirigir apenas moto. De todo o Brasil, o Sudeste concentra o maior número de renovações automáticas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estes foram os 10 estados com mais CNHs renovadas: São Paulo: 86.770 carteiras; Minas Gerais: 35.771 carteiras; Rio de Janeiro: 29.343 carteiras; Paraná: 22.119 carteiras; Rio Grande do Sul: 18.239 carteiras; Bahia: 15.226 carteiras; Santa Catarina: 13.230 carteiras; Pernambuco: 12.927 carteiras; Goiás: 12.213 carteiras; Ceará: 11.798 carteiras. O Ministério dos Transportes também informou que 30 mil permissões para dirigir foram convertidas em carteiras definitivas. Segundo a pasta, o aplicativo CNH do Brasil já conta com 40,2 milhões de usuários. Na comparação com os dados divulgados pelo próprio ministério, esse total representa 43,78% dos motoristas com habilitação emitida até o final de 2025. Até a primeira quinzena de janeiro de 2026, foram registradas 2,7 milhões de solicitações de primeira habilitação. No mesmo período, foram emitidos 1 milhão de certificados para candidatos que concluíram o curso online, antes restrito às autoescolas. Como renovar a habilitação automaticamente e de graça A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça e nem automaticamente Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 122,17. Em Alagoas, a cobrança é maior, chegando a R$ 144,12; No Acre, a taxa é de R$ 89,75. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.



Só 3 países ampliaram compras de café brasileiro em 2025 entre os grandes importadores; veja quais


20/01/2026 06:00 - g1.globo.com


Brasil é o maior produtor de café do mundo Chevanon Photography/Pexels Entre os dez maiores importadores de café do Brasil, apenas três ampliaram as compras do produto nos últimos 12 meses, na comparação com 2024, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Japão, Turquia e China, por motivos diferentes, escaparam da tendência geral e compraram mais café brasileiro, em um ano marcado por problemas climáticos que afetaram a produção e pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil. Entre janeiro e dezembro de 2025, o Brasil exportou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de café, considerando todos os tipos do produto, para 121 países. O volume representa queda de 20,8% em relação a 2024, apesar da receita recorde, impulsionada pelos preços mais altos do café no mercado internacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 No mercado norte-americano, as exportações brasileiras caíram 33,9% em 2025 após o tarifaço, que continua em vigor para o café solúvel. Os EUA, inclusive, deixaram de ser o principal comprador de café brasileiro. A liderança passou para a Alemanha, que, mesmo assim, também reduziu as importações do produto. As exportações para o país europeu caíram 28,7%. LEIA MAIS Brasil exporta menos café em volume, mas alcança receita recorde em 2025 Como o café e o agro brasileiro devem se beneficiar do acordo UE-Mercosul Fora da curva O cenário para Japão, Turquia e China, no entanto, foi diferente. O Japão foi o quarto maior comprador de café brasileiro em 2025, com importações superiores a 2,6 milhões de sacas, um aumento de 19,4% em relação a 2024. Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o movimento está ligado à recomposição de estoques pelos importadores japoneses. “O Japão passou por um período em que comprou menos café do Brasil, porque estava com bastante estoque. Na medida que eles foram baixando, eles voltaram a comprar”, explica. Já a Turquia, sexta maior importadora do café brasileiro, ampliou as compras em 3,26% em 2025. Segundo o Cecafé, o país adquiriu mais café para atender o mercado interno e também para redistribuir o produto a outros países da região. “A Turquia exporta café para vários países em situação de dificuldade, em guerra”, afirmou Ferreira. Preço do café pode continuar caindo em 2026, mas não vai ficar barato Disparada do consumo da China A China, conhecida como o país do chá, é um mercado em rápida expansão para o café. Atualmente, o país é o sexto maior consumidor do mundo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), atrás apenas da União Europeia, EUA, Brasil, Filipinas e Japão. Em 2025, a China comprou 19,49% mais café brasileiro do que no ano anterior, totalizando 1,1 milhão de sacas de 60 kg. Com isso, o país ocupa a décima posição no ranking de importadores do produto. “Ao contrário de países que buscam preços competitivos no mundo, a China prioriza o café arábica brasileiro”, diz o presidente do Cecafé. “O país segue numa crescente. Os jovens chineses estão tomando cada vez mais café”, afirma Ferreira. “O que temos de consumo, agora, é muito aquém do que veremos nos próximos cinco, dez anos.”



Trump ameaça taxar vinhos franceses em 200% para pressionar Macron a aderir ao 'Conselho da Paz'


20/01/2026 05:48 - g1.globo.com


Emmanuel Macron e Donald Trump REUTERS/Al Drago O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses. O objetivo segundo ele é pressionar o presidente da França, Emmanuel Macron, a aderir ao "Conselho da Paz" - órgão anunciado pelos EUA para atuar na manutenção da paz em Gaza e em outros conflitos mundiais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Questionado por um repórter sobre a declaração de Macron de que não participará do conselho, Trump disse: "Ele disse isso? Bem, ninguém o quer porque ele deixará o cargo muito em breve". "Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas não precisa aderir”, afirmou Trump. A França pretende recusar o convite para integrar a iniciativa, segundo uma fonte próxima a Macron. 🔎 Trump propôs originalmente a criação do Conselho da Paz em setembro passado, quando anunciou seu plano para encerrar a guerra em Gaza. Já o convite enviado a líderes mundiais na semana passada descreve um papel amplo para encerrar conflitos em todo o mundo. Um rascunho do estatuto enviado pela administração dos EUA a cerca de 60 países prevê que os membros contribuam com US$ 1 bilhão em dinheiro, caso queiram que sua participação dure mais de três anos, conforme o documento obtido pela Reuters. Governos reagiram com cautela ao convite de Trump. Para diplomatas, o conselho poderia prejudicar o trabalho da ONU. Entre os convidados para integrar o órgão está o presidente Lula, que ainda não respondeu. LEIA MAIS Conselho de Paz de Gaza: o que se sabe sobre a proposta de Trump 'ONU paralela': por que o Conselho da Paz de Trump está gerando temor entre lideranças mundiais Brasil avalia convite de Trump para participar de Conselho da Paz



Mega-Sena pode pagar R$ 50 milhões nesta terça-feira


20/01/2026 03:01 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.962 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 50 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (20), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado (17), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Banco Master: FGC começou ressarcimentos nesta segunda; saiba como reaver seu dinheiro


19/01/2026 23:52 - g1.globo.com


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já está recebendo os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master. O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores. Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade. Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. Segundo o FGC, os ressarcimentos começaram nesta segunda-feira (19). Cerca de 600 mil credores do Banco Master já fizeram o pedido, de acordo com o balanço divulgado na noite desta segunda. Desses, 400 mil concluíram o pedido (fizeram o trâmite completo). O FGC estima que 800 mil credores do Banco Master têm direito ao ressarcimento. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master. Reprodução/g1 O que acontece para quem tinha dinheiro no Master? Embora exista a garantia, o pagamento do FGC não é imediato. O processo só começou depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos. Segundo o FGC: o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil. o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. Com as informações recebidas, o FGC liberou neste sábado (17) a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos. Para solicitar o ressarcimento: Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia; Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição. Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos. Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes. Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br. Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store. "No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo. Veja o passo a passo: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. "O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. ⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores. O que aconteceu com o Banco Master? O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro do ano passado. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional. O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. O caso mais conhecido era a emissão títulos de renda fixa, os CDBs, que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. (veja aqui o que acontece com investidores) O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Master. Na última semana, a Polícia Federal realizou uma segunda fase da operação, que incluiu buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele. O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos. Segundo as investigações: O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro. Ao comprar um CDB, o cliente empresta o dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno. O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB — que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master. Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master — e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF. Além disso, o Master era conhecido por comprar precatórios e investir em empresas em dificuldade. Para evitar a quebra, foram realizadas tentativas de venda do banco, o que inclui uma proposta do BRB. Todas acabaram canceladas, envoltas em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1 Sede do Banco Master Divulgação/Banco Master



Caso Master: FGC recebeu 600 mil pedidos do total de 800 mil credores


19/01/2026 23:07 - g1.globo.com

FGC diz que 150 mil credores do banco Master começam a receber garantias Cerca de 600 mil credores do Banco Master já fizeram o pedido de ressarcimento junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de acordo com o balanço divulgado na noite desta segunda-feira (19). Desses, 400 mil concluíram o pedido (fizeram o trâmite completo). O FGC estima que 800 mil credores do Banco Master têm direito ao ressarcimento. Os pagamentos começaram nesta segunda-feira, em parcela única, para quem investiu em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco. Segundo o FGC, os valores são pagos à vista, respeitado o teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. Ritmo de atendimento O FGC informou que o aplicativo opera normalmente e processa, em média, 11,8 mil pedidos por hora, o equivalente a cerca de 3 solicitações por segundo. Em momentos de pico, acessos simultâneos ainda podem provocar alguma lentidão. “Pontualmente, volumes anormais de acessos simultâneos ainda causam alguma lentidão”, informou o fundo. Pagamentos e validação de identidade Dos pedidos já registrados, aproximadamente 400 mil credores finalizaram todo o processo, incluindo a validação de identidade, e entraram na fila de pagamento. O FGC alerta que, por exigências de segurança e prevenção a fraudes, alguns casos passam por etapas adicionais de verificação, o que pode prolongar o prazo para liberação dos recursos. Após a confirmação do pagamento, o credor recebe uma cópia do documento assinado, e o processo pode ser acompanhado a qualquer momento pelo aplicativo. 📄 Documentos aceitos para validação no app: RG (com CPF); Carteira Nacional de Identidade (CIN); CNH física ou digital; RNE e CRNM. O fundo também informou que houve recusas em casos em que credores tentaram validar a biometria com documentos sem CPF. Valores e capacidade financeira do fundo Segundo o FGC: o número de credores caiu da estimativa inicial de 1,6 milhão para cerca de 800 mil; o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, abaixo da projeção inicial de R$ 41,3 bilhões; o fundo tem liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025. Alerta para golpes O FGC também reforçou o alerta para tentativas de golpe envolvendo o pagamento das garantias. “O FGC não cobra nenhum tipo de taxa, não antecipa pagamentos, não transfere créditos garantidos e não utiliza intermediários. Nenhum contato é feito por WhatsApp ou SMS”, informou a instituição. O presidente do fundo, Daniel Lima, afirmou que é fundamental atenção redobrada: “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”. Quem tem direito à cobertura do FGC? ➡️ Estão cobertos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição: CDB e RDB; Letras de Crédito Imobiliário (LCI); Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). A indenização considera o valor investido mais os rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitado o teto. Exemplo: Quem tinha R$ 180 mil aplicados e R$ 100 mil em rendimentos recebe até R$ 250 mil. O excedente entra na fila da liquidação. ❌ Não têm cobertura do FGC: Debêntures; CRIs e CRAs; Fundos de investimento; Títulos fora do sistema de proteção. Liquidação do Banco Master O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição enfrentava dificuldades financeiras, com alto custo de captação e forte exposição a investimentos considerados arriscados. Tentativas de venda, como a proposta do BRB, não avançaram diante de questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções ao banco em investigações. O alerta no mercado se intensificou quando o Master passou a oferecer CDBs com rentabilidades muito acima do padrão.



Polícia Federal marca para a próxima semana depoimentos do caso Master


19/01/2026 22:51 - g1.globo.com


Fundo Garantidor de Créditos começa a pagar credores do Banco Master nesta segunda A Polícia Federal marcou para a próxima semana 11 novos depoimentos dentro das investigações do caso Master, segundo fontes da PF afirmaram ao blog. As oitivas foram autorizadas pelo ministro do STF Dias Toffoli, que determinou que ocorram em apenas dois dias, não nos seis solicitados pela PF. Estão programados depoimentos de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, ex-diretores do Banco Master, e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ainda não está definido se Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, será ouvido novamente. A grande dificuldade que a PF enfrenta é conseguir analisar os materiais apreendidos na semana passada, na segunda fase da operação Compliance Zero. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil Por determinação de Dias Toffoli, ficam sob custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e serão periciadas por quatro nomes escolhidos pelo próprio ministro do STF. A análise do material por quem já vem tocando a investigação desde 2025 é importante para a coleta dos depoimentos, mas ainda depende de autorização de Toffoli. O ministro do STF também ainda não autorizou o início da investigação sobre influencers contactados e contratados para atacar o Banco Central, solicitada há uma semana pela PF.



'Tolerância zero': Anac estuda suspensão temporária para passageiros brigões


19/01/2026 21:55 - g1.globo.com

Passageiro é tirado de voo em Brasília após conflito sobre 'modo avião' de celular A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estuda a adoção de regras de “tolerância zero” contra passageiros indisciplinados. O regulamento em análise prevê medidas punitivas para coibir esse tipo de conduta. Uma das possibilidades avaliadas é a proibição de embarque de infratores por um período determinado. A vedação de embarques já está prevista no Código Brasileiro de Aeronáutica, explicou o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, mas ainda depende de regulamentação específica por parte da agência. “O que a Anac vai fazer é uma nova regulamentação. A gente vai, por exemplo, permitir que as companhias aéreas possam punir esses passageiros. De que modo isso se dará ainda está sendo construído. Pode ser que a pessoa não possa viajar mais, que tenha uma restrição para embarcar em aeronaves”, afirmou Faierstein, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira. Questionado sobre a possibilidade de a proposta ferir o direito constitucional de ir e vir, o diretor-presidente disse que o tema está sendo analisado pela área jurídica da agência. “Por isso que eu falei que essas regras estão sendo estudadas, inclusive com a nossa procuradoria, para que a gente não interfira no direito de ir e vir. Estamos avaliando com cuidado para fazer uma regulamentação que seja efetiva, mas que não fira outras leis ou normas”, afirmou. Segundo Faierstein, ainda não há data definida para a conclusão do regulamento, embora a expectativa seja de que o processo seja finalizado ainda no primeiro semestre deste ano. Casos recentes Na última semana, a Polícia Federal (PF) retirou um homem de um avião no Aeroporto de Brasília após ele se negar a colocar o celular no modo avião. Passageiros relataram que uma comissária perguntou se o homem havia colocado o aparelho no modo avião. Ele teria respondido que não e que “nem se o avião caísse” faria isso. Outros funcionários tentaram dialogar com o passageiro, que se recusou a mostrar o celular. A aeronave chegou a taxiar na pista para decolagem, mas acabou retornando à baia. Imagens registraram o momento em que tripulantes tentaram negociar e pediram que o homem deixasse a aeronave, mas ele se recusou. Outros passageiros também se manifestaram durante a discussão, pedindo que ele saísse do avião. “Indisciplina do senhor”, disse um funcionário. “Vocês vão ter que provar isso. Você sabe que vai entrar um processo judicial”, respondeu o passageiro. Diante da resistência em deixar a aeronave, a Polícia Federal foi acionada e retirou o homem do avião.



Atingido por tarifaço, Brasil exporta menos café em volume, mas alcança receita recorde em 2025


19/01/2026 19:24 - g1.globo.com


Saca de café em fazenda perto de Brasília em 15 de julho de 2025 Adriano Machado/Reuters A exportação brasileira de café alcançou uma receita recorde em 2025, de US$ 15,6 bilhões, mesmo com uma queda do volume exportado em relação aos anos anteriores. A informação é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). De acordo com a entidade, o Brasil embarcou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto, para 121 países, entre janeiro e dezembro do ano passado. Foi uma queda de 20,8% em relação a 2024. Uma das explicações para a redução, segundo o Cecafé, foi o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, entre agosto e novembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS Preço do café pode continuar caindo em 2026, mas não vai ficar barato Como o café e o agro do Brasil devem se beneficiar do acordo UE-Mercosul A receita de mais de US$ 15 bilhões, no entanto, foi a maior da história e representou um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior, segundo o Cecafé. Um dos motivos para a maior receita foi o aumento do preço do produto. Em 2024, o valor médio da saca de 60 kg foi US$ 248,36. No ano passado, esse valor aumentou para US$ 389,17, impulsionado pela baixa disponibilidade do café no mercado. Alemanha ultrapassou EUA como maior mercado O ano de 2025 também mostrou uma mudança no topo dos mercados consumidores do café brasileiro, com a Alemanha assumindo o lugar dos Estados Unidos como maior comprador do produto nacional. O fator principal para a mudança, novamente, foi o tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump. Em todo o ano passado, a Alemanha comprou 5,40 milhões de sacas de 60 kg do café brasileiro, contra 5,38 milhões dos Estados Unidos. "Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, e vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas", disse Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.



PIX tem instabilidade e clientes reclamam nas redes sociais


19/01/2026 17:53 - g1.globo.com


O PIX enfrentou instabilidade nesta segunda-feira (19). Nas redes sociais, usuários relataram falhas generalizadas que impactaram o sistema de pagamentos em diferentes instituições financeiras. Segundo o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços online, mais de 6 mil reclamações já haviam sido feitas por volta das 14h40. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O site também apontou aumento nas reclamações em pelo menos oito bancos, sugerindo que a falha está no sistema do Banco Central, e não em uma instituição específica. Entre os bancos que haviam registrado reclamações, estavam: Inter; Itaú Unibanco; Bradesco; Banco do Brasil; Nubank; Santander Brasil; Caixa Econômica Federal; e C6 Bank. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Procurados, Banco do Brasil e Itaú informaram que não registraram nenhuma falha em seus sistemas internos. Já o Santander informou que a instabilidade foi "externa ao seu sistema", reiterando que a questão foi solucionada e o PIX opera normalmente para os clientes. O C6 Bank, por sua vez, afirmou que foi afetado por uma indisponibilidade do sistema PIX, mas destacou que "as operações no aplicativo do banco já funcionam normalmente". Os demais bancos citados não responderam imediatamente a um pedido de posicionamento. PIX enfrenta instabilidade nesta segunda-feira (19). g1 Já o Banco Central informou que o serviço do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) — base de dados centralizada operada pelo BC e que armazena as informações das chaves PIX — "apresentou indisponibilidade decorrente de problemas internos" das 14h31 às 15h10 desta segunda-feira. "As equipes técnicas atuaram na identificação e resolução da causa, e o PIX já está operando normalmente", informou a instituição. Veja alguns dos relatos sobre os problemas no PIX: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text PIX Augusto Castro



Elon Musk se aproxima de patrimônio inédito de US$ 800 bilhões


19/01/2026 16:55 - g1.globo.com


Elon Musk está prestes a alcançar um marco inédito na história das grandes fortunas globais, com um patrimônio estimado em US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões). O avanço ocorre em meio a uma forte valorização de seus negócios ligados à tecnologia, especialmente na área de inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nas últimas semanas, investidores privados mais do que dobraram a avaliação da xAI Holdings, empresa que reúne as operações de inteligência artificial e mídia social do empresário, levando o valor da companhia a US$ 250 bilhões. Esse movimento acrescentou cerca de US$ 62 bilhões à fortuna pessoal de Musk em um curto espaço de tempo. De acordo com a "Forbes", a nova rodada de captação elevou o valor da participação de 49% de Musk na xAI Holdings para US$ 122 bilhões. O montante supera os US$ 113 bilhões atribuídos à empresa no momento em que a startup de IA foi incorporada à rede social X, antigo Twitter, em março do ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com esse ganho, o patrimônio total de Musk chegou a aproximadamente US$ 780 bilhões, reforçando sua posição isolada como a pessoa mais rica do mundo. O empresário agora está a poucos passos de se tornar o primeiro bilionário da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões. Investidores bilionários ampliam patrimônio A valorização recente da xAI Holdings não beneficiou apenas Musk. Outros bilionários que investiram na empresa de inteligência artificial também viram suas fortunas crescerem com a nova rodada de avaliação. Entre eles estão o príncipe saudita Alwaleed Bin Talal Alsaud, um dos primeiros investidores do Twitter, além de Jack Dorsey, cofundador da rede social, e Larry Ellison, cofundador da Oracle. Príncipe Alwaleed Bin Talal Alsaud: detém cerca de 1,6% da xAI Holdings, participação avaliada em aproximadamente US$ 4 bilhões, sem considerar uma fatia maior mantida por meio da Kingdom Holding Company. Com isso, seu patrimônio pessoal é estimado em cerca de US$ 19,4 bilhões. Jack Dorsey: possui uma participação estimada de 0,8% na empresa, avaliada em torno de US$ 2,1 bilhões, o que elevou sua fortuna para aproximadamente US$ 6 bilhões. Larry Ellison: também detém cerca de 0,8% da xAI Holdings, com participação avaliada em aproximadamente US$ 2,1 bilhões, elevando seu patrimônio total para cerca de US$ 241 bilhões. Elon Musk REUTERS/Nathan Howard Crescimento acelerado e polêmicas A rodada mais recente de captação ocorre, no entanto, em um momento de forte consumo de caixa. Em meio à corrida global por avanços em inteligência artificial, a xAI tem ampliado seus investimentos de forma agressiva e, segundo documentos internos, queimou cerca de US$ 7,8 bilhões nos primeiros nove meses de 2024. Além da pressão sobre as finanças, a xAI enfrenta controvérsias que ampliam os desafios do negócio. O chatbot Grok, desenvolvido pela companhia, foi alvo de críticas após gerar imagens falsas de mulheres reais em trajes íntimos, sem consentimento. O caso ganhou dimensão jurídica com o ajuizamento de uma ação por Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Musk. No Brasil, o g1 também mostrou o relato de uma mulher que teve fotos usadas no antigo Twitter para criar imagens que simulavam nudez ou o uso de roupas íntimas. Com a repercussão negativa internacional, a xAI anunciou, na quarta-feira (14), que o chatbot deixaria de editar imagens de pessoas reais com roupas reveladoras em países onde esse tipo de conteúdo é ilegal. A empresa informou ainda que está adotando novas medidas de segurança, como a restrição da criação e edição de imagens a contas pagas — iniciativa que, segundo a companhia, busca aumentar a responsabilização dos usuários pelo uso da ferramenta. Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration



Perfuração da Petrobras na costa do Amapá segue sem previsão de retomada após vazamento de fluido


19/01/2026 16:26 - g1.globo.com


Perfuração de petróleo no Amapá é paralisada após vazamento de fluido A operação de perfuração realizada por uma sonda da Petrobras, na Foz do Amazonas, localizada na costa do Amapá, permanece paralisada após um vazamento de fluido registrado em 4 de janeiro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou que a retomada só poderá ocorrer mediante autorização da agência. A liberação está condicionada à entrega de um diagnóstico inicial que explique as causas imediatas do ocorrido, os impactos sobre as barreiras de segurança e sobre a operação. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Segundo a ANP, a Petrobras ainda não enviou relatório detalhado sobre o incidente. Diante disso, a perfuração segue suspensa. O g1 entrou em contato com a Petrobras, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Prazo para entrega De acordo com a Resolução ANP nº 882/2022, a Petrobras tem 90 dias, a contar da constatação inicial do vazamento, para apresentar o relatório completo com as causas do incidente. O que deve constar no relatório O documento precisa seguir o conteúdo mínimo definido pelo Anexo II da Resolução 882/2022, incluindo: Causas imediatas do incidente Impactos sobre as barreiras de segurança Ações mitigadoras adotadas LEIA TAMBÉM: Petrobras confirma que vai atender solicitação do MPF sobre perda de fluido em águas profundas no Amapá MPF pede explicações à Petrobras e ao Ibama sobre vazamento de fluido na Foz do Amazonas Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento de fluido Segundo a ANP, a Petrobras ainda não enviou relatório detalhado sobre o incidente. Jornal Nacional/ Reprodução Próximos passos da ANP Após receber o relatório, a ANP irá: Avaliar as causas determinadas e as ações propostas para tratamento. Solicitar evidências de implementação das medidas, se necessário. Seguir acompanhando o caso junto à Petrobras, à Marinha e ao Ibama, no âmbito do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA). Prevenção de novos incidentes A ANP reforça que o regime de Segurança Operacional adotado no Brasil é alinhado a normas internacionais, como as da Noruega e do Reino Unido, e tem foco preventivo. No caso atual, a falha foi controlada e não houve danos ao meio ambiente ou às pessoas. A retomada da perfuração só ocorrerá após a constatação das causas e a adoção das medidas necessárias. Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas. Arte/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:



Banco Master: aplicativo do FGC tem instabilidade no primeiro dia de pagamentos


19/01/2026 15:50 - g1.globo.com


FGC diz que 150 mil credores do banco Master começam a receber garantias O aplicativo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) apresenta instabilidade nesta segunda-feira (19), primeiro dia de ressarcimento dos credores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master. Segundo o fundo, mais de 377 mil pedidos já haviam sido registrados desde o último sábado (17). Os pagamentos serão feitos à vista e em uma parcela única. Assim, se um investidor tem cerca de R$ 200 mil em CDBs do Master, por exemplo, ele receberá todo o montante em uma única parcela. Para empresas, o pedido deve ser feito pelo site do FGC na internet. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🔎 O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI). Procurado, o FGC não respondeu imediatamente a um pedido de posicionamento. O fundo já apresentava instabilidade desde sábado, quando iniciou o prazo para credores pedirem ressarcimento por seus investimentos no Master. Aplicativo do FGC apresenta instabilidade para os usuários Reprodução Na ocasião, o FGC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o aplicativo registrou um alto volume de acessos simultâneos, provocando instabilidades e afetando a sua disponibilidade aos usuários. Depois de concluída a solicitação, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade, informou o Fundo Garantidor de Crédito. Segundo o FGC: o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil. o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. ➡️O FGC informou que possui liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025. FGC alerta para tentativas de golpes ➡️O FGC também alertou para possíveis tentativas de golpe envolvendo o pagamento de garantia. O órgão reforçou que os canais oficiais de atendimento e divulgação de informações são o app do FGC, telefone, email e redes sociais. "O FGC não cobra nenhum tipo de taxa para efetuar o pagamento da garantia, não antecipa, não transfere créditos garantidos e não utiliza intermediários. Nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS", informou. Segundo o presidente do FGC, Daniel Lima, é importante que as pessoas estejam atentas para não serem enganadas. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos", acrescentou Daniel, Lima, do FGC. Quem está protegido pelo FGC? Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC. Quem não está protegido pelo FGC? Não têm direito à cobertura do FGC os investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como: Debêntures; Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs),; Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs); Fundos de investimento; Títulos emitidos fora do sistema de proteção. Nesses casos, não há indenização automática: todo o valor investido entra integralmente na fila da liquidação e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias. Liquidação do banco Master A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.



Após escândalo no Master, Haddad diz que BC deveria fiscalizar e regular fundos de investimento; atualmente, funções são da CVM


19/01/2026 14:48 - g1.globo.com


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que os fundos de investimento, atualmente sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deveriam passar a ser regulados e fiscalizados pelo Banco Central. 🔎A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, mas com autonomia financeira, orçamentária e administrativa. É responsável por tomar decisões sobre a regulação e fiscalização do mercado de valores mobiliários, títulos ou contratos de investimento coletivo (leia mais aqui). A Polícia Federal tem investigado, na Operação Compliance Zero, o uso de fundos de investimento para inflar artificialmente o patrimônio do Master com o objetivo de viabilizar fraudes financeiras bilionárias do banco de Daniel Vorcaro. Diante das irregularidades, o Banco Central liquidou o Master e, na semana passada, também decretou a liquidação da empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos. A Reag, que já vinha sendo investigada pela PF por suspeitas de ligação com o PCC, entrou na mira da Operação Compliance Zero. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em entrevista ao UOL, Fernando Haddad foi questionado sobre os desdobramentos das investigações sobre fraudes financeiras. Ele disse que apresentou uma proposta que prevê maior atuação do BC na fiscalização de fundos. "Apresentei uma proposta, que esta sendo discutida no âmbito do Executivo, para ampliar o perímetro regulatório do BC. Tem coisa que deveria estar no BC, e que está na CVM. O Banco Central tem de passar a fiscalizar os fundos, há intersecção grande hoje entre fundos, finanças. Isso tem impacto sobre a contabilidade pública, a conta remunerada, as compromissadas", afirmou. Ele explicou que essa proposta, por enquanto, é uma iniciativa dele e não do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas acrescentou que o tema já está sendo discutido pelo Executivo. "Entendo que seria uma resposta muito boa nesse momento ampliarmos o poder de fiscalização sobre os fundos pelo Banco Central. Fica em um lugar só, que é mais ou menos o desenho dos BCs em países desenvolvidos", acrescentou Haddad. Polêmica sobre indicação à CVM A CVM é formada por cinco integrantes: quatro diretores e um presidente – todos são nomeados pelo presidente da República e precisam de aprovação pelo Senado. Atualmente, a diretoria da CVM só tem duas vagas ocupadas. Uma recente indicação do presidente Lula para o órgão causou polêmica e gerou críticas do mercado e de especialistas. O petista escolheu o advogado Otto Lobo para presidir o órgão. Ele conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de parlamentares do centrão. O governo fez um acordo para que o Congresso indique dois nomes para a diretoria da CVM. Os congressistas, no entanto, pressionaram para que Otto Lobo fosse indicado para presidir o colegiado, o que causou incômodo na equipe econômica do governo. A escolha também não é a ideal na avaliação do mercado e de especialistas, que consideram fundamental blindar a CVM de qualquer influência política. Caso Master é 'abacaxi' herdado por Galípolo, diz Haddad Na entrevista ao UOL nesta segunda-feira, Haddad também disse que a fraude no banco Master foi "herdada", pelo atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, da gestão anterior, de Roberto Campos Neto – que foi indicado por Jair Bolsonaro e que deixou o comando do órgão no fim de 2024. "Herdou um problema, que é o banco Master, todo ele constituído na gestão anterior. O Galípolo 'descascou o abacaxi' com a responsabilidade de ter um processo robusto para justificar as decisões duras que teve de tomar", disse Haddad. Ele defendeu a atuação de Galípolo e da autoridade financeira no caso Master. "Mas foi uma herança, o Galípolo herdou esse enorme problema, esse grande abacaxi, resolvendo com competência", completou o ministro da Fazenda. Aumentos de impostos Questionado sobre o apelido "Taxadd", uma referência ao aumento de impostos utilizada por opositores e críticos nas redes sociais, Haddad afirmou que fica feliz em ser lembrado como o ministro que taxou "offshores", fundos fechados, dividendos, bets. "A taxação BBB, banco, bet e bilionário. Esse povo que não pagava imposto voltou a pagar. Se a oposição quiser bater bumbo por causa disso, 'be my guest' [fique à vontade]. Estou de acordo. É assim que eu vejo a sociedade brasileira. Quem é muito rico e não pagava imposto, agora entende que vive em sociedade. Tem de pagar educação e saúde públicos", afirmou Haddad. Em 2024, a carga tributária brasileira cresceu e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas, segundo a Receita Federal do Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o aumento é derivado do aumento de impostos federais e estaduais. Relembre outros aumentos de impostos desde o início do governo Lula: Aumento de impostos sobre combustíveis; Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Alta gradual de impostos sobre a folha de pagamentos de 17 setores; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); Aumento do IOF sobre crédito e câmbio; Alta nos juros sobre capital próprio das empresas. Eleições de 2026 O ministro Haddad disse ainda que está conversando com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu futuro político. Ele tem demonstrado a intenção de não concorrer nas eleições deste ano, participando da equipe da campanha de reeleição de Lula, mas o PT tem defendido que ele concorra ao governo de São Paulo. "Eu disse em todas as ocasiões que eu não pretendia me candidatar em 2026, a todos cargos. Iniciei conversa com Lula, tenho uma relação pessoal com ele. Eu tenho ouvido o presidente Lula, começamos a conversar semana passada sobre isso. Levei a eles minhas colocações, aprofundando o tema com ele. É uma conversa de amigos e companheiros que pode se estender um pouco mais, mas não concluímos nada nessa primeira conversa", disse Haddad. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende tributação maior das bets no Brasil. Reuters via BBC



Fortuna de bilionários bate recorde em 2025, aponta relatório da Oxfam


19/01/2026 12:51 - g1.globo.com


A fortuna dos bilionários atingiu um recorde em 2025, “minando a liberdade política” e aumentando a desigualdade, segundo o relatório anual "Resistir ao domínio dos mais ricos", divulgado nesta segunda-feira (19) pela ONG Oxfam. O documento denuncia a política do presidente americano Donald Trump e coincide com o início do Fórum Econômico em Davos, na Suíça. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o documento, os 12 bilionários mais ricos “possuem mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade”, o equivalente a cerca de quatro bilhões de pessoas. No ano passado, o mundo contabilizou pela primeira vez mais de 3.000 bilionários, que, juntos, somavam uma fortuna de US$ 18,3 trilhões, de acordo com a ONG. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O valor de seus patrimônios aumentou 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto a redução da pobreza desacelera desde a pandemia de 2020. O acúmulo de riqueza, lembra a Oxfam, permite aos ultrarricos garantir acesso às instituições e adquirir veículos de comunicação, “minando a liberdade política e corroendo os direitos da maioria”, lamenta a organização. Mais chances de chegarem a posições políticas A ONG também estima que os ultrarricos “têm cerca de 4.000 vezes mais chances de ocupar um cargo político” do que cidadãos comuns. Ela cita especialmente os Estados Unidos, primeira potência mundial, onde o governo de Donald Trump conta com vários bilionários. “Isso pode ser observado nos EUA com o envolvimento de bilionários, em particular o de Elon Musk, nas eleições americanas. Estima-se que 1 em cada 6 dólares gastos por candidatos e partidos políticos em 2024 nos Estados Unidos venha de doadores bilionários”, diz Layla Abdelké Yakoub, representante da ONG. “Também percebemos que, nos EUA, uma política que conta com o apoio dos mais ricos tem 45% de probabilidade de ser adotada, enquanto, quando eles se opõem, ela tem apenas 18%. Isso está ligado a uma série de medidas tomadas ao longo do tempo, mas também ao monopólio da mídia, das redes sociais e da inteligência artificial”, diz a OXFAM. Nenhuma legitimidade democrática No domingo, em Davos, o presidente americano foi alvo de um protesto organizado pela Juventude Socialista Suíça sob o lema “No World Economic Forum – Stop Trump”. Alguns dos 300 manifestantes usavam máscaras — incluindo as do bilionário Elon Musk, do chanceler alemão Friedrich Merz e do vice-presidente americano JD Vance — e seguravam notas gigantes de euro feitas de papelão. O Fórum “é o lugar onde as pessoas mais poderosas e ricas do mundo se reúnem para discutir o nosso futuro, tomar decisões sobre ele — sobre a economia ou o clima, que afetam todos — e fazem isso sem qualquer legitimidade democrática”, denunciou Nathalie Ruoss, vice-presidente da Juventude Socialista, presente na manifestação. Ela considerou “inaceitável receber fascistas como Donald Trump, já que isso também contribui para legitimar suas ações”, disse. Círculo vicioso “As desigualdades econômicas e políticas podem acelerar a erosão dos direitos e da segurança das pessoas a uma velocidade assustadora”, denuncia no relatório da Oxfam seu diretor-geral, Amitabh Behar, que cita um “círculo vicioso”. À medida que se aproximam as eleições legislativas americanas de novembro, reduções massivas de impostos estão previstas para empresas e famílias, enquanto as multinacionais americanas conseguiram isenção da taxa mínima de 15% prevista em um acordo internacional. “As medidas tomadas durante a presidência Trump beneficiaram os mais ricos em todo o mundo”, destaca a Oxfam, que pede limitar o poder dos ultrarricos, tributando-os “de verdade” e proibindo-os de financiar campanhas políticas. “Diante dessas reações da população exausta e irritada com tanta desigualdade, ocorreram respostas autoritárias e violentas. O X é usado para rastrear, punir, sequestrar e torturar críticos do governo. Até onde alguns governos estão dispostos a ir para proteger os interesses dos ultrarricos às custas de sua população?”, questiona Abdelké Yakoub. Elon Musk em jantar de Casa Branca em 18 de novembro de 2025 REUTERS/Tom Brenner



Dólar cai e fecha a R$ 5,36 com tensão entre EUA e Europa; Ibovespa tem leve alta


19/01/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,16% nesta segunda-feira (19), cotado a R$ 5,3640. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,03%, aos 164.849 pontos. A sessão foi marcada por uma agenda mais enxuta, mas não livre de tensões. Projeções econômicas no Brasil, feriado nos Estados Unidos e novos ruídos geopolíticos moldaram o humor dos mercados, enquanto investidores acompanharam sinais vindos da política e das commodities. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, o boletim Focus trouxe novas projeções para 2026. A estimativa da inflação recuou levemente, de 4,05% para 4,02%, enquanto a mediana da taxa Selic avançou de 9,88% para 10%. ▶️ Nos EUA, esta segunda-feira foi marcada pelo feriado de Martin Luther King Jr. Day. Com isso, o mercado à vista de ações permaneceu fechado, reduzindo a liquidez, com as negociações sendo retomadas amanhã. ▶️ Mesmo com o feriado, os mercados europeus fecharam em queda, impactados pelas ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas adicionais de 10% a oito países europeus. ▶️ Em resposta, países da União Europeia avaliam aplicar tarifas de € 93 bilhões aos EUA ou restringir o acesso de empresas americanas ao mercado do bloco, em meio às tensões envolvendo a Groenlândia. ▶️ As preocupações geopolíticas com o Irã e a sucessão no Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seguem no radar. Nesse contexto, o preço do petróleo tipo Brent recuou 0,03%, a US$ 64,11, e o WTI avançou 0,15%, a US$ 59,43. ▶️ No campo regulatório, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou hoje que os fundos de investimento, atualmente sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deveriam passar a ser regulados e fiscalizados pelo Banco Central. A declaração ocorreu após a liquidação do Banco Master e da empresa responsável pela gestão dos fundos da Reag, ambas decretadas pelo BC. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,16%; Acumulado do mês: -2,27%; Acumulado do ano: -2,27%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,03%; Acumulado do mês: +2,31%; Acumulado do ano: +2,31%. Ameaça de Trump à Groelândia O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado (17) que pretende impor uma tarifa de 10% sobre produtos importados de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026. A medida seria adotada caso esses países se posicionem contra o plano dos EUA de comprar a Groenlândia, território localizado no Ártico e que pertence à Dinamarca. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia passarão a pagar uma taxa adicional de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos EUA. "A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos EUA. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%." Trump declarou ainda que essas cobranças permanecerão em vigor até que seja fechado um acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia pelos EUA. Diante do aumento das ameaças, países da União Europeia avaliam medidas de retaliação. Entre as opções em discussão estão a aplicação de tarifas de € 93 bilhões — cerca de R$ 580 bilhões — sobre produtos americanos ou a restrição do acesso de empresas dos EUA ao mercado europeu. As informações foram divulgadas pelo "Financial Times". Ao mesmo tempo, os governos europeus buscam uma saída intermediária que evite um rompimento mais profundo na aliança militar ocidental. Autoridades avaliam que um desgaste prolongado nas relações com os EUA poderia representar uma ameaça séria à segurança da Europa. Segundo o "Financial Times", as tarifas de retaliação da União Europeia já estavam preparadas desde o ano passado, mas haviam sido suspensas até 6 de fevereiro. Com o novo anúncio de Trump, o tema voltou à mesa de negociações neste domingo. Também entrou em discussão o uso do chamado “instrumento anticoerção”, um mecanismo que permitiria à União Europeia limitar ou dificultar a atuação de empresas americanas dentro do bloco como resposta a pressões econômicas externas. Agenda econômica Boletim Focus Os economistas do mercado financeiro reduziram levemente a previsão de inflação para 2026, de 4,05% para 4,02%. A estimativa faz parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC). Para os anos seguintes, as expectativas permaneceram estáveis: o mercado projeta inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% tanto em 2028 quanto em 2029. Depois de a taxa básica de juros da economia, a Selic, ter encerrado 2025 em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas, adotado pelo BC para tentar conter a inflação —, os analistas seguem apostando em uma redução dos juros ao longo deste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano, o que indica uma queda de 2,25 pontos percentuais em relação ao nível atual. A expectativa para 2027 também não mudou: o mercado continua projetando a Selic em 10,50% ao ano ao final desse período. No campo da atividade econômica, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em alta de 1,80%. Esse ritmo é menor do que os cerca de 2,25% estimados para 2025, indicando uma desaceleração da economia no próximo ano. Já para o câmbio, os economistas mantiveram a projeção de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50. Bolsas globais Em dia de feriado nos EUA, os mercados em Wall Street permaneceram fechados nesta segunda-feira. Na Europa, o clima foi marcado por tensão depois de o presidente Donald Trump ameaçar aumentar em 10% as tarifas sobre produtos de oito países europeus que se opõem à ideia de os EUA assumirem o controle da Groenlândia. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX recuou 1,23%. Entre as principais bolsas da região, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,39%, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 1,34%. Em Paris, o CAC 40 teve a maior queda do dia, com perda de 1,78%. Na Ásia, o movimento foi misto, influenciado por novos números que mostraram um crescimento econômico mais fraco na China — o menor em três anos —, por causa da queda na demanda interna. Os mercados também reagiram às medidas recentes do banco central chinês, que reduziu taxas específicas e sinalizou possíveis cortes adicionais para estimular a economia. No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,29% para 4.114 pontos, enquanto o CSI300 avançou 0,05% para 4.734 pontos. O Hang Seng caiu 1,05% para 26.563 pontos. No Japão, o Nikkei recuou 0,6% para 53.583 pontos. O Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,32% para 4.904 pontos; o Taiex, de Taiwan, avançou 0,73% para 31.639 pontos; e o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,51% para 4.824 pontos. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo



Boletim Focus: mercado reduz para 4,02% estimativa de inflação em 2026, com queda frente ao ano passado


19/01/2026 11:35 - g1.globo.com


Os economistas do mercado financeiro reduziram de 4,05% para 4,02% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Renda cresce, mas inflação reduz o poder de compra dos brasileiros Reprodução/TV Globo Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter fechado 2025 em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos — na tentativa de conter a inflação, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas subiu de 9,88% para 10% ao ano. Desaceleração da atividade Para o crescimento do PIB de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,80%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.



FGC começa a ressarcir 377 mil credores do banco Master a partir desta segunda


19/01/2026 11:34 - g1.globo.com

Credores do Banco Master serão ressarcidos a partir desta segunda, diz FGC O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começa a ressarcir nesta segunda-feira (19) cerca de 377 mil credores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do banco Master. Os valores serão pagos à vista. Se, por exemplo, um investidor tem R$ 200 mil em CDBs do banco Master, ele receberá em uma parcela única. 🔎 O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI). Segundo dados desta segunda-feira (19), cerca de 569 mil pedidos de ressarcimento de garantias dos credores que compraram CDBs do Master foram registrados. Desses, aproximadamente 377 mil finalizaram o processo de solicitação de garantia e seguiram para o processo de pagamento, que começa nesta segunda. O prazo para pedidos de ressarcimento começou no sábado (17), por meio do aplicativo do FGC, no caso das pessoas físicas. As empresas, por sua vez, devem fazer os pedidos pelo site do Fundo Garantidor de Crédito. O FGC também informa que credores tentaram realizar a validação da biometria usando um documento sem CPF, o que tem gerado recusas na avaliação da identidade. "É importante seguir as orientações que constam no site e no aplicativo do FGC", alerta a instituição. Segundo o FGC: o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil. o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões. ➡️O FGC informou que possui liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025. Fundo Garantidor de Créditos começa a receber pedidos de ressarcimento de quem investiu no Banco Master Aplicativo funciona normalmente O FGC informou, também, que depois de o aplicativo ter apresentado instabilidade neste sábado, no dia que o sistema foi aberto para os credores do banco Master, não foram registrados novos problemas. "O aplicativo opera normalmente. Estão sendo processados cerca de 9 mil pedidos por hora, o que corresponde a aproximadamente 2,5 solicitações por segundo. Pontualmente, volumes anormais de acessos simultâneos ainda causam alguma lentidão", informou o FGC. FGC alerta para tentativas de golpes ➡️O FGC também alertou para possíveis tentativas de golpe envolvendo o pagamento de garantia. O órgão reforçou que os canais oficiais de atendimento e divulgação de informações são o app do FGC, telefone, email e redes sociais. "O FGC não cobra nenhum tipo de taxa para efetuar o pagamento da garantia, não antecipa, não transfere créditos garantidos e não utiliza intermediários. Nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS", informou. Segundo o presidente do FGC, Daniel Lima, é importante que as pessoas estejam atentas para não serem enganadas. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos", acrescentou Daniel, Lima, do FGC. Quem está protegido pelo FGC? ➡️Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC: CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB); Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs). O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. ⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC. Quem não está protegido pelo FGC? Não têm direito à cobertura do FGC os investidores que aplicaram em produtos sem garantia do fundo, como: Debêntures; Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs),; Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs); Fundos de investimento; Títulos emitidos fora do sistema de proteção. Nesses casos, não há indenização automática: todo o valor investido entra integralmente na fila da liquidação e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias. Liquidação do banco Master A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada no dia 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.



FMI eleva previsão para a economia global em 2026, mas reduz crescimento do Brasil


19/01/2026 11:02 - g1.globo.com


O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que a economia mundial deve crescer um pouco mais do que o esperado em 2026. A nova projeção aponta crescimento de 3,3%, o mesmo ritmo de 2025 e 0,2 ponto percentual acima do previsto anteriormente. Segundo o FMI, esse desempenho melhor se deve principalmente ao aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente em inteligência artificial (IA). Esses investimentos ajudaram a compensar os impactos negativos das tensões comerciais e das tarifas impostas ao longo de 2025. Apesar do cenário mais positivo, o Fundo alerta que esse crescimento está concentrado em poucos setores e regiões, o que deixa a economia global mais vulnerável a choques. América do Norte e Ásia são as áreas que mais se beneficiam do avanço tecnológico. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na América Latina, porém, o ritmo é mais fraco. A região deve crescer 2,2%, levemente abaixo do previsto antes. O FMI avalia que, embora as economias tenham conseguido se adaptar às disputas comerciais, a instabilidade nas regras do comércio internacional ainda gera riscos. Nos Estados Unidos, acordos pontuais ajudaram a reduzir tensões após a volta das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, incluindo uma trégua temporária com a China. Ainda assim, o FMI destaca que a incerteza sobre a política comercial segue elevada e pode afetar mercados e investimentos. A inflação global, por outro lado, tende a desacelerar: a previsão é cair de 4,1% em 2025 para 3,8% em 2026. O FMI também chama atenção para possíveis riscos ligados à inteligência artificial. Caso as expectativas de lucros e ganhos de produtividade não se confirmem, pode haver correções nos mercados financeiros, hoje impulsionados pelo otimismo com a tecnologia. Enquanto os Estados Unidos avançam com força nos investimentos em IA, outras economias desenvolvidas ficam para trás. O FMI projeta crescimento de 2,4% para os EUA em 2026, contra 1,3% na zona do euro, além de um ritmo mais lento no Japão. China e Índia seguem crescendo em ritmo relativamente sólido entre os emergentes. Projeções para o Brasil O FMI reduziu a previsão de crescimento do Brasil em 2026 para 1,6%, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Segundo o Fundo, o principal motivo é a política de juros altos adotada para conter a inflação. 🔎Atualmente em 15% ao ano - maior patamar em quase 20 anos, a taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do Banco Central (BC) do Brasil para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Para 2025, a projeção foi levemente melhorada, passando de 2,4% para 2,5%. Já para 2027, o crescimento esperado subiu para 2,3%. Na avaliação do FMI, o Brasil ainda sente os efeitos do aperto monetário, o que limita a expansão da economia no curto prazo, mesmo com alguma melhora prevista para os próximos anos. Logotipo do FMI é visto do lado de fora do prédio da sede em Washington Yuri Gripas/Reuters



O que é a 'bazuca comercial' da União Europeia que França quer usar contra Trump por ameaças sobre Groenlândia


19/01/2026 10:32 - g1.globo.com


A crise da Groenlândia: Europa faz reunião de emergência sobre tarifaço de Donald Trump "A Europa não será chantageada." Com essas palavras, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende impor tarifas adicionais a oito países europeus que se opõem ao plano americano de anexar a Groenlândia. "A paz mundial está em jogo! A China quer a Groenlândia e a Dinamarca não pode fazer nada a respeito", declarou Trump no sábado (17), na rede social Truth Social. Na postagem, o americano afirmou que os produtos importados da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia estarão sujeitos a uma tarifa de 10% a partir de 1º de fevereiro. A taxação subirá para 25% em 1º de junho e permanecerá nesse patamar até que as autoridades dinamarquesas concordem em vender a ilha ártica, disse o republicano. Trump fez o anúncio dias depois de os países sancionados enviarem uma missão militar à Groenlândia para reforçar a segurança do território. Embora os governos dos países afetados tenham iniciado contatos diplomáticos com o governo americano e expressado sua "disposição para dialogar com base nos princípios da soberania e da integridade territorial", alguns sinalizaram que estão se preparando para um confronto sem precedentes com Washington. E a prova disso é o pedido do presidente francês Emmanuel Macron, que solicitou aos demais presidentes da União Europeia (UE) a ativação do Instrumento contra a Coerção Econômica (ACI, na sigla em inglês), conhecido como a "bazuca comercial", em resposta à ameaça considerada "inaceitável" de Trump. Trump reagiu com raiva à decisão de oito países europeus de enviar tropas para a Groenlândia AFP via BBC Um escudo contra a pressão estrangeira O ACI foi aprovado pela UE em 2023 e é uma arma "dissuasiva" para a resolução de litígios comerciais, como explica o site do Parlamento Europeu. Além de procurar "dissuadir países terceiros de exercerem medidas coercivas contra os interesses da União", o instrumento "permite, em última instância, a aplicação de medidas retaliatórias". Quais são as medidas retaliatórias que ele prevê? O instrumento autoriza "a imposição de restrições comerciais, na forma, por exemplo, de tarifas mais altas, licenças de importação ou exportação, restrições ao comércio de serviços ou restrições ao acesso a investimento estrangeiro direto ou licitações públicas." Se o pedido francês for aprovado, a UE poderá não só impor tarifas adicionais às importações dos EUA, como também impedir que empresas americanas comprem ações de empresas de qualquer um dos seus 27 Estados-Membros, recebam financiamento público ou privado e participem em licitações para contratos públicos com os seus governos. Além disso, o ACI autoriza a UE a exigir "reparação" financeira do país que exercer coerção contra ela. Vários líderes europeus asseguraram que haverá uma resposta coordenada às ameaças de Trump Getty Images via BBC Com China e EUA na mira O texto foi elaborado para desencorajar países terceiros de "tentarem pressionar a UE ou um Estado-Membro a tomar uma decisão específica, aplicando, ou ameaçando aplicar, medidas que afetem o comércio ou o investimento". "Este instrumento permite-nos reagir rapidamente à pressão de outros países", afirmou o eurodeputado alemão Bernd Lange após a aprovação da legislação. "Agora temos uma vasta gama de contramedidas, completando o conjunto de ferramentas defensivas à nossa disposição. Embora o objetivo principal seja a dissuasão, também poderemos agir, se necessário, para defender a soberania da União", acrescentou o legislador alemão. As autoridades da UE começaram a elaborar o ACI logo após o fim do primeiro mandato de Trump, período em que as relações comerciais transatlânticas sofreram vários reveses. No entanto, foi um incidente envolvendo a Lituânia em 2021 que finalmente impulsionou a iniciativa. Naquele ano, a China impôs restrições comerciais ao país báltico depois que suas autoridades anunciaram que melhorariam as relações comerciais com Taiwan, uma ilha que o gigante asiático considera uma "província rebelde" e busca anexar. "Poucos meses após o anúncio, empresas lituanas relataram dificuldades em renovar ou firmar contratos com empresas chinesas. Além disso, tiveram problemas com remessas não liberadas e com a recusa de pedidos de importação", observa o site do Parlamento Europeu. Na época, a UE justificou a aprovação do ACI argumentando que a "coerção" não está contemplada nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e, portanto, não pode ser resolvida por meio do sistema de solução de controvérsias da OMC. No ano passado, quando Trump lançou sua guerra tarifária global e atingiu a UE, a possibilidade de aplicar o instrumento foi explorada. No entanto, naquela ocasião, Bruxelas optou simplesmente por recorrer ao diálogo. A UE aprovou seu Instrumento contra a Coerção Econômica para impedir que a China e os EUA influenciem suas decisões com tarifas e outras ameaças Getty Images via BBC Esgotar a diplomacia Antes de solicitar a ativação do ACI, Macron já havia deixado clara sua insatisfação com o anúncio de Trump. "Nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará, nem na Ucrânia, nem na Groenlândia, nem em qualquer outro lugar do mundo", declarou ele. Além do presidente francês, outro líder europeu que se pronunciou sobre a chamada "bazuca comercial" da UE foi o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, que reiterou no domingo (18) que o instrumento "está sobre a mesa". No entanto, em entrevista à emissora pública irlandesa, Martin defendeu que se esgotem primeiro todas as vias de diálogo. Outros líderes europeus, incluindo os de alguns dos países ameaçados por Trump, também defenderam a diplomacia antes de se prepararem para uma batalha comercial com os EUA. "Devemos ter muito cuidado para não entrarmos numa guerra comercial que saia do controle. Não acho que ninguém se beneficie disso", disse o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoke, à emissora norueguesa NRK. Em 2023, o comércio entre a UE e os EUA ultrapassou US$ 1,8 trilhão Getty Images via BBC O comércio de bens e serviços entre a União Europeia e os EUA atingiu US$ 1,8 trilhão (R$ 9,7 trilhões) em 2023. Isso significa que, diariamente, bens e serviços no valor de US$ 5 bilhões atravessam o Atlântico entre a UE e os EUA, segundo a Comissão Europeia. Em termos de bens, a UE registrou um superávit de mais de US$ 170 bilhões, enquanto em termos de serviços, os EUA saíram vencedores, com quase US$ 120 bilhões, de acordo com os mesmos dados da União Europeia. Em julho passado, Washington e Bruxelas chegaram a um acordo. O primeiro acordo reduziu as tarifas de 25% para 15% em troca do compromisso de a União Europeia investir bilhões de dólares nos setores industrial e de defesa dos EUA. A possibilidade de congelamento deste acordo também está em discussão. Os embaixadores dos 27 países da UE realizaram uma reunião de emergência no domingo para analisar a situação e avaliar os próximos passos. Macron pediu à UE que aplique medidas retaliatórias contra os EUA caso Trump leve adiante sua ameaça de impor tarifas adicionais AFP via BBC



Ministro francês convocará reunião de Ministros das Finanças do G7 em meio a impasse sobre a Groenlândia


19/01/2026 08:54 - g1.globo.com


Ministro da Economia, Finanças e Soberania Industrial, Energética e Digital da França, Roland Lescure, discursa durante a sessão de nova leitura do projeto de lei orçamentária para 2026, na Assembleia Nacional, em Paris, França Reuters/Stephanie Lecocq O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, afirmou nesta segunda-feira (19) que irá convocar uma reunião de seus colegas do Grupo dos Sete (G7) para discutir comércio e soberania nos próximos dias, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas adicionais até que os EUA fossem autorizados a comprar a Groenlândia. “Estamos totalmente solidários com a Groenlândia e com a Dinamarca”, disse Lescure. “Chantagem entre amigos é obviamente inaceitável.” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lescure lamentou a escalada, mas afirmou que "a Europa precisa ter capacidade de agir de forma autônoma". Esta matéria está em atualização. Leia mais: UE avalia retaliação de € 93 bilhões em tarifas contra os EUA após ameaça de Trump à Groenlândia Países da Europa anunciam reforço da segurança no Ártico após ameaça de Trump; Groenlândia agradece apoio A crise da Groenlândia: Europa faz reunião de emergência sobre tarifaço de Donald Trump