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Notícias

Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para 'Agressor profissional de IA'


12/03/2026 08:03 - g1.globo.com


Startup busca pessoa disposta a provocar erros e testar os limites de sistemas de inteligência artificial. Freepik Você já perdeu a paciência com uma inteligência artificial que esqueceu o que você acabou de dizer? Já precisou repetir a mesma pergunta várias vezes até receber uma resposta adequada? Se a resposta for sim, você pode ser o candidato ideal para um trabalho bastante incomum — e bem pago. Uma startup de inteligência artificial está disposta a pagar cerca de R$ 4 mil por um único dia de trabalho a quem aceitar a função de provocar, criticar e apontar erros nas respostas de chatbots. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa dos EUA Memvid abriu uma vaga com um título curioso: "agressor profissional de IA". A pessoa contratada deverá testar, provocar e identificar falhas nas respostas de sistemas de inteligência artificial, especialmente problemas de memória e perda de contexto ao longo das conversas. O anúncio foi publicado no LinkedIn por Jeremy Boudinet, consultor da empresa, que ressaltou que o cargo não é uma piada. “A Memvid está contratando um bully profissional de IA. Não estou brincando. Esse é o título oficial do cargo”, escreveu. Donos de 'achadinhos' faturam até R$ 100 mil por mês com perfis anônimos  De acordo com o anúncio, a função consiste em interagir com sistemas de inteligência artificial durante oito horas seguidas e registrar todos os momentos em que eles cometem erros. O pagamento oferecido é de US$ 100 por hora, totalizando US$ 800 ao fim do dia, o equivalente a mais de R$ 4,1 mil. Entre as tarefas estão: Fazer perguntas repetidas e várias vezes à IA; Pedir que o sistema memorize informações; Verificar se a inteligência artificial consegue lembrar do que foi dito anteriormente; Registrar casos em que a IA perde o contexto da conversa; Documentar situações em que o sistema pede que o usuário repita algo ou responde de forma incoerente. No próprio anúncio, Boudinet descreve o trabalho de forma bem-humorada: a pessoa passará “oito horas gritando com inteligências artificiais” enquanto registra cada falha dos sistemas. A vaga não exige formação na área de tecnologia nem experiência prévia com inteligência artificial. Entre as qualificações mencionadas no anúncio estão: Histórico pessoal de frustração com tecnologia; Paciência para repetir a mesma pergunta diversas vezes; Irritação quando a IA continua errando. “Não é necessário ter experiência prévia em bullying com IA”, afirma o anúncio. Os candidatos também precisam ter mais de 18 anos, aceitar ser gravados durante os testes e concordar que o vídeo possa ser usado posteriormente pela empresa. Ao Business Insider, a Memvid afirmou que pretende contratar inicialmente apenas uma pessoa para a função, mas não descarta ampliar a iniciativa no futuro. A vaga, segundo a startup, foi criada para testar um desafio comum nesses sistemas: a limitação de memória em conversas longas. A iniciativa também funciona como estratégia de marketing. A Memvid quer chamar a atenção para as limitações de memória das IAs e mostrar, na prática, que muitos sistemas ainda esquecem informações importantes ao longo de uma conversa. O CEO da empresa, Mohamed Omar, afirmou ao site que a abordagem permite testar as soluções da startup em situações reais e, ao mesmo tempo, engajar o público de forma criativa. A Memvid desenvolve ferramentas que prometem oferecer memória mais estável para sistemas de inteligência artificial. Essas tecnologias podem ser aplicadas em setores como recrutamento e saúde, onde é essencial lidar com grandes volumes de informação sem perder o contexto. No fim das contas, a vaga tem dois objetivos: identificar falhas nas IAs atuais e chamar a atenção para uma solução que promete resolver esse problema.



PL dos apps de transporte: oposição tenta reeditar crítica a 'taxa de blusinhas'; relator deve manter mínimo de R$8,50 por entrega


12/03/2026 07:01 - g1.globo.com


Parlamentares de oposição ao governo federal tentam reeditar o episódio da “taxação das blusinhas” para tentar derrubar o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. O tema é bandeira eleitoral do governo e uma das prioridades do Executivo para este ano. O texto tramita na Câmara em uma comissão especial, mas deve ser levado diretamente ao plenário no início de abril pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A crítica é semelhante à feita quando aprovada a chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$50 e que até então estavam isentas. Na época, a oposição argumentou que a medida punia o consumidor de baixa renda que buscava opções mais baratas no exterior. Valor mínimo A última versão do projeto dos aplicativos de transporte estabelece o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas de: até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta. O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), defende que o piso suba para R$10, até 4 quilômetros, com R$2,50 por quilômetro adicional. (leia mais abaixo) Última versão do texto traz valor mínimo de R$ 8,50 para entregas. Rovena Rosa/Agência Brasil É essa taxa mínima que está sendo usada pela oposição para dizer que o consumidor pagará mais caro na ponta. No entanto, o governo e o próprio relator argumentam que é preciso garantir “um colchão social” ao entregador, além de atender ao pedido dos trabalhadores por um valor mínimo de entrega. Sem acordo Na última terça-feira (11), Motta, ministros do governo e o relator do texto participaram de uma reunião na residência oficial da Câmara, mas não chegaram a um acordo sobre o valor mínimo. Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$8,50 para entregas por aplicativo, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades. A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral. As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios. O relator pediu que os executivos apresentam uma proposta até sexta-feira (13). Na terça, Coutinho se reunirá com integrantes do governo para levar as propostas. 'Terrorismo econômico' Ao g1, o ministro Guilherme Boulos negou que o governo vá taxar clientes e que os produtos das plataformas ficarão mais caros com as medidas defendidas pelo Palácio do Planalto. Segundo Boulos, atualmente a maior parte do ganho das empresas está na taxa mensal cobrada dos restaurantes. "É uma mentira absoluta dizer que o governo está taxando os clientes, taxando as plataformas. E outra é vender a ideia de que encarecerá o produto, que não é verdade, porque a maior parte do ganho das plataformas não está com a entrega, a maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles", explicou Boulos. "Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede". O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos Divulgação O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10,00 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas. "Já existe um mínimo pago pelo iFood que é de R$ 7,50 por entrega e R$ 1,50 para cada quilômetro adicional passando dos quatro quilômetros, para entregas mais longas. A reivindicação dos entregadores é, pura e simplesmente, aumentar do R$ 7,50 para R$ 10,00 e de R$ 1,50 para R$ 2,50", disse. "Dizer que isso vai alterar significativamente o preço, além de mentira é um terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores."



Austrália autoriza mudança na composição do combustível para combater alta do petróleo


12/03/2026 06:07 - g1.globo.com

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços O ministro da energia da Austrália, Chris Bowen, anunciou nesta quinta-feira (12) que o país vai alterar os padrões de qualidade de combustível para pressionar a queda nos preços do petróleo. Segundo o ministério, o combustível australiano poderá apresentar níveis mais altos de enxofre nos próximos 60 dias. Com isso, a expectativa do governo é que 100 milhões de litros de combustível, que inicialmente seriam exportados, sejam misturados ao consumo doméstico australiano. O ministério ressaltou que a Ampol, empresa petrolífera australiana, se comprometeu a redirecionar o combustível para regiões com maior escassez e para o mercado atacista à vista, atendendo distribuidores independentes e produtores rurais. Petróleo ultrapassa US$ 100 novamente Pouco tempo depois, o preço do petróleo Brent, a referência internacional, disparou novamente acima de US$ 100 (cerca de R$ 515,90). O aumento ocorreu após ataques atingirem navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz. Nesta quarta (11) e quinta-feira (12) foram relatados diversos ataques iranianos contra navios comerciais ao redor do Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. O momento é de intensificação da pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo. Com informações da agência Reuters.



Preço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio, diz pesquisa


12/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Empresas de transporte coletivo e de cargas calculam impactos da guerra no Oriente Médio Os preços do óleo diesel subiram mais de 7% nos primeiros dias de março, segundo levantamento da Edenred Mobilidade feito com base em dados de 21 mil postos no país. O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) compara a primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro. O preço médio do diesel S-10 subiu 7,72%, de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. Já o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também calcula os preços médios do diesel no país. Os dados mais recentes, divulgados na sexta-feira (6), ainda não indicaram aumentos tão expressivos quanto os apontados pela Edenred. Segundo a ANP, o preço médio do diesel S-10 ficou em R$ 6,15 na semana encerrada em 6 de março, alta de 0,98% em relação aos sete dias anteriores. O diesel comum subiu 0,83% na mesma comparação, para R$ 6,08. Segundo o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, a alta dos combustíveis acompanhou o avanço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. Há bastante preocupação sobre o combustível por conta de seu impacto indireto na inflação. “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", explica o executivo. Os preços do petróleo subiram nas últimas semanas, com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. "Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem", avalia Fernandes. O executivo destaca ainda que os preços ao consumidor têm mudado mesmo sem anúncio oficial de reajuste da Petrobras nas refinarias. A situação virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela estatal. A investigação foi solicitada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10). Segundo Fernandes, ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustíveis no país por causa do conflito no Oriente Médio, e é "importante ter cautela nesse momento". "A Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de tomar qualquer decisão", diz. Além disso, mais de 30 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram nesta quarta-feira (11) que vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Trata-se da maior liberação já realizada pelo grupo e deve ajudar a conter os preços. Caminhão abastece com diesel em posto de combustível em Brasília no dia 27 de maio de 2018 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Nordeste registra a maior alta no diesel O IPTL indica que o maior avanço dos preços foi registrado no Nordeste, com alta de 13,17% no diesel S-10 e de 8,79% no diesel comum. O preço médio na região chegou a R$ 7,22 por litro. Em seguida, vieram as regiões Centro-Oeste e Sul. Veja abaixo: Na análise por estado, o levantamento mostra que o maior preço médio do diesel comum foi registrado em Roraima, a R$ 7,84 por litro. O menor valor apareceu em Pernambuco, a R$ 6,23 por litro. No diesel S-10, o maior preço foi registrado em Rondônia, a R$ 7,90 por litro, enquanto o menor valor médio ficou na Paraíba, a R$ 6,26 por litro.



Mãos queimadas e trabalho infantil: desafios da produção artesanal da castanha de caju no Rio Grande do Norte


12/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Conheça os desafios da produção artesanal da castanha de caju A castanha de caju é uma fonte de renda importante para pequenos produtores no semiárido do Rio Grande do Norte. Mas a rotina traz desafios. Sem acesso a equipamentos de proteção, alguns agricultores queimam as mãos. Em alguns casos, crianças também acabam ajudando na produção. No Nordeste, 195 mil agricultores cultivam caju. Os pequenos produtores representam mais da metade desse número. Apesar das dificuldades, a renda chega em um momento importante: durante a entressafra de culturas como feijão, milho e algodão. O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor do Brasil de castanha de caju, com 20,5 mil toneladas. O estado fica atrás do Ceará, com 102 mil toneladas, e do Piauí, com 25 mil toneladas. Na comunidade indígena Amarelão, no município de João Câmara, a castanha é extraída da forma artesanal. Primeiro ela vai para o tacho, onde é torrada. Depois é cozida e quebrada para retirar a amêndoa. A comunidade beneficia 42 toneladas por semana. Os trabalhadores começam o dia ainda de madrugada para fugir do calor. É o caso de Sebastiana de Souza Raimundo e Damião Raimundo. O casal estudou apenas até a terceira série do ensino fundamental. Eles começaram a trabalhar com a castanha para sustentar a família, formada quando Sebastiana tinha 14 anos e Damião 17. "A castanha mudou muito a nossa vida. Conseguimos construir a nossa casinha, compramos um carrinho, criamos as nossas filhas", diz Sebastiana. As filhas do casal não precisaram abandonar a escola. Kaliane virou professora e a Kainara, técnica de enfermagem. Leia também: Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Por que a castanha machuca Hoje, Sebastiana e Damião usam luvas para trabalhar. Mas, no passado, já machucaram diversas vezes a mão durante o processo de retirada da amêndoa. Isso é causado pelo Líquido da Casca da Castanha de Caju (LCC), que é liberado na torra. Ele pode queimar, irritar a pele e até mesmo apagar as impressões digitais. A castanha de caju tem três partes: a casca, a película e a amêndoa. Dentro da casca há um tecido esponjoso chamado de mesocarpo. É nele que está o LCC, que é corrosivo. A película o separa da amêndoa. Composição da castanha de caju Reprodução / Globo Rural Trabalho infantil Em 2012, o programa Profissão Repórter mostrou casos de trabalho infantil durante o processamento da castanha na comunidade. Enquanto o Globo Rural gravou a reportagem, exibida neste domingo (8), a equipe não encontrou nenhuma criança trabalhando. Contudo, a auditora do trabalho Marinalva Dantas confirma que o problema ainda existe. O flagrante mais recente foi em 2023, quando 30 adolescentes foram encontrados com as mãos machucadas. Mão de criança machucada pelo trabalho com a castanha de caju no Rio Grande do Norte Reprodução / Globo Rural "O trabalho infantil continua, infelizmente. Como é no âmbito familiar, eles trabalham até às 7 horas da manhã, comem e vão para a escola. Lá eles não conseguem entender nada da aula, porque estão muito sonolentos", relata Dantas. Para ela, é importante que as famílias entendam que crianças e adolescentes não devem trabalhar até os 18 anos. Além disso, a auditora diz que a prefeitura e o governo do estado precisam oferecer apoio às famílias. Veja também: Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Implicância ou realidade: entenda por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos



A tentativa de 32 países de contornar bloqueio do Estreito de Ormuz com maior liberação de reservas de petróleo da história


12/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Estreito de Ormuz escoava mais de 20% do transporte global de petróleo. Getty Images via BBC A Agência Internacional de Energia (AIE) vai liberar 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz em plena guerra no Irã. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/3) por seu diretor-executivo, Fatih Birol, depois de o governo do Irã ameaçar não deixar passar "um único litro de petróleo" pelo corredor marítimo que até agora escoava mais de 20% do transporte global desse recurso energético crucial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Birol afirmou que os 32 países membros votaram unanimemente a favor da maior liberação de reservas de petróleo da história da Agência Internacional de Energia. A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados, em sua maioria economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico. A lista de membros inclui a maior parte da Europa Ocidental (como França, Itália, Alemanha e Reino Unido), além de Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Turquia e EUA. O Brasil é considerado um país "em vias de adesão". Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medida 'sem precedentes' "Os desafios que enfrentamos no mercado do petróleo são de uma escala sem precedentes; portanto, fico extremamente satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de magnitude igualmente sem precedentes", declarou o diretor-executivo. A agência especificou que as reservas de emergência estarão disponíveis no mercado dentro de um prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país membro. Valor do barril de petróleo disparou com a guerra no Irã. Getty Images via BBC Os 400 milhões de barris de petróleo equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que, em circunstâncias normais, flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias. Esta é a sexta vez que a AIE aprova uma liberação coordenada de reservas de petróleo, depois de tê-lo feito em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022. Segundo dados do próprio organismo, seus membros mantêm reservas de emergência superiores a 1,2 bilhão de barris, além de outros 600 milhões armazenados pela indústria petrolífera em cumprimento de obrigações legais impostas pelos governos. Os preços dos barris Brent e WTI estavam na faixa dos US$ 60 antes do início da guerra no Irã — um valor relativamente baixo em comparação com dados históricos, devido à oferta abundante. O conflito chegou a elevar o preço do barril para acima de US$ 100, embora nos últimos dias ele tenha se moderado para a faixa de US$ 80–90. De todo modo, o preço da gasolina subiu em quase todos os países, e muitos governos passaram a considerar medidas de contingência caso a crise se agrave. Irã ameaça com petróleo a US$ 200 O regime do Irã, por sua vez, anunciou anteriormente nesta quarta-feira que pôs fim à sua política de ataques militares recíprocos para se concentrar no bloqueio do Estreito de Ormuz. Especialistas interpretam essa estratégia como uma tentativa de usar o controle sobre o estreito para pressionar a alta dos preços e aumentar o custo econômico da guerra para os Estados Unidos e seus aliados. Irã tem apostado em fechar o Estreito de Ormuz para pressionar seus adversários na guerra. Getty Images via BBC A política de Teerã agora será "ataque após ataque", declarou o porta-voz Ebrahim Zolfaqari, do quartel-general do comando militar Khatam al Anbiya, em Teerã, em um comunicado. Ele afirmou que o Irã não permitirá que "nem um único litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz com destino aos Estados Unidos, a Israel e a seus aliados. "Qualquer navio ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo. Preparem-se para que o barril de petróleo chegue a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram." Preços de 'guerra', segundo Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira o aumento dos preços do petróleo como uma "questão de guerra" e afirmou que os mercados financeiros devem "voltar ao normal" em breve, em declaração à imprensa. Ele assegurou que suas forças militares "atacaram 28 'navios mineiros' até o momento", fazendo referência a embarcações iranianas supostamente destinadas a atacar navios comerciais com minas em Ormuz. Trump aposta que subida de preço é algo passageiro. Getty Images via BBC O Exército dos Estados Unidos, que há dias busca uma forma de neutralizar a ameaça militar ao tráfego marítimo no estreito, sugeriu a possibilidade de ataques iminentes a portos na costa sul do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) advertiu os civis iranianos para "evitarem imediatamente" todos os portos ao longo do estreito onde operam as forças navais do país. O Centcom afirmou que o regime iraniano está utilizando portos civis para "operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional". "Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes", diz a mensagem de advertência. O comunicado especifica que portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam "alvos militares legítimos, segundo o direito internacional". Anteriormente, o Centcom havia divulgado imagens do que descreveu como 16 navios mineiros iranianos destruídos nas proximidades do estreito de Ormuz. Trump também declarou nesta quarta-feira — desta vez ao portal de notícias Axios — que a guerra terminará "em breve" e que "praticamente não resta nada para atacar". "Quando eu quiser que acabe, vai acabar", afirmou. Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a guerra "continuará por tempo indeterminado". Ele alegou que o conflito seguirá enquanto for necessário e até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, sejam alcançados, segundo relataram a agência Reuters e o jornal The Times of Israel. A situação dos produtores no Oriente Médio Nessa situação, alguns países produtores da região estão tentando encontrar alternativas para lidar com a crise no Estreito de Ormuz. A Arábia Saudita está aumentando o fluxo de petróleo através de sua rede de oleodutos Leste–Oeste, enquanto outros Estados petrolíferos do Golfo Pérsico estão reduzindo a produção, informa de Riad, a capital saudita, Sameer Hashmi, correspondente da BBC News no Oriente Médio. O oleoduto de 1,2 mil km transporta petróleo dos campos do Golfo até os terminais de exportação no Mar Vermelho, o que permite que os embarques evitem o gargalo energético do estreito de Ormuz. Antes da crise atual, o oleoduto Leste–Oeste saudita transportava cerca de 2,8 milhões de barris de petróleo por dia. Arabia Saudita desviou parte de sua produção a oleodutos. Getty Images via BBC O diretor-executivo da gigante petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, confirmou na terça‑feira (10/3) que agora estão aumentando o fluxo até sua capacidade máxima, de aproximadamente 7 milhões de barris diários, já que os petroleiros estão transferindo as operações de carregamento para os portos no Mar Vermelho. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os poucos produtores do Golfo com oleodutos projetados para contornar parcialmente o Estreito de Ormuz. O Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pode enviar cerca de 1,8 milhão de barris diários até o porto de Fujairah, no Golfo de Omã. Mas, mesmo operando em plena capacidade, os oleodutos administrados pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos transportariam menos da metade do petróleo que normalmente passa pelo Estreito de Ormuz. Outros produtores do Golfo que não contam com alternativas semelhantes, como Kuwait e Iraque, já começaram a reduzir a produção. Amin Nasser descreveu a interrupção atual como "a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou".



O que são os 'cristais de memória' que desafiam leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados


12/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, um dilema que vem impulsionando soluções inovadoras SPhotonix via BBC Durante uma visita ao Japão em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso. Agora, ele acredita que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundos. Eles emitem um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Mas eles observaram algo incomum na forma em que a luz trafegava através do vidro tratado com laser. A dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, neste caso, a luz não se refletia conforme o esperado. "Foi difícil explicar", afirma Kazansky, professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Ele trabalhava em colaboração com os pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão. "Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física." Veja os vídeos que estão em alta no g1 A desconcertante observação acabou provocando "um autêntico momento Eureka", segundo Kazansky. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por "microexplosões" geradas pelos lasers de femtossegundos. Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham esta mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses "redemoinhos" de luz são tão minúsculos que acabam sendo imperceptíveis para o olho humano. Mas logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. "Esta foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz", explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que aquela descoberta possa ajudar a resolver um dos problemas mais graves da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. O nosso problema com dados Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados "pesam pouco" é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente "na nuvem". Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais. E seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Este dilema vem impulsionando soluções inovadoras. E uma delas é a proposta de Kazansky de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. Os dados são processados e alojados em centros de dados — estruturas gigantescas, quase alienígenas, repletas de filas de servidores de mais de dois metros de altura, que piscam sem intervalos. Essas caixas vibrantes de hardware e cabos devoram energia, tanto para alimentar sua capacidade de computação quanto para os enormes sistemas de refrigeração necessários para evitar que elas se incendeiem. Aliás, um centro de dados não é um lugar agradável para se trabalhar. Quente e ensurdecedor, ele só é adequado para pessoas que conseguem "suportar muitas dores", segundo uma pesquisa da revista americana The New Yorker em 2025. Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas Satélites gigantes e superchips: como serão os data centers no espaço? A Agência Internacional de Energia prevê que o consumo de eletricidade dos centros de dados duplicará até 2030 Getty Images via BBC Em escala global, os centros de dados representam cerca de 1,5% da demanda mundial de eletricidade. Projeções indicam que seu consumo irá duplicar até 2030, quando também poderão gerar 2,5 bilhões de toneladas de emissões de CO₂. Este número equivale a cerca de 40% de todas as emissões anuais dos Estados Unidos. A recente expansão da IA generativa agravou a situação. Ela aumentou drasticamente a demanda por sistemas de computação de alto rendimento, que consomem quantidades colossais de energia e emitem nuvens intensas de calor. A maior parte da energia consumida pelos centros de dados é gasta com "dados quentes": informações que devem estar disponíveis instantaneamente para acesso rápido e atualizações frequentes. Exemplos são transferências de dinheiro entre contas bancárias e documentos online editados regularmente. Mas a maioria dos dados do mundo não é deste tipo. Até cerca de 80%, na verdade, são "dados frios": informações de que ninguém necessita imediatamente e que, quando são necessárias, as pessoas estão dispostas a esperar minutos ou até dias para obtê-las. Eles incluem dados de conformidade, como registros financeiros ou processos de auditoria, que bancos e outras empresas devem conservar indefinidamente. Também entram nesta categoria as cópias de segurança dos e-mails ou fotos antigas, além de dados de arquivo. Mas a armazenagem destes dados apresenta problemas. Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil A maior parte deles é atualmente armazenada em discos rígidos, dentro de centros de dados. Eles devem permanecer ligados para que as informações possam ser recuperadas, o que exige energia e sistemas de refrigeração. Outra solução cada vez mais popular é a fita magnética. Ela é armazenada nas próprias instalações do centro de dados ou em bibliotecas de fitas especializadas. As fitas devem ser mantidas sob temperaturas de 16 a 25 °C, o que também implica consumo de energia para manter suas condições ideais. Além disso, elas precisam ser substituídas a cada 10 a 20 anos devido à sua degradação. Neste momento, a fita antiga é descartada como resíduo. O enorme aumento da produção de dados impulsionou forte demanda por fitas magnéticas nos últimos anos. 'Cristais de memória' Tudo isso faz com que a busca de soluções alternativas seja cada vez mais urgente. E Kazansky está adotando um enfoque inovador sobre este problema. Nos anos que se seguiram àquela primeira revelação na Universidade de Kyoto, ele descobriu que os redemoinhos com perfurações minúsculas gravadas no vidro podem ser lidos de forma muito similar aos dados transmitidos por fibra óptica. O professor explica que este método codifica dados em cinco dimensões, empregando a diferença de orientação e a intensidade da luz, combinadas com a localização de diferentes "voxels" (pixels tridimensionais individuais com coordenadas x, y e z). "Podemos empregar estas propriedades da luz para armazenar dados em cinco dimensões, em vez das três habituais", explica Kazansky, "o que é fundamental para atingirmos a alta densidade necessária para o armazenamento 'eterno'." As informações são lidas por meio de um microscópio óptico especializado, equipado com uma câmera capaz de detectar a intensidade e a polarização da luz. "Como as nanoestruturas modificam a forma em que a luz viaja através delas, usamos óptica especial para 'ver' essas mudanças de polarização, que são novamente decodificadas em dados digitais", segundo ele. Os "cristais de memória" de Kazansky precisam de energia apenas para o processo de escrita dos dados. Mas não é necessário ter energia adicional para sua manutenção e o processo de leitura também não apresenta consumo intensivo. Eles podem reter uma quantidade vertiginosa de dados em uma área muito pequena. Teoricamente, até 360 terabytes (TB) — equivalentes a 36 mil GB — cabem um disco de vidro de cinco polegadas (12,7 cm). Kazansky afirma ainda que eles podem durar essencialmente para sempre. Os discos são feitos de vidro de sílica fundida, conhecido pela sua durabilidade e estabilidade térmica. A única precaução é mantê-los dentro de um recipiente resistente, pois, por serem feitos de vidro, eles continuam sendo susceptíveis às tradicionais quebras. Cristal de vidro da SPhotonix, mostrando imagens digitais de uma pintura da caverna de Chauvet, na França, e uma imagem gerada por IA de uma alunissagem, foi lançado em órbita em junho de 2025 SPhotonix via BBC Em conjunto com seu filho, Kazansky fundou em 2024 uma empresa chamada SPhotonix, para comercializar sua ideia. A companhia completou recentemente uma rodada de financiamento de US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 23,2 milhões). O professor afirma que a SPhotonix já está em contato com empresas de tecnologia para estrear alguns dos seus protótipos em centros de dados durante os próximos dois anos. Mas, por enquanto, ele destaca que o objetivo continua sendo "aperfeiçoar a tecnologia para garantir que ela seja suficientemente robusta" para estes usos. Atualmente, a empresa pode atingir velocidade de leitura de cerca de 30 MB por segundo. Mas ela espera aumentar a velocidade de leitura e escrita para 500 MB por segundo nos próximos três a cinco anos, segundo Kazansky. Em termos de comparação, as soluções mais recentes de armazenamento em fita magnética oferecem até 400 MB por segundo. "Nossa meta é fazer com que recuperar os dados... seja tão fácil quanto usar um disco rígido moderno", afirma ele. Mas nem todos acreditam que os cristais de memória representem o futuro imediato do armazenamento de dados. Para o professor de ciência da computação Srinivasan Keshav, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, um dos problemas é que a tecnologia não é "compatível com a infraestrutura existente", o que gera "enormes barreiras para sua adoção". Kazansky não é o único que estuda como enfrentar o enorme acúmulo de dados do século 21. Ele pode ter encontrado respostas em grãos de areia, mas outros recorreram ao substrato granular de toda a vida orgânica. Dados em DNA O físico soviético Mikhail Samoilovich Neiman (1905-1975) foi o primeiro a propor a ideia de usar o DNA como meio de armazenamento, em 1964. Demonstrações realizadas desde a década de 1980 confirmaram sua viabilidade. Seus defensores afirmam que o DNA oferece uma solução extraordinariamente eficiente e duradoura. Teoricamente, um único grama de DNA poderia armazenar até 215 petabytes (PB), ou 215 milhões de GB de dados, por milhares de anos. E transformar bytes em bases nitrogenadas é surpreendentemente simples. "Você pega seus dados digitais e os atribui aos componentes básicos do DNA", explica o professor de gestão de dados Thomas Heinis, do Imperial College de Londres. Primeiramente, as quatro letras das bases de DNA (A, T, C e G) são convertidas em 01, 00, 11 e 10. "Depois, você sintetiza uma molécula (a representação física real desses dados) e a armazena pelo tempo que quiser", afirma o professor. A frase favorita entre os pesquisadores do armazenamento de dados em DNA é que "você poderia guardar todos os dados do mundo em uma colherada", comenta Heinis. Mas ele acrescenta que, na prática, seria muito difícil localizar a informação desejada dentro daquela massa indiferenciada. O fundamental é que as necessidades de armazenamento não exigem uso intensivo de energia. "Ele é eficiente do ponto de vista energético, pois, se você guardar em local adequado, não necessita de refrigeração", segundo o professor. Estão começando a surgir startups especializadas em armazenamento em DNA. E, nos últimos anos, houve avanços na redução do custo de "leitura" do DNA, segundo Heinis. Mas o custo total ainda é um obstáculo. "Continua caro demais", afirma ele, especialmente em relação à síntese do DNA. "Na parte da 'escrita', ainda não observamos grandes avanços, de forma que isso realmente precisa ocorrer", segundo Heinis. "Quando for suficientemente barato, tudo o mais irá se encaixar." Heinis descreve os cristais de memória de Kazansky como um "concorrente direto do armazenamento em DNA", mas o DNA poderia ser vantajoso porque "sempre poderemos ler DNA", devido às suas amplas aplicações médicas. "Com outras tecnologias, a questão é por quanto tempo existirá o dispositivo de leitura." Heinis destaca que, atualmente, é cada vez mais difícil ler meios de gravação como os disquetes, que surgiram nos anos 1970, mas ficaram praticamente obsoletos no início do século 21. "Existem empresas que oferecem armazenamento de dados por mais de 100 anos. Mas quais delas continuarão existindo daqui a um século?", questiona ele. O DNA pode armazenar enorme quantidade de dados e suas necessidades de conservação não consomem muita energia Getty Images via BBC Entre as gigantes da tecnologia, a Microsoft é quem demonstrou mais interesse em experimentar novos tipos de armazenamento de dados. Em 2016, a empresa anunciou ter armazenado 200 MB de dados em DNA, incluindo um banco de sementes do Silo Global de Sementes de Svalbard e a Declaração Universal dos Direitos Humanos em mais de 100 idiomas. Em 2020, a Microsoft e outras empresas fundaram a Aliança de Armazenamento de Dados em DNA. "A demanda por armazenamento de dados na nuvem a longo prazo atinge níveis sem precedentes e estamos chegando ao limite do possível com as tecnologias atuais", declarou à BBC um porta-voz da Microsoft. A Microsoft também patrocinou o grupo de pesquisa de Kazansky na Universidade de Southampton, como parte do seu Projeto Sílica, entre 2017 e 2019. "Juntos, demonstramos o princípio fundamental; depois disso, eles continuaram desenvolvendo a tecnologia de forma independente", segundo Kazansky. Equipamentos de pesquisa para a criação de cristais de vidro desenvolvidos pela Microsoft Microsoft via BBC Em fevereiro de 2026, a Microsoft publicou um artigo na revista Nature, detalhando um novo avanço neste campo. A empresa conseguiu armazenar dados em vidro de borossilicato, o mesmo utilizado em utensílios de cozinha e portas de fornos, além do vidro padrão de sílica fundida. O vidro de borossilicato é muito mais barato, o que faz com que a ideia seja economicamente mais viável. E também é muito durável; a empresa afirma que estes dados poderiam ser armazenados por até 10 mil anos. A Microsoft informou à BBC que, embora seus testes conceituais tenham demonstrado resultados promissores, a empresa ainda não comercializa esta linha de pesquisa. Repensar a computação Solucionar o problema do armazenamento de dados a longo prazo é apenas uma parte do desafio representado pelos centros de dados e seu enorme consumo de energia. A sílica e o DNA são "muito atraentes do ponto de vista da sustentabilidade", reconhece a professora Tania Malik, da Faculdade de Computação e Cibersegurança da Universidade Tecnológica de Dublin, na Irlanda. "Mas é pouco provável que estas tecnologias substituam o armazenamento convencional para a informática cotidiana ou as cargas de trabalho de IA em um futuro próximo", alerta ela. Malik destaca que existem formas mais práticas de abordar, em curto prazo, o problema do consumo de energia associado aos "dados quentes". "Uma questão importante é melhorar a eficiência da infraestrutura, por exemplo, com processadores com uso mais eficiente de energia e técnicas avançadas de refrigeração, como a refrigeração líquida ou por ar externo", explica ela. Paralelamente, a professora destaca que existe um "reconhecimento cada vez maior de que a eficiência também deve ser abordada em nível de software e das cargas de trabalho, não apenas em nível de infraestrutura". Malik afirma que, "na informática de alto rendimento e na computação em nuvem, o rendimento tem sido tradicionalmente a métrica dominante, mas é preciso considerar a eficiência energética com a mesma importância". Para ela, "isso significa projetar algoritmos e aplicativos com consciência do consumo de energia". A professora destaca ainda que isso também implica o uso da potência adequada de computação para cada tarefa. Afinal, "nem todas as tarefas necessitam do maior modelo de IA possível, nem do tempo de execução mais rápido". Mas, frente ao acúmulo exponencial de dados, é possível que venha a ser necessária uma reorganização mais radical, segundo Malik. Será que realmente precisamos de todos os dados que produzimos? Cada vez mais, parte da solução consiste em "termos mais propósito em relação ao que decidimos conservar", conclui a professora. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Technology.



Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 novamente após ataques iranianos a navios


12/03/2026 04:58 - g1.globo.com


Conheça o Estreito de Ormuz, crucial para o petróleo global O preço do petróleo Brent, a referência internacional, disparou novamente acima de US$ 100 (cerca de R$ 515,90) após ataques atingirem navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz. Nesta quarta (11) e quinta-feira (12) foram relatados diversos ataques iranianos contra navios comerciais ao redor do Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. O momento é de intensificação da pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz Kayan Albertin / Arte g1 Mais cedo, o ministro da energia da Austrália, Chris Bowen, anunciou que o país vai alterar os padrões de qualidade de combustível para pressionar a queda nos preços do petróleo. Segundo o ministério, o combustível australiano poderá apresentar níveis mais altos de enxofre nos próximos 60 dias. Com isso, a expectativa do governo é que 100 milhões de litros de combustível, que inicialmente seriam exportados, sejam misturados ao consumo doméstico australiano. O ministério ressaltou que a Ampol, empresa petrolífera australiana, se comprometeu a redirecionar o combustível para regiões com maior escassez e para o mercado atacista à vista, atendendo distribuidores independentes e produtores rurais. Petróleo em alta Os preços do petróleo já tinham voltado a subir nesta quarta-feira, enquanto as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em meio à incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio. O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha avançado 5,91%, a US$ 88,38. O Brent do Mar do Norte, referência na Europa, tinha subido 5,05%, a US$ 92,23. Na terça-feira (10), as bolsas tiveram altas expressivas e o petróleo caiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira que o conflito terminaria "em breve". Desde o início do conflito, o petróleo acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana, devido às interrupções no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Países disponibilizam 400 milhões de barris de petróleo Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. É a maior liberação de reservas já feita pelos países da AIE. Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço



Mega-Sena pode pagar R$ 65 milhões nesta quinta-feira


12/03/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.983 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 65 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (12), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de reserva estratégica


12/03/2026 01:05 - g1.globo.com


Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história Jornal Nacional/ Reprodução Os Estados Unidos vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica em uma tentativa de reduzir os preços do petróleo, disse o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, nesta quarta-feira (11). Os preços da commodity dispararam nos últimos dias devido a choques de oferta provocados pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Wright afirmou que a liberação faz parte de uma ação maior, envolvendo 400 milhões de barris de petróleo, acordada mais cedo pela Agência Internacional de Energia, que reúne 32 países. Segundo Wright, a liberação terá início na próxima semana e deve levar cerca de 120 dias para ser concluída. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA e Israel iniciaram ataques ao Irã em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com seus próprios ataques contra Israel e países do Golfo que abrigam bases americanas. Elevando os riscos para a economia global, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmou que bloquearia embarques de petróleo do Golfo, caso os ataques dos EUA e de Israel não cessem. A guerra abalou os mercados ao redor do mundo. Questionado mais cedo nesta quarta-feira sobre se estava considerando o limite da reserva estratégica de petróleo, o presidente Donald Trump disse que Washington iria "reduzi-la um pouco". “Os Estados Unidos planejam repor essas reservas estratégicas com mais de 200 milhões de barris no próximo ano”, disse o secretário de Energia em um comunicado.



EUA iniciam investigações comerciais que podem abrir caminho para novas tarifas


12/03/2026 00:50 - g1.globo.com


O presidente dos EUA, Donald Trump REUTERS/Nathan Howard O governo do presidente Donald Trump abriu nesta quarta-feira (11) uma nova investigação comercial contra 16 grandes parceiros dos Estados Unidos por suposto excesso de produção, em um movimento que pode abrir caminho para novas tarifas. A medida é vista como uma forma de retomar a pressão por um novo tarifaço depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou, no mês passado, a principal base legal das tarifas aplicadas pelo republicano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que a investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais, com base na chamada "Seção 301", pode levar à aplicação de novas tarifas sobre produtos da China, da União Europeia, da Índia, do Japão, da Coreia do Sul e do México nos próximos meses. Outros parceiros comerciais sujeitos à investigação de excesso de capacidade incluem Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega. O Canadá, o segundo maior parceiro comercial dos EUA, não foi mencionado como alvo da investigação. "Portanto, essas investigações se concentrarão em economias que, segundo nossas evidências, parecem apresentar excesso estrutural de capacidade e produção em vários setores de manufatura, como, por exemplo, por meio de superávits comerciais maiores e persistentes ou capacidade subutilizada ou não utilizada", disse Greer a repórteres em uma teleconferência. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Investigação de trabalho forçado Greer também disse que, nesta quinta-feira, iniciará outra investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, destinada a proibir a importação para os EUA de produtos feitos com trabalho forçado. A investigação envolve mais de 60 países. Os EUA já restringiram a importação de painéis solares e outros produtos da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Proteção ao Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. A nova investigação pode ampliar essas medidas para outros países. Greer disse que gostaria que outros países também adotassem proibições semelhantes às dos EUA contra produtos feitos com trabalho forçado, previstas em uma lei comercial americana de quase um século. Os EUA afirmam que autoridades chinesas criaram campos de trabalho para uigures e outros grupos muçulmanos na região ocidental de Xinjiang. O governo chinês nega as acusações de abusos. Greer disse que espera concluir as investigações da Seção 301, incluindo as propostas de solução, antes que as novas tarifas temporárias impostas por Trump no final de fevereiro expirem em julho. Depois que a Suprema Corte considerou ilegais, em 20 de fevereiro, as tarifas globais de Trump com base em uma lei de emergências nacionais, o presidente aplicou uma tarifa de 10% por 150 dias sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. LEIA MAIS: Trump definiu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência prevista para cerca de 5 de maio. O republicano estabeleceu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência pública programada para por volta de 5 de maio. Greer afirmou que as novas investigações, já anunciadas há algum tempo por autoridades do governo, não devem surpreender os parceiros comerciais e que eles devem cumprir seus acordos. Ele ressaltou, porém, que isso não significa que esses países ficarão imunes a todas as novas tarifas previstas na Seção 301.



TCU rejeita pedido de afastar ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do caso Master


11/03/2026 23:42 - g1.globo.com


Jhonatan de Jesus, ministro Tribunal de Contas da União Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou pedido de afastamento do ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do processo que analisa os procedimentos adotados pelo Banco Central (BC) para a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário do TCU. 👉🏽 O pedido de suspeição foi apresentado por organizações da sociedade civil. Uma das alegações apresentadas foi a de que o ministro teria um "padrinho político" de Jesus com interesse no caso Master. 🏠 Outros argumentos apresentados dão conta de que Jesus teria destinado recursos para a construção de casas populares no estado de Roraima, supostamente sem a devida prestação de contas. 🚗 Também foi mencionado que um veículo registrado em nome de familiar do ministro teria sido apreendido no âmbito de operação da Polícia Federal relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Os excipientes não explicaram de que modo essas questões – sobre as quais não foi juntada qualquer evidência nestes autos – impactam na condução [do processo]. Ou seja, não se desenvolveu o raciocínio atinente ao nexo das imputações com a atuação do ministro arguido no contexto do aludido processo, razão pela qual as alegações devem ser prontamente rejeitadas", afirmou o relator do caso, ministro Jorge Oliveira, em seu voto. Também é mencionado um suposto "racismo institucional" e perseguição ao diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino dos Santos. Segundo o relator, a afirmação não procede. "Neste ponto, a petição incide em grave erro. Não houve qualquer convocação, por parte do Ministro Jhonatan de Jesus ou deste Tribunal, direcionada ao aludido diretor do Banco Central do Brasil. Constam nos autos apenas a determinação de oitiva prévia da autarquia", disse Oliveira. "Não há dúvidas, portanto, da absoluta fragilidade das imputações feitas na petição à peça 3, que claramente não têm o condão de conformar a suspeição do Ministro Jhonatan de Jesus, configurando meras conjecturas, ilações sem vínculo efetivo com a realidade e pretensões destituídas de qualquer elemento objetivo e demonstrável", concluiu o relator, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. Relembre o caso Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público. No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória. No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master. Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalho. Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos. O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC. O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.



Crise no Oriente Médio: Silveira diz que governo avalia necessidade de medidas para conter alta do petróleo


11/03/2026 23:18 - g1.globo.com


Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, diz que governo pode adotar horário de verão em 2024 Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para avaliar a necessidade de medidas frente à escalada do preço do barril de petróleo em função da guerra no Oriente Médio. Entretanto, Silveira descartou uma intervenção do governo federal na Petrobras e disse que tal medida seria "irresponsável". “Nós vamos fazer como fizemos ontem à tarde: reunimos com o presidente Lula para podermos discutir que medidas tomaremos em algo que não depende da gente, mas que nós não seremos irresponsáveis de fazer intervenção em uma empresa de capital aberta, listada na bolsa de Nova York e que tem a sua governança própria”, declarou o ministro, durante participação na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Em decisão histórica, Agência Internacional de Energia libera reserva emergencial de petróleo O ministro também desconsiderou risco de desabastecimento de combustíveis no país e classificou como "criminosa especulação" os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em algumas regiões do país. “É naturalmente um momento de apreensão do mundo inteiro, não só do Brasil, porque nós vivemos um caos geopolítico, mas não tem risco de abastecimento e muito pelo contrário”, afirmou o ministro. Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram altas ou previsão de aumento para gasolina e diesel em diversas partes do país, atribuídas à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. “O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações, vamos envolver a Polícia Federal”, disse Silveira. Silveira afirmou ainda que o governo acompanha os movimentos do mercado internacional. Nesta terça, o ministério de Minas e Energia informou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, com o objetivo de identificar rapidamente eventuais riscos ao fornecimento e coordenar ações para preservar a segurança energética e a normalidade do abastecimento de combustíveis no país. A medida segue práticas de governança já adotadas pela pasta em cenários geopolíticos semelhantes. “O povo brasileiro pode nos ajudar é fiscalizar os abusos dos revendedores nos postos de gasolina e nós vamos fiscalizar com a ANP, Procon, Senacon, Polícia Federal e o Ministério das Justiças as distribuidoras para que elas deixem de cometer os abusos que começaram a cometer nos últimos dias", defendeu. Reunião com Lula O presidente Lula passou esta quarta-feira no Palácio da Alvorada. Ao longo do dia, houve intensa movimentação de entrada e saída de carros de ministros. Entre eles, Alexandre Silveira (Minas e Energia), Sidônio Palmeira (Secom), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral a União). De acordo com integrantes do governo, uma das reuniões convocadas pelo presidente Lula foi para discutir a alta no valor dos combustíveis. A avaliação no primeiro escalão do governo é de que o tema é imediato. Segundo relatou um ministro ouvido pelo g1, há uma preocupação de que se intensifique uma especulação dos postos de gasolina. "Estão aumentando o preço do combustível de uma maneira oportunista, sendo que não houve qualquer tipo de aumento na refinaria, querendo criar um pânico por conta do aumento do preço do petróleo devido ao ataque ao Irã". Preço do petróleo Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.



Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial do GPA


11/03/2026 20:07 - g1.globo.com


Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta quarta-feira (11) que a Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da companhia, que busca reorganizar suas finanças e renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. 🔎 Apesar de extrajudicial, a recuperação precisa ser homologada pela Justiça para que o acordo entre empresa e credores tenha validade jurídica. A regra está na Lei de Recuperação Judicial e Falências. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que o processo foi deferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A companhia anunciou na terça-feira (10) que havia fechado um acordo com seus principais credores no âmbito do plano de recuperação extrajudicial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O processo é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA busca renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. ENTENDA A CRISE DO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR: Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA Como será a recuperação extrajudicial do GPA? Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. Loja do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. MAURO PIMENTEL/AFP



Carteira assinada para atuar na colheita de café diminui exploração e não tira benefícios como Bolsa Família, diz ministro no ES


11/03/2026 19:53 - g1.globo.com


Ministro do Trabalho e Emprego discute exploração de mão de obra no setor cafeeiro no ES No Espírito Santo para lançar a Campanha de Promoção do Trabalho Decente na Cafeicultura, nesta quarta-feira (11), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o registro em carteira para os trabalhadores que atuam em fazendas cafeeiras, especialmente na colheita de café. Segundo o ministro, é preciso que os trabalhadores sejam informados sobre os direitos que a carteira assinada assegura e sobre a manutenção deles como beneficiários de programas do governo federal, como o Bolsa Família. A colheita do café no Espírito Santo tem previsão de começar em abril. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "O fato de ter a Carteira de Trabalho assinada não lhe tira o benefício do Bolsa Família", afirmou o ministro pouco antes de se reunir com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), representantes de entidades ligadas à produção de café e ao mundo do trabalho no Palácio Anchieta, em Vitória. Marinho explicou que, caso um trabalhador passe a descumprir os requisitos para a garantia do benefício, como atingir a renda per capita estipulada para cada família, ele terá direito a um período de transição antes de perder o auxílio. LEIA TAMBÉM: A PARTIR DE ABRIL: Motoboys vão começar a receber adicional por insalubridade, diz ministro do Trabalho no ES; saiba quem terá direito MONTAGEM: Aluno de escola particular de Vitória usa IA para deixar colegas nuas em foto FEMINICÍDIO: Mulher é morta com tiro na cabeça e ex-namorado é suspeito do crime Trabalhador em produção de café arábica no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Desta forma, o beneficiário poderia receber, por mais um ano, metade do valor que recebe do Bolsa Família. Isso, no entanto, destaca ele, não retira a pessoa do CadÚnico (cadastro que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda do Brasil para incluí-las em Programas Sociais). "Se você vier a ser demitido, você volta para a proteção do Bolsa Família. Você não sai mais do CadÚnico. Você permanece no cadastro e sempre vai receber essa proteção, caso você volte para uma situação de vulnerabilidade alimentar", explicou. A carteira assinada, segundo o ministro, também reforça outro objetivo do encontro: o de reafirmar o pacto que busca garantir direitos trabalhistas no setor, o Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura. Para Marinho, a política firmada em 2023 pelo ministério é essencial para proteger "as empresas sérias, combater o trabalho análogo à escravidão e reprimir o trabalho com exploração de mão de obra infantil, porque isso depõe contra a imagem do Brasil". Espírito Santo é um dos maiores produtores de café do país. Reprodução/ TV Gazeta Além de degradar a integridade dos trabalhadores que atuam nas fazendas, Marinho explicou que o trabalho análogo à escravidão cria problemas para o país que podem comprometer até as exportações dos produtos afetados. "A empresa fica manchada. Compromete o resultado da empresa, a imagem, o produto. Então, nós queremos que você, empresário, trabalhe, invista e cresça respeitando o trabalho, respeitando o trabalhador, respeitando a trabalhadora. Sempre é melhor fazer o certo". Luiz Marinho também comentou que sente uma evolução no estado capixaba. Em 2023, foram 11 ações deflagradas para combater o trabalho análogo à escravidão e a exploração infantil, com 86 resgates; no ano seguinte, 5 ações e 68 resgates; em 2025, 4 ações e 35 pessoas resgatadas. "O número vem caindo. Nós estamos evoluindo. Está bom? Não, não está. Nós queremos zerar este número", finalizou o ministro. O Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção brasileira de café conilon. Em 2025, de acordo com a norte-americana StoneX, uma das mais relevantes companhias de serviços financeiros do mundo, foram 19,2 milhões de sacas de conilon (o arábica ficou em 3 milhões). O complexo cafeeiro do estado (conilon, arábica e solúvel) exportou US$ 1,24 bilhão, no ano passado. Das 4,3 milhões de sacas vendidas, 3,2 milhões foram de conilon. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa dos EUA em resposta a ataque em escola


11/03/2026 19:44 - g1.globo.com


Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Um grupo de hackers ligado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético de larga escala contra a empresa americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o país. O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo Handala em comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas. O grupo afirmou que o ataque atingiu escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados obtidos estão "nas mãos dos povos livres do mundo". "Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão". A Stryker informou que houve uma "interrupção global da rede" em seu ambiente de sistemas da Microsoft como resultado de um ataque cibernético. "Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse. Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h (horário de Brasília) desta quarta-feira (11). Nas últimas semanas, o grupo Handala reivindicou uma série de ataques cibernéticos contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico. Desde o início da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, o grupo afirma ter realizado ataques contra estruturas israelenses e diz ter "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém. O grupo Handala é conhecido por sua ligação "com o regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os rastreamos há anos", afirmou. Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no início deste ano, afirmou que a atuação do Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida". Dispositivos com sistema Windows — inclusive aparelhos móveis e smartphones conectados às redes da Stryker — foram apagados remotamente, segundo o relatório. Fundada em Kalamazoo, no estado de Michigan, a Stryker é uma empresa global de dispositivos médicos com cerca de 56 mil funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época). A empresa fabrica desde implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos até leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica. O grupo Handala anunciou depois que também teria realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos. A AFP não conseguiu verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Veja mais: China alerta EUA para apocalipse ao estilo 'Exterminador do Futuro' por uso militar da IA WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos



WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos


11/03/2026 18:28 - g1.globo.com


WhatsApp permite que pais e responsáveis gerenciem contas dos filhos Divulgação/WhatsApp O WhatsApp começou a permitir que pais ou responsáveis monitorem mensagens e coloquem limites sobre a atividade de menores de 13 anos no aplicativo. O recurso foi anunciado nesta quarta-feira (11) e começará a ser testado com um pequeno grupo de usuários nas próximas semanas. Os adultos que desejarem ativar o recurso precisarão estar com o próprio telefone e o da criança lado a lado lado a lado para vincular as contas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em seguida, é possível configurar quais grupos ela pode participar. O WhatsApp informa quem são os participantes e os administradores da conversa para ajudar os pais a tomarem a decisão. O aplicativo permite ainda revisar solicitações de conversa de desconhecidos, que são enviadas para uma pasta e são visualizadas primeiro pelos pais. Os adultos também são notificados adultos sempre que a criança adicionar, bloquear ou denunciar outro usuário. "Se uma mensagem indesejada vier de alguém já salvo como contato, a conta gerenciada pelos pais pode denunciar e/ou bloquear o contato, assim como qualquer outro usuário do WhatsApp", disse o WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As configurações de proteção para menores de 13 anos se concentram em mensagens e ligações pelo WhatsApp. Elas são protegidas por senha e só podem ser alteradas pelos adultos. E as crianças também não têm acesso a recursos como Meta AI, Canais e Status nem mensagens temporárias ou de visualização única. O monitoramento foi criado em resposta aos comentários de pais que gostariam de uma experiência adaptada para menores de 13 anos, informou o WhatsApp. A plataforma afirma que as contas gerenciadas são protegidas por criptografia de ponta a ponta, assim como as contas convencionais, e que suas informações não são usadas para fins publicitários. "Projetamos contas gerenciadas pelos pais para atender às regulamentações de segurança e privacidade infantil e trabalhamos regularmente com especialistas independentes para revisar nossas proteções e manter as famílias seguras", diz o aplicativo.



'Nojento e desolador': a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans


11/03/2026 18:06 - g1.globo.com


"Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC uma "chatter" Getty Images Uma mulher nas Filipinas descreveu como é "desolador" ganhar menos de US$ 2 (cerca de R$ 10) por hora fingindo, em chats online, ser modelos da plataforma OnlyFans muito mais bem pagas do que ela. O OnlyFans funciona conectando criadores de conteúdo explícito a usuários que pagam uma assinatura para acessar o material desses criadores e supostamente conversar online com eles. No entanto, embora criadores de grande destaque possam ganhar bastante dinheiro, o trabalho de interagir com os fãs e tentar vender a eles imagens e vídeos muitas vezes é feito por pessoas mal remuneradas, empregadas por terceiros, como a pessoa entrevistada pela BBC. Um sindicato que representa esses trabalhadores — conhecidos como "chatters" — disse à BBC News que está preocupado com a "natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online". O OnlyFans, que gerou US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) em receita em 2024, não quis responder aos questionamentos da BBC. Segundo os termos de serviço da plataforma, a relação comercial do OnlyFans é exclusivamente com o criador de conteúdo. Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo 'Não é nada agradável' A BBC não identificará nesta reportagem a mulher com quem conversou a fim de proteger sua identidade. Empregada por uma agência usada pela modelo que ela fingia ser, ela disse que começou nesse tipo de trabalho para sustentar a família durante um período de renda mais baixa, ganhando menos de US$ 2 por hora e trabalhando em turnos de oito horas, cinco dias por semana. Durante seu turno, ela recebia metas para gerar para a modelo centenas de dólares em vendas de fotos e vídeos. Os criadores mais populares da plataforma afirmam ganhar milhões de dólares por mês. Recentemente, uma nova agência ofereceu melhores condições e remuneração para o mesmo trabalho de "chatter", embora ainda inferior a US$ 4 por hora (cerca de R$ 20). Ela disse que sabia que o trabalho envolveria conteúdo explícito, mas, ainda assim, fazer "sexting" (troca de mensagens de teor sexual) era desagradável para ela. "É meio nojento quando você pensa nisso, porque você precisa fazer esse tipo de conversa muitas vezes, várias vezes por hora, porque está falando com vários fãs ao mesmo tempo." Segundo ela, as pessoas com quem conversava muitas vezes pareciam "muito gentis", mas claramente solitárias, o que tornava todo o processo triste, especialmente porque ela não era a pessoa que fingia ser. Essa desonestidade a incomodava, afirmou. "Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda", disse. "Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda". Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images De fato, o uso de "chatters" levou a ações judiciais contra o OnlyFans e contra as agências que os empregam, movidas por usuários e escritórios de advocacia que consideram a prática enganosa. Até agora, nenhuma teve sucesso. Segundo ela, alguns fãs pediam "coisas realmente estranhas, fetiches ou preferências sexuais", que ela geralmente conseguia tolerar, mas nem sempre. "Há dias em que penso: 'que diabos estou fazendo aqui?', porque há dias em que isso realmente pesa." Questionada se se sentia explorada, ela disse que aceitar um pagamento inferior a US$ 2 por hora "não foi seu melhor momento". "Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC. "É realmente de partir o coração, especialmente sabendo que a agência ganha muito mais." A "chatter" também relatou preocupação com possíveis riscos legais ao aceitar esse tipo de trabalho, devido às leis relativamente rígidas contra pornografia nas Filipinas. 📎 A BPO Industry Employee' Network (BIEN) é um sindicato independente que representa trabalhadores do setor de terceirização de processos de negócios nas Filipinas. Mylene Cabalona, presidente do sindicato, disse à BBC que "embora as Filipinas tenham leis relativamente rígidas em relação à pornografia, nossa principal preocupação como sindicato é a natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online". Segundo Cabalona, isso levanta sérias preocupações sobre a exposição de trabalhadores a "conteúdo potencialmente prejudicial ou abusivo, além da falta de diretrizes claras sobre segurança, responsabilização e proteção trabalhista". Ainda assim, há vantagens nos empregos digitais terceirizados, incluindo o trabalho de chat, que, segundo Cabalona, podem permitir que trabalhadores obtenham renda de casa, enquanto dão suporte a clientes ou plataformas no exterior. "Esses empregos também podem oferecer maior potencial de renda em comparação com alguns trabalhos locais de nível inicial e proporcionar oportunidades para desenvolver habilidades em trabalho digital", observou. OnlyFans REUTERS/Andrew Kelly



Quaest: 48% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses


11/03/2026 17:00 - g1.globo.com


Pesquisa Quaest de 1º e 2º turnos das eleições e de avaliação do governo Lula Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que 48% dos entrevistados consideram que economia piorou nos últimos 12 meses. Esse índice era de 43% em janeiro e fevereiro. Outros 24% afirmam que a economia melhorou, enquanto 26% avaliam que ficou do mesmo jeito (eram 30% na pesquisa anterior). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Veja os números: Economia piorou: 48% (eram 43%, em fevereiro); Melhorou: 24% (eram 24%); Ficou do mesmo jeito: 26% (eram 30%); Não sabem/não responderam: 2% (eram 3%). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os eleitores independentes, considerados cruciais para a disputa presidencial de outubro, 50% acham que a economia piorou. Esse grupo equivale a 32% do eleitorado, segundo a Quaest, e é formado por pessoas que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas. Isenção do IR O levantamento também perguntou se o eleitor foi beneficiado pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Veja os números: Sim: 31% Não: 66% NS/NR: 33% Não houve mudança significativa em relação à pesquisa anterior, de fevereiro de 2026, quando 30% responderam que foram beneficiados e 67%, não. Expectativa para o futuro da economia A pesquisa também perguntou qual é a expectativa dos entrevistados para a economia nos próximos 12 meses. E os números mostram uma visão menos otimista. O índice dos que acham que vai melhorar era de 48% em janeiro, 43% em fevereiro e é de 41% agora. O grupo dos que esperam uma piora da economia era de 28% em janeiro, passou para 29% em fevereiro e chegou a 34% agora. Veja números: Vai melhorar: 41% (eram 43%, em fevereiro); Vai piorar: 34% (eram 29%); Vai ficar do mesmo jeito: 21% (eram 24%); Não sabem/não responderam: 4% (eram 4%). Preço dos alimentos A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao preço dos alimentos nos mercados. 58% dizem que o preço subiu, 24% que ficou igual e 16% que caiu. Veja números: Subiu: 58% (eram 56%, em fevereiro); Ficou igual: 24% (eram 24%); Caiu: 16% (eram 18%). Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Poder de compra Sobre poder de compra, 64% dizem que conseguem comprar menos do que um ano atrás, 14% afirmam que conseguem comprar mais e 21% consideram que não há diferença. Veja números: Menos: 64% (eram 61%, em fevereiro); Mais: 14% (eram 15%); O mesmo tanto: 21% (eram 23%); Não sabem/não responderam: 1% (eram 1%) Mercado de trabalho A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao mercado de trabalho: 50% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje, e 40% consideram que está mais fácil. Veja números: Mais difícil: 50% (eram 49%, em fevereiro); Mais fácil: 40% (eram 39%); Igual: 4% (eram 5%); Não sabem/não responderam: 6% (eram 7%). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso no Fórum Economia Azul e Finanças, na França Ludovic Marin/Reuters



Trump diz que petroleiras 'devem' usar estreito de Ormuz


11/03/2026 16:59 - g1.globo.com


Minas marítimas: Guga Chacra avalia estratégia do Irã no Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afrmou nesta quarta-feira (11) que empresas de petróleo devem continuar utilizando o estreito de Ormuz. Quando questionado por repórteres se as companhias devem circular pela região, trump respondeu: "Acho que deveriam". Nesta terça (10), a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã planeja instalar minas navais no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A informação foi publicada pela CBS News com base em relatos de autoridades americanas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a emissora, o Irã estaria usando embarcações pequenas para posicionar minas navais na rota marítima. A estimativa é que o governo iraniano tenha um estoque de até 6 mil unidades. Já a CNN Internacional informou que a instalação das minas já teria começado. 🔎 Minas navais são explosivos colocados no mar que detonam quando entram em contato com navios. São usadas para bloquear ou dificultar a passagem de embarcações por uma rota marítima. A presença de minas no Estreito de Ormuz colocaria em risco qualquer navio que tentasse atravessar a região. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada. A área é estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami REUTERS/Kevin Lamarque Após a publicação das reportagens Trump exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima. “Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, afirmou. Trump disse ainda que os Estados Unidos monitoram a região e vão destruir qualquer embarcação usada para minar o Estreito de Ormuz. Na sequência, o presidente fez uma nova publicação afirmando que os Estados Unidos destruíram 10 barcos usados para lançar minas. Segundo ele, as embarcações estavam inativas. Na segunda-feira (9), Trump já havia ameaçado o Irã com ataques “vinte vezes mais fortes” caso o país tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em entrevista, o presidente disse que avaliava assumir o controle da região. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou. As ameaças ocorrem em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 na segunda-feira. Os preços podem impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. LEIA TAMBÉM Israel diz travar 'guerra histórica pela liberdade', se declara aliado dos iranianos e fala em transição de poder: 'Estejam prontos' Crítico de Lula e pivô de polêmica com Moraes: quem é assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro Os desafios que esperam o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei O Estreito de Ormuz Foto mostra uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã movendo-se em torno do petroleiro Stena Impero, que foi apreendido no Estreito de Ormuz Agência de Notícias Morteza Akhoondi/Tasnim via AP Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1



Banco Central anuncia liquidação da fintech Dank Sociedade de Crédito


11/03/2026 16:38 - g1.globo.com


Comunicado da fintech Dank Sociedade de Crédito sobre a liquidação. Reprodução/ Dank O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, determinou nesta quarta-feira (11) a liquidação extrajudicial da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto por conta "grave comprometimento da situação econômico-financeira e as graves violações às normas legais". Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição e houve sua retirada do sistema financeiro. Essa solução é adotada quando ocorre situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade, entre outros. Foi nomeado como liquidante a Faccio Administrações. 🔎 As "fintechs", que reúnem milhões de clientes, são empresas que oferecem produtos financeiros inovadores, como novos meios de pagamento e cartões de crédito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No modelo conhecido como SCD, utilizado pela Dank, foi autorizada a concessão de operações de crédito, por meio de plataforma eletrônica, com recursos próprios. Esse tipo de instituição não pode fazer captação de recursos do público. As SCDs também podem prestar os serviços de análise de crédito para terceiros; cobrança de crédito de terceiros; distribuição de seguro relacionado com as operações por ela concedidas por meio de plataforma eletrônica e emissão de moeda eletrônica. Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a Dank Sociedade de Crédito Direto, que havia recebido autorização de funcionamento em 2022, possuía um passivo (dívidas e obrigações) de R$ 43,8 milhões em setembro do ano passado (último dado disponível), e um patrimônio líquido de R$ 975 mil.



Mercedes apresenta a VLE: minivan elétrica com cabine de jato e tela de 31 polegadas


11/03/2026 15:01 - g1.globo.com


Mercedes-Benz VLE tem portas deslizantes com acionamento elétrico Divulgação / Mercedes-Benz A combinação de luxo e conforto sempre marcou os sedãs da Mercedes-Benz. Com o tempo, os utilitários esportivos da marca também passaram a oferecer essa experiência e, agora, ela chega às minivans. A Mercedes do Brasil monitora o mercado nacional e avalia o melhor momento de lançamento para os clientes no país. A VLE tem uma cabine que remete a jatos particulares, com bancos e acabamento que lembram o helicóptero Airbus ACH145, cuja cabine também é produzida pela Mercedes-Benz. O g1 apresentou todos os detalhes desse modelo avaliado em R$ 77 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Descrita pela marca como uma “grand limousine” em formato de minivan, a VLE combina o conforto de um sedã com a praticidade de uma van e inaugura uma nova geração de veículos da empresa nesse segmento. A experiência começa com as portas deslizantes automáticas, que dispensam contato com a maçaneta. Pelo teto panorâmico, os passageiros podem apreciar o céu, e em dias de sol forte, a persiana elétrica garante conforto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A minivan oferece a opção de bancos “Grand Comfort”, com ajustes elétricos, almofada extra, carregamento sem fio para celular, função de massagem e apoio para as pernas. Esses recursos podem ser controlados pelos botões nas portas, pela tela multimídia ou pelo aplicativo da Mercedes-Benz. As versões com bancos maiores acomodam sete pessoas, enquanto as configurações com fileiras triplas convencionais elevam a capacidade para oito ocupantes. Mercedes-Benz VLE tem tela de 31,3 polegadas Divulgação / Mercedes-Benz Para entretenimento, a VLE conta com uma tela retrátil de 31,3 polegadas instalada no teto, com resolução 8K e possibilidade de dividir a imagem em dois conteúdos simultâneos. É possível assistir filmes, jogar, usar aplicativos ou participar de videoconferências graças à câmera de 8 megapixels integrada. Mercedes-Benz VLE tem trio de telas no painel Divulgação / Mercedes-Benz Para quem não quer usar fones de ouvido, o sistema de som conta com 22 alto-falantes e tecnologia Dolby Atmos, a mesma usada em salas de cinema. O sistema multimídia, agora na quarta geração do MBUX, inclui assistentes de voz como ChatGPT e Google Gemini, prometendo interação natural e intuitiva. O motorista também dispõe de luxo e tecnologia, com três telas distribuídas pelo painel: um cluster de 10,25 polegadas, uma tela central de 14 polegadas e outra de 14 polegadas para o passageiro, que pode acessar streaming, jogos e aplicativos — recurso semelhante ao do Renault Koleos, que chegará ao país em breve, embora no Brasil vídeos não possam ser exibidos com o veículo em movimento. Além disso, a VLE traz um head-up display de 23,1 polegadas, além de controle adaptativo de velocidade, assistentes de permanência e troca de faixa, alerta de colisão com frenagem automática, 10 câmeras externas, cinco radares, 12 sensores ultrassônicos e 11 airbags, reforçando o foco em segurança. Bancos do Mercedes-Benz VLE lembram os assentos de aviões particulares Divulgação / Mercedes-Benz Na motorização, a VLE 400 4Matic é a versão mais potente, com mais de 300 kW (407 cv) e aceleração de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos. A arquitetura elétrica de 800 volts e a nova geração de baterias aumentam o desempenho e a eficiência, segundo a Mercedes. Ainda de acordo com a marca, em carregadores rápidos é possível recuperar até 355 km de autonomia em apenas 15 minutos. Ainda sem dados oficiais, a Mercedes estima mais de 700 km de alcance na versão VLE300, a opção menos potente. Ambas utilizam baterias de íon-lítio de 115 kWh. A suspensão pneumática contribui para o conforto e a estabilidade, permitindo ajustar a altura do veículo em até 40 milímetros. As rodas traseiras esterçam até 7 graus, facilitando manobras em espaços reduzidos. Mercedes-Benz VLE será fabricada na Espanha e lançada em 2026 Divulgação / Mercedes-Benz Prevista para ser lançada na Europa em 2026, a VLE utiliza uma nova arquitetura modular de vans da Mercedes, permitindo uma diferenciação mais clara entre modelos premium para passageiros e veículos comerciais. Essa plataforma também servirá de base para a VLS, uma minivan ainda mais luxuosa. LEIA MAIS R$ 77 milhões e até dois anos de espera: Mercedes e Airbus lançam helicóptero inspirado no Classe G



Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril


11/03/2026 14:59 - g1.globo.com


Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira (11), após o ataque a mais três navios mercantes no Golfo Pérsico, que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril. O Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, mostrando que ainda consegue reagir e afetar o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono classificou como os bombardeios mais intensos já realizados pelos EUA e por Israel até agora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram, e os mercados de ações se recuperaram. Por enquanto, investidores apostam que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma forma rápida de encerrar a guerra iniciada ao lado de Israel há quase duas semanas. No entanto, até agora não houve trégua em terra nem sinais de que os navios possam voltar a navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Trata-se da pior interrupção no fornecimento de energia desde as crises do petróleo da década de 1970. "Preparem-se para o petróleo chegar a US$ 200 por barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram", disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em declaração dirigida aos Estados Unidos. Após escritórios de um banco em Teerã serem atingidos durante a noite, Zolfaqari afirmou que o Irã responderá com ataques a bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel. Ele também recomendou que pessoas em todo o Oriente Médio se afastem dessas instituições. Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes do país já admitem, em privado, que o governo iraniano pode sobreviver à guerra. Outras duas autoridades afirmaram que não há sinais de que Washington esteja perto de encerrar a ofensiva. Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril Jornal Nacional/ Reprodução Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Mojtaba Khamenei ferido Líder Supremo do Irã é ferido em ataque segundo agência de notícias Em mais uma demonstração pública de desafio, grandes multidões foram às ruas nesta quarta-feira para os funerais de comandantes mortos em ataques aéreos. As pessoas carregavam caixões, bandeiras e retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no início da guerra, quando ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Desde então, ele não apareceu em público nem divulgou mensagens. Os militares iranianos informaram na terça-feira que lançaram mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, contra o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e contra alvos no centro de Israel. Explosões foram ouvidas no Bahrein, e em Dubai quatro pessoas ficaram feridas após a queda de dois drones perto do aeroporto. O Departamento de Aviação Civil do Bahrein informou que várias aeronaves da Gulf Air sem passageiros e alguns aviões de carga foram deslocados para outros aeroportos para "garantir a continuidade e a eficiência das operações aéreas" durante a crise. Em Teerã, moradores relataram estar se acostumando aos ataques aéreos noturnos, que levaram centenas de milhares de pessoas a deixar a cidade e cobriram a capital com fumaça escura provocada por incêndios ligados ao petróleo. "Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei tão assustado como antes. A vida continua", disse Farshid, de 52 anos, à Reuters por telefone. IEA propõe grande liberação de reservas de petróleo Mais três navios mercantes foram atingidos no Golfo Pérsico por projéteis ainda não identificados, segundo agências que monitoram a segurança marítima. Com isso, sobe para 14 o número de embarcações atingidas desde o início da guerra. A tripulação foi retirada de um cargueiro de bandeira tailandesa após uma explosão provocar incêndio a bordo. Um navio de contêineres de bandeira japonesa e outro cargueiro registrado nas Ilhas Marshall também sofreram danos. Os preços do petróleo, que chegaram perto de US$ 120 por barril na segunda-feira, recuaram para cerca de US$ 90. O movimento indica que investidores ainda apostam que Trump conseguirá interromper a guerra e reabrir o estreito em breve. Israel diz que não há limite de tempo para a campanha Autoridades dos Estados Unidos e de Israel afirmam que o objetivo é reduzir a capacidade do Irã de atuar além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, também incentivaram a população iraniana a derrubar o governo clerical. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que a operação "continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha". Quanto mais a guerra durar, maior tende a ser o impacto sobre a economia global. Se o conflito terminar com a permanência do governo clerical no poder, Teerã deverá declarar vitória. Mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Também há registros de mortes em ataques israelenses no Líbano. Os ataques iranianos contra Israel mataram pelo menos 11 pessoas, e dois soldados israelenses morreram no Líbano. Washington afirma que sete militares norte-americanos morreram e cerca de 140 ficaram feridos.



Fim da escala 6x1: presidente da Fiesp aponta possíveis impactos caso projeto avance


11/03/2026 14:42 - g1.globo.com


Fim da escala 6x1: estudo da Fiep aponta queda no PIB e risco de desemprego Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em entrevista ao Conexão GloboNews, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), repercutiu o levantamento e destacou alguns pontos negativos da mudança em discussão no Congresso – que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1. “Quando se trata da escala, as realidades variam muito de setor para setor. Em geral, ela está diretamente ligada à natureza das funções. A realidade da saúde é diferente da do transporte, da indústria e do comércio. Há segmentos que necessitam do modelo 6x1 e nos quais esse formato de trabalho se encaixa”, afirma. Outro ponto citado pelo presidente da Fiesp é a necessidade de analisar os impactos da medida na economia, no desemprego e na informalidade no mercado de trabalho. Skaf também defende a livre negociação entre trabalhadores e empregadores e afirma que “é um erro a interferência governamental em algo que pode acabar atrapalhando setores e trabalhadores”. Para o presidente, o foco do governo deveria estar em reduzir a informalidade – que atualmente atinge 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores – e não em mexer em algo que, segundo ele, está funcionando. Skaf também comparou a situação com a de países vizinhos, como o Chile, onde houve aumento do desemprego e da informalidade. “Quando a natureza de um segmento exige uma escala de trabalho, mas são impostas regras sem dar liberdade para as partes negociarem, isso acaba levando à informalidade. As atividades continuam acontecendo, mas de forma ilegal”, afirmou. Na análise do presidente da Fiesp, falta transparência no debate com a população. “A gente tem que ser verdadeiro: aumenta o custo, sim; gera desemprego por causa desse aumento; o país perde produtividade. Proibir a escala 6x1 atrapalha setores cuja natureza exige esse formato e tira a liberdade de quem prefere trabalhar nessa escala”, completou. De acordo com o estudo da Fiep, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. LEIA MAIS: Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1 Supermercados Reprodução/ TV Gazeta



Ações da Raízen caíram 70% em 1 ano; empresa pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões


11/03/2026 14:23 - g1.globo.com


Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial As ações da Raízen (RAIZ4) acumulam queda de 70,11% em 12 meses, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Nesta quarta-feira (11), a empresa informou que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras. Após o anúncio, os papéis preferenciais (PN) da companhia abriram em queda nesta quarta: por volta das 10h25, RAIZ4 caía 3,85%, cotada a R$ 0,50. Em 2026, a desvalorização já chega a 35,80%. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A reestruturação da controlada pela Cosan ocorre após um período de pressão financeira, com aumento do endividamento e desafios operacionais. Nos últimos anos, a companhia também ampliou investimentos em projetos de transição energética, alguns com retorno mais lento do que o esperado. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a companhia a pedir recuperação extrajudicial. Recuperação extrajudicial Expansão e aposta em novos projetos Diversificação de negócios Piora nos resultados da empresa Tentativa de reorganização O que diz a empresa Recuperação extrajudicial A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. O plano já conta com apoio de credores que representam mais de 47% desse valor, percentual suficiente para protocolar o pedido. A medida busca reorganizar as finanças e ampliar prazos ou melhorar as condições de pagamento, sem afetar as operações da empresa. Segundo a companhia, clientes, fornecedores e parceiros continuarão sendo pagos normalmente. Agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. Voltar ao início. Expansão e aposta em novos projetos A partir de 2016, a Raízen passou a ampliar investimentos em projetos de longo prazo, muitos deles financiados com dívida. Um dos principais focos foi a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia que utiliza resíduos da cana, como bagaço e palha, para produzir biocombustível. A aposta estava ligada à expectativa de crescimento da demanda por combustíveis com menor impacto ambiental, em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética. Nesse período, a companhia também investiu em outras frentes de energia, como projetos de geração solar e produção de biogás. Ao mesmo tempo, o setor passou a registrar o avanço do etanol de milho, que ganhou espaço com custos competitivos e uma estrutura de produção considerada mais simples. A expansão internacional também ganhou força a partir de 2018, quando a empresa adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Voltar ao início. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV Diversificação de negócios Além da produção de energia e biocombustíveis, a Raízen também ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de combustíveis. A empresa fornece combustíveis para postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. A operação inclui 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição espalhados pelo país. A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva e oferece soluções para empresas, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café instaladas em postos de combustíveis. A empresa também investiu em iniciativas de digitalização e mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar o abastecimento pelo celular e participar de programas de fidelidade. Movimentos na holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles está um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que perdeu valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Voltar ao início. Piora nos resultados da empresa No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na época, a dívida líquida era de R$ 13,8 bilhões — um nível considerado administrável em relação à capacidade da empresa de gerar caixa. Nos anos seguintes, esse cenário mudou. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Parte desse resultado foi influenciada por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, a dívida líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 55,3 bilhões. Com isso, o peso das dívidas em relação à capacidade de geração de caixa da empresa aumentou de forma significativa. Voltar ao início. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou a venda de alguns ativos e a saída de operações consideradas menos ligadas ao núcleo do negócio. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, enfrentaram divergências entre os sócios. Com o aumento das pressões financeiras e a cobrança de credores, a empresa passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — processo que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. Voltar ao início. O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Voltar ao início. Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen



Raízen e GPA pedem recuperação extrajudicial; entenda as diferenças entre os processos


11/03/2026 13:01 - g1.globo.com


Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial No intervalo de dois dias, duas grandes empresas brasileiras entraram com pedidos de recuperação extrajudicial: o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a Raízen, companhia líder na produção de açúcar e etanol no Brasil e fruto de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell. As duas empresas recorreram ao mecanismo com o objetivo de renegociar dívidas com credores, reestruturar passivos e reforçar o caixa. Embora atuem em setores diferentes, os casos chamam atenção pelo porte das companhias e pelo volume de dívidas envolvido. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Abaixo, o g1 explica ambos os casos e como funciona uma recuperação extrajudicial: Caso Raízen Raízen Divulgação A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo, em meio às negociações com credores para reestruturar suas dívidas e reforçar o caixa. Segundo a empresa, o plano foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários – aqueles que têm valores a receber, mas não possuem garantias específicas, como imóveis ou outros bens dados como garantia da dívida. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas da própria companhia. De acordo com a Raízen, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para ampliar a adesão de credores ao plano e alcançar o percentual mínimo exigido para que a Justiça homologue a proposta. Com a homologação, o plano passa a valer para todos os titulares dos créditos incluídos na negociação. Entre as medidas previstas estão injeção de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento e eventual venda de ativos. A companhia afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui dívidas com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente. A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua receita diminuir e a dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente. Nos últimos dias, a controladora Cosan já indicava que uma solução para a situação da companhia poderia ser anunciada em breve, segundo informações da Reuters. LEIA MAIS: Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial ENTENDA A CRISE: Raízen tinha dívida alta e resultados em queda Caso Grupo Pão de Açúcar (GPA) Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou na terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. Nesse tipo de processo, as operações continuam funcionando normalmente. A empresa optou por renegociar os débitos sem recorrer à recuperação judicial – procedimento que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Segundo o GPA, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio de credores que representam 46% do valor das dívidas incluídas no acordo, cerca de R$ 2,1 bilhões – percentual acima do mínimo exigido pela lei. O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições com os credores. A medida tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no processo. Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e reforçar o caixa, enquanto as operações seguem normalmente e os pagamentos a fornecedores permanecem em dia. O grupo registra prejuízos anuais desde 2022, pressionado por fatores como a queda no consumo, o aumento dos juros – que encareceu o custo das dívidas –, despesas com mudanças na gestão e perdas com lojas de baixo desempenho. No balanço mais recente, a companhia também alertou para incertezas sobre sua continuidade operacional. Segundo a empresa, havia um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim de 2025, ligado principalmente a empréstimos e títulos com vencimento em 2026. Para enfrentar a situação, o grupo afirmou que vem adotando medidas como negociar prazos de dívidas com credores, reduzir despesas financeiras e converter créditos tributários em recursos para reforçar o caixa. LEIA MAIS: GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA O que é e como funciona uma recuperação extrajudicial O processo é diferente de uma recuperação judicial, em que a companhia em crise financeira recorre à Justiça para entrar em um acordo com todos os seus credores. Na recuperação extrajudicial, a renegociação é feita diretamente com os principais credores para, depois, ser homologada pelo judiciário. "A recuperação extrajudicial é um instrumento em que a empresa começa a ter dificuldades em relação a um número restrito de credores, com o pagamento de só algumas dívidas. E aí, ela usa a recuperação extrajudicial, geralmente, quando há uma concentração no valor dessa dívida", destaca Nelson Bandeira, advogado especialista em finanças corporativas da Magma. Em outras palavras, a recuperação extrajudicial é um mecanismo legal que permite à empresa em crise financeira renegociar uma parte específica de suas dívidas, em um primeiro momento, apenas com seus credores mais estratégicos, afirma Bandeira. O especialista explica que a empresa pode negociar em sigilo com esses credores mais estratégicos, até chegar a uma condição que seja benéfica para ambas as partes, e só depois tornar o processo conhecido. Isso porque, para que um processo desse tipo avance, é necessário que credores detentores de pelo menos 51% dos créditos da empresa aprovem a proposta. Por fim, para pedir a recuperação extrajudicial, a empresa: precisa estar em crise financeira comprovada; não ter nenhum sócio, controlador ou administrado condenado por práticas corporativas ilegais; não pode ter falido anteriormente, nem ter passado por recuperação judicial por, pelo menos, cinco anos. Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando



Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis


11/03/2026 12:17 - g1.globo.com


Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. É a maior liberação de reservas já feita pelos países da AIE. Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços do petróleo, que voltaram a subir nesta quarta-feira devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural consumidos em todo o mundo. Segundo a AIE, uma média de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados transitou pelo Estreito em 2025. E, entre petróleo bruto e derivados, a produção global é de 100 milhões de barris por dia. Atualmente, os membros da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris de estoques públicos emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos por obrigação governamental. O cronograma de liberação ainda será definido. “A pressão veio principalmente do governo dos Estados Unidos, que quer essa liberação”, disse um diplomata da União Europeia à Reuters, antes do anúncio. Mais cedo, a Alemanha, a Áustria e o Japão, que fazem parte da AIE, já tinham anunciado que iriam disponibilizar as suas reservas. O Ministério da Economia do Japão informou, inclusive, que planeja liberar cerca de 80 milhões de barris de reservas públicas e privadas. Já o Reino Unido disse que contribuirá com 13,5 milhões de barris. Segundo a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, os Estados Unidos e o Japão serão os maiores fornecedores da liberação emergencial. O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, saudou as notícias sobre a liberação planejada. “Este é o momento perfeito para pensar em liberar parte dessas reservas para aliviar um pouco a pressão sobre o preço global”, disse em entrevista à Fox News. Burgum afirmou, no entanto, que não acredita que o mundo esteja enfrentando uma escassez de energia. “Temos um problema de trânsito (transporte), que é temporário”, disse. “É um problema temporário de trânsito que estamos resolvendo militar e diplomaticamente, algo que podemos resolver e vamos resolver.” Ritmo de liberação A ministra da Economia da Alemanha disse que levará alguns dias até a entrega das primeiras quantidades. Analistas consultados pela Reuters afirmam que o ritmo diário de liberação dos estoques da AIE pode ser tão ou mais importante do que o volume total. Se 100 milhões de barris forem liberados ao longo de um mês, isso equivaleria a cerca de 3,3 milhões de barris por dia. Ainda assim, esse volume é muito menor do que a interrupção atual do mercado, estimada em cerca de 20 milhões de barris diários após o bloqueio do Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã. Japão e Alemanha devem liberar reservas de petróleo. Jornal Nacional/ Reprodução



Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,15, de olho no conflito no Irã; Ibovespa sobe


11/03/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (11) em leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,1587, conforme investidores seguiam atentos ao conflito no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 0,28%, aos 183.969 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. Mais uma vez, as preocupações sobre o transporte pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% de todo o comércio global da commodity, ficaram no centro das atenções. As tensões ganharam um novo capítulo nesta quarta, quando um projétil não identificado atingiu um navio porta-contêineres de bandeira japonesa, contabilizando o 13º ataque a embarcações no entorno do canal. 🔎 Investidores seguem preocupados que a interrupção do transporte no Estreito de Ormuz atrase mercadorias e acabe não somente afetando cadeias logísticas globais como também tendo reflexos negativos na inflação mundial. ▶️ Para tentar reduzir os riscos de falta de oferta, países também discutem liberar parte de seus estoques emergenciais. Nesta quarta-feira, mais de 30 países concordaram em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo. Essa foi a maior liberação de reservas já feitas pelos países da Agência Internacional de Energia (AIE). A notícia, no entanto, não foi suficiente para aliviar os preços do petróleo nesta quarta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril. ▶️ No noticiário corporativo, o destaque ficou o pedido de recuperação extrajudicial protocolado pela Raízen nesta quarta-feira, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa. Essa foi a segunda grande empresa brasileira a entrar com o processo para tentar reorganizar as finanças — na véspera, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) também anunciou seu plano de recuperação extrajudicial. ▶️ Na agenda de indicadores, investidores avaliaram os novos dados de inflação divulgados hoje nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) mostrou que os preços subiram 0,3% em fevereiro, após alta de 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, repetindo o ritmo do mês anterior e dentro do que já era esperado por analistas. ▶️ No Brasil, a agenda incluiu uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,62%; Acumulado do mês: +0,48%; Acumulado do ano: -6,01%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,57%; Acumulado do mês: -2,55%; Acumulado do ano: +14,18%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), conforme investidores continuavam a avaliar os reflexos do conflito no Oriente Médio na economia mundial. As preocupação giram em torno do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas da região e por onde passam ao menos 20% de todo o comércio global de petróleo. Nesta quarta-feira, o comando militar iraniano alertou que o mundo deve e preparar para que os preços da commodity atinjam os US$ 200 por barril. Na terça-feira (10), a inteligência dos Estados Unidos identificou que o Irã planeja instalar minas navais no canal. A informação foi publicada pela CBS News, com base em relatos de autoridades americanas. Além disso, uma nova embarcação foi atingida no entorno do Estreito nesta quarta-feira, marcando o 13º ataque a navios na região. Com isso, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta quarta. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril. Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando pelo Estreito de Ormuz ou por caminhos alternativos. Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global. Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris. Cenário eleitoral No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest também ficou no radar. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) lidera em dois dos cenários de 1º turno avaliados, mas empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros cincos. Os percentuais de intenção de voto de Lula variam entre 36% e 39%. Os de Flávio vão de 30% a 35%. Nos dois cenários em que Lula lidera e que Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar a diferença entre eles é de 7 pontos percentuais. A menor diferença entre os dois é de 1 ponto. Além dos nomes de Lula e Flávio, também foram pesquisados entre os sete cenários os pré-candidatos Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). A pesquisa também mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno, ambos com 41% das intenções de voto. Agenda econômica Preços ao consumidor nos EUA Os preços ao consumidor nos EUA subiram em fevereiro, em um movimento que reflete, entre outros fatores, o aumento recente dos custos de energia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) e vieram dentro do que já era esperado por analistas. Na comparação com janeiro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em fevereiro, após ter subido 0,2% no mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de 2,4%, repetindo o ritmo observado em janeiro. Entre os componentes que mais influenciaram o resultado, o custo de moradia registrou aumento de 0,2% no mês e foi o principal responsável pela alta do índice geral. Os preços dos alimentos também subiram, com avanço de 0,4%, enquanto o grupo de energia registrou aumento de 0,6%. Parte dessa pressão está ligada ao aumento do preço dos combustíveis. Desde o fim de fevereiro, quando começou a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, o preço da gasolina nos postos subiu mais de 18%, chegando a US$ 3,54 por galão, segundo dados do grupo AAA, que acompanha o mercado de combustíveis no país. Outro fator que continua a influenciar a inflação é o repasse gradual das tarifas comerciais adotadas pelo governo Trump com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional. Essas medidas acabaram sendo posteriormente derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos, mas seus efeitos ainda aparecem em alguns preços. Mercados globais Os mercados financeiros ao redor do mundo operaram com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global. Em Wall Street, investidores também acompanharam a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado. No fechamento, os três índices tiveram sinais mistos: o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em queda de 0,61% e 0,08%, respectivamente, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,08%. Na Europa, o clima foi de cautela e a maioria dos índices de ações fecharam em queda. Entre as principais bolsas Velho Continente, o DAX, da Alemanha, caiu 1,37%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,56%. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,59% no fechamento. Na Ásia, o desempenho foi misto. Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos. No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.



Petróleo opera em alta e bolsas em queda com incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio


11/03/2026 11:34 - g1.globo.com


Sete das maiores economias do mundo voltam a discutir risco de novo choque de petróleo Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), enquanto as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em meio à incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio. "Os acontecimentos ligados à guerra no Irã continuam se acelerando e são muito difíceis de prever", afirmou Andreas Lipkow, analista da CMC Market. Às 6h40, horário de Brasília, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 5,91%, a US$ 88,38. O Brent do Mar do Norte, referência na Europa, subia 5,05%, a US$ 92,23. Nas bolsas de valores, os principais índices europeus abriram em queda: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%. Na Ásia, Hong Kong caiu 0,2% e Xangai 0,3%. Tóquio, por sua vez, fechou em alta de 1,4%. O mercado reage aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, seguidos de represálias de Teerã contra países da região. Na terça-feira, as bolsas tiveram altas expressivas e o petróleo caiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira que o conflito terminaria "em breve". Desde o início do conflito, o petróleo acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana, devido às interrupções no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Reservas estratégicas "O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores agora esperam sinais concretos e a normalização da situação no Estreito de Ormuz", disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos do Cité Gestion Private Bank. O cenário, porém, continua incerto: vários navios foram atingidos por projéteis nas últimas horas. O mercado também aguarda um anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE), que, segundo o Wall Street Journal, planeja a maior liberação de reservas de petróleo da sua história para tentar acalmar os mercados. Os ministros de Energia do G7 afirmaram, em comunicado conjunto, que estão "dispostos" a adotar "todas as medidas necessárias", inclusive recorrer às reservas estratégicas, em coordenação com a AIE. Os chefes de Estado e de governo das sete economias mais industrializadas do mundo debatem o tema à tarde. A injeção de petróleo no mercado pode superar os 182 milhões de barris liberados pelos países da AIE em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo o WSJ. O mundo consome quase 100 milhões de barris de petróleo por dia. Segundo a AIE, os países-membros dispõem de mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em estoques da indústria. No mercado de câmbio, o dólar permanecia estável. Pelo segundo dia seguido, 7 das maiores economias do mundo se reúnem para discutir risco de novo choque do petróleo Jornal Nacional/ Reprodução



Conheça a Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil e pediu recuperação extrajudicial


11/03/2026 11:23 - g1.globo.com


Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial Após anunciar nesta quarta-feira (11) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas e reorganizar sua estrutura financeira, a Raízen afirmou que suas operações seguem normalmente. A companhia atua de forma integrada no setor de energia, com negócios que vão da produção de açúcar e etanol à distribuição de combustíveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ⛽ A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, combinando as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil. O acordo foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012. Na época, a companhia foi avaliada em cerca de US$ 12 bilhões, com participação dividida igualmente entre as duas sócias. 🎋 O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da empresa no setor sucroenergético e à atuação no mercado de energia. Atualmente, a companhia atua em diferentes frentes do setor. Produção de energia e biocombustíveis: produz açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás. Distribuição de combustíveis Shell: é responsável pela distribuição e comercialização da marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai. Atuação no Brasil: abastece postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. Infraestrutura logística: conta com 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição de combustíveis, que permitem atender todas as regiões do país. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters ⛽ A Raízen também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva, além de oferecer soluções voltadas ao mercado corporativo, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, a Raízen administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café, instaladas em postos de combustíveis. Também mantém iniciativas voltadas à digitalização e à mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar abastecimentos pelo celular e participar de programas de fidelidade. Nos últimos anos, a empresa também ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, incluindo iniciativas de energia solar, produção de biogás e desenvolvimento do etanol de segunda geração (E2G), produzido a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. A expansão internacional ganhou força em 2018, quando a companhia adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a Raízen conta atualmente com mais de 46 mil funcionários e cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. Na bolsa brasileira, as ações da Raízen são negociadas sob o ticker RAIZ4, que indica ações preferenciais (PN). Esse tipo de papel prioriza o recebimento de dividendos, mas geralmente não dá direito a voto nas assembleias. Na B3, ações preferenciais costumam terminar em 4. 📈 Nos últimos anos, as ações da Raízen acumulam queda de 70,11%, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Nesta quarta-feira, os papéis abriram em queda: por volta das 10h25, RAIZ4 caía 3,85%, cotada a R$ 0,50. Em 2026, a desvalorização já chega a 35,80%. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. A Cosan é controlada pelo empresário Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários. No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan. A operação tinha como objetivo ajudar a reduzir o endividamento do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia. Com fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão, Ometto é o 50º brasileiro mais rico, segundo a Forbes, e ocupa a 2.588ª posição no ranking global de bilionários. LEIA MAIS Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial, com R$ 65,1 bilhões em dívidas



Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen


11/03/2026 10:59 - g1.globo.com


Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial A Raízen informou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias (obrigações sem garantia real). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a empresa, credores que representam mais de 47% desse valor já aderiram ao plano de renegociação. Na avaliação da companhia, esse apoio inicial indica que há disposição de parte dos credores para discutir novas condições de pagamento. Após anunciar o pedido, a Raízen afirmou que suas operações seguem normalmente. A medida ocorre após um período de pressão sobre as contas da companhia, marcado pelo aumento do endividamento e por desafios operacionais. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nos últimos anos, a Raízen ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, mas parte dessas iniciativas demorou mais do que o esperado para gerar retorno. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a companhia a pedir recuperação extrajudicial. Origem e atuação da companhia Expansão e aposta em novos projetos Diversificação de negócios Piora nos resultados da empresa Tentativa de reorganização O que diz a empresa Origem e atuação da companhia A Raízen foi criada em 2011 a partir de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell. O acordo reuniu as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil e foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012. Na época, a nova empresa foi avaliada em cerca de US$ 12 bilhões, com participação dividida igualmente entre as duas sócias. O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da companhia no setor sucroenergético e à sua atuação no mercado de energia. Desde então, a empresa se tornou uma das principais companhias do setor no país e a maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar. Hoje, a Raízen atua em várias etapas da cadeia de energia. A companhia produz açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás e também é responsável pela distribuição de combustíveis da marca Shell no Brasil, na Argentina e no Paraguai. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a companhia tem mais de 46 mil funcionários e cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. Voltar ao início. Expansão e aposta em novos projetos A partir de 2016, a Raízen passou a ampliar investimentos em projetos de longo prazo, muitos deles financiados com dívida. Um dos principais focos foi a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia que utiliza resíduos da cana, como bagaço e palha, para produzir biocombustível. A aposta estava ligada à expectativa de crescimento da demanda por combustíveis com menor impacto ambiental, em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética. Nesse período, a companhia também investiu em outras frentes de energia, como projetos de geração solar e produção de biogás. Ao mesmo tempo, o setor passou a registrar o avanço do etanol de milho, que ganhou espaço com custos competitivos e uma estrutura de produção considerada mais simples. A expansão internacional também ganhou força a partir de 2018, quando a empresa adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Voltar ao início. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV Diversificação de negócios Além da produção de energia e biocombustíveis, a Raízen também ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de combustíveis. A empresa fornece combustíveis para postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. A operação inclui 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição espalhados pelo país. A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva e oferece soluções para empresas, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café instaladas em postos de combustíveis. A empresa também investiu em iniciativas de digitalização e mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar o abastecimento pelo celular e participar de programas de fidelidade. Movimentos na holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles está um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que perdeu valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Voltar ao início. Piora nos resultados da empresa No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na época, a dívida líquida era de R$ 13,8 bilhões — um nível considerado administrável em relação à capacidade da empresa de gerar caixa. Nos anos seguintes, esse cenário mudou. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Parte desse resultado foi influenciada por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, a dívida líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 55,3 bilhões. Com isso, o peso das dívidas em relação à capacidade de geração de caixa da empresa aumentou de forma significativa. Voltar ao início. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou a venda de alguns ativos e a saída de operações consideradas menos ligadas ao núcleo do negócio. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, enfrentaram divergências entre os sócios. Com o aumento das pressões financeiras e a cobrança de credores, a empresa passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — processo que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. Voltar ao início. O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Voltar ao início. Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen



Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial, com R$ 65,1 bilhões em dívidas


11/03/2026 10:38 - g1.globo.com


Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas. São credores que ficam atrás daqueles que têm bens dados como garantia em processos de renegociação ou recuperação. Nessa categoria podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas sem garantia, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. “A recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios”, disse a empresa em comunicado. Dívidas e pressão financeira A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa Divulgação A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua dívida líquida chegar a R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente. Nas últimas semanas, a controladora Cosan (CSAN3) vinha indicando que uma solução para a situação da empresa poderia ser anunciada em breve, segundo a Reuters. Em teleconferência com analistas, o CEO da companhia, Marcelo Martins, afirmou que as negociações avançavam com credores e acionistas. “Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen”, disse Martins. A Raízen já havia informado que avaliava uma proposta de capitalização liderada pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões. O plano previa um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto. 🔎 Na prática, esse dinheiro entraria na empresa como novo capital, fortalecendo o caixa e ajudando a equilibrar as finanças enquanto a companhia renegocia suas dívidas. Em comunicado divulgado no final de fevereiro, a companhia afirmou que também analisava reestruturar suas dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial. Segundo Martins, já havia “um engajamento bastante forte” nas conversas envolvendo credores, a Shell e o próprio Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan. Tentativa de reorganização A situação financeira da Raízen se deteriorou nos últimos anos em meio a altos investimentos, condições climáticas instáveis que afetaram as safras — resultando em desempenho mais fraco na moagem de cana e nos preços do açúcar — e juros elevados, fatores que pressionaram o caixa da companhia. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em dezembro de 2025, a Raízen registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Grande parte desse resultado foi causada por um ajuste contábil de R$ 11,1 bilhões no valor de alguns ativos. Sem esse efeito, a perda teria sido de cerca de R$ 4,5 bilhões. No período, a empresa teve receita de R$ 60,4 bilhões, queda de 9,7% em relação ao ano anterior. A dívida líquida chegou a R$ 55,3 bilhões. Diante desse cenário, a companhia vem executando um plano para reduzir custos, vender ativos e diminuir o endividamento. Em 2024, a Raízen esteve entre as empresas do setor sucroenergético afetadas por incêndios que atingiram o interior de São Paulo. Na ocasião, as queimadas impactaram cerca de 1,8 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Saiba mais na reportagem abaixo. Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen Ainda no mês passado, o CEO da Cosan afirmou que a holding não participaria diretamente da capitalização em discussão, mas seguiria acompanhando as negociações como acionista. “Mas nós como acionistas e conselheiros temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia”, afirmou, segundo a Reuters. A Cosan é controlada pelo empresário Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários. Já a Raízen tem controle compartilhado entre Cosan e Shell. A companhia foi criada em 2011 como uma joint venture entre as duas empresas, que dividem as decisões estratégicas do negócio. No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan. A operação tinha como objetivo ajudar a reduzir o endividamento do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia. LEIA MAIS O que diz a empresa "A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema."



Porsche anuncia desconto de R$ 660 mil no 911 Turbo S na Argentina após corte de impostos; entenda


11/03/2026 07:01 - g1.globo.com


Porsche 911 Turbo S tem desconto de R$ 667 mil na Argentina após corte de impostos Divulgação / Porsche Na Argentina, a Porsche anunciou um desconto de US$ 128 mil (R$ 667 mil, em conversão direta) no preço do 911 Turbo S. Como mostrou o g1 nesta terça-feira, a explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor no país vizinho. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Outras marcas também anunciaram descontos. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses



'Caso ela diga não': como redes sociais expõem usuários a 'níveis chocantes de misoginia', segundo pesquisa global


11/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a divulgação nas redes sociais da trend "Caso ela diga não", que incita a violência contra mulheres. Os vídeos, que viralizaram no TikTok, mostram jovens ensinando como responder uma mulher diante de uma rejeição, como a recusa de um pedido de namoro, por exemplo. Eles aparecem dando socos e chutes em manequins que representariam mulheres. Segundo a PF, a remoção dos conteúdos já foi solicitada à plataforma. O TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. As publicações vieram à tona dias depois de um outro caso gerar revolta no país: uma adolescente de 17 anos denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, e foi classificado pela polícia como "emboscada planejada". Segundo as investigações, a adolescente foi convidada por mensagem pelo ex-namorado para ir à casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, ele teria insinuado que fariam "algo diferente", proposta recusada por ela. De acordo com a adolescente, enquanto mantinham uma relação sexual consensual, outros quatro rapazes entraram no quarto, cometendo violências sexuais e físicas contra ela. Imagens exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostraram os cinco jovens acusados de envolvimento no estupro comemorando o acontecido e debochando da vítima. Nas imagens, eles aparecem rindo e conversando no elevador, após deixar o apartamento. "A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque as nossas mães..." Vídeo no elevador expõe deboche após estupro coletivo em Copacabana A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens. Um menor foi apreendido. Os réus negam o crime. Ao se apresentar na delegacia na última semana, um dos investigados por participar do estupro, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, usava uma camisa com a frase em inglês "regret nothing" ("não me arrependo de nada", na tradução para o português). A expressão é frequentemente associada a grupos da chamada "machosfera", comunidades online que propagam misoginia e subjulgação das mulheres. 'Regret nothing': frase de réu por estupro coletivo expõe cultura misógina Nos últimos anos, essas comunidades ganharam visibilidade ao promover narrativas que culpabilizam mulheres por relações afetivas frustradas, defendem hierarquias de gênero e, em alguns casos, incentivam comportamentos violentos. Esse fenômeno preocupa pesquisadores, que identificam uma reversão nas atitudes dos homens mais jovens em relação às mulheres — e apontam as redes sociais como motor dessa mudança. Segundo um estudo global realizado pela empresa de pesquisas Ipsos e pelo King's College de Londres, os homens da geração Z — nascidos entre 1996 e 2012 — têm mais propensão do que os baby boomers — nascidos entre 1945 e 1965 — a acreditar que as esposas devem "obedecer" seus maridos. O estudo envolveu 23 mil pessoas de 29 países e demonstrou que até 31% dos homens adolescentes e na casa dos 20 anos de idade acreditam que "a esposa deve sempre obedecer seu marido", enquanto 13% dos homens mais velhos, com 60 anos ou mais, concordam com esta mesma afirmação. Em entrevista à BBC News, a professora Heejung Chung, que dirige o Instituto Global para a Liderança das Mulheres do King's College de Londres, disse não há dúvidas que as redes sociais desempenham "enorme papel" na mudança de opinião. Isso ocorre, segundo ela, porque os influenciadores e políticos "exploram as reclamações das pessoas" e "tentam recapturar parte do sentimento de serem enfraquecidos pela geração mais jovem". Eles fazem isso sugerindo que os homens precisam reafirmar sua dominância e seu papel de protetores e provedores, explica Chung, que é uma das autoras do estudo. "As pessoas estão imitando o que veem nas redes sociais sem realmente compreender o que aquilo significa." Penny East, executiva-chefe da Sociedade Fawcett — uma organização de defesa dos direitos das mulheres com sede no Reino Unido — concorda. Para ela, os "níveis chocantes de misoginia, online e offline", a que os meninos são expostos contribuem para essas atitudes. "É quase surpreendente que os meninos possam não assumir esse comportamento misógino, considerando o conteúdo oferecido a eles diariamente em termos do que eles consomem na internet", afirmou. 'Tudo indo na direção errada' O número de mulheres mais jovens que acreditam que as esposas devem obedecer aos seus maridos foi menor que o de homens na pesquisa, mas esta proporção ainda era mais alta que a dos homens da geração baby boomer. Questionada sobre qual poderia ser o motivo, East aponta novamente as redes sociais. "Da mesma forma que os homens jovens são ensinados que o caminho para a felicidade é o dinheiro, carros, garotas e força física, existem mulheres sendo ensinadas que o caminho para a felicidade é a ideia tradicional de feminilidade", explica ela. "Parte disso é o conteúdo esteticamente agradável que mostra a 'esposa tradicional', que fica na cozinha. Mas existe um lado mais sombrio, que se refere à subserviência... Se o homem é o provedor, ele, por isso, manda na casa?", pergunta ela, retoricamente. "Parece simplesmente que tudo está indo na direção errada", lamenta East. "E está afetando os jovens, homens e mulheres." Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok Outras indicações da pesquisa demonstram que, globalmente, 44% das pessoas concordam que "fomos longe demais ao promover a igualdade das mulheres e passamos a discriminar os homens". Segundo o organismo de defesa dos direitos das mulheres das Nações Unidas, nenhum país atingiu plena igualdade legal para mulheres e meninas. As mulheres detêm globalmente 64% dos direitos legais dos homens, "o que as expõem à discriminação, violência e exclusão em todas as fases da vida", declarou a UN Women. Penny East afirma que existe um "fenômeno crescente na percepção do público, de que a igualdade das mulheres já fez o necessário". Mas esta postura, segundo ela, "ignora as estatísticas nacionais que demonstram, infelizmente, que as mulheres ainda sofrem abusos nas suas próprias casas, continuam sendo importunadas sexualmente nas ruas e ainda ganham menos, em comparação com os homens". Projetos de lei contra misoginia no Congresso Em meio ao debate sobre misoginia e violência contra mulheres nas redes sociais, parlamentares têm apresentado propostas no Congresso Nacional para ampliar os instrumentos legais de enfrentamento a esse tipo de conteúdo. Na Câmara dos Deputados, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) é autora de um projeto de lei que propõe a criminalização da misoginia e da disseminação de conteúdos associados à chamada cultura "red pill" na internet. A iniciativa busca responsabilizar publicações digitais que promovam ódio, violência, humilhação ou inferiorização das mulheres, sobretudo em redes sociais, fóruns e comunidades online que difundem ideologias misóginas. No exterior, vídeos com pessoas simulando golpes em resposta a uma rejeição feminina também viralizaram. Reprodução/TikTok No Senado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deve analisar nos próximos dias um projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) e tipifica a prática como crime de discriminação. A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), define misoginia como atos que manifestem ódio ou aversão às mulheres com base na ideia de supremacia masculina. Se aprovado, o texto prevê que a Lei do Racismo passe a punir também crimes praticados em razão de misoginia, ampliando o alcance da legislação atualmente aplicada a casos de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. * Com a colaboração de Iara Diniz



Por que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'


11/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Por que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'. AFP via Getty Images via BBC Quando, em 1973, os países árabes produtores de petróleo responderam com um embargo petrolífero ao apoio dos Estados Unidos a Israel na guerra do Yom Kippur, os preços do petróleo quadruplicaram, abalando a economia mundial. Mais de meio século depois, a relação entre conflitos no Oriente Médio e o preço do petróleo continua sacudindo a economia global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Desde que Donald Trump e Benjamin Netanyahu ordenaram ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro, e Teerã respondeu ampliando o conflito na região e fechando o Estreito de Ormuz, os preços do barril de petróleo dispararam de US$ 60 para quase US$ 120 na segunda-feira (9/3) — a maior alta já registrada em um único dia. Em seguida, voltaram a cair, estabilizando-se em torno de US$ 90. Nesta semana, o mundo assistiu ao dia mais volátil da história do mercado de petróleo, provocando pânico nos mercados e — diante da improvisada intervenção do próprio Trump, que afirmou que a guerra está "praticamente concluída" — também nos gabinetes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em uma aparente tentativa de acalmar os ânimos, o presidente americano telefonou para jornalistas. Mas, como explica o correspondente da BBC nos Estados Unidos, Anthony Zurcher, suas explicações estavam longe de ser claras. "Tenho um plano para tudo, certo?", disse a um repórter do New York Post quando foi questionado sobre a alta do petróleo. "Tenho um plano para tudo. Você ficará muito feliz." À emissora CBS, ele afirmou que a guerra "está praticamente terminada". Mas, quando perguntado se a operação poderia acabar em breve, respondeu: "Não sei, depende. A conclusão está na minha mente, na de mais ninguém". Trump também disse coisas como "já vencemos em muitos aspectos, mas ainda não vencemos o suficiente" e afirmou que seu governo estava "longe" de tomar uma decisão sobre enviar tropas americanas ao Irã. Seu frenesi de telefonemas, somado a uma reunião de ministros das Finanças do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), na qual surgiu o rumor de que poderiam liberar 300 milhões de barris de reservas de emergência, ajudou a acalmar os mercados e conter a escalada dos preços. Mas, como o próprio Trump admitiu, ninguém sabe exatamente o que se passa em sua mente. Por isso, a situação, como observa o editor de economia da BBC, Faisal Islam, "tem potencial para se tornar o maior choque petrolífero da história". Por enquanto, a guerra não terminou, e tampouco o grande gargalo que fez esta crise saltar das bombas para os mercados: o bloqueio do Estreito de Ormuz. Dezenas de navios permanecem atracados no porto por causa do fechamento do estreito de Ormuz, como estes em Mascate, Omã. Reuters via BBC Embora o petróleo tenha hoje menos peso na produção e no consumo mundiais do que tinha na década de 1970, ele continua sendo um dos principais motores da economia global. E as consequências da interrupção no fornecimento — a maior da história — já começam a ser sentidas no bolso de milhões de pessoas. Setores como transporte e petroquímica são particularmente sensíveis às altas do petróleo, que também afetam a indústria pesada e o setor agroalimentar. Uma interrupção prolongada pode ter consequências graves para economias dependentes do petróleo do Golfo Pérsico, especialmente na Ásia. Se a inflação subir, as repercussões políticas da guerra — inclusive para o próprio Trump, que enfrentará eleições legislativas em novembro — também podem aparecer nas urnas. O mundo "atravessa a crise energética mais grave em décadas e, potencialmente, a mais séria desde os grandes choques petrolíferos dos anos 1970", afirma Rafael Pampillón, professor de economia da IE Business School. Aquelas crises — especialmente a provocada pelo embargo petrolífero árabe de 1973 e pela revolução iraniana de 1979 — combinaram interrupções físicas no fornecimento, fortes aumentos de preços e um contexto geopolítico extremamente instável, explica o professor à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. A situação atual reúne vários desses elementos. Imagem ilustra produção de petróleo com bandeira do Irã ao fundo. Reuters via BBC O fechamento do Estreito de Ormuz, chave da crise "O Estreito de Ormuz é o maior gargalo energético do planeta", explica Rafael Pampillón à BBC Mundo. Por ali, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo e 25% do que é transportado por via marítima. Também transitam por suas águas cerca de 30% do gás natural liquefeito (GNL). A guerra interrompeu esse fluxo. Até 27 de fevereiro, cerca de 37 petroleiros atravessavam diariamente Ormuz. Poucos dias depois do início do conflito, esse número caiu praticamente a zero. A instabilidade e a incerteza já influenciam os preços do petróleo, mas o bloqueio desse corredor estratégico — que pode obrigar países produtores a interromper a extração porque os navios carregados não conseguem sair e os estoques se esgotam — afeta "diretamente os preços globais da energia", afirma Pampillón. E por que fechar temporariamente os poços não é uma boa opção? Porque, ao contrário do que ocorre com uma torneira de água, os poços de petróleo não são fáceis de fechar e, sobretudo, de reabrir. Além das dificuldades técnicas, eles podem perder pressão e nunca recuperar o nível original de produção. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que não permitirá a passagem de "nem um único litro" por essa rota marítima enquanto Israel e os Estados Unidos continuarem seus ataques. Trump, por sua vez, prometeu que "morte, fogo e fúria" cairão sobre o Irã caso o fluxo de petróleo seja interrompido. Diversos países já adotaram medidas emergenciais diante da "maior crise" já enfrentada pela indústria energética da região, nas palavras do diretor da Saudi Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita e maior exportadora de petróleo do mundo. Segundo Amin Nasser, haverá "consequências catastróficas" para o mercado global de petróleo se o conflito continuar interrompendo o tráfego marítimo no estreito de Ormuz. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que navios militares de seu país poderiam escoltar petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz quando a intensidade dos ataques diminuir. Getty Images via BBC O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que irá enviar uma dezena de navios de guerra para a região, com o objetivo de escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, "assim que a fase mais intensa do conflito terminar", declarou ele no Chipre na segunda-feira. Foi o que os Estados Unidos e outras potências tiveram de fazer nos anos 1980 durante a guerra entre Irã e Iraque, quando vários navios mercantes e petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico. Mesmo assim, lembra Pampillón, o estreito nunca deixou de funcionar completamente. Uma guerra assimétrica "O Irã parece estar explorando uma forma clássica de coerção assimétrica: como não consegue igualar os EUA e Israel em capacidade militar convencional, tenta transformar o sistema energético regional em um multiplicador de custos", explica à BBC News Mundo Omar Rachedi, economista e senior fellow da EsadeGeo, o centro de economia global e geopolítica dessa universidade espanhola. Embora pareça incapaz de vencer no campo militar, Teerã está demonstrando que tem capacidade de afetar o sistema energético mundial, elevando o custo econômico e político de qualquer conflito que o ameace. Em termos de teoria estratégica, afirma o economista, o Irã "está tentando transformar uma inferioridade militar relativa em poder de negociação por meio de um gargalo global". Ao atacar instalações, terminais, refinarias e o tráfego marítimo, o país encarece a guerra para Washington, seus aliados do Golfo e os grandes consumidores de energia na Ásia e na Europa, buscando pressioná-los por um cessar-fogo ou por uma contenção da escalada. Mas esse não é o único objetivo, segundo especialistas. "Também se trata de enviar uma mensagem de dissuasão regional", afirma Pampillón. Com esses ataques, Teerã sinaliza aos seus vizinhos do Golfo que qualquer envolvimento direto no conflito poderá trazer consequências econômicas graves — e também demonstra que eles não podem ser totalmente protegidos. Essa aposta, no entanto, pode acabar se voltando contra o próprio Irã. "Atacar a infraestrutura energética de seus vizinhos pode reforçar — e não enfraquecer — o alinhamento do Golfo com Washington. É uma estratégia racional dentro da lógica da coerção, mas extremamente arriscada em seus efeitos indiretos", avalia Rachedi. Quem são os principais prejudicados O impacto desta crise energética, cujo alcance ainda é impossível prever, se espalha em cascata por toda a economia mundial. Alguns setores e regiões, porém, são especialmente vulneráveis. Em primeiro lugar, os setores "intensivos em combustíveis líquidos e aqueles que dependem do Golfo como corredor físico", explica o economista da EsadeGeo. O transporte, especialmente a aviação, é talvez o exemplo mais evidente: o combustível para aviões disparou 72% em Singapura, atingindo um recorde, e desde o fim de fevereiro cerca de 37 mil voos foram cancelados, lembra Rachedi. Quando o preço do petróleo sobe, esses setores veem seus custos operacionais aumentarem imediatamente, o que costuma se traduzir em passagens mais caras e tarifas logísticas mais elevadas. A indústria petroquímica também é diretamente afetada, já que muitas matérias-primas industriais, como plásticos, fertilizantes, produtos químicos e fibras sintéticas, derivam do petróleo ou do gás natural, lembra Pampillón. O mesmo ocorre com a indústria pesada: aço, cimento e alumínio são altamente intensivos em energia. O diretor da maior petrolífera do mundo, a Saudi Aramco, alertou para "consequências catastróficas" para o mercado global de petróleo se o fechamento do estreito de Ormuz se prolongar. Reuters via BBC Já há sinais disso em diferentes setores. Segundo Rachedi, começam a surgir tensões no mercado de fertilizantes na Índia, além de cortes de produção ou paralisações em refinarias e complexos petroquímicos na Ásia. "Em outras palavras: o choque começa na energia e na logística, mas acaba se espalhando para a indústria, os alimentos e os preços ao consumidor", resume o economista. E quais economias ficarão mais expostas a essa crise? Para começar, as economias produtoras de petróleo do Golfo, com o Iraque como seu caso mais extremo: sua produção caiu cerca de 70%, de cerca de 4,3 para 1,3 milhão de barris por dia em um país em que mais de 90% das receitas públicas dependem do petróleo. Outros países, como a Arábia Saudita, começaram a reduzir a produção e a redirecioná-la por um oleoduto que leva o petróleo até o porto de Yanbu, no mar Vermelho, evitando assim os riscos do estreito de Ormuz. Essa rota alternativa, porém, não tem capacidade para absorver toda a produção do reino — o que ajuda a explicar o tom alarmista das declarações do diretor da Aramco. Os grandes importadores asiáticos também estão entre os mais vulneráveis. China, Índia, Japão e Coreia do Sul estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo — e uma parcela significativa desse petróleo chega da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait e do Iraque, passando justamente pelo estreito de Ormuz. Pequim comprou em 2025 mais de 80% do petróleo iraniano, apesar das sanções internacionais. Ao mesmo tempo, nos últimos anos desenvolveu algumas vantagens estratégicas que podem amortecer o impacto de uma crise energética global: diversificou fornecedores, acumulou grandes reservas estratégicas e possui um vasto setor de refino, explica Pampillón. No curto prazo, dizem especialistas, a China está relativamente protegida. Mas, se a crise se prolongar, seu impacto poderá atingir também a economia chinesa. A Europa, cada vez mais dependente do gás natural liquefeito (GNL), especialmente desde o início da guerra na Ucrânia, também pode sentir os efeitos, assim como economias emergentes dependentes da importação de combustíveis e com moedas mais frágeis. Os Estados Unidos, que sofreram duramente com o embargo petrolífero dos países árabes nos anos 1970, hoje dispõem, segundo Rachedi, de mais instrumentos para amortecer o impacto, embora não para neutralizá-lo completamente. O país é atualmente o maior produtor mundial de petróleo e gás, o que reduz sua dependência de importações. Além disso, possui um dos maiores estoques emergenciais de petróleo do mundo: a Reserva Estratégica de Petróleo, que pode ser utilizada para estabilizar o mercado ou compensar interrupções temporárias no fornecimento. Mesmo assim, o mercado de petróleo é global. "Se o preço internacional do petróleo subir de forma significativa, os consumidores americanos também sentirão o impacto no preço da gasolina e do diesel", afirma Pampillón. Efeitos políticos Nos Estados Unidos, o preço dos combustíveis é um dos indicadores econômicos mais visíveis para os eleitores, pois afeta diretamente o orçamento cotidiano das famílias. Para muitos americanos, o preço da gasolina resume o custo de vida: quando sobe, aumenta o preço do transporte, dos alimentos e de muitos bens de consumo, reduzindo o poder de compra. Se a crise energética se prolongar, poderá trazer consequências graves para Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato que os Estados Unidos realizarão em novembro. Reuters via BBC No caso de Trump, que enfrenta eleições em novembro e estabeleceu como prioridade reduzir a inflação e baixar as taxas de juros, a alta do petróleo ameaça diretamente sua narrativa econômica. Estudos comparativos sobre choques petrolíferos anteriores mostram, lembra Rachedi, que aumentos no preço do petróleo reduzem sistematicamente as chances de candidatos que buscam a reeleição. Se a crise continuar durante o verão e o outono no Hemisfério Norte, "o impacto eleitoral para os republicanos em novembro provavelmente será negativo e nada desprezível". O efeito na América Latina Na América Latina, o impacto de uma crise energética depende muito do perfil energético de cada país. Segundo especialistas, os principais beneficiados tendem a ser exportadores líquidos de petróleo, como Brasil, Guiana, Argentina e, com algumas ressalvas, Colômbia. Especialistas acreditam que os principais beneficiados serão os exportadores de petróleo bruto, como o Brasil, a Guiana, a Argentina e, com algumas nuances, a Colômbia. A Argentina ganha "porque Vaca Muerta continua melhorando seu saldo energético externo", em referência à região produtora de petróleo do país. Já na Colômbia, "preços mais altos podem aumentar o caixa e a capacidade de investimento da Ecopetrol", afirma Rachedi. No caso do México, embora o país continue sendo produtor de petróleo, "sua produção caiu nas últimas décadas e ele importa grandes volumes de gasolina e outros combustíveis refinados, o que torna o efeito líquido de preços altos mais complexo", acrescenta Pampillón. Os mais prejudicados, segundo os economistas, tendem a ser os importadores de combustíveis do Caribe e de parte da América Central, além de países como Chile e Peru. Também entram nessa lista países como a Bolívia, que mantêm subsídios aos combustíveis, o que se torna particularmente pesado para as contas públicas quando o preço do petróleo sobe.



Menus de R$ 7 mil, estrelas Michelin e abusos: chef premiado é denunciado por agressões e humilhações


11/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Noma, comandado pelo chef dinamarquês René Redzepi, se tornou um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional. Noma/ Divulgação Três estrelas Michelin, menus de R$ 7 mil por pessoa e uma reputação construída ao longo de duas décadas. Foi assim que o Noma, comandado pelo chef dinamarquês René Redzepi, se tornou um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional. Mas essa imagem de excelência começou a ruir depois que ex-funcionários vieram a público denunciar uma cultura de abusos dentro da cozinha do restaurante. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Uma reportagem do jornal "The New York Times" reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos. Cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017 foram ouvidos pelo jornal. “Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao veículo. Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante. Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As denúncias já tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles. A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas. As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes. “As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado. “Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.” Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles. “Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa. Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza. René Redzepi The Best Chef Awards Localizado em Copenhagen, capital da Dinamarca, o restaurante foi eleito cinco vezes o melhor do mundo pela lista The World’s 50 Best Restaurants e acumula três estrelas no Michelin Guide. Redzepi também recebeu reconhecimento internacional ao longo da carreira. A revista Time já o descreveu como um “Deus da Gastronomia”, e o chef foi nomeado cavaleiro por suas contribuições à cultura dinamarquesa. Segundo os relatos reunidos pelo The New York Times, no entanto, o ambiente dentro da cozinha do restaurante era marcado por pressão extrema e episódios frequentes de agressividade. Ex-funcionários disseram ao jornal que Redzepi reagia com violência a erros considerados pequenos. Alguns relataram empurrões e tapas durante o serviço; outros afirmaram que o chef chegou a arremessar objetos ou usar utensílios de cozinha para atingir funcionários. Além da violência física, trabalhadores também disseram ter sido alvo de humilhações públicas diante de colegas. Em alguns casos, segundo os depoimentos, o chef teria ameaçado funcionários estrangeiros com deportação ou com a possibilidade de nunca mais conseguirem emprego em restaurantes de prestígio. O The New York Times também descreve uma cultura de trabalho extremamente exigente, com equipes frequentemente submetidas a longos turnos e forte pressão para manter o padrão de excelência do restaurante. Em alguns períodos, segundo os relatos, estagiários representavam uma parcela significativa da força de trabalho na cozinha — muitos deles vindos de outros países para ganhar experiência em um restaurante de prestígio, mas recebendo pouca ou nenhuma remuneração. Noma, em Copenhague, foi eleito um dos melhores restaurantes do mundo Instagram Repercussão nas redes e protestos As acusações começaram a ganhar visibilidade nas últimas semanas, quando um ex-funcionário do restaurante, Jason Ignacio White, passou a publicar nas redes sociais relatos sobre episódios de abuso ocorridos durante o período em que trabalhou no local. Após a publicação da reportagem do The New York Times, organizações de defesa de trabalhadores também passaram a pressionar o restaurante. O grupo One Fair Wage anunciou que pretende realizar um protesto em frente ao restaurante temporário do Noma no bairro de Silver Lake. A organização pede compensação para funcionários que trabalharam no restaurante e mudanças nas políticas de trabalho da empresa. O que diz o restaurante Procurado pelo The New York Times, o Noma não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre as denúncias. Uma porta-voz do restaurante afirmou ao jornal que, nos últimos anos, a empresa implementou mudanças internas, incluindo a criação de estruturas formais de recursos humanos, treinamento para gestores e maior flexibilidade nos horários de trabalho. Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira agente fiscal e ampara outras vítimas



O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?


11/03/2026 05:00 - g1.globo.com


Agronegócio brasileiro. Willam Roth/Secom-RR A guerra travada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem lançado incerteza sobre os rumos da economia global. A alta no petróleo, com o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária iraniana e redução na oferta dos países no Golfo Pérsico, já leva analistas a apostarem numa inflação generalizada como uma das consequências do conflito. Além do petróleo, o choque econômico também atinge em cheio a oferta de fertilizantes, já que cerca de um terço do insumo passa por Ormuz. O Irã, por si só, é um dos maiores exportadores de ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizado por agricultores de todo o mundo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O impacto dessa crise nos preços ainda é incerto, mas uma alta nas commodities já vem ocorrendo nas últimas semanas. O índice CRB, um dos principais termômetros de matérias-primas básicas como petróleo e alimentos, atingiu, a última segunda-feira (09/03), a maior cotação desde 2011. E a tendência, segundo especialistas, é que esse movimento se mantenha, pelo menos enquanto durar o conflito. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 É esse ponto que levanta questões sobre o papel do Brasil nesse cenário. O país é não só o maior produtor de alimentos do mundo, como o sexto maior produtor de petróleo bruto e décimo no ranking de exportadores do combustível fóssil. Tem, assim, grande parte de sua balança comercial dependente de produtos primários. Foi justamente um incremento na cotação desses itens que gerou o que ficou conhecido como "boom das commodities", a partir do início do século 21 até o começo da década de 2010. O período beneficiou a economia brasileira, contribuindo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a consolidação do país como grande economia exportadora de matérias-primas. No entanto, de acordo com especialistas consultados pela DW, o cenário atual é distinto. Mesmo assim, existe a possibilidade de que o Brasil se beneficie do contexto causado pelo conflito no Oriente Médio – mas não sem se livrar dos choques. Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Um novo boom das commodities? O fechamento do Estreito de Ormuz tem impactado diretamente na oferta de produtos como petróleo, gás natural e fertilizantes. É uma diferença fundamental em relação ao boom das commodities, basicamente fomentado pelas altas taxas de crescimento da economia da China. O país asiático registrou, entre 2002 e 2011, uma alta do PIB acima de 9%, propulsionada principalmente pela rápida expansão industrial chinesa. Houve maior demanda por matérias-primas, o que gerou uma oportunidade para o Brasil. Foi durante esse também, em 2009, que a China se tornou o maior parceiro comercial brasileiro. Mas, desde então, a economia chinesa vem reduzindo as taxas de crescimento e, neste ano, pela primeira vez desde 1991, o país asiático colocou como meta uma alta anual do PIB abaixo dos 5%. É para lá que o Brasil manda 80% da sua soja, produto brasileiro mais vendido para o exterior, que correspondeu a 34,5% das exportações do país em 2025 – registrando um total de US$ 34,5 bilhões na balança comercial brasileira do ano passado. O país asiático compra ainda 56% do minério de ferro produzido no Brasil e 45% do petróleo bruto. Um bloqueio mais prolongado no Estreito de Ormuz, com o recrudescimento na guerra no Irã, deverá pressionar para uma alta das commodities agrícolas como efeito cascata a partir do encarecimento dos combustíveis e dos fertilizantes, aliada à incerteza que gera especulação no mercado. "Para a China, por exemplo, o fornecimento de grãos do Brasil deverá ficar no mesmo patamar. Só que, se houver alta dos preços, isso gera uma maior receita. Não é uma coisa muito significativa, mas pode acontecer", explica Francisco Américo Cassano, professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Santa Cecília. "Não vejo como um novo boom, mas como um aumento da exportação", complementa. Um fator a mais poderá ser causado pelo choque nos fertilizantes: os próximos meses serão cruciais para o início do plantio em países do Hemisfério Norte, o que também pode gerar uma redução na oferta por lá e o redirecionamento das compras para países como o Brasil, onde as safras ocorrem no segundo semestre. Cassano, no entanto, acredita que as chances de isso ocorrer são menores. "Mesmo porque o Donald Trump não tem tanto interesse desse conflito se alastrar por tanto tempo, porque ele vai sofrer o mesmo problema de inflação dentro dos Estados Unidos". Cenários de curto e longo prazo O fato de estar fora da região de conflito realmente pode fazer com que o Brasil se beneficie do cenário atual, analisa Jorge Arbache, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB). "O país se torna uma opção de investimento de uma forma geral, exatamente porque está longe das tensões. Tem uma política de se manter distanciado, está longe do ponto de vista geográfico e político e tem várias oportunidades de negócios – na agricultura, na energia e diversos outros setores", aponta o economista. Segundo ele, o contexto internacional tende a fazer com o que país siga atraindo investimento direto estrangeiro, fluxo que já vem ocorrendo nos últimos por causa do aumento das incertezas na geopolítica mundial. "É muito provável que os preços da energia e alimentos subam mesmo após o fim da guerra, por causa da mudança climática. Quando você coloca a geopolítica em cima, os efeitos são ainda maiores", diz Arbache. "Isso tende a ser benéfico no médio e longo prazo, mas de maneira condicionada, porque é um cenário de incertezas", ressalta o professor. Já no curto prazo, a situação é mais complicada. O aumento da percepção de risco nos mercados pode atingir o risco de crédito e o risco-país, impactando principalmente os países emergentes. A elevação do preço do petróleo e fertilizantes pode afetar a economia brasileira e chegar no consumidor, com choques no valor do frete e dos alimentos, por exemplo. Mas mesmo uma alta nas commodities, lembra Cassano, com o mercado externo pagando mais caro nos alimentos, por exemplo, deve gerar mais inflação para o consumidor interno. "Os preços tendem a subir também porque o produtor está recebendo mais lá fora e isso impacta diretamente os preços internos, gerando mais inflação", afirma o professor da Universidade Santa Cecília. Além disso, os efeitos da guerra no Irã sobre incertezas e decisões de investimento vão continuar, mesmo se o conflito chegar ao fim nas próximas semanas. As retaliações do Irã em países vizinhos no Golfo Pérsico causaram estragos em plantas energéticas e reservatórios em importantes para países como Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita. "Essas nações têm grandes fundos soberanos, que são investidores inclusive no Brasil – muito provavelmente, isso vai fazer com que eles reduzam esses aportes", pontua Arbache. Segundo ele, no entanto, mesmo que o cenário ainda seja incerto quanto a previsões, o consumidor poderá voltar a ganhar no longo prazo, com um aumento da atratividade do Brasil que impulsionará a atividade econômica, gerando mais emprego. "Mas, no curto prazo, deve perder, como praticamente todo mundo. É uma guerra com impactos generalizados por causa da globalização. É uma guerra que mirou um alvo e está acertando em vários outros, com múltiplas complicações econômicas", finaliza o professor da UnB.



Mega-Sena completa 30 anos com R$ 43,8 bilhões em prêmios e 980 bilhetes milionários


11/03/2026 03:00 - g1.globo.com


Volantes da Mega-Sena Rafa Neddermeyer / Agência Brasil A caminhada de muitos brasileiros até as casas lotéricas em cidades de todo o país teve uma motivação frequente nas últimas três décadas: apostar na Mega-Sena. A loteria mais famosa do Brasil completa 30 anos neste dia 11 com um balanço bilionário. Segundo a Caixa Econômica Federal, as apostas movimentaram R$ 115,2 bilhões desde o primeiro sorteio, realizado em 11 de março de 1996. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Só em prêmios, o total pago chega a R$ 43,8 bilhões — pouco menos que os R$ 46 bilhões destinados a repasses sociais a partir da arrecadação com as apostas. 🔎 Além dos valores pagos aos vencedores, parte da arrecadação das loterias financia áreas como saúde, segurança, educação, cultura e esporte. Segundo a Caixa, esses repasses somam mais de 56% do total, enquanto o prêmio bruto corresponde a 43,79%. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, 980 apostas da Mega-Sena já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria, afirma o diretor-presidente da Caixa Loterias, Renato Siqueira. O maior prêmio já pago em um concurso regular da Mega-Sena — ou seja, sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em 1º de outubro de 2022. Veja abaixo curiosidades e como funciona a Mega. O primeiro sorteio da história O primeiro sorteio da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 1,2 milhão, foi realizado em 11 de março de 1996. As seis dezenas sorteadas foram 04, 05, 30, 33, 41 e 52 — e nenhum apostador acertou. Com isso, o prêmio acumulou em R$ 1,7 milhão. Aumento da arrecadação A arrecadação da Mega-Sena cresceu de forma expressiva nas últimas décadas. No início dos anos 2000, os sorteios movimentavam "poucos milhões" de reais — como o concurso 500, que arrecadou R$ 3,9 milhões em 2003. Dez anos depois, as apostas já superavam R$ 40 milhões e, em 2025, concursos regulares passaram a ultrapassar R$ 50 milhões, segundo a Caixa. Na Mega da Virada mais recente, a arrecadação atingiu o recorde de R$ 3,05 bilhões. Os maiores prêmios da Mega da Virada Os concursos especiais da Mega da Virada pagaram, de longe, os maiores prêmios da história da loteria. Em 2025, a arrecadação recorde fez o prêmio superar, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão. Veja abaixo os maiores valores já pagos como prêmio principal: 2025: R$ 1,09 bilhão 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões As chances de levar o prêmio máximo A “sorte” — tanto na Mega-Sena quanto na Mega da Virada — varia conforme a quantidade de números escolhidos. Em uma aposta simples, com seis dezenas, a probabilidade de acertar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa. Com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. O preço, porém, também dispara: esse tipo de aposta custa R$ 232,5 mil. Os números mais sorteados O número 10 é o mais sorteado da história da Mega-Sena, com 352 aparições. Em seguida vem o 53, que já saiu 340 vezes, segundo a Caixa. Veja abaixo as dez dezenas mais frequentes: 10 - 352 vezes 53 - 340 vezes 37 - 325 vezes 5 - 323 vezes 34 - 321 vezes 33 - 319 vezes 38 - 319 vezes 27 - 318 vezes 32 - 317 vezes 46 - 315 vezes Os 10 estados com mais bilhetes premiados Estados do Sudeste do país concentram o maior número de prêmios máximos da Mega-Sena, segundo a Caixa Econômica Federal. O levantamento — que também inclui os sorteios da Mega da Virada — coloca São Paulo na liderança, com 312 bilhetes premiados. Veja os dez maiores: São Paulo: 312 Rio de Janeiro: 156 Minas Gerais: 146 Paraná: 112 Distrito Federal: 61 Rio Grande do Sul: 60 Bahia: 59 Goiás: 54 Santa Catarina: 38 Pernambuco: 36 Números de 'Lost' na Mega? Em maio de 2024, um sorteio da Mega-Sena chamou a atenção de fãs da série "Lost". Cinco dos seis números usados pelo personagem Hugo “Hurley” em uma loteria na trama apareceram no concurso 2.720 da Mega. As dezenas sorteadas foram 08, 15, 16, 23, 42 e 43. Na série, Hurley aposta em 4, 8, 15, 16, 23 e 42 — e leva o prêmio. Apesar da coincidência, ninguém acertou as seis dezenas na vida real e o prêmio acumulou. Em 'Lost', Hugo 'Hurley' Heyes (Jorge Garcia) ficou milionário após ganhar na loteria Divulgação Como jogar na Mega As apostas para a Mega-Sena podem ser feitas pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking. Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha. A aposta simples custa R$ 6. Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante. Além disso, o jogador pode adquirir cotas de bolões organizados pelas unidades lotéricas. Nesse caso, poderá ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota. Como resgatar o prêmio O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência. Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF. A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa. As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio. O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.



Mega-Sena, concurso 2.982: prêmio acumula e vai a R$ 65 milhões


11/03/2026 00:02 - g1.globo.com


G1 | Loterias - Mega-Sena 2982 O sorteio do concurso 2.982 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 65 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 35 - 41 - 46 - 49 - 58 5 acertos - 27 apostas ganhadoras: R$ 87.399,64 4 acertos - 2.786 apostas ganhadoras: R$ 1.396,18 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (12). Mega-Sena, concurso 2.982 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



Ministério Público junto ao TCU pede afastamento do presidente do IBGE, Marcio Pochmann


10/03/2026 23:04 - g1.globo.com


Marcio Pochmann, presidente do IBGE, enfrenta crise interna Tânia Rêgo/Agência Brasil O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann. O g1 entrou em contato com o IBGE e aguarda posicionamento do órgão. Segundo o MP, há supostas irregularidades na condução do órgão. De acordo com o procurador, as medidas do presidente do IBGE que estão sendo questionadas estão sucessivas substituições de servidores de carreira em cargos técnicos por recém-ingressos até a tentativa de criação da Fundação IBGE+. No documento, o procurador menciona sucessivas exonerações e substituições de servidores de carreira por ocupantes de funções técnicas estratégicas no âmbito do IBGE, como nomeação de servidores recém admitidos e ainda em estágio probatório em funções de "elevada complexidade técnica". Isso, segundo o procurador, revela um "quadro institucional preocupante". Oliveira também menciona a tentativa de criação da Fundação IBGE+ que, dentre outros fatores, poderia extrapolar as atribuições legais do órgão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Ainda que se trate fundação de direito privado vinculada ao IBGE, a utilização da estrutura, da marca institucional, do corpo técnico ou de competências legalmente atribuídas ao Instituto exigiria autorização legislativa expressa, sob pena de violação ao princípio da legalidade estrita", diz o procurador. "A criação de entidade paralela, com possível captação de recursos próprios e atuação em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais, não pode decorrer de ato meramente administrativo da Presidência", diz o documento. Em outro trecho, o procurador destaca, ainda, atos de gestão que poderiam fragilizar a autonomia técnica e a credibilidade dos dados oficiais, como o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). "Nesse cenário, a eventual manipulação indevida — ainda que indireta — de parâmetros metodológicos, premissas técnicas ou processos de validação interna, com o objetivo de influenciar resultados conjunturais, configuraria violação grave aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da eficiência", destaca o procurador. "O resultado do PIB influencia diretamente expectativas de crescimento, decisões de investimento, comportamento do mercado financeiro, formulação da política fiscal e monetária, além de impactar classificações de risco soberano", complementa o membro do MPTCU.



Senado aprova criação de novos cargos no Poder Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões


10/03/2026 22:17 - g1.globo.com


Fachada do Congresso Nacional. Leonardo Sá/Agência Senado O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que cria 17,8 mil cargos nos Ministérios da Educação (MEC) e no da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de virar lei. O texto, apresentado pelo governo federal, terá impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026 – valor confirmado pelo MGI e pelo líder do governo no Congresso e relator da proposta, Randolfe Rodrigues (PT-AP). O senador afirmou que o texto beneficiará 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto na lei orçamentária deste ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos. O Ministério da Gestão afirmou que, apesar de estarem previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, os valores "não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da realização ou finalização dos concursos". Veja os vídeos que estão em alta no g1 O impacto da proposta nas contas públicas se divide da seguinte forma: criação dos 17,8 mil cargos no MEC, incluídas as instituições federais, e no MGI: R$ 1,1 bilhão; criação de um plano especial para os cargos do MEC: R$ 91,2 milhões; reajuste das carreiras do Executivo: R$ 4,2 bilhões. O projeto cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou nesta terça a votação do texto no Senado. O texto muda as regras para incentivar a qualificação, por exemplo, de professores que atuam em instituições federais- de escolas básicas e universidades. O incentivo, por meio do aumento da remuneração, acontece à medida que o servidor obtém uma formação acadêmica acima daquela exigida pelo concurso que o selecionou. Pelo projeto, o novo programa vai incluir servidores com fundamental incompleto e considerar fatores como: participação em grupos de trabalho e projetos de apoio à pesquisa; recebimento de premiação; assumir função de direção; produção de conhecimento científico. O projeto: cria a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE). Com isso, servidores de funções de nível superior, de diferentes áreas, vão ser classificados por essa nova classificação, com objetivo de "unificar as carreiras" e "simplificar a gestão". O salário do nível mais alto dessa carreira vai pular de R$ 4.620,50 para R$ 9.716,48 a partir de abril deste ano; reajusta a remuneração para os cargos de médico e médico veterinário, que são técnicos administrativos em Educação; reajusta também o salário das carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e de auditoria fiscal do Trabalho; transforma cargos de nível superior e médio, da Cultura, em analista em atividades culturais e assistente técnico administrativo; reorganização a carreira de perito federal territorial, que passará a ser supervisionada pelo MGI; cria uma gratificação temporária de apoio a atividades técnicas, para servidores que exerçam funções no Poder Executivo, mas que façam parte de cargos sem um plano de carreira ainda estruturado. A instituição sem partido República.org avalia que apesar de a revisão de carreiras ser "essencial para a modernização da gestão pública", é necessário "reduzir as desigualdades entre elas". "Algumas carreiras chegam a ganhar 150% a mais que outras, com as mesmas atribuições", apontou a entidade. "Em nota, a República.org afirma que esses ajustes dentro do funcionalismo público devem sempre mirar a melhor organização das carreiras, já que hoje a administração pública federal tem cerca de 290 tabelas salariais diferentes. É preciso mirar uma reestruturação ampla de todas as carreiras para garantir regras mais simples", afirmou.



Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1


10/03/2026 21:36 - g1.globo.com


Fim da escala 6x1: estudo da Fiep aponta queda no PIB e risco de desemprego Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, a mudança em discussão no Congresso — que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1 — pode provocar queda do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego e avanço da informalidade. A análise foi apresentada em Brasília durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir mudanças nas regras trabalhistas no país. De acordo com o estudo, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. Além das simulações econômicas, o estudo também reúne evidências de pesquisas nacionais e internacionais sobre propostas de redução da jornada de trabalho. Ao g1, o deputado federal Luiz Gastão Bittencourt da Silva (PSD-CE) afirmou que o tema já chegou à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Segundo ele, uma possibilidade discutida por parlamentares seria reduzir gradualmente a jornada semanal. “E eu tenho defendido, e eu acho que há um meio consenso com todos, inclusive do setor produtivo, que, se nós reduzirmos de forma paulatina de 44 para 40 horas semanais como jornada, você já estaria extinguindo a escala 6 por um.” Supermercados Reprodução/ TV Gazeta Até 1,5 milhão de trabalhadores podem ser afetados Segundo a Fiep, a redução da jornada sem aumento proporcional da produtividade pode elevar custos para as empresas. Como consequência, parte delas poderia reduzir contratações ou cortar postos de trabalho. A estimativa apresentada pelo estudo indica que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais podem enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade. “O custo com pessoal representa uma das principais componentes da estrutura de custos das empresas, especialmente em atividades intensivas em trabalho. Elevação nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais e estratégicas das empresas, como redução do horário de funcionamento dos estabelecimento e demissões, gerando uma redução da atividade dessas empresas", argumenta Guilherme Hakme, diretor da Fiep. Pesquisas analisadas no relatório também apontam algumas estratégias que empresas tendem a adotar diante da redução das horas trabalhadas, como: diminuir o número de horas contratadas; substituir trabalhadores mais experientes por profissionais com salários menores; aumentar a rotatividade da mão de obra. Renda pode não aumentar Outro efeito apontado pelo estudo envolve o rendimento dos trabalhadores. A redução da jornada pode elevar o salário por hora trabalhada. No entanto, o salário mensal tende a permanecer estável caso as empresas reduzam as horas contratadas. Nesse cenário, cresce também a chamada dupla ocupação. Isso ocorre quando um trabalhador precisa ter dois empregos para manter o mesmo nível de renda. Apesar disso, o relatório também destaca que jornadas menores podem trazer alguns benefícios, como redução da fadiga e possível aumento de produtividade em determinadas atividades. Segundo os pesquisadores, trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais em alguns setores. Ainda assim, esses ganhos costumam ser limitados e nem sempre compensam a redução do tempo total de trabalho. Diferenças entre setores A Fiep afirma que a indústria brasileira possui realidades muito diferentes. Alguns segmentos operam com alto nível de automação e margens maiores. Outros dependem fortemente de mão de obra e enfrentam concorrência internacional intensa. Uma mudança uniforme na jornada poderia aumentar custos para empresas com menor margem de lucro. Isso pode reduzir investimentos e afetar empregos. Para o deputado Luiz Gastão, o debate precisa considerar diferentes formas de organização do trabalho em cada atividade. “O que nós não concordamos, e não só eu, mas boa parcela do setor produtivo e tudo, é que existem escalas de compensação, existem escalas de regime corrido que trabalham, por exemplo, 6 horas por dia. Se trabalhar 6 dias por semana, vai dar no máximo 36 horas, que já é abaixo dessas das 40 horas previstas.” Ainda de acordo com a Fiep, o risco é transformar uma medida voltada ao bem-estar do trabalhador em um fator de instabilidade econômica. A federação defende que a modernização das relações de trabalho é necessária. No entanto, avalia que mudanças devem ocorrer com negociação coletiva e adaptação às características de cada setor. “A discussão dessa reforma deveria ser feita de forma mais lenta de modo a considerar um conjunto amplo de aspectos econômicos, de modo a permitir que a sociedade discuta de forma informada os custos e benefícios para empresas e trabalhadores", complementa o presidente da Fiep. O estudo também destaca que o Brasil precisa avançar primeiro em políticas de aumento da produtividade. Entre as medidas citadas estão: modernização tecnológica das empresas; qualificação contínua dos trabalhadores; políticas industriais focadas; melhora do ambiente de negócios; acesso a crédito; simplificação tributária. Luiz Gastão defende que eventuais mudanças levem em conta os impactos para empresas com maior uso de mão de obra. “E há de se ter uma compensação para as micro e pequenas empresas ou as empresas que têm grande insumo de mão de obra, para que elas não percam a competitividade e elas possam estar no mercado e continuar vivendo no mercado, podendo contratar e fazendo com que os setores possam se adaptar.” Metodologia usada por bancos centrais Para estimar os impactos da mudança na jornada, a Tendências utilizou um modelo econômico chamado DSGE. Esse tipo de modelo é amplamente empregado por bancos centrais e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para simular cenários macroeconômicos. Os pesquisadores analisaram dois cenários: um com ganho de produtividade e outro sem avanço significativo nessa área. Nos dois casos, os resultados indicaram impacto negativo para o emprego e para a atividade econômica no curto prazo. Experiências internacionais O estudo também analisou experiências de redução de jornada em países como Alemanha, França, Portugal, Japão, Canadá, Bélgica e Eslovênia. Segundo o levantamento, muitos desses casos registraram: efeitos nulos ou negativos sobre o emprego; queda de produtividade quando o ganho não acompanhou a redução de horas; aumento de custos para as empresas. Apenas dois estudos internacionais encontraram efeitos positivos para geração de empregos. Mesmo nesses casos, os resultados foram considerados ambíguos. Para a Fiep, o debate sobre jornada de trabalho é legítimo e precisa avançar no país. A entidade afirma que está aberta à discussão, mas defende que as mudanças sejam feitas com base em dados técnicos e diálogo entre governo, empresas e trabalhadores. Segundo a federação, decisões estruturais sobre o mercado de trabalho precisam considerar os efeitos sobre crescimento econômico, competitividade e geração de renda. "A literatura mostra que há riscos de que essa reforma gere custos desproporcionalmente maiores aos benefícios, como, ausência de geração de emprego, aumento da informalidade, e queda relevante do PIB. Pode-se discutir formas alternativas de melhorar o ganho de bem estar de parte da população com jornada de trabalho mais longa, inclusive de forma mais eficiente para esse grupo da população", afirma Guilherme Hakme. Outros estudos Outros levantamentos recentes também analisaram possíveis impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e apontam desafios semelhantes, especialmente em setores com baixa produtividade ou forte dependência de mão de obra. Um estudo apresentado também nesta terça (10) pelo economista André Portela, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), destaca que a redução da jornada com manutenção integral dos salários eleva o custo por hora trabalhada. No caso de uma mudança de 44 para 36 horas semanais, o custo da hora poderia subir cerca de 22%. Segundo o pesquisador, empresas tendem a reagir de três formas diante desse aumento: repassar parte do custo aos preços, acelerar processos de automação ou reorganizar equipes e turnos. O resultado final dependeria do nível de produtividade e da capacidade de adaptação de cada setor. Portela também ressalta que o mercado de trabalho brasileiro é muito heterogêneo. Pequenas empresas, que têm menor capacidade de investimento e tecnologia, podem enfrentar mais dificuldades para absorver mudanças abruptas. ⚠️ Análises setoriais também indicam impactos relevantes. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que, apenas no comércio, a adequação a jornadas menores poderia elevar a folha de pagamento em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada ao consumidor. Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em cerca de 0,34%. O estudo também projeta que o setor poderia enfrentar queda de atividade e redução de margens mesmo com reajustes de preços. 🏝️ No turismo, que utiliza amplamente a escala 6x1, o impacto sobre preços e demanda também seria significativo, segundo a CNC. 🧑‍🌾 No agronegócio, análises da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacam que atividades rurais seguem ciclos naturais de produção e nem sempre se adaptam a jornadas fixas. Culturas como café, uva e laranja e atividades contínuas, como a pecuária leiteira, exigem trabalho em períodos específicos. Segundo a entidade, mudanças rígidas na legislação poderiam elevar custos, exigir novas contratações e afetar a competitividade internacional do setor. Estudos citados por entidades empresariais também indicam possíveis efeitos macroeconômicos mais amplos. Já o levantamento apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para empresas brasileiras. A entidade também cita pesquisas que projetam impactos relevantes sobre o crescimento econômico caso a redução ocorra sem ganhos expressivos de produtividade. Para economistas ouvidos nesses estudos, o principal desafio para uma redução sustentável da jornada no Brasil é elevar a produtividade do trabalho. Sem esse avanço, a mudança pode pressionar custos, reduzir investimentos e estimular a informalidade. Ao mesmo tempo, muitos especialistas defendem que o debate deve considerar também aspectos sociais, como qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso.



Com pressão das chinesas, Renault planeja metade das vendas em carros elétricos ou híbridos até 2030


10/03/2026 19:09 - g1.globo.com


A Renault pretende que metade das vendas de seus carros ocorra fora da Europa até 2030, além de ampliar a presença de modelos eletrificados em seu portfólio. A estratégia, apresentada nesta terça-feira (10), recebeu o nome de futuREady. O plano prevê a venda de 2 milhões de veículos até o fim da década, com metade desse volume destinada a mercados fora da Europa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "A Renault pretende que 100% de suas vendas na Europa sejam de veículos eletrificados e que 50% das vendas fora da Europa também sejam eletrificadas, ao mesmo tempo em que busca entregar uma rentabilidade forte e sustentável", revelou Fabrice Cambolive, diretor executivo da Renault; O grupo enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa de fabricantes chinesas conhecidas por preços mais baixos, como BYD e o grupo Chery, além de rivais tradicionais, como a Stellantis, que controla marcas como Fiat e Jeep. Renault Koleos, modelo híbrido será lançado em 2026 André Fogaça/g1 No Brasil, a marca francesa perdeu quase metade da participação de mercado registrada antes da pandemia. Em 2019, representava 9% dos emplacamentos de veículos zero quilômetro; hoje, esse índice é de 5,1%, o que corresponde a uma queda de 43% no período. No Brasil, a eletrificação da linha da marca começou. O Renault Koleos é o primeiro modelo híbrido da fabricante, com 245 cavalos de potência, e foi lançado com o objetivo de enfrentar o avanço de marcas chinesas como BYD e GWM. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Renault lançará 36 veículos em quatro anos De acordo com a nova estratégia, a Renault planeja lançar 36 modelos nos próximos cinco anos. Desse total, 14 serão voltados a mercados fora da Europa — número bem superior aos oito lançamentos feitos no período anterior. Quatro desses modelos serão destinados ao mercado indiano, segundo Fabrice Cambolive. A produção do SUV compacto Bridger deve começar no próximo ano, com lançamento previsto em outros países logo na sequência. A retomada do foco internacional indica uma nova prioridade para as vendas fora da Europa. Isso ocorre após a saída da empresa de diversos mercados durante a gestão do ex-presidente-executivo Luca de Meo, em meio a uma tentativa de conter prejuízos significativos dentro de uma estratégia conhecida como “Renaulution”. "Com a Renaulution, provamos que podemos vencer, agora precisamos provar que podemos durar", disse o presidente-executivo François Provost, que substituiu de Meo no ano passado, aos analistas em uma apresentação no centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa nos arredores de Paris. Embora a Renault esteja hoje em uma situação mais favorável, a concorrência ficou mais intensa. Além disso, a redução dos incentivos aos veículos elétricos nos Estados Unidos, durante o governo Donald Trump, levou alguns concorrentes a registrar grandes perdas financeiras e a mudar seus planos de forma repentina. Para Michael Foundoukidis, analista da Oddo BHF, a estratégia de priorizar modelos mais rentáveis e expandir a atuação internacional oferece um caminho mais claro para preservar a lucratividade. Ainda assim, ele ressalta que o sucesso depende da capacidade da empresa de colocar o plano em prática.



Meta compra Moltbook, rede social voltada a agentes de IA


10/03/2026 18:43 - g1.globo.com


Moltbook: o que é real e o que é exagero na rede social pra agentes de IA? A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial, trazendo os fundadores da empresa para sua divisão de pesquisa de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. O desenvolvimento sinaliza uma intensa corrida entre os gigantes da tecnologia para adquirir talentos e tecnologia de IA, à medida que os agentes autônomos capazes de executar tarefas do mundo real deixam de ser novidade e passam a ser a próxima fronteira do setor. O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang. Schlicht e Parr vão começar a trabalhar na Meta Superintelligence Labs em 16 de março, de acordo com a Axios. A Meta não divulgou os termos financeiros do negócio. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro. Desde então, ele se tornou o centro de um debate crescente sobre o quanto os computadores estão próximos de possuir inteligência semelhante à humana. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, minimizou o site como uma provável moda passageira, mas disse que sua tecnologia oferece um vislumbre do futuro. "O Moltbook talvez (seja uma moda passageira), mas o OpenClaw não é", disse Altman. No mês passado, a OpenAI contratou Peter Steinberger, criador do OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot, que está apoiando o projeto de código aberto. Mike Krieger, diretor de produtos da Anthropic, disse que a maioria das pessoas ainda não está pronta para dar à IA total autonomia sobre seus computadores. Schlicht defendeu a programação do Moltbook, que ele afirma que foi criada com ajuda de IA, afirmando que "não escreveu uma única linha de código" para o site. Schlicht criou o Moltbook usando principalmente seu próprio assistente pessoal de IA, Clawd Clawderberg. A ascensão do Moltbook também trouxe riscos. A empresa de segurança eletrônica Wiz disse que a abordagem deixou uma grande falha que expôs mensagens privadas, mais de 6.000 endereços de email e mais de um milhão de credenciais. A Wiz disse que o problema foi corrigido depois de entrar em contato com a Moltbook.



X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril


10/03/2026 18:26 - g1.globo.com


Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em abril o X Money, um sistema de pagamento digital do X. O anúncio faz parte do plano de Musk de transformar o X em um "aplicativo completo", e não apenas uma rede social. A rede social de Musk fez uma parceria com a Visa no ano passado para oferecer serviços de pagamento direto aos clientes do aplicativo de mídia social. Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227 bilhões, na cotação atual) e passou a chamar a plataforma de X. Desde a aquisição, o bilionário divulgou o plano de expandir a área de atuação da empresa, com o objetivo de oferecer streaming, mensagens, imagens, vídeos e pagamentos, por exemplo. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Veja os vídeos que estão em alta no g1



Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes


10/03/2026 18:25 - g1.globo.com


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, ele agora tem US$ 6,5 bilhões. Trump também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais. Trump e seus parceiros venderam 49% da World Liberty Financial à Aryam Investments, empresa apoiada por Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, consultor de segurança nacional e membro da família real dos Emirados Árabes Unidos. A operação rendeu US$ 200 milhões. Trump surpreendeu ao se tornar um dos grandes apoiadores do Bitcoin em seu segundo mandato Ian Maule/AFP/Getty Images via DW No ano passado, a World Liberty Financial também vendeu ativos digitais e registrou receita de US$ 550 milhões. A participação de 38% que Trump mantém na empresa é avaliada em cerca de US$ 240 milhões. Trump também mantém reservas de moedas digitais, tanto da World Liberty Financial quanto de sua própria moeda virtual, a $Trump. Segundo a Forbes, esses ativos somam US$ 570 milhões. O presidente também obteve uma decisão favorável na Justiça. Após analisar um recurso, o tribunal o desobrigou de pagar uma multa de US$ 517 milhões. O caso de fraude foi julgado em Nova York, e a procuradora-geral Letitia James deve recorrer. Por enquanto, esse risco sobre o patrimônio dele está suspenso. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Resort e campos de golfe valorizados Vista aérea da mansão de Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida Steve Helber/AP Os dois mandatos de Trump também aumentaram o valor de seus imóveis. O resort Mar-a-Lago, em Palm Beach, triplicou de preço desde 2018 e hoje é avaliado em US$ 560 milhões, segundo a Forbes. Além disso, seus 10 campos de golfe tiveram alta de receita e valorização. Atualmente, o conjunto é estimado em US$ 550 milhões, acima dos US$ 340 milhões registrados no ano anterior. Apesar do crescimento do patrimônio, alguns fatores limitaram ganhos mais expressivos. A recente queda no mercado de moedas digitais reduziu em 64% o valor dos 15 milhões de ativos emitidos pela World Liberty Financial. A participação de Trump na Trump Media and Technology Group (TMTG) também perdeu valor. O preço de mercado de sua fatia caiu de US$ 2,6 bilhões para US$ 1,2 bilhão. A desvalorização das ações está relacionada ao momento negativo do setor de moedas digitais. Nem o anúncio da fusão de US$ 6 bilhões entre a TMTG e a TAE, empresa da Califórnia que planeja lançar a primeira usina de energia por fusão nuclear dos EUA até 2031, foi suficiente para animar os investidores. Trump ameaça Irã com ataque “20 vezes maior” se Estreito de Ormuz for fechado



Ibaneis sanciona lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos para salvar o BRB


10/03/2026 16:51 - g1.globo.com


Ibaneis Rocha, governador do DF, em 3 de fevereiro de 2026 TV Globo O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou, nesta terça-feira (10), a lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB. A autorização saiu em edição extra do Diário Oficial do DF. O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF com 14 votos a favor e 10 contra, nos dois turnos, no último dia 3. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro (veja lista abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou incerto. Isso, porque o BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades. O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, dias depois, definiu a liquidação extrajudicial do Master. Com isso, os ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB ficaram "congelados" nas mãos do liquidante. As transações fragilizaram o patrimônio do BRB e deixaram o banco sob risco de descumprir as regras prudenciais do sistema bancário – as normas que exigem uma solidez mínima de cada banco para evitar dano aos correntistas e investidores. Desde então, o BRB e o governo do DF vêm atuando em múltiplas frentes para tentar recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes. Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição Projeto aprovado na CLDF Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que repassa nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Entenda a cronologia: ➡️O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados na segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco. ➡️Na terça (3), os deputados se reuniram a portas fechadas para debater o tema e decidir se levava o projeto à votação em plenário. ➡️ No mesmo dia, os parlamentares aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Agora, o texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). A lei A proposta sancionada nesta terça-feira (10) cria um "menu" para permitir ao GDF aportar dinheiro ou bens no BRB. As opções podem ser usadas em conjunto ou separadamente. O governo poderá colocar dinheiro diretamente no capital social do banco, integralizar capital com bens móveis ou imóveis e fazer aportes patrimoniais de outras formas previstas em lei. A lei também autoriza a venda de bens públicos para levantar recursos. Esses bens podem ser do próprio GDF, inclusive os da Terracap, da Novacap, da CEB ou da Caesb. O dinheiro obtido poderá ser destinado ao reforço patrimonial do BRB. Além disso, o GDF poderá contratar operações de crédito, inclusive com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras. O limite máximo de empréstimos será de R$ 6,6 bilhões. Essa trava foi adicionada após reunião com os deputados distritais no último dia 2. A lei detalha como os bens poderão ser usados, incluindo: transferência de imóveis ao BRB aumentar o capital do banco constituição de garantias cessão de direitos alienação (venda) direta ou via licitação permuta quitar uma dívida estruturação por meio de veículos societários ou fundos de investimento. Também prevê a criação de Fundos de Investimento Imobiliário (FII), medida defendida pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, securitização e operações estruturadas. O governador vetou três artigos: O que determinava que o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) deveria receber ao menos 20% do valor dos bens do DF usados nas operações O que definia que o BRB deveria publicar um relatório trimestral no Diário Oficial do DF com a identificação dos imóveis, o valor da venda, a identificação de quem comprou e o demonstrativo de aplicação dos recursos O que determinava a realização de um plano com a estimativa de retorno financeiro ao DF, prazo máximo para recomposição dos valores, mecanismos de compensação, metas de desempenho econômico do BRB e demonstração do benefício para a sociedade. Quais imóveis o GDF entregou? Sede do Banco BRB Getty Images via BBC Confira a lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões. O que acontece agora? O texto vai autorizar o governo do DF a: usar dinheiro e imóveis para ajudar o BRB vender terrenos públicos pegar empréstimos de até R$ 6,6 bilhões criar fundos imobiliários fazer ajustes no orçamento para que tudo isso funcione Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



Governo pede investigação sobre alta de gasolina e diesel, mesmo sem aumento da Petrobras


10/03/2026 16:50 - g1.globo.com


Preço do petróleo cai depois de um dia de forte alta Nesta terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional. Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. 🔎 O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica. A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08. No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve. Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados. No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina. No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%. Segundo o ofício da Senacon, "a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias". Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril. O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados. Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores. 🛢️Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais. O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras. (Entenda como são calculados os preços dos combustíveis) 💰O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira (9), a mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis. Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores. Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites. Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. (Veja mais aqui) Segundo especialistas consultados pelo g1, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno. Consuela Gonzalez/Rede Amazônica Acre



Lista de bilionários da Forbes tem 390 novatos em 2026; Brasil ganha 18 bilionários, mas 'perde' 3


10/03/2026 16:35 - g1.globo.com


Beyoncé e James Cameron entram para a lista de bilionários da Forbes arte/g1 A revista Forbes divulgou, nesta terça-feira (10), a lista anual dos bilionários do mundo em 2026. O ranking reúne mais de 3,4 mil nomes, dos quais 11,3% não apareciam na edição do ano passado. A lista reúne pessoas de 40 países, mas Estados Unidos e China concentram quase metade dos novos bilionários, com 41% do total. Juntos, os dois países somam 161 nomes — 106 americanos e 55 chineses. Ao somar todos os estreantes, a Forbes estima que a fortuna desse grupo chegue a US$ 755 bilhões, o equivalente a R$ 3,9 trilhões em conversão direta. Entre os destaques está a cantora Beyoncé, que estreia na lista com fortuna estimada em US$ 1 bilhão. Também aparece o diretor James Cameron, conhecido por filmes como Avatar, Titanic e O Exterminador do Futuro, que em 2026 acumulou US$ 1,1 bilhão. O Brasil aparece com 70 bilionários, dos quais 18 entram pela primeira vez na lista: Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhão Edir Macedo — US$ 2 bilhões Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhão Itamar Locks — US$ 1,4 bilhão Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhão Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhão Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhão Marciano Testa — US$ 1,2 bilhão Maria Frias — US$ 1,1 bilhão Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhão Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhão Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Três nomes que deixaram de aparecer no ranking da Forbes, mas Vicky Safra e David Velez foram realocados pela Forbes em outros países. David Velez — US$ 10,7 bilhões Lucia Maggi e família — US$ 1 bilhão Vicky Safra — US$ 20,7 bilhões LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques



Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária


10/03/2026 15:36 - g1.globo.com


Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes. Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na empresa. 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de bolsa de contratos ligados a eventos. Nela, as pessoas negociam com base na chance de certos acontecimentos — como a alta ou a queda da inflação, ou a possibilidade de paralisação do governo dos Estados Unidos, por exemplo. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que fizeram fortuna por conta própria depois que a empresa captou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no fim de 2025. A captação foi liderada pela Paradigm, firma de investimentos focada em criptomoedas, e teve participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões) em dezembro. Com isso, o patrimônio dos cofundadores aumentou de forma relevante. Além de Luana, o sócio dela, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, seguiu para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois tiveram passagem pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na Bridgewater, uma gestora de recursos. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não existia um jeito direto de negociar com base no resultado desses acontecimentos. Assim, em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma mais simples, na qual as pessoas pudessem negociar com base no resultado de eventos específicos. A empresa cresceu e, em 2020, recebeu autorização do órgão regulador, tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada nos Estados Unidos para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi oficialmente reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Com isso, passou a figurar ao lado de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa pediu autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o órgão negou. O argumento foi que haveria risco de manipulação de resultados e prejuízo à integridade das eleições nos Estados Unidos. A Kalshi entrou na Justiça para contestar a decisão. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer, de forma legal, a negociação ligada a resultados eleitorais no país.



PL dos apps de transporte: reunião acaba sem acordo sobre valor mínimo de corridas e entregas


10/03/2026 15:26 - g1.globo.com


A reunião de ministros do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deputados envolvidos na elaboração do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos terminou sem um acordo sobre o valor mínimo a ser pago por entregas e corridas aos trabalhadores. A proposta tramita em uma comissão especial da Câmara. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), apresentou a última versão do texto em dezembro, prevendo o valor mínimo de R$ 8,50 por entrega e corrida. O governo, por sua vez, defende o valor mínimo de R$ 10. “No caso de entregadores, é piso por entrega feita e aí a nossa defesa segue sendo taxa mínima de R$ 10 até 4 quilômetros com 2,50 por quilômetro adicional e fim das entregas agrupadas”, afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A entrega agrupada é um mecanismo em que o entregador faz várias entregas, mas não recebe o valor integral da plataforma, porque os destinos são próximos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para entregadores, o texto formalizado até o momento estabelece o valor de R$ 8,50 para: até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta Em relação aos motoristas de aplicativo de transporte de pessoas, a proposta prevê remuneração bruta mínima de R$ 8,50 para cada serviço em que a distância entre o ponto de embarque do passageiro e o ponto final de destino seja de até dois quilômetros. Coutinho argumenta que é preciso ter sensibilidade a respeito do valor mínimo, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais e muitas diferenças em relação ao custo dos serviços. “A nossa questão, por nós, a gente quer colocar o máximo de ganho para o trabalhador. Mas R$10 em São Paulo não é igual a R$10 em Brasília ou no interior de Pernambuco, onde o tíquete de um lanche é muito inferior. Isso pode inviabilizar os serviços na ponta. Esse é o único ponto de divergência” afirmou. O governo vai insistir no ponto e, caso o valor mínimo não suba, deverá apresentar uma emenda para ser votada no plenário. Apesar da divergência, Motta quer acelerar a votação e, se possível, votar o texto já na próxima semana na comissão especial e, na sequência, no plenário. O presidente da Câmara diz que a votação do projeto na Casa pode ser concluída na primeira semana de abril. Motorista de app Redes Sociais



Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques


10/03/2026 15:25 - g1.globo.com


Elon Musk em jantar de Casa Branca em 18 de novembro de 2025 REUTERS/Tom Brenner A Forbes divulgou nesta terça-feira (10) a lista das pessoas mais ricas do mundo em 2026. O ranking deste ano reúne 3.428 bilionários, entre empresários, investidores e herdeiros. São 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista, um novo recorde. Juntos, os bilionários acumulam fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Veja abaixo os principais destaques da publicação: Ranking dos 10 maiores bilionários do mundo As 20 pessoas com mais de US$ 100 bilhões de patrimônio Crescimento da fortuna de Elon Musk Taylor Swift, Kim Kardashian, Oprah: os famosos na lista Brasileiros na lista de bilionários de 2026 A bilionária mais jovem do mundo é brasileira As mulheres mais ricas do mundo Brasileiros da Geração Z no ranking Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Novos bilionários do setor de Inteligência Artificial A fortuna de Donald Trump Ranking dos 10 maiores bilionários do mundo Elon Musk permanece isolado no topo do ranking, com US$ 839 bilhões, valor impulsionado por empresas como Tesla e SpaceX. O cálculo da revista considerou preços de ações e taxas de câmbio de março de 2026. Os Estados Unidos continuam sendo o país com a maior concentração de bilionários, com 15 dos 20 nomes mais ricos do mundo. A China aparece em segundo lugar, seguida pela Índia. O setor de inteligência artificial também foi um dos principais motores para o surgimento de novos bilionários neste ano. Entre os brasileiros, o principal destaque é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que segue como o mais rico do país e ocupa a 59ª posição no ranking global. LEIA MAIS: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do mundo em 2026; confira a lista As 20 pessoas com mais de US$ 100 bilhões de patrimônio O grupo de 20 pessoas com fortunas superiores a US$ 100 bilhões em 2026 é liderado por Elon Musk, cujo patrimônio atingiu US$ 839 bilhões após forte crescimento em um único ano. Ele é seguido por nomes da tecnologia, como Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg. Apenas duas mulheres integram esse grupo: Alice Walton, herdeira do Walmart, na 14ª posição geral, e Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal, na 20ª posição. A maioria dos superbilionários é formada por investidores e empresários, com forte concentração no setor de tecnologia. O número total de bilionários aumentou em 400 nomes em relação a 2025. Juntos, os integrantes da lista de 2026 acumulam fortuna de US$ 20,1 trilhões. LEIA MAIS: Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários Crescimento da fortuna de Elon Musk Elon Musk consolidou a liderança mundial ao ver sua fortuna saltar de US$ 342 bilhões em 2025 para US$ 839 bilhões em 2026. O aumento de quase US$ 500 bilhões em um ano o coloca como a pessoa mais próxima de atingir a marca de US$ 1 trilhão. O crescimento ocorre em um cenário de expansão da riqueza entre os mais ricos do mundo, que agora somam patrimônio recorde. Os Estados Unidos concentram quase mil bilionários, reforçando a liderança no ranking da Forbes. LEIA MAIS: Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah: os famosos na lista O ranking da Forbes reúne 22 celebridades em 2026 e mostra que a fortuna de atletas e artistas continua crescendo. Segundo a publicação, esses nomes somam US$ 48,1 bilhões em patrimônio. O total é maior do que o de 2025, quando 18 bilionários do grupo reuniam, juntos, US$ 39 bilhões. Entre os estreantes estão a cantora Beyoncé, o ex-tenista Roger Federer, o rapper e produtor musical Dr. Dre e o cineasta James Cameron. Eles entram na lista ao lado de nomes já conhecidos, como Steven Spielberg, George Lucas, Oprah Winfrey e Taylor Swift. LEIA MAIS: Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah: os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026 Brasileiros na lista de bilionários de 2026 Um total de 70 brasileiros aparece no ranking da Forbes em 2026. Eduardo Saverin lidera o grupo nacional pelo terceiro ano consecutivo, com US$ 35,9 bilhões, seguido por André Esteves (BTG Pactual), com US$ 20,2 bilhões, e Jorge Paulo Lemann (3G Capital), com US$ 19,8 bilhões. A lista brasileira é diversificada e inclui banqueiros como os irmãos Moreira Salles, empresários da saúde como Jorge Moll Filho (Rede D'Or) e herdeiros da indústria, como os da família Voigt (WEG). O ranking engloba tanto brasileiros que vivem no país quanto os que moram no exterior, como Saverin, residente em Singapura. Mesmo com desafios econômicos e casos corporativos recentes, nomes tradicionais como Lemann permanecem no topo devido à força de investimentos globais em empresas como AB InBev e Burger King. LEIA MAIS: Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária A bilionária mais jovem do mundo é brasileira A brasileira Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, é a bilionária mais jovem do mundo em 2026. Ela herdou 2% da WEG, empresa catarinense de equipamentos elétricos fundada, entre outros sócios, por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Sua fortuna é estimada em US$ 1,1 bilhão. Além de Amelie, outros quatro integrantes da família Voigt estão entre os bilionários mais jovens do Brasil, o que reforça o caráter familiar do controle da WEG. O grupo inclui seus irmãos, Felipe e Pedro Voigt Trejes, e as primas Dora e Lívia Voigt de Assis, com patrimônios que variam entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,4 bilhão. Outro destaque é Luana Lopes Lara, descrita como a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Aos 29 anos, ela é cofundadora da Kalshi, plataforma que permite apostar em previsões sobre eventos, e tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão. LEIA MAIS: Brasileira Amelie Voigt Trejes é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes As mulheres mais ricas do mundo A norte-americana Alice Walton, herdeira do Walmart, lidera a lista, com US$ 134 bilhões. Em seguida aparecem a francesa Françoise Bettencourt Meyers, da L'Oréal, com US$ 100 bilhões, e Julia Koch, da Koch Inc., com US$ 81,2 bilhões. A maioria das mulheres nas primeiras posições herdou fortunas ligadas a grandes empresas familiares. Alice Walton não participa da gestão direta do Walmart e se dedica principalmente à filantropia e às artes. Ela fundou um museu nos Estados Unidos. Já Françoise Bettencourt Meyers, além de atuar na L'Oréal, também é pianista e escritora. A lista das 10 mulheres mais ricas inclui ainda Iris Fontbona, do Chile, e Jacqueline Mars, dos Estados Unidos. Embora a maioria tenha herdado patrimônio, a Forbes destaca que as mulheres ainda são minoria no ranking geral de bilionários, em comparação aos homens. LEIA MAIS: Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc: quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes Brasileiros mais jovens no ranking Os jovens e a Geração Z brasileira , formada por pessoas nascidas a partir de 1997, já aparecem com seis nomes na lista de 2026. O principal destaque é Luana Lopes Lara, de 29 anos, apontada como a mulher bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna com a empresa de tecnologia e apostas Kalshi. Os outros cinco brasileiros dessa faixa etária são da família Voigt, herdeiros da WEG. Entre eles está Amelie Voigt Trejes, bilionária mais jovem do mundo aos 20 anos, além de seus irmãos e primas, todos com patrimônio bilionário ligado a participações na fabricante de motores. A presença desses jovens reforça o peso da WEG na formação de grandes fortunas no país e destaca a trajetória incomum de Luana Lara, que deixou a carreira no balé profissional para estudar no MIT e empreender no setor financeiro. LEIA MAIS: Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes Perfil de Eduardo Saverin Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico do mundo, com fortuna de US$ 35,9 bilhões ligada à sua participação no Facebook, empresa que fundou ao lado de Mark Zuckerberg. Nascido em São Paulo, foi criado nos Estados Unidos e hoje mora em Singapura, onde atua como investidor por meio da B Capital. O texto relata o rompimento conturbado entre Saverin e Zuckerberg, que levou a uma disputa judicial sobre a redução de sua participação na empresa, episódio retratado no filme "A Rede Social". Após um acordo, ele manteve uma fatia minoritária que se valorizou com a abertura de capital da companhia, em 2011. Hoje com 43 anos, Saverin concentra seus negócios em investimentos em empresas iniciantes com alto potencial de crescimento. Em 2024, chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história após a forte valorização das ações da Meta. LEIA MAIS: Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Novos bilionários do setor de Inteligência Artificial O avanço da inteligência artificial criou 45 novos bilionários na lista da Forbes de 2026. Ao todo, o setor reúne 86 bilionários, com patrimônio somado de US$ 2,9 trilhões, o que mostra o forte impacto econômico dessa tecnologia. Entre os novos nomes estão fundadores de empresas como Surge AI, ElevenLabs e Perplexity. Considerando toda a área de tecnologia, são 468 bilionários, com patrimônio recorde que aumentou mais de US$ 1 trilhão em relação ao ano anterior. A lista inclui criadores de modelos de inteligência artificial, profissionais que organizam dados e empresas que fornecem a infraestrutura necessária para essa tecnologia. Nomes como Edwin Chen, com US$ 18 bilhões, e jovens empreendedores da startup Mercor mostram como a IA tem gerado riqueza rapidamente e transformado o mercado global. LEIA MAIS: Veja quem são os novos bilionários de IA na lista da Forbes A fortuna de Donald Trump O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, agora ele tem US$ 6,5 bilhões. O republicano também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais. A fortuna do presidente dos EUA vem de negócios, reservas de moedas digitais, resorts, campos de golfe, entre outros ativos. LEIA MAIS: Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1



Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA


10/03/2026 15:06 - g1.globo.com


Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. (entenda mais abaixo) A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação Entenda a crise do Grupo Pão de Açúcar O Grupo Pão de Açúcar registra prejuízos anuais desde 2022, resultado de diversos fatores que pressionaram seus resultados. Entre os principais, estão: A queda no consumo, especialmente em períodos de alta na inflação de alimentos; Os juros elevados, que aumentaram o custo das dívidas da empresa; Os gastos com mudanças na gestão; O pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas; e As perdas de lojas com baixo desempenho. Recentemente, o GPA acendeu um alerta no mercado financeiro ao informar, no balanço trimestral, que havia dúvidas sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. Segundo nota, o grupo tinha um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim do ano passado, causado principalmente por empréstimos e títulos que vencem em 2026. Assim, mesmo com melhora nos resultados, a empresa continuou a registrar prejuízo. "Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia", disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro. A empresa afirmou ainda que já adotava medidas para: Reduzir riscos à operação, incluindo negociações com credores para alongar prazos das dívidas; Diminuir despesas e gastos com juros; e Converter créditos tributários em dinheiro para reforçar o caixa. Mudanças de gestão O GPA passou por mudanças relevantes no último ano, com o Grupo Coelho Diniz assumindo a posição de principal acionista, com 24,6% das ações. O grupo francês Casino, ex-controlador, ainda detém 22,5% da empresa. Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito diretor-presidente da companhia. Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 651 milhões nas operações continuadas. Ao fim do ano, tinha dívida líquida de R$ 2 bilhões e dívida bruta de R$ 4 bilhões. Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas sob o código PCAR3, acumulam alta de 9,64%. O grupo tem 728 lojas no Brasil: 187 do Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar. Como será a recuperação extrajudicial do GPA? Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. A advogada Patricia Maia, do Barbosa Maia Advogados, afirma que muitas empresas brasileiras estão buscando reorganizar dívidas devido ao aumento do custo do crédito e à pressão sobre os lucros. “Nos últimos anos, muitas companhias passaram a conviver com dívidas mais caras, redução do consumo em alguns setores e necessidade de reorganizar suas operações. A recuperação extrajudicial surge como uma alternativa para isso sem interromper a operação”, explica. Ela destaca que processos como a recuperação extrajudicial anunciada pelo GPA permitem negociar dívidas antes que o fluxo de caixa seja comprometido. “Quando feito antes de uma ruptura operacional, tende a preservar valor e evitar efeitos mais severos para o mercado”, diz. A advogada ressalta, no entanto, que a reestruturação pode afetar consumidores. “Dependendo da intensidade da crise, isso pode influenciar a disponibilidade de produtos, políticas de preço ou ritmo de expansão da própria companhia”, afirma. Saiba mais na reportagem abaixo. GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões * Com informações da agência de notícias Reuters



Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah e mais: quem são os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026


10/03/2026 15:02 - g1.globo.com


Beyoncé, Dr. Dre, Roger Federer e James Cameron entram na lista de bilionários Reuters e AP A lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), reúne 22 celebridades em 2026 e mostra que a fortuna de atletas e artistas continua crescendo. Segundo a publicação, esses nomes somam US$ 48,1 bilhões em patrimônio. O total é maior do que o de 2025, quando 18 bilionários do grupo reuniam, juntos, US$ 39 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os estreantes estão a cantora Beyoncé, o ex-tenista Roger Federer, o rapper e produtor musical Dr. Dre e o cineasta James Cameron. Eles entram na lista ao lado de nomes já conhecidos, como Steven Spielberg, George Lucas e Oprah Winfrey. De acordo com a revista, a categoria “celebridade” inclui pessoas que primeiro ficaram famosas e depois transformaram a fama em grandes fortunas, muitas vezes com negócios e investimentos fora de suas áreas de origem. O levantamento reforça uma tendência: celebridades atuam cada vez mais como empreendedores e investidores, ampliando as fontes de renda e transformando carreiras bem-sucedidas em grandes patrimônios. Veja abaixo a lista de celebridades bilionárias da revista Forbes. Steven Spielberg (EUA): US$ 7,1 bilhões George Lucas (EUA): US$ 5,2 bilhões Michael Jordan (EUA): US$ 4,3 bilhões Vincent McMahon (EUA): US$ 3,6 bilhões Oprah Winfrey (EUA): US$ 3,2 bilhões Jay-Z (EUA): US$ 2,8 bilhões Taylor Swift (EUA): US$ 2 bilhões Kim Kardashian (EUA): US$ 1,9 bilhão Peter Jackson (Nova Zelândia): US$ 1,9 bilhão Magic Johnson (EUA): US$ 1,6 bilhão Tiger Woods (EUA): US$ 1,5 bilhão Dick Wolf (EUA): US$ 1,5 bilhão Tyler Perry (EUA): US$ 1,4 bilhão LeBron James (EUA): US$ 1,4 bilhão Bruce Springsteen (EUA): US$ 1,2 bilhão Arnold Schwarzenegger (EUA): US$ 1,2 bilhão Jerry Seinfeld (EUA): US$ 1,1 bilhão Roger Federer (Suíça): US$ 1,1 bilhão James Cameron (Canadá): US$ 1,1 bilhão Rihanna (Barbados): US$ 1 bilhão Beyoncé Knowles-Carter (EUA): US$ 1 bilhão Dr. Dre (EUA): US$ 1 bilhão Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Novos bilionários A cantora e compositora norte-americana Beyoncé, de 44 anos, está entre os destaques da lista, com patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Ela acumulou riqueza ao longo de décadas com vendas de música, turnês, investimentos e compra de obras de arte ao lado do marido, o rapper e empresário Jay-Z, que já aparecia no ranking. Outro estreante é o produtor e rapper Dr. Dre, de 61 anos, também com fortuna estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Grande parte do patrimônio veio da venda da marca de fones Beats by Dre para a Apple, em 2014, em um negócio estimado em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), pago em dinheiro e ações. No esporte, o ex-tenista suíço Roger Federer, de 44 anos, aparece pela primeira vez no ranking, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). Além da carreira consagrada, com 20 títulos de Grand Slam, parte importante da fortuna vem de contratos de patrocínio e de sua participação na fabricante de calçados On Running. No cinema, o diretor canadense James Cameron, de 71 anos, também entrou no grupo de bilionários. Com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões), ele construiu sua fortuna ao dirigir sucessos de bilheteria como "Titanic", "Avatar" e "O Exterminador do Futuro". Beyoncé vence Grammy de Álbum do Ano com 'Cowboy Carter' em 3 de fevereiro de 2025. REUTERS/Mario Anzuoni Os mais ricos do grupo Entre as celebridades bilionárias, o maior patrimônio é do diretor Steven Spielberg, com cerca de US$ 7,1 bilhões. Em seguida aparecem o cineasta George Lucas, com US$ 5,2 bilhões, e o ex-jogador de basquete Michael Jordan, com US$ 4,3 bilhões. A lista também inclui nomes do entretenimento e do esporte que transformaram a popularidade em negócios lucrativos, como Jay-Z, Taylor Swift, Kim Kardashian e LeBron James. Veja abaixo os 10 principais: Steven Spielberg: US$ 7,1 bilhões Steven Spielberg chega ao Globo de Ouro 2024 Jordan Strauss/Invision/AP Idade: 79; Cidadania: Estados Unidos. Steven Spielberg ficou conhecido por dirigir alguns dos filmes mais marcantes do século XX, como "Tubarão", "E.T.", "Indiana Jones" e "Jurassic Park". Não é a primeira vez que ele aparece em listas da Forbes. Em 1994, entrou pela primeira vez no ranking dos norte-americanos mais ricos. Desde então, além dos ganhos com cinema, Spielberg negociou para receber 2% da venda de ingressos nos parques temáticos da Universal até o fim da vida. George Lucas: US$ 5,2 bilhões George Lucas dirige o robô C-3PO (Anthony Daniels) em 'Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones' Divulgação Idade: 81; Cidadania: Estados Unidos. George Lucas criou "Star Wars", franquia que segue forte quase 50 anos após o lançamento do primeiro filme. Há novos projetos em andamento, incluindo "The Mandalorian & Grogu", previsto para 2026. Apesar disso, ele não recebe mais repasses das novas produções porque vendeu os direitos de "Star Wars" em 2012, quando a Disney comprou a LucasFilm por US$ 4 bilhões, em dinheiro e ações. Hoje, Lucas se dedica à filantropia e ao desenvolvimento do Museu Lucas de Arte Narrativa, com inauguração prevista para este ano, em Los Angeles. Michael Jordan: US$ 4,3 bilhões Michael Jordan, maior astro do basquete dos EUA, em imagem de 2015 Charles Rex Arbogast / Arquivo / AP Photo Idade: 63; Cidadania: Estados Unidos. A lenda do basquete Michael Jordan foi o primeiro atleta a entrar na lista das 400 pessoas mais ricas dos EUA, da Forbes, em 2023 — oito anos depois de se tornar o primeiro atleta bilionário. Jordan construiu a maior parte da fortuna com parcerias comerciais. A Nike paga a ele mais de US$ 100 milhões por ano pelo uso da marca Jordan. Durante a carreira na NBA, Jordan recebeu cerca de US$ 90 milhões em salários, mas ganhou mais de US$ 2 bilhões com patrocínios. Ele também lucrou com a venda da maior parte de sua participação no Charlotte Hornets, em 2023, em um negócio que avaliou a franquia em cerca de US$ 3 bilhões. Vincent McMahon: US$ 3,6 bilhões Idade: 80; Cidadania: Estados Unidos. Vince McMahon começou como locutor de TV na empresa de luta livre do pai (na época WWF, hoje WWE), nos anos 1970. Ele comprou o negócio em 1982 e o transformou em uma potência global. Em 2023, McMahon uniu a WWE à UFC para criar a TKO Group Holdings. Ele foi presidente por um curto período e renunciou no ano passado após acusações de má conduta sexual, que ele nega. Desde então, tem vendido sua participação na empresa. Oprah Winfrey: US$ 3,2 bilhões Oprah Winfrey gesticula perto do Gritti Palace Hotel, antes do casamento do fundador da Amazon REUTERS/Guglielmo Mangiapane Idade: 72; Cidadania: Estados Unidos. Oprah Winfrey ficou famosa como apresentadora do "The Oprah Winfrey Show", exibido de 1986 a 2011. Em 2003, os ganhos como apresentadora, atriz e produtora a tornaram bilionária — a primeira mulher negra a atingir esse patamar. Ela segue atuando no entretenimento, inclusive como coestrela do drama de guerra de 2024 "The Six Triple Eight" ("Batalhão 6888"). Além disso, investiu parte relevante do patrimônio em imóveis na Califórnia e no Havaí, onde possui mais de 800 hectares. Jay-Z: US$ 2,8 bilhões Jay Z em 24 de novembro de 2024, em Washington Terrance Williams/AP Idade: 56; Cidadania: Estados Unidos. Os negócios de Jay-Z incluem ativos como a marca de champanhe Armand de Brignac, a marca de conhaque D’Usse, uma participação no Uber comprada no início do aplicativo, uma grande coleção de arte (com obras de Jean-Michel Basquiat) e o próprio catálogo musical. Ele lucrou com as marcas de bebidas em 2021 e 2023, ao vender participações para LVMH e Bacardi por centenas de milhões. Taylor Swift: US$ 2 bilhões Taylor Swift no Grammy 2025 Jordan Strauss/Invision/AP Idade: 36; Cidadania: Estados Unidos. Taylor Swift se tornou bilionária em 2023 após ganhar cerca de US$ 190 milhões na primeira etapa da turnê "The Eras Tour". O restante da fortuna inclui quase US$ 1 bilhão em ganhos estimados com direitos autorais e turnês, além de um catálogo musical avaliado em cerca de US$ 900 milhões e aproximadamente US$ 100 milhões em imóveis. Kim Kardashian: US$ 1,9 bilhão Kim Kardashian AP Photo/Vianney Le Caer, File Idade: 45; Cidadania: Estados Unidos. Kim Kardashian ganhou destaque na TV de reality show, mas virou bilionária graças à Skims, sua marca de roupas modeladoras. Em 2025, a empresa foi avaliada em US$ 5 bilhões em sua captação de recursos mais recente. Kardashian lançou a marca de cuidados com a pele SKKN By Kim em 2022. Ela também possui vários imóveis, incluindo uma casa de US$ 40 milhões nos arredores de Los Angeles, onde morava com o ex-marido Kanye West. Peter Jackson: US$ 1,9 bilhão Peter Jackson é diretor, cineasta e produtor cinematográfico GETTY IMAGES via BBC Idade: 64; Cidadania: Nova Zelândia. Os filmes de "O Senhor dos Anéis" renderam a Peter Jackson cerca de US$ 10 milhões por título. Mas isso é pouco perto do que ele ganhou ao vender parte da Weta Digital, sua empresa de efeitos visuais, para a Unity Software, em 2021. O acordo rendeu a Jackson US$ 1,6 bilhão em dinheiro e ações, dos quais ele ficou com quase US$ 1 bilhão. Magic Johnson: US$ 1,6 bilhão Magic Johnson Reprodução/Instagram Idade: 66; Cidadania: Estados Unidos. Membro do Hall da Fama do basquete, Magic Johnson ganhou cerca de US$ 40 milhões em salários, mas construiu a maior parte da fortuna com investimentos após encerrar a carreira. Entre eles estão participações nos Los Angeles Dodgers, da MLB (com Todd Boehly), e nos Washington Commanders, da NFL (com Justin Harris), além da compra da maior parte da seguradora EquiTrust, com sede em Iowa, em 2015. 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Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação


10/03/2026 14:34 - g1.globo.com


Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, coloca a Petrobras diante de um cenário com efeitos contraditórios. O barril mais caro aumenta as receitas e reforça o caixa da empresa. Mas também evidencia que a política de preços tem sido usada para conter a inflação, já que os reajustes não foram repassados aos combustíveis. A empresa ainda pode ter que pagar mais pela importação de diesel. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No único comunicado desde o início da guerra, a Petrobras informou que importa combustíveis por rotas não afetadas pelo conflito e que não há risco de desabastecimento. A empresa não comentou a política de preços. Segundo João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a valorização do petróleo tende a melhorar os resultados da Petrobras, principalmente por causa das exportações de petróleo. “A alta do petróleo dá margens maiores para a empresa neste momento.” 🛢️ A explicação é simples: quando o barril sobe no mercado internacional, as vendas externas passam a gerar mais receita. A Petrobras é uma das principais produtoras e exportadoras do mundo. De acordo com Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, períodos em que o barril de Brent operou próximo ou acima de US$ 100 houve forte geração de caixa para a empresa. Esse potencial ajuda a explicar por que empresas do setor tendem a se sair melhor em momentos de tensão internacional, quando conflitos ou riscos geopolíticos elevam o preço do petróleo. “A Petrobras costuma se destacar na bolsa junto com outras petroleiras, justamente por essa relação direta com o preço do petróleo”, explicam Rafael Figueiredo e Maria Irene, analistas da XP Investimentos. Veja abaixo os principais efeitos para a empresa e para os brasileiros. Política de preços volta ao debate Dependência de diesel importado Petróleo pode pressionar inflação Petróleo muito alto também preocupa Política de preços volta ao debate Se o petróleo caro melhora os resultados da Petrobras, também reacende discussões sobre como a empresa define os preços dos combustíveis no Brasil. Desde 2023, a empresa deixou de seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. O modelo anterior, conhecido como paridade de importação (PPI), foi substituído por um sistema mais gradual de reajustes. Segundo Marcos Bassani, analista e sócio da Boa Brasil Capital, a mudança ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os preços dos combustíveis no país. “A Petrobras abandonou o PPI e adotou um modelo gradual, o que reduz a frequência de reajustes e suaviza o impacto da guerra para o consumidor no curto prazo”, explica. Isso significa que oscilações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente para a gasolina ou o diesel vendidos no Brasil. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, a estratégia evitar aumentos bruscos nas bombas. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. 📊 Quando essa diferença cresce, parte do mercado passa a questionar os impactos da política de preços sobre os resultados da Petrobras e sobre as contas públicas, já que os dividendos da empresa têm peso relevante na arrecadação do governo. Segundo Abdouni, a Petrobras tem adotado postura cautelosa. “A empresa tem adiado o repasse de preços e prefere esperar a estabilização das cotações em níveis elevados para evitar transmitir a volatilidade imediata ao mercado local”, diz. Voltar ao início. Dependência de diesel importado Um dos principais pontos de atenção nesse cenário é o diesel. Embora o Brasil produza muito petróleo, ainda depende da importação desse combustível para atender totalmente ao consumo interno. Isso significa que grandes diferenças entre os preços praticados pela Petrobras e os valores do mercado internacional podem desestimular empresas privadas que importam diesel. Bassani alerta que essa situação pode gerar problemas de abastecimento. “Grandes defasagens podem desestimular importadores e gerar risco de oferta”, afirma. Se o petróleo continuar caro por muito tempo, a pressão por reajustes tende a aumentar. Nesse caso, segundo o analista, a Petrobras pode ter que elevar os preços para recompor margens. Esse equilíbrio entre manter preços estáveis e preservar os resultados da companhia é um dos pontos mais sensíveis na gestão da empresa, especialmente em períodos de inflação elevada. Voltar ao início. Petróleo pode pressionar inflação A alta do petróleo não afeta apenas os resultados da Petrobras. O impacto se espalha por toda a economia. O diesel, por exemplo, é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. Segundo Jhonny Martins, especialista contábil e vice-presidente do SERAC, o impacto vai além do transporte. “O combustível não é apenas custo de transporte. Ele afeta toda a cadeia produtiva e a logística”, afirma. Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. “A dependência da importação de diesel e gasolina faz com que o preço internacional influencie diretamente o mercado interno, resultando em valores mais altos no supermercado e nos serviços”, diz Martins. Voltar ao início. Petróleo muito alto também preocupa Apesar dos ganhos para empresas do setor, preços muito elevados do petróleo também podem gerar preocupações no mercado financeiro. Segundo Rafael Figueiredo, estrategista de ações da XP, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo. Já níveis muito acima desse intervalo tendem a gerar preocupação. “Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, aponta. Isso acontece porque energia mais cara pressiona a inflação e pode dificultar a queda das taxas de juros, afetando diferentes setores da economia. Em cenários assim, analistas afirmam que os efeitos costumam aparecer primeiro no mercado financeiro. 💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir. 👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento. Mesmo entre empresas do setor, alguns analistas recomendam cautela neste momento. Para Vitor Sousa, da Genial Investimentos, parte do cenário positivo já pode estar refletida nos preços das ações. “O melhor já passou”, afirma o analista, ao argumentar que o mercado trabalhava anteriormente com o Brent entre US$ 70 e US$ 80. Segundo ele, comprar ações do setor quando o petróleo já está muito valorizado pode ser arriscado — razão pela qual a recomendação atual para algumas empresas é apenas manter as posições. Voltar ao início. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1



Brasileira Amelie Voigt Trejes é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes


10/03/2026 14:22 - g1.globo.com


Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Aos 20 anos, Amelie Voigt Trejes se tornou a bilionária mais jovem do mundo, segundo lista divulgada pela Forbes. A revista publicou nesta terça-feira (10) o ranking das pessoas mais ricas do planeta em 2026 e a relação dos 35 bilionários com menos de 30 anos. Amelie alcançou o posto após herdar parte da fortuna da WEG, empresa brasileira do setor de máquinas industriais cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt, que morreu em 2016. Ela detém 2% da companhia e tem patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão. Cinco dos seis jovens brasileiros mais ricos da lista são da família. Além de Amelie, estão no ranking: Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão Felipe Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão Ela é sete semanas mais jovem que o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro de uma farmacêutica, que agora ocupa a segunda posição entre os bilionários mais jovens do mundo. Outra brasileira aparece como a mais jovem a construir a própria fortuna. Luana Lopes Lara, também de Santa Catarina, é cofundadora da Kalshi, plataforma que transforma previsões sobre eventos futuros em ativos negociáveis. Veja a lista completa: Luca Del Vecchio — 24 anos — US$ 6,8 bilhões — Itália; Clemente Del Vecchio — 21 anos — US$ 6,8 bilhões — Itália; Maximilian von Baumbach — 28 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Katharina von Baumbach — 26 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Franz von Baumbach — 24 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Johannes von Baumbach — 20 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Kevin David Lehmann — 23 anos — US$ 4,9 bilhões — Alemanha; Alexandr Wang — 29 anos — US$ 3,2 bilhões — Estados Unidos; Firoz Mistry — 29 anos — US$ 3,1 bilhões — Irlanda; Zahan Mistry — 27 anos — US$ 3,1 bilhões — Irlanda; Alexandra Andresen — 29 anos — US$ 2,5 bilhões — Noruega; Remi Dassault — 24 anos — US$ 2,4 bilhões — França; Adarsh Hiremath — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Brendan Foody — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Surya Midha — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Abbas Sajwani — 26 anos — US$ 1,9 bilhão — Emirados Árabes Unidos; Kim Jung-min — 24 anos — US$ 1,7 bilhão — Coreia do Sul; Kim Jung-youn — 22 anos — US$ 1,7 bilhão — Coreia do Sul; Fabian Hedin — 26 anos — US$ 1,6 bilhão — Suécia; Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão — Brasil; Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão — Brasil; Tarek Mansour — 29 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Luana Lopes Lara: — 29 anos — US$ 1,3 bilhão — Brasil; Arvid Lunnemark — 26 anos — US$ 1,3 bilhão — Suécia; Sualeh Asif — 26 anos — US$ 1,3 bilhão — Paquistão; Yoni Nahmad — 25 anos — US$ 1,3 bilhões — Israel; Aman Sanger — 25 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Michael Truell — 25 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Wang Zelong — 29 anos — US$ 1,2 bilhão — China; Maxim Tebar — 25 anos — US$ 1,2 bilhão — Alemanha Carl-Anton Kunz — 27 anos — US$ 1,1 bilhão — Alemanha; Felipe Voigt Trejes — 23 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Pedro Voigt Trejes — 23 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Amelie Voigt Trejes — 20 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Shayne Coplan — 27 anos — US$ 1 bilhão — Estados Unidos; LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Brasileira é a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1



Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres


10/03/2026 14:15 - g1.globo.com


lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres Montagem/g1 O mundo tem 20 superbilionários, cada um com mais de US$ 100 bilhões, segundo a lista anual da Forbes divulgada nesta terça-feira (10). Entre eles há investidores, herdeiros e empresários, muitos ligados ao setor de tecnologia. O ranking é liderado por Elon Musk, que viu sua fortuna aumentar quase US$ 500 bilhões em um ano e hoje soma US$ 839 bilhões. Ele é o único da lista mais próximo de US$ 1 trilhão do que do patamar de US$ 100 bilhões. O top 5 inclui ainda Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, todos com patrimônio na faixa dos US$ 200 bilhões. A lista tem apenas duas mulheres: Alice Walton, herdeira da rede de supermercados norte-americana Walmart, na 14ª posição; e Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da marca de cosméticos L'Oréal, que aparece na 20ª colocação. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Confira a lista completa: 1. Elon Musk: US$ 839 bilhões Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse Elon Musk é dono da Tesla, montadora que esteve entre as primeiras a apostar apenas em carros elétricos. Ele também controla a rede social X e a SpaceX, empresa do setor espacial, e foi um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. 2. Larry Page: US$ 257 bilhões Larry Page fundou a Calico (California Life Company), voltada para pesquisas sobre a longevidade Divulgação Larry Page e Sergey Brin, que aparece em 3º lugar no ranking da Forbes, fundaram o Google em 1998. Em 2015, criaram a Alphabet, holding que reúne as empresas do grupo, incluindo o Google, responsável pelo buscador, além de serviços como YouTube, Chrome, Android e Gmail. 3. Sergey Brin: US$ 237 bilhões Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos, após episódios de antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. 4. Jeff Bezos Jeff Bezos acena para fotógrafos na chegada a Veneza para seu casamento Guglielmo Mangiapane/Reuters Jeff Bezos iniciou a carreira em Wall Street e deixou o mercado financeiro para fundar a Amazon, em 1994. A empresa se tornou uma das maiores varejistas do mundo. Ele também é dono do jornal "Washington Post" e da companhia espacial Blue Origin. 5. Mark Zuckerberg: US$ 222 bilhões Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park REUTERS/Carlos Barria Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, aos 19 anos. A empresa abriu capital em 2012. O grupo também controla marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. 6. Larry Ellison: US$ 190 bilhões Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da empresa de software Oracle, da qual detém cerca de 40%, segundo a Forbes. Ele deixou o cargo de diretor-executivo em 2014, após 37 anos no comando. 7. Bernard Arnault: US$ 171 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault controla a maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne cerca de 70 marcas, como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. 8. Jensen Huang: US$ 154 bilhões Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante feira em Taiwan em junho de 2024 REUTERS/Ann Wang/File Photo Jensen Huang é empresário e engenheiro eletricista sino-americano, cofundador da Nvidia. Presidente e diretor-executivo da empresa de inteligência artificial, ele entra pela primeira vez na lista dos superbilionários. 9. Warren Buffett: US$ 149 bilhões Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Warren Buffett é presidente da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, como Geico, Duracell e Dairy Queen. Ele se aposentou do cargo de CEO no fim de 2025. 10. Amancio Ortega: US$ 148 bilhões Amancio Ortega, fundador da Zara. Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega é cofundador da Inditex, grupo dono da rede Zara. Aos 89 anos, ele detém 60% da empresa, que reúne oito marcas e cerca de 5 mil lojas no mundo. 11. Rob Walton: US$ 146 bilhões Rob Walton antes de um jogo de futebol americano da NFL no Empower Field em Mile High, em 2023, em Denver AP/David Zalubowski Rob Walton é o filho mais velho do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele assumiu a presidência da empresa após a morte do pai, em 1992, e se aposentou em 2015. Em 2022, um grupo liderado por ele comprou o time Denver Broncos, da NFL, por US$ 4,7 bilhões. 12. Jim Walton: US$ 143 bilhões Rob Walton, à esquerda, olha para seu irmão Jim Walton, à direita, durante a reunião anual de acionistas do Wal-Mart em Fayetteville, Arkansas, em 2014 AP Photo/Sarah Bentham Jim Walton é o filho mais novo do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele preside o Arvest Bank Group, banco da família que tem ativos de US$ 26 bilhões, segundo a Forbes. 13. Michael Dell: US$ 141 bilhões Michael Dell Reprodução/X Michael Dell é empresário norte-americano e fundador da Dell Technologies, que se tornou uma das maiores fabricantes de computadores e equipamentos eletrônicos do mundo. Ele é presidente do conselho e diretor-executivo da companhia. Fundou a empresa em 1984, aos 19 anos, com capital inicial de US$ 1.000. 14. Alice Walton: US$ 134 bilhões Alice Walton, filha do fundador do Wal-Mart, Sam Walton, em reunião de acionistas em Fayetteville, Arkansas, em 2015 AP/Danny Johnston Alice Walton é filha do fundador do Walmart, Sam Walton. Ela se dedicou à curadoria de arte, em vez de integrar o conselho da empresa como seus irmãos, Rob e Jim. Em 2011, inaugurou o Museu Crystal Bridges de Arte Americana, em sua cidade natal, Bentonville, no Arkansas. 15. Steve Ballmer: US$ 136 bilhões Steve Ballmer Arquivo pessoal Steven Anthony Ballmer é empresário norte-americano e comandou a Microsoft como diretor-executivo entre julho de 1998 e 2014, quando foi substituído por Satya Nadella. 16. Carlos Slim Helu: US$ 125 bilhões Carlos Slim Helu, em foto de 29 de setembro de 2010 Jeremy Piper/AP Photo Carlos Slim é empresário mexicano e principal acionista da América Móvil, considerada a maior operadora de telefonia celular da América Latina. O grupo controla marcas como Claro, Embratel e Net no Brasil. Além das telecomunicações, Slim também investe em bancos, construção, indústria, mineração e varejo. Ele é o homem mais rico da América Latina. 17. Changpeng Zhao: US$ 110 bilhões Changpeng Zhao, CEO da corretora de criptomoedas Binance, entra pra lista dos mais ricos do mundo Reprodução/YouTube Binance Changpeng Zhao, conhecido como CZ, é programador sino-canadense e fundador da Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo. Antes de criar a empresa, trabalhou no desenvolvimento de sistemas de negociação usados por operadores de Wall Street. Ele lançou a Binance em 2017 e permaneceu como diretor-executivo até novembro de 2023. Mesmo após deixar o cargo, continua dono de cerca de 90% da empresa e mantém reservas da moeda digital BNB. 18. Michael Bloomberg: US$ 109 bilhões Michael Bloomberg durante comício na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, em 16 de fevereiro de 2020 Jonathan Drake/File Photo/Reuters Michael Bloomberg é empresário norte-americano e cofundador da Bloomberg L.P., criada em 1981. Iniciou a carreira em 1966 no banco de investimentos Salomon Brothers, em Wall Street, de onde saiu 15 anos depois. Além dos negócios, foi prefeito de Nova York entre 2002 e 2013 e disputou, sem sucesso, a presidência dos Estados Unidos em 2020. 19. Bill Gates: US$ 108 bilhões Bill Gates Getty Images Bill Gates deixou a faculdade de Harvard para fundar a Microsoft com Paul Allen, que morreu em 2018. Ao longo dos anos, diversificou seus investimentos para dezenas de empresas, como a companhia de gestão de resíduos Republic Services e a fabricante de máquinas agrícolas Deere & Co. 20. Francoise Bettencourt Meyers: US$ 100 bilhões Francoise Bettencourt Meyers em foto de 2019. Pool via AP/Ian Langsdon Françoise Bettencourt Meyers é neta do fundador da L'Oréal, e sua família controla mais de um terço das ações da empresa de cosméticos. Ela integrou o conselho da companhia entre 1997 e 2025, quando se aposentou e foi substituída na vice-presidência por seu filho, Jean-Victor Meyers. Tornou-se a principal herdeira do grupo em 2017, após a morte de sua mãe, Liliane Bettencourt, então considerada a mulher mais rica do mundo.



Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, segundo a Forbes


10/03/2026 14:12 - g1.globo.com


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse A fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, segundo a lista de bilionários de 2026 da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). O bilionário lidera — com muita folga — o ranking dos mais ricos deste ano, com fortuna estimada em US$ 839 bilhões. No ano passado, tinha US$ 342 bilhões. A lista reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista. Juntos, eles acumulam fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Em seguida aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610. A Índia, com 229, ocupa o terceiro lugar. Para elaborar o ranking, a Forbes considerou os preços das ações e as taxas de câmbio de 1º de março de 2026. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1



Veja quem são os novos bilionários da IA na lista da Forbes


10/03/2026 14:09 - g1.globo.com


Edwin Chen, CEO da Surge; Mati Staniszewski e Piotr Dabkows, da ElevenLabs e Bret Taylo, da Sierra. Divulgação/Forbes A lista anual da revista Forbes das pessoas mais ricas do mundo inclui 45 novos bilionários ligados à inteligência artificial. Entre eles estão cofundadores, executivos e investidores por trás de empresas de tecnologia. Ao todo, há pelo menos 86 bilionários ligados à IA no ranking da Forbes, com patrimônio coletivo de US$ 2,9 trilhões. Eles fazem parte dos 468 bilionários do setor de tecnologia da lista, que agora somam patrimônio recorde de US$ 4,8 trilhões — um aumento de US$ 1,1 trilhão em relação ao ano passado, segundo a publicação. Dos 45 novos bilionários, a Forbes destacou 39. Confira abaixo quem são, qual o patrimônio de cada um e em que setor e empresa atuam. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ ​Criadores de modelos de IA Liu Debing (US$ 9,1 bilhões) e Tang Jie (US$ 1,9 bilhão) | Z.ai Yan Junjie (US$ 7,2 bilhões) | MiniMax Piotr Dabkowski (US$ 1,8 bilhão) e Mati Staniszewski (US$ 1,8 bilhão) | ElevenLabs Timothée Lacroix, Guillaume Lample, Arthur Mensch (US$ 1,8 bilhão cada) | Mistral ➡️ ​Rotulagem de dados (classificação e organização de dados usados para 'treinar' IAs) Edwin Chen (US$ 18 bilhões) | Surge AI Lucy Guo (US$ 1,4 bilhão) | Scale AI Brendan Foody, Adarsh ​​Hiremath, Surya Midha (US$ 2,2 bilhões cada) | Mercor ➡️ ​Programação com IA Arvid Lunnemark, Sualeh Asif, Aman Sanger, Michael Truell (US$ 1,3 bilhão cada) | Cursor Aravind Srinivas, Denis Yarats, Johnny Ho e Andy Konwinski (US$ 2,1 bilhões cada) | Perplexity Jyoti Bansal (US$ 2,3 bilhões) | Harness Fabian Hedin, Anton Osika (US$ 1,6 bilhão cada) | Lovable Bret Taylor, Clay Bavor (US$ 2,5 bilhões cada) | Sierra Steven Hao (US$ 1,3 bilhão) | Cognition ➡️​ IA ligada a aviões, medicina e carros Daniel Nadler (US$ 7,6 bilhões) | OpenEvidence Peter Ludwig, Qasar Younis (US$ 1,5 bilhão) | Applied Intuition Trae Stephens (US$ 1 bilhão) | Anduril Torsten Reil, Gundbert Scherf, Niklas Kohler (US$ 2 bilhões cada) | Helsing ➡️ ​Infraestrutura de IA (tecnologias que permitem criar, treinar e usar sistemas de IA) Michael Hsing (US$ 1,8 bilhão) | Sistemas de energia monolíticos Pantas Sutardja (US$ 1,4 bilhão) | Semicondutores Robin Khuda (US$ 2,1 bilhões) | Centros de dados Jitendra Mohan, Sanjay Gajendra (US$ 1 bilhão cada) | Laboratórios Astera SAIBA MAIS Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano O que acontece com seus dados na internet quando você morre?



Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes


10/03/2026 14:05 - g1.globo.com


Luana Lopes Lara, fundadora da empresa Kalshi é a bilionária mais jovem na lista da Forbes, e a brasileira melhor colocada no ranking. Reprodução/Redes Sociais Seis nomes — cinco deles da mesma família — figuram entre os bilionários mais jovens do Brasil na lista dos mais ricos do mundo da Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). Luana Lopes Lara, cofundadora de uma empresa de apostas, é a brasileira melhor posicionada entre os jovens da geração Z e a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, segundo a publicação. Outros nomes da lista são da família Voigt, herdeiros da WEG, fabricante de equipamentos elétricos com sede em Jaraguá do Sul (SC). Além de motores elétricos, a empresa produz geradores, turbinas, tomadas, painéis, equipamentos de segurança, tintas e carregadores, entre outros itens. Veja quem são os jovens brasileiros bilionários na lista da Forbes. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Luana Lopes Lara: US$ 1,3 bilhão A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, é a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na empresa. Antes de entrar no setor de tecnologia, Luana dedicou grande parte da infância e adolescência ao balé em uma escola de elite. Paralelamente, destacou-se nos estudos ao conquistar medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina. Após concluir o ensino médio, trabalhou por nove meses como bailarina profissional na Áustria. Em seguida, decidiu mudar de carreira e ingressou no Massachusetts Institute of Technology, onde iniciou a trajetória nos setores de tecnologia e finanças. LEIA TAMBÉM: Bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna desistiu do balé no Brasil para estudar no exterior Mais entrevista: Brasileira é a bilionária mais jovem com fortuna própria Dora Voigt de Assis: US$ 1,4 bilhão A brasileira Dora Voigt de Assis, de 28 anos, tem patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão. Ela é herdeira da WEG, fabricante de motores elétricos cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Dora e a irmã, Lívia Voigt de Assis, possuem juntas cerca de 3,1% das ações da companhia. Apesar da participação, nenhuma das duas exerce função executiva. A WEG produz mais de 21 milhões de motores elétricos por ano e exporta equipamentos para mais de 135 países. LEIA TAMBÉM: Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano Veja quem são novos bilionários no mercado de IA na lista da Forbes Felipe Voigt Trejes: US$ 1,1 bilhão Felipe Voigt Trejes, de 23 anos, é um dos jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de equipamentos elétricos. O patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão. Ele também é acionista da WEG, considerada a maior fabricante de motores elétricos da América Latina. Divide a participação com o irmão gêmeo, Pedro Voigt Trejes, e a irmã mais nova, Amelie Voigt Trejes. Felipe e os irmãos são netos de Werner Ricardo Voigt. LEIA TAMBÉM: 'Fábrica de super-ricos' de SC tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são Pedro Voigt Trejes: US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes, de 23 anos, também figura entre os jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de máquinas e equipamentos elétricos. O patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão. Ele é acionista da WEG, fundada por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Divide a participação com o irmão gêmeo Felipe e a irmã mais nova, Amelie. A companhia é líder na produção de motores elétricos na América Latina e exporta produtos para mais de 135 países. Amelie Voigt Trejes: US$ 1,1 bilhão Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Com apenas 20 anos, Amelie Voigt Trejes é considerada a bilionária mais jovem do mundo. O patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão. Ela possui cerca de 2% da WEG, fundada por seu avô, Werner Ricardo Voigt. LEIA TAMBÉM Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc.: quem são as mulheres mais ricas do mundo segundo a Forbes Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Lívia Voigt de Assis: US$ 1,4 bilhão Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Redes sociais/Reprodução A brasileira Lívia Voigt de Assis, de 21 anos, tem patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão. Ela é uma das herdeiras da WEG, por meio de seu avô, Werner Ricardo Voigt. Lívia possui cerca de 3,1% de participação na empresa. Assim como a irmã Dora, ela não ocupa cargo executivo na companhia.



Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc: quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes


10/03/2026 14:03 - g1.globo.com


Quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes Reuters/AP Alice Walton, herdeira do Walmart, é a mulher mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da revista Forbes. Com fortuna estimada em US$ 134 bilhões (R$ 698,7 bilhões), a norte-americana de 76 anos é filha de Sam Walton, fundador do Walmart. Ela ocupa o 14º lugar na lista geral, que inclui homens e mulheres. Em segundo lugar aparece a francesa Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L'Oréal, com fortuna estimada em US$ 100 bilhões (R$ 521,4 bilhões). Na lista geral, ela ocupa o 20º lugar. Rafaela Aponte-Diamant, fundadora da MSC, ficou em sexto lugar (US$ 44,5 bilhões), mas é a mulher mais rica do mundo sem ser herdeira. Ela tem 50% da empresa. O marido, Gianluigi, detém a outra metade. Veja abaixo quem são as 10 mulheres mais ricas do mundo. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja as 10 mulheres mais ricas do mundo Alice Walton (herdeira do Walmart): US$ 134 bilhões; Françoise Bettencourt Meyers (herdeira da L'Oréal): US$ 100 bilhões; Julia Koch (herdeira da Koch, Inc.): US$ 81,2 bilhões; Iris Fontbona (herdeira da Antofagasta PLC): US$ 52,6 bilhões; Jacqueline Mars (herdeira da Mars): US$ 49,1 bilhões; Rafaela Aponte-Diamant (cofundadora da MSC): US$ 44,5 bilhões; Savitri Jindal (presidente do Jindal Group): US$ 39,1 bilhões; Miriam Adelson (herdeira do Las Vegas Sands): US$ 37,5 bilhões; Abigail Johnson (herdeira e CEO of Fidelity Investments): US$ 33,2 bilhões; Zheng Shuliang (vice-presidente do China Hongqiao Group): US$ 33,2 bilhões. 1. Alice Walton: US$ 134 bilhões Alice Walton, filha do fundador da Wal-Mart, Sam Walton Reuters/Rick Wilking Alice Walton herdou a fortuna do pai, Sam Walton, fundador da gigante norte-americana do varejo Walmart. Ele morreu em 1992. Apaixonada por artes, Alice fundou o Crystal Bridges Museum of American Art, no Arkansas, nos Estados Unidos. Ela também foi uma das maiores criadoras de cavalos do país. Em 2015, vendeu seus ranchos para se dedicar ao museu. A empresária se divorciou duas vezes e não tem filhos. Já se envolveu em escândalos por dirigir embriagada e chegou a ser presa em outubro de 2011. Em 1989, atropelou e matou uma pessoa. Alice nunca se envolveu nos negócios da empresa, ao contrário dos irmãos. Segundo a revista Forbes, os herdeiros de Sam Walton ainda possuem quase 46% da companhia fundada pelo pai — e as ações estariam igualmente divididas entre Alice e seus irmãos, Jim e Rob Walton. 2. Françoise Bettencourt Meyers: US$ 100 bilhões Françoise Bettencourt Meyers volta à lista dos 10 mais ricos do mundo Francois Mori/AP A francesa Françoise Bettencourt Meyers se tornou herdeira direta da L'Oréal em 2017, quando a mãe morreu, aos 94 anos. Assim, passou a deter 33% das ações da companhia. Em 2018, apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes. Meyers integrou o conselho de administração da companhia por 28 anos, de 1997 até fevereiro de 2025, quando anunciou que deixaria o cargo e a vice-presidência. Seu filho, Jean-Victor Meyers, passou a ocupar o cargo de vice-presidente, e Alexandre Benais, presidente adjunto da Téthys Invest — holding da família e maior acionista da empresa de cosméticos — a substituiu no conselho. A família Bettencourt Meyers tem participação de cerca de 35% na L'Oréal, segundo a Forbes. Além do trabalho na L'Oréal, Bettencourt Meyers é escritora, pianista e filantropa. Ela também preside a fundação da família, que apoia projetos de ciência e arte na França. A bilionária escreveu dois livros: um estudo em cinco volumes sobre a Bíblia e uma genealogia dos deuses gregos. 3. Julia Koch: US$ 81,2 bilhões Julia Koch comparece à festa de gala "An Evening Honoring Valentino", no Alice Tully Hall, em 2015 Evan Agostini/Invision/AP A terceira mulher mais rica do mundo é a socialite e filantropa Julia Koch, herdeira da Koch, Inc. (antiga Koch Industries). Segundo a Forbes, ela e os três filhos herdaram uma participação de 42% na empresa do marido, David Koch, que morreu em 2019, aos 79 anos. Nascida em 1962, em Iowa, nos Estados Unidos, mudou-se para Nova York na década de 1980. Segundo a Forbes, conheceu o marido, David, em um encontro às cegas em 1991. Eles começaram a namorar seis meses depois e se casaram em 1996. Em fevereiro de 2024, sua fundação voltada a iniciativas de saúde, educação e artes, a Julia Koch Family Foundation, doou US$ 75 milhões (R$ 430,7 milhões) para financiar um centro de atendimento ambulatorial na unidade de West Palm Beach da NYU Langone. Quatro meses depois, os três filhos pagaram quase US$ 700 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) por 15% da BSE Global, dona do Brooklyn Nets, da NBA, e do New York Liberty, da WNBA, segundo a Forbes. 4. Iris Fontbona: US$ 52,6 bilhões A chilena Iris Fontbona é viúva e herdeira de Andrónico Luksic, empresário que construiu fortuna nos setores de mineração e bebidas. Ele morreu em 2005, vítima de câncer. Segundo a Forbes, Luksic deixou os negócios para Fontbona e os três filhos: Jean-Paul, Andrónico e Guillermo Luksic, que morreu de câncer de pulmão em 2013, aos 57 anos. A família controla a mineradora Antofagasta PLC e também tem participação majoritária na Quiñenco, grupo chileno que atua nos setores cervejeiro, industrial e bancário. 5. Jacqueline Mars: US$ 49,1 bilhões A herdeira e investidora norte-americana Jacqueline Mars, em foto de dezembro de 2017 Ron Sachs/pool via CNP/DPA/AFP Jacqueline Mars, que ocupa a quinta posição no ranking das mulheres mais ricas do mundo da Forbes, também é herdeira. Segundo a revista, estima-se que ela detenha um terço da Mars, empresa de doces, alimentos e produtos para animais de estimação fundada por seu avô. A bilionária trabalhou na empresa por quase 20 anos e integrou o conselho de administração até 2016. Seu filho, Stephen Badger, permanece no conselho da Mars. Nascida em 1939, a herdeira integra o conselho do Arquivo Nacional e já participou do conselho da Ópera Nacional de Washington. Também é dona de uma fazenda de cavalos na Virgínia, com animais treinados e montados por medalhistas olímpicos. 6. Rafaela Aponte-Diamant: US$ 44,5 bilhões Rafaela Aponte-Diamant, empresária bilionária suíço-italiana, em foto de junho de 2006. Cofundadora e vice-presidente do grupo MSC, maior empresa privada de transporte marítimo de contêineres do mundo, ela aparece na lista da 'Forbes' de pessoas mais ricas Frank Perry/AFP/Arquivo Rafaela Aponte-Diamant, de 80 anos, é a mulher mais rica do mundo sem ser herdeira. Ela possui 50% das ações da MSC, a maior companhia de navegação do mundo. O marido, Gianluigi, detém a outra metade. A MSC atua em cruzeiros (MSC Cruzeiros), logística terrestre (Medlog) e operações portuárias (Terminal Investment Limited). Rafaela é responsável pela decoração dos navios. Segundo a Forbes, Rafaela conheceu Gianluigi em uma viagem à ilha italiana de Capri, na década de 1960, quando ele era capitão de um navio. Eles entraram no setor de transporte marítimo em 1970, quando compraram um navio com um empréstimo de US$ 200 mil.



Beyoncé, Dr. Dre, James Cameron e mais: os famosos que entraram na lista de bilionários da Forbes


10/03/2026 13:59 - g1.globo.com


Beyoncé, Dr. Dre, Roger Federer e James Cameron entram na lista de bilionários Reuters e AP A lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), trouxe novos nomes famosos neste ano. Entre os estreantes há artistas, um atleta e um cineasta que chegaram ao patamar de bilionários impulsionados por carreiras de sucesso e por investimentos fora de suas áreas de origem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um dos destaques é a cantora e compositora norte-americana Beyoncé, de 44 anos, que alcançou patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Ela acumulou riqueza ao longo de décadas com vendas de música, turnês e investimentos, além da compra de obras de arte ao lado do marido, o rapper e empresário Jay-Z, que já aparecia no ranking. Outro nome da música que estreia na lista é o produtor e rapper norte-americano Dr. Dre, de 61 anos, também com fortuna estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Grande parte do patrimônio veio da venda da marca de fones Beats by Dre para a Apple, em 2014, por cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), pagos em dinheiro e ações. No esporte, o ex-tenista suíço Roger Federer, de 44 anos, aparece pela primeira vez no ranking, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). Além da carreira consagrada, com 20 títulos de Grand Slam, parte importante da fortuna vem de contratos de patrocínio e de sua participação na fabricante de calçados On Running. No cinema, o diretor canadense James Cameron, de 71 anos, também entrou no grupo de bilionários. Com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões), Cameron construiu sua fortuna ao dirigir alguns dos maiores sucessos de bilheteria, como “Titanic”, “Avatar” e “O Exterminador do Futuro”. A presença desses nomes reforça uma tendência dos últimos anos: celebridades que transformam carreiras de destaque em negócios lucrativos e investimentos variados, ampliando a renda e o patrimônio para além do entretenimento. No ano passado, nomes como o astro do cinema Arnold Schwarzenegger e a estrela do rock Bruce Springsteen entraram na lista de bilionários da Forbes. Veja os bilionários famosos na reportagem abaixo. Quem são os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026 LEIA TAMBÉM Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc.: quem são as mulheres mais ricas do mundo segundo a Forbes Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Veja os vídeos que estão em alta no g1



Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes


10/03/2026 13:53 - g1.globo.com


O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Singapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). Saverin é paulista — nasceu em 1982, na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram na faculdade. (veja mais detalhes abaixo) Hoje, o empresário tem 43 anos e mora em Singapura, com a esposa e o filho. Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de investimento em venture capital. 🔍 Empresas de venture capital — também chamadas de capital de risco — investem em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte e oferecem apoio para que possam crescer. Normalmente, esse tipo de investimento envolve alto risco, mas também pode gerar retornos elevados. Saverin se formou em economia em Harvard — onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar a rede social em 2004. Ele foi o responsável pelo investimento inicial necessário para iniciar as operações da empresa, segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012. A fortuna veio de uma participação minoritária na empresa. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que valorizou sua fatia. A fatia não foi maior porque Saverin e Zuckerberg romperam a parceria ao discordarem sobre os rumos da empresa. A disputa foi parar na Justiça e foi retratada no filme A Rede Social (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Ainda assim, ele chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história em 2024. Na época, sua fortuna foi estimada em US$ 155,9 bilhões, após forte valorização das ações da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Como foi a saída de Saverin do Facebook? Durante o período em que esteve no Facebook, o empresário era responsável por administrar os negócios, enquanto Mark Zuckerberg liderava o desenvolvimento da plataforma, que atraiu usuários e investidores rapidamente. Com o crescimento da empresa, Zuckerberg queria promover mudanças no Facebook, segundo reportagem publicada em 2012 pelo site Business Insider. Uma delas era transferir o registro da empresa para o estado de Delaware, que tem leis mais favoráveis aos negócios. O americano também se incomodou com o distanciamento de Saverin. "Ele deveria montar a empresa, obter financiamento e criar um modelo de negócios. Ele falhou em todas as três", disse, à época, Zuckerberg em uma mensagem a Dustin Moskovitz, outro fundador do Facebook, ainda de acordo com o Business Insider. Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma empresa em Delaware para comprar o Facebook. Em menos de quatro meses, a participação de Saverin caiu de 65% para menos de 10%. "Existe uma maneira de fazer isso sem deixar dolorosamente aparente para ele que a participação dele está sendo diluída para 10%?", perguntou Zuckerberg em um e-mail para seu advogado, segundo o Business Insider. Na resposta, o advogado afirmou que Zuckerberg poderia descumprir o dever fiduciário, regra prevista em lei que exige lealdade e garante que os envolvidos em um acordo sejam informados sobre mudanças relevantes. O Facebook processou Saverin por considerar inválido um documento de outubro de 2004 que lhe daria mais ações. O brasileiro, por sua vez, acionou a empresa com base no dever fiduciário. Anos depois, eles chegaram a um acordo que garantiu a Saverin uma participação de 5% na empresa. O brasileiro apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que valorizou sua participação. Saverin vive com a esposa e o filho em Singapura desde 2012, quando renunciou à cidadania americana. Desde 2016, ele é responsável pela B Capital, empresa de capital de risco que investe em companhias em estágio inicial para que possam crescer — apostas que podem oferecer retorno elevado.



Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas


10/03/2026 13:46 - g1.globo.com


Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Com uma fortuna de US$ 35,9 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é atualmente o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes, publicado nesta terça-feira (10). Este é o terceiro ano consecutivo em que o empresário lidera a lista de bilionários brasileiros. No ranking global, ele ocupa a 59ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo. A segunda posição ficou com André Esteves, presidente do conselho e sócio sênior do BTG Pactual. Sua fortuna é estimada em US$ 20,2 bilhões, o que o coloca na 131ª posição no ranking global. Ao todo, 70 brasileiros aparecem na lista anual de bilionários da Forbes em 2026. O levantamento inclui pessoas nascidas no Brasil, bem como aquelas que fizeram carreira ou moram no país. Veja abaixo brasileiros mais ricos, segundo a Forbes. Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques 1. Eduardo Saverin: US$ 35,9 bilhões Idade: 43 anos Onde mora: Singapura Eduardo Saverin, cofundador do Facebook Roslan Rahman/AFP/Arquivo Saverin é paulista — nasceu em 1982, na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram na faculdade. Ele tem 43 anos e mora atualmente em Singapura, com a esposa e o filho. Apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que valorizou sua participação. Em 2024, ele chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história. Na época, sua fortuna foi estimada em US$ 155,9 bilhões, após forte valorização das ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — com a divulgação dos resultados trimestrais. Atualmente, Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital (aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte). 2. André Esteves: US$ 20,2 bilhões Idade: 57 Onde mora: Brasil André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual Divulgação/Reprodução/LinkedIn O banqueiro André Esteves, de 57 anos, começou a carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, assumiu o controle da instituição. Em 2006, vendeu o Pactual ao banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual. Em 2009, articulou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova companhia. O bilionário também ganhou notoriedade por grandes operações de negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que enfrentava dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões. A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía. 3. Jorge Paulo Lemann: US$ 19,8 bilhões Idade: 86 anos Onde mora: Suíça O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo O empresário Jorge Paulo Lemann segue como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da 3G Capital Partners, que investe na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no início do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, formou-se em economia em Harvard. Iniciou a carreira em bancos e financeiras antes de migrar para o mercado de capitais. Em meados da década de 1960, tornou-se sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Depois, passou a integrar a corretora Libra, da qual tentou adquirir o controle. No início de 1970, vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou um título da Corretora Garantia, onde conheceria os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a companhia comprou a SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também têm participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense Tim Hortons. 4. Fernando Roberto Moreira Salles: US$ 9,9 bilhões Idade: 79 anos Onde mora: São Paulo Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walter Salles Jr., Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú. 5. Pedro Moreira Salles: US$ 9,1 bilhões Idade: 66 anos Onde mora: São Paulo Pedro Moreira Salles é banqueiro e um dos principais acionistas do Itaú Unibanco. Filho do diplomata e fundador do Unibanco, Walther Moreira Salles, integra a família que controla o banco e também a CBMM. Ele já presidiu o conselho do Itaú Unibanco e segue como uma das principais lideranças na governança do grupo. 6. Jorge Moll Filho: US$ 7,5 bilhões Idade: 81 anos Onde mora: Rio de Janeiro Jorge Moll Filho é empresário do setor de saúde e fundador e presidente do conselho da Rede D'Or São Luiz, a maior rede privada de hospitais do Brasil. Filho do médico Jorge Moll, ajudou a transformar o pequeno hospital criado pela família, no Rio de Janeiro, em um dos maiores grupos hospitalares da América Latina. Sob sua liderança, a Rede D'Or expandiu suas operações com a aquisição de hospitais, laboratórios e operadoras de saúde. Em 2020, a empresa realizou um dos maiores IPOs da história da bolsa brasileira, a B3, consolidando-se como uma das maiores do setor de saúde no país. Veja a lista de brasileiros mais ricos: Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões André Esteves — US$ 20,2 bilhões Jorge Paulo Lemann — US$ 19,8 bilhões Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões Jorge Moll Filho — US$ 7,5 bilhões Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões Carlos Alberto Sicupira — US$ 6,9 bilhões Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões Alex Behring — US$ 5,8 bilhões Joesley Batista — US$ 5,4 bilhões Wesley Batista — US$ 5,4 bilhões João Moreira Salles — US$ 5,1 bilhões Walther Moreira Salles Jr. — US$ 5,1 bilhões Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões José João Abdalla Filho — US$ 4,2 bilhões Maurizio Billi — US$ 4,2 bilhões José Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões João Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões Alceu Elias Feldmann — US$ 3,7 bilhões Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhões Roberto Irineu Marinho — US$ 3,3 bilhões Mário Araripe — US$ 3,3 bilhões Marcel Herrmann Telles — US$ 2,8 bilhões Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 2,7 bilhões Lírio Parisotto — US$ 2,7 bilhões Jayme Garfinkel — US$ 2,7 bilhões Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela — US$ 2,5 bilhões Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,5 bilhões Julio Bozano — US$ 2,4 bilhões Rubens Menin — US$ 2,3 bilhões Luciano Hang — US$ 2,3 bilhões Guilherme Benchimol — US$ 2,1 bilhões Edir Macedo — US$ 2 bilhões Luiz Frias — US$ 2 bilhões Cristina Junqueira — US$ 1,9 bilhão Liu Ming Chung — US$ 1,9 bilhão Ilson Mateus — US$ 1,8 bilhão Sasson Dayan — US$ 1,7 bilhão Artur Grynbaum — US$ 1,7 bilhão Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,7 bilhão Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Carlos Sanchez — US$ 1,7 bilhão Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,7 bilhão José Isaac Peres — US$ 1,6 bilhão Daniel Feffer — US$ 1,5 bilhão David Feffer — US$ 1,5 bilhão Ruben Feffer — US$ 1,5 bilhão Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhão Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhão Jorge Feffer — US$ 1,4 bilhão José Ermírio de Moraes Neto — US$ 1,4 bilhão Neide Helena de Moraes — US$ 1,4 bilhão José Roberto Ermírio de Moraes — US$ 1,4 bilhão Itamar Locks — US$ 1,4 bilhão Dora Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhão Lívia Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhão Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhão Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhão Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhão Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhão Marciano Testa — US$ 1,2 bilhão Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhão Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Antonio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhão Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Maria Frias — US$ 1,1 bilhão Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo



IBGE divulga calendário de concurso que vai contratar mais de 39 mil temporários


10/03/2026 13:43 - g1.globo.com


Governo autoriza IBGE a contratar mais de 39 mil temporários para novos censos O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê publicar ainda no primeiro semestre de 2026 os editais de processos seletivos simplificados que têm como objetivo a contratação temporária de 39 mil profissionais. As vagas serão destinadas a atividades relacionadas a levantamentos estatísticos e censitários conduzidos pelo instituto. Segundo o IBGE, esse total de oportunidades será dividido em dois editais distintos, que devem ser publicados em momentos diferentes ao longo do primeiro semestre. O órgão está atualmente na fase de escolha da banca organizadora, e existe a possibilidade de que a mesma instituição fique responsável pela realização das duas seleções. A intenção é publicar o primeiro edital já em abril. O primeiro processo seletivo deve contemplar os cargos de analista censitário (AC), agente censitário administrativo (ACA), agente censitário de informática (ACI), agente operacional regional (AOR), agente censitário regional (ACR) e agente censitário de qualidade (ACQ). De acordo com o cronograma previsto, as etapas devem seguir o seguinte calendário: 1º processo seletivo Assinatura do contrato com a banca organizadora: até 30 de março de 2026 Publicação do edital: até 15 de abril de 2026 Aplicação das provas: até 31 de agosto de 2026 Resultado final: 31 de outubro de 2026 Já o segundo edital será destinado aos cargos de agente censitário supervisor (ACS) e recenseador. O cronograma previsto é o seguinte: 2º processo seletivo Assinatura do contrato com a banca organizadora: até 15 de maio de 2026 Publicação do edital: até 30 de junho de 2026 Aplicação das provas: até 31 de outubro de 2026 Resultado final: 31 de dezembro de 2026. A autorização para a contratação dos temporários foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de dezembro e permite que o instituto contrate profissionais por tempo determinado para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público, conforme previsto em lei. Com a divulgação do cronograma, muitos candidatos passaram a buscar mais informações sobre cargos, salários, inscrições e etapas do processo seletivo. Nesta reportagem, o g1 mostra o que já foi definido e o que ainda depende da publicação dos editais. ➡️ Veja abaixo: Por que o governo autorizou tantas vagas? Em quais censos os contratados vão trabalhar? Quais cargos serão oferecidos? Quais são os salários? Quando sai o edital? Últimos concursos do IBGE Por que o governo autorizou tantas vagas? O número elevado de vagas está diretamente ligado à dimensão dos censos que o IBGE pretende realizar. São pesquisas que exigem grande estrutura operacional, com equipes espalhadas por todo o país para coletar dados diretamente com a população. Esse tipo de trabalho é intenso, mas temporário. Ele ocorre em períodos específicos e, por isso, o instituto costuma reforçar o quadro com contratações por tempo determinado sempre que precisa executar levantamentos dessa magnitude. Em quais censos os contratados vão trabalhar? Segundo a portaria, os profissionais selecionados vão atuar na operacionalização de dois censos. Um deles é o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, voltado à coleta de informações sobre a produção no campo. O outro é o Censo da População em Situação de Rua, que busca mapear um grupo que exige metodologia própria e abordagem diferenciada. Quais cargos serão oferecidos? A maior parte das vagas será destinada ao cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados. Apenas para essa função, estão previstas 27.330 oportunidades. As demais vagas serão distribuídas entre funções operacionais e de apoio. O número de vagas por função já foi estabelecido, mas as atribuições detalhadas de cada cargo devem constar apenas no edital, que ainda não foi publicado. Para ser contratado, será necessário passar por um processo seletivo simplificado. Quais são os salários? As remunerações ainda não foram definidas. Os valores serão estabelecidos pelo próprio IBGE, com despesas custeadas pelo orçamento do próprio instituto, classificadas como “Outras Despesas Correntes”. A autorização está condicionada à declaração de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Quando sai o edital? O IBGE tem até seis meses, contados a partir da publicação da portaria, para divulgar o edital de abertura das inscrições — ou seja, até o mês de maio. Até lá, não há datas definidas para o início das inscrições, aplicação de provas ou divulgação de resultados. Últimos concursos do IBGE O último concurso do IBGE ocorreu em 2023, quando o governo federal autorizou o instituto a contratar 8.141 funcionários temporários para a realização de pesquisas. Além disso, no ano passado o IBGE também ofertou 895 oportunidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Atualmente, o IBGE mantém outro processo seletivo temporário em andamento, com 9.580 vagas para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade. IBGE Tânia Rêgo/Agência Brasil



Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do mundo em 2026; veja a lista


10/03/2026 13:38 - g1.globo.com


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse O fundador da Tesla, Elon Musk, lidera com folga o ranking anual de bilionários da revista Forbes em 2026, publicado nesta terça-feira (10). Ele acumula um patrimônio de US$ 839 bilhões. A fortuna de Musk subiu quase US$ 500 bilhões em um ano. Em 2025, ele já ocupava a primeira posição da lista, com riqueza estimada em US$ 342 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A segunda e a terceira posições são ocupadas por Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, com patrimônios de US$ 257 bilhões e US$ 237 bilhões, respectivamente. A primeira mulher da lista aparece na 14ª posição — uma colocação acima do ano passado. Trata-se a norte-americana Alice Walton, herdeira do Walmart, que acumula US$ 134 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ranking deste ano reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a Forbes. Juntos, eles acumulam uma fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões. O valor recorde é US$ 4 trilhões superior ao do ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários: são 989 ao todo, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Na sequência aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610 bilionários. A Índia vem atrás, com 229. Veja abaixo quem são os 10 mais ricos do mundo e de onde vêm as suas fortunas. Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques 1. Elon Musk, CEO da Tesla - US$ 839 bilhões Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 FABRICE COFFRINI / AFP Elon Musk cofundou sete empresas, entre elas a Tesla, a SpaceX e a startup de inteligência artificial xAI. Segundo a Forbes, ele possui cerca de 12% da Tesla, que passou a apoiar em 2004 e dirige como CEO desde 2008, além de ter opções para adquirir mais 8% da companhia. Em 2022, liderou a compra do Twitter por US$ 44 bilhões. Em 2025, integrou a plataforma à xAI, em um negócio que avaliou a empresa combinada em US$ 113 bilhões, líquido de dívidas. Em fevereiro de 2026, a SpaceX adquiriu a xAI em um acordo que avaliou a empresa combinada em US$ 1,25 trilhão. Musk possui uma participação estimada de 43% na companhia. Ele também fundou a startup de túneis The Boring Company e a empresa de implantes cerebrais Neuralink, que juntas levantaram cerca de US$ 2 bilhões de investidores privados, segundo a Forbes. 2. Larry Page, cofundador do Google - US$ 257 bilhões Larry Page Niallkennedy/Visualhunt.com Larry Page cofundou o Google em 1998 junto com o colega de doutorado em Stanford Sergey Brin. Juntos, criaram o algoritmo PageRank, que impulsiona o mecanismo de busca da empresa. Page foi CEO do Google até 2001, quando Eric Schmidt assumiu o cargo, e retornou ao comando entre 2011 e 2015, quando se tornou CEO da nova empresa controladora, a Alphabet. Em 2019, ele deixou o cargo de CEO da Alphabet, mas continua como membro do conselho e acionista controlador, segundo a Reuters. 3. Sergey Brin, cofundador do Google - US$ 237 bilhões Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Sergey Brin cofundou o Google em 1998 com Larry Page. Brin emigrou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos, após sua família enfrentar episódios de anti-semitismo. O Google abriu capital em 2004 e, em 2015, passou a ser negociado sob a nova empresa controladora, a Alphabet. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet em 2019, mas permanece como membro do conselho e acionista controlador. Ele já doou mais de US$ 2 bilhões para pesquisas sobre Parkinson e concentra suas doações em condições do sistema nervoso central e mudanças climáticas, segundo a Forbes. 4. Jeff Bezos, fundador da Amazon - US$ 224 bilhões Jeff Bezos Pablo Martinez Monsivais/AP Photo Jeff Bezos fundou a gigante do comércio eletrônico Amazon em 1994, a partir de sua garagem em Seattle. Em 2021, ele deixou o cargo de CEO para se tornar presidente-executivo da empresa, da qual ainda possui 8% das ações. Bezos se divorciou de MacKenzie em 2019, após 25 anos de casamento, e transferiu a ela um quarto de sua participação na Amazon, que na época correspondia a 16%, segundo a Forbes. Em 2020, ele se comprometeu a doar US$ 10 bilhões para causas climáticas até 2030 por meio do Bezos Earth Fund, tendo destinado US$ 2 bilhões até o momento. Além da Amazon, Bezos é proprietário do jornal The Washington Post e da empresa aeroespacial Blue Origin, que desenvolve foguetes. Ele chegou a viajar ao espaço em um deles em 2021. 5. Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook - US$ 222 bilhões Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 REUTERS/Carlos Barria Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, atualmente, detém cerca de 13% das ações do grupo, que comanda também marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. Desde 2021, o nome da empresa foi mudado para Meta, a fim de mudar o foco da empresa para o metaverso — uma estratégia que até o momento não mostrou resultados. 6. Larry Ellison, cofundador da Oracle - US$ 190 bilhões Larry Ellison, da Oracle, no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2025. Associated Press Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. Em setembro de 2025, Ellison se tornou a segunda pessoa da história a atingir uma fortuna de mais de US$ 400 bilhões, impulsionada por um aumento no preço das ações da Oracle ligado à inteligência artificial. Em 2012, comprou quase toda a ilha de Lanai, no Havaí, por US$ 300 milhões. Entre 2018 e 2022, fez parte do conselho da Tesla, possuindo 45 milhões de ações ajustadas antes de deixar o cargo, segundo a Forbes. Ellison também detém cerca de 50% do conglomerado de mídia Paramount Skydance, formado após a fusão da Paramount com a Skydance, empresa de seu filho David, avaliada em US$ 28 bilhões em agosto de 2025. 7. Bernard Arnault, CEO da LVMH - US$ 171 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault é dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne 70 grifes – como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. O grupo adquiriu a joalheria americana Tiffany & Co. em 2021 por US$ 15,8 bilhões, considerada a maior compra de uma marca de luxo até hoje, informou a Forbes. A holding de Arnault, a Agache, apoia a gestora de venture capital Aglaé Ventures, que investe em empresas como a Netflix e a ByteDance, controladora do TikTok. Arnault começou a carreira com recursos do negócio da família no setor de construção. Em 1984, usou US$ 15 milhões desse patrimônio para adquirir a marca Christian Dior. Em 2024, Arnault ficou em 1º lugar no ranking de bilionários da Forbes. Dificuldades no setor de luxo, porém, fizeram sua fortuna despencar. 8. Jensen Huang, CEO da Nvidia - US$ 154 bilhões Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante feira em Taiwan em junho de 2024 REUTERS/Ann Wang/File Photo Jensen Huang cofundou a fabricante de chips Nvidia em 1993 e, desde então, atua como CEO e presidente da empresa. Ele possui cerca de 3% das ações da companhia, que abriu capital em 1999, segundo a Forbes. Nascido em Taiwan, Huang passou parte da infância na Tailândia e foi enviado pela família, junto com o irmão, aos EUA, em meio a um período de instabilidade política no país. Sob sua liderança, os semicondutores da Nvidia se tornaram dominantes primeiro no mercado de jogos para computador e, mais recentemente, em aplicações de inteligência artificial. Em 2025, a empresa se tornou a primeira a atingir valor de mercado de US$ 5 trilhões. 9. Warren Buffett, dono da Berkshire Hathaway - US$ 149 bilhões Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Warren Buffett é presidente da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, como Geico, Duracell e Dairy Queen. Ele se aposentou do cargo de CEO no fim de 2025. Filho de um congressista americano, Buffett comprou sua primeira ação aos 11 anos e apresentou sua primeira declaração de impostos aos 13, informou a Forbes. Ele prometeu doar mais de 99% de sua fortuna e já destinou cerca de US$ 65 bilhões, principalmente para a Fundação Gates e para fundações de seus filhos. Em 2010, lançou com Bill Gates a iniciativa Giving Pledge, que incentiva bilionários a doar ao menos metade de suas fortunas. 10. Amancio Ortega, CEO da Inditex (dona da Zara) - US$ 148 bilhões Amancio Ortega, fundador da Zara. Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega cofundou a Inditex em 1975 ao lado de Rosalia Mera, sua ex-mulher. O grupo é dono de marcas como Zara, Massimo Dutti e Pull & Bear e reúne cerca de 5 mil lojas no mundo. Ortega possui cerca de 60% da empresa, listada em Madri. Em 2022, sua filha Marta Ortega Pérez assumiu a presidência da companhia. Ele recebe mais de US$ 400 milhões por ano em dividendos, que reinveste principalmente em imóveis na Europa e na América do Norte. Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Leia mais sobre o ranking: Veja quem são novos bilionários de IA na lista da Forbes Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Quem são as mulheres mais ricas do mundo Quem são os bilionários brasileiros da geração Z na lista da Forbes



Disparada do petróleo: Haddad defende evitar 'decisões açodadas', mas diz que BC é autônomo sobre juros


10/03/2026 13:15 - g1.globo.com


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) que não se tomem o que ele chamou de "decisões açodadas" por conta da dispara do preço do petróleo, que, se não revertido, contaminará a inflação (via alta dos preços dos combustíveis). Questionado por jornalistas se a forte alta no preço do petróleo não pode prejudicar a intenção do Banco Central de iniciar o processo de corte de juros na próxima semana, ele lembrou os primeiros dias do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump — posteriormente revertido em parte. "Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas. Você lembra no caso do tarifaço? No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira que o Brasil finalmente ia se render ao império do norte, que ia ter que aceitar as exigências deles em relação ao Bolsonaro e nada disso aconteceu", disse Haddad. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro, no entanto, acrescentou que o Banco Central é autônomo em suas decisões sobre a taxa de juros, ou seja, independente, tanto do governo quanto do mercado. "Nós temos uma doença [inflação], um remédio [taxa de juros], e o que a Banco Central faz é administrar a dose. É só isso. Não faz outra coisa a não ser administrar a dose. Com base no quê? Nos dados, nas expectativas e tal. Então, o Banco Central é independente, porque ele tem uma metodologia de trabalho que ele vai seguir. Entendeu? Agora, vamos ver o que vai acontecer. Eu não posso antecipar, porque eu não sei. Não voto no Copom", disse o ministro. Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Em janeiro, o Banco Central indicou que deverá iniciar o ciclo de redução da Selic em seu próximo encontro, marcado para a próxima semana. O mercado acreditava que a redução seria de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mas já precifica, nesta semana, uma redução menor: de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, por conta da guerra no Oriente Médio. Em maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou em Los Angeles, nos EUA, uma política nacional de data centers que prevê a desoneração de investimentos no setor Getty Images Disparada do petróleo Após ultrapassar a barreira dos US$ 120 no decorrer desta semana, o nível mais alto em mais de três anos, os preços do petróleo caíam nesta terça após Donald Trump afirmar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve, o que reduziu as preocupações com interrupções prolongadas no abastecimento global. Os contratos futuros do Brent crude oil recuavam US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía US$ 6,19, ou 6,5%, para US$ 88,58 por barril. "Você veja como o preço do petróleo está oscilando dia a dia. Você não pode, com base nisso, já ir tomando decisões estruturais que vão comprometer. E nós temos que observar, verificar o andar das coisas, estabelecer cenários, como nós fizemos no caso do tarifaço, desenhar cenários, o cenário A, o cenário B, o cenário C, desenhar o pior cenário também", afirmou o ministro Haddad, nesta terça. Entenda como a guerra pode pressionar a inflação De acordo com economistas ouvidos pelo g1 na semana passada, a escalada de tensões e a eclosão da guerra no Oriente Médio, com o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e a propagação do conflito a países vizinhos, como o Líbano, pressionam o preço do petróleo e a cotação do dólar no Brasil. Também pode haver alguma pressão sobre o dólar. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio — limitando, também, o ritmo de crescimento da atividade doméstica. Segundo economistas, essa "mudança de preços relativos" de ativos (petróleo e dólar), no jargão da economia, pode contaminar não somente os preços correntes, mas também as projeções do mercado e da autoridade monetária para a inflação neste e nos próximos anos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), colegiado responsável buscar o atingimento das metas de inflação, toma suas decisões olhando para a frente, pois elas demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o Banco Central está buscando atingir, por meio da fixação da taxa de juros, a meta central de inflação de 3% em doze meses até setembro de 2027. ➡️A lógica é que se a guerra não acabar no curto prazo, seu impacto na inflação (via aumento do petróleo e do dólar) pode ser mais duradouro, contaminando as projeções de inflação dos próximos anos e limitando intensidade e o ritmo dos cortes na taxa de juros no país. ➡️O Copom, do Banco Central, diz que apenas reage ao cenário da economia na fixação dos juros. Se há uma piora com impacto inflacionário, tem de adequar seu panorama esperado para o futuro. Na ata de sua última reunião, em janeiro, o Copom avaliava que o cenário externo seguia incerto.



Haddad confirma que deixa o Ministério da Fazenda semana que vem; Durigan deve assumir pasta


10/03/2026 12:52 - g1.globo.com


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (10) que deixa na próxima semana o comando da pasta. A previsão é que o secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, assuma a função após a saída de Haddad. "Devo deixar o governo na semana que vem", disse o ministro. Sobre a candidatura, "estamos conversando, estudando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não é só a candidatura, temos que ver o grupo de pessoas que vão compor a chapa, estamos vendo tudo isso com os cuidados devidos", prosseguiu. 🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril. Segundo a jornalista e comentarista da GloboNews, Ana Flor, apesar de ter demonstrado resistência, Haddad deve aceitar o pedido de Lula, que disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Já anunciei há bastante tempo a minha intenção de deixar o governo. Tenho conversado com o presidente [Lula] sobre São Paulo, vou ter uma conversa também com o vice-presidente Alckmin, com a Simone [Tebet], temos que ver como esse grupo pode ajudar, tanto a qualificar o debate em São Paulo, quanto jogar luz sobre as diferenças sobre o governo atual e o governo passado no plano federal, o objetivo é esse", prosseguiu Haddad. O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro. Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente. Só que as pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, tem sido considerada fundamental para o governo. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Pesquisa Datafolha Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera de forma isolada todos os cenários testados para o governo de São Paulo no primeiro turno das eleições de 2026. Nos levantamentos, o atual chefe do Executivo estadual aparece sempre com mais de 40% das intenções de voto. Em um cenário de primeiro turno contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Tarcísio aparece na frente com 44% das intenções de voto. O instituto simulou disputas com diferentes possíveis adversários. Mesmo com a variação de nomes, Tarcísio mantém vantagem sobre os concorrentes em todos os cenários pesquisados. O instituto entrevistou 1.608 eleitores de 16 anos ou mais em 71 municípios, entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5) . A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Intenção de voto Arte/g1



GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões


10/03/2026 12:15 - g1.globo.com


Dona do Pão de Açúcar anuncia acordo extrajudicial para pagar dívida bilionária O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. Entenda a crise do Grupo Pão de Açúcar Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação O Grupo Pão de Açúcar registra prejuízos anuais desde 2022, resultado de diversos fatores que pressionaram seus resultados. Entre os principais, estão: A queda no consumo, especialmente em períodos de alta na inflação de alimentos; Os juros elevados, que aumentaram o custo das dívidas da empresa; Os gastos com mudanças na gestão; O pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas; e As perdas de lojas com baixo desempenho. Recentemente, o GPA acendeu um alerta no mercado financeiro ao informar, no balanço trimestral, que havia dúvidas sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. Segundo nota, o grupo tinha um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim do ano passado, causado principalmente por empréstimos e títulos que vencem em 2026. Assim, mesmo com melhora nos resultados, a empresa continuou a registrar prejuízo. "Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia", disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro. A empresa afirmou ainda que já adotava medidas para: Reduzir riscos à operação, incluindo negociações com credores para alongar prazos das dívidas; Diminuir despesas e gastos com juros; e Converter créditos tributários em dinheiro para reforçar o caixa. Mudanças de gestão O GPA passou por mudanças relevantes no último ano, com o Grupo Coelho Diniz assumindo a posição de principal acionista, com 24,6% das ações. O grupo francês Casino, ex-controlador, ainda detém 22,5% da empresa. Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito diretor-presidente da companhia. Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 651 milhões nas operações continuadas. Ao fim do ano, tinha dívida líquida de R$ 2 bilhões e dívida bruta de R$ 4 bilhões. Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas sob o código PCAR3, acumulam alta de 9,64%. O grupo tem 728 lojas no Brasil: 187 do Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar. *Com informações da agência de notícias Reuters



Preço da cesta básica sobe em 14 capitais em fevereiro; carne encarece e café fica mais barato


10/03/2026 12:11 - g1.globo.com


Valor médio da cesta básica sobe em 14 capitais em fevereiro de 2026. Divulgação O valor da cesta básica aumentou em 14 capitais e diminuiu em outras 13 entre janeiro e fevereiro deste ano. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na segunda-feira (9), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As principais altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98). Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil O que subiu na maioria das capitais O preço da carne bovina de primeira aumentou em 20 cidades, com percentuais entre 0,14%, em Brasília, e 2,93%, em Rio Branco. Outras sete cidades tiveram queda no valor médio, com destaque para Manaus (-1,33%). A menor disponibilidade de animais prontos para o abate e o bom desempenho das exportações mantiveram a carne bovina valorizada. Já o valor do quilo do feijão subiu em 26 capitais. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, aumentou nessas cinco cidades, com percentuais entre 1,38%, em Florianópolis, e 13,83%, em Vitória. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, foi observada queda apenas em Boa Vista (-2,41%). Os aumentos mais expressivos ocorreram em Campo Grande (22,05%) e Belém (18,63%). As altas de preço se deveram à oferta restrita, às dificuldades de colheita e à menor área de produção em relação a 2025. O que ficou mais barato O preço do café em pó foi menor em 21 cidades, entre janeiro e fevereiro de 2026. As reduções mais significativas ocorreram em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Em Brasília, o preço não se alterou e, em outras cinco localidades, verificou-se aumento do preço médio, com destaque para Macapá (3,59%). A perspectiva de safra recorde e a menor exportação explicaram as quedas no varejo. O preço do óleo de soja registrou queda em 26 cidades, com variações que foram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília. Em São Luís, o valor permaneceu estável no período analisado. A redução está associada ao excesso de oferta do grão e à desvalorização do dólar frente ao real, fatores que diminuíram a competitividade da soja brasileira no mercado externo e que pressionaram para baixo os preços do óleo também no varejo. No caso do arroz agulhinha, o valor do quilo caiu em 16 cidades. As maiores reduções foram registradas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Em outras nove capitais houve aumento, sendo a maior variação observada em Florianópolis (3,53%). Em Rio Branco e São Luís, o preço médio permaneceu estável. O movimento de queda dos preços está relacionado a estoques mais ajustados e a postura cautelosa dos vendedores. O preço do leite integral demonstrou queda em 15 capitais. As reduções mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%). Em Manaus e São Luís, o valor médio permaneceu estável, enquanto outras 10 capitais apresentaram aumento, com a maior alta registrada em Curitiba (2,28%). Mesmo com o início da entressafra da produção leiteira, a importação de derivados lácteos contribuiu para a redução dos preços no varejo.



Dólar cai e fecha a R$ 5,15, após EUA prometerem 'dia mais intenso' de ataques ao Irã; Ibovespa sobe


10/03/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou a sessão desta terça-feira (10) em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1566. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,1321. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 1,40%, aos 183.447 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A escalada das tensões no Oriente Médio continuou na mira dos investidores. Apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter afirmado na véspera que a guerra estava “praticamente terminada”, Teerã foi novamente bombardeada pelos EUA e por Israel nesta terça-feira, com ataques descritos como os mais intensos da guerra até agora. ▶️ Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bloqueará os embarques de petróleo do Golfo Pérsico, a não ser que os ataques cessem. A dificuldade no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz continua a preocupar os mercados. A passagem é uma das principais rotas de petróleo no mundo, e seu fechamento tende a diminuir a oferta de petróleo no mundo, causando oscilações nos preços da commodity. ▶️ Ainda assim, as falas de Trump de que a guerra pode terminar em breve traziam alívio para os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 17h30, o barril do Brent, referência global, tinha uma queda de 8,38% nos contratos para entrega em abril, a US$ 90,67. Já o WTI, dos EUA, caía 8,68%, cotado a US$ 86,54 por barril nos contratos para março. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,66%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: -6,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,28%; Acumulado do mês: -2,83%; Acumulado do ano: +13,85%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). O movimento ocorreu em meio às preocupações com a guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua e levanta temores sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia. Nesta terça-feira, porém, as cotações passaram a recuar, após a sequência recente de altas que levou o barril a se aproximar desse patamar no mercado internacional. Perto das 17h30, o barril do Brent, referência global, tinha uma queda de 8,38% nos contratos para entrega em abril, a US$ 90,67. Já o WTI, dos EUA, caía 8,68%, cotado a US$ 86,54 por barril nos contratos para março. O movimento ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que espera um desfecho mais rápido para o conflito no Oriente Médio do que o prazo anteriormente estimado de quatro a cinco semanas. A sinalização de um possível alívio nas tensões ajudou a reduzir parte da pressão sobre as cotações da commodity. Ainda assim, o mercado segue atento a novos desdobramentos da guerra, depois de autoridades americanas — entre elas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o general Dan Caine — indicarem que os ataques contra o Irã estariam se intensificando. Do lado iraniano, autoridades também ameaçaram manter restrições ao fornecimento de petróleo na região. Além disso, produtores do Oriente Médio ainda não retomaram a produção em larga escala, enquanto os custos de transporte da commodity tendem a permanecer elevados por algum tempo, fatores que continuam sustentando a volatilidade no mercado de energia. Mercados globais A maioria dos mercados internacionais fecharam em alta nesta terça-feira, após dias de volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio. O movimento foi influenciado pela queda do preço do petróleo, que reduziu parte das preocupações com o impacto da energia mais cara sobre a economia global. A exceção foi Wall Street, onde os três principais índices americanos fecharam com sinais mistos. O Dow Jones caiu 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,21%, para 6.781,48 pontos; e o Nasdaq Composite ganhou 0,01%, aos 22.697,10 pontos. Na Europa, as bolsas fecharam em alta, acompanhando o movimento observado em outros mercados. O avanço ajudou a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias em meio às incertezas provocadas pela guerra. No fechamento, o STOXX 600 subiu 1,82%, aos 605,76 pontos. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt avançou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100 de Londres ganhou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40 de Paris subiu 1,79%, alcançando 8.057,36 pontos. Na Ásia, as bolsas também encerraram o dia em alta, recuperando parte das quedas recentes. O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito no Oriente Médio poderia “acabar em breve”. A declaração contribuiu para a recuperação de mercados que vinham acumulando perdas, como os de China e Hong Kong. Também influenciou o cenário a decisão do governo chinês de elevar os preços máximos de gasolina e diesel, acompanhando a alta do petróleo observada após o fechamento do Estreito de Ormuz durante a escalada da guerra. No fechamento, em Xangai, o índice SSEC subiu 0,65%, aos 4.123 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,28%, aos 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 2,17%, chegando a 25.959 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 2,88%, aos 54.248 pontos. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.



Lucro da Volkswagen cai pela metade impactado por tarifas e dificuldades no mercado chinês


10/03/2026 11:38 - g1.globo.com


SUVW Volkswagen – Crédito: Divulgação A Volkswagen enfrenta mais um ano desafiador, marcado por tarifas comerciais e pela disputa para recuperar espaço na China. A maior montadora da Europa informou nesta terça-feira (10) uma forte queda no lucro operacional e prevê apenas uma recuperação limitada de sua margem de lucro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Assim como outras empresas do setor, a companhia sofre pressão em seus principais mercados. As tarifas impostas pelos Estados Unidos têm gerado custos bilionários, enquanto a concorrência local reduz a participação da montadora na China, o maior mercado automotivo do mundo. Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país O grupo alemão, que inclui as marcas Porsche e Audi, também sob pressão, projeta uma margem operacional entre 4% e 5,5% em 2026. Em 2025, esse indicador ficou em 2,8%, após registrar 5,9% no ano anterior. Analistas consultados pela Visible Alpha estimam uma margem de 5,2% para este ano, no limite superior da faixa projetada pela empresa. “Estamos operando em um ambiente completamente diferente”, afirmou o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, em comunicado. O lucro operacional da montadora caiu mais da metade em 2025, para 8,9 bilhões de euros (US$ 10,4 bilhões), abaixo da estimativa de analistas, que apontava 9,4 bilhões de euros. O resultado foi pressionado pelas tarifas e pelos custos de uma mudança estratégica na Porsche, que interrompeu no ano passado o avanço de sua transição para veículos elétricos diante da demanda fraca. A receita permaneceu praticamente estável, em 322 bilhões de euros. Para 2026, a empresa prevê crescimento entre 0% e 3%, enquanto as projeções de analistas estão no limite superior dessa faixa. Segundo o diretor financeiro da companhia, Arno Antlitz, os lançamentos de novos produtos e as medidas de reestruturação adotadas em 2025 ajudaram a tornar o grupo mais resistente às dificuldades do mercado. “Mas a margem operacional ajustada de 4,6% ainda não é suficiente no longo prazo”, afirmou, acrescentando que a empresa continuará adotando medidas rigorosas de redução de custos. Em janeiro, a Volkswagen informou um fluxo de caixa líquido de 6 bilhões de euros em 2025, resultado muito melhor que a previsão inicial de valor próximo de zero. A divulgação impulsionou as ações da empresa, mas também gerou críticas de sindicatos, que questionaram o desempenho enquanto a companhia promove cortes significativos de empregos. O grupo pretende eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030. O plano inclui um programa de reestruturação na Porsche, cujo lucro operacional praticamente desapareceu em 2025, com queda de 98%, para 90 milhões de euros.



Valores a receber: ainda há R$ 10,5 bilhões esquecidos nos bancos; veja como consultar e sacar valores


10/03/2026 11:34 - g1.globo.com


O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (10) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,49 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até janeiro deste ano. Deste total: R$ 8,1 bilhões são recursos de 49,52 milhões de pessoas físicas; R$ 2,38 bilhões são valores de 5,09 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 13,75 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.



BRB propõe aumento de capital após rombo bilionário ligado ao caso Master


10/03/2026 10:50 - g1.globo.com


Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi O conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) propôs aos acionistas um aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões por meio da emissão de novas ações. Na prática, o banco pretende vender até 1,68 bilhão de novas ações por R$ 5,29 cada. Esse valor é cerca de 12,8% maior do que o preço de fechamento do papel na segunda-feira, quando a ação terminou o dia cotada a R$ 4,69. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. 🔎Um aumento de capital acontece quando uma empresa levanta mais dinheiro com investidores para reforçar suas finanças ou financiar novos projetos. Isso geralmente é feito por meio da emissão de novas ações, que são vendidas no mercado ou aos próprios acionistas. O dinheiro arrecadado entra no caixa da empresa e pode ser usado para investir no crescimento, reduzir dívidas, melhorar a situação financeira ou atender exigências regulatórias, como ocorre com frequência no caso de bancos. Segundo o BRB, a operação tem como objetivo fortalecer a situação financeira da instituição, ampliando os recursos disponíveis para sustentar suas atividades e crescimento. "A medida reduzirá o grau de alavancagem do conglomerado prudencial, ampliará a capacidade de absorção de possíveis perdas esperadas e inesperadas e favorecerá a manutenção do enquadramento prudencial, reforçando a solidez patrimonial", disse. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos acionistas em uma assembleia marcada para o dia 18 de março. Socorro ao BRB O aumento de capital anunciado pelo Banco de Brasília faz parte de um esforço mais amplo para reforçar a situação financeira da instituição e recuperar a confiança de investidores e clientes. Para isso, o governo do Distrito Federal prepara um pacote de medidas destinado a fortalecer o banco. Um projeto aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal autoriza o governo a usar diferentes instrumentos para apoiar o BRB, como aportes de recursos públicos, venda de imóveis do DF e contratação de empréstimos de até R$ 6,6 bilhões. O texto também permite transferir terrenos e outros ativos ao banco ou utilizá-los em operações financeiras, como fundos imobiliários, para levantar recursos. As medidas ocorrem em meio à pressão sobre as contas da instituição após operações com o Banco Master. Entre 2024 e 2025, o BRB investiu cerca de R$ 16,7 bilhões no banco privado, mas parte dessas operações passou a ser investigada por suspeitas de fraude. Com a liquidação do Master, muitos dos ativos adquiridos ficaram bloqueados ou não chegaram a integrar o patrimônio do BRB. Auditorias do Banco Central do Brasil, de órgãos de controle e de consultorias independentes apontam que as perdas podem chegar a cerca de R$ 8 bilhões. Diante desse cenário, o governo do DF e a direção do banco passaram a buscar medidas para recompor o patrimônio da instituição, melhorar a liquidez e garantir o cumprimento das exigências regulatórias. Veja os vídeos que estão em alta no g1



'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro já havia sido denunciado por golpes contra investidores: 'Sumiram com tudo', diz vítima


10/03/2026 10:32 - g1.globo.com


'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro já havia sido denunciado por golpes contra investidores A relação entre Luiz Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, e o banqueiro Daniel Vorcaro começou antes das suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Foi o que o Ministério Público de Minas descobriu durante uma investigação que identificou um esquema milionário de golpes contra investidores e lavagem de dinheiro. Veja no vídeo acima. O esquema De acordo com o MP, Mourão foi sócio da empresa Maximus Digital Fomento Mercantil Ltda., que prometia aos clientes retornos financeiros muito acima dos praticados no mercado. A investigação aponta que os contratos apresentados aos investidores não deixavam claro como o dinheiro seria aplicado. “Os contratos eram bastante nebulosos, não especificavam o tipo de investimento”, afirma um dos investigadores do caso. Com o passar do tempo, clientes de várias regiões do país começaram a ter dificuldades para resgatar os valores aplicados. Entre as vítimas, segundo o Ministério Público, estavam pessoas de baixa renda que chegaram a fazer empréstimos para investir, na esperança de melhorar a situação financeira ou pagar tratamentos de saúde. Um dos investidores lesados, Raimundo, contou que perdeu cerca de R$ 50 mil no esquema. “Eles deram sumiço de tudo. Não tinham nada, sumiram com tudo. Não deixaram rastro”, disse Raimundo Jorge Gonçalves Favacho, oficial de Náutica da Marinha Mercante. Ameaças, golpes financeiros e fraudes: o histórico de 'Sicário', aliado de Daniel Vorcaro Movimentação financeira Segundo o MP, entre junho de 2018 e julho de 2021 Mourão movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias ligadas a outras empresas consideradas de fachada, usadas para lavar dinheiro. A investigação também aponta que o grupo teria obtido um empréstimo de R$ 62 milhões em um banco ao apresentar imóveis como garantia com valores muito acima dos reais. Segundo os promotores, propriedades avaliadas entre R$ 400 mil e R$ 600 mil foram declaradas por valores de até R$ 19 milhões. De acordo com o Ministério Público, os imóveis pertenciam a uma empresa que teve como acionista Natália Vorcaro, irmã do banqueiro Daniel Vorcaro. O banco que concedeu o empréstimo foi posteriormente adquirido pelo próprio Vorcaro e passou a se chamar Banco Master. Os irmãos Vorcaro não foram denunciados na ação do Ministério Público de Minas Gerais. Procurado, o advogado de Natália Vorcaro preferiu não se manifestar. Prisão e morte Sicário foi preso na semana passada durante operação que investiga supostas fraudes bilionárias envolvendo Volcaro. Ele foi encontrado desacordado após duas tentativas de enforcamento na cela da PF. Recebeu atendimento e foi levado ao Hospital João XXIII, onde teve morte cerebral dois dias depois. A Polícia Federal afirma que as câmeras eram monitoradas e que a equipe agiu “com diligência”. 'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro já havia sido denunciado por golpes contra investidores Reprodução/TV Globo Processo judicial No ano passado, durante a fase de instrução do processo sobre as fraudes financeiras, Mourão compareceu a uma audiência, mas optou por permanecer em silêncio. O advogado de Luiz Phillipi Mourão afirmou que ainda aguardava acesso aos autos do processo e que não teve tempo de discutir as acusações com o cliente devido ao desfecho do caso. Ainda não há previsão para o julgamento dos outros dez réus denunciados na ação. Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Ameaças, golpes financeiros e fraudes: o histórico de 'Sicário', aliado de Daniel Vorcaro Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.



Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio


10/03/2026 10:24 - g1.globo.com


Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem Os preços do petróleo caíam nesta terça-feira (10), depois de terem atingido o nível mais alto em mais de três anos na sessão anterior. A queda ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve, o que reduziu as preocupações com interrupções prolongadas no abastecimento global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os contratos futuros do Brent crude oil recuavam US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía US$ 6,19, ou 6,5%, para US$ 88,58 por barril. Por volta das 7h24 (horário de Brasília), o Brent recuava 7,44%, cotado a US$ 91,60, e o WTI caía 6,84%, para US$ 88,29. Mais cedo, ambos os contratos chegaram a despencar até 11%, antes de reduzir parte das perdas. Na segunda-feira (9), o petróleo havia ultrapassado US$ 100 por barril, atingindo o maior valor desde meados de 2022. A alta foi impulsionada pelos cortes de oferta promovidos pela OPEC e por outros produtores durante a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, conflito que se ampliou e elevou os temores de grandes interrupções no fornecimento global. Os preços passaram a recuar depois que o presidente russo, Vladimir Putin, telefonou para Trump e apresentou propostas voltadas a uma solução rápida para o conflito, segundo um assessor do Kremlin. A sinalização ajudou a aliviar parte das preocupações com a oferta de petróleo. Em entrevista à CBS News na segunda-feira, Trump afirmou que acredita que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e que Washington estaria “muito à frente” do prazo inicial estimado, de quatro a cinco semanas. “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada de alta ontem, vemos agora um movimento exagerado de queda”, disse Suvro Sarkar, líder da equipe de energia do DBS Bank. Segundo ele, o mercado pode estar subestimando os riscos para o Brent nesses níveis de preço. “O Murban e o Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de fundamentos”, acrescentou, referindo-se a dois tipos de petróleo usados como referência no Oriente Médio. Em resposta às declarações de Trump, o Islamic Revolutionary Guard Corps afirmou que “determinará o fim da guerra” e que Teerã não permitirá que “um litro de petróleo” seja exportado da região caso os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuem. A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira, citando o porta-voz das Forças Armadas do país. Mesmo assim, os preços seguem pressionados enquanto Trump avalia a possibilidade de aliviar sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo como parte de um pacote de medidas para conter a alta dos preços globais, segundo fontes ouvidas pela agência. “As discussões sobre flexibilizar as sanções ao petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito pode perder intensidade e a possibilidade de os países do G7 recorrerem às reservas estratégicas enviam a mesma mensagem: de alguma forma, mais barris devem chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota divulgada nesta terça-feira. Os países do Group of Seven (G7) afirmaram na segunda-feira que estão preparados para adotar “as medidas necessárias” diante da alta dos preços globais do petróleo, embora não tenham se comprometido explicitamente a liberar reservas emergenciais. Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim Jornal Nacional/ Reprodução



Quatro países do Oriente Médio reduzem produção de petróleo por conta da guerra, diz agência


10/03/2026 09:43 - g1.globo.com


Sob comando do novo líder supremo, Irã ataca Kuwait, Catar e refinaria de petróleo do Bahrein Jornal Nacional/ Reprodução Quatro países do Oriente Médio farão reduções significativas na produção diária de petróleo em meio à guerra travada entre os EUA, Israel e Irã, revelou a agência de notícias norte-americana Bloomberg nesta terça-feira (10). Segundo fontes da agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram sua produção conjunta em até 6,7 milhões de barris por dia. Isso corresponderia a cerca de 6% da oferta mundial de petróleo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja as reduções que cada um desses países fará, segundo a Bloomberg: Iraque: cerca de 2,9 milhões de barris de petróleo por dia; Arábia Saudita: de 2 a 2,5 milhões de barris de petróleo por dia; Emirados Árabes Unidos: de 500 a 800 mil de barris de petróleo por dia; Kuwait: cerca de 500 mil de barris de petróleo por dia. Esses cortes representam entre 20% e 25% da produção de barris de petróleo em relação a números de fevereiro na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait, segundo a Bloomberg. Já o Iraque "foi forçado aos cortes mais profundos, de quase 60%", acrescentou a agência. Os cortes na produção de petróleo têm a ver com o fechamento do Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, pelo Irã por conta da guerra contra os EUA e Israel. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela região, e o escoamento da commodity ficou prejudicado com a interrupção do fluxo de petroleiros. As atividades das refinarias também são prejudicadas pelos ataques. Nesta terça-feira (10), por exemplo, a Refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, fez uma paralisação após um ataque de drone. Preço do petróleo pode aumentar a inflação Segundo a Bloomberg, os cortes na produção de petróleo desses quatro países são a resposta mais concreta na oferta de petróleo desde o início da guerra. Isso porque esses quatro países estão entre os maiores produtores de petróleo do mundo. A Arábia Saudita produz de nove a dez milhões de barris por dia, o Iraque produz até 4,5 milhões, os Emirados Árabes, 3,5 milhões e, por fim, o Kuwait produz até 2,8 milhões de barris diariamente. O preço do petróleo, vital para atividades econômicas ao redor do mundo, está disparando e virou preocupação mundial em meio à guerra no Oriente médio. Atualmente, países pensam em alternativas para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse avaliar tomar o controle do local. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que avalia "operação defensiva" para escoltar petroleiros pelo estreito. O CEO da Aramco, estatal saudita de petróleo, Amin Nasser, disse nesta terça-feira apoiar "qualquer ação ou medida que contribua para garantir a entrega de nossos produtos aos nossos clientes e ao mercado global". LEIA TAMBÉM: Com petróleo sob pressão, Trump avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz Entenda por que o petróleo disparou e perdeu fôlego em poucas horas Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã



Por que carros de luxo na Argentina estão sendo vendidos com desconto de até R$ 200 mil?


10/03/2026 07:01 - g1.globo.com


Ford Mustang Dark Horse custa R$ 649 mil no Brasil. Na Argentina agora ele sai por R$ 390 mil (US$ 75 mil) Divulgação / Ford Dezenas de carros de luxo na Argentina receberam grandes descontos nos últimos dias. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. A explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor. A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover, Porsche e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses



Bancos de Wall Street liberam home office ou saída do país em meio a ataques no Oriente Médio


10/03/2026 06:00 - g1.globo.com


Uma vista geral do luxuoso Hotel Burj al-Arab na área de Jumeirah, em Dubai, Emirados Árabes Unidos Karim Sahib/Reuters Alguns dos maiores bancos de Wall Street, principal centro financeiro dos Estados Unidos, passaram a oferecer a funcionários nos Emirados Árabes Unidos a possibilidade de deixar o país temporariamente e trabalhar de forma remota enquanto continuam os ataques contra o país do Golfo. A informação foi divulgada pela Bloomberg. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a permitir que funcionários se mudem temporariamente para outros países, segundo o jornal. A medida busca dar mais segurança às equipes que atuam na região. ➡️ A medida ocorre em um momento de atenção redobrada em cidades como Dubai e Abu Dhabi, que se consolidaram como importantes centros financeiros globais. As duas atraem bancos internacionais, fundos de investimento e consultorias e funcionam como porta de entrada para negócios no Oriente Médio, na África e em partes da Ásia. A consultoria McKinsey & Company também adotou medidas semelhantes. De acordo com as fontes citadas pela Bloomberg, a empresa fretou um voo para a Turquia para retirar consultores que estavam fora da região. A companhia também passou a permitir que funcionários baseados em Dubai deixem o país em caso de emergência. Aeroporto de Dubai sofre danos durante ataques do Irã Ainda não está claro quantos profissionais aceitaram a oferta de mudança temporária. Um dos bancos afirmou à Bloomberg que a adesão foi muito limitada até o momento. Em muitos casos, os funcionários podem continuar trabalhando a partir de outro país. No entanto, as empresas não oferecem compensação financeira pela mudança. Mesmo quando a mudança é possível, a decisão pode trazer complicações. Alterações de residência, ainda que temporárias, podem gerar impactos fiscais. Alguns profissionais também precisam obter autorização de órgãos reguladores para trabalhar em outros países. A Bloomberg informou ainda que algumas empresas locais passaram a oferecer flexibilidade semelhante aos funcionários. Outras, porém, continuam operando normalmente nos Emirados Árabes Unidos. Veja como estão os conflitos no Oriente Médio na reportagem abaixo. Trump diz que guerra contra o Irã vai acabar em breve: 'Praticamente concluída'



Entenda por que o petróleo disparou e perdeu fôlego em poucas horas


10/03/2026 03:00 - g1.globo.com


Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O preço do petróleo disparou na manhã de segunda-feira (9), diante dos temores de que a guerra no Oriente Médio se prolongue. Novas declarações do presidente Donald Trump, porém, inverteram o movimento no fim da tarde — e as cotações seguiram em queda no início desta terça-feira. Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril. O Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, no maior nível desde 2022. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços, no entanto, recuaram para cerca de US$ 88 por barril por volta das 18h, após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode terminar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Em entrevista coletiva, Trump também indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais para conter os preços da commodity: aliviar sanções sobre o petróleo; assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global); utilizar o petróleo venezuelano. Segundo Trump, 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e outros 100 milhões ainda seguirão para os EUA. 🔎 As iniciativas refletem a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda reforça os temores do governo Trump: 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano devido à guerra. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami REUTERS/Kevin Lamarque Petróleo russo e conversa com Putin Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que o republicano considera aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais. O afrouxamento das sanções poderia aumentar a oferta de petróleo e, assim, ajudar a conter a alta de preços. A medida, no entanto, ainda não foi detalhada. Nesta segunda-feira, o presidente americano participou de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia, informou o governo russo. O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca, que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito no Irã e que Trump reiterou seu interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve. Em entrevista a jornalistas, Trump disse apenas ter tido uma “conversa muito boa” com Putin sobre a guerra na Ucrânia. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o alívio das sanções à Rússia poderia incluir uma flexibilização ampla ou medidas específicas que permitiriam a certos países comprar petróleo russo sem risco de punições dos EUA. Na semana passada, o governo Trump concedeu uma autorização temporária para que a Índia comprasse certos carregamentos de petróleo russo, ajudando o país a compensar a perda de fornecimento do Oriente Médio. Liberação do Estreito de Ormuz é alternativa Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo. “O problema é que as opções variam do marginal ao simbólico ou chegam a ser profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com a gestão Trump. Uma das alternativas viáveis, porém, seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os EUA negam que a via esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias. Na noite desta segunda, Trump afirmou que vai atacar o Irã “vinte vezes mais forte” caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada em uma rede social. “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, publicou. “Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”, acrescentou o republicano.



Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta terça-feira


10/03/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.982 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (10), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado (7), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Trump avalia reduzir sanções à Rússia para conter preços do petróleo, diz agência


09/03/2026 21:57 - g1.globo.com


Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais em meio à guerra no Oriente Médio. A informação é da Reuters, citando fontes envolvidas nas discussões. Segundo a agência, as primeiras medidas podem ser anunciadas ainda nesta segunda-feira (9). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início da noite, em declaração a jornalistas, o republicano confirmou que os EUA estão suspendendo algumas sanções — mas não especificou quais. 🔎 O movimento reflete a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda reforça os temores da gestão Trump. Segundo o levantamento, 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano por conta da guerra. Desde que os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo dispararam. Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de domingo (8) para segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril. O Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, no maior nível desde 2022. Diante do cenário, o republicano indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais: aliviar sanções sobre o petróleo; assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global); utilizar o petróleo venezuelano. Trump afirmou nesta segunda-feira que 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e que outros 100 milhões também seguirão para os EUA. As notícias fizeram os contratos futuros do Brent e do WTI recuarem para cerca de US$ 88 por barril no fim da tarde. A queda também ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode acabar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Trump fala na Casa Branca em 03 de março de 2026 Mark Schiefelbein/AP Conversa com Putin O novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo avaliado por Trump poderia aumentar a oferta e, consequentemente, ajudar a aliviar os preços. A medida, no entanto, ainda não foi detalhada. O presidente americano participou nesta segunda-feira de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo governo russo. O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e disse que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã. Ainda segundo o governo russo, Trump voltou a expressar interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve. Liberação do Estreito de Ormuz é alternativa Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo. “O problema é que as opções variam do marginal ao simbólico ou chegam a ser profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com a Casa Branca. Uma delas seria justamente restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. A turbulência nos mercados de energia ocorre em um momento sensível para Trump, que busca manter os preços dos combustíveis baixos como um dos pilares de sua mensagem econômica aos eleitores. Uma alta prolongada nos preços do petróleo e da gasolina poderia se espalhar pela economia, elevando custos de transporte e preços ao consumidor.



Com petróleo sob pressão, Trump avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz


09/03/2026 20:48 - g1.globo.com


Por que o Estreito de Ormuz é tão importante? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está avaliando a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A declaração foi dada em entrevista à CBS News nesta segunda-feira (9). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala ocorre em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo. A valorização do petróleo pode impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. O preço do petróleo vem sendo pressionado pela guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos. Forças iranianas ameaçaram atacar navios que atravessem a rota, localizada entre o território iraniano e a Península Arábica. Segundo Trump, os Estados Unidos “poderiam fazer muita coisa” em relação ao estreito. Ele negou a alegação do Irã de que a via esteja fechada e afirmou que está pensando em assumir o controle da região. O presidente também ameaçou destruir o Irã caso o país tente interferir no Estreito de Ormuz: “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada esperto, ou será o fim daquele país”, disse. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente.” Na mesma entrevista, Trump afirmou que a guerra contra o Irã deve acabar em breve, pois está “praticamente concluída”. Após as declarações sobre o possível fim do conflito, a cotação do petróleo passou a cair. Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo O Estreito de Ormuz Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1



Petróleo passa a cair após novas falas de Trump sobre guerra no Oriente Médio


09/03/2026 20:01 - g1.globo.com


Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem Os preços do petróleo passaram a cair nesta segunda-feira (9) após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Oriente Médio. Por volta das 17h, os contratos futuros do Brent (referência internacional do petróleo) recuavam quase 4%, a US$ 89,06 por barril, enquanto os do WTI (referência do petróleo nos EUA) caíam mais de 6%, a US$ 85,37, em negociações após o fechamento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início do dia, os preços do petróleo chegaram a disparar quase 30%, perto de US$ 120 por barril. (leia mais abaixo) A queda ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode acabar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Além disso, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o governo de Trump avalia um novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo — o que aumentaria a oferta. O presidente americano participou nesta segunda-feira de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo governo russo. O telefonema durou cerca de 1 hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e declarou que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã. Ainda de acordo com o governo russo, Trump voltou a expressar interesse de que a guerra na Ucrânia termine em breve. Disparada nos preços O recuo do petróleo vem após um salto nos preços no início do dia, em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do WTI subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48. Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119. Com os resultados, o preço do petróleo atingiu o maior valor desde 2022. A valorização do petróleo pode impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. Trump quer controlar o Estreito de Ormuz Em entrevista à CBS News, Donald Trump afirmou que seu governo está “considerando” assumir o controle do Estreito de Ormuz. A via marítima é uma das principais rotas de energia do mundo, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente e cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito (GNL). O tráfego na região foi fortemente interrompido pelo Irã no início da guerra. O país chegou a afirmar que qualquer navio que tentasse atravessar o estreito seria incendiado. O governo dos EUA nega que o Estreito de Ormuz esteja, de fato, bloqueado. Em entrevista à CBS News, Trump afirmou que a via continua aberta. Disse ainda que a Casa Branca está “pensando em assumir o controle” da rota e que poderia fazer “muita coisa”. Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. SAHAR AL ATTAR / AFP



Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã


09/03/2026 18:45 - g1.globo.com


Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. O g1 consultou analistas para avaliar se esse movimento pode resultar em reajustes. Petróleo sobe, mas gasolina e diesel seguem quase estáveis Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias. 🚗 Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, pois a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo. 🔎 Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a política de paridade de importação (PPI), a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno. 💰 Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor. De acordo com Marcos Bassani, analista de investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, a nova política reduziu a frequência de reajustes. “Quando o petróleo sobe rapidamente, os combustíveis no Brasil podem ficar temporariamente mais baratos que no mercado internacional. Isso mostra que a Petrobras está absorvendo parte do impacto externo para evitar aumentos bruscos”, afirma. Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis O preço do petróleo influencia os combustíveis porque é a principal matéria-prima usada na produção de gasolina e diesel. Como é negociado globalmente em dólar, a alta do barril ou da moeda americana tende a elevar os custos. Ainda assim, o petróleo não é o único fator que determina o valor pago pelo consumidor. Segundo a Petrobras, o preço final também inclui impostos, a mistura obrigatória de biocombustíveis e os custos de transporte, distribuição e venda. No caso da gasolina, por exemplo, a parcela ligada à Petrobras representa cerca de 28,7% do preço final. Considerando o preço médio nacional recente de R$ 6,30 por litro, segundo a ANP, isso equivale a cerca de R$ 1,81. O restante corresponde a impostos federais e estaduais, à mistura de etanol anidro e aos custos de distribuição e venda até os postos. No diesel, a participação da Petrobras é maior: cerca de 46% do preço final. Em um valor médio de R$ 6,08 por litro, isso representa cerca de R$ 2,80, enquanto o restante inclui impostos, biodiesel e custos de transporte. Há limites para segurar os preços? Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. “Se o petróleo permanecer em nível elevado por muito tempo, a Petrobras tende a reajustar os preços para recuperar margens”, diz Bassani. Outro fator de pressão é a dependência brasileira de importações, especialmente de diesel. Se a diferença entre os preços internos e os internacionais ficar muito grande, importadores podem reduzir a oferta no país. Para Johnny Martins, vice-presidente do SERAC, conflitos em regiões produtoras costumam provocar alta global do petróleo e aumentar as oscilações nos mercados. “Qualquer risco de interrupção na produção, no transporte ou na exportação gera insegurança. E, quando há insegurança, o preço sobe”, afirma. Segundo ele, como o petróleo é negociado em dólar, altas no barril ou na moeda americana elevam o custo dos combustíveis e afetam toda a cadeia produtiva, especialmente transporte e logística. Com o diesel mais caro, por exemplo, o frete aumenta — o que pode encarecer produtos e serviços para o consumidor. Na avaliação de João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a Petrobras pode continuar adiando parte dos repasses enquanto aguarda a estabilização dos preços. “A empresa tende a esperar antes de realizar reajustes, que podem ocorrer nos próximos dias caso os preços se mantenham em níveis mais elevados”, afirma. Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba Marcelo Camargo/Agência Brasil



Como funcionam os programas que recuperam mensagens de celulares e são usados pela PF em investigações


09/03/2026 17:43 - g1.globo.com


Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF A Polícia Federal tem equipamentos que acessam dados de celulares sem a senha e ainda que eles estejam desligados. E usa técnicas para recuperar até mensagens apagadas. Mas como funcionam essas ferramentas? Programas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e dispositivos Android até mesmo quando eles estão bloqueados. Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele consegue fazer varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma etapa importante para a investigação é preservar o dispositivo em um recipiente sem entrada e saída de ondas eletromagnéticas, seguindo o conceito da física conhecido como Gaiola de Faraday. Esse recipiente, que pode ser uma bolsa ou uma caixa, por exemplo, tem no interior um revestimento metálico que bloqueia sinais externos, como o de internet. O objetivo é evitar que o dono do aparelho consiga apagar dados remotamente. "O equipamento fica ligado, mas não consegue se comunicar com o Wi-Fi, com a antena da rede de celular. Não há contato com o mundo exterior, o que é o ideal", explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital, em uma reportagem de janeiro de 2026. Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia de acordo com a condição do dispositivo: se estiver com a tela bloqueada, é possível usar programas como Greykey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha de bloqueio e baixar informações ao se conectarem com o aparelho por um cabo USB; se estiver desligado ou danificado, pode-se adotar a técnica conhecida como chip off, em que componentes como o chip de memória são desmontados do aparelho e as informações contidas nele são transferidas para outro dispositivo. A licença de programas como Greykey e Cellebrite pode custar cerca de US$ 50 mil por ano (R$ 270 mil), revelou Castilho. Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens Divulgação/Cellebrite Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres que recusam namoro e casamento Motorola lança Signature, concorrente ‘fininho' do Galaxy S26 Ultra Perícia precisa ser rápida Apesar de arquivos e mensagens não serem apagados da memória com o passar do tempo, o ideal é que a extração por meio desses programas seja feita o quanto antes. Peritos têm essa pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, disse Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, que é salva. "Com algumas ferramentas, é possível achar essa senha e quebrá-la de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar". Alguns celulares são reiniciados automaticamente para evitar a extração da senha. A empresa que criou o Greykey disse em 2024 que uma atualização no iPhone faz o aparelho se desligar e ligar por conta própria se estiver bloqueado por mais de três dias. Busca por mensagens O IPED, criado na Polícia Federal, facilita a pesquisa por informações presentes em um celular e é capaz até mesmo de extrair texto de imagens. Ele usa o mesmo princípio de radares de trânsito que tiram uma foto da placa do carro e transformam a informação em texto para ela ser identificada no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro. "Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. O programa permite fazer buscas por padrões como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. E consegue analisar mensagens apagadas, o que não inclui as que têm visualização única. O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que mais desenvolvedores contribuam com melhorias da ferramenta. Mensagem de voz de reprodução única no WhatsApp Darlan Helder/g1 Acesso ao celular mesmo desligado Uma alternativa é usar o chip off, técnica de força bruta em que o aparelho pode ser desmontado para retirar componentes importantes para a investigação ou transferir dados para outros dispositivos. "O celular está desligado daquela forma como vemos a tela, mas você precisa mandar pulsos elétricos para fazer a extração", disse Castilho. "Desmonta, tira a tela, pega os componentes, principalmente a memória, e faz uma espécie de remontagem para fazer a extração".



Haddad deixará Fazenda na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo


09/03/2026 16:29 - g1.globo.com


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o comando da pasta na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes próximas ao ministro ouvidas pelo blog. A previsão é que Haddad deixe o governo na quinta-feira (19), a tempo de cumprir o período estabelecido pela Constituição. 🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril. Apesar de ter demonstrado resistência, Haddad aceitou o pedido de Lula, que disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ana Flor: em jantar, Lula diz a Haddad que precisa dele na disputa em SP O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro. LEIA TAMBÉM Datafolha: Tarcísio lidera todos os cenários para governador no 1º e no 2º turno. Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 43% das intenções de voto no 2º turno, diz pesquisa Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente. Só que as pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, importante colégio eleitoral, tem sido considerada fundamental para o governo. Fernando Haddad, Ministro da Fazenda do Brasil Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo Disputa em SP Outro ponto importante é que, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8), Haddad apresenta um desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB). O ministro da Fazenda, no entanto, ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto. O atual governador do estado tem 44% das intenções de voto, na pesquisa, ante 31% do ministro da Fazenda.



Indústria, varejo e turismo: entenda como a guerra no Irã está transformando os negócios globais


09/03/2026 16:09 - g1.globo.com


Avião é visto decolando no céu de Bruxelas, Bélgica, em 10 de março de 2016. Reuters A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã está abalando empresas em todo o mundo, elevando os preços da energia, restringindo o fornecimento de matérias-primas essenciais e levantando dúvidas sobre a confiabilidade das rotas comerciais cruciais para o fluxo de mercadorias, desde alimentos até peças de automóveis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Abaixo estão as principais interrupções até o momento: Caos de viagem A guerra fechou grande parte do espaço aéreo da região e paralisou os aeroportos de Dubai e Doha, dois dos mais movimentados do mundo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos e forçando as companhias aéreas a cancelar cerca de 40 mil voos — a maior interrupção no setor de viagens desde a pandemia de Covid-19. Os governos estão se mobilizando para repatriar os cidadãos, e os aeroportos estão retomando gradualmente as operações, mas apenas com uma fração da capacidade normal. Jatos particulares surgiram como uma alternativa para viajantes isolados no Golfo, enquanto outros embarcaram em longas viagens de táxi pelo deserto até Riade, na Arábia Saudita, na esperança de voar para casa de lá. Remessas que vão desde produtos frescos a peças de avião estão em suspenso, uma vez que o conflito no Oriente Médio comprime a capacidade de carga e aumenta os preços dos fretes. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Companhias aéreas O fechamento do espaço aéreo do Golfo teve um impacto rápido nas redes de companhias aéreas e afetou negativamente as ações do setor. Os preços das passagens aéreas entre a Ásia e a Europa dispararam, algumas companhias aéreas, incluindo a Wizz Air e a Lufthansa, alteraram rotas, e a Ryanair registrou um aumento na demanda por voos de curta distância, já que os europeus estão optando por ficar mais perto de casa durante a Páscoa. Alguns preços do combustível de aviação, a segunda maior despesa para as companhias aéreas depois da mão de obra, dobraram desde o início do conflito, aumentando a pressão sobre as empresas aéreas. As companhias aéreas americanas, que abandonaram a prática de proteção contra os custos de combustível, podem ser as mais afetadas caso a guerra se prolongue. As companhias aéreas europeias e asiáticas mantêm estratégias ativas de proteção contra os custos de combustível. Para os pilotos, a guerra com o Irã está tornando os céus ainda mais perigosos, aumentando a pressão sobre aqueles que os sobrevoam devido a eventos que vão desde incursões de drones até rotas de voo comprimidas pelo conflito. Impacto em Dubai O conflito colocou em risco a imagem cuidadosamente construída do Oriente Médio como um destino turístico seguro e sofisticado, após bilhões em investimentos nos últimos anos, de Abu Dhabi a Dubai. O turismo movimenta cerca de US$ 367 bilhões R$ 1,9 trilhão) anualmente na região. Também revelou o quanto o transporte aéreo global depende de um punhado de centros principais, liderados por Dubai, o aeroporto internacional mais movimentado do mundo . Em Dubai e outros importantes centros comerciais do Oriente Médio, muitas lojas estavam fechadas ou operando com uma equipe reduzida na semana passada. Indústria de defesa Os Estados Unidos lançaram um arsenal de armamentos contra alvos iranianos, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, caças furtivos e, pela primeira vez em combate, drones de ataque unidirecional de baixo custo, modelados a partir de projetos iranianos. O Pentágono também utilizou serviços de inteligência artificial da Anthropic, incluindo suas ferramentas Claude, durante o ataque. Na semana passada, o Pentágono classificou o laboratório de IA como um "risco para a cadeia de suprimentos", proibindo que contratados do governo utilizem sua tecnologia em projetos para as Forças Armadas dos EUA. Essa decisão foi tomada após meses de disputa sobre a insistência da empresa em medidas de segurança que, segundo o Departamento de Defesa, foram excessivas. O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com executivos de sete empresas contratadas do setor de defesa em 6 de março, enquanto o Pentágono trabalha para repor os suprimentos reduzidos pelos ataques dos EUA ao Irã e outras operações militares recentes. Metais críticos e matérias-primas A fundição catariana Qatalum começou a interromper suas operações na semana passada, enquanto a Aluminium Bahrain informou ter suspendido os embarques e declarado força maior por não conseguir transportar metal pelo Estreito de Ormuz. A região do Golfo responde por cerca de 8% do fornecimento global de alumínio. Os preços do alumínio na Bolsa de Metais de Londres dispararam após a notícia, enquanto os prêmios físicos na Europa e nos Estados Unidos atingiram máximas em vários anos. Os produtores de níquel na Indonésia, que dependem do Oriente Médio para 75% do enxofre que utilizam, podem ter que reduzir a produção, já que o transporte marítimo no Golfo está sendo cada vez mais afetado pelo conflito. 'Fast fashion' e mercado de luxo Remessas de roupas da Inditex, proprietária da Zara, e de outras grandes varejistas de vestuário estão retidas em aeroportos de Bangladesh e da Índia, devido às restrições impostas pelo conflito aos voos de carga aérea. O sul da Ásia é uma potência na fabricação de roupas, e as marcas de fast fashion do mundo todo dependem de fábricas em Bangladesh, Índia e Paquistão para um fluxo constante de novas camisetas, vestidos e calças jeans. A crise também está aumentando a pressão sobre o setor de luxo , que já enfrenta dificuldades para se recuperar da desaceleração da demanda, com grupos como Richemont e Zegna entre os mais afetados. Chips e centros de dados Autoridades sul-coreanas alertaram que um conflito prolongado poderia interromper o fornecimento de materiais essenciais para a fabricação de semicondutores provenientes do Oriente Médio, incluindo o hélio, fundamental para a produção de chips e que não possui substituto viável. Os ataques com drones que danificaram alguns dos centros de dados da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein levantaram questões sobre as cadeias de suprimentos de tecnologia e o ritmo de expansão das grandes empresas de tecnologia na região.



Trump comprou mais de US$ 1,1 milhão em títulos de Netflix e Warner no auge da disputa com a Paramount


09/03/2026 15:38 - g1.globo.com


O presidente dos EUA, Donald Trump REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comprou mais de US$ 1,1 milhão (R$ 5,8 milhões) em títulos da Netflix nos últimos três meses, enquanto a empresa disputava com a Paramount Skydance a compra da Warner Bros Discovery, segundo informações do governo americano. Trump comprou mais de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) em títulos da Netflix em duas transações, nos dias 12 e 16 de dezembro, e outros US$ 600 mil (R$ 3,2 milhões) em mais duas negociações, em 2 e 20 de janeiro, segundo documentos divulgados pelo governo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Casa Branca informou uma faixa de valores, em vez de quantias exatas, entre pouco mais de US$ 1,1 milhão e US$ 2,25 milhões (R$ 11,9 milhões). As aquisições ocorreram enquanto o presidente republicano e integrantes da área regulatória criticavam a Netflix na imprensa, questionando se o acordo resistiria à análise de órgãos de defesa da concorrência e pressionando a empresa a demitir a integrante do conselho Susan Rice, ex-assessora do ex-presidente Barack Obama. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não está claro se Trump lucrou ou perdeu dinheiro com os títulos da Netflix, que pagam juros de 5,375% ao ano e vencem em novembro de 2029, já que o documento não informa se ou quando o presidente vendeu os papéis. O negócio, que teria deixado a empresa combinada com cerca de US$ 85 bilhões em dívidas, pressionou imediatamente os títulos da Netflix. A legislação dos Estados Unidos permite que o chefe do Poder Executivo invista em empresas que tenham contratos com o governo. Acredita-se que ele tenha comprado os papéis por meio de um fundo administrado por seus filhos. "Os bens do presidente Trump estão em um fundo administrado por seus filhos", disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly. "Não há conflitos de interesse." O negócio, que teria deixado a empresa combinada com cerca de US$85 bilhões (R$ 449,5 bilhões) em dívidas, pressionou imediatamente os títulos da Netflix. Eles eram negociados a US$ 1,03 e US$ 1,04 por valor de face quando Trump os comprou, em 12 e 16 de dezembro, e a US$ 1,04 e US$ 1,03 na segunda rodada de aquisições, em 2 e 20 de janeiro, segundo dados compilados pela LSEG. Trump também adquiriu entre US$ 500.002 (R$ 2,6 milhões) e US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) em títulos da Warner Bros em duas operações, nos dias 12 e 16 de dezembro. Na ocasião, eram negociados a 91,75 e 92 centavos de dólar. Agora, valem 95 centavos. Se manteve esses papéis, estaria com ganho. Dias depois do anúncio da fusão da Warner com a Netflix, em 5 de dezembro, Trump começou a questionar a viabilidade do acordo, dizendo a jornalistas que a concentração de poder de mercado "poderia ser um problema". Trump diz que não é amigo da Netflix nem da Paramount em meio a disputa pela Warner A Paramount, dirigida pelo filho de Larry Ellison, aliado de Trump e grande doador republicano, tornou pública sua oferta hostil de aquisição em 8 de dezembro, dando início a uma disputa de lances entre as duas empresas. A Netflix desistiu da disputa após a Paramount apresentar uma oferta de US$ 110 bilhões (R$ 528,8 bilhões) há cerca de duas semanas. A transação será financiada com US$ 39 bilhões (R$ 206,2 bilhões) em novas dívidas concedidas por Bank of America, Citigroup e Apollo, segundo anúncio feito pelas empresas em 27 de fevereiro. Os últimos relatórios do Escritório de Ética Governamental dos EUA, datados de 27 de fevereiro, foram publicados na internet na semana passada. Trump, investidor do setor imobiliário, já declarou mais de US$ 1 bilhão em ativos. Ele mantém negócios que incluem criptomoedas, clubes de golfe e contratos de licenciamento.



Agência Internacional de Energia pede liberação emergencial de estoques de petróleo do G7


09/03/2026 15:32 - g1.globo.com


Petróleo Divulgação/Petrobras A Agência Internacional de Energia (AIE) pediu a liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo, informou a ministra das finanças japonesa, Satsuki Katayama a jornalistas nesta segunda-feira (9). O pedido teria sido feito durante uma reunião online com os ministros das Finanças do G7 (grupo das sete democracias mais ricas do mundo). A medida serviria para apoiar o fornecimento global de energia e conter os preços da commodity. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A AIE pediu que cada país realizasse uma liberação coordenada de reservas de petróleo", disse Katayama. "Em resposta à situação atual [...] o G7 concordou em continuar monitorando de perto os desenvolvimentos no mercado de energia e em tomar as medidas necessárias para apoiar o fornecimento global de energia, incluindo a liberação de reservas de petróleo." Os ministros e representantes da AIE (Agência Internacional de Energia) foram acompanhados por executivos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem como do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse Katayama. "Todos estão acompanhando de perto os desdobramentos nos mercados financeiros, no comércio e nos mercados como um todo", afirmou o ministro das finanças alemão, Lars Klingbeil, reforçando que o uso dessa estratégia dependerá de como o mercado da commodity deve evoluir. "Veremos se e quando será o momento certo para seguir essa opção estratégica", completou. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo a ministra japonesa, o G7 realizará em breve uma reunião de ministros da energia para discutir novas medidas. Os preços do petróleo atingiram níveis não vistos desde meados de 2022 nesta segunda-feira (9), com alguns dos principais produtores reduzindo a oferta e o mercado sendo tomado por temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo devido à crescente guerra entre os EUA e Israel com o Irã. Quanto petróleo os países do G7 mantêm em reservas de emergência? Os países membros da AIE (Agência Internacional de Energia) que são importadores líquidos de petróleo são obrigados a manter em estoque o equivalente a pelo menos 90 dias de importações de petróleo. Veja abaixo a quantidade que cada país do G7 tem em estoque. Vale destacar, no entanto, que a quantidade que pode ser liberada por dia é limitada pela infraestrutura local. Estados Unidos: possuem 415,4 milhões de barris de petróleo bruto na Reserva Estratégica de Petróleo, em 27 de fevereiro, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA. Além disso, os EUA têm 439,3 milhões de barris de reservas comerciais em mãos privadas. Japão: 260 milhões de barris de petróleo bruto em estoques governamentais, de um total de aproximadamente 470 milhões de barris de equivalente em petróleo no país no final de dezembro. O estoque governamental equivale a 146 dias de importações, segundo o Ministério de Recursos Naturais e Energia do Japão. Outros 180 milhões de barris de combustíveis equivalentes a petróleo estão em estoques privados (dos quais 90 milhões de barris são de petróleo bruto). Alemanha: O governo alemão detém 110 milhões de barris de petróleo bruto e 67 milhões de barris de produtos petrolíferos refinados, que podem ser liberados em poucos dias, segundo o Ministério da Economia da Alemanha. França: Cerca de 120 milhões de barris de petróleo bruto e derivados no final de 2024, segundo os dados mais recentes disponíveis publicamente. Desse total, aproximadamente 97 milhões de barris são detidos pela SAGESS, entidade governamental, sendo cerca de 30% petróleo bruto, 50% gasóleo, 9% gasolina, 7,8% querosene de aviação e uma parte de óleo combustível. Os outros 39 milhões de barris são detidos pelas empresas petrolíferas do país. Itália: A lei exige que o país mantenha reservas de cerca de 76 milhões de barris de petróleo, o que representa 90 dias da média das importações líquidas de petróleo italianas em 2024. O Ministério da Economia da Itália não respondeu a um pedido de comentário sobre o número exato. Reino Unido: Cerca de 38 milhões de barris de petróleo bruto e 30 milhões de barris de produtos refinados, em 26 de fevereiro, segundo o Departamento de Segurança Energética e Net Zero. O governo cumpre sua obrigação exigindo que a indústria mantenha níveis mínimos de estoque. Em julho de 2025, cerca de 15% dos estoques estavam armazenados em território britânico para atender às exigências de outros países ou mantidos no exterior por meio do sistema de bilhetes da AIE (Agência Internacional de Energia) como opções de compra de petróleo estrangeiro em caso de crise. O Canadá não possui reservas estratégicas de petróleo e não é obrigado a tê-las pela AIE (Agência Internacional de Energia), por ser um exportador líquido de petróleo. Quarto maior produtor mundial de petróleo bruto, o Canadá bombeou mais de 5 milhões de barris por dia em dezembro. A maior parte de suas exportações destina-se aos Estados Unidos., *Com informações da agência de notícias Reuters.



União Europeia alerta para 'grande choque inflacionário' caso guerra no Oriente Médio se prolongue


09/03/2026 15:06 - g1.globo.com


Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 e países avaliam liberar reservas A Comissão Europeia alertou nesta segunda-feira (9) para um "grande choque inflacionário" caso o conflito no Oriente Médio se prolongue. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Se a situação se prolongar, com interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura energética dos Estados do Golfo, poderá acabar causando um grande choque inflacionário na economia global e europeia", alertou o Comissário Europeu Valdis Dombrovskis. O conflito já causa abalos nas bolsas mundiais e, principalmente, no preço do petróleo. Nesta segunda-feira (9), as bolsas de valores desabaram e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). A bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão recuava 2,71%. As bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte do valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza. O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48. Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119. 'Imposto sobre a economia global' Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. SAHAR AL ATTAR / AFP O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”. "O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou. Analistas, no entanto, alertam para possível impacto severo na economia mundial. "O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".



Petróleo dispara com a guerra no Irã, e países da Ásia e Europa adotam plano de emergência; veja lista


09/03/2026 14:02 - g1.globo.com


Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã Os preços do petróleo dispararam, enquanto as bolsas de valores caíram diante do temor de que a escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã restrinja a oferta de energia e prejudique indústrias ao redor do mundo. A seguir, as medidas que governos estão adotando ou pretendem adotar para reduzir o impacto da guerra em suas economias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Coreia do Sul planeja teto para combustíveis O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou nesta segunda-feira que as autoridades vão impor um teto aos preços domésticos dos combustíveis pela primeira vez em quase 30 anos. O país também buscará fontes de energia além dos carregamentos que passam pelo Estreito de Ormuz e poderá ampliar, se necessário, um programa de estabilização de mercado de 100 trilhões de won (US$ 67 bilhões), acrescentou. Japão orienta depósito nacional de petróleo a se preparar para liberação O governo japonês instruiu uma instalação nacional de armazenamento de reservas de petróleo a se preparar para uma possível liberação de petróleo bruto, disse à Reuters, no domingo, Akira Nagatsuma, membro do partido de oposição Aliança Reformista Centrista. Detalhes como o momento da liberação ainda permanecem indefinidos, afirmou Nagatsuma. Vietnã vai eliminar tarifas de importação de combustíveis O Vietnã planeja eliminar tarifas de importação sobre combustíveis para garantir o abastecimento em meio às interrupções, informou o governo, acrescentando que a medida deve vigorar até o fim de abril. Indonésia vai aumentar subsídios a combustíveis A Indonésia vai aumentar os recursos destinados a subsídios a combustíveis no orçamento, disse o ministro das Finanças nesta segunda-feira. O país atualmente reservou 381,3 trilhões de rúpias (US$ 22,5 bilhões) para subsídios de energia e para compensar a estatal Pertamina e a concessionária de energia PLN por manterem alguns preços de combustíveis e tarifas de eletricidade em níveis acessíveis. A Indonésia, maior produtora mundial de óleo de palma, pode retomar um plano para lançar o B50 — mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional —, afirmou uma autoridade do Ministério de Energia. China pede que refinarias suspendam exportações de combustíveis A China solicitou às refinarias que suspendam a assinatura de novos contratos de exportação de combustíveis e que tentem cancelar embarques já comprometidos, disseram fontes com conhecimento do assunto na semana passada. A orientação não se aplica ao abastecimento de querosene de aviação para voos internacionais, ao fornecimento de combustível marítimo em regime aduaneiro nem a remessas para Hong Kong ou Macau, acrescentaram as fontes. Bangladesh fecha universidades e raciona combustíveis Bangladesh fechará todas as universidades a partir de segunda-feira, antecipando as férias do Eid al-Fitr como parte de medidas emergenciais para economizar eletricidade e combustíveis. Na sexta-feira, Bangladesh, que depende de importações para 95% de suas necessidades energéticas, impôs limites diários às vendas de combustíveis após corrida às compras e formação de estoques.



Água pode se tornar novo alvo da guerra no Oriente Médio


09/03/2026 13:04 - g1.globo.com


Maior refinaria de petróleo do Bahrein é atingida por ataque de drones Ataques à infraestrutura hídrica são raros em tempos de guerra, mas têm ocorrido no conflito em curso no Oriente Médio com bombardeios a usinas de dessalinização, um setor essencial para milhões de pessoas na região. Uma usina de dessalinização no Bahrein foi danificada no domingo (8) após um ataque de drone iraniano, disseram autoridades locais, um dia depois de Teerã acusar o país de uma ofensiva semelhante em Qeshm, no Irã, que teria afetado o abastecimento de água de 30 vilarejos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esses tipos de ataques ainda são limitados, mas, como disse à AFP a economista especializada em recursos hídricos Esther Crauser-Delbourg: "Quem se atrever a atacar a água desencadeará uma guerra muito mais devastadora do que a atual". Por que a água dessalinizada é tão importante? Em uma das regiões mais secas do mundo, onde o acesso à água é dez vezes menor que a média global, segundo o Banco Mundial, as usinas de dessalinização desempenham um papel fundamental na economia e no abastecimento de água potável para seus milhões de habitantes. 🔎 Cerca de 42% da capacidade mundial de dessalinização está concentrada no Oriente Médio, de acordo com um estudo recente publicado na revista Nature. Nos Emirados Árabes Unidos, 42% da água potável provém dessas usinas, enquanto o número sobe para 70% na Arábia Saudita, 86% em Omã e 90% no Kuwait, segundo um relatório de 2022 do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri). "Lá, sem água dessalinizada, não há nada", afirmou Crauser-Delbourg. É especialmente estratégica em grandes cidades como Dubai e Riade. Em 2010, uma análise da CIA afirmou que "a interrupção das instalações de dessalinização na maioria dos países árabes poderia ter consequências mais graves do que a perda de qualquer outra indústria ou matéria-prima". Em 2008, o WikiLeaks divulgou um telegrama diplomático dos EUA afirmando que "Riade deveria ser evacuada em uma semana" caso a usina de dessalinização de Jubail - que abastece a cidade - ou seus oleodutos fossem "gravemente danificados ou destruídos". Quais ameaças pairam sobre essas instalações? Além dos ataques relatados neste fim de semana, essas usinas são vulneráveis a cortes de energia e a possíveis contaminações da água do mar, principalmente por vazamentos de petróleo, disseram vários especialistas à AFP. "A segurança e os controles de acesso no perímetro imediato das usinas foram reforçados", explicou à AFP Philippe Bourdeaux, diretor da região África/Oriente Médio da empresa francesa Veolia, que fornece água dessalinizada para a Arábia Saudita em Jubail e para Omã nas regiões de Mascate, Sur e Salalah. "Obviamente, os eventos recentes nos deixaram muito vigilantes. Estamos monitorando de perto a situação nas instalações", acrescentou, especificando que "em alguns países, as autoridades implantaram baterias de mísseis ao redor das maiores usinas ante a ameaça de drones ou mísseis". Em relação aos vazamentos de petróleo, os operadores dispõem de ferramentas para mitigar seus efeitos nocivos. Quais são os precedentes? Na última década, houve diversos ataques a usinas de dessalinização: o Iêmen e a Arábia Saudita se atacaram mutuamente, e Gaza sofreu bombardeios israelenses, segundo o Pacific Institute, um think-tank com sede na Califórnia que monitora conflitos relacionados à água. Antes de 2016, é preciso voltar a 1991 e à Guerra do Golfo para encontrar ataques semelhantes. Quais as consequências em caso de ataque? Caso esses problemas persistam, as consequências podem variar de pequenos inconvenientes a situações muito mais graves. "Podemos ver grandes cidades em êxodo. E depois racionamentos", previu Crauser-Delbourg. Além disso, haveria efeitos em cadeia na economia, especialmente no turismo, na indústria e nos centros de dados, que consomem grandes quantidades de água para sua refrigeração. No entanto, existem medidas de segurança, ressaltou Bourdeaux. Segundo o representante da Veolia, as usinas de dessalinização geralmente são interconectadas, o que pode limitar o impacto da paralisação de uma delas. Elas também costumam ter reservas de água suficientes para vários dias - de dois a sete -, acrescentou, o que pode mitigar a escassez, desde que as interrupções não durem muito tempo. Pessoas desabrigadas em Beirute após a escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Reuters



Dólar cai e fecha a R$ 5,16, de olho em guerra no Oriente Médio; Ibovespa sobe


09/03/2026 12:00 - g1.globo.com


Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 1,52%, cotado a R$ 5,1643. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos, puxado pela Petrobras e pelo bom desempenho dos mercados americanos. ▶️ Pela manhã, o petróleo voltou a disparar após produtores do Oriente Médio — como Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos — reduzirem a produção diante do fechamento do Estreito de Ormuz. O barril chegou a superar US$ 110, com contratos futuros mais líquidos acima de US$ 100. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No final da tarde, no entanto, o mercado se acalmou após indicações de que o governo americano estaria avaliando um maior afrouxamento das sanções ao petróleo russo. Com isso, o barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em queda de 0,71%. Ainda assim, as ações de óleo e gás da bolsa brasileira tiveram um dia positivo e ajudaram a impulsionar o Ibovespa. Os papéis da Petrobras subiram 2,37%. ▶️ Falas do presidente americano, Donald Trump, também ficaram no radar. O republicano afirmou à rede de televisão americana CBS que a guerra no Irã estaria "praticamente concluída", reforçando que o país não tem Marinha, comunicações ou Força Aérea. Além disso, Trump também afirmou que os Estados Unidos estão "muito à frente" do seu prazo inicial estimado de 4 a 5 semanas para a guerra, e indicou que tem alguém em mente para substituir o líder supremo iraniano morto em ataques, Ali Khamenei, mas sem dar mais detalhes. ▶️ Vale destacar que, no Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para suceder o pai como líder supremo, sinalizando a continuidade da ala mais dura no comando do país. ▶️ Ainda no Oriente Médio, autoridades dos EUA e de Israel discutiram uma possível operação com forças especiais dentro do Irã para garantir o controle de estoques de urânio enriquecido do país. ▶️ No Brasil, o boletim Focus, do Banco Central, mostrou que economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A projeção para a taxa básica de juros subiu de 12% para 12,13% ao ano no fim de 2026. ▶️ Outro tema que continua no radar é o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após novas notícias apontarem possíveis relações dele com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,52%; Acumulado do mês: +0,59%; Acumulado do ano: -5,91%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,86%; Acumulado do mês: -4,17%; Acumulado do ano: +12,28%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). A forte alta ocorreu em meio às preocupações com a guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua. Parte dessa pressão nos preços vem dos ataques registrados nos últimos dias contra campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, o que levou à redução da produção. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também diminuíram a produção após ataques iranianos contra seus territórios. Ao longo do dia, no entanto, sinais de que os países do G7 estudam liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo e novas falas do presidente americano, Donald Trump, trouxeram alívio para os preços da commodity. Em entrevista à rede de televisão CBS, o republicano afirmou que acredita que a guerra está "praticamente concluída" e destacou que os EUA estão "muito à frente" do prazo inicial estimado de 4 a 5 semanas na guerra. Além disso, sinalizações de que o governo americano estaria avaliando uma possível redução das sanções sobre o petróleo russo também ajudam a explicar o vai e vem do petróleo nesta segunda-feira. Isso porque um alívio das sanções poderia ajudar o mercado a suprir uma eventual redução na oferta por parte dos países envolvidos na guerra. Ao final da sessão, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, teve queda de 0,71%, cotado a US$ 92,03. Já o WTI, dos EUA, caiu 3,53%, a US$ 87,69. Agenda econômica Boletim Focus Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão de inflação em 3,91% para 2026. Para 2027, a estimativa teve leve alta, passando de 3,79% para 3,80%. Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC). O relatório reúne projeções de mais de 100 instituições financeiras consultadas na semana passada. Depois de o Banco Central manter a taxa básica de juros em 15% ao ano no mês passado — o nível mais alto em quase duas décadas —, o mercado ainda acredita que os juros devem cair nos próximos anos. Para o fim de 2026, a previsão para os juros subiu levemente, de 12% para 12,13% ao ano. Já para 2027, a estimativa foi mantida em 10,50% ao ano. Em relação ao crescimento da economia, a expectativa para 2026 permaneceu estável. O mercado projeta uma expansão de 1,82% no Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o desempenho da economia. Os economistas também reduziram ligeiramente a previsão para o dólar no fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para o encerramento de 2027, a projeção para a moeda americana foi mantida em R$ 5,50. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street conseguiram inverter o sinal negativo visto no início da sessão, conforme investidores avaliavam as novas falas de Trump e seguiam atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O Dow Jones subiu 0,50%, o S&P 500 teve alta de 0,83% e o Nasdaq Composite avançou 1,38%. Já na Europa, temores sobre a inflação penalizaram os principais índices acionários da região, após o petróleo ter atingido o nível dos US$ 100 na primeira metade do pregão. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,63%, enquanto o CAC-40, de Paris, recuou 0,98% e o DAX, de Frankfurt perdeu 0,77%. Na Ásia, as bolsas terminaram o dia em queda por causa do aumento das tensões no Irã, mas parte das perdas foi reduzida porque alguns investidores aproveitaram os preços mais baixos para comprar ações. No fechamento, a região registrou recuos amplos: em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,35%, a 25.408 pontos. Em Xangai, o SSEC perdeu 0,67%, a 4.096 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,97%, a 4.615 pontos. Em Tóquio, o Nikkei caiu 5,2%, para 52.728 pontos; em Seul, o KOSPI teve queda de 5,96%, a 5.251 pontos; e em Taiwan, o TAIEX registrou baixa de 4,43%, a 32.110 pontos. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo *Com informações da agência de notícias Reuters.



Boletim Focus: mercado financeiro mantém em 3,91% estimativa de inflação em 2026


09/03/2026 11:55 - g1.globo.com


Mercado eleva previsão para taxa Selic em 2026 Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,79% para 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção subiu de 12% para 12,13% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu estável em 1,82%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi de 2,3%, conforme divulgou o IBGE na semana passada. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio em queda O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos para o dólar continuou em R$ 5,50. Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia REUTERS/Alexey Malgavko



Pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram 56,4% em 2025, diz Serasa


09/03/2026 11:30 - g1.globo.com


Mato Grosso lidera número de pedidos de recuperação judicial. Reprodução Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio saltaram 56,4% em 2025 em relação ao ano anterior, em um cenário de juros elevados, custos de produção em alta e parte dos agricultores endividados, apontou nesta segunda-feira (9) a Serasa Experian. Conforme levantamento da datatech, as solicitações de recuperação judicial atingiram 1.990, o maior volume desde o início da série histórica, em 2021. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Em 2024, a empresa registrou 1.272 pedidos e, em 2023, 534 solicitações. "O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais", afirmou head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota. Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil O número de recuperações judiciais considera a soma de três frentes da cadeia produtiva: produtores rurais que atuam como pessoa física, aqueles que atuam como pessoa jurídica e empresas relacionadas ao setor. De acordo com Pimenta, as condições que elevaram os pedidos de recuperação nos últimos anos mantiveram a pressão sobre a saúde financeira dos produtores e empresários do setor, especialmente aqueles com maior nível de endividamento. "Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado", completou. Considerando a soma dos pedidos realizados por produtores pessoa física, produtores pessoa jurídica e empresas da cadeia do agronegócio, Mato Grosso foi o estado com o maior número de solicitações de recuperação judicial em 2025. Foram 332 registros no maior produtor brasileiro de soja, milho, algodão e gado. Na sequência aparecem Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196). Os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos de recuperação judicial durante o ano, o maior volume entre os perfis monitorados, ante 566 solicitações nessa categoria em 2024 (alta de 50,7%). Os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025, crescimento de 84,1% em relação ao ano anterior. As empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 pedidos, aumento de 29,3% na comparação anual.



Guerra no Irã: ministros do G7 fazem reunião de emergência sobre petróleo


09/03/2026 10:43 - g1.globo.com


Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã No décimo dia da guerra no Oriente Médio — desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã — os preços do petróleo dispararam nos mercados internacionais. O preço de referência do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. A alta deve provocar aumentos ainda maiores nos preços da gasolina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As bolsas asiáticas registraram quedas acentuadas, com o índice Nikkei 225 do Japão fechando em baixa de mais de 5%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair mais de 8%, o que levou à paralisação das negociações por 20 minutos —através do "circuit breaker", um mecanismo projetado para conter vendas em pânico. O Kospi acabou fechando em queda de 6%. Os ministros dos países do G7 se reunirão na tarde desta segunda-feira (9) na Europa em caráter emergencial para discutir o impacto econômico da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, incluindo o aumento do preço do petróleo. A reunião virtual será liderada pela França, que detém a presidência rotativa do G7. Na reunião de emergência, está previsto que os ministros discutam uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo para conter a alta dos preços. As reservas de petróleo são coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), com 32 membros do grupo detendo reservas estratégicas como parte de um sistema coletivo de emergência concebido para crises nos preços do petróleo. Três países do G7, incluindo os EUA, já manifestaram apoio a uma possível liberação conjunta, segundo fontes familiarizadas com as negociações, de acordo com o jornal britânico Financial Times. A grave interrupção no fornecimento de energia da região ameaça provocar aumento de preços para consumidores e empresas em todo o mundo. Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo costuma ser transportado pelo Estreito de Ormuz. Mas o tráfego por essa estreita passagem praticamente parou desde o início da guerra, há mais de uma semana. O analista Adnan Mazarei, do Instituto Peterson de Economia Internacional, afirmou que o aumento nos preços do petróleo era esperado, considerando a paralisação da produção em alguns países do Golfo e os sinais de um conflito prolongado na região. "As pessoas estão percebendo que isso não vai acabar tão cedo", disse ele, acrescentando que objetivos apresentados pelos EUA estão "se tornando cada vez mais irrealistas". O presidente dos EUA, Donald Trump, que fez campanha eleitoral prometendo reduzir o custo de vida para os americanos, minimizou as preocupações com o aumento dos preços do petróleo. No domingo, ele publicou em sua plataforma Truth Social: "Os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana terminar, são um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. SÓ OS TOLOS PENSARIAM DIFERENTE!" Seu secretário de Energia, Chris Wright, disse a emissoras americanas no domingo que Israel, e não os EUA, estava mirando a infraestrutura energética do Irã, em meio a certa preocupação com o aumento dos preços da gasolina nos EUA causado pela guerra. Dados da associação de motoristas AAA mostraram que o preço médio da gasolina comum nos EUA subiu 11% na semana passada, chegando a US$ 3,32 por galão. Nova liderança do Irã Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã Reuters No domingo, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo, sinalizando que, mais de uma semana após o início do conflito, a ala linha-dura continua no comando do país. Mojtaba Khamenei foi escolhido sucessor do aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia do conflito que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã. Ao contrário de seu pai, Mojtaba, de 56 anos, é discreto. Ele nunca ocupou um cargo no governo, nem fez discursos ou concedeu entrevistas públicas, e apenas um número limitado de fotos e vídeos dele foi publicado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve aceitar a escolha. Embora tenha sinalizado que estaria aberto à possibilidade de alguém ligado à antiga liderança assumir o poder, Trump deixou clara sua oposição a Mojtaba Khamenei. "O filho de Khamenei é inaceitável para mim", disse Trump no início desta semana. A escolha de Mojtaba Khamenei pode se provar controversa dentro do próprio Irã. A República Islâmica foi fundada em 1979, após a queda da monarquia, e sua ideologia se baseia no princípio de que o líder supremo deve ser escolhido por sua posição religiosa e liderança comprovada, e não por sucessão hereditária. No fim de semana, os Estados Unidos e Israel lançaram novas ondas de ataques aéreos no Irã, atingindo vários alvos, incluindo depósitos de petróleo. Enquanto isso, o Irã atacou a infraestrutura energética em países vizinhos do Golfo. Durante a noite, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído duas ondas de drones que se dirigiam a um importante campo petrolífero. Líderes do G7 em foto oficial durante reunião em 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República



Petróleo dispara e se aproxima de US$ 120 o barril; bolsas têm forte queda


09/03/2026 09:52 - g1.globo.com


Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 e países avaliam liberar reservas As bolsas de valores desabaram nesta segunda-feira (9), e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua. Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão recuava 2,71%. As bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte do valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza. O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48. Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119. O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80). Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução da produção. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios. Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em videoconferência entre os ministros das Finanças. A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo. 'Imposto sobre a economia global' O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”. "O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou. Analistas, no entanto, alertam para possível impacto severo na economia mundial. "O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".



O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre 'êxodo de cérebros' no país


09/03/2026 06:00 - g1.globo.com


A mudança da ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern para a Austrália reacendeu as discussões sobre o 'êxodo de cérebros' do seu país Getty Images/ BBC Para um povo cujo apelido é um pássaro que não voa, mudar-se para o exterior, ironicamente, se tornou uma espécie de ritual de passagem para muitos neozelandeses. Nos últimos anos o número de kiwis (que dá nome ao pássaro e à conhecida fruta) que abandonam o país da Oceania atingiu recordes. Grande parte deles "atravessa o estreito" (uma distância de cerca 1.500 km) para ir morar na Austrália. A ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern (2017-2023) se tornou uma das últimas a aderirem ao êxodo. Seu escritório confirmou que ela e a família se mudaram para Sydney, na Austrália, onde já foram encontrados procurando residência nas populares praias do norte da cidade. A mudança de Ardern deu mais destaque às dificuldades enfrentadas pela Nova Zelândia para reter seus melhores e mais brilhantes cidadãos. O país enfrenta uma economia estagnada, custo de vida em crise e falta de moradia. "A mudança de Ardern, provavelmente, será considerada um símbolo deste padrão maior. Para alguns, parecerá uma deserção", declarou à BBC Alan Gamlen, diretor do centro de migração da Universidade Nacional Australiana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No ano passado, mais de 66 mil neozelandeses se mudaram para o exterior. O número equivale a 180 pessoas por dia. Este fluxo é parcialmente compensado pelos neozelandeses que retornam ao país. Mas, para uma nação com apenas 5,3 milhões de habitantes, o número de cidadãos que saem é considerável. A Nova Zelândia é um país relativamente seguro, famoso em todo o mundo pelos seus deslumbrantes cenários e as pessoas que vivem ali têm alta expectativa de vida. 🤔 O que está levando tanta gente a se mudar de lá? O kiwi é um pássaro nativo da Nova Zelândia. A ave que não voa é o símbolo dos seus moradores, que estão saindo em grandes números do país Getty Images/ BBC Trata-se, sem dúvida, de uma tendência de longo prazo, especialmente entre os jovens. Muitos deles desejam ganhar experiência no exterior e, depois, retornar para fincar raízes no país. Desde os anos 1970, o fluxo de saída dos neozelandeses sofre surtos esporádicos. Foi o que aconteceu quando o Reino Unido pôs fim a um acordo comercial com a Nova Zelândia e quando a Austrália reduziu as restrições às viagens e trabalho no país. Mas "a tendência ressurgiu consideravelmente nos últimos cinco anos", segundo Gamlen. Cada vez mais jovens neozelandeses se mudam de forma mais permanente. Eles são reticentes a voltar a um país que, para eles, não oferece mais um futuro próspero. A Nova Zelândia enfrenta altas taxas de desemprego, com níveis que não eram observados há uma década, exceto durante a pandemia de covid-19. E os aumentos de salários não acompanharam a inflação. Tudo isso aumentou muito o custo de vida. Os preços dos produtos básicos, por exemplo, estão entre os mais altos do mundo desenvolvido. O aumento dos preços dos imóveis afetou ainda mais os bolsos das pessoas. A falta de moradia elevou os preços de aluguel e compra de imóveis. E também existem grandes desigualdades nos quesitos saúde e educação. Auckland, a capital da Nova Zelândia, não conseguiu reter Nicole Ballantyne Getty Images/ BBC Dez anos atrás, Nicole Ballantyne trocou os subúrbios da zona leste da capital neozelandesa, Auckland, por Sydney. Ela tem hoje 27 anos de idade e foi atraída inicialmente pelas melhores oportunidades de estudo universitário. Mas, agora, acha difícil se imaginar retornando. "Sydney é uma versão melhorada de Auckland", contou ela à BBC. "Há muito mais coisas acontecendo, as oportunidades de carreira são muito boas e também é um pouco mais conectada ao resto do mundo." O irmão de Ballantyne também se mudou para a Austrália e nenhum membro do seu coeso grupo de amigos do ensino médio permanece morando na Nova Zelândia. Ballantyne destaca seu orgulho por ser kiwi. "Sempre vou torcer pelos All Blacks", a seleção neozelandesa de rúgbi. Mas, brincadeiras à parte, ela conta que conseguiu construir na Austrália uma vida que ela não teria na Nova Zelândia. "Se Auckland pudesse oferecer isso, eu teria ficado", ressalta ela. Ela está longe de ser a única. O Reino Unido e os EUA são destinos populares, mas se estima que metade dos neozelandeses que saem para morar no exterior seguem em direção aos portos da Austrália. Lá, eles têm direitos de trabalho essencialmente iguais há mais de meio século. Na Austrália, os tempos atuais também são difíceis. Mas o país oferece melhores perspectivas de trabalho, salário e moradia. "Existe um certo movimento no sentido oposto, mas, atualmente, é muito menor", segundo Gamlen. 'Profundo mal-estar' sobre o estado do país O êxodo dos jovens da Nova Zelândia vem causando angústia entre os legisladores do país, tanto no campo político quanto pessoalmente. "Meu filho mais velho se mudou para Melbourne [na Austrália] porque não consegue encontrar emprego aqui", declarou recentemente ao Serviço Mundial da BBC a parlamentar trabalhista Ginny Andersen (de oposição). "Meu próprio irmão, professor escolar formado, agora trabalha na China porque os salários lá são melhores. Esta é uma realidade para muitas famílias neozelandesas, que foram divididas... para mim, é desolador." Com o país caminhando para eleições gerais em novembro, muitos políticos tentam convencer os eleitores de que têm soluções para o problema. Todos concordam que a Nova Zelândia precisa de uma reviravolta na economia, mas suas visões sobre como fazer isso são diferentes. Elas variam desde reduzir as pressões sobre o mercado de trabalho e infraestrutura com reduções da imigração até criar mais empregos com incentivos a investimentos na construção de moradias. Os parlamentares da coalizão governista destacam que o "êxodo de cérebros" não é um problema novo para o país. Eles afirmam que a recente fase, mais profunda, é uma ressaca da pandemia de covid-19. O ministro da Habitação, Chris Bishop, afirma que seu governo está revertendo a situação Getty Images/ BBC Mas especialistas indicam que a emigração não é tão ruim assim para a Nova Zelândia. Afinal, as pessoas que retornam enriquecem o país com sua experiência e podem promover inovações. "Cada partida representa novas conexões e uma rede em expansão", declarou em 2025 à revista Ingenio, da Universidade de Auckland, Merryn Tawhai, do Instituto de Bioengenharia de Auckland. O ministro da Habitação, Chris Bishop, declarou ao Serviço Mundial da BBC (em inglês), que seu governo vem atingindo "bons progressos" para fazer do país um lugar onde seus cidadãos desejem ficar. "Mas não vou fingir, nem por um momento, que tudo é perfeito na Nova Zelândia", ressalta ele. "Certamente, não é. Existe um profundo mal-estar entre muitos neozelandeses sobre o estado" do país, segundo o ministro. Nicole Ballantyne imagina que a decisão da ex-primeira-ministra de se mudar para a Austrália tem razões mais sutis. "Provavelmente, existe um certo nível de assédio por lá (na Nova Zelândia) e ela é uma figura pública... Na Austrália, talvez ela consiga viver mais discretamente." Ardern saiu da Nova Zelândia pouco depois de deixar a política, em janeiro de 2023, e ganhou uma bolsa na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Seu escritório afirma que a família passou alguns anos viajando e, agora, decidiu se estabelecer na Austrália "por enquanto".



Petróleo supera barreira dos US$ 100 pela primeira vez em quatro anos


08/03/2026 22:48 - g1.globo.com


Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã O petróleo de referência dos Estados Unidos disparou para mais de US$ 100 por barril na abertura do mercado neste domingo (8), com investidores se preparando para mais turbulências após o Irã nomear Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O West Texas Intermediate (WTI) subiu mais de 20%, chegando a US$ 119,48 por barril, nível que não era visto desde fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou sua invasão da Ucrânia. Já o contrato internacional de referência Brent avançou mais de 19%, negociado a US$ 119,50 por barril (cerca de R$ 631,82). Os aumentos seguiram a alta de 36% no preço do petróleo bruto dos EUA e de 28% no preço do petróleo Brent da semana passada. Os preços do petróleo dispararam à medida que a guerra, agora em sua segunda semana, envolveu países e locais cruciais para a produção e o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Ainda neste domingo, Donald Trump disse que o aumento do preço do petróleo é um preço "muito pequeno a se pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo". Em seu perfil no Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que os preços cairão rapidamente quando "a destruição da ameaça nuclear do Irã terminar". Na Coreia do Sul, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, disse que as autoridades vão instituir um teto para o preço dos combustíveis no mercado interno. Esta é a primeira vez em quase 30 anos que o país cria um dispositivo para minimizar o impacto da alta dos preços do petróleo. Novo líder supremo O que é e o que faz um aiatolá? E o líder supremo do Irã? A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal neste domingo (8). Em comunicado, o órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder. Mojtaba é filho de Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em Teerã. Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei e candidato a novo líder supremo do Irã. Foto de 2019. AP Photo/Vahid Salemi/File Mojtaba, clérigo de escalão médio com laços estreitos com os Guardas Revolucionários, já era visto há anos como possível sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. Apesar de a ideologia dominante do Irã não favorecer a sucessão hereditária, ele conta com apoio significativo dentro da Guarda e da estrutura política que ainda mantém a influência do falecido líder. Segundo a imprensa iraniana, além do pai, Mojtaba perdeu a esposa e um filho pequeno. Apesar das tragédias pessoais, mesmo ostentando o título de aiatolá, Mojtaba é um clérigo de nível intermediário e uma das figuras mais influentes do establishment clerical iraniano. Ele é conhecido por ter uma postura linha-dura e tem laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã. O anúncio da nomeação foi confirmado pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda e dependia do chefe do secretariado da Assembleia de Especialistas, Hosseini Bushehri, responsável por tornar pública a decisão, segundo a agência iraniana Mehr. De acordo com o The New York Times, a nomeação também reflete a tentativa do governo iraniano de manter a continuidade em meio aos ataques crescentes dos Estados Unidos e de Israel, nove dias após o início da guerra. Mojtaba assume não apenas como a nova autoridade religiosa e política do país, mas também como comandante-em-chefe das Forças Armadas, reforçando sua posição de influência no Irã. Trump ameaça novo líder O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. A afirmação foi feita antes de o regime iraniano ter nomeado Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor. “Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. "Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito". Já o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (8) que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país. O chanceler também exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por, segundo ele, ter iniciado a guerra no Oriente Médio. "Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder", declarou Abbas Araghchi no programa "Meet the Press", do canal NBC, depois que Trump afirmou que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã. Araghchi também afirmou que o presidente republicano "deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram". Quanto petróleo é produzido pelo Irã? O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que faz dele o quarto maior produtor de petróleo da Opep. É também um dos maiores produtores de gás natural do mundo. O país possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, representando cerca de um quarto das reservas do Oriente Médio e 12% das mundiais, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). No entanto, a produção iraniana se manteve limitada devido a anos de investimentos baixos e sanções internacionais. Mas o Irã encontrou maneiras de contornar as sanções ocidentais e, atualmente, exporta 90% do seu petróleo para a China. Na realidade, foi a demanda da China que levou o Irã a aumentar a produção de petróleo bruto em cerca de 1 milhão de barris por dia entre 2020 e 2023. A economia iraniana é relativamente diversificada em comparação com outras do Oriente Médio dependentes do petróleo, mas as exportações de energia constituem uma fonte significativa de receita para o governo em Teerã. Em 2023, as empresas petrolíferas do país registraram cerca de 53 bilhões de dólares (R$ 275 bilhões) em receitas líquidas com a exportação do combustível fóssil, de acordo com estimativas da EIA.