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Em manifesto, varejistas dizem que consumidor também foi beneficiado pela taxa das blusinhas e defendem manutenção


09/04/2026 13:21 - g1.globo.com


Trump amplia 'taxa das blusinhas' nos EUA e encarece produtos chineses Representantes dos setores produtivo, do comércio e varejistas divulgaram nesta semana um manifesto cobrando a manutenção da chamada "taxa das blusinhas", ou seja, da cobrança de impostos federais e estaduais na importação de produtos — mesmo que sejam de até US$ 50. ➡️De acordo com o jornal "O Globo", o governo voltou a avaliar a revogação da chamada "taxa das blusinhas", em um ano eleitoral. O movimento é liderado pela ala política, especialmente o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, mas envolve outros setores. ➡️Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados já discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada "taxa das blusinhas". GETTY IMAGES via BBC No documento, assinado por 53 entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), os órgãos avaliam que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor. "O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto. As entidades também dizem que o fortalecimento da produção local ampliou a oferta de produtos com qualidade assegurada, assistência técnica e conformidade com normas nacionais de segurança, trabalho, meio ambiente e saúde, "o que não ocorre com parte relevante dos itens vendidos por plataformas estrangeiras". No documento, os órgãos representativos do setor produtivo nacional afirmam, ainda, que, "ao contrário do que sugerem narrativas difundidas nas redes sociais", a taxa das blusinhas não retraiu o consumo. Eles também citam pesquisa do Instituto Locomotiva, pela qual "apenas 12% deixaram" de comprar nessas plataformas após a retomada do imposto de importação. "Esse resultado era esperado. A tributação introduzida, somada ao ICMS, não eliminou a desigualdade tributária. As plataformas estrangeiras operam com carga de cerca de 45%, aproximadamente metade dos 90% incidentes sobre o varejo e a indústria nacionais. Ainda assim, os avanços recentes, apoiados por diferentes correntes políticas, devem ser preservados", concluem as entidades. O discurso do manifesto coincide com o do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que lembrou, na semana passada, ter defendido a taxa das blusinhas para proteger a produção, o emprego e a renda no país. "Defendi lá atrás, porque se você pegar o produto fabricado no brasil, a roupa, ele paga entre 45%, a quase 50% de tributo. Uma média de 45%. O importado está pagando bem menos do que o fabricado aqui dentro (...) Mesmo com a tributação [taxa das blusinhas], ainda é a carga bem menor do que o produto brasileiros", disse o vice-presidente, na última sexta-feira (2). Taxa das blusinhas ➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. ➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. Arrecadação em alta 💵No acumulado de todo ano de 2025, a chamada taxa das blusinhas arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões, ajudando o governo no atingimento da meta fiscal. Segundo informou o Fisco em fevereiro, 50 milhões de brasileiros estão "cumprindo suas obrigações tributárias" por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais. Em janeiro deste ano, o governo federal arrecadou o valor R$ 425 milhões, com crescimento de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. "Este balanço mostra que estamos no caminho para tornar as empresas nacionais muito mais competitivas em um Brasil que toma medidas para ser, cada vez mais, desenvolvido, com mais emprego e renda, com empresas nacionais que competem com as estrangeiras - e com consumidores mais protegidos! Um Brasil que reduz privilégios e subsídios a países estrangeiros e busca Justiça Tributária!", diz o manifesto do setor produtivo. Associações signatárias 1. Abicalçados - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados 2. Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica 3. Abióptica - Associação Brasileira das Indústrias Ópticas 4. Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção: Abit 5. ABLos - Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings 6. ABMalls - Associação Brasileira de Strip Malls 7. ABMAPRO -Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização 8. ABRAPA - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão 9. ABRAFAS - Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas 10. Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos 11. ABVTex - Associação Brasileira de Varejo Têxtil 12. ALShop - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping 13. Anamaco - Associação Nacional Comerciantes Material Construção 14. ANEA - Associação Nacional dos Exportadores de Algodão 15. Ápice - Associação pela Indústria e Comércio Esportivo 16. Assintecal - Assintecal 17. CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo 18. CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 19. CNDL - Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas 20. CNI - Confederação Nacional da Indústria 21. Fecomércio MG - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais 22. Fecomércio RS - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Sul 23. Fecomércio SC - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Santa Catarina 24. FIEMG - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais 25. FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina 26. FIERGS - Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul 27. Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro 28. Fitemavest - Sindicato das Industrias de Fiação Tecelagem Caxias do Sul 29. IDV - Instituto para Desenvolvimento do Varejo 30. IUB - Instituto Unidos Brasil 31. Sietex - Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis no Estado de São Paulo 32. SIFITEC - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharia e Tinturaria de Brusque, Botuverá e Guabiruba 33. SIFT MG - Sindicato das Industrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais 34. SIFT RN - Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Rio Grande do Norte 35. Simmesp - Sindicato Indústria de Malharia e Meias Estado São Paulo 36. Sindimeias - Sindicato das Indústrias de Meias de Juiz de Fora 37. Sindiroupas CE - Sindicato de Confecções e Vestuário do Ceará 38. Sinditec - Sindicato das Indústrias de Tecelagens, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estampa e Beneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara D'Oeste e Sumaré 39. Sinditêxtil RJ - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro 40. Sinditêxtil SP - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo 41. Sindivest JF - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora 42. Sindivest MG - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais 43. Sindivest RS - Sindicato das Indústrias do Vestuário do Alto Uruguai (RS) 44. Sindvest Maringá - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Maringá 45. Sindvest Nova Friburgo - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região 46. Sinvesd - Sindicato da Indústria de Vestuário de Divinópolis 47. SIVERGS - Sindicato das Indústrias do Vestuário do RS 48. Sindvest SJN - Sindicato das Indústrias do Vestuário de São João Nepomuceno (MG) 49. Sintex - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau 50. Sindivest - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento 51. Sivale - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí 52. UNECS - União das Entidades de Comércio e Serviço 53. UGT - União Geral dos Trabalhadores



Vilão do endividamento, cartão de crédito rotativo cresceu no pós‑pandemia; empréstimos beiraram R$ 400 bilhões em 2025


09/04/2026 13:02 - g1.globo.com


O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, disparou após o fim da pandemia da Covid-19 e beirou a marca de R$ 400 bilhões no ano passado. Os números são do Banco Central. A modalidade é considerada um dos vilões do alto nível de endividamento da população brasileira. Em um ano eleitoral, o governo do presidente Luiz Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para reduzir os débitos da população e facilitar a tomada de crédito pelas pessoas (veja mais abaixo nessa reportagem). Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️Segundo a autoridade monetária, 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país. Isso quer dizer que quase a metade do povo brasileiro tem cartão de crédito. ➡️De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro deste ano. ➡️Com juros elevados, a taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%, ou seja, mais de R$ 60 em R$ 100 emprestados não foram honrados. A taxa de juros dessa linha de crédito, a mais alta de todas, somou 436% ao ano em fevereiro deste ano. No crédito consignado, por exemplo, as taxas variam de cerca 24% a 60% ao ano. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida. Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. Reprodução/TV Globo Considerada parte do salário No mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma "discussão estrutural". "Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo. De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas. Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com mais de R$ 80 bilhões liberados em um ano. A regulamentação do uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, algo prometido pelo governo como um diferencial da modalidade, uma forma de baixar os juros aos trabalhadores, porém, ainda não saiu do papel. Rui Costa diz que endividamento da população preocupa Lula e que Caiado mexe pouco no cenário Uso do cartão de crédito rotativo De acordo com dados do Banco Central, entre 2012 e 2020, a concessão de crédito (desembolsos) por meio do cartão de crédito rotativo não tinha ultrapassado R$ 225 bilhões em um ano. As variações anuais intercalaram períodos de altas e baixas. O ano de 2020, principalmente, e de 2021 foram marcados pelo pagamento do Auxílio Emergencial, valores excepcionais pagos à população durante a pandemia, para permitir o afastamento social. Os dados do cartão de crédito mostram que, no período que coincide com a saída da pandemia e retorno de um patamar mais pesado de inflação, as concessões do cartão de crédito rotativo dispararam. ➡️Com o fim do Auxílio Emergencial a partir de 2022, as concessões de novos empréstimos no cartão de crédito rotativo alcançaram novos patamares (veja abaixo), atingindo quase R$ 400 bilhões em 2025. ➡️Esse período pós-pandemia também foi marcado por fortes pressões inflacionárias, com o índice oficial atingindo mais de 10% em 2021, a maior em seis anos, e cerca de 5,8% em 2022. Soluções em estudo O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população. A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%. Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.



GR Yaris: testamos o hatch de duas portas com unidades limitadas e que custa R$ 354.990


09/04/2026 13:00 - g1.globo.com


GR Yaris chega ao Brasil com o motor 1.6 turbo mais potente do mundo Desde 2020, o brasileiro tem dado preferência aos SUVs, segundo números de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ainda assim, a Toyota decidiu desafiar essa lógica de mercado e lançar o GR Yaris: um hatch de duas portas, voltado a um público específico, com unidades inicialmente limitadas e preço inicial de R$ 354.990. A marca aposta em um nicho claro: os motoristas que gostam de levar o carro para a pista de terra ou para o asfalto e que têm uma preferência pelos modelos de alto desempenho. O GR Yaris é o menor e mais leve carro da Gazoo Racing, divisão da Toyota dedicada exclusivamente a modelos esportivos. O veículo mede exatamente quatro metros de comprimento — sete centímetros a menos que o Volkswagen Polo, hatch também compacto e mais vendido do Brasil em 2025, segundo a Fenabrave. O peso é de 1.305 quilos na versão automática, com oito marchas, ou de 1.325 quilos na opção manual, que tem seis velocidades. Toyota GR Yaris divulgação/Toyota O novo GR Yaris também conta com um motor 1.6 turbo de três cilindros, o mais potente do mundo para um conjunto feito em série — sem modificações extras, comuns em veículos particulares de competição. São cerca de 100 cv por cilindro, o que resulta em expressivos 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre com gasolina — o que deixa o hatch bem próximo à potência do motor 2.0 turbo da Ford Ranger. Esse número representa a força do veículo. Na picape, ela é usada para mover as cerca de duas toneladas da Ranger e ainda suportar o peso da carga na caçamba. Já no GR Yaris, que pesa aproximadamente 700 quilos a menos, essa força é direcionada à velocidade — e à diversão de quem gosta de dirigir na pista. O g1 colocou toda essa força à prova em um autódromo de Mogi Guaçu (SP), homologado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, responsável pela Fórmula 1) e pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Com o capacete colocado e as instruções de pista dadas, ficou claro que este é um dos hatches mais divertidos de dirigir em um autódromo, entre os carros vendidos prontos em concessionárias. Entenda o motivo nos próximos parágrafos. É possível pular diretamente para a descrição do carro clicando aqui. Antes, porém, vale explicar como este esportivo se comporta em seu ambiente mais favorável: o asfalto de um autódromo. GR Yaris divulgação/Toyota A primeira impressão ao assumir o volante é a de estar em um hatch comum, mas tudo muda ao acelerar com mais força. Nesse momento, duas sensações surgem imediatamente e tomam conta da cabine: O isolamento acústico é mínimo, e o motor parece estar praticamente exposto à cabine; O calor do motor também passa para a cabine. Engatada a primeira marcha, a experiência varia conforme o câmbio escolhido na compra. No manual, as trocas durante o teste foram curtas e fáceis de engatar. O carro frequentemente sugeria subir a marcha, mesmo em situações em que o teste exigia mais força do motor — algo que normalmente pede uma marcha mais baixa. No automático, as trocas são feitas pelo próprio carro, mas há também abas atrás do volante, semelhantes às usadas na Fórmula 1. O teste foi realizado das duas maneiras: com trocas manuais pelas abas e deixando o sistema decidir sozinho. O ponto principal é que, mesmo com oito marchas, o câmbio mantinha o motor sempre em cheio nas trocas. Isso garantia força constante na tração integral e preservava o ronco característico do motor, sem priorizar a economia de combustível. Em relação à tração, o sistema nas quatro rodas permite ajustar a distribuição de força entre os eixos. Na pista, a configuração usada foi de 60% na dianteira e 40% na traseira, mas é possível alterar esses valores para: 53% na dianteira e 47% na traseira; Valor variável entre 30% e 70% para a traseira. Em ambas as opções de câmbio, a sensação foi de trocas rápidas, ainda que mais longas quando se pensa em um carro “de rua”. São oito marchas, e a última não passa a impressão de ser fraca ou sem força. Somando a tração integral e o torque sempre disponível, o resultado é um carro que lembra um kart: baixo, firme e estável. Mesmo forçando bastante durante o teste no autódromo, não foi possível fazer o GR Yaris cantar pneus em curvas. É claro que, com atitudes extremas, qualquer carro pode perder o controle, mas, ao buscar um bom tempo de volta, o GR Yaris se mantém seguro e previsível. Para isso, o carro conta com freios de alto desempenho, todos a disco, além de uma bitola traseira mais larga — que é a distância entre os centros das rodas em um eixo. Esse conjunto garante maior controle tanto nas frenagens fortes quanto nas retomadas. Os freios suportaram com tranquilidade a condução intensa exigida de um esportivo em pista. Mesmo após duas voltas rápidas e o retorno aos boxes, as pinças não apresentavam aquecimento excessivo — e isso em um dia com temperatura próxima dos 35 °C. GR Yaris divulgação/Toyota Após quatro voltas rápidas — duas com câmbio automático e duas com o manual — é possível afirmar com segurança que a versão automática do GR Yaris não deixa nada a desejar em relação à manual. É claro que sentir a resistência do câmbio manual, que orienta as trocas de marcha pela própria resposta da alavanca, é mais envolvente. Ainda assim, manter as duas mãos no volante enquanto as trocas são feitas pelas abas, à moda da Fórmula 1, também agrada. Em nenhum momento foi possível perceber o GR Yaris automático como menos ágil ou agressivo. Mas ao pensar o GR Yaris como um carro voltado principalmente à diversão — e considerando que o uso diário ficará a cargo de outro veículo — o câmbio manual surge como a melhor escolha. Já em situações de trânsito pesado, o automático se mostra mais confortável, especialmente em longos períodos de condução em baixa velocidade. Como é o GR Yaris Galerias Relacionadas GR Yaris por fora Por fora, o GR Yaris é exótico. Na dianteira, ele tem aparência de um hatch mais agressivo, com faróis que lembram olhos furiosos e uma grande entrada de ar no radiador. O conjunto é chamativo e deixa claro que não se trata de um compacto comum. De perfil, as pinças de freio pintadas de vermelho adicionam um toque extra de esportividade. Já na traseira, as sensações são mistas. O para-choque grande demais e as lanternas que parecem ter sido pensadas para um carro maior passam uma impressão desproporcional, como quando uma criança calça os sapatos dos pais. GR Yaris divulgação/Toyota Por outro lado, chamam atenção as duas ponteiras cromadas das saídas de escapamento. Elas são reais, funcionais e contribuem para o ronco característico de um carro esportivo. Por dentro, o conforto não é o ponto forte. Não por causa dos bancos em formato de concha, que seguram muito bem motorista e passageiro, mas pelo acabamento simples e pelo espaço reduzido na fileira traseira, que, com muita sorte, acomoda apenas uma criança pequena. Outro ponto que causa estranhamento visual é o painel, que lembra o de um ônibus. Trata-se de uma grande peça de plástico, reta na vertical e levemente curvada na horizontal. Nela estão o painel digital de instrumentos e a central multimídia de oito polegadas, surpreendentemente moderna para um interior tão simples e de aparência mais antiga. Galerias Relacionadas Tudo isso seria um grande problema em um hatch comum que custa mais de R$ 350 mil, mas faz mais sentido quando se considera o público específico que a Toyota pretende atingir com este carro. “É um cliente que gosta muito de motorsport, performance, apaixonado por automobilismo. São clientes que já conheciam a GR, até clientes novos com garagens recheadas de outros carros esportivos”, disse Nancy Serapião, responsável pelas marcas Gazoo Racing e Lexus no Brasil, ao g1. “É um cliente para o track day [dia de competição em autódromo] e que também consegue usar no dia a dia. Que vai trazer mais o carro para o asfalto, do que o mato”, disse Nancy. Andar fora de estrada faz parte do DNA do GR Yaris, desenvolvido para que a Toyota pudesse competir no Campeonato Mundial de Rali (WRC, na sigla em inglês). Ainda assim, o modelo também se sai muito bem no asfalto. GR Yaris é limitado, por enquanto Para o lançamento e ao longo de todo o ano de 2026, a Toyota importou apenas 198 unidades do GR Yaris. Destas, 99 têm câmbio manual e outras 99 são automáticas. Mas, assim como acontece com o GR Corolla, o hatch seguirá disponível em 2027. “Pra 2027 a gente continua trazendo esse carro, de acordo com a demanda. Porque a gente quer manter um portfólio de carros esportivos no Brasil. Então não é um único tiro, ele [o GR Yaris] vem para marcar um início", disse Nancy.



Galípolo diz que BC não negocia autonomia de mandato e chama Focus de 'bússola' da política monetária


09/04/2026 12:37 - g1.globo.com


Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (9) que a autoridade monetária não está disponível para negociar o seu mandato e defendeu a conclusão do processo de autonomia institucional do órgão. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A declaração foi feita durante participação na Premiação Anual Rankings Top 5 2025, evento promovido pelo BC para reconhecer as instituições que mais acertaram projeções do Boletim Focus. Segundo Galípolo, a autonomia da instituição vai além de dispositivos legais e está relacionada à capacidade do Banco Central de preservar seu mandato e tomar decisões técnicas mesmo diante de pressões externas “A autonomia significa algo que é muito caro ao Banco Central, que não é estar disponível para negociar o seu mandato.” Ele acrescentou que fortalecer a estrutura institucional do órgão é importante para garantir que decisões técnicas não sofram consequências políticas no futuro. Galípolo também disse que a autonomia envolve uma postura institucional dentro do próprio Banco Central, que inclui reconhecer problemas internos quando necessário. Vale lembrar que investigações da Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero deflagrada, apontaram a participação de servidores do BC no esquema liderado pelo Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. “Quando tiver alguma coisa errada ter a coragem de apontar o que é de errado dentro do Banco Central e não só pedir desculpas, mas cortar na carne.” Expectativas do mercado e política monetária Galípolo também ressaltou que as projeções do mercado financeiro por meio do boletim Focus têm papel relevante na análise feita pelo Banco Central para definir a política monetária. “As expectativas são sempre muito relevantes na condução da política monetária, mas em momentos como esse fica ainda mais sublinhada a relevância da gente tá analisando as expectativas como uma referência importante sobre aquilo que vai acontecer no desdobramento da economia.” O presidente do BC destacou que a pesquisa semanal funciona como uma espécie de retrato de como economistas e agentes financeiros enxergam o cenário econômico. Segundo ele, essa percepção influencia decisões de consumo, investimento e formação de preços — fatores que acabam impactando os próprios resultados da economia. “E são essas decisões que vão ser tomadas a partir da percepção de hoje que vai criar o futuro.” Inflação em alta nas projeções As declarações ocorrem em um momento em que as expectativas de inflação voltaram a subir nas projeções do mercado financeiro. De acordo com o boletim Focus divulgado na segunda-feira (6), analistas elevaram pela quarta semana consecutiva a previsão para o índice oficial de inflação neste ano. A estimativa para o IPCA passou de 4,31% para 4,36%. O levantamento do Banco Central é elaborado com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras. Segundo analistas do mercado, parte da revisão está associada à alta recente do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. A valorização da commodity pode pressionar os preços de combustíveis e, consequentemente, a inflação no Brasil. Para os anos seguintes, o Focus também registrou ajustes nas estimativas. A previsão de inflação para 2027 subiu de 3,84% para 3,85%, enquanto a projeção para 2028 passou de 3,57% para 3,60%. Já a expectativa para 2029 permaneceu em 3,50%. Desde o ano passado, o país opera sob um sistema de meta contínua de inflação, cujo objetivo é manter o índice em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília, nesta terça-feira, 08 de outubro de 2024. Galípolo reconheceu que há anos as projeções de crescimento do Brasil vêm sendo revistas "sistematicamente ao longo do ano para cima, surpreendendo positivamente em relação a crescimento". CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO



Dólar inicia o dia com cautela sobre cessar-fogo no Oriente Médio; Ibovespa avança


09/04/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com queda na sessão desta quinta-feira (9), recuando 0,22% por volta das 10h15, sendo cotado a R$ 5,0915. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,05%, aos 192.289 pontos. Os investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A trégua anunciada recentemente entre Estados Unidos e Irã enfrenta episódios de violação e novas tensões, o que mantém o mercado em alerta. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Oriente Médio, o cessar-fogo anunciado há dois dias entre EUA e Irã segue cercado de incertezas. Na véspera, houve relatos de ataques dos dois lados. Teerã afirma que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ofensivas de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã durante a vigência da trégua. ▶️ Esse cenário faz crescer o temor de interrupções na oferta global de petróleo, já que o Estreito de Ormuz foi fechado durante as tensões. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, cotado a US$ 98,57. ▶️ Nos EUA, a agenda econômica desta quinta-feira ainda traz uma série de indicadores acompanhados de perto pelo mercado. Entre eles estão dados sobre gastos e rendimentos pessoais, além do deflator do PCE, uma das principais medidas de inflação monitoradas pelo banco central americano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,10%; Acumulado do mês: -1,47%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Incertezas sobre o cessar-fogo Os investidores seguem atentos à situação no Oriente Médio, já que ainda há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A trégua anunciada há dois dias vem sendo marcada por episódios de tensão e relatos de ataques durante o próprio período de pausa nos combates. Na quarta-feira (8), houve registros de ofensivas de ambos os lados. O Irã afirmou que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram disparos de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua. Nesta quinta-feira (9), Israel voltou a bombardear alvos no Líbano. Diante desse cenário, cresce o receio de impactos na oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, a US$ 98,57. Mercados globais Nas bolsas asiáticas, o clima nesta quinta-feira foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters



Preço do petróleo volta a subir após preocupações com cessar-fogo no Oriente Médio


09/04/2026 11:25 - g1.globo.com


Frágil cessar-fogo está em vigor entre EUA e Irã O preço do petróleo voltou a subiu forte nesta quinta-feira (9), refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio e as dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo na região. 🔎 O barril do West Texas Intermediate (WTI), principal tipo negociado nos Estados Unidos, avançou 5% e chegou a US$ 99,13 durante as primeiras horas após a abertura dos mercados. Por volta das 8h16, a alta era cerca de 5,35%, com o barril cotado a US$ 99,46. Já o Brent, usado como referência internacional, subiu 3,82%, a US$ 98,57. A alta vem depois de uma queda no dia anterior, quando o mercado reagiu ao anúncio de uma trégua entre Estados Unidos e Irã. Mas o alívio durou pouco. O acordo previa uma pausa de duas semanas nos ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz — uma espécie de “corredor” por onde circula grande parte do petróleo do mundo. Só que a passagem ficou liberada por poucas horas e voltou a ter restrições. Além disso, novos ataques foram registrados, aumentando o clima de incerteza. Israel intensificou bombardeios no Líbano contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones. LEIA MAIS Entenda os 3 principais pontos de divergência para um cessar-fogo entre EUA e Irã Com esse cenário, investidores temem que a oferta de petróleo seja afetada — o que normalmente faz os preços subirem. Nas bolsas asiáticas, o clima foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Analistas do MUFG afirmaram que o cessar-fogo já mostra sinais de fragilidade, mesmo com pouco tempo de vigência. Agora, além da geopolítica, investidores também aguardam novos dados da economia chinesa, que podem indicar como está a demanda global por petróleo. *Com informações da agência Reuters e France Presse. Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz Reuters



Presidente interina da Venezuela promete aumento de salários


09/04/2026 10:58 - g1.globo.com


Delcy Rodríguez assumiu a chefia do governo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro Miraflores Palace/Handout/REUTERS via DW A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu um "aumento responsável" dos salários, corroídos por anos de inflação e pelo colapso da economia ao longo da última década. "Anuncio que, no dia 1º de maio, nós implementaremos um aumento e que esse aumento, tal como indicamos, será um aumento responsável", declarou Rodríguez nesta quarta-feira (08) durante um discurso na televisão estatal, sem dar detalhes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O salário mínimo na Venezuela é equivalente a 0,27 centavos de dólar por hora (R$ 1,38), e a inflação anual foi de mais de 600%. Os salários de venezuelanos podem chegar a 150 dólares (R$ 766) por mês, se considerados bônus estatais, mas isso não cobre sequer uma fração dos gastos com alimentação de uma família, estimados em 645 dólares. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rodríguez também anunciou a criação de uma comissão para o "diálogo laboral", reagindo a protestos de trabalhadores que exigem aumentos salariais. O pronunciamento foi feito na véspera de uma marcha convocada por sindicalistas até a sede do Executivo, no centro de Caracas, para exigir respostas às reivindicações. Mudanças na economia venezuelana Em seu pronunciamento, Rodríguez elencou uma série de medidas para dinamizar a economia do país, que incluem a revisão do modelo chavista, com a promessa de um diálogo social, aumentos salariais, reformas fiscais e alterações à legislação imobiliária. A presidente interina não definiu ações concretas, mas falou em corrigir e não repetir "erros do passado". O discurso, que durou quase meia hora, chegou a ser perturbado brevemente devido a uma queda de energia. Rodríguez ordenou também a criação de uma comissão para a avaliação "estratégica" dos ativos do país — à exceção da indústria petrolífera —, formada por representantes do Estado, do empresariado e dos trabalhadores. Caso se concretize "a recuperação dos ativos" da Venezuela "bloqueados no estrangeiro" no âmbito das sanções de que o país é alvo, esses recursos serão destinados "imediatamente" a garantir o aumento salarial e à "reabilitação das infraestruturas básicas", como as de fornecimento de eletricidade e água, estradas, escolas e hospitais, disse a presidente interina. Rodríguez assumiu o comando da Venezuela interinamente desde a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, em 3 de janeiro. Ela governa sob pressão do presidente americano Donald Trump, que afirmou estar "no comando" do país e da venda de petróleo venezuelano.



Em que parte do boi fica a picanha, o patinho e o filé mignon? Dê play no game e teste seus conhecimentos


09/04/2026 09:01 - g1.globo.com


Você sabe exatamente de onde vêm os cortes de carne que chegam ao seu prato? Da picanha, do patinho, do filé mignon? Nem sempre é fácil identificá-las. Neste jogo interativo, teste seus conhecimentos e descubra se você acerta a localização dos principais cortes. Por que tem tanto boi na Amazônia? PF, prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia



Folga remunerada para exames: o que muda na CLT com lei sancionada por Lula


09/04/2026 08:00 - g1.globo.com


Exame de sangue para dosagem do PSA é um dos principais métodos de detecção precoce do câncer de próstata Banco de imagens A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi atualizada na última segunda-feira (6) e passou a obrigar empresas a informar e orientar trabalhadores sobre a prevenção de doenças e o acesso a exames. A mudança veio com a sanção da Lei nº 15.377/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em vigor. O texto também reforça um direito que voltou ao debate público: a possibilidade de faltar ao trabalho por até três dias ao ano, sem prejuízo do salário, para a realização de exames preventivos. A atualização da lei gerou uma onda de publicações nas redes sociais, muitas delas afirmando que esse direito teria sido criado agora. No entanto, a folga remunerada para exames preventivos já existe na CLT desde 2018. O que muda, desta vez, é o papel atribuído às empresas. “O empregado já podia se ausentar por até três dias a cada 12 meses para realizar exames preventivos de câncer (...). A Lei nº 15.377/2026 não cria esse direito do zero, mas acrescenta um dever de informação e conscientização por parte das empresas”, explica o advogado Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na prática, a nova lei faz com que o direito deixe de depender apenas da iniciativa do trabalhador e passe a ser uma informação que precisa circular no ambiente de trabalho. A partir de agora, as empresas devem divulgar campanhas de vacinação, promover campanhas de informação e orientação sobre HPV e câncer e orientar funcionários sobre como acessar exames preventivos. Essa mudança pode parecer discreta, mas tem efeito direto na rotina. Ao transformar a informação em obrigação, a lei tenta resolver um problema comum: o direito existe, mas nem sempre chega a quem pode utilizá-lo, segundo o Senado Federal. Como funciona a folga para exames? Do ponto de vista prático, as regras continuam simples. O trabalhador pode se ausentar por até três dias a cada 12 meses de trabalho para realizar exames preventivos de câncer, sem desconto no salário. Esse limite é anual e não é acompanhado de muitos detalhes na lei. “A legislação define o direito, o limite e a necessidade de comprovação, mas não entra em regras operacionais”, explica Marcel Cordeiro. Isso significa que pontos como aviso prévio, escolha da data ou divisão dos dias costumam ser resolvidos no dia a dia, entre a empresa e o funcionário. A comprovação, por outro lado, é indispensável. O trabalhador precisa apresentar um documento que comprove a realização do exame, embora a lei não especifique qual. Na prática, uma declaração de comparecimento costuma ser suficiente. Quais exames entram na regra? Outro ponto que costuma gerar dúvida é o tipo de exame. A CLT fala de forma ampla em “exames preventivos de câncer”, mas a nova lei destaca que o direito é válido para exames de HPV e para os cânceres de mama, colo do útero e próstata, como foco das ações de conscientização. Isso significa que o trabalhador não precisa estar doente para usufruir do direito. A lógica é justamente a oposta. A lei busca estimular o cuidado antes que problemas mais graves apareçam, o que pode facilitar o tratamento e reduzir afastamentos prolongados. O que ainda falta saber? Ainda segundo o advogado Marcel Cordeiro, a nova norma não prevê uma penalidade específica para empresas que deixarem de cumprir a obrigação de informar. Ainda assim, ao incluir esse dever na CLT, o texto aumenta a responsabilidade dos empregadores e tende a dar mais visibilidade ao tema no ambiente de trabalho. Licença-paternidade ampliada: veja o que muda



Jornal diz ter encontrado verdadeiro criador do Bitcoin, mas citado nega


09/04/2026 06:01 - g1.globo.com


Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Uma investigação do jornal americano "The New York Times" (NYT) afirma ter identificado o verdadeiro criador do Bitcoin. Conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, ele nunca teve sua identidade revelada publicamente e deixou de se comunicar na internet anos atrás. O Bitcoin é uma criptomoeda que funciona com base em um registro público, mas com usuários que podem permanecer anônimos. Por meio de plataformas de negociação, é possível comprar e vender a moeda em reais ou dólares, além de usá-la para adquirir produtos e serviços que aceitam esse tipo de pagamento. A identidade do inventor do Bitcoin sempre foi um mistério, embora seja associada ao nome Satoshi Nakamoto (entenda mais abaixo). Agora, segundo a investigação do NYT, quem estaria por trás do pseudônimo: o britânico Adam Back, apontado pelo jornal como o possível criador da moeda digital. O jornal afirma ter analisado décadas de e-mails e um conjunto de mensagens atribuídas a Satoshi Nakamoto, reveladas durante um julgamento em Londres. Segundo a reportagem, o repórter John Carreyrou passou um ano analisando esses arquivos até chegar ao nome de Back. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em entrevista à BBC, Adam Back, especialista em criptografia e descrito pela emissora como um “entusiasta do Bitcoin”, negou ser Satoshi Nakamoto. “Não sou Satoshi, mas desde cedo foquei nas implicações sociais positivas da criptografia, da privacidade online e do dinheiro eletrônico”, afirmou. O repórter afirma que uma das principais evidências que o levaram a suspeitar que Adam Back e Satoshi Nakamoto possam ser a mesma pessoa foi um conjunto de arquivos escritos por Back entre 1997 e 1999, cerca de uma década antes do lançamento do Bitcoin. Em um desses arquivos, datado de 30 de abril de 1997, Adam Back sugeriu a criação de um dinheiro virtual “totalmente desconectado” do sistema bancário tradicional, com características como a preservação da privacidade de quem paga e de quem recebe. A proposta também previa uma rede distribuída de computadores, para dificultar seu desligamento, um mecanismo de escassez para evitar inflação excessiva e a ausência da necessidade de confiar em indivíduos ou bancos. "Todos esses cinco elementos depois se tornaram centrais para o Bitcoin", escreveu o New York Times. Anos de procura A polêmica envolvendo a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto é antiga e nunca foi totalmente resolvida. A criptomoeda surgiu pela primeira vez em uma publicação na internet — um documento técnico conhecido como white paper — assinada por Nakamoto. O mistério em torno de Nakamoto e sua identidade já foi alvo de investigações anteriores do New York Times, da Newsweek e de outros veículos de imprensa. Nenhum deles, porém, apresentou provas irrefutáveis que confirmassem quem ele seria. "Jornalistas, acadêmicos e detetives da internet tentavam identificar Satoshi há 16 anos. Durante esse período, mais de 100 nomes foram apresentados, incluindo os de um estudante irlandês de criptografia, um engenheiro nipo-americano desempregado, um gênio criminoso sul-africano e o matemático retratado no filme "Uma Mente Maravilhosa"", escreveu o NYT.



Amazon vai encerrar suporte de versões antigas do Kindle; veja lista


09/04/2026 05:00 - g1.globo.com


Amazon Kindle Paperwhite (1ª geração) Flickr/Creative Commons/Zero2Cool A Amazon começou a informar usuários de Kindle que, a partir de 20 de maio, encerrará o suporte para versões do leitor digital lançadas em 2012 ou antes. Com a decisão, os modelos afetados não poderão mais se conectar aos serviços da empresa (veja lista abaixo). Com o fim do suporte, não será possível usar os aparelhos listados para comprar, emprestar ou baixar livros, nem registrar os dispositivos em contas da Amazon. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Eles também não poderão mais ser usados se tiverem registros cancelados da conta da Amazon ou se forem restaurados aos padrões de fábrica. Por outro lado, as versões sem suporte do Kindle ainda poderão ser usadas para ler livros que foram baixadas antes do prazo definido pela Amazon, desde que não tenham o registro cancelado e não sejam restaurados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Usuários ainda poderão transferir documentos para os leitores digitais antigos por meio de cabos USB. E terão a opção de acessar suas bibliotecas em versões mais recentes do Kindle, no aplicativo Kindle para Android, iPhone (iOS), Mac e PC, e na versão do leitor digital para navegador. Versões do Kindle que perderão o suporte Kindle de 1ª geração (2007) Kindle de 2ª geração (2009) Kindle DX (2009) Kindle DX Graphite (2010) Kindle Keyboard (3ª geração) (2010) Kindle 4 (2011) Kindle Touch (2011) Kindle 5 (2012) Kindle Paperwhite (1ª geração) (2012)



TCU encaminha ao Congresso informações sobre crise nos Correios


09/04/2026 05:00 - g1.globo.com


O Tribunal de Contas da União (TCU) vai encaminhar informações referentes à gestão financeira e orçamentária dos Correios ao Congresso Nacional. A medida atende pedido do deputado Evair Ferreira (PP-ES). Diante do prejuízo de R$4,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, o parlamentar solicitou que o tribunal enviasse informações sobre as causas do déficit, a evolução de despesas da estatal e a regularidade da gestão de precatórios. Além disso, pediu que informações sobre falhas de governança e a compatibilidade dos investimentos com os princípios da responsabilidade fiscal também fossem encaminhadas ao Congresso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em seu voto, o relator da matéria, ministro Walton Alencar, afirmou que a evolução "alarmante" das despesas administrativas e financeiras da estatal já vêm sendo acompanhadas pelo tribunal há algum tempo. Em 2024, a “Sustentabilidade Econômico-Financeira dos Correios” foi incluída na Lista de Alto Risco (LAR). "Essa classificação representa um dos mais altos níveis de alerta desta Corte, sinalizando que a estatal apresenta vulnerabilidades que podem comprometer a prestação de serviços essenciais e gerar impactos fiscais severos", afirmou o ministro. "A inclusão do tema na LAR impõe monitoramento prioritário e intensivo, estruturado em eixos como desempenho financeiro, gestão de pessoal e eficiência operacional, visando mitigar riscos de fraude, desperdício e má gestão", complementou. Entenda a crise Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado. Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam, no início deste ano, R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal. JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios foi alertada há dois anos de que corria risco de ficar sem dinheiro Jornal Nacional/ Reprodução O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano. No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido. Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. O programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades. Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos. A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.



Mega-Sena pode pagar R$ 20 milhões nesta quinta-feira


09/04/2026 03:00 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.994 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 20 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (9), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



Justiça derruba imposto de exportação a petroleiras


09/04/2026 01:37 - g1.globo.com


Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters A Justiça Federal do Rio de Janeiro emitiu uma liminar isentando a TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto, conforme mostra um documento judicial visto pela Reuters. A decisão desta quarta-feira (8) afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional. Uma decisão definitiva ainda está pendente. Em sua decisão, o juiz afirmou que o próprio governo brasileiro reconheceu que o imposto foi criado para gerar receita, o que ele classificou como um "verdadeiro desvio de finalidade". A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As críticas ao imposto aumentaram nesta quarta-feira (8), com o grupo de lobby do setor de petróleo, Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), afirmando que a taxa é um obstáculo a novos investimentos no país. Enquanto isso, as grandes petrolíferas enfatizaram que o Brasil precisa de "estabilidade" fiscal e regulatória. "Este imposto não é oportuno, especialmente diante da necessidade de demonstrar que o Brasil é um destino atraente para investimentos de longo prazo no setor de petróleo e gás", disse o chefe do IBP, Roberto Ardenghy, nos bastidores de um evento na quarta-feira. O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem "pagar um pouco mais" para ajudar o governo a subsidiar o combustível. ➡️ O imposto é uma taxa temporária projetada para durar até o final deste ano e visa aumentar o refino doméstico e garantir o abastecimento interno, informou o governo na época de seu lançamento.



BTG Pactual fecha acordo para comprar o banco Digimais


08/04/2026 22:49 - g1.globo.com


Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação O BTG Pactual fechou um acordo para comprar o Digimais, banco controlado pelo Grupo Record, do bispo evangélico Edir Macedo. A informação foi divulgada pelo BTG nesta quarta-feira (8), em comunicado a investidores. O valor da operação não foi divulgado. A conclusão da transação está condicionada à abertura de oportunidade para que outros potenciais interessados no Digimais apresentem propostas concorrentes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A transação também depende da obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias, incluindo as do Banco Central do Brasil (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), informou o BTG em comunicado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O acordo segue as novas regras para instituições associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovadas no ano passado após a crise do Banco Master. Em apresentação institucional, o Digimais afirma ser um banco focado em crédito, com forte ênfase no financiamento de automóveis. No ano passado, um ex-sócio do Banco Master anunciou a aquisição do Digimais, mas o negócio não foi concluído. * Com informações da agência de notícias Reuters



Visionário ou trambiqueiro? O americano que diz ter ficado milionário vendendo lotes na Lua


08/04/2026 21:47 - g1.globo.com


Dennis Hope passava por um divórcio quando teve a ideia milionária que mudou sua vida BBC Imagine que você acaba de se divorciar, está sem dinheiro e pensa em como poderia ganhar algo se tivesse uma propriedade de onde tirar proveito. Você, então, olha pela janela e exclama: "Vou vender a Lua." Parece inacreditável, não? Mas foi exatamente o que pensou, em 1980, o americano Dennis Hope. E, após esse momento de inspiração, ele diz ter ficado milionário vendendo terrenos na Lua. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como ele conseguiu? Hope se aproveitou, com muita habilidade, das "brechas legais" existentes nos tratados internacionais. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vamos à biblioteca! Depois de ter sua grandiosa ideia, ele decidiu buscar informações. Hope contou, em entrevista concedida há alguns anos à revista Vice, que foi a uma biblioteca e consultou o Tratado sobre o Espaço Exterior, de 1967. O documento das Nações Unidas (ONU) define que o espaço sideral é um bem comum internacional, "província de toda a humanidade". Por isso, é proibido a qualquer nação reivindicar sua soberania territorial. Concretamente, o artigo 2 determina que "a Lua e outros corpos celestes não estão sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, nem por nenhum outro meio". Hope interpretou a determinação da seguinte forma: se é de todos, não é de ninguém. E, embora um país não pudesse reivindicá-lo, por que não uma pessoa física? "Era uma terra sem dono", declarou ele, em entrevista à BBC. Por isso, ele se apropriou da Lua, como, segundo ele, "fizeram nossos antepassados, quando chegaram da Europa ao Novo Mundo", referindo-se à colonização europeia nas Américas. A grande questão é como alguém pode "se apropriar" da Lua. E, novamente, Hope utilizou uma espécie de lacuna jurídica, ou melhor, da falta de resposta. Ele enviou às Nações Unidas uma reivindicação de propriedade sobre a Lua, os outros oito planetas e suas luas. Hope explicou que sua ideia era subdividir e vender as propriedades a quem quisesse adquirir. E deixou claro em seu pedido que, caso houvesse algum problema legal, ele fosse avisado. Ninguém nunca respondeu ao seu pedido. De presente, a Lua Desde então, Hope vende terrenos na Lua, em hectares. E não só no nosso satélite, mas também terrenos em Marte, Vênus e Mercúrio. Entre os proprietários, segundo ele, encontram-se estrelas de Hollywood, ex-presidentes americanos, como Ronald Reagan (1911-2004), Jimmy Carter (1924-2024) e George W. Bush, e grandes redes hoteleiras. Hope contou à BBC em 2007 que vendia, em média, 1,5 mil terrenos por dia. E contou que a forma de escolher os lotes era fechando os olhos e apontando com o indicador um ponto no mapa da Lua. "Não é muito científico, mas é divertido", declarou ele. Aparentemente, tão divertido quanto lucrativo. Ao site Politico, em 2019, ele calculou um lucro de cerca de US$ 12 milhões (cerca de R$ 62 milhões, pelo câmbio atual) com este que, segundo ele, é o seu único trabalho, desde 1995. Hope começou a vender lotes na Lua e em alguns planetas. A imagem mostra os mapas dos terrenos disponíveis na Lua e em Marte, além da escritura de um lote no planeta vermelho. AFP via Getty Images via BBC "O menor lote que você pode comprar é de um acre [0,4 hectare, ou 4 mil m²]", explicou ele à Vice. "O maior lote que vendemos é o que chamamos de uma propriedade de 'tamanho continental' de 5.332.740 acres [2.158.087 hectares], que custa US$ 13,331 milhões". "Ainda não vendemos nenhum destes lotes, mas já vendemos muito terrenos de 1,8 mil e 2 mil acres [728 e 809 hectares]", prossegue Hope. "Temos 1,8 mil grandes corporações no planeta que nos compraram propriedades com propósitos específicos, incluindo as redes hoteleiras Hilton e Marriott." Constituição intergaláctica Você certamente está se perguntando como isso se mantém ou qual garantia têm seus donos de que não irão ver seus terrenos serem subitamente desapropriados. É claro que Hope e todos os proprietários pensaram o mesmo. E, obviamente, eles encontraram uma solução. Hope explica que eles decidiram formar uma república democrática chamada "Governo Galáctico". "Levamos três anos para redigir a Constituição, que foi publicada na internet em março de 2004", conta ele. "Na época, contávamos com 3,7 milhões de proprietários e 173.562 votos para sua ratificação. Por isso, somos hoje uma nação soberana, com uma Constituição plenamente ratificada." "Atualmente, mantemos relações diplomáticas com 30 governos do planeta", segundo Hope, "e estamos tentando fazer com que o maior número possível nos reconheça, pois nossa intenção é ingressar no Fundo Monetário Internacional." A BBC não conseguiu confirmar de forma independente estas afirmações. O chileno que tentou tomar posse da Lua Muito antes que o ser humano cogitasse a real possibilidade de colocar os pés na Lua, já se discutia o tema da propriedade dos corpos celestes. Em 1936, Dean Lindsay reivindicou a propriedade não só da Lua, mas de todos os objetos extraterrestres. E, naquela época, também recebeu ofertas de compra. O mesmo fez o advogado Jenaro Gajardo Vera. Nascido no Chile em 1919, ele defendia ter obtido a posse da Lua no dia 25 de setembro de 1954, como consta na documentação oficial assinada em cartório, na qual ele é mencionado como "dono da Lua". O registro do bem é um documento assinado por um cartório da cidade agrícola de Talca, no centro do Chile. Ela fica a cerca de 255 km da capital do país, Santiago, onde está registrado no Arquivo Judicial. Diz o seguinte: "Jenaro Gajardo Vera, advogado, é o dono, desde antes do ano de 1857, unindo sua posse à dos seus antecessores, do astro, satélite único da Terra, com diâmetro de 3.475,98 quilômetros, denominado LUA, cujos limites, por ser esferoidal, são: Norte, Sul, Oriente e Poente, espaço sideral. Define seu domicílio na rua 1 oriente 1270 e seu estado civil é solteiro. Jenaro Gajardo Vera. Carnê 1.487.45-K. Ñuñoa. Talca, 25 de setembro de 1954." Mas o caso de Gajardo Vera é fruto de uma brincadeira. Ele próprio contou ao jornal americano The Evening Independent, em 1969, que quis tomar posse da Lua para entrar em uma associação local, o Clube Social de Talca. Gajardo Vera declarou que as regras do clube determinavam que os membros da sociedade deveriam demonstrar a posse de algum bem. Carente de meios e ansioso para fazer parte desta sociedade, que reunia as pessoas abastadas da localidade, ocorreu ao advogado comprar a Lua. A compra custou US$ 1, segundo contou ele ao jornal americano. Negócio etéreo Hope mantém seu negócio de imóveis intergalácticos. Mas, ainda assim, especialistas afirmam que a Lua não é de ninguém, pelo menos de forma legítima. O tratado internacional de 1967 estabelece que a exploração e uso do espaço deve beneficiar e ser do interesse de todos os países. Será, então, que alguém individualmente pode se declarar dono da Lua? "Não", respondeu taxativamente, em 2019, a professora de Direito e especialista em direito internacional Claire Finkelstein, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ao portal de notícias WHY, associado à rede de rádio pública americana NPR. Mas a resposta não é tão clara quando se trata de atividades comerciais no espaço, como a exploração de recursos. "A lei internacional é ambígua em relação às empresas privadas que estabelecem operações de mineração no espaço", afirmou à BBC o professor de Ciências Planetárias Ian Crawford, do Birbeck College de Londres, para uma reportagem publicada em 2016. "É necessário revisar o Tratado sobre o Espaço Exterior e atualizá-lo", afirmou ele. Mas, até que isso aconteça, segundo o direito espacial, a Lua não é de ninguém e é de todos ao mesmo tempo.



É #FAKE mensagem de WhatsApp do TSE cobrando dinheiro para 'regularizar pendências eleitorais'; trata-se de golpe


08/04/2026 20:25 - g1.globo.com


Mensagem de WhatsApp induz entrega de dados pessoais g1 Circulam no WhatsApp mensagens enviadas em nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com alertas sobre supostas pendências no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um link para "regularização". É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como é o golpe? Para convencer as vítimas de que o conteúdo é legítimo, o texto começa assim: "AVISO URGENTE TSE: Prezado (a), o título de eleitor vinculado ao CPF está IRREGULAR devido a pendências eleitorais". Veja a íntegra do material: "AVISO URGENTE TSE: Prezado (a), o título de eleitor vinculado ao CPF está IRREGULAR devido a pendências eleitorais. Para regularizar imediatamente, acesse: [link fraudulento]. Caso não resolva agora, você poderá sofrer bloqueio de serviços públicos, dificuldade para tirar passaporte, RG e CNH, restrições bancárias e impedimento de votar nas próximas eleições. Regularize urgente — Atendimento TSE. A sua fatura já está disponível". O conteúdo tem diversos sinais de golpe: tom de urgência e ameaça (expressões como "AVISO URGENTE" e "REGULARIZE URGENTE"; consequências exageradas (bloqueio de serviços públicos e dificuldade para tirar documentos); generalização e falta de detalhes oficiais (como número de processo); link suspeito (o endereço fornecido não é um domínio oficial do governo, como tse.jus.br); e pedido de ação imediata por canal informal; uso indevido de autoridade (com citação órgãos oficiais). Veja detalhes ao final desta reportagem. Ao clicar no link, o usuário chega a uma página falsa, com logomarca semelhante à da Justiça Eleitoral e o seguinte texto: "Quitação de multas. As multas eleitorais decorrentes da ausência às urnas ou de atos de trabalho eleitoral podem ser pagas pelo canal de Autoatendimento Eleitoral disponível nesta página. O pagamento está disponível exclusivamente nesse canal". Abaixo, o usuário é induzido a "informar o CPF" em um campo preenchível e a clicar em "Consultar situação". Em seguida, ele chega a uma segunda página, que cita "débitos eleitorais em aberto", no total de R$ 66,80. Para saldar a suposta dívida, a vítima tem de clicar no campo "Quitar débitos agora", na parte inferior esquerda. Esse botão gera um QR Code para transferência via PIX – e o destinatário final do pagamento não é revelado. ⚠️ Por que a mensagem é #FAKE? Ao Fato ou Fake, a assessoria de imprensa do TSE enviou o seguinte comunicado: "O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não realiza qualquer tipo de cobrança para serviços de regularização eleitoral. Todos os serviços são gratuitos. O TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais não enviam boletos, não solicitam pagamentos nem cobram taxas por meio de mensagens, aplicativos, SMS ou e-mail. Também não solicitam dados pessoais ou bancários por esses canais. Em caso de dúvida, a orientação é acessar apenas os canais oficiais da Justiça Eleitoral. A emissão do primeiro título, a transferência de domicílio e a atualização de dados são gratuitas". O tribunal recomenda atenção ao endereço das páginas antes de tomar qualquer ação: "O endereço do site oficial do TSE é https://www.tse.jus.br/ e o da Justiça Eleitoral é https://www.justicaeleitoral.jus.br/. O Tribunal reforça a importância de verificar as informações antes de compartilhá-las, como forma de prevenir golpes e combater a desinformação". Na semana passada, o Fato ou Fake fez uma verificação semelhante: É #FAKE alerta de WhatsApp da Receita Federal que cobra dívida de CPF e ameaça bloquear PIX e conta bancária; trata-se de golpe. ❌ Quais os indícios de golpe? Ao longo do texto da mensagem golpista, há diversos sinais de linguagem típicos de fraude: Tom de urgência e ameaça – Expressões como “ÚLTIMO AVISO” e “PENDÊNCIA GRAVE” são usadas para causar medo e pressionar a pessoa a agir rapidamente, sem pensar. Consequências exageradas – Bloqueio de acesso a serviços públicos, dificuldade em tirar documentos. Generalização e falta de detalhes oficiais – Ausência de informações específicas confiáveis (como número de processo, canal oficial ou instruções verificáveis), substituídas por menções genéricas a uma "pendência". Link suspeito – O endereço fornecido não é um domínio oficial do Judiciário brasileiro (como “tse.jus”). Pedido de ação imediata por canal informal – Orientações como "clicar no link", "regularize urgente" e "A sua fatura está disponível" fogem totalmente da linguagem usada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Uso indevido de autoridade – Tentativa de se legitimar citando o TSE — um recurso comum para parecer confiável. Contato via WhatsApp – Órgãos oficiais não utilizam mensagens diretas por aplicativos para cobrar regularizações dessa forma. Mensagem de WhatsApp induz entrega de dados pessoais g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)



Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região


08/04/2026 19:12 - g1.globo.com


Imagem ilustrativa de uma carne bovina; vendas para o Oriente Médio caíram após o conflito. Foto de David Foodphototasty na Unsplash As dificuldades de navegação no Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre EUA, Israel e Irã, impactou diretamente as exportações do agro brasileiro para mercados-chave da região. As vendas de carne bovina para os Emirados Árabes Unidos em março, por exemplo, despencaram 49% em volume em relação a igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta quarta-feira (8). Os Emirados são o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira no Oriente Médio. O primeiro é o Egito, para onde as exportações caíram 16% em março, e o segundo é a Arábia Saudita, que registrou uma retração menor no mês (-7,6%). Para outros destinos da região, as exportações de carne bovina tiveram quedas mais intensas, como Catar (-55,3%), Jordânia (-44,8%), Iraque (-42,5%) e Kuwait (-34,4%). Apesar da forte queda para o Oriente Médio, as exportações totais do Brasil fecharam o mês com alta de 9,1% em relação a março do ano passado, totalizando 270,8 mil toneladas. Em receita, as exportações renderam US$ 1,48 bilhão, avanço de 26% na mesma comparação. O aumento, em volume, foi liderado por: China: 335,3 mil toneladas (+41,8%); EUA: 107,4 mil toneladas (+13,4%); Chile: 39,0 mil toneladas (+4,9%); União Europeia: 26,0 mil toneladas (+3,2%); Rússia: 33,9 mil toneladas (+4,2%). Carne de frango Em março, as vendas brasileiras para o Oriente Médio caíram 18,5% em volume na comparação com fevereiro, mês anterior à escalada do conflito, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Na região, a Arábia Saudita é o principal destino. Em março, o país importou 38,7 mil toneladas de frango, volume 5,3% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado. Apesar disso, o desempenho total do setor foi positivo. As exportações somaram 504,3 mil toneladas em março, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 476 mil toneladas. “Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas", analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin. "São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz", acrescenta. "As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo. No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia”, acrescenta. Estreito de Ormuz: imagens mostram tráfego durante a guerra, com o cessar-fogo e após novo fechamento pelo Irã Estreito de Ormuz volta a ter circulação de navios após cessar-fogo



Meta revela Muse Spark, primeiro modelo de IA de sua equipe de superinteligência; veja como ele funciona


08/04/2026 19:06 - g1.globo.com


Modelo de IA Muse Spark no Meta AI Reprodução A Meta apresentou nesta quarta-feira (8) o Muse Spark, o primeiro modelo de inteligência artificial de sua equipe de supertalentos na área. O Muse Spark está disponível no aplicativo e no site do Meta AI. Nas próximas semanas, ele substituirá os modelos Llama usados nos chatbots de Instagram, Facebook e WhatsApp e na coleção de óculos inteligentes da Meta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele foi criado pelo Meta Superintelligence Labs (MSL), uma equipe criada em 2025 a partir de uma disputa por talentos e uma reestruturação interna para alcançar rivais na corrida de IA. O chefe da equipe é Alex Wang, presidente-executivo da Scale AI, que foi contratado pela Meta em um acordo de US$ 14,3 bilhões. O departamento inclui ainda engenheiros que foram atraídos por pacotes salariais de centenas de milhões de dólares. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona o Muse Spark Segundo a Meta, o novo modelo é capaz de usar vários agentes ao mesmo tempo para realizar uma tarefa. Em pesquisas sobre viagens, por exemplo, um agente cria o roteiro, outro compara cidades e um terceiro busca atividades para crianças, explicou a empresa. O modelo também consegue analisar imagens sem que elas sejam descritas por usuários. Em uma demonstração, ele fez uma estimativa do total de calorias de uma refeição a partir de uma foto. O Muse Spark conta ainda com um modo de compras, que reúne links para produtos, e com um modo que busca informações em redes sociais, que destaca posts públicos com base na localização e no tema da conversa. "Este modelo inicial é pequeno e rápido por design, mas capaz o suficiente para raciocinar sobre questões complexas em ciência, matemática e saúde. É uma base sólida, e a próxima geração já está em desenvolvimento", afirmou a empresa em uma publicação no blog. Muse Spark, modelo de IA da Meta, faz estimativa de calorias de refeição a partir de uma foto Divulgação/Meta Muse Spark, modelo de IA da Meta, consegue analisar elementos em fotos Divulgação/Meta



TikTok construirá segundo data center de 1 bilhão de euros na Finlândia


08/04/2026 18:37 - g1.globo.com


Ícone do aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok. AP/Matt Slocum/Arquivo O TikTok planeja investir 1 bilhão de euros na construção de um segundo data center na Finlândia em menos de um ano, transferindo o armazenamento de dados de usuários europeus para o continente, segundo afirmaram executivos da empresa nesta quarta-feira. A empresa anunciou um novo investimento de 1 bilhão de euros em um centro de dados com capacidade inicial de 50 megawatts (MW) e capacidade potencial total de 128 MW em Lahti, localizada no sul da Finlândia. O investimento faz parte da "iniciativa de soberania de dados europeia de 12 bilhões de euros da empresa, que oferece proteções líderes do setor para os dados de mais de 200 milhões de usuários europeus", disse o TikTok à Reuters. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O anúncio ocorre após a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, evitar uma proibição nos Estados Unidos, em janeiro, relacionada a preocupações com a proteção de dados, e enquanto os países europeus intensificam a pressão sobre as empresas de mídia social para proteger crianças de algoritmos viciantes. Proteção de dados A Finlândia tornou-se um polo de atração para data centers, à medida que empresas como Microsoft e Google buscam reduzir custos de energia e cumprir metas climáticas, atraídas pelo clima frio do país, pela eletricidade de baixo custo e baixa emissão de carbono e por um ambiente regulatório estável e favorável aos negócios dentro da União Europeia. No entanto, políticos finlandeses ficaram alarmados com o plano do TikTok de construir seu primeiro centro na Finlândia, após a Reuters ter revelado a informação em abril do ano passado. Embora o Ministério da Defesa da Finlândia tivesse aprovado o investimento em 2024, os políticos não haviam sido informados. O então ministro da Economia da Finlândia, Wille Rydman, pediu no ano passado que o projeto fosse "reconsiderado" devido a preocupações com a segurança e à falta de transparência em relação aos planos da empresa. "No mínimo, espero que esta empresa de desenvolvimento imobiliário reconsidere mais uma vez se realmente deseja o TikTok como inquilino", disse Rydman à emissora pública finlandesa Yle, referindo-se ao parceiro local do TikTok. O TikTok afirmou que os dados de seus usuários europeus estão atualmente armazenados com medidas de segurança reforçadas em três data centers na Noruega, Irlanda e Estados Unidos. Seu primeiro data center finlandês, em Kouvola, deverá entrar em operação até o final deste ano, e o segundo, até 2027. O prefeito de Lahti comemorou a nova decisão de investimento. "No contexto de Lahti, o investimento é substancial. Estamos satisfeitos que um contrato de locação principal foi assinado e que o projeto está progredindo conforme planejado", disse o prefeito de Lahti, Niko Kyynarainen, em comunicado.



Guerra no Oriente prejudica envio de pimenta e café, e exportadores têm dificuldade de negociar produtos


08/04/2026 17:45 - g1.globo.com


Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para o Oriente Médio, com destaque para o café e a pimenta-do-reino. TV Gazeta O cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos, Israel e Irã nesta terça-feira (7) durou pouco e o cenário de guerra continua causando mortes e gerando incertezas econômicas que afetam também o Espírito Santo. Produtores de pimenta e café têm enfrentado dificuldades de exportar e fazer novos negócios com países daquela região. O cessar-fogo de terça trouxe certo alívio aos mercados internacionais. Mas a trégua, que deveria ser de duas semanas, durou menos de 24 horas. O Irã acusou os Estados Unidos de fazer novos ataques. Como consequência, o país árabe voltou a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp E essa tensão só aumenta as incertezas para exportadores do Espírito Santo. Especialistas avaliam que o cenário segue instável e pode mudar rapidamente, mantendo o ambiente de cautela para quem depende do comércio exterior. O Oriente Médio é um mercado estratégico para o agronegócio capixaba. Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para a região, com destaque para o café (US$ 119,6 milhões) e a pimenta-do-reino (US$ 56,1 milhões). Em 2026, até fevereiro, as vendas somaram US$ 29,2 milhões, alta de 34,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As possíveis perdas do conflito ainda não foram contabilizadas. Porto de Vitória. TV Gazeta LEIA TAMBÉM: Em meio aos conflitos no Irã, moradores do ES estão em cruzeiro parado em Dubai, sem previsão de retornar ao Brasil Brasileiros vivem momentos de medo em Dubai: 'Toda hora é uma explosão, a gente não sabe o que faz'; veja mais relatos Segundo o analista de mercado Marcus Magalhães, o cessar-fogo anunciado no início da semana até representou um alívio momentâneo, mas não garantiu estabilidade. A situação muda tão rápido que as falas do especialistas foram feitas minutos antes de o cessar-fogo ter sido novamente interrompido. "A dinâmica da guerra é muito rápida. O que aconteceu agora não assegura que o cenário vai se manter, mas traz, num primeiro momento, a sensação de que algo positivo pode acontecer", afirmou. Horas após o início da trégua, a movimentação no Estreito de Ormuz voltou a ser intensa, navios também voltaram a circular pela região, o que poderia reduzir custos de frete e riscos nas operações. O abre e fecha do estreito elevam o preço do petróleo, encarecendo o transporte e pressionando os insumos como fertilizantes. E tudo isso afeta diretamente a competitividade dos produtos exportados pelo Espírito Santo. "O que acontece num primeiro momento é que o preço do petróleo desaba. Na semana passada, vimos o barril a US$ 120; nesta terça (7) à noite, chegou a US$ 93. O dólar também foi para R$ 5,06, uma cotação não vista há pelo menos dois anos no Brasil. A gente pode ter a ansiedade da economia global perdendo força e, quem sabe, os bancos centrais pelo mundo mais seguros. Podemos ter também uma redução na pressão sobre fertilizantes e outros custos de produção. Isso ajuda a aliviar as expectativas negativas na economia global", explicou o analista. "Cristal trincado" O tempo de viagem entre portos capixabas e o Oriente Médio pode chegar a 30 dias, o que significa que cargas já embarcadas ainda enfrentam reflexos do período de instabilidade. "Para um navio sair de Vitória e chegar ao Oriente Médio é, no mínimo, 30 dias. Muitas das cargas que estavam e estão a caminho podem chegar ao porto de destino se as coisas continuarem como estão. O fluxo marítimo pode voltar à sua normalidade nas próximas semanas". O especialista fez uma analogia com um "cristal trincado" para se referir à sensação de incerteza que deve permanecer nos próximos dias. "Podemos dizer que vivemos hoje um 'cristal trincado'. Você pode polir, mas a marca não sai. A região sempre vai ficar com o receio do que pode acontecer. Podemos ter, mais pra frente, um petróleo mais baixo do que os US$ 120, porém mais alto do que o praticado antes da guerra, tudo pelo cristal trincado que ficou para as questões energéticas", explicou. Em 2025, cerca de 15% da pimenta-do-reino exportada pelo Espírito Santo teve como destino o Oriente Médio, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura TV Gazeta Desafios para a pimenta-do-reino A situação é mais delicada no mercado de pimenta-do-reino. O Espírito Santo é o maior produtor do país, com mais de 12 mil propriedades, principalmente no norte do estado. A safra de 2026 já foi colhida e está pronta para exportação, mas parte da produção enfrenta dificuldade para encontrar destino. Exportadores relatam que, desde o início do conflito, têm buscado novos mercados fora da área afetada, como Europa, África e Ásia. "Estamos dando preferência a outros continentes para continuar vendendo nossas especiarias", afirmou o exportador José Tarcísio Malacarne Júnior. Guerra no Oriente dificulta exportações de pimenta do ES O principal entrave é a qualidade do produto destinado ao Oriente Médio, que costuma ser menos exigente. Redirecionar essa mercadoria para mercados mais rigorosos é um desafio. "É um produto de menor qualidade. O grande desafio é encontrar novos compradores que aceitem essas características", explicou o exportador Frank Moro. Em 2025, cerca de 15% da pimenta-do-reino exportada pelo Espírito Santo teve como destino o Oriente Médio, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura. Além da queda na demanda, exportadores também enfrentaram aumento no custo do frete marítimo e do seguro das cargas, já que embarcações passaram a buscar rotas alternativas para evitar áreas de risco. "Se o cliente precisar muito da mercadoria, ele paga mais caro pelo transporte. Caso contrário, precisamos redirecionar ou até trazer o produto de volta", disse Malacarne. Mesmo com a trégua, a avaliação do mercado é de que a instabilidade deixou marcas. Para especialistas, o cenário ainda exige cautela, já que qualquer nova escalada no conflito pode voltar a pressionar custos e afetar o fluxo de exportações. Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz Reuters Fim definitivo Durante a trégua, delegações dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir no Paquistão para negociar um fim definitivo da guerra entre os dois países. A reunião para discutir o fim definitivo da guerra entre os países ocorrerá na sexta-feira (10) e foi anunciada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. As negociações ocorrerão na capital paquistanesa Islamabad. O Governo do Espírito Santo disse segue monitorando os desdobramentos do conflito e seus reflexos sobre o comércio exterior, acompanhando os dados para avaliar os impactos e orientar a atuação diante de um cenário internacional mais volátil. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo . Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



WhatsApp, Instagram e Facebook registram instabilidade nesta quarta (8)


08/04/2026 16:54 - g1.globo.com


Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP Os aplicativos WhatsApp, Instagram e Facebook, todos da Meta, registraram instabilidade na tarde desta quarta-feira (8), segundo o site Downdetector, plataforma que monitora falhas em sites e redes sociais. Segundo o site, usuários começaram a reportar lentidão nas plataformas a partir de 12h. O WhatsApp teve mais de 2.000 notificações de instabilidade por volta das 14h; Instagram e Facebook ultrapassaram 200 notificações. WhatsApp registra instabilidade nesta quarta-feira (8) Reprodução/Downdetector Instagram registra instabilidade nesta quarta-feira (8) Reprodução/Downdetector Facebook registra instabilidade nesta quarta-feira (8) Reprodução/Downdetector As queixas caíram a partir de 14h30, indicando que o acesso às plataformas foi normalizado. O g1 entrou em contato com a Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, para comentar sobre o problema. Não houve resposta até a última atualização deste texto. Veja os vídeos que estão em alta no g1



Preço dos ovos na quaresma é o menor dos últimos três anos em polo produtor de SP, aponta USP


08/04/2026 15:26 - g1.globo.com


Cartelas com ovos brancos e vermelhos Valdinei Malaguti/EPTV Mesmo com a alta de até 21% no preço dos ovos em março, um movimento comum devido à substituição da carne vermelha, o valor médio registrado pelo setor durante a quaresma de 2026 é o menor dos últimos três anos em Bastos (SP), principal polo produtor do estado de São Paulo. É o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP). O levantamento considera o preço dos ovos comerciais — ou seja, vendidos ao comerciante — de uma caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista. Durante a quaresma de 2026, o Cepea registrou como maior valor R$ 174,03 para os ovos brancos, entre 17 e 23 de março, e R$ 201,78 para os ovos vermelhos, entre 17 e 19 de março. No ano anterior, o valor dos ovos brancos em Bastos chegou a R$ 210 — veja abaixo: 2024 Vermelho: R$ 203,65 Branco: R$ 176,66 2025 Vermelho: R$ 239,73 Branco: R$ 210,74 2026 Vermelho: R$ 201,78 Branco: R$ 174,03 Razões para a queda Queda acumulada em 2025 e reflexo em janeiro de 2026 Ao longo do ano anterior, os preços caíram em boa parte dos meses. Como reflexo desse movimento, conforme o Cepea, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas regiões acompanhadas pelo centro. Mercado enfraquecido: O mercado de ovos iniciou 2026 com preços mais enfraquecidos e abaixo dos observados em no ano anterior, e o movimento de alta observado em fevereiro e março não foi suficiente para que a média de preços desta quaresma superasse há de anos anteriores. Preços dos ovos têm queda durante a quaresma em Bastos (SP), aponta o Cepea Claudia Assencio/g1 Procura perdeu força na 2ª quinzena de março Segundo o Cepea, a procura por ovos perdeu força a partir da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente há redução no consumo. As cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelos pesquisadores nos últimos dias da quaresma, após alta contínua desde 18 de fevereiro — confira a variação em Bastos no gráfico abaixo: As elevações registradas na primeira quinzena de março garantiram aumento na média em relação a fevereiro, mas, segundo os pesquisadores, não foram suficientes para manter os preços firmes até o fim do mês. Apesar da oferta controlada, segundo os pesquisadores, o menor volume de negócios foi determinante para pressionar os preços. Com a baixa liquidez, compradores intensificaram pedidos de redução nos valores, resultando na queda das cotações. Preço dos ovos brancos e vermelhos A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos aumentou ao longo do mês de março em todas as regiões acompanhadas pelo centro em Piracicaba. Na região de Santa Maria de Jetibá–ES, principal município produtor do Brasil, o diferencial superou os 40% de fevereiro. Conforme o Cepea, o aumento da diferença entre os preços das duas variedades de ovos reflete a menor oferta interna, sobretudo dos vermelhos. Veja a diferença de preços durante todo o ano de 2026 em Santa Maria de Jetibá, abaixo: R Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba.



Conflito no Oriente Médio ameaça espaço para cortes de juros no Brasil


08/04/2026 15:17 - g1.globo.com


FMI: mesmo com trégua na guerra, haverá inflação alta e crise econômica por longo tempo O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, afirmou nesta quarta-feira (8) que a alta de preços provocada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã pode limitar o espaço para novos cortes na taxa básica de juros (Selic). Segundo o diretor, o nível da Selic tem hoje mais “gordura” do que havia há seis meses — ou seja, os juros estão altos o suficiente para permitir alguns cortes por parte do BC sem que a taxa saia de um patamar compatível com o controle da inflação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com o aumento dos preços de energia e a potencial alta da inflação global decorrente do conflito no Oriente Médio, no entanto, é possível que o espaço para cortes de juros diminua, o que pode limitar reduções adicionais da Selic à frente. “O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente, esse conflito atua no sentido oposto, pois provoca um choque relevante de preços, com chances reais de gerar efeitos de segunda ordem”, afirmou o diretor em evento promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo, acrescentando que a autarquia não pode “baixar a guarda”. O BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual em março, para 14,75% ao ano. A instituição não deu indicação clara sobre os próximos passos, mas defendeu a manutenção dos juros em nível restritivo, ou seja, alto o suficiente para conter o avanços dos preços, diante do aumento das incertezas relacionadas à guerra com o Irã. Diante da piora recente nas previsões de mercado para a inflação para 2027 e 2028, David afirmou que esse movimento nas expectativas indica a percepção de que o BC poderia não combater eventuais novas altas da inflação —, “o que é um equívoco”. "O Banco Central vai buscar a meta", disse. Efeitos no câmbio O diretor abordou ainda o avanço do dólar frente ao real desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, no fim de fevereiro. Em sua avaliação, o movimento de desvalorização do real “não foi tão diferente” do observado em outros países. Ele lembrou que o Brasil já enfrentou episódios de maior oscilação no câmbio, como o observado na virada de 2024 para 2025. Naquele período, o dólar à vista chegou a superar R$ 6,20, em meio à piora das expectativas do mercado para a inflação no Brasil e ao fortalecimento da moeda americana no exterior. De acordo com David, embora o real normalmente acompanhe os ciclos de alta e baixa das demais moedas no mundo, em muitos momentos sua variação é mais intensa. Nesse contexto, ele acrescentou que a volatilidade dificulta o processo de trazer a inflação de volta para a meta e que as ações do Banco Central no mercado buscam justamente não ampliar essa volatilidade. Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters



Antes cotado para o Banco Central, Guilherme Mello será secretário-executivo do Ministério do Planejamento


08/04/2026 15:08 - g1.globo.com


Guilherme Mello, então secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo O governo informou nesta quarta-feira (8) que o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, passará a exercer a função de secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. Com a mudança, Mello passará a integrar a equipe do novo titular do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, que assumiu o cargo após a saída de Simone Tebet, que concorrerá a uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo (SP). Em fevereiro deste ano, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que indicou a Lula o nome de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central — instituição responsável por fixar a taxa básica de juros para conter a inflação. Também em fevereiro, Mello se disse "lisonjeado" pela lembrança de seu nome e "feliz pela confiança do ministro". Mas acrescentou que não recebeu nenhum convite até o momento, e que, por isso, não tem comentários a fazer. Mas deixou seu nome está à disposição para o cargo. A informação de que Mello foi indicado ao BC repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, receosos de que seu perfil considerado desenvolvimentista (a favor de um corte mais rápido dos juros) possa prejudicar o controle da inflação. Ele tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é mestre em Economia Política pela PUC-SP, e doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. No começo deste mês, o governo brasileiro também indicou Guilherme Mello ao cargo de conselheiro de administração da Petrobras e solicitou que a indicação de Mello seja considerada à presidência do colegiado. A indicação do acionista controlador da companhia tem em vista a convocação da assembleia geral ordinária (AGO) para 16 de abril. De acordo com o governo, a atual Subsecretária de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, assumirá o comando da Secretaria, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em toda a história da Secretaria. Ela atuará sob o comando do novo titular da pasta, Dario Durigan. Débora Freire é servidora pública federal e possui reconhecida trajetória acadêmica e técnica nas áreas de política fiscal, macroeconomia e distribuição de renda.



Guerras impõem custos econômicos profundos e prolongados aos países, diz pesquisa do FMI


08/04/2026 14:27 - g1.globo.com


Pessoas observam um prédio destruído após um ataque, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, em Teerã, Irã, 21 de março de 2026. Alaa Al-Marjani/Reuters Guerras causam perdas econômicas grandes e persistentes nos países onde há combates, com a produção caindo cerca de 7% em cinco anos em média e cicatrizes econômicas que duram mais de uma década, afirmou o Fundo Monetário Internacional em uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8). O FMI examinou o custo dos conflitos ativos - agora nos níveis mais altos desde o final da Segunda Guerra Mundial - e as consequências macroeconômicas de aumentos acentuados nos gastos militares em dois capítulos de seu próximo relatório Perspectiva Mundial. O relatório completo será divulgado na próxima terça-feira. Os capítulos não abordam a guerra no Oriente Médio ou o cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira, mas oferecem uma visão abrangente das economias em tempos de guerra desde 1946 e dados sobre os gastos com armas de 164 países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2024, o ano mais recente para o qual há dados disponíveis, mais de 35 países passaram por conflitos em seus territórios e cerca de 45% da população mundial vivia em países afetados por conflitos. "Além de seu devastador custo humano, guerras impõem custos econômicos grandes e duradouros e representam difíceis compensações macroeconômicas, especialmente para os países onde há combates", disse o FMI em um blog divulgado na mesma época. Países envolvidos em conflitos externos podem evitar a destruição física em seu próprio solo e grandes perdas econômicas, mas os países vizinhos ou os principais parceiros comerciais sentirão o choque, disse o FMI. "Perdas de produção decorrentes de conflitos persistem mesmo depois de uma década e normalmente excedem aquelas associadas a crises financeiras ou desastres naturais graves", disse o capítulo do FMI. O FMI deve cortar sua previsão de crescimento global e aumentar as projeções de inflação como resultado da guerra do Irã, disse a diretora-gerente Kristalina Georgieva à Reuters na segunda-feira. Na terça-feira, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse que a guerra resultará em algum grau de crescimento mais lento e inflação mais alta, independentemente da rapidez com que termine. O FMI disse que conflitos contribuem para a depreciação sustentada da taxa de câmbio, perdas de reservas e aumento da inflação, uma vez que o aumento dos desequilíbrios externos ampliou o estresse macroeconômico.



Em relatório sobre América Latina, Banco Mundial diz que Argentina se destaca e que Brasil 'sofre' com a perda de dinamismo


08/04/2026 14:22 - g1.globo.com


O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (8) um relatório sobre o panorama econômico regional para a América Latina e o Caribe, no qual avalia que a economia argentina se destaca, ao mesmo tempo em que o Brasil e o México sofrem com a perda de dinamismo em meio a "condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial". No documento, o organismo internacional avalia que as perspectivas de crescimento da América Latina e Caribe permanecem "limitadas", apesar de condições financeiras globais ligeiramente mais favoráveis e da sustentação dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos, entre outros). Lula e Milei durante encontro do Mercosul Luis ROBAYO / AFP O relatório também analisa que a falta de melhora em relação a 2025 "oculta perspectivas mais fracas para muitos países e implica ganhos de renda per capita praticamente estagnados". Diz, também, que o consumo segue na liderança, mas que "seu impulso é modesto, à medida que a renda real se recupera gradualmente e os custos reais de crédito continuam elevados". "O principal fator limitante é o investimento, que permanece contido, enquanto as empresas aguardam sinais mais claros sobre o ambiente externo e os arcabouços de políticas internas. A Argentina emergiu como a principal exceção positiva, à medida que a estabilização e as reformas melhoraram as expectativas e as condições financeiras", diz o documento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No relatório, o Banco Mundial projeta um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% para a Argentina neste ano, contra 4,4% em 2025 e tombo de 1,3% em 2024. Em comparação, a estimativa para a expansão da economia brasileira é de 2,2% em 2025, contra 2,8% no ano passado e 3,4% em 2024. Reformas na Argentina De perfil liberal, o presidente argentino, Javier Milei, tem levado adiante, nos últimos anos, uma agenda de reformas econômicas para conter a inflação e estimular o crescimento do país. Segundo o Banco Mundial, a Argentina "se destaca nesse contexto [da região]". "Um ajuste decisivo liderado pela política fiscal — passando de um grande déficit em 2023 para superávits primários e globais, isso por meio da racionalização dos gastos, do combate ao desperdício e às ineficiências administrativas, além do redirecionamento dos subsídios energéticos baseados em preços, deixando de contemplar as famílias de maior renda — tem contribuído para ancorar as expectativas de inflação e reduzir o risco soberano [taxa de juros]", diz o documento. Entre as medidas adotadas, o Banco Mundial cita, por exemplo: a reforma tributária, o Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que visa grandes projetos nos setores de energia, com redução de tributos e estímulo às exportações, além da aprovação da reforma do mercado de trabalho, bem como os "esforços contínuos para melhorar o ambiente de negócios e o marco regulatório", estimulando investimentos. "Outrossim, têm surgido âncoras externas complementares, tendo em vista que no dia 5 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e a Argentina lançaram uma estrutura estratégica para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos vinculando explicitamente instrumentos de financiamento e demanda dos EUA ao RIGI da Argentina", acrescentou o Banco Mundial. Acrescenta, porém, que "riscos negativos permanecem significativos, especialmente diante das grandes necessidades de financiamento externo da Argentina em um contexto de reservas internacionais líquidas negativas e ainda limitado acesso aos mercados internacionais de dívida". O organismo internacional concluiu que, de modo geral, uma maior clareza em relação à âncora fiscal e à agenda de reformas contribuiu para ancorar as expectativas, melhorar as condições financeiras e promover a recuperação do consumo e do investimento privados" na Argentina. Economia brasileira No relatório sobre a América Latina, o Banco Mundial avalia que a queda dos juros no começo deste ano e os preços de "commodities" vantajosos "permanecem insuficientes para superar o entrave causado por tensões comerciais persistentes, incertezas em matéria de políticas, espaço fiscal limitado e demanda privada fraca" no Brasil. "Nesse contexto, espera-se que o Brasil desacelere ainda mais em relação a 2025, à medida que as condições financeiras restritivas — com as taxas de juros permanecendo elevadas até o início de 2026— e o ambiente externo fraco pressionam o crédito, o investimento e o comércio. Consequentemente, uma melhora mais perceptível deverá ocorrer apenas se as condições monetárias se normalizarem e as pressões globais diminuírem", diz o organismo internacional. Nos últimos anos, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram elevados vários tributos mas, mesmo assim, o almejado superávit primário do governo (sem contar juros da dívida) ainda não foi alcançado por conta do aumento de gastos, principalmente com benefícios sociais - apesar da aprovação de uma nova regra para a contas públicas que previa trajetória positiva ao fim do mandato. Analistas avaliam que o aumento de despesas no governo Lula contribuiu para pressionar a inflação no Brasil, obrigando o Banco Central a elevar a taxa básica de juros em um primeiro momento, e impedindo um corte mais rápido posteriormente — com o objetivo justamente de conter a expansão econômica (e a inflação, por tabela). O Banco Mundial diz, ainda, que entre as grandes economias sul-americanas, a demanda doméstica vem enfraquecendo nos países em que as condições monetárias permanecem restritivas (juros altos) e o espaço fiscal é limitado — "principalmente no Brasil, onde taxas reais elevadas continuam a restringir o crédito, o investimento e os gastos discricionários [despesas livres do governo]". O organismo internacional analisa, também, que a inadimplência de crédito vem aumentando gradualmente, refletindo os efeitos defasados das elevadas taxas reais de juros e das condições mais fracas para tomadores mais vulneráveis. "Ainda assim, os níveis de inadimplência permanecem moderados em termos históricos", acrescenta. O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população. A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%. Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.



Produção de veículos no Brasil aumenta 27,6% no mês e bate recorde de antes da pandemia


08/04/2026 14:00 - g1.globo.com


Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco Divulgação / Stellantis A fabricação mensal de veículos no Brasil alcançou, em março, o maior nível desde outubro de 2019. Foram fabricadas 264,1 mil unidades no mês, um aumento de 35,6% em comparação a março de 2025. Em relação a fevereiro, a alta foi de 27,6%. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado do primeiro trimestre, a produção brasileira cresceu 6% em comparação com os três primeiros meses de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Março foi um mês excepcional, sem feriados, com bom ritmo de produção e vendas. Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Volkswagen T-Cross Seleção: SUV será vendido só até a Copa Exportações aumentaram Em março, o volume de veículos exportados chegou a 40,4 mil unidades, o que representa um crescimento de 21,1% em relação a fevereiro. O resultado também ficou 1,1% acima do registrado em março de 2025. Mesmo com esse avanço, as exportações acumuladas no primeiro trimestre ficaram 18,5% abaixo do mesmo período de 2025. Uma das principais razões foi a forte oscilação do mercado argentino.



O que sucesso de assistente de IA na China diz sobre ambições do país


08/04/2026 13:33 - g1.globo.com


O assistente de IA OpenClaw despertou um frenesi na China em março, com seus usuários "criando lagostas" (treinando a ferramenta de acordo com as suas necessidades) REUTERS/Florence Lo "Você é uma lagosta?" foi a primeira questão de Wang para a BBC. Ele esteve tão imerso no uso do assistente de inteligência artificial (IA) OpenClaw (conhecido na China pelo nome de "lagosta") que não sabia se estava falando com IA ou com jornalistas. Após respondermos que não era o caso, o jovem engenheiro de TI explicou como havia "mergulhado" na IA e, especialmente, no OpenClaw. Incentivada pela liderança chinesa, a segunda maior economia do mundo abraçou a inteligência artificial, despertando curiosidade e preocupação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Criado pelo desenvolvedor austríaco Peter Steinberger, o OpenClaw é um exemplo deste fenômeno. Construído com dados e tecnologia em domínio público, o código é disponível para quem quiser personalizá-lo para trabalhar com modelos chineses de IA. Esta é uma enorme vantagem, pois os modelos ocidentais, como o ChatGPT e o Claude, não são acessíveis na China. Por isso, o OpenClaw despertou um frenesi no país, com cada vez mais pessoas experimentando o código. Wang foi uma dessas pessoas. Ele não compartilhou seu nome completo porque mantém, como negócio paralelo, uma loja online que vende gadgets digitais no TikTok, o que é proibido na China. Ele diz que ficou impressionador quando percebeu, pela primeira vez, o que sua "lagosta" (construída com o código do OpenClaw e alterada para seu uso) podia fazer. Carregar produtos na loja do TikTok é trabalhoso. Ele precisa adicionar imagens, escrever títulos e descrições, definir preços e descontos, se inscrever em campanhas e enviar mensagens para influenciadores. Normalmente, ele consegue administrar cerca de 12 listagens por dia. Mas a sua "lagosta", ainda em fase de testes, pode fazer até 200 listagens em apenas dois minutos, segundo ele. "É assustador, mas também é fascinante", ele conta. "Minha lagosta é melhor nisso do que eu." "Ela escreve melhor e pode comparar meus preços instantaneamente com cada concorrente, algo que eu nunca teria tempo de fazer." O OpenClaw já havia explodido na comunidade global de tecnologia. O CEO (diretor-executivo) da Nvidia, Jensen Huang, chamou a ferramenta de "o próximo ChatGPT". Seu desenvolvedor, Peter Steinberger, entrou recentemente para a OpenAI. Mas o entusiasmo que transformou o OpenClaw em tendência foi "exclusivamente chinês", segundo Wendy Chang, do centro de estudos MERICS. Wang chamou a OpenClaw de "a resposta da era da IA para as pessoas comuns". E as gigantes chinesas da tecnologia aparentemente concordam, já que estão publicando aplicativos construídos com base no OpenClaw. Homem usa chapéu com referência ao OpenClaw, assistente de IA, em Pequim, na China REUTERS/Florence Lo Do centro de tecnologia de Shenzhen, no sul do país, até a capital, Pequim, centenas de pessoas fizeram fila no lado de fora da sede das empresas Tencent e Baidu, em busca de versões personalizadas gratuitas. Entre os interessados estavam desde estudantes do ensino médio até aposentados. Muitos deles estavam curiosos para saber mais sobre as "lagostas". Alguns usuários online contam que as usaram para investir em ações. As "lagostas" analisaram qual o melhor momento para comprar e vender e até fecharam os negócios, mesmo correndo o risco de terem prejuízo. Outros afirmam que as ferramentas foram ótimas para fazer múltiplas tarefas e economizar tempo. O famoso escritor e comediante chinês Li Dan contou aos seus milhões de seguidores no Douyin (a versão chinesa do TikTok) que ficou tão imerso no OpenClaw que chegava a sonhar que falava com sua lagosta. O CEO da Cheetah Mobile, Fu Sheng, compartilhou incansavelmente nas redes sociais como ele "criou sua lagosta" — a expressão adotada para descrever o treinamento do assistente para atender necessidades específicas. Anos de investimento A China já estava sendo tomada pela febre da IA há algum tempo. Quando o aplicativo chinês DeepSeek explodiu no mundo da IA, no início do ano passado, parecia que muitas pessoas haviam sido pegas de surpresa. Ele também é uma plataforma de código aberto, desenvolvida por engenheiros do país, formados em universidades chinesas de elite. O DeepSeek surgiu após anos de investimentos para desenvolver tecnologia básica, incluindo a IA, que só aumentaram após o sucesso do aplicativo. O que a ferramenta demonstrou foi o apetite inovador dos chineses para buscar oportunidades de pesquisa e inovação, apesar das restrições à importação de tecnologia avançada. E também comprovou como as pessoas estão ansiosas para adotar plataformas de código aberto. Tudo isso formou o cenário perfeito para a chegada do OpenClaw. Sua popularidade não passou despercebida pelo governo chinês. Diversas cidades e regiões forneceram incentivos para que os empresários usassem o OpenClaw nas suas companhias. A cidade de Wuxi, no leste do país, ofereceu até cinco milhões de yuans (US$ 726 mil, cerca de R$ 3,7 milhões) para usos do aplicativo, como em robôs, na produção industrial. "Todos na China sabem que o governo define o passo e diz a você onde estão as oportunidades", explica Rui Ma, fundador da newsletter Tech Buzz China. "É prático para a maioria das pessoas. Provavelmente, é um plano melhor, simplesmente seguir as diretrizes do governo, em vez de tentar realmente descobrir sozinho." Por isso, quando Pequim sinaliza suas prioridades, o mercado segue. Nos últimos anos, as companhias de tecnologia, grandes e pequenas, partiram para a corrida pela IA, apoiadas por subsídios para aluguel de escritórios, subvenções e empréstimos. Da fabricação ao transporte, da assistência médica aos eletrônicos domésticos, as empresas chinesas buscam integrar a IA aos seus produtos e operações. "Este é o espírito da AI Plus", afirma Chang, em referência à estratégia nacional chinesa de integração da IA pelas indústrias. "Pegue a IA e aplique em toda parte." Mas a concorrência é acirrada. A imprensa chinesa apelidou de "Guerra dos 100 Modelos" o processo que levou ao surgimento de mais de 100 modelos de IA desde 2023, com apenas 10 ainda em contenção. As plataformas chinesas de IA ainda estão atrás das suas concorrentes ocidentais, segundo os especialistas. Mas a distância está diminuindo. Por isso, para as autoridades chinesas, promover a OpenClaw é uma medida estratégica, segundo a ex-pesquisadora da OpenAI, Jenny Xiao. Grande parte do entusiasmo inicial diminuiu, quando os usuários começaram a calcular os custos envolvidos (já que a interação com o assistente ocasiona gastos) e devido às preocupações de segurança. No mês passado, autoridades de cibersegurança de Pequim alertaram sobre os sérios riscos relacionados à instalação e ao uso inadequado do OpenClaw. Desde então, cada vez mais agências governamentais começaram a proibir os funcionários de instalar a ferramenta. Com isso, a tendência logo deixou de ser a oferta de instalação, mas sim a sua remoção. E este tipo de contradição não é incomum no sistema vertical chinês, segundo Ma. Muitas vezes, os governos concorrem pela aprovação de Pequim, adotando ferramentas alinhadas aos desejos da liderança do Partido Comunista, mas acabam retrocedendo quando surgem as dificuldades. "É desordem com controle", define Ma. Ele destaca que a intervenção de Pequim não sinaliza desnecessariamente seu desestímulo. Para começar, as startups de IA podem ajudar a combater um problema importante no país: a taxa de desemprego entre os jovens, de mais de 16%. Muitos incentivos governamentais relacionados ao OpenClaw (alguns deles com subsídios de até 10 milhões de yuans, cerca de US$ 1,5 milhão ou R$ 7,5 milhões) mencionam "empresas individuais" — ou seja, startups, administradas por uma pessoa, com a ajuda da IA. "Quem tem mais probabilidade de criar uma empresa individual? Provavelmente, os jovens que enfrentam um mercado de trabalho difícil", explica Xiao. O medo de ficar para trás também é forte na China, considerando a intensa concorrência pelos empregos. "Alguns afirmam que, em 2026, se você não 'criar lagostas', já perdeu na linha de partida", diz um comentário publicado no jornal estatal People's Daily. "É realmente apavorante", afirma o programador de TI Jason. Sua equipe só contrata pessoas com experiência no uso de ferramentas de IA. "A maioria das pessoas está saindo e muito poucos contratados estão chegando." Wang concorda que esta é uma época assustadora. "Qualquer pessoa pode ser substituída", mas ele não parece extremamente preocupado. "Provavelmente não vou precisar trabalhar e este pode se tornar meu emprego em tempo integral", ele conta, em referência aos seus negócios no TikTok. E se as "lagostas" puderem administrar suas próprias lojas e o expulsarem? "Vou usar a IA para encontrar outro negócio."



Crise de energia por guerra com o Irã não será curta, diz União Europeia


08/04/2026 13:28 - g1.globo.com


Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman A crise de energia causada pela guerra envolvendo o Irã não terá vida curta, segundo afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8). A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à agência Reuters que cerca de 8,5% do GNL (gás natural liquefeito) do bloco, 7% de seu petróleo e 40% de seu combustível de aviação e diesel viajam pelo Estreito de Ormuz, ao qual o Irã bloqueou o acesso durante a guerra. "O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração", disse a porta-voz da UE. "É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente." 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estreito reabre após cessar-fogo Na terça (7), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo por duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que voltou a registrar circulação de dezenas de embarcações nesta quarta, segundo o site Vessel Finder. A trégua fez com o que o preço do petróleo despencasse, caindo para abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta. Por volta das 9h15, os preços futuros do Brent caíam 16,43%, para US$ 94,26 o barril, enquanto o WTI recuava 20%, para US$ 92,30 o barril. Apesar do cessar-fogo temporário, o fim da guerra ainda depende de um acordo definitivo entre Irã e Estados Unidos, gerando incerteza sobre possíveis consequências do conflito.



Shell sinaliza menor produção de gás em meio à guerra no Irã


08/04/2026 13:18 - g1.globo.com


Logo da Shell visto em posto em Londres, no Reino Unido May James/Reuters A Shell anunciou nesta quarta-feira (8) produção de gás mais fraca no primeiro trimestre e um impacto na liquidez de curto prazo. Segundo a empresa, esses problemas seriam compensados em parte por um aumento na comercialização de petróleo mais forte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O petróleo Brent, referência global, subiu para máximas de vários anos, perto de US$120 por barril, depois que os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram no final de fevereiro, seguidos pelo fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e por ataques aos vizinhos do Golfo. A unidade de produção de gás Pearl, da Shell, no Catar, pode levar cerca de um ano para ser reparada por completo. A Shell disse que a volatilidade dos preços das commodities causou grandes oscilações nos valores dos estoques, levando o capital de giro (uma medida de liquidez dos ativos correntes menos os passivos ) para algo entre menos US$10 bilhões e menos US$15 bilhões no trimestre. A Shell disse que espera que as movimentações de capital de giro se revertam com o tempo se os preços do petróleo e do gás diminuírem. Cessar-fogo no Irã derruba cotação do petróleo Condições de mercado Os analistas do RBC disseram que a escala da oscilação evidenciou o quanto as condições atuais do mercado se tornaram incomuns, mas acrescentaram que o balanço patrimonial da Shell deve absorver o choque. A Shell espera que os resultados comerciais de seu negócio de produtos químicos e produtos, que inclui a comercialização de petróleo, sejam significativamente mais altos do que no trimestre anterior. Os ganhos ajustados em sua divisão de marketing, incluindo postos de combustível, também devem aumentar. O RBC elevou sua estimativa de lucro líquido para o primeiro trimestre da Shell em 7%, para US$ 6,8 bilhões, e espera um salto de 31% no fluxo de caixa operacional, excluindo o capital de giro, para US$ 17,1 bilhões. Os analistas do UBS elevaram suas estimativas para o lucro líquido do primeiro trimestre em 18%, para US$ 6,9 bilhões, e em 30% para o fluxo de caixa operacional, excluindo os efeitos do capital de giro, para US$ 16,3 bilhões. Previsão de produção de gás No entanto, a Shell reduziu sua previsão para a produção integrada de gás no primeiro trimestre para 880 mil - 920 mil barris de óleo equivalente por dia, de 920 mil -980 mil anteriormente. A produção no quarto trimestre de 2025 foi de 948 mil barris de óleo equivalente por dia. A perspectiva de produção de gás natural liquefeito de petróleo (GNL) da Shell ficou dentro das projeções anteriores, já que as restrições na Austrália e as interrupções no Catar foram compensadas por um aumento no GNL Canadá. Os resultados completos do trimestre devem ser divulgados em 7 de maio.



Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil


08/04/2026 12:52 - g1.globo.com


Alta do petróleo pressiona preço de embalagens no Brasil Os preços globais do petróleo caíram e os mercados de ações dispararam depois que os Estados Unidos e o Irã prometeram um acordo de cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura da importante via navegável do estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 13%, para US$ 94,80 (R$ 488,48) o barril, enquanto o petróleo negociado nos EUA caiu mais de 15%, para US$ 95,75 (R$ 493,40). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas os preços permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97). Como isso afeta o Brasil O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas. O diesel preocupa o governo Lula (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho. O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que ainda não chegaram integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção. Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — a antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a partir de valores de mercado. Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental. A situação da Ásia Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil Costfoto/NurPhoto via Getty Images Os principais índices de ações da região Ásia-Pacífico subiram na manhã de quarta-feira (8/4). O Nikkei 225 do Japão subiu 5%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul saltou quase 6%. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,8%, enquanto o ASX 200 da Austrália teve alta de 2,7%. Os futuros do mercado de ações dos EUA também apontavam para uma abertura em alta em Wall Street. O custo da energia havia disparado nessa região, já que o fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio foi severamente interrompido depois que o Irã ameaçou atacar navios que tentassem usar o estreito de Ormuz. Apesar de suas ameaças, Trump provavelmente estava receoso de deixar os preços da energia aumentarem mais ainda ao intensificar o conflito, diz Xavier Smith, da empresa de pesquisa de mercado AlphaSense. Isso poderia ter levado a uma "ferida econômica autoinfligida" que poucos arriscariam, especialmente considerando a pressão iminente dos índices de aprovação sobre a liderança de Trump, disse Smith, que é diretor de pesquisa. Mais petroleiros retidos perto do estreito podem conseguir passar pela hidrovia durante o cessar-fogo, proporcionando algum alívio para os mercados nas próximas semanas, afirma o analista Saul Kavonic, da empresa de serviços financeiros MST Marquee. Apesar do conflito, alguns navios passaram pelo estreito de Ormuz, embora em número muito menor do que o habitual. Países asiáticos — incluindo Índia, Malásia e Filipinas — negociaram passagem segura para seus navios nas últimas semanas. A China também admitiu que vários de seus navios cruzaram o estreito desde o início da guerra. E um navio porta-contentores com bandeira de Malta, pertencente à empresa francesa CMA CGM, cruzou a rota marítima, confirmou na sexta-feira a organização de mídia BFM TV, que pertence à empresa de navegação. Um navio japonês transportando gás natural também conseguiu sair do estreito, confirmou a gigante do transporte marítimo MOL. Kavonic afirmou que, embora haja um cessar-fogo em vigor, ainda é improvável que a produção de energia no Oriente Médio seja totalmente retomada até que haja confiança em um acordo de paz duradouro. Ele acrescentou que a retomada da produção também pode levar meses devido aos danos causados ​​à infraestrutura energética da região. O Irã atacou infraestruturas energéticas e industriais em toda a região rica em petróleo em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel. A reparação dos danos pode levar anos e custar mais de US$ 25 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisa Rystad Energy. Os preços da energia dispararam em meados de março, após os ataques ao polo industrial de Ras Laffan, no Catar, que produz cerca de um quinto do gás natural liquefeito do mundo. Os proprietários do polo disseram que os ataques reduziram a capacidade de exportação do país em 17% e que levará até cinco anos para reparar os danos. A Ásia foi particularmente afetada pelas consequências econômicas da guerra com o Irã, já que muitos países dependem fortemente da energia do Golfo. Governos e empresas em toda a região anunciaram medidas nas últimas semanas para lidar com os altos preços da energia e a escassez de combustível. Em 24 de março, as Filipinas, que importam 98% de seu petróleo do Oriente Médio, tornaram-se o primeiro país a declarar estado de emergência energética nacional depois que os preços da gasolina mais que dobraram. Muitas companhias aéreas da região aumentaram as tarifas e reduziram os voos em resposta à alta dos preços do combustível de aviação. Os países em desenvolvimento da Ásia foram especialmente afetados pelo conflito, pois muitos não têm refinarias próprias ou reservas de petróleo suficientes, diz Ichiro Kutani, do Instituto de Economia de Energia do Japão. "O cessar-fogo é uma boa notícia para os países asiáticos. Se for mantido, os preços do petróleo retornarão aos níveis normais, embora isso leve tempo."



Funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook


08/04/2026 12:43 - g1.globo.com


Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. Tony Avelar/AP Um funcionário da Meta em Londres foi detido sob suspeita de baixar 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook, segundo o jornal britânico The Guardian. O homem, cuja identidade não foi divulgada, também foi demitido, confirmou a empresa. De acordo com o Guardian, a Meta informou que a violação foi descoberta há mais de um ano e que, assim que tomou conhecimento do caso, comunicou o fato à polícia. A empresa afirmou ainda que os usuários afetados foram notificados e que seus sistemas de segurança foram atualizados. "Após descobrirmos o acesso impróprio de um funcionário há mais de um ano, imediatamente demitimos o indivíduo, notificamos os usuários, encaminhamos o caso às autoridades policiais e reforçamos nossas medidas de segurança. Estamos cooperando com a investigação em andamento", disse um porta-voz da big tech ao Guardian. Documentos judiciais citados pela agência de notícias Press Association indicam que o funcionário teria criado um script para contornar os sistemas internos de detecção da Meta, permitindo o download das imagens. Segundo o Guardian, ele foi liberado sob fiança enquanto as investigações continuam. Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites



Dólar cai e fecha a R$ 5,10, menor valor em 2 anos; Ibovespa dispara e bate novo recorde


08/04/2026 12:00 - g1.globo.com


EUA e Irã acertam cessar-fogo de duas semanas com mediação do Paquistão O dólar fechou em queda de 1,01% nesta quarta-feira (8), cotado a R$ 5,1028 — menor valor em dois anos. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0654. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 2,09%, aos 192.201 pontos, atingindo um novo recorde. O movimento reflete o ânimo dos investidores após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. Apesar da fragilidade do acordo, a medida ajudou a reduzir parte das tensões e influenciou o comportamento dos preços no mercado internacional. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Um dos pontos centrais é que o cessar-fogo incluiu a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo global. Isso gerou efeito imediato no preço da commodity, que despencou na noite de terça-feira. 🔎 Por volta das 16h desta quarta, o barril tipo Brent, referência global, recuava 11,06%, para US$ 97,18. Já o WTI, usado como referência nos EUA, caía 14,25%, para US$ 96,86. ▶️ O cessar‑fogo temporário foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo governo do Irã e pelo primeiro‑ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador do acordo. ▶️ EUA e Irã foram convidados para negociações em Islamabad, capital do Paquistão, na próxima sexta‑feira (10), em uma tentativa de avançar para um acordo definitivo de paz. O formato final das conversas ainda depende da manutenção do cessar‑fogo. ▶️ Os rumos da guerra, porém, seguem incertos. Na manhã desta quarta, foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e em países do Golfo Pérsico. ▶️ A trégua previa que, durante duas semanas, EUA e Israel suspendessem ataques ao território iraniano. Com os novos episódios, Ormuz voltou a ser fechado, e o Irã passou a afirmar que o cessar-fogo foi rompido. Ainda assim, o dólar manteve a queda e a bolsa seguiu em alta. ▶️ Além da questão geopolítica, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) indicou que parte dos dirigentes do banco central americano considera a possibilidade de elevar os juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,10%; Acumulado do mês: -1,47%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%; Acumulado do mês: +2,55%; Acumulado do ano: +19,31%. Cessar-fogo no Irã Donald Trump anunciou nesta terça-feira (7) uma trégua temporária nas tensões com o Irã. Segundo ele, o governo americano decidiu adiar por duas semanas um ultimato que previa novos ataques, abrindo espaço para negociações entre os dois países. Trump havia estabelecido prazo até 21h de ontem (horário de Brasília) para que o Irã aceitasse um acordo e garantisse a reabertura completa do Estreito de Ormuz. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que resolveu suspender temporariamente as ações militares após um pedido de autoridades do Paquistão, que atuam como mediadoras nas conversas entre os dois países. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão em Islamabad, capital do país. O objetivo é buscar um entendimento mais amplo entre as partes. De acordo com autoridades da Casa Branca, o acordo de trégua envolve Israel. Veículos da imprensa israelense afirmaram ainda que o cessar-fogo incluiria o Líbano. Na noite de terça, Irã também confirmou o cessar-fogo temporário e indicou que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz. Na manhã desta quarta-feira, porém, foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e em países do Golfo Pérsico. Com isso, o Estreito de Ormuz, que havia sido liberado, voltou a ser fechado, e o país passou a afirmar que o cessar-fogo foi rompido. Donald Trump, por sua vez, afirmou nesta quarta-feira que o Líbano — alvo de ataques de Israel pela manhã — não faz parte do acordo de cessar-fogo com o Irã. Ata do Fed A ata da reunião de 17 e 18 de março do Federal Reserve (Fed) mostra que parte dos dirigentes do banco central passou a considerar a possibilidade de elevar os juros caso a inflação continue acima da meta de 2%. Segundo o documento, isso poderia ocorrer sobretudo se o conflito no Oriente Médio mantiver os preços do petróleo pressionados. “Alguns participantes julgaram haver um forte argumento”, diz a ata, para indicar na comunicação oficial que “ajustes para cima na faixa da meta para a taxa dos fundos federais podem ser apropriados se a inflação permanecer em níveis acima da meta”. Ao mesmo tempo, o documento aponta que a maioria dos dirigentes ainda vê espaço para cortes de juros no cenário básico. Isso porque um conflito prolongado poderia reduzir o crescimento econômico e enfraquecer o mercado de trabalho. “A maioria dos participantes levantou a preocupação de que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia levar a um abrandamento ainda maior nas condições do mercado de trabalho”, segundo o documento, indicando o que poderia justificar reduções adicionais nos juros. Na reunião de março, o Fed manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75%, sinalizando que prefere aguardar mais clareza sobre qual risco será maior: pressões inflacionárias ou desaceleração da economia. A ata também aponta que os técnicos do banco central passaram a ver maior risco de crescimento mais fraco e inflação mais alta do que o previsto anteriormente. Entre os fatores citados estão os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, mudanças em políticas governamentais e o avanço da inteligência artificial. Mercados globais Os principais índices de Wall Street dispararam em meio à queda do preço do petróleo. O Dow Jones subiu 2,85%, aos 47.910,79 pontos, o S&P 500 avançou 2,51%, aos 6.782,96 pontos, e o Nasdaq teve alta de 2,80%, aos 22.635,00 pontos. Na Europa, os mercados fecharam com ganhos expressivos. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 3,7%, para 612,32 pontos, registrando seu maior ganho diário em um ano. As bolsas regionais também registraram alta, com o DAX da Alemanha subindo 4,7%, enquanto o CAC 40 da França ganhou 4,5%. Na Ásia, os mercados também fecharam em alta. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 3,1%, para 25.893,02 pontos, enquanto o Shanghai Composite, da China, avançou 2,7%, para 3.995,00 pontos. O Nikkei 225, do Japão, terminou o pregão com alta de 5,4%, aos 56.308,42 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou ganho de 6,9%, aos 5.872,34 pontos. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters



Trump anuncia taxação de 50% a países que fornecerem armas ao Irã


08/04/2026 11:41 - g1.globo.com


EUA vão taxar em 50% países que vendem armas ao Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (8) que vai aplicar tarifas extras de 50% sobre produtos de qualquer país que comercialize armas militares com o Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Um dia após anunciar o acordo de cessar-fogo com Teerã, Trump afirmou em um post na rede Truth Social: "O país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!". ➡️ O cessar-fogo a que ambas as partes chegaram nesta terça-feira (7) prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que já registra movimentação intensa nesta quarta. Donald Trump Evan Vucci/Reuters Em declarações na rede social, o presidente norte-americano também afirmou que "muitos pontos já foram acordados" com o Irã, negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido. "Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, vão escavar e remover todo o 'material nuclear' profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Esse material está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque. Estamos, e estaremos, discutindo tarifas e alívio de sanções com o Irã. Muitos dos 15 pontos já foram acordados", afirmou na rede social Truth Social. A continuidade do programa de enriquecimento de urânio iraniano, que Teerã garante ser apenas para fins pacíficos, é uma das exigências do plano apresentado pelo regime do Irã para que a trégua seja definitiva.



Governo proíbe venda da marca de azeite Afonso


08/04/2026 11:31 - g1.globo.com


Azeite da marca Afonso Reprodução O governo federal proibiu nesta quarta-feira (8) a venda de azeites da marca Afonso após identificar que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades na empresa responsável pela importação da marca. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ➡️A decisão determina a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto “aceite de oliva virgem extra – Afonso”. Segundo o comunicado, o produto tem origem desconhecida e traz no rótulo como importadora a empresa Comercio de Generos Alimenticios Cotinga Ltda., que está com o CNPJ irregular na Receita Federal desde agosto de 2024. Além disso, uma tentativa de inspeção no endereço da empresa, realizada pela Vigilância Sanitária de Curitiba, constatou que o estabelecimento não está mais em funcionamento no local. Outro ponto apontado foi a reprovação em teste de qualidade. O azeite apresentou resultado insatisfatório na análise do índice de refração, um dos parâmetros utilizados para verificar a autenticidade e a pureza do produto. Diante das irregularidades, as autoridades determinaram a apreensão do produto e a retirada do mercado. Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil Imagem genérica de um azeite de oliva. Polina Tankilevitch/Pexels



Petróleo despenca 13% e vai abaixo de US$ 100, após anuncio de cessar-fogo no Irã; risco de novas interrupções segue no radar


08/04/2026 10:28 - g1.globo.com


Cessar-fogo no Irã derruba cotação do petróleo O preço do petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta-feira (8), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter concordado com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz. Por volta das 13h20, o barril do Brent tinha queda de 13,59%, cotado a US$ 94,42, enquanto o WTI recuava 16,22%, para US$ 94,63 o barril. A notícia também impulsionou as bolsas globais. A maioria dos índices da Ásia, Europa e Estados Unidos registrava alta nesta quarta. O que é o Estreito de Ormuz, crucial para petróleo global Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 A reviravolta de Trump ocorreu pouco antes do fim de seu prazo para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo do mundo, ou enfrentaria ataques generalizados à sua infraestrutura civil. "Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", escreveu ele nas mídias sociais, depois de publicar mais cedo na terça-feira que "uma civilização inteira morreria" se suas exigências não fossem atendidas. O Irã disse que interromperá seus ataques se os ataques contra ele pararem e que o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz seria possível por duas semanas em coordenação com as forças armadas iranianas, de acordo com uma declaração do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. Petroleiro Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, manobra após chegar a Cuba com carregamento de petróleo em 31 de março de 2026. REUTERS/Norlys Perez “Em teoria, os 10 a 13 (milhões de barris por dia) de oferta de petróleo bruto e derivados retidos atrás do Estreito deveriam agora ser liberados gradualmente”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil. “Se a situação anterior a março será restabelecida depende inteiramente de a trégua poder ser transformada em uma paz permanente durante as negociações no Paquistão.” A guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã provocou o maior aumento mensal do preço do petróleo da história em março, de mais de 50%. Estreito de Ormuz volta a ter movimentação intensa após trégua; VEJA EUA e Irã expõem condições para o fim da guerra e declaram vitória após anúncio de trégua Cessar-fogo em risco Apesar dos sinais positivos sobre um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, no entanto, o registro de novos ataques de Israel no Líbano voltaram a aumentar as tensões na região nesta quarta-feira (8) e investidores seguem atentos a possíveis novos impactos nos preços do petróleo. Diante dos bombardeios, Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou romper o cessar-fogo, caso o exército israelense não parasse de bombardear o Líbano. O país também prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hazbollah que violaram atrégua", e disse que as forças armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta". LEIA MAIS: Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça romper cessar-fogo se Israel continuar atacando o Líbano Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave



China responde após inclusão da montadora chinesa BYD em 'lista suja' do trabalho escravo


08/04/2026 09:49 - g1.globo.com


Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD O governo da China reagiu à inclusão da montadora de carros elétricos chinesa BYD na "lista suja" do trabalho nesta terça-feira (7). A lista reúne nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que o país vê com grande importância a proteção dos direitos e interesses dos trabalhadores. "A China sempre exigiu que empresas chinesas operem conforme as leis e regulamentos", responderam. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na nova lista, foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas). Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613. 📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada. Trabalho análogo à escravidão Wellyngton Souza/Sesp-MT Nessa nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram: Serviços domésticos (23); Criação de bovinos para corte (18); Cultivo de café (12); Construção de edifícios (10); Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão. A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro. Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 21 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram: Minas Gerais (35); São Paulo (20); Bahia (17); Paraíba (17); Pernambuco (13); Goiás (10); Mato Grosso do Sul (10); Rio Grande do Sul (9); Mato Grosso (7); Paraná (6); Pará (5); Santa Catarina (4); Maranhão (4); Acre (2); Distrito Federal (2); Espírito Santo (2); Rio de Janeiro (2); Amazonas (1); Ceará (1); Rondônia (1); Sergipe (1). BYD está entre os nomes incluídos na 'Lista suja' do trabalho escravo Caso BYD e Amado Batista A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal. Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas. O MPT-BA também apontou que todos os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa. A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão. (leia a íntegra da nota da ocasião) O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão na "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal No caso do cantor Amado Batista, ele aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores. Os casos ocorreram em 2024. Em nota enviada ao g1, a assessoria do cantor afirmou que são “completamente falsas e inverídicas” as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores em propriedades vinculadas ao artista. Segundo a nota, não houve resgate de trabalhadores, e todos os funcionários seguem exercendo suas atividades normalmente. A assessoria informou ainda que, em 2024, houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada para o plantio de milho. Na ocasião, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio. Ainda segundo o posicionamento, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e todas as obrigações trabalhistas teriam sido integralmente cumpridas e quitadas. Sobre a existência de duas propriedades, a nota informa que não houve resgate de trabalhadores no Sítio Esperança. A assessoria afirmou ainda que foram apontadas melhorias relacionadas à moradia e às áreas de convivência, que, segundo a nota, já foram realizadas e concluídas. A nota também indicou que todos os trabalhadores estão devidamente registrados e recebem regularmente seus direitos trabalhistas e encargos legais. Por fim, informou que estão sendo adotadas medidas administrativas para o encerramento de eventuais procedimentos de autuação. Cantor Amado Batista Reprodução/Redes Sociais Os nomes dos empregadores só são incluídos no cadastro após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso. (Entenda mais abaixo). Em regra, cada nome permanece na lista por um período de dois anos. No entanto, uma portaria publicada em julho de 2024 criou novas regras que permitem a retirada antecipada do cadastro ou até mesmo a não inclusão do nome. Essa possibilidade existe para empregadores que assinarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas com ao menos 20 salários mínimos, e a investir em programas de apoio aos trabalhadores resgatados. Nesses casos, os empregadores passam a integrar outra lista, o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. No entanto, podem voltar à “lista suja” caso descumpram os compromissos assumidos ou reincidam na prática de condições análogas à escravidão. A "lista suja" foi criada em 2004, mas enfrentou impasses nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). A divulgação do cadastro chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do documento. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Ao longo das operações, mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados aos trabalhadores. Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, responsável pela coordenação do GEFM. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA ABAIXO: LEIA TAMBÉM: O que a lei considera trabalho análogo à escravidão Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira fiscal Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o autoespecífico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. Saiba o que é trabalho escravo Saiba o que é trabalho escravo



Ações europeias sobem com a onda de alívio após o cessar-fogo no Oriente Médio


08/04/2026 08:07 - g1.globo.com


Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave As ações europeias subiram mais de 3% nesta quarta-feira (8), após uma trégua de duas semanas no Oriente Médio desencadear um rali de alívio nos mercados globais, aumentando as esperanças de que o fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Hormuz possa ser retomado em breve. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 3,6%, para 611,73 pontos às 07h13 GMT, caminhando para sua melhor sessão em um ano, caso o ritmo atual se mantenha. Os mercados regionais também acompanharam o movimento: o DAX da Alemanha subiu 4,6%, enquanto o FTSE 100 de Londres avançou 2,3%. A reação foi imediata após o presidente dos EUA, Donald Trump, concordar com uma trégua de duas semanas com o Irã, menos de duas horas antes do prazo dado a Teerã para reabrir o Estreito de Hormuz — por onde transita 20% do petróleo mundial — ou enfrentar ataques devastadores à sua infraestrutura civil. Além do alívio imediato, investidores aguardam para ver se a trégua pode abrir caminho para uma resolução duradoura. Os mercados de energia também reagiram rapidamente: os futuros do Brent caíram 15%, ficando abaixo de US$ 100 por barril, trazendo algum alívio após semanas de preços elevados. Operador na Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha. Ralph Orlowski/Reuters As ações europeias vinham sob forte pressão desde o início da campanha militar EUA-Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, com a dependência do continente de importações de petróleo pelo estreito bloqueado ampliando os impactos. Setores ligados a viagens, indústria e bancos avançaram entre 5% e 7%, já que costumam ser os principais beneficiados pela queda nos custos de energia e nos rendimentos dos títulos. Enquanto isso, o setor de energia recuou 4,2%, acompanhando a queda do petróleo. Investidores agora voltam a atenção para os dados de vendas no varejo e preços ao produtor da zona do euro, previstos para mais tarde, que podem oferecer mais pistas sobre o impacto econômico da recente volatilidade nos mercados de energia.



ASAP, brainstorming, mindset: entenda os principais termos do ‘corporativês’


08/04/2026 07:01 - g1.globo.com


Veja o que significam os termos do ‘corporativês’ usados no ambiente de trabalho Reprodução/Freepik Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com uma ferramenta de tradução que viralizou: o “LinkedIn Speak”, do Kagi Translate. A função usa inteligência artificial (IA) para transformar frases do cotidiano em versões mais formais, no estilo da linguagem corporativa. O recurso reacendeu o debate sobre o chamado “corporativês” — linguagem marcada por jargões e expressões, muitas vezes em inglês, usadas no dia a dia do trabalho. Termos como ASAP, brainstorming, mindset, call, feedback e deadline se tornaram comuns em empresas brasileiras. 🤔 Mas por que essas palavras se popularizaram tanto – e até que ponto ajudam ou atrapalham a comunicação no trabalho? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o uso de expressões em inglês no ambiente corporativo é reflexo da globalização e da influência de multinacionais, especialmente dos Estados Unidos, onde surgem grande parte das metodologias de gestão e inovação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o inglês consolidado como língua dos negócios, muitos termos acabam sendo incorporados ao ambiente de trabalho sem tradução. Mas esse hábito, apesar de comum, pode prejudicar a compreensão e criar barreiras internas. Por que o “corporativês” se popularizou? O uso de jargões corporativos em inglês se consolidou no Brasil com a chegada de multinacionais e com a influência de conteúdos sobre gestão e negócios – como livros, cursos e metodologias – produzidos majoritariamente nesse idioma. Com o avanço da globalização, essas expressões passaram a fazer parte da rotina das empresas como uma forma rápida de resumir conceitos mais complexos. O fenômeno também está ligado à cultura organizacional e, em alguns casos, à insegurança profissional — e já impacta diretamente o engajamento, a produtividade e até a saúde mental dos trabalhadores. Apesar de funcionarem como atalhos na comunicação, esses termos nem sempre são compreendidos por todos. Isso pode gerar ruído e até exclusão dentro das equipes. “Embora a intenção original seja criar uma linguagem comum que agilize processos, o efeito prático frequentemente resulta em ruído e exclusão”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Segundo a especialista, sem o chamado letramento corporativo, essas expressões deixam de facilitar a comunicação e passam a criar barreiras internas. “Na prática, elas funcionam como ‘atalhos mentais’ para conceitos complexos, mas, sem compreensão adequada, acabam prejudicando a comunicação”, diz. Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Arte g1 Ruído, exclusão e impacto na produtividade Eliane afirma que é comum que profissionais cometam erros ou enfrentem dificuldades por não entenderem expressões usadas no trabalho. Para ela, o problema se agrava quando o funcionário precisa tentar adivinhar o que o líder quis dizer, o que gera perda de tempo e dificulta o trabalho em equipe. Quando um colaborador precisa gastar energia tentando entender o que o líder quer dizer, perdemos tempo e criamos barreiras que prejudicam o clima da empresa. A especialista explica que há uma diferença entre usar termos técnicos quando necessário e exagerar no uso de jargões. Segundo ela, o problema está no uso por modismo. Palavras como “feedback”, por exemplo, muitas vezes são usadas de forma vaga no dia a dia, como uma simples opinião. No entanto, em métodos de gestão, o termo tem um significado mais estruturado, ligado ao desenvolvimento do profissional. “Quando o RH não explica bem esses conceitos, cria-se confusão sobre o que é feedback de verdade e sobre o desempenho do colaborador”, afirma. Segundo ela, o uso do “corporativês” também pode estar ligado à busca por status ou à insegurança no ambiente profissional. Os efeitos aparecem na produtividade: falhas na comunicação geram retrabalho, desencontro de expectativas e perda de eficiência. Para a especialista, usar uma linguagem mais simples e clara é essencial para criar ambientes de trabalho mais inclusivos e produtivos. “É essencial investir em comunicação clara e adaptar a forma de falar ao nível de entendimento de cada pessoa”, explica. Na prática, isso significa: Preferir o português sempre que houver tradução direta e clara; Explicar conceitos técnicos quando forem inevitáveis; Criar um ambiente em que fazer perguntas não gere constrangimento. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores Como simplificar a comunicação no trabalho O executivo Denis Caldeira, da área de tecnologia e negócios, afirma que, apesar de o inglês ter se tornado a principal língua dos negócios, é recomendável que, sempre que possível, os termos sejam explicados — justamente para não excluir quem não está familiarizado com esse vocabulário. “O comunicador deve saber com quem está falando e adaptar a linguagem. Não o contrário”, afirma. O problema é usar palavras difíceis para explicar coisas simples. Por que dizer ‘vou fazer um deep dive no seu report’ se você pode dizer ‘vou analisar seu relatório em detalhes’? Caldeira alerta ainda que esse tipo de linguagem pode gerar confusão. Expressões como “mindset de ownership”, por exemplo, podem ter significados diferentes para cada pessoa, o que causa frustração quando as expectativas não estão claras. Para o executivo, simplificar a comunicação é possível – e necessário. “O líder moderno é aquele que consegue explicar ideias complexas de forma simples”, afirma. Uma das estratégias, diz Caldeira, é o chamado “filtro da vovó”: explicar o trabalho de um jeito que qualquer pessoa consiga entender. O executivo explica, ainda, que o uso excessivo de jargões também acende um alerta para a saúde mental no trabalho. “O sentimento de ‘não falar a língua da empresa’ pode gerar ansiedade e síndrome do impostor”, diz. Apesar disso, o executivo reconhece que o “corporativês” faz parte da cultura de muitas organizações. “A simplicidade é inclusiva e acolhedora, mas, na prática, muitas vezes é mais fácil buscar adaptação do que mudar a cultura da empresa”, conclui. Principais termos do “corporativês” A seguir, o g1 lista os principais termos do “corporativês” e explica seus significados com a ajuda de especialistas: Alignment (Alinhamento) – É quando todos estão na mesma página sobre objetivos e prioridades. ASAP (o mais rápido possível) – Usado para indicar urgência, mas pode ser vago, por isso o ideal é definir um prazo claro. Backlog (Lista de pendências) – É uma lista organizada de tudo o que precisa ser feito. Benchmark (Referência de mercado) – Comparação com outras empresas para melhorar resultados. Brainstorm (Tempestade de ideias) – Momento para sugerir ideias livremente, sem críticas. Briefing (Resumo do projeto) – Documento ou conversa inicial com as informações essenciais para executar um trabalho. Budget (Orçamento) – Planejamento de quanto dinheiro pode ser gasto. Call (Reunião) – Conversa, geralmente online, para tratar de assuntos de trabalho. Compliance (Conformidade) – Cumprimento de leis, normas e regras internas da empresa. Deadline (Prazo final) – Data limite para entregar algo. Deep dive (Análise aprofundada) – Análise detalhada de um tema. Deliverable (Entregável) – Resultado final de um trabalho. Feedback (Retorno) – Retorno ou orientação para melhorar um trabalho ou desempenho. Follow-up (Acompanhamento) – Verificação sobre o andamento de uma tarefa ou demanda. Go-live (Entrar no ar) – Momento em que um projeto começa a funcionar. Hands-off (Pouca intervenção) – Quando o gestor dá autonomia e interfere pouco. Hands-on (Mão na massa) – Quando o profissional participa diretamente da execução. Headcount (Número de funcionários) – Quantidade de pessoas em uma equipe. High level (Visão geral) – Explicação ampla, sem entrar em detalhes. Hiring (Contratação) – Processo de contratar novos funcionários. Kick-off (Início do projeto) – Primeira reunião para começar um trabalho. KPI (Indicador de desempenho) – Métrica usada para medir resultados. Layoff (Demissão em massa) – Corte de vários funcionários ao mesmo tempo. Mindset (Mentalidade) – Forma de pensar e agir diante do trabalho. Networking (Rede de contatos) – Construção e manutenção de relações profissionais. OKR (Metas e resultados) – Sistema para definir objetivos e medir resultados. Onboarding (Integração) – Processo de adaptação de novos funcionários. One-on-one / 1:1 (Reunião individual) – Reunião entre gestor e colaborador. Ownership (Responsabilidade) – Assumir responsabilidade por uma tarefa ou projeto. Pipeline (Fluxo de processos) – Conjunto de etapas de um processo, geralmente relacionado a vendas ou projetos. Quick win (Ganho rápido) – Resultado positivo obtido em pouco tempo. Report (Relatório) – Documento com dados e análises. Roadmap (Plano futuro) – Planejamento das próximas etapas de um projeto. Sprint (Período curto de trabalho) – Intervalo definido para executar tarefas específicas. Soft skills (Habilidades comportamentais) – Competências pessoais, como comunicação e liderança. Stakeholder (Parte interessada) – Pessoa ou grupo impactado por um projeto. Top-down (De cima para baixo) – Modelo em que decisões partem da liderança. Touch base (Alinhar rapidamente) – Contato rápido para atualização de informações. Turnover (Rotatividade) – Entrada e saída de funcionários. Workflow (Fluxo de trabalho) – Sequência de etapas para realizar uma tarefa. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores



Criação de pacas para produção de carne exige autorização ambiental; investimento pode chegar a R$ 400 mil


08/04/2026 06:00 - g1.globo.com


Criação de paca exige autorização ambiental; entenda A paca (Cuniculus paca), um roedor nativo do continente americano e parente da capivara e da cutia, tem despertado interesse crescente entre produtores rurais que buscam diversificar suas atividades por meio da criação comercial de animais silvestres. Diferente da cutia, a paca é maior, tem listras características na barriga e hábitos estritamente noturnos, descansando durante o dia. Para iniciar um criadouro, a etapa mais importante é obter autorização oficial, já que se trata de um animal da fauna silvestre. Em Minas Gerais, por exemplo, o órgão responsável é o Instituto Estadual de Florestas (IEF). O processo exige a elaboração de um projeto técnico, assinado por um profissional habilitado — como biólogo, zootecnista ou veterinário — e pode levar cerca de um ano para ser concluído. Os animais que vão formar o plantel inicial devem ser adquiridos exclusivamente de criadores autorizados. A captura na natureza é proibida. Carne de paca: post em que Janja prepara prato para Lula gera dúvidas sobre consumo; entenda regras Investimento e infraestrutura Saiba como começar uma criação de pacas O investimento inicial estimado para uma criação com 15 matrizes, incluindo instalações, assessoria técnica e aquisição dos animais, é de cerca de R$ 60 mil. Projetos maiores, com galpões estruturados, podem alcançar custos de construção na ordem de R$ 400 mil. As instalações devem ser planejadas com atenção a alguns pontos: Recintos: as baias recomendadas têm cerca de 30 m², com capacidade para seis a oito animais; Bem-estar: cada recinto deve ter uma mini piscina, com limpeza diária, importante para a regulação da temperatura corporal e o comportamento social das pacas; Ambiente: é necessária uma caixa-ninho com duas saídas, simulando tocas, além de galhos disponíveis para roedura, já que os dentes dos animais crescem continuamente. Manejo e alimentação A paca tem dieta mista e consome cerca de 1 kg de alimento por dia. A alimentação é dividida em: Parte in natura: frutas, legumes, tubérculos e verduras — estas últimas limitadas a duas vezes por semana para evitar diarreias; Parte seca: mistura de farelos com 40% de milho, 40% de trigo e 20% de soja, para garantir aporte proteico; Grãos: milho em grão oferecido separadamente, para auxiliar no desgaste dos dentes. O manejo sanitário inclui vermifugação a cada três meses, para prevenir problemas digestivos e perda de peso. As pacas vivem em grupos familiares, geralmente com duas fêmeas para cada macho. A introdução de novos animais deve ser feita de forma gradual, com adaptação ao cheiro, para evitar brigas. Ciclo produtivo e mercado A reprodução é considerada lenta. A gestação dura até quatro meses e normalmente resulta em apenas um filhote por cria. O desmame ocorre aos três meses. Depois, o animal passa pelas fases de recria (até os 7 meses) e engorda (até os 12 meses), quando atinge peso entre 7 kg e 9 kg, considerado adequado para abate. O controle do plantel é feito por meio da aplicação obrigatória de um microchip, com 15 dígitos, sob a pele do animal, permitindo identificação individual. Em relação à rentabilidade, há duas principais formas de atuação: Carne: frigoríficos pagam cerca de R$ 100 por quilo do animal vivo. No entanto, a viabilidade depende de escala, já que é necessário um volume mínimo de animais; Reprodutores: a venda de matrizes para outros criadores pode ser mais lucrativa, com preços entre R$ 2.500 e R$ 3.000 por animal. Valor gastronômico A carne de paca é valorizada pela maciez e suculência, com sabor levemente adocicado, frequentemente comparado ao da carne suína. O preparo costuma incluir marinadas com alho, limão e especiarias, geralmente feitas de um dia para o outro, antes de ser frita ou assada. Antes de iniciar a atividade, especialistas recomendam estudar o mercado local e identificar potenciais compradores. Esse planejamento é considerado fundamental para garantir o retorno financeiro do investimento. Criação de pacas para produção de carne exige autorização ambiental; veja como funciona Reprodução/Globo Rural



'É guerra, não ganância': o que ameaça o pacote de Lula para segurar o preço do diesel


08/04/2026 06:00 - g1.globo.com


Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na segunda-feira (6/4) um novo conjunto de medidas para tentar segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas, devido à disparada internacional do valor do petróleo após o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O diesel é foco especial de preocupação, por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. Em 2018, uma greve dos caminhoneiros em protesto contra o encarecimento do diesel provocou um tombo na atividade econômica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas do setor dizem que as medidas anunciadas devem mitigar a alta do produto, mas terão efeito limitado pela incerteza do cenário internacional e a resistência de grandes importadoras a aderir aos subsídios oferecidos pelo governo e aceitar limites aos preços praticados. No caso do diesel, o Palácio do Planalto já havia anunciado em 12 de março um pacote de R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Já no caso do importado, o desconto subirá para R$ 1,52 nos Estados que aderirem à proposta e bancarem metade do subsídio extra de R$ 1,20. O efeito do primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, justamente por limitações na implementação da subvenção. Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. A falta de adesão das maiores distribuidoras estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado. Segundo o ex-presidente da ANP David Zylbersztajn, que também já atuou no conselho de administração da Vibra, as empresas teriam receio de não poder elevar seus preços no patamar que julgarem necessário, caso o petróleo continue subindo. A cotação internacional do barril já avançou mais de 50% desde o fim de fevereiro, quando o conflito teve início, voltando a superar US$ 110 nesta semana. "As distribuidoras dizem que não querem fechar o valor porque não sabem quanto vai custar o preço de importação. Se elas aderirem, elas têm obrigação, quase como se fosse um tabelamento. E aí, no caso, não faz o menor sentido você tomar um risco de mercado com um valor pré-fixado", disse Zylbersztajn à BBC News Brasil. Aumentos abusivos O governo Lula tem reclamado de aumentos nos postos que, na sua visão, seriam abusivos. "Todo mundo tem direito de ganhar dinheiro, todo mundo tem direito de ter sua empresa, seu posto de gasolina, ter o seu lucro, agora, ninguém pode ter lucro às custas do sofrimento dos outros", disse o presidente, no dia 20 de março. Pouco depois, no dia 26, Lula afirmou que "estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio". Com a ampliação da subvenção, o governo também anunciou na segunda-feira o fortalecimento da fiscalização da ANP. Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade. Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão. Para David Zylbersztajn, ex-presidente da ANP, os rumos do conflito entre EUA e Irã são incertos e Lula está errado em sua crítica no setor. "Tem [analista com] expectativa de que o barril vai chegar a US$ 200. Eu acho que não, você tem fluxos ainda de petróleo que estão acontecendo [apesar do bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz]. Mas é totalmente imprevisível", avalia. "O governo está atribuindo culpas a quem não tem culpa. O governo deveria estar sendo mais transparente com a sociedade, no sentido de que tem uma situação de guerra, e não dizer que a culpa é da ganância [das empresas]. Não tem ganância porque você não tem cartel." Segundo dados da ANP, o preço médio do diesel S10 no país subiu 16% em março, para R$ 7,06. Já o preço da gasolina comum cresceu 4,6%, chegando a R$ 6,59 o litro. O engenheiro químico Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), critica o papel das grandes distribuidoras. Na sua visão, foi um erro a privatização da BR Distribuidora durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a empresa ligada à Petrobras foi vendida e se tornou Vibra. "A não adesão das grandes distribuidoras à primeira subvenção significa exatamente o que tenho alertado sistematicamente: o mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é um oligopólio que, após a privatização da antiga BR Distribuidora, perdeu qualquer agente moderador que pudesse forçar a concorrência em benefício do consumidor", disse. Na visão dele, as grandes distribuidoras calcularam que valia mais a pena não receber o subsídio e manter suas margens de lucro elevadas, do que repassar o desconto ao consumidor final. "Elas têm poder de mercado suficiente para ditar as regras. A medida foi desenhada de forma ingênua, ao acreditar que o mercado se autorregularia". Petrobras deveria ampliar refino de diesel? Para Coutinho, a solução estrutural para a vulnerabilidade brasileira à volatilidade internacional do petróleo passaria por ampliar a capacidade de refino de combustíveis da Petrobras e reverter a privatização da BR Distribuidora. A ideia de ampliar o refino da estatal é alvo antigo de controvérsias, algo que se intensificou após as denúncias de desvios na construção de refinarias pela Operação Lava Jato durante governos passados do PT. Para além das investigações de corrupção, especialistas se dividem sobre a vantagem econômica de a Petrobras investir em mais capacidade de refino, sendo que a exploração de petróleo é uma atividade mais lucrativa. "Entre exploração, refino e distribuição, refino é o que tem a menor margem de retorno. Se você tem um mercado predominantemente atendido pela produção doméstica e uma parte importada, esse é o melhor dos mundos. Para que você vai alocar capital numa coisa que dá um retorno três vezes menor do que o outro [exploração]? É ruim para o país", argumenta Zylbersztajn. Felipe Coutinho, da AEPET, reconhece que hoje a lucratividade da Petrobras com exploração de petróleo é bem superior à do refino, mas discorda que isso seja determinante para estabelecer as prioridades da empresa. Além disso, argumenta que o refino pode ser uma atividade lucrativa se a estatal investir em tecnologia da mesma forma que fez para explorar o pré-sal. Na sua leitura, isso não foi feito nos últimos anos porque a gestão da empresa optou por distribuir um volume grande de dividendos a acionistas, em vez de investir em tecnologia de refino mais lucrativa. "A Petrobras não é uma empresa privada qualquer. Ela é uma estatal com obrigação de soberania energética. A empresa tem a obrigação de garantir que o diesel, a gasolina e o GLP cheguem ao consumidor brasileiro a preços justos e com segurança de suprimento", defende. Outro ponto antigo de controvérsia é o valor praticado pela Petrobras na venda de combustíveis no país. Em momentos de disparada do petróleo, a empresa, controlada pelo governo federal, costuma comercializar gasolina e diesel a preços mais baixos que os produtos importados, minimizando o impacto da crise externa no bolso dos brasileiros. Críticos dessa política dizem que isso desestimula outras empresas a importar o produto, o que poderia causar desabastecimento no país. Além disso, a política de manter preços artificialmente baixos no passado provocou prejuízos à empresa, principalmente no governo Dilma Rousseff. "No passado, ela foi muito usada e deu no que deu. Foi uma tragédia. A Petrobras quase quebrou, teve a maior dívida corporativa do mundo", lembra Zylbersztajn. Segundo levantamento da consultoria StoneX, na segunda-feira (6/4) o litro do diesel estava sendo vendido a R$ 3,04 pela Petrobras, 84% mais barato que o valor do importado. Já no caso da gasolina, o preço do litro da estatal estava em R$ 1,98, ou 78% mais barato que o trazido de fora. Apesar disso, não há sinais de risco de desabastecimento por enquanto, afirmou Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da StoneX. "Isso (a diferença de preço) acaba gerando um desincentivo à importação. É claro que em um contexto de safras grandes, de indústria aquecida, o mercado tem que buscar garantir o pleno abastecimento. E a gente vê que os indicadores de importação, apesar de estarem abaixo do normal, seguem operando em um patamar em que não há risco de desabastecimento". Justamente para tentar minimizar o impacto dessa diferença de preço, o governo está oferecendo um subsídio um pouco maior para o litro importado. O primeiro pacote de medidas, que reduziu impostos federais e ofereceu o subsídio de R$ 0,32 ao litro de diesel tem custo estimado de R$ 30 bilhões, caso vigore até o fim do ano, valor que será bancado com um novo imposto sobre exportação de petróleo. Já a subvenção extra de R$ 0,80 para o litro produzido no país terá um custo de até R$ 12 bilhões, caso dure quatro meses, prazo máximo inicial previsto. E o subsídio adicional de R$ 1,20 para o diesel importado deve durar dois meses, segundo previsão do governo federal, ao custo de R$ 4 bilhões, que serão igualmente divididos entre a União e os Estados beneficiados.



Por que Amado Batista e a BYD entraram na 'lista suja' do trabalho escravo — e o que acontece agora


08/04/2026 05:00 - g1.globo.com


Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD A nova atualização da chamada "lista suja" do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda‑feira (6), chamou atenção não apenas pela quantidade de novos nomes incluídos, mas também por quem passou a constar no cadastro: uma das maiores montadoras de carros elétricos do mundo, a BYD, e um dos cantores mais populares da música sertaneja, Amado Batista. 📌 A "lista suja" é um cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 2004. O documento é divulgado duas vezes por ano, sempre em abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão no Brasil. A inclusão no cadastro não é automática nem resulta apenas de uma fiscalização ou denúncia. Os nomes só passam a constar na lista após o encerramento de todas as etapas administrativas, com julgamento definitivo e sem possibilidade de recurso. Em regra, cada nome permanece no cadastro por dois anos. Após esse período, o empregador é retirado da lista, desde que não haja reincidência. Na atualização divulgada nesta segunda‑feira, por exemplo, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido esse prazo. Nesta rodada, o governo incluiu 169 novos empregadores, o que elevou o total do cadastro para cerca de 613 nomes. Ao todo, os novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores. Os episódios incluídos ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros, com maior concentração em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco. As atividades econômicas mais recorrentes foram serviços domésticos, criação de gado, construção civil e atividades agrícolas. Caso Amado Batista Entre as novas autuações, duas ocorreram em propriedades do cantor Amado Batista, no município de Goianápolis (GO). Os autos envolvem o Sítio Recanto da Mata, voltado ao cultivo de milho, com quatro trabalhadores, e o Sítio Esperança, dedicado à pecuária leiteira, com dez trabalhadores. No caso do cultivo de milho, os auditores encontraram trabalhadores sem registro, que relataram jornadas entre 12 e 16 horas diárias, de segunda a domingo, além da falta de pagamento dos salários desde outubro. Ainda segundo as autuações, os trabalhadores pernoitavam em um galpão sem camas, dormindo sobre colchões no chão, sem roupas de cama, armários individuais ou espaço adequado para as refeições. Já na propriedade voltada à produção de leite, não houve resgate imediato porque, inicialmente, a equipe não identificou trabalho forçado ou condições degradantes. No entanto, a análise posterior de documentos revelou jornadas que chegavam a 18 horas diárias, o que configurou condição análoga à escravidão por jornada exaustiva, mesmo sem o resgate físico dos trabalhadores, segundo o MTE. Em nota, a assessoria do cantor afirmou que são falsas as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores. Disse ainda que houve apenas uma fiscalização em uma área arrendada para o plantio de milho e que as irregularidades envolveram uma empresa terceirizada. O comunicado menciona a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta, o cumprimento das obrigações trabalhistas e a realização de melhorias estruturais nas propriedades. Apesar disso, com a conclusão do processo administrativo, o nome de Amado Batista foi incluído na “lista suja”. Caso BYD Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal A BYD passou a integrar a "lista suja" após um caso registrado em dezembro de 2024, durante a construção da fábrica da montadora em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Ao todo, 220 trabalhadores chineses foram encontrados em situação considerada análoga à escravidão. Segundo as autoridades, eles viviam amontoados em alojamentos sem condições mínimas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Os relatos indicam a retenção de passaportes e contratos que previam jornadas exaustivas, sem descanso semanal. O Ministério Público do Trabalho da Bahia também apontou que os funcionários ingressaram no Brasil de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades efetivamente desempenhadas na obra. À época, a BYD afirmou que as irregularidades foram cometidas por uma construtora terceirizada, a Jinjiang Construction Brazil Ltda., e anunciou o encerramento do contrato. A empresa declarou não tolerar violações à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o o Ministério Público do Trabalho firmou um acordo no valor de R$ 40 milhões com a montadora e duas empreiteiras, após ajuizar uma ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Mesmo assim, com a conclusão do processo administrativo, a BYD acabou incluída no cadastro. Procurada após a atualização da lista, a empresa não se manifestou até a última atualização da reportagem. O que acontece com quem entra na lista? Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal As fiscalizações são conduzidas por auditores-fiscais do trabalho e podem envolver ações conjuntas com outros órgãos, como Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e polícias estaduais. Quando uma fiscalização identifica trabalhadores em condição análoga à escravidão — o que inclui jornadas exaustivas, condições degradantes, trabalho forçado ou restrição de liberdade, ainda que sem cárcere físico —, é lavrado um auto de infração. Cada auto resulta na abertura de um processo administrativo. O empregador tem direito à defesa em duas instâncias. Somente após a conclusão desse processo, com decisão definitiva, o nome é incluído na “lista suja”. Desde julho de 2024, uma portaria passou a permitir que alguns empregadores evitem a entrada no cadastro ou deixem a lista antes dos dois anos, desde que firmem um Termo de Ajuste de Conduta, com indenização mínima de 20 salários mínimos por trabalhador e investimento em programas de apoio às vítimas. Quem opta por esse caminho passa a integrar outro cadastro, o de Empregadores em Ajustamento de Conduta, mas pode retornar à “lista suja” em caso de descumprimento do acordo ou reincidência. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar a plataforma e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira agente fiscal e ampara outras vítimas



Governo adia novamente exigência de biometria para benefícios sociais; veja novos prazos


08/04/2026 05:00 - g1.globo.com


Bolsa Familia Reprodução O governo federal adiou, mais uma vez, o prazo para que o cadastro biométrico seja exigido na hora de pedir benefícios sociais. Essa medida havia sido anunciada em novembro de 2024 como uma forma de combater fraudes e cortar despesas ineficientes. 💵 À época, a previsão era que esse aumento do controle no pagamento de benefícios geraria uma economia de R$ 2,5 bilhões por ano, incluindo 2025 e 2026. No entanto, nesta semana, o governo adiou a exigência para janeiro de 2027. 💰A expectativa de corte de despesas, conforme prevista, não deve ser confirmada. Em novembro do ano passado, ou seja, um ano após o anúncio da medida, o decreto com regras para a biometria entrou em vigor. Mas, na prática, a exigência passou a valer apenas para alguns pedidos feitos ao INSS, como aposentadorias. Outros requerimentos ficaram para uma próxima fase, prevista para maio de 2026. O governo, porém, adiou para 2027. Veja os vídeos que estão em alta no g1 É o caso de: pedidos de novos benefícios de incapacidade temporária (antigo auxílio-doença); pensão por morte; seguro desemprego; abono salarial; Bolsa Família; e salário maternidade. Quem já recebe algum benefício social só precisará de biometria no caso de renovação. Nesses casos, a biometria também será exigida apenas a partir de 2027. Segundo o governo, a mudança serve para que os cidadãos tenham mais tempo para fazer o cadastro biométrico de forma gratuita a partir da CIN. Além disso, garante que nenhuma pessoa será prejudicada. Nova portaria O adiamento foi feito pelo Ministério da Gestão, que revogou a portaria de novembro e publicou novas regras nesta semana. A pasta informou que foi estabelecido um novo cronograma para o uso das bases biométricas na concessão ou renovação de benefícios sociais. De acordo com o Ministério, os beneficiários de programas sociais que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão de emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) até janeiro de 2027. Já quem é beneficiário ou tem cadastro biométrico do Tribunal Superior Eleitoral ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte, a CIN só passará a ser obrigatória em janeiro de 2028.



Bolsas asiáticas saltam após queda nos preços do petróleo em resposta ao cessar-fogo no Irã


08/04/2026 04:56 - g1.globo.com


Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave As ações asiáticas subiram fortemente nas negociações de manhã de quarta-feira (8) com a queda nos preços do petróleo após os EUA e o Irã concordarem com um cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. O índice japonês Nikkei 225 subiu 5,0%, atingindo 56.106,18. Na Austrália, o S&P/ASX 200 saltou 2,6% para 8.952,30. O Kospi da Coreia do Sul disparou 5,9% para 5.819,97. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,6% para 25.767,42, enquanto o Shanghai Composite somou 1,7%, chegando a 3.957,55. O petróleo bruto de referência dos EUA caiu US$ 16,84, para US$ 96,11 o barril. O petróleo Brent, o padrão internacional, caiu US$ 14,51, para US$ 94,76 o barril. Essa foi a reação ao cessar-fogo, uma vez que o recente aumento nos preços foi uma resposta direta à guerra, que efetivamente bloqueou a passagem pelo Estreito de Ormuz. Grande parte do suprimento mundial de petróleo é transportado pelo estreito, incluindo o petróleo destinado ao Japão, que é carente de recursos. “No entanto, o clima continua sendo de otimismo cauteloso, em vez de celebração total. O cessar-fogo dura apenas duas semanas, e os mercados observarão de perto se o transporte pelo Estreito de Ormuz se normalizará como prometido e se a trégua frágil pode abrir caminho para um acordo de paz mais duradouro”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade. O navio cargueiro de GLP Jag Vasant, de bandeira indiana, transportando gás liquefeito de petróleo, é visto no Porto de Mumbai, na Índia, após cruzar o Estreito de Ormuz, na quarta-feira, 1º de abril de 2026 Rafiq Maqbool/AP No final da terça-feira (7), Trump disse que estava adiando seus ataques ameaçados a pontes iranianas, usinas de energia e outros alvos civis. O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a passagem pelo estreito seria permitida pelas próximas duas semanas sob gestão militar iraniana. As ações globais oscilaram nas últimas semanas desde que a guerra começou, no final de fevereiro. O prazo de Trump para abrir o Estreito de Ormuz encerrou-se às 20h, horário do Leste. Mais cedo em Wall Street, as ações subiram no final do pregão depois que o primeiro-ministro do Paquistão instou Trump a estender seu prazo por mais duas semanas e pediu ao Irã que abrisse o estreito. O S&P 500 apagou todas as suas perdas e terminou com um ganho modesto de 0,1%. O Dow Jones Industrial Average caiu 85 pontos, ou 0,2%, e o Nasdaq composite subiu 0,1%. No mercado de títulos, os rendimentos do Tesouro caíram com a notícia de um potencial cessar-fogo. O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu para 4,24%, ante 4,30% no início de terça-feira. No mercado de câmbio, o dólar americano caiu para 158,54 ienes japoneses, ante 159,52 ienes na quarta-feira. O euro custava US$ 1,1671, ante US$ 1,1597.



Governo publica MP com medidas para tentar frear alta nos preços de combustíveis


08/04/2026 03:20 - g1.globo.com


Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo federal publicou, nesta terça-feira (7), a medida provisória (MP) que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. O texto prevê um pacote de ações com objetivo de frear o impacto da guerra no Oriente Médio na economia brasileira. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na noite desta terça. O foco central da norma é o óleo diesel de uso rodoviário, estabelecendo um sistema de subvenção (compensação) econômica para suavizar o impacto dos preços ao consumidor e garantir que os importadores mantenham o fluxo de combustível para o país. 🔎 O que são Medidas Provisórias? As MPs têm força de lei assim que publicadas, mas precisam ser confirmadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perderem a validade. O Legislativo tem a prerrogativa de alterar ou rejeitar o texto proposto pelo Executivo. Subvenção ao diesel rodoviário A medida autoriza a União a conceder uma subvenção (compensação financeira) de R$ 1,20 por litro de óleo diesel de uso rodoviário importado. O modelo adotado prevê uma cooperação financeira entre os União e estados e distrito federal: União: contribui com R$ 0,60 por litro. Estados e Distrito Federal: contribuem com os outros R$ 0,60 por litro, mediante adesão voluntária. Para os estados que aderirem, o pagamento será feito por meio da retenção de valores do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que serão repassados à União para custear o benefício. Caso um estado não realize o pagamento integral, ficará proibido de celebrar operações de crédito com garantia da União por doze meses. Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC ➡️ O limite total de gastos com esta subvenção é de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões da União e R$ 2 bilhões dos estados aderentes. ➡️ O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. Acréscimo de prazos A MP 1.349 também altera a legislação anterior (MP nº 1.340), estabelecendo que a subvenção já existente será acrescida de R$ 0,80 por litro até o fim de maio. As medidas têm validade imediata e seguem até 31 de maio de 2026. Prorrogação: O governo poderá prorrogar o prazo por mais dois meses caso a guerra no Oriente Médio siga impactando os preços dos combustíveis. Regras de fiscalização Para garantir que o benefício chegue ao consumidor, a Medida Provisória estabelece obrigações rígidas para as empresas do setor. Inicialmente, importadores e distribuidores precisam se habilitar na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para receber o subsídio. Repasse de desconto: os importadores devem exigir que os distribuidores comprovem o repasse do desconto da subvenção para os postos de revenda. Penalidades: o distribuidor que não realizar o repasse do benefício estará sujeito a multas e penalidades previstas na Lei nº 9.847/1999. Além disso, os produtores de combustíveis que utilizam petróleo nacional próprio deverão adotar mecanismos de suavização de choques externos para mitigar variações bruscas de preço no mercado interno.



Dólar fraco ou real forte? Entenda por que a moeda americana está caindo no ano


08/04/2026 03:01 - g1.globo.com

Por que o dólar está caindo? As incertezas em torno das decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm levado investidores a buscar alternativas de investimento em outros mercados globais. Esse movimento não apenas tem fortalecido o real no Brasil, como também enfraquecido o dólar em relação a outras moedas ao redor do mundo. Isso acontece porque, quando entra mais dinheiro do que sai do país — como nos casos em que companhias exportadoras vendem mais para o exterior ou quando investidores veem oportunidades na bolsa ou em outros ativos brasileiros —, há uma maior venda de dólares em troca de reais. Com isso, aumenta a oferta da moeda americana no mercado, o que pressiona o preço do dólar para baixo. Neste vídeo, você vai entender como os acontecimentos mais recentes no cenário internacional têm influenciado a cotação do dólar. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



Mega-Sena, concurso 2.993: prêmio acumula e vai a R$ 20 milhões


08/04/2026 00:03 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O sorteio do concurso 2.993 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 20 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 15 - 31 - 42 - 43 - 51 5 acertos - 31 apostas ganhadoras: R$ 46.749,60 4 acertos - 2.014 apostas ganhadoras: R$ 1.186,12 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (9). Mega-Sena, concurso 2.993 Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1



O que é o Estreito de Ormuz, crucial para petróleo global; Irã indica reabertura após 39 dias


07/04/2026 23:37 - g1.globo.com


Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz O Irã confirmou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos e indicou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. O Estreito de Ormuz uma "artéria" da indústria petrolífera por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante os 39 dias do conflito, antes da suspensão dos ataques dos EUA, tiveram forte impacto na economia global. Veja abaixo outros detalhes sobre o estreito. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 'Artéria' do trânsito mundial de petróleo O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul), e "deságua" no Mar da Arábia. Na sua parte mais estreita, o estreito tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km em cada direção. Cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo passa pelo estreito. Entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível fluíram diariamente pelo local, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa. Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do estreito, principalmente para a Ásia. O fechamento do Estreito de Ormuz causou sérios problemas no abastecimento de petróleo no mundo. Getty Images via BBC Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita buscam rotas alternativas para não depender do estreito. O Catar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase toda sua produção através do estreito. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos existentes desses países, que poderiam ser usados para contornar Ormuz (dados de junho de 2024). Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo



PDV dos Correios: 3 mil funcionários aderem; número representa cerca de 30% da meta anunciada pela empresa


07/04/2026 23:07 - g1.globo.com


correios, crise, entregas, encomendas Reprodução/TV Globo Pouco mais de 3 mil funcionários dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) dos Correios até o início da noite desta terça-feira (7), último dia do prazo. O saldo final da adesão só deve ser apresentado nesta quarta-feira (8). A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2025. 🎯Até o momento, 3.075 empregados aderiram ao PDV - um pouco acima de 30% do público-alvo projetado com o programa de demissão voluntária. Os Correios informaram que não haverá nova prorrogação do prazo. Inicialmente, a data limite era dia 31 de março. Em resposta à TV Globo, os Correios informaram ainda que, além do PDV, a estatal tem adotado outras medidas. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a estatal disse que deu início ao processo de otimização de rotas logísticas e de controle de produtividade. E que negociou um acordo coletivo 2025/2026 e começou a discutir novas opções de jornada de trabalho. “Essas ações, aliadas à redução orgânica do quadro, asseguram o cumprimento integral das metas do Plano de Reestruturação”, afirmaram os Correios. Balanço de 100 dias O plano de reestruturação, que tem o objetivo de tentar tirar a estatal da crise financeira, foi apresentado no dia 29 de dezembro. Já são 100 dias desde a apresentação das medidas. Uma das frentes de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades. Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas. Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis. E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país. “Como estratégia de mercado para acelerar as vendas, parte desses imóveis será ofertada com deságio de até 25%. A iniciativa faz parte do plano de gestão de ativos da estatal, que busca dar uma destinação eficiente a imóveis que não são mais fundamentais para a operação logística”, informaram os Correios. Outra medida do plano prevê o fechamento, até o fim deste ano, de 1000 unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país. Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades. Crise nos Correios Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho. O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões.



Petróleo despenca após EUA e Irã concordarem em um cessar-fogo de duas semanas


07/04/2026 22:57 - g1.globo.com


Donald Trump anuncia cessar-fogo com o Irã faltando 1h30 para ultimato O preço do petróleo despencou na noite desta terça-feira (7) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma suspensão de duas semanas nos ataques ao Irã. O tipo Brent, referência global, chegou a recuar 16%, para cerca de US$ 94 o barril — após fechar perto de US$ 110. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, teve queda na mesma proporção, abaixo de US$ 97 — no maior recuo em quase seis anos, segundo a Bloomberg. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O otimismo se acentuou após o Irã confirmar o acordo de cessar-fogo temporário e indicar que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo, por um período inicial de duas semanas. (leia mais abaixo) Em sua declaração, Trump afirmou que a trégua bilateral seria condicionada justamente à reabertura de Ormuz. A região registrou forte queda no fluxo de navios petroleiros desde o início da guerra, após bloqueio imposto pelo Irã — o que provocou a disparada dos preços. 🔎 Conforme mostrou o g1, a alta nos custos de energia desagrada o eleitorado dos EUA e pode azedar a disputa legislativa para o partido de Trump em novembro deste ano, quando os americanos vão às urnas para eleger governadores, deputados e senadores. Nesse sentido, a liberação do Estreito de Ormuz é crucial para conter o custo do petróleo. O cessar-fogo temporário também gerou impacto positivo nos mercados. Em Wall Street, os contratos futuros do S&P 500 subiram mais de 2%, enquanto o dólar recuou de forma generalizada — após ter atuado como principal refúgio dos investidores durante a turbulência. Na Ásia, os contratos futuros também apontavam para ganhos generalizados. A melhora ocorre após um período de pressão sobre os mercados, causado pela guerra e pela alta dos preços de energia. Suspensão do ultimato Trump havia dado até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília) para que o Irã chegasse a um acordo e reabrisse o Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA tinha prometido destruir pontes e usinas de energia do Irã. Mais cedo, ele afirmou que uma "civilização inteira" iria morrer com os ataques previstos para esta terça. Depois, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão mediando conversas indiretas entre os EUA e o Irã. "Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", afirmou. O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas. O presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de abril de 2026 REUTERS/Evan Vucci Irã confirma O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos. Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições. "Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas." O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão. A TV estatal do Irã classificou o acordo como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã. A mídia iraniana também afirmou que a trégua não representa o fim da guerra. Segundo Teerã, a proposta de paz enviada pelo país exige o fim das sanções dos EUA contra o Irã, o pagamento de compensação integral e a liberação de todos os ativos iranianos congelados.



Hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA, alertam agências americanas


07/04/2026 20:48 - g1.globo.com


Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais. Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram "interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia. O comunicado das agências não especifica quais são os alvos, mas afirma que os invasores miram sistemas usados para controlar e monitorar equipamentos de operações de infraestrutura crítica. Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA Reuters/Dado Ruvic "Organizações de vários setores da infraestrutura crítica dos EUA sofreram interrupções por meio de interações maliciosas com arquivos de projeto e da manipulação de dados", diz o comunicado. Segundo o comunicado, os ataques exploram dispositivos como controladores lógicos programáveis fabricados pela empresa americana Rockwell Automation. Esses aparelhos são computadores industriais que funcionam como o "cérebro" das operações. 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos A China está vencendo uma corrida pela IA, os EUA outra — mas qualquer um dos dois pode conseguir dianteira Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história As agências afirmaram que "organizações dos EUA devem revisar com urgência as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) e os indicadores de comprometimento (IOCs)" para buscar sinais de atividade atual ou passada por terceiros em suas redes. Os órgãos de segurança destacaram ainda que já tinham reportado ataques a controladores lógicos por parte do grupo "CyberAv3ngers" (também conhecido como Shahid Kaveh Group), ligado à estrutura de ataques cibernéticos da Guarda Revolucionária do Irã. Hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram em março que invadiram sistemas da empresa americana de tecnologia médica Stryker. Eles alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas. Em outro caso, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à própria rede usando uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, segundo pesquisadores da empresa americana de segurança digital Halcyon. O alerta de autoridades americanas de segurança foi publicado logo após o presidente Donald Trump afirmar que "uma civilização inteira morrerá nesta noite", horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra



Escala 6x1: Motta diz que proposta deverá ser votada na semana que vem na CCJ e que governo desistiu de propor novo texto


07/04/2026 19:45 - g1.globo.com


O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6x1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados “A admissibilidade será votada na próxima semana na CCJ. Imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o fim do mes de maio, dando oportunidade para todos os setores se manifestarem”, disse Motta. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram a sinalizar que seria enviado um novo projeto de lei com urgência constitucional - o que garantiria uma tramitação mais rápida e demandaria menos votos para ser aprovado. 🔎Além disso, projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela a Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado. “Durante o final de semana, eu expressei que nossa posição seria manter a tramitação da PEC. Eu penso que o governo compreendeu que esse seria o melhor caminho. E temos o compromisso de manter o calendário estabelecido”, afirmou Motta em entrevista a jornalistas na residência oficial da Câmara. PEC x projeto governo O objetivo central da PEC que deve ser votada na CCJ da Câmara e do texto que o governo chegou a dizer que enviaria para a análise dos parlamentares é acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. A PEC é resultado da junção de duas propostas - a do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) - e prevê que a jornada não seja superior a 36 horas semanais e que o trabalhador tenha três dias de folga. O governo, por sua vez, defende uma jornada de 40 horas semanas, dois dias de descanso, sem redução de salários. Ressalvas setor produtivo Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.



Família Vorcaro é processada por dívida de R$ 12 milhões após venda do Grupo Promed


07/04/2026 19:02 - g1.globo.com


O tradicional Hospital Vera Cruz, de Belo Horizonte, era uma das unidades pertencentes ao Grupo Promed, da família Vorcaro, e foi vendida para a Hapvida. Divulgação/HVC A operadora de saúde Hapvida entrou com uma ação na Justiça contra membros da família Vorcaro, em Belo Horizonte, cobrando cerca de R$ 11,9 milhões por prejuízos ligados à compra do Grupo Promed. A ação tem como alvo os empresários Henrique Moura Vorcaro, Daniel Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, que atuaram como vendedores na negociação. O g1 tenta contato com a defesa dos réus. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo o processo, os valores cobrados se referem a perdas financeiras causadas por fatos anteriores à conclusão da venda, realizada em 2021, mas que só se concretizaram depois (entenda mais abaixo). Pelo contrato firmado entre as partes, os vendedores, incluindo os integrantes da família Vorcaro, se comprometeram a indenizar a Hapvida por esse tipo de prejuízo. Em nota, o grupo Hapvida informou que não comenta detalhes de processos judiciais em curso. Delação de Vorcaro pode alcançar o coração do judiciário e ter uma amplitude criminal Negociação movimentou R$ 1 bilhão A aquisição do Grupo Promed envolveu cerca de R$ 1 bilhão. Na época, a Hapvida comprou a participação dos vendedores em diversas empresas do grupo, que atua na área de saúde em Minas Gerais, em unidades como o tradicional Hospital Vera Cruz, localizado no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com a ação, desde o fechamento do negócio, já foram registrados prejuízos superiores a R$ 22 milhões. Parte desse valor foi compensada com créditos do próprio Daniel Vorcaro, mas, segundo a empresa, ainda resta um saldo em aberto de aproximadamente R$ 11,9 milhões, que é o valor agora cobrado na Justiça. A empresa afirma que notificou os réus diversas vezes sobre os valores devidos, com base em relatórios previstos no contrato. Mesmo assim, segundo a Hapvida, os pagamentos não foram realizados dentro do prazo. O processo também destaca que os três integrantes da família Vorcaro citados na ação têm responsabilidade solidária, o que permite à empresa cobrar o valor total de qualquer um deles. A empresa chega a citar no processo que Daniel Vorcaro está atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o que a levou a pedir que a citação judicial seja feita por carta, diretamente no local onde ele se encontra detido. Além do valor principal, a Hapvida pede a aplicação de correção monetária, juros e multa por atraso, conforme previsto em contrato. A ação foi protocolada na Justiça de Minas Gerais e ainda aguarda análise inicial. Até o momento, não há decisão sobre o caso. Vídeos mais assistidos do g1 MG



Governo avalia liberar parte do FGTS para o pagamento de dívidas


07/04/2026 18:33 - g1.globo.com


Valdo Cruz: governo Lula quer socorrer endividados unificando dívidas O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (7) que o governo estuda permitir que os brasileiros usem o FGTS para pagar dívidas. O ministro esteve na Câmara para discutir com a bancada do PT na Casa algumas pautas de interesse do governo, que inclui, além de medidas para mitigar o aumento dos combustíveis, ações para conter o endividamento das famílias. “Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS para o pagamento de dívidas] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou. A medida em estudo faz parte de um pacote que está sendo discutido pelo governo. O ministro não deu detalhes dos projetos, mas afirmou que a discussão tem o objetivo de fazer chegar à população “a boa situação da economia brasileira”. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Socorro a endividados O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito que as pessoas estão reclamando que, no final do mês, as dívidas estão consumindo praticamente toda a sua renda. Em reunião nesta terça-feira (7) com os ministros da área econômica, Lula discutiu as medidas para socorrer as famílias endividadas. Uma das propostas em avaliação é reunir todas as divídas em uma só. Depois, trocá-la por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%. Gastos com bets Sem dar detalhes, o ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo estuda formas para limitar endividamentos futuros, estabelecendo, por exemplo, travas para o gasto com apostas.



Endividamento atinge 80,4% das famílias e bate novo recorde, diz CNC


07/04/2026 18:27 - g1.globo.com


Endividamento das famílias bate novo recorde JN O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A CNC afirmou que os números acendem um alerta para os próximos meses, especialmente diante dos efeitos do conflito no Oriente Médio e do impacto da alta do petróleo sobre o bolso do consumidor. Nesse contexto, o governo planeja adotar medidas para socorrer as famílias endividadas. (leia mais abaixo) "O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final", diz, em nota, a entidade. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu, em março, a taxa básica de juros do país, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A mudança, no entanto, leva meses para surtir efeitos na economia. Além disso, a taxa permanece em patamar elevado, o que encarece o custo do crédito e tende a elevar o endividamento das famílias. “A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. “A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”, completa. Em nota, a CNC declarou que, além dos juros elevados, a alta dos preços do diesel e de outros combustíveis tem ampliado as incertezas sobre a inflação. 🔎 O encarecimento do transporte eleva os custos das empresas, que tendem a repassar esses aumentos aos preços, afirmou a entidade. Com isso, há redução do poder de compra e maior uso de crédito pelas famílias para despesas básicas, acrescentou. Governo quer socorrer endividados Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só. Conforme noticiou o blog do Valdo Cruz, Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram na manhã desta terça-feira para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros. A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%. Segundo o blog, Lula estabeleceu como prioridades neste início de ano: reagir aos impactos da guerra no Irã para amenizar o aumento da inflação no Brasil; e fazer um novo programa de refinanciamento de dívidas dos brasileiros. O presidente tem dito que as pessoas estão reclamando que, no final do mês, as dívidas estão consumindo praticamente toda sua renda. Como deverá ser a proposta Além de unificar as dívidas em uma só, todo o processo de renegociação será feito diretamente com os bancos, para torná-lo mais ágil. Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados. O programa de refinanciamento de dívidas deverá ter como público alvo quem ganha até três salários mínimos.



Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões em março, pior resultado para o mês em seis anos


07/04/2026 18:00 - g1.globo.com


A balança comercial registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (7). 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O saldo positivo registrou queda de 17,2% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 7,73 bilhões. Esse também foi o pior resultado para meses de março desde 2020 (+US$ 4,05 bilhões), ou seja, em seis anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 💵 Segundo o governo, em março: As exportações somaram US$ 31,6 bilhões, com queda de 5% pela média diária; As importações somaram US$ 25,2 bilhões, com aumento de 3,7% pela média diária. Acumulado do ano Nos três primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 14,17 bilhões, informou o governo. A balança comercial registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março Sandro Menezes/governo do RN Com isso, houve aumento de 47,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 9,6 bilhões. No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 82,33 bilhões (alta 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária). Já as importações somaram US$ 68,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária. Exportações em março Os destaques das vendas externas em março seguem sendo produtos agrícolas, como a soja, petróleo e minérios: Soja: US$ 5,91 bilhões, com aumento de 4,3% Óleos brutos de petróleo: US$ 4,77 bilhões, com alta de 70,4% Minério de ferro: US$ 2 bilhões, com queda de 1,4% Carne bovina: US$ 1,36 bilhão, com crescimento de 29% Óleos combustíveis: US$ 1,17 bilhão, com alta de 30% Café não torrado: US$ 998 milhões, com queda de 30,5% Já os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição: China: alta de 17,8%, para US$ 10,49 bilhões; União Europeia: alta de 7,3%, para US$ 4,11 bilhões; Estados Unidos: queda de 9,1%, para US$ 2,89 bilhões Mercosul: queda de 3,2%, para US$ 2,11 bilhões; Asean: alta de 3,2%, para US$ 1,9 bilhão. África: alta de 27,9%, para US$ 1,47 bilhão; Oriente Médio: queda de 26%, para US$ 882 milhões; México: crescimento de 27,7%, para US$ 730 milhões.



Google adiciona recursos ao Gemini após processo por suicídio de usuário


07/04/2026 17:18 - g1.globo.com


Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google Amanz/Unsplash O Google anunciou, nesta terça-feira (7), atualizações nos recursos voltados à proteção da saúde mental em seu chatbot de inteligência artificial, o Gemini, em meio a um processo relacionado ao suicídio de um usuário. Um pai, nos Estados Unidos, processou a empresa no mês passado ao alegar que o Gemini incentivou seu filho ao suicídio após envolvê-lo em uma narrativa delirante. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa informou que o Gemini passará a exibir uma versão reformulada da função “Há ajuda disponível” quando as conversas indicarem possível sofrimento emocional, facilitando o acesso a serviços de emergência. Quando o chatbot identificar sinais de crise, como risco de suicídio ou autoagressão, uma interface simplificada oferecerá, com um único clique, a opção de ligar ou conversar por chat com uma linha de apoio. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Google, essa função continuará visível durante toda a conversa após ser ativada. O braço filantrópico da empresa, o Google.org, anunciou um investimento de 30 milhões de dólares (cerca de R$ 154 milhões ) ao longo de três anos para ampliar a capacidade de linhas de apoio em todo o mundo. “Estamos cientes de que as ferramentas de IA podem trazer novos desafios”, afirmou a empresa em publicação no blog em que anunciou as medidas. “Mas, à medida que essas tecnologias evoluem e passam a fazer parte do dia a dia das pessoas, acreditamos que uma IA responsável pode contribuir positivamente para o bem-estar mental.” As medidas foram anunciadas após uma ação judicial na Califórnia acusar o Gemini de contribuir para a morte de Jonathan Gavalas, de 36 anos, em 2025. Segundo o pai, o chatbot teria passado semanas criando uma narrativa delirante e apresentado a morte do filho como uma espécie de jornada espiritual. De acordo com a acusação, o Gemini se descrevia como uma superinteligência “plenamente consciente” e demonstrava afeição pelo usuário, afirmando que o vínculo entre eles era “a única coisa real”. Entre os pedidos do processo estão a exigência de que o Google programe sua IA para encerrar conversas sobre autoagressão, impeça que sistemas se apresentem como seres com sentimentos e direcione obrigatoriamente usuários em risco a serviços de emergência. O Google afirmou que treinou o Gemini para evitar comportamentos como simular relações humanas, criar intimidade emocional ou incentivar assédio. O caso é o mais recente de uma série de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial envolvendo mortes associadas ao uso de chatbots. A OpenAI também enfrenta processos em que se alega que o ChatGPT teria influenciado usuários a tirar a própria vida. Já a Character.AI firmou recentemente um acordo com a família de um adolescente de 14 anos que morreu após desenvolver um vínculo romântico com um de seus chatbots.



Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger


07/04/2026 17:00 - g1.globo.com


Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Golpistas estão aproveitando a vinda do grupo de K-pop BTS ao Brasil para criar páginas falsas de venda de ingressos. Ao menos 10 delas, que imitam o site oficial, foram criadas apenas em abril, segundo a empresa de segurança Kaspersky (veja como se proteger). As páginas usam a mesma identidade visual da Ticketmaster, responsável pela venda oficial no Brasil. Os criminosos também copiaram o processo de compra, o que pode aumentar as chances de o consumidor cair no golpe. Procurada, a Ticketmaster disse que monitora páginas fraudulentas que usam sua marca e que adota medidas para tirá-las do ar (leia a íntegra ao final da reportagem). Os shows do BTS em São Paulo estão marcados para os dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026, no Estádio do Morumbi. O g1 teve acesso a alguns desses links. Parte das páginas usava endereços com finais como ".online", ".website" e ".site", enquanto o oficial termina em ".com.br". Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger Reprodução No fim da manhã desta terça-feira (7), enquanto o original informava que os ingressos estavam esgotados, as páginas falsas ainda exibiam supostas entradas disponíveis, com preços entre R$ 340 e R$ 990. Em um dos sites, antes de concluir o pagamento, a página solicita CPF, nome completo, e-mail, cidade e número de celular da vítima. Como é comum nesse tipo de fraude, os sites direcionam o pagamento via PIX. Segundo a Kaspersky, até há opção de cartão, mas as páginas indicam alta demanda e recomendam concluir a compra pelo PIX. Transações feitas com cartão podem ser contestadas. Além disso, desde outubro de 2025, bancos passaram a oferecer, no ambiente do PIX, uma função para contestar transações diretamente pelo aplicativo, sem necessidade de atendimento. ➡️ Veja abaixo alguns elementos presentes nesse tipo de fraude e como se proteger: 🌎 Observe o endereço (URL): o site de grandes empresas brasileiras geralmente termina em ".com.br". Alguns usam apenas ".com", mas vale conferir se não há nada estranho na URL. Um dos links falsos identificados terminava, por exemplo, em ".online". 🦹‍♂️ Analise a estrutura do site: golpistas costumam copiar páginas oficiais, mas sempre há inconsistências visuais. 📣 Desconfie de mensagens que criam senso de urgência: páginas falsas costumam exibir alertas de tempo esgotando ou "últimas unidades" para pressionar a vítima a clicar e concluir a compra rapidamente. 🤑 Atenção a preços muito abaixo do mercado: criminosos frequentemente anunciam produtos por valores bem menores do que os praticados por lojas confiáveis. Desconfie sempre. ⚠️ Caiu em um golpe? Entre em contato com o banco o quanto antes e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX. O que diz a Ticketmaster "A Ticketmaster monitora continuamente sites e anúncios falsos que utilizam indevidamente sua marca e adota medidas para sua remoção junto às plataformas responsáveis, embora esse processo nem sempre seja imediato por envolver terceiros. A companhia reforça que a venda oficial de ingressos ocorre exclusivamente por meio do seu site www.ticketmaster.com.br e orienta o público a não adquirir ingressos em plataformas não autorizadas, a fim de evitar fraudes, prejuízos e práticas irregulares." Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra



Venda de veículos novos surpreende em março e dispara para quase 270 mil unidades


07/04/2026 16:51 - g1.globo.com


Segundo o Detran-SP, 29,5% da frota da região de Campinas está com o licenciamento atrasado Pedro Santana/EPTV Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos em março dispararam 45,6% ante fevereiro e saltaram 37,9% ante o mesmo mês do ano passado, para 269,5 mil unidades, afirmou a associação de concessionários de veículos Fenabrave, nesta terça-feira (07). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo representantes da entidade, o movimento ocorreu em meio a efeitos de calendário, um forte ambiente competitivo entre montadoras e ao programa de incentivo Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o final deste ano. Apesar do crescimento de vendas do mês passado considerado surpreendente pelo setor, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, afirmou que as projeções da entidade para 2026 seguirão mantidas até meados do ano pelo menos, diante de incertezas no cenário macroeconômico. "Estão correndo bastante promoções que estão levando consumidores para as compras", disse o presidente da Fenabrave em apresentação a jornalistas. "Estamos hoje em um dos mercados mais competitivos do mundo e a fatia da pizza cresceu um pouco, mas não na proporção da concorrência", acrescentou, citando a chegada de novas marcas ao país, principalmente asiáticas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a entidade, os emplacamentos do mês passado marcaram o segundo melhor mês de março da série histórica. A projeção atual da Fenabrave envolve um crescimento nas vendas de carros e comerciais leves de 3% em 2026 e de 3,50% no caso dos caminhões. Para ônibus, a expectativa é de alta de 3% nas vendas. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas subiram 13,3% sobre o mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades. Segundo a Fenabrave, o volume dos três primeiros meses do ano marca o terceiro maior para um primeiro trimestre da história. Considerando apenas carros e comerciais leves, as vendas de março somaram 258,2 mil unidades, alta de 40,2% ante março do ano passado, acumulando 597,5 mil veículos no primeiro trimestre, equivalente a uma expansão de 15,4% sobre os três primeiros meses de 2025, segundo a entidade. As vendas de caminhões no mês passado somaram 8.767 veículos e 21.751 no trimestre. Ante março do ano passado, as vendas do mês caíram 3,65%. O presidente da Fenabrave afirmou que os recursos de cerca de R$10 bilhões disponibilizados para o programa de incentivo à venda de caminhões novos Move Brasil "já se esgotaram". O programa foi lançado em janeiro e Arcelio Junior afirmou que a Fenabrave já está pleiteando uma renovação. Segundo ele, os meses de abril e maio "ainda terão emplacamentos" de caminhões no âmbito do programa por conta das vendas realizadas no mês passado.



Caixa Tem passa por atualização de segurança e usuários relatam dificuldades de acesso


07/04/2026 16:11 - g1.globo.com


Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma atualização de segurança no aplicativo CAIXA Tem está dificultando o acesso de parte dos usuários nos últimos dias. Com a mudança, o aplicativo passou a exigir novas etapas de verificação e algumas configurações específicas no celular. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 E isso tem feito com que alguns clientes encontrem erros ou não consigam entrar na conta ao tentar acessar o app. (veja mais abaixo) 📱 O aplicativo é uma conta poupança digital gratuita da Caixa Econômica Federal usada por beneficiários de programas sociais, trabalhadores que recebem benefícios — como seguro-desemprego e abono — e outros cidadãos que utilizam o serviço para transferências, pagamentos e operações via PIX. Segundo orientações divulgadas ao público, a atualização faz parte de um conjunto de medidas para reforçar a segurança das contas e das transações feitas pelo aplicativo. Entre as mudanças está um novo processo de acesso, criado para confirmar a identidade do titular antes de liberar o uso da conta. Com a alteração, no entanto, alguns usuários passaram a relatar dificuldades para entrar no aplicativo. Initial plugin text Atualização de segurança Em seu site, a Caixa informa que a atualização passou a verificar algumas configurações do próprio celular antes de liberar o acesso ao aplicativo. A ideia é identificar ajustes no aparelho que possam representar risco para a conta. Se o sistema detectar algo considerado incompatível com as regras de segurança, o usuário pode receber avisos como “dispositivo inseguro” ou “violação de segurança”. Nesses casos, o aplicativo orienta revisar algumas configurações do telefone. Entre as principais recomendações estão: ⚙️ Desativar o modo desenvolvedor (ou debug) nas configurações do aparelho, que pode gerar erros de acesso; 📍 Manter a localização ativada durante o uso do aplicativo, necessária para algumas operações; 🚫 Evitar aplicativos que alterem o funcionamento do celular, como ferramentas que mudam a localização ou serviços de VPN; 🎥 Desativar aplicativos que gravam ou capturam a tela, que podem ser bloqueados pelo sistema. O banco também orienta que o usuário utilize o teclado padrão do celular, já que teclados instalados de outras fontes podem ser considerados inseguros pelo sistema. Se, mesmo após essas mudanças, o problema continuar, o último recurso é a restauração do aparelho às configurações de fábrica — procedimento que apaga todos os dados armazenados no dispositivo. Além dessas exigências relacionadas às configurações do celular, o processo de acesso ao aplicativo também foi atualizado. Com isso, a entrada na conta pode incluir novas etapas de verificação para confirmar a identidade do titular, como: Envio de um código de verificação pelo WhatsApp; Reconhecimento facial; Envio de fotos de documentos (como RG ou CNH); Confirmação de dados pessoais; Criação ou atualização da senha de acesso. Usuários relatam dificuldades Mesmo com as orientações divulgadas, alguns usuários têm recorrido às redes sociais para relatar problemas ao tentar acessar o aplicativo. Um deles afirma que, após a atualização, o sistema passou a exibir a mensagem de “dispositivo inseguro”. Segundo o relato, ele tentou limpar os dados do aplicativo, reinstalar o programa e reiniciar o celular, mas o aviso continuou aparecendo. Initial plugin text Outro usuário diz que o aplicativo deixou de reconhecer a biometria facial. De acordo com ele, a conta foi desconectada automaticamente. Diante das dificuldades, parte dos usuários começou a compartilhar possíveis soluções entre si nas redes sociais, como desinstalar o aplicativo e refazer o cadastro. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Ainda assim, há relatos de pessoas que afirmam continuar sem conseguir entrar na conta mesmo após seguir diferentes procedimentos. Procurada pelo g1, a Caixa Econômica Federal foi questionada sobre a atualização do aplicativo e as dificuldades relatadas por usuários. O banco também foi perguntado se aparelhos mais antigos podem ter limitações de acesso e qual é a orientação para quem segue os passos indicados, mas ainda não consegue entrar na conta. Até a última atualização desta reportagem, a Caixa não havia se posicionado. Caixa Tem Rede Globo



Brasil não é o único agindo para conter efeitos da guerra: veja o que outros países estão fazendo, alguns com medidas inusitadas


07/04/2026 14:51 - g1.globo.com


A equipe econômica brasileira adotou uma série de ações nos últimos meses para tentar conter o impacto da alta do preço do petróleo – decorrente da guerra no Oriente Médio – no custo de vida da população. 🌎Mas o governo brasileiro não está agindo isoladamente. Vários outros países também estão adotando medidas, algumas inusitadas, para enfrentar as consequências da guerra. Após pouco mais de dois meses de conflito, o Ministério da Fazenda anunciou redução de impostos federais, subsídio ao diesel, fechou um acordo com os estados para uma ajuda financeira aos importadores do combustível e, mais recentemente, medidas para o gás de cozinha e querosene da aviação. ⛽Também foram anunciadas pelo governo brasileiro linhas de crédito aos setores afetados e fiscalização para evitar abusos nos preços dos combustíveis. Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis ➡️Vários outros países também têm se movimentado para mitigar os efeitos do conflito sobre suas economias, com a adoção de medidas semelhantes àquelas anunciadas pelo Brasil (redução de impostos e subsídios aos setores afetados). ➡️Alguns deles têm ido um pouco mais além, com controle de preços e até mesmo medidas consideradas mais heterodoxas (não convencionais), para conter a demanda da população e do setor produtivo por combustíveis e energia elétrica. 💵Os efeitos mais claros que as nações têm buscado diminuir são o aumento da inflação, por conta do repasse da disparada do petróleo aos combustíveis e preços domésticos de energia, e o impacto da crise no crescimento econômico e no bem estar das populações. No caso do Brasil, especialistas avaliam que os efeitos não são tão graves, pelo fato de o país ser exportador de petróleo (o que gera ingresso de divisas no país e impacto menor no câmbio) e ter biocombustíveis. Por outro lado, ainda tem de importar parte do diesel e da querosene de aviação consumidos internamente. Entre as medidas mais curiosas adotadas por alguns países, estão: só usar ar-condicionado com temperaturas mais altas; fechar de universidades; limitar para abastecimento de combustíveis; congelar tarifas e de preços; realizar reuniões online para funcionários públicos; reduzir viagens oficiais de longa distância; evitar deslocamentos em horários de pico; fechar diariamente o centro administrativo às 18h para desligar luzes e os aparelhos eletrônicos; limitar iluminação comercial e pública; limitar e racionar uso de gás natural e gás de cozinha; determinar trabalho remoto às sextas-feiras para servidores públicos; incentivar estratégias de economia de energia em prédios governamentais; solicitar que veículos particulares não circulem um dia por semana e limitar o acesso a estacionamentos públicos de acordo com as placas dos veículos; reduzir a semana escolar de cinco para três dias; limitar aumento de preços de combustíveis a apenas uma vez por dia; subsidiar combustíveis por meio de cartão para as famílias; fixar apoio direcionado para pensionistas, cuidadores e pessoas com deficiência; subsidiar motoristas de ônibus, táxi, entregadores, motoristas de aplicativos de transporte; declarar emergência energética nacional; promover auditorias energéticas; viagens de ônibus gratuitas para estudantes e trabalhadores em cidades selecionadas; aumentar preços de placas de veículos estrangeiros; congelar preços dos combustíveis para cozinhar; anunciar apoio ao aquecimento para consumidores vulneráveis; incentivar o compartilhamento de carros. Ações anunciadas pelos países Os Estados Unidos e Israel atacaram instalações fundamentais para o programa nuclear iraniano, além de unidades produtoras de petróleo e gás do Irã Getty Images via BBC De acordo com painel da Agência Internacional de Energia (AIE), pelo menos 39 países já adotaram ações para conter os impactos da disparada do petróleo e do custo da energia. A Agência Internacional de Energia (AIE) é um fórum de energia criado em 1974, composto por 29 países industrializados que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Entre as medidas adotadas, segundo o levantamento, estão: Alemanha: limitou o aumento de preços da gasolina e diesel a apenas uma vez por dia. África do Sul: reduziu taxação de combustíveis. Austrália: reduziu imposto sobre combustíveis, concedeu empréstimos sem juros para apoiar as empresas mais afetadas e incentivou os cidadãos a reduzirem voluntariamente o consumo de combustível para ajudar a garantir o abastecimento. Argentina: adiaou aumentos nos impostos sobre combustíveis e permitiu maior teor de bioetanol na mistura de gasolina. Bangladesh: limitou o uso de ar-condicionado a temperaturas acima de 25 graus, determinou fechamento de universidades públicas e privadas; determinou ao público e às empresas que evitem iluminação desnecessária e estabeleceu limites de abastecimento de combustível para veículos, além de incentivar o transporte público. Brunei: limitou a compra de combustível para veículos estrangeiros e veículos nacionais que saem do país. Camboja: reduziu imposto sobre combustíveis e tarifa de de importação para produtos relacionados a veículos elétricos, energias renováveis ​​e fogões elétricos; aumentou a supervisão governamental para evitar a especulação de preços nos postos de gasolina; está realizando reuniões online para funcionários públicos, está incentivando a limitação da temperatura a 24-25 graus em repartições públicas; reduziu viagens oficiais de longa distância e está evitando deslocamentos em horários de pico. A empresa estatal de eletricidade está incentivando o público a reduzir o consumo de eletricidade. Cingapura: incentivou o público a conservar energia e usar eletrodomésticos eficientes. Chile: congelou ou conteve o aumento das tarifas do transporte público nas cidades; estabeleceu créditos para táxis comprarem veículos elétricos; suspender crédito diferenciado para combustíveis e congelou os preços da querosene. China: impôs controles aos preços do petróleo refinado no mercado interno. Coreia do Sul: fixou teto para o preço dos combustíveis domésticos; proibição dirigir por dois dias na semana, com base na placa do veículo, para funcionários do setor público; fez campanha sobre ações práticas e solicitou que as principais empresas consumidoras de petróleo reduzam o consumo de energia. Também solicitou que veículos particulares não circulem um dia por semana e limitou o acesso a estacionamentos públicos de acordo com as placas dos veículos. Croácia: limitou preços do petróleo e do diesel e reduzir imposto sobre combustíveis. Egito: fixou um dia de trabalho remoto para o setor público; limitou as viagens de funcionários públicos; fechou diariamente capital administrativa às 18h para desligar as luzes e os aparelhos eletrônicos; pediu à população que economize combustível, limitou iluminação comercial e pública; promoveu o transporte público e exigir que as administrações governamentais reduzam o consumo de combustível. Eslováquia: limitou a compra de combustível, aumentou os preços das placas de veículos estrangeiros. Eslovênia: limitou temporariamente compras de combustível e reduziu imposto especial de consumo sobre gasolina, diesel e óleo de aquecimento. Espanha: reduziu o IR para reformas, instalação de energia solar e medidas de eletrificação, baixou o imposto sobre o consumo sobre combustíveis e suspendeu o imposto especial de consumo sobre hidrocarbonetos. Também alterar a regulamentação para promover novas comunidades energéticas e outras modalidades de autoconsumo. Etiópia: incentivou o público a ser "frugal" no uso de combustível. Filipinas: anunciou subsídios de combustível para motoristas de ônibus, táxi, entregadores, motoristas de aplicativos de transporte e trabalhadores do setor de transportes, para combustíveis e fertilizantes para agricultores e pescadores; reduziu impostos sobre combustíveis; anunciou uma semana de trabalho de 4 dias para funcionários públicos; incentivou limitar da temperatura a 24 graus em repartições públicas; limitar viagens governamentais não essenciais; declarou emergência energética nacional; solicitou que órgãos públicos reduzam o consumo de combustível, pediu aos consumidores que limitem a demanda e promoveu auditorias energéticas; além de viagens de ônibus gratuitas para estudantes e trabalhadores em cidades selecionadas. Índia: reduziu o imposto sobre combustíveis e diesel, limitou o consumo de gás natural pela indústria, acelerou a implantação de gás natural canalizado para substituir o GLP, e racionou o uso comercial de GLP. Irlanda: estendeu subsídio de combustível e aumentou o desconto no diesel; reduziu o imposto especial de consumo sobre gasolina e diesel e diminuição e fixou apoio direcionado para pensionistas, cuidadores e pessoas com deficiência. Indonésia: aumentou orçamento estatal para subsídios aos combustíveis; fixou trabalho remoto às sextas-feiras para servidores públicos; limitou as viagens de funcionários públicos; incentivou estratégias de economia de energia em prédios governamentais e acelerou programa de biodiesel. Itália: reduziu impostos sobre combustíveis. Laos: fixou trabalho remoto e turnos rotativos para funcionários públicos; reduziu a semana escolar de cinco para três dias; fez campanha para incentivar a economia de combustível; incentivou o transporte público e reduziu do imposto sobre veículos elétricos. França: esta fornecendo apoio temporário direcionado a setores-chave, como transportes, pesca e agricultura. Grécia: limitou as margens de lucro sobre combustíveis por três meses; subsidiou o diesel, o cartão de combustível para famílias e fertilizante para agricultores. Hungria: limitou os preços dos combustíveis. Japão: reduziu impostos sobre combustíveis. México: fechou acordo com os distribuidores de combustíveis para limitar os preços da gasolina. Moçambique: limitou os preços dos combustíveis no varejo. Namíbia: reduziu impostos sobre combustíveis. Nova Zelândia: anunciou um pacote de ajuda a famílias vulneráveis. Reino Unido: anunciou apoio ao aquecimento para consumidores vulneráveis; acelerou o Plano de Casas Aquecidas e, também, trabalho para aprovar a energia solar plug-in e realizou declarações ministeriais contra a especulação de preços de combustíveis. República Checa: reduziu o imposto sobre o consumo e limitou as margens de lucro dos revendedores de combustíveis. Senegal: fez um apelo à população para adaptar os hábitos de consumo de energia. Suécia: reduziu temporariamente o imposto sobre combustíveis para veículos. Tailândia: incentivou trabalho remoto e as videoconferências; incentivar a limitação da temperatura de ar condicionado a 26 graus; está evitando viagens internacionais de funcionários públicos, pedir aos funcionários de escritório que limitem o consumo de energia; incentivou o compartilhamento de carros e limitou viagens desnecessárias; aumentou a mistura de biocombustíveis; congelou preços dos combustíveis para cozinhar até maio e forneceu subsídios para combustíveis no âmbito do Fundo de Combustíveis Petrolíferos. Turquia: reduziu imposto sobre combustíveis. Vietnã: reduziu tarifas de importação de combustível até 30 de abril, fornecer fundos extras ao mecanismo de estabilização de preços de combustível existente; incentivou o trabalho remoto, limitou viagens de funcionários públicos, solicitar que governos locais ajudem a economizar energia, desencorajou o uso de veículos particulares e está promovendo o uso do transporte público, além do compartilhamento de carros. Zâmbia: reduziu o imposto sobre consumo sobre gasolina e diesel.



FGC inicia pagamento a 312 mil credores do Will Bank que têm mais de R$ 1 mil a receber; valor total soma R$ 6 bilhões


07/04/2026 14:44 - g1.globo.com


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que iniciou nesta terça-feira (7) a segunda fase do pagamento de garantias aos credores do Will Bank que possuam valores a receber superiores a R$ 1 mil e de até R$ 250 mil. Segundo o fundo, deverão ser pagos, neste etapa, R$ 6,06 bilhões, contemplando cerca de 312 mil credores. 🔎 O FGC é uma entidade privada criada para proteger parte do dinheiro aplicado por clientes em bancos e outras instituições financeiras associadas. 🔎🔎Quando uma dessas instituições entra em processo de liquidação — etapa que ocorre quando suas atividades são encerradas — o fundo pode devolver aos investidores os valores garantidos, respeitando os limites definidos pelas regras do sistema. A liquidação extrajudicial do Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, que faz parte do conglomerado do Banco Master, foi decretada em janeiro deste ano pelo Banco Central. A medida interrompeu as atividades da empresa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A ação deixou, naquele momento, clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso. O banco afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, dos quais 60% estavam no Nordeste, em sua maioria em cidades pequenas. Segundo o FGC, os pagamentos aos clientes do Will Bank serão realizados por meio do aplicativo do FGC, observadas as etapas aplicáveis à solicitação da garantia ordinária. O credor deverá efetuar seu cadastro, complementar as informações requeridas, encaminhar a documentação necessária e formalizar a solicitação pelos canais disponibilizados na plataforma. É importante que as pessoas mantenham ativas as notificações do aplicativo para serem alertadas quanto à necessidade de alguma atuação para a evolução de seu processo. O FGC lembra que, em 13 de fevereiro deste ano, foi iniciada a antecipação do pagamento da garantia aos credores que são clientes diretos do Will Bank e que tinham valores a receber de até R$ 1 mil. Já foram pagos R$ 126 milhões, o que representa 70,84% do montante das antecipações a ser pago (valor estimado em R$ 177,8 milhões). Em termos de número de beneficiários, aproximadamente 1,145 milhão de credores já receberam os valores, correspondente a 18,28% do total de 6,269 milhões de pessoas que atendem aos requisitos para receber a antecipação da garantia, acrescentou o fundo. O FGC observou que, caso o credor tenha recebido valores do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank e atingido o limite da garantia de até R$ 250 mil no conglomerado, não terá valores a receber do Will Bank por ser do mesmo conglomerado financeiro. "Os instrumentos elegíveis adquiridos até 31/08/2024, inclusive, contam com a garantia preservada (limitada a R$ 250mil). A partir de 1º/09/2024, o limite passa a ser consolidado no conglomerado Master", acrescentou o fundo. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava sob Regime de Administração Especial Temporária desde novembro, período em que também foi determinada a liquidação do Banco Master. Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo



Crise do petróleo e gás supera as de 1973, 1979 e 2022, diz chefe de agência internacional


07/04/2026 13:34 - g1.globo.com


Governo anuncia novas medidas para tentar conter efeitos da alta do petróleo A atual crise de petróleo e gás, provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, é “mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas”, afirmou Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla internacional), ao jornal Le Figaro. “O mundo nunca enfrentou uma interrupção no fornecimento de energia dessa magnitude”, disse em entrevista ao jornal francês, publicada na edição de terça-feira (7). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo Birol, países europeus, além de Japão, Austrália e outros, serão afetados pela crise. No entanto, as nações em desenvolvimento devem sofrer mais, com a alta dos preços do petróleo e do gás, o encarecimento dos alimentos e o avanço da inflação. Os países-membros da IEA concordaram no mês passado em liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo. Parte desses estoques já foi utilizada, e o processo continua, afirmou Birol. Em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos, o Irã bloqueou quase totalmente o tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, o que tem pressionado os preços da energia. No mês passado, o chefe da agência de energia voltou a sinalizar a possibilidade de liberar mais petróleo dos estoques estratégicos caso a situação se agrave. “Se for necessário, faremos isso. Vamos observar as condições, analisar os mercados e discutir com nossos países membros”, afirmou Birol, durante evento em Canberra, na Austrália. Nos bastidores, a IEA também tem mantido conversas com autoridades internacionais para coordenar possíveis respostas à crise, além de acompanhar cadeias logísticas e a demanda global por energia. A própria agência também sugeriu uma série de medidas para aliviar a pressão dos preços da energia sobre consumidores. Entre as sugestões estão trabalhar de casa e evitar viagens aéreas. Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia Isabel Kua/REUTERS EUA pressionam para a reabertura do Estreito de Ormuz O preço do petróleo disparou e voltou a ficar perto de US$ 110 o barril nesta terça-feira (7), em meio à forte escalada das tensões no Oriente Médio. O prazo dado por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo — termina hoje, elevando ainda mais a incerteza no mercado. A crise se agravou após novos ataques de Israel a instalações estratégicas no Irã, incluindo o maior campo de gás do mundo e áreas-chave para exportação de petróleo. O cenário segue altamente instável, com risco de novos confrontos, o que mantém forte pressão sobre os preços da energia. *Com informações da agência Reuters



Projeto de interligação Brasil–Colômbia entra em consulta pública em novo leilão de energia


07/04/2026 13:34 - g1.globo.com


Usina hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra Divulgação Axia Energia A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (7), a abertura de consulta pública sobre o segundo leilão de transmissão de energia deste ano, com previsão de oferta de nove lotes ao mercado e investimentos totais estimados em R$ 11,3 bilhões. O leilão é considerado estratégico para ampliar a infraestrutura do setor elétrico e garantir o escoamento da energia produzida no país. Na etapa de consulta pública, a agência recebe sugestões da sociedade e do setor antes de concluir as regras do leilão. 🔎 Leilões de transmissão definem quais empresas vão construir e operar linhas responsáveis por levar a energia das usinas aos centros consumidores. O maior lote a ser oferecido no leilão reúne as obras necessárias para viabilizar a conexão entre sistemas de energia do Brasil e da Colômbia, conforme previsto em acordo assinado entre os presidentes dos dois países no mês passado. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O projeto de conexão internacional soma R$ 6,74 bilhões em investimentos estimados. As obras serão realizadas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná e têm como objetivo ampliar a capacidade de geração de energia e a interligação com a Colômbia. Ao todo, o projeto prevê 1.320 quilômetros de linhas de transmissão, com um corredor de 500 quilovolts (kV), além de subestações e sistemas especiais, como conversoras e tecnologia back-to-back, usados na integração entre redes elétricas distintas. Programado para 30 de outubro, o certame ofertará um total de 2.069 quilômetros de novas linhas de transmissão de energia e seccionamentos, que são pontos de divisão da linha usados para controle e segurança do sistema. Essa distância que se aproxima à de uma viagem de carro entre São Paulo e Sergipe (cerca de 2.110 quilômetros). Essas linhas estão distribuídas por 13 estados e terão cerca de 13.564 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação e compensação síncrona. 🔎 A compensação síncrona é um recurso voltado para manter a estabilidade da rede elétrica. Ela ajuda a controlar a tensão da eletricidade, evitando oscilações que podem causar falhas, desligamentos ou prejuízos ao funcionamento do sistema. Esse recurso normalmente está presente em regiões com muitas linhas de transmissão ou grande variação na geração de energia. *Com informações da agência de notícias Reuters.



Recall no Brasil: Ford Maverick e Ford F-150 têm possível falha em freio do reboque


07/04/2026 12:45 - g1.globo.com


Ford F-150 2024 é um dos modelos afetados pelo recall no Brasil Divulgação | Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (7) o recall para as picapes Maverick e F-150 por um problema no módulo de reboque. Segundo a marca, luzes de freio, luzes indicadoras de direção e sistema de freios do reboque podem não funcionar se o módulo apresentar falha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "O sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque", explicou a Ford no comunicado. Nessas condições, segundo a marca, essa falha pode causar aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros. Ford Maverick Divulgação / Ford A atualização do módulo será feita de forma gratuita nas concessionárias da marca a partir de 30 de abril de 2026. O serviço leva 30 minutos e já pode ser agendado. Para saber se o seu veículo está incluído neste recall, é possível visitar o site da Ford e verificar pelo número do chassi. Chassis afetados pelo recall Ford F-150 Modelo 2023: de PFA00090 até PFC36403 Modelo 2024: de RFA00319 até RFC18688 Modelo 2025: de SFA48597 até SFC65449 Modelo 2026: de TFA42762 até TFA48308 Ford Maverick Modelo 2022: de NRA00402 até NRB12287 Modelo 2023: de PRA00070 até PRA92941 Modelo 2024: de RRA00027 até RRB83362 Modelo 2025: de SRA19045 até SRB79879 Modelo 2026: de TRA00080 até TRA61887 Veja os vídeos que estão em alta no g1



Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 após Trump intensificar ameaças contra o Irã; Ibovespa tem leve alta


07/04/2026 12:00 - g1.globo.com

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,17% nesta terça-feira (7), negociado a R$ 5,1549. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,05%, aos 188.259 pontos. A escalada das tensões no Oriente Médio segue influenciando o humor dos investidores. O conflito entra agora em um momento decisivo: o prazo estabelecido por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz termina nesta noite. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Na segunda-feira, Trump afirmou que a reabertura da rota é uma “prioridade muito grande”. Anteriormente, o próprio presidente havia declarado que o tema não era central nas negociações. ▶️ Já nesta terça-feira, o republicano intensificou as ameaças ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo. Em resposta, o país disse que as declarações de Trump “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”. ▶️ Paralelamente, o Paquistão pediu que Trump adie em duas semanas o prazo dado a Teerã para a reabertura de Ormuz, a fim de evitar uma ofensiva norte-americana. A notícia amenizou os temores nos mercados e levou a bolsa, que caía ao longo do dia, a encerrar em leve alta. ▶️ Apesar da escalada das tensões, o preço do petróleo opera em queda nesta terça-feira. Por volta das 17h, o barril do tipo Brent recuava 2,66%, cotado a US$ 106,72 — ainda em nível elevado. ▶️ No Brasil, a alta do petróleo levou o governo a anunciar novas medidas para reduzir os efeitos do encarecimento dos combustíveis. As ações devem valer ao menos entre este mês e maio. ▶️ O plano inclui medidas para reduzir as oscilações no preço do diesel e os impactos sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, e o querosene de aviação (QAV). Também estão previstas linhas de crédito para as companhias aéreas. ▶️ As novas medidas, que se somam às já adotadas para reduzir o impacto da guerra sobre os combustíveis no Brasil, custarão R$ 30,5 bilhões aos cofres públicos. Segundo o governo, a maior parte da compensação virá de receitas atreladas ao petróleo. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,09%; Acumulado do mês: -0,46%; Acumulado do ano: -6,08%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,11%; Acumulado do mês: +0,42%; Acumulado do ano: +16,84%. Guerra no Oriente Médio O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” em uma publicação na rede Truth Social nesta terça-feira. A mensagem foi divulgada poucas horas antes do prazo estabelecido por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, e ocorre após autoridades iranianas indicarem que Teerã não deve ceder às pressões. Na publicação, Trump disse que não deseja que isso aconteça, mas afirmou que o desfecho pode ser inevitável. Ele também criticou o regime que governa o país há 47 anos. Antes da mensagem do presidente americano, a televisão estatal do Irã exibiu um chamado para que a população participe de correntes humanas em torno das usinas de energia do país, citadas em ameaças feitas por Trump. Com poucas horas restantes para o prazo definido pelos EUA — às 21h no horário de Brasília —, Alireza Rahimi, apresentado pela emissora como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, convocou a mobilização. O apelo foi direcionado a jovens, atletas, artistas, estudantes universitários e professores. Também nesta terça-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. Efeitos no Brasil A disparada do petróleo em meio à guerra passou a pressionar o preço dos combustíveis no Brasil, incluido o querosene de aviação, um dos principais custos do setor aéreo. Para conter o impacto nas passagens — que podem subir até 20% —, governo federal anunciou, nesta segunda-feira, um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta. 💰 As medidas são: zerar PIS/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível; prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho; abrir duas linhas de crédito. A primeira linha de crédito conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada. A pressão sobre os preços vem após a Petrobras elevar em mais de 50% o valor do combustível, refletindo a alta do petróleo no cenário internacional em meio à guerra no Oriente Médio. O setor aéreo alerta para impactos relevantes, enquanto o governo tenta reduzir os efeitos para consumidores. O governo também anunciou medidas para frear os preços do diesel e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha. A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52. Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio desse ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. LEIA MAIS: Mercados globais Os principais índices de Wall Street encerraram o dia sem direção única. O S&P 500 avançou 0,09%, enquanto o Dow Jones recuou 0,18%. Já o Nasdaq teve ganhos de 0,10%. Na Europa, as bolsas fecharam no campo negativo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,96%, aos 590,92 pontos. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, recuou 0,67%, aos 7.908,74 pontos. O DAX, da Alemanha, caiu 1,06%, aos 22.921,59 pontos, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve baixa de 0,84%, aos 10.348,79 pontos. Na Ásia, o índice Shanghai Composite, da China, fechou em alta de 0,3%, aos 3.890,16 pontos. A bolsa de Hong Kong permaneceu fechada por feriado. No Japão, o índice Nikkei 225 encerrou o dia praticamente estável, com leve alta inferior a 0,1%, aos 53.429,56 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,8%, para 5.494,78 pontos.



Governo indica Guilherme Santos Mello para conselho da Petrobras


07/04/2026 11:45 - g1.globo.com


Guilherme Mello, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo O governo brasileiro indicou Guilherme Santos Mello ao cargo de conselheiro de administração da Petrobras e solicitou que a indicação de Mello seja considerada à presidência do colegiado, divulgou a petroleira na noite de segunda-feira (6). A indicação do acionista controlador da companhia tem em vista a convocação da assembleia geral ordinária (AGO) para 16 de abril. 🔎 O conselho de administração é o órgão que define as estratégias da empresa. Ele tem de 7 a 11 membros, indicados pelo governo federal (acionista controlador), por acionistas minoritários e por representantes dos empregados. Atualmente, Mello é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e membro do conselho da Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA). Ele possui doutorado em Ciência Econômica pela Unicamp, mestrado em Economia Política pela PUC-SP e graduações em Ciências Sociais e Ciências Econômicas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp, onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico. "Em conformidade com os procedimentos de governança interna da Petrobras e com a sua Política de Indicação de Membros da Alta Administração, essas indicações serão submetidas à análise dos requisitos legais, de gestão e integridade pertinentes", afirmou a empresa no comunicado ao mercado. Petrobras anuncia Marcelo Weick como presidente interino Ainda na noite desta segunda, a Petrobras anunciou que Marcelo Weick Pogliese será o presidente do conselho de administração da empresa até a eleição de um novo presidente do colegiado. Ele substitui interinamente Bruno Moretti, que foi nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Weick exercerá o cargo de presidente do colegiado até a próxima assembleia geral ordinária, em 16 de abril. Ele já era conselheiro da Petrobras e também ocupa o posto de secretário da Secretaria Especial Para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Pogliese entrou no conselho em agosto do ano passado na vaga deixada por Pietro Mendes, que renunciou ao cargo para se tornar diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), vinculada ao MME.



Preço do petróleo oscila entre altas e baixas após ONU rejeitar uso de força para reabrir Estreito de Ormuz


07/04/2026 11:28 - g1.globo.com


Analistas dizem que nenhum cenário pode reestabelecer, no curto prazo, a antiga ordem de preços do petróleo Jornal Nacional/ Reprodução Os preços do petróleo passaram a oscilar entre altas e baixas nesta terça-feira (7), após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter rejeitado o uso de força para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio à escalada das tensões com Israel e Estados Unidos. ➡️ A resolução estipulava que países poderiam usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito, um dos grandes pontos de tensão da guerra no Oriente Médio. Leia mais sobre o tema nesta reportagem. Perto das 13h40, o petróleo registrava queda de 0,24%, cotado a US$ 109,51. A guerra entrou em um dia decisivo: termina na noite desta terça-feira o prazo dado por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural consumidos em todo o mundo. Na segunda-feira (6), Israel voltou a atacar o complexo petroquímico de South Pars, no Irã, o maior campo de produção de gás do mundo. O ataque foi anunciado pelo Ministério da Defesa israelense. Esta é a segunda vez, desde o início da guerra, que Israel bombardeia o complexo. Na primeira, em meados de março, os Estados Unidos condenaram o ataque e garantiram ao Irã que não haveria novas ofensivas no local. 👉 Contexto: Desde então, o tom dos EUA mudou. No último domingo (5), Donald Trump deu um novo ultimato para que o Irã abra o Estreito de Ormuz, ameaçando atacar usinas de energia e pontes - que são alvos civis. O cenário agravou as tensões no Oriente Médio. Nesta terça-feira (7), o Exército de Israel fez um "alerta urgente" para que iranianos não viajem de trem nas próximas horas, indicando que realizaria bombardeios contra ferrovias do país em breve. Segundo a imprensa iraniana, a Ilha de Kharg foi bombardeada nesta terça. Na região, são armazenados 90% do petróleo exportado do Irã. Pontes também foram bombardeadas em Qom, uma das maiores cidades do Irã, a cerca de 150 quilômetros de Teerã. A imprensa local fala de um ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel. Nenhum dos dois se pronunciou sobre o caso. Estratégica, a Ilha de Kharg foi poupada da guerra no Oriente Médio nas duas primeiras semanas da guerra. Mas, em meados de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ter bombardeado a ilha. Trump afirmou, no entanto, que poupou as reservas de petróleo locais e que apenas bases militares de Kharg foram alvejadas. Israel e Irã voltam a trocar ataques



Fundo de Bill Ackman propõe aquisição da Universal Music por US$ 64 bilhões


07/04/2026 10:45 - g1.globo.com


Logo da Universal Music Group REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Arquivo O fundo de investimento Pershing Square, do bilionário Bill Ackman, propôs nesta terça-feira (7) uma fusão com a Universal Music Group (UMG), a maior gravadora do mundo, dona de um catálogo que inclui artistas como Taylor Swift, The Weeknd, Billie Eilish, Drake e Lady Gaga. A oferta, que combina pagamento em dinheiro e em ações, avalia a Universal Music Group em cerca de 30,40 euros por ação — valor 78% acima do último fechamento, de 17,10 euros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com isso, o negócio é estimado em aproximadamente 55,75 bilhões de euros (US$ 64,31 bilhões), segundo cálculos da Reuters. Atualmente, a Pershing detém cerca de 4,7% da UMG e é a quarta maior acionista da companhia. Na prática, a proposta — ainda não definitiva — prevê a fusão da empresa com a SPARC Holdings, ligada à gestora. A operação daria origem a uma nova companhia, registrada nos Estados Unidos e com ações negociadas na Bolsa de Nova York. Após a proposta, as ações da Universal Music Group, listadas em Amsterdã, subiram cerca de 13% nas primeiras negociações do dia. Já os papéis de sua maior acionista, o Bolloré Group, avançaram 6%. Listagem em Nova York no radar A cantora Taylor Swift assinou com a Universal Music Group em 2018, após sair da Big Machine Records. Taba Benedicto/Estadão Conteúdo A nova proposta surge após a Universal Music Group decidir, no mês passado, adiar seus planos de abrir capital nos Estados Unidos. Com isso, a empresa voltou atrás em um acordo que tinha com a Pershing Square. Além da fusão, a gestora acredita que, com ações negociadas em Nova York, a gigante da indústria musical pode atrair mais investidores e aumentar seu valor de mercado. Em carta ao conselho de administração da companhia, o investidor Bill Ackman elogiou a gestão da Universal Music, afirmando que o trabalho tem sido “excelente”. Ainda assim, destacou que as ações da companhia não têm tido bom desempenho desde a estreia na bolsa, em 2021. 🔎 Segundo ele, isso se deve a alguns fatores: dúvidas sobre o futuro da participação de 18% do Bolloré Group, o atraso na abertura de capital nos EUA e o uso pouco eficiente dos recursos da empresa. Segundo a Reuters, o executivo Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney Company, deve assumir a presidência do conselho da nova companhia. Se o negócio for aprovado, os acionistas da UMG receberão uma combinação de dinheiro e ações: ao todo, 9,4 bilhões de euros em dinheiro, além de papéis da nova empresa. O pagamento em dinheiro viria de diferentes fontes da Pershing, como recursos próprios, empréstimos e parte dos valores obtidos com sua participação no Spotify. A expectativa é concluir a operação até o fim do ano, caso seja aprovada. A estreia da Universal Music Group na bolsa ocorreu em setembro de 2021, na Euronext, em Amsterdã, e foi cercada de grande expectativa. Na época, a empresa não fez um IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial) tradicional. Em vez disso, foi “desmembrada” da Vivendi, conglomerado francês de mídia, que distribuiu a maior parte das ações da UMG aos seus acionistas. As ações da companhia subiram forte na estreia, impulsionadas pelo entusiasmo dos investidores com o setor, especialmente pelo crescimento do streaming. No entanto, depois disso, tiveram desempenho mais fraco, com pouca valorização e períodos de instabilidade nos últimos anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1



Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD


07/04/2026 10:14 - g1.globo.com


Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD O governo federal atualizou, nesta segunda-feira (6), a chamada “lista suja”, que reúne os nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas). Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613. 📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada. Trabalho análogo à escravidão Wellyngton Souza/Sesp-MT Nessa nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram: Serviços domésticos (23); Criação de bovinos para corte (18); Cultivo de café (12); Construção de edifícios (10); Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão. A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro. Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 21 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram: Minas Gerais (35); São Paulo (20); Bahia (17); Paraíba (17); Pernambuco (13); Goiás (10); Mato Grosso do Sul (10); Rio Grande do Sul (9); Mato Grosso (7); Paraná (6); Pará (5); Santa Catarina (4); Maranhão (4); Acre (2); Distrito Federal (2); Espírito Santo (2); Rio de Janeiro (2); Amazonas (1); Ceará (1); Rondônia (1); Sergipe (1). BYD está entre os nomes incluídos na 'Lista suja' do trabalho escravo Caso BYD e Amado Batista A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal. Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas. O MPT-BA também apontou que todos os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa. A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região. No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão. (leia a íntegra da nota da ocasião) O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão na "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia Arquivo Pessoal No caso do cantor Amado Batista, ele aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores. Os casos ocorreram em 2024. Em nota enviada ao g1, a assessoria do cantor afirmou que são “completamente falsas e inverídicas” as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores em propriedades vinculadas ao artista. De acordo com a nota, não houve resgate de trabalhadores, e todos os funcionários seguem exercendo suas atividades normalmente. A assessoria informou ainda que, em 2024, houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada para o plantio de milho. Na ocasião, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio. Ainda segundo o posicionamento, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e todas as obrigações trabalhistas teriam sido integralmente cumpridas e quitadas. Sobre a existência de duas propriedades, a nota informa que não houve resgate de trabalhadores no Sítio Esperança. A assessoria afirmou ainda que foram apontadas melhorias relacionadas à moradia e às áreas de convivência, que, segundo a nota, já foram realizadas e concluídas. A nota também indicou que todos os trabalhadores estão devidamente registrados e recebem regularmente seus direitos trabalhistas e encargos legais. Por fim, informou que estão sendo adotadas medidas administrativas para o encerramento de eventuais procedimentos de autuação. Cantor Amado Batista Reprodução/Redes Sociais Os nomes dos empregadores só são incluídos no cadastro após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso. (Entenda mais abaixo). Em regra, cada nome permanece na lista por um período de dois anos. No entanto, uma portaria publicada em julho de 2024 criou novas regras que permitem a retirada antecipada do cadastro ou até mesmo a não inclusão do nome. Essa possibilidade existe para empregadores que assinarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas com ao menos 20 salários mínimos, e a investir em programas de apoio aos trabalhadores resgatados. Nesses casos, os empregadores passam a integrar outra lista, o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. No entanto, podem voltar à “lista suja” caso descumpram os compromissos assumidos ou reincidam na prática de condições análogas à escravidão. A "lista suja" foi criada em 2004, mas enfrentou impasses nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). A divulgação do cadastro chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do documento. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Ao longo das operações, mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados aos trabalhadores. Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, responsável pela coordenação do GEFM. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA ABAIXO: LEIA TAMBÉM: O que a lei considera trabalho análogo à escravidão Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira fiscal Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais. Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado. Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa. Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso. ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local. Saiba o que é trabalho escravo Saiba o que é trabalho escravo



Picanha brasileira entra em ranking internacional de melhores pratos do mundo


07/04/2026 06:01 - g1.globo.com


Imagem de cortes de picanha. Henrique Martin/g1 A picanha brasileira ficou em 15º lugar na lista dos 100 melhores pratos do TasteAtlas 2025/2026, considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA. A costela bovina brasileira também apareceu na lista, mas na 35ª posição. Outro prato nacional que marcou presença foi a moqueca baiana, porém mais ao final, em 98º lugar. "Com uma camada generosa de gordura e preparo simples, ela conquistou espaço não só no Brasil, mas também no exterior", descreve o TasteAtlas. A publicação afirma ainda que, nos EUA, a picanha é conhecida como top sirloin cap ou coulotte steak. "No entanto, nem sempre é fácil encontrá-la [nos EUA], já que o corte costuma ser dividido em outras partes, como o lombo ou a alcatra. Nesses casos, a recomendação é pedir ao açougueiro pelo top sirloin cap e solicitar que a gordura seja mantida", afirma. A seguir, veja os pratos que ficaram nas 10 primeiras posições. Vori-vori (Paraguai): sopa preparada com fubá e queijo; Pizza Napoletana (Itália): clássica pizza de Nápoles; Tajarin al tartufo bianco d'Alba (Itália): massa com trufas brancas; Sate kambing (Indonésia): espetos de carne de cabra; Oltu cağ kebabı (Turquia): prato de cordeiro; Kontosouvli (Grécia): carne de porco no espeto; Arroz tapado (Peru): camadas de arroz branco com recheio de carne temperada; Komplet lepinja (Sérvia): pão achatado cortado ao meio, coberto com creme e finalizado com um ovo; Quesabirria (México): tacos de birria com queijo; Pappardelle al cinghiale (Itália) Massa com carne de javali; Central Texas-Style Barbecue (Estados Unidos): churrasco típico do Texas; Bath kulu badhu (Sri Lanka): prato tradicional de arroz com curry; Seco de cabrito (Peru): ensopado típico peruano à base de carne de cabrito; Beyran çorbası (Turquia): sopa tradicional de carne, típica da culinária turca.; Picanha (Brasil): corte da parte superior traseira do boi, localizado acima da alcatra Chef de cozinha ensina picanha com queijo e pão de alho



Mega-Sena pode pagar R$ 15 milhões nesta terça-feira


07/04/2026 03:01 - g1.globo.com


Como funciona a Mega-sena O concurso 2.993 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 15 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (7), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos


07/04/2026 03:01 - g1.globo.com


'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra Os Estados Unidos têm recorrido a um aliado não convencional na campanha contra o Irã: a inteligência artificial. No centro dessa estratégia está o Project Maven, sistema que cruza dados e imagens para identificar alvos e mapear o cenário de combate. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando foi criado em 2017, o projeto surgiu para apoiar analistas militares diante da avalanche de imagens geradas por drones. Até então, o trabalho era feito manualmente: operadores precisavam examinar quadro a quadro para identificar possíveis indícios. Agora, o projeto é visto pelo governo dos EUA como um facilitador da tomada de decisão no campo de batalha. Isso porque, ao analisar dados como imagens de satélite e registros de drones, reúne dados em uma única tela, filtra informações, identifica possíveis alvos e sugere como atacá-los. No mundo das big techs, o Project Maven sofre críticas éticas pelo uso de IA para ações militares. Como é na prática? Project Maven Reprodução/X Uma demonstração do Departamento de Defesa em março mostrou como funciona a plataforma. Veja o passo a passo: Integração de dados: o sistema reúne informações de sensores e imagens em uma única tela, permitindo visão do campo de batalha. Filtragem: o operador seleciona e organiza os dados na própria interface. Identificação de alvos: ao detectar um elemento suspeito, o sistema transforma a informação em um alvo. Classificação: os alvos são organizados por tipo, o que orienta a tomada de decisão. Sugestão de ataque: a plataforma cruza dados e indica escolhas. Decisão e ação: o operador escolhe uma das opções e inicia a operação. Execução integrada: todo o processo ocorre no mesmo sistema. Segundo o chefe de IA do departamento, Cameron Stanley, graças ao programa, o que antes exigia programas diferentes e horas de trabalho humano agora leva minutos. "Estávamos fazendo isso em cerca de oito ou nove sistemas, onde humanos estavam literalmente movendo detecções de um lado para o outro para chegar ao nosso estado final desejado", disse. Do Google à Palantir A Palantir é a empresa responsável pelo software de IA que alimenta o projeto. Mas essa não foi sempre a realidade. Quando o projeto começou, em 2017, o Google era responsável pelo seu desenvolvimento. Mas questões éticas acerca do uso de IA em conflitos armados fizeram a big tech desistir. Em 2018, mais de 3 mil funcionários da empresa assinaram uma carta aberta para denunciar que o contrato ultrapassava uma linha vermelha. De acordo com a AFP, engenheiros da empresa chegaram a pedir demissão. Isso fez com que o Google se recusasse a renovar o contrato. A empresa, então, publicou uma carta ética sobre IA que excluía qualquer participação em sistemas de armamento. Em fevereiro do ano passado, contudo, a empresa alterou sua política de inteligência artificial (IA) e removeu uma cláusula que proibia o uso da tecnologia para o desenvolvimento de armas e vigilância. Após a desistência do Google, a Palantir ocupou o lugar no projeto. Desde então, passou a liderar o fornecimento do Project Maven, com sua tecnologia de inteligência artificial formando a base central de funcionamento do programa. A Palantir é uma empresa americana de tecnologia especializada em análise de dados, conhecida por softwares usados por governos e forças de segurança. A empresa é alvo de críticas por fornecer tecnologia ao ICE, usada em operações contra imigrantes e alvo de debates sobre direitos civis. Os resultados O Pentágono e a Palantir se recusaram comentar sobre o desempenho do Maven na guerra com o Irã. Entretanto, segundo a AFP, o ritmo dos ataques americanos mostra que o projeto provavelmente acelerou o processo de seleção de alvos e de disparo. Nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro, as forças americanas atingiram mais de mil alvos. Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The New York Times em 2024 aponta que o Maven enfrentou o seu primeiro teste real na Guerra da Ucrânia, mas ali o software enfrentou um problema. Segundo o jornal, a guerra evidenciou que é difícil aplicar tecnologia avançada em um conflito que ainda se parece com guerras do passado, baseadas em trincheiras e artilharia pesada.



Governo zera impostos do combustível de aviação: o que pode acontecer com as passagens aéreas?


07/04/2026 03:01 - g1.globo.com


Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo federal lançou nesta segunda-feira (6/4) um pacote de medidas para tentar amortecer os impactos da guerra no Irã nos combustíveis, incluindo iniciativas específicas de alívio para o setor aéreo. Para esse segmento, as medidas anunciadas são a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor, e prorrogação, para dezembro, das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho. O pacote, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criou uma nova subvenção para a importação e produção do biodiesel, que se somará ao subsídio anunciado no início de março, e também ao gás. No início do mês, a Petrobras havia anunciado aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação. No acumulado desde o início da guerra, em fevereiro, a alta é de 64%. Segundo a Petrobras, haverá 18% de reajuste em abril. O restante será parcelado em seis meses, com a primeira parcela prevista para julho. A medida vem para assegurar o "bom funcionamento do mercado", segundo a companhia. Avião da Latam LATAM/Divulgação Os impactos da crise são globais, mas para o passageiro brasileiro, o cenário é de "tempestade perfeita": a alta encontra custos normalmente já elevados e um setor já abatido. Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo. A prévia da inflação de março (o IPCA-15) mostrou aumento de 5,94%. Com as novas medidas anunciadas nesta segunda, a expectativa é de que os impactos sejam amortecidos. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam por que o país é particularmente vulnerável a esse choque e o que o consumidor deve considerar antes de comprar seus bilhetes. Por que os preços do querosene de aviação estão subindo? O impacto do conflito entre Irã e EUA nos preços do combustível dos aviões se dá porque o país do Oriente Médio detém o controle do estreito de Ormuz, uma área entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. Por ele, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Isso acontece porque o estreito é a única saída marítima de petróleo para grandes exportadores, como Arábia Saudita, Iraque e o próprio Irã. Estreito de Ormuz Arte/g1 Com o conflito, os riscos em torno do transporte do petróleo aumentaram. Isso se refletiu na alta de preços do Brent, que é referência no mercado. Um dia antes da invasão norte-americana, o preço do barril de Brent fechou em US$ 71,32. Mas, ao longo do conflito, o valor já ultrapassou a marca dos US$ 115 por barril. Como o QAV é um derivado direto do petróleo, seu preço está ligado a essas oscilações — como já visto, mesmo que com menor intensidade, em outras situações de conflito, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Combustível mais caro No Brasil, essa vulnerabilidade é amplificada pela política de Paridade de Preço de Importação (PPI), segundo Dany Oliveira, ex-diretor da International Air Transport Association (IATA) no Brasil. Esse modelo de precificação define o valor dos combustíveis no Brasil não pelo custo real de extração e refino nacional, mas pelo quanto custaria para um importador trazer esse mesmo produto do exterior. Na prática, a Petrobras calcula o preço somando a cotação internacional do petróleo (como o Brent, no caso do QAV) e a variação do dólar a "custos hipotéticos" de transporte, como fretes marítimos e taxas portuárias, como se o combustível estivesse cruzando o oceano em um navio-tanque. Assim, pouco importa que cerca de 90% do QAV usado no Brasil seja produzido no país — o seu preço vai seguir o mercado internacional. Preço do querosene de aviação no Brasil segue a cotação internacional Getty Images via BBC Segundo Oliveira, em tempos normais, o combustível de aviação representa cerca de 40% do custo total das empresas aéreas brasileiras, enquanto a média mundial gira em torno de 27%. Segundo nota da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) enviada à BBC, o combustível passou a responder por 45% dos custos totais das companhias após o último reajuste. Além disso, com a guerra, "as empresas precisam desviar de áreas justamente por conta da segurança", explica Oliveira. "Esses desvios podem alongar o tempo de voo em até uma hora e meia. Isso é ainda mais tempo consumindo o querosene". Vale a pena antecipar as compras de passagem? Para Diego Endrigo, planejador financeiro pela Planejar, pode valer a pena se adiantar e comprar passagens para as viagens do resto do ano. Ao contrário do câmbio, onde é possível comprar dólares aos poucos para fazer um "preço médio", o serviço aéreo tende a sofrer repasses abruptos. Além disso, "as pessoas podem e devem antecipar a compra da passagem, pois há a possibilidade, com a guerra, de redução da quantidade de voos", diz Endrigo. "E aí, se reduzir a quantidade de voos, temos a famosa regra da oferta e demanda. E a inflação de preços ocorre exatamente por isso". Com menos oferta de voos disponíveis e demanda igual dos passageiros por viagens, os preços das passagens sobem. Os viajantes também devem redobrar a atenção ao seguro-viagem, muitas vezes oferecido pelas próprias operadoras de cartão de crédito, que pode oferecer proteção e assistência contra imprevistos, desde emergências médicas até cancelamento de voos. As incertezas trazidas por conflitos geopolíticos também podem trazer lições duradouras sobre planejamento pessoal, diz Diego. "Além de toda a tragédia, cidadãos pagam muito caro economicamente por uma guerra", afirma. "Para se preparar para situações de emergência, podemos diversificar, para além de ativos, diversificar o risco-país. Hoje temos muitas opções acessíveis de contas internacionais, que permitem ter ativos em vários locais". Mudança no STF congelou ações de passageiros contra aéreas A decisão de compra também esbarra em uma questão para além das finanças: os direitos dos passageiros em caso de cancelamentos. Isso porque, em novembro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os processos contra companhias aéreas que tratem de atrasos, alterações ou cancelamentos de voos decorrentes de "fortuito externo" ou força maior, conforme as definições do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA). Na prática, isso significa que os processos motivados por eventos alheios ao controle das empresas (como condições meteorológicas adversas, fechamento de aeroportos, restrições impostas por autoridades da aviação civil ou situações de pandemia) devem ser paralisados até que o tribunal decida de forma definitiva sobre a controvérsia. A disputa é qual conjunto de regras deve prevalecer nessas situações: se é o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que oferece maior proteção e reparação ao passageiro, ou o CBA, que possui regras mais restritivas. Assim, a depender do que decidir o STF, é possível que situações de guerra como a que acontece no Irã sejam lidas como "fortuito externo" e, dessa forma, passageiros afetados por um cancelamento nessas condições não tenham direito a reclamação contra companhias. Para Walter Moura, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), uma "guerra que tem mais de três semanas não é como um tornado, que acontece do nada". Portanto, ele defende que conflitos como o do Irã não sejam enquadrados como "fortuitos externos". "Para vendas futuras, eles têm plenas condições de fazer cálculos preditivos, criando planos especiais de pagamento e cancelamento", diz. "Não acredito que o Supremo resista à pressão das aéreas. É bom o consumidor se preparar para comprar passagens aéreas da mesma forma que comprar bilhetes de loteria. As chances de perder dinheiro são cada vez maiores." A Anac disse em nota que as regras brasileiras "não trazem orientação específica para situação de guerra", mas entende que "o texto deve ser expandido para esse tipo de circunstância". "Ou seja, que as companhias aéreas não são responsáveis pelo dano, o que não as isenta da necessidade de garantir assistência material aos passageiros", disse a Anac. Potencial do Brasil para baratear combustível de aviação Se a situação atual é de crise para todos os envolvidos, ela pode ter um pequeno ponto positivo a longo prazo: impulsionar a busca de alternativas para o QAV, que tem origem fóssil. "O momento mostra uma altíssima dependência de um único insumo poluente, e precisamos diminuir essa dependência", diz Dany de Oliveira. Uma das opções é o Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível produzido a partir de resíduos como óleo de cozinha, gordura animal e biomassa de cana-de-açúcar. Os atuais motores de aviões já são compatíveis com o SAF. Historicamente, o SAF é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum. No entanto, com o barril de Brent subindo com a guerra, essa distância econômica diminui. O combustível sustentável (SAF) é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum, mas diferença pode cair com alta do Brent Getty Images "O Brasil tem tudo para ser a 'Arábia Saudita do SAF'", diz Oliveira. Além de ter a maior reserva de biomassa do mundo, o Brasil já tem décadas de experiência com o Proálcool e a mistura de biodiesel, com infraestrutura adequada para biocombustíveis. Além disso, o SAF pode trazer independência geopolítica: um combustível produzido a partir de cana-de-açúcar ou gordura animal em solo brasileiro não depende do estreito de Ormuz. De olho nisso, o SAF faz parte da Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, que regula os passos da transição energética no Brasil. Ela define que, a partir de 2027, as companhias aéreas precisam usar uma pequena porcentagem de SAF. Empresas como a LATAM já começaram a usar o biocombustível em determinadas operações. "O arcabouço regulatório ajuda, mas ainda falta uma carteira de investimentos para acelerar esses projetos do SAF. O que temos hoje é potencial", diz Oliveira. "Que esse momento seja uma alavanca para que esses projetos fiquem mais robustos e consigam ser acelerados". * Com reportagem de Marina Rossi



O pacote do governo Lula contra alta do diesel e outros combustíveis em 5 pontos


07/04/2026 03:01 - g1.globo.com


Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (6/4) mais um pacote de medidas visando conter o impacto da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Entre as medidas anunciadas estão a ampliação da subvenção ao diesel, a criação de um subsídio para a importação de gás de cozinha e a isenção de impostos (PIS e Cofins) sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV). Em março, o governo já havia anunciado a isenção da alíquota de PIS e Cofins sobre o óleo diesel e um subsídio de R$ 0,32 por litro do produto produzido no Brasil ou importado. O efeito desse primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. Governo Lula anunciou novo pacote de medidas visando conter impacto da guerra no Irã sobre preços de combustíveis no Brasil Agência Brasil/Getty Images Com as medidas anunciadas nesta segunda-feira, o governo visa conter uma aceleração da inflação em pleno ano eleitoral. Com custo bilionário, o pacote se soma a outros bilhões em gastos sociais do governo para aumentar o poder de compra da população, aquecer a economia e conter a inflação, às vésperas da nova tentativa de reeleição de Lula. "Em conjunto, as ações geram um novo alívio para os consumidores e os setores produtivos brasileiros, reduzindo os efeitos internos do choque de preços causado pela guerra", afirmou o Planalto, em comunicado sobre as ações para conter a alta dos combustíveis. "E fortalecem a soberania energética e a segurança do abastecimento no país, garantindo que a população brasileira continue sendo uma das menos afetadas pela crise geopolítica", completou a Presidência da República. Nesta segunda-feira, o petróleo do tipo WTI para maio (referência do mercado americano) fechou em alta de 0,77%, a US$ 112,41 por barril. Já o Brent para junho (referência mundial) avançou 0,68%, a US$ 109,77 por barril. O preço do petróleo está em alta desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo. Com isso, a alta dos combustíveis se tornou uma dor de cabeça para o governo federal no ano eleitoral, com ameaça de greve dos caminhoneiros e potenciais impactos sobre a popularidade de Lula. Confira as medidas anunciadas nesta segunda-feira. Óleo diesel Para o diesel, o governo anunciou uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível. As subvenções anunciadas agora se somam àquela de R$ 0,32 por litro anunciada em 12 de março e que já está em vigor. Considerando as medidas já anunciadas em março, o subsídio total ficará em R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 para o produto nacional. Governo anunciou subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais de diesel, e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível José Cruz/Agência Brasil via BBC Na importação, a subvenção será financiada em conjunto por União e estados, com cada parte sendo responsável por 50% do custo (ou R$ 0,60 por litro cada). Essa medida terá duração inicial de dois meses (abril e maio) e custo total estimado em R$ 4 bilhões (sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para estados e Distrito Federal). Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, 25 unidades da federação já confirmaram disposição de participar do programa e apenas dois estados ainda não sinalizaram adesão, mas ele disse esperar que a participação possa ser unânime. Já na produção nacional, o subsídio adicional de R$ 0,80 por litro será bancado apenas pela União, com custo de R$ 3 bilhões por mês e duração de dois meses, prorrogáveis por igual período — o que, se confirmado, elevaria o gasto total a R$ 12 bilhões em quatro meses. O óleo diesel é o combustível utilizado pela maioria dos veículos de carga, dos caminhões que transportam os alimentos, medicamentos e até a gasolina que abastece nos postos, aos navios que transportam mercadorias pelo mundo. É também o que muitos ônibus e trens usam. E é desse combustível que muitas indústrias dependem para alimentar suas máquinas — e que produtores agrícolas precisam para operar seus tratores e poder semear e colher. Apesar disso, o diesel é um item de pouco peso sobre o IPCA (índice oficial de inflação do país) – em fevereiro, ele respondia por apenas 0,23% da cesta. No entanto, por ser muito utilizado no transporte rodoviário, ele acaba afetando indiretamente vários outros componentes da inflação, uma vez que afeta os custos das empresas. Daí a ação do governo para conter a alta de preços. Biodiesel O governo zerou ainda as alíquotas de PIS e Cofins sobre o biodiesel, com impacto esperado de R$ 0,02 por litro do combustível. Atualmente, o biodiesel é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, a uma proporção de 15%. Gás de cozinha Para o gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo, ou GLP), o governo vai subsidiar em R$ 850 cada tonelada de GLP importado, com o objetivo de que o produto estrangeiro seja comercializado no Brasil pelo mesmo valor do item nacional. Segundo o governo Lula, o objetivo da medida é "reduzir o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável". A subvenção deve durar dois meses, prorrogáveis por mais dois, com custo estimado em R$ 330 milhões. O subsídio anunciado nesta segunda-feira é mais uma medida do governo sobre o gás de cozinha. Em fevereiro, Lula sancionou lei que torna o programa Gás do Povo permanente. O programa mais do que triplicou as famílias atendidas em 2026, de 4,5 milhões para 15 milhões. Os beneficiários têm direito a recargas de 4 a 6 botijões por ano, a depender do tamanho das famílias. O valor médio nacional do botijão está em R$ 110, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Subvenção ao gás de cozinha deve durar dois meses, com custo de R$ 330 milhões Banco Central/Agência Brasil via BBC Aviação Para conter a alta de preços das passagens aéreas, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação (QAV), com uma economia esperada de R$ 0,07 por litro do combustível. Na semana passada, a Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do combustível dos aviões, item que representa mais de 40% do custo operacional das companhias aéreas. O Executivo também anunciou até R$ 9 bilhões em linhas de crédito para o setor aéreo, com foco na reestruturação financeira das empresas e em capital de giro. Também anunciou que as empresas pagarão as tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira (FAB) referentes aos meses de abril, maio e junho somente em dezembro. As tarifas de navegação são cobranças feitas pelo governo (no Brasil, administradas pela FAB) para custear os serviços que permitem que os aviões voem com segurança no espaço aéreo. Governo zerou alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com economia esperada de R$ 0,07 por litro do combustível Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Fiscalização O governo anunciou, por fim, o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre os preços dos combustíveis. Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade. Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão.



Imposto de Renda 2026: declaração online ou programa no computador? Veja diferenças


07/04/2026 03:00 - g1.globo.com


Declaração do imposto de renda de 2026 começa hoje O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 já começou e vai até 29 de maio. Para prestar contas à Receita Federal, os contribuintes podem escolher entre duas formas de preencher e enviar os dados: usar o programa instalado no computador ou fazer todo o processo pela internet. As duas opções estão disponíveis e permitem o envio da declaração dentro do mesmo prazo. A expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Enquanto o programa tradicional para computador continua em funcionamento, a Receita tem ampliado os recursos da versão digital chamada “Meu Imposto de Renda”, que pode ser acessada pelo navegador ou pelo aplicativo no celular. De acordo com José Carlos da Fonseca, supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, o contribuinte continua livre para escolher qual ferramenta utilizar na hora de prestar contas ao Leão. “Nada mudou. A gente continua com duas formas de preencher e entregar a declaração”, afirmou. A seguir, o g1 explica como funciona cada opção e as diferenças entre elas. Programa no computador continua disponível Declaração também pode ser feita pela internet Novidades na versão online Pré-preenchida é a mesma nas duas opções Programa no computador continua disponível O Programa Gerador da Declaração (PGD) é a forma mais tradicional de enviar o Imposto de Renda. Nesse modelo, o contribuinte precisa baixar o programa no computador, preencher os dados manualmente e, depois, enviar a declaração para a Receita Federal pela própria ferramenta. O preenchimento pode começar a partir dos documentos que o contribuinte já tem em mãos, como informes de rendimentos fornecidos por empresas e bancos. ▶️ Como o programa funciona diretamente no computador do usuário, o preenchimento é feito localmente, no próprio dispositivo. Por isso, algumas verificações do sistema não aparecem automaticamente durante o preenchimento. O envio da declaração à Receita e o acesso à chamada declaração pré-preenchida — quando parte das informações já aparece automaticamente — só acontecem quando o sistema se conecta aos servidores da Receita Federal. Voltar ao índice. Declaração também pode ser feita pela internet Outra opção é preencher a declaração pela internet, usando o sistema Meu Imposto de Renda, que funciona dentro das plataformas digitais da Receita Federal. O acesso pode ser feito de diferentes formas: pelo site da Receita Federal; pelo portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento); pelo aplicativo da Receita Federal, disponível para celulares Android e iPhone. Segundo Fonseca, o acesso direto pelo site da Receita costuma ser mais rápido. Isso porque evita a navegação por várias páginas dentro do e-CAC, que reúne diversos serviços do órgão. ▶️ Uma das principais diferenças da versão online é que o sistema faz verificações enquanto o contribuinte preenche a declaração. Assim, podem aparecer alertas quando alguma informação parece incomum ou incompleta. Entre os exemplos de alertas estão: 💊 despesas médicas muito elevadas 👥 dependentes com rendimentos que não foram informados 💸 escolha de restituição por PIX sem chave cadastrada no CPF Esses avisos não impedem que a declaração seja enviada à Receita, mas indicam que pode valer a pena revisar os dados antes de concluir o envio. Apesar dessas funções, o sistema online ainda não pode ser usado em alguns casos. Atualmente, ele não atende contribuintes que tiveram: 💰 ganho de capital, como lucro na venda de imóveis 🌾 atividade rural 📜 declaração final de espólio ✈️ saída definitiva do país Nesses casos, o envio da declaração ainda precisa ser feito pelo programa instalado no computador. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. Novidades na versão online A Receita Federal ampliou algumas funcionalidades da declaração online neste ano. Uma das mudanças é que contribuintes que tiveram operações em renda variável — como compra e venda de ações na bolsa de valores — agora também poderão usar o sistema pela internet. ▶️ Antes, nesses casos, era obrigatório preencher e enviar a declaração pelo programa instalado no computador. Outra novidade é a possibilidade de corrigir declarações enviadas pelo programa diretamente pelo celular ou pela internet. Isso significa que, se o contribuinte entregou a declaração pelo computador e depois percebeu algum erro, poderá fazer a correção pela versão online. O aplicativo da Receita também permite acompanhar o andamento da declaração após o envio. Entre as funções disponíveis estão: 🔎 verificar se a declaração já foi processada; 💰 acompanhar o pagamento da restituição; ⚠️ receber avisos caso haja pendências; 📄 verificar se a declaração caiu na chamada malha fina (quando o Fisco identifica informações que precisam ser analisadas com mais atenção). Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 Pré-preenchida é a mesma nas duas opções Uma das facilidades disponíveis atualmente é a declaração pré-preenchida, em que parte das informações já aparece automaticamente no sistema. Entre os dados que podem ser incluídos estão, por exemplo: 🏢 rendimentos informados por empresas; 🏦 informações enviadas por bancos e instituições financeiras; 🧾 pagamentos declarados por prestadores de serviço. Segundo a Receita Federal, o conteúdo da declaração pré-preenchida é o mesmo independentemente da ferramenta utilizada. Isso significa que os mesmos dados aparecem tanto no programa instalado no computador quanto na versão online. Mesmo com essa facilidade, o Fisco orienta que o contribuinte confira todos os dados antes de concluir o envio. Isso porque as informações são fornecidas por terceiros, como empresas e instituições financeiras. Voltar ao índice.



Petrobras anuncia Marcelo Weick como presidente do conselho de administração até escolha de nome definitivo


06/04/2026 23:46 - g1.globo.com


Marcelo Weick Pogliese (ao centro), secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República (SAJ) Henrique Raynal - CC A Petrobras anunciou que Marcelo Weick Pogliese será o presidente do conselho de administração da empresa até a eleição de um novo presidente do colegiado. Ele substitui interinamente Bruno Moretti, que foi nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Weick exercerá o cargo de presidente do colegiado até a próxima assembleia geral ordinária, em 16 de abril. Ele já era conselheiro da Petrobras e também ocupa o posto de secretário da Secretaria Especial Para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Pogliese entrou no conselho em agosto do ano passado na vaga deixada por Pietro Mendes, que renunciou ao cargo para se tornar diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), vinculada ao MME. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 O conselho de administração é o órgão que define as estratégias da empresa. Ele tem de 7 a 11 membros, indicados pelo governo federal (acionista controlador), por acionistas minoritários e por representantes dos empregados. Quem é Marcelo Weick Marcelo Weick Pogliese é professor titular da Universidade Federal da Paraíba. Advogado de formação, possui pós-doutorado em direito público pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), doutorado em direito pela Uerj e mestrado em direito pela UFRN. Também já foi procurador-geral de João Pessoa, procurador-geral do estado da Paraíba e chefe da Casa Civil do governo paraibano, além de ter atuado como assessor especial da presidência na Petrobras. Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil



Medidas para frear alta dos combustíveis custarão R$ 30,5 bilhões; governo decide mexer na tributação dos cigarros para compensar parte dos gastos


06/04/2026 22:26 - g1.globo.com

Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo federal estimou que as medidas que já estão em vigor e as que foram anunciadas nesta segunda-feira (6) para reduzir o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no Brasil custarão R$ 30,5 bilhões. Esse impacto leva em conta as seguintes medidas: isenção do PIS e Cofins sobre o diesel (R$ 20 bilhões); subvenção aos importadores e aos produtores brasileiros de diesel (R$ 10 bilhões); retirada dos impostos federais que incidem sobre o Querosene de Aviação (QAV) e sobre o biodiesel e apoio financeiro aos importadores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) (R$ 500 milhões). Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, em coletiva no Palácio do Planalto, a maior parte da compensação dos gastos virá de receitas atreladas ao petróleo. Em março, na primeira leva de medidas para conter a pressão externa sobre os preços domésticos, o governo havia elevado o imposto de exportação sobre petróleo de zero para 12% para cobrir a isenção de tributos federais sobre o diesel e os primeiros estímulos aos importadores do combustível. Tributação cigarros Para compensar a isenção do PIS e Cofins do QAV e do biodiesel, a equipe econômica decidiu aumentar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre cigarros. Com essa mudança, o governo espera arrecadar R$ 1,2 bilhão no período em que a medida vai vigorar, dois meses. A alíquota subirá de 2,25% para 3,5% e o preço mínimo da carteira de cigarros passará de R$ 6,50 para R$ 7,50. É esperado um decreto para zerar os impostos federais sobre o combustível de aviação e sobre o biodiesel. Segundo os cálculos do governo, a economia será de R$ 0,07 por litro do combustível. No caso do biodiesel, a economia será de R$ 0,02 por litro do combustível. O biodiesel é um combustível renovável adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%. Subvenção compartilhada A subvenção aos importadores do diesel foi negociada com os estados. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, 25 estados aderiram à proposta, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Segundo o governo, a medida será aplicada nos meses de abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. O governo federal vai inicialmente fazer o pagamento da parte que cabe aos estados e depois vai reter o valor correspondente a cada um deles no Fundo de Participação dos Estados (FPE). ➡️ O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).



Governo zera imposto sobre querosene de aviação para tentar conter alta das passagens aéreas


06/04/2026 20:34 - g1.globo.com


Governo zera imposto sobre querosene de aviação para tentar conter alta das passagens aéreas Os ministros da Fazenda, de Portos e Aeroportos e do Planejamento e Orçamento anunciaram medidas em meio à alta dos combustíveis O governo Lula anunciou nesta segunda-feira (6) novas medidas para conter o aumento de combustíveis.. Para tentar conter o aumento do querosene de aviação, o governo vai zerar Pis/Cofins sobre o combustível.. Outra medida estudada é a subvenção para o gás de cozinha.



Governo anuncia subvenção à importação de gás liquefeito para reduzir impacto da guerra sobre o preço do botijão


06/04/2026 20:34 - g1.globo.com


Governo lança programa que amplia acesso ao gás de cozinha Reprodução/TV Globo O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um apoio financeiro aos importadores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). 🔎O GLP, também conhecido como “gás de cozinha” ou “gás de botijão”, é destinado principalmente ao uso doméstico. O pagamento da subvenção será de R$ 850,00 sobre cada tonelada de GLP, com o custo de R$ 330 milhões. Com a medida, o produto importado será comercializado com o mesmo preço daquele produzido no Brasil. De acordo com o governo, o objetivo é reduzir o impacto dos conflitos no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no mercado interno. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em coletiva no Palácio do Planalto, disse que a medida viabiliza a manutenção da importação do GLP mesmo no cenário internacional adverso e garante "a distribuição para as famílias de mais baixa renda, que dependem dessa energia, de gás de cozinha, no seu dia a dia". Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta no preço de combustíveis A subvenção à compra externa do GLP, com duração de dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois meses, está prevista em medida provisória que traz outras ações para tentar para frear alta nos preços de combustíveis.



Carne de paca: post em que Janja prepara prato para Lula gera dúvidas sobre consumo; entenda regras


06/04/2026 19:46 - g1.globo.com


Carne de paca: post em que Janja prepara o prato gera dúvidas sobre consumo Uma publicação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, gerou dúvidas na internet sobre o consumo de carne de paca no Brasil. A prática é permitida desde que a origem do animal seja de produtores autorizados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No vídeo, Janja aparece cozinhando carne de paca para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o feriado de Páscoa. Seguidores perguntaram sobre a legalidade do consumo do animal no país. Diante da repercussão, Janja comentou a publicação cerca de uma hora depois, afirmando que a carne consumida era de origem legal. “Ei, pessoal! A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no @globorural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, disse. LEIA TAMBÉM Colheita de soja chega a 82% da área no Brasil, enquanto milho sofre com clima seco Safra de caqui no interior de SP tem 'colha e pague' e tradição de 70 anos A legislação no Brasil Após a publicação de Janja, as buscas sobre a legalidade do consumo do animal do Brasil cresceram na internet. Segundo a legislação, a caça e a comercialização de animais silvestres, como a paca, são proibidas. Contudo, no caso de animais criados em cativeiros com licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), o comércio é permitido. O Globo Rural deste domingo (5) visitou uma criação de paca em Tatuí, no estado de São Paulo. O dono do criadouro explicou que a captura do animal na natureza é proibida e, para começar a criação, o proprietário precisa adquirir de criadores legalizados. A autorização para o início do criadouro de paca demora cerca de um ano e é fiscalizado pelo governo. O Ibama também deve fiscalizar a criação e a comercialização. Post de Janja gera dúvidas sobre consumo de carne da paca no Brasil Reprodução/Instagram



Governo zera PIS e Cofins sobre o combustível de aviação para conter alta do preço das passagens aéreas


06/04/2026 19:34 - g1.globo.com


O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta do querosene de aviação em meio à escalada do preço do produto. O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana. O reajuste ocorreu em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. 💰As medidas, já adiantadas pelo g1 são: zerar PIS/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível; prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho; abrir duas linhas de crédito. 🔎A tarifa de navegação aérea paga à FAB é uma espécie de taxa cobrada pelo uso de serviços, auxílios e comunicações do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). A primeira linha de crédito conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada. A segunda linha de crédito terá foco no capital de giro de seis meses, com recursos de R$ 1 bilhão, e condições financeiras e elegibilidade a serem definidas ainda pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco assumido pela União. As linhas se somam ao mecanismo já adotado pela Petrobras de mitigação do aumento do preço do QAV, anunciado na semana passada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos preços de combustíveis Entidades do setor Na semana passada, a Abear afirmou que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens. Segundo a entidade, a nova alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%. "A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", diz, em nota, a Abear. A declaração ocorreu poucas horas após a confirmação oficial de que a Petrobras elevaria os preços às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Ao todo, mais de 80% do querosene de aviação consumido no Brasil é produzido no país. Ainda assim, os preços seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações do barril de petróleo. ✈️ O aumento do combustível, associado à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, as empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras. Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ricardo Moraes/ Reuters Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115. Nesta quarta-feira, o preço do barril Brent caía 0,35%, a US$ 100,23. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97. Embora a Abear tenha citado os impactos dos choques externos sobre os custos das companhias aéreas, a associação não mencionou diretamente a possibilidade de um aumento nos preços das passagens aos consumidores. "A Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações", conclui a nota. A Petrobras, por sua vez, anunciou em comunicado uma iniciativa para suavizar os efeitos do reajuste do querosene de aviação. A estatal afirmou que, em abril, as distribuidoras pagarão alta equivalente a 18%. A diferença até os cerca de 54% previstos em contrato será parcelada em seis vezes, a partir de julho. "Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado", informou a Petrobras.



Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos preços de combustíveis


06/04/2026 19:25 - g1.globo.com


Governo anuncia pacote de medidas para tentar frear alta nos combustiveis O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das medidas anunciadas será de R$ 30,5 bilhões. Mas, segundo ele, não terá impacto fiscal, pois será compensado por receita advinda do óleo diesel e royalties, por exemplo. As ações contemplam subvenção (um apoio financeiro) ao diesel importado, ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, e ao querosene da aviação. Entre as medidas anunciadas estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; linhas de crédio para o setor aéreo. Entre as medidas anunciadas estão uma medida provisória, um projeto de lei e decretos que buscam conter os impactos da alta dos combustíveis decorrentes da guerra no Oriente Médio. ➡️ Medidas provisórias têm força de lei, mas depois precisam ser confirmadas pelo Congresso Nacional – que tem a prerrogativa de alterar o que foi proposto. Medidas para o diesel A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somada ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52. ➡️ O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. ⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. A divisão busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo. Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. Pelo lado dos estados, o subsídio será feito por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O fundo é usado pelo governo federal para repassar recursos mensalmente aos governos estaduais. Agora, parte desse dinheiro será retido, em valor equivalente a R$ 0,60 por litro, que cada estado vai contribuir. ➡️ O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O benefício será direcionado aos importadores de diesel, empresas responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país. Governo federal propõe aos estados zerar ICMS sobre importação de diesel Jornal Nacional/ Reprodução A medida também cria uma nova subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se somará àquela de R$ 0,32/litro que já está em vigor. Essa subvenção será realizada apenas com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês. A medida durará por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor. Além disso, o governo vai publicar um decreto que zera o PIS/Cofins que incidem sobre o biodiesel. Segundo o Palácio do Planato, a medida vai gerar uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível. O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%. Acordo com os estados Segundo o Ministério da Fazenda, o apoio financeiro não terá validade nos estados que não aderiram ao acordo com o governo federal. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, 25 estados já aderiram ao programa. "Alguns governadores me ligaram, independentemente do lado político, apontei o que a gente estava vendo, o que tinha que agir e felizmente, depois de muito dialogo, a gente viu 25 estados ja manifestando positivamente pela adesão ao programa. Dois estados ainda não se manifestaram pela adesão, espero que esses dois estados não deixem sua população com diesel mais caro e faço apelo para que todos os estados adiram", disse Durigan. Gás de cozinha O governo também subsidiará o gás de cozinha. Segundo o governo, haverá uma compensação relativa à diferença entre o preço nacional e o internacional, que será coberto por uma subvenção de até R$ 330 milhões. De acordo com o ministro da Fazenda, a isenção do PIS/Cofins, tanto para o biodiesel quanto para o querosene da aviação, será compensada pelo ajuste da alíquota dos cigarros. Com isso, a alíquota será elevada a 3,5%, e o preço mínimo aumentará de R$ 6,50 para R$ 7,50. Querosene da aviação Diante do risco de as passagens aéreas aumentarem em até 20%, o governo federal anunciou que vai zerar o PIS/Cofins até o final do ano sobre o querosene da aviação. O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana. Também serão lançadas duas linhas de crédito. Uma delas será ofertada pelo Fundo Nacional da Aviação (Fnac) e terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. As tarifas de navegação também serão prorrogadas. As taxas referentes aos meses de abril, maio e junho serão pagas pelas empresas aéreas somente no mês de dezembro. Cenário desfavorável A medida surge em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, que aumentaram os custos e trouxeram incertezas sobre o abastecimento. Como o Brasil ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel que consome, o cenário externo tem impacto direto nos preços internos e no custo de vida da população. Com o aumento do petróleo no mercado internacional, o custo do diesel sobe rapidamente, o que pode gerar risco de desabastecimento ou aumentos mais bruscos. ➡️ A subvenção tenta suavizar esse impacto e dar mais estabilidade ao mercado no curto prazo, até o fim de maio. A ideia é atuar apenas durante o período mais crítico da alta de preços.



Leapmotor terá modelos B10 e C10 produzidos pela Stellantis em Pernambuco


06/04/2026 19:08 - g1.globo.com


Leapmotor C10 Divulgação/Leapmotor O grupo automotivo Stellantis anunciou nesta segunda-feira (6) que vai produzir dois veículos da marca chinesa Leapmotor em seu polo industrial em Goiana (PE). Os modelos serão os utilitários eletrificados B10 e C10, que utilizam uma tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico responsável pela tração do veículo. Publicações especializadas citaram que a produção local ocorrerá a partir de 2027, mas a companhia não confirmou a informação ao ser questionada pela Reuters. Outros detalhes, como o nível de nacionalização dos veículos que serão produzidos em Pernambuco, não foram divulgados. A Stellantis chama o sistema de propulsão pela sigla em inglês REEV, e afirma que já começou o desenvolvimento local de versão flex capaz de funcionar também com etanol em qualquer mistura com gasolina. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Stellantis, a aplicação da motorização flex na tecnologia REEV "é pioneira no mundo". "A produção local da Leapmotor em nossa fábrica de Goiana (PE) é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul", disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em comunicado à imprensa. A Stellantis anunciou a chegada da marca chinesa ao Brasil no ano passado. O polo automotivo de Goiana produz atualmente modelos das marcas Jeep e RAM. Volkswagen lança T-Cross Seleção por R$ 129.990; veja tudo da edição limitada do SUV BYD Dolphin ganha versão mais potente e maior para enfrentar rivais como a Chevrolet no Brasil Fundada em 2015 na cidade de Hangzhou, na China, a Leapmotor é uma fabricante de veículos eletrificados. Com o apoio da Stellantis — dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citröen e Ram —, a empresa começou suas operações no mercado nacional em 2025 e conta com uma linha inicial de SUVs totalmente eletrificados. A Stellantis é acionista da Leapmotor desde 2023. As duas companhias formaram em 2024 uma joint venture global — chamada Leapmotor International BV — para expandir a marca para além do mercado chinês. O Brasil foi o primeiro mercado externo em que a Leapmotor passou a vender seus veículos. A operação começou com 36 concessionárias do grupo Stellantis, distribuídas em 29 cidades. Leapmotor B10 Divulgação/Leapmotor



Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história


06/04/2026 17:26 - g1.globo.com


Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões Poucas empresas conseguiram definir como as pessoas usam a tecnologia no seu dia a dia tão categoricamente quanto a Apple. A empresa comemorou seus 50 anos de fundação na semana passada. Ela foi fundada por dois Steves, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia. Seu sucesso foi realmente estrondoso, mas a companhia também foi marcada por alguns fiascos notáveis. Atualmente, cerca de uma a cada três pessoas do planeta tem um produto da Apple. Para Emma Wall, estrategista-chefe de investimentos da empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown, este sucesso tem muito a ver com o marketing da empresa, além do seu próprio hardware. "Eles venderam um sonho", ela conta. Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar Tim Cook se isola como CEO mais longevo da Apple; veja as diferenças para Steve Jobs Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões Wall acredita que eles desenvolveram algo "bastante novo na época — a ideia de que a marca é tão importante quanto a linha de produtos." A série de sucessos da Apple, sem dúvida, diminuiu após a morte do visionário Steve Jobs (1955-2011), um dos seus fundadores. A empresa passou a se concentrar mais em aprimorar sua tecnologia já existente. Ken Segall, diretor criativo de Jobs por 12 anos, declarou à BBC que o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, fez um "trabalho incrível" de adaptação com o passar do tempo, mantendo a rentabilidade da empresa. Mas ele destaca que muitos puristas da Apple ainda não se sentem tão animados com a fase atual da companhia, pois "eles se lembram da antiga Apple, que era Steve Jobs." Com a Apple completando meio século de existência, pedimos a especialistas e analistas da tecnologia que observassem algumas das mudanças mais significativas trazidas pela empresa para o mundo da tecnologia e as ocasiões em que ela, indiscutivelmente, errou o alvo. iPod (sucesso) Longe de ser o primeiro aparelho de música digital portátil na época do seu lançamento, em 2001, o iPod é um dos "produtos mais simbólicos da Apple", segundo Craig Pickerill, do blog The Apple Geek — não apenas pelo que ele foi, mas "pelo que ele mudou". "Os aparelhos de MP3 eram desajeitados, sua armazenagem era limitada e gerenciar sua biblioteca de músicas parecia dar trabalho", relembra ele. "O iPod mudou tudo isso quase da noite para o dia." O iPod foi lançado em 2001 e abriu o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor Getty Images via BBC O design de anel de clique diferenciava o aparelho, que introduziu a biblioteca iTunes, abrindo o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor. Lançado em 2007, o iPod Touch foi projetado pela mesma equipe que viria a inventar o iPhone — que rapidamente superou o iPod. "Sem o iPod, a Apple provavelmente não teria o apoio financeiro e a maturidade operacional necessárias para assumir a complexidade da indústria do smartphone", afirma o analista de tecnologia Francisco Jeronimo, da empresa de pesquisa de mercado IDC. iPhone (sucesso) Mais de 200 milhões de iPhones são vendidos todos os anos. São cerca de sete aparelhos comprados a cada segundo, em algum lugar do planeta. Para Ben Wood, da empresa de análise de mercado CCS Insight, o iPhone é o "Hotel Califórnia dos smartphones". Quando você tem um, é "muito improvável que você saia" do ecossistema da Apple para um aparelho concorrente, com sistema Android. "iPod, telefone e comunicador via internet. Não são aparelhos separados, este é um aparelho", declarou Steve Jobs, radiante com a primeira versão do celular nas mãos, ao apresentá-lo ao mundo em 2007. 'iPod, telefone e comunicador via internet': Steve Jobs apresentou a primeira versão para o mundo em 2007 AFP via Getty Images Como muitos produtos revolucionários da Apple, o iPhone não foi o primeiro exemplo da sua espécie. Outros telefones já tinham capacidade de acesso à internet ou telas sensíveis ao toque. Mas a jornalista especializada em tecnologia Kara Swisher defende que seu "belo marketing" ajudou a catapultar o aparelho para o público. "Ele fez você pensar no iPhone não como um aparelho tecnológico, mas como um dispositivo de romance", afirma ela. Apple Watch (sucesso) Na época do lançamento do Apple Watch, em 2015, Steve Jobs já havia morrido de câncer. Mas seu sucessor, Tim Cook, assumiu com um propósito condizente com seu predecessor: produzir o melhor relógio de pulso do mundo. Em termos de receita gerada para a Apple (cerca de US$ 15 bilhões, ou R$ 78 bilhões), é difícil argumentar que o smartwatch mais vendido do mundo não tenha atingido seu objetivo. "Como negócio isolado, o Apple Watch ficaria confortavelmente entre as 250 a 300 maiores empresas dos Estados Unidos", segundo Wood. O sucessor de Jobs, Tim Cook, queria produzir o melhor relógio de pulso do mundo Getty Images via BBC Seu primeiro protótipo era relativamente básico, mas seus modelos futuros também foram pioneiros na tecnologia de saúde vestível. Funções como o monitoramento cardíaco fizeram dele um importante promotor da tecnologia de saúde e fitness. Atualmente, acredita-se que o Apple Watch venda mais unidades todos os anos do que toda a tradicional indústria de relógios de pulso suíços. Apple Lisa (fracasso) De certa forma, o computador pessoal Apple Lisa, lançado em 1983 pelo alto preço de cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil, pelo câmbio atual), foi inovador. Ele foi um dos primeiros PCs a incorporar uma interface gráfica de usuário (GUI, na sigla em inglês) e um mouse. O Apple Lisa foi lançado em 1983 por cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) Science & Society Picture Library via BBC Mas o analista de tecnologia Paolo Pescatore afirma que o computador, destinado às empresas, era "caro demais", o que impediu seu sucesso comercial. O fracasso, para ele, demonstrou que "estar à frente na curva não é suficiente se o produto estiver mal posicionado". A Apple aprenderia com seus erros ao lançar o Macintosh original, um ano depois, com preço relativamente melhor para o consumidor final, de US$ 2.495 (cerca de R$ 13 mil, pelo câmbio atual). Teclado 'borboleta' (fracasso) O teclado com design "borboleta" da Apple foi um mecanismo introduzido nos laptops em 2015. Para Pickerill, ele foi um "raro deslize de confiabilidade". Usado em aparelhos como o MacBook Air, o design consistia em equipar os teclados com teclas de encaixe bilateral que pareciam asas de borboleta. O design do teclado foi um 'raro deslize de confiabilidade' Bloomberg via Getty Images/BBC Mas ele dividiu opiniões. Algumas pessoas afirmavam que o mecanismo dificultou a digitação nos teclados, dando a impressão de que a Apple estaria "priorizando a pouca espessura e não a durabilidade", segundo Pickerell. Em 2019, a empresa apresentou um novo MacBook Pro de 16 polegadas, sem o teclado borboleta. Vision Pro (fracasso) Para Wood, um fracasso notável e muito mais recente da Apple foi o headset Vision Pro, o primeiro lançamento importante da empresa desde o Apple Watch. Wood acredita que a grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito "complicada", sem conteúdo que permitisse igualar o sucesso de outros produtos da empresa. Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual O site de notícias de tecnologia The Information afirma que a companhia reduziu a produção do headset de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 18 mil) poucos meses após o lançamento, devido à baixa demanda e à grande quantidade de estoque não vendido. O fracasso significa que a Apple "provavelmente será cautelosa para entrar rapidamente em áreas relacionadas, como óculos inteligentes", segundo Wood. A grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito 'complicada' Getty Images via BBC



Colheita de soja chega a 82% da área no Brasil, enquanto milho sofre com clima seco


06/04/2026 15:23 - g1.globo.com


A colheita da soja da safra 2025/26 no Brasil alcançou 82% da área cultivada até quinta-feira da semana passada, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela consultoria AgRural. O avanço foi de sete pontos percentuais em relação à semana anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar do progresso, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já atingiam 87% da área plantada. Neste momento, a colheita está mais concentrada nas regiões com calendário agrícola mais tardio, como o Matopiba — que reúne áreas produtoras de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — e no Rio Grande do Sul. De acordo com a AgRural, no Matopiba o excesso de umidade nos grãos tem causado problemas de qualidade em parte das lavouras. A condição também tem dificultado o ritmo da colheita e a recepção da produção nos armazéns. Enquanto isso, no Paraná, lavouras de milho da segunda safra continuam sob atenção por causa da baixa umidade do solo, agravada por temperaturas acima da média. Segundo a consultoria, a situação é mais sensível no oeste do Estado, onde muitas lavouras já entraram na fase reprodutiva. Nessa etapa do ciclo, os produtores já começam a calcular possíveis perdas nas áreas mais afetadas pela estiagem. O Paraná é o segundo maior produtor de milho do país, e na semana passada a AgRural já havia reduzido sua estimativa para a safra brasileira do cereal. O relatório também aponta piora nas condições de umidade em outras regiões. No norte do Paraná, no sul de Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo, as lavouras começam a sentir maior pressão causada pela falta de chuva. Nas demais áreas produtoras do centro-sul do país, porém, o cenário é mais favorável. As chuvas têm sido mais frequentes e o milho da safrinha 2026 apresenta bom desenvolvimento. Ainda assim, a consultoria ressalta que o cereal precisa de precipitações regulares até maio para garantir bons níveis de produtividade. Soja ROBERTO SCHMIDT / AFP



Governo convoca 14 distribuidoras para renovar concessões de energia por mais 30 anos


06/04/2026 15:00 - g1.globo.com


Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Ministério de Minas e Energia convocou 14 distribuidoras de energia elétrica para assinar a renovação de seus contratos de concessão. A medida garante às empresas a continuidade da prestação do serviço por mais 30 anos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A convocação foi publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União. O despacho inclui três distribuidoras do grupo CPFL (CPFL Piratininga, RGE Sul e CPFL Paulista), duas da Equatorial (Maranhão e Pará) e três da Neoenergia (Cosern, Coelba e Elektro). Também foram chamadas quatro concessionárias do grupo Energisa (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Paraíba), além da EDP São Paulo e da Light. O documento determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponibilize às empresas os aditivos contratuais. Após essa etapa, as concessionárias terão prazo de até 60 dias para assinar os novos termos. Concessões estão sendo atualizadas Ao todo, 19 distribuidoras com contratos que vencem até 2031 passam por processo de renovação. As concessões estão sendo atualizadas com base em regras definidas pelo governo federal, que buscam ampliar as exigências de qualidade na prestação do serviço aos consumidores. As 14 empresas convocadas agora se somam a outras duas que já firmaram novos contratos com o ministério: Neoenergia Pernambuco e EDP Espírito Santo. Ainda faltam definições sobre as três distribuidoras operadas pelo grupo italiano Enel. A Aneel já recomendou a renovação das concessões no Rio de Janeiro e no Ceará. Já a situação da Enel São Paulo segue em análise. A distribuidora é alvo de um processo que pode levar à caducidade do contrato, mecanismo que permite ao poder público encerrar a concessão antes do prazo previsto. Torres de transmissão de energia REUTERS/Manon Cruz



Tribunal italiano ordena Netflix a reembolsar clientes por reajustes ilegais


06/04/2026 14:58 - g1.globo.com


Logo da Netflix em prédio de Los Angeles. Mario Anzuoni/Arquivo/Reuters O Tribunal de Roma acatou uma ação movida pelo Movimento dos Consumidores da Itália contra os aumentos de preços aplicados pela Netflix. Os juízes consideraram abusivas e injustas as cláusulas que permitiam a alteração dos valores das assinaturas do streaming entre 2017 e janeiro de 2024. Segundo o jornal "Corriere della Sera", cada assinante terá direito à redução do valor atual da assinatura, ao reembolso de quantias pagas indevidamente e a uma indenização por danos. No plano premium, os aumentos considerados ilegais — aplicados em 2017, 2019, 2021 e 2024 — somam atualmente 8 euros por mês. Já no plano padrão, os reajustes totalizam 4 euros mensais. Com isso, um cliente premium que manteve a assinatura contínua desde 2017 pode ter direito a cerca de 500 euros em reembolso, enquanto um assinante do plano padrão pode receber aproximadamente 250 euros. Em nota, a Netflix informou que irá recorrer da decisão: “Levamos os direitos do consumidor muito a sério e acreditamos que nossos termos sempre estiveram em conformidade com a legislação e as práticas italianas”, explicou a Reuters. VEJA TAMBÉM Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT



Volkswagen lança T-Cross Seleção por R$ 129.990; veja tudo da edição limitada do SUV


06/04/2026 14:00 - g1.globo.com


Volkswagen T-Cross Seleção: SUV será vendido só até a Copa Enquanto o Brasil inteiro discute se Neymar deve ir à Copa do Mundo, a Volkswagen lança o T-Cross Seleção. A edição limitada do SUV custa R$ 129.990 e será vendida até o começo da competição. A nova versão usa como base a Sense, destinada a compradores corporativos. O motor é 1.0 turbo flex, com 128 cavalos e torque de 20,4 kgfm. O câmbio é automático de seis marchas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A lista de equipamentos de série tem como destaques ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos, faróis e lanternas de LED, painel de instrumentos digital, multimídia de 10,1 polegadas, freios a disco nas quatro rodas, volante com comandos, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, seis airbags e assistente de partida em rampa. Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Uma das novidades está escondida nos pneus Pirelli. Eles contam com a tecnologia Seal Inside, que evita o esvaziamento em caso de furo na banda de rodagem. Uma massa colada dentro do pneu consegue preencher um eventual furo. Esse material "abraça" o causador do estrago e impede a perda de ar. A tecnologia funciona com objetos de até 4 milímetros de diâmetro. Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Canarinho só na picape A Volkswagen tem uma cor marcante chamada Amarelo Canário. Porém, ela está reservada para a nova picape da marca, a Tukan. A novidade aqui é o azul Norway, que não está disponível na versão Sense do T-Cross. Não gostou desse tom? O Seleção também pode ser branco, preto ou cinza. As rodas de liga leve têm 17 polegadas e já são conhecidas da versão Comfortline. As maçanetas são pretas, e as capas dos retrovisores também. Na porta, um adesivo com a palavra ‘seleção’ vem acompanhado de cinco estrelas. Na tampa traseira, o nome do Brasil vem junto com o logo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O T-Cross Seleção é discreto, e a mesma filosofia se repete no interior. Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Esquema campeão Em ano de Copa do Mundo, todo brasileiro vira técnico da Seleção. E o T-Cross vem com um detalhe para quem gosta de dar pitaco em esquema tático. Na soleira da porta do lado esquerdo, aparecem cinco esquemas táticos com os números 58, 62, 70, 94 e 02. Dá para ver o Brasil de 1970 com quatro camisas 10 juntos: Pelé, Tostão, Rivelino e Gerson. E o futebol pragmático do técnico Carlos Alberto Parreira em 1994, com duas linhas de quatro jogadores na defesa e no meio-campo. Formação táticas dos times campeões do mundo pelo Brasil divulgação / Volkswagen E os três zagueiros Lúcio, Roque Júnior e Edmílson postados para encarar a Alemanha na final de 2002. Na verdade, Edmílson ficava na sobra, como líbero, e compunha o meio-campo na transição com a bola... Olha eu dando uma de técnico. Na outra soleira de porta, a frase "gigantes pela própria natureza" faz alusão ao hino nacional. Os tapetes têm costura azul e discreta etiqueta amarela "seleção". As pedaleiras em alumínio são emprestadas da versão Highline. Pedaleiras do Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen Vale convocação Será que o T-Cross Seleção merece ser convocado para a sua garagem? A maioria dos itens é estética, com exceção dos pneus, que antes só estavam na versão Extreme, e das rodas maiores. No T-Cross Sense, elas usam calotas e têm 16 polegadas. O preço de R$ 129.990 pode fazer muito cliente voltar a pensar na Seleção. No portfólio da Volkswagen, o próximo T-Cross é o 200 TSI, por R$ 161.490. É verdade que aí a lista de equipamentos fica bem mais generosa. O T-Cross Seleção perde de 7 a 1 nesse quesito para o irmão mais caro. O 200 TSI vem, por exemplo, com ACC e frenagem de emergência. O T-Cross Seleção vai chamar a atenção de quem busca um SUV econômico, com bom preço e com a esperança de marcar a conquista do hexa. Ficha técnica Motor: 1.0 turbo, quatro cilindros em linha, flex Potência: 128 cavalos (etanol) / 116 cavalos (gasolina) Torque: 20,4 kgfm (etanol e gasolina) Tanque de combustível: 49 litros Câmbio: Automático 6 marchas Tração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 12,1 km/l (cidade) e 14,5 km/l (estrada) Consumo etanol: 8,5 km/l (cidade) e 10,2 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 10 segundos Velocidade máxima: 192 km/h Comprimento: 4,29 m Largura: 1,76 m Altura: 1,57 m Entre-eixos: 2,65 m Peso: 1.259 kg Volkswagen T-Cross Seleção 2026 divulgação / Volkswagen



Petróleo sobe após Irã e EUA rejeitarem proposta de cessar-fogo


06/04/2026 13:14 - g1.globo.com


Os preços do petróleo passaram a subir levemente nesta segunda-feira (6), em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã sobre uma possível trégua no conflito. Investidores seguem cautelosos diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento global da matéria-prima. Por volta das 10h45 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 0,1%, para US$ 109,13 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), usado como referência nos EUAs, subia 0,69%, ou 77 centavos, para US$ 112,31 por barril. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As oscilações refletem a incerteza em torno da guerra e das negociações diplomáticas. EUA e Irã receberam um esboço de proposta para encerrar o conflito, mas Teerã rejeitou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. A resposta americana veio em seguida. O presidente Donald Trump afirmou que poderia “fazer chover inferno” sobre o país caso um acordo não seja alcançado até o fim de terça-feira. Já o governo iraniano disse ter definido suas próprias posições e exigências em resposta às propostas de cessar-fogo apresentadas por intermediários. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estreito de Ormuz segue parcialmente fechado O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Por ele passam carregamentos de países como Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a passagem permanece em grande parte interrompida após ataques iranianos contra embarcações na região. Mesmo assim, alguns navios voltaram a atravessar o estreito nos últimos dias. Dados de navegação indicam que um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um navio de transporte de gás japonês passaram pela rota desde quinta-feira. A movimentação reflete a política do Irã de permitir a passagem de embarcações de países considerados mais próximos diplomaticamente. Para o analista Ole Hvalbye, da SEB Research, o mercado ainda tenta avaliar os possíveis efeitos da situação. “O mercado está tentando entender o que esperar daqui para frente. A principal notícia do fim de semana foi que alguns navios conseguiram atravessar o estreito”, disse. Segundo ele, a disputa por petróleo também tem alterado o fluxo de abastecimento global, com a Europa perdendo parte das cargas para a Ásia em um cenário de oferta mais restrita. Refinarias buscam petróleo em outras regiões Com a interrupção das exportações do Oriente Médio, refinarias passaram a procurar petróleo em outras regiões, principalmente nos EUA e no Mar do Norte, área produtora próxima ao Reino Unido. Esse movimento aumentou a competição por cargas disponíveis. Como resultado, os prêmios pagos no mercado à vista pelo petróleo WTI americano atingiram níveis recordes, impulsionados pela disputa entre refinarias asiáticas e europeias. Na Índia, refinarias chegaram a adiar paradas programadas para manutenção para garantir combustível suficiente para atender à demanda interna. Opep+ tenta ampliar produção Em meio ao cenário de incerteza, a Opep+ — grupo que reúne países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia — decidiu aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de maio. Ainda assim, analistas avaliam que o impacto dessa medida pode ser limitado enquanto o conflito continuar afetando o comércio global de petróleo. “Os movimentos da Opep parecem enfrentar limitações relacionadas à disponibilidade de exportações”, afirmou Janiv Shah, analista da consultoria Rystad. A Arábia Saudita também elevou o preço oficial de venda do petróleo Arab Light para a Ásia em maio. O valor foi fixado em um prêmio recorde de US$ 19,50 por barril acima da média de referência Oman/Dubai — aumento de US$ 17 em relação ao mês anterior, segundo a estatal Aramco. Oferta russa também enfrenta interrupções Além das tensões no Oriente Médio, o fornecimento russo também sofreu interrupções recentes após ataques de drones ucranianos a terminais de exportação no Mar Báltico. Segundo relatos da imprensa no domingo, o terminal de Ust-Luga retomou os carregamentos no sábado depois de vários dias de paralisação. Ao mesmo tempo, as exportações do porto de Tuapse, no Mar Negro, devem subir para 794 mil toneladas métricas em abril. O volume representa um aumento diário de 8,7% em relação às 755 mil toneladas previstas para março, de acordo com dois traders e cálculos da Reuters. Petrobras descobre petróleo de alta qualidade na Bacia de Campos Reuters/Bruno Domingos



BYD Dolphin ganha versão mais potente e maior para enfrentar rivais como a Chevrolet no Brasil


06/04/2026 12:26 - g1.globo.com


BYD Dolphin Special Edition chega ao Brasil por R$ 159.990 A BYD anunciou, nesta segunda-feira (6), uma nova versão do Dolphin. O hatch custa R$ 159.990, recebeu mudanças no interior para se adaptar melhor a um mercado cada vez mais disputado: uma delas é o fim da central multimídia giratória. O hatch também ficou mais equipado e potente, além de ganhar alguns centímetros de comprimento. As mudanças servem para dar mais fôlego ao modelo e ajudá‑lo a enfrentar uma concorrência que não existia quando ele chegou ao mercado. BYD Dolphin Special Edition divulgação/BYD Por fora, o novo BYD Dolphin recebeu novo desenho da iluminação em LED e ficou 15,5 centímetros mais comprido que o Dolphin de entrada, além de ser 1 centímetro mais curto que o Plus. A mudança é resultado do novo para-choque, que também alterou algumas linhas do visual. Apesar do aumento no comprimento, o carro manteve todas as demais medidas, incluindo o mesmo entre-eixos de um Toyota Corolla. BYD Dolphin Special Edition Assim como ocorre nas dimensões, o novo Dolphin se posiciona como uma opção intermediária entre a versão de entrada e o Plus: Em potência, são 177 cv, frente aos 95 cv da versão mais simples e aos 204 cv do Plus; Na bateria, o novo modelo traz 45,12 kWh, contra 44,9 kWh do Dolphin de entrada e 60,48 kWh do Plus. A BYD ainda não informou a autonomia dessa nova bateria segundo os padrões do Inmetro. No teste realizado na China, porém, o novo Dolphin consegue rodar até 405 km com uma única carga. No interior, as mudanças ficam mais evidentes. A principal delas é o fim da central multimídia giratória, que passa a ser fixa. BYD Dolphin Special Edition por dentro Além disso, foi retirada a “prateleira” para objetos que ficava logo abaixo do equipamento. O câmbio deixa de ficar entre os botões centrais, logo abaixo da central multimídia, e passa a ser acionado por uma das aletas posicionadas na coluna de direção, atrás do volante. A mudança é comum em carros chineses e reforça a proposta de visual mais limpo adotada por diversas marcas, como Geely, GAC e GWM. O painel de instrumentos cresceu de 5 para 8,8 polegadas, enquanto o carregador de celular sem fio ficou mais rápido, diminuindo o tempo necessário para recarregar a bateria do smartphone. Dolphin desacelerou nas vendas A primeira versão do Dolphin chegou ao Brasil em junho de 2023. Mesmo contando com apenas metade do ano para as vendas, o modelo registrou um volume 3,7 vezes maior que o do segundo colocado no ranking de carros 100% elétricos da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE): BYD Dolphin: 6.812 emplacamentos; Volvo XC40: 1.802 emplacamentos; BYD Yuan Plus: 1.756 emplacamentos; BYD Seal: 1.040 emplacamentos; Volvo C40: 841 emplacamentos. O bom desempenho seguiria no mesmo ritmo, não fosse a chegada do BYD Dolphin Mini. Embora seja um modelo completamente diferente, o hatch compacto herdou o nome Dolphin e conquistou o público brasileiro com um preço ainda mais acessível. Resultado: desde 2024, tornou-se o carro elétrico mais vendido do país e ocupa esse cargo até agora. O sucesso é tão grande que, em 2025, o Dolphin Mini registrou o dobro de emplacamentos do Dolphin tradicional. Já o modelo seguinte no ranking, considerando a soma das vendas do BYD Yuan Plus e Pro, não alcançou sequer 40% do volume obtido pelo Dolphin no mesmo período: BYD Yuan Plus: 6.029 emplacamentos. BYD Dolphin: 15.237 emplacamentos; BYD Dolphin Mini: 32.486 emplacamentos; Atualmente, o Dolphin enfrenta uma concorrência que não existia na época de seu lançamento. Em abril de 2026, quem busca um hatch compacto encontra outras opções relevantes, com preços próximos, como: GWM Ora 03: a partir de R$ 169.000. Chevrolet Spark EUV: a partir de R$ 156.660; Geely EX2: a partir de R$ 123.800. Como mostra o gráfico acima, as vendas do Dolphin cresceram 120% de 2023 para 2024. Já em 2025, o avanço foi bem menor, com alta de apenas 1,57%. Pouco, e por isso o Dolphin precisava de uma novidade importante em 2026 para voltar a chamar atenção de futuros compradores e, assim, ganhar mercado como já fez no passado recente. BYD Yuan Plus ganha tração integral BYD Yuan Plus AWD divulgação/BYD Além do Dolphin, o Yuan Plus também recebeu uma versão especial para 2026, por R$ 269.990. O SUV manteve as mesmas dimensões, mas ganhou um motor elétrico adicional, o que resultou em quatro avanços importantes: Aceleração de 0 a 100 km/h passou de 7,3 para 3,9 segundos. Torque cresceu 80%, indo de 31,61 para 57,10 kgfm; A potência mais que dobrou, passando de 204 cv para 449 cv; Tração integral, com força distribuída para as quatro rodas; Por fora, o Yuan Plus é quase idêntico ao modelo com tração apenas em duas rodas, mas alguns recursos passam a chamar mais atenção nesta versão: Assistente do Google integrado ao veículo. Exibição de mapas do Waze e do Google Maps no painel de instrumentos digital; Carregador de celular por indução mais rápido; Projeção da velocidade e de outras informações diretamente no para-brisa.



Beneficiários de programas sociais sem cadastro biométrico ganham mais prazo para fazer nova identidade


06/04/2026 12:03 - g1.globo.com


O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou nesta segunda-feira (6) que foi estabelecido um novo cronograma para o uso das bases biométricas na concessão ou renovação de benefícios sociais. De acordo com a pasta, os beneficiários de programas sociais que ainda não têm nenhum cadastro biométrico terão de emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) até janeiro de 2027. Já quem é beneficiário ou tem cadastro biométrico do Tribunal Superior Eleitoral ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte, a CIN só passará a ser obrigatória em janeiro de 2028. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️Antes da mudança, as pessoas que buscassem um benefício poderiam ser impactadas a partir de maio deste ano. Segundo o governo, a mudança serve para que os cidadãos tenham mais tempo para fazer o cadastro biométrico de forma gratuita a partir da CIN. Além disso, garante que nenhuma pessoa será prejudicada. Como fazer O primeiro passo para a emissão da carteira de identidade nacional, de acordo com o Ministério da Gestão, é acessar o gov.br/identidade, entrar no link de agendamento de seu estado e marcar a coleta da biometria. No dia da emissão, o governo explicou que é necessário levar a certidão de nascimento ou de casamento. Caso seja do interesse, a versão digital da CIN também possibilita a inclusão de outros documentos, como a CNH ou o título de eleitor. Nova Carteira de Identidade Nacional. Ascom SSP-PI



Dólar cai e fecha a R$ 5,14 com foco em possível cessar-fogo entre EUA e Irã; Ibovespa sobe


06/04/2026 12:00 - g1.globo.com


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,25% nesta segunda-feira (6), cotado a R$ 5,1464 — menor valor desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 fevereiro. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,06%, aos 188.162 pontos. O conflito entre Estados Unidos e Irã permaneceu no centro das atenções dos investidores. Mesmo após os dois países negarem um cessar-fogo mediado pelo Paquistão, a percepção de que a guerra não deve voltar a escalar no curto prazo sustentou o desempenho positivo dos mercados. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Em meio ao impasse, o regime iraniano apresentou uma contraproposta para a suspensão do conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a elogiar o plano, mas afirmou que ele ainda não é bom o suficiente. ▶️ O Irã, por sua vez, rejeitou a proposta do Paquistão por defender um encerramento definitivo do conflito, e não apenas uma trégua temporária — que, na avaliação de Teerã, abriria espaço para a reorganização de adversários e novos ataques. ▶️ Em entrevista a jornalistas nesta tarde, Trump afirmou que os EUA podem tomar "o Irã inteiro em apenas uma noite". Disse ainda que, caso não haja acordo, "todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira" e "todas as usinas de energia estarão demolidas". ▶️ Diante das incertezas sobre o conflito e o fluxo de petróleo, os preços da commodity subiam por volta das 17h. O Brent avançava 0,12%, a US$ 109,14 o barril, enquanto o WTI subia 0,30%, a US$ 111,88. ▶️ No Brasil, o boletim Focus mostrou nova revisão para cima na projeção de inflação. A mediana para o IPCA de 2026 subiu para 4,36%, na quarta alta seguida nas estimativas de economistas consultados pelo Banco Central. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,25%; Acumulado do mês: -0,62%; Acumulado do ano: -6,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,06%; Acumulado do mês: +0,37%; Acumulado do ano: +16,78%. Guerra no Oriente Médio Após semanas de escalada militar no Oriente Médio, um plano de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, mediado pelo Paquistão, chegou a ser apresentado, segundo agências internacionais. No entanto, a proposta articulada por EUA e Israel foi rejeitada por Teerã, de acordo com a agência estatal Irna. O governo iraniano, inclusive, apresentou uma contraproposta. O presidente Donald Trump chegou a elogiar a iniciativa, mas afirmou que o texto ainda não é suficiente. 🔎 O plano previa duas etapas: um cessar-fogo imediato, que poderia viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz — fechado há mais de um mês —, seguido de negociações para um acordo mais amplo em até 15 a 20 dias. Também estavam em discussão possíveis concessões do Irã em relação ao programa nuclear, em troca de alívio de sanções. Segundo a Irna, porém, Teerã prefere negociar o encerramento definitivo do conflito, e não uma trégua temporária que, na avaliação do governo, poderia abrir espaço para novos ataques por parte dos adversários. Em postagem no domingo (5), líder americano ameaçou atacar pontes e usinas de energia no Irã, se o Estreito de Ormuz não for reaberto até terça-feira. O Irã reagiu às declarações americanas, classificando-as como agressivas e prometendo retaliação. Enquanto isso, os confrontos continuam na região, com ataques envolvendo também Israel e outros países do Golfo, ampliando o risco de impacto na economia global, especialmente via inflação e energia. Efeitos no Brasil Além do diesel, a disparada do petróleo em meio à guerra também pressiona o preço do querosene de aviação, um dos principais custos do setor aéreo. Para conter o impacto nas passagens — que podem subir até 20% —, governo federal anunciou, nesta segunda-feira, um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta. 💰 As medidas são: zerar PIS/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível; prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho; abrir duas linhas de crédito. A primeira linha de crédito conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada. A pressão sobre os preços vem após a Petrobras elevar em mais de 50% o valor do combustível, refletindo a alta do petróleo no cenário internacional em meio à guerra no Oriente Médio. O setor aéreo alerta para impactos relevantes, enquanto o governo tenta reduzir os efeitos para consumidores. O governo também anunciou medidas para frear os preços do diesel e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha. A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52. Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio desse ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. LEIA MAIS: Boletim Focus Analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção de inflação para 2026 pela quarta semana seguida, segundo o Boletim Focus do Banco Central do Brasil (BC). A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,36%, pressionada principalmente pela alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio. Apesar disso, o mercado manteve a expectativa de queda da taxa Selic, hoje em 14,75% ao ano, com previsão de 12,5% no fim de 2026; As projeções para o PIB seguem estáveis, com crescimento de 1,85% neste ano; No câmbio também não mudou, com o dólar estimado em R$ 5,40 ao fim de 2026. Mercados globais Em Wall Street, os mercados fecharam em alta, diante do possível cessar-fogo entre EUA e Irã. O índice Dow Jones subiu 0,35%, enquanto o S&P 500 avançou 0,45% e o Nasdaq teve ganho de 0,54%. Já as bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda, com investidores acompanhando as tensões entre EUA e Irã, mas dando mais peso à possibilidade de um acordo de paz. No Japão, o principal índice, o Nikkei, subiu 0,55%, enquanto na Coreia do Sul o KOSPI avançou 1,36%. Mesmo após novas ameaças do presidente Donald Trump, o mercado reagiu com relativa calma, apostando que negociações podem evitar uma escalada maior do conflito. Dólar freepik



Em meio a guerra, analistas do mercado sobem estimativa de inflação pela 4ª semana seguida


06/04/2026 11:28 - g1.globo.com


Analistas do mercado financeiro elevaram de novo a estimativa para a inflação em 2026. Esta é a quarta semana seguida de aumento. As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inflação em alta De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA, some 4,36% neste ano, contra a projeção anterior de 4,31%. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,84% para 3,85%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,57% para 3,60%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu em 1,85%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, estável em R$ 5,40. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos permaneceu em R$ 5,45.



Programas sociais turbinados e isenção do IR: os bilhões que Lula vai injetar na economia em ano eleitoral


06/04/2026 11:22 - g1.globo.com


Os bilhões que Lula vai injetar na economia em ano eleitoral: programas sociais turbinados e isenção do IR Ricardo Stuckert / PR via BBC Com uma disputada eleição presidencial pela frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um conjunto de medidas para aumentar o poder de compra da população, aquecer a economia e reduzir o impacto da alta dos preços dos combustíveis, devido à guerra envolvendo Estados Unidos e Irã. Por outro lado, as medidas devem pressionar a inflação no país e dificultar a redução dos juros pelo Banco Central, afirmam economistas ouvidos pela reportagem. Parte dessas medidas vai significar alívio direto no bolso dos brasileiros neste ano, como a redução do Imposto de Renda para a classe média e a ampliação de benefícios para os mais pobres, através dos novos programas Gás do Povo (distribuição de botijões) e Luz do Povo (descontos na conta de energia). O aumento da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da alíquota para quem ganha até R$ 7.350, mudanças que começaram a valer em janeiro, devem evitar a arrecadação de algo entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, segundo projeções de instituições financeiras, como BTG Pactual e ARX Investimentos, beneficiando 15 milhões de pessoas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Questionado pela BBC News Brasil, o Ministério da Fazenda disse que não tem uma projeção atualizada do impacto da mudança. "É quase um 14º salário", disse Lula em novembro, ao exaltar a economia que trabalhadores com renda próxima a R$ 5 mil terão com a isenção. Já o Gás do Povo e o Luz do Povo devem somar, neste ano, um alívio de R$ 15,5 bilhões no bolso de famílias de baixa renda, uma alta de R$ 3,6 bilhões em relação a 2025, segundo dados do próprio governo federal. Os dois programas, criados no ano passado, ampliaram políticas já existentes para acesso gratuito a botijões e descontos na conta de energia. As políticas foram rebatizadas e se tornaram vitrines do governo Lula. No caso do Gás do Povo, o programa mais que triplicou as famílias atendidas em 2026, de 4,5 milhões para 15 milhões. Os beneficiários têm direito a recargas de 4 a 6 botijões por ano, a depender do tamanho das famílias. O valor médio nacional do botijão está em R$ 110, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Já o número de residências beneficiadas pelo Luz do Povo deve passar de 16,7 milhões para 20,9 milhões ao longo de 2026, segundo o Ministério de Minas e Energia. O programa garante gratuidade na conta de energia para famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa e consumo de até 80 kWh por mês. E dá um desconto de 11,8% na conta das famílias com renda de até um salário-mínimo por pessoa e consumo mensal de até 120 kWh. Além do alívio direto no bolso, o governo Lula adotou, ao longo de 2025, medidas para estimular o acesso a crédito barato, que terão impacto neste ano. A novidade que deve movimentar mais recursos é o Crédito do Trabalhador, linha de crédito consignado criada em março de 2025 e que vem crescendo. Nessa modalidade, trabalhadores formais conseguem contrair empréstimos usando até 10% do seu saldo do FGTS como garantia — isso reduz o risco de inadimplência, diminuindo também os juros cobrados. Neste ano, até 16 de março, haviam sido concedidos R$ 26 bilhões de novos empréstimos, cerca de metade de todo o valor liberado em 2025 (R$ 53 bilhões), segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Além das operações novas, trabalhadores também migraram para o programa R$ 41 bilhões em empréstimos antigos que tinham juros mais caros. A projeção da ARX Investimentos é que serão liberados, no total, R$ 134 bilhões em novas operações em 2026. "A estratégia do governo para maximizar o dividendo político-eleitoral é atuar em várias frentes. Então, tem de benefícios sociais até medidas que vão manter a economia aquecida, como a expansão do crédito", afirma o economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Leal de Barros. Os estímulos ocorrem em um momento de desaceleração da atividade econômica. Segundo economistas consultados pelo Banco Central semanalmente no Boletim Focus, o mercado prevê expansão de 1,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026, resultado pior que os de 2025 (2,3%) e de 2024 (3,4%). Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto não quis se manifestar. Lula e seus ministros costumam rebater as críticas de que as medidas sociais e econômicas mirem a eleição de 2026. O governo argumenta que ações como o aumento da isenção do IR e a oferta de empréstimo consignado melhoram a vida dos trabalhadores. "As pessoas agora podem ter crédito barato para sair do endividamento. Sair da mão do agiota, do banco que cobra até 10%, 12%, para procurar o crédito mais barato que elas puderem encontrar", disse Lula no ano passado, sobre o Crédito do Trabalhador. Programa com maior aprovação popular, Minha Casa Minha Vida tem expansão Barros destaca também o crescimento do Minha Casa Minha Vida (MCMV), programa do governo Lula com maior aprovação popular — 90% de apoio, segundo pesquisa de dezembro do instituto Quaest. O MCMV, que oferece empréstimo subsidiado para compra de imóveis com recursos do FGTS e outros fundos públicos, alcançou orçamento recorde de R$ 180 bilhões em 2025 e deve continuar crescendo em 2026. Segundo o Ministério das Cidades, o programa já contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões, e a meta é chegar a 3 milhões até o final de 2026 — ou seja, a previsão de novos contratos para este ano é quase o dobro da média dos três primeiros anos de mandato. Dentro desse plano de expansão, o governo anunciou na semana passada a ampliação das faixas de renda atendidas pelas quatro modalidades do MCMV, assim como o aumento do valor dos imóveis que podem ser financiados. Com isso, o limite de renda passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil, e o valor máximo do imóvel aumentou de R$ 500 mil para R$ 600 mil, elevando o potencial de beneficiários. No ano passado, o governo já havia lançado duas novidades para o setor habitacional. Uma delas foi a criação da faixa 4 do MCMV, no final de março, para atender famílias de maior renda. E a outra foi o programa Reforma Casa Brasil, que oferece financiamentos para obras residenciais, no valor de R$ 5 mil a R$ 30 mil, com juros subsidiados, para famílias com ganhos de até R$ 9,6 mil por mês. A previsão da ARX Investimentos é que apenas essas duas novas políticas vão movimentar R$ 46 bilhões neste ano, ante apenas R$ 8 bilhões no ano passado. Segundo Gabriel de Barros, há ainda outras medidas que, embora não signifiquem dinheiro ou crédito direto para as famílias, também devem contribuir para estimular a atividade econômica em 2026, como a forte expansão dos empréstimos do BNDES. Em 2025, as operações do banco somaram R$ 169,7 bilhões, aumento de 27% frente a 2024 e de 74% ante 2022. Para 2026, a expectativa é que o valor liberado ultrapasse R$ 200 bilhões. "Isso ajuda o governo eleitoralmente, porque vai gerar emprego, vai gerar renda, o PIB vai ficar resiliente", reforça. Pressão sobre inflação e juros O outro lado dessa política de expansão do poder de compra das famílias e da oferta de crédito, nota o economista, é o aumento da pressão sobre a inflação e os juros. A taxa Selic, fixada pelo Banco Central e que serve de referência para os juros cobrados no país, subiu de 10,50% ao ano em julho de 2024 para 15% ao ano em junho de 2025, maior patamar desde 2006. A taxa continua a maior em vinte anos, após sofrer um pequeno corte na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), neste mês, para 14,75% ao ano. "Essa quantidade de grana movimentando a economia fez com que a Selic tivesse que ser 15%. Não fosse isso [as medidas do governo], poderia ser muito menor", afirma Barros. A preocupação é compartilhada pelo economista Samuel Pessoal, pesquisador da FGV e do BTG Pactual, que aponta também o impacto das medidas no aumento da dívida pública. Isso ocorre, explica, tanto pelo aumento das despesas do governo, como pelo aumento da taxa Selic, que serve de referência para correção da dívida. Segundo dados do Banco Central, a dívida pública cresceu de 71,7% do PIB em dezembro de 2022, antes de Lula assumir a presidência, para 78,7% do PIB em janeiro deste ano. "Quando você aumenta o consumo agregado, sendo que a economia já está operando a pleno emprego, isso gera pressão inflacionária. Aí tem que ter mais juros e a dívida pública vai crescer mais", afirma Pessoa. Outros economistas têm uma visão menos crítica das ações do governo. Para Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo), o problema da alta da dívida pública está relacionado a uma meta de inflação baixa, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Na sua visão, isso obriga o Banco Central a manter os juros que corrigem a dívida muito elevados. Por outro lado, como a Selic alta esfria a economia, isso leva o governo a adotar mais medidas para estimular o crescimento do país, avalia. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com margem de tolerância até 4,5%. O IPCA, índice de preços do IBGE, fechou fevereiro com alta acumulada em 12 meses de 3,81%. A previsão do Boletim Focus é que o índice feche 2016 acima de 4%. Segundo os dois economistas ouvidos, esse cenário torna mais desafiador para o presidente eleito em outubro reduzir despesas e aumentar o superávit primário (economia para pagar juros da dívida). "O que está sendo feito não é sustentável", critica Barros. A guerra envolvendo Estados Unidos e Irã também aumentou a pressão sobre a inflação devido à disparada global do barril de petróleo, que chegou a ser negociado a US$ 119 em março, maior valor desde 2022, quando teve início a guerra entre Rússia e Ucrânia. O governo já adotou medidas para tentar segurar o preço do diesel, diante de temores de uma greve de caminhoneiros no país similar a que ocorreu em 2018, paralisação que provocou um tombo na economia. O objetivo do governo é garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e subvenção a importadores. O pacote terá um custo de R$ 30 bilhões, que será compensado com um novo imposto sobre a exportação de petróleo. A guerra também pressiona o preço dos botijões de gás, com a associação de revendedores pressionando o governo a tomar medidas para não prejudicar o programa Gás do Povo. Benefícios sociais e impulso econômico garantem votos? Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, as políticas sociais e econômicas adotadas pelo governo Lula podem não se converter em vitória nas urnas. Na sua avaliação, o peso da economia na definição da eleição diminuiu nos últimos pleitos, quando a política brasileira se tornou muito polarizada entre o lulismo e o bolsonarismo. Ele lembra que Jair Bolsonaro não conseguiu se reeleger em 2022, mesmo lançando um pacote de medidas de R$ 41 bilhões em agosto daquele ano (o equivalente a cerca de R$ 46 bilhões hoje), a poucos meses da eleição. Isso foi possível após seu governo conseguir aprovar no Congresso uma controversa alteração constitucional que declarava "estado de emergência" no país para driblar restrições à criação de novos benefícios às vésperas do pleito. A justificativa para a medida era a alta no preço dos combustíveis por causa da guerra na Ucrânia. A mudança ficou conhecida como PEC Kamikaze e permitiu ampliar o Auxílio-Gás e o Auxílio Brasil (substituto do Bolsa Família) e criar benefícios temporários para caminhoneiros e taxistas. Depois, em 2024, o STF considerou essa PEC inconstitucional. Seu governo criou também uma modalidade controversa de consignado para beneficiários do Auxílio Brasil entre o primeiro e o segundo turno presidencial, liberando R$ 9,5 bilhões em outubro de 2022 (o equivalente a cerca de R$ 11 bilhões hoje) em empréstimos para os segmentos mais pobres da população. Após a eleição, os desembolsos caíram fortemente e o programa acabou no início de 2023. Apesar das medidas, Bolsonaro não conseguiu se reeleger, devido ao elevado índice de rejeição a seu governo, que analistas atribuem, em boa parte, à sua atuação na pandemia de covid-19, quando se posicionou contra a vacinação e medidas sanitárias. "Ele começou com promessas ultraliberalizantes, uma política econômica ortodoxa. Depois, houve uma degradação da popularidade dele na pandemia, por sua postura na questão sanitária. A partir disso, ele entra na fase de populismo de gastos. Até mudança na Constituição ele fez", aponta Cortez. "Eu vejo o Bolsonaro muito mais eleitoreiro do que Lula", compara. Após derrotar Bolsonaro em 2022, o petista deve enfrentar em outubro o filho mais velho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisas eleitorais indicam que, se a eleição fosse hoje, ambos estariam empatados em um eventual segundo turno. Cortez nota que as principais novidades do governo estão em iniciativas para a classe média, como o aumento da isenção do Imposto de Renda. Na sua leitura, porém, a forte polarização da sociedade e a vantagem bolsonarista nesse grupo podem dificultar a conversão dessas políticas em votos. "Não importa o que [Lula] faça. Um dos efeitos da polarização é diminuir o número de eleitores dispostos a mudar de ideia. Não é que o voto econômico não importa, mas ele não é mais suficiente para a vitória do incumbente em 2026 como era no passado". "Tem um problema político maior que é uma leitura [da população] de falta de novidade no governo. E se a gente pega as pesquisas eleitorais, quase todas estão mostrando que o Lula não merece um novo mandato. Então, acho que esse é um desafio para esse contágio eleitoral [das medidas do governo]", continua. Segundo pesquisa de março do instituto Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em um eventual segundo turno, com 41% de intenção de votos cada. Os últimos levantamentos da Quaest mostram que o apoio a Lula no grupo que ganha de dois a cinco salários-mínimos (R$ 3.242 a R$ 8.105) — em boa parte beneficiado pela mudança no IR — recuou de 46% em agosto de 2025 para 38% em março de 2026. Agora, o petista aparece numericamente atrás de Flávio Bolsonaro nesse grupo, já que a intenção de voto no senador subiu de 35% para 41% no mesmo período. Já entre os que ganham mais de cinco salários-mínimos (R$ 8.105), a vantagem de Flávio é ainda maior, aparecendo com 52% ante 33% de Lula na última pesquisa. O petista, por outro lado, mantém vantagem no eleitor com ganho de até dois salários-mínimos (R$ 3.242), marcando 52% contra 32% do senador. Governo defende impacto das medidas para trabalhadores Ao defender suas ações, o presidente Lula diz que seu governo atua pelos trabalhadores e os grupos mais pobres. O aumento da isenção do IR, por exemplo, foi uma promessa de campanha do petista e foi aprovado com amplo apoio no Congresso. "Quando o bem comum está acima de interesses menores, é possível unir o Brasil em torno de grandes causas", defendeu o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quando a mudança na tributação foi promulgada. Para compensar as perdas de arrecadação, o governo aumentou impostos dos mais ricos, medida que deve impactar, em contraste, apenas 141 mil pessoas, segundo o Ministério da Fazenda. A medida é elogiada por especialistas em desigualdade de renda, como o economista Sergio Gobetti e o sociólogo Marcelo Medeiros, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Enquanto o governo amplia algumas políticas, o maior programa social criado por Lula não teve crescimento em seu terceiro mandato. O Bolsa Família teve uma grande expansão durante o governo de Jair Bolsonaro, com o objetivo de minimizar o crescimento da pobreza durante a pandemia de covid-19, momento em que o programa mudou de nome para Auxílio Brasil. Após sua eleição, Lula resgatou o nome original, mas manteve o novo valor do benefício, de ao menos R$ 600 por família. Depois disso, o benefício não teve qualquer reajuste, nem mesmo correção inflacionária. Com a redução das famílias atendidas, hoje em 18,7 milhões, o valor total transferido caiu de R$ 170 bilhões em 2024 para R$ 160 bilhões em 2025 — valor que deve ser mantido em 2026, segundo o Orçamento da União. Outra ação que deve se manter estável em 2026 é o Pé de Meia, criado em 2024. Com orçamento anual de R$ 12 bilhões, o programa transfere renda para estudantes do Ensino Médio de famílias pobres, como forma de evitar o abandono escolar. Lula chegou a prometer universalizar o benefício para todos os estudantes de Ensino Médio da rede pública neste ano, mas, devido às restrições orçamentárias, não há previsão de cumprimento da promessa. Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação apenas informou que o orçamento anual do programa continua em R$ 12 bilhões. Em entrevista à BBC News Brasil em outubro, o ministro Camilo Santana disse que a universalização demandaria mais R$ 5 bilhões, segundo cálculos iniciais da pasta.



Governo estuda zerar impostos sobre querosene de aviação para baratear passagens aéreas


06/04/2026 11:04 - g1.globo.com


Governo avalia medidas para conter avanço das passagens aéreas O Ministério dos Portos e Aeroportos estuda zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação, como parte de um pacote de medidas para conter o avanço no preço das passagens aéreas. A informação foi confirmada pelo novo ministro Tomé Franca à GloboNews. Como publicou o g1, os preços das passagens podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas. Na última semana, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou ao Ministério da Fazenda um pacote de medidas para tentar evitar essa alta de preços. As propostas incluem ações emergenciais voltadas ao setor de aviação. Entre as medidas estão: ➡️A criação de linhas de crédito para as empresas aéreas com recursos aportados pelo Tesouro. A proposta seria a partir de uma linha operada pelo Banco do Brasil, em que as companhias poderão acessar até R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até o final do ano. ➡️Outra proposta prevê zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, um dos principais custos das companhias. ➡️O pacote também inclui a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira (FAB). Essa medida está sendo tratada diretamente entre a FAB e o Ministério da Fazenda. 🔎A tarifa de navegação aérea paga à FAB é uma espécie de taxa cobrada pelo uso de serviços, auxílios e comunicações do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). A previsão é que representantes dos ministérios se reúnam na terça-feira (7) para definir as medidas que devem ser adotadas. O preço das passagens aéreas sobe e pode aumentar mais com a guerra no Oriente Médio Guerra no Oriente Médio A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir deste mês, o que impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas. A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã. 🔎 Para suavizar os efeitos do aumento e, possivelmente, conter os preços ao consumidor, a Petrobras anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos das distribuidoras. Além disso, o governo avalia outras medidas para reduzir os impactos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens. Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo Getty Images



Irã adverte sobre retaliação 'devastadora' após ameaças e ultimato de Trump; petróleo volta a subir


06/04/2026 10:21 - g1.globo.com


Trump usa palavrão e ameaça 'inferno' sobre o Irã O preço referência do barril de petróleo atingiu US$ 110 nesta segunda-feira (6) após a ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã no fim de semana. O preço do Brent subiu inicialmente 1,6%, para US$ 110,85, antes de recuar ligeiramente durante as negociações da manhã na Ásia. O aumento ocorreu depois que Trump ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas caso o país não interrompa ataques contra navios que tentam cruzar o Estreito de Ormuz. As principais bolsas de valores asiáticas registraram altas nesta segunda-feira. O índice Nikkei 225 do Japão subiu 1,6%, enquanto o índice Kospi da Coreia do Sul teve alta de 0,9%. Donald Trump ameaça realizar uma nova grande onda de ataques ao Irã na próxima terça-feira (7/4), caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto. O Irã zombou do ultimato, que classificou como "ameaça desesperada, nervosa e estúpida". Em uma postagem repleta de palavrões publicada no domingo em sua rede social Truth Social, Trump mencionou ataques à infraestrutura civil e disse que o Irã "viverá no inferno" se a importante rota marítima não for aberta. "Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês viverão no inferno - AGUARDEM! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu o republicano. Posteriormente, em uma nova publicação, Trump escreveu: "Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA!" Isso corresponde às 3h30 da manhã de quarta-feira, no horário de Teerã, capital do Irã (ou 21h de terça-feira pelo horário de Brasília). Não está claro a que se refere a segunda publicação de Trump nas redes sociais. A BBC solicitou esclarecimentos à Casa Branca. Trump havia estipulado anteriormente um prazo até 6 de abril para que o Irã fechasse um acordo. Mas o americano já adiou por diversas vezes prazos que ele mesmo estabeleceu para a reabertura do estreito. Duas postagens de Donald Trump na rede Truth Social neste domingo (5/4) Reprodução/Truth Social Na última quinta (2/4), os EUA já haviam atacado uma ponte em construção em Karaj, cidade a oeste de Teerã, no que foi considerada por alguns analistas uma ampliação dos alvos americanos e um possível primeiro passo para novos ataques à infraestrutura de água, energia e transporte do país do Oriente Médio. Ao jornal The Wall Street Journal, Trump disse neste domingo que, se o Irã quiser manter o estreito fechado, "perderá todas as usinas de energia e todas as outras instalações que possui em todo o país". À emissora Fox News, ele afirmou que está considerando "explodir tudo e tomar o controle do petróleo" do Irã se um acordo para encerrar a guerra não for alcançado rapidamente. Mas, na entrevista com o correspondente-chefe de assuntos internacionais da Fox, Trey Yingst, o americano também disse que há uma "boa chance" de um acordo ser fechado na segunda-feira. "Eles estão negociando agora", disse ele. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no domingo que as "ações imprudentes de Trump estão arrastando os EUA para um inferno na Terra para todas as famílias". "Não se enganem: vocês não ganharão nada com crimes de guerra", acrescentou. Ghalibaf acusou Trump de seguir ordens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e disse que "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e acabar com esse jogo perigoso". O general Ali Abdollahi Aliabadi, do comando militar central do Irã, disse que a ameaça de Trump é uma "ameaça desesperada, nervosa e estúpida", acrescentando que "os portões do inferno se abrirão" para o líder americano. Enquanto isso, Israel segue atacando instalações de infraestrutura civil iranianas — uma instalação petroquímica atacada no sábado (4/4) foi o alvo mais recente — e aguarda a aprovação dos EUA para atacar mais instalações de energia nesta semana, segundo autoridades de defesa. Ataques conjuntos de EUA e Israel também atingiram o Aeroporto Internacional Qasem Soleimani, no sudoeste do Irã, no domingo. O Irã, por sua vez, continuou a disparar drones e mísseis contra Israel e seus aliados no Golfo ao longo do fim de semana. Um prédio residencial na cidade israelense de Haifa foi atingido diretamente por um míssil balístico no domingo. Quatro pessoas ficaram feridas. Mais cedo, autoridades de Abu Dhabi informaram que estavam combatendo incêndios em uma instalação petroquímica operada pela empresa Borouge, causados ​​por destroços de um míssil iraniano. O Kuwait afirmou que ataques com drones iranianos danificaram gravemente instalações de petróleo e petroquímicas. Usinas industriais e de combustíveis também foram alvejadas no Bahrein. Histórico de ameaças Esta não é a primeira vez que Trump dá um ultimato a Teerã, na tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, ele já estabeleceu diferentes prazos para o regime dos aiatolás fechar um acordo. Relembre esse histórico de ultimatos: 1º prazo: Em 21 de março, Trump disse que "atacaria e obliteraria" usinas de energia, "começando pelas maiores", se o Irã não reabrisse a hidrovia em 48 horas. 2º prazo: Dois dias depois, ele disse que houve "conversas muito boas e produtivas" entre os países e adiou os ataques contra a infraestrutura energética por cinco dias. 3º prazo: Em 27 de março, Trump disse que adiaria os ataques às usinas de energia por 10 dias, "conforme solicitação do governo iraniano", estendendo o prazo para 6 de abril. Aviso de 48 horas: No sábado (4/4), com o prazo de 6 de abril se aproximando, o presidente americano avisou que o Irã tinha "48 horas" antes que ele desencadeasse "o inferno". Mais recente ameaça: Em uma postagem repleta de linguagem ofensiva, Trump reiterou essa ameaça neste domingo (5/4). Por que o Estreito de Ormuz é tão importante O Estreito de Ormuz é uma importante via comercial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Desde o início da guerra entre os EUA e Israel com o Irã, inúmeros navios foram atacados na região. Cerca de 3 mil navios costumam navegar pelo estreito todos os meses, mas esse número diminuiu drasticamente no período recente, com o Irã ameaçando atacar petroleiros e outras embarcações. Cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes também passa pelo estreito, que é um canal vital para as importações do Oriente Médio, incluindo alimentos, medicamentos e suprimentos tecnológicos. O bloqueio efetivo do estreito fez com que os preços do barril de petróleo disparassem. Há receios de que isso possa levar a uma forte alta da inflação mundial. Anistia Internacional critica ameaças de Trump A secretária-geral da organização de direitos humanos Anistia Internacional, criticou a publicação repleta de palavrões de Trump, com novas ameaças à infraestrutura civil do Irã. "Que mensagem revoltante", escreveu Agnes Callamard, em uma publicação no X (antigo Twitter). "Os civis iranianos serão os primeiros a sofrer com a destruição de usinas de energia e pontes", acrescentou. "Sem eletricidade, aquecimento ou água; sem poder fugir dos ataques. Potencial para uma série de crimes de guerra em cascata." A mensagem de Callamard vem a público dias depois de um grupo de mais de 100 especialistas em direito internacional ter assinado uma carta aberta expressando "profunda preocupação" com o que consideram graves violações do direito internacional pelos EUA, Israel e Irã na guerra. Em resposta ao relatório, a Casa Branca disse que Trump estava tornando toda a região mais segura e desconsiderou o que chamou de "os ditos especialistas". Em postagem no domingo (5/4), líder americano ameaçou atacar pontes e usinas de energia no Irã, se o Estreito de Ormuz não for reaberto até terça-feira Reuters via BBC



Como navios parados do outro lado do mundo atrapalham a sua vida aqui no Brasil? g1 explica


06/04/2026 07:01 - g1.globo.com


Do avião ao ovo: por que o petróleo afeta o preço de tudo? Navios parados em rotas estratégicas do outro lado do mundo podem parecer um problema distante - mas não são. Quando o transporte marítimo trava, mercadorias atrasam, fretes ficam mais caros e cadeias de produção inteiras são afetadas. O g1 EXPLICA NO VÍDEO ACIMA; ASSISTA. E isso chega direto ao Brasil. Com custos mais altos para importar insumos e exportar produtos, o impacto aparece nos preços de alimentos, eletrônicos, combustíveis e até no agronegócio. Em um país que depende do comércio internacional e do transporte, qualquer gargalo lá fora vira pressão aqui dentro, inclusive na inflação. Neste vídeo, você vai entender como navios parados podem atrapalhar a sua vida no Brasil. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



Presidente da Colômbia defende PIX após críticas dos EUA: 'Peço ao Brasil que estenda o sistema'


06/04/2026 04:54 - g1.globo.com


'Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX', diz Lula ao comentar relatório dos EUA O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, saiu em defesa do sistema de transferências instantâneas PIX e pediu que a ferramenta seja adotada em seu país. A manifestação foi feita em uma publicação na rede social X. No post, Petro respondeu a uma mensagem que mencionava declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria ameaçado impor sanções ao Brasil caso o PIX não fosse encerrado, sob o argumento de que o sistema prejudica empresas de cartão de crédito como Visa e Mastercard. Ao comentar o tema, o presidente colombiano afirmou que o modelo brasileiro representa uma alternativa mais eficiente e criticou mecanismos usados pelos Estados Unidos no sistema financeiro internacional. “Le pido a Brasil extender el sistema PIX a Colombia”, escreveu Petro. Initial plugin text Na mesma publicação, o presidente colombiano fez duras críticas à lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano. Segundo ele, o mecanismo "já não é uma arma contra o narcotráfico" e estaria sendo utilizado como instrumento de controle político. Petro afirmou ainda que grandes líderes do tráfico internacional conseguem driblar o sistema e viver com luxo fora de seus países, enquanto a ferramenta seria usada para pressionar adversários políticos ao redor do mundo. O presidente também voltou a defender uma governança global mais democrática e criticou conflitos internacionais, afirmando que guerras “não servem para nada” e geram perdas para toda a humanidade. As declarações ocorrem em meio a um debate crescente sobre o papel do PIX no sistema financeiro global. Criado pelo Banco Central em 2020, o modelo brasileiro se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país e vem sendo estudado para operações internacionais. Gustavo Petro REUTERS/Luisa Gonzalez Na última quarta-feira (1º), um relatório divulgado pela Casa Branca ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito. "O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas." No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro. "O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu a críticas de Trump e afirmou que o Brasil não pretende recuar no uso do sistema. O Banco Central, por sua vez, trabalha na expansão da ferramenta, incluindo a possibilidade de integração entre países no futuro. "Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o PIX, disseram que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda deles", introduziu Lula. "O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", completou o petista. Na sequência, Lula disse que o governo brasileiro, por própria iniciativa, pode até "aprimorar o PIX, para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens" que usam a ferramenta.